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    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado

    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem...


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem enfrentado cada vez mais críticas. Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Em resposta, prefeituras, como a de Madrid na Espanha, decidiram impor regras cada vez mais duras ao Airbnb. Dividindo um apartamento em São Francisco, nos Estados Unidos, Brian Chesky e Joe Gebbia não poderiam imaginar que estavam prestes a lançar o maior site comunitário de acomodações do mundo. Em 2008, a cidade americana recebia uma conferência que lotou boa parte dos hotéis da região. Os dois estudantes americanos em design decidiram então anunciar na internet o espaço que tinham para acolher alguns participantes. Nascia então o Air bed and breakfast, que viria a se chamar pouco tempo depois Airbnb. De lá pra cá, Brian Chesky e Joe Gebbia conseguiram captar U$ 3,4 bilhões em investimentos e o valor da empresa já ultrapassou a marca dos U$ 30 bilhões. Em 2017, o faturamento chegou a U$ 2,6 bilhões e a empresa americana pretende bater a meta de U$ 3,6 bilhões neste ano. Airbnb na Dinamarca Reprodução / Airbnb Para explicar o sucesso, é preciso lembrar daquela velha máxima: “no lugar certo, na hora certa”. Airbnb nasceu em uma hora propícia, junto com a chegada do iPhone, outro grande sucesso comercial, que ajudou a democratizar o acesso à internet. “As empresas como Uber e Airbnb são emblemáticas por terem conseguido levar à terceira fase da internet na história, permitindo que o mundo digital invadisse o mundo real”, escreveu Brad Stone, autor de “The Upstars”, um livro que conta a ascensão dessas duas empresas, nascidas quase ao mesmo tempo. Outro fator essencial para o sucesso da plataforma, foi conseguir criar um cenário de confiança para convencer milhares de pessoas de dormir na casa de desconhecidos. Isso só foi possível com o sistema de avaliações baseados em perfis verificados. Polêmicas Mas o sucesso da plataforma também está cercado de polêmicas. Grupos hoteleiros foram os primeiros a denunciar uma concorrência desleal, já que os impostos aplicados aos hotéis não eram cobrados do Airbnb. Mas a discussão mais importante girou em torno do mercado de aluguel, que em algumas cidades, quase desapareceu. A pesquisadora do Núcleo de Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, mestre e doutoranda em Direito pela Universidade de São Paulo, Bianca Tavolari, conta que ninguém esperava um impacto tão grande nesse mercado. “Demora um pouco para que os proprietários vejam as vantagens em colocar seus imóveis para alugar na plataforma. Mas a partir do momento em que isso começa acontecer de maneira massiva, a falta de regulação começa a ser um problema”, explica Tavolari. Em muitos países, como no Brasil, a burocracia do mercado de aluguel tradicional foi um dos motivos para esse fenômeno. “Os contratos, com cláusulas contratuais, de despejo, de reajuste de preço, de duração, fizeram com que muitos optassem pelo Airbnb. O problema é que se todo mundo começa a fazer isso, eu deixo de ter um mercado de aluguel em áreas bem localizadas”, afirma a pesquisadora. Bairros sem moradores A análise que Bianca Tavolari fez sobre o Airbnb e os impasses regulatórios para o compartilhamento de moradia se tornou referência no assunto e foi publicado no livro "Economias do compartilhamento e o direito". Ela explica que, em muitas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Destino preferido dos brasileiros na Europa, Portugal pode estar em bolha imobiliária A pesquisadora lembra que em 2014, o procurador de Nova York, Eric Schneiderman, chegou a solicitar um relatório sobre os efeitos do aplicativo na cidade. Os dados revelaram que alguns bairros de Manhattan já não possuem mercado de aluguel tradicional. “Ou você é proprietário ou é turista. Você não consegue mais viver lá como morador da cidade querendo alugar um imóvel”, explica. Com a chegada de turistas em massa, que “não se importam em pagar mais para ficar em um lugar bem localizado, cria-se um problema de longo prazo no planejamento de moradias nas cidades”, analisa Tavolari. Regulamentação A grande maioria das cidades na Europa decidiu restringir o uso da plataforma. Paris, por exemplo, limitou o aluguel pelo Airbnb a 120 dias por ano e já está aplicando multas aos proprietários que não respeitam a regra. Barcelona foi além e passou a multar o próprio Airbnb. “A prefeitura começou a exigir um cadastro de quem quer alugar seu imóvel pela plataforma. Com isso, pôde negar pedidos em áreas saturadas. Mas onde a cidade se destacou, foi na fiscalização. Enquanto a maioria das capitais multa o dono do imóvel em caso de irregularidades, Barcelona passou a aplicar multas milionárias diretamente ao Airbnb. O que colocou em debate sobre a responsabilidade da plataforma que até então se dizia uma simples intermediadora”, explica a pesquisadora. Outra cidade espanhola, Palma de Maiorca, passou a proibir o Airbnb e desde o mês passado começou a aplicar multas de € 40 mil em quem continua alugando seu apartamento pela plataforma. Talvez todo esse debate fez com que o Airbnb começasse a diversificar seu portfólio. Desde 2016, a empresa passou a vender atividades e experiências culturais e em breve vai disponibilizar novas opções de alojamento, incluindo quartos em pequenos hotéis.
    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro

    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do...


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do mundo, da Royal Caribbean Cruises, o Symphony of the Seas, com 362 metros de comprimento, durante sua cerimônia de apresentação mundial, ancorado em um porto em Málaga, Espanha, 27 de março de 2018. Jon Nazca/Reuters/Arquivo A viagem inaugural do Symphony of the Seas, no início de 2018, não soou harmônica para todos os espanhóis. O maior navio de cruzeiro do mundo, com 362 metros de comprimento, 3 mil cabines, 40 restaurantes e 23 piscinas, ilustra bem o que costuma faltar na Espanha: planejamento preventivo. Embora a maioria dos cruzeiros, de longe, vá para o Caribe, em dez anos o número de turistas marítimos no país ibérico dobrou sem que ele tivesse se preparado para tal. Com 46 milhões de habitantes, em 2017 a Espanha bateu recorde absoluto de visitantes: 82 milhões, dos quais 9 milhões eram passageiros de cruzeiros. Biel Barceló, da organização Agrupación Ciudadana Ciutat de s'Arenal, em Palma de Maiorca, conta entre o número crescente de espanhóis que querem limites para o turismo de massa. "Mas o turismo de cruzeiro é inofensivo perto do que nós vemos todo dia aqui em s'Arenal", diz o ativista. Ele não consegue se habituar aos alemães baderneiros e bêbados: "Turistas de cruzeiro chamam bem menos atenção." Em cidades como Ibiza, Palma ou Barcelona possivelmente chega mais gente diariamente pelos aeroportos do que nos navios, os quais em geral só aportam nos fins de semana e talvez uma vez mais durante a semana. Ainda assim, embarcações como a Symphony of the Seas, a qual, como tantas outras, tem seu porto de registro em Barcelona, desagradam a muitos espanhóis. Má coordenação nas cidades O aumento constante do número de movimentos antiturismo nas Ilhas Baleares e na Catalunha poderia dar a impressão de que turistas não são mais bem-vindos. "Não é absolutamente o caso, mas nós precisamos regulamentar a coisa melhor, e não mandar dezenas de ônibus, uns atrás dos outros, do porto para a cidade, paralisando completamente o tráfego e piorando a poluição do ar", explica o especialista em turismo Jordi Villart. "A oferta para esses turistas precisa simplesmente ser diversificada. Eles não podem debandar todos ao mesmo tempo para a catedral", diz Villart, que vive e trabalha em Palma de Maiorca, segundo destino preferido dos cruzeiros depois da capital catalã, Barcelona. "A diferença para o turismo normal é que até 4 mil viajantes desembarcam todos juntos, num curto espaço de tempo, e aí voltam todos no mesmo momento. E, devido aos programas all inclusive, consomem pouco na cidade", diz Pablo Lamas, da central espanhola de reservas de cruzeiros Aquotic. "Normalmente todos os navios também chegam nos mesmos dias, por causa dos ciclos de férias. Pouca gente tira férias numa terça-feira, a maioria quer começar no sábado", acrescenta Lamas. No entanto a Espanha não pode se permitir publicidade negativa em questões de turismo. Segundo a administração portuária, em 2017 os cruzeiros geraram 1,3 bilhão de euros, o equivalente a 11% do faturamento da indústria turística nacional; e 28.500 cidadãos trabalham direta ou indiretamente no setor. A maioria atua nos portos, que nos próximos anos pretendem investir 300 milhões para fazer a indústria dos cruzeiros crescer ainda mais. Zonas-tampão, filtragem e eletromobilidade Em 2018, a Catalunha e as Baleares, que atraem o maior volume de visitantes à Espanha, não só elevaram as taxas para turistas como as estenderam também aos passageiros de cruzeiros. Palma de Maiorca está cobrando 3 euros por cabeça, Barcelona, 2,25 euros. Diversas empresas de cruzeiro criticaram a medida. A capital catalã pretende também ampliar a zona portuária em 14 mil metros quadrados, a fim de transformá-la numa espécie de zona-tampão para os turistas. Além de bares e restaurantes, haverá uma escola de vela e outra de ciências marinhas, com uma área dedicada a atividades culturais. Valência, também na costa leste, tem planos semelhantes. Barcelona e Palma igualmente adotaram medidas para filtrar as ondas de turistas que invadem a cidade. "Nós levamos uma parte dos visitantes direto do porto para a praia de ônibus, para evitar ter 4 mil turistas circulando por Barcelona", conta Susana Suárez, da administração municipal local. A eletromobilidade também ganha terreno como forma de transportar os turistas para a cidade ou a praia. Em Palma foram disponibilizados bicicletas e carros elétricos; em Barcelona há um metrô do porto para o centro; e a partir de 2019 Málaga pretende introduzir ônibus elétricos autônomos para os visitantes. Porém, o tema bicicletas elétricas não é totalmente livre de controvérsias. "Em Palma já há reclamações, pois alguns pedestres acham que essas e-bikes trafegam rápido demais para o centro pequeno e sempre lotado", revela o advogado alemão Tim Wirth, residente nas ilhas Canárias. Apesar dos próprios preconceitos contra navios de cruzeiro, os espanhóis parecem estar descobrindo sua simpatia por essa forma de turismo, tendo se transformado no quarto mercado da Europa para as operadoras do ramo. No momento apenas meio milhão de espanhóis sobem a bordo, contra mais de 2 milhões de alemães, por exemplo, mas diversas operadoras estão dispostas a investir para elevar esse número.
    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe

    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das...


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das algas mudou um dos aspectos mais famosos das praias caribenhas: as águas cristalinas Marta Garcia Algumas costas de países do Caribe famosas pelas praias paradisíacas com águas límpidas azul-turquesa estão tendo sérios problemas para corresponder à essa imagem e não decepcionar turistas. Nas praias, tampouco se vê a areia branca - elas estão cobertas por um material marrom, pegajoso e malcheiroso. Sem falar da experiência do banho no mar, que perde toda a graça. Embora seja o que mais chame a atenção, esse cenário talvez nem seja a pior parte do problema. A paradisíaca Riviera Maya do México e várias ilhas do Caribe tiveram suas costas invadidas por sargaço - um gênero de alga castanha, que este ano chegou em quantidades sem precedentes a algumas das praias mais famosas do mundo. Sistemas de monitoramento mostram "ilhas" de sargaço de vários quilômetros de extensão que se aproximam das costas. As regiões de Cancún, Quintana Roo e Playa del Carmen, no México, bem como as ilhas de Bonaire, Antígua e Barbuda e Guadalupe estão entre as áreas afetadas. Entre 29 de junho e 31 de julho, por exemplo, nas praias de sete municípios de Quintana Roo, foram coletados 119 mil metros cúbicos de sargaço, segundo autoridades locais. O problema foi tão incômodo que obrigou um resort em Antígua a fechar as portas até 30 de setembro. Quando o sargaço morto se acumula na praia entra em decomposição e gera um mau cheiro que tamém tem afastado os turistas Marta Garcia Para alguns especialistas, além de afetar consideravelmente o turismo - e a economia da região - esta "invasão" atípica tem potencial de se tornar uma "catástrofe ambiental", na avaliação da diretora do Laboratório da Marinha Botânica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Brigitta I. van Tussenbroek. Mas o que é sargaço? O sargaço é uma alga flutuante que "viaja" à deriva impulsionada pelas correntes oceânicas. Funciona como uma "ilha" viva que serve de alimento e casa para várias espécies marinhas. Tradicionalmente, esta alga começa sua vida no Golfo do México e é empurrada pelas correntes até o Atlântico Norte, onde flutua no Mar dos Sargaços, perto das ilhas Bermudas. Desde 2011, no entanto, cientistas detectaram a criação de um novo "mar de sargaço" entre as costas da África e do Brasil, que é de onde vêm as algas que agora estão chegando ao Caribe. Existem registros das ilhas de sargaço há séculos, mas em 2015 foi registrada uma chegada atípica deles à costa - e ela continua. A partir de março deste ano também foi identificado que sua presença aumentou na área. Segundo especialistas, o aumento atípico da presença de algas pode estar relacionado, por exemplo, a mudanças climáticas Marta Garcia O Laboratório de Botânica Marinha da UNAM calcula que a quantidade de sargaço que chegou em 2015 já foi duplicada em 2018 e prognósticos mostram que esse movimento poderá se prolongar até outubro. Por que aumentou? Os especialistas não sabem ao certo a que se deve o aumento do sargaço, mas eles têm várias hipóteses. Uma delas tem a ver com o aumento da temperatura das águas, causado pelas mudanças climáticas. Outra possibilidade é o aumento de nutrientes na água, o que favorece o crescimento das algas. Haver mais nutrientes parece bom, mas não é. A água cristalina do Caribe se deve, na verdade, ao fato de possuir poucos nutrientes. Mas a atividade humana está levando fertilizantes poluidores até ela e esses produtos desequilibram o ecossistema. Esse aumento de nutrientes faz com que o sargaço se expanda mais rapidamente. De acordo com estimativas de laboratório, o sargaço que está sob monitoramento tem a capacidade de dobrar seu peso em apenas 18 dias. Catástrofe ambiental Além de afastar os turistas, especialistas alertam que a chegada maciça do sargaço pode criar uma catástrofe ambiental. O problema é que sua presença impede que a luz chegue a águas mais profundas, o que dificulta a fotossíntese de outras plantas - ou seja, o processo pelo qual produzem a energia necessária para sobreviver. Essa presença maior também reduz a quantidade de oxigênio na área. Isso se traduz na mortalidade de pastos marinhos, corais e também da fauna. Além disso, quando o sargaço morto se acumula na praia, produz gases que, em altas concentrações, podem afetar as pessoas. Como lidar com o sargaço? "Se não forem adotadas ações coordenadas para impedir que grandes quantidades de sargaço cheguem às praias do Caribe mexicano, há o risco de as águas azul-turquesa e as praias brancas deixarem de existir em poucos anos", alerta o Laboratório de Botânica Marinha da UNAM. Várias lições sobre como lidar com o sargaço foram aprendidas após as invasões mais recentes. E, em alguns casos, existem orientações sobre como removê-lo. Em Barbados, por exemplo, os tratores usados ​​para carregar cana-de-açúcar em caminhões têm se mostrado bons para recolher o sargaço sem retirar a areia das praias. Em Guadalupe, uma empresa desenvolveu um barco que recolhe o sargaço com um sistema de correia transportadora. No México, foi criado um comitê composta por entidades governamentais e o setor privado para discutir formas de coletá-lo e removê-lo de forma segura. Uma de suas estratégias é instalar barreiras dentro do mar, semelhantes às que são usadas para deter derramamentos de petróleo. Mas também há quem tente, por sua vez, encontrar um uso comercial para a presença maciça das algas na área. Em Barbados, está sendo desenvolvido um projeto para transformar as algas em fertilizantes e, no México, um grupo de jovens tem transformado o sargaço em produtos ecologicamente corretos.
    Mais de 10 mil 'gatos da sorte' decoram templo no Japão

    Mais de 10 mil 'gatos da sorte' decoram templo no Japão


    Templo de Gotokuji atrai usuários do Instagram vindos do mundo todo. Gatos ‘maneki-neko’ estão por toda parte no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP O templo de Gotokuji, em Tóquio, atrai os curiosos em busca de espiritualidade em...


    Templo de Gotokuji atrai usuários do Instagram vindos do mundo todo. Gatos ‘maneki-neko’ estão por toda parte no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP O templo de Gotokuji, em Tóquio, atrai os curiosos em busca de espiritualidade em meio a seus cerca de 10 mil "gatos da sorte". As imagens desses gatos brancos, os "maneki-neko", são inspiradas na raça bobtail. Eles sempre aparecem sentados e saudando com uma pata que às vezes se move, como os que ornamentam muitos restaurantes e lojas asiáticas. Atualmente, os admiradores dessas populares esculturas japonesas são, sobretudo, usuários do Instagram vindos do mundo todo. O local, que a AFP visita por ocasião do Dia Internacional do Gato, comemorado na quarta-feira (8), é ideal para os usuários de redes sociais, seduzidos pela perspectiva de uma fotografia que sempre sairá boa. "Fiz uma busca no Google dos lugares 'instagramáveis' em Tóquio", conta Emily Lin, uma turista de 25 anos de Hong Kong. Mulher caminha entre gatos ‘maneki-neko’ no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP "E este lugar era um dos mais recomendados", afirma a jovem, emocionada, enquanto busca o melhor ângulo para fotografar as estrelas do templo. Ying-Chi Hsueh, um estudante de fotografia taiuanês, de 31 anos, visita o templo pela mesma razão. "Vi uma foto no Instagram e cheguei aqui usando o Google Maps", explica. História Segundo a lenda, a presença dessas figuras felinas remonta ao século XV, quando um sacerdote adotou um gato chamado Tama. Um dia, enquanto o gato estava passeando pelo templo, viu um samurai chegar e levantou a pata direita para convidá-lo a entrar, minutos antes de uma grande tempestade. Para agradecer ao gato por tê-lo feito evitar a chuva, o guerreiro decidiu se tornar um dos benfeitores do templo, e Tama foi imortalizado na forma de estátua, que desde então simboliza a boa sorte no Japão e em toda Ásia. "Os 'maneki-neko' não têm que dar sorte. Cabe a cada um de nós ir buscá-la. É o resultado de seus esforços que permite tê-la. O gato está ali para dar a oportunidade" de encontrar a boa fortuna, diz Tessai Kasukawa, um monge budista. Tudo indica, porém, que esses gatinhos brancos, baixinhos e robustos cumpriram sua função de talismã no templo de Gotokuji, que cada vez recebe mais visitantes. "Com a preparação dos Jogos Olímpicos de 2020 recebemos cada vez mais turistas internacionais e, graças ao boca a boca, esse lugar se tornou mundialmente famoso", disse Kasukawa.
    Como viajar com uma criança pequena - sim, é possível fugir do óbvio e explorar países distantes

    Como viajar com uma criança pequena - sim, é possível fugir do óbvio e explorar países distantes


    O repórter Edison Veiga afirma que é possível conhecer o mundo e encarar aventuras com um bebê de colo; o filho dele, Chico, já cruzou a Rússia e a Mongólia de trem, e viajou de carro pela África. Com apenas quatro anos, Chico já conheceu 19...


