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    Lulu Santos canta sucessos e mais umas de amor na Concha Acústica

    Lulu Santos canta sucessos e mais umas de amor na Concha Acústica


    Uma noite para cantar Lulu, com Lulu. É nesse ritmo que o cantor de 65 anos retorna aos palcos: com um show enérgico, pensado nos mínimos detalhes, para matar a saudade do público. “O palco é o lugar onde a gente vive o que imagina, onde de alguma...

    Uma noite para cantar Lulu, com Lulu. É nesse ritmo que o cantor de 65 anos retorna aos palcos: com um show enérgico, pensado nos mínimos detalhes, para matar a saudade do público.

    “O palco é o lugar onde a gente vive o que imagina, onde de alguma forma a gente faz a mágica de transformar o real em fabuloso. Francamente, estar em cena é melhor que a melhor festa que eu já tenha ido, e nós somos a alegria da festa”, afirma Lulu, que este ano festeja nada menos que 45 anos de carreira.

    Aliás, energia é o que não tem faltado ao hitmaker, que há menos de um mês lançou mais uma de amor, o single  Orgulho e Preconceito. “É uma canção dessas com um teor emocional muito forte, muito quente”, sintetiza Lulu ao classificar a sonoridade como “uma dádiva”, pela qual ele procurava há muito tempo.



    Os versos já haviam sido postados nas redes sociais no Dia dos Namorados, acompanhando uma foto na qual aparecia a frase “Lux, te amo”, escrita na areia da praia. “Esta canção é pra você nunca mais ter que sussurrar quando diz que me ama. Pra te libertar de todo julgamento alheio. Pra você poder dizer sem receio: Eu te amo!”, diz a música.

    É que Lulu está apaixonado e, recentemente, fez questão de contar a todo mundo! Postou foto com o amado, o baiano Clebson Teixeira, de 26 anos, e fez uma série de declarações de amor e de agradecimento aos fãs que se comoveram com as demonstrações de afeto entre os dois. Ao ver seu namoro viralizar na internet, Lulu não perdeu tempo e lançou outra música no Instagram. “O nosso amor virou notícia/Ganhou a capa do jornal/Depois quebrou a Internet/Viralizou geral”, diz a letra de Hoje em Dia.

    De olho no futuro
    Lulu sabe que é assim que tem se dado o consumo musical hoje em dia. Nada de preparar um álbum por muito tempo. A inspiração veio e a música ficou pronta? Hora de postar nas redes sociais e disponibilizar nas plataformas digitais.

    “Eu estou fazendo um disco, aos poucos, porque hoje em dia o álbum é a última coisa que você faz. Mudou a forma de se comunicar e consumir música”, diz sobre seu novo álbum, cujo nome até então é Lux (forma carinhosa com a qual as pessoas mais próximas o tratam) e que deve ser lançado até o fim do ano. 

    (Foto: Reprodução/ Instagram)

    No show Canta Lulu, que ele apresenta amanhã na Concha, as músicas inéditas já lançadas estarão ao lado de muitos outros sucessos do artista.“É muito difícil eu competir com o meu próprio passado, porque é um cânone. Eu posso apresentar 25 músicas no show e deixar de cantar que o público acaba acompanhando”, admite.



    Por outro lado, ele faz questão de pensar um espetáculo novo a cada ano. Ano passado, fez Baby Baby!, na qual interpretou canções de Rita Lee. Desde abril desse ano, percorre o Brasil com o show Canta Lulu. “Misturo meu próprio repertório e oxigeno ele a partir de um bom reciclar do pop nacional”, explica.
    A equação nem sempre é fácil. “Claro que é difícil competir com meu próprio passado e eu não sou bobo de fazê-lo”, admite o cantor.

    É por isso que no palco dessa turnê, ele desfila hits que estão na boca do povo desde sempre. São clássicos como Toda Forma de Amor, Temos Modernos, Apenas Mais Uma de Amor e Como uma Onda, além de canções de seu mais recente projeto, Baby Baby!, com releituras de músicas da grande Rita Lee, a exemplo de Nem Luxo, Nem Lixo e Desculpe o Auê.

    Serviço: Concha Acústica do TCA (Campo Grande). Amanhã, às 19h. ingressos: R$ 120|R$ 60 (plateia); R$ 240 | R$ 120 (camarote). À venda no site ingressorapido.com, na bilheteria do TCA e nos SACs dos shoppings Barra e Bela Vista.

    Exercícios de respiração ajudam a manter concentração em atletas

    Exercícios de respiração ajudam a manter concentração em atletas


    Sem dúvida, a excelência física vem da excelência mental. Essa equação é certeira tanto no alto rendimento esportivo quanto entre os amadores. Por isso, coloquei a parte psicológica como um alicerce essencial no processo de preparação para...

    Sem dúvida, a excelência física vem da excelência mental. Essa equação é certeira tanto no alto rendimento esportivo quanto entre os amadores. Por isso, coloquei a parte psicológica como um alicerce essencial no processo de preparação para correr a Maratona de Salvador, dia 23 de setembro. Dos percursos de 5, 10, 21 e 42 quilômetros, me desafiei a encarar os 21 quilômetros da meia maratona com apenas 50 dias de preparação.

    De imediato, procurei a psicóloga do esporte Verena Freire, que atende a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica e também das divisões de base do Vitória. Iniciamos o trabalho no dia anterior ao meu primeiro treino. Está só começando, mas já percebo o quanto tem me ajudado.

    Diariamente tenho exercitado técnicas de respiração, base da preparação mental de todo atleta. O entendimento é simples: em momentos de ansiedade não conseguimos controlar os sinais fisiológicos que o nosso corpo manifesta, a exemplo dos batimentos cardíacos acelerados. Se isso não pode ser controlado, a respiracão, sim! É ela que vai colocar tudo de volta no ritmo normal. “Controle sua respiração antes que a ansiedade controle você”, me recomendou Verena, logo de cara.

    Assim estou procurando fazer também na hora dos treinos, sempre exigentes sob o comando de Rafael Peralva, treinador que trabalha bastante o lado psicológico dos seus atletas.   Controlar o ritmo, encontrar a cadência ideal e superar os limites a cada dia são objetivos mais possíveis quando existe o controle emocional. Em encontros semanais todas às quintas com Verena, ainda vamos avançar bastante em estratégias para suportar bem as cargas de treinamento e evoluir em técnicas como o mindfulness,  treinamento já utilizado por atletas olímpicos que visa refinar a atenção com exercícios diários para desenvolver a concentração.  

    Outro ponto fundamental deste trabalho psicológico é no que diz respeito ao auxílio com as questões pessoais. Desde o primeiro momento Verena me deixou super a vontade para dividir eventuais problemas pessoais, afinal eles modificam o humor, a emoção, distrai do objetivo.  Antes do atleta tem o ser humano. E foi assim que ela identificou que por trás da minha primeira lesão durante o treinamento (uma tendinopatia no tendão de aquiles),  tinha um detalhe psicológico que eu precisava trabalhar. De imediato ela já começou a me auxiliar também nesta questão.

    Como está dando pra perceber, esse acompanhamento psicológico voltado para a parte esportiva não é como uma receita de bolo. Tipo: só repetir com cada atleta e deixá-lo com a cabeça de um campeão. O resultado depende muito da entrega de cada um durante a preparação. Não adianta ser atendido toda quinta e ficar de braços cruzados nos demais dias da semana, assim como jamais conseguiria preparar bem o meu corpo para a prova sem os quatro dias de corrida semanais, fora o trabalho voltado para fortalecimento muscular, e preventivo de lesões que tenho realizado com o fisioterapeuta Bruno César Ferreira, no Centro de Alto Rendimento no Esporte (C.A.R.E), na Pituba.

    Enfim, esse desafio veio numa excelente hora pra mim e sem dúvidas o suporte psicológico tem me ajudado a estabelecer novos limites. Eu, que há duas semanas jamais havia corrido 8km num único treino, já corri 12km num dia, 16km no outro, e tenho percorrido em média 30 km semanais. Peralva já avisou que essa média vai subir. Não tem problema. Estou trabalhando para suportar o que for preciso para alcançar o objetivo!

    O Estúdio Correio produz conteúdo sob medida para marcas, em diferentes plataformas.

    Miami tem novo sistema de visto

    Miami tem novo sistema de visto


    O consulado do Brasil em Miami já atende pelo novo sistema eletrônico de agendamento de serviços, o chamado e-consular. Esta nova plataforma permite a pré-conferência, pela internet, da documentação necessária de acordo com o solicitado pelo...

    O consulado do Brasil em Miami já atende pelo novo sistema eletrônico de agendamento de serviços, o chamado e-consular. Esta nova plataforma permite a pré-conferência, pela internet, da documentação necessária de acordo com o solicitado pelo órgão.

    Segundo o Consulado-Geral, o objetivo é garantir que o cidadão chegue pronto, com a documentação correta em mãos, evitando assim a perda da viagem e o atraso no atendimento.

