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    Sisu 2019: Entenda como entrar na universidade pública usando a nota do Enem

    Sisu 2019: Entenda como entrar na universidade pública usando a nota do Enem


    Em vigor desde 2010, Sisu distribui vagas no ensino superior; para aumentar as chances de conseguir ser classificado é importante monitorar a nota de corte. Sisu distribui vagas no ensino superior; para aumentar as chances de conseguir ser...


    Em vigor desde 2010, Sisu distribui vagas no ensino superior; para aumentar as chances de conseguir ser classificado é importante monitorar a nota de corte. Sisu distribui vagas no ensino superior; para aumentar as chances de conseguir ser classificado é importante monitorar a nota de corte. Reprodução/Tv Globo Quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2018 pode concorrer a uma vaga no ensino superior público por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ocorre duas vezes por ano. A plataforma, administrada pelo Ministério da Educação, reúne e distribui as vagas a partir do desempenho dos alunos no exame. Pela primeira vez, Sisu tem queda no total de vagas oferecidas MEC divulga cronograma do Sisu 2019 e mudança na lista de espera O cronograma da primeira edição de 2019 já foi anunciado e as inscrições serão abertas no dia 22 de janeiro. Até lá, aproveite para entender um pouco mais sobre o funcionamento do sistema. O que é o Sisu? Quem pode participar? O Sisu é o sistema do Ministério da Educação, em vigor desde 2010, que seleciona os candidatos para as vagas em cursos de graduação de universidades públicas de todo o país. Podem participar da edição que ocorrerá em janeiro os estudantes que fizeram o Enem 2018 e não tenham zerado na redação. Qual o período das inscrições? Entre os dias 22 e 25 de janeiro. As inscrições deverão ser feitas pelo site do Sisu, com número de inscrição do Enem e senha. Antes, no dia 18 de janeiro, o Inep vai divulgar as notas individuais dos participantes do Enem. Qual o número de vagas disponibilizadas nesta edição do Sisu? Serão 235.476 vagas em 129 instituições públicas de ensino superior federais e estaduais de todo o país. Elas já podem ser consultadas no site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br/cursos), filtrando por nome do curso, instituição ou município. As vagas são todas de instituições públicas? Sim, todas públicas, incluindo estaduais e federais. As universidades particulares estão inseridas em outro programa de acesso ao ensino superior - o Prouni. Por meio dele, também a partir do desempenho no Enem, são distribuídas bolsas de estudo de até 100% em instituições particulares. Como funciona o sistema? A inscrição é fácil? É preciso ter em mãos o número de inscrição do Enem e a senha cadastrada. Cada candidato pode escolher até duas opções entre as vagas ofertadas. Ao se logar no sistema, é necessário confirmar os dados e iniciar a inscrição. São três passos: Pesquise as vagas pelo nome do município, nome da instituição ou nome do curso. Clique no curso para saber a quantidade de vagas disponíveis e a modalidade (se é reservada para cotista ou não). Confirme os dados do curso escolhido, veja a documentação que será exigida pela instituição no momento da matrícula, caso seja selecionado, e clique em "confirmar minha inscrição". Durante o período de inscrição, é possível monitorar as notas de corte e o candidato pode remanejar as escolhas. Será considerada válida a última inscrição. Ao final de cada etapa, o sistema seleciona automaticamente os candidatos mais bem classificados em cada curso, de acordo com suas notas no Enem. Cada instituição tem autonomia para definir pesos diferentes para cada área de conhecimento do Enem, além de distribuir bônus (racial e social, por exemplo) de acordo com suas políticas afirmativas. Por isso, uma mesma nota no Enem pode ter maior ou menor peso dependendo da instituição - o sistema faz automaticamente o cálculo. É verdade que as notas de corte mudam diariamente? Como ela é calculada? Sim, elas podem mudar durante todo o período da inscrição. Elas serão divulgadas nos dias 23, 24 e 25 de janeiro a partir de 0h, segundo o MEC. A nota é calculada para cada curso com base no número de vagas disponíveis e no total de candidatos inscritos por modalidade de concorrência. Como eu faço para ter mais chances de conseguir uma vaga? É importante não "abandonar" a inscrição. Como a nota de corte pode mudar, é preciso acompanhar a inscrição durante todo o período, pois ela vai servir de referência. Pelo Sisu é possível verificar se o candidato está acima ou abaixo da nota de corte e verificar se tem, consequentemente, mais chance ou não de conquistar a vaga. Vinicius de Carvalho Haidar, coordenador do Curso Poliedro, sugere que os candidatos pesquisem, antes de se inscrever, o termo de adesão da universidade ao Sisu que especifica os pesos e notas mínimas para cada uma das áreas do conhecimento do Enem. "Com isso, o candidato já consegue ter uma ideia em quais instituições ele vai ter um nota maior e pode traçar uma estratégia antecipadamente." Tenho direito às cotas, elas estão contempladas nas vagas oferecidas pelo Sisu? Sim, todas as instituições terão vagas destinadas para os alunos que cursaram o ensino médio na rede pública. Há ainda as que disponibilizam uma parte das vagas para políticas afirmativas próprias. Sendo assim, em alguns cursos pode haver três modalidades de concorrência: vagas de ampla concorrência, vagas reservadas de acordo com a Lei de Cotas (12.711/2012) e vagas destinadas às demais políticas afirmativas da instituição. Cabe ao candidato verificar se cumpre os requisitos de determinada vaga e se de fato compensa disputá-la como cotista. Não há garantia de que a nota de corte das vagas reservadas será menor do que na disputa de ampla concorrência. Haverá oferta para cursos a distância? Não. Serão ofertadas somente vagas para cursos presenciais. Quando sai o resultado? Se eu não for convocado na chamada regular tenho mais alguma chance? O resultado da chamada regular sai no dia 28 de janeiro. Quem não foi convocado em nenhuma das duas opções pode manifestar interesse em aderir à lista de espera. Vinicius Haidar reforça que ao sair o resultado, os aprovados precisam logar no sistema e clicar no botão para manifestar interesse na vaga. "Muita gente esquece de fazer isso e perde a oportunidade. Para quem entrou na lista de espera também é necessário acompanhar o site da universidade para ver se haverá convocações." Como funciona a lista de espera? Entre os dias 28 de janeiro e 4 de fevereiro, os candidatos que não foram selecionados em nenhuma de suas opções na chamada regular podem manifestar interesse em aderir à lista pelo site do Sisu. Depois disso, o processo não fica mais a cargo do MEC e sim das próprias instituições. São elas que fazem as convocações dos alunos, caso haja vagas. Por isso, é importante que os candidatos acompanhem o processo junto às instituições na quais tenham manifestado interesse. Se eu me inscrever no Sisu, posso disputar uma bolsa de estudos pelo Prouni? Sim, desde que você obedeça aos critérios de participação. Mas caso seja contemplado em ambos os programas, terá de optar pela bolsa do Prouni ou pela vaga do Sisu. Segundo o MEC, é proibido um estudante utilizar uma bolsa do programa e estar, simultaneamente, matriculado em instituição de educação superior pública e gratuita. Quando haverá uma nova edição do Sisu? São duas edições por ano. Uma ocorre no primeiro semestre e outra no segundo, geralmente no mês de julho.

    Resolução da BNCC do ensino médio é publicada no Diário Oficial da União


    A Base Nacional Curricular Comum define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula. A previsão é que as mudanças estejam em vigor no início do ano letivo de 2020. A resolução que...

    A Base Nacional Curricular Comum define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula. A previsão é que as mudanças estejam em vigor no início do ano letivo de 2020. A resolução que institui a Base Nacional Comum Curricular para o ensino médio (BNCC) foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18). O parecer sobre a BNCC do ensino médio foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no dia 4 deste mês homologado pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 14. A base define o conteúdo mínimo que os estudantes de ensino médio de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula, e deve ser implementada em cada estado conforme as realidades locais. A previsão é que as mudanças estejam em vigor no início do ano letivo de 2020. Confira a resolução da BNCC do ensino médio no Diário Oficial da União A publicação desta terça normatiza o documento aprovado pelo CNE que servirá de base para a elaboração dos currículos estaduais. Até então, o CNE já havia divulgado o documento final, mas que estava sob revisão para ser enviado ao Ministério da Educação. O que muda no ensino médio? Matemática e português terão carga horária obrigatória nos três anos do ensino médio; Demais conhecimentos poderão ser distribuídos ao longo destes três anos (seja concentrado em um ano, ou em dois, ou mesmo em três) Os currículos estaduais devem ser adaptados e implementados até o início das aulas de 2020 "Em vez de estudar especificamente uma disciplina de física ou química, eu posso tratar de um problema de matemática e meio ambiente, aplicar os conhecimentos conjugados. A organização [curricular] deixa de ser estanque e passa a ser mais focada no cotidiano", afirmou Eduardo Deschamps, presidente da comissão da BNCC no CNE. Em construção desde 2015 A aprovação e homologação da BNCC encerra um processo de construção que durou três anos e meio. Em 2016, com o anúncio da reforma do ensino médio, a BNCC foi "fatiada" em duas. Em 2017, foi aprovada a base do ensino fundamental. Em 2018, após muitos protestos, a base do ensino médio também foi aprovada. Reforma do ensino médio A reforma estabeleceu um currículo baseado em cinco itinerários formativos: linguagens e suas tecnologias matemática e suas tecnologias ciências da natureza e suas tecnologias ciências humanas e sociais aplicadas formação técnica e profissional Com a reforma, ficou estabelecido que as escolas poderiam escolher como iriam ocupar 40% da carga horária do ensino médio. Os demais 60% seriam estabelecidos pela BNCC. A reforma também previa mais escolas em tempo integral. A meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral. Initial plugin text

    1,6% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC


    De 2.066 universidades, faculdades e centros universitários que tiveram o Índice Geral de Cursos (IGC) divulgado nesta terça-feira, só 35 tiveram nota 5, e 278 ficaram com nota 1 ou 2, consideradas 'insuficientes'. Ministério da Educação divulga...

    De 2.066 universidades, faculdades e centros universitários que tiveram o Índice Geral de Cursos (IGC) divulgado nesta terça-feira, só 35 tiveram nota 5, e 278 ficaram com nota 1 ou 2, consideradas 'insuficientes'. Ministério da Educação divulga notas do ensino superior no país O Brasil tem mais de 2 mil instituições de ensino superior, mas só 35 (1,6%) delas conseguiram atingir o conceito máximo do Índice Geral de Cursos (IGC), segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta terça-feira (18). Por outro lado, 278 faculdades ficaram com conceitos abaixo do limite de qualidade estabelecido pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes). TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? O IGC, assim como os demais indicadores do Sinaes, classifica as instituições, cursos e estudantes universitários em uma escala de 1 a 5, sendo que a nota máxima é 5 e as notas 1 e 2 são consideradas "insuficientes". (Clique aqui para baixar planilha com o ICG 2017 ou o CPC 2017) O índice é divulgado anualmente, mas é composto pela média de outros indicadores aplicados nos três anos anteriores. Comparando com o último ciclo trienal, aumentou o número de instituições com notas 4 e 5 e caiu o número delas que têm conceito 2 e 3: Entenda os três principais indicadores do Sinaes: Conceito Enade: Desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação no exame aplicado pelo MEC em ciclos – os cursos são avaliados uma vez a cada três anos. Conceito Preliminar de Curso (CPC): Indicador dos cursos de graduação, calculado a partir da nota do Enade e de outras informações, como uma comparação entre a nota dos estudantes ingressantes e concluintes, do perfil dos professores e dados do questionário respondido pelos participantes do Enade. Cada curso tem o CPC calculado a cada três anos. Índice Geral de Cursos (IGC): É o indicador que avalia as instituições de ensino superior públicas e privadas (universidades, centros universitários ou faculdades), calculado com base na média do CPC dos cursos nos três anos anteriores, além dos conceitos de avaliação da pós-graduação, que também é trienal Segundo o MEC, para que uma instituição tenha o IGC calculado, "é preciso que ela possua ao menos um curso com estudantes concluintes inscritos no Enade no triênio de referência" e "que tenha sido possível calcular o CPC desses cursos". Para o IGC 2017, entraram nos cálculos do MEC 22.271 cursos com CPC calculados em 2015, 2016 ou 2017. Instituições com IGC insuficiente Uma comparação entre o IGC 2017 e o IGC 2014 mostra que, das 278 instituições que tiveram IGC 1 e 2 neste ano, 269 são particulares e 77 também tiveram conceito insuficiente registrado no triênio anterior. Das nova instituições públicas com nota 2, duas são estaduais e as demais são municipais. Nenhuma universidade, instituto ou centro de educação tecnológica da rede federal teve conceito insuficiente, segundo os dados. Conceito Preliminar de Curso (CPC) Em 2017, o CPC avaliou cursos de bacharelado e/ou licenciatura e de tecnologia em 34 áreas: Cursos só de bacharelado: arquitetura e urbanismo, engenharia, engenharia ambiental, engenharia civil, engenharia de alimentos, engenharia de computação, engenharia de controle e automação, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia mecânica, engenharia química Cursos só de licenciatura: artes visuais, educação física, letras - inglês, letras - português e espanhol, letras - português e inglês, música e pedagogia Cursos de bacharelado e licenciatura: ciência da computação, ciências biológicas, ciências sociais, filosofia, física, geografia, história, letras - português, matemática e química Cursos superiores de tecnologia: análise e desenvolvimento de sistemas, gestão da produção industrial, gestão da tecnologia da informação e redes de computadores No total, 10.210 cursos tiveram o CPC divulgado, sendo que 9,5% ficaram com notas 1 e 2 e, portanto são considerados insuficientes pelo Ministério da Educação. Comparando com a última avaliação dessas mesmas áreas, feita em 2014, a porcentagem de cursos com CPC insuficiente caiu. Segundo dados atualizado pelo MEC em dezembro de 2017, 7.479 cursos tiveram o CPC calculado e divulgado, e 12,1% ficaram com nota 1 ou 2.
    Gestora ambiental do Greenpeace conta como é trabalhar em ONGs:  escritório x atuação no campo

    Gestora ambiental do Greenpeace conta como é trabalhar em ONGs: escritório x atuação no campo


    Cristiane Mazzeti, especialista em florestas, relata rotina que envolve pesquisas e visitas a campo. Ela dá dicas de como ser selecionado para trabalhar no terceiro setor. Cristiane Mazzeti visita área degradada no Mato Grosso. Lunae Parracho A...


    Cristiane Mazzeti, especialista em florestas, relata rotina que envolve pesquisas e visitas a campo. Ela dá dicas de como ser selecionado para trabalhar no terceiro setor. Cristiane Mazzeti visita área degradada no Mato Grosso. Lunae Parracho A gestora ambiental Cristiane Mazzeti trabalha como especialista em florestas no Greenpeace, organização não-governamental (ONG) com escritórios em mais de 41 países. Para estar próxima das áreas mais desmatadas, ela mora em Manaus e viaja com frequência para o sul do Amazonas e para o Pará. Suas tarefas têm como foco pressionar o governo e empresas privadas para uma política mais sustentável. Gestor ambiental: o que faz, onde trabalha e qual o salário? TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? Procura por curso de ensino superior na modalidade 'tecnológica' dobra em 10 anos O dia a dia é dinâmico. Um expediente pode ocorrer no escritório, pensando em campanhas de preservação do meio ambiente. Na semana seguinte, Cristiane talvez esteja caminhando por uma área recém-queimada para exploração da madeira. Abaixo, veja o que a especialista conta sobre trabalhar com gestão ambiental no terceiro setor: Tarefas de uma especialista em florestas “Eu tenho muitos afazeres – desde dar entrevistas até fazer pesquisas. Planejo e executo campanhas de preservação ambiental, coordeno times multidisciplinares e defino estratégias para combater um problema. No caso do desmatamento no sul do Amazonas, por exemplo, pesquiso quem está envolvido, vejo com quem podemos falar e penso em parcerias. O trabalho tem várias esferas: divulgar na mídia o que está acontecendo, conversar com comunidades afetadas pelas queimadas ou incêndios florestais, fazer relatórios com ideias de como zerar o desmatamento. Depois, buscamos outras ONGs e escritórios do Greenpeace que apoiem essa causa. Até relação com parlamentares acontece: em 2015, submetemos uma proposta de lei sobre o desmatamento, por exemplo, e fomos a várias audiências públicas.” Dicas de como ser selecionado para uma vaga em ONG “Para trabalhar no Greenpeace, por exemplo, não é exigido que se tenha uma especialização. Mas, como a formação em gestão ambiental aborda vários temas, é interessante que o profissional vá sentindo, ao longo da carreira, se precisa focar em algum tema e estudá-lo mais a fundo. No caso da minha vaga, de especialista em florestas, alguns critérios importantes são: conteúdo que o profissional domina, experiências extracurriculares, estágio, habilidade de comunicação e entendimento da causa de problemas ambientais.” Cristiane é gestora ambiental e trabalha como especialista em florestas no Greenpeace. Arquivo pessoal Qualidade de vida e rotina “Como preciso estar perto do foco do problema do desmatamento, me mudei para Manaus. Não tive dificuldade em me adaptar, porque já conhecia a cidade. Tem quem estranhe o clima e a cultura diferentes, mas não tem jeito: para trabalhar com Amazônia, precisa estar perto dela. A rotina é uma mescla: tem o tempo de ficar no escritório, fazendo pesquisas e elaborando relatórios; e tem a parte de ir a campo. Não dá para viajar todo o tempo porque isso gera custos. Mas costumamos ir a reuniões em Brasília ou a visitas ao sul do Amazonas e ao Pará. Quanto ao salário, se a gente comparar o terceiro setor com as empresas privadas, a remuneração é menor. Mas, na minha posição, consigo viver bem – apesar de saber que é um padrão distante do que o setor privado poderia proporcionar. Mas a satisfação pessoal é muito grande. É uma causa pela qual luto. É corrido, mas, no fim do dia, a gente vê que fez algo importante.” A melhor memória “Em 2016, a gente passou um tempo em uma terra indígena, fazendo campanha no Pará contra a construção de uma hidrelétrica. Foi muito interessante. Aprendi muito com a comunidade – com a cultura, com a história. Esse trabalho de campo costuma ser muito rico. Gosto de conversar com pequenos agricultores. Recentemente, fui ao Cerrado, no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde o agronegócio tem se expandido. Quis entender a dinâmica, como estão vivendo as pessoas, onde está avançando a cultura da soja. Só assim dá para entender todo o conflito.” A cena mais difícil “Há um tempo, a gente foi a uma área recém-desmatada para chamar atenção das pessoas. Árvores grandes que seriam vendidas e regiões que seriam queimadas. Foi muito triste. Um sentimento de morte.”
    Pela primeira vez, Sisu tem queda no total de vagas oferecidas

    Pela primeira vez, Sisu tem queda no total de vagas oferecidas


    Edição do primeiro semestre de 2019 terá 235.476 vagas, número 1,7% menor que a do ano anterior; desde o lançamento do Sisu, em 2010, crescimento foi contínuo. Vagas do Sisu do primeiro semestre de 2019 já estão abertas para consulta;...


    Edição do primeiro semestre de 2019 terá 235.476 vagas, número 1,7% menor que a do ano anterior; desde o lançamento do Sisu, em 2010, crescimento foi contínuo. Vagas do Sisu do primeiro semestre de 2019 já estão abertas para consulta; inscrição começa em janeiro Reprodução/MEC A edição do primeiro semestre de 2019 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai ter um número menor de vagas do que a do ano anterior. Apesar da redução ser pequena, é a primeira vez que isso acontece nos dez anos de história do sistema, criado pelo Ministério da Educação como um vestibular centralizado para universidades públicas, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No ano que vem, a seleção, que receberá inscrições entre os dias 22 e 25 de janeiro, reunirá um total de 235.476 vagas, segundo anunciou o MEC na tarde desta segunda-feira (17), quando a pesquisa de vagas foi aberta ao público no site oficial do Sisu. No primeiro semestre de 2018, o número foi de 239.601 vagas. A queda foi de 1,7%. Ao G1, o MEC explicou que o Sisu "é uma ferramenta de apoio às instituições de Ensino Superior Públicas de adesão facultativa e que, por esse motivo, pode registrar variações entre as suas edições". Compare abaixo a evolução: O Sisu é realizado duas vezes por ano, mas a edição do primeiro semestre, que foi levada em consideração na comparação, é a que concentra a maior parte das vagas. Um cruzamento de dados das vagas do Sisu e do Censo da Educação Superior divulgado pelo G1 no início do ano mostrou que, entre 2010 e 2016, a concentração de vagas nas universidades públicas saltou de 10,7% para 43% no período. Para 2019, 129 instituições aderiram ao sistema. Na edição anterior, foram 130. Segundo o MEC, a variação se deve ao fato de que três universidades que participaram em 2018 não aderiram para 2019, e outras duas, que ficaram de fora da última edição, agora vão participar da próxima. Participaram do Sisu 2018.1, mas não vão participar do Sisu 2019.1: Universidade Federal do Pará (UFPA) Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Instituto Federal de Rondônia (IFRO) Não participaram do Sisu 2018.1, mas vão participar do Sisu 2019.1: Universidade Estadual de Feira de Santa (UEFS), na Bahia Faculdade Municipal Professor Franco Montoro (FMPFM), em São Paulo Calendário e mudanças no Sisu Os candidatos interessados em concorrer a uma vaga nas universidades deverão se inscrever de 22 a 25 de janeiro de 2019 pela internet. O resultado será divulgado em 28 de janeiro. Neste ano, o sistema da lista de espersa do Sisu vai mudar. Até 2018, o candidato a uma vaga no ensino superior poderia escolher duas opções de curso e desistir da segunda opção para ficar na lista de espera da primeira. Agora, haverá uma chamada regular e o estudante selecionado em uma das opções de curso desta chamada não poderá participar da lista de espera. Se ele não for selecionado, poderá ficar na lista de espera de apenas uma das suas opções de curso. Segundo o MEC, a mudança na lista de espera é para permitir "maior liberdade de escolha para os estudantes não selecionados na chamada regular dos processos seletivos do Sisu." A expectativa é que se reduza o tempo de convocação das listas de espera e que todos os estudantes estejam matriculados antes do período letivo. De acordo com a pasta, as mudanças poderão ajudar a diminuir a ociosidade das vagas.
    Quase 4 em cada 10 jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio, aponta levantamento

    Quase 4 em cada 10 jovens de 19 anos não concluíram o ensino médio, aponta levantamento


    Entre eles, 62% já estão fora da escola e 55% pararam de estudar ainda no ensino fundamental. Dados fazem parte do monitoramento do Todos pela Educação, com base na Pnad Contínua, do IBGE. Quase 40% dos brasileiros de até 19 anos ainda não...


