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    Inep vai treinar neste sábado quase 300 supervisores dos corretores da prova de redação do Enem 2018

    Inep vai treinar neste sábado quase 300 supervisores dos corretores da prova de redação do Enem 2018


    No total, 288 supervisores vão coordenar milhares de corretores responsáveis por avaliar as redações de 5,5 milhões de candidatos inscritos; Enem 2018 acontece nos dias 4 e 11 de novembro. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais...


    No total, 288 supervisores vão coordenar milhares de corretores responsáveis por avaliar as redações de 5,5 milhões de candidatos inscritos; Enem 2018 acontece nos dias 4 e 11 de novembro. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que, neste sábado (20), realizará um encontro entre todos os 288 supervisores da correção da prova de redação da edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os supervisores, que estão espalhados pelo Brasil, são os encarregados de fazer a capacitação presencial dos milhares de especialistas contratados para corrigir as provas de redação. Enem 2017: leia redações nota mil Baixe o app G1 Enem O Enem 2018 tem 5,5 milhões de inscritos e, nos anos anteriores, o período entre a aplicação da prova de redação e a divulgação das notas foi de 74 dias. Seis mil especialistas Neste ano, a Fundação Getúlio Vargas foi contratada pelo Inep para coordenar a correção da redação, e contratou mais de seis mil especialistas para a operação. Em nota, o Inep afirmou que "além dos subcoordenadores e supervisores, também atuam no processo auxiliares e avaliadores, inclusive aqueles especializados na correção de provas de participantes surdos e disléxicos" e que "a seleção foi baseada no desempenho na capacitação a distância, já finalizada". Encontro a distância O encontro deste sábado será realizado de forma simultânea em 14 cidades do país, incluindo Brasília. A capacitação será feita pelos 32 subcoordenadores. Segundo o Inep, o tema da redação só será revelado em 4 de novembro, na data da aplicação da prova de redação. Cartilha da redação O Inep divulgou em setembro a "Cartilha da Redação" da edição 2018 do Enem. A cartilha explica aos candidatos como funciona a correção da prova de redação e o que pode ou não pode ser feito na prova (baixe o documento em pdf). Tema da redação do Enem 2017 foi a formação educacional de surdos no Brasil. Arquivo/G1 Initial plugin text
    'Peruada' de alunos da Faculdade de Direito da USP toma ruas do Centro de SP

    'Peruada' de alunos da Faculdade de Direito da USP toma ruas do Centro de SP


    Alguns estudantes se excederam a subiram em postes e pontos de ônibus. Estudante sobe em poste durante peruada de alunos de direito no Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução Alunos da Faculdade de Direito da USP fizeram nesta sexta-feira (19) a...


    Alguns estudantes se excederam a subiram em postes e pontos de ônibus. Estudante sobe em poste durante peruada de alunos de direito no Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução Alunos da Faculdade de Direito da USP fizeram nesta sexta-feira (19) a "peruada" pelas ruas do Centro de São Paulo. A festa reuniu uma multidão na região do Largo São Francisco. Segundo o Centro Acadêmico XI de Agosto, a festa acontece desde meados dos anos 1940 em forma de "passeata político-etílica-carnavalesca". Os estudantes tomaram as ruas cantando e dançando. Muitos usaram fantasias para comemorar a festa. Por quatro horas, os alunos percorreram pontos históricos da cidade. Alguns se excederam. Teve gente dançando em cima de um ponto de ônibus. Dois alunos se penduraram em um poste que carrega a placa do Viaduto do Chá com a Xavier de Toledo. Para abrir espaço à multidão, a CET fez vários bloqueios no trânsito. A SPTrans mudou o trajeto de algumas linhas de ônibus e desligou a energia da rede de trólebus. Alunos de direito da USP fazem peruada no Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução Estudantes sobem em poste de rua no Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução Estudantes subiram em ponto de ônibus no Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução Peruada agita o Centro de São Paulo TV Globo/Reprodução
    Inspirada no Japão, escola britânica coloca alunos para ajudar na limpeza da escola

    Inspirada no Japão, escola britânica coloca alunos para ajudar na limpeza da escola


    Uma escola britânica comprou 10 aspiradores de pó e colocou seus alunos para limparem as salas de aula. A diretora afirma que a medida ensina respeito aos estudantes e também diminui a carga de trabalho do zelador. Sammy, de seis anos, disse que...


    Uma escola britânica comprou 10 aspiradores de pó e colocou seus alunos para limparem as salas de aula. A diretora afirma que a medida ensina respeito aos estudantes e também diminui a carga de trabalho do zelador. Sammy, de seis anos, disse que estava orgulhoso de poder usar um aspirador de pó, em vez de ter que fazer limpeza à mão BBC Uma escola britânica comprou 10 aspiradores de pó e colocou seus alunos para limparem as salas de aula. A diretora afirma que a medida ensina respeito aos estudantes e também diminui a carga de trabalho do zelador. Hilary Priest, a diretora da escola The Grove, diz que teve a ideia depois de assistir a um programa de TV sobre a educação no Japão. "Nós achamos que seria uma boa forma de fazer com que todos, inclusive as crianças, respeitassem nossa escola e o ambiente", afirma. Cada uma das 10 salas de aula tem seu próprio aspirador. Os alunos se revezam na limpeza. Há apenas um local que está livre das tarefas de limpeza coletivas: a recepção, que é muito pequena, diz a diretora. A diretora Priest diz que a escola gosta de fazer algumas coisas de forma diferente BBC Ao ser questionado se ele e seus colegas deveriam limpar a sala de aula, Noah, de seis anos, falou: "Sim, estamos protegendo nossa escola". Imogen, seu colega, disse: "Minha mãe diz que isso é bom porque, quando eu crescer, eu vou saber como usar o aspirador de pó". A diretora Priest diz que a limpeza feita pelas crianças também está ajudando o orçamento da escola. "Nós não precisamos aumentar a carga horária do zelador. Na verdade, ele não tem tido muito trabalho na limpeza das salas de aula desde que as crianças começaram a aspirar o pó, há cerca de três meses". Essa não é a primeira vez que as pessoas ao redor do mundo se impressionam com a atitude dos japoneses em relação à limpeza. Na Copa do Mundo de Futebol de 2018, na Rússia, os torcedores ficaram impressionados quando os japoneses limparam de forma meticulosa seus assentos nos estádios após os jogos.
    Por que um processo contra Harvard ameaça políticas de ação afirmativa em universidades dos EUA

    Por que um processo contra Harvard ameaça políticas de ação afirmativa em universidades dos EUA


    Ação acusa universidade de usar critérios subjetivos para evitar crescimento no número de calouros de origem asiática; defesa diz que política de admissão é considerada modelo e necessária para garantir diversidade no campus. Um processo em...


    Ação acusa universidade de usar critérios subjetivos para evitar crescimento no número de calouros de origem asiática; defesa diz que política de admissão é considerada modelo e necessária para garantir diversidade no campus. Um processo em que a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, uma das mais prestigiosas e seletivas do mundo, é acusada de discriminar candidatos de origem asiática poderá ter impacto profundo não apenas na instituição, mas na maneira como universidades em todo o país consideram a raça dos alunos como um dos fatores em seus sistemas de admissão. O julgamento, iniciado nesta semana em um tribunal federal em Boston, deve se estender até novembro e vem sendo acompanhado de perto pelos dois lados de um debate que há décadas divide a sociedade americana. Por um lado, o uso de ações afirmativas - em que as escolas consideram a raça dos candidatos como um entre vários critérios de seleção - é essencial para garantir diversidade nessas instituições. Mas críticos das medidas defendem que a admissão deveria ser baseada apenas em fatores objetivos, como notas, sem qualquer menção a raça. A ação judicial foi iniciada em 2014 por uma organização chamada Students for Fair Admissions (Estudantes por Admissões Justas, ou SFFA, na sigla em inglês), que representa candidatos de origem asiática rejeitados por Harvard. A identidade desses candidatos não foi divulgada pelo grupo, para evitar que sofram retaliações. Segundo os autores do processo, Harvard estaria manipulando certos aspectos do sistema de admissão para limitar o número de calouros de origem asiática aceitos a cada ano, e assim manter inalterado o percentual de cada raça em seu corpo de estudantes. A petição da SFFA afirma que, como candidatos asiáticos costumam se sair melhor que estudantes brancos ou de outras raças em categorias objetivas, como desempenho acadêmico e atividades extracurriculares, a universidade reduz suas notas em critérios subjetivos, como "avaliação pessoal", "compaixão", "simpatia" e outros quesitos difíceis de quantificar. Assim, alegam, esses candidatos acabariam perdendo a vaga para alunos brancos, negros e latinos menos qualificados. A SFFA argumenta que essa prática discriminatória é uma violação dos direitos civis dos estudantes asiáticos, que são penalizados por sua raça, e equivale a um sistema de cotas, o que é proibido nos Estados Unidos. A acusação chega a traçar uma comparação com os esforços da universidade nos anos 1920 para restringir o número de judeus. "Queremos um processo de admissão racialmente neutro", disse à BBC News Brasil Manga Anantatmula, uma das diretoras da Asian-American Coalition for Education (Coalizão Asiática-Americana para Educação), grupo formado em 2014 e que apoia os autores da ação. Defesa nega preconceito A universidade nega que sua política de admissão seja discriminatória e diz que a raça dos candidatos é apenas um entre vários fatores de uma abordagem "holística", e nunca é considerada de maneira negativa. "Nosso processo de admissão não discrimina ninguém (por raça)", afirma o presidente de Harvard, Lawrence S. Bacow. "Estou confiante de que as evidências apresentadas no julgamento irão estabelecer esse fato." Defesa da universidade diz que política de admissão é considerada modelo e necessária para garantir diversidade no campus Divulgação/Harvard University A defesa lembra que o sistema de Harvard é considerado modelo no país desde que foi elogiado pela Suprema Corte, em 1978, em uma decisão que proibiu o uso de cotas mas manteve a possibilidade de que universidades considerem raça como um entre vários critérios de admissão, com o objetivo de assegurar um ambiente de diversidade nas instituições de ensino superior. No primeiro dia de julgamento, o advogado de Harvard, Bill Lee, garantiu que a universidade não adota um sistema de cotas, mas disse que eliminar qualquer consideração sobre raça do processo de seleção resultaria em declínio na diversidade, colocando em risco o que a instituição considera parte fundamental de sua missão. A universidade também ressalta que mais de 95% dos candidatos costumam ser rejeitados. No último ano, dos 42.749 inscritos, apenas 1.962 conquistaram uma vaga. Desses, 23% eram asiáticos, apesar de o grupo representar apenas 6% da população americana. Outros 15% eram negros e 12%, latinos. Segundo a defesa, como a maioria dos mais de 40 mil inscritos a cada ano é altamente qualificada academicamente, a universidade é obrigada a considerar outros aspectos para decidir quem é aceito. Além de desempenho acadêmico, são considerados também critérios como atividades extracurriculares, desempenho atlético, recomendação de professores, histórico familiar e as "notas pessoais". Mas críticos afirmam que é difícil calcular o real peso da raça dos candidatos no processo de seleção em Harvard, que é envolto em segredo, assim como ocorre em outras instituições de elite. Ação afirmativa O advogado de acusação, Adam Mortara, ressaltou ao tribunal que "o futuro da ação afirmativa não está em julgamento", e sim as práticas de Harvard em relação a candidatos asiáticos. Mas o idealizador da ação e fundador da SFFA é Edward Blum, de 66 anos, ativista conservador que há anos vem lutando para acabar com o uso de preferências raciais em qualquer aspecto da vida pública. Blum, que é branco, já moveu mais de 20 processos contra uso de ação afirmativa e conseguiu que dois de seus casos chegassem à Suprema Corte (a mais alta instância da Justiça americana). Em 2013, foi vencedor ao contestar partes da lei dos Direitos de Voto de 1965 que exigiam que Estados com histórico de discriminação racial obtivessem permissão federal antes de mudar leis eleitorais. Em 2016, em ação em nome de uma estudante branca que contestava a consideração de raça no processo de seleção na Universidade do Texas, a decisão foi desfavorável a Blum. Na época, a Suprema Corte confirmou que o sistema da universidade era legal. Além do processo contra Harvard, a SFFA também está movendo ação contra o uso de raça pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, mas ainda não há data para esse julgamento. As ações afirmativas são herança do movimento de luta por direitos civis dos anos 1960 nos Estados Unidos, mas seu uso é bastante limitado. Na Califórnia e em outros sete Estados, é ilegal considerar raça entre os critérios de admissão em instituições de ensino. No último ano, 42.749 pessoas se candidataram a Harvard, mas apenas 1.962 conquistaram uma vaga Divulgação/Harvard University Mesmo quando seu uso é permitido, as instituições ainda assim enfrentam dificuldades em atingir as metas de diversidade em sua população estudantil. Nas universidades de elite, calcula-se que negros representem apenas 4% e latinos 11% dos alunos. Alguns sugerem alternativas, como a consideração de condições socioeconômicos em vez de raça, mas críticos costumam argumentar que universidades que adotam esse tipo de sistema, como na Califórnia, fracassam na tentativa de formar um corpo de estudantes compatível com a diversidade racial do Estado. Defensores do uso de ação afirmativa ressaltam que um ambiente acadêmico que reflita a diversidade da sociedade é importante para a formação dos estudantes. Minoria penalizada Ações anteriores que questionavam na Justiça o uso de raça em instituições de ensino tinham como protagonistas brancos que se diziam prejudicados pela preferência dada a negros ou latinos, grupos minoritários que costumam ser beneficiados por ações afirmativas. O julgamento atual, no entanto, é diferente ao alegar que esse sistema está na verdade penalizando uma minoria, os asiáticos, em favor tanto de brancos quanto de outros grupos raciais. A comunidade de origem asiática parece estar dividida sobre o tema. Pesquisas revelam que cerca de dois terços apoiam o uso de ação afirmativa, mas entre alguns grupos, como os americanos de origem chinesa, esse apoio cai para 38%. Críticos acusam Blum de explorar os estudantes asiáticos para fazer avançar uma agenda que prejudica o interesse de minorias raciais. O ativista costuma ser criticado por buscar ativamente litigantes que se encaixem em suas causas. Desta vez, com a criação da SFFA, ele reuniu americanos de origem asiática, muitos deles de primeira geração e de origem chinesa. "A SFFA propagou o mito da minoria modelo (comumente associado à comunidade asiática nos Estados Unidos) e usou americanos de origem asiática - que enfrentam estereótipos raciais e discriminação assim como todas as minorias - para ganho político", disse Dennis Parker, diretor do Programa de Justiça Racial da organização de direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que apoia a universidade no julgamento. Mas alegações de que Harvard e outras universidades de elite discriminam asiáticos são antigas. Há relatos de estudantes que chegam a esconder sua origem asiática na inscrição para ter mais chance de aprovação. "Mesmo se for provado que há discriminação contra asiáticos, a solução não é eliminar a consideração de raça do processo de admissão", disse à BBC News Brasil a advogada Nicole Gon Ochi, da organização de direitos civis Asian Americans Advancing Justice - Los Angeles, fundada em 1983. "Isso reduziria dramaticamente as oportunidades para milhões de estudantes de cor, inclusive os de origem asiática", salienta. A advogada ressalta que este é um grupo muito diverso e que estudantes de origem asiática de baixa renda costumam se sair melhor em programas de admissão que consideram a raça dos candidatos. Suprema Corte Na véspera do julgamento, manifestações contra e a favor de Harvard, ambas com a participação de asiáticos, tomaram as ruas de Boston e Cambridge, onde fica o campus da instituição. Vários alunos e ex-alunos de origem asiática, alguns representados por Ochi, pretendem testemunhar em favor da universidade e ressaltar a importância da diversidade na instituição. Outras universidades de elite também estão apoiando Harvard. O Departamento de Justiça também está investigando, em processo separado, outras denúncias de discriminação contra Harvard e Yale. Em julho, o governo do presidente Donald Trump reverteu uma determinação da administração anterior e orientou instituições de ensino a limitar o uso de raça na admissão de alunos. Observadores afirmam que, seja qual for o resultado do julgamento, é provável que o caso avance para a Suprema Corte, o que poderia colocar em risco o futuro das ações afirmativas no país inteiro, com uma decisão aplicada a todas as universidades, e não apenas Harvard. Da última vez que a prática foi questionada, em 2016, o juiz Anthony Kennedy se aliou aos liberais da corte e deu o voto decisivo para a manutenção do uso de raça no processo de admissão. Mas Kennedy se aposentou neste ano e, com seu substituto, Brett Kavanaugh, a composição da corte é considerada agora mais conservadora. A possibilidade agrada aos apoiadores da ação. "Esse é apenas o começo da nossa luta, temos um longo caminho pela frente", destaca Anantatmula. "São necessárias mudanças legislativas para consertar esse sistema."
    Enem 2018: uso de energéticos pode atrapalhar desempenho do estudante

    Enem 2018: uso de energéticos pode atrapalhar desempenho do estudante


    Substâncias podem diminuir concentração, causar insônia e ansiedade. Especialistas explicam efeitos. Enem 2018: especialistas alertam para o uso de energéticos Pixabay Com a proximidade do Enem, é comum que a rotina dos estudantes se altere para...


    Substâncias podem diminuir concentração, causar insônia e ansiedade. Especialistas explicam efeitos. Enem 2018: especialistas alertam para o uso de energéticos Pixabay Com a proximidade do Enem, é comum que a rotina dos estudantes se altere para que o foco fique todo na preparação para as provas. Com isso, muitos passam a fazer uso de aditivos como energéticos, cafeína e guaraná em pó, mas o que pode funcionar em uma noite, pode provocar um efeito contrário e nocivo a curto e longo prazo. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas Horário de verão começa no 1º dia do Enem 2018: veja a hora local de fechamento dos portões em cada estado O endocrinologista Francisco Tostes, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e diretor da Clínica Nutrindo Ideais, explica que estas substâncias têm efeito adrenérgico, ou seja, ativam o sistema nervoso sensível aos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina, hormônios que "preparam" o corpo para ações, geralmente relacionados ao estado de alerta do corpo. "Elas têm efeito adrenérgico, funcionando como estimulantes, reduzindo então a percepção de cansaço", explica Tostes. Junto com este estímulo, surgem alguns efeitos negativos que produzem o efeito oposto ao desejado pelos estudantes. "De uma maneira imediata, já podem causar agitação e, consequentemente, dificuldade de se concentrar; deixando portanto de atender ao motivo pelo qual estão sendo usados", diz Tostes. "Seu uso crônico pode provocar transtornos de ansiedade, distúrbios do sono e elevação da pressão arterial, por exemplo", explica o endocrinologista Francisco Tostes. Tostes esclarece ainda que o chamado efeito rebote após o uso é comum, especialmente se a pessoa exagera no uso destas substâncias: "Se levarmos nosso corpo acima do limite sob efeito de estimulantes, posteriormente os reflexos podem ser sentidos, com um quadro de cansaço até maior". Planejamento contra a ansiedade Marcelo Dias, coordenador do curso Etapa, explica que costuma trabalhar com os alunos um planejamento anual para que eles sintam menos a pressão das provas e não achem que precisam de estimulantes às vésperas do Enem. "Desde o início do ano a gente faz um planejamento para que eles tenham ideia do que esperar em cada mês. Um bom planejamento, disciplina, rotina, no sentido de organizar bem os estudos, faz com que eles percebam um crescimento ao longo do ano e ajuda a diminuir a ansiedade", diz. Dias conta ainda que costuma conversar com os alunos para que eles não usem aditivos e que o mais comum costuma ser o guaraná em pó: "Pode ser que uma noite ele consiga ficar acordado, mas tem o efeito rebote. A longo prazo isso pode ser ruim, passa a intensificar problemas como insônia e atrapalha a rotina de todo o ano". Energéticos: médicos e professores não recomendam o uso. Pixabay "Energético de uso moderado ou algumas xicaras de café, ok. Mas de forma intensiva como alguns fazem é ruim porque desregula todo o processo de aprendizado. A gente sempre recomenda que qualquer energético pode ser perigoso em excesso", explica. E recomenda: "Para a produtividade, melhor que energético é uma boa noite de sono. Ele vai render muito mais que um aluno que ficou acordado e no dia seguinte está muito cansado."- Marcelo Dias, coordenador do curso Etapa. Nesta fase pré-Enem, Dias acredita que uma conversa entre alunos e professores pode ajudar a dar a confiança necessária para o momento de pressão e muitas vezes de incerteza: "Eu acho que eles têm muito problema com autoconfiança. Talvez pela idade. É o primeiro grande embate deles, eles ficam com medo, o que provoca uma baixa no desempenho. No cursinho, é muito comum ver professores conversando com alunos, algumas palavras caem como uma luva. A confiança é o ponto central para o vestibulando".
    Vestibulinho: Etecs abrem inscrições para 6,8 mil vagas nas regiões de Campinas e Piracicaba

    Vestibulinho: Etecs abrem inscrições para 6,8 mil vagas nas regiões de Campinas e Piracicaba


    Inscrições para o processo seletivo devem ser realizadas desta sexta (19) até às 15h do dia 12 de novembro. Ao todo são 25 cursos diferentes. Começam as inscrições para os Vestibulinhos das Etecs O Centro Paula Souza abre nesta sexta-feira...