    O repórter Edison Veiga afirma que é possível conhecer o mundo e encarar aventuras com um bebê de colo; o filho dele, Chico, já cruzou a Rússia e a Mongólia de trem, e viajou de carro pela África. Com apenas quatro anos, Chico já conheceu 19 países; na foto, acompanha um mergulho do pai na Namíbia Arquivo Pessoal O "não sei se caso ou se compro uma bicicleta" da minha geração - brasileiros nascidos nos anos 1980 - se tornou "não sei se viajo ou se tenho um filho". Pelo menos esse é um dilema de muitos casais jovens - o temor de que um rebento vá interromper a ideia de descobrir o mundo, atrapalhar tanto o sossego quanto a adrenalina das férias, condenar o casal (então convertido em trio ou quarteto ou...) a gastar aquele mês sagrado do ano em um resort all-inclusive ou, no máximo, uma Disneyzinha ou outra. Pois eu e minha mulher - a designer Mariana - também tínhamos esse medo. E, com a certeza de que o superamos, venho aqui dizer para você: existe passaporte carimbado após a maternidade/paternidade. Foi o que descobrimos com nosso pequeno Chico, um aventureiro de 4 anos e meio que já fez bagunça em 19 países diferentes. Entre as experiências do pequeno estão acampar com nômades na Mongólia; cruzar 4 mil quilômetros na África; nadar no rio Negro no meio da Amazônia; percorrer toda a Transiberiana; se encantar com os fiordes escandinavos; e, sim, também conhecer a Disney. Onde viajar com os filhos pequenos Pais de primeira viagem (com o perdão do trocadilho infame), sejam conservadores do planejamento. Isso significa escolher como primeiro destino de férias com a criança um local relativamente próximo (se tudo der errado, estará fácil voltar), relativamente bem estruturado (se tudo der errado, vai dar para resolver) e relativamente com folga no cronograma (se tudo der errado, vai dar para fazer mais devagar). Primeira viagem internacional de Chico foi para o Uruguai e a Argentina, quando ele tinha 10 meses Arquivo Pessoal Em nosso caso, quando Chico tinha dez meses, decidimos passar duas semanas no Uruguai e na Argentina. Morávamos em São Paulo. Como o bebê, tivemos que aceitar algumas adaptações: em restaurantes classudos, era preciso ligar antes para saber se aceitavam criança (na Argentina, os dois que queríamos conhecer aceitaram; no Uruguai, um aceitou, outro barrou); ao longo do dia, era preciso programar pausas para esquentar mamadeira (funcionários solícitos de cafés sempre topavam emprestar o micro-ondas) e trocar fraldas (leve um pequeno lençol para usar como forro emergencial, aí qualquer gramadinho mais tranquilo no canto de uma praça vira um ótimo trocador). No geral, tudo deu certo. E achamos que poderíamos, sim, programar voos mais altos - ou melhor, mais longos. Muitos nos perguntam como fazemos. Muitos acham que nada dá errado. Não tem lá muito segredo. Quando viajamos juntos, fazemos o que mais gostamos. E as férias são o único momento do ano em que nós três podemos dar atenção plena para nós três, já que não há outros problemas ou preocupações para atrapalhar. E muita coisa dá errado, sim. É matemática pura: quanto mais gente no grupo, maior a chance de algo sair fora do planejado. Assim, viajar em três pode trazer mais perrengues do que em dois. Chico já acampou na Mongólia com os pais; imprevistos acontecem, mas alguns cuidados podem evitar dor de cabeça maior Arquivo Pessoal Chico já ficou doente no meio de uma viagem? Sim, uma febre interminável em Bergen, na Noruega. Chico já teve problemas com fuso horário? Sim, a ponto de a recepção do hotel em Dubai ligar para o quarto reclamando do barulho. Chico já deu muito trabalho, fisicamente falando? Sim, em quase todas as precárias estações de trem do interior da Rússia, quando tínhamos de conseguir carregar todas as malas e ele também, muitas vezes em escadas difíceis e correndo contra o tempo para não perder o trem. Chico já chorou sem explicação no meio de um passeio? Já, claro, como toda criança. Não tem uma receita de bolo, uma fórmula pronta. Porque cada família é diferente. E cada criança, obviamente, tem seu próprio temperamento e suas próprias mini-idiossincrasias. Mas, a quem quer saber alguns segredos, minha experiência permite dar algumas dicas simples para que tudo dê certo. Como planejar viagens com crianças A primeira dica é programar uma consulta ao pediatra sempre antes de qualquer viagem longa. Somente o médico que acompanha de perto seu filho vai saber aconselhar bem, com base no histórico dele, quais remédios emergenciais levar na mala, se é preciso tomar alguma vacina, e se é recomendável fazer alguma exame depois. De quebra, essas consultas pré-viagem sempre dão uma boa sensação de segurança. Outro cuidado é com a documentação necessária. Parece muito óbvio, mas é preciso atentar para as datas de validade do passaporte - que expiram mais rápido quanto mais nova é a criança. E verificar de antemão se o país a ser visitado pede mais alguma coisa. Quando fomos para a África do Sul, no ano passado, surpreendemo-nos com a inusitada necessidade de uma cópia da certidão de nascimento - sim, um documento que, teoricamente, só seria válido em território brasileiro - do Chico, pelo fato de ele ser menor de idade. Por sorte, tínhamos o documento escaneado em um email e aí conseguimos imprimir no aeroporto. Uma questão que sempre aparece em conversas sobre viajar com criança é a alimentação. Em viagens costumamos ser mais tolerantes se o Chico pula alguma refeição, se come fora de hora ou se ingere mais porcarias. São férias, afinal, então também é preciso desestressar um pouco. Mas é bom ter em mente - e reservar um espaço na bagagem - que alguns alimentos práticos facilitam muito o modus operandi. É o caso daquelas papinhas industrializadas. Em casa, não gostávamos de oferecê-las ao Chico. Mas, nas viagens de férias, quando ele era menorzinho, éramos convencidos pela praticidade. Por fim, uma coisa importante é que, na cabeça de um bebê, a rotina é extremamente importante. Na realidade, os pequenos têm uma necessidade de que as coisas se repitam, isso dá a eles segurança. Se são férias, isso pode não ocorrer, afinal, uma viagem pressupõe justamente a quebra da rotina. Passeios diferentes, horários diferentes, hotéis diferentes. A solução que encontramos foi comprar um pacote de bexigas coloridas - um brinquedo que toda criança gosta, barato e que ocupa pouquíssimo espaço na mala. Todos os dias, na volta para o hotel, eu enchia uma e dava para o Chico. Ao mesmo tempo que ele tinha com o que se divertir, ele compreendia que os passeios daquela jornada tinham acabado. Fechava o ciclo. Era um código que o levava para um mínimo de rotina dentro das férias. Cuidados antes de viajar com bebê Mas a primeira mudança foi em nossas cabeças de pai e de mãe. Ainda nos primeiros meses de gravidez, entre as imagens deformadas do ultrassom e as compras de enxoval, vez por outra Mariana e eu nos pegávamos conversando sobre algum "e se". E se a gente tentasse viajar com nosso filho? E se der certo? E se ele for uma criança comportada em avião? E se ele for calminho? Será mesmo que não dá? Quando Chico nasceu, decidimos que o melhor jeito de ver se dava certo era comprovando, na prática. E que, para ter coragem, o certo seria não perder o pique. Decidimos que faríamos uma viagem internacional com ele antes do primeiro aniversário. Fomos cuidadosos. Escolhemos um destino próximo a São Paulo, cidade onde morávamos. Relativamente sem riscos. Se tudo desse errado, seria fácil abortar o fim da viagem e retornar antes para casa. E calculamos um roteiro espaçado, com o dobro de dias do recomendado em cada uma das cidades. Chico tinha dez meses quando foi nossa malinha de bordo pela primeira vez. Passamos agradáveis férias em Montevidéu, Colônia do Sacramento e Buenos Aires. Fomos cuidadosos, eu dizia. Antes da viagem, passamos na pediatra que acompanhava o Chico desde a maternidade. Paula Woo Guglielmetti jamais nos demoveu da ideia - nem dessa, nem das outras viagens que viriam. Ao contrário, fez todas as orientações necessárias, deixou o WhatsApp à disposição caso precisássemos de alguma orientação urgente, recomendou quais medicamentos era bom levarmos. E na primeira viagem fomos tão precavidos que chegamos a botar um inalador na mala! Tudo deu certo. Tudo foi melhor do que o planejado. Tudo foi tão tranquilo que voltamos para casa convencidos de que as aventuras poderiam continuar. E poderiam ser mais incríveis ainda do que antes. No ano seguinte, embarcamos os três para os países nórdicos: Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia. No outro, realizamos o sonho de uma viagem que achávamos que não daríamos conta nem quando éramos apenas dois: a ferrovia transiberiana, com paradas em cidades da Rússia, da Mongólia e da China. Chico esteve com a gente ainda nos Emirados Árabes Unidos, no Chile, em um hotel de selva na Amazônia e em uma aventura incrível por África do Sul, Namíbia, Zimbábue e Zâmbia - sendo que 4 mil quilômetros desse périplo africano foram vencidos de carro -, viu neve pela primeira vez na região de Mont Blanc... Vantagens de viajar com crianças Aos 4 anos e meio, Chico está se tornando um moleque tão apaixonado pelo mundo como a gente é. Encanta-se com as diferenças. Aponta países no mapa. Pergunta pela próxima viagem. No ano passado, na África, deixamos uma velha máquina fotográfica com ele - e foi muito legal vê-lo registrando, a seu modo, aquilo que lhe era mais peculiar. Em abril, em Paris, deixamos que ele escolhesse, pela primeira vez, um passeio por dia - e ele se revelou um ótimo planejador, pedindo para fazer tour de barco pelo Sena e, mesmo sem saber que podia, querendo subir ao topo da "torre Milfa", que é como ele chama a Torre Eiffel. Justamente porque muitos nos perguntam essas coisas todas, decidimos, desde o ano passado, expor os bastidores dessas viagens nas redes sociais. No Instagram somos @the_veigas. No Facebook, The Veigas. Quanto mais somos acompanhados por pessoas de fora de nosso círculo de amizade, mais percebemos o quanto somos privilegiados: com as distâncias tão encurtadas graças aos ágeis meios de transporte de hoje em dia, podemos exercer a paternidade e a maternidade sem abrir mão de conhecer o mundo. E gostar de conhecer o mundo é o maior legado que acreditamos sermos capazes de deixar para nosso filho. Para que ele sempre respeite as diferenças. Sempre valorize o outro. Sempre aprenda. Sempre se divirta.
    Segundo dia de greve na Torre Eiffel frustra turistas desavisados

    Segundo dia de greve na Torre Eiffel frustra turistas desavisados


    A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. Letreiro anuncia...


    A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. Letreiro anuncia entrada fechada na Torre Eiffel após greve de funcionários, 2 de agosto de 2018 Reuters/Benoit Tessier A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. O emblemático monumento parisiense deixou de receber visitantes na quarta-feira (1) à tarde, após a suspensão das negociações entre a direção e os sindicatos, deixando centenas de turistas decepcionados. “É muito frustrante estar aqui e não poder ir na torre. Eu nem sabia que estava acontecendo uma greve”, declarou uma turista de Nova Iorque. “É uma pena, fiz uma viagem de poucos dias, mas consigo entender o motivo da greve. Parece que o sistema de filas não funciona”, relatou um turista sul-americano entrevistado pela RFI. No início de julho, a empresa que gerencia o monumento aumentou em 30% o número de bilhetes vendidos online. Os sindicatos dos trabalhadores não concordam com a decisão de dedicar uma das entradas apenas para aqueles com ingresso antecipado. O representante da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Denis Vavassori, disse que os sindicatos não criticam o formato das vendas, mas sim o desequilíbrio que se forma entre as diferentes filas. Os funcionários afirmam que hoje, visitantes sem ingresso podem esperar até três horas, e os que compraram on-line, até uma hora, apesar de, em princípio, terem reservado o horário da visita. Isso tem causado um mal-estar entre visitantes e funcionários. “Se você espera durante três horas para conseguir subir, você fica com muita raiva e quando vê alguém usando um uniforme da torre, acaba descontando. Conviver com isso diariamente é muito estressante para os funcionários”, afirmou o representante sindical Stephane Dieu. Exigências Os sindicatos exigem uma melhor recepção dos turistas no pátio da Torre e querem que as duas entradas sejam abertas a todos. A ideia, como já acontece em parques de diversões, seria a de criar duas filas em cada ponto de acesso: uma para quem for comprar ingresso, e outra, mais rápida, para quem já tiver comprado pela internet. A SETE, companhia que administra a Torre Eiffel, se diz consciente da decepção dos visitantes, e garante estar fazendo o necessário para retomar as visitas o mais rápido possível. Um dos lugares mais visitados de Paris, a Torre Eiffel recebe em média 25 mil visitantes por dia e recebeu mais de 6 milhões de turistas no ano passado. Esta não é a primeira vez que o monumento fecha as portas. Em abril, também ficou fechado aos visitantes por causa de outra greve.
    Agência de turismo deixa de vender viagens ao SeaWorld por preocupações com o bem-estar dos animais

    Agência de turismo deixa de vender viagens ao SeaWorld por preocupações com o bem-estar dos animais


    Gigante britânica do setor, a Thomas Cook decidiu parar de trabalhar com parques que tenham baleias orcas em cativeiro após pesquisa com cientistas e junto ao público consumidor. A agência de viagens britânica Em foto de 2011, a baleia Tilikum...


    Gigante britânica do setor, a Thomas Cook decidiu parar de trabalhar com parques que tenham baleias orcas em cativeiro após pesquisa com cientistas e junto ao público consumidor. A agência de viagens britânica Em foto de 2011, a baleia Tilikum é vista no SeaWorld Orlando peto de suas treinadoras AP Photo/Phelan M. Ebenhack, File Thomas Cook, uma gigante no setor de turismo, anunciou que não vai mais vender pacotes para parques que tenham como atração baleias orcas mantidas em cativeiro. A companhia afirmou que 90% de seus clientes demonstraram se preocupar com o bem-estar animal, o que justificou a decisão. Como resultado, os dois parques que deixarão de receber clientes da Thomas Cook são o SeaWorld, nos Estados Unidos, e o Loro Parque, na Espanha. "Esta não foi uma decisão tomada com facilidade", afirmou o diretor executivo da empresa, Peter Fankhauser, ao anunciar a nova política. Em um blog, ele reconheceu que ambos os parques haviam definido novos padrões e melhorado a maneira como os animais são mantidos. Mas, disse Fankhauser, "a partir do próximo verão, não venderemos mais atrações que mantenham orcas em cativeiro". "Nos envolvemos ativamente com uma série de especialistas em bem-estar animal nos últimos 18 meses e levamos em conta as evidências científicas que eles forneceram. Também recebemos opinões de nossos clientes: mais de 90% nos disseram considerar importante que sua agência de viagens leve a questão do bem-estar animal a sério." Documentário estimulou ações contra manutenção de baleias em cativeiro O SeaWorld diz não criar mais orcas, mas que aquelas já nascidas em cativeiro "estarão conosco e com nossos visitantes por muitos anos". O parque apontou que "milhões de visitantes do Reino Unido" já visitaram suas atrações e que "o público continuará sendo bem-vindo". "Eles viram em primeira mão o incrível cuidado que oferecemos a todos os nossos animais e ficaram sabendo como estamos protegendo e salvando espécies na natureza", afirmou em uma nota. Críticas à manutenção de orcas em cativeiro têm se intensificado desde o lançamento de um documentário da Netflix em 2013, "Blackfish", sobre uma baleia chamada Tilikum. O número de visitantes do SeaWorld caiu e o parque classificou o filme como "manipulador". No ano passado, a Thomas Cook iniciou uma auditoria de 49 parques que usam animais como atração para verificar o cumprimento de padrões de bem-estar. Isso foi feito com base nos padrões estabelecidos pela ABTA (Associação de Agentes de Viagens Britânicos). Cerca de 30 locais avaliados foram reprovados e a empresa deixou de vender pacotes. O mais recente bloqueio foi anunciado no domingo. "Trabalharemos com ambos (os parques temáticos) nos próximos 12 meses para prepararmos a nossa saída. Continuaremos também a trabalhar para identificar alternativas mais sustentáveis", disse Fankhauser.

    Brasil, país de sol e praia e também de montanhas


    O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Brasil, país de sol e praia e também de montanhas O Brasil não é só praia, mar e sol. O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Descobrir...

    O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Brasil, país de sol e praia e também de montanhas O Brasil não é só praia, mar e sol. O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Descobrir lugares onde a paisagem é de tirar o fôlego e a temperatura pode cair abaixo de zero. Lugares como a Pedra Riscada, no município mineiro de São José do Divino. Com 850 metros, é a maior montanha formada por uma única rocha de toda as Américas. Com várias ranhuras que, ao observar de longe, parecem riscos verticais feitos a lápis, a Pedra Ricada fica em uma região famosa por concentrar os maiores afloramentos de granito do Brasil. No Espírito Santo, outra pedra chama a atenção: a Azul. A Pedra Azul é um enorme paredão com quase 2 mil metros no município de Domingos Martins. Ela tem este nome por causa de sua coloração, que varia ao longo do dia conforme a incidência da luz solar. No Rio de Janeiro ficam as famosas Agulhas Negras, em Itatiaia, o ponto mais alto do estado, e sexta montanha mais alta do Brasil, com 2791 metros . E também o simbólico Dedo de Deus, com 1692 metros, sempre apontado para o céu dos municípios de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. No Brasil não faltam montanhas repletas de cachoeiras, trilhas, cavernas. E, perto delas, hotéis e pousadas que oferecem hospedagem romântica e aconchegante. Prepare a mochila, as luvas, o casaco e se aventure. O inverno é o momento de descobrir um Brasil que encanta em qualquer estação. Descubra a sua montanha!
    Apoiada por 'mãos gigantes', ponte a 1.400 metros de altura vira atração turística no Vietnã

    Apoiada por 'mãos gigantes', ponte a 1.400 metros de altura vira atração turística no Vietnã


    'Ponte Dourada' oferece vista das florestas de Ba Na. Ponte Dourada no Vietnã virou atração turística pelo visual que oferece REUTERS/Kham Uma ponte de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura apoiada por duas mãos gigantes se tornou...


    'Ponte Dourada' oferece vista das florestas de Ba Na. Ponte Dourada no Vietnã virou atração turística pelo visual que oferece REUTERS/Kham Uma ponte de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura apoiada por duas mãos gigantes se tornou uma das principais atrações turísticas do Vietnã. A "Ponte Dourada" ("Cau Vang" em vietnamita) oferece uma bela vista das florestas de Ba Na, perto de Danang, no centro do país. "A ponte é magnífica, com um estilo arquitetônico surpreendente. Daqui é possível observar a cidade de Danang", declarou à AFP Nguyen Trung Phuc, um dos visitantes do local. Situada a 20 km de Danang, Ba Na é uma cidade turística fundada em 1919 pelos colonos franceses. Cem anos depois, a localidade se tornou uma das grandes atrações do Vietnã. 'Mãos gigantes' da Ponde Dourada, no Vietnã, atrai turistas REUTERS/Kham Para agradar os visitantes, o governo construiu um teleférico de vários quilômetros e recriou uma vila medieval francesa com um castelo e uma catedral, além de um museu de cera com estátuas de figuras como Lady Gaga e Michael Jordan, entre outros. A ponte é um projeto do Sun Group, à frente de várias obras polêmicas, como um teleférico construído em 2016 no monte Fansipan, o maior do Vietnã (3.134 metros), que gerou protesto entre os moradores. O país comunista tenta atrair turistas com a ideia de virar um destino inevitável no sudeste asiático. Em 2017, recebeu 13 milhões de visitantes estrangeiros, chineses em sua maioria, muito atrás dos 35 milhões de turistas que viajaram à Tailândia no mesmo ano. Turistas passeiam pela Ponte Dourada, ponto turístico no monte Ba Na perto da cidade de Danang, no Vietnã. A ponte tem duas enormes esculturas em forma de mão como parte da sustentação de sua estrutura Kham/Reuters Ponde Dourada vista de outro ângulo: 1.400 metros de altura REUTERS/Kham Ponte Dourada no Vietnã: atração turística com vista para floresta REUTERS/Kham
    Berço das jubartes, Abrolhos atrai turistas para espetáculo único

    Berço das jubartes, Abrolhos atrai turistas para espetáculo único


    Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro. Na imagem acima, baleia jubarte é vista em Abrolhos Banco de Imagens Instituto Baleia Jubarte Entre julho e novembro, cerca...


    Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro. Na imagem acima, baleia jubarte é vista em Abrolhos Banco de Imagens Instituto Baleia Jubarte Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro, geralmente rumo ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, que é o maior berçário desses animais que encantam milhares de turistas todos os anos. A chegada das baleias-jubarte a Abrolhos é uma grande atração turística. Por lá, elas iniciam a temporada de reprodução afastadas do rigoroso inverno da Antártica e permanecem por quatro ou cinco meses, até que os filhotes estejam suficientemente desenvolvidos para migrar para o continente gelado. Com o crescimento da população - aproximadamente 10% ao ano -, o número de baleias que visita o Brasil aumentou nas últimas décadas, especialmente depois de 1996, quando a caça foi proibida. "Acredita-se que o fim da caça provocou a recuperação natural. As jubartes são cosmopolitas, se adaptam facilmente e o fim da caça gerou o salto", disse à Agência Efe o biólogo e coordenador do Projeto Baleia Jubarte, Sergio Cipolotti. As embarcações de turistas partem da cidade de Caravelas e, depois de quatro horas, os visitantes podem ver a exibição dos cetáceos, os seus jatos de água e o movimento da calda, um espetáculo da natureza. Protegidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Marinha, as baleias se sentem à vontade para dançar nas águas cálidas da Bahia. O momento mais esperado é o salto, quando elas chegam a mostrar dois terços do corpo, em um balé que leva os turistas ao delírio. As baleias, que podem medir até 16 metros e pesar até 40 toneladas, estão presentes em todos os oceanos, mas chegam ao Brasil nesta época do ano para a reprodução. Apesar do aumento da quantidade delas no litoral brasileiro, o risco da ação humana continua rondando, seja pela poluição do mar ou pelo perigo das redes de pesca. O objetivo do Projeto Baleia Jubarte é exatamente potencializar a região socioeconomicamente através do turismo, o que permitirá uma consciência maior sobre o meio ambiente. "Com o crescimento da população, os cuidados são outros. É preciso manter o bem-estar do animal", afirmou Cipolotti. As baleias são a principal atração do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, mas o local também serve de ninho para muitas espécies de aves. O atobá-grande e o atobá-pardo frequentam a Ilha Siriba, enquanto as fragatas estão na Ilha Redonda esperando uma oportunidade de roubar peixes capturados por outras espécies. Além disso, em águas praticamente cristalinas, a vida marinha preservada se torna uma atração à parte para mergulhadores. Por lá, esses têm a oportunidade de contemplar diferentes tipos de corais e peixes em um ambiente privilegiado.
    O pequeno e inusitado deserto que fica no meio da neve no Canadá

    O pequeno e inusitado deserto que fica no meio da neve no Canadá


    Apesar de cientistas estarem divididos sobre como ele se formou, o minúsculo deserto de Carcross é uma maravilha da natureza - e um paraíso para a prática de esportes radicais. O Deserto de Carcross abriga uma variedade de vida selvagem, incluindo...


    Apesar de cientistas estarem divididos sobre como ele se formou, o minúsculo deserto de Carcross é uma maravilha da natureza - e um paraíso para a prática de esportes radicais. O Deserto de Carcross abriga uma variedade de vida selvagem, incluindo ovelhas e cabras da montanha Mike MacEacheran Choveu durante a noite, mas já havia pegadas no chão. O fino pó de neve havia coberto o perímetro de pinheiros e salgueiros e já estava começando a derreter nos galhos mais altos quando comecei minha expedição. Em frente a mim estava uma bacia desnuda e congelada de cordilheiras com neve e declives suaves. O barulho da cidade havia sumido e, quando dei meus primeiros passos em direção ao planalto, seguindo o contorno da terra, foi substituído pelo ritmo da neve rangendo sob os meus passos. Foi só o que ouvi pelos próximos 10 minutos. O gemido abafado de neve contra areia. Depois disso, alcancei meu destino. Eu havia cruzado o que muitos acreditam ser o menor deserto do mundo. Com apenas 600m de largura, o deserto canadense de Carcross é considerado o menor do mundo Mike MacEacheran Essa foi minha introdução a um dos fenômenos geológicos mais bizarros da América do Norte, o deserto Carcross, em Yukon, o mais ocidental e o menor dos três territórios federais do Canadá. À primeira vista, não parecia grande coisa. É difícil reconhecê-lo como um deserto: ele tem apenas 600 metros de largura, pode ser medido na contagem de passos de uma extremidade a outra, estava coberto de neve e a areia só ficava aparente entre rachaduras na crosta de gelo e neve derretidos. Mas uma inspeção mais minuciosa revelou um reino em miniatura de areias finas, um raro habitat para plantas, animais de casco e espécies de insetos que podem ser novas para a ciência. Paralelo 60 Quando cheguei ao portão à beira da estrada com os dizeres "Carcross Desert", me pareceu estar passando por um momento surreal. Eu havia visto dunas de areia em Omã, Marrocos, Namíbia, Chile, Arábia Saudita, Índia, Mongólia e Egito, mas há poucos lugares nessa latitude norte - no 60º grau - do planeta onde você encontrará a palavra 'deserto' estampada numa placa dando nome a um local. Desertos correspondem a um terço da superfície da Terra, mas o que está próximo ao vilarejo de Carcross é totalmente diferente do cenário oferecido pelo Saara ou pelo Rub' Al Khali, na Península Arábica. Comparado a estes, o Carcross é uma caixinha de areia. É insignificante. Mede apenas 2,59 km quadrados, é um dos poucos sistemas de dunas da América do Norte. "O deserto é um enigma há muito tempo para nós locais", diz Keith Wolfe Smarch, membro da população indígena que mora em Carcross, com 301 habitantes. O entalhador de madeira que vê as dunas a partir de sua oficina, usa a vista como inspiração para seu trabalho. "Há muita vegetação rara na beira do rio Carcross, mas um dia o deserto irá engoli-la. Ele determina a forma de nossa cidade." Segundo Wolfe Smarch, a cidadezinha de Carcross foi fundada há 4.500 anos no ponto em que os lagos Bennett e Nares se encontram. Esse acidente geográfico criou uma ponte natural de terra que, por sua vez, se tornou uma passagem improvisada durante migrações. "Grupos enormes de caribous (renas) cruzavam esse caminho", diz Wolfe Smarch. "Como povos nômades, tanto a tribo tlingit quanto a tagish acampavam ao lado do rio Natasaheen para caçar - então o nome da cidade vem de um mistura de caribou com crossing ['atravessar' em inglês]". Conforme Carcross foi crescendo, o número de visitas ao deserto único de Yukon foi aumentando. Originalmente chamada de Naataase Heen (que literalmente significa 'água descendo por caminhos estreitos'), Carcross era o tipo de cidade que passa batido. Há igrejas pintadas de branco, um armazém que vende os mais variados artigos e cabanas enfeitadas com machados enferrujados e alces, restos da era Klondike, quando mineiros eram transportados de trem para as minas de ouro perto da cidade de Dawson e Atlin. Mas hoje a história está mudando. Paraíso esportivo Amantes de vários esportes aproveitam das areias do deserto todo final de semana. No verão, dunas expostas são usadas como pistas por quadriciclos, sandboard e caminhadas, além de abrigarem ovelhas, cabras e veados. Conforme a neve cai, o deserto se torna algo completamente diferente, as dunas são tomadas por snowboarders, esquis e tobogãs. "Eu trago minhas crianças para descer de tobogã aqui, elas amam", diz Jennifer Glyka, uma mulher que encontrei no restaurante da cidade. "Eu cresci em Yukon, mas ainda acho estranho descer uma duna de areia coberta de neve. Eu nunca havia ouvido falar desse lugar quando era criança." A cidade de Carcross foi encontrada há mais de 4 mil anos no ponto onde os lagos Bennett e Nares se encontram Mike MacEacheran Mas o deserto Carcross leva uma vida dupla. Ele também é o território de cientistas canadenses e geólogos que querem desvendar seus segredos, descobrir como ele surgiu. Um desses especialistas é a geóloga Panya Lipovsky do Yukon Geological Survey. Ela tornou sua missão pesquisar a história do deserto e entende suas contradições melhor que a maioria das pessoas. "Eu estudo sujeira", disse ela, aliás, quando nos encontramos no prédio do governo de Yukon em Whitehorse. "Eu também estudo desabamentos e depósitos de superfícies. E isso inclui desertos". O deserto arrasou tudo De acordo com Lipovsky, a gênese única do deserto de Carcross é o resultado de 10 mil anos de ação natural. O território de Yukon foi coberto de gelo na era conhecida como glaciação Wisconsiana McConnell, explica ela, há entre 11 mil e 24 mil anos atrás. "Carcross tinha 1 km de gelo de cobertura", diz ela. "Você simplesmente não consegue imaginar." Conforme o gelo começou a derreter, pedaços começaram a vagar para o sul, deixando a parte mais ao sul de Yukon com vales cheios de frestas. Lipovsky compara esses vales a canteiros de demolição, depois que "o gelo arrasou tudo". Com o tempo, enormes lagos foram formados nessas frestas e, quando o gelo condensava, o nível das águas caía, criando praias e costas de areia entre os vales. Depois, a areia foi sugada por ventos fortes e empurrada para noroeste, dando origem a um dos mais inusitados desertos do mundo. "Há uma ideia errada de que é o resultado de um lago que secou, mas isso não é verdade", diz Lipovsky. "Ventos fortes continuam a assolar o lago Bennett hoje, soprando grãos de areia fina nas dunas. Então a combinação de vento, água e era do Gelo criaram uma gama distinta de circunstâncias." Outra inconsistência é a questão da classificação. Para ser categorizado, cientificamente, como um deserto árido, é preciso ter menos de 250 mm de precipitação anual; desertos semiáridos têm entre 250 mm e 500 mm. Essa é a categoria na qual o deserto Carcross se encaixa, apesar da sombra chuvosa das montanhas que o cercam. "Você certamente pode chamá-lo de deserto úmido", diz Lipovsky. "Mas com tanta areia e sedimentos soprados para cá, a vegetação não tem chance de se regenerar. É um sistema realmente dinâmico." Apesar de tantas contradições, o que não é debatido é o espanto e a incredulidade que o deserto inspira. Conforme você entra nele, o mistério se aprofunda, com silhuetas fantasmagóricas de areia. E há sempre surpresas à espreita. Plantas como junco e tremoceiro florescem no verão. Moscas e mariposas cruzam os céus. Cinco novas espécimes de gnorimoschema, uma espécie da família das mariposas, foram descobertas. E a probabilidade é que existam mais. Toda essa beleza em um dos ambientes mais complexos e impiedosos do planeta é difícil de imaginar. Este não é o Saara, o Gobi ou o Kalahari. Mas cada passo em suas dunas faz você perceber que este deserto tem seu próprio mundo de enigmas dentro de si.
    Após 'onda de lixo' na capital, República Dominicana retira resíduos de praias

    Após 'onda de lixo' na capital, República Dominicana retira resíduos de praias


    Passagem da tempestade tropical Beryl levou toneladas de plástico à costa de Santo Domingo. Imagem do dia 23 de julho mostra limpeza de praia em Santo Domingo sendo feita. Situação era ainda pior dias antes. AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez Após...


    Passagem da tempestade tropical Beryl levou toneladas de plástico à costa de Santo Domingo. Imagem do dia 23 de julho mostra limpeza de praia em Santo Domingo sendo feita. Situação era ainda pior dias antes. AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez Após toneladas lixos invadirem as praias de Santo Domingo, na República Dominicana, o Ministério do Turismo emitiu nota esclarecendo que os resíduos já foram retirados e a costa da capital está limpa novamente. O comunicado diz ainda que destinos turísticos como Punta Cana, Puerto Plata, Samaná, Juan Dolio e La Romana "operam normalmente" e não foram afetados pelo lixo. "O trabalho instaurado pelas autoridades para superar com rapidez e eficiência o impacto dos resíduos acumulados na Costa Sul merece todo o reconhecimento dos hoteleiros da capital", disse Roberto Henríquez, presidente da Associação dos Hoteleiros de Santo Domingo. O comunicado também menciona ainda um agradecimento a voluntários e ONGs que ajudaram na limpeza: "Sob a liderança do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, a Prefeitura de Santo Domingo, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais, as Forças Armadas Dominicanas, as autoridades portuárias, a Associação das Indústrias da República Dominicana, diversas ONGs nacionais e internacionais e centenas de voluntários forneceram uma solução rápida e eficaz para o acúmulo de resíduos no menor tempo possível". O acúmulo de lixo acontece depois que a tempestade subtropical Beryl passou pela região levando o lixo para a costa das praias locais, como a de Montesino. A ONG Parley, que trabalha com preservação dos oceanos, filmou as "ondas de lixo" no local e classificou a situação como emergencial. Em comunicado, declarou ter retirado um total de 1000 toneladas de lixo desde o dia 13 de julho. Segundo a ONG, garrafas plásticas e caixas de isopor foram encontradas em meio ao lixo. Trabalhadores do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) coletam lixo das praias de Güibia, Montesino e ao lado do Obelisco feminino na região do Malecon, em Santo Domingo, em 16 de julho de 2018. O MOPC iniciou as obras de limpeza para remover toneladas de resíduos sólidos da costa do Malecon de Santo Domingo, após a tempestade subtropical Beryl passou. Erika SANTELICES / afp Lixo veio de rio Até o último dia 12 de julho, todo esse lixo estava pressionando contra a ponte flutuante sobre o rio Ozama, que percorre 148 quilômetros da ilha antes de se esvaziar no Atlântico. A enorme massa de lixo se acumulou nesse ponto por causa das fortes chuvas da tempestade Beryl, que afetou o território dominicano. As autoridades que controlam a ponte decidiram abri-la e o lixo acabou nas praias de Fuerte San Gil, Montesinos e Guibia, na costa sul de Santo Domingo. Segundo a BBC, Domingo Contreras, diretor geral de Programas Especiais da Presidência da República (Digepep) declarou que as autoridades abriram a ponte para evitar que ela fosse danificada. "Não é apenas sobre plásticos, é sobre troncos e material que o rio arrasta no meio de uma tempestade, a ponte tem uma capacidade de carga, se essa capacidade for ultrapassada, perdemos a ponte", disse Contreras. Em entrevista a BBC, a representante da Parley, declarou que o problema está na falta de acesso das comunidades à condições melhores de despejo de lixo e higiene. "Todos os bairros que vivem rio acima são pessoas muito pobres, muito vulneráveis, que jogam seu lixo atrás de casa, isto é, o rio ", explicou Carmen Chamorro à BBC Mundo. Soldado limpa as margens da praia de Montesinos, que é vista coberta de plástico e outros destroços, em Santo Domingo, República Dominicana Ricardo Rojas/Reuters
    Franceses são os europeus que mais viajam durante as férias

    Franceses são os europeus que mais viajam durante as férias


    Orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família Roda gigante da Place de la Concorde iluminada na avenida Champs Elysees, em Paris Charles Platiau/Reuters/Arquivo Um estudo recente apontou que 69% dos franceses vão...


    Orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família Roda gigante da Place de la Concorde iluminada na avenida Champs Elysees, em Paris Charles Platiau/Reuters/Arquivo Um estudo recente apontou que 69% dos franceses vão viajar este ano durante as férias de verão do hemisfério Norte, entre os meses de julho e agosto. Além de ser um recorde que não era batido desde 2012, os números colocam os moradores do país no topo da lista dos europeus que mais viajam nos dias de calor. Segundo o estudo realizado pelo instituto Ipsos, a França ultrapassou Áustria, Suíça e Reino Unido, onde cerca de 66% dos moradores escolhem passar férias em outras cidades. Mas se os franceses viajam cada vez mais, as férias de verão estão cada vez mais curtas. Tradicionalmente, as famílias se ausentavam durante três ou até quatro semanas. Mas a pausa do verão no hemisfério Norte – que coincide com as férias escolares de julho e agosto – tem sido cada vez mais reduzida para aqueles que trabalham. Atualmente, os franceses têm preferido viajar durante duas semanas no verão e distribuir os demais dias de folga no resto do ano, juntando as férias com os dias de descanso acumulados graças ao regime de 35 horas de trabalho semanal. Outra particularidade dos viajantes do país é que a maioria ainda prefere descansar sem cruzar as fronteiras. De acordo com o mesmo estudo, que faz parte do barômetro anual europeu do turismo, 57% dos franceses não deixam o território nacional durante o verão e, entre eles, 60% escolhem o litoral como destino. Além disso, acampar durante as férias (com barracas ou trailers), continua sendo uma opção privilegiada entre as classes mais populares, respeitando uma tradição dos centros de camping com boa infraestrutura espalhados pelo país. Já entre os que vão para o exterior, os países mais próximos, como Espanha, Itália e Portugal são os mais procurados. Seguem na lista a Tunísia, que volta a ser escolhida pelos viajantes este ano, depois de ter sido boicotada por algumas temporadas em razão da ameaça terrorista. Férias econômicas, mas sem dívidas Porém, os franceses gastam menos que seus vizinhos europeus. Se as famílias suíças e austríacas, mas também alemãs e belgas, reservam em média mais de € 2.000 durante as férias, o orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família, sendo que mais da metade deles raramente ultrapassa € 1.000. Além disso, os franceses preferem economizar durante o ano todo antes de embarcar para poder aproveitar as viagens tranquilamente. Ao contrário dos vizinhos britânicos, por exemplo, que abusam do uso de cartões de crédito, na França, menos de um terço da população se endivida para tirar férias. Mesmo se os bancos franceses já começam, desde o mês de maio, a enviar propostas de empréstimos miraculosos para quem pretende viajar durante o verão.
    Caos em aeroporto de Lisboa deve prejudicar turismo de Portugal

    Caos em aeroporto de Lisboa deve prejudicar turismo de Portugal


    Operando no limite das suas capacidades, a falta de infraestrutura tem causado muitos transtornos aos passageiros, principalmente aqueles que vêm de fora da Europa. Mas a solução mais otimista, que passa pela abertura de um novo aeroporto, deverá...


