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    Peregrinação a Meca chega ao Monte Arafat, na Arábia Saudita

    Peregrinação a Meca chega ao Monte Arafat, na Arábia Saudita


    Cerca de 2 milhões de peregrinos participam neste ano do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Oração no Monte Arafat é um dos pontos culminantes. Peregrinos muçulmanos participam das orações do meio-dia fora da mesquita de...


    Cerca de 2 milhões de peregrinos participam neste ano do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Oração no Monte Arafat é um dos pontos culminantes. Peregrinos muçulmanos participam das orações do meio-dia fora da mesquita de Namirah, na montanha Arafat, durante a peregrinação anual do hajj, fora da cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Cerca de 2 milhões de peregrinos muçulmanos se reuniram nesta segunda-feira (20) no vale do monte Arafat, perto de Meca, na Arábia Saudita, para um dia de oração que é um dos pontos culminantes do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Segundo a tradição muçulmana, foi no Monte Arafat, também conhecido como Montanha da Misericórdia, que o profeta Maomé fez o sermão de despedida aos fieis que o acompanharam em sua última peregrinação antes da morte. Sob sol forte e vestidos com túnicas brancas, os fieis pedem clemência a Deus. Com as mãos para o alto, cada peregrino repetiu "Allahu Akbar" ("Deus é grande", em árabe) antes de declarar solenemente que "o único Deus é Alá". "É um sentimento indescritível", afirmou Oum Ahamd, egípcio aposentado de 61 anos que participa da peregrinação. "É um lugar sagrado para todos os muçulmanos e provoca um sentimento maravilhoso", disse Jai Salim. Peregrinos muçulmanos se reúnem na planície de Arafat e escalam a montanha sagrada Jabal Al Rahma durante a peregrinação anual, conhecida como hajj, perto de Meca, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Os fieis iniciaram a caminhada no domingo (19) à noite. Alguns acompanhavam parentes em cadeiras de rodas e muitos carregavam água para o longo trajeto. Ao lado de um painel com a frase, em inglês, "Arafat começa aqui", alguns trabalhadores recolhiam garrafas vazias do chão. Calor intenso Nesta segunda, muitos peregrinos se protegiam do calor com guarda-chuvas. Os fiéis têm consciência da dificuldade em uma etapa essencial da peregrinação, que consiste em passar um dia com a temperatura acima de 40°C no Monte Arafat. "Sabia que era difícil. Por este motivo, me preparei antes praticando esportes. E me preparei realmente para esta etapa. Se Deus quiser, resistiremos", declarou Saidu Bureima, um peregrino nigeriano. Peregrinos muçulmanos participam de orações perto da mesquita de Namirah na montanha de Arafat, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Próxima etapa Após a passagem pelo Monte Arafat, os peregrinos seguirão para Mozdalifa para recolher pedras que serão usadas no apedrejamento das colunas que representam Satanás. O hajj terminará oficialmente na terça-feira (21) com a festa do sacrifício (Aid Al Adha). Os peregrinos sacrificarão um animal para recordar o sacrifício de Abraão, que, segundo a tradição muçulmana, esteve a ponto de imolar o filho, mas no último momento foi impedido pelo arcanjo Gabriel, que o mandou substitui-lo por um animal. A peregrinação à Meca é um dos cinco pilares do Islã que todo fiel deve cumprir pelo menos uma vez em sua vida se tiver condições para isso. Tumultos Desde 1987, centenas de pessoas morreram em tumultos ou confrontos entre policiais sauditas e peregrinos iranianos, que criticam os Estados Unidos e Israel. As autoridades sauditas proíbem qualquer manifestação de caráter político durante a peregrinação. Em 2015, o hajj teve um final trágico, quando um tumulto provocou 2.300 mortes, incluindo centenas de iranianos. Após um ano de boicote, os iranianos retornaram à Meca em 2017 e este ano 86.000 cidadãos do país devem participar na peregrinação. As autoridades sauditas informaram que quase 2,4 milhões de pessoas participam no hajj este ano.
    Grécia celebra com reservas fim de programa de resgate financeiro

    Grécia celebra com reservas fim de programa de resgate financeiro


    Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise. Grécia entra nesta segunda-feira (20) em nova era de autonomia com o fim do último pacote de ajuda...


    Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise. Grécia entra nesta segunda-feira (20) em nova era de autonomia com o fim do último pacote de ajuda financeira Alkis Konstantinidis/Reuters A Grécia entra nesta segunda-feira (20) em uma nova era de autonomia com o fim do último programa de ajuda financeira, mas tanto o governo como a patronal dão este passo com reserva diante dos desafios que há pela frente e a dor dos últimos anos. "É preciso aproveitar esta oportunidade para curar as feridas da crise e do trauma da longa austeridade, para acabar com os males do passado e iniciar uma transformação que proteja a sociedade de futuras crises", disse hoje o vice-primeiro-ministro grego, Yannis Dragasakis. Originalmente, o governo grego planejava festejar hoje a recuperação das rédeas do futuro do país, mas as brasas dos trágicos incêndios que arrasaram o país em julho e a sensação geral de que não há nada para celebrar reduziram os planos a um discurso do primeiro-ministro, Alexis Tsipras. O porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakopulos, se mostrou "convencido" de que a população poderá sentir em breve a diferença deste novo etapa. Tzanakopulos destacou que a partir de agora não serão necessárias novas medidas de ajuste fiscal graças aos 24 bilhões de euros com o qual o país pretende cobrir as suas necessidades financeiras enquanto abre passagem nos mercados. Além disso, insistiu que "com bastante certeza" o governo não necessitará aplicar outro corte às pensões em 2019 para conseguir seu objetivo de 3,5% de superavit primário. Trata-se de uma medida estipulada com os credores que o Governo quer evitar a todo custo durante esta nova fase que desponta mais social. Por sua vez, representantes dos empresários como Vasilis Korkidis, presidente das pequenas e médias empresas gregas, dão as boas-vindas hoje à saída oficial do resgate, mas lembram as 250 mil empresas que tiveram que fechar, os quase 925 mil desempregados registrados e a dívida de 227 bilhões de euros que os gregos devem ao Fisco, à Previdência Social e aos bancos. "Para as pequenas e médias empresas, em 21 de agosto será um dia de balanço, não de comemoração, uma vez que os memorandos podem desaparecer, mas as medidas e os impostos permanecem", destacou. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do país, Konstantinos Mijalos, ressaltou a necessidade imperativa de atrair novos investidores. "Temos que incentivá-los a investir na Grécia. Se não prevalecer o sentido da prudência, do consenso e da cooperação, temo que o país dará um passo adiante e três para atrás", advertiu Mijalos em declarações à "Euronews". Grécia completa programa de resgate financeiro Vigilância seguirá por 'anos' Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise. Em três planos sucessivos (2010, 2012 e 2015), o país deve ter recebido 289 bilhões de euros em empréstimos. Em oito anos, um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) evaporou - o crescimento voltou em 2017 -, e o desemprego acaba apenas de cair abaixo dos 20%, após um máximo de 27,5% registrado em 2013. O país, que em 2016 e 2017 teve um superávit orçamentário de cerca de 4%, superando as exigências dos credores, ainda não é totalmente livre. Já teve de legislar antecipadamente as novas reformas para 2019 e 2020 e continuará sob vigilância até pelo menos 2022. Nesse contexto, a agência de classificação de risco Fitch acaba de elevar a nota da dívida grega para "BB-".
    Papa Francisco condena 'atrocidades' de casos de pedofilia nos EUA

    Papa Francisco condena 'atrocidades' de casos de pedofilia nos EUA


    Investigação na Pensilvânia acusa mais de 300 padres de abusos sexuais e um esforço 'sistemático' feito por líderes da Igreja para encobrir os crimes. Papa Francisco, durante o Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, no sábado...


    Investigação na Pensilvânia acusa mais de 300 padres de abusos sexuais e um esforço 'sistemático' feito por líderes da Igreja para encobrir os crimes. Papa Francisco, durante o Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, no sábado (19) Gregorio Borgia/AP Papa escreve carta aos católicos sobre abuso sexual na Igreja O Papa Francisco condenou em uma carta divulgada nesta segunda-feira (20) "as atrocidades" cometidas por padres na Pensilvânia, nos Estados Unidos, contra mais de 1.000 crianças. Na semana passada, a Suprema Corte da Pensilvânia divulgou um extenso relatório que lista mais de 300 padres acusados de abuso sexual e detalha o que seria um esforço "sistemático" feito por líderes da Igreja por mais de 70 anos para encobrir os crimes. "Nos últimos dias foi publicado um relatório que detalha a experiência de pelo menos mil pessoas que foram vítimas de abusos sexuais, de abusos de poder e de consciência, cometidos por padres durante quase 70 anos", escreve o pontífice na carta dirigida ao "Povo de Deus". "Embora possamos dizer que a maioria dos casos pertence ao passado, podemos constatar que as feridas infligidas não desaparecerão nunca, o que nos obriga a condenar com força estas atrocidades", afirma o Papa Francisco. Vítimas descrevem como eram os abusos que sofreram de padres nos EUA Há três dias, o Vaticano já havia expressado "vergonha e dor" após a revelação dos casos de abusos sexuais na Pensilvânia. Mas, nesta segunda, o Papa Francisco foi mais longe e usou palavras mais duras para comentar o caso. "Levando em consideração o passado, o que se pode fazer para pedir perdão e reparar o dano causado nunca será suficiente. Levando em consideração o futuro, não se deve descuidar de nada para promover uma cultura que não apenas garanta que tais situações não se reproduzam, mas para que não não encontrem o terreno propício para ocultar-se e perpetuar-se", disse o pontífice. O Papa também fez um apelo à comunidade católica por uma mobilização para "denunciar tudo aquilo que coloca em perigo a integridade de qualquer pessoa". Escândalos em diferentes países A investigação na Pensilvânia é a mais abrangente sobre abuso sexual da Igreja Católica nos EUA. A investigação de 18 meses cobriu as oito dioceses do estado (Harrisburg, Pittsburgh, Allentown, Scranton, Erie e Greensburg) e segue outros relatórios do júri do estado que revelaram abusos e em duas outras dioceses (Filadélfia e Altoona-Johnstown). O relatório é divulgado num momento em que a Igreja Católica está lutando para lidar com um escândalo de abuso sexual que afeta a Igreja em diferentes países. Na Austrália, um bispo foi considerado culpado de encobrir abuso sexual. No Chile, o Papa foi forçado admitir a pouca atenção que deu a um escândalo de abuso envolvendo um padre e bispos acusados ​​de encobrir seus crimes. Após o escândalo, 34 bispos chilenos colocaram seus cargos à disposição do papa. Nos EUA, um proeminente arcebispo foi removido do poderoso Colégio de Cardeais, após surgirem relatos de que havia molestado um coroinha adolescente e vários outros enquanto ascendia nas fileiras da igreja. Enquanto isso, bispos em Boston e Nebraska estão investigando possíveis casos de abuso sexual em seminários católicos.
    Famílias separadas pela Guerra da Coreia se reencontram após décadas

    Famílias separadas pela Guerra da Coreia se reencontram após décadas


    Nova série de reuniões de famílias divididas foi decidida após reaproximação diplomática na península desde o início do ano. Sul-coreana Lee Keum-seom, de 92 anos, abraça o filho Ri Sang Chol, de 71 anos, em reencontro na Coreia do Norte,...


    Nova série de reuniões de famílias divididas foi decidida após reaproximação diplomática na península desde o início do ano. Sul-coreana Lee Keum-seom, de 92 anos, abraça o filho Ri Sang Chol, de 71 anos, em reencontro na Coreia do Norte, nesta segunda-feira (20) Lee Ji-eun/Yonhap via AP Famílias coreanas separadas pela guerra se reencontram Idosos sul e norte-coreanos se reencontraram nesta segunda-feira (20), na Coreia do Norte, pela primeira vez desde que as suas famílias e a península foram separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953). Esta nova série de reuniões de famílias divididas, que é a primeira em três anos, foi decidida após a reunião do líder norte-coreano, Kim Jong-un, e do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em abril deste ano. Os reencontros acontecem em um resort na cidade de Monte Kumgang, sob a supervisão de agentes norte-coreanos. Até a próxima quarta-feira (22), 89 idosos sul-coreanos e seus companheiros de viagem passarão 11 horas com os familiares do Norte nesse local. Famílias de norte e sul-coreanos se reencontram após seis décadas Entre os familiares que se reencontraram nesta segunda, estão Lee Keum-seom, de 92 anos, e seu filho Ri Sang Chol, de 71 anos. Assista no vídeo acima. Eles não se viam desde a guerra, quando ficaram presos nos dois lados da Zona Desmilitarizada, que hoje separa as duas Coreias. Lee Keum-seom ficou separada do marido e do filho, que na época tinha quatro anos, e partiu em uma balsa para o Sul com sua filha, que a acompanha neste reencontro. "Quantas crianças você tem? Você tem um filho?", perguntou a mãe durante o reencontro. "Mãe, meu pai era assim", disse o filho mostrando uma foto de seu pai, que também ficou na Coreia do Norte. Antes de partir para o encontro, Lee disse que queria perguntar ao filho como ele cresceu sem a mãe e como seu pai o tinha criado. "Não sei o que sinto, se é positivo, ou negativo. Não sei se é real, ou um sonho", afirmou a idosa antes do encontro. No Sul, ela voltou a se casar e criou sete crianças, mas nunca deixou de se preocupar com aquele filho. Reencontros A Guerra da Coreia separou milhões de pessoas: irmãos, pais e filhos, maridos e mulheres. O conflito acabou com um armistício, sem a assinatura de um tratado de paz. Por isso, Norte e Sul ainda estão tecnicamente em estado de guerra e as comunicações civis permanecem proibidas. Após o encontro em abril, Moon e Kim Jong-un se comprometeram a assinar um acordo de paz ainda em 2018. Sul-coreano Kim Choon-shik, de 80 anos, chora no encontro com sua irmã Choon Sil, de 77 anos, (segunda a partir da direita) nesta segunda-feira (20) Lee Ji-eun/Yonhap via AP Desde 2000, os dois países organizaram 20 séries de reuniões de famílias divididas, geralmente graças à melhoria das relações bilaterais. Mas o tempo está contado, devido à idade dos sobreviventes. Um total de 130 mil sul-coreanos se apresentou como candidatos a essas reuniões, mas a grande maioria morreu, e muitos estão com mais de 80 anos, um deles, inclusive, com 101. As pessoas que participaram das reuniões anteriores deste tipo lamentaram o pouco tempo e recordam que foi muito difícil se despedir após três dias. Outras comprovaram com tristeza a enorme brecha ideológica que foi estabelecida entre as famílias após décadas de separação.

    Novos terremotos na Indonésia deixam 10 mortos


    Tremores de domingo (19) atingiram Lombok e Sumbawa. Casas ficaram danificadas e que houve interrução no fornecimento de energia elétrica. Novos terremotos, incluindo um de 6,9 graus de magnitude, que atingiram as ilhas indonésias de Lombok e...

    Tremores de domingo (19) atingiram Lombok e Sumbawa. Casas ficaram danificadas e que houve interrução no fornecimento de energia elétrica. Novos terremotos, incluindo um de 6,9 graus de magnitude, que atingiram as ilhas indonésias de Lombok e Sumbawa, no domingo (19), mataram 10 pessoas e deixaram 24 feridas, de acordo com a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes. Os abalos acontecem cerca de duas semanas depois de tremores provocarem a morte de quase 500 pessoas. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (20) pelo porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Catástrofes, Sutopo Purwo Nugroho, indica ainda que 151 casas ficaram danificadas e que houve interrução no fornecimento de energia elétrica. Os tremores provocaram pânico no subdistrito de Sembalun, em Lombok, que fica próximo do monte Rinjani, onde muitas pessoas já estão vivendo em barracas porque tiveram suas casas destruídas no início do mês. Houve deslizamentos de terras nesta região, o que contribuiu para aumentar o medo dos moradores. Em Sumbawa, um bairro atingido por um incêndio que começou em uma casa desmoronada, segundo a Associated Press. Initial plugin text O primeiro tremor, de 6,3 graus, foi registrado ao meio-dia de domingo (19). Doze horas depois, um terremoto de 6,9 graus foi registrado, seguido por tremores secundários. O epicentro do segundo terremoto foi localizado a uma profundidade de 20 km, cinco km ao sul de Belanting, informou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS). A ilha de Lombok, vizinha de Bali, foi devastada por dois grandes terremotos nos dias 29 de julho e 5 de agosto, que deixaram quase 500 mortos e milhares de desabrigados. Círculo de Fogo do Pacífico A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas e ilhotas, está em uma das regiões mais propensas a tremores e atividade vulcânica do mundo: o Círculo de Fogo do Pacífico. Cerca de 7 mil tremores atingem essa área por ano, em sua maioria de magnitude moderada. A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul. Em 2004, um tremor de magnitude 9,1, perto da costa noroeste da ilha de Sumatra, gerou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico.
    A falsa esperança em Marina

    A falsa esperança em Marina


    É difícil que ela chegue ao segundo turno, apesar da disposição para enfrentar Bolsonaro demonstrada no debate da última sexta-feira A presidenciável Marina Silva (Rede), no debate da RedeTV! em que passou um pito em Jair...