    O novo sistema também combate fraudes que vinham ocorrendo devido ao formato antigo. Por meio do processo atual é possível acessar o miami.econsular.com através do próprio celular, o que facilita o envio de fotos da documentação necessária com a câmera do aparelho.

    O processo já vale para quem for passar as férias de Verão nos Estados Unidos. Por Miami ser uma cidade bastante agitada e de turistas do mundo inteiro neste período, é importante planejar bem a viagem com antecedência, pois Hotéis em Miami geralmente estão cheios, o que torna mais difícil reservar a estadia desejada durante os meses do meio do ano.

    Estudantes criam equipamentos para aumentar acessibilidade de cegos  ​​​​​​​

    Estudantes criam equipamentos para aumentar acessibilidade de cegos ​​​​​​​


    O que se estuda em sala de aula pode transformar a vida de muita gente na prática. Estudantes do Instituto Federal da Bahia, campus de Salvador, desenvolveram um equipamento com o objetivo de ajudar deficientes visuais. O sistema torna possível que...

    O que se estuda em sala de aula pode transformar a vida de muita gente na prática. Estudantes do Instituto Federal da Bahia, campus de Salvador, desenvolveram um equipamento com o objetivo de ajudar deficientes visuais. O sistema torna possível que pessoas cegas possam utilizar o transporte coletivo de uma forma mais descomplicada.

    O equipamento de nome BusBlind é um sistema que alerta os cegos com um aviso de voz quando o ônibus desejado se aproxima, a partir de um transmissor instalado no ônibus que emite um sinal de rádio para um receptor que fica próximo ao ponto de ônibus. Assim o receptor identifica o número da linha e o destino e dispara os comandos para o alto-falante e, consequentemente, as linhas cadastradas serão anunciadas a cada nova chegada. Esse sistema beneficia cidadãos com dificuldade de leitura, tais como: cegos, pessoas com baixa visão, idosos e analfabetos.

    “Esse trabalho foi muito dinâmico em nossa equipe. O intuito era mesmo aprimorar a ideia. Esse ano saiu do protótipo e fizemos os testes necessários e hoje estamos em fase de aprimoramento. E a parte mais emocionante foi quando, de fato, conseguimos o resultado positivo de funcionamento” pontua Lucas Morais estudante de Automação Industrial, e integrante do projeto BusBlind.

    Os professores que acompanharam o feito destacam que a iniciativa foi além do desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras ao construir um modelo importante de desenvolvimento com inclusão social. “A maior satisfação é de proporcionar igualdade de condições para os deficientes visuais, criando neles a sensação de liberdade e autonomia”, pontuam Andrea Bitencourt e Justino de Medeiros, orientadores dos projetos.

    Também criado pelos estudantes do IFBA, um outro equipamento chamado de JustStep é uma espécie de piso tátil integrado ao comando de voz para o uso no metrô. O sistema é acionado por uma placa de piso tátil e permite que, sendo o local mapeado, o equipamento seja capaz de informar o ponto exato onde a pessoa está e indicar a direção onde se encontra o deficiente. Estudantes e professores acreditam que essa tecnologia pode complementar a sinalização em locais que já possuem os pisos táteis, como as estações do metrô em Salvador.

    A ideia da estudante Lorenna Vilas Boas, que percebeu a dificuldade dos deficientes visuais nas instituições de ensino, foi colocada em prática. “Percebendo esse problema, eu decidi trabalhar para ajudar. Iniciei pesquisas e cheguei até o piso tátil onde criei basicamente esse sistema para localizar os cegos dentro desses ambientes internos, como forma de complementar o uso do GPS”, conta Lorena feliz com a aceitabilidade do projeto.

    Segundo uma Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, 3,6% da nação brasileira possui alguma deficiência visual, seja total ou parcial. Ou seja, cerca de oito milhões de brasileiros são cegos ou pessoas de baixa visão, o equivalente a quase 60% (sessenta por cento) das deficiências relatadas.

    “Esses números motivam a realização de projetos que promovam aos cegos e pessoas de baixa visão a capacidade de poder circular ao longo dos espaços e transporte público com maior segurança e independência, garantindo assim o direito dos mesmos enquanto cidadãos”, acrescentam os professores.

    Com certeza, esses equipamentos podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas que possuem a deficiência visual. A meta agora é conseguir implementar a novidade no dia a dia deste público.  “Através do polo de inovação, temos a possibilidade de fazer parceria com empresas para viabilizar o desenvolvimento destes produtos e colocá-los no mercado”, pontuam os professores.

    Conheça Luedji Luna, cantora que esgotou os ingressos do TCA

    Conheça Luedji Luna, cantora que esgotou os ingressos do TCA


    Se você ainda não conhece o trabalho da cantora baiana Luedji Luna, 31 anos, precisa parar um segundo para escutar essa artista de voz doce e potente que se apresenta hoje, no Teatro Castro Alves, com os ingressos esgotados. O Prêmio Caymmi de Música...

    Se você ainda não conhece o trabalho da cantora baiana Luedji Luna, 31 anos, precisa parar um segundo para escutar essa artista de voz doce e potente que se apresenta hoje, no Teatro Castro Alves, com os ingressos esgotados. O Prêmio Caymmi de Música 2017 e o Prêmio Bravo, ambos como revelação, foram só algumas pistas do impacto causado pelo elogiado álbum Um Corpo no Mundo, que conquistou o Brasil por ser genuíno e carregar consigo a força da cultura afro-baiana.

    Contemplado pelo edital Natura Musical, o show de hoje conta com participação do cantor Tiganá Santana e marca a estreia nacional da turnê que vai circular por outros estados. Acompanhada pela banda que gravou o disco lançado no ano passado, Luedji reproduz todas as músicas do repertório, na sequência, e abre espaço para o convidado de voz imponente de quem é “fã desde sempre”.

    “Tô muito feliz com a presença dele, que sempre foi uma inspiração pra mim. Um artista fino que escolheu o silêncio como caminho”, elogia Luedji. Além de interagir com a anfitriã, Tiganá canta à capela e reforça o clima do show composto por harmonias suaves e pela voz marcante da artista que abandonou o Direito e o futuro como funcionária pública para viver da música.

    Minimalista, Luedji dá voz a letras autorais intensas que exaltam a negritude, denunciam o racismo e reforçam a busca por identidade e pertencimento. Acompanhada por melodias que misturam batuque baiano com congo e batá cubano, a cantora se destaca pela suavidade da interpretação. Essa marca, porém, nem sempre foi aceita pela artista que teve dúvidas se esse era mesmo o caminho a ser seguido.

    “Fiquei temerosa, no início. Em um mundo onde está todo mundo gritando, eu estava cantando baixinho. ‘Ninguém vai me ouvir’”, pensou Luedji na época em que decidiu gravar Um Corpo no Mundo. Mas foi com a voz crua que trilhou sua história. “Escolhi ser verdadeira e honesta com a música. E parece que as pessoas estavam sedentas por algo que fosse real, fiquei surpresa e aliviada, porque estava com medo ‘o que é que eu tô fazendo?’”, revela.

    Tiganá Santana é o convidado de Luedji Luna (Foto: Reprodução Instagram)

    Tudo começou quando saiu de Salvador, “uma cidade quente e cheia de pretos”, para morar em São Paulo, “uma cidade fria onde a gente é minoria étnica”. “Fiquei muito pensativa sobre esse novo lugar enquanto corpo negro no Brasil. É um território que quer apagar esses corpos, seja com o genocídio ou simbolicamente. Se estou no território que não é meu, tenho que lutar o tempo todo. Então qual é o lugar desse corpo?”, questiona Luedji. “No mundo”, responde.

    TCA
    Depois de arriscar tudo, Luedji colhe os frutos do seu trabalho de estreia menos de um ano depois. E justamente no teatro que faz parte de sua história desde pequena, quando frequentava com a mãe. "Aquele palco tem uma imponência por si só. É um palco por onde passaram artistas consagrados internacionalmente e é muito simbólico pra mim estar ocupando esse lugar. Diz muito que estou certa das minhas escolhas, por mais que pareçam arriscadas e fujam um pouco do padrão", comemora Luedji.

    A artista começou a escrever uma coisa ou outra ainda na infância, mas foi a partir dos 17 anos que levou a composição a sério. A inspiração vem das experiências pessoais ou de pessoas que passaram por sua vida e o resultado aparece em letras críticas, cheias de leveza e poesia.

    "Acho que é reflexo de como escolhi estar no mundo: ser mulher negra. Esse corpo traz muita carga, muita memória, muito trauma, muita dor. Até que comecei a mudar a chave e passei a aceitar a dor, olhar pra dor, curar essa dor. Não dá pra fazer isso de outro jeito senão com leveza", garante.

    Além de dois clipes do disco que serão lançados até o final do ano, Luedji trabalha em novas composições e provoca: "quem sabe até 2020 não vem um disco novo?". Mas por enquanto, reforça, Um Corpo no Mundo "ainda tem muito que caminhar".