    Operando no limite das suas capacidades, a falta de infraestrutura tem causado muitos transtornos aos passageiros, principalmente aqueles que vêm de fora da Europa. Mas a solução mais otimista, que passa pela abertura de um novo aeroporto, deverá chegar somente em 2022. O aeroporto Humberto Delgado, de Lisboa, está operando no limite das suas capacidades olafpictures/Creative Commons Chegam as férias de verão na Europa e a situação no aeroporto de Lisboa vira um caos. A capital portuguesa ganhou pelo segundo ano o prêmio de “melhor destino europeu”, além de outras atrações e regiões de Portugal terem sido classificadas no topo do ranking dos “Oscars” do turismo mundial, como praias e circuitos ecológicos. Calcula-se que 20 milhões de turistas visitaram o país em 2017, um número quase duas vezes mais que a população do país, que não chega a 11 milhões. A taxa de ocupação dos hotéis chega a 80%, a maior do velho continente. Mas o crescimento de passageiros e movimentos no aeroporto de Lisboa   um universo que dobrou em dez anos e que, só no ano passado, subiu quase 20%   aumenta também o volume de queixas. Atrasos constantes, falta de funcionários para o check-in, muito tempo para a recuperação das malas e até problemas para conseguir um táxi, com filas que facilmente ultrapassam os trinta minutos, acontecem diariamente. Voos prejudicados diariamente Para os que não têm passaporte dos países europeus a situação é ainda pior: podem ficar até duas horas na fila de controle. A situação está deixando a ANA, empresa que administra a infraestrutura aeroportuária, sob forte pressão, com reclamações que subiram 43% neste ano. Até a seleção nacional de futebol foi uma das "vítimas" da falta de capacidade do aeroporto Humberto Delgado. A comitiva foi avisada que a saída de Moscou seria atrasada por causa do volume do tráfego aéreo em Lisboa. Consequência: só chegou na capital por volta das 20h, quando a previsão inicial era às 17h30, deixando os torcedores em alvoroço. Sem obras de ampliação ou reforço dos serviços de atendimento e processamento de voos e passageiros, o aeroporto da capital enfrenta um duro teste diante da perspectiva de aumento do número de movimentos naquele espaço. A grande maioria dos voos intercontinentais chegam em Lisboa, que ainda tem um aeroporto localizado somente a 15 minutos do centro da capital, em plena cidade, o que dificulta a expansão do mesmo. Confusão no planejamento Esta situação atual já tinha sido prevista no governo do ex-premiê José Sócrates, há quase dez anos, que queria construir um novo aeroporto na cidade de Ota, situada a 50 km da capital, e ainda uma linha de trem-bala para conectar o terminal com o resto do país e a Espanha. Depois ficou decidido que a melhor solução seria utilizar o aeroporto militar já existente em Montijo, do outro lado do Rio Tejo, com a construção de uma terceira ponte sobre o rio para facilitar o acesso. Mas com a chegada do governo dos Sociais Democratas e as medidas de austeridade, este foi o primeiro projeto a ser engavetado e só agora começa a ser repensado. Mas existe uma forte pressão dos ecologistas por se tratar de um estuário importante para a fauna e flora da região. Os estudos de impacto ecológico estão sendo feitos e se prevê, que na versão mais otimista, as obras comecem no próximo ano e terminem só em 2022. Porém, ainda não se fala na construção da terceira ponte. E isso será um grande problema já que as duas existentes estão completamente engarrafadas na hora do rush o que vai fazer com que o passageiro perca muito tempo e dinheiro para chegar ao destino. Soluções provisórias Alguns operadores de turismo, prevendo um caos, começam a pensar na opção de utilizar um pequeno aeroporto da cidade de Beja no Alentejo, que está a duas horas e meia da capital de carro, sem ligação ferroviária. Ou seja, uma solução que não deve agradar muito a maioria dos viajantes. Muito provavelmente, Portugal irá perder cerca de um milhão de turistas por ano, segundo Francisco Calheiros, o presidente da Confederação do Turismo Português. “A superlotação no aeroporto de Lisboa terá um grande impacto na economia do país, sabendo o que cada turista gasta em diferentes setores", explicou. Ele foi curto e grosso ao afirmar numa entrevista que o aeroporto de Lisboa está “entupido”, e, por isso, não hesita em classificá-lo como "uma pedra no sapato do país", gerando uma imagem negativa logo na entrada. Vale lembrar que o aeroporto de Lisboa recebeu no ano passado 27 milhões de passageiros e até maio deste ano já chegou aos 11 milhões. O governo regional da Ilha da Madeira, cujo turismo tem sido muito prejudicado pelo caos das conexões na capital, começa a estudar a possibilidade de usar Barcelona como hub para os voos que vem do exterior e promete processar a TAP e a administração do aeroporto de Lisboa.

    Brasil: um cartão postal a cada canto


    O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. Brasil: um cartão postal a cada canto Veja o vídeo acima. Quantos cartões postais do Brasil você identificou? E quantos você já visitou? Tem o Cristo Redentor, de braços...

    O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. Brasil: um cartão postal a cada canto Veja o vídeo acima. Quantos cartões postais do Brasil você identificou? E quantos você já visitou? Tem o Cristo Redentor, de braços abertos, famosos no mundo inteiro. A espetacular arquitetura de de igrejas espalhadas pelo país, da mais barroca à mais modernista. A avenida Paulista, cada vez mais viva, onde todos se encontram. Nossos cartões postais são a nossa cara. São cheios de histórias e paixão. Encantam todos que passam por aqui. E revelam o que temos de mais especial: nossa verdadeira beleza. O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu.
    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros

    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar...


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar uma Copa do Mundo exige anos de investimentos em infraestrutura, planejamento e trabalho. De acordo com dois jornalistas estrangeiros que estiveram presentes tanto no Mundial da Rússia em 2018 quanto no do Brasil, em 2014, foram os russos que demonstraram estar melhor preparados em geral para receber o maior campeonato de futebol do planeta. Ao G1, Gary Meenaghan, um escocês de 34 anos que esteve em todos os mundiais desde 2010, e o argentino Sebastian Fest, de 47 anos, que já tem a cobertura de seis copas no currículo, afirmaram que a Rússia também surpreendeu em relação à empatia e hospitalidade. Mas quando o quesito é a estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, quem ganhou foi o povo brasileiro. Ambos afirmam que já conheciam o Brasil antes de passarem um mês no país para cobrir o Mundial. Meenaghan contou que, pessoalmente, gostou tanto do período que passou entre as cidades-sede brasileiras que se mudou definitivamente para o Rio de Janeiro em 2015. Atualmente, ele está de casamento marcado com uma mineira de Belo Horizonte, que ele conheceu em um Réveillon em Copabacana. Gary Meenaghan, jornalista escocês, esteve em todas as copas desde o Mundial de 2010, na África do Sul; nessa foto de 2014, ele posa em frente ao Mineirão, pouco antes do fatídico '7 a 1' da Alemanha contra o Brasil Arquivo pessoal/Gary Meenaghan Veja a seguir as impressões de ambos sobre o que encontraram nos dois eventos mundiais: 1- Infraestrutura da Copa Estádios O escocês Gary Meenaghan, que escreveu sobre a Copa para jornais do Oriente Médio e da Grã-Bretanha, explica que, assim como no Brasil, o evento da Rússia teve uma mescla de estádios renovados e construídos do zero, sempre seguindo o chamado "padrão Fifa". Sebastian Fest, que cobriu o Mundial na Rússia para o jornal "La Nación", da Argentina, ressalta que, na Copa de 2014, muitos estádios foram concluídos em cima da hora, nas vésperadas das partidas inaugurais. "Eu creio que os estádios russos claramente são melhores que os brasileiros. Me lembro que no Mundial no Brasil estavam terminando os estádios na véspera da inauguração e das primeiras partidas." Localização e acesso A localização das arenas russas, porém, foram mais acessíveis, segundo Meenaghan, com linhas de metrô e bondes servindo diretamente os estádios. "Como na Arena Sochi, que fica no meio do Parque Olímpico, e é até possível caminhar confortavelmente até ela." Ele lembra que, após a partida entre Uruguai e Portugal, precisava pegar um voo em seguida e, com uma caminhada de entre dez e 15 minutos e mais 12 minutos em um táxi sem trânsito, ele conseguiu chegar tranquilamente ao aeroporto. "Os acessos [no Brasil] eram muito mais complicados, às vezes mal indicados, isso não aconteceu na Rússia", disse Fest, ressaltando, ainda, que o sistema de som na Rússia também foi superior. O argentino também contou que os voluntários da Fifa na Rússia aplicaram uma goleada contra os do Brasil. "No Brasil os voluntários em geral não tinham ideia de nada ou indicavam mal." Por causa do tamanho do território russo, o jornalista sul-americano disse que os centros de treinamento das seleções ficaram concentradas principalmente na região de Moscou. "Era uma hora, hora e meia, duas horas de viagem, um congestionamento espantoso, tão grave quanto o de São Paulo, então era muito complicado chegar às seleções." Internet móvel e fixa Meenaghan diz que as salas de imprensa nos dois países eram tão parecidas, das cadeiras aos televisores, tomadas e ônibus de traslado, e até a comida na Rússia parecia ter sido requentada da edição de 2014. Mas Fest aponta uma diferença importante, na qual a Rússia saiu em vantagem. "O serviço 4G de telefonia celular em Rússia, que é 82 vezes melhor que o da Argentina e 75 vezes melhor que o do Brasil. Aí sim que se nota a diferença. Aqui o 4G voa, se pode trabalhar muito bem esteja onde estiver. E no Brasil, não." - Sebastian Fest O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 2- Transporte Metrô Nessa categoria, a Rússia também saiu ganhando do Brasil. "O metrô em Moscou é uma coisa tremenda, uma das melhores redes do mundo. E como você sabe, no Rio isso é algo embrionário", explicou Fest, para quem a única cidade que oferece uma malha viária mais extensa no Brasil é São Paulo. Ferrovias e estradas Nos traslados entre cidades, ambos os jornalistas foram categóricos: o fato de a Rússia contar com uma extensa malha ferroviária facilitou imensamente a vida de jornalistas e torcedores durante todo o Mundial. Para Meenaghan, as viagens de trem foram "uma das melhores coisas" da Copa na Rússia, principalmente porque o transporte público foi grátis para jornalistas e torcedores com ingresso, e muitas viagens de longa distância de trens também eram, se reservadas com antecedência. "Em vez de pagar mais de R$ 1.200 por um voo só de ida de Sochi a Moscou, eu pude viajar de graça em um trem noturno, economizando o custo do voo e de uma noite de hotel. Claro, a viagem de trem demora, mas como ela tem camas e um café a bordo, é bem confortável e você consegue trabalhar. O wifi nunca funcionava nos mais de dez trens que eu peguei, mas as vistas da janela eram melhores que as vistas por entre as nuvens." - Gary Meenaghan Aeroportos O argentino também elogiou os aeroportos russos, que foram renovados para receber a Copa – o maior empecilho era o alto nível de segurança dos acessos, diz ele, mas os procedimentos de check-in e embarque foram mais agilizados que no Brasil. Já jornalista escocês, que ficou famoso no Brasil em 2014, depois de pegar 29 voos em 28 dias, todos eles sem atraso, teve uma experiência pior nos aeroportos da Rússia. Como andou mais de trem, ele só pegou quatro voos durante a Copa de 2018. "Mas dois atrasaram e minha mala foi parar em Moscou quando eu voei para São Petesburgo", contou ele. A demora da entrega da mala fez com que ele precisasse comprar itens de higiene e emprestar roupas de um colega. Rússia 2018 x Brasil 2014: jornalistas estrangeiros que cobriram as duas copas avaliam eventos em cinco quesitos Rodrigo Cunha/G1 3- Serviços turísticos Acomodação A hospitalidade com os turistas foi o único dos cinco quesitos em que o Brasil acabou na frente da Rússia na comparação dos jornalistas. Para Sebastian Fest, a sede da Copa de 2014 já tinha uma estrutura turística que favoreceu a recepção do grande volume de estrangeiros para o Mundial. "No Brasil, vocês têm serviços aos turistas, hotéis em São Paulo, no Nordeste também. A Rússia não tem como estar em vantagem. Moscou é uma grande cidade, São Petesburgo também, e paro de contar. Kazan tem suas coisas, Níjni Novgorod é um pouco de chorar, são cidades pequeninas que turisticamente têm menos serviços e estão menos preparadas que o Brasil" - Sebastian Fest Gary Meenaghan afirma que nos dois países escolheu hospedagens pelo AirBnB e que, apesar de todas as acomodações que alugou terem boas condições de limpeza e acesso ao wifi, o processo de reserva deixou a desejar. "Muitas das minhas reservas foram canceladas depois da confirmação, e alguns me escreveram tentando aumentar o preço em até 30%", afirmou ele, ressaltando que alguns apartamentos eram "ótimos", mas muitos estavam "velhos e sombrios". Restaurantes Meenaghan já havia ido à Rússia para a Copa das Confederações e afirma que se surpreendeu com a boa qualidade e o preço das refeições. "As porções tendem a ser menores que no Brasil, o que pode ser frustrante", afirmou. "Mas a comida em geral é muito saborosa e com uma vasta variedade culinária." Na primeira semana em Moscou, ele diz ter provado refeições típicas da Coreia do Norte, Uzbequistão, Nepal, Geórgia, Itália e Rússia. "Vai ser difícil comer uma refeição satisfatória e beber uma cerveja por menos de 600 rublos [o equivalente a cerca de R$ 40]", explicou Meenaghan. 4- Comunicação Língua Os dois jornalistas já tinham um contato inicial com o português quando vieram ao país para a Copa de 2014. Eles também afirmam que a língua portuguesa também sai em vantagem em relação ao russo por causa do alfabeto cirílico, que impede turistas de entenderem coisas básicas nas ruas e letreiros da Rússia. De acordo com Sebastian Fest, porém, os brasileiros também apresentaram um conhecimento melhor do inglês do que os russos. "Vocês falam mais inglês que os russos, ainda que aqui eu diria que a juventude está falando bem mais inglês. Mas em geral não, esse é um país que não fala inglês, e a estrela foi o aplicativo do Google Translator no celular, em que você falava em castelhano ou em inglês e traduzia ao russo e vice-versa." - Sebastian Fest Sinalização Gary Meenaghan disse que sentiu muita dificuldade em se locomover pelas ruas e metrôs na Rússia. "A falta de sinalizaão em algumas estações de metrô é impressionante, e ler as placas nas ruas é impossível em cirílico", disse ele. "Um amigo meu que cobriu a Copa no Japão e na Coreia disse que a Rússia foi, em termos de língua e sinalização, muito mais difícil." Acolhimento O escocês, que pode comparar a acolhida de 2017, na Copa das Confederações, e a de 2018, disse que os russos evoluíram bastante nessa área, e superaram uma questão cultural: segundo ele, na Rússia, sorrir sem motivo aparente é tido como sinal de estupidez, e isso faz com que eles pareçam mais distantes. "Perguntar aos locais não é tão fácil [quanto no Brasil] porque a cultura é muito fechada, mas notei uma grande diferença do ano passado, quando era quase impossível conseguir que as pessoas te ajudassem. Como se estivessem conscientes de sua reputação fora da Rússia, muitas pessoas se abriram e tentaram ajudar." - Gary Meenaghan Segurança Meenaghan também ressalta que se sentiu mais seguro andando pelas ruas das cidades-sede russas do que no Brasil, também pela sensação de segurança quanto pelo fato de que, em várias delas, o sol nasce entre 3h e 4h da madrugada. Sua impressão é de que os policiais também se mostraram mais lenientes, apesar de ele ter sido abordado duas vezes de forma aleatória e instado a mostrar seus documentos – "um golpe comum no passado, quando a polícia tentava te extorquir e conseguir propina". Simpatia No quesito simpatia, a unanimidade ainda é a favor dos brasileiros e sua acolhida dos visitantes estrangeiros. "O Brasil já sabemos como é, os brasileiros muito amáveis, o Brasil é uma festa, o futebol é o que é, então nesse sentido me parece que o Brasil sempre tem vantagem", afirmou Fest. Mas a recepção russa deixou boas lembranças na memória de ambos. "A Rússia é uma surpresa. Foram muito receptivos, muito amáveis, muito simpáticos, se portaram realmente bem. E são muito mais quentes, sorridentes e empáticos do que se esperava", disse o argentino. Para Meenaghan, não existe comparação, já que a adoração dos brasileiros pelo futebol impacta muito mais na relação com os estrangeiros. "Qualquer pessoa com quem você falava [no Brasil] tinha um interesse na Copa, as ruas estavam pintadas, havia bandeiras e banners e fogos de artifício e uma atmosfera de festa que durou quase um mês. Aqui é diferente: a maioria dos russos com quem falei longe de estádios não liga para futebol." - Gary Meenaghan Gary Meenaghan durante uma partida de membros da imprensa ao lado da Praça Vermelha e do Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Gary Meenaghan 5- Custo-benefício em geral Os dois jornalistas dizem que a Rússia acabou sendo mais econômica do que o Brasil de 2014. Depois de sua visita em 2017 para a Copa das Confederações, Meenaghan diz que esperava encontrar uma inflação dos preços neste ano. Acabou encontrando tentativas do tipo na acomodação, mas nos restaurantes ele afirma que isso não foi um problema. No geral, porém, os dois jornalistas acreditam que valeu mais a pena o serviço que encontraram na Rússia. "Se você me pergunta qual país está mais preparado, eu diria que a Rússia. Porque aqui conseguiram organizar um Mundial que funcionou perfeitamente no técnico. Todos os estádios estavam muito bem, todas as instalações e a logística funcionou", conclui Fest.
    Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano

    Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano


    Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de...


    Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de distribuição de Fan ID da Copa do Mundo em Sochi, em 3 de maio Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters Os torcedores estrangeiros que tiverem passes "Fan ID", um documento que permite viajar sem visto na Rússia durante o Mundial-2018, não precisarão de visto russo até o final do ano - anunciou o presidente Vladimir Putin neste domingo (15). "Os torcedores estrangeiros que tiverem sua 'Fan ID' poderão se beneficiar das múltiplas entradas na Federação da Rússia sem visto, até o final do ano", declarou Putin, citado por agências de notícia russas, após assistir à final da Copa, em Moscou.
    Duas empresas lideram corrida e turismo espacial pode estar cada vez mais próximo

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    Virgin Galactic e Blue Origin disputam primeira expedição e dizem que ela acontecerá dentro de alguns meses, mas ainda não confirmaram a data. Nave VSS, da Virgin Galactic, tem aparência de jato particular HO/Virgin Galactic/AFP As duas...