    É difícil que ela chegue ao segundo turno, apesar da disposição para enfrentar Bolsonaro demonstrada no debate da última sexta-feira A presidenciável Marina Silva (Rede), no debate da RedeTV! em que passou um pito em Jair Bolsonaro Reprodução/RedeTV! O enfrentamento entre Marina Silva e o deputado Jair Bolsonaro no debate da última sexta-feira promovido pela RedeTV! levantou nalguns setores a esperança de que Marina seja a única candidata capaz de barrar a ascensão de Bolsonaro ao Planalto no segundo turno. A ideia está baseada nas pesquisas, que dão sólida vantagem a ela num confronto contra ele, e num fato singelo: como mulher, Marina personifica em sua candidatura uma das maiores fragilidades do ex-capitão, sua dificuldade de aceitação no público feminino. O pito que Marina passou em Bolsonaro (se não viu o vídeo, vale a pena), ao declarar que mães querem que seus filhos sejam homens de bem, deixa claro por que as mulheres resistem a um candidato que parece ter obsessão por armas e, sempre que questionado sobre temas complexos da sociedade ou da economia, parece recorrer a seu “posto Ipiranga”, o economista Paulo Guedes. No debate, Bolsonaro se enrolou todo diante da excelente questão do jornalista Reinaldo Azevedo a respeito da necessidade de o presidente da República se envolver em decisões sobre o pagamento da dívida pública. Ao abaixar o som da TV, como recomendam os manuais de análise dos embates televisivos, era perceptível na hora a ignorância no olhar e a hesitação nos trejeitos – para não falar no despreparo na voz. Para quem se animou com o desempenho de Marina, é importante lembrar que debates, a esta altura do jogo, têm influência mínima na decisão de voto. É com a entrada no ar do horário eleitoral gratuito, prevista para o próximo dia 31, que a vasta maioria do eleitorado começará a tomar sua decisão de voto. E, em que pese a bizarra ação do MDB contestanto a aliança que deu a Alckmin quase metade do tempo de TV, ele sairá com larga vantagem em tempo de propaganda. É Alckmin, também, quem mais se beneficia do ataque de Marina. Criticado por não ter enfrentado seu maior rival – ele disputa com Bolsonaro o mesmo eleitorado antipetista –, não precisou sofrer o desgaste do ataque para provocar o dano no oponente. Marina fez isso por ele. Alckmin foi astuto. Como escrevi na semana passada, Alckmin enfrentará todo tipo de dificuldade para crescer. Mas é extremamente improvável que Marina consiga carrear a quantidade de votos que a levaria ao segundo turno contra Bolsonaro. Os motivos para isso são óbvios: ela não dispõe nem de alianças regionais robustas, nem de tempo de TV. Seu maior ativo, além do nome conhecido das eleições anteriores, é a baixa rejeição. Mas é possível dizer o mesmo de nomes pouco expressivos nas pesquisas como Álvaro Dias, João Amoêdo e o próprio Henrique Meirelles. À esquerda, Marina enfrentará a máquina petista, incrustada em todo os estados, e o discurso eleitoral da perseguição ao partido, que tornará Fernando Haddad, depois do indeferimento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um nome quase inevitável no segundo turno. À direita, se mulheres conservadoras ou antipetistas resistirem a votar em Bolsonaro, dificilmente votarão em Marina. Ela ainda tem uma imagem associada à esquerda, devido aos anos que passou no PT (incluindo o período do mensalão) e à militância ambientalista. O mais provável é que as resistentes a Bolsonaro acabem escolhendo Alckmin ou um dos nomes acima. Muito tem se falado a respeito do voto envergonhado em Bolsonaro, sobretudo no eleitorado feminino. A tese é que existe vergonha de eleitores e eleitoras em admitir o voto, para não sofrer resistência em ambientes sociais onde a menção ao nome de Bolsonaro pega mal. Como evidência dessa tese, costuma ser apresentado o exemplo de Donald Trump nos Estados Unidos. Nem o exemplo nem a conclusão param de pé. De acordo com todas as análises de estatísticos e pesquisadores sérios, o voto envergonhado em Trump não passa de um mito. A Associação Americana de Pesquisas de Opinião Pública (Aapor) o desmentiu por completo em relatório do ano passado (a explicação está no item 3.2). Não há trabalho comparável no Brasil. Mas, a não ser em círculos extremamente restritos da imprensa ou da academia (cujo peso eleitoral é desprezível), a tese do voto envergonhado também não parece fazer muito sentido por aqui. Partidos, empresários e brasileiros de toda sorte não têm nenhuma dificuldade para declarar voto em Bolsonaro. Se hesitam na hora de falar algum nome, é o de Alckmin, associado a escândalos de corrupção e à velha política. “Provavelmente há um voto envergonhado em Alckmin, que se esconde no voto em Bolsonaro”, escreveu o cientista político Alberto Almeida em seu Twitter. É provável que ele tenha razão. Mesmo que esteja errado, não é verossímil que a beneficiária de qualquer dano à candidatura Bolsonaro seja Marina.
    Plano econômico de Nicolás Maduro entra em vigor na Venezuela; moeda tem corte de cinco zeros

    Plano econômico de Nicolás Maduro entra em vigor na Venezuela; moeda tem corte de cinco zeros


    Regime tenta conter inflação de 1.000.000% no país prevista pelo FMI. Venezuelanos estão céticos com a efetividade das medidas. Nicolás Maduro mostra nota de bolívar soberano, moeda que passa a valer na Venezuela nesta segunda-feira...


    Regime tenta conter inflação de 1.000.000% no país prevista pelo FMI. Venezuelanos estão céticos com a efetividade das medidas. Nicolás Maduro mostra nota de bolívar soberano, moeda que passa a valer na Venezuela nesta segunda-feira (20) Miraflores Palace/Handout via REUTERS Entra em vigor nesta segunda-feira (20) o pacote de medidas do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para tentar conter a inflação prevista para 1.000.000% neste ano no país. A principal mudança do chamado "Madurazo" será o corte de cinco zeros da moeda local, que passa a se chamar bolívar soberano, e o novo câmbio, que prevê 96% de desvalorização da moeda do país. O bolívar soberano terá 8 notas diferentes e duas moedas metálicas. A maior nota será de 500 bolívares (cerca de US$ 7 no mercado negro). A nota de maior valor do sistema que começa a sair de circulação é a de 100 mil bolívares, sendo que uma xícara de café custa mais de 2 milhões de bolívares, informa a Deutsche Welle. A reforma monetária é uma tentativa de controlar a hiperinflação no país. A conversão monetária é a segunda nos últimos 20 anos no país. A primeira ocorreu em janeiro de 2008 sob a liderança do então presidente Hugo Chávez, que retirou 3 zeros do antigo bolívar e criou o bolívar forte. No domingo (19), os serviços bancários online e os caixas eletrônicos pararam de funcionar na Venezuela. O apagão bancário já estava previsto para adequar o sistema monetário do país às mudanças na economia. Governo da Venezuela corta cinco zeros da moeda O presidente disse que a reforma irá vincular o bolívar à criptomoeda petro, recém-lançada pelo Estado, sem fornecer detalhes. Especialistas em criptomoedas dizem que o petro sofre de falta de credibilidade devido à falta de confiança no governo Maduro e à má gestão da atual moeda nacional do país. "É uma coisa de louco", declarou à agência France Presse Henkel García, diretor da consultora Econométrica, ao considerar que o reajuste dos salários implicará um novo aumento da massa monetária, raiz da hiperinflação. Outro agravante é a falta de financiamento internacional. A produção de petróleo - fonte de 96% das receitas - desabou de 3,2 milhões de barris diários em 2008 a 1,4 milhão em julho passado, enquanto que o déficit fiscal se aproxima dos 20% do PIB, segundo consultoras privadas. "Se você mantém o déficit e a emissão desornada de dinheiro para cobrir esse déficit, a crise continuará se agravando", destacou o economista Jean Paul Leidenz. Novo salário mínimo e gasolina mais cara Imagem mostra quantos bolívares são necessários para comprar um frango na Venezuela: 14.600.000,00. Carlos Garcia Rawlins/Reuters O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que o novo salário mínimo do país entrará em vigor em setembro. O regime de Maduro aumentou o salário mínimo em 34 vezes na sexta-feira (17). O valor passará de 5.196.000 bolívares (US$ 20,8 no câmbio oficial ou US$ 1,3 no câmbio paralelo) para 180.000.000 bolívares (US$ 728 ou US$ 45,5). Os valores, segundo o presidente, serão pagos já em bolívar soberano. Outra mudança anunciada por Maduro nos últimos dias foi o fim de subsídios que fazem do preço da gasolina na Venezuela o menor no mundo. Em uma tentativa de atingir opositores ao regime, o presidente venezuelano afirma manter a ajuda de custo por dois anos aos detentores do "carnê da pátria", uma espécie de documento de identidade emitida pelo governo desde 2017. Entre os venezuelanos, desconfiança Pessoas fazem fila do lado de fora de um supermercado em Caracas, na Venezuela Adriana Loureiro/Reuters O pacote de medidas não agradou os venezuelanos, que convocaram manifestações para esta semana. Especialistas também se mostraram céticos com a capacidade desse plano econômico em reduzir o colapso econômico enfrentado pela Venezuela. Com medo, a população fez fila em supermercados na semana passada prevendo piora na crise de abastecimento do país. Críticos e analistas dizem que as medidas anunciadas por Maduro não vão aliviar a hiperinflação que assola a nação petrolífera, que segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) pode chegar a 1 milhão por cento até o final do ano. Presidente da Venezuela corta cinco zeros da moeda nacional para controlar hiperinflação "O que anunciei na sexta-feira é o ponto mínimo de equilíbrio inicial... para um processo de recuperação necessário dos equilíbrios macroeconômicos... que nos leve a um processo de normalização e recuperação", disse Maduro em a rede social acompanhado pela vice-presidente do país, Delcy Rodríguez. Crise chega à fronteira com o Brasil Família venezuelana é expulsa por brasileiros que vivem em Pacaraima, ao Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR Desde 2015, quando o colapso econômico na Venezuela se intensificou, venezuelanos cruzam diariamente a pé a fronteira com o Brasil em busca de melhor qualidade de vida. A piora no quadro político no governo Maduro neste ano agravou a crise gerada com o fluxo de imigrantes em Pacaraima, município fronteiriço no norte de Roraima. Desde o início de agosto, autoridades batalham na Justiça sobre o fechamento da fronteira com a Venezuela. A tensão no local piorou no fim de semana, quando moradores brasileiros de Pacaraima entraram em conflito com os imigrantes na cidade depois que um comerciante foi agredido em um assalto cuja autoria é atribuída a venezuelanos. Cerca de 1,2 mil voltaram à Venezuela após o episódio.
    Homem invade delegacia com faca na Espanha e é morto

    Homem invade delegacia com faca na Espanha e é morto


    Agente atirou no agressor, que acabou morrendo no local. Polícia trata o incidente como um ataque terrorista. Policiais removem corpo de agressor que tentou agredir com faca agente em delegacia de Cornella de Llobregat, na Espanha Emilio...


    Agente atirou no agressor, que acabou morrendo no local. Polícia trata o incidente como um ataque terrorista. Policiais removem corpo de agressor que tentou agredir com faca agente em delegacia de Cornella de Llobregat, na Espanha Emilio Morenatti/AP Photo Argelino é morto a tiros ao tentar atacar delegacia na Espanha Um homem armado com uma faca tentou atacar nesta segunda-feira (20) uma delegacia na região de Cornellá de Llobregat, noroeste da Catalunha, na Espanha. Uma agente responsável pelo acesso à delegacia atirou no agressor, que acabou morrendo no local. A polícia trata o incidente como um ataque terrorista. Fontes ligadas ao caso disseram à agência Efe que o homem é um argelino morador local e contava com um documento de identificação para estrangeiros residentes na Espanha. Segundo o jornal "El País", ele foi identificado como Abdelouahab Taib. Segundo a polícia, o agressor tinha "claramente" a intenção de atacar a agente que abriu a porta. Ele havia ligado pelo interfone da delegacia e indicado de maneira insistente que queria fazer uma consulta. Policiais isolam área de entrada de delegacia de Cornella de Llobregat, na Espanha, depois que agressor tentou atacar policial com uma faca Emilio Morenatti/AP Photo "Tinha claramente vontade homicida e pré-determinada de agredi-la e acabar com a sua vida", disse o agente Rafel Comes, responsável pela divisão antiterrorista. Comes disse que, ao entrar, o agressor "mencionava Alá e outras expressões que não puderam ser identificadas". Ele não tinha antecedentes criminais. O incidente, que ocorreu às 5h45 pelo horário local (0h45, pelo horário de Brasília), é investigado como um atentado terrorista. O incidente acontece um ano depois dos atentados jihadistas cometidos em Barcelona e na cidade turística próxima de Cambrils, em que morreram 16 pessoas e mais de 100 pessoas ficaram feridas.

    Talibã faz mais de 100 reféns no Afeganistão


    Extremistas bloquearam três ônibus em estrada no norte do país. Governo afirma que 149 pessoas foram liberadas, mas 21 ainda permanecem sob poder dos sequestradores. Membros do Talibã detiveram três ônibus em uma estrada em Kunduz, no norte do...

    Extremistas bloquearam três ônibus em estrada no norte do país. Governo afirma que 149 pessoas foram liberadas, mas 21 ainda permanecem sob poder dos sequestradores. Membros do Talibã detiveram três ônibus em uma estrada em Kunduz, no norte do Afeganistão, e fizeram mais de 170 reféns, incluindo mulheres e crianças, nesta segunda-feira (20), de acordo com a Associated Press. O vice-porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi, afirmou à AP que a operação de resgate empreendida pelo governo libertou 149 pessoas, mas 21 permanecem sob poder dos insurgentes. Pelo menos sete talibãs foram mortos. O porta-voz do governador da província de Kunduz, Esmatullah Muradi, afirma que a operação continua. Busca de funcionários do governo O chefe do conselho de Kunduz, Mohammad Yusouf Ayubi, afirmou que os extremistas bloquearam os ônibus na estrada perto do distrito de Khan Abad e forçaram os passageiros a irem com eles para um local não revelado. Ayubi disse acreditar que o Talibã estava à procura de funcionários do governo ou membros das forças de segurança que costumam ir para casa nos feriados. Abdul Rahman Aqtash, chefe de polícia da vizinha província de Takhar, disse que os passageiros eram das províncias de Badakhshan e Takhar e viajavam para a capital, Cabul. Trégua O presidente afegão, Ashraf Ghani, declarou neste domingo (19) um cessar-fogo de três meses com os talibãs, sob a condição de que eles também interrompam os combates após um recente aumento da violência no país. "Anuncio um novo cessar-fogo a partir de amanhã (segunda-feira) até o aniversário do profeta (em 21 de novembro), sob a condição de que os talibãs façam o mesmo", afirmou o chefe de Estado em um pronunciamento transmitido pela televisão. Em junho, havia sido declarado um cessar-fogo de poucos dias, ao final da celebração do Ramadã, o mês do jejum sagrado muçulmano.
    Caixas eletrônicos e serviços bancários online na Venezuela param de funcionar antes de plano econômico

    Caixas eletrônicos e serviços bancários online na Venezuela param de funcionar antes de plano econômico


    Moeda local sofrerá corte de cinco zeros para tentar conter inflação que deve chegar a 1.000.000% ao ano. Mensagem em site de banco da Venezuela avisa sobre paralisação dos serviços eletrônicos Reprodução/Internet Os caixas eletrônicos e os...


