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    Crianças morrem após ficarem trancadas em freezer na Flórida, nos EUA


    Investigação está em andamento, mas até o momento a polícia não suspeita que as crianças tenham sido vítimas de um crime. Duas meninas e um menino morreram após ficarem trancadas acidentalmente em freezer na Flórida, nos Estados Unidos, de...

    Investigação está em andamento, mas até o momento a polícia não suspeita que as crianças tenham sido vítimas de um crime. Duas meninas e um menino morreram após ficarem trancadas acidentalmente em freezer na Flórida, nos Estados Unidos, de acordo com o relato do gabinete do xerife do condado de Suwannee. As crianças de 1, 4 e 6 anos estavam brincando no quintal de uma casa em Live Oak. A mulher que estava tomando conta delas entrou na casa para ir ao banheiro. Enquanto isso, elas entraram no freezer. A mulher vasculhou o quintal, com a ajuda de outra que dormia quando eles desapareceram. Elas encontraram as crianças já sem respirar, acionaram a equipe de resgate e começaram, em vão, as manobras para tentar ressuscitá-las. Uma investigação está em andamento, mas até o momento a polícia não suspeita que as crianças tenham sido vítimas de um crime. Acredita-se que depois que elas entraram no freezer, a tampa fechou e uma tranca não permitiu que saíssem. Não havia cadeado externo. A menina de 1 ano e o menino de 6 eram irmãos e estavam sob cuidados da avó, de acordo com a polícia.
    Fuzis são apreendidos e paraguaios são presos suspeitos de planejarem sequestros de brasileiros

    Fuzis são apreendidos e paraguaios são presos suspeitos de planejarem sequestros de brasileiros


    Os dois homens foram flagrados entre Pedro Juan Caballero e Assunção, quando se preparavam para mais um crime. Armas, munições, celulares e rádio comunicadores apreendidos Carlos da Cruz/TV Morena Dois paraguaios suspeitos de planejarem...


    Os dois homens foram flagrados entre Pedro Juan Caballero e Assunção, quando se preparavam para mais um crime. Armas, munições, celulares e rádio comunicadores apreendidos Carlos da Cruz/TV Morena Dois paraguaios suspeitos de planejarem sequestros de empresários brasileiros foram presos na madrugada desta quarta-feira (16), em Pedro Juan Caballero, vizinha à brasileira Ponta Porã. Com eles foram apreendidos três fuzis, pistolas, uma escopeta, diversas munições, celulares e rádios comunicadores. Andrés Pena e Carmelo Benitez foram flagrados pela Polícia Nacional do Paraguai na rodovia que liga Pedro Juan a Assunção. Eles estavam em caminhonetes e, segundo os policiais, preparados para cometer um sequestro na região. Conforme a polícia, os dois presos integram um grupo que age na região de fronteira. Os policiais ainda não sabem dizer se há brasileiros entre eles, mas acreditam que as prisões de hoje vão ajudar a identificar outros envolvidos. As investigações que levaram às prisões começaram depois que um agricultor brasileiro foi sequestrado, em dezembro de 2018. Na época, a família pagou U$ 60 mil pelo resgate. Em outro caso, o grupo cobrou R$ 150 mil para liberar um empresário paraguaio. ''Concluimos essa etapa, que ajuda na prevenção de outros crimes como esse aqui na região. Essa é a nossa principal função: esclarecer os crimes que ocorreram e evitar que novos aconteçam, por isso o trabalho de investigação continua'', afirma Javier Ibarra, promotor do Ministério Público do Paraguai.

    Brasil e Argentina revisarão tratado para acelerar extradição, diz Moro


    Ministro da Justiça disse que objetivo é acelerar a comunicação entre os dois países. Ele citou caso Battisti como exemplo de lentidão no processo de extradição. Brasil e Argentina revisarão tratado para acelerar extradição, diz Moro O...

    Ministro da Justiça disse que objetivo é acelerar a comunicação entre os dois países. Ele citou caso Battisti como exemplo de lentidão no processo de extradição. Brasil e Argentina revisarão tratado para acelerar extradição, diz Moro O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou nesta quarta-feira (16) que Brasil e Argentina vão assinar uma revisão do tratado de extradição entre os dois países, para acelerar o processo. Ele falou com a imprensa após se reunir com o ministro da Justiça argentino, Germán Garavano, e com a ministra argentina da Segurança, Patrícia Bullrich. Uma comitiva oficial do país vizinho, comandada pelo presidente Maurício Macri, chegou a Brasília nesta quarta. Moro chamou a revisão do tratado de um "aprimoramento". De acordo com o ministro, o processo de extradição "será adiantado". "Às vezes tem uma situação urgente. Precisa prender o cara. E, se você seguir o canal diplomático, acontece igual o Battisti", afirmou o ministro, numa referência ao caso do italiano Cesare Battisti. Ele teve a extradição do Brasil autorizada em dezembro, mas fugiu para a Bolívia, onde foi preso no último fim de semana e enviado para Itália. Segundo Moro, a revisão do tratado vai dar celeridade aos trâmites jurídicos e permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países. "O que existe é um tratado de extradição um pouco antigo. Feito em outra época. As formas de comunicação hoje são outras e há percepção de que há uma necessidade de sempre agilizar esse mecanismo de cooperação. Esse tratado vai permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países", disse o ministro.
    Com Mercosul e Venezuela na pauta, Bolsonaro se reúne com Macri no Planalto

    Com Mercosul e Venezuela na pauta, Bolsonaro se reúne com Macri no Planalto


    Presidente da Argentina tem primeiro encontro com Bolsonaro desde a posse do presidente brasileiro, em 1º de janeiro. Bolsonaro oferecerá almoço em homenagem a Macri. Macri subiu a rampa do Palácio do Planalto e foi recebido por Bolsonaro Em...


    Presidente da Argentina tem primeiro encontro com Bolsonaro desde a posse do presidente brasileiro, em 1º de janeiro. Bolsonaro oferecerá almoço em homenagem a Macri. Macri subiu a rampa do Palácio do Planalto e foi recebido por Bolsonaro Em visita oficial ao Brasil, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, foi recebido nesta quarta-feira (16) no Palácio do Planalto pelo presidente Jair Bolsonaro. Este é o primeiro encontro entre os chefes de Estado desde a posse de Bolsonaro. O argentino não compareceu à cerimônia realizada em Brasília, em 1º de janeiro. O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (16) Guilherme Mazui/G1 Macri chegou por volta das 10h30 ao Planalto. O argentino passou as tropas em revista e subiu a rampa do palácio até a entrada do Salão Nobre, onde era aguardado por Bolsonaro. Houve a execução dos hinos de Brasil e Argentina e os presidentes posaram para fotos. Pauta do encontro Segundo o governo brasileiro, estão na pauta o futuro do Mercosul e a situação da Venezuela, que enfrenta uma grave crise política agravada com a posse de Nicolás Maduro. O mandato dele é considerado "ilegítimo" pelo Brasil. A Venezuela enfrenta há anos uma crise econômica e social que, no caso do Brasil, tem reflexo no fluxo migratório registrado em Roraima. A agenda da visita de Macri prevê encontro privado dos presidentes, seguida de uma reunião com ministros dos dois países e uma declaração à imprensa. Após as reuniões, haverá um almoço no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE), oferecido por Bolsonaro a Macri. No caso do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), diplomas brasileiros defendem a conclusão das negociações de acordos com outros blocos, como a União Europeia. A flexibilização de acordos entre integrantes do Mercosul ficaria para um segundo momento. Bolsonaro se reúne com o presidente da Argentina

    Explosão perto de patrulha da coalizão internacional deixa mortos na Síria


    Grupo liderado pelos Estados Unidos atua no combate ao grupo extremista Estado Islâmico. Uma explosão ocorrida perto de uma patrulha da coalizão internacional em Manbij, norte da Síria, deixou sete mortos, nesta quarta-feira (16), segundo a France...

    Grupo liderado pelos Estados Unidos atua no combate ao grupo extremista Estado Islâmico. Uma explosão ocorrida perto de uma patrulha da coalizão internacional em Manbij, norte da Síria, deixou sete mortos, nesta quarta-feira (16), segundo a France Presse. O balanço foi divulgado pelo grupo de monitoramento da guerra do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. Uma testemunha disse à Reuters que um suicida foi responsável pelo ataque. A coalização internacional, que é liderada pelos Estados Unidos, atua no combate ao grupo extremista Estado Islâmico. Na sexta-feira (11), um porta-voz anunciou o início da retirada das tropas do país.
    Resgatistas encontram cabelo de criança que caiu em poço na Espanha

    Resgatistas encontram cabelo de criança que caiu em poço na Espanha


    'Estamos mortos, mas com esperança', diz pai de Julen, de 2 anos. Esta quarta-feira é o terceiro dia de buscas pelo menino que está em poço de 100 metros de profundidade. Bombeiros espanhóis buscam nesta segunda-feira (14) menino de dois anos que...


    'Estamos mortos, mas com esperança', diz pai de Julen, de 2 anos. Esta quarta-feira é o terceiro dia de buscas pelo menino que está em poço de 100 metros de profundidade. Bombeiros espanhóis buscam nesta segunda-feira (14) menino de dois anos que caiu em poço estreito de 100 metros de profundidade em Totalán, em Málaga, no sul do país Gregorio Marrero/ AP Os serviços de resgate que trabalham na busca pelo menino de 2 anos que caiu em um poço na cidade de Totalán, na Espanha, afirmaram nesta quarta-feira (16) que encontraram cabelo da criança entre o material sólido extraído do local. "Entre o material extraído do fundo do tubo foram encontrados restos biológicos que correspondem ao menor Julen. Por tanto, nesse sentido já temos uma certeza de que o pequeno está lá, disse María Gámez, subdelegada do governo de Málaga, a repórteres no local. O delegado do governo da Andaluzia, Alfonso Rodríguez Gómez de Celis, disse à Cadena SER que o material encontrado era o cabelo do menino. "Foi encontrado um pouco de cabelo no túnel e os testes realizados pela Guarda Civil certificam que é do menino", disse. Equipes de emergência trabalham na área em que menino de 2 anos caiu em poço na cidade de Totalán, na Espanha Gregorio Marrero/AP Photo Esta quarta-feira é o terceiro dia de buscas pelo menino Julen, que caiu no poço de apenas 25 centímetros de diâmetro e 100 metros de profundidade no início da tarde do último domingo. A família de Julen estava na casa de amigos e o menino brincava no terreno. O pai de Julen, José Roselló, disse a repórteres no local que tem esperança que seu filho saia vivo do poço. Ele relatou que sente como se estivesse esperando "há meses" pelo resgate. Também disse que viu quando o filho caiu no buraco e reprimiu insinuações de que o menino não estivesse lá. “Estamos mortos, mas com a esperança de que temos um anjo que vai ajudar para que saia vivo o quanto antes possível”, afirmou o pai. Initial plugin text O casal passou por outra tragédia há menos de dois anos com a morte de seu primeiro filho, Óliver. A criança tinha apenas três anos quando teve um infarto súbito ao passear com os pais em uma praia. Trabalho de resgate As equipes de resgate trabalham contra o relógio, embora mantenham a esperança de que a criança possa sair com vida. Um saco com guloseimas que estava com o menino já tinha sido encontrado no poço. Nas últimas horas começaram trabalhos alternativos, concretamente a construção de dois túneis, um paralelo ao poço e outro horizontal, para tentar chegar ao local onde acredita-se que o menino está. Na última segunda-feira, os bombeiros inseriram uma sonda com uma câmera no buraco, mas não conseguiram progredir além de 73 metros porque havia terra a essa profundidade. O poço não tem nenhum revestimento nas paredes, e a umidade do terreno provoca deslizamento de terra, segundo informa o jornal “El País”. Segundo fontes ouvidas pela agência Efe, a prioridade dos trabalhos é continuar tirando material sólido do poço. Esse trabalho é feito com máquinas de sucção de ar.
    Polícia dos EUA prende jornalista de TV estatal do Irã, diz emissora

    Polícia dos EUA prende jornalista de TV estatal do Irã, diz emissora


    Marziyeh Hashemi nasceu nos Estados Unidos, mas mora no Irã há mais de uma década. Bandeira do Irã, em imagem de arquivo Leonhard Foeger/Reuters A polícia norte-americana prendeu uma jornalista nascida nos Estados Unidos que trabalha para a rede...


    Marziyeh Hashemi nasceu nos Estados Unidos, mas mora no Irã há mais de uma década. Bandeira do Irã, em imagem de arquivo Leonhard Foeger/Reuters A polícia norte-americana prendeu uma jornalista nascida nos Estados Unidos que trabalha para a rede de televisão iraniana Press TV, reportou a emissora estatal do Irã nesta quarta-feira. A repórter Marziyeh Hashemi, que vive no Irã há mais de uma década, foi detida no aeroporto internacional de St. Louis-Lambert, no Missouri, no domingo (13). Nenhuma acusação formal foi feita contra a âncora de TV e documentarista, segundo a Press TV. Ela está sendo mantida sob custódia em Washington. Marziyeh se chamava Melanie Franklin e mudou de nome após se converter para o islã. Ela estava nos Estados Unidos para visitar sua família. A jornalista já produziu diversas reportagens sobre a discriminação de mulheres, muçulmanos e afro-americanos nos Estados Unidos. Ainda segundo a Press TV, a jornalista afirmou estar sendo impedida de cumprir o código de vestuário islâmico na prisão e que só recebeu refeições contendo porco, o que é proibido pelo islã. A única coisa que comeu durante os últimos dois dias foi um “pacote de biscoito”. Autoridades do FBI não estavam disponíveis de imediato para comentar o caso. A Reuters não pôde verificar de maneira independente os relatos sobre o tratamento dado à jornalista.

    Abuso sexual de crianças: em que o Brasil e o mundo estão acertando e no que têm de melhorar, segundo relatório


    Estudo do setor de pesquisas da revista 'Economist' põe Brasil na 11ª melhor colocação, entre 40 países avaliados. No que diz respeito ao abuso sexual infantil, melhores índices socioeconômicos não implicam diretamente em maior proteção às...

    Estudo do setor de pesquisas da revista 'Economist' põe Brasil na 11ª melhor colocação, entre 40 países avaliados. No que diz respeito ao abuso sexual infantil, melhores índices socioeconômicos não implicam diretamente em maior proteção às crianças - e os países mais pobres não são, necessariamente, piores para elas. A vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes ao abuso sexual é uma "ameaça universal", segundo alerta um relatório publicado nesta semana pelo setor de pesquisas da revista britânica "The Economist". "Ele ocorre na maior parte das vezes nas sombras, mas a violência sexual contra crianças está acontecendo em todo lugar, independente do status econômico do país ou de seus cidadãos", diz o documento. Analisando dados quantitativos e qualitativos de 40 países, o "Out of the Shadows Index" (em português, Índice Fora das Sombras), apoiado pelas fundações World Childhood e Oak, mostra que os dez países melhor colocados em um ranking de combate a abuso sexual infantil e exploração, segundo a metodologia do relatório estão entre os mais ricos do mundo. No entanto, apenas três deles (Reino Unido, Suécia e Canadá) têm uma pontuação acima de 75 - em uma escala que chega a 100 pontos. Dos 40 países avaliados, o Brasil é o 11º melhor colocado, com 62,4 pontos. Nesta pontuação geral, ele está acima da média do grupo: 55,4 pontos. O documento destaca o aparato legal do país na proteção às crianças, assim como o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia no tema. Pontuação geral (Out of the Shadows Index, 2019) Reino Unido: 82.7 Suécia: 81.5 Canadá: 75.3 Austrália: 74.9 Estados Unidos: 73.7 Alemanha: 73.1 Coreia do Sul: 71.6 Itália: 69.7 França: 65.2 Japão: 63.8 Brasil: 62.4 Sérvia: 58.2 Índia: 57.6 Turquia: 57 África do Sul: 56.1 Filipinas: 55.3 Tanzânia:54.2 Quênia: 53.8 Uganda: 53.7 Malásia: 53.4 Romênia: 52.8 México: 52.7 Camboja: 52.5 El Salvador: 52.4 Sri Lanka: 50.8 Albânia: 50.6 Emirados Árabes: 49.7 Jamaica: 49.4 Mongólia: 49.3 Ruanda: 48.8 Cazaquistão: 47.3 Indonésia: 47 Nigéria: 46.4 Rússia: 45.9 Argentina: 45.4 China: 43.7 Vietnã: 42.9 Moçambique: 37.8 Egito: 31.2 Paquistão: 28.3 Fonte: The Economist Intelligence Unit A título de comparação, o Reino Unido, melhor colocado, aparece com 82,7 pontos; já na lanterna está o Paquistão, com 28,3 pontos. Os países avaliados contêm 70% da população global de crianças (na maior parte dos dados utilizados, pessoas com até 18 anos). Já a pontuação é composta por 34 indicadores e 132 subindicadores. Mas, diferente da riqueza de um país ou de sua população, há uma correlação que se sustenta e é destacada pelo relatório: quanto melhor a pontuação de um país no Índice de Democracia da "Economist", maior a probabilidade de que as crianças sejam mais protegidas. Segundo o documento "Out of the Shadows", "o estigma e a falta de uma discussão aberta sobre o sexo, direitos das crianças e gênero" geram repercussões negativas na habilidade de um país proteger os pequenos. O relatório considera diversas formas de violência sexual de menores, que configuram abusos e exploração. Isto inclui exposição a imagens e linguagem sexuais, casamento infantil, exploração sexual de crianças e estupros, entre outros. "Estamos no princípio de mudanças de atitudes entre adultos [no que diz respeito a abusos sexuais], mas não particularmente sobre as crianças", comenta Carol Bellamy, da ECPAT International (rede global para combate à exploração sexual de crianças), no relatório. Historicamente, quando as vítimas são menores, isto é encoberto por omissões, tabus e pelo fato da maior parte destes abusos serem cometidos dentro da própria comunidade e por pessoas conhecidas das crianças. Confira os principais destaques levantados pela BBC News Brasil sobre o relatório. 1. A situação do Brasil O relatório tem quatro quesitos principais: avalia o ambiente (como a segurança e a estabilidade em um país); o aparato legal da proteção às crianças; compromisso e capacidade dos governos (de executar as políticas no setor); e o engajamento do setor privado, da sociedade civil e da mídia no tema. O Brasil aparece com pontuação acima da média em todos os quesitos, com exceção do compromisso e capacidade dos governos: globalmente, o índice foi de 50,4, mas o Brasil aparece com 48,1 pontos. Este item avalia investimentos, equipamentos e capacitação mobilizados pelos governos para lidar com o tema. No Brasil, a "Economist" aponta limitações na coleta e divulgação de dados sobre violência sexual contra crianças, além da insuficiência de programas de prevenção para abusadores em potencial. A Childhood Brasil, ao comentar o relatório, destacou iniciativas positivas empreendidas pelo país como, no que diz respeito à legislação, a aprovação em 2017 de uma lei que garante direitos a vítimas ou testemunhas menores de idade de violência, incluindo a sexual. Isto inclui, por exemplo, a "Escuta protegida", em que denúncias devem ser apresentadas em um ambiente seguro, acolhedor e sob controle de profissionais qualificados para este tipo de atendimento. 2. Meninos negligenciados "Meninas são as vítimas primárias (dos abusos sexuais), e meninos são negligenciados", diz o "Out of the Shadows Index". O relatório destaca que pouco mais da metade (21) dos países estudados garantem a proteção para meninos em sua legislação contra o estupro de crianças; apenas 18 coletam dados sobre abusos contra eles; e somente cinco têm informações específicas sobre a exploração sexual deles. O estudo indica que as iniciativas para combater o abuso de crianças devem ter em conta diferenças de gênero, mas sem que isto deixe qualquer segmento esquecido. Em alguns contextos culturais, segundo o documento, meninos podem se tornar especialmente vulneráveis à violência. Por exemplo, ela está presente em ritos de iniciação em gangues ou em festas de "bacha bazi", na Ásia, em que garotos se vestem com roupas femininas, se apresentam em danças e são forçados a fazer sexo com seus patrões. Eles também são mais vulneráveis à disseminação, na internet, de material abusivo. "O estigma social associado à violência sexual contra meninos desencoraja denúncias formais e é exacerbado por normas machistas, pela homofobia e pelo medo de associação com o feminino, a vulnerabilidade e o desamparo", aponta o relatório. 3. Boas práticas O documento destaca que o aparato legal referente à exploração sexual de crianças é bem desenvolvido a nível global: "É proibida a prostituição de menores do gênero feminino em todos os países, com exceção de um, assim como a produção ou reprodução de imagens de atividades sexuais envolvendo menores. Mas lacunas notáveis permanecem na legislação para abusos sexuais: engajar-se em atividade sexual na frente de uma criança é proibido em 19 dos 40 países, enquanto leis que proíbem explicitamente o toque sexual em menores existem em pouco mais da metade (21) dos países". O relatório apresenta, então, algumas iniciativas ao redor do mundo que têm se mostrado eficazes na prevenção e tratamento deste tipo de violência. Segundo David Finkelhor, da Universidade de New Hampshire, nos EUA, a presença de agentes policiais mulheres, por exemplo, tem se apresentado como um fator que facilita a busca de vítimas por ajuda. No Canadá, o projeto Arachnid tem apresentado soluções no combate à violência sexual na internet - um novo e desafiador ambiente no tema. O projeto usa um rastreador para encontrar imagens abusivas e suas cópias nas profundezas da internet que, uma vez encontradas, são encaminhadas para a remoção. Já na Alemanha, o projeto Dunkefeld promete a infratores sexuais passados e em potencial tratamento confidencial e terapia - com abordagens que buscam, por exemplo, uma autogestão da libido.
    Curdos rejeitam 'zona de segurança' sob controle turco na Síria