    Virgin Galactic e Blue Origin disputam primeira expedição e dizem que ela acontecerá dentro de alguns meses, mas ainda não confirmaram a data. Nave VSS, da Virgin Galactic, tem aparência de jato particular HO/Virgin Galactic/AFP As duas companhias que lideram a corrida das viagens turísticas ao espaço asseguram que estão a meses de realizar a primeira expedição. Virgin Galactic, fundada pelo bilionário Richard Branson, e Blue Origin, do criador da Amazon Jeff Bezos, competem utilizando tecnologias totalmente diferentes. Elas pretendem terminar seus testes e se tornar a primeira companhia a oferecer este serviço, mas ainda não cravaram uma data para a primeira viagem. Momentos de microgravidade Nem os passageiros da Virgin, nem os da Blue, orbitarão a Terra, e sua experiência com a microgravidade durará só alguns minutos. Trata-se de uma experiência muito diferente à dos primeiros turistas espaciais, que pagaram dezenas de milhões de dólares para viajar à Estação Espacial Internacional (ISS) na década de 2000. Depois de pagar por uma passagem muito menos cara – 250 mil dólares (cerca de R$ 780 mil) na Virgin e ainda não se sabe quanto na Blue Origin –, estes novos turistas espaciais adentrarão dezenas de quilômetros na atmosfera antes de regressar à Terra. Como referência, a ISS está em órbita a cerca de 400 km do nosso planeta. A meta é cruzar essa linha imaginária onde começa o espaço exterior, seja a linha Karman, a 100 km da superfície terrestre, ou a fronteira que é reconhecida pela força aérea dos Estados Unidos, que está a 80 km. Virgin Galactic No caso da Virgin Galactic, a capacidade de sua nave VSS, que tem a aparência de um jato particular, é de seis passageiros e dois pilotos. Esta unidade estará acoplada a outra nave espacial que a acompanhará em seu percurso inicial – o WhiteKnightTwo –, da qual se separará a uma altura de aproximadamente 15 km. Uma vez que se separem, a VSS ativará seu propulsor e seguirá seu caminho. Capacidade de nave da Virgin Galactic será de seis passageiros e dois pilotos HO/Virgin Galactic/AFP Então os passageiros flutuarão em um ambiente de gravidade zero por alguns minutos, antes de regressarem à Terra. A descida é suavizada por um sistema que faz com que a cauda da nave se mova formando uma espécie de arco antes de voltar a sua posição normal, comece a planar e termine aterrissando no porto espacial da Virgin no deserto no Novo México. A viagem dura no total entre uma hora e meia e duas horas. Durante um teste realizado em 29 de maio sobre o deserto de Mojave, a nave espacial alcançou uma altura de 34 km. Richard Branson diz que deve levar turistas pro espaço; passagem custa US$ 250 mil Em outubro de 2014, uma nave da Virgin teve uma falha durante o voo devido a um erro do piloto, e um dos dois pilotos a bordo morreu. Os testes foram reiniciados depois com outra nave. A companhia alcançou um acordo para abrir um segundo porto espacial no aeroporto Tarente-Grottaglie, ao sul da Itália. Branson disse em maio em um programa da BBC que ele mesmo espera ser um dos primeiros passageiros nos próximos 12 meses. Cerca de 650 pessoas já estão na lista de espera para realizar esta viagem, informou a Virgin. Blue Origin A Blue Origin trabalha com uma tecnologia mais parecida à do foguete tradicional: o New Shepard. Nesta nave, seis passageiros entram em uma cápsula inserida na ponta de um foguete de 18 metros. Depois do lançamento, esta cápsula se separa do foguete e continua sua trajetória por vários quilômetros. Durante um teste em 29 de abril, a cápsula foi além de cem quilômetros. Seis passageiros serão inseridos em cápsula na ponta de foguete da Blue Origin HO/Blue Origin/AFP Após poucos minutos de microgravidade, nos quais os passageiros podem ver o exterior através de grandes janelas, a cápsula gradualmente volta à Terra, ajudada em sua descida por três grandes paraquedas e retropropulsores que desaceleram a queda. No último teste, o voo levou dez minutos da decolagem até a aterrissagem. Até agora, nos testes só foram utilizados bonecos, mas um dos diretores da companhia, Rob Meyerson, afirmou que "em breve" começarão os testes com humanos. Funcionários da empresa foram recentemente citados dizendo que os primeiros testes com astronautas da Blue Origin aconteceriam "no final deste ano", com ingressos para o público que devem começar a ser vendidos em 2019. Mas em comentários à AFP, a empresa foi mais cautelosa. "Não definimos os preços dos ingressos e não tivemos discussões sérias dentro da Blue sobre o assunto", disse a empresa. "Temos um cronograma de testes de voo e os cronogramas deste tipo sempre têm incertezas e contingências. Qualquer um que estiver prevendo datas está chutando". O que vem depois? SpaceX e Boeing estão desenvolvendo suas próprias cápsulas para transportar astronautas da Nasa, que devem ficar prontas em 2020, após alguns atrasos. É um alto investimento que em parte será financiado, provavelmente, através da oferta de voos privados. "Se você está pensando em viajar para o espaço, terá quatro vezes a quantidade de opções que tinha antes", disse Phil Larson, vice-reitor da escola de engenharia na Universidade de Colorado. No longo prazo, a companhia russa que fabrica os foguetes Soyuz está estudando a possibilidade de levar turistas à ISS. E uma companhia americana chamada Orion Span anunciou no início deste ano que espera pôr em órbita um luxuoso hotel espacial dentro de poucos anos, embora o projeto ainda esteja em suas primeiras etapas.
    Bunker soviético secreto da Guerra Fria é atração para turistas em Moscou

    Bunker soviético secreto da Guerra Fria é atração para turistas em Moscou


    Abrigo subterrâneo, localizado no centro da cidade que é sede da Copa do Mundo, foi construído a pedido de Stalin para proteger soviéticos de possível ataque nuclear dos EUA Fachada do Bunker 42, abrigo da Guerra Fria, em Moscou. Adriane...


    Abrigo subterrâneo, localizado no centro da cidade que é sede da Copa do Mundo, foi construído a pedido de Stalin para proteger soviéticos de possível ataque nuclear dos EUA Fachada do Bunker 42, abrigo da Guerra Fria, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Viajar à Rússia para a Copa do Mundo não é só futebol: pode ser também uma verdadeira aula de história. Visitar um bunker soviético é como voltar ao cenário da Guerra Fria e estar por dentro de um esconderijo secreto construído pelos soviéticos, uma grande fortaleza subterrânea a 65 metros abaixo do nível do solo. No fim de um dos corredores dentro do bunker, um boneco representa um trabalhador soviético fiscalizando o local. Adriane Schultz/ G1 A pedido do ditador soviético Josef Stalin, o local foi construído para proteger líderes soviéticos em caso de uma guerra nuclear contra os Estados Unidos. A proximidade em relação ao Kremlin, complexo fortificado que abriga a residência do presidente do país, é para facilitar a ida de líderes soviéticos ao esconderijo, a fim de continuarem no comando do país em local seguro. Turistas são convidados a entrar em sala que exibe filme sobre a história da Guerra Fria Adriane Schultz/G1 O passeio pode não ser muito adequado para quem sofre de claustrofobia, já que é feito por debaixo da terra passando por corredores bem estreitos com pouca iluminação. As paredes têm mais de 1 metro de espessura. Corredor do Bunker 42, localizado no bairro Taganskaya, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Em meio a um corredor escuro, os visitantes passam por uma simulação de bomba nuclear com luzes de emergência piscando e uma sirene em volume alto. Espaço remonta sala de controle de voos no Bunker 42 de onde partiriam os comandos para os ataques de bomba nuclear. Adriane Schultz/G1 Há ainda uma sala, proibida para fotos, com objetos de espionagem antigos, além de rádios e máquinas de escrever. Cartaz soviético alerta sobre a importância de manter o silêncio e não fazer fofocas. Adriane Schultz/ G1 A entrada para o local custa 2.200 rublos, o que totaliza cerca de 150 reais. O bunker fica em uma rua discreta bem próximo à estação Taganskaya do metrô.
    De VIP na ópera a fila de autógrafos: conheça histórias bizarras e divertidas de brasileiros na Rússia

    De VIP na ópera a fila de autógrafos: conheça histórias bizarras e divertidas de brasileiros na Rússia


    O G1 conversou com cinco brasileiros que foram ao país assistir aos jogos da Copa do Mundo e que voltaram cheios de histórias engraçadas para contar Brasileiros contam histórias bizarras que passaram na Rússia Se fazer uma viagem já rende...


    O G1 conversou com cinco brasileiros que foram ao país assistir aos jogos da Copa do Mundo e que voltaram cheios de histórias engraçadas para contar Brasileiros contam histórias bizarras que passaram na Rússia Se fazer uma viagem já rende muitas boas histórias e recordações, ir para a Rússia em plena Copa do Mundo, pode render ainda mais. Algumas, inclusive, bem bizarras, incluindo dar autógrafos para uma fila de estrangeiros sem ser uma pessoa famosa (apenas por ser brasileiro) ou ainda assistir a um espetáculo de ópera na faixa depois de fazer amizade com músicos russos em um restaurante. O G1 entrevistou cinco brasileiros que viajaram para a Rússia nesta Copa do Mundo. Teve até quem achasse que não ia mais voltar para o Brasil, como o Samir Neckel que fez uma viagem perturbadora e aventureira por Moscou em um Uber. Assista ao vídeo acima. É só abrir a bandeira que forma fila de autógrafos Brasileiro Samuel Almeida foi parado por diversos estrangeiros para tirar fotos e dar autógrafos. Na foto acima, ele autografa para uma russa. Arquivo pessoal O comerciante e árbitro Samuel Almeida, 42 anos, de São Paulo, resolveu ir para a Rússia uma semana antes do terceiro jogo do Brasil contra a Sérvia. Pisou em Moscou três horas antes do início da partida e conseguiu comprar o ingresso minutos antes do jogo. Sortudo e pé quente, ele, que viaja pela primeira vez para a Europa, diz que se encanta com tudo que vê, mas está surpreso mesmo é com o carinho e receptividade dos russos. “Nunca imaginei que a camisa do Brasil mexeria tanto com as pessoas”, diz. E o que não faltou foram muitos autógrafos (pelo menos 20 assinaturas) e centenas de fotos. “Na primeira vez que me pediram um autógrafo, eu não sabia o que fazer. Não sou uma celebridade. Nunca dei um autógrafo antes. Então, desenhei um coração, assinei meu nome e escrevi ‘Brasil’”, conta ao G1. Para Samuel, é a alegria e o sorriso estampado no rosto que chamam a atenção dos russos. Além disso, muitos nunca chegaram perto de um brasileiro, então querem eternizar aquele momento em alguma lembrança. “Meus amigos pedem para eu não abrir a bandeira porque, se abrir, forma uma fila de pessoas para tirar foto. A gente não consegue andar”, diz. Ele, que tinha a imagem de russos serem fechados, se encantou pelo carinho que foi recepcionado. “Nas ruas, eles gritam ‘Pelé’, ‘Brasile’, ‘Brasil Champion’, e dizem que torcem pelo Brasil”, comenta. Os russos também pedem para trocar objetos. Samuel já trocou chapéus, camisas, bandeiras e chaveiros. Samuel Almeida é fotografado com brasileiros e russos na Praça Vermelha, em Moscou. Arquivo pessoal Amizade com músicos locais e convite para ópera Lúcio Vicente e os amigos músicos russos que conheceu em um restaurante, em São Petersburgo. Arquivo pessoal Há quem goste de viajar para conhecer belas paisagens, experimentar a gastronomia local, apreciar a vida cultural de uma cidade ou mesmo curtir a noite. Mas também há aqueles que gostam mesmo de conhecer o modo de vida local e ter a oportunidade de conviver com um povo totalmente diferente do seu próprio país. É o caso do capixaba Lúcio Vicente, de 31 anos, que vive em Santarém, no Pará, e hoje trabalha como piloto de navios em Fortaleza. Depois de um jantar em São Petersburgo, caminhou pela cidade e sentou em um balcão de um restaurante, onde começou a conversar com russos que estavam ali. Eles eram músicos e convidaram o brasileiro para assistir a uma ópera em que eles mesmos participavam. “Fiquei encantado, foi um momento sem igual. Foi uma apresentação muito bonita e a arquitetura do lugar era maravilhosa”, diz. Surpreso com a receptividade dos russos, deixou de vê-los como pessoas frias, como muitos pensam que eles são. “Eles só não ficam sorrindo toda hora, nem se abrem para quem não tem intimidade. Mas são seres humanos como nós, não são de outro mundo”. Para Lúcio, esse foi o momento mais inesquecível de sua viagem: “Eu amo conhecer pessoas e compartilhar experiências”. Ele já fez o convite para os russos o visitarem em Santarém, no Pará. “Já mostrei algumas fotos e aqui é muito diferente de tudo que eles viram. Falei que é só comprar a passagem que já tem casa e comida”, conta. Um Uber muito doido Samir Neckel pegou uma corrida por aplicativo em Moscou com um motorista que não só adorava correr, como também se envolveu em um acidente Arquivo pessoal O empresário Samir Neckel, de 40 anos, só queria uma corrida do centro de Moscou até a feira de Izmailovo, a cerca de 15 km da capital russa, para comprar souvenirs da viagem. O resultado foi, em suas palavras, uma das experiências mais emocionantes em toda a vida, com um motorista de Uber que não só gostava de velocidade, mas também se envolveu em um acidente durante o trajeto. “Foi meio que assustador, para falar a verdade. Ele parou para abastecer, e um dos meninos que estava atrás falou ‘o cara parece o Schumacher’. Quando [o motorista] ouviu, ele caiu na gargalhada e continuou correndo. Achou que a gente estava adorando, mas estava todo mundo morrendo de medo”, lembrou Samir, que mora em Curitiba. Um dos momentos de maior tensão no caminho foi quando o motorista russo bateu em outro carro. “Nós estávamos saindo do centro, houve um momento em que o trânsito parou e ele bateu na traseira de outro russo, e saiu alucinado, como se ele, que bateu na traseira, estivesse correto”, ironizou o brasileiro. “Eles discutiram, não sei o que acertaram: deram a mão, um abraço, e ficou por isso mesmo”, contou Samir. A corrida levou mais de uma hora, com o motorista sem ter a mínima ideia de onde estava, e entrando até numa espécie de estrada vicinal “Brinquei com o pessoal, falando: ‘esse russo vai roubar nossos órgãos, agora ele vai desovar os corpos”, riu o paranaense, que ainda considera o saldo da aventura. “É uma baita história, vou contar pros meus netos”, disse Samir. “Uma experiência única”. Restaurante sem vodca Matheus Carvalho e os amigos esgotaram a vodca de um restaurante, localizado em São Petersburgo. Na foto, ele exibe os copos que colecionou na Fifa Fan Fest. Arquivo Pessoal O goiano Matheus Carvalho, estudante, de 23 anos, não perde uma oportunidade de se divertir. E na Rússia, em plena Copa do Mundo, não poderia ser diferente. No país em que a vodca é uma das bebidas mais típicas e conhecidas, ele e o grupo de 72 pessoas com quem viajava acabaram com a vodca do restaurante. “O pessoal começou a beber, mas as pessoas das outras mesas ficaram com inveja. Então, começou uma competição entre as mesas”, diz. E, quando foram pedir a próxima dose, foram informados pelo garçom de que a bebida tinha acabado. Então, na brincadeira começaram a enviar garrafas de vodca para as mesas com água em vez de bebida. Teve gente que caiu na brincadeira e tomou a dose de água pensando que era vodca. E a festa não acabou no restaurante, claro. Continuou no trem-bala entre as cidades de Moscou e São Petersburgo. Nele, havia um vagão com bar que reuniu diversos brasileiros. “Todos os brasileiros do trem foram para lá e se conheceram, ficaram conversando e cantando muito alto”, diz. Até que, segundo Matheus, apareceu um segurança que disse que seriam expulsos do trem se não parassem com o barulho. “Acabamos com a cerveja do trem”, disse. Sozinho não! Vinícius Garcia fez uma corrida com um motorista russo que só trabalhava acompanhado da mulher Arquivo pessoal "A gente pediu um Uber normal, e chegaram duas pessoas: o motorista, e uma mulher no banco de trás. A gente falou: 'tem alguém já?'. Ele respondeu: 'não, é a minha esposa'. E tudo pelo Google Tradutor". Vinícius Garcia, empresário de 29 anos, contou que o russo com quem fez a viagem em Samara não trabalhava desacompanhado, sempre aos olhos da esposa. O brasileiro, que mora em Maringá (PR), contou que fez uma corrida curta, mas que ele e os amigos tinham interesse de fazer, por fora do aplicativo, uma viagem de Samara até Kazan, onde o Brasil enfrentaria a Bélgica - e também onde se despediram da Copa. Diante da proposta, o russo concordou em levá-los, e garantiu que apareceria sozinho no dia seguinte, para que o grupo tivesse mais espaço para as malas. Na hora da corrida, a surpresa: “desculpa, ela quis vir. Não me deixou vir sozinho”, lamentou o motorista. Vinícius e os amigos toparam mesmo assim, e dividiram o carro com a esposa do motorista pelos mais de 350 quilômetros que separam as duas cidades. “Tudo o que a gente falava com ele, a esposa respondia. Quando foi fechar o preço, ela falava: ‘8 mil rublos’. Tudo era ela”, falou o brasileiro que, de ingressos comprados, continua na Copa mesmo sem o Brasil. Para ele, a única esperança é a França não levar o título. “Ver a França campeã de novo não dá”, declarou. Initial plugin text
    Confira roteiro de férias para o mês de julho no Centro-Oeste de Minas

    Confira roteiro de férias para o mês de julho no Centro-Oeste de Minas


    Opções levantadas pelo G1 incluem Represa de Furnas e Serra da Canastra. Um dos destinos mais procurados do circuito é o Canyon de Furnas, em Capitólio Lucas Magalhães A chegada de julho marca também a chegada do recesso escolar. E com as...


    Opções levantadas pelo G1 incluem Represa de Furnas e Serra da Canastra. Um dos destinos mais procurados do circuito é o Canyon de Furnas, em Capitólio Lucas Magalhães A chegada de julho marca também a chegada do recesso escolar. E com as férias de meio de ano, muitas famílias tendem a pegar a estrada e viajar. O G1 listou neste domingo (8) algumas opções de lazer no Centro-Oeste mineiro, região que tem entre os atrativos a Represa da Hidrelétrica de Furnas e a Serra da Canastra. Capitólio Graças à represa de Furnas, Capitólio tem grandes lagos de água verde-esmeralda. O espelho d'água da região tem 1.440 km² e é considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo. Repleta de cânions, grutas e cachoeiras, a cidade está dentro da Serra da Canastra e conta, ainda, com várias opções para hospedagem – desde luxuosas casas de aluguel a pousadas simples. Para conhecer toda a região, é possível alugar um passeio em lanchas e escunas – que contam com paradas para banhos. Há também a opção de conhecer os pontos turísticos da região através de trilhas que, por sua vez, levam a quedas d’água, como a do Poço Dourado. Na cidade, o visitante pode conhecer o Morro do Chapéu. O mirante tem 1.293 metros de altitude, de onde é possível admirar a paisagem do Lago de Furnas e de cidades vizinhas. Floresta no entorno de lago é considerada patrimônio de Formiga Prefeitura de Formiga/Divulgação Formiga Outra importante cidade banhada pela Represa de Furnas, Formiga tem uma paisagem que conta com montanhas, vales, cachoeiras e paredões rochosos. Na parte da represa que fica na cidade, é comum encontrar pessoas praticando pesca, natação e até mesmo esportes como o wind surf. Além da represa, existem na cidade lagoas que banham a região, como a do Fundão e a dos Tabuões, conhecidas por receberem um alto número de turistas. Além das belezas naturais, o município conta com construções do século 19, como a Igreja Matriz São Vicente Férrer, mantida com a ajuda da população. Cachoeira Casca D'Anta na Serra da Canastra tem quase 200 metros de queda Atusca/Divulgação São Roque de Minas Integrante do Circuito Turístico da Canastra e reconhecida nacionalmente pela produção do queijo artesanal típico da região, São Roque de Minas mistura a flora característica da Mata Atlântica com a arquitetura do século 19. A cidade é também sede da principal portaria do Parque Nacional da Serra da Canastra e abriga dois dos principais atrativos da região: a nascente do Rio São Francisco e a Cachoeira Casca d’Anta, que tem cerca de 186 metros de queda livre. Lar de espécies raras, como o tamanduá-bandeira, o parque conta com várias opções de pousadas e chalés para quem deseja passar as férias em contato com a natureza.
    Estações de metrô são atração obrigatória para quem visita Moscou na Copa do Mundo; VÍDEO

    Estações de metrô são atração obrigatória para quem visita Moscou na Copa do Mundo; VÍDEO


    Moscou tem estações de metrô que surpreendem pelo luxo e decoração rebuscada. Veja algumas delas. Olha que legal: visitamos algumas das estações de metrô mais bonitas da Rússia Mesmo que o turista prefira andar a pé ou de táxi por Moscou,...