    Moeda local sofrerá corte de cinco zeros para tentar conter inflação que deve chegar a 1.000.000% ao ano. Mensagem em site de banco da Venezuela avisa sobre paralisação dos serviços eletrônicos Reprodução/Internet Os caixas eletrônicos e os serviços bancários online da Venezuela pararam de funcionar temporariamente deste domingo (19) até segunda-feira (20), data em que novo plano econômico no país entra em vigor. O apagão bancário cumpre a medida anunciada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para a "adequação" dos bancos ao pacote de medidas. Os serviços eletrônicos são considerados essenciais na Venezuela porque falta dinheiro em espécie no país. Quem acessou os sites dos bancos venezuelanos encontrou um aviso sobre o bloqueio. Imagem mostra quantos bolívares são necessários para comprar um frango na Venezuela: 14.600.000,00. Carlos Garcia Rawlins/Reuters A partir de segunda-feira, entra em vigor o plano monetário que corta cinco zeros da moeda. A divisa, inclusive, passará a se chamar Bolívar Soberano. A megadesvalorização é uma estratégia do regime de Maduro para conter a inflação prevista para 1.000.000% em 2018. Como a crise econômica na Venezuela afetou a tensão na fronteira com o Brasil Especialistas, no entanto, estão céticos sobre a efetividade das medidas, apelidas na Venezuela de "Madurazo". "Os próximos dias serão de muita confusão tanto para os consumidores quanto para o setor privado, especialmente o comercial. É um cenário caótico", prevê o diretor da consultora Ecoanalítica, Asdrúbal Oliveros. A oposição, inclusive, convocou protestos e greves na terça-feira, dia seguinte ao feriado bancário decretado para readequar a política monetária do país. Incertezas Venezuelanos fazem fila para abastecer veículos dias antes da virada da moeda do país Frederico Parra/AFP Com medo e sem ter certezas sobre a transição da moeda, a população local fez filas em supermercados e postos de gasolina na semana passada. "Não se sabe o que pode acontecer", disse à AFP Óscar Cabrera, acompanhado da esposa, ao sair de um supermercado em Caracas. "Sabão, um pouquinho de carne, um pouquinho de queijo... E gastamos 70 milhões!", lamentou Omaira Ávila. A cifra equivalerá a 700 bolívares após a reconversão monetária disposta pelo presidente Nicolás Maduro. Pessoas fazem fila do lado de fora de um supermercado em Caracas, na Venezuela Adriana Loureiro/Reuters A preocupação também é palpável em cidades como Maracaibo, no petrolífero estado Zulia (nordeste), ou San Cristóbal (Táchira, oeste). "Se me roubam ao pagar, nem vou perceber", se queixou Carolina Palencia, docente de 22 anos, prevendo confusões com as notas, que conviverão por um tempo indeterminado com as anteriores. As notas de menor valor deixaram de ser aceitas por comerciantes há alguns dias. Em Zulia, a mudança monetária chega em meio a uma grave crise elétrica, que paralisou alguns setores por mais de 160 horas contínuas. Em San Cristóbal, entretanto, muitos negócios fecharam pela incerteza. "Prefiro fechar, pois eu mesma não entendo como vamos fazer com as duas moedas", expressou à AFP Luisa Guerra, comerciante de 53 anos.

    Por que as mulheres do país com natalidade mais baixa do mundo não querem ter filhos?


    Cada vez mais aumenta a parcela de mulheres jovens da Coreia do Sul que querem passar a vida sem parceiros e crianças; conheça algumas destas histórias. Um número crescente de mulheres sul-coreanas prefere não se casar, não ter filhos e nem...

    Cada vez mais aumenta a parcela de mulheres jovens da Coreia do Sul que querem passar a vida sem parceiros e crianças; conheça algumas destas histórias. Um número crescente de mulheres sul-coreanas prefere não se casar, não ter filhos e nem relações românticas com homens. Com a menor taxa de fertilidade do mundo, a população do país começará a declinar, a menos que algo reverta esta tendência. "Eu não tenho planos de ter filhos, nunca", diz Jang Yun-hwa, de 24 anos, enquanto conversávamos em um café badalado no centro de Seul. "Não quero sentir a dor física do parto. Isso também prejudicaria minha carreira". Como muitos outros jovens adultos no extremamente competitivo mercado de trabalho do país, Yun-hwa, uma cartunista, trabalhou muito para chegar à posição em que se encontra hoje. "Mais do que fazer parte de uma família, eu gostaria de ser independente, viver sozinha e realizar meus sonhos", diz ela. Yun-hwa não é a única jovem coreana que acredita que carreira e família são duas opções excludentes entre si. Leis buscam proteger mulheres que querem ser mães A Coreia do Sul tem leis destinadas a evitar que as mulheres sejam discriminadas porque engravidam ou simplesmente por terem uma idade em que esta é uma possibilidade. Mas, na prática, há sinais de que as normas não necessariamente têm efeitos na realidade. A história de Choi Moon-jeong, uma mulher que mora nos subúrbios de Seul, é uma poderosa ilustração desse problema. Quando ela disse ao seu chefe que teria um filho, a reação do interlocutor foi chocante. "Ele falou: 'Quando você tem um filho, ele se torna prioridade e a empresa fica em segundo plano. Como você poderá trabalhar?", lembra a coreana. "E ficou repetindo a mesma pergunta." Naquela época, Moon-jeong trabalhava como contadora. Quando chegou à época mais atarefada do ano, o chefe lhe passou ainda mais atribuições. Após reclamar disso, Moon-jeong ouviu que não era dedicada. Eventualmente, a tensão chegou ao limite. "Comecei a gritar e, com todo o estresse, comecei a sofrer convulsões e não conseguia abrir os olhos", lembra. "Meu colega chamou um paramédico e fui levada ao hospital." Lá, ela ficou sabendo que o estresse estava causando sintomas de um aborto espontâneo. Quando a mulher voltou ao trabalho depois de uma semana no hospital, já recuperada, sentiu que seu chefe estava fazendo de tudo para tirá-la do trabalho. De acordo com Moon-jeong, esse tipo de experiência é comum entre as mulheres no país. "Há muitos casos em que as mulheres se preocupam quando engravidam e têm que pensar com muito cuidado antes de dar a notícia", diz. "Muitas pessoas que conheço não têm filhos e não planejam tê-las". O papel das mulheres no avanço sul-coreano Atribui-se em parte à cultura de trabalho árduo a incrível transformação que a Coreia do Sul experimentou nos últimos 50 anos - período em que passou de país em desenvolvimento para ser uma das maiores economias do mundo. Mas Yun-hwa diz que o papel desempenhado pelas mulheres nessa transformação é muitas vezes negligenciado. "O sucesso econômico da Coreia também dependeu muito dos baixos salários pagos aos operários, que eram em sua maioria mulheres", afirma. "Também (dependeu) do cuidado que as mulheres prestavam às famílias para que os homens pudessem ir trabalhar e se concentrar apenas nisso". Agora, as mulheres estão fazendo cada vez mais os trabalhos antes ocupados por homens. Mas, apesar dessas rápidas mudanças sociais e econômicas, a cultura em relação às disparidades de gênero está mudando muito lentamente. Yun-hwa destaca que, com o casamento, recai nas mulheres o papel de cuidadora e provedora das famílias. "Há muitos casos em que, mesmo que a mulher tenha um emprego, quando ela se casa e tem filhos a criação deles depende completamente dela", explica. "Espera-se também que ela cuide de seus sogros se estiverem doentes." Em média, o homem sul-coreano passa 45 minutos por dia fazendo trabalho não remunerado, como cuidar de crianças, de acordo com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Para as mulheres, este tempo é cinco vezes maior. "Minha personalidade não é a adequada para esse papel de apoio", diz Yun-hwa. "Estou ocupada com minha própria vida." Nem marido nem namorado Não é que ela não esteja interessada somente em casar: Yun-hwa também não quer ter namorados. Ela aponta, entre as razões para isso, o temor de que acabe se tornando uma vítima da pornografia de vingança, um problema grande na Coreia. Mas ela também demonstra preocupação com a violência doméstica. No ano passado, o Instituto Coreano de Criminologia registrou que 80% dos homens do país consultados em uma pesquisa admitiram ter sido abusivos com suas parceiras. Quando perguntei a Yun-hwa sobre a visão que os homens teriam das mulheres sul-coreanas, ela respondeu com uma palavra: escravas. A decisão de Yun-hwa de não se casar reflete uma tendência mais geral: a taxa de casamentos na Coreia do Sul está no seu ponto mais baixo desde que os registros começaram a ser feitos (5,5 por 1.000 pessoas, contra 9,2 em 1970). No que diz respeito à fertilidade, apenas Singapura, Hong Kong e Moldávia têm uma taxa de fertilidade tão baixa quanto a Coreia do Sul. Custo econômico da maternidade Outro fator que influencia as mulheres a não serem mães é o custo disso. Se por um lado a educação é gratuita, fornecida pelo Estado, a competitividade nas escolas faz com que os pais tendam a investir em professores particulares. Todos esses ingredientes combinados contribuem para um novo fenômeno social na Coreia do Sul: a chamada Geração Sampo. "Sampo" significa deixar de ter três coisas: relações sentimentais, casamento e filhos. Yun-hwa diz que não rejeitou estas três coisas, mas escolheu não optar por elas. Ela não conta se tentará permanecer solteira ou se procurará relações com mulheres. Mas, se você fala com sul-coreanos das gerações anteriores sobre fertilidade, a atitude é muito diferente. Eles consideram pessoas como Yun-hwa muito individualistas e egoístas. Uma mulher de cerca de 60 anos com quem falei me diz que tem três filhas com cerca de 40 anos. Nenhuma quer ter filhos. "Deveria haver um senso de dever para com o país", diz outro. "Estamos muito preocupados com a baixa taxa de fertilidade". Yun-hwa e suas contemporâneas, filhas de um mundo globalizado, não estão convencidas.
    Ex-diretor da CIA ameaça recorrer à Justiça contra Donald Trump

    Ex-diretor da CIA ameaça recorrer à Justiça contra Donald Trump


    Presidente chamou John Brennan de “charlatão” e revogou permissão para que ex-chefe da agência de inteligência continue a ter acesso a informações confidenciais. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala na Casa Branca, no dia 17 de...


    Presidente chamou John Brennan de “charlatão” e revogou permissão para que ex-chefe da agência de inteligência continue a ter acesso a informações confidenciais. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala na Casa Branca, no dia 17 de julho, sobre encontro com presidente russo, Vladimir Putin, que aconteceu em Helsinque, na Finlândia Leah Millis/Reuters O ex-diretor da CIA John Brennan disse neste domingo (19/08) que pode recorrer à Justica depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, revogou seu acesso a informações confidenciais e suas credenciais de acesso à Casa Branca. Brennan, que chefiou a agência de inteligência dos EUA entre 2013 e 2017, disse que tem consultado advogados para saber como deve proceder. "Se esse é o preço que tenho de pagar para evitar que Donald Trump faça o mesmo a outras pessoas, para mim é um pequeno preço a pagar", disse Brennan ao programa Meet the Press, da rede NBC. "E se isso significa ir aos tribunais, irei". Brennan também disse que a atitude de Trump "é um sinal claro de que, se você cruzar seu caminho, ele usará todas as ferramentas ao seu dispor para punir você”. Na semana passada, Trump retirou as credenciais de acesso à Casa Branca e à informação confidencial de Brennan. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, justificou a decisão pelo que descreveu como comportamento "errático" de Brennan. O ex-diretor CIA tem criticado o atual governo e chegou a qualificar recentemente Trump como um "perigo" para a segurança nacional dos Estados Unidos. O ex-diretor da CIA John Brennan fala diante do Comitê de Inteligência do Senado DREW ANGERER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP Além disso, Brennan disse ter se mostrado surpreso "pela quantidade de vezes que o presidente não tem controle na hora de manter os padrões mínimos de decência, civilidade e honradez" ao comentar o recente insulto de Trump a uma ex-assessora da Casa Branca, que foi chamada pelo presidente de "cadela". No sábado (18/08), sete ex-diretores da CIA assinaram uma carta de apoio ao colega, na qual afirmaram que a medida contra Brennan é "profundamente lamentável", e advertiram que é um "tentativa de sufocar a liberdade de expressão". Também no sábado, Trump criticou Brennan, a quem chamou de "charlatão”. "Alguém olhou os erros de John Brennan quando servia como diretor da CIA? Será lembrado facilmente como o pior da história e desde sua saída, se transformou em nada menos que um charlatão, partidário, pirata político em quem não se pode confiar os segredos do nosso país", disse Trump no Twitter. Initial plugin text
    Pó de macaco: A droga que faz as pessoas pularem de prédios

    Pó de macaco: A droga que faz as pessoas pularem de prédios


    A polícia britânica alertou que o uso da substância chegou a níveis epidêmicos na cidade de Stoke, na região central da Inglaterra. Ela levou pessoas a pularem de prédios, morder outras e correr para dentro de casas de desconhecidos. Agora, a...


    A polícia britânica alertou que o uso da substância chegou a níveis epidêmicos na cidade de Stoke, na região central da Inglaterra. Ela levou pessoas a pularem de prédios, morder outras e correr para dentro de casas de desconhecidos. Agora, a polícia diz que é apenas uma questão de tempo até que alguém morra como resultado do uso do "pó de macaco" - uma droga sintética que tem sua popularidade em ascensão nas West Midlands, na região central da Inglaterra. "À noite eu não saio, porque é quando as pessoas drogadas tendem a sair", diz Molly Lawton, uma chef de 19 anos da cidade de Stoke, localizada na região de West Midlands, ao programa Victoria Derbyshire da BBC. "Você vê pessoas sob efeito do pó de macaco chacoalhando seus braços, gritando e berrando. [À noite] isso pode me assustar até à morte." Molly Lawton diz que tem medo de andar pelo centro de Stoke à noite por causa dos usuários da droga BBC O pó de macaco é uma droga da classe B que está em circulação há vários anos. Mas agora os serviços de emergência de Stoke estão preocupados porque ela está se tornando uma epidemia. A droga pode impedir que os usuários sintam dor e faz com que eles tenham alucinações - tornando-os altamente imprevisíveis. O que a diferencia, no entanto, é que seus efeitos podem durar dias. A polícia foi chamada para atender casos em que as pessoas correram em direção a carros e pularam de prédios. Ninguém até agora morreu. Mas há a preocupação de que seja apenas uma questão de tempo para que isso ocorra. Vendido por £ 2 a porção (o equivalente a R$ 10), o pó de macaco é usado por muitos moradores de rua da cidade. Um homem, que se identificou como Ferreiro, disse que usa a droga há um ano. Aos 31 anos, ele que mora nas ruas há 10 anos, diz que essa é uma das drogas mais potentes que ele já experimentou. "Eu odeio o fato de que eu gosto dela. Eu odeio toda vez que eu uso, mas eu ainda uso", diz ele, desejando que não fosse viciado. "Está em toda parte. Há muitas pessoas nisso." 'O pior que já vimos' Jeff Moore, superintendente da polícia de Staffordshire, disse que o órgão atendeu a 950 chamados relacionados à droga nos últimos três meses. "Frequentemente, vemos a paranoia - exemplos de pessoas se jogando no trânsito, pulando de pontes e prédios altos, entrando nas casas das pessoas", diz ele. "Do ponto de vista das drogas, essa é a pior que já vimos. É a consequência não apenas de usar a droga, mas também de pessoas colocando a segurança dos outros em risco." Ele disse que foi difícil para os policiais lidarem com ela, uma vez que as pessoas sob o efeito da droga são muito imprevisíveis. Moore pediu uma abordagem mais ampla dos problemas sociais e de saúde pública que contribuem para o seu uso. "Não se trata apenas de um grupo de pessoas que estão desabrigadas e na cidade", acrescentou ele, dizendo que pessoas de diferentes origens e idades também a usavam. 'Pessoas escondendo armas' Darren Murinas, um ex-traficante de drogas que trabalha com o grupo Expert Citizens, diz que anteriormente ele vivia com três pessoas usando a droga. "Esses caras usavam crack e heroína, mas pararam por causa do preço", diz ele. Certa vez, conta ele, um rapaz que morava com ele "pensou que havia alguém sob as tábuas do assoalho atrás dele e não dormiu por dias". "Eu vi a droga induzir uma psicose - pessoas escondendo armas porque estavam com medo", acrescenta. Murinas diz que conhece uma pessoa que está "constantemente no hospital" por ser viciada na droga, e outra com trauma cerebral grave. "Precisamos começar a registrar esse problema para que possamos obter os dados", diz ele. "E precisamos olhá-lo com uma lente de um problema de saúde mental, não apenas de polícia". O Ministério do Interior disse que sua estratégia antidrogas "estabelece uma abordagem equilibrada que reúne a polícia, a saúde, a comunidade e parceiros globais para combater o tráfico ilícito de drogas, proteger os mais vulneráveis ​​e ajudar aqueles com dependência de drogas a se recuperarem e mudarem suas vidas". Entre aqueles que vivem no centro da cidade de Stoke, muitos têm visto os efeitos visíveis da droga. O segurança Ari diz que está causando problemas para as empresas na área. O segurança Ari diz que a droga está dificultando a vida das empresas no centro da cidade BBC Charlie, um estudante de 18 anos que experimentou a droga algumas vezes, cujo sobrenome foi preservado, diz que nunca mais a tomaria. "Eu me senti estranho", diz ele, lembrando seus efeitos. "Eu senti, na primeira vez que tomei, como se eu estivesse andando como um zumbi. Não é inteligente." Ele diz que tem feito esforços para educar estudantes sobre os perigos da droga em sua faculdade, uma vez que a cidade se torna mais consciente de seus efeitos. Para Molly, a maior preocupação é que a situação piore. "Há muito dela porque os traficantes estão vendendo por apenas 2 libras (R$ 10) cada porção", diz ela. "Com isso tão barato, vai ter muito mais na região de Stoke também".
    Projetista da ponte que desabou na Itália alertou sobre risco de corrosão em 1979

    Projetista da ponte que desabou na Itália alertou sobre risco de corrosão em 1979


    Relatório datado de 12 anos depois da construção da ponte pedia 'manutenção constante' contra a ferrugem causada por poluição e maresia. Voluntário distribui café aos bombeiros que trabalham nas buscas de vítimas sob os escombros da Ponte...


