Techtudo

    Review Assassin's Creed Odyssey


    Assassin’s Creed Odyssey é, sem dúvidas, o melhor game da série já feito. Com um vasto mundo a ser explorado, escolhas que impactam na história, gameplay remodelado e, até mesmo, a inédita seleção do sexo do protagonista, o título da ...

    Assassin’s Creed Odyssey é, sem dúvidas, o melhor game da série já feito. Com um vasto mundo a ser explorado, escolhas que impactam na história, gameplay remodelado e, até mesmo, a inédita seleção do sexo do protagonista, o título da Ubisoft traz uma épica jornada à Grécia antiga ao colocar o jogador na pele de um (ou uma) mercenário espartano. Com a opção de áudio e legendas em português do Brasil, o game já está disponível para PS4 , Xbox One e PC. Quer comprar jogos mais baratos? Conheça o Compare TechTudo Conheça Ikaros, sua águia em Odyssey (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) A série de assassinos versus templários sempre foi conhecida por seus altos e baixos ao longo dos anos. Após alguns jogos mornos como, Assassin’s Creed III (2012) e Unity (2014), passados nas revoluções norte-americana e francesa - respectivamente, a Ubisoft encontrou sua redenção diante dos fãs - antes órfãos desde a trilogia Ezio Auditore - com Black Flag (2013), e suas incríveis batalhas navais, e mais recentemente com a viagem ao antigo Egito, em Origins (2017). Odyssey, desenvolvido ao longo de três anos, veio para coroar todo o aprendizado com os deslizes do passado e agregar tudo o que a franquia acumulou de melhor: muita ação, exploração, diferentes formas de gameplay, belos visuais, customização de armas e armaduras, aliados para matar ou morrer ao seu lado, narrativa bem construída e, sim, batalhas navais. Mas também houve espaço para inovar, com uma jogabilidade menos automática - dando mais liberdade ao jogador -, combos de habilidade, opções de diálogo, a escolha do sexo do protagonista e até mesmo romance. Tudo isso o TechTudo traz em detalhes para você nas linhas a seguir. Confira. Uma viagem à Grécia antiga Lutar usando a lança é um dos melhores combates do jogo (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Não há como falar da história de fundo em Assassin’s Creed Odyssey sem remeter ao próprio contexto histórico das civilizações antigas. Mas vamos tentar simplificar as coisas, indo por partes. Primeiramente, um significado simplificado para odisséia seria algo como uma longa viagem, marcada por reviravoltas, conquistas e perigos. A origem da palavra, no entanto, remete à Grécia antiga e ao lendário herói grego “Odysseus”, rei de Ítaca, que também foi conhecido como Ulixes (Ulisses). “Odisséia” é, justamente, um poema do século IX a.C, que conta as aventuras de Ulisses. Com isso, nota-se que a escolha do nome foi o primeiro acerto da Ubisoft neste game. É também neste período de guerras, mitos e filosofia, que prosperou a cidade-Estado de Esparta, reconhecida até hoje como uma das maiores potências militares da história da humanidade. Esparta foi a principal inimiga da cidade de Atenas durante a Guerra do Peloponeso (de 431 a 404 a.C), que ocorreu na região que hoje compõe a maior parte da Turquia. Os espartanos foram vitoriosos, mas a grandes custos. E esta guerra é o pano de fundo onde você controla Alexios ou Kassandra. “This is Sparta!” As finalizações em câmera lenta dão um toque especial ao combate (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Já com o contexto histórico explicado, vamos ao protagonista. Antes mesmo do game te dar a opção de escolher seu personagem, você assume logo de cara o controle de ninguém menos que Leônidas, o mais famoso rei e general espartano. Lembra do filme 300, inspirado nos quadrinhos de Frank Miller? Então, você começa a jogar no meio do caos da épica Batalha das Termópilas, onde apenas 300 espartanos - liderados por Leônidas - enfrentaram o exército persa com mais de 30 mil soldados. Nesse prólogo, você tem o gostinho de experimentar todos os combos e habilidades destravadas e reproduzir o famoso chute, no estômago dos inimigos, ao bom estilo “This is Sparta!”. Mas não se empolgue tanto, pois o que vem a seguir é, novamente, a parte mais chata de todos os jogos da série: o “mundo real” fora da Animus. Sim, ainda é necessário passar por essa quebra de narrativa terrível e lidar com os eventos da Abstergo, caçando os Assassinos de hoje. Layla Hassan retorna, após debutar em Origins, e é ela quem “comanda” as ações do protagonista. Ao voltar à Animus, você finalmente poderá escolher o sexo do personagem principal. A justificativa do jogo para isso é a existência de dois códigos genéticos disponíveis em uma lança, que a Assassina acredita ter pertencido ao próprio Leônidas. Mercenário espartano e escolhas definitivas Escolha Alexios ou Kassandra para sua odisséia (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Jogar com Alexios ou Kassandra não muda em nada o gameplay. Ambos possuem as mesmas habilidades, mesmas armas e armaduras à disposição, além da mesma capacidade de dano, defesa e corrida. A única coisa que, às vezes, pode ser um pouco diferente são algumas opções de diálogo, mas nada que vá impactar no rumo da história. A dublagem em português do Brasil não ficou ruim e é protagonizada por Raphael Rossato (Alexios), que dublou Peter Quill, em “Guardiões da Galáxia”, e Letícia Quinto (Kassandra), que já deu voz à Saori Kido, no anime “Cavaleiros do Zodíaco”. Há três grandes e interligados arcos de histórias que envolvem Alexios ou Kassandra, e o primeiro deles você já se depara bem no início. O protagonista parte numa missão para tentar reunir sua família, após os trágicos eventos ocorridos na infância do mercenário. Mais à frente, ainda no arco principal, o herói descobre a existência de um culto que quer matá-lo a qualquer custo (por motivos de spoiler não darei detalhes). E, por fim, como estamos falando de Assassin’s Creed, novamente você será levado a eventos relacionados à linhagem da Primeira Civilização. É neste arco que o protagonista finalmente descobre a verdade sobre sua origem. Além das missões principais, o jogo está repleto de missões secundárias, sinalizadas por um ponto de exclamação no mapa (que é enorme) ou em contratos de mercenário, que podem ser aceitos em murais ou estátuas espalhados por vilas e cidades. Há muito o que se fazer em Odyssey e renderia um outro artigo só para falar disso, mas vamos tentar resumir por enquanto. Em Odyssey, seu fiel cavalo se chama Phobos (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) O principal ponto que você deve ter extrema atenção neste game é o peso das suas escolhas. Elas podem e vão impactar no mundo a sua volta, para o bem ou para o mal, e de forma permanente. Lembra daquelas decisões difíceis em jogos da série Mass Effect , Dragon Age e The Witcher 3 ? É algo parecido que terá à disposição. Às vezes, ao fazer o bem, salvando uma família de ser assassinada por conta de um doença, você pode ser o responsável, mesmo que indireto, por um surto epidêmico que vai matar uma região inteira. Outra questão interessante sobre os diálogos é que agora, pela primeira vez na franquia, você poderá optar em ter algum romance com alguém. É só flertar com a pessoa quando aparecer um coração antes de alguma resposta (se isso estiver disponível). Tanto Alexios quanto Kassandra podem se relacionar com homens e mulheres. É bom ressaltar que, por mais que o desfecho dessa paquera possa ser sexual, nada é explícito como em Mass Effect, por exemplo. Uma pena. Gameplay renovado e batalhas navais Customize suas armas e armaduras (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Uma das novidades em Odyssey é a escolha inicial entre dois estilos de jogo: modo exploração e modo guiado. No modo exploração, recomendado pelos desenvolvedores para uma melhor experiência, o jogador terá que descobrir regiões, pessoas, objetivos e missões por conta própria. O máximo de auxílio geográfico que terá são algumas orientações do tipo: a vila fica a oeste de um lago profundo, próximo a estátua de Zeus, por exemplo. Com isso, é você que precisa seguir as pistas para encontrar o que (ou quem) precisar. Já o modo guiado é a forma tradicional de se jogar Assassin’s Creed, com todas as marcações de missões e objetivos no mapa e na tela do jogo. Já os controles evoluíram um pouco mais em relação a Origins. Dois novos menus radiais ficam aparentes na tela, quando o herói está em modo de combate. Neste menu é possível criar atalhos para habilidades especiais (compradas com pontos de experiência) que podem ser ativadas, após carregadas ao atacar inimigos. Uma dessas habilidades especiais é o famoso chute espartano na barriga. Também é possível habilitar especiais para cura e mais precisão ao usar armas brancas e arcos. Por falar em pontos de experiência, você terá à disposição três árvores de habilidades diferentes para investir: Caçador (com uma pegada mais de exploração e sobrevivência), Guerreiro (melhor controle de combate corpo a corpo e resistência a danos), e Assassino (amplia o dano de ataques furtivos e melhora a destreza). Customize e melhore também os atributos do seu navio de guerra (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Tanto as suas armas, quanto armaduras, navio e tripulação podem ser melhorados com matérias-primas e ouro. Inclusive, o “grinding” do game, ou seja, a execução de tarefas repetitivas para obter alguma vantagem, é absurdamente alto e cansativo. Se em Origins, para melhorar seu equipamento, você já passava horas cortando lenha, catando pedras e caçando animais, por exemplo, lembre-se que agora você precisa fazer upgrades em todo um navio de guerra também. Um facilitador para esta odisséia da paciência pode ser comprar na loja do game, com dinheiro real, boosts de experiência e recursos. Particularmente, não sou muito a favor do “pay to win”, ou “pagar para vencer” (em tradução livre). O ideal seria o jogo te oferecer uma forma menos massante de obter recursos primários. Assim, o jogador poderia focar seus esforços no que realmente importa: a experiência do personagem, sua história e batalhas. Por falar na loja, é possível comprar itens cosméticos também, que são apenas visuais e não impactam no gameplay. Como falamos de navios de guerra, as batalhas navais voltaram de forma mais ativa. Assim como era em Black Flag, você pode navegar quando quiser e entrar em conflito com outros navios, para exercer seu domínio e saquear seus tesouros. Quanto mais equipado belicamente e reforçado estruturalmente sua embarcação estiver (insira o grinding absurdo aqui), e com a tripulação mais bem preparada, maiores serão suas chances de ser o grande conquistador dos mares. A lógica é até bem simples, a execução é que demanda muita paciência. As batlhas navais são um dos grandes atrativos do game (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) O gameplay no navio é, sem dúvidas, uma das melhores partes do jogo. O visual é lindo, a tripulação canta, e até mesmo seu protagonista vibra quando a embarcação pega uma rajada de vento favorável. Não é a toa que a Ubisoft lançará um game solo só focando nisso, com Skull Bones . Seus atos também geram consequências Obter recursos e ouro, vasculhando baús e caixas por vilas, fortes e cidades está mais complicado agora. Não que haja algum impedimento em saquear as riquezas das residências ou lojas alheias, mas se alguém te pegar roubando algum item (marcado em vermelho) você terá problemas com a guarda local e terá seu nível de procurado aumentado. Isso é outra coisa interessante neste título. A ideia é muito parecida com o que sempre existiu em jogos da série Grand Theft Auto . Conforme você gera caos em um local, você ganha uma estrela de procurado. Em Odyssey, ao invés da estrela é um elmo. Quanto maior seu nível de procurado, mais forte será o caçador de recompensas no seu rastro. Para se livrar dele você tem duas opções: caçá-lo de volta e matá-lo (se conseguir), ou pagar a ele o quanto ofereceram pela sua cabeça. Diferentemente de Origins, agora é possível ver o perfil dos algozes que estão atrás de você. A guia “Mercenários”, no menu de pausa, traz a localidade do caçador de recompensas, pontos fortes, fraquezas e o nível que ele está. Algo bem parecido já foi visto antes em games, como Sombras de Mordor e Sombras da Guerra , por exemplo. Esparta versus Atenas: você escolhe por quem lutar Alguns inimigos têm feras de estimação que também irão te atacar (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) No final do capítulo 2 e início do capítulo 3, e já de posse do seu navio, seu herói se encontrará em meio a um campo de batalha dividido entre o exército espartano e ateniense. Em princípio e, até mesmo a título de aprendizagem, você irá se aliar aos espartanos para conquistar uma região controlada por Atenas. Antes de iniciar o conflito final entre as duas forças, você precisa enfraquecer a influência local do adversário de algumas formas, como: matar soldados inimigos, queimar suas reservas de comida e armamentos, pilhar seus tesouros, conquistar fortes e, finalmente, matar seu líder. Lembrando que, como você é um mercenário, você pode tanto se aliar a um lado ou outro. No mapa do mundo, as terras com domínio de Esparta têm limites pintados em vermelho, enquanto as dominadas por Atenas tem limites azuis. Vale lembrar que lutar ao lado dos invasores é mais difícil, mas dá recompensas melhores. Lutar ao lado de quem está defendendo sua posição é mais fácil e com maiores chances de vitória, mas os prêmios são menores. Lindo de se ver Os cenários em Odyssey são um dos mais belos da série (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Segundo a própria Ubisoft, este é o mundo mais rico, extenso e diversificado já criado na série Assassin’s Creed, e não é para menos. Por vezes, você vai se pegar parado em alguma montanha, apenas observando o anoitecer, ou nadando no fundo do mar observando corais, ruínas de embarcações afundadas, peixes e tubarões (não se esqueça de matá-los). O modo fotografia, que já virou recurso presente em quase todos os games atuais, ajuda a tirar melhor proveito do visual. Além do cenário, a animação das expressões dos personagens melhorou bastante (quem não lembra o show de horrores que foram os bugs faciais em Unity?). Alexios ou Kassandra são os protagonistas mais carismáticos da série, desde o famoso Ezio Auditore. Não chegam ainda a ter o charme de Geralt de Rivia, em The Witcher 3, mas o trabalho está muito bem feito. Conclusão "Quem me dera ser um peixe..." (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Dentre todos os altos e baixos da franquia ao longo dos anos, Odyssey veio para reunir o que há de melhor em gameplay e ainda coube espaço para inovar. No fundo, até parece um jogo de uma série nova e, por vezes, temos que lembrar que ainda estamos jogando um Assassin’s Creed e não algum game de RPG de ação com temática espartana. Ainda assim, acredito que a franquia precisava se reinventar mesmo (desde o fim da trilogia Ezio) para sobreviver. E conseguiram isso muito bem. Desde The Witcher 3 não havia sido lançado um jogo tão vasto e detalhista de se jogar. Ubisoft é a maior empresa dos games? Conte pra gente no Fórum do TechTudo saiba mais Review Assassin's Creed Origins Assassin’s Creed Odyssey traz viagem à Grécia e novidades no gameplay Assassin's Creed Odyssey: tudo sobre o novo jogo da franquia da Ubisoft

    Review Forza Horizon 4


    Forza Horizon 4 é o novo game da famosa franquia de corridas para Xbox One e PC. Nele os jogadores partem para um fictício Reino Unido, onde participam de centenas de corridas na competição que dá nome ao título. Mas será que a fórmula ainda...

