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    MPT dá 48 horas para Unimep responder ser vai reintegrar professores demitidos em julho

    MPT dá 48 horas para Unimep responder ser vai reintegrar professores demitidos em julho


    Procuradora do trabalho lamentou 'retrocesso' nas negociações com a mantenedora da universidade de Piracicaba. Ao todo, 49 docentes foram desligados. Audiência realizada nesta quinta-feira reuniu representantes da Unimep e professores no...


    Procuradora do trabalho lamentou 'retrocesso' nas negociações com a mantenedora da universidade de Piracicaba. Ao todo, 49 docentes foram desligados. Audiência realizada nesta quinta-feira reuniu representantes da Unimep e professores no MPT Rafael de Almeida/MPT Campinas Em audiência nesta quinta-feira (16), o Ministério Público do Trabalho (MPT) deu prazo de 48 horas para que a mantenedora da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) responda se vai anular as demissões dos 49 professores desligados em julho. A procuradora que conduziu a reunião lamentou o retrocesso nas negociações com a mantenedora. De acordo com a ata da audiência, o Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista (IEP) foi notificado de que precisa apresentar o nome do professor, data da demissão e quanto ainda deve para docente despedido em dezembro de 2017. Além disso, responder se irá reintegrar os 49 professores desligados em julho. O advogado do IEP presente na audiência, afirmou que vai remeter a proposta de reintegrar os professores ao "setor competente da empresa". Segundo o MPT, a reintegração é necessária porque a universidade não fez negociação prévia para demitir. Portanto, é preciso que as demissões sejam anuladas para que, após a reintegração, haja a negociação para os desligamentos. O G1 enviou e-mail para as assessorias de imprensa do IEP e da Unimep às 18h desta quinta-feira, mas não houve retorno. Também tentou contato com o reitor da Unimep, Fábio Botelho Josgrilberg, sem resposta. Atraso nos pagamentos e denúncia de professora Os representantes do Sindicado dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) e da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep) questionaram quando os salários atrasados dos professores demitidos serão pagos. O IEP respondeu que a proposta é que o pagamento do salário de junho e das férias de julho sejam acertadas até 31 de agosto para 42 professores demitidos. Sete docentes já tinham fechado acordo com a universidade. Uma professora que acompanhava a audiência pediu a palavra e afirmou que os docentes são coagidos a assinar o acordo a qualquer preço. Segundo ela, aos profissionais é dito que quem assinar receberá os salários. 'Retrocesso', diz procuradoras A procuradora Alvamari Tebet, que conduziu a audiência, afirmou que houve um retrocesso em relação ao que foi negociado. Segundo ela, havia o acordo em juízo para que o IEP fizesse o pagamento dos salários atrasados até esta quinta, mas o representante do instituto afirmou que eles serão acertados até o fim do mês. A procuradora Carolina Buarque também participou da audiência e afirmou que os argumentos levantados pela mantenedora retrocedem a negociação e que o prazo de 48 horas não é uma "benesse" para a empresa, mas uma tentativa de solucionar a situação, que já tinha sido debatida em juízo e que, se esperava, seria resolvida na audiência desta quinta. Demissões de julho Os 49 professores foram desligados durante as férias de julho. O IEP defenda que a demissão foi necessária porque houve redução no número de alunos nos últimos anos. Com isso, há cursos que ficaram com média próxima de um professor por estudante, sendo que o adequado seria 20 alunos para cada docente. Alguns professores receberam o aviso de demissão por e-mail e outros foram desligados por telegrama. Tanto o presidente da Adunimep, Milton Souto, quanto a vice-presidente, foram desligados. As demissões ocorreram pouco após os professores terem encerrado uma greve que durou pouco mais de 20 dias. A paralisação foi iniciada no dia 11 de junho após a Unimep não pagar os salários de todos os professores no quinto dia útil e, com isso, desrespeitar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a universidade. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
    Ex-estudante de medicina da USP acusado de estupro é inocentado em segunda instância

    Ex-estudante de medicina da USP acusado de estupro é inocentado em segunda instância


    Justiça negou recurso do MP. Ex-policial militar, Daniel Tarciso da Silva Cardoso também já foi processado por homicídio. Ele se formou pela USP em 2017. Grupo protesto na Faculdade de Medicina da USP em novembro de 2016 Paula Paiva Paulo/G1 O...


    Justiça negou recurso do MP. Ex-policial militar, Daniel Tarciso da Silva Cardoso também já foi processado por homicídio. Ele se formou pela USP em 2017. Grupo protesto na Faculdade de Medicina da USP em novembro de 2016 Paula Paiva Paulo/G1 O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu em segunda instância, na tarde desta quinta-feira (16), Daniel Tarciso da Silva Cardoso, ex-estudante de medicina da Universidade de São Paulo (USP) acusado de estuprar uma estudante da enfermagem em 2012. A decisão é da 5ª Câmara de Direito Criminal, que negou os recursos do Ministério Público, do réu e da vítima, por votação unânime, e manteve a sentença de primeira instância, de novembro de 2017. Processo está em segredo de justiça. O G1 entrou em contato com o Ministério Público e aguarda retorno. Em 2012, já cursando a universidade, Cardoso foi acusado de estupro. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, a vítima conta que tomou um copo de bebida alcóolica. Daniel colocou uma droga no copo e, logo depois, ela perdeu quase totalmente os sentidos. A vítima afirmou ainda que Daniel disse que era policial militar e praticava judô, e que ele usou a "absoluta superioridade física" para imobilizar a estudante. Daniel foi policial militar de 2004 a 2008. Ele foi processado pelo homicídio de Danilo Bezerra da Silva em uma briga durante o carnaval, em 2004. A Justiça considerou legítima defesa e por isso ele recebeu uma pena de um ano de detenção, que acabou sendo anulada pela Justiça. Formatura Em novembro de 2016, estudantes de medicina da USP protestaram para que Daniel não colasse grau, já que ele havia terminado a carga horária necessária para a colação. Na época, a Faculdade de Medicina da USP informou que "o caso está em análise jurídica pela Universidade de São Paulo para verificar se existe a obrigatoriedade de conceder a colação de grau ao aluno após ele ter cumprido integralmente a suspensão que lhe foi imposta". Após a abertura do processo na Justiça, Daniel, de 35 anos, recebeu uma suspensão de 1 ano e meio da faculdade. Depois, retornou e terminou a carga horária do curso. De acordo com a USP, ele colou grau e obteve o diploma de médico pela universidade em 2017.
    Universidade americana anuncia que vai deixar de cobrar mensalidade de estudantes de medicina

    Universidade americana anuncia que vai deixar de cobrar mensalidade de estudantes de medicina


    Medida, que cortou em dois terços o valor do curso, tem como objetivo reduzir o número de estudantes que optam por especialidades médicas mais lucrativas para poder pagar a dívida com a faculdade. Foto da formatura da turma de 2012 de medicina da...


    Medida, que cortou em dois terços o valor do curso, tem como objetivo reduzir o número de estudantes que optam por especialidades médicas mais lucrativas para poder pagar a dívida com a faculdade. Foto da formatura da turma de 2012 de medicina da NYU Divulgação/NYU/John Abbott A Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, anunciou na tarde desta quinta-feira (16) que vai deixar de cobrar mensalidade dos estudantes do curso de medicina. A medida, segundo afirmou a universidade em um comunicado, é "possibilitar que nossos futuros médicos escolham uma especialidade com base em seus talentos e inclinações para melhor servir as comunidades mais necessitadas". Segundo os dados divulgados pela instituição, até o ano letivo anterior, que terminou em junho, o custo total anual para estudar medicina na NYU era de cerca de US$ 82 mil, ou mais de R$ 300 mil. Desse valor, US$ 55 mil (mais de R$ 200 mil) eram gastos diretos com mensalidade, que, nos Estados Unidos, é considerada anualmente e chamada de "tuition". Isso quer dizer que, a partir do ano letivo 2018-2019, os calouros de medicina da NYU vão pagar apenas os gastos com seguro-saúde, material didático e acomodação, entre outros. A medida também se extende para os veteranos que estão cursando a pós-graduação (nos Estados Unidos, o ensino de medicina acontece no nível da pós-graduação, como uma especialização), segundo explicou Kenneth G. Langone, presidente do Conselho de Administração da faculdade, em um vídeo publicado nas redes sociais da faculdade na tarde desta quinta. Initial plugin text "No dia em que eles pegarem o diploma, eles não vão dever nada a ninguém", explicou Langone, indicando que a preocupação por trás da mudança é o fato de que, ao acumular dívidas durante os anos da faculdade, os estudantes acabem optando por se especializar em áreas da medicina mais lucrativas, em detrimento de outras como medicina da família ou pediatria. "Eles saem daqui livres de dívidas, olhando para o futuro, onde eles poderão fazer o que a paixão deles disser, que é ajudar as pessoas a viver a vida com mais qualidade." Robert I. Grossman, Reitor e CEO da Faculdade de Medicina da NYU, afirmou que a medida só foi possível graças aos doadores que ajudam a apoiar as atividades da universidade, e dos membros do Conselho de Administração que encamparam a ideia. "Nosso objetivo é fazer dos melhores e mais brilhantes futuros médicos líderes, com o potencial de transportar o sistema de saúde", disse a NYU no comunicado.
    Unicamp divulga imagens do circuito de segurança que mostram suspeito de pichar ameaça de chacina e símbolos nazistas

    Unicamp divulga imagens do circuito de segurança que mostram suspeito de pichar ameaça de chacina e símbolos nazistas


    Universidade pede para que, se alguém o identificar, entre em contato com a vigilância do campus pelo telefone (19) 3521-6000. Imagens de câmera de segurança mostram ato de vandalismo em biblioteca na Unicamp A Universidade Estadual de Campinas...


    Universidade pede para que, se alguém o identificar, entre em contato com a vigilância do campus pelo telefone (19) 3521-6000. Imagens de câmera de segurança mostram ato de vandalismo em biblioteca na Unicamp A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou imagens do circuito interno de segurança que mostram um homem suspeito de pichar ameaças de chacina e símbolos nazistas em institutos do campus na noite de terça-feira (14). A divulgação foi feita a pedido da Polícia Civil, que investiga o caso. Mensagem deixada por vândalo remete ao massacre de Columbine, de 1999 Reprodução/IEL De acordo com as imagens, o homem chega na Biblioteca Antônio Cândido, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), por volta das 21h. Ele mexe em uma bolsa guardada em cima dos armários da entrada e logo vai para os corredores de livros. Suspeito de pichar dependências da Unicamp aparece em imagens do circuito de segurança Reprodução/Unicamp Após vinte minutos, ele continua no local, até que tira um objeto do bolso, muito semelhante a uma caneta vermelha – mesma tinta identificada nas fotos divulgadas no site oficial da biblioteca. Suspeito de pichar biblioteca do IEL aparece em imagens do circuito de segurança Reprodução/Unicamp O suspeito se abaixa e faz movimentos com os braços, dando a entender que estaria escrevendo ou desenhando algo. Câmeras de segurança da Unicamp flagram suspeito de pichar ameaças e símbolo nazista Reprodução/Unicamp Ele ainda olha para uma das câmeras para se certificar. Minutos depois, ele sai dos corredores, pega a mochila e vai embora. Imagens do circuito de segurança da biblioteca do IEL identificam suspeito de vandalismo Reprodução/Unicamp Além da biblioteca do IEL, banheiros do Instituto de Geociências (IG) e partes da Biblioteca Central (BC) e do Ciclo Básico (CB) também amanheceram pichados na quarta-feira (15). O delegado Cássio Vita Biasolli, que investiga o crime classificado como dano ao patrimônio público e ameaça, afirmou na tarde desta quinta-feira que a polícia enviou perícia ao local e trabalha para identificar o suspeito. Em nota, a Unicamp informou que, além de registrar o caso na Polícia Civil, a administração central também instaurou sindicância interna para apurar o caso. “Quem reconhecer o suspeito ou tiver informações sobre a autoria do ato, deve entrar em contato com a vigilância do campus por meio do telefone (19) 3521-6000”, pede a universidade. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

    Haddad diz que vai priorizar ensino médio e reformar o Enem


    Presidenciável do PT foi o quarto a participar do ciclo de entrevistas 'Diálogos Educação Já'. Entrevista ocorreu nesta quinta-feira (16), em São Paulo. O candidato à vice-Presidência da República Fernando Haddad (PT) disse nesta quinta-feira...

    Presidenciável do PT foi o quarto a participar do ciclo de entrevistas 'Diálogos Educação Já'. Entrevista ocorreu nesta quinta-feira (16), em São Paulo. O candidato à vice-Presidência da República Fernando Haddad (PT) disse nesta quinta-feira (16) que vai priorizar a melhoria de qualidade do ensino médio e promover uma reforma no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele também prometeu que vai investir na formação de professores, caso a chapa de seu partido seja eleita. A afirmação foi feita durante entrevista da série de encontros "Diálogos Educação Já", que reúne candidatos para debater temas exclusivos sobre educação básica pública. O evento foi promovido pelo movimento Todos Pela Educação e pelo jornal "Folha de S. Paulo", em São Paulo. Os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) também participaram. Haddad listou os feitos na área da educação no período em que o PT estava no governo e ele ocupava o cargo de ministro da Educação, mas garantiu que agora, em um possível novo mandato, vai priorizar o ensino médio. "No ensino médio nós estamos devendo, por isso vamos fazer o que faltou." O candidato disse que considera o projeto pedagógico aplicado no ensino médio dos institutos federais o melhor do país, por isso vai criar novos modelos de governança incluindo o sistema S, que mesclem escolas boas e ruins. "Nós precisamos de mais compromisso do sistema S com o ensino médio e nós vamos exigir isso por lei se precisar, vamos exigir isso por lei. E os institutos federais que tem aí quase 600 unidades, eles vão ter que pegar aquelas escolas de ensino médio que estão bem fraquinhas, com alta evasão, baixo indicador de qualidade e vão ter que adotar essa escola numa parceira de co-gestão e fazer a diferença. Se tiver que formar gente, vai formar, se tiver que capacitar diretor, vai capacitar, qual o problema? Fica uma ilha de excelência desconectada de todo o mundo. Vou criar pontes com o sistema estadual." Enem Haddad também afirmou que vai promover reformas no Enem e que vai unificá-lo à Prova Brasil, especificamente aos alunos do terceiro ano do ensino médio. Hoje estes estudantes fazem estas avaliações separadamente: a Prova Brasil avalia os conhecimentos em matemática e língua portuguesa, e o Enem funciona como exame de seleção ao ensino superior. "O Enem tem que ser a Prova Brasil do terceiro ano do ensino médio. Você vai fazer duas provas? Prova Brasil e Enem, onde é que tem no mundo uma coisa assim? Só aqui. O governo recuou, ao invés de fazer do Enem o componente curricular obrigatório criou a Prova Brasil de terceiro ano." Formação de professores Como política de valorização dos professores, Haddad diz que a chapa vai atuar em duas frentes de trabalho criando uma prova nacional de ingresso na carreira docente e definindo uma nota mínima no Enem para que os candidatos entrem em cursos de licenciatura. "A prova de seleção dos professores é muito ruim, ela não cobra aquilo que deve ser, deve aderir ao dia a dia, o chão da escola. Ela pergunta sobre legislação, pergunta sobre sociologia da educação, pergunta sobre a história da educação e não pergunta sobre educação, então os temas das provas de concursos são sofríveis do ponto de vista do que se almeja. Nós queremos professores motivados, que saibam atuar em sala de aula. É triste dizer, mas a gente não trata o professor como um profissional, é um ofício sofisticadíssimo dar aula", afirma. O candidato afirma que as faculdades de educação vão ter se adaptar à prova nacional, mas que antes de ser implementada ela será discutida com vários movimentos que representam a categoria e a sociedade civil. Sobre definir uma nota mínima no Enem para que os candidatos ingressem em cursos de licenciatura, Haddad diz que se trata de uma lei aprovada que nunca saiu do papel. "Você não vai ter um sistema educacional melhor do que a qualidade do magistério por definição." "Eu vejo muitas vezes jovem entrando na carreira de docente com 450 pontos no Enem, você acha que em 4 anos essa pessoa vai estar apta a ensinar? Se está provado que ela terminou a educação básica sem ter aprendido, não por culpa dela, evidente que não, mas se a pessoa chegou ao final da educação básica com 400 pontos no Enem, não adianta o setor privado querer botar pra dentro pra cobrar mensalidade dessa pessoa", diz o candidato. Initial plugin text

    Vagas do Fies com risco para bancos privados têm 0,34% de ocupação


    Dados obtidos pela TV Globo mostram que apenas 256 dos 120 mil estudantes inscritos conseguiram fechar um contrato de financiamento estudantil do P-Fies; governo diz que problema foi um atraso no cronograma. Milhares de vagas oferecidas pelo Fies não...

    Dados obtidos pela TV Globo mostram que apenas 256 dos 120 mil estudantes inscritos conseguiram fechar um contrato de financiamento estudantil do P-Fies; governo diz que problema foi um atraso no cronograma. Milhares de vagas oferecidas pelo Fies não tiveram candidatos De um total de 75 mil contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para candidatos com maior renda, disponíveis no primeiro semestre, apenas 256 foram efetivamente assinados. Essas vagas se referem ao chamado P-Fies, modalidade que entrou em vigor neste ano a partir do novo formato do programa de financiamento estudantil, e são negociadas diretamente pelos candidatos com os bancos, que assumem o risco de uma eventual inadimplência. A outra modalidade do Fies, custeada pelo governo federal e pelas instituições privadas, é destinada a candidatos com renda mensal por pessoa da família de até três salários mínimos – o P-Fies eleva esse teto para cinco salários. De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo financiamento, já era esperado um "perfil mais conservador" da parte dos bancos. "Como qualquer novo programa, é necessário aguardar um período de adaptação e maturidade tanto da política quanto de quem se beneficia", afirmou em nota. "O Ministério da Educação participa como um fomentador junto aos agentes financeiros, mas não interfere na concessão do financiamento, pois a análise e o risco do crédito são de responsabilidade deles, processo que abrange desde a definição das condições do financiamento, garantias exigidas, forma de pagamento e vai até a definição da taxa de juros", explicou o FNDE. Juros zero Também houve sobra de vagas destinadas aos estudantes de menor renda: dos 80 mil contratos disponíveis com juro zero, 44.518 (55,6%) foram assinados no primeiro dia do semestre. Segundo o FNDE, outros 12.453 candidatos selecionados escolheram iniciar o financiamento apenas no segundo semestre – devido ao calendário de aulas, esses estudantes começaram o curso muito atrasados. O novo formato do Fies foi motivado pela alta inadimplência do modelo anterior: de acordo com o governo federal, o atraso para quitar o financiamento chegou ao índice de 61% dos estudantes, gerando um "ônus fiscal" da ordem de R$ 32 bilhões em 2016.
    A menina de 3 anos que entrou para clube internacional de superdotados

    A menina de 3 anos que entrou para clube internacional de superdotados


    Ophelia tem um QI de 171, bem acima da média, e começou a dar sinais de que era muito inteligente quando tinha só 8 meses de idade. Ophelia tem um QI de 171, bem acima da média BBC A filha de Natalie Morgan e Ben Dew, Ophelia, entrou para a Mensa,...