    Relatório datado de 12 anos depois da construção da ponte pedia 'manutenção constante' contra a ferrugem causada por poluição e maresia. Voluntário distribui café aos bombeiros que trabalham nas buscas de vítimas sob os escombros da Ponte Morandi, em Gênova, nesta quinta-feira (16) Piero CRICIATTI/ AFP Quase quatro décadas antes do desabamento da ponte em Gênova, na Itália, o engenheiro responsável pelo projeto alertou que a estrutura precisaria passar por manutenção constante contra corrosão. O projetista Riccardo Morandi, que deu nome à ponte, disse em 1979, que seriam necessários reparos contra os efeitos da maresia e da poluição. O número de pessoas mortas no acidente chegou a 43 no sábado (18). Conheça as vítimas da queda da ponte em Gênova Familiares durante funeral de 19 vítimas da queda de ponte em Gênova Massimo Pinca/Reuters Segundo a rede de televisão italiana RAI, Morandi alertou para a corrosão em um relatório 12 anos depois da inauguração da ponte. À época, o engenheiro disse que já se sabia sobre uma "perda de resistência química superficial do concreto" por causa da maresia e da poluição de uma usina siderúrgica perto dali. Veja fotos do desabamento Funeral reúne 19 vítimas Ouça áudio do momento em que o resgate é chamado Voluntário distribui café aos bombeiros que trabalham nas buscas de vítimas sob os escombros da Ponte Morandi, em Gênova, nesta quinta-feira (16) Piero CRICIATTI/ AFP No relatório, Morandi reafirmou a segurança do projeto da ponte. Mesmo assim, ele alertou: "Mais cedo ou mais tarde, talvez em poucos anos, será necessário recorrer a um tratamento com remoção de todos os traços de ferrugem", escreveu o engenheiro. Causas do acidente Bombeiros e equipes de resgate trabalham um dia depois do colapso da ponte Morandi, em Gênova, na Itália Stefano Rellandini/ Reuters Para o juiz Francesco Cozzi, o desabamento da ponte em Gênova não foi uma fatalidade. As investigações já começaram e devem durar meses até que peritos estabeleçam as causas do desastre, de acordo com a Rádio França Internacional (RFI). O que pode ter causado a queda da ponte? Uma das principais hipóteses é a vulnerabilidade da infraestrutura e do material usado para a construção, o concreto armado. O material se degrada ao longo do tempo, além de precisar de uma frequente e custosa manutenção. A ponte foi construída na década de 1960, projetada pelo engenheiro Riccardo Morandi, durante uma das épocas de maior crescimento econômico da Itália. Ponte desaba em Gênova Infografia: Roberta Jaworski
    Peru modifica medidas de permissão temporária de permanência a venezuelanos

    Peru modifica medidas de permissão temporária de permanência a venezuelanos


    Prazo de apresentação do pedido foi reduzido e agora vencerá em 31 de dezembro, em vez de 30 junho de 2019. O Peru modificou neste domingo (19) a data de permissão temporária de permanência aos cidadãos venezuelanos que tenham entrado em...


    Prazo de apresentação do pedido foi reduzido e agora vencerá em 31 de dezembro, em vez de 30 junho de 2019. O Peru modificou neste domingo (19) a data de permissão temporária de permanência aos cidadãos venezuelanos que tenham entrado em território peruano pela crise econômica e social em seu país, segundo uma norma publicada no diário oficial. "Somente os venezuelanos que ingressem no Peru até 31 de outubro poderão apresentar o pedido de Permissão Temporária de Permanência (PTP)", indica um decreto assinado pelo presidente Martín Vizcarra e pelo ministro do Interior, Mauro Medina. Venezuelanos sofrem com crise econômica Adriana Loureiro/Reuters O prazo de apresentação do pedido foi reduzido e agora vencerá em 31 de dezembro, em vez de 30 junho do ano que vem, conforme estabelecido em norma anterior. Segundo o decreto, "em caso de recusa ou improcedência da solicitação da PTP e depois de esgotada a via administrativa, a pessoa que se encontra em situação migratória irregular, transcorrido o prazo de sua condição de turista sem ter obtido sua PTP, deverá abandonar o país no prazo máximo de trinta dias". A PTP é um documento outorgado pela Superintendência Nacional de Migrações, que autoriza ao cidadão venezuelano a trabalhar e acessar serviços básicos de saúde e educação. O governo peruano publicou em janeiro um decreto referendado pelo ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, que determinava que todas os venezuelanos que ingressassem no Peru até 31 de dezembro poderiam acessar a PTP. O prazo para solicitação era 30 de junho de 2019. Para pedir a PTP, os venezuelanos tinham que entrar legalmente no Peru e não ter antecedentes penais ou judiciais em nível nacional e internacional. A PTP pode ser perdido caso que o beneficiário se ausente do território peruano por mais 183 dias. Na sexta-feira, o governo peruano anunciou que exigirá passaporte a partir de 25 de agosto aos cidadãos venezuelanos pela crescente migração gerada pela crise econômica e social na Venezuela. Argentina anuncia plano migratório O governo da Argentina implementará a partir de setembro um novo plano para um controle mais estrito do fluxo de imigrantes, a fim de regularizar a situação daqueles que entram de forma irregular no país. Segundo as declarações publicadas neste domingo, do diretor do Departamento de Migrações da Argentina, Horacio García, ao jornal local La Nación, a intenção do governo do conservador Mauricio Macri não é expulsar imigrantes, e sim regularizar sua situação para que permaneçam de forma regularizada. "Lutamos contra a irregularidade migratória, não contra os imigrantes irregulares", garantiu García.
    Operação Palmeira-Real-de-Cuba: Como a Alemanha Oriental ajudou Cuba a espionar os Estados Unidos

    Operação Palmeira-Real-de-Cuba: Como a Alemanha Oriental ajudou Cuba a espionar os Estados Unidos


    República Democrática Alemã (RDA) se uniu ao país caribenho para espionar os Estados Unidos na década de 1980. Na década de 1980, a antiga República Democrática Alemã (RDA, alinhada à antiga União Soviética) e Cuba se uniram para um...


    República Democrática Alemã (RDA) se uniu ao país caribenho para espionar os Estados Unidos na década de 1980. Na década de 1980, a antiga República Democrática Alemã (RDA, alinhada à antiga União Soviética) e Cuba se uniram para um projeto ambicioso: espionar os Estados Unidos. Para isso, não era preciso ir muito longe. O alvo da "Operação Secreta Palmeira-Real-de-Cuba" era a base militar americana de Guantánamo, na ilha caribenha, arrendada pelos EUA em 1903. República Democrática Alemã (RDA) e Cuba se uniram para espionar os Estados Unidos na década de 1980 Getty A operação era quase rotineira para o Ministério para a Segurança do Estado, o serviço secreto da Alemanha Oriental, popularmente conhecido com Stasi. Havia anos que a RDA já espionava, com sucesso, o governo da Alemanha Ocidental (alinhada aos EUA) e a base da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA na montanha Teufelsberg, em Berlim Ocidental. Bem-sucedidos nesse campo, os alemães orientais pretendiam passar a diante os conhecimentos acumulados para um parceiro de longa data. "A cooperação entre a RDA e Cuba teve início cedo e durou até a reunificação da Alemanha (1990). Os primeiros acordos gerais foram acertados durante uma visita de Che Guevara à Alemanha Oriental no início da década de 1960", afirma o cientista político Jochen Staadt, integrante de um grupo de pesquisa sobre a RDA da Universidade Livre de Berlim. Os acordos bilaterais abrangiam diversas áreas e previam não somente a exportação de equipamentos da RDA para Cuba, mas também de métodos, como técnicas de espionagem ou as aplicadas no sistema prisional. Já a ilha caribenha possibilitava à Alemanha Oriental o acesso a alimentos e frutas considerada exóticas na Europa, como banana, e à mão de obra. Cerca de 8 mil cubanos trabalharam temporariamente na RDA, por meio do programa que estimulava a ida de trabalhadores convidados ao país. No âmbito dessa intensiva troca, surgiu então a "Operação Secreta Palmeira-Real-de-Cuba", batizada com o nome da espécie de uma árvore típica do Caribe. A primeira reunião entre representantes dos dois países para tratar do tema ocorreu em abril de 1984. A partir de então começou a preparação para esse projeto-piloto, que visava descobrir detalhes sobre a tecnologia americana e frequências de comunicação utilizadas em Guantánamo, além de espionar a comunicação direta do local com os EUA e outras bases militares. Cuba e a RDA desejavam ter acesso a informações sobre atividades americanas no Caribe e dados político-operativos dos adversários capitalistas. Palmeira-Real-de-Cuba A parceria firmada entre a Stasi e o Ministério do Interior de Cuba previa que a operação durasse até setembro de 1985. A RDA entrou com o equipamento de espionagem e o treinamento de agentes cubanos para a missão. A parceria firmada entre a Stasi e o Ministério do Interior de Cuba previa que a operação durasse até setembro de 1985 Getry Na primeira fase, agentes secretos de Berlim Oriental viajaram a Havana para treinar agentes cubanos e também receberam funcionário de Cuba na RDA. O treinamento abrangia, entre outros, o manejo dos equipamentos de escuta. Entre fevereiro e março de 1985, embarcado disfarçado como "complexo de exploração geológica", parte do equipamento foi enviado a Cuba de navio. Agentes da Stasi com passaportes diplomáticos transportaram o resto do material. Toda a parafernália, porém, foi apenas emprestada para a operação e deveria ser devolvida à RDA após o fim do projeto-piloto. Se a missão fosse bem-sucedida, Cuba deveria montar uma base de espionagem própria, adquirindo o material da Alemanha Oriental e de outros países socialistas. Programado para 1º de abril de 1985, o início da operação teve que ser adiado para maio devido a empecilhos que surgiram no transporte do equipamento. "Um problema foi se aproximar de Guantánamo sem que os americanos percebessem. Os agentes agiram de maneira muito estratégica, trabalhando apenas de noite e disfarçando os equipamentos. Em outras regiões, montaram barracas bem visíveis para atrair a atenção e, assim, poder continuar a montagem da estação sem serem incomodados", afirma o jornalista Holger Kulick, do Centro Alemão de Formação Política (bpb), que organizou um dossiê sobre a Stasi. Segundo os documentos descobertos no arquivo do Ministério para a Segurança do Estado da Alemanha Oriental, analisados por Kulick, os envolvidos na montagem contaram com a Lua como única fonte de luz nesta fase da operação. De oito a dez funcionários da Stasi, um tradutor, um engenheiro e cerca de 20 agentes cubanos participaram da operação. Já nos primeiros dias, 70 fitas com cerca de 600 conversas foram gravadas. Além de identificar canais de comunicação usados pelos EUA, os agentes conseguiram descobrir alvos de espionagem americana em Cuba e alertá-los. Não há, porém, informações sobre o exato conteúdo das gravações realizadas no âmbito da operação. "Os detalhes sobre o que foi ouvido não estavam nos documentos que encontramos no arquivo", conta Kulick. É possível que parte desses registros estivesse entre os milhões de documentos da Stasi que foram destruídos por funcionários do ministério no início do processo que levou ao fim da RDA e à reunificação da Alemanha, desencadeado a partir de 1989. Avaliação positiva Mesmo sem ter acesso a esses documentos, Kulick acredita que a intenção, por parte de Cuba, de dar continuidade ao projeto de espionagem e ampliá-lo com a participação de 40 especialistas demonstra o sucesso da operação. Os documentos encontrados no arquivo reforçam a avaliação do especialista. Apesar das dúvidas do diretor alemão do projeto, Fritz Gregor, em relação à disposição dos cubanos, que considerou não acostumados ao trabalho intensivo e longo, em dezembro de 1985, a RDA encerrou o projeto-piloto com uma avaliação positiva. A Alemanha Oriental destacou ainda que Cuba pretendia, a partir de meados de 1986, montar um complexo próprio de espionagem. "Nos documentos não há mais informações sobre o que aconteceu a partir de 1986. Por isso posso somente especular, mas não acho que a RDA, a União Soviética e Cuba perderam essa oportunidade de se aproximarem intensivamente com essa tecnologia das instalações americanas. Imagino que muitas dessas técnicas podem ter sido aperfeiçoadas e podem estar em uso até hoje", afirma Kulick. Projeto-piloto visava descobrir detalhes sobre a tecnologia americana e frequências de comunicação utilizadas em Guantánamo (foto) Getty Staadt também diz que é impossível saber se o governo cubano realmente continuou a espionagem. "Mas depois desse episódio, sabe-se que Cuba conseguia escutar até Miami", ressalta.
    Nicarágua precisa de eleições para 'se redemocratizar', diz secretário-geral da OEA

    Nicarágua precisa de eleições para 'se redemocratizar', diz secretário-geral da OEA


    País já enfrenta quatro meses de protestos pela saída do presidente Daniel Ortega. A Nicarágua precisa realizar eleições para frear a violência e a repressão e "se redemocratizar", após quatro meses de protestos pela saída do presidente...


    País já enfrenta quatro meses de protestos pela saída do presidente Daniel Ortega. A Nicarágua precisa realizar eleições para frear a violência e a repressão e "se redemocratizar", após quatro meses de protestos pela saída do presidente Daniel Ortega, afirmou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, em entrevista divulgada neste domingo (19), em Santiago. Almagro também se referiu à Venezuela e reiterou que a pressão internacional deve ser mantida para que o país caribenho saia da profunda crise política, econômica e social em que se encontra. Manifestante protesta contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Manágua INTI OCON / AFP "A Nicarágua precisa de eleições. Precisa se reinstitucionalizar, se redemocratizar. A Nicarágua é, hoje, vítima da violência, da repressão e de assassinatos, cujas consequências foram absolutamente nefastas para o país", disse ele ao jornal "El Mercurio". O secretário destacou que a OEA apoia "o diálogo". "É questão de vontade política, e nós vamos continuar insistindo em voltar ao diálogo por todos os meios possíveis", insistiu. Crise na Nicarágua completa quatro meses em dia de protestos: 'Nada está normal' Estudante brasileira de medicina é morta na Nicarágua Em agosto, a OEA criou um grupo especial de 12 países para atender à crise na Nicarágua, incluindo Estados Unidos, Canadá, Argentina, Brasil e Chile, mas o governo e o Parlamento nicaraguense condenaram e rejeitaram a atuação do grupo. Consultado sobre a crise venezuelana e sobre o governo de Nicolás Maduro, o uruguaio ressaltou a necessidade de que se mantenha a "pressão internacional" e "se aumentem as sanções".

    Ministra neozelandesa pedala até hospital para dar à luz


    Titular do Ministério para Mulheres estava grávida de 42 semanas e brincou que escolheu bicicleta porque não havia 'espaço suficiente no carro' A ministra para Mulheres da Nova Zelândia deu à luz seu primeiro bebê neste domingo (19) após ir...

    Titular do Ministério para Mulheres estava grávida de 42 semanas e brincou que escolheu bicicleta porque não havia 'espaço suficiente no carro' A ministra para Mulheres da Nova Zelândia deu à luz seu primeiro bebê neste domingo (19) após ir pedalando de bicicleta até um hospital da capital do país, Auckland. Julie Anne Genter, de 38 anos, disse que decidiu pedalar para realizar um parto induzido porque "não havia espaço suficiente no carro". Ela estava grávida de 42 semanas. A caminho do hospital, postou três fotos em sua conta no Instagram ao lado de uma bicicleta elétrica e afirmou que era uma "linda manhã de domingo para pedalar”. Initial plugin text "É isso aí, nos desejem sorte! Meu parceiro e eu pedalamos por que não havia espaço suficiente no carro para a equipe de apoio... mas isso também me deixou com o melhor humor possível", escreveu ela no Instagram. Em outra foto, ela aparece ao lado do seu parceiro, Peter Nunns. Além da pasta das Mulheres, Genter acumula a função de ministra associada dos Transportes. Filiada ao Partido Verde da Nova Zelândia, ela é conhecida no país por incentivar o uso de bicicletas. Quando anunciou sua gravidez nas redes sociais, ela já havia dito que a família precisaria de "um assento extra nas bicicletas". Em junho, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, deu à luz um bebê durante seu mandato. Logo após o parto, ela tirou licença-maternidade por seis semanas. Ela retornou ao cargo no início de agosto. Já a ministra Genter deve se afastar por três meses. Neste domingo, o líder do Partido Verde, James Shaw, disse durante um encontro regional da legenda que "tem orgulho de viver em um país em que dois membros do Executivo podem ter filhos enquanto desempenham suas funções”, segundo o jornal New Zealand Herald.

    Forças dos EUA ficarão no Iraque pelo tempo necessário, diz porta-voz


    Número de soldados dos EUA pode diminuir dependendo de quando outras forças da Otan forem direcionadas para o país. As forças norte-americanas ficarão no Iraque pelo tempo "necessário" para ajudar a estabilizar regiões anteriormente controladas...

