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    Aeroporto internacional em Nairóbi tem incêndio em depósito de combustível


    Unidades de gerenciamento de desastres do governo foram mobilizadas para conter as chamas. Um incêndio foi registrado em um depósito de combustível do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, no Quênia, em Nairóbi, no Quênia, informou o site do...

    Unidades de gerenciamento de desastres do governo foram mobilizadas para conter as chamas. Um incêndio foi registrado em um depósito de combustível do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta, no Quênia, em Nairóbi, no Quênia, informou o site do Standard Newspaper. As causas são desconhecidas. Unidades de gerenciamento de desastres do governo foram mobilizadas para conter as chamas.
    Coalizão de Merkel enfrenta incerteza após derrota eleitoral na Baviera

    Coalizão de Merkel enfrenta incerteza após derrota eleitoral na Baviera


    Eleitores bávaros provocaram duras perdas a dois aliados da chanceler, que governam ao lado de seu partido de centro-direita (CDU), CSU e SPD. Chanceler alemã Angela Merkel participa de uma reunião de liderança da União Democrata Cristã (CDU)...


    Eleitores bávaros provocaram duras perdas a dois aliados da chanceler, que governam ao lado de seu partido de centro-direita (CDU), CSU e SPD. Chanceler alemã Angela Merkel participa de uma reunião de liderança da União Democrata Cristã (CDU) em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira (15) Fabrizio Bensch/ Reuters O histórico revés eleitoral sofrido nas eleições regionais da Baviera deixou os aliados da chanceler Angela Merkel em um cenário de incerteza, com questionamentos sobre o futuro da instável coalizão que governa a Alemanha há seis meses. Os eleitores bávaros provocaram duras perdas a dois aliados da chanceler, que governam ao lado de seu partido de centro-direita (CDU). A CSU, apesar de ter ficado em primeiro lugar, saiu especialmente mal. Com 37% dos votos, perdeu a maioria absoluta no Parlamento regional, algo que só havia acontecido uma vez em 50 anos. Para governar, terá que estabelecer uma aliança com um movimento independente de direita, os "Eleitores Livres". Homem com roupa típica da Baviera, estado da Alemanha, vota neste domingo (14) nas eleições para renovar o Parlamento regional Christof Stache/ AFP Outro aliado de Merkel, o partido social-democrata SPD ficou em quinto lugar, uma catástrofe, pois não conseguiu alcançar 10% dos votos. O péssimo resultado alimentará as dúvidas no SPD sobre o interesse em participar na coalizão governamental, na qual entraram com relutância após as eleições legislativas de 2017. Após a votação regional, a nova líder do SPD, Andrea Nahles, preferiu adiar para os próximos meses a decisão sobre a permanência dos social-democratas na coalizão. Muitos dirigentes do SPD defendem a saída e a imprensa especula sobre um possível governo minoritário neste caso. 'Tsunami' Os partidos de oposição, sobretudo os Verdes, saíram muito reforçados da eleição na Baviera. Os ecologistas, com 18%, se tornaram o segundo partido na região. Ao mesmo tempo, a extrema-direita do Alternativa para Alemanha (AfD) prossegue (10,6%) com sua afirmação no cenário político do país. AfD, criado em 2013, tem agora representação em 15 Parlamentos regionais de um total de 16. Sete meses após uma difícil configuração, a "grande coalizão" nacional entre entre conservadores (CDU/CSU) e a esquerda moderada (SPD) parece gravemente ameaçada. "O epicentro do terremoto político está na Baviera, mas pode provocar um tsunami que varrerá o governo federal", afirma a revista "Der Spiegel". E o país pode sofrer um tremor secundário em 28 de outubro, em outra eleição regional crucial para Merkel, em Hesse. Katharina Schulze, candidata do Partido Verde, vota neste domingo nas eleições para o Parlamento da Baviera Andreas Gebert/Reuters Desta vez, um aliado de Merkel e líder da CDU, Volker Bouffier, colocará em jogo o mandato de ministro-presidente. Uma derrota salpicaria diretamente na chanceler. Merkel está mais enfraquecida do que nunca, pois é criticada em seu próprio campo por sua política na área de imigração, depois que permitiu a entrada de mais de um milhão de refugiados no país no período 2015-2016. Também enfrenta um conflito quase permanente com o ministro do Interior e líder da CSU, Horst Seehofer, que tentou - ao endurecer sua posição sobre a migração - frear o avanço da extrema-direita. A estratégia não funcionou: as pesquisas mostram que os eleitores atraídos pela extrema-direita não retornaram para o lado conservador e outros, mais moderados, optaram pelos Verdes. Merkel, há 13 anos no poder, e sua coalizão enfrentam um momento de queda. Uma pesquisa publicada no domingo mostra que a coalizão CDU/CSU tem 26% das intenções de voto, com o SPD com apenas 17%, mesmo índice dos Verdes e pouco acima da extrema-direita (15%).
    Senadora chamada de 'Pocahontas' por Trump apresenta teste de DNA para provar raiz indígena

    Senadora chamada de 'Pocahontas' por Trump apresenta teste de DNA para provar raiz indígena


    Presidente havia dito que se ela demonstrasse ancestralidade indígena, ele doaria US$ 1 milhão a entidade de caridade. Elizabeth Warren, em imagem de arquivo AP Photo/J. Scott Applewhite A senadora americana Elizabeth Warren, apontada como uma...


    Presidente havia dito que se ela demonstrasse ancestralidade indígena, ele doaria US$ 1 milhão a entidade de caridade. Elizabeth Warren, em imagem de arquivo AP Photo/J. Scott Applewhite A senadora americana Elizabeth Warren, apontada como uma potencial candidata à presidência pelo Partido Democrata em 2020, provou a veracidade de sua origem indígena depois de ser submetida a um teste de DNA que apresenta "forte evidência" de que tem ancestrais nativos, depois que o presidente Donald Trump fez piadas sobre a informação. Elizabeth Warren, figura importante entre os democratas, foi chamada de "Pocahontas" pelo presidente e acusada de mentir sobre sua origem com o objetivo de obter vantagens em sua carreira, incluindo um trabalho em Harvard. Mas uma análise de seu DNA feita pelo professor da Universidad Stanford Carlos Bustamante concluiu que, embora "a grande maioria" dos ancestrais de Warren seja europeia, "os resultados apoiam fortemente a existência de um ancestral nativo americano puro", informa o jornal "The Boston Globe". Esse ancestral, segundo Bustamente, aparece na árvore genealógica entre "6 a 10 gerações" atrás. Em um comício em julho, Trump voltou a desafiar Warren: "Darei um milhão de dólares a sua organização de caridade favorita, pago por Trump, se fizer um exame e demonstrar que é indígena". "Tenho a sensação de que ela dirá que não", completou Trump. Em novembro do ano passado, o presidente disse, durante uma homenagem na Casa Branca a nativos americanos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, que o Congresso norte-americano tem uma representante apelidada de "Pocahontas". Trump já havia usado o nome da princesa indígena para se referir à senadora Warren. "Vocês já estavam aqui muito antes que qualquer um de nós", disse Trump aos nativos presentes. "No entanto, nós temos uma representante no Congresso que, dizem, estava aqui há muito tempo. Eles a chamam de Pocahontas", continuou, fazendo com que vários membros de sua equipe segurassem o riso. Pocahontas era a filha predileta do chefe indígena Powhatan e se apaixonou por um colono inglês, John Smith. O presidente fez o comentário sobre Pocahontas com os três ex-combatentes navajo em frente à foto do controverso presidente Andrew Jackson, que ordenou a expulsão forçada de nativos americanos de suas terras ancestrais, causando a morte de milhares de pessoas. Donald Trump durante homenagem a indígenas veteranos da Segunda Guerra nesta segunda-feira (27) na Casa Branca Brendan Smialowski/AFP 'Vergonha' Warren não demorou a reagir à situação na Casa Branca: "Donald Trump continua degradando o gabinete da Presidência", destacou, em um comunicado, ressaltando que os navajo merecem "os elogios e a gratidão" da nação. "O que Trump mostrou foi uma vergonha para nossos valores e um insulto vergonhoso para os heróis da nossa história", concluiu. Ela disse ainda: "É profundamente lamentável que o presidente dos Estados Unidos não possa nem passar por uma cerimônia honrando estes heróis sem fazer um insulto racial". A Casa Branca negou qualquer conotação racial nas palavras do presidente. Sarah Sanders, porta-voz de Trump, defendeu o uso do apelido e qualificou de ridículas as acusações de racismo."Acho que o que a maioria das pessoas acredita ser ofensivo é o fato de que a senadora Warren mencione suas origens para promover sua carreira", disse. Os indígenas navajo criaram um código de comunicação durante a Segunda Guerra que os japoneses nunca conseguiram decifrar. Os Estados Unidos usaram centenas de nativos americanos de diferentes tribos, cujos dialetos ancestrais serviram de código de comunicação indecifrável para os inimigos. A pronúncia e o vocabulário das línguas indígenas eram, então, desconhecidas para os alemães e os japoneses, que integravam o Eixo junto com a Itália.
    Como um diretor vencedor do Oscar deu cor a emocionantes imagens da 1ª Guerra

    Como um diretor vencedor do Oscar deu cor a emocionantes imagens da 1ª Guerra


    Cineasta neozelandês Peter Jackson, da trilogia "Senhor dos Anéis", transformou imagens do conflito em documentário 3D que chega aos cinemas britânicos neste mês Imagem da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) ganharam cor no trabalho do cineasta...


    Cineasta neozelandês Peter Jackson, da trilogia "Senhor dos Anéis", transformou imagens do conflito em documentário 3D que chega aos cinemas britânicos neste mês Imagem da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) ganharam cor no trabalho do cineasta neozelandês Peter Jackson BBC Acervos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) guardados no Museu Imperial da Guerra, em Londres, ganharam cor e som graças ao trabalho do premiado cineasta neozelandês Peter Jackson, da trilogia "Senhor dos Anéis", e vencedor do Oscar em 2004. Assista ao vídeo. "Fiz por amor", conta o cineasta, que não cobrou para dirigir o documentário. "Meu avô esteve na guerra. É um tema que sempre me interessou". Jackson usou uma tecnologia considerada inovadora, com remasterização e conversão dos arquivos originais de filmagens da guerra ao formato 3D. "Nossa filosofia por trás de tudo isso era tentar apresentar uma imagem da guerra. Que fosse como a que os soldados viveram. Eles certamente viveram a guerra em cores – não foi em preto e branco", explica o cineasta. Além de contar com entrevistas de veteranos de guerra, o cineasta recorreu a especialistas em leitura labial para decifrar os diálogos dos soldados. "Contamos com atores para fazer as vozes e tentar dar vida ao filme", contou o diretor. O documentário "They shall not grow old", ainda sem título em português, estreia no Festival de Cinema de Londres neste mês e vai ser exibido em vários cinemas do Reino Unido, em 2D e 3D.
    Polícia liberta refém em estação de trem de Colônia, na Alemanha

    Polícia liberta refém em estação de trem de Colônia, na Alemanha


    Uma mulher ficou levemente ferida e recebeu atendimento médico. Suposto agressor ficou gravemente ferido. Polícia especial alemã caminha perto da estação central de trens em Colônia, na Alemanha, nesta segunda-feira (15). Mulher foi feita...


    Uma mulher ficou levemente ferida e recebeu atendimento médico. Suposto agressor ficou gravemente ferido. Polícia especial alemã caminha perto da estação central de trens em Colônia, na Alemanha, nesta segunda-feira (15). Mulher foi feita refém dentro da estação Thilo Schmuelgen/ REUTERS A polícia libertou uma mulher que era feita refém em uma farmácia na estação central de trens de Colônia, na Alemanha, nesta segunda-feira (15). Ela teve ferimentos leves e precisou de atendimento médico. O suspeito de ser o sequestrador ficou gravemente ferido. De acordo com o jornal alemão "Bild", houve relatos de tiros, que não foram confirmados pela polícia. Policiais cercaram a área e até um helicóptero foi mobilizado. Uma foto da Reuters mostra passageiros esperando fora da estação, que foi fechada. A polícia pede para as pessoas evitarem a região. Passageiros esperam do lado de fora da principal estação de trem em Colônia, na Alemanha, nesta segunda-feira (15) depois que a estação de trem foi fechada após a tomada de reféns REUTERS / Thilo Schmuelgen
    Imagens do dia 15 de outubro de 2018

    Imagens do dia 15 de outubro de 2018


    Policiais e agentes da CET são vistos no local onde um carro bateu em um poste na Marginal Pinheiros, em São Paulo, na pista sentido interlagos. Três pessoas morreram e uma foi resgatada com ferimentos graves para o Hospital das...


    Policiais e agentes da CET são vistos no local onde um carro bateu em um poste na Marginal Pinheiros, em São Paulo, na pista sentido interlagos. Três pessoas morreram e uma foi resgatada com ferimentos graves para o Hospital das Clínicas Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo Um combatente sírio da Frente de Libertação Nacional (NLF) entra em um prédio no distrito ocupado por rebeldes de al-Rashidin, no oeste de Aleppo. Jihadistas do Idlib não cumpriram o prazo para deixar uma zona do último bastião rebelde do país, lançando novas dúvidas sobre um acordo para evitar derramamento de sangue Aaref Watad/AFP Mulheres lavam roupas em uma plataforma flutuante de bambu nas margens do rio Brahmaputra em Guwahati, na Índia Biju Boro/AFP Um ciclista passa ao lado de um carro destruído após enchentes na cidade de Villegaihenc, no sul da França Fred Lancelot/AP Pessoas são vistas ao lado de uma ponte que desabou em Villegailhenc, no sul da França, após ser região atingida por fortes chuvas Eric Cabanis/AFP Apoiadores do partido de maior oposição no congresso indiano brigam com policiais durante um protesto pela renúncia de Mobashar Jawed Akbar, ministro das relações exteriores do país, em Nova Déli, na Índia Adnan Abidi/Reuters Um palestino discute com um soldado israelense durante confrontos sobre uma ordem israelense de fechar uma escola palestina em Nablus, na Cisjordânia ocupada Mohamad Torokman/Reuters Bispos participam de uma issa para canonização do Papa Paulo VI e do arcebispo de El Salvador, Oscar Romero, no Vaticano, neste domingo (14) Alessandro Bianchi/Reuters
    Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º trimestre

    Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º trimestre


    Vendas cresceram mais de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mineradora reafirmou sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano. Produção de minério de ferro em Brucutu, mina da Vale em Minas Gerais Darlan...


    Vendas cresceram mais de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mineradora reafirmou sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano. Produção de minério de ferro em Brucutu, mina da Vale em Minas Gerais Darlan Alvarenga/G1 A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, informou a companhia nesta segunda-feira (15), reafirmando sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano. A maior produtora e exportadora global de minério de ferro vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4% ante igual período de 2017, mostrou a empresa em relatório trimestral publicado ao mercado. Os volumes de venda de minério de ferro e pelotas somados totalizaram 98,226 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2% em relação a um ano antes. "O mix de vendas tem melhorado consistentemente principalmente como resultado dos ramp ups do S11D e das pelotizadoras I e II de Tubarão", disse a Vale, no relatório. A produção de minério de ferro da Vale, por sua vez, quebrou a emblemática barreira de produção de finos de minério de ferro de 100 milhões de toneladas em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre. No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4 por cento na mesma comparação.
    Trump diz que se sente 'à vontade' como presidente dos EUA, apesar de batalhas políticas

    Trump diz que se sente 'à vontade' como presidente dos EUA, apesar de batalhas políticas


    Ele afirmou que descobriu que a cena política de Washington é ainda mais dura do que o mundo empresarial. Presidente Americano, Donald Trump, faz discurso na universidade de Kentucky, no sábado (13) Timothy D. Easley/AP O presidente dos Estados...


    Ele afirmou que descobriu que a cena política de Washington é ainda mais dura do que o mundo empresarial. Presidente Americano, Donald Trump, faz discurso na universidade de Kentucky, no sábado (13) Timothy D. Easley/AP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista transmitida no domingo (14) que está "à vontade" na Casa Branca depois de quase dois anos no cargo, apesar das tempestades políticas sobre imigração, tarifas e a indicação do juiz Brett Kavanaugh à Suprema Corte. Ele disse no programa de notícias "60 Minutes", da rede CBS, que descobriu que a cena política de Washington é ainda mais dura do que o mundo empresarial, mas que "à minha maneira, me sinto muito à vontade aqui". "Era um pouco surreal dizer que sou presidente dos Estados Unidos, mas acho que isso acontece com todos", disse Trump. "Mesmo meus amigos, eles não me chamam de Donald, me chamam de senhor presidente. E eu digo 'querem fazer o favor de relaxar?' Aprendi durante o trabalho. De verdade". "Agora realmente me sinto POTUS", acrescentou Trump, usando a sigla em inglês para presidente dos Estados Unidos. A entrevista, na qual Trump se mostrou disposto como sempre a batalhas verbais em uma série de questões, não deu nenhum sinal de que ele pretende abandonar seu estilo autônomo e ríspido na Presidência. Trump não quis dizer se pretende retomar a política polêmica de separar crianças imigrantes de suas famílias na fronteira, mas não cedeu no que vê como a necessidade de uma diretriz severa. "Quando você permite que os pais fiquem juntos, OK, quando você permite isso, o que acontece é que as pessoas virão aos montes ao nosso país", disse ele. "Tem que haver consequências... para se entrar em nosso país ilegalmente". As separações de familiares e a detenção de milhares de crianças, a maioria da Guatemala, Honduras e El Salvador, provocaram uma rejeição generalizada à política de Trump. Cerca de 2.500 crianças e pais foram separados antes de Trump descartar a prática em junho. Dias depois um juiz federal ordenou que as famílias sejam reagrupadas, um processo que ainda está incompleto. Após uma disputa política no Senado causada por alegações de má conduta sexual de Kavanaugh, Trump disse que seus comentários em um comício no Mississippi, no qual críticos disseram que ele desdenhou a acusadora Christine Blasey Ford, foram necessários para vencer a batalha pela confirmação do juiz. "Se eu não tivesse feito aquele discurso, não teríamos vencido. Eu só estava dizendo que ela parecia não saber nada", afirmou Trump.
    Turquia inspeciona o consulado saudita em Istambul por causa do desaparecimento de jornalista

    Turquia inspeciona o consulado saudita em Istambul por causa do desaparecimento de jornalista


    Jamal Khashoggi desapareceu após entrar no imóvel em 2 de outubro para resolver questões burocráticas. Mike Pompeo vai se encontrar com o rei Salman. Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no...


