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    Fiscalização nas redes sociais será desafio para eleições, avalia TRE-DF; leia entrevista

    Fiscalização nas redes sociais será desafio para eleições, avalia TRE-DF; leia entrevista


    Enquanto partidos lançam candidatos, tribunal articula preparativos para votação. Locais já começaram a passar por vistorias. Porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral do DF, Fernando Velloso Gabriel Luiz/G1 Com o primeiro dia de convenções...


    Enquanto partidos lançam candidatos, tribunal articula preparativos para votação. Locais já começaram a passar por vistorias. Porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral do DF, Fernando Velloso Gabriel Luiz/G1 Com o primeiro dia de convenções partidárias, nesta sexta-feira (20), foi dada oficialmente a largada para a corrida eleitoral. Nesses eventos, as legendas confirmam os candidatos que vão lançar, ou apoiar, na disputa de outubro. Faltando ainda dois meses e meio para o pleito, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal já se considera em modo “eleições”. Partido Novo confirma Alexandre Guerra como candidato ao governo do DF Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota lançam candidatura de Eliana Pedrosa ao governo do DF em convenção conjunta Confira a data das convenções partidárias nacionais Para garantir o jogo limpo, o órgão colocou de pé a Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral, formada por três juízes, que agem como fiscais. Até o momento, ao longo de um mês, eles receberam 11 denúncias – que reúnem irregularidades em outdoor, panfletagem, adesivação de carros e uso de redes sociais, entre outras. Sobre os desafios e a logística para as eleições deste ano, o G1 entrevista o porta-voz do TRE, Fernando Velloso. Ele detalha os bastidores do trabalho por lá neste período decisivo e revela como a Corte está se preparando para lidar com uma eleição onde a internet – e as notícias falsas – ganham um espaço cada vez maior. Vejas os assuntos abordados Fiscalização dos candidatos Influência digital e fake news Urna eletrônica, voto impresso e biometria Novidades como nome social e o "e-título" Indefinição do cenário eleitoral e perfil do eleitor do DF Leia a entrevista G1: O que não sabemos, mas já está sendo preparado para as eleições? Fernando Velloso: A gente trabalha sobre as eleições desde o ano passado. À medida que vão se aproximando, o esforço vai sendo mais concentrado. Neste presente momento, os chefes de cartórios estão fazendo vistorias nos locais de votação. Elas começaram há cerca de 30 dias. É para saber se precisa de alguma observação, de algum reparo. Sempre tem questão de tomada, goteira, pia quebrada. Esses detalhes fazem toda a diferença para o atendimento ao eleitor. Urna eletrônica José Cruz/Agência Brasil Isso é importante porque Brasília tem 2,08 milhões de eleitores. E para este pleito, contaremos com 6.953 urnas. Elas serão distribuídas em 608 locais de votação, incluindo um apenas para voto em trânsito. Nosso maior colégio eleitoral é Ceilândia. Confira as datas importantes das eleições Ainda falando sobre preparativos, também fizemos reuniões de dois dias com os partidos para dar orientações sobre registro de candidaturas e alertar para as regras de veiculação de propaganda. “Esperamos ter uma campanha limpa, tanto no sentido higiênico – ou seja, sem poluição – quanto de conteúdo.” Queremos uma eleição mais honesta e focada no que eles podem fazer, do que para criticar o outro. Assim, você conhece melhor o seu candidato, em vez do defeito do outro. Aí tem menos ofensa, direito de resposta. G1: De que forma funciona o trabalho de fiscalização? Velloso: Quando uma denúncia chega à Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral, o juiz determina que o fato seja apurado. Inclusive, este ano tem novidade nisso: está descentralizado. Antes tinha que sair alguém da sede do TRE para apurar. Agora, um fiscal da região, no cartório eleitoral, vai poder ir no local para nos repassar as informações. Já recebemos 11 denúncias até o momento. Sala de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do DF Gabriel Luiz/G1 Se aquilo for confirmado, o pré-candidato ou candidato tem um prazo de 24 horas para que regularize o que foi identificado. Caso atendido, o processo é arquivado. Se não, o caso é encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que pode levar a denúncia adiante. Aí ela será julgada e pode resultar em advertência, multa ou até detenção. Estamos com olhos atentos e a população também. É possível fazer a denúncia pela internet por um formulário, onde dá para anexar foto ou vídeo. A pessoa é identificada para evitar trote, mas só nós temos acesso à identidade de quem denunciou. Assim que o fato chega, o juiz da comissão manda tomar providência muitas vezes ainda na mesma tarde. "Um exemplo: um pré-candidato está autorizado a dizer que pretende fazer tal coisa se for eleito. Mas não pode pedir votos." Não pode falar: “Vote em mim”, porque a candidatura ainda não foi registrada. São questões sutis, porém ficamos de olho nisso. Veja as regras para as eleições deste ano G1: Vocês estão preparados para o reflexo positivo ou negativo que a internet e as redes sociais podem apresentar? Velloso: A gente está apostando muito que a propaganda vai ser focada no eletrônico, nas redes sociais. E esse é mais um desafio para a Justiça eleitoral porque é algo que chega, se não de forma tão nova, pelo menos de forma mais impactante neste momento. Então vamos ter que, nos diversos setores (basicamente a área de tecnologia e a área de fiscalização), estar mais atentos e refinar as técnicas e controles para poder acompanhar o que vai acontecer. Por exemplo, a gente tem uma coisa muito difícil de ver que é a questão do WhatsApp. Mensagens que circulam por lá são consideradas privativas, particulares e você tem muita restrição. Então existe uma tênue ligação que envolve também direito de expressão e sigilo da privacidade. Ícone do WhatsApp ao lado do Messenger em tela de celular Reuters Para lidar com isso, temos tido muito acompanhamento e orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas na verdade, estamos muito mais preocupados é com o processo eleitoral em si, se as eleições estão funcionando bem. O tribunal apenas acompanha o restante. O processo de investigação é competência do Ministério Público Eleitoral, principalmente com base em denúncias. Só depois é que o caso chega aqui para ser julgado. G1: O ministro Luiz Fux, do TSE, chegou a dizer que uma eleição poderia ser anulada caso fosse confirmada a influência de fake news. É algo que preocupa? Velloso: [Anular o resultado] Seria algo extremamente apocalíptico. Acredito que o ministro disse isso muito mais para se trazer a importância do assunto, alertar que se tem que tomar cuidado com isso. Dizer que isso tem de estar na atenção de todos. Mas não que isso vai “melar” uma eleição. Fux diz que Justiça pode anular uma eleição se resultado for influenciado por 'fake news' em massa Agora, fake news é realmente uma preocupação e está na esteira de novidades desta eleição, que será muito mais virtual, de contatos amplos do que as eleições anteriores. Toda a Justiça Eleitoral terá de se atentar a isso. Porta-voz do Tribunal Regional Eleitoral do DF, Fernando Velloso Gabriel Luiz/G1 G1: Falando em novidade, algo que teríamos de diferente seria a urna com voto impresso. Mas o Supremo Tribunal Federal acabou derrubando a medida. Muda alguma coisa? Velloso: Seriam só 420 urnas [6% do total], em poucas sessões e restritas a poucos lugares. Acabou que o Supremo decidiu por não haver. Com termos de diligência e celeridade, isso trouxe um alívio. A gente acredita que a eleição ocorrerá melhor desta forma. G1: Sempre tem a polêmica se a urna eletrônica é segura. Ela é mesmo? Velloso: Existe uma desconfiança, insegurança, mas as urnas eletrônicas têm se mostrado a maneira mais rápida, eficiente e segura para o processo eleitoral. Existe uma série de procedimentos de segurança que são acompanhados por todos os interessados, como a lacração de urnas. Fora isso, uma coisa que a maioria não sabe é que é feita uma votação paralela, inclusive com todos os partidos que tiverem interesse. São sorteadas cinco urnas aleatórias que são retiradas do local de votação e trazidas aqui para o TRE. Ou seja, são urnas que teoricamente seriam usadas no local e que nós substituímos por outras. Daí as pessoas votam nessas urnas retiradas, mas também votam em papel. No fim do dia, são contados os votos. Isso tudo é filmado o tempo todo. Desde 2012, quando esse processo começou, nunca houve discordância entre o voto das cinco urnas e o voto em papel. Urna eletrônica transparente, com componentes eletrônicos à mostra, em exibição no TRE-DF Gabriel Luiz/G1 G1: E a biometria? Velloso: A gente acredita que a biometria vai funcionar melhor porque hoje deixou de ser novidade para os eleitores e para os mesários. Na última eleição, deu muito trabalho, tanto na hora de fazer os cadastros como no dia do pleito. Teve fila, algumas digitais não estavam sendo lidas direito. Agora, a gente acredita que este ano vai fluir um pouco melhor. G1: Então o que mais tem de diferente este ano? Velloso: Temos o e-título. O título eletrônico pelo smartphone. Se você tiver feito a biometria, pode votar só com ele. Neste ano, a população de transexuais e travestis poderá votar exclusivamente com o nome social, em vez do nome de registro. Por aqui, esta será a primeira vez em que mesários receberão treinamento à distância, pela internet, a partir de setembro. O treinamento presencial fica só para quem for presidente de sessão e primeiro-secretário. Isso não vai trazer prejuízos e vai facilitar em termos de infraestrutura, deslocamento de pessoas e força de trabalho nossa. Para as eleições deste ano, teremos 31.164 mesários. Desse total, 77% são voluntários. O restante será convocado. Também serão convocados juízes e requisitados servidores de outros órgãos para auxiliar a quantidade de trabalho aqui, que aumenta muito. É o TSE quem dá o suporte logístico e financeiro. Existe um orçamento próprio, vindo do TSE, só para as eleições. Porém cada região tem autonomia para buscar o apoio necessário para a localidade, como da Polícia Militar, da Polícia Civil, da estrutura do governo, até das Forças Armadas. Por exemplo, no transporte das urnas, na véspera das eleições. Primeira urna utilizada em eleições no Brasil, em exibição no TRE do Distrito Federal Gabriel Luiz/G1 G1: Então é agora que começa a parte mais puxada? Velloso: Quando um candidato é lançado, cada um deve passar por um crivo. É analisado se tem todas as documentações, se são respeitados todos os pré-requisitos. Só depois disso é que os desembargadores no Plenário homologam a candidatura. Normalmente, o TRE tem sessões só segunda e quinta, a partir das 17h. A partir de agosto, começa a ter sessão todo dia para dar conta da demanda. G1: Por enquanto, o cenário eleitoral no DF continua indefinido. Há chapas ainda sem vice, mudanças de nomes. Isso influencia algo? Velloso: Isso não importa para nós do TRE. É indiferente. O que importa é a questão técnica, que no dia em que as urnas forem lacradas, não se mude mais nada. No entanto, para o eleitor, isso pode causar uma certa insegurança na sua escolha. Ele não sabe quem escolher porque não sabe nem quem são os candidatos. G1: Como é o perfil das eleições e dos eleitores no DF? O eleitor está desinteressado? Velloso: A eleição no DF é considerada bem limpa, muito clara, mais civilizada. Quanto ao interesse, nosso trabalho aqui é realizar as eleições, proporcionar ao cidadão a possibilidade de votar. Não há, da parte do TRE, preocupação sobre o perfil do eleitor. Pessoalmente, acho que a informação está fluindo com mais rapidez. Acaba que o cidadão, de um modo geral, está mais ativo, mais participativo. "[O eleitor] Pode até estar descrente ou entristecido, em algum sentido. Mas está participando mais." Há pouco tempo, não se sabia muito sobre Supremo, TSE ou Ministério Público. Agora, com a informação circulando mais, fez com que todo mundo esteja mais engajado de uma maneira. G1: Como o TRE vê a particularidade do eleitor do Entorno, que mora em Goiás, mas vê a vida sendo afetada diretamente por políticos do DF? Não há uma falha de representatividade? Velloso: Realmente, os candidatos deles são os candidatos de Goiás. Mas é uma realidade que existe em outros locais do país e acaba tendo também esse tipo de impacto. O que tem sido feito é o cuidado em relação ao cadastro eleitoral para que o eleitor não fique migrando sempre de forma conveniente. Ficamos atentos à comprovação de residência. Desde novembro de 2016 até agora, cerca de 12 mil eleitores do Entorno fizeram migração do título vindos de Goiás para o DF, e 1 mil de Minas para cá. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota lançam candidatura de Eliana Pedrosa ao governo do DF em convenção conjunta

    Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota lançam candidatura de Eliana Pedrosa ao governo do DF em convenção conjunta


    Empresária e ex-distrital foi escolhida pela coligação; Alírio Neto, do PTB, será vice na chapa. Evento reuniu as cinco legendas neste sábado. Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota lançam candidatura de Eliana Pedrosa ao governo do DF A empresária...


    Empresária e ex-distrital foi escolhida pela coligação; Alírio Neto, do PTB, será vice na chapa. Evento reuniu as cinco legendas neste sábado. Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota lançam candidatura de Eliana Pedrosa ao governo do DF A empresária Eliana Pedrosa (Pros), de 65 anos, foi escolhida pela coligação de Pros, PTC, PTB, PMN e Patriota, neste sábado (21), como candidata ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. A convenção conjunta foi realizada na sede do PTB, na Estrutural. Eliana Pedrosa chegou ao local às 10h30 e foi saudada por correligionários. "Quero falar de uma medida de choque, para que nós possamos garantir o atendimento das pessoas na área de saúde, buscar médicos onde eles estiverem. Pagar mais, se for necessário, cortando custos em outras áreas", declarou Eliana. O presidente nacional do Pros, Eurípedes Gomes de Macedo Júnior, esteve no lançamento da chapa. "Não adianta a gente colocar qualquer um, temos que ter experiência. É um nome que está preparado, já foi deputada distrital", disse. O vice na chapa é o policial civil e ex-deputado distrital Alírio Neto, do PTB. Ele chegou a anunciar pré-candidatura a governador, mas voltou atrás em junho e fechou coligação com Eliana Pedrosa. Até as 12h30, a liga formada pelos cinco partidos ainda não tinha divulgado os nomes dos candidatos ao Senado, nem a quantidade de candidaturas para deputado federal e deputado distrital. Candidato a vice-governador do DF, Alírio Neto (PTB) TV Globo/Reprodução O que diz a candidata No primeiro discurso como candidata, Eliana traçou prazo para resolver a fila das cirurgias na rede pública do DF. "Nós precisamos garantir esse atendimento [de saúde], zerar as filas das cirurgias nos primeiros cem dias", disse. A ex-deputada também falou sobre a alta do desemprego. "Estamos com 315 mil pessoas desempregadas no DF, procurando emprego, fora aqueles que já desanimaram. A pauta social, então, é muito importante." Eliana Pedrosa disse, ainda, que pretende mudar o formato das administrações regionais. Hoje, o DF tem 28 órgãos responsáveis pela gestão das 31 regiões administrativas. "Queremos fazer um governo com mais proximidade da casa das pessoas. As administrações regionais são vistas como cabide de empregos, e queremos levar para lá o Na Hora, posto da CEB, da Caesb. [Queremos] que do princípio ao fim se possa tirar um habite-se, um licenciamento de obras, de empresas". Trajetória Eliana Pedrosa foi deputada distrital por três mandatos consecutivos, entre 2002 e 2014. De 2006 a 2009, foi secretária de Desenvolvimento Social do governo de José Roberto Arruda (PR). Em 2014, Eliana se lançou pré-candidata ao Buriti pelo PPS. Em seguida, disse que seria vice de Arruda, mas o acordo partidário não se confirmou. Ao fim, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas os 55 mil votos garantiram apenas a suplência de Izalci Lucas (PSDB). Em abril deste ano, Eliana Pedrosa se filiou ao Pros e lançou candidatura ao governo. É a primeira vez que a empresária disputa o comando do Palácio do Buriti. Candidata ao governo do DF, Eliana Pedrosa (Pros) TV Globo/Reprodução Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Conheça a banda Belga, finalista do Brasília Independente 2018

    Conheça a banda Belga, finalista do Brasília Independente 2018


    Grupo começou a fazer pop rock no ensino médio e é um dos dez finalistas do concurso de música autoral da TV Globo. Conheça a banda Belga, finalista do Brasília Independente 2018 Uma amizade que começou nos primeiros anos de colégio e, anos...


    Grupo começou a fazer pop rock no ensino médio e é um dos dez finalistas do concurso de música autoral da TV Globo. Conheça a banda Belga, finalista do Brasília Independente 2018 Uma amizade que começou nos primeiros anos de colégio e, anos depois, tomou forma de música. A banda Belga surgiu quando os integrantes faziam o ensino médio no Setor Oeste, na Asa Sul, mas antes disso, o baixista Igor Nolasco e o vocalista Gabriel Forster já se conheciam do ambiente escolar. Ao G1, Nolasco contou que a ideia surgiu como um passatempo, a partir de um projeto musical da Universidade de Brasília (UnB). "Nada profissional", disse. O rumo da banda começou a mudar em 2013, quando o Belga EP – um disco cheio de histórias dos integrantes – foi lançado. Naquele momento, o baixista diz que a banda começou a ficar conhecida na capital do rock, fazendo um som que reúne o peso das guitarras e uma pegada pop. Das sete músicas do disco, duas tiveram clipe produzido: "Não vai voltar" e "Quando tentei te ajudar". O sucesso na web levou a banda Belga a dividir palco com grandes bandas, como a Fresno, e marcar presença em festivais pelo país. Em 2017, o grupo sentiu a necessidade de lançar outro disco, mas com uma pegada mais madura. O disco "Âmbar EP" abriu portas para o grupo tocar em cidade fora do Distrito Federal, como Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, Campo Grande e Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Belga acredita que isso é só o início. "Temos intenção de ir tocar em mais cidades do Brasil", contou Nolasco. Banda Belga no show com grande público em Brasília Yvã Santos/ Divulgação Referência Uma das principais referências da banda, por incrível que pareça, não é musical. Os integrantes se inspiram no pintor belga surrealista René Magritte, e tentam transpor essa admiração para as letras das músicas. Além de vocalista e guitarrista, Gabriel Forster assina a maior parte das composições. O repertório também inclui músicas de amigos. Segundo Nolasco, o surrealismo e a emoção forte nas pinturas de Magritte aproximam a arte visual do trabalho promovido pela Belga. "[São] Histórias vividas, coisas que todo mundo passa". Na área musical, as referências da banda Belga incluem Madonna e Michael Jackson – proclamados mundo afora, respectivamente, como a rainha e o rei do pop. Entre os artistas brasileiros, os integrantes do grupo citam NX Zero, Fresno e Scalene como inspiração. Por enquanto, a Belga não vive só da música. Durante a semana, dois integrantes fazem faculdades de história e comunicação social. Os outros membros do grupo trabalham com publicidade, edição de vídeos e ciência política. A diversidade de profissões trouxe uma vantagem – segundo Igor Nolasco, a própria banda produz os materiais de divulgação. "Nosso diferencial é que produzimos desde a letra até o lançamento do disco. Cuidamos dos shows, fazemos as artes e administramos a agenda", contou. O rock alternativo da banda Belga é o estilo principal do grupo, mas a banda também tem interesse em inovar com a mistura do pop e do eletrônico. "A música é algo que as pessoas sempre escutam, que se encaixa em todos os públicos", disse Nolasco. Banda Belga finalista do Brasília Independente Yvã Santos/ Divulgação Integrantes Gabriel Foster (guitarra e vocal), Gabriel Bertulli (guitarra), Igor Nolasco (baixo), Matheus Leadebal (bateria) e Blandu Correia (teclado e guitarra). Letra Âmbar Faz de conta que tudo acaba amanhã O que você iria me dizer? Pra onde ir, com quem ficar? Não sei, mas dessa vez ninguém vai decidir por mim Eu vou voltar pra frente da sua casa Venho aqui só mesmo pra lembrar De como o tempo passa Me deixa te querer até mais do que eu Me deixa te querer até mais do que eu No meio eu me sentia tão infeliz Com o que você tentava me dizer Quis entregar o controle a Quem mal podia ver e decidir por si Me deixa te querer até mais do que eu Me deixa te querer até mais do que eu Pra me curar sem perceber No fundo eu só quis te ver Me deixa te querer até mais do que eu Eu quis fazer de você meu inteiro lar Não tinha amigos, ninguém para contar De como o tempo passa Me deixa te querer até mais do que eu Me deixa te querer até mais do que eu Pra me curar sem perceber No fundo eu só quis te ver Me deixa te querer até mais do que eu Eu quis fazer de você meu inteiro lar Não tinha amigos, ninguém para contar De como o tempo passa Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Evento 'Meu Eixão' leva oficinas, música e gastronomia à Asa Sul neste domingo

    Evento 'Meu Eixão' leva oficinas, música e gastronomia à Asa Sul neste domingo


    Projeto ocupa o Eixão Sul, na altura da quadra 108. Atividades começam às 10h e se estendem até as 17h. A Globo Brasília promove, neste domingo (22), um dia de atividades ao ar livre para toda a família. O projeto “Meu Eixão” vai levar...


