G1 > Mundo

    Argentina identifica torcedores do país que bateram em croatas na Rússia e pede que Moscou os prenda e deporte


    Em vídeo, argentinos aparecem batendo em croata caído no chão. Autoridades da Argentina identificaram quatro torcedores argentinos filmados brigando com dois torcedores da Croácia na partida de futebol da quinta-feira entre os dois países na...

    Em vídeo, argentinos aparecem batendo em croata caído no chão. Autoridades da Argentina identificaram quatro torcedores argentinos filmados brigando com dois torcedores da Croácia na partida de futebol da quinta-feira entre os dois países na Rússia, informou o Ministério da Segurança portenho em comunicado nesta sexta-feira (22). "Elía, Pardo, Eslejer e Catalán são os 4 agressores identificados no vídeo que espancaram de forma selvagem o cidadão croata. Estamos pedindo às autoridades da Rússia para prendê-los e deportá-los. Assinamos um acordo para cuidar dos argentinos e sermos firmes com aqueles que violam a lei", disse no Twitter a Ministra Nacional de Segurança, Patricia Bullrich. Initial plugin text Um vídeo filmado durante a partida tem circulado amplamente nas mídias sociais e mostra um grupo com roupas com cores da Croácia e da Argentina brigando nas arquibancadas. Um torcedor croata é espancado repetidamente enquanto estava deitado no chão. Ele também teve a cabeça chutada:
    Quadrilha usava troféus falsos da Copa do Mundo para transportar drogas na Argentina

    Quadrilha usava troféus falsos da Copa do Mundo para transportar drogas na Argentina


    Oito réplicas de troféus continham cerca de um quilo e meio de droga cada e foram apreendidas junto com armas e dinheiro. Traficantes aproveitavam popularidade dos produtos publicitários do Mundial para transportar material sem levantar suspeitas....


    Oito réplicas de troféus continham cerca de um quilo e meio de droga cada e foram apreendidas junto com armas e dinheiro. Traficantes aproveitavam popularidade dos produtos publicitários do Mundial para transportar material sem levantar suspeitas. Droga foi escondida em réplicas de gesso de troféus da Copa do Mundo Reprodução/Twitter/Cristian Ritondo Agentes de segurança da Argentina desarticularam uma quadrilha na província de Buenos Aires que transportava drogas em troféus falsos da Copa do Mundo, informaram nesta sexta-feira (22) fontes oficiais. Agentes do município de La Matanza da Superintendência de Investigações do Tráfico de Drogas Ilícitas e Crime Organizado detiveram seis pessoas e expropriaram dois carros, duas armas de fogo e oito imitações do troféu da Copa do Mundo que tinham no seu interior cerca de um quilo e meio de droga cada uma. Falsos troféus com drogas foram apreendidos em Buenos Aires Reprodução/Twitter/Cristian Ritondo Além disso, foram confiscados 20 quilos de maconha, 10 de cocaína, 1.800 doses de 'paco' (droga de má qualidade) e 400 mil pesos (R$ 54,6 mil) em dinheiro, informou o Ministério de Segurança da província de Buenos Aires em uma nota. A organização criminosa aproveitava a popularidade dos produtos publicitários do Mundial para transportar a droga sem levantar suspeitas. Cada réplica de troféu tinha cerca de um quilo e meio de droga Reprodução/Twitter/Cristian Ritondo O ministro de Segurança da província de Buenos Aires, Cristian Ritondo, apresentou os resultados da operação que permitiu deter a quadrilha. "Estes mercadores da morte têm uma engenhosidade interminável, mas não devemos cometer erros. Não é para admirá-los. Ao contrário, agora estão presos" disse o ministro.
    Por que os jogadores da Suíça comemoraram gols contra a Sérvia com símbolo albanês? Entenda

    Por que os jogadores da Suíça comemoraram gols contra a Sérvia com símbolo albanês? Entenda


    Ambos são de etnia majoritária no Kosovo, território que reivindica independência da Sérvia. Granit Xhaka comemora gol contra a Sérvia com um símbolo da Albânia. Laurent Gillieron/Keystone via AP Os dois jogadores da Suíça que marcaram...


    Ambos são de etnia majoritária no Kosovo, território que reivindica independência da Sérvia. Granit Xhaka comemora gol contra a Sérvia com um símbolo da Albânia. Laurent Gillieron/Keystone via AP Os dois jogadores da Suíça que marcaram contra a Sérvia, em partida válida pela Copa do Mundo nesta sexta-feira (22), comemoraram os gols com um gesto rente ao peito imitando uma ave. O que explica isso? O símbolo remete à bandeira da Albânia. E os albaneses, grupo étnico ao qual os goleadores suíços Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka pertencem, são maioria no Kosovo — território no sudeste da Europa que busca reconhecimento internacional da independência justamente dos sérvios. Bandeira da Albânia no Maracanã durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, onde se vê a ave reproduzida pelos jogadores na Copa da Rússia Kai Pfaffenbach/Reuters Shaqiri, inclusive, nasceu no Kosovo e imigrou para a Suíça. Além dele, o jogador Valon Behrami é outro jogador naturalizado suíço que também nasceu naquele país. Jogo entre Sérvia e Suíça tem polêmica que vai além do futebol Guerra e êxodo Kosovo entrou em guerra com a então Iugoslávia entre 1998 e 1999. Os kosovares, de etnia albanesa, pediam independência. Mais de 10 mil pessoas morreram ou desapareceram. Além disso, há denúncia de que 200 mil mulheres tenham sido violentadas por soldados sérvios. População comemorou em 2008 independência de Kosovo AP A Sérvia, que comandava o restante da Iugoslávia, é até hoje contra a independência de Kosovo. Os kosovares declararam unilateralmente a independência em 2008. Os sérvios — assim como a Rússia e o Brasil — não reconheceram, diferentemente dos Estados Unidos e da maior parte dos países da Europa. Presidente de Kosovo recusou visita ao Brasil após receber visto sérvio Por causa das guerras, houve um grande êxodo de kosovares a outros países europeus mais estáveis. Entre eles, a Suíça. Assim, a vitória sobre a Sérvia tinha um significado a mais para os jogadores suíços de origem kosovar-albanesa que entraram no estádio de Kaliningrado, Um mês antes da partida, Shaqiri postou no Instagram uma foto com um par de chuteiras. Em uma delas, a bandeira da Suíça. Na outra, a de Kosovo. Mapa indica posição do Kosovo nos Bálcãs, sudeste da Europa Arte/G1
    Quase metade dos alemães quer renúncia de Merkel, diz sondagem

    Quase metade dos alemães quer renúncia de Merkel, diz sondagem


    Chefe de governo enfrenta um dos piores momentos de sua carreira, devido a polêmica política migratória. Divergências ameaçam até romper coalizão, selada a custo em Berlim. Premiê Angela Merkel: será o fim de um era? Reuters/Muhammad...


    Chefe de governo enfrenta um dos piores momentos de sua carreira, devido a polêmica política migratória. Divergências ameaçam até romper coalizão, selada a custo em Berlim. Premiê Angela Merkel: será o fim de um era? Reuters/Muhammad Hamed Uma sondagem divulgada nesta sexta-feira (22) mostrou que quase um de cada dois cidadãos da Alemanha é a favor de que a chanceler federal Angela Merkel renuncie ao cargo. A notícia vem em plena crise de governo no país devido à política migratória, e reforça os temores de que a coalizão em Berlim possa ser rompida. De acordo com a pesquisa representativa, feita pelo instituto demográfico YouGov, 43% dos entrevistados defendem a saída da chefe de governo, enquanto 42% são por sua permanência. Outros 15% não souberam ou não quiseram responder. Entre os eleitores do bloco conservador liderado por Merkel, 63% acreditam que a líder do União Democrata Cristã (CDU) deva concluir seu mandato, enquanto 27% acham que é hora de ela ceder o poder a um sucessor. Curiosamente, os maiores defensores de Merkel se encontram na oposição: 66% dos eleitores do Partido Verde, pacifista e ambientalista, são a favor da permanência da premiê no cargo. Atrás deles vêm os simpatizantes da sigla A Esquerda (48%), seguidos pelos do Partido Social-Democrata (SPD), com 46%; do Partido Liberal Democrático (FDP), 45%; e de 6% da populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD). Para o levantamento foram entrevistadas 2.053 pessoas, entre 19 e 21 de junho. Merkel enfrenta um dos piores momentos de sua carreira política. Pressionada pela União Social Cristã (CSU), partido irmão da CDU na Baviera, ela se vê forçada a fechar um acordo com os demais países-membros da União Europeia antes do fim do mês, para pôr fim à entrada de imigrantes na Alemanha que se registraram ou solicitaram refúgio em outros países do bloco ao chegarem à Europa. Diante de ameaças do ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, de fechar as fronteiras nacionais para certos grupos de requerentes de asilo, caso não se encontre uma maneira de conter o fluxo de migrantes para a Alemanha, Merkel aceitou tratar do tema durante a cúpula da UE, entre 28 e 29 de junho. Se até lá o impasse não for resolvido, há riscos de seja dissolvida que a coalizão do governo, selada a custo em Berlim. As apostas neste sentido já começaram: 32% dos entrevistados acreditam que a coalizão entre o bloco conservador e os sociais-democratas será desfeita; 45% acham que ela conseguirá superar as atuais tensões. Apenas 31%, porém, consideram provável que a atual formação de governo conclua sua legislatura, que vai até 2021.

    'Torcedores' da Copa entram ilegalmente na União Europeia pela Rússia


    Migrantes da Ásia e África aproveitam o evento esportivo para tentar ingressar em países do bloco. Segundo relatório publicado pela mídia alemã, vários conseguiram chegar à Finlândia. Autoridades e fronteira de vários países relatam que...

    Migrantes da Ásia e África aproveitam o evento esportivo para tentar ingressar em países do bloco. Segundo relatório publicado pela mídia alemã, vários conseguiram chegar à Finlândia. Autoridades e fronteira de vários países relatam que regulamentos menos rígidos para obtenção de visto na Rússia durante a Copa do Mundo possibilitaram a diversas pessoas entrar ilegalmente na União Europeia, ou tentar fazê-lo, através das fronteiras russas. Desde o início do campeonato, cinco pessoas entraram ilegalmente na Finlândia, munidas somente do Fan ID da Fifa, documento emitido após a compra de um bilhete para o Mundial por um não russo, informou nesta quinta-feira (21) o site de notícias da revista alemã Der Spiegel. O relatório citou autoridades finlandesas, segundo as quais três marroquinos, um nigeriano e outro chinês pediram refúgio no país. Os marroquinos teriam cruzado a fronteira por terra, enquanto o chinês chegou de avião à capital Helsinque, vindo da Rússia. O Fan ID permite a quem deseje assistir aos jogos entrar na Rússia sem visto e permanecer um máximo de dez dias após o término do campeonato de futebol, em 15 de julho. Tentativas frustradas Segundo a Spiegel Online, a polícia russa informara sobre a prevenção de vários outros casos de passagem ilegal, incluindo quatro marroquinos presos perto da fronteira norueguesa. Os quatro homens foram expulsos do país, depois de pagar uma multa de 2 mil rublos (cerca de RS$ 120). De acordo com o relatório, autoridades bielorrussas também prenderam quatro marroquinos com Fan IDs que tentavam atravessar para a Polônia. Entrar em Belarus a partir da Rússia é mais fácil, devido à menor fiscalização de fronteira.
    Fuga da América Central é única opção para muitos

    Fuga da América Central é única opção para muitos


    Futuramente, migrantes não poderão mais aludir à violência doméstica e criminalidade para obter asilo nos EUA. Isso afeta principalmente os centro-americanos. Mesmo assim, migração deve continuar, explicam ativistas. Migrantes da América...


    Futuramente, migrantes não poderão mais aludir à violência doméstica e criminalidade para obter asilo nos EUA. Isso afeta principalmente os centro-americanos. Mesmo assim, migração deve continuar, explicam ativistas. Migrantes da América Central a caminho dos EUA DW/S. Derks As gravações correram o mundo: gritos desesperados de dez criancinhas clamando em lágrimas por seus pais. O vídeo foi gravado num centro da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, onde menores separados dos genitores estão abrigados, e divulgado pela ProPublica. Segundo a agência de jornalismo investigativo, todas as crianças mostradas na gravação provêm da América Central. Isso não é de espantar, pois são principalmente de cidadãos do assim chamado Triângulo Norte – Guatemala, El Salvador, Honduras – que fogem da situação catastrófica em seus países e tentam chegar aos EUA. Segundo levantamentos do Centro de Pesquisa Pew, a proporção de habitantes dessa região na migração total para os EUA tem aumentado nos últimos anos, enquanto diminuiu no caso do México. "Numerosos migrantes fogem da violência em sua terra natal", explica o especialista hondurenho em direitos humanos Dennis Muñoz. Para muitos, a situação em seus países de origem se tornou tão insuportável, que não veem alternativa a não ser fugir para os EUA. Guatemala, El Salvador e Honduras estão entre as nações com maior número de homicídios do mundo. A violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças, é generalizada. Devido à situação econômica nacional precária, muitos vivem na miséria, praticamente sem possibilidades de ganhar a vida. Além disso, há a influência das "pantillas", gangues de jovens que controlam bairros inteiros, por exemplo extorquindo os moradores em troca de "proteção". As fracas autoridades estatais são incapazes de oferecer segurança adequada à população, e com frequência estão infiltradas pelo crime organizado. Restringindo o direito de asilo Mas os migrantes que fogem da violência e do crime em sua terra natal acabam sendo tratados como delinquentes na fronteira com os Estados Unidos: ali, crianças são separadas dos pais, estes são enviados para a cadeia. Embora o presidente Donald Trump tenha assinado ordem executiva suspendendo a tão criticada separação familiar, mesmo sem essa prática os EUA estão restringindo cada vez mais o direito de asilo. Apenas alguns dias atrás, o secretário de Justiça americano, Jeff Sessions, anunciou que futuramente os migrantes não poderão mais aludir à criminalidade das gangues ou à violência doméstica em seus países de origem para receber refúgio nos EUA – motivos de fuga estes que se aplicam a muitos migrantes da América Central. Até agora já era difícil para os migrantes provarem estar concretamente sob ameaça pelas gangues ou ser vítimas de violência doméstica. Sob as novas regras, porém, isso já não será mesmo possível. Ainda assim, alguns tribunais poderiam ignorar as novas diretrizes de Sessions, observa Marco Pérez Navarrete, da Fundação Heinrich Böll em El Salvador: "Mesmo que a margem de manobra seja pequena, não acho que os juízes e juízas cumprirão cegamente os regulamentos do governo dos EUA." Também é duvidoso que a rigorosa política de imigração dos Estados Unidos consiga reduzir o número de migrantes. "As pessoas vão continuar fugindo", assegura Pérez Navarrete. "Mesmo os que são repatriados, muitas vezes não têm outra opção, senão tentar novamente." Initial plugin text
    Mãe reencontra filho após processar governo Trump por separação

    Mãe reencontra filho após processar governo Trump por separação


    Beata Mejía Mejía, da Guatemala, diz que o governo americano a separou do filho de sete anos duas vezes; a primeira delas 'sem nenhuma explicação' e a segunda quando o reencontro com o filho foi subitamente cancelado. Beata Mejía Mejía com...