    Jamal Khashoggi desapareceu após entrar no imóvel em 2 de outubro para resolver questões burocráticas. Mike Pompeo vai se encontrar com o rei Salman. Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul Mohammed al-Shaikh/ AFP O consulado saudita em Istambul está sendo inspecionado pelas autoridades turcas nesta segunda-feira (15) no âmbito da investigação sobre o desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi. O jornalista desapareceu depois de entrar no imóvel em 2 de outubro. Entenda o caso do jornalista saudita desaparecido na Turquia O grupo de trabalho, formado por Turquia e Arábia Saudita, chegou ao imóvel nesta tarde. O jornalista saudita, crítico do príncipe herdeiro saudita Homamed Bin Salman, foi ao consulado em Istambul para os trâmites burocráticos relativos a seu casamento com uma cidadã turca, Hatice Cengiz. Desde então, Khashoggi permanece desaparecido. A Arábia Saudita afirma que o jornalista saiu do consulado. Porém, autoridades turcas da área de segurança afirmaram à Reuters que a polícia tem uma gravação de áudio que indica que ele foi morto dentro do imóvel. Algumas fontes acusam o governo saudita de enviar à Turquia uma unidade de agentes especiais para assassinar Khashoggi, o que o governo saudita nega categoricamente. Pompeo a caminho Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Twitter que conversou com o rei Salman, da Arábia Saudita, e que ele lhe assegurou ignorar o paradeiro do jornalista. Trump anunciou que enviaria imediatamente seu secretário de Estado, Mike Pompeo, para se encontrar com o rei saudita. Após receber uma "negativa muito, muito forte" do rei Salman sobre o envolvimento de Riad no desaparecimento do jornalista, Trump afirmou à imprensa na Casa Branca "que talvez deve ter sido obra de assassinos comuns. Quem sabe?". Nos últimos dias, o presidente americano vem afirmando que chegará ao fundo do caso de Khashoggi e aplicará penas severas caso a Arábia Saudita esteja envolvida na morte do jornalista, que vivia exilado nos Estados Unidos desde 2017 e escrevia para o "Washington Post". De fato, o presidente americano assinalou na semana passada que tinha conversado sobre o caso com o governo saudita, enquanto tanto o vice-presidente, Mike Pence, como funcionários do alto escalão da Casa Branca, já tinham ligado para o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Initial plugin text A Arábia Saudita afirma que o jornalista saiu do o. Porém, autoridades turcas afirmam ter uma gravação de áudio que indica que ele foi morto dentro do consulado. "A polícia turca tem uma gravação de áudio que indica que Khashoggi foi morto no consulado saudita", afirmou uma fonte de segurança à Reuters, sem fornecer detalhes adicionais. No fim de semana, uma delegação saudita desembarcou na Turquia para reuniões com autoridades de Ancara, mas nada foi divulgado sobre as conversas. No domingo, o rei Salman da Arábia Saudita falou por telefone com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, a quem reafirmou "a solidez" das relações entre os dois países. Turquia fará buscas por jornalista sumido no consulado da Arábia Saudita, em Istambul
    Coreias concordam em reconectar estradas e ferrovias

    Coreias concordam em reconectar estradas e ferrovias


    Os dois países também concordaram em debater plano de candidatura conjunta para a Olimpíada de 2032 e em estudar maneiras de retomar teleconferências e conversas por vídeo de famílias separadas pela guerra. Presidente sul-coreano Moon Jae-in e...


    Os dois países também concordaram em debater plano de candidatura conjunta para a Olimpíada de 2032 e em estudar maneiras de retomar teleconferências e conversas por vídeo de famílias separadas pela guerra. Presidente sul-coreano Moon Jae-in e líder norte-coreano, Kim Jong-un, mostram documento sobre acordo após reunião em Pyongyang, em setembro Corpo de Imprensa de Pyeongyang / AFP As Coreias do Norte e do Sul concordaram nesta segunda-feira (15) em começar a reconectar ligações ferroviárias e rodoviárias, em mais um passo na melhoria de relacionamento que os Estados Unidos temem minar os esforços para pressionar Pyongyang a abdicar de seu programa nuclear. O acordo sobre as conexões de transporte surgiu durante conversas ocorridas no vilarejo fronteiriço de Panmunjom que visam capitalizar a cúpula realizada entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no mês passado, a terceira cúpula entre os dos líderes neste ano. "O Sul e o Norte chegaram a um acordo depois de debaterem sinceramente planos de ação para levar as relações intercoreanas a um patamar novo e mais elevado", informou um comunicado conjunto divulgado pelo Ministério da Unificação sul-coreano. Os dois lados combinaram realizar cerimônias no final de novembro ou início de dezembro para inaugurar os trabalhos de religação das ferrovias e estradas que estão desconectadas desde a Guerra da Coreia de 1950-53. As partes farão estudos de campo conjuntos sobre os planos de transporte a partir do final deste mês, segundo o comunicado. Olimpíada 2032 Elas também concordaram em debater até o final deste mês o plano de uma candidatura conjunta para a Olimpíada de 2032 e em estudar em novembro maneiras de retomar teleconferências e conversas por vídeo de famílias separadas pela guerra. Autoridades militares dos dois lados devem se reunir "no futuro próximo" para acertar os passos subsequentes de um pacto militar combinado na cúpula do mês passado. O acordo inclui o restabelecimento de uma missão militar conjunta, a suspensão de exercícios militares, uma zona de exclusão aérea próxima da fronteira e a remoção gradual de minas terrestres e de postos de guarda da Zona Desmilitarizada (DMZ). No dia 22 de outubro também haverá reuniões sobre o reflorestamento, e sobre a saúde e a prevenção de doenças no final de outubro em um escritório de ligação conjunto inaugurado no mês passado em Kaesong, cidade da fronteira norte-coreana. Em junho Kim se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, em uma cúpula inédita em Cingapura, e as duas partes estão preparando uma segunda reunião que Trump disse ser provável após as eleições parlamentares norte-americanas de 6 de novembro. Apesar do encontro entre Kim e Trump, Washington continua levando adiante uma política de "pressão máxima" para levar a Coreia do Norte a desistir de suas armas nucleares e mísseis balísticos.
    Presidente sul-coreano pede ao mundo que acompanhe Kim Jong-un em seu 'desejo de paz'

    Presidente sul-coreano pede ao mundo que acompanhe Kim Jong-un em seu 'desejo de paz'


    Moon Jae-in está na França em visita oficial deu entrevista o jornal 'Le Figaro'. Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, visita Paris, na França, no domingo (14) Francois Guillot / AFP O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, elogiou a "sinceridade"...


    Moon Jae-in está na França em visita oficial deu entrevista o jornal 'Le Figaro'. Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, visita Paris, na França, no domingo (14) Francois Guillot / AFP O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, elogiou a "sinceridade" de seu colega do Norte, Kim Jong-un, e pediu à comunidade internacional que o "acompanhe" em seu "desejo de paz", em uma entrevista ao jornal francês "Le Figaro". Moon Jae-in é o principal articulador da redução nas tensões envolvendo a Coreia do Norte, país submetido a sanções da ONU por seus programas nuclear e balístico. "Apesar da juventude, Kim Jong Un demonstra sinceridade, simplicidade, calma e educação. Durante nossos três encontros este ano, pude comprovar que tinha uma visão clara da prosperidade e da paz no Sul e no Norte", declarou Moon, durante uma visita oficial a França. Kim tem também "uma forte vontade, com a condição de que seu regime seja garantido, de dedicar toda sua energia ao desenvolvimento econômico de seu país em detrimento da arma nuclear", completou. "É hora de responder a estes esforços [...] e devemos acompanhá-lo em seu desejo de paz duradoura e sólida", afirmou Moon. A declaração acontece em um momento em que os pontos de vista de Seul e Washington, o outro grande personagem nas negociações sobre a questão nuclear coreana, parecem cada vez mais afastados. O presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un mostram documento sobre acordo após reunião em Pyongyang Corpo de Imprensa de Pyeongyang / AFP A comunidade internacional está dividida sobre a manutenção ou o alívio das sanções contra Pyongyang, após as declarações de Kim Jong-un a favor do demantelamento do seu programa nuclear após encontro com o presidente americano, Donald Trump, em Singapura, em junho deste ano.
    Por que Bolsonaro deverá vencer

    Por que Bolsonaro deverá vencer


    Seus estrategistas aprenderam tudo com o principal inimigo: o PT Bolsonaro durante ato de campanha no Rio de Janeiro, nesta quita-feira (11) REUTERS/Ricardo Moraes A tensão, as agressões verbais, a violência que tomam conta do país na última...


    Seus estrategistas aprenderam tudo com o principal inimigo: o PT Bolsonaro durante ato de campanha no Rio de Janeiro, nesta quita-feira (11) REUTERS/Ricardo Moraes A tensão, as agressões verbais, a violência que tomam conta do país na última semana despertaram todo tipo de temor a respeito de uma futura presidência Jair Bolsonaro. Um misto de ansiedade e perplexidade cercam a vitória provável dele no próximo dia 28. É natural, quando a realidade não corresponde àquilo que se espera, a busca de algum refúgio para explicá-la. Também é natural que os novos fenômenos da política frustrem as análises baseadas em premissas ultrapassadas. As lentes do passado só contribuem para ofuscar tentativas de enxergá-los. A escolha do brasileiro precisa ser analisada em toda a sua extensão se quisermos decifrar as perspectivas do futuro governo. Num país onde 69% dizem preferir a democracia a qualquer outro regime, é essencial não apenas respeitar a vontade do eleitorado, mas entender seus motivos, compreender o que ele disse (e o que não disse) em seu voto. O primeiro enigma está na escolha de um nome que demonstra admiração pela ditadura militar, desprezo pelos direitos humanos, aprovação à tortura e certa devoção às armas de fogo. É verossímil que os 46% dos brasileiros que votaram em Bolsonaro aprovem essas ideias? Dificilmente. Bolsonaro, como toda candidatura numa democracia representativa, representa uma aliança entre grupos ideológicos e de interesse. É provável que os nazistas que agrediram uma jovem lésbica em Porto Alegre, os homófobos que atacam gays pelo Brasil e simpatizantes do fascismo o apoiem. Mas nada disso faz de Bolsonaro um fascista ou nazista – ainda que ele erre ao não condenar as agressões com a devida ênfase ou até ao encorajá-las com suas frases de efeito. Classificá-lo como alguém de “extrema-direita” que oferece riscos à democracia, acreditar que estamos na ante-sala de um golpe militar ou da ascensão de um regime autoritário só serve para acirrar ainda mais ânimos já exaltados e dar razão àqueles que veem comprometimento ideológico tanto na academia quanto na imprensa. Em que pese todo o seu palavreado abjeto, as evidências de que Bolsonaro represente uma ameaça de ruptura legal ou jurídica são frágeis, se é que existem. Claro que é preciso ficar alerta para o futuro. Mas, hoje, a generalização em torno de termos de significado histórico preciso, como “fascismo” ou “nazismo”, é um erro de categoria que só faz alimentar sua campanha e obscurecer os riscos reais de Bolsonaro. Não é preciso buscar nos anos 1930 os motivos para condená-lo. Eles são evidentes em 2018. Alguém que pretende ser presidente da República numa nação democrática não pode negar a história da ditadura militar, fazer vista grossa para a tortura ou para crimes, apenas porque são cometidos por policiais ou pelo aparelho de repressão. É do interesse das próprias Forças Armadas e da polícia respeitar e fazer cumprir a lei. Tortura e violações de direitos humanos são crimes. Outro erro de categoria é classificar Bolsonaro como “liberal”, graças à súbita conversão aos princípios de mercado promovida pelo economista Paulo Guedes, uma espécie de Pigmalião que tem se encarregado da agenda econômica do candidato desde o final do ano passado. Chamar Bolsonaro de “liberal” é um absurdo tão grande quanto classificar o PT como “comunista”. Liberais não defendem o ensino religioso em escolas públicas, não veem problemas na privatização da Eletrobras, não contestam a ciência climática nem manifestam opiniões como as de Bolsonaro sobre direitos das mulheres, homossexuais e outras minorias. Qualquer um que já tenha lido Stuart Mill saberá distinguir o pensamento liberal genuíno do conservador, professado por boa parte dos apoiadores de Bolsonaro. A aliança que permitiu a ascensão dele tem ingredientes do liberalismo econômico, do nacionalismo militar e do conservadorismo religioso. Eles estão presentes nos três ministros que Bolsonaro já confirmou, caso vença as eleições: Guedes, o deputado Onyx Lorenzoni e o general Augusto Heleno. Como – e se – tal aliança resistirá aos embates inevitáveis é a principal incógnita em torno de um governo Bolsonaro. Mas o principal fator responsável pela vitória provável de Bolsonaro no próximo dia 28 não está entre aqueles que o apoiam. Está naqueles que disputam a eleição contra ele, em especial o PT. A história recente da democracia brasileira pode ser narrada como uma disputa entre petismo e antipetismo. Bolsonaro é, hoje, o nome que canaliza o sentimento antipetista. Se dificilmente seus apoiadores são todos “fascistas que apoiam a tortura”, ninguém tem dúvida de que sejam todos contra o PT, a maioria por princípio. Bolsonaro soube adaptar a estratégia petista do “nós contra eles” para seu público. A oposição anterior ao PT tinha caráter mais pragmático, de defesa de interesses, por isso nunca teve a mesma força dos petistas. Bolsonaro não. Sua turma faz oposição ideológica. Combate o PT com as mesmas armas do inimigo, adaptadas para a guerrilha no meio digital. Para propagar sua narrativa, o bolsonarismo aperfeiçoou táticas que o PT consagrou. Dispõe de sites e blogueiros “amigos”, trolls e robôs nas redes sociais, um grupo de esportistas e artistas simpáticos, até "intelectuais" a espalhar suas versões e atacar a imprensa profissional. Há certa ironia em ver reclamações sobre “fake news” vindas de Fernando Haddad, cujo partido sempre financiou blogs e publicações camaradas para disseminar notícias favoráveis e construir a narrativa de perseguição do PT pela imprensa, pelo Judiciário e pelas “elites”. Não menos irônica é a tentativa de atrair o apoio de políticos e eleitores “centristas”, em nome da reedição da frente democrática que combateu a ditadura. É como se o naufrágio econômico provocado por Dilma ou a corrupção desmascarada pela Operação Lava Jato fossem notas de rodapé na história petista. Não custa lembrar que o petrolão foi o maior esquema de desvio de dinheiro público já desvendado no mundo. Será que o PT espera que o eleitor simplesmente esqueça tudo isso, em nome de uma aliança democrática contra Bolsonaro? Que tipo de aceno o partido faz em troca? Continuará a insistir que o ex-presidente Lula é vítima de perseguição política e que o impeachment de Dilma foi “golpe”? Defenderá os erros da Nova Matriz Econômica? O aumento de gastos públicos e a política de campeões nacionais que aprofundam a crise fiscal? Continuará a negar o déficit da Previdência? O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais democráticas estão acima de qualquer suspeita, alguém que jamais apoiaria Bolsonaro, constatou o óbvio numa entrevista publicada ontem pelo jornal O Estado de S.Paulo: “Por que tem de apoiar automaticamente? Quando automaticamente o PT apoiou alguém? Com que autoridade moral o PT diz: ou me apoia ou é de direita?”. O PT e Bolsonaro se escolheram como adversários mútuos logo no início da campanha. Acreditavam que um rival mais radical seria mais fácil de derrotar no segundo turno. A realidade mostra que apenas um dos dois tinha razão. No governo, o PT descobriu que a vida não é fácil num país de imprensa livre e Judiciário independente. A turma de Bolsonaro pode estar feliz com a bancada que elegeu na Câmara e com a provável vitória. Mas podem se preparar. Não terão moleza. De ninguém. Arte/G1
    Fortes chuvas deixam mortos no sul da França

    Fortes chuvas deixam mortos no sul da França


    Vale de Aude registrou o maior nível de inundação desde 1891. Treze pessoas morreram. Chuvas provocaram transbordamento de rio no departamento de Aude, no Sul da França Eric Cabanis / AFP Fortes chuvas deixaram treze mortos nesta segunda-feira...


