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    Review Ace Combat 7


    Ace Combat 7 é o novo capítulo da famosa franquia de combates aéreos para PS4 , Xbox One e PC. O título chega na atual geração apostando em um enredo complexo, gráficos de ponta e uma jogabilidade que mescla elementos de simulação com...

    Ace Combat 7 é o novo capítulo da famosa franquia de combates aéreos para PS4 , Xbox One e PC. O título chega na atual geração apostando em um enredo complexo, gráficos de ponta e uma jogabilidade que mescla elementos de simulação com arcade. Confira o review completo: Enredo complexo, mas que entretém Engana-se quem acha que Ace Combat 7 traz uma simples história cujo único pretexto é colocar aviões em batalhas aéreas. Pelo contrário, o game traz um enredo complexo - em determinados momentos até muito confuso - que faz com que o jogador se sinta interessado em diversos momentos, sem a necessidade de correr todas os diálogos e cenas de animação. Em um fictício mundo de Strangereal, em pleno 2019, um conflito mundial é iminente. De um lado a Federação de Osea, e do outro o Reino de Erusea que, após desenvolver um verdadeiro exército de drones, busca o controle completo do Elevador Orbital, um complexo que utiliza a energia solar como grande recurso para seu povo. Achou confuso? Acredite, a coisa só piora ao longo do jogo, com diálogos um tanto complexos, principalmente para quem joga a franquia pela primeira vez. Mas, curiosamente, mesmo parecendo uma junção de novela mexicana com Terceira Guerra Mundial, o enredo tem seus pontos altos. E um deles diz respeito a forma com que tudo isso é apresentado ao jogador, sempre com muitos recursos visuais e cenas de CGs - nas quais eu dou mais detalhes ao longo do texto. Em resumo, o enredo de Ace Combat 7 é como aqueles filmes de ficção científica que assistimos apenas pelas cenas de ação, sem se importar em entender a história e saber se ela faz sentido ou não. Ace Combat 7 (Foto: Divulgação) Modo Campanha intenso e Multiplayer viciante O principal modo de Ace Combat 7 é o Campanha, onde é apresentado todo o enredo citado acima aliado a uma série de missões. Por se tratar de um jogo com um objetivo bem claro, o modo até consegue apresentar atividades variadas, como proteger um determinado aliado, perseguir um alvo, entre outras. Porém, basicamente todas elas tem a finalidade de abater alvos com a sua aeronave, sejam eles no ar, no mar ou na terra. A cereja do bolo fica por conta de elementos de RPG inseridos de uma forma bem sutil no jogo. A cada missão completada, você adquire pontos que podem ser trocados por novas naves, armas, peças e outros tipos de personalização. Isso acabou me instigando a jogar cada vez mais no intuito de obter sempre um modelo maior ou um arsenal ainda mais poderoso, ou deixar o lado nostálgico fluir, adquirindo modelos históricos mais antigos. Ace Combat 7 traz história robusta (Foto: Divulgação) Ace Combat 7 também traz um divertido modo Multiplayer. Nele, você pode optar entre os seguintes tipos de partidas: Batalha Real - Todos os jogadores batalham contra si. Vence quem alcançar 100 mil pontos primeiro. Mata-mata em Equipe - Todos os jogadores são divididos em duas equipes. Vence a que atingir 250 mil pontos primeiro. Durante os testes, não foi difícil encontrar sala e jogadores para completar as partidas. Porém, foi possível notar um lag bastante alto que desfavorece demais nos combates. E, assim como no Modo Campanha, há a possibilidade de personalizar as suas naves, Entretanto, a pontuação é distintas para os dois modos, ou seja, os pontos que você consegue no Multiplayer não é possível utilizar no Campanha e vice versa. Modo Campanha de Ace Combat 7 traz diversas missões (Foto: Divulgação) Voar nunca foi tão fácil e divertido Infelizmente, nunca pilotei um avião de verdade, mas em comparação com outros títulos do gênero, posso dizer que Ace Combat 7 não chega para ser um simulador ultra realista. Pelo contrário, suas raízes ainda são voltadas para uma jogabilidade mais arcade, ou seja, não há tanta complexidade para realizar manobras, atirar e fugir de mísseis inimigos. Basicamente funciona como um game de corrida nos mesmos moldes, onde é preciso apenas fazer curvas sem se importar com a freagem correta ou desaceleração no tempo correto. Ace Combat 7 traz multiplayer viciante (Foto: Divulgação) Com isso, é um tanto macio mover sua aeronave pelos ares, principalmente para realizar manobras mais ousadas como voos rasantes ou outras acrobacias aéreas para desviar de mísseis em sua direção. Ao mesmo tempo em que é um tanto complexo acertar seus oponentes com armas de mira manual, fazendo com que os mísseis teleguiados sejam a grande ferramenta do jogo. Ainda sobre o sistema de mira, ele se mantém quase o mesmo das primeiras versões. Claro que sempre há espaço para uma melhorada pontual, e no caso de Ace Combat 7, fica por conta da forma com que você utiliza determinadas armas. A personalização citada mais acima é a grande responsável, já que com ela é possível determinar uma estratégia diferente para cada missão, criando um elemento inédito na série. Por exemplo, você pode optar por ter um arsenal repleto de misseis que causam um estrago enorme, mas que exige uma mira mais precisa da sua parte, ou optar por disparos teleguiados que causam menos estragos. Jogabilidade de Ace Combat 7 mescla bem os elementos arcades com simulação (Foto: Divulgação) E sobre a variação de aeronaves, elas não ficam apenas à parte estética do game. Há uma grande diferenciação sim, principalmente no quesito velocidade e condução. Particularmente, gostei mais dos modelos de pequeno porte que me possibilitaram fugir de uma forma mais fácil dos disparos dos oponentes. Mas há outros jatos mais robustos que são verdadeiras máquinas de guerra, porém, lentos como um bloco de concreto com asas. Cabe ao jogador optar pela nave na qual ele se adapta melhor, afinal, gosto não se discute! Lá de cima tudo é tão belo... E para quem jogou os últimos títulos da franquia como eu, o visual de Ace Combat 7 causa um grande impacto à primeira vista. É impossível não se impressionar com a evolução da sua parte visual em comparação ao último game da franquia, Ace Combat Infinity, lançado em 2014 para PlayStation 3. Agora as aeronaves estão muito mais detalhadas, tanto na parte externa quanto na parte interna, fazendo com que fique mais fácil distinguir os tipos de jatos que sobrevoam os ares. Também achei muito legal o detalhamento de danos, e até mesmo problemas ocasionados pelo tempo, como ferrugem e má conservação, de modelos mais antigos, o que ampliam a sensação de estar mesmo no controle de um avião. Ace Combat 7 evolui o sistema de mira da franquia (Foto: Reprodução / TechTudo) Durante os combates, os efeitos climáticos ajudam a criar toda uma atmosfera mais pesada para o confronto contra seus adversários. Para ser mais explícito, a fumaça em excesso no ar faz com que você perceba que é uma batalha mais árdua, ao mesmo tempo em que missões de proteger seus aliados tem um clima mais ameno com um belo pôr do sol que chega a incomodar em determinadas posições de voo. Dessa forma, posso garantir que é preciso ter cuidado não apenas com seus inimigos, mas também com esses elementos que chegam para atrapalhar sua vida, como nos momentos em que "gelei" junto com minha aeronave quando ela começou a congelar devido ao tempo e altitude. As animações que explicam a história também merecem elogios. Por mais que o enredo seja uma confusão enorme em muitos momentos, foi quase impossível correr as cenas de CGs graças ao incrível trabalho de realismo e dramaticidade com que elas conseguem passar ao jogador. E tudo isso fica ampliado na versão para computadores. Durante os testes, em um PC Gamer munido de uma GeForce 1080TI, foi possível ver o quanto fez bem para a franquia ser levada também para a plataforma, já que até o seu sétimo capítulo, apenas os consoles recebiam a série. Se você é um órfão de games como Flight Simulator, a simulação pode não ser a mesma em relação a jogabilidade, mas o visual é de impressionar. Os gráficos de Ace Combat 7 impressionam pelos detalhes das aeronaves (Foto: Divulgação) Mas, como nem tudo são flores, há alguns pontos na parte visual que merecem um puxão de orelha. O primeiro deles é um problema que se arrasta desde os primeiros games da franquia: a falta de cuidado com elementos terrestres. É tudo muito bonito lá de cima, porém, basta aproximar a sua aeronave do solo que é possível notar a falta de cuidado com os elementos que compõe o cenário in solo . Desde caminhões que parecem de papelão, até árvores que parecem enfeites de Natal, é impossível não se incomodar com o desleixo gráfico com esses elementos. Se antes a "desculpa" era a falta de capacidade técnica para desenvolver tantos elementos, com os hardwares de PCs e consoles da atual geração, não há justificativa. Torço para que em futuros capítulos da franquia essas arestas sejam aparadas e que o Fantasma da Terra Sem Capricho, seja exorcizado. Ace Combat 7 traz uma falta de capricho com elementos do cenário (Foto: Divulgação) A experiência com o PlayStation VR é incrível! Curiosamente, um dos principais atrativos de Ace Combat 7 é justamente a sua compatibilidade com o PlayStation VR, o óculos de realidade virtual da Sony. Digo curiosamente, pois nos atuais dias, há cada vez menos títulos que buscam investir no acessório, o que faz com que muita gente (inclusive eu) acredite em um próximo fim de vida para o mesmo. Essa compatibilidade chega como um modo totalmente a parte da Campanha e Multiplayer. Ele traz missões menos complexas onde a real intenção é justamente passar a sensação de estar dentro da cabine da aeronave pilotando-a de uma maneira que não cause tantos desconfortos, como a necessidade de se movimentar rapidamente a todo momento e, consequentemente, sofrer com enjoos. Cabine de uma nave no modo VR de Ace Combat 7 (Foto: Divulgação) Os gráficos também não são tão reais quanto dos modos convencionais, mas mesmo assim conseguem transpor o realismo de se pilotar uma nave desse porte. Destaque para os efeitos de luz e sombra que chegam a reproduzir os raios solares um tanto incômodos em seus olhos e a possibilidade de olhar para os lados e ver os danos nas asas do jato. Particularmente tenho muita dificuldade em jogar títulos específicos para o PS VR por mais de 30 minutos sem sentir desconfortos. E posso garantir que a experiência de Ace Combat 7 é tão divertida quanto suave em relação a isso. Talvez o único problema seja para os jogadores que sofrem com vertigem e se sentem incomodados de estar simulando um voo solo quase na estratosfera. Modo VR de Ace Combat 7 é um dos melhores já produzidos (Foto: Reprodução / TechTudo) Conclusão Ace Combat 7 agrada não somente os fãs da franquia, mas também os milhares de orfão de um gênero quase esquecido nos consoles da atual geração. Com gráficos de ponta e uma jogabilidade bem balanceada entre a simulação e o arcade, o game faz com que você gaste horas e horas em combates aéreos embalados por uma incrível trilha sonora (sem Danger Zone). Para ser perfeito e entrar na galeria de games do ano, a franquia só precisa sanar de vez a falta de detalhamento de partes do cenário e criar uma dinâmica para que o jogo não seja basicamente voar e tentar derrubar seus inimigos. saiba mais Goat Simulador e mais: simuladores mais bizarros e diferentes para PC Confira os melhores simuladores de ônibus para PC

    Review Galaxy A7 (2018)


    O Galaxy A7 2018 é o primeiro celular com câmera tripla a desembarcar em território nacional. O smartphone da Samsung chega com a promessa de agradar aos fãs de fotografia enquanto oferece boa velocidade, tendo em vista a ficha técnica...