    Beata Mejía Mejía, da Guatemala, diz que o governo americano a separou do filho de sete anos duas vezes; a primeira delas 'sem nenhuma explicação' e a segunda quando o reencontro com o filho foi subitamente cancelado. Beata Mejía Mejía com Darwin Micheal, seu filho de sete anos, antes de serem separados: 'Ninguém me falou para onde ele estava sendo levado', diz ela BBC Na última terça-feira, uma mãe latino-americana processou o governo de Donald Trump por separá-la do seu filho de sete anos, após uma tentativa de ingressarem nos Estados Unidos. Nesta sexta-feira (22), após mais de um mês separados, mãe e filho finalmente se reencontraram. Beata Mariana de Jesús Mejía Mejía e seu filho Darwin Micheal são da Guatemala. No final de maio, eles tentaram cruzar a fronteira dos Estados Unidos com o México. Mas, dois dias depois, foram pegos e separados. "Eles pegaram o meu filho sem nenhuma explicação", lembra a mãe. Mejía Mejía acabou sendo conduzida para um centro de detenção no Estado americano de Maryland. Já o filho foi mandado para um centro de acolhimento no Estado do Arizona, sem o conhecimento da mãe. Darwin é uma das 2 mil crianças que foram separadas dos pais à força, depois de cruzarem a fronteira ilegalmente. A medida é parte da "política de tolerância zero" dos Estados Unidos para imigração, anunciada há dois meses pelo governo Trump. O presidente americano foi durantemente criticado e, na quarta-feira, voltou atrás na separação de pais e filhos. Em sua defesa, tem dito que sua administração está sendo forçada a tomar essa medida "por causa de leis herdadas do governo Obama". No entanto, embora a lei que embasa a detenção dos pais seja de fato a mesma que estava vigente no governo anterior, a separação de famílias é resultado da nova política de Trump, que passou a considerar crime, e não contravenção, a travessia ilegal da fronteira. Ainda não há previsão para reunir as famílias que já foram separadas. No caso de Mejía Mejía, o reencontro ocorreu no aeroporto internacional de Washington, nesta sexta-feira. "Olhe para ele, ele está triste", disse a mãe para repórteres que testemunharam o reencontro. "Mas estamos juntos agora. E nunca mais ninguém irá nos separar." 'Eles levaram meu menino e depois me trancaram' Mejía Mejía cruzou a fronteira do México com os Estados Unidos perto de San Luis, no Estado do Arizona, "por volta de 19 de maio", de acordo com o texto do processo que move contra o governo americano. "No sábado (19 de maio), eu o levava nos meus braços. Ele ficou comigo no domingo e na maior parte da segunda-feira. Mas, então, levaram ele de mim e não nos vimos novamente", relata a mãe. Segundo ela, nenhum funcionário do governo americano lhe deu qualquer informação sobre para onde haviam levado seu filho. Depois de 11 dias de detenção, Mejía Mejía foi transferida para outro Estado, Maryland. Lá, solicitou mais informações sobre a localização do filho. "Eu recebi um número de telefone, mas eu ligava e ninguém atendia", falou Mejía Mejía. "Eu chamei, chamei, mas o telefone nunca atendeu. Eu não sabia nada sobre o meu filho." Em 15 de junho, depois de pagar fiança, Mejía Mejía foi libertada. Além disso, as autoridades americanas de imigração iniciaram a tramitação de seu pedido de asilo. Mejía Mejía alega que, na Guatemala, sofria violência doméstica e era ameaçada por seu parceiro, com quem tem mais três filhos. Em seguida, Mejía Mejía foi autorizada a falar com Darwin ao telefone pela primeira vez desde que haviam sido separados. "Eu senti que ele estava triste. Ele não é assim, é um garoto alegre." Mãe reencontra filho separado na fronteira dos Estados Unidos Primeira tentativa de reencontro foi cancelada O reencontro de mãe e filho estava previsto para a última quarta-feira. Mas, horas antes, Mejía Mejía foi avisada de que isso não iria mais ocorrer. "Foi como se tivessem esfaqueado meu coração", disse à BBC News Mundo. "Eu falei com meu menino e disse: a gente vai se ver em breve, filho. Mas, infelizmente, ele não foi liberado e eu fiquei sem entender. Ele é tão pequeno", disse Mejía Mejía. O escritório de advocacia que representa Mejía Mejía afirmou que o governo não forneceu nenhuma informação sobre o motivo do cancelamento. "Eles não podem pegar uma criança e separá-la de sua mãe", diz o advogado Mike Donovan. "E, além de tudo, dar informações erradas ou nenhuma informação sobre a criança." Mejía Mejía quer uma indenização. "Meu sofrimento é grande, mas eu vou lutar até o fim". A BBC questionou autoridades americanas sobre o caso, mas não obteve retorno. Initial plugin text
    Cachorro devora álbum da Copa e dona ganha coleção completa após fazer apelo na web

    Cachorro devora álbum da Copa e dona ganha coleção completa após fazer apelo na web


    Caso aconteceu no México: o cãozinho Yoda devorou o álbum de Cris Vales, que pediu doações no Twitter para completar uma nova coleção. Álbum destruído pelo cão Yoda Reprodução/Twitter/Cris Vales A usuária do Twitter Cris Vales, da Cidade...


    Caso aconteceu no México: o cãozinho Yoda devorou o álbum de Cris Vales, que pediu doações no Twitter para completar uma nova coleção. Álbum destruído pelo cão Yoda Reprodução/Twitter/Cris Vales A usuária do Twitter Cris Vales, da Cidade do México, anunciou "uma tragédia" nesta quarta-feira (20) na rede social: Yoda, seu cãozinho da raça corgi, havia devorado seu álbum da Copa em que faltavam apenas 30 figurinhas. "Decidi comprar um novo porque coleciono desde 1994. Se os corações de vocês disserem que devem me presentear suas repetidas, agradeceria", apelou a internauta. Este é o Yoda: Initial plugin text Rapidamente, usuários se prontificaram a ajudar: Initial plugin text Initial plugin text Houve também quem aproveitasse o post para pedir outras doações, como o deste internauta que teve uma porta de banheiro destruída por seus cachorros: Initial plugin text Após algum tempo, a editora que produz as figurinhas fez um post oferecendo um álbum grátis com todos os cromos caso houvesse 500 retweets. A meta foi alcançada e a promessa foi cumprida. Abaixo, Yoda apenas posando como se fosse morder o novo álbum: Yoda com o novo álbum de figurinhas Reprodução/Twitter
    Imagens do dia 22 de junho de 2018

    Imagens do dia 22 de junho de 2018


    Um torcedor com lentes de contato no formato da bola de futebol acompanha o jogo entre Brasil e Costa Rica pela Copa do Mundo 2018 no Vale do Annhangabaú, em São Paulo Paulo Whitaker/Reuters Mulher lê livro na estação de metrô Mayakovskaya em...


    Um torcedor com lentes de contato no formato da bola de futebol acompanha o jogo entre Brasil e Costa Rica pela Copa do Mundo 2018 no Vale do Annhangabaú, em São Paulo Paulo Whitaker/Reuters Mulher lê livro na estação de metrô Mayakovskaya em Moscou, na Rússia Christian Hartmann/Reuters Torcedor comemora vitória do Brasil no Anhangabaú nesta sexta Fábio Tito/G1 Apoiadores do presidente Tayyip Erdogan participam de um comício em Istambul, na Turquia Umit Bektas/Reuters Participantes do 'Dark Mofo Nude Solstice Swim' nadam nús no rio Derwent em Hobart, na Austrália Rob Blakers/AAP/via Reuters Palestino utiliza um estilingue durante confrontos com tropas israelenses perto das colônias israelenses de Qadomem, na vila de Kofr Qadom, na Cisjordânia ocupada Mohamad Torokman/Reuters Pombos voam em frente à um poseter de propaganda política do presidente turco Tayyip Erdogan em Istambul, na Turquia Goran Tomasevic/Reuters
    Loja faz jaqueta em resposta à usada por Melania Trump em visita à fronteira

    Loja faz jaqueta em resposta à usada por Melania Trump em visita à fronteira


    Roupa da primeira-dama, com frase "I really don’t care, do U?" (Eu realmente não me importo, você se importa?". Uma fabricante americana de roupas criou uma jaqueta em resposta à usada pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, à fronteira dos...


    Roupa da primeira-dama, com frase "I really don’t care, do U?" (Eu realmente não me importo, você se importa?". Uma fabricante americana de roupas criou uma jaqueta em resposta à usada pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, à fronteira dos EUA como México nesta quinta-feira (21). A jaqueta de Melania trazia, nas costas, a frase "I really don’t care, do U?" (Eu realmente não me importo, você se importa?" e provocou críticas, no contexto da crise migratória entre os dois países. A Wildfang criou uma peça com a inscrição inversa: "I really care, don’t U?" (Eu realmente me importo, você não"? As imagens ganharam as redes sociais e a jaqueta, segundo a empresa, logo se esgotou. A Wildfang afirmou que o dinheiro arrecadado será doado para a RAICES – The Refugee and Immigrant Center for Education and Legal Services, uma organização que está empenhada em uma campanha para encerrar a separação de famílias na fronteira mexicana. Loja faz jaqueta em resposta à usada pela primeira-dama dos EUA em visita à fronteira mexicana wearewildfang/Instagram Loja faz jaqueta em resposta à usada pela primeira-dama dos EUA em visita à fronteira mexicana wearewildfang/Instagram A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no Air Force One na base de Andrews, para viajar ao Texas, na quinta-feira (21) AP Photo/Andrew Harnik
    'Passei por três famílias na infância e, 40 anos depois, descobri minha verdadeira identidade'

    'Passei por três famílias na infância e, 40 anos depois, descobri minha verdadeira identidade'


    Paul Fronczak foi entregue pelas autoridades a uma família cujo filho foi sequestrado. Mas será que ele era o bebê certo? Paul Fronczak hoje, aos 54 anos PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Um dia depois de seu nascimento, Paul Joseph Fronczak foi roubado...


