O Jornal Económico

    Acordo de Angola com o FMI vai fazer subir preços dos produtos básicos


    O acordo assinado por Angola com o Fundo Monetário Internacional (FMI) torna o país credível como um destino de investimento estrangeiro mas as empresas e a população estão já a antecipar o aumento dos preços, segundo o China-Lusophone Brief...

    O acordo assinado por Angola com o Fundo Monetário Internacional (FMI) torna o país credível como um destino de investimento estrangeiro mas as empresas e a população estão já a antecipar o aumento dos preços, segundo o China-Lusophone Brief (CLBrief).

    O CLBrief, um serviço eletrónico de informação sobre a China e os países de língua portuguesa, escreveu que ao abrigo do programa de Facilidade Alargada de Crédito, através do qual Angola irá receber um financiamento de 3,7 mil milhões de dólares, o país terá de adotar um conjunto de recomendações.

    Entre estas incluem-se a consolidação fiscal, flexibilidade nas taxas de câmbio e uma política monetária conducente à redução da inflação, que terão inevitavelmente reflexos na evolução dos preços.

    O programa assinado com o FMI contempla igualmente o alargamento do número de contribuintes, a redução do nível de despesa pública, a eliminação dos pagamentos atrasados, nomeadamente às empresas que obtiveram adjudicação de obras públicas e, em simultâneo, melhorar a transparência fiscal.

    Um dos pontos-chave em termos fiscais, escreve o CLBrief, é a introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e consequente eliminação do Imposto de Consumo a partir de 1 de Julho de 2019 para os grandes contribuintes e em 2023 para o resto da população.

    Tanto as empresas como os particulares vão ser ainda atingidos com o aumento dos preços decorrente da eliminação dos subsídios à energia, transportes e combustíveis, sendo que o programa assinado com o FMI contempla já medidas de apoio às camadas mais desfavorecidas da população, a fim de evitar um grande descontentamento popular.

    O programa assinado com o FMI pretende em termos globais fazer com que a dívida pública de Angola desça dos atuais 90% do Produto Interno Bruto para 65% em 2023, incluindo a dívida da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, empresa que está a ser alvo de um programa de reestruturação.

    Pequim ganha estacionamento inteligente nas ruas


    Com 6 milhões de veículos, Pequim está a regulamentar os seus lugares de estacionamento nas ruas com a introdução de equipamentos de cobrança eletrónica, com preços padronizados pelo governo. Desde 1 de janeiro, foram alterados 13.644 lugares com...

    Com 6 milhões de veículos, Pequim está a regulamentar os seus lugares de estacionamento nas ruas com a introdução de equipamentos de cobrança eletrónica, com preços padronizados pelo governo. Desde 1 de janeiro, foram alterados 13.644 lugares com linha branca em 166 ruas de três distritos pilotos: Xicheng, Dongcheng e Tongzhou .

    Segundo Rong Jun, vice-diretor da Comissão Municipal de Transporte da capital chinesa, o órgão reorganizou os estacionamentos na beira das vias e instalou parquímetros eletrónicos nos três distritos.

    Até o final de 2019, os residentes de Pequim aproveitarão a conveniência do estacionamento de cobrança eletrônica em toda a cidade. As taxas serão cobradas com base na tecnologia de reconhecimento de placa de carro e via pagamento móvel em geral. Estão ainda em andamento regulamentos abrangentes de estacionamento nos becos dos tradicionais hutongs.

    Simule se pode poupar no IMI depois da subida do preço por metro quadrado


    O IMI de 2020 parece ser uma preocupação longínqua, mas, para evitar algumas surpresas, use desde já o nosso simulador que lhe indica se está na altura de pedir às Finanças para atualizarem o valor da sua casa. Basta inserir os dados do imóvel....

    O IMI de 2020 parece ser uma preocupação longínqua, mas, para evitar algumas surpresas, use desde já o nosso simulador que lhe indica se está na altura de pedir às Finanças para atualizarem o valor da sua casa. Basta inserir os dados do imóvel. Tudo o que precisa está na caderneta predial, que pode consultar a qualquer momento no Portal das Finanças. Se já fez esta simulação há mais de três anos, está na altura de a voltar a fazer.

    Confirme aqui se está a pagar IMI a mais

    Caso o simulador indique que pode poupar em 2020, tem de preencher o modelo 1 do IMI a solicitar a atualização do valor da casa e entregá-lo nas Finanças. O simulador dá todas as instruções.

    Passo 1: confirmar quanto vale a sua casa

    O valor patrimonial tributário de um imóvel é o valor sobre o qual irá ser aplicada a taxa de imposto a fixar por cada município. É calculado com base num conjunto de parcelas, tais como a área, a localização, o nível de conforto ou idade da casa e ainda se é a sua habitação permanente ou de férias. Estas parcelas pouco alteram, mas há duas que fogem à regra: o valor de construção e o coeficiente de vetustez.

    O valor de construção corresponde ao preço do terreno. Até 2008, o valor do metro quadrado foi sempre inflacionado, desde os € 600 até os 615 euros. A partir desse ano, o Fisco baixou gradualmente os preços para responder à crise no mercado imobiliário. O preço estabilizou, desde 2010, nos 603 euros. Mas a 20 de dezembro foi publicada uma portaria que fixa o valor de construção em 615 euros a partir de 1 de janeiro de 2019.

    O novo valor só se aplica a quem comprar ou pedir para avaliar a casa a partir de 1 de janeiro de 2019. Assim, se a simulação indicar que há poupança, tem até ao fim do ano para pedir a avaliação. Se não houver poupança, o imposto também não aumenta. Como a atualização não é automática, ficam na fórmula os valores já existentes.