    Inscrições para o processo seletivo devem ser realizadas desta sexta (19) até às 15h do dia 12 de novembro. Ao todo são 25 cursos diferentes. Começam as inscrições para os Vestibulinhos das Etecs O Centro Paula Souza abre nesta sexta-feira (19) as inscrições para o vestibulinho 2019 das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). São 6.847 vagas em 25 cursos diferentes nas regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP). As inscrições para o processo seletivo devem ser feitas até às 15h do dia 12 de novembro no site www.vestibulinhoetec.com.br. A taxa de inscrição é de R$ 30. Podem se inscrever estudantes que precisam cursar o ensino médio e aqueles que procuram formação profissional. Para quem busca o ensino técnico integrado com o ensino médio, podem se inscrever estudantes que estejam concluindo em 2018 o ensino fundamental. Para os cursos técnicos modulares, o candidato precisa já ter terminado, ou estar cursando a partir do segundo ano do ensino médio regular. Etec Bento Quirino, em Campinas Reprodução/EPTV Confira a lista de cursos por cidade Americana Na cidade, são 920 vagas divulgadas para a Etec Polivalente de Americana (SP), localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, número 567. Administração (Noturno) – 40 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) – 80 vagas Comunicação visual (Vespertino) – 40 vagas Contabilidade (Noturno) – 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Noturno) – 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Vespertino) – 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) – 80 vagas Design de interiores (Noturno) – 40 vagas Design de interiores (Integrado ao ensino médio/Integral) – 40 vagas Edificações (Noturno) – 40 vagas Edificações (Integrado ao ensino médio/Integral) – 40 vagas Ensino médio (Diurno) – 80 vagas Ensino médio (Vespertino) – 40 vagas Logística (Noturno) – 40 vagas Logística (Integrado ao ensino médio/Integral) – 40 vagas Mecânica (Noturno) – 40 vagas Mecânica (Integrado ao ensino médio/Integral) – 40 vagas Recursos humanos (Noturno) – 40 vagas Segurando do trabalho (Noturno) – 40 vagas Já na Extensão Fatec Americana, estão disponíveis 40 vagas para o ensino médio com habilitação técnica profissional em desenvolvimento de sistemas (Curso técnico) – M-tec, período vespertino. Amparo Em Amparo (SP), as 590 vagas serão destinadas para a Etec João Belarmino, localizada na Rua 7 de Setembro, 299, no Centro. Administração (Noturno) – 40 vagas Contabilidade (Noturno) – 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) – 40 vagas Edificações (Noturno) – 40 vagas Eletrônica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Eletrotécnica (Noturno) - 40 vagas Enfermagem (Vespertino) - 30 vagas Ensino médio (Diurno) - 120 vagas Eventos (Noturno) - 40 vagas Logística (Noturno) - 40 vagas Mecânica (Noturno) - 40 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Segurança do trabalho (Noturno) - 40 vagas Campinas Na cidade, são 935 vagas disponíveis em duas escolas: Etec Bento Quirino Administração (Noturno) - 35 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Desenvolvimento de Sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Eletrônica (Noturno) - 35 vagas Eletrônica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Eletrotécnica (Noturno) - 35 vagas Eletrotécnica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Logística (Noturno) - 35 vagas Logística (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Mecânica (Noturno) - 35 vagas Mecânica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Sistemas de Energia Renovável - (EaD - Semipresencial/ Sábados pela manhã) - 40 vagas Etec Conselheiro Antonio Prado Biotecnologia (Noturno) - 80 vagas Biotecnologia (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Ensino médio (Diurno) - 40 vagas Meio Ambiente (Noturno) - 40 vagas Meio Ambiente (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Química (Noturno) - 80 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Espírito Santo do Pinhal Em Espírito Santo do Pinhal (SP), as 240 vagas são destinadas à Etec Dr. Carolino da Motta e Silva, localizada na Rodovia SP 346 , Km 204, no Morro Azul. Agropecuária (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Desenvolvimento de sistemas (Noturno) - 40 vagas Informática para internet (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mecânica (Noturno) - 40 vagas Meio Ambiente (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Hortolândia Na cidade, as 400 vagas são destinadas à Etec de Hortolândia (SP), localizada na Rua Capitão Lourival Mey, 750, no Jardim Santana. Administração (Noturno) - 40 vagas Administração (EaD - Semipresencial/Sábados pela manhã) - 40 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 80 vagas Informática para internet (Noturno) - 40 vagas Nutrição e Dietética (Noturno) - 40 vagas Nutrição e Dietética (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Secretariado (Noturno) - 40 vagas Itapira Itapira (SP) oferece 240 vagas na Etec João Maria Stevanatto, localizada na Avenida Paulo Lacerda Quartim Barbosa, 630, no bairro Santa Bárbara. Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Ensino médio (Diurno) - 40 vagas Logística (Noturno) - 40 vagas Química (Noturno) - 40 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Recursos humanos (Noturno) - 40 vagas Limeira Na cidade, são oferecidas 280 vagas na Etec Trajano Camargo, localizada na Rua Tenente Belizário, 439, no Centro. Administração (Noturno) - 40 vagas Eventos (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mecânica (Noturno) - 40 vagas Mecânica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Metalurgia (Noturno) - 40 vagas Química (Noturno) - 40 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mogi Guaçu Em Mogi Guaçu (SP), estão disponíveis 200 vagas na Etec Euro Albino de Souza, localizada na Rua Antônio Luís Filho, 350, no Jardim Novo II. Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Automação industrial (Noturno) - 40 vagas Automação industrial (Integrado ao ensino médio/ Integral) - 40 vagas Contabilidade (Noturno) - 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mogi Mirim Em Mogi Mirim (SP), são 480 vagas disponibilizadas na Etec Pedro Ferreira Alves, localizada na Rua Ariovaldo Silveira Franco, 237, no Mirante. Administração (Noturno) - 40 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Automação industrial (Noturno) - 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Noturno) - 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Enfermagem (Noturno) - 40 vagas Informática para internet (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Logística (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mecânica (Noturno) - 40 vagas Mecânica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Mecatrônica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Recursos humanos (Noturno) - 40 vagas Monte Mor A cidade oferece 175 vagas para a Etec de Monte Mor, localizada na Avenida Benedito Lázaro Vieira, s/n, no Sítio Santo Antonio. Administração (Noturno) - 35 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Ensino médio (Diurno) - 35 vagas Ensino médio com Habilitação Técnica Profissional em Administração (Curso Técnico) - M-Tec (Vespertino) - 35 vagas Logística (Noturno) - 35 vagas Nova Odessa Na cidade, são oferecidas 280 vagas na Etec de Nova Odessa, localizada na Avenida São Gonçalo, 2770, no Jardim Alvorada. Administração (Noturno) - 40 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Logística (Noturno) - 40 vagas Marketing (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Recursos humanos (Noturno) - 40 vagas Segurança do trabalho (Noturno) - 40 vagas Piracicaba A cidade oferece 610 vagas nas seguintes escolas: Etec Cel. Fernando Febeliano da Costa Administração (Noturno) - 40 vagas Administração (EaD - Semipresencial/Segundas e quartas à tarde) - 35 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Enfermagem (Diurno) - 40 vagas Mecânica (Noturno) - 40 vagas Mecatrônica (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Meio Ambiente (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Nutrição e Dietética (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Química (Noturno) - 40 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Etec Dep. Ary de Camargo Pedroso Automação industrial (Noturno) - 40 vagas Automação industrial (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Desenvolvimento de sistemas (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Logística (Noturno) - 40 vagas Logística (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Recursos humanos (Noturno) - 40 vagas Santa Bárbara d’Oeste Santa Bárbara d’Oeste (SP) está com 360 vagas disponíveis na Etec Prof. Dr. José Dagnoni, localizada na Avenida Antônio Pedroso, 1731, no Cidade Nova. Administração (Noturno) - 40 vagas Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Enfermagem (Vespertino) - 40 vagas Ensino médio (Diurno) - 40 vagas Logística (Noturno) - 40 vagas Química (Noturno) - 40 vagas Química (Integrado ao ensino médio/Integral) - 40 vagas Recursos humanos (Noturno) - 40 vagas Serviços jurídicos (Noturno) - 40 vagas São Pedro A cidade oferece 175 vagas na Etec Gustavo Teixeira, localizada na Rua Manoel Estevam Dias, 351, no Jardim Holiday. Administração (Integrado ao ensino médio/Integral) - 35 vagas Ensino médio (Diurno) - 70 vagas Marketing (Noturno) - 35 vagas Serviços jurídicos (Noturno) - 35 vagas VAGAS CLASSES DESCENTRALIZADAS - (CDs) Artur Nogueira CD (Etec Trajano Camargo - Extensão Arthur Nogueira) Administração (Noturno) - 40 vagas Cordeirópolis CD (Etec Trajano Camargo - Extensão EMEIF Profª Maria Aparecida Pagoto de Moraes) Logística (Noturno) - 40 vagas Holambra CD (Etec Pedro Ferreira Alves - Extensão E.M Parque dos Ipês) Desenvolvimento de Sistemas (Noturno) - 40 vagas Morungaba CD (Etec Rosa Perrone Scavone - Extensão EMEF Prof. Irineu Tobias) Administração (Noturno) - 40 vagas Pedreira CD (Etec João Belarmino - Extensão EMEM João Emílio Begalli) Informática para internet (Noturno) - 40 vagas Santo Antônio de Posse CD (Etec Pedro Ferreira Alves - Extensão EMEF Mario Bianchi) Logística (Noturno) - 40 vagas VAGAS ESCOLAS ESTADUAIS - (EEs) Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Francisco Glicério) Contabilidade (Noturno) - 35 vagas Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Francisco Glicério) Recursos humanos (Noturno) - 35 vagas Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Hercy Moraes) Administração (Noturno) - 35 vagas Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Hercy Moraes) Recursos humanos (Noturno) - 35 vagas Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Orlando Signorelli) Administração (Noturno) - 35 vagas Campinas (EE Etec Bento Quirino - Extensão EE Orlando Signorelli) Logística (Noturno) - 35 vagas Espírito Santo do Pinhal (EE Etec Dr. Carolino da Motta e Silva - Extensão EE Cardeal Leme) Administração (Noturno) - 40 vagas Espírito Santo do Pinhal (EE Etec Dr. Carolino da Motta e Silva - Extensão EE Cardeal Leme) Logística (Noturno) - 40 vagas Piracicaba (EE Etec Cel. Fernando Febeliano da Costa - Extensão EE Prof. Catharina Casale Padovani) Administração (Noturno) - 40 vagas Piracicaba (EE Etec Dep. Ary de Camargo Pedroso (Etec Paulista) - Extensão EE. Dr. João Sampaio) Ensino médio com Qualificações Profissionais de Auxiliar Administrativo, de Auxiliar de Finanças e de Auxiliar de Marketing e Comercial - M-Tec (Noturno) - 40 vagas Piracicaba (EE Etec Dep. Ary de Camargo Pedroso (Etec Paulista) - Extensão EE. Dr. João Sampaio) Logística (Noturno) - 40 vagas Sumaré (EE Etec de Hortolândia - Extensão EE João Franceschini) Administração (Noturno) - 40 vagas Valinhos (EE Etec Benedito Storani - Extensão EE Flávio de Carvalho) Administração (Noturno) - 36 vagas Valinhos (EE Etec Benedito Storani - Extensão EE Flávio de Carvalho) Logística (Noturno) - 36 vagas Mogi Guaçu (EE Etec Euro Albino de Souza - Extensão EE Prof. João Pessoa Maschietto) Ensino médio com Habilitação Técnica Profissional em Administração (Curso Técnico) - M-Tec (Diurno) - 40 vagas Piracicaba (EE Etec Cel. Fernando Febeliano da Costa - Extensão EE Prof. Helio Penteado de Castro) Ensino médio com Habilitação Técnica Profissional em Administração (Curso Técnico) - M-Tec (Diurno) - 40 vagas Santa Bárbara d'Oeste (EE Etec Polivalente de Americana - Extensão EE Profª Alcheste de Godoy Andia) Ensino médio com Habilitação Técnica Profissional em Administração (Curso Técnico) - M-Tec (Diurno) - 40 vagas Santa Bárbara d'Oeste (EE Etec Prof. Dr. José Dagnoni - Extensão EE Prof. Ulisses de Oliveira Valente) Ensino médio com Habilitação Técnica Profissional em Recursos Humanos (Curso Técnico) - M-Tec (Diurno) - 40 vagas VAGAS ESCOLAS ESTADUAIS - (Vence) Mogi Mirim (EE Etec Pedro Ferreira Alves - Extensão EE Coronel Venancio) Meio Ambiente - Integrado ao Ensino médio (interdependente)/Integral - 40 vagas Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas
    UFRGS abre inscrições para ingresso de diplomado para 40 cursos

    UFRGS abre inscrições para ingresso de diplomado para 40 cursos


    Graduados em qualquer curso universitários legalizado no país podem concorrer às vagas remanescentes do último concurso da universidade federal. Universidade oferece 39 opções de curso para ingresso de diplomados Ramon Moser/Divulgação A...


    Graduados em qualquer curso universitários legalizado no país podem concorrer às vagas remanescentes do último concurso da universidade federal. Universidade oferece 39 opções de curso para ingresso de diplomados Ramon Moser/Divulgação A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) abriu nesta quinta-feira (18) as inscrições para o ingresso de diplomado – que já possuem curso superior concluído – em 40 cursos de graduação, para ingresso no primeiro semestre de 2019. São oferecidas 362 vagas, que foram remanescentes no último concurso vestibular. Interessados devem se inscrever até o dia 26 de outubro, presencialmente, no Protocolo Geral da UFRGS (Av. Paulo Gama, nº 110, Prédio Anexo I da Reitoria, térreo – Porto Alegre, RS), de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h30 às 17h30min. A taxa de inscrição custa R$ 42. Para concorrer a estas vagas, o candidato deve ser portador de diploma de curso superior de graduação válido ou ser provável formando ao final do segundo semestre de 2018 em curso de graduação legalmente reconhecido. Cada curso tem um processo seletivo específico, que pode ser prova, entrevista ou análise de currículo. Para saber procedimentos, documentos necessários e mais detalhes, o candidato deve consultar o edital do concurso. Campus Tramandaí Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia Campus Porto Alegre Agronomia Artes Visuais - Bacharelado Artes Visuais - Licenciatura Ciências Sociais - Bacharelado Ciências Sociais - Bacharelado Ciências Sociais - Licenciatura Ciências Sociais - Licenciatura Dança Educação Física – Bacharelado Educação Física – Licenciatura Engenharia Cartográfica – Noturna Engenharia de Controle e Automação Engenharia Metalúrgica Engenharia Química Filosofia - Bacharelado Filosofia - Licenciatura - Noturno Geografia - Bacharelado Geografia - Bacharelado - Noturno História - Bacharelado História - Bacharelado - Noturno História - Licenciatura História - Licenciatura - Noturno História da Arte Letras – Bacharelado - Tradutor e Intérprete de Libras (Libras-português e Português-libras) Matemática - Bacharelado Matemática - Licenciatura Matemática - Licenciatura - Noturno Medicina Veterinária Museologia Música - Bacharelado Música - Licenciatura Pedagogia - Licenciatura Publicidade e Propaganda Química - Bacharelado Química - Licenciatura - Noturna Química Industrial Química Industrial - Noturna Serviço Social - Noturno Zootecnia Prazo para pedido de troca de curso A universidade também está com inscrições abertas para ingresso por Transferência por Processo Seletivo Unificado (PSU), para alunos da UFRGS que queiram trocar de curso ou de outras universidades, que queiram ingressar na federal. As inscrições vão até o dia 12 de novembro, exclusivamente pela internet. O edital pode ser conferido no site da instituição. E para os alunos que queiram trocar de curso com o recálculo dos pontos obtidos no vestibular ou no SiSu, o período de solicitações abrem no próximo dia 24, diretamente no Portal do Aluno, onde mais informações podem ser obtidas.
    França: proibição do celular funciona em cerca de 90% das escolas

    França: proibição do celular funciona em cerca de 90% das escolas


    Na prática, a legislação francesa já previa a interdição nas salas de aula, mas o que o governo francês pretende é limitar o uso nos corredores, pátios e outros locais. Meninas espiam uma sala de aula na França Patrick Hertzog/AFP Cerca de...


    Na prática, a legislação francesa já previa a interdição nas salas de aula, mas o que o governo francês pretende é limitar o uso nos corredores, pátios e outros locais. Meninas espiam uma sala de aula na França Patrick Hertzog/AFP Cerca de um mês e meio depois da adoção da nova medida, que entrou em vigor nas escolas de ensino médio, o governo francês faz um balanço positivo da adesão dos estabelecimentos à decisão. França proíbe que alunos levem celular para a escola, até mesmo desligado Em entrevista à rádio francesa France Inter, o ministro da Educação Nacional, Jean-Michel Blanquer, disse que é provável que “mais de 90% das escolas respeitam a proibição,” adotada no início do ano letivo francês, em setembro. O objetivo é diminuir à exposição às telas, as diferenças entre alunos que possuem um aparelho ou não, e também limitar os riscos de bullying. A única exceção é para o uso pedagógico da ferramenta. Na prática, a legislação francesa já previa a interdição nas salas de aula, mas o que o governo francês pretende é limitar o uso nos corredores, pátios e outros locais. “Nosso objetivo é que a medida seja aplicada em 100% das escolas”, disse. “Algumas pediram um prazo até o recesso de Finados (que começa na próxima segunda-feira) para se adaptar corretamente à regulamentação interna. Aceitamos esse tempo de adaptação”, explicou. Cerca de 58 mil estabelecimentos devem se alinhar à medida em todo o país. Período de adaptação Muitas escolas (e alunos) ainda estão se adaptando à nova realidade. A proposta do governo incluía a instalação de armários onde alunos pudessem deixar o aparelho chegando à escola, mas muitos diretores não puderem aderir à ideia. É o caso do colégio e liceu Jean de la Fontaine, no 16° distrito da capital. “Não instalamos os armários por questões financeiras. Agora será necessário determinar o que faremos com o aparelho se ele for confiscado de um aluno que não respeitar a lei”, disse a diretora da escola, Marianne Dodinet, em entrevista à France Info.
    Mensalidades de faculdades particulares sobem acima da inflação, diz pesquisa

    Mensalidades de faculdades particulares sobem acima da inflação, diz pesquisa


    Relatório mostra que na modalidade presencial os cursos tiveram um aumento de 6,3%. Comparação é feita pela tabela de preço dos cursos nos últimos 12 meses. Ensino superior tem reajuste acima da inflação Um levantamento feito pelo Panorama do...


    Relatório mostra que na modalidade presencial os cursos tiveram um aumento de 6,3%. Comparação é feita pela tabela de preço dos cursos nos últimos 12 meses. Ensino superior tem reajuste acima da inflação Um levantamento feito pelo Panorama do Ensino Superior Privado, mostra que os preços das mensalidades de faculdades particulares estão mais altos. Na modalidade presencial, o aumento é de 6,3% e no ensino à distância (EaD), 7,7%. De acordo com a pesquisa Índice Nacional de Preços de Mensalidades - Quero Bolsa (INPM-QB), os valores estão acima da inflação, que é de 1,8%. A pesquisa também aponta que esta foi a primeira alta superior ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde 2016. Para realizar o balanço, foram mapeadas mais de 1.300 Instituições de Ensino Superior (IES), o que representa mais de 80% do mercado nacional, levando em consideração o preço de tabela dos cursos, antes de qualquer desconto, no acumulado de 12 meses terminados em maio de 2018. Os dados são do Índice Nacional de Preços de Mensalidades - Quero Bolsa (INPM-QB), que calcula a inflação do setor. "Em cenários de melhora na economia e recuperação da demanda, é comum que as Instituições de Ensino busquem explorar um aumento nos preços das mensalidades", afirma Pedro Balerine, diretor de Inteligência da Quero Educação. Entre as mensalidades separadas por categorias de cursos, as áreas de Ciências Sociais, Matemática, Computação e Pedagogia e Licenciaturas registraram inflação nominal acima de 10% na modalidade presencial. Já as áreas de Engenharia, Produção e Construção apresentaram um aumento de 10% na modalidade EaD. Aumento das matrículas na graduação a distância é o maior desde 2008, aponta censo Ensino à distância teve um aumento 7,7% no preço das mensalidades, aponta pesquisa Shutterstock Evasão no Ensino Superior A partir dos dados do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o relatório aponta que a evasão - nível Brasil - sofreu uma piora de 19% em 2011 para 23% em 2015. Segundo a pesquisa, a evasão é consequência da crise econômica que o Brasil sofreu a partir daquele ano e, no caso específico da educação presencial, por causa da redução nos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no fim de 2014. "Trata-se de um público cujos estudos são financiados por outra pessoa, como um familiar. Essa parcela de estudantes consegue focar mais nos estudos e não se preocupar se vai conseguir bancá-los", explica Pedro Balerine.
    Professora de Alvorada troca sala de aula por canal de vídeos e lança livro para quem quer falar inglês

    Professora de Alvorada troca sala de aula por canal de vídeos e lança livro para quem quer falar inglês


    Criadora do English in Brazil, Carina Fragozo é formada em Letras e se dedica ao canal no Youtube que tem mais de 750 mil seguidores. Livro 'Eu sou péssimo em Inglês' é um guia para o aprendizado do idioma sem fazer curso ou viajar para o...


    Criadora do English in Brazil, Carina Fragozo é formada em Letras e se dedica ao canal no Youtube que tem mais de 750 mil seguidores. Livro 'Eu sou péssimo em Inglês' é um guia para o aprendizado do idioma sem fazer curso ou viajar para o exterior. Professora de Alvorada lança livro para quem quer falar inglês Professora de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Carina Fragozo trocou há cinco anos a sala de aula pela internet. Criadora do canal no YouTube English in Brazil, é formada em Letras, pela PUCRS, e hoje se dedica ao projeto, que tem mais de 750 mil seguidores. A ideia partiu da própria experiência. Quando era mais nova, Carina não pôde pagar cursos ou morar fora do país e chegou a achar que nunca dominaria o idioma. Embaixadora do YouTube Educação, já viajou para diversos países para divulgar sua forma de ensinar através das redes sociais. “Eu mesma cheguei a pensar que jamais conseguiria falar inglês com a mesma naturalidade que falo o português. Fui buscando a melhor maneira para aprender sozinha, quando percebi, estava fluente mesmo sem sair do Brasil. Em um ano, eu já estava com um inglês bom e me nivelei aos meus colegas”, conta Carina. Depois disso, Carina ficou em primeiro lugar no doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP), com ênfase na aquisição fonológica de línguas estrangeiras. Com o trabalho de pesquisa na universidade, ela precisou deixar a sala de aula. "Eu sentia uma falta imensa do meus alunos e de dar aula. Foi quando postei meu primeiro vídeo". Em uma semana, mais de 1 mil pessoas assistiram as dicas da professora sobre como aprender inglês sem necessariamente fazer cursos ou viajar para o exterior. "Meu canal faz um trabalho de democratizar o ensino de qualidade para quem não pode pagar por um curso, como eu não podia. Hoje eu consigo disponibilizar aulas completas, eu tenho playlists com inglês básico, inglês para sobrevivência e qualquer pessoa pode acessar isso de graça." Criadora do canal no YouTube, English in Brazil é formada em Letras e hoje se dedica ao canal que tem mais de 750 mil seguidores. Jéssica Liar/Divulgação Do sucesso com o canal, veio o convite para escrever "Eu sou péssimo em Inglês - tudo que você precisa saber para alavancar de vez seu aprendizado", publicado pela HarperCollins. Mais do que um livro de vocabulário e gramática, é um guia que traz ideias de como se organizar para montar um plano de estudos e dicas para melhorar a pronúncia. "O livro surgiu das perguntas que eu recebo durante esses mais de quatro anos de canal. Todas essas questões que fazem as pessoas se sentirem péssimas, ruins ou fracas no inglês. Eu debato primeiro fazendo a união entre o meu conhecimento acadêmico, da linguística, através de pesquisas científicas, para desmistificar algumas coisas que as pessoas pensam e depois dou várias dicas para solucionarem o problema." O que faz as pessoas desistirem? não sei por onde começar sou velho demais para aprender inglês tenho muito sotaque meu inglês não evolui não sei o que estudar Para Carina, ninguém é péssimo em inglês e qualquer um pode aprender uma nova língua, basta descobrir a forma que melhor se adequa a si. Quer começar a aprender inglês? Estabeleça metas fáceis de cumprir. "Pense assim: em uma semana eu quero saber como me apresentar bem em inglês. Isso te motiva e aprendizado é um processo de longo prazo." Tenha contato com a língua todos os dias. Estude através daquilo que te dá prazer. "Não precisa ser só pegar um livro de gramática, sentar e ficar repetindo, se isso não é legal para você. Pode estudar com música, com séries, com canais no YouTube. O alvo tem que ser o progresso e não a perfeição." Não fique obcecado em ter um inglês perfeito no começo. "Ninguém começa perfeito. Você vai errar, vai ter um sotaque mais forte, vai ter erro de pronúncia, mas isso não pode te bloquear. Não se aprende a falar sem falar." Se organize. "Faça um roteiro de estudos para saber o que vai aprender a cada dia." A animação da Carina sobre o tema não termina. Ela ainda tem muito conteúdo para ensinar. "Eu já estou com uma ideia de fazer outros livros. Já tenho dois prontos na minha cabeça. Um guia para estudar sozinho, com aulas de gramática e outro voltado para melhorar a pronúncia. Essa é a minha especialidade na área acadêmica, trabalhar com sotaques, pronúncia, fonética e fonologia, inclusive com áudio para treinar em casa." Embaixadora do YouTube Educação, já viajou para diversos países para divulgar sua forma de ensinar através das redes sociais. Fernando Arroteia/Divulgação
    Lei no Texas obriga alunos a assistirem a vídeo sobre abordagem policial como requisito para pegarem diploma

    Lei no Texas obriga alunos a assistirem a vídeo sobre abordagem policial como requisito para pegarem diploma


    Vídeo de 16 minutos produzido pela polícia do Texas foi incorporado ao currículo obrigatório para estudantes do ensino médio; objetivo é treinar cidadãos a se comportarem quando tiverem o carro parado por um policial. A partir deste ano letivo,...


    Vídeo de 16 minutos produzido pela polícia do Texas foi incorporado ao currículo obrigatório para estudantes do ensino médio; objetivo é treinar cidadãos a se comportarem quando tiverem o carro parado por um policial. A partir deste ano letivo, os estudantes do ensino médio no Texas, nos Estados Unidos, só poderão conseguir o diploma depois de dedicarem 16 minutos para assistirem a um vídeo com instruções sobre como se comportar durante uma revista policial no trânsito. É o que diz uma lei estadual aprovada no estado no ano passado e que entrou em vigor em 27 de agosto desse ano. Batizada de Ato da Educação para a Segurança da Comunidade, a lei tem como objetivo definir o comportamento dos cidadãos e dos policiais durante interações no trânsito. Segundo a Agência de Educação do Texas (TEA, na sigla em inglês), a nova lei exige que todas as escolas "ofereçam instrução aos estudantes do 9º ano 12º ano sobre a interação adequada com oficiais durante abordagens no trânsito e em outros encontros cara a cara", e vale para todos os alunos que começarem o ensino médio (9º ano, nos Estados Unidos) a partir do ano letivo 2018-2019. O material de instrução deve ser incluído no currículo obrigatório em uma ou mais disciplinas, continou a TEA, e as escolas precisam indicar de forma clara no histórico escolar dos alunos que elesc ompletaram o requisito. Vídeo de 16 minutos No fim de setembro, a TEA publicou o vídeo em seu site e afirmou que as escolas do distrito "devem usar o material desenvolvido de acordo com a Comissão de Aplicação da Lei do Texas Vídeo que foi incluído por lei no currículo obrigatório do ensino médio nos Texas, EUA, dá instruções sobre como se comportar numa abordagem policial no trânsito Reprodução/Texas Education Agency Certo x errado No vídeo, os estudantes assistem a duas abordagens policiais de veículos: uma na qual a motorista age de forma incorreta depois de ser parada por excesso de velocidade, e outra na qual o motorista segue as instruções ao ser abordado porque a lanterna traseira estava quebrada. O material também tem um capítulo com perguntas de estudantes e membros da comunidade, que são respondidas por diversos policiais. As perguntas abordam dúvidas sobre como agir, como não agir e como denunciar um policial caso a abordagem tenha sido abusiva ou o motorista discorde do motivo pelo qual foi parado. Salvar vidas Quando a lei foi aprovada, em 2017, Royce West, um dos senadores estaduais que defendem a nova regra, afirmou que uma das motivações da mudança foi o número de cidadãos desarmados que foram vítimas de tiros por parte de policiais nos Estados Unidos nos últimos. "Sentimos que não poderíamos ficar parados enquanto esses incidentes trágicos, erodindo a confiança do público e criando desconfiança nas autoridades policiais, continuavam a acontecer, sem fazer um esforço que poderia, no fim das contas, ajudar a salvar vidas", disse Royce West.
    Cartão de confirmação do Enem 2018 será divulgado na segunda

    Cartão de confirmação do Enem 2018 será divulgado na segunda


    Inep confirmou que candidatos poderão ver o local de provas a partir desta segunda-feira (22); provas acontecem nos dias 4 e 11 de novembro e 5,5 milhões de estudantes estão inscritos. Os 5,5 milhões de estudantes que estão com a inscrição...


    Inep confirmou que candidatos poderão ver o local de provas a partir desta segunda-feira (22); provas acontecem nos dias 4 e 11 de novembro e 5,5 milhões de estudantes estão inscritos. Os 5,5 milhões de estudantes que estão com a inscrição confirmada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vão poder checar seu local de provas nesta segunda-feira (22). Essa é a data em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai liberar o acesso ao cartão de confirmação do Enem 2018. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas As provas acontecem nos dias 4 e 11 de novembro, dois domingos consecutivos. Veja abaixo as perguntas e respostas sobre o cartão de confirmação: Para que serve o cartão de confirmação? É o documento que confirma a inscrição de cada candidato no Enem, e traz os detalhes sobre o local de provas. Além do nome da rua e número do edifício, o cartão também informa, por exemplo, o número da sala em que cada estudante fará o exame. Como posso acessar o cartão de confirmação? Apenas pela internet. O cartão de confirmação ficará disponível para consulta a partir de segunda pelo site https://enem.inep.gov.br/participante/. O acesso é individual, ou seja, é preciso inserir os dados pessoais e a senha para poder verificar o local de provas. Preciso levar o cartão de confirmação no dia do Enem? O Inep afirma que não é obrigatório apresentar o cartão de confirmação no dia do exame, mas ele recomenda que todos os candidatos imprimam e levem o documento, porque ele facilita o acesso às informações e evitar confusões com o endereço e os horários da prova. Veja o modelo do cartão de confirmação do Enem 2017 Reprodução/Inep Initial plugin text
    56% dos candidatos do Enem 2018 terão que adiantar o relógio para o horário de verão no dia da prova

    56% dos candidatos do Enem 2018 terão que adiantar o relógio para o horário de verão no dia da prova


    Dos 5,5 milhões de inscritos confirmados, 3 milhões vivem no DF e nos dez estados que entrarão no horário de verão em 4 de novembro, primeiro dia de provas do Enem. No dia 4 de novembro, primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio...