    Forza Horizon 4 é o novo game da famosa franquia de corridas para Xbox One e PC. Nele os jogadores partem para um fictício Reino Unido, onde participam de centenas de corridas na competição que dá nome ao título. Mas será que a fórmula ainda funciona? Confira o review completo: Acelerando na Terra da Rainha A proposta de Forza Horizon 4 é te levar para uma competição em uma região que é apaixonada por velocidade. O Reino Unido, mesmo que representado de uma forma fictícia em um mapa reduzido, ainda sim consegue passar a sensação de estarmos disputando provas nas mais belas estradas do mundo. Forza Horizon 4 (Foto: Divulgação) Para os pilotos de longa data, como eu, o início do jogo é praticamente o mesmo das versões anteriores. Você inicia como um desconhecido no meio de tantos talentos, e aos poucos precisa provar o seu potencial, seja vencendo provas, disputando desafios contra outras máquinas (como trens e barcos), ou até mesmo se arriscando em manobras radicais como um bico de dublê. Embora manjada, a proposta cai como uma luva para o jogo. Confesso que prefiro crescer e me tornar um piloto de nome, do que viver perigosamente fugindo da polícia ou disputando corridas de uma forma ilegal. Em outras palavras, Forza não se amarra a um enredo e isso faz com que o jogo tenha uma diversão a mais. Títulos similares, como Need For Speed, poderiam aprender um pouco com o jogo da Playground Games. Forza Horizon 4 traz provas de velocidade contra os mais diferentes veículos (Foto: Divulgação) A única coisa que me incomodou foi a obrigatoriedade de cumprir uma espécie de roteiro até ter mais liberdade no jogo. Mesmo com o mapa completo à sua disposição desde o início, ainda sim o game te obriga a cumprir um determinado número de provas para então liberar ações como trocas de carro, competições online e atividades secundárias. Mas isso deve-se ao fato de ser um jogador de longa data, acredito que, para os marinheiros de primeira viagem essa introdução pode ajudar a entender melhor um sistema tão repleto de opções. As quatro estações Uma das propostas de Forza Horizon 4 é apresentar as quatro estações do ano de uma forma nunca antes vista. Cada uma delas traz características bem distintas, tanto na parte visual, quanto na sua jogabilidade. Com as corridas em pleno verão, meu carro se comportava melhor na pista, com muito mais aderência. Enquanto no inverno, a sensação era a de estar pilotando em cima de uma banheira ensaboada. E a forma com que isso é inserido do jogo não tira a mescla de jogabilidade arcade com simulação que ele propõe o tempo inteiro. Por exemplo, ainda sim é possível usar seus oponentes como parede, ou se chocar sem medo de danificar seu carro, enquanto busca um traçado menos ousado para se manter na pista nada aderente. Forza Horizon 4 traz estações que afetam na parte visual e na jogabilidade (Foto: Divulgação) O que achei mais legal em tudo isso, foi a forma com que você sente passar o tempo com essas mudanças. No game anterior, o máximo que podíamos notar era a mudança do dia para a noite. Já em FH4, a sensação é de que estou semanas ou meses participando de provas, o que deixa o jogo com uma pegada ainda mais real. Novas provas online e personalização dos pilotos O sistema de corridas em Forza Horizon 4 se mantém basicamente como nas outras versões. É preciso percorrer as estradas para participar de provas como corridas em circuitos predeterminados (por voltas), corridas de uma ponta a outra, e desafios contra o tempo. Para navegar pelo enorme mapa, existe a possibilidade de usar as Viagens Rápidas. Além dos festivais tradicionais, elas ficam situadas em casas, onde você precisar "comprar" a residência para ter o ponto de marcação. Nelas você também encontrar algumas opções como personalização do seu avatar. Essa por sua vez agora traz elementos inseridos em Forza 7, como chapéus, roupas e trajes engraçados, além de buzinas divertidas e dancinhas nas apresentações pré e pós-corridas. Forza Horizon 4 (Foto: Divulgação) As novidades mesmo ficam por conta da inclusão de novas corridas online. Entre elas, há uma prova entre equipes de seis corredores cada, onde para vencer não basta chegar na frente, mas sim conquistar mais pontos de habilidades, com manobras arriscadas pelos percursos. Apesar de alguns lags pelo caminho, achei de longe a mais divertida de todas. O sistema Forzathon também está presente no novo game. Para quem não conhece, ele traz desafios variados com um determinado período para serem concluídos. Pelo menos em Forza 7, muitos dos itens raros de personalização eram conquistados por ele, até o momento não encontrei nada que chamasse tanto a minha atenção. Casas são novos pontos de Viagem Rápida de Forza Horizon 4 (Foto: Divulgação) E para completar, continua sendo possível encontrar seus amigos de Xbox Live andando pelas provas. Mesmo que de uma forma virtual, ainda é possível correr contra seus conhecidos, que por sua vez possuem habilidade de acordo com o que fazem em seus jogos. Em outras palavras, aqueles que tiverem um rendimento melhor, sempre irão figurar os primeiros lugares. Jogabilidade arcade com elementos de simulação Desde o primeiro Horizon, a franquia Forza fez questão de estabelecer uma linha divisória entre o título de mundo aberto e sua franquia tradicional: Motosport. Enquanto o primeiro aposta em uma jogabilidade mais arcade e menos compromissada com o realismo, o outro foca cada vez mais na simulação, brigando com jogos como Project Cars e Gran Turismo. Entretanto, notei que Forza Horizon 4 consegue estabelecer uma jogabilidade bem mais balanceada nesse capítulo. Embora o foco ainda seja o arcade, com carros colidindo a todo momento sem que isso influencie na velocidade ou durabilidade, ainda sim não é tão artificial como seus concorrente. Forza Horizon 4 (Foto: Divulgação) Isso ficou mais visível no momento em que comecei a notar uma falta de rendimento na minha BMW categoria A. Há um limite de modificações para que ela não extrapole e passe de categoria, por isso, optei por valorizar as partes que traziam uma arrancada maior para meu carro. Deu muito certo, e o resultado foi um veículo que se saia melhor na largada e com mais potencia nos momentos de aceleração pós-freadas. Também é possível notar nas trocas de estações citadas acima. Durante o inverno, as pistas escorregadias desfavorecem os carros com uma arrancada mais forte. Optei por usar um Bentley mais balanceado, cuja aceleração final me favorecia mais. Mais uma vez tive êxito nas mudanças, provando que mesmo com uma proposta de ser um game mais casual, Forza Horizon 4 favorece aqueles que gostam de acertar seus próprios veículos de acordo com a necessidade. Gráficos que impressionam Forza Horizon 4 não chega ao Xbox One e PC apenas como mais um jogo de corrida, mas sim como um dos mais belos games da história. Durante os testes, joguei o título tanto no Xbox One X quanto em um PC Gamer equipado com a poderosa GeForce GTX 1080 Ti, em uma resolução 4K. Foi difícil não ser atrapalhado com diferentes interações com os cenários, como a neve e a chuva caindo, animais correndo pelos campos, ou acelerando beirando uma praia. Detalhes da parte interna de um dos veículos de Forza Horizon 4 (Foto: Reprodução / TechTudo) Esse visual também merece elogios em relação a composição dos carros. Externamente, cada detalhe está presente, até mesmo quando novas peças, do famoso tunning, são adicionadas. E internamente, é impressionante a quantidade de detalhes na visão interna dos veículos. Desde a simplicidade de modelos mais comuns, até a extravagância dos mais caros, com volantes personalizados e um painel revestido com uma camada de couro. Os efeitos de iluminação também dão um show a parte. O reflexo do sol batendo no vidro, ou os elementos externos do cenários sendo refletidos no carro são de deixar o queixo caído. Se a Microsoft queria um jogo para mostrar o potencial do seu mais recente console, Forza Horizon 4 será o cartão de visitas. Forza Horizon 4 traz gráficos de cair o queixo (Foto: Divulgação) E para completar, o jogo ainda dá uma opção para aqueles que prezam mais pela velocidade com que ele roda, do que a qualidade visual. Você pode optar por reduzir a quantidade de elementos gráficos para ter um jogo rodando a lisos 60 fps, ou simplesmente ignorar a quantidade de quadros por segundos e ver com seus próprios olhos o que o game é capaz de reproduzir. IA de seus adversários faz corridas terem quase o mesmo rumo Assim como praticamente todos os jogos, Forza Horizon 4 não é perfeito. Há alguns problemas pontuais que é preciso destacar, e o primeiro deles ao sistema de Inteligência Artificial de seus oponentes. Basicamente em todas as provas na dificuldade normal, você vai largar na metade do pelotão, alcançar algumas posições nas primeiras curvas, e conseguir alcançar seus adversários - não importa a distância que eles estiverem - até o fim da prova. Quando essa dificuldade é aumentada, o jogo toma um caminho reverso, e você até ultrapassa-los no começo da prova, mas eles irão terminar na sua frente. IA de Forza Horizon 4 deixa a desejar (Foto: Divulgação) Esse é um problema decorrente até mesmo de Forza Motosport. Há uma falta de balanceamento desses oponentes, como uma condução mais ousada ou até mesmo o uso exagerado da força para complicar a sua vida. Afinal, assim como em filmes e séries, não há nada legal em saber antecipadamente o que vai acontecer no fim. Conclusão Forza Horizon 4 não é só um dos melhores jogos de corrida já produzidos, como também o mais belo game da atual geração de consoles. Com uma jogabilidade que mantém a pegada arcade mesclando alguns elementos de simulação, o título consegue entreter durante horas e horas com provas variadas sob as mais diversas condições climáticas, tudo isso inserido em um cenário encantador. Obrigatório para os amantes da velocidades. saiba mais Forza Horizon 4: como baixar a demo do jogo no Xbox One e PC Review: Forza Motosport 7

    Review Avell G1511 Fox


    O Avell G1511 Fox é um notebook gamer que está à venda no Brasil com preço a partir de R$ 5.499. A ficha técnica do modelo traz placa de vídeo GeForce GTX 1050 Ti com 4 GB GDDR5 dedicados, processador Intel Core i7-8750H de oitava geração e...

    O Avell G1511 Fox é um notebook gamer que está à venda no Brasil com preço a partir de R$ 5.499. A ficha técnica do modelo traz placa de vídeo GeForce GTX 1050 Ti com 4 GB GDDR5 dedicados, processador Intel Core i7-8750H de oitava geração e tela de 15,6 polegadas com resolução Full HD. O usuário tem quatro opções de compra, com variações importantes de armazenamento e memória RAM. LEIA: Poderoso e barato: saiba montar PC gamer 'perfeito' Confira a seguir a avaliação completa do portátil da Avell , que chamou atenção durante o review pela qualidade de imagem e velocidade de processamento, mas deixou a desejar com relação ao material utilizado. Quer comprar um notebook gamer barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo Avell G1511 Fox de frente (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Design O computador tem um desenho robusto, a exemplo de muitos notebooks gamer disponíveis no mercado. A disposição da marca na parte de cima do aparelho dá um toque refinado ao design, contrastando com a traseira do portátil, que é parte importante do sistema de refrigeração do G1511 Fox. Suas medidas são de 37,8 x 2,6 x 26,7 cm (L x A x P) e seu peso é de 2,5 kg. Teclado do Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) O principal destaque, em um primeiro momento, é o teclado retroiluminado, que apresenta diversas configurações de cor, respiro, transição, entre outras. Porém, uma vez que as teclas são pressionadas, fica perceptível que a mecânica pode ser falha e suscetível a travamentos. O mesmo vale para as duas teclas do mousepad – uma delas, inclusive, não estava respondendo muito bem. O acabamento do dispositivo é, de fato, um ponto negativo. A tampa do G1511 passa a sensação de que pode quebrar facilmente, apesar da aparência robusta da máquina. O material utilizado, uma espécie de plástico de pouca firmeza, parece frágil e qualquer esbarrão balança bastante a tela. As 15,6 polegadas, aliás, estão entre bordas grossas, outra característica comum entre portáteis voltados para jogos. Lateral do Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Com relação às entradas disponíveis, o notebook conta com três USB-A (2.0, 3.0 e 3.1), uma USB-C, jack para microfone, saída de áudio, HDMI, dois mini DisplayPorts (1.2 e 1.3), além de leitor de cartões SD e porta RJ-45. Portanto, é possível (e aconselhável) utilizar a máquina com um mouse, por exemplo, sem prejudicar outras conexões. Além disso, conectar outros monitores é uma opção interessante para melhorar a experiência durante jogos ou até na hora de editar fotos ou vídeos, por exemplo. Entradas do Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Desempenho Voltado para jogos, o laptop correspondeu muito bem às expectativas. Foram testados dois títulos no notebook: PUBG e a versão demo do Pro Evolution Soccer 2019 . Ambos são recentes e exigem certo trabalho da placa de vídeo, o que não foi um problema para a GeForce GTX 1050 Ti disponível no computador. Apesar disso, foi possível perceber durante uma partida que os quadros pareciam não atualizar no ritmo ideal quando funcionando apenas com a bateria, mas nada que atrapalhasse a jogatina. Vale ressaltar que, ao plugar o dispositivo na tomada, aparentemente o problema foi resolvido. Detalhes do Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) As outras especificações de hardware, como o chip Intel Core i7-8750H, a RAM de 16 GB e o armazenamento de 250 GB em SSD –, também foram bem e contribuíram para o bom funcionamento da máquina. No geral, foram poucos travamentos e a fluidez foi suficiente para realizar tarefas do dia a dia. Vale ressaltar que a ficha técnica pode variar de acordo com a vontade do cliente, uma vez que estão disponíveis diversas opções de configuração na hora de comprar o produto diretamente pelo site da fabricante. Para quem pretende jogar games que ocupam maior espaço de disco, é possível encomendar o PC com SSD de até 2 TB, por exemplo, mas por um preço bem acima. Outra opção é aumentar a RAM do dispositivo, que pode trazer ainda o acelerador de memória cache Intel Optane , com 16 GB. Recursos Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) O G1511 Fox não tem recursos tão diferentes da maioria dos notebooks gamer disponíveis no mercado, mas seu software de configuração chama a atenção pela praticidade. Apesar da interface um pouco confusa, o Control Center 2.0 permite ao usuário realizar ajustes como aumentar ou diminuir a velocidade das ventoinhas, regular o Turbo dos processadores e acompanhar dados relacionados à memória RAM, armazenamento, entre outros. Além disso, é pelo aplicativo que se configura o LED do teclado retroiluminado, com diferentes propostas de cor, movimento e intensidade – outra característica comum no segmento. Avell G1511 Fox (Foto: Reprodução/Yuri Hildebrand) Outra função interessante disponível no computador é o uso de digital como método de desbloqueio. A configuração foi um pouco complicada, já que o sistema é diferente do utilizado em outros dispositivos. Em vez de posicionar o dedo sobre uma superfície específica, é necessário passá-lo por um sensor localizado entre as duas teclas do mousepad. Uma vez feito o reconhecimento, fica mais fácil desbloquear o notebook, algo muito útil para o dia a dia. Bateria A expectativa de duração da bateria, segundo a Avell, varia de acordo com o tipo de uso dado ao laptop. Sendo o hardware muito exigido, espera-se que o computador fique longe das tomadas por aproximadamente uma hora e meia, tempo baixo se levarmos em conta que, dependendo do jogo, missões ou partidas podem durar ainda mais. Como sugerido na avaliação do Predator Helios 300 , modelo concorrente do aparelho brasileiro, é melhor ter onde plugar o portátil caso queira jogar sem precisar parar no meio de alguma tarefa. Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Essa característica é normal em dispositivos gamer , como o Samsung Odyssey , ou o próprio notebook da Acer . Por terem componentes poderosos, capazes de rodar acima da capacidade “normal”, esses PCs não costumam aguentar muito tempo sem precisar de uma carga – que, pelo menos, costuma ser razoavelmente rápida. No caso do G1511 Fox, foram cerca de duas horas e meia na tomada até os 100%, carga suficiente para seis horas de uso casual, com Google Chrome aberto e reproduzindo alguns vídeos no YouTube , apenas. Para jogar, a bateria do computador durou algo em torno de duas horas, período que corresponde ao que apontou a fabricante. Conclusão A ficha técnica do notebook pode ser considerada poderosa, apesar de existirem no mercado opções com placa de vídeo superior e preço semelhante. É o caso do Predator Helios 300, citado acima, concorrente direto do G1511 Fox, e que traz a GPU da NVIDIA GeForce GTX 1060, sucessora do chip gráfico encontrado no laptop rival. Apesar disso, a presença de acelerador de memória cache Intel Optane pode ser um diferencial importante, assim como o processador de oitava geração da Intel. Mas vale lembrar que o acabamento do computador não é dos melhores, e passa a sensação de que pode quebrar a qualquer momento. Avell G1511 Fox (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) O modelo da Acer custa pelo menos R$ 5.599 no e-commerce nacional , enquanto o aparelho da Avell pode ser encontrado nas configurações de entrada pelo preço mínimo de R$ 6.111 , com base nos valores encontrados no Compare TechTudo . Na loja oficial da fabricante brasileira, esse número cai para R$ 5.499. Portanto, caso você curta jogar de vez em quando e queira comprar um modelo portátil para usar no dia a dia, o G1511 Fox pode ser uma boa opção. Mesmo com as dimensões avantajadas e o design robusto, a máquina pode ser levada na mochila sem maiores dificuldades, sendo possível jogar em qualquer lugar – desde que se tenha um mouse em mãos e uma tomada por perto. Processador Intel Core i7-8750H Placa de Vídeo GeForce GTX 1050 Ti RAM até 32 GB DDR4 (16 GB para teste) Armazenamento até 2 TB em SSD (250 GB para teste) Tela 15,6 Full HD 120 Hz Entradas USB (1 x 2.0, 1 x 3.0, 1 x 3.1), USB-C, HDMI, leitor de cartão, RJ-45, saída de Microfone, P2 Dimensões 37,8 x 2,6 x 26,7 cm (L x A x P) Peso 2,5 kg Preço a partir de R$ 5.499 Qual notebook gamer é melhor? Descubra no Fórum do TechTudo saiba mais GTX 1050: conheça notebooks gamer mais baratos no Brasil com a placa Notebook gamer barato: conheça cinco modelos para comprar no Brasil Notebook gamer Avell: conheça seis modelos com o melhor custo-benefício