    O Galaxy A7 2018 é o primeiro celular com câmera tripla a desembarcar em território nacional. O smartphone da Samsung chega com a promessa de agradar aos fãs de fotografia enquanto oferece boa velocidade, tendo em vista a ficha técnica intermediária. Pena que o preço seja um divisor de águas: o telefone é vendido por R$ 2.199 na edição com 64 GB, com acabamento em azul, preto e cobre. Nas linhas a seguir, descubra se o Galaxy A7 (2018) é bom para o que se propõe a fazer. Não bastasse a câmera tripla deste modelo, vale lembrar que a Samsung anunciou recentemente outro dispositivo, desta vez com câmera quádrupla: o Galaxy A9 2018 . Galaxy A7 2018 barato: encontre ofertas no Compare TechTudo Galaxy A7 2018: conheça o celular com três câmeras da Samsung (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Câmera tripla O grande trunfo do Galaxy A7 2018 é o sistema de câmera tripla, que garante três conjuntos de lente e sensores de imagem dispostos da seguinte forma: – 24 megapixels + f/1.7 : câmera principal e ideal para ambientes com pouca iluminação – 5 megapixels + f/2.2: auxiliar para fotos com o popular Modo Retrato (efeito bokeh) – 8 megapixels + f/2.4: grande angular de 120º, que possibilita fotos com ângulos mais abertos. De cara, a câmera principal impressiona. As fotos proporcionam cores vivas e boa profundidade de campo, graças à lente com abertura de f/1.7. À noite, porém, o nível de detalhes tende a cair, a depender da iluminação do ambiente. Galaxy A7 2018: câmera de 24 megapixels tira fotos com cores vivas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Galaxy A7 2018: abertura de f/1.7 tende a auxiliar em fotos noturnas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Os mesmos elogios podem ser feitos à câmera de 8 megapixels, com lente grande angular que permite enquadrar mais pessoas ou objetos sem sair do lugar. Mas esta solução tem um preço: assim como acontece com a GoPro , há uma distorção bem acentuada nas imagens, o que pode não agradar a todos os usuários. À noite, os resultados não são tão animadores: além de imagens escuras, os detalhes são mais escassos. Galaxy A7 2018: celular traz três câmeras (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Galaxy A7 2018: fotos noturnas tendem a perder a qualidade (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O popular modo retrato – em que o fundo fica desfocado – marca presença neste modelo. O recurso é ágil e rende resultados precisos. Aqui vale a dica de ajustar manualmente a intensidade do efeito para conseguir as melhores fotos. Sabe a última câmera da lista, com 5 megapixels? Ela funciona de maneira auxiliar, para gerar o efeito bokeh – isso significa que o usuário não tem como controlá-la, tendo à disposição somente duas opções de foto. Galaxy A7 2018: Modo Retrato é um dos destaques do celular da Samsung (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Por fim, a câmera frontal tem 24 megapixels com LED, o que possibilita selfies razoáveis. Apesar das cores vivas e imagens claras, a o nível de detalhamento tende a cair um pouco, se comparado com o da câmera traseira. Galaxy A7 2018: câmera para selfies tem flash LED (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Ágil, porém... As especificações intermediárias chamam a atenção. Os consumidores levam para casa um celular com um processador de oito núcleos e velocidade de até 2,2 GHz acompanhado por memória RAM de 4 GB. Na prática, o conjunto apresenta bom desempenho no dia a dia, mas há algumas ressalvas. Em raros momentos, o Instagram travou completamente. Já o navegador Samsung Internet forçou o encerramento ao menos duas vezes numa mesma semana. Este comportamento não é observado no Galaxy A8 (2018) , smartphone que traz praticamente a mesma ficha técnica, por exemplo. Erro do Samsung Internet no Galaxy A7 2018 (Foto: Reprodução/Bruno De Blasi) Os demais aplicativos de comunicação e produtividade rodaram sem lentidão. Durante os testes, nós usamos WhatsApp , Facebook , Messenger , Gmail , Google Agenda , Todoist e Evernote . Por fim, o armazenamento garante bastante espaço para fotos, vídeos, músicas, entre outros arquivos. Há duas opções disponíveis no mercado nacional, com memória interna de 64 GB ou 128 GB. O Galaxy A7 2018 ainda é compatível com cartão de memória microSD . Galaxy A7 2018: smartphone tem armazenamento de 64 GB e 128 GB (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Bateria: 14 horas de uso A bateria do smartphone tem 3.300 mAh , o que nos possibilitou 14 horas de uso intenso. O smartphone saiu da tomada às 6h50 e a bateria só descarregou por completo às 20h50 do mesmo dia. Durante o teste, foram reproduzidos vídeos online por 55 minutos e músicas por streaming durante duas horas e 20 minutos. Aplicativos de redes sociais e de produtividade também foram acionados com frequência. Os números impressionam ainda mais ao verificar que o telefone facilmente chegou perto de 24 horas longe da tomada quando em uso moderado. São necessárias duas horas e 40 minutos para recarregá-lo por completo. Galaxy A7 2018: bateria tem capacidade de 3.300 mAh (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Design A primeira impressão que fica ao usar o Galaxy A7 2018 é de que o smartphone esbanja estilo. Os acabamentos em azul, preto e cobre são bastante chamativos. Além disso, tanto a pegada, por causa da ergonomia, quanto o peso (168 gramas) são bem agradáveis. Sem dúvidas, ponto positivo para a Samsung. Galaxy A7 2018: celular da Samsung está disponível nas cores azul, preto e cobre (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Os mesmos elogios podem ser feitos à tela, apesar das bordas espessas. O display de 6 polegadas com resolução Full HD+ (2220 x 1080 pixels) tem imagens nítidas e com qualidade suficiente para assistir a filmes e séries. As cores vivas também marcam presença, graças ao painel Super AMOLED . A traseira é um imã para marcas de dedo. Outro problema é o pequeno calombo na câmera, o que potencializa acidentes no conjunto. A capinha é recomendada. Detalhe da tela do Galaxy A7 2018 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Versão do Android e recursos extras O smartphone da Samsung vem com o Android 8 (Oreo) de fábrica. Apesar de a Samsung não ter confirmado oficialmente, o Galaxy A7 2018 deve receber a atualização para o Android 9 (Pie) nos próximos meses. Assim como os demais lançamentos da marca, o telefone conta com a interface Samsung Experience, que inclui alguns recursos próprios, como o Dual Messenger , que permite utilizar mais de uma conta do WhatsApp, Facebook Messenger, entre outros, ao mesmo tempo. A carteira virtual Samsung Pay não está disponível no celular. Galaxy A7 2018: celular tem leitor de impressões digitais na lateral direita (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O leitor de impressões digitais chama a atenção por causa da localização: fica na lateral direita, junto com o botão de desligar. O sensor é ágil, mas pode ser ativado acidentalmente com facilidade. Era frequente encontrar o celular desbloqueado no bolso, assim como acontecia com o Moto Z3 Play . A adoção da entrada microUSB em vez da porta USB-C é outro ponto negativo. Até os celulares mais simples, como o Moto G6 Play , adotaram o novo padrão da indústria. Trata-se de um retrocesso para um celular de 2018 com este preço. Galaxy A7 2018: telefone de 2018 mantém entrada microUSB (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Vale a pena comprar o Galaxy A7 2018? Não há como não se surpreender com o Galaxy A7 2018. Tome como exemplo o visual, um dos trabalhos mais bonitos feitos pela Samsung nos últimos tempos. A câmera tripla também merece destaque. Também houve surpresas negativas durante o período de testes, como no travamento ao usar o Instagram e o navegador Samsung Internet, uma experiência bastante frustrante. Além disso, o leitor de impressões digitais numa incômoda posição rendeu até algumas mensagens enviadas acidentalmente enquanto o celular estava no bolso. Felizmente, os episódios acabaram em boas piadas. O preço é outro divisor de águas, apesar da redução nos últimos. O Galaxy A7 2018 foi anunciado em novembro de 2018, em duas edições, com 64 GB por R$ 2.199 e 128 GB por R$ 2.499. Atualmente, o celular pode ser encontrado por cerca de R$ 2.000 e R$ 2.300 no comércio eletrônico – a depender da oferta do dia. Ou seja, estamos falando de um celular que tende a ser ideal para quem gosta de fotografia e busca boas especificações, mas que pode não ser para todos, graças ao preço. Galaxy A7 2018: telefone tem preço de lançamento a partir de R$ 2.199 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Ficha técnica do Galaxy A7 2018 – Tamanho da tela: 6 polegadas – Resolução da tela: Full HD+ (2220 x 1080 pixels) – Painel da tela: Super AMOLED – Formato:18,5:9 – Câmera principal: tripla, 24 MP e 5 MP, 8 MP – Câmera frontal (selfie): 24 MP – Sistema: Android 8 (Oreo) – Processador: octa-core de até 2,2 GHz – Memória RAM: 4 GB – Armazenamento (memória interna): 64 GB e 128 GB – Cartão de memória: sim – Capacidade da bateria: 3.300 mAh – Dual SIM: sim – Peso: 168 gramas – Cores: azul, preto e cobre – Início das vendas no Brasil: novembro de 2018 – Preço no Brasil (lançamento): R$ 2.199 (64 GB) e R$ 2.499 (128 GB) – Preço no Brasil (atual): cerca de R$ 2.000 (64 GB) e R$ 2.300 (128 GB) Qual o melhor celular premium à venda no Brasil? Descubra no Fórum do TechTudo saiba mais Celular Samsung Galaxy: conheça todos os lançamentos de 2018 Galaxy A9 2018 vs Galaxy A7 2018: compare celulares Samsung Telefone por até R$ 2.000: lista traz melhores celulares à venda no Brasil

    Review Avell G1750 Fox-9


    O notebook gamer Avell G1750 Fox-9 é um dos primeiros a chegar no Brasil com processador Intel Core i9 de oitava geração. O modelo conta com especificações interessantes, como a placa de vídeo GeForce GTX 1060 e 16 GB de memória RAM. Além...

    O notebook gamer Avell G1750 Fox-9 é um dos primeiros a chegar no Brasil com processador Intel Core i9 de oitava geração. O modelo conta com especificações interessantes, como a placa de vídeo GeForce GTX 1060 e 16 GB de memória RAM. Além disso, o computador tem design um pouco diferente, sendo menos robusto que outros laptops gamer. LEIA: SSD que 'turbina' seu PC faz sucesso na Internet; veja tudo O laptop da Avell está disponível para comprar no Brasil por preços a partir de R$ 9.999 na opção com SSD de 480 GB. Confira a seguir a análise completa do produto brasileiro e saiba se o notebook é uma boa opção para você. Quer comprar um notebook gamer barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Design O G1750 Fox-9 chama atenção por não parecer “tanto” com um notebook gamer padrão. O modelo é mais fino e vem com acabamento resistente, em metal, mas não deixa de lado algumas características como as aberturas laterais e traseira para ajudar na refrigeração do sistema. O teclado do laptop é mecânico, dando maior conforto na hora de jogar. Além disso, as teclas são retroiluminadas, e podem ser configuradas em diversos modos, incluindo o gaming mode, que deixa as setas e as letras WASD, comumente usadas em games. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Um recurso interessante presente no laptop é o botão que ativa o modo jogo, que fica ao lado do botão de energia. Com ele, é fácil melhorar o desempenho do PC, caso necessário. Ao lado, LEDs indicam se o computador está ligado, carregando E com a tecla Caps Lock ativada. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Com relação às interfaces, o notebook da Avell conta com leitor de cartões SD, uma porta USB-C, duas USB 3.1, uma USB 2.0, entradas para microfone e fone de ouvido e HDMI 2.0, além de dois Mini DisplayPort. Algumas dessas conexões ficam na parte de trás do dispositivo, assim como o plugue do carregador. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Tela O display do modelo é de 17,3 polegadas e traz taxa de atualização de 144 Hz, funcionando muito bem para jogar diferentes estilos de games. Apesar disso, a resolução máxima da tela é Full HD, e pode decepcionar usuários mais exigentes. O laptop conta ainda com tecnologia IPS, que melhora a visualização de diferentes ângulos e promete maior fidelidade de cor. E, de fato, a reprodução de imagens é muito positiva. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Desempenho A ficha técnica do notebook chama atenção, e durante os testes foi possível observar a qualidade de rendimento do portátil. A placa de vídeo GeForce GTX 1060 presente na máquina conta com 6 GB GDDR5 de memória dedicada e funcionou bem durante os jogos. A avaliação foi feita com títulos como Fortnite , Subnautica , CS:GO e PES 2019 , mais recente e com gráficos mais exigentes. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Apesar disso, em diversos momentos o computador enfrentou dificuldades para rodar esses games enquanto outros programas estavam abertos, como o Google Chrome , por exemplo. Fechando todos os apps, os jogos funcionaram muito bem, com boa fluidez de imagens. Dessa forma, o computador chegou a boas taxas de FPS. O PES 2019, por exemplo, rodou sem problemas entre 40 e 60 quadros por segundo. Já o CS:GO, dependendo da situação do jogo, chegou a passar dos 60 FPS. Para usar no dia a dia, o modelo da Avell também é muito interessante. Com RAM de 16 GB e processador Intel Core i9-8950HK, que chegou a velocidades de 2,9 GHz de acordo com o benchmark feito pelo programa PCMark 7 . Player do Spotify , YouTube e mais de 10 abas abertas no navegador não foram suficiente para travar o computador. Portanto, a máquina funciona bem para outras funções além de jogar, e pode ser uma boa opção de compra para usuários que pretendem compartilhar o PC em casa, por exemplo. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Recursos Os recursos que de fato ajudam na hora de jogar são o teclado mecânico e o botão para ativar o modo jogo. Melhorando o rendimento das ventoinhas, da placa e do processador diretamente no hardware pode ser importante caso o usuário não tenha como controlar o sistema por meio de um programa. No produto testado, equipado com Windows 10, há o Gaming Center, que facilita os ajustes de cor do teclado, do LED frontal do PC e do desempenho dos componentes. Mas vale lembrar que, na loja oficial da Avell, o preço-base não inclui a instalação do sistema operacional da Microsoft, e o app pode não estar disponível. Um destaque negativo aqui é a ausência de um receptor Bluetooth. Para avaliar, foi necessário usar um adaptador USB para conectar fone de ouvido ou caixa de som – que também deixou a desejar. Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Concorrência Com relação ao segmento gamer do mercado brasileiro, o Avell G1750 Fox-9 é uma das boas opções disponíveis, muito por conta do processador e da placa de vídeo, ainda pouco comuns por aqui. Poucos modelos contam com a GeForce GTX 1060 de 6 GB. É o caso do Samsung Odyssey (na versão de 2018), que custa a partir de R$ 8.026 com chip Core i7-7700HQ e 16 GB de RAM. O Odyssey Z , da mesma fabricante, também traz a GPU, e está à venda na loja oficial por R$ 13.999 com CPU Core i7-8750H e RAM de 24 GB. Outro computador que pode ser comparado à máquina da Avell é o Alienware 17 R5, que está à venda por preços a partir de R$ 14.099 na versão com GTX 1060 e Core i7-8750H, além de 8 GB de RAM. O modelo da Dell , também com 17 polegadas, pode ser configurado com outras opções de placa de vídeo, como as GTX 1070 e 1080 , além de mais RAM, maior armazenamento e o mesmo Core i9-8950HK presente no Fox-9. Conclusão Avell G1750 Fox-9 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) A Avell conta com diversos notebooks gamer em seu portfólio, e provavelmente o G1750 Fox-9 é um dos melhores. O modelo chama atenção tanto pelo alto desempenho quanto pelo design, mais próximo de um laptop premium do que de um computador gamer. Ainda assim, as variadas opções de interface, as aberturas para ajudar na refrigeração e as luzes LED, características bem comuns no segmento, estão presentes e devem agradar os amantes de jogos. Além disso, as especificações trazem componentes poderosos e que não decepcionam. Apesar de todos esses prós, a baixa autonomia, as temperaturas elevadas, o ruído das ventoinhas e a recarga demorada podem ser fatores limitantes na hora de comprar. E, levando em conta o preço base de R$ 9.999, vale considerar montar seu próprio PC Gamer. Mas se a ideia é ter uma máquina portátil para levar a qualquer lugar – com tomada disponível – e jogar seus games favoritos, o G1750 Fox-9 promete ser uma ótima opção. O modelo também pode funcionar como um notebook da família, já que apresentou bom desempenho no modo Office. Processador Intel Core i9-8950HK Placa de vídeo GeForce GTX 1060 de 6 GB GDDR5 Memória RAM 16 GB (Expansível até 32 GB) DDR4 Armazenamento a partir de 480 GB em SSD Dimensões 39,57 x 2,74 x 26,08 cm (L x A x P) Peso 2,5 kg Bateria 1 a 2 horas de duração Entradas 1 x leitor de cartões SD, 1 x USB-C, 1 x USB 2.0, 2 x USB 3.1, 2 x Mini DisplayPort, 1 x HDMI 2.0, 2 x 3,5 mm Tamanho de Tela 17,3 polegadas Resolução Máxima Full HD IPS Qual notebook gamer comprar? Tire suas dúvidas no Fórum do TechTudo saiba mais Notebook gamer barato: conheça cinco modelos para comprar no Brasil GTX 1050: conheça notebooks gamer mais baratos no Brasil com a placa Oito notebooks que fizeram sucesso em 2018 e você pode comprar em 2019