    Dos 5,5 milhões de inscritos confirmados, 3 milhões vivem no DF e nos dez estados que entrarão no horário de verão em 4 de novembro, primeiro dia de provas do Enem. No dia 4 de novembro, primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mais de 3 milhões de candidatos precisarão adiantar o relógio em uma hora para se adequar ao horário de verão, que nesse ano coincide com o exame do MEC. Eles representam 56% do total de 5,5 milhões de candidatos com inscrição confirmada nas provas. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas Onde haverá horário de verão? O horário de verão entrará em vigor em dez estados, além do Distrito Federal: Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná Região Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais Região Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal No total, 3.087.626 candidatos do Enem 2018 vivem nesses locais. Juntos, os estados de São Paulo e Minas Gerais concentram metade dos inscritos que terão que adiantar o relógio no dia da prova. Desses estados, porém, nem todos estarão no horário de Brasília. Como o horário local em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul atualmente já está uma hora atrás de Brasília, essa diferença continua igual. Isso quer dizer que o fechamento dos portões nesses dois estados acontece às 12h do horário local. Horário das provas (horário OFICIAL de Brasília) Horário das provas (horário OFICIAL de Brasília) Abertura dos portões: 12h (horário de Brasília) Fechamento dos portões: 13h (horário de Brasília) Início das provas: 13h30 (horário de Brasília) Saída permitida a partir das 15h30 sem o caderno de provas. Saída liberada com o cartão de provas: 18h30 (horário de Brasília) Fim da prova: 19h (horário de Brasília) E o resto do Brasil? Os demais estados não precisarão mudar o relógio em 4 de novembro, mas os 2,4 milhões de candidatos que farão as provas nessas regiões terão que se ajustar à nova diferença de fuso em relação ao horário oficial de Brasília. Atualmente, 14 estados estão no mesmo horário que Brasília, mas, no primeiro dia do Enem, eles passarão a estar uma hora atrás. Portanto, o horário local de fechamento será, também, uma hora antes. Outros três estados estarão duas horas atrás e, no Acre e em 13 municípios do Amazonas, essa diferença será de três horas. Veja abaixo a lista com os horários locais de fechamento dos portões em cada estado do Brasil: 13h (fechamento dos portões no horário local) Distrito Federal Espírito Santo Goiás Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina São Paulo 12h (fechamento dos portões no horário local) Alagoas Amapá Bahia Ceará Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Pará Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Tocantins 11h (fechamento dos portões no horário local) Amazonas (com exceção de 13 municípios abaixo) Rondônia Roraima 10h (fechamento dos portões no horário local) Acre Amazonas (13 municípios da região sudoeste: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença e Tabatinga) Enem 2018: veja o horário LOCAL de fechamento dos portões do exame nos dias 4 e 11 de novembro Arte G1
    Saiba mais sobre as propostas de Bolsonaro e Haddad para o ensino a distância

    Saiba mais sobre as propostas de Bolsonaro e Haddad para o ensino a distância


    Jair Bolsonaro (PSL) disse ser favorável ao ensino fundamental não presencial; Fernando Haddad (PT) afirma ser contra nessa etapa e no ensino médio. Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno da eleição,...


    Jair Bolsonaro (PSL) disse ser favorável ao ensino fundamental não presencial; Fernando Haddad (PT) afirma ser contra nessa etapa e no ensino médio. Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), têm posições distintas para o ensino a distância. A proposta não é citada no programa de governo de nenhum dos dois candidatos, mas apareceu em entrevistas de ambos durante a campanha. Bolsonaro afirmou ser a favor de permitir a modalidade inclusive no ensino fundamental, que vai do 1º ao 9º ano, com alunos de 6 e 14 anos. Haddad, por sua vez, disse ser contra, e prometeu impedir também ensino médio a distância. Leia abaixo o que disseram os dois candidatos, e quais são as regras atualmente em vigor no Brasil: Proposta de Jair Bolsonaro (PSL) Veja as promessas feitas por Bolsonaro No programa de governo: No documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PSL menciona o ensino da distância em um parágrafo, sem falar diretamente sobre os alunos do ensino fundamental. “Educação à distância: deveria ser vista como um importante instrumento e não vetada de forma dogmática. Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais”, diz o programa de Bolsonaro. O candidato Jair Bolsonaro (PSL), durante a votação no primeiro turno, em escola no Rio de Janeiro Wilton Junior/Estadão Conteúdo Durante a campanha: Em 28 de agosto, porém, durante entrevista ao Jornal das Dez, da GloboNews, Bolsonaro foi questionado sobre uma proposta feita dias antes para expandir a autorização do ensino regular a distância para o ensino fundamental. Segundo o candidato, “o ensino presencial é o melhor possível”, mas ele admite considerar que “algumas matérias” possam ser ensinadas a distância. “Quando você vai para a área rural... (...) Nessas áreas, muitas vezes a escola está muito longe de onde mora aquela criança. E a tecnologia por satélite já chegou lá. Seria nós começarmos a investir por aí. E logicamente, nesses locais, um pai ou uma mãe, ou alguém que tome conta da garotada, pela manhã, tendo esse ensino a distância, vai, no meu entender, levar algum tipo de informação pra essa garotada ser alguém no futuro”, disse Bolsonaro. “Passa por aí. Agora, por outro lado também, eu não quero desempregar professores em hipótese alguma. Eu considero que o ensino presencial é o melhor possível, mas poderemos, sim, ter algumas matérias a distância dessa forma”, continuou o candidato. Questionado sobre como funcionaria o acesso às aulas em regiões da zona rural, que também são as que têm menos acesso à comunicação, ele negou que a proposta seja vaga. “Não fica vago. Olha só, uma maratona você começa com um passo”, disse o candidato, afirmando que a ideia inicial é aplicar a política para pequenos grupos de alunos. “Eu não posso definir quantas crianças são. Se as crianças se comportarem com uma pessoa que possa exercer autoridade, não tem problema a quantidade de crianças. Agora, se for uma quantidade muito grande, justifica você mandar um professor pra lá. Justifica. Isso aí funcionaria em um primeiro momento para pequenas quantidades de crianças”, afirmou Bolsonaro. A proposta, de acordo com ele, serviria tanto para atender crianças que vivem na zona rural muito distantes da escola e também para pais que preferem tirar a criança da escola e educá-los em casa, uma modalidade chamada de educação domiciliar e que, em setembro, foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Agora, o pessoal quer, muitos querem, estudar em casa. Não é um grupo de garotos que vai ter uma aula a distância. Em casa, o pai muitas vezes, ou a mãe fica em casa, o pai fica em casa, ele queria dessa forma educar a criança em casa. Isso já existe no Brasil em parte, e no meu entender está crescendo, exatamente porque não estão aprendendo nada em sala de aula.” Proposta de Fernando Haddad (PT) Veja as promessas feitas por Haddad No programa de governo: Em seu programa, Haddad não fala diretamente sobre o ensino a distância no fundamental, mas se diz contra o EAD no ensino médio, que foi viabilizada pela reforma do ensino médio do governo de Michel Temer, em 2016, mas atualmente não tem regras definidas. A proposta é regulamentar a lei atual para detalhar o que é permitido e o que é proibido. “O futuro presidente vai revogar a reforma do ensino médio implantada pelo governo golpista, que estabeleceu que uma parcela importante da grade curricular seja ofertada na modalidade de ensino à distância. O governo Haddad irá elaborar um novo marco legal em diálogo com a comunidade educacional, organizações estudantis e toda sociedade”, diz o documento. O candidato Fernando Haddad (PT), durante votação no primeiro turno, em escola de São Paulo Marcelo Brandt/G1 Durante a campanha: Nesta segunda-feira (15), o candidato do PT criticou, em entrevista coletiva a jornalistas em São Paulo, a proposta de Bolsonaro de estender o ensino a distância para alunos do fundamental. “Se eleitos, nós vamos colocar, nós vamos deixar mais clara na LDB a proibição de educação a distância para o ensino fundamental, como o Bolsonaro está propondo. A educação a distância para o ensino fundamental criaria um problema sério no país”, afirmou Haddad. Segundo o candidato, a proposta de ensino a distância para alunos do fundamental vai contra a “perspectiva” de outros países, que caminham para ampliar o número de horas que os alunos passam na escola. “Criaria um problema muito sério, que é a não convivência das crianças... Toda a perspectiva do mundo é a educação em tempo integral. Ou seja, manter a criança na escola em tempo integral, para que ela possa conviver, se socializar, construir a sua própria personalidade, ter um professor e às vezes dois professores à disposição. E a ideia de usar a educação a distância no ensino fundamental é a destruição da escola pública”, disse Haddad. O candidato do PT afirmou ainda que a proposta de ampliar o ensino integral também vale para os alunos do ensino médio. “A nossa proposta vai no sentido de tornar a horas de permanência da criança na escola cada vez maiores. Ou seja, nós saímos de 4 horas para 5 horas, temos que mirar 7 horas. Essa é a perspectiva também no ensino médio, a permanência do jovem 7 horas na escola”, respondeu ele, afirmando que a tecnologia na educação deve ser aplicada na escola, e ressaltando que o ensino a distância de crianças sofre o empecilho da falta de supervisão. “Com o uso de tecnologia ,sim. Mas não com a ideia de que a pessoa em casa, sobretudo a criança em casa possa se educar na frente de um computador sem a presença de um adulto. Porque a maioria das crianças não terá a presença de um adulto à disposição. Os pais trabalham e a criança não terá condições de aprender sem a presença de um adulto. Por isso que é tão importante o professor estar perto das crianças, e as outras crianças estarem perto dos seus colegas”, completou Haddad. Regras atuais do ensino a distância O ensino a distância para alunos do fundamental é proibido por lei e, atualmente, não existe discussão sobre a viabilidade ou a validade dessa modalidade para as crianças de 6 a 14 anos. Atualmente, o ensino a distância só é permitido em dois casos: Ensino superior: é permitido apenas para algumas carreiras da graduação e alguns cursos de especialização. Ensino médio: a reforma feita pelo governo Temer abriu uma brecha para que parte das aulas seja oferecida na modalidade a distância. Porém, ainda não há diretrizes estabelecidas. Em qualquer nível de ensino, a forma de oferta do ensino deve ser regulamentada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Atualmente, a regulamentação do ensino médio está em fase de discussão no CNE, já que esse nível de ensino foi reformulado pela reforma do governo Temer, anunciada em setembro de 2016 e sancionada em setembro de 2017. Apesar de ser uma medida independente, o ensino médio a distância já está previsto em uma brecha do texto da reforma: "os sistemas de ensino poderão reconhecer, mediante regulamentação própria, conhecimentos, saberes, habilidades e competências. Entre essas formas estão incluídas (...) a educação a distância ou educação presencial mediada por tecnologias". Na semana passada, o CNE abriu uma consulta pública para receber sugestões da sociedade sobre todos os aspectos da reforma, inclusive o ensino a distância. A proposta atual feita pelo relator, o conselheiro Rafael Luchesi, é que, para os alunos matriculados nos turnos matutino ou vespertino, a carga horária de aulas a distância só possa chegar a no máximo 20% do total, dando preferência apenas para os conteúdos dos percursos formativos, e não para as disciplinas do núcleo comum do currículo. Já para os estudantes matriculados no período noturno, a carga horária de aulas a distância poderia chegar a 30%, segundo a proposta. O CNE recebe comentários das comunidades escolares e da sociedade em geral por e-mail até 23 de outubro. Ao G1, a assessoria de imprensa do CNE afirmou que a ideia, ainda não confirmada, é que a proposta seja votada em novembro. Para entrar em vigor, ela ainda precisa ser homologada pelo Ministério da Educação. Initial plugin text
    O lugar onde ainda se fala a língua asteca

    O lugar onde ainda se fala a língua asteca


    Milpa Alta – que mantém tradições de seu passado pré-colombiano – parece um pequeno vilarejo de montanha, mas faz parte da região administrativa da Cidade do México. Metade do território de Milpa Alta é coberto por florestas Megan...


    Milpa Alta – que mantém tradições de seu passado pré-colombiano – parece um pequeno vilarejo de montanha, mas faz parte da região administrativa da Cidade do México. Metade do território de Milpa Alta é coberto por florestas Megan Frye/BBC Na década de 70, antes de a estrada de terra ser asfaltada e se tornar a rodovia de duas pistas que leva a Milpa Alta, a avó de Javier Galicia-Silva descia as montanhas com destino a Xochimilco todos os dias às 4h. Dali, ela embarcava em uma chalupa (um táxi aquático de grandes proporções) por meio dos antigos canais que levam ao centro, onde passava o dia vendendo produtos frescos no distrito de La Merced perto do centro histórico da cidade mexicana. Com um pouco de dinheiro no bolso e alguns suprimentos nas costas, ela retornava para casa por volta das 20h para poder dormir e recomeçar a jornada no dia seguinte. Embora os agricultores de Milpa Alta façam agora a mesma viagem pela estrada, levando nopal (uma espécie de cacto comestível), mole (um tipo de molho mexicano), mel e tortillas de suas casas e jardins para vender nos mercados e nas lojas da cidade, muito pouco mudou desde aquele tempo. Milpa Alta ("Milharal Alto", em tradução livre) não poderia ser mais diferente da cidade cheia de poluição a que pertence formalmente e que negligencia sua localização na encosta da montanha. Embora seja oficialmente uma das 16 "demarcações territoriais" da Cidade do México (forma pela qual a capital mexicana é dividida administrativamente e antes chamada de "delegações"), permanece pouco visitada. Turistas estrangeiros são raramente vistos por ali. E, mesmo com o passar dos anos, a população local mantém vivas tradições centenárias. Milpa Alta é a delegação mais ao sul das 16 que formam a Cidade do México Megan Frye/BBC Falar a náuatle, a língua do império asteca, e usar o milpa, o sistema de rotação de culturas pré-colombiano, são algumas delas. Metade da área de Milpa Alta ainda é coberta por florestas e as terras ainda são, em sua maioria, livres de pesticidas, irrigadas por chuvas e lavradas por cavalos. Insetos e vários tipos de milho (incluindo variedades azuis e vermelhas) ainda fazem parte da dieta desta região que produz uma grande quantidade de alimentos para a capital, assim como fez para os habitantes de Tenochtitlán (a antiga cidade-sede dos astecas, onde agora se localiza a área central da Cidade do México) há mais de 500 anos. Oásis na região da capital De todas as "demarcações territoriais" da Cidade do México, Milpa Alta é a mais verde e menos povoada. É uma terra de florestas e campos, e não de favelas que brotam em meio ao concreto, tão presentes na capital mexicana. Apesar da estrada ser relativamente nova, chegar a Milpa Alta requer esforço. O congestionamento de Xochimilco, a delegação vizinha, faz com que seja longa a viagem de ônibus tanto da estação de trem em Xochimilco quanto de Tasqueña, a estação de metrô mais ao sul da cidade e seu centro de transporte. Demorei duas horas para chegar a Milpa Alta. Mas, à medida em que me aproximava, via sinais de que a viagem havia valido a pena. O trânsito se dissipou, o ar ficou menos pesado, o ônibus se esvaziou lentamente e as montanhas que são muitas vezes invisíveis da zona central da capital mexicana, de repente, pairavam sobre mim. Ali, encontrei Galícia-Silva, um historiador e professor mesoamericano. Ele usava um suéter vermelho e uma boina preta quando abriu a porta de sua casa para mim. Galícia-Silva acabara de dar uma aula gratuita de náuatle para moradores locais. É a forma que ele encontrou para ajudar a manter viva a língua de seus ancestrais. Galícia-Silva falava espanhol rápido, sorria com frequência e movimentava-se devagar. Convidou-me para acompanhá-lo ao jardim. Falou com orgulho de seus avós e de sua cidade natal de Santa Ana Tlacotenco, em Milpa Alta. Moradores de Milpa Alta vivem como antigamente, empregando técnicas agrícolas tradicionais para cultivar suas colheitas Megan Frye/BBC "Não sinto que sou parte da cidade", disse ele enquanto comíamos carambola, goiaba e uvas plantadas ali, movendo nossas cadeiras de plástico para escapar do sol escaldante do verão. "A cidade começa em Xochimilco e segue para o norte. Sou de Milpa Alta. Se encontrar alguém de Milpa Alta enquanto estou na cidade, perguntamos um ao outro quando voltamos para casa. Há um sentimento de irmandade aqui", explica. Milpa Alta, com sua antiga língua e costumes, é autossuficiente há milênios. As florestas são o lar de veados, coelhos e até mesmo cogumelos alucinógenos que Galícia-Silva diz que podem fazer você "enlouquecer" se não forem cozidos corretamente. Muitos dos moradores de Milpa Alta trabalham produzindo mole, e a região produz 90% do mole consumido na Cidade do México. Transmissão da cultura Tradições mesoamericanas ainda permanecem vivas, tais como temascals realizados por xamãs (um banho de suor indígena dentro de uma cabana de adobe que teria supostamente propriedades curativas e espirituais). Moradores locais também se orgulham de suas festividades, incluindo uma festival de verão em cada um dos seus 12 pueblos (povoados). A maioria deles inclui danças tradicionais, peregrinações religiosas e mayordomías (a custódia de um ícone religioso em sua casa e a realização de uma festa para a comunidade). O Dia dos Mortos, comemorado entre 1º e 2 de novembro, um feriado que mistura tradições indígenas e católicas, é celebrado de forma diferente aqui: moradores vão ao cemitério no dia 29 de setembro para "convidar" formalmente os mortos para as casas dos vivos. Sem esse convite, eles dizem que os espíritos não se juntarão às suas famílias. Quando o feriado chega, as fogueiras são feitas fora de cada casa, em torno do qual toda a família se reúne para comer tamales - um prato pré-hispânico, feito com massa de milho e geralmente carne, depois cozido no vapor em uma casca de milho. Ao caminhar pelas ruas íngremes e sinuosas dos povoados, você provavelmente será convidado para uma conversa, um pouco de pulque picante (néctar de agave fermentado) ou um tlacoyo fresco (uma tortilla de massa de milho recheada com queijo, feijão ou carne e coberto com nopal, queijo e salsa). As pessoas daqui dependem umas das outras e todos se conhecem pelo nome. Você ouvirá palavras em náuatle com frequência, embora o futuro da língua seja incerto há anos. "Minha avó nasceu na década de 1920 e só falava náuatle", diz Galicia-Silva. "A mãe dela, minha bisavó, dizia que ela precisava ensinar seus filhos a falar espanhol, não náuatle. Meu pai foi a última geração que aprendeu náuatle na escola. Hoje em dia, não é mais a língua da comunicação", acrescenta. De acordo com o historiador, na década de 1980, grupos de professores e membros da comunidade de Milpa Alta propuseram ao governo da cidade que tornasse obrigatório o ensino de náuatle em escolas públicas. Mas as autoridades afirmaram que os estudantes deveriam aprender espanhol como língua nativa, e inglês, francês ou alemão como segundo idioma, para aumentar as perspectivas futuras de emprego e educação. Discriminação e resistência Ao longo da história colonizada do México, falar uma língua indígena era motivo de discriminação, ainda presente até hoje. Galícia-Silva lembra-se de ter sido perguntado em sua universidade se ele era indígena. Seu pai sempre lhe dissera que eles eram uma família de agricultores: a palavra "índio" nunca fez parte de seu vocabulário. Hoje, o historiador se identifica com orgulho como indígena; especificamente, como Nahua. E há mais exemplos de resgate de identidade local. Subindo a ladeira a partir da casa da Galícia-Silva, está a casa do artista José Ortiz Rivera, onde ele e Oswaldo Galícia Calderón, ambos professores de náuatle, dão aula voluntariamente a familiares e vizinhos. A esperança deles é manter a língua viva entre as gerações mais jovens. "Meus pais falavam náuatle e agora se foram", diz Victor Ortiz, irmão mais novo de José e natural de Milpa Alta. Seu irmão havia passado mais tempo com seus pais e avós que falavam náuatle, e agora ele quer aprender também. "Sinto que é uma obrigação; tanto para resgatar minha identidade quanto pertencer a essa comunidade", explica. Enquanto isso, a população da delegação está crescendo rapidamente com pessoas de fora da comunidade Nahua, algo que preocupa Galícia-Silva quanto às áreas verdes e ao estilo de vida. "Quer queiramos ou não, estamos em um mundo globalizado e isso não vai mudar", disse ele, acrescentando que o rejuvenescimento da língua e da cultura indígenas pode ajudar a desmantelar cinco séculos de opressão e exploração. "Isso significa que temos que fazer estudos profundos da nossa língua e da nossa história. Ainda estamos longe de uma descolonização do nosso pensamento, mas estamos no caminho". Saí de Milpa Alta com a barriga cheia e o coração animado com a hospitalidade dos desconhecidos. Na viagem de ônibus de volta, pensei nos grandes avanços que Milpa Alta está fazendo para recuperar sua identidade e como, apesar de fazer parte desta megalópole movimentada, ainda se sente a um mundo de distância.
    Acusada por facada que provocou morte de estudante em festa na Unicamp vai a júri em dezembro

    Acusada por facada que provocou morte de estudante em festa na Unicamp vai a júri em dezembro


    Crime foi em setembro de 2013, no campus de Campinas (SP), e advogado alega legítima defesa. Um dos acusados de participação no homicídio foi condenado a 18 anos de prisão no ano passado. Maria Tereza Peregrino será levada a júri em dezembro O...


    Crime foi em setembro de 2013, no campus de Campinas (SP), e advogado alega legítima defesa. Um dos acusados de participação no homicídio foi condenado a 18 anos de prisão no ano passado. Maria Tereza Peregrino será levada a júri em dezembro O juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri de Campinas (SP), marcou para 4 de dezembro o julgamento de Maria Tereza Peregrino, acusada pela morte do estudante Denis Papa Casagrande durante uma festa na Unicamp, em setembro de 2013. A vítima, de 21 anos, foi esfaqueada por ela e teve "anemia aguda" após ser atingida no coração, segundo a Polícia Civil. Segundo decisão do magistrado, o júri terá início às 9h30 e estão previstos depoimentos de 11 testemunhas de acusação e defesa. Um dos advogados da ré no processo, Felipe Ballarin Ferraioli afirmou que está confiante na absolvição. "Continuamos confiantes que vamos demonstrar a legítima defesa e que os fatos não ocorreram como o Ministério Público coloca desde o início." Maria Tereza cumpre prisão preventiva no CDP feminino de Franco da Rocha (SP) desde junho de 2016, informou a assessoria da Secretaria da Administração Penitenciária do estado (SAP). Maria Tereza Peregrino à época em que foi presa Reprodução / EPTV O caso Casagrande foi morto por engano durante a festa, de acordo com a Polícia Civil. À época em que o inquérito foi concluído, o delegado Rui Pegolo afirmou que ele foi confundido com outro jovem que teria assediado Maria Tereza, quando ela integrava um grupo autodenominado “anarcopunk”. Ela confessou ter dado a facada, informou a corporação, mas alegou legítima defesa e disse ter sido agarrada pelo estudante. A versão foi rechaçada pelos investigadores após análise de provas. Maria foi indiciada como autora do crime, e o namorado dela à época, Anderson Mamede, como coautor, já que ele admitiu ter agredido com golpes de skate a vítima, quando ela já tinha sido atingida pela faca. André Ricardo de Souza Motta também foi indiciado pela participação - admitiu ter agredido a vítima, de acordo com decisão do TJ-SP - e nenhum deles estudava na Unicamp. Pais de Denis Casagrande durante audiência no Palácio da Justiça Fernando Pacífico / G1 Campinas Após a morte de Casagrande, a Unicamp aceitou a proposta do então governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que a Polícia Militar circulasse nas áreas internas. Contudo, o anúncio gerou polêmica e um grupo de estudantes ocupou a reitoria por 13 dias em protesto contra a medida. O ato foi encerrado somente após a instituição se comprometer a não firmar convênio com a corporação. A família de Casagrande é de Piracicaba (SP) e, em setembro de 2013, ele morava com amigos no distrito de Barão Geraldo para fazer o curso de engenharia de controle e automação na Unicamp. Processos Em outubro do ano passado, Mamede foi condenado pela Justiça a 18 anos de prisão por participação no homicídio. Ele foi considerado culpado pelo júri para o crime de homicídio triplamente qualificado - motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificulta a defesa da vítima - e teve a pena fixada em 19 anos de prisão em regime fechado. Entretanto, por ter menos de 21 anos à época do crime, a pena foi reduzida para 18 anos por causa da atenuante. Anderson Mamede foi condenado a 18 anos de prisão Ricardo Custódio/EPTV À época, a defesa dele confirmou que iria recorrer da decisão. André Ricardo de Souza Motta chegou a ser absolvido, mas o TJ-SP anulou a decisão e determinou que seja realizado um novo julgamento, após acolher contestação do MP onde foi defendida hipótese de que a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas ao longo do processo. A nova data não foi confirmada e a reportagem não conseguiu contato com a defesa dele. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Coach Virtual ajuda alunos do ensino médio a terem uma melhora real nos estudos

    Coach Virtual ajuda alunos do ensino médio a terem uma melhora real nos estudos


    App gratuito desenvolvido pelo COC foi lançado dia 10/10/2018 na Apple Store e Google Play Quem está no ensino médio sabe que melhorar nos estudos é sempre uma boa escolha. Mas o que muitos alunos não sabem é que um Coach Virtual pode ajudar a...