    Curdos rejeitam 'zona de segurança' sob controle turco na Síria


    Dirigente curdo afirma que segurança de linha de demarcação entre a Turquia e o norte da Síria só pode ser garantida por forças de segurança da ONU. Imagem de arquivo mostra curdos observando fumaça em cidade síria de Kobani, perto de...


    Dirigente curdo afirma que segurança de linha de demarcação entre a Turquia e o norte da Síria só pode ser garantida por forças de segurança da ONU. Imagem de arquivo mostra curdos observando fumaça em cidade síria de Kobani, perto de fronteira com a Turquia REUTERS/Umit Bektas Os curdos da Síria rejeitam a criação de uma "zona de segurança" sob controle da Turquia no norte do país, segundo declarou nesta quarta-feira (16) à AFP um alto cargo da administração semiautônoma da minoria curda. Na avaliação do dirigente curdo Aldar Khalil, a Turquia não é "neutra" e "não pode ser uma garantia de segurança". "Pode haver uma linha de demarcação entre a Turquia e o norte da Síria, com forças de manutenção de paz da ONU. Qualquer outra decisão é inaceitável ", afirmou o dirigente curdo Aldar Khalil. Há vários anos a Turquia pressiona pela criação de uma "zona de segurança", mas essa ideia até agora foi rejeitada, inclusive pelo antecessor de Donald Trump na presidência dos EUA, Barack Obama. A opção voltou à tona depois que Trump evocou a ideia de criação de uma "zona de segurança de 32 km" em um tuíte no domingo (13). O governo turco aproveitou rapidamente a oportunidade e declarou que a extensão dessa área poderia até ser maior do que os 32 km mencionados por Trump. Após uma conversa por telefone com Trump, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, explicou que a Turquia pode se encarregar de estabelecer essa zona de segurança entre a fronteira turca e as posições das Unidades de Proteção Popular (YPGs), a milícia curda. Mas sua criação implicaria que as Unidades de Proteção Popular (YPG) concordassem em deixar as posições que ocupam ao longo dos 900 km da fronteira entre a Turquia e a Síria. As YPG são um grupo de milícias curdas, que Ancara considera "terrorista". Porém, elas receberam apoio de Washington na luta contra a organização extremista Estado Islâmico (EI). "Trump quer criar zonas de segurança em cooperação com a Turquia, mas qualquer presença turca vai mudar o equilíbrio [da região], que não será segura", afirmou Khalil. Em meados de dezembro, a Turquia ameaçou deflagrar uma nova ofensiva contra as YPGs. Aliado dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI), esse grupo é considerado uma "organização terrorista" por Ancara.
    A capital europeia onde lápides de cemitérios judaicos viraram calçada de paralelepípedo

    A capital europeia onde lápides de cemitérios judaicos viraram calçada de paralelepípedo


    A cada ano, milhões de turistas caminham pelas calçadas da cidade velha de Praga - possivelmente sem saber que muitas das pedras abaixo dos seus pés foram saqueadas de um local que deveria ser sagrado. Paralelepípedos de Praga revelam um segredo...


    A cada ano, milhões de turistas caminham pelas calçadas da cidade velha de Praga - possivelmente sem saber que muitas das pedras abaixo dos seus pés foram saqueadas de um local que deveria ser sagrado. Paralelepípedos de Praga revelam um segredo quando virados de cabeça para baixo BBC A cada ano, milhões de turistas caminham pelas calçadas da cidade velha de Praga, capital da República Tcheca - possivelmente sem saber que muitas das pedras abaixo dos seus pés foram saqueadas de um local que deveria ser sagrado. O repórter da BBC Rob Cameron descobriu esse segredo recentemente e conta a história abaixo: "Nós estávamos parados no meio de uma das ruas mais movimentadas da capital tcheca. Um fluxo constante de pessoas nos empurrava e reclamava que estávamos bloqueando o tráfego de pedestres. Enquanto isso, nós espiávamos o chão. Ao longe, avistamos o fundo da Praça Wenceslas, onde multidões se reuniam em volta de artistas de rua e de quiosques que vendiam salsichas e cerveja. "Lá", disse Leo Pavlat, diretor do Museu Judaico de Praga, apontando para uma fina faixa de paralelepípedos quadrados e escuros no chão. 'Lá! Você consegue ver?', e correu em direção ao local. Então, Pavlat retirou dois paralelepípedos de uma sacola plástica. Eram praticamente idênticos àqueles que estavam cravados no chão. Porém, os paralelepípedos que Pavlat carregava podiam ser virados de cabeça para baixo, e era possível ver que uma face era polida. Em um deles, era possível identificar uma data: 1895. O outro tinha três letras do alfabeto hebraico, cobertas de tinta dourada, que brilhavam ao Sol. Leo Pavlat com seus paralelepípedos feitos a partir de lápides judaicas BBC "O que isso significa?", eu perguntei. "É parte de um nome?". Pavlat franziu a testa. "Não faço ideia". Leo Pavlat é dono dessas pedras há mais de 30 anos, desde que as colocou no bolso em uma manhã de primavera no final dos anos 1980. 'Deve ter sido um pouco antes da vinda de Gorbachev, porque eu me lembro que refizeram os paralelepípedos especialmente para sua visita', contou. Posteriormente, eu procurei na internet e descobri que o líder soviético Mikhail Gorbachev havia visitado Praga em abril de 1987. A visita incluiu uma caminhada na Praça Wenceslas. De volta a Pavlat e seus paralelepípedos. Naquela manhã de primavera, mais de 30 anos atrás, ele estava à caminho do trabalho, que ficava perto do local onde paramos para ver os paralelepípedos. Então, ele passou por uma cena que é comum em Praga até hoje - pilhas de paralelepípedos esperando para serem dispostas no chão por trabalhadores. Algo chamou-lhe a atenção. Então, ele se abaixou para olhar. Aquelas pedras eram fragmentos de lápides judaicas, cortadas em cubos de granitos perfeitos. A julgar pelas datas encontradas, elas haviam sido removidas de um cemitério do século 19. Chocado, Pavlat pegou alguns dos paralelepípedos e saiu dali correndo. "Não era fácil ser judeu naquela época (final dos anos 1980)", diz Pavlat. "Eu era um membro ativo da comunidade, mas não em círculos oficiais. E não era um membro do Partido Comunista". A simples participação em um evento semanal e autorizado na sinagoga poderia fazer com que você fosse interrogado pela polícia secreta, conta ele. "Eu acho que o regime queria que a comunidade judaica acabasse lentamente". A população judaica da Tchecoslováquia, que era de cerca de 350 mil pessoas antes da Segunda Guerra Mundial, foi reduzida a 50 mil em 1946 - incluindo aqueles que haviam conseguido retornar dos campos de concentração. Depois, ao longo de décadas de comunismo, o país foi tomado por um antissemitismo oficial e vivenciou uma emigração voluntária de judeus. No final da década de 1980, a população judaica mal chegava aos 8 mil. Em vilarejos e cidades espalhadas pelo país, há cerca de 600 cemitérios judaicos esquecidos e abandonados. As autoridades comunistas - e, ao que parece, os próprios líderes da comunidade judaica - viram esses locais como um depósito de materiais de construção valiosos. Leo Pavlat não se lembrava de onde suas pedras vieram, mas me enviou um artigo que havia escrito vários anos antes. Seus paralelepípedos, ao que parece, foram cortados de lápides retiradas de um cemitério judaico criado em 1864 na cidade de Udlice. Ali, havia uma comunidade judaica desde o século 17, com uma sinagoga, uma escola religiosa e dois cemitérios. Em 1930, a população judaica de Udlice havia caído a apenas 13 pessoas. Já na década de 1980, quando o cemitério foi saqueado, provavelmente não existiam mais judeus na cidade. Depois de uma caminhada de alguns minutos, nós chegamos ao fim da linha de granito, no final da Praça Wenceslas. Os turistas apenas passavam apressados. Eu perguntei a Pavlat o que ele gostaria que a cidade fizesse a esse respeito. "Não é simples. As lápides nunca poderão ser refeitas. E arrumar outros paralelepípedos para a cidade pode custar milhões". "Eu não acho que isso tenha sido feito deliberadamente pelos comunistas para ofender os judeus. Mas foi muito insensível." Ele gostaria que a cidade colocasse uma pequena placa no local, que informasse as pessoas sobre a vida judaica vibrante que um dia existiu em Praga. E lembrasse sobre a barbárie do regime comunista."
    O futuro incerto do Brexit

    O futuro incerto do Brexit


    Depois da derrota histórica de ontem no Parlamento britânico, é improvável que o Reino Unido saia da União Europeia na data marcada, em março – se é que sairá... Manifestantes contra o Brexit comemoram resultado de votação no Parlamento,...


    Depois da derrota histórica de ontem no Parlamento britânico, é improvável que o Reino Unido saia da União Europeia na data marcada, em março – se é que sairá... Manifestantes contra o Brexit comemoram resultado de votação no Parlamento, em Londres, após a derrota do acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May, na terça-feira (15/01) AP Photo/Frank Augstein Depois que seu acordo de divórcio da União Europeia (UE) sofreu a maior derrota parlamentar na história da democracia britânica, a premiê Theresa May enfrentará hoje uma moção de desconfiança proposta pelo líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn. Numa situação normal, não haveria como ela sobreviver no poder diante do placar de ontem: 432 votos contra, apenas 202 a favor de sua proposta de Brexit. Mas faz tempo que o Reino Unido não vive uma situação normal. Nem os 118 parlamentares conservadores, nem os 10 unionistas norte-irlandeses que votaram contra o acordo têm interesse em novas eleições. O mais provável, portanto, é que May paradoxalmente sobreviva no cargo. O que acontecerá então? Tecnicamente, faltam 72 dias para a data anunciada do divórcio entre Reino Unido e União Europeia. Se não houver acordo nem adiamento até 29 de março, o pior cenário se tornará realidade: o Brexit sem acordo. O grau de transtorno em todas as atividades econômicas seria tão grande, que é praticamente impossível que a UE não aceite adiar a data oficial do Brexit apenas para evitar tal cenário. A própria May deu a entender que será necessário mais tempo para negociar novos termos aceitáveis tanto para os parlamentares reticentes quanto para a UE. Como nenhum dos lados tem interesse num Brexit sem acordo, a chance de que o Reino Unido saia oficialmente em 29 de março diminuiu muito depois da votação de ontem. A dúvida é se sairá mesmo depois disso. Se sobreviver ao voto de desconfiança, May tentará obter dos parlamentares novos termos aceitáveis para levar a Bruxelas. Ela tem três dias úteis para apresentar uma nova versão do acordo para votação. Que tipo de alteração pode fazer até lá que garanta a aprovação e não ainda tenha sido cogitada? Difícil encontrar. Os pontos controversos permanecem os mesmos desde o ano passado. Nem os partidários mais radicais do Brexit nem os norte-irlandeses aceitam o dispositivo criado para manter aberta a fronteira entre Irlanda (parte da UE) e Irlanda do Norte (parte do Reino Unido), conhecido como “rede de segurança” (em inglês, “backstop”). A tal “rede de segurança” mantém todo o Reino Unido numa união aduaneira provisória com a UE, enquanto as duas partes negociarem um novo acordo de livre comércio. Na união aduaneira, o país é obrigado a respeitar todas as normas ou imposições comerciais de Bruxelas e a praticar a tarifa externa comum do bloco, ainda que não possa interferir na decisão a respeito de nada disso. Para os defensores do Brexit em sua versão “hard”, o dspositivo é uma armadilha capaz de manter o país permanentemente preso ao bloco europeu, de mãos atadas pela união aduaneira na hora de negociar acordos comerciais com o resto do mundo. Para a ala do partido trabalhista favorável ao Brexit (uma minoria que inclui Corbyn), o único acordo aceitável incluiria, ao contrário, uma união aduaneira permanente com o bloco, pois isso provocaria o menor transtorno possível nas transações comerciais com o continente. Para os norte-irlandeses, as garantias de que não haverá fronteira física na ilha irlandesa são insuficientes e poderiam resultar em controles alfandegários entre Irlanda do Norte e o resto do país, algo inaceitável. Não é preciso ter doutorado em comércio exterior para entender que as três posições são e continuarão a ser inconciliáveis. Na expressão popular que se consagrou para qualificar o acordo de May, ela quer o bolo em suas duas versões: para guardar e para comer. A única concessão da UE que poderia levar parlamentares reticentes a reconsiderar o acordo seria estipular um prazo limite para a “rede de segurança” vigorar. Só que isso é improvável, pois seria inaceitável para a Irlanda. Desagradaria ainda mais os norte-irlandeses do Partido Democrático da União (DUP) e poderia levar a uma ruptura definitiva na coalizão governista, com a queda de May. A UE não aceitaria fazer nenhuma concessão desse tipo, nem mesmo toparia estender o prazo para negociação, se não tivesse segurança da aprovação do novo acordo. A votação de ontem mostrou que May não tem a mínima condição de oferecer alguma garantia disso. Outra possibilidade para May seria tentar conquistar votos na oposição trabalhista, transformando o acordo completamente, para estipular uma união aduaneira permanente. Mas como fazer isso se os trabalhistas querem a queda de seu governo? Num tuíte provocativo depois da derrota de May, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, resumiu a situação da segunte forma: “Se um acordo é impossível, e ninguém quer a saída sem acordo, quem terá enfim a coragem de dizer qual é a única solução positiva?”. Está implícita na provocação a ideia de uma nova votação, não um plebiscito sobre a ideia genérica do Brexit, como em 2016, mas desta vez um referendo sobre o acordo concreto, o melhor a que foi possível chegar entre as duas partes envolvidas no divórcio. Numa de suas declarações crípticas e repletas de ambiguidades, Corbyn deu a entender que, se May resistisse à moção de desconfiança, essa seria uma das ideias que seu partido consideraria apoiar. Ela também é defendida por parcela considerável dos conservadores. Se vingar, a média das últimas pesquisas sugere que o Brexit seria derrotado. Hoje 56% do eleitorado se diz favorável a ficar na UE. Claro que o resultado pode ser outro. Uma campanha poderia muito bem convencer os britânicos de a saída do bloco nos termos do acordo de May é o melhor futuro possível para o país. O que ninguém jamais poderá, diante de toda a confusão e incerteza que ainda cercam o Brexit, é desprezar o risco de tragédia inerente a tais proclamações de soberania ou grandeza nacional. Qualquer que seja o resultado, o Brexit servirá de alerta para os equívocos desastrosos dos movimentos que dizem combater o “globalismo”, mas não a globalização. A distinção, proclamada por ideólogos mundo afora, se revela uma falácia quando posta em prática. Evidente que a globalização traz problemas, entre os quais a transferência de poder decisório de instâncias nacionais democráticas a organismos multlaterais burocráticos como a UE. Mas não há como obter ganho econômico sem algum sacrifício político. Mais que isso, é impossível separar os aspectos políticos e econômicos de qualquer projeto ou negociação de livre-comércio (mesmo bilateral) – assim como é impossível comer um bolo e guardá-lo intacto na geladeira. Arte/G1
    'Nunca o risco de um não acordo pareceu tão alto', avalia negociador europeu para o Brexit

    'Nunca o risco de um não acordo pareceu tão alto', avalia negociador europeu para o Brexit


    Michel Barnier deu a declaração após parlamento britânico reprovar acordo com a União Europeu. Negociador-chefe da União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, falou nesta quarta-feira (16) no Parlamento Europeu Vincent Kessler/...