    O coeficiente de vetustez representa a idade do imóvel. Quanto mais velha for a casa, mais baixo é o coeficiente. Mas esta variável também não é atualizada automaticamente. Logo, o valor considerado pelo Fisco pode não corresponder ao real, mas sim ao do ano da avaliação inicial. Como as reduções são efetuadas em múltiplos de 5, por exemplo de 0,85 para 0,80, pode bastar um pedido de nova avaliação para poupar, mesmo com o agravamento de 2% que resulta da atualização do valor de construção de € 603 para 615 euros.

    Ambas as atualizações deveriam ser automáticas, mas não são. Continuamos a exigir esta mudança. Para evitar um aproveitamento do desconhecimento e da inércia dos contribuintes, lançamos o nosso simulador. Este revelou que se a atualização fosse automática, cada contribuinte pouparia, em média, 18,75 por cento. Use-o e confirme se deve pedir às Finanças uma nova avaliação da casa.

    Isenção: quem pode usufruir

    Quem compra uma casa, pode pedir a isenção do IMI, por um máximo de três anos, desde que seja para habitação própria e permanente e o valor patrimonial tributário não exceda 125 mil euros. Além disso, o rendimento anual sujeito a imposto do agregado familiar do proprietário tem de ser inferior a 153 300 euros.

    As famílias com rendimento anual bruto até € 14 630 e com imóveis (rústicos e urbanos) com valor total até € 66 500 também não pagam IMI. O pedido de isenção deve ser apresentado, no máximo, até 60 dias após os 6 meses seguintes à compra, fim da construção ou beneficiação do imóvel. A isenção é automática, ou seja, não há necessidade de a solicitar ao Fisco. A isenção só é concedida duas vezes ao mesmo contribuinte ou agregado familiar.

    Se tiver dívidas, por exemplo, à Segurança Social, a isenção pode não ser concedida.

     

    China anuncia ida aos Estados Unidos para discutir guerra comercial


    O vice-primeiro-ministro chinês, principal negociador de Pequim nas disputas comerciais com os Estados Unidos, vai estar em Washington nos dias 30 e 31 deste mês para discussões bilaterais, anunciou esta quinta-feira o Ministério do Comércio...

    O vice-primeiro-ministro chinês, principal negociador de Pequim nas disputas comerciais com os Estados Unidos, vai estar em Washington nos dias 30 e 31 deste mês para discussões bilaterais, anunciou esta quinta-feira o Ministério do Comércio chinês.

    Liu He vai reunir-se com autoridades norte-americanas para tentar conter a fricção comercial e “implementar o consenso” alcançado pelos presidentes Xi Jinping e Donald Trump, no passado dia 01 de dezembro, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, aos repórteres.

    Os dois países selaram uma trégua de 90 dias, entre 01 de dezembro e 01 de março, que suspende as taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos chineses e as sobretaxas impostas pela China a viaturas e peças automobilísticas fabricadas nos Estados Unidos.

    Jogo VIP em Macau contribui com mais de metade do total arrecadado pelos casinos


    As receitas geradas pelo jogo VIP em 2018 cresceram 9,3%, para 166,097 mil milhões de patacas (18,029 mil milhões de euros), contribuindo com mais de metade do total arrecadado pelos casinos de Macau. De acordo com dados publicados na quarta-feira na...

    As receitas geradas pelo jogo VIP em 2018 cresceram 9,3%, para 166,097 mil milhões de patacas (18,029 mil milhões de euros), contribuindo com mais de metade do total arrecadado pelos casinos de Macau.

    De acordo com dados publicados na quarta-feira na página da Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), as receitas do jogo VIP (angariadas nas salas de grandes apostas) registaram um aumento de 15,424 mil milhões de patacas (1,674 mil milhões de patacas), em relação a 2017, cujo valor das grandes apostas tinha sido de 150,673 mil milhões de patacas.

    Em termos relativos, o jogo VIP contribuiu com 54,8% do total arrecadado pelos casinos de Macau ao longo do ano passado, uma percentagem inferior à registada em 2017 (56,69%).

    Macau, capital mundial do jogo e único local na China onde o jogo em casino é legal, registou, em 2018, 302,846 mil milhões de patacas (32,796 mil milhões de euros) em receita do jogo, um aumento de 14% em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com dados oficiais.

    O resultado absoluto alcançado em 2018 é o maior desde 2014, quando as receitas geradas pelo jogo VIP registaram 212,535 mil milhões de patacas.

    Em todo o setor das apostas em Macau foram gerados 303,879 mil milhões de patacas, sendo que o jogo em casino representou quase a totalidade deste valor (99,66%). Em segundo lugar, a longa distância do primeiro, ficaram as apostas de futebol (674 milhões de patacas), com um aumento de 155 milhões de patacas, comparativamente ao valor registado em 2017.

    No final do ano passado, a região administrativa especial chinesa contava com 6.588 mesas de jogo e 16.059 ‘slot machines’, em 41 salas de jogo.

    A Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata Stanley Ho, contava com 22 casinos, o Galaxy com seis e o Venetian Macau (que tem no território o maior casino do mundo e o sétimo maior edifício do planeta em área útil) com cinco.

    Já o Melco, grupo liderado por Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, com casinos e hotéis em Macau e nas Filipinas, tem cinco casinos. Os grupos norte-americanos MGM e Wynn têm ambos dois casinos em Macau.

    Jerónimo Martins e Sonae voltam a subir no ‘ranking’ global do retalho


    A Jerónimo Martins e a Sonae SGPS voltaram a subir no ‘ranking’ (avaliação) global do retalho da Deloitte em 2018, em comparação com o ano anterior, ocupando agora, respetivamente, a 55.ª e a 156.ª posição. De acordo com o estudo ‘Global...