    App gratuito desenvolvido pelo COC foi lançado dia 10/10/2018 na Apple Store e Google Play Quem está no ensino médio sabe que melhorar nos estudos é sempre uma boa escolha. Mas o que muitos alunos não sabem é que um Coach Virtual pode ajudar a melhorar a performance no colégio e ainda contribuir para seu o bem-estar emocional e psicológico. Esta é a promessa do App Coach COC, lançado pela rede de ensino COC. “O COC acredita que a missão de toda escola é promover uma evolução constante e saudável de todos os alunos. Ao mesmo tempo, um Coach é um profissional cuja missão é usar metodologias e competências especializadas para destravar o potencial das pessoas e contribuir efetivamente para que cada um atinja seus objetivos e metas pessoais. Reunir tudo isso numa persona virtual focada nos jovens estudantes fez muito sentido para o COC desde o início.” explica Bruno Lima, Marketing Manager da Pearson Brasil. Como o App Coach COC funciona? É grátis para baixar e usar Está disponível desde o dia 10/10/2018 para iOS (iPhone) e Android. Não é necessário ser aluno do COC para usar. Basta acessar a loja de aplicativos compatível com seu sistema operacional. Abordagem personalizada para cada aluno O aplicativo têm um plano diário, feito sob medida de acordo com o perfil de cada aluno. Organiza os horários, matérias e compromissos, equilibrando sempre os momentos de estudo com os de descanso, com pausas para atividades físicas e meditação, por exemplo. Também cuida da mente e do corpo O Coach virtual do COC traz diversas técnicas personalizadas e dicas sobre nutrição, meditação e até atividades físicas para controlar a ansiedade e estimular o bem-estar estar mental, emocional e físico. Ajuda a vencer dificuldades específicas O App Coach COC tem conteúdo exclusivo das mais variadas matérias do ensino médio, oferecendo inclusive diversas vídeo-aulas com explicações e exercícios focados nas matérias em que cada aluno deseja melhorar. Os alunos estudam onde e quando quiserem Basta ter uma conexão com a internet no smartphone ou tablet. Para download do App Coach COC pelo Apple Store, clique aqui. Para download do App Coach COC pelo Google Play, clique aqui.
    Horário de verão começa no 1º dia do Enem 2018: veja a hora local de fechamento dos portões em cada estado

    Horário de verão começa no 1º dia do Enem 2018: veja a hora local de fechamento dos portões em cada estado


    Na noite de segunda-feira (15), governo federal afirmou que voltou atrás da decisão de adiar o início do horário de verão para não coincidir com as provas do Enem. Neste ano, o início do horário de verão coincide com o primeiro dia do Exame...


    Na noite de segunda-feira (15), governo federal afirmou que voltou atrás da decisão de adiar o início do horário de verão para não coincidir com as provas do Enem. Neste ano, o início do horário de verão coincide com o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o domingo de 4 de novembro. A decisão foi divulgada na noite de segunda-feira (15) pelo governo federal, depois do anúncio de que o horário de verão seria adiado por duas semanas para evitar confusões com os candidatos do Enem 2018. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas Isso quer dizer que, à meia-noite de sábado (3) para o domingo (4), os moradores de dez estados e do Distrito Federal deverão adiantar o relógio em uma hora. Assim, os moradores dos demais estados do Brasil ficarão uma hora a menos em relação ao fuso horário anterior. No total, o país terá quatro fusos horários diferentes, mas o horário de fechamento dos portões para o início da prova do Enem acontecerá na mesma hora, seguindo o horário de Brasília: 13h. Quem se confundir com o horário local e chegar atrasado perderá o exame. Veja abaixo os detalhes sobre o horário de verão deste ano e os horários locais de fechamento dos portões do Enem em cada estado: Quais estados precisam adiantar o relógio no dia 4? Segundo o decreto, dez estados, além do Distrito Federal, precisarão adiantar o relógio em uma hora. Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná Região Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais Região Centro-Oeste: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal Como o horário local em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul atualmente já está uma hora atrás de Brasília, essa diferença continua igual. Isso quer dizer que o fechamento dos portões nesses dois estados acontece às 12h do horário local. Horário das provas (horário OFICIAL de Brasília) Abertura dos portões: 12h (horário de Brasília) Fechamento dos portões: 13h (horário de Brasília) Início das provas: 13h30 (horário de Brasília) Saída permitida a partir das 15h30 sem o caderno de provas. Saída liberada com o cartão de provas: 18h30 (horário de Brasília) Fim da prova: 19h (horário de Brasília) Horários LOCAIS de fechamento dos portões 13h (fechamento dos portões no horário local) Distrito Federal Espírito Santo Goiás Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina São Paulo 12h (fechamento dos portões no horário local) Alagoas Amapá Bahia Ceará Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Pará Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Tocantins 11h (fechamento dos portões no horário local) Amazonas (com exceção de 13 municípios abaixo) Rondônia Roraima 10h (fechamento dos portões no horário local) Acre Amazonas (13 municípios da região sudoeste: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença e Tabatinga) Enem 2018: veja o horário LOCAL de fechamento dos portões do exame nos dias 4 e 11 de novembro Arte G1 Entenda a mudança no horário de verão Em setembro, o Ministério da Educação chegou a pedir o adiamento do início do horário de verão para evitar prejuízos aos estudantes que farão o Enem nos dois domingos de 4 e 11 de novembro. O argumento é que a necessidade de adiantar os relógios em uma hora pode confundir os candidatos. O ministro da Educação, Rossieli Soares, chegou a comemorar a mudança de data na página dele no Facebook. Em 3 de outubro, ele escreveu: "Candidatos terão mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verão iniciasse no primeiro dia de provas do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria em prejuízos aos participantes". De acordo com a Casa Civil da Presidência, o decreto que faria a alteração para o dia 18 não foi publicado no “Diário Oficial da União”. Procurada pelo G1, a Presidência informou que o governo avaliou o pedido do MEC, porém, não foi possível atender à demanda. “Conforme decreto assinado pelo presidente Michel Temer, o horário de verão começará no dia 4/11. Não haverá adiamento”, informou a assessoria da Presidência. Segundo apuraram o G1 e a TV Globo, o governo decidiu manter o início do horário de verão em 4 de novembro em nome da "segurança jurídica", em razão do decreto já publicado. A mudança do início do horário de verão de 4 para 18 de novembro foi criticada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as maiores empresas áreas do Brasil. A entidade argumentou que a mudança poderia levar passageiros que compraram passagens com antecedência a perderem seus voos. Segundo a associação, cerca de 42 mil voos poderiam ser afetados e pelo menos 3 milhões de passageiros seriam prejudicados.
    Piloto de avião, a profissão para a qual não há crise

    Piloto de avião, a profissão para a qual não há crise


    Serão necessários cerca de 620 mil novos profissionais para pilotar aviões comerciais nos próximos 15 a 20 anos, de acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional. Especialistas em aviação temem que o crescimento da indústria leve...


    Serão necessários cerca de 620 mil novos profissionais para pilotar aviões comerciais nos próximos 15 a 20 anos, de acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional. Especialistas em aviação temem que o crescimento da indústria leve a uma falta de pilotos para atender à demanda por novos voos Getty Images Durante os incêndios catastróficos que devastaram o estado americano da Califórnia em agosto deste ano, a principal agência responsável pelo combate às chamas (Cal Fire) enfrentou um obstáculo extra. Pelo menos 20% da sua frota de tankers - aviões usados ​​como extintores de incêndio - não decolou. E não foi por conta de problemas técnicos. Mas, sim, pela simples falta de profissionais para pilotá-los. Em maio, a imprensa publicou que a Emirates, uma das maiores companhias aéreas comerciais do mundo, planejava deixar algumas aeronaves fora de serviço temporariamente por motivos que incluíam "problemas na escala de pilotos". Ao longo dos últimos meses, a Ryanair, uma das maiores empresas aéreas de baixo custo da Europa, enfrentou greves de pilotos que levaram ao cancelamento de milhares de voos. Greves foram responsáveis pelo cancelamento de milhares de voos da Ryanair nos últimos meses Getty Images A empresa atribuiu a greve a "erros de cronograma", mas a imprensa europeia publicou declarações de funcionários sobre uma "hemorragia" de pilotos para outras companhias. Aeroportos lotados Serão necessários cerca de 620 mil novos profissionais para pilotar aviões comerciais nos próximos 15 a 20 anos, de acordo com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), agência especializada da ONU. As viagens aéreas na China cresceram exponencialmente nos últimos anos Weliton Martins/RPC Em outras palavras, estamos voando mais do que nunca. Segundo dados do Banco Mundial, cerca de 311 milhões de pessoas viajaram de avião em 1970. Passados 40 anos, em 2010, a marca de 2,6 bilhões foi ultrapassada. Em 2017, o número de passageiros subiu para 4,1 bilhões, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês). A estimativa é que até 2036 chegue a 7,8 bilhões. "Esse é um caso clássico de baixa oferta e alta demanda", explicou o ex-piloto comercial Peter Gall. "O desequilíbrio criou uma 'tempestade perfeita', e essa escassez vai ficar ainda pior", escreveu o professor assistente de engenharia mecânica e aeroespacial da Universidade de West Virginia, nos EUA, em artigo publicado em julho pelo site de notícias acadêmicas The Conversation. Esse crescimento na demanda por viagens aéreas foi impulsionado principalmente pela região da Ásia-Pacífico. Apenas na China, 549 milhões de pessoas cruzaram os céus em 2017, segundo a ICAO - o dobro do registrado cinco anos antes. A última edição de um relatório anual publicado pela fabricante americana de aeronaves Boeing estima que a região precisará de 260 mil pilotos extras até 2037. Outro problema é que a atual geração de pilotos está ficando cada vez mais velha. Um estudo realizado pela CAE, fabricante de simuladores de voo, mostrou que, em 2016, a proporção de profissionais com mais de 50 anos correspondia a quase metade do efetivo disponível - a idade obrigatória para aposentadoria de pilotos geralmente varia entre 60 e 65 anos em todo o mundo. Vários países decidiram alterar, no entanto, o limite de idade como forma de atrasar a aposentadoria de pilotos experientes. O Japão, por exemplo, aumentou para 67 anos em 2015. Mas a principal tática usada pelas companhias aéreas para lidar com a falta de mão de obra é o tradicional "roubo" de talentos da concorrência. No ano passado, a Administração Chinesa de Aviação Civil contabilizou 1.332 pilotos estrangeiros de 56 nacionalidades em suas companhias aéreas - quase 10% do total de profissionais no mundo. Ser piloto de avião não é mais um sonho? Valter Campanato/Agência Brasil Entre outros fatores, eles foram atraídos principalmente pelos contratos generosos, com salário anual líquido que pode chegar a até US$ 500 mil. Os países de origem dos pilotos, por sua vez, têm dificuldade para subtituí-los A força "dreno" chinês pode ser sentido principalmente em regiões com contingente mais restrito desses profissionais, como a África - ainda que, para algumas companhias aéreas da região, o interesse estrangeiro seja uma bênção. A South African Airways, que vem enfrentando uma turbulência financeira, passou a emprestar pilotos e profissionais de tripulação para empresas do Oriente Médio como parte de uma estratégia para reduzir custos e evitar corte de pessoal. "Estamos preocupados com a sobrevivência da companhia aérea, e nosso principal objetivo é proteger os funcionários da SAA e retomar o desempenho financeiro positivo", disse um porta-voz da companhia em junho. Uma carreira em baixa? Mas por que é tão difícil formar pilotos? Um dos principais obstáculos é o custo. Os aspirantes têm que financiar muitas vezes do próprio bolso todo treinamento e aperfeiçoamento, uma conta que pode chegar facilmente a US$ 200 mil até que os candidatos acumulem as horas de voo necessárias para pilotar aeronaves maiores. Além disso, os generosos salários oferecidos pela China aos expatriados não são uma regra da indústria. Nos EUA, especialistas dizem que o salário inicial de um piloto pode ser de apenas US$ 15 mil por ano, abaixo da média salarial nacional. Custos proibitivos para treinamento podem limitar a oferta de novos pilotos, dizem especialistas Aeroporto de Brasília/Divulgação "As três principais razões para a falta de qualificação dos pilotos são o custo do treinamento, os tipos de requisitos para classificação e suas respectivas taxas, os salários e condições", diz Patrick Smith, piloto de aviação e especialista em aviação, responsável pelo site askthepilot.com. Especialistas avaliam que o desafio de aumentar o interesse de potenciais candidatos na carreira de piloto é uma oportunidade, por exemplo, para tratar do desequilíbrio de gênero na profissão. A Air Line Pilots Association International, o maior sindicato do setor de aviação, estima que pouco mais de 5% dos pilotos em todo o mundo sejam mulheres - a Índia é um caso isolado, com uma taxa de 13%, mais do que o dobro do percentual da Inglaterra (4,8%) . "Não há modelos inspiradores o suficiente. Também não ajuda o fato de a profissão ter perdido o apelo e de que poucas companhias aéreas estejam buscando escalas e políticas favoráveis às famílias", diz Tanja Harter, da European Cockpit Association (ECA). "Mas, em geral, é mais uma questão social. A opção de escolher a profissão de piloto como carreira precisa se tornar visível para as meninas desde cedo", acrescenta Harter, que tem mais de 15 anos de experiência pilotando jatos comerciais. Há também pedidos para que as companhias aéreas aumentem os subsídios para a formação de novos pilotos e ampliem seus programas de treinamento. Essa é uma solução, no entanto, que pode pressionar os orçamentos das companhias aéreas. Mulheres representam apenas 5% da força de trabalho Getty Images Os negócios, de maneira geral, estão indo bem para as companhias aéreas - os números da IATA mostram que, em 2017, os lucros das maiores empresas do mundo atingiram recorde de US$ 38 bilhões. Custos de mão de obra mais elevados, no entanto, foram apontados como uma das razões dadas para a organização ter anunciado recentemente um corte de 12% na previsão de lucros do setor em 2018. Escassez questionada Mas nem todos estão convencidos de que uma crise de escassez se aproxima. Em um relatório publicado em março, a ECA questionou as estatísticas de déficit e afirmou que os dados das associações de pilotos nacionais indicavam uma taxa média de desemprego de 15% entre os pilotos na Europa. "Não estamos interessados ​​em chamar a atenção para esta demanda por pilotos. Algumas agendas de partes interessadas parecem enfraquecer a regulamentação de segurança para 'liberar' o fornecimento de pilotos para algumas companhias aéreas a um custo menor e/ou aumentar os lucros de algumas organizações de treinamento", argumenta Tanja Harter. Tanja Harter quer mais visibilidade para mulheres que pilotam avião ECA A ICAO afirma, no entanto, que há uma necessidade de "investimento significativo em desenvolvimento de recursos humanos para garantir que tenhamos pilotos, controladores e outros profissionais necessários para manter nosso setor funcionando como o mundo espera". "Cerca de 80% dos pilotos que a frota global precisará até 2036 não estão voando hoje. Estamos conscientes da importância crucial da conexão aérea como um catalisador para o desenvolvimento socioeconômico". "Em muitas regiões do mundo, esse crescimento potencial representa uma oportunidade de tirar uma geração da pobreza - literalmente e figurativamente", explica o porta-voz da ICAO, William Raillant-Clark. Agora você tem algo mais para pensar no caminho do aeroporto.
    Fatec abre inscrições para vestibular 2019

    Fatec abre inscrições para vestibular 2019


    Vestibular para 14.845 vagas em 77 cursos de tecnologia ocorre em 9 de dezembro. As Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs) são instituições públicas de ensino superior pertencentes ao Centro Paula Souza (CPS) Divulgação Estão...


    Vestibular para 14.845 vagas em 77 cursos de tecnologia ocorre em 9 de dezembro. As Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatecs) são instituições públicas de ensino superior pertencentes ao Centro Paula Souza (CPS) Divulgação Estão abertas as inscrições para o vestibular do primeiro semestre de 2019 da Fatec em todo o estado de São Paulo. Os interessados devem se inscrever até o dia 13 de novembro. Serão oferecidas 14.845 vagas, distribuídas entre os 77 cursos superiores de tecnologia gratuitos. A prova ocorre em 9 de dezembro. O candidato que quiser disputar uma vaga precisa ter terminado ou estar cursando o ensino médio. Inscrições abertas para o vestibular da FATEC Inscrições As inscrições devem ser feitas pelo site Vestibular Fatec entre 15 de outubro até às 15h do dia 13 de novembro. Para se inscrever é necessário preencher a ficha de inscrição e o questionário socioeconômico, imprimir o boleto e pagar a taxa no valor de R$ 70 em qualquer agência bancária. Pontuação acrescida e acessibilidade O Sistema de Pontuação Acrescida do Centro Paula Souza concede bônus de pontos à nota final obtida no exame, sendo 3% a estudantes afrodescendentes e 10% a pessoas que cursaram ensino médio na rede pública de ensino. Se o candidato se enquadrar nas duas situações, ele obtém 13% de acréscimo. Candidatos transgêneros que desejarem ser tratados pelo nome social durante a realização das provas deverão, no momento da inscrição, informar o nome pelo qual querem ser chamados. Da mesma forma, pessoas com deficiência podem solicitar atendimento diferenciado, como prova em braile ou ampliada, intérprete de libras ou escolha do melhor local para fazer o exame. As solicitações devem ser feitas de acordo com as orientações do Manual do Candidato, também disponível no site.

    Planalto informa que não haverá adiamento e que horário de verão começará no próximo dia 4


    Assessoria chegou a informar no início do mês que, a pedido do Ministério da Educação, entrada em vigor do horário seria adiada para dia 18, a fim de não prejudicar provas do Enem. Governo decide manter início do horário de verão para 4 de...

    Assessoria chegou a informar no início do mês que, a pedido do Ministério da Educação, entrada em vigor do horário seria adiada para dia 18, a fim de não prejudicar provas do Enem. Governo decide manter início do horário de verão para 4 de novembro O Palácio do Planalto informou ao G1 nesta segunda-feira (15) que não haverá adiamento do início do horário de verão. Conforme a assessoria da Presidência, o governo decidiu manter a data de 4 de novembro. No início do mês, o Planalto chegou a comunicar a decisão de adiar o início do horário de verão para 18 de novembro, a pedido do Ministério da Educação (MEC). A intenção do ministério era evitar prejuízos aos estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja primeira prova está marcada para 4 de novembro – a segunda prova será no domingo seguinte (11). O argumento é que a necessidade de adiantar os relógios em uma hora pode confundir os candidatos. O ministro da Educação, Rossieli Soares, chegou a comemorar a mudança de data na página dele no Facebook. Em 3 de outubro, ele escreveu: "Candidatos terão mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verão iniciasse no primeiro dia de provas do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria em prejuízos aos participantes". De acordo com a Casa Civil da Presidência, o decreto que faria a alteração para o dia 18 não foi publicado no “Diário Oficial da União”. Procurada pelo G1, a Presidência informou que o governo avaliou o pedido do MEC, porém, não foi possível atender à demanda. “Conforme decreto assinado pelo presidente Michel Temer, o horário de verão começará no dia 4/11. Não haverá adiamento”, informou a assessoria da Presidência. Segundo apuraram o G1 e a TV Globo, o governo decidiu manter o início do horário de verão em 4 de novembro em nome da "segurança jurídica", em razão do decreto já publicado. A mudança do início do horário de verão de 4 para 18 de novembro foi criticada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que representa as maiores empresas áreas do Brasil. A entidade argumentou que a mudança poderia levar passageiros que compraram passagens com antecedência a perderem seus voos. Segundo a associação, cerca de 42 mil voos poderiam ser afetados e pelo menos 3 milhões de passageiros seriam prejudicados. Horário de verão mais curto Em dezembro de 2017, o presidente Michel Temer assinou decreto que encurtou o período de duração do horário de verão, que em geral começava no mês de outubro. Na oportunidade, Temer atendeu a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, para que o início do horário de verão não coincidisse com a data das eleições – o primeiro turno foi no último dia 7 e o segundo está marcado para o próximo dia 28. O governo manteve como data final do horário de verão no terceiro domingo de fevereiro de 2019 (dia 17).
    Dia do Professor: pai e filha que se formaram juntos dividem paixão pela sala de aula no ES

    Dia do Professor: pai e filha que se formaram juntos dividem paixão pela sala de aula no ES


    Profissionais dos ensinos infantil e maternal dividem missão de compartilhar não somente o conhecimento, mas também o afeto entre as crianças Que amor de família é algo para toda a vida, ninguém duvida. Outro amor que pode durar a vida inteira...


    Profissionais dos ensinos infantil e maternal dividem missão de compartilhar não somente o conhecimento, mas também o afeto entre as crianças Que amor de família é algo para toda a vida, ninguém duvida. Outro amor que pode durar a vida inteira é aquele pela profissão, e quando o pai é a inspiração para a escolha da carreira, o amor se multiplica. É o caso de Helio Trindade e de sua filha Ruskáya Trindade, que dividem a paixão por ensinar. Pai e filha começaram a cursar Pedagogia juntos em 2013 e concluíram a etapa em março de 2017, quando receberam juntos o diploma. Helio estava há 30 anos sem estudar e, motivado pela filha Ruskáya, resolveu dar prosseguimento. A paixão por ensinar fez ele superar todas as adversidades. Atuando desde então em salas de aula, o professor Helio leciona na rede pública de ensino infantil no bairro Jardim Colorado, em Vila Velha, e afirma ser gratificante transmitir conhecimento. "Você ensina e a criança aprende. É muito legal quando vemos o resultado positivo que nosso trabalho gera. Mesmo com as dificuldades que passei na vida, nunca pensei em desistir porque tenho amor pela minha profissão", afirmou Helio. Helio é professor em uma escola em Vila Velha Paulo Cordeiro/TV Gazeta E foi no contato diário com o trabalho do pai que Ruskáya acabou se juntando a ele na profissão. A professora hoje atua em uma escola de ensino maternal no bairro Areinha, em Viana. "Meus pais sempre me incentivaram a fazer outras coisas, não queriam que eu fosse professora, mas não teve jeito. No fim resolvei fazer pedagogia e hoje dou aula para 19 alunos entre 2 e 3 anos", afirmou a professora, que faz questão de destacar o amor pela profissão: "Ser professora é levar para meus alunos conhecimento das atividades do dia a dia, dos acontecimentos, é transmitir tudo aquilo que a gente sabe", concluiu. Ruskáya dá aula para crianças pequenas em Viana Paulo Cordeiro/TV Gazeta Assista à versão desta reportagem que foi ao ar no ES1: Pai e filha são professores e dividem amor pela profissão
    Dia do Professor: os 'Merlís' da vida real, que 'quebram as regras' para inspirar alunos como na série do Netflix

    Dia do Professor: os 'Merlís' da vida real, que 'quebram as regras' para inspirar alunos como na série do Netflix


    Na ficção, Merlí quebra regras, mas de um jeito envolvente conecta a escola à vida dos jovens. Sua forma de ensinar é inspiração para o Dia dos Professores comemorado nesta segunda-feira (15). O professor de história Levi Jucá, de 30 anos,...