    Ophelia tem um QI de 171, bem acima da média, e começou a dar sinais de que era muito inteligente quando tinha só 8 meses de idade. Ophelia tem um QI de 171, bem acima da média BBC A filha de Natalie Morgan e Ben Dew, Ophelia, entrou para a Mensa, uma sociedade de pessoas com quociente de inteligência (QI) alto, quando tinha só 3 anos de idade, mas, a essa altura, eles já sabiam há algum tempo que a menina era superdotada. "Foi em torno dos 8 meses", diz Natalie sobre quando ela e Ben se deram conta do quão inteligente Ophelia era. A menina falou sua primeira palavra alguns meses antes do normal. "A partir daí, ela começou a falar o nome das cores, as letras, os números, tudo mais cedo do que a maioria das crianças." Aos 2 anos, Ophelia já sabia o alfabeto. Quando foi para a creche, seus pais perceberam o quão mais avançada ela estava em relação ao colegas. Foi então que eles decidiram que ela seria avaliada e a levaram a um psicólogo especializado em crianças superdotadas. "Queríamos saber como podíamos ajudá-la", diz Ben. "Não queríamos que ela se sentisse pressionada, mas, ao mesmo tempo, não queríamos que ela se sentisse pouco estimulada." Ophelia conseguia recitar o alfabeto aos 2 anos de idade BBC Como é ser uma criança superdotada Ophelia fez o teste Stanford-Binet, usado para avaliar crianças a partir de 2 anos em áreas como noção espacial e verbal e habilidades lógicas. O resultado médio entre todas as pessoas que fazem esse teste é de 100. A maioria fica entre 85 e 115. O resultado de Ophelia foi 171. "Ficaria orgulhosa dela qualquer que fosse o resultado, contanto que ela estivesse feliz e saudável", diz Natalie. A psicóloga Lyn Kendall, consultora da Mensa no Reino Unido, diz que crianças superdotadas processam as coisas mais rapidamente, têm uma boa memória e prestam mais atenção no que ocorre ao seu redor. Ela também tem uma sede por aprender, o que pode ser difícil para os pais dessas crianças acompanharem. "Essas crianças começam a agir assim às 5 da manhã e só param ao dormir. Normalmente, os pais chegam para mim e dizem: 'Nos ajude, essa criança não para de fazer perguntas e de querer aprender o tempo todo'", afirma Kendall. "Os pais acabam se sentindo isolados. Não podem falar disso com os outros pais na porta da escola, porque pareceria que você está se gabando." O papel dos pais de crianças com QI alto Kendall diz, no entanto, que, ao contrário de Natalie e Ben, alguns pais pressionam os filhos para terem um desempenho acima da média - ela se diz totalmente contra isso. "Pais assim dão alimentos de alto valor energético para seus filhos, sucos com misturas especiais. Seus dias são tomados por uma programação de atividades", conta a psicóloga. "Pais me ligam e dizem que 'às 18h30, nós teremos uma conversa intelectual' com seus filhos. A que horas eles terão tempo de ser crianças?" O filho de Kendall, hoje com 36 anos, era uma criança superdotada. Ele escreveu um romance e trabalhou para a Microsoft, que era seu emprego dos sonhos quando era mais novo. Mas a psicóloga diz que ela sempre se preocupou mais em garantir que ele teria uma formação completa. "Ainda que o cérebro dessas crianças funcione à velocidade da luz, seus corpos e emoções ainda são infantis, e temos sempre de nos lembrar disso." Natalie diz que Ophelia é "uma criança de 3 anos em todos os outros aspectos". Gosta de correr por aí e brincar com os primos, pular em poças - coisas normais para sua idade. Ela só gosta muito também de aprender e experimentar coisas novas. "É como falar com alguém de 19 anos de idade", diz Ben sobre suas interações com a filha. "Ela trava conversas propriamente ditas, surge com suas próprias ideias. Ela parece pegar as coisas muito mais rápido e se lembra disso."
    Polícia Civil vai investigar ameaça de chacina e alusão ao nazismo em ato de vandalismo na Unicamp

    Polícia Civil vai investigar ameaça de chacina e alusão ao nazismo em ato de vandalismo na Unicamp


    Delegacia responsável pelo distrito de Barão Geraldo enviou perícia aos institutos do campus na tarde desta quarta (15). Vandalismo na Unicamp A Polícia Civil de Campinas (SP) informou que vai investigar os atos de vandalismo e ameaças deixados...


    Delegacia responsável pelo distrito de Barão Geraldo enviou perícia aos institutos do campus na tarde desta quarta (15). Vandalismo na Unicamp A Polícia Civil de Campinas (SP) informou que vai investigar os atos de vandalismo e ameaças deixados em dois institutos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre a noite de terça-feira (14) e madrugada de quarta (15). O 7º DP, responsável pela região, enviou uma equipe de perícia para o local e registrou a ocorrência como dano ao patrimônio público e ameaça. Na manhã desta quarta, a Biblioteca Antônio Cândido, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), publicou uma nota em sua página oficial repudiando o ato. Nas fotos, é possível ver símbolos da suástica nazista desenhados em equipamentos do prédio, além de mensagens de ameaça, como "Vai ter massacre #Columbine". Biblioteca do IEL amanhece com pichações de símbolos nazistas Reprodução/IEL No Instituto de Geociências (IG), as fotos, tiradas de um dos banheiros masculinos, exibe mais mensagens escritas em tom ameaçador: "Vai ter chacina", diz o vândalo. Banheiro do Instituto de Geociências também foi pichado Reprodução/IEL A assessoria de imprensa da Unicamp informou que já está de posse das imagens de câmeras de segurança da biblioteca do IEL. EM nota, a biblioteca informou que o vídeo mostra um homem realizando o ato, mas ele ainda não foi identificado. A Unicamp preferiu não divulgar as imagens. Violência no Campus A Unicamp registrou outros casos de violência nos últimos anos. Em um deles, registrado no fim de 2017, uma professora teria sido ameaçada por um suposto pai de aluno após apresentar conteúdo relacionado à homossexualidade em uma de suas aulas também no IEL. Ao G1, a docente contou que o homem questionou o referido conteúdo exposto em aula e disse que iria "acabar com a vida" dela, caso continuasse a tratar do tema. Em maio deste ano, um estudante de matemática da universidade foi acusado de assédio dentro do campus. Ele chamava alunas para pedir alguma informação no estacionamento. Quando elas se aproximavam, percebiam que o rapaz estava se masturbando ao lado de um carro preto. Estudante de matemática da Unicamp foi acusado de assédio em maio de 2018 Reprodução/EPTV Um caso mais grave, em 2013, e que teve desfecho somente no início deste ano, causou a morte de um rapaz de 21 anos durante festa dentro do campus. Levado a júri popular, Anderson Mamede foi condenado a 18 anos de prisão após matar Denis Papa Casagrande. Tanto Anderson, quanto Maria Tereza Peregrino - que é suspeita de participação no crime e ainda não foi julgada - integravam um grupo autodenominado 'anarcopunk'. Vestibular 2018 falava de nazismo A Unicamp tratou da violência durante o nazismo no segundo dia de provas da 2ª fase do Vestibular 2018. Além das práticas nazistas, os testes de história, geografia e matemática ainda abordaram a questão sobre a mulher no período colonial e a memória sobre o período de repressão na ditadura militar no Brasil. Ouvidoria Por meio de nota, a Unicamp informou que conta desde 2003 com serviço de ouvidoria, que nos casos de violação de direitos humanos, quando conhecida a autoria, instaura procedimentos para a realização de oitivas dos envolvidos e testemunhas para adequada apuração dos fatos. A biblioteca permenece fechada até a conclusão do caso.

    Alckmin diz que vai investir em educação infantil e universalizar matrículas na pré-escola


    Presidenciável do PSDB foi o terceiro a participar do ciclo de entrevistas 'Diálogos Educação Já'. Entrevista ocorreu nesta quarta-feira (15), em São Paulo. O candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira...

    Presidenciável do PSDB foi o terceiro a participar do ciclo de entrevistas 'Diálogos Educação Já'. Entrevista ocorreu nesta quarta-feira (15), em São Paulo. O candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira (15) que vai priorizar a educação básica e quer ser o “presidente da primeira infância”. Alckmin disse que se eleito vai incluir as 500 mil crianças de 4 e 5 anos que ainda estão fora da escola e deveriam estar matriculadas na pré-escola. A afirmação foi feita durante entrevista da série de encontros "Diálogos Educação Já", que reúne pré-candidatos para debater temas exclusivos sobre educação básica pública. O evento foi promovido pelo movimento Todos Pela Educação e pelo jornal "Folha de S. Paulo", em São Paulo. O próximo encontro será na quinta-feira (16) com Fernando Haddad, candidato à vice-Presidência pelo PT. Os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) já participaram. Alckmin afirmou também que vai ampliar o número de vagas nas creches que atendem crianças de zero a 3 anos – hoje só 30% dos alunos nesta faixa etária estão matriculados. “Eu pretendo ser o presidente da primeira infância. Nós não podemos simplificar, fazer uma coisa simplista com creche, não. É muito mais do que isso, é envolver os vários ministérios [...], ter prontuário eletrônico, acompanhar as mães, com a visitação às famílias. Haverá toda prioridade para a criança de 0 a 6 anos de idade, e aí meta clara: nenhuma criança de 4 a 5 anos fora da EMEI, da pré-escola. E, é claro, depois um grande apoio ao ensino fundamental.” METAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO PNE O Plano Nacional da Educação (PNE) é uma lei que determina quais são as metas e as políticas públicas educacionais que devem ser alcançadas pelas esferas federal, estadual e municipal. Os destaques para a educação infantil são: Universalizar o atendimento na educação infantil é a meta do número 1 do PNE. Desde 2016 o Brasil está atrasado no cumprimento da meta 1. Para atingi-la é necessário matricular 450 mil crianças de 4 e 5 que estão fora da escola. Nas creches, que atende alunos de zero a 3 anos, a meta do PNE é matricular 50% das crianças até 2024. Em 2015, no último acompanhamento, o índice estava em 30%. “Haverá toda prioridade ao ensino infantil. Claro que nem os países mais ricos do mundo conseguiram dizer que há 100% de vaga em creche. Mas nós vamos priorizar todas as crianças de 4 e 5 anos na EMEI: são 500 mil, isso vai ser meta para ontem, zerar a vaga nas EMEIs. 4 e 5 anos de idade, todas, todas, 100%. Ainda faltam meio milhão de vagas, a criança que faz da EMEI 4 e 5 anos, ela já entra no primeiro ano do ensino fundamental já quase alfabetizada.” Profissão docente Quando questionado sobre qual será sua política para atrair os jovens à carreira docente, Alckmin disse que estuda implementar uma bolsa para incentivar os alunos que se destacam na universidade sigam a carreira de professor. "Essa é uma questão central, por que não tem escola boa se não tiver bons professores. Então, reconhecimento é importante, aperfeiçoamento permanente, valorização, carreira, salário, você tem um conjunto de fatores. Como atrair o jovem da universidade, os melhores talentos, os melhores quadros, para o magistério? Nós até estudamos uma 'bolsa professor futuro', onde nós vamos identificar na universidade bons talentos, dar a ele uma bolsa, estimulá-lo, depois também na universidade, para que ele se dedique ao magistério". O candidato citou a política de bônus para professores implementada em São Paulo e disse que é favorável a esse tipo de estratégia. "Eu sou favorável à meritocracia, sou favorável a você dar estímulos, para obter resultados. [...] No caso do Estado, o bônus se refere ao resultado do nosso Saresp, portanto você tem uma relação direta com a avaliação do aluno." Ensino médio e ensino técnico O candidato disse que apoia a reforma do ensino médio, implementada via Medida Provisória em 2017, pois ele entende que ela permite que alunos busquem caminhos diferentes, seja no empreendedorismo, no mercado profissional ou mesmo no ensino superior. "Eu acho que a reforma do ensino médio foi correta. Por que ela saiu daquele modelo antigo de você ter que escolher com 14 anos sem saber o que fazer, e também, deixou de ser aquele ensino médio chato que era igual para todo mundo até o final e o aluno muitas vezes questionava o porquê daquela determinada disciplina. Eu acho que ela foi correta [a reforma], ela busca contemplar quem quer ir para o mercado de trabalho, quem quer empreender, quem quer ir para universidade e acho que ela vai ajudar a diminuir a evasão escolar. E a minha meta é reduzir em 50% a evasão escolar". Initial plugin text
    Ato de vandalismo deixa símbolos nazistas e ameaça de chacina pichados em institutos da Unicamp

    Ato de vandalismo deixa símbolos nazistas e ameaça de chacina pichados em institutos da Unicamp


    Biblioteca do IEL e banheiros do IG foram os principais alvos; em comunicado, o IEL diz ter imagens que indentificam o vândalo. Biblioteca do IEL amanhece com pichações de símbolos nazistas Reprodução/IEL A Biblioteca Antônio Cândido, do...


    Biblioteca do IEL e banheiros do IG foram os principais alvos; em comunicado, o IEL diz ter imagens que indentificam o vândalo. Biblioteca do IEL amanhece com pichações de símbolos nazistas Reprodução/IEL A Biblioteca Antônio Cândido, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) amanheceu pichada nesta quarta-feira (15). Uma pessoa entrou no prédio durante a noite de terça e marcou, com caneta marcador permanente, símbolos de suásticas e mensagens como "Vai ter massacre #Columbine". Mensagem deixada por vândalo remete ao massacre de Columbine, de 1999 Reprodução/IEL Em comunicado oficial na página do instituto, a direção do IEL informou que já tem imagens de segurança que identificam o rosto do responsável. "Todas as providências administrativas, jurídicas e policiais estão sendo tomadas para identificar e processar o autor desse ato criminoso", diz a nota. A biblioteca vai permanecer fechada até a conclusão da perícia. Clima de medo A comunidade universitária da Unicamp publicou mensagens na manhã desta quarta, falando sobre o assunto. Veja abaixo o que eles disseram. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Instituto de Geociências Os banheiros do IG também amanheceram pichados, com mensagens como "Vai ter chacina". Em nota à EPTV, a Unicamp informou já ter solicitado a remoção das pichações. Banheiro do Instituto de Geociências também foi pichado Reprodução/IEL A Unicamp informou que as duas unidades já abriram sindicância para apurar o caso e deve registrar boletim de ocorrência junto à Polícia Civil. "A vigilância está analisando imagens do circuito interno de câmeras para tentar identificar o autor das pichações", diz a nota. Ela informa ainda que conta, desde 2003, com serviço de ouvidoria que, em casos de violação de direitos humanos, instaura procedimentos para a realização de oitivas dos envolvidos e testemunhas para adequada apuração dos fatos. Solicitada pelo G1, a Polícia Civil afirmou não ter sido notificada até o momento. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    O estudante que transformou sua vida batendo em portas de casas ricas de Londres

    O estudante que transformou sua vida batendo em portas de casas ricas de Londres


    Reggie Nelson decidiu fazer uma pergunta aos moradores: quais são as habilidades e competências necessárias para se chegar a viver em um bairro como esse? Reggie Nelson, morador de um bairro de classe operária em Londres Cebo Luthuli/BBC Em...


    Reggie Nelson decidiu fazer uma pergunta aos moradores: quais são as habilidades e competências necessárias para se chegar a viver em um bairro como esse? Reggie Nelson, morador de um bairro de classe operária em Londres Cebo Luthuli/BBC Em algumas ocasiões, era uma campainha convencional. Em outras, um interfone. Mas ele não tinha dúvida de que as portas se abririam. Reggie Nelson, morador de um bairro de classe operária em Londres, decidiu ir até a região mais nobre da cidade para fazer uma pergunta a seus residentes. Para conseguir a resposta que procurava, o jovem de 17 anos optou por bater diretamente na porta das residências de luxo, em vez de abordar as pessoas na rua. "O que eu dizia às pessoas quando tocava a campainha era: 'Meu nome é Reggie e sou do leste de Londres. Vim até Kensington e Chelsea porque descobri que essa é a região mais rica do Reino Unido. E só queria saber quais são as habilidades e competências necessárias para chegar a viver em um bairro como esse. Para que eu possa extrapolá-las e usá-las a meu favor'', contou o jovem, que hoje tem 23 anos, à BBC. "Naquela época, eu ainda estava cursando o ensino médio e perguntei a mim mesmo: 'Como posso fazer algo diferente? O que posso fazer que seja realmente diferente para ver resultados, algo que ninguém mais pensou em fazer?", completou. A ideia que ele teve logo surtiu efeito: "Eu entrei em uma rua particular e, na segunda porta que bati, uma senhora falou comigo pelo interfone, abriu a porta e me convidou para entrar", recorda-se. O encontro A mulher, chamada Elizabeth, levou Reggie até uma sala de estar. 'Na segunda porta que bati, uma senhora falou comigo pelo interfone, abriu a porta e me convidou para entrar', lembra o jovem Cebo Luthuli/BBC "Quando estávamos conversando, um homem entrou. Era Quintin Price. Na época, ele era diretor da Alpha Strategies, (uma unidade) na BlackRock." A BlackRock é uma empresa de gestão de investimentos global, com sede em Nova York. Price é especialista na área de finanças e investimentos, formado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, com passagem por bancos internacionais, como o Deutsche Bank. Após conversar com Reggie e a esposa, o executivo se ofereceu para ser mentor do adolescente. "A primeira coisa que pensei foi em como fazer para isso funcionar, enquanto estava indo para o trabalho. Então pensei em proporcionar a ele um pouco de experiência profissional", disse Price à BBC. Duas semanas depois, o especialista em finanças ofereceu a Reggie um estágio em sua empresa. No mercado de trabalho "Cheguei muito cedo. Fui o primeiro. Cheguei uma hora mais cedo porque queria causar uma boa impressão. Foi maravilhoso ver tantas pessoas jovens e brilhantes." "Aliás, antes de ir para lá, eu não tinha a menor ideia que você podia tirar A+ (nota máxima) nos exames de admissão da faculdade. Eu achava que A era a nota mais alta que você podia tirar, mas esses caras diziam: 'Tirei três A+, quatro A+'." E a pergunta inevitável surgiu: como foram suas notas quando você terminou o ensino médio? "Ainda estou estudando, não terminei", respondi. "Foi quando percebi que, na verdade, eu era a pessoa mais jovem ali e que todos aqueles caras já tinham terminado suas carreiras universitárias." "A partir desse dia, meu modo de pensar mudou, assim como minhas perspectivas, em todos os aspectos." "Me dei conta de que algo definitivamente sairia disso e assim foi", lembra Reggie. Reggie sente que é minoria no setor corporativo Cebo Luthuli/BBC Rumo à universidade O jovem conversou com a mãe sobre a experiência e resolveu seguir a recomendação de Price: "Entrar na universidade, porque isso me daria a oportunidade de trabalhar na área de serviços financeiros." O jovem se formou com louvor na Universidade de Kingston e, desde então, começou a ajudar outras pessoas a atuar no mercado financeiro - e, particularmente, jovens negros a ingressar em espaços corporativos. "Tem algo que ouvi e que ainda ecoa dentro de mim: se você quiser ver resultados diferentes, tem que sair da sua zona de conforto." Na sequência, ele conseguiu outra vaga de estágio, para a qual havia 9 mil candidatos. "115 pessoas conseguiram, apenas 3 eram negras", diz ele. Ele passou a trabalhar recentemente para uma nova empresa e continua a progredir na carreira. 'O único negro do andar' "No andar (do prédio), onde trabalho, sou o único negro", relata que Reggie, que nasceu no Reino Unido, mas é filho de pais ganeses. "Na área corporativa, eu sou uma minoria e é algo que não vou esconder. Onde eu trabalho, existe diversidade, mas como em todos os ambientes de negócio em que já estive, poderia ser muito melhor." "Acho que a questão para mim é simplesmente me adaptar ao que está ao meu redor. Não diria que é conformismo, apenas adaptação, para causar o maior impacto possível, fazer a maior diferença que puder." Price é veterano no mundo das finanças e conhece muito bem esse setor. "Acho que em qualquer ambiente hipercompetitivo, em que se é minoria, você precisa jogar o jogo num nível mais alto para se sobressair, porque você está educando as pessoas a superarem sua ignorância e preconceito. E esses preconceitos existem. Gostaríamos que não fosse assim, mas eles estão lá", diz o especialista. "Por isso, acredito que seja necessário para todos, para os que têm a sorte de estar no lado da maioria e para aqueles que são minoria, mas tiveram a oportunidade de provar aos críticos que estão errados e dar exemplo para as próximas gerações construírem uma sociedade mais igualitária." "Estamos vendo isso ao nosso redor e vemos que há mais pessoas como Reggie", acrescenta Price. Um conselho de ouro Reggie ministra palestras sobre sua experiência com o objetivo de inspirar mais jovens negros a mudar o rumo de suas histórias. Aos 23 anos, Reggie trabalha no distrito financeiro de Londres Cebo Luthuli/BBC E dá uma dica: "Aceite as rejeições, porque eu recebi muitos nãos, inclusive no mundo profissional." "Eu digo a eles que não tomem os nãos como um evangelho, mas aproveitem. Usem como combustível para seguir adiante até onde vocês precisam chegar", afirma. *Este artigo foi escrito a partir da reportagem feita pelo jornalista da BBC Cebo Luthuli.
    A menina negra que transformou o bullying em negócio de sucesso

    A menina negra que transformou o bullying em negócio de sucesso


    Americana Kheris Rogers transformou o bullying na escola em motivação para abrir loja de roupas e inspiração para slogans de camisetas. A jovem Kheris Rogers quer se tornar modelo e expandir a sua marca "Flexin’ In My Complexion" no...


    Americana Kheris Rogers transformou o bullying na escola em motivação para abrir loja de roupas e inspiração para slogans de camisetas. A jovem Kheris Rogers quer se tornar modelo e expandir a sua marca "Flexin’ In My Complexion" no futuro BBC Kheris Rogers sofria bullying na escola por causa da cor de sua pele. Um dia ouviu uma ideia de sua avó e resolveu fundar sua própria marcar de roupa. “Flexin’ In My Complexion” ("Me achando" ou "arrasando" em relação à cor da minha pele) já vendeu 10 mil camisetas, segundo ela. E Kheris virou a estilista mais jovem a ter sua marca de roupas em uma passarela na New York Fashion Week. Assista ao vídeo. A marca "Flexin’ In My Complexion" já vendeu mais de 10 mil camisetas desde o lançamento este ano BBC Kheris quer servir de exemplo para outros meninos e meninas que sofrem bullying. Ela deixa um mensagem para eles: “Não se deixem afetar pelo que dizem sobre você”. Kheris conta que a ideia de fundar a marca de roupas veio de sua avó BBC
    Unicamp abre inscrições para 1º vestibular indígena nesta quarta-feira; veja como será a prova

    Unicamp abre inscrições para 1º vestibular indígena nesta quarta-feira; veja como será a prova


    Universidade oferece 72 vagas em 27 cursos. Comissão organizadora espera pelo menos 800 candidatos e diz que seleção específica representa investimento adicional de R$ 300 mil. Campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antoninho Perri...


