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    Depois de enfrentar urso e cobra, homem sobrevive a ataque de tubarão

    Depois de enfrentar urso e cobra, homem sobrevive a ataque de tubarão


    Americano de 20 anos foi atacado na semana passada quando fazia bodyboard no Havaí: 'tenho sorte em situações de azar', diz. Dylan McWilliams aponta para trecho onde foi mordido na perna: 'Eu vi o tubarão debaixo de mim' BBC/Arquivo Pessoal Um...


    Americano de 20 anos foi atacado na semana passada quando fazia bodyboard no Havaí: 'tenho sorte em situações de azar', diz. Dylan McWilliams aponta para trecho onde foi mordido na perna: 'Eu vi o tubarão debaixo de mim' BBC/Arquivo Pessoal Um provérbio em inglês diz que a "má sorte sempre vem três vezes" e foi exatamente o que aconteceu com Dylan McWilliams, um jovem de 20 anos do Colorado (EUA). O esportista sobreviveu na semana passada ao terceiro ataque violento de animais - de um tubarão, quando fazia bodyboard na costa do Havaí. "Isso é meio louco", disse à BBC na ilha havaiana de Kauai. "Eu não pareço ter muita sorte, mas sim sorte em situações de azar." McWilliams estava aproveitando as ondas do Pacífico na manhã de quinta-feira (19) quando sentiu algo bater em sua perna. "Eu vi o tubarão debaixo de mim. Comecei a chutá-lo - sei que o acertei pelo menos uma vez - e nadei até a praia o mais rápido que pude", explicou. Preocupado com o rastro de sangue que estava deixando, ele disse à mídia local após o ataque: "Eu não sabia se havia perdido metade da perna ou o quê". ATENÇÃO: esta página pode conter imagens fortes O tubarão, que se acredita ser da espécie tubarão-tigre e que tinha aproximadamente 2 metros de comprimento, deixou marcas de dentes distintas em sua perna, que precisou de sete pontos. "Minha mãe ficou preocupada", disse sobre o telefonema que deu para os pais logo após ser atendido por paramédicos. "Eu não sei se eles querem que eu faça todas essas coisas", diz. Entusiasta da vida ao ar livre, McWilliams vinha fazendo um mochilão pelos EUA e pelo Canadá nos últimos anos, financiando suas viagens com "bicos" - trabalhando como vaqueiro ou instrutor de treinamento de sobrevivência. Seu avô foi a primeira pessoa a lhe ensinar técnicas de sobrevivência, aos três ou quatro anos de idade, e daí nasceu seu amor pela vida ao ar livre. Imagens mostram feriamentos que sofreu em ataque de urso no ano passado (à esquerda) e após a mordida do turbarão na semana passada (à direita) BBC/Arquivo Pessoal "Eu tenho ensinado crianças e outras pessoas a como sobreviver no deserto e viver da terra como os exploradores faziam", disse McWilliams, que é fã da série Crocodile Hunter (Caçador de Crocodilos, em tradução literal), de seu acampamento em uma praia havaiana. Em julho passado, em uma viagem acampando em florestas do Colorado, ele dormia ao ar livre quando, às 4 da manhã, foi acordado com a cabeça presa nas mandíbulas de um urso. "Ele me agarrou pela parte de trás da cabeça, e eu estava reagindo, cutucando seu olho até ele me soltar", descreve. Seus amigos acordaram com a confusão e conseguiram enxotar o urso, de 136 kg. As autoridades do parque o capturaram na manhã seguinte, e depois de testes confirmarem que o sangue do rapaz estava sob suas garras, o animal teria sido abatido. Nove grampos colocados na parte de trás da cabeça de McWilliams deixaram cicatrizes e provocam dor quando tocados, mas a experiência não foi suficiente para desencorajar seu amor pelo ar livre. "Eu sempre amei animais e passei o maior tempo que pude com eles", disse o mochileiro. Ele atribui esses incidentes perigosos ao fato de estar no lugar errado na hora errada. "Eu não culpo o tubarão, não culpo o urso, nem a cascavel", diz fazendo referência a um ataque de cascavel que sofreu há menos de três anos, durante uma trilha em Utah, nos Estados Unidos. Initial plugin text Ele conta que, na ocasião, estava descendo uma picada e pensou ter chutado um cacto. "Mas não consegui vê-lo, e então me deparei com uma cascavel toda enrolada". Então com 17 anos, McWilliams pediu para não ser levado ao hospital porque achava ter sofrido uma mordida não venenosa. "Mas havia um pouco de veneno, e fiquei doente por alguns dias", disse, "Temos que respeitar os limites [dos animais], mas não acho que eu esteja invadindo o espaço deles ou provocando os ataques - eles simplesmente aconteceram". O rapaz está agora ansioso para que suas feridas cicatrizem e ele possa voltar às ondas. McWilliams "espera não ter" outro encontro do tipo, mas reconhece que riscos sempre existirão. "Eu passo a maior parte do tempo fora com animais ... então acho que tudo pode acontecer."
    Como um penhasco mudou para sempre a forma como entendemos a Terra

    Como um penhasco mudou para sempre a forma como entendemos a Terra


    Formação em área remota da Escócia confirmou as teorias de James Hutton, “o pai da geologia”, e influenciou Charles Darwin a criar a teoria da evolução. Hutton não chegou a testemunhar seu próprio legado, mas suas ideias mudaram nossa...


    Formação em área remota da Escócia confirmou as teorias de James Hutton, “o pai da geologia”, e influenciou Charles Darwin a criar a teoria da evolução. Hutton não chegou a testemunhar seu próprio legado, mas suas ideias mudaram nossa percepção sobre o tempo John Van Hoesen "Só um pouquinho mais à frente, logo após a próxima curva", disse Jim, meu guia, enquanto nosso barco de pescador desbravava as águas densas do Mar do Norte. Não foi muito tranquilizador. Mas, conforme avançávamos lado a lado, eu lembrei que o motivo da viagem valia a pena. Nós estávamos refazendo uma jornada de 230 anos de existência, que mudou para sempre a perspectiva da humanidade sobre a história da Terra - e até do próprio tempo. Nosso destino era o Ponto Siccar. Eu o havia visitado mais cedo naquele dia, mas a pé. Ao ficar de pé sobre os penhascos, a uma hora de distância de carro a leste de Edimburgo (Escócia), eu tive a impressão incontestável de estar em uma fronteira. Muito abaixo, lascas pontiagudas de rochas cinzentas mergulhavam no mar cheio de espuma. Nos penhascos em volta, porém, as pedras tinham um tom mais avermelhado. O Ponto Siccar é uma das localidades geológicas mais importantes do mundo - e foi um fazendeiro de 62 anos quem desvendou sua importância John Van Hoesen De repente, Jim deu um tapinha no meu ombro. "Logo ali", apontou ele. Conforme nos aproximávamos, eu comecei a notar os afloramentos rochosos que o anunciam. Mais perto, o contraste entre as camadas verticais de pedra oceânica com a base do penhasco e as camadas horizontais de arenito bem mais acima estava claramente visível. Em 1788, poucas pessoas entendiam a importância desse contraste. Foi um pensador iluminista - o fazendeiro de 62 anos James Hutton, que fez essa viagem em volta do Ponto Siccar há mais de dois séculos - que percebeu que ele comprovava a existência de um "tempo profundo". Muito antes da chegada de Hutton, o Ponto Siccar tinha uma importância histórica e geográfica. Mais de mil anos atrás, os britânicos antigos haviam construído um pequeno forte ali para espantar os invasores do norte. Mas ninguém havia percebido como o Ponto Siccar ilustrava a própria história da Terra. Muito antes de James Hutton, o Ponto Siccar já tinha uma importância histórica John Van Hoesen Na verdade, quase todas as pessoas na sociedade do século 18 ainda acreditavam que a Terra tinha entre 4 e 10 mil anos de idade, uma estimativa baseada em interpretações literais da Bíblia. Hutton acreditava que a Terra era na verdade muito mais velha. Era uma percepção que mudaria o curso da ciência. Assim como muitas figuras-chave do Iluminismo Escocês do século 18, como o economista Adam Smith, o filósofo David Hume e o poeta Robert Burns, Hutton era um polimato (quem estuda ciências diversas). Nascido em 1726, ele entrou na Universidade de Edimburgo com apenas 14 anos e com 23 ele tinha um diploma de medicina da Universidade de Leiden, na Holanda, além de um interesse crescente em química. Alguns anos depois, ele descobriu como isolar cloreto de amônio da fuligem. Hutton começou um negócio produzindo a substância em sais, tintas e metais, o que lhe garantiu riquezas pelo resto da vida. Apesar do sucesso profissional, a vida pessoal de Hutton havia mudado para pior. Tido como um "homem de pouco caráter" pela elite de Edimburgo após ter um filho ilegítimo, ele se isolou em várias fazendas perto da fronteira entre a Escócia e a Inglaterra, terras que herdou de seu pai. Isso deu início a um fascínio pela agricultura que ele mais tarde descreveu como "o estudo da minha vida". A agricultura levou sua mente inquieta a questionar os processos que formavam a Terra - e a própria idade da Terra. "Uma das dificuldades que ele enfrentou foi muita erosão do solo", disse Colin Campbell, chefe-executivo do centro de pesquisas Instituto James Hutton. "Ele ficava se perguntando como manter o solo na terra durante as tempestades. Mas ele começou a perceber que havia um processo de renovação: enquanto o solo era levado, um novo solo começaria a ser formado e esse ciclo levava bastante tempo". Hutton começou a entender que a Terra havia sido formada e esculpida em processos graduais, todos operando em escalas de tempo imensas e, depois de juntar seus pensamentos um a um lentamente, ele apresentou suas descobertas e um pequeno grupo acadêmico de filósofos na Sociedade Real de Edimburgo. Foi bem recebido. Mas, para convencer uma audiência maior, Hutton sabia que precisava de mais evidências. Hutton encontrou sua ilustração ideal da história da Terra no Ponto Siccar John Van Hoesen Ele partiu Escócia adentro procurando paisagens com junções claras ou inconformidades, que ele acreditava representar intervalos de tempo entre diferentes períodos geológicos. Quanto mais visualmente evidente o contraste, mais fácil era ver que essas características haviam sido criadas separadamente ao longo de enormes períodos de tempo, com intervalos de até milhões de anos. Assim que Hutton avistou o Ponto Siccar, ele sabia que havia encontrado o que procurava. Como o matemático John Playfair, seu companheiro naquele dia, descreveu mais tarde: "A mente parecia ficar um pouco tonta de olhar para tão longe no abismo do tempo". O palpite de Hutton estava certo. Hoje sabemos como certas pedras oceânicas foram formadas há 435 milhões de anos. Com o tempo, camadas de lama no fundo marinho endureceram, cresceram na vertical, subiram acima do nível do mar e então lentamente sofreram erosão, revelando as formações. As pedras grauvaque do Ponto Siccar foram formadas 435 milhões de anos atrás John Van Hoesen Mas foram necessários outros 65 milhões de anos até que o arenito fosse formado. Isso aconteceu em um período climático muito diferente, quando a Escócia era uma região tropical que ficava um pouco ao sul da Linha do Equador. Lentamente, os rios que se formavam no período chuvoso depositaram desertos de areia no topo da pedra de grauvaque. "Hutton percebeu que a formação e o movimento dessas rochas para criar o litoral que vemos no Ponto Siccar não poderia ter ocorrido em cataclismas repentinos no intervalo de anos ou décadas", disse Iain Stewart, geólogo da Universidade de Plymouth. "Ele entendeu esse conceito da profundidade do tempo: são necessárias dezenas de milhões de anos para ter grandes mudanças no planeta como efeito. E isso é perfeitamente ilustrado pela desconformidade entre as camadas de pedra oceânicas e terrestres". As ideias de Hutton começaram a se tornar dominantes no começo do século 19, depois que Playfair publicou seu livro de ilustrações da Teoria Huttoniana da Terra, em 1802, resumindo as teorias de seu amigo. O livro incluía uma ilustração do Ponto Siccar. Muitas décadas depois, o geólogo Charles Lyell escreveu a então inovadora obra de três volumes Os Princípios da Geologia, levando as ideias revolucionárias de Hutton ao público em geral e propondo uma idade indefinidamente longa da Terra. "O próprio Hutton, durante sua vida, era conhecido por dar essas palestras impenetráveis", diz Stewart. "Boa parte de sua escrita também era inacessível. Mas, para Playfair, e mais tarde Lyell, a lógica do seu pensamento era muito atraente e eles tiveram um papel fundamental na sua popularização e em fazer as pessoas aceitarem a longevidade da história da Terra". O arenito no local foi formado 65 milhões de anos após a formação da grauvaque, o que deu a Hutton a desconformidade que ele precisava John Van Hoesen Essas ideias influenciaram intensamente o então jovem Charles Darwin, fornecendo boa parte da base para seus pensamentos, que acabaram o levando à teoria da evolução. "Se você acredita que a Terra tem apenas 4 mil anos, não há muito tempo para seleção natural e evolução", disse Campbell. "Mas se você acredita que o mundo tem milhões e milhões de anos, isso lhe dá todo tempo que você precisa para a evolução. É por isso que Hutton teve um impacto tão grande no pensamento das pessoas nos séculos seguintes". O próprio Hutton nunca testemunhou o legado de suas ideias. Ele morreu em 1797, com 70 anos de idade, nove anos após sua visita ao Ponto Siccar. Apesar de ser um dos maiores cientistas da Escócia, sua morte mal foi homenageada e ele foi enterrado em uma cova sem identificação. Somente 100 anos mais tarde, um grupo de geólogos juntou recursos para criar uma lápide para ele. "Ninguém sabe por que isso aconteceu", diz Campbell. "Deve haver várias razões - ele não havia se casado, teve um filho ilegítimo. Algumas pessoas dizem que ele bebia muito e ficava mais feminino, mas isso pode ser um mito. Além de sua genialidade científica, há muita história pessoal sem explicação no caso de Hutton". Ainda assim, em um intervalo de décadas, as ideias de Hutton influenciaram a cultura popular e se tornaram amplamente aceitas, até mesmo pela Igreja Anglicana. Muito disso se deve não apenas a Hutton, mas ao próprio Ponto Siccar. "É um contraste tão grande e óbvio não apenas no ângulo mas nas cores das pedras, e isso não dá margem para discussão", disse Campbell. "Resume tão bem as teorias de Hutton, e eu acho que esse é um dos motivos para sua importância".
    Michael Bloomberg diz que vai assinar cheque de US$ 4,5 milhões para acordo climático de Paris

    Michael Bloomberg diz que vai assinar cheque de US$ 4,5 milhões para acordo climático de Paris


    No ano passado, o presidente norte-americano retirou os Estados Unidos do acordo, tornando o país o único a se opor ao pacto. O ex-prefeito de Nova York e bilionário Michael Bloomberg Mario Tama/Getty Images/AFP O ex-prefeito de Nova York e...


    No ano passado, o presidente norte-americano retirou os Estados Unidos do acordo, tornando o país o único a se opor ao pacto. O ex-prefeito de Nova York e bilionário Michael Bloomberg Mario Tama/Getty Images/AFP O ex-prefeito de Nova York e bilionário Michael Bloomberg disse neste domingo (22) que assinará um cheque de US$ 4,5 milhões para o compromisso financeiro dos Estados Unidos este ano com o Acordo Climático de Paris. No ano passado, o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do acordo, tornando o país o único a se opor ao pacto. Em entrevista ao canal CBS, Bloomberg não se comprometeu a fornecer recursos depois deste ano e disse esperar que até o ano que vem Trump tenha mudado de ideia. Trump se opõe firmemente ao acordo e seu governo reverteu uma série de regulações ambientais.
    Sistema Cantareira opera com 52,4% de sua capacidade de abastecimento de água

    Sistema Cantareira opera com 52,4% de sua capacidade de abastecimento de água


     Seis sistemas abastecem e fornecem água para as cidades paulistas. Confira os outros índices.  Sistema Cantareira abastece rios da região de Campinas Reprodução / EPTV O Sistema Cantareira opera com 52,4% de sua capacidade neste domingo (22),...


     Seis sistemas abastecem e fornecem água para as cidades paulistas. Confira os outros índices.  Sistema Cantareira abastece rios da região de Campinas Reprodução / EPTV O Sistema Cantareira opera com 52,4% de sua capacidade neste domingo (22), segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O Cantareira abastece cidades do estado. Até o momento foram registrados 22,4 mm de chuva em abril. Nas últimas 24 horas, não houve registro de chuva sobre o sistema. Ao todo, seis sistemas fornecem água para as cidades paulistas. Veja os índices nos sistemas que abastecem os municípios paulistas: Cantareira: 52,4% da capacidade Alto Tietê: 64,6% da capacidade Guarapiranga: 90,7% da capacidade Alto Cotia: 90,7% da capacidade Rio Grande: 89,5% da capacidade Rio Claro: 101,9% da capacidade Índices Após uma ação do Ministério Público Estadual (MPE), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na região metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 7,4 milhões após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.
    SP registra a manhã mais fria do ano neste sábado, diz Inmet

    SP registra a manhã mais fria do ano neste sábado, diz Inmet


    Temperaturas podem subir neste domingo. essoas se protegem do frio na Avenida Paulista na manhã deste sábado (21) BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pela terceira vez na mesma semana, a cidade de São Paulo resgistrou a menor...