    Entre eles, 62% já estão fora da escola e 55% pararam de estudar ainda no ensino fundamental. Dados fazem parte do monitoramento do Todos pela Educação, com base na Pnad Contínua, do IBGE. Quase 40% dos brasileiros de até 19 anos ainda não concluíram o ensino médio Divulgação Quase quatro (36,5%) em cada dez brasileiros de 19 anos não concluíram o ensino médio em 2018, idade considerada ideal para esta etapa de ensino. Entre eles, 62% não frequentam mais a escola e 55% pararam de estudar ainda no ensino fundamental. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18) pelo movimento Todos pela Educação, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estudo mostra que alunos que abandonam escola antes de concluir ensino médio ainda é alto Uma das metas do movimento é fazer com que o Brasil tenha, até 2022, 90% ou mais dos jovens de 19 anos com o ensino médio completo e pelo menos 95% dos brasileiros de 16 anos com o ensino fundamental. O Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014, tem meta parecida: elevar a taxa de matrículas do ensino médio para 85% até 2024. O objetivo, no entanto, ainda está longe de ser atingido. Se no ensino médio a taxa de conclusão ainda é baixa, no fundamental o cenário não é muito diferente: 24,2% dos jovens de 16 anos ainda não concluíram esta etapa de estudo. Entre eles, 23% não estão mais na escola. “Falta muito para avançarmos e há um desafio para a educação básica como um todo. Muitos jovens estão fora da escola ou não se formam por causa da qualidade do ensino. Temos altos índices de reprovação e evasão escolar. Se o aluno avança de etapa sem uma base sólida e chega no ensino médio com défict, ele é quase induzido a sair do sistema [de ensino]”, diz Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação. Concluintes do ensino médio e do ensino fundamental Roberta Jaworski Um destes cenários apontados por Nogueira podem ser comprovados pelos dados da Avaliação Nacional da Alfabetização, do Ministério da Educação (MEC) divulgados em 2017. De acordo com o levantamento, 55% dos estudantes de 8 anos do 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas tinham conhecimento insuficiente em matemática e leitura. Eles apresentavam dificuldades em reconhecer figuras geométricas, valor monetário de uma cédula e contar objetos, por exemplo, além de não conseguirem ler palavras com mais de uma sílaba e identificar o assunto de um texto, mesmo estando no título. Já entre os estudantes do ensino médio, 7 em cada 10 alunos que estavam concluindo esta etapa da educação não tinham níveis suficientes de compreensão e leitura em português e matemática, de acordo com a Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017. De modo geral, o estudo colocou o ensino médio com nível 2 de proficiência em uma escala de 0 a 9 – quando menor o número, pior o resultado. Educação nos meios urbano, rural e entre raças As taxas de conclusão do ensino fundamental e médio são ainda mais baixas no meio rural. Embora a população brasileira se concentre mais em áreas urbanas, em termos percentuais 77% dos estudantes de 16 anos destas áreas terminam o ensino fundamental e 66,4% se formam no ensino médio. Na zona rural os índices caem: 65,8% concluem o ensino fundamental e 47,4% terminam o ensino médio no campo -- uma diferença de 12 e 19 pontos percentuais se comparados os dois cenários. “Muitas vezes o nível socioeconômico da zona rural é mais baixo que a urbana. Em regiões mais difíceis e vulneráveis [o poder público] tende a investir menos ainda. Precisaria de um financiamento mais distributivo e políticas mais específicas focadas nestas populações, reconhecendo suas desigualdades”, diz Olavo Nogueira Filho, do Todos pela Educação. Esses gargalos podem ser vistos nas taxas de insucessos apontadas pelo levantamento do Todos para a Educação: 23% reprovam ou abandonam a escola no início do ensino fundamental II e 32% reprovam ou abandonam o ensino médio no 1º ano. Entre as raças autodeclaradas, 82,5% dos concluintes do ensino fundamental e 73,6% dos que terminam o ensino médio se dizem brancos. Entre pretos e pardos, o índice de permanência na escola é menor: 58% dos concluintes do ensino fundamental se dizem pretos e pardos, enquanto 42% não concluem esta etapa de ensino. Dos que avançam até o ensino médio, as porcentagens são de 54,96% pretos e pardos concluindo esta etapa da educação, e 45,04% não terminando os três anos de formação. Estados e regiões Entre os estados, o que mais avançou na formação de estudantes de 19 anos no ensino médio foi Pernambuco. Se em 2012 42,3% dos adolescentes nesta idade conseguiam concluir esta etapa de ensino, em 2018 foram 67,8% -- uma evolução de 25,3 pontos percentuais. A média do Brasil é de 11,8 pontos percentuais. “O grande motor da mudança em Pernambuco foi a nova proposta da escola em tempo integral, aliado a melhores condições de trabalho aos professores. Lá eles conseguiram implementar uma escola que prioriza o aluno e o projeto de vida dele, assegurando continuidade ao longo das gestões”, falou Olavo de Nogueira Filho. No ensino fundamental, o avanço do Brasil ficou em 7,2 pontos percentuais de 2012 a 2018. O estado que mais se destaca é o Pará, com uma evolução de 18,1 pontos percentuais. Jovens de 16 anos que concluíram o ensino fundamental de 2012 a 2018 Roberta Jaworski/G1 Reforma do ensino A aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino fundamental, em 2017, e para o ensino médio, em 2018, são apontadas por Nogueira Filho como um ponto positivo no cenário da educação brasileira. 12 estados e o DF já aprovaram currículo de referência para escolas do infantil e fundamental Embora muitos especialistas critiquem a aprovação do documento, por não contar com amplo debate público, o diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação fala que a base “permite, indica e induz o estado a promover mudanças no ensino médio.” “Ela [a BNCC] é bastante aberta no sentido de promover essas mudanças. É um ponto positivo e também um ponto de atenção porque dá muita autononomia aos estados o que, a priori, não é ruim, mas traz o desafio da implementação e da garantia de um processo que não aumente as desigualdades dos resultados já existentes”, diz. Jovens de 19 anos que concluíram o ensino médio de 2012 a 2018 Roberta Jaworski/G1
    Vestibular Unesp 2019 tem consumo como tema de redação; veja correção da 2ª prova

    Vestibular Unesp 2019 tem consumo como tema de redação; veja correção da 2ª prova


    Segunda fase teve 11,5% de abstenção. Lista de aprovados sairá em 1º de fevereiro de 2019. Tiras foram usadas no tema da redação da Unesp Reprodução/Vunesp A segunda fase do vestibular Unesp 2019 terminou nesta segunda-feira (17) com 88,5% de...


    Segunda fase teve 11,5% de abstenção. Lista de aprovados sairá em 1º de fevereiro de 2019. Tiras foram usadas no tema da redação da Unesp Reprodução/Vunesp A segunda fase do vestibular Unesp 2019 terminou nesta segunda-feira (17) com 88,5% de candidatos presentes e 11,5% de abstenção. Dos 50.499 candidatos inscritos, 44.699 fizeram a prova de linguagens e códigos e elaboraram uma redação, cujo tema foi "Compro, logo existo?", uma reflexão sobre o mundo do consumo. Veja a correção extra-oficial da prova feita pelos cursinhos: Oficina do Estudante Objetivo Anglo Etapa Poliedro Veja a prova de linguagens e redação da Unesp Para Sérgio de Lima Paganin, supervisor de linguagens do cursinho Anglo, o tema da redação já foi abordado em outras provas. "Já foi tema do vestibular do ITA, foi um tema relativamente parecido na Fuvest 2013", destacou. Segundo ele, os textos usados como suporte para a proposta não são tão fomentadores da discussão como costuma ser na Unesp. "As propostas de redação da Vunesp costumam ter textos mais auxiliadores na busca por argumentos. Quando o tema é assim, o candidato que tem mais reportório pessoal se diferencia. Sabe que tema em que os clichês argumentativos são mais frequentes, então tema assim exige mais do candidato". Sobre a prova de linguagens e códigos, Paganin considerou bastante simples. "O que está sendo pedido é bastante tradicional em provas de português. São exercícios mais gramaticais que contribuem pouco para o sentido do texto." "Para os candidatos de medicina, a redação vai pesar bastante. É espero que os candidatos de carreiras mais concorridas, a redação é que vai fazer a diferença." Para Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, foi uma prova "sem criatividade e com questões abordando temas comuns ao ensino médio". "Melhores foram as questões de inglês, que exploraram o tema dos monstros e do imaginário em diferentes épocas históricas. A redação, por sua vez, explorou também de maneira superficial um tema que já apareceu em provas anteriores e é sempre debatido: o consumismo. Com uma coletânea óbvia e que não abria espaço para reflexões mais significativas, os candidatos foram levados a produzir texto, que, na melhor das hipóteses, pode ser classificado de protocolar", disse. Segundo Tasinafo, a segunda fase deixa pouca margem para erros e mínimos equívocos por parte dos candidatos, sobretudo aos cursos mais concorridos, como medicina. "Por isso, é importante manter os pés no chão e continuar a se preparar de forma séria e densa para as próximas segundas fases (Fuvest e Unicamp)." Calendário No domingo (17), foram aplicadas as aprovas de ciências humanas (12 questões dissertativas) e ciências da natureza e matemática (12 questões dissertativas). Entre as 7.365 vagas oferecidas no vestibular da Unesp, há 175 opções de entrada para cursos de graduação, distribuídas por 23 cidades paulistas. A divulgação do resultado final será feita em 1º de fevereiro de 2019.
    Justiça é eleita palavra do ano pelo dicionário americano

    Justiça é eleita palavra do ano pelo dicionário americano


    Também estavam na disputa do dicionário da editora Merriam-Webster's as palavras nacionalismo, pansexual e respeito. Palavra do ano Reprodução/ merriam-webster.com O dicionário da editora Merriam-Webster's, nos Estados Unidos, elegeu "justiça"...


    Também estavam na disputa do dicionário da editora Merriam-Webster's as palavras nacionalismo, pansexual e respeito. Palavra do ano Reprodução/ merriam-webster.com O dicionário da editora Merriam-Webster's, nos Estados Unidos, elegeu "justiça" como a palavra do do ano 2018. De acordo com a editora, ela esteve no topo das pesquisas neste ano e foi consultada 74% vezes a mais que em 2017. Também estavam na disputa as palavras nacionalismo, pansexual e respeito. O conceito de justiça esteve no centro de muitos dos debates nacionais americanos: justiça racial, justiça social, justiça criminal, justiça econômica. “Em qualquer conversa sobre esses tópicos, a questão de exatamente o que queremos dizer quando usamos o termo justiça é relevante e parte da discussão”, afirma a editora. Impulsionaram as buscas pela palavra a indicação de Brett Kavanaugh para Suprema Corte e a investigação do procurador especial Robert Mueller sobre uma possível influência russa nas eleições americanas de 2016. No ano passado, a palavra escolhida foi "feminismo". Em 2016, "surreal" foi a mais buscada. Initial plugin text
    Ensino a distância: liberados para ensino médio, cursos EAD ainda são piores que presenciais

    Ensino a distância: liberados para ensino médio, cursos EAD ainda são piores que presenciais


    Mais de 20% das matrículas nas faculdades brasileiras são de alunos que fazem cursos não presenciais, mas qualidade do chamado 'EAD' não é consenso. Ensino à distância é alternativa para garantir horários flexíveis e...


    Mais de 20% das matrículas nas faculdades brasileiras são de alunos que fazem cursos não presenciais, mas qualidade do chamado 'EAD' não é consenso. Ensino à distância é alternativa para garantir horários flexíveis e mobilidade Divulgação Defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o ensino a distância (EAD) cada vez mais se expande e se consolida no ensino superior brasileiro, e a perspectiva é de que cresça ainda mais. Desde novembro, já pode ser adotado parcialmente no ensino médio, etapa obrigatória do ciclo de educação básica do ensino. Conselho aprova até 30% de ensino a distância no ensino médio Aumento das matrículas na graduação a distância é o maior desde 2008, aponta censo As novas diretrizes curriculares para o ensino médio, aprovadas em novembro, limitaram o uso do EaD em até 30% da carga horária para os cursos noturnos; 20% para os diurnos e até 80% para os de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para adotar a prática, os estados, responsáveis pela formação dos currículos, precisam da aprovação dos conselhos locais, o que pode ocorrer já em 2019. "A nossa estimativa é que até 2023 teremos mais alunos em EaD do que em cursos presenciais no ensino superior. Também apostamos que a idade média do aluno vai cair porque o modelo é atraente. É a maneira mais acertiva de formar o jovem do século 21", afirma Carlos Longo, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed). No ensino superior, a oferta de cursos de graduação e pós-graduação nesta modalidade já é regulamentada desde 1996, pela Lei de Diretrizes e Bases. No ano passado, no entanto, a assinatura do decreto 9.054/17 permitiu que instituições já credenciadas expandissem o número de polos, sem autorização prévia do Ministério da Educação. Um novo cenário se desenvolveu desde então. Antes do decreto, até 2016, havia cerca de 4.000 polos que oferecem cursos EAD; hoje, passam de 15 mil. Os cursos, no entanto, ainda apresentam indicadores de qualidade piores em relação aos presenciais. Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp (entidade que reúne as mantenedoras do ensino superior),o Brasil concentra um modelo específico de EAD, sem oferecer muita diversidade, diferentemente do que há no exterior. "Harvard e MIT entram devagar no EAD, produzindo pequenos conteúdos, por meio da plataforma edX, mas muito mesclado com as atividades presenciais e aproveita as potencialidades do EAD. Muitas vezes dá o conteúdo todo a distância, e no momento presencial o professor propõe atividade em que o aluno tem uma postura mais ativa. O professor trabalha mais como orientador ou coaching na realização de tarefas", afirma Capelato. As matrículas nessa modalidade também tiveram um crescimento significativo. Entre os anos de 2016 e 2017, o número de ingressantes em cursos superiores de EAD cresceu 27%, segundo o Censo da Educação Superior 2017, o mais recente. Em 2002, essa parcela de alunos somava 40.714 e representava cerca de 1% do universo total das matrículas do ensino superior; hoje são mais de 21%, o equivalente a 1,8 milhão de estudantes, de acordo com o censo. No ano passado, 253 mil alunos concluíram a graduação em EAD, e 948 mil, no formato presencial. O censo apontou que pelo menos 258 instituições oferecem 2112 cursos a distância; há três anos eram 849 cursos em 131 universidades. A Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) calcula ainda que haja um grande volume pessoas fazendo cursos a distância que não são regulamentados pelo MEC e por isso não oferecem titulação. Segundo a Abed, mais de 4 milhões fazem cursos livres de curta duração de diversos temas, de idiomas à culinária, e há pelo menos 300 alunos em cursos de pós-graduação lato sensu no modelo EAD. A categoria lato sensu compreende programas de especialização, por isso ao conclui-la o estudante recebe um certificado, e não um diploma. Quem estuda a distância no Brasil? Os alunos matriculados nos cursos EAD têm idade média de 30 anos, são casados, trabalham e colaboram com o sustento da família, segundo dados do perfil socioeconômico extraídos do Censo da Educação Superior e tabulados pelo Semesp, entidade que reúne as mantenedoras do ensino superior. As mensalidades custam aproximadamente um terço do valor cobrado em cursos presenciais equivalentes. A evasão, por sua vez, também é mais alta – 35% contra 28%. Estudantes dos cursos presenciais são mais jovens, têm em torno de 22 anos, são solteiros, não trabalham e contam com a família para bancar as despesas relacionadas ao estudo. Mas e a qualidade? Um dos pontos frágeis do ensino a distância é a qualidade. Embora a Abed afirme que diminuiu o preconceito da sociedade e do mercado do trabalho em relação ao modelo, e garanta que a qualidade do ensino a distância é similar ao do curso presencial, os números do Enade ainda mostram uma diferença de desempenho. O Enade é uma avaliação com 40 questões aplicada pelo Ministério da Educação para medir o desempenho dos alunos no ensino superior. As notas variam de 1 a 5 (quanto maior, melhor o desempenho). Em 2016, apenas cinco instituições detinham 58% das matrículas em EaD e, em sua maioria, ofereciam cursos com conceito Enade abaixo do patamar de 1,5 nos exames de 2015 e 2016, segundo análise de Carlos Bielschowsky, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudioso do tema. O que chama atenção é que essas mesmas instituições, de acordo com o professor, tinham resultados melhores no Enade para os cursos presenciais. "Quase 60% da oferta em EAD está concentrada em poucas instituições que fazem um trabalho preocupante. Eu acho que o EAD é maravilhoso, abre portas, temos inúmeros casos de sucesso, porque é uma metodologia que inclui as pessoas de classes sociais menos favorecidas, mas infelizmente há distorções", afirma Bielschowsky. Bielschowsky diz que entre os anos de 2007 e 2010, período em que ocupou o cargo de secretário de ensino a distância no MEC, o governo federal supervisionou as instituições que apresentaram resultados mais fracos e foi constatado que a qualidade do ensino era "superficial". Consequentemente, o Enade feito pelos estudantes acompanhava essa "superficialidade", e por consequência produzia resultados ruins. No caso do Enade 2016, cerca de 80% dos alunos de EAD fizeram cursos avaliados com nota 2, e ficaram abaixo da média 3 estipulada pelo MEC. Para o docente, o problema não está relacionado com a modalidade, e sim com a oferta oferecida por um grupo pequeno de universidades que possui a maior concentração de matrículas. O Enade 2017, por exemplo, mostrou resultados excelentes nos cursos de EAD de pedagogia da Universidade Federal de São Carlos (4,6 de um total de 5 pontos) e da Uerj (3,8). Em contrapartida, a Faculdade Educacional da Lapa, que tinha 15 mil alunos, atingiu Enade de 1,03, e a Unopar, no Pará, com 78 mil matrículas, atingiu nota de 1,5 no Enade do mesmo ano. "O Brasil tem muita coisa boa, o problema não é saber fazer. Tem universidades particulares e públicas que fazem um bom trabalho. O problema é que algumas instituições possuem muitas matrículas e o desempenho desses alunos no Enade é ruim", explica Bielschowsky. Segundo ele, para entender o problema da qualidade é necessário haver um "forte processo de supervisão" do governo federal. O MEC informou que a qualidade dos cursos passa pelo "crivo dos avaliadores do Inep, análise de mérito acadêmico e proposta curricular rígida, baseada em parâmetros estabelecidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). [...] Para a modalidade EAD, a avaliação inclui visita in loco, realizada pelo Inep, que conta com comissão de especialistas da área de conhecimento do curso e na própria modalidade." Nas visitas in loco, o MEC afirmou que "são verificadas a existência e adequação de metodologias, infraestrutura física, tecnológica e de pessoal, que possibilitem a realização das atividades." Cursos precisam melhorar Para Rodrigo Capelato, da entidade que reúne as mantenedoras do ensino superior, o EAD traz muitas possibilidades, mas não da maneira que é feito hoje, com cursos que são "quase uma reprodução textual dos conteúdos, pouco interativos, com poucas atividades em que o aluno se torna o agente ativo." "Apresentar textos em PDF e vídeos não resolvem. O EAD acaba sendo um curso de baixo custo, que atrai as pessoas que não têm dinheiro. Vai resolver o problema dos mais velhos que vão conseguir um diploma para prestar um concurso ou pleitear uma promoção", diz Rodrigo Capelato, da entidade que reúne as mantenedoras do ensino superior. Carlos Bielschowsky discorda da visão de que o EAD seja um curso focado em alunos de baixa renda e que tenha um conteúdo mais fácil. "Ele abrange todas as classes sociais, a sociedade brasileira no geral é muito mais pobre do que os alunos que entram nesses cursos. Ele é mais econômico, sim, mas custa dinheiro, além disso é um sistema que reprova." Capelato reforça que embora a inclusão de pessoas mais velhas no sistema de ensino superior traga benefícios, não contribui para que o país melhore sua taxa de escolarização líquida, medida pelo número de estudantes entre 18 e 24 anos matriculados na faculdade. A taxa brasileira gira em torno de 18%, enquanto Chile e Argentina têm cerca de 30% de seus jovens na educação superior. Nos Estados Unidos, o porcentual ultrapassa 60%. Modelo híbrido No modelo como o EAD é oferecido hoje, Capelato aposta que haverá uma diminuição no ritmo de crescimento nos próximos anos, em relação ao que foi visto até agora. Ele defende como tendência para o ensino superior a modalidade híbrida, aquela que mescla as potencialidades do ensino a distância com o presencial. "Está todo mundo tentando oferecer a mesma coisa para o mesmo público e o que diferencia são os preços, mas não é por aí. Se o EAD quiser os mais jovens, é preciso montar modelos mais híbridos e interativos de ensino. Pode haver uma riqueza grande, mas o Brasil tem pouca diversidade de oferta", afirma o diretor executivo do Semesp. Segundo a Abed, já houve um crescimento desse modelo mais flexível e híbrido nos últimos anos, mas para a associação ainda haverá um "boom" na próxima década. Carlos Longo aponta, no entanto, que há um "hiato" na legislação que não reconhece oficialmente o modelo misto e os rotula como EAD. No formato vigente nos Estados Unidos, os cursos híbridos têm 60% de carga presencial e 40% a distância. EaD para ensinar adolescentes No ensino fundamental, o EAD não é regulamentado no Brasil. Para o ensino médio, a diretrizes curriculares aprovadas em novembro limitaram o que ficou em aberto na reforma feita pelo governo de Michel Temer (MDB) no ano passado. Segundo as diretrizes, até 20% da carga horária dos cursos diurnos podem ser oferecidos neste modelo; para o noturno a porcentagem pode chegar até 30%; no caso da Educação de Jovens e Adultos (EJA) o limite é 80%. Na prática, os Estados ainda precisam aprovar com seus conselhos, decidir se irão utilizar o EAD e em que proporção na carga horária, de acordo com suas necessidades e possibilidades de implementação. Isso significa que pode haver uma variação entre os Estados, enquanto Piauí, por exemplo, pode optar por oferecer 5% do ensino médio a distância, no Paraná pode chegar até 20%. Dá para substituir a presença dos professores? Para o consultor e ex-conselheiro Nacional de Educação Cesar Callegari, as novas tecnologias postas a serviço da educação devem ser apropriadas pela escola, mas nunca substitui-la. "A escola é ambiente de interação e experimentação presencial dos jovens com eles próprios e seus professores. Essa medida agride o direito do jovem à convivência e a formação de valores fundamentais para sua vida." Carlos Longo, diretor da Abed, vê a possibilidade como alternativa para resolver problemas como o déficit de professores de ciências exatas principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Entretanto, exige "metodologia e estratégia, pois o aluno não vai aprender física sozinho entrando no computador." "A forma como será usada vai definir o sucesso ou o fracasso." Professor da UFRJ e pesquisador de EAD, Rafael Vassalo Neto, também se preocupa com a forma que a metodologia será implementada para ensinar jovens. "No ensino superior já existe uma utilização com excelentes resultados, mas não sabemos como os adolescentes vão se comportar diante disso. A tecnologia vai modificar os programas de ensino, mas a nossa preocupação maior é como vai ser desenvolvido e como os profissionais estão capacitados para isso." Vassalo lembra que ainda não há pesquisas sobre o uso do EAD no ensino médio, o que preocupa a atual conjuntura de implementação. Para Longo, se bem empregado, o EAD pode ser uma solução para oferecer ensino de qualidade, por outro lado, se a utilização for ruim, segundo ele, há o risco de aumentar a formação de analfabetos funcionais - que hoje já compreende 30% da população. "O EAD não pode ser tratado com panaceia, mas sendo realista, não temos docentes para atender todos os alunos, então pode ser uma solução fantástica para a qualidade de ensino. É preciso haver uma discussão sem preconceito, as pessoas gostam de rotular, mas não discutir. É necessário lembrar que a tecnologia por si só não melhora nada", diz Carlos Longo, diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed).
    Gestor ambiental: o que faz, onde trabalha e qual o salário?

    Gestor ambiental: o que faz, onde trabalha e qual o salário?


    Profissional administra recursos naturais e pode trabalhar em áreas como licenciamento ambiental e consultorias. Busca por sustentabilidade pode aquecer mercado. Destruição da Floresta Amazônica preocupa ambientalistas. Rosa Maria/Pixabay O...