    Projeto ocupa o Eixão Sul, na altura da quadra 108. Atividades começam às 10h e se estendem até as 17h. A Globo Brasília promove, neste domingo (22), um dia de atividades ao ar livre para toda a família. O projeto “Meu Eixão” vai levar diversas atividades de lazer para o Eixão Sul, em frente à Estação 108 Sul do Metrô-DF, a partir das 10h. Oficinas de lambe-lambe, de criação de horta orgânica e aulas de danças e de circo estão na programação, que se estenderá até as 17h. Para matar a forma entre uma atividade e outra, o evento gastronômico Chefs nos Eixos oferecerá pratos criados por chefs renomados de Brasília a preços acessíveis – a partir de R$ 10. Além disso, o Projeto Acalanto promoverá a adoção de gatos e cachorros. Para quem estará na companhia de pets, haverá pontos de hidratação para os bichinhos. Programe-se Evento gastronômico Chef nos Eixos, em Brasília Chef nos Eixos/Divulgação Oficinas de lambe-lambe e de criação de doodles Horário: atividades durante todo evento Escalada, slackline e parkour Horário: atividades de 20 em 20 minutos. Oficina de horta orgânica ‘Tempero na Janela’ Horário: durante todo evento, oficinas de 30 em 30 minutos. Aulas de dança 10h - Divas Dance 11h - Aulão Fitdance 12h - Aulão Zumba 13h - Treinamento Funcional - Plinio Oliveira 14h - Body Balance - Ge Marcondes 15h - Aulão Fitdance 16h - Aulão Zumba Adoção de gatos e cachorros Horário: durante todo evento. Oficina de circo para a criançada Horário: durante todo evento. Bloquinho ‘Fio desencapado’ da Bateria Furiosa do DF Horário: 11h, 13h e 15h Chefs nos Eixos Horário: durante todo evento Cozinheiros participantes: Tonico Lichtsztejn - CowTainer Gil Guimarães - Baco Pizzaria Marcello Piucco - Hamburgueria do Cheff Sônia Oliveira - Acarajé e Cia Yamazaki San - Zaki Sushi Cynara Arnt - Vegan-se Leninha Camargo - Empório Leninha Camargo Agenor Maia - Olivae Fernando La Rocque - Carpe Diem Venceslau Calaf - Bar do Calaf Meu Eixão 108 sul - Eixão do Lazer Domingo (22) Das 10h às 17h Valores para consumo de alimento: entre R$ 10,00 e 20,00 Veja o que fazer em Brasília no G1 DF.
    Partido Novo confirma Alexandre Guerra como candidato ao governo do DF

    Partido Novo confirma Alexandre Guerra como candidato ao governo do DF


    Ex-administrador da rede Giraffas tem 37 anos e nunca disputou eleição. Vice na chapa é Erickson Blun, também do Novo; nomes foram aclamados por unanimidade. Empresário e candidato ao governo do Distrito Federal, Alexandre Guerra (Novo) TV...


    Ex-administrador da rede Giraffas tem 37 anos e nunca disputou eleição. Vice na chapa é Erickson Blun, também do Novo; nomes foram aclamados por unanimidade. Empresário e candidato ao governo do Distrito Federal, Alexandre Guerra (Novo) TV Globo/Reprodução O empresário Alexandre Guerra, de 37 anos, foi escolhido pelo Partido Novo por unanimidade, nesta sexta-feira (20), como candidato ao governo do Distrito Federal nas eleições de 2018. A convenção foi realizada na sede do partido em Brasília, no Setor de Rádio e TV Sul. O evento reuniu apoiadores e dirigentes do partido, a portas fechadas, por cerca de duas horas. No discurso de apresentação da candidatura, Guerra elogiou a nominata montada pela legenda, e disse que os candidatos vão "renovar a cidade". "O Novo-DF aprovou um time de pessoas de sucesso que vai estar à disposição do eleitor. São médicos, militares, empresários, funcionários públicos, professores e cidadãos com capacidade de gestão, com ficha limpa e preocupados com o DF", declarou. O candidato a vice-governador na chapa é o médico Erickson Blun, também do Novo. O partido também lançou a candidatura do advogado e jornalista Paulo Roque ao Senado. Ao todo, a legenda também homologou 31 candidaturas para deputados distritais, e 6 para deputados federais. A convenção foi acompanhada pelo presidente regional do Novo-DF, Edvard Corrêa. Segundo ele, as candidaturas serão lançadas "oficialmente" em 17 de agosto, após o término do prazo para as convenções partidárias. "Essa é a nominata de pessoas preparadas, fichas limpas e determinadas em vencer a velha política no DF", afirmou. Segundo a assessoria do partido, nem o presidente nacional da legenda, Moisés Jardim, nem o pré-candidato à presidência João Amoêdo participaram da convenção. Trajetória Ainda como CEO do Giraffas, Alexandre Guerra foi eleito pela revista "Forbes" como o melhor executivo do setor de alimentação do Brasil. O empresário atuou na rede de restaurantes por 18 anos. Guerra também foi presidente do Instituto de FoodService Brasil (IFB) e vice-presidente da Associação Brasileira de Franchising. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Polícia prende em Jataí caseiro suspeito de matar e roubar professor de educação física do DF

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    Rubens Memória, de 55 anos, também atuava como advogado. Corpo foi achado na fazenda dele, sem uma das orelhas e com a perna quebrada. Professor e advogado Rubens Guedes Mémoria é encontrado morto em fazenda de Cristalina, em Goiás Facebook/...


    Rubens Memória, de 55 anos, também atuava como advogado. Corpo foi achado na fazenda dele, sem uma das orelhas e com a perna quebrada. Professor e advogado Rubens Guedes Mémoria é encontrado morto em fazenda de Cristalina, em Goiás Facebook/ Reprodução A Polícia Civil prendeu em Jataí na manhã desta quinta-feira (19) o principal suspeito do latrocínio – roubo seguido de morte – do professor de educação física e advogado Rubens Guedes Memória, de 55 anos. O crime aconteceu na fazenda da vítima, em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. O delegado responsável pelas investigações, Danillo Martins, informou que o homem trabalhava como caseiro no local. Em um vídeo divulgado pela corporação, Antônio Barbosa de Alencar assume o crime e diz que agiu em legítima defesa. "Ele tentou me matar, no caso. Ele ia me bater. Pela reação dele, eu vi que era eu ou era ele", disse. Na gravação, caseiro não falou sobre o roubo da caminhonete do professor. "Eu dei o primeiro golpe. Estava o machado lá. Era o objeto mais perto. Eu peguei e bati nele, para ele parar. Ele tomou de mim, e caímos os dois", completou o caseiro, afirmando que também foi golpeado. O corpo de Rubens Guedes Memoria foi achado por volta das 19h de segunda-feira (16) entre a sede da fazenda e a casa do funcionário. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem uma orelha e com a perna quebrada. O horário exato do crime ainda não foi apontado. Uma pessoa que não quis ser identificada disse a policiais militares que viu o caseiro dirigindo a picape de Rubens, em alta velocidade, por volta do meio-dia de segunda. Desde então, o veículo não foi mais visto. Os policiais encontraram um machado e uma pedra ao lado do corpo. Veja outras notícias da região no G1 Goiás.
    'Médico fez a cabeça dela', diz filho de gerente de banco de MT que morreu após procedimento com Dr. Bumbum

    'Médico fez a cabeça dela', diz filho de gerente de banco de MT que morreu após procedimento com Dr. Bumbum


    Lilian Calixto, de 46 anos, morreu após procedimento estético nos glúteos em apartamento no Rio de Janeiro. Médico responsável teve a prisão decretada e está foragido. Filho da bancária, Victor Calixto, acompanhado do pai, João Luciano...