    Universidade oferece 72 vagas em 27 cursos. Comissão organizadora espera pelo menos 800 candidatos e diz que seleção específica representa investimento adicional de R$ 300 mil. Campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antoninho Perri / Ascom /Unicamp A Unicamp abre nesta quarta-feira (15) o prazo de inscrições para o primeiro vestibular indígena da instituição, com expectativa de atrair pelo menos 800 candidatos. Ela é gratuita e o interessado deve preencher até 14 de setembro um formulário online, incluindo comprovação do pertencimento a uma das etnias indígenas brasileiras. São oferecidas 72 vagas em 27 cursos (veja lista abaixo). O exame em fase única será aplicado em 2 de dezembro nas cidades de Campinas (SP), Dourados (MS), Manaus (AM), Recife (PE) e São Gabriel da Cachoeira (AM). Ele será formado por uma redação e 50 questões de múltipla escolha, distribuídas em linguagens e códigos (14), ciências da natureza (12), matemática (12) e ciências humanas (12). Clique aqui para ver o programa de estudos. De acordo com a comissão organizadora (Comvest), este vestibular específico, criado juntamente com outras medidas que visam elevar a inclusão social na instituição, representa acréscimo de pelo menos R$ 300 mil no investimento em materiais, transporte, segurança e contratações de prédios e banca corretora. O valor total aplicado pela universidade no vestibular 2019 não foi informado. "Nós não teremos alteração nos protocolos de segurança. Estamos fazendo um esforço para que a informação chegue até as comunidades indígenas", frisou o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto, ao citar que a Unicamp usará transportes aéreo e terrestre na logística. De acordo com ele, o valor adicional em despesas será compensado pela alta no valor da taxa cobrada dos candidatos que não conseguiram isenção no vestibular 2019, que subiu de R$ 165 para R$ 170. Nesta edição, a universidade concederá benefício para 7,6 mil estudantes. "Eventuais excedentes da arrecadação são aplicados na estrutura administrativa [da comissão], eventos de formação de professores e apoio a iniciativas estudantis da Unicamp", ressalta. O coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto Antonio Scarpinetti / Unicamp Além de contar com uma equipe de confiança que acompanha de perto o transporte das avaliações - monitoradas por meio de chip eletrônico - a universidade também contará com apoio das polícias federal, civil e militar - de acordo com a disponibilidade de cada estado envolvido. "As provas serão abertas somente em frente aos candidatos, elas têm um sistema inviolável", frisou sobre o monitoramento. A Unicamp não confirmou se manterá, nesta edição, o sistema testado na edição anterior que visa combater "colas eletrônicas" durante a realização do processo seletivo. Confira calendário do vestibular 2019 Requisitos O candidato inscrito no vestibular indígena precisa realizar o processo em português, comprovar ter cursado o ensino médio integralmente na rede pública ou em escolas indígenas reconhecidas pela rede, ou ter obtido a certificação pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou exames oficiais. A "Declaração de Etnia e de Vínculo com Comunidade Indígena" estipula cinco pontos obrigatórios: Informar se o candidato reside na comunidade indígena à qual declara estar vinculado; Apresentar justificativa de como o vínculo pode ser comprovado, caso indique não residir na terra ou comunidade indígena; Indicar o nome completo de três lideranças indígenas que assinarão a declaração de etnia e de vínculo com esta comunidade indígena. Informar dados de contato das mesmas três lideranças indígenas; Indicar nome do órgão regional da Funai que poderá atestar a existência e a localização da desta comunidade. Vagas disponíveis Entre as 72 vagas disponíveis, 23 foram retiradas do total de vagas oferecidas no exame tradicional do vestibular 2019, enquanto as outras 49 foram criadas especificamente para esta seleção. Cada candidato pode assinalar duas carreiras como opção no momento da inscrição. Inicialmente, serão convocados para cada curso os estudantes que o indicarem como prioridade. Depois disso, caso vagas não sejam preenchidas, a universidade convocará os demais, informou a Comvest. As opções são: administração, administração pública, arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, ciências do esporte, ciências econômicas, ciências sociais, comunicação social-midialogia, dança, enfermagem, engenharias agrícola, de manufatura, de produção e elétrica; estudos literários, farmácia, filosofia, geografia, geologia, história, letras, licenciatura integrada química/física, linguística, música: licenciatura, nutrição, pedagogia e tecnologia em saneamento ambiental. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Da sala de aula para o YouTube, canais científicos viram mania na França

    Da sala de aula para o YouTube, canais científicos viram mania na França


    Na contramão da sala de aula, filósofos e escritores deixam a lousa e se transformam em youtubers famosos, com milhares de visualizações diárias. A receita: transformar conceitos herméticos de Física, Química, Filosofia e outros assuntos em...


    Na contramão da sala de aula, filósofos e escritores deixam a lousa e se transformam em youtubers famosos, com milhares de visualizações diárias. A receita: transformar conceitos herméticos de Física, Química, Filosofia e outros assuntos em conteúdos acessíveis para a geração conectada. Science étonnante Reprodução/YouTube Um dos ícones dessa tendência é o físico David Louapre, criador do canal e do blog Science étonnante (Ciência Surpreendente, em tradução livre). Especialista da Gravidade Quântica, ele criou seu blog em 2011 e se tornou uma referência da chamada vulgarização científica. Em seguida, o físico se aventurou no YouTube. Em 2016, a Sociedade francesa de Física concedeu o prêmio Jean Perrin pela sua contribuição à midiatização de assuntos complexos, como o Efeito Borboleta e a Teoria do Caos, por exemplo. Seus vídeos podem chegar a um milhão de visualizações. Com o sucesso, David Louapre passou a atuar em diversas frentes. O físico tem dois livros lançados pela editora francesa Flammarion e também participa dos programas da rádio France Culture, onde disserta sobre temas variados. Em 2016, ele deu essa entrevista ao canal Science de Comptoir, do YouTube, onde fala sobre o início de sua carreira como blogueiro e depois videasta. “A vantagem do texto escrito é que o leitor escolhe seu ritmo. Se ele não entende alguma coisa pode ir mais devagar ou voltar atrás. O vídeo passa e se você não entendeu algo, já era", diz. "No início pensei que esse formato não fosse adaptado para explicar conceitos complexos de Ciências. Então percebi que, na verdade, era uma maneira poderosa de criar uma conexão com o telespectador, e que do ponto de vista pedagógico é muito interessante", conclui. A RFI Brasil tentou entrar em contato com David Louapre, mas sua assessora foi franca: seu sucesso e agenda cheia não o obrigam a responder todas as demandas da imprensa no prazo desejado. Questões existenciais David Louapre não é o único que fez do YouTube seu ganha-pão e descobriu na plataforma uma maneira de tornar assuntos herméticos interessantes para estudantes que têm dificuldade de se concentrar na sala de aula. Thibauld Giraud, professor de Filosofia do liceu Marguerite de Navarre, em Alençon, na Normandia, criou o canal Mr Phi (Senhor Filosofia, em tradução livre), em agosto de 2016. Ele se destaca no YouTube por ser um dos únicos a falar sobre questões existenciais. O sucesso foi tanto que hoje o professor se dedica unicamente ao seu canal, que foi monetizado e possibilita que ele viva apenas de seus vídeos, que totalizam mais de 3 milhões de visualizações – um número importante para o mercado francês. O formato, ele acredita, permitiu a muitos de seus alunos entender teorias aplicadas ao cotidiano, como nesse vídeo onde ele explica, por exemplo, como “demonstrar qualquer coisa” através de uma argumentação consistente. O professor lembra que um argumento é um conjunto de premissas que justificam uma conclusão, mas só é válido se as premissas são verdadeiras ou reconhecidas como tal e têm uma relação direta com a conclusão. Explicado dessa maneira, pode parecer complicado, mas a linguagem utilizada pelo professor de Filosofia em seu vídeo facilita o interesse pela matéria, como ele explicou à RFI. “O fato que eles possam se interessar pelo assunto já é uma vitória. Um dos obstáculos da Filosofia é que muitos alunos não se interessam nem um pouco pelo assunto e têm problema em prestar atenção em uma hora de curso. Com um vídeo de 10 ou 15 minutos é bem mais fácil captar essa atenção”, diz. Salário pago por doações Ele explica que a Filosofia é uma matéria obrigatória que “aparece” no último ano do segundo grau na França, um momento crucial para os estudantes, que devem dominar a arte de escrever uma dissertação. Esse contexto, diz, não é estimulante para o aprendizado da disciplina. A escolha dos assuntos para seu canal, diz, é uma mistura de suas preferências com temas que funcionam bem no YouTube. Desde setembro de 2017, Thibaud abandonou as salas de aula para se dedicar exclusivamente ao canal. Seu salário é pago pelas doações feitas pelos internautas, o que é relativamente raro. Thibauld e David Louapre são pioneiros, mas outras dezenas de canais pululam na web francesa. Entre eles, Lanterna Cósmica, Scienceclic e Heu?reka, que tratam de Física, Química, mas também Economia e Finanças.

    Marina diz que implementação do Plano Nacional de Educação é prioridade para a área


    Presidenciável da Rede foi a segunda a participar do ciclo de entrevistas Diálogos Educação Já, na tarde desta segunda-feira (13), em São Paulo. A candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) disse nesta segunda-feira (13) que "boa...

    Presidenciável da Rede foi a segunda a participar do ciclo de entrevistas Diálogos Educação Já, na tarde desta segunda-feira (13), em São Paulo. A candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) disse nesta segunda-feira (13) que "boa parte dos problemas" na área da educação já estão resolvidos porque"já têm respostas técnicas e às vezes financeiras, o que falta é vontade política para fazer". Segundo ela, implementação do Plano Nacional de Educação é uma prioridade." A afirmação foi feita durante entrevista da série de encontros Diálogos Educação Já, que vai reunir outros pré-candidatos para debater temas exclusivos sobre educação básica pública. O evento foi promovido pelo movimento Todos Pela Educação e pelo jornal Folha de S. Paulo, em São Paulo. Os próximos encontros já confirmados são com o candidato Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, nesta quarta (15), às 10h, e com candidato à Vice-Presidência do PT, Fernando Haddad, que seria nesta terça (14), mas foi adiado para quinta (16), às 10h. Na última sexta (10), o primeiro candidato a participar foi Ciro Gomes (PDT). Perguntada sobre que atitudes concretas ela tomaria para priorizar a educação em um eventual mandato na Presidência, Marina disse que investiria no cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação (PNE). "Quando você fala em priorizar educação você pode pegar vários caminhos pra dizer isso, mas acho que depois de tanto esforço e de tudo o que vem sendo pactuado com tantas organizações da sociedade, algo que pode manifestar o compromisso com a educação, já que esse processo foi um processo aberto, democrático e compartilhado, é a implementação do Plano Nacional de Educação", afirmou ela. O QUE É O PLANO NACIONAL: O PNE é uma lei que determina quais são as metas e as políticas públicas educacionais que devem ser alcançadas pelas esferas federal, estadual e municipal. Ao todo, são 20 metas centrais, subdivididas em objetivos intermediários, cada uma com um prazo previsto, sendo que o prazo final de vigência do plano é 2024. Em junho, um relatório de monitoramento do próprio governo federal mostrou que o PNE está em risco de estagnação e descumprimento de metas "Nós temos um déficit ainda de crianças que não estão na escola, e sem falar nesses que estão na fase, o problema daqueles acima de 15 anos que ainda são analfabetos. No Brasil temos uma grande quantidade de pessoas que ainda são analfabetas", afirmou Marina durante a entrevista. "O PNE tinha metas a serem cumpridas em 2016. Estamos em 2018 e estamos totalmente aquém. É perseguir a meta dentro de um tanto de um governo que terá quatro anos, envidar todos os esforços do ponto de vista dos recursos para que a gente não tenha nenhuma criança fora da escola na faixa de 5 até o processo da sua alfabetização." Profissão docente A candidata da Rede também citou a necessidade de melhorar a qualidade da formação dos docentes. "Nós gostamos muito de uma frase que o Eduardo Giannetti [coordenador do plano econômico de Marina] fala, de que o futuro do brasil passa pela sala de aula, e vai passar pela sala de aula. Então, se vai passar pela sala de aula, com certeza professores bem formados é uma boa tradução da prioridade", explicou. "Professores que sejam remunerados dignamente. Trabalhar para que essa remuneração possa acontecer. Hoje um professor ganha em torno de 39% do que ganha um professor de um país desenvolvido. É claro que não é fácil, na realidade das dificuldades do nosso país. Mas, para ter um bom salário, uma boa formação, é a tradução disso na prática." Ela também diz que enxerga como um desafio a "disparidade" entre os sistemas locais de educação, em termos de planos de carreira para os professores. "O desafio que os professores têm de ter um plano de carreira, já que há uma disparidade muito grande, até porque em mais de 5 mil municípios, um sistema que não é devidamente... Não funciona como sistema. Então, traduzir isso em ações práticas, de articulação, de suporte, é tradução de compromisso com a educação." Composição da equipe Perguntada sobre como montaria uma possível equipe do Ministério da Educação, caso seja eleita, Marina não citou nomes, mas listou os critérios que usaria na escolha. "Eu manteria os critérios que tive quando eu compus a minha equipe no Ministério do Meio Ambiente", respondeu ela. "Primeiro que é uma condição básica, e que hoje no Brasil a gente até tem que citar, né? Critérios éticos. Formação técnica e capacidade de mediação política, idoneidade para fazer a sua função, exercício da sua função." Ela também negou que tenha deixado seu cargo como ministra do Meio Ambiente, em 2009, por falta de capacidade de mediação política. "Eu não saí do governo por incapacidade de mediação política, eu saí por coerência, até porque fazer um plano envolvendo 13 ministérios e esses ministérios trabalharem, e durante um período curto de tempo ser capaz de reduzir o desmatamento em mais de 50% é algo que é uma mediação política enorme", disse ela. "Agora, eu não era presidente da República, mas hoje talvez a gente esteja vivendo um ambiente muito polarizado. Mas o bom é que eu tive boas experiências", contou Marina, citando trabalhos feitos em conjunto com os ministros que chefiaram o MEC no governo Lula como exemplo de esforço em conjunto mesmo com visões diferentes. "Acho que a gente tem que fazer essa quebra." Ela também defendeu que políticas públicas bem sucedidas sejam continuadas mesmo após a troca de partidos políticos no poder. "O Brasil precisa institucionalizar conquistas em ver de ‘fulanizar’, de partidarizar." Orçamento A candidata disse que pretenderia fugir da "escola de Sofia" entre investir em uma área de educação, como a educação infantil, por exemplo, e deixar de lado o ensino superior. "A gente tem desde, enfim, os recursos que não são os recursos ideais, mas obviamente que temos uma lei que busca os 10% do PIB para a educação no decorrer do decênio. Mas nada se resume única e exclusivamente a recursos. O governo federal pode ajudar muito a melhorar a qualidade da gestão. O governo federal tem um papel na articulação para que se tenha um sistema nacional de educação que funcione." De acordo com ela, o governo federal "tem esse papel de suporte para que os professores, os municípios por exemplo façam seus planos municipais para a primeira infância, já que a gente está detectando que isso é muito importante no processo de formação de professores". Mas Marina disse, também, que defende mais transparência dos orçamentos e da gestão dos estados e municípios para que o governo federal tenha maior conhecimento da realidade do país. "O governo tem um processo de fazer uma espécie de equalização dessa diferença em relação aos municípios que podem menos do ponto de vista financeiro, mas o governo federal não consegue fazer isso adequadamente em função de não ter a realidade... Usando um termo de um amigo meu, não tem a ‘realidade real’ da situação da educação do Brasil." (ATUALIZAÇÃO: a sabatina com Fernando Haddad, que estava prevista para esta terça-feira, foi adiada para quinta-feira (16)) Initial plugin text
    Por que o Cazaquistão decidiu trocar seu alfabeto

    Por que o Cazaquistão decidiu trocar seu alfabeto


    A mudança do cirílico para um alfabeto baseado no latino também foi feita por outras ex-repúblicas soviéticas e tem sido interpretada como um meio de o país reiterar sua posição como nação independente. Bibliotecários têm aula com o novo...