    A Jerónimo Martins e a Sonae SGPS voltaram a subir no ‘ranking’ (avaliação) global do retalho da Deloitte em 2018, em comparação com o ano anterior, ocupando agora, respetivamente, a 55.ª e a 156.ª posição.

    De acordo com o estudo ‘Global Powers of Retailing 2019’, que engloba 250 empresas a nível mundial, a Jerónimo Martins é hoje o 55.º maior retalhista, avançando uma posição em comparação com o ano anterior.

    Em dez anos, a dona do Pingo Doce subiu mais de 60 posições, tendo, em 2017, o ano sido marcado por “um forte desempenho operacional”, com todas “as geografias e insígnias a reforçarem as suas posições de mercado (Portugal, Polónia e Colômbia)”. Por sua vez, a Sonae SGPS ascendeu à 156.ª posição, quando, no ano anterior, ocupava o 167.º lugar, tendo, em dez anos, subido cerca de 20 posições.

    A conjuntura económica da zona euro tem vindo a registar uma desaceleração e existe uma incerta e instabilidade associada a fenómenos como o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia), que se temretalhp refletido numa descida da procura.

    “Para os retalhistas, estes indicadores macroeconómicos vão traduzir-se num crescimento mais lento dos gastos de consumo, no aumento dos preços e em perturbações nas cadeias de fornecimentos globais”, apontou, em comunicado, o sócio líder do setor de retalho da Deloitte, Miguel Eiras Antunes.

    Por isso, de acordo com o responsável da consultora, “é expectável que, nos próximos anos, o setor enfrente alguns desafios nesta matéria. Contudo, os mercados maduros apresentam igualmente um conjunto de novas oportunidades ao nível da inovação tecnológica”.

    A liderar o ‘ranking’ ficaram, novamente, as norte-americanas Wal-Mart Stores, Costco Wholesale Corporation e The Kroger Co. Destaca-se no quarto lugar a Amazon, com uma subida impulsionada “por uma estratégia competitiva de preços”, seguida pelo grupo alemão Schwarz.

    No sentido inverso, a ocupar os últimos lugares da tabela ficaram a norte-americana The Golub Corporation (250.ª posição), a brasileira Magazine Luiza (249.ª), a japonesa Heiwado Co. (248.ª), a sueca Coop Sverige AB (247.ª) e a norte-americana American Eagle Outfitters (246.ª).

    No ‘ranking’ registaram-se também algumas estreias como as alemãs Metro AG (26.º lugar) e a Ceconomy AG (40.º), a chinesa Wumart Holdings (187.º), a norte-americana Wayfair (205.º) e a brasileira RaiaDrogasil (223.º).

    A Europa apresenta o número mais alto de retalhistas no Top 250, com 87 empresas, mais cinco que no período homólogo.

    No mesmo documento, o sócio do setor de Retalho da Deloitte Pedro Miguel Silva, referiu que “os retalhistas europeus continuam a ser mais ativos a nível global pelo facto de procurarem oportunidades de crescimento fora dos respetivos mercados maduros. Uma estratégia seguida também pelos dois maiores retalhistas portugueses, cujas operações em mercados externos continuam a representar uma forte aposta”.

    Segundo o estudo da Deloitte, as receitas agregadas das 250 maiores empresas de retalho a nível mundial totalizaram 4,53 triliões de dólares (3,96 biliões de euros) no ano fiscal de 2017 (exercício encerrado até junho de 2018), valor que representa um crescimento homólogo de 5,7%.

    Os dez maiores retalhistas do mundo contribuíram em 31,6% para a receita gerada no ano fiscal de 2017.

    “O crescimento registado no Top 10 ultrapassou o crescimento reportado pelos 250 retalhistas neste estudo com 6,1% e 5,7% respetivamente. No entanto, a margem de lucro líquida total dos dez maiores retalhistas foi mais baixa quando comparada com o top 250”, apontou, em comunicado, a consultora.

    Esta realidade justifica-se com o facto de “oito dos dez retalhistas trabalharem no retalho alimentar, um setor com margens baixas, que estão permanentemente sob pressão devido ao aumento dos custos, baixo poder de inflação de preços imposto pela crescente concorrência e transparência e ao investimento necessário na transformação digital dos negócios”.

    O retalho alimentar foi o que mais contribuiu para o Top 250, com as 138 empresas deste setor a gerarem 66,2% das receitas do retalho no ano fiscal de 2017.

    A 22.ª edição do ‘Global Powers of Retailing’ identificou os 250 maiores retalhistas do mundo e analisou o desempenho obtido pelo setor ao nível do volume de negócios, crescimento e rentabilidade nas várias geografias, segmentos de atividade e formatos de loja.

    ONG denuncia crescimento do populismo cresce na Europa e oportunismo contra migrantes


    Os partidos populistas influenciaram a política europeia em 2018, ano no qual se assistiu a uma “abordagem oportunista” contra os migrantes no seio da União, nomeadamente em Itália, Hungria e Áustria, revela um relatório da Human Rights...

    Os partidos populistas influenciaram a política europeia em 2018, ano no qual se assistiu a uma “abordagem oportunista” contra os migrantes no seio da União, nomeadamente em Itália, Hungria e Áustria, revela um relatório da Human Rights Watch.

    Segundo o relatório daquela organização não-governamental (ONG) focado no ano passado, “apesar de as chegadas de migrantes e de requerentes de asilo terem diminuído para níveis anteriores a 2015”, verificou-se na União Europeia (UE) uma “abordagem austera e frequentemente oportunista anti-imigração vinda de alguns governos […], incluindo os de Itália, Hungria e Áustria”.