    Lilian Calixto, de 46 anos, morreu após procedimento estético nos glúteos em apartamento no Rio de Janeiro. Médico responsável teve a prisão decretada e está foragido. Filho da bancária, Victor Calixto, acompanhado do pai, João Luciano Gasques Fernandes TVCA/Reprodução O filho da gerente de banco Lílian Calixto, de 46 anos, que morreu após passar por um procedimento estético com o o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, acredita que a mãe foi convencida por ele a passar pela técnica dentro de um apartamento no Rio de Janeiro. Lílian morreu no domingo (15), no Hospital Barra D'Or, e o corpo dela foi enterrado na manhã desta quarta-feira (18) no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá, na capital. O médico teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido. De acordo com Victor Calixto Gasques, de 24 anos, a mãe sempre foi preocupada com a saúde e havia agendado o procedimento estético nos glúteos com o médico em uma clínica em Brasília. No entanto, foi informada por ele que, devido a contratempos, teria que atendê-la no Rio de Janeiro. "No Rio, ela teve uma surpresa quando viu que [o endereço] tratava-se de um apartamento. Eu conheço a minha mãe. Ela sempre teve medo dessas coisas, sempre foi muito correta. Só que, infelizmente, o médico fez a cabeça dela para realizar [o procedimento] no apartamento", afirmou. Victor relatou que uma amiga da mãe teria passado pelo mesmo procedimento realizado por ela há 15 dias. Para o filho, o médico pode ter mentido para a paciente e minimizado os riscos do procedimento, a fim de convecê-la a passar pela prática no apartamento. "Ela sempre teve medo. Se fosse alguma coisa mais perigosa, com certeza ela não faria. Ela não imaginava os riscos e o médico disse que era uma coisa rápida", disse. Enterrado nesta quarta (18) corpo da bancária que morreu após procedimento estético no RJ A família da gerente de banco afirmou que deverá entrar com medidas judiciais contra o Dr. Bumbum. "A Justiça tem que ser feita para que isso não ocorra com outras famílias. Eu perdi a pessoa mais importante da minha vida. E agora? Nada vai trazê-la de volta, mas eu quero Justiça. Pelo menos isso a minha família merece", afirmou o filho. Investigação Lilian seguiu a indicação de uma amiga e entrou em contato com Denis há seis meses. Ela marcou o procedimento para o último fim de semana. Ao marido e à família, Lílian disse que faria uma viagem para o Rio de Janeiro. Somente a amiga que recomendou o Dr. Bumbum sabia do procedimento estético. A causa da morte de Lilian ainda não foi divulgada. De acordo com as investigações da polícia, ela foi à casa do médico de táxi, enquanto o taxista ficou na portaria aguardando. Com a demora, o motorista ligou para a passageira. Denis deu R$ 300 ao motorista e o dispensou, dizendo que Lilian ia demorar porque era um jantar. Lilian vivia em Cuiabá e viajou ao Rio para realizar procedimento estético Reprodução/ Redes sociais De carro e acompanhado da namorada, o médico levou a paciente ao Hospital Barra D'Or. Quando ela morreu, Denis foi embora. Ele não informou os colegas que a atenderam sobre o procedimento estético, segundo a polícia. A polícia fez buscas, na segunda-feira (16), no apartamento onde o procedimento foi realizado. No local, foram encontrados produtos e cadernos com anotações. O médico Denis Cesar Barros Furtado, responsável pelo procedimento, e a mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros Furtado, tiveram as prisões decretadas pela Justiça e estão foragidos. A namorada dele, Renata Cirne, foi presa. Ambas participaram do procedimento, segundo a polícia. Denis Cesar Barros Furtado, o Dr. Bumbum, está foragido Reprodução/Instagram Prisão de namorada Renata teve prisão temporária expedida por homicídio doloso qualificado e associação criminosa, assim como o médico, a mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros Furtado e a auxiliar Rosilane Pereira da Silva. A prisão de Rosilane não foi autorizada pela justiça. Outro lado Denis Furtado é popular nas redes sociais, onde ele mesmo se fez conhecer pelo apelido de Dr. Bumbum. Apenas no Instagram, ele conta com mais de 645 mil seguidores. Lá, ele dá dicas de saúde e exibe os resultados de antes e depois dos procedimentos estéticos que realiza. Estas são as mais populares e chegam a contar com dez mil curtidas. A advogada Naiara Baldanza, que defende Denis, emitiu nota sobre o pedido de prisão temporária contra ele. Ela diz que é cedo para culpá-lo pelo crime e que Lilian "não apresentou qualquer complicação" durante o procedimento. "Qualquer conclusão acerca da morte de Lilian Calixto e a eventual responsabilidade do meu cliente sobre essa fatalidade é precoce", diz trecho da nota. Namorada do médico conhecido como Doutor Bumbum, Renata Fernandes Cirne, de 19 anos, foi presa Alba Valéria Mendonça/ G1 Processos na Justiça O médico é réu em mais de 10 processos no Tribunal de Justiça do Rio. Num deles, junto com a mãe, por conta da venda de um apartamento. O comprador alega que pagou R$ 100 mil, além de ter pago dívidas de condomínio e IPTU, mas o imóvel teria sido invadido por Maria de Fátima, que teria se recusado a assinar a escritura. Ela alega que não invadiu o apartamento porque não sabia que tinha sido vendido e que a venda foi feita por uma intermediária que não tinha procuração para a negociação. Na polícia, constam as seguintes passagens: Homicídio (1997) Porte de arma (2003) Crime contra a ordem pública (2003) Resistência a prisão (2006 e 2007) Exercício arbitrário da própria razão (2007) - quando a pessoa excede no direito de reagir em legítima defesa Violação de domicílio (2007) Informações sobre o paradeiro de Denis e da mãe dele podem ser repassadas de forma anônima pelo Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados, no telefone (21) 98849-6099; pela Central de Atendimento, no (21) 2253-1177; através do Facebook; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. Veja mais notícias sobre a região no G1 MT. Initial plugin text
    Corpo de gerente de banco que morreu após procedimento estético no RJ é enterrado em MT

    Corpo de gerente de banco que morreu após procedimento estético no RJ é enterrado em MT


    Lilian Calixto, de 46 anos, fez procedimento estético nos glúteos em apartamento no Rio de Janeiro, passou mal e foi levada para hospital. Corpo dela foi velado e enterrado em Cuiabá. Victor Calixto, filho da gerente de banco, despede-se da mãe...


    Lilian Calixto, de 46 anos, fez procedimento estético nos glúteos em apartamento no Rio de Janeiro, passou mal e foi levada para hospital. Corpo dela foi velado e enterrado em Cuiabá. Victor Calixto, filho da gerente de banco, despede-se da mãe durante o enterro em Cuiabá Leandro Trindade/TVCA Foi enterrado, nesta quarta-feira (18), em Cuiabá, o corpo da gerente de banco Lilian Calixto, de 46 anos. Ela morreu no Rio de Janeiro após fazer um procedimento estético, no domingo (15), com o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum. O enterro ocorreu às 9h30 [10h30 no horário de Brasília], no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O médico teve a prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido. Os parentes da bancária contaram que ela saiu da capital de Mato Grosso, onde morava, para fazer um procedimento estético nos glúteos. Ela passou por complicações e foi socorrida no Hospital Barra D'Or em estado extremamente grave, segundo a unidade de saúde, e acabou morrendo. De acordo com o enteado da vítima, Alessandro Jaberce, que a acompanhou na viagem, o procedimento seria feito em Brasília. Corpo de Lílian Calixto foi enterrado nesta quarta-feira (18), no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá Leandro Trindade/TCVA O médico, entretanto, teve alguns contratempos e transferiu a sessão estética para o Rio de Janeiro. Lá, o procedimento foi feito dentro de um apartamento. Nessa terça-feira (17), durante o velório realizado na Capela Jardins, na capital, o filho da bancária, Victor Calixto Gasques, de 24 anos, afirmou que a família quer Justiça e que a mãe era o "pilar da família". "Nossa família está revoltada, ninguém consegue aceitar essa perda. Foi um erro médico", disse. Enterrado nesta quarta (18) corpo da bancária que morreu após procedimento estético no RJ Lilian vivia em Cuiabá e viajou ao Rio para realizar procedimento estético Reprodução/ Redes sociais Investigação A polícia está investigando o caso e já fez buscas no apartamento no local, na segunda-feira (16). No apartamento, policiais encontraram alguns produtos e cadernos com anotações. O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, responsável pelo procedimento, e a mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros Furtado, estão foragidos, e a namorada dele, Renata Cirne, foi presa. Ambas participaram do procedimento, segundo a polícia. "Vamos até as últimas consequências porque merecemos justiça. Pelo menos sabendo que ele está preso e que a Justiça está sendo feita ficaremos mais confortados", disse Victor. Renata teve prisão temporária expedida por homicídio doloso qualificado e associação criminosa, assim como o médico, a mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros Furtado e a auxiliar Rosilane Pereira da Silva. Denis e a mãe estão foragidos. A prisão de Rosilane não foi autorizada pela justiça. Denis Cesar Barros Furtado, o Dr. Bumbum, tem mais de 645 mil seguidores no Instagram Reprodução/Instagram A causa da morte de Lilian ainda não foi divulgada. De acordo com as investigações, ela foi à casa do médico de táxi, enquanto o taxista ficou na portaria aguardando. Com a demora, o motorista ligou para a passageira. Denis deu R$ 300 ao motorista e o dispensou, dizendo que Lilian ia demorar porque era um jantar. De carro e acompanhado da namorada, o médico levou a paciente ao Hospital Barra D'Or. Quando ela morreu, Denis foi embora. Ele não informou os colegas que a atenderam sobre o procedimento estético, segundo a polícia. Renata Cirne, namorada do homem conhecido como Doutor Bumbum, foi presa e levada para Benfica Alba Valéria Mendonça/ G1 Outro lado Denis Furtado é popular nas redes sociais, onde ele mesmo se fez conhecer pelo apelido de Dr. Bumbum. Apenas no Instagram, ele conta com mais de 645 mil seguidores. Lá, ele dá dicas de saúde e exibe os resultados de antes e depois dos procedimentos estéticos que realiza. Estas são as mais populares e chegam a contar com dez mil curtidas. A advogada Naiara Baldanza, que defende Denis, emitiu nota sobre o pedido de prisão temporária contra ele. Ela diz que é cedo para culpá-lo pelo crime e que Lilian "não apresentou qualquer complicação" durante o procedimento. "Qualquer conclusão acerca da morte de Liliam Calixo (sic) e a eventual responsabilidade do meu cliente sobre essa fatalidade é precoce", diz trecho da nota. Processos na Justiça O médico é réu em mais de 10 processos no Tribunal de Justiça do Rio. Num deles, junto com a mãe, por conta da venda de um apartamento. O comprador alega que pagou R$ 100 mil, além de ter pago dívidas de condomínio e IPTU, mas o imóvel teria sido invadido por Maria de Fátima, que teria se recusado a assinar a escritura. Ela alega que não invadiu o apartamento porque não sabia que tinha sido vendido e que a venda foi feita por uma intermediária que não tinha procuração para a negociação. Na polícia, constam as seguintes passagens: Homicídio (1997) Porte de arma (2003) Crime contra a ordem pública (2003) Resistência a prisão (2006 e 2007) Exercício arbitrário da própria razão (2007) - quando a pessoa excede no direito de reagir em legítima defesa Violação de domicílio (2007) Informações sobre o paradeiro de Denis e da mãe dele podem ser repassadas de forma anônima pelo Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados, no telefone (21) 98849-6099; pela Central de Atendimento, no (21) 2253-1177; através do Facebook; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ. 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    Professor é encontrado morto e tem picape roubada em fazenda de Cristalina

    Professor é encontrado morto e tem picape roubada em fazenda de Cristalina


    Rubens Memória, de 55 anos, também atuava como advogado. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem uma das orelhas e com a perna quebrada. Funcionário é suspeito. Professor e advogado Rubens Guedes Mémoria é encontrado morto em fazenda de...