    A mudança do cirílico para um alfabeto baseado no latino também foi feita por outras ex-repúblicas soviéticas e tem sido interpretada como um meio de o país reiterar sua posição como nação independente. Bibliotecários têm aula com o novo alfabeto em Astana, capital do país BBC/Taylor Weidman O Cazaquistão está mudando seu alfabeto oficial do atual cirílico para outro baseado no latino, que é utilizado para escrever a maior parte das línguas ocidentais. A transição, prevista para ocorrer em etapas até 2025, vai sair caro - o governo estima algo próximo de R$ 2,5 bilhões, valor que economistas acreditam estar subdimensionado. No passado, o cazaque já foi escrito com os alfabetos árabe e latino. Assim, a mudança, também realizada em períodos anteriores por outras ex-repúblicas soviéticas, tem sido interpretada como um meio de o Cazaquistão voltar ao passado e reiterar sua posição como país independente. O novo alfabeto foi anunciado em outubro de 2017 e recebeu críticas da população - algo raro para um país governado há três décadas pelo pulso firme de Nursultan Nazarbayev. A primeira versão foi considerada "feia" e passou por uma reformulação em fevereiro, que substituiu apóstrofes por acentos agudos. Então, por exemplo, República do Cazaquistão, que no formato inicial seria escrita como Qazaqstan Respy'bli'kasy virou Qazaqstan Respýblıkasy. Essa última versão parece ter agradado mais. "Está mais bonito!", exclamou Asset Kaipiyev, dono de um pequeno restaurante em Astana, capital do Cazaquistão, ao ver o novo formato do alfabeto, aprovado pouco antes por Nazarbayev. Kaipiyev abriu seu restaurante em dezembro e chamou-o de Sa'biz, soletrado com a primeira versão do alfabeto latino. Mas todo seu material de marketing - do guardanapo ao enorme letreiro - terá que ser substituído. Kaipiyev não cogitou a hipótese de o governo rever o alfabeto e agora estima gastar US$ 3 mil (R$ 11,2 mil) com a mudança. O que Kaipiyev e outros donos de pequenos negócios estão passando afetará em maior escala o país, que precisará mudar desde documentos oficiais a livros didáticos, além de ensinar a população a nova escrita. Asset Kaipiyev, dono do Sa'biz, terá que mudar a ortografia de seu restaurante BBC/Taylor Weidman Línguas oficiais De acordo com o censo de 2016, cazaques compõem cerca de dois terços da população, enquanto que os russos somam 20% dos habitantes do país. Hoje, o cazaque e o russo são as línguas oficiais. Mas os anos sob domínio do governo soviético levaram o russo a ser falado pela maioria do Cazaquistão - quase 94% dos mais de 18 milhões de cidadãos são fluentes na língua. A fluência em cazaque é de 74%. Enquanto isto, a frequência de uso da língua depende da região. Províncias do Norte e centros urbanos influenciados pela Rússia, como Almaty e a capital, Astana, usam o russo tanto nas ruas quanto nos escritórios do governo. No Sul e Oeste, o cazaque é mais usado. O cirílico é o alfabeto-base do russo e também foi adaptado para o cazaque durante o governo soviético. Na história, o cazaque fora escrito com os formatos árabe e latino. O lançamento do novo alfabeto, portanto, é uma volta ao passado anterior à influência soviética. Essa transição já ocorreu há décadas em outras ex-repúblicas soviéticas. O Azerbaijão começou a introduzir livros didáticos no alfabeto latino no ano seguinte à dissolução da União Soviética, que ocorreu em 1991. Já o Turcomenistão seguiu pelo mesmo caminho a partir de 1993. Mudança em etapas A mídia estatal anunciou que o orçamento do governo para a transição dos próximos sete anos - dividida em três etapas - será de 218 bilhões de tenges (R$ 2,4 bilhões). Do total, cerca de 90% seriam investidos em educação. A primeira etapa, entre 2018 e 2020, inclui a criação de um departamento governamental para coordenar a transição, a tradução de livros e outros materiais didáticos e o treinamento de professores. Na segunda, entre 2021 e 2023, a nova escrita será introduzida ao público e as diretrizes de ensino serão atualizadas. Na última, prevista para 2024 e 2025, ocorrerá a tradução de documentos oficiais e das notícias da mídia estatal, e será expandida ainda a campanha de "conscientização". Munalbayeva Daurenbekovna, diretora da Biblioteca Acadêmica Nacional, tem ministrado aulas abertas a bibliotecários e outros interessados na escrita latina. "Professores terão que estudar todos os dias durante um mês. Para as crianças, seriam necessárias apenas dez aulas, porque elas aprendem mais rápido que os adultos", explica. Sem um detalhamento dos gastos em cada rubrica, economistas têm tido dificuldade de mensurar os custos da empreitada. Os ministérios das Relações Exteriores, Educação e Cultura não responderam aos pedidos de comentários e esclarecimentos. Escrita oficial Um impacto difícil de medir seria a fuga de cérebros. "Se a reforma não for bem implementada, há grandes riscos de que pessoas altamente qualificadas que falam russo, incluindo alguns da etnia cazaque, considerem emigrar", diz Eldar Madumarov, economista e professor da Universidade KIMEP, em Almaty. "Eles correm risco de perder boas oportunidades." Esse risco ficou evidente em fevereiro, quando o presidente Nazarbayev, bilíngue, ordenou que todas as reuniões de gabinete fossem realizadas em cazaque. Como o russo há muito tempo é a língua para os assuntos de Estado, o comando do governo por russos muitas vezes supera o de cazaques. Com isso, uma reunião transmitida pela TV mostrou oficiais com dificuldade de se expressar, alguns optando pela tradução simultânea. Além disso, documentos de identidade, passaportes, leis e regulamentações - toda a papelada que governos precisam para funcionar - terá que ser traduzida. O governo anunciou que isto fará parte da terceira etapa da transição, mas não especificou o quanto irá custar, alerta Kassymkhan Kapparov, diretor do Departamento de Pesquisa Econômica do Cazaquistão, com base em Almaty. Outra mudança ainda sem orçamento definido é a implementação do novo alfabeto pela mídia estatal. "Para se usar o novo alfabeto, será preciso treinar as pessoas primeiro, e então adaptar toda a infraestrutura de TI ao novo formato", ressalta o especialista. "Para isso eles não deram uma estimativa…. Com base nas minhas projeções, o custo ficaria em torno de US$ 15 milhões e US$ 30 milhões (de R$ 56 a R$ 112 milhões)". E esses são números apenas para o setor público. "O setor privado teria que fazer isso por conta própria, obviamente. Poderia gastar o dobro, ou dez vezes", diz Kapparov. "Isto depende do quão rígido o governo será; por exemplo, será exigida a mudança no período de um único ano? É possível que sim. Com nosso governo, nunca se sabe". Custará cerca de US$ 3 mil ao restaurante Sa'biz para mudar a ortografia para a nova versão do alfabeto, estima o empresário BBC/Taylor Weidman Kapparov teme ainda que a população, especialmente os mais idosos, tenham dificuldade para ler e escrever com o alfabeto latino. Por isso, a comunicação no setor público talvez tenha que ser realizada em várias línguas. "Isso pode ser chamado de "o ônus da língua", porque todo documento do setor público teria que ser escrito em russo, cazaque e com o novo alfabeto cazaque… Para isso seria preciso empregar tradutores", diz Kapparov, destacando que esse custo também não foi descrito no orçamento. O especialista estima que a transição completa custaria em torno de US$ 1 bilhão (R$ 3,7 bilhões), acima do previsto pelo governo. Já o diretor do Centro para Pesquisa Macroeconômica do Cazaquistão, Olzhas Khudaibergenov, acredita que o montante não chegará a isso. Khudaibergenov considera, por exemplo, que os custos da tradução de documentos serão inseridos no orçamento usual do governo. "As despesas reais serão apenas para programas informativos para apoiar a transição", afirma. "Acredito que o orçamento anual não ultrapasse dois ou três bilhões de tenges (R$ 22 a 33 milhões) entre 2018 e 2025". Benefícios econômicos? Kapparov diz que a transição do alfabeto é algo "difícil de vender" pelo governo e que não trará retorno direto em investimentos. Por isso, o processo "deveria ser visto mais como um programa de desenvolvimento social e cultural do governo", completa. Khudaibergenov concorda: "É mais uma questão de identidade nacional que estamos tentando encontrar, e estamos prontos para pagar por isso". Eldar Madumarov, da Universidade KIMEP, acredita que a economia possa sofrer uma desaceleração por conta das divisões políticas que surgirão da mudança na escrita. Enquanto alguns especulam que a decisão de Nazarbayev sinaliza o esfriamento da relação com a Rússia, acredita-se que ela também poderia enfraquecer as relações comerciais com as antigas repúblicas soviéticas. Hoje até 10% do fluxo de comércio entre Rússia, Cazaquistão e Ucrânia ocorre pela conveniência da língua compartilhada, que de certa forma se traduz numa proximidade de cultura e mentalidade, diz Madumarov. Isto também significa que os cazaques que falam russo têm mais mobilidade econômica entre os países. Enquanto isto, o Azerbaijão e a Geórgia, nações não fluentes em russo, têm relações comerciais mais fracas com o Cazaquistão. O russo é a língua escolhida em cidades do Cazaquistão como a capital, Astana BBC/Taylor Weidman O exemplo turco Por outro lado, ter um alfabeto latino significa estar mais integrado ao mundo ocidental, diz o especialista. A Turquia, por exemplo, fez a transição do alfabeto árabe para o latino em 1928, o que a levou a formar alianças com a União Europeia e travar negociações para se tornar um de seus membros - resfriadas recentemente. A Turquia há muito é usada como exemplo de como a modernização da língua e dos sistemas legais elevaram sua posição a potência econômica, diz Barbara Kellner-Heinkele, especialista na língua e História turca. Mas ela afirma que esse progresso se deve, principalmente, à expansão da alfabetização e ao firme controle de Mustafa Kemal Atatürk, fundador da República da Turquia, no início do século 20. A transição da Turquia para o alfabeto latino, que ocorreu em 1928, "foi realizada muito rapidamente", mas na época poucos turcos podiam ler e escrever. Atatürk precisava de pessoas educadas para que seu país estivesse no mesmo nível que a Europa e os Estados Unidos, "e parte do impulso da educação foi o novo alfabeto", explica Kellner-Heinkele. Uma nação independente A transição do Cazaquistão tem mais relação com o afastamento de seu passado soviético do que com educação ou economia, afirma a especialista. "É um argumento político mostrar que eles são um Estado independente, que são modernos, que são uma nação." Fazylzhanova Muratkyzy, linguista que trabalhou com o governo para criar o novo alfabeto, faz eco a essa afirmação e diz que muitos cazaques associam o alfabeto cirílico ao controle soviético. Com isso, especialmente os jovens estão celebrando o novo alfabeto. Pesquisas feitas na última década pelo instituto linguístico do qual está à frente mostram que, em 2007, 47% dos jovens entre 18 e 25 anos apoiavam a mudança. Em 2016, a adesão nessa faixa etária saltou para 80%. "É a escolha das pessoas, da nação. E o novo alfabeto está conectado aos nossos sonhos e ao nosso futuro", diz Muratkyzy. "Isto mostra que nossa história independente (da Rússia) está finalmente começando". A linguista Munalbayeva Daurenbekovna apresenta o novo alfabeto na Biblioteca Nacional, em Astana BBC/Taylor Weidman Apesar do custo adicional ao seu negócio, Kaipiyev, dono do Sa'biz, apoia integralmente a mudança. "Queremos nos conectar com a Europa e a América e com outros países. Isto vai nos ajudar a virar a página para o próximo capítulo", explica. Mas Kaipiyev não deve mudar o material de seu restaurante de imediato. "Acho que vou deixar assim agora", diz Kaipiyev, depois de refletir por um momento. "Mudaremos quando as pessoas realmente puderem lê-lo". Com colaboração de Makhabbat Kozhabergenova e pesquisa adicional de Miriam Quick.
    A surpreendente história do assobio 'fiu-fiu' – e por que ele pode estar prestes a ser aposentado

    A surpreendente história do assobio 'fiu-fiu' – e por que ele pode estar prestes a ser aposentado


    Som característico de assédio sexual em espaços públicos, o polêmico 'fiu-fiu' surgiu nos EUA e se disseminou mundo afora com a ajuda de desenhos animados; mas a França estuda multa para quem for flagrado cometendo esse tipo de assédio....


    Som característico de assédio sexual em espaços públicos, o polêmico 'fiu-fiu' surgiu nos EUA e se disseminou mundo afora com a ajuda de desenhos animados; mas a França estuda multa para quem for flagrado cometendo esse tipo de assédio. Tatuagem de campanha contra o assédio: 'Não é não!' Reprodução/Globo Você pode não ter visto o filme Uma Aventura na Martinica - produção americana de 1944, protagonizada por Humphrey Bogart e Lauren Bacall -, mas talvez conheça sua cena mais famosa. Começa com uma troca de farpas entre o casal até que Bacall de repente se inclina e beija Bogart. "Por que você fez isso?", pergunta Bogart, com um sorriso idiota no rosto. "Queria ver se eu ia gostar", dispara Bacall. Ela então se levanta para sair e diz: "Você sabe que não precisa fingir para mim, Steve". "Você não precisa dizer nada, não precisa fazer nada…. Ah, talvez só assobiar." Em seguida, ela abre a porta e se vira para ele como se tivesse lembrado de algo: "Você sabe assobiar, não sabe, Steve? Basta juntar os lábios e soprar." A cena é inesquecível. E química do casal, arrebatadora - eles começaram um relacionamento no set de filmagem e se casaram pouco depois da estreia do filme. Mas também deve ficar na história por outro motivo: o que Bogart faz na sequência. Ele, de fato, junta os lábios e sopra - na verdade, assobia um "fiu-fiu" - duas notas que em 70 anos deixaram de ser uma tendência para se tornar, indiscutivelmente, o som mais ofensivo do planeta. A França, por exemplo, está debatendo a adoção de uma lei que multará em 90 euros (R$ 360) quem for flagrado fazendo "fiu-fiu" na rua, como parte dos esforços para combater o assédio sexual (ainda não foi definido, no entanto, como a polícia implementaria essa medida). Um político britânico pede, da mesma forma, que a prática seja reprimida e combatida no Reino Unido. Se você procurar por "fiu-fiu" ou "assobio" no Twitter, logo vai se deparar com uma série de reclamações de mulheres. Elas destacam a intimidação e o medo gerado por esse tipo de atitude, um exemplo óbvio de assédio em espaços públicos. De fato, o polêmico "fiu-fiu" - tão ouvido pelas mulheres ao passar na frente de uma obra - parece estar com os dias contados. Mas como foi que esse assobio ficou tão carregado de significado? E de que forma deixou ser uma prática banal para virar algo que choca? Surpreendentemente, sua história nunca havia sido contada. Lobo em pele de cordeiro Ao pesquisar a origem do assobio na internet, uma das teorias que aparece remete aos marinheiros. Enquanto estavam no mar, eles costumavam gritar palavras de ordem uns para os outros. Mas durante as tempestades, se comunicavam por meio de apitos - eram os únicos sons que podiam ser ouvidos além das ondas. Um deles soava como um "fiu-fiu". E, segundo reza a lenda, os marinheiros começaram a usá-lo para avisar as mulheres quando chegavam à costa. Só há um problema com essa hipótese: não é verdadeira, pelo menos de acordo com historiadores da Marinha Real Britânica e do Museu Marítimo Nacional. Os porta-vozes de ambas instituições disseram nunca ter ouvido falar nessa teoria. E consideram extremamente improvável que os marinheiros adotassem em terra um "chamado" usado para situações difíceis e assustadoras em alto-mar. Ainda mais para flertar com as mulheres. Então de onde vem o "fiu-fiu"? A pista está no próprio nome usado para designar esse tipo de assobio em inglês: wolf-whistle ("assobio do lobo", em tradução literal). "Minha teoria vem de uma conversa com um velho pastor", diz John Lucas, autor do livro A Brief History of Whistling ("Uma Breve História do Assobio", em tradução livre). "Ele era um cara muito experiente, treinava cães pastores e me mostrou diversos tipos de chamados, até que um soou exatamente como um 'fiu-fiu'. Eu disse: 'Isso é um pouco politicamente incorreto'! E ele respondeu: 'Não, é apropriado, é da Albânia'". Segundo ele, em regiões montanhosas do sul da Europa, os pastores usaram, durante séculos, o assobio para avisar uns aos outros e a seus cães da presença de lobos. Colocavam dois ou três dedos na boca e, em seguida, sopravam as duas notas. "É um assobio incrível, inacreditavelmente barulhento. Você poderia ouvir a milhas de distância", diz Lucas. Tanto a técnica quanto a melodia parecem ter sido batizadas de wolf-whistle. Mas na década de 1930, esse assobio de duas notas começou a ser associado a um tipo completamente diferente de lobo - o predador sexual. Lucas testemunhou seu primeiro "fiu-fiu" durante a Segunda Guerra Mundial, quando era criança. Havia muitos soldados americanos baseados perto de sua casa, na zona rural de Leicestershire, na Inglaterra. Ele e os colegas brincavam de seguir os militares pela vizinhança na esperança de conseguir um chiclete. "Eles ficavam do lado de fora do saguão da igreja, do lado de fora dos bailes, e assobiavam para as mulheres quando elas entravam. Foi quando eu ouvi pela primeira vez. Agora, como passou dos criadores de ovelhas albaneses para os militares, eu não faço ideia". O momento da transição pode ser desconhecido, mas o que popularizou o "fiu-fiu" parece claro: foram os desenhos animados, especialmente os de autoria de Tex Avery, o lendário cartunista e animador americano que ajudou a criar personagens como Pernalonga e Patolino. Avery foi um dos responsáveis pela transformação da indústria dócil dos desenhos animados em uma forma de arte anárquica e caótica, onde tudo era possível. O obituário do cartunista, publicado em 1980 pela revista Variety, deixa isso claro: "Ele não tinha interesse em duplicar ou imitar a realidade. Em sua mente... quanto mais irreal, melhor. Na pior das hipóteses, seus filmes são estridentes e bobos. Na melhor das hipóteses, são incrivelmente engraçados. Em qualquer um dos casos, eles são diferentes de qualquer outro, feito antes ou depois." "Você quer saber por que Tex Avery era especial?", indaga Pierre Floquet, autor do livro The Comic Language of Tex Avery ("A Linguagem Cômica de Tex Avery", em tradução livre). "Você tem uma hora?" Segundo ele, um dos personagens famosos de Avery era um lobo que assobiava. Ele aparece pela primeira vez em 1937, em uma versão de Chapeuzinho Vermelho, dirigida por Avery. No desenho, ele faz "fiu-fiu" para a personagem e, na sequência, a persegue pela cidade até levar uma martelada na cabeça. O público fica claramente feliz quando o lobo é atacado. "A maior parte da imaginação ou criação de Avery vinha da observação de tendências sociais", explica Floquet. "Ele pegava as coisas e modificava, brincava com elas. Nos anos 1930, com os padrões morais da época, um homem mulherengo não era boa coisa. Apenas gradualmente passou a ter uma imagem mais positiva". A mudança é claramente percebida em A Ardente Chapeuzinho Vermelho, de 1943, desenho animado que remete ao clássico conto de fadas. O lobo agora é um cavalheiro da cidade de terno e cartola, que vai a uma boate onde vê Chapeuzinho cantando. Ela é tão sexy - preocupantemente, essa é a única palavra possível - que o lobo enlouquece. Ele assobia para ela. Pega uma máquina que faz "fiu-fiu" por ele. Grita. Bate na mesa. Sua língua sai da boca. Seus olhos saltam do rosto. Ele até começa a bater com um martelo na cabeça, como se estivesse tentando perder os sentidos. É tão ridiculamente exagerado, e tão bem feito, que não surpreende que a cena tenha sido reproduzida diversas vezes desde então. Você pode encontrar paródias dela em filmes como O Máscara e Uma Cilada para Roger Rabbit, por exemplo. A animação foi considerada tão sexual que supostamente teve problemas com os censores da época. E provavelmente só foi autorizada a ser exibida porque a Segunda Guerra Mundial ainda estava em curso, e os militares dos EUA queriam desenhos como esse. "Se você aumentasse a libido dos soldados com um desenho animado, eles ficariam frustrados. E se ficassem frustrados, ficariam agressivos e seriam melhores soldados", explica Floquet. "Eu não estou brincando! Era mais ou menos isso que os comissários do Exército diriam que esperavam com os desenhos". A animação teria sido assistida por quase todos os soldados - e pela maioria dos garotos americanos. Se eles não faziam "fiu-fiu" até aquele momento, logo começaram. E parece que imediatamente após a exibição do desenho, o assobio estava por toda parte. De acordo com o Dicionário de Oxford, a primeira menção ao termo wolf-whistle em um jornal veio em 1944. E a prática passa a ser retratada não só em Uma Aventura na Martinica, mas em inúmeros outros filmes, incluindo o drama noir Alma em Suplício. Diversão inocente? Logo após a guerra, você podia até comprar o The Original Hollywood Wolf Whistle, um dispositivo que se conectava ao carro e fazia "fiu-fiu" para quem passava na rua. A participação mais notória do assobio na história, porém, acontece uma década depois. Em 28 de agosto de 1955, Emmett Till, um afro-americano de 14 anos, foi linchado no Mississippi alguns dias após supostamente ter feito "fiu-fiu" para uma mulher branca em uma mercearia. Ele foi sequestrado, espancado até ficar desfigurado e baleado. Seu corpo foi jogado em um rio, com uma lâmina de ventilador amarrada em volta do pescoço com arame farpado para puxá-lo ao fundo. A mãe do jovem insistiu em deixar o caixão aberto no velório, para que o mundo pudesse ver exatamente o horror que havia acontecido. A morte de Emmett se tornou um grito de guerra para o movimento pelos direitos civis nos EUA. A popularidade do assobio não durou muito. A ascensão do feminismo começou a miná-lo na década de 1970. Segundo Lucas, as pessoas perceberam que era "humilhante e bastante desagradável". "Minha esposa ouviu um 'fiu-fiu' de um operário em uma obra (uma vez). Ela foi até ele e perguntou que diabos estava fazendo." No fim dos anos 1970, Lucas foi nomeado professor de inglês na Universidade de Loughborough, na Inglaterra. E conta que algumas de suas alunas gritavam com homens que assobiavam para elas: "Meu ursinho de pelúcia pode assobiar mais alto que isso!". Assim que começou a entrar em decadência na sociedade, o "fiu-fiu" também perdeu força no cinema, embora ainda apareça de vez em quando na telona. Em Grease - Nos Tempos da Brilhantina, o assobio ajuda a criar o clima sexy da década de 1950; em Legalmente Loira, é usado para fazer uma piada rápida ("Me sinto à vontade usando jargão jurídico na vida cotidiana. [Homem faz fiu-fiu]. Objeção!"). Mas o atual debate em torno do movimento #metoo pode jogar de vez uma pá de cal na prática. Se o assobio for retratado em filmes a partir de agora, deve ser apenas com sentido negativo. Se você é daqueles que celebra sua derrocada ou acredita que "os politicamente corretos enlouqueceram", talvez dependa um pouco da geração a que você pertence. Quem foi criado nos anos 1950 ou 1960, quando o "fiu-fiu" era considerado uma diversão inocente, pode se esforçar para ver de outra forma. Mas se você cresceu enxergando o assobio como assédio, é difícil não encará-lo como tal. Uma pessoa que está triste com sua aposentadoria é Sheila Harrod, de 74 anos, ex-campeã mundial de assobios. Ela pode assobiar como uma cantora de ópera ou imitar cantos de pássaros - e já se apresentou em redes de rádio e televisão para milhares de pessoas em todo o mundo. "Eu aprendi a assobiar fazendo isso na rua", conta. "O único que eu sabia fazer era o "fiu-fiu". Eu costumava colocar dois dedos na boca e assobiar. Quanto mais alto, melhor." Se não fosse pelo "fiu-fiu", Harrod jamais teria viajado o mundo assobiando. "Você não ouve mais porque as pessoas têm medo de serem acusadas de assédio sexual", avalia. "É uma vergonha. Eu sempre pensei nisso como uma ousadia para alegrar o dia. Se faziam comigo, eu costumava assobiar duas vezes mais alto. Sempre acabava com uma risada." "E não me importaria de ouvir um "fiu-fiu" agora na minha idade", finaliza.

    São Paulo tem cursinhos pré-vestibular gratuitos e com preços populares


    Lista reúne instituições com vagas abertas. Fuvest abre inscrições para o vestibular 2019 A cidade de São Paulo conta com diversos cursinhos pré-vestibular populares voltados para estudantes de escolas públicas e de baixa renda. Há vagas abertas...