    Serviço
    O quê: Luedji Luna estreia a turnê Um Corpo no Mundo
    Onde: Teatro Castro Alves (Campo Grande | 3003-0595)
    Quando: Sexta-feira (17), às 20h
    Ingressos (esgotados): R$ 60 | R$ 30 (A a P), R$ 40 | R$ 20 (Q a Z) e R$ 30 | R$ 15 (Z1 a Z11).

    Tomando porrada para aprender


    No século XIX, o aluno de mau comportamento ou com dificuldade de aprendizagem, apanhava. Era um traço cultural arraigado na sociedade baiana, como em todo o país, admitido sem ressalvas pelos próprios pais de família. O jornal Correio Mercantil, em...

    No século XIX, o aluno de mau comportamento ou com dificuldade de aprendizagem, apanhava. Era um traço cultural arraigado na sociedade baiana, como em todo o país, admitido sem ressalvas pelos próprios pais de família. O jornal Correio Mercantil, em edição de 20 de fevereiro de 1839, explicava que pais de família solicitavam aos professores “o toque de bolos” para seus filhos e recomendavam “o surre”. Outros, ao contrário, pediam menor rigor nos castigos. O castigo corporal aos alunos não era exclusividade das escolas, mas, prática que vinha de casa. Uma caderneta com notas baixas resultava numa surra, às vezes com requintes de violência, uso de chicote de couro, inclusive. Uma lei imperial de 1827 proibiu os castigos corporais, mas não vingou na prática. Alguns pais de família consideraram a lei inapropriada e abusiva.

    A chamada palmatória era o método mais usual de castigo para crianças. Consistia em bater na mão com uma regra de madeira de lei, longa e grossa; deixava os dedos vermelhos e doloridos por um bom tempo. Os “educadores” recomendavam que deveria ser na palma da mão esquerda e não mais do que dois ou três batidas, porém, professores mais exaltados batiam nas duas mãos. Era a mais leve das punições. Outros castigos consistiam em bater com cipó grosso trançado, nas pernas ou nas costas, muito praticado na Bahia. A palmatória com férula era a mais dolorosa, usava um objeto de madeira - circular ou retangular - que o professor segurava através de uma haste.

    O Barão de Macahubas, Dr. Abílio César Borges, educador baiano reconhecido como um dos luminares de seu século na sua área de atuação, escreveu em 1876 um texto intitulado “Vinte anos de propaganda contra o emprego da palmatória e outros meios aviltantes no ensino da mocidade”. Defendia a extinção definitiva dos castigos corporais em sala de aula e destacava que “a férula, em vez de auxílio, é antes um obstáculo ao desenvolvimento”. Pregava no deserto e no seu colégio esta regra teve pelo menos uma exceção documentada. As palmatórias continuaram por mais sete, oito décadas, com menor incidência e violência no século XX. E sem a mesma complacência dos pais.

    Um dos castigos mais chocantes era o da prisão no xadrez da escola, para os alunos internos. Equivalia a uma solitária. No século XX, os castigos corporais já incluíam outros procedimentos: o bufete, que consistia num tapa na cara; o puxão de orelha com força capaz de provocar danos da cartilagem; a palmatória com vara e o chamado belisco de freira, com a ponta dos dedos e unha crescida. Os colégios de religiosos implementavam o ajoelhamento. O aluno ajoelhava-se no milho, no sal grosso, no tijolo, por tempo suficiente até o joelho se ferir, às vezes sangrar.

    Praticavam-se ainda os castigos considerados mais amenos, de efeito moral: subir num banco e ficar horas na mesma posição; ficar em pé num canto da sala, olhando a parede; usar orelhas de burro; ficar sem comer no recreio; escrever uma frase um milhar de vezes num caderno, “dever” para ser feito no colégio, ou, em casa. Reter o aluno por uma ou duas horas a mais na sala, era outra forma de punição. Os pais iam buscar no horário informado pela escola. Punição moral, não menos humilhante, era repetir perante os colegas frases em voz alta dando conta de sua burrice, ou, mau comportamento.

    Por incrível que pareça muitas destas práticas permaneceram em alguns estabelecimentos, em especial nos internatos, até a década de 1960 e mais do que isso. As leis eram letra morta. De nada valeram as de 1827 que condenavam os suplícios do corpo; a de 1854 (Couto Ferraz) que substituiu os castigos físicos pelos morais e outras tantas no século XX cujo efeito prático foi apenas intimatório, não coibia a ação de “educadores” que “educavam” do jeito que foram “educados”.

    Procuradoria Eleitoral pede impugnação de quatro candidatos a deputado

    Procuradoria Eleitoral pede impugnação de quatro candidatos a deputado


    A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu a impugnação de quatro candidaturas a deputado estadual e federal. Dois são candidatos à Assembleia Legislativa e dois à Câmara Federal, todos por serem enquadrados na Lei da Ficha Limpa, segundo o...

    A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu a impugnação de quatro candidaturas a deputado estadual e federal. Dois são candidatos à Assembleia Legislativa e dois à Câmara Federal, todos por serem enquadrados na Lei da Ficha Limpa, segundo o procurador Cláudio Gusmão Cunha, chefe da PRE. Deles, o único com mandato é o deputado federal Luiz Caetano (PT), que busca a reeleição. O petista é condenado em segunda instância por improbidade administrativa e, na sentença do Tribunal de Justiça em 2016, teve os direitos políticos cassados por cinco anos. Pelo mesmo motivo, a PRE pediu a impugnação da candidatura de Isaac Carvalho (PCdoB), ex-prefeito de Juazeiro. 

    Já Alfredo Boa Sorte Júnior (PSOL) e Paulo Roberto Pinto Santos (PCdoB) tiveram contas rejeitadas quando atuaram como superintendente de Acompanhamento e Avaliação da Rede Própria da Sesab e como reitor da Universidade Estadual do Sudoeste (Uesb), respectivamente. Eles integram a lista de possíveis inelegíveis enviada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    Foco nas 'fake news'
    Além dos possíveis casos de inelegibilidade, a Procuradoria Eleitoral tem como alvo também as ‘fake news’. Segundo o procurador Cláudio Gusmão Cunha, o cenário da eleição de 2018 traz como desafio as medidas de combate às “notícias fraudulentas. Em razão do ambiente virtual, elas ganham uma proporção que a gente espera que possa causar algum tipo de impacto nocivo”, diz. Ele admite que a tecnologia disponível ainda não permite enfrentar o fenômeno. “É coisa  que vai demorar mais alguns anos de educação nesse ambiente digital”, completa o procurador. 

    Prazo
    Os primeiros aprovados no concurso da Câmara Municipal de Salvador devem ser convocados  no início de dezembro. Segundo o presidente da Casa, Leo Prates (DEM), o processo seletivo deve ser homologado até o dia 20 de setembro, prazo em que deve ser concluída a etapa de recursos da verificação das cotas raciais, finalizada na semana passada. Cerca de 40% dos candidatos que concorreram à reserva de vagas foram desclassificados por não serem considerados negros pelos integrantes da comissão. Parte deles recorreu. 

    Aumento
    O número de candidatos que se autodeclaram pretos teve aumento de 14,4% em relação às eleições gerais de 2014. Este ano, 242 negros participam do pleito, contra 207 na disputa de quatro anos atrás. Os postulantes que se dizem pardos estão em primeiro lugar entre os 1.084 registrados no Tribunal Superior  Eleitoral (TSE). São 543 casos. Em segundo lugar estão os que se autodeclaram brancos, com 288. Os pretos estão em terceiro.

    Ocupação
    Os empresários representam a maioria dos candidatos nas eleições deste ano  na Bahia em relação à ocupação. São 120, o equivalente a 11% do total. Na segunda posição estão os  deputados, com 79 postulantes, seguidos pelos advogados (70) e pelos  administradores (47). 

    "Nos horários não comerciais, assim por dizer, nos horários livres, quando não houver agenda administrativa, à noite e nos finais de semana, estarei envolvido e engajado na campanha com Zé Ronaldo", ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ao afirmar que vai conciliar a agenda no Palácio Thomé de Souza com a campanha de Zé Ronaldo (DEM) ao governo do estado. Hoje, ele participa de eventos na capital e, no final de semana, viaja para o interior

    Pílula
    Risco - Barrado das eleições de 2016 pela Justiça, o cantor Eddy City (PHS) pode ficar fora da disputa pela Assembleia Legislativa este ano pelo mesmo motivo: problemas no domicílio eleitoral. Integrantes de legendas menores se preparam para pedir a impugnação da candidatura dele no Tribunal Regional Eleitoral. 
     

    Caixa seleciona estagiários de Direito


    A Caixa Econômica Federal está selecionando estagiários da área de Direito. As vagas são destinadas a  estudantes  que estejam cursando o  5° e 7° semestres de diversas cidades do país, incluindo Salvador. Os aprovados contarão  com uma...