    A Human Rights Watch (HRW) acrescenta que, também neste ano, “líderes populistas de Estados-membros da UE usaram a questão da migração para criar medo e aumentar o apoio nas urnas”, o que influenciou também a “posição europeia” sobre estes assuntos.

    Assim, “com as divergências [entre os Estados-membros] a bloquearem” o acolhimento em países europeus de migrantes e requerentes de asilo, o foco foi “mantê-los longe” da União, observa a HRW, falando em “medidas polémicas” como a cooperação com outros países com menores recursos fora da UE para prestar esse apoio.

    Em 2018, “os partidos e ideias extremistas populistas voltaram a exercer uma enorme influência sobre a política europeia”, refere o relatório, recordando os resultados eleitorais na Hungria, Itália, Áustria e também na Suécia, Eslovénia e Alemanha (eleições regionais).

    Ao mesmo tempo, “o partido populista continuou no poder na Polónia, apesar de ter perdido força nas eleições locais” e, na Alemanha, a agenda política ficou marcada por ideias contra imigrantes, refugiados e muçulmanos, recorda o mesmo documento.

    Já na Dinamarca, as autoridades “introduziram uma série de medidas para reforçar os ‘valores dinamarqueses’ distinguindo certas áreas como ‘guetos’ tendo em conta a quantidade de residentes oriundos de minorias ou com historial de imigração e com baixo estatuto socioeconómico”, aponta a ONG.

    Assistiu-se ainda a “casos de racismo ou de incitação ao ódio em muitos países da UE”, como na Bulgária, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Eslováquia, Espanha e Reino Unido, conclui a HRW.

    Dados desta ONG, incluídos no relatório, demonstram que, até meados de novembro do ano passado (os números mais recentes), registaram-se 107.900 chegadas de migrantes aos países da UE por mar (a grande maioria) ou por terra.

    Este número compara com um total de 172.300 chegadas no período homólogo de 2017.

    Negociador europeu para o Brexit: Impasse no parlamento britânico “agrava o risco de saída sem acordo”


    O negociador-chefe da União Europeia para o Brexit diz que aumentaram as possibilidades de uma saída sem acordo, depois do plano do Governo de Theresa May ter sido chumbado esta semana no parlamento britânico. “O impasse a que se chegou em Londres,...

    O negociador-chefe da União Europeia para o Brexit diz que aumentaram as possibilidades de uma saída sem acordo, depois do plano do Governo de Theresa May ter sido chumbado esta semana no parlamento britânico.

    “O impasse a que se chegou em Londres, agrava o risco de uma saída sem acordo”, disse Michel Barnier esta quinta-feira durante uma audição no parlamento português.

    “Este impasse é uma consequência da situação política britânica. É do lado britânico que se tem de procurar as vias e meios para sair do impasse, em função do diálogo que o Governo tem de fazer junto das forças britânicas para haver uma maioria positiva”, acrescentou o político francês na comissão parlamentar de Assuntos Europeus.

    “Estamos a trabalhar desde o primeiro dia para que haja um acordo. A nossa responsabilidade é de nos preparamos para as opções disponíveis. Se não houver acordo, há medidas de contigência qu podem ser tomadas”, garantiu durante a sua audição em Lisboa.

    Depois da sua audição na Assembleia da República, Michel Barnier também vai estar presente esta quinta-feira no Conselho de Estado, a convite do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

    Câmara de Lobos reconduz Coordenador Municipal de Proteção Civil


    O município de Câmara de Lobos decidiu renovar a nomeação de Uriel Abreu, atual Coordenador Regional de Protecção Civil, para um período de mais três anos, nestas funções, que produziu efeitos a partir de 1 de janeiro, de acordo com um aviso...

    O município de Câmara de Lobos decidiu renovar a nomeação de Uriel Abreu, atual Coordenador Regional de Protecção Civil, para um período de mais três anos, nestas funções, que produziu efeitos a partir de 1 de janeiro, de acordo com um aviso publicado esta quinta-feira em Diário da República.

    Esta decisão foi tomada depois de ouvida a comissão municipal de proteção civil, acrescenta o aviso, que decidiu dar um parecer favorável, a esta renovação da nomeação ao cargo.

    A recondução para um mandato de três anos já tinha sido confirmada através de despacho da autarquia em dezembro de 2018, explica o aviso publicado no Diário da República.

    Governo estima que despesa do SNS tenha atingido 10 mil milhões de euros em 2018


    O Ministério das Finanças e o da Saúde estimam que despesa efetiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com base na informação da conta financeira, tenha atingido os 10 mil milhões de euros em 2018. Num comunicado conjunto, o gabinete de Mário...

    O Ministério das Finanças e o da Saúde estimam que despesa efetiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com base na informação da conta financeira, tenha atingido os 10 mil milhões de euros em 2018. Num comunicado conjunto, o gabinete de Mário Centeno e o de Marta Temido argumentam que o gasto real do SNS aumentou 12% ao longo da legislatura (desde 2015), tendo sido de mais 5% em termos homólogos.

    O Executivo português refere que o ano passado foi marcado pela redução da dívida aos fornecedores, para menos 500 milhões de euros, o que representa uma queda de quase 50% comparativamente ao montante registado no final de 2017. “Entre 2015 e 2018 a despesa corrente primária da Administração Central aumentou 1.745 milhões de euros, tendo a despesa do SNS representado 1.042 milhões de euros daquele valor”, referem os dois ministérios, numa nota enviada esta quinta-feira.