    Vale de Aude registrou o maior nível de inundação desde 1891. Treze pessoas morreram. Chuvas provocaram transbordamento de rio no departamento de Aude, no Sul da França Eric Cabanis / AFP Fortes chuvas deixaram treze mortos nesta segunda-feira (15) no sul da França, anunciou a administração do departamento de Aude, que tem a cidade de Carcassonne como capital. Cerca de 700 bombeiros foram mobilizados, de acordo com o jornal "Le Monde". "Uma freira foi arrastada pelas águas em Villardonnel e outras quatro pessoas foram encontradas mortas em Villegailhenc", afirmou o prefeito Alain Thirion ao canal BFMTV. O local onde as outras vítimas morreram ainda não está claro. Um morador ficou ferido no desabamento de sua casa na cidade de Cuxac, indicou Thirion, que teme um aumento do balanço de vítimas. Tempestades causam estragos e mortes pela Europa O vale de Aude registrou o maior nível de inundação desde 1891, informou a Vigicrues, a agência responsável pelo controle do nível da água. O prefeito destacou que 15 localidades estão em "situação delicada". O ministro do interior, Edouard Philippe, deve visitar a região. "No domingo, em apenas cinco horas choveu entre 160 e 180 mm na aglomeração de Carcassonne", disse. Moradores observam enchente na cidade de Villegailhenc, no sul da França, nesta segunda-feira (15) Fred Lancelot/PA Nas localidades ao norte de Carcassonne, todas as estradas foram bloqueadas e as escolas permaneceram fechadas. As autoridades pediram aos moradores que permaneçam em suas casas. Na cidade de Trèbes, a água subiu oito metros em apenas cinco horas. Em Villemoustaussou, Villegailhenc e Conques o nível da água subiu mais de dois metros.
    Príncipe Harry e Meghan Markle anunciam que esperam 1º filho

    Príncipe Harry e Meghan Markle anunciam que esperam 1º filho


    Palácio de Kensington afirmou que o bebê deve nascer na primavera de 2019, no Reino Unido. Duque e da Duquesa de Sussex estão casados há 5 meses. Meghan Markle e Príncipe Harry, em foto de 3 de outubro Chris Jackson/AP O Palácio de Kensington...


    Palácio de Kensington afirmou que o bebê deve nascer na primavera de 2019, no Reino Unido. Duque e da Duquesa de Sussex estão casados há 5 meses. Meghan Markle e Príncipe Harry, em foto de 3 de outubro Chris Jackson/AP O Palácio de Kensington anunciou na manhã desta segunda-feira (15) que a duquesa de Sussex Meghan Markle, mulher do príncipe Harry, está grávida do primeiro filho, que deve nascer na primavera de 2019 no Reino Unido (outono no Brasil). O anúncio foi feito no Twitter oficial do palácio de Kensingnton no dia em que o duque e a duquesa de Sussex iniciam uma viagem pela Oceania. A viagem real, que teve a Austrália como ponto de partida, é a primeira de Megahn e Harry desde que se casaram, 5 meses atrás. Initial plugin text O Palácio de Kensington disse que o casal "agredeceu todo o apoio que recebeu de pessoas em todo o mundo desde o casamento em maio e está feliz por poder compartilhar esta feliz notícia com o público". O bebê será o sétimo na linha sucessória da coroa britânica. A realeza britânica não deu mais informações sobre a gravidez. Meghan Markle chega nesta sexta-feira (12) à capela de São Jorge, onde se casou, para o enlace da princesa Eugenie e Jack Brooksbank Gareth Fuller/Pool via Reuters Meghan, que antes de entrar para a família real já era uma conhecida atriz norte-americana, se casou com Harry em maio deste ano, na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor. Com isso, tornou-se a mais recente plebeia a entrar para a realeza britânica, concretizando um enlace que tomou conta do noticiário no mundo todo. Príncipe Harry, Meghan Markle e rainha Elizabeth conversam depois do casamento da Princesa Eugenie, na sexta-feira (12). Anúncio da gravidez de Meghan foi feito nesta segunda (15) Aaron Chown / AFP O casal participou na sexta-feira (12) da cerimônia de casamento da princesa Eugenie, neta da rainha Elizabeth, e Jack Brooksbank. A cerimônia ocorreu em Windsor, na capela de São Jorge, mesmo local do enlace de Harry e Meghan. Príncipe Willian, Kate, príncipre Harry e Meghan participam do casamento de Eugenie e Jack nesta sexta-feira (12) na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor Owen Humphreys/Pool via Reuters Duque e Duquesa de Sussex O título de Duque e Duquesa de Sussex foi concedido pela rainha horas antes do casamento, em maio. O título era um dos poucos que ainda estava vago e sua origem remonta a 1801, quando o então Rei George III (1738-1820) concedeu o ducado de Sussex ao seu filho Augusto. Harry, de 34 anos, é filho do príncipe Charles da falecida Diana de Gales, e neto da rainha Elizabeth 2ª. A atriz norte-americana Meghan Markle tem 37 anos.
    Milhares de mulheres se juntam na Argentina no ano da luta pelo aborto legal

    Milhares de mulheres se juntam na Argentina no ano da luta pelo aborto legal


    Paralelos, outros movimentos feministas com ideais de esquerda pediam a separação de Igreja e Estado e manifestavam repúdio a morte de ativista. Ativistas pró-aborto protestam em fente ao Congresso Nacional em Buenos Aires, na Argentina Eitan...


    Paralelos, outros movimentos feministas com ideais de esquerda pediam a separação de Igreja e Estado e manifestavam repúdio a morte de ativista. Ativistas pró-aborto protestam em fente ao Congresso Nacional em Buenos Aires, na Argentina Eitan Abramovich/AFP Cerca de 50.000 mulheres participam entre este sábado e segunda-feira do 33º Encontro Nacional de Mulheres, que acontece em Trelew, no sul da Argentina, no ano marcado pela histórica abordagem do projeto de legalização do aborto no Congresso. Nas jornadas, que a cada ano contam com mais participantes, busca-se visibilizar "a luta das mulheres pela igualdade e por uma vida livre de violência machista", segundo a convocação. No primeiro encontro, em 1986, foram 1.000 autoconvocadas, e este ano as organizadoras aguardam 50.000 mulheres, transexuais e travestis que participarão ao longo de três dias de 74 oficinas e duas marchas. A patagônica Trelew, de 100.000 habitantes, a 1.400 km ao sul de Buenos Aires, foi escolhida como reconhecimento das mulheres originárias de nações indígenas. Este grupo vem lutando para que o encontro passe a se chamar plurinacional, ao invés de nacional, e que valorizem as suas lutas ancestrais. Este ano, o encontro recebe o impulso das maciças manifestações de mulheres que acompanharam o histórico debate parlamentar do projeto de aborto legal, seguro e gratuito que, na Argentina, só é permitido em caso de estupro ou de perigo de morte para a mulher. Em 13 de junho foi aprovado pela Câmara de Deputados, mas em 8 de agosto o voto conservador no Senado se impôs. "Ao forno o patriarcado!", é o nome da feira gastronômica para a qual as participantes reunidas no Autódromo de Trelew são chamadas. Já a feira de artesanato leva o nome "Evelyn" em homenagem a uma artesã assassinada por seu ex-parceiro com 20 facadas em 14 de junho. Um total de 200 feminicídios ocorreram na Argentina de 1º de janeiro a 25 de setembro, um a cada 32 horas. Um dos que mais impacta este encontro é o de Patricia Parra, uma trabalhadora de 56 anos assassinada horas antes de viajar para Trelew, supostamente por seu ex-parceiro, a quem havia denunciado por violência de gênero. Movimentos de esquerda Mais do que os gritos pela legalização do aborto, outro grupo, também em Trelew, abordava questões ligadas a movimentos de esquerda, como a liberdade de gênero, a separação entre Igreja e Estado e contra o patriarcado, além de críticas ao governo de Mauricio Macri. Com isso, de acordo com informações do jornal argentino Clarin, as manifestações ganharam a presença de panos verdes e bandeiras de grupos como La Cámpora, CTA, Mala Junta, Mujeres Evita, Frente de Esquerda e movimentos guevaristas. 'As Bruxas' Ainda segundo a publicação argentina, um grupo de mulheres encapuzadas e vestidas de preto (apelidadas de "bruxas") tomou as ruas centrais de Trelew levantando banderias de "comunismo revolucionário" e "feminismo popular" aos gritos de "Santiago Maldonado, presente". Ativista argentino, Maldonado foi encontrado morto. Mobilizações culpam o Estado por sua morte. O grupo provocou danos a patrimônios públicos atirando pedras e bombas. A polícia local reagiu e sete mulheres foram presas.
    Jihadistas querem continuar combatendo na província síria de Idlib

    Jihadistas querem continuar combatendo na província síria de Idlib


    Acordo previa uma "zona desmilitarizada" com a saída total dos jihadistas da região até a segunda-feira (15). O presidente sírio, Bashar Al-Assad, qualificou o acordo como "temporário". Rebeldes sírios vistos na última terça-feira (9) na linha...


    Acordo previa uma "zona desmilitarizada" com a saída total dos jihadistas da região até a segunda-feira (15). O presidente sírio, Bashar Al-Assad, qualificou o acordo como "temporário". Rebeldes sírios vistos na última terça-feira (9) na linha de frente junto com forças do regime sírio em Idlib, na Síria Omar Haj Kadour/ AFP Os extremistas afirmaram na noite deste domingo (14) que desejam continuar os combates contra o regime e permaneceram em uma área que deveria ser desmilitarizada, após o cumprimento da data-limite prevista para sua saída em virtude do acordo alcançado por Rússia e Turquia. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), no domingo antes de meia-noite (horário local) não se constatou nenhuma retirada visível, apesar do acordo negociado entre a Rússia, aliada do presidente sírio, Bashar Al Assad, e a Turquia, que apoia os rebeldes, para evitar um ataque por parte do regime. No sábado à noite foram registrados disparos de armas pesadas dessa área, de onde, a princípio, haviam sido retiradas. O acordo, feito para evitar um ataque do regime contra o último bastião insurgente e rebelde na Síria, parece cada vez mais frágil. "Não abandonaremos a escolha da jihad e do combate para realizar os objetivos de nossa bendita revolução, em primeiro lugar, fazer o regime criminoso", publicou em comunicado Hayat Tahrir Al Sham (HTS), principal aliança jihadista em Idlib, dominada pelo antigo braço síria da Al-Qaeda. "Não abandonaremos as armas", afirmou. Entretanto, o HTS também não disse claramente se rejeita o acordo assinado por russos e turcos em 17 de setembro. Em referência implícita à Turquia, o grupo jihadista disse "apreciar os esforços de todos os que lutam dentro e fora da Síria para proteger as zonas libertadas [do regime] e impedir sua destruição ou massacres". Duplicidade russa "Mas nós advertimos contra a duplicidade do ocupante russo e contra toda confiança em suas intenções", acrescentaram os extremistas, que, junto com outros grupos, controlam mais de dois terços da futura zona tampão e 60% da província. O acordo russo-turco prevê uma zona desmilitarizada para separar os territórios do regime de Al Assad dos que continuam nas mãos de rebeldes e jihadistas, a fim de evitar um ataque e uma possível catástrofe humanitária em Idlib (noroeste). A Frente Nacional de Libertação, principal grupo rebelde, o apoiou oficialmente e afirmou ter retirado totalmente suas armas pesadas na última quarta-feira, segundo o prazo estabelecido. Mas na noite de sábado, vários "morteiros foram lançados sobre uma posição militar em Jurina, no norte (da província vizinha) de Hama, matando dois soldados", indicou Abdel Rahman, diretor do OSDH. A organização não informou se os lançamentos foram feitos por grupos rebeldes ou extremistas. "Trata-se da primeira violação clara do acordo desde as armas pesadas foram retiradas. Esta zona deveria estar livre de armas pesadas", declarou Rami Abdel Rahman. Dois cenários O jornal sírio pró-regime Al Watan também informou sobre os bombardeios, indicando neste domingo que zonas do oeste da província de Aleppo haviam sido alcançadas por "foguetes de morteiro e disparos de artilharia pesada que deveriam ser retirados da zona". Segundo Abdel Rahman, nos últimos dias o regime bombardeou intermitentemente a zona tampão, mas o acordo russo-turco não menciona a retirada de armas pesadas das forças do governo, mobilizadas em vários setores das províncias vizinhas. O presidente Bashar al-Assad, que muitas vezes expressou a sua intenção de reconquistar todo o território sírio, qualificou o acordo russo-turco como "temporário" e garantiu que Idlib e as regiões vizinhas logo retornarão às mãos do regime.
    Casamento real: veja as fotos oficiais da princesa Eugenie, o marido Jack Brooksbank e família

    Casamento real: veja as fotos oficiais da princesa Eugenie, o marido Jack Brooksbank e família


    Neta da rainha Elizabeth II, a princesa é a nona na linha de sucessão ao trono britânico. Cerimônia aconteceu na última sexta-feira (12) no Castelo de Windsor, no Reino Unido. Os noivos, Eugenie e Jack Brooksbank, posam ao lado de suas...


    Neta da rainha Elizabeth II, a princesa é a nona na linha de sucessão ao trono britânico. Cerimônia aconteceu na última sexta-feira (12) no Castelo de Windsor, no Reino Unido. Os noivos, Eugenie e Jack Brooksbank, posam ao lado de suas famílias Reuters As primeiras fotos oficiais do casamento entre a princesa Eugenie, neta da rainha Elizabeth II, e o empresário Jack Brooksbank, foram divulgadas. A cerimônia aconteceu na última sexta-feira (12), no Castelo de Windsor, no Reino Unido. A princesa Eugenie e o empresário Jack Brooksbank posam ao lado das crianças Reuters Na primeira fotografia, a princesa e o marido aparecem em pé ao lado de seus pais, irmãos e a avó de Eugenie, Elizabeth II. Entre as crianças, príncipe George e princesa Charlotte, filhos do Duque e da Duquesa de Cambridge, príncipe William e Kate Middleton, são os únicos sentados em cadeiras. Princesa Eugenie e o marido Jack Brooksbank se beijam em carruagem Reuters O segundo retrato mostra os noivos, também em pé, ao lado das crianças. Já a terceira imagem retrata um beijo entre Eugenie e Jack em uma carruagem. Uma quarta foto mostra o casal a caminho do jantar preparado para os convidados após a cerimônia. Princesa Eugenie e Jack Brooksbank a caminho do jantar após a cerimônia de casamento Reuters
    As impressionantes fazendas solares da China que estão transformando a geração de energia mundial

    As impressionantes fazendas solares da China que estão transformando a geração de energia mundial


    A China não é apenas o berço de algumas das maiores fazendas solares do mundo; sua tecnologia parece destinada a influenciar as políticas globais. Mas quão viáveis são essas grandes usinas? Imagem aérea mostra painéis geradores de energia...