    Michel Barnier deu a declaração após parlamento britânico reprovar acordo com a União Europeu. Negociador-chefe da União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, falou nesta quarta-feira (16) no Parlamento Europeu Vincent Kessler/ Reuters O negociador-chefe da União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, afirmou nesta quarta-feira (16) que “nunca o risco de um não acordo pareceu tão alto”. A declaração acontece um dia depois do Parlamento britânico rejeitar o acordo sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu, que já tinha sido aprovado pelo Conselho Europeu. "Nossa resolução continua sendo a de evitar um cenário desses, mas temos a responsabilidade de sermos lúcidos. Esta é a razão pela qual vamos intensificar nossos esforços para estarmos preparados para essa eventualidade", afirmou Barnier no Parlamento europeu, em Estrasburgo. Já a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou nesta quarta que ainda há tempo para negociar um acordo sobre o Brexit. Isso porque May teria três dias para apresentar aos parlamentares britânicos um plano B para o acordo. "Ainda temos tempo para negociar, mas esperamos, agora, o que a primeira-ministra proporá", disse Merkel à imprensa, "lamentando muito" a rejeição em massa por parte dos deputados britânicos ao projeto de divórcio da UE. A derrota de Theresa May foi considerada um grande fracasso já que, dos 432 deputados que votaram contra o acordo, 118 eram do seu próprio partido, o Conservador. Premiê britânica enfrenta votação de moção de desconfiança Nesta quarta, a premiê enfrenta mais uma votação decisiva, que pode levá-la a deixar o cargo. O Parlamento britânico irá avaliar uma moção de desconfiança contra seu governo, que foi proposta pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn. Acordo rejeitado O documento negociado pela primeira-ministra com o Conselho Europeu previa que a saída do Reino Unido da UE – marcada para 29 de março – fosse gradual e seguida de um período de transição. O plano era dar tempo aos dois lados para acertar os termos de negociações comerciais, por exemplo. Outro ponto polêmico dizia respeito à fronteira entre a Irlanda (país independente e membro da UE) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido). O grupo que votou contra o acordo de May inclui tanto parlamentares que querem um desligamento sem condicionantes e abrupto (já a partir da data prevista) quanto os que rejeitam o Brexit. Antes da votação, ao defender sua proposta, May afirmou que uma rejeição significaria um Brexit sem acordo. E que "uma saída sem acordo significaria nenhuma parceria de segurança com a União Europeia”.

    Brexit: Parlamento britânico rejeita acordo de saída do Reino Unido da União Europeia


    Como previsto, maioria dos parlamentares rejeitou o texto acordado por Theresa May com a União Europeia. Brexit: Parlamento britânico rejeita acordo de saída do Reino Unido da União Europeia Como previsto, maioria dos parlamentares rejeitou o texto...

    Como previsto, maioria dos parlamentares rejeitou o texto acordado por Theresa May com a União Europeia. Brexit: Parlamento britânico rejeita acordo de saída do Reino Unido da União Europeia Como previsto, maioria dos parlamentares rejeitou o texto acordado por Theresa May com a União Europeia. Votação teve 432 votos contra e 202 a favor do acordo.. Acordo negociado por May com a UE previa uma saída mais gradual dos britânicos, com salvaguardas para a Irlanda do Norte.. Oposição ao acordo inclui quem quer uma saída sem condicionantes, bem como aqueles que não querem o Brexit.. UE acena com ampliação do prazo, mas cenários possíveis incluem até novas eleições para premiê ou um novo referendo
    Bolsonaro recebe presidente argentino Mauricio Macri nesta quarta-feira em Brasília

    Bolsonaro recebe presidente argentino Mauricio Macri nesta quarta-feira em Brasília


    Situação da Venezuela e futuro do Mercosul estão entre as pautas que devem ser discutidas. Itamaraty diz que relações com a Argentina têm 'fundamental importância' para o Brasil. Bolsonaro se reúne com o presidente da Argentina O presidente...


    Situação da Venezuela e futuro do Mercosul estão entre as pautas que devem ser discutidas. Itamaraty diz que relações com a Argentina têm 'fundamental importância' para o Brasil. Bolsonaro se reúne com o presidente da Argentina O presidente Jair Bolsonaro receberá nesta quarta-feira (16) em Brasília o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Este será o primeiro encontro entre os dois chefes de Estado desde que Bolsonaro assumiu a Presidência da República, há três semanas. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Argentina é um dos principais parceiros políticos e econômicos do Brasil, e as relações bilaterais são estratégicas e têm "fundamental importância". Mauricio Macri fará a viagem ao Brasil acompanhado de uma comitiva de seis ministros e, segundo o Itamaraty, deverá discutir com Bolsonaro a crise política na Venezuela e o futuro do Mercosul (grupo formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). A Venezuela está suspensa do bloco e, na semana passada, Nicolás Maduro tomou posse para o segundo mandato como presidente do país, até 2025, o que agravou a crise política na região. Após Maduro tomar posse, o governo brasileiro afirmou considerar "ilégitimo" o novo mandato dele, acrescentando que, para o Brasil, é a Assembleia Nacional que detém o poder no país. A Venezuela enfrenta uma profunda crise política, econômica e social. A inflação no país ultrapassa 1.000.000% ao ano; milhares de cidadãos do país têm fugido para outras regiões da América do Sul, incluindo o Brasil; e líderes de oposição têm denunciado perseguição por parte do governo Maduro há pelo menos seis anos. Ministro das relações exteriores da Argentina diz que Macri virá ao Brasil no dia 16 Comércio bilateral Também deverão entrar na pauta do encontro entre Bolsonaro e Macri assuntos como comércio bilateral, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, monitoramento de fronteira, desenvolvimento de satélite e energia nuclear. Saiba a programação do encontro desta quarta-feira, divulgada pelo governo brasileiro: 10h30: cerimônia oficial de chegada de Mauricio Macri ao Planalto; 10h45: encontro privado entre Bolsonaro e Macri; 11h30: reunião ampliada dos presidentes com ministros dois países; 12h30: declaração à imprensa; 13h: almoço no Palácio Itamaraty em homenagem a Macri. Mercosul Um dos principais temas do encontro desta quarta deverá ser o Mercosul, segundo o Itamaraty. Na agenda do Mercosul há temas em debate como a simplificação tarifária e a eliminação de barreiras internas poderão ser discutidos. Sobre a flexibilização de acordos bilaterais entre integrantes do Mercosul e outros países, integrantes da atual equipe do Itamaraty defendem que o Mercosul conclua os acordos que já estão em discussão, como o com a União Europeia. O presidente da Argentina, Mauricio Macri Marcos Brindicci/Reuters 'Caminhar juntos' Macri foi convidado para a posse de Bolsonaro, mas não compareceu à cerimônia em Brasília, em 1º de janeiro. Por uma rede social, o argentino cumprimentou Bolsonaro e disse confiar que os governos "seguirão colaborando para prosperidade" de seus povos. Bolsonaro respondeu à mensagem, afirmando: "Sem dúvida, Brasil e Argentina vão caminhar juntos em direções diferentes das adotadas pelos últimos governos". Político conservador de centro-direita, Macri foi eleito em 2015 presidente do país vizinho ao derrotar o candidato Daniel Scioli, apoiado pela ex-presidente Cristina Kirchner. Em 2016, com o impeachment de Dilma e a chegada de Michel Temer ao Planalto, Macri manteve boa relação com o agora ex-presidente.
    Após rejeição do acordo do Brexit, Theresa May enfrenta votação de moção de desconfiança

    Após rejeição do acordo do Brexit, Theresa May enfrenta votação de moção de desconfiança


    Caso perca a votação desta quarta-feira, premiê poderá renunciar ou terá que ser indicada novamente por seu partido para se manter no cargo. Se ela sair, Parlamento tem 14 dias para decidir sobre novo premiê ou será dissolvido e novas...


    Caso perca a votação desta quarta-feira, premiê poderá renunciar ou terá que ser indicada novamente por seu partido para se manter no cargo. Se ela sair, Parlamento tem 14 dias para decidir sobre novo premiê ou será dissolvido e novas eleições serão convocadas. Theresa May responde a perguntas de deputados no Parlamento britânico nesta quarta-feira (16), antes de votação de moção de desconfiança House of Commons/PA via AP Após sofrer uma imensa derrota na votação de sua proposta de acordo para o Brexit, a primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta nesta quarta-feira (16) uma nova votação decisiva. O Parlamento irá avaliar uma moção de desconfiança contra seu governo, que pode resultar na perda de seu cargo. A moção foi proposta pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, imediatamente após a votação do Brexit, na terça. A justificativa apresentada foi que, em dois anos de governo, May não conseguiu elaborar uma proposta boa o suficiente para ser aprovada pela maioria no Parlamento. Em dezembro, May já havia sido alvo de moção semelhante apresentada por seus colegas de partido, o Conservador. Na ocasião, ela venceu a votação interna e foi mantida no cargo. Premiê britânica enfrenta votação de moção de desconfiança ANÁLISE: Premiê humilhada, Brexit sem rumo Por volta das 10h (horário de Brasília) May começou a responder a perguntas dos parlamentares. Ela ressaltou que a política do governo é que o Brexit acontece no dia 29 de março e que a União Europeia só consideraria ampliar esse prazo se houvesse um plano de saída alternativo e confiável. Deputado Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista que apresentou moção de desconfiança contra Theresa May, fala nesta quarta-feira (16) no Parlamento britânico House of Commons/PA via AP Em seguida, os parlamentares discutem o futuro do governo. A votação está prevista para o final do dia. May pode sobreviver Segundo a imprensa britânica, a premiê deve sobreviver ao teste e obter os votos necessários para continuar no poder. Conservadores pró-Brexit se manifestaram a favor de May. O deputado Boris Johnson, uma das lideranças que defende o divórcio, disse que a derrota da véspera deu a May uma grande incumbência de voltar a Bruxelas e negociar um acordo melhor. O pequeno Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte (DUP), que apoia o governo minoritário de May e que se recusou a aceitar o acordo da premiê, também disse que irá apoiá-la na votação de desconfiança. Segundo analistas citados pelo jornal americano “New York Times”, os deputados do Partido Conservador que votaram na terça contra o acordo do Brexit preferem uma liderança fraca de May à perspectiva de novas eleições que poderiam levar o Partido Trabalhista ao poder. Eles querem substituir o acordo em questão, e não a primeira-ministra. Como funciona Quando uma moção de desconfiança é apresentada, o governo tem questionada sua capacidade de exercer a liderança, e por isso é realizada uma votação para verificar se o líder deve ou não permanecer no cargo. Após derrota do acordo do Brexit no Parlamento britânico, homem mostra pintura de Theresa May 'enterrando' o Brexit Clodagh Kilcoyne/Reuters Theresa May precisa da maioria de 318 votos para sobreviver. Há 650 deputados na Casa, mas 7 membros do partido nacionalista da Irlanda Sinn Fein não participam, 4 porta-vozes não votam e outros 4 deputados que têm a tarefa de contar os votos também estão de fora. Restam 635 deputados para votar. Caso a maioria dos parlamentares aprove a moção nesta quarta, May pode renunciar ao cargo por iniciativa própria. Mas o Partido Conservador pode insistir em seu nome, apresentando-a novamente como candidata para permanecer no posto de primeira-ministra. O mais provável em um caso desses, no entanto, é que o partido apresente outro candidato para substituí-la. Outros partidos também podem lançar seus próprios candidatos ao cargo e os parlamentares têm um prazo de 14 dias para tomar uma decisão. Se ao fim desses 14 dias nenhum nome for definido – ou seja, nenhum partido conseguir comprovar que tem capacidade para liderar o governo, nos termos da legislação – o Parlamento é dissolvido e são convocadas eleições gerais a partir de 25 dias úteis. O partido que obtiver a maioria nessas eleições gerais conquista então o direito de indicar o próximo primeiro-ministro. Initial plugin text
    Testemunha diz que El Chapo pagou US$ 100 milhões de propina a Peña Nieto

    Testemunha diz que El Chapo pagou US$ 100 milhões de propina a Peña Nieto


    Colombiano Alex Cifuentes, ex-sócio de El Chapo, disse em julgamento que ex-presidente mexicano pediu US$ 250 milhões, mas aceitou receber menos. Outro ex-presidente do país, Felipe Calderón, também teria recebido dinheiro em troca de proteção...


    Colombiano Alex Cifuentes, ex-sócio de El Chapo, disse em julgamento que ex-presidente mexicano pediu US$ 250 milhões, mas aceitou receber menos. Outro ex-presidente do país, Felipe Calderón, também teria recebido dinheiro em troca de proteção para o traficante. Ilustração mostra o advogado de defesa Jeffrey Lichtman interrogando a testemunha Alex Cifuentes durante julgamento de Joaquin ‘El Chapo’ Guzmán em corte de Nova York, na terça-feira (15) Reuters/Jane Rosenberg Uma testemunha afirmou nesta terça-feira (15), durante o julgamento do chefe do tráfico mexicano Joaquín "Chapo" Guzmán, em Nova York, que ele pagou ao ex-presidente Enrique Peña Nieto uma propina de US$ 100 milhões. "O senhor Guzmán pagou uma propina de US$ 100 milhões ao presidente Peña Nieto?", perguntou o advogado de defesa Jeffrey Lichtman a Alex Cifuentes, narcotraficante colombiano que foi sócio do mexicano e que agora colabora com a Justiça. "Foi assim", respondeu Cifuentes em seu contrainterrogatório, embora em seguida tenha sido que não estava certo do valor. "A mensagem era que Guzmán não precisava continuar se escondendo?", perguntou o advogado. Cifuentes assentiu, disse que foi isso que lhe disse El Chapo, com quem trabalhou estreitamente de 2007 até a prisão da testemunha, em novembro de 2013. Chegou, inclusive, a morar com ele nas montanhas de Sinaloa nos primeiros dois anos. Em janeiro de 2016, ao começar a cooperar com o governo americano, Cifuentes disse a promotores que Peña Nieto, presidente do México até 30 de novembro, pediu inicialmente um suborno de US$ 250 milhões a El Chapo, e que obteve finalmente US$ 100 milhões. Mas nesta terça-feira disse a Lichtman que não lembrava o montante original, reportaram vários veículos americanos. Na mesma reunião, Cifuentes disse às autoridades americanas que uma mulher chamada Comadre Maria entregou US$ 100 milhões de El Chapo a Peña Nieto em outubro de 2012, segundo Lichtman. Interrogado a respeito nesta terça-feira, indicou que não lembrava bem dessa data. El Chapo, acusado de traficar mais de 155 toneladas de drogas para os Estados Unidos, pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado. Segundo Lichtman, a testemunha também disse a promotores em fevereiro de 2016 que os narcotraficantes Beltrán Leyva pagaram propinas ao ex-presidente mexicano Felipe Calderón (2006-2012) em troca de proteção para El Chapo e o cartel de Sinaloa. No entanto, Cifuentes assegurou nesta terça-feira que não lembrava bem do assunto.

    Negociações entre EUA e Rússia sobre tratado nuclear INF fracassam


    Governo dos EUA afirmou que pode deixar o acordo em fevereiro e acusa a Rússia de violá-lo. Tratado foi assinado ao fim da Guerra Fria Estados Unidos e Rússia se acusaram nesta terça-feira (15) de colocar em perigo o tratado sobre armas nucleares de...

    Governo dos EUA afirmou que pode deixar o acordo em fevereiro e acusa a Rússia de violá-lo. Tratado foi assinado ao fim da Guerra Fria Estados Unidos e Rússia se acusaram nesta terça-feira (15) de colocar em perigo o tratado sobre armas nucleares de médio alcance (INF), depois de uma reunião de negociação em Genebra, na Suíça. O governo norte-americano ameaça deixar o acordo em meados de fevereiro. Diplomatas dos dois países se reuniram nesta terça na representação do Kremlin na cidade suíça para abordar este tratado que remonta à Guerra Fria, mas não conseguiram chegar a um acordo. A subsecretária de Estado norte-americana encarregada do controle de armamento e assuntos de segurança internacional, Andrea Thompson, julgou a reunião como "decepcionante, pois está claro que a Rússia continua violando o tratado de forma flagrante". "A nossa mensagem é clara: a Rússia deve destruir o seu sistema de mísseis que não estiver em conformidade" com as regras, concluiu Thompson. A norte-americana ainda acrescentou que a delegação dos EUA vai informar os seus aliados e parceiros da situação em uma reunião da Otan na quarta-feira. Rússia rebate acusações O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou, por sua vez, que os Estados Unidos serão "completamente" responsáveis por uma eventual ruptura do tratado. "Após este contato em Genebra, vemos claramente a ambição de Washington de ir até o fim em sua intenção de destruir este acordo", denunciou Ryabkov, citado pelas agências de notícias russas, acrescentando que essas negociações em Genebra não permitiram "nenhum avanço". Por enquanto não está prevista outra reunião entre os dois países, acrescentou. O tratado INF foi assinado em 1987 pelo último dirigente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, e pelo então presidente norte-americano, Ronald Reagan. Este acordo, que suprime o uso de uma série de mísseis de entre 500 e 5 mil quilômetros de alcance, acabou com a crise desatada nos anos 1980 pela colocação dos SS-20 soviéticos com ogivas nucleares na Europa oriental, e de mísseis americanos Pershing na Europa ocidental. A Otan e os Estados Unidos acusam Moscou de violar o tratado INF com o desenvolvimento de um novo sistema de mísseis, o 9M729, cujo alcance, segundo Washington, supera os 500 quilômetros – violando, assim, o texto do INF. A Rússia considera estas acusações "sem fundamento". Segundo o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, esses mísseis podem atingir as cidades da Europa em alguns minutos de dentro do território russo, além de poder carregar ogivas nucleares. Em 4 de dezembro, os Estados Unidos deram um ultimato para que a Rússia se adeque ao tratado. "Suspenderemos as nossas obrigações em 60 dias, a menos que a Rússia respeite as suas obrigações de forma verificável", anunciou o secretário de Estado, Mike Pompeo, após uma reunião com seus homólogos da Otan na sede da Aliança, em Bruxelas. O prazo de 60 dias corresponde à próxima reunião de ministros da Defesa da Otan, em 14 e 15 de fevereiro de 2019. Mas a ameaça de Washington não parece preocupar Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin, assegurou em meados de dezembro que se os Estados Unidos se retirarem do acordo, Moscou desenvolverá mísseis estratégicos que o acordo de 1987 os impedia. "Devemos continuar explicando insistentemente à parte americana o quão contraproducente é a sua tentativa de pressionar a Rússia e, por sua vez, quão nocivas e graves serão as consequências" de uma retirada americana, explicou Ryabkov nesta terça-feira. "Estamos dispostos a dialogar sob um princípio de igualdade e respeito mútuo, sem ultimatos", apontou.
    Vice dos EUA telefona para líder da oposição venezuelana Juan Guaidó

    Vice dos EUA telefona para líder da oposição venezuelana Juan Guaidó


    Objetivo de Mike Pence foi expressar apoio ao 'único órgão democrático legítimo' na Venezuela, segundo funcionário da Casa Branca. Guaidó é presidente da Assembleia Nacional, que declarou Maduro 'usurpador' do cargo de presidente. O presidente...