    Profissional administra recursos naturais e pode trabalhar em áreas como licenciamento ambiental e consultorias. Busca por sustentabilidade pode aquecer mercado. Destruição da Floresta Amazônica preocupa ambientalistas. Rosa Maria/Pixabay O gestor ambiental, como o próprio nome já sugere, tem o papel de administrar os recursos naturais – solo, água, ar, fauna e flora – e conciliá-los aos interesses do setor público ou privado, garantindo práticas sustentáveis. TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? Procura por curso de ensino superior na modalidade 'tecnológica' dobra em 10 anos O profissional pode, por exemplo, planejar e gerenciar atividades que diagnostiquem o impacto que uma empresa causa na natureza. “Isso pode ocorrer por meio de tarefas como o monitoramento da emissão de poluentes na atmosfera, as formas de consumo de energia ou o acompanhamento do tratamento do esgoto”, explica Renan Felicio dos Reis, coordenador do curso de tecnologia em gestão ambiental do Instituto Federal São Paulo (IFSP), na unidade de São Roque. Outra área de atuação do profissional é no licenciamento ambiental. Pela Política Nacional de Meio Ambiente, algumas atividades só podem ser exercidas após ficar comprovado que não prejudicarão os recursos físicos, biológicos e socioculturais da região do empreendimento. Extração de minerais, fábricas de aço, postos de gasolina, agropecuária, biotecnologia, turismo, estações de água e fábricas de alimentos, por exemplo, precisam ser licenciadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O gestor ambiental pode coordenar as equipes multidisciplinares- com geólogos, arquitetos, biólogos e engenheiros - que farão essa fiscalização. Existe também a possibilidade de trabalhar em consultorias ambientais. As empresas dessa área fazem a análise de riscos que o empreendimento pode oferecer à natureza, auxiliam nos procedimentos necessários para o licenciamento, pensam em projetos de sustentabilidade e fazem o gerenciamento dos resíduos. Além disso, o gestor ambiental pode seguir a área acadêmica, ministrando aulas em universidades e fazendo pesquisas, e organizar projetos de educação ambiental em escolas e comunidades. Consegue também atuar em ONGs, institutos de pesquisa e empreendimentos de agricultura familiar. Gestor ambiental administra recursos naturais. Infográfico: Karina Almeida/G1 O que aprende no curso? Qual a diferença em relação ao bacharelado? O curso abrange conhecimentos como recuperação de áreas degradadas, gestão de recursos hídricos, energia, auditoria ambiental, cartografia, qualidade e controle da água, do ar e do solo, avaliação do impacto ambiental e licenciamento. “Para se chegar a esses conteúdos mais específicos, o curso ensina noções gerais de geologia, sensoriamento remoto, climatologia, sociedade e meio ambiente. Há disciplinas de ecologia, biologia geral, química aplicada, segurança e saúde, educação ambiental e estatística”, afirma Simone Kapusta, coordenadora de gestão ambiental no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), na unidade de Porto Alegre. O desafio do aluno é conseguir integrar todos os conhecimentos. “A sensação, muitas vezes, é de que o estudante aprende tudo, mas não se aprofunda em nada – porque ele vê um pouco de conteúdo de cada um dos muitos itens de meio ambiente. Por isso, a gente recomenda uma especialização”, afirma Renan Felicio dos Reis, do IFSP. “É impossível sair do curso sabendo de tudo. Então, o aluno pode perceber de qual componente gosta mais e aí se aprofundar, por exemplo, em esgoto ou em recursos hídricos”, completa. É justamente em relação ao fato de ser mais generalista que o curso de tecnologia em gestão ambiental se difere do bacharelado. “O tecnólogo vai ter uma visão mais abrangente. A vantagem é o tempo. O curso, em geral, tem 2 anos e meio ou 3 anos. O aluno pode perceber sua área de maior interesse e já emendar com um mestrado. Em no máximo 5 anos, ele terá a graduação e a pós-graduação”, explica Renan. “Essa é a vantagem: uma aceleração do processo para já entrar no mercado de trabalho.” O bacharelado, por outro lado, tem a duração de 4 anos e um aprofundamento maior das disciplinas. “A base de física é maior, por exemplo. A gente fala de tratamento de água e pode ensinar a parte de hidráulica com mais detalhes. No de tecnólogo, não há tempo para tantos detalhes teóricos”, conclui o professor do IFSP. Qual o salário, em média? A profissão de gestor ambiental pode ser considerada nova – nem é regulamentada ainda. O projeto de lei 2264/2011, que busca essa oficialização, está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Por isso, não há um conselho ao qual os profissionais possam se filiar, representação sindical ou piso salarial definido legalmente. De acordo com levantamento do site de empregos Catho, os salários médios de funções exercidas pelo gestor ambiental são os seguintes: Consultor ambiental – R$3.993,31 Analista de sustentabilidade – R$3.774,26 Auditor sistema de gestão ambiental – R$2.365,41 Coordenador de meio ambiente – R$5.542,84 Coordenador de sustentabilidade – R$5.333,22 Já na pesquisa do Site Nacional de Empregos (Sine), feita com base em 5.266 funcionários da área, os salários médios são: Trainee Pequena empresa: R$ 3.321,21 Média empresa: R$ 4.981,81 Grande empresa: R$ 7.472,72 Júnior Pequena empresa: R$ 4.317,57 Média empresa: R$ 6.476,35 Grande empresa: R$ 9.714,53 Pleno Pequena empresa: R$ 5.612,84 Média empresa: R$ 8.419,26 Grande empresa: R$ 12.628,89 Sênior Pequena empresa: R$ 7.296,69 Média empresa: R$ 10.945,04 Grande empresa: R$ 16.417,56
    Professora da Suécia organiza resgate de aluno yazidi em região dominada pelo Estado Islâmico

    Professora da Suécia organiza resgate de aluno yazidi em região dominada pelo Estado Islâmico


    Doutorando viajou para o Iraque assim que soube que mulher e filhos estavam em área ocupada por grupo terrorista. Universidade armou plano de resgate. Charlotta Turner, professora da Universidade de Lund (Suécia), e Firas Jumaah – doutorando...


    Doutorando viajou para o Iraque assim que soube que mulher e filhos estavam em área ocupada por grupo terrorista. Universidade armou plano de resgate. Charlotta Turner, professora da Universidade de Lund (Suécia), e Firas Jumaah – doutorando resgatado de área ocupada pelo Estado Islâmico @CharlottaTurner/Reprodução/Twitter Uma professora da Universidade de Lund, na Suécia, organizou o resgate de um doutorando retido em uma região do Iraque controlada pelo grupo terrorista Estado Islâmico. A operação ocorreu em 2014, mas o caso só foi revelado nesta semana pela revista "LUM", oficial da instituição. Tudo começou quando Firas Jumaah, doutorando em química na instituição, soube que o Estado Islâmico havia invadido a cidade onde a família dele morava no norte do Iraque. Mesmo sabendo dos riscos e da tese a terminar, ele tomou um avião para tentar proteger a mulher e os filhos. Jumaah é da etnia yazidi, vítima de genocídio pelos militantes do Estado Islâmico. Os terroristas, quando invadiam vilarejos dessa população, matavam todos os homens e tomavam as mulheres como escravas. Minoria Yazidi para escapar da violência do Estado Islâmico caminha em direção à Siria, em imagem de 11 de agosto de 2014 Rodi Said/Reuters O doutorando em química, portanto, teve de se esconder com a família em uma fábrica de alvejantes abandonada. Lá, fazia calor de 45°C e eles tiveram de conviver semanas com pouca comida e um cheiro forte de produtos químicos. "Que vida eu teria se alguma coisa acontecesse com eles ali?", perguntou-se Jumaah. Atraso na pesquisa O doutorando, então, enviou uma mensagem à orientadora da tese – a professora Charlotta Turner. Ele pediu que ela imprimisse a tese caso ele não retornasse à Suécia em uma semana. Desesperada, Turner procurou a chefia da Universidade de Lund para tentar fazê-lo voltar para concluir a tese. "Fiquei revoltada em como o Estado Islâmico invade nosso mundo, expõe meu aluno e sua família e ainda atrapalha a pesquisa", disse a professora. A instituição concordou em ajudar. A professora telefonou para o chefe de segurança Per Gustafson. Ele a informou que, coincidentemente, ele havia contratado para a universiade empresas de segurança e transporte que existiam em várias partes do mundo. "Parecia que estávamos preparados para a missão." O resgate do doutorando Refugiados da minoria yazidi são retirados do monte Sinjar, no norte do Iraque Rodi Said/Reuters Gustafson e Turner, então, bolaram um plano. Eles contrataram mercenários fortemente armados que partiram em busca de Jumaah. Conseguiram resgatar o doutorando, a mulher e os dois filhos pequenos da zona de guerra. Todos passaram seis horas protegidos com coletes à prova de balas e capacetes até chegarem ao aeroporto em Erbil, prontos para partir à Suécia. Vencedora do Nobel da Paz 2018 é da etnia yazidi; saiba mais "Foi difícil e eu me senti mal por ter deixado minha mãe e meus irmãos para trás", contou Jumaah. A boa notícia veio depois, quando soube que eles conseguiram escapar da região ocupada pelo Estado Islâmico. Finalmente na Suécia, Jumaah conseguiu concluir o doutorado. Hoje, ele tem uma permissão permanente para morar no país europeu com a família e trabalha em uma empresa farmacêutica na cidade de Malmo. A mulher dele, Rawya Hussein, é mestre em química e procura emprego. "No Iraque, não podia dizer que era yazidi. Na Suécia, sou tão digno quanto todo mundo. Eu me sinto forte, pertenço à sociedade e cumpro com meus deveres por isso", contou Jumaah à "LUM". A professora que iniciou os trabalhos do resgate – e sacrificou as férias por isso – celebrou a vinda da família de Jumaah. "Há algo de muito bonito na pesquisa, porque ela se espalha pelo mundo e o une. Podemos ver a pesquisa como um projeto de paz", afirmou a professora Turner.
    Unesp 2019: prova da 2ª fase tem Chico Buarque, Tiradentes, Henfil, peixe-boi e poluição por plástico

    Unesp 2019: prova da 2ª fase tem Chico Buarque, Tiradentes, Henfil, peixe-boi e poluição por plástico


    Veja a resolução extraoficial da prova feita por cursinhos. Nesta segunda-feira, a prova terá 12 questões de linguagens e códigos e uma redação. Questão do vestibular da Unesp trazia quadro de Pedro Américo sobre...


    Veja a resolução extraoficial da prova feita por cursinhos. Nesta segunda-feira, a prova terá 12 questões de linguagens e códigos e uma redação. Questão do vestibular da Unesp trazia quadro de Pedro Américo sobre Tiradentes Reprodução/Unesp A prova do primeiro dia da segunda fase do vestibular Unesp 2019, realizada neste domingo (15), reuniu 12 questões dissertativas de ciências humanas e 12 de ciências da natureza (que inclui matemática). Nesta segunda-feira, o segundo dia de prova terá 12 questões de linguagens e códigos e uma redação. Entre os temas abordados na prova deste domingo se destacavam uma canção de Chico Buarque, uma crônica do cartunista Henfil, um quadro sobre Tiradentes, além de perguntas sobre o peixe-boi da Amazônia e a poluição de plástico nos oceanos. Veja a resolução extraoficial da prova feita pelos cursinhos: Oficina do Estudante Objetivo Etapa Anglo Veja a prova de ciências humanas Veja a prova de ciências da natureza Música de Chico Buarque foi tema de questão do vestibular da Unesp Divulgação / Leo Aversa A prova de ciências humanas abriu com a letra da canção 'Mulheres de Atenas, de Chico Buarque e Augusto Boal, composta em 1976. O candidato deveria citar duas referências míticas presentes na canção e identificar duas característiscas da condução da mulher na Atenas antiga. Em seguida, a tela 'Tiradentes esquartejado' cobrava do estudante indicasse o momento histórico em que a tela de Pedro Américo, pintada em 1893, e citasse uma dificuldade política, social ou econômica vivida naquele momento. Outra questão de humanas trazia a crônica 'Cartas da mãe', de Henfil, em que ele simulava um pedido de divórcio entre o 'Ato cinco' e a nação brasileira, em uma clara alusão ao AI-5, que completou 50 anos na quinta-feira (13). Questão de biologia do vestibular da Unesp Reprodução/Unesp Em ciências da natureza, uma questão de biologia tratava dos animais que originaram o atual peixe-boi-da-amazônia. Outra de análise combinatória trazia um problema de organização de lembrancinhas de aniversários com pirulitos. Para o professor Daniel Perry, coordenador pedagógico do cursinho Anglo, a prova estava criativa e bem feita, mas não exigiu muita dificuldade para candidatos bem preparados. "O candidato de medicina vai ter que chegar próximo de gabaritar. Para esse candidato há essa pressão", disse. "A Unesp é a universidade que oferece mais vagas, tem mais campi, é a mais inclusiva, com mais alunos oriundo da escola pública. A dificuldade não é elevada, tanto na primeira quanto na segunda fase. Para cursos concorrido, especialmente medicina, a possibilidade de um candidato errar é pequena. O candidato tem que acertar quase tudo. Há pouquíssimo espaço para erro", afirmou Perry. Para Célio Tasinafo, coordenador pedagógico da Oficina do Estudante, foi "uma prova sem qualquer surpresa e, podemos mesmo dizer, sem qualquer criatividade. Exemplifica essa análise as questões de história: uma que explora a 'batida' canção 'Mulheres de Atenas' para perguntar sobre a condição da mulher naquela cidade estado grega; outra que traz o quadro Tiradentes Esquartejado de Pedro Américo para questionar as condições econômicas, sociais e políticas dos primeiros anos da república brasileira." "Considerando que o repertório dos alunos que chegaram à segunda fase é vasto e que a grande maioria conhecia os temas cobrados, a dificuldade ficou por conta da organização formal das respostas e da administração do tempo de prova. Assim, alunos que não só estudaram, mas também treinaram para produzir as respostas dissertativas, acabaram levando alguma vantagem. O que só comprova a máxima de que vestibular é conteúdo e também estratégia”, diz Tasinafo. 10% de abstenção O primeiro dia da segunda fase do vestibular Unesp 2019 registrou 10,2% de abstenção, segundo números divulgados na noite deste domingo (16) pela Fundação Vunesp, que organiza o processo seletivo. Dos 50.499 candidatos que passaram para a segunda fase, 5.129 não apareceram para fazer a prova.
    Vestibular Unesp 2019: primeiro dia da 2ª fase tem 10% de abstenção

    Vestibular Unesp 2019: primeiro dia da 2ª fase tem 10% de abstenção


    Dos 50.499 candidatos que passaram para a segunda fase, 5.129 não apareceram para fazer a prova. Vestibular da Unesp Reprodução/TV TEM O primeiro dia da segunda fase do vestibular Unesp 2019 registrou 10,2% de abstenção, segundo números...


    Dos 50.499 candidatos que passaram para a segunda fase, 5.129 não apareceram para fazer a prova. Vestibular da Unesp Reprodução/TV TEM O primeiro dia da segunda fase do vestibular Unesp 2019 registrou 10,2% de abstenção, segundo números divulgados na noite deste domingo (16) pela Fundação Vunesp, que organiza o processo seletivo. Dos 50.499 candidatos que passaram para a segunda fase, 5.129 não apareceram para fazer a prova. Na cidade de São Paulo, dos 11.142 candidatos, 1.106 não fizeram a prova (veja a abstenção em todas as cidades). A prova deste domingo teve 24 questões dissertativas, sendo 12 de ciências humanas e 12 de ciências da natureza. Nesta segunda-feira (17), a prova terá 12 questões de línguagens e códigos e uma redação. A Unesp reserva 7.365 vagas no vestibular, sendo 3.667 por ampla concorrência, e 3.698 por sistema de reserva da vagas para alunos de escola pública.
    Veja o gabarito oficial do vestibulinho das Etecs para o primeiro semestre de 2019

    Veja o gabarito oficial do vestibulinho das Etecs para o primeiro semestre de 2019


    Os candidatos responderam a 50 questões de múltipla escolha relacionadas às diferentes áreas do saber. Fachada da ETEC Ruth Cardoso, em São Vicente, neste domingo (26) Ivair Vieira Jr/G1 A prova do processo seletivo das Escolas Técnicas...


    Os candidatos responderam a 50 questões de múltipla escolha relacionadas às diferentes áreas do saber. Fachada da ETEC Ruth Cardoso, em São Vicente, neste domingo (26) Ivair Vieira Jr/G1 A prova do processo seletivo das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) para o primeiro semestre de 2019 foi aplicada neste domingo. Os candidatos responderam a 50 questões de múltipla escolha relacionadas às diferentes áreas do saber (científico, artístico e literário), à comunicação e à expressão, em diversos tipos de linguagem, abrangendo conhecimentos comuns do Ensino Fundamental, de 5ª a 8ª série ou do 6º ao 9º ano. VEJA O GABARITO OFICIAL DO VESTIBULINHO DAS ETECS Veja o caderno de questões do vestibulinho O vestibulinho é destinado à: 1ª primeira série do ensino médio regular; 1ª série do Ensino Médio com ênfase em Linguagens, Ciências Humanas e Sociais; 1ª série do Ensino Médio com Qualificação Profissional; 1ª série do Ensino Médio com Habilitação Técnica Profissional; 1ª série do Ensino Técnico Integrado ao Médio; 1ª série do Ensino Médio com Habilitação Técnica Profissional do projeto de Articulação da Formação Profissional Média e Superior; 1ª série do Ensino Técnico Integrado ao Médio do Programa Vence, 1º termo do Ensino Técnico Integrado ao Médio na modalidade EJA; 1º módulo do Ensino Técnico (presencial, semipresencial e online) No dia 9 de janeiro de 2019, será divulgada na internet a lista de convocados para a prova de aptidão para os cursos técnicos de Canto, Dança, Regência e Teatro. A relação também estará na Etec onde o candidato pretende estudar. Já a lista de classificação geral será divulgada no dia 16 de janeiro, para quem se inscreveu nos Ensinos Médio Regular; Médio com Qualificação Profissional; Médio com Habilitação Técnica Profissional; Médio com ênfase em Linguagens, Ciências Humanas e Sociais; Médio com Habilitação Técnica Profissional do projeto de Articulação da Formação Profissional Média e Superior; Ensino Técnico Integrado ao Médio (Etim) e na modalidade EJA; cursos Técnicos; no processo de avaliação e certificação de competências para acesso às vagas remanescentes do segundo módulo para cursos técnicos; para acesso à segunda série do Médio; e para os cursos de Especialização. Nesta segunda-feira (17) será divulgado o gabarito da prova para acesso ao segundo módulo do Ensino Técnico e para acesso à segunda série do ensino médio.
    As vantagens de cada idade para aprender um novo idioma

    As vantagens de cada idade para aprender um novo idioma


    Pesquisas mostram que cada fase da vida nos oferece diferentes vantagens no aprendizado de línguas. É mais uma manhã de outono movimentada na Spanish Nursery, uma creche bilíngue no norte de Londres. Pais ajudam os filhos a descer da bicicleta,...


    Pesquisas mostram que cada fase da vida nos oferece diferentes vantagens no aprendizado de línguas. É mais uma manhã de outono movimentada na Spanish Nursery, uma creche bilíngue no norte de Londres. Pais ajudam os filhos a descer da bicicleta, professores cumprimentam as crianças com um abraço e um entusiasmado Buenos dias! No parquinho, uma garotinha pede para fazer uma coleta (maria-chiquinha, em espanhol), brinca com uma bola e grita: Catch! (pega, em inglês). "Nessa idade, as crianças não aprendem um idioma - elas o adquirem", diz Carmen Rampersad, diretora da escola. A declaração parece resumir a invejável naturalidade dos pequenos poliglotas ao seu redor. Para muitas crianças, o espanhol é o terceiro ou quarto idioma. Entre suas línguas maternas, estão o croata, hebraico, coreano e holandês. Ao comparar a desenvoltura deles com a dificuldade de um adulto em cursos de idiomas, seria simples concluir que o melhor é começar a aprender uma nova língua na infância. Mas a ciência oferece uma visão muito mais complexa de como nossa relação com os idiomas evolui ao longo da vida - e pode encorajar quem começa a estudar mais tarde. De um modo geral, cada fase da vida nos oferece diferentes vantagens no aprendizado de línguas. Os bebês têm um ouvido melhor para sons diferentes; as crianças conseguem assimilar sotaques nativos com uma velocidade surpreendente. Já os adultos têm uma capacidade de atenção maior e habilidades cruciais, como o grau de instrução, que permitem expandir continuamente o vocabulário. Uma série de fatores além da idade - como circunstâncias sociais, métodos de ensino e mesmo sentimentos - podem afetar o número de idiomas que falamos e com que desenvoltura. "Nem tudo vai ladeira abaixo com a idade", diz Antonella Sorace, professora de linguística do desenvolvimento e diretora do Centro de Assuntos Bilíngues da Universidade de Edimburgo, na Escócia. É o caso do chamado "aprendizado explícito": processo de estudo que se dá em uma sala de aula com um professor explicando as regras do idioma. "As crianças pequenas são muito ruins no aprendizado explícito porque não têm controle cognitivo, capacidade de atenção e memória", diz Sorace. Um estudo realizado em Israel descobriu, por exemplo, que os adultos eram melhores em compreender uma regra de linguagem artificial e aplicá-la a novas palavras. Os cientistas compararam três grupos distintos: crianças de 8 anos, de 12 anos e adultos jovens. Os adultos apresentaram uma pontuação mais alta do que os mais novos, enquanto os de 12 anos também se saíram melhor do que os de 8 anos. O resultado da pesquisa coincide com o de um estudo de longo prazo realizado com quase 2.000 estudantes bilíngues catalães-espanhóis de inglês: os que começaram mais tarde aprenderam a nova língua mais rápido do que aqueles que iniciaram mais jovens. Em Israel, os pesquisadores sugeriram que os participantes mais velhos podem ter se beneficiado de habilidades que chegam com a maturidade, como estratégias mais avançadas de solução de problemas e maior experiência linguística. Os recém-nascidos choram com sotaque, imitando o que ouviam quando estavam no útero. Unsplash Em outras palavras, os alunos mais velhos tendem a saber muito sobre si mesmos e sobre o mundo ao seu redor e podem usar esse conhecimento para processar novas informações. As crianças mais novas se destacam, no entanto, em aprender implicitamente: ouvir nativos falando e imitá-los. Mas esse tipo de aprendizado requer muito convívio com nativos. Em 2016, o Centro de Assuntos Bilíngues da Universidade de Edimburgo preparou um relatório interno sobre cursos de mandarim nas escolas primárias para o governo escocês. E descobriu que uma hora por semana de aula não fazia uma diferença significativa para crianças de cinco anos. Mas apenas meia hora com a presença de um professor nativo as ajudava a compreender elementos do mandarim que são mais difíceis para os adultos, como os tons. Fácil assimilação Todos nós nascemos com um dom natural para línguas. Quando bebês, conseguimos ouvir todos os 600 sons de consoantes e 200 de vogais que compõem as línguas do mundo. No primeiro ano de vida, nossos cérebros começam a se especializar, sintonizando os sons que ouvimos com mais frequência. Os bebês já balbuciam em sua língua materna. Até mesmo os recém-nascidos choram com um sotaque, imitando o que ouviam enquanto estavam dentro do útero. Essa especialização também significa eliminar as habilidades de que não precisamos. Os bebês japoneses podem distinguir facilmente entre os sons de "l" e "r". Já os adultos japoneses costumam ter dificuldade. Não há dúvida, diz Sorace, da Universidade de Edimburgo, de que os primeiros anos são cruciais para incorporar nosso próprio idioma. Estudos com crianças abandonadas ou isoladas mostraram que, se não aprendemos a linguagem humana desde cedo, não conseguimos compensar isso facilmente mais tarde. Eis que surge a surpresa: esse corte não é o mesmo para o aprendizado de línguas estrangeiras. "O importante é entender que a idade varia em compasso com muitos outros fatores", diz Danijela Trenkic, psicóloga da Universidade de York, na Inglaterra. Aprendizado no estrangeiro A vida das crianças é completamente diferente da dos adultos. Então, quando comparamos suas habilidades linguísticas, "não estamos comparando realidades equivalentes", acrescenta Trenkic. Ela dá o exemplo de uma família que se muda para outro país. Normalmente, as crianças aprendem a língua muito mais rápido do que os pais. Mas isso pode ser porque elas ouvem o idioma constantemente na escola, enquanto os pais podem estar trabalhando por conta própria. As crianças também podem sentir um senso maior de urgência, já que dominar a língua é crucial para sua sobrevivência social: fazer amigos, ser aceito, se enturmar. Os pais, por outro lado, são mais propensos a socializar com pessoas que os entendem, como colegas imigrantes. "Criar o vínculo emocional é o que faz você se aperfeiçoar no aprendizado de idiomas, na minha opinião", diz Trenkic, da Universidade de York. Os adultos também podem criar esse laço afetivo, e não apenas por meio de relações amorosas ou de amizade com um nativo. Um estudo de 2013 realizado com adultos britânicos matriculados em um curso de italiano para iniciantes descobriu que aqueles que tiveram dificuldade com o idioma foram ajudados pelo relacionamento com outros alunos e o professor. "Se você encontrar pessoas que pensam como você, é mais provável que você leve adiante o aprendizado do idioma e persevere", explica Trenkic. "Esse é o segredo. Você precisa passar anos aprendendo. Então a menos que haja uma motivação social para isso, é realmente difícil prosseguir." No início deste ano, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) com 670 mil pessoas mostrou que, para obter um conhecimento nativo da gramática inglesa, é melhor começar por volta de dez anos. Após essa idade, a capacidade diminuiria. Mas o estudo feito por meio de questionário online também revelou que podemos aprimorar os idiomas, incluindo o nosso próprio, ao longo do tempo. Nós, por exemplo, só dominamos completamente a gramática da nossa própria língua por volta dos 30 anos. E um estudo online, realizado anteriormente, mostra que até mesmo os nativos aprendem quase uma palavra nova por dia em seu próprio idioma até os 50 anos. Trenkic destaca que o estudo do MIT analisou algo extremamente específico - a capacidade de passar por um nativo em termos de precisão gramatical. Para o estudante de idiomas em geral, isso pode não ser tão relevante. "As pessoas às vezes me perguntam qual é a maior vantagem das línguas estrangeiras. Vou ganhar mais dinheiro? Vou ser mais inteligente? Vou ficar mais saudável? Mas, na verdade, a maior vantagem de aprender idiomas estrangeiros é poder se comunicar com mais gente", diz ela. Trenkic, por exemplo, é da Sérvia. E só se tornou fluente em inglês por volta dos 20 anos, após se mudar para o Reino Unido. Ela diz que ainda comete erros gramaticais, especialmente quando está cansada ou estressada. "Ainda assim, apesar de tudo - e isso é crucial - posso fazer coisas incríveis em inglês. Posso apreciar grandes obras literárias e escrever textos relevantes e coerentes com qualidade para publicação", escreveu ela em um e-mail. De fato, o questionário do MIT classificou o inglês dela como nativo. Na creche espanhola de Londres, em que os professores cantam Cumpleanos feliz (feliz aniversário, em espanhol) e há um exemplar de O Grúfalo em hebraico na estante, a própria diretora aprendeu o idioma local mais tarde. Carmen Rampersad cresceu na Romênia e só dominou o inglês ao se mudar para o exterior, por volta dos 20 anos. Seus filhos aprenderam espanhol na creche. Mas talvez o mais aventureiro em termos linguisticos seja o marido dela. Nativo de Trinidad e Tobago, que fala espanhol, ele aprendeu romeno com a família dela, que mora perto da fronteira com a Moldávia. "O romeno dele é excelente", diz ela. "Ele fala com um sotaque da Moldávia. É hilário."
    Unesp aplica segunda fase do vestibular 2019 neste domingo e segunda para 50 mil candidatos

    Unesp aplica segunda fase do vestibular 2019 neste domingo e segunda para 50 mil candidatos


    Prova começa às 14h e terá 24 questões dissertativas neste domingo. Na segunda-feira, serão 12 perguntas dissertativas e uma redação. Segunda fase da Unesp começa neste domingo Felipe Lazzarotto/EPTV A segunda fase do vestibular 2019 da...