    Review Moto Z3 Play


    Fino, elegante e rápido: essas três palavras descrevem bem o Moto Z3 Play . Com lançamento em junho de 2018, o celular Motorola repete a receita da geração anterior, como a ficha técnica intermediária e o suporte aos Moto Snaps , mas traz...

    Fino, elegante e rápido: essas três palavras descrevem bem o Moto Z3 Play . Com lançamento em junho de 2018, o celular Motorola repete a receita da geração anterior, como a ficha técnica intermediária e o suporte aos Moto Snaps , mas traz novidades, como a tela maior, de 6 polegadas, câmera dupla e o armazenamento de 64 GB ou 128 GB, a depender do modelo escolhido. Nas linhas a seguir, você descobrirá se vale a pena comprar o modelo anunciado pelo preço sugerido de R$ 2.299, mas já é encontrado mais barato, a partir de R$ R$ 1.899 no comércio eletrônico. O sucessor do Moto Z2 Play promete bom desempenho e bateria que dura um dia de trabalho inteiro, mas peca quanto à resistência da tela e das bordas e ao leitor de impressões na lateral. Todos os detalhes estão neste review. Quer comprar Moto Z3 Play barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo Moto Z3 Play: smartphone é encontrado a partir de R$ 2.299 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Velocidade e muito espaço À primeira vista, o Moto Z3 Play chama a atenção pelo desempenho. Sem travamento algum, o smartphone rodou com bastante velocidade e experiência fluida aplicativos populares, como WhatsApp , Facebook , Messenger , Telegram , Instagram , Evernote , Gmail e Todoist . Isto acontece graças à ficha técnica intermediária, com o processador Snapdragon 636 e memória RAM de 4 GB. O mesmo pode ser dito de jogos. Títulos como PUBG e Angry Birds funcionaram adequadamente, mesmo quando os momentos de jogatina eram interrompidos para responder uma mensagem ou verificar notificações. Armazenamento é outro ponto forte para aqueles que gostam de guardar fotos, músicas e vídeos, entre outros. O celular tem memória interna de 64 GB, mas somente 50,2 GB são liberados para o usuário. Caso precise de mais espaço, sem problemas: há entrada para cartão de memória microSD . Vale lembrar que a Motorola também comercializa uma versão turbinada do Moto Z3 Play com memória RAM de 6 GB e armazenamento de 128 GB. No TechTudo , testamos a edição com 4 GB e 64 GB. Os preços, vale lembrar, são diferentes. Câmera dupla de 12 e 5 megapixels Sem muitas surpresas, o Moto Z3 Play traz uma câmera de 12 megapixels. Em dias claros e com boa iluminação, o celular é capaz de tirar fotos com cores fortes e bastante contraste. Mas não espere resultados impressionantes. Moto Z3 Play tem câmera dupla de 12 e 5 megapixels (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Uma das principais novidades da geração de 2018 é a câmera dupla, antes presente apenas no Moto Z2 Force e Moto X4 . Diferentemente de concorrentes como o Zenfone 5 , o sensor secundário de 5 megapixels (abertura de f/2.2) não pode ser utilizado separadamente e serve apenas para auxiliar no famoso efeito bokeh – também conhecido como Modo Retrato –, que desfoca o fundo e deixa a pessoa em primeiro plano. Embora com algumas falhas pontuais, o recurso é muito bem-vindo e ideal para quem deseja destacar diversas situações com ou sem pessoas. Quer mostrar mostrar o seu novo corte de cabelo? Que tal enviar uma foto dos seus filhos para o grupo da família no WhatsApp? Este efeito é para você. Moto Z3 Play: lançamento da Motorola conta com Modo Retrato (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O resultado é apenas razoável quando cai a noite e a iluminação tende a ser menor. As imagens não perdem as cores e a lente com abertura de f/1.7 ajuda bastante. Ainda assim, em alguns momentos, o smartphone não escapa de uma granulação incômoda quando a luz está um pouco mais fraca. Moto Z3 Play traz resultados agradáveis em fotos noturnas (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Para selfies, o celular também promete não decepcionar, com 8 megapixels (f/2.0). O revés está pela remoção do flash na câmera frontal, recurso disponível no Moto Z2 Play e que vai fazer falta em festas noturnas ou lugares escuros. Moto Z3 Play tira selfies com 8 megapixels (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Bateria para o dia inteiro O Moto Z3 Play promete bateria para um dia inteiro de trabalho. Em momentos de uso moderado, o componente de 3.000 mAh chegou a durar mais de um dia. Durante a análise do TechTudo , tiramos o celular da tomada com 100% às 6h. Às 22h, o smartphone retornou ao carregador com 25%, o que permite trocar algumas mensagens antes de dormir. Os testes foram conduzidos com uso intenso de redes sociais e apps de produtividade, incluindo 1h de streaming no Spotify e reprodução de filmes no Netflix por 1h30. O smartphone da Motorola também conta com o TurboPower , que promete recarga rápida aos celulares compatíveis da marca. Em uma hora e quarenta minutos, a bateria alcançou 100% da capacidade. Moto Z3 Play conta com bateria para um dia inteiro (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Fino, elegante e… frágil O Moto Z3 Play repete a receita das gerações anteriores, sendo um dos smartphones mais finos do mercado, e segue a tendência da Motorola em 2018, com a tela em formato 18:9 e bordas finas , combinação que traz uma forte elegância ao visual do celular. Além disso, tanto a parte frontal quanto a traseira são revestidas em vidro. Chama atenção a fragilidade da tela, mesmo com presença da proteção Gorilla Glass . Sem nenhuma queda, no segundo dia de uso, o display já apresentava alguns arranhões aparentes. Esse problema também é encontrado nas bordas, que ficaram marcadas e esbranquiçadas. Ou seja, película e capinha são indispensáveis. Moto Z3 Play apresentou arranhões em pouco tempo de uso (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A única diferença entre a traseira do Moto Z2 Play e a do Moto Z3 Play está no vidro, pois o conjunto de sensores fica centralizado na parte superior e os conectores dos Moto Snaps permanecem na parte inferior. Na frente do modelo estão a tela, a câmera e os sensores, uma vez que o leitor de impressões digitais foi movido para a lateral do celular, tal qual acontece em alguns celulares da Sony e no Galaxy A7 (2018) . Moto Z3 Play tem traseira em vidro (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A tela repete o sucesso do Moto G6 , com 6 polegadas, resolução Full HD+ (2160 x 1080 pixels), cantos curvos e ótimo aproveitamento do espaço frontal. As cores são vivas e o display possui bom contraste para assistir a filmes e vídeos. Também, bastante confortável para leitura. O celular está disponível nas cores índigo (64 GB) e ônix (128 GB) Moto Z3 Play: tela de 6 polegadas conta com cantos curvos (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Android O, Moto Snaps e demais recursos O Moto Z3 Play sai de fábrica com Android O (8.1) sem muitas modificações no sistema. Quanto à atualização para o Android P (9) , uma boa notícia: a Motorola confirmou o update para os próximos meses. A nova versão traz mais privacidade e o Digital Wellbeing , que promete uso mais consciente do celular no dia a dia. Os Moto Snaps não ficaram de fora e os acessórios já lançados são compatíveis com a nova geração. Durante a análise, utilizamos o Moto Snap Polaroid Insta-Share . A "capinha" funcionou normalmente, sem diferenças de usabilidade e performance se comparado com os testes feitos com o Moto Z2 Force . Assim, além da impressora de fotos, é possível explorar diversas funções extras com o recurso. Entre eles estão o Moto Snap Stereo Speaker , que transforma o celular em uma caixa de som, o Moto Power Pack TV Digital , que acopla uma antena de televisão no smartphone, e o Moto Snap Gamepad , que adiciona controles de videogame no telefone. Moto Z3 Play tem suporte aos Moto Snaps (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) O leitor de impressões digitais mudou de lugar e agora está posicionado na lateral direita, o que atrapalha bastante o uso. Vira e mexe, o celular é desbloqueado repentinamente ao pegá-lo somente para ver as horas ou colocá-lo no bolso. Além disso, o sensor fica sujo à toa e é difícil de ser operado por uma pessoa canhota. A navegação por gestos também não agradou bastante. Embora a Motorola tenha adaptado o OneNav para funcionar na tela do smartphone, o recurso falhou inúmeras vezes quando o teclado do celular estava aberto. Resumo da ópera: era melhor repetir o que foi feito no Moto G6 Plus e manter o sensor abaixo da tela, como sempre foi. Moto Z3 Play: leitor de impressões digitais se encontra na lateral direita (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Por fim, as ferramentas exclusivas permanecem as mesmas de outros celulares da Motorola, com Tela Alerta e gestos para abrir a câmera ou ligar a lanterna. O celular também conta com reconhecimento facial como biometria. Acessórios Diferentemente da geração anterior, o Moto Z3 Play não tem entrada para fones de ouvido. Isso significa que o smartphone requer o uso de adaptadores ou fones Bluetooth. Felizmente, o acessório acompanha o celular na caixa, junto de um fone de ouvido intra-auricular com cabo flat, bons médios e agudos moderados. Também estão presentes na caixa: cabo USB-C , carregador TurboPower e alfinete metálico para ejeção de SIM card (chip) e cartão de memória. Moto Z3 Play: tela apresenta bom contraste e resolução Full HD+ (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Vale a pena comprar o Moto Z3 Play? O Moto Z3 Play é um smartphone para quem se interessa pelo Android puro e não abre mão do bom desempenho. Além disso, ele conta com o suporte aos Moto Snaps, que permite adicionar mais recursos com acessórios que se encaixam na traseira do celular. O recurso é interessante e torna o dispositivo adequado a diversos tipos de perfis, até mesmo para gamers. A bateria é outro ponto a se observar, assim como a câmera dupla, para quem gosta de fotografia. O celular, no entanto, peca quanto ao material utilizado, que se mostrou frágil ainda na primeira semana de uso, e o leitor de impressões digitais na lateral é um divisor de água – especialmente para canhotos. Os preços também podem gerar opiniões múltiplas. O Moto Z3 Play com memória RAM de 4 GB e 64 GB foi lançado no Brasil por R$ 2.299 e atualmente sai a R$ R$ 1.899 no comércio eletrônico. Já a edição turbinada, com 6 GB e 128 GB, chegou por R$ 2.699, e já é visto por R$ 2.500 em lojas online. Vale lembrar que o smartphone também é vendido em kits que combinam o aparelho em si e algum Moto Snap – Moto Power Pack TV Digital, Gamepad, Moto Snap Stereo Speaker, Moto Snap Projector Edition e Moto Snap Style Edition. Os preços começam em R$ 2.599 na loja da Motorola. Moto Z3 Play tem navegação por gestos (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Ficha técnica do Moto Z3 Play – Tamanho da tela: 6 polegadas – Resolução da tela: FullHD+ (2160 x 1080 pixels) – Painel da tela: AMOLED – Formato: 18:9 – Câmera principal: 12 MP (f/1.7) + 5 MP (f/2.2) – Câmera frontal (selfie): 8 MP (f/2.0) – Sistema: Android O (8.1) – Processador: Snapdragon 636 (8 núcleos) de até 1,8 GHz – Memória RAM: 4 GB e 6 GB – Armazenamento (memória interna): 64 GB e 128 GB – Cartão de memória: microSD, de até 2 TB – Capacidade da bateria: 3.000 mAh – Dual SIM: Sim – Peso: 155 g – Cores: Índigo e Ônix – Lançamento no Brasil: junho de 2018 – Preço no Brasil: R$ 2.299 Qual o melhor celular premium à venda no Brasil? Descubra no Fórum do TechTudo. saiba mais O que muda no Moto Z3 Play: as diferenças em relação ao Moto Z2 Play Câmera dupla vira febre: conheça cinco opções de celulares intermediários Como cadastrar impressão digital no Moto Z3 Play

    Review Fifa 19


    Fifa 19 é o novo título da mais famosa franquia de futebol do mundo. Com versões para Xbox One , Xbox 360 , PS4 , PS3 , Nintendo Switch e PC, o game aposta na inclusão da Champions League, mudanças pontuais na jogabilidade, além de melhorias...