    Temperaturas podem subir neste domingo. essoas se protegem do frio na Avenida Paulista na manhã deste sábado (21) BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Pela terceira vez na mesma semana, a cidade de São Paulo resgistrou a menor temperatura mínima do ano: 13,8°C. As outras medidas foram de 14°C na quarta (18) e quinta-feira (19), segundo informaçõeçs do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No mês de abril de 2017, a menor temperatura mínima registrou 13,4°C no dia 29. De acordo com o instituto, passa pela capital uma alta pressão e uma massa de ar frio e seco. "Com a diminuição do conteúdo de umidade do ar, que atua como inibidor do resfriamento noturno, a madrugada de hoje teve queda mais acentuada nas temperaturas", explica o Inmet. Neste domingo (22), as temperaturas podem registrar alta discreta, em função de aumento de nebulosidade e umidade atmosférica.
    Por que os lagartos têm um 'terceiro olho'

    Por que os lagartos têm um 'terceiro olho'


    Biólogos ainda não sabem exatamente qual é a função da estrutura no topo da cabeça, mas se acredita que tenha a ver com a orientação espacial dos animais. Fóssil analisado por Smith pertence ao único animal conhecido com mandíbula e quatro...


    Biólogos ainda não sabem exatamente qual é a função da estrutura no topo da cabeça, mas se acredita que tenha a ver com a orientação espacial dos animais. Fóssil analisado por Smith pertence ao único animal conhecido com mandíbula e quatro olhos Instituto Senckenberg/Divulgação Muita gente não sabe, mas é comum que peixes, anfíbios (como os sapos) e répteis tenham um "terceiro olho". Da próxima vez que você avistar uma iguana, por exemplo, preste atenção na parte de cima da cabeça do animal: no meio desta, você verá um círculo de cor pálida, cuja falta de pigmentação serve exatamente para deixar passar a luz. Esta estrutura é o que os estudiosos dos répteis chamam de olho pineal, popularmente conhecido como "terceiro olho". "Ainda não sabemos exatamente para o quê serve este 'terceiro olho'", diz o especialista em paleoherpetologia (estudo de fósseis de répteis) Krister Smith, do Instituto Senckenberg, na Alemanha. O que está claro para os biólogos é que a estrutura está relacionada com a detecção da luz, ajudando os animais a se orientar no espaço e a regular seus ciclos diários (que dependem da passagem do dia para a noite). "Este 'terceiro olho' se desenvolve de forma muito parecida com os olhos que todos conhecemos", diz Smith. "E ele está diretamente conectado com o cérebro, por meio de um duto que termina numa estrutura esférica. E esta estrutura esférica está recoberta por camadas muito parecidas às de uma retina, com proteínas fotossensíveis", diz o cientista alemão. Em 2009, um grupo de biólogos italianos conduziu uma série de experimentos com lagartixas, nos quais os pequenos animais precisavam se orientar pela luz para ir de um ponto a outro. Em condições normais, os animais conseguiam fazer isto. Quando os cientistas bloquearam ou removeram o "terceiro olho", contudo, as lagartixas perdiam o rumo. Por isto, os biólogos deste experimento definiram o "terceiro olho" dos répteis como uma espécie de "bússola solar". Questão evolutiva Se a palavra "pineal" soa familiar, é porque nós humanos temos uma glândula com este nome, localizada, como nos répteis, no alto da cabeça. A nossa glândula, porém, não evoluiu como um olho, e sim como um órgão que nos ajuda a regular os ciclos de sono. O olho pineal era mais comum há alguns milhões de anos atrás. "Peixes, anfíbios, mamíferos (como os humanos)... todos têm ancestrais que tiveram um 'terceiro olho'", diz Smith. Hoje, nenhum mamífero o tem mais, mas a estrutura continua presente em animais como rãs, serpentes e alguns peixes. Outros, como tartarugas, pássaros e crocodilos já não o possuem. "Por alguma razão desconhecida, este 'terceiro olho' foi se perdendo ao longo do processo evolutivo", diz Smith. O quarto olho Para a maioria das pessoas, a existência do "terceiro olho" é surpreendente. Não é o caso de Smith, que estuda o tema há anos. Mas até o cientista alemão ficou surpreso com seu achado mais recente, que veio a público num artigo científico publicado no começo de abril: o fóssil de um lagarto que tinha quatro olhos - e não apenas três. Até agora, o único animal vertebrado conhecido com quatro olhos era a lampreia, um tipo de peixe de corpo alongado e sem mandíbula. O fóssil analisado por Smith está em um museu da Universidade de Yale, nos EUA, e tem cerca de 49 milhões de anos de idade. O fóssil pertence a uma espécie já extinta, que fazia parte do grupo do chamado lagarto monitor. Além do "terceiro olho", o fóssil tem uma cavidade para o quarto olho, formado pelos órgãos pineais e parapineais. "É muito sedutora a ideia de que os órgãos pineais e parapineais se desenvolveram como uma dupla, como os nossos olhos", diz Smith. "Mas ainda há muito debate na academia científica sobre isto", informa ele. Por enquanto, o achado de Smith gera mais perguntas que respostas. Mas as evidências que existem até agora mostram que o terceiro e o quarto olho deste lagarto se desenvolveram de forma distinta daqueles de outros animais. "Qualquer afirmação sobre a função deste quarto olho, por enquanto, será meramente especulativa", diz ele. "Em todo caso, é possível que ele estivesse relacionado com a orientação espacial do animal", sugere Smith.
    Fotógrafo flagra cobra passando sobre arma de atirador de elite

    Fotógrafo flagra cobra passando sobre arma de atirador de elite


    Cena aconteceu durante treinamento militar no Alabama, nos EUA. Atirador não se moveu. Cobra passa por arma de atirado de elite durante treinamento Sgt. William Frye/ Alabama National Guard Um fotógrafo captou o exato momento em que uma cobra passou...


    Cena aconteceu durante treinamento militar no Alabama, nos EUA. Atirador não se moveu. Cobra passa por arma de atirado de elite durante treinamento Sgt. William Frye/ Alabama National Guard Um fotógrafo captou o exato momento em que uma cobra passou sobre uma arma de um atirador de elite em treinamento nos EUA. Camuflado, o atirador permaneceu imóvel enquanto o animal seguia seu caminho. O registro foi feito por William Frye, sargento da Guarda Nacional do Alabama durante um treinamento da infantaria na base aérea de Eglin no dia 7 abril. O soldado William Snyder era quem segurava o rifle no momento da foto. "Nossos atiradores são treinados para ficarem perfetamente parados por horas na mesma posição e ficar invisíveis aos nossos inimigos e aé animais selvagens", dizia um post no Facebook feito pela Guarda. A cobra é uma serpente da espécie corredora-azul. Ela não é venenosa, mas pode picar quando ameaçada.

    Documentário ‘Frágil Equilíbrio’ chega ao Brasil: imagens reais que ilustram as reflexões de Pepe Mujica


    As cenas são fortes. Não dá para ficar impune, às vezes é difícil até se lembrar de respirar enquanto se assiste ao "Frágil Equilíbrio", documentário dirigido por Guillermo Garcia López que está chegando agora ao Brasil pela internet. Assisti...

    As cenas são fortes. Não dá para ficar impune, às vezes é difícil até se lembrar de respirar enquanto se assiste ao "Frágil Equilíbrio", documentário dirigido por Guillermo Garcia López que está chegando agora ao Brasil pela internet. Assisti nesta quarta-feira (18) pela manhã, numa apresentação para a imprensa seguida de entrevista coletiva com os produtores Pablo Godoy-Estel e Marina García López no Instituto Cervantes, em Botafogo.   A história do documentário começa quando o diretor tem a ideia de acompanhar com imagens as reflexões lúcidas do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Como se sabe, Mujica não poupa críticas, embasadas e com conteúdo, ao sistema econômico que nos rege os dias atuais, ao "Deus Mercado", à civilização como está posta. E não deixa pedra sobre pedra aoreagir contra os governantes que só administram seus países com intenção de se perpetuar no poder.   “Com uma disputa inútil pelo poder, não solucionamos os problemas da humanidade”, diz Mujica.   O documentário foi filmado durante três anos em três continentes diferentes: no Uruguai, Japão, Espanha, Marrocos, México, Hong Kong, Estados Unidos, Qatar, Reino Unido e Chile. Não há ficção, é mesmo um choque de realidade que nos chega, por exemplo, através da rotina de dois executivos japoneses em Tóquio, cidade com maior PIB do mundo, um dos maiores centros financeiros de alcance global.Em conversa informal, que Marina Garcia López garantenão ter sido roteirizada, os dois passam a vida a limpo e um deles percebe o quão inútil têm sido seus esforços para conseguir sair do círculo vicioso de insatisfação em que se encontra:   “Comprei um carro para rodar pelas estradas e ir muito longe, mas ainda não rodei, em dois anos, nem dez mil quilômetros. Comprei uma casa, está organizada, mas não tenho tempo de ficar nela”, diz ele.   O homem, visivelmente cansado, conta que dorme duas ou três horas por noite apenas, já que precisa cumprir carga extra no trabalho, rotina que não é incomum no mundo ocidental. Nos fins de semana ele pega uma cerveja e se põe diante do computador para resolver outros problemas que surgem e que são de sua responsabilidade no local onde trabalha. A câmera o acompanha na “hora de lazer” e o homem se põe a jogar numa dessas máquinas histéricas, um jogo igualmente tenso, como ele.   “Um amigo meu se matou dia desses. E eu às vezes penso nisso também”, comenta com o colega executivo.   As cenas mais fortes do documentário foram filmadas na África. Homens e mulheres de uma comunidade subsaariana no Monte Gurugú, perto da fronteira entre o continente africano e a cidade espanhola Melilha, enfrentam com braveza os muros altos construídos para evitar que eles entrem na Europa. Seu passaporte, conta um deles, é o tênis, que recebe pregos para ajudar a escalar o muro. Há pessoas sendo espancadas pelos guardas, humanos que são pagos para “proteger” os ricos dos pobres. Um morre, outro perde o olho. Uma mãe tenta, desesperadamente, fazer subir uma criança para que ela alcance o “lado da prosperidade”.   Quando conseguem chegar à Europa, os africanos comemoram com danças e urras. A câmera acompanha tudo, foi um empréstimo de amigos à produção do “Falso Equilíbrio”. Para os africanos, é uma vitória. Sabemos todos que essa alegria vai durar até o momento em que se vejam confinados num campo qualquer, dormindo em barracas, comendo pouco, sem higiene e sem direito de ir e vir. Nem de longe alcançarão as falsas promessas do sistema econômico que prioriza aqueles cujos méritos correspondem aos anseios do mercado.   Em conversa com a câmera, ainda no Monte Gurugú, antes de tentar a passagem pelo muro que pode lhe tirar a vida, um dos africanos mostra total conhecimento do absurdo que é seus conterrâneos estarem numa situação falimentar,  num continente tão rico e que tanto fez pela vizinha Europa. Ao mesmo tempo, o homem quer abandonar sua terra e, legitimamente, se rende ao capital, afirmando que precisa estar “do outro lado do muro” para se sentir incluído o que, em seu caso, significa ter o que comer três vezes por dia, ao menos. É o que prometeu aos familiares quando saiu de casa, não pretende voltar sem ter cumprido.   “A Europa vai acabar mulata. É uma questão de tempo”, diz Mujica.   A câmera mostra o grupo de africanos em volta de uma lata que está no fogo a fritar cebolas. Preparam-se para comê-las com algum outro alimento que não se identifica. São dois homens e um deles dá um conselho útil ao amigo: “Coma devagar. Isso é para durar”.   A cena seguinte deixa o espectador próximo à rotina alimentar de um executivo japonês, o mundo dos ricos. Solitário, ele compra um mero sanduíche, degustado numa praça sem muito entusiasmo. O mundo regido pelo mercado, que segundo Mujica, despreza a liberdade individual, também costuma tirar das pessoas o ânimo para viver. Não à toa, o executivo conta que seu amigo acabara de cometer suicídio. Fala isso enquanto fecha os olhos tentando buscar em si a coragem para mudar de vida.   “Talvez eu faça isso amanhã”, diz, sem uma gota de vontade, e mostrando quão pobre de alternativas ele pode estar naquele instante.   A desigualdade, marca do sistema econômico atual, está estampada em cada quadro do documentário que pretende, segundo Pablo Godoy-Estel, fazer uma reflexão sobre “o caminho que a humanidade está tomando em seus hábitos, usos e formas de se relacionar com o mundo”.     Mujica demorou para aceitar a ideia de costurar pensamentos sobre imagens, proposta por Guillermo Garcia López. Quando decidiu, pôs-se a conversar durante uma hora e meia com a câmera. Reflete sobre ideias pré-concebidas e desconstrói algumas verdades, como a que dá aos índios a alcunha de “atrasados”, o que considera extremamente discutível face aos poucos resultados positivos que a nossa civilização vem alcançando para melhorar a vida dos miseráveis. Ao mesmo tempo, percebe mudanças de atitude que vai pontuando, aqui e ali, em pensamentos que não podem ser contestados, já que são embasados em realidades indiscutíveis:   “A revanche dos pobres está na fertilidade de seus ventres”.   “O santo poder da propriedade está colado em cima dos valores da vida”.   “Em quase todas as constituições está o direito de moradia. Mas estamos longe de cumpri-lo”.   O mundo ocidental, dos países ricos, é visitado pelas câmeras de “Frágil Equilíbrio” para comprovar que ali também, em terras férteis, a pobreza chegou. Ali, a escravidão é imposta pelas leis do mercado, os negócios quase têm mais valor do que a vida.A democracia é posta em xeque.   “Nossa democracia é mentirosa. Se nos prendemos ao sentido mais antigo, do grego, é ‘governo do povo’. Qual o povo que governa?”, pergunta ele.   Vale a pena assistir ao documentário e aceitar o convite para a reflexão.

    Vídeo mostra possível acúmulo de lava no vulcão Kilauea, no Havaí


    Atividade pode significar risco para a região, segundo cientistas. Imagens mostram atividade no vulcão Kilauea, no Havaí Um vídeo publicado pelo Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), agência governamental que monitora vulcões, mostra o...

    Atividade pode significar risco para a região, segundo cientistas. Imagens mostram atividade no vulcão Kilauea, no Havaí Um vídeo publicado pelo Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), agência governamental que monitora vulcões, mostra o que os pesquisadores chamaram de um "movimento inflacionário pronunciado" no cone do vulcão Kilauea, no estado americano do Havaí. O vídeo mostra o que seria um crescimento do solo da cratera do vulcão em vários metros, movimento que tem sido observado desde meados de março, levando os cientistas a crer que o magma está se acumulando sob o cone. É possível que a nova atividade signifique ameaça para as regiões abaixo, segundo os pesquisadores. Segundo a rede NBC, circunstâncias similares em 2014 e 2016 levaram a novas aberturas e fluxo de lava.

    Documentário ‘Falso Equilíbrio’ chega ao Brasil: imagens reais ilustrando as reflexões de Pepe Mujica


    As cenas são fortes. Não dá para ficar impune, às vezes é difícil até se lembrar de respirar enquanto se assiste ao “Frágil Equilíbrio”, documentário dirigido por Guillermo Garcia López que está chegando agora ao Brasil pela internet....