    Review Kingdom Hearts 3


    Kingdom Hearts 3 chega ao PS4 e Xbox One (sem versão para PC) após 13 anos de espera desde o último jogo lançado para um console de mesa, Kingdom Hearts 2 , para PlayStation 2 . A jornada do personagem principal, Sora, junto dos fiéis...

    Kingdom Hearts 3 chega ao PS4 e Xbox One (sem versão para PC) após 13 anos de espera desde o último jogo lançado para um console de mesa, Kingdom Hearts 2 , para PlayStation 2 . A jornada do personagem principal, Sora, junto dos fiéis escudeiros Pato Donald e Pateta chega a uma conclusão épica que justifica este intervalo. A análise a seguir busca avaliar a história e cronologia do game da Square Enix , que se passa dentro de fases inspiradas em filmes da Walt Disney, como Frozen, Toy Story, Monstros S.A., Enrolados, Operação Big Hero, Piratas do Caribe, Hércules e Ursinho Pooh. Jogabilidade e gráficos também são levados em conta, assim como a importância da personalidade do protagonista para o enredo. Kingdom Hearts utiliza a eterna luta entre Luz e Trevas como metáfora para ensinar uma lição sobre laços e amizade. Por isso, o título é muito mais que apenas um jogo de ação e aventura que mistura elementos de Final Fantasy com figuras famosas da empresa criadora de Mickey Mouse. Sora, Pato Donald e Pateta se unem para a última batalha (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) Afinal, qual é a história de Kingdom Hearts? Em um mundo onde Luz e Trevas estão em constante conflito, um grupo maligno chamado Organization XVIII tem como objetivo abrir o Reino dos Coração, ou Kingdom Hearts, para fazer com que tudo seja consumido pelas sombras e não haja mais luz para afastá-las. O protagonista, Sora, empunhado de sua Keyblade - uma espada em formato de chave com poderes mágicos, precisa impedir que o principal inimigo, Mestre Xehanort, use a organização para começar uma guerra entre usuários da arma especial e obtenha a χ-blade (pronuncia-se Keyblade), que abre o portal para Kingdom Hearts. O enredo da franquia é complicados de entender, pois se trata de uma história densa e profunda com viagens no tempo e personagens com mais de uma identidade que foi dividida em nove jogos diferentes. Além disso, a data de lançamento de cada um não é referente ao período da história em que se passam. Kingdom Hearts 3 foi pensado com o objetivo de costurar as pontas soltas e concluir a jornada dando fim no confronto contra as trevas que começou em 2002. Para explicar tudo o que já aconteceu, a Square Enix decidiu lançar diversas coletâneas para o PS4 que contam com todos os games já lançados até hoje. Também há vídeos explicando um pouco os acontecimentos passados logo no menu principal. Sora deve derrotar os Heartless em fases como o quarto do Andy, de Toy Story (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) A nova jornada de Sora começa com muitos flashbacks para tentar situar o jogador dentro da narrativa, mas ainda pode não ser suficiente para quem escolheu este jogo como porta de entrada para a série. Kingdom Hearts 3 não deixa de ser um ótimo jogo para começar, mas a experiência é completamente diferente caso seja conhecedor da franquia. Na situação em que se encontra, o criador do jogo, Tetsuya Nomura obedece ao ditado popular que diz não ser possível agradar a gregos e troianos. Decisões precisaram ser tomadas e os fãs ficaram em primeiro lugar. O capítulo final começa logo após os acontecimentos de Kingdom Hearts Dream Drop Distance , para Nintendo 3DS , em que Sora falha no teste para se tornar um Mestre das Keyblades e perde parte dos poderes que havia acumulado desde o início da aventura. Agora, a tarefa do herói é visitar os mundos inspirados em filmes da Disney e ajudar a resolver os problemas causados pela Organization em cada um deles. Pode parecer loucura, mas o criador do jogo, Tetsuya Nomura, conseguiu encaixar perfeitamente as ações dos inimigos no enredo já conhecido dos filmes. Os mundos da Walt Disney podem ser visitados por meio do Gummi Ship (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) A ambientação dos mundos Disney A franquia é famosa pela presença de universos inspirados nos longa-metragens da Disney. Kingdom Hearts 3 continua com a mesma fórmula e a executa da melhor forma possível. Todos os mundos, assim como as relações entre os personagens inseridos neles, fazem sentido para a história final. Desde a amizade de Woody e Buzz Lightyear com o dono Andy em Toy Box, até os sentimentos de amor verdadeiro entre as irmãs Elsa e Anna em Arendelle são necessários para que o enredo se desenvolva. As propriedades curativas do cabelo de Rapunzel são visados, assim como a produção de energia por meio das emoções em Monstrópolis. Para completar, os corações de Dave Jones e Baymax são os principais meios que a Organization possui para estudar os sentimentos. E tudo isso acontece de forma natural. O Reino de Corona, de Enrolados, está presente em Kingdom Hearts 3 (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) Os mundos no terceiro título são os que mais se diferem dos que estão incluídos nos jogos já lançados. São oito universos Disney: quatro completamente inéditos e quatro que já apareceram anteriormente. Cada um deles pode ser jogado de forma independente, pois eles se conectam apenas na parte final. Além disso, após completar todos os objetivos de um universo, você é presentado com uma Keyblade temática com poderes únicos que permitem estratégias diferentes. Há armas para todos os estilos de gameplay, seja para combate corpo-a-corpo ou focadas em dar dano a distância. A marca registrada dos RPGs da Square Enix são as lutas contra os chefões de cada fase e, aqui, isso não é diferente. No final de cada mundo há um chefe para ser derrotado. As primeiras batalhas são fáceis, mas a curva de dificuldade aumenta a cada desafio até o último segundo de jogatina. Não pense que irá ver a mesma mecânica em dois inimigos diferentes, pois isso não acontece em momento algum. Até mesmo os pequenos Heartless que surgem durante a exploração são únicos e representam o ambiente em que estão inseridos. Os inimigos são diferentes em cada mundo, como em Operação Big Hero (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) A ingenuidade preciosa de Sora Por mais que os personagens originais criados por Nomura tenham características que lembram outros já vistos em jogos da franquia Final Fantasy, Sora caminha contra esse lugar comum e tem a personalidade de um adolescente que não conhece muito sobre o mundo. A ingenuidade e inocência do protagonista faz com que todos os sentimentos de amor e amizade sejam verdadeiros e aumentados ao máximo. Não há nada em Kingdom Hearts que não seja resolvido com o poder unido dos amigos, e não tem problema, pois esse é o sentido do jogo. Sora conquista a todos os brinquedos de Toy Story em Kingdom Hearts 3 (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) O principal ponto positivo de Sora como protagonista é que o garoto nunca se deixa levar a sério demais. Mesmo lutando contra as trevas, enfrentando perdas e desafios cada vez mais difíceis, o jovem mantém o bom humor e o sorriso no rosto. Esse carisma faz com que todos os personagens que já apareceram tenham alguma conexão com Sora, e essas ligações são o que tornam os games especiais. Até mesmo em títulos que o protagonista não aparece, como é o caso de Kingdom Hearts 358/2 Days , para Nintendo DS , é possível ver que, se não houvesse Sora, não existiria história. Mesmo alguns anos mais velho, Sora ainda é uma das melhores partes de Kingdom Hearts 3. É possível sentir a evolução e amadurecimento do pequeno garoto que havia reprovado no teste para se tornar mestre. A angústia que ele sente sempre que o lembram do fracasso é clara, mas a vontade de levantar novamente e ajudar os amigos é maior. A ideia de Nomura pode ser mostrar que há um pouco de Sora dentro de todos, e que é necessário mostrá-lo mais vezes. A inocência de Sora, parecida com a de Baymax, é a melhor característica do personagem (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) E a jogabilidade? O tempo investido em concluir o enredo não fez com que o gameplay recebesse menos carinho. O combate é o mais avançado até hoje e faz tudo o que os jogos anteriores fazem, só que melhor. Todos os sistemas estão presentes, desde as diferentes Keyblades, magias e até mesmo os Links, habilidades que permitem invocar ajudantes como Wreck-it Ralph, Ariel, Simba e Stitch durante o combate. Até mesmo os Dream Eaters que apareceram pela primeira vez em Kingdom Hearts 3D estão de volta. Além de mecânicas que retornaram, há também recursos inéditos, como o uso de atrações dos parques da Disney que podem ser invocadas em algumas situações. Você pode bombardear os inimigos com fogos de artifício da montanha-russa, deixá-los tontos com as xícaras rodopiantes, usar um navio pirata para arremessá-los no ar, entre outras opções que deixam o combate extremamente divertido. O Carrossel Mágico é uma das atrações dos parques da Disney (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) As experiências de Sora só acumularam recursos para serem usados na batalha final e, em alguns casos, pode parecer muito, mas o objetivo é permitir que o jogador escolha como prefere jogar. Se gostar mais de magias, invista em MP e Elixires para recuperá-lo. Caso prefira deferir espadadas nas criaturas, escolha habilidades que melhores a movimentação e defesa. Kingdom Hearts 3 tem muitas opções, mas todas elas são opcionais e podem ser alternadas no meio do jogo sem problema algum. Os mini games também estão de volta e cumprem o papel de quebrar a rotina de combates seguidos. O Gummi Ship, a nave espacial que Sora usa para se locomover pelos mundos, tem mecânicas próprias e pode ser customizado inteiramente. Você pode até mesmo criar um do zero usando apenas blocos, como se fosse um jogo de montar. Também é possível perder um bom tempo nos mini games de cada mundo, como velejar pelos mares do Caribe com o navio e tentar pontuar cada vez mais nos circuito de corrida de SanFransokyo. Mini games clássicos de Kingdom Hearts 3 (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) Gráficos e trilha sonora fazem parte da experiência A qualidade gráfica de Kingdom Hearts 3 é um dos pontos fortes do game. Cada personagem da Disney parece ter saído diretamente dos longa-metragens e todo o design do jogo acompanha o estilo de cada mundo. O que mais impressiona é a mudança do estilo cartunesco para o realista assim que Sora desembarca no mundo de Piratas do Caribe. Os gráficos do ambiente assim como os modelos dos personagens parecem ter saído de um jogo completamente diferente. Pequenos detalhes, como pegadas na neve, raios de sol e partículas de luz na tela fazem a diferença. Seja no fundo do oceano ou no meio das nuvens, tudo foi pensado para transmitir a melhor qualidade gráfica possível. Algumas cenas são dignas de ficar apenas admirando, como é o caso da recriação de “Let It Go”, no mundo de Frozen. Kingdom Hearts 3 tem gráficos realistas nas fases de Piratas do Caribe (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) Por falar em música, Kingdom Hearts sempre teve trilha sonora memorável, principalmente as canções de abertura “Simple and Clean” e “Sanctuary”, todas interpretadas pela cantora Hikaru Utada. As trilhas do jogo são bem trabalhadas e deixam aquele sentimento de nostalgia sempre que tocam. A experiência de explorar o mundo inspirado em Toy Story e ouvir a versão instrumental de “Amigo Estou Aqui” torna tudo mais recompensador. A mistura de universos diferentes encanta tanto os fãs do jogo quanto os admiradores dos trabalhos da Disney. Os temas de Hikaru Utada também retornaram e podem ser ouvidos durante algumas cenas. Mas as merecedoras de destaque são as inéditas “Don’t Think Twice”, que, com um ritmo suave, serve como encerramento para a história. E, para o início, a cantora abre o game com “Face My Fears”, que transmite toda a ação e energia na música que é uma parceria com Skrillex, famoso pelos trabalhos com o ritmo eletrônico. Conclusão Kingdom Hearts 3 é a conclusão perfeita para uma série que tocou o coração de jogadores e hoje faz parte do repertório de muitos que se divertiram com o PlayStation 2. O título é obrigatório para os fãs da franquia, mas também não deixa de ser um bom ponto de partida para os que chegam agora. Há inúmeras formas de se atualizar sobre o enredo, seja jogando as coletâneas disponíveis para PS4 ou assistindo a vídeos na Internet. Após muita espera, a inusitada mistura entre Square Enix e Disney está em sua melhor forma. saiba mais Kingdom Hearts completa 15 anos; conheça todos os jogos da série Final Fantasy e Kingdom Hearts são banidos da Bélgica por prática proibida