    Objetivo de Mike Pence foi expressar apoio ao 'único órgão democrático legítimo' na Venezuela, segundo funcionário da Casa Branca. Guaidó é presidente da Assembleia Nacional, que declarou Maduro 'usurpador' do cargo de presidente. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaido, fala durante cerimônia de sua posse, em Caracas, em 5 de janeiro Manaure Quintero/Reuters O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, telefonou nesta terça-feira (15) para o líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, Juan Guaidó. O parlamentar preside a Assembleia Nacional Venezuelana, único órgão do país sul-americano sem controle dos chavistas. Com o telefonema, Pence expressou apoio ao Parlamento venezuelano em mais um sinal de repúdio ao segundo mandato de Maduro, que tomou posse na quinta-feira passada. Segundo a agência Reuters, o vice-presidente dos EUA considera a Assembleia Nacional da Venezuela como "o único órgão democrático legítimo no país". Mais cedo nesta terça-feira, a Assembleia Nacional declarou Maduro "usurpador" do cargo de presidente da república. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assina documento durante sua posse na Suprema Corte, em Caracas, na quinta-feira (10) Reuters/Carlos Garcia Rawlins Na prática, isso significa que a Assembleia assumirá como "juridicamente ineficaz" a Presidência exercida por Maduro, com Guaidó como presidente interino do país. Além disso, os atos do Poder Executivo venezuelano ficam anulados, segundo a agência EFE. A declaração também abre possibilidade para que funcionários, policiais e integrantes das Forças Armadas tenham respaldo legal para desobedecer o regime de Maduro. Além disso, os parlamentares aprovaram um pedido a dezenas de governos estrangeiros que congelem contas bancárias controladas pelo governo de Nicolás Maduro, segundo documentos obtidos pela Reuters. A medida se estenderia aos EUA e a países da União Europeia, além de vizinhos como o Brasil. Líder da oposição a Maduro Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela faz um discurso na sexta-feira (11) Fernando Llano/ AP Guaidó, de 35 anos, assumiu no início de janeiro a presidência da Assembleia Nacional, o último órgão estatal sob controle da oposição ao governo Nicolás Maduro. No último domingo, ele chegou a ser brevemente detido, dois dias após se declarar presidente interino do país. Ele foi capturado por agentes do serviço de inteligência venezuelana (Sebin) numa rodovia que sai da capital Caracas em direção a La Guaira e liberado depois de poucos minutos. Segundo Maduro, os agentes responsáveis pela prisão de Guaidó são "traidores" e tiveram sua destituição ordenada imediatamente. No domingo, o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, já havia dito à TV estatal que os agentes que detiveram Guaidó haviam atuado de maneira "unilateral" e "arbitrária". Ele disse também que os agentes haviam sido destituídos e submetidos a um processo disciplinar.
    O que condenação de canadense à morte na China mostra sobre crise diplomática entre os países

    O que condenação de canadense à morte na China mostra sobre crise diplomática entre os países


    Para especialistas em relações internacionais, a escolha pela pena capital seria uma forma de retaliar o Canadá pela prisão da executiva da Huawei Meng Wenzhou. Robert Lloyd Schellenberg foi inicialmente condenado a 15 anos de prisão, mas, na...


    Para especialistas em relações internacionais, a escolha pela pena capital seria uma forma de retaliar o Canadá pela prisão da executiva da Huawei Meng Wenzhou. Robert Lloyd Schellenberg foi inicialmente condenado a 15 anos de prisão, mas, na segunda, um tribunal decidiu aplicar a pena de morte Handout/HO/AFP Um tribunal da China sentenciou um canadense à pena de morte por tráfico de drogas, numa decisão que agrava o conflito diplomático entre os dois países. Robert Lloyd Schellenberg havia sido condenado a 15 anos de prisão em novembro de 2018. Agora, um tribunal de segunda instância considerou a decisão muito "leniente" e optou pela pena capital. Mas a radical mudança de posicionamento está sendo vista como uma possível retaliação diplomática. A decisão ocorre poucas semanas após o Canadá prender, a pedido dos Estados Unidos, a executiva Meng Wanzhou, uma das dirigentes da gigante de tecnologia chinesa Huawei. "Causa grande preocupação a nós como governo, assim como deve ser para todos os nossos amigos e aliados internacionais, que a China tenha escolhido aplicar de forma arbitrária a pena de morte, como no caso do canadense", reagiu o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. O governo canadense também mudou os conselhos destinados a cidadãos do país com viagem prevista para a China, pedindo que atuem com "alto grau de cuidado" quando estiverem no território do país asiático. Já a China respondeu com irritação às críticas de Trudeau. O ministro de Relações Exteriores chinês disse que estava "altamente insatisfeito" com os comentários do premiê e que os canadenses "precisam respeitar a soberania da China". Caso Schellenberg O canadense de 36 anos sentenciado à morte foi preso em 2014, acusado de planejar o contrabando de 227 kg de metanfetamina da China para a Austrália. Schellenberg foi condenado a 15 anos de prisão em novembro, mas um tribunal de segunda instância na cidade de Dalian trocou a sentença para a pena de morte na segunda (14). "Eu não sou um traficante de drogas. Eu vim à China como turista", disse Schellenberg, segundo a agência de notícias AFP, pouco antes da sentença ser anunciada. A tia do canadense, Lauri Nelson-Jones, disse que a pena de morte era "uma situação horrorosa, infeliz e de partir o coração". "É a confirmação do nosso maior medo. É impossível imaginar o que ele deve estar sentindo e pensando", afirmou. Acredita-se que a China execute mais pessoas por ano que qualquer outro país, mas os números são mantidos em sigilo. O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional afirma que milhares de pessoas são executadas a cada ano - mais do que os números de execuções em todos os países somados. Vários estrangeiros já foram executados por crimes relacionados a drogas no passado, entre os quais o britânico Akmal Shaikh, executado em 2009 apesar das alegações de que ele tinha problemas mentais e do apelo por clemência feito pelo primeiro-ministro do Reino Unido. Diplomacia de pressão A condenação à morte de Schellenberg é vista com suspeita por analistas internacionais já que ocorre num momento em que a China está indignada com a prisão de Meng Wanzhou, 46 anos, filha do fundador da Huawei. O caso deteriorou as relações da China com o Canadá e os Estados Unidos. Wanzhou foi liberada sob fiança em dezembro, mas permanece no Canadá sob constante vigilância e precisa usar uma tornozeleira eletrônica até que as autoridades do país decidam se atendem ao pedido do governo americano para que ela seja extraditada aos Estados Unidos. A executiva chinesa é acusada pelos EUA de usar, entre 2009 e 2015, uma subsidiária da Huawei, a Skycom, para burlar sanções econômicas impostas ao Irã. Ela nega. E a China acusa os o governo americano de usar a prisão como instrumento de pressão na guerra comercial travada entre o país asiático e os Estados Unidos. Meng Wanzhou é filha do fundador da Huawei e alta executiva da gigante de tecnologia chinesa. Para analistas, a pena de morte a um cidadão canadense é resposta da China à prisão de Meng EPA Nas semanas subsequentes à prisão de Wanzhou, a China deteve dois cidadãos canadenses. O ex-diplomata Michael Kovrig e o empresário Michael Spavor foram acusados de ameaçarem a segurança nacional. O governo chinês negou, também nesses dois casos, qualquer ligação com o caso de Meng Wanzhou, mas alguns especialistas em relações internacionais enxergam relação direta. Donald Clarke, pesquisador em Direito chinês na George Washington University, nos Estados Unidos, diz que a pena de morte a Schellenberg é um "passo sem precedentes na diplomacia chinesa". "Eu vi casos que considerei injustos antes, mas não me lembro de nenhum que parecesse tão desconectado assim da inocência ou culpa do acusado", disse Clarke ao serviço chinês da BBC. Nos últimos dias, a China se esforçou para dar ao caso de Schellenberg prominência internacional. Numa atitude incomum, as autoridades chinesas convidaram jornalistas estrangeiros para assistir ao julgamento no tribunal, relatou o repórter da BBC John Sudworth. Apesar da insistência do canadense em dizer que é inocente, o julgamento dele durou apenas um dia - e pena de morte foi anunciada menos de uma hora depois da conclusão dos depoimentos. Um editorial publicado nesta terça (25) no jornal nacionalista chinês "Global Times" afirma que "a especulação desarrazoada" da imprensa ocidental ligando o caso à prisão de Meng Wenzhou demonstra "um desprezo desrespeitoso à lei chinesa". "O julgamento também envia a mensagem de que a China não vai ceder à pressão externa na implementação das suas leis", afirma o jornal. No entanto, em dezembro, o editor do "Global Times" alertou que a China "definitivamente adotaria medidas de retaliação ao Canadá" se Meng Wanzhou não fosse libertada. "Se o Canadá extraditar Meng aos Estados Unidas, a vingança da China será muito pior que a prisão de um canadense", disse Hu Xijin num vídeo postado no site do "Global Times".
    Com ameaças a adolescente saudita, agência de imigração contrata segurança no Canadá

    Com ameaças a adolescente saudita, agência de imigração contrata segurança no Canadá


    Rahaf Mohammed, que fugiu por medo de ser agredida ou morta pela família na Arábia Saudita, recebeu ameaças online. Jovem de 18 anos não ficará sozinha até retomar vida normal, disse diretor de agência. A jovem saudita Rahaf Mohammed fala no...


    Rahaf Mohammed, que fugiu por medo de ser agredida ou morta pela família na Arábia Saudita, recebeu ameaças online. Jovem de 18 anos não ficará sozinha até retomar vida normal, disse diretor de agência. A jovem saudita Rahaf Mohammed fala no COSTI Corvetti Education Centre, em Toronto, no Canadá, na terça-feira (15) Reuters/Mark Blinch Por causa das ameaças à adolescente saudita Rahaf Mohammed, que recebeu asilo no Canadá, a agência de imigração em Toronto que lhe presta assistência decidiu contratar um serviço de segurança para garantir “que ela nunca esteja sozinha” enquanto retoma a vida normal, disse o diretor-executivo da organização nesta terça-feira (15). Rahaf Mohammed, de 18 anos, se tornou notícia em todo mundo depois de se trancar num quarto de hotel no aeroporto de Bangcoc, para tentar evitar ser mandada de volta à Arábia Saudita para sua família, por quem teme ser agredida ou morta. A família nega qualquer abuso. A adolescente recebeu diversas ameaças online que a fizeram temer por sua segurança, disse Mario Calla, diretor-executivo da Costi, uma agência para imigrantes contratada pelo governo do Canadá para ajudar a saudita a se estabelecer em Toronto. A Costi contratou um segurança e quer que “ela nunca esteja sozinha”, disse Calla a jornalistas. “É difícil dizer o quão sérias são essas ameaças. Nós estamos levando elas a sério”. Mohammed, que renunciou a seu nome de família al-Qunun, fez um pronunciamento em Toronto nesta terça-feira, que foi lido em inglês para ela por um dos agentes de imigração. “Entendo que todos aqui e ao redor do mundo querem meu bem e gostariam de saber como estou passando, mas... gostaria de começar a viver uma vida privada normal, como qualquer outra jovem moradora do Canadá”, disse ela no comunicado.
    ANÁLISE: Premiê humilhada, Brexit sem rumo

    ANÁLISE: Premiê humilhada, Brexit sem rumo


    Antes do desastre no Parlamento, com a diferença de 230 votos entre os que apoiaram e rejeitaram seu acordo com a UE, May garantiu que não renunciaria. Seu capital político, no entanto, diminuiu consideravelmente. A primeira-ministra britânica...


    Antes do desastre no Parlamento, com a diferença de 230 votos entre os que apoiaram e rejeitaram seu acordo com a UE, May garantiu que não renunciaria. Seu capital político, no entanto, diminuiu consideravelmente. A primeira-ministra britânica Theresa May deixa seu gabinete após reunião, em Londres, nesta terça-feira (15) AP Photo/Frank Augstein O governo liderado pela premiê Theresa May sofreu a maior derrota já vista no Parlamento britânico e arrisca-se, menos de 24 horas depois, a uma nova humilhação. Logo após a votação do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, acenou com uma moção de desconfiança do governo, que será debatida e votada na sessão desta quarta-feira (16). Para cada fracasso, Theresa May tem demonstrado resiliência. Normalmente, um premiê não sobrevive a uma derrota por mais de 100 votos. Mas a aprovação do Brexit, em 2016, promoveu novos parâmetros. O foco principal de seu governo tem sido o manejo deste conturbado divórcio. Antes do desastre desta terça-feira no Parlamento, com a diferença de 230 votos entre os que apoiaram e rejeitaram seu acordo com a UE, May garantira a seus ministros que não renunciaria, qualquer que fosse a margem. Seu capital político, no entanto, diminuiu consideravelmente -- frente ao Partido Conservador, à oposição e à União Europeia. Dos 432 deputados que votaram contra o acordo, 118 eram conservadores, ou seja, mais de um terço da legenda se insurgiu mais uma vez contra o governo de May. Se a moção de desconfiança for aprovada, ela terá duas semanas para reverter o quadro e tentar obter apoio para se manter no cargo. Do contrário, novas eleições serão convocadas. Um dos partidos que sustentam a coalizão do governo, o DUP, da Irlanda do Norte, que nesta terça-feira, votou contra o acordo do Brexit, já sinalizou que apoiará o governo em uma eventual moção de desconfiança. Analistas acreditam que May novamente sobreviverá, mas a sua fragilidade é indiscutível. E, seja qual for o destino da premiê, o Brexit segue sem acordo, sem Plano B e totalmente sem rumo. Sandra Cohen Arte/G1
    Veja as reações à rejeição do acordo sobre o Brexit pelo Parlamento do Reino Unido

    Veja as reações à rejeição do acordo sobre o Brexit pelo Parlamento do Reino Unido


    Foram 202 votos a favor e 432 contrários. Resultado é considerado uma derrota ao governo de Theresa May. Bandeiras do Reino Unido e da União Europeia são vistas durante protesto contra o Brexit em frente ao Parlamento, em Londres, em 17 de...


    Foram 202 votos a favor e 432 contrários. Resultado é considerado uma derrota ao governo de Theresa May. Bandeiras do Reino Unido e da União Europeia são vistas durante protesto contra o Brexit em frente ao Parlamento, em Londres, em 17 de dezembro de 2018 Reuters/Toby Melville Veja as reações após o Parlamento do Reino Unido rejeitar nesta terça-feira (15) o acordo sobre o Brexit firmado entre a primeira-ministra Theresa May e a União Europeia. Foram 202 votos a favor e 432 contrários. Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, lamentou nas redes sociais o desfecho da votação. Ele já se manifestou contra o Brexit. "Se um acordo é impossível e ninguém quer [um Brexit] sem acordo, então quem vai ter a coragem de dizer qual é a única solução positiva?" Initial plugin text Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia O presidente da Comissão Europeia, um dos órgãos subordinados à União Europeia, também lamentou a rejeição do acordo proposto por May. Juncker, porém, garantiu que o processo de ratificação do Brexit continua; "O risco de uma retirada desordeira do Reino Unido aumentou com a votação nesta noite. Apesar de não querermos que isso ocorra, a Comissão Europeia vai continuar seu plano de contingência para assegurar que a UE esteja completamente preparada", disse Juncker, em nota divulgada nesta tarde. "Eu insisto para que o Reino Unido esclareça suas pretensões o mais breve possível. O tempo está acabando", completa a nota. Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista Logo após pedir moção de desconfiança contra o governo de Theresa May, Jeremy Corbyn, que é líder do principal partido de oposição à premiê, postou no Twitter: "Theresa May chegou ao fim da linha" Initial plugin text Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia – integrante do Reino Unido –, defendeu a convocação de um novo referendo sobre o Brexit. A maioria dos escoceses votou contra a saída do país da União Europeia na votação de 2016. "Derrota história da primeira-ministra [May] e que há meses era óbvio que aconteceria. É hora de parar o relógio do Artigo 50 [que dispõe sobre a saída da União Europeia] e levar o assunto de volta ao eleitorado. A Escócia votou para ficar na UE e nós não devemos ser arrastados contra a nossa vontade", escreveu. Initial plugin text Nigel Farage, vice-diretor do movimento contra o acordo 'Sair significa sair' Nigel Farage, político britânico que fez campanha para o Brexit em 2016, comemorou a rejeição do acordo. Atualmente, ele militou pelo movimento contrário à proposta feita por May. Pelo Twitter, ele pediu a renúncia da atual primeira-ministra. "Um fracasso catastrófico da liderança de Theresa May. Se ela tem algum senso de honra, ela vai renunciar", analisou Farage. Initial plugin text Emmanuel Macron, presidente da França O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o Reino Unido será "quem mais vai perder" caso deixe a União Europeia sem acordo. No entanto, ele disse acreditar que os britânicos vão tentar formular um novo acordo. "Na minha visão, é o que eles vão fazer. Eu os conheço um pouco", disse Macron. "Nesse caso, talvez façamos ajustes em uma ou duas coisas, mas eu não acho que devemos parar de defender os interesses europeus só para resolver os problemas políticos e domésticos do Reino Unido", apontou. Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha O premiê espanhol, Pedro Sánchez, usou as redes sociais para declarar que o governo do país "lamenta" o resultado da votação. A Espanha é um dos países integrantes da União Europeia. "O governo lamenta o resultado negativo do Parlamento britânico. O acordo é o melhor possível, e uma saída não ordenada seria negativa para a UE e catastrófica para o Reino Unido. A Espanha trabalha em medidas de contigência e priorizará os direitos dos cidadãos e residentes", tuitou. Initial plugin text Annegret Kramp-Karrembauer, líder do CDU, partido do governo alemão Annegret Kramp-Karrembauer – líder do partido de Angela Merkel, o CDU, e possível sucessora da atual premiê alemã – também se manifestou pelas redes sociais. O governo da Alemanha, país componente da UE, fez parte das negociações para costurar o acordo rejeitado pelos britânicos. "Lamento muito a decisão em Londres. Um Brexit desordenado sem acordo é a pior das opções. Importante agora não se precipitar", escreveu no Twitter. Initial plugin text
    Brexit: O que ocorre agora que o Parlamento britânico rejeitou o acordo de Theresa May?