    A China não é apenas o berço de algumas das maiores fazendas solares do mundo; sua tecnologia parece destinada a influenciar as políticas globais. Mas quão viáveis são essas grandes usinas? Imagem aérea mostra painéis geradores de energia solar que compõem o desenho de um panda em Datong, na província de Shanxi, na China. O projeto é do Grupo Panda Green Energy, que anuncia a intenção de construir outras 100 usinas em formato de animais ao redor do mundo nos próximos 5 anos. Segundo o site da empresa, o movimento dos painéis ao longo do dia faz com que o panda dê um 'sorriso' Reuters/Panda Green Energy Group Ao sobrevoar o condado de Datong, é possível avistar pandas gigantes. Um até acena. Eles são feitos de milhares de painéis solares. Juntos, e somados a outros painéis, eles formam uma fazenda de cem megawatts cobrindo 248 acres. Na verdade, é um parque solar até pequeno para os padrões chineses - mas certamente é patriótico. "Ele está projetado e construído como a imagem do tesouro nacional chinês - o panda gigante", explica um documento da Energia Verde Panda, empresa que ergueu a fazenda. A China tem uma capacidade de geração de energia solar como nenhum país no mundo, uma gigantesca soma de 130 gigawatts. Com todos os investimentos que o Brasil vem fazendo no setor, o país ainda não tem capacidade para produzir nem 2 gigawatts (menos de 1% do total). A China abriga muitas fazendas solares gigantes - incluindo a enorme unidade de Longyanxia, que produz 850 megawatts, no Planalto do Tibete; e a maior fazenda solar do mundo, no deserto de Tengger, com capacidade para produzir 1.500 megawatts. Mercado gigante Esses projetos custaram milhões de dólares - mas será que valeram a pena? E serão suficientes para garantir as metas de energia verde? A China é o maior produtor de tecnologia solar do mundo, ressalta Yvonne Liu na Bloomberg New Energy Finance, uma empresa de pesquisa de mercado. "O mercado é muito grande", ela afirma. "É como um política industrial para o governo." De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), mais de 60% dos painéis solares são fabricados na China. O governo tem um interesse econômico claro, portanto, em garantir que haja grande demanda para esses equipamentos. Energia solar - China Jason Lee/Reuters Além disso, ao aumentar os recursos de energias renováveis, as autoridades estão se dando um tapinha nas costas. Limpar a matriz energética chinesa é um objetivo fundamental de política pública. Quase dois terços da eletricidade do país ainda vêm da queima de carvão. Não é de se espantar que as vastas e ensolaradas planícies do norte e noroeste da China tenham se tornado lar de fazendas solares gigantes. Há muito espaço para erguê-las, e o recurso solar é relativamente confiável. Além disso, sua construção vem avançando em ritmo alucinante. A IEA informa que a China cumprirá sua meta de capacidade de energia solar em 2020, três anos antes do previsto. Deve haver outro incentivo por trás do impulso chinês de construir fazendas solares em regiões politicamente sensíveis. Nas últimas décadas, muitos observaram que a China tem encorajado o investimento em infraestrutura no entorno do Tibete - uma região autônoma que abriga muitos daqueles que rejeitam a reivindicação chinesa do território. Alguns argumentam que tal investimento tem motivação política - um esforço de cimentar a autoridade da China e apoiar a etnia chinesa que se mudou para essas áreas. Um empreendimento extraordinário usa painéis solares para aquecer uma rede subterrânea projetada para derreter a camada de gelo da permafrost, para que árvores cresçam na área. A ideia é tornar a região mais atraente para o estabelecimento de colonos chineses. Geografia desfavorável Mas a construção de fazendas solares gigantes no meio do nada tem suas desvantagens. Para entender o motivo, precisamos novamente olhar para China de cima. Em 1935, o geógrafo Hu Huanyong desenhou o que hoje é conhecido como o famoso "Hu Line", do nordeste ao centro-sul da China. Ele divide o país em duas porções mais ou menos iguais. Menos igual é a distribuição da população. A grande maioria, ou 94%, vive na porção leste. O restante, 6%, no oeste. "A distribuição da China de recursos de energia solar é totalmente oposta", afirma Yuan Xu, da Universidade Chinesa de Hong Kong. Muitos dos painéis solares do país, portanto, estão localizados longe das grande cidades que precisam deles. O resultado disso é um incrivelmente baixo "fator de capacidade" - a porcentagem de eletricidade que realmente é retirada de um determinado recurso. Painéis de energia solar cobrem campo de Yinchuan, na região autônoma de Ningxia Hui, na China Reuters/Stringer Citando dados do Conselho de Eletricidade da China, nos primeiros seis meses de 2018, o fator de capacidade solar do equipamento chinês foi de apenas 14,7%, diz Xu. Então, enquanto as fazendas solares podem ter a capacidade, digamos, de 200 megawatts, menos de um sexto disso realmente é usado. As razões para o baixo fator de capacidade incluem fatores sobre os quais não há controle, como o clima. Mas os fatores de capacidade da China são excepcionalmente baixos. Parte do problema, diz Xu, é a energia perdida ao longo das gigantes linhas de transmissão, com muitos quilômetros de extensão, que conectam as distantes fazendas solares a locais que precisam de eletricidade. É uma situação que Xu classifica como "um sério desequilíbrio". Investimento em tecnologia A China já tentou resolver o problema desenvolvendo linhas de transmissão com tecnologias mais avançadas, explica Jeffrey Ball, do Centro de Políticas Energéticas e Finanças da Universidade Stanford. As inovações incluem linhas diretas de alta capacidade - mas essas não estão sendo construídas na velocidade esperada. E há outra complicação que atualmente está se tornando preocupante para a indústria solar chinesa. Em maio, o governo reduziu drasticamente os subsídios para projetos de larga escala desse segmento. Os cortes públicos ocorreram porque um fundo gerenciado pelo governo de energias renováveis está com dívidas que superam os US$15 bilhões (R$ 60 bilhões). "Eles não podem mais garantir o subsídio", diz Liu. O efeito disso é drástico. No ano passado, 53 gigawatts de capacidade solar foram instaladas na China. Neste ano, Liu espera que as novas instalações não cheguem a totalizar 35 gigawatts - uma queda de mais de 30%. Trabalhadores montando painel solar na companhia chinesa Suntech Peter Parks/AFP Em meio a esse clima pouco atraente, investidores estão se afastando das remotas fazendas solares e indo em direção a outras oportunidades, diz Liu. Cobrir terraços de grandes cidades com painéis solares e vender eletricidade diretamente a consumidores é mais atraente no momento, ela explica. Os clientes podem ser administrados à medida que esses projetos crescem, e o dinheiro flui melhor, em tese, especialmente agora que os subsídios se foram das instalações solares. Mas Liu, Ball e Xu concordam que nunca se viu fazendas solares gigantes como as da China. "Acho importante reforçar que a influência da China não é simplesmente em enormes projetos solares construídos em suas fronteiras, mas também fora do país", afirma Ball. Várias grandes fazendas solares estão sendo construídas ao redor do mundo, muitas das quais na Índia. Quando estiverem próximas de serem concluídas, irão competir pelo título de "maior parque solar do mundo". Muitas terão relações claras com a China. Por exemplo o complexo de Benban, no Egito. Cobrindo 37 quilômetros quadrados e ostentando uma capacidade planejada de geração entre 1.600 e 2.000 megawatts, esse é um empreendimento impressionante. E uma empresa que participa da construção, a TBEA Sunoasis, é chinesa. Devido à ineficiência de transmissão de eletricidade por longas distâncias, os painéis solares de terraços tendem a ser mais eficientes do que as remotas fazendas solares Tek Energy/Divulgação A Panda Green Energy, que construiu as estações em forma de panda em Datong, tem planos de instalar mais fazendas solares na China que se pareçam com os tradicionais ursos. E a companhia também pretende construir parques solares atraentes em outros países - incluindo o que descreve como um "panda + design de rugby" em Fiji, e um "panda + o design da folha de bordo", no Canadá. Liu ressalta que os painéis solares estão cada vez mais baratos. Por isso, não deve demorar muito até que os subsídios chineses se tornem irrelevantes. Espera-se que entre três e cinco anos a tecnologia tenha barateado o suficiente para se construir as usinas sem a ajuda do governo, afirma a especialista. Mas se os parques solares gigantes continuarem a ser construídos, outra complicação ignorada será o destino desses gigantes em décadas futuras com o lixo que isso irá gerar. Os painéis duram apenas cerca de 30 anos. É difícil reciclá-los porque eles contêm substâncias químicas prejudiciais, como ácido sulfúrico. A China deve deparar com um repentino aumento do lixo da energia solar a partir de 2040, e ainda não há planos claros sobre o que fazer com o material. O lixo dos painéis solares é menos problemático, provavelmente, do que os resíduos nucleares, mas é outro desafio a ser superado para garantir que a energia solar em larga escala de fato seja uma tecnologia verde. Teremos que lidar com este problema em algum momento. Como Ball explica, o grande interesse em energia solar barata, com ou sem subsídios, vai provavelmente levar à construção de fazendas enormes nos próximos anos. "No entanto, por maiores que esses projetos pareçam agora, haverá muito mais deles, e eles terão que ser ainda maiores", diz ele. Em outras palavras, não vimos nada ainda.
    Nicarágua vive dia de violência com opositores detidos e repressão policial

    Nicarágua vive dia de violência com opositores detidos e repressão policial


    País vive uma crise sociopolítica desde abril deste ano pela rejeição da população contra o governo de Daniel Ortega. Repressões a manifestações já causaram cerca de 500 mortes, de acordo com organizações humanitárias. Manifestantes...


    País vive uma crise sociopolítica desde abril deste ano pela rejeição da população contra o governo de Daniel Ortega. Repressões a manifestações já causaram cerca de 500 mortes, de acordo com organizações humanitárias. Manifestantes queimam camiseta de campanha a favor do governo durante protesto em Managua, na Nicarágua Inti Ocon/AFP A polícia da Nicarágua reprimiu neste domingo (14) um grupo de opositores e, segundo o jornal de oposição "La Prensa", deteve 38 pessoas que pretendiam protestar nas ruas de Manágua contra o presidente do país, Daniel Ortega. O episódio, mai um na crise sociopolítica que a Nicarágua vive desde abril deste ano e que deixou centenas de mortos, foi repudiado por organizações internacionais, que exigiram que Ortega respeite os direitos dos cidadãos e a liberdade de manifestação. Entenda a crise sociopolítica da Nicarágua Os incidentes começaram quando um grupo de pessoas esperava para se juntar a um protesto convocado para este domingo pela coalizão opositora União Nacional Azul e Branco (UNAB), que não foi realizado. Dezenas de agentes antidistúrbios e policiais chegaram ao local e entraram em confronto com os opositores, dos quais vários foram detidos pelas forças de segurança. Entre os detidos está a diretora na Nicarágua da ONG Teto Internacional, Ana Lucía Álvarez, denunciou a organização em comunicado. Horas depois dos incidentes não estava claro quem tinha sido libertado, como foi o caso do repórter Uriel Velásquez, do jornal local "El Nuevo Diario", detido e libertado pouco depois. Os membros da UNAB prometeram seguir adiante com os protestos por uma "Nicarágua Livre", enquanto a polícia reiterou na véspera que não vai permitir "manifestações ou mobilizações que não contem com a devida permissão". O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, exigiu que Ortega liberte os manifestantes detidos, respeite o seu direito de protesto pacífico e que dê fim à "repressão". Manifestante exibe cartaz pedindo a renúncia do presidente Daniel Ortega durante protesto em Managua, na Nicarágua Inti Ocon/AFP O secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o brasileiro Paulo Abrão, lamentou os incidentes e considerou "inaceitáveis" as "atitudes repressivas e autoritárias" do presidente. A mesa de diálogo entre a Aliança Cívica, composta por setores civis, e o governo de Ortega está suspensa desde julho, depois que grupos governistas agrediram membros do Episcopado que participam como mediadores. A Nicarágua vive uma crise sociopolítica que começou em abril, quando tiveram início no país manifestações contra a reforma da previdência e que posteriormente exigiam a renúncia de Ortega. Segundo organizações humanitárias locais e internacionais, desde então os atos de violência deixaram entre 322 e 512 mortos, enquanto o governo informa que 199 pessoas morreram e denuncia uma tentativa de golpe de Estado.
    Como o Brasil sofreu o pior acidente radioativo ocorrido fora de uma instalação nuclear no mundo

    Como o Brasil sofreu o pior acidente radioativo ocorrido fora de uma instalação nuclear no mundo


    Em setembro de 1987, dois catadores de lixo na cidade de Goiânia entraram em uma clínica médica abandonada, furtaram uma máquina de radioterapia e a desmontaram. Centenas de pessoas foram contaminadas pelo césio, e quatro morreram. O acidente...


    Em setembro de 1987, dois catadores de lixo na cidade de Goiânia entraram em uma clínica médica abandonada, furtaram uma máquina de radioterapia e a desmontaram. Centenas de pessoas foram contaminadas pelo césio, e quatro morreram. O acidente teve entre os pontos centrais um ferro-velho em Goiânia, alvo posteriormente de um grande trabalho de descontaminação CNEN Em setembro de 1987, dois catadores de lixo na cidade de Goiânia entraram em uma clínica abandonada, encontraram uma máquina ali dentro e a desmontaram. Mal sabiam eles que causariam o que já foi considerado o pior desastre nuclear do mundo desde Chernobyl, em 1986, e o maior acidente radioativo da história fora de uma instalação nuclear. Os dois homens, Wagner Pereira e Roberto Alves, retiraram a parte superior da máquina - que era uma unidade de radioterapia usada para tratamentos contra o câncer - e a levaram para casa em um carrinho de mão. Eles usaram chaves de fenda para abrir a pesada caixa de chumbo. Dentro, havia um cilindro que continha 19 gramas de césio-137, uma substância altamente radioativa. Os homens venderam a cápsula para um ferro-velho, propriedade de Devair Ferreira. Um relatório publicado um ano depois pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) registrou que, em pouco tempo, Pereira e Alves começaram a sofrer com vômitos frequentes, mas atribuíram à época os sintomas a uma intoxicação alimentar. Sofrendo diarreia, tontura e com uma mão inchada, Pereira procurou atendimento médico no dia 15 de setembro. Os sinais sugeriam, segundo o diagnóstico, um tipo de reação alérgica causada pela ingestão de alimentos em más condições. Três dias depois, Ferreira entrou na garagem e notou um brilho azul emanando da cápsula que havia comprado como sucata. Achou bonito o que via e pensou que aquele pó poderia ser valioso, como uma pedra preciosa, ou mesmo algo sobrenatural. Vista do ferro-velho onde estava o material radioativo CNEN Ele levou o cilindro para casa. Durante os três dias seguintes, vários vizinhos, parentes e conhecidos foram convidados a ver a curiosa cápsula. Como os brilhos do Carnaval Um amigo de Ferreira o visitou e, com a ajuda de uma chave de fenda, extraiu alguns fragmentos do material raro, do tamanho de grãos de arroz, que se desintegravam facilmente e viravam pó. Ferreira também distribuiu pedaços para a família. Houve vários casos de pessoas que esfregaram o pó radioativo sobre a pele, como fariam com o brilho usado na época do Carnaval. Em 24 de setembro, Ivo Ferreira, irmão de Devair, levou alguns fragmentos para casa e eles foram colocados na mesa durante uma refeição. Sua filha de seis anos, Leide das Neves Ferreira, os tocou enquanto comia, assim como outros familiares. Logo, muitas pessoas adoeceram - 12 delas foram transferidas para um dos melhores hospitais de Goiânia com os mesmos sintomas: diarreia, vômitos, febre alta e queda de cabelo. A primeira pessoa a suspeitar que a cápsula com o pó brilhante estaria por trás disso foi María Gabriela Ferreira, mulher do dono do ferro-velho. Sueli de Moraes, uma vizinha que também foi contaminada, contou à BBC News Brasil o que aconteceu em seguida. "María Gabriela pôs o cilindro em um saco plástico e o levou, de ônibus, para um escritório de saúde do governo local, onde ninguém sabia o que era, mas o guardaram", lembrou ela. A mulher do dono do ferro-velho colocou o objeto suspeito em uma sacola e o levou a um posto de saúde CNEN O físico Já haviam se passado 15 dias desde o início da contaminação. No hospital, os médicos começaram a considerar a hipótese de envenenamento por radiação. Quando os pacientes foram informados sobre a cápsula, pediram ao físico Walter Mendes Ferreira que examinasse o dispositivo. Ele pediu emprestado um detector de radiação de uma agência federal de prospecção de urânio e foi ao escritório de saúde. "Quando estava a cerca de 80 metros do escritório o detector começou a agir de forma estranha e pensei que estivesse com defeito", disse ele à BBC News Brasil. Ele pediu outro detector e voltou ao escritório. "Mais uma vez, a 80 metros, (o detector) começou a ficar saturado. Isso significava que ou estava em um lugar com um campo de radiação muito alto, ou que ambos os detectores estavam defeituosos." Mendes Ferreira conta que viu um bombeiro saindo do posto de saúde carregando o cilindro a fim de jogá-lo no rio. "Eu disse: 'Pelo amor de Deus, não!'. Imediatamente, evacuei o posto de saúde e perguntei aos trabalhadores locais de onde vinha aquilo. Eles me disseram que uma mulher de um ferro-velho o havia levado. Fui ao ferro-velho e antes de entrar, detectei radiação por todos os lados", lembra ele. Pânico O físico fez alertas às autoridades e instâncias públicas como a Comissão Brasileira de Energia Nuclear (CNEN). Sua intenção era deter a contaminação e, ao mesmo tempo, evitar o pânico. Mas os temores sobre um vazamento de radiação se espalharam pelo Brasil. Mendes Ferreira conta que eles usaram ônibus da polícia, com o interior forrado por chapas de plástico, para levar os possíveis contaminados para um estádio de futebol vazio, onde ficaram em barracas de acampamento. Milhares de pessoas foram examinadas no local em busca de vestígios de radiação. Muitos receberam alta após tomarem banho com água e vinagre. Mas outros foram enviados para um abrigo temporário ou um hospital local. Os casos mais graves foram levados para um hospital militar no Rio de Janeiro. De acordo com relatório da AIEA, "a comunidade médica em Goiânia se mostrou relutante em ajudar" e o medo da contaminação se estendeu pelo estado de Goiás. No total, mais de 110 mil pessoas foram examinadas. Verificou-se que 249 delas tinham níveis significativos de material radioativo em seus corpos. No acampamento montado em um campo de futebol, mais de 110 mil pessoas foram examinadas para detectar quem estava contaminado CNEN Centenas de pessoas com níveis leves de contaminação tiveram de permanecer em abrigos especiais. Sueli de Moraes, que hoje é presidente da associação de vítimas, passou três meses em um deles. Ela lembra que era preciso tomar banho com água, vinagre e sabão de coco, além de trocar de roupa a cada meia hora. "Tomamos comprimidos para ajudar na descontaminação interna. Também tínhamos que esfregar nossos pés, que eram as partes mais contaminadas. Não nos permitiam sair ou receber visitas. Não podíamos assistir à TV, eles não queriam que soubéssemos o que estava acontecendo lá fora", recorda. O ferro-velho e dezenas de casas foram demolidos. Centenas de objetos, de refrigeradores a sofás, o pavimento de ruas inteiras, veículos, e até mesmo árvores e animais foram destruídos e descartados como lixo nuclear. Dezenas de casas foram demolidas e centenas de objetos - cerca de 6.000 toneladas de lixo - foram jogados fora CNEN O desastre em Goiânia produziu cerca de 6.000 toneladas de resíduos, recolhidos e enterrados em um centro especialmente preparado, a 20 quilômetros da cidade. As vítimas fatais A primeira pessoa a morrer foi Leide das Neves Ferreira, a menina de seis anos que brincou com o pó brilhante e até engoliu um pouco do material. Tanto ela quanto sua tia María Gabriela Ferreira morreram de septicemia e sepse - infecções generalizadas - um mês após a exposição ao césio. Seu enterro em Goiânia ficou longe de ser um pacífico assunto de família. A vizinha Sueli de Moraes diz que, quando os caixões chegaram ao cemitério, as pessoas começaram a atirar pedras e tijolos, tentando impedir o sepultamento. "Os corpos foram descontaminados e eles decidiram enterrá-los em pesados caixões de chumbo como uma precaução adicional para tranquilizar as pessoas. Mas o que aconteceu foi o oposto. As pessoas entraram em pânico", diz De Moraes. No enterro de duas das vítimas fatais do acidente a população fez protesto temendo que corpos contaminassem o cemitério CNEN "Muitos em Goiânia acreditavam que os corpos iriam contaminar o cemitério. E muitos no Brasil acreditavam que toda a cidade estava contaminada, que os produtos agrícolas do estado de Goiás estavam contaminados. Isso não era verdade, havia muita desinformação que ajudava a espalhar o pânico", diz ela. As outras duas vítimas fatais foram homens que trabalhavam no ferro-velho. Incrivelmente, os catadores de lixo Wagner Pereira e Roberto Alves sobreviveram, assim como o proprietário do ferro-velho Devair Ferreira. Muitas outras vítimas foram salvas pelo tratamento que receberam no hospital. O local onde os resíduos contaminados do acidente em Goiânia estão enterrados CNEN Em 1996, cinco pessoas ligadas à clínica onde havia sido abandonada a máquina de radioterapia foram condenadas a três anos e dois meses de prisão por homicídio. A pena foi reduzida depois a serviços comunitários. O governo passou a pagar pensões vitalícias para cerca de 250 vítimas. Posteriormente, outras 2.000 pessoas, incluindo bombeiros, motoristas e policiais que trabalharam nas unidades de emergência, também tiveram direito a esses pagamentos. Esta reportagem foi adaptada a partir de depoimentos dados a Thomas Pappon, do programa de rádio Witness, do BBC World Service.
    William Coors, cervejeiro e criador da lata de alumínio, morre aos 102 anos

    William Coors, cervejeiro e criador da lata de alumínio, morre aos 102 anos


    Conhecido por Bill Coors, o ex-presidente da Adolph Coors Company transformou uma empresa antes regional em uma das maiores do ramo nos Estados Unidos. Atual Molson Coors, a empresa detém marcas como Miller e Blue Moon. Bill Coors, criador da lata de...