    Review 2 A.M. Challenger E500


    O notebook gamer 2 A.M. Challenger E500 é a aposta da fabricante brasileira 2 A.M. (subsidiária da Positivo ) para o mercado de computadores portáteis de alta performance voltados para jogos. Equipado com uma placa de vídeo GeForce GTX 1050 de...

    O notebook gamer 2 A.M. Challenger E500 é a aposta da fabricante brasileira 2 A.M. (subsidiária da Positivo ) para o mercado de computadores portáteis de alta performance voltados para jogos. Equipado com uma placa de vídeo GeForce GTX 1050 de 4GB, processador Intel i5-8300H de oitava geração e 8 GB de memória RAM , o aparelho promete entregar bons gráficos e reproduzir até mesmo jogos mais recentes. A tela de 15,6 polegadas com resolução Full HD reproduz imagens com bom contraste e cores vivas. LEIA: Notebook com tela 4K tem processador poderoso; veja O preço do notebook é inferior se comparado com os intermediários de marcas conhecidas, como Avell e Samsung , mas a fabricante precisou abrir mão de algumas características para chegar aos R$ 3.959 praticados pela loja. Confira, no review a seguir, a análise de prós e contras do portátil. Quer comprar um notebook barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Desempenho nos jogos O 2 A.M. Challenger E500 tem processador Intel Core i5 de 8ª geração que trabalha em conjunto com memória RAM DDR4 de 8 GB, que pode ser expandida em até 32 GB. O armazenamento fica por conta de um HD SATA de 1 TB, mas também é possível encontrar versões com SSD de 256 GB ou com a tecnologia Intel Optane . Vale ressaltar que essas mudanças também interferem no preço. A ficha técnica ainda inclui uma placa de vídeo GeForce GTX 1050, da Nvidia , com memória de 4 GB GDDR5 . Durante os testes de performance em jogos, o 2 A.M. Challenger conseguiu rodar tanto games antigos quanto mais recentes. No League of Legends , o portátil reproduziu os gráficos nas configurações mais altas a 60 frames por segundo. Em Overwatch também foi possível alcançar a mesma quantidade de frames, mas com a qualidade gráfica no nível médio. 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Já em jogos recentes, como Assassin’s Creed Odyssey e Monster Hunter: World , o notebook não reproduziu os gráficos da melhor forma. Em ambos, foi possível alcançar a marca de 30 fps com a qualidade no mínimo, mas travamentos ainda aconteciam durante a gameplay. Por ser um intermediário, é recomendado que ele seja usado para executar games mais leves e otimizados. Em tarefas diárias, como acessar o Google Chrome com várias abas, assistir vídeos e digitar textos, o desempenho foi muito bom. Não houve travamentos ou engasgos. Até mesmo em atividades que precisam de um pouco mais de processamento, como edições básicas de fotos e vídeos usando softwares da Adobe , o notebook conseguiu executar os programas sem problemas. Para entregar uma performance parecida com a dos concorrentes e ainda ser mais barato, a fabricante precisou sacrificar algumas características, como a reprodução de áudio nos alto-falantes externos, que deixou deixa a desejar tanto em qualidade quanto em volume. Durante os testes, foi preciso utilizar um software à parte para deixar o som levemente mais alto. Além disso, o barulho de um ventilador atrapalhava entender o que era dito em vídeos e, para ouvir qualquer coisa com clareza, foi necessário usar fones de ouvido. 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Outro problema envolvendo o som que ocorreu durante os testes foi em relação aos drivers de áudio disponíveis no site da 2 A.M. Gaming. Na primeira iniciação, nenhum som foi reproduzido, mesmo depois de atualizar com os drivers oficiais. A única solução foi fazer uma formatação limpa do Windows e reinstalar tudo desde o começo. Estrutura e design 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Um dos pontos positivos do notebook é que a Positivo conseguiu manter o teclado iluminado com LEDs vermelhas que combinam com os detalhes da parte de fora e do touchpad. A intensidade da luz pode ser controlada manualmente e é visível até mesmo em ambientes muito iluminados. O padrão ABNT e o teclado numérico também são bem-vindos. As teclas são confortáveis, mas são frágeis se pressionadas com mais força. Ao segurar algumas delas, era possível sentir uma parte do teclado afundar junto. A carcaça do aparelho segue o mesmo design robusto dos notebooks gamers, mas mantém peso e espessura ideais para levar na mochila. Suas dimensões são de 37,8 x 26,7 x 2,69 mm e peso de 2,3 kg. O cabo de força também tem uma fonte pequena, o que ajuda na hora do transporte. O lado negativo é o material plástico usado na parte de fora. A fragilidade que o aparelho transmite é comprovada nos arranhões e marcas após pouco tempo de uso. É recomendado levá-lo sempre em uma bolsa com proteção para que os danos sejam reduzidos. 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) A tela de 15,6 polegadas é Full HD e tem tecnologia IPS , que promete reproduzir a cor preta com mais qualidade, além de oferecer um contraste maior. A qualidade das imagens e boa e não decepciona, mas a tela não tem proteção contra reflexos, tornando a visualização quase impossível quando a luz do sol atinge o display diretamente. No entanto, se o notebook for usado em ambientes fechados, não há qualquer problema que dificulte o uso. O touchpad é um dos pontos positivos do portátil. O toque é bastante responsivo e os botões físicos são individuais. A área que o dedo pode percorrer também é grande, permitindo até mesmo gestos de multitoque para rolar páginas e dar zoom em imagens. 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Bateria e problemas de aquecimento A capacidade da bateria impressionou bastante. Uma carga completa durou cerca de 6 horas de jogatina intensa no modo de economia de energia do Windows. Porém, na configuração de alto desempenho, o tempo diminuiu para 4 horas. É importante lembrar que a opção de economia também reduz a performance em jogos. Por mais que seja interessante jogar fora da tomada, é recomendado manter o cabo de energia conectado para ter o melhor desempenho possível. A bateria é removível e pode ser trocada se apresentar algum problema. Por ser um periférico gamer, é preciso investir em ventilação para manter a temperatura do aparelho nos níveis ideais. O sistema de resfriamento do Challenger usa dois ventiladores na parte inferior que jogam o ar quente para fora pelas laterais do aparelho, perto de onde fica a bateria. Isso é bom se o portátil for usado em uma mesa ou suporte próprio. Quando usado em cima do colo, a bateria esquenta a ponto de ser insuportável apoiá-lo por mais de alguns segundos. A temperatura geral das peças também ficaram elevadas e o aparelho chega a atingir 90ºC durante as jogatinas. Vale ressaltar que o ideal para um notebook é operar, em média, nos 80ºC durante operações mais pesadas que exigem totalmente do hardware. 2 A.M. Challenger (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Conclusão O Challenger é uma opção mais barata para os gamers que estão procurando por uma máquina que rode os jogos mais populares. No entanto, o preço mais baixo em relação à concorrência não é o melhor motivo para realizar a compra, visto que as economias na construção do aparelho fazem com que o notebook tenha uma carcaça frágil e aqueça mais que o recomendado. Caso você prefira usar o computador em casa e tenha um cooler externo para ajudar no resfriamento, o Challenger pode ser uma boa compra. Especificações 2 A.M. Challenger E500 Tamanho da tela 15,6 polegadas Resolução da tela Full HD (1920 x 1080 pixels) Processador Intel Core i5-8300H (2.30 GHz, 8 MB Cache, quad-core) Memória RAM 8 GB Placa de vídeo GeForce GTX 1050 GPU (4 GB GDDR5) Bateria 62 Wh Portas e conexões 2 USB 3.1 (tipo A), USB 3.1 (tipo C), USB 2.0, HDMI, VGA, áudio para microfone, RJ-45, áudio para fone de ouvido, DC-in (carregador) Dimensões 37,8 x 2,69 x 26,7 cm (L x A x P) Peso 2,3 kg Qual notebook gamer é melhor? Tire suas dúvidas no Fórum do TechTudo saiba mais GTX 1050: conheça notebooks gamer mais baratos no Brasil com a placa Oito notebooks que fizeram sucesso em 2018 e você pode comprar em 2019 Notebook MSI é bom? Veja principais modelos, preços e avaliações

    Review Resident Evil 2 Remake


    Resident Evil 2 Remake é o retorno do clássico da Capcom de PlayStation 1 para PS4 , PC ( Steam ) e Xbox One com lançamento em 25 de janeiro. Leon e Clair estão de volta na história, assim como no original, porém novos elementos de...