    Rubens Memória, de 55 anos, também atuava como advogado. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem uma das orelhas e com a perna quebrada. Funcionário é suspeito. Professor e advogado Rubens Guedes Mémoria é encontrado morto em fazenda de Cristalina, Goiás Facebook/ Reprodução O professor e advogado Rubens Guedes Mémoria, de 55 anos, foi encontrado morto na fazenda dele em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem uma orelha e com a perna quebrada. Um funcionário é suspeito de cometer o crime. O corpo do professor foi achado por volta das 19h de segunda-feira (16), entre a sede da propriedade e a casa de um funcionário. No entanto, não se sabe o horário em que foi morto. Uma pessoa, que não quis ser identificada, disse aos policiais militares que viu o caseiro dirigindo a picape de Rubens, em alta velocidade, por volta do meio-dia. Desde então, o veículo não foi mais visto. Por isto, a corporação suspeita de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Os policiais encontraram um machado e uma pedra ao lado do corpo. A suspeita é de que os materiais tenha sido utilizados para matar Rubens. Nota de pesar O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) lamentou, em nota, a morte de Rubens e informou que “presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor”. De acordo com a entidade, ele ministrava aulas de educação física na rede pública e atuou em diversas frentes na escola e nas Regionais de Ensino e na Coordenação de Educação Física. De acordo com a nota, Rubens também fez parte da diretoria do Sinpro-DF entre 2001 e 2004. “Esteve à frente das principais lutas da Educação Física no DF na antiga APEF-DF, pelo Sinpro e mais recentemente fazendo a luta como advogado no combate às ingerências do Sistema CREF/CONFEF na escola”. Veja outras notícias da região no G1 Goiás.
    Juiz do DF determina bloqueio de bens de Marcelo Crivella e de mais 8 investigados

    Juiz do DF determina bloqueio de bens de Marcelo Crivella e de mais 8 investigados


    Ação por improbidade está relacionada a contrato do Ministério da Pesca com uma empresa no período em que Crivella era ministro. Procurado, prefeito do Rio disse que fiscalização não cabia a ele. Juiz do DF determina bloqueio de bens de...


    Ação por improbidade está relacionada a contrato do Ministério da Pesca com uma empresa no período em que Crivella era ministro. Procurado, prefeito do Rio disse que fiscalização não cabia a ele. Juiz do DF determina bloqueio de bens de Marcelo Crivella e de mais 8 investigados O juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal do Distrito Federal, decretou nesta segunda-feira (16) o bloqueio de bens do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e de outros oitos investigados. O bloqueio foi determinado no âmbito de uma ação por improbidade administrativa relacionada a um contrato fechado pelo Ministério da Pesca com uma empresa quando Crivella era o ministro – leia detalhes mais abaixo. Procurado, Crivella divulgou a seguinte nota: "Em relação à decisão do juiz federal da 20ª Vara do Distrito Federal, vale ressaltar que foi determinada realização de sindicância no Ministério da Pesca e o contrato foi cancelado antes mesmo da manifestação da Controladoria Geral da União (CGU). Cabe esclarecer que não é da responsabilidade de um ministro de estado a fiscalização de contrato." Na decisão, a Justiça do Distrito Federal determina o bloqueio de até R$ 3.156.277,60 dos investigados. Ao pedir o bloqueio, o Ministério Público Federal (MPF) argumentou que a medida visa "garantir o pleno ressarcimento do erário" em caso de condenação. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) Moreira Mariz/Agência Senado Entenda o caso A ação investiga a suspeita de sobrepreço na contratação da empresa Rota Nacional Comércio e Manutenção de Equipamentos Eletrônicos para o fornecimento e instalação de vidros e acessórios no prédio onde funcionava o Ministério da Pesca e Aquicultura. Segundo o MPF, a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou a contratação de serviços "sem necessidade demonstrada" e com "superestimativa de quantidades". O sobrepreço, de acordo com a acusação, seria de R$ 411.595,00. "Todo o alto escalão tinha contato direto com o então ministro", diz o Ministério Público. Ao analisar o caso, o juiz de Brasília afirmou: "Percebo fortes indícios de irregularidades cometidas no âmbito do contrato." "São claros, portanto, os indícios da prática de atos de improbidade administrativa", acrescenta Borelli na decisão. O bloqueio abrange "todos os valores creditados em contas bancárias, cadernetas de poupança, fundos de investimento ou quaisquer outras aplicações financeiras" cujo titular seja um dos investigados. O juiz também determinou a notificação de todos os citados na ação para apresentarem defesa prévia na ação. Restrições a Crivella Mais cedo, nesta segunda, a Justiça do Rio de Janeiro determinou restrições à atuação de Crivella como prefeito. Isso porque foi revelada uma reunião secreta dele com pastores no Palácio da Cidade, na semana passada. O juiz Rafael Cavalcanti Cruz, da 7ª Vara de Fazenda Pública, determinou que Crivella está proibido, por exemplo, de usar a máquina pública em interesse de grupos religiosos, de privilegiar o uso de serviços públicos (como filas de hospitais) ou de realizar censos religiosos.
    Conheça a dupla Marcello e Fabiano, finalista do Brasília Independente 2018

    Conheça a dupla Marcello e Fabiano, finalista do Brasília Independente 2018


    Músicos começaram carreira no pagode e se juntaram em 2016. Juntos, têm cerca de 60 composições. Dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília Marcello e Fabiano/Divulgação Antes de se tornarem uma dupla de sertanejo,...


    Músicos começaram carreira no pagode e se juntaram em 2016. Juntos, têm cerca de 60 composições. Dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília Marcello e Fabiano/Divulgação Antes de se tornarem uma dupla de sertanejo, Marcello Castanheira e Fabiano Ramos faziam pagode. Um em Samambaia, no Distrito Federal, e o outro em Valparaíso de Goiás. Do estilo que é marcado pela força da percussão, Marcello herdou as habilidades instrumentistas. Há 15 anos no mundo da música, ele toca pandeiro, violão, guitarra, contrabaixo e até arranha uma sanfona. Marcello Castanheira da dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília Marcello e Fabiano/Divulgação Já Fabiano – nascido em Paracatu, Minas Gerais – trabalha as cordas vocais desde os 12 anos, quando se aventuravou a cantar pela primeira vez. Há nove anos, ele se mudou para Brasília e, aqui, conheceu quem seria o futuro parceiro de trabalho. Fabiano Ramos da dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília Marcello e Fabiano/Divulgação Entre afinações de instrumentos e testes de microfone, Marcello e Fabiano decidiram juntar os nomes em 2016 e fincaram o pé no estilo que está entre os mais consumidos no Brasil: o sertanejo universitário. Composição em alta Os dois já haviam adotado o gênero musical em 2005. "A gente que mora no interior, que é da roça, é muito ligada com o sertanejo", disse Fabiano ao G1. Mas foi a parceria deles que impulsionou as composições autorais. "A gente está investindo muito em composições, tem um trabalho autoral bem legal. Eu sou mais compositor, da letra e da melodia. O Marcello é mais instrumentista. A gente deve ter cerca de 60 músicas escritas." Conheça a dupla sertaneja Marcello e Fabiano, finalista do Brasília Independente 2018 A produção é tamanha que a dupla participa de um grupo de compositores que se reúne com frequência regular para compartilhar ideias e criar em conjunto. "Saem muitas canções. Depois a gente escolhe uma e aposta pra ver se funciona", explicou o vocalista. Em dois anos de trabalho, Marcello e Fabiano lançaram dez músicas autorais – entre elas "Só de maldade", que concorre no Brasília Independente 2018. Em agosto, a dupla vai gravar o primeiro disco, ao vivo. Músicas que conversam Como as músicas que têm feito sucesso no mundo do sertanejo, as composições de Marcello e Fabiano seguem no mesmo trilho. "A gente fala sobre o cotidiano: amor, mágoa, sofrimento e também sobre alegria, festa. O que o ser humano vive. Bem a realidade do dia a dia", disse Fabiano. "O sertanejo é muito verddeiro, autêntico." "Hoje em dia, a dor de cotovelo tá em alta né? O que agrada mais é essa coisa da sofrência." Dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília Marcello e Fabiano/Divulgação Para escrever sobre casos frustrados de amor, saudades e lembranças, a dupla se inspira na vida pessoal e, principalmente, em experiências comuns a (quase) todos. A inspiração vem "do nada", como uma mistura de viviência e referência. "Essas coisas vem na cabeça de repente. Às vezes eu acordo no meio da noite para escrever as ideias." Foi assim que surgiu a letra de "Só de maldade" (leia abaixo). Dupla sertaneja Marcello e Fabiano, formada em 2016 em Brasília, grava em estúdio para o Brasília Independente Marcello e Fabiano/Divulgação "Eu tava no banheiro e pensei que uma calcinha esquecida ali seria sacanagem. E essas coisas acontecem. Aí comecei a imaginar a cena, que em cada canto da casa tem um vestígio que mulher deixou pro cara sentir saudade." As maiores referências da dupla são Xitãozinho e Xororó, João Paulo e Daniel, Zezé de Camargo e Luciano, e Leandro e Leonardo. "A gente aprendeu a gostar de sertanejo assim. Isso mesmo, eu ouço desde criança", disse Fabiano. Letra Só de maldade De que adianta as noitadas com os amigos Chego em casa eu não vou te ter Durmo no sofá da sala, esqueço a TV ligada Fiz de tudo, mas não dá pra te esquecer E no meu quarto tem teu cheiro Ficou no meu travesseiro A maldita da saudade Para completar meu desespero Ce largou lá no banheiro Uma peça perfumada Só de maldade Em cada canto um vestígio Foi deixado para eu sentir saudade Só de maldade Nossa foto de noivado Foi rasgada e só ficou metade Se fosse só Sentir teu cheiro em nossa cama O sofrimento era de passagem Tudo te lembra o tempo inteiro Mas a calcinha no banheiro Foi sacanagem Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Juiz do Distrito Federal rejeita pedido de liberdade de Eduardo Cunha