    As cenas são fortes. Não dá para ficar impune, às vezes é difícil até se lembrar de respirar enquanto se assiste ao “Frágil Equilíbrio”, documentário dirigido por Guillermo Garcia López que está chegando agora ao Brasil pela internet. Assisti hoje pela manhã, numa apresentação para a imprensa seguida de entrevista coletiva com os produtores Pablo Godoy-Estel e Marina García López no Instituto Cervantes, em Botafogo. A história do documentário começa quando o diretor tem a ideia de acompanhar com imagens as reflexões lúcidas do ex-presidente uruguaio Pepe Mujica. Como se sabe, Mujica não poupa críticas, embasadas e com conteúdo, ao sistema econômico que nos rege os dias atuais, ao “Deus Mercado”, à civilização como está posta. E não deixa pedra sobre pedra ao reagir contra os governantes que só administram seus países com intenção de se perpetuar no poder. “Com uma disputa inútil pelo poder, não solucionamos os problemas da humanidade”, diz Mujica. O documentário foi filmado durante três anos em três continentes diferentes: no Uruguai, Japão, Espanha, Marrocos, México, Hong Kong, Estados Unidos, Qatar, Reino Unido e Chile. Não há ficção, é mesmo um choque de realidade que nos chega, por exemplo, através da rotina de dois executivos japoneses em Tóquio, cidade com maior PIB do mundo, um dos maiores centros financeiros de alcance global. Em conversa informal, que Marina Garcia López garante não ter sido roteirizada, os dois passam a vida a limpo e um deles percebe o quão inútil têm sido seus esforços para conseguir sair do círculo vicioso de insatisfação em que se encontra: “Comprei um carro para rodar pelas estradas e ir muito longe, mas ainda não rodei, em dois anos, nem dez mil quilômetros. Comprei uma casa, está organizada, mas não tenho tempo de ficar nela”, diz ele. O homem, visivelmente cansado, conta que dorme duas ou três horas por noite apenas, já que precisa cumprir carga extra no trabalho, rotina que não é incomum no mundo ocidental. Nos fins de semana ele pega uma cerveja e se põe diante do computador para resolver outros problemas que surgem e que são de sua responsabilidade no local onde trabalha. A câmera o acompanha na “hora de lazer” e o homem se põe a jogar numa dessas máquinas histéricas, um jogo igualmente tenso, como ele. “Um amigo meu se matou dia desses. E eu às vezes penso nisso também”, comenta com o colega executivo. As cenas mais fortes do documentário foram filmadas na África. Homens e mulheres de uma comunidade subsaariana no Monte Gurugú, perto da fronteira entre o continente africano e a cidade espanhola Melilha, enfrentam com braveza os muros altos construídos para evitar que eles entrem na Europa. Seu passaporte, conta um deles, é o tênis, que recebe pregos para ajudar a escalar o muro. Há pessoas sendo espancadas pelos guardas, humanos que são pagos para “proteger” os ricos dos pobres. Um morre, outro perde o olho. Uma mãe tenta, desesperadamente, fazer subir uma criança para que ela alcance o “lado da prosperidade”. Quando conseguem chegar à Europa, os africanos comemoram com danças e urras. A câmera acompanha tudo, foi um empréstimo de amigos à produção do “Falso Equilíbrio”. Para os africanos, é uma vitória. Sabemos todos que essa alegria vai durar até o momento em que se vejam confinados num campo qualquer, dormindo em barracas, comendo pouco, sem higiene e sem direito de ir e vir. Nem de longe alcançarão as falsas promessas do sistema econômico que prioriza aqueles cujos méritos correspondem aos anseios do mercado. Em conversa com a câmera, ainda no Monte Gurugú, antes de tentar a passagem pelo muro que pode lhe tirar a vida, um dos africanos mostra total conhecimento do absurdo que é seus conterrâneos estarem numa situação falimentar, num continente tão rico e que tanto fez pela vizinha Europa. Ao mesmo tempo, o homem quer abandonar sua terra e, legitimamente, se rende ao capital, afirmando que precisa estar “do outro lado do muro” para se sentir incluído o que, em seu caso, significa ter o que comer três vezes por dia, ao menos. É o que prometeu aos familiares quando saiu de casa, não pretende voltar sem ter cumprido. “A Europa vai acabar mulata. É uma questão de tempo”, diz Mujica. A câmera mostra o grupo de africanos em volta de uma lata que está no fogo a fritar cebolas. Preparam-se para comê-las com algum outro alimento que não se identifica. São dois homens e um deles dá um conselho útil ao amigo: “Coma devagar. Isso é para durar”. A cena seguinte deixa o espectador próximo à rotina alimentar de um executivo japonês, o mundo dos ricos. Solitário, ele compra um mero sanduíche, degustado numa praça sem muito entusiasmo. O mundo regido pelo mercado, que segundo Mujica, despreza a liberdade individual, também costuma tirar das pessoas o ânimo para viver. Não à toa, o executivo conta que seu amigo acabara de cometer suicídio. Fala isso enquanto fecha os olhos tentando buscar em si a coragem para mudar de vida. “Talvez eu faça isso amanhã”, diz, sem uma gota de vontade, e mostrando quão pobre de alternativas ele pode estar naquele instante. A desigualdade, marca do sistema econômico atual, está estampada em cada quadro do documentário que pretende, segundo Pablo Godoy-Estel, fazer uma reflexão sobre “o caminho que a humanidade está tomando em seus hábitos, usos e formas de se relacionar com o mundo”. Mujica demorou para aceitar a ideia de costurar pensamentos sobre imagens, proposta por Guillermo Garcia López. Quando decidiu, pôs-se a conversar durante uma hora e meia com a câmera. Reflete sobre ideias pré-concebidas e desconstrói algumas verdades, como a que dá aos índios a alcunha de “atrasados”, o que considera extremamente discutível face aos poucos resultados positivos que a nossa civilização vem alcançando para melhorar a vida dos miseráveis. Ao mesmo tempo, percebe mudanças de atitude que vai pontuando, aqui e ali, em pensamentos que não podem ser contestados, já que são embasados em realidades indiscutíveis: “A revanche dos pobres está na fertilidade de seus ventres”. “O santo poder da propriedade está colado em cima dos valores da vida”. “Em quase todas as constituições está o direito de moradia. Mas estamos longe de cumpri-lo”. O mundo ocidental, dos países ricos, é visitado pelas câmeras de “Frágil Equilíbrio” para comprovar que ali também, em terras férteis, a pobreza chegou. Ali, a escravidão é imposta pelas leis do mercado, os negócios quase têm mais valor do que a vida. A democracia é posta em xeque. “Nossa democracia é mentirosa. Se nos prendemos ao sentido mais antigo, do grego, é ‘governo do povo’. Qual o povo que governa?”, pergunta ele. Vale a pena assistir ao documentário e aceitar o convite para a reflexão.
    Estudo aponta alta contaminação de peixes por mercúrio em todas as bacias hidrográficas do AP

    Estudo aponta alta contaminação de peixes por mercúrio em todas as bacias hidrográficas do AP


    Pesquisadores do Iepa atuaram em rios com possíveis impactos de atividades garimpeira. Concentração do metal em espécies chega a 20 vezes do recomendado para consumo humano. Espécie coletada pelos pesquisadores durante as atividades Renata...


    Pesquisadores do Iepa atuaram em rios com possíveis impactos de atividades garimpeira. Concentração do metal em espécies chega a 20 vezes do recomendado para consumo humano. Espécie coletada pelos pesquisadores durante as atividades Renata Ferreira/Iepé/Divulgação Uma expedição iniciada em 2015 e retomada em 2017 por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas do Amapá (Iepa) levantou informações alarmantes sobre a contaminação das principais bacias hidrográficas do estado, principalmente pela exploração garimpeira, muitas vezes ilegal. O estudo detectou em todos os rios espécies de peixes com teor de mercúrio muito acima da recomendada para consumo. As taxas chegaram a 10, 20 vezes, a concentação do metal considerada normal pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de de 0,5 micrograma de mercúrio por grama de tecido muscular. Os rios mais afetados foram o Araguari, na área que fica dentro da Floresta Nacional do Amapá (Flona), além do Jari, Oiapoque, Amapá Grande e Cassiporé. Espécies têm amostras coletadas para análise da presença do metal Renata Ferreira/Iepé/Divulgação A pesquisa inicialmente atuou nas regiões próximas das áreas de garimpo e depois expandiu a coleta de amostras para outras áreas do estado. O alto teor de mercúrio nos peixes pode causar danos à saúde do ser humano que consumir essas espécies. Entre os principais problemas comuns estão mal estar e doenças gastrointestinais. Dependendo do teor pode causar até a morte. "O mercúrio é um metal que existe na natureza e não sabemos qual é o nível natural de presença dele. Em cada ambiente ele vai acontecer numa determinada concentração e nesse estudo que nós fizemos eram em áreas que tinham atividade garimpeira", explicou a doutora em zoologia do Iepa, Cecile Gama, uma das integrantes das expedições. Estudo identificou maior presença de mercúrio em peixes carnívoros Cecile Gama/Arquivo Pessoal A etapa concluída do estudo recolheu nas bacias principalmente peixes carnívoros, que naturalmente concentram no corpo a maior parte do mercúrio absorvido da água. Quatro espécies foram monitoradas de forma frequente pelo Iepa: piranha-preta, mandubé, pirapucu e trairão. "Eles são muito encontrados e muito consumidos pelos ribeirinhos e vendidos em feiras. Temos grupos de risco, como crianças em formação, as mulheres grávidas ou que podem engravidar e gerar crianças com má formação e isso depende do nível de contaminação por mercúrio" completou Cecile, reforçando que atualmente as expedições também coletaram sedimentos para análise. Pesquisadores atuaram nos principais rios do estado Cecile Gama/Arquivo Pessoal Além do Iepa, atuam nas expedições membros da Organização Não-Governamental WWF Brasil, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé). Um dos objetivos do estudo é auxiliar na regularização dos garimpos existentes no Amapá e alertar para o alto uso do mercúrio. "Todas as bacias hidrográficas apresentam peixes com alto nível, até preocupante, do metal. Estudamos as principais bacias e principalmente em áreas de conservação e isso torna mais preocupante ainda, porque esses peixes em áreas de conservação deveriam estar intactos ou não manipulados", completou Cecile Gama. As expedições já passaram pelo rio Cassiporé, na altura da comunidade Vila Velha, em Calçoene; rio Amapá Grande, em Amapá; região dos lagos, em Tartarugalzinho; rios Oiapoque e Uaçá, em Oiapoque; além do rio Araguari na área da Flona, nas cidades Pedra Branca e Serra do Navio. Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!
    Mãe gorila emociona funcionários de zoológico ao beijar filhote recém-nascido

    Mãe gorila emociona funcionários de zoológico ao beijar filhote recém-nascido


    Cena aconteceu nos Estados Unidos e foi filmada pelos tratadores dos animais. Mamãe gorila beija filhote recém-nascido, em zoológico dos EUA BBC Uma mamãe gorila foi filmada dando beijos em seu filhote recém-nascido. Clique aqui e veja o...


    Cena aconteceu nos Estados Unidos e foi filmada pelos tratadores dos animais. Mamãe gorila beija filhote recém-nascido, em zoológico dos EUA BBC Uma mamãe gorila foi filmada dando beijos em seu filhote recém-nascido. Clique aqui e veja o vídeo. A cena aconteceu em um zoológico nos Estados Unidos. A mãe, Calaya, e o filhote passam bem. O bebê gorila, que veio ao mundo no fim de semana, foi batizado de Moke, que quer dizer "júnior" ou "pequeno" em lingala, idioma falado na África Central. A espécie, chamada gorila-ocidental-das-terras-baixas, está ameaçada de extinção.

    Uso de urso em abertura de jogo na Rússia é condenado por ambientalistas


    Se pudesse, aquele pobre urso usado pelos russos para entregar a bola ao árbitro antes do confronto entre Angusht e Mashuk, dois times de terceira divisão, na cidade de Piatygorsk, estaria reagindo à altura de sua capacidade. Mas não podia....

    Se pudesse, aquele pobre urso usado pelos russos para entregar a bola ao árbitro antes do confronto entre Angusht e Mashuk, dois times de terceira divisão, na cidade de Piatygorsk, estaria reagindo à altura de sua capacidade. Mas não podia. Amordaçado numa focinheira, treinado sabe-se lá com quais métodos, ele fez direitinho o papel de bobo da corte. Só que, como sabemos muito bem aqueles que estudamos o tema, somos sensíveis às raças e nos interessamos pela preservação da biodiversidade, os bobos é que estavam aplaudindo.   Sim, eu sei. As opiniões são divididas. Tem quem argumente, dizendo que é hipocrisia criticar o show dos russos se os humanos montam em cavalos, confinam cachorros e comem bois. Mas tem também que perceba no teatro do urso russo uma ótima oportunidade para se debater a maneira estúpida com que os humanos tratam os animais em geral. Estou entre esses.   "Além de ser desumano e totalmente fora de alcance, usar um urso como servo cativo para entregar uma bola é absolutamente perigoso", disse Elisa Allen, diretora da organização mundial People for the Ethical Treatment of Animals (Peta) ao site da BBC.   O urso é um animal símbolo da Rússia, o que talvez tenha motivado o uso do bicho na abertura de um jogo. Segundo algumas informações ainda não confirmadas, a ideia é levar Tim, o nome do urso, para a abertura da Copa do Mundo que vai acontecer naquele país a partir do dia 14 de junho. Mas é justamente pelo fato de ser um animal símbolo do país que o uso dele como um troféu vivo é desumano e sem sentido, acrescenta Elisa Allen:   “O urso é o símbolo da Rússia, por isso esperamos que o povo do país mostre alguma compaixão e orgulho nacional e pare de abusar deles”, disse ela.   Estar acorrentado, amordaçado e forçado a realizar atitudes que não tem o hábito de realizar pode causar estresse a qualquer animal, segundo lembrou Brian de Cal, diretor de outra ONG, a Four Paws UK. A declaração dele me fez lembrar o triste caso da onça Juma, que em 2016 se tornou mascote do Centro de Instrução de Guerra na Selva, levada para a cerimônia de tocha das Olimpíadas. Depois do evento, que a deixou estressada, a onça reagiu como reage um animal selvagem: avançou sobre um veterinário. Doparam-na e mataram-na. Um ser vivo morto para deleite e gáudio dos humanos, como muitas outras infinitas vezes já aconteceu.   Yuval Noah Harari, pesquisador que nos brindou com uma obra extensa sobre a história da humanidade – “Sapiens” (Ed. L&PM) – alerta: é um crime bárbaro a maneira como os humanos lidam com os animais, julgando que estes são seres inferiores. Não são. Cientistas já fizeram pesquisas e descobriram que vacas, galinhas, porcos, e até ursos têm sensações, percepções, podem sentir dor, podem sentir medo, podem sentir amor.Com esta informação, fico pensando: o que Tim pensou naqueles momentos em que foi apresentado como um pobre tolo a fazer gestos que não são seus, a tocar uma bola que, para ele, nada representa?   Logo depois de a cena ganhar o mundo via internet, começaram a surgir os primeiros comentários dos ativistas ambientais, condenando o uso do animal. Muitos lembraram que as pessoas que estavam em volta de Tim correram um sério risco, já que se trata, como todos nós sabemos, de um bicho selvagem e feroz. A menos que, como não é incomum no país, segundo a Peta, eles tenham arrancado as garras e os dentes do animal.   “Espancamentos, choques elétricos e privação de comida são métodos usados pelos tratadores russos para fazer com que os ursos realizem truques depreciativos e estúpidos", disse Mimi Bekcechi, chefe de campanhas da Peta Austrália para o site da SBS News.   De qualquer maneira, a cena é bizarra e não poderia ter sido mais infeliz. A pergunta é: será que ninguém se preocupou, por um só momento que fosse, com o sofrimento que seria causado ao animal? Teriam imaginado, um segundo ao menos, que a repercussão poderia ser negativa? Que as pessoas não iam achar engraçadinho um bicho daquele tamanho se submetendo a tamanha imbecilidade?   No livro “Animal Liberation”, escrito nos anos 70, o filósofo australiano Peter Singer escreve sobre consideração que os humanos deveriam ter com relação aos bichos. E respeito.Sim, os animais devem ter direitos, merecem viver sua vida longe de opressão, sofrimento e exploração porque têm um valor que desafia a visão da sociedade humana. São criaturas que têm vontade de viver, lutam pela sua preservação. E não merecem ser submetidos a tratamentos humilhantes.

    Trem atropela e mata 4 elefantes na Índia


    Acidente ocorreu no distrito de Jharsuguda. Quatro elefantes são mortos por trem em alta velocidade na Índia Quatro elefantes foram mortos atropelados por um trem em alta felicidade no distrito indiano de Jharsuguda nesta segunda-feira (16). Morreram...

    Acidente ocorreu no distrito de Jharsuguda. Quatro elefantes são mortos por trem em alta velocidade na Índia Quatro elefantes foram mortos atropelados por um trem em alta felicidade no distrito indiano de Jharsuguda nesta segunda-feira (16). Morreram um macho, duas fêmeas e um filhote. O impacto da colisão foi tão grave que as carcaças foram parar a pelo menos 10 metros dos trilhos. Responsáveis pela ferrovia correram ao local do incidente e removeram as carcaças com a ajuda de um guindaste. Os trens recomeçaram a circular depois de uma hora.
    Gorila surpreende zoo ao ficar de ponta-cabeça para imitar tratadora

    Gorila surpreende zoo ao ficar de ponta-cabeça para imitar tratadora


    Os dois trabalham juntos há três anos em exercícios para melhorar o bem-estar mental e físico do animal; imagens fizeram sucesso nas redes sociais. Tipo de exercício ajuda a construir a confiança, disse o parque Busch Gardens/BBC Um gorila foi...


    Os dois trabalham juntos há três anos em exercícios para melhorar o bem-estar mental e físico do animal; imagens fizeram sucesso nas redes sociais. Tipo de exercício ajuda a construir a confiança, disse o parque Busch Gardens/BBC Um gorila foi filmado de cabeça para baixo ao imitar sua tratadora, Rachel Hale. Os dois trabalham juntos há três anos em exercícios para melhorar o bem-estar mental e físico do animal. O primata tem 12 anos e recebe os cuidados no parque Busch Gardens, na Flórida, nos Estados Unidos. Ao postar as imagens no Facebook, o parque disse que esse tipo de exercício ajuda a construir "confiança e uma relação positiva com os animais" e, assim, dar a eles o "ambiente mais física e mentalmente estimulante possível". Veja no vídeo o momento em que o gorila consegue a façanha, para a felicidade da tratadora. O primata tem 12 anos e recebe os cuidados no parque Busch Gardens, na Flórida (EUA) Busch Gardens/BBC
    Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico

    Cientistas desenvolvem por acaso enzima devoradora de plástico


    Mais de oito milhões de toneladas do material são descartadas nos oceanos por ano. Mais de 8 milhões de plásitcos são descartados todos os anos nos oceanos H. Hach/Pixabay Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima...


    Mais de oito milhões de toneladas do material são descartadas nos oceanos por ano. Mais de 8 milhões de plásitcos são descartados todos os anos nos oceanos H. Hach/Pixabay Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um estudo publicado na segunda-feira (16), do qual participaram pesquisadores da Unicamp. Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a saúde humana e o meio ambiente. Apesar dos esforços de reciclagem, a maior parte dos plásticos permanece por centenas de anos no meio ambiente, e por isso cientistas buscam melhores formas de eliminá-lo. Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza, descoberta no Japão há alguns anos. Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o plástico não existia até os anos 1940. Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas. Uma mutação útil O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas enzimas - denominada PETase ao compreender sua estrutura. "Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET", destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences. Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima. Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias. Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico. Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o PET. Plásticos ficam por centenas de anos no ambiente sem desintegrar Andrew Martin/Pixabay Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na decomposição de plásticos. "A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção", afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth. "Embora o aperfeiçoamento seja modesto, esta descoberta inesperada sugere que há espaço para mais melhorias destas enzimas, aproximando-nos de uma solução de reciclagem para a crescente montanha de plásticos descartados", acrescentou.
    Pesquisadores encontram corais em área da Amazônia que pode ser liberada para exploração de petróleo

    Pesquisadores encontram corais em área da Amazônia que pode ser liberada para exploração de petróleo


    Recém-descobertos pela ciência na costa norte do Brasil, corais ocupam área subaquática equivalente ao estado do Rio de Janeiro. Licença para exploração de petróleo na região pode sair a qualquer momento. Corais da Amazônia foram...