    A justificação do Governo surge um dia depois de o Tribunal de Contas (TdC) ter divulgado o seu parecer à Conta Geral do Estado (CES) de 2017, mostrando reservas, inclusive nos princípios estipulados no Programa Orçamental da Saúde. O TdC exemplifica com o caso do princípio da especificação de 521 milhões de euros das dotações destinadas a este programam, um valor que foi inscrito inicialmente fora do seu orçamento. Além disso, este órgão do poder judicial assinala o “o caso da dotação provisional de 535 milhões de euros que foi utilizada para reforçar dotações suborçamentadas, designadamente despesas com pessoal”.

    O Ministério das Finanças e o da Saúde defendem que o indicador de fluxo financeiro do Estado para o SNS, usado nesse relatório, inclui aumentos extraordinários de capital das unidades hospitalares públicas, “aplicados em regularizações da dívida contraída”. “Por conseguinte, não constituem um indicador do esforço de despesa num determinado ano, uma vez que se referem a despesa de anos anteriores”, explicam.

    “A análise das transferências em 2018 mostra, para além do aumento da despesa efetiva já referido, os 1.400 milhões de euros que o Governo canalizou para pagamentos em atraso no SNS, e que estão registados no indicador de fluxo financeiro”, conclui o referido comunicado dos dois ministérios, acrescentando que as despesas com pessoal na Saúde subiram 597 milhões de euros (+17%) desde 2015 e que o gasto na compra de bens e serviços aumentou em 413 milhões de euros, quando comparado com o mesmo ano em que o Governo tomou posse.

    Notícia atualizada às 9h12

    BE protesta contra eventual limitação do espaço público no acesso ao Cais de Câmara de Lobos


    O BE mostrou o seu desagrado com a eventual limitação do espaço público no Cais de Câmara de Lobos para a construção de um hotel nesta zona. Ouvidas as preocupações manifestadas pela população e as notícias que dão conta de um possível...

    O BE mostrou o seu desagrado com a eventual limitação do espaço público no Cais de Câmara de Lobos para a construção de um hotel nesta zona.

    Ouvidas as preocupações manifestadas pela população e as notícias que dão conta de um possível encerramento do arruamento de acesso ao Cais de Câmara de Lobos os bloquistas pedem uma “clarificação das autoridades municipais e regionais” sobre este assunto e ainda “um compromisso em prol da preservação” do acesso público.

    O dirigente do BE, Paulino Ascensão, afirma que esta possível limitação do acesso público ao cais “não surpreende” tendo em conta a apetência do PSD para “sacrificar o interesse público em benefício dos privados” que se apresentam como donos da Madeira.

    “A acontecer tal restrição do acesso, tratar-se-á de uma privatização do espaço público que não é aceitável pois vai prejudicar toda a população, para benefício de apenas uma pessoa, o dono do hotel em construção”, defende o dirigente bloquista.

    Paulino Ascensão lembra que este grupo hoteleiro “já beneficia da privatização parcial da Praça do Mar” e “não consta que dê contrapartidas à Região por esse usufruto em exclusivo do espaço público durante as madrugadas”.

    REIT vão poder entrar na promoção imobiliária


    As futuras sociedades de investimento e gestão imobiliária (SIGI), além da compra e arrendamento de imóveis, vão poder fazer promoção imobiliária, noticia o “Jornal de Negócios” na edição desta quinta-feira. O objetivo é que tenham para...

    As futuras sociedades de investimento e gestão imobiliária (SIGI), além da compra e arrendamento de imóveis, vão poder fazer promoção imobiliária, noticia o “Jornal de Negócios” na edição desta quinta-feira.

    O objetivo é que tenham para outras formas de exploração económica, como projetos de construção e de reabilitação, de acordo com um diploma do Conselho de Ministros, a que o diário de economia teve acesso.

    O Governo aprovou no passado dia 10 de janeiro o decreto-lei relativo ao regime destas sociedades, denominadas internacionalmente de Real Estate Investment Trusts (REIT). Assim, foi criado o regime jurídico das SIGI, constituídas como um veículo de promoção do investimento e de dinamização do mercado imobiliário, nomeadamente do arrendamento, tendo o diploma seguido para Belém.

    Este instrumento tem a particularidade de ser cotado em bolsa, de concentrar o investimento maioritariamente em ativos imobiliários para arrendamento e uma regulação muito ligeira. A nível fiscal, segue as regras aplicáveis aos Organismos de Investimento Coletivo, como os fundos de investimento imobiliário e sociedades de investimento imobiliário.

    Mais de 20% dos alunos em Beja e Faro chumbam no 1º ciclo


    Os alunos das escolas de Faro e de Beja são aqueles que mais chumbam no 1º ciclo do ensino básico, tendo apenas 78% concluído os estudos no período normal (quatro anos), revela o “Público”, com base na informação disponibilizada portal...

    Os alunos das escolas de Faro e de Beja são aqueles que mais chumbam no 1º ciclo do ensino básico, tendo apenas 78% concluído os estudos no período normal (quatro anos), revela o “Público”, com base na informação disponibilizada portal InfoEscolas

    Na edição desta quinta-feira, o jornal dá conta de, em Faro e em Beja, 22% das crianças que se inscreveram na escola pela primeira vez em 2013/2014, e que em 2016/2017 deveriam estar no 4º ano, acabaram por não o conseguir.

    Por outro lado, os distritos de Braga, Porto e Vila Real estão na liderança no que diz respeito à percentagem de estudantes que terminaram estes quatro anos de escolaridade (1º, 2º, 3º e 4º anos) sem reprovar.

    Os dados são da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que calculou qual a percentagem dos estudantes que terminaram o 1º ciclo no tempo normal de frequência, por escola, concelho e distrito.