    Paul Fronczak foi entregue pelas autoridades a uma família cujo filho foi sequestrado. Mas será que ele era o bebê certo? Paul Fronczak hoje, aos 54 anos PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Um dia depois de seu nascimento, Paul Joseph Fronczak foi roubado de um hospital em Chicago. A terrível história ganhou as manchetes nos Estados Unidos no ano de 1964. Então, dois anos depois, uma criança abandonada foi identificada como sendo o bebê roubado, e entregue a pais aliviados. Anos mais tarde, Fronczak começou a investigar o que realmente tinha ocorrido - e ficou chocado com o que descobriu. Aos 10 anos de idade, Fronczak estava procurando presentes de natal escondidos no porão da casa de seus pais. Ele afastou um sofá do lugar, e encontrou lá três misteriosas caixas, cheias de cartas antigas e recortes de jornais. Uma das manchetes dizia: "200 (pessoas) procuram por bebê roubado". Outra: "Mãe pede a sequestrador que devolva bebê". Ele reconheceu seus pais nas imagens, parecendo fragilizados e bem mais jovens. Então, leu que o bebê deles, Paul Joseph, tinha sido sequestrado. "Uau, sou eu!", pensou ele. "Bebê é roubado do hospital", diz a manchete do "Chicago Tribune" PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Retirado do colo da mãe A história era sensacional. No dia 26 de abril de 1964, sua mãe, Dora Fronczak, teve um bebê do sexo masculino no hospital Michael Reese. Ela ficou com o bebê ao longo do dia - só o deixava quando ele estava dormindo com outras crianças no berçário. Mas, na manhã seguinte, uma mulher vestida como enfermeira veio até o quarto de Dora e pegou o bebê para ser examinado por um médico. A criança nunca retornou. A equipe do hospital percebeu que havia algo errado e uma busca frenética pela criança logo começou. Apesar disso, o hospital não notificou as autoridades - e nem os pais da criança - até o começo da tarde. Às 15h, eles procuraram o pai, Chester Fronczak, na fábrica onde ele trabalhava. "Meu pai teve de deixar o trabalho, ir ao hospital e contar à esposa que o bebê tinha desaparecido", diz Paul. "Você acha que está seguro - num hospital - e o seu bebê acaba raptado", conta. Uma das maiores mobilizações de busca da história de Chicago teve início, envolvendo 175 mil trabalhadores do serviço postal, 200 policiais e o FBI (a Polícia Federal americana). Eles procuraram em 600 casas até a meia-noite, sem sucesso. Sobressaltado pela descoberta, Paul correu escada acima com um punhado de recortes de jornais para perguntar se ele era a criança da história. Dora, a mãe, reagiu com irritação e deu uma bronca no menino, por ser intrometido. Mas admitiu: "Sim, você foi sequestrado, nós te encontramos, nós te amamos e isso é tudo que você precisa saber." Paul sabia que não deveria levantar o assunto novamente, e não levantou - pelos 40 anos seguintes. Mas sua curiosidade não tinha sido satisfeita e, quando estava sozinho em casa, ele às vezes descia ao porão para ler mais sobre o assunto. Foi assim que ele descobriu a segunda parte da história - de como ele acabou indo morar com os Fronczaks. Depois do sequestro, Dora e Chester ficaram no hospital por uma semana, esperando por notícias. Quando voltaram para casa, estavam cercados pela imprensa. Apesar de toda a publicidade, não havia pistas críveis sobre o crime - o bebê desaparecera. A investigação foi discretamente engavetada, aos poucos. Então, em março de 1966, quase dois anos depois, Dora e Chester receberam uma carta do FBI - uma criança de colo tinha sido achada na cidade de Newark, em Nova Jersey, que batia com a descrição do filho deles. O garoto tinha sido abandonado num carrinho de bebê num centro comercial movimentado da cidade em julho do ano anterior, e entregue a uma família provisória, os Eckerts. Eles o batizaram como Scott McKinley e tinha gostado tanto da criança que estavam pensando em adotá-la permanentemente. Antes que eles pudessem fazê-lo, no entanto, um detetive da polícia de Nova Jersey chegou à conclusão de que o garoto abandonado poderia ser a criança roubada em Chicago. Uma agente do serviço social segura o bebê recém encontrado, com um machucado no rosto - ele seria em breve batizado como Scott PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Reviravolta no caso O FBI começou, então, a avaliar aquela hipótese. Não havia muito que pudesse ser feito, na verdade - o hospital não tinha registro do tipo sanguíneo do bebê Paul Joseph, e nem as impressões digitais de seus dedos das mãos ou dos pés. Tudo que havia era uma fotografia tirada no dia que a criança tinha nascido - e o formato da orelha do bebê na foto era muito parecido com o da criança abandonada. Na época também não existiam testes de DNA - eles só seriam criados décadas depois, em 1985. "Eles (autoridades) acabaram testando 10 mil bebês que poderiam ser o garoto roubado, e eu fui o único que não pude ser totalmente excluído", diz Paul. Os Fronczaks ficaram extasiados ao ouvir as notícias do FBI. "Naquela época, o FBI era a corporação de elite do governo, e se eles te contassem alguma coisa, você acreditava", diz Paul. Três meses depois de ser contatado pelas autoridades, o casal dirigiu de Chicago até Newark para conhecer a criança que poderia ser o seu filho. Todos os três - pais e filho - foram submetidos a uma série de testes psicológicos antes do encontro. Dora e Chester também tiveram de obter aprovação do governo para adotar a criança agora conhecida oficialmente como Scott. "Um agente do FBI me levou até eles e deixou que a gente se conhecesse rapidamente", diz Paul. "Minha mãe tinha passado menos de um dia com seu filho no hospital, antes que ele fosse levado. E então, anos depois, ela vê essa criança", conta. Paul e seus pais adotivos no escritório do FBI, à época em que ele foi encontrado PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Dora disse depois ao filho que sentia que o mundo a estava observando durante o encontro. "Ela poderia também ter dito 'Não tenho certeza', e colocado a criança de volta no sistema de adoção. Ou dizer 'Sim, este é o meu filho', e, mesmo que não fosse, salvar esta criança do que poderia ser uma vida horrível", reflete Paul. Dora disse que o filho era dela. "Ela fez o que acreditava ser o certo, e eu fico feliz que ela tenha agido assim", conta Paul. Ela levou a criança para Chicago e a adotou formalmente. Vida nova outra vez Os Fronczaks eram pais amorosos, embora também um pouco protetores demais - o que é fácil de entender. Às vezes, isso criava conflitos. Paul foi mandado para uma escola católica com um código de vestimenta estrito - mas gostava mesmo era de rock e de usar o cabelo grande. Uma vez, durante uma discussão acalorada sobre os mullets de Paul, a mãe disse que "preferia nunca tê-lo encontrado". Aquela frase marcou Paul. "Toda vez que eu penso nisso, sinto na minha alma", diz. Paul (esquerda), seu pai Chester (centro), e o irmão Dave PAUL FRONCZAK / REPRODUÇÃO Depois de concluir o ensino médio, Paul deixou a casa de seus pais para tocar baixo elétrico com uma banda de rock do Arizona. Cinco anos depois, quando a banda se separou, ele voltou a Chicago - entediado, acabou juntando-se ao Exército dos EUA por um ano. Depois disso, passou um tempo mudando-se de cidade com frequência. Trabalhou como vendedor e, depois, como modelo fotográfico e ator. No fim das contas, acabou fixando residência em Las Vegas. "Eu me mudei pelo menos 50 vezes ao longo da vida, e já tive uns 200 empregos diferentes. E não importava onde eu ia ou o que eu fazia, sempre mantinha aqueles recortes de jornais comigo", diz. Dúvida sobre as origens Em 2008, Paul se casou pela segunda vez. Em pouco tempo, ele e a esposa, Michelle, estavam esperando uma filha. Paul estava encantado. Mas quando a obstetra perguntou sobre o histórico médico suas famílias, Paul se deu conta de que não sabia exatamente como responder. Desde que descobriu a história do sequestro, ele sempre se questionou se era realmente o filho biológico de seus pais. "Eu realmente pensava: 'Qual é a chance de eu realmente ser esta criança levada de Chicago?'", conta. "Eu fui encontrado tão longe, me parecia muito improvável". Ele sempre teve a sensação de que não se encaixava em sua família. Seus pais pareciam mais próximos de seu irmão mais novo, Dave. Eles eram quietos e reservados, enquanto Paul gostava de música alta e motocicletas barulhentas. E a aparência física também era diferente. "Dave parecia exatamente com o meu pai - trejeitos, expressões faciais, a estrutura do corpo, tudo. E eu não tinha nada a ver", conta. A questão realmente o incomodava. Era ele o bebê roubado? "Eu quis durante anos fazer um teste de DNA com os meus pais", diz Paul. "Não porque não estivesse feliz com eles, mas simplesmente porque eu queria saber a verdade. Nunca quis fazer isso para não machucá-los. Mas chegou uma hora na qual eu precisava saber", diz. O custo do teste também era um impedimento. Um dia, em 2012, Paul encontrou kits para teste de DNA do tipo "faça você mesmo", e comprou alguns. Testando o DNA Numa ocasião em que seus pais vieram de Chicago para visitá-lo, Paul reuniu a coragem para levantar o assunto - uma hora antes do momento em que os dois iriam embora. "Vocês já se questionaram se sou o verdadeiro filho de vocês?", perguntou ele. Pegos de surpresa, os pais admitiram que sim, já tinham se questionado. "Você gostaria de descobrir?", perguntaram eles. Minutos depois, os três tinham coletado as amostras de DNA da bochecha, e os kits foram selados. Paul, então, deixou seus pais no aeroporto. Mas quando o avião pousou em Chicago, horas depois, os dois tinham mudado de ideia. Ligaram para Paul, pedindo a ele que não mandasse os kits para o laboratório. Ele era o filho deles e isso bastava. "Eu mantive aquelas amostras na minha escrivaninha por algumas semanas", diz Paul. "Lutei contra isso todos os dias, porque amo meus pais. Eu respeito a vontade deles, mas às vezes você simplesmente precisa fazer o que acha certo. Como pode ser errado tentar descobrir a verdade?" No fim, ele acabou enviando as amostras. Paul estava no trabalho quando recebeu uma ligação com o resultado. Depois de responder a algumas perguntas de segurança, Paul ouviu que "não havia a mais remota possibilidade" dele ser filho biológico de Dora e Chester. "Eu senti que a minha vida tinha acabado. Senti a cor ir embora do meu rosto. Não conseguia pensar em nada. Estava suando frio", diz Paul. "Tudo que eu achava que sabia sobre mim mesmo - minha data de aniversário, meu histórico médico, minha ascendência polonesa, a religião católica, e até mesmo ser do signo de Touro - tudo isso foi jogado pela janela. Por um segundo, eu não sabia quem eu era", diz. O resultado levantou duas questões urgentes. Quem eram os pais biológicos de Paul, se não eram Dora e Chester Fronczak? E o que aconteceu com o verdadeiro Paul? Em busca da verdade. Outra vez Antes mesmo de contar a seus pais adotivos sobre o resultado, Paul contactou um jornalista investigativo de Los Angeles, George Knapp, para pedir ajuda. Dias depois, a história de Paul Joseph Fronczak estava de volta à mídia americana. A família - que detestava a imprensa - ficou furiosa, e não falou com ele por cerca de um ano. "A principal razão de eu ter feito isto foi tentar encontrar o verdadeiro filho dos meus pais", diz Paul. "Eles foram pais incríveis. O melhor presente que eu poderia lhes dar seria encontrar o filho raptado, e eu achei que a melhor forma de fazer isso seria com a ajuda da mídia", diz ele. Paul encontra voluntários que investigaram sua história - Michelle Trostler, CeCe Moore, Allison Demski e Carol Rolnick ALEX TRESNIOWKSI / REPRODUÇÃO Uma das consequências do caso ter vindo à tona é que o FBI reabriu a investigação sobre o caso de Fronczak. Eles encontraram dez caixas repletas de arquivos originais da investigação, em Chicago. Como o teste de DNA tinha provado que Paul não era a criança raptada, ele não tinha direito a acessar o material. O que ele fez, entretanto, foi conversar com um agente aposentado do FBI que tinha trabalhado na investigação original do caso. Bernie Carey admitiu a Paul que uma parte da equipe não estava realmente convencida de que ele era a criança sequestrada. Paul teve mais sucesso em tentar achar seus pais biológicos. Uma equipe de voluntários, chamada de DNA Detectives, assumiu o caso de forma gratuita. Sob o comando do geneticista CeCe Moore, eles usaram uma combinação de testes de DNA e técnicas clássicas de investigação: busca em jornais da época e arquivos públicos, levantamentos em redes sociais e uma infinidade de ligações telefônicas. Apesar de Paul ter sido encontrado em Nova Jersey (perto de Nova York, na costa leste dos EUA), os DNA Detectives encontraram a origem de sua família no Tennessee, ao sul. E os testes de DNA revelaram que ele pertencia à etnia judaica asquenaze. "O resultado indicava que de um dos lados da família havia um avô judeu", diz CeCe Moore. Mas também houve reveses na busca. Foram meses até que a investigação tivesse um de seus desdobramentos mais consistentes - numa conversa com um dos pais em potencial de Paul, a pessoa mencionou a existência de alguns irmãos gêmeos perdidos em sua família. "Ali, finalmente eu soube que estávamos indo na direção certa", contou ela. Em 3 de junho de 2015, dois anos depois do início das investigações, CeCe Moore ligou para Paul. "O que você acha do nome Jack?", perguntou ela. "É um nome forte. Um bom nome", disse ele. "Que bom, porque este é o seu nome", respondeu Moore. Foi assim que Paul descobriu que, ao nascer, tinha sido batizado como Jack Rosenthal. E que ele era seis meses mais velho do que sempre tinha pensado - sua nova data de aniversário era 27 de outubro, com nascimento em 1963. E com um detalhe: ele tinha uma irmã gêmea, Jill. Mas ela, assim como ele, tinha desaparecido. Agora, Paul tinha uma terceira pessoa para encontrar. "É impossível ouvir que você tinha uma irmã gêmea e não ir atrás dessa pessoa", diz ele. Encontrar os pais biológicos foi empolgante, de início. Paul, que sempre gostou de música, adorou saber que teve um primo, Lenny Rocco, que foi cantor de blues nos anos 1950. "Para mim, isso prova que você não precisa ser criado pelo seus pais reais para apresentar essas mesmas qualidades e traços - como a habilidade musical. Eu nunca foi exposto à música, mas sempre fui atraído por ela", diz Paul. "Eu toquei em bandas a minha vida toda, e quando eu conheci minha família real, tive que sentar para tocar com a banda de Lenny", conta. Alegria e temor na mesma descoberta Moore, que já reuniu milhares de famílias, diz ver este tipo de história o tempo todo. "Não é só a aparência, são as escolhas que eles fazem ao longo da vida - com quem se casam, os nomes que dão aos filhos, qual ocupação escolhem, e até os menores detalhes, como a senha do telefone. Eu acredito que muito mais do que a gente acredita está codificado no nosso DNA. Não pode ser só coincidência", diz ela. Mas nem todos os parentes biológicos o receberam de braços abertos, e Paul logo descobriu que havia um lado obscuro em sua família biológica. Sua mãe, Marie, era alcóolatra, e seu pai, Gilbert, voltou da Guerra da Coreia (1950-1953) como "um homem raivoso". Há evidências de que Paul e sua irmã gêmea Jill foram negligenciados pelos pais. Eles tinham ainda duas irmãs mais velhas e um irmão mais novo. Os dois estavam sempre chorando, diz a família, e um primo lembra de ver os dois bebês dentro de "uma jaula". Ninguém sabe exatamente o que aconteceu, mas sempre que algum familiar perguntava sobre os gêmeos, os pais diziam que alguma outro parente estava cuidando das crianças. Na verdade, ninguém estava. Paul acha que "algo trágico" pode ter acontecido com Jill, e isto pode ter levado os pais a decidir livrar-se de Jack, "pois eles não conseguiam explicar que só houvesse um dos gêmeos". Em seu livro, Paul descreve as idas e vindas de sua obsessiva - e às vezes arriscada - busca por respostas. Num dado momento ele escava o jardim da casa onde os Rosenthals viveram, tentado em vão encontrar os restos mortais de sua irmã gêmea. "Meus pais reais não eram pessoas muito boas. Eu agradeço o fato de eles me terem abandonado, pois isso permitiu que eu me encontrasse com os Fronczaks. Eles salvaram minha vida", diz Paul. Reencontro Dois anos depois da briga por causa do teste de DNA, Paul fez as pazes com seus pais adotivos. E pela primeira vez sentou para conversar com eles sobre o que realmente aconteceu. Dora contou ter passado por muita coisa ao longo dos anos. "Hoje, sei que esses fatos contribuíram muito para que a minha mãe seja como ela é hoje", diz Paul. "Minha mãe carrega essa culpa eterna de ter entregue o bebê para aquela enfermeira. Mesmo sabendo que, num hospital, é isso que as pessoas fazem. Quando a enfermeira diz 'Precisamos pegar o bebê', você entrega a criança. Mas é algo com o que ela vem lutando a vida toda", diz. Dora também deu a Paul um álbum de fotografias e cartas que lhes foram confiadas pelos Eckerts, a família provisória que cuidou dele durante um ano, e o batizou como Scott McKinley. "Minha mãe teve esse álbum de fotografias durante toda a minha vida e nunca o mencionou. É algo que me emociona, pois são as primeiras imagens que eu tenho de mim mesmo, como criança. Minha avó (biológica) tinha um álbum de fotos com todos os netos em ordem cronológica, e as páginas dos gêmeos tinham sido arrancadas", conta ele. O pai adotivo de Paul, Chester, morreu em agosto de 2017. Mas ele continua conversando com a mãe por telefone a cada dois dias. Dora fará 82 anos em 27 de outubro - curiosamente, agora, os dois fazem aniversário no mesmo dia. Dora tem sentimentos confusos sobre o livro escrito por Paul, chamado de The Foundling ("O bebê encontrado", em tradução livre). "Ela gostaria que eu não tivesse sido tão franco a respeito", diz ele. "Mas eu escrevi um livro honesto sobre a história", conta ele. Paul está determinado a descobrir o que aconteceu com o filho biológico de Dora. Ele contratou um investigador particular e diz que o próximo caso será a exumação de um cadáver. Na verdade, ele quer exumar dois corpos. "Nós temos uma pista muito forte sobre o filho biológico de Dora. E o outro (corpo) é a minha irmã biológica", diz ele. A exumação é um processo complexo e custoso, mas Paul não se importa. Há muitas questões ainda sem resposta. "A história não está, nem de longe, completa", diz ele. Identidade mutante Paul e sua segunda esposa, Michelle, estão separados, mas mantêm uma boa relação. Paul admite que sua obsessão com a investigação contribuiu para o fim do relacionamento. "Eu cheguei a um ponto em que a cada minuto que estou acordado, estou lidando com algo da investigação", diz ele. Paul, no entanto, diz que não se arrepende de nada. "Era algo que eu tinha que fazer. Foi algo que me deu paz". conta. A busca também o ajudou a entender coisas sobre si próprio, como o fato dele estar sempre se mudando. "Os primeiros dois anos da minha vida realmente determinaram quem eu sou: sou capaz de sair de qualquer emprego, situação, e nunca olhar para trás. Acho que é isso que acontece quando você tem três infâncias, três identidades numa idade tão nova. É adaptação, sobrevivência. É chegar ao dia seguinte", diz. CeCe Moore também se pergunta como isto tudo teria afetado o pequeno Paul. Ela está curiosa a respeito do que nos meses em que ele estava sendo examinado pelo FBI. "O que fez eles chegarem à conclusão de que ele era Paul Fronczak? Havia sinais de trauma que talvez tenham sido erroneamente interpretados como indicações de que aquela criança tinha sido sequestrada, ao invés de simplesmente uma criança que tinha tido pais abusivos?", questiona ela. A filha de Paul, Emma, está agora com nove anos de idade - ela acha engraçado chamá-lo de Jack, e o faz às vezes, para provocá-lo. Mas ele decidiu que não vai trocar de nome por enquanto. Paul com a filha, Emma PAUL FRONCZAC / REPRODUÇÃO "Eu vou continuar sendo Paul até que encontrem o verdadeiro Paul. No dia em que eu encontrar o Paul Fronczak biológico, vou dar a ele sua certidão de nascimento, e assumir a minha", diz. Paul Fronczak foi convidado ao programa de Jeremy Vine, na BBC Radio 2 do Reino Unido. Paul Joseph Fronczak é coautor, junto com Alex Tresniowski, do livro "The Foundling - the true story of a kidnapping, a family secret, and my search for the real me". ("O bebê encontrado - a história real de um sequestro, de um segredo de família e da minha busca pelo eu verdadeiro", em tradução livre). Todas as imagens são do arquivo pessoal de Paul Fronczak, exceto quando mencionado o contrário. O FBI não quis comentar o caso.
    Putin quer reunir duas Coreias, China e Japão na Rússia

    Putin quer reunir duas Coreias, China e Japão na Rússia


    Fórum econômico será realizado em setembro. O presidente russo Vladimir Putin recebe o sul-coreano Moon Jae-in nesta sexta-feira (22) no Kremlin Sergei Karpukhin/Reuters O presidente russo Vladimir Putin convidou nesta sexta-feira (22) seu colega...


    Fórum econômico será realizado em setembro. O presidente russo Vladimir Putin recebe o sul-coreano Moon Jae-in nesta sexta-feira (22) no Kremlin Sergei Karpukhin/Reuters O presidente russo Vladimir Putin convidou nesta sexta-feira (22) seu colega sul-coreano Moon Jae-in para participar, em setembro, no Fórum Econômico do Leste na Rússia, no qual está prevista a participação do primeiro-ministro japonês. Os dirigentes chinês e norte-coreano também estão convidados. "Ficaríamos encantados de ver o presidente sul-coreano como convidado de honra", afirmou. O fórum será realizado de 11 a 13 de setembro em Vladivostok, no Extremo Oriental russo, declarou Putin, depois de se reunir no Kremlin com Moon Jae-in. Se todos os convidados responderem positivamente ao convite, Moscou poderá ter em um mesmo fórum as duas Coreias, a China e o Japão.
    Musical 'Billy Elliot' tem datas canceladas na Hungria após campanha homofóbica

    Musical 'Billy Elliot' tem datas canceladas na Hungria após campanha homofóbica


    Diretor da Ópera nacional húngara explicou que campanha fez com que a venda de ingressos caísse significativamente. Musical 'Billy Elliot' tem datas canceladas na Hungria após campanha homofóbica Divulgação/Facebook A Ópera nacional húngara...


    Diretor da Ópera nacional húngara explicou que campanha fez com que a venda de ingressos caísse significativamente. Musical 'Billy Elliot' tem datas canceladas na Hungria após campanha homofóbica Divulgação/Facebook A Ópera nacional húngara anunciou o cancelamento de 15 apresentações do musical "Billy Elliot" em Budapeste, após uma campanha homofóbica feita pela imprensa nacional contra o espetáculo. "A campanha negativa das últimas semanas em relação à produção 'Billy Elliot' fez cair de forma significativa a venda de ingressos", explicou o diretor da instituição, Szilveszter Okovacs, citado pelo jornal húngaro on-line 444.hu. O musical "Billy Elliot", inspirado no filme homônimo do diretor britânico Stephen Daldry (2000), conta a história de um adolescente de um bairro modesto que escolhe se dedicar à dança clássica em vez do boxe, e acaba se tornando um bailarino estrela. O musical foi escrito por Lee Hall, com trilha de Elton John. A versão húngara tem astros nacionais, como Nikolett Gallusz e András Stohl. O anúncio da entrada em cartaz deste espetáculo motivou intensos ataques por parte do jornal Magyar Idok, próximo ao governo do ultraconservador Viktor Orban. Em artigo sobre o musical no dia 1° de junho, o jornal diz que “a propagação da homossexualidade não pode ser objetivo nacional enquanto a população está envelhecendo e encolhendo, no momento em que nosso país é ameaçado de invasão”. Ameaça para crianças O Magyar Idok também insulta os envolvidos na produção com frases homofóbicas, acusando-os de querer transformar as crianças húngaras em "homossexuais". Para 444.hu, o cancelamento do espetáculo se deve mais às pressões políticas que às econômicas, já que as vendas antecipadas foram um sucesso, segundo o jornal independente. As campanhas homofóbicas se multiplicaram nas últimas semanas na Hungria. Na terça-feira (19), o semanário Figyelö, também próximo a Orban, publicou uma lista de pesquisadores da Academia Húngara de Ciências acusados de trabalhar pelos direitos dos homossexuais. Apesar das 15 datas canceladas, o espetáculo tem outras 24 apresentações marcadas na capital.
    Extremista islâmico recebe pena de morte por atentados em Jacarta em 2016

    Extremista islâmico recebe pena de morte por atentados em Jacarta em 2016


    Atentado em Jacarta deixou 4 mortos, além dos 4 homens-bomba. Aman Abdurrahman é considerado o líder dos seguidores do Estado Islâmico na Indonésia. Pregador Aman Abdurrahman é condenado à pena de morte nesta sexta-feira (22) na...