    Recém-descobertos pela ciência na costa norte do Brasil, corais ocupam área subaquática equivalente ao estado do Rio de Janeiro. Licença para exploração de petróleo na região pode sair a qualquer momento. Corais da Amazônia foram localizados em uma área que pode, a qualquer momento, ser liberada para a exploração de petróleo. Greenpeace Escondidos no fundo do Oceano Atlântico, numa das regiões de correnteza mais fortes do mundo, corais da Amazônia foram localizados em uma área que pode, a qualquer momento, ser liberada para a exploração de petróleo. A descoberta foi feita por pesquisadores brasileiros a bordo do navio Esperanza, cedido pelo Greenpeace para a missão científica. Pesquisadores buscam evidências numa faixa da costa norte do Brasil, próxima ao Amapá e ainda sob influência das águas que o rio Amazonas despeja no mar. É exatamente ali que a empresa francesa Total aguarda licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para extrair petróleo. "Pela primeira vez, obtivemos imagens da área com um robô. Encontramos recifes na porção mais rasa dos blocos de onde se quer extrair petróleo", afirma Ronaldo Francini-Filho, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPA). "Tem área de petróleo aqui que está embaixo das áreas de recife. Isso a gente não pode deixar de considerar." Inicialmente, estimou-se que os corais da Amazônia ocupassem uma área de 9,5 mil quilômetros quadrados, mas o cálculo mais recente indica que seu tamanho seja mais de cinco vezes maior. "O recife tem em torno de 56 mil quilômetros quadrados. Portanto, é o maior recife do Brasil e um dos maiores do mundo", disse Fabiano Thompson, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também a bordo do navio. Os recifes cobrem, portanto, uma área submersa maior que o estado do Rio de Janeiro, habitada por mais de 40 espécies de corais, 60 de esponjas – metade provavelmente ainda desconhecida –, 70 espécies de peixes, lagostas, estrelas-do-mar. A região também é refúgio de peixes que já desapareceram da costa brasileira, como o mero. Os detalhes dessa descoberta serão publicados num artigo científico nas próximas semanas. A expedição a bordo do Esperanza, iniciada em 2 de abril, entrava no sexto dia quando o novo alvo foi identificado. Enquanto um robô especialmente trazido para a missão científica –equipado com três câmeras e um sistema de coleta de água e material – atingia profundidade, as imagens eram exibidas em duas telas instaladas na popa do navio. Depois de uma detalhada análise e longos debates, os pesquisadores confirmaram: os corais da Amazônia cobrem também exatamente o local considerado nova fronteira petrolífera, na Bacia da Foz do Amazonas. A faixa de recifes está localizada entre 70 e 220 metros de profundidade na costa ao longo dos estados de Maranhão, Pará e Amapá. Até então, os livros diziam que corais não cresciam perto da foz de grandes rios, onde a água doce chega ao mar carregada de lama, é mais escura e impede a entrada a luz – fonte usada pelos corais para produzir alimento. Um mundo improvável e desconhecido A jornada dos pesquisadores brasileiros em busca do improvável recife de corais começou em 2011. Mais tarde, missões científicas fizeram a coleta de dados no local. Os resultados surpreenderam o mundo num artigo publicado em 2016. "Exatamente porque o acesso é tão difícil e as condições oceanográficas aqui são tão duras é que a gente sabe pouco sobre esse lugar", comenta Francini-Filho sobre o impacto da descoberta. As primeiras imagens dos corais da Amazônia foram registradas em 2017, numa viagem de submarino realizada com apoio do Greenpeace. "O pouco do conhecimento que a gente tem dessa região já indica que realmente é uma área extremamente rica, sensível à exploração de petróleo", complementa o pesquisador, estimando que se conheçam apenas 5% da vida que o recife abriga. Com o anúncio que surpreendeu a ciência, diante da iminência da chegada de plataformas para retirada de petróleo nessa parte do Atlântico, a conservação dos corais da Amazônia se transformou numa campanha mundial do Greenpeace. Corais sobre o petróleo A atual expedição, que deve se estender até maio, exigiu mais de um ano de planejamento, obteve autorização do governo brasileiro, e custou 700 mil euros – montante que veio dos doadores que mantêm o Greenpeace. "É urgente a campanha, é urgente essa pesquisa cientifica que nós fazemos aqui pra provar que é mesmo um novo bioma, único no mundo, pouquíssimo conhecido pela ciência", argumenta Thiago Almeida, representante da Campanha Defenda os Corais da Amazônia. Um vazamento de petróleo traria danos irreparáveis, argumenta Almeida. "Além disso, esse petróleo chega mais perto da costa e dos rios brasileiros na Amazônia, região com um dos maiores mangues do planeta. Estamos falando de uma ameaça a diversas populações de pescadores, extrativistas, ribeirinhos e povos indígenas." Thompson vê grande potencial nas pesquisas. "Esse recife é considerado uma farmácia submarina. Ele pode se reverter em divisas para nosso país, se conseguirmos desenvolver a biotecnologia marinha a partir da biodiversidade que ele abriga, e gerar moléculas bioativas para novos medicamentos para tratar doenças como câncer, viroses, doenças infecciosas", explica o pesquisador da UFRJ, citando iniciativas já em andamento em países na Europa, Estados Unidos e Japão. Últimos passos antes da exploração O processo de licenciamento para exploração de petróleo no local pela francesa Total e a britânica BP estão em suas etapas finais. O Ibama informou que o processo conduzido pela Total está em estágio mais próximo de decisão. Os blocos para exploração foram adquiridos em 2013, num leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Estima-se que a região da Bacia da Foz do Amazonas armazene até 14 bilhões de barris de petróleo. Questionada pela DW Brasil, a Total não respondeu se sabia da existência dos corais sobre a região que pretende explorar e se manifestou por meio de nota. "A Total respondeu, em janeiro, ao último parecer técnico do Ibama em relação ao Estudo de Impacto Ambiental da atividade de perfuração de poços que a empresa prevê realizar nos blocos que opera na Bacia da Foz do Amazonas. A empresa no momento aguarda um posicionamento do órgão, no âmbito do processo de licenciamento ambiental que está em curso." Os pesquisadores esperam que a ciência seja levada em conta na decisão. "Com base no conhecimento que temos até agora, a exploração de petróleo aqui será realmente uma tragédia, caso ela ocorra. Porque a gente conhece muito pouco disso que estamos chamando de megabioma: uma região da Floresta Amazônica conectada com o segundo maior rio do planeta e um dos maiores recifes do mundo", opina Francini-Filho.
    Mais de 170 países assinam acordo  para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo

    Mais de 170 países assinam acordo  para reduzir em 50% até 2050 emissões de CO2 do transporte marítimo


    É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto. Navio cargueiro no porto de Tóquio REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Arquivo A Organização Marítima...


    É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos contra mudanças climáticas. Arábia Saudita e Estados Unidos se opuseram ao texto. Navio cargueiro no porto de Tóquio REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Arquivo A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou nesta sexta-feira em Londres a assinatura de um acordo destinado a reduzir "em ao menos 50%" as emissões de CO2 do transporte marítimo até 2050 em relação aos níveis de 2008. A OMI tem 173 Estados-membros. É a primeira vez que a indústria do transporte marítimo fixa objetivos com números em termos de luta contra as mudanças climáticas. O setor não estava diretamente afetado pelo Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a COP21. O objetivo é que na década de 2030, os navios recém-construídos operem com combustíveis renováveis e até lá os navios, responsáveios por mais de 80% do comércio global, fiquem livres de combustíveis fósseis. Kitack Lim, Secretário Geral da organização, disse que a adoção da estratégia foi mais uma demonstração bem sucedida do espírito de cooperação da OMI e permitirá que futuros acordos climáticos da organização tenham uma base sólida. "Encorajo vocês a continuar seu trabalho através da recém-adotada estratégia, que foi pensada como uma plataforma para ações futuras. Estou confiante em contar com sua habilidade de continuar os esforços e desenvolver ações futuras que vão em breve contribuir para reduzir as emissões de GHG dos navios", disse Lim. A estratégia inicial representa um guia para os Estados-Membros, definindo a visão futura para o transporte marítimo internacional, os níveis de ambição para reduzir as emissões de gases e os princípios orientadores. Inclui medidas adicionais a curto, médio e longo prazo com possíveis cronogramas e seus impactos nos Estados. A estratégia também identifica barreiras e medidas de apoio, incluindo capacitação, cooperação técnica e pesquisa e desenvolvimento. Apenas dois países se opuseram ao texto: Arábia Saudita e Estados Unidos. Em 2023, a estratégia inicial será revisada pela organização e a estratégia final adotada. O papel do Brasil O Brasil é membro do conselho da OMI e assinou o acordo, mas foi um dos países que expressou preocupação com a meta de redução absoluta de 50% de emissões até 2050 em relação a 2008. Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, a estratégia não leva em consideração os custos e o impacto deles em algumas economias: "Ela pode levar a aumentos no custo do frete marítimo, com impactos negativos desproporcionais sobre países em desenvolvimento e geograficamente distantes dos seus mercados, impactos pouco estudados. Também não há informações suficientes sobre os custos de novas tecnologias necessárias para cumprir com essa meta. Por sugestão do Brasil e outros países em desenvolvimento, a Estratégia Inicial incluiu elementos que auxiliarão a IMO a responder a tais questões".

    Cidadãos de Porto Rico criam soluções para enfrentar os riscos da mudança climática


    Quer queiram quer não os céticos do clima,a última década foi marcada pelo reconhecimento da relação proporcional entre as emissões cumulativas de carbono e a mudança global de temperatura. E esta foi uma das percepções mais importantes da...

    Quer queiram quer não os céticos do clima,a última década foi marcada pelo reconhecimento da relação proporcional entre as emissões cumulativas de carbono e a mudança global de temperatura. E esta foi uma das percepções mais importantes da ciência do clima neste período. Exatamente por isso os líderes mundiais têm se reunido anualmente para debates que envolvem uma complexidade grande sobre o caminho a seguir para tentar deter o aquecimento do planeta que tem causado tantos problemas aos humanos e que, se não se começar a fazer algo para mudar isso, muitos transtornos mais vão trazer.   Segundo um estudo publicado na revista “Science Advances” em fevereiro deste ano, moradores de até 60% da América do Norte, Europa, Ásia Oriental e partes do sul da América do Sul provavelmente vão sofrer com um número três vezes maior de eventos extremos (secas, furacões, enchentes). Os pesquisadores concluíram que as promessas feitas pelos países que assinaram e ratificaram o Acordo de Paris na COP-21 (2015) não são suficientes para manter as temperaturas globais dentro do limite de 2ºC previsto pelo tratado.   Se não houver alguma mudança – e rápida – nos hábitos de produção e de consumo, apenas com as promessas feitas pelos líderes o planeta vai aquecer 3ºC até o fim do século.   “Registros de calor provavelmente estarão entre os mais sensíveis às futuras mudanças climáticas. As temperaturas noturnas recorde já aumentaram em 90% nas áreas estudadas, e esses registros podem aumentar em pelo menos cinco vezes em metade da Europa e um quarto do leste da Ásia. Eventos úmidos extremos e períodos mais frios também deverão aumentar em todo o mundo, e eventos extremos secos verão um aumento em certas regiões, principalmente nas latitudes médias”, informa reportagem sobre a pesquisa publicada na “Scientific American” .   “O Acordo de Paris das Nações Unidas cria uma necessidade de comparar as consequências das emissões cumulativas para compromissos nacionais prometidos e as metas ambiciosas de 1,5 a 2°C para o aquecimento global. Descobrimos que os seres humanos já aumentaram a probabilidade de eventos extremos quentes, úmidos e secos, historicamente sem precedentes, incluindo mais de 50 a 90% da América do Norte, Europa e Ásia Oriental”.   Sendo assim, já que não se pode evitar os desastres e já que fomos capazes de conseguir criar uma atmosfera no mundo que vai, aos poucos, inviabilizar a vida humana na Terra, é preciso acordar agora, dizem os cientistas. E mudar muita coisa nesse mundo. São mudanças que exigem atitudes mais pé no chão, dispensando as retóricas inúteis. Já não há mais tempo para discursos que nãoresultam em ações, mas parece que pouca gente percebeu a urgência do momento que se vive.   Nesse sentido, uma extensa e muito bem apurada reportagem feita por Naomi Klein, jornalista e ativista canadense, em Porto Rico para o site “The Intercept” tem um valor semelhante a qualquer estudo científico e pode ajudar a repensar o modelo de desenvolvimento insustentável. Como sabemos, no ano passado Porto Rico foi varrido pela tempestade Maria com ventos de mais de 250 km/h, ameaçando a vida dos 3,4 milhões de habitantes, poucos dias depois de outro furacão, o Irma, ter passado por lá causando também sérios transtornos.   Maria rompeu quase todo o sistema de eletricidade de Porto Rico, segundo a reportagem, e ainda está muito difícil viver por lá. Ocorre que a ilha obtém 98% de sua eletricidade dos combustíveis fósseis importados, já que não tem oferta interna. O petróleo é transportado para as usinas por caminhões e oleodutos e a eletricidade gerada aí é transmitida por enormes distâncias através de fios acima do solo e um cabo submarino que conecta a ilha de Vieques à ilha principal. É tudo muito caro, o que resulta em preços de eletricidade que são quase o dobro do que nos Estados Unidos.   “O Porto de San Juan, que recebe grande parte do combustível importado, entrou em crise, com cerca de dez mil contêineres cheios de suprimentos empilhados nas docas, esperando para serem entregues. Muitos motoristas de caminhão não conseguiram chegar ao porto, seja por causa de estradas obstruídas, ou porque estavam lutando para tirar suas próprias famílias do perigo. Com o diesel em falta na ilha, muita gente não conseguia encontrar o combustível para dirigir. As filas nos postos de gasolina se estendiam. E a montanha de suprimentos presa no porto ficou ainda maior. Enquanto isso, o cabo que ligava Vieques estava tão danificado que, ainda hoje, precisa de reparos.  Literalmente nada no sistema funcionou”, descreveu Klein na reportagem.   Esse amplo colapso fez com que os ambientalistas porto-riquenhos passassem a defender energicamente uma mudança rápida para a energia renovável.   “Num futuro que certamente incluirá mais choques climáticos, obter energia de fontes que não exigem redes de transporte espalhadas é apenas senso comum. E Porto Rico, embora pobre em combustíveis fósseis, está encharcada de sol, açoitada pelo vento e cercada por ondas”, diz Klein.   Mas é preciso pensar num negócio pequeno, como sugeria o economista alemão E. F. Schumacher, que escreveu “O negócio é ser pequeno” nos anos 70. Porque em algumas fazendas eólicas porto-riquenhas, a força dos ventos destruiu as enormes pás da turbina, assim como alguns painéis solares mal protegidos acabaram levantando voo.   “Em vez de depender de algumas grandes fazendas solares e eólicas, com energia transportada por longas e vulneráveis linhas de transmissão, sistemas menores baseados na comunidade gerariam energia onde ela fosse consumida. Se a grade maior sofrer danos, essas comunidades podem simplesmente se desconectar dela e continuar a tirar suas micro-redes”, ensina a jornalista.   Naomi Klein concluiu, depois de ter conversado bastante com porto-riquenhos de diversas partes do país, que a força dos ventos de Maria e Irma os fez pensar em soluções alternativas para viver num espaço tão dramaticamente impactado pelas mudanças do clima.   “Em Adjuntas, era energia solar. Em outros lugares, eram pequenas fazendas orgânicas que usavam métodos agrícolas tradicionais que eram mais capazes de resistir às enchentes e ao vento. E em todos os casos, os relacionamentos profundos com a comunidade, bem como os fortes laços com a diáspora porto-riquenha, resultaram em ajuda humanitária quando o governo fracassou e fracassou novamente”.   A reportagem prossegue e aponta os problemas econômicos da ilha, as dificuldades que o país tem para se livrar da fantasia de que podem ser ajudados por um governo que não tem projetos para o bem comum. A Casa Pueblo, visitada por ela, uma organização que se dedica a estudar e pôr em ação alternativas saudáveis, é um exemplo de como o povo tem se mostrado ativo, depois do furacão passar, no sentido de buscar soluções por si mesmo.   “Com quase nenhum recurso, as comunidades montaram enormes cozinhas comunitárias, levantaram grandes somas de dinheiro, coordenaram e distribuíram suprimentos, limparam as ruas e reconstruíram escolas. Em algumas comunidades, eles até conseguiram reconectar a eletricidade com a ajuda de trabalhadores  aposentados”, descreve ela.   Não deveria ser assim. Cidadãos que pagam impostos devem exigir direitos. Mas, quando a vontade dos políticos é nenhuma, não tem outro jeito senão botar a mão na massa para trazer à tona assuntos verdadeiramente urgentes sobre a vivência no planeta.   
    Filhote de raposa 'invade' casa pela portinhola de cachorro nos EUA

    Filhote de raposa 'invade' casa pela portinhola de cachorro nos EUA


    Caso ocorreu em Massachusetts. Um filhote de raposa usou a portinhola de cachorro para "invadir" a casa de uma família no estado americano de Massachusetts, segundo a polícia local. O incidente ocorreu em New Bedford. Manny Maciel, do controle local...


    Caso ocorreu em Massachusetts. Um filhote de raposa usou a portinhola de cachorro para "invadir" a casa de uma família no estado americano de Massachusetts, segundo a polícia local. O incidente ocorreu em New Bedford. Manny Maciel, do controle local de animais, foi chamado ao local e levou raposinha para um centro de vida selvagem em Barnstable. O filhote, de apenas 5 semanas, vai ser cuidado no local até poder ser liberado na natureza. Filhote de raposa 'invade' casa pela portinhola de cachorro nos EUA City of New Bedford Police Department (Official)/Facebook
    Tartaruga 'punk' que respira pelos órgãos reprodutores corre risco de extinção

    Tartaruga 'punk' que respira pelos órgãos reprodutores corre risco de extinção


    Tartaruga Mary River entrou para lista de répteis ameaçados. Compilação é organizada pela Sociedade Zoológica de Londres. Uma foto divulgada pela Sociedade Zoológica de Londres, mostra a tartaruga australiana Mary River (Elusor macrurus),...