    A Caixa Econômica Federal está selecionando estagiários da área de Direito. As vagas são destinadas a  estudantes  que estejam cursando o  5° e 7° semestres de diversas cidades do país, incluindo Salvador. Os aprovados contarão  com uma bolsa-auxílio  no valor de R$ 1 mil, além de  auxílio-transporte  de  R$ 130. A jornada de trabalho é de cinco horas diárias. O estudante poderá realizar a sua inscrição no portal do Centro de Integração Empresa-Escola  (CIEE). O endereço é http://www.ciee.org.br/portal/index.asp. Nas etapas de seleção  serão realizadas provas online, discursiva e entrevista. O exame discursivo será realizado presencialmente e está previsto para o dia 29 de setembro. 

    Aposentados podem consultar 13º

    Os aposentados e pensionistas do INSS poderão consultar a partir de hoje o valor da primeira parcela do 13º. Para isto, basta acessar o site   https://meu.inss.gov.br/. O dinheiro da gratificação natalina será pago a partir do dia 27 e, nesta primeira parte, não terá qualquer desconto. 

    O poder das escolhas dos jovens


    A qualidade da educação pública do país é, de fato, um dos grandes entraves para o desenvolvimento da nação no sentido amplo. É inegável que uma amarra para a tão sonhada igualdade social começa a se definir no campo do aprendizado e do que é...

    A qualidade da educação pública do país é, de fato, um dos grandes entraves para o desenvolvimento da nação no sentido amplo. É inegável que uma amarra para a tão sonhada igualdade social começa a se definir no campo do aprendizado e do que é ofertado a todos como opção de vida. Neste mês de agosto, celebramos o Dia Internacional da Juventude e cabe a todos nós um pouco de reflexão sobre o que estamos fazendo para – minimamente – ajudar o jovem de periferia a sonhar e planejar seu próprio desenvolvimento. Permitir que ele vá além dos espaços que são naturalmente “definidos” para ele.

    Como é possível garantir a ele que, havendo vontade e determinação, será possível escolher uma profissão promissora e cursar uma universidade, por exemplo? Até chegar ao Exame Nacional do Ensino Médio, esse jovem de comunidade luta para ter professores e estrutura de sala de aula e sofre, diuturnamente, o dilema de continuar estudando ou partir para empregos de subsistência para ajudar no sustento da casa. Devemos entender que o sistema de quotas já supre essa necessidade? Claro que não. Além disso, não podemos nos contentar com uma sociedade adormecida com as diferenças de oportunidades.

    É por isso que ações de apoio educacional para essa fatia da população são tão necessárias. Para reduzir o desnível entre o estudante de escola pública e o do ensino privado, temos o Instituto JCPM de Compromisso Social promovendo ações de elevação de escolaridade em importantes bairros de Salvador: Pernambués, Boca do Rio, Saramandaia,  São Cristóvão, Jardim das Margaridas e Cassange. Este ano, estamos iniciando na capital baiana um projeto de apoio aos jovens que querem cursar a universidade. Uma pesquisa nas praças onde atuamos com a juventude (Bahia, Pernambuco, Ceará e Sergipe) mostrou que quase 90% deles desejam cursar a universidade. Estamos dando o primeiro passo para uma longa construção.

    Na Bahia, nossas iniciativas alcançaram até agora seis mil jovens. Olhando para o Brasil inteiro, pode ser pouco. Mas imaginem se uma parte considerável do empresariado brasileiro pudesse contribuir com a formação de jovens de periferia? Seríamos mais fortes. Com todas as queixas que temos dos governos, de todos os lados e tendências, diga-se de passagem, não há como imputar aos gestores a responsabilidade de todas as ações. Podemos contribuir e nada melhor do que fazer isso através dos mais jovens que serão os condutores do Brasil em breve. Jovens mais preparados são mais conscientes sobre seus direitos e deveres de cidadãos.

    João Carlos Paes Mendonça é empresário e presidente do Grupo JCPM

    Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores

    D. Cabeluda, um mulherão

    D. Cabeluda, um mulherão


    CARÃO DA SEMANA O carão desta semana é só o lembrete de um dia feliz, de fato. Registrar, reviver, não esquecer, mesmo deixando passar. Prostituição, empoderamento e solidariedade O sol já quase  se punha, dourando o Rio Paraguaçu,...

    CARÃO DA SEMANA
    O carão desta semana é só o lembrete de um dia feliz, de fato. Registrar, reviver, não esquecer, mesmo deixando passar.

    Prostituição, empoderamento e solidariedade
    O sol já quase  se punha, dourando o Rio Paraguaçu, quando me despedi de D. Cabeluda. Tinha sido uma conversa longa e cheia de gargalhadas. A última foi ali, na saída, porque eu não conseguia escutar o que ela tentava me dizer. Era o som de um culto ao lado que estava alto demais e enquanto ela reclamava “tem dias que a gente não consegue dormir, minha filha” eu brinquei: “Antigamente era o brega que tirava a paz na igreja, hoje é a igreja que tira a paz do brega”. Ela riu alto e disse: “É isso mesmo, pode escrever isso aí”. Naquele encontro, humor e leveza deram o tom.

    D. Cabeluda é Renildes Alcântara dos Santos e tem 73 anos. Cafetina e proprietária de um tradicional brega em Cachoeira, no Recôncavo baiano. Volta e meia, alguma “otoridade” tenta fechar. Nunca conseguiram. E basta dar uma volta na cidade para entender o porquê. Em décadas de atuação, estabeleceu forte relação com a comunidade. É chamada de “tia” por uns, abordada com afeto por muitas pessoas. Sim, é uma puta que conseguiu respeito numa sociedade que costuma excluir mulheres dessa profissão. Entre outras muitas coisas, é um exemplo contundente desse tal “empoderamento feminino”, algo que vive na prática desde quando ainda não era teoria nem estava nas conversas de mesas de bar.

    Nascida em Itabuna, saiu de casa aos 12 anos porque era espancada pela “família tradicional”. A “fuga” incluiu o casamento com um homem de 30 anos, que assumiu o papel de agressor. Teve uma filha, cansou das surras. Separou, entregou a filha à família e ganhou o mundo. Primeiro, vendendo bebidas na praia. Um dia, uma amiga a levou a um lugar e disse: “Aqui é um brega”.  “Fiquei cabreira, mas me acostumei”, diz D. Cabeluda, que reclama apenas do fato de ter sido obrigada a beber, por donos e donas de bordéis, no início da sua vida profissional. Aracaju, Feira de Santana e Candeias estiveram na rota até que, em Cachoeira, encontrou seu lugar.

    As surras na infância e o sofrimento por ser obrigada a ingerir álcool, sem gostar, são as únicas queixas, durante toda a nossa conversa. Todo o resto parece leve nas palavras da senhora que cuida do estabelecimento com mãos de ferro, não gosta de bagunça nem som alto, não permite drogas nem menores de idade e não cobra percentual das moças que trabalham no bordel. O dinheiro vem da venda de bebidas e do aluguel dos quartos. O respeito, de décadas de uma história que mistura o exercício da profissão “maldita” à caridade e acolhimento de todos os que batem na porta da casa.

    D. Cabeluda é mãe, avó e bisavó. Além de três filhas biológicas, adotou outras oito crianças. Hoje é a matriarca de uma grande família. É ela quem faz a comida preferida da bisneta que sempre chora querendo um pouco mais do dengo da bisa. Dela, vieram os conselhos para que o filho “assanhado” voltasse para a esposa. É nas mãos dela que chega a solicitação de material escolar de uma outra criança e muitos pedidos de pessoas que sabem o que ela diz e vive: “Se eu tiver, eu divido, não deixo de ajudar”.

    Quase 60 anos “na vida” forjaram uma mulher que olha de cima, a quem poucas coisas podem assustar. “Sei labutar com juiz, com ladrão, com polícia, com puta, com mulher casada... sei labutar com todo mundo”. E sabe mesmo, percebe-se no clima absolutamente respeitoso e tranquilo da casa. Ao lembrar de outros tempos, diz: “Antes que era um inferno”, se referindo ao preconceito sofrido que ainda atingiu filhos e netos. Mas ela sabe que conquistou seu espaço. “Se você for na rua comigo, você diz ‘que porra é essa, Cabeluda?’ É bolo de gente em cima de mim. Antes, quando as mulheres me viam, ficavam cabreiras. Essas mesmas, hoje em dia me abraçam”.

    O riso fica maroto,  quando falamos de amor. “A senhora já se apaixonou?”, pergunto. “Sim, mas não deu certo e foi cada qual pro seu lado”. Para, em seguida, dividir a lição que aprendeu bem cedo.  Um dia, ao ver uma amiga ser expulsa de casa, pelo marido, sob os gritos de “vagabunda”, decidiu que jamais moraria na casa de homem nenhum. “Se quiser morar comigo, venha, mas eu não vou porque aí quem bota pra fora sou eu e não ele”. Mas, mesmo com essa “regra”, nunca mais quis casar “só namorar e cair fora”. E completa: “Eu já nasci retada”.