    Juiz do Distrito Federal rejeita pedido de liberdade de Eduardo Cunha


    Pedido da defesa visava derrubar uma prisão preventiva do deputado cassado, que cumpre prisão em Curitiba desde 2016. Ao negar pedido, juiz apontou risco de cometimento de novos crimes. O deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha...


    Pedido da defesa visava derrubar uma prisão preventiva do deputado cassado, que cumpre prisão em Curitiba desde 2016. Ao negar pedido, juiz apontou risco de cometimento de novos crimes. O deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) em foto de arquivo Eraldo Peres/AP O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, rejeitou um pedido de liberdade do ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso desde 2016. Na decisão, o magistrado negou derrubar uma prisão preventiva decretada em 2017 na Operação Patmos, baseada na delação premiada de executivos da J&F. Em depoimento, o empresário Joesley Batista disse que pagava propina para o ex-deputado permanecer em silêncio a respeito de supostos delitos cometidos pelo presidente Michel Temer e outros políticos da cúpula do PMDB. Eduardo Cunha ainda permanece preso em razão de outros decretos de prisão preventiva, da Justiça Federal no Paraná e em Brasília, relacionados a desvios na Petrobras e na Caixa Econômica Federal. A defesa pediu o fim da prisão a Vallisney de Souza Oliveira sob o argumento de que o ex-deputado está afastado da política desde a cassação de seu mandato, em 2016. O Ministério Público, porém, recomendou a manutenção da prisão, apontando “forte influência” do ex-deputado junto “a outros comparsas para locupletar-se”, mesmo após seu afastamento da Câmara. O juiz considerou ainda haver risco de novos crimes e rejeitou também pedido da defesa para aplicar medidas alternativas – que podem incluir uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados ou recolhimento de passaporte, por exemplo. “A necessidade de manter interrompida a atuação da organização criminosa referida e o risco concreto de reiteração criminosa justificam a manutenção da prisão cautelar, não se mostrando suficiente a substituição por medidas cautelares para afastar as aludidas circunstâncias”, escreveu o magistrado.
    Professor de escola pública do DF é selecionado para expor aquarelas no Museu do Louvre

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    Monumentos de Brasília serviram de referência para Octávio Rold, artista plástico de 28 anos. Artista plástico brasiliense, Octávio Rold é professor da rede pública do DF Arquivo pessoal O artista plástico brasiliense Octávio Rold, de 28...


    Monumentos de Brasília serviram de referência para Octávio Rold, artista plástico de 28 anos. Artista plástico brasiliense, Octávio Rold é professor da rede pública do DF Arquivo pessoal O artista plástico brasiliense Octávio Rold, de 28 anos, foi selecionado para expor parte de suas pinturas em aquarela no renomado Museu do Louvre, na França. A partir do olhar deste professor de artes de uma escola pública do Paranoá, os principais monumentos de Brasília ganharam novos traços e ainda mais cores. A mostra "Lugares fluidos" estará em cartaz na capital francesa de 16 a 24 de outubro, no espaço conhecido como "Carrousel du Louvre" – a galeria do subsolo que fica sob a pirâmide invertida do museu. O ambiente é apontado pela administração do Louvre como "referência artística no mercado das artes internacional". Em Brasília, Octávio conversou com o G1 e contou como a cultura do "quadradinho" influencia suas obras. Para o artista plástico, o maior desafio é ter um olhar diferenciado sobre os monumentos mais consagrados, como a Torre de TV Digital, o Museu Nacional, o templo da Legião da Boa Vontade (LBV) e as famosas tesourinhas da capital. Templo da LBV pintado em aquarela é uma das obras do artista Octávio Rold Arquivo pessoal "Comecei a pintar de maneira despretensiosa", conta o professor do Centro de Ensino Fundamental 01."Inicialmente, era uma vontade de explorar meu lado artístico, de observação, colocando meu estilo nas obras, mas, com o passar do tempo, comecei a fazer críticas a alguns lugares." "Brasília é muito bonita, com prédios imponentes e a arquitetura monumental, mas é cercada de concreto e não é feita para pedestres. Poderia ser ainda mais arborizada. " Capela São Francisco de Assis, no Gama (DF) Arquivo pessoal Releituras Para inovar e deixar uma marca própria nas obras, Octávio Rold "deslocou", por exemplo, a Torre de TV Digital, em Sobradinho, para o centro do Lago Paranoá. A ideia é uma referência ao campanário do Lago di Resta, a torre de uma igreja medieval submersa nos Alpes italianos. Outra proposta é a reprodução da printura, em três dimensões, do "foguetinho" – brinquedo tradicional do Parque Ana Lídia, em Brasília. "Local onde cresci brincando e é uma referência para mim", lembra. Octávio colocou o equipamento em cima de uma aquarela, com mais cores ao fundo. "Peguei memórias da infância e coloquei próximas ao meu objeto de trabalho [aquarela]." 'Foguetinho' sobre aquarela; obra do artista Octávio Rold Arquivo pessoal Quanto às tesourinhas que cortam as vias da capital federal, o artista as retratou "como costumam ficar quando chove: alagadas". A pintura em aquarela será uma das expostas no salão de arte profissional do Louvre, em outubro. "Fiz isso lembrando que aqui [em Brasília] o governo não investe em saneamento", explica. "Pintei Brasília a partir de críticas sutis, porque também é possível se expressar politicamente usando a arte." O templo da LBV e a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na Asa Sul, também ganharam novos contextos a partir dos traços do artista. Os monumentos localizados no Plano Piloto foram retratados com muito verde ao fundo, em "uma tentativa de ter uma cidade mais arborizada, para pedestres", explica. Parte das obras está exposta no site oficial do artista. Igrejinha Nossa Senhora de Fátima pintada em papel Arquivo pessoal Arte na escola Enquanto aguarda a exposição no museu francês, Octávio concilia as atividades criativas com o papel de professor no CEF 01 do Paranoá. No mês passado, ele tomou posse como servidor da Secretaria de Educação do DF e, como costuma dizer, "tenta ajudar no empoderamento dos alunos". "Conseguir se expressar através da arte é fantástico, e é isso que tento mostrar para eles." O professor é formado em artes plásticas pela Universidade de Brasília (UnB) e diz que o aprendizado na instituição, assim como as experiências de viagens pelo mundo, ajudaram na construção de uma marca própria e "nos traços fluidos". No centro de ensino, o professor artista também ajuda os estudantes a construir os próprios materiais e a expressar a realidade. "É isso que passo para meus alunos, que eles podem ver qualquer situação de forma crítica". Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Ministério Público do DF recorre da absolvição de Geddel em acusação de obstrução de Justiça

    Ministério Público do DF recorre da absolvição de Geddel em acusação de obstrução de Justiça


    Ex-ministro foi absolvido na semana passada por falta de provas; ele era acusado de ter ameaçado esposa de Lúcio Funaro. MP diz que há provas e que houve tentativa de impedir delação do doleiro. O ex-ministro Geddel Vieira Lima...


    Ex-ministro foi absolvido na semana passada por falta de provas; ele era acusado de ter ameaçado esposa de Lúcio Funaro. MP diz que há provas e que houve tentativa de impedir delação do doleiro. O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) Reprodução/TV Globo O Ministério Público Federal do Distrito Federal recorreu nesta terça-feira (10) da absolvição do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) na acusação de obstrução de Justiça. Na semana passada, o juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu Geddel por falta de provas. Ele considerou que a acusação de ameaça à mulher do doleiro Lúcio Funaro, delator da Lava Jato, para evitar uma delação premiada não se confirmou porque ela própria em depoimento negou o fato. Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono, mas foi solto dias depois. Atualmente ele está preso em razão de outro processo, no qual virou réu em maio deste ano no caso de malas de dinheiro apreendidas em Salvador com R$ 51 milhões. Argumentos do recurso O recurso, que pede que Geddel seja condenado a uma pena de sete anos de prisão por obstrução de Justiça, será julgado pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) em data ainda não definida. No documento, o MP aponta que há provas da tentativa de constranger Lúcio Funaro para evitar uma delação premiada envolvendo integrantes do MDB. Segundo o recurso, não foi dito que houve ameaça, mas sim tentativa de impedir a colaboração - informação confirmada pelo próprio Funaro em delação validada pelo Supremo Tribunal Federal. "Deixar de condenar Geddel por esse ato de embaraço é reconhecer que o Estado considera irrelevante as condutas por ele praticadas, um claro e indesejado incentivo a sua ocorrência, por parte do denunciado, de seus comparsas da organização criminosa", afirma o recurso assinado pelos procuradores Anselmo Lopes e Sara Leite.
    Menino que perdeu a mãe, o pai e os irmãos em acidente na BR-080 segue  internado e ainda não sabe sobre mortes, diz tia

    Menino que perdeu a mãe, o pai e os irmãos em acidente na BR-080 segue internado e ainda não sabe sobre mortes, diz tia


    Criança quebrou as duas pernas, o fêmur e está consciente; carro em que ele estava bateu de frente com outro veículo, em Padre Bernardo. Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas. Bruno Santos, Renata Rocha e dois filhos morreram em...