    Lista reúne instituições com vagas abertas. Fuvest abre inscrições para o vestibular 2019 A cidade de São Paulo conta com diversos cursinhos pré-vestibular populares voltados para estudantes de escolas públicas e de baixa renda. Há vagas abertas para aulas gratuitas e a preços baixos. Confira a lista abaixo. Leia também: Fuvest abre nesta segunda as inscrições para o vestibular 2019 Cursinho Educafro Valor: gratuito. Inscrições: Os alunos precisam ter comprovada baixa renda de até dois salários mínimos. Algumas sedes da rede também solicitam estar cursando ensino médio em escola pública ou ser bolsista em colégio particular. Processo seletivo: Não é necessário fazer prova. Para garantir a vaga é necessário frequentar a reunião de orientação às quintas (18h) ou qualquer sábado (9h ou 15h) para entender como é o trabalho é feito. Sobre a instituição: A Educafro tem a missão de promover a inclusão da população negra (em especial) e pobre (em geral), nas universidades públicas e particulares com bolsa de estudos, através do serviço de seus voluntários (as) nos núcleos de pré-vestibular comunitários e setores da sua Sede Nacional, em forma de mutirão. Mais informações: https://www.educafro.org.br/site/cursinho-educafro-modelo-preparatorio-para-usp-e-para-o-enem/ Studium Valor: gratuito Aulas: O projeto é dividido em três pilares: oficinas, cursinho on-line e mentorias. Inscrições: Podem se inscrever jovens de 16 a 23 anos, alunos (ou ex-alunos) de escolas públicas de São Paulo, em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Processo seletivo: prova on-line e entrevistas. Sobre a instituição: Studium é um projeto do Instituto SOMOS que oferece suporte completo ao aluno que está se preparando para o vestibular: cursinho das matérias tradicionais, oficinas para desenvolver habilidades socioemocionais, além de mentoria com especialistas para aconselhamento profissional. Mais informações: www.institutosomos.org Cursinho Acepusp Valor: preços variam de R$600 a R$1.400 por ano. As mensalidades vão de R$50 a R$86, dependendo do horário. Turmas: manhã, tarde, noite e sábado. Aulas: São ensinadas as matérias regulares dos vestibulares e ENEM: Literatura, Gramática, redação, Geografia, História, Matemática, Física, Química, Biologia. Há também aulas extras de: Filosofia, Sociologia, Atualidades e Inglês. Inscrições: Para se inscrever é necessária uma análise socioeconômica. Caso o aluno receba até um salário mínimo e meio, ele ganha uma porcentagem de uma bolsa de estudos. Sobre a instituição: A Acepusp (Associação Cultural de Educadores e Pesquisadores da Universidade de São Paulo) é uma instituição sem fins lucrativos formada por estudantes de diversas universidades públicas brasileiras, com destaque para USP, Unifesp e UFABC. A sede, localizada no centro da cidade de São Paulo, apoia organizações autônomas e coletivos, abrigando diversas atividades no espaço. Mais informações: https://www.cursinhopopular.com.br/
    Brasileiros conquistam 112 medalhas em competição internacional de matemática

    Brasileiros conquistam 112 medalhas em competição internacional de matemática


    Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia (AIMO) reuniu 1,5 mil estudantes de 16 países. O evento aconteceu entre os dias 2 a 7 de agosto. Estudantes de vários estados do Brasil participaram da competição na Ásia. Rede...


    Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia (AIMO) reuniu 1,5 mil estudantes de 16 países. O evento aconteceu entre os dias 2 a 7 de agosto. Estudantes de vários estados do Brasil participaram da competição na Ásia. Rede POC/Divulgação Estudantes brasileiros conquistaram 112 medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática da Ásia (AIMO), realizada em Bangcoc, Tailândia. Foram 3 medalhas de ouro, 23 de prata e 86 de bronze. Ao todo, 16 países participaram da competição. A delegação brasileira tinha 225 alunos no total, 138 de escolas públicas e 87 de colégios particulares, que cursam desde o fundamental 1 ao ensino médio. Para participar da competição internacional, a Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (Rede POC), convida as escolas com melhor desempenho na Olimpíada Internacional Matemática sem Fronteiras, que este ano, aconteceu em abril. "O evento faz com que os alunos possam melhorar a sua habilidade com a matemática, além do seu pensamento crítico, incentivando também a curiosidade e o interesse pela matemática. É importante ter eventos como estes para que possa haver uma troca de conhecimento cultural e educacional, aproximando o Brasil de outras nações", conta Ozimar Pereira, diretor da Rede POC. Em 2017, segundo a Rede POC, 15 alunos participaram da AIMO, ou seja, 210 a menos que este ano. "Podemos destacar o interesse das escolas no incentivo dos alunos a participarem e pelo fato da Rede POC ter esse trabalho que facilita o acesso a esses eventos. É o diferencial que nós fazemos", concluir o diretor. Arrecadação online Na cidade de Leme (SP), 12 estudantes do 3º Ensino Médio da Escola Técnica Estadual Deputado Salim Sedeh foram convidados para AIMO, depois de conquistarem medalhas de ouro estadual e prata nacional na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras. Como o convite para participação não arca com as depesas, os estudantes resolveram fazer uma vaquinha online para ajudar com os custos e ir à Olimpíada de Matemática na Ásia. Dos 12 convidados, três estudantes representaram a turma e conquistaram duas medalhas de bronze na AIMO. Estudantes de Leme fazem vaquinha para participar de competição na Ásia Etec/Divulgação

    Fuvest abre as inscrições para o vestibular 2019


    Taxa custa R$ 170. Prova da primeira fase será no dia 25 de novembro. Fuvest abre inscrição para o Vestibular 2019 A Fuvest abriu nesta segunda-feira (13) as inscrições para o vestibular 2019 que oferece mais de 8,4 mil vagas em cursos de...

    Taxa custa R$ 170. Prova da primeira fase será no dia 25 de novembro. Fuvest abre inscrição para o Vestibular 2019 A Fuvest abriu nesta segunda-feira (13) as inscrições para o vestibular 2019 que oferece mais de 8,4 mil vagas em cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). As inscrições devem ser feitas no site da Fuvest e serão encerradas às 12h de 14 de setembro (veja o Manual do Candidato). A primeira fase do vestibular ocorrerá no dia 25 de novembro e a segunda fase será nos dias 6 e 7 de janeiro de 2019. A partir deste ano, a segunda fase terá dois dias de provas, e não mais três, como era anteriormente. A taxa de inscrição custará R$ 170 (mesmo valor do ano passado) e deverá ser paga por boleto bancário em bancos ou pela internet, até o dia 18 de setembro. Não haverá devolução do dinheiro para quem não comparecer à prova. Inscrições para a Fuvest começam nesta segunda-feira (13) com mudanças Ao preencher o formulário de inscrição, é necessário informar o próprio CPF e o número do documento de identidade (RG). Para o cadastro inicial da inscrição é necessário anexar uma foto, cuja imagem deve ter fundo sem detalhes, destacando o rosto do candidato e sem acessórios. Essa imagem será comparada com a foto coletada nos dias de provas, para reconhecimento facial. Para candidatos com deficiência, é preciso informar as necessidades de adaptação da prova no momento da inscrição. Até o dia 15 de setembro, a pessoa deve enviar a documentação médica que comprove e detalhe a questão. Serão reservadas 40% das vagas de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Também haverá seleção de vagas por meio do Sisu. Provas Primeira fase Data: 25 de novembro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 5h Saída liberada a partir das: 17h Conteúdo: 90 questões de múltipla escolha, sobre conhecimentos gerais Segunda fase Datas: 6 e 7 de janeiro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 4h por dia Saída liberada a partir das: 16h Conteúdo: 6/1- português (10 questões) e redação; 7/1 - 12 questões de duas, três ou quatro disciplinas (6 ou 4 ou 3 questões de cada uma), de acordo com a carreira escolhida. Para algumas carreiras, há prova de Habilidades Específicas de caráter eliminatório e classificatório. Resultados 10 de dezembro: Lista de convocados para a segunda fase 24 de janeiro: Lista de aprovados Livros (leitura obrigatória) Iracema – José de Alencar; Memórias póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis; O cortiço – Aluísio Azevedo; A relíquia – Eça de Queirós; Minha vida de menina – Helena Morley; Vidas secas – Graciliano Ramos; Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade; Sagarana – João Guimarães Rosa; Mayombe – Pepetela. Cidades em que ocorrerão as provas As provas da Fuvest serão aplicadas nas seguintes cidades: Região Metropolitana de São Paulo: São Paulo, Barueri/Santana de Parnaíba, Carapicuíba, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Taboão da Serra. Interior de São Paulo: Barretos*, Bauru, Campinas, Fernandópolis*, Franca, Jaú*, Jundiaí, Limeira, Lorena, Marília*, Mogi Mirim, Piracicaba, Pirassununga, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Taubaté*. *Nessas cidades, haverá somente a aplicação da prova da 1ª fase. Na 2ª fase, os candidatos inscritos nessas cidades e que forem convocados serão realocados como segue: de Barretos para Ribeirão Preto; de Fernandópolis para São José do Rio Preto; de Jaú e de Marília para Bauru; de Taubaté para São José dos Campos.
    Supremo Tribunal Federal vai decidir se crianças podem ser educadas em casa; ação opõe pais e órgãos públicos

    Supremo Tribunal Federal vai decidir se crianças podem ser educadas em casa; ação opõe pais e órgãos públicos


    STF deve julgar 'homeschooling' no dia 30. Advocacia Geral da União e estados dizem que educação domiciliar priva aluno de 'socialização'; para família, escola se tornou violenta e sem qualidade. Um julgamento marcado para o próximo dia 30 no...


    STF deve julgar 'homeschooling' no dia 30. Advocacia Geral da União e estados dizem que educação domiciliar priva aluno de 'socialização'; para família, escola se tornou violenta e sem qualidade. Um julgamento marcado para o próximo dia 30 no Supremo Tribunal Federal (STF) está opondo pais de alunos e órgãos públicos. A controvérsia envolve a possibilidade de os pais tirarem os filhos da escola para ensiná-los em casa, prática chamada de educação domiciliar. Na Corte, os ministros vão decidir se essa forma de ensino, conhecida internacionalmente como “homeschooling” e mais comum nos Estados Unidos, passa pelo crivo da Constituição. Casal explica por que não põe os filhos na escola No artigo 205, a Carta trata a educação como um “direito de todos e dever do Estado e da família”, a ser “promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. O objetivo, segundo a Constituição, é o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Adolescente estuda em casa no Rio Grande do Sul; STF deve decidir neste mês sobre direito ao homeschooling Arquivo pessoal A ação no STF A ação a ser julgada no STF surgiu em 2012, quando uma estudante de Canela (RS), à época com 11 anos, pediu ao juiz da cidade, com apoio dos pais, o direito de ser educada em casa. O objetivo era derrubar decisão da Secretaria Municipal de Educação que orientava os pais a matricularem a menina, com compromisso de frequentar a escola. Até 2011, ela havia estudado numa escola pública da cidade, mas queria cursar o ensino médio com ajuda dos pais em casa. Motivo: a escola juntava na mesma classe alunos de idades e séries diferentes. Os colegas mais velhos, diziam os pais, tinham sexualidade avançada e falavam palavrões, o que, para eles, não refletia um critério ideal de convivência e socialização. Os pais também discordavam de algumas “imposições pedagógicas” da escola, como o ensino do evolucionismo – a família é cristã, acredita no criacionismo e, diz a ação, “não aceita viável ou crível que os homens tenham evoluído de um macaco”. O juiz da comarca negou o pedido. Argumentou que “o convívio em sociedade implica respeitar as diferenças” e que a escola é o primeiro lugar em que a criança se vê diante disso, no contato com colegas de diferentes “religiões, cor, preferência musical, até de nacionalidades distintas, etc”. “O mundo não é feito de iguais”, escreveu o juiz na sentença. A decisão foi mantida na segunda instância da Justiça pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). A família recorreu ao Supremo Tribunal Federal e, em 2016, o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu todas as decisões judiciais que impediam pais de educarem os filhos em casa até a uma posição final do STF sobre o assunto. A solução a ser adotada pelo Supremo – com proibição ou permissão, com ou sem parâmetros mínimos para a prática do “homeschooling” no Brasil – valerá para todos os casos. Pelas estatísticas do STF, existem ao menos 40 ações paradas no país, principalmente na região Sul, aguardando uma definição. A Associação Nacional de Educação Familiar (Aned), que reúne pais e ativistas da causa, estima em ao menos 5 mil o número de famílias que ensinam cerca de 10 mil estudantes em casa – a expectativa delas é que a decisão do STF traga segurança jurídica e evite processos judiciais como no caso de Canela. Órgãos públicos O processo no STF colocou em polos opostos vários órgãos públicos, de um lado, e pais e associações de defensores da educação domiciliar, de outro. Manifestaram-se contra a constitucionalidade da prática a Advocacia Geral da União (AGU), representando o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Educação; além de procuradores de 19 estados do país. Essas instituições afirmaram, em síntese, que Estado, sociedade e família devem agir de forma conjunta e não isolada na educação das crianças e adolescentes. “Quer dizer que cada um deve cumprir o seu papel e não que todos devem atuar da mesma forma”, diz o parecer da AGU. Outro argumento largamente utilizado é o da socialização. Para os órgãos públicos, a escola é importante para dar ao estudante experiências e visões diferentes daquelas apresentadas pela família. “A escola é indispensável para o pleno exercício da cidadania e, na medida em que os indivíduos são orientados para respeitar a diversidade com a qual inevitavelmente terão que conviver, contribui para a erradicação da discriminação e o respeito aos direitos humanos”, diz a AGU. Além do aspecto do convívio com alunos de valores e origens diferentes, os representantes dos estados também argumentaram que só a escola, com professores, pedagogos e assistentes, tem a capacidade de ensinar um conteúdo completo e não algo “parcializado”. “O Estado tem o dever legal de zelar para que as crianças de hoje sejam no futuro cidadãos conscientes e com conhecimento mais amplo possível. [...] Se os pais pretendem 'filtrar' o ensino dos seus filhos, ausente o pluralismo de ideias”, diz a manifestação do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal. A Procuradoria Geral da República (PGR) adotou posição intermediária. Disse que a Constituição não proíbe “estratégias alternativas” de ensino, mas, para isso, são necessárias regras legais a fim de propiciar “socialização e formação plena”. Sem lei aprovada pelo Congresso que permita aferir frequência e avaliação do aprendizado, o STF não poderia liberar a prática sem regras mínimas, disse a PGR. Professora ministra aula em escola de Natal Divulgação/Prefeitura de Natal Pais e estudiosos Advogado e amigo da família de Canela que pediu autorização para educar a filha em casa, Julio César Tricot Santos atua no caso desde o início do processo. Ele argumentar principalmente que, na realidade da escola pública brasileira de hoje, a socialização com outros alunos está longe de ser uma experiência positiva e enriquecedora para uma criança. “O bullying é um problema real. O diferente nunca é aceito. Tenho uma família que veio do Maranhão para Nova Petrópolis (RS), com sotaque diferente. O menino apanhava quase todos os dias no colégio”, exemplifica. Outro problema são as drogas e a violência. “A escola particular tem segurança na entrada e no meio. A escola pública não tem”. Um convívio mais saudável, diz Santos, também pode ser proporcionado e monitorado de perto pela família junto a vizinhos, igrejas, clubes e atividades esportivas. Outro aspecto crucial, para ele, é a qualidade do ensino, que vem caindo no país, na avaliação de muitos pais e conforme testes internacionais de alfabetização aos quais os alunos brasileiros são submetidos. Os defensores do homeschooling dizem que, educadas em casa, as crianças aprendem mais porque se concentram mais nos estudos que em sala de aula, onde professores perdem tempo tentando disciplinar a classe. Citam pesquisas em outros países, onde a prática é mais aceita, que mostram melhor rendimento dos estudantes educados em casa. Se os resultados parecem positivos, por que os órgãos públicos são unanimemente contra? Para o advogado Édison Prado de Andrade, com doutorado no tema pela USP e gestor da Associação Brasileira de Defesa e Promoção da Educação Familiar, tal posição é fruto de uma visão idealizada e teórica, não de uma percepção real e empírica da escola. “Os pais lidam com a escola real. O sistema de ensino lida com a escola ideal, como deveria ser, mas não como a escola é”, diz Andrade. Para ele, o poder público acabou absorvendo uma compreensão invertida dos papéis: se antigamente se entendia que quem educava era a família, nas últimas décadas muitos pais, mais ocupados com o trabalho, têm delegado a tarefa à escola, tida como um “depósito” para as crianças. “O Brasil foi construindo ao longo do tempo uma ideia falsa de que a solução para todos seus problemas está na escola. Se fala em educação, mas se entende como sinônimo de escola. Quem trabalha com escola sabe que não é solução, é problema”, diz o advogado. “A escola pública é para pobre. Quem tem renda tenta colocar em escola particular. Servidores públicos, mesmo da educação, não colocam seus filhos na escola pública. Nas escolas privadas, os pais colocam os filhos o dia inteiro como depósito”, completa. Propostas A rigor, um julgamento no STF sobre a constitucionalidade do “homeschooling” não pode detalhar como o método pode ser aplicado, tarefa que caberia ao Congresso, na aprovação de lei. Há, porém, a possibilidade de a Corte estabelecer condições mínimas para a prática. Na Câmara, há três propostas que tramitam em conjunto para regulamentar a educação domiciliar. Um projeto permite que os pais ensinem os filhos em casa, mas os obriga a matriculá-los na escola para que sejam avaliados em exames periodicamente e tenham o aprendizado inspecionado no ambiente em que estudam. As discussões se arrastam desde 2012, mas ainda não há previsão de aprovação final pela Casa nem de remessa do texto ao Senado para votação. Professora da Faculdade de Educação na Unicamp e com doutorado no tema, Luciane Barbosa considera a regulamentação “absolutamente necessária”, mas um grande desafio. Para ela, a desigualdade social e econômica do país faz com a escola seja a principal ou única forma de acesso à educação da maior parte da população. “Não basta simplesmente tornar a prática constitucional. Mas deve-se regulamentá-la de maneira que as crianças e adolescentes de camadas menos privilegiadas não tenham direitos desrespeitados. Hoje, infelizmente, obrigar a criança a ir para a escola significa, para muitos, retirá-la, ao menos em parte do dia, do trabalho infantil, da participação no tráfico”, diz.
    Como falar com crianças sobre política e ideologias da família

    Como falar com crianças sobre política e ideologias da família


    Na introdução ao tema, especialistas sugerem o estímulo à conversa entre pais e filhos e analogias com o entorno da criança. Se são os brasileiros com mais de 18 anos que têm a obrigação de se dirigir às urnas em outubro, as estimadas 38,8...


    Na introdução ao tema, especialistas sugerem o estímulo à conversa entre pais e filhos e analogias com o entorno da criança. Se são os brasileiros com mais de 18 anos que têm a obrigação de se dirigir às urnas em outubro, as estimadas 38,8 milhões de crianças com até 13 anos que aqui vivem também compartilham o cotidiano de um país em período eleitoral. Para alguns, é preciso haver um controle de como as ideologias políticas chegam às crianças - movimentos como o Escola sem Partido, por exemplo, tentam restringir a expressão de posições particulares de professores e garantir "o direito dos pais de que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". Ao mesmo tempo, a participação dos pequenos na vida política é garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Diálogo e tolerância devem permear a introdução à política, indicam terapeutas. Getty Images/BBC Afinal, em tempos de eleição e amplo acesso à informação - segundo uma pesquisa de 2016 do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), 55% das crianças de 9 a 10 anos usam a internet mais de uma vez por dia -, como famílias devem mediar o contato das crianças com o assunto? A BBC News Brasil conversou com especialistas em desenvolvimento infantil para buscar algumas sugestões. 1. Deixe a demanda vir da criança A imagem de adultos convocando as crianças para sentar e escutar o que é política não passa na cabeça de especialistas consultadas. "Falar muito cedo de temas como democracia e corrupção pode ser prematuro e absolutamente desinteressante. Até os 11, 12 anos, a criança está muito interessada no que está no seu entorno, no grupo de amigos, na escola e na família. A criança tem um foco determinado: se um adulto trouxer o assunto ela pode até ouvir, mas logo vai se desinteressar", diz Magdalena Ramos, terapeuta de família. A neuropsicóloga Deborah Moss, porém, lembra, como mãe de três filhos e profissional, que a curiosidade dos pequenos é naturalmente despertada por seu entorno - como uma vizinhança batendo panela, forma de manifestação que marcou o período do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Por isso, a sugestão é ir respondendo a este interesse à medida que a criança o manifesta. "As crianças acabam absorvendo aquilo que têm capacidade diante do que escutam das conversas dos pais, dos professores... A construção do pensamento abstrato começa a ser desenvolvido ali pelos 2 anos, com os primeiros contatos com o 'faz de conta', por exemplo. Mas a política já é muito abstrata, para uma criança mais ainda. Somente com a adolescência vem a possibilidade de fazer estas conexões mais complexas e dissociar-se do pensamento dos pais, que passam a ser vistos menos como heróis e mais como pessoas de carne e osso", diz Moss. 2. Traga questões complexas para o mundo dela Quando a curiosidade soar, questões conturbadas e abstratas podem se tornar mais compreensíveis aos pequenos com analogias que remetam ao mundo delas. No período do impeachment, por exemplo, Moss se valia de comparações do país e do governo com o prédio e o papel do síndico. O selo infantil Boitatá, da editora Boitempo, vem desde 2015 investido em títulos que apresentam a temática às crianças, como "A democracia pode ser assim" e "A ditadura é assim". Repletos de cores, ilustrações e exercícios, eles fazem analogias destes regimes com um recreio ou um ditado, por exemplo. "As crianças são naturalmente interessadas em saber como as coisas funcionam e prestam muito mais atenção no mundo que as cerca do que a gente imagina. Elas ficam fascinadas com insetos, dinossauros, planetas, querem entender como funcionam os órgãos do corpo humano, as profissões dos adultos, por que não iriam querer entender a sociedade em que estão inseridas?", diz Thaisa Burani, editora-assistente do selo. Diretora pedagógica em uma escola em Goiás, Fabíola Sperandio chama a atenção também para uma mudança de hábitos que acaba afastando uma troca fundamental, não só no que diz respeito à introdução à política: a conversa. "Está faltando bate-papo familiar, está faltando a família estar junto diante, por exemplo, de um noticiário que possa promover a discussão", aponta a pedagoga. "Por um lado, hoje se discute tudo na frente da criança, e eu clamo que nem tudo deve ser falado. Mas aí, quando a criança quer interagir, diz-se que não 'se trata de assunto de criança' e ela fica diante do assunto mal explicado". Sperandio diz que, caso as famílias desejem inserir os filhos em ações políticas mais diretas, como manifestações, a conversa também deve marcar presença. "Somos responsáveis pelas crianças, não só por sua segurança física mas também emocional, de formação humana. No momento em que se opta por inserir a criança em protestos, por exemplo, você tem que prepará-la para isso e lidar com os momentos posteriores. É preciso uma disposição para o diálogo, para a escuta, perguntar o que ela entendeu do que viu, esclarecer dúvidas...", sugere a pedagoga. 3. Apresente uma abertura à diferença Acompanhada do diálogo, Deborah Moss diz não ver problemas de uma apresentação do posicionamento da família, caso esta seja uma demanda dos adultos. Mas, diz a neuropsicóloga, isto deve vir com uma linguagem acessível e a valorização da tolerância. "É preciso ter cuidado para não se apresentar a opinião como uma verdade, como se qualquer coisa que 'não fale a língua da gente' esteja errado. Respeitar as diferenças é parte da educação", diz Moss. Sperandio lembra que a exposição à diferença tem, inclusive, uma função pedagógica. É algo que faz parte, por exemplo, do processo de alfabetização. "Quando você escreve, você pensa, lê, reflete... Você está em processo de construção. Então, esse processo não pode ser tolhido. É como a criança que está começando a escrever: temos uma caderno de escrita, por exemplo, que não tem intervenção da professora. É o momento de errar, arriscar e ensaiar", diz a pedagoga. 4. Dê o exemplo Magdalena Ramos defende que, mais do que falar diretamente da política com crianças, é importante que os adultos criem condições para se apresentarem como exemplo de uma conduta ética. "Vejo muitas famílias falando uma coisa e fazendo exatamente o contrário: falam que é preciso respeitar o outro, mas o tempo inteiro o pai é um transgressor. As crianças são muito críticas e observadoras, percebem a diferença no discurso e na ação", diz a terapeuta. "Os pais são muito incoerentes, mas os filhos precisam de uma coerência, de harmonia, rotinas... Este tipo de ambiente é importante para criar valores para os filhos, valores esses que, depois sim, permearão a atividade política". Sperandio faz um diagnóstico parecido a partir de seu dia-a-dia na escola e no consultório. "Percebo as crianças muito interessadas em um mundo melhor, porque se fala muito nisso. Mas a gente faz esse discurso e depois se contradiz com as atitudes. A criança fica confusa: elas precisam ter um porto seguro mas, hoje, não sabem onde estão pisando".