    Conhecido por Bill Coors, o ex-presidente da Adolph Coors Company transformou uma empresa antes regional em uma das maiores do ramo nos Estados Unidos. Atual Molson Coors, a empresa detém marcas como Miller e Blue Moon. Bill Coors, criador da lata de alumínio reciclável e ex-presidente da Adolph Coors Company - atual Molson Coors Associated Press/AP O cervejeiro e ex-presidente da Adolph Coors Company, William Coors, morreu no último sábado (13), em sua casa, nos Estados Unidos, aos 102 anos. Ele foi o responsável pela criação da lata de alumínio reciclável. De acordo com comunicado de Mark Hunter, presidente e CEO da Molson Coors Brewing Company, Coors faleceu "pacificamente em sua residência", sem divulgar a causa da morte. Bill Coors, como era chamado, ficou conhecido por revolucionar a indústria cervejeira ao criar a lata de alumínio reciclável como conhecemos hoje. Atualmente, a embalagem é padrão para cervejas e refrigerantes em todo o mundo. Em 1959, pagava pelo retorno de latinhas para reciclagem. Ele também tornou-se notável nos Estados Unidos ao transformar uma marca antes regional, do Colorado, em uma das mais importantes empresas do ramo em todo o país, hoje detentora de 24% do setor com rótulos como Blue Moon, Carling, Cobra e Miller. Sua carreira começou em 1939, ao lado de seu avô, Adolph, fundador da Adolph Coors em 1873. Em 1959 tornou-se presidente da empresa, cargo no qual ficou até 2000. Bill Coors deixa três filhos, sete netos e quatro bisnetos.
    EUA querem 'mudança de regime' no Irã, diz presidente iraniano, Hassan Rohani

    EUA querem 'mudança de regime' no Irã, diz presidente iraniano, Hassan Rohani


    'Não houve administração mais rancorosa do que a atual', afirmou presidente iraniano sobre a presidência de Donald Trump. Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani Mary F. Calvert/Peter...


    'Não houve administração mais rancorosa do que a atual', afirmou presidente iraniano sobre a presidência de Donald Trump. Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani Mary F. Calvert/Peter Klaunzer/Reuters Os Estados Unidos estão querendo uma "mudança de regime" no Irã, disse o presidente iraniano Hassan Rohani neste domingo (14), acrescentando que o atual governo dos EUA é o mais hostil que a República Islâmica enfrentou em suas quatro décadas. As tensões aumentaram entre o Irã e os EUA depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou o país de um acordo multilateral sobre o programa nuclear iraniano em maio, dizendo que o pacto estava errado porque não incluía restrições ao programa de mísseis balísticos do Irã ou ao apoio a seus representantes na Síria, Iêmen, Líbano e Iraque. "Nos últimos 40 anos não houve uma administração mais rancorosa do que a atual do governo dos EUA em relação ao Irã, aos iranianos e à República Islâmica", disse Rohani em um discurso transmitido pela TV estatal. "Houve um tempo em que havia uma pessoa com quem tínhamos inimizade. De resto, todos eram moderados. Agora... os piores se reuniram em torno um do outro", acrescentou em um discurso que marca o início do ano acadêmico na Universidade de Teerã. EUA e Irã se enfrentam na Corte Internacional de Justiça Em Washington, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA repetiu sua posição de que quer uma mudança de comportamento no Irã. Ele afirmou, porém, que "os Estados Unidos não estão buscando uma mudança de regime". O porta-voz disse que Trump expressou disposição de entrar em negociações com o Irã e quer um acordo que cubra também seu programa de mísseis, o apoio ao terrorismo e um "comportamento regional maligno". "Nossa esperança é que, em última análise, o regime faça mudanças significativas em seu comportamento", acrescentou o norte-americano. O presidente do Irã, Hassan Rohani, discursa no aeroporto de Mehrabad, em Teerã AFP 'Reduzir a legitimidade' Rohani acusou os norte-americanos de usarem guerra psicológica e econômica e questionar a legitimidade da República Islâmica. "Reduzir a legitimidade do sistema é o seu objetivo final. Quando eles dizem que querem uma mudança de regime, em suas próprias palavras, como isso acontece? Através da redução da legitimidade, caso contrário um regime não muda." Ele usou a expressão inglesa "regime change" ("mudança de regime") para enfatizar seu argumento. Initial plugin text

    Jordânia e Síria anunciam reabertura de fronteira na segunda-feira


    Fechamento da fronteira em 2015 atingiu duramente a economia da Síria, que transportava mercadorias entre a Turquia e o Golfo e o Líbano e o Golfo. A fronteira entre a Jordânia e a Síria reabrirá oficialmente na segunda-feira (15) após ficar...

    Fechamento da fronteira em 2015 atingiu duramente a economia da Síria, que transportava mercadorias entre a Turquia e o Golfo e o Líbano e o Golfo. A fronteira entre a Jordânia e a Síria reabrirá oficialmente na segunda-feira (15) após ficar fechada por três anos, disseram os dois países neste domingo (14), apesar de a passagem não ficar aberta ao tráfego normal imediatamente. O governo sírio retomou a área ao redor do cruzamento da fronteira em Nassib, em julho, durante uma ofensiva que durou semanas, apoiada pelos russos, para remover os rebeldes de sua fortaleza no sudoeste da Síria. O fechamento da fronteira de Nassib em 2015 interrompeu uma rota crucial para centenas de caminhões por dia, que transportavam mercadorias entre a Turquia e o Golfo e o Líbano e o Golfo, um comércio que rendia bilhões de dólares por ano. Desde então, a única fronteira Síria aberta para passagem é com o Líbano, que também não tem outras fronteiras em funcionamento. A fronteira com a Turquia ainda está fechada em áreas mantidas pelo governo Sírio e aberta apenas em territórios controlados pelos rebeldes. Perto da fronteira Síria com o Iraque, o Exército norte-americano fechou a principal estrada entre Damasco e Bagdá, embora haja uma pequena passagem através de Albu Kamal, mais ao leste, aberta apenas para uso do governo ou do Exército. O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, chegou a Damasco neste domingo para uma visita de três dias. Os dois países disseram anteriormente que desejam reabrir a fronteira. Com o presidente sírio, Bashar al-Assad, conquistando mais território na Síria, o tráfego interno normal foi retomado nas maiores cidades, facilitando a movimentação de mercadorias e gerando crescimento econômico nas áreas controladas pelo governo. Equipes técnicas da Síria e da Jordânia se reuniram no lado jordaniano neste domingo e concordaram sobre os últimos preparativos para a abertura da passagem a partir de 15 de outubro, disse Jumana Ghunaimat, porta-voz do governo da Jordânia. No entanto, apesar de a passagem ser oficialmente reaberta na segunda-feira, ela não funcionará para o tráfego normal ainda, disse Nael Husami, chefe da câmara da indústria de Amã. A televisão estatal síria também citou o ministro do Interior da Síria, Mohammed al-Shaar, que teria dito que a fronteira e as estradas levando a ela estão sendo reformadas.
    Negociadores do Brexit não chegam a acordo

    Negociadores do Brexit não chegam a acordo


    Uma "zona de segurança" para evitar uma fronteira dura entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda continua sendo a principal divergência para um possível acordo. Negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, (à direita) e David Davis,...


    Uma "zona de segurança" para evitar uma fronteira dura entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda continua sendo a principal divergência para um possível acordo. Negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, (à direita) e David Davis, negociador britânico do Brexit Virginia Mayo/AP A mais recente rodada de negociações, neste domingo, entre os representantes britânicos e o chefe das negociações da União Europeia (UE) sobre o Brexit não chegou a um acordo por divergirem particularmente sobre as regras comerciais para a Irlanda do Norte, indicou o representante da UE Michel Barnier. "Apesar dos intensos esforços, alguns assuntos-chave continuam em suspenso, entre eles o tema de uma 'zona de segurança' para evitar uma fronteira dura" entre Irlanda do Norte e a República da Irlanda, escreveu Barnier em sua conta no Twitter, após uma reunião com seu homólogo britânico. Dominic Raab, em Bruxelas.

    'Nem toda opinião merece o mesmo respeito', dizem vencedores de prêmio da paz concedido na Alemanha


    Teóricos da cultura Aleida e Jan Assmann frisam, em discurso na Feira do Livro de Frankfurt, que a democracia se faz com argumentos, não com conflitos, e condenam vozes que ameaçam as bases da diversidade de opiniões. Initial plugin text Os...

    Teóricos da cultura Aleida e Jan Assmann frisam, em discurso na Feira do Livro de Frankfurt, que a democracia se faz com argumentos, não com conflitos, e condenam vozes que ameaçam as bases da diversidade de opiniões. Initial plugin text Os escritores e teóricos da cultura Aleida e Jan Assmann receberam neste domingo (14/10), na Feira do Livro de Frankfurt, o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão. Em discurso, eles clamaram por solidariedade em todo o mundo a favor da democracia e em resposta à ascensão do nacionalismo. Aleida Assmann, uma acadêmica literária de 71 anos, foi honrada com o prêmio por seus estudos em torno da cultura da lembrança – a interação de um indivíduo ou sociedade com seu passado e história –, enquanto seu marido de 80 anos, um egiptólogo, foi homenageado por ter iniciado debates internacionais sobre conflitos culturais e religiosos nos tempos atuais. O prêmio vem em meio à ascensão da extrema direita na Alemanha, com a crescente popularidade do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e com um aumento do sentimento anti-imigração após a chegada de mais de um milhão de refugiados ao país. Protestos tanto contra o refúgio a migrantes como contra a xenofobia têm sido registrados. Diante de uma plateia de mil pessoas reunidas na igreja Paulskirche, em Frankfurt, o casal vencedor do prêmio enfatizou a importância da diversidade de opiniões dentro de uma sociedade democrática, afirmando que discussões e debates fortalecem a democracia – mas frisou haver limites. Para os Assmann, "nem toda voz contrária merece respeito". "Aqueles que ameaçam as bases da diversidade de opiniões perdem o respeito", afirmaram, frisando a importância de "convicções inquestionáveis e consensos básicos", como a Constituição, os direitos humanos, a divisão de Poderes e a independência da Justiça e da imprensa. Os premiados argumentaram ainda que atos violentos – como os que supostamente foram cometidos contra imigrantes durante os protestos convocados por extremistas de direita em Chemnitz, no leste da Alemanha – tendem a paralisar a democracia. "A democracia depende de argumentos, e não de conflitos", disseram. Eles também defenderam a memória histórica como um elemento crucial na formação da identidade de uma sociedade – e como forma de não repetir os erros cometidos no passado. "A nação não é um santo graal para nos salvar da profanação, e sim uma união de pessoas que também se lembram de episódios vergonhosos de sua história e assumem a responsabilidade pelos terríveis crimes cometidos em seu nome", disse Aleida Assmann. A pesquisadora ressaltou que "vergonhosa é apenas a história, e não a memória libertadora que surge dela". "Portanto, a identidade não se forma negando, ignorando ou esquecendo [a história], mas requer uma memória que permita a prestação de contas e a responsabilidade." O Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão é uma das mais importantes distinções literárias do país, premiando escritores, filósofos e cientistas desde 1950. O comitê que concedeu a honraria aos Assmann descreveu o trabalho do casal como "de grande significado para os debates contemporâneos e, em particular, para a coexistência pacífica no mundo". Os vencedores adiantaram que pretendem doar o prêmio de 25 mil euros a três iniciativas que trabalham para a integração de migrantes. Em 2017, quem levou o Prêmio da Paz foi a escritora canadense Margaret Atwood, autora de O conto da aia (1985), livro que inspirou a premiada série de televisão The handmaid's tale. Entre outras personalidades distinguidas estão Albert Schweitzer (1951), Hermann Hesse (1955), Astrid Lindgren (1978), Siegfried Lenz (1988), Mario Vargas Llosa (1996), Martin Walser (1998), Jürgen Habermas (2001), Orhan Pamuk (2005) e David Grossman (2010).
    Ex-ministro pede que gabinete do Reino Unido force May a mudar de ideia sobre o Brexit

    Ex-ministro pede que gabinete do Reino Unido force May a mudar de ideia sobre o Brexit


    Planos da primeira-ministra britânica propõem que o Reino Unido permaneça em uma zona de comércio livre com a UE em relação a produtos manufaturados e agrícolas.  Até agora, May demonstrou pouco interesse em mudar sua estratégia para deixar...


    Planos da primeira-ministra britânica propõem que o Reino Unido permaneça em uma zona de comércio livre com a UE em relação a produtos manufaturados e agrícolas.  Até agora, May demonstrou pouco interesse em mudar sua estratégia para deixar a União Europeia REUTERS/Toby Melville/Arquivo Críticos dos planos de Theresa May para deixar a União Europeia aumentaram a pressão sobre a primeira-ministra britânica neste domingo (14), com um ex-ministro dizendo que seu gabinete deveria exercer sua autoridade para forçá-la a mudar de ideia. Faltando menos de seis meses até o dia do Brexit e com May indo à Bruxelas para uma cúpula na quarta-feira, ambos os lados estão negociando ativamente para tentar chegar a um acordo sobre os termos do divórcio do Reino Unido e da União Europeia. O ministro do Brexit, Dominic Raab, deverá encontrar o chefe das negociações da União Europeia, Michel Barnier, em Bruxelas, mais tarde neste domingo, após seu departamento ter dito que "houve um acordo conjunto sobre a necessidade de uma conversa cara a cara” sobre "importantes questões pendentes". Um grande problema é um “anteparo” para evitar uma fronteira mais rígida com a Irlanda, que é membro da União Europeia, um arranjo que fortaleceu a oposição aos planos de May após seus parceiros da Irlanda do Norte terem acusado o bloco de tentar anexar a província. O ex-ministro do Brexit, David Davis, que se demitiu do cargo em julho, criticou o governo por aceitar "a linguagem da UE para lidar com a fronteira da Irlanda do Norte" e disse que agora cabe aos ministros sêniores usarem sua influência. "Esta é uma das decisões mais importantes que o governo tomou nos tempos modernos. Está na hora de os membros do gabinete exercerem sua autoridade coletiva," escreveu Davis, que fez campanha para que o Reino Unido deixasse a União Europeia no referendo de 2016, em um artigo no Sunday Times. Até agora, May demonstrou pouco interesse em mudar sua estratégia para deixar a União Europeia, pressionando em favor de seu plano e tentando persuadir os parlamentares de seu Partido Conservador e do Partido Trabalhista, de oposição, a votarem a favor de qualquer acordo baseado nele no parlamento. Os planos de May propõem que o Reino Unido permaneça em uma zona de comércio livre com a UE em relação a produtos manufaturados e agrícolas. Fazendo lobby A pressão de todos os lados do debate do Brexit aumentou nas últimas semanas, uma vez que Londres e Bruxelas se aproximam de um acordo sobre um esboço do tratado de retirada para cobrir os termos do divórcio, um período de transição e uma solução para a Irlanda do Norte. Impedir o retorno de qualquer fronteira mais rígida entre a província britânica e a Irlanda se tornou um dos maiores obstáculos para tal acordo, com os partidiários do Brexit temendo que um “anteparo” sem previsão de duração mantenha o Reino Unido dentro de uma união alfandegária com o bloco indefinidamente. May insiste que qualquer acordo alfandegário como parte do anteparo seja temporário, mas a UE tem recusado marcar um prazo de término. Mesmo que May chegue a um consenso com Bruxelas sobre um acordo de retirada, ela enfrentará uma batalha para fazer com que qualquer acordo passe pelo parlamento e pode até mesmo enfrentar a oposição de seus parceiros da Irlanda do Norte em outras matérias legislativas, como o orçamento.
    Aumento do número de sem-teto nos EUA é ‘bomba-relógio’

    Aumento do número de sem-teto nos EUA é ‘bomba-relógio’


    Enquanto as autoridades tentam responder a essa crescente crise, alguns dizem que o mais provável é que a situação piore. A situação que o país enfrenta é pior na região oeste, um destino normalmente escolhido por trabalhadores jovens com...