    Atentado em Jacarta deixou 4 mortos, além dos 4 homens-bomba. Aman Abdurrahman é considerado o líder dos seguidores do Estado Islâmico na Indonésia. Pregador Aman Abdurrahman é condenado à pena de morte nesta sexta-feira (22) na Indonésia Darren Whiteside/ Reuters Um extremista islâmico foi condenado nesta sexta-feira (22) à pena de morte na Indonésia por ter ordenado os atentados de 2016 em Jacarta, os primeiros ataques fatais reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) no sudeste asiático. O pregador Aman Abdurrahman foi "declarado culpado de ter cometido um ato de violência e condenado à pena de morte", afirmou o presidente do tribunal, Akhmad Zaini, ao anunciar o veredicto. O juiz recordou o envolvimento do extremista em outros ataques. O condenado não reagiu ao anúncio da sentença. Aman Abdurrahman é considerado o líder de fato de todos os seguidores do EI na Indonésia e é o líder espiritual do movimento extremista islamita Jamaah Ansharut Daulah (JAD). O pregador tem contato com os dirigentes do EI e é o principal tradutor de sua propaganda na Indonésia, segundo analistas. A Promotoria havia solicitado a pena de morte. Os atentados de Jacarta deixaram quatro mortos, além dos quatro homens-bomba. Um café e um posto policial foram destruídos no centro da capital do país, um local que reúne várias lojas, os escritórios de várias agências da ONU e embaixadas. As autoridades indonésias consideram que o JAD, que jurou lealdade ao EI, também está envolvido nos atentados de maio em Surabaya, segunda maior cidade do país. Duas famílias, incluindo duas meninas de 9 e 12 anos, atacaram uma igreja e uma delegacia de polícia e mataram 13 pessoas. Os 13 agressores morreram nos atentados. A Indonésia, país muçulmano de maior população do mundo, enfrenta há muitos anos um movimento extremista islâmico. Após os atentados de Bali em 2002 (202 mortos, incluindo vários estrangeiros), as autoridades iniciaram uma grande ofensiva contra os extremistas e reduziram a influência das redes mais perigosas, de acordo com analistas.
    Por que casaco usado por Melania Trump em visita a crianças imigrantes causou tanta polêmica

    Por que casaco usado por Melania Trump em visita a crianças imigrantes causou tanta polêmica


    Na semana em que mundo se comoveu com relatos de pais separados dos filhos, primeira-dama escolheu roupa com a frase 'Eu realmente não me importo' para embarcar rumo ao Texas para visitar abrigos. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no...


    Na semana em que mundo se comoveu com relatos de pais separados dos filhos, primeira-dama escolheu roupa com a frase 'Eu realmente não me importo' para embarcar rumo ao Texas para visitar abrigos. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no Air Force One na base de Andrews, para viajar ao Texas, na quinta-feira (21) AP Photo/Andrew Harnik "Eu realmente não me importo, você se importa?" A frase estava estampada nas costas do casaco usado por Melania Trump nesta quinta, quando a primeira-dama americana embarcava para visitar os abrigos no Texas onde estão as crianças imigrantes que foram separadas de seus pais enquanto tentavam cruzar a fronteira dos Estados Unidos. A atitude da mulher de Donald Trump ganhou uma repercussão negativa ao redor do mundo e levantou a questão se a escolha da peça, um casaco da marca espanhola Zara, que custa US$ 39, foi proposital. O escritório da ONG Anistia Internacional nos EUA tuitou que estava "chocado com a gritante falta de empatia" da primeira-dama. Initial plugin text Initial plugin text Nos últimos dias, o governo Trump foi duramente criticado por uma nova política de imigração, apelidada "tolerância zero", que considera crime a tentativa de atravessar a fronteira sem documentos que permitam o ingresso nos EUA. A regra previa que eles perdessem a custódia de seus filhos e, como resultado, mais de 2,3 mil crianças foram separadas de suas famílias – existem 49 crianças brasileiras nesta situação – entre 5 de maio e 9 de junho. Após o elevado número de críticas, Trump assinou uma ordem executiva, uma espécie de decreto presidencial, para evitar que as crianças sejam separadas de seus pais. Um ex-funcionário de um desses centros para crianças migrantes na fronteira entre o México e os EUA, Antar Davidson, filho de brasileiros, disse à BBC News que esteve com três irmãos brasileiros, de 8, 10 e 16 anos, que foram separados dos pais. Ele foi chamado para ajudar a conversar com as crianças em português e ajudá-las a entender que teriam que ficar em alas diferentes, por causa da idade e do gênero. Davidson contou que, como elas não se soltavam, recebeu a seguinte ordem: "Diga a eles que não podem se abraçar!". "Como ser humano, não posso fazer isso", respondeu ele, nascido na Califórnia, que trabalhava desde fevereiro no abrigo em Southwest Key em Tucson, no Arizona, e após o ocorrido pediu demissão. Os imigrantes são mantidos numa espécie de jaula nos centros de detenção montados no Texas; jornalistas disseram ter visto crianças em condições semelhantes ALFÂNDEGA E PROTEÇÃO DE FRONTEIRAS DOS EUA Mensagem oculta? A porta-voz da primeira-dama, Stephanie Grisham, assegurou que "não havia mensagem oculta" na escolha da roupa de Melania. "Não há mensagem oculta. Depois da importante visita ao Texas, eu espero que a imprensa não vá priorizar o vestuário dela", afirmou Grisham, que, em uma rede social, utilizou a hashtag #SheCares ("ela se importa", em inglês). Já Trump usou mais uma vez o Twitter para atacar aqueles que criticam sua administração. Ele disse que a mensagem estampada pela mulher tinha como destinatária a mídia, que propagaria notícias falsas. "Melania aprendeu como são desonestos, e ela realmente não se importa", tuitou o mandatário. Na semana passada, a primeira-dama afirmou em um comunicado que detestava ver crianças separadas de suas famílias e que os EUA precisavam ser um país que segue as leis, mas que também governasse com o coração. Os imigrantes chamam informalmente de "canil" o local onde as crianças e adolescentes são mantidos detidos no Texas. Congressistas democratas que visitaram os centros classificaram esses lugares como "verdadeiras prisões". A ex-primeira-dama Laura Bush, mulher do republicano George W. Bush, disse que a estrutura montada é parecida ao dos campos de detenção usados para prender nipo-americanos nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. "Numa das gaiolas havia 20 crianças. Havia também garrafas de água, sacos de batatas fritas e folhas grandes destinadas a servir de cobertores", informou a agência AP. Initial plugin text Reações ao casaco Nas redes sociais, não só a Anistia Internacional, mas também personalidades criticaram a escolha da primeira-dama. A atriz Patricia Arquette, ganhadora do Oscar em 2015 pela mãe que interpreta em Boyhood, tuitou: "Melania Trump ganhou o prêmio de pior look do século". Sua colega Julia Louis-Dreyfus, protagonista da série Veep, foi ainda adiante: "Nunca tem fim com esses imbecis". Initial plugin text O consultor de moda Bob Phibbs, da agência Retail Doctor, disse ao jornal The New York Times que a escolha do casaco por Melania não foi um acidente. "Ela é uma ex-modelo. Toda peça de roupa tem um propósito e uma declaração. Ela é totalmente ligada na imagem, assim como Trump. Ela sabe o poder (disso)", opinou. Entre os argumentos de quem aponta que a escolha do casaco foi proposital está o fato de ser uma peça barata, de uma marca mais popular – a fast-shop Zara. Melania geralmente só usa roupas de grifes de luxo caríssimas. Mas esta não foi a primeira vez que a primeira-dama foi criticada pela escolha de uma roupa. Quando acompanhou o marido na visita que ele fez ao Texas por causa as graves inundações causadas pelo furacão Harvey, ela usou um sapato de salto agulha, considerado inapropriado para a ocasião. A visita A primeira-dama visitou cerca de 55 crianças que estão alojadas em um centro de detenção em McAllen, Texas. O diretor do local, Rogelio de la Cerda, disse a Melania que a maioria das crianças ali veio da Guatemala, e que chegaram ao centro "muito angustiadas". Durante a visita, a primeira-dama tentou conversar com as crianças, perguntou a elas há quanto tempo estavam no local e com que frequência conversavam com os pais. "Seja gentil com os outros, ok?", ela disse para alguns dos pequenos, além de desejar boa sorte. Melania Trump foi a um abrigo no Texas em meio à polêmica causada por política do governo AFP
    ONU pede que EUA encontrem alternativas à detenção de crianças imigrantes

    ONU pede que EUA encontrem alternativas à detenção de crianças imigrantes


    Após Trump suspender separação de crianças de pais imigrantes, os menores serão detidos junto com seus pais. O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao governo Trump nesta sexta-feira (22) que reformule...


    Após Trump suspender separação de crianças de pais imigrantes, os menores serão detidos junto com seus pais. O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao governo Trump nesta sexta-feira (22) que reformule suas políticas imigratórias e encontre alternativas às detenções, dizendo que crianças nunca deveriam ser mantidas sob custódia, mesmo sem seus pais. Os Estados Unidos vêm sendo alvo de críticas duras por separarem mais de 2.300 crianças de suas famílias para processar seus pais por cruzarem a fronteira ilegalmente. O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou nesta quarta, assinando um decreto para manter as famílias juntas em detenção no decorrer dos procedimentos de imigração. Trump assina ordem para acabar com separação de famílias de imigrantes Pablo Martinez Monsivais/AP "Embora reconheçamos a decisão do governo dos EUA de não continuar separando crianças de seus pais, entendemos que a prática agora será deter as crianças com seus pais", disse a porta-voz de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, em um boletim à imprensa em Genebra. "Dissemos várias vezes que as crianças nunca deveriam ser detidas por causa de seu status imigratório ou o de seus pais. Nunca é do interesse das crianças ser detidas", acrescentou. Vídeos de crianças sentadas em "jaulas" e uma gravação de áudio de crianças chorando provocaram indignação mundial. Washington precisa reformular suas políticas imigratórias e proporcionar soluções baseadas na comunidade e outras alternativas às detenções, algo garantido pelos direitos dos imigrantes, alegou Ravina. Initial plugin text
    Camelôs brasileiros vendem réplicas de camisas da seleção na Rússia por R$ 180

    Camelôs brasileiros vendem réplicas de camisas da seleção na Rússia por R$ 180


    Eles driblam fiscalização da polícia russa, da Fifa e da CBF, que têm regras rígidas sobre venda de produtos ligados à Copa do Mundo. Réplicas de camisas da seleção fazem sucesso em Moscou, apesar das rígidas regras sobre venda de produtos...


    Eles driblam fiscalização da polícia russa, da Fifa e da CBF, que têm regras rígidas sobre venda de produtos ligados à Copa do Mundo. Réplicas de camisas da seleção fazem sucesso em Moscou, apesar das rígidas regras sobre venda de produtos ligados à Copa do Mundo RICARDO SENRA/BBC Um grupo de brasileiros se tornou o centro das atenções na zona central de São Petersburgo, local do jogo entre a seleção brasileira e a Costa Rica nesta sexta-feira, na segunda partida de ambas na Copa do Mundo da Rússia. Burlando a marcação forte da polícia russa, da Fifa e da CBF, que têm regras rígidas sobre a venda de produtos ligados à Copa do Mundo e à Seleção, eles abriram uma lona preta com dezenas de réplicas de camisas da camisa oficial de Neymar e companhia a poucos metros da Fifa Fan Fest, principal ponto de encontro de torcedores, à beira do belo rio Neva, que corta o centro da cidade. Em segundos, eles foram cercados por turistas japoneses, britânicos e americanos em busca da camisa verde-amarela. A empolgação, no entanto, diminuia quando os brasileiros anunciavam os preços das réplicas: 3 mil rublos - ou R$ 179. No Brasil, camisas semelhantes são vendidas por R$ 30 em mercados populares. Ainda assim, o valor é bastante inferior ao praticado pela Nike, fabricante oficial das peças da Seleção. Vendidas em três versões, as camisas oficiais variam no site da marca entre R$ 249,90 e R$ 449,40. Regras rígidas Quando a polícia se aproximava, o grupo fechava imediatamente a lona de camisetas e aguardava - exatamente que como acontece em grandes centros urbanos brasileiros quando aparece o chamado "rapa". Muitos compradores estrageiros, no entanto, não entendiam o motivo da discrição e insistiam em entregar maços com até 30 notas de 100 rublos bem próximo à fiscalização. "Don't show the money, dinheiro no (Não mostrem o dinheiro)", diziam os camelôs brasileiros, em inglês e português. A reportagem acompanhou pelo menos cinco vendas em um intervalo de 10 minutos. Quando os agentes de fiscalização se aproximavam, os brasileiros guardavam as mercadorias. Mas os turistas interessados em comprar as blusas, muitas vezes, demorava para perceber o motivo de tanta discrição RICARDO SENRA/BBC A localização estratégica, sob as cúpulas da Catedral do Sangue Derramado, um dos principais cartões postais da cidade, facilitava as vendas. O vaivém na região reúne dezenas de milhares de pessoas todos os dias. Fifa e CBF proíbem o uso de símbolos da Copa ou do escudo da Seleção brasileira e da própria Confederação Brasileira de Futebol em qualquer objeto, folder, roupa ou peças virtuais sem licenciamento prévio. Quem viola a regra pode ser processado por falsificação, com penas que vão desde multas a até prisão. Mas os camelôs na Rússia continuam em ação. As camisas mais procuradas no mercado paralelo são as de Neymar, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus.
    Memes da Copa do Mundo 2018: Brasil 2 x 0 Costa Rica

    Memes da Copa do Mundo 2018: Brasil 2 x 0 Costa Rica


    Veja piadas sobre a vitória da Seleção. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin...


    Veja piadas sobre a vitória da Seleção. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Brasil 2 x 0 Costa Rica Reprodução
    Pai de menina hondurenha na capa da revista Time diz que ela não foi separada da mãe

    Pai de menina hondurenha na capa da revista Time diz que ela não foi separada da mãe


    Menina e sua mãe foram detidas juntas na divisa de McAllen, no Texas, segundo o pai. Trump 'encara' menina migrante separada da mãe em capa da 'Time' Reprodução A menina hondurenha que aparece vestida com um casaco rosa e chorando diante do...


    Menina e sua mãe foram detidas juntas na divisa de McAllen, no Texas, segundo o pai. Trump 'encara' menina migrante separada da mãe em capa da 'Time' Reprodução A menina hondurenha que aparece vestida com um casaco rosa e chorando diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na capa da próxima edição da revista Time não foi separada de sua mãe na fronteira dos EUA, segundo um homem identificado como o pai da criança pelo jornal "Washington Post" e pela agência Reuters. A impactante foto original, tirada no local de uma detenção na fronteira por John Moore, fotógrafo da Getty Images, se tornou uma das imagens emblemáticas de uma onda de reportagens sobre a política de separação de famílias do governo Trump. Dezenas de jornais e revistas de todo o mundo publicaram a foto, aprofundando a revolta que levou Trump a recuar na quarta-feira e dizer que as famílias não serão mais separadas. Criança de dois anos chora ao sua mãe ser revistada e detida em McAllen, nos EUA, perto da fronteira com o México, em foto de 12 de junho JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP "Minha filha se tornou um símbolo da... separação de crianças na fronteira dos EUA. Ela pode até ter tocado o coração do presidente Trump", disse Denis Valera à Reuters em uma entrevista por telefone. Valera disse que a menina e sua mãe, Sandra Sanchez, foram detidas juntas na divisa de McAllen, cidade do Estado do Texas onde Sandra pediu refúgio, e que elas não foram separadas depois de serem detidas perto da fronteira. 'Ele chorou e me abraçou', diz brasileiro detido nos EUA que teve filho separado A vice-ministra das Relações Exteriores de Honduras, Nelly Jerez, confirmou o relato dos eventos feito por Valera. Mãe reencontra filho separado na fronteira dos Estados Unidos Ele disse ter ficado surpreso e aflito na primeira vez em que viu a foto de sua filha chorando na televisão. "Ver o que estava acontecendo com ela naquele momento parte o coração de qualquer um", disse. A foto foi usada em uma ação de arrecadação de fundos pelo Facebook que conseguiu mais de US$ 17 milhões de donativos de quase meio milhão de pessoas para o Centro para Educação e Serviços Legais de Refugiados e Imigrantes (Raices), uma entidade sem fins lucrativos do Texas que oferece assistência legal a refugiados e imigrantes. Política de 'tolerância zero' A política imigratória de "tolerância zero" da gestão Trump levou à separação de 2.342 crianças de seus pais na fronteira EUA-México entre 5 de maio e 9 de junho. Foto de junho mostra abrigo de menores de idade que foram separados de familiares na fronteira com o México Handout/ U.S. Customs and Border Protection/ AFP As crianças que chegavam com adultos imigrantes vinham sendo separadas de seus pais ou tutores, que são processados e encaminhados a um centro federal de detenção. Vídeos de crianças separadas sentadas em jaulas, uma gravação de áudio de crianças chorando e a foto de Moore provocaram indignação mundial com as diretrizes de Trump. Na última quarta, o presidente Trump assinou uma ordem executiva para evitar a separação das famílias. Com a nova ordem, as famílias imigrantes que entrarem ilegalmente nos EUA serão detidas juntas. Nesta quinta, o presidente disse que ordenou as agências do governo americano a reunir as famílias que foram separadas. Initial plugin text
    Briga durante jogo do Brasil contra Suíça deixou mortos em campo de refugiados em Uganda

    Briga durante jogo do Brasil contra Suíça deixou mortos em campo de refugiados em Uganda


    Refugiados de diferentes etnias do Sudão do Sul se desentenderam no intervalo do jogo do último domingo. Acampamento de refugiados em Uganda James Akena/Reuters Uma briga em um campo de refugiados de Uganda que ocorreu durante a partida de estreia...