    Número de soldados dos EUA pode diminuir dependendo de quando outras forças da Otan forem direcionadas para o país. As forças norte-americanas ficarão no Iraque pelo tempo "necessário" para ajudar a estabilizar regiões anteriormente controladas pelo Estado Islâmico, disse neste domingo (19) um porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos de combate a militantes. "Nós manteremos tropas lá enquanto acreditarmos que elas são necessárias... A principal razão, após o ISIS (Estados Islâmico) ser derrotado militarmente, são esforços de estabilização e nós precisamos estar lá para isso, assim, é uma das razões pela qual mantermos presença", disse o coronel Sean Ryan em uma coletiva em Abu Dhabi. O número de soldados norte-americanos pode diminuir, no entanto, dependendo de quando outras forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) forem direcionadas para ajudar a treinar o exército iraquiano, disse ele, acrescentando que cerca de 5.200 tropas norte-americanas atualmente estão baseadas no Iraque. Ministros da Defesa da Otan concordaram em fevereiro com uma missão maior de treinamento e aconselhamento após um pedido dos EUA de ajuda à aliança para estabilizar o país após três anos de guerra contra o Estados Islâmico. "Possivelmente, poderia haver uma redução, ela depende apenas de quando a Otan chega e ajuda a treinar as forças também", disse Ryan. Oficialmente, o Iraque anunciou vitória sobre os militantes em dezembro, cinco meses após capturar seu reduto Mosul.
    Ministro italiano pede sanções contra Malta por imigrações

    Ministro italiano pede sanções contra Malta por imigrações


    Danilo Toninelli acusou Malta de não resgatar botes com migrantes no Mediterrâneo e deixar o trabalho para a Itália. O ministro do Transporte da Itália, Danilo Toninelli, pediu sanções contra Malta, acusando o país de não resgatar botes com...


    Danilo Toninelli acusou Malta de não resgatar botes com migrantes no Mediterrâneo e deixar o trabalho para a Itália. O ministro do Transporte da Itália, Danilo Toninelli, pediu sanções contra Malta, acusando o país de não resgatar botes com migrantes no Mediterrâneo e deixar o trabalho para a Itália, na mais recente disputa entre os dois países devido ao tema. Toninelli afirmou via Twitter que a União Europeia (UE) tinha que abrir "os seus portos para a solidariedade" e receber migrantes resgatados do mar. Initial plugin text O governo italiano, formado pelo anti-establishment Movimento 5 Estrelas e pela Liga, de extrema direita, havia prometido reprimir a imigração, apesar de o fluxo ser agora menor do que no passado. A Itália teve mais de 650 mil chegadas no seu litoral desde 2014. Na quarta-feira, Malta não auxiliou um bote com 190 migrantes que cruzava águas internacionais, alegando que ele não passava por dificuldades. Quando bote se aproximou da ilha italiana de Lampedusa, a embarcação Diciotti da guarda costeira italiana fez o resgate. O Diciotti está no mar, no litoral de Lampedusa, há quatro dias, enquanto os países discutem sobre onde ele deve atracar. "Eles estão agora numa embarcação militar, o que significa praticamente em solo italiano. Eu espero que a Itália peça ajuda a outros países da União Europeia. Isso cabe a eles. Malta segue a lei internacional", disse o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, no domingo, em entrevista a uma rádio. Ele não comentou sobre o pedido de sanções feito por Toninelli. Imigrantes são vistos em ônibus nesta quarta-feira (15) após desembarcar do navio Aquarius em Malta Guglielmo Mangiapane/Reuters A briga é a mais recente disputa que ilustra como se mantém polêmico o tema de quem lida com os imigrantes que chegam pelo mar, apesar do acordo firmado pelos líderes da UE em junho. Na última semana, Malta resgatou dois botes que enfrentavam dificuldades nas suas águas. Um deles, na segunda-feira, transportava 114 pessoas, e outro, no sábado, 60 migrantes.
    Correspondência palestina pode chegar à Cisjordânia com oito anos de atraso

    Correspondência palestina pode chegar à Cisjordânia com oito anos de atraso


    Funcionários dos correios têm vasculhado milhares de sacos de correspondência na cidade de Jericó, na Cisjordânia, nos últimos dias, depois que autoridades israelenses permitiram a entrada das cartas e pacotes da vizinha Jordânia. Trabalhador...


    Funcionários dos correios têm vasculhado milhares de sacos de correspondência na cidade de Jericó, na Cisjordânia, nos últimos dias, depois que autoridades israelenses permitiram a entrada das cartas e pacotes da vizinha Jordânia. Trabalhador palestino organiza itens enviados pelo correio oito anos atrás, depois que Israel permitiu que entrada das cartas e mercadorias na Cisjordânia, vindas da Jordânia Mohamad Torokman/Reuters Palestinos na Cisjordânia ocupada estão prestes a receber uma entrega especial de mais de 10 toneladas de correspondência que tem sido atrasada por Israel ao longo dos últimos oito anos. Funcionários dos correios têm vasculhado milhares de sacos de correspondência na cidade de Jericó, na Cisjordânia, nos últimos dias, depois que autoridades israelenses permitiram a entrada das cartas e pacotes da vizinha Jordânia. As 10,5 toneladas de correspondência tinham estavam detidas na Jordânia desde 2010 porque Israel não permitia transferência direta para a Autoridade Palestina na Cisjordânia, disseram autoridades palestinas. Correspondência da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, fronteiras sob controle israelense, primeiro passam por Israel, permitindo a realização de verificações de segurança. Autoridades israelenses disseram que a transferência foi um gesto único e que medidas estavam a caminho para implementar um acordo de 2016 que permitisse ligações diretas de correspondência internacional com a Cisjordânia. Na unidade em Jericó, uma cadeira de rodas e brinquedos estavam entre os itens sendo vasculhados. "Uma equipe foi formada na cidade (de Jericó) para entregar (a correspondência) às pessoas o mais rápido possível", disse Hussein Sawafta, diretor geral do serviço postal palestino. No entanto, Ramadan Ghazawy, uma autoridade postal palestina, disse que alguns materiais poderiam ter dificuldades para serem entregues porque os conteúdos tinham vazado de caixas e envelopes estragados, enquanto os endereços em outras correspondências não estavam claros. "Há brinquedos para crianças. Talvez elas tivessem um ano quando os presentes foram enviados. Agora elas têm oito", disse Ghazawy.
    Termina operação de busca em Gênova e Itália irá lançar plano de infraestrutura

    Termina operação de busca em Gênova e Itália irá lançar plano de infraestrutura


    Equipe de resgate finalizou o trabalho neste sábado (18) e número de mortes do acidente subiu para 43. Cerimônia para vítimas de queda de ponte reúne milhares de pessoas Cinco dias após o desabamento da ponte Morandi em Gênova, na Itália,...


    Equipe de resgate finalizou o trabalho neste sábado (18) e número de mortes do acidente subiu para 43. Cerimônia para vítimas de queda de ponte reúne milhares de pessoas Cinco dias após o desabamento da ponte Morandi em Gênova, na Itália, terminam as buscas por desaparecidos. Segundo a equipe de resgate, os três últimos corpos foram encontrados ao longo da noite de sábado (18), levando o total de mortes a 43. Veja fotos do desabamento da ponte Morandi Conheça as vítimas da queda do acidente De acordo com a prefeitura, nove pessoas ainda estão no hospital, dentre elas, quatro em estado crítico. Embora todas as pessoas apontadas como desaparecidas já tenham sido localizadas, o representante dos bombeiros Stefano Zanut disse à TV local Sky TG24: "Nosso trabalho continua para termos total certeza de que ninguém tenha sido deixado sob os escombros." Neste domingo (19), o governo italiano, por meio de entrevista publicada pelo jornal local II Menssaggero, divulgou que irá lançar um novo plano de infraestrutura no país. O subsecretário do gabinete do primeiro-ministro, Giancarlo Giorgetti, disse que o projeto inclui autoestradas, pontes e viadutos, além disso prédios públicos, como escolas também serão construídos. Ele não especificou o custo do plano, mas disse que "déficit, PIB ou regras europeias não existem". Segundo ele, "será uma operação de manutenção sem precedentes, com investimentos enormes em trabalho público", conclui. O governo começou o procedimento com o objetivo de revogar concessões da Autostrade, empresa que pagará 500 milhões de euros a Gênova após desastre. Fotos do antes e depois do desmoronamento da ponte Juliane Monteiro/G1 Luto Na manhã de sábado (18), o governo italiano anunciou um dia de luto nacional de Gênova e programou um funeral coletivo em homenagem aos mortos, mas muitas famílias preferiram não participar e enterraram seus parentes de maneira privada. Famílias de 17 das 38 vítimas boicotaram. Familiares durante funeral de 19 vítimas da queda de ponte em Gênova Massimo Pinca/Reuters Sobre o colapso Imagens aéreas mostram ponte que caiu em Gênova, na Itália O desabamento ocorreu na manhã de terça-feira (14) durante uma forte chuva que atingia a região. A maior parte da estrutura caiu no leito do córrego Polcevera, mas trechos enormes caíram sobre casas, nos galpões e nas ruas abaixo. Luigi D'Angelo, funcionário da Defesa Civil italiana, disse à Reuters que havia cerca de 30 carros e entre 5 a 10 caminhões no trecho da ponte que desabou. O governo da Ligúria informou que 432 pessoas, de 11 prédios, foram obrigadas a ficar fora de casa após a queda da ponte. Veja as quedas de pontes mais mortais dos últimos 20 anos
    Concurso Miss Venezuela é suspenso após finalista de 2017 entrar na Justiça

    Concurso Miss Venezuela é suspenso após finalista de 2017 entrar na Justiça


    Finalista do concurso de 2017 que disputaria o Miss Mundo 2018, na China, foi demitida da organização do concurso e entrou com um recurso na Justiça. Sthefany Gutiérrez foi eleita Miss Venezuela em 2017 Marco Bello/Reuters O icônico concurso de...


    Finalista do concurso de 2017 que disputaria o Miss Mundo 2018, na China, foi demitida da organização do concurso e entrou com um recurso na Justiça. Sthefany Gutiérrez foi eleita Miss Venezuela em 2017 Marco Bello/Reuters O icônico concurso de beleza Miss Venezuela foi suspenso por decisão da Justiça, após uma ação apresentada por uma das rainhas coroadas no ano passado - informou a organização do evento. Veruska Ljubisavljevic entrou na Justiça após ser demitida da organização do evento. Ela terminou como primeira finalista no concurso de 2017 e, por isso, disputaria o Miss Mundo 2018, nove dias antes, na China. Um tribunal da cidade de Caracas concedeu uma medida cautelar que ordena à empresa a suspensão imediata da organização da competição, segundo os organizadores em um comunicado divulgado pelas redes sociais. O evento estava previsto para 12 de setembro. A decisão da Justiça compromete a realização do considerado maior espetáculo da indústria do entretenimento na Venezuela. Sthefany Gutiérrez foi eleita Miss Venezuela em 2017 e, com isso, ganhou o direito de participar do Miss Universo 2018, que acontece em 17 de dezembro na Tailândia. Veruska terminou como primeira finalista e, por isso, disputaria o Miss Mundo 2018, nove dias antes, na China. Ela foi, porém, demitida da organização do concurso, que não divulgou as razões para a medida. Veruska entrou, então, com um recurso na Justiça. A organização Miss Venezuela classificou a ação de "temerária e infundada", garantindo que usará todos os "argumentos" para que o caso seja arquivado. A data do concurso deverá ser reprogramada. "Estou na obrigação de fazer valer meus direitos como cidadã, como mulher e como venezuelana, exigindo que me seja restituído meu total e absoluto direito de representar meu país", disse Veruska, em publicação no Instagram. A Venezuela tem sido uma fábrica de rainhas de beleza nos concursos internacionais. Já ganhou sete vezes o Miss Universo, e seis, o Miss Mundo.
    Venezuela pede ao Brasil para proteger seus cidadãos após ataque

    Venezuela pede ao Brasil para proteger seus cidadãos após ataque


    Ataque no sábado destruiu abrigos de imigrantes venezuelanos na cidade de Pacaraima, em Roraima. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima A Venezuela pediu ao governo brasileiro que proteja seus cidadãos, após um ataque que...


    Ataque no sábado destruiu abrigos de imigrantes venezuelanos na cidade de Pacaraima, em Roraima. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima A Venezuela pediu ao governo brasileiro que proteja seus cidadãos, após um ataque que destruiu abrigos de imigrantes venezuelanos no sábado (18), na cidade de Pacaraima, em Roraima. Por conta desse episódio, deflagrado pela suposta agressão a um comerciante brasileiro, a Chancelaria venezuelana se comunicou com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), segundo nota divulgada pelo governo de Caracas. Família venezuelana é expulsa por brasileiros que vivem em Pacaraima, ao Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR No contato, o Ministério venezuelano solicitou às autoridades brasileiras as "garantias correspondentes aos nacionais venezuelanos e que tome as medidas de proteção e segurança de suas famílias e bens". Cerca de 1,2 mil venezuelanos deixaram o Brasil após os ataques de brasileiros, segundo o Exército. Mapa mostra localização de Pacaraima, cidade de fronteira com a Venezuela Roberta Jaworski/G1 A Chancelaria também manifestou sua "preocupação com as informações que confirmam ataques a imigrantes venezuelanos, assim como desalojamentos em massa", atos que "violentam normas do Direito Internacional". Crise na fronteira entre Brasil e Venezuela envolve colapso econômico e queda de braço judicial; entenda O tumulto começou pela manhã, depois que um comerciante foi ferido e seus familiares responsabilizaram os venezuelanos. No último ano, esses migrantes intensificaram sua presença na cidade diante da grave crise de seu país. Em retaliação, dezenas de brasileiros atacaram os dois principais acampamentos improvisados dos imigrantes e queimaram seus pertences. Três brasileiros ficaram feridos. O governo do presidente Nicolás Maduro disse ter ordenado que os funcionários de seu consulado em Boa Vista sigam para Pacaraima para analisar a situação e "velar pela integridade" dos venezuelanos nessa região. Ruas do Centro Comercial de Pacaraima ficaram vazias após dia de confrontos Wendel Vale/Arquivo pessoal Além disso, denunciou que esses episódios são estimulados por uma "perigosa matriz de opinião xenófoba, multiplicada por governos e pela imprensa a serviço do imperialismo".
    Presidente afegão declara nova trégua com talibãs

    Presidente afegão declara nova trégua com talibãs


    Condição é que eles também interrompam os combates após um recente aumento da violência no país. Presidente afegão, Ashraf Ghani, (esquerda) ao lado do vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, durante conferência do Processo de Cabul nesta...


    Condição é que eles também interrompam os combates após um recente aumento da violência no país. Presidente afegão, Ashraf Ghani, (esquerda) ao lado do vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, durante conferência do Processo de Cabul nesta quarta-feira (28) Shah Marai / AFP O presidente afegão, Ashraf Ghani, declarou neste domingo (19) um cessar-fogo de três meses com os talibãs, sob a condição de que eles também interrompam os combates após um recente aumento da violência no país. "Anuncio um novo cessar-fogo a partir de amanhã (segunda-feira) até o aniversário do profeta (em 21 de novembro), sob a condição de que os talibãs façam o mesmo", afirmou o chefe de Estado em um pronunciamento transmitido pela televisão. Em junho, havia sido declarado um cessar-fogo de poucos dias, ao final da celebração do Ramadã, o mês do jejum sagrado muçulmano. O anúncio é feito depois de, nos últimos 10 dias, o Afeganistão sofrer novos episódios de violência extrema. Em 9 de agosto, os talibãs lançaram um ataque contra Ghazni, cidade estratégica situada a duas horas de estrada de Cabul. Apoiado por dezenas de ataques aéreos americanos, o Exército afegão batalhou vários dias para conseguir expulsá-los. O ministro afegão da Defesa, Tariq Shah Bahrami, comunicou um balanço de ao menos 100 soldados mortos nos combates, além do óbito de entre 20 e 30 civis. O representante especial da ONU no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, citou estimativas que falavam de algo em torno "de 110 a 150 vítimas" civis em Ghazni. Os talibãs também conquistaram uma base do Exército afegão no noroeste, enquanto na semana passada um atentado do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra uma escola em Cabul provocou a morte de pelo menos 37 pessoas, em sua maioria adolescentes.
    Empresário britânico doa 1 milhão de libras para referendo sobre Brexit

    Empresário britânico doa 1 milhão de libras para referendo sobre Brexit


    A ideia de um novo referendo sobre o resultado final das negociações do Brexit ganha terreno no Reino Unido, dois anos depois do referendo de 23 de junho de 2016 favorável a uma retirada da União Europeia (UE). empresário britânico Julian...