    Tartaruga Mary River entrou para lista de répteis ameaçados. Compilação é organizada pela Sociedade Zoológica de Londres. Uma foto divulgada pela Sociedade Zoológica de Londres, mostra a tartaruga australiana Mary River (Elusor macrurus), nativa de Queensland, na Austrália. C Chris Van Wyk/ZSL/AFP A tartaruga Mary River, da Austrália, entrou para a lista de répteis ameaçados de extinção organizada pela Sociedade Zoológica de Londres. O animal tem um visual que remete a um corte moicano de cabelo e consegue ficar embaixo d'água por até 3 dias respirando através de seus órgãos reprodutores. "Estes animais têm órgãos especializados em sua cloaca que processam oxigênio da água em volta", explicou o cientista Rikki Gumbs da Universidade Imperial de Londres, que ajudou a compilar a lista de répteis ameaçados. Nativa da região de Queensland, onde vive apenas no rio Mary- de onde vem seu nome- a tartaruga não tem pelos. Seu "cabelo" arrepiado é na verdade alga: "Ela passa tanto tempo submersa que alguns indivíduos acabam cobertos de algas e podem acabar com uns 'penteados' verdes impressionantes", disse Gumbs. Animal de estimação Segundo o departamento de Meio Ambiente da Austrália, a queda no número de animais se deu por causa da popularidade da tartaruga como animal de estimação nos anos 70 e 80. O animal só foi reconhecido como uma espécie distinta em 1994. "A tartaruga Mary River leva um tempo excepcional para atingir a maturidade sexual, com indíviduos que não acasalam antes dos 25 anos", diz nota da Sociedade Zoológica de Londres. A destruição do seu habitat natural, com a construção de barragens, e a venda dos ovos para o mercado de animais de estimação tiveram impacto na preservação da espécie. Lista de répteis "Os répteis costumam ser preteridos quando o assunto é conservação de espécies se comparados com aves e mamíferos. Assim como tigres, rinocerontes e elefantes, é vital que façamos o máximo para salvar estes animais únicos. Muitos dos animais nesta lista são os únicos sobreviventes de linhagens mais antigas", disse Gumbs. A lista EDGE of Existence tem 100 répteis e mostra suas respectivas condições de conservação. Criada em 2007, a lista já publicou anfíbios, aves, corais e mamíferos. Agora, foca em répteis. Cada espécie ganha uma classificação que analisa seu risco de extinção baseado em o quão isolada está e quão única é a espécie. Atualmente, a tartaruga Mary River ocupa o número 30 do ranking.
    Tamanduá sobe no topo de poste e 'dá trabalho' para os bombeiros em MT; veja o vídeo

    Tamanduá sobe no topo de poste e 'dá trabalho' para os bombeiros em MT; veja o vídeo


    Os bombeiros usaram uma escada e um cambão para retirar o animal. Tamanduá foi parar no alto de um poste de energia em Sorriso. Tamanduá-mirim subiu no topo de um poste de energia e deu trabalho para ser resgatado pelos bombeiros em Sorriso Lucas...


    Os bombeiros usaram uma escada e um cambão para retirar o animal. Tamanduá foi parar no alto de um poste de energia em Sorriso. Tamanduá-mirim subiu no topo de um poste de energia e deu trabalho para ser resgatado pelos bombeiros em Sorriso Lucas Torres/Portal Sorriso Um tamanduá-mirim foi resgatado na manhã desta quinta-feira (12) em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. O animal subiu no topo de um poste de energia e deu trabalho para ser resgatado pelos bombeiros militares. Os bombeiros usaram uma escada e um cambão e retiraram o tamanduá do poste Lucas Torres/Portal Sorriso Os moradores chamaram os bombeiros depois que viram que o animal estava no alto do poste, no final da Avenida dos Imigrantes. Os bombeiros usaram uma escada e um cambão (equipamento próprio para resgatar animais) e retiraram o tamanduá do poste. Tamanduá é resgatado ao subir em poste em MT; veja o vídeo Um militar usou o equipamento para descer o tamanduá enquanto outro militar o segurou usando a própria farda dos bombeiros (veja o vídeo). Tamanduá-mirim subiu no topo de um poste de energia Lucas Torres/Portal Sorriso Depois do resgate, o animal foi solto em uma área de mata. Tamanduá-mirim O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) pesa até 7 quilos e tem pelagem de coloração amarela com manchas pretas. Os olhos são pequenos, a cabeça alongada e o focinho bem desenvolvido. As quatro fortes garras lhe permitem cavar buracos e, com a língua comprida e pegajosa, capturar o alimento, geralmente formigas, cupins e larvas. Solitário, convive em pares apenas na época de acasalamento. O período de gestação dura de 130 a 190 dias, quando nasce apenas um filhote. Endêmico da América Latina, este mamífero procura abrigo em ocos de árvores e buracos abandonados no chão. No Brasil, ocorre em todos os biomas, do Cerrado à Caatinga.

    Senado aprova maior parcela para municípios nos valores de compensação da utilização de recursos hídricos


    Parte dos municípios na distribuição dos recursos passará de 45% para 65%. Texto já havia sido aprovado na Câmara; projeto segue para sanção do presidente Michel Temer. O Senado aprovou nesta quarta-feira (11), por 43 votos a 1, um projeto que...

    Parte dos municípios na distribuição dos recursos passará de 45% para 65%. Texto já havia sido aprovado na Câmara; projeto segue para sanção do presidente Michel Temer. O Senado aprovou nesta quarta-feira (11), por 43 votos a 1, um projeto que aumenta a parcela de municípios no produto da chamada Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH). Essa compensação é composta com dinheiro pago por usinas hidrelétricas que exploram a água para gerar energia em determinados municípios. Dessa forma, municípios, estados e a União, afetados por esse exploração, recebem essas quantias. Como o projeto já havia sido aprovado pela Câmara, a proposta segue agora para a sanção do presidente Michel Temer. O projeto aprovado define os seguintes percentuais para distribuição da CFURH: 65% para municípios; 25% para estados; 10% para a união. Atualmente a distribuição é feita da seguinte maneira: 45% para municípios; 45% para estados; 10% para a União. A alteração é um pedido de prefeitos, que foram pessoalmente aos gabinetes dos senadores cobrar pela aprovação do projeto. Eles alegam que os municípios são os maiores afetados pela exploração dos recursos hídricos e, por isso, merecem uma fatia maior do CFURH. “São os municípios os entes federados que mais padecem dos impactos sociais, ambientais e econômicos da inundação de áreas para o estabelecimento de reservatórios de geração de energia elétrica”, afirmou o relator da proposta, senador Dalirio Beber (PSDB-SC). “Já os estados dispõem de mecanismos alternativos de geração de renda e arrecadação, que fazem com que esses entes não sejam tão impactados pela formação desses reservatórios”, completou o parlamentar. Segundo o gabinete do senador, em 2016, o valor da CFURH foi de cerca 2,4 bilhões.
    Chuvas atingem estados do Norte e Nordeste, com inundações e interdições

    Chuvas atingem estados do Norte e Nordeste, com inundações e interdições


    Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Tocantins, Pará e Piauí tiveram precipitações acima da média. Tempo deve ficar mais estável a partir do final de semana. Encontro dos rios Parnaíba e Poti, em Teresina. Órgaos nacionais alertam para...


    Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Tocantins, Pará e Piauí tiveram precipitações acima da média. Tempo deve ficar mais estável a partir do final de semana. Encontro dos rios Parnaíba e Poti, em Teresina. Órgaos nacionais alertam para rápida elevação do nível dos dois. Reprodução/TV Clube Os estados do Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Tocantins, Pará e Piauí foram atingidos nesta quarta-feira (11) por chuvas fortes. A previsão, de acordo com o Climatempo, é que tempo fique mais estável a partir do final de semana. Ceará Em Fortaleza, uma névoa deixou o céu encoberto e acinzentado durante a manhã – fenômeno raro para a cidade. Das 7h desta terça-feira (10) às 7 horas de quarta, choveu em 84 municípios cearenses, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A maior precipitação ocorreu na cidade de Barroquinha, Litoral Norte do Estado, com 122,2 milímetros. Em seguida aparecem as cidades de Santa Quitéria (112,5 milímetros), Granja (105,0 milímetros), Ibiapina (98,0 milímetros) e Ipueiras (90,2 milímetros). Além disso, 11 açudes no estado estão com 100% da capacidade. Em Messejana a névoa encobriu a lagoa. Cintia Xerez/Arquivo Pessoal Maranhão Em dez dias, choveu quase a metade do previsto para mês inteiro no estado, segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). A média histórica de chuvas em abril é de 476 milímetros – número que deve ser ultrapassado. Em algumas cidades, rios transbordaram, barragens se romperam e estradas foram interditadas. Em Tuntum, localizada na região central do Maranhão, o riacho que leva o mesmo nome da cidade alagou alguns bairros – Ana Isabel, Vila Mata, Tuntum de Cima e Residencial Maria Helena, entre os mais prejudicados. Algumas famílias perderam as casas com a entrada da água. Um trecho de uma rodovia federal foi destruído. O km 330 da BR-135, próximo a Presidente Dutra, um desmoronamento da via comprometeu o trânsito. Chuva forte provoca estragos em pelo menos 15 cidades do Maranhão Pernambuco A chuva causou transtornos em diversas áreas do Grande Recife, com alagamento de ruas. Durante seis horas na madrugada desta quarta, foram acumulados 50 mm de chuva, segundo a Prefeitura. Desde sexta-feira (6), o índice pluviométrico registrado na capital atingiu quase todo o volume de precipitação esperado para abril. O aculmulado nesse período chegou a 322 milímetros. A média histórica do mês é de 326 milímetros. Avenida Cosme Viana, no bairro de Afogados, no Recife, foi tomada pela água nesta quarta-feira (11) Marlon Costa/Pernambuco Press Em Olinda, a situação é similar. No bairro dos Bultrins, a rua José Higino foi tomada pela água, o que impossibilitou a saída de moradores de casas e prédios. Na avenida México, no bairro de Rio Doce, a água acumulada também complicou a situação de quem reside na região. Paraíba Pelo menos oito açudes estão sangrando na Paraíba, após o nível aumentar com a chegada das chuvas. O açude Bom Jesus, que fica no município de Carrapateira, ultrapassou a sua capacidade total de águas, chegando a atingir 107,89%. A capacidade total do açude Bom Jesus é de 343,8 mil metros cúbicos, mas chegou, nesta semana, a 370,9 mil metros cúbicos. Açude Taperoá sangra desde a última segunda-feira (9) Reprodução/TV Paraíba Quase na mesma situação também estava o açude São José I, em São José de Piranhas, que saiu de 1% para 103% da capacidade máxima de água. Foram mais de 100 mil metros cúbicos de água transbordando na região. Veja a situação dos outros açudes do estado. Piauí Há risco de inundação em nove cidades do estado. Em quatro delas, Piracuruca, Esperantina, Barras e Batalha, o risco é alto. Nas outras, Buriti dos Lopes e Luzilândia, moderado. Em Teresina, Floriano e Prata do Piauí, a situação também é de risco. 300 famílias deixam as casas por ameaça de rompimento de barragem no Piaui Já a Barragem do Bezerro corre risco de rompimento na cidade de José de Freitas. Devido à situação, o estado emitiu estado de alerta para oito cidades. Elas são: José de Freitas, Luzilândia, Joca Marques, Madeiro, Esperantina, Cabeceiras, Barras e Batalha. Pelo menos 320 famílias foram retiradas de casa por precaução. Abertura de canal na Barragem do Bezerro ameaça cidades no Piauí Magno Bonfim/TV Clube Tocantins Mais de 3,4 mil indígenas da etnia Krahô estão ilhados entre Goiatins e Itacajá, na região norte do estado. Ao todo, 23 aldeias foram afetadas. Segundo os indígenas, quem precisa ir para as aldeias não consegue passar e quem está no local não sai. A forte chuva registrada na região tem provocado enchentes e atoleiros nas estradas. A cabeça de uma ponte de concreto desmoronou. A água também encobriu pontes que estão com estruturas comprometidas, segundo os indígenas. O major da Defesa Civil, Diógenes Madeira, informou que uma equipe está preparada para ir até a região, caso haja a necessidade. Afirmou ainda que o órgão é responsável por fazer uma análise da situação de risco para os indígenas e do risco ambiental. Pará Caçamba é levada pela água ao cair na cratera no km 156 da BR-155. PRF Com as chuvas fortes, a caçamba de um bitrem caiu numa cratera que se formou no km 156 da rodovia BR-155 no sudeste do estado. O veículo foi levado pela água. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que um buraco na rodovia não suportou o volume de água e se rompeu. A rodovia registrou quatro pontos de interdição devido a alagamentos.
    Tartaruga foge e é encontrada 9 meses depois a 200 metros de casa

    Tartaruga foge e é encontrada 9 meses depois a 200 metros de casa


    Animal foi descoberto por uma passeadora de cães; dona quer agora comprar gaiola para evitar novas fugas. Tartaruga Pippa tem 12 anos e teria escapado pelo jardim da frente BBC Após nove meses desaparecida, uma tartaruga de estimação reencontrou...


    Animal foi descoberto por uma passeadora de cães; dona quer agora comprar gaiola para evitar novas fugas. Tartaruga Pippa tem 12 anos e teria escapado pelo jardim da frente BBC Após nove meses desaparecida, uma tartaruga de estimação reencontrou sua dona. (Assista ao vídeo) Pippa, uma tartaruga-mediterrânea de 12 anos, fugiu de casa em junho do ano passado, possivelmente pelo jardim da frente. Sua dona, Laura Tissington, já tinha perdido as esperanças de encontrá-la. "Estávamos certos de que nunca a veríamos novamente. Pensamos: acabou, ela foi embora", diz Tissington. "Procuramos pelos jardins, pelos jardins dos vizinhos, os vizinhos também tentaram procurá-la", acrescenta. Até que, nove meses depois, Pippa foi descoberta por uma passeadora de cães. A tartaruga estava a 200 metros de sua casa. Dona procurou pela tartaruga nos jardins dos vizinhos e vizinhos também a procuraram BBC "Ouvi um sussurro perto do meu pé. Olhei para baixo esperando ver um coelho ou um esquilo. E era uma tartaruga”, conta Jessica Taylor. "Uma amiga me mandou mensagem dizendo: 'Alguém achou uma tartaruga. A sua ainda está deparecida'", relembra Tissington. "Meu coração disparou. Mas pensei comigo mesma que não era bom criar muita expectativa". Pippa foi descoberta a cerca de 200 metros de casa BBC "Liguei para os veterinários e ela disse: “Temos 99% de certeza de que é a sua tartaruga. Foi um grande choque", acrescenta. "Fiquei muito feliz e, na verdade, chocada de que ela estava desaparecida desde junho do ano passado e sobreviveu todo esse tempo", diz Taylor. Segundo Taylor, Pippa estava com machucados leves nas patas, mas estava bem de saúde e até teria ganhado peso na floresta. Agora, Tissington pensa em comprar uma gaiola para evitar que Pippa fuja novamente.
    Panótia, o desconhecido antigo supercontinente da Terra

    Panótia, o desconhecido antigo supercontinente da Terra


    Geólogos dizem ter encontrado evidências de supercontinente descrito pela primeira vez em 1997 e que existiu há 600 milhões de anos. Autor de teoria que encontrou grande aceitação entre geólogos diz que aglutinação de continentes e sua...


    Geólogos dizem ter encontrado evidências de supercontinente descrito pela primeira vez em 1997 e que existiu há 600 milhões de anos. Autor de teoria que encontrou grande aceitação entre geólogos diz que aglutinação de continentes e sua posterior separação é um movimento cíclico que ocorre a cada meio milhão de anos Getty Images Antes de Pangeia, houve outros supercontinentes, que, segundo uma teoria surgida nos anos 80 e hoje amplamente aceita entre geólogos, se sucederam em ciclos de 400 a 500 milhões de anos. Dois desses supercontinentes teriam sido os de Rondínia, que existiu há 1,1 bilhão de anos, e o de Columbia, formado e separado antes, há entre 1,8 e 1,5 bilhão de anos. Mas um estudo recente publicado por um dos autores da teoria formulada nos anos 80 defende que entre Rondínia e Columbia existiu um supercontinente "intermediário", batizado de Panótia, descrito pela primeira vez em 1997. A teoria do ciclo supercontinental foi proposta por Damian Nance e Tom Worsley, respeitados geólogos da Universidade de Ohio (Estados Unidos). Eles sugeriram que em vários momentos da história da Terra os continentes se juntaram para formar um corpo que depois se separava, em um processo cíclico. Segundo os acadêmicos, esse ciclo teve uma profunda influência no curso da história do planeta e da evolução de seus oceanos, atmosfera e biosfera. Além disso, é visto agora como a influência dominante sobre a circulação do manto terrestre, afetando profundamente o comportamento do campo magnético da Terra. Com base no estudo de rochas e fósseis, geólogos tentam rastrear mudanças ocorridas no planeta Getty Images Agora, em um estudo publicado na revista da Sociedade de Geologia em Londres, Nance e o colega Brendan Murphy, da Universidade de St. Francis Xavier, no Canadá, defendem a existência do supercontinente Panótia, há 600 milhões de anos. A possibilidade de esse supercontinente ter existido havia sido mencionada em outros estudos anteriores, mas nunca foi bem aceita por causa de incongruências nas estimativas de seu surgimento e sua separação. Mas Nance e Murphy dizem que o reconhecimento da existência de grandes massas terrestres passadas não pode depender unicamente de modelos de reconstrução continental baseada nos formatos dos continentes atuais e deveria explorar os vários fenômenos que acompanham sua formação e sua ruptura - como a criação montanhas na colisão entre continentes e de fendas e fissuras quando massas continentais se separam. Gretas e rachaduras são sinais da separação do continente, segundo geólogos Getty Images Além disso, a formação de supercontinentes fomenta extinções à medida que as condições na superfície e habitats são destruídos - enquanto que a separação fomenta migrações, à medida que novos habitats são formados. O estudo diz que os supercontinentes também afetam o nível do mar, a química do oceano e o clima de maneiras previsíveis e deixam uma série de sinais isotópicos que podem ser identificados em rochas. "Quando se examina o registro geológico na busca por evidências desses fenômenos, o argumento a favor de Panótia é inconfundível", dizem Nance e Murphy. Nance e Murphy dizem que no intervalo de tempo atribuído à criação e ruptura de Panótia houve algumas das mais profundas mudanças na história do planeta, como a aparição generalizada de montanhas, seguida de rupturas continentais - e que estas afetaram os oceanos, o clima e a biosfera. Segundo eles argumentam no estudo, são fortes evidências de que Panótia existia e "ignorá-los seria negligenciar algumas das mudanças mais profundas da história da Terra".
    Cientistas revelam níveis tóxicos de arsênico em poços da bacia do Amazonas

    Cientistas revelam níveis tóxicos de arsênico em poços da bacia do Amazonas


    Amostras obtidas em 250 pontos da região também revelou índices perigosos de manganês e alumínio. Presença dos elementos se deve a causas naturais, e não à poluição industrial. Sistema Aquífero Grande Amazônia é extensão do aquífero...