    Fifa 19 é o novo título da mais famosa franquia de futebol do mundo. Com versões para Xbox One , Xbox 360 , PS4 , PS3 , Nintendo Switch e PC, o game aposta na inclusão da Champions League, mudanças pontuais na jogabilidade, além de melhorias nos seus principais modos: Ultimate Team e A Jornada. Confira o review completo. Quer comprar o Fifa 19 com o melhor preço da Internet? Veja no Compare TechTudo! Lapidando a jogabilidade O quesito jogabilidade é sempre o mais polêmico de ser abordado. Desde o Fifa 15, coube à EA apenas lapidar uma mecânica que, mesmo ainda tendo seus problemas, considero consolidada e uma referência no gênero. Particularmente, acho o antigo game um dos mais revolucionários nesse ponto, e a diferença dele para o atual não é tão gritante assim. Em comparação ao Fifa 18, posso dizer que pouquíssima coisa mudou. Agora o sistema de controle da bola está menos automático, o que faz com que tanto o domínio quanto a movimentação da mesma seja menos previsível do que antes. Em outras palavras, um passe forte requer que o recebedor tenha um bom domínio, do contrário, a bola escapará facilmente. O sistema de chute também traz "melhorias". Para elevar o nível de realismo, foi implementada uma mecânica em que você precisa dar um segundo toque no botão para ter uma precisão maior no arremate. Basicamente a proposta é você acionar uma vez o chute para enviar o comando ao jogador, e apertar novamente quando achar o momento ideal do contato dele com a bola. Embora seja uma proposta muito boa, foram poucos o momentos onde foi possível realizar o movimento da maneira ideal. Mas não se preocupe, pois é possível desativar essa opção nas configurações de controle. Fifa 19 traz melhorias pontuais na jogabilidade (Foto: Reprodução / TechTudo) Em relação aos comandos, agora é possível levantar a bola manualmente. Pressionando o botão R3 (no PS4), o jogador dá uma cavadinha e ergue a redonda, o que facilita passes mais profundos e cruzamentos. Além, é claro, de dribles e embaixadinhas para provocar o seu adversário. Por mais que pareça bobagem, achei genial esse novo comando, e me ajuda bastante principalmente com as jogadas aéreas. Para meu desespero, e de muitos outros jogadores, o controverso sistema de defesa manual volta praticamente intacto. Ainda é preciso acertar o tempo em que você pressiona o botão de roubada e o seu jogador responder em campo dando um "bote" no oponente. Continuo achando a mecânica bem falha, com um delay enorme entre esse pressionar e a execução do seu atleta. Porém, confesso que senti a defesa mais responsável no jogo, deixando menos espaços e marcando mais em cima, o que facilita esse sistema apesar de seus problemas. Fifa 19 traz sistema de chutes inovador (Foto: Reprodução / TechTudo) Assim como a finalização calibrada, é possível remover essa tipo de mecânica de defesa. Mas, para infelicidade de muita gente, alguns modos obrigam o jogador a utilizá-la, como o Squad Battles do Ultimate Team. O jeito foi ficar em posição fetal e chorar debaixo do chuveiro… Também achei interessante a diminuição de opções rápidas na tela para tornar seu time mais ofensivo ou defensivo. Agora ou você deixa o time um pouco mais avançado ou põe todos para a frente em um "oba-oba" sem respeitar formação ou algo do tipo. E para completar, essas configurações podem ser personalizadas para táticas diferenciadas. Ou seja, você pode criar uma armação louca totalmente avançada para momentos de desespero e acioná-la quando quiser. Pouca evolução nos gráficos Se a jogabilidade mudou pouco, o visual de Fifa 19 mudou menos ainda. É difícil até mesmo olhar para a tela e não se confundir com qual game está sendo exibido. O mesmo vale para jogadores e elementos que complementam a ambientação. Comparação de gráficos entre Fifa 19 e Fifa 18 (Foto: Reprodução/Murilo Tunholi) Assim que o jogo inicia pela primeira vez, é obrigatório jogar uma partida que simula uma disputa pela Champions League. As cenas de animação ajudam a levar o jogador para dentro da partida e recriar o clima único que a competição proporciona. E com a bola rolando, realmente achei a partida com mais "cara" de Liga dos Campeões, principalmente pelo sistema de iluminação, que torna os campos mais claros e um tudo um pouco mais nítido. Porém, em partidas comuns, que não fazem ligação com a competição, achei tudo muito igual ao Fifa 18. Até mesmo os jogadores que geralmente recebem um upgrade a cada versão, trazem poucas melhorias em relação game anterior. Se não bastasse, os menus se mantém basicamente os mesmo, mudando apenas o sistema de cor e a localização de algumas opções. Menu principal de FIFA 19 é praticamente o mesmo de Fifa 18 (Foto: Reprodução / TechTudo) Isso é consequência do mesmo problema que afeta a jogabilidade: a necessidade de lançar um game anualmente. Fifa já se tornou um título consolidado, que pode ser dar ao luxo de não ter grandes revoluções para sobreviver. Sendo assim, por que não uma versão definitiva com atualizações pontuais ou até mesmo um sistema de assinatura mensal/anual? Partidas sem regras e "battle royale" Uma das principais novidades de FIFA 19 diz respeito às partida rápidas, popularmente conhecidas como Amistosos. Agora, é possível disputá-las com elementos a mais, como regras alteradas e pontuações diferentes para determinados tipos de gols. São elas: De fora vale 2 Como o próprio nome já diz, caso você faça um gol de fora da área, ele tem o valor dobrado ao que são marcados dentro dela. Sobrevivência Cada gol marcado, um jogador do seu time é removido aleatoriamente. Cada equipe pode perder até quatro atletas, ou seja, caso você marque novamente quando já tiver alcançado esse limite, nada acontece. Cabeceios e voleios Os gols só são contabilizados caso sejam feitos através de cabeceios, voleios ou bicicletas. Quem fizer ganha De forma parecida com a antiga prorrogação Bola de Ouro, o primeiro a marcar na partida vence. Vale tudo Nesse modo as partidas não possuem faltas e impedimentos. Dessa forma, os carrinhos violentos e as banheiras estão liberadas. De longe, foram as melhores adições que FIFA 19 recebeu, principalmente quando essas partidas são disputadas entre conhecidos. Foram muitos os risos nos confrontos sem regras, que automaticamente limitaram os amigos dribladores que se acham o Ronaldinho Gaúcho dos gramados virtuais. Ultimate Team com ranqueamento e novidades que agradam O principal modo de FIFA também foi poupado em relação a grandes mudanças na nova versão. Assim que iniciei o Ultimate Team pela primeira vez, a sensação era a de estar começando novamente com um time em Fifa 18, pois até o tutorial de iniciação é basicamente o mesmo. Menus do modo Ultimate Team também são quase idênticos ao de Fifa 18 (Foto: Reprodução / TechTudo) Tudo está lá nos mesmo lugares. Desde a primeira tela com os Desafios Iniciais, Diários e Semanais, até a última aba, na qual é possível ver seu ranking em comparação aos seus amigos e também os itens que seu clube possui. Particularmente não achei um grande problema. Vale lembrar que a versão do Ultimate Team de Fifa 18 foi uma das mais revolucionárias e a que mais me agradou graças a elementos como Squad Battles, que se mantém idêntico a quando foi lançado. As novidades começam pelo modo Division Rivals. Ele cria uma espécie de ranking único, de forma parecida com jogos como League of Legends e Counter-Strike, onde você precisa se posicionar encarando adversário do mesmo nível que o seu. Para isso, o próprio jogo avalia seu rendimento nas primeiras partidas e, posteriormente, lhe posiciona no nível mais adequado. Division Rivals de Fifa 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) Outra novidade que me agradou muito foi o Escolha do Jogador. É uma espécie de carta onde você escolhe entre cinco opções de jogadores para agregar ao seu time. Funciona bem parecido de quando você começa a montar seu time no Draft, só que dessa vez o atleta fica com você. E por fim, os menus de organização dos itens dos pacotes agora contam com uma apresentação melhor. Ao invés de serem posicionados verticalmente, eles contam com uma arrumação na horizontal e que traz mais agilidade na hora de vender, descartar ou armazenar uma carta. Champions League está de volta Depois de anos sendo licenciada no rival, PES, a UEFA Champions League voltou à franquia da EA em Fifa 19. A novidade foi o grande carro chefe do game em suas campanhas promocionais, ligando quase todos os seus trailers de divulgação ao clima da maior competição de clubes do mundo. FIFA 19 traz a Champions League de forma oficial (Foto: Reprodução / TechTudo) A presença do campeonato de forma oficial agrega bastante em diversos elementos. A começar pela própria competição, que mostra que não é apenas mais um torneio licenciado, mas um show a parte. A EA conseguiu criar uma ambientação única com diversas animações antes e depois das partidas, além de seus painéis padronizados iguais aos das transmissões originais, e até mesmo o clima ao entorno do campo, com uma torcida mais inflamada que o normal. Fifa 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) E essa ambientação também é inserida em outros modos. É possível até mesmo jogar um amistoso como se fosse a grande final da competição, com direito a hino sendo executado antes da partida e festa da entrega da taça no final. E o torneio também é inserido nos modos: Carreira, Ultimate Team e A Jornada. Este por último é o grande cenário de fundo para a conclusão da história de Alex Hunter. A Jornada traz novos protagonistas Claro que o popular modo implementado em Fifa 17 não poderia ficar de fora. Agora, você não controla apenas Alex Hunter, mas também sua irmã, Kim Hunter, e o jogador Danny Williams. À medida com que você avança na história, cada um dos caminhos segue um rumo diferente, deixando o modo ainda mais diversificado e com uma história menos limitada. Alex Hunter está de volta em FIFA 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) A jogabilidade também muda bastante para cada personagem. Alex Hunter agora é um astro do futebol e a sua chegada ao Real Madrid faz com que o jogador busque se consolidar como um dos maiores de todos os tempos. Isso inclui a conquista da Champions League, torneio que você disputa no controle do craque. Com Kim, a jogabilidade é a mesma utilizada para as jogadoras das seleções femininas. Há uma limitação tanto da própria personagem como das companheiras de equipe, o que acabam tornando tudo mais difícil do que nas outras histórias. Já com Williams, a sensação é de que ele será o próximo protagonista do modo caso ele seja implementado também em Fifa 20 (se existir um). Sua história se assemelha muito com a de Alex nos outros jogos, mostrando um personagem que busca um lugar ao sol em meio a tantos outros jogadores. Curiosamente, em alguns momentos, você optará por controlar Hunter ou Danny em confrontos diretos. Optei por sempre usar o novato, até para saber como seria a reação do seu adversário diante do sucesso alheio. Kim Hunter é uma das protagonistas de A Jornada (Foto: Reprodução / TechTudo) Apesar de não ser mais uma grande novidade, A Jornada serve para quebrar um pouco a mesmice dos outro modos. A história, embora manjada e previsível, ainda agrada bastante e chega a ser interessante jogar outras vezes para moldar posturas diferentes dos outros protagonistas, ou ver o desenrolar do enredo em perspectivas opostas. Mas, ao mesmo tempo, A Jornada precisa se renovar bastante para não ser deixado de lado em futuras versões do game. Modo Manager / Carreira mais simples O modo mais antigo e duradouro de Fifa permanece em sua nova versão. Para quem não conhece, o Carreira permite que você se torne um Manager/Treinador ou um jogador em busca da fama. Como Manager, tudo ficou mais simples do que antes. Agora, para contratar um jogador não há tantas burocracias de contratos, tudo é praticamente preenchido de uma forma automática. Com o modesto time da Sampdoria, consegui ter uma equipe boa o suficiente para disputar a UEFA Champions League. Mas acabei caindo no mata-mata. Destaque para o emblema da competição que fica na camisa do seu time. Tela principal do Modo Manager está mais simples em FIFA 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) Também achei bem legal as animações durante as negociações. O seu personagem tem uma conversa em particular com o agente do jogador que você pretende adquirir ou vender, e junto a ele é possível organizar valores e condições do contrato. A maneira com que isso ocorre ajuda a não limitar o modo apenas à navegação de Menu e partidas. Para completar, durante as partidas, Tiago Leifert e Caio Ribeiro dão spoillers sobre as negociações, antecipando a ida de um jogador para seu time, ou anunciando uma saída. Já o Modo Carreira como Jogador, mantém basicamente o mesmo sistema adotado no Manager. a exceção é que todos os Menus são voltados para o seu jogador, com seus objetivos na temporada, estatísticas das competições disputadas, propostas etc. Modo Carreira de FIFA 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) Com a bola rolando, a primeira coisa que fiz foi mudar a câmera para a visão dentro do campo que privilegia meu jogador. Embora em não controle todo o meu time, meus companheiros continuam muito subordinados. independente de quem e aonde esteja com a bola, caso eu acione o pedido de passe, a bola vai em minha direção, mesmo pior posicionado do que outro adversário. Esse é um problema persistente de outras versões e que poderia contar com uma configuração para desativar isso. De resto, achei o modo bem honesto. Mesmo jogando com um atleta já existente, minha vida não foi fácil, e por muitas vezes tive que ir para o banco na segunda etapa da partida. Recebi boas propostas, e após minha primeira temporada e bons resultados, troquei a Sampdoria pelo Liverpool, mostrando que o trabalho rende frutos. O fantasma do licenciamento ataca novamente Poderia ser o nome de um filme B, mas é um drama que nós, brasileiros jogadores de Fifa, vivemos a cada nova versão. Para quem não sabe, o Campeonato Brasileiro é inserido de uma forma genérica, onde apenas 15 clubes da série A participam, ficando de fora Flamengo, Corinthians, Vasco da Gama, São Paulo e Palmeiras, justamente os clubes com parcerias exclusivas com o rival PES. Formosandrinho é um dos craques genéricos de FIFA 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) Até então, todos já sabiam que isso iria acontecer. Pois além dessa exclusividade com a Konami, há também uma briga judicial antiga da EA com diversos jogadores e seus representantes envolvendo questões de licenciamento em versões passada. Sendo assim, todos os times brasileiros contam com elencos genéricos. Só que este ano, a tragédia se intensifica com a nossa Seleção Brasileira. Por uma falta de acordo com a CFB, o Brasil é composto de atletas genéricos, contando apenas com Neymar de uma forma oficial no elenco. E para completar, as nossas meninas também estão fora do jogo devido ao mesmo problema. Ou seja, Marta, a melhor jogadora de futebol feminino em 2018 segundo a Fifa, não está no jogo. Meninas da seleção brasileira foram deixadas de lado em FIFA 19 (Foto: Reprodução / TechTudo) Em relação aos times brasileiros, infelizmente, não consigo ver uma luz no fim desse túnel. Me arrisco a dizer que pelo menos nos próximos dois anos ainda teremos que nos contentar com elencos genéricos. Mas deixar de fora uma seleção de prestígio como a nossa é uma tremenda bola fora. E com as nossas meninas é uma covardia ainda maior, é triste ver um dos poucos espaços que elas possuem sendo descartado por conta de uma burocracia ridícula. Conclusão Fifa 19 consolida a franquia como uma referência entre os games de esporte. Com uma jogabilidade que agrada, a presença da Champions League, e mudanças em seus modos que ampliam a diversão, o título mantém o posto de melhor jogo de futebol da atualidade. Entretanto, o novo game aciona um alerta para que a EA reveja seu modelo de lançamentos anuais, já que cada vez menos há justificativas para que seus jogadores invistam em uma nova versão sem tantas novidades de um título que foi lançado a menos de um ano atrás. saiba mais FIFA 19: lista traz melhores brasileiros do game FIFA 19: entenda as mudanças do game de futebol FIFA 19: conheça os melhores jogadores do game