    Prova começa às 14h e terá 24 questões dissertativas neste domingo. Na segunda-feira, serão 12 perguntas dissertativas e uma redação. Segunda fase da Unesp começa neste domingo Felipe Lazzarotto/EPTV A segunda fase do vestibular 2019 da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começa neste domingo (16) e vai até segunda-feira (17). Ao todo, 50.499 candidatos que fizeram a primeira fase em novembro foram convocados para a etapa final. Os portões serão fechados às 14h. O exame terá duração de quatro horas e meia nos dois dias. A consulta de local pode ser feita no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), responsável pelas provas. O candidato deve chegar com uma hora de antecedência. A prova deste domingo terão 24 questões dissertativas, sendo 12 de ciências humanas e 12 de ciências da natureza. Na segunda-feira, a prova terá 12 questões de línguagens e códigos e uma redação. Quem for fazer a prova deve levar documento original de identidade, caneta esferográfica com tinta preta (fabricada em material transparente) e régua transparente. O candidato também pode levar lápis preto, apontador e borracha.
    Alunos de Araraquara fazem balão para gravar passagem de cometa

    Alunos de Araraquara fazem balão para gravar passagem de cometa


    Eles pretendem fotografar o 46P Wirtanen, que se aproxima da Terra no domingo (16). Alunos de escola em Araraquara fazem balão para gravar a passagem de um cometa na terra Alunos do ensino médio de uma escola particular de Araraquara desenvolveram...


    Eles pretendem fotografar o 46P Wirtanen, que se aproxima da Terra no domingo (16). Alunos de escola em Araraquara fazem balão para gravar a passagem de um cometa na terra Alunos do ensino médio de uma escola particular de Araraquara desenvolveram um projeto que irá registrar a passagem de um cometa pelo planeta Terra neste domingo (16). Quando será possível ver o 'cometa do Natal', que fará sua aparição mais próxima da Terra O projeto é dos estudantes Matheus Artur de Faria e Gabriela Stuche Monteiro, que são amigos de longa data e gostam de desvendar os mistérios dos números. A parceria entre os dois começou quando Gabriela foi ajudar Matheus com as dificuldades dele nas aulas de história. “Depois disso eu e ele não queríamos deixar o projeto morrer. Daí, quando vimos os eventos astronômicos do ano que a NASA e o pessoal da União Europeia mostram, a gente falou: ‘nossa vai passar um cometa, podemos tentar filmar, porque chegar ao cometa a gente não vai conseguir’”, contou Gabriela. O projeto Alunos de escola em Araraquara fazem balão para gravar a passagem de um cometa na terra Reprodução/EPTV Com a orientação do professor de física, eles desenvolveram um balão que será enviado para a estratosfera terrestre e vai gravar a passagem do cometa 46P Wirtanen, que se aproxima da Terra no domingo (16) e poderá ser visto a olho nu. “A gente vai soltar o balão aqui em Araraquara, ele vai subir até a estratosfera, por volta de 29 km, lá vai ter temperatura de até -40°C e desde o começo a plaquinha já vai registrar todos os dados”, explicou Matheus. Alunos de escola em Araraquara fazem balão para gravar a passagem de um cometa na terra Reprodução/EPTV Os cálculos de precisão ajudaram para que o projeto saísse do papel. A parte eletrônica vai dentro de uma caixa de isopor que é para evitar que o equipamento congele na estratosfera. Junto, tem uma bateria e o medidor de temperatura. A câmera vai do lado de fora registrando as imagens. Um GPS deve mostrar o lugar exato que o balão vai cair para que Matheus e Gabriela possam encontrá-lo depois. “Como o cometa vai ficar visível por muitos dias esperamos conseguir uma imagem boa e fazer um bom mapa das estrelas”, afirmou Gabriela. Para que os dados pudessem ficar mais próximos da realidade e evitar erros, os alunos também desenvolveram um calculador que dá informações específicas de Araraquara. ”A gente usou a linguagem de programação Python para gerar gráficos, fazer os cálculos e a gente só foi adicionando as formulas, fazendo o computador entender isso, e com vários testes batemos a maioria dos resultados”, disse Matheus. Alunos de escola em Araraquara fazem balão para gravar a passagem de um cometa na terra Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara
    12 estados e o DF já aprovaram currículo de referência para escolas do infantil e fundamental

    12 estados e o DF já aprovaram currículo de referência para escolas do infantil e fundamental


    Documentos foram elaborados após aprovação da Base Nacional Comum Curricular e agora servirão para que cada escola elabore seu projeto pedagógico; prazo para concluir o processo termina em 2020. Exatamente um ano após a aprovação da Base...


    Documentos foram elaborados após aprovação da Base Nacional Comum Curricular e agora servirão para que cada escola elabore seu projeto pedagógico; prazo para concluir o processo termina em 2020. Exatamente um ano após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) dos ensinos infantil e fundamental, pelo menos 12 estados e o Distrito Federal já aprovaram seus currículos de referência para escolas dessas duas etapas de ensino. Segundo um levantamento do Ministério da Educação, até a sexta-feira (14) outros sete estados tinham previsão de concluir esse processo até 31 de dezembro. Os documentos foram elaborados a partir da BNCC e serve como referência para que cada escola elabore o seu projeto político-pedagógico, que, segundo Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC, representa a "materialização" das intenções pedagógicas da base curricular. Veja abaixo a situação pelo Brasil até a sexta: Levantamento do MEC até 14 de dezembro mostra que 13 estados já aprovaram seus currículos de referência para escolas do infantil e fundamental Fernanda Garrafiel/Arte G1 Etapas de elaboração do currículo estadual Após a homologação da BNCC pelo MEC, cada estado criou comissões reunindo os municípios para a elaboração da proposta curricular e, de acordo com Kátia, os redatores foram escolhidos conjuntamente por estados e municípios. O processo ocorreu durante todo o ano, e o primeiro estado que conseguiu aprovar a proposta foi o Paraná, em 22 de novembro. Nesta semana, segundo o MEC, Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais concluíram o processo. Cada estado precisa cumprir quatro etapas até a aprovação da proposta curricular: Elaborar um documento preliminar a partir da BNCC, mas incluindo os aspectos do contexto regional Realizar uma consulta pública a respeito do documento preliminar Elaborar uma versão final do documento, sistematizada a partir do resultado da consulta pública, e entregá-la ao Conselho Estadual de Educação (CEE) Aprovar o documento no conselho Veja abaixo a situação de cada estado: Já aprovaram o documento final no CEE: Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Paraíba Paraná Pernambuco Rio Grande do Norte Sergipe Tocantins Já entregaram o documento final ao CEE: Acre Alagoas Amazonas Amapá Bahia Pará Piauí Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Estão sistematizando o documento após a consulta pública: Maranhão São Paulo Rio de Janeiro Já elaborou o documento preliminar, mas não terminou a consulta pública: Santa Catarina Segundo os dados do MEC de outubro desse ano, pessoas de 3.056 municípios brasileiros (ou 55% do total) participaram das consultas públicas sobre o currículo base das escolas. Currículo estadual x projeto pedagógico "Os estados e municípios estão fazendo as suas propostas curriculares e seus currículos de referência, e agora as escolas vão ter que produzir, a partir disso, os seus projetos pedagógicos", explicou Kátia em entrevista ao G1. "O projeto pedagógico da escola é que vai dizer tudo: como a escola avalia, como ela organiza as turmas. Então, ela faz com que as grandes intenções pedagógicas e de desenvolvimento integral sejam materializadas para acontecer na escola." Os projetos pedagógicos já existem nas escolas. A novidade, segundo a secretária, é que agora as gestões escolares terão um documento único nacional como ponto de partida. "O que é que todas as escolas do país vão ter em comum? É que todos os currículos retratam, traduzem as habilidades que estão previstas na base e as dez competências gerais para organizar o ensino e a aprendizagem na escola." - Kátia Smole Ela estima que, a partir do momento em que os currículos de referência são aprovados, o prazo de adequação dos projetos pedagógicos dure cerca de um semestre. O prazo para a finalização desse processo termina no início de 2020, segundo a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que aprovou a BNCC. Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC, durante o evento Educação 360, na quarta-feira (12) em São Paulo Divulgação/Wander Roberto/Inovafoto Currículos municipais Kátia afirmou que, como os currículos de referência estaduais já contemplam os contextos regionais, e como cada escola ainda precisa imprimir suas especificidades no projeto pedagógico, os 5.570 municípios não são obrigados a elaborar sua própria proposta curricular, mas podem optar por fazê-lo. "As regionalidades já foram contempladas na elaboração do regime de colaboração", disse ela. Na quarta-feira (12), durante o evento Educação 360, em São Paulo, a secretária afirmou que 80% dos municípios aderiram ao "regime de colaboração", que ocorre quando as diferentes redes de ensino (municipal, estadual e federal), que têm autonomia, decidem elaborar o processo por meio de uma parceria colaborativa. "Não é necessário fazer um currículo para cada município, mas é importante que fique claro que o município que quiser fazer tem essa liberdade, desde que o currículo dele dialogue com o que foi feito com o currículo estadual, que está bastante alinhado com a base." Próximos passos A elaboração dos currículos estaduais e adequação dos projetos político-pedagógicos é um dos passos seguintes à aprovação da BNCC. As outras duas mudanças principais são a reforma dos materiais didáticos e a formação dos professores para tirarem os currículos do papel. "O ano de 2019 é um ano bem importante, porque é o currículo começa a ser traduzido na prática com essas duas ações essenciais: a elaboração dos processos pedagógicos e também a formação continuada dos educadores", explicou Kátia que, na quinta-feira (13), apresentou a jornalistas uma proposta de Base Nacional Comum de Formação de Professores (BNC Formação de Professores). Entre as ações sugeridas pelo MEC estão instituir uma prova obrigatória para os professores recém-formados poderem atuar em escolas, substituir o estágio obrigatório das licenciaturas por uma residência pedagógica, aumentar a carga horária de atividades práticas nos cursos de formação de professores e reformar a estrutura do curso de pedagogia. MEC divulga base comum para reformar a formação de professores Melhorar a formação de professores exige política institucional das universidades, dizem especialistas MEC homologa a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio
    AGU é contra pedido de Raquel Dodge para destinar multa de delação premiada para educação

    AGU é contra pedido de Raquel Dodge para destinar multa de delação premiada para educação


    Órgão responsável pela defesa do Executivo argumenta que dinheiro deve ser revertido para o Tesouro Nacional. Decisão será tomada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato. Acebará ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no...


    Órgão responsável pela defesa do Executivo argumenta que dinheiro deve ser revertido para o Tesouro Nacional. Decisão será tomada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato. Acebará ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, decidir o destino dos recursos obtidos por meio de delações Reprodução, GloboNews A Advocacia-Geral da União (AGU) opinou contra pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para destinar mais de R$ 90 milhões recuperados com delações premiadas ao Ministério da Educação para investimento em projetos educacionais. A questão será decidida pelo relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin. O pedido foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge no mês passado. A chefe do Ministério Público argumentou que investir em programas da educação básica leva as crianças a desenvolverem valores éticos e morais. Em documento apresentado nesta quinta (13) ao Supremo, a AGU considera que a lei estipula que o dinheiro recuperado por meio das delações premiadas deve ser revertido ao órgão lesado e, portanto, o dinheiro deve ir para o Tesouro Nacional. Para a AGU, a própria Procuradoria reconheceu que a União é a vítima e não existe nenhuma previsão legal para destinação de valores para órgãos específicos, como o Ministério da Educação. Segundo o órgão, ao serem encaminhados ao Tesouro, os recursos serão destinados para despesas públicas previstas na lei orçamentária. "Em razão da inexistência de norma jurídica que preveja alocação predefinida dos recursos recuperados em decorrência de acordos de colaboração premiada, estes devem ser considerados como ingresso de receitas, as quais deverão ser incorporadas ao orçamento único da União", ponderou a AGU no parecer.
    MEC homologa a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio

    MEC homologa a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio


    Documento foi aprovado na semana passada pelo Conselho Nacional de Educação e servirá como base para que as escolas elaborem seus próprios currículos. O ministro da Educação, Rossieli Soares, assinou a homologação da BNCC do ensino médio em...


    Documento foi aprovado na semana passada pelo Conselho Nacional de Educação e servirá como base para que as escolas elaborem seus próprios currículos. O ministro da Educação, Rossieli Soares, assinou a homologação da BNCC do ensino médio em Brasília nesta sexta-feira (14) André Nery/MEC O ministro da Educação, Rossieli Soares, homologou nesta sexta-feira (14) a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da etapa do ensino médio, que define o conteúdo mínimo para estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil. O documento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no início do mês. A homologação foi feita em cerimônia no próprio conselho. A previsão é que as mudanças definidas na base estejam em vigor no início do ano letivo de 2020. Com a base, haverá quatro grandes áreas de conhecimento, sendo que português e matemática serão obrigatórios nos três anos do Ensino Médio. Os outros conhecimentos podem ser distribuídos ao longo dos três anos - com a possibilidade, por exemplo, de se concentrarem num único ano. "Já passou da hora de os jovens escolherem o que precisam estudar", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Smole. "Há coisas que todos precisam aprender, e é isso que a base garante, e há outras coisas que vamos aprofundar." A construção da BNCC começou em 2015 e, no fim de 2017, foram aprovadas as bases para os ensinos Infantil e Fundamental. Para o Ensino Médio, o processo foi mais demorado devido à reforma do Ensino Médio, anunciada em 2016. Formação de professores Na ocasião, o ministro também fez a entrega ao CNE da Base Nacional Comum de Formação de Professores (BNC Formação de Professores), divulgada nesta quinta-feira (13) pela pasta. Pela proposta, haveria a exigência de uma prova nacional para o ingresso na carreira docente nas escolas básicas, além da reformulação do curso de pedagogia. "Não existe aprendizagem sem que a gente discuta a formação que a gente deve dar aos professores", disse o ministro. "Está na hora de o Brasil discutir os cursos de pedagogia. Não dá mais para termos uma formação tão genérica para etapas tão fundamentais." No evento, também foram homologadas pelo ministro três diretrizes que atualizam os cursos superiores de Educação Física, Direito e os cursos de extensão.
    Unicamp 2019: notas de aprovados na primeira fase do vestibular são divulgadas

    Unicamp 2019: notas de aprovados na primeira fase do vestibular são divulgadas


    Universidade aplicou 90 questões de múltipla escolha para 69,7 mil candidatos, em novembro. Prova abordou temas como racismo, violência no campo e fake news; confira calendário. Estudantes durante prova da 1ª fase do vestibular 2019 da...


    Universidade aplicou 90 questões de múltipla escolha para 69,7 mil candidatos, em novembro. Prova abordou temas como racismo, violência no campo e fake news; confira calendário. Estudantes durante prova da 1ª fase do vestibular 2019 da Unicamp Letícia Baptista/G1 A Unicamp liberou nesta sexta-feira (14) as notas dos 18,9 mil candidatos que foram aprovados na primeira fase do vestibular 2019. A prova ocorreu em novembro e foi aplicada em 30 cidades paulistas, Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). Consulte. Nesta edição, a universidade oferece 2,5 mil vagas em 69 cursos de graduação. Durante a avaliação, foram abordados temas como racismo, empoderamento da mulher, déficit habitacional, violência no campo, doping no esporte, precarização do trabalho e desemprego, fascismo, política brasileira, a partir de um slogan do governo Temer, além de fake news. Confira detalhes do exame. G1 fez a prova; veja como foi a cobertura em tempo real Confira gabarito oficial Veja as notas de corte e a relação candidato/vaga para cada curso A avaliação foi composta por 90 questões de múltipla escolha: 13 de língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, 13 de matemática, 9 de história, 9 de geografia (inclui filosofia e sociologia), 9 de física, 9 de química, 9 de biologia, 7 de inglês, além de 12 interdisciplinares. A segunda fase do exame será entre 13 e 15 de janeiro. Veja, abaixo, calendário completo. Concorrência A disputa por vagas regulares ficou mais acirrada nesta edição, em virtude de novos modelos de ingresso, entre eles, as reservas de 645 cadeiras via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No comparativo com o ano anterior, a relação candidato-vaga média passou de 25,1 para 29,5, de acordo com a Unicamp. As dez carreiras mais concorridas estão: medicina (330 c/v), arquitetura e urbanismo/noturno (102,4 c/v), ciências biológicas (57,9 c/v), comunicação social/midialogia (54,6 c/v), ciência da computação/noturno (39,1 c/v), farmácia (38,5 c/v), engenharia química (37,8 c/v), engenharia de computação (35,7 c/v), enfermagem (34,9 c/v) e odontologia (34,6 c/v). O índice de abstenção na primeira fase foi de 8,59%, informou a Comvest. Esta é a primeira edição em que a Unicamp adota cotas étnico-raciais para elevar a inclusão social. Calendário 13, 14 e 15/01 - Provas da 2ª fase 21 a 25/01 - Provas de habilidades específicas 11/02 - Divulgação da 1ª chamada 12/02 - Matrícula não-presencial 14/02 - Divulgação das notas da 2ª fase e classificação A Unicamp Fundada em 1966, a universidade estadual conta com 34 mil alunos matriculados em cursos de graduação e programas de pós-graduação, segundo o site oficial. Os três campi, localizados nas cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba, compreendem 24 unidades de ensino e pesquisa. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Análise de sistemas: vaga de emprego depende de formação constante, alertam profissionais do mercado

    Análise de sistemas: vaga de emprego depende de formação constante, alertam profissionais do mercado


    Formar rede de contatos, saber trabalhar em equipe e buscar novos cursos são dicas para conquistar espaço no mercado de trabalho. Trabalhar na área de programação exige atualizações constantes. Reprodução/Free Photos/Pixabay Os especialistas...


    Formar rede de contatos, saber trabalhar em equipe e buscar novos cursos são dicas para conquistar espaço no mercado de trabalho. Trabalhar na área de programação exige atualizações constantes. Reprodução/Free Photos/Pixabay Os especialistas são claros: se o profissional de análise e desenvolvimento de sistemas não se atualizar, vai perder espaço no mercado. Professores de universidades e funcionários de grandes empresas – Microsoft, Gol, Ponto Frio, Google e Cinemark – deram dicas de como se destacar na carreira. Todos eles ressaltam que a constante renovação de conhecimento é vital para conseguir concorrer às vagas mais disputadas. TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? “A base do conteúdo é sempre a mesma. Mas precisa saber que as tecnologias vão se modernizando”, explica Luciano Souza, coordenador do curso na Unip. Há alguns anos, não se falava, por exemplo, de bitcoin ou de criptomoeda, como ressalta Renato Trindade, gerente da Page Personnel, consultoria de recrutamento de profissionais técnicos e de suporte à gestão. “Não dá para parar de se capacitar. A demanda é grande nesse setor financeiro, por exemplo, e faltam profissionais capacitados. Depois das eleições dos EUA, passamos a falar ainda mais de segurança na Internet. Se um analista ou desenvolvedor de sistemas se especializar nisso, vai conseguir se destacar e seguir até carreira internacional”, conta. Há conteúdo disponível gratuitamente na Internet, por exemplo. Também é possível fazer cursos de especialização, como uma pós-graduação em ciência da computação. Gisele Busichia Baioco, coordenadora de bacharelado em sistemas de informação e tecnologia em análise de sistemas na Unicamp, cita outro tipo de formação: as certificações. “Após a universidade, quem quer atuar no mercado pode se especializar no desenvolvimento de alguma plataforma específica”, diz. Funciona da seguinte forma: uma empresa como a Microsoft, por exemplo, abre vagas para um curso que ensine sobre um sistema específico usado por ela. Depois de terminarem as aulas, o aluno deve prestar um exame de qualificação. Se for aprovado, conseguirá a certificação e terá um diferencial em relação aos demais profissionais do mercado. Abaixo, veja dicas de funcionários de grandes empresas sobre como se destacar: 1- Estar aberto a novas experiências William Wada, do Cinemark Há um ano, trabalha como diretor de tecnologia da informação (TI) Tarefas: “Sou responsável por todos sistemas, infraestrutura e projetos de TI da Cinemark no Brasil, incluindo as iniciativas de transformação digital” Dica: “Desenvolva sua capacidade de aprender. A sua linguagem de programação preferida durante a faculdade pode sumir do mercado de trabalho rapidamente. Novas soluções de plataformas em nuvem são disponibilizadas a cada dia, levando a alternativas mais interessantes. Se você não estiver sempre aberto a aprender algo novo e a dominar esta competência, poderá perder algumas chances de participar de projetos bem diferenciais na sua carreira.” 2- Sempre estudar e criar uma rede de contatos Maisa Penha Há 9 meses, é diretora de tecnologia para parceiros da América Latina na Microsoft. Trabalhou por 10 anos na IBM como gerente de implementação de inteligência artificial do continente. Tarefas: "Hoje atuo na organização de parceiros da Microsoft – tenho um time técnico com 48 pessoas (arquitetos e desenvolvedores), cuja principal função é acelerar negócios e auxiliar em qualquer questão técnica, seja para um treinamento de alguma tecnologia ou para a criação de uma nova solução no mercado." Dicas: "Estudar sempre. As tecnologias estão em constante evolução e transformação e, para se destacar nessa área, é necessário se atualizar de acordo com a demanda e a tendência do mercado. Com isso, o profissional terá influência nos resultados da empresa em que trabalha. Uma segunda dica seria o “networking” – criar conexões dentro e fora do ambiente de trabalho para se atualizar e traçar o melhor caminho possível de aprendizado e experiência profissional. Também gostaria de deixar uma mensagem especial para as meninas: precisamos de mais mulheres na área de tecnologia. Exatas e TI são para mulheres, sim! Atualmente, as empresas investem muito em diversidade e programas para o balanço entre vida pessoal e profissional e é um ótimo mercado para todos, sem exceção!" 3- Aprender inglês e sair da zona de conforto Camila Matsubara, do Google Engenheira de software desde 2013 Camila Matsubara é engenheira de software no Google. Reprodução/Google Tarefas: “Eu trabalho em Search Quality. Nossa missão é melhorar a qualidade dos resultados da busca do Google bem como a experiência das pessoas com o produto da busca. Por exemplo, ao fazer uma consulta no Google, queremos apresentar os resultados mais relevantes e úteis para que a pessoa encontre a informação que estava procurando de forma eficaz. Nossos projetos são globais, impactando pessoas que usam a busca do Google no mundo inteiro.” Dica: “Na área da tecnologia, as coisas podem mudar bem depressa. Novos produtos, conceitos e ideias surgem rapidamente. Uma dica é manter a curiosidade e buscar novos aprendizados continuamente. Permitir-se estar fora da zona de conforto de vez em quando, aceitar oportunidades diferentes. Uma dica complementar é aprender inglês para aumentar o acesso a recursos e oportunidades.” 4- Saber trabalhar em equipe Felipe Torres, do Ponto Frio Analista de sistemas há 8 anos Tarefas: "Participo do suporte ao analista de negócios, da análise e da especificação técnica de sistemas. Desenho soluções para os problemas que a empresa apresenta e acompanho e oriento os desenvolvedores que colocarão o projeto em prática." Dica: "Para obter sucesso na área de análise e desenvolvimento de sistemas, alguns pontos são fundamentais: saber trabalhar em equipe, por exemplo. O profissional também deve se manter atualizado com as principais tendências de mercado, além de se informar sobre novas tecnologias e metodologias de trabalho." 5- Ser curioso e proativo Patrice Jean Michel Ramos, da Gol Gerente de TI há 3 anos Tarefas: Faço a gestão de equipes de arquitetura de soluções, de desenvolvimento de sistema e de business intelligence. Também cuido da definição de estratégia tecnológica da empresa. Dica: Ser curioso e proativo – de forma a estar sempre antenado com novas tecnologias.
    Unesp expulsa 27 alunos cotistas após apuração interna constatar que não eram negros ou pardos

    Unesp expulsa 27 alunos cotistas após apuração interna constatar que não eram negros ou pardos


    Comissão foi instaurada para averiguar autodeclarações inválidas. Universidade diz que mais investigações seguem em andamento e vê caráter educativo no desligamento dos estudantes. Prédio da Unesp Reprodução/TV TEM A Universidade Estadual...