    Refugiados de diferentes etnias do Sudão do Sul se desentenderam no intervalo do jogo do último domingo. Acampamento de refugiados em Uganda James Akena/Reuters Uma briga em um campo de refugiados de Uganda que ocorreu durante a partida de estreia do Brasil na Copa do Mundo deixou quatro mortos, informou a polícia nesta quinta-feira (22), acrescentando que 15 refugiados do Sudão do Sul foram presos em conexão com a violência. A briga ocorreu entre membros das etnias dinka e nuer, do Sudão do Sul. Uganda abriga cerca de 1,4 milhão de refugiados, incluindo mais de 1 milhão do Sudão do Sul, onde uma guerra civil que já dura cinco anos deixou dezenas de milhares de mortos e fez com que cerca de um quarto de seus 12 milhões de habitantes deixassem suas casas. O conflito no Sudão do Sul tem carga cada vez mais étnica. A violência aconteceu em um campo de refugiados na região oeste do Nilo no domingo durante a partida do Brasil contra a Suíça, disse o porta-voz da polícia Patrick Onyango, com refugiados do grupo étnico nuer brigando com a etnia rival dinka. A briga começou no intervalo do jogo quando um homem dinka, identificado como Thon Majok deixou a sala de TV, descobrindo quando voltou que um homem nuer havia sentado em seu lugar. "Majok mandou o homem nuer sair do assento. O homem nuer se recusou. Os dois começaram a brigar e depois cada um foi acompanhado por membros de suas tribos", disse Onyango, por telefone na noite de quinta-feira. Um menino de 13 anos estava entre os mortos. A polícia prendeu 15 suspeitos por conexão com o assassinato das quatro pessoas e por ter deixado diversos feridos, disse.

    Ataque com faca deixa feridos graves em ônibus na China


    Suspeito foi preso. Oito pessoas ficaram feridas. Um indivíduo armado com uma faca de cozinha feriu gravemente oito pessoas nesta sexta-feira (22) em um ônibus perto de uma grande cidade no norte da China. Os fatos ocorreram em Xian, ex-capital...

    Suspeito foi preso. Oito pessoas ficaram feridas. Um indivíduo armado com uma faca de cozinha feriu gravemente oito pessoas nesta sexta-feira (22) em um ônibus perto de uma grande cidade no norte da China. Os fatos ocorreram em Xian, ex-capital imperial célebre pelo exército de terracota do primeiro imperador da China, indicou o Diário do Povo, órgão do Partido Comunista Chinês (PCCh) no poder. Um suspeito foi preso pouco depois do incidente, afirmou o jornal, que postou imagens da prisão em seu Twitter. Depois de ter ferido as pessoas dentro do ônibus, entre elas o motorista, o agressor também atacou pedestres, segundo o jornal local "Huashang Bao", que cita um comunicado da polícia. Os ataques com faca não são raros na China, onde o porte de arma de fogo está rigidamente regulamentado.
    'Ele chorou e me abraçou', diz brasileiro detido nos EUA que teve filho separado

    'Ele chorou e me abraçou', diz brasileiro detido nos EUA que teve filho separado


    Mineiro de 31 anos deixou o Brasil após perder o emprego e contrair dívida de cerca de R$ 30 mil. Imigrantes que atravessaram a fronteira do México com os EUA aguardam para serem encaminhados a centros de detenção em Rio Grande Valley, no...


    Mineiro de 31 anos deixou o Brasil após perder o emprego e contrair dívida de cerca de R$ 30 mil. Imigrantes que atravessaram a fronteira do México com os EUA aguardam para serem encaminhados a centros de detenção em Rio Grande Valley, no Texas Loren Elliott/File Photo/Reuters Vinte e seis dias depois de ser apreendido com seu filho na fronteira dos Estados Unidos com o México, um brasileiro em um centro de detenção no estado americano do Novo México diz que não tem ideia de quando poderá ver seu filho de 9 anos. Em uma entrevista por telefone na noite desta quinta-feira (21), o brasileiro de 31 anos falou à agência Associated Press sob a condição de que seu nome não fosse revelado porque ele teme por sua vida caso seja deportado para o Brasil. O pai, que fez um pedido de refúgio, falou do centro de detenção do condado de Cibola, em Milan. O brasileiro, do estado de Minas Gerais, afirmou que desde que foram separados falou apenas uma vez com seu filho. “Ele chorou. Estava muito triste”, disse sobre seu filho. “Prometi a ele que seriam apenas de três a cinco dias”. O mineiro disse que recentemente perdeu seu emprego em uma padaria e que tem uma dívida de cerca de R$ 30 mil que não pode pagar. Segundo ele, um grupo criminosos estava atrás dele para cobrar pelo dinheiro. Na entrevista, ele se recusou a dar mais detalhes sobre o caso. Ele então decidiu ir aos Estados Unidos com o plano de encontrar um trabalho. Ele e seu filho de 9 anos pegaram um voo para a Cidade do México e depois foram para a fronteira. No Brasil, ficaram a sua mulher e seu outro filho de 3 anos. Ao tentarem atravessar a fronteira perto de San Isidro, na Califórnia, os dois foram pegos por agentes da fronteira e encaminhados a um centro de detenção onde estavam muitas outras famílias. “Por dois dias, tudo o que nos deram foi salgadinhos, barras de cereal e suco”, disse. Então lhe disseram que seu filho seria levado a um centro para menores de idade, e que eles ficariam separados por não mais do que cinco dias. “Não queria assustá-lo. Disse: ‘Olhe filho, irei por três dias, cinco no máximo, e depois vou ver você de novo’”, contou. “Ele chorou e me abraçou. Ele é um bom menino. Nunca foi separado de mim ou de sua mãe”. Contato com o filho Dez dias depois, o pai foi informado que seu filho foi levado a um escritório do programa americano de Reassentamento de Refugiados em Chicago. Então procurou uma ajuda legal e um advogado de imigração acabou o ajudando com uma conversa telefônica de 20 minutos com o garoto. Nesse meio tempo, o filho tinha conseguido entrar em contato com a sua mãe no Brasil. Quando eles foram separados, o pai deu ao filho o seu aparelho celular, que tinha o telefone de sua esposa. 'Chora muito', diz mãe A mãe do menino falou à AP nesta quinta que seu filho é autorizado a telefonar às segundas e quintas e cada conversa pode durar 30 minutos. Ela disse que o menino está mais calmo do que em suas primeiras conversas, mas ainda está ansioso para ver os pais. O menino tem que tomar ritalina por hiperatividade, e o centro continua a administrar o remédio, disse a mãe. “Ele chora muito”, disse a mãe, que tem 31 anos e trabalha na limpeza de prédios. “Ele está mais calmo agora, mas ainda quer sair de lá. “É horrível. Terrível”, disse. “As crianças estão sofrendo. Os pais também”. Esperançosos Os dois pais disseram à AP que perguntaram diversas vezes quando verão o seu filho. Eles estão esperançosos de que a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump na última quarta-feira para interromper a separação de famílias imigrantes possa dar mais clareza a eles, mas isso ainda não aconteceu. O pai disse que teve um entrevista do pedido de refúgio na quinta. Quando perguntou sobre seu filho, o agente disse que ele era responsabilidade de outro departamento. A mãe disse que recebeu respostas vagas e parecidas do centro que acolhe o filho, por meio de um advogado. Processo contra o governo Um escritório de advocacia que trabalha com imigrantes entrou com processos judiciais contra o governo federal em nome do menino de 9 anos e de outro brasileiro, de 15 anos, que também foi separado de seu pai. Eles sustentam que a separação e os processos contra os pais são ilegais e pedem a reunificação das famílias. “Estamos trazendo essas ações porque o que essas famílias tem passado é uma farsa”, disse Karen Hoffmann, uma advogada que trabalha nos casos. “Ninguém sabe como serão as reunificações das famílias. O governo certamente não sabe”. Initial plugin text
    Como é viver na Islândia, o país 'mais amigável do mundo' para imigrantes

    Como é viver na Islândia, o país 'mais amigável do mundo' para imigrantes


    Remota ilha nórdica, reconhecida pelos avanços em questões de bem-estar e igualdade de gênero, é o país mais receptivo do mundo para imigrantes, segundo a consultoria Gallup; mas qual é a experiência dos estrangeiros que vivem lá? Fogos de...


    Remota ilha nórdica, reconhecida pelos avanços em questões de bem-estar e igualdade de gênero, é o país mais receptivo do mundo para imigrantes, segundo a consultoria Gallup; mas qual é a experiência dos estrangeiros que vivem lá? Fogos de artifício em Reykjavik, na Islândia REUTERS/Geirix "O país está enlouquecido. Há um fervor nunca antes visto", diz o argentino Arturo Santoni. A nação à beira da loucura a que se refere é a Islândia, que estreou em uma Copa do Mundo no último sábado. Sua estreia foi com a Argentina – e o jogo terminou empatado, com a estrela argentina Leonel Messi perdendo um gol de pênalti. "Há um orgulho até exagerado em jogar contra nós, que somos um dos 'times grandes'", aponta um argentino que se mudou para a Islândia em 2010. "Mas jamais me fizeram me sentir mal – não passa pela cabeça deles brigar com um imigrante por uma questão pequena." A afirmação não surpreende: a Islândia, que volta ao campo hoje na Rússia, desta vez contra a Nigéria, é considerada o país mais amigável do mundo para os imigrantes, segundo o Índice de Aceitação da Gallup, uma empresa de consultoria que ouviu opiniões em 139 nações durante 2016 e 2017. Nessa ilha perdida no Mar do Norte – a 700 quilômetros de seu vizinho mais próximo –, famosa por suas paisagens únicas de vulcões e gêiseres, e em questões de bem-estar social, a chegada exponencial de imigrantes é um fenômeno recente. "Isso aqui é um pequeno povoado", repetem os habitantes da capital Reykjavík. Quase dois terços da população nacional se concentram nesse centro urbano, onde há edifícios coloridos com só dois ou três andares e onde a neve reina durante seis meses do ano. Durante o verão, o sol não se põe. São cerca de 350 mil habitantes, não mais que isso. Desses 350 mil, 10,6% são estrangeiros: se se juntassem, não chegam a lotar o estádio Spartak, na Rússia, onde Islândia e Argentina disputaram sua primeira partida. Mas há duas décadas, eram apenas 2% da população total – o que revela um crescimento de 430%. Sociedade homogênea No mês passado, ao divulgar as estatísticas de 2017, a revista Icelandic Review disse ter sido "o ano em que recebemos mais imigrantes que em nenhum outro em toda nossa história". O radiologista Fernando Bazán é um recém-chegado. Foi à Islândia com uma oferta de trabalho tentadora, para um cargo de especialista muito procurado no hospital da capital. "Me atraiu o caráter igualitário do país – queria ver como era e experimentar a vida nessa sociedade que, de fora, parece um pouco idílica", diz esse peruano de 36 anos. Quase 100% da energia que se consome na ilha é proveniente de fontes renováveis G. SVANBERG Em uma ilha remota, a chegada incessante de imigrantes como ele – e outros quase 15 mil em 2017, segundo dados oficiais, 50% a mais que em 2016 – traz consigo uma série de desafios. Em primeiro lugar, ela coloca em xeque as crenças e pressupostos em uma sociedade praticamente – em parte, pelo isolamento – homogênea. Para se ter uma ideia: em 1996, 95% da população era 100% islandesa, segundo Statistics Iceland, o instituto oficial de registros. A homogeneidade e a capacidade de gestão – muito mais simples em um país pequeno – são com frequência assinaladas como fatores por trás do "êxito" da Islândia. Da eficácia de suas políticas de segurança social, seus méritos em relação ao meio ambiente (100% da energia vem de fontes renováveis), seus avanços em igualdade de gênero (em janeiro, o país virou o primeiro do mundo a obrigar empresas a demonstrarem que pagam de modo igualitário homens e mulheres), suas melhorias em matéria de saúde pública (um programa antitabaco conseguiu reduzir o consumo entre jovens com resultados extraordinários). E a lista continua. Esses resultados são, paradoxalmente, os que atraem milhares de estrangeiros a tentar a sorte nessa sociedade que, historicamente, quis preservar sua uniformidade. Uma economia forte também teve papel fundamental. "Na última metade do século, a Islândia experimentou um crescimento econômico substancial. Passou de um dos países mais pobres da Europa a um dos mais ricos mediante uma série de reformas de livre mercado combinadas com um alto nível de intervencionismo governamental", segundo o Instituto de Políticas Migratórias. Como consequência, o mercado de trabalho islandês precisa de mais mão de obra. Segundo a confederação empresarial do país, se o PIB mantiver o ritmo atual de crescimento anual – de entre 2,5 e 3%, pelas projeções mais conservadoras – a Islândia precisa preencher cerca de 3 mil novas vagas. Podem ser até mais. E com um índice de desemprego de apenas 2%, essa força de trabalho só pode vir de fora. "A maior parte do fluxo (das pessoas de fora que foram trabalhar no país) é uma migração econômica. A estabilidade que a Islândia oferece é um critério que pesa muito. A maioria de nós diz que viemos para cá para trabalhar e poder guardar dinheiro", diz Èric Lluent, que emigrou de Barcelona por causa da crise econômica espanhola e é autor de dois livros sobre a história da Islândia. A maior comunidade de imigrantes na Islândia é a dos poloneses – 38,3% do total de imigrantes –, seguidos pelos lituanos (5,2%) e filipinos (4,5%). "Quando chegamos, encontramos trabalho em questão de dias", diz Tomasz Chaprek, de 36 anos, polonês responsável por um projeto de integração para seus compatriotas na ilha. "Era 2007, pré-crise." A crise a que ele se refere aconteceu em 2008, quando três dos principais bancos comerciais islandeses faliram e a economia nacional entrou em colapso, levando à queda de emprego e, como consequência, a uma queda do fluxo migratório. Mas essa má fase não durou muito. Em três anos, o PIB voltou a crescer e, com isso, a chegada de novos residentes estrangeiros em busca de emprego. Assim como cresceu a onda de turistas, que triplicaram entre 2010 e 2017 – curiosamente depois de a espetacular erupção do vulcão Eyjafjallajökull colocar a Islândia no mapa de destinos a serem descobertos. "Há um 'boom'. Hotéis estão sendo construídos e a chegada de visitantes ajuda indiretamente os estrangeiros que moram aqui", opina Sussette Terrazas, de 28 anos, que viveu na Bolívia e no Peru antes de parar na Islândia em 2006. "Embora isso também esteja mudando a cara da cidade. Os aluguéis disparam e isso satura a capacidade da ilha em muitos sentidos. E nem todos veem isso com bons olhos", observa ela, que trabalha como guia de turismo e tradutora. A peruana Sussette Terrazas trabalha como guia de turismo, além de tradutora BBC País para criar filhos Para muitos imigrantes, mudar-se para a Islândia não tem a ver só com emprego. Eles dizem também que é "o melhor lugar para se ter filhos". "Para nós, a escolha de mudar para cá teve a ver com o fato de que aqui é o lugar ideal para formar uma família", diz Azahara Bejarano, catalã que mora na Islândia há quase três anos. "Como mãe, me sinto cuidada", afirma Izabela Sobczak, polonesa de 35 anos, mãe de uma menina de três. A educação primária, que é pública, mostra resultados. Tomasz e Izabela, ambos poloneses, dizem que a ilha é um bom lugar para criar a filha BBC "Há muitos lugares para levar as crianças e ajuda para mães solteiras. As escolinhas são de alto nível e na escola se preocupam em me perguntar o que preciso sendo mãe estrangeira", diz Sobczak. Quanto à segurança, esse país que não tem Exército há décadas tem uma das taxas de homicídio mais baixas do mundo, de apenas 1,8 por ano. Em 2017, registrou o menor índice de roubos desde 1999. Mantém-se consistentemente em primeiro lugar no Índice Global de Paz, da organização de pesquisa global Instituto para Economia e Paz, que categoriza os países por seus níveis de criminalidade, entre outros indicadores. "Não dá para precificar a possibilidade de que as crianças estejam na rua até as 22h sem que fiquemos preocupados, além das vantagens de ter a natureza próxima", aponta Tomasz, seu marido, que tem licença paternidade de três meses (e, segundo as estatísticas, 90% dos homens fazem uso do benefício). E o idioma? Mas o bem-estar familiar se choca com umas das realidades mais duras para quem emigra para a Islândia: a necessidade e dificuldade de aprender islandês. O idioma – com quatro declinações, infinitas irregularidades, dez letras adicionais em seu alfabeto e uma pronúncia complicada para o ouvido pouco treinado – é central para a cultura e tradições do país. Em outras palavras, é indispensável para quem quiser se sentir parte da sociedade, embora a maioria dos locais fale inglês na escola e seja perfeitamente bilíngue. "A sociedade tem um medo visceral de perder sua cultura, precisamente porque está estruturada em torno do idioma e o islandês é uma língua minoritária que é falada só aqui. Dá para ver a cara de pânico deles quando escutam outro idioma sendo falado na rua ou no bar", diz Chaprek. Neste ano, o número de estudantes de islandês bateu recordes, segundo dados do Ministério da Educação, com mais de 200 mil registrados no mundo todo em programas gratuitos via internet elaborados pelo governo. E o número de inscritos em cursos de idioma na universidade local é o dobro que há dez anos, segundo o periódico Reykjavík Grapevine. E mesmo assim... "Eu estudei, mas é quase impossível", diz Herianty Novita Seiler, que emigrou da Indonésia há 18 anos e casou-se com um islandês. Às vezes ela não consegue ajudar os filhos com sua lição de casa. "Isso me frustra bastante." Takk!, Gjörðu svo vel, Mér þykir það leitt: obrigada, de nada, desculpe. Até aí, pode até é fácil. "Mas é extremamente difícil progredir depois dos primeiros níveis", agrega Wiola Ujazdowska, artista visual polonesa. "E se você não fala, você não pode nem sonhar com alguns trabalhos." Os imigrantes recém-chegados se queixam de que, embora haja muito emprego, os oferecidos a estrangeiros sem islandês avançado são pouco qualificados – na indústria de pesca, por exemplo, que é chave para a economia, e mal-remunerados. "Os recursos para facilitar o processo de adaptação a estrangeiros são escassos e ruins. Em um país que tem um boom imigratório, isso irremediavelmente cria guetos", opina o peruano Bazán. "Mesmo se eu conseguir decodificar todas essas sutilezas culturais, nunca vou estar no Livro dos Islandeses", ri Macieg Chmielewsky, um polonês-americano que deixou os Estados Unidos após a eleição de Donald Trump. O livro que ele menciona, Íslendigabók, é uma base de dados que contém a genealogia de 95% dos islandeses, com uma árvore genealógica que começa 1.200 anos atrás. E "estar no livro" é de algum modo uma validação social na ilha, explicam várias pessoas. "Se é o país mais amigável? Bom, na superfície são legais. Mas levantam paredes invisíveis com tudo aquilo que for diferente deles", diz Novita Seiler. Mudanças Os estrangeiros viraram um fator de pressão para que o governo islandês modifique suas políticas migratórias e as leis de naturalização, que são as mesmas desde 1950. No passado, por exemplo, os estrangeiros que adquiriam a cidadania deviam "islandizar" seu nome – modificando o sobrenome com o sufixo son para homens e dóttir para mulheres –, mas esse requisito já foi abolido pelo Parlamento. "Não só os imigrantes têm que se adaptar, a sociedade também tem. Temos que nos encontrar na metade do caminho", diz Amal Tamimi, com o punho cerrado, mas olhar sereno. Tamimi é palestina, chegou de Jerusalém em 1995 – "durante um dos piores invernos na Islândia, que já é dizer muito nesse país de frio"– escapando da violência doméstica e com cinco filhos no colo. Foi a primeira mulher de origem estrangeira a conseguir um assento no Parlamento, em 2011. "O islandês médio é amável e muito correto, mas há um grupo pequeno e eloquente com um sentimento anti-imigrante e contra uma política de portas abertas." Talvez a principal reclamação contra o governo atualmente, por parte dos setores mais progressistas, seja sua posição frente à crise de refugiados. O país aceitou neste ano 55 estrangeiros refugiados – a maioria da Síria, segundo Tamimi –, e planeja expandir o número para 100, segundo o Icelandic Monitor. Para muitos, a próspera Islândia poderia acolher muitos mais.
    Coreias concordam em reunir famílias separadas pela guerra em agosto, diz Seul