    Bolsa de Lisboa a descer com EDP e Jerónimo Martins em terreno negativo


    A Bolsa de Lisboa abriu a sessão desta quinta-feira em terreno negativo. O PSI-20 está a cair 0,34% para 4981.77 pontos. Na Europa, as principais praças estão a subir: Madrid ganha 0,71%, Paris sobe 0,51%, Frankfurt valoriza 0,36%. A única exceção...

    A Bolsa de Lisboa abriu a sessão desta quinta-feira em terreno negativo. O PSI-20 está a cair 0,34% para 4981.77 pontos. Na Europa, as principais praças estão a subir: Madrid ganha 0,71%, Paris sobe 0,51%, Frankfurt valoriza 0,36%. A única exceção é Londres que desce 0,37%.

    Os investidores vão estar atentos esta quinta-feira à situação política no Reino Unido e na União Europeia, depois de Theresa May ter sobrevivido à moção de censura no Parlamento britânico na quarta-feira. A primeira-ministra britânica tem agora até a próxima segunda-feira para apresentar um novo plano para a saída do Reino Unido da União Europeia.

    De regresso a Lisboa, olhando para o setor energético, a Galp sobe 0,28% para 14,2350 euros, e a EDP Renováveis sobe 0,45% 7,8950 euros, enquanto a EDP desce 0,49% para 3,0490 euros.

    Na banca, o BCP perde 0,45% para 0,2444 euros.

    Já a Jerónimo Martins está a cair 0,68% para 11,65 euros, enquanto a Sonae desce 0,23% para 0,8745 euros.

    A importância dos pagamentos eletrónicos


    Numa altura em que que a transposição da Diretiva de Serviços de Pagamentos 2 – DSP2 começa a ser transposta nos vários países europeus, incluindo Portugal, verificamos também que os pagamentos em dinheiro ou em cheques no ponto de venda, estão...

    Numa altura em que que a transposição da Diretiva de Serviços de Pagamentos 2 – DSP2 começa a ser transposta nos vários países europeus, incluindo Portugal, verificamos também que os pagamentos em dinheiro ou em cheques no ponto de venda, estão a ser rapidamente substituídos por pagamentos eletrónicos, mudando fundamentalmente onde os consumidores gastam, o que compram e como compram.

    Acresce que  também os governos estão a analisar novas formas de reduzir o uso de pagamentos em dinheiro ou em cheque, tanto na qualidade de entidades pagadoras como entidades ditas aceitantes, pretendendo criar eficiências e aumentar, em nome da transparência, o registo das transações financeiras e das receitas fiscais.

    Por exemplo, para aprofundar essa questão, foi desenvolvido recentemente um estudo encomendado pela MasterCard para perceber qual o valor acrescentado que poderia trazer os pagamentos eletrónicos aos comerciantes europeus. A pesquisa analisou os dados em nove países da Europa: Itália, Alemanha, Reino Unido, Suécia, França, Espanha, Holanda, Polônia e República Checa. O estudo foi posteriormente replicado em mais de 30 países.

    A análise focou-se no valor entregue aos comerciantes comparando-o com o seu custo geral de aceitação, isto é, custos do ponto de venda até o depósito de fundos no banco do comerciante, incluindo equipamentos, trabalho, segurança, perdas, taxas de serviço do comerciante, e outros custos relacionados.

    Os resultados mostram que, globalmente, o valor criado pelo uso de pagamentos com cartão supera em muito o custo total de aceitação, com o valor fornecido sendo mais do dobro do custo total para transações com cartões de crédito e débito. É ainda maior na Europa: duas vezes e meia para crédito e quatro vezes para débito.

    O valor é criado para um negócio através de uma combinação de fatores: receita adicional; margens maiores e lucros de vendas para clientes existentes e novos; eficiências de custo na entrega de produtos existentes e novos; e melhor experiência do cliente devido a processos inovadores de vendas e marketing. A aceitação eletrónica fornece esses benefícios por:

    Não limitar os clientes ao dinheiro que trazem na carteira: em média, as transações de débito e crédito são duas a quatro vezes o valor das transações em dinheiro no ponto de venda. Além disso, novos aceitantes de pagamentos com cartão geralmente verificam um aumento de 10 a 15% no valor e volume de transações; Dar acesso aos comerciantes a uma base global de clientes e vice-versa: por exemplo, cerca de 15% das vendas são de portadores de cartões de fora da Europa ou de portadores de cartões europeus que fazem transações internacionais. Permitir que os comerciantes façam vendas que não seriam práticas nem possíveis com dinheiro ou cheques: por exemplo, 10% dos 500 mil milhões de vendas anuais de créditos em toda a Europa vêm do comércio eletrónico.

    Além de benefícios relacionados com a receita, as empresas aceitantes recebem valor adicional através de:

    Transações em tempo real e garantidas: os meios de pagamento eletrónico garantem vendas e pagamentos imediatos por meio de processamento eletrónico e autorização para que a transação e o seu pagamento sejam resultado de atividades legítimas, eliminando a necessidade de criação dispendiosa de contas, manutenção e gestão de depósitos. Eficiência e segurança de custos: os pagamentos eletrónicos minimizam a necessidade de contagem, salvaguarda e armazenamento de moeda física e limitam as perdas de dinheiro perdido ou roubado. As filas nos pontos de venda ficam mais curtas, resultando em menos vendas perdidas. Inovações em tecnologia: Terminais de pagamento não assistidos, pagamentos móveis, tokenização, biometria, leitores e segurança adicional através da tecnologia EMV chip também oferecem acesso a novos clientes, aumentam o volume de transações e reduzem custos para o comércio de todas as dimensões.