    Brexit: O que ocorre agora que o Parlamento britânico rejeitou o acordo de Theresa May?


    Confira cinco cenários possíveis após a rejeição do plano proposto pela primeira-ministra, que incluem saída brusca do Reino Unido da União Europeia, renegociação dos termos e convocação de eleições. Imagem de vídeo mostra a Câmara dos...


    Confira cinco cenários possíveis após a rejeição do plano proposto pela primeira-ministra, que incluem saída brusca do Reino Unido da União Europeia, renegociação dos termos e convocação de eleições. Imagem de vídeo mostra a Câmara dos Comuns lotada durante sessão para a votação de acordo do Brexit, em Londres, na terça-feira (15) HO/PRU/AFP O Parlamento britânico rejeitou por 432 a 202 votos o plano da primeira-ministra Theresa May para o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. O que pode ocorrer agora? Em até três dias úteis, o governo britânico tem de produzir uma proposta alternativa. Uma derrota anterior de May no Parlamento, em 4 de dezembro, havia definido que os parlamentares terão mais espaço na elaboração dessa proposta alternativa. O novo plano também terá de passar por uma votação no Parlamento. Leia também: Parlamento britânico rejeita acordo do Brexit A Corte Europeia de Justiça anunciou que o Reino Unido poderia cancelar o Brexit unilateralmente sem sofrer qualquer sanção. Porém, como o atual governo britânico apoia o Brexit, é provável que um recuo desse tipo tenha de ser precedido por um novo referendo ou por uma troca no governo. Segundo a BBC News, trata-se da maior derrota de um governo britânico já registrada no Parlamento. O líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, propôs há pouco um voto de confiança sobre o governo - que pode representar, no limite, a queda de May. Uma possibilidade para daqui a três dias é a que o governo tente votar o plano rejeitado outra vez. Quais seriam as outras opções? Imagem de vídeo da primeira-ministra britânica Theresa May durante discurso na Câmara dos Comuns, no Parlamento, em Londres, antes da votação do Brexit, na terça-feira (15) HO/PRU/AFP 1. Brexit sem acordo Se nenhuma solução for acordada, o desdobramento natural seria um Brexit sem acordo. Pela legislação em vigor, o Reino Unido terá de deixar a União Europeia em 29 de março. Regras da União Europeia também determinam que o Reino Unido deixe a organização até lá. O governo provavelmente tentaria aprovar leis para se preparar para um Brexit sem acordo, mas isso não seria fundamental. Parlamentares insatisfeitos com a possibilidade de um Brexit sem acordo derrotaram o governo em 8 de janeiro ao votar em favor de limitar a capacidade do Tesouro em aumentar alguns impostos. O gesto foi considerado simbólico, já que o governo provavelmente poderia encontrar outras formas de gerar receitas, mas também como um sinal de que os parlamentares tentarão evitar um desfecho em que não haja acordo. Outra saída, caso o governo não ceda, seria submetê-lo a um voto de confiança - mecanismo comum em regimes parlamentaristas pelo qual os legisladores podem votar pela troca do primeiro-ministro (veja o quarto item abaixo). 2. Renegociação ampla O governo pode propor a negociação de um novo acordo para o Brexit. Nesse caso, não bastaria fazer pequenos ajustes e votar o acordo novamente. Teria de haver uma completa renegociação, que levaria tempo e poderia exigir a prorrogação do prazo para o Brexit. Essa saída necessitaria de dois passos cruciais. Primeiro, o Reino Unido precisaria pedir uma prorrogação à União Europeia - que seria concedida apenas se todos os países membros concordassem. Segundo, o governo teria de mudar a definição de "dia de saída" em seu Ato de Retirada da União Europeia. Isso poderia ser feito por meio de uma votação no Parlamento. Se a UE se recusar a retomar as negociações, o governo teria de avaliar as opções a seguir. Manifestantes contra o Brexit comemoram resultado de votação no Parlamento, em Londres, após a derrota do acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May, na terça-feira (15) AP Photo/Frank Augstein 3. Convocar eleições gerais Theresa May pode avaliar que a melhor maneira para sair do impasse seria antecipar as eleições gerais, para reforçar sua autoridade política para buscar um acordo. Ela não tem o poder de convocar eleições. Mas, assim como fez em 2017, poderia pedir aos parlamentares que endossem a antecipação da eleição - o que exigiria dois terços dos votos. As eleições poderiam ocorrer a partir de 25 dias úteis - caberia à primeira-ministra definir a data. Essa saída também exigiria uma extensão do prazo do Brexit pela União Europeia. E uma nova eleição poderia criar um novo cenário, como detalhado abaixo. 4. Voto de confiança O Partido Trabalhista, hoje na oposição, já indicou a intenção de convocar um voto de confiança sobre o governo para tentar derrubá-lo. De fato, isto foi feito pouco depois da votação do Brexit pelo líder trabalhista, Jeremy Corbyn. Se o governo perder a votação, há alguns desdobramentos possíveis. May pode perder o posto de primeira-ministra. Se o novo governo não vencer um voto de confiança em até 14 dias, eleições gerais teriam de ser convocadas a partir de 25 dias úteis. Poderia ocorrer uma troca no governo. Isso poderia significar um outro governo do Partido Conservador, com um primeiro-ministro distinto, um governo de coalizão ou um governo de outro partido. Qualquer novo governo teria uma atitude diferente em relação ao Brexit, podendo reconsiderar as várias opções em jogo. 5. Outro referendo O governo poderia conduzir um novo referendo sobre o Brexit. Essa saída também provavelmente exigiria prorrogar o prazo do Brexit, pois não haveria tempo de fazer um referendo antes de 29 de março. Mas um novo referendo não seria convocado automaticamente. Há regras específicas para a convocação dessas consultas. Teria de ser aprovada no Parlamento uma legislação definindo as regras da votação, o que pode exigir tempo. Haveria ainda uma série de ritos a cumprir antes da definição de uma data para o referendo. Especialistas da University College London indicam que esse processo todo não poderia ocorrer em menos de 22 semanas. 6. Outras consequências Há várias possíveis consequências dos desfechos do Brexit. Após Theresa May sobreviver a um desafio a sua liderança, o Partido Conservador definiu que ela não enfrentará outra contestação - ao menos dos conservadores - pelos próximos 12 meses. Mas ela pode sempre renunciar se não conseguir aprovar seu plano ou não estiver disposta a buscar alternativas. Isso provocaria uma corrida interna pela liderança do Partido Conservador, que poderia resultar na indicação de um novo primeiro-ministro. May também pode ser pressionada a renunciar se os parlamentares aprovarem uma "moção de censura" - seria como um voto de confiança, mas sem as mesmas consequências automáticas. Isso também poderia levar a uma troca do primeiro-ministro ou até mesmo uma alteração no governo. Quem assumir o poder teria de enfrentar os mesmos dilemas em relação ao Brexit. Initial plugin text
    Agência de espionagem da Alemanha investigará partido de oposição por suposto extremismo

    Agência de espionagem da Alemanha investigará partido de oposição por suposto extremismo


    Inquérito vai investigar se as políticas anti-imigração do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) violam a Constituição alemã. Seis explicações para o sucesso da AfD John MacDougall/AFP A agência de espionagem interna alemã vai...


    Inquérito vai investigar se as políticas anti-imigração do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) violam a Constituição alemã. Seis explicações para o sucesso da AfD John MacDougall/AFP A agência de espionagem interna alemã vai investigar o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) para determinar se as políticas da legenda anti-imigração violam as garantias constitucionais do país contra o extremismo, disse o chefe da instituição nesta terça-feira (15). O Departamento de Proteção à Constituição da Alemanha (BfV, na sigla em alemão) classificou o principal partido de oposição da Alemanha como um "caso para investigar", segundo o chefe da inteligência interna, Thomas Haldenwang. A investigação, porém, não deve acarretar em uma vigilância completa do AfD, com métodos de espionagem. A Constituição alemã contém rígidas proteções contra o extremismo, permitindo o monitoramento e até a proibição de partidos considerados de extrema-direita ou extrema-esquerda. A medida é rara, mas o BfV já monitorou outros partidos políticos. O AfD ganhou força no Parlamento alemão na eleição de 2017, retirando votos de partidos mais tradicionais ao focar na preocupação dos eleitores quanto à imigração. A legenda está representada em todos os 16 Parlamentos regionais da Alemanha. “O BfV tem indícios iniciais de que as políticas do AfD vão contra a ordem democrática constitucional”, disse Haldenwang durante coletiva de imprensa em Berlim. “Mas, esses indícios não estão suficientemente concentrados para começar a monitorar o partido usando métodos de espionagem”, acrescentou. Ligações com extremistas Um cartaz de campanha da AfD diz: 'Pare a islamização' Reuters/Wolfgang Rattay Haldenwang, cujo antecessor Hans-Georg Maassen foi substituído devido a sua suposta simpatia pela extrema-direita, disse que a agência de espionagem prestará mais atenção a ala jovem do AfD e a indivíduos próximos ao líder regional do partido Bjoern Hoecke. Hoecke descreveu o principal monumento da Alemanha em homenagem a vítimas do Holocausto como um "monumento da vergonha". O BfV disse que alguns membros próximos de Hoecke têm ligações com organizações já classificadas como extremistas. Líder de partido nacionalista alemão é espancado O líder do AfD Alexander Gauland criticou o anúncio de Haldenwang: “É completamente claro que nós pensamos que essa decisão do BfV é errada. Também é completamente claro que vamos tomar ações legais contra essa decisão.”
    Parlamento britânico rejeita acordo do Brexit

    Parlamento britânico rejeita acordo do Brexit


    Foram 432 votos contrários e 202 a favor. Theresa May terá agora três dias para apresentar plano B aos parlamentares; Partido Trabalhista pediu moção de desconfiança contra primeira-ministra. Parlamento britânico rejeita acordo para saída da...


    Foram 432 votos contrários e 202 a favor. Theresa May terá agora três dias para apresentar plano B aos parlamentares; Partido Trabalhista pediu moção de desconfiança contra primeira-ministra. Parlamento britânico rejeita acordo para saída da União Europeia O Parlamento britânico rejeitou nesta terça-feira (15) o acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May para o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Foram 432 votos contra e 202 a favor, a maior derrota do governo na história moderna – o recorde anterior era de 1924, com diferença de 166 votos. A premiê terá agora três dias para apresentar um plano B para que os parlamentares analisem uma nova proposta. Logo após o anúncio do resultado, o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, apresentou uma moção de desconfiança contra a premiê, que pode culminar em sua queda do cargo. A moção, que deverá ser discutida nesta quarta-feira (16), tem como justificativa o fato de que, em dois anos no cargo, a primeira-ministra não foi capaz de elaborar uma proposta apoiada pela maioria no Parlamento. Em dezembro, May já havia sido alvo de moção semelhante apresentada por seu próprio partido, o Conservador. Na ocasião, ela venceu a votação e foi mantida no cargo. O documento negociado pela primeira-ministra nesta terça previa que a saída do Reino Unido da UE – marcada para 29 de março – fosse gradual e seguida de um período de transição. O plano era dar tempo aos dois lados para acertar os termos de negociações comerciais, por exemplo. Outro ponto polêmico dizia respeito à fronteira entre a Irlanda (país independente e membro da UE) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido). O grupo que votou contra o acordo de May inclui tanto parlamentares que querem um desligamento sem condicionantes e abrupto (já a partir da data prevista) quanto os que rejeitam o Brexit. Parlamento britânico rejeita acordo de saída da União Europeia O texto apresentado por May havia sido aprovado pela UE em novembro do ano passado. Segundo a premiê, o bloco descarta discutir os termos e não deve aceitar a discussão de um novo acordo. Antes da votação, ao defender sua proposta, May afirmou que uma rejeição significaria um Brexit sem acordo. E que "uma saída sem acordo significaria nenhuma parceria de segurança com a União Europeia”. Nem mesmo os assessores mais próximos sabem como seria o suposto plano B da primeira-ministra – ou mesmo se ele existe –, já que ela insistiu até o último minuto que o plano em votação nesta terça era o ideal para o Reino Unido e que deveria ser aprovado. Sempre que questionada sobre o assunto, ela se recusou a discutir opções. Imagem de vídeo da primeira-ministra britânica Theresa May durante discurso na Câmara dos Comuns, no Parlamento, em Londres, antes da votação do Brexit, na terça-feira (15) HO/PRU/AFP Pontos do acordo Um dos pontos mais polêmicos do acordo de May envolvia a forma como era tratada a fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. Isso porque, após o Brexit, essa passa a ser na verdade uma fronteira entre o Reino Unido e a UE dentro da ilha britânica. Como explica a BBC, o Reino Unido e a Irlanda faziam parte de um mercado comum e uma mesma unidade aduaneira, a circulação de produtos e pessoas era livre entre os dois países – e na fronteira por terra entra Irlanda e Irlanda do Norte. Mas, depois do Brexit, isso vai mudar, pois as duas partes da Irlanda estarão sob regimes regulatórios diferentes, o que significa que mercadorias e pessoas teriam de ser checadas na fronteira. Para isso, ficou acordado na proposta de May que haveria uma espécie de "escudo" – uma rede de segurança, chamada em inglês de "backstop" – impedindo que haja rígido controle aduaneiro na fronteira, caso um futuro acordo comercial entre UE e Reino Unido demore a ser concebido. Esse "backstop" previa que a Irlanda do Norte continuaria alinhada a algumas regras aduaneiras da UE, para dispensar a necessidade de checagem na fronteira com a Irlanda, mas exigiria que alguns produtos vindos do restante do Reino Unido fossem sujeitados a controles. O "backstop" também envolveria uma união aduaneira temporária, o que, na prática, manteria a UE e o Reino Unido dentro de um mercado comum – contrariando, para alguns, o princípio básico do Brexit. O plano de Theresa May também falava sobre itens como: Direitos dos cidadãos após o Brexit: a ideia é que os britânicos morando na UE e europeus que moram no Reino Unido poderiam continuar a trabalhar e estudar onde tenham residência, além de poderem trazer consigo membros da sua família, embora nem todos os pontos dessa questão tivessem sido decididos. Período de transição: iria durar 21 meses após a saída do Reino Unido, para dar tempo de os dois lados acertarem um acordo quanto às trocas comerciais bilaterais. Um documento futuro traçaria as linhas gerais das relações britânico-europeias. A "conta do divórcio": o Reino Unido teria de pagar até 39 bilhões de libras (cerca de R$ 190 bilhões) como compensação financeira à UE. O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, se dirige ao Parlamento após a votação do acordo do Brexit, em Londres, na terça (15) Reuters TV via Reuters Próximos passos May depende agora do resultado da votação da moção de desconfiança, que pode fazer com que ela deixe o cargo de primeira-ministra. Neste caso, os dois principais partidos teriam 14 dias para comprovar que têm capacidade de formar um novo governo, com outro premiê. Caso nenhum deles consiga, novas eleições seriam convocadas. Mas se May sobreviver à votação e continuar no cargo, ela precisa da aprovação de seu plano B. Caso este também seja rejeitado, o Reino Unido muito provavelmente caminhará para um Brexit sem acordo, no qual deixará o bloco sem ter direito a negociar seus termos. Desta forma, não haveria um período de transição e já a partir da noite de 29 de março as leis da União Europeia deixariam de ser válidas no país. Já há preparativos para o caso de isso acontecer, inclusive com testes para lidar com problemas de transporte em aeroportos e no Canal da Mancha, por exemplo. Mas ninguém sabe ao certo qual será o desfecho dessa história. Segundo o jornal “The Guardian”, a União Europeia está preparada para autorizar uma extensão do Artigo 50, o que na prática ampliaria o prazo de 29 de março para uma nova data – e o que se fala é “pelo menos até julho”. Uma autoridade não identificada da UE citada pelo jornal no domingo disse que "se a primeira-ministra sobreviver e nos informar que precisa de mais tempo para conseguir um acordo com o Parlamento, será oferecida uma prorrogação técnica até julho". Outra fonte chegou a afirmar, na mesma reportagem, que o prazo poderia ser ainda maior, mas que as eleições para o Parlamento Europeu, em maio, podem interferir no processo. Manifestantes contra o Brexit comemoram resultado de votação no Parlamento, em Londres, após a derrota do acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May, na terça-feira (15) AP Photo/Frank Augstein União Europeia Após a conclusão da votação, os líderes da União Europeia divulgaram um comunicado lamentando a rejeição do acordo. "Lamentamos o resultado da votação e instamos o governo do Reino Unido a esclarecer suas intenções com relação aos próximos passos o quanto antes. A UE27 permanecerá unida e responsável como temos feito ao longo de todo o processo e procurará reduzir os danos causados pelo Brexit. Continuaremos nossos preparativos para todos os resultados, incluindo um cenário de não acordo", diz o texto. "O risco de uma saída desordenada aumentou com este voto e, embora não queiramos que isso aconteça, estaremos preparados para isso. Continuaremos o processo de ratificação da UE do acordo alcançado com o governo do Reino Unido. Este acordo é e continua a ser a melhor e única forma de garantir uma retirada ordenada do Reino Unido da União Europeia", acrescenta o comunicado. Initial plugin text
    Casa Branca prevê prejuízos à economia dos EUA causados por paralisação parcial no governo

    Casa Branca prevê prejuízos à economia dos EUA causados por paralisação parcial no governo


    Parlamentares democratas recusaram convite de Donald Trump para discutir 'shutdown'. Manifestantes protestam contra falta de pagamento a servidores do governo dos EUA, parcialmente paralisado por falta de definição no orçamento sobre obra na...