    Coreias concordam em reunir famílias separadas pela guerra em agosto, diz Seul


    Reencontros serão realizados em um resort na Coreia do Norte entre 20 e 26 de agosto. Cada país enviará 100 pessoas. Representantes da Cruz Vermelha da Coreia do Sul, Park Kyung-seo, e da Coreia do Norte, Pak Yong-il, apertam as mãos em reunião...


    Reencontros serão realizados em um resort na Coreia do Norte entre 20 e 26 de agosto. Cada país enviará 100 pessoas. Representantes da Cruz Vermelha da Coreia do Sul, Park Kyung-seo, e da Coreia do Norte, Pak Yong-il, apertam as mãos em reunião sobre reuniões familiares em Mount Kumgang Yonhap via Reuters As duas Coreias concordaram nesta sexta-feira (22) realizar reuniões temporárias de famílias separadas pela Guerra das Coreias (1950- 1953) em agosto deste ano, informou o Ministério de Unificação de Seul depois de uma reunião de nove horas entre delegações da Cruz Vermelha dos dois países. Os encontros serão realizados, pela primeira vez desde 2015, em um resort em Diamond Mountain, na Coreia do Norte, entre os dias 20 e 26 de agosto. Cada país enviará 100 pessoas. Milhões de pessoas foram separadas há quase 70 anos pelo conflito que marcou a divisão da península coreana. Muitas morreram sem rever os parentes ou receber qualquer notícia dos familiares: todas as comunicações entre civis na fronteira estão proibidas. Apenas 57 mil pessoas registradas na Cruz Vermelha sul-coreana para rever seus parentes continuam vivas e a maioria supera os 70 anos. Durante a reunião de cúpula no fim de abril, o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in concordaram, entre outros temas, com o reinício das reuniões familiares. A última aconteceu em 2015. Política de reencontros Após alguns encontros esporádicos, a política de reencontros começou realmente no ano 2000, após uma reunião histórica entre as Coreias. Inicialmente, aconteciam todos os anos, mas depois se tornaram menos frequentes em consequência da tensão na península. Pyongyang utilizou os reencontros como moeda de troca política, rejeitando sua realização em alguns casos e cancelando alguns no último momento.
    Colômbia encontra corpos que podem ser de jornalistas equatorianos sequestrados na fronteira

    Colômbia encontra corpos que podem ser de jornalistas equatorianos sequestrados na fronteira


    Familiares dos jornalistas viajarão à Colômbia nesta sexta para auxiliar na identificação. Protesto no dia 1º de abril pediu a libertação da equipe do jornal 'El Comercio' sequestrada na fronteira com a Colômbia Daniel Tapia/Reuters As...


    Familiares dos jornalistas viajarão à Colômbia nesta sexta para auxiliar na identificação. Protesto no dia 1º de abril pediu a libertação da equipe do jornal 'El Comercio' sequestrada na fronteira com a Colômbia Daniel Tapia/Reuters As autoridades localizaram quatro corpos no sul da Colômbia, sendo três que corresponderiam aos membros da equipe do jornal "El Comercio" de Quito assassinados no cativeiro por rebeldes dissidentes das Farc. A equipe do "El Comercio" foi detida pelo grupo do ex-guerrilheiro Walther Arizala, conhecido por Guacho, quando realizava uma reportagem na fronteira, em 26 de março passado. Os três foram levados para o lado colombiano e acabaram mortos no cativeiro, como anunciou o governo em 13 de abril, baseado em fotos da execução. A polícia "me informa que já são quatro os corpos recuperados no sul do país e que estão verificando sua identidade". "O processo forense terminará amanhã em Cali", revelou o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas. Autoridades equatorianas e familiares do jornalista Javier Ortega, 32 anos, do fotógrafo Paúl Rivas, 45, e do motorista Efraín Segarra, 60, viajarão à Colômbia nesta sexta-feira para auxiliar na identificação. O presidente colombiano Juan Manuel Santos informou que os corpos localizados pela polícia parecem ser dos três membros da equipe do El Comercio "sequestrados e assassinados por Guacho", acrescentando que "estamos verificando sua identidade".
    Servidor público é multado por sair para almoçar três minutos antes no Japão

    Servidor público é multado por sair para almoçar três minutos antes no Japão


    Ele saiu antes do previsto em 26 ocasiões ao longo de um sete meses; responsáveis pelo departamento convocaram coletiva de imprensa para pedir desculpas e descreveram a conduta do homem como "profundamente lamentável". Responsáveis pelo...


    Ele saiu antes do previsto em 26 ocasiões ao longo de um sete meses; responsáveis pelo departamento convocaram coletiva de imprensa para pedir desculpas e descreveram a conduta do homem como "profundamente lamentável". Responsáveis pelo departamento convocaram uma coletiva de imprensa, que foi transmitida pela TV, onde descreveram a conduta do homem como "profundamente lamentável" e pediram desculpas. Reprodução/Youtube Um funcionário público de 64 anos, que trabalha no departamento de água na cidade de Kobe, no Japão, foi multado e repreendido depois de ter saído para almoçar três minutos antes do previsto em 26 ocasiões ao longo de sete meses. Responsáveis pelo departamento convocaram uma coletiva de imprensa, que foi transmitida pela TV, para pedir desculpas e descreveram a conduta do homem como "profundamente lamentável". Um porta-voz do departamento disse à AFP: “A pausa para o almoço é do meio-dia às 13h. Ele saiu de sua mesa antes do intervalo. O trabalhador violou uma lei de serviço público que exige que os funcionários “se concentrem em seus empregos”, segundo o departamento. Após um colega ver o servidor caminhar até um restaurante próximo que vende comida para viagem na hora do almoço, a gerência calculou quanto tempo ele passou fora de sua mesa e lhe concedeu metade do pagamento de um dia. O funcionário teria dito que saiu do escritório cedo para comprar o almoço porque precisava de uma "mudança de ritmo". Nas redes sociais, internautas questionaram se a regra seria aplicada a pessoas que deixassem suas mesas para fumar ou ir ao banheiro ou para políticos que dormem no parlamento. A cidade de Kobe recentemente suspendeu outra pessoa por um mês por ela estar ausente por mais de 55 horas em um período de seis meses. Limite de horas extras No mês passado, a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que limita as horas extras a 100 horas por mês, em resposta a um aumento no número de empregados que morreram de karoshi, a chamada morte por excesso de trabalho. O governo foi forçado a agir após protestos pela morte de Matsuri Takahashi, uma funcionária de 24 anos da gigante da publicidade Dentsu, que se suicidou em 2015 depois de ser forçada a trabalhar mais de 100 horas por mês, incluindo finais de semana. O caso de Takahashi trouxe à tona a cultura de trabalho japonesa que muitas vezes força os funcionários a dedicar longas horas para demonstrar sua dedicação. Em 2016, o governo disse que um em cada cinco funcionários corria risco de morrer por excesso de trabalho.
    Turquia prende supostos membros do Estado Islâmico acusados de planejar atentado durante as eleições

    Turquia prende supostos membros do Estado Islâmico acusados de planejar atentado durante as eleições


    Eleições presidenciais do próximo domingo serão realizadas sob fortes medidas de segurança. As autoridades da Turquia anunciaram nesta sexta-feira (22) a detenção em Ancara de 14 supostos membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI),...


    Eleições presidenciais do próximo domingo serão realizadas sob fortes medidas de segurança. As autoridades da Turquia anunciaram nesta sexta-feira (22) a detenção em Ancara de 14 supostos membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI), acusados de planejar um atentado durante as eleições gerais do próximo domingo, informou a agência oficial Anadolu. As 14 pessoas, todas de nacionalidade estrangeira, foram detidas em operações simultâneas durante a madrugada em suas residências na capital do país. O presidente Recep Tayyip Erdogan busca um segundo mandato e a maioria parlamentar para seu partido nas eleições de domingo, que acontecerão sob fortes medidas de segurança. Presidente turco Tayyip Erdogan faz comício nesta quinta-feira (20) em Istambul Alkis Konstatinidis/Reuters A Anadolu indicou ainda que os policiais apreenderam grande quantidade de material, mas não revelou detalhes sobre o momento planejado para o atentado, nem a nacionalidade dos detidos. A Turquia foi cenário em 2015 e 2016 de uma série de atentados, atribuídos ao EI e a militantes curdos, que deixaram centenas de mortos. O atentado mais recente no país atribuído ao EI foi um massacre executado por uzbeque em uma discoteca de Istambul que deixou 39 mortos na noite de 31 de dezembro de 2016.
    Coreias discutem o reencontro de famílias separadas pela guerra

    Coreias discutem o reencontro de famílias separadas pela guerra


    Milhões de pessoas foram separadas há quase 70 anos pelo conflito na península coreana. 57 mil continuam vivas e a maioria supera os 70 anos. Representantes da Cruz Vermelha da Coreia do Sul, Park Kyung-seo, e da Coreia do Norte, Pak Yong-il,...


    Milhões de pessoas foram separadas há quase 70 anos pelo conflito na península coreana. 57 mil continuam vivas e a maioria supera os 70 anos. Representantes da Cruz Vermelha da Coreia do Sul, Park Kyung-seo, e da Coreia do Norte, Pak Yong-il, apertam as mãos em reunião sobre reuniões familiares em Mount Kumgang Yonhap via Reuters Representantes da Cruz Vermelha da Coreia do Norte e Coreia do Sul se reuniram nesta sexta-feira (22) para discutir a retomada dos reencontros de famílias separadas pela guerra (1950-53), o mais recente episódio da aproximação entre os dois países. Milhões de pessoas foram separadas há quase 70 anos pelo conflito que marcou a divisão da península coreana. Muitas morreram sem rever os parentes ou receber qualquer notícia dos familiares: todas as comunicações entre civis na fronteira estão proibidas. "Vamos fazer desta reunião um êxito de organização do ponto de vista humanitário", declarou Park Kyung-seo, que coordena a delegação sul-coreana, no início das conversações na estação norte-coreana Monte Kumgang. Sul-coreano visita o escritório da Cruz Vermelha em Seul nesta sexta-feira (22) para se aplicar para o programa de reunião familiar inter-coreano Jung Yeon-je / AFP "O fato de que o Norte e o Sul estão reunidos para as primeiras conversações da Cruz Vermelha em nosso célebre Monte Kumgang é significativo por si só", respondeu Pak Yong Il, que lidera a delegação norte-coreana. Durante a reunião de cúpula no fim de abril, o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in concordaram, entre outros temas, com o reinício das reuniões familiares. A última aconteceu em 2015. Fortes emoções Apenas 57 mil pessoas registradas na Cruz Vermelha sul-coreana para rever seus parentes continuam vivas e a maioria supera os 70 anos. Os reencontros geralmente acontecem com apenas uma centena de selecionados dos dois lados da fronteira. Para os escolhidos, as reuniões provocam emoções muito fortes: eles têm apenas três dias para tentar compensar uma ausência de várias décadas e o evento termina com uma nova separação, desta vez provavelmente definitiva. Política de reencontros Após alguns encontros esporádicos, a política de reencontros começou realmente no ano 2000, após uma reunião histórica entre as Coreias. Inicialmente, aconteciam todos os anos, mas depois se tornaram menos frequentes em consequência da tensão na península. Pyongyang utilizou os reencontros como moeda de troca política, rejeitando sua realização em alguns casos e cancelando alguns no último momento.
    Mais uma pedra no caminho de Alckmin

    Mais uma pedra no caminho de Alckmin


    A operação que prendeu seu aliado próximo comprova que a Justiça não tem poupado os tucanos Ex-presidente da Dersa e da Cesp e ex-secretário dos Transportes de Geraldo Alckmin, o tucano Laurence Casagrande Lourenço foi um dos alvos da...