    Enquanto as autoridades tentam responder a essa crescente crise, alguns dizem que o mais provável é que a situação piore. A situação que o país enfrenta é pior na região oeste, um destino normalmente escolhido por trabalhadores jovens com alta qualificação BBC Elas parecem estar em toda parte. São pessoas de diversas idades, dormindo sobre papelão ou diretamente no chão, sem teto, debaixo de pontes ou em parques com seus pertences em sacolas plásticas como símbolo de suas vidas em movimento. Muitos chegaram às ruas recentemente, vítimas da prosperidade que nos últimos anos transformou muitas cidades da costa oeste dos Estados Unidos. Enquanto as autoridades tentam responder a essa crescente crise, alguns dizem que o mais provável é que a situação piore. O jornalista da BBC Hugo Bachega visitou a vibrante cidade de Portland, a maior de Oregon, no noroeste dos Estados Unidos e uma das que estão vivendo o problema. "É uma cidade de clima agradável, cultura rica e pensamento progressista", conta Bachega. "É também um núcleo de inovação, parte do chamado Silicon Forest (Floresta do Silício, em tradução literal) - apelido dado ao grupo de empresas de alta tecnologia localizadas na área metropolitana de Portland - e os novos residentes se mudaram para lá nos anos pós-crise, atraídos pelas empresas de alta tecnologia e seus trabalhos bem remunerados". "Mas a bonança não chegou para todos", acrescenta o jornalista. Como era de se esperar. Escassez de moradia Portland é outra cidade que vê suas ruas cada vez mais cheias de pessoas sem teto BBC O que aconteceu em Portland é uma história que se repete em várias cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova York, Los Angeles e São Francisco. A crescente demanda em uma área com falta de moradias rapidamente elevou o custo de vida e aqueles que estavam financeiramente no limite perderam a capacidade que tinham de pagar um lugar para viver. Muitos foram resgatados por familiares e amigos ou programas governamentais e organizações de ajuda. Outros, no entanto, acabaram na rua. Os mais sortudos encontraram lugar em abrigos públicos. Não poucos estão agora em barracas de acampamento e veículos nas ruas. "Mesmo que a economia esteja mais forte do que nunca", disse o prefeito de Portland, Ted Wheeler, do Partido Democrata, "a desigualdade está crescendo a um ritmo alarmante e os benefícios de uma economia em crescimento se concentram cada vez mais em menos mãos". Muitos especialistas acreditam que é "uma bomba-relógio" nas ruas americanas que pode explodir para as autoridades, já que o problema está aumentando. "Temos mais desigualdade nos Estados Unidos, e isso, sem dúvida, tem impacto sobre as pessoas". O número de moradores de rua aumentou em outras cidades prósperas da costa oeste do país, geralmente locais de destino para trabalhadores jovens com alto nível de qualificação, como São Francisco e Seattle - onde a culpa também tem sido atribuída aos preços em alta e aos despejos. Os números exatos são sempre difíceis de serem estabelecidos, mas 553.742 pessoas estavam sem moradia em uma mesma noite nos Estados Unidos em 2017, segundo o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano. Foi a primeira alta em sete anos. O número, no entanto, ainda foi 13% inferior ao de 2010, graças ao declínio registrado em 30 estados - uma queda ofuscada pelos altos aumentos no resto dos EUA, com Califórnia, Oregon e Washington entre os piores estados. Los Angeles, onde a situação é descrita como um fenômeno sem precedentes e crescente, tem mais de 50 mil pessoas desabrigadas, logo atrás de Nova York, com cerca de 75 mil pessoas. Acampamento para quem não tem teto "É muito assutador. A população de rua só cresce", diz Tequila, que tem 37 anos e vive em um acampamento em Portland BBC Joseph Gordon, um homem transgênero conhecido como Tequila, vive em um acampamento para pessoas desabrigadas chamado Hazelnut Grove e fundado em 2015, quando Portland declarou pela primeira vez estado de emergência devido à crise dos sem-teto. "É muito assustador. As pessoas que conheço têm origens de vida muito diferentes, e a população de rua só cresce", diz à BBC o homem de 37 anos. "Estando na rua você lida com todos os tipos de situações, como ter que relaxar convivendo com ratos. Você também começa a apreciar a água corrente ou o fato de poder ir ao banheiro sempre que quiser", conta Tequila. As pessoas normalmente pensam que ele é mexicano pela cor de sua pele e seu apelido, em referência à famosa bebida do México. Hazelnut Grove, um acampamento para pessoas sem teto nos EUA oferece abrigo em pequenas estruturas de madeira BBC Os idosos e as minorias têm sido desproporcionalmente afetados pelo problema de falta de moradias, segundo um estudo da Universidade de Portland, que prevê que a tecnologia pode ter como consequência o corte de milhares de empregos de salários baixos, provavelmente piorando as coisas. Fartos dos vizinhos A presença dos desabrigados em Portland e outras cidades americanas com o mesmo problema é mais visível do que nunca. Os moradores se queixam cada vez mais de cheiro de urina, fezes humanas e objetos abandonados que se acumulam em espaços públicos, às vezes em suas próprias escadas. Moradores das cidades que estão em crise se queixam de mau cheiro e de objetos abandonados nas ruas BBC Em alguns lugares, há uma sensação de que é uma batalha que está sendo perdida. Mas essa é uma crise que vem se construindo há muito tempo. Os cortes do governo federal em programas habitacionais acessíveis e instalações para saúde mental nas últimas décadas fizeram com que muitas pessoas acabassem nas ruas dos Estados Unidos, segundo autoridades e provedores de serviços, enquanto os governos locais têm se mostrando incapazes de preenche a lacuna. Relatório devastador das Nações Unidas O acadêmico australiano Philip Alston, relator especial das Nações Unidas para a pobreza extrema e os direitos humanos, viajou pelos Estados Unidos por duas semanas em dezembro do ano passado. Sua missão incluiu visitas a Los Angeles e São Francisco, que resultou em um relatório contundente no qual diz que "o sonho americano" está se tornando rapidamente, para muitos, a "ilusão americana". O governo do presidente Donald Trump criticou duramente as conclusões dele. E o futuro, advertiu Alston em uma entrevista, não parece promissor. "As políticas do atual governo federal estão focadas em cortar, ao máximo possível, os subsídios para moradia. E acredito que o pior ainda está por vir." A quantidade de pessoas sem teto cai de forma geral nos EUA, mas em algumas cidades ocorre o contrário: os números disparam BBC Outros países ricos também tiveram que enfrentar o problema dos sem-teto, em tempos em que os mais vulneráveis ​​sofrem o ônus das políticas de austeridade, os preços em alta e o desemprego. Mas na maior parte da Europa, por exemplo, ainda existe uma "rede robusta do sistema de assistência social" para ajudar aqueles que estão em risco, disse Alston. "Em suma, se você está na Europa, você tem acesso a cuidados básicos de saúde e reabilitação psicológica e física, o que contrasta fortemente com os Estados Unidos." De volta a Hazelnut Grove, Tequila, que encontrou um trabalho de meio período, pede doações para comprar papel higiênico, sacos de lixo e xampu. Ele está reunindo documentos para se inscrever em um programa local de moradias econômicas, mas não espera se mudar do acampamento em que vive tão rápido. "Ter uma grande população de pessoas sem teto não é um bom sinal, especialmente quando se vive no país mais rico do mundo", disse Tequila em entrevista à BBC. "Há muito pouca esperança. É uma situação extrema".
    Partido aliado de Merkel perde maioria absoluta no Parlamento da Baviera, aponta boca de urna

    Partido aliado de Merkel perde maioria absoluta no Parlamento da Baviera, aponta boca de urna


    Se confirmado, esse seria o pior resultado para o CSU desde 1950. O partido, que tinha maioria absoluta, terá que formar uma coalizão para governar. Membros do partido CSU, da chanceler Angela Merkel, acompanham divulgação de pesquisa de boca de...


    Se confirmado, esse seria o pior resultado para o CSU desde 1950. O partido, que tinha maioria absoluta, terá que formar uma coalizão para governar. Membros do partido CSU, da chanceler Angela Merkel, acompanham divulgação de pesquisa de boca de urna após votação neste domingo (14) na Baviera Michael Dalder/Reuters Uma pesquisa de boca de urna feita para o canal alemão ARD apontou que o partido União Social Cristã (CSU), aliado de longa data do União Democrata Cristã (CDU) da chanceler Angela Merkel, perdeu maioria absoluta no Parlamento da Baviera nas eleições regionais deste domingo (14). Se confirmado, esse seria o pior resultado para o CSU desde 1950. O partido, que tinha maioria absoluta, terá que formar uma coalizão para governar. No Parlamento nacional, Merkel governa com uma coalizão entre o CDU, CSU e o Partido Social-Democrata (SPD). A pesquisa também aponta que o Partido Verde ganhou como o segundo maior partido do Parlamento regional e que o Alternativa para Alemanha (AfD), de extrema-direita e anti-imigrantes, conseguiu entrar pela primeira vez na Assembleia regional. Outro aliado de Merkel, o SPD, obteve 10% dos votos. Veja os resultados da boca de urna: CSU - 35,5% Partido Verde - 18,5% Freie Wähler - 11,5% AfD - 11% SPD 9 - 10% FDP – 5% Linke - 3,5% Cerca de 10 milhões de eleitores foram às urnas neste domingo para votar. As pesquisas feitas antes da votação também previam que o CSU perdesse sua maioria absoluta neste rico estado do sul, onde governou quase ininterruptamente desde a década de 1960. A chanceler alemã Angela Merkel, em imagem de arquivo Hannibal Hanschke/Reuters Em toda a Alemanha, o apoio da união conservadora CDU e CSU caiu cerca de 26%, segundo a pesquisa Emnid feita para o jornal "Bild". Para a chefe da bancada da AfD no Parlamento nacional, Alice Weidel, o impacto da eleição do estado no governo nacional "é imenso". "O impacto da eleição bávara é imenso", ela afirma à plateia. "Quanto mais dura for a lição para a CSU e quanto mais forte a presença da AfD no parlamento estadual da Baviera, mais rápido vai chegar o fim do mandato de Angela Merkel", disse. Desde as legislativas de setembro de 2017, a chanceler tem que administrar as consequências políticas de sua decisão de 2015 de abrir as fronteiras da Alemanha a mais de um milhão de demandantes de asilo. Afetada pelo crescimento do partido de extrema-direita AfD, Merkel demorou cinco meses para formar uma coalizão no Parlamento nacional, o que conseguiu depois de convencer alguns social-democratas (SPD) reticentes. Conflito com ministro do Interior Depois de formar a coalizão nacional, Merkel ainda teve que enfrentar uma rebelião do CSU. Em duas oportunidades, o ministro do Interior e presidente do partido, Horst Seehofer, questionou o governo ao defender algumas propostas anti-imigração do AfD. Após negociações, Merkel e Seehofer chegaram a um acordo, que prevê que os solicitantes de asilo que cheguem à Alemanha e já estejam registrados em outros países da União Europeia (UE) sejam levados a "centros de trânsito" na fronteira e não distribuídos em locais de acolhida no país. O ministro do Interior defendia, a princípio, a rejeição na fronteira de todos os imigrantes registrados em outro país da UE, o que Merkel negava para evitar um "efeito dominó" no continente. Outros testes Em duas semanas, o estado de Hesse também realizará suas eleições regionais, outro teste para a aliança conservadora de Merkel. A CDU realiza seu congresso anual em dezembro, quando Merkel buscará a reeleição como presidente do partido.
    Entenda o caso do jornalista da Arábia Saudita desaparecido na Turquia

    Entenda o caso do jornalista da Arábia Saudita desaparecido na Turquia


    Jamal Khashoggi não foi mais visto depois que entrou no consulado saudita em Istambul. Autoridades turcas suspeitam que ele foi assassinado dentro do consulado; Riad nega. Jamal Khashoggi durante evento promovido pelo Middle East Monitor em Londres,...


    Jamal Khashoggi não foi mais visto depois que entrou no consulado saudita em Istambul. Autoridades turcas suspeitam que ele foi assassinado dentro do consulado; Riad nega. Jamal Khashoggi durante evento promovido pelo Middle East Monitor em Londres, no dia 29 de setembro Middle East Monitor/Handout via REUTERS Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico ao governo de Riad, está desaparecido desde o dia 2 de outubro, depois que entrou no consulado de seu país em Istambul. Além de o caso estar repercutindo na Turquia e na Arábia Saudita, outros países se manifestaram, entre eles os Estados Unidos. Veja o que se sabe até agora sobre o caso: Quem é Jamal Khashoggi? Khashoggi sempre foi próximo da elite e dos príncipes sauditas, mas era um jornalista crítico do regime. Ele vem de uma família conhecida no país. Seu avô era o médico do rei Abdulaziz Al Saud, que fundoi o reino. Nos anos 90, trabalhou como correspondente internacional cobrindo países como o Afeganistão, Argélia, Sudão e países do Oriente Médio. Durante esse tempo, entrevistou diversas vezes o terrorista Osama bin Laden. Nos últimos anos trabalhava como comentarista político e aparecia em canais árabes e internacionais. Em 2017 ele decidiu mudar para os Estados Unidos, temendo por sua segurança, depois que o príncipe Mohammed bin Salman começou a combater dissidentes sauditas. Ele tinha cidadania americana e colaborava para o jornal “The Washington Post”. O que aconteceu com ele? No dia 2 de outubro, Khashoggi foi ao consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento para se casar com a sua noiva turca, enquanto ela ficou esperando na porta. Uma imagem de câmera de segurança mostra ele entrando no prédio do consulado. Turquia diz ter provas de assassinato de jornalista saudita A polícia turca diz que não há registro da saída dele e autoridades turcas dizem que suspeitam que ele foi assassinado dentro do consulado. A Arábia Saudita diz que ele saiu do prédio, mas não apresentou evidências. Como andam as investigações? Uma delegação da Arábia Saudita foi à Turquia para se reunir com as autoridades locais e discutir o caso. Segundo o presidente americano Donald Trump, investigadores dos EUA também estão envolvidos. O jornal americano “Washington Post” disse que há provas do que aconteceu com Khashoggi, mas elas ainda não foram divulgadas. Segundo o jornal, 15 sauditas desembarcaram em Istambul no dia 2 de outubro e estavam dentro do consulado quando o jornalista desapareceu. Eles teriam deixado o país em um avião de uma empresa de Riad. Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul Petros Giannakouris/ AP Photo O “Wahsington Post” e o “The Sabah”, turco, citam a existência de uma gravação de áudio que mostraria como o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi interrogado, agredido e morto no local. O “The Sabah”, que tem publicado informações vazadas por autoridades de segurança da Turquia, afirma que o arquivo de áudio foi gravado pelo Apple Watch de Khashoggi e foi recuperado pelo seu iPhone, que tinha ficado com a sua namorada fora do consulado, e pela sua conta no iCloud. O que diz a Turquia? O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse que está “preocupado” com o caso e desafiou o regime saudita a provar que o jornalista saiu do consulado. "Se sair um mosquito (do consulado), seus sistemas de câmera vão interceptar", afirmou aos jornalistas a bordo do voo que o trazia de uma visita a Budapeste. Jornalista saudita desaparece após entrar no consulado de seu país em Istambul Reprodução/JN O ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, advertiu que as autoridades sauditas se expunham a "sérias consequências" em caso de responsabilidade no desaparecimento, ou possível assassinato do jornalista. O que dizem os Estados Unidos? Inicialmente, Trump pediu explicações à Arábia Saudita, aliado tradicional dos Estados Unidos com o qual a administração Trump estreitou ainda mais os vínculos. Nesse fim de semana, Trump subiu o tom e ameaçou infligir "severa punição" se as investigações provarem que o príncipe saudita foi o mandante do suposto crime. Mas disse que preferia evitar sanções econômicas. Donald Trump fala sobre sumiço de jornalista saudita O que diz a Arábia Saudita? A Arábia Saudita classifica a acusação de que o jornalista foi morto no consulado como “infundada” e “mentirosa”. O reino autorizou as buscas no local. No fim de semana, em uma aparente resposta a Trump, o reino divulgou um comunicado rejeitando qualquer ameaça de sanções e dizendo que vai contra-atacar em caso de medidas hostis. Quem mais se manifestou? O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu "a verdade" sobre o desaparecimento de Khashoggi A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse que se a morte for confirmada será algo chocante. ONU pede investigação ampla por paradeiro de jornalista saudita A União Europeia cobrou uma investigação completa sobre o caso. Alemanha, Grã-Bretanha e França emitiram um comunicado conjunto pedindo às autoridades sauditas e turcas que instaurem uma "investigação confiável" e dizendo que estão tratando o incidente com "extrema seriedade".
    Acidente com avião de pequeno porte deixa mortos na Alemanha

    Acidente com avião de pequeno porte deixa mortos na Alemanha


    Acidente ocorreu em região de montanhas do estado de Hesse; de acordo com o jornal alemão Bild, há pelo menos três vítimas, uma delas uma criança, e outros oito feridos. O avião Cessna caiu perto de um grupo de pessoas em um campo de pouso na...