    Na ficção, Merlí quebra regras, mas de um jeito envolvente conecta a escola à vida dos jovens. Sua forma de ensinar é inspiração para o Dia dos Professores comemorado nesta segunda-feira (15). O professor de história Levi Jucá, de 30 anos, criou o projeto Jovem Explorador, que leva alunos do Ensino Médio a pesquisarem sobre o local onde vivem Arquivo pessoal Merlí Bergeron é o professor que protagoniza uma série catalã produzida pela TV3 e exibida no Brasil pela Netflix. Vivido pelo ator espanhol Francesc Orella, ele ensina filosofia aos alunos do ensino médio de uma escola pública e aproveita episódios que acontecem na vida dos alunos para abordar os conceitos dos principais pensadores. Na trama, Merlí (que dá nome à série) não está preocupado em aplicar o conteúdo oficial da grade curricular, e sim, em dar sentido à escola e à eduçação. Dia do professor: pedagogia foi o curso com mais ingressantes e concluintes em 2017; veja o top 10 O furto de uma prova inspira uma aula sobre Aristóteles, protestos na escola rendem aprendizados sobre Nietzche. Sócrates aparece em um capítulo sobre doutrinação. Muito próximo dos alunos, Merlí também é o docente que os ajuda a descobrir talentos, enfrentar medos, conflitos familiares e viver paixões. Na vida real, em todos os cantos do Brasil, assim como Merlí, muitos professores fazem a diferença na vida dos alunos. No interior do Ceará, Levi Jucá ensina história na sala de aula, mas mostrou aos estudantes que o grande espaço de aprendizagem pode estar fora da escola. Em Macaparana, em Pernambuco, o professor Jucélio Guedes da Silva tem feito os alunos se apaixonarem por biologia, a disciplina que leciona. Na aula de filosofia de Valmir Ratts, em São Paulo, todo mundo participa - e aprende. Professor de Ética e Filosofia da USP e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro admira a forma de ensinar de Merlí e diz que a principal virtude do professor fictício é saber ouvir o adolescente. "No ensino médio, essa escuta de quem é o aluno é ainda mais importante. É um período de escolha de caminhos, de rumo de vida, não é só vocação profissional. Há professores excelentes, bons em suas matérias, carismáticos na relação com os alunos, mas ser Merlí não é fácil não", diz Janine Ribeiro, que já ministrou dois cursos livres de filosofia em São Paulo inspirados na série. Janine lembra que Merlí é um "demolidor de regras" e isso o agrada muito. "Aqueles alunos não desenvolveriam o mesmo potencial com outro professor. Merlí vai no conteúdo, vai no coração, e isso é raro. Falta para alguns professores mais segurança de si próprios e mais disponibilidade para saber que as teorias não regem o mundo." Elenco da série Merlí, exibida no Brasil pela Netflix. Na trama, o professor busca dar sentido à escola TV 3/Divulgação Expedição, história e orgulho em Pacoti Em Pacoti, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes no Ceará, o professor de história Levi Jucá, de 30 anos, poderia ter ficado dentro da sala na Escola Estadual de Ensino Médio Menezes Pimentel ensinando os conteúdos previstos no currículo, mas acha que a educação vai muito além dos muros da escola. Em 2014, ele criou um projeto chamado Jovem Explorador, que leva os alunos do ensino médio a pesquisarem o território onde moram e relacionarem à teoria aprendida na escola. Com o trabalho, Levi ganhou prêmios na área de educação e viajou até a China para apresentar o projeto que segue em andamento. A vontade de conhecer e registrar a história de Pacoti veio quando Levi ainda estava na graduação, na Universidade Federal do Ceará (UFC). "Quando comecei a dar aulas vi que os alunos não conheciam a cidade, estavam presos ao currículo de história, que é muito mais focado na região Sudeste", diz. Ele próprio começou a fazer pesquisas, que resultaram no livro Pacoti, História & Memória, lançado em 2014. Na sala de aula, sempre que podia, Levi associava a história do Brasil à da cidade. "Comecei a ver um brilho no olhar deles e passei a usar meu livro em sala, apesar de não ser um material didático. Os alunos se interessavam mais quando o conteúdo era relacionado ao dia a dia deles." Não demorou muito para começarem a sair da escola para explorar a cidade. A ideia surgiu em uma aula sobre Brasil Império em que Levi contava de uma expedição que saiu do Rio de Janeiro para o Ceará com pesquisadores brasileiros. "Falei para eles, que tal fazermos nossa própria expedição e fazer uma releitura da nossa história para vivenciar e conhecer as nossas riquezas? Diferentemente da escola, quando as disciplinas estão separadas, na vida está tudo conectado." Localizada em uma área de preservação ambiental do Ceará, Pacoti abriga um trecho de Mata Atlântica, por isso tem um "ar de floresta" e um clima frio que chama a atenção por ser tratar do Nordeste. Por isso, os alunos de Pacoti têm à disposição uma rica natureza para explorar por meio de trilhas. Guiados pelo professor Levi, eles passaram a fazer expedições e catalogar espécies vegetais, de insetos, além de conversar com moradores, recolher imagens, doações de objetos e registrar depoimentos. O trabalho envolve outras disciplinas além de história. O material recolhido virou um museu batizado de Ecomuseu, que é administrado pelos alunos. As atividades do Jovem Explorador ocorrem no período do contraturno escolar. Durante as aulas regulares, o professor discute o material recolhido. Essa foi a forma que o professor Levi encontrou de inovar no ensino e cumprir o cronograma estabelecido pela escola. "Já fiz trilha com os meninos em horário de aula, nunca fui impedido, mas era questionado sempre. 'Isso está no currículo, vale a pena fazer isso?' Também já ouvi outros professores falarem: 'o que você vai fazer na floresta com os meninos se é professor de história?' A visão tradicional de ensino ainda é muito latente." Neste Dia dos Professores, Levi espera que outros docentes saiam de suas zonas de conforto - embora seja mais trabalhoso, segundo ele, o resultado é gratificante. Nos últimos quatro anos ele diz ter aprendido mais do que aprenderia em qualquer doutorado. "Sei mais sobre plantas e animais, consigo falar sobre muitos assuntos e enxergar a educação de forma integral. Todo espaço é um espaço de aprendizagem; o professor precisa aceitar isso, precisamos ser pesquisadores. Ensinar requer pesquisa, e o mantra do projeto é que só amamos o que conhecemos." De quebra, com o trabalho, Levi ganhou amigos. "Passei a ter uma relação mais afetiva, de confiança com os alunos. Frequentamos as casas uns dos outros, comemoramos aniversários, viramos uma família. Todos se tornaram filhos e irmãos, trocamos ideias e aflições." Material recolhido pelos estudantes do programa Jovem Exploradou virou um museu, batizado de Ecomuseu, que é administrado pelos alunos Arquivo pessoal Sonhos, diálogos e biologia em Macaparana No interior do Pernambuco, na cidade de Macaparana, que possui pouco mais de 20 mil habitantes e faz divisa com a Paraíba, Jucélio Guedes Silva, de 44 anos, ensina biologia há duas décadas. Mas foi na rede pública, onde está há pouco mais de um ano, na Escola de Referência em Ensino Médio Professora Benedita de Moraes Guerra, que sente seu trabalho ser ainda mais gratificante. Lá, Jucélio se tornou o queridinho dos alunos. "Me identifiquei muito com a escola pública, há mais carência e ausência da família entre os alunos. Na rede particular também tem, mas os pais são mais próximos. Na escola pública é difícil observar a presença deles", diz. O professor conta que gosta de chegar ao aluno tímido, que fica no canto da sala e não participa das aulas. "Gosto de buscar esse aluno e mostrar que ele é capaz. Não sou psicólogo, mas sou pai de gêmeas de 17 anos. Depois que o aluno entende que estou ali para ajudar, começa a se abrir, escutar mais e percebe que tem condições de melhorar de vida." O docente se orgulha em contar que a turma do 3º ano do ensino médio já o convidou para ser homenageado na formatura deste ano. Também gosta de falar que a diretora da escola diz que ele "chegou e mexeu com todo mundo". Entre os episódios marcantes dos anos de docência, Jucélio cita o caso de um aluno autista que se agitava na aula quando queria responder às perguntas. "Comecei a deixar ele responder, depois a mãe me contou que ele só queria estudar biologia (quando chegava) em casa. Acabou se tornando um dos melhores alunos de biologia da turma." O carisma, segundo ele, faz com que os alunos se interessem mais pela disciplina. Assim como Merlí, Jucélio também não fica totalmente preso ao cronograma do conteúdo obrigatório. "A direção cobra, mas eu não fico preso. A matéria flui à medida que a turma está querendo aula de biologia. Primeiro eu conquisto os alunos, depois eu lanço o conteúdo, eles se encantam, passam a olha de outra forma." Como educador, Jucélio diz que seu papel é transformar e ajudar os estudantes a realizar sonhos. "É mostrar que a sociedade pode se tornar melhor à medida que estuda mais. Direciono minha disciplina para que o aluno consiga realizar sonhos. Meu papel é transformar vidas." Em Macaparana, Pernambuco, o professor Jucélio Guedes da Silva tem feito os alunos se apaixonarem por biologia Arquivo pessoal Arte e filosofia em São Paulo As aulas de filosofia de Valmir Ratts, de 47 anos, na Escola Estadual Padre Anchieta, no Centro de São Paulo, têm música, filme ou teatro. E muito bate-papo. É a forma que ele encontrou de tornar a aula mais dinâmica, envolvente e provar que a filosofia é algo prático na vida dos jovens - e que pode ser divertido. Valmir é ligado aos movimentos sociais desde a adolescência, por isso a escolha pela filosofia foi muito natural. No início nem pensava em lecionar e teve dificuldade em se posicionar quando a disciplina ainda não era obrigatória na grade curricular. Hoje já acumula mais de 15 anos lecionando na rede pública. A preferência é por trabalhar com os alunos dos terceiros anos do ensino médio, que têm entre 17 e 18 anos de idade. "Sempre tive proximidade com eles, brinco muito em sala de aula, falo sobre minhas viagens e estou aberto a escutá-los. Mesmo com toda precarização do ensino, tento usar música e audiovisual para deixar as aulas mais dinâmicas." O professor também gosta de dividir a sala em grupos e propor atividades como encenações e mímicas. Ele teme que a filosofia perca espaço no novo currículo escolar que será formado a partir da aprovação da Base Nacional Comum Curricular Comum (BNCC) do ensino médio, que ainda está em construção. Neste Dia dos Professores, Valmir gostaria que os docentes fossem vistos de forma menos idealizada, tal qual na série Merlí. Na trama, o protagonista tem problemas familiares, amorosos e financeiros, assim como todo mundo. "Uma das coisas que mais gostei em Merlí é que ele mostra seu lado humano. Tanto de ajudar o outro a se encontrar, quanto o seu próprio lado de ter problemas e desafios. Não dá para ser um professor perfeitinho, isso é só na fantasia. O professor também seus problemas e desafios, seus momentos difíceis. Por isso Merlí é uma referência, serve de inspiração."
    'Para meu pai, educação não avançar já era retroceder', diz filho de criador do 'Dia do Professor'

    'Para meu pai, educação não avançar já era retroceder', diz filho de criador do 'Dia do Professor'


    Nascido em Piracicaba, há 71 anos Salomão Becker teve a ideia de celebrar a data em um encontro de professores; data se tornou feriado escolar em 1963. Você sabia que o inspirador do feriado do Dia do Professor, comemorado nesta segunda-feira (15)...


    Nascido em Piracicaba, há 71 anos Salomão Becker teve a ideia de celebrar a data em um encontro de professores; data se tornou feriado escolar em 1963. Você sabia que o inspirador do feriado do Dia do Professor, comemorado nesta segunda-feira (15) no Brasil, é do interior de São Paulo? Salomão Becker nasceu em Piracicaba (SP), cidade a 165 quilômetros da capital paulista, e há 71 anos a data surgia como ideia de descanso em um ginásio de São Paulo (SP) onde o educador se reunia com outros professores. O filho dele, Sérgio Becker, contou ao G1 um pouco sobre o pai: "para ele, a educação não avançar já era retroceder". Salomão Becker, educador de Piracicaba, foi o criador do Dia do Professor no Brasil Sérgio Becker/Arquivo pessoal A origem do Dia do Professor, segundo a Secretaria de Educação de São Paulo, começou no dia 15 de outubro de 1827 com o decreto do imperador do Brasil, Dom Pedro I, que criou o Ensino Elementar no Brasil. Mais de 100 anos depois, em 1947, Salomão Becker teve a ideia de transformar a data em Dia do Professor e comemorá-la nas unidades escolares. A celebração se espalhou por outras cidades do país, e em 1963, foi declarada oficialmente feriado escolar por um decreto federal. (veja a história completa abaixo) Ao ter a ideia da data, segundo relata o texto da Educação, o professor citou a célebre frase de que ele sempre é lembrado: "professor é profissão. Educador é missão." O discurso do professor revela a importância que Salomão Becker dava à missão de ser educador. "Ele dizia que, em educação, não avançar já era retroceder", conta o filho, Sérgio Becker. "Este homem era o meu pai e o Brasil que eu quero é um país que comece de verdade a levar as palavras dele a sério", completa. Ele conta que o pai declarava ainda que “o professor é a profissão que dá origem a todas a outras”. Vida no interior de São Paulo Sérgio conta que Salomão Becker passou boa parte da infância em Piracicaba, quando morou na Rua Governador Pedro de Toledo, no Centro, e estudou na Escola Estadual Sud Mennucci. Aos 18 anos, deixou a cidade para se dedicar aos estudos universitários na capital paulista. Escola Sud Menucci, em Piracicaba, onde Salomão Becker estudou Fernando Jacomini/G1 “Meu pai sempre disse que o período que viveu em terras piracicabanas foi o melhor da vida dele e, mesmo indo embora, levou todas as lembranças da cidade no coração”, conta. Segundo ele, o pai sempre lembrava, emocionado, das ruas, do rio, da Escola Normal (como se chamava a sua escola no passado), dos vizinhos e das músicas de infância. “Ele saiu de Piracicaba, mas Piracicaba nunca saiu dele” lembra o filho. A cidade foi, inclusive, parte da inspiração para que o 15 de outubro se tornasse comemoração como Dia do Professor. Segundo conta a história, em Piracicaba, professores e alunos já tinham o costume de levar alimentos e doces para uma confraternização nas escolas no dia. Salomão Becker morreu em 2006 aos 84 anos, e a inspiração para o filho, Sérgio, foi tamanha que ele também se tornou educador, e atualmente com 66 anos, também dá palestras sobre o tema. Origem do feriado Segundo a Educação de São Paulo, foi no Ginásio Caetano de Campos, na capital paulista, que a ideia de comemorar a data surgiu em 1947. Nesta época, um grupo de professores liderados por Salomão resolveu organizar uma parada no segundo semestre para evitar o cansaço, pois o período letivo do segundo semestre era extenso e sem interrupções, indo de 1º de junho a 15 de dezembro. A pausa não serviria somente para descansar, mas também para reorganizar as atividades escolares que prosseguiam até o fim do ano. Com isso, Salomão sugeriu que houvesse um encontro em 15 de outubro, data do decreto de Dom Pedro. Além disso, em Piracicaba, na data já era costume que professores e alunos levassem alimentos para confraternizar na escola e homenageava ainda o dia de Santa Tereza D’Ávila, considerada padroeira dos professores. Sede da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, onde foi o Ginásio Caetano de Campos Secretaria da Educação do Estado de São Paulo A proposta foi aceita pela direção e o primeiro encontro aconteceu naquele ano. Becker propôs, então, em seu discurso, que o encontro ocorresse anualmente e ficou conhecido por dizer as palavras: "Professor é profissão. Educador é missão". A ideia de celebrar a data se espalhou por outras cidades de todo o país, e com isso, foi oficializada como feriado escolar a partir de 1963, pelo Decreto Federal 52.682. “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”, diz o documento. O educador Filho de imigrantes europeus humildes do Leste Europeu, que partiram em 1913 rumo ao interior de São Paulo em busca de melhores condições de vida, Salomão Becker nasceu em 23 de fevereiro de 1922. Deixou as terras piracicabanas para estudar filosofia na Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou história, sociologia e pedagogia, segundo o Ministério da Educação (MEC). O primeiro emprego de Salomão foi como repórter do jornal “Folha da Tarde”, período que escreveu uma nota sobre submarinos alemães avistados no litoral brasileiro. O texto da Secretaria de Educação de São Paulo conta que, no dia seguinte da publicação, oficiais do Exército foram até a redação e questionaram a forma de apuração da notícia, que, mesmo verdadeira, não podia ser veiculada, por questões estratégicas. A carreira jornalística dele, então, teve um ponto final. Depois disso, Salomão começou a dar aulas em várias escolas da rede estadual paulista, como no Colégio Caetano de Campos, que hoje é sede da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Sérgio conta que, entre seus alunos, estavam o ator Tarcísio Meira, da TV Globo, e o educador Içami Tiba. Depois de aposentado, com mais de 60 anos, Salomão decidiu cursar direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sérgio conta ainda que, ao se formar, o pai foi convidado pela direção para ministrar aulas de Direito Internacional. No entanto, a vocação do educador apaixonado por ensinar falou mais alto e o advogado, já idoso, voltou a dar aulas na rede pública. Salomão Becker morreu em 2006, aos 84 anos. *Sob supervisão de Samantha Silva, do G1 Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
    Lições do Japão ao Brasil incluem professores valorizados, pais voluntários e alunos 'faxineiros'

    Lições do Japão ao Brasil incluem professores valorizados, pais voluntários e alunos 'faxineiros'


    Em quase três décadas de Japão, o brasileiro Paulo Hirano, dono de uma empresa de design, acompanhou avanços em diversos setores do país. No educacional, porém, ele diz que foram poucas as mudanças desde o tempo em que estudou em escolas...


    Em quase três décadas de Japão, o brasileiro Paulo Hirano, dono de uma empresa de design, acompanhou avanços em diversos setores do país. No educacional, porém, ele diz que foram poucas as mudanças desde o tempo em que estudou em escolas japonesas. Encontrar o equilíbrio entre reformas e práticas de sucesso é o grande desafio enfrentado pelo Japão Fatima Kamata/BBC News Brasil Embora tenha enfrentado muitas dificuldades na adaptação ao sistema escolar do país, ele decidiu que sua única filha também frequentaria a rede pública local, mesmo tendo a opção de matriculá-la em uma das escolas brasileiras existentes na província de Gunma, onde reside. Além da qualidade do ensino que faz o Japão estar em posição de destaque nos rankings mundiais de educação, Hirano elogia algumas peculiaridades do sistema que conheceu como estudante. Diz que tarefas como a limpeza da sala feita pelos próprios alunos e atividades extracurriculares de esporte e artes ensinam o respeito à coisa pública e a importância do trabalho em grupo. Esses são apenas alguns dos exemplos do Japão que ele gostaria de ver implantados no Brasil. Há outras razões para preferir o modelo educacional japonês. "Para se dar bem em uma empresa, você precisa entender, por exemplo, como é a relação entre um veterano e um novato (sempai-kohai). Isso se aprende no dia a dia da escola", afirma. O empresário Paulo Hirano fez questão que sua filha, Lisa, estudasse na rede pública do Japão Fatima Kamata/BBC News Brasil A filha Lisa, de 13 anos, vivencia isso atualmente. Como parte da equipe de vôlei da escola, ela precisa treinar de domingo a domingo - mas não entra em quadra nos campeonatos, porque a função dos alunos do primeiro ano é apanhar a bola jogada para fora da quadra e dar suporte às demais jogadoras. Dependendo do esporte, há tarefas como repor a água e carregar o material esportivo dos veteranos. Embora não seja obrigatório, os alunos participam dessas atividades extracurriculares por temerem ser excluídos do grupo. Os treinos tomam praticamente todo o tempo de quem estuda e também de quem ensina. Além das aulas e da responsabilidade com os times e banda da escola, a rotina de um professor no Japão inclui aconselhamento, serviços administrativos e visitas às casas dos alunos. De acordo com relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), os professores japoneses são os que mais trabalham entre os países desenvolvidos. OCDE: Salários altos, prestígio, apoio ao estudo: as lições dos países que melhor tratam seus professores Eles cumprem 1.883 horas por ano, contra a média mundial de 1.640, mas o tempo que passam efetivamente dando aulas é menor do que em outros países industrializados. Nos seis primeiros anos do Ensino Fundamental, são 610 horas, quando a média da OCDE é de 701, e nos últimos três anos chega a 511 horas anuais, contra 655 na OCDE. Kit de materiais que pais devem providenciar para alunos japoneses inclui máscara para cirúrgica que eles usam quando servem a comida dos colegas Fatima Kamata/BBC News Brasil Os pais também têm muitas tarefas a cumprir, principalmente se o filho estiver no Ensino Fundamental. Por exemplo, eles são orientados a se inscrever na Associação de Pais e Mestres para participar do cotidiano escolar e ajudar professores. Tem ainda limpeza da escola, patrulhamento de trânsito e ajuda na gincana esportiva. Choques de cultura Embora a educação no Japão seja compulsória até os 15 anos, essa obrigatoriedade não é cobrada dos estrangeiros. Com isso, uma parcela dos brasileiros prefere colocar os filhos em escolas administradas por conterrâneos, pensando em retornar à terra natal, por desconhecer o sistema de ensino do Japão ou por medo das crianças virarem "japonesinhas" no linguajar e no comportamento. Em uma tentativa de amenizar o choque cultural, o cartunista Maurício de Sousa criou a cartilha Turma da Mônica e a Escola no Japão, distribuída em escolas japonesas com alunos brasileiros e entre pessoas que se preparam para morar no arquipélago. "As escolas do Brasil e do Japão são muito diferentes nos hábitos e costumes, por isso é bom que as pessoas já saibam o que vão encontrar lá, para que a adaptação seja facilitada e a criança consiga se enturmar mais rápido", diz. 7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática, diz MEC Gasto do PIB em educação para de cair no Brasil, mas investimento por aluno segue estagnado, diz estudo da OCDE Novas reformas da educação no Japão incluem valorizar a aprendizagem ativa, onde o aluno é protagonista e o professor, mediador Fatima Kamata/BBC News Brasil Até a lista de materiais pedidos no Japão é diferente. Inclui, por exemplo, capa de prevenção de acidentes (bosai zukin) e uma espécie de sapatilha (uwabaki) que deve ser calçada sempre que a criança entra na escola. Ela fica guardada em uma sapateira com divisão por série colocada na porta de entrada. Os pais também precisam providenciar a máscara cirúrgica usada pelos alunos encarregados no dia por servir a merenda aos colegas, além do pano de pó (zokin) para a limpeza da classe, feita em rodízio ao final da aula. Aprendendo cuidados com a limpeza Segundo o professor Toshinori Saito, essas tarefas ajudam a criança a desenvolver o conceito de cidadania e a respeitar o que é público. Outras tarefas simples, como lavar e secar as caixinhas do leite servido na merenda, despertam a consciência para o meio ambiente. Saito leciona há mais de uma década e foi para o Brasil como voluntário da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) ensinar japonês em um colégio particular de São Paulo por dois anos. Lá, estranhou o baixo número de homens dando aulas, principalmente no ensino básico. No Japão, eles representam 37,7% do corpo docente dos primeiros anos e 57,7% dos anos finais do Ensino Fundamental, enquanto nas escolas brasileiras apenas 11,1% dos professores do primeiro ciclo e 31,1% do segundo ciclo são do sexo masculino. "Aqui, o magistério é uma carreira bem respeitada", afirma. Atualmente, Saito acumula funções em uma escola pública da província de Kanagawa, onde é professor do primeiro ano do ensino fundamental e responsável pela sala internacional voltada a estrangeiros com dificuldades no aprendizado. Ele faz a ponte entre a escola e o aluno. "O envolvimento da família na educação é essencial para se obter resultados", diz. No Ensino Fundamental japonês, há diversas atividades cuja participação dos pais é quase obrigatória, como o patrulhamento feito em rodízio no trajeto escolar Fatima Kamata/BBC News Brasil No Japão, há um apoio mútuo entre escola e comunidade. Nas portas de casas e estabelecimentos comerciais é muito comum encontrar um selo escrito "Kodomo 110ban", usado para identificar os locais que as crianças podem usar como refúgio sempre que sentirem algum tipo de ameaça. Também muitos pais costumam colar, no cesto da bicicleta, uma placa que diz "em patrulhamento". O governo quer manter essa relação próxima com a comunidade e também se voltar para o mundo. É por isso que rascunha mudanças em seu sistema de ensino. A percepção é que o atual modelo com ênfase na reprodução de conteúdo, disciplina em grupo e obediência - que tão bem serviu nos séculos 19 e 20 para transformar o país em uma grande potência mundial - parece menos eficiente no cenário atual, que busca pessoas criativas e participativas. "O problema do Japão é que os japoneses ficaram presos ao seu próprio sucesso", diz o professor Daisuke Onuki, do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade Tokai, que diz que o fato de os japoneses claramente reconhecerem a educação como caminho para a prosperidade de seus filhos também contribuiu para os bons resultados que o país acumula. Mas em tempos em que é preciso formar profissionais globalizados e criativos, o governo japonês tem feito uma série de mudanças. A próxima está prevista para entrar em vigor em 2020, com a valorização da aprendizagem ativa (onde o aluno é estimulado a buscar a resposta) e do ensino do idioma inglês na rede pública. A reforma prevê, ainda, mudar as regras no vestibular para ingresso nas universidades. No novo tipo de exame, o candidato que tiver mais facilidade para analisar dados e informações contidas nas questões poderá se sair melhor, acredita o estudante brasileiro Victor Keini Kaetsu, de 17 anos, filho de pai japonês e mãe brasileira. Ele vai prestar a prova de admissão para o curso de Licenciatura em Pedagogia na Universidade de Saitama no ano que vem, ainda pelo modelo atual em que todos os vestibulandos fazem o exame nacional (Centa Shiken) com mais questões de memorização. Só por curiosidade, Victor fez um simulado do novo vestibular e diz que não gostou das questões apresentadas. Mas não está preocupado com isso. Seu desafio é ser aprovado na prova de admissão à moda antiga, como fez seu irmão Leonardo, 20, um dos raros estrangeiros a cursar Direito na Universidade de Tóquio, considerada a melhor do Japão. Ele prestou o vestibular três anos atrás e acha que, embora não seja perfeito, o atual exame é imparcial. Construindo educação de qualidade Os japoneses sempre estiveram nas melhores posições nos rankings mundiais de avaliação. No mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a famosa prova trienal da OCDE para estudantes de 15 anos, o Japão ficou em 2º em ciências e 5º em matemática, com Cingapura no topo do ranking e o Brasil na 63ª e 65ª posições, respectivamente. Nas provas de compreensão de texto, porém, o Japão caiu da 4ª posição em 2012 para a 8ª no Pisa 2015. O Ministério da Educação atribuiu essa queda no desempenho ao declínio no vocabulário, com mais jovens usando smartphones e lendo menos. Ao contrário do Brasil, mais da metade dos docentes nos últimos anos do ensino fundamental japonês é formada por homens Fatima Kamata/BBC News Brasil Os resultados do Pisa sempre tiveram impacto na política educacional do Japão, e já incomodaram mais, como ocorreu no chamado Choque Pisa 2003. Naquela edição do programa, os japoneses saíram da lista dos dez melhores em uma das matérias, o que gerou críticas à política "yutori kyouiku" (educação sem pressão) que tinha entrado em vigor, com o fim das aulas aos sábados e enxugamento do conteúdo curricular em 30%. Depois do choque, algumas escolas conseguiram autorização do Ministério da Educação para retomar o calendário de seis dias de aula. E o governo decidiu resgatar parte do conteúdo curricular quando fez a primeira revisão da história da Lei Fundamental da Educação de 1947, incluindo medidas para estimular o respeito à cultura e o patriotismo. Encontrar o ponto de equilíbrio nessas reformas é o grande desafio enfrentado pelo Japão. "Os professores foram formados para dar aulas seguindo orientações básicas repassadas pelo governo. E agora, com as reformas de 2020, estão pedindo para eles serem diferentes, mandando que sejam livres para montar suas próprias aulas", observa Onuki. O modelo japonês vem do período Meiji (1868 a 1878), quando a educação foi fundamental para o desenvolvimento de uma identidade nacional. "Incentivou a educação para todos e ajudou a formar a nação e um povo disciplinado e trabalhador para servir o país. Tudo isso contribuiu para a industrialização. Porém, o mundo já passou dessa fase", lembra o professor Onuki. Ele foi responsável pela aula de Japanologia do curso de Pedagogia para brasileiros residentes no Japão, ministrado à distância entre 2009 e 2012 através de acordo entre a Universidade Federal do Mato Grosso e a Tokai. A maioria das pessoas formadas já atuava em uma das 72 escolas brasileiras existentes na época e o restante trabalhava em redes públicas japonesas como mediadoras culturais.
    Unicamp abre inscrições para vagas do vestibular 2019 com ingresso via Enem; veja regras

    Unicamp abre inscrições para vagas do vestibular 2019 com ingresso via Enem; veja regras


    Universidade reservou 645 oportunidades, a maioria delas destinadas a estudantes oriundos da rede pública. Novo formato também visa beneficiar candidatos autodeclarados pretos e pardos. Estudantes durante prova da 1ª fase do Vestibular 2018 da...