    Review Naruto to Boruto: Shinobi Striker


    Naruto to Boruto: Shinobi Striker é o lançamento mais recente da franquia Naruto para o PS4 , Xbox One e PC ( Steam ). Ao contrário do que já estamos acostumados nos jogos da série Storm, Shinobi Striker entrega uma experiência focada em...

    Naruto to Boruto: Shinobi Striker é o lançamento mais recente da franquia Naruto para o PS4 , Xbox One e PC ( Steam ). Ao contrário do que já estamos acostumados nos jogos da série Storm, Shinobi Striker entrega uma experiência focada em batalhas em grupo tanto PvP (jogador contra jogador) quanto contra inimigos controlados pela máquina. O jogo escolhe não incluir um Modo História e focar em mecânicas inéditas, como a customização do seu personagem ao invés de jogar com os já conhecidos do anime, além de trazer uma movimentação dinâmica pelo mapa. Será que essa mudança foi boa ou ruim para os jogos do ninja da Vila da Folha? Confira no review a seguir: É melhor que os jogos da série Ultimate Ninja Storm? Se você está esperando mais um jogo de luta tradicional do Naruto no nível dos anteriores, sinto dizer que irá se decepcionar. Shinobi Striker prometeu ser o game que fãs do ninja pediram há anos, em que o jogador teria seu próprio personagem com a opção de escolher habilidades e estilos de luta que quisesse. Porém, na prática, o sistema se mostrou bastante enjoativo e desbalanceado, e, junto dos problemas recorrentes de travamentos e bugs, considero que somente fanáticos pela série vão se interessar pelo jogo. Os jogos Storm, em especial Naruto Shippuuden Ultimate Ninja Storm 4 , também têm seus erros, mas eles foram corrigidos conforme os títulos foram sendo aprimorados e com o lançamento do DLC Road to Boruto . Naruto to Boruto: Shinobi Striker não é necessariamente um jogo ruim, mas ainda tem muito a caminhar para se tornar um game imperdível. Customize desde a aparência até os jutsus dos ninjas A ideia de customizar seu próprio ninja é excelente. Sempre tive vontade de criar combinações de jutsus e estratégias diferentes das conhecidas. Além das opções de customização visual, há também a possibilidade de escolher a classe - que pode ser ataque, ataque à distância, tanque e cura - e os golpes que serão utilizados. Naruto to Boruto: Shinobi Striker permite customizar desde aparência do personagem até habilidades (Foto: Reprodução/TechTudo) Mas a execução caiu no problema comum a jogos como este: o metagame. Na maioria das partidas PvP (jogador contra jogador) que joguei era certo ver combos de habilidade e armas específicas que já estão consagradas como as melhores. Esse problema de desbalanceamento, aliado ao matchmaking (ferramenta que escolhe os aliados e adversários) que me colocava contra jogadores 50 níveis acima do meu, não deu muita vontade de continuar tentando vencer partidas. Matchmaking de Shinobi Striker coloca o jogador contra oponentes mais fortes (Foto: Reprodução/TechTudo) Para aprender novas técnicas e bater de frente com os jogadores mais fortes é necessário se aliar a um mestre ninja. Eles são separados por estilo de luta, então, se você preferir um estilo mais de ataque à distância, por exemplo, Sasuke é a única opção de escolha no início. O ruim é que o game não te informa qual mestre é melhor para cada estilo. A escolha é aberta e você tem que se basear na intuição e no conhecimento dos personagens dentro do mangá/anime para associar o estilo de luta à classe que ele representa. Eu, que conheço a série, treinei com mestres como Yamato e Naruto, sendo que ambos não ofereciam habilidades para a minha classe, que é de ataque à distância. Os mestres ninja de Shinobi Striker precisam ser liberados evoluindo o personagem (Foto: Reprodução/TechTudo) Modos limitados para desafiar outros jogadores e missões repetitivas Os modos de jogo e os mapas são bastante limitados. Como não há combate 1 vs 1, os modos PvP se resumem a: capturar a bandeira, controlar pontos, lutas 4 vs 4 e um modo em que uma equipe ataca um chefe e outro o defende. As missões PvE são mais variadas, mas sofrem do problema de haver apenas 5 mapas diferentes para serem jogados, tornando o gameplay repetitivo. Modos PvP de Naruto to Boruto: Shinobi Striker (Foto: Reprodução/TechTudo) As missões de Shinobi Strikes se repetem em mapas diferentes (Foto: Reprodução/TechTudo) No final de cada missão, o jogador é presenteado com pergaminhos de diferentes raridades. Estes devem ser analisados na loja de armas da Ten Ten e são convertidos em itens aleatórios, como em um sistema de loot boxes. Um dos pontos positivos é a quantidade de itens e as combinações de efeitos que eles proporcionam, além de poder conseguir todos de graça, o único fator de diferenciação é a sorte. Shinobi Strikes tem sistema parecido com loot boxes para conseguir itens (Foto: Reprodução/TechTudo) Combates desbalanceados e frustrantes Como citado anteriormente, o combate do jogo é prejudicado pelo desbalanceamento e matchmaking precário, já que o nível influencia diretamente na quantidade de itens desbloqueados e estes aumentam o dano dos personagens de acordo com a raridade. Além disso, o lag presente em todas as partidas fazia com que eu errasse alguns golpes, mesmo com a mira travada no inimigo. Entretanto, a mecânica de andar pelas paredes e usar a kunai com fio para se recuperar de quedas torna a movimentação dinâmica e explorar os mapas dessa forma é uma das coisas mais divertidas no game. É normal encontrar inimigos muito mais fortes que você em Shinobi Striker (Foto: Reprodução/TechTudo) Em alguns casos, o dano que eu levava de adversários era tão alto que eu não tinha tempo de revidar. Além disso, a resistência deles também era muito alta para qualquer dano de ataque que eu usava. Passar por isso quando se está começando um jogo pode ser desafiador para uns, mas para outros pode ser muito frustrante. Em contrapartida, o combate nas missões é bastante divertido, ainda mais se você gostar de ação frenética acontecendo na tela. Em algumas lutas, depois de pegar o ritmo, não é difícil sentir como se fosse realmente um ninja. Gráficos No quesito gráficos, Shinobi Striker perde muito para os jogos anteriores. Os modelos dos personagens são parecidos com os de Storm 4, mas as expressões faciais travadas e as texturas utilizadas tanto nos mapas quanto nas roupas deixa o game parecendo que foi lançado no início da geração. O ponto positivo fica para os efeitos dos jutsus, que são brilhantes e chamativos, como um jogo de anime deve ser. Lançar um Jutsu de Bola de Fogo ou um Rasengan enche os olhos de alegria. Os gráficos são inferiores aos jogos da franquia Storm, mas os efeitos compensam (Foto: Reprodução/TechTudo) Faz falta não ter modo História? Como Shinobi Striker foi lançado depois do final da história de Naruto, não há o que adaptar para um modo singleplayer. A alternativa seria criar um enredo inédito, mas preferiram manter a estrutura de combates em equipes. Para mim, o modo história era uma forma bacana de mostrar acontecimentos do anime por outros ângulos e com maior interatividade. Há a possibilidade de jogar algumas missões sozinho, mas nada se compara a seguir uma narrativa linear como foi com os jogos de PS2 e os Storms. Algumas situações do anime são reproduzidas em missões no jogo, como roubar os sinos de Kakashi (Foto: Reprodução/TechTudo) Conclusão Naruto to Boruto: Shinobi Striker é um jogo com grande potencial, mas ainda precisa do polimento necessário para oferecer a diversão que Storm 4 proporcionou. Acredito que, por ser a primeira tentativa nesse estilo, Shinobi Striker deve evoluir muito quando o próximo for lançado, ou até mesmo com alguns DLCs. saiba mais Naruto: Shinobi Striker mostra novo caminho da série, leia o teste Naruto Shippuden: relembre os melhores jogos da série

    Review Sony WH-1000XM2


    O Sony WH-1000XM2 é um fone de ouvido sem fio premium que traz especificações potentes no áudio, além de possibilitar ao usuário realizar ajustes manuais. O dispositivo apresenta diversas configurações de reprodução diferentes a partir de um...

    O Sony WH-1000XM2 é um fone de ouvido sem fio premium que traz especificações potentes no áudio, além de possibilitar ao usuário realizar ajustes manuais. O dispositivo apresenta diversas configurações de reprodução diferentes a partir de um aplicativo próprio para Android e iPhone ( iOS ). LEIA: Mais barato, novo tipo de fone tem som 'perfeito'; veja Disponível para comprar no Brasil pelo preço de R$ 1.630, o produto tem ainda conectividade Bluetooth e NFC, além de entrada de 3,5 mm para conexão P2. Vale ressaltar que o acessório é antecessor do WH-1000XM3 , anunciado durante a IFA 2018 . Quer comprar um fone de ouvido barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Design Com visual luxuoso, o over-ear traz acabamento em preto e prata, acolchoamento adaptável e botões para ajustar o cancelamento de ruído e ligar ou desligar o aparelho. A superfície da concha direita é sensível ao toque, por meio da qual o usuário pode atender ou recusar chamadas, controlar a reprodução de músicas, entre outras funções. O arco do fone também é acolchoado e suas alças são móveis, o que facilita o transporte do acessório. Além disso, a Sony inclui um estojo para guardar a unidade e os cabos, P2 e microUSB, garantindo maior segurança para o produto. A fabricante não informa suas medidas exatas, mas é possível garantir que o dispositivo tem tamanho razoável e não ocupa muito espaço em bolsas e mochilas, por exemplo. Com relação ao peso, são aproximadamente 275 gramas, considerado bom para a categoria. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Desempenho Os drivers de 40 mm dispositivo são suficientes para ouvir músicas sem perder os principais detalhes. Com resposta de frequência máxima de 20 Hz a 40 kHz , é possível perceber os graves, médios e agudos de forma bastante clara, característica que fica ainda melhor com os ajustes realizados por meio do aplicativo Headphones Connect. Outras especificações do acessório são impedância de 46 ohms e sensibilidade de 103 dB, garantindo volume máximo interessante. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Esses números são válidos para situações em que o fone está ligado, independente do uso com ou sem fio. A principal diferença fica por conta da compatibilidade com o app, que só funciona nos modos Bluetooth ou NFC. Portanto, é possível dizer que a qualidade de som que o produto entrega é melhor nesse tipo de operação, uma vez que pode ser feita a equalização, seja ela manual ou automática. Além disso, o aparelho pode funcionar de forma passiva, com a unidade desligada e conexão via cabo P2. Nesse caso, a reprodução perde muito da qualidade, com queda na impedância, que vai para apenas 14 ohms, e na sensibilidade, que fica em 98 dB. O recomendado, portanto, é utilizar o produto sempre ligado: só assim é possível aproveitar o máximo de potência do acessório. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Entregando o máximo de qualidade dentro dos padrões pré-estabelecidos, o fone garante graves bem definidos e potentes, com leve melhoria ao usá-lo com cabo. Os agudos, por sua vez, também trazem clareza suficiente e não são atrapalhados pelas frequências mais baixas, assim como os médios. Vale ressaltar que foram ouvidos diversos estilos, como Reggae, Pop, Jazz, segmentos do Rock e Música Eletrônica. Como principal característica de todos, estão baixo e bateria/batidas com forte presença, além da variação de evidência dos vocais e instrumentos mais agudos nas diferentes músicas. Recursos Os principais destaques do fone de ouvido premium são os recursos de cancelamento de ruído e o aplicativo Headphones Connect. O app traz interface simples para realizar ajustes automáticos ou manuais. Por meio dele o usuário pode, por exemplo, regular a quantidade e a qualidade – vozes, barulhos de veículos, entre outros – do som externo a ser ouvido quando sentado, caminhando em ambientes barulhentos e correndo. Assim, é possível determinar que o fone deixe passar anúncios de vôo em um aeroporto, ou permitir a quem está usando o acessório identificar carros passando na rua, por exemplo. Outra maneira de fazer isso é por meio da função Sense Engine, ativada ao pressionar o botão de cancelamento de ruído encontrado na concha direita do aparelho. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) O Headphones Connect permite ainda configurar a posição do som reproduzido, em uma estrutura virtual 3D que simula cinco formas diferentes de recepção, além de dar opções que englobam mais características. Em um dos modos, o usuário pode escolher ouvir suas músicas favoritas como se estivesse em um show, em uma sala fechada com os artistas ou os vendo tocar ao ar livre. Além das categorias pré-definidas, um painel para equalizar manualmente o áudio também está disponível. Outra função interessante do dispositivo é compatibilidade com o Google Assistente , utilizado para controlar músicas, fazer buscas, entre outras funções de comando de voz. Para ativar, basta pressionar a região touch da concha direita com o dedo indicador. O procedimento pode não ser muito intuitivo, uma vez que, ao cobrir muito da superfície ao pressionar, o recurso Quick Attention – interessante para conversar sem precisar tirar o fone – é ativado. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Bateria Segundo a fabricante, o tempo de reprodução do produto é de até 30 horas com cancelamento de ruído ligado. Sem a função, o tempo sobe para 38 horas. Durante os testes, o headphone realmente durou muito tempo ligado, sendo usado de forma alternada para ouvir músicas e editar vídeos, por exemplo, além de ficar em repouso por certo período. No total, foram aproximadamente nove dias sem precisar recarregar o aparelho, com uso constante de pelo menos três horas durante cada um. Portanto, é possível afirmar que a expectativa se confirma com relação a bateria, que sustenta o aparelho ligado por bastante tempo com uma única carga. A avaliação ainda pôde ser feita com relação ao tempo de recarga, que tem promessa de quatro horas por parte da Sony. De fato, o aparelho chega aos 100% nesse período, e uma carga rápida de 10 minutos é o suficiente para diversas horas de reprodução. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Preço e Concorrência No Brasil, o WH-1000XM2 está à venda oficialmente pelo preço de R$ 1.630. O preço pode ser considerado razoável se levarmos em consideração as especificações poderosas e o alto desempenho apresentado durante os testes do TechTudo . Concorrendo com o aparelho, estão modelos como o JBL Everest Elite 750NC , encontrado por pelo menos R$ 931 no e-commerce brasileiro, de acordo com o Compare TechTudo . Considerado “o melhor fone do mundo” de acordo com a Associação Europeia de Imagem e Som (EISA), o acessório conta com cancelamento de ruído e especificações interessantes, mas não é compatível com Google Assistente. Além disso, o dispositivo da JBL teve avaliação geral de 8,8 nos testes do TechTudo , com destaque para suas funcionalidades, que receberam nota 10. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) Outro fone que concorre diretamente com o produto da linha 1000XM é o Beats Studio3 Wireless , com preço oficial de R$ 2.099, mas que já pode ser encontrado por pelo menos R$ 1.403 segundo o Compare TechTudo . O aparelho também passou por avaliação no site, e recebeu nota de 8,5. Seu principal destaque foi o design, próprio para a comemoração de 10 anos da marca ligada à Apple . Conclusão O Sony WH-1000XM2 é, de fato, um ótimo fone de ouvido. O design indica a qualidade premium do produto, que não deve decepcionar usuários com bom ouvido para música. Forte nos graves e com boa definição para agudos e médios, a reprodução de áudio do aparelho fica ainda melhor com as configurações disponíveis no aplicativo, de fácil acesso e com interface intuitiva. Sony WH-1000XM2 (Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo) O cancelamento de ruído, característica central do produto, funciona de forma suficiente e pode ser interessante para uso em ambientes muito barulhentos. Caso seja necessário ouvir algo importante, os ajustes podem ajudar. De qualquer forma, é essencial testar cada detalhe, uma vez que são diversas opções de situação. Com relação ao preço, o produto apresenta um valor alto, mas o custo-benefício pode ser considerado bom. Caso o usuário esteja buscando um produto premium com tantos recursos e ajustes e estiver disposto a pagar, certamente é uma boa compra. Vale lembrar que a Sony anunciou seu sucessor, WH-1000XM3, durante a IFA 2018, o que pode significar uma queda no preço do produto quando o mesmo chegar no Brasil. Tamanho do driver 40 mm Faixa de frequência 20 Hz a 40 kHz Impedância 46 ohms Sensibilidade 103 dB Conectividade Bluetooth, NFC, cabo P2 Bateria até 38 horas de reprodução (NC desligado) Itens inclusos Estojo de transporte, cabos P2 e microUSB Preço R$ 1.630 Qual fone de ouvido é bom para uso geral? Saiba no Fórum do TechTudo saiba mais Fone de ouvido Bluetooth da Beats: conheça opções à venda no Brasil Fone de ouvido: descubra se é preciso 'amaciar' um modelo recém-comprado Sete fones de ouvido Bluetooth de até R$ 200 para comprar no Brasil