    A ideia de um novo referendo sobre o resultado final das negociações do Brexit ganha terreno no Reino Unido, dois anos depois do referendo de 23 de junho de 2016 favorável a uma retirada da União Europeia (UE). empresário britânico Julian Dunkerton, cofundador da marca de roupas Superdry SuperGroup via AP O empresário britânico Julian Dunkerton, cofundador da marca de roupas Superdry, anunciou neste domingo (19) que apoia financeiramente a organização People's Vote, que milita pela realização de um novo referendo sobre o Brexit. A doação chega a 1 milhão de libras (1,11 milhão de euros), anunciou a People's Vote no Twitter. "Dou um pouco do meu dinheiro para a campanha da People's Vote, porque sei que temos uma verdadeira oportunidade de mudar o curso das coisas", explicou Julian Dunkerton em artigo no site do "Sunday Times". "As pessoas se dão conta, cada vez mais, de que o Brexit vai ser um desastre", acrescentou. Fundado em 2003, Superdry tem 515 lojas em 46 países, segundo a página on-line da marca que cota na Bolsa de Londres. A ideia de um novo referendo sobre o resultado final das negociações do Brexit ganha terreno no Reino Unido, dois anos depois do referendo de 23 de junho de 2016 favorável a uma retirada da União Europeia (UE). Essa possibilidade foi claramente rejeitada pelo governo da primeira-ministra Theresa May, que trava difíceis negociações com Bruxelas sobre o Brexit.
    Sul-coreanos se preparam para rever parentes do Norte

    Sul-coreanos se preparam para rever parentes do Norte


    Membros de famílias separadas pela guerra chegam a hotel onde aguardam hora de seguir viagem ao país vizinho, onde se encontram com familiares que não veem há quase sete décadas. Último evento do gênero foi há três anos. Dezenas de...


    Membros de famílias separadas pela guerra chegam a hotel onde aguardam hora de seguir viagem ao país vizinho, onde se encontram com familiares que não veem há quase sete décadas. Último evento do gênero foi há três anos. Dezenas de sul-coreanos idosos e frágeis se reuniram animadamente neste domingo (19), num hotel da cidade de Sokcho, na véspera de seu primeiro encontro em quase sete décadas com membros de suas famílias na Coreia do Norte. A reunião – a primeira em três anos – começa na segunda-feira no resort de Monte Kumgang, no sul da Coreia do Norte, em região próxima à fronteira com a Coreia do Sul. Sul-coreanos aguardam primeiro encontro com membros de suas famílias na Coreia do Norte. Reuters Milhões de pessoas tiveram suas famílias separadas pela Guerra da Coreia, entre 1950 e 53. O conflito dividiu irmãos e irmãs, pais e filhos, marido e esposas e perpetuou a divisão da península. Entre os afetados está Lee Keum-seom, agora uma pequena e frágil senhora de 92 anos. Ela esperava para ver seu filho pela primeira vez desde que o deixou para trás no tumulto da guerra. Ela perdeu o marido e o filho de quatro anos quando a família fugia, e embarcou em uma balsa para a Coreira do Sul com apenas sua filha pequena – que agora a acompanha para o encontro. O filho agora tem 71 anos e Lee foi informada de que ele levará sua nora para a reunião. "Não sei o que estou sentindo, se é bom ou ruim", diz Lee à agência de notícias AFP. "Não sei se isso é real ou um sonho." Ela criou sete filhos depois de se casar novamente na Coreia do Sul, mas sempre preocupada com o filho que deixou no Norte. Agora há muitas perguntas se fazer. "Onde ele morou, com quem viveu e quem o criou – porque ele tinha apenas quatro anos", frisa. Famílias não têm segunda chance Sul-coreanos aguardam primeiro encontro com membros de suas famílias na Coreia do Norte. Reuters Como o conflito terminou com um armistício em vez de um tratado de paz, as duas Coreias permaneceram tecnicamente em guerra. Todos os intercâmbios civis – até de notícias familiares comuns – são proibidos. Desde 2000, as duas nações realizaram 20 rodadas de reuniões, com a participação de cerca de 20 mil pessoas. Entretanto, ninguém teve uma segunda chance de ver seus parentes e o tempo está se esgotando para muitos idosos que ainda não tiveram uma oportunidade de reencontrar seus entes queridos. Mais de 130 mil sul-coreanos se inscreveram para participar de um encontro com parentes desde que os eventos começaram, mas a maioria deles já morreu. A maior parte dos que ainda estão esperando tem mais de 80 anos, e o mais velho participante deste ano tem 101 anos. Enquanto algumas pessoas desistem no último minuto por motivos de saúde, 89 idosos sul-coreanos – acompanhados por parentes – se reuniram na cidade de Sokcho, na costa nordeste da Coreia do Sul – para passar a noite antes de finalmente atravessarem a fronteira fortemente fortificada que divide as duas Coreias, após décadas de espera. Nos próximos três dias, os participantes do encontro passarão apenas 11 horas com seus parentes que vivem na Coreia do Norte – a maioria, sob os olhos atentos dos agentes norte-coreanos. E na quarta-feira as famílias serão separadas novamente – com toda a probabilidade, pela última vez. Hiato de três anos As reuniões desta semana ocorrem após um hiato de três anos, durante o qual a Coreia do Norte testou três armas nucleares e vários mísseis, demonstrando seu potencial para atingir os Estados Unidos. Nas reuniões anteriores, parentes idosos – alguns em cadeiras de rodas – choraram, abraçaram-se e acariciaram-se mutuamente em um momento de muitas emoções. De acordo com o Ministério da Unificação de Seul, que lida com assuntos intercoreanos, mais de 500 sul-coreanos separados e seus familiares devem atravessar a fronteira para duas rodadas de reuniões nesta semana. As reuniões estão ocorrendo num momento de seguidos contatos diplomáticos. Nos últimos meses, o líder norte-coreano Kim Jong-un se encontrou com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, duas vezes e realizou uma cúpula com o presidente Donald Trump em Singapura, onde eles emitiram um comunicado citando um objetivo vago de obter uma península livre de armas nucleares, sem descrever como e quando isso ocorreria. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, assinaram declaração conjunta em Singapura Reuters/Jonathan Ernst Kim Jong-un se compromete com o fim das armas nucleares em encontro com Trump em Singapura Moon, que planeja encontrar Kim novamente em setembro em Pyongyang, diz que o progresso na reconciliação será uma parte crucial dos esforços internacionais para resolver o impasse nuclear com a Coreia do Norte. As Coreias realizaram conversações militares e participam com equipes combinadas dos Jogos Asiáticos realizado neste mês na Indonésia, em um gesto de boa vontade. Mais de 75 mil inscritos morreram Ainda assim, a Coreia do Sul não conseguiu persuadir o Norte a aceitar a antiga proposta para realização de reuniões mais frequentes e com mais participantes. A Coreia do Norte também ignorou a sugestão do Sul de visitas à cidade natal e trocas de cartas. O número limitado de reuniões não pode atender às demandas de membros de famílias divididas, que estão agora, em sua maioria, em seus 80 e 90 anos. Mais de 75 mil dos 132 mil sul-coreanos que se inscreveram para participar dos encontros morreram, de acordo com dados do governo. Analistas dizem que a Coreia do Norte vê as reuniões como uma importante moeda de barganha com a Coreia do Sul e que não quer que elas se expandam, porque os eventos dão ao seu povo uma melhor consciência do mundo exterior. Enquanto a Coreia do Sul usa uma loteria informatizada para escolher os participantes, a Coreia do Norte faz as escolhas com base na lealdade em relação a sua liderança autoritária, afirmam observadores.
    Suprema Corte do Iraque ratifica resultados das eleições de maio

    Suprema Corte do Iraque ratifica resultados das eleições de maio


    Começa agora prazo de 90 dias para que os partidos vencedores formem um governo. A Suprema Corte do Iraque ratificou os resultados das eleições parlamentares de 12 de maio, disse o seu porta-voz neste domingo (19), dando início ao prazo de 90 dias...


    Começa agora prazo de 90 dias para que os partidos vencedores formem um governo. A Suprema Corte do Iraque ratificou os resultados das eleições parlamentares de 12 de maio, disse o seu porta-voz neste domingo (19), dando início ao prazo de 90 dias para que os partidos vencedores formem um governo. Em junho, o Parlamento ordenou uma recontagem manual nacional dos votos, que foram contabilizados eletronicamente, depois de um relatório do governo ter dito que houve violações generalizadas, culpando a comissão eleitoral. A recontagem resultou pouca mudança em relação aos resultados iniciais, uma vez que Moqtada al-Sadr, populista clérigo xiita, manteve a sua liderança, se posicionando para ter um papel central na formação do próximo governo. "A Suprema Corte Federal divulgou na tarde de 19 de agosto de 2018 a sua decisão de ratificar os nomes recebidos", disse em comunicado o porta-voz Iyas al-Samouk. A ratificação torna os resultados oficiais, e parlamentares agora têm que se reunir e eleger o presidente do Parlamento, o presidente e finalmente um primeiro-ministro e um gabinete em 90 dias. A incerteza política em relação ao novo governo havia criado tensões num momento em que aumenta a impaciência da população com serviços básicos precários, desemprego e o ritmo lento da reconstrução do país após uma guerra de três anos com os militantes do Estado Islâmico. O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, durante conferência em Ancara no dia 14 de agosto, na Turquia Umit Bektas/Reuters
    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes

    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade...


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade vietnamita de Ho Chi Minh (antiga Saigon), exceto para a cafeteria Amix, onde os clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. No primeiro andar, a Amix parece igual a qualquer outra cafeteria moderna do país: uma atendente atrás do balcão, o painel com as opções oferecidas e várias mesas, mas quem decide subir pode toma o café cercado de carpas japonesas. A ideia foi de Nguyen Duoc Hoa, um empreendedor de 23 anos que abriu o negócio em junho com a ideia de promover uma reviravolta nos populares cafés onde os clientes se entretêm fazendo carinho em gatos ou cachorros. "Queria criar um conceito único, que não existisse em nenhum outro lugar. Sou de uma cidade litorânea, adoro peixes e pensei que era uma boa maneira de criar um negócio combinando a inovação e a minha paixão", contou à Efe. Clientes brincam com os peixes no café Amix, no Vietnã Divulgação A implantação do negócio não foi fácil por causa da logística complicada e do custo que representa encher um espaço de água até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada (5 mil litros cada um), além de manter tudo limpo. "Temos um sistema de filtragem tripla e bombas de ar para manter a água cristalina. A cada 12h mudamos um quarto da água para garantir a limpeza", explicou. Enquanto a entrevista acontecia, algumas pessoas chegaram: três jovens estudantes e duas mães com três crianças. Os pequenos tiraram os sapatos, limparam os pés rapidamente e entraram decididos com as mães, um pouco relutantes. Segundo Hoa, geralmente famílias com crianças ficam no segundo andar, onde estão os peixes menores, enquanto no terceiro 20 carpas japonesas de 300 gramas cada desfilam entre mesas e cadeiras. Água é de até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada Divulgação "Famílias e pessoas jovens são os grupos que mais frequentam aqui, mas a nossa experiência é mais positiva com estudantes e jovens profissionais. Os peixes são muito sociáveis e bem tratados, se aproximam das pessoas, podem ser tocados, mas normalmente não permitimos que sejam alimentados. O problema é que às vezes algumas crianças querem levar um deles para casa. Já tivemos que pedir que a família se retirasse", explicou. Desde a abertura, a Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência. Elogiado pela originalidade por alguns, ele também foi criticado por outros por expor os peixes a um estresse desnecessário. "Tenho pena dos peixes que têm que suportar esses clientes horríveis. Cedo ou tarde morrerão pelo trauma", critica uma pessoa na página do jornal digital "Zing". Outros satirizam a ideia e a comparam com as inundações que atingem à cidade durante a temporada das chuvas, entre maio e novembro. "Como se não bastasse ter que caminhar pelas água da cidade, agora temos que pagar para molhar os pés", ironizou outro leitor. Cafeteria Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência Divulgação
    Sobe para 357 número de mortos por inundações na Índia

    Sobe para 357 número de mortos por inundações na Índia


    Cerca de 353 mil pessoas estão abrigadas em 3.026 acampamentos. Equipe de resgate comm moradores em barcos infláveis em Aluva, no estado de Kerala, na Índia Sivaram V/Reuters O balanço de mortos das piores inundações em um século no estado...


    Cerca de 353 mil pessoas estão abrigadas em 3.026 acampamentos. Equipe de resgate comm moradores em barcos infláveis em Aluva, no estado de Kerala, na Índia Sivaram V/Reuters O balanço de mortos das piores inundações em um século no estado indiano de Kerala aumentou para 357 - anunciou o governo neste domingo (19), acrescentando que as perdas em infraestrutura estão estimadas em US$ 3 bilhões. Governo da Índia mobiliza exército para operações de resgate após chuvas Esta região turística sofre com as chuvas torrenciais de monção desde o final de maio, o que provocou deslizamentos de terra e graves inundações que arrasaram povoados inteiros. Pessoas caminham pela água durante inundação em Thrissur, em Kerala, no sul da Índia, nesta sexta-feira (17) Associated Press "Desde 29 de maio, quando começou a monção em Kerala, um total de 357 pessoas perdeu a vida", afirma um comunicado dos Serviços de Informação deste estado do sudeste da Índia. Nas últimas 24 horas, 33 pessoas morreram. Cerca de 353 mil pessoas estão abrigadas em 3.026 acampamentos e milhares de agentes das Forças Armadas patrulham a área. Induações deixam centenas de mortos na Índia Infografia: Alexandre Mauro Há estradas e 134 pontes danificadas, o que isolou zonas remotas dos montanhosos distritos do estado, os mais afetados. O governo estadual solicitou mais financiamento, assim como 20 helicópteros e mais 600 embarcações motorizadas para redobrar os esforços de resgate.
    Mais de 2 milhões de muçulmanos iniciam peregrinação a Meca

    Mais de 2 milhões de muçulmanos iniciam peregrinação a Meca


    Lugar é o mais sagrado do Islã na Arábia Saudita; rituais se prolongarão até sexta-feira (24) em meio a temperaturas de mais de 40ºC. Peregrinos muçulmanos da Somália descansam enquanto escalam o Monte Al-Noor, onde os muçulmanos acreditam...


    Lugar é o mais sagrado do Islã na Arábia Saudita; rituais se prolongarão até sexta-feira (24) em meio a temperaturas de mais de 40ºC. Peregrinos muçulmanos da Somália descansam enquanto escalam o Monte Al-Noor, onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé recebeu as primeiras palavras do Alcorão através de Gabriel na caverna de Hera, antes da peregrinação anual Haj na cidade sagrada de Meca, no sábado, 18 de agosto Zohra Bensemra/Reuters Mais de 2 milhões de fiéis iniciaram neste domingo (19), sob um calor sufocante, a grande peregrinação a Meca, o lugar mais sagrado do Islã na Arábia Saudita. Os rituais se prolongarão até sexta-feira (24) em meio a temperaturas de mais de 40ºC. A concentração de multidões representa um desafio logístico para as autoridades. O "hach" (peregrinação) é um dos cinco pilares do Islã de cumprimento obrigatório para todos os muçulmanos ao menos uma vez na vida, sempre que disponham de meios para fazê-lo. "Vir aqui é o sonho de todo o muçulmano", é "a última viagem", declarou à AFP Soliman Ben Mohri, um comerciante de 53 anos que mora na França. Os peregrinos chegam a Meca, na parte oeste do reino, saídos de todo mundo, especialmente de Egito, Índia, Paquistão, Bangladesh e Sudão, detalham as autoridades. Peregrinos muçulmanos saem da Grande Mesquita, na sexta-feira, antes da peregrinação anual Haj na cidade sagrada de Meca Zohra Bensemra/Reuters A peregrinação termina com o Eid al-Adha, também conhecido como Festa do Sacrifício, que dura três dias e é seguido pelo ritual da "lapidação de Satanás". Com o passar dos anos, o hajj foi adquirindo um aspecto cada vez mais tecnológico, com diversos aplicativos de celular para ajudar os fiéis a compreender as instruções, se orientar, ou obter atendimento urgente do Crescente Vermelho saudita. A peregrinação de 2015 ficou de luto por uma gigantesca explosão, na qual morreram 2.300 pessoas, entre elas centenas de iranianos. A de 2018 ocorre em um momento no qual a Arábia Saudita, um país ultraconservador, encontra-se em plena transformação, com uma série de reformas que, por exemplo, permitiram que as mulheres dirijam. No entanto, ao mesmo tempo, as autoridades calam duramente as vozes dissidentes. "Hotéis cápsula" Cabines minúsculas com ar-condicionado, colchão e lençóis, que lembram os "hotéis cápsula" japoneses, permitirão que os fiéis façam a sesta e fiquem como novos durante a peregrinação a Meca. Para facilitar a peregrinação dos que não podem pagar por um quarto de hotel, uma associação de caridade decidiu, em colaboração com as autoridades sauditas, instalar este ano cerca de 20 "cápsulas de sesta" na cidade de Mina (oeste), limítrofe com Meca. Esses peculiares "quartos" serão gratuitos e representam uma "solução econômica" para os peregrinos, assegura à AFP Mansur al-Amer, diretor da Haji and Mutamer Gift Charitable Association. As cabines de 2,64 m2 e 1,2 metro de altura, foram fabricadas em fibra de vidro para proteger do sol e podem ser colocadas umas sobre as outras para economizar espaço. O usuário pode regular a temperatura do interior, onde dispõe de um espelho e uma tomada para carregar o celular. Os peregrinos poderão descansar nelas durante três horas e os serviços de limpeza aproveitarão o horário de oração (cinco vezes ao dia) para trocar os lençóis e esterilizar as cabines, explica Amer. Economia colaborativa "Esta ideia já está estendida em vários países, como o Japão. Achamos que se adapta perfeitamente aos lugares muito concorridos como a Meca", comenta Amer. "As cápsulas fazem parte da economia colaborativa, como as bicicletas alugadas por uma hora", argumenta. Doze cabines como essas foram testadas com sucesso perto de Meca durante o Ramadã, o mês do jejum dos muçulmanos, com 60 pessoas por dia, afirma Amer. Como todos os fiéis devem realizar o haje ao menos uma vez na vida se dispuserem de meios econômicos para fazê-lo, a chegada de centenas de milhares de pessoas supõe um desafio logístico considerável. Este ano, as autoridades sauditas lançaram uma iniciativa chamada "smart hajj" (haje inteligente) com aplicativos para ajudar os peregrinos a se orientar, ou obter atendimento médico urgente do Crescente Vermelho saudita. O aplicativo também permite localizar os peregrinos se estes se perderem. O Ministério da Peregrinação administra também o aplicativo "Manasikana" com traduções ao árabe. A peregrinação de 2018 ocorre em um contexto de modernização na Arábia Saudita, um dos países mais conservadores do mundo. Desde junho as mulheres podem dirigir, uma mudança promovida pelo príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, considerado reformista. Mas, ao mesmo tempo, o reino sunita usa mão de ferro para calar as vozes dissidentes. Prova disso foi a detenção nas últimas semanas de uma dezena de ativistas defensores dos direitos humanos, alguns dos quais foram libertados.
    Tempestade atinge local do show dos Backstreet Boys e deixa feridos

    Tempestade atinge local do show dos Backstreet Boys e deixa feridos


    Apresentação da banda na cidade de Oklahoma foi cancelada após chuva derrubar estrutura de metal. Banda Backstreet Boys cancela show após forte tempestade atingir local da apresentação em Oklahoma Mark Humphrey/AP Photo Após uma tempestade...