    Amostras obtidas em 250 pontos da região também revelou índices perigosos de manganês e alumínio. Presença dos elementos se deve a causas naturais, e não à poluição industrial. Sistema Aquífero Grande Amazônia é extensão do aquífero Alter do Chão. Cristino Martins/Agência Pará Os poços cavados na bacia do Amazonas para evitar que as pessoas bebam água dos rios contaminados contêm limite que supera em até 70 vezes o índice recomendado de arsênico, informaram pesquisadores. As amostras obtidas em 250 lugares do Amazonas na primeira grande análise realizada nos poços da região também revelaram níveis perigosos de manganês e de alumínio, declararam os cientistas em uma entrevista coletiva em Viena. "Devido aos rios contaminados, muitas comunidades rurais aproveitam a água subterrânea", disse a cientista e coordenadora do estudo, Caroline de Meyer, do Instituto Federal Suíça de Ciência e Tecnologia Aquáticas. "Em algumas áreas da bacia do Amazonas, a água subterrânea contém estes elementos em concentrações potencialmente prejudiciais para a saúde humana", completou. "A contaminação não deveria ser subestimada", frisou. Os níveis de manganês detectados eram até 15 vezes superiores aos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e os de alumínio, até três vezes acima do limite. A presença dos elementos se deve a causas naturais, e não à poluição industrial. A exposição crônica ao arsênico está ligada ao câncer de fígado, rim e bexiga, assim como a doenças cardiovasculares. Também é associada a abortos espontâneos, pouco peso ao nascer e problemas de desenvolvimento cognitivo em crianças. Em Bangladesh, onde este problema é conhecido há várias décadas, pesquisadores calculam que provoca quase 40 mil mortes prematuras ao ano. O manganês em doses tóxicas pode provocar danos neurológicos permanentes, enquanto os efeitos de uma exposição contínua ao alumínio são menos conhecidos. As comunidades rurais da bacia do Amazonas dependem tradicionalmente dos rios e da chuva para suprir suas necessidades de água. Mas o aumento da poluição provocada pela mineração, a exploração florestal e as atividades industriais provocou a criação de poços. Acaso químico "Retiramos amostras de poços que têm mais de 20 anos e outros recentes de apenas algumas semanas", disse Meyer na reunião anual da União Europeia de Geociências. Realizado em conjunto com pesquisadores peruanos e brasileiros, o trabalho de campo mediu as concentrações químicas, sem examinar os impactos para a saúde. "Não podemos afirmar quantas pessoas estão afetadas", declarou Meyer. São necessários muito mais dados para identificar os locais onde os níveis de toxicidade são especialmente elevados, e as áreas, altamente dependentes dos poços, completou. As consequências de ingerir arsênico podem demorar anos para se tornarem visíveis, inclusive décadas. E, na região, o nível de conscientização sobre este problema é muito reduzido. Por uma pura questão de acaso químico, o nível de intoxicação talvez tenha sido mitigado pelo fato de, geralmente, a água contaminada com arsênico também conter ferro, o que torna o líquido avermelhado. Neste caso, as pessoas tendem a deixar a água repousar para que as partículas – incluindo as de arsênico – baixem até o fundo. As descobertas anunciadas em Viena são preliminares e serão apresentadas formalmente em uma publicação científica durante o ano, segundo Caroline de Meyer. A bacia do Amazonas, drenada pelo rio Amazonas e por seus afluentes, tem 7.500.000 quilômetros quadrados e atravessa oito países.
    ICMBio aprova plano de conservação de 41 espécies ameaçadas no Cerrado e Pantanal 

    ICMBio aprova plano de conservação de 41 espécies ameaçadas no Cerrado e Pantanal 


    Plano tem cinco anos para restaurar hábitats de espécies em risco de extinção e promover ações que diminuam a caça.   Sapujus Cay, macaco prego, está dentre as espécies ameaçadas que são alvo do plano de proteção Igor Peifer/ICMBio O...


    Plano tem cinco anos para restaurar hábitats de espécies em risco de extinção e promover ações que diminuam a caça.   Sapujus Cay, macaco prego, está dentre as espécies ameaçadas que são alvo do plano de proteção Igor Peifer/ICMBio O Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade, o ICMBio, aprovou plano de conservação de 41 espécies no Cerrado e no Pantanal. O instituto é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e o plano foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10). Dentre as espécies, estão peixes, anfíbios répteis e primatas ameaçados de extinção, como o macaco preto. O plano tem por objetivo influenciar políticas públicas, em diferentes esferas do governo, visando incorporar medidas de proteção. Pimelodus stewarti, espécie de peixe presente no rio Tocantins Lucinda et al Um outro ponto previsto pelo plano é a integração das espécies ameaçadas ao seu hábitat em um prazo de cinco anos. A medida também prevê a diminuição da caça das espécies no mesmo período. A redução da degradação do hábitat e a restauração da fauna também estão dentre os objetivos previstos. A ação também prevê a produção de relatórios informativos periódicos que possam ajudar na preservação das espécies.

    O uso abusivo dos agrotóxicos e o mal que eles fazem à saúde humana


    O avião percorre numa velocidade média os campos de plantações. O ronco do motor destoa do silêncio. De vez em quando, vê-se uma nuvem de fumaça sendo aspergida sobre o solo e alguém, que está por trás da câmera, comenta algo. O cenário fica...

    O avião percorre numa velocidade média os campos de plantações. O ronco do motor destoa do silêncio. De vez em quando, vê-se uma nuvem de fumaça sendo aspergida sobre o solo e alguém, que está por trás da câmera, comenta algo. O cenário fica em Mato Grosso e quem filma a viagem do avião é um representante da Opan (Operação Amazônia Nativa) entidade que defende os direitos dos povos indígenas. A denúncia é que o limite de 250 metros de distância obrigatório por lei para aspergir agrotóxico foi violado pelo piloto flagrado nas imagens. Índios reclamaram de doenças respiratórias por causa das substâncias.   O Brasil comemora o fato de ter a segunda maior frota de aviação agrícola do mundo. No ano passado, eram registradas 2.115 aeronaves, 2.108 delas aviões. Brasil tem a 2ª maior frota de aviação agrícola do mundo. Com 464 aeronaves, Mato Grosso é o estado com a maior frota do país. Rio Grande do Sul (427) e São Paulo (312) vêm na sequência. A maior frota do mundo pertence aos Estados Unidos (3.600 aeronaves), seguida do México,que ocupa o terceiro lugar no ranking.   Aviões agrícolas foram feitos para distribuir sementes e aplicar defensivos agrícolas, inseticidas, nas lavouras. Também chamados de agrotóxicos. O Brasil consome 20% de todo agrotóxico comercializado mundialmente. E este consumo tem aumentado significativamente nos últimos anos.   Apesar de serem motivo de comemoração, o aumento do número de aviões agrícolas e do consumo de agrotóxicosnão são notícias boas para quem consome os alimentos. Há um uso abusivo dessas substâncias, o que pode causar doenças graves nos humanos.   Depois de estudar cerca de três anos exaustivamente o tema dos agrotóxicos, a professora de Geografia Agráriada USP Larissa Mies Bombardi escreveu uma tese, chamada “Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia”, em que enfatiza essas questões. Sobretudo fica bem claro, depois da leitura do livro (é possível ler aqui, em PDF), que o marco regulatório da União Europeia é bem mais restritivo com relação aos agrotóxicos do que as proibições impostas, aqui no Brasil, aos que produzem essas substâncias.   "A União Europeia implantou em 2011 um marco regulatório mais restritivo para os agrotóxicos, fazendo com que uma série de ingredientes ativos esteja em fase de banimento na região do bloco econômico. 30% de todos os agrotóxicos utilizados no Brasil são proibidos na União Europeia. E entre os dez ingredientes ativos mais vendidos no Brasil dois são proibidos na união europeia", escreve ela.   “Atrazina é um inseticida que foi proibido na União Europeia em 2014e que, no Brasil, segue autorizadopara os cultivos de abacaxi, cana-de-açúcar, milho, milheto, pinus, seringueira, sisal e sorgo. Mato Grosso do Sul lidera o uso seguido por São Paulo e Mato Grosso. No Brasil estão autorizados, para o cultivo do café, 121 diferentes agrotóxicos. Trinta deles são proibidos na União Europeia há 15 anos”, escreve ela.   Um aspecto da diferença de quantidade de agrotóxicos usados no Brasil e na União Europeia é evidente, em números absolutos. A outra parte é invisível: diz respeito à quantidade de resíduos de agrotóxicos permitida nos alimentos e na água. Isso atinge não só a população rural, como os índios que estão denunciando na reportagem através da organização que os defende, como a população do mundo todo que consome tais produtos.   “Há um fenômeno, quando se pratica a pulverização aérea, denominado “deriva” que se refere à quantidade de agrotóxicos que não atinge o chamado “cultivo-alvo” e que se dispersa no amviente. Fatores que influenciam a deriva, segundo a Associação Nacional de Defesa Vegetal: vento, temperatura do ar, umidade relativa do ar, distância do alvo, velocidade de aplicação e tamanho das gotas”, escreve a professora em sua tese.   Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e usados como arma química na Segunda Guerra Mundial. Quando acabou a guerra, eles começaram a ser usados também para defender os agricultores das pragas que podiam acabar com seu sustento e, mais do que isso, arruinar plantações que poderiam alimentar as pessoas. Até hoje há quem os defenda dessa maneira, ou seja, como ferramentas indispensáveis para permitir que os 7 bilhões de humanos possam se alimentar.   As denúncias feitas por organizações e pesquisadores que estudam o tema levam a outro caminho e apontam para os riscos do uso dessas substâncias. Vandana Shiva, cientista, pesquisadora, filósofa, criadora do Banco de Sementes em seu país, a Índia, conta que passou a pesquisar sobre os malefícios do uso de agrotóxicos para a saúde humana quando, há mais de trinta anos, foi testemunha de um acidente ocorrido numa fábrica de inseticidas e que matou mais de 35 mil indianos.   “Os agrotóxicos foram criados na Guerra para matar pessoas”, diz ela.   A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) fez também um documento apontando problemas com o uso abusivo de agrotóxicos. Chamado “Impactos dos Agrotóxicos na Saúde”, o dossiê não deixa nem margem para dúvidas. Segundo os cientistas, “os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente”. Alguns dados coletados no estudo corroboram a afirmação:   “Entre 2007 e 2014 o Ministério da Saúde recebeu 34.147 notificações de intoxicação por agrotóxico”   “Entre 2000 e 2012 o Brasil teve um aumento de 288% do uso de agrotóxicos”   “Relatório da Anvisa de 2013 constatou que 64% dos alimentos estão contaminados por agrotóxicos”.   Diante disso, o faturamento da indústria de agrotóxicos no Brasil em 2014, que foi de US$ 12 bilhões, deixa extremamente claro que estamos diante de um dos muitos casos em que o desenvolvimentismo se volta contra a saúde e o bem-estar das pessoas.   É preciso achar um equilíbrio. Ou, que cada um de nós passe a fazer mais contato com os alimentos que consumimos. Talvez não seja tão fácil num primeiro momento, mas a informação é bastante para se começar um movimento neste sentido.
    Homem mata 10 lobos e posa ao lado de carcaças no Alasca

    Homem mata 10 lobos e posa ao lado de carcaças no Alasca


    Uma entidade americana pede que estado americano reveja legislação na região do Parque Nacional Denali para proteção dos animais e redução da caça. Animais foram mortos por caçador com rifle semiautomático AR15 em Denali, no Alasca Public...


    Uma entidade americana pede que estado americano reveja legislação na região do Parque Nacional Denali para proteção dos animais e redução da caça. Animais foram mortos por caçador com rifle semiautomático AR15 em Denali, no Alasca Public Employees for Environmental Reponsability (PEER) As fotos de um homem com um rifle semiautomático AR15 ao lado de dez carcaças de lobos gerou novos pedidos para que a legislação de caça no estado do Alasca seja revista. De acordo com a entidade Empregados Públicos pela Responsabilidade Ambiental (PEER, sigla em inglês) as mortes excessivas podem desestabilizar a população desses animais. As imagens foram divulgadas na última terça-feira (3). Na primeira fotografia, em um passeio no Parque Nacional Denali, um homem mostra o momento em que abateu os dez lobos na neve. Depois, já em um galpão, mostra as carcaças dos animais presas ao teto e enfileiradas. A PEER disse que uma determinação de emergência do Departamento de Pesca e Caça do Alasca (DFG) interrompeu a temporada de abates em parte das terras do estado, incluindo Denali. "A caça de lobos nesta área restrita nesta temporada é maior do que a média dos últimos cinco anos e há potencial para que mais abates ocorram antes do final da temporada de caça", disse o departamento. Mesmo assim, o DFG informou que "não há preocupações com relação à conservação dos lobos" na região de Denali, mas admite que não tem um levantamento do número desses animais mortos neste ano. Em resposta às recentes mortes de lobos em Denali, moradores do Alasca estão enviando um novo pedido ao governador para que haja um bloqueio permanente da caça de alguns animais na região - ursos, linces e glutões também. "O programa de controle de predadores do Alasca está claramente fora de controle", afirmou o diretor-executivo da PEER, Jeff Ruch. Foto: G1 Homem matou 10 lobos e depois mostrou carcaças em fotos Public Employees for Environmental Responsability
    Brasil tem, sim, terremotos - e há na história registro até de tremores com 'pequenos tsunamis'

    Brasil tem, sim, terremotos - e há na história registro até de tremores com 'pequenos tsunamis'


    Abalo de 1690, na Amazônia, é tido como o mais forte, ainda que não tenha sido medido por sismógrafo; tremores atuais não se destacam por não terem a intensidade dos de países vizinhos. Pesquisador Marcelo Assumpção contabilizou tremores...