    Comissão foi instaurada para averiguar autodeclarações inválidas. Universidade diz que mais investigações seguem em andamento e vê caráter educativo no desligamento dos estudantes. Prédio da Unesp Reprodução/TV TEM A Universidade Estadual Paulista (Unesp) expulsou 27 alunos que se autodeclararam negros ou pardos e conquistaram vaga por meio do sistema de cotas, após comissão interna considerar as autodeclarações inválidas. É a primeira vez que a instituição toma tal medida desde 2014, quando teve início a ação afirmativa na Universidade. O desligamento dos estudantes será publicado nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial. De acordo com o professor Renato Diniz, superintendente acadêmico da Vunesp, no final do ano passado, foi instaurada uma comissão para investigar supostas fraudes. "A partir de um determinado momento, a Universidade identificou a necessidade de fazer uma averiguação em função da possibilidade de autodeclarações inválidas", explica Diniz. Diniz diz não saber os cursos tampouco o ano letivo dos alunos desligados, mas afirma que nenhum deles estava prestes a se graduar. As análises foram feitas por meio de entrevistas com os estudantes. "Os critérios que a gente utiliza são critérios definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando ele tratou das questões das cotas, critérios fenótipos [características observáveis, como cor da pele, cabelos, olhos]", completou o superintendente. Ainda segundo Diniz, os procedimentos foram instalados a partir do recebimento de denúncia ou suspeita do setor de graduação, que tem contato direto com o aluno. "Se tivesse alguma dúvida, levantasse que aquele aluno merecesse alguma averiguação, poderiam ser convocados a partir da universidade", afirma. O processo desses 27 estudantes durou cerca de cinco meses, mas outros casos seguem em apuração. "Temos mais casos, ainda está em andamento. Como a Unesp é muito espalhada, composta por muitas unidades universitárias, a gente teve uma dinâmica de trabalho temporalmente diferenciada. Umas [comissões locais] foram mais agilizadas [do que outras]." A universidade garante ainda que os alunos tiveram a chance de recorrer internamente antes de a reitoria determinar o desligamento, e acredita não ter cometido nenhuma injustiça. "Dentro dos critérios que estabelecemos, procuramos ser bastante cautelosos e cuidadosos. Entendemos que não [foram injustos]." O professor defende que a medida serve de alerta e tem um caráter pedagógico. "Estamos tentando garantir o bom cumprimento da política [de cotas]. Certamente que para nós agora vai ser um ganho mais educativo, mais didático, para que a gente indique para os futuros candidatos, para que tenham mais clareza e mais cuidado." "O dano muito maior que eles fizeram é que eles impediram pessoas pretas e pardas de ocupar essas vagas. O prejuízo das pessoas que não puderam ingressar por conta dessa ação. Pessoas que teriam direito, isso tem um peso social." Substituição de vagas O superintendente afirma que a Unesp espera conseguir dar mais agilidade ao processo para que, no futuro, as vagas possam ser repostas. "Neste primeiro momento não haveria uma possibilidade de substituição direta. Mas a universidade está pensando", revela Diniz. Ele diz que a instituição está aprimorando o processo para que as averiguações de novos alunos comecem logo após a matrícula presencial. "A expectativa para 2019 é que a gente consiga equacionar esse problema o mais rápido possível e ter isso instituído na universidade sempre. Não sei se vamos conseguir antes do início do ano letivo, mas a partir do primeiro, segundo mês."
    Melhorar a formação de professores exige política institucional das universidades, dizem especialistas

    Melhorar a formação de professores exige política institucional das universidades, dizem especialistas


    MEC anunciou nesta quinta proposta de base nacional para a formação docente, que ainda precisa se aprovada pelo Conselho Nacional de Educação. Evento Educação 360 reuniu professores e especialistas na área para discutir a Base Nacional Comum...


    MEC anunciou nesta quinta proposta de base nacional para a formação docente, que ainda precisa se aprovada pelo Conselho Nacional de Educação. Evento Educação 360 reuniu professores e especialistas na área para discutir a Base Nacional Comum Curricular em São Paulo nesta quarta-feira (12) Divulgação/Wander Roberto/Inovafoto Colocar professores mais preparados nas salas de aula brasileiras é uma tarefa que envolve maior diálogo entre as universidades e as escolas, mas também maior participação da direção das universidades na reforma dos cursos de pedagogia e licenciatura. É o que dizem especialistas que participaram, nesta quarta-feira (12), do evento Educação 360, realizado pelos jornais "O Globo" e "Extra" em São Paulo. Na tarde desta quinta (13), o Ministério da Educação anunciou uma proposta para a Base Nacional Comum de Formação de Professores da Educação Básica, que deverá ser avaliada e aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) a partir de 2019. Mozart Neves Ramos, conselheiro do CNE, será o relator do documento. Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atual diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, ele defendeu que as faculdades criem institutos de formação de professores dedicados a uma maior integração entre o departamento responsável pelas disciplinas da educação e os departamentos que oferecem as disciplinas específicas da licenciatura. "Ainda não chegamos na revolução 3.0, que era buscar essa integração de conteúdos, para reduzir os conteúdos e trabalhar mais a prática" - Mozart Neves Ramos Mozart Neves Ramos, conselheiro do CNE, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atual diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, será o relator da base de formação de professores no CNE Divulgação/Wander Roberto/Inovafoto Alternativas de financiamento da Capes Essa integração, diz Neves, deve envolver ainda a Pró-Reitoria de Graduação das universidades, e que os professores que atuam nas escolas precisam ter mais espaço dentro nas faculdades de educação, sendo recebidos "com tapete vermelho". "Por que não consideramos esses professores para serem parte do corpo docente que forma os alunos na licenciatura?", questionou ele durante a mesa do evento dedicada à formação de professores. Tanto Neves quanto Luiz Roberto Liza Curi, atual presidente do Conselho Nacional de Educação, afirmaram que uma forma de aproximar universidades e escolas é criar novas modalidades de financiamento de pesquisa, com requisitos que os professores do ensino básico que não tenham diplomas de mestrado e doutorado possam cumprir. Em outra mesa, dedicada às experiências de elaboração dos currículos após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação docente também foi abordada. "Precisamos das universidades brasileiras nessa reengenharia da formação de professores que vai acontecer depois da base", afirmou Haroldo Rocha, secretário de Educação do Espírito Santo e vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed). "Base só dá certo se os professores estiverem compreendendo profundamente do que se trata. Avançamos nisso, mas tem muito o que fazer." Já Kátia Smole, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, afirmou que não é verdade que todos os professores brasileiros sejam ruins, e que é preciso dar um voto de confiança nele. "Temos que confiar no professor. Temos gente muito boa dando aula nesse país, disposta a dialogar. Mas precisamos escutar", afirmou ela. Em entrevista coletiva a jornalistas nesta quinta, ao apresentar a proposta do MEC para reformar a formação de professores, Smole disse que, nas reformas anteriores feitas pelo governo federal nos últimos anos, como as mudanças no ensino médio e a BNCC, as universidades participaram mais por meio de "posicionamentos", mas que, agora, elas "precisam assumir protagonismo muito mais do que pautar um posicionamento". "Quem está formando o professor que vai dar aula nesse ensino médio? Quem está formando continuadamente o professor que está dando aula no ensino médio?", ressaltou ela. "O convite para essa base agora é esse: vamos arregaçar as mangas e trabalhar juntos." O professor do futuro Miguel Thompson, presidente do Instituto Singularidades, também participou do Educação 360 nesta quarta, e disse que um dos principais desafios dos cursos de formação de professores é formar futuros professores que foram escolarizados seguindo um modelo que já não responde ao ser humano que a sociedade acha importante formar hoje em dia. Segundo ele, a visão educacional atual exige uma abordagem integral do ser humano, e não compartimentada, como foi nas gerações anteriores. Por isso, os professores precisam saber ensinar as competências e entender do que elas se tratam e as habilidades, valores e experiência que estão por trás delas. "Formar esse tipo de professor é muito difícil porque ele está vindo desse modelo", disse Thompson. Luiz Roberto Liza Curi, presidente do CNE, que vai discutir em 2019 a Base Nacional Comum de formação de professores da educação básica Divulgação/Wander Roberto/Inovafoto Professores formados a distância Para Luiz Curi, presidente do CNE, outro ponto que merece atenção é a modalidade de ensino a distância (EAD), que representa cada vez mais matrículas da licenciatura, e o alto índice de estudantes matriculados no turno noturno, o que dificulta o cumprimento das horas práticas de estágio. Citando dados do Censo da Educação Superior, ele ressaltou que, em 2017, 1.589.440 estudantes estavam matriculados em um curso de licenciatura no Brasil, o que representa 19,3% de todas as matrículas na graduação. Desses, 743.468 estudavam a distância, um número que mais que triplicou em dez anos, e já responde por 45,8% do total de matrículas da licenciatura. Ao mesmo tempo, o número de matrículas em licenciatura presencial em 2017 foi de 845.972, praticamente o mesmo registrado em 2007. Baixo custo alavancou EAD Segundo Mozart Neves Ramos, do Instituto Ayrton Senna, um dos motivos da expansão da licenciatura EAD é o fato de a mensalidade ser mais baixa, o que afugentou os estudantes dos cursos presenciais. Curi ressalta que o ensino a distância é "um instrumento absolutamente essencial" para levar as matrículas para fora dos grandes centros e permitir a inovação do ensino e o autoaprendizado dos estudantes, mas afirma que "não se pode admitir uma massa tão grande estudando de maneira não responsável". Os dados do Censo mostram que 64,1% dos estudantes de licenciatura estão matriculados no EAD. De acordo com ele, a modalidade passou a ser vista por instituições privadas como um meio de expansão de vagas sem aumento de custos, e muitas delas passaram a criar cursos de mestrado e doutorado para cumprir os requisitos e se tornarem universidades, o que lhes permite mais autonomia para aumentar o número de vagas. "A educação a distância é uma oportunidade, faz bem pro país ter, mas nós precisamos tomar conta para que ela seja plena, ampla e seja um acréscimo no processo de formação, e não um decréscimo de qualificação do egresso da instituição."
    Júri condena autora de facada a 18 anos de prisão por morte de estudante em festa na Unicamp

    Júri condena autora de facada a 18 anos de prisão por morte de estudante em festa na Unicamp


    Maria Tereza Peregrino recebeu sentença da 1ª Vara do Júri, na noite desta quinta-feira (13). Denis Casagrande, de 21 anos, foi assassinado em setembro de 2013, no campus de Campinas (SP). Maria Tereza Peregrino, acusada por facada que matou...


    Maria Tereza Peregrino recebeu sentença da 1ª Vara do Júri, na noite desta quinta-feira (13). Denis Casagrande, de 21 anos, foi assassinado em setembro de 2013, no campus de Campinas (SP). Maria Tereza Peregrino, acusada por facada que matou estudante da Unicamp Reprodução / EPTV O júri popular condenou nesta quinta-feira (13) Maria Tereza Alexandrino Peregrino a 18 anos de prisão pela morte do estudante de engenharia da Unicamp Denis Papa Casagrande, de 21 anos, durante festa no campus da universidade em Campinas (SP). O crime foi em setembro de 2013. A decisão do juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri, determina que ela cumpra a pena inicialmente em regime fechado. Os jurados consideraram que houve homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou defesa da vítima. Segundo a Polícia Civil, Maria Tereza desferiu uma facada no rapaz e ele teve "anemia aguda" após ser atingido no coração. Ela cumpre prisão preventiva no CDP feminino de Franco da Rocha (SP) desde junho de 2016, informou a Secretaria da Administração Penitenciária do estado (SAP). A defesa afirmou ao G1 que recorrerá da sentença, por entender que "as provas dos autos não foram corretamente valoradas" no julgamento. O julgamento Com os pais de Casagrande em uma das primeiras fileiras da sala, o júri com cinco mulheres e dois homens ouviu relatos de três testemunhas, entre elas, uma arrolada pelo Ministério Público, uma por advogados da ré e outra indicada em comum pelas duas partes. Oito foram dispensadas. Durante o interrogatório, Maria Tereza respondeu às perguntas feitas principalmente pelo promotor de Justiça Luís Felipe Delamain Buratto e o defensor da família do estudante. Ao longo de 30 minutos, ela contou que foi assediada pela vítima quando urinava em uma área distante do público na festa, citou trocas de ofensas verbais e frisou que não teve intenção de ferir ou matar o estudante quando ele teria colocado o peso do corpo sobre ela em meio às discussões. À época funcionária de um call center, ela alegou que levou uma faca junto por segurança. Além disso, afirmou que não integra mais o grupo autodenominado "anarcopunk", não mantém mais relacionamento com Anderson Mamede - namorado dela em 2013 e condenado a 18 anos de prisão, no ano passado, pela participação no homicídio - e que não ameaçou testemunhas ou se envolveu em brigas antes do caso. Após término das questões, voltou ao lugar para réus e chorou. Denis Papa Casagrande, de 21 anos, morreu na Unicamp Reprodução/ EPTV MP vê contradições Buratto, por outro lado, usou tempo de exposição para indicar contradições nas versões apresentadas pela acusada nesta quarta-feira e durante depoimentos anteriores em juízo, incluindo exibição de um vídeo e menções sobre reportagens produzidas à época do assassinato. O promotor rechaçou as hipóteses de legítima defesa ou injusta provocação à Maria Tereza. Ele reiterou que Casagrande foi morto por engano, conforme conclusão da Polícia Civil em inquérito, e lembrou que o crime comoveu a cidade e a turma de Casagrande concluiu a graduação em 2017. "Este sonho foi tirado da família [...] Ela pode ser visitada na cadeia, mas quem quiser visitar ele precisa se ajoelhar no cemitério", frisou Buratto ao pedir a condenação da ré aos jurados. Defesa Um dos advogados de Maria Tereza usou cerca de 1h15 do tempo disponível para sustentar que Maria Tereza agiu em legítima defesa e que a jovem levou uma faca para a festa por motivo de segurança. De acordo com ele, à época do caso houve uma série de estupros no distrito de Barão Geraldo, sobretudo em áreas próximas às universidades, e por isso pediu absolvição dela. Não houve réplica e tréplica antes da decisão do júri e definição da sentença por Torres. A família de Casagrande é de Piracicaba (SP) e, em setembro de 2013, ele morava com amigos no distrito de Barão Geraldo para fazer o curso de engenharia de controle e automação na Unicamp. Festa ocorreu no Ciclo Básico, em setembro de 2013 Reprodução/ EPTV O caso Casagrande foi morto por engano durante a festa, de acordo com a Polícia Civil. À época em que o inquérito foi concluído, o delegado Rui Pegolo afirmou que ele foi confundido com outro jovem que teria assediado Maria Tereza, quando ela integrava um grupo autodenominado “anarcopunk”. Ela confessou ter dado a facada, informou a corporação, mas alegou legítima defesa e disse ter sido agarrada pelo estudante. A versão foi rechaçada pelos investigadores após análise de provas. Maria foi indiciada como autora do crime, e o namorado dela à época, Anderson Mamede, como coautor, já que ele admitiu ter agredido com golpes de skate a vítima, quando ela já tinha sido atingida pela faca. André Ricardo de Souza Motta também foi indiciado pela participação - admitiu ter agredido a vítima, de acordo com decisão do TJ-SP - e nenhum deles estudava na Unicamp. Após a morte de Casagrande, a Unicamp aceitou a proposta do então governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que a Polícia Militar circulasse nas áreas internas. Contudo, o anúncio gerou polêmica e um grupo de estudantes ocupou a reitoria por 13 dias em protesto contra a medida. O ato foi encerrado somente após a instituição se comprometer a não firmar convênio com a corporação. Processos Em outubro do ano passado, Mamede foi condenado pela Justiça a 18 anos de prisão por participação no homicídio. Ele foi considerado culpado pelo júri para o crime de homicídio triplamente qualificado - motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificulta a defesa da vítima - e teve a pena fixada em 19 anos de prisão em regime fechado. Anderson Mamede foi condenado por morte na Unicamp Fernando Pacífico / G1 Campinas Entretanto, por ter menos de 21 anos à época do crime, a pena foi reduzida para 18 anos por causa da atenuante. À época, a defesa dele confirmou que iria recorrer da decisão. André Ricardo de Souza Motta chegou a ser absolvido, mas o TJ-SP anulou a decisão e determinou que seja realizado um novo julgamento, após acolher contestação do MP onde foi defendida hipótese de que a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas ao longo do processo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele até esta publicação. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    MEC divulga base comum para reformar a formação de professores

    MEC divulga base comum para reformar a formação de professores


    Antes de entrar em vigor, documento tem que ser analisado e aprovado no Conselho Nacional de Educação; ao G1, relator da base afirmou que o trabalho pode ser concluído até o fim de 2019. MEC divulga base comum para reformar a formação de...


    Antes de entrar em vigor, documento tem que ser analisado e aprovado no Conselho Nacional de Educação; ao G1, relator da base afirmou que o trabalho pode ser concluído até o fim de 2019. MEC divulga base comum para reformar a formação de professores Reprodução/MEC O governo federal divulgou, na tarde desta quinta-feira (13), uma proposta de reformulação dos cursos de licenciatura que inclui a exigência de uma prova nacional para que professores possam dar aulas nas escolas básicas e a reformulação do curso de pedagogia. Batizado de Base Nacional Comum de Formação de Professores da Educação Básica (BNC Formação de Professores), o documento ainda não é final: a versão elaborada pelo Ministério da Educação será entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que será responsável pela discussão do texto e elaboração e aprovação da versão final. Entre as principais mudanças propostas estão: a criação de um instituto nacional de formação de professores para centralizar ações de acreditação de cursos, formulação de políticas avaliação e monitoramento a substituição das horas de estágio por uma residência pedagógica desde o primeiro semestre do curso a aplicação anual do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para as licenciaturas, que seja obrigatório para que o estudante possa dar aulas a criação de um estágio probatório para professores novatos, sob a mentoria paga de professores mais experientes a redefinição da formação continuada no âmbito das secretarias estaduais e municipais, criando quatro níveis de proficiência a instituição de avaliações ao longo da carreira docente a atualização das diretrizes curriculares dos cursos de licenciatura e de pedagogia pelo CNE; no caso da pedagogia, a proposta do MEC é dividir os quatro anos de graduação em três etapas distintas de formação Ao G1, o presidente do CNE, Luiz Roberto Liza Curi, afirmou que os conselheiros já definiram que a comissão da BNC será presidida por Maria Helena Guimarães Castro, ex-secretária-executiva do MEC, e o relator será Mozart Neves Ramos, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atual diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna. Curi afirmou ainda que a primeira reunião da comissão está agendada para 20 de janeiro de 2019. Neves Ramos disse que os conselheiros ainda definirão as atividades que serão desenvolvidas, como audiências públicas e visitas a países que são referência na área, e afirmou esperar que o trabalho seja concluído até o fim de 2019. Em entrevista a jornalistas na tarde desta quinta, Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC, afirmo que, depois de aprovada, a BNC ganha caráter normativo, e que a implementação dela deverá ser feita em regime de colaboração entre estados e municípios, assim como já tem acontecido com a elaboração de currículos referenciais após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). "Embora ela seja normativa, ela precisa de muita discussão, que é o que estamos propondo que o CNE faça" - Kátia Smole, secretária de Educação Básica do MEC O que é a BNC de Formação de Professores? A base para a formação de professores será um documento que servirá de referencial para as licenciaturas nas universidades brasileiras, que são os cursos que capacitam os estudantes do ensino superior a darem aulas nas escolas de ensino básico. A versão preliminar divulgada nesta quinta, segundo o MEC, serve para iniciar uma discussão sobre "as diferentes formas de habilitação para a docência nas etapas e modalidades da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio". Ainda de acordo com o documento, o objetivo final do processo deve ser o "efetivo desenvolvimento de competências docentes que integram o conhecimento, a prática e o engajamento de profissionais, sustentando a formação de professores competentes no exercício profissional do seu magistério, como exigido para uma educação integral de qualidade, democrática, solidária e inclusiva". 'Sistema' de formação de professores Pela proposta divulgada pelo MEC, a base vai determinar conteúdos e competências tanto para a formação inicial (o curso de licenciatura) quanto para a formação continuada dos professores, em uma "visão sistêmica": FORMAÇÃO INICIAL: diretrizes curriculares nacionais das licenciaturas residência pedagógica Enade licenciaturas prova para ingresso FORMAÇÃO CONTINUADA: estágio probatório plano de carreira avaliação ao longo da carreira Formação inicial Residência pedagógica Na formação inicial, uma das principais mudanças propostas pelo MEC é substituir as 400 horas de estágio obrigatório dos estudantes de licenciatura por uma residência pedagógica, que teria início já no primeiro semestre da licenciatura. "Não é mais possível ignorar que nossos cursos são extremamente teóricos e não têm respondido às demandas da contemporaneidade, aos resultados de aprendizagem e ao ensino de habilidades e competências previstas na BNCC [Base Nacional Comum Curricular]", diz o MEC no documento. A ideia é que ela siga os moldes da residência médica, onde o estudante de licenciatura atuaria diretamente na prática, supervisionado de perto tanto pelo orientador universitário quanto pelo professor da escola. "Cada centro, núcleo, faculdade ou outra instituição educacional formadora deverá ter associada ou conveniada uma ou mais escolas de educação básica para as atividades de residência pedagógica para todos os alunos de licenciatura", diz o texto. Enade anual e obrigatório Outra mudança proposta no documento é tornar o Enade obrigatório para que qualquer estudante de licenciatura tenha permissão para atuar como professor em uma escola de ensino básico ou possa disputar vagas de professor em escola pública. "Nessa proposta, todos os alunos podem fazer o exame durante a graduação ou depois dela e se habilitar à docência no caso de aprovação", explica o MEC. "Como outros exames internacionais, pode servir ainda como ingresso na carreira, pois sua aprovação pode ter validade de cinco anos. O exame pode servir ainda como parte do ingresso em concursos públicos." Formação continuada Responsabilidade das secretarias A versão preliminar da base vê a formação inicial vinculada às instituições de ensino superior que oferecem cursos de licenciaturas, e atrela a formação continuada às secretarias estaduais e municipais de ensino, onde estão vinculados os professores que já têm diploma. "A formação continuada deve estar atrelada à evolução funcional ao longo da carreira do docente. A cada etapa da carreira, o professor desenvolverá novas habilidades e competências podendo ser comprovadas por meio de avaliações, titulação e desempenho", diz o MEC. O documento estipula três tipos de formação continuada, promovidos dentro da própria escola do professor, dentro da rede estadual ou municipal, por meio de cursos, eventos e atividades de trocas de experiências e ações formativas, e também no ambiente externo, como o incentivo à participação em congressos e outros eventos acadêmicos, além de cursos de pós-graduação em instituições de ensino. Plano de carreira A formação continuada também deve ser um critério para ascensão do professor na carreira, defende o MEC. O documento propõe que os planos de carreira, que são regulamentados pelos estados e municípios, "façam uso da matriz de competência para avaliar o desempenho dos professores, por que "a matriz de competências permite que as avaliações sejam mais objetivas, pois pautar-se-á em habilidades e competências comprovadas ao longo da carreira". Segundo a proposta, seriam quatro os níveis de "proficiência" dos professores: inicial (professores graduados na licenciatura) probatório (professores novatos, que deverão "apresentar novas competências e habilidades") altamente eficiente (professores com carreira mais avançada, que deverão "apresentar competências e habilidades mais complexas") líder (professores no nível mais alto da carreira) Matriz de competências Assim como aconteceu na Base Nacional Comum Curricular, a BNC de Formação de Professores também determina uma lista de competências esperadas dos professores brasileiros. No caso da BNC, são listadas 12 competências profissionais que, juntas, reúnem 53 competências específicas no total. Veja abaixo as 12 competências profissionais, divididas no que o MEC chamou de "três dimensões": Dimensão do conhecimento profissional: 1.1 Dominar os conteúdos e saber como ensiná-los 1.2 Demonstrar conhecimento sobre os alunos e como eles aprendem 1.3 Reconhecer os contextos 1.4 Conhecer a estrutura e a governança dos sistemas educacionais Dimensão da prática profissional: 2.1 Planejar ações de ensino que resultem em efetivas aprendizagens 2.2 Criar e saber gerir ambientes de aprendizagem 2.3 Avaliar a aprendizagem e o ensino 2.4 Conduzir as práticas pedagógicas dos objetos do conhecimento, competências e habilidades Dimensão do engajamento profissional: 3.1 Comprometer-se com o próprio desenvolvimento profissional 3.2 Estar comprometido com a aprendizagem dos estudantes e disposto a colocar em prática o princípio de que todos são capazes de aprender 3.3 Participar da construção do projeto pedagógico da escola e da construção de valores democráticos 3.4 Engajar-se com colegas, com as famílias e com a comunidade Nova estrutura do curso de pedagogia Em entrevista coletiva a jornalistas na tarde desta quinta-feira, Kátia Smole, secretária de Ensino Básico do Ministério da Educação, anunciou também uma proposta de reestruturação do curso de graduação em pedagogia, que é obrigatório para professores da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. A ideia é que os quatro anos da graduação sejam divididos em três etapas: Etapa 1 - base comum: Com duração de dois anos, essa etapa é dedicada a ensinar aos estudantes de pedagogia os conhecimentos sobre a BNCC, sobre contexto e aprendizagem, sobre as políticas públicas de educação e sobre as didáticas Etapa 2 - aprofundamento de etapa: No terceiro ano da graduação, os estudantes poderão escolher entre três níveis de ensino diferentes, de acordo com a faixa etária dos alunos, para aprofundar seus conhecimentos: educação infantil, alfabetização e anos iniciais do ensino fundamental. Etapa 3 - especialização: O quarto e último ano do curso de pedagogia seria reservado para as disciplinas relacionadas à especialização em quatro áreas de atuação docente: a gestão escolar, a educação profissional, a didática do ensino superior e a educação especial. "Além de eu ser um excelente professor com três anos, tenho que ser um maravilhoso gestor com quatro anos", exemplificou ela. Novo instituto nacional de formação de professores Para centralizar as ações na área, o MEC propõe criar um novo instituto nacional. "Hoje temos uma parte da formação na Seres, uma parte na Sesu, uma parte na Capes, o Inep que traz dados. Está tudo muito espalhado. E as leis são às vezes até contraditórias, tem regulações de natureza diferente.", explicou Kátia Smole. "Nós estamos propondo a criação de um instituto nacional nos moldes que já existem em outros países", continuou ela, ressaltando que não existe nenhum plano concreto de criação do órgão, apenas a recomendação da atual gestão para que isso seja feito. "Isso é um passo importante que o Brasil precisa dar. E outro passo importante é ter coragem de dizer que precisamos formar os formadores das instituições de ensino superior. Os futuros professores também precisam saber a respeito da prática docente na escola. Não dá para fazer formação com alguém que fez a licenciatura, mestrado e doutorado, e foi dar aula sem experiência na escola."
    Como Lygia Bojunga fez de 'A Bolsa Amarela', de 1976, um livro atual sobre aventura de menina em tempos de ditadura