    Ciro afirma que teto de gastos impede expansão do ensino infantil e do médio


    Presidenciável promete revogar emenda constitucional que limita crescimento dos gastos à inflação do ano anterior. O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) disse nesta sexta-feira (10) que a Emenda Constitucional 95, que instituiu...

    Presidenciável promete revogar emenda constitucional que limita crescimento dos gastos à inflação do ano anterior. O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) disse nesta sexta-feira (10) que a Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos no governo federal, impede a expansão do ensino e por isso, se eleito, vai revogá-la. Ele estreou a série de encontros Diálogos Educação Já, que vai reunir outros pré-candidatos para debater temas exclusivos sobre educação básica pública. O evento foi promovido pelo movimento Todos Pela Educação e pelo jornal Folha de S. Paulo, em São Paulo. Os próximos encontros já confirmados são com a candidata Marina Silva (Rede), na segunda-feira às 15h, com o candidato à Vice-Presidência do PT, Fernando Haddad, na terça-feira às 10h, e com Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, às 10h. O que é a emenda do teto dos gastos? Aprovada em dezembro de 2016, a emenda define um teto para as despesas da União (Executivo, Legislativo e Judiciário e seus órgãos). Isso quer dizer que, a cada ano, esses gastos só poderão crescer conforme a inflação registrada no ano anterior. O valor inicial começou a valer em 2017, a partir dos gastos registrados em 2016. A emenda permite, por exemplo, que um ministério dentro do governo federal tenha um orçamento que ultrapasse o do ano anterior e a inflação do período – foi o caso do MEC em 2018. Porém, para isso ocorrer, outro setor do governo precisa sofrer cortes maiores para que o valor total das despesas não ultrapasse o teto. “A emenda 95 a Constituição federal brasileira impede ganhos reais de salários por 20 anos, impede a expansão do ensino infantil, ensino médio, e muito mais gravemente a evolução para o tempo integral que é uma necessidade inadiável, que nós precisamos acelerar no nosso país", afirmou Ciro. "Portanto, eu quero deixar assim essa âncora aqui, porque eu vou chegar propondo a revogação da emenda 95." Ao ser questionado sobre a ausência de recursos, mesmo com a revogação da emenda, Ciro discordou. “Essa prostração mental que precisamos espancar do momento brasileiro. O Brasil tem muito dinheiro, vou repetir, sou 38 anos de vida pública, nenhum poeta recém-chegado na praça, com uma inveja muito grande dos poetas", afirmou o pedetista. "Eu já governei a quinta cidade brasileira, o oitavo estado brasileiro, eu já comandei a economia do Brasil como ministro da Fazenda, o Brasil tem muito dinheiro." Ciro disse que o problema do Brasil é o “conflito distributivo”. Segundo ele, “R$ 51,60 de cada R$ 100 dessa montanha de dinheiro que o Brasil tem estão empatados em despesa financeira, juros e rolagem de dívida". "R$ 29 de cada R$ 100 empatados da Previdência Social, que 2% dos beneficiários levam 25% de tudo. 20% de todos os dinheiros que o Brasil arrecada dessa montanha estão distribuídos entre saúde, educação, segurança, infraestrutura, ciência e tecnologia, aeroportos, cultura etc etc etc. Portanto, aqui está o ponto". afirmo o candidato. Valorização dos professores Quando questionado sobre como vai valorizar a carreira dos docentes em um possível governo, Ciro Gomes disse que vai investir em "formação, formação, formação e estímulo, apoio ao crescimento do valor dos salários". "Por que formação? Por que o Brasil hoje tem um hiato dramático de professores do currículo básico", disse ele. "Uma das tarefas que se pouco discute no Brasil é uma mudança profunda no paradigma pedagógico. Para sair da decoreba e ensinar o aluno a pensar, a associar informações que já existem e, ao associá-las, criar uma informação nova", continuou. "Basicamente é uma tarefa que só o professor pode desenvolver, nenhum burocrata de Brasília vai conseguir resolver. O professor e somente ele que é capaz de promover isso." Segundo Ciro, "para isso, ele [professor] precisa estar estimulado, feliz, bem tratado, protegido, não pode ficar com medo de sair da escola e ter medo de apanhar do aluno". Initial plugin text
    Restaurante Universitário da USP de Piracicaba fecha e estudantes protestam

    Restaurante Universitário da USP de Piracicaba fecha e estudantes protestam


    Alunos fizeram um almoço em frente ao prédio principal e reivindicam o fim da terceirização do RU. Prefeitura do campus afirma que abriu licitação emergencial para contratar nova empresa. Alunos se reuniram em frente ao prédio principal da...


    Alunos fizeram um almoço em frente ao prédio principal e reivindicam o fim da terceirização do RU. Prefeitura do campus afirma que abriu licitação emergencial para contratar nova empresa. Alunos se reuniram em frente ao prédio principal da Esalq para cobrar reabertura do restaurante Edijan Del Santo/EPTV Estudantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) protestam nesta sexta-feira (10) em frente ao prédio principal do campus de Piracicaba (SP) contra o fechamento do Restaurante Universitário (RU), que fechou as portas em 31 de julho. Segundo a prefeitura do campus, a empresa que administrava o local foi inscrita no cadastro de inidôneas, o que impediu a prorrogação do contrato, e uma nova prestadora será contratada em caráter emergencial. Os estudantes se reuniram desde 10h e montaram mesas e cadeiras. Por volta de meio-dia, teve início o almoço. Segundo a organização do ato, cerca de 100 pessoas passaramm pelo local até 12h15. Quando a equipe da EPTV esteve no campus, no início do ato, 20 pessoas estavam reunidas. O grupo cobra que o processo para reabertura do restaurante seja acelerado e reinvidica que ele deixe de ser administrado por empresas contratadas. Segundo o Diretório Central do Estudantes (DCE), a terceirização ocorreu em 2016. Restaurante Universitário fecha e gera protesto de alunos da Esalq em Piracicaba Edijan Del Santo/EPTV "Reivindicamos que os processos de licitação sejam acelerados para que os estudantes fiquem menos tempo possível sem o Restaurante Universitário, visto que ele é de total importância para o funcionamento da universidade, além de ser um instrumento de permanência estudantil", afirmam os alunos, em carta enviada à prefeitura do campus. Segundo a estudante de ciências biológicas da Esalq e membro do DCE Nicole Corbagi, a universidade fornece alimentação aos alunos que recebem auxílio-alimentação durante o período em que o restaurante ficará fechado, o que não é suficiente para atender toda a demanda. Ela conta que são cerca de 175 jovens com o auxílio, mas 1,2 mil refeições, entre almoço ou jantar, são feitas no RU. Além do fim da terceirização, os estudantes pedem a compra de equipamentos estruturais para o restaurante, entrega de alimentação para todos os alunos, e não só aos com auxílio-alimentação, e abertura do restaurante aos domingo e emendas de feriados. Alunos montaram um almoço em protesto contra o fechamento do restaurante da Esalq em Piracicaba Nicole Corbagi A Esalq Em nota, o prefeito do campus, Fernando Seixas, afirmou que a prestadora de serviços de nutrição e alimentação no restaurante foi inscrita no Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas, do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União por decisão da Justiça Federal. "Este fato impediu a prorrogação do contrato então vigente". Ele disse que estão sendo adotadas medidas para a contratação desses serviços, em caráter emergencial, nos termos da Lei de Licitações e Contratos. Em paralelo, há um pregão aberto para contratação definitiva em fase de instrução. "Ambos procedimentos estão recebendo tratamento prioritário, tanto pela administração do Campus quanto pelos órgãos centrais da Universidade de São Paulo, para que a questão possa ser resolvida dentro da maior brevidade possível". "Enquanto perdura essa situação, estão sendo fornecidas refeições aos alunos beneficiados com o auxílio-alimentação, de modo a minimizar os prejuízos advindos dessa situação imprevista ocasionada pela sanção aplicada à empresa que estava contratada", finalizou o prefeito. Restaurante universitário da Esalq de Piracicaba foi fechado desde o dia 31 de julho, segundo DCE da USP Edijan Del Santo/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
    Eventual corte de R$ 400 milhões em orçamento pode travar até 70% das pesquisas, diz presidente do CNPq

    Eventual corte de R$ 400 milhões em orçamento pode travar até 70% das pesquisas, diz presidente do CNPq


    Redução de investimento pode afetar pesquisa como a solução do problema da microcefalia relacionado ao vírus da zika. Mário Neto Borges, presidente CNPq Huanderson Merloti/TV Morena O presidente do Conselho Nacional de de Desenvolvimento...


    Redução de investimento pode afetar pesquisa como a solução do problema da microcefalia relacionado ao vírus da zika. Mário Neto Borges, presidente CNPq Huanderson Merloti/TV Morena O presidente do Conselho Nacional de de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Mário Neto Borges disse que o possível corte R$ 400 milhões no orçamento para o próximo ano pode afetar cerca de 70% das pesquisas. Ele concedeu em entrevista coletiva no Aeroporto Internacional de Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (9), quando retornava de Bonito (MS), onde participou do 55º Congresso Brasileiro de Olericultura (55º CBO). "Pelo menos 70% das pesquisas em andamento e em editais serão afetadas. As parcelas da INCT do próximo ano terá redução de 33%", afirmou Mário Borges. Segundo o presidente do CNPq, nos últimos anos, a entidade trabalhou com orçamento justo. O corte seria uma redução de R$ 1,2 bilhão destinados em 2017 para R$ 800 milhões. Mário Borges explica que o corte isso significa uma ameaça para os programas do CNPq. "Só de bolsas nosso compromisso é de R$ 900 milhões, além do fomento de R$ 300 milhões. Então um corte de R$ 400 milhões, nós vamos ter que parar a pesquisa e destinar o máximo de recurso para a questão das bolsas que é uma prioridade em função da sua importância estratégica. Mas esperamos que isso não venha acontecer", disse. Dois programas destacados pelo presidente que podem ser prejudicados são: edital universal - financia pesquisa para todas as áreas do conhecimento do Brasil e atinge todos os estados - e o Instituto Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT's). O edital universal beneficia cerca de 5 mil pesquisadores em cada chamada que investe R$ 200 milhões. "Isso movimenta a base da ciência brasileira", afirma Mário Borges. Conforme o presidente o top da ciência são os INCT's pelos resultados gerados como, por exemplo, a solução do problema da microcefalia relacionado com vírus da zika. "Que de 2016 a 2017, com investimentos maciços e articulados nós conseguimos equacionar o problema do víus da zika com a microcefalia. E a pesquisadora e coordenadora se tornou inclusive reconecida como uma das 10 melhores pesquisadoras do planeta, pela aquela revista national. Precisa de ter financiamento e recurso para poder usar essa ciência, para resolver os problemas nacionais e gerar riqueza para o país", afirmou. O presidente do CNPq aguardo um retorno do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Planejamento que é o responsável pelo orçamento, e o da Casa Civil. Mário Borges enviou na última segunda-feira (6) uma manifestação na tentativa de haver uma recomposição dos valores apresentados para que o CNPq e a ciência brasileira não seja afetada.
    Suspensão de bolsas de estudo pode tirar milhares de estudantes do Canadá e afetar atendimento de até 25 mil pacientes

    Suspensão de bolsas de estudo pode tirar milhares de estudantes do Canadá e afetar atendimento de até 25 mil pacientes


    Sauditas representam um terço das equipes de hospitais universitários. Mulher caminha em frente ao prédio do Parlamento com um arco-íris ao fundo em Ottawa, no Canadá Justin Tang/The Canadian Press/AP "Eu não sei o que fazer", lamenta Naseem,...


    Sauditas representam um terço das equipes de hospitais universitários. Mulher caminha em frente ao prédio do Parlamento com um arco-íris ao fundo em Ottawa, no Canadá Justin Tang/The Canadian Press/AP "Eu não sei o que fazer", lamenta Naseem, uma saudita que tem medo de ter que desistir de seus estudos de medicina em Toronto no próximo mês. Estudantes sauditas e universidades canadenses podem ser as primeiras vítimas da crise diplomática entre Ryad e Ottawa. A decisão das autoridades sauditas de suspender bolsas de estudo para seus cidadãos que estão no Canadá e enviá-los para outros países, um mês antes da volta às aulas, pegou de surpresa tanto os alunos quanto as universidades. Os primeiros têm medo de ver sua formação ameaçada, as segundas temem ficar com salas de aula vazias e milhões de dólares a menos em seus cofres. Naseem é mãe de dois filhos e estuda medicina em Toronto. Ela esperou três anos até ser aceita em uma universidade canadense. Apesar da morte de seu pai em 2017, ela se mudou para o Canadá com o marido para realizar seu sonho. A decisão de Ryad de chamar de volta seus alunos a deixou desamparada. "Está tudo acabado", lamenta a jovem de trinta e poucos anos. "Faltam dois anos para completar meu doutorado e para meu marido se tornar médico. Era o plano perfeito. Agora todos teremos que começar do zero, mas eu não posso. Eu não vou conseguir", desabafa. Enorme comunidade estudantil As universidades canadenses estão esperando mais informações sobre as intenções sauditas, mas elas têm motivos para temer o que está por vir. "Ainda estamos tentando avaliar a situação", disse Véronique Vallée, porta-voz da Universidade de Ottawa. "Nossa principal preocupação é o bem-estar de nossos alunos". Esta faculdade, na capital do Canadá, tem 246 estudantes sauditas, a maioria deles futuros médicos, cientistas ou engenheiros. Segundo dados oficiais, o Canadá conta com quase 8.000 estudantes sauditas, o que representa um dos maiores contingentes estrangeiros junto com a China, a Índia, a Nigéria, os Estados Unidos e a França. Para as universidades, a questão também é financeira. No ano passado, os estudantes estrangeiros contribuíram com mais de C$ 15 bilhões para a economia canadense por meio de mensalidades, moradia e outras despesas. Questão de saúde pública Assim como Naseem, outros estudantes de medicina sauditas, que passam por cursos longos e custosos, podem ser particularmente afetados por esta medida. Cerca de 800 deles estão atualmente estudando no Canadá. "Muitos estudantes de medicina e internos estão no meio da sua estadia e qualquer perturbação vai atrasar sua formação", disse Genevieve Sparrow, da Associação de Faculdades Médicas Canadenses. De acordo com o Faculdade Real de Médicos e Cirurgiões do Canadá, 25.000 pacientes também poderão ser afetados se os internos sauditas partirem em um mês. "Isso pode ter um impacto na saúde pública do Canadá", diz Pari Johnston, da Associação de Universidades do Canadá. "Os internos tratam canadenses como parte de seu treinamento. Os sauditas representam um terço das equipes de hospitais universitários."
    Prefeitura do Rio promove ciclo de palestras de imortais da ABL e concurso de redação para alunos da rede municipal

    Prefeitura do Rio promove ciclo de palestras de imortais da ABL e concurso de redação para alunos da rede municipal


    O concurso é parte da programação da 16ª edição da Maratona Escolar Grandes Autores. Alunos da rede de ensino da Prefeitura terão palestras com imortais da ABL Divulgação/Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio de Janeiro promove um concurso...


    O concurso é parte da programação da 16ª edição da Maratona Escolar Grandes Autores. Alunos da rede de ensino da Prefeitura terão palestras com imortais da ABL Divulgação/Prefeitura do Rio A Prefeitura do Rio de Janeiro promove um concurso de redação para estudantes da rede municipal de ensino do 8º e 9º anos e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O concurso é parte da programação da 16ª edição da Maratona Escolar Grandes Autores. Iniciativa da Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Academia Brasileira de Letras, a maratona tem como homenageado o poeta, escritor e ensaísta Ferreira Gullar (1930-2016). O novo circuito levará aos alunos das escolas públicas da cidade uma série de palestras de imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL) sobre a vida e obra do autor. O acadêmico Arnaldo Niskier abre a Maratona, na sexta-feira (10), às 9h30, no auditório do Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova, com a palestra ‘Entre cestas, braçadas e caneladas’. Entre os dias 13 e 17 de agosto, o presidente da ABL, Marco Lucchesi, e os demais acadêmicos Domício Proença Filho, Evanildo Bechara, Antônio Torres, Antonio Carlos Secchin e Carlos Nejar vão palestrar para estudantes de todas as 11 Coordenadorias Regionais de Educação. Os alunos interessados em participar do concurso de redação devem produzir seus textos – sempre com o foco no tema ‘A vida e a obra de Ferreira Gullar’, até o dia 6 de setembro, com o máximo de 30 linhas digitadas ou manuscritas em letra legível. Imortais escolherão melhores textos A partir da data, ocorrem etapas de seleção dos textos por diferentes setores da Secretaria Municipal de Educação (SME). Os trabalhos escolhidos pela secretaria serão avaliados por uma comissão da ABL, composta por três acadêmicos. Caberá aos imortais apontar os seis melhores textos – cinco do Ensino Fundamental e um do EJA. As escolhas da comissão serão conhecidas no dia 14 de novembro, mês em que ocorrerá a cerimônia de premiação na Casa de Machado de Assis, a sede da ABL no Centro do Rio. Serão premiados com kits de livros as escolas, os professores, e os alunos dos textos escolhidos. Organizada pela Gerência de Leitura e Audiovisual da Secretaria Municipal de Educação (SME) em parceria com a ABL, a Maratona Escolar Grandes Autores difunde, através da escolha de um homenageado, a obra de grandes autores brasileiros junto aos alunos e escolas municipais do Rio. Ariano Suassuna, João Ubaldo, Rachel de Queiroz, Érico Veríssimo, Euclides da Cunha e Guimarães Rosa, entre outros grandes escritores, já foram tema da iniciativa. Calendário de palestras Palestras da Maratona Escolar Ferreira Gullar Dia 13 – Palestra com o acadêmico Domício Proença Filho para alunos e professores da 4ª e 11ª CRE. Local: UNISUAM. Avenida Paris, 84 – Bonsucesso. Horário: 9h Dia 14 – Palestra com o acadêmico Evanildo Bechara para alunos e professores 3ª e 5ª CRE. Local: Escola Municipal José Veríssimo. Rua Henrique Dias, 150 – Rocha. Horário: 9h Dia 15 – Palestra com acadêmico Antônio Torres para alunos e professores da 6ªCRE. Local: Núcleo de Artes Grande Otelo. Rua Romeu Casagrande, 37 – Anchieta. Horário: 9h Dia 16 – Palestra com o acadêmico Marco Lucchesi para alunos e professores da 1ª, 2ª CRE, Centro de Referência de Educação de Jovens e Adultos e Instituto Helena Antipoff. Local: Memorial Getúlio Vargas. Praça Luís de Camões, s/nº - Glória. Horário: 9h30 Dia 17 – Palestra com o acadêmico Antonio Carlos Secchin para alunos e professores da 7ª CRE. Local: Auditório Externo da 7ª CRE. Avenida Ayrton Senna, 2011 – Barra da Tijuca. Horário: 9h Palestra com o acadêmico Carlos Nejar para alunos e professores 8, 9 e 10ª CRE. Local: Centro de Treinamento de Deodoro. Estrada São Pedro de Alcântara, 2020 – Vila Militar. Horário: 14h
    ONG abre vagas gratuitas para cursinho pré-vestibular para o ITA

    ONG abre vagas gratuitas para cursinho pré-vestibular para o ITA


    Serão oferecidas 70 vagas. Pela 1ª vez, ITA vai ter cota para negros. Pela 1ª vez, ITA vai ter cota para negros. Divulgação/ITA O Itafro, curso preparatório para jovens negros que querem ingressar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)...