    Universidade reservou 645 oportunidades, a maioria delas destinadas a estudantes oriundos da rede pública. Novo formato também visa beneficiar candidatos autodeclarados pretos e pardos. Estudantes durante prova da 1ª fase do Vestibular 2018 da Unicamp Priscilla Geremias/G1 A Unicamp abre nesta segunda-feira (15) o prazo de inscrições para vagas do vestibular 2019 aos estudantes que planejam usar a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição deste ano ou de 2017, para tentar o ingresso em cursos de graduação. Esta modalidade está entre os novos formatos adotados pela universidade estadual com objetivo de elevar a inclusão social. De acordo com a comissão organizadora do processo seletivo (Comvest), estão reservadas 645 oportunidades, o equivalente a 20% do total das 3.340 cadeiras distribuídas em 69 cursos. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial até 17h do dia 14 de novembro, enquanto que o pagamento da taxa de R$ 30 (para quem tentará ingresso exclusivamente via Enem) deve ser realizado até 21 de novembro. Quem já se inscreveu para o vestibular 2019 (tradicional) precisa pagar R$ 15; e candidatos isentos seguem como beneficiários também nesta modalidade. Clique aqui e veja o edital Segundo a Unicamp, a distribuição das vagas reservadas será da seguinte forma: 50% de cada curso ao segmento EP (escola pública); 25% de cada curso ao segmento PP (autodeclarados pretos e pardos); 25% de cada curso ao segmento EP+PPI (escola pública + autodeclarados pretos e pardos) Formato mantido Os modelos das provas na edição 2019 do vestibular serão iguais ao da edição anterior. A 1ª fase será composta por 90 questões de múltipla escolha nas disciplinas de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, matemática, história, geografia (inclui filosofia e sociologia), física, química, biologia, inglês, além de interdisciplinares. O tempo será de até cinco horas. As provas da segunda fase serão em janeiro e cada uma terá duração máxima de quatro horas: 13/01 - Redação e prova de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa 14/01 - Matemática, geografia e história 15/01 - Física, ciências biológicas e prova de química Busca pela Unicamp Nesta semana, a universidade, confirmou que foram homologadas 610 inscrições para o vestibular indígena, embora parte dos candidatos ainda necessitem fazer ajustes na documentação. Já no vestibular tradicional, a instituição contabilizou 76,3 mil inscritos na disputa por 2.589 vagas. O resultado indica alta na concorrência pelas oportunidades; confira a relação dos dez principais. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Dia do professor: pedagogia foi o curso com mais ingressantes e concluintes em 2017; veja o top 10

    Dia do professor: pedagogia foi o curso com mais ingressantes e concluintes em 2017; veja o top 10


    Segundo dados do Censo da Educação Superior divulgados no mês passado, em 2017, o número de concluintes em pedagogia estudando a distância ultrapassou pela primeira vez o dos cursos de pedagogia presenciais. Centro de educação infantil em...


    Segundo dados do Censo da Educação Superior divulgados no mês passado, em 2017, o número de concluintes em pedagogia estudando a distância ultrapassou pela primeira vez o dos cursos de pedagogia presenciais. Centro de educação infantil em Joinville (SC) PMJ/ Divulgação Em 2017, de 1,2 milhão de universitários considerados "concluintes", ou seja, no último ano da graduação, 10,5% estavam matriculados em pedagogia, segundo o Censo da Educação Superior de 2017, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A carreira, que forma professores do ensino infantil, teve mais de 125 mil estudantes em vias de pegarem o diploma de ensino superior no ano passado. Guia de carreiras: veja mitos e verdades sobre a pedagogia Veja abaixo a lista das dez carreiras com o maior número de universitários que já eram concluintes em seus cursos: Teste vocacional online, grátis e rápido ajuda na escolha da carreira A pedagogia também foi a carreira que mais atraiu novos universitários em 2017. Do total de calouros registraods pelo Censo, 9,2% dos calouros entraram no ensino superior se matriculando em um curso de pedagogia. Já considerando o número total de matrículas, incluindo os ingressantes, os concluintes e os demais estudantes, a carreira de pedagogia fica na segunda colocação, atrás do direito: Estudantes a distância Cada vez mais os alunos de ensino superior estudam a distância. No mês passado, o G1 mostrou que, entre 2016 e 2017, o número de alunos de EAD aumentou 17,6%. Foi o maior ritmo de crescimento desde 2008. As matrículas de pedagogia são algumas das que mais respondem por esse crescimento. Desde 2009, a maioria dos futuros professores estão matriculados em um curso que não é presencial. Em 2017, esse número chegou a 60% do total de matrículas em pedagogia. Pela primeira vez no ano passado, porém, o número de concluintes que estavam na reta final do curso a distância ultrapassou o de estudantes que concluíam a graduação presencial: Dia das Professoras: Nove em cada dez estudantes de pedagogia são mulheres Aumento das matrículas na graduação a distância é o maior desde 2008
    ‘Mulheres não devem ensinar matemática’: o que dizia o decreto imperial que inspirou o Dia do Professor

    ‘Mulheres não devem ensinar matemática’: o que dizia o decreto imperial que inspirou o Dia do Professor


    No Império, o ensino de meninas ainda era uma novidade. A lei imperial previa a criação de escolas para elas, mas "apenas nas cidades e vilas mais populosas". No Brasil, 15 de outubro é Dia do Professor. A data relembra um decreto imperial de...


    No Império, o ensino de meninas ainda era uma novidade. A lei imperial previa a criação de escolas para elas, mas "apenas nas cidades e vilas mais populosas". No Brasil, 15 de outubro é Dia do Professor. A data relembra um decreto imperial de 1827, documento que criou o ensino público no país. "O 15 de outubro faz alusão à criação das classes de primeiras letras no Brasil", afirma a historiadora Katia Abud, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mas as comemorações só tiveram início no século 20. Ficava na rua Augusta, 1520, em São Paulo, o Ginásio Caetano de Campos - apelidado de Caetaninho, já que desde 1894 existia a Escola Caetano de Campos, na época ainda no endereço da Praça da República. Ali, um grupo de professores teve a ideia de interromper o ano letivo com um dia de folga. E uma pequena comemoração, em que houvesse o reconhecimento pelo trabalho realizado. Sugeriram o 15 de outubro, oportunamente equidistante dos períodos de férias escolares e significativamente importante para a educação no Brasil, por causa do decreto imperial de 1827. Aos poucos, a ideia pegou. Outras escolas começaram a fazer o mesmo. Até que, em 14 de outubro de 1963, o então presidente João Goulart assinou o decreto nº 52.682 e criou o feriado escolar do Dia do Professor no Brasil. Educação imperial Mas, afinal, o que era essa tal lei de 1827? "A lei foi uma tentativa de organizar a educação no Brasil", resume o historiador Diego Amaro de Almeida, pesquisador do Centro Salesiano de Pesquisas Regionais. "O imperador acaba propondo um projeto de educação que tinha em sua base a promoção do próprio Brasil. Entretanto, devido ao momento e às condições materiais do país, o cumprimento integral da lei foi algo complicado de ser resolvido." Em 17 artigos, o imperador Dom Pedro I (1798-1834) mandou "criar escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império". "Dom Pedro, por graça de Deus, e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil", conforme relata o documento, decreto que "em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos haverão as escolas de primeiras letras que forem necessárias". "Mais do que uma lei relacionada à educação ou ao ensino, foi uma lei que definiu a instrução pública no Brasil", comenta o pesquisador Vicente Martins, professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú. A lei apresentava alguns pontos bastante curiosos. O artigo terceiro, por exemplo, estipulava que os professores deveriam ter salários anuais de 200 mil-réis a 500 mil-réis. "Com atenção às circunstâncias da população e carestia dos lugares", pontua o decreto. "Eu realizei alguns cálculos, com a ajuda de um economista, para tentar ajustar este valor aos tempos atuais. E concluí que este intervalo de salários equivale, hoje, a um ordenado mensal de 1.400 reais a 3.500 mil reais", conta Martins. "Isto significa que, quase dois séculos depois, considerando o salário base da profissão, pouco avançamos nesse aspecto." A variação da faixa salarial era justificada pelas condições econômicas de onde a escola estivesse situada. Conforme explica o escritor e historiador Paulo Rezzutti, biógrafo de figuras do período imperial do Brasil, quanto mais pobre fosse a localidade, mais próximo dos 200 mil-réis seria o ordenado anual; quanto mais rica, mais próximo dos 500 mil-réis. "Mas tem uma outra questão que é interessante", aponta Rezzutti. "Pela Constituição Imperial, que instituiu o voto censitário, o professor podia votar. A Constituição de 1824 permitia a só quem tivesse renda líquida de 200 mil-réis por ano participar de um dos estágios das eleições brasileiras, que eram feitas de maneira indireta." De acordo com o decreto, os professores "ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, a prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática da língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica apostólica romana" - na época, o Estado ainda não era laico, vale ressaltar. O mesmo artigo também faz uma recomendação: "preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil". Sala de aula em escola municipal de Rio Preto Divulgação Aqueles que quisessem se tornar professores precisavam passar por uma espécie de concurso público. "Os que pretenderem ser providos nas cadeiras serão examinados", dizia o texto, que ressalta que só seriam admitidos para a carreira "os cidadãos brasileiros que estiverem no gozo de seus direitos civis e políticos, sem nota na regularidade de sua conduta". "Anteriormente, muitos professores eram indicados ou promovidos por mero saber. Recebiam a função de professor da mesma maneira que um nobre recebia um título", afirma o historiador Almeida. "Pela nova lei, ele precisava ser avaliado para 'provar' competência." O artigo décimo previa a possibilidade de uma gratificação anual a todos os professores com mais de 12 anos ininterruptos de magistério, desde que estes tivessem se "distinguido por sua prudência, desvelos, grande número e aproveitamento de discípulos". Mulheres A lei imperial previa a criação de "escolas de meninas". Mas apenas nas "cidades e vilas mais populosas, em que (...) julgarem necessário esse estabelecimento". "O ensino de meninas ainda era uma novidade", aponta Almeida. "Muitos pais preferiam preceptoras quando se tratavam das meninas." Ele cita, por exemplo o caso do Visconde de Guaratinguetá que, em 1865, contratou uma francesa para ensinar sua filha em casa. "E, mesmo assim, a contragosto porque, para ele, 'instrução de meninas é o casamento'", cita o pesquisador. Rezzutti lembra que, apesar de previstas em lei, acabaram sendo raríssimas as escolas para meninas. "Até porque, segundo o pensamento da época, meninas não raciocinavam tão bem quanto os meninos", explica. "Por isso, aliás, as operações matemáticas para elas não eram matéria obrigatória." Dois artigos, o décimo-segundo e o décimo-terceiro, tratavam especificamente da mulher professora. Curiosamente, elas nunca são chamadas de professoras - mas, sim, de "mestras", termo que aparece apenas uma vez no masculino, em uma frase que se contrapõe às mestras. Matemática: conhecimento restrito aos homens Reprodução/RBS TV O artigo décimo-segundo diz que cabia a elas o ensino quaisquer disciplinas estipuladas no artigo sexto, "com exclusão das noções de geometria e limitando a instrução da aritmética só as suas quatro operações". "Havia uma mentalidade, corroborada pelo próprio imperador, de que a matemática era um conhecimento restrito aos homens", conta Martins. O texto também previa que elas ensinassem "as prendas que servem à economia doméstica". E fazia uma ressalva moral: as professoras precisavam, além de serem brasileiras, terem "reconhecida honestidade". Claro que essa terminologia era um eufemismo. E queria ressaltar que as professoras não podiam ter vida promíscua - conforme os parâmetros de então. "Honestidade, no caso, era o comportamento moral", explica Almeida. "Durante muito tempo as mulheres, para serem admitidas na carreira, precisaram se sujeitar a muitas regras de conduta. Havia o entendimento que a profissão de professora era muito próxima da maternidade." Se alguns desses pontos ferem qualquer princípio de direitos iguais independentemente de gênero, o item seguinte é um alento. Em pleno ano de 1827, a lei imperial cravava que "as mulheres vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos mestres". "Essa postura é interessantíssima", comenta Almeida. "Igualdade de condições com os homens." Didática O artigo quarto definia que o método adotado era o "ensino mútuo", também chamado de Lancaster. Criado pelo pedagogo e quaker inglês Joseph Lancaster (1778-1838), destacava-se por otimizar a transmissão do conhecimento, ao conseguir passar as aulas a um grande número de alunos, com poucos recursos, em pouco tempo, e com relativa qualidade. Em texto publicado em 15 de outubro de 1927 na 'Revista do Ensino', edição comemorativa ao primeiro centenário da legislação, o professor Leopoldo Pereira descreve como era a "escola antiga", ou seja, este ensino do século 19. "Antigamente, o mestre escola, de par com o vigário da freguesia, eram as mais respeitáveis personagens da aldeia. E como era então mais penoso o trabalho de ensinar e aprender! Não havia livros; o mestre tinha de fazer cartas para todos os discípulos. Depois do a-b-c, a carta de nomes, e depois a carta de fora. O mestre e os próprios menos obtinham dos negociantes cartas comerciais para leitura na escola; os próprios pais as forneciam, e quando faltavam, recorria-se aos cartórios, onde o mestre obtinha e às vezes comprava autos antigos, escritos ainda com pena de pato, que eram o terror da meninada. Eu mesmo ainda passei pelo suplício de decifrar as abreviaturas dos escrivães do tempo d'el rei", pontua. Reprodução/ RPC Maringá A didática era baseada em repetição e memorização. E muita disciplina. E isto incluía as reprimendas, conforme dizia o artigo décimo-quinto da lei imperial: "os castigos serão praticados pelo método de Lancaster". Sobre isso, professor Pereira também tratou na 'Revista do Ensino'. "Não se compreendia então a escola sem o castigo corporal: a férula era para o mestre como o cetro para o rei ou o cajado para o pastor. Até nas aulas de latim e francês, que nossas principais cidades possuíam durante muitos anos, corria bem aceito o axioma que o latim, quando não entrava pelos olhos e ouvidos, devia entrar pelas unhas. Na escola primária a palmatória chamava-se santa luzia. Por que esse nome? Como se sabe, a crença popular venera Santa Luzia como advogada da vista, e nossos pais entendiam que a férula é que devia dar vista aos cegos", escreveu ele. "Este método era o mais moderno da época para trabalhar com grande número de alunos em sala de aula. Ele permitia, por exemplo que alunos mais experientes fossem 'monitores', o que dava ao professor a possibilidade de ensinar turmas numerosas", explica o historiador Almeida. O historiador pontua que na Constituição de 1824 o método já é citado. Um dos seus defensores foi o influente jornalista e diplomata Hipólito José da Costa (1774-1823). "Vale ressaltar que este método representava, de alguma forma, o que de melhor existia na época", completa Almeida. Para o pesquisador Martins, independentemente de qual fosse o método escolhido, a menção a um sistema didático na legislação deve ser ressaltada. "Porque, pela primeira vez, se coloca a necessidade de uma base nacional comum na educação básica", reconhece. Depois da lei Mas, apesar de um passo importante, a legislação não significou que, de uma hora para outra, o ensino se tornou universal no país. "A lei determinava que as províncias criassem as escolas. Algumas criaram, outras empurraram com a barriga", avalia o historiador Rezzutti. "Na realidade, pouca coisa mudou", diz Almeida. "A lei mostrava uma vontade do novo governo e não a realidade de fato. O que tínhamos ali era a condição legal para a realização de um projeto de educação. Porém não possuíamos recursos financeiros e materiais para que todas as demandas fossem solucionadas e as metas alcançadas. Além disso, o Brasil não contava com o preparo de profissionais para atuar na educação e mesmo com a previsão de formação para os mestres e mestras na lei, faltavam aqueles que poderiam trabalhar nesta formação. Ao mesmo tempo, só tinham condições de acesso à educação a elite, já que neste momento a população deveria se concentrar no trabalho para atender suas necessidades básicas. E até 13 de maio de 1888, os negros não tinham garantias nenhumas de acesso. E, nesse tempo, a maior população no Brasil eram os negros e os pobres. Sendo assim, somente uma pequena parte da população teria acesso", enumera o historiador. Almeida lembra que, mesmo depois da nova legislação, muitas famílias ainda seguiam contratando preceptores para educar seus filhos. "Falava-se em ensino público e gratuito mas, a rigor, ainda era muito excludente", confirma o pesquisador Martins. "Era um Estado imperial e centralizador. Não havia essa ideia que nós temos hoje de universalização do ensino, esta concepção de Estado social." Outros países Desde 1994, a Organização Mundial das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconhece o 5 de outubro como Dia Mundial dos Professores. Esta data é lembrada em muitos países. Nos Estados Unidos, o Dia do Professor é comemorado na primeira terça-feira de maio. Boa parte dos países latino-americanos celebram a festividade em 11 de setembro, em memória da morte do pedagogo, jornalista e político Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888), ex-presidente da Argentina - data esta estabelecida na Conferência Interamericana sobre Educação realizada no Panamá em 1943.
    Unicamp estima R$ 48 milhões para tirar do papel ou concluir obras atrasadas desde 2016

    Unicamp estima R$ 48 milhões para tirar do papel ou concluir obras atrasadas desde 2016


    Projeção da universidade feita a pedido do G1 indica obras paradas há pelo menos dois anos. Em meio à crise financeira, instituição trabalha na elaboração de plano diretor para melhorar gestão. O campus da Unicamp, em...


    Projeção da universidade feita a pedido do G1 indica obras paradas há pelo menos dois anos. Em meio à crise financeira, instituição trabalha na elaboração de plano diretor para melhorar gestão. O campus da Unicamp, em Campinas Reprodução/EPTV A Unicamp estima necessidade de aplicar R$ 48 milhões para tirar do papel ou finalizar obras incompletas pelo menos desde 2016, de acordo com levantamento da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (Depi). Naquele ano, o G1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, mostraram que nove construções estavam nesta situação. Segundo a universidade, o andamento depende de recursos próprios. A principal fonte para financiamento das atividades é obtida por meio do repasse de valores arrecadados pelo governo do estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) - atualmente, 2,19% do total. Obras da Unicamp no papel ou inconclusas em 2016 A Unicamp destaca que o ritmo dos trabalhos foi influenciado pela baixa na quantidade de receitas disponíveis, decorrente da queda na arrecadação feita pelo estado a partir de meados de 2015, em meio à crise econômica nacional. Com isso, obras e serviços relacionados à infraestrutura dos campi - localizados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP) - foram contingenciados. "Infelizmente a situação financeira continua crítica. Priorizamos o que é urgente, tudo que envolve segurança", falou o reitor, Marcelo Knobel, no cargo desde abril do ano passado. De acordo com ele, a projeção é de que a universidade registre um déficit orçamentário na casa de R$ 240 milhões neste ano, o que coloca em risco a reserva estratégica em 2019. No ano passado, a universidade decidiu elevar o valor cobrado no bandejão - aprovado com uma faixa de isenção aos que têm renda familiar per capita interior a 1,5 salário mínimo; fez corte de 30% nas gratificações para docentes e funcionários; extinguiu o duplo salário para integrantes da "cúpula"; suspendeu concursos; revisou contratos; e congelou salários e contratações. Mais obras e problemas O relatório assinado pelo diretor executivo da Depi, Marco Aurélio Pinheiro Lima, afirma que neste ano foram finalizados nove contratos de obras. Além disso, estão em andamento dez acordos sob fiscalização da Coordenadoria de Projetos e Obras que totalizam R$ 10,8 milhões, entre eles, cinco que devem ser encerrados no próximo ano. Veja detalhes nas tabelas abaixo. Construções em andamento na Unicamp Obras finalizadas na Unicamp de janeiro a outubro de 2018 Ao destacar os estudos da diretoria sobre processos adotados pela Unicamp para gestão de obras, Lima pondera que, além das dificuldades orçamentárias, foram constatados "obstáculos" ligados ao "planejamento do território, tomada de decisão e qualidade da terceirização" na execução de obras. A universidade, ressalta, agora trabalha na elaboração de um plano diretor integrado, para estabelecer diretrizes e condições para remodelar a gestão de obras. "Tem-se trabalhado, inclusive, para que os investimentos orçamentários para conclusão de empreendimentos iniciados tenham prioridade em relação a outras demandas, o que será definido ainda esse ano pelo Conselho Universitário [órgão máximo de deliberação]", destaca o diretor. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Lei que torna o ensino de música obrigatório na rede pública completa dez anos, mas não é implementada

    Lei que torna o ensino de música obrigatório na rede pública completa dez anos, mas não é implementada


    Um dos entraves é a formação. Segundo Censo, país tem 128 cursos específicos para formação de professores em música com 8.384 vagas. Em 2016, 2.246 concluíram. Lei que torna o ensino de música na rede pública completa dez anos, mas não é...


    Um dos entraves é a formação. Segundo Censo, país tem 128 cursos específicos para formação de professores em música com 8.384 vagas. Em 2016, 2.246 concluíram. Lei que torna o ensino de música na rede pública completa dez anos, mas não é implementada A legislação que torna o ensino de música obrigatório nas escolas da rede pública e privada do Brasil completou dez anos em 2018, mas o que se vê na prática é que ela ainda não saiu do papel. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, a maioria das escolas que oferecem alguma atividade na área contam com a iniciativa isolada de professores ou coordenadores: não há políticas públicas nacionais que garantam a implementação da lei. A obrigatoriedade de incluir o ensino de música na grade curricular das escolas ocorreu por meio da lei número 11.769, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases Orçamentárias (LDB) em agosto de 2008. Há dois anos, uma nova lei, a de número 9.394, ampliou a legislação anterior e definiu que, além da música, as artes visuais, a dança e o teatro também devem compor o ensino de arte como componente obrigatório no ensino básico. ‘Não é má gestão’ Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime), diz que a lei só poderia ser implementada se viesse acompanhada por uma política pública nacional. “Sabemos que o ensino de música é importante. Mas para ser exequível precisa levar em conta a realidade local e precisa vir acompanhada de uma política pública nacional com essa finalidade” - Alessio Costa Lima, presidente da Undime. Lima reforça que a criação de bandas marciais é uma demanda das escolas, principalmente para os desfiles cívicos de 7 de setembro. “Porém, os municípios não conseguem dar conta da implementação sem a dotação orçamentária. Acaba em uma legislação que não é cumprida e não é por falta de má gestão, é apenas falta de condição estrutural." Ampliação em 2016 O presidente da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem), Marcus Vinícius Medeiros Pereira, disse que a ampliação proposta em 2016 foi importante para fortalecer a arte. No entanto, Pereira critica o fato de a legislação ser “imprecisa e ambígua”, porque nela ainda há a figura do professor de educação artística “polivalente”. “Teríamos quatro professores [de música, artes visuais, dança e teatro] trabalhando juntos de forma interdisciplinar. Mas a formação de professores é um dos problemas, a única universidade que tem escolas específicas nas quatro linguagens é a Federal da Bahia. No geral, temos um número pequeno de cursos de licenciatura em dança”, diz Medeiros Pereira, presidente da Abem. Segundo Pereira, a luta da associação é contra o senso comum de que a educação artística ainda permaneça. “Isso ainda é muito presente na cabeça dos secretários e diretores de escola. A lei fala de arte como componente curricular, mas não disciplina. A disciplina pode ser de música, artes visuais, teatro ou dança. O ensino das artes em geral está mais consolidado, tanto que os concursos cobram mais conteúdo em artes visuais e faz com que os professores específicos de outras linguagens tenham mais dificuldade em ser aprovados.” Para implementar a lei que prevê o ensino de música nas escolas, um dos entraves é a formação de professores Fábio Tito/G1 Formação dos professores Para implementar a lei, um dos entraves é a formação de professores. Segundo o Censo da Educação Superior de 2016, o Brasil tem 128 cursos específicos para formação de professores em música, que oferecem 8.384 vagas. Em 2016, 2.246 concluíram. Embora ainda em número pequeno, há dez anos, ele era ainda menor: em 2006, 327 alunos se formaram em música no país. Já em relação às demais áreas artísticas, a quantidade é ainda menor. Em 2016, o Brasil contava com 36 cursos de formação de professores em artes (educação artística), sendo que naquele ano foram oferecidas 3.015 vagas e 1.396 pessoas estavam concluindo os estudos. O país também oferecia 52 cursos de formação de professores de teatro (artes cênicas), com 1.974 vagas oferecidas, e 595 pessoas concluíram o curso naquele ano. Já considerando a formação de professores em dança, o número de cursos era 30, o número de vagas chegou a 1.304, e 320 pessoas eram consideradas concluintes em 2016, segundo os dados do Censo. Retorno da banda “Eu trabalho com música há 26 anos e eu posso dizer que a cada ano, não no âmbito municipal ou estadual, e sim no federal, não há o entendimento da obrigatoriedade de lei de música nas escolas. A cada ano a gente ouve que a música vai estar na grade das escolas, mas isso não acontece”, diz o professor de música Alessandro Ferreira. Ele é contratado da Prefeitura de São Paulo para atuar no projeto de bandas e fanfarras e está trabalhando na Escola Municipal Nelson Pimentel, na Vila Guarani, na Zona Sul de São Paulo. A banda Nelson Pimentel já foi famosa na região, mas estava há cinco anos desativada. Instrumentos musicais e uniformes estavam acumulados sob o pó em prateleiras da escola. A banda Nelson Pimentel já foi famosa na região, mas estava há cinco anos desativada. Instrumentos musicais e uniformes estavam acumulados sob o pó em prateleiras da escola. Fábio Tito/G1 “Com a chegada do Alessandro, a gente pediu para ele explorar o que tinha, o que era necessário comprar. Ele fez o levantamento dos instrumentos que tinham, muitos estavam cheios de pó. Alguma coisa a gente comprou para que ele lubrificasse os instrumentos e outros a gente precisa adquirir”, diz a diretora Juliana Reis. Professora Marta Maria de Almeida Arcanjo Hassenteufel ensinava matemática com notas musicais tocadas em flautas doces. Fábio Tito/G1 “O que me moveu em trabalhar música em sala de aula foi primeiramente a mesmice em sala de aula. Como eu posso me trocar uma pessoa atraente na educação se todo dia o aluno vem para escola tão somente para ter de mim português, matemática, ciência e geografia. Esse aluno vem cá e fica cansado disso”, afirma Marta, que acabou desistindo do projeto por motivos pessoais. Voluntários na Amorim Lima A escola Amorim Lima, no Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, também faz o que pode para cumprir a lei e oferecer arte aos alunos. Reconhecida pela qualidade da proposta pedagógica e pelo engajamento da comunidade que a cerca, a escola oferece algumas atividades, mas quase todas são voluntárias. São oficinas de maracatu e capoeira destinadas não só para os alunos e também aos pais. O filho de Jorge Luciano da Silva, o Fofão, estuda na Amorim e por isso ele resolveu dar aulas de maracatu na escola. “Certo dia a Ana me chamou para fazer um maracatu aqui na escola porque meu filho disse também que no carnaval a batucada saia atravessada, aquela coisa sem ritmos. Estamos aí na escola levando essa musicalidade, esse tambor, difundindo essa cultura brasileira que é o maracatu.” O filho de Jorge Luciano da Silva, o Fofão, estuda na Amorim e por isso ele resolveu dar aulas de maracatu na escola. Celso Tavares/G1 A diretora Ana Elisa Siqueira diz que a escola também deve ser o lugar de mostrar o mundo sensível às crianças, por isso as artes são fundamentais. “Conseguimos manter os profissionais [que oferecem as oficinas] com uma ajuda de custo que é o que temos no momento. Mas seria importante que isso fosse possível a partir da perspectiva pública, do governo.” A secretaria municipal de educação de São Paulo informou, em nota, que nas escolas da Prefeitura de São Paulo “o conteúdo de música é tratado, em especial, nas aulas de arte e por meio de projetos do programa Mais Educação. Dentro do novo currículo da cidade de São Paulo, implantado este ano na rede, o caderno de artes traz orientações para que as escolas desenvolvam experiências sonoras com os alunos do 1º ao 9º ano.” Administradores e especialistas afirmam que falta uma política de governo ampla para apoiar o ensino de música nas escolas. Fábio Tito/G1
    As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em ranking de educação

    As lições da Estônia, país que revolucionou escola pública e virou líder europeu em ranking de educação


    O pequeno país banhado pelo mar Báltico é um 'gigante' em termos de desempenho no Pisa - tem o melhor resultado da Europa. Estônia é o país da Europa com melhor desempenho no Pisa Divugação/Ministério da Educação da Estônia Na última...