    Como Lygia Bojunga fez de 'A Bolsa Amarela', de 1976, um livro atual sobre aventura de menina em tempos de ditadura


    Obra mais famosa da autora discute liberdade, família e respeito. Trabalho de Lygia foi o primeiro de um escritor brasileiro a ser reconhecido com prêmios relevantes no exterior. O livro "A Bolsa Amarela", da escritora Lygia Bojunga, é tema do...


    Obra mais famosa da autora discute liberdade, família e respeito. Trabalho de Lygia foi o primeiro de um escritor brasileiro a ser reconhecido com prêmios relevantes no exterior. O livro "A Bolsa Amarela", da escritora Lygia Bojunga, é tema do segundo episódio do "Livro Falado", podcast do G1 dedicado aos novos leitores, com foco na literatura infantojuvenil. No programa, a pesquisadora e escritora Flávia Reis e o escritor Cláudio Fragata apresentam o essencial sobre a história de Raquel, personagem principal da história: uma menina de 10 anos que se vê impedida de realizar suas três vontades: crescer, ser menino e ser escritora. Clique aqui para ouvir ou assinar o podcast Publicada pela primera vez em 1976 (em um país marcado pela ditadura, repressão e censura), a obra de Lygia Bojunga envolve leitores com uma história na qual a aventura tem prioridade, mas que também discute o contexto social da época. Reprimida pela família, Raquel esconde suas vontades em uma bolsa amarela e a partir dela descobre amigos que a ajudam a encontrar um novo jeito de estar no mundo. "É um texto muito feminista. Ela (Lygia) traz temáticas fortes, expressivas e coloca na sua literatura. (...) A grande sacada do Bolsa Amarela, que foi escrito no contexto da ditadura, foi ela colocar histórias nas quais ela criticava a própria ditadura militar", comenta Flávia Reis. Lygia foi a primeira autora brasileira a receber o Prêmio Hans Christian Andersen (1982) e o Prêmio Astrid Lindgren Memorial Award (2004). Eles são considerados as maiores honrarias concedidas aos escritores da literatura infantojuvenil no mundo. Cláudio Fragata e Flávia Reis mostram diferentes edições do clássico de 1976: A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga. Celso Tavares/G1 Initial plugin text
    'A educação transformou minha vida e vai transformar a deles': conheça os brasileiros entre os 50 melhores professores do mundo

    'A educação transformou minha vida e vai transformar a deles': conheça os brasileiros entre os 50 melhores professores do mundo


    Débora Garofalo e Jayse Ferreira concorrem ao 'Global Teacher Prize' 2019, o 'Nobel da Educação', que tem prêmio de US$ 1 milhão; vencedor sai em março, nos Emirados Árabes. Débora Garofalo é professora de tecnologias da EMEF Ary Parreiras,...


    Débora Garofalo e Jayse Ferreira concorrem ao 'Global Teacher Prize' 2019, o 'Nobel da Educação', que tem prêmio de US$ 1 milhão; vencedor sai em março, nos Emirados Árabes. Débora Garofalo é professora de tecnologias da EMEF Ary Parreiras, em São Paulo, e Jayse Ferreira é professor de Educação Artística na Escola de Referência em Itambé, Pernambuco. Divulgação Os dois brasileiros que estão entre os 50 melhores educadores do mundo têm uma coisa em comum: acreditam que ensinar não é algo que fica restrito à sala de aula. Jayse Ferreira, que dá aulas de Educação Artística no interior de Pernambuco, e Débora Garofalo, professora de Língua Portuguesa e regente que ensina tecnologia e robótica numa área carente de São Paulo, encontraram formas de empoderar seus alunos, venceram as barreiras da “tradição” e hoje colhem os frutos. Além de ter mudado a vida de centenas de jovens, concorrem ao “Prêmio Nobel da Educação”, que paga US$ 1 milhão ao vencedor, anunciado em março, nos Emirados Árabes. O “Global Teacher Prize”, criado em 2015 pela Varkey Foundation, já teve dois brasileiros no top 10, mas nas duas vezes o prêmio escapou. Para a edição 2019, foram mais de 10 mil inscritos, de 179 países – por isso, ter dois brasileiros na lista de top 50 já é um enorme motivo de orgulho. O G1 conversou com Débora e Jayse para saber quais foram suas iniciativas, suas trajetórias e qual o recado que eles têm para os educadores brasileiros – que ocupam o lugar mais baixo no ranking mundial de professores. Segundo pesquisa da mesma fundação, menos de 1 em cada dez brasileiros acha que professor é respeitado em sala de aula, deixando o Brasil na nada honrosa posição de ser o país que menos valoriza os professores, em todos os aspectos. Os recados de ambos são claros e fortes: enquanto a paulista, além de ensinar prototipagem, robótica e programação, quer empoderar as mulheres, o pernambucano quer, através da arte, combater o preconceito, melhorar a auto-estima e potencializar o aprendizado de seus alunos. E que fique claro: nenhum dos dois aceita a imagem do ‘sofressor’. Para ambos, a aula tem que encantar e, para isso, precisa da participação dos alunos em todas as etapas. Jayse Ferreira: Jayse Ferreira dando aula. Arquivo Pessoal Como seu perfil pessoal, sua história, contribuem para sua atuação na sala de aula? Meus pais não tiveram acesso ao estudo. Eu moro em Itambé, interior de PE, divisa com PB, 30 mil habitantes, só temos o trabalho na cana, do corte da cana, não temos acesso a muita coisa. Meu pai era agricultor e hoje trabalha consertando bicicletas. Meu pai não é alfabetizado e minha mãe conseguiu terminar o segundo grau. Eu nunca trabalhei com eles na roça, já que eles queriam me dar uma educação melhor. E é isso que eu passo pros meus alunos, a educação pode transformar uma pessoa. Um médico salva uma vida, mas um professor salva uma geração. Sempre vejo o conteúdo a ser dado, mas o aluno está sempre a meu lado, dizendo o que gostaria de ver, o que deixaria a aula mais instigante. Eu já percebi que a gente não aprende se a gente não emociona. E aí ganhamos em 2014 o prêmio ‘Professores do Brasil’ como melhor projeto de ensino médio, onde eu trabalhei fotografia dos alunos – já que na minha região temos muito preconceito. Temos alunos negros, índios, brancos, amarelos, e percebi que eles nem se gostavam. E isso era um problema muito grande: como vou ensinar arte para um aluno que nem gosta de se ver no espelho? Você chamar o aluno para fazer parte do projeto, construir contigo, isso faz uma diferença gigantesca na educação. Mas como isso pode ser feito no dia a dia? Em 2017 fiz um trabalho mais ligado no audiovisual. Eu sempre digo que, em vez de apontar os defeitos nos alunos, é melhor descobrir suas qualidades. Então, eu pegava a lista no primeiro dia de aula e fazia a chamada. Fulana, o que você sabe fazer? Sei cantar, ela dizia. E eu já marcava lá... Fizemos 3 curtas, um deles se chamava ‘Harry Potter: recomeço’. Todos gravados na escola, com sotaque arretado, e aí a gente ganhou uma repercussão muito grande, já que lançamos no YouTube e alguém jogou na comunidade oficial. Aí tivemos mais de 20 mil visualizações. Você imagina, filhos de cortadores de cana vendo seu trabalho sendo repercutido no mundo todo. Foi incrível Depois fizemos ainda Minecraft, mas eu sugeri que eles fizessem um curta autoral. Então eles criaram ‘Entre 2 lados’, escrita por um aluno, que falava sobre adolescentes que bebem e dirigem, uma realidade da minha cidade. Ficou um trabalho incrível, autoral, mas um detalhe: na minha cidade não tem cinema. Mas eu queria muito que eles vissem. Então, fomos para a praça pública, botamos as cadeiras da escola na praça e projetamos para que toda a comunidade tivesse uma sessão de cinema. E como foi inovar, sair da caixa? Primeiro, você tem que ser um pouco rebelde. Pensei naquela frase, que uma professora me disse: ‘Jeyse, dê uma aula que você gostaria de assistir’. Então, tive aí a coragem de inovar, mas o fato é que temos um padrão rígido, horário, sentar na cadeira... De início, houve uma certa estranheza, mas quando os resultados começaram a surgir, a escola passou a adotar essa visão mais inovadora. Temos esse viés em arte, em inglês, em educação física, em ciências, que é gigantesca e que nos rendeu até prêmios, então eles começaram a ver que dá certo. Jayse Ferreira e alunos durante aula Arquivo Pessoal Mas e os pais, e a comunidade? Primeiro, a gente tinha uma evasão gigantesca: afinal, o que as escolas fazem? Reunião de pais e mestres para dizer que os alunos passam dificuldade, que o aluno não presta, vai repetir... E isso afasta os pais da escola. Mas quando eu chamei os pais na escola para maquiar, para filmar, emprestar roupa, para fazer essa parceria comunidade, isso deu certo. Agora eles perguntam ‘e aí, o que vai ter ano que vem?’ Hoje, a família é muito parceira da escola. E uma coisa que eu percebi é que a escola tem que mostrar que funciona. É público, mas é de melhor qualidade. Eu fui formado na escola pública e, modéstia à parte, fui bem formado. Então, queria apagar essa história de ‘professor-sofressor’. Eu tenho problemas como qualquer outra profissão tem. Mas nunca passo para eles que a profissão é algo ruim, pelo contrário: passo para eles que a educação transformou minha vida e vai transformar a deles. Seu trabalho tem uma questão sensível, que é a questão racial, de gênero, religioso. Como é tocar nesses temas delicados, e valorizar as etnias, as mulheres, as minorias? Eu fui formado para dar aula a brancos, todos iguais, mas quando eu voltei para a sala de aula e vi aquela turma gigante, com LGBT, mulheres, negros... a minha comunidade é muito negra, indígena, e isso me preocupava, já que nada representava a realidade deles. Assistíamos filmes nas salas de aula com protagonistas loiras de olhos azuis, e as negras eram empregadas domésticas. Eles não se sentiam representados. E aí eu comecei a ter coragem de mexer no conteúdo, representar a região. No nosso Harry Potter, eles falam com sotaque mesmo, temos elementos da comunidade para que o aluno se sinta cada vez mais representado. Quando eu trabalhei a etnia e não foquei apenas a branca, mostrei que na Namíbia é bonito ter cabelo crespo, que o nariz e o lábio grosso fazem parte da beleza deles, eles se sentem representados. A gente questiona muito isso: se o aluno se sente acolhido pela escola, ele aprende mais, ele frequenta mais. Nada contra a cultura estrangeira – trabalhamos com Harry Potter – mas antes de trabalharem com fora faço eles sentirem orgulho de ser nordestinos, pernambucanos, de ter pais cortadores de cana, de sair no caboclo, que é um marco da cultura local. É bonito ter olho de bomba? É. É bonito ser testudo? É. Isso não faz você melhor ou pior do que ninguém. Os alunos trazem muito o que eles vivem em casa. Isso vem da família na maior parte das vezes. Como é esse choque entre o que é dito na família e o que é dito na escola? Certa vez falávamos sobre evolucionismo e um pai bem rígido mandou que ele avisasse o professor para parar de contar essa história de que o homem veio do macaco, isso é conversa. A gente encontra famílias muito arcaicas. Mas eu digo que vocês serão o ponto de transformação. O que vocês aprendem aqui, passem para casa. Nós conseguimos que ele seja o ponto de mudança em casa. Quando os pais percebem que o aluno está empenhado, ele passa a repensar seus conceitos. Não tem como eu chegar em todos os pais, por isso eu empodero os alunos para chegarem em casa e mudarem as coisas. O novo assusta, mexe com a base, mas quando a gente mostra o resultado, eles confiam. Jayse Ferreira e a turma de alunos Arquivo Pessoal O prêmio tem essa característica de valorizar iniciativas que transformam a comunidade, não só as salas de aula. Você acha que há espaço para mudança na sua comunidade, no seu estado, no seu país? Tem espaço para mudança sim. Eu rodei pelo meu estado, e por outros estados, além de Pernambuco. Eu vi que o professor vive no que eu chamo de ‘isolamento pedagógico’. São professores incríveis, mas que não se conectam. Falta isso, de mostrar os bons exemplos. Nós mostramos muito o lado negativo, o professor agredido, a escola sem partido, uma profissão desgastada. E quando eu chego com essa visão simples, passo a passo, dizendo que eles precisam conversar com a comunidade, eles percebem como é simples. E é isso que o professor que ouvir, soluções. De problemas a gente já está cheio. Queremos projetos escalonáveis. Como indicado ao prêmio, um prêmio desse tamanho, qual sua mensagem para os professores, pais e alunos? Dê o seu melhor. Não estou falando de heroísmo, é injusto achar que o professor tem que salvar a nação. Não, ele vai fazer seu trabalho. Mas, professor, não entre na sala como um derrotado. Acredite no seu trabalho. Modifique, transforme a vida das pessoas. Você tem a obrigação de ser muito bom. Eu não aceito aluno médio. Eu sempre olho para eles e digo ‘você pode ser 10. Você tirou 5, mas você vai chegar lá’. Eu não subestimo, não olho o aluno como um número. Ele é uma pessoa. Meu pai, que era um homem muito simples, dizia ‘a escola deve formar gente que preste’. Se o país vai mudar, sempre vai passar pela mão do professor. O prêmio dá essa oportunidade, de falar para o mundo todo como é importante o trabalho do professor, de mostrar que a gente não consegue nada se não for através da educação. Sou a prova viva disso. Sou fruto de pais que acreditaram nisso. Débora Garofalo: Debora Garofalo e seus alunos Arquivo Pessoal Você trabalha em muitas frentes: ao mesmo tempo que atua no ensino e na área tecnológica, também auxilia a comunidade com a questão do lixo, do material reciclável. Como é a sua formação, é tecnologia, biologia ou pedagogia? Eu sou de humanas, letras, pedagogia. Sou professora de língua portuguesa, regente, de educação infantil. O que me levou a isso foi querer desmistificar que a tecnologia é apenas usar o computador. Ela pode ser um potencializador da aprendizagem. E os alunos tendem a olhar para ela apenas como entretenimento. Como eu tive uma vivência na indústria, pude ver como é importante o uso da tecnologia, atestei como nosso jovem é despreparado para esse mundo. Então, quis trazer um pouco da minha visão de forma a fazer a diferença no mundo deles. E trabalhar, de forma prática, esse sentimento abstrato que é a língua portuguesa, a matemática. Um pouco do prêmio é transformar, não só a forma de ensinar, mas a comunidade. Como foi mudar a forma de ensinar e como isso foi recebido pela comunidade? Nunca foi fácil, já que foi um processo cultural. Primeiro, eu sou de humanas, e eles já me conheciam como alfabetizadora, que já dava aulas para eles. Além disso, eu era uma professora, mulher, e nessa área ainda temos muito do machismo presente. Foi um trabalho de formiguinha mesmo, de tirar os alunos da sala de aula convencional, colocar na comunidade, fotografar, para que eles pudessem entender o tamanho do problema. A partir disso, de quando eles fizeram o primeiro protótipo deles, isso mudou, já que eles conseguiram fazer algo com as próprias mãos. ‘A professora tinha razão’, eles diziam. Aos poucos, fomos ganhando a comunidade. Quando eles começaram a se sentir importantes, eles começaram a se sentir donos, pertencentes ao trabalho diário. Estudantes na aula de Debora Garofalo Arquivo Pessoal Na comunidade, você sentiu resistência mais da parte da escola ou da comunidade? A gente tinha uma diretora que gostava muito do meu trabalho como alfabetizadora. Quando apareceu a oportunidade de trabalhar com tecnologia, eu senti a primeira barreira: a diretora que gostava do meu trabalho como alfabetizadora questionou. Apresentei a proposta ao conselho da escola e eles foram unânimes em me apoiar. Na verdade, o que foi difícil foi começar, já que eu fiz a proposta mas não tinha material. Então, eu tive que aprender com os alunos. Aos poucos, além de ganhar todo o trabalho da escola, nós vimos toda a mudança da comunidade. Hoje, quando eu faço trabalho externo, sempre tenho a presença dos pais. Até nas feiras, a presença é grande, já que os pais querem ver os trabalhos dos filhos. E os próprios alunos ensinaram a comunidade a trabalhar e reciclar o lixo, através da robótica. E qual a média de idade das turmas? Bom, vamos de 6 a 14, e eu dou aulas a escola inteira. Eu não queria privilegiar grupos, queria dar aulas para a escola inteira. E queria que todos tivessem aulas de robótica... Qual foi o momento mais difícil para você? Eu comecei em 2015, e no começo foi muito difícil ouvir as críticas que recebi. Mulher ainda não era aceita no mundo da tecnologia, e isso é uma grande barreira, vencer esse obstáculo de que mulher não mexe com ferramenta, com robótica, de não integrar a mulher. No começo, as meninas ficavam observando e os meninos trabalhavam. Hoje, meus melhores trabalhos são feitos por mulheres. Vencer o rótulo dado a esse aprendizado, tido como masculino, foi a principal dificuldade. E todo o tempo tínhamos que provar, já que ouvíamos muito que nosso trabalho era artesanato. E eles não tinham ideia de quanta programação tinha, do quanto de placa programável era utilizado nos protóticos. Não é porque nosso protótipo não tem material especializado que não é qualificado. E pensando no prêmio e em como ele pode inspirar outros professores, qual é seu grande aprendizado? Apesar das dificuldades que temos na escola pública, podemos mudar a educação. Meu trabalho foi importante para mostrar que podemos trabalhar robótica com baixo investimento. Até então, a robótica era tida como algo muito distante da realidade, com um valor muito inacessível. Eu deixaria como legado pensar numa escola que possa não só trabalhar o conhecimento, mas também questões locais. É viável, é replicável, é importante aprender com os alunos, deixar a construção coletiva acontecer e aprender realmente uns com os outros. Inclusive nós, professores. Essa função do professor como ‘detentor do conhecimento’ está um pouco ultrapassada... Eu tenho muitas histórias de aprendizado junto com alunos. O erro faz parte desse processo, aprender testando, não encontrar solução, tentar novamente, os alunos me mostraram muitas soluções de programação. E isso mostra que a educação é a única saída para esse país, acreditar nos alunos. Debora Garofalo e alunos durante a aula Arquivo Pessoal
    Análise de sistemas: tecnologia não é 'coisa de menino', mas só 20% dos alunos do curso são mulheres

    Análise de sistemas: tecnologia não é 'coisa de menino', mas só 20% dos alunos do curso são mulheres


    Baixo interesse do público feminino pode ser explicado por questão cultural e por falta de incentivo. Projetos de ONGs tentam reverter tendência. Alunas acompanham evento no Centro de Engenharia do Google, em Belo Horizonte....