    Review Shadow of the Tomb Raider


    Shadow of the Tomb Raider , da Square Enix , entrega aos fãs da arqueóloga e aventureira Lara Croft uma conclusão digna dos games de sua origem, iniciada em 2013 com “ Tomb Raider ” e seguido por “ Rise of the Tomb Raider ” (2015), que...

    Shadow of the Tomb Raider , da Square Enix , entrega aos fãs da arqueóloga e aventureira Lara Croft uma conclusão digna dos games de sua origem, iniciada em 2013 com “ Tomb Raider ” e seguido por “ Rise of the Tomb Raider ” (2015), que revolucionaram a forma de jogar a franquia até então. Em Shadow, nos deparamos com uma Lara mais madura e que precisa enfrentar as consequências dos seus atos para evitar um apocalipse. Apesar do gameplay não trazer tantas novidades em relação aos dois jogos anteriores, a fórmula ainda funciona para o tipo de narrativa presente do título. O game chega, com opções de áudio e legendas em português do Brasil, no dia 14 de setembro simultaneamente para PS4 , Xbox One e PC. O jogo terá três edições: a padrão, a Croft Edition e a edição de colecionador - com uma estátua da protagonista e o passe de temporada. Confira, a seguir, a análise do TechTudo . Quer comprar jogos com descontos? Conheça o Compare TechTudo “Nem tudo é sobre você, Lara!” Croft é confrontada com esta dura realidade, bem no início do jogo, quando perde o controle de si própria ao, acidentalmente, fazer o mal tentando fazer o bem. Numa tentativa de pôr um fim definitivo à organização criminosa Trindade, responsável pela morte do seu pai e com a ambição de buscar a imortalidade a qualquer preço, a heroína dá início a um apocalipse que pode destruir toda a humanidade. Lara e seu amigo Jonah, que ela conheceu durante sua primeira expedição, estão na ilha de Cozumel (México) seguindo os últimos passos da Trindade, mais especificamente, do seu líder Dr. Dominguéz. A ideia inicial parecia simples: impedir que a organização colocasse as mãos em um artefato que teria o poder de remodelar o mundo. No entanto, ao se deparar com o que parecia ser o final da busca, Lara remove a adaga ancestral do seu local de descanso, com a intenção de protegê-la da Trindade, e tudo começa a desmoronar a sua volta. Lara desolada ao ver a destruição da ilha de Cozumel (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Antes de ser arrancada da caverna em ruínas por Jonah, Croft percebe o que acabara de fazer: com a retirada do artefato, ela - e não a Trindade - havia dado início a uma sequência de desastres naturais que resultariam no fim do mundo, caso nada fosse feito a tempo. O primeiro desses desastres, um tsunami, chega logo em seguida e varre a ilha de Cozumel. Lara, então, precisa sobreviver à enxurrada e tentar se recompor daquele cenário de morte e destruição. Tudo por conta do seu ato precipitado, mesmo com a melhor das intenções. Após sobreviver ao tsunami, Lara se desespera ao reencontrar Jonah e diz que só ela seria capaz de deter o Dr. Dominguéz, que tirou de suas mãos a adaga quando fugia da caverna, e evitar que o vilão remodele o mundo. “Nem tudo é sobre você, Lara!”, diz Jonah chamando Croft de volta à razão e explicando que eles iriam juntos atrás da Trindade, mas que primeiro era preciso se preocupar com o presente e ajudar os sobreviventes. Jonah, o companheiro de aventuras (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Após esse episódio traumático, a heroína precisa se recompor emocionalmente para rastrear Dominguéz. A próxima parada: floresta amazônica, mais precisamente no Peru. Dica de ouro: a cidade perdida de Paititi é rica em detalhes e segredos. Uma alusão clara à civilização Inca. Ao chegar por lá, você notará várias atividades para interagir. Fale com as pessoas para habilitar missões, comprar e vender itens, e descobrir caminhos para tesouros. Lara, a predadora Esqueça a jovenzinha assustada do jogo de 2013, Croft está mais experiente e brutal do que nunca. Ela planeja melhor os ataques para neutralizar seus adversários, dando o mínimo de chance de reação. A exploradora também pode agora fazer melhor uso do ambiente para se camuflar dos inimigos, seja se esgueirando pela vegetação ou embaixo d’água, seja se cobrindo de lama e “desaparecendo” pelas paredes à espera de algum desavisado. Vale ressaltar que nem todos os adversários serão humanos e, como o game se passa numa floresta, prepare-se para enfrentar onças-pintadas, piranhas, enguias, e etc. A vida selvagem pode ser um perigo maior do que homens armados para Lara (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) O estilo de gameplay de Shadow of the Tomb Raider segue o padrão dos dois jogos anteriores, salvo algumas modificações, o que vai facilitar a vida de quem é veterano na série. Os controles prometem não ser um problema para novatos, especialmente se já tiver jogado algum Far Cry. O sempre útil recurso de “instinto de sobrevivência”, onde ao apertar um botão pontos de interesse são destacados no cenário, está de volta. Se estiver jogando em níveis mais difíceis em que a disponibilidade dos recursos é mais escassa, por exemplo, fazer uso dessa função é crucial. Para avançar bem na campanha, você terá que se tornar um mestre na caça e coleta. O modo sobrevivência continua sendo a roda que move o jogo. Não há tantas armas e acessórios à sua disposição, e mesmo estes serão destravados conforme você avança na história. Sobre as armas, estarão disponíveis - no geral - arco e flecha, pistola, shotgun, rifle de assalto, faca e machado de escalada. Os trajes podem variar um pouco mais e alguns ainda conferem habilidades especiais, como resistência a ataques à distância, por exemplo. É possível ficar quase invisível no cenário usando lama e a própria vegetação (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) É preciso usar itens encontrados no ambiente (ou caçando) para fazer upgrades no seu equipamento ou para criar trajes com habilidades especiais. Essas melhorias são feitas apenas ao descansar em acampamentos espalhados pelo mapa. Assim como nos outros jogos, Lara precisa buscar escrituras antigas e estátuas ancestrais para aprender dialetos de povos antigos e, assim, descobrir tesouros e outras pistas. Explorar o mundo (que apesar de não ser aberto, mas é bem vasto), fazer missões principais e secundárias, se aventurar em cavernas (vamos falar melhor sobre isso a frente) e concluir desafios te ajudarão a acumular pontos de experiência para desbloquear habilidades para Lara. Por falar nisso, a árvore de skills foi remodelada visualmente e permite que pontos sejam distribuídos em três estilos diferentes: “Seeker” (que melhora sua percepção como explorador), “Warrior” (que melhora suas habilidades de combate) e “Scavenger” (que melhora suas habilidades furtivas). Distribua seus pontos de experiência com sabedoria (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Normalmente, o conselho seria não investir pontos espalhados em todas as categorias, mas como Lara precisa ser versátil e se adaptar a várias situações, minha recomendação é - primeiramente - comprar habilidades de proteção (como resistência a danos e quedas), ataques furtivos e, principalmente, mais fôlego e velocidade para nadar. Acredite, você passará por maus bocados embaixo d’água caso não consiga nadar rápido o suficiente ou prender a respiração por um período maior. Lara ficará mais tempo explorando, caçando e resolvendo puzzles do que, propriamente, em combate (o tiroteio mais pesado é deixado para o final). Pense nisso na hora de investir seus pontos. Fique de olho: Shadow traz uma surpresa jogável especial sobre a infância de Lara. Pouparei as palavras aqui para não estragar a experiência, mas basta progredir na missão principal para chegar até essa parte. Criptas e cavernas mortais Ao explorar o mapa, por vezes você receberá uma mensagem na tela de que uma cripta ou uma caverna de desafio está nas proximidades. Há a opção de seguir imediatamente essa pista e encontrar a entrada, ou esperar o melhor momento (após completar uma missão em andamento ou conseguir aprimorar mais seu equipamento). Seja qual for sua decisão, quando for encarar uma caverna de desafio vá preparado com tudo que tiver. As tumbas de desafio têm armadilhas por todos os cantos (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Cada uma dessas cavernas, ou tumbas, exigirá uma habilidade diferente do jogador. Algumas serão quase que totalmente embaixo d’água, portanto é bom você ter aprimorado seu fôlego e velocidade de nado, outras terão fortes rajadas de vento e precisarão de mais equilíbrio, e outras poderão exigir reflexos rápidos de combate. Todas essas situações acontecerão, aleatoriamente, em meio a puzzles mais complicados que os normais, várias armadilhas mortais e muito, mas muito exercício de resistência à claustrofobia. O grande prêmio ao completar essas cavernas, além dos itens encontrados pelo caminho, é desbloquear habilidades secretas para Lara. Portanto, algumas skills não poderão ser compradas com pontos de experiência, mas sim desbloqueadas automaticamente (sem custos de XP) ao completar esses desafios. Geralmente, é possível adivinhar qual tipo de habilidade será desbloqueada pelo estilo da caverna. Uma tumba em que o obstáculo principal é se esquivar de pilares em chamas pode desbloquear uma habilidade de resistência a fogo e explosões, por exemplo. Prepare-se bem antes de encarar as cavernas e criptas (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Para passar o tempo: se estiver entediado, algo divertido a fazer é tentar matar Lara de várias maneiras diferentes e, assim, descobrir as animações viscerais por trás de cada uma das mortes. É macabro, eu sei. Adaptação quase perfeita da floresta amazônica Antes que perguntem se já estive na floresta amazônica para criticar, levantei o tópico apenas para mencionar que, apesar do detalhado cuidado com o visual do game, algumas texturas e acabamentos ficaram um pouco estranhos, especialmente de terrenos e folhagens (se olhados mais de perto), porém, nada que comprometa o trabalho gráfico geral do jogo. A critério de curiosidade, testamos para este review a versão para PS4 (sem ser o Pro) do game e em uma TV 4K HDR. Acredito que no Pro , Xbox One X e PC o visual esteja melhor. Vale esperar que a Square Enix libere algum patch de aprimoramento gráfico para os consoles normais também. O modo fotografia pode proporcionar momentos hilários como esse: rindo na cara da morte! (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Seguindo a tendência de alguns jogos atuais com belos cenários, um modo fotografia pode ser acessado no menu de pausa. Nele é possível rotacionar a câmera, adicionar filtros, molduras e mudar as expressões faciais da Lara. O resultado pode ser hilário, dependendo da situação. Além da parte visual, vale destacar o cuidado com a atmosfera sonora do jogo. Se for possível, jogue o título com caixas de som ou fone de ouvido de qualidade para ter a melhor experiência e se sentir dentro da própria floresta. Você consegue escutar com clareza o som das águas, pássaros, animais terrestres (se escutar um rugido, corra!) e o balançar dos galhos. Bem interessante. Cenário e ambientação sonora são bem ricos (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Descansem em paz : várias simpáticas e inocentes capivaras foram mortas (virtualmente, é claro) para compor o cenário. Que triste. Conclusão Shadow of the Tomb Raider não decepciona ao entregar uma experiência de exploração digna de qualquer título da franquia, mesmo apostando novamente no estilo de gameplay dos dois primeiros jogos da origem da aventureira. As cavernas de desafio, uma das novidades, são uma bela adição ao game e terminá-las realmente recompensa os jogadores. Nota-se também a atenção para os detalhes ao se criar, digitalmente, uma floresta da magnitude da Amazônia e, mesmo com alguns pequenos problemas de textura, o trabalho foi bem feito. A ambientação sonora dá um dos toques principais de imersão na narrativa que explora, de forma inédita, o lado mais sombrio da consciência da heroína e o fardo pesado que ela carrega por suas decisões. Das trevas surge uma heroína (Foto: Reprodução / Viviane Werneck) Qual você prefere: Tomb Raider ou The Last of Us? Opine no Fórum do TechTudo saiba mais Tomb Raider A Origem: filme traz referências aos games da série Tomb Raider: conheça os melhores e piores jogos da franquia da heroína Tomb Raider 1, 2 e 3 serão remasterizados para PC

    Review Spider-Man


    Spider-Man é o novo jogo do Homem Aranha para PS4 . Apostando em um mundo aberto repleto de missões, presença de personagens famosos e um enredo empolgante, o título busca inovar e acabar de vez com a má reputação de jogos baseados em...