    Resident Evil 2 Remake é o retorno do clássico da Capcom de PlayStation 1 para PS4 , PC ( Steam ) e Xbox One com lançamento em 25 de janeiro. Leon e Clair estão de volta na história, assim como no original, porém novos elementos de jogabilidade e perspectiva de visão que começou a ser utilizada em Resident Evil 4 foram adicionados. Na análise a seguir, o jogo de terror assombra com gráficos realistas, zumbis inéditos, Mister X e uma Racoon City reformulada. Confira o review de RE2: De volta a Racoon City Assim como milhões de outros jogadores, Resident Evil 2 foi marcante em minha vida. Lembro das curiosidades do game original como se fosse ontem: dois CDs (um para cada personagem), as impactantes cenas de animação, e a forma ideal para resolver alguns puzzles. Conforme o jogo foi se tornando algo do passado, esses mesmos fãs, nos quis me incluo, sempre sonharam com uma nova versão do clássico. Mas como trazer de volta algo tão marcante em um mundo games tão diferente como hoje? Os principais desenvolvedores do game debateram a mesma questão e criaram uma incrível mescla entre o passado e o presente. É possível notar isso desde os primeiros passos e animações, até a conclusão da história de cada um dos personagens. RE 2 Remake trouxe mistura na qual, ao mesmo tempo em que meus olhos brilhavam com o retorno de alguma cena marcante, esses mesmo olhos se espantavam com as mudança que esses mesmo eventos ganharam. Se você é um jogador antigo como eu, prepare-se para se encantar com o reencontro de personagens, se assustar novamente com as aparições de criaturas em momentos inesperados, e se vangloriar ao solucionar aquele mesmo puzzles do passado. Você irá se surpreender com determinados rumos e se decepcionar achando que sabia um caminho que na verdade ele mudou. E acreditem: é um sentimento tão satisfatório que fica difícil explicar. Personagens clássicos de Resident Evil 2 estão de volta no remake (Foto: Divulgação) Agora, se você é um fã novato, que não teve a oportunidade de conferir Resident Evil 2 nos anos de ouro, a oportunidade chegou. E com a vantagem de uma jogabilidade mais apurada e gráficos da geração atual. O velho enredo com uma boa dose de novidades A história de Resident Evil 2 Remake se inicia praticamente da mesma forma. Leon Kennedy é um jovem policial que, logo no seu primeiro dia de trabalho, se depara com uma série de problemas, como uma cidade devastada e infestada de zumbi (quem nunca?). Já Claire Redfield, está em busca de seu irmão Chris (protagonista do primeiro jogo) que está desaparecido já faz um tempo. Ambos acabam indo parar em um dos poucos lugares "seguros" de Racoon City: a delegacia de polícia. A delegacia de Racoon City é o palco principal de Resident Evil 2 (Foto: Divulgação) O desenrolar de toda essa trama é basicamente o mesmo para quem jogou o título em sua primeira versão. Mas, para espanto de todos nós, há uma série de surpresas ao longo do jogo que, mesmo alterando alguns pontos da história, faz com que o game tenha uma cara diferente. E acreditem, todas elas foram inseridas cirurgicamente de uma maneira que até mesmo o fãs mais críticos não irão se desapontar. Também é interessante ver como a Capcom mesclou esses elementos velhos e novos em um dos grandes carros-chefes de Resident Evil 2: suas cenas de animação. Por exemplo, a icônica cena do caminhão, que divide os personagens no prólogo do jogo, mantém a mesma ideologia, mas ganha ares mais dramáticos. O mesmo vale para outras ao longo do enredo, inclusive ao se deparar com outros personagens e criaturas. Porém, confesso que fiquei decepcionado com a forma com que os roteiros dos personagens se dividem. Curiosamente, agora estão mais similares do que na versão original, fazendo com que na primeira hora, praticamente seja o mesmo percurso para Leon ou Claire. Porém, depois do primeiro quarto de jogo, as coisas mudam e os caminhos seguem enredos diferentes, se aproximando novamente na parte final. Os lickers estão de volta em Resident Evil 2 Remake (Foto: Divulgação) O tempo de jogo também ficou bem maior. É preciso cerca de 8 a 10 horas para terminar a história pela primeira vez. Entretanto, depois de concluída, é possível terminar o jogo em menos tempo, aproximadamente 4 horas. E, claro, as recompensas por tempo e quantidade de saves também estão presentes. Mas não vou entrar em detalhes para não estragar as surpresas. De cara (totalmente) nova Se tratando de um jogo feito há quase 21 anos, Resident Evil 2 Remake obrigatoriamente precisava vir como gráficos atuais. A Capcom já traz uma boa experiência em relação ao assunto, como no caso do primeiro Resident Evil que, ainda na geração 128 bits, ganhou novos gráficos, tornando-se praticamente um jogo novo. Os gráficos de Resident Evil 2 Remake impressionam (Foto: Divulgação) O avanço da tecnologia só fez bem a Resident Evil 2 Remake. Me arrisco a dizer que, se este game fosse produzido no mesmo período em que o primeiro capítulo foi refeito, o trabalho não seria tão aclamado. Principalmente em relação a qualidade visual e efeitos de luz e sombra. O jogo pode não ser tão assustador quanto RE7, mas ainda sim é de tirar bons sustos. Eu conto em torno de umas seis vezes em que dei um pulo da cadeira diante de alguma surpresa. Acredite, você pode ser a pessoa mais precavida do mundo, e assim mesmo vai se assustar em algum momento. E esses momentos só ganham um ar ainda mais desesperador justamente por essa ambientação muito mais sombria de RE2 Remake. Os corredores de quase toda a delegacia são pouco iluminados, sendo a sua lanterna a única fonte de luminosidade da área. Além disso, na época, era fácil distinguir um elemento que não era do cenário, como zumbis caídos e janelas que se quebram. Com esse novo visual, a qualquer momento uma criatura pode surgir de uma porta, teto ou de qualquer parte possível, sem qualquer forma de premeditar essa ação. Outro ponto interessante é que quando os personagens usam algum tipo de artefato explosivo, consequentemente o ataque cria uma chama que, além de ser muito bem reproduzida, ilumina bastante a área afetada. Efeito de fogo de Resident Evil 2 Remake também auxiliam na jogabilidade (Foto: Divulgação) Também merece destaque a composição dos personagens. Se no game original, praticamente todos os zumbis eram muito similares, agora há uma variedade que ajuda até mesmo na hora de saber se você já eliminou ou não uma determinada criatura. O mesmo vale para outros monstros, como os Lickres e o icônico William Birkin e seu terceiro olho no ombro, que por conta do realismo, consegue assustar ainda mais em sua nova versão. Para completar, o efeitos de áudio de Resident Evil 2 Remake são um show à parte. Durante os testes, usei o headset Razer Nari Ultimate, que consegue reproduzir um som estéreo com uma localização bem apurada. Isso me ajudou muito, principalmente em cenas em que alguma criatura se aproximava, ou para saber de onde vinham os passos de Mister X (explicarei sobre o vilão mais adiante no texto). Mister X em Resident Evil 2 Remake (Foto: Divulgação) Com isso, para imergir de uma forma ainda mais profunda no jogo, recomendo muito o uso de headsets ou de um sistema de som apurado o suficiente para que você possa saber distinguir de onde vez determinado barulho. Claro que isso também faz com que os sustos sejam mais intenso, porém, jogar Resident Evil sem se assustar é o mesmo que ir à Disney e não ver o Mickey. Jogabilidade repaginada que agrada demais Outro elemento que conta com mudanças significativas é a jogabilidade. A começar pela visão em terceira pessoa, que foi implementada pela primeira vez em Resident Evil 4 e desde então foi utilizada em todos os outros jogos até o último capítulo: Resident Evil 7, que optou pela visão em primeira pessoa. Aida e Sherry também estão presentes em Resident Evil 2 Remake (Foto: Reprodução / TechTudo) Essa mudança na perspectiva de jogo ajuda de todas as formas. Desde facilitar a exploração dos cenários, até os combates nos corredores apertados, uma vez que em sua primeira versão eu lutava contra os inimigos e contra a mudança repentina de câmeras a cada troca de localidade. Assim também ficou mais fácil encontrar itens do cenário que agora além de receberem uma espécie de sinalização quando você se aproxima deles, também ficam marcados no mapa caso você tenha passado por algo despercebido. Esse mapa que agora também sinaliza caso você tenha deixado passar alguma coisa em uma determinada área. Nos combates, mirar usando a visão em terceira pessoa facilita demais na hora de atirar contra seus oponentes. É possível focar seus disparos na cabeça, na qual sabemos que é a forma mais eficiente de derrotar zumbis e lickers. O remake também agregou novas armas, como granadas que podem ser arremessadas ou usadas para se livrar de um ataque corpo a corpo. Falando nisso, a faca, elemento crucial da primeira versão, volta de uma forma diferente. Agora era se desgasta e quebra após o uso contínuo, sendo necessário encontrar outras já que as balas também são escassas e seus inimigos não facilitam nem um pouco. Há espaço para novas criaturas em Resident Evil 2 Remake (Foto: Divulgação) Sobre eles, há uma dificuldade bem maior na nova versão do jogo. Jogando com Leon na dificuldade Normal, tive que suar a camisa para eliminar Lickers com a pistola 9mm, já que as balas da escopeta parecem sumir em um determinado ponto do game. Mesmo contando agora com um sistema de combinação de pólvora para criar novos projéteis, ainda sim é preciso balancear bem seus disparos e optar por correr de determinados zumbis ao invés de querer deixar a delegacia vazia só para você. Para isso, Resident Evil 2 também traz mais uma carta na manga: um sistema de bloqueio de janelas. Se na primeira versão você ficava quebrando a cabeça imaginando como surgiam zumbis do nada, já que eles não abriam portas, o remake traz a resposta para isso: é da janela que eles surgem! Sendo assim, você pode procurar madeiras por toda a delegacia e colocar em determinadas aberturas para que não fiquem surgindo hordas de criaturas a todo momento. Os zumbis de Resident Evil 2 Remake estão mais temíveis do que nunca (Foto: Divulgação) Por exemplo, perto de uma sala onde fica um save point, havia uma janela na qual toda hora me deparava com um zumbi que não facilitava minha passagem. A solução foi revirar o cenário até finalmente ter paz e um ponto de fácil acesso ao "save" a qualquer momento. Novos e velhos inimigos Sem dúvidas o mais legal de Resident Evil 2 foi reencontrar velhos inimigos. Não há como contar a euforia junto ao medo de encarar novamente William Birkin em sua forma monstruosa, com aquele olho gigantesco em seu ombro. O mesmo sentimento vale para o reencontro com crocodilos gigantes, lickers e outras criaturas que não irei revelar por motivos de spoillers. Mas também há um enorme espaço para a inclusão de outros novos inimigos. Entre eles, destaque para Mister X, que funciona como uma espécie de Nemesis de RE 3, perseguindo Claire a todo momento, entrando em praticamente todas as salas. Dessa forma, você é obrigado a pensar mais rápido e traçar uma estratégia para evitar o confronto contra o grandalhão. Resident Evil 2 Remake traz novos e velhos inimigos (Foto: Divulgação) As personagens Ada e Sherry também dão o ar da graça e você novamente precisa controla-las em um determinado momentos da história. Entretanto, suas curtas narrativas também mesclam entre o velho e o novo, fazendo com que não seja meras coadjuvantes na trama. O mesmo vale para velhos inimigos, que agora podem mostrar mais suas personalidade e histórias. Os puzzles voltaram! Uma das características mais marcantes dos primeiros títulos da franquia Resident Evil eram os seus puzzles. Para avançar no jogo não bastava apenas eliminar as criaturas pelo caminho e seguir pelos corredores. Era preciso resolver enigmas que muitas das vezes não se limitavam apenas a adivinhar códigos ou acertar uma combinação de desenhos, mas sim ter que revirar os cenários atrás de peças que, quando combinadas a outros elementos, permitiam resolver um determinado quebra-cabeça e seguir no jogo. Alguns quebra-cabeças de Resident Evil 2 original estão de volta (Foto: Divulgação) Resident Evil 2 Remake resgata muito bem essa essência. Os fãs mais antigos não levam vantagem, já que boa parte dos acontecimentos não seguem à risca o roteiro original. Sendo assim, será preciso procurar anotações para revelar códigos, examinar itens que dão acessos a outros itens e até mesmo ser eficaz para entender algumas piadinhas para solucionar um enigma. Confesso que, mesmo resgatando boa parte dessa mecânica que consagrou a franquia, achei os novos puzzles bem simples de serem solucionados. Em momento algum fiquei parado no jogo sem saber o que fazer, o que frequentemente acontecia nos primeiros títulos da série. Mesmo assim, ainda é preciso vasculhar e muito cada parte do cenário e sempre examinar um item depois de acioná-lo no inventário. A clássica sala de Resident Evil 2 com pistas sobre o desaparecimento de Chris também aparece no remake (Foto: Divulgação) É interessante relatar o cuidado com que a Capcom fez para inserir elementos mais atuais dentro desse contexto. Por exemplo, em uma determinada parte do jogo, será preciso encontrar uma chave USB para inserir ao computador central e então desbloquear uma porta. Vale lembrar que nos primeiros jogos isso era feito com outros elementos, como CDs e disquetes. Uma sacada simples que dá ainda mais um ar de modernidade ao jogo. Conclusão Resident Evil 2 Remake é um presente não apenas para os fãs da franquia, mas para todos os jogadores. O game consegue balancear entre o velho e o novo, com um enredo totalmente fiel e com espaço para novidades que chegam para agregar, tudo isso junto a gráficos da atual geração e uma jogabilidade totalmente reformulada que cai como uma luva. O novo RE 2 reinventa o conceito de remake e se torna um exemplo no qual muitos clássicos do passado deveriam seguir o mesmo caminho. saiba mais Resident Evil: confira os jogos mais assustadores da franquia Resident Evil 2 Remake: como baixar a demo grátis no PC, PS4 e Xbox One Resident Evil 2 Remake: confira os requisitos para jogar no PC

    Review iPhone XR


    O iPhone XR desembarcou no Brasil em novembro com preço de lançamento de R$ 5.199 (64 GB). Por este valor, o consumidor leva para casa um smartphone da grife Apple com tela grande, armazenamento que chega a 256 GB, câmera de 12 megapixels e a...