    Moscou tem estações de metrô que surpreendem pelo luxo e decoração rebuscada. Veja algumas delas. Olha que legal: visitamos algumas das estações de metrô mais bonitas da Rússia Mesmo que o turista prefira andar a pé ou de táxi por Moscou, não importa: as estações de metrô da capital da Rússia e uma das cidades-sede da Copa do Mundo são uma visita obrigatória. Inaugurado em 1935, o metrô de Moscou tem mais de 190 estações distribuídas por 12 linhas. E muitas dessas estações são quase como palácios subterrâneos: grandes lustres, mosaicos, vitrais coloridos, esculturas de bronze, retratos e desenhos no gesso. O G1 selecionou algumas das mais belas estações de metrô da cidade. Confira: Estação Novoslobodskaya Estação Novoslobodskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa histórica estação é conhecida pelos vitrais coloridos. Os painéis são envoltos por molduras de bronze. Vitrais da estação Novoslobodskaya Adriane Schultz/ G1 Detalhe do mosaico da estação Novoslobodskaya Adriane Schultz/ G1 Estação Komsomolskaya Estação Komsomolskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa estação tem inspiração barroca, com várias colunas de mármore e piso de granito. A cor amarela vibrante no teto chama a atenção. Estação Komsomolskaya, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Estação Prospekt Mira Estação Prospekt Mira, em Moscou Adriane Schultz/ G1 Essa estação traz um pouco da cultura clássica grega e imperial russa. O tema principal é o desenvolvimento agrícola na União Soviética. Há também luxuosos lustrese desenhos com relevo nas paredes. Interior da estação Prospekt Mira, em Moscou Adriane Schultz/G1 Estação Ploshchad Revolyutsii Interior da estação Ploshchad Revolyutsii, em Moscou Adriane Schultz/G1 Nessa estação, os destaques são os arcos de mármore e as esculturas de bronze. As estátuas representam cidadãos russos, como soldados, fazendeiros e escritores. Plataforma de embarque e desembarque da estação Adriane Schultz/ G1 Os russos gostam de tocar nas estátuas quando passam por alguma delas, pois muitos tem a superstição de que essa atitude traz sorte. Estação Kievskaya Estação Kiyevskaya, em Moscou Adriane Schultz/G1 Essa estação traz quadros que retratam a vida na Ucrânia e é uma homenagem da Rússia ao país que já foi integrante da URSS. Pintura ao final da estação Kiyevskaya Adriane Schultz/ G1 Estação Taganskaya Estação Taganskaya, em Moscou Adriane Schultz/G1 Nessa estação, há vários painéis decorados representando soldados do exército e da marinha. No corredor, lustres dão mais charme à estação. Detalhes da decoração na estação Taganskaya Adriane Schultz/G1
    Conheça o Museu da Cosmonáutica, atração para turistas em Moscou, sede da Copa do Mundo

    Conheça o Museu da Cosmonáutica, atração para turistas em Moscou, sede da Copa do Mundo


    O G1 visitou o museu que homenageia as conquistas russas no espaço, como o lançamento do primeiro satélite artificial e do primeiro homem a dar uma volta inteira em torno da Terra. Interior do Museu da Cosmonáutica, em Moscou G1/ Adriane...


    O G1 visitou o museu que homenageia as conquistas russas no espaço, como o lançamento do primeiro satélite artificial e do primeiro homem a dar uma volta inteira em torno da Terra. Interior do Museu da Cosmonáutica, em Moscou G1/ Adriane Schultz Nem só de futebol vivem os turistas que foram à Rússia acompanhar a Copa do Mundo. O país está cheio de atrações históricas para lá de curiosas, como o Museu da Cosmonáutica, localizado em Moscou, que leva ao visitante memórias da corrida espacial soviética - a Rússia foi o primeiro país do mundo a lançar em 1957 um satélite artificial ao espaço, o Sputnik, e ainda o primeiro a levar ao espaço um ser vivo, a cadela Laika. Orgulhosos do passado e das conquistas, os russos reuniram no Museu da Cosmonáutica, em Moscou, esculturas homenageando os primeiros seres humanos a viajarem ao espaço, além de diversos foguetes, cápsulas, aeronaves e objetos pessoais dos cosmonautas, como fotografias, roupas e comida da época. Por dentro do museu Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar pelo espaço a bordo da nave Vostok-1 G1/ Adriane Schultz Logo na entrada do museu, o destaque vai para a escultura que homenageia Yuri Gagarin, cosmonauta soviético e primeiro homem a viajar pelo espaço. Os russos não utilizam a palavra "astronauta", mas sim "cosmonauta" fazendo referência ao "cosmos", termo que designa o universo. Reprodução do primeiro Sputnik, lançado do cosmódromo de Baikonour em 4 de outubro de 1957. G1/Adriane Schultz O visitante logo também encontra a réplica do satélite Sputnik 1, que chegou a dar 1400 órbitas ao redor da Terra durante 92 dias. Lançado pela URSS em 1957, deixou de existir ao retornar para a atmosfera da Terra. Cadelas Belka e Strelka têm esculturas próprias no museu. G1/ Adriane Schultz Seguindo, o visitante logo encontra as famosas cachorrinhas Belka e Strelka, que foram lançadas ao espaço em 19 de agosto de 1960. Na aeronave, havia cabine para cachorros com máquina automática de alimentação, banheiro e sistema de ventilação. Cápsula Vostok, onde viajou Yuri Gagarin ao espaço pela primeira vez G1/ Adriane Schultz Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao espaço, viajou a bordo da apertada cápsula Vostok 1, em 12 de abril de 1961, com o foguete R-7. A cápsula contava com assento amortecedor e suprimentos de emergência. Antes da cápsula sair de volta à Terra, Gagarin pousou no solo terrestre de paraquedas. Roupa especial flexível SK-1 com sistema de ventilação. G1/ Adriane Schultz O museu também expõe a roupa especial flexível SK-1 projetada por cosmonautas a bordo da espaçonave Vostok. Foi usado durante as missões a bordo da Vostok realizadas entre os anos de 1961 e 1963. Escritório de Sergei Korolev, engenheiro ucraniano que desenhou diversos foguetes e aeronaves durante a corrida espacial. G1/ Adriane Schultz O museu exibe ainda o escritório de um importante representante da corrida espacial russa: Sergei Korolev. Como engenheiro-chefe do programa espacial soviético, foi o responsável pela criação e desenho de foguetes e aeronaves. Montagem representa a MIR, primeira estação espacial modular que entrou em órbita em 1986. G1/ Adriane Schultz A estação MIR é relembrada em uma grande réplica. Ela possuía 10 seções revestidas de carbono dobráveis e foi testada em 1991 pelos cosmonautas Viktor Afanasyev e Musa Mararov. Até 2001, foi o maior satélite em órbita. Interior da estação espacial MIR G1/ Adriane Schultz Soyuz TM-7, sétima espaçoaeronave a atracar na estação espacial MIR. G1/ Adriane Schultz A representação mostra a espaçoaeronave que chegou à estação MIR com o comandante Aleksandr Volkov e o engenheiro de voo, Sergey Krikalyov, além do pesquisador francês Jean-Loup Chrétien. Durante o trabalho a bordo da MIR, a tripulação implementou o programa científico soviético-francês com sucesso. Foram diversos experimentos realizados em biologia espacial, medicina e astrofísica. Comidas e objetos utilizados pelos cosmonautas G1/ Adriane Schultz Armazenamento com comida dos astronautas G1/ Adriane Schultz Satélite projetado para estudar a radicação ultravioleta e a influência na atmosfera da Terra. G1/ Adriane Schultz Nave espacial feita para conduzir experimentos médicos e estudar efeitos do voo espacial em seres vivos. G1/ Adriane Schultz Corredor no museu expõe cartazes soviéticos que exaltam os feitos soviéticos na corrida espacial. G1/ Adriane Schultz O museu fica embaixo do Monumento aos Conquistadores do Espaço, uma escultura de aço e titânio com mais de 100 metros de altura. G1/ Adriane Schultz O museu da Cosmonáutica fica um pouco afastado da Praça Vermelha de Moscou, mas é possível chegar em poucos minutos de metrô. O local é próximo à estação VDNKh (ВДНХ) da linha 6. No bairro, o curioso é que várias ruas tem nomes de cientistas e até um hotel nas proximidades se chama “Cosmos”.
    Brasileiros precisarão de autorização de viagem para entrar na Europa a partir de 2021

    Brasileiros precisarão de autorização de viagem para entrar na Europa a partir de 2021


    Autorização prévia à viagem será exigida a turistas de cerca de 60 nacionalidades que não precisam de visto. Sistema foi aprovado nesta quinta-feira (5) pelo Parlamento Europeu. Controle passaporte em aeroporto da União...


    Autorização prévia à viagem será exigida a turistas de cerca de 60 nacionalidades que não precisam de visto. Sistema foi aprovado nesta quinta-feira (5) pelo Parlamento Europeu. Controle passaporte em aeroporto da União Europeia Reprodução/Twitter/@Frontex O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (5) um novo sistema de autorização de viagens para turistas de países que não precisam de visto para entrar nos países da União Europeia (UE), entre eles o Brasil. A autorização prévia à viagem passará a ser exigida a partir de 2021. O sistema, conhecido como Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS, na sigla original em inglês), foi aprovado por 494 votos a favor, 115 contra e 30 abstenções. Agora a lei precisa ser adotada formalmente pelo Conselho de Ministros, que já tinha entrado em um acordo sobre ela. Depois, será publicada no Diário Oficial. O países que aplicarão o ETIAS são os do Tratado de Schengen, que inclui 22 nações do bloco europeu, e mais quatro países da UE: Romênia, Bulgária, Croácia e Chipre (veja o mapa abaixo). O Reino Unido não exigirá a autorização, já que está entre os que não fazem parte do Tratado de Schengen. Antes de viajar à Europa, os turistas terão de preencher um formulário eletrônico com dados pessoais, informações do documento de viagem e o país em que entrará. Além dos brasileiros, turistas de outras 60 nacionalidades serão afetados, como canadenses, americanos, australianos e latino-americanos. A autorização será válida por três anos e vai custar 7 euros (cerca de R$ 32), a não ser para viajantes menores de 18 anos ou maiores de 70 anos, para quem será gratuita. Mas a decisão final para entrar na União Europeia continua com a segurança de fronteira de cada país. Por que uma autorização prévia? O objetivo é comparar as informações proporcionadas por cada cidadão com as de distintas bases de dados europeus para identificar, antes de sua saída, as pessoas que apresentem "um risco de migração irregular ou de segurança". Com esse sistema automatizado, inspirado no formulário ESTA, um dispositivo em vigor nos Estados Unidos, a UE pretende proteger melhor suas fronteiras exteriores, detectando antes de sua saída para a Europa alguns indivíduos potencialmente perigosos. O que acontece se for detectado um risco? Os pedidos serão processados automaticamente e é esperado que o sistema ETIAS aprove a grande maioria das autorizações quase imediatamente. Mas se o cruzamento de dados detectar alguma informação relevante para o risco de segurança, o pedido será processado manualmente. A decisão de aprovar ou não a autorização deverá ser feita em até 4 semanas. As recusas devem ser justificadas e o solicitante tem o direito de recorrer. Veja os países que vão exigir de brasileiros autorização précia de viagem Karina Almeida/ G1

    Projeto Descubra o Brasil mostra um país recheado de atrações


    Projeto da Rede Globo vai abordar temas a diversidade de possibilidades turísticas do Brasil: praias, festas, parques e muito mais. Projeto Descubra o Brasil mostra um país recheado de atrações O Brasil, um dos maiores países do mundo com mais de...

    Projeto da Rede Globo vai abordar temas a diversidade de possibilidades turísticas do Brasil: praias, festas, parques e muito mais. Projeto Descubra o Brasil mostra um país recheado de atrações O Brasil, um dos maiores países do mundo com mais de 8,5 milhões de km², tem uma infinidade de atrações turísticas. Parte destas atrações serão mostradas, pelo segundo ano, pelo projeto Descubra o Brasil. Na tela da TV Globo e na Internet, o público vai poder descobrir (ou relembrar) a enorme diversidade cultural e as incontáveis belezas naturais do imenso território nacional. Carnaval, praias, festas religiosas, parques nacionais são alguns dos temas que a Globo vai abordar ao longo dos próximos meses para mostrar um Brasil cheio de opções para serem exploradas.
    Como se explica a beleza da montanha de 7 cores que atrai multidões de turistas ao Peru

    Como se explica a beleza da montanha de 7 cores que atrai multidões de turistas ao Peru


    Encostas decoradas com franjas coloridas em roxo, turquesa, fúcsia e dourado foram 'bordadas' ao longo de 65 milhões de anos. Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru Martin Mejia/AP Cerca de 100 km a sudeste de Cusco, no Peru, existe um...


    Encostas decoradas com franjas coloridas em roxo, turquesa, fúcsia e dourado foram 'bordadas' ao longo de 65 milhões de anos. Montanha das 7 cores, em Pitumarca, no Peru Martin Mejia/AP Cerca de 100 km a sudeste de Cusco, no Peru, existe um arco-íris em forma de montanha. É a Montanha das Sete Cores, também conhecida como Vinicunca ou Arco-íris, situada na Cordilheira do Vilcanota, 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca. Suas encostas e cumes são decorados por franjas em tons intensos de fúcsia, turquesa, roxo e dourado. Desde 2016, o espetáculo visual que a montanha proporciona vem atraindo visitantes, disse à BBC News a funcionária da secretaria de Turismo de Pitumarca, Haydee Pacheco. Segundo a mídia local, o número de turistas subiu de algumas dezenas a cerca de 1 mil por dia - isso apesar do frio e da grande altitude. Impulsionado pelas redes sociais, o crescimento na popularidade da Montanha das Sete Cores fez com que ela fosse incluída nos rankings internacionais de atrações turísticas. Em agosto de 2017, por exemplo, a Vinicunca apareceu na lista dos cem lugares que você deve conhecer antes de morrer, compilada pelo site Business Insider. A explosão no turismo local é recente, mas a história da montanha e de suas lindas cores começou há milhões de anos. Situada na Cordilheira do Vilcanota, a montanha fica a 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca, no Peru Martin Mejia/AP Oxidação de minerais As cores que decoram as encostas da montanha resultam de "uma história geológica complexa, com sedimentos marinhos, lacustres e fluviais", de acordo com um relatório do Escritório de Paisagismo Cultural da Diretoria de Cultura de Cusco. Esses sedimentos, transportados pela água que antes cobria todo o lugar, datam dos períodos Terciário e Quaternário, ou seja, de 65 milhões até 2 milhões de anos atrás. Ao longo do tempo, os sedimentos foram formando camadas (com grãos de tamanhos diferentes) que hoje compõem as franjas coloridas. O movimento das placas tectônicas da área elevou esses sedimentos até que se transformassem no que hoje é a montanha. Aos poucos, as diferentes camadas foram adquirindo suas cores chamativas. Elas resultam da oxidação dos diferentes minerais - em virtude da umidade da área - e também da erosão dos mesmos. Foi o que explicou à BBC News o geólogo César Muñoz, membro da Sociedade Geológica do Peru (SGP). Com base em um estudo do Escritório de Paisagismo Cultural e em suas próprias pesquisas, Muñoz explicou a composição de cada uma das camadas, de acordo com a cor: - Rosa ou fúcsia: mescla de argila vermelha, lama e areia. - Branco: arenito (areia de quartzo) e calcário. - Roxo ou lavanda: marga (mistura de argila e carbonato de cálcio) e silicatos. - Vermelho: argilitos e argilas. - Verde: argilas ricas em minerais ferromagnesianos (mistura de ferro e magnésio) e óxido de cobre. - Castanho amarelado, mostarda ou dourado: limonites, arenitos calcários ricos em minerais sulfurosos (combinados com enxofre). Fabián Drenkhan, pesquisador do Instituto de Ciências da Natureza da Pontificia Universidade Católica do Peru, disse à BBC News que essas misturas também contêm óxidos de ferro, geralmente de cor avermelhada. Moradores de Pitumarca, no Peru, na região da Montanha das Cores Martin Mejia/AP Divulgação pelas redes sociais Mas, se essas cores chamativas já decoram a montanha há milhões de anos, por que ela só ficou famosa recentemente? Artigos publicados pela mídia peruana e internacional sugerem que Vinicunca teria sido descoberta porque mudanças climáticas teriam derretido a neve que a cobria. No entanto, os geólogos consultados pela reportagem dizem não estar absolutamente certos disso. Juan Carlos Gómez, do Instituto Geofísico do Peru (IGP), disse que a montanha estava apenas parcialmente coberta de gelo e que recebia neve temporariamente até o início dos anos 1990. Fabián Drenkhan, por sua vez, disse não acreditar que o cume tenha sido uma geleira nos últimos anos ou décadas. "Não tenho evidências do que exatamente aconteceu nessa montanha e teria muita cautela em afirmar (que a mudança climática deixou Vinicunca descoberta). Mas, sim, pode-se dizer que, nos arredores, houve um derretimento glacial bastante forte", disse Dernkhan. O povo de Pitumarca diz que não houve neve nos últimos 70 anos, segundo Haydee Pacheco, da secretaria de Turismo. Pacheco explica que a montanha ganhou popularidade graças aos turistas que passam por ali a caminho de Ausangate, um monte sagrado para os cusquenhos. A revista colombiana Semana atribui o sucesso de Vinicunca à divulgação feita pelos usuários do Instagram e do Facebook, que atraiu multidões de turistas.
    O que são os misteriosos cristais verdes encontrados após a erupção do vulcão Kilauea, no Havaí

    O que são os misteriosos cristais verdes encontrados após a erupção do vulcão Kilauea, no Havaí


    Especialistas ouvidos pela BBC News dizem que pedras dificilmente são resultado das erupções recentes, hipótese que ganhou força nas redes sociais, mas consequência de atividades antigas, e de outro vulcão. Especialistas dizem que dificilmente...


    Especialistas ouvidos pela BBC News dizem que pedras dificilmente são resultado das erupções recentes, hipótese que ganhou força nas redes sociais, mas consequência de atividades antigas, e de outro vulcão. Especialistas dizem que dificilmente pedras coletadas nos arredores do Kilauea são resultado das erupções recentes do vulcão Gary Lewis/Geoetc.com via BBC Será que o poderoso vulcão Kilauea, que entrou em erupção em maio em Big Island, a maior ilha do arquipélago do Havaí (EUA), estaria literalmente fazendo chover pedras verdes? Muita gente está se perguntando, inclusive, se essa seria essa uma espécie de recompensa oferecida pelo vulcão aos milhares de habitantes afetados pela erupção. Imagens que circulam nas redes sociais mostram belos cristais de cor verde que teriam sido encontrados nos arredores do Kilauea. "Amigos meus vivem no Havaí, bem ao lado da área afetada pelos fluxos de lavas mais recentes. No meio da destruição dos arredores e do estresse causado pelo desconhecido, eles acordaram com isso: pequenos pedaços de olivina por todo o chão. Está literalmente chovendo joias. A natureza é realmente incrível", escreveu a meteorologista Erin Jordan no Twitter. Initial plugin text Nas redes sociais, ganhou força a ideia de que as explosões de lava da cratera vulcânica resultaram em uma chuva de pedras que estariam colorindo de verde a paisagem do arquipélago. Mas essas pedras seriam verdadeiras e realmente teriam "caído do céu" depois da recente erupção do Kilauea? A BBC News consultou especialistas para averiguar que pedras seriam essas. A verdade é que, segundo eles, elas seriam resultado de erupções mais antigas, e não desse vulcão. O que é a olivina O serviço geológico dos Estados Unidos ainda não estudou em detalhes os efeitos da mais recente erupção do Kilauea. Mas, de acordo com especialistas, as pedras que aparecem nas fotos que circulam nas redes sociais seriam fragmentos de olivina, mineral muito comum em áreas vulcânicas e que pode variar significativamente de tamanho – indo de um grão de areia a algo equivalente a uma unha. No arquipélago, existem praias que parecem ter sido pintadas de verde, tamanha a concentração desse mineral. "A olivina é muito frequente no Havaí. É um dos componentes fundamentais do basalto, um mineral que compõe 99,99% das rochas dessas ilhas", disse à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o geólogo e responsável pelo portal especializado GEOetc, Gary Lewis. Olivina é um mineral muito comum no Havaí Gary Lewis/Geoetc.com via BBC Os cristais de olivina presentes no líquido de basalto vulcânico são expelidos durante as erupções na lava que flui em direção ao oceano. Quando entra em contato com água ou a lava esfria, o mineral se converte em uma olivina com qualidade da pedra, conhecida como peridoto – usada por muitas pessoas como amuleto de proteção para afastar a inveja e maus espíritos. Herança mais antiga Como o Kilauea continua ativo, ainda estão sendo avaliados os efeitos mais recentes da atividade do vulcão. Ainda assim, especialistas concordam que é difícil associar o aparecimento dessas pedras com suas últimas erupções. Cheryl Gansecki, geóloga da Universidade do Havaí-Hilo, acredita que a densidade e outras características desse último fluxo de lava fazem com que seja muito difícil encontrar olivina do tamanho das pedras que aparecem nas fotos. "Se você separasse a lava e a esmagasse, poderia encontrar alguns minúsculos cristais de olivina, mas eles teriam apenas um ou dois milímetros de tamanho, difíceis de ver", disse à TV havaiana Khon TV. Para o geólogo Gary Lewis, do portal GEOetc, a afirmação de que esses cristais caíram do céu é "mais um mito" fomentado pelas redes sociais. "Não há dúvida de que parte do material rochoso que está se formando na erupção atual contém olivina, mas será pequeno (especialmente microscópico) e nunca terá uma qualidade de gema", diz ele, descartando a teoria de que as últimas explosões do Kilauea estariam provocando uma chuva de pedras verdes. Lewis, assim como outros especialistas, afirma que pedras de olivina "estão aparecendo a partir de velhos fluxos de lava". Alguns deles acreditam que elas podem estar relacionadas às erupções do vulcão Kapoho, em 1960. Velhas ou novas, as pedras de cor verde podem ser compradas pela internet. O preço do quilate do peridoto pode variar de R$ 189 a R$ 302.
    Nova Zelândia vai impor taxas aos turistas

    Nova Zelândia vai impor taxas aos turistas


    A partir de 2019, será imposta uma taxa de 25 a 35 dólares neozelandeses (US$ 17,5 a US$ 24,5) aos turistas estrangeiros. Apenas australianos ficarão isentos. Vários icebergs se formaram no lago Tasman como resultado do terremoto ao sul da Nova...