    Spider-Man é o novo jogo do Homem Aranha para PS4 . Apostando em um mundo aberto repleto de missões, presença de personagens famosos e um enredo empolgante, o título busca inovar e acabar de vez com a má reputação de jogos baseados em quadrinhos. Confira: O amigão da vizinhança! Desde que foi anunciado, Spider-Man me trouxe uma mescla de ansiedade e pessimismo. O herói é um dos personagens que mais recebeu games ao longo de toda a história, entretanto, poucos são aqueles que honram o compromisso de qualidade. Eu posso garantir que os únicos que me agradaram foram Maximum Carnage (SNES) e Spider-Man The Movie (PC), que por sua vez trouxe uma jogabilidade até então inovadora, mas se perdeu em um jogo repetitivo e problemático. A nova aposta foi feita, e o tiro foi certeiro. Spider-Man não é apenas o melhor jogo baseado no personagem, como também pode ser facilmente colocado entre um dos melhores títulos baseados em quadrinhos. E muito desse mérito parte de um dos quesitos mais delicados: o seu enredo. O jogo se propõe a apresentar um Homem-Aranha já experiente. Sendo assim, nada de acompanhar a surgimento do personagem, ou seus primeiros passos no combate ao crime. Tudo já começa em uma proposta de que sobra experiência de vida ao herói, com frequentes diálogos em que o mesmo detalha batalhas passadas ou até mesmo problemas no antigo relacionamento com Mary Jane. Mary Jane em Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) Há espaço não apenas para vilões antigos darem as caras, como Escorpião, Electro e Rino. Como também ao inimigo principal do game: Senhor Negativo, cujo alter ego maligno e impiedoso comanda um grupo inimigo intitulado: Demônios. E a forma com que são inseridos na contexto merece elogios, pois não há famigeradas desculpas para suas inclusões, mas sim uma trama completamente interligada que une todas as pontas da história. E quando tudo já caia no agradado, o enredo traz uma reviravolta incrível. Acreditem, eu já imaginava me encaminhar para o final do game e tive a grata surpresa de que tudo estava apenas começando. Claro que, por motivos de spoilers, não posso me aprofundar no assunto, mas ser surpreendido desta forma foi uma das melhores experiências com Spider-Man. Antigos vilões estão presentes em Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) E se você é um fã antigo do personagem, há um elemento a mais. Durante toda a trama, Spider-Man faz menções a eventos que não são mostrados no game. Eles ocorreram em universos do herói nos quadrinhos, ou até mesmo em alguma cena dos filmes, como no momento em que um vilão está de cabeça para baixo em uma escada e Homem-Aranha diz: "devemos nos beijar agora?" - uma clara referência a famosa cena com Mary Jane no primeiro longa do herói. Percorrendo Nova Iorque Para criar uma ambientação perfeita, toda a cidade de Nova Iorque foi reproduzida de uma forma bem fiel no jogo. Embora muitos prédios tenham sido substituídos por motivos claros de licenciamento, praticamente todos seus inúmeros pontos turístico foram inseridos no game. Nunca antes um jogo se propôs a ir tão afundo e trouxe uma simulação tão real como em Spider-Man. E mais do que observar tudo isso, é atrativo demais desfrutar de todo esse trabalho "voando" pelas ruas e becos graças aos poderes de Spider-Man, já que não há uma característica tão diferenciada do personagem do que seus famosos saltos acrobáticos pendurados em teias sintéticas. A cidade de Nova Iorque em Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) O que mais chama atenção nela é a rigidez em relação ao realismo com que o herói se locomove. Se em outros games do Homem-Aranha incomodava muito o fato de suas teias se agarrarem em plataformas inexistentes, nesse título há uma rigorosidade em mostrar ao jogador que há sim um elemento de apoio. Isso fica bem nítido em áreas mais abertas, onde o personagem acaba caindo facilmente já que não há uma base para posicionar sua teia. Também chama atenção a reprodução dos movimentos do personagem no jogo. Durante os testes, fiquei impressionado pela variedade de posicionamentos do herói na hora de se deslocar entre as plataformas. Além das acrobacias aéreas, o que mais achei curioso foi uma postura meio inclinada em uma rampa no topo de um prédio. O personagem fazia uma base para evitar um escorregão, o que de certa forma surtiu efeito, já que diante da cena, fui até mais cuidadoso com sua movimentação. Movimentação cautelosa de Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) Sistema de combates O sistema de combates é de longe a galinha dos ovos de ouro do game. Desde seu primeiro anúncio, não faltaram vídeos expondo o que prometia ser uma mecânica eficiente, diversificada e, até certo ponto, revolucionária. Concordo com os dois primeiros pontos, já que esse mesmo sistema lembra (muito) o que foi adotado em Batman: Arkham Asylum e, posteriormente, implementado em diversos games da geração atual. Spider-Man conta com um leque enorme de combinações de movimentos. Desde simples "quadrado+quadrado+triângulo", até golpes mais complexos que exigem um tempo de resposta por parte do jogador. A mecânica consegue sim ser inovadora nesse ponto. E graças também a um sistema de evolução de habilidades, o jogo traz um combate diversificado e que permite ao jogador ter amplas opções para derrotar seus oponentes. Sistema de combate de Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) Essas habilidades podem ser conquistadas através de uma árvores de evolução ou pelos famosos trajes do herói. A medida com que você cumpre seus objetivos principais e realiza determinadas missões secundárias, seus prêmios vem na forma de Pontos de Experiências, que por sua vez podem ser usadas para desbloquear novos movimentos. Já com os trajes, cada um deles possui características diferentes. Alguns, mais comuns, permitem que Spider-Man nocauteie inimigos, ou que prenda-os em uma enorme bolha de teia. Já outros, mais exóticos, trazem elementos a mais nos combates, como a criação de "clones" do heróis, ou até mesmo um solo de guitarra que atordoa todos os oponentes ao seu redor. Alguns dos diversos trajes do game (Foto: Reprodução / TechTudo) Sorrateiro como uma aranha! Engana-se quem acha que combates frenéticos compõe praticamente todo o jogo. Em Spider-Man, há muito espaço para um outro tipo de jogabilidade: o modo furtivo. Ele faz com que você seja cauteloso o suficiente para realizar missões sem chamar a atenção de seus oponentes. Para isso, o herói conta com algumas habilidades especiais, desde finalizações furtivas, até métodos que distraem seus inimigos. E esse tipo de atividade pode ser implementada em boa parte das suas tarefas no jogo, sendo assim, caso você não queria optar pelo combate direto, há quase sempre a opção de agir de uma forma sorrateira. Mary Jane pode ser controlada em determinados momentos da trama (Foto: Reprodução / TechTudo) E quando não é Spider-Man que age dessa forma, cabe a Mary Jane a árdua missão. Sim, o jogo permite que você controle a personagem em diversos momentos, sempre agindo de uma forma investigativa, onde aí sim há uma obrigatoriedade de se cumprir as tarefas de uma forma totalmente furtiva. Missões secundárias ampliam a diversão e agregam experiência Assim como todo jogo de mundo aberto, Spider-Man traz um leque amplo de missões secundárias. Elas são fundamentais não apenas para render mais Pontos de Experiência ou itens colecionáveis, mas também para complementar a história. A medida com que você avança no enredo, surgem essas novas tarefas na trama. Elas podem ser missões complexas de eliminar uma base de inimigos, como também atividades curiosas de recolher pombos espalhados pelo mapa. Tudo unindo uma boa dose de humor e sem perder qualquer tipo de coerência com a história original do personagem dos quadrinhos. Missão secundária de Spider-Man (Foto: Reprodução / TechTudo) Também preciso dizer o quanto fico feliz em não ver um game desse tipo com um modo multiplayer. Por mais que seja divertido jogar com amigos online, há determinados games cuja essa finalidade é forçada de uma forma que chega a não fazer sentido. Pelo menos, em Spider-Man, nos livramos de uma maldição que assola a atual geração de consoles. Visual impressiona mesmo com pequenos deslizes Como citado mais acima, a ambientação de Spider-Man é fantástica. Mas não apenas pela fidelidade em reproduzir a cidade de Nova Iorque, mas também pela qualidade visual com que ela foi construída no jogo. O carinho com que cada detalhe foi pensado e colocado no game é de impressionar. Spider-Man traz visual bem detalhado de seus personagens (Foto: Reprodução / TechTudo) A qualidade visual também se espalha nos principais astros do game: os personagens. Spider-Man traz um visual bem detalhado em cada um dos trajes que ele veste, assim como os coadjuvantes da trama que trazem feições realistas e expressões faciais bem convincente. Tudo isso graças a um excelente trabalho de captação de movimentos em cima de atores reais, que na prática pode parecer simples, mas requer um cuidado e um trabalho gigantesco. Os vilões também bebem dessa fonte. Não só na forma com que seus personagens são reproduzidos, mas também em características individuais. A movimentação atabalhoada de Rhino, o voo rasante de Abrutre e a levitação por carga elétrica de Electro são só alguns exemplos de como o universo de Spider-Man foi bem posto em um game quase impecável no quesito visual. Quase porque há sim alguns problemas a serem destacadas. O que mais incomoda é sobre a própria cidade de Manhatam. Embora seja muito bem replicada no jogo, durante a exploração é possível notar alguma demora para que estruturas sejam carregadas. Game conta com problemas de renderização dos cenários (Foto: Divulgação) Para ser mais preciso, muitos prédios trazem uma simplicidade enorme quando vistos de longe, passando a sensação de grandes caixas de papelão. Somente quando o personagem se aproxima bastante que os mesmo começam a ser mais detalhados. Embora comum em muitos jogos desse gênero, ainda sim é um tanto estranho ver um horizonte tão estranho confuso. Dublagem convincente e trilha sonora que embala Spider-Man chega ao Brasil totalmente localizado. Não apenas de legendas e menus totalmente em português, mas também toda a dublagem do game. E a mesma não decepciona e traz um trabalho de qualidade que mesmo jogadores mais ranzinzas que sempre preferem o áudio original, irão reconhecer e aplaudir o que foi feito. Spider-Man traz dublagem convincente (Foto: Reprodução / TechTudo) Em relação a trilha sonora, o game é embalado a todo momento por músicas que ampliam a ambientação do jogo. Achei que o instrumental lembra muito o que é apresentado nos filmes da Marvel nos cinema, o que ajuda a imergir ainda mais o jogador na trama. Repetitivo? Talvez... Assim como todo jogo, Spider-Man conta sim com alguns problemas pontuais. O principal deles pela forma com que boa parte das missões são inseridas no game. Independente do momento da trama, basicamente todas elas levam a um mesmo desfecho: um combate contra uma horda de inimigos. Isso pode se tornar algo bem desgastante de acordo com a forma com que você encara essas atividades. Eu, por exemplo, procurei mesclar algumas atividades secundárias, como fotografias de pontos turísticos ou missões de pesquisas, com as missões principais. Isso fez com que quebrasse um pouco o ritmo quase sempre igual, mudando apenas a dificuldade das batalhas e a quantidade de oponentes. Spider-Man traz missões com combates praticamente o tempo todo (Foto: Reprodução / TechTudo) Por mais que a mecânica de combate seja agradável e o leque de movimentos faça com que não caia em uma mesmice, ainda sim é desgastante encarar tantas atividades similares. Ainda mais em um game que passa facilmente das 20 horas de duração. Conclusão Spider-Man é um título que supera as expectativas e chega não apenas como um dos melhores jogos de heróis, mas como um forte candidato a game do ano. Apostando em um mundo aberto repleto de referências ao universo do personagem nos quadrinhos, e uma jogabilidade que cai como uma luva para o herói, o game se une a títulos como God of War e Uncharted se tornando um grande motivo para se ter um PS4, além de ser obrigatório para os fãs do amigão da vizinhança. Qual o melhor jogo do Homem-Aranha? Comente no Fórum do TechTudo! saiba mais Spider-man traz belo visual e controles fáceis de aprender PS4: Confira os jogos mais aguardados do segundo semestre

    Review Galaxy Note 9


    “Quero um celular que não me traga preocupações com relação à bateria.” Faz tempo que ouço esse pedido de quem quer comprar um novo smartphone. Justamente com a proposta de longa autonomia de uso, a Samsung traz para o Brasil o Galaxy Note...