    Serão oferecidas 70 vagas. Pela 1ª vez, ITA vai ter cota para negros. Pela 1ª vez, ITA vai ter cota para negros. Divulgação/ITA O Itafro, curso preparatório para jovens negros que querem ingressar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) – recebe, até sábado (11), inscrições para 70 vagas gratuitas em São Paulo. Essa é a primeira edição do curso promovido pela Educafro, instituição que oferece cursos destinados à população negra de baixa renda. Metade das vagas disponíveis são destinadas a mulheres negras. O curso vai oferecer, além da preparação gratuita para universidade, uma bonificação aos alunos que obtiverem boas notas. Serão aplicadas provas todos os dias, e o aluno que conseguir uma média semanal acima de 5, pode ganhar entre R$ 100 e R$ 200 de incentivo. As inscrições são feitas pelo site do ITAFRO, sendo necessário preencher um questionário rápido. Os selecionados serão anunciados no domingo (12) em uma reunião, às 9h, na sede da ONG em São Paulo. A instituição vai oferecer cursos também para os não selecionados. “Queremos dar esperança a 100% das pessoas que nos procurarem, pra que invistam no seu sonho, que é estudar” disse Frei David Santos, diretor executivo da Educafro. As aulas começam na próxima segunda-feira (13). Cotas para negros no ITA O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, vai aderir ao sistema de cotas raciais pela primeira vez no vestibular 2019. Serão destinadas 22 das 110 vagas para estudantes negros. As inscrições para o processo seletivo, um dos mais concorridos do país, começaram no dia 1º de agosto. O ITA é uma instituição de ensino superior pública ligada à Força Aérea Brasileira. A adoção do sistema de cotas reflete uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril, que decidiu que a lei de cotas também deve ser aplicada em concursos das Forças Armadas. As demais instituições de ensino do país, ligadas ao Ministério da Educação (MEC), já adotavam o modelo. De acordo com o ITA, 20% das 110 vagas nos seis cursos de engenharia serão para alunos cotistas. No ano passado, 11,3 mil candidatos disputaram as vagas no vestibular. Os selecionados podem optar entre carreira militar ou civil. O ITA, não informou se vai ser por sistema de auto declaração, nem se haverá uma comissão antifraudes. O edital do vestibular deve ser publicado nos próximos dias e prevê ainda outras mudanças.
    Estudantes de Leme, SP, conquistam medalhas de bronze na Olimpíada de Matemática na Tailândia

    Estudantes de Leme, SP, conquistam medalhas de bronze na Olimpíada de Matemática na Tailândia


    Competição reuniu 1,5 mil jovens de 16 países em Bangcoc. Estudantes de Leme ganham medalha de bronze na Tailândia Arquivo pessoal Três alunos do 3º ano do ensino médio de Leme (SP) conquistaram duas medalhas de bronze uma menção honrosa na...


    Competição reuniu 1,5 mil jovens de 16 países em Bangcoc. Estudantes de Leme ganham medalha de bronze na Tailândia Arquivo pessoal Três alunos do 3º ano do ensino médio de Leme (SP) conquistaram duas medalhas de bronze uma menção honrosa na Ásia International Mathematical Olympiad (AIMO), olimpíada de matemática que terminou na terça-feira (7) em Bangcoc (Tailândia). A competição reuniu 1,5 mil estudantes de 16 países. Doze alunos da Escola Técnica Estadual Deputado Salim Sedeh foram selecionados para a competição internacional após conquistarem medalhas de ouro estadual e prata nacional na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras em abril deste ano. Os estudantes precisavam de R$ 150 mil para pagar as inscrições e as demais despesas com passagens e hospedagens. Para isso, eles criaram uma vaquinha virtual e contaram com ajuda de familiares, amigos e empresários da cidade. Como conseguiram apenas R$ 44 mil do valor que almejavam, eles fizeram uma votação para escolher os três alunos que viajariam com o professor Rafael Vedovoto Zoccoler. "Levamos em conta os conhecimentos matemáticos, esforços durante a fase de arrecadação e fluência na língua inglesa", explicou Samuel Henrique de Almeida, de 17 anos, um dos ganhadores da medalha de bronze. Estudantes com o professor de Leme na competição na Tailândia Arquivo pessoal Dificuldade O estudante contou que teve duas horas para resolver a prova com 30 problemas apresentados em inglês e chinês. "Na questão de dificuldade, assemelha-se à Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), com uma complexidade um pouco maior ao combinar diversas áreas da matemática em um único problema", disse. Samuel, que aprendeu a gosta de matemática influenciado pelo pai, disse que não acreditava na possibilidade de ser premiado. "Estou extremamente feliz, foi uma experiência incrível. Certamente a próxima equipe da Etec a participar desta prova poderá se aproveitar de nossos conhecimentos e atingir resultados ainda melhores", declarou. Estudantes conquistam medalhas na Tailândia Arquivo pessoal Aprendizagem O estudante Manoel José da Silva Neto, de 18 anos, ganhou menção honrosa na competição que, na avaliação dele, é bem difícil. "Aplaudi meus colegas de pé e fiquei feliz de ver que depois de tanta dificuldade ainda conseguiram honrar nosso país. Mas também fiquei triste por não ganhar, isso mostra que tenho que cobrar mais de mim mesmo", ressaltou. O jovem aproveitou para lembrar dos colegas de classe que não puderam ir à competição e à ajuda que recebeu dos professores. "Espero que sirvamos de inspiração a todos que desejam fazer isso um dia". Manoel José da Silva Neto ganhou menção honrosa na competição Arquivo pessoal A representante do colégio de Leme Angélica Modesto dos Santos disse que os alunos sempre obtiveram destaque em olimpíadas, seja na Matemática sem Fronteiras ou na Obmep. Para ela, saber dessa nova conquista foi um misto de ansiedade, orgulho e felicidade. "Participar dessa jornada com eles mostrou o quanto é importante unir forças. Desde o início, acreditei que seria possível, mas nada fácil. Com o apoio do empresariado local, pessoas físicas e a da nossa unidade escolar, conseguimos alcançar o nosso objetivo: representar o Brasil em uma Olimpíada Internacional de Matemática", concluiu. Estudantes de Leme fizeram vaquinha para participar da competição na Ásia Etec/Divulgação Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara
    Faculdades de medicina adotam novos modelos de aula; saiba o que são os métodos TBL e PBL

    Faculdades de medicina adotam novos modelos de aula; saiba o que são os métodos TBL e PBL


    Metodologia se baseia na resolução de problema e transforma o professor em tutor. Futuros médicos precisam aprender a desenvolver habilidades. TBL e PBL: entenda os métodos ativos de ensino utilizados nos cursos de medicina Aprender sentado em uma...


    Metodologia se baseia na resolução de problema e transforma o professor em tutor. Futuros médicos precisam aprender a desenvolver habilidades. TBL e PBL: entenda os métodos ativos de ensino utilizados nos cursos de medicina Aprender sentado em uma carteira, na sala de aula, ouvindo o professor falar e demonstrar os conhecimentos não é mais realidade em muitas faculdades de medicina. Cada vez mais as instituições estão aderindo aos métodos ativos de ensino, entre eles o Problem Based Learning (PBL) e o Team-Based Learning (TBL). (veja a diferença entre eles no vídeo acima) Cada método tem suas particularidades, mas, em comum, há o fato de ambos basearem a aprendizagem na resolução de problemas, de transformarem o professor em um tutor, e de priorizarem o trabalho em equipe. Nestas aulas, o aluno é desafiado a buscar as respostas e desenvolver habilidades necessárias para o exercício da profissão. Na Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), a grade curricular de medicina é de 60% em PBL, segundo a coordenadora Denise Ballester. “A vantagem desse método é que o aluno aprende a aprender, ele fica autônomo e busca soluções para as questões do dia a dia. Passa a ter acesso a um monte de informações e fica mais flexível para resolver os problemas, assim como vai ser na vida”, diz Denise. Para Caroline Belo Prado, aluna do primeiro ano de medicina, o método ativo desperta sua curiosidade e a incentiva a estudar. "Depois das aulas, sempre vou pra casa querendo entender o problema apresentado e descobrir o que eu poderia ter feito e qual era a melhor decisão a ser tomada naquela situação. O PBL te ensina a estudar, a pensar e a desenvolver um raciocínio mais amplo." Na Faculdade de Medicina de Marília (Famema), o PBL já é aplicado há 20 anos. O coordenador Antônio Carlos Siqueira Junior diz que a metodologia pode assustar, se comparada à tradicional, porém a experiência da instituição é muito boa. “Nossos alunos se colocam nas melhores residências, e temos uma boa empregabilidade. O método coloca o estudante desde o início fazendo o exercício que ele fará na sua vida profissional: resolver problemas. Ele treina o estudante a buscar fontes segura de informação.” Caroline Belo Prado na aula no curso de medicina da Unicid Vanessa Fajardo/ G1 Desvantagens Apesar das vantagens, há desafios nos métodos ativos. Os professores afirmam que o trabalho em equipe nem sempre pode fluir bem, e o aluno acostumado a postura mais “passiva” em sala de aula pode levar um tempo para se adaptar. Denise diz que na Unicid os calouros recebem muito apoio para acompanhar o método. “Não vejo desvantagens, mas a adaptação no primeiro ou segundo ano pode ser difícil, pois os alunos estão acostumados a muita passividade.” Uma das premissas dessas metodologias é o trabalho em grupo que pode ter seus percalços, como lembra o professor de células e genes, Welbert de Oliveira Pereira, da Faculdade de Medicina do Einstein, que utiliza o TBL. “Trabalhar em equipe todos os dias ao longo do semestre com o mesmo grupo não é fácil. Se você der sorte de juntar um monte de pessoas que pensam como você e viraram amigos, perfeito. Mas às vezes você encontra conflitos de geração, de formação ou educação”, diz Pereira. Marcus Vinicius de Abreu, aluno do primeiro ano de medicina no Einstein, concorda que o trabalho em grupo contínuo é um desafio. "As aulas são sempre em grupo, exige muita discussão e isso te força a esclarecer as próprias ideias, mas ao mesmo tempo também deixa o processo mais cansativo." Aula em TBL na Faculdade de Medicina do Einstein, em São Paulo Marcelo Brandt/ G1
    Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com escravos da África para o Brasil

    Navios portugueses e brasileiros fizeram mais de 9 mil viagens com escravos da África para o Brasil


    História de Portugal na África e seu papel na escravidão entrou na pauta política brasileira depois que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro declarou que 'os portugueses nunca pisaram na África'. 4,8 milhões de africanos foram...


    História de Portugal na África e seu papel na escravidão entrou na pauta política brasileira depois que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro declarou que 'os portugueses nunca pisaram na África'. 4,8 milhões de africanos foram transportados para o Brasil e vendidos como escravos, ao longo de mais de três séculos. Outros 670 mil morreram no caminho. The New York Public Library Digital Collections O Brasil ainda não estava no mapa do mundo quando, em 1482, uma dúzia de embarcações portuguesas aportou no oeste da África com uma missão dada pelo rei dom João 2º: construir uma fortaleza militar para defender os interesses econômicos de Portugal na região. Os porões dos navios estavam carregados de material de construção e havia na tripulação dezenas de pedreiros e carpinteiros. Era uma empreitada pioneira, já que nenhuma outra nação europeia havia feito nada semelhante. Meses depois, surgia o Castelo de São Jorge da Mina, na então Costa do Ouro, hoje Gana. Primeiro, foi um local de comércio de ouro. Depois, de escravos - mais de 30 mil foram levados dali para o Brasil, em navios portugueses. O castelo existe até hoje e foi declarado Patrimônio da Humanidade, um monumento "aos horrores do tráfico de escravos". É um dos resquícios mais antigos da presença dos portugueses na África e de sua participação na escravidão. A construção do castelo foi só o começo da empreitada de Portugal na África. Em seguida, os portugueses se instalaram em diversos pontos do continente e fizeram do tráfico de escravos a sua principal e mais lucrativa atividade econômica na região. Ao longo de mais de três séculos, navios portugueses ou brasileiros embarcaram escravos em quase 90 portos africanos, fazendo mais de 11,4 mil viagens negreiras. Dessas, 9,2 mil tiveram como destino o Brasil. Os dados são da The Trans-Atlantic Slave Trade Database, um esforço internacional de catalogação de dados sobre o tráfico de escravos - que inclui, entre outros, a Universidade de Harvard. O levantamento foi possível porque os escravos eram uma mercadoria, registrada na entrada e saída dos portos, sobre a qual incidia cobrança de impostos. Polêmica sobre a participação de Portugal na escravidão africana A história de Portugal na África e seu papel na escravidão entrou na pauta política brasileira depois que o candidato à Presidência Jair Bolsonaro declarou que "os portugueses nunca pisaram na África" e responsabilizar os próprios africanos pela escravidão, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. A afirmação ocorreu após uma pergunta sobre cotas raciais. A ideia de que os portugueses nunca estiveram na África é completamente falsa. Na verdade, foram os portugueses que abriram a África para o mundo Atlântico (Europa e América)", afirma Christopher DeCorse, professor de antropologia da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos, e autor de livros sobre o Castelo de São Jorge da Mina e o tráfico de escravos. "Os portugueses são os primeiros a iniciar o comércio de escravos no Atlântico. Durante algumas décadas, são praticamente só eles que fazem esse tipo de comércio. Não é propriamente um pioneirismo honroso, mas é um fato", completa o historiador Arlindo Manuel Caldeira, investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e autor do livro Escravos e Traficantes no Império Português. Por outro lado, é fato que algumas sociedades africanas tiveram participação fundamental no tráfico de escravos, capturando outros povos e os vendendo conforme a demanda dos europeus. No entanto, historiadores ressaltam que foi a pressão dos europeus por escravos que exacerbou o tráfico interno africano. "Apesar de uma elite africana ter se beneficiado diretamente do comércio de escravos, não há dúvidas de que, sem a pressão dos europeus, a escravidão na África teria uma dimensão imensamente menor. Foi o estímulo europeu que levou a um crescimento exponencial da escravidão", contrapõe Arlindo. Além disso, independentemente de quem foram os culpados pela escravidão, não há dúvidas de que os 4,9 milhões de africanos trazidos como escravos para o Brasil são as vítimas. Nenhum outro lugar do mundo recebeu tantos escravos. Em comparação, nos Estados Unidos, foram 389 mil. Escravidão existia na África antes do tráfico europeu A escravidão existia na África antes mesmo da chegada dos europeus. Os perdedores de um conflito, por exemplo, poderiam se tornar escravos dos vencedores. No entanto, a dimensão dessa prática era limitada. Quando os portugueses chegaram à África, seu interesse inicial não era em escravos. Logo depois, no entanto, isso mudou. "As elites africanas facilitaram o comércio de escravos. Elas ficaram muito dependentes da importação de mercadorias europeias - como armas, artigos de consumo e de luxo. O que tinham para dar em troca, e que os europeus aceitavam, era sobretudo mercadoria humana. Isso foi desastroso para a África, porque era uma troca altamente desigual - produtos manufaturados por pessoas", afirma Arlindo Manuel Caldeira. Assim, por exemplo, ao comercializar na costa sudoeste da África no início do século 16, os portugueses receberam escravos como pagamento. Depois, trocaram esses escravos por ouro na região do Castelo de São Jorge da Mina. Em seguida, os portugueses foram pioneiros em adquirir escravos para vendê-los fora da África. Uma das primeiras viagens negreiras registradas, por exemplo, ocorreu em 1514, quando um navio português partiu do Rio Congo com 400 escravos rumo a Lisboa. Posteriormente, Portugal passou a abastecer com escravos seus territórios de São Tomé e Cabo Verde. Até 1650, dois de cada três navios que comercializavam escravos no mundo eram portugueses. Ilustração mostra africanos capturados por outros africanos, sendo transportados até a costa, onde seriam vendidos para traficantes europeus. The New York Public Library Digital Collections Portugal e Inglaterra controlaram o tráfico de escravos O número de viagens negreiras para o Brasil foi crescendo à medida que a exploração econômica baseada no trabalho escravo avançava - o açúcar, no Nordeste, o ouro, em Minas Gerais, e o café, em São Paulo. O auge ocorreu de 1750 a 1850 (ano em que o tráfico foi finalmente proibido): nesse período, aportaram no Brasil 7 mil navios portugueses ou brasileiros trazendo escravos da África - a partir da independência, em 1822, os brasileiros assumiram protagonismo no tráfico de escravos. O comércio era altamente lucrativo. Traficantes portugueses fizeram fortunas e, em alguns casos, até ganharam títulos de nobreza em Portugal. É o caso do Conde Joaquim Ferreira dos Santos. No começo do século 19, ele montou postos de compra de escravos em Angola, que controlava a partir do Rio de Janeiro. Ele próprio foi à África algumas vezes para carregar seus navios de escravos. Calcula-se que tenha vendido 10 mil africanos no Brasil. Quando o Brasil se tornou independente, Ferreira dos Santos pediu nacionalidade brasileira e continuou traficando escravos. Retrato do Conde Joaquim Ferreira dos Santos, português que transportou mais de 10 mil escravos para o Brasil Museu e Igreja da Misericórdia do Porto À época de sua morte, sua fortuna foi avaliada em cerca de 1500 contos, equivalente a muitas dezenas de milhões de euros atuais, segundo Arlindo Manuel Caldeira, que pesquisou a história dos traficantes portugueses. Parte da riqueza foi usada para criar obras de caridade, existentes até hoje em Portugal, como a rede de escolas públicas Conde de Ferreira e o hospital psiquiátrico Conde de Ferreira. A força negreira de Portugal só foi abalada pela Inglaterra. Apesar de terem entrado no negócio meio século depois dos portugueses, os ingleses fizeram o maior número de viagens negreiras do mundo, 600 a mais que Portugal. O destino era, em primeiro lugar, as colônias inglesas no Caribe e, em seguida, os Estados Unidos. Já a partir do século 17, a Inglaterra mudou de lado e passou a defender (e exigir) o fim do tráfico de escravos no mundo. Foi por pressão inglesa que o Brasil aboliu o tráfico de escravos. Além de Portugal e Inglaterra, outros países também traficaram escravos da África para as Américas, como Holanda e França. Nenhum navio negreiro tinha a bandeira de uma nação africana. Demanda de escravos para as Américas elevou conflitos na África Além do Brasil, outras colônias americanas foram se tornando economias escravistas e demandando um número cada vez maior de escravos africanos. Do ponto de vista econômico, quando a demanda cresce, a produção também aumenta. É a lei da oferta e da procura. Foi o que ocorreu na África. "As elites africanas tentaram ter sempre o maior número possível de escravizados para trocar por mercadorias europeias. São desenvolvidas diversas formas de obtenção de escravizados, como medidas fiscais (cobrança de impostos) e de caráter judicial (julgamentos que condenavam o acusado à escravidão). Mas a principal vai ser por força, pela guerra", explica Arlindo Manuel Caldeira. Assim, "o comércio negreiro motivou uma série de guerras étnicas e conflitos que tinham como objetivo obter escravos, para que pudessem ser vendidos para comerciantes europeus", diz Christopher DeCorse. Algumas mercadorias vendidas pelos europeus, como cavalos e armas, aumentaram o poder de conquista de algumas sociedades africanas - e reduziram a capacidade de resistência de outras. As maiores vítimas foram comunidades camponesas, capturadas por sociedades vizinhas com maior poder bélico. "Então a culpa é dos africanos? Não, nós devemos apontar o dedo diretamente para os europeus. Foram os europeus que moveram o mercado de escravos. Foram os europeus que foram para a costa africana e disseram para seus líderes: 'nos deem escravos'", diz Christopher DeCorse.
    Faculdade de medicina no Japão baixava notas de mulheres para limitar ingresso delas na instituição

    Faculdade de medicina no Japão baixava notas de mulheres para limitar ingresso delas na instituição


    Diretor-geral da universidade confirmou o caso e pediu desculpas publicamente. Escândalo envolve filho de funcionário do Ministério da Educação japonês. Tokyo Medical University Ayaka Aizawa/Kyodo News via AP, Arquivo A Universidade de Medicina...