    O iPhone XR desembarcou no Brasil em novembro com preço de lançamento de R$ 5.199 (64 GB). Por este valor, o consumidor leva para casa um smartphone da grife Apple com tela grande, armazenamento que chega a 256 GB, câmera de 12 megapixels e a praticidade do desbloqueio sem precisar encostar em nada. Nas linhas a seguir, descubra se vale a pena comprar o iPhone XR, modelo mais barato da safra mais recente da maçã – afinal, há também o iPhone XS e o Max , este último por valor que bate na trave dos R$ 10.000. De modo geral, podemos dizer que sim, este é um bom telefone, com potencial de agradar a muitos consumidores. Como todos os demais, traz alguns contras e muitos prós – os fashionistas, por exemplo, devem aplaudir as seis opções de cor, com os inéditos coral (que você vê neste review), amarelo e azul. iPhone XR barato: encontre ofertas no Compare TechTudo iPhone XR: celular tem preço a partir de R$ 5.199 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Tela gigante com o nada polêmico notch A primeira coisa que chama a atenção no iPhone XR tem a ver não com o design, que bebe da fonte do iPhone X (lançamento de 2017), mas sim com o tamanhão da tela: são 6,1 polegadas e resolução 1792 x 828 pixels. Pode reparar que a quantidade de pixels – os pontinhos luminosos que formam as imagens – é inferior ao Full HD (1920 x 1080 pixels). Logo de cara, os outrora donos de Androids premium vão perceber uma importante queda na definição do display. Seja para ler conteúdo ou ver filmes, fica evidente que o XR é uma opção inferior a outros produtos no mercado. A título de comparação, o Galaxy S9 Plus tem 6,2 polegadas e resolução de 2960 x 1440 pixels. Faz diferença? Sim, pois estamos falando de produtos que só saem da loja quando o cliente desembolsa muitos salários mínimos. O próprio iPhone 8 Plus , de 2017, já era Full HD. A Apple deu um passo atrás no quesito. iPhone XR: tela é de 6,1 polegadas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O painel LCD usado pela companhia faz bonito durante a exibição de imagens estáticas e em movimento. A tecnologia fica devendo para o OLED visto nos modelos mais premium. Na prática, o iPhone XR exibe cores vibrantes e traz bom ângulo de visão – ou seja, aquilo que está na tela passa por poucas mudanças quando você não o está fitando diretamente Também é bem-vindo o posicionamento de alto-falantes nas duas extremidades do smartphone. A qualidade de áudio vai às alturas, com músicas que enchem o ambiente e o efeito estéreo que agrada ao assistir filmes de aventura, por exemplo. Realmente dá para perceber que um carro cruzou a cena. Ah, o notch … causador de tanta polêmica nesta indústria vital. Podemos dizer que a tal polêmica passou e que virou rotina utilizar smartphone com o recorte na parte superior. Ainda não é a melhor solução para o que a Apple defende ser um telefone “design todo tela” (olha só aquela franja preta ali em cima!), mas é o que temos para hoje. Acostume-se. iPhone XR: celular repete notch do iPhone X (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Face ID: de olho em você O notch existe com a justificativa de abrigar a câmera de selfies e os sensores que possibilitam o funcionamento do Face ID . O sistema de biometria que leva em consideração as características do rosto do usuário está mais veloz do que nunca, com um claro progresso em relação à primeira geração, vista no iPhone X. A experiência de uso consiste em pegar o iPhone XR de uma mesa e trazê-lo para perto de si. A tela acende automaticamente e cerca de 30 mil pontos são projetados no seu rosto (tudo isso é invisível ao olho humano). Costuma levar menos de um segundo para que o dispositivo confirme a sua identidade e libere o acesso a todos os recursos do smartphone. A tecnologia também marca presença quando o iOS 12 preenche senhas automaticamente, quando a App Store confirma o download de um novo software ou quando o Apple Pay paga uma compra sem que você tire a carteira do bolso. Nós nos encaminhamos para um mundo em que senhas perderão vez para sistemas biométricos. A Apple pode celebrar o pioneirismo neste campo. iPhone XR: celular está disponível em versões com até 256 GB (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Desempenho quase perfeito Eu estive no anúncio global dos novos iPhones, em Cupertino. Os executivos da Apple fizeram questão de ressaltar o processador A12 Bionic , presente na safra mais atual da maçã. O chip utiliza arquitetura de 7 nanômetros , mais eficiente do ponto de vista energético. A miniaturização dos transístores também possibilita elevar o poder de fogo do processador: no caso do iPhone XR, o salto é de 600 bilhões de operações por segundo para 5 trilhões. Nada mal! O iPhone XR realmente é um smartphone muito rápido para abrir aplicativos, intercalar entre os softwares mais recentes ou decidir qual objeto merece o foco da câmera. Infelizmente, porém, há gargalos: o telefone travou inúmeras vezes durante o prolongado período de testes para esta análise. Imagine usar o telefone na rua para fazer anotações e perceber que, sem motivo aparente, a tela ficou travada, sem possibilidade de desligá-lo nem de retomar o controle. Foi isso que aconteceu comigo não uma, mas inúmeras vezes. Eu fiquei receoso de que a pane ocorresse durante uma tarefa crítica – por exemplo, ao entrar no ar no rádio, ao vivo, para milhares de pessoas. Não deveria ser assim, tendo em vista o preço e os atributos do iPhone XR. Não há como saber quanto disso é culpa do hardware do iPhone XR e o quanto se deve ao sistema iOS 12 . No entanto, as mesmas questões não emergiram ao longo das experimentações com o iPhone XS Max. Jogos têm visual incrível no smartphone da Apple. Não ficam devendo em nada para consoles portáteis, com exceção da já mencionada resolução da tela. iPhone XR: jogos são reproduzidos com boa qualidade (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Talvez outra forma de ilustrar o poder de processamento do iPhone XR seja com a edição de fotos: seja no Snapseed , no Afterlight , no VSCO ou no Retouch, os filtros, efeitos e ajustes sempre ocorreram com velocidade quase que instantânea. Não tenho dúvidas de que o poderoso processador A12 Bionic permitirá aos compradores deste telefone permanecer com ele por anos, ainda que, com o passar do tempo, o desempenho sofra desacelerações. iPhone XR: câmera traseira tem 12 megapixels (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Câmera monstruosa A câmera dupla virou febre primeiro entre os telefones premium. Depois chegou aos modelos intermediários , apesar de a qualidade ser discutível. Talvez seja curioso, portanto, considerar que o produto da análise de hoje tem preço nas alturas, mas não conta com a tecnologia. O consumidor vai ficar na mão? Depende muito. Inicialmente, é preciso destacar que a câmera do iPhone XR registra momentos do cotidiano como nenhum outro. A empresa está cabeça a cabeça com a Samsung no desenvolvimento dos melhores sensores de imagem e demais componentes do conjunto fotográfico. As fotos tiradas com o XR têm cores vibrantes e detalhes extremos – seja da grama, das folhas, das ondas do mar, dos poros das pessoas. iPhone XR: fotos têm cores fiéis (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) iPhone XR: câmera tem 12 megapixels (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) Costumo dizer que o iPhone é sempre uma opção segura para quem quer boa câmera a tiracolo. As imagens trazem resolução de 12 megapixels , distantes do que algumas marcas chinesas prometem atualmente, é verdade. Podemos afirmar, porém, que são 12 megapixels com elevada qualidade. Agora entra a dúvida sobre a câmera dupla. Tal qual faz o Google , a Apple também decidiu adotar tecnologias de software para realizar o popular modo retrato, em que os protagonistas da cena ficam em destaque e o fundo permanece desfocado. As pessoas adoram posts assim nas redes sociais. iPhone XR: smartphone rende imagens com detalhes extremos (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) O iPhone XR faz um bom trabalho, mas nada se compara a ter duas câmeras propriamente ditas trabalhando em conjunto para criar o tal efeito bokeh . As fotografias feitas com o aparelho ficam um tanto artificiais. A sorte é que apenas olhares apurados (ou algum seguidor bastante cricri) devem estar preocupados com isso. Os meros mortais (eu e você) costumam babar ao ver fotografias assim. De quebra, o telefone estreia o controle sobre a intensidade do fundo desfocado. Faz anos que a Samsung oferece o recurso e faz anos que eu cobro a mesma tecnologia vinda da Apple. Ela chegou, enfim! Recomendo evitar de colocar o ajuste lá no alto, exceto se as condições de cenário forem ideais e o usuário souber como fotografar. iPhone XR: é possível ajustar a intensidade do Modo Retrato (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Os efeitos de iluminação existem desde o iPhone X e continuam presentes nos modelos mais atuais. O usuário pode adicionar luzes de estúdio para aumentar a dramaticidade ou uniformizar o tom da pele caso esteja demasiado irregular. O resultado final depende das circunstâncias e pode ficar muito perto do que uma câmera profissional faria ou muito perto de um desastre de Photoshop. Minha única dica é passar longe dos filtros que retiram a paisagem de fundo para colocar, no lugar, a cor preta – costuma falhar em 99% das vezes. iPhone XR: mesmo sem câmera dupla, smartphone conta com Modo Retrato (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) A câmera frontal de 7 megapixels é igualmente competente, produzindo fotos de grande qualidade, com todos os detalhes da superfície e uma particular facilidade em detectar a iluminação do ambiente. Não podemos dizer o mesmo dos efeitos de iluminação, os mesmos presentes na câmera principal. Fotos em condições de baixa luz também podem sofrer mais, visto que a lente tem abertura f/2.2. Convém lembrar que a câmera frontal funciona em conjunto com o sensor do Face ID para gerar os Animojis e os Memojis . Os bichinhos e as pessoinhas digitais acompanham nossas feições e caretas com fidelidade, tornando-se um demonstrativo de como o olho virtual do celular está mais esperto. Ao mesmo tempo, são recursos que servem mais para mostrar aos amigos do que para utilizar no cotidiano: foram raras as vezes em que eu enviei um Memoji. Talvez fosse o caso de a Apple aumentar a aposta nesta forma de comunicação, com direito a integração maior com os demais aplicativos de mensagens – WhatsApp , Messenger , Telegram e Skype , para citar alguns. Por ora, o recurso se reserva praticamente a quem é adepto do iMessage. iPhone XR: câmera frontal tem 7 megapixels (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) Uma nova forma de controlar o telefone A Apple matou o botão Home . Não há mais nenhum ícone que automaticamente leve o usuário de volta para a tela inicial. Embora a mudança tenha se iniciado em 2017, foi somente no ano seguinte que a empresa se livrou de vez de uma das marcas registradas de quando Steve Jobs encantou o mundo com o iPhone original. Digo isto porque proprietários de gerações passadas podem levar algum tempo para se acostumar aos novos comandos. No entanto, passa a ser algo natural depois que dominamos o gesto de deslizar o dedo de baixo para cima (em qualquer tela) para voltar para a listagem de aplicativos. Há toda uma ciência por trás disso: os engenheiros da gigante tecnológica criaram um sistema de movimentos e animações que parecem seguir uma lei da física particular. Chega a ser engraçado. Nesta vida de analista de celulares, já me peguei tentando repetir o mesmo gesto em produtos que não ostentam a maçã na parte de trás. Mico total que comprova: nos acostumamos com a tecnologia. iPhone XR dispensa o clássico botão Home (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Bateria para ficar o dia inteiro longe do carregador Testar bateria de smartphone é sempre uma tarefa muito difícil porque cada pessoa utiliza o aparelho de uma maneira distinta. Mesmo assim, é interessante notar que, no caso do iPhone XR, não houve o medo de sair de casa e ficar em dúvida se o telefone estaria com carga após as tarefas do dia. Também não bateu a paranoia de levar o carregador na mochila caso algo desse errado. O smartphone ficou quase 16 horas ligado ininterruptamente, com direito a música por streaming durante uma hora; exibição de vídeo online também por uma hora; redes sociais; alguns aplicativos de produtividade (em especial o Evernote ); e também as habituais trocas de mensagens no WhatsApp, Twitter e similares. Não chega a ser um iPhone XS Max, cujo nome denuncia a maior capacidade de energia. O iPhone XR figura como um smartphone premium com autonomia que deve agradar profissionais liberais, estudantes e todas aquelas pessoas que não ficam vidradas permanentemente na telinha do aparelho. Sabia que o display é o componente que mais gasta bateria? iPhone XR: bateria durou 16 horas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) 3D Touch não faz falta Mencionei anteriormente a escolha do painel LCD no lugar do OLED, o que barateou o produto. Os engenheiros da Apple também ejetaram o 3D Touch , recurso que sente a pressão aplicada pelos dedos sobre a tela. A tecnologia que vem desde o iPhone 6S costumava abrir uma prévia de alguma página da internet quando o usuário recebia o link num mensageiro. Também trazia atalhos para algumas das funcionalidades mais visadas de um aplicativo, caso a pessoa quisesse acessá-las sem passar pela interface completa do software. Pois bem: o 3D Touch não faz falta no iPhone de preço mais baixo da geração 2018. É bem verdade que eu me peguei apertando o display com força em alguns momentos, tendo em vista o histórico de produtos da marca, mas foi rápido o processo de esquecê-lo por completo. Conversas com clientes da Apple não costumavam passar pelo 3D Touch. Desconfio que a tecnologia pode descansar em paz para a maioria dos consumidores – ainda que marque presença nos iPhones mais caros do momento. iPhone XR: smartphone não conta com 3D Touch (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Veredito: vale a pena comprar o iPhone XR? Vale sim. O iPhone XR é um bom celular com tecnologias que vimos em modelos premium da Apple no passado. Ele personifica a visão da empresa para o telefone do futuro, com display que ocupa quase que totalmente a superfície frontal. Os cantos são arredondados e o notch dispensa as bordas superior e inferior características do Galaxy S9 Plus , do LG G7 e de outros produtos da safra mais atual. Virou lugar comum elogiar a câmera dos iPhones e não é diferente neste modelo. Há limitações de software, porém: modo retrato e efeitos de luz ainda perdem para a câmera dupla do iPhone XS e para o aparato de fotógrafos profissionais. São opções interessantes de se ter no dia a dia. Só não pense que tudo funciona automaticamente: é sempre bom conhecer a fundo o seu novo brinquedinho para tirar máximo proveito e alcançar os melhores resultados. O processador A12 Bionic pavimenta uma estrada onde devem trafegar, no futuro, aplicações riquíssimas, com detecção dos movimentos do rosto, reconhecimento do ambiente, inteligência virtual e outros termos que dariam um bingo do mundo digital. A maior birra tem a ver com as graves panes ao longo dos testes. Arriscaria dizer que o telefone travou pelo menos uma vez a cada 15 dias. Alguns usuários vão achar que é pouco. Eu considero inaceitável em um smartphone deste calibre. Apple, por favor, dê um jeito nisso o quanto antes. Ficha técnica do iPhone XR Tamanho da tela: 6,1 polegadas Resolução da tela: 1792 x 828 pixels Painel da tela: LCD Câmera principal: 12 megapixels Câmera frontal (selfie): 7 megapixels Sistema: iOS 12 Processador: Apple A12 Bionic Armazenamento (memória interna): 64 GB, 128 GB e 256 GB Cartão de memória: não Dual SIM: sim Peso: 194 gramas Cores: branco, preto, azul, coral, amarelo e vermelho Qual o melhor celular premium à venda no Brasil? Descubra no Fórum do TechTudo saiba mais Tudo sobre o iPhone XR: preço, ficha técnica e data de lançamento Review iPhone XS Max: conheça o celular da Apple Relembre os celulares que marcaram 2018

    Review Onimusha: Warlords


    Onimusha: Warlords retorna em uma versão remasterizada para PS4 , Xbox One , PC e Nintendo Switch . O game foi um dos mais elogiados da geração 128 bits e rapidamente se tornou uma das franquias mais icônicas da Capcom. Mas será que, em uma...