    Apresentação da banda na cidade de Oklahoma foi cancelada após chuva derrubar estrutura de metal. Banda Backstreet Boys cancela show após forte tempestade atingir local da apresentação em Oklahoma Mark Humphrey/AP Photo Após uma tempestade atingir um palco aberto, 14 pessoas que iriam acompanhar o show da banda Backstreet Boys ficaram feridas neste sábado (18) em Oklahoma, nos Estados Unidos. O acidente foi causado após uma estrutura de metal desabar nas treliças da entrada atingindo as pessoas da fila. Segundo informações locais, as vítimas foram tratadas no local e levadas para hospitais próximos. Duas já foram liberadas. Ainda de acordo com o comunicado oficial, a equipe que organizava o evento estava alertando as pessoas sobre a tempestade quando a chuva e os ventos de 70 a 80 km começaram. "Cerca de 150 pessoas que estavam na fila para o show dos Backstreet Boys não deram atenção aos avisos da equipe". Comunicado oficial da organização do WinStar World Casino and Resort sobre o acidente em Oklahoma WinStar World Casino and Resort/Divulgação Uma fã, que disse ter testemunhado o incidente, publicou um vídeo mostrando os veículos de emergência no local: Initial plugin text Nas rede sociais, a banda cancelou o show e disse que tentarão remarcar. "Nós nunca queremos colocar nossos fãs em perigo." Initial plugin text

    Novo terremoto de magnitude 6,3 atinge Lombok, na Indonésia


    Tremor com sete quilômetros de profundidade foi sentido também na ilha vizinha de Bali. Não há informações sobre mortos ou feridos. Terremoto atinge a Ilha de Lombok, na Indonésia Um forte terremoto com magnitude de 6,3 atingiu o norte da ilha de...

    Tremor com sete quilômetros de profundidade foi sentido também na ilha vizinha de Bali. Não há informações sobre mortos ou feridos. Terremoto atinge a Ilha de Lombok, na Indonésia Um forte terremoto com magnitude de 6,3 atingiu o norte da ilha de Lombok, na Indonésia, neste domingo (19). Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor alcançou uma profundidade de 7 quilômetros e foi sentido na ilha vizinha de Bali. O terremoto causou deslizamentos de terra no Monte Rinjani, danificou prédios e causou pânico. Não há relatos de feridos ou mortos. Um vídeo filmado pela Cruz Vermelha da Indonésia mostra nuvens de poeira na região. Initial plugin text O tremor derrubou motocicletas e trouxe danos a casas, edifícios e a uma mesquita. Um espaço comunitário desmoronou. O local já havia sido danificado em terremotos anteriores, segundo o porta-voz Sutopo Purwo Nugroho. No último dia 5 de agosto, um terremoto de magnitude 7 deixou mais de 430 mortos e danificou milhares de casas e deslocou milhares de pessoas em Lombok. A Indonésia, um arquipélago localizado no "Anel de Fogo" do Pacífico, está sujeita a terremotos e erupções vulcânicas.

    Terremoto de 8,2 graus atinge o Pacífico perto de Fiji e não causa vítimas


    Profundidade de 559 quilômetros diminuiu impacto na superfície. Serviço de Alertas por Tsunami do Pacífico previu que abalo não provocaria onda destrutiva. Um terremoto de magnitude 8,2 graus na escala Richter atingiu as águas do Pacífico entre...

    Profundidade de 559 quilômetros diminuiu impacto na superfície. Serviço de Alertas por Tsunami do Pacífico previu que abalo não provocaria onda destrutiva. Um terremoto de magnitude 8,2 graus na escala Richter atingiu as águas do Pacífico entre os estados insulanos de Fiji e Tonga. O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que registra a atividade sísmica no mundo todo, situou o hipocentro a 559 quilômetros de profundidade sob o leito do mar. O mesmo serviço situou o tremor a 361 quilômetros a leste de Suva, capital de Fiji, e a 451 a noroeste de Nuku'alofa, a de Tonga. O Serviço de Alertas por Tsunami do Pacífico indicou que não esperava que o terremoto provocasse uma onda destrutiva e não emitiu nenhum alerta. Um porta-voz do serviço geológico GNS da Nova Zelândia disse a "Radio New Zealand" que a profundidade do terremoto diminuiu o impacto na superfície e o risco de tsunami.
    Crise na Nicarágua completa quatro meses em dia de protestos: 'Nada está normal'

    Crise na Nicarágua completa quatro meses em dia de protestos: 'Nada está normal'


    Manifestantes pedem saída do presidente Daniel Ortega. Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos. Manifestante protesta contra presidente Daniel Ortega, da Nicarágua INTI OCON / AFP A crise na Nicarágua completou quatro...


    Manifestantes pedem saída do presidente Daniel Ortega. Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos. Manifestante protesta contra presidente Daniel Ortega, da Nicarágua INTI OCON / AFP A crise na Nicarágua completou quatro meses neste sábado (18), um dia em que manifestações contrárias e a favor do presidente Daniel Ortega tomaram as ruas da capital Manágua. Milhares de nicaraguenses participaram da marcha com um tema "Nada Está Normal" — em referência à declaração de Ortega de que o país na América Central "recuperou a normalidade". "Marchamos para dizer ao governo que estamos contra todos os atropelos que está cometendo. Queremos viver em liberdade", disse a manifestante María Guevara, 49 anos, à agência France Presse. Até a última atualização deste texto, não há registro de conflitos ou mortes nos protestos deste sábado. Na quarta-feira (15), a Nicarágua também teve protestos pela saída de Ortega da presidência. Manifestante protesta contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Manágua INTI OCON / AFP Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos, segundo organizações de direitos humanos. O governo de Ortega, no entanto, fala em 198 vítimas. Entre os mortos desde o início da crise, está a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, 30 anos, estudante de medicina. O reitor da universidade onde ela estudava diz que um paramilitar pró-Ortega a matou. A Polícia Nacional contesta a versão e acusa um vigilante de segurança privada. Ele foi preso. Manifestante contra Daniel Ortega dispara morteiro em protesto em Manágua, capital da Nicarágua INTI OCON / AFP Entenda a crise na Nicarágua Os protestos começaram em 18 de abril. Naquele dia, o governo da Nicarágua publicava um decreto de regulamentação de reforma da previdência, que aumentava as contribuições de empresários e trabalhadores. A medida revoltou parte da população, que tomou as ruas. Em resposta, grupos de apoio a Ortega, a maioria paramilitares, reprimiu violentamente os protestos. No dia seguinte, três pessoas morreram, as primeiras desde o início dos protestos. Ex-vice de Ortega diz que Nicarágua 'vive administrando o medo' Por causa da repressão sangrenta, o que começou como repúdio às reformas se tornou em um movimento pela saída de Ortega da presidência. Ele ocupa o cargo desde 2007, e a esposa, Rosario Murillo, é a vice-presidente do país. Foto de 7 de julho de 2018 mostra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo Oswaldo Rivas/Reuters Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram eleições antecipadas, hipótese descartada pelo atual presidente, que acusa os opositores de fazerem parte de um "plano golpista" financiado pelos EUA. A crise degringolou em cercos a cidades da Nicarágua e tiroteios até em cemitérios. Nicaraguenses acusam o governo de demitir médicos que socorreram manifestantes durante os protestos violentos. Por isso, mais de 3 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção à Costa Rica, país vizinho, para pedir refúgio. Mapa da Nicarágua G1 Initial plugin text
    Donald Trump diz que autorizou assessor jurídico da Casa Branca a cooperar com promotor Mueller

    Donald Trump diz que autorizou assessor jurídico da Casa Branca a cooperar com promotor Mueller


    'New York Times' disse que assessor Don McGahn já deu mais de 30 horas de entrevistas em investigação sobre interferência russa na eleição dos EUA e detalhou ação de Trump no caso. Presidente dos EUA, Donald Trump, participa de coletiva de...


    'New York Times' disse que assessor Don McGahn já deu mais de 30 horas de entrevistas em investigação sobre interferência russa na eleição dos EUA e detalhou ação de Trump no caso. Presidente dos EUA, Donald Trump, participa de coletiva de imprensa após participar de cúpula da Otan, em Bruxelas Yves Herman/ Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que autorizou o assessor jurídico da Casa Branca Don McGahn e outros funcionários a "cooperar plenamente" com a investigação sobre o suposto conluio entre sua campanha e a Rússia. As declarações de Trump vieram depois que o jornal "The New York Times" relatou que McGahn havia "cooperado extensivamente" com a investigação do conselheiro especial Robert Mueller, participando de pelo menos três entrevistas com investigadores, totalizando 30 horas. Robert Mueller REUTERS/Larry Downing "Eu permiti que o Conselheiro da Casa Branca, Don McGahn, e todos os outros membros solicitados da Casa Branca, cooperassem totalmente com o Conselho Especial", Trump twittou. "Além disso, entregamos prontamente mais de um milhão de páginas de documentos. Mais transparente na história. Sem conluio, sem obstrução. Caça às bruxas!", ele escreveu. Trump vê a investigação liderada pelo conselho especial Robert Mueller como um obstáculo à sua presidência, e tem repetidamente pressionado para que ela termine. O jornal "The New York Times" relatou que McGahn havia fornecido "relatos detalhados" sobre episódios relacionados a uma possível obstrução à justiça, citando uma dezena de funcionários atuais e antigos e outras fontes. As informações fornecidas por McGahn incluíram as tentativas do presidente de demitir o conselho especial e os comentários e ações de Trump durante sua demissão do diretor do FBI, James Comey. O jornal disse que não está claro se Trump sabia da extensão da cooperação de McGahn, observando que é raro um advogado ser tão aberto com os investigadores.
    Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em RR; veja vídeo

    Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em RR; veja vídeo


    Cidade na fronteira com a Venezuela teve dia de tumulto após assalto a comerciante; moradores de Pacaraima colocaram fogo em pertences de venezuelanos. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima Imagens publicadas nas redes sociais...


    Cidade na fronteira com a Venezuela teve dia de tumulto após assalto a comerciante; moradores de Pacaraima colocaram fogo em pertences de venezuelanos. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima Imagens publicadas nas redes sociais e veiculadas pela agência de notícias Reuters mostram uma fila de venezuelanos atravessando a fronteira de volta ao seu país neste sábado (18), após atos de violência e destruição em acampamentos de imigrantes em Pacaraima, em Roraima. Os moradores da cidade chegaram a bloquear a BR-174, na entrada da cidade, por cerca de 5 horas. Crise na fronteira entre Brasil e Venezuela envolve colapso econômico e queda de braço judicial; entenda A situação, segundo a Polícia Militar, ocorre em razão do assalto a um comerciante na noite dessa sexta-feira (17). A suspeita é que o crime tenha sido praticado por venezuelanos, conforme a PM. Ainda não há informações sobre pessoas feridas ou detidas. Família venezuelana é expulsa por brasileiros que vivem em Pacaraima, ao Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR O tumulto começou por volta das 7h (hora local) desde sábado. O vigilante Wandenberg Ribeiro Costa, um dos organizadores do ato, disse que cerca de mil moradores de Pacaraima participaram do protesto e que todos os venezuelanos que viviam pelas ruas da cidade foram expulsos de onde estavam. No entanto, ainda não há informações oficiais de quantos venezuelanos de fato atravessaram a fronteira de volta ao país neste sábado. Abrigo de venezuelanos é atacado em Roraima após assalto a comerciante De acordo com Costa, o ato dos moradores foi motivado pela insegurança causada pela imigração na fronteira. O assalto ao comerciante, segundo os manifestantes, foi o estopim para a revolta da população contra os venezuelanos. "Expulsamos todos os venezuelanos", disse Costa mais cedo. "Queremos que se tenha um controle rígido de entrada na fronteira e que seja estipulado um horário para circulação de pessoas que fazem compras em Pacaraima", acrescentou ele, contanto ainda que todo o ato foi organizado pelas redes sociais logo após o assalto ao comerciante. Moradores de Pacaraima expulsam venezuelanos de Roraima Wendel Pereira do Vale O vigilante Wendel Pereira do Vale, morador da cidade, disse que desde cedo o clima é tenso nas ruas. Segundo ele, venezuelanos que viviam em acampamentos improvisados foram expulsos de onde estavam e tiveram seus pertences queimados pela população. "A população de Pacaraima está revoltada. Nenhum comércio abriu hoje, os moradores foram para as ruas e expulsaram todos os venezuelanos. Houve muito corre corre", disse do Vale. Já venezuelanos atacados por brasileiros em um ato em Pacaraima, cidade na fronteira, relataram terem sofrido sucessivas agressões. Com medo, muitos deles decidiram voltar a pé para o país. "Chegaram nos atacando, atirando pedras, garrafas. Foi muito violento. Aqui moravam crianças, mulheres, recém nascidos de dois meses. As pessoas saíram correndo. Foram empurradas. A gente tentava se defender, mas não podia porque era muita gente", disse a venezuelana Mariver Guevara, de 42 anos. Ela vivia com a filha de 13 anos em um acampamento improvisado às margens da rodovia na fronteira. A venezuelana Mariver Guevara, de 42 anos, teve o barraco onde vivia incendiado por manifestantes Inaê Brandão/G1 RR Parte dos venezuelanos expulsos das ruas e de acampamentos em Pacaraima pelos se abrigou em uma área externa do posto de fiscalização da Secretaria Estadual da Fazenda de Roraima (Sefaz). O lugar fica um pouco antes da entrada da cidade, onde foi montada a barricada na rodovia. Pacaraima é a porta de entrada para venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social no país de origem e entram no Brasil. A estimativa é que entrem 500 venezuelanos por dia pela fronteira do estado. Após o tumulto neste sábado, o Ministério da Segurança Pública informou que enviará, na próxima segunda-feira (20), 60 militares da Força Nacional para Roraima a fim de apoiar o contingente que já atua no estado a conter episódios de violência entre brasileiros e venezuelanos. Assalto a comerciante O estopim para os ataques deste sábado foi o episódio envolvendo o comerciante Raimundo Nonato de Oliveira, de 55 anos. Ele foi vítima de um assalto quando chegava em casa com uma familiar na noite dessa sexta-feira (17), informou a Polícia Militar. De acordo com a PM, ele sofreu uma lesão na cabeça possivelmente causada por uma paulada. Familiares relataram a polícia que os suspeitos eram venezuelanos. O comerciante foi removido a Boa Vista em razão da gavidade do ferimento.
    Crise na fronteira entre Brasil e Venezuela envolve colapso econômico e queda de braço judicial; entenda

    Crise na fronteira entre Brasil e Venezuela envolve colapso econômico e queda de braço judicial; entenda


    Tumulto entre brasileiros e venezuelanos acirrou tensão no norte de Roraima desde o início do fluxo migratório. País vizinho vizinho vive piora no clima econômico e político. Moradores de Pacaraima, Norte de Roraima, proíbem a entrada de...