    Criança quebrou as duas pernas, o fêmur e está consciente; carro em que ele estava bateu de frente com outro veículo, em Padre Bernardo. Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas. Bruno Santos, Renata Rocha e dois filhos morreram em acidente na BR-080, em Padre Bernardo Facebook/Reprodução O menino de 7 anos que perdeu a mãe grávida, o pai e os dois irmãos em um acidente na BR-080, em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, ainda não sabe sobre as mortes. Segundo a tia dele, Raysa Rocha, a criança quebrou as duas pernas, o fêmur e teve cortes em várias partes do corpo. Ele está hospitalizado no Hospital de Base de Brasília, consciente, e, conforme a tia, está fora de perigo. Raysa afirmou, em entrevista ao G1, que a família está apreensiva sobre como falar ao menino que os pais e os irmãos dele morreram. A tia contou que ele chama o tempo todo pela mãe e deve ser acompanhado por um psicólogo. “Ele está bem, consciente, não corre riscos, mas estamos sem saber o que fazer. Precisamos esperar ele melhorar, ficar mais forte, para que não prejudique a recuperação dele”. “É muito triste ver ele chamando pela mãe e não poder fazer nada”, disse a mulher. O acidente ocorreu por volta de 0h50, no km 20 da BR-080, próximo ao distrito de Taboquinha, em Padre Bernardo, a 2 km do bar onde a família foi vista pela última vez. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um Fiat Palio, onde o menino estava com a família, seguia em direção a Brasília quando, durante uma ultrapassagem, bateu de frente com um GM Classic. Carros bateram de frente na BR-080, em Padre Bernardo, em Goiás PRF/Divulgação O menino, único sobrevivente do Fiat Palio, viajava com o pai, Bruno dos Santos Silva, 31, que dirigia o carro, a mãe, Renata Rocha dos Santos, de 25, que estava grávida de 7 meses, e os irmãos Stefany Vitória Rocha Silva, de 3 anos, e Mikael Rocha Silva, de 5. Bruno, Renata e Stefany morreram no local. Mikael chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. No GM Classic estava José Adriano Ribeiro Lemos, de 36 anos, que dirigia o carro, a mulher dele, Cristina Xavier do Nascimento, de 40, a sobrinha, Marina Gabriella de Oliveira Xavier, 9 anos, e, segundo a PRF, uma outra criança que não havia sido identificada. José Adriano, Cristina e a criança não identificada ficaram feridos. Marina não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O G1 tentou contato com o delegado da cidade, Vinícius Máximo da Silva, que deve dar continuidade às investigações na tarde desta segunda-feira, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. Em nota ao G1, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que “não pode fornecer estado de saúde, ou informações de pacientes internados na rede hospitalar, exceto casos de grande comoção e que não envolvam vítimas de crimes ou investigação policial”. “O respaldo dessa medida de não divulgação também está na Lei de Acesso à Informação, norma que garante 100 anos de sigilo para informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem”, diz um trecho da nota. Família foi vista em bar de Padre Bernardo antes de morrer em acidente, em Goiás TV Anhanguera/Reprodução Motorista bêbado Raysa, irmã de Renata, confirmou ao G1 que o cunhado, Bruno, havia bebido antes de dirigir. Ela afirma que iria no carro com a família, mas resolveu ir para a casa de outra irmã, que ficava perto do bar em que estavam antes do acidente. “Eu estava no dia do acidente. A gente estava bebendo no bar. Depois eles foram embora e eu fui para a casa da minha outra irmã. Chegando lá minha mãe estava no telefone e disse que eles tinham sofrido acidente, que meu cunhado havia batido o carro. “Chegando lá, estavam todos muito machucados, foi horrível, eu vi tirando eles do carro”, revelou. O comerciante Rafael Barbosa, dono do bar em que a família estava, afirmou que Bruno estava “alterado” e que discutiu com a esposa antes de entrar no veículo. O dono do bar disse ainda, em entrevista à TV Globo, que os filhos do casal pediram para ir embora do bar porque estavam com frio. Ele afirma que alertou o casal que a presença de crianças no local era proibida. “Ele já estava bem alterado, bêbado. Já era um pouco tarde e eu falei ‘aqui nem pode criança’, e eles ficaram pouco tempo e já saíram”, disse o comerciante. Todos os ocupantes do Palio morreram, na BR-080, em Padre Bernardo, Goiás PRF/Divulgação
    Mesmo em isolamento, Geddel mantém indisciplina, segundo presídio; juíza cobra investigação sobre remédios em cela

    Mesmo em isolamento, Geddel mantém indisciplina, segundo presídio; juíza cobra investigação sobre remédios em cela


    O ex-ministro Geddel Vieira Lima, em julho do ano passado, após audiência na Justiça Federal, em Brasília. Dida Sampaio/Estadão Conteúdo A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, afirmou ter recebido informações...


    O ex-ministro Geddel Vieira Lima, em julho do ano passado, após audiência na Justiça Federal, em Brasília. Dida Sampaio/Estadão Conteúdo A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, afirmou ter recebido informações do Presídio da Papuda de que, mesmo diante do isolamento imposto ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, ele permanece indisciplinado. Geddel cumpre prisão em Brasília desde o ano passado, após investigação sobre fraudes na Caixa Econômica Federal. Ele foi preso depois de a Polícia Federal ter apreendido, na Operação Cui Bono, R$ 51 milhões em dinheiro que estavam distribuídos em malas, em um apartamento supostamente utilizado pelo ex-ministro em Salvador. Segundo a juíza, em decisão do começo de julho, o isolamento disciplinar não prejudica o estado de saúde dele, que tem se recusado a receber todas as refeições diárias e sair para o banho de sol. "Informa (a direção do presídio), ainda, que mesmo em isolamento disciplinar, Geddel vem se comportando de forma indisciplinada e vem se recusando ao recebimento de parte das quatro refeições diárias ordinariamente disponibilizadas a todas as pessoas em privação de liberdade naquela unidade prisional, insistindo em ter acesso à cantina do Bloco 5. Além disso, ele se recusa a sair diariamente para o banho de sol", afirma o despacho. Mesmo em isolamento, Geddel não cumpre regras na Papuda O isolamento começou em 27 de junho e durou dez dias em razão da prática de desacato. Além disso, Geddel também já foi alvo de suspeitas de uso de remédios não prescritos dentro do presídio, o que está sob apuração. No fim de junho, uma supervisora da vara de execuções cobrou, de ordem da juíza Leila Cury, o presídio sobre as medidas tomadas. A respeito do isolamento de Geddel, Leila Cury citou um relatório psiquiátrico, do fim de junho, que aponta o ex-ministro "um pouco irritado e impulsivo, o que é compatível com o período de mudança da medicação antidepressiva". Na avaliação de Leila Cury, não cabe nesse momento discutir se houve ou não falta disciplinar por parte do preso, uma vez que isso está sob apuração. Mas frisou não ver "o menor indício de irregularidade" na medida. A juíza destacou que, como em todo isolamento, Geddel teve acesso suspenso à cantina, à televisão e visitas, tendo sido mantido banho de sol diário de 3 horas, mas que ele se recusa sem "razão plausível". Ela citou que Geddel estava cumprindo o isolamento em cela com mais de seis metros quadrados, tamanho mínimo recomendado, e com estrutura mínima. Leila Cury destacou que a equipe do presídio tentou encaminhar o ex-ministro para atendimento médico em rede hospitalar externa, mas que ele também se recusou "e ainda ameaçou fazer escândalo caso o retirassem de lá". Segundo ela, embora tenha se recusado a todas as refeições, ele aceita o café e a ceia, que correspondem "a dois pães, sendo um deles recheado, um achocolatado e um suco, não havendo, por ora, indícios de riscos à sua saúde". A decisão autoriza, no entanto que, caso necessário, Geddel deixe a penitenciária para obter atendimento médico externo. "Considerando a responsabilidade do Estado pelo resguardo da integridade física das pessoas em privação de liberdade, fica autorizado desde já, em caso de urgência que não possa ser atendida pela equipe de saúde do estabelecimento prisional, o encaminhamento do custodiado para a rede externa de saúde, caso necessário", afirma o despacho. Editoria de Arte / G1
    Juíza do DF torna Geddel Vieira Lima réu por improbidade administrativa

    Juíza do DF torna Geddel Vieira Lima réu por improbidade administrativa


    Geddel foi acusado por ex-ministro Calero de pressioná-lo a liberar obra em Salvador embargada por órgão do Ministério da Cultura. Episódio, em 2016, levou os dois a pedirem demissão. Geddel vira réu por improbidade administrativa A juíza...