    “Quero um celular que não me traga preocupações com relação à bateria.” Faz tempo que ouço esse pedido de quem quer comprar um novo smartphone. Justamente com a proposta de longa autonomia de uso, a Samsung traz para o Brasil o Galaxy Note 9 . O lançamento de 2018 tem preço sugerido a partir de R$ 5.499, com direito ao processador Snapdragon 845 e à caneta digital S Pen na ficha técnica. O telefone chega às lojas e, com ele, a dúvida: vale a pena comprar o sucessor do Galaxy Note 8 ? Você descobrirá nas linhas a seguir. Quer comprar um Galaxy Note 9 barato? Encontre os melhores preços no Compare TechTudo Bateria de sobra Se a bateria do Galaxy Note 7 se tornou um case de como não conduzir a fabricação de um celular , agora podemos dizer que os sul-coreanos acertaram em cheio: o Galaxy Note 9 traz bateria de 4.000 mAh , com potência 21% superior à geração anterior. O modelo deste ano não decepciona quando o usuário mais precisa do telefone: após horas e horas longe da tomada. Em nosso experimento, o Note 9 ficou até 22 horas funcionando continuamente, num teste que inclui uso de redes sociais e aplicativo de e-mail, streaming de vídeo por uma hora (com brilho da tela em 75%) e transmissão de música online. Eu despluguei o celular da tomada às oito da manhã. Ele começou a reclamar e entrou em modo de economia de energia às onze da noite. Só foi desligar por completo no dia seguinte, às seis da manhã, quando eu acordava de um bom sono. Claro que não existe teste definitivo de bateria, mas a descrição acima tem tudo para ser mais exigente do que o uso cotidiano de muitas pessoas – que normalmente ficam em aplicativos de mensagem, música e câmera. Ou seja, pode ser que o novo Galaxy ultrapasse a barreira das 24 horas ligado, a depender do perfil de utilização. Comigo foi comum chegar em casa com 30%, 25% de bateria restantes nos dias menos movimentados. A questão da energia disponível deixou de ser uma preocupação. Se o seu atual telefone te obriga a andar com um carregador a tiracolo, este dispositivo pode ser o derradeiro substituto. Samsung Galaxy Note 9: bateria tem 4.000 mAh (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Mais que uma stylus Um dos trechos mais marcantes do lançamento do iPhone , lá em 2007, traz Steve Jobs fazendo chacota da caneta eletrônica necessária para acionar as telas dos supostamente telefones inteligentes da época. Pois bem, a Samsung aposta nesta tecnologia desde o início da linha Galaxy Note, trazendo interessantes possibilidades para os entusiastas da marca. Desde sempre é possível fazer anotações manuscritas, como se fosse um caderno. Um colega chegou a me confidenciar que gosta da canetinha para ficar no celular durante as reuniões, visto que os demais participantes do compromisso não veem problema em rabiscar no dispositivo (ao contrário de digitar na telinha, uma falta grave em muitas corporações). Samsung Galaxy Note 9: nova S Pen se transforma em controle remoto (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) A seleção inteligente reconhece palavras do que é exibido no display e possibilita copiar a informação, bem como colá-la em outro aplicativo. Já a tradução rápida acaba com a barreira do idioma ao acessar páginas de origem desconhecida. Nenhum dos recursos que cito acima é novo, embora todos sejam bem-vindos de se ter em um smartphone voltado para trabalho e produtividade. Com o Galaxy Note 9, a Samsung vai além: transforma a caneta S Pen num controle remoto. Uma vez fora do compartimento secreto, ela se comunica com o telefone por meio do Bluetooth e envia comandos para os mais variados aplicativos. Samsung Galaxy Note 9: é possível personalizar as funções da nova S Pen (Foto: Reprodução/Thássius Veloso) O Spotify possibilita pausar com um toque no botão da S Pen ou pular para a música seguinte com toque duplo. Comportamento similar faz o YouTube passar para o próximo vídeo. Utiliza PowerPoint no ambiente de trabalho? Mesma coisa. Agora, no meu uso particular, o destaque é o controle remoto no aplicativo oficial de câmera. Em primeiro lugar, é muito divertido estender o Note 9 para bater uma selfie e, na sequência, entregar a canetinha para que a outra pessoa acione o obturador. Excelente forma de quebrar o gelo! Segundo lugar: não há mais aquela necessidade de segurar o celular e tocar no botão de disparo ao mesmo tempo. Não sei contigo, mas comigo, às vezes, a foto saia tremida por causa deste movimento. A Samsung acertou em cheio ao adicionar comunicação sem fio à S Pen. Mesmo quem não a utiliza para rabiscar diariamente se lembra de que é possível inovar no mundo dos celulares e também de que pequenos detalhes importam. Recursos de controle remoto dependem de energia. De acordo com a Samsung, o botão físico da S Pen possibilita 200 cliques seguidos. Acabou a bateria? É só recolocar o apetrecho no compartimento e esperar 40 segundos. Samsung Galaxy Note 9: nova S Pen recarrega em 40 segundos (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Desempenho de ponta Antes de seguir com esta análise, é importante que você entenda que há variantes do Note 9 com dois processadores distintos: Snapdragon ou Exynos. Chega ao Brasil o smartphone com a primeira opção. Já este review leva em consideração o segundo chip, uma vez que era o único disponível quando o telefone foi lançado nos Estados Unidos. Posso lhe assegurar que a experiência de uso foi a melhor possível. O sucessor do Note 8 é extremamente veloz, executa os comandos muito rapidamente e raramente passa por engasgos. Fez bonito até mesmo em condições extremas, como o modo multitarefa que divide a tela com dois aplicativos rodando simultaneamente. Os representantes da Samsung Brasil são categóricos em afirmar que a performance é similar nos dois chips. Caso a informação se confirme, não há restrições em adotar o Snapdragon 845, com direito a 8 núcleos e velocidade máxima de 2,4 GHz. Não existe processador mais eficiente na indústria, ao menos enquanto escrevo este texto. De quebra, os brasileiros podem ficar despreocupados com relação à conexão 4G porque o componente fabricado pela Qualcomm funciona melhor na nossa rede de telefonia. Samsung Galaxy Note 9 tem processador Snapdragon 845 no Brasil (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Gosta de benchmark ? Então aqui vão os números recolhidos com o AnTuTu : – Pontuação geral: 240.755 (derrotou 78% dos usuários, segundo o aplicativo) – CPU, o cérebro do telefone: 83.483 (à frente de 84% dos usuários) – GPU, o chip para gráficos: 96.194 (acima de 84% dos usuários) – Memória: 8.057 (também à frente de 84% dos usuários) Toda a análise se baseia no Galaxy Note 9 com memória RAM de 6 GB e armazenamento de 128 GB. Os usuários ávidos por ainda mais desempenho também contam com a edição parruda que traz memória RAM de 8 GB e armazenamento de 512 GB. Tudo me leva a crer que terá velocidade estelar, muito bem-vinda para quem depende de aplicações pesadas e simultâneas. Não por acaso, tem preço ainda maior: R$ 6.499. Samsung Galaxy Note 9: lançamento tem edições com armazenamento de 128 GB e 512 GB (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Tela deslumbrante Reza a lenda que os celulares com tela grande caíram no gosto de parcela dos consumidores. Essa tem sido uma característica da linha Note que se renova com o produto mais recente: o Note 9 emprega display de 6,4 polegadas. Ele cresceu em relação ao modelo de 2017 com suas 6,3 polegadas. Também ficou mais alongado. O painel Super AMOLED garante cores muito vivas e a típica saturação vista em telefones da Samsung. Não tenho queixas quanto à qualidade da imagem. Enquanto o mercado se movimenta para uma realidade de muitos topetes , os sul-coreanos insistem num smartphone sem notch. Em vez disso, ele traz bordas superior e inferior que não chegam a me incomodar, mas certamente se tornam uma questão para quem abomina espaços pretos na frente do dispositivo. A tela curva continua sendo uma marca registrada dos celulares mais sofisticados da Samsung. Nenhum outro ator relevante no mercado brasileiro oferece algo similar. Com isso, a pegada do smartphone fica melhor. Já os cantos arredondados da tela são deveras charmosos (apesar de não haver novidade alguma nisso, considerando-se que estamos em pleno 2018). Samsung Galaxy Note 9: com 6,4 polegadas, smartphone tem tela com cantos arredondados (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Câmera dupla com abertura variável O Galaxy S9 Plus chegou ao mercado no primeiro semestre e logo recebeu uma avaliação extremamente positiva no quesito fotografia. Agora considere que os engenheiros pegaram a mesma tecnologia e puseram no Galaxy Note 9: o resultado são fotos sensacionais tanto em ambientes com alta incidência de luz quanto em condições de baixa luminosidade. Seja na praia ou na balada, estes telefones são a opção mais prática para quem não quer se preocupar com ajustes manuais e com a possibilidade de a foto sair aquém do esperado. A câmera traseira registra imagens em 12 megapixels, com excelente nível de detalhes e alcance dinâmico particularmente interessante sob a luz do sol. Há o benefício da abertura variável , que se comporta como o olho humano e se ajusta às condições de luz. Nenhuma outra fabricante traz a tecnologia. Há estabilização de imagem (OIS) nas duas lentes/sensores e zoom óptico de 2x. Samsung Galaxy Note 9: smartphone tem câmera de 12 megapixels com abertura variável (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) Abertura variável faz bonito em ambientes com luz controlada (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) O foco dinâmico faz o mesmo que o modo retrato do iPhone: deixa o fundo desfocado e destaca o personagem da foto. Não é sempre que o recurso funciona conforme o esperado, então é sempre bom checar se o resultado final deu certo. Caso não dê, a Samsung tem a vantagem de ajustar a intensidade do efeito depois que a foto foi salva. Samsung Galaxy Note 9: smartphone tem câmera dupla com modo retrato (Foto: Reprodução/Thássius Veloso) Câmera dupla fracassa em modo retrato; situação se repetiu algumas vezes (Foto: Reprodução/Thássius Veloso) Quem teve contato com celular Samsung nos últimos anos percebeu que às vezes surge o aviso de que a lente está suja. Dando um passo à frente, o Galaxy Note 9 informa quando a imagem fica tremida e quando alguma pessoa pisca bem no momento da foto. Também há inteligência artificial para automaticamente melhorar as fotografias em variadas situações, como reuniões em família, bichos de estimação, paisagens e alimentos. No entanto, o recurso mostrou pouca ou quase nenhuma melhoria nas comparações que fiz – com isso, temos fotos fiéis às cores, às texturas e aos detalhes. Enquanto isso, a câmera frontal faz selfies de 8 megapixels. Também tem foco dinâmico, porém sem utilizar hardware para isso, mas sim inteligência artificial. Os resultados variam de excelentes a apenas okay. De toda forma, é interessante a adição de mais esta possibilidade. Aqui convém lembrar para desativar o modo embelezamento que deixa as pessoas como se fossem bonecos de cera. Samsung Galaxy Note 9: câmera frontal faz selfies de 8 megapixels (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) Android com Samsung Experience O Note 9 sai de fábrica com Android O (8.1) . Todo o visual foi trocado pelo padrão da Samsung, muito elegante e de fácil utilização. Repare que a fabricante sumiu com a fantasmagórica marca TouchWiz depois de anos trabalhando para tornar sua camada de software eficiente e repleta de recursos adicionais. Por exemplo, a funcionalidade de Par de Apps executa combinações de aplicativos simultaneamente – eles são exibidos lado a lado, tirando proveito da enorme tela. A Pasta Segura armazena documentos com direito a criptografia e a carteira digital Samsung Pay te deixa pagar as compras do dia a dia com o telefone. Sem falar no Always On Display e nas possibilidades da S Pen (como escrever uma mensagem e mandar para um amigo). A bola fora fica por conta da assistente virtual Bixby . Ela é basicamente inútil. A central de tarefas exibe informações que são mais fáceis de serem consultadas nos aplicativos de agenda e de anotações, por exemplo. Para completar, o equivalente à Siri , com compreensão da fala humana, não funciona em português, mesmo tendo se passado dois anos desde que a tecnologia foi introduzida. Samsung Galaxy Note 9 é comercializado com Android O (8.1) de fábrica (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Precisamos falar de ergonomia Seria impossível colocar uma bateria tão poderosa sem mexer nas dimensões do celular. O Note 9 ficou mais espesso e também está mais pesado. De acordo com a ficha técnica, ele pesa 201 gramas, contra 195 gramas do Note 8 e 174 do iPhone X. Na prática, ficou mais difícil de sustentar o telefone nas mãos por muito tempo, a menos que o seu treino funcional na academia contemple levantamento de dispositivos móveis. O cansaço chega mais rápido e o trambolho também requer bolsos generosos. Também tem a questão da digitação. Devido à telona, está mais complicado de digitar com apenas uma das mãos. O ideal é usar os dois polegares. Ainda assim, quem tem mãos pequenas pode se sentir incomodado com a nova realidade. Ao menos criadores do celular foram espertos em transformar o leitor de impressões – localizado na parte de trás – em um atalho para a central de notificações do Android . Passe com o dedo nele, no movimento de cima para baixo, para descortinar os alertas mais recentes do sistema do Google . Samsung Galaxy Note 9 tem leitor de impressões digitais na traseira (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Vale a pena comprar o Galaxy Note 9? O resumo da ópera é o seguinte: se você busca alto desempenho tanto no poder de fogo quanto nas fotografias, o Note 9 é uma excelente opção. Não tenho queixas quanto ao primeiro quesito. O segundo traz algumas inconsistências, mas são poucas e totalmente contornáveis. A nova S Pen me mostrou algumas necessidades que eu não sabia que tinha, como bater selfies menos tremidas ao acionar o obturador com a outra mão. A canetinha também aparece entre as ferramentas mais usadas pelos compradores de Note, o que reforça a necessidade de mantê-la na linha. Sua bateria fez bonito e a tela é excelente para ver filmes e séries. Por sua vez, o telefone está grandão, o que pode ser um transtorno para parcela dos consumidores. O preço é um problema. O Note 9 custa R$ 1.100 a mais do que o Note 8 na época de seu lançamento no Brasil . Não há variação de dólar que justifique essa diferença, apesar de o modelo ter mais armazenamento. A dica aqui é esperar alguns meses até que comece a cair, como normalmente acontece no mundo do Android . Samsung Galaxy Note 9 tem preços a partir de R$ 5.499 (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo) Ficha técnica do Samsung Galaxy Note 9 Tamanho da tela: 6,4 polegadas Resolução da tela: QuadHD+ (2960 × 1440 pixels) Painel da tela: Super AMOLED Câmera principal (dual): grande angular de 12 MP e abertura variável (f/1.5-2.4); teleobjetiva de 12 MP e f/2.4 Câmera frontal (selfie): 8 MP e f/1.7 Sistema: Android 8.1 Oreo Processador: Qualcomm Snapdragon 845 (8 núcleos) Memória RAM: 6 GB ou 8 GB Armazenamento (memória interna): 128 GB ou 512 GB Cartão microSD: compatível Capacidade da bateria: 4.000 mAh Dual SIM: sim (comercialmente chamado de Samsung Duos) Telefonia: LTE de até 1,2 Gb/s Peso: 201 gramas Cores: preto, azul e cobre (marrom) Preços: R$ 5.499 (128 GB) e R$ 6.499 (512 GB) Qual é o melhor celular top de linha à venda no Brasil? Opine no Fórum TechTudo saiba mais O que muda no Galaxy Note 9: conheça diferenças em relação ao Galaxy Note 8 Galaxy Note 9 vs iPhone X: comparativo traz detalhes de ficha técnica Galaxy Note 9 vs LG G7: compare ficha técnica de celulares premium Galaxy Note 9 vs iPhone 8 Plus: compare a ficha técnica dos celulares