    Baixo interesse do público feminino pode ser explicado por questão cultural e por falta de incentivo. Projetos de ONGs tentam reverter tendência. Alunas acompanham evento no Centro de Engenharia do Google, em Belo Horizonte. Divulgação/Google As pesquisas mostram: mulheres ganham menos, têm menor possibilidade de promoção no trabalho e representam a minoria dos estudantes e dos funcionários da área de análise e desenvolvimento de sistemas. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de 2000 a 2016, mais de 117 mil alunos se formaram neste curso no Brasil – e apenas 19,7% deles eram do sexo feminino. TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? Projetos de ONGs e de grandes empresas tentam aumentar a presença de mulheres na área de tecnologia. No Google, por exemplo, considerando globalmente todos os funcionários do setor, 80% são homens. Para tentar reverter esse desequilíbrio, em 2008, em Israel, um grupo feminino organizou um projeto chamado “Mind the gap”. Com o objetivo de incentivar o interesse de meninas por tecnologia, a ideia chegou a outros países, como o Brasil. Camila Matsubara coordena o Mind the Gap, projeto que busca trazer mais meninas para cursos de ciências de computação e engenharia. Reprodução/Google Camila Matsubara, engenheira de software do Google, tem 29 anos e trabalha desde 2013 na empresa global. Ela é uma das condutoras do programa. “Quando decidi seguir essa área de computação, ouvi frases como ‘só tem homem nesse setor, você vai ser minoria’ ou ‘você nem gosta de videogame, não vai se dar bem nessa profissão’”, conta. “Percebi, ao longo da minha carreira, que mulheres são menos ouvidas em reuniões e mais interrompidas. Por isso, nosso trabalho tenta trazer consciências às jovens e mostrar a elas que tecnologia não é coisa de menino”, conclui. Por meio de palestras de engenheiras e desenvolvedoras de sistema, o programa busca ensinar as primeiras noções de programação para adolescentes do sexo feminino. Elas aprendem a programar um aplicativo e a instalá-lo no celular. “É mágico perceber quando elas descobrem que são capazes. Antes das palestras, quando perguntamos quem tem interesse em tecnologia, em geral a porcentagem é de 20% a 37%. Depois das atividades, 60% passam a dizer que gostam da área”, conta Camila. Desde criança Diante do baixo número de matrículas de mulheres no curso de tecnólogo em desenvolvimento e análise de sistemas, especialistas levantam hipóteses para tentar explicar o desinteresse na área de tecnologia. “Faltam exemplos inspiradores para as meninas: pessoas importantes e famosas do setor são homens. Temos a Susan Wojcicki, CEO do Youtube, mas falamos muito mais de Zuckerberg (fundador do Facebook). Precisamos de referências mais reais e próximas”, afirma Camila, do Google. A questão cultural também surge como um fator importante no baixo incentivo às meninas. “É um problema com raízes profundas na nossa educação. Desde muito cedo, convivemos com estereótipos que reforçam que tecnologia não é para mulheres. Para combater esse preconceito, precisamos fortalecer os programas de inclusão de gênero. Também é necessário cobrar políticas sérias de diversidade”, diz Regina Acher, sócia e diretora-executiva da Laboratória Brasil. Priscila Pirani, de 33 anos, é um exemplo de mulher que busca combater esses estereótipos na infância. Ela entrou na faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas aos 30 anos, quando já tinha duas filhas. “Estava faltando algo em mim. Não dá mais para seguir a historinha de que só podemos ser donas de casa. Meu irmão e meu esposo trabalham na área de tecnologia, então lutei para seguir o mesmo caminho”, conta. Priscila Pirani entrou na faculdade de análise e desenvolvimento de sistemas aos 30 anos, quando já tinha duas filhas. Arquivo pessoal “Estou me formando por causa das minhas filhas. Quero mostrar para elas que é possível conquistar os objetivos, apesar dos preconceitos. Na minha turma, são só três meninas- não dá para continuar assim”, diz Priscila. Ela conta que, ao educar suas crianças, tenta “não criar princesas”. “Minha mais nova quis ter festinha de aniversário do Hulk. Ela é mais ativa, quer jogar futebol, fazer capoeira. Mas se quiser cozinhar, não tem nenhum problema. Desde que o objetivo não seja cuidar de um homem, e sim de ser independente”, diz. Camila, do Google, também crê que a infância pode ser determinante na formação dos gostos e das preferências. “Acredito muito na influência dos brinquedos nesses estereótipos de gênero. Brinquei de fogão e de boneca, mas também de computador, de joguinhos de lógica e de montar. Adorava ser a caixa da lojinha e calcular o troco para os outros”, brinca. “O incentivo dos meus pais também foi essencial. Eles me estimularam a gostar de matemática, de física e de química”, completa. A dificuldade de se manter na carreira Após enfrentarem preconceitos e escolherem a carreira de analistas ou desenvolvedoras de sistemas, ainda há o desafio de se manter na profissão. A diferença salarial em relação aos colegas homens é comprovada por pesquisas: existe uma disparidade de 17,4% no setor de tecnologia, conforme mostra estudo da consultoria Revelo. A média de oferta para mulheres é de R$ 5.173,00 – e, para homens, de R$ 6.337,00. No setor de desenvolvimento para aplicativos de celular, a diferença é ainda maior: R$ 5.270,00 para o sexo feminino e R$ 8.133,00 para o masculino. A chance de ser promovido a um cargo superior na empresa também é menor entre as mulheres. O estudo “Women in Tech 2018”, desenvolvido pela HackerRank a partir de dados de programadores dos EUA, afirma que, dos 18 aos 24 anos, 15,5% das funcionárias do sexo feminino ocupam uma função sênior - entre os homens, 22,7%. A diferença vai se mantendo por todas as faixas etárias: Ou seja: as mulheres com mais de 35 anos têm 3,5 vezes mais chance de se manter em uma posição júnior do que os homens. Outra pesquisa, também dos Estados Unidos, mostra que existe uma dificuldade ainda maior de ocupar o mercado de tecnologia para mulheres negras – elas representam apenas 3% do corpo de funcionários do setor.
    Dois brasileiros ficam no top 50 de professores do mundo e disputam ‘Global Teacher Prize’

    Dois brasileiros ficam no top 50 de professores do mundo e disputam ‘Global Teacher Prize’


    Considerado o “Prêmio Nobel da Educação” tem prêmio de US$ 1 milhão; resultado final será anunciado em março, nos Emirados Árabes. Débora Garofalo é professora de tecnologias da EMEF Ary Parreiras, em São Paulo, e Jayse Ferreira é...


    Considerado o “Prêmio Nobel da Educação” tem prêmio de US$ 1 milhão; resultado final será anunciado em março, nos Emirados Árabes. Débora Garofalo é professora de tecnologias da EMEF Ary Parreiras, em São Paulo, e Jayse Ferreira é professor de Educação Artística na Escola de Referência em Itambé, Pernambuco. Divulgação Dois brasileiros estão na lista final dos 50 melhores educadores do mundo, e seguem com chances de ganhar Global Teacher Prize, considerado o “prêmio Nobel da Educação”. Débora Garofalo é professora de tecnologias da EMEF Ary Parreiras, em São Paulo, e Jayse Ferreira é professor de Educação Artística na Escola de Referência em Itambé, Pernambuco. Eles agora aguardam a próxima etapa da disputa pelo prêmio de US$ 1 milhão, que será entregue em março de 2019, em Dubai, capital dos Emirados Árabes. Brasil cai para último lugar no ranking de status do professor Em Dubai, professor brasileiro adia sonho de se tornar o 'melhor professor do mundo' Débora e Jayse foram selecionados entre mais de 10 mil candidatos de 179 países de todo o mundo. A lista dos 50 finalistas tem representantes de 39 países. Para a escolha, o comitê de premiação leva em consideração o emprego de práticas educacionais escalonáveis, inovadoras, que tenham resultados visíveis, causem impacto na comunidade, melhorem a profissão docente e ajudem os alunos a tornarem-se cidadãos. Na próxima etapa, em fevereiro de 2019, a Academia do Prêmio Global de Professores vai anunciar os 10 finalistas. Débora Garofalo ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo, cercada por quatro favelas famosas pela violência. Apesar de ser formada em Letras, Garofalo criou o projeto “Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade”, que já removeu mais de 700 kg de lixo das ruas. Débora Garofalo ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo, cercada por quatro favelas famosas pela violência. Divulgação “Eu queria desmistificar que usar a tecnologia é somente usar o computador. A tecnologia vai além disso. Ela pode ser uma ferramenta de aprendizagem. Muitos falavam que nosso trabalho era artesanato. Precisávamos programar, prototipar”, explica, em entrevista exclusiva ao G1. De fato, dentro os projetos de seus alunos estão robôs, carros, barcos, aviões e até máquinas de refrigerante. Além da constante falta de condições, a professora teve que enfrentar outro problema: o machismo. “Mulher não é aceita nesse mundo de tecnologia, mexer com ferramentas, com robótica... Mas houve um esforço muito grande dos alunos em integrar as mulheres. No início, elas apenas olhavam, e hoje os melhores trabalhos que eu tenho são de mulheres”, orgulha-se. Jayse Ferreira é professor de Educação Artística em uma escola pública com poucos recursos, numa cidade pequena na divisa entre Pernambuco e a Paraíba. Eleito “Melhor Professor do Brasil em 2014”, Ferreira conta que encontrou uma escola com altíssimo índice de faltas e muitos problemas de preconceito racial e religioso na escola, que prejudicavam seriamente o desempenho escolar, além do fato de que os pais nunca atendiam às convocações. Jayse Ferreira é professor de Educação Artística em uma escola pública com poucos recursos, numa cidade pequena na divisa entre Pernambuco e a Paraíba. Divulgação Com projetos que envolviam filmes, ensaios fotográficos, internet e muitas atividades envolvendo a comunidade, Jayse conta que conseguiu resgatar a auto-estima dos alunos: “Mostramos a beleza de outros países, e quando perceberam que era bonito ser diferente, passaram a frequentar mais a escola, ter orgulho de seus corpos, usar guias de umbanda... Fizemos até mesmo uma exposição onde os alunos eram as obras de arte. Chamar o aluno pra fazer parte promove uma diferença gigantesca: permanência na escola, aumento do número de matrículas, envolvimento dos pais, tudo melhora”, conta. Mas para iniciar seus projetos, o professor conta que é preciso ser “um pouco rebelde” para botar tudo em prática. “Umaa professora sempre me disse para dar uma aula que você gostaria de assistir. A gente tinha uma evasão gigantesca, os pais mal apareciam. Mas também, as reuniões só trazem más notícias. Porém, quando trouxeos os pais para participar, a família se tornou parceira da escola. E a escola tem que mostrar para a comunidade que funciona. A gente tem que mostrar que é pública, mas é da melhor qualidade. Eu não queria essa imagem de professor-‘sofressor’. A educação transformou minha vida e vai transformar a deles também”, diz. Atualmente em sua 5ª edição, o Global Teacher Prize já teve 2 brasileiros entre seus 10 finalistas: o capixaba Wemerson da Silva Nogueira, em 2017, quando o prêmio ficou com a canadense Maggie McDonnell, e o paulista Diego Mahfouz, em 2018, que viu a professora de artes britânica Andria Zafirakou levar o prêmio.
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    8 vantagens de estudar na Universidade Nove de Julho


    Entre os benefícios de um aluno da UNINOVE, estão qualidade de ensino, curso de inglês e vários campi à disposição A fase de formação no ensino médio e de ingresso na universidade costuma ser de muitas dúvidas para o aluno. A...


    Entre os benefícios de um aluno da UNINOVE, estão qualidade de ensino, curso de inglês e vários campi à disposição A fase de formação no ensino médio e de ingresso na universidade costuma ser de muitas dúvidas para o aluno. A importância das decisões que o estudante precisa tomar muitas vezes não condiz com o conhecimento que ele tem de si mesmo no fim da adolescência. Se é difícil optar por uma profissão para exercer para o resto da vida, a escolha da instituição de ensino pode ser bem mais fácil. Isso porque a Universidade Nove de Julho oferece uma série de vantagens. Mesmo que no Brasil haja 2.407 instituições de ensino superior que oferecem mais de 30 mil cursos de graduação, a Universidade Nove de Julho é capaz de provar que as vantagens que oferece são determinantes. Confira a lista: 1. Universo de possibilidades A UNINOVE está na categoria de universidade – diferente de faculdade, é uma instituição de ensino superior multidisciplinar. Isso significa, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), que ela é capaz de formar profissionais de nível superior com produção intelectual relevante do ponto de vista científico e cultural. Tal formação é resultado da concentração em três eixos de atividades acadêmicas: ensino, pesquisa e extensão. Além de tudo, um terço dos professores trabalha em período de dedicação exclusiva aos alunos e tem títulos de mestres e doutores. 2. Atestado de qualidade Um dos pontos essenciais a observar na escolha da instituição de ensino é a qualidade. Nesse ponto, a UNINOVE apresenta posições de destaque em rankings nacionais e internacionais. Em 2018, foi considerada a melhor universidade particular não confessional do Brasil pelo RUF (Ranking Universitário da Folha), o principal do Brasil. Também neste ano, a instituição ficou entre as 101 melhores universidades particulares não confessionais da América Latina no Ranking THE, feito pela revista britânica Times High Education. 3. Processo de entrada prático Fazer uma prova de vestibular, com dia e hora marcados, junto com milhares de pessoas? Esquece isso! A prova de seleção da UNINOVE pode ser agendada quando preferir e consiste em uma redação. Se não quiser fazer o vestibular, basta usar a nota da sua redação do Enem. Ela deve ter sido feita depois de 2010 e você deve ter conquistado pelo menos 300 pontos. 4. Programas de bolsas Seu problema é o valor cobrado pelo curso? Na UNINOVE existem inclusão e diversidade. A instituição não só aceita os programas de bolsas oferecidos pelo governo, como tem o seu próprio. O Priuni (Programa de Inclusão Universitária) oferece bolsas de estudos de até 100% para novos ingressantes. Para participar, basta inscrever-se no site. 5. Variedade de cursos A UNINOVE tem mais de 100 cursos presenciais e a distância muito bem avaliados pelo MEC. Os cursos de Jornalismo e Direito, por exemplo, são os únicos com nota máxima (5) em 2017. No RUF, Educação Física e Fisioterapia ficaram em primeiro lugar. Na área da saúde, a universidade dispõe de infraestrutura tecnológica de ponta e exclusiva em Medicina e Odontologia, com clínicas próprias, atendimento a comunidade e parcerias com SUS e hospitais. 6. Curso de inglês gratuito Hoje em dia, saber inglês não é mais um diferencial no mercado de trabalho, é uma necessidade. Sabendo disso, a UNINOVE oferece um curso do idioma totalmente gratuito para seus alunos. O Channel 9, que tem todo o material disponibilizado online, ainda oferece um intercâmbio com tudo pago para os melhores alunos. 7. Localização privilegiada O deslocamento também deve contar na hora da escolha da universidade. Perder muito tempo no trânsito causa estresse, cansaço físico e mental, o que diminui o rendimento do aluno. A UNINOVE tem cinco campi em São Paulo – localizados em todas as regiões da capital – e outros cinco na Grande São Paulo e um no interior. É possível escolher qual é o mais perto para você. 8. Educação a distância Para aqueles que não moram em São Paulo e querem estudar na UNINOVE, a instituição também oferece cursos de educação a distância. São mais de 120 polos de apoio espalhados pelo Brasil. Ficou convencido? Quer fazer parte da Universidade Nove de Julho? Clique aqui e faça sua inscrição.
    'Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil' é o tema da redação na 2ª aplicação do Enem

    'Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil' é o tema da redação na 2ª aplicação do Enem


    Na primeira prova, tema foi a 'manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet'. O tema "Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil" foi escolhido para a segunda...


    Na primeira prova, tema foi a 'manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet'. O tema "Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil" foi escolhido para a segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Nesta terça (11) e quarta (12), quase três mil candidatos de 15 estados e do DF devem refazer o Enem após enfrentarem problemas na primeira aplicação, que ocorreu nos dias 4 e 11 de novembro. Initial plugin text Na primeira aplicação, o tema da redação foi a "manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet". Segunda aplicação Segundo o Inep, os estudantes que farão a segunda aplicação enfrentaram problemas logísticos como: erro na identificação do participante por documento apresentado; não cumprimento do tempo de prova previsto; eliminação indevida; erro na localização do participante no local provas; não atendimento aos recursos ou auxílios de acessibilidade solicitados; falta de energia elétrica; ocupação do local de provas; suspensão da aplicação por fenômenos naturais. Os locais com maior concentração de estudantes são: Franca (SP), com 996 inscritos Porto Nacional (TO), com 755 inscritos Araruama (RJ), com 461 inscritos Acopiara (CE), com 425 inscritos As regras da primeira aplicação continuam valendo para a segunda aplicação: o estudante deve comparecer ao local de prova antes do fechamento dos portões, não poderá fazer uso de eletrônicos, deverá portar caneta da cor preta e de tubo transparente. A prova da segunda aplicação contém questões e respostas diferentes da prova anterior, mas seguem o padrão da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que permite nivelar a dificuldade e avaliar o conteúdo com o mesmo critério de dificuldade. Prova enem Divulgação
    Procura por curso de ensino superior na modalidade 'tecnológica' dobra em 10 anos

    Procura por curso de ensino superior na modalidade 'tecnológica' dobra em 10 anos


    No período de 2007 a 2017, nível tecnológico registrou aumento de 119,4%. Veja cursos mais procurados. cursos tecnológicos variam de dois a três anos, mas são igualmente reconhecidos pelo MEC como graduação, podendo o aluno, depois de...


    No período de 2007 a 2017, nível tecnológico registrou aumento de 119,4%. Veja cursos mais procurados. cursos tecnológicos variam de dois a três anos, mas são igualmente reconhecidos pelo MEC como graduação, podendo o aluno, depois de concluir, seguir direto para uma pós graduação, por exemplo. Divulgação O número de alunos que ingressaram em cursos de graduação tecnológica no Brasil cresceu 119,4% entre 2007 e 2017, de acordo com o Censo da Educação Superior. Foi a modalidade de educação superior que registrou o maior crescimento percentual no período. TESTE VOCACIONAL: com qual carreira você mais se identifica? Apesar de estar atrás dos cursos de bacharelado, que concentraram 60,1% dos ingressantes em 2017, e dos de licenciatura, que ficaram com 20,1%, os de grau tecnológico apresentaram o maior aumento percentual de procura. No Brasil, existem três modalidades de ensino superior. Bacharelado e licenciatura têm duração similar, de em média quatro anos, podendo chegar a seis. Já os cursos tecnológicos variam de dois a três anos, mas são igualmente reconhecidos pelo MEC como graduação, podendo o aluno, depois de concluir, seguir direto para uma pós graduação, por exemplo. O número de concluintes da modalidade tecnológica também dobrou no período, saltando de 84.341 em 2007 para 196.999 em 2017. Já as matrículas cresceram 140%. Em 2018, foram 310.226 inscrições para cursos de graduação tecnológica no Sisu. Mais da metade delas, 51%, se concentrou nos seguintes cursos: Análise e desenvolvimento de sistemas Gestão pública Alimentos Gestão ambiental Gestão de turismo Radiologia Logística Redes de computadores Automação industrial Sistemas para internet Dos 10 cursos mais procurados em 2016, apenas três aparecem nos preferidos do Sisu 2018. Gestão de recursos humanos, campeão do ranking há dois anos, e empreendedorismo, que ocupou o segundo lugar, foram dois dos que não entraram no top 10 do último Sisu. Análise e desenvolvimento de sistemas, o campeão em 2018, ocupava o terceiro lugar em 2016. Ranking de cursos tecnológicos em 2016 (redes pública e privada) Rede pública e privada A rede privada concentra a maior parte das matrículas em graduações tecnológicas. Além disso, o crescimento do número de matrículas em 10 anos também foi muito superior ao da rede pública. Enquanto no ensino particular foram 485.623 inscrições a mais desde 2007, no ensino público foram 98.884. No total, foram registrados 6.193 cursos de graduação tecnológica presencial em 2017. As faculdades concentram 45,7% dos cursos, seguidas das universidades, com 27,8%, depois dos centros universitários, com 18,2% e por último dos Institutos Federais e Cefets, com 8,3%. Em relação a 2007, houve um aumento de 2.421 cursos de educação tecnológica. Ensino a distância Das matrículas de cursos tecnológicos de 2017, mais de 46% foram em cursos a distância. Esse percentual era de 16,3% em 2007. Apesar do crescimento do número de cursos presenciais, e do fato de que eles concentram a maioria dos estudantes, desde 2013 as inscrições nessa modalidade apresentam queda. Enquanto no ensino a distância 396.682 novas matrículas foram feitas entre 2007 e 2017, no presencial o aumento foi de 187.785 inscrições. Isso significa que o ensino a distância cresceu mais de 586% em relação à variação que ocorreu com o presencial.

    MEC reconhece mais 7 cursos a distância


    Portaria foi publicada nesta quarta (12) no Diário Oficial da União. Serão quase 10 mil vagas. O Ministério da Educação (MEC) reconheceu a criação de sete cursos a distância, com quase 10 mil vagas. A portaria foi publicada nesta quarta (12) no...

    Portaria foi publicada nesta quarta (12) no Diário Oficial da União. Serão quase 10 mil vagas. O Ministério da Educação (MEC) reconheceu a criação de sete cursos a distância, com quase 10 mil vagas. A portaria foi publicada nesta quarta (12) no Diário Oficial da União. Confira abaixo: MEC reconhece cursos a distância
    Universidade do Japão admite fraude no vestibular para privilegiar filhos de ex-alunos

    Universidade do Japão admite fraude no vestibular para privilegiar filhos de ex-alunos


    Caso de nepotismo veio à tona após uma investigação do Ministério da Educação sobre os processos seletivos das instituições. Nove universidades já foram identificadas. Estudante caminha em frente ao escritório administrativo da Nihon...


    Caso de nepotismo veio à tona após uma investigação do Ministério da Educação sobre os processos seletivos das instituições. Nove universidades já foram identificadas. Estudante caminha em frente ao escritório administrativo da Nihon University em Tókio, no Japão. Toru Hanai/Reuters A Universidade Nihon, que fica em Tóquio, no Japão, admitiu nepotismo em seu processo seletivo para privilegiar filhos de ex-alunos em cursos de medicina. De acordo com o Japan Times, esta é a nona universidade japonesa acusada de manipular resultados nos exames de admissão. A fraude foi descoberta após uma investigação do Ministério da Educação, que investigou 81 instituições de ensino. Na Nihon, oito estudantes admitidos em 2017 e 2018 foram selecionados da lista de espera no lugar de outros 10 alunos que tiveram um bom desempenho nos testes gerais. "Nós demos preferência a alguns candidatos que têm pais que se formaram em nossa escola, acreditando que eles estavam mais propensos a se matricular e a contribuir para a continuidade das instituições médicas afiliadas à universidade", disse Tadatoshi Takayama, chefe da escola de medicina na Universidade Nihon. Testes de admissão ignorados Na Universidade Nihon, funcionários envolvidos no processo de admissão disseram que nos últimos dois anos deram preferência a 10 candidatos cujos pais se formaram na mesma escola de medicina, ignorando os resultados dos testes de admissão. "Gostaríamos de expressar nosso sincero pedido de desculpas a todos os candidatos, estudantes que atualmente freqüentam a nossa escola e o resto da sociedade", disse Takayama. "Como o Ministério da Educação apontou, tivemos casos impróprios e perdemos a confiança em nossas práticas", acrescentou. A universidade disse que agora permitirá uma segunda chance aos candidatos que já foram rejeitados, caso eles ainda queiram ingressar na escola de medicina. A instituição disse ainda que a partir do próximo ano esclareceria o processo de seleção da lista de espera, mas ainda não decidiu se investigaria mais práticas em anos anteriores. No entanto, admitiu que a mesma prática se repetiu em 2016, privilegiando oito alunos. Investigações A Universidade Nihon é a nova instituição acusada de manipular resultados nos exames de admissão. Desde agosto, quando foi comprovado que a Universidade de Medicina de Tóquio estava fraudando as notas de candidatas mulheres para diminuir a frequência delas nos cursos de medicina, o Ministério da Educação passou a investigar os processos seletivos do país. Foram analisados os vestibulares de 81 escolas de medicina. As que admitiram tratamento injusto incluem a Universidade Showa de Tóquio, a Universidade de Fukuoka e a Universidade de Kobe. Os envolvidos no escândalo da Universidade Nihon negaram qualquer forma de discriminação contra as mulheres, mas disseram que a proporção média de candidatos masculinos bem-sucedidos para mulheres era de 1,49.
    Análise de sistemas: o que faz e quanto ganha quem se forma no curso tecnológico mais procurado do Brasil

    Análise de sistemas: o que faz e quanto ganha quem se forma no curso tecnológico mais procurado do Brasil


    Carreira recebeu maior número de inscrições no Sisu 2018 entre os chamados 'cursos tecnológicos', que têm entre 2 e 3 anos de duração. Analistas e desenvolvedores de sistema trabalham em parceria. StartupStockPhotos/ Pixabay O curso superior de...