    Há quatro anos,  esse mulherão “deu defeito” e foi parar numa UTI. O episódio resultou em um encontro com a família de origem e o pedido para que voltasse ao Sul da Bahia onde há bens que são seus, por direito. Não quis. Não quer nada de lá. Na mesma época, também reencontrou a primeira filha, aquela que pariu quando ainda era criança e deixou com os pais, fugindo de ser agredida. “Foi bonito?”, perguntei. Ela disse que sim, que foi emocionante, que a filha chorou muito, “mas eu não, porque não sou de chorar”.

    Especialistas dão dicas de como se manter ativo na busca por emprego


    Sobra tempo, mas nem sempre há dinheiro – ou até mesmo disposição – para se fazer um curso e se manter atualizado quando se está desempregado. Mas não tem outro jeito, se o desejo é permanecer fora do rol de desalentados (pessoas que...

    Sobra tempo, mas nem sempre há dinheiro – ou até mesmo disposição – para se fazer um curso e se manter atualizado quando se está desempregado. Mas não tem outro jeito, se o desejo é permanecer fora do rol de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) na Bahia, o estado que registra o maior número de pessoas nesta situação - são 887 mil pessoas.

    Quem deseja uma vaga no mercado de trabalho tem ser tão disciplinado quanto se já estivesse trabalhando, e ficar atento a vários procedimentos.

    Dentre eles, estão saber elaborar da forma certa o currículo, manter atualizados os dados e contatos (como e-mail e celular), e se direcionar para vagas específicas. “A pessoa que sai atirando para tudo que é lado, na busca por conseguir um emprego, não consegue emprego fácil”, afirma o gerente de recrutamento e seleção da DConsultoria e Recursos Humanos Domingos Assis.

    “Uma vez abrimos vaga apara estagiário e recebemos email de um engenheiro querendo se candidatar á vaga. É algo que a pessoa não pode fazer, por mais necessitada que ela esteja de ganhar dinheiro. Isso será ruim para o futuro dela, para a carreira. Ela vai regredir muito fazendo um trabalho de iniciante”, comentou.

    Com mais de um milhão de currículos no banco de dados, muito dos quais passam por ele, Assis observa que um dos grandes problemas dos candidatos é a falta de preparação. “Tem gente que sai da faculdade e não sabe fazer uma redação de 10 linhas, argumentar, organizar as ideias de forma lógica, aí complica”, disse.

    Outro problema que ele vê cotidianamente: a falta de checagem das pessoas à caixa de email: “Hoje, muita gente tem celular com internet, mas nem sempre usa para olhar o email, e acontece de agente aqui chamar a pessoa para entrevista, por meio do email que ela deixou no currículo, mas ela vai olhar três a cinco dias depois a mensagem. Não temos como sair ligando para todo mundo, é por email mesmo”.

    Para Assis, as pessoas devem saber mais usar a internet e os meio que se tem para ter acesso a ela. “Por um celular, você consegue ter acesso a muita informação. Não é preciso estar em frente a um computador para fazer um curso ou ler algo que vai favorecer a ter mais conhecimento e aperfeiçoamento para a sua carreira. A pessoa tem de se ligar mesmo e não perder tempo”.

    No SineBahia, órgão do Governo da Bahia e um dos principais meios de recrutamento de para quem busca emprego no estado e por meio do qual 17,5 mil pessoas entraram no mercado de trabalho este ano, quem busca emprego tem a opção de fazer cursos gratuitos ou assistir a palestras sobre como melhorar o desempenho profissional, enquanto aguarda atendimento.    

    “Oferecemos ao menos oito cursos que visam dar assistência as pessoas que geralmente não podem pagar para ter essa orientação sobre vários assuntos inerente ao emprego. Desde a forma de falar, se comportar, de vestir, de como preparar um currículo, de direcionar as atividades que deseja atuar”, explicou o coordenador geral do SineBahia Hildásio Pitanga.

    Para quem está em busca de emprego, Pitanga observa que o segundo semestre do ano é de maior aquecimento nas áreas de serviços, atendimento ao cliente, vendas e comunicação.    “Então, é importante que as pessoas que têm perfil para esse setores que estejam com seus contatos atualizados, que olhem e-mails, e sobretudo que se qualifiquem para quando a oportunidade surgir”, sugeriu.

    Tanto Domingos Assis quanto Hildásio Pitanga orientam que as pessoas que estejam em busca de vagas fiquem atentas quanto a propostas maliciosas, sobretudo as que se referem a cobrança para participar da seleção. Importante, dizem, é se informar primeiro sobre para onde estão enviando os currículos.

    Terreiro de Jesus será revitalizado com projeto de Burle Marx

    Terreiro de Jesus será revitalizado com projeto de Burle Marx


    Todos os dias, o monitor de turismo do Centro Histórico Jocemar Cassemiro, mais conhecido como Juquinha, bate ponto no Terreiro de Jesus. É lá que ele encontra os turistas a quem vai apresentar a parte histórica da cidade. Quando está sem clientela,...

    Todos os dias, o monitor de turismo do Centro Histórico Jocemar Cassemiro, mais conhecido como Juquinha, bate ponto no Terreiro de Jesus. É lá que ele encontra os turistas a quem vai apresentar a parte histórica da cidade. Quando está sem clientela, fica observando o vai e vem de pessoas por ali.

    Ultimamente, o que tem visto é turista tropeçando nos buracos do calçadão de pedras portuguesas do largo. “Há dez minutos, presenciei um que quase caí”. Mas cenas como essa estão com os dias contados. O prefeito ACM Neto assina nos próximos dias a ordem de serviço para a revitalização do local.

    Para a presidente da Fundação Mário Leal, Tânia Scofield, trata-se de um dos espaços mais importantes da cidade, por abrigar quatro igrejas seculares: Catedral Basílica, São Francisco, São Pedro e São Domingos, conjunto de casarões históricos e a primeira Faculdade de Medicina do Brasil. Além disso,  é uma das principais portas de entrada para o Centro Histórico. É por lá que passam os turistas que vão visitar a Igreja de São Francisco, considerada uma das mais ricas do Brasil, e também o Largo do Pelourinho.

    O projeto, de Burle Marx, prevê restauração do calçamento e da fonte (Foto: Divulgação/ Fundação Mário Leal Ferreira)

    “Não é uma obra complicada, mas requer uma mão de obra qualificada. Vamos recuperar também a fonte, que traz quatro mulheres representando quatro rios: São Francisco, Paraguaçu, Jequitinhonha e Pardo”, explica Tânia. Para a revitalização, foi recuperado um projeto do arquiteto Roberto Burle Marx, de 1952, com algumas adaptações. As obras, que devem começar em setembro, vão durar entre quatro e seis meses. Até ser concluída, o terreiro ficará fechado.

    O mestre Jairo, do Grupo Capoeira de Rua do Terreiro, monta sua roda todos os dias no local. Já chegou a fazer uma mistura, ele mesmo, para tapar os buracos. Durante as obras, vai ter que arranjar outro lugar para jogar capoeira, mas ele sabe que a recompensa virá depois.

    Quem trabalha ou passa pelo local hoje se queixa dos buracos (Foto: Marina Silva)


    Bahia tem 1,1 milhão de desempregados e lidera ranking de desalentados

    Bahia tem 1,1 milhão de desempregados e lidera ranking de desalentados


    Em busca de uma vaga no mercado de trabalho, a jovem Luzia de Oliveira Damascena, 21 anos, foi nessa quinta-feira (16) cadastrar seu currículo no SineBahia de Vitória da Conquista, Sudoeste do estado. “Tenho um filho de um 1 ano e o pai do menino foi...

    Em busca de uma vaga no mercado de trabalho, a jovem Luzia de Oliveira Damascena, 21 anos, foi nessa quinta-feira (16) cadastrar seu currículo no SineBahia de Vitória da Conquista, Sudoeste do estado. “Tenho um filho de um 1 ano e o pai do menino foi preso por tráfico de drogas há dois meses, então tenho de correr atrás”, disse.

    Com apenas o ensino fundamental completo, a jovem que tem experiência como garçonete de bar e atendente em padaria faz parte dos 1,168 milhão de pessoas desocupadas no segundo trimestre de 2018, na Bahia, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (16).

    A pesquisa aponta que os setores da Bahia que mais desempregaram no segundo trimestre foram o de alojamento e alimentação, com menos 49 mil postos de trabalho, e o do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, onde 43 mil pessoas perderam o emprego.

    “Esses dados trazem a situação do comércio, sobretudo o varejista, que passa por momentos de sobrevivência, como a época do Dia dos Pais, que teve crescimento de 1,5%”, disse o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas) Paulo Motta.

    “É melhor que ter crescimento negativo? É, mas não significa nada do ponto de vista da geração de empregos, não abre lojas, continuamos patinando em cima das dificuldades que atravessa o país”, completou. "Imaginamos que agora para o final do ano dê uma melhorada, e que as definições políticas possa nos trazer esperanças”.