    Diretor-geral da universidade confirmou o caso e pediu desculpas publicamente. Escândalo envolve filho de funcionário do Ministério da Educação japonês. Tokyo Medical University Ayaka Aizawa/Kyodo News via AP, Arquivo A Universidade de Medicina de Tóquio, no Japão, admitiu, nesta terça-feira (7), que baixou as notas das mulheres no concurso de admissão com o objetivo de limitar o número de estudantes do sexo feminino e se desculpou por essas velhas práticas discriminatórias. "Traímos a confiança do público. Apresentamos nossas mais sinceras desculpas", declarou à imprensa o diretor-geral dessa universidade, Tetsuo Yukioka, sobre uma prática há anos em vigor. Práticas como estas "nunca deveriam acontecer", acrescentou o vice-presidente, Keisuke Miyazawa, garantindo que a escola fará provas equitativas a partir do próximo ano. Em coletiva de imprensa, os diretores da Tokyo Medical University reconheceram discriminação contra mulheres JIJI PRESS / AFP O caso foi revelado na semana passada pelo jornal "Yomiuri Shimbun", que apontou que a escola agiu assim para garantir que as mulheres admitidas não passassem de 30% do número total de estudantes. "Com frequência, as mulheres renunciam a serem médicas quando se casam e têm filhos", disse uma fonte ao jornal japonês, na tentativa de justificar a falsificação das notas. Ainda segundo a imprensa local, essas irregularidades começaram em 2011, mas uma investigação interna demonstrou que essas práticas remontam a 2006, afirmou hoje a agência de notícias Kyodo. Apadrinhamento político Essas práticas foram descobertas no âmbito de investigações sobre outro caso na mesma universidade, acusada de ter favorecido a admissão do filho de um influente membro do Ministério da Educação. Com as investigações, os jornais descobriram outros casos similares. Trata-se de "discriminação com as mulheres pura e simples", disse um dos advogados encarregado de uma investigação na instituição por este caso que indignou o país. A ministra da Mulher, Seiko Noda, denunciou à emissora pública japonesa de televisão NHK: "É extremamente preocupante, se a universidade impede o êxito das mulheres no concurso [de admissão] com a desculpa de que é difícil trabalhar com mulheres médicas", disse a ministra Noda. As mulheres japonesas são, em geral, instruídas. Os hábitos de trabalho no país, onde se costuma fazer muitas horas extras, com frequência as obriga, porém, a abandonarem suas carreiras, depois que decidem formar uma família.
    Três em cada quatro crianças da Alemanha leem livros e revistas, aponta estudo

    Três em cada quatro crianças da Alemanha leem livros e revistas, aponta estudo


    Estudo aponta que, apesar da digitalização, jovens de 4 a 13 anos de idade ainda preferem ler no papel. Na hora de brincar, interesse se divide entre smartphones e bonecas e quebra-cabeças. Criança lendo PublicDomainPictures/Pixabay A grande...


    Estudo aponta que, apesar da digitalização, jovens de 4 a 13 anos de idade ainda preferem ler no papel. Na hora de brincar, interesse se divide entre smartphones e bonecas e quebra-cabeças. Criança lendo PublicDomainPictures/Pixabay A grande maioria das crianças alemãs na faixa dos 4 aos 13 anos de idade lê livros ou revistas impressos várias vezes por semana, aponta uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (7). O levantamento indica que 70% preferem ler publicações impressas. Entre crianças alemãs, dispositivos eletrônicos para leitura ficam em segundo plano. As crianças seguem utilizando tanto mídias analógicas quanto digitais. Segundo as seis editoras e empresas de mídia envolvidas no estudo, os jovens são "inteligentes o suficiente para lidar com ambos os mundos". De acordo com a pesquisa, atividades recreativas como passar tempo com amigos e brincar ao ar livre ainda têm uma grande importância para a maioria das crianças na faixa etária analisada. Ao mesmo tempo, quanto mais velhas as crianças, maior papel desempenham atividades digitais, consideradas importantes por 71% dos entrevistados de 13 anos e por apenas 7% dos de quatro anos. Segundo o levantamento, dispositivos eletrônicos substituem brinquedos tradicionais a partir dos 13 anos: 92% dos jovens dessa idade têm um smartphone, 55%, um computador, e 26%, um tablet. Eletrônicos estão no topo da lista de desejos de grande parte das crianças. Para 41%, um celular ou smartphone ocupa a primeira posição, seguido por jogos digitais (33%) e tablets (32%). No entanto, brinquedos convencionais, como bonecas, bichos de pelúcia, bicicletas, jogos de tabuleiro e quebra-cabeças, também integram a lista. Enquanto, para a leitura, a maioria prefere mídia impressa, no campo do audiovisual, serviços de streaming ou de vídeo ficam cada vez mais interessantes à medida que as crianças crescem. Dos entrevistados de 13 anos de idade, 35% disseram acessar Youtube, Vimeo e outras plataformas de vídeo gratuitas diversas vezes por semana, para assistir a filmes, séries e programas de televisão. Ao mesmo tempo, as crianças continuam usando aparelhos de TV convencionais. Para o estudo, as editoras Gruner+Jahr, Panini, Spiegel e Zeit, assim como as empresas de mídia Blue Ocean Entertainment e Egmont Ehapa Media entrevistaram cerca de 3.300 meninas e meninos na Alemanha.
    A estudante americana que escolheu crocodilo como parceiro de foto de formatura

    A estudante americana que escolheu crocodilo como parceiro de foto de formatura


    Uma estudante universitária dos EUA garantiu que seu álbum de formatura seja inesquecível. Ela posou para fotos, usando a tradicional faixa e chapéu de formatura, ao lado de um jacaré de quatro metros. Aos 21 anos, Makenzie Noland trabalha em um...


    Uma estudante universitária dos EUA garantiu que seu álbum de formatura seja inesquecível. Ela posou para fotos, usando a tradicional faixa e chapéu de formatura, ao lado de um jacaré de quatro metros. Aos 21 anos, Makenzie Noland trabalha em um centro de salvamento de animais Makenzie Noland/Divulgação Makenzie Noland, de 21 anos, é aluna da Texas A&M University e se formou na última sexta-feira em ciências da vida selvagem e da pesca. Ela estava estagiando em um centro de salvamento de animais, em Beaumont, que abriga cerca de 450 jacarés, crocodilos e outros répteis. Mas quem roubou a cena foi Big Tex - um jacaré gigante que foi adotado em 2016, depois que a superalimentação o transformou em um transtorno para os barcos locais. Noland e Tex desenvolveram um relacionamento especial desde que ela começou a trabalhar no centro, em maio deste ano. estudante diz que ele responde pelo nome e reage aos sinais da mão dela, quando entra na lagoa para alimentá-lo. "Eu entro na água com esse animal todo dia - é um dos meus melhores amigos lá!", conta a estudante à BBC, ignorando a pergunta sobre se teria medo. Ela diz que estava mais preocupada que o animal comesse acidentalmente seu anel de formatura - em uma das fotos, o jacaré aparece com o anel em cima das narinas. Noland diz que estava mais preocupada que o animal comesse acidentalmente seu anel de formatura Makenzie Noland A jovem cresceu em Bellevue, no Nebraska, onde encontrar um jacaré no jardim não é algo comum, mas sempre mostrou afinidade com os animais. "Desde mais nova, eu estava sempre pegando cobras, segurando animais, conversando com as crianças e educando o público", afirma Noland, declarando seu amor pela vida selvagem. Inicialmente, ela pretendia que a formatura servisse de vitrine para o trabalho que ela vem fazendo neste verão. "Na verdade, não queremos ter que resgatar esses animais, queremos que eles vivam nos rios e canais nas áreas pantanosas", diz ela sobre o centro Gator Country, onde trabalha. Noland diz que sente uma descarga de adrenalina na água e se refere ao jacaré como 'estrela do show' Makenzie Noland "Mas já que ele está com a gente, é um exemplo maravilhoso de como é treinar um animal e descobrir sua personalidade. Eles são criaturas maravilhosas - não são todos devoradores de pessoas!" Noland diz que ficou impressionada com a repercussão de seus posts, que já foram compartilhados e curtidos centenas de vezes. "Eu não estava esperando isso, só queria postar umas fotos engraçadas no Instagram. Tem sido incrível." Ela espera continuar trabalhando com vida selvagem depois de se formar. "Eu só quero estar inserida no mundo animal e educar o público a respeito", diz ela.

    Lista do P-Fies, modalidade operada por bancos, está disponível para consulta


    Candidatos pré-selecionados devem comprovar os dados da inscrição até o dia 10 de agosto. Neste tipo de modalidade não existe a etapa de lista de espera. O resultado dos estudantes pré-selecionados no P-Fies, modalidade de financiamento operada por...

    Candidatos pré-selecionados devem comprovar os dados da inscrição até o dia 10 de agosto. Neste tipo de modalidade não existe a etapa de lista de espera. O resultado dos estudantes pré-selecionados no P-Fies, modalidade de financiamento operada por bancos, foi divulgado nesta segunda-feira (6), no site do programa. Para concorrer a esta modalidade é necessário comprovar que a renda familiar mensal esteja entre 3 e 5 salários mínimos. Nesta edição, foram ofertadas 155 mil vagas de financiamento, sendo 50 mil com juro zero. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), após ser pré-selecionado, o candidato deve: Comparecer a administração de sua Instituição de ensino para validação das informações da inscrição em até 5 (cinco) dias. Neste caso, até o dia 10 de agosto. Comparecer a um agente financeiro em até 10 (dez) dias, contados a partir do terceiro dia útil à data da validação da inscrição pela CPSA. Quem pode participar Estudantes que fizeram o Enem a partir da edição de 2010 e que obtiveram média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos. Aqueles que tiraram zero na redação ficam impedidos de concorrer a uma vaga. Outra modalidade Além do P-Fies, o programa tem a modalidade clássica chamada Fies que atende candidatos cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos. Nesse tipo de financiamento, o pagamento será feito com juros zero. Caso o estudante se encaixe nessa faixa de renda, só poderá participar do P-Fies se não houver vaga para o curso desejado na primeira modalidade. Teto de semestralidade A seleção do segundo semestre terá o retorno do limite máximo do valor das mensalidades cobertas pelo fundo. Ele voltará a cobrir cursos com mensalidades de até R$ 7 mil, ou R$ 42 mil por semestre. No primeiro semestre, o limite era de R$ 30 mil, o que permitia que apenas cursos com mensalidade de até R$ 5 mil pudessem participar do financiamento. Conhecido como "teto da semestralidade", esse limite de R$ 42 mil já existia no antigo modelo do Fies, mas foi reduzido no lançamento do Novo Fies, em nome da "sustentabilidade" do programa.
    Encceja Nacional teve 53,4% de ausentes; gabarito está previsto para ser divulgado neste mês

    Encceja Nacional teve 53,4% de ausentes; gabarito está previsto para ser divulgado neste mês


    Ao todo, 1.695.607 pessoas estavam inscritas, mas somente 906.123 compareceram para as provas no domingo (5). Encceja oferece certificação do ensino fundamental e médio. Reprodução O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e...


    Ao todo, 1.695.607 pessoas estavam inscritas, mas somente 906.123 compareceram para as provas no domingo (5). Encceja oferece certificação do ensino fundamental e médio. Reprodução O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) teve 53,4% de ausentes. Ao todo, 1.695.607 pessoas estavam inscritas, mas somente 906.123 compareceram para fazer as provas no domingo (5). O histórico de abstenções no exame aponta alta taxa de ausentes: em 2017, o percentual foi de 56,88%. Em 2014, o total foi de 47,56%. De acordo com o Inep, o gabarito oficial do Encceja Nacional 2018 será divulgado até 17 de agosto. Temas da redação Na tarde deste domingo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os temas das provas de redação. Para os estudantes que se inscreveram para o exame de nível fundamental, a redação foi sobre o tema "Possibilidades de uma alimentação segura para a população brasileira". Já para os estudantes do nível médio, o tema foi "Os riscos do trabalho noturno para a saúde do trabalhador". O que é o Encceja O exame oferece o certificado de conclusão do ensino médio e fundamental para pessoas que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada. Quem pode participar Jovens e adultos com no mínimo 15 anos completos na data de realização da prova, para o ensino fundamental, e jovens e adultos com no mínimo 18 anos completos na data de realização do exame, para o ensino médio. Outras edições Além desta edição do Encceja Nacional, o Inep aplicará o Encceja Exterior, no dia 16 de setembro, para os brasileiros que vivem em outros países. Também serão realizadas avaliações para pessoas privadas de liberdade (PPL) no Brasil, em 18 e 19 de setembro, bem como no exterior, entre os dias 17 e 21 de setembro.
    Conselho da Capes fez 'alerta', e o orçamento para bolsas será mantido, diz ministro da Educação

    Conselho da Capes fez 'alerta', e o orçamento para bolsas será mantido, diz ministro da Educação


    'Temos de buscar o orçamento necessário para toda a educação. E as bolsas da Capes estão mantidas', disse Rossieli Soares da Silva. O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva Luiza Tenente/G1 O ministro da Educação, Rossieli Soares da...


    'Temos de buscar o orçamento necessário para toda a educação. E as bolsas da Capes estão mantidas', disse Rossieli Soares da Silva. O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva Luiza Tenente/G1 O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, reafirmou, nesta segunda-feira (6), que não haverá corte nas bolsas Capes. A declaração foi dada durante debate no Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, em São Paulo. A pasta já tinha sinalizado, na sexta-feira (3), a manutenção da política de bolsas. “Há entendimento necessário de que temos de buscar o orçamento necessário para toda a educação. E as bolsas da Capes estão mantidas, não haverá descontinuidade neste sentido.” - Rossieli Soares da Silva, ministro da Educação O ministro lembrou que o que conselho da Capes apresentou foi um “alerta” sobre possíveis cortes. “E o ‘se’ não será estabelecido. O MEC garante que haverá orçamento para a continuidade das bolsas da Capes.” Entenda o caso A possibilidade de que quase 200 mil bolsistas da Capes fiquem sem bolsa a partir de agosto de 2019 começou a circular em um ofício enviado pelo Conselho Superior da Capes para o Ministério da Educação. O ofício citava a informação recebida por vias internas pela Capes de que haveria redução no orçamento previsto para 2019 que atualmente consta na Lei de Diretrizes e Bases (LDO). A LDO foi aprovada em julho no Congresso Nacional, e não contém valores específicos, mas sim regras para a composição do orçamento. Uma dessas regras, que consta no Artigo 22, diz que o orçamento para 2019 do Ministério da Educação (o que inclui a Capes) deve ser o mesmo valor do orçamento de 2018, mais a correção da inflação. A lei também não é a versão final: o governo federal tem até 14 de agosto para sancionar o documento e até o dia 31 para encaminhar de volta ao Congresso a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA). Essa proposta ainda será debatida pelos parlamentares e precisa ser aprovada até o fim do ano, quando se torna a Lei Orçamentária Anual (LOA). Governo pretende fazer corte de 11% O Ministério do Planejamento afirmou, em nota ao G1, que o valor do orçamento que deve constar na PLOA ainda não foi definido. Mas sinalizou que a redução global esperada para o Ministério da Educação é de cerca de 11% para o orçamento discricionário, ou seja, as despesas não obrigatórias. O MEC, por sua vez, repassou à Capes a previsão de redução de cerca de 11% no orçamento da coordenação. De acordo com a Capes, o orçamento de 2018 é de cerca de R$ 3,880 bilhões, e a redução representa um corte de por volta de R$ 580 milhões. Por isso, para conseguir fechar as contas, a Capes teria que decidir onde fará cortes. No ofício, o Conselho da Capes listou o número de pesquisadores e estudantes atualmente beneficiados com bolsas de fomento à pesquisa do órgão.
    Enem deve seguir novo formato em 2020, diz ministro da Educação

    Enem deve seguir novo formato em 2020, diz ministro da Educação


    'O Enem não deve ser o norte do ensino médio. É um exame de entrada (para a universidade). Vai se adaptar à BNCC', disse Rossieli. O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva Luiza Tenente/G1 O ministro da Educação, Rossieli Soares da...


    'O Enem não deve ser o norte do ensino médio. É um exame de entrada (para a universidade). Vai se adaptar à BNCC', disse Rossieli. O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva Luiza Tenente/G1 O ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, afirmou, nesta segunda-feira (6), que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve seguir um novo formato em 2020. A declaração foi dada durante debate no Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, em São Paulo. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas Segundo Rossieli, o Enem acompanhará as mudanças estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular do ensino médio - documento que estabelecerá um currículo mínimo para essa etapa de ensino. "O Enem não deve ser o norte do ensino médio. É um exame de entrada (para a universidade). Vai se adaptar à base", diz o ministro. Atualmente, o Enem é composto por questões de ciências da natureza, ciências humanas, matemática e linguagens, além da redação. A nota dos estudantes pode ser usada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para pleitear uma vaga em universidades estaduais e federais. Base curricular A última versão da BNCC do ensino médio foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em abril de 2018. Atualmente, ela está sendo debatida em audiências públicas pelo país. As próximas acontecerão em Belém e em Brasília. Mudanças no ensino médio O documento acompanha as mudanças estabelecidas pela reforma do ensino médio, aprovada em dezembro de 2017. Prevê que apenas as áreas de linguagens e matemática deverão ser oferecidas aos estudantes obrigatoriamente nos três anos do ensino médio. Os outros campos de conhecimento podem ser distribuídos ao longo desse período, a critério das redes de ensino. Do total da carga horária nos três anos de ensino médio, 1.800 deverão ser guiadas pela BNCC. As demais 1.200 passarão a pertencer aos "itinerários formativos", nos quais as escolas poderão oferecer uma formação acadêmica mais aprofundada em uma ou mais áreas do conhecimento, em detrimento das demais.

    2º congresso de jornalismo de educação terá presença do ministro Rossieli e foco nas eleições


    Durante dois dias, evento em São Paulo terá 28 debates e oficinas que discutirão políticas públicas e questões sobre a profissão do jornalismo especializado em educação. Começa nesta segunda-feira (6), em São Paulo, o 2º Congresso...

    Durante dois dias, evento em São Paulo terá 28 debates e oficinas que discutirão políticas públicas e questões sobre a profissão do jornalismo especializado em educação. Começa nesta segunda-feira (6), em São Paulo, o 2º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação. Promovido pela Jeduca, a associação de jornalistas de educação, o congresso contará com a presença do ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, e de cerca de 500 participantes inscritos. O foco principal do evento serão as questões relacionadas às políticas públicas de educação voltadas à cobertura eleitoral de 2018 – por isso, a checagem de fatos sobre educação também foi incluída em uma oficina que já teve as vagas esgotadas. Destaques internacionais Entre os destaques da programação, que conta com 28 mesas de debates e oficinas, está um encontro com o jornalista americano Greg Toppo, do jornal USA Today. Ele vai contar como acompanhou a ascensão de Donald Trump e sua polêmica agenda para a educação. Jornalistas do México, Colômbia e Argentina também virão ao Brasil para discutir alguns dos temas principais da cobertura jornalística de educação em seus países. Além deles, Martin Carnoy e David Plank, professores da Universidade de Stanford, na Califórnia, vão abordar a perspectiva estrangeira sobre políticas brasileiras como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma do ensino médio. Destaques do Brasil Entre os convidados brasileiros estão jornalistas de vários veículos de comunicação do país, além de especialistas na área de educação, entre eles o ex-ministro Renato Janine Ribeiro e da ex-secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin. “Com essa diversidade de temas e de formatos, esperamos que os jornalistas presentes se gabaritem ainda mais para assuntos que já conhecem, tenham ideias de novas pautas e, sobretudo, estejam preparados para encarar essa dura cobertura de eleições que se aproxima”, afirmou o vice-presidente da Jeduca, Fábio Takahashi. O evento acontece no Colégio Rio Branco, em Higienópolis, nesta segunda e terça-feira (7). Confira a programação completa.

    Resultado do P-Fies, modelo operado pelos bancos, sai nesta segunda


    Modalidade atende candidatos cuja renda per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. O resultado do P-Fies, modalidade do financiamento operada por bancos, será divulgado nesta segunda-feira (6), na página do programa. O modelo atende candidatos...

    Modalidade atende candidatos cuja renda per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. O resultado do P-Fies, modalidade do financiamento operada por bancos, será divulgado nesta segunda-feira (6), na página do programa. O modelo atende candidatos cuja renda per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. De acordo com o Ministério da Educação, os candidatos selecionados devem comprovar as informações da inscrição em suas instituições de ensino. Nesta edição, são ofertadas 155 mil vagas de financiamento, sendo 50 mil com juro zero. Puderam participar da seleção estudantes que fizeram o Enem a partir da edição de 2010 e que obtiveram média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 (quatrocentos e cinquenta) pontos. Aqueles que tiraram zero na redação ficam impedidos de pleitear uma vaga. Além do P-Fies, o programa tem a modalidade clássica chamada Fies que atende candidatos cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos. Nesse tipo de financiamento, o pagamento será feito com juros zero. Caso o estudante se encaixe nessa faixa de renda, só poderá participar do P-Fies se não houver vaga para o curso desejado na primeira modalidade. Teto de semestralidade A seleção do segundo semestre terá o retorno do limite máximo do valor das mensalidades cobertas pelo fundo. Ele voltará a cobrir cursos com mensalidades de até R$ 7 mil, ou R$ 42 mil por semestre. No primeiro semestre, o limite era de R$ 30 mil, o que permitia que apenas cursos com mensalidade de até R$ 5 mil pudessem participar do financiamento. Conhecido como "teto da semestralidade", esse limite de R$ 42 mil já existia no antigo modelo do Fies, mas foi reduzido no lançamento do Novo Fies, em nome da "sustentabilidade" do programa.