    O pequeno país banhado pelo mar Báltico é um 'gigante' em termos de desempenho no Pisa - tem o melhor resultado da Europa. Estônia é o país da Europa com melhor desempenho no Pisa Divugação/Ministério da Educação da Estônia Na última edição do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), avaliação trienal realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a Estônia apareceu em terceiro lugar, atrás apenas de Cingapura e Japão. Está, portanto, no pequeno país banhado pelo mar Báltico a melhor educação da Europa - ou, indo além, a melhor educação do Ocidente. Entre os 70 participantes da avaliação, o Brasil ficou em 63º lugar. "O sucesso da educação na Estônia se baseia em três pilares", afirmou à BBC News Brasil a ministra da Educação e Pesquisa do país, Mailis Reps. "A educação é valorizada pela sociedade, o acesso é universal e gratuito e há ampla autonomia (de professores e escolas)." "Os estonianos realmente acreditam que a educação abre uma ampla gama de possibilidades", ressalta a ministra. Na Estônia, a educação é gratuita e inclusiva em todos os níveis, explica Reps, o que significa que todos têm igual possibilidade de inserção. "Também oferecemos acesso igual a vários serviços de apoio baseados nas necessidade, como refeições gratuitas na escola, fornecimento de materiais didáticos, serviços de aconselhamento, além de subsídios em transporte e, a partir do ensino secundário, acomodação." Amor pelas letras e investimento pesado Durante séculos, o povo estoniano teve suas terras dominadas por outros povos, principalmente suecos e russos. O país foi criado como Estado autônomo apenas em 1917. De 1940 a 1991, se tornou um estado membro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Tal e qual hoje, portanto, a Estônia é um jovem país de apenas 27 anos. Mas, desde muito tempo atrás, uma coisa não mudou: o apreço do povo estoniano pela cultura letrada. Tanto é que, de acordo com registros históricos, há 150 anos o índice de alfabetização da população já era de 94%. "Sempre fomos famintos pelo aprendizado", define Reps. Com o país moderno e independente, a decisão governamental passou a ser priorizar os investimentos em Educação. Atualmente, o Estado investe 6% do PIB (Produto Interno Bruto) no ensino. Em termos percentuais, é o mesmo que o Brasil. Mas na hora de esmiuçar os dados, considerando PIB per capita e número de alunos na rede, notam-se discrepâncias. No Brasil, o PIB per capita é de R$ 31 mil, de acordo com dados da OCDE referentes ao ano de 2017. Na Estônia, é o equivalente a R$ 110 mil. Enquanto o governo brasileiro investe, no ensino básico, R$ 6,6 mil por aluno ao ano, o governo estoniano aplica o equivalente e R$ 28 mil. Se comparado com o Brasil o valor é alto, comparado com os outros países europeus, não chega a impressionar. A média da União Europeia, bloco que conta com a Estônia desde 2004, é de cerca de R$ 41 mil por aluno ao ano. Ministra da Educação da Estônia diz que sucesso do país na área da educação se baseia em três pilares: acesso universal e gratuito, valorização da educação pela sociedade e autonomia para investimento no setor Divulgação/Ministério da Educação da Estônia Professores valorizados e acordo social em prol da Educação Talvez a resposta para a eficiência estoniana, portanto, esteja em um misto de bons investimentos e eficiência no uso desse montante. "Nós nos esforçamos para a excelência na educação, porque acreditamos que cada pessoa deve ter a chance de desenvolver e usar seu maior potencial", diz a ministra. "A educação sempre foi uma prioridade para investimentos, quando se trata de salários de professores, rede de escolas ou infraestrutura digital", ressalta Reps. "O aumento salarial dos professores estonianos também se destaca no nível internacional. Os salários dos professores aumentaram na maioria dos países da OCDE nos últimos 10 anos, mas os indicadores da Estônia são realmente impressionantes quando comparados a outros." Na Estônia, a categoria teve um incremento de renda de 80% na última década. Hoje, o salário-base dos docentes é de 1.150 euros. "No ano que vem, será de 1.250 euros o piso da categoria. Na média, será de 1.500 euros", afirma a ministra. "Acreditamos que deve haver um acordo social e político para que a Educação de um país seja valorizada. Considerando o padrão geral de vida, a educação é uma área em que uma porcentagem considerável do orçamento é investida", completa. "A chave está no acordo com a sociedade. Todos devem entender a necessidade da educação - só assim é possível obter resultados." Na Estônia, os professores tiveram um incremento de renda de 80% na última década. Hoje, o salário-base dos docentes é de 1150 euros Divulgação/Ministério da Educação da Estônia Autonomia e liberdade em sala de aula As diretrizes do ensino estão no currículo nacional. Mas como aplicá-las fica, em grande parte, a critério de cada escola. Isso significa que as metodologias e até mesmo os ambientes de sala de aula podem ser definidos de acordo com o plano dos professores. "O currículo determina os resultados gerais. A maneira de alcançá-los é escolhida pelos professores", diz a ministra. O currículo é constantemente atualizado. "Na Estônia, as escolas e os professores desfrutam de um elevado grau de autonomia na tomada de decisões em todos os aspectos da aprendizagem e do ensino", completa. Essa descentralização se tornou regra após a dissolução da União Soviética. Foi quando o governo decidiu dar liberdade às escolas, exigindo delas, por outro lado, a responsabilidade quanto às diretrizes. De forma geral, as matérias são ensinadas de forma integrada, ou seja, sem a divisão clássica entre as disciplinas. As competências mais valorizadas são "aprender a aprender", ética, empreendedorismo e educação digital. Todos os professores devem ter mestrado em suas áreas de atuação. Durante o período escolar, os alunos precisam aprender língua e literatura estonianas, primeira e segunda línguas estrangeiras, matemática, biologia, geografia, física, química, humanidades, história, civismo, música, arte, artesanato, tecnologia e educação física. Mas também são comuns aulas de história das religiões, design e economia. No contra-turno, período do dia em que os alunos não têm aulas, todas as escolas oferecem aulas de esporte, música, artes e oficinas de tecnologias. É quando também os problemas individuais dos alunos com baixo desempenho são solucionados. No sistema educacional estoniano, bons e maus alunos não são separados em classes diferentes. Mas aqueles com mais dificuldade recebem ajuda, fora do horário das aulas, de professores particulares, psicólogos e psicopedagogos, conforme a necessidade. Bons e maus alunos não são separados em salas diferentes. Eles recebem reforço após o horário de aula Divulgação/Ministério da Educação da Estônia "Existem competências gerais que todo aluno deve desenvolver: cultura e valores; habilidades sociais e de cidadania; autodeterminação, autoaprendizagem, interação e comunicação; matemática, ciências naturais, tecnologia; empreendedorismo e competências digitais", enumera. Os resultados estão não apenas na boa colocação no Pisa, de modo geral, mas também quando se analisa os índices de alunos no nível mais baixo de aprendizagem. Apenas 8% dos jovens estonianos de 15 anos - idade dos avaliados pelo Pisa - estão no nível mais baixo de aprendizagem. Isso significa que eles têm dificuldade para relacionar entre si partes diferentes de um mesmo texto, por exemplo. A média dentre os países da União Europeia para a mesma questão é de 15%. No Brasil, são 30% os que apresentam tal dificuldade. "Claro que ficamos orgulhosos de nossas conquistas, de nossa avaliação no Pisa", comenta Reps. "Mas o objetivo é a educação - e não a pontuação em testes". A contratação dos professores não é mediante concursos públicos como os que existem no Brasil. Lá, os candidatos a diretores de escolas são entrevistados por um conselho formado por pais, professores e representantes do governo municipal. A ideia é analisar suas habilidades de educação e de gestão. Na hora de contratar um professor, a responsabilidade pela sabatina cabe ao diretor da escola. Bons exemplo de países com resultados altos no Pisa podem servir de inspiração para o Brasil, mas é difícil replicar modelos sem considerar as particularidades de cada país Divulgação/ Ministério da Educação da Estônia Serve para o Brasil? Replicar um modelo de um país para o outro, na opinião da ministra estoniana, não é algo tão factível, uma receita mágica que poderia resolver os déficits educacionais. "Cada país é diferente e não existe uma receita ou um modelo secreto que possa ser usado apenas copiando tudo", acredita ela. As ressalvas são óbvias: discrepâncias de tamanho populacional, problemas históricos ainda não resolvidos ou mesmo diferenças culturais. "O modelo da Estônia foi formulado considerando um pequeno país. Circunstâncias brasileiras são completamente diferentes", afirma Reps. Por outro lado, ela reconhece que parcerias entre nações são importantes. No caso da Estônia, com a igualmente bem-sucedida Finlândia, atual quinta colocada no ranking Pisa. "A Finlândia é nosso principal parceiro quando tratamos de melhores práticas educacionais. Há sempre algo a aprender com os vizinhos", ressalta. "Quanto à formulação de políticas públicas no campo da educação, estamos sempre abertos a mudanças e a inovação. Mas, ao mesmo tempo, valorizamos e preservamos abordagens tradicionais que têm funcionado bem", diz a ministra. "O futuro certamente seguirá nos trazendo novos desafios, principalmente com o desenvolvimento de novas tecnologias. Acreditamos que precisamos aprender uns com os outros e enfrentar os desafios juntos."
    Como transformar seu filho em um gênio, segundo estudo feito durante 45 anos

    Como transformar seu filho em um gênio, segundo estudo feito durante 45 anos


    O ano era 1968 quando um professor de psicometria, Julian Stanley, se deparou com um menino gênio de 12 anos que estava fazendo um curso de Ciência da Computação na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Estudo lança luz sobre como...


    O ano era 1968 quando um professor de psicometria, Julian Stanley, se deparou com um menino gênio de 12 anos que estava fazendo um curso de Ciência da Computação na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Estudo lança luz sobre como estimular crianças inteligentes para que sejam adultos bem-sucedidos Reprodução EPTV A criança, Joseph Bates, era brilhante - mas entediada. Ele estava muito à frente dos estudantes de sua idade. Inspirado por esse prodígio, Stanley iniciou um longo estudo que duraria 45 anos, acompanhando o desenvolvimento de crianças superdotadas que incluiria nomes como Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, e a cantora Lady Gaga. Então, o que aconteceu com Joseph Bates? Ele se deu muito bem. Ele continuou a estudar, completou um doutorado, lecionou em uma universidade e agora se tornou um "pioneiro em inteligência artificial". Stanley deu início ao projeto no Johns Hopkins University's Center for Talented Youth (Centro para Jovens Talentosos da Universidade Johns Hopkins), em Baltimore. Batizado de Estudo de Jovens Matematicamente Precoces (SMPY, da sigla em inglês), o programa acompanhou a trajetória de mais de 5 mil crianças superdotadas. Foi por meio desse trabalho que ele chegou a descobertas surpreendentes. Joseph Bates elogiou o estudo de longa duração, dizendo que ele o ajudou a prospera LinkedIn O estudo vai contra a antiga crença de que "a prática leva à perfeição", segundo a qual você pode se tornar um especialista em alguma coisa contanto que trabalhe duro e tenha foco. Em vez disso, o SMPY sugere que a capacidade cognitiva inicial - como resolver problemas e tomar decisões corretas - tem mais efeito sobre a conquista do que a prática ou até mesmo o status socioeconômico de uma pessoa. É por isso que é importante estimular as habilidades da criança desde cedo - mas sem pressionar aquelas que se mostram mais inteligentes que a média para que se tornem "gênios". Isso poderia "levar a todos os tipos de problemas sociais e emocionais", de acordo com educadores. Ter variedade de experiências pode ajudar a desenvolver a confiança da criança Marco Crepaldi/ Secom/PMU Mas, se você quer incentivar e manter seus filhos felizes ao mesmo tempo, os especialistas têm algumas recomendações: 1) Exponha seu filho a experiências diversas Crianças com alta inteligência geralmente precisam de novidades para se manterem motivadas. Aumentar experiências de vida, além de contribuir nesse sentido, ajudaria a criança a desenvolver a confiança para lidar com o mundo. Psicólogos dizem que o conforto vem de se apegar ao que é familiar. É preciso coragem para tentar algo diferente. Novas maneiras de desafiar as crianças podem ajudá-las a adquirir habilidades essenciais para lidar com o mundo Simon Dawson/Reuters 2) Estimule seus talentos e interesses Seja um novo esporte, um instrumento ou uma aula de teatro, permitir que seus filhos explorem os talentos desde cedo os ajudará a desenvolver habilidades importantes, como a resiliência. Não os force a "ser algo" que eles não são. Professora utilizava flautas para ensinar matemática em escola pública de São Paulo Fábio Tito/G1 3) Apoie as necessidades intelectuais e emocionais do seu filho A curiosidade é a essência de todo aprendizado. As crianças podem fazer muitas perguntas antes de começarem na escola e, embora sua paciência para responder a todas as questões possa ser um pouco escassa, isso é muito importante para o desenvolvimento delas. Quanto mais "porquês" e "comos" eles perguntarem, melhor será o desempenho na escola. O programa oferece algumas soluções incomuns, como permitir que uma criança talentosa pule séries na escola Letícia Carvalho/G1 4) Elogiar esforço, não habilidade Ajude as crianças a desenvolverem uma "mentalidade de crescimento", comemorando a aprendizagem, e não o resultado em si. As crianças aprendem a reagir às coisas através de seus pais. Portanto, seja sobre aprender a falar um novo idioma ou até mesmo andar de bicicleta, a disposição para aprender é um comportamento positivo que deve ser estimulada. Psicólogos dizem que as crianças não devem ser ensinadas a temer o fracasso, mas a olhá-lo como forma de aprender melhor CCBB Educativo/Divulgação 5) O fracasso não é algo a ser temido Os erros devem ser tratados como blocos de construção para o aprendizado. Aprender com eles deve ser tratado como uma oportunidade para crescer, pois ajudará as crianças a entender como elas podem abordar melhor o problema da próxima vez. Memória incomum, ler cedo e conhecimento mais aprofundado de assuntos específicos podem ser sinais de que a criança é superdotada Mauro Marques 6) Cuidado com os rótulos Rótulos só irão diferenciar seu filho de outras crianças. Isso poderia não apenas levá-los ao bullying, mas também adicionar imensa pressão de ser uma decepção. Rotular a criança de superdotada pode, às vezes, ter desvantagens Divulgação 7) Trabalhe com os professores para atender às necessidades do seu filho Alunos inteligentes geralmente precisam de material mais desafiador, apoio extra ou liberdade para aprender em seu próprio ritmo. Trabalhar em torno dos sistemas educacionais atuais para atender às suas necessidades é muito importante. Psicólogos dizem que as crianças devem ter apoio para ir atrás de coisas que as interessam Hedeson Alves/Aen/Div 8) Teste as habilidades do seu filho Isso pode dar suporte aos pais que quiserem fazer um trabalho mais avançado de desenvolvimento dos talentos da criança e pode ainda revelar problemas como dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou desafios sociais e emocionais. Psicólogos dizem que as crianças devem ter apoio para ir atrás de coisas que as interessam Mariana Timóteo da Costa/GloboNews Mas como saber se seu filho é superdotado? Aqui estão alguns sinais, segundo a sociedade de alto QI, Mensa: Uma memória incomum Leitura precoce Passatempos ou interesses incomuns ou um conhecimento profundo de determinados assuntos Consciência de eventos mundiais Faz perguntas o tempo todo Senso de humor evoluído Musical Gosta de estar no controle Inventa regras adicionais para jogos
    Proposta para permitir que escolas religiosas rejeitem alunos gays causa controvérsia na Austrália

    Proposta para permitir que escolas religiosas rejeitem alunos gays causa controvérsia na Austrália


    O governo da Austrália está revisando as leis de liberdade religiosa e de discriminação sexual e estuda um pedido para que escolas possam recusar alunos, professores e funcionários gays. O casamento de pessoas do mesmo sexo foi autorizado na...


    O governo da Austrália está revisando as leis de liberdade religiosa e de discriminação sexual e estuda um pedido para que escolas possam recusar alunos, professores e funcionários gays. O casamento de pessoas do mesmo sexo foi autorizado na Austrália no ano passado Alexandre Meneghini/Reuters Há pressão para o país alterar a legislação para permitir que instituições religiosas de ensino selecionem estudantes e funcionários com base na orientação sexual e identidade de gênero. Isso já acontece em algumas escolas de alguns Estados australianos, mas as mudanças seriam estendidas a todo o país. Segundo o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, cada proposta do relatório de revisão da legislação está sendo considerada cuidadosa e respeitosamente. Considerado como um político da ala mais conservadora do Partido Liberal, ele assumiu o cargo em agosto. Antes disso, chegou a ser ministro da Imigração e Proteção das Fronteiras e ajudou a implementar políticas mais duras de controle à imigração ilegal no país. A Fairfax Media, um dos principais grupos de comunicação da Austrália, teve acesso a cópia do relatório, que foi produzido depois que o país decidiu legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo no ano passado. "Há uma grande variedade de escolas religiosas na Austrália e, para algumas comunidades escolares, cultivar um ambiente e um ethos que estejam de acordo com suas crenças religiosas é de suma importância", disse o relatório ao qual a Fairfax teve acesso. As escolas teriam que divulgar os critérios para contratar funcionários e aceitar matrícula de estudantes LGBT. Representantes da oposição australiana criticam a revisão da legislação Riotur / Divulgação O primeiro ministro Morrison disse que as propostas - que ainda não foram debatidas pelo gabinete - seriam consideradas "com cuidado e respeito". Ele ponderou, contudo, que a atual legislação já prevê algo parecido com o tema em análise, em referencia ao que já acontece em alguns Estados. Mas a representante da oposição para assuntos de educação, Tanya Plibersek, disse à emissora australiana ABC que a proposta é "perturbadora". "Que tipo de adulto quer afastar uma criança, quer rejeitar uma criança porque ela é gay?", questiona. Deputados conservadores solicitaram o relatório sobre a liberdade religiosa - conhecido como Relatório Ruddock - por temer que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pudesse restringir a capacidade das pessoas de praticar sua religião. Segundo a rede Fairfax, não há indícios de que a liberdade religiosa esteja em risco na Austrália. A organização também diz que permitir que escolas do país autorizem a rejeitar alunos pela opção sexual poderia "interferir em outros direitos humanos".
    Por que dormir deveria ser a prioridade de todo estudante

    Por que dormir deveria ser a prioridade de todo estudante


    Uma noite de descanso é essencial para a memória, e neurocientistas estão começando a entender o motivo. Estudantes que não dormem o suficiente devem ter mais dificuldade de lembrar informações Pixabay Jakke Tamminen tem alunos que costumam...


    Uma noite de descanso é essencial para a memória, e neurocientistas estão começando a entender o motivo. Estudantes que não dormem o suficiente devem ter mais dificuldade de lembrar informações Pixabay Jakke Tamminen tem alunos que costumam ficar acordados na noite anterior a uma prova, na esperança de assimilar a maior quantidade de conhecimento possível. Mas essa é "a pior coisa que eles podem fazer", alerta o professor de psicologia da Universidade Royal Holloway, do Reino Unido. E eles deveriam saber disso. Tamminen é especialista em como o sono afeta a memória, especialmente a linguagem. O aprendizado durante o sono - outra ideia que atrai estudantes, ansiosos por, digamos, um áudio de ensino de língua que fosse tocado durante o sono e acordássemos falando latim - é um mito. Mas dormir é essencial para o cérebro absorver conhecimento, e as pesquisas de Tamminen e de outros pesquisadores mostram o motivo disso. No atual projeto de pesquisa de Tamminen, os participantes aprendem um novo vocabulário, e então ficam acordados por toda a noite. Tamminen compara o quanto eles lembram das palavras depois de algumas noites, e depois de uma semana. Mesmo depois de várias noites de recuperação do sono, há diferenças importantes no quão rapidamente eles lembram daquelas palavras se comparado ao grupo de controle, que não foi privado de sono. "Dormir é realmente uma parte central do aprendizado", explica. "Mesmo que você não esteja estudando quando está dormindo, seu cérebro está estudando. É quase como se ele estivesse trabalhando por você. Por isso você não terá o retorno esperado do tempo que aplicou aos estudos se não dormir bem." Por dentro do cérebro adormecido Estamos de pé no Quarto 1 do laboratório de Tamminen, um cômodo decorado apenas com cama, tapete colorido e borboletas de papel emolduradas. Acima da cama está uma pequena máquina de eletroencefalografia (EEG) e um monitor para detectar a atividade cerebral de cada participante do estudo, por meio de eletrodos instalados em suas cabeças. Eles medem não apenas a atividade em diferentes regiões do cérebro (frontal, temporal e parietal), mas também a movimentação muscular (através de um eletrodo no queixo) e o movimento dos olhos. No final do corredor está a sala de controle, onde os pesquisadores podem ver em tempo real quais são as partes do cérebro de cada voluntário sendo ativadas, por quanto tempo e em que medida. É fácil dizer quando um voluntário está na fase do Movimento Rápido dos Olhos (ou REM, na sigla em inglês) com base na atividade dos eletrodos fixados em seus olhos. No entanto, o ponto mais crítico para a atual pesquisa de Tamminen - e ao papel do sono no desenvolvimento da linguagem de maneira geral - é a fase de sono profundo conhecida como Sono de Ondas Lentas (non-REM). Esse estágio é importante para formar e reter memórias, seja de vocabulário, gramática ou outro conhecimento. A interação de diferentes partes do cérebro é essencial nesse caso. Durante o sono non-REM, o hipocampo, que contribui para o aprendizado rápido, está em constante comunicação com o neocórtex, que consolida a memória de longo prazo. Por isso, o hipocampo codifica uma nova palavra aprendida durante o dia, mas para realmente consolidar aquele conhecimento - reconhecendo padrões e encontrando conexões com outras ideias que permitem a resolução criativa de problemas -, o sistema neocortical precisa estar envolvido. Essa via expressa de informação entre o hipocampo e o neocórtex está repleta de "fusos do sono" - picos de atividade cerebral que não duram mais de três segundos. "Os 'fusos do sono' estão de alguma forma associados com a ligação da nova informação às já existentes", diz Tamminen. E os dados dessa pesquisa sugerem que as pessoas com mais fusos consolidam mais palavras aprendidas. Embora Tamminen foque na fase do Sono de Ondas Lentas, há a teoria de que o sono REM também tenha um papel no desenvolvimento da linguagem, através do sonho que ocorre durante essa parte do ciclo do sono. Uma pesquisa do laboratório de sono e sonhos da Universidade de Ottawa, no Canadá, descobriu que o cérebro de estudantes sonhando em francês era capaz de fazer novas conexões com a língua que eles estavam aprendendo. Os sonhos, afinal, são mais do que uma simples repetição do que aconteceu durante o dia. O estudo sugere que as regiões do cérebro que gerenciam a lógica (o lóbulo frontal) e a emoção (a amígdala) interagem de formas diferentes durante os sonhos, permitindo essas novas conexões imaginativas ao aprendiz da língua. Estudantes aprendendo uma segunda língua tinham mais sono REM. Isso lhes deu mais tempo para integrar o que eles tinham aprendido enquanto dormiam - e levou a resultados melhores durante o dia. Ritmos noturnos Há um componente genético para o número de fusos do sono que temos. Há ainda uma base genética para o nosso relógio biológico, que nos indica quando é hora de dormir e acordar. E aderir a esses ciclos naturais é uma condição necessária para se atingir o pico de performance cognitiva. Poucas pessoas conhecem mais esse assunto do que Michael W. Young, que em 2017 ganhou, junto a outros dois pesquisadores, o Prêmio Nobel de Medicina por seu trabalho sobre relógios genéticos. Young explica que para um funcionamento ótimo - seja na escola, no trabalho, ou em outras áreas da vida - "o que se quer fazer é tentar recriar um ambiente rítmico". Quando o estilo de vida, o ambiente ou distúrbios hereditários provocam padrões distorcidos de sono, "uma resposta simples" poderia ser usar cortinas do tipo blackout à noite e luzes claras durante o dia para imitar os ciclos de luz e escuridão o tanto quanto possível. Cochilos Já o papel do ciclo circadiano no aprendizado do adulto é inquestionável, mas sua importância é ainda maior na infância. Crianças têm mais Sono de Ondas Lentas que adultos - o que pode ser um fator para explicar o quão rápido as crianças aprendem, tanto na linguagem quanto em outras áreas. O Laboratório do Sono da Criança, da Universidade de Tuebingen, na Alemanha, investiga o papel do sono na consolidação da memória dos pequenos. Ao monitorar o que acontece no cérebro da criança durante o sono e o quanto de informação elas retêm antes e depois de dormir, fica claro que o sono ajuda a acessar o conhecimento implícito (memória procedural) e torná-lo explícito (memória declarativa). Adultos podem acessar esse tipo de informação aprendida durante o dia. Mas como explica a pesquisadora Katharina Zinke, "o sono realiza essa tarefa de forma mais eficiente em crianças". "Os efeitos são mais fortes no início da infância porque o cérebro está se desenvolvendo", diz Dominique Petit, coordenador da Rede Circadiana e do Sono do Canadá, que também explorou o ritmo circadiano em crianças. Em termos práticos, isso significa que "as crianças precisam dormir durante o dia para lembrar o que elas aprenderam". "O cochilo do dia em crianças novas é muito importante para o aumento do vocabulário, a generalização do significado das palavras e a abstração no aprendizado da linguagem", diz Petit. "Mas o sono continua a ser importante para a memória e o aprendizado ao longo da vida." O sono não apenas ajuda a acessar essa informação como também modifica a forma como ela é acessada. Isso torna o cérebro mais flexível para reter informações (ou em sua capacidade de acessá-las de outras formas). Mas também o torna melhor em extrair as partes mais importantes delas. "É na realidade um processo ativo de fortalecimento e de mudança do traçado da memória", afirma Zinke. "A memória é transferida de uma forma que a informação mais importante (a essência) é lembrada". Claramente, tanto para crianças quanto para adultos, o sono prolongado não é sinal de preguiça. É essencial para as conexões cerebrais e para os ritmos corporais. Então, após uma sessão de aula de uma segunda língua, seja num aplicativo ou pessoalmente, é uma boa ideia ir dormir. Você se surpreenderá na manhã seguinte com o quanto absorveu.
    Com restrições, Unicamp homologa 100% das inscrições para vestibular indígena