    Foto: Arquivo CORREIO

    O presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado da Bahia (Sincodiv) Raimundo Valeriano não foi localizado pelo CORREIO para comentar as demissões no setor de reparação de veículos automotores e motocicletas. Já no setor de alojamentos e alimentação, as demissões são um mistério.

    Leia também: Em três meses, setor alojamento e alimentação demitiu 49 mil pessoas na Bahia

    “Não temos o controle de admissões e demissões, isso no setor é algo muito rotativo”, declarou o superintendente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares de Salvador e Litoral Norte Gilberto Marquezine, segundo o qual o setor passa por um momento de ajustes, devido ao cenário político-econômico.

    “Estamos mais preocupados com qualidade, e nesse quesito posso afirmar que temos melhorado muito no sentido de oferecer bons serviços aos clientes, tanto que temos visto a melhoria nas ocupações. Estamos trabalhando melhor com menos pessoas, fazendo as adequações necessárias”, completou Marquezine.

    O Sindicato dos Empregados em Hotéis, Bares e Similares reclamou que não tem sido procurado para homologar as demissões. “Não temos conhecimento dessa situação, sabemos que há demissões, mas não nessa quantidade toda. Talvez esses números sejam de trabalhos temporários”, declarou o tesoureiro geral José Ramos.

    O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) na Bahia Glicério Lemos informou que estava em reunião e não poderia comentar o assunto.

    Terra dos desalentados
    Outro fato constatado pelo IBGE no setor de empregos da Bahia é que o estado tem o aumento mais expressivo registrado na população fora da força de trabalho (desalentada): são 5,280 milhões de pessoas que não estão trabalhando e nem buscam emprego, um aumento tanto em relação ao 1º trimestre de 2018 (+132 mil pessoas ou +2,6%) quanto ao 2º trimestre de 2017 (+279 mil pessoas ou +5,6%).

    Imagem: CORREIO Gráficos

    A população desalentada é a que não trabalha nem está procurando trabalho, por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho; não tinha experiência; era muito jovem ou idosa; ou não encontrou trabalho na localidade. Mas, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

    Desde 2012, segundo o IBGE, a Bahia tem sempre o maior número de desalentados dentre os estados brasileiros. Entretanto, considerando-se os segundos trimestres de cada ano, esse grupo mais que dobrou de tamanho em relação a seu menor patamar, em 2014, quando chegou a 292 mil pessoas.

    Menos desocupados
    O IBGE aponta que no 2º trimestre de 2018 a taxa de desocupação na Bahia ficou em 16,5%, menor que a do 1º trimestre de 2017 (17,9%) e da taxa do 2º trimestre de 2017 (17,5%).

    A Bahia foi um dos setes estados em que a desocupação recuou entre o 1º e o 2º trimestres do ano e, com esse resultado, deixou de ter a segunda maior taxa de desocupação do país, caindo para a quinta posição.

    O Amapá (21,3%) se manteve com a maior taxa de desocupação entre os estados, no 2º trimestre de 2018. Apesar da redução, a taxa de desocupação da Bahia ainda permaneceu acima da média nacional (12,4%). Santa Catarina se manteve com a menor taxa no 2º trimestre (6,5%).

    Na Bahia, o recuo da taxa de desocupação foi resultado, principalmente, da redução na população desocupada (que não estava trabalhando e procurava trabalho). Estimada em 1,168 milhão de pessoas no 2º trimestre, ela diminuiu tanto em relação ao 1º trimestre (-118 mil pessoas, um recuo de 9,2%) quanto frente ao 2º trimestre do ano passado (-102 mil pessoas ou redução de 8,1%).

    Por outro lado, houve apenas uma leve variação positiva (+0,4%) na população ocupada (trabalhando), que passou de 5,885 milhões no 1º trimestre para 5,909 milhões de pessoas no 2º trimestre de 2018, um pequeno aumento de 24 mil pessoas.

    Frente ao 2º trimestre de 2017, quando a população ocupada era de 6 milhões de pessoas no estado, o número de pessoas trabalhando praticamente não se alterou.

    O percentual de pessoas de 14 anos ou mais de idade trabalhando no estado (nível da ocupação), manteve-se, assim, no seu mais baixo patamar desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012: 47,8%.

    Em Salvador, a taxa de desocupação ficou em 17,2% no 2º trimestre deste ano, crescendo frente ao 1º trimestre (15,7%) e ao 2º trimestre de 2017 (16,1%). O resultado colocou Salvador com a terceira maior taxa de desocupação entre as capitais – Amapá (19,6%) e Manaus (17,6%) têm as maiores taxas de desocupação.

    A taxa de desocupação, registrada de 20,3%, da Região Metropolitana de Salvador (RMS) também aumentou tanto frente ao 1º trimestre de 2018 (19,2%) quanto em relação ao 2º trimestre do ano passado (19,1%), ficando como a segunda maior taxa entre as regiões metropolitanas do país. A Região Metropolitana de Macapá (21,1%) tem a maior taxa entre as RMs.

    Áreas de crescimento
    As razões do recuo do desemprego na Bahia, segundo o IBGE, são as contratações na indústria geral (+48 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+36 mil pessoas) e indústria de transformação (+34 mil pessoas).

    Sobre a geração de empregos no setor industrial na Bahia, o superintendente de Promoção do Investimento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, declarou que os destaques são o setor calçadista, o químico e o petroquímico e a agroindústria.

    “A Bahia tem se tornado cada vez mais um ambiente seguro para fazer investimentos. Estamos cumprindo todos os nosso compromissos, com regras muito claras, o que faz com que o investidor sinta confiança em vir para cá investir ou ampliar seus negócios. Além disso, temos acelerado cada vez mais os processos para que os projetos de expansão da indústria baiana ande mais rápido”, disse Guimarães.

    A Fieb, entidade que representa as indústrias na Bahia, informou, via assessoria de comunicação, que não poderia comentar a geração de empregos no setor por falta de pessoal especializado no tema.

    Centro Histórico ganhará requalificação de ruas e atrairá secretarias e moradias

    Centro Histórico ganhará requalificação de ruas e atrairá secretarias e moradias


    Quando o empresário Carlos Augusto de Moraes nasceu, há 65 anos, a família já mantinha negócios no Comércio. Em 96 anos instalados ali, os Moraes acompanharam de perto os tempos áureos e também a degradação da área. Agora, Carlos voltou a...

    Quando o empresário Carlos Augusto de Moraes nasceu, há 65 anos, a família já mantinha negócios no Comércio. Em 96 anos instalados ali, os Moraes acompanharam de perto os tempos áureos e também a degradação da área. Agora, Carlos voltou a acreditar que o lugar pode ser de novo aquele velho centro pujante do passado.

    É que o Centro da cidade vem ganhando novo fôlego. Segundo dados da Secretaria Municipal da Fazenda, só este ano foram criadas 408 empresas no Comércio e outras 22 no Pelourinho.

    Quem passa pela Praça da Inglaterra vê os tapumes que sinalizam a reforma. Na Rua Chile, as obras também já começaram. Semana que vem será a vez da Rua Miguel Calmon, que teve a ordem de serviço assinada nessa quinta-feira (16) pelo prefeito ACM Neto. Há projetos ainda para o Terreiro de Jesus, Avenida Sete e as praças Cayru, Castro Alves e a Marechal Deodoro (Praça da Mãozinha).

    Projeto de como vai ficar a nova Rua Miguel Calmon (Foto: Divulgação/ Fundação Mário Leal Ferreira)

    “Queremos trazer de volta aquela dinâmica que o Centro tinha, em todos os níveis. Há muito potencial e a gente precisa explorar isso. Há 20 intervenções urbanísticas previstas no Salvador 360 para essa região e um investimento de R$ 200 milhões. O importante é que são ações integradas que vão ter impacto no Comércio e no Centro Antigo”, explica a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira, Tânia Scofield.

    Foi justamente de olho nesse potencial que o CEO e cofundador do Fera Hotéis, Antônio Mazzafera, resolveu investir na região. “Decidimos apostar no Centro Histórico por ser uma área singular para o turismo. Praias bonitas você tem no mundo inteiro, mas onde no mundo você tem um Centro Histórico como o de Salvador? É uma área com mais de 3 mil imóveis em estilo colonial”, pontua Mazzafera, citando ainda que mais de 90% dos turistas que vêm a Salvador visitam a região.

    Habitação
    Para alavancar a área, a fundação começou a mapear os imóveis vazios no Comércio para ocupação habitacional e comercial. Por enquanto já foram identificados cerca de 50 imóveis com capacidade para abrigar até 300 famílias. A ideia é que até 2020 todas elas estejam morando no local. Antes disso, Tânia diz que é preciso dotar o bairro da infraestrutura necessária. Segundo estimativa da Associação dos Empresários do Comércio há, pelo menos, 150 imóveis fechados por lá. 