    Carreira recebeu maior número de inscrições no Sisu 2018 entre os chamados 'cursos tecnológicos', que têm entre 2 e 3 anos de duração. Analistas e desenvolvedores de sistema trabalham em parceria. StartupStockPhotos/ Pixabay O curso superior de "análise e desenvolvimento de sistemas" é o mais procurado do Brasil entre as chamadas graduações tecnológicas - aquelas que têm período de formação menor, normalmente entre dois e três anos. No Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2018, o curso ficou em primeiro lugar no número de inscritos, seguido de "gestão pública", "alimentos", "gestão ambiental", "gestão de turismo", "radiologia" e "logística". Apesar do tempo mais curto de formação, são graduações plenas como quaisquer outros cursos de licenciatura ou bacharelado. Seus diplomas têm validade nacional. (No Guia de Carreiras do G1, as graduações mais procuradas no Sisu e com maior número de matrículas serão alvo de uma série de reportagens até o mês de fevereiro de 2019.) Objetivos do curso A graduação em análise de sistemas tem como objetivo formar um profissional que possa atuar em todo o ciclo de desenvolvimento da ideia. A primeira etapa é cumprida pelo analista: ele vai interagir com o cliente e entender as necessidades de uma empresa. Ela está com um problema na organização do estoque? A venda online de produtos está apresentando falhas na hora do pagamento? Cabe a esse profissional pensar em um programa de computador (ou um software, como também é chamado) que resolva essas questões. “A solução pode estar no desenvolvimento de um aplicativo de celular ou de um sistema operacional de notebook. Os níveis de complexidade variam: vão da simplicidade de um sistema de catraca, que organize a entrada dos funcionários, até um software que controle o tráfego aéreo”, explica Ana Cristina dos Santos, professora e coordenadora do curso na Faculdade Impacta, em São Paulo. Depois que o analista compreende quais são as necessidades do projeto, chega a vez de a ideia ser concretizada. O programador vai desenvolver o sistema, pensar na codificação dele, na linguagem a ser usada – para depois fazer diversos testes. “É um dos cursos mais procurados nas faculdades porque possibilita que o profissional trabalhe em diferentes áreas. Tanto na de programação, mais ligada ao desenvolvimento do programa, como na parte de análise, que é focada na relação com o cliente. Ambas são tarefas relevantes no processo”, diz Ana Cristina. A formação em análise e desenvolvimento de sistemas pode também ser combinada com outras capacitações. “Ela serve como base para áreas como a de infraestrutura, criptomoeda, segurança na Internet. É como se fosse o ABC da tecnologia”, explica Renato Trindade, gerente da Page Personnel, consultoria de recrutamento de profissionais técnicos e de suporte à gestão. Como está o mercado? Luciano Souza, coordenador do curso na Universidade Paulista (Unip), explica que o mercado em análise e desenvolvimento de sistemas é um dos mais amplos do Brasil. “Ano a ano, ele vem crescendo. Existe uma demanda muito grande nessa área, porque qualquer empresa precisa de um profissional com essa formação”, diz. Ana Cristina, da Faculdade Impacta, concorda. “Qualquer companhia que tenha algum processo automatizado necessita de um funcionário assim – seja para a manutenção dos sistemas já existentes ou para a construção de um programa novo”, afirma. “Em geral, os estudantes têm facilidade para conseguir estágio logo no fim do primeiro semestre do curso. Arrumam emprego rapidamente.” Segundo o catálogo de cursos superiores de tecnologia do Ministério da Educação (MEC), atualizado em 2016, o campo de atuação inclui: empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assistência técnica e consultoria; empresas de tecnologia; companhias ligadas a serviços, indústria ou comércio; ONGs; órgãos públicos; institutos e centros de pesquisa; instituições de ensino. Sobre a crise econômica no Brasil, o gerente Renato Trindade afirma que houve um impacto negativo no setor – mas que a recuperação já está sendo sentida. “Estamos em um momento de retomada de contratações. A crise reduziu o corpo de funcionários de tecnologia, especialmente em indústrias. Mas, com a retomada da produção, a demanda volta a crescer”, diz. Para o futuro, Ana Cristina avalia que as perspectivas são positivas. “Se a gente pensar em indústria 4.0 ou 4ª revolução industrial, as empresas vão precisar cada vez mais de profissionais que auxiliem na automatização de processos”, prevê. Analista e desenvolvedor de sistemas trabalham em empresas de tecnologia, ONGs e órgãos públicos, por exemplo. Infográfico: Karina Almeida/G1 Quanto ganha? Um levantamento da plataforma de recrutamento digital Revelo calcula o panorama de salários nas áreas de tecnologia em 2018, com base em 1.700 empresas e 200.000 candidatos. A remuneração média nacional de um desenvolvedor é de R$ 6.452,00 por mês. Quem trabalha em business inteligence (área em que os dados são usados para a gestão do negócio de uma empresa) ganha na faixa de R$ 6.240,00. Segundo a pesquisa, um desenvolvedor começa recebendo cerca de R$ 5 mil no primeiro ano de formado. Após seis anos ou mais na empresa, o salário sobe para R$ 8,2 mil. É claro que há variáveis – como o porte da empresa ou o cargo ocupado. O estudo aponta que empresas grandes tendem a pagar até 15,9% da média do mercado para desenvolvedores - enquanto as pequenas podem oferecer remunerações 0,8% menores. O gerente Renato Trindade conta que há especialistas em cibersegurança, por exemplo, que têm menos de 30 anos e recebem salários superiores a R$ 30 mil. “São profissionais que se atualizaram, estudaram, são cobiçados no mercado. É difícil achar alguém com esse perfil que esteja disponível. Então o custo de tirar uma pessoa assim de uma empresa e trazer para a sua é alto”, relata. Qual o perfil? Os especialistas entrevistados pelo G1 recomendam que os estudantes tenham as seguintes características para ter satisfação e bom desempenho em análise e desenvolvimento de sistemas: gostar de matemática e de exatas. Há poucos cálculos em relação a cursos como engenharia ou ciências da computação, mas é preciso ter bom raciocínio lógico; preocupar-se em atingir boa qualidade dos produtos; ter raciocínio lógico e rápido, para resolver problemas; esforçar-se para aprender inglês. Não é obrigatório, mas dominar o idioma possibilita que o aluno tenha acesso a mais pesquisas; dominar o português. O profissional vai precisar enviar relatórios e e-mails com frequência; ter boa capacidade de trabalhar em equipe. Ao contrário do que se pensa, ser programador não é ficar sozinho em frente ao computador.

    Prouni do primeiro semestre de 2019 abrirá inscrições em 29 de janeiro


    Candidatos que fizeram o Enem 2018 e se encaixam nos critérios poderão concorrer a bolsas de estudo parciais ou integrais em cursos de graduação de instituições privadas. A edição do primeiro semestre de 2019 do Programa Universidade para Todos...

    Candidatos que fizeram o Enem 2018 e se encaixam nos critérios poderão concorrer a bolsas de estudo parciais ou integrais em cursos de graduação de instituições privadas. A edição do primeiro semestre de 2019 do Programa Universidade para Todos (Prouni) receberá inscrições a partir de 29 de janeiro. Em portaria publicada no "Diário Oficial da União" neste mês, o Ministério da Educação divulgou o edital com as regras do programa, que dá bolsas de estudo parciais ou integrais na graduação para estudantes de escola pública e de famílais de baixa renda. Em novembro, o MEC anunciou que as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que selecionada os candidatos para vagas em instituições públicas, acontecem entre 22 e 25 de janeiro. Veja abaixo as principais informações sobre a próxima edição do programa: Como funciona o Prouni? O Prouni é um sistema que seleciona candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para vagas em cursos de graduação de instituições privadas com bolsa de estudos parcial ou integral, segundo a nota do exame. Cada candidato pode selecionar até duas opções de curso durante o período de inscrições pela internet. Ao final da seleção, os candidatos aprovados devem levar até as instituições os documentos para comprovar que atendem os requisitos de bolsistas. Quem pode se inscrever? Para participar, o candidato precisa ter feito a edição 2018 do Enem e não pode ter um diploma do ensino médio. Também é preciso se enquadrar em um dos seguintes critérios de renda: Para concorrer às bolsas integrais: renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo Para concorrer às bolsas parciais: renda familiar bruta mensal per capita de até 3 salários mínimos Além disso, é preciso se encaixar em pelo menos uma das seguintes situações: ter cursado o ensino médio completamente em escola pública ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral ser portador de uma deficiência ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica) Cronograma Início das inscrições: 29 de janeiro de 2019 Fim das inscrições: 1º de fevereiro de 2019 (às 23h59) Primeira chamada: 4 de fevereiro de 2019 Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 12 de fevereiro de 2019 Segunda chamada: 18 de fevereiro de 2019 Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 25 de fevereiro de 2019 Adesão à lista de espera: 7 e 8 de março de 2019 Resultado da lista de espera: 11 de março de 2019 Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 12 e 13 de março de 2019
    Unicamp aprova orçamento 2019 com previsão de déficit e uso de 'reserva' para equilibrar contas

    Unicamp aprova orçamento 2019 com previsão de déficit e uso de 'reserva' para equilibrar contas


    Assessoria de Economia e Planejamento prevê R$ 2,6 bilhões em receitas no próximo exercício. Vice-reitora defende administração com foco na 'sustentabilidade financeira'. Praça em frente ao prédio da reitoria da Unicamp, em Campinas Fernando...


    Assessoria de Economia e Planejamento prevê R$ 2,6 bilhões em receitas no próximo exercício. Vice-reitora defende administração com foco na 'sustentabilidade financeira'. Praça em frente ao prédio da reitoria da Unicamp, em Campinas Fernando Pacífico / G1 Campinas O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou na tarde desta terça-feira (11), por unanimidade, a proposta do orçamento 2019 na qual estima um déficit de R$ 169 milhões, apesar da expectativa de R$ 2,6 bilhões em receitas. A votação ocorreu em sessão extraordinária. "Continuaremos a administrar a Unicamp com foco na sustentabilidade financeira e orçamentária, garantindo que as atividades acadêmicas continuem ocorrendo com excelência", afirmou, em nota, a vice-reitora da universidade, Teresa Dib Zambon Atvars. Diante de reflexos provocados pela baixa na quantidade de recursos disponíveis, decorrente da queda na arrecadação feita pelo estado a partir de meados de 2015, em meio à crise econômica nacional, a universidade estadual projeta usar no próximo ano, pela terceira vez consecutiva, aporte vinculado à "reserva estratégica". O valor projetado é de R$ 164,5 milhões para, de acordo com a assessoria, cumprir o equilíbrio exigido pelas Leis de Finanças Públicas e de Responsabilidade Fiscal. "Medidas como revisão de contratos, controle das contratações de pessoal, redução de despesas com diárias e passagens, redução das despesas de custeio e outras vão continuar em 2019, garantindo a preservação das atividades acadêmicas e assistenciais", ressaltou a vice-diretora ao mencionar que, apesar do uso da reserva, a Unicamp ainda deve contar com R$ 470 milhões. O total de receitas representa alta de 2,75% em relação ao valor indicado no orçamento deste ano. Principais despesas R$ 2,1 bilhões para pessoal - inclui, por exemplo, programas de auxílio-alimentação, auxílio criança/educação, horas extras e de sobreaviso, módulos de plantões da área da saúde; R$ 10,3 milhões - juros, encargos, amortizações e sentenças judiciais; R$ 50,6 milhões - despesas de utilidade pública; R$ 48,1 milhões - restaurantes e transportes; R$ 114,7 milhões - despesas contratuais; R$ 85,2 milhões - programas de apoio, incluindo manutenção de infraestrutura; R$ 37 milhões - custeio de unidades; R$ 60 milhões - projetos especiais; Ao longo da proposta, a Aeplan ressalta também que a permanência estudantil deve receber investimento de R$ 84,7 milhões, e R$ 169,4 milhões serão destinados para assistência a servidores. O valor total das despesas na área da saúde chega a R$ 498,5 milhões, destaca a Unicamp. O Hospital de Clínicas é referência para 6 milhões de habitantes; enquanto que o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) abrange 5 milhões de moradores de Campinas e região. A principal fonte para financiamento das atividades é obtida por meio do repasse de valores arrecadados pelo estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) - 2,19% do total. Unicamp estima R$ 48 milhões para tirar do papel ou concluir obras atrasadas desde 2016. Planejamento A Unicamp planeja reivindicar ao governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), um aumento de repasse prometido em 2005 pelo estado, ainda não efetivado, para tentar reequilibrar as contas da universidade. Ao G1, o reitor, Marcelo Knobel, destacou que também espera por um acréscimo no aporte para aplicação no HC, e negociar a abertura de um restaurante Bom Prato. Procurada pela reportagem na ocasião, a assessoria de Doria informou que as demandas da universidade serão avaliadas pela gestão quando forem recebidas. O ex-prefeito da capital paulista foi eleito em 28 de outubro após receber 10.990.160 votos, o equivalente a 51,75% dos válidos. Já a assessoria do governador Márcio França (PSB) informou que a abertura do restaurante na universidade foi autorizada e está previsto para 2019. Atualmente, a cidade conta com uma unidade na Rua Moraes Sales, onde serve diariamente 2,1 mil almoços e 300 cafés da manhã. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Resultado do Encceja 2018 do ensino fundamental é divulgado pelo Inep

    Resultado do Encceja 2018 do ensino fundamental é divulgado pelo Inep


    Consulta à nota é individual e deve ser feita pela internet; porém, emissão do certificado de conclusão do ensino médio é feita diretamente na secretaria de Educação ou instituto federal escolhido pelo candidato na hora da inscrição....


    Consulta à nota é individual e deve ser feita pela internet; porém, emissão do certificado de conclusão do ensino médio é feita diretamente na secretaria de Educação ou instituto federal escolhido pelo candidato na hora da inscrição. Encceja oferece certificação do ensino fundamental e médio. Reprodução O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou nesta terça-feira (11) o resultado do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2018 para o ensino fundamental. O acesso à nota é individual e deve ser feito na Página do Participante, usando o número do CPF do estudante e a senha escolhida no momento da inscrição. Quem obteve a nota mínima deve procurar as secretarias estaduais de Educação e dos institutos federais que escolheram durante a inscrição, para solicitar a certificação do ensino fundamental. A prova do Encceja foi aplicada em 5 de agosto para 1,6 milhão de pessoas. Dos inscritos para o ensino médio, 578.865 fizeram as provas e 36% conseguiram a certificação completa nas quatro áreas de conhecimento.
    Escola Sem Partido: entenda o que ocorre após o arquivamento e o que está em jogo com o projeto de lei

    Escola Sem Partido: entenda o que ocorre após o arquivamento e o que está em jogo com o projeto de lei


    Proposta tramita na Câmara desde 2014. Como o parecer não foi votado na atual legislatura, será arquivado. Tema pode voltar ao debate com os novos deputados em 2019. Manifestantes protestaram na Câmara, em novembro, contra o projeto conhecido como...


    Proposta tramita na Câmara desde 2014. Como o parecer não foi votado na atual legislatura, será arquivado. Tema pode voltar ao debate com os novos deputados em 2019. Manifestantes protestaram na Câmara, em novembro, contra o projeto conhecido como Escola sem Partido Cleia Viana/Câmara dos Deputados O debate sobre o conteúdo ensinado aos estudantes nas salas de aula teve um extenso capítulo ao longo de 2018 com a tramitação do projeto Escola sem Partido (PL 7180/2014) na comissão especial que analisou a proposta na Câmara dos Deputados. Agora, ela deverá ser arquivada. Ao menos até o início da próxima legislatura. Procuradoria Federal vai criar canal para receber denúncias de assédio contra professores de universidades A ideia inicial era proibir professores de manifestarem posicionamento político, ideológico e de gênero em sala de aula, o que os deputados chamam de "doutrinação" (leia mais abaixo). Na terça-feira (11) houve mais uma reunião para se discutir o projeto, mas após sucessivas tentativas de se chegar a um consenso, o deputado Marcos Rogério, presidente da comissão especial que discutia o projeto na Câmara, encerrou os trabalhos da comissão. Com a aproximação do fim da legislatura – o mandato vai até 31 de janeiro, mas no dia 23 de dezembro os deputados já entram em recesso – o projeto será arquivado. Retorno do debate A partir do ano que vem, o tema pode voltar à tona se o autor do projeto ou os autores dos outros dez projetos que foram apensados (anexados) ao Escola sem Partido pedir para desarquivá-lo. Como o deputado Erivelton Santana, autor do Escola sem Partido, não foi reeleito, caberá aos demais deputados colocarem o tema em discussão. Entre reeleitos e, portanto, aptos a propor a reabertura da discussão estão o Delegado Waldir (PSL/GO); Pastor Eurico (PHS/PE); Jhonatan de Jesus (PRB/RR); Jean Willys (PSOL/RJ); Alan Rick (DEM/AC); e Dagoberto Nogueira (PDT/MS). Os demais ou não foram eleitos ou foram para o Senado. O que quer o Escola sem Partido? Alterar a Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394/1996) acrescentando um novo inciso sobre "princípios de ensino" O novo inciso fala de "respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas.” Definir que o professor não pode cooptar alunos nem prejudicá-los em função de suas convicções ideológicas Determinar que abordará as principais versões, teorias e opiniões sobre os temas ensinados Aplicar os dispositivos da lei em livros didáticos e paradidáticos, processos seletivos para o ensino superior e provas para entrar na carreira de professor Tornar obrigatório a exposição de cartazes nos estabelecimentos de ensino com os deveres dos professores Como surgiu o Escola sem Partido? O projeto de lei foi apresentado em 2014 pelo deputado Erivelton Santana (Patri-BA). No entanto, dez anos antes, um movimento também chamado de Escola sem Partido e organizado pelo advogado Miguel Nagib, de São Paulo, levantou o debate sobre o conteúdo ensinado nas salas de aula. Em entrevista ao G1, Nagib contou que a iniciativa era formada por "um grupo relativamente pequeno de pessoas inconformadas com o uso das escolas e universidades para fins de propaganda ideológica, política e partidária" e que "o objetivo era dar visibilidade a este problema." Tudo começou em 2003, quando a filha de Nagib, então no 7º ano, disse que o professor dela havia comparado Che Guevara a São Francisco de Assis. Ele, então, imprimiu 300 cópias de um texto denunciando a situação e distribuiu no estacionamento do colégio. A reação foi contrária à iniciativa, com direção, professores e alunos contestando a versão da estudante. "Os alunos se solidarizaram inteiramente com o professor (recebi dezenas de mensagens ofensivas). Nenhum pai me procurou", conta. Nagib diz que começou a se interessar por "doutrinação nas escolas" e se inspirou em sites americanos para criar o Escola sem Partido. Como movimentos similares ao Escola sem Partido se espalham por outros países De lá para cá, o site recebeu contribuições – uma delas compara a quantidade de livros de autores de direita e esquerda em uma bilbioteca, outra é um relato de uma professora que se diz perseguida por ser de direita. Vieram os protestos de 2013 com diversos estudantes tomando as ruas, e muitos debates sobre como o conteúdo é repassado nas escolas. Tramitação na Câmara Em 2014, o debate chegou à Câmara. A ideia inicial era incluir na Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9394/1996) um inciso no artigo 3º que trata dos princípios de ensino. Entre estes princípios já definidos na lei de 1996 – como o pluralismo de ideias, o respeito à liberdade e apreço à tolerância –, o deputado queria acrescentar o "respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa, vedada a transversalidade ou técnicas subliminares no ensino desses temas” e justificou com base na Convenção Americana de Direitos Humanos, que diz que pais ou tutores têm o direito de que seus filhos recebam a educação moral e religiosa conforme suas crenças. Dois anos após ser criado, a Câmara criou uma comissão especial para analisar o tema e evitar que o projeto tramitasse separadamente por várias comissões, como as de educação e justiça, por exemplo. Naquele ano, em 2016, diversos projetos similares se espalhavam pelas Assembleias estaduais. A Advocacia-Geral da União (AGU) chegou a emitir um parecer declarando a inconstitucionalidade da lei aprovada em Alagoas. O tema foi para a pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), mas isso não barrou o avanço da proposta na esfera federal. A partir de 2017, as sessões de análise do projeto se tornaram uma batalha entre deputados – sem que se chegasse à aprovação de fato. Em maio, o deputado Flavinho (PSC-SP) apresentou um substitutivo que incluía no projeto de lei deveres dos professores, como apresentar todas as principais versões, teorias e opiniões sobre os temas ensinados e aplicar os dispositivos da lei em livros didáticos e paradidáticos, processos seletivos para o ensino superior e provas para entrar na carreira de professor. O substitutivo excluiu a previsão de punição ao professor que descumprisse as regras. "Eventuais punições aos profissionais de educação que não são éticos e não respeitam os limites de sua profissão devem obedecer aos mesmos mecanismos que hoje já se submetem. Portanto, diante desta análise, decidi deixar de fora do escopo proposto em meu substitutivo a questão da punição ao doutrinador que se transveste de professor", disse o deputado Flavinho em entrevista ao G1. Em 2018 foram 32 tramitações, muitas delas acompanhadas de protestos e tensões. Deputados que se opõem ao projeto apresentaram diversos requerimentos tentando adiar a votação. Os que apoiam, por sua vez, não compareciam em peso para formar maioria na votação. Na 12ª reunião para votar o parecer, a comissão foi encerrada e o projeto será arquivado. Próximos passos Sem ter o parecer votado, e com o fim da legislatura, o projeto Escola sem Partido será arquivado A partir do ano que vem, o tema pode voltar à tona se o autor do projeto ou um dos autores dos outros dez projetos que foram apensados (anexados) ao Escola sem Partido pedir para desarquivá-lo Como o deputado Erivelton Santana, autor do Escola sem Partido, não foi reeleito, caberá aos demais deputados colocarem o tema em discussão. São eles: Delegado Waldir (PSL/GO); Pastor Eurico (PHS/PE); Jhonatan de Jesus (PRB/RR); Jean Willys (PSOL/RJ); Alan Rick (DEM/AC); e Dagoberto Nogueira (PDT/MS). Os demais ou não foram eleitos ou foram para o Senado. Se for desarquivado, a tramitação deverá começar do zero seguindo o regimento da casa pelas comissões permanentes ou criando uma comissão especial, como havia sido feito até então Caso seja criada uma nova comissão, a composição dos deputados que farão parte dela também mudará e deverá seguir o critério de proporcionalidade da Casa Serão escolhidos o novo presidente da comissão e o novo relator Novas audiências públicas de discussão sobre o tema deverão ser convocadas Sala de aula em escola municipal de Rio Preto Divulgação Cronologia 2004 Nasce o movimento civil ‘Escola sem Partido’, de iniciativa do advogado Miguel Nagib 2014 O deputado federal Erivelton Santana (Patri-BA) apresenta o projeto de lei 7180/2014, conhecido como ‘Escola sem Partido’, para alterar o artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases (Lei nº 9.394/1996). O texto pede para incluir entre os princípios do ensino “o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa.” Assembleias legislativas dos estados de AL, CE, GO, ES e RJ apresentam projetos estaduais de ‘Escola sem Partido’, segundo o site do movimento Câmara das cidades do Rio, São Paulo, Santa Cruz de Monte Castelo (PR), Toledo (PR), Vitória da Conquista (BA) e Foz do Iguaçu (PR) têm propostas apresentadas, segundo o site do movimento 2015 Deputados do DF e RS também apresentam nas assembleias legislativas projetos semelhantes sobre o Escola sem Partido. 2016 Criada a comissão especial para proferir parecer sobre o projeto do deputado federal Erivelton Santana (PSC-BA) Projeto tramita pela coordenação de comissões permanentes, comissão de Educação, mesa diretora da Câmara, e plenário Até o fim de julho, projetos de lei do 'Escola sem Partido' haviam sido introduzidos em 11 estados, na Câmara dos Deputados e no Senado Parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) declara que programa estadual 'Escola sem Partido' de Alagoas é inconstitucional 2017 Diversas audiências públicas são feitas na Câmara para debater o tema Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) suspende em caráter liminar (provisório), os efeitos da chamada Lei Escola Livre, de Alagoas (Lei 7.800/2016) 2018 Dezenas de emendas ao projeto são analisadas O deputado Flavinho (PSC-SP) apresenta um substitutivo incluindo no texto alguns deveres dos professores, como apresentar as principais versões, teorias e opiniões sobre os temas ensinados. Texto também propõe aplicar os dispositivos da lei em livros didáticos e paradidáticos, processos seletivos para o ensino superior e provas para entrar na carreira de professor O substitutivo excluiu a previsão de punição ao professor que descumprisse as regras Discussão e a votação do parecer do relator são adiadas após pedido de vista (mais tempo para análise) aos deputados Comissão da Escola Sem Partido encerra os trabalhos sem votar o parecer e o projeto será arquivado