    Parlamentares democratas recusaram convite de Donald Trump para discutir 'shutdown'. Manifestantes protestam contra falta de pagamento a servidores do governo dos EUA, parcialmente paralisado por falta de definição no orçamento sobre obra na fronteira com México Carlo Allegri/Reuters A economia dos Estados Unidos está sofrendo um abalo maior do que o esperado com a paralisação parcial do governo, mostraram estimativas da Casa Branca nesta terça-feira (15). Representantes do Partido Democrata no Congresso rejeitaram o convite do presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir o assunto. A paralisação chega ao 25º dia nesta terça-feira sem que Trump ou os líderes democratas no Congresso mostrem sinais de que irão ceder no ponto que a desencadeou – o financiamento para o muro que Trump prometeu, ainda na campanha, construir ao longo da fronteira com o México. Trump convidou um grupo bipartidário de membros do Congresso para um almoço para discutir o impasse, mas a Casa Branca disse que democratas rejeitaram o convite. Era esperado que nove republicanos comparecessem. Presidente dos EUA, Donald Trump embarca para Nova Orleans, em Louisiana, e fala sobre paralisação do governo Leah Millis/Reuters O presidente insiste para que o Congresso libere US$ 5,7 bilhões no momento em que cerca de 800 mil servidores públicos federais estão sem receber durante a paralisação parcial. "Já é a hora de democratas virem à mesa e fazerem um acordo", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders. Líderes democratas na Câmara dos Deputados disseram que não orientaram membros a boicotarem o almoço de Trump, mas que pressionaram aqueles que foram convidados a considerarem se as negociações seriam produtivas ou se seriam apenas uma oportunidade fotográfica para o presidente. "Estamos unidos", disse o líder da maioria na Câmara, Steny Hoyer, a repórteres na manhã desta terça-feira. Prejuízos à economia Presidente americano serve fast food em jantar com atletas nesta segunda-feira (14) por falta de funcionários na Casa Branca devido à paralisação parcial do governo americano Joshua Roberts/Reuters A administração Trump estimou inicialmente que a paralisação custaria à economia 0,1 ponto percentual em crescimento a cada duas semanas que servidores continuassem sem pagamento. Mas nesta terça-feira, surgiu um número atualizado: 0,13 ponto percentual a cada semana, em razão do impacto do trabalho que não está sendo executado por 380 mil servidores de folga, bem como trabalho pendente de prestadores federais, disse uma autoridade da Casa Branca. A paralisação parcial é a mais longa da história dos Estados Unidos e seus efeitos começaram a reverberar ao redor do país.
    Parlamento britânico vota acordo do Brexit

    Parlamento britânico vota acordo do Brexit


    Theresa May defendeu acordo dizendo que 'processo democrático levou à votação de hoje' e que governo tem 'dever de entregar resultado do referendo' que definiu saída da União Europeia. 'Uma saída sem acordo significaria nenhuma parceria de...


    Theresa May defendeu acordo dizendo que 'processo democrático levou à votação de hoje' e que governo tem 'dever de entregar resultado do referendo' que definiu saída da União Europeia. 'Uma saída sem acordo significaria nenhuma parceria de segurança', afirmou. Imagem de vídeo da primeira-ministra britânica Theresa May durante discurso na Câmara dos Comuns, no Parlamento, em Londres, antes da votação do Brexit, na terça-feira (15) HO/PRU/AFP A primeira-ministra Theresa May defendeu seu acordo do Brexit nesta terça-feira (15) perante o Parlamento britânico, pouco antes de sua votação, afirmando que o governo tem “o dever de entregar o resultado do referendo” de 2016. O texto já foi aprovado pela União Europeia, em novembro de 2018. “Um processo democrático levou à votação de hoje. Não significa não”, ressaltou, ao dizer que o povo votou para que o Reino Unido deixe a União Europeia. “O comparecimento foi alto e o resultado foi claro”, disse. Em seu discurso, May rejeitou a ideia de uma saída sem acordo, afirmando que não haveria período de implementação, ou proteção recíproca para os direitos dos cidadãos. “Uma saída sem acordo significaria nenhuma parceria de segurança com a União Europeia”, justificou. Ainda segundo a premiê, o acordo que ela propôs fornece a base para uma parceria econômica de longo prazo com a União Europeia. E, voltando a falar sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo, ela disse que o Reino Unido poderia lidar com isso, mas “seria errado descrever isso como o melhor resultado”. May diz também que algumas pessoas pensam que, ao votar contra este acordo, podem fazer o governo voltar a Bruxelas (sede da UE) para conseguir um melhor. "Mas a União Europeia não vai reabrir as negociações", diz. Após o discurso de May, três das quatro emendas que seriam votadas foram retiradas, o que deve antecipar a votação final - e o resultado - em até 45 minutos. A única emenda votada - e rejeitada - foi do parlamentar John Baron, que permitiria ao Reino Unido terminar o backstop da Irlanda do Norte unilateralmente (leia mais sobre o backstop abaixo). Plano B Caso o acordo proposto por May não seja aprovado nesta terça, ela tem três dias para apresentar um plano B ao Parlamento. Antes, esse prazo seria de 21 dias, mas os parlamentares aprovaram uma emenda reduzindo drasticamente o prazo como forma de pressionar a premiê. Nem mesmo os assessores mais próximos sabem sobre como seria esse suposto plano B – ou mesmo se ele existe – já que a primeira-ministra insistiu até o último minuto que o plano em votação é o ideal para o Reino Unido e deve ser aprovado. Ela se recusou a discutir opções sempre que foi questionada sobre o assunto. O projeto enfrenta grande resistência não apenas do Partido Trabalhista, mas entre os próprios conservadores do partido de May. Ao menos cem deles indicaram que poderiam votar contra o acordo, além dos dez parlamentares do Partido Democrático Unionista (DUP, na sigla em inglês), o que resultaria numa derrota muito significativa. A BBC prevê, inclusive, que May sofra a maior derrota que qualquer governo britânico enfrentou nos últimos cem anos. Imagem de vídeo mostra a Câmara dos Comuns lotada durante sessão para a votação de acordo do Brexit, em Londres, na terça-feira (15) HO/PRU/AFP Irlandas e o “backstop” Um dos pontos mais polêmicos do acordo envolve a forma como é tratada a fronteira entre a Irlanda (país independente e membro da União Europeia) e a Irlanda do Norte (parte do Reino Unido). Isso porque, após o Brexit, essa passa a ser uma fronteira entre o Reino Unido e a União Europeia dentro da ilha britânica. Como explica a BBC, o Reino Unido e a Irlanda faziam parte de um mercado comum e uma mesma unidade aduaneira, a circulação de produtos e pessoas era livre entre os dois países - e na fronteira por terra entra Irlanda e Irlanda do Norte. Mas, depois do Brexit, isso vai mudar, pois as duas partes da Irlanda estarão sob regimes regulatórios diferentes, o que significa que mercadorias e pessoas teriam de ser checadas na fronteira. Para isso, ficou acordado que haverá uma espécie de "escudo" – uma rede de segurança, chamada em inglês de "backstop" – impedindo que haja rígido controle aduaneiro na fronteira, caso um futuro acordo comercial entre UE e Reino Unido demore a ser concebido. Esse "backstop" prevê que a Irlanda do Norte continuará alinhada a algumas regras aduaneiras da UE, para dispensar a necessidade de checagem na fronteira com a Irlanda, mas exigirá que alguns produtos vindos do restante do Reino Unido sejam sujeitados a controles. O "backstop" também envolverá uma união aduaneira temporária, o que, na prática, mantém a UE e o Reino Unido dentro de um mercado comum – contrariando, para alguns, o princípio básico do Brexit. O procurador geral britânico Geoffrey Cox discursa ao lado da primeira-ministra Theresa May na Câmara dos Comuns, em Londres, durante debate sobre o Brexit, na terça-feira (15) Jessica Taylor/UK Parliament/AFP Próximos passos Teoricamente, se o acordo inicial e o plano B de Theresa May forem rejeitados, o Reino Unido caminhará para um Brexit sem acordo, no qual deixará o bloco sem ter direito a negociar seus termos. Desta forma, não haveria um período de transição e já a partir da noite de 29 de março as leis da União Europeia deixariam de ser válidas no país. Já há preparativos para o caso de isso acontecer, inclusive com testes para lidar com problemas de transporte em aeroportos e no Canal da Mancha, por exemplo. Mas há uma série de opções e ninguém sabe ao certo qual será o desfecho dessa história. Segundo o jornal “The Guardian”, a União Europeia está preparada para autorizar uma extensão do Artigo 50, o que na prática ampliaria o prazo de 29 de março para uma nova data – e o que se fala é “pelo menos até julho”. Uma autoridade não identificada da UE citada pelo jornal no domingo disse que "se a primeira-ministra sobreviver e nos informar que precisa de mais tempo para conseguir um acordo com o Parlamento, será oferecida uma prorrogação técnica até julho". Outra fonte chegou a afirmar, na mesma reportagem, que o prazo poderia ser ainda maior, mas que as eleições para o Parlamento Europeu, em maio, podem interferir no processo. Dentro das possibilidades criadas pela rejeição da proposta estão ainda a chance de May perder o posto de primeira-ministra e até mesmo o de acontecer um segundo referendo, no qual os britânicos decidam cancelar o Brexit, embora essa seja a situação menos provável. Veja a seguir, de forma resumida, o que pode acontecer após a votação desta terça: Acordo aprovado O acordo proposto por Theresa May é aprovado e o Brexit entra em vigor às 23 horas de 29 de março de acordo com seus termos. Este é o menos provável de todos os cenários. Renegociação de acordo O acordo é rejeitado, mas May apresenta um plano B que é aprovado pelo Parlamento. Neste caso, é necessário reapresentar o texto à União Europeia para que seus membros o aprovem por unanimidade. A dificuldade neste caso é que o bloco já havia dito que queria aplicar o texto que aprovou em novembro, e que não aceitaria mudanças. Adiamento do Brexit Situação altamente provável, inclusive com autoridades da União Europeia afirmando que podem conceder uma extensão do prazo até julho. Isso aconteceria porque, a não ser que o acordo originalmente proposto por May seja aprovado nesta terça, dificilmente será possível que qualquer outra solução esteja pronta para entrar em vigor já no dia 29 de março. Brexit sem acordo Se nenhum plano proposto pela primeira-ministra for aprovado e o prazo vencer, o Reino Unido deixa a União Europeia sem acordo. Alguns parlamentares defendem essa medida, alegando que ela não seria assim tão ruim, mas a maioria, e o próprio governo, quer evitar essa opção por considerar que ela traria consequências catastróficas à economia britânica, e caos burocrático e na legislação. Nova eleição para premiê Theresa May já enfrentou – e venceu – uma moção de confiança de seu próprio partido, que não pode desafiá-la novamente por um ano. Mas eles podem exercer pressão não oficial, ou ela mesma pode decidir renunciar, caso sofra uma derrota muito significativa ou fique muito desgastada com a questão do Brexit. Outra situação que poderia levar a uma eleição geral seria uma votação de confiança lançada por seus adversários do Partido Trabalhista, embora apenas parte dele pareça disposto a lançar mão dessa estratégia. Nesse caso, os partidos teriam 14 dias para provar capacidade para liderar o governo. Se nenhum deles conseguisse, eleições seriam convocadas. O próximo primeiro-ministro ficaria então encarregado de solucionar a condução do Brexit. Novo referendo Em dezembro, o consultor jurídico da União Europeia anunciou que o Reino Unido tem autorização para cancelar o Brexit unilateralmente se quiser. Ou seja, caso decida cancelar o processo, o país não precisaria consultar o bloco. Existem muitos parlamentares favoráveis à realização de um novo referendo para oficializar esse cancelamento, mas Theresa May já declarou que “Brexit é Brexit” e que irá respeitar o resultado da votação de 2016. Além disso, a maior chance de um novo referendo dependeria de um apoio maciço do Partido Trabalhista, mas seu líder, Jeremy Corbyn, já disse que prefere negociar um novo acordo de Brexit a cancelar a saída. Initial plugin text
    Turquia diz que criará 'zona de segurança' na fronteira da Síria sugerida por Trump

    Turquia diz que criará 'zona de segurança' na fronteira da Síria sugerida por Trump


    Criação implica que milícias curdas deixem posições na fronteira. Milícias são consideradas 'terroristas' por Ancara, mas apoiadas por Washington na luta contra o Estado Islâmico. Imagem de arquivo mostra turcos perto da fronteira com a...


    Criação implica que milícias curdas deixem posições na fronteira. Milícias são consideradas 'terroristas' por Ancara, mas apoiadas por Washington na luta contra o Estado Islâmico. Imagem de arquivo mostra turcos perto da fronteira com a Síria vendo fumaça em cidade síria de Kobani, ocupada por curdos REUTERS/Umit Bektas O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta terça-feira (15) que seu país criará uma "zona de segurança" na fronteira da Síria, que separaria a fronteira turca das posições em poder de milícias curdas na Síria. Há vários anos a Turquia vem pressionando pela criação da "zona de segurança", mas essa ideia até agora foi rejeitada, inclusive pelo antecessor de Donald Trump, Barack Obama. No entanto, agora essa opção veio à tona depois que Trump evocou uma "zona de segurança de 32 km" em um tuíte no domingo, uma oportunidade que o governo turco aproveitou rapidamente. Erdogan disse nesta terça que a extensão dessa área poderia até ser maior do que os 32 km mencionados por Trump. Mas a criação de tal zona implicaria que as Unidades de Proteção Popular (YPG) concordassem em deixar as posições que ocupam ao longo dos 900 km da fronteira entre a Turquia e a Síria. As YPG são um grupo de milícias curdas, que Ancara considera "terrorista", mas que Washington apoiou na luta contra a organização extremista Estado Islâmico (EI). Ativamente engajada no terreno sírio, a Turquia já desalojou as YPGs de várias posições no noroeste, agora controlado por grupos rebeldes e onde as tropas turcas também estão mobilizadas, levantando acusações de "ocupação". Segundo o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, a área ao longo da fronteira entre a Turquia e Síria serviria para defender ambas as partes, turcos e curdos. Conversa positiva Trump e Erdogan conversaram por telefone na segunda-feira à noite. No telefonema, descrito por Erdogan como "extremamente positivo", Trump "mencionou uma zona de segurança que representa mais de 30 km, e que vamos estabelecer ao longo da fronteira", declarou o presidente turco. Esta conversa ocorreu em um momento no qual ambos os países vivem um novo episódio de tensão devido ao destino das YPG. Ancara não esconde a sua intenção de lançar uma operação militar contra as YPG, mas Washington tenta, desde o seu anúncio de retirada da Síria, em dezembro, tranquilizar os seus aliados. Durante a sua conversa com Trump, Erdogan assegurou a seu colega americano que a Turquia está preparada para fornecer "qualquer tipo de apoio" aos Estados Unidos em sua retirada da Síria. No domingo, Trump ameaçou no Twitter "devastar a Turquia economicamente se atacar os curdos". Mas, segundo um comunicado da presidência turca, ambos os líderes acordaram em sua conversa fortalecer as relações econômicas entre os países.
    Assembleia Nacional da Venezuela declara Nicolás Maduro 'usurpador' do cargo de presidente

    Assembleia Nacional da Venezuela declara Nicolás Maduro 'usurpador' do cargo de presidente


    Atual presidente do Parlamento, Juan Guaidó se declarou presidente interino do país. Parlamentares também aprovaram um pedido a dezenas de governos estrangeiros que congelem contas bancárias controladas pelo governo de Nicolás Maduro. Assembleia...


    Atual presidente do Parlamento, Juan Guaidó se declarou presidente interino do país. Parlamentares também aprovaram um pedido a dezenas de governos estrangeiros que congelem contas bancárias controladas pelo governo de Nicolás Maduro. Assembleia Nacional da Venezuela aprova declarar Nicolás Maduro 'usurpador da Presidência' Manaure Quintero/Reuters A Assembleia Nacional da Venezuela declarou Nicolás Maduro "usurpador" do cargo de presidente da república, nesta terça-feira (15). O Parlamento é controlado pela oposição e presidido por Juan Guaidó – que se declarou presidente interino do país pouco depois de o chavista tomar posse do cargo. Na prática, isso significa que a Assembleia assumirá como "juridicamente ineficaz" a Presidência exercida por Maduro. Além disso, os atos do Poder Executivo venezuelano ficam anulados, segundo a agência EFE. A declaração, segundo a EFE, abre possibilidade para que funcionários, policiais e integrantes das Forças Armadas tenham respaldo legal para desobedecer o regime de Maduro. Os parlamentares também aprovaram um pedido a dezenas de governos estrangeiros que congelem contas bancárias controladas pelo governo de Nicolás Maduro, segundo documentos obtidos pela Reuters. A medida se estenderia aos EUA e a países da União Europeia, além de vizinhos como o Brasil. Posse contestada O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante seu discurso anual à nação perante membros da Assembleia Constituinte, em Caracas, na segunda-feira (14) AP Photo/Ariana Cubillos Nicolás Maduro tomou posse na quinta-feira passada (10). A oposição política venezuelana e diversos países – entre eles, os Estados Unidos, o Canadá e os membros do Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte – não reconhecem a legitimidade do novo mandato de Maduro. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também declarou, no dia da posse, que não reconhece o governo do socialista. Além disso, nesta terça-feira, fontes disseram à rede de televisão CNN que o governo de Donald Trump estuda reconhecer Guaidó como presidente legítimo da Venezuela. Guaidó, de 35 anos, assumiu a presidência da Assembleia Nacional, o último órgão de Estado sob controle da oposição Reuters/Carlos Garcia Rawlins Guaidó chegou a ser preso, no domingo, por agentes do serviço de inteligência venezuelana, que o liberaram minutos depois. Depois do incidente, o regime de Maduro prometeu punir os responsáveis pela prisão do opositor.
    O homem que descobriu não ser o pai biológico dos três filhos ao ser diagnosticado com doença hereditária

    O homem que descobriu não ser o pai biológico dos três filhos ao ser diagnosticado com doença hereditária


    Quando Richard Mason foi diagnosticado com fibrose cística, descobriu que a doença o havia deixado infértil já na infância – até então, ele acreditava ser o pai biológico de seus três filhos. Richard fez o teste porque não estava...