    Abalo de 1690, na Amazônia, é tido como o mais forte, ainda que não tenha sido medido por sismógrafo; tremores atuais não se destacam por não terem a intensidade dos de países vizinhos. Pesquisador Marcelo Assumpção contabilizou tremores registrados no Brasil Reprodução/Marcelo Assumpção-IAG/USP Pouco antes das 11h da manhã de 2 de abril, funcionários de prédios altos da avenida Paulista, em São Paulo, levaram um susto. As edificações começaram a balançar, a ponto de algumas terem de ser evacuadas. Era o reflexo de um terremoto de 6,8 pontos na escala Richter no sul da Bolívia. Por certo, muita gente lembrou da ideia muita difundida de que o Brasil é um país onde esses fenômenos não ocorrem. Essa certeza não passa de um mito, no entanto. Tremores são registrados praticamente todas as semanas no território nacional. Segundo o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), a grande maioria deles não é percebida pela população. "São tremores de magnitudes baixas, menores que 3,0, registrados pelos sensores espalhados pelo país e que somente são sentidos pelas pessoas quando ocorrem próximos aos centros urbanos", explica. Seu colega no Centro, Marcelo Assumpção, coordenador da Rede Sismográfica Brasileira, acrescenta que não existem de fato terremotos no Brasil com a mesma frequência e força dos registrados em outros países mais ativos. "No Chile, por exemplo, ocorrem tremores de magnitude 5,0 quase toda semana", diz. "Já no Brasil apenas uma vez a cada 5 anos. Nosso país também pode ter sismos de magnitude 6,0 (suficientes para provocarem danos muito sérios se ocorrerem próximo a alguma cidade grande) uma vez a cada 50 anos, em média." A escala Richter vai até 9 pontos. Funcionários esvaziam prédio da Avenida Paulista após sentir terremoto Reprodução/TV Globo Os registros históricos confirmam essas informações. Um dos primeiros brasileiros a sentir e registrar um terremoto foi ninguém menos que o imperador D. Pedro 2º, que, às 15h do dia 9 de maio de 1886, percebeu a terra tremer sob seus pés, quando se encontrava em seu palácio, em Petrópolis (RJ). Segundo o sismólogo José Alberto Vivas Veloso, pesquisador aposentado e ex-chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), a magnitude estimada do abalo foi de 4,3 pontos. Ainda de acordo com Veloso, "imediatamente o monarca quis saber o que de fato tinha acontecido e determinou que se buscassem informações a respeito". A tarefa coube ao engenheiro Guilherme Schüch (1824-1908), o barão de Capanema. "Incentivado pelo imperador, ele coletou e analisou dados de terremotos em todo o país e publicou, em 1859, o primeiro artigo científico sobre o tema no Brasil", conta Veloso. O mais forte Esse não foi, no entanto, o primeiro nem o mais forte terremoto já ocorrido no país. Embora não tenha sido registrado por um sismógrafo, mas apenas por evidências e relatos históricos, esse posto cabe a um tremor que teria ocorrido em 1690, na Amazônia. Baseado em informações de dois jesuítas, Samuel Fritz e Felipe Betendorf, que estiveram na região em épocas diferentes, conversaram com testemunhas e observaram os seus efeitos no terreno, Veloso concluiu que o evento teve epicentro na margem esquerda do rio Amazonas, a 45 km de Manaus. Ele concluiu que as informações dos religiosos eram verdadeiras. "Eu as combinei com conhecimentos modernos de sismologia para estimar a sua magnitude em 7,0 pontos e sua área de abrangência de 2 milhões de km²", conta. "Esse sismo alterou significativamente a topografia do terreno e também produziu ondas parecidas a um pequeno tsunami, que reverteram momentaneamente a corrente do rio Urubu, inundando aldeias indígenas situadas a 5 km de sua foz no Amazonas." Não houve danos materiais nem mortos e feridos, pois a região era praticamente desabitada. O mais intenso terremoto registrado de fato no Brasil ocorreu no dia 31 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, no Mato Grosso. Com magnitude de 6,2 pontos, ele também não causou danos, porque a região igualmente era desabitada. Cerca de um mês depois, no dia 28 de fevereiro, foi registrado o segundo maior da história do país, ocorrido no mar, ao largo de Vitória, no Espírito Santo, que atingiu 6,1 pontos. Outros sismos com intensidade superior a 5,0 pontos foram registrados, entre eles um em Tubarão (SC), no dia 28 de junho de 1939, e outro em Codajás (AM), em 5 de agosto de 1983, ambos com 5,5 pontos. 'Enxame de sismos' O sismo mais famoso e que causou maior impacto econômico e social, no entanto, foi sem dúvida o da pequena cidade de João Câmara, no Rio Grande do Norte, com então 23 mil habitantes, registrado às 3h22 da madrugada de 30 de novembro de 1986, com magnitude 5,1 pontos. "Na verdade, naquele dia aconteceu o maior de uma série de 50 mil abalos, aproximadamente", explica Veloso, autor do livro O terremoto que mexeu com o Brasil, no qual relata o evento. As consequências, diz ele, foram catastróficas. Cerca de 4.350 edificações foram destruídas ou danificadas, deixando milhares de desabrigados, inclusive de municípios vizinhos, com algumas famílias perdendo praticamente tudo o que possuíam. Além disso, o abalo paralisou as pequenas indústrias e o comércio locais e suspendeu as aulas nas escolas da região. Tratou-se, na verdade, do que os especialista chamam de um enxame de sismos. "Em pouco menos de duas horas, além do tremor principal, ocorreram quatros outros com magnitudes entre 4,0 e 4,3 pontos, intercalados por dezenas de réplicas importantes", conta Veloso. "O ciclo de atividades iniciado naquele dia durou sete anos, período em que foram registrados 20 eventos iguais ou maiores que 4,0, inclusive um de 5,0, no 10 de março de 1989." Para ele, a percepção errônea de que não ocorrem terremotos no Brasil se deve a duas causas principais. A primeira é que somente nas últimas décadas o país passou a empregar sismógrafos para registrar os tremores de terra. No passado, esses abalos só eram conhecidos se fossem percebidos pelas pessoas. Tratando-se de um país grande, com população irregularmente distribuída, muitos eventos antigos deixaram de ser relatados, encobrindo uma parte da realidade sísmica do território nacional. Uma cebola A segunda é que, de fato, o Brasil tem poucos tremores comparado com países vizinhos (Argentina, Peru, Bolívia, por exemplo), porque seu território se encontra no interior de - ou sobre - uma grande placa tectônica, distante de suas bordas - onde os terremotos são mais numerosos e mais intensos. Para entender isso é preciso saber um pouco sobre tectonia de placas. A Terra é feita de camadas, como, numa comparação grosseira, uma cebola. A camada mais externa, com cerca de 100 km de espessura, é composta pela crosta e a parte superior do manto (uma camada de consistência pastosa, semelhante a de um asfalto quente: o magma, que pode ser visto quando expelido por vulcões). Esse conjunto - crosta mais a camada sólida superior do manto - forma a litosfera. Hoje se sabe que a litosfera está dividida em gigantescas placas rochosas, chamadas tectônicas, que flutuam sobre o manto de magma, carregando oceanos e continentes. Existem dez dessas grandes jangadas de pedra - Africana, Antártica, Arábica, Eurasiática, das Filipinas, Indo-Australiana, de Nazca, Norte-Americana e do Caribe, do Pacífico e Sulamericana, - e várias outras menores. São essas estruturas que modelam a superfície da Terra, erguendo montanhas e causando terremotos e tsunamis, quando se chocam. Veloso explica que isso ocorre porque elas deslizam e têm contato entre si, ora pressionando uma contra a outra e outras vezes afastando-se de sua vizinha. É nesses limites que ocorrem os maiores e mais frequentes tremores. No caso do Brasil, o país inteiro está assentado praticamente no centro da "jangada" Sulamericana, longe de suas bordas. Menor frequência e intensidade Por isso, muita gente acredita que não deveriam ocorrer terremotos no país. Mas eles ocorrem, embora com menor frequência, intensidade e poder destrutivo do que em outros países que estão sobre as regiões de contato entre duas placas. Mas isso não alivia a situação. Segundo pesquisador Allaoua Saadi, do Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o primeiro erro é acreditar que "nossa placa" é inteiriça. "Na verdade, ela é constituída de muitos fragmentos (microplacas) cujos limites podem ser 'mobilizados', quando existem 'tensões' agindo sobre o conjunto", explica. Segundo Collaço, de fato, o Brasil está inserido no centro da placa da América do Sul, em um região classificada como sendo estável tectonicamente. Por isso, por aqui não são esperados terremotos devastadores como acontecem no Japão e Chile com magnitudes acima de 8,0 pontos por exemplo. "Contudo, nosso país sofre uma compressão causada a leste pela Placa Africana e a oeste pela Placa de Nazca, e são principalmente esses esforços que acabam funcionando como gatilho para os tremores que acontecem no país."
    Antártica perde área submersa do tamanho de Londres desde 2010

    Antártica perde área submersa do tamanho de Londres desde 2010


    Até agora, região era tida como relativamente estável, mas um novo estudo sugere que a mudança climática atua numa escala muito maior do que constatada anteriormente – e com consequências devastadoras. Ilustração mostra as taxas de...


    Até agora, região era tida como relativamente estável, mas um novo estudo sugere que a mudança climática atua numa escala muito maior do que constatada anteriormente – e com consequências devastadoras. Ilustração mostra as taxas de migração nas linhas de aterramento ESA Há tempos cientistas mantém ligado o sinal de alerta para a progressão do derretimento ao redor do Polo Norte. O Ártico pode ficar completamente sem gelo por volta de 2040 devido às mudanças climáticas. Mas a Antártica, a região ao redor do Polo Sul, do outro lado do globo terrestre, era até então considerada mais estável, já que seu gelo enfrenta um derretimento mais lento e num padrão menos regular. Um novo estudo científico que examinou o estado atual da camada de gelo da Antártica mostrou que as geleiras estão recuando rapidamente e, consequentemente, contribuindo para o aumento do nível do mar. Na verdade, a Antártica poderá em breve ultrapassar a Groenlândia e se tornar a maior fonte responsável pelo aumento do nível do mar. Até agora, o recuo dos glaciares era determinado principalmente pela observação de cima da extensão da massa de gelo nos dois polos. Mas as geleiras estão retrocedendo também abaixo da água. Parte do gelo na Antártica se estende até dois quilômetros de profundidade. E o derretimento da camada submersa é especialmente perigoso. Pense nos glaciares como gigantescos cubos de gelo que ficam abaixo da superfície do oceano, com apenas uma pequena parte acima do nível da água. O limite entre a placa de gelo flutuante e o gelo ancorado abaixo dela é chamado de linha de aterramento – e esse é o parâmetro que precisa ser examinado ao estabelecer quanto e quão rapidamente os níveis do mar estão realmente aumentando. O encolhimento das geleiras abaixo da linha de aterramento pode ocorrer por derretimento ou ao se desprender do fundo do mar ou do leito rochoso do continente por serem finas demais. Isso aumenta o nível do mar, e com o recuo da linha de aterramento é diminuída a capacidade da camada de gelo da Antártica de bloquear a água doce dos oceanos e a consequente limitação na elevação das águas. Recuo mais rápido de geleiras Por essa razão, os cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, criaram um mapa subaquático da Antártica com base em sete anos de dados de satélite e de conhecimento sobre a geometria da camada de gelo. "Criamos um novo método que nos permite mapear linhas de aterramento e estudar seu recuo em toda a Antártica", diz o autor principal do estudo, Hannes Konrad. O cientista e seus colegas examinaram o quanto do gelo abaixo da superfície do mar tem diminuído devido à mudança climática e em qual velocidade. E ficaram chocados com as descobertas. O aquecimento das águas fez com que a base de gelo perto do fundo do mar diminuísse significativamente. Segundo os pesquisadores, uma área de gelo submerso do tamanho da região metropolitana de Londres se tornou consideravelmente mais fina em apenas cinco anos e, consequentemente, descolou-se da bacia oceânica. Ou o gelo já derreteu debaixo d'água ou está se movendo mais rapidamente em direção ao oceano, onde os icebergs se rompem. Isso ocorreu em meados de 2017, quando um iceberg com sete vezes o tamanho de Berlim se separou da plataforma de gelo Larsen C. Dois meses depois, a geleira Pine Island, no oeste da Antártica, perdeu um iceberg quatro vezes do tamanho de Manhattan. Uma imensa rachadura na plataforma de gelo Larsen C é vista em imagem aérea feita em novembro de 2016. A rachadura cresceu de tal forma em dezembro que agora apenas 20 km de gelo impedem o imenso bloco de 5 mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol, ou à área do DF) de se soltar, como aponta um estudo divulgado nesta sexta-feira (6) John Sonntag/Nasa Uma vez desprendidos, os icebergs deixam plataformas de gelo mais fracas para trás, levando a um fluxo mais veloz de geleiras do continente e, desta forma, a um aceleramento do aumento dos níveis do mar. Os cientistas agora também são capazes de colocar o derretimento das geleiras num contexto mais amplo. Eles descobriram que quase um quarto das geleiras da Antártica Ocidental está recuando atualmente mais rápido do que a corrente média de gelo no final da última era glacial, há cerca de 20 mil anos, quando os níveis do mar ainda estavam 120 metros mais baixos do que estão hoje em dia. "Isso é bastante alarmante, especialmente para as pessoas que vivem em áreas costeiras", diz Konrad. Ameaça para ilhas e cidades costeiras A Antártica é o maior reservatório de água doce do planeta e tem o potencial de elevar significativamente os níveis do mar em todo o mundo. Um perigo real para países insulares e cidades costeiras, que poderiam ser inundadas. Estudos anteriores mostraram que o glaciar Thwaites, por exemplo, uma das geleiras mais importantes da Antártica e sob ameaça do aquecimento dos oceanos, está regredindo cerca de 400 metros por ano nas últimas décadas. "Confirmamos que esta taxa ainda está atualizada", afirma Konrad. Há indícios de que a geleira pode entrar em colapso nos próximos 500 a mil anos, segundo o cientista. "Se isso ocorrer, elevará em cerca de dois metros o nível de nossos oceanos", segundo Konrad. "O problema é que, mesmo que consigamos parar o aquecimento dos oceanos ou até resfria-los novamente, não há como a geleira se estabilizar novamente. Isso significa que certas ilhas deixarão de existir." De acordo com Konrad, a Antártica deverá ultrapassar a Groenlândia e se tornar o principal impulsionador do aumento do nível do mar no próximo século. "A Antártica Ocidental pode adicionar 4,5 metros ao nível do mar nos oceanos, então imagine o que acontecerá a uma cidade como Londres, que fica a exatamente essa altitude do nível do mar", diz Konrad. "Isso não ocorrerá imediatamente, então ainda há tempo para se ajustar, mas isso vai acontecer e temos que nos preparar e agir." Outras pesquisas confirmam o motivo de preocupação. Anders Levermann, do Instituto para Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK, na sigla em alemão), em Potsdam, publicou um estudo semelhante em 2017. A pesquisa observou que as plataformas de gelo derretidas na Antártica podem ter um efeito sobre os fluxos de gelo e, consequentemente, acelerar o derretimento de gelo terrestre e elevar o nível marítimo. "Isso mostra os riscos que corremos na Antártica, se não limitarmos o aquecimento do nosso planeta", afirmou Levermann após a publicação de seu estudo. "Limitar o aquecimento global é necessário para estabilizar as massas de gelo da Antártica, evitar muitos metros de aumento adicional do nível do mar e, portanto, proteger cidades como Nova York, Hamburgo, Mumbai e Xangai."
    Filhote de jaguatirica é encontrado dentro de casa em Olímpia

    Filhote de jaguatirica é encontrado dentro de casa em Olímpia


    Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar o animal, que será levado ao Zoológico de Franca (SP). Filhote de jaguatirica é encontrado dentro de casa em Olímpia Um filhote de jaguatirica foi encontrado dentro de uma casa no bairro Jardim Campo...


    Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar o animal, que será levado ao Zoológico de Franca (SP). Filhote de jaguatirica é encontrado dentro de casa em Olímpia Um filhote de jaguatirica foi encontrado dentro de uma casa no bairro Jardim Campo Belo, em Olímpia (SP), na manhã desta segunda-feira (9). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada pelos moradores da casa para resgatar o animal, que não machucou ninguém. Os bombeiros disseram que os filhotes se perdem da mãe na mata e, acreditam, que foi isso que aconteceu em Olímpia. A Polícia Militar Ambiental de Barretos (SP) vai buscar o animal e encaminhar ao Zoológico de Franca (SP). Filhote de jaguatirica foi encontrado dentro de casa em Olímpia (SP) Corpo de Bombeiros/Divulgação Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba
    Os motivos por trás da Guerra dos Chimpanzés, a única registrada entre animais

    Os motivos por trás da Guerra dos Chimpanzés, a única registrada entre animais


    Um novo estudo revela a história de poder, ambição e ciúmes que causou conflito em parque nacional na Tanzânia entre 1974 e 1978. A eleição de um macaco do norte do Parque Nacional de Gombe como macho alfa causou tensão na comunidade de...


    Um novo estudo revela a história de poder, ambição e ciúmes que causou conflito em parque nacional na Tanzânia entre 1974 e 1978. A eleição de um macaco do norte do Parque Nacional de Gombe como macho alfa causou tensão na comunidade de chimpanzés e, principalmente, com dois rivais, Charlie e Hugh Geza Teleki A única guerra civil documentada entre chimpanzés selvagens começou com um assassinato brutal. Era janeiro de 1974, e um chimpanzé chamado Godi fazia sua refeição, sozinho, nos galhos de uma árvore no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Mas Godi não reparou que, enquanto comia, oito macacos o rodearam. "Ele pulou da árvore e correu, mas eles o agarraram", disse o primatologista britânico Richard Wrangham ao documentário da BBC "The Demonic Ape" (O Macaco Demoníaco, em tradução livre). "Um deles conseguiu agarrar um de seus pés, outro lhe prendeu pela mão. Ele foi imobilizado e surrado. O ataque durou mais de cinco minutos e, quando o deixaram, ele mal conseguia se mover." Godi nunca mais foi visto. O episódio é conhecido como o início do que a famosa primatologista britânica Jane Goodall chamou de "A Guerra dos 4 Anos", o conflito que dividiu uma comunidade de chimpanzés em Gombe e desatou uma onda de assassinatos e violência que, desde então, nunca mais foi registrada. No entanto, o motivo exato e a causa da divisão são um "eterno mistério", disse Joseph Feldblum, professor de antropologia evolutiva da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em um comunicado da instituição. No mês passado, Feldblum liderou um estudo publicado na revista científica "American Journal of Physical Anthropology" que revela a história de "poder, ambição e ciúmes" que deu origem à guerra entre os primatas. Macacos e humanos Feldblum está há 25 anos arquivando e digitalizando as anotações que Goodall fez durante seus mais de 55 anos vivendo no Parque Nacional de Gombe. A primatologista, que na última terça-feira completou 84 anos, mudou tudo o que acreditávamos saber sobre os chimpanzés (e sobre os seres humanos) ao descobrir que esses macacos fabricavam e usavam ferramentas, tinham uma linguagem primitiva e eram capazes de entender o que seus pares pensavam. Mas Goodall também descobriu a crueldade que esses animais podiam demonstrar. Foram quatro anos documentando saques, surras e assassinatos entre as facções Kasakela e Kahama, que ficavam ao norte e ao sul do parque, respectivamente. Nesse tempo, por exemplo, um terço das mortes de chimpanzés machos em Gombe foram perpetreadas pelos próprios animais. A guerra, disse Goodall no documentário da BBC, "só fez com que os chimpanzés se parecessem ainda mais conosco do que se pensava". A violência foi tão excessiva e única que alguns investigadores sugeriram que ela foi provocada involuntariamente pela própria Goodall, que montou uma estação de observação no local onde os animais recebiam alimentos. De acordo com essas teorias, "as duas comunidades de chimpanzés poderiam ter existido o tempo todo ou estavam se dissolvendo quando Goodall começou sua pesquisa, e a estação de alimentação os reuniu em uma trégua temporária até que eles se separaram novamente", disse o comunicado da Universidade de Duke. "Mas os novos resultados de uma equipe de Duke e da Universidade Estadual do Arizona sugerem que alguma coisa a mais estava acontecendo." Amigos e inimigos No novo estudo, os pesquisadores analisaram as mudanças nas alianças entre 19 chimpanzés machos durante os sete anos anteriores à guerra. Para isso, elaboraram mapas detalhados das redes sociais dos primatas, nas quais os machos eram considerados amigos se fossem vistos chegando juntos à estação de alimentação com maior frequência. "Sua análise sugere que, durante os primeiros anos, entre 1967 e 1970, os machos do grupo original estavam misturados", disse Duke. Foi aí que a comunidade começou a se dividir: enquanto alguns passavam mais tempo no norte, outros estavam a maior parte do tempo no sul. Em 1972, a socialização entre os machos já ocorria exclusivamente dentro das facções Kasakela ou Kahama. Ao se encontrarem, eles começavam a atirar galhos uns nos outros, a gritar ou fazer outras demonstrações de força. "Escutávamos gritos do sul e dizíamos: 'Os machos do sul estão vindo!'", relembra Anne Pusey, professora de antropologia evolutiva da Universidade de Duke que esteve em Gombe com Goodall e é coautora do estudo atual. "Nessa hora, todos os machos do norte subiam nas árvores e ouvíamos muitos gritos e demonstrações de poder." Três suspeitos A partir do momento que ocorreu a divisão entre os grupos, os pesquisadores acreditam que o conflito surgiu por causa de "uma luta pelo poder entre três machos de alta categoria": Humphrey, um macho alfa recém-coroado pelo grupo do norte, e seus rivais do sul, Charlie e Hugh. "Humphrey era grande e se sabia que ele atirava pedras, o que era assustador. Ele conseguia intimidar Charlie e Hugh separadamente, mas, quando estavam juntos, ele se mantinha fora do caminho", diz Pussey no comunicado da universidade. Durante quatro anos, o grupo de Humphrey destruiu o grupo do sul, e diversos machos "rebeldes" morreram ou desapareceram. O maior dos grupos invadia sistemativamente o território alheio e, se encontrasse um chimpanzé rival, o atacava cruelmente e o deixava morrer em decorrência dos ferimentos. De acordo com a pesquisa, a disponibilidade de fêmeas foi mais baixa do que o normal nesse período, o que provavelmente exacerbou a luta pelo domínio do território. A violência, por sua vez, não se limitou a esses três machos rivais, mas afetou toda a rede de vínculos sociais dos primatas, sem distinguir idade nem sexo. Os pesquisadores reconhecem que a falta de outros eventos semelhantes na natureza torna mais difícil comparar os novos resultados, mas o trabalho pode trazer certa paz a Goodall. "A situação foi terrível", disse a britânica, reconhecendo que sua estação de observação de fato pode ter "aumentado a violência" entre os primatas. "Acho que a parte mais triste foi ter observado a sequência de eventos em que uma comunidade maior aniquilou por completo a menor e tomou seu território."
    Biólogos tentam desencalhar baleia de 10 toneladas no litoral da Argentina