    Geddel foi acusado por ex-ministro Calero de pressioná-lo a liberar obra em Salvador embargada por órgão do Ministério da Cultura. Episódio, em 2016, levou os dois a pedirem demissão. Geddel vira réu por improbidade administrativa A juíza Diana Wanderlei, da 5ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, tornou nesta segunda-feira (9) o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) réu por improbidade administrativa. Com a decisão, será iniciada a fase de coleta de provas e, ao final, a juíza decidirá se o ex-ministro deve ser considerado culpado ou inocente da acusação. Em 2016, o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, acusou Geddel de pressioná-lo a liberar uma obra em Salvador (BA) embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Na ocasião, Calero pediu demissão, e a polêmica em torno do assunto também levou Geddel a deixar o cargo. À época, diante da denúncia de Calero, a Comissão de Ética da Presidência abriu um processo para apurar a conduta de Geddel e decidiu aplicar "censura pública" ao ex-ministro da Secretaria de Governo – esta é a punição máxima a um ex-servidor e funciona como mancha no currículo. Os ex-ministros da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (esq.) e da Cultura Marcelo Calero (dir.) Marcelo Camargo/Agência Brasil A ação analisada A ação analisada pela Justiça do Distrito Federal foi apresentada pelo Ministério Público. Para o órgão, houve pressão por parte de Geddel sobre Calero para que o Iphan liberasse a obra em Salvador. De acordo com o MP, Geddel comproum um apartamento em um prédio cujo projeto inicial não havia sido aprovado por extrapolar a altura permitida. À Justiça, o Ministério Público argumentou que Geddel fez diversos contatos (telefônicos e pessoais), ameaçando "pedir a cabeça" do presidente do Iphan. O que diz a defesa No processo, a defesa de Geddel negou irregularidades por parte do ex-ministro e mencionou pareceres segundo os quais não havia indicação contrária à construção do prédio na Bahia. Os advogados afirmaram, ainda, que Geddel não influenciou politicamente a decisão dos órgãos competentes, acrescentando que não existem detalhes sobre as supostas "investidas indevidas". Decisão da juíza Ao analisar o caso, a juíza Diana Wanderlei entendeu que os argumentos da defesa não conseguiram contrapor, "de forma plena e convincente", os indícios apontados pelo Ministério Publico Federal. "O argumento de ausência de irregularidade na construção do prédio e o de comprovação de intervenções políticas indevidas, sobretudo diante dos documentos e depoimentos colhidos, somente poderão ser avaliados com o conjunto completo fático-probatório, a ser obtido no decorrer do processo", afirmou a juíza. O presidente Michel Temer Alan Santos/PR Temer À Polícia Federal, Marcelo Calero afirmou que foi "enquadrado" pelo presidente Michel Temer e se sentiu pressionado a "construir uma saída" para o pedido de Geddel. A conversa com Temer, segundo Calero, foi gravada. Em resposta, a Presidência afirmou que Temer havia procurado Calero "para resolver o impasse".
    Motorista bebeu antes de acidente que o matou junto com a mulher e dois filhos na BR-080, dizem testemunhas

    Motorista bebeu antes de acidente que o matou junto com a mulher e dois filhos na BR-080, dizem testemunhas


    Segundo comerciante, homem de 31 anos estava ‘alterado’ e entrou no carro com a família. Ele bateu o veículo de frente com outro carro; 5 pessoas morreram e 4 ficaram feridas, em Padre Bernardo. Homem, grávida e três crianças morrem em...


    Segundo comerciante, homem de 31 anos estava ‘alterado’ e entrou no carro com a família. Ele bateu o veículo de frente com outro carro; 5 pessoas morreram e 4 ficaram feridas, em Padre Bernardo. Homem, grávida e três crianças morrem em acidente na BR-080, em Padre Bernardo O comerciante Rafael Barbosa afirmou que o motorista de 25 anos que morreu em um acidente na BR-080 neste final de semana havia consumido bebida alcoólica no bar dele, em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, antes de dirigir. A batida também matou a mulher dele, que estava grávida, os dois filhos e uma criança de outro veículo. O comerciante afirma que o homem estava “alterado” e que discutiu com a esposa antes de entrar no veículo. O dono do bar disse ainda, em entrevista à TV Globo, que os filhos do casal pediram para ir embora do bar porque estavam com frio. Ele afirma que alertou o casal que a presença de crianças no local era proibida. “Ele já estava bem alterado, bêbado. Já era um pouco tarde e eu falei ‘aqui nem pode criança’, e eles ficaram pouco tempo e já saíram”, disse o comerciante. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado pelo plantão da Central de Flagrantes de Águas Lindas de Goiás e foi encaminhado nesta manhã para o a delegacia de Padre Bernardo. O G1 tentou contato com o delegado da cidade, Vinícius Máximo da Silva, que deve dar continuidade às investigações na tarde desta segunda-feira, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. O acidente ocorreu por volta de 0h50, no km 20 da BR-080, próximo ao distrito de Taboquinha, em Padre Bernardo, a 2 km do bar onde a família foi vista pela última vez. Segundo a PRF, o homem viajava com a mulher grávida, de 25 anos, e os três filhos, de 4, 5 e 7 anos, em um Fiat Pálio em direção a Brasília quando realizou uma ultrapassagem em um local permitido, mas acabou batendo de frente com um GM Classic que viajava no sentido oposto. Família foi vista em bar de Padre Bernardo antes de morrer em acidente, em Goiás TV Anhanguera/Reprodução O homem, a mulher grávida e um dos filhos do casal morreram no local do acidente. A outra criança chegou a ser socorrida pela corporação, mas morreu pouco tempo depois de chegar ao hospital. O filho mais velho ficou gravemente ferido e foi levado para um hospital da cidade. Já em relação às pessoas que estavam no Classic, uma criança, de idade não divulgada, morreu no local do acidente. Segundo a corporação, um homem de 36 anos, motorista do Classic, foi socorrido, levado consciente para o Hospital Regional de Taguatinga com fratura no fêmur esquerdo, com suspeita de fratura no fêmur direito, no tórax e no queixo. Uma jovem de 21 anos, que também estava no carro, sofreu traumatismo craniano, uma fratura exposta na perna esquerda e no pé. Ela foi transportada de helicóptero para o Hospital de Base do Distrito Federal. Uma criança de idade não divulgada foi arremessada para fora do veículo e levada pelo Samu para o Hospital Municipal de Padre Bernardo. Carros bateram de frente na BR-080, em Padre Bernardo, em Goiás PRF/Divulgação O G1 tentou contato, às 8h30 desta segunda-feira (9) com os hospitais, mas as unidades de saúde informaram que não poderiam divulgar informações sobre os pacientes. Em nota ao G1, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que “não pode fornecer estado de saúde, ou informações de pacientes internados na rede hospitalar, exceto casos de grande comoção e que não envolvam vítimas de crimes ou investigação policial”. “O respaldo dessa medida de não divulgação também está na Lei de Acesso à Informação, norma que garante 100 anos de sigilo para informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem”, diz um trecho da nota. O G1 entrou em contato, por telefone, com o Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia, que opera provisoriamente em Formosa, e foi informado de que os corpos não haviam sido liberados até as 11h desta segunda-feira. O órgão não divulgou a identidade das vítimas. Todos os ocupantes do Palio morreram, na BR-080, em Padre Bernardo, Goiás PRF/Divulgação Briga de casal A dona de casa Iolanda Monteiro, que passava pelo bar no momento em que o homem, a mulher e os filhos estavam no bar, disse que presenciou uma discussão. Ela contou que o marido da grávida estava bêbado e ficou com ciúme da mulher em relação a alguma situação ocorrida no estabelecimento. “Ele estava brigando com a mulher. A mulher pediu para ir embora, e a mãe dele pediu para ir para a igreja. O pai não queria. A mãe, que estava grávida de 8 meses, já queria ir embora para casa. Deu uma crise de ciúme dele”, contou. Veja outras notícias da região no G1 Goiás.
    Homem, grávida e três crianças morrem em acidente na BR-080, em Padre Bernardo

    Homem, grávida e três crianças morrem em acidente na BR-080, em Padre Bernardo


    Segundo PRF, dois carros bateram de frente; quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região. Testemunhas dizem que condutores estavam bêbados. Carros bateram de frente na BR-080, em Padre Bernardo, em...


    Segundo PRF, dois carros bateram de frente; quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região. Testemunhas dizem que condutores estavam bêbados. Carros bateram de frente na BR-080, em Padre Bernardo, em Goiás PRF/Divulgação Um homem ainda não identificado, a mulher dele, que estava grávida, e três crianças morreram, neste domingo (8), em um acidente envolvendo dois carros na BR-080, em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com a PRF, outras quatro pessoas ficaram feridas e foram levadas pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros para hospitais da região. O G1 tentou contato, por telefone às 10h deste domingo, com o Hospital Regional de Brazlândia, com o Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), com o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e com o Hospital Municipal de Padre Bernardo, para onde os feridos foram levados, mas as unidades não informaram o estado de saúde dos pacientes. O acidente ocorreu por volta de 0h50, no km 20 da BR-080, próximo ao distrito de Taboquinha, em Padre Bernardo. Segundo a PRF, um casal, cuja mulher estava grávida, viajava com os três filhos em um Fiat Pálio em direção a Brasília quando realizou uma ultrapassagem em um local permitido, mas acabou batendo de frente com um GM Classic que viajava no sentido oposto, com um casal e duas crianças a bordo. Conforme a PRF, testemunhas disseram, no local do acidente, que os ocupantes dos dois veículos haviam ingerido bebida alcoólica. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil em Padre Bernardo. O G1 tentou contato com a delegacia da cidade, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem. Classic ficou com frente completamente destruída, na BR-060, em Padre Bernardo PRF/Divulgação Vítimas Conforme o Corpo de Bombeiros, quatro os ocupantes do Palio morreram. O homem, a mulher grávida e um dos filhos do casal morreram no local do acidente. A outra criança chegou a ser socorrida pela corporação, mas morreu pouco tempo depois de chegar ao hospital. O filho mais velho ficou gravemente ferido e foi levado para um hospital da cidade. Já em relação às pessoas que estavam no Classic, uma criança morreu no local do acidente. Segundo a corporação, um homem de 36 anos, motorista do Classic, foi socorrido, levado consciente para o HRT com fratura no fêmur esquerdo, com suspeita de fratura no fêmur direito, no tórax e no queixo. Uma jovem de 21 anos, que também estava no carro, sofreu traumatismo craniano, uma fratura exposta na perna esquerda e no pé. Ela foi transportada de helicóptero para o IHBDF. Uma criança de idade não divulgada foi arremessada para fora do veículo e levada pelo Samu para o Hospital Municipal de Padre Bernardo. Todos os ocupantes do Palio morreram, na BR-080, em Padre Bernardo, Goiás PRF/Divulgação Veja outras notícias da região no G1 Goiás.
    Brasil eliminado da Copa: como ajudar crianças a superar