    Atualmente, por dia, cerca de 110 mil pessoas circulam pelas ruas do Comércio, segundo dados da Associação dos Empresários do Comércio. Só de estudantes universitários são 11.500. O bairro abriga ainda cerca de 250 lojas e mais de mil escritórios 
    de serviços e advocacia, segundo dados da associação.

    Mas esse número deve crescer. Já foi batido o martelo para que pelo menos sete secretarias municipais sejam transferidas pra lá, levando com elas cerca de 1.200 funcionários. Quem precisar buscar os serviços das secretarias também terá que ir até o Comércio. “A decisão da prefeitura é chegar até o fim de 2020 com 80% das atividades funcionando no Centro Histórico”, informou o prefeito ACM Neto.

    O secretário municipal de Gestão, Thiago Dantas, adiantou que quatro secretarias devem se mudar ainda este ano. “É uma região que precisa ser valorizada. Essa mudança, alinhada a outras iniciativas, vai somar ainda mais para a revitalização”.

    O empresário Carlos Augusto de Moraes, 65 anos, possui dois prédios no Comércio e está na torcida para que essa reocupação do bairro ocorra logo. É que um dos imóveis dele tem 12 salas, mas só uma está alugada. “Quero alugar o prédio todo por R$ 15 mil, mas está tão difícil que estou dando até desconto de 50%”, diz. A Associação Comercial da Bahia também tem um prédio de nove andares desocupado no bairro.

    O empresário Carlos Augusto está dando desconto de 50% para alugar prédio (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

    O presidente da Associação Comercial da Bahia, Adari Oliveira, destaca que a região é uma das portas de entrada da cidade. “Os navios de cruzeiros de passageiros atracam aqui. Os turistas têm o Comércio como sala de visita. Há vários aspectos importantes, não só para a economia, mas para os cidadãos”, ressalta. O prefeito ACM Neto explica que todos esses investimentos visam dinamizar o Centro de Salvador.

    Gerente Regional do Sebrae, Rogério Teixeira explica que um processo de revitalização é muito positivo para alavancar os negócios na região. “Quando uma área é revitalizada, as pessoas voltam a frequentar”.

    Pesquisa indica que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente

    Pesquisa indica que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente


    A perda de dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida de pessoas entre 45 e 70 anos, segundo dados de pesquisa que ouviu 600 latino-americanos, entre eles 151 brasileiros. O estudo Percepções Latino-americanas sobre Perda de...

    A perda de dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida de pessoas entre 45 e 70 anos, segundo dados de pesquisa que ouviu 600 latino-americanos, entre eles 151 brasileiros. O estudo Percepções Latino-americanas sobre Perda de Dentes e Autoconfiança, feito pela Edelman Insights, destaca ainda que, para 32% dos entrevistados, a perda de dentes os impede de ter um estilo de vida saudável e ativo.

    De acordo com o estudo, no Brasil, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos. A pesquisa ressalta ainda que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e 41,5% das pessoas com mais de 60 anos já perderam todos.

    Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que a perda de dentes deixou a aparência do seu rosto pior; 43% afirmaram que a perda de dentes lhes atrapalha namorar ou paquerar; e 21% disseram que a condição lhes impediu de fazer novos amigos. Sobre autoestima e fala, 38% dos entrevistados manifestaram se sentirem mais inseguros para ir a festas e eventos sociais; e 41% relataram mais dificuldade na pronúncia das palavras após a perda de dentes.

     “É preciso compreender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que perderam os dentes e ajudá-las a encontrar um bom especialista que as auxilie na escolha de uma prótese adequada, de boa qualidade. O objetivo é que os pacientes tenham acesso à informação e conheçam os melhores produtos disponíveis no mercado para confecção, fixação e limpeza da prótese”, destacou a odontogeriatra Tânia Lacerda, integrante da Câmara Técnica de Odontogeriatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

    Mega-Sena não tem acertador e prêmio pode chegar a R$ 23 milhões


    O prêmio principal do concurso 2069 da Mega-Sena nesta quinta-feira (16) não teve acertador. O prêmio acumulou e pode chegar a R$ 23 milhões no próximo sorteio, no dia 18 de agosto.  As dezenas sorteadas foram: 03-17-34-35-40-48 Na quina, foram 48...

    O prêmio principal do concurso 2069 da Mega-Sena nesta quinta-feira (16) não teve acertador. O prêmio acumulou e pode chegar a R$ 23 milhões no próximo sorteio, no dia 18 de agosto. 

    As dezenas sorteadas foram: 03-17-34-35-40-48

    Na quina, foram 48 apostas ganhadoras e que irão receber R$ 30.930,59. A quadra teve 3.638 apostas acertadoras que vão receber R$ 583.

    A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do país até as 19h de sábado (18).

    Rui Costa é alvo em primeiro debate entre candidatos ao governo

    Rui Costa é alvo em primeiro debate entre candidatos ao governo


    O primeiro debate dos postulantes ao Palácio de Ondina confirmou a expectativa: o governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição e líder nas pesquisas, foi o alvo preferencial dos outros cinco concorrentes presentes. A TV Band transmitiu o embate...

    O primeiro debate dos postulantes ao Palácio de Ondina confirmou a expectativa: o governador Rui Costa (PT), candidato à reeleição e líder nas pesquisas, foi o alvo preferencial dos outros cinco concorrentes presentes. A TV Band transmitiu o embate inicial dos candidatos na noite de ontem. Os principais embates foram protagonizados por Rui e pelo candidato do Democratas, Zé Ronaldo, que partiu para o ataque, especialmente nas áreas da segurança e da saúde, considerada por ele as mais frágeis da gestão petista. Rui Costa adotou a defesa de seu governo, atacou a gestão do presidente Michel Temer (MDB) e enalteceu  o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura ao Palácio do Planalto deverá ser vetada pela Justiça.

    A pergunta de abertura, enviada por leitores do jornal Metro, foi sobre a geração de empregos. Mas, ao invés de apresentarem suas propostas, os candidatos usaram esse primeiro tempo disponível para se apresentare dar as primeiras “estocadas” nos oponentes. Após  esse momento, uma nova pergunta, dessa vez sobre segurança pública e educação, foi formulada  a partir de sugestões de telespectadores. Os candidatos aproveitaram para falar sobre seus programas e questionarem as áreas no governo atual.

    Além de Rui e José Ronaldo (DEM), João Santana (MDB), João Henrique (PRTB), Marcos Mendes (Psol) e Célia Sacramento (Rede) estiveram presentes no evento. Orlando Andrade (PCO) não foi ao debate porque seu partido não tem o mínimo de seis representantes no Congresso. 

    O debate é o momento que o cidadão tem para saber, de fato, o posicioamento dos postulantes sobre temas relevantes.  É o lugar em que os candidatos aproveitam para se apresentar ao público e expor os adversários. As críticas ao governo de Rui Costa foram feitas logo na chegada do primeiro candidato à emissora, o emedebista João Santana, para quem o governo do petista está estagnado. Apesar de afirmar que não pretendia responder aos ataques, Rui defendeu os programas, inclusive afirmando que alguns eram os melhores já realizados do estado, como a entrega de equipamentos para a agricultura familiar e maior investimento na história na contratação de policiais.


    Durante o debate, a questão nacional esteve bastante presente. O presidente Michel Temer foi  atacado sobretudo pelo governador Rui Costa. Ao fazer o contraponto,  Célia Sacramento lembrou que o emedebista foi apoiado pelo governo do PT, sendo vice da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Marcos Mendes (Psol) também criticou o governo de Temer e relembrou a morte da vereadora carioca Marielle Franco, sua correligionária. João Henrique por diversas vezes citou o candidato a presidente que ele apoia, Jair Bolsonaro (PSL), líder nas pesquisas sem o ex-presidente Lula.

    Questões como a extinção da Cesta do Povo também foram debatidas pelos candidatos. José Ronaldo prometeu dar maior atenção aos funcionários que foram demitidos. O tema da falta de trabalho também foi bastante abordada, como um problema do governo federal, mas também estadual. 

    O fechamento do Centro de Convenções foi outro tema abordado por João Henrique, que é contra a construção de dois equipamentos em Salvador – um pelo governo, outro pela prefeitura. 

    No segundo bloco, houve embate entre os candidatos em ordem previamente definida. Jornalistas e colunistas da Band sabatinaram os concorrentes. No último e quarto bloco, houve novamente um confronto entre os candidatos, seguido das considerações finais.

    Educação e segurança
    O primeiro bloco foi dedicado à apresentação dos candidatos. Cada um teve 30 segundos. No segundo bloco, uma pergunta com tema escolhido pelos telespectadores - educação e segurança - foi realizada. Para a educação, Célia Sacramento ressaltou a importância da estruturação das escolas, da ocupação da juventude, da qualificação profissional, além da valorização dos professores. Ela ainda destacou a necessidade de se implantar assistentes sociais dentros das escolas. Já para a segurança, a ex-vice-prefeita de Salvador ressaltou a importância da qualificação da polícia.“Temos que qualificar a polícia para resolver as ações e resolver as questões da segurança. Nossa juventude está sendo exterminada, temos que ocupar a juventude para resolver a questão da segurança”, defendeu.