    Quando Richard Mason foi diagnosticado com fibrose cística, descobriu que a doença o havia deixado infértil já na infância – até então, ele acreditava ser o pai biológico de seus três filhos. Richard fez o teste porque não estava conseguindo engravidar Emma, sua atual mulher Reprodução/Facebook O empresário britânico Richard Mason, com 54 anos, não acreditou quando recebeu a notícia de que tinha uma fibrose cística que havia provocado infertilidade durante toda a sua vida – afinal, ele tinha três filhos. "Pensei que o diagnóstico estava errado", disse Mason em uma entrevista ao programa BBC Radio 5 Live. Preocupado, ele questionou sua ex-mulher, Kate, se era o pai biológico dos três filhos do casal. Como ela garantiu que sim, Mason manteve a esperança de que os exames estivessem errados. Mas não estavam. O empresário de fato teve fibrose cística durante a vida toda. A doença hereditária é considerada grave e afeta diversos órgãos, em um processo obstrutivo causado pelo aumento da viscosidade dos mucos. Na maioria dos homens afetados, a doença leva à infertilidade. No Brasil, ela afeta uma em cada 10 mil pessoas. As irmãs de Mason já tinham a doença, e ele havia feito um teste para descobrir se também havia nascido com ela porque não estava conseguindo engravidar sua segunda mulher, Emma. Testes de DNA confirmaram: os gêmeos Ed e Joal, de 19 anos, e Willem, de 23 anos, não eram filhos biológicos de Mason. Fraude de paternidade Mason havia se separado de sua ex-mulher em 2007, depois de 20 anos de casamento. Ao descobrir que os três filhos nascidos durante o matrimônio não eram seus, resolveu processar a ex-mulher por fraude de paternidade. Kate foi condenada a devolver US$ 320 mil dos quase US$ 5 milhões que havia recebido no acordo de divórcio. A Justiça permitiu que ela mantivesse em segredo a identidade do verdadeiro pai dos jovens. "Eu não sabia o que era real e o que não era. Foi como se eu tivsse vivendo em Matrix (o filme)", disse Mason ao jornal inglês The Daily Mail. "Durante muito não consegui pensar em outra coisa", contou o empresário ao BBC Radio 5 Live. "Em algum momento do futuro vou descobrir quem é o pai biológico, tenho certeza. Não sei se é um de meus amigos, pode ser alguém muito próximo de mim", disse Mason à BBC. "Quando você tem um mistério assim em sua vida e é afetado por ele dessa forma, qualquer pessoa gostaria de saber a verdade." Mason está oferecendo US$ 6,4 mil para quem o ajudar a descobrir quem é o pai biológico de seus filhos. A BBC tentou entrar em contato com Kate, a ex-mulher de Mason, mas não recebeu nenhuma resposta. Mason afirma que continua se sentindo o pai de seus três filhos Reprodução/Facebook Afastamento dos filhos Apesar de conseguir uma vitória no processo contra a ex-mulher, Mason não teve paz. Por causa da disputa legal, seus filhos decidiram cortar suas relações com ele. "Ver o que eles estão fazendo no Facebook me parte o coração. Meu mais velho se formou há pouco tempo e eu sequer fui convidado", disse Mason. Hoje só Ed, um dos gêmeos de 19 anos, mantém contato com ele. Em um programa do canal ITV, Mason mandou um recado para os filhos. "Não fiz nada de errado. Eu amo vocês e as portas estão abertas. Apenas venham, e lhes darei o maior abraço que já receberam na vida", afirmou. Joel, um dos filhos gêmeos, explicou ao The Daily Mail porque não fala com o pai de criação. "É um homem muito manipulador, não é o tipo de pessoa com quem você queira estar. Comecei a notar quando tinha 15 anos", disse Joel, que afirmou, no entanto, não ter a intenção de procurar seu pai biológico. "Richard continua sendo meu pai e não vou buscar a verdade. Duvido que (o pai biológico) sequer saiba que nós existimos", disse. Mason também diz sentir que os jovens continuam sendo seus filhos. "Eles são meus filhos. Você se sente traído, sente essa sensação de raiva que não se pode explicar. Mas eu sigo sendo o pai", disse Mason.
    Anel de diamantes que vale R$ 4,8 milhões é chave para investigar mulher que gastou fortuna em loja

    Anel de diamantes que vale R$ 4,8 milhões é chave para investigar mulher que gastou fortuna em loja


    Apreensão é parte de investigação sobre patrimônio de esposa de ex-banqueiro do Azerbaijão (condenado por fraude massiva contra banco estatal do país) que gastou mais de R$ 70 milhões em loja de luxo no Reino Unido. Um diamante de 8,9 quilates...


    Apreensão é parte de investigação sobre patrimônio de esposa de ex-banqueiro do Azerbaijão (condenado por fraude massiva contra banco estatal do país) que gastou mais de R$ 70 milhões em loja de luxo no Reino Unido. Um diamante de 8,9 quilates adorna o anel NCA/Divulgação/BBC Um anel de diamantes avaliado em mais de 1 milhão de libras (cerca de R$ 4,8 milhões) foi apreendido pela Agência Criminal Nacional britânica no rastro da investigação sobre uma mulher que gastou o equivalente a R$ 76,2 milhões na loja de luxo Harrods. O anel foi encontrado em uma joalheria de luxo por policiais que investigam a origem da imensa riqueza de Zamira Hajiyeva. Zamira é a primeira pessoa no Reino Unido a ser submetida a uma investigação de riqueza inexplicada (Unexplained Wealth Order, em inglês). Trata-se de uma medida judicial cujo objetivo é rastrear dinheiro obtido eventualmente por meio de corrupção e guardado no Reino Unido por servidores e mandatários de governos estrangeiros - ou seus familiares. Hajiyeva, que nega qualquer irregularidade, é casada com Jahangir Hejiyev, um banqueiro do Azerbaijão. Ele foi condenado e preso por capitanear uma fraude maciça contra um banco estatal em seu país. Zamira Hajiyeva: fortuna sob investigação BBC Caso Hajiyeva não consiga apontar uma origem legítima para sua imensa fortuna no Reino Unido, a agência deve confiscar a casa dela em Knightsbridge -- um distrito de Londres, onde também fica a loja da Harrods -- e seu campo de golfe em Berkshire. Anel precisava de reparos À Justiça, os investigadores disseram em audiência que o anel de diamantes foi apreendido na última sexta-feira, depois de ser localizado numa loja da joalheria Cartier. Os investigadores pediram para que o bem fique retido pelos próximos seis meses, aguardando o desfecho das apurações. O anel é descrito como contendo um diamante de 8,9 quilates. Foi comprado pelo marido de Hajiyeva por 1,19 milhão de libras (ou R$ 5,6 milhões). Em julho passado, a filha do casal, Leyla Mahmudova, levou a peça para receber reparos na joalheria Cartier. Hajiyeva - que agora luta na Justiça não só para manter sua casa, mas também para evitar ser extraditada para o Azerbaijão - não enviou advogados para a audiência a respeito do anel. O bem acabou retido. "Há evidências claras ligando o sr. Hejiyev ao anel, e ele foi condenado por fraude maciça. Para mim, é o suficiente para acreditar que este bem possa, depois de terminado o processo, ser revertido em indenização ou reparação", disse o juiz do caso, Michael Snow. A decisão judicial significa que o anel ficará retido pela Agência Anticrime até que fique clara qual é a origem do dinheiro e dos bens de Hajiyeva. Em novembro passado, a agência já tinha apreendido o equivalente a R$ 1,9 milhão em joias, que tinham sido levadas a leilão pela filha de Hajiyeva. Estes itens - 49 peças - ficarão em poder dos investigadores pelo menos até maio.
    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte

    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a...


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a prefeita de Roma, Virginia Raggi, e o Vaticano pelos cerca de 1,5 milhão de euros jogados na Fontana di Trevi todos os anos finalmente chegou ao fim. A fonte é uma das principais atrações turísticas da cidade. É costume entre turistas jogar uma moeda em suas águas e fazer um desejo. O dinheiro normalmente é recolhido e doado à Cáritas, uma rede de organizações humanitárias da Igreja Católica. Mas nos últimos tempos a prefeita de Roma queria que o dinheiro fosse investido na infraestutura da cidade – a mudança já havia sido aprovada pelos vereadores municipais quando a Igreja publicou um artigo contundente na imprensa italiana dizendo que a perda atingiria os mais pobres. A mudança estava prevista para abril, mas muitos italianos foram às redes sociais para pedir que a cidade reconsiderasse sua posição. Após a repercussão negativa, a polêmica finalmente foi encerrada neste semana com o reconhecimento pela cidade do trabalho da Cáritas – e até uma ampliação dos fundos que a entidade recebe. Em uma entrevista ao jornal italiano "L'Osservatore Romano", a prefeita Virginia Raggi explicou por que voltou atrás na decisão de destinar o dinheiro para a infraestrutura da cidade. "O corpo diocesano faz uma tarefa importante para os mais necessitados e para a cidade de Roma, que quer continuar sendo a capital que ampara os mais pobres", afirmou Raggi. Agora a Cáritas receberá também as moedas lançadas em outros monumentos da cidade. Raggi se tornou prefeita de Roma em 2016. Pertence ao Movimento 5 Estrellas, corrente política que se afirma "contra a classe política tradicional italiana" e que muitos classificam como populista – o grupo defende uma espécie de democracia direta através da internet. Desde sua eleição, sua popularidade caiu por não conseguir resolver os problemas de infraestrutura urbana da cidade, que está altamente endividada. Em outubro do ano passado, milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade para protestar contra problemas como o acúmulo de lixo nas ruas. Três moedas em uma fonte Feita de mármore, a Fontana di Trevi tem quase 300 anos de idade. A tradição de atirar moeda em suas águas ficou famosa após o sucesso da comédia romântica A Fonte dos Desejos, de 1954. O filme tinha a música Three Coins in a Fountain (Três Moedas em uma Fonte, em inglês), cantada por Frank Sinatra, que também ficou muito famosa. Desde então a atração apareceu em dezenas de filmes famosos, inclusive La Dolce Vita (A Doce Vida), de 1960, que tinha a famosa cena em que a atriz sueca Anita Ekberg entrava na água de vestido.
    Manifestações contra alta do preço dos combustíveis deixam mortos no Zimbábue

    Manifestações contra alta do preço dos combustíveis deixam mortos no Zimbábue


    Três pessoas morreram, incluindo um policial. Manifestantes fizeram barricadas e saquearam empresas. Manifestantes incendiam pneu durante manifestação nesta terça-feira (15) em Harare, no Zimbábue Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo Três pessoas foram...


    Três pessoas morreram, incluindo um policial. Manifestantes fizeram barricadas e saquearam empresas. Manifestantes incendiam pneu durante manifestação nesta terça-feira (15) em Harare, no Zimbábue Tsvangirayi Mukwazhi/AP Photo Três pessoas foram mortas nas violentas manifestações registradas no Zimbábue desde segunda-feira para protestar contra o aumento nos preços dos combustíveis. O porta-voz da polícia, Charity Charamba, disse à agência Reuters que os mortos incluem um policial, que foi apedrejado na cidade de Bulawayo, a segunda maior cidade do Zimbábue, ao sul do país. As outras duas mortes foram registradas em Chitungwiza, ao sul da capital Harare, e de Kadoma, a 141 km da capital. O presidente Emmerson Mnangagwa anunciou no sábado que duplicará o preço da gasolina para fazer frente à maior escassez de petróleo no país nos últimos 10 anos. A polícia interveio na segunda-feira em Harare e Bulawayo para dispersar centenas de pessoas que ergueram barricadas e saquearam empresas no primeiro dia de uma greve geral do principal sindicato do país. Soldados patrulham local de manifestação contra alta no preço dos combustíveis em Harare, Zimbábue Tsvangirayi Mukwazhi/ AP Photo A polícia usou gás lacrimogêneo nesta terça para desalojar manifestantes em Bulawayo, enquanto as ruas de Harare estavam praticamente desertas, segundo jornalistas da AFP. Estes distúrbios são os mais graves no país desde que o Exército reprimiu um protesto da oposição no dia seguinte às eleições de 30 de julho, em confrontos que deixaram seis mortos em Harare. Por quase vinte anos, o Zimbábue vive uma grave crise econômica e financeira, estrangulada por uma falta de liquidez e uma inflação desenfreada.
    'El Chapo' sonhava em dirigir filme sobre sua vida, diz testemunha

    'El Chapo' sonhava em dirigir filme sobre sua vida, diz testemunha


    Alex Cifuentes, ex-mão direita de Guzmán, testemunhou nesta segunda-feira. Imagem de 8 de janeiro mostra El Chapo com seu número 3870 na prisão de segurança máxima de Altiplano Mexico's federal government via AP, File O narcotraficante mexicano...


    Alex Cifuentes, ex-mão direita de Guzmán, testemunhou nesta segunda-feira. Imagem de 8 de janeiro mostra El Chapo com seu número 3870 na prisão de segurança máxima de Altiplano Mexico's federal government via AP, File O narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán tinha interesse em dirigir um filme sobre a história de sua vida desde 2007, muito antes do conhecido encontro com o ator norte-americano Sean Penn e com a atriz mexicana Kate Del Castillo em 2015, disse uma testemunha durante julgamento de Guzmán nos Estados Unidos. Alex Cifuentes, que se autodescreve como ex-mão direita de Guzmán, disse na segunda-feira ter descoberto os planos de produzir um filme enquanto vivia com o traficante nas montanhas de sua propriedade em Sinaloa, de 2007 a 2009. Nascido na Colômbia, Cifuentes é uma das cerca de 10 testemunhas que, até agora, testemunharam contra Guzmán após firmar acordos com procuradores dos EUA, em um julgamento que tem fornecido um vislumbre do mundo secreto do cartel de Sinaloa, uma das mais poderosas organizações de tráfico de drogas do mundo. Foto mostra movimentação em frente ao Tribunal do Brooklyn, em Nova York, onde é realizado julgamento do traficante mexicano conhecido como ‘El Chapo’ Mike Segar/ Reuters Sob julgamento em uma corte federal do Brooklyn desde novembro, Guzmán, de 61 anos, foi extraditado para os Estados Unidos em 2017 para enfrentar acusações de tráfico de cocaína, heroína e outras drogas para o país como líder do cartel. Os supostos sonhos cinematográficos do traficante vieram à tona depois que Penn escreveu um artigo para a revista Rolling Stone, em 2016, relatando a viagem que fez com Kate Del Castillo para encontrar Guzmán em um esconderijo no meio de uma floresta, pouco depois de "El Chapo" fugir de uma prisão no México através de um túnel. Revista Rolling Stone publicou foto do ator Sean Penn ao lado do traficante El Chapo antes de sua captura Reprodução/Revista Rolling Stone Kate, que já interpretou uma traficante de drogas em uma conhecida novela mexicana, revelou pouco depois da publicação do artigo que a reunião foi marcada porque os advogados de Guzmán a contataram sobre um possível filme. Quando Guzmán foi recapturado em 2016, a então procuradora-geral do México, Arely Gómez, disse que seu contato com “atrizes e produtores” foi um “aspecto importante que ajudou a localizá-lo”. Imagem de março 2013 mostra a atriz mexicana Kate del Castillo AP Foto/Reed Saxon, Archivo A própria esposa de Cifuentes foi quem primeiro estimulou Guzmán a fazer um filme por volta de 2007, disse Cifuentes na segunda-feira, acrescentando que o traficante contratou um produtor colombiano e que o projeto chegou até a um rascunho que foi apresentado a seus advogados. Em seu testemunho, Cifuentes também forneceu um vislumbre da vida de Guzmán como fugitivo nas montanhas. Em um dia normal, disse, Guzmán acordava por volta de meio-dia, recebia mensagens de sua secretária pessoal e então fazia ligações enquanto caminhava entre as árvores.
    Nova caravana parte de Honduras a caminho dos EUA

    Nova caravana parte de Honduras a caminho dos EUA


    Grupo com pelo menos 600 pessoas vai seguir a mesma rota usada por milhares de migrantes no ano passado. Hondurenhos se reúnem em San Pedro Sula, em Honduras, na segunda-feira (14), para partir em caravana em direção aos EUA Jorge Cabrera/...


    Grupo com pelo menos 600 pessoas vai seguir a mesma rota usada por milhares de migrantes no ano passado. Hondurenhos se reúnem em San Pedro Sula, em Honduras, na segunda-feira (14), para partir em caravana em direção aos EUA Jorge Cabrera/ Reuters Outra caravana de migrantes da América Central deixou a cidade de San Pedro Sula, em Honduras, na segunda-feira (14), com direção à fronteira com os Estados Unidos. O grupo com pelo menos 600 pessoas vai seguir a mesma rota usada por milhares de migrantes no ano passado em pelo menos outras três caravanas que enfrentaram dificuldades para entrar no território norte-americano. Essas caravanas têm se tornado um ponto de conflito no debate sobre a política imigratória dos EUA, à medida que o presidente norte-americano, Donald Trump, permanece inflexível em sua decisão de construir um muro para impedir a entrada dos imigrantes no país. O braço de ferro travado entre Trump e os democratas sobre a verba destinada para esse fim trava provoca a paralisação parcial do governo mais longa da sua história. Sob chuva Entre 600 e 800 hondurenhos integram a caravana, de acordo com estimativa de Miroslava Serpas, chefe de questões migratórias do centro de pesquisa de direitos humanos Ciprodeh, segundo a Reuters. Imagens mostraram centenas de pessoas reunidas San Pedro Sula balançando bandeiras de Honduras. Hondurenhos sobem carroceria de veículo em Cofradia, em Honduras, na segunda-feira (14) Jorge Cabrera/ Reuters Segundo a Associated Press, uma parte do grupo andou sob a chuva em direção à cidade fronteiriça de Água Caliente, próxima da Guatemala. Outra parte dos migrantes, composta de principalmente de mulheres e crianças, embarcou em cerca de 30 ônibus de pequeno porte. No último mês de outubro, uma outra caravana de imigrantes deixou Honduras composta por homens, mulheres e crianças, que, em sua maioria, diziam fugir da pobreza e da violência de gangues enraizada no país. Enquanto cerca de 2.500 pessoas dessa caravana permanecem na cidade de fronteira de Tijuana, no México, mais de 7 mil retornaram a Honduras, de acordo com autoridades do país.
    Atentado a complexo hoteleiro no Quênia deixa mortos e feridos

    Atentado a complexo hoteleiro no Quênia deixa mortos e feridos


    Polícia trata a ação, que ainda está em andamento, como 'suspeita de ataque terrorista'. Grupo extremista Al-Shabab reivindicou a autoria. Carro em chamas é visto nesta terça-feira (15) na entrada de hotel em Nairóbi em que foram registrados...