    É evidente que os pagamentos eletrónicos trazem valor considerável para o comércio e os seus clientes, permitindo um aumento de vendas, conveniência e, acima de tudo, benefícios de segurança que compensam de longe o custo total de aceitação. As indústrias que utilizam pagamentos eletrónicos tiveram um crescimento substancial nos últimos anos – e espera-se que esse crescimento acelere à medida que o comércio eletrónico se expande – aumentando a quantidade de vendas.

    Em última análise, é importante que todas as partes compreendam os benefícios proporcionados pela aceitação eletrónica, a fim de criar um ambiente de segurança jurídica e um mercado que funcione em pleno.

    Sindicatos de enfermeiros com baixas expectativas para reunião de hoje com o governo


    O Governo e os sindicatos de enfermeiros retomam hoje as negociações, incluindo as duas estruturas sindicais que têm prevista uma nova greve de longa duração em blocos cirúrgicos em vários hospitais. Na quarta-feira, os sindicatos dos enfermeiros...

    O Governo e os sindicatos de enfermeiros retomam hoje as negociações, incluindo as duas estruturas sindicais que têm prevista uma nova greve de longa duração em blocos cirúrgicos em vários hospitais.

    Na quarta-feira, os sindicatos dos enfermeiros assumiram que têm baixas expectativas para a reunião de hoje com o Governo e avisam que ou avançam efetivamente as negociações ou avança a “greve cirúrgica”.

    Lúcia Leite, presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE), uma das estruturas que marcou a greve, sublinhou que a reunião “não tem agenda” e disse que “o Governo não tem estado objetivamente a negociar”.

    A ASPE recordou que uma nova greve cirúrgica em sete hospitais do país deveria ter começado na segunda-feira, prolongando-se até ao fim de fevereiro, mas foi suspensa até hoje, dia da reunião com o Governo.

    Pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor), a outra estrutura que convocou a greve, Carlos Ramalho disse apenas ter a certeza de que os sindicatos se vão “confrontar com uma reunião política” e avisou: “Ou há avanços nas negociações ou há greve”.

    Os dois sindicatos reclamam a criação de uma carreira de enfermagem que contemple três categorias, uma delas de enfermeiro especialista, a antecipação da idade da reforma para os 57 anos e a revisão da grelha salarial com aumento do ordenado base.

    Na sexta-feira, o Governo reuniu-se com os sindicatos de enfermeiros, reunião que resultou em algumas cedências aos profissionais – como a criação da categoria de enfermeiro especialista e o descongelamento das progressões na carreira – mas não em todas as reivindicações sindicais, que exigem também aumentos salariais e a antecipação da idade da reforma.

    No mesmo dia, a ministra da Saúde, Marta Temido, advertiu que o Governo tem “linhas vermelhas” nas negociações com os enfermeiros, porque não pode pôr em causa a “sustentabilidade financeira” de Portugal e tem de tratar com equidade todas as profissões.

    Através de um movimento de profissionais denominado “Movimento Greve Cirúrgica”, os enfermeiros conseguiram já recolher mais de 420 mil euros para ajudar a financiar os colegas que façam greve, através de uma recolha de fundos feita por uma plataforma ‘online’.

    Na primeira greve cirúrgica, que decorreu entre 22 de novembro e fim de dezembro passado, este movimento tinha conseguido recolher mais de 360 mil euros para apoiar os colegas em greve, compensando-os por deixarem de receber ordenado.

    Estima-se que a greve que terminou no fim de dezembro tenha levado ao adiamento de cerca de oito mil cirurgias programadas, segundo os dados oficiais.

    Além da ASPE e do Sindepor, o Governo reúne-se hoje também com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e com a Federação dos Sindicatos de Enfermagem (Fense).

    Coreia do Norte pede assinatura de tratado de paz antes da segunda cimeira com Donald Trump


    A imprensa norte-coreana pediu esta quinta-feira a assinatura do tratado de paz inter-coreano, numa altura em que é esperado nos Estados Unidos um alto dirigente norte-coreano, no âmbito da preparação de uma segunda cimeira bilateral. “Transformar...

    A imprensa norte-coreana pediu esta quinta-feira a assinatura do tratado de paz inter-coreano, numa altura em que é esperado nos Estados Unidos um alto dirigente norte-coreano, no âmbito da preparação de uma segunda cimeira bilateral.

    “Transformar a península coreana numa zona de paz consistente é o caminho básico para iniciar uma era dourada de paz, prosperidade e reunificação”, afirmou, no editorial, o jornal oficial norte-coreano Rodong Sinmun, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

    A Guerra da Coreia (1950-53), que teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, terminou com a assinatura de um armistício e não de um tratado de paz, pelo que os dois países continuam tecnicamente em guerra.

    “Só quando transformarmos a península numa zona de paz duradoura e consistente é que o nosso povo poderá desfrutar de uma vida pacífica e estável”, referiu.

    O artigo é publicado pouco antes da chegada à Washington de Kim Yong-chol, que já se devia ter reunido com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em novembro, em Nova Iorque.

    Desde a primeira cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Singapura, em junho de 2018, na qual os líderes concordaram em trabalhar para a “desnuclearização completa da península coreana”, poucos progressos têm sido feitos.

    O tratado de paz, exigido pelo líder norte-coreano para dar início à desnuclearização, continua a depender do ‘sinal verde’ dos Estados Unidos, país do qual Pyongyang espera também “medidas proporcionais” para avançar com o processo.

    Sobre a Coreia do Norte continua a pesar um forte regime de sanções económicas, aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, que tem estrangulado a economia do regime.