    Tumulto entre brasileiros e venezuelanos acirrou tensão no norte de Roraima desde o início do fluxo migratório. País vizinho vizinho vive piora no clima econômico e político. Moradores de Pacaraima, Norte de Roraima, proíbem a entrada de veículos na cidade Inaê Brandão/G1 RR O tumulto no município de Pacaraima, em Roraima, neste sábado (18), é mais um capítulo da crise migratória na fronteira de Brasil e Venezuela. Moradores do município incendiaram roupas e pertences de imigrantes um dia depois de um comerciante brasileiro ter sido assaltado e espancado na cidade. Polícia Militar local suspeita que venezuelanos tenham cometido o crime, o que revoltou a população. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima A crise ainda pode se intensificar porque há expectativa de nova turbulência econômica na Venezuela. Na segunda-feira (18), entra em vigor uma nova política monetária no país, o que causou correria para abastecimento nos supermercados venezuelanos antes da medida começar a valer. Nessa nova política, o regime de Maduro vai lançar cédulas com cinco zeros a menos do que as anteriores. Pessoas fazem fila do lado de fora de um supermercado em Caracas, na Venezuela Adriana Loureiro/Reuters Maduro também anunciou novo salário mínimo, cujo valor será multiplicado por 34. O presidente venezuelano detalhou que o mínimo ficará "ancorado" ao valor do petro, a criptomoeda criada pelo governo socialista para obter liquidez. As medidas, avaliam especialistas, não devem resolver o caos econômico do país e apenas ampliam as incertezas vividas pela Venezuela. No fim de julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou inflação de 1.000.000% no país em 2018. Até o preço da gasolina, antes o mais barato do mundo, subiu. Isso, portanto, deve aumentar o número de pedidos de refúgio por parte de venezuelanos. Somente de janeiro a junho deste ano, Roraima recebeu mais de 16 mil solicitações. Seguranças cercam o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante um incidente em Caracas Xinhua / via AP Photo Para piorar a situação na Venezuela, o governo de Nicolás Maduro passa por nova turbulência política desde 4 de agosto, quando drones explodiram durante discurso do presidente. Em resposta, o regime venezuelano prendeu um deputado opositor, acusado por Maduro de "tentativa de assassinato". A oposição nega e acusa o próprio governo Maduro de forjar um atentado. Vândalos destroem objetos e expulsam venezuelanos de Pacaraima, Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR Como o problema da Venezuela reverberou em Roraima? O colapso econômico levou o fluxo migratório da Venezuela ao Brasil a aumentar desde 2015. Neste ano, com a piora da crise, a imigração se intensificou, especialmente por terra. Assim, os venezuelanos têm de cruzar, muitas vezes a pé, a fronteira com o município de Pacaraima, norte de Roraima. O fluxo provocou reações em Roraima e na cidade fronteriça com cerca de 10 mil habitantes. O prefeito do município estudou, em fevereiro, decretar estado de calamidade por causa do número de venezuelanos acampados na cidade. Decreto foi assinado nesta quarta-feira (1º) pela governadora Suely Campos (PP) Secom/Divulgação A imigração continuou. Assim, desde o começo deste mês, o governo de Roraima e órgãos do judiciário travam batalhas para fechamento ou controle das fronteiras com o país de Maduro. Veja a sequência: 1° de agosto: A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), assina decreto para endurecer as regras de acesso dos venezuelanos a serviços públicos do estado, que seria restrito apenas a imigrantes com passaporte; 3 de agosto: A Advocacia Geral da União (AGU) pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata do decreto do governo de Roraima por considerar que o ato é inconstitucional; 5 de agosto: O juiz federal Helder Girão Barreto, da 1ª Vara da Federal de Roraima, determina a suspensão do ingresso e a admissão de imigrantes venezuelanos no Brasil. De acordo com a Justiça Federal, a decisão se refere a entradas feitas pela fronteira do país com o estado de Roraima. A liminar não abrangia outras nacionalidades e vetava apenas a entrada de venezuelanos. 7 de agosto: A fronteira do Brasil é reaberta para imigrantes venezuelanos após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Famílias de imigrantes venezuelanos são vistas em um acampamento improvisado ao longo do rio Cali, no norte de Cali, na Colômbia, em 31 de julho Christian Escobar Mora/AFP E nos outros países? O Peru e o Equador passaram a exigir passaporte para a entrada de venezuelanos, o que não ocorria antes da crise migratória. A vizinha Colômbia, em outra linha, concedeu mais de 440 mil vistos temporários a imigrantes venezuelanos, após decreto editado por Juan Manuel Santos, antes de ele transmitir o cargo de presidente para o sucessor Iván Duque. Vândalos destroem objetos e expulsam venezuelanos de Pacaraima, Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR Como foram as últimas horas em Pacaraima por causa da crise? O tumulto deste sábado mostrou que a atmosfera em Pacaraima é tensa, e essa tensão se intensificou desde a queda de braço pelo fechamento da fronteira. Além do ataque a acampamentos de venezuelanos depois do assalto a um comerciante, os moradores fizeram uma barricada de pneus com fogo na BR-174, rodovia que corta a região Norte em direção à Venezuela e que passa pelo município. Moradores de Pacaraima expulsam venezuelanos de Roraima Wendel Pereira do Vale Os atos, afirmaram lideranças contrárias à imigração venezuelana, foram organizados pelas redes sociais para pedir "controle rígido de entrada na fronteira e que seja estipulado um horário para circulação de pessoas que fazem compras em Pacaraima". A estimativa é que entrem 500 venezuelanos por dia pela fronteira do estado. Moradores de Pacaraima expulsam venezuelanos de Roraima Wendel Pereira do Vale À reportagem do G1 RR, moradores relataram inclusive a expulsão de venezuelanos da cidade, que tiveram de se abrigar próximo ao posto de fronteira da Secretaria de Fazenda. Em retaliação, um grupo de 30 brasileiros que fazia compras na Venezuela foi agredido, afirmou a delegada Geral da Polícia Civil de Roraima, Giuliana Castro. Por causa da crise gerada após o assalto ao comerciante brasileiro, nenhum comércio de Pacaraima abriu, afirmou uma testemunha. Há relatos, ainda, de que venezuelanos que aguardavam para serem atendidos no posto de triagem na fronteira também foram expulsos. O Exército não confirmou a informação, mas disse que "por medida de segurança os atendimentos no posto de identificação triagem foram suspensos". Moradores bloqueiam a entrada da cidade de Pacaraima, Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR O que dizem as forças de segurança? A Força-Tarefa Humanitária, composta pelas Forças Armadas e integrada por outras organizações civis, confirmou uma "manifestação com atos de violência e destruição de acampamentos de imigrantes situados em locais públicos". Segundo a nota enviada pelo grupo, os órgãos de força de segurança contiveram a confusão no município. O texto também diz que a Força-Tarefa Humanitária "repudia atos de vandalismo e violência contra qualquer cidadão, independentemente de sua nacionalidade". O comandante Policiamento do Interior (CPI), coronel Matos, disse que todo o efetivo da Polícia Militar de Pacaraima foi mandado para as ruas para acompanhar o protesto. Além disso, o governo do estado informou em nota que reforçou o policiamento na cidade. Initial plugin text
    'Prefiro morrer de fome na Venezuela do que agredido aqui', diz imigrante atacado por brasileiros na fronteira em RR

    'Prefiro morrer de fome na Venezuela do que agredido aqui', diz imigrante atacado por brasileiros na fronteira em RR


    Moradores de Pacaraima, na cidade de fronteira, fizeram ato contra venezuelanos após um comerciante local ter sido assaltado supostamente por imigrantes. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima Venezuelanos atacados por...


    Moradores de Pacaraima, na cidade de fronteira, fizeram ato contra venezuelanos após um comerciante local ter sido assaltado supostamente por imigrantes. Venezuelanos atravessam a fronteira após ataques em Roraima Venezuelanos atacados por brasileiros em um ato em Pacaraima, cidade na fronteira, relataram terem sofrido sucessivas agressões neste sábado (18). Pela manhã, moradores da cidade praticaram atos de violência, destruíram acampamentos e expulsaram os imigrantes da ruas. Com medo, muitos deles decidiram voltar a pé para o país. O tumulto na fronteira começou por volta das 7h deste sábado quando moradores de Pacaraima incendiaram pertences de imigrantes depois de um comerciante brasileiro ter sido assaltado na cidade. A suspeita é que venezuelanos tenham cometido o crime, o que revoltou a população. A família do mecânico Marido Alexander Pérez, de 38 anos, foi uma das vítimas do tumulto. Eles deixaram a cidade de El Tigre há quatro meses viviam em um barraco às margens da BR-174, em um acampamento improvisado. Crise na fronteira entre Brasil e Venezuela envolve colapso econômico e queda de braço judicial Inconsolável, a esposa de Pérez, Yaretsi Corrêa, 37, chorou bastante ao ver que todo alimento que ela estava guardando para levar para os filhos na Venezuela foi queimado. Além disso, todos os documentos deles, como Cédula Venezuelana, CPF brasileiro, cartão do SUS, diploma universitário e certificado de conclusão da escola, foram incendiados. “Eles [brasileiros] nos disseram que se continuarmos aqui vão nos matar. Vou estar mais tranquila quando cruzar a fronteira”, Yaretsi disse. A família decidiu voltar para a Venezuela. Eles cruzaram a fronteira até a aduana e de lá iriam tentar carona até Santa Elena. Prefiro morrer de fome na Venezuela com minha família do que ser morto agredido aqui”, afirmou Pérez, ao ser questionado se ainda voltaria ao Brasil. Eles também relataram que no momento dos ataques agentes da Força Nacional de Segurança ficaram o tempo todo presente, mas não atuaram para impedir as agressões cometidas pelos brasileiros. “A Força Nacional estava presente aqui durante tudo e não fez nada. Parecia que estavam protegendo os brasileiros que nos agrediram”. O Ministério da Justiça em Brasília informou que não vai divulgar nota sobre a situação em Pacaraima. Segundo a Polícia Militar da região, ninguém foi preso durante o conflito e ninguém ficou ferido. A venezuelana Mariver Guevara, de 42 anos, teve o barraco onde vivia incendiado por manifestantes Inaê Brandão/G1 RR A venezuelana Mariver Guevara, de 42 anos, também vivia com a filha de 13 anos no mesmo acampamento. Elas moravam há em um barraco que foi completemente incendiado. Ainda assustada, Mariver contou que estava fazendo café quando um grupo chegou atacando todos do espaço. "Chegaram nos atacando, atirando pedras, garrafas. Foi muito violento. Aqui moravam crianças, mulheres, recém nascidos de dois meses. As pessoas saíram correndo. Foram empurradas. A gente tentava se defender, mas não podia porque era muita gente”, contou. Ela disse ainda que o grupo os moradores colocaram gasolina e atearam fogo em tudo. Mariver disse que todas suas roupas e as da filha foram queimadas. Horas depois ela retornou ao barraco onde vivia e a única coisa que conseguiu resgatar em meio aos escombros foi uma biblía e um pote de plástico. "Não sei o que fazer. Não quero voltar para a Venezuela". Ela contou que conseguiu se esconder na casa de brasileiros conhecido dela em Pacaraima. Durante a tarde, as ruas de Pacaraima ficaram vazias. As lojas do comércio estavam fechadas e o cenário era de destruição nos locais onde viviam os imigrantes. No Centro de Triagem, onde os venezuelanos passam para se regularizar no Brasil, também não havia ninguém. Família venezuelana é expulsa por brasileiros que vivem em Pacaraima, ao Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR O ato de brasileiros contra venezuelanos nas ruas de Pacaraima começou por volta das 7h e seguiu até às 10h, quando não havia mais nenhum imigrante, segundo relato dos próprios moradores da cidade. Depois de expulsá-los, os manifestantes chegaram a bloquear a entrada da cidade, na BR-174, até às 16h. No entanto, o grupo se reuniu com autoridades de segurança e foi acordada a liberação definitiva da via. A negociação, segundo o coronel Matos, subcomandante do Comando de Policiamento do Interior, ocorreu após a PM se comprometer com os moradores a reforçar a segurança em Pacaraima. “Nos comprometemos em manter a cidade na paz” disse. Reforço policial na fronteira Um reforço policial com agentes foi encaminhado de Boa Vista para reforçar a segurança em Pacaraima, segundo Matos. O número de agentes não foi informado por questões de segurança. Já chegaram na fronteira equipes do Bope, canil, Giro e Gate. O Ministério da Segurança também anunciou que enviará 60 militares da Força Nacional para o estado diante da tensão deste sábado. "As equipes vão ficar o tempo necessário para garantir a segurança na cidade e fazer patrulhamentos 24h", informou o coronel. O tumulto em Pacaraima foi motivado por um assalto a um comerciante da cidade, que foi agredido supostamente por venezuelanos. Os suspeitos fugiram após o crime e ainda não foram localizados. Parte dos venezuelanos expulsos das ruas e de acampamentos em Pacaraima pelos moradores se abrigou em uma área externa do posto de fiscalização da Secretaria Estadual da Fazenda de Roraima (Sefaz). O lugar fica um pouco antes da entrada da cidade. Após a conversa com os comradores, cerca de 100 venezuelanos que estavam na área externa da Sefaz foram deixados na linha da fronteira para seguirem para a Venezuela. O coronel explicou que os imigrantes ficaram com receio de passar a pé por Pacaraima com medo de serem agredidos e por isso a PM e a PRF disponibilizaram um ônibus para eles. "Escoltamos eles até alinha da fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Isso não foi uma deportação, só foi quem queria", reforçou. O reforço policial é também para resguardar os moradores da cidade, que segundo o coronel, estão com medo de represália por parte de venezuelanos. Pacaraima é a porta de entrada para venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social no país de origem e entram no Brasil. A estimativa é que entrem 500 venezuelanos por dia pela fronteira do estado. Roupas e calçados de venezuelanos foram abandonados em meio aos atos de vandalismo em Pacaraima, Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR Diante da situção de conflito em Pacaraima, o governo de Roraima afirmou que está enviando reforços para o hospital de Pacaraima, com profissionais de saúde e medicamentos. Além disso, também foi pedido reforço no efetivo policial. Em nota, criticou o governo federal. “A solução para a crise migratória só acontecerá quando o governo federal entender a necessidade de fechar temporariamente a fronteira, realizar a imediata transferência de imigrantes para outros estados e assumir sua responsabilidade de fazer o controle de segurança fronteiriça e sanitária.” Roraima lida desde 2015 com a chegada desenfreada de venezuelanos, que estão deixando o país vizinho governado por Nicolás Maduro para escapar da crise política, econômica e social. Só nos primeiros seis meses deste ano, mais de 16 mil venezuelanos pediram refúgio no estado. O número já é 20% maior do que o registrado em todo o ano de 2017. Rastro de destruição é visto pelas ruas de Pacaraima, ao Norte de Roraima Inaê Brandão/G1 RR Initial plugin text
    Suspeito de ataque em parlamento britânico é acusado de tentativa de assassinato

    Suspeito de ataque em parlamento britânico é acusado de tentativa de assassinato


    Polícia fez acusação formal a Salih Khater, 29 anos, de origem sudanesa, quatro dias após atropelamento de ciclistas e policiais; caso é tratado como terrorismo. Ele vai a tribunal na segunda-feira (20). Imagem tirada de vídeo do UK Newsflare,...


    Polícia fez acusação formal a Salih Khater, 29 anos, de origem sudanesa, quatro dias após atropelamento de ciclistas e policiais; caso é tratado como terrorismo. Ele vai a tribunal na segunda-feira (20). Imagem tirada de vídeo do UK Newsflare, serviços de emergência atendem pessoas feridas após serem atingidas nesta terça-feira (14) por carro perto do Parlamento britânico, em Londres UK Newsflare via AP O homem suspeito de ter cometido na terça-feira (14) um atentado com um veículo que deixou três feridos em frente ao parlamento britânico em Londres foi acusado neste sábado (18) de tentativa de assassinato, anunciou a polícia. Salih Khater, de 29 anos, um homem de origem sudanesa residente em Birmingham suspeito de ter atropelado ciclistas e policiais com seu veículo em frente ao parlamento britânico, comparecerá nesta segunda-feira ao tribunal de Westminster, em Londres, informou a polícia. Polícia britânica identifica homem que atropelou pessoas em Londres "Esta acusação chega após um incidente durante o qual Khater dirigiu seu veículo contra um grupo de pedestres parados no exterior do parlamento", informou a polícia de Londres em comunicado. "Devido à metodologia empregada, ao lugar escolhido e à suposta escolha de atacar a civis e policiais, a polícia trata este caso como terrorismo", afirmou. Carro atinge barreira na frente do Parlamento Britânico Karina Almeida/ G1 Segundo a BBC, Salih Khater chegou em 2010 como refugiado ao Reino Unido, após ter residido na Líbia. Ele estudou em Birmingham e obteve a nacionalidade britânica. Também teria obtido uma permissão da Autoridade da Indústria de Segurança (SIA) e trabalhado como guarda de segurança em Nottingham (centro). Este ataque apresenta muitas similitudes com o perpetrado em março de 2017 por Khalid Masood, um britânico convertido ao islã, que deixou cinco mortos e dezenas de feridos. Khalid Masood atropelou pedestres com seu veículo antes de matar um policial a facada em frente ao parlamento, em um atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.