    Acidente ocorreu em região de montanhas do estado de Hesse; de acordo com o jornal alemão Bild, há pelo menos três vítimas, uma delas uma criança, e outros oito feridos. O avião Cessna caiu perto de um grupo de pessoas em um campo de pouso na região montanhosa de Rhön, na Alemanha Reprodução/Bild Um avião esportivo de pequeno porte caiu neste domingo (14) em uma região montanhosa do estado de Hesse, oeste da Alemanha, a cerca de 114km da cidade de Frankfurt. De acordo com o jornal alemão "Bild", há pelo menos três vítimas — dois adultos e uma criança — e outras oito pessoas foram feridas. Outro veículo alemão reporta apenas pessoas em choque. Segundo o jornal, a aeronave, do modelo Cessna, voou em direção a um grupo de pessoas em uma área de pouso. A causa do acidente, ocorrido nas montanhas Rhön, próximas à cidade de Gersfeld, ainda deve ser divulgada. O "Bild" apurou que, após uma manobra de pouso mal sucedida, houve a tentativa de decolar de novo com a aeronave, o que a fez sair do controle. Não houve, de acordo com o jornal, um show de manobras aéreas. Queda foi na montanha mais alta no estado de Hesse, oeste do país Rogério Banquieri/G1 Outro site alemão, o local Osthessen News, reportou que o avião caiu em cima de um grupo que observava a cena, quebrando uma barreira de proteção durante a queda, e que as equipes de salvamento emitiram alarme de emergência. A emissora Hessenschau afirma que o piloto não se feriu, e que as vítimas foram duas mulheres e um menino. O periódico "Süddeutsche Zeitung" afirma que não foi confirmado se as três vítimas eram parte da mesma família, e que, de acordo com a polícia, há pessoas em choque, mas não outros feridos. Bombeiros atendem pessoas no local do acidente, na região montanhosa de Rhön Martin Engel / Osthessen-News/AP Segundo o Osthessen News, a polícia confirmou, em pronunciamento oficial cerca de uma hora depois do acidente, que houve vítimas fatais, mas não mencionou número de mortos ou feridos. O site também afirmou que a aeronave era de um proprietário privado e que, nos últimos dias, tinha feito voos saídos de Mannheim, cidade a cerca de 200km de Gersfeld. A montanha onde aconteceu o acidente, Wasserkuppe, é a mais alta de Hesse e popular para decolagens, conforme o "Süddeutsche Zeitung". Dali saem voos à vela e pequenos aviões motorizados, entre outros, para voltas turísticas. O local conta 20 mil decolagens por ano, segundo o jornal.
    Trump diz que general Mattis 'pode' deixar de ser secretário da Defesa dos EUA

    Trump diz que general Mattis 'pode' deixar de ser secretário da Defesa dos EUA


    Presidente dos EUA chamou o secretário de 'uma espécie de democrata' e 'um cara bom', mas disse que em 'algum momento todos se vão'.  O presidente eleito Donald Trump e o general James Mattis Carolyn Kaster / AP Photo O presidente dos Estados...


    Presidente dos EUA chamou o secretário de 'uma espécie de democrata' e 'um cara bom', mas disse que em 'algum momento todos se vão'.  O presidente eleito Donald Trump e o general James Mattis Carolyn Kaster / AP Photo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou de "uma espécie de democrata" o seu secretário da Defesa, Jim Mattis, conhecido como 'Cachorro Louco' e disse que ele "pode" sair em breve do seu gabinete. Mattis, considerado um dos membros mais firmes, mas também mais independentes do governo Trump, serviu como contrapeso discreto ao presidente em seu tratamento muitas vezes áspero dos aliados dos Estados Unidos. Em uma entrevista que será transmitida neste domingo (14) no "60 Minutes" da CBS, e da qual foram publicados novos trechos, Trump disse que almoçou dois dias antes com Mattis, e que o general reformado do Corpo de Fuzileiros Navais não lhe disse que estava saindo. Mas "pode ser" que vá embora, reconheceu o presidente. "Ele é uma espécie de democrata, se quer saber a verdade. Mas o general Mattis é um cara bom. Nos damos muito bem. Pode ir embora. Quero dizer, em algum momento, todos se vão", indicou nessa entrevista, que será transmitida por completo neste domingo. O fala sobre Mattis ocorreu depois que Trump fez alusão às próximas mudanças no seu gabinete, que na semana passada viu a surpreendente renúncia de Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU. "Estou mudando as coisas. E tenho direito de fazer isso. Tenho pessoas à espera que serão fenomenais. Entrarão na administração e serão fenomenais", afirmou Trump. "Acho que temos um grande gabinete. Tenho algumas pessoas com as quais não estou muito contente. E tenho outras pessoas com as quais estou mais do que contente", assinalou.
    Acidente com caminhão que transportava imigrantes deixa mortos na Turquia

    Acidente com caminhão que transportava imigrantes deixa mortos na Turquia


    Caminhão que transportava vítimas saiu da rodovia e caiu em um canal. Desastre na Turquia deixa 22 migrantes mortos Vinte e duas pessoas, incluindo crianças, morreram neste domingo (14) na Turquia, quando um veículo transportando imigrantes saiu...


    Caminhão que transportava vítimas saiu da rodovia e caiu em um canal. Desastre na Turquia deixa 22 migrantes mortos Vinte e duas pessoas, incluindo crianças, morreram neste domingo (14) na Turquia, quando um veículo transportando imigrantes saiu da rodovia e caiu em um canal. O veículo, um caminhão de acordo com as primeiras informações, procedia de Aydin e estava indo em direção a Izmir, na costa oeste da Turquia, quando subitamente saiu da estrada, informou a agência Anadolu. No momento, a nacionalidade dos imigrantes é desconhecida. Aparentemente eles estavam indo em direção à costa, provavelmente até a península de Dilek, de onde planejavam usar botes infláveis para chegar à ilha grega de Samos, distante alguns quilômetros, segundo a agência de notícias DHA. A agência da DHA informou que o motorista do veículo, um turco de 35 anos, sobreviveu ao acidente. Ele disse à polícia no hospital que ele fez uma manobra para evitar o choque com um veículo branco que se aproximava. Quando receber alta, o motorista será apresentado à justiça. Entre os mortos, estão dois bebês e dois meninos, além de uma mulher grávida. Rota de imigração Caminhão que levava migrantes ficou destruído após acidente em Izmir, na Turquia Mehmet Candan/Demiroren News Agency (DHA) via Reuters A Turquia é uma rota de trânsito fundamental para os imigrantes da Ásia, Oriente Médio ou África que estão tentando atravessar a Grécia para um país da União Europeia (UE). No sábado, 11 passageiros de um veículo suspeito de contrabandear imigrantes morreram após uma colisão frontal com um caminhão no norte da Grécia. O motorista do caminhão, que se dirigia para Kavala, no litoral nordeste, saiu ileso do acidente. Os bombeiros removeram onze corpos do veículo e que provavelmente eram migrantes e se dirigiram para Tessalônica, cidade localizada na parte norte do mar Egeu. A polícia grega informou em um comunicado que o veículo era usado anteriormente para transportar imigrantes ilegalmente, e que seu motorista não obedeceu a uma ordem de parar para ser submetido a um controle.
    Buscas após furacão Michael continuam, mas diminui esperança de encontrar sobreviventes

    Buscas após furacão Michael continuam, mas diminui esperança de encontrar sobreviventes


    Número de vítimas mortais da tempestade já é de pelo 18 pessoas e deve aumentar.  Barco destruído após passagem do furacão Michael é visto em Mexico Beach, na Flórida Carlo Allegri/Reuters A busca por pessoas desaparecidas no começo de...


    Número de vítimas mortais da tempestade já é de pelo 18 pessoas e deve aumentar.  Barco destruído após passagem do furacão Michael é visto em Mexico Beach, na Flórida Carlo Allegri/Reuters A busca por pessoas desaparecidas no começo de domingo (14) após a passagem do furacão Michael está se transformando em uma busca pelos mortos. A esperança de encontrar mais pessoas vivas diminui na região do Panhandle da Flórida, disseram autoridades norte-americanas. "Estamos entrando no modo de recuperação, infelizmente", disse o chefe dos bombeiros Alex Baird da Cidade do Panamá. A comunidade costeira da Flórida é uma das mais atingidas pelo furacão que chegou à região na quarta-feira como uma tempestade de categoria 4, com ventos de mais de 140 quilômetros por hora. Antes e depois: veja as imagens da destruição do furacão Michael na Flórida Cidades dos EUA seguem sem comunicação após furacão Michael e autoridades temem aumento no número de mortos "Ao nascer do sol, começaremos novamente a nossa busca", disse Baird. "Esperamos encontrar mais (sobreviventes), mas é cada vez mais duvidoso." Espera-se que o presidente Donald Trump visite a Flórida e a Geórgia no início desta semana para inspecionar os danos, e a Casa Branca disse no final do sábado que o presidente estava totalmente comprometido em ajudar agências estaduais e locais com a recuperação. Vítimas fatais O número de vítimas mortais da tempestade chegou a ao menos 18 pessoas na noite de sábado e deve aumentar no sudeste dos Estados Unidos, enquanto equipes de resgate vão de porta em porta em comunidades costeiras da Flórida, Geórgia e das Carolinas. Voluntários de busca já localizaram centenas de pessoas que estavam dadas como desaparecidas na semana passada. No sábado, equipes de resgate ouviram gritos de socorro e invadiram uma casa móvel amassada pela tempestade na Cidade do Panamá, libertando uma mãe e uma filha, ambas diabéticas que ficaram presas em um armário sem insulina por dois dias e estavam à beira de um choque diabético, disseram os resgatistas. A falta de comida e água está entre as questões mais prementes para as pessoas se recuperarem da tempestade, disse um voluntário que trabalha na área da Cidade do Panamá. Equipes de resgate, prejudicadas por quedas de energia e telefone, usaram cachorros, drones e equipamentos pesados ​​em busca de pessoas nos escombros. Mais de 1.700 trabalhadores de busca e salvamento foram mobilizados, incluindo quase 300 ambulâncias, informou o escritório do governador da Flórida, Rick Scott. A eletricidade e o serviço telefônico estavam sendo restaurados lentamente, mas pode levar semanas até que a energia seja restabelecida nas áreas mais danificadas.
    Paris vai abrigar sem-tetos em prédio histórico da prefeitura

    Paris vai abrigar sem-tetos em prédio histórico da prefeitura


    Dois salões do prédio Hotel de Ville serão transformados em abrigos para acolher de 50 a 100 sem-teto durante o inverno. Mulheres serão o alvo da medida. Hotel de Ville, sede da prefeitura de Paris Reprodução/Google Street View Diante da falta...


    Dois salões do prédio Hotel de Ville serão transformados em abrigos para acolher de 50 a 100 sem-teto durante o inverno. Mulheres serão o alvo da medida. Hotel de Ville, sede da prefeitura de Paris Reprodução/Google Street View Diante da falta de abrigos na capital francesa, Paris decidiu abrir as portas da prefeitura da cidade para os sem-teto da cidade durante o inverno. A decisão foi tomada pela prefeita Anne Hidalgo, que fez o anúncio em uma entrevista ao “Journal du Dimanche” neste domingo (14). Segundo a prefeita, mulheres sem-teto, vítimas frequentes de violência na rua, serão o alvo da medida. Dois salões do prédio histórico situado em Hotel de Ville, no 3° distrito da capital, serão transformados em abrigos temporários, onde de 50 a 100 pessoas poderão passar a noite. Serão instaladas camas, dormitórios e banheiros. De acordo com Anne Hidalgo, várias subprefeituras da cidade, dirigidas por partidos de direita ou esquerda, adotaram a ideia. Mais de 3.000 pessoas vivem nas ruas de Paris, segundo um censo realizado em fevereiro deste ano. Desde então, 800 abrigos de urgência foram abertos na capital, e outros 700 devem ser inaugurados até o início de 2019. “O Estado agora deve se encarregar de abrir outros albergues”, disse a prefeita de Paris, que também vai solicitar imóveis vazios e outros que pertencem à cidade. Prefeitura pede que empresas cedam locais Anne Hidalgo também fez um apelo para que as empresas colocassem à disposição da população mais pobre locais que estão desocupados e que o governo investisse em um verdadeiro centro de recepção para os desabrigados. No fim de março, uma estrutura parecida fechou as portas em La Chapelle, no centro da cidade.
    O casal de caçadores de nazistas condecorado pelo governo da França

    O casal de caçadores de nazistas condecorado pelo governo da França


    Serge e Beate Klarsfeld dedicaram a vida à caçada de nazistas, forçando o povo francês a lidar com a própria cumplicidade em relação aos crimes do regime. O mais famoso casal de caçadores de nazistas da França, Serge e Beate Klarsfeld, foi...


    Serge e Beate Klarsfeld dedicaram a vida à caçada de nazistas, forçando o povo francês a lidar com a própria cumplicidade em relação aos crimes do regime. O mais famoso casal de caçadores de nazistas da França, Serge e Beate Klarsfeld, foi condecorado pelo presidente do país, Emmanuel Macron. Serge Klarsfeld, de 83 anos, recebeu a honra máxima do país, a Grande Cruz da Legião de Honra, enquanto Beate, de 79 anos, recebeu a Ordem Nacional do Mérito. O casal começou depois de seu casamento nos anos 1960 sua caça a nazistas para levá-los à Justiça. Entre os alvos cujo paradeiro eles descobriram estava o notório criminoso de guerra Klaus Barbie. Quem era Barbie? Barbie era um ex-oficial da Gestapo, a polícia secreta do regime nazista alemão. Os crimes que cometeu na França o levaram a ser conhecido como o "açougueiro de Lyon". Ele era responsável por enviar judeus e outras pessoas para campos de concentração. Ele fugiu para a América Latina depois da guerra. Em 1971, os Klarsfelds revelaram que ele estava vivendo na Bolívia. Após ser extraditado para a França em 1983, Barbie foi sentenciado à prisão perpétua em 1987 e morreu na prisão em Lyon em 1991. Quem mais eles encontraram? Os Klarsfelds também caçaram e encontraram colaboradores do regime Vichy, a exemplo de René Bousquet, Jean Leguay e Maurice Papon. Serge escapou do Holocausto na Romênia quando sua família se mudou para a França. Filha de um soldado alemão, Beate deixou a Alemanha em 1960 e se casou com Serge em Paris em 1963. O casal dedicou a vida à caçada de nazistas por meios que eles descrevem como "legais e ilegais", forçando o povo francês a lidar com a própria cumplicidade em relação aos crimes do regime. "Um não poderia ter conseguido sem o outro", disse uma vez sua filha Lida, segundo a agência de notícias AFP.
    Arábia Saudita rejeita ameaças e diz que responderá se sofrer sanções pelo caso do jornalista desaparecido

    Arábia Saudita rejeita ameaças e diz que responderá se sofrer sanções pelo caso do jornalista desaparecido


    Presidente americano Donald Trump ameaçou infligir "severa punição" se as investigações provarem que o príncipe saudita foi o mandante do suposto crime. Grã-Bretanha, França e Alemanha pediram "investigação confiável" sobre o...


    Presidente americano Donald Trump ameaçou infligir "severa punição" se as investigações provarem que o príncipe saudita foi o mandante do suposto crime. Grã-Bretanha, França e Alemanha pediram "investigação confiável" sobre o desaparecimento. Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul Mohammed al-Shaikh/ AFP A Arábia Saudita rejeitou neste domingo (14) qualquer ameaça de sanções ligadas ao desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi na Turquia, e disse que vai contra-atacar em caso de medidas hostis. Khashoggi sumiu no dia 2 de outubro depois de entrar no consulado saudita em Istambul. De acordo com a Reuters, fontes na Turquia disseram que a primeira avaliação da polícia foi de que o jornalista havia sido assassinado dentro do consulado, o que o governo saudita nega. Neste sábado, o presidente americano Donald Trump ameaçou infligir "severa punição" se as investigações provarem que o príncipe saudita foi o mandante do suposto crime. Khashoggi, crítico do governo saudita, morava nos Estados Unidos e colaborava para o jornal "The Washington Post". "O Reino afirma que rejeita qualquer ameaça ou tentativa de enfraquecê-lo, seja através de ameaças de impor sanções econômicas, por pressão política ou repetindo falsas acusações", diz um comunicado citado pela agência oficial SPA. "O Reino também afirma que se receber qualquer ação, vai responder a ela com uma ação maior, e que a economia do Reino desempenha um papel vital e efetivo na economia mundial", acrescenta a nota. Autoridades turcas dizem temer que agentes sauditas tenham matado e desmembrado o corpo de Khashoggi depois que ele entrou no consulado para pegar um documento para se casar com a sua noiva turca. O Reino diz que o jornalista saiu do consulado naquele dia, sem apresentar evidências, e chamou as acusações de "mentirosas". Donald Trump fala sobre sumiço de jornalista saudita Os jornais “The Wahsington Post”, americano, e “The Sabah”, turco, citam a existência de uma gravação de áudio que mostraria como o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi interrogado, agredido e morto no local. O “The Sabah”, que tem publicado informações vazadas por autoridades de segurança da Turquia, afirma que o arquivo de áudio foi gravado pelo Apple Watch de Khashoggi e foi recuperado pelo seu iPhone, que tinha ficado com a sua namorada fora do consulado, e pela sua conta no iCloud. "Investigação confiável" Ainda neste domingo, a Alemanha, a Grã-Bretanha e a França pediram às autoridades sauditas e turcas que instaurem uma "investigação confiável" sobre o desaparecimento do jornalista. Os países afirmaram que estão tratando o incidente com "extrema seriedade". "Nós encorajamos os esforços conjuntos dos sauditas e turcos nesse sentido, e esperamos que o governo saudita forneça uma resposta completa e detalhada. Nós transmitimos esta mensagem diretamente às autoridades da Arábia Saudita", afirmaram em declaração conjunta os ministros de relações exteriores da Grã-Bretanha, Jeremy Hunt, da França, Jean-Yves Le Drian, e da Alemanha, Heiko Maas.
    Como encontramos em 'comuna' de mães e filhos receita para superar divórcio

    Como encontramos em 'comuna' de mães e filhos receita para superar divórcio


    Três mulheres contam como se ajudaram mutuamente não apenas com a criação dos filhos, mas também a superar o fim de seus relacionamentos. A britânica Janet Hoggart era mãe solo, divorciada havia um ano, quando decidiu oferecer um quarto vago na...