    Polícia trata a ação, que ainda está em andamento, como 'suspeita de ataque terrorista'. Grupo extremista Al-Shabab reivindicou a autoria. Carro em chamas é visto nesta terça-feira (15) na entrada de hotel em Nairóbi em que foram registrados explosão e tiros Thomas Mukoya/Reuters Um atentado terrorista a um complexo hoteleiro no norte de Nairóbi, capital do Quênia, deixou mortos e feridos nesta terça-feira (15). Ao menos 15 pessoas morreram, segundo a polícia queniana, mas o número pode ser muito maior – ainda havia pessoas dentro do prédio nesta noite, informa a agência Associated Press. O grupo terrorista Al-Shabab, que tem base na Somália, reivindicou autoria do atentado, que ocorreu com tiros e com explosões. Os extremistas afirmam que mataram 47 pessoas, número não confirmados pelas autoridades quenianas. Policial escolta pessoas para fora de complexo hoteleiro atingido por atentado em Nairóbi, Quênia Baz Ratner/Reuters O local do atentado chegou a ser declarado seguro pelas autoridades quenianas, mas houve relatos de disparos ouvidos logo depois. Parentes de funcionários do hotel e de prédios ao redor dizem que ainda há pessoas vivas escondidas em salas. Até o momento, a identidade e a nacionalidade dos mortos não foi oficialmente confirmada, assim como também não está claro se os terroristas foram presos, abatidos ou se fugiram. Mais cedo, havia a informação preliminar de que um suspeito de participar da ação havia sido detido pela polícia local. No entanto, os policiais não confirmaram a prisão. Ao menos quatro pessoas participaram da ação. Elas foram flagradas por câmeras de segurança, segundo a Associated Press. Como foi o atentado Bombeiro observa carros destruídos em atentado em Nairóbi, no Quênia Njeri Mwangi/Reuters A polícia do Quênia disse que o ataque começou com uma explosão. Três carros parados do lado de fora de um banco no complexo foram atingidos. Em seguida, um homem-bomba se explodiu na entrada do hotel. Depois, os terroristas forçaram a entrada atirando contra os seguranças, por volta das 15h (10h em Brasília). Em seguida, lançaram explosivos em veículos que estavam no estacionamento. O hotel, que costuma receber conferências, foi esvaziado às pressas. Um grande efetivo policial foi mobilizado para conter a situação, de acordo com os veículos de imprensa locais. O complexo hoteleiro fica em uma área de classe alta de Nairóbi. Lá, moram diversos europeus, norte-americanos e indianos – ainda está incerta a nacionalidade das vítimas. Ao menos quatro pessoas participaram da ação. Elas foram flagradas por câmeras de segurança, segundo a Associated Press. Pessoas são retiradas às pressas de complexo hoteleiro em Nairóbi, no Quênia, nesta terça-feira (15) Simon Maina / AFP "Houve uma explosão e muitos tiros", declarou à agência France Presse um dos empregados nos escritórios do hotel, que pediu para permanecer anônimo. A explosão foi ouvida no escritório da AFP, a mais de 5 km do local. Vítimas O balanço de vítimas segue em aberto. Há feridos em estado grave nos hospitais, inclusive uma grávida. Testemunhas disseram ter visto corpos nos chão. O número final de mortos ainda não foi contabilizado pelas autoridades quenianas. Forças de segurança retiram sobrevivente de ataque em complex hoteleiro em Nairóbi, no Quênia, nesta terça-feira (15) Simon Maina / AFP "É terrível. O que vi é terrível", disse à AP Charles Njenga, que saiu correndo do local após o ataque. A testemunha que disse ter visto os corpos na entrada do hotel, e que se identificou como Ken, afirmou que algumas pessoas pediam ajuda, mas os disparos o impediam de ajudar. "Corremos para tentar resgatá-los, mas começaram a vir os disparos de cima e tivemos que nos agachar porque estavam apontando para nós", afirmou à AP.
    Jovem que fugiu da família narra 'vida de escrava' na Arábia Saudita

    Jovem que fugiu da família narra 'vida de escrava' na Arábia Saudita


    Rahaf Mohamed, que conseguiu asilo no Canadá, diz que era agredida pela mãe e irmão e que considerou suicídio. Saudita Rahaf Mohammed, de 18 anos, chega ao Canadá após fugir de sua família Chris Young/The Canadian Press via AP Rahaf Mohamed...


    Rahaf Mohamed, que conseguiu asilo no Canadá, diz que era agredida pela mãe e irmão e que considerou suicídio. Saudita Rahaf Mohammed, de 18 anos, chega ao Canadá após fugir de sua família Chris Young/The Canadian Press via AP Rahaf Mohamed al-Qunun, a jovem que recebeu asilo no Canadá, contou que fugiu da Arábia Saudita por causa de sua "condição de escrava" e pela violência física infligida a ela por sua mãe e seu irmão. O caso da moça de 18 anos, que ficou entrincheirada em um quarto de hotel em Bangcoc fazendo campanha on-line, causou uma mobilização internacional. Ela finalmente obteve asilo no Canadá, onde, aparentemente, pretende começar uma vida nova. "Meu maior medo era que (meus pais) me encontrassem", declarou ela em árabe à emissora CBC, em sua primeira entrevista desde que chegou a Toronto, no sábado (12). Ela também admitiu ter considerado o suicídio como uma alternativa para escapar da família. "Fiquei trancada durante seis meses, porque cortei o cabelo", explicou, acrescentando que sofria regularmente "violência física" por parte do irmão e da mãe. "As mulheres sauditas são tratadas como escravas", enfatizou. No Canadá, ela contou ter recebido uma carta da família, na qual foi informada, entre outras coisas, de que eles a renegam como filha. Por esta razão, a adolescente pediu para ser chamada apenas de Rahaf Mohammed e, assim, eliminar o sobrenome de sua família, Al-Qunun. "Muitas pessoas me odeiam, seja da minha família, ou na Arábia Saudita em geral", acrescentou a jovem com voz embargada. Futuro no Canadá Com a ajuda de uma ONG, ela diz que quer estudar inglês e encontrar um emprego no Canadá. "Senti que não poderia realizar meus sonhos, vivendo na Arábia Saudita", acrescentou, reiterando sua felicidade por ter recebido asilo. "Eu tive a impressão de que renasci, especialmente quando senti todo esse amor e acolhida", explicou. "Diga aos canadenses que eu os amo", agradeceu. Fuga A jovem foi retida na Tailândia na semana passada, ao chegar a Bangcoc, procedente do Kuwait, onde tinha conseguido escapar de sua família. Inicialmente, as autoridades tailandesas ameaçaram deportá-la de volta para casa, a pedido da Arábia Saudita. Jovem saudita de 18 anos se encontra com oficiais que a escoltaram para fora do aeroporto de Bangkok, na Tailândia Thai Immigration Bureau / AFP Rahaf se entrincheirou em um quarto de hotel no aeroporto, tuitando várias mensagens e vídeos desesperados. Logo, chamou a atenção do mundo. Depois de uma intensa mobilização a seu favor nas redes sociais, as autoridades tailandesas renunciaram à ideia de deportá-la e lhe permitiram sair do aeroporto com representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que lhe concederam status de refugiada. País restritivo A Arábia Saudita é um dos países mais restritivos do mundo em termos de direitos das mulheres, que estão sujeitas à tutela de um homem (pai, marido, ou outro parente). Essa figura masculina exerce autoridade arbitrária sobre elas e toma decisões importantes em suas vidas. O caso da jovem ocorreu em um período em que muitos olhares se voltam para a questão do respeito aos direitos humanos no país árabe, meses depois do assassinato do jornalista saudita dissidente Jamal Khashoggi, na Turquia.
    Sem funcionários por paralisação, Trump compra hambúrgueres para jantar com atletas

    Sem funcionários por paralisação, Trump compra hambúrgueres para jantar com atletas


    Muitos funcionários da Casa Branca não estão trabalhando durante a paralisação, que é a mais longa da história do país. Presidente americano serve fast food em jantar com atletas nesta segunda-feira (14) por falta de funcionários na Casa...


    Muitos funcionários da Casa Branca não estão trabalhando durante a paralisação, que é a mais longa da história do país. Presidente americano serve fast food em jantar com atletas nesta segunda-feira (14) por falta de funcionários na Casa Branca devido à paralisação parcial do governo americano Joshua Roberts/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (14) na Casa Branca o time de futebol americano Clemson Tigers, campeão da liga universitária, com cerca de 300 hambúrgueres encomendados no Burger King, McDonald's e Wendy's, além de pizzas do Dominos. "Temos pizzas, temos 300 hambúrgueres, muitas batatas fritas, todas as nossas comidas favoritas. O motivo é por causa da paralisação", disse Trump a repórteres antes de receber os atletas. “Eu quero ver o que estará aqui quando sairmos, porque não acho que será muita coisa”, disse Trump, antes dos jogadores, vestidos de terno, entrarem a sala e começarem a se servir. A Casa Branca disse que o próprio Trump ofereceu o que descreveu como “a grande comida americana”. O presidente explicou que pagou do próprio bolso pela comida devido à falta de funcionários na Casa Branca pela paralisação parcial do governo, que entrou em sua quarta semana. Jogador do Clemson pega hambúrgueres em jantar nesta segunda-feira (14) na Casa Branca Joshua Roberts/Reuters Em nota, a Casa Branca afirmou que o presidente queria "organizar um evento divertido" para comemorar o título do Clemson Tigers. E, por esse motivo, ele decidiu pagar pelo fast-food. Também afirmou que muitos funcionários da Casa Branca não estão trabalhando durante a paralisação. "Eu fiz uma escolha. Ou não oferecíamos comida, porque estamos em uma paralisação. Ou serviríamos pequenas saladas que a primeira-dama (Melania Trump) prepararia com a vice-primeira-dama (Karen Pence). Ou peço uns mil hambúrgueres", afirmou o presidente. Trevor Lawrence, do time de futebol americano Clemson, participa de jantar na Casa Branca em que foi servido fast food Joshua Roberts/Reuters O Clemson Tigers, da Carolina do Sul, venceu a grande decisão da temporada do futebol americano universitário na última semana com uma grande virada sobre o Crimson Tide, do Alabama. Com atletas críticos às políticas de Trump, equipes campeãs das ligas profissionais do país, como o Golden State Warriors, atual detentor do título da NBA, e o Philadelphia Eagles, último vencedor da NFL, decidiram não visitar a Casa Branca depois das respectivas conquistas. Paralisação A atual paralisação parcial do governo federal dos EUA é a mais longa da história do país. Ela bateu o recorde no último sábado, ao completar 22 dias. Um quarto do governo federal está sem funcionar e 800 mil servidores públicos estão sem receber salário. A paralisação ocorre por falta de um projeto de orçamento. Entrada de Parque Nacional de Death Valley, na Califórnia, é fechada devido a paralisação do governo federal dos EUA Jane Ross/Reuters O bloqueio do orçamento é resultado da queda de braço entre o presidente Donald Trump e a oposição democrata por causa da construção do muro na fronteira com o México. De um lado do cabo de guerra, está Trump dizendo que só aprovará o orçamento deste ano se os congressistas incluírem no projeto quase US$ 6 bilhões para a barreira física que, segundo ele, é a solução para impedir a imigração ilegal nos EUA. No outro lado, está a Câmara, controlada pela maioria de democratas, e que não concorda em incluir a cifra e liberar o dinheiro, dizendo que a política migratória e os argumentos do governo sobre o tema são enganosos e que fazem parte de uma "crise fabricada".
    Battisti diz que captura 'foi uma libertação', segundo jornal italiano

    Battisti diz que captura 'foi uma libertação', segundo jornal italiano


    Em voo para a Itália, italiano disse não ser culpado de tudo de que é acusado. Ele vai cumprir prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70. Foto divulgada por ministro italiano mostra Battisti no avião Reprodução/Twitter O...


    Em voo para a Itália, italiano disse não ser culpado de tudo de que é acusado. Ele vai cumprir prisão perpétua por quatro assassinatos na década de 70. Foto divulgada por ministro italiano mostra Battisti no avião Reprodução/Twitter O italiano Cesare Battisti, preso após quase 40 anos foragido, afirmou a investigadores que estava cansado de fugir e que a sua captura “foi uma libertação”. Ele não se declarou inocente durante o voo que o levou da Bolívia para a Itália. Porém, disse não ser culpado de tudo o que o acusam, de acordo com o jornal “Corriere della Sera”. "Sou culpado, e isso não se discute. Mas não sou culpado de tudo aquilo por que fui acusado. Não, não sou", afirmou Battisti, que cumprirá pena de prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na Itália nos anos 70. O jornal italiano não deixa claro a quais crimes ele se refere. Battisti: a condenação por assassinatos, a fuga e a prisão na Bolívia; veja cronologia "Eu não aguentava mais fugir. Eu sabia que a contagem regressiva [para o acerto de contas] tinha começado e me perguntava quando terminaria. Eu estava cansado", declarou ao longo do voo que durou cerca de 15 horas. Cesare Battisti é transferido para um presídio de segurança máxima na ilha da Sardenha As informações são consideradas fundamentais para as autoridades italianas, porque poderiam ser indício de que ele poderia confessar os crimes. Até então, ele sempre negou envolvimento nos assassinatos e se dizia vítima de perseguição política. O “Corriere della Sera” conta que no começo do voo Battisti perguntou aos investigadores como eles tinham chegado até ele, que estava hospedado em um quarto de hotel barato em Santa Cruz de la Sierra. Os quartos são normalmente alugados por prostitutas por poucas horas. Os investigadores não responderam. Não era uma “simples curiosidade”. “O terrorista explora uma rede de coberturas criminais e talvez institucionais”, segundo descrição do periódico. A procuradoria de Milão vai investigar toda a rede de proteção em torno do italiano fugitivo em vários países. As pistas levariam a políticos e até traficantes de drogas. Cesare Battisti chegou a Roma, na Itália, na manhã desta segunda-feira (14) Alberto Pizzoli / AFP Battisti dormiu durante a maior parte do voo, que parou para abastecer em Cabo Verde, mas não fez escala no Brasil, como estava inicialmente previsto pelas autoridades brasileiras. Ao chegar a Roma, ele foi transferido para uma prisão de segurança máxima na cidade de Oristano, na ilha da Sardenha, no Mediterrâneo. Saiba como é a prisão para onde Battisti foi levado na Itália Condenado à prisão perpétua Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália na década de 70: contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro de Milão (o filho do joalheiro ficou paraplégico, depois de também ser atingido). Ele afirma que nunca matou ninguém e se diz vítima de perseguição política. Foram 37 anos de fuga quase permanente, com períodos de prisão e lutas político-judiciais para evitar a Justiça da Itália. Battisti escapou do seu país na década de 1980, viveu no México, na França, no Brasil e, mais recentemente, havia se escondido na Bolívia. O italiano chegou a conseguir refúgio no Brasil em 2009. Mas o status, concedido a ele pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi revisto em dezembro do ano passado, por Michel Temer, que autorizou sua extradição. A Polícia Federal fez mais de 30 operações para localizá-lo, mas não teve sucesso. Battisti ficará preso na Sardenha Infografia: Alexandre Mauro/G1 Possíveis benefícios Após ter cumprido 26 anos no cárcere, ele poderá obter liberdade condicional, informou a correspondente da TV Globo na Itália, Ilze Scamparini. Como os crimes foram cometidos antes de 1991, quando houve uma mudança na legislação italiana, ele terá alguns benefícios, como sair da cadeia por curtos períodos se apresentar bom comportamento depois de ter cumprido 10 anos de pena. Como ele foi julgado à revelia, ou seja, sem estar presente, a defesa também pode tentar um novo julgamento. Initial plugin text
    Bombeiros cavam túnel para tentar resgatar menino preso em poço na Espanha

    Bombeiros cavam túnel para tentar resgatar menino preso em poço na Espanha


    Túnel horizontal deve chegar em linha reta ao poço, que fica em uma área elevada. Equipes de emergência trabalham na área em que menino de 2 anos caiu em poço na cidade de Totalán, na Espanha Gregorio Marrero/AP Photo A operação de busca pelo...


    Túnel horizontal deve chegar em linha reta ao poço, que fica em uma área elevada. Equipes de emergência trabalham na área em que menino de 2 anos caiu em poço na cidade de Totalán, na Espanha Gregorio Marrero/AP Photo A operação de busca pelo menino de 2 anos que caiu em um poço de 100 metros de profundidade em Totalán, na Espanha, partiu nesta terça-feira (15) para uma nova opção. As equipes de resgate começaram a cavar um túnel horizontal para chegar em linha reta ao poço, que fica em uma área elevada. Acredita-se que o menino Julen caiu no poço de apenas 25 centímetros de diâmetro no início da tarde do último domingo, quando brincava no terreno perto de onde seus pais preparavam o almoço na casa de amigos na serra de Totalán. A cidade fica próxima a Málaga, no sul do país. Na imagem abaixo, postada pelo jornalista Nacho Sánchez do jornal "El País", é possível ver a presença de maquinaria no terreno: Initial plugin text Na segunda, os bombeiros inseriram uma sonda com uma câmera no buraco, mas não conseguiram progredir além de 73 metros porque havia terra a essa profundidade. O poço não tem nenhum revestimento nas paredes, e a umidade do terreno provoca deslizamento de terra, segundo informa o jornal “El País”. Menino preso em poço na Espanha Alexandre Mauro/G1 Um saco com guloseimas que estava com o menino foi encontrado no poço. Acredita-se que o túnel que está sendo cavado seja a maneira mais rápida de encontrar o menino. Bombeiros espanhóis buscam nesta segunda-feira (14) menino de dois anos que caiu em poço estreito de 100 metros de profundidade em Totalán, em Málaga, no sul do país Gregorio Marrero/ AP Ao mesmo tempo, a operação de resgate tenta superar alguns problemas técnicos para continuar extraindo terra do poço com máquinas de sucção de ar. Tragédia com o outro filho De acordo com o “El País”, que ouviu vizinhos dos pais de Julen, o casal passou por outra tragédia há menos de dois anos com a morte de seu primeiro filho, Óliver. A criança tinha apenas três anos quando teve um infarto súbito ao passear com os pais em uma praia. Segundo os relatos dos vizinhos, a tragédia marcou um "antes e depois" na vida do casal. De acordo com a imprensa local, os pais estão arrasados e são atendidos por uma equipe de psicólogos.