    Onimusha: Warlords retorna em uma versão remasterizada para PS4 , Xbox One , PC e Nintendo Switch . O game foi um dos mais elogiados da geração 128 bits e rapidamente se tornou uma das franquias mais icônicas da Capcom. Mas será que, em uma época em que os remakes estão cada vez mais frequentes, retornar com um jogo apenas com gráficos "melhorados" ainda vale a pena? Confira o review: O retorno do clássico É impossível fazer uma lista com os cinco games mais icônicos da geração 128 bits e não colocar a franquia Onimusha entre eles. O título bebia de uma mecânica que consagrou franquias como Resident Evil e Dino Crisis na geração anterior, com um tema que costuma agradar uma boa legião de jogadores: o misticismo da era do Japão Feudal. Onimusha Warlords (Foto: Divulgação/Capcom) No game, você assume o controle de Samanosuke Akechi, um guerreiro que precisa proteger seu povo da invasão de demônios. Para isso, ele utiliza suas habilidades que incluem poderes ocultos dos antigos Oni, onde é possível absorver o genma, uma espécie de energia presente em todos os seres vivos. Com isso, você irá encarar as mais temíveis criaturas do outro mundo, desde inimigos convencionais, até alguns "chefões". E, assim como em boa parte dos jogos do gênero, também será preciso resolver puzzles ao longo do game para conseguir itens extras ou até mesmo avançar na história. Visual deixa a desejar Primeiro é preciso lembrar que Onimusha: Warlords é um game que foi lançado originalmente em 2001, ou seja, cerca de 18 anos atrás. Sendo assim, é até passível de entendimento que boa parte do seu visual sofra com as limitações gráficas da sua época. Entretanto, fica a sensação de que algo melhor poderia ser feito. Onimusha HD (Foto: Divulgação) Embora o meu primeiro contato com o jogo tenha gerado aquele impacto nostálgico, como uma viagem no tempo, me senti bem incomodado com o visual dessa remasterização. E, por mais que a intenção da Capcom fosse mesclar o antigo ao atual, ainda sim havia espaço para melhorias, como as cenas de animações que chegam a incomodar por tamanha falta de capricho. Os elementos principais do jogo, como o protagonista, criaturas e itens espalhados, até ganharam um destaque maior com essa nova "roupagem" se destacando mais no cenário e até facilitando sua localização. Mas a parte externa foi praticamente intocada, o que incomoda principalmente nos momentos onde a câmera fica mais próxima da ação. Onimusha HD (Foto: Divulgação) Também senti falta de um capricho maior com os diálogos. Eles sofrem do antigo problema de sincronismo labial com os personagens, algo que, com a tecnologia atual, poderia ser corrigido ou até mesmo reprogramado para que as conversas ficassem com um tempo mais assertivo. Jogabilidade traz melhorias Na minha opinião, o maior problema dos games de câmera fixa era justamente a movimentação do personagem. Desde o primeiro Resident Evil, me incomoda demais ter que se adaptar a mudanças de posicionamento de direção em um espaço tão curto de tempo. Parece que a Capcom atendeu minhas preces e trouxe uma melhoria significativa na jogabilidade de Onimusha: Warlords remasterizado. Agora, não é preciso ficar o tempo todo com o direcional para cima para que o personagem se movimente para frente. De acordo com a passagem de tela, o controle se adapta às novas direções, o que torna tudo muito mais fácil. Capcom, minha coordenação motora lhe mandou um abraço! Onimusha HD (Foto: Divulgação) Também senti o combate bem mais fluido do que na versão original. Está mais fácil defender e golpear seus oponentes, graças às mudanças na movimentação citadas acima, já que agora é mais fácil posicionar o personagem na direção do inimigo-alvo. Conclusão Onimusha: Warlords HD é uma deliciosa viagem no tempo para os jogadores mais antigo e órfãos de uma das franquias mais importantes da era 128 bits. Mesmo com gráficos que não soam tão remasterizados como deveriam ser, e animações de torcer o nariz, o game conseguiu trazer melhorias em sua jogabilidade e é uma excelente forma de amenizar a ansiedade de quem espera por um novo capítulo da série. Entretanto, dificilmente agradará os jogadores novatos que não tiveram o prazer de acompanhar a saga na sua era de ouro, e que agora precisam se readaptar à mecânicas ultrapassadas. saiba mais Onimusha, clássico do PS2, será remasterizado para a nova geração Resident Evil 2 Remake: confira os requisitos para jogar no PC

    Review iPhone XS Max


    O iPhone XS Max chama a atenção por causa do preço entre R$ 7.999 e exorbitantes R$ 9.999. Definitivamente não é para qualquer bolso. No lançamento , a Apple destacou a ficha técnica de ponta, com direito ao superprocessador A12 Bionic ,...

    O iPhone XS Max chama a atenção por causa do preço entre R$ 7.999 e exorbitantes R$ 9.999. Definitivamente não é para qualquer bolso. No lançamento , a Apple destacou a ficha técnica de ponta, com direito ao superprocessador A12 Bionic , armazenamento a partir de 64 GB e câmera dupla de 12 megapixels. Estamos falando de um dos telefones mais potentes do mercado – uma evolução do iPhone X , apresentado ao mundo em 2017. A pergunta que fica é se vale a pena pagar quase R$ 10.000 num smartphone, ainda que de grife. Para te ajudar neste questionamento, nós passamos um mês com o Max. Confira na análise a seguir. Antes, vale lembrar que a maioria das observações também valem para o iPhone XS . Ambos os celulares trazem praticamente as mesmas especificações, o que potencializa experiências similares. iPhone XS Max no Brasil: encontre preço mais baixo no Compare TechTudo iPhone XS Max: preço começa em R$ 7.999 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Bateria para um dia inteiro A bateria do iPhone é um ponto que já rendeu muitas críticas no passado. Esta, porém, não é a realidade do iPhone XS Max . O celular foi retirado da tomada às 6h40 e só descarregou por completo às 21h30 – ou seja, 14 horas e 20 minutos de uso. Foram utilizados apps de redes sociais ( Twitter , Facebook , WhatsApp e Instagram ) e de produtividade ( Airmail , Evernote e Todoist ). O experimento incluiu uma hora e 20 minutos de jogatina ( Subway Surfers , Fortnite e Super Mario Run ), 20 minutos de ligação, 50 minutos de Netflix e uma hora e 50 minutos de música por streaming no Spotify . iPhone XS Max: bateria promete boa autonomia (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O resultado excepcional possibilita que o usuário se esqueça da bateria ao longo do dia, enquanto está no trabalho ou em outras atividades. Em momentos de uso mais moderado, a autonomia ficou entre 18 e 24 horas. Talvez o principal gargalo seja o carregador. São necessárias três horas e meia para recarregá-lo por completo, tendo em vista que a bateria comporta 3.174 mAh, um tanto mais que os 2.716 mAh do iPhone XS tradicional. Está na hora de um carregador mais veloz, não é mesmo, Apple? Câmera dupla de 12 megapixels O iPhone XS Max manteve a câmera dupla com resolução de 12 megapixels da geração anterior. O celular, no entanto, conta com sensores renovados , segundo a Apple, e ainda traz incrementos proporcionados pelo processador Apple A12 Bionic e o Smart HDR, a fim de garantir mais qualidade de fotos. Em um breve resumo, podemos dizer que o celular da Apple produz imagens excelentes, senão fantásticas. Tanto o sensor principal (lente teleobjetiva com abertura de f/1.8) quanto o secundário (teleobjetiva de f/2.2) impressionam pelas cores vivas e os muitos detalhes. A profundidade de campo também merece elogios. iPhone XS Max: câmera de 12 megapixels produz fotos excelentes (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) iPhone XS Max: profundidade de campo é um dos destaques da câmera (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O sucesso da câmera, porém, não se limita às fotos em lugares claros. O conjunto cumpre a promessa da Apple e mantém a qualidade mesmo à noite ou em ambientes com baixa iluminação. iPhone XS Max: celular da Apple produz boas fotos noturnas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) iPhone XS Max: câmera traseira tem 12 megapixels (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O Modo Retrato é rápido, preciso e, dessa vez, conta com uma novidade: agora é possível ajustar a intensidade do efeito bokeh depois da captura. Quer deixar o fundo ainda mais desfocado? Basta editar a imagem pelo app Fotos . iPhone XS Max: Modo Retrato é rápido e preciso (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) iPhone XS Max: intensidade do efeito bokeh pode ser ajustada após a captura da foto (Foto: Reprodução/Bruno De Blasi) A câmera de selfies do iPhone XS Max tira boas fotos de 7 megapixels (f/2.2). Os efeitos de iluminação continuam deixando a desejar, com falhas em pontos do cabelo ou áreas do rosto que ficam desfocadas quando está ativa a Luz de Palco. iPhone XS Max: câmera frontal tem 7 megapixels (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Muito rápido O iPhone XS Max não travou em momento algum. Também abriu aplicativos em poucos instantes. Ou seja, o novo celular da Apple mantém a tradição de oferecer boa performance em qualquer situação. O mesmo pode ser dito de jogos, que rodaram sem engasgos mesmo com os gráficos no máximo. Entre os títulos testados estão os games Asphalt 8 , Ragnarok M , Fortnite , Subway Surfers e Super Mario Run . iPhone XS Max: celular demonstra bom desempenho em jogos (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Tudo isso se deve ao novo processador A12 Bionic. Segundo a Apple, o desempenho é 15% superior ao A11 Bionic, presente no iPhone X e no iPhone 8 . Além disso, o chip é construído no processo de 7 nanômetros , com direito a mais eficiência energética. Outro ponto a se observar está no armazenamento. Apesar de não contar com entrada para cartão de memória microSD , o consumidor pode escolher entre 64 GB, 256 GB e até mesmo 512 GB para guardar arquivos. iPhone XS Max: celular da Apple tem armazenamento de até 512 GB (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A Apple, vale lembrar, não revela oficialmente a quantidade de memória RAM e a capacidade em mAh da bateria dos seus celulares. Carinha de iPhone X Você se lembra do notch do iPhone X? Pois bem, ele está presente na nova geração: em 2018, todos os celulares da Apple abandonaram o botão Home e aderiram ao visual futurista concebido pela da Apple. Ou seja, o topete veio para ficar. iPhone XS Max: smartphone repete visual do iPhone X (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O iPhone XS Max é o modelo com a maior tela já feita pela empresa da maçã: são 6,5 polegadas, com resolução de 2688 x 1242 pixels. Não por acaso, o smartphone foi considerado o melhor do mundo quando o assunto é display pelo site especializado DisplayMate . As cores são vivas e o contraste, impecável. O brilho também é ideal tanto em lugares abertos – com alta incidência de luz solar – quanto fechados. Ponto positivo para quem gosta de ver vídeos e ler no smartphone. O Max também é bastante confortável, mesmo com a tela maior. Pode até passar a impressão de ser graúdo demais, mas na prática há, sim, ergonomia. Ainda assim, cabe o alerta de que pessoas com mãos pequenas podem demorar para se acostumar às dimensões do produto. O iPhone XS é menor: traz tela de 5,8 polegadas. iPhone XS Max: tela tem cantos curvas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A traseira em vidro é um verdadeiro ímã para marcas de dedos. Além disso, a câmera fica alojada em um pequeno calombo, o que pode deixá-lo mais frágil. É recomendável usar uma capinha para proteger o smartphone – lembre-se, ele custa muitos mil reais! iPhone XS Max: relevo na câmera traseira é um ponto negativo do celular (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O iPhone XS Max recebeu a certificação IP68 , o que garante que ele pode ficar submerso em água doce. Ainda não recomendamos nadar com o smartphone, mas é razoável dizer que a maioria das pessoas não terá problemas nas demais situações cotidianas. Curiosamente, a Apple afirma que o produto também pode entrar em contato com vinho , suco de laranja e outros líquidos. O celular está disponível nas cores dourado, prata e cinza espacial. iOS 12 e recursos extras A versão mais recente do iOS , chamada de iOS 12 , marca presença no dispositivo. Além de solucionar as falhas do iOS 11 , traz entre as novidades os Memojis , bonecos 3D com aspecto humano e que podem ser personalizados. Também traz ferramentas de controle de uso , destinadas às pessoas que acreditam passar tempo demais diante do smartphone. iPhone XS Max: celular é comercializado com iOS 12 de fábrica (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O Face ID é um dos trunfos dos novos iPhones. Substituto do Touch ID , o sistema de reconhecimento facial é ágil e funciona até mesmo no escuro. Além disso, ele se adapta facilmente às mudanças no rosto do usuário – o derradeiro teste envolveu um pós-barba, diga-se de passagem. O celular não vacilou em reconhecer o novo visual. O sistema também serve para comprar apps na App Store e acessar senhas. Já a tecnologia de pagamentos via celular Apple Pay funciona de jeito simples e prático: após cadastrar o cartão, basta pressionar o botão lateral duas vezes, usar o Face ID e realizar o pagamento. Todo o processo não leva nem cinco segundos. iPhone XS Max: celular tem suporte a eSIM (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) E aí, vale a pena comprar o iPhone XS Max? O iPhone XS Max é um celular incrível. O desempenho é impressionante, pois os aplicativos não demoram a abrir e os jogos rodam com os gráficos no máximo sem engasgar. Tudo isso funciona em conjunto com uma bateria que também só merece elogios. A câmera não fica atrás. Mesmo em ambientes escuros, tanto os sensores traseiros quanto o frontal não deixaram a desejar. Você consegue capturar cenas com cores e detalhes bastante realçados, por exemplo. Este conjunto, sem dúvidas, agrada qualquer consumidor. Pena que custe tão caro. Lançado no Brasil em novembro de 2018, o iPhone XS Max chega a é vendido por R$ 9.999 pela edição com 512 GB. A edição de entrada, com 64 GB, custa R$ 7.999, enquanto o modelo com 256 GB sai a R$ 8.799. Mesmo a edição menor (sem o Max no nome) tem preço salgado: R$ 7.299 (64 GB), R$ 8.099 (256 GB) ou R$ 9.299 (512 GB). Consumidores que queiram um iPhone da geração atual, mas buscam gastar menos, podem se interessar pelo iPhone XR . O celular foi anunciado por R$ 5.199 e já pode ser encontrado por cerca de R$ 4.800 no comércio eletrônico, a depender da oferta do dia. iPhone XS Max: edição com 512 GB tem preço sugerido de R$ 9.999 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Ficha técnica do iPhone XS Lançamento no Brasil: novembro de 2018 Preço inicial: a partir de R$ 7.299 Tela: OLED de 5,8 polegadas Resolução da tela: 2436 x 1125 pixels Armazenamento: 64 GB, 256 GB e 512 GB Processador: Apple A12 Bionic Sistema operacional: iOS 12 Câmera principal (traseira): Dupla de 12 megapixels (lente grande-angular com f/1.8 e teleobjetiva com f/2.4) Câmera secundária (selfie): 7 megapixels (abertura f/2.2) Dual chip: Sim (eSIM e nano SIM) Dimensões e peso: 143,6 x 70,9 x 7,7 mm; 177 gramas Cores: dourado, prata e cinza espacial Ficha técnica do iPhone XS Max Lançamento no Brasil: novembro de 2018 Preço inicial: a partir de R$ 7.999 Tela: OLED de 6,5 polegadas Resolução da tela: 2688 x 1242 pixels Armazenamento: 64 GB, 256 GB e 512 GB Processador: Apple A12 Bionic Sistema operacional: iOS 12 Câmera principal (traseira): Dupla de 12 megapixels (lente grande-angular com f/1.8 e teleobjetiva com f/2.4) Câmera secundária (selfie): 7 megapixels (abertura f/2.2) Dual chip: Sim (eSIM e nano SIM) Dimensões e peso: 157,5 x 77,4 x 7,7 mm; 208 gramas Cores: dourado, prata e cinza espacial iPhone: como recuperar fotos perdidas por falta de espaço? Descubra no Fórum TechTudo saiba mais Relembre os celulares que marcaram 2018 iPhone XS Max nos EUA: descubra preço para trazer o celular Apple de fora Conheça a TrueDepth, tecnologia por trás do reconhecimento facial do iPhone