    Três mulheres contam como se ajudaram mutuamente não apenas com a criação dos filhos, mas também a superar o fim de seus relacionamentos. A britânica Janet Hoggart era mãe solo, divorciada havia um ano, quando decidiu oferecer um quarto vago na sua casa para sua amiga Vicky e o bebê dela passarem algumas semanas. As semanas viraram anos e evoluíram para uma "comuna de mães", que reuniu três mães e seis crianças. Elas contam que se ajudaram mutuamente não apenas com a criação dos filhos, mas também a superar o fim de seus relacionamentos. O arranjo se desfez, mas deixou marcas profundas na vida das três mulheres. E como era viver em uma comunidade assim? "O divórcio foi um período de luto, muito díficil. (...) Quando Vicky se mudou para cá, todo o clima da casa melhorou", conta à BBC Janet, mãe de três crianças, à epoca todas com menos de cinco anos. "Acabei fazendo memórias muito boas, em um período que talvez tivesse sido muito triste." Vicky tinha uma filha de dez meses e havia acabado de se separar do marido. Sem dinheiro suficiente para arcar com uma casa própria, ela decidiu se abrigar na casa de Janet temporariamente. As amigas já haviam passado férias juntas e com seus respectivos ex-maridos. Morar na mesma casa, diz Janet, acabou sendo "uma versão estendida das férias". "Depois de ela ter ficado um tempo aqui em casa, vi que não queria mais que ela fosse embora", conta Janet. E daí entrou em cena uma terceira mulher: Nicola, que frequentava uma aula de musicalização infantil com elas. Janet e Vicky perceberam que Nicola também havia acabado de se separar do marido. Como não havia espaço físico para Nicola se mudar para a casa de Janet, ela passou a frequentar a residência após o horário da escola das crianças e na maioria dos finais de semana. O trio de mulheres também aproveitava os finais de semana em que as crianças estavam com os respectivos pais para planejar festas e saídas noturnas. Vicky (acima) se mudou com sua filha para a casa de Janet porque não conseguia arcar com as despesas de uma casa própria Janet Hoggart/BBC No dia a dia, elas se dividiam com as tarefas da casa, como cozinhar, e com os cuidados com as crianças. "Quando você passa por situações difíceis, como alguém te abandonar, mesquinhezas cotidianas perdem a importância", afirma Janet. No primeiro ano, ela não cobrou aluguel de Vicky, para que a amiga pudesse economizar dinheiro para uma casa própria. Em contrapartida, Vicky pagava por uma faxineira duas vezes por semana. Para Janet, em muitos aspectos acabou sendo mais fácil viver com uma mulher do que com um homem. "O que vou falar é um estereótipo de gênero, (mas) me casei duas vezes e (acho que) os homens não veem sujeira e bagunça do mesmo jeito que mulheres. Vicky é mais como eu, capaz de ver a sujeira, vemos as coisas do mesmo jeito", conta. "Às vezes virava uma zona - nós duas adultas, com quatro crianças, mais Nicola e seus dois filhos. Então era caótico, mas mantínhamos o controle da situação porque havia um acordo não verbal entre nós de que manteríamos a casa bem cuidada." Elas contam que sua comunidade serviu de inspiração para outras amigas em crises conjugais. "Chegou a ser engraçado: diversas amigas nossas que começavam a se sentir insatisfeitas em seus casamentos pensavam, 'hum, há alternativas, não preciso morrer de tristeza'. Nós nos ajudamos mutuamente a nos reerguer, a não ficarmos sozinhas", diz Janet. "(Com isso), pessoas vivendo momentos ruins acabaram entrando na nossa vida - vinham tomar um vinho, sentar conosco, comer. Fizemos algumas festas, com um espírito muito inclusivo. Foi uma época muito feliz, muito positiva, de conexão entre mulheres." Janet (ao centro, com Nicola à esq e Vicky à dir) voltou a se casar, mas guarda boas memórias do tempo em que dividiu a casa com as amigas Janet Hoggart/BBC O arranjo acabou de forma natural, quando Vicky percebeu que precisava de mais espaço e queria dar à filha Daisy um quarto que fosse só dela. Janet diz que o período que viveu junto com a amiga mudou sua definição de família. "Os amigos são as pessoas que escolhemos como família, além das relações de sangue", diz ela. "É também algo fluido, as pessoas entram e saem das nossas vidas por razões diferentes - algumas entram e servem um propósito, outras ficam para sempre." Para ela, a experiência a ajudou a perceber que seu ex-marido e a família dele (dos quais havia se distanciado a princípio) ainda são parte importante de sua vida. "A irmã dele veio almoçar comigo recentemente e disse para mim: 'você sempre será minha cunhada'. Me apeguei muito a isso", conta. Janet hoje mora com seu novo marido. Mas guardou uma lição do período em que viveu com a amiga: de que pessoas que estejam passando por separações devem sempre se ajudar mutuamente. "Quando você estiver muito, mas muito mal, minha dica é: ajude outra pessoa com algo pela qual ela esteja passando. Automaticamente, ao ajudar alguém, você ajudará a si mesmo. Não é algo que vai distraí-lo da sua própria dor, mas que vai ensiná-lo. Nós todas nos ajudamos muito mutuamente", diz ela. "Nós não achávamos que (com a comunidade) estávamos fazendo nada de especial, mesmo quando amigas nos dizíamos que éramos incríveis. Estávamos apenas vivendo nossas vidas, não parecia ser nada extraordinário. Agora, olhando para trás, vejo que foi uma atitude muito feminista."
    Partido de Merkel deve perder maioria em eleições para o Parlamento da Baviera

    Partido de Merkel deve perder maioria em eleições para o Parlamento da Baviera


    Os aliados conservadores da chanceler alemã Angela Merkel devem perder a maioria absoluta no parlamento regional nas eleições deste domingo (14), o que obrigará o partido a formar uma coalizão. Homem com roupa típica da Baviera, estado da...


    Os aliados conservadores da chanceler alemã Angela Merkel devem perder a maioria absoluta no parlamento regional nas eleições deste domingo (14), o que obrigará o partido a formar uma coalizão. Homem com roupa típica da Baviera, estado da Alemanha, vota neste domingo (14) nas eleições para renovar o Parlamento regional Christof Stache/ AFP Cerca de dez milhões de eleitores vão às urnas neste domingo (14) para as eleições regionais que vai renovar o parlamento da Baviera. Os primeiros resultados devem ser divulgados por volta das 16h no horário local (11h em Brasília). Segundo as últimas pesquisas de opinião, o CSU, partido de Merkel, que governou a Baviera de maneira quase ininterrupta desde a Segunda Guerra Mundial, tem apenas 33% das intenções de voto. O partido perdeu a maioria absoluta na região apenas uma vez desde 1954. Em entrevista à RFI, o professor de história contemporânea da universidade de Munique, Horst Möller, disse que ”Seehofer, presidente da CSU, se tornou o bode expiatório de todos. Há uma perda de credibilidade, não somente na Baviera, mas também em nível nacional.” Desta vez, a legenda será obrigada a formar uma coalizão para governar, e o partido Verde, que pode obter até 18% dos votos, está em vantagem. O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha, o AFD, pode obter de 10 a 14% dos votos, e entrará pela primeira vez no parlamento regional. Katharina Schulze, candidata do Partido Verde, vota neste domingo nas eleições para o Parlamento da Baviera Andreas Gebert/Reuters Estado modelo A derrota do CSU na Baviera, onde desemprego é quase inexistente, e os índices de criminalidade são considerados como os mais baixos do país, é histórica e simbólica. Aliado de Merkel, o partido conservador, SPD, também foi atingido em cheio pelas mudanças estruturais que atingem todas as legendas tradicionais. O conservador SPD, que faz parte da coalizão de Merkel, já esperava pela derrota na região. A esperança agora, diz o correspondente da RFI em Berlim, Pascal Thibault, é que os resultados sejam melhores nas próximas eleições em Hesse, dentro de duas semanas. Caso contrário, a nova presidente da legenda, Andrea Nahles, recém-empossada, pode deixar o comando do partido. Extrema-direita entra no parlamento regional O partido de extrema-direita AFD (Alternativa para a Alemanha), que fez do programa contra a imigração a base do seu discurso, entrará pela primeira vez no Parlamento regional. Um dos motivos desse crescimento, acredita o candidato do partido em Munique, Markus Walbrum, é o posicionamento adotado pelo CSU de Merkel. “O partido conseguiu no início diminuir a "hemorragia" de seus simpatizantes de direita. Agora, os ataques são improdutivos”, acredita.
    Papa canoniza Oscar Romero, arcebispo de El Salvador, e Papa Paulo VI

    Papa canoniza Oscar Romero, arcebispo de El Salvador, e Papa Paulo VI


    Os dois foram duas das figuras mais importantes da Igreja Católica no século XX. Papa canoniza Paulo VI e arcebispo Oscar Romero O Papa Francisco proclamou santos duas das figuras mais importantes da Igreja Católica no século XX: o Papa Paulo VI,...


    Os dois foram duas das figuras mais importantes da Igreja Católica no século XX. Papa canoniza Paulo VI e arcebispo Oscar Romero O Papa Francisco proclamou santos duas das figuras mais importantes da Igreja Católica no século XX: o Papa Paulo VI, cujo pontificado foi de 1963 a 1978, e Oscar Romero, arcebispo de El Salvador assassinado em 1980. Os dois foram canonizados neste domingo (14) em uma grande cerimônia na Praça de São Pedro, no Vaticano. Milhares de pessoas assistem a cerimônia de canonização de Oscar Romero e Papa Paulo VI Filippo Monteforte/ AFP A cerimônia contou com dezenas de milhares de peregrinos, entre eles cerca de 5 mil salvadorenhos e alguns presidentes. Os presidentes de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén; Panamá, Juan Carlos Varela; do Chile, Sebastián Piñera; e da Itália, Sergio Matarella, assim como a rainha Sofia da Espanha estavam entre os participantes do ato solene. "Declaramos e consideramos santos Paulo VI e Óscar Arnulfo Romero Galdámez", declarou Francisco em latim, na cerimônia em que também canonizou os religiosos Francisco Spinelli, Vicente Romano, María Catalina Kasper, a Nazaria Ignacia de Santa Teresa de Jesus e o leigo Núncio Sulprizio. Tapeçarias com as imagens do arcebispo Oscar Romero (à esquerda) e do Papa Pablo VI (à direita) são exibidas na fachada da Basílica de São Pedro, no Vaticano Alessandra Tarantino/AP Photo Na cerimônia, o Papa usou como vestes litúrgicas o cíngulo com sangue que Romero usava na cintura no dia de seu assassinato, bem como a casula (veste litúrgica) de Paulo VI. O Papa Paulo VI é lembrado por ter presidido as sessões finais do Segundo Concílio Vaticano, reuniões que abriram a Igreja Católica para o mundo, e por ter conduzido a implementação de suas reformas modernizadoras. Papa Paulo VI reprodução GloboNews Também é conhecido pela controversa encíclica Humane Vitae (Sobre a Vida Humana), na qual eternizou a proibição católica a métodos contraceptivos artificiais, como pílula anticoncepcional, em 1968. Paulo se tornou Papa em 1963 após a morte do papa João XXIII. Passou boa parte da carreira no serviço diplomático do Vaticano, antes de se tornar cardeal de Milão. Ele morreu em 1978 e foi beatificado em 2014, após o primeiro milagre atribuído a ele. O milagre atribuído pela Congregação para a Causa de Todos os Santos a Paulo VI foi a cura de um feto de uma doença supostamente irreversível. Este é o terceiro papa que Francisco converte em santo depois de João XXIII (1958-1963) e João Paulo II (1978-2005). Arcebispo salvadorenho Óscar Romero, em imagem de arquivo Associated Press Romero, que foi arcebispo de San Salvador, é reverenciado em seu país como herói nacional e defensor dos pobres, da paz e da justiça. Ele denunciava publicamente a repressão da ditadura militar de El Salvador no início da guerra civil do país, entre 1980 e 1992. Ele foi assassinado por um esquadrão da morte de direita quando celebrava uma missa em 1980. Seu assassinato foi um dos mais chocantes do longo conflito entre uma série de governos apoiados pelos Estados Unidos e rebeldes de esquerda, durante o qual milhares de pessoas foram assassinadas por esquadrões da morte de direita. Ninguém nunca foi julgado por sua morte. Francisco, o primeiro papa latino-americano, reconheceu Romero como "mártir da Igreja" em 2014, e o colocou no caminho da santidade em 2015, dizendo ao beatificá-lo que ele havia sido assassinado "por ódio à fé". Em San Salvador, outras milhares de pessoas assistiram à cerimônia de canonização em telões instalados na catedral da cidade em que fica seu túmulo. Público assiste à cerimônia de canonização do arcebispo Oscar Romero neste domingo (14) na praça Gerardo Barrios, em San Salvador Jose Cabezas/Reuters
    Com ventos de 176 km/h, tempestade Leslie atinge Portugal

    Com ventos de 176 km/h, tempestade Leslie atinge Portugal


    Regiões mais atingidas foram Lisboa, Leiria e Coimbra, onde árvores foram arrancadas, tetos quebrados e áreas foram inundadas. O ciclone agora deve chegar ao norte da Espanha. Árvores são arrancadas pela força do vento em Lisboa após...


    Regiões mais atingidas foram Lisboa, Leiria e Coimbra, onde árvores foram arrancadas, tetos quebrados e áreas foram inundadas. O ciclone agora deve chegar ao norte da Espanha. Árvores são arrancadas pela força do vento em Lisboa após tempestade Leslie atinge Portugal REUTERS/Rafael Marchante A tempestade Leslie atingiu Portugal neste domingo (14) de manhã, arrancando árvores, deixando centenas de milhares de casas sem eletricidade e parte do país em alerta máximo. O ciclone agora deve chegar hoje ao norte da Espanha, que se prepara para fortes chuvas. Cerca de 27 pessoas ficaram levemente feridas, 325 mil estão sem fornecimento de energia elétrica e 61 desalojadas. A Proteção Civil registrou quase 1.900 incidentes durante a noite do sábado e na madrugada deste domingo, a maior parte (perto de 1.200) por causa de quedas de árvores, às quais se somaram inundações e desabamento de estruturas. Um total de 61 pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas devido a danos ou quedas de árvores, embora a maioria já tenha retornado. Árvores foram derrubadas em Lisboa com a passagem da tempestade Leslie Rafael Marchante/Reuters Também aconteceram alguns acidentes de trânsito e danos em "vários carros" que estavam estacionados na via pública, assim como fechamentos de estradas, que já foram reabertas. A tempestade carrega fortes ventos e chuvas dias depois de enchentes mortais na ilha espanhola de Mallorca. Segundo o presidente do Instituto de Meteorologia português, Jorge Miranda, o ciclone, que vagava pelo oceano Atlântico desde o dia 23 de setembro, se transformou em tempestade pós-tropical. Leslie já está deixando o território português, e a situação, diz o meteorologista, “voltará rapidamente ao normal”. As regiões mais atingidas foram Lisboa, Leiria e Coimbra, onde árvores foram arrancadas, tetos quebrados e áreas foram inundadas. Centenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade e tiveram que deixar suas casas. “Nunca tinha visto nada parecido. A cidade parecia em guerra, com carros amassados por árvores que haviam caído”, declarou ao canal SIC um habitante de Figueira da Foz, cidade a 200 km no norte de Lisboa. “Ficamos bloqueados durante mais de uma hora na sala de espetáculos, sem eletricidade e telefone. As pessoas estavam muito preocupadas”, declarou. Voos cancelados Em Portugal, as autoridades recomendaram à população que mantivesse distância das áreas costeiras e evitasse deixar suas casas. No início da noite, fortes ondas começaram a quebrar nas areias das praias situadas no sul da capital portuguesa. A companhia aérea TAP chegou a cancelar sete voos com chegadas e partidas previstas em Lisboa. A tempestade Leslie agora deve atingir as regiões de Astúrias, Leon e Cantábria, na Espanha, onde são esperadas fortes chuvas. A Defesa Civil do país pediu prudência aos motoristas e recomendou aos habitantes que ficassem longe das árvores e canteiros de obras. Segundo os meteorologistas, Leslie é o ciclone mais poderoso que atingiu Portugal desde 1842. Nos últimos 176 anos, apenas o furacão Vince chegou à península Ibérica, no sul da Espanha, em 2005. Em outubro de 2017, os ventos violentos e a onda de calor que passaram por Portugal e na região da Galícia, na Espanha, provocaram diversos incêndios florestais, que deixaram cerca de 40 mortos.