    CEO da Science4you: “Da próxima vez vamos cometer menos erros e ser mais rápidos”


    A entrada da Science4you na Bolsa de Lisboa falhou devido ao “mau timing” da operação, mas a empresa não fecha a porta a uma nova tentativa e entretanto vai manter o plano estratégico de crescimento centrado no e-commerce, embora provavelmente a...

    A entrada da Science4you na Bolsa de Lisboa falhou devido ao “mau timing” da operação, mas a empresa não fecha a porta a uma nova tentativa e entretanto vai manter o plano estratégico de crescimento centrado no e-commerce, embora provavelmente a um ritmo mais lento do que esperado anteriormente, afirmou Miguel Pina Martins, CEO da empresa de brinquedos didáticos.

    Em comunicado divulgado no site da CMVM esta quarta-feira, a empresa informou que não conseguiu assegurar com um intermediário financeiro um contrato de liquidez que era crucial para o sucesso da Oferta Pública de Venda, deitando por terra a tentativa de entrada em bolsa.

    “Isto não é um abandonar da ideia. Achamos que é possível fazer, mas sobretudo tivemos azar com o timing. Neste momento é o sentimento que fica, obviamente aprendemos, sabemos que da próxima vez, quando o fizermos iremos cometer menos erros, iremos ser mais rápidos e escolher um timing um bocado diferente, porque este processo acabou por entrar pelo Natal na primeira fase, que era a mais importante”, sublinhou Pina Martins ao Jornal Económico em entrevista telefónica.

    A oferta da Science4you começou no dia 28 de novembro e tinha como data limite 14 de dezembro. Inicialmente previa-se que a estreia das ações em bolsa ocorresse no dia 21 de dezembro. No entanto, a 14 de dezembro a empresa anunciou o prolongar da OPV até ao dia 1 fevereiro, com vista a uma estreia na bolsa a 8 de fevereiro. Nessa altura, a empresa liderada explicou, numa adenda ao prospecto enviada à CMVM, que o pedido de prolongamento da oferta estava sustentado na celebração de um contrato de liquidez com um intermediário financeiro.

    O cancelamento da OPV acontece após, nos últimos três meses, duas empresas terem retirado operações de mercado por falta de procura de títulos. A primeira foi a Sonae MC, que desistiu da operação de entrada em bolsa, depois foi a vez da Vista Alegre que tinha uma operação de aumento de capital, cujo objectivo era elevar a dispersão de capital e ascender ao PSI-20, e que também acabou por desistir por causa das “condições do mercado”.

    Foco continua no e-commerce

    Pina Martins explicou que o plano estratégico da empresa permanece inalterado. As prioridades são as mesmas, o e-commerce continua a ser prioritário e é aí que nos vamos focar para continuar a fazer a Science4you crescer nesta caminhada que faz 11 anos no final do mês e esperemos que sejam mais 11″.

    O CEO salientou, no entanto, que a “única coisa que muda é que se calhar em vez de crescermos 50% como se tinha previsto, vamos ter de crescer a 10% ou a 15%, mas faz parte, não é o fim do mundo e não é um problema gigantesco”.

    Referiu ainda que o plano de investimento não deverá ser tão forte como a empresa tinha inicialmente previsto, porque a OPV incluía também um encaixe de 8 milhões de euros via um aumento de capital.

    Questionado sobre as reações dos acionistas, que incluem o Millennium Fundo de Capitalização, a Portugal Ventures e o Banco Europeu de Investimento, Pina Martins recordou que na OPV iam,  vender uma parte nenhum ia sair por completo.

    O CEO adiantou que a Science4you vai analisar outras fontes de financiamento mais tradicionais, nomeadamente aumentos de capital, financiamentos bancários e outras opções.

    “Vamos estudar essas opções, apesar de não ser necessário de forma urgente, para eventualmente por em marcha o plano de crescimento da empresa mais ambicioso. Mas também se não acontecer, a vida continua, a empresa está cá e esperemos que continue durante muito tempo com os planos e com as fontes de financiamento que tem. Isso não é problemático”, concluiu.

    Science4you falha entrada na Bolsa de Lisboa

     

    Hoje há ‘Jogo Económico’. Qual o segredo do sucesso dos treinadores portugueses?


    Nesta edição do Jogo Económico (acompanhe esta quinta-feira a partir das 21h00), vamos olhar para o treinador português com a ajuda de José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores, num programa que vai contar com os comentários...

    Nesta edição do Jogo Económico (acompanhe esta quinta-feira a partir das 21h00), vamos olhar para o treinador português com a ajuda de José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores, num programa que vai contar com os comentários de Luís Miguel Henrique e João Marcelino, intervenientes moderados pelo jornalista José Carlos Lourinho.

    O Jornal Económico fez um levantamento das vendas já efetuadas por Leonardo Jardim, Jorge Jesus e José Mourinho e chegou à conclusão que os três juntos renderam aos seus clubes uma verba de 1,6 mil milhões de euros.

    Que aspetos técnicos e táticos diferenciam o técnico português quando comparados com treinadores de outras origens? O facto do povo português ser, de uma forma geral, aberto a outras culturas e outras realidades, também facilita o papel quando emigra e tem de se adaptar a outros campeonatos?

    Marcel Keizer é hoje o único treinador estrangeiro na nossa Liga e a vinda de técnicos estrangeiros para a nossa Liga tornou-se uma espécie de raridade: como se pode interpretar esta ausência dos técnicos de outras nacionalidades na nossa Liga? É um sinal de menor capacidade de atrair estrangeiros para a nossa Liga ou atesta a qualidade dos nossos técnicos?

    Saiba a resposta a estas e outras perguntas na próxima edição do “Jogo Económico”.