    A partir de 2019, será imposta uma taxa de 25 a 35 dólares neozelandeses (US$ 17,5 a US$ 24,5) aos turistas estrangeiros. Apenas australianos ficarão isentos. Vários icebergs se formaram no lago Tasman como resultado do terremoto ao sul da Nova Zelândia, em imagem de arquivo Denis Callesen/NZPA/AP A Nova Zelândia anunciou que vai impor uma taxa especial aos turistas estrangeiros para financiar o desenvolvimento de suas infraestruturas, em um contexto de auge turístico no país. O número de turistas que visitaram este território de 4,5 milhões de habitantes aumentou em um terço nos últimos três anos, com 3,8 milhões de visitantes registrados nos últimos 12 meses (de abril de 2017 a abril de 2018). "Este rápido crescimento tem consequências nos custos e na disponibilidade das infraestruturas públicas", explicou o ministro do Turismo, Kelvin Davis. A partir de meados de 2019, será imposta uma taxa de 25 a 35 dólares neozelandeses (US$ 17,5 a US$ 24,5) aos turistas estrangeiros, salvo os australianos. O turismo é um dos pilares da economia nacional. No primeiro ano, o governo espera recolher cerca de 80 milhões de dólares neozelandeses com essa taxa, dos quais metade será destinada à infraestrutura, e a outra, a medidas de proteção ambiental.
    Como chegar ao centro de Moscou partindo do aeroporto Sheremetyevo (SVO)?

    Como chegar ao centro de Moscou partindo do aeroporto Sheremetyevo (SVO)?


    Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar de trem e ônibus gratuitamente. Avião sobrevoa Dedovsk, na região de Moscou, na quinta-feira (14) Yuri Cortez / AFP Trens, ônibus ou car...


    Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar de trem e ônibus gratuitamente. Avião sobrevoa Dedovsk, na região de Moscou, na quinta-feira (14) Yuri Cortez / AFP Trens, ônibus ou car sharing estão entre as opções mais rápidas e fáceis para chegar o coração da capital russa. Mas se você estiver nadando na grana, por que não de helicóptero? Aeroexpress O jeito mais rápido de chegar do aeroporto Cheremiêtievo (também grafado "Sheremetievo" ou "Sheremetyevo", devido às diferenças de transliteração do cirílico) é por meio do trem Aeroexpress, que tem uma estação bem no prédio do aeroporto. Como não há trânsito no caminho, você chegará à estação de trem Belorússkaia em 35 minutos. De lá, poderá pegar o metrô (linha do anel), com o qual chegará a qualquer ponto da cidade. O primeiro trem sai do Cheremiêtievo às 5h da manhã, e o último parte à 0h30. Os bilhetes para o Aeroexpress custam 500 rublos (R$ 29) na bilheteria e 420 rublos (R$ 25) on-line. Você pode comprar bilhetes com antecedência por meio do site aeroexpress.ru, ou baixar o aplicativo. * Durante a Copa do Mundo da FIFA de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar no Aeroexpress gratuitamente e haverá trens noturnos extras. Confira o site para mais informações. Ônibus O ônibus é um meio de transporte mais barato para se chegar a Moscou, mas você pode acabar preso em um engarrafamento. Outra desvantagem é que o ônibus vai apenas a uma estação de metrô no final da linha, perto dos limites da cidade. Assim, você precisará de mais 30 minutos para chegar ao centro da cidade. Para a estação de metro Rietchnôi Vokzal (linha verde): - O ônibus nº 851 funciona das 5h37 da manhã à 0h49 (e até a 0h45 nos fins de semana). Custa 55 rublos (R$ 3,20). Tempo de viagem: cerca de 50 minutos. - A lotação “marchrútka” nº 949 funciona das 06h45 da manhã às 21:45 da noite. Custa 80 rublos (R$ 4,80). Tempo de viagem: cerca de 30 minutos. Para a estação de metro Planernaia (linha roxa): - O ônibus nº 817 funciona das 5h22 da manhã à 12h08. Custa 55 rublos (R$ 3,20). Tempo de viagem: cerca de 40 minutos. - A lotação nº 948 funciona das 06h45 da manhã às 21h15. Custa 80 rublos (R$ 4,80). Tempo de viagem: cerca de 30 minutos. Para a estação de metrô Iúgo-Západnaia (linha vermelha) - O ônibus noturno H1 começa a rodar à 0h15, e passa a cada meia hora. Custa 55 rublos (R$ 3,20). * Durante a Copa do Mundo de 2018, os torcedores que assistirem aos jogos em Moscou poderão viajar em ônibus públicos gratuitamente. Táxi Se você chegar à noite e não quiser esperar por um dos ônibus noturnos, pegue um táxi. Mas não vá com os do aeroporto, porque eles cobram 5.000 rublos (R$ 300) ou mais. Esta viagem não deve custar mais de 2.000 rublos (R$ 120). Existem vários serviços e aplicativos para ajudá-lo a pedir um táxi com antecedência e o preço é fixo, independentemente do tempo gasto no trânsito: - Uber funciona em Moscou; - Yandex Taxi  (aplicativo que funciona em diversos idiomas); - Gett Taxi (em russo, inglês e hebraico); - City Mobil (em inglês). Nos dois últimos pode-se pedir um carro com antecedência, mas geralmente há muitos carros nas proximidades do aeroporto que irão encontrá-lo em 5 a 10 minutos. Quando você chegar ao aeroporto, pode se conectar com o WiFi gratuito do terminal e reservar um carro. Os motoristas provavelmente pedirão que você ligue depois de passar pelo controle de fronteira, porque o estacionamento em frente ao aeroporto é gratuito apenas nos primeiros 15 minutos. Car sharing Diversas empresas de compartilhamento de carros estão disponíveis no Cheremiêtievo. Você precisará portar um documento de identidade, carteira de motorista, cartão de crédito e smartphone. Será preciso assinar um contrato com a empresa para acessar o veículo dela (isto também pode ser feito on-line). As principais empresas no setor em Moscou são: a Delimobil (clique aqui para saber mais sobre o acesso no aeroporto); a Yandex Drive (disponível em inglês no Google Play); e a BelkaCar (disponível apenas em russo). Você deve baixar o aplicativo com antecedência para encontrar o carro mais próximo. Aluguel de carro As principais empresas mundiais de aluguel de carros estão no Cheremiêtievo: Sixt, Europcar, Avis e Rentalcars. Você pode alugar um carro on-line ou no próprio escritório no aeroporto. A reserva antecipada não influencia tanto no preço, mas é possível encontrar maior variedade de modelos se você o fizer. Aluguel de helicóptero Se você é rico o suficiente ou tem o “carpe diem” como lema, o Cheremiêtievo tem uma ótima opção para evitar o trânsito e o contato com outros simples mortais. Acesse o site do aeroporto para obter mais informações sobre o aluguel de helicópteros: www.svo.aero. Quer receber as principais notícias sobre a Rússia em seu e-mail?  Clique aqui para assinar nossa newsletter.
    Copa do Mundo: veja 10 comportamentos para se evitar na Rússia

    Copa do Mundo: veja 10 comportamentos para se evitar na Rússia


    Gestos 'inocentes', como deixar garrafas vazias em cima da mesa ou recusar um brinde, podem render olhares de reprovação no país. 10 comportamentos para evitar na Rússia Assobiar dentro de casa, mostrar a sola do pé ao cruzar as pernas, lamber a...


    Gestos 'inocentes', como deixar garrafas vazias em cima da mesa ou recusar um brinde, podem render olhares de reprovação no país. 10 comportamentos para evitar na Rússia Assobiar dentro de casa, mostrar a sola do pé ao cruzar as pernas, lamber a faca durante o almoço… comportamentos, aparentemente, inocentes podem incomodar bastante os russos, povo considerado muito conservador e também muito supersticioso. O G1 separou dez comportamentos para evitar no país, principalmente para quem vai fazer uma visita à sede da Copa do Mundo de 2018. Assista acima. Se, em certas partes do Brasil, há a crendice de que deixar os chinelos virados faz a mãe do dono dos calçados morrer, em alguns lugares da Rússia acredita-se que assobiar em lugares fechados causa má sorte, e até leva o dono do lugar à ruína financeira. Outras superstições são parecidas com as que temos por aqui, e em outras partes do mundo, como a lenda de que que dá azar desejar feliz aniversário a alguém antes da data. A diferença é que os russos levam isso bem a sério, como se a intenção fosse desejar má sorte a alguém. Cartilha para brasileiros No início do mês de junho, o governo federal lançou um guia para torcedores brasileiros que vão à Rússia durante a Copa do Mundo. Com 134 páginas, a cartilha traz dicas de transporte, segurança, e até frases úteis em russo. Segundo o Itamaraty, mais de 60 mil brasileiros compraram ingressos para ver o Mundial. Há também alertas sobre leis do país, que proíbem a exibição de bandeiras estrangeiras em praças e edifícios públicos, e sobre as penas para posse, uso ou venda de drogas, que podem chegar a até 25 anos de prisão. Clique aqui para baixar a cartilha para os brasileiros na Rússia Um dos pontos polêmicos do guia é a recomendação para que pessoas da comunidade LGBT evitem demonstrações públicas de afeto. “Na Rússia, há uma lei especificamente sobre comportamento homoafetivo. Se for em público, nossos cidadãos brasileiros podem estar correndo risco”, disse a diretora do Departamento Consular, a embaixadora Maria Luiza Ribeiro. Governo divulgou uma cartilha para torcedor que vai visitar a Rússia durante a Copa Reprodução/G1 Initial plugin text
    Torre Eiffel tem novo muro de vidro contra ataques

    Torre Eiffel tem novo muro de vidro contra ataques


    Cerca de ferro também ajuda a proteger base do monumento contra possíveis atentados terroristas e blocos de concreto evitarão atropelamentos em massa. Obras devem terminar em julho e custaram mais de R$ 150 milhões. Nova parede de vidro a prova de...


    Cerca de ferro também ajuda a proteger base do monumento contra possíveis atentados terroristas e blocos de concreto evitarão atropelamentos em massa. Obras devem terminar em julho e custaram mais de R$ 150 milhões. Nova parede de vidro a prova de balas que protege a Torre Eiffel, em Paris, é vista na quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP As obras que começaram em 2017 para blindar a Torre Eiffel estão quase concluídas. Um muro de vidro e uma cerca de ferro protegem agora a base do monumento contra possíveis atentados terroristas, segundo uma jornalista da AFP no local. "Um dos dois dispositivos de segurança é um muro de vidro de 6,5 cm de espessura" e três metros de altura, explicou Bernard Gaudillère, presidente da empresa que administra o monumento parisiense, durante uma visita à obra organizada para a imprensa. O muro de vidro "é sólido, a toda prova, e absolutamente seguro" diante de possíveis disparos de balas, acrescentou. Está instalado em dois lados do monumento para poder conservar a perspectiva. Parte das novas grades de ferro que cercam a Torre Eiffel, em Paris, em foto de quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP A este dispositivo, idealizado pela polícia francesa para "encontrar a melhor maneira de garantir a segurança" dos visitantes, acrescentam-se uma cerca de ferro, que protege os outros dois lados, e blocos de concreto "particularmente resistentes" para evitar atropelamentos maciços. A cerca de ferro "tem uma particularidade: imita a forma e as curvas da Torre Eiffel, segundo a inspiração do desenho inicial de Gustave Eiffel", explicou Alain Dumas, diretor técnico da empresa gestora Sete. A cerca metálica, de 3,24 metros de altura, exatamente um centésimo da Torre Eiffel, foi desenhada pelo arquiteto austríaco Dietmar Feichtinger, que já desenvolveu dispositivos em outros lugares turísticos franceses. Além disso, como já se faz atualmente, guardas de segurança controlarão as bolsas e revistarão os visitantes, que também deverão passar por detectores de metais. Parte das novas grades de ferro que cercam a Torre Eiffel, em Paris, em foto de quinta-feira (14) Philippe Lopez/AFP A entrada na esplanada de acesso à Torre Eiffel seguirá sendo livre e gratuita. As obras começaram em 2017. "Os trabalhos serão concluídos em meados de julho", anunciou Bernard Gaudillère, e os últimos ajustes serão feitos em meados de setembro. O monumento que é o símbolo de Paris espera receber entre seis e sete milhões de visitantes em 2018. As obras custaram cerca de 35 milhões de euros (cerca de R$ 153 milhões).
    Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo

    Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo


    Russo é língua distante com alfabeto cifrado, mas expressões básicas podem ajudar no dia a dia de quem vai visitar a sede da Copa 2018. Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo Em 1939, num pronunciamento...


    Russo é língua distante com alfabeto cifrado, mas expressões básicas podem ajudar no dia a dia de quem vai visitar a sede da Copa 2018. Copa na Rússia: G1 faz guia de sobrevivência para aprender o 'basicão' do russo Em 1939, num pronunciamento no rádio, Winston Churchill, então primeiro-ministro do Reino Unido, definiu a Rússia como uma charada, embrulhada em um enigma, dentro de um mistério. Quem visitar a sede da Copa do Mundo para ver os jogos de perto pode experimentar essa sensação. A começar por uma língua distante, montada em um alfabeto diferente do romano. Para ajudar, o G1 fez um “guia de sobrevivência” para entender ao menos o básico, e poder arriscar algumas expressões na hora de perguntar onde fica o estádio ou pedir a conta do restaurante. Assista ao vídeo acima. Vale lembrar que esta é uma relação superficial com os termos mais simples, sem levar em consideração regras gramaticais bem diferentes do português, como declinações de substantivos, pronomes e outros termos em seis casos diferentes (pois é). Alfabeto (quase) parecido O alfabeto cirílico russo tem 33 letras, sendo 20 consoantes e 11 vogais. Algumas das letras são como “falsos cognatos” em relação ao alfabeto romano. Por exemplo, o “C” no russo lê-se como a letra “S”, o “B” é lido como “V”, o “H” lido como “N”, e por aí vai. Alfabeto cirílico russo (pronúncia aproximada) No alfabeto, há também dois sinais sonoros usados para indicar que a letra anterior é pronunciada de forma mais suave (como o ‘ь’ em mãe - мать, em que a letra ‘T’ é dita de maneira bem sutil), ou de forma mais forte (como o ‘ъ’ em filmando - съёмка-, em que o C é dito com um som de 'S' mais longo). E não ache estranho se, de repente, se deparar com uma palavra em que a letra “o” seja lida como “a”. Na maioria dos casos, isso acontece quando o “o” não é a sílaba tônica da palavra. É o caso de Хорошо (cuja pronúncia é algo como: kharashó) que significa “bem”, "OK". Calma, é só uma placa de pare em russo ('stop') Mmmavocado Sendo simpático Vamos listar abaixo alguns cumprimentos simples para utilizar no dia a dia, e que fazem parte do mínimo de educação necessário para não parecer ranzinza na Rússia. Ao lado do escrito em cirílico, está a pronúncia aproximada das palavras, e a tradução. Uma dica é jogar os termos em um aplicativo como o Google Tradutor e, ao fazer a tradução do russo para o português, por exemplo, clique no ícone de alto-falante (🔊) para ouvir como se fala cada termo. Ao clicar novamente, a pronúncia é repetida mais devagar. привет - priviêt - olá! Доброе утро - dôbre útra - bom dia! Добрый день - dôbre dien - boa tarde! Добрый вечер - dôbre vietir - boa noite! да - dá - sim нет - niét - não Как дела? - kak dilá - como vai? Хорошо! - kharashó - bem (também serve para ‘legal’, ou ‘OK’) Спасибо - spacíba - obrigado пожалуйста - pajaulsta - de nada (também usado para ‘por favor’) Как вас зовут? - kak vás zavut? - como você se chama? меня зовут - miniá zavút - me chamo... пока! - paká - tchau (informal) до свидания - da svidânia - até logo (formal) Я не понимаю - ia ni panimáiu - eu não compreendo Tá perdido? O jeito mais simples de perguntar onde fica um ponto turístico, uma estação de metrô, ou onde pegar determinado transporte, é usando a palavra Где (guidiê - onde), seguido do lugar que você procura. Geralmente, verbos de ligação no presente (é, fica, está, entre outros), são ocultos nas frases. Где стадион? - guidiê stadiôm - onde fica o estádio? Где магазин? - guidiê magazín - onde fica a loja? Где гостиница? - guidiê gastínitsa - onde fica o hotel? Где метро? - guidiê mitrô - onde fica o metrô? Где такси? - guidiê taxí - onde fica o táxi? E o que você você procura pode estar em uma rua, avenida, praça, ou estação, do lado esquerdo ou direito: улица - úlitsa - rua проспект - praspiékt - avenida площадь - plôshad - praça станция - stântsia - estação направо - napráva - à direita налево - naliêva - à esquerda Placa da "Praça Vermelha", localizada no centro de Moscou, capital da Rússia Cauê Fabiano/G1 Comida e lembrancinhas Para perguntar o preço de alguma coisa, seja em uma barraquinha de lembrancinhas, ou no menu de um restaurante, use Сколько стоит? (skólka stóit - quanto custa?). O preço geralmente é colocado ao lado da sigla руб, redução de rublo (рубль), a moeda da Rússia. меню, пожалуйста - miniú, pajáulsta - menu, por favor пиво - píva - cerveja вода - vadá - água вино - vinô - vinho мясо - miássa - carne нет мяса - niét miássa - sem carne курица - kúritsa - frango рыба - ríba - peixe рис - rís - arroz чек, пожалуйста - tchék, pajáulsta - a conta, por favor Matryoshkas, tradicionais bonecas russas de madeira, são vendidas em um dia frio de inverno, nas Colinas Sparrow, em Moscou Misha Japaridze/AP Initial plugin text
    A aldeia fantasma que está sendo dominada pela natureza

    A aldeia fantasma que está sendo dominada pela natureza


    Houtouwan, na China, viveu anos de prosperidade com a pesca, mas a transferência da atividade a cidades vizinhas fez com que o local fosse abandonado e ocupado pela vida selvagem - até ser redescoberto pelos turistas. De porto pesqueiro a vilarejo...