    Com restrições, Unicamp homologa 100% das inscrições para vestibular indígena


    Parte dos 610 candidatos ainda precisa regularizar o cadastro, como assinatura de lideranças ou anexar documento. Prova acontece no dia 2 de dezembro. Imagens áreas mostram o campus da Unicamp Reprodução/EPTV A Unicamp anunciou, nesta...


    Parte dos 610 candidatos ainda precisa regularizar o cadastro, como assinatura de lideranças ou anexar documento. Prova acontece no dia 2 de dezembro. Imagens áreas mostram o campus da Unicamp Reprodução/EPTV A Unicamp anunciou, nesta quarta-feira (10), que homologou todas as 610 inscrições recebidas para o vestibular indígena. De acordo com a instituição, apesar dos cadastros terem sido aceitos, parte dos candidatos ainda precisa fazer ajustes na documentação, como apresentar assinatura ou algum documento faltante. Os concorrentes devem utilizar a senha pessoal para consultar a situação. Os candidatos que ainda têm restrições na inscrição devem apresentar a documentação regularizada no dia 2 de dezembro, data da prova. Todos os estudantes precisam entregar a via original da Declaração de Etnia e Vínculo com a comunidade indígena, assinada por líderanças e pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que foi enviada em formato digitalizado no período da inscrição. Em caso de problema com os documentos até a data da prova, o candidato deverá se comprometer a enviar a declaração à Unicamp em até dez dias úteis. Em caso de descumprimento, o estudante não terá o exame corrigido e ficará fora do vestibular. O edital com todas as regras pode ser consultado no site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). Inscrições A cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM) foi a cidade com o maior número de pedidos, com 350, seguida por Manaus (AM), com 107, e Campinas (SP), com 84. Veja o balanço do número de inscritos. De acordo com a Comvest, os dez cursos mais procurados foram: Enfermagem – Integral Administração (Noturno) Farmácia (Integral) Administração Pública (Noturno) Engenharia Elétrica (Integral) Pedagogia (Integral) Engenharia de Produção (Integral) Arquitetura e Urbanismo (Noturno) Engenharia Agrícola (Integral) Engenharia Elétrica (Noturno) Ciência do Esporte (Integral) A prova O exame tem fase única em língua portuguesa, nas cidades de Campinas (SP), Dourados (MS), Manaus (AM), Recife (PE) e São Gabriel da Cachoeira (AM). A prova é formada por uma redação e 50 questões de múltipla escolha, distribuídas em linguagens e códigos (14), ciências da natureza (12), matemática (12) e ciências humanas (12). Vagas disponíveis Para o vestibular 2019, 23 vagas destinadas ao público indígena foram retiradas do total oferecido no exame tradicional. As outras 49 foram criadas especificamente para esta seleção. Cada candidato pode assinalar duas carreiras como opção no momento da inscrição. Inicialmente, serão convocados para cada curso os estudantes que o indicarem como prioridade. Depois disso, caso vagas não sejam preenchidas, a universidade convocará os demais, informou a Comvest. As opções são: administração, administração pública, arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, ciências do esporte, ciências econômicas, ciências sociais, comunicação social-midialogia, dança, enfermagem, engenharias agrícola, de manufatura, de produção e elétrica; estudos literários, farmácia, filosofia, geografia, geologia, história, letras, licenciatura integrada química/física, linguística, música: licenciatura, nutrição, pedagogia e tecnologia em saneamento ambiental. Veja mais notícias da região no G1 Campinas
    Brasileiro cria primeiro desenho animado em Libras no YouTube

    Brasileiro cria primeiro desenho animado em Libras no YouTube


    Diretor Paulo Henrique dos Santos decidiu fazer a animação depois de não conseguir se comunicar com uma jovem surda. Projeto, que têm 13 episódios, ensina a língua brasileira de sinais. O projeto é voltado para crianças de três a seis anos e...


    Diretor Paulo Henrique dos Santos decidiu fazer a animação depois de não conseguir se comunicar com uma jovem surda. Projeto, que têm 13 episódios, ensina a língua brasileira de sinais. O projeto é voltado para crianças de três a seis anos e cada episódio ensina cinco sinais de Libras Divulgação Depois de uma tentativa sem sucesso de se comunicar com uma jovem surda em uma festa, o diretor de animação Paulo Henrique dos Santos, de 27 anos, decidiu criar um desenho animado para ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras). (Veja o desenho) “Eu achei um absurdo ter uma pessoa brasileira do meu lado e eu não ter ideia de como me comunicar. Vi que há um grande despreparo da maioria para falar com os surdos”, conta Paulo Henrique. A iniciativa simples do diretor acabou se tornando referência, o desenho "Min e as Mãozinhas" é o primeiro totalmente em Libras no YouTube. “Foi uma surpresa ser o primeiro. Quando a gente começa a gente busca referências, mas como não tive decidi arriscar e esse retorno tem sido muito gratificante”, disse o diretor. 'Min e as mãozinhas' é o primeiro desenho animado em Libras, a língua brasileira de sinais. Divulgação Arrecadação coletiva Paulo, que já trabalhou nas animações do Sítio do "Pica-Pau Amarelo" e da "Turma da Mônica", lançou este projeto voltado para crianças surdas com idade entre três e seis anos. Para desenvolvê-lo, o diretor contou com uma equipe de professores e intérpretes. Ao todo, a primeira temporada tem 13 episódios, mas apenas o primeiro está produzido. Para concluir o trabalho, Paulo busca parceiros e empresas. Também foi criada uma página de arrecadação coletiva. “A ideia do desenho é que os professores também possam usar em sala de aula. O projeto seja liberado da maneira mais democrática possível”, explica Paulo Henrique. Diretor busca parceiros para concluir a animação Reprodução Primeiro capítulo O episódio de estreia conta a história de uma menina surda chamada Yasmin, conhecida como Min. Ela estava na casa da árvore quando um esquilo encontrou pegadas no chão e quis saber de quem eram. Eles vão até a floresta para descobrir quem deixou os sinais pelo caminho. Nesse passeio, encontram o elefante, o gato e o sapo. A todos, Min ensina cinco sinais em libra para que eles aprendam falar, por exemplo, “oi” e dizer o próprio nome.
    Conselho Nacional de Educação propõe até 30% de EAD no ensino médio

    Conselho Nacional de Educação propõe até 30% de EAD no ensino médio


    Sugestões para a consulta pública podem ser encaminhadas ao CNE até 23 de outubro por e-mail. O Conselho Nacional de Educação iniciou, nesta terça-feira (9), uma consulta pública sobre o conteúdo e formato do ensino médio — as chamadas...


    Sugestões para a consulta pública podem ser encaminhadas ao CNE até 23 de outubro por e-mail. O Conselho Nacional de Educação iniciou, nesta terça-feira (9), uma consulta pública sobre o conteúdo e formato do ensino médio — as chamadas “diretrizes curriculares nacionais para o ensino médio”. Esse documento estava em discussão no CNE em paralelo ao debate sobre a base nacional do ensino médio, e atualiza o formato dessa etapa — as diretrizes hoje em vigor são de 2012. Essa atualização foi necessária diante da lei que reformou o ensino médio, com ampliação progressiva da carga horária e possibilidade de itinerários distintos para os alunos, com parte do conteúdo comum a todos e parte diferenciada. O documento propõe, por exemplo, que parte do conteúdo possa ser dado na modalidade à distância — hoje não há essa previsão. “As atividades realizadas a distância podem contemplar até 20% da carga horária total, podendo incidir tanto na formação geral básica quanto nos itinerários formativos do currículo”, diz o texto em consulta pública. Isso pode ser feito, afirma o documento, “desde que haja suporte tecnológico — digital ou não — e pedagógico apropriado, com acompanhamento/coordenação de docente da unidade escolar onde o estudante está matriculado”. Para o ensino médio noturno, esse percentual pode chegar a 30%. As novas diretrizes definem ainda que cada município oferte “mais de um itinerário formativo”, em referência aos 5 caminhos propostos na reforma do ensino médio: matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais aplicadas; formação técnica e profissional. De acordo com dados do Inep, quase metade das cidades brasileiras (2.702) possuem apenas uma escola de ensino médio. Outras 880 possuem dois colégios para essa etapa de ensino. Atividades O Conselho Nacional de Educação indica diversas atividades que poderão ser consideradas na carga horária do ensino médio: desde as aulas tradicionais a “cursos, estágios, oficinas” como “participação em trabalhos voluntários, contribuições para comunidade e atividades pedagógicas orientadas pelos docentes”. Essas atividades, diz o documento, “devem ter carga horária específica de acordo com critérios previamente definidos pela instituição ou rede de ensino e podem ser contabilizadas como certificações complementares e constar do histórico escolar do estudante”. Todas essas propostas podem sofrer alterações após a consulta pública, que ficará aberta até o dia 23 deste mês. As sugestões podem ser enviadas para o e-mail [email protected]
    Só 5,9% dos cursos superiores obtêm conceito máximo no Enade 2017

    Só 5,9% dos cursos superiores obtêm conceito máximo no Enade 2017


    Entre os cursos EAD, percentual é de 2,4%. Indicador é calculado com base em prova aplicada para alunos. Apenas 5,9% dos cursos superiores avaliados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2017 obtiveram nota máxima, de acordo com...


    Entre os cursos EAD, percentual é de 2,4%. Indicador é calculado com base em prova aplicada para alunos. Apenas 5,9% dos cursos superiores avaliados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2017 obtiveram nota máxima, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Educação (MEC). O percentual diz respeito a todas as redes de ensino, tanto públicas quanto privadas. O desempenho das universidades federais é melhor do que o da rede privada. As federais tiveram 34% das instituições com conceito 4 e 13% com o conceito 5. Enquanto isso, nas privadas, os percentuais foram, respectivamente de 13% e 1,6%. Áreas avaliadas A cada ano o Enade se dedica a um ciclo avaliativo trienal. Em 2017, foram avaliados os estudantes das seguintes áreas: - Bacharel nas áreas de arquitetura e urbanismo; engenharia ambiental; engenharia civil; engenharia de alimentos; engenharia de computação; engenharia de controle e automação; engenharia de produção; engenharia elétrica; engenharia florestal; engenharia mecânica; engenharia química; engenharia; e sistema de informação; - Bacharel ou licenciatura em ciência da computação; ciências biológicas; ciências sociais; filosofia; física; geografia; história; letras - português; matemática; e química. - Licenciatura em artes visuais; educação física; letras - português e espanhol; letras - português e inglês; letras - inglês; música; e pedagogia; - Tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas; gestão da produção industrial; redes de computadores; e gestão da tecnologia da informação. Desempenho por áreas Veja abaixo o desempenho por áreas: Categoria administrativa Enade 2017 - conceito por categoria adminstrativa Reprodução Modalidades de ensino Conceito Enade 2017 - modalidades de ensino Reprodução
    O que um estudo com gêmeos revela sobre o papel da genética no desempenho escolar

    O que um estudo com gêmeos revela sobre o papel da genética no desempenho escolar


    Pesquisadores descobriram como os genes das crianças influenciam na performance ao longo da escola. Como essa informação pode ser usada para ajudar os estudantes? Oliver e James Phelps, que interpretam os gêmeos Jorge e Fred Weasley na saga "Harry...


    Pesquisadores descobriram como os genes das crianças influenciam na performance ao longo da escola. Como essa informação pode ser usada para ajudar os estudantes? Oliver e James Phelps, que interpretam os gêmeos Jorge e Fred Weasley na saga "Harry Potter": genes podem influenciar desempenho escolar Reuters Há amplas diferenças no desempenho de crianças na escola. Nos últimos anos, os pesquisadores têm mostrado que cerca de dois terços dessa diferença pode ser explicada pela genética. Eles mostraram que os genes influenciam o quão bem as crianças se saem no ensino básico, no final do ensino médio, e até em matérias diferentes. Mas pouco se compreende sobre como os fatores genéticos e ambientais contribuem para os resultados acadêmicos durante todo o tempo na escola. Para estudar isso, selecionamos uma amostra de mais de seis mil duplas de gêmeos que fazem parte do Estudo de Desenvolvimento Inicial de Gêmeos, no Reino Unido. Em seguida, analisamos seus resultados acadêmicos desde o ensino básico ao fim do ensino médio. Nossa pesquisa descobriu que os resultados acadêmicos de gêmeos se mantiveram impressionantemente estáveis: crianças que vão bem no ensino básico também tendem a ter um bom desempenho nos exames GCSE, que são aplicados no final da educação compulsória no Reino Unido, semelhantes ao vestibular. O uso de gêmeos na pesquisa permite estimar a proporção de diferenças que podem ser explicadas por fatores genéticos. Gêmeos idênticos compartilham 100% de seus genes, enquanto os não-idênticos compartilham em média 50% dos genes, como outros irmãos. Se gêmeos idênticos são mais parecidos em determinadas características que os não-idênticos, tais como desempenho escolar, podemos inferir que isso tem influência dos genes. Podemos então estimar a herdabilidade - ou seja, a proporção do traço genético. Influência genética Analisamos quais fatores influenciaram a estabilidade no desempenho educacional - quando as notas em testes padronizados permanecem similares entre o ensino básico e o fundamental. Descobrimos que 70% dessa estabilidade é explicada por fatores genéticos, enquanto 25% são resultado do ambiente compartilhado pelos gêmeos, como crescer na mesma família e frequentar a mesma escola. Outros 5% foram explicados por fatores não compartilhados do ambiente, como amigos ou professores diferentes. Quando havia uma mudança no desempenho educacional - em que as notas aumentavam ou caíam entre o ensino básico e fundamental -, descobrimos que isso era geralmente explicado por fatores ambientais que não eram compartilhados pelos gêmeos. É razoável supor que essa importante influência dos genes na continuidade do desempenho escolar possa ser explicada pela inteligência. Mas descobrimos que a influência dos genes continua fundamental - em 60% - mesmo depois de contabilizar a inteligência, que foi medida usando-se vários testes verbais e não verbais realizados pelos gêmeos ao longo da infância e adolescência. Embora estudos de gêmeos como esse possam expor características de grandes grupos de pessoas, novos avanços científicos revelam mais sobre a influência de genes no indivíduo. Há considerável sucesso em identificar as variações genéticas associadas ao desempenho educacional através dos chamados estudos de associação genômica ampla (GWAS, na sigla em inglês). Esses estudos apontam marcadores genéticos associados a determinadas características. No entanto, cada marcador genético explica uma proporção muito pequena (menos de 0,1%) de diferença no desempenho escolar. Um método mais eficiente foi recentemente desenvolvido. Ele soma milhares de marcadores genéticos encontrados nos estudos do GWAS para calcular um "índice poligênico" de todo o genoma. Esse número tem sido usado, com crescente taxa de acerto, para prever a variação em uma característica - incluindo o desempenho escolar - de pessoas não relacionadas umas às outras. Desempenho escolar Como parte do estudo, usamos dados de análises anteriores do GWAS para definir o índice poligênico da performance escolar. Calculamos uma pontuação para cada um dos 12 mil gêmeos (ou seis mil pares), de modo que todos, nessa parte do estudo, pontuaram individualmente. Isso conseguiu prever se eles se sairiam bem durante seu tempo na escola. Essas previsões representavam de 4% da variação no nível educacional no início do ensino básico, a 10% da variação no período dos testes GCSE. Nossas descobertas confirmaram os resultados da primeira parte da análise com gêmeos, ou seja, que as variações genéticas têm um papel importante em explicar por que as crianças diferem em desempenho em cada estágio do desenvolvimento. Como as descobertas sugerem que os genes influenciam no desempenho da criança ao longo da escola, esse resultado deveria servir para se identificar o quanto antes as crianças com necessidade de intervenção, uma vez que os problemas devem permanecer ao longo dos anos escolares. No futuro, a pontuação poligênica, junto a previsão de riscos ambientais - como exposição a determinados bairros, família e características da escola - podem garantir ferramentas para identificar crianças com problemas educacionais bem no início da vida. E elas poderiam ser alvos de programas de aprendizagem individualizados. Por exemplo, poderíamos usar testes de DNA no nascimento para identificar crianças com risco genético para desenvolver problemas de leitura e garantir uma intervenção mais cedo. Como as intervenções preventivas têm mais chances de sucesso no início da vida, uma grande importância das pontuações poligênicas é que elas podem fazer previsões no nascimento tão bem quanto mais tarde na vida, o que poderia ser uma ajuda especial para aquelas crianças que provavelmente sofrerão mais.
    Quase um bilhão de meninas e jovens não têm acesso ao ensino de habilidades para as profissões do futuro, diz estudo

    Quase um bilhão de meninas e jovens não têm acesso ao ensino de habilidades para as profissões do futuro, diz estudo


    Relatório divulgado nesta quarta pelo Fundo Malala estima que 65% das meninas e mulheres de até 24 anos no mundo atualmente não têm acesso ao ensino de habilidades necessárias para a vida profissional. Meninas aprendem programação em curso da...


    Relatório divulgado nesta quarta pelo Fundo Malala estima que 65% das meninas e mulheres de até 24 anos no mundo atualmente não têm acesso ao ensino de habilidades necessárias para a vida profissional. Meninas aprendem programação em curso da USP de São Carlos: segundo o Fundo Malala, aptidões como essa serão necessárias no mercado de trabalho do futuro, mas 955 milhões de meninas e mulheres jovens ainda não têm acesso a elas ICMC-USP/Divulgação Um relatório divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Fundo Malala aponta que 955,6 milhões de meninas e mulheres de até 24 anos atualmente não têm acesso ao ensino e desenvolvimento de habilidades consideradas fundamentais para o mercado de trabalho do futuro. Ao G1, Farah Mohamed, CEO do Fundo Malala, afirmou que deixar de preparar a geração atual de meninas e jovens pode deixá-las vulneráveis a situações laborais precárias no futuro. Entre as habilidades estão tanto os conhecimentos tecnológicos quanto a capacidade de resolver problemas, que Mohamed diz serem "aptidões necessárias para ter sucesso em um mercado de trabalho que muda rapidamente". Segundo o relatório "Força total: por que o mundo funciona melhor quando as meninas vão à escola", elas podem ser distribuídas em quatro níveis: Habilidades digitais básicas: Acessar e interagir com tecnologias digitais, como saber se conectar à internet, criar contas e perfis, acessar recursos e informação, ajustar as configurações e gerenciar arquivos Habilidades digitais genéricas: Usar as tecnologias digitais de maneiras significativas e benéficas; por exemplo: criar conteúdo, se comunicar digitalmente e ter consciência sobre direitos e segurança digitais Habilidades do século 21: São as habilidades que vão além da alfabetização e dos conhecimentos numéricos básicos, como comunicação, colaboração, resolução de problemas, criatividade e pensamento crítico Habilidades de alto nível: Usar a tencologia digital de forma empoderadora e transformadora, como desenvolver aplicativos, gerenciar redes, programação, análise e processamento de dados "Vários estudos mostram que dar 12 anos de educação para meninas teria consequências que mudariam o mundo. Não tomar medidas e permitir que mulheres e meninas permaneçam sem educação e desempregadas desperdiça seu potencial e impede o progresso econômico global e o desenvolvimento sustentável", afirmou a CEO do fundo. O documento recomenda aos líderes do G20, o grupo de países mais ricos do mundo, uma linha de ação para reverter o problema. Segundo Mohamed, isso inclui "aumentar os orçamentos internos para a educação em países em desenvolvimento, aumentar as contribuições de doadores e lançar uma nova iniciativa para dar às meninas as habilidades de que elas precisam para competir com outros trabalhadores". Problema é pior nos países mais pobres O relatório usou como base uma análise de informações feita pelo Instituto de Estudos do Desenvolvimento (IDS), do Reino Unido, que cruzou dados oficiais sobre as matrículas de meninas na educação formal e informações da ITU, a agência das Nações Unidas sobre tecnologias de informação e comunicação para estimar o número, que representa 65% da população mundial feminina com até 24 anos. Mas o relatório também comparou quantas meninas e mulheres jovens estão nessa situação em quatro grupos de países: os de renda baixa, de renda média-baixa, de renda média-alta e de renda alta. Os números mostram que, quanto mais pobre é o país, maior a porcentagem de mulheres jovens que, atualmente, não estão sendo preparadas para cumprirem as exigências do mercado de trabalho dos próximos anos: Exclusão, exploração e desigualdade Criado pela ativista paquistanesa Malala Yousafzai depois que ela sobreviveu a um atentado promovido pelo Talibã, o Fundo Malala fomenta iniciativas de inclusão de meninas nas escolas. Em entrevista por e-mail concedida ao G1, Farah Mohamed, a CEO da organização, afirmou que "a educação formal deve ser capaz de equipar as meninas com as aptidões necessárias no século 21 para conseguir empregos que ainda não existem" e que, "se as meninas continuarem a perder oportunidades educacionais, especialmente nos países mais pobres, elas estarão mais propensas a acabar trabalhando e vivendo em condições precárias, inseguras e às vezes exploradoras". Ela lembrou que, segundo estimativas da Unesco, nos próximos dois anos 40 milhões de vagas de emprego em todo o mundo não poderão ser preenchidas por falta de trabalhadores qualificados. "Isso significa mais desemprego, mais brechas no mercado de trabalho e crescimento econômico mais lento". Para ela, não são apenas as meninas que vão sofrer com esse problema. "Comunidades inteiras, países e o mundo inteiro são afetados quando milhões de meninas não podem ir à escola", afirma Mohamed. Por outro lado, educar as meninas, defende ela, é vantajoso também para toda a comunidade. "Os benefícios disso vão além do futuro das meninas – nosso mundo funcionará melhor quando todas as meninas estiverem aprendendo e ganhando dinheiro de acordo com seu pleno potencial", diz ela. "Em julho, quando estávamos no Brasil, o Fundo Malala e o Banco Mundial publicaram dados que demonstram que, se todas as meninas concluírem o ensino médio, 30 trilhões de dólares seriam adicionados à economia global." Ensinar às meninas que elas têm direitos é 'crucial', diz Malala em entrevista ao G1 A estratégia de Malala para colocar 130 milhões de meninas na escola Malala vai patrocinar três brasileiras que lutam pela educação de meninas