    A operação que prendeu seu aliado próximo comprova que a Justiça não tem poupado os tucanos Ex-presidente da Dersa e da Cesp e ex-secretário dos Transportes de Geraldo Alckmin, o tucano Laurence Casagrande Lourenço foi um dos alvos da operação Pedra no Caminho, deflagrada ontem pela Polícia Federal Abraão Cruz/TV Globo Quem ainda acha que o combate à corrupção poupa os tucanos (e, em contrapartida, persegue os petistas) precisa começar a rever sua lógica retorcida. Pelo menos três ações recentes atingiram o PSDB e feriram a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência. A primeira foi a prisão do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo, condenado em segunda instância a 20 anos de prisão por peculato e lavagem de dinheiro, no escândalo conhecido como “mensalão mineiro”. Para quem já esqueceu, a campanha à reeleição de Azeredo em 1998 foi um laboratório do publicitário Marcos Valério para desenvolver a tecnologia de desvio de dinheiro depois usada pelo PT. A segunda são as duas prisões de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, o ex-presidente da Dersa ligado ao senador José Serra e considerado uma espécie de operador do dinheiro sujo no partido. Paulo Preto é investigado sob a acusação de comandar o desvio de dinheiro em obras do governo paulista nas gestões de Serra e Alckmin (Rodoanel Sul, avenida Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê). Preso em abril e maio, foi duas vezes solto por decisões do ministro Gilmar Mendes. A terceira foi a operação Pedra no Caminho, deflagrada ontem pela Polícia Federal para prender suspeitos de desvio nas obras do trecho Norte do Rodoanel, entre eles outro ex-presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, que renunciou ontem à presidência da Cesp. O Ministério Público apurou superfaturamento de R$ 600 milhões nas obras, pagos às empreiteiras OAS e Mendes Júnior. Enquanto as acusações contra Paulo Preto se referem, em maior medida, a obras da gestão Serra, o Rodoanel Norte, cuja inauguração foi adiada de 2014 até 2019, foi concebido como vitrine da campanha de Alckmin ao Planalto. Casagrande foi secretário dos Transportes dele e, em 17 anos de governos tucanos, passou por cargos na Segurança e na Fundação Casa. Não há como sua prisão deixar de afetar as pretensões presidenciais de Alckmin, que cambaleia nas pesquisas de opinião e tem dificuldade de se desvencilhar das acusações na delação da Odebrecht. Pelo menos três delatores afirmaram ter pagado R$ 2 milhões à campanha de Alckmin ao governo paulista em 2010, por intermédio do cunhado dele, Adhemar Ribeiro. De acordo com o ex-diretor Carlos Armando Paschoal, o cartão de Adhemar foi-lhe entregue pelo próprio Alckmin, identificado como “Santo” no sistema de propinas mantido pela Odebrecht, depois de negociar os valores. Alckmin naturalmente nega todas as acusações e, até agora, as investigações foram incapazes de produzir outras provas além das palavras dos delatores. Também tenta a todo o custo dissociar-se das estripulias de Paulo Preto. Ontem afirmou que a operação que prendeu Casagrande não terá efeito “nenhum” sobre sua campanha ao Planalto. É verdade que o eleitor brasileiro tradicionalmente dá pouca importância a escândalos de corrupção na hora do voto. O maior exemplo disso é a reeleição de Lula depois do mensalão. Mas este ano pode ser diferente. Depois da Operação Lava Jato, a corrupção aparece em primeiro lugar em qualquer sondagem sobre as preocupações do eleitorado. Com uma candidatura que enfrenta dificuldades de decolar por vários outros motivos (leia mais sobre o assunto aqui), tudo aquilo de que Alckmin não precisava neste momento era outra pedra em seu caminho. O único benefício que as investidas contra os tucanos lhe trazem é servir de contra-argumento evidente à narrativa de que a Operação Lava Jato foi uma armação para perseguir o PT – propalada por intelectuais, artistas e ideólogos de toda sorte, a quem interessa preservar a imagem de pureza petista. Os fatos comprovam que a Justiça continua a agir de modo independente contra políticos de todos os partidos. Isso não significa que seu funcionamento seja perfeito, em especial nos casos contra as autoridades que desfrutam foro privilegiado, como senadores, deputados, ministros e o próprio presidente Michel Temer. Um exemplo eloquente foi a interrupção da ação contra outro tucano, o senador Aécio Neves, flagrado na conversa em que negociou R$ 2 milhões com o empresário Joesley Batista, depois entregues a seu primo – mas até agora incólume, graças ao voto de 44 senadores.
    ONU pede investigação internacional sobre a Venezuela

    ONU pede investigação internacional sobre a Venezuela


    Relatório do Alto Comissário para os Direitos Humanos denuncia repressão do Estado venezuelano. Portadores de HIV e familiares protestam contra a falta de medicamentos antirretrovirais na Venezuela Federico Parra/AFP Um relatório divulgado pela a...


    Relatório do Alto Comissário para os Direitos Humanos denuncia repressão do Estado venezuelano. Portadores de HIV e familiares protestam contra a falta de medicamentos antirretrovirais na Venezuela Federico Parra/AFP Um relatório divulgado pela a agência de direitos humanos da ONU nesta sexta-feira (22) afirma que o Estado de Direito está "praticamente ausente" na Venezuela. Nele, o alto comissário classificou de "lamentável" a situação no país, pediu a criação de uma comissão de investigação internacional e defende um "compromisso crescente" do Tribunal Penal Internacional (TPI). "A situação dos direitos humanos dos venezuelanos é lamentável", afirma Zeid Ra'ad Al Hussein em um comunicado, no qual denuncia a política do governo de Nicolás Maduro de repressão dos opositores, que incluem execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias e a tortura com agressões sexuais, simulações de execução e descargas elétricas. "Quando uma caixa de comprimidos contra a hipertensão custa mais caro que o salário mínimo mensal e o leite em pó infantil mais de dois meses de salário, e quando manifestar contra uma situação assim pode levar à prisão, a injustiça extrema de tudo isto é flagrante", critica no texto. Pessoas gritam ‘chega de ditadura’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela AP Photo/Ariana Cubillos O relatório foi divulgado após a publicação de um primeiro informe do Alto Comissariado, em agosto de 2017, que denunciava "o recurso generalizado e sistemático da força excessiva durante as manifestações, assim como a detenção arbitrária de manifestantes e supostos opositores políticos". O uso da força excessiva, detenções arbitrárias, torturas e maus-tratos continuam, de acordo com o Alto Comissariado da ONU, que destaca que a repressão do Estado começou em 2014. O documento afirma que membros das forças de segurança venezuelanas suspeitos de matar centenas de manifestantes e supostos criminosos têm imunidade penal, indicando que o Estado de Direito está "praticamente ausente" no país. Entrevistas à distância Como as autoridades venezuelanas negaram o acesso ao país aos especialistas da ONU, Zeid solicitou que uma equipe de especialistas de direitos humanos entrevistasse à distância 150 pessoas, incluindo vítimas e suas famílias, assim como testemunhas, jornalistas, advogados e médicos. Nicolás Maduro comemora sua reeleição como presidente da Venezuela Ariana Cubillos/AP Photo "Considerando a magnitude e o alcance das violações", o relatório afirma que os "Estados membros do Conselho de Direitos Humanos devem criar uma comissão de investigação internacional". "Como o Estado não parece capaz nem disposto a processar os autores das violações graves dos direitos humanos, há sólidas razões para pedir um compromisso crescente do Tribunal Penal Internacional", destacou o Alto Comissário. Detenções De acordo com texto, as autoridades continuam aplicando métodos para "intimidar e reprimir a oposição política ou qualquer pessoa percebida como ameaça para o governo e as detenções se tornaram muito mais seletivas que durante o período das manifestações" e afetam ativistas, estudantes, defensores dos direitos humanos, trabalhadores dos meios de comunicação e membros das Forças Armadas. Lilian Tintori, mulher do líder opositor Leopoldo López pede anistia no Parlamento da Venezuela, em imagem de arquivo AFP PHOTO/JUAN BARRETO Ao menos 12.320 pessoas foram detidas no país entre janeiro de 2014 e abril de 2018, e mais de 7.000 foram libertadas com a condição de respeitar certas medidas que limitam suas liberdades, destaca o relatório, que utiliza elementos divulgados por representantes da sociedade civil. Pelo menos 570 pessoas, incluindo 35 menores de idade, foram detidas desde agosto do ano passado. O presidente Maduro, no poder desde 2013, foi reeleito recentemente até 2025, após eleições muito criticadas no exterior.
    União Europeia inicia cobrança de tarifas de importação sobre produtos americanos nesta sexta-feira

    União Europeia inicia cobrança de tarifas de importação sobre produtos americanos nesta sexta-feira


    Medida é uma retaliação aos EUA e cobra taxas sobre um volume estimado em US$ 3,2 bilhões em mercadorias exportadas pelo país, como uísque bourbon, motos, milho e suco de laranja. A União Europeia vai começar a cobrar tarifas de importação...


    Medida é uma retaliação aos EUA e cobra taxas sobre um volume estimado em US$ 3,2 bilhões em mercadorias exportadas pelo país, como uísque bourbon, motos, milho e suco de laranja. A União Europeia vai começar a cobrar tarifas de importação de 25% sobre uma série de produtos norte-americanos nesta sexta-feira (22). A medida é uma retaliação aos Estados Unidos, que impuseram sobretaxas para aço e alumínio do bloco no início de junho. A comissão adotou formalmente a medida que estabelece as tarifas sobre 2,8 bilhões de euros (US$ 3,2 bilhões) em mercadorias dos EUA, incluindo uísque bourbon, motocicletas, milho doce e suco de laranja (veja lista abaixo). O presidente americano, Donald Trump, após reunião com executivos da montadora americana Harley-Davidson. REUTERS/Carlos Barria "Nossa resposta é comedida, proporcional e totalmente de acordo com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC)", afirmou em um comunicado divulgado na quarta-feira (20) a comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström. "Se os Estados Unidos eliminarem suas tarifas, as nossas medidas também serão eliminadas", completou. "Não queríamos estar nesta posição. No entanto, a decisão unilateral e injustificada dos Estados Unidos de impor tarifas no aço e alumínio europeu significa que não temos outra opção", justificou, na ocasião. A lista de importações afetadas já foi notificada à Organização Mundial do Comércio (OMC). Veja alguns dos produtos que terão sobretaxa: Milho Arroz Suco de laranja Uísque Cigarro Tabaco Maquiagem Camisas de algodão Tênis Produtos manufaturados de aço e alumínio Barcos Motocicletas Laquê para cabelo Nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor sobretaxas de 20% sobre exportações de veículos da União Europeia, um mês depois que seu governo iniciou análise sobre se as importações de veículos europeus representam uma ameaça à segurança nacional. "Se estas tarifas e barreiras não forem quebradas e removidas, vamos colocar uma tarifa de 20% sobre todos os carros deles que vierem aos EUA. Fabriquem eles aqui!", escreveu Trump em sua conta no Twitter. Guerra comercial A tensão comercial entre os países esquentou a partir de março, quando o presidente americano Donald Trump anunciou a imposição de tarifas do aço importado de diversos países pelos Estados Unidos. Trump também tomou outras medidas contra produtos importados, como a imposição de taxas sobre produtos chineses alegando roubo à propriedade intelectual. Desde então, União Europeia e China também tomaram suas medidas contra os Estados Unidos, como a cobrança de impostos sobre produtos importados do país. A onda protecionista no mundo afeta o mercado financeiro, o preço das ações em bolsas de valores globais e contribui para a alta do dólar em relação a moedas emergentes.
    Princesa Mako do Japão anuncia visita ao Brasil em julho

    Princesa Mako do Japão anuncia visita ao Brasil em julho


    Mako percorrerá 14 cidades entre os dias 17 e 31 de julho, das quais Rio, Manaus e Maringá. Princesa Mako de Akishino é a neta mais velha do imperador Akihito do Japão /Divulgação A princesa Mako do Japão, neta mais velha do imperador Akihito,...


    Mako percorrerá 14 cidades entre os dias 17 e 31 de julho, das quais Rio, Manaus e Maringá. Princesa Mako de Akishino é a neta mais velha do imperador Akihito do Japão /Divulgação A princesa Mako do Japão, neta mais velha do imperador Akihito, viajará ao Brasil, em julho, para celebrar o 110º aniversário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao país, segundo confirmou a Casa Imperial do Japão. Está será a primeira visita oficial da princesa ao Brasil, que percorrerá 14 cidades entre os dias 17 e 31 de julho e participará de cerimônias comemorativas em lembrança da chegada dos primeiros imigrantes japoneses. O Rio de Janeiro, onde a princesa Mako chegará no dia 18, será o ponto de partida de seu percurso, durante o qual o presidente Michel Temer a receberá em uma visita de cortesia. Existe a previsão de que realize um discurso no dia 20, na cidade de Maringá (PR), e depois visitará lugares com grande presença de brasileiros descendentes de japoneses como Manaus e Tomé-Açu. O Brasil é o país que abriga a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão, com cerca de 1,9 milhão de pessoas. Os amplos fluxos migratórios por mais de um século, juntamente com fortes laços econômicos, fortaleceram o vínculo entre Japão e Brasil. A última visita feita por um membro da família real japonesa ao Brasil foi a do príncipe herdeiro Naruhito, que em março participou do Fórum Mundial da Água, em Brasília.

    Extremista islâmico é condenado à morte por atentados na Indonésia


    Aman Addurrahman foi declarado culpado por um tribunal de Jacarta por fomentar os atentados, que deixaram quatro vítimas fatais em 2016. O pregador e extremista islâmico Aman Addurrahman foi condenado nesta sexta-feira (22) à morte na Indonésia por...

    Aman Addurrahman foi declarado culpado por um tribunal de Jacarta por fomentar os atentados, que deixaram quatro vítimas fatais em 2016. O pregador e extremista islâmico Aman Addurrahman foi condenado nesta sexta-feira (22) à morte na Indonésia por ter promovido os atentados ocorridos em Jacarta em 2016, nos primeiros ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) no sudeste asiático. Aman Addurrahman foi declarado culpado por um tribunal de Jacarta por fomentar os atentados, que deixaram quatro vítimas fatais. ?Quatro agressores também perderam a vida na ação.
    'É um alívio', diz ministro brasileiro após Trump assinar ordem para suspender separação de famílias de imigrantes

    'É um alívio', diz ministro brasileiro após Trump assinar ordem para suspender separação de famílias de imigrantes


    Aloysio Nunes, porém, reitera posição da pasta sobre a medida dos EUA: 'consideramos uma medida cruel'. Ministro Aloysio Nunes (PSDB-SP) Pedro França/Agência Senado O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes afirmou que ordem...


    Aloysio Nunes, porém, reitera posição da pasta sobre a medida dos EUA: 'consideramos uma medida cruel'. Ministro Aloysio Nunes (PSDB-SP) Pedro França/Agência Senado O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes afirmou que ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender separação de famílias de imigrantes é "um alívio". "Todos nós pudemos avaliar quando vimos aquelas imagens na televisão de crianças desesperadas após separadas dos pais", declarou Nunes em entrevista coletiva nesta quinta-feira (21). O presidente dos EUA, Donald Trump, assina uma ordem executiva sobre a política de imigração, na Casa Branca, em Washington Leah Millis/Reuters Nunes reiterou a posição do Itamaraty em relação à política de separação de famílias, que classificou como "cruel". O balanço mais recente do Itamaraty aponta que 49 menores brasileiros foram separados dos pais após Trump aplicar a política de "tolerância zero" contra a imigração ilegal nos Estados Unidos. Crianças imigrantes, mmuitas delas separadas dos pais sob a política de tolerância zero do governo Trump, caminham em fila entre barracas de composto perto da fronteira mexicana em Tornillo, no Texas, EUA Mike Blake/Reuters 'Não queremos politizar' Nunes disse, ainda, que o Itamaraty deve "manter o diálogo" com o governo norte-americano. "Não queremos politizar este assunto. O nosso objetivo é atender as pessoas", ponderou. Na entrevista, o ministro reforçou que a questão imigratória nos Estados Unidos é anterior ao mandato de Donald Trump. "Esse problema não é novo. Os primeiros casos de separação vêm de 2013. É claro que se intensificou agora, com a política de tolerância zero", disse Nunes. Criança de dois anos chora ao sua mãe ser revistada e detida em McAllen, nos EUA, perto da fronteira com o México, em foto de 12 de junho JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP Além disso, o ministro também orientou os imigrantes a "obedecer e não tentar burlar" as leis dos países, "assim como queremos que respeitem as nossas". "É preciso tomar muito cuidado e saber que os Estados Unidos têm suas leis", declarou Aloysio Nunes Donald Trump fala em reunião do Conselho Espacial Nacional, na Casa Branca, nesta segunda-feira (18) Reuters/Jonathan Ernst Entenda a política de 'tolerância zero' A política migratória americana estabelece que todo adulto que for pego atravessando a fronteira ilegalmente deve ser criminalmente processado. Se for capturado, o indivíduo é levado a um centro federal de detenção de imigrantes até que se apresente a um juiz. A política não fala em separação das famílias, porém isso acabava ocorrendo na prática já que as crianças não podem ser mantidas nestes centros de detenção. Initial plugin text
    George e Amal Clooney doam mais de R$ 300 mil em prol de menores imigrantes; veja outras reações de famosos

    George e Amal Clooney doam mais de R$ 300 mil em prol de menores imigrantes; veja outras reações de famosos


    Outros artistas também doaram a instituições e protestaram contra política de separação de famílias imigrantes. Amal e George Clooney durante homenagem ao ator no Instituto Americano de Cinema nesta quinta-feira (7) em Los Angeles Mario...