    O emedebista João Santana destacou a necessidade de investir na economia para melhorar a educação e a segurança púbica. “A atual situação é fruto da realidade socioeconômica do país e do nosso estado. Para resolver, teremos que trabalhar uma série de fatores que envolvem inteligência, aumento da tropa da polícia militar e evitar a influência política na promoção dos militares”.

    O governador Rui Costa frizou os programas realizados em seu governo: o Educar para Transformar, o programa de educação profissional, o Programa Primeiro Emprego, o Mais Futuro e o Programa de Estágio. Ele ainda prometeu implantar cursos profissionalizantes em todas as escolas. 

    O ex-prefeito João Henrique utilizou um minuto de seu tempo para se apresentar. Quando falou do tema, destacou que a segurança e a educação estão sempre relacionados. Ele apostou na educação em tempo integral e na qualificação dos professores. Henrique aproveitou para criticar o investimento de 10% do PIB do Brasil em educação.

    O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, respondeu que a educação baiana é a pior do Brasil. “A situação da educação a Bahia é tão grave que não há construção de nenhuma escola na Bahia. Não encontrei construção de nenhuma escola no estado. Não há avanços”, disse. Ronaldo ainda destacou a quantidade de mortes violentas do estado - que disse ser “extremamente gigantesco”. “Vou enfrentar esses dois problemas diretamente”, prometeu.

    Considerações finais 
    José Ronaldo aproveitou o tempo das considerações finais para se apresentar. Esse é um dos maiores desafios do democrata, que é conhecido em Feira de Santana e região. Marcos Mendes criticou Rui Costa e José Ronaldo e afirmou que irá valorizar os servidores. João Henrique, assim como protagonizado no debate eleitoral, trouxe o nome de Deus para a disputa. Ele defendeu ser um político novo com novos paradigmas e ressaltou o apoio ao Bolsonaro.

    O governador Rui Costa aproveitou o espaço para pedir votos para Angelo Coronel (PSD) e Jaques Wagner (PT), além de deputados federais e o ex-presidente Lula. "Nós vamos construir outro país. Melhor, que volte a sorrir. As pessoas querem ouvir propostas, soluções para suas vidas". 

    João Santana se apresentou, ressaltando que é ficha limpa. "A minha maior preocupação é com o desemprego. Temos que aliar a economia à educação". Célia Sacramento também destacou o desemprego, além da saúde pública. Ela também pediu voto para a presidenciável Marina Silva (Rede). 

    Quase 154 mil podem perder benefícios do INSS


    Um total de 153.702 segurados que recebem auxílio-doença e aposentadoria por invalidez foi convocado em julho pelo INSS para passar por revisão, mas não marcaram a perícia dentro do prazo e, por isso, tiveram o benefício suspenso. A informação é...

    Um total de 153.702 segurados que recebem auxílio-doença e aposentadoria por invalidez foi convocado em julho pelo INSS para passar por revisão, mas não marcaram a perícia dentro do prazo e, por isso, tiveram o benefício suspenso. A informação é do Ministério do Desenvolvimento Social.

    O prazo para agendar a revisão terminou segunda-feira. Ao todo, 178.935 segurados haviam sido convocados para a revisão nessa fase. Quem não agendou a perícia teve o pagamento suspenso. A partir da suspensão, o segurado tem até 60 dias para marcar o exame. Se não procurar o INSS nesse prazo, o benefício será cancelado. Quem marcar a perícia e não comparecer também perde o benefício.

    O agendamento da perícia deve ser feito pelo telefone 135. Ao ligar, tenha em mãos o número do CPF (ou do PIS/Pasep) do segurado, o número do benefício, documentos pessoais (como RG), além de papel e caneta para fazer anotações .

    'Cada homenagem confirma que tudo vale a pena', diz Conceição Evaristo

    'Cada homenagem confirma que tudo vale a pena', diz Conceição Evaristo


    A 3ª edição da Feira Literária de Mucugê (Fligê) foi aberta na noite desta quinta-feira (16), no Centro de Cultura do município da Chapada Diamantina. Até o encerramento da feira no domingo (19), são esperadas aproximadamente 12 mil pessoas,...

    A 3ª edição da Feira Literária de Mucugê (Fligê) foi aberta na noite desta quinta-feira (16), no Centro de Cultura do município da Chapada Diamantina. Até o encerramento da feira no domingo (19), são esperadas aproximadamente 12 mil pessoas, entre autores, estudantes, educadores, além dos amantes da leitura e da escrita de todos os gêneros. O cinema, o teatro e a música também estão representados no evento, que garante 100% de ocupação na rede hoteleira de Mucugê e cidades vizinhas, aquecendo o comércio e a economia de toda a região.

    A edição, que tem como tema o protagonismo feminino, homenageia a escritora mineira Conceição Evaristo. Presente à solenidade de abertura, a secretária da Cultura do Estado, Arany Santana, ressaltou a importância da autora e destacou sua indicação para a cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras, que foi ocupada por Castro Alves. Para a secretária, a Fligê significa, a longo prazo, o crescimento de eventos literários como a Flica, que acontece na cidade de Cachoeira, e a Flipelô, no Pelourinho, em Salvador.

    A homenageada Conceição Evaristo disse estar feliz e emocionada. “Cada homenagem que eu recebo de literatura, confirma que tudo vale a pena. A literatura é um produto cultural que tem que pertencer a todos. Este evento é um dos pontos altos de democratização da leitura, da escrita. Por isso defendo essa ideia de que a leitura e a escrita devem ser bens culturais pertencentes a todas as pessoas”, destacou a escritora.

    Curadora da Fligê, Ester Figueiredo, reforça que “nos próximos três dias Mucugê será transformada no Território de Leitura, com conteúdo literário também produzido aqui no interior da Bahia, na Chapada Diamantina. Além disso, dados da Secretaria de Turismo do município mostram que o evento impacta muito positivamente a economia local. Mas o nosso maior orgulho é dizer que essa feira envolve as escolas, os professores, estudantes para discutir literatura como a produção de conhecimento e formação humana”.

    Outros destaques
    Participam dos debates, mesas e lançamentos mulheres que se destacam por seu trabalho, como Cristiane Sobral, Elisa Lucinda, Lívia Natália, Linda Rubim, Angela Teodoro, Rita Santana, Dayse Sacramento, Laura Castro, Lília Gramacho e Rita Queiroz. Na música, o público assiste às apresentações  do cantor Chico César, das cantoras Ana de Hollanda e Rita Bennedito, além do músico Chico Brown. Participam também os escritores Pedro Terra, Marcelo Veras, Camillo Vannuchi, Maurício Meirelles, Jean Wyllys e Emiliano José.

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    Itália e UE entram em desavença sobre queda de ponte

    Itália e UE entram em desavença sobre queda de ponte


    A atribuição de culpa alheia pelo colapso fatal da ponte Morandi, na Itália, se intensificou nesta quinta-feira (16), com autoridades italianas e da União Europeia buscando apontar dedos pelo desastre, que já custou ao menos 38 vidas. Bruxelas...

    A atribuição de culpa alheia pelo colapso fatal da ponte Morandi, na Itália, se intensificou nesta quinta-feira (16), com autoridades italianas e da União Europeia buscando apontar dedos pelo desastre, que já custou ao menos 38 vidas.

    Bruxelas contra-atacou as acusações de Roma de que havia bloqueado a capacidade italiana de gastar o suficiente na manutenção de rodovias e pontes. Um porta-voz da Comissão Europeia disse que a UE recomendou à Itália investir mais em infraestrutura e disponibilizou recursos europeus para isso.

    Tratou-se de réplica a alegações do ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, que lidera o partido nacionalista Liga, de que regras da UE restringindo os déficits orçamentários dos países do bloco mereciam culpa.

    "A Itália tem de poder gastar o dinheiro necessário para fazer seus rios, escolas, rodovias e hospitais seguros sem que haja restrições malucas da Europa. Segurança para italianos vem primeiro", escreveu Salvini em sua conta no Twitter nesta quinta-feira.

    Outras vozes do governo italiano culparam a concessionária que operava e mantinha a ponte. O primeiro-ministro do país, Giuseppe Conte, prometeu revogar a concessão da Autostrade pel l'Italia, levando ações da sócia majoritária, Atlantia SpA, a perderem quase um quarto de seu valor no pregão desta quinta da Bolsa de Milão.

    O porta-voz da Comissão Europeia acrescentou que países da UE podem estipular suas próprias prioridades de gastos e apontou que a Itália está recebendo cerca de 2,5 bilhões de euros de Bruxelas para investimentos em infraestrutura no período de 2014 a 2020.