    Review Moto G6 Plus


    O Moto G6 Plus é o celular da Motorola para quem quer bom desempenho sem gastar muito. A edição mais avançada do Moto G6 tem ficha técnica intermediária, formada pelo processador Snapdragon 630, memória RAM de 4 GB e armazenamento de 64...

    O Moto G6 Plus é o celular da Motorola para quem quer bom desempenho sem gastar muito. A edição mais avançada do Moto G6 tem ficha técnica intermediária, formada pelo processador Snapdragon 630, memória RAM de 4 GB e armazenamento de 64 GB. Lançado por R$ 1.599 , atualmente, o smartphone é encontrado com o preço na casa de R$ 1.500 – a depender da oferta do dia. Semanas de testes depois, o TechTudo vem responder a pergunta que não cala: vale a pena comprar o Moto G6 Plus ? Confira essa e outras respostas nas linhas a seguir. Vale lembrar que o celular passou por uma renovação de visual, em relação ao Moto G5 Plus (do ano passado), e conta com câmera dupla e modo retrato. Moto G6 Plus barato: encontre ofertas no Compare TechTudo Moto G6 Plus: conheça o celular Motorola (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Intermediário e veloz O Moto G6 Plus traz um diferencial enorme frente ao seu irmão mais novo , o Moto G6: o celular garante desempenho fluido e satisfatório, bastante similar ao Moto Z3 Play . Este resultado pode ser alcançado graças à ficha técnica intermediária, com processador Snapdragon 630 (octa-core de até 2,2 GHz) e memória RAM de 4 GB. Foram utilizados apps de redes sociais ( Twitter , WhatsApp , Facebook e Instagram ) e produtividade ( Gmail , Evernote e Todoist ), entre outros. O celular não registrou travamentos em momento algum, mesmo com atividades que exigiam mais poder de processamento. O mesmo pode ser dito dos jogos. Foram testados os populares PUBG e Angry Birds , que alcançaram boa performance, embora os gráficos estivessem em qualidade média. O Moto G6 Plus também é uma boa opção para quem gosta de guardar arquivos como vídeos, fotos e músicas. A memória interna é de 64 GB, com possibilidade de expandir o armazenamento por meio de cartão microSD . Moto G6 Plus: ficha técnica conta com bateria de 3.200 mAh e armazenamento de 64 GB (Foto: Reprodução/Bruno De Blasi) Bateria para um dia inteiro Segundo a Motorola , o Moto G6 Plus tem capacidade para aguentar um dia inteiro longe da tomada. Apesar de não apresentar detalhes em números, podemos dizer que essa é a realidade do celular. Retirado da tomada às 6h40, o smartphone só pediu arrego à meia-noite – 17 horas depois. Durante o período foram utilizados apps de redes sociais e produtividade com intensidade, além de mais de duas horas de streaming de música no Spotify . Em casos de uso moderado, o celular teve autonomia de quase um dia e meio. O interessante do smartphone é o carregador TurboPower , que recarrega por completo a bateria de 3.200 mAh em apenas 1h20min. O acessório, vale lembrar, acompanha o smartphone. Moto G6 Plus: smartphone possui flash frontal (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Câmera dupla Assim como na geração anterior , o Moto G6 Plus vem com câmera dupla . Isto significa que os sensores traseiros de 12 e 5 megapixels ( abertura de f/1.7 e f/2.2, respectivamente) podem tirar fotos com o famoso efeito bokeh – popularizado como modo retrato –, que desfoca o fundo. O conjunto chama a atenção por conta das cores vivas. Além disso, em ambientes com boa iluminação, existe a possibilidade de capturar fotos com muitos detalhes de cena. Moto G6 Plus: câmera traseira se destaca pelas cores e detalhes (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) As fotos noturnas, porém, pecam nos detalhes e nas cores, que ficam bastante frias ou sem vida. O ruído também desanima. Moto G6 Plus: fotos noturnas tendem ser granuladas e com poucos detalhes (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O sensor secundário não pode ser utilizado individualmente. Serve apenas para auxiliar no modo retrato, que faz um bom trabalho e permite ajustar a intensidade do efeito, mas, ao mesmo tempo, é lento para focar e fotografar. Não chega a ser um incômodo, mas é preciso ter isto em mente antes de capturar alguma cena corriqueira, por exemplo. Moto G6 Plus: câmera dupla permite fotos com efeito bokeh (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A câmera frontal de 8 megapixels tem resultados razoáveis. Um recurso interessante é o flash LED, o que permite selfies em lugares escuros e à noite. Moto G6 Plus: câmera de selfies tem qualidade razoável (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) De cara nova Não há diferenças visuais entre o Moto G6 e o Moto G6 Plus. Assim como o irmão, o celular Motorola tem tela com bordas finas , traseira de vidro suscetível a marcas de dedo e leitor de impressões digitais espremido na frontal. Outro detalhe é o calombo na traseira, que não fica nivelado mesmo com a capinha que acompanha o celular. Moto G6 Plus: calombo da câmera traseira pode incomodar (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Apesar desses pontos negativos, a tela de 5,9 polegadas e resolução Full HD+ (2160 x 1080 pixels) tem uma qualidade extremamente notável. As cores são vivas e a definição é impecável: o celular se mostrou ideal para assistir filmes e séries. Outra observação interessante está no conforto. As laterais traseiras são curvas, o que garantem um encaixe melhor nas mãos. Além disso, o formato 18:9 não o torna tão grandalhão assim, mesmo com tela de quase 6 polegadas. O Moto G6 Plus está disponível nas cores índigo (uma espécie de azul bem escuro) e topázio (parece cinza). Moto G6 Plus: tela de 5,9 polegadas tem cantos curvos (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Android 9 (Pie) confirmado O Motorola One não é o único celular da marca com Android 9 (Pie) confirmado: o Moto G6 Plus também traz essa promessa. Dessa forma, apesar de ser comercializado com o Android 8 (Oreo) , há expectativa de que a atualização chegue nos próximos meses. O Moto G6 Plus também pode ser uma opção interessante para quem busca uma experiência próxima do Android "puro". São poucas modificações da fabricante e poucos aplicativos instalados. Chama a atenção, também, a função de TV digital . Assim, é possível assistir aos seus programas favoritos sem depender de internet móvel (3G e 4G). O recurso funciona sem ressalvas e ainda permite gravar a transmissão para assistir em outro momento. O smartphone traz a navegação por gestos a partir do leitor de impressões digitais , além de outros recursos que podem ser ativados no app Moto. Moto G6 Plus: TV Digital está entre os recursos extras do celular Motorola (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Vale a pena comprar o Moto G6 Plus? A Motorola fez um bom trabalho com o Moto G6 Plus. Diferentemente do Moto G6, o bom desempenho é notado de cara – e sem comprometer a duração da bateria. Além disso, a tela é bastante convidativa para ver conteúdo de Globoplay , Netflix e YouTube a qualquer momento devido à elevada qualidade. É claro que a qualidade das fotos noturnas têm um peso considerável, mas ressalto principalmente o calombo na câmera traseira e o leitor de impressões digitais espremido como os pontos mais críticos do smartphone. Enquanto um traz mais fragilidade ao telefone, o outro foi responsável por sucessivas falhas no uso da biometria e navegação por gestos. O celular está no mercado nacional desde abril de 2018 com preço sugerido de R$ 1.599. Curiosamente, o preço subiu R$ 100 na loja oficial da Motorola. Boa notícia para quem pesquisa em comparadores de preço , onde o smartphone é visto por valores na faixa de R$ 1.500 – a depender da oferta do dia. Ficha técnica do Moto G6 Plus Tamanho da tela: 5,9 polegadas Resolução da tela: Full HD+ (2160 x 1080 pixels) Formato: 18:9 Câmera principal: dupla, 12 e 5 megapixels Câmera frontal (selfie): 8 megapixels Sistema: Android 8 (Oreo) (Android P confirmado) Processador: Snapdragon 630 (octa-core de até 2,2 GHz) Memória RAM: 4 GB Armazenamento (memória interna): 64 GB Cartão de memória: microSD de até 256 GB Capacidade da bateria: 3.200 mAh Dual SIM: Sim Peso: 165 gramas Cores: índigo e topázio Qual smartphone intermediário tem a melhor câmera? Comente no Fórum TechTudo saiba mais Moto G6, Moto G6 Plus e Moto G6 Play: conheça as diferenças Como colocar chip no Moto G6 Plus Como tirar print no Moto G6 Plus Moto G6 Plus em detalhes: saiba preço, prós e contras do celular Motorola