    Outros artistas também doaram a instituições e protestaram contra política de separação de famílias imigrantes. Amal e George Clooney durante homenagem ao ator no Instituto Americano de Cinema nesta quinta-feira (7) em Los Angeles Mario Anzuoni/Reuters George e Amal Clooney doaram US$ 100 mil (equivalente a R$ 376,7 mil) para uma associação que defende os imigrantes menores de idade, em meio à indignação geral contra a política do governo de Donald Trump de separar as famílias que cruzam a fronteira ilegalmente. A associação "Young Center for Immigrant Children's Rights" informou nesta quarta-feira (20) em um comunicado que recebeu uma "doação generosa" dos Clooney e de sua "Foundation for Justice". "Haverá um momento em que as crianças nos perguntarão 'É verdade que o nosso país separou os filhos de seus pais e os levou para centros de detenção?', e quando dissermos que sim, que é verdade, nos perguntarão o que fizemos, o que dissemos, que posição tomamos. Não podemos mudar a política do governo, mas podemos ajudar a defender suas vítimas", declarou o glamouroso casal de Hollywood em comunicado. Chrissy Teigen mostra seu vestido para John Legend. Ambos anunciaram que vão doar US$ 288 mil a instituição de caridade REUTERS/Mike Blake Artistas reagem à política de separação de famílias Os Clooney fazem parte de um grupo crescente de celebridades que tem denunciado esta política da administração Trump. Na terça-feira à noite, Bruce Springsteen interrompeu seu popular show da Broadway para expressar a sua condenação. Destino de famílias separadas ainda não está claro O cantor John Legend e sua esposa anunciaram na semana passada que doaram US$ 288 mil (cerca de R$ 1 milhão) à União Americana de Liberdades Civis (ACLU, em inglês) para chamar a atenção sobre esta prática "desumana". Trump assina ordem para acabar com separação de famílias de imigrantes Pablo Martinez Monsivais/AP Diante da indignação crescente, Trump assinou na quarta-feira (20) decreto para acabar com a separação das famílias de imigrantes. Congresso norte-americano adia votação sobre imigração Celebridades protestam pelas redes sociais, veja: Oprah Winfrey, apresentadora de TV Initial plugin text A apresentadora de televisão Oprah Winfrey protestou, pelo Twitter, o que chama de "bebês separados de seus pais". "Não posso tolerar", escreveu. Em seguida, ela respondeu a um tuiteiro que argumentou que "as famílias não deveriam quebrar as leis": "Procurar asilo é contra a lei?", indagou Oprah Ellen DeGeneres, apresentadora Outra figura proeminente da televisão dos Estados Unidos, Ellen DeGeneres expressou o que sentiu a ver a imagem da criança hondurenha que chorava enquanto a mãe era revistada por guardas de fronteira. "Esta foto me assusta, mas eu agradeço @JBMoorephoto [o autor da imagem] por postá-la, porque ela captura a verdade triste do que está acontecendo em nossas fronteiras", tuitou. Initial plugin text J.K. Rowling, escritora Uma série de tweets e retweets da autora da série Harry Potter repudiou a separação de famílias imigrantes na fronteira do México com os Estados Unidos. Em um deles, a britânica reagiu ao apoio do político Nigel Farage à política de Donald Trump: "Os gritos reverberando pelo mundo vêm de crianças aterrorizadas em gaiolas. O que você [Farage] está dizendo aqui é que você acredita que abuso de crianças deve ser uma ferramenta legítima do estado", rebateu Rowling. Initial plugin text Madonna, cantora A cantora norte-americana também usou as redes sociais para se expressar. No Twitter, Madonna publicou uma foto em que se lê: "Mantenha as crianças, deporte os racistas". Initial plugin text Katy Perry, cantora Pelo Twitter, a popstar Katy Perry também expressou, indiretamente, o repúdio à política imigratória de separação de famílias na fronteira dos Estados Unidos. "Nunca se esqueça, todos foram criança um dia", escreveu. Initial plugin text Mia Farrow, atriz A atriz Mia Farrow acusou Trump de classificar imigrantes como criminosos, o que, para ela, "é uma estratégia para justificar a política monstruosa de tirar crianças de suas famílias". Initial plugin text Billie Joe Armstrong, cantor No último domingo (17), quando os norte-americanos celebravam o Dia dos Pais, o vocalista do Green Day postou uma fotografia no Instagram para protestar contra a separação de famílias na fronteira. Initial plugin text "Neste Dia dos Pais, meu coração está partido por essas crianças detidas e separadas de suas famílias. Somos melhores do que isso", postou Armstrong.
    Mais de mil migrantes morreram afogados no Mediterrâneo central desde janeiro

    Mais de mil migrantes morreram afogados no Mediterrâneo central desde janeiro


    Foram mais de 200 apenas nos últimos dois dias, segundo a ONU. Chegada do verão no hemisfério norte deve ampliar tentativas de cruzamento na principal rota migratória que une a África à Europa. Socorristas tentam reanimar jovem migrante que se...


    Foram mais de 200 apenas nos últimos dois dias, segundo a ONU. Chegada do verão no hemisfério norte deve ampliar tentativas de cruzamento na principal rota migratória que une a África à Europa. Socorristas tentam reanimar jovem migrante que se afogou no mar a bordo de navio no porto de Tarifa, em 14 de junho Marcos Moreno/AFP Mais de 200 migrantes se afogaram no Mediterrâneo central em dois dias, aumentando para mais de mil o número de mortos desde janeiro nesta principal rota migratória que une a África à Europa, informou a ONU nesta quinta-feira (21). Em um comunicado, o Alto Comissariado da ONU para os refugiados (Acnur) se declarou "comovido" por esses "afogamentos em massa na Líbia" e pediu uma "ação internacional urgente para reforçar os esforços de salvamento no mar". "Essas mortes trágicas nos lembram que as guerras e a pobreza continuam levando as pessoas a empreender viagens desesperadas que lhes custam suas economias, sua dignidade, e no fim das contas, sua vida", declarou o Alto Comissariado da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, citado em comunicado. Segundo o Acnur, mais de 200 migrantes morreram afogados no Mediterrâneo central nos dias 19 e 20 de junho, em três tragédias separadas. Essas tragédias elevam para mais de mil o número de pessoas mortas em 2018 na rota migratória do Mediterrâneo central, segundo o Acnur, que prevê que o número de refugiados e migrantes que tentam cruzar o Mediterrâneo aumentará com a chegada do verão (no hemisfério norte), temporada muito favorável à navegação em alto mar.
    Congresso dos EUA adia para sexta-feira votação sobre imigração

    Congresso dos EUA adia para sexta-feira votação sobre imigração


    Projeto considerado 'linha dura' foi rejeitado em primeira discussão e outro, sob risco de ter mesmo destino, teve votação adiada. Trump insiste que única forma de resolver crise é aprovação de uma nova lei geral de migração no Congresso. O...


    Projeto considerado 'linha dura' foi rejeitado em primeira discussão e outro, sob risco de ter mesmo destino, teve votação adiada. Trump insiste que única forma de resolver crise é aprovação de uma nova lei geral de migração no Congresso. O presidente da Câmara dos EUA, Paul Ryan, se encaminha à sessão onde um dos projetos republicanos para imigração foi rejeitado e outro teve sua votação adiada, na quinta-feira (21) AP Photo/J. Scott Applewhite A Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos adiou para a sexta-feira (22) uma votação crucial sobre imigração, informaram fontes do Partido Republicano, apesar da pressão por responder à crise pela separação de famílias na fronteira. Um projeto de lei considerado de "linha dura" com a migração foi rejeitado na primeira votação. Por isso, a discussão de um outro projeto, mais moderado, foi transferida para sexta-feira, enquanto legisladores republicados iniciavam uma discussão a portas fechadas. O Congresso americano está sob enorme pressão para definir uma nova lei migratória, em meio ao escândalo pela separação de mais de 2.300 crianças, enquanto seus pais são processados por entrar ilegalmente no país. A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, fez uma visita surpresa a McAllen, no Texas, nesta quinta-feira, onde visitou um abrigo de crianças imigrantes administrado pela Igreja luterana. Desde a semana passada, o presidente Trump insistiu que a única forma de resolver esta situação é a aprovação de uma nova lei geral de migração no Congresso. O governo de Trump adotou, no fim de maio, uma política de "tolerância zero" com a imigração ilegal. Ela determina que todos os adultos sejam processados criminalmente por entrar clandestinamente no país, e isso requer que as crianças e adolescentes sejam separados de suas famílias e detidos em outro lugar. De acordo com dados números oficiais, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos tem atualmente sob seus cuidados 11.700 crianças e adolescentes estrangeiros, que na ampla maioria entraram no país desacompanhados por adultos. Initial plugin text
    Melania Trump usa casaco com frase ‘eu realmente não me importo’ ao viajar para visitar crianças na fronteira

    Melania Trump usa casaco com frase ‘eu realmente não me importo’ ao viajar para visitar crianças na fronteira


    Primeira-dama foi fotografada com a peça ao embarcar em avião presidencial. Porta-voz disse que não havia nenhuma mensagem oculta; presidente defendeu esposa: 'se refere à mídia de fake news'. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no...


    Primeira-dama foi fotografada com a peça ao embarcar em avião presidencial. Porta-voz disse que não havia nenhuma mensagem oculta; presidente defendeu esposa: 'se refere à mídia de fake news'. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no Air Force One na base de Andrews, para viajar ao Texas, na quinta-feira (21) AP Photo/Andrew Harnik A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, está sendo criticada por ter usado um casaco com a frase “eu realmente não me importo, você se importa?” estampada nas costas ao embarcar para uma visita a crianças detidas na fronteira com o México nesta quinta-feira (21). Melania esteve em um dos centros que abrigam crianças que foram separadas de seus pais na fronteira, conversou com profissionais que trabalham no local e, segundo a imprensa americana, perguntou a eles o que poderia fazer para ajudar na reunião das famílias separadas. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, embarca no Air Force One na base de Andrews, para viajar ao Texas, na quinta-feira (21) AP Photo/Andrew Harnik Durante a visita ela não estava usando o casaco, visto apenas enquanto ela subia as escadas para embarcar no avião que a levou para a visita não anunciada ao centro, na base aérea de Andrews. Questionada por repórteres sobre a escolha da peça, a porta-voz da primeira dama, Stephanie Grisham, respondeu que “é um casaco. Não havia nenhuma mensagem oculta. Após a importante visita de hoje ao Texas, espero que a imprensa não escolha focar isso”. Segundo o Daily Mail, o casaco usado por Melania Trump é da Zara, custa US$ 39 (cerca de R$ 150) e está esgotado. Após a repercussão negativa com o uso do casaco, o presidente Donald Trump usou seu perfil no Twitter para defender a esposa. "'EU REALMENTE NÃO ME IMPORTO, VOCÊ SE IMPORTA?' escrito nas costas do casaco de Melania se refere à mídia de fake news. Melania aprendeu o quanto eles são desonestos e ela realmente não se importa mais!", escreveu. Initial plugin text Casaco da Zara com a frase ‘eu realmente não me importo, você se importa?’ estampada nas costas Reprodução/Pinterest/Zara Initial plugin text
    Pentágono recebe pedido de 20 mil leitos em bases militares para crianças imigrantes

    Pentágono recebe pedido de 20 mil leitos em bases militares para crianças imigrantes


    Leitos serão reservados a crianças que entraram nos Estados Unidos desacompanhadas. Crianças imigrantes, muitas das quais separadas de seus pais sob a política de 'tolerância zero' são abrigadas em tendas instaladas em Tornillo, no Texas, perto...


    Leitos serão reservados a crianças que entraram nos Estados Unidos desacompanhadas. Crianças imigrantes, muitas das quais separadas de seus pais sob a política de 'tolerância zero' são abrigadas em tendas instaladas em Tornillo, no Texas, perto da fronteira com o México Mike Blake/Reuters O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) dos Estados Unidos solicitou ao Pentágono que se prepare para abrigar, em bases militares, 20 mil crianças imigrantes que tenham entrado em território norte-americano desacompanhadas, indicou à AFP um alto funcionário do órgão. "Foi solicitado ao departamento de Defesa que apoie o HHS, que pediu 20 mil leitos", afirmou o funcionário, que pediu para manter o anonimato. Apesar da solicitação do HHS, não há informação de que o total de crianças imigrantes detidas chegue a esse número. Trump assina ordem para acabar com separação de famílias de imigrantes Pablo Martinez Monsivais/AP A atualização mais recente era de que havia cerca de 2 mil menores em abrigos por causa da política de "tolerância zero" de Donald Trump, inclusive 49 brasileiros. No entanto, a maior parte foi separada das famílias, ou seja, não entrou desacompanhada no país. O HHS já havia sido acionado pelo Departamento de Segurança dos Estados Unidos, indicou o presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, nesta quinta-feira (21). Os dois departamentos estariam trabalhando para reunir famílias de imigrantes, segundo a Reuters. "Nós obviamente queremos ter famílias reunidas. Acredito que o Departamento de Segurança Nacional está trabalhando nisso com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS)", disse Ryan, sem dar mais detalhes de como isso será feito. Criança de dois anos chora ao sua mãe ser revistada e detida em McAllen, nos EUA, perto da fronteira com o México, em foto de 12 de junho JOHN MOORE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP 'Não haverá retroatividade' O porta-voz do Departamento de Saúde, Kenneth Wolfe, deixou claro que a ordem executiva assinada na quarta-feira (20) por Trump não muda nada para famílias já separadas. "Não haverá retroatividade para casos existentes", afirmou. Mais tarde, um alto funcionário do Departamento de Saúde, Brian Marriott, declarou que a declaração foi um engano, mas não disse que havia um plano pronto para reunir as crianças, que já estão em abrigos, na companhia dos pais. "Ainda é muito cedo e estamos aguardando mais orientações sobre esse assunto", disse Marriott. Ele ainda afirmou que o foco é continuar a fornecer uma acolhida de qualidade nos abrigos e tentar reagrupar os familiares ou voluntários que aceitem se encarregar das crianças que estão atualmente sob custódia.
    Ratos destroem mais de R$ 66 mil em caixa eletrônico na Índia

    Ratos destroem mais de R$ 66 mil em caixa eletrônico na Índia


    Usuários reclamavam que o caixa não entregava dinheiro. Não há indícios de ataque ou complô, diz polícia Ratos destroem notas de rúpias em caixa eletrônico na Índia AFP Ratazanas que entraram em um caixa eletrônico no estado de Assam, no...


    Usuários reclamavam que o caixa não entregava dinheiro. Não há indícios de ataque ou complô, diz polícia Ratos destroem notas de rúpias em caixa eletrônico na Índia AFP Ratazanas que entraram em um caixa eletrônico no estado de Assam, no nordeste da Índia, mastigaram 1,2 milhão de rúpias (cerca de R$ 66,5 mil), anunciou a polícia nesta quinta-feira (21). A destruição insólita de notas veio à tona após vários usuários se queixarem de que o caixa eletrônico em questão não estar mais entregando dinheiro, disse à AFP a polícia do distrito de Tinkusia. Funcionários do banco "foram controlar o caixa automático na semana passada e quando abriram descobriram um rato morto e notas destroçadas", afirmou o delegado Mugdhajyoti Dev Mahanta. A polícia fez verificações e não encontrou indícios de "crime, ou complô". Os ratos parecem ter entrado por uma pequena abertura para a fiação. Nas fotos, é possível ver parte do 1,2 milhão de rúpias rasgadas.