    Biólogos tentam desencalhar baleia de 10 toneladas no litoral da Argentina


    Baleia jubarte está encalhada desde sábado (7) no balneário de Punta Mogotes, a 400 km de Buenos Aires.  Baleia Jubarte encalha na argentina. Baleia pesa em torno de 10 tonelada e deve ter 4 anos Telám Autoridades ambientais e forças de...


    Baleia jubarte está encalhada desde sábado (7) no balneário de Punta Mogotes, a 400 km de Buenos Aires.  Baleia Jubarte encalha na argentina. Baleia pesa em torno de 10 tonelada e deve ter 4 anos Telám Autoridades ambientais e forças de segurança da Argentina trabalham nesta segunda-feira (9) para tentar resgatar uma baleia de quase dez toneladas que permanece encalhada desde a tarde de sábado (7) em uma praia da província de Buenos Aires. A balheia encalhou no balneário de Punta Mogotes, na cidade de Mar del Plata, a 400 quilômetros ao sul da capital argentina. Trata-se de uma baleia jubarte de aproximadamente dez metros de comprimento e, segundo estimam os especialistas, deve ter entre três e quatro anos. "Estamos tentando reintroduzi-la novamente ao mar. É a quarta ou quinta vez que vamos tentar: o animal foi introduzido algumas vezes, mas voltou a encalhar", afirmou Alejandro Saubidet, biólogo do aquário de Mar del Plata que participa da operação iniciada há quase dois dias. Biólogos tentam desencalhar baleia de 10 toneladas no litoral da Argentina A baleia "seguramente tem alguma patologia associada" que faz com que queira sair da água apesar de ser reintroduzida no mar, continuou o biólogo. Saubidet apontou que trata-se da terceira baleia que fica encalhada na costa da província nos últimos três meses. Neste momento, a equipe da Fauna Silvestre, membros da Prefeitura Naval e Defesa Civil e moradores tentam devolver a baleia ao mar. "Tem um comprimento de 10 metros e pesa cerca de 10 toneladas. É bastante difícil todas as manobras para reintroduzi-la", apontou o biólogo, que espera que conseguir devolver a baleia de novo ao mar ao longo desta segunda-feira (9).
    Cachorro-do-mato é resgatado dentro do campus de faculdade em Bauru

    Cachorro-do-mato é resgatado dentro do campus de faculdade em Bauru


    Moradores e funcionários confundiram animal com uma raposa. Segundo eles, animal estaria perdido e tentando entrar nos estabelecimentos comerciais da avenida Otávio Pinheiro Brisolla. Animal foi visto dentro do campus de uma universidade em Bauru...


    Moradores e funcionários confundiram animal com uma raposa. Segundo eles, animal estaria perdido e tentando entrar nos estabelecimentos comerciais da avenida Otávio Pinheiro Brisolla. Animal foi visto dentro do campus de uma universidade em Bauru (SP) Corpo de Bombeiros O Corpo de Bombeiros de Bauru (SP) resgatou, na manhã deste sábado (7), um cachorro-do-mato dentro do câmpus da USP. Os bombeiros foram chamados para atender um chamado na avenida Otavio Pinheiro Brisolla, quadra 12, pois, segundo os moradores, havia uma raposa perdida tentando entrar nos estabelecimentos comerciais. Ao chegar no local, os bombeiros não conseguiram localizar o bicho. Em seguida, eles receberam a informação de que o animal teria sido visto dentro do campus da USP, próximo ao futuro prédio do HC. Com o uso de redes e puça, os bombeiros realizaram o resgate. De acordo com informações da equipe, não se tratava de uma raposa, mas sim, um cachorro-do-mato. A Polícia Ambiental foi acionada e o animal foi solto na mata próxima a Unesp de Bauru. O Corpo de Bombeiros, juntamente com a Polícia Ambiental, realizaram o resgate do cachorro-do-mato Corpo de Bombeiros Veja mais notícias da região no G1 Bauru e Marília

    O caminho para um consumo mais consciente


    Estávamos no meio da tarde, entre uma e outra atividade para preparar o Protocolo Comunitário, sob um calor amazônico que só quem viveu sabe o que é. As redes do barco onde passáramos já uns cinco ou seis dos dez dias previstos para a viagem ao...

    Estávamos no meio da tarde, entre uma e outra atividade para preparar o Protocolo Comunitário, sob um calor amazônico que só quem viveu sabe o que é. As redes do barco onde passáramos já uns cinco ou seis dos dez dias previstos para a viagem ao Arquipélago do Bailique, no Amapá, quase fronteira com a Guiana Francesa, estavam paradas. Não havia brisa e as águas da Foz do Amazonas pareciam um espelho, de tão quietas. O cenário deixava a cabeça meio sonolenta, sobretudo depois de um bom prato de açaí. Mas ninguém dormia. E a conversa ia se arrastando, até que alguém decidiu propor uma brincadeira de memória. Do que mais sentíamos falta ali, tão longe dos centros urbanos onde morávamos?   Éramos um grupo de cerca de dez pessoas e viajávamos  a convite do Grupo de Trabalhos Amazônicos (GTA). Ninguém se conhecia antes do início da viagem, mas àquela altura parecíamos todos amigos de infância. E começamos a listar, de memória, nossas saudades. Não valia gente ou bicho, só coisas. Foi divertido. Lembro que botei na roda da brincadeira o gosto da “minha” geleia de framboesa misturada ao queijo sobre uma torrada sem glúten. Teve quem citasse a cadeira preferida, o chá, um livro que esquecera de levar na viagem. Os sentidos iam se aguçando, as lembranças tinham sabor, cheiro.   Lembrei-me disso hoje. Estou em processo de mudança de casa e, como sói acontecer, abismada com a quantidade de coisas que acumulei vida afora sem a menor necessidade. Objetos que nem mesmo me fizeram falta naquela viagem tão longa, numa situação de pouco conforto. Há de ter explicações para essa compulsão por ter, mais ainda por guardar sem sentido. Mas o que me interessa refletir aqui neste espaço é, justamente, o consumo. Porque é o ato de consumir que impulsiona  a produção industrial e que vai impactar diretamente as pessoas que precisam ser deslocadas por causa de grandes empreendimentos e o meio ambiente.   Ou seja, é tudo uma grande rede e depende – e muito – de nós, cidadãos comuns, a pavimentação para um caminho sustentável da economia. Depende, em última instância, de criarmos novos hábitos, com valores revistos para fazermos frente às exigências de uma nova ordem mundial.   Decidi buscar informações sobre o consumidor brasileiro e, por coincidência, neste mesmo dia em que me deixava refletir, recebi da assessoria do site especializado em trocas pela internet, o OLX, a informação de que o número de pessoas que negociaram seus itens com sucesso nos últimos três anos aumentou 392% (70% ao ano) mostrando uma mudança nos hábitos de consumo do brasileiro. Ou seja: em vez de comprar em lojas, o povo estaria mais interessado em trocar seus pertences.   E temos também, em evidência neste cenário, “a crise”. Uso aspas porque ouvimos que estamos em crise há dez anos, desde que o Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, declarou falência há dez anos. Desde então, várias outras situações extremas no setor econômico e financeiro nos deixaram sob tensão, mas a crise teve início lá.   Aqui no Brasil demoramos um pouco a senti-la. Mas hoje, por conta dos revezes palacianos, de empresários corruptores e políticos corruptos, estamos navegando em mares que ainda não nos oferecem garantia. Sendo assim, um estudo chamado “O Brasil Pós-crise: Transformações que vieram para ficar”, feito por profissionais da agência Publicis e pelo Instituto Locomotiva e divulgado no mês passado, mostrou que 93% dos brasileiros entrevistados assumiram que mudaram seus costumes por causa da crise.   "Oitenta por cento diminuíram o consumo de alguma categoria de itens, 53% migraram para marcas com preços mais baratos e 24% pararam de comprar algum tipo de produto por conta da piora do ambiente econômico", diz o texto que apresentou a pesquisa.   O presidente do Instituto Locomotiva,Renato Meirelles, diz que a crise resultou em uma melhora na maturidade do brasileiro.   "Uma coisa é adiar o sonho de viajar pela primeira vez de avião. Outra coisa é descobrir como é bom viajar de avião e ter que voltar a fazer São Paulo-Fortaleza dentro de um ônibus", diz Meirelles.   De qualquer maneira, é sempre bom começar mais cedo. As crianças devem perceber, no comportamento dos pais, um desejo de mudança. Para elas é mais fácil absorver. Sim, estou falando de menos coisas e mais contato com o que já existe e está aí, em natura. Ensinar que ser não é ter pode ser um bom caminho.   Para isso, o Instituto Akatu de Consumo Consciente, organização que sempre martelou sobre o tema, enviou sugestões ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que foram aprovadas e inseridas na versão final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em dezembro passado pelo Ministério da Educação (MEC). A BNCC é um documento previsto na Constituição de 1988 com o objetivo de organizar e determinar o conteúdo mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas públicas e privadas do país.   Para se ter uma ideia, para o primeiro ano a turma do Akatu, que desenvolve desde 2008 as sugestões para as escolas mas só agora foi ouvida, sugeriu que, na área de Ciências, as crianças pudessem ouvir de seus professores que é possível comparar características de diferentes materiais presentes em objetos de uso cotidiano, "discutindo sua origem, seu descarte, e como usá-los de forma mais consciente". Já para o ano seguinte, a proposta de inserção temática foi relacionada com a área de Geografia, sobre mobilidade: "comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir o seu uso mais consciente de modo a reduzir os riscos para a vida e para o meio".   Teremos, assim, a possibilidade de criar gerações mais atentas a um dos grandes gargalos que empatam o caminho de um desenvolvimento que, verdadeiramente, leve em conta as causas de pessoas e do meio ambiente.
    Leoa que desenvolveu juba naturalmente morre em zoológico nos EUA

    Leoa que desenvolveu juba naturalmente morre em zoológico nos EUA


    Bridget, de 18 anos, foi submetida a eutanásia no Oklahoma City Zoo. Aos 18 anos, leoa idosa parou de se alimentar e sentia dores; ela teve infecção grave ou insuficiência cardíaca, segundo veterinários. Bridget antes e depois de desenvolver sua...


    Bridget, de 18 anos, foi submetida a eutanásia no Oklahoma City Zoo. Aos 18 anos, leoa idosa parou de se alimentar e sentia dores; ela teve infecção grave ou insuficiência cardíaca, segundo veterinários. Bridget antes e depois de desenvolver sua juba Reprodução/Facebook/Oklahoma City Zoo and Botanical Garden A leoa Bridget, que tinha desenvolvido naturalmente uma juba, morreu no Oklahoma City Zoo, aos 18 anos. Segundo o zoológico, ela foi submetida a uma eutanásia na quarta-feira (4), depois que uma equipe de veterinários determinou que ela sofria de uma infecção grave ou insuficiência cardíaca. Bridget era considerada uma leoa idosa, já que a expectativa de vida de leões em cativeiro é de cerca de 20 anos. Na natureza, eles vivem aproximadamente 15 anos. Segundo a Associated Press, o zoo informou que ultimamente ela estava letárgica, não se alimentava e aparentava sentir dores. Bridget se tornou notícia em março, quando foram divulgadas imagens de sua juba, que cresceu entre março e novembro de 2017, e foi causada por uma produção elevada de androstenediona, um hormônio que pode contribuir para o desenvolvimento de características masculinas. Na ocasião, ela parecia estar bem de saúde e os pelos extras não tinham influência em seu bem-estar, segundo os veterinários. A disfunção hormonal foi provavelmente provocada por um tumor benigno em uma glândula adrenal. Bridget nasceu no próprio Oklahoma City Zoo em 1999 e teve filhotes em 2007. Ela vivia ao lado de uma irmã da mesma idade, Tia, e do leão macho Hubert, de seis anos. Initial plugin text
    Onça atropelada que passou por cirurgia se recupera bem em Rio Preto

    Onça atropelada que passou por cirurgia se recupera bem em Rio Preto


    Segundo equipe veterinária, expectativa é que ela retorne à natureza em dois meses. Ela teve de colocar placas e pinos de aço cirúrgico. Onça atropelada ganha placas de aço após passar por cirurgia em Rio Preto A onça parda, que foi capturada...


    Segundo equipe veterinária, expectativa é que ela retorne à natureza em dois meses. Ela teve de colocar placas e pinos de aço cirúrgico. Onça atropelada ganha placas de aço após passar por cirurgia em Rio Preto A onça parda, que foi capturada ferida após ser atropelada e passou por uma cirurgia em um hospital veterinário, está se recuperando muito bem da cirurgia e da prótese colocada nela. Ela permanece no Zoológico Municipal de São José do Rio Preto (SP) recebendo tratamento. A cirurgia foi realizada em dezembro e ela passou nesta semana por uma avaliação veterinária, exames de imagem em um hospital veterinário. Após pouco mais de três meses da cirurgia, a onça passa bem. O animal, um adulto de 15 anos e aproximadamente 46 quilos, foi resgatado da região de Barretos (SP) depois de ser atropelado . Ela teve uma fratura que a impedia de andar. Além disso, ainda foram identificados três projéteis de arma de fogo no corpo dela, mas apenas um precisou ser retirado. As fraturas que foram o foco da cirurgia, com colocação de placas e pinos de aço cirúrgico, estão se consolidando. O animal ganhou sete quilos após a cirurgia, tem os movimentos e sensibilidade do membro operado preservados. “A fratura está quase consolidada totalmente, só uma parte ainda não consolidou. Ela tem os movimentos quase que normais, estamos bem otimistas”, afirma o médico veterinário Bernhard Von Schimonsky. Depois de passar por tudo isso, a expectativa é que ela se recupere ainda mais para retornar à natureza em dois meses. “Ela já tem uma mobilidade boa na pata, que poderá capturar as presas e ir atrás de alimento”, diz o médico. Onça passou por um exame nessa semana para saber como está a recuperação Divulgação/Prefeitura Veja mais notícias da região no G1 Rio Preto e Araçatuba
    Leoa com juba sofre eutanásia nos EUA

    Leoa com juba sofre eutanásia nos EUA


    Após misteriosamente desenvolver característica presente em leões machos, leoa foi sacrificada em zoológico em Oklahoma.  Leoa misteriosamente desenvolveu juba antes de morrer Reprodução/Oklahoma City Zoo O zoológico de Oklahoma City, nos...


    Após misteriosamente desenvolver característica presente em leões machos, leoa foi sacrificada em zoológico em Oklahoma.  Leoa misteriosamente desenvolveu juba antes de morrer Reprodução/Oklahoma City Zoo O zoológico de Oklahoma City, nos Estados Unidos, informa que uma leoa africana de 18 anos foi sacrificada nesta sexta-feira (6) após doença cardíaca. As informações são da Associated Press. Bridget, como era conhecida a leoa, tinha desenvolvido uma juba, característica mais presente em leões machos, no ano passado. A equipe do zoológico determinou que a leoa estava sofrendo de insuficiência cardíaca ou infecção. Segundo veterinários, a leoa estava letárgica, não comia e parecia estar sofrendo. Antes desse episódio, o zoológico disse que Bridget parecia estar em boa saúde depois que os resultados do laboratório explicaram porque ela cultivou uma juba. O teste descobriu que Bridget tinha um nível elevado de androstenediona, hormônio que contribui para o desenvolvimento de características masculinas. O zoológico informou ainda que um tumor benigno na glândula suprarrenal, localizada logo acima dos rins, pode ter sido a causa do crescimento da juba na leoa.