    Houtouwan, na China, viveu anos de prosperidade com a pesca, mas a transferência da atividade a cidades vizinhas fez com que o local fosse abandonado e ocupado pela vida selvagem - até ser redescoberto pelos turistas. De porto pesqueiro a vilarejo abandonado, Houtouwan está sendo retomada pela vegetação AFP A aldeia de Houtouwan já foi uma próspera comunidade pesqueira, estabelecida nos anos 1950 na ilha de Shengshan, no leste da China. Mas, à medida que a pesca – e a própria China – foram se desenvolvendo, o porto de Houtouwan acabou ficando pequeno demais para as embarcações gigantescas que começaram a circular pela região. A atividade pesqueira acabou sendo distribuída para portos próximos maiores. E, assim, Houtouwan foi praticamente abandonada nos anos 1990. Local já chegou a abrigar cerca de 3 mil pescadores AFP Alguns edifícios já foram quase totalmente cobertos pelas plantas AFP O fotojornalista Johannes Eisele, da agência AFP, visitou o local e descobriu que a hoje aldeia fantasma está sendo reocupada pela natureza: dezenas de casas e edificações já estão completamente cobertas pela vegetação, como mostram as fotos tiradas por ele. O aspecto pitoresco está agora sendo explorado por agências de turismo, e multidões de visitantes têm ido de Shanghai (a 140 km de distância) a Houtouwan para ver de perto suas ruínas verdes. A aldeia chegou a abrigar uma comunidade com cerca de 3 mil pescadores, morando em mais de 500 casas. Isolamento após fim da pesca expulsou moradores AFP Agências de turismo têm organizado excursões para visita às ruínas AFP Eles se mudaram para as cidades vizinhas à medida que a pesca minguou por ali. A ilha é de difícil acesso porque, durante parte do ano, as águas do mar sobem e impedem que pequenos barcos se aproximem da costa. Com isso, a única conexão com o restante de Shengshan era uma trilha montanhosa. Isso dificultou também o abastecimento de serviços e comida à comunidade. A maioria dos moradores de Houtouwan foi embora até meados dos anos 1990. Hoje, há pouquíssimas pessoas morando ali. Autoridades decidiram cobrar uma taxa para o acesso à localidade AFP Segundo a AFP, Houtouwan virou um popular destino turístico nos últimos anos - e não era raro se deparar com pessoas tirando selfies diante das casas abandonadas da aldeia. Mas, no ano passado, autoridades chinesas começaram a cobrar uma entrada de 50 yuan (cerca de R$ 30) pela entrada e limitou o acesso dos turistas a apenas algumas partes da cidade. Paredes e telhados vão sendo tomados pela vegetação AFP
    Museu de Paris inaugura exposição com esqueleto inédito de Tiranossauro Rex; fotos

    Museu de Paris inaugura exposição com esqueleto inédito de Tiranossauro Rex; fotos


    Exposição ficará disponível até setembro deste ano. Ossos da boca do dinossauro foram posicionados para ficar na altura dos visitantes. Esqueleto do tiranossauro Rex passa a ser exposto em Paris Stephane de Sakutin/AFP Um dos mais belos...


    Exposição ficará disponível até setembro deste ano. Ossos da boca do dinossauro foram posicionados para ficar na altura dos visitantes. Esqueleto do tiranossauro Rex passa a ser exposto em Paris Stephane de Sakutin/AFP Um dos mais belos esqueletos de Tiranossauro Rex do mundo ficará exposto a partir desta quarta-feira (6) em Paris, na França. Olhos nos olhos e boca aberta, o encontro com o enorme carnívoro em posição de ataque se revela à altura de sua terrível reputação. Trix, que viveu cerca de 30 anos, é uma fêmea dinossauro de 4 metros de altura e 12,5 metros de comprimento. Esta é a primeira vez que a França expõe um esqueleto real de T.Rex. O Museu de História Natural preparou uma área especial na Galeria de Mineralogia e Geologia para a exposição "Um T.Rex em Paris" - o esqueleto fica disponível no local até 2 de setembro deste ano. Boca de T-rex fica na altura de visitantes da mostra Stephane de Sakutin/AFP A boca do T.Rex está posicionada na altura dos visitantes, com a cabeça levemente inclinada para o público, destacando as muitas vértebras de seu pescoço, entre o crânio gigantesco (1,50 metros de comprimento) e sua caixa torácica abissal. A posição do animal, como se fosse saltar sobre o público, a meia-luz e os rugidos ajudam a criar o ambiente. Seu rabo, que fica a 4 metros de altura, dá uma ideia do que seu balanço poderia produzir. O que é científico - e o que é invenção - em 'Jurassic Park' Este fóssil quase completo e incrivelmente bem preservado permite ao visitante ver em detalhes a matéria e as nuances de cor dos ossos, apesar de seus 67 milhões de anos. E como em face de um objeto de arte que se descobre depois de ter visto cópias, a perfeita montagem de seus cerca de 250 ossos, capazes de suportar uma massa de quase 9 toneladas, desperta grande emoção. Trix é "uma obra da natureza, uma obra-prima", explica Bruno David, presidente do Museu Nacional de História Natural. "Esqueletos de T.Rex como este só foram encontrados três ou quatro em 200 anos". Descoberta em 2013 em Montana, nos Estados Unidos, por uma equipe de paleontólogos do Museu Natural da Holanda, a "senhora dinossauro" teve uma vida agitada. "Como um grande coelho" Ela foi uma verdadeira guerreira: seu esqueleto revela marcas de combates, assim como doenças crônicas. Fêmea viveu há mais de 60 milhões de anos Stephane de Sakutin/AFP No maxilar inferior, três buracos visíveis "correspondem a uma mordida, provavelmente de outro tiranossauro", explica o curador da exposição e paleontólogo do museu, Ronan Allain. Também destacam-se as marcas de uma infecção grave que corroeu um osso de seu focinho, enquanto aparentemente sofreu quatro fraturas nas costelas. A exposição inclui fósseis, registros cronológicos e filmes que ajudam a construir o universo de Trix no período do Cretáceo Superior. O museu também "montou" para a ocasião um Edmontossauro preservado em partes há mais de um século. Mesmo com seus 10 metros de comprimento, suas três fileiras de dentes e seu bico-de-pato, esse dinossauro herbívoro não era mais que "um grande coelho" para o apetite carnívoro do T-Rex. As crianças, grandes admiradoras dos dinossauros, também poderão tentar fugir de Trix pedalando, dançar com esses animais e até mesmo testemunhar um ovo figurativo rachando. Visitantes observam esqueleto de tiranossauro em primeiro dia de exposição na França Philippe Wojazer/Reuters
    Brasileiros já podem viajar sem visto para os Emirados Árabes Unidos

    Brasileiros já podem viajar sem visto para os Emirados Árabes Unidos


    Brasileiros podem viajar para turismo, trânsito ou visitas de negócios e podem circular no emirado por um período de até 90 dias. Imagem de arquivo mostra Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vista de cima Rede Globo Os brasileiros já podem...


    Brasileiros podem viajar para turismo, trânsito ou visitas de negócios e podem circular no emirado por um período de até 90 dias. Imagem de arquivo mostra Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vista de cima Rede Globo Os brasileiros já podem visitar cidades como Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), sem se preocupar com a obtenção de visto. O acordo bilateral isentando cidadãos dos dois países do documento começou a valer no último domingo (3) para turismo, trânsito ou visitas de negócios. Os detentores de passaportes comuns podem entrar, sair e circular livremente pelos respectivos territórios por um período de até 90 dias a cada 12 meses, sem burocracia ou pagamento de taxas. A ideia é fortalecer as relações bilaterais entre os dois países, estimulando o comércio exterior e o turismo. O Ministério das Relações Exteriores alerta que os viajantes devem ficar atentos, já que a única exigência para a eficácia do acordo é apresentar um passaporte com ao menos seis meses de validade pela frente. Além disso, a isenção não vale para trabalho ou estudo. Nesses dois casos é preciso buscar uma autorização específica, de acordo com o que é exigido por cada país. O tratado facilita o fluxo de turistas entre os dois países. Para os Emirados, o Brasil passa a ser a 151ª nação a isentar seus cidadãos de visto. A mudança pode aumentar o interesse de turistas brasileiros em buscar o país árabe como destino de férias ou pelo menos de permanecer mais dias em caso de conexões para lugares como China e Índia. O custo do visto simples para os Emirados (permitindo uma única entrada no país) era de US$ 96,59. Além disso, era preciso ter uma espécie de patrocinador intermediando o pedido de visto, como uma companhia aérea ou uma agência de viagens. O acordo tem como foco dar fôlego ao turismo e aos negócios entre os dois países. No ano passado a corrente de comércio - a soma das exportações e das importações - entre Brasil e Emirados Árabes atingiu US$ 2,7 bilhões. Desse total US$ 2,5 bilhões foram exportações de produtos brasileiros, principalmente alimentos. O montante é pequeno se comparado aos US$ 217 bilhões exportados pelo Brasil no ano, mas corresponde a 37% de tudo que vende para os seis países do Golfo: Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Bahrein, Omã e EAU. Do lado do turismo, o fim do visto parece interessante para os dois lados. Tanto Brasil quanto EAU entraram no ranking dos 25 países que mais gastaram com turismo internacional em 2017. O Brasil ocupou a 16ª posição na lista da Organização Mundial do Turismo, com um gasto de US$ 19 bilhões, enquanto os Emirados Árabes ficaram em vigésimo lugar, com gasto de US$ 17,6 bilhões. Atualmente a Emirates, principal companhia aérea dos Emirados Árabes, já opera 14 voos semanais entre o Brasil e Dubai, saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro. A partir de julho outros cinco voos partindo de Santiago do Chile vão passar pela capital paulista. Segundo a empresa, em uma década o volume anual de passageiros transportados nessa rota subiu de 26 mil para 288 mil. As novas regras para o visto aumentam as chances de quem viaja a negócios ficar mais dias nos dois países para fazer turismo. Medidas para atrair estrangeiros No dia 20 de maio, o governo dos Emirados Árabes Unidos anunciou que deve eliminar as restrições à propriedade de empresas por estrangeiros no país. Hoje ela é limitada a uma fatia de 49%, com os outros 51% pertencentes a um sócio local. A promessa é que a partir do fim do ano o percentual chegue a 100%. Os detalhes dessa medida só serão conhecidos no terceiro trimestre. Apesar da repercussão do pacote de reformas ter sido positiva, ainda há perguntas no ar como, se o fim da limitação à participação estrangeira fora de zonas francas vai valer para qualquer setor e empresa. A propriedade estrangeira integral é uma vantagem chave oferecida pelas zonas livres. Se não houver restrições, o benefício de se instalar nessas áreas será posto em xeque, embora elas propiciem outras vantagens, como a isenção de tarifas sobre exportação e importação. “A manchete dá uma indicação de algo potencialmente interessante, mas é preciso aguardar os detalhes. Tenho algumas dúvidas (se será uma determinação ampla e irrestrita) porque há um número muito grande de zonas francas aqui e elas contribuem de forma significativa para a economia do país. Não vejo um cenário que vá se igualar ao que é oferecido no ambiente de zona franca”, diz a chefe de operações do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o Oriente Médio e o Norte da África, Karen Jones. Na mesma ocasião o governo divulgou ainda que pretende conceder vistos de até dez anos para investidores e especialistas nas áreas médica, científica, técnica e de pesquisa. A medida faz parte do plano de reduzir a dependência do petróleo e transformar o país em uma economia cada vez mais baseada no conhecimento. A expectativa de analistas é que ao permitir que profissionais fiquem no país por um prazo relativamente longo, o governo dê fôlego ao consumo local (em atividades como varejo, educação e saúde), ao setor imobiliário e também reduzir as remessas estrangeiras, estimadas em US$ 45 bilhões em 2017.
    Secretaria de Turismo fecha acordo para ampliar número de turistas chineses em Foz do Iguaçu

    Secretaria de Turismo fecha acordo para ampliar número de turistas chineses em Foz do Iguaçu


    Parceria prevê eventos conjuntos para explorar o potencial turístico; os chineses estão em oitavo lugar na lista de estrangeiros que mais visitam o Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do setor na cidade. O Parque Nacional do Iguaçu,...


    Parceria prevê eventos conjuntos para explorar o potencial turístico; os chineses estão em oitavo lugar na lista de estrangeiros que mais visitam o Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do setor na cidade. O Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do turismo da região, recebeu em 2017 quase 15 mil chineses; ideia é triplicar o número Reprodução A Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e a China Travel Service (CTS), a maior operadora de turismo daquele país, fecharam um acordo com o objetivo de ampliar o número de turistas chineses na região. Uma das ações prevê a realização conjunta do Festival da Lua Cheia, em setembro, com a apresentação da orquestra chinesa. “Temos que conquistar os chineses e aproximar a comunidade. É um mercado muito grande, com 135 milhões de turistas em potencial. Eles se interessam muito por natureza, e isso temos aqui para oferecer a eles”, aponta o secretário de turismo, Gilmar Piolla. O Parque Nacional do Iguaçu, principal termômetro do turismo da região, recebeu em 2017 quase 15 mil chineses. O número coloca a China na oitava posição no ranking de nacionalidades de turistas que passaram pelas Cataratas do Iguaçu. Uma delegação da CTS visitará o país ainda este ano para avaliar a infraestrutura de hotelaria, transporte e gastronomia dos destinos que podem ser incluídos no paco; Foz do Iguaçu conta com 28 mil leitos de hotel Prefeitura de Foz do Iguaçu/Divulgação “Se conseguirmos dobrar ou triplicar este número. Será muito bom. Para isso, precisamos tanto divulgar o destino lá fora como preparar a nossa estrutura aqui para receber este turista, que é exigente”, completou Piolla. A ideia, explica, é não depender tanto de atrativos como o Rio de Janeiro, por onde chega a maioria dos turistas estrangeiros no país. Mas, criar roteiros de 12 a 15 dias incluindo a Argentina, Chile, Peru, Equador e o Brasil, por Foz do Iguaçu. Os pacotes dos roteiros serão fechados após visitas aos destinos. Uma delegação da CTS visitará o país ainda este ano para avaliar a infraestrutura de hotelaria, transporte e gastronomia. Outro incentivo que está sendo estudado, aponta, é a ampliação de três para 12 visa centers – locais onde são emitidos os vistos para a entrada no Brasil - na China. Segundo o secretário de turismo de Foz do Iguaçu, Gilmar Piolla, a cidade tem várias opções de turismo de natureza, um dos principais interesses dos chineses Fabiula Wurmeister / G1 Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.
    Consumidor sem combustível pode cancelar pacote de viagem para o feriado, diz Procon-SP

    Consumidor sem combustível pode cancelar pacote de viagem para o feriado, diz Procon-SP


    Greve dos caminhoneiros não elimina os direitos dos consumidores, mas exige bom senso, diz o órgão. Filas no saguão de Congonhas Reprodução/GloboNews Quem adquiriu um pacote de viagem para o feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado nesta...


    Greve dos caminhoneiros não elimina os direitos dos consumidores, mas exige bom senso, diz o órgão. Filas no saguão de Congonhas Reprodução/GloboNews Quem adquiriu um pacote de viagem para o feriado prolongado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (31), e não poderá viajar por causa da falta de combustíveis, tem direito de cancelar a compra gratuitamente, segundo a Fundação Procon-SP. De acordo com o órgão, trata-se de uma situação excepcional. Em nota, o Procon-SP diz que “a greve dos caminhoneiros não elimina os direitos dos consumidores, mas exige bom senso de todos”. Dessa forma, aqueles que programaram uma viagem para o feriado e adquiriram um pacote têm o direito de cancelar a compra antes da data de check-in e ter os valores pagos devolvidos integralmente, sem pagamento de taxas de cancelamento. Em caso de estorno, a empresa e o cliente devem encontrar a melhor forma de realizar o processo, em geral feito pela operadora do cartão de crédito ou débito. A Agência Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) disse ao G1 que está acompanhando a movimentação das agências associadas e parceiros, especialmente companhias aéreas, hotéis e locadoras de automóveis no remanejamento das reservas pagas e não utilizadas. Segundo a entidade, o mercado tem colaborado com os clientes, acatando as remarcações sem aplicação de multas e penalidades. “Até o momento, não tivemos relatos de casos não solucionados, seja com um pedido de cancelamento ou reacomodação”, disse a ABAV. A associação informou ainda que algumas agências já reportaram que o movimento de vendas parou desde o início da greve, embora a procura dos turistas tenha crescido na expectativa da temporada de julho. A Decolar.com informa que para hospedagens e outros produtos da companhia, os parceiros do estão autorizados a reembolsar integralmente os clientes e, caso existam políticas de cancelamento, a empresa fornece total apoio aos consumidores para que o valor seja restituído. A recomendação é para que os clientes façam a solicitação até 48 horas antes da data de utilização do produto. O cancelamento no ViajaNet também garante ao cliente o reembolso integral. Os hóspedes do Airbnb que não puderem realizar a viagem por conta da paralisação devem entrar em contato com o atendimento ao cliente e solicitar o cancelamento por situação excepcional, para que possam receber o reembolso integral do valor do aluguel e das taxas. No caso das reservas de veículos, a empresa Localiza Hertz disse que é flexível com clientes pessoa física, com cancelamento gratuito em caso de necessidade. A empresa orienta aos clientes que cancelem a locação com até 24 horas de antecedência. Passagens aéreas Nos casos de viagens aéreas canceladas ou atrasadas, as companhias deverão investir na comunicação e assistência para reduzir os prejuízos que o consumidor possa ter. Em nota, a GOL disse que os passageiros que desejarem podem procurar a companhia para remarcar viagens, solicitar reembolso ou crédito das passagens. A Azul Linhas Aéreas está oferecendo remarcação ou cancelamento gratuitos para clientes com voos programados até o dia 4 de junho. Em nota, a Avianca Brasil informa que todos os passageiros que tenham viagens programadas até o dia 31 de maio e desejam alterar a data podem entrar em contato com a companhia com embarques até o dia 9 de junho, sem cobrança de taxa, nem pagamento de diferenças tarifárias. A LATAM Airlines Brasil informa que, en caso de cancelamentos da companhia aérea, os passageiros impactados poderão remarcar os seus bilhetes sem custo.
    China proíbe turismo nas fontes do rio Amarelo

    China proíbe turismo nas fontes do rio Amarelo


    A reserva de 19.100 quilômetros quadrados foi afetada por atividades humanas. As autoridades da China anunciaram que vão proibir a entrada de turistas na reserva natural onde se encontra a nascente do rio Amarelo, o segundo mais longo da Ásia,...


    A reserva de 19.100 quilômetros quadrados foi afetada por atividades humanas. As autoridades da China anunciaram que vão proibir a entrada de turistas na reserva natural onde se encontra a nascente do rio Amarelo, o segundo mais longo da Ásia, devido aos problemas ambientais que está causando o crescente número de turistas, informou a agência oficial "Xinhua". A reserva de 19.100 quilômetros quadrados na comarca tibetana de Madoi (província ocidental de Qinghai) foi afetada por atividades humanas que "prejudicaram o frágil ecossistema do planalto", incomodando a vida selvagem e pondo em perigo outros turistas, afirmou o subdiretor da região protegida, Gan Xuebin. Pessoas pescam da margem do Rio Amarelo Reuters/China Daily A melhoria das comunicações na região, até tempos recentes muito remotos, gerou um grande aumento do turismo na fonte de um dos rios mais importantes da China, berço da sua civilização e em cuja bacia vivem cerca de 140 milhões de pessoas. O Amarelo, com 5.400 quilômetros de extensão, nasce como outros grandes rios da Ásia (Yangtsé, Mekong, Bramaputra) na planalto tibetano, um frágil ecossistema afetado pela mudança climática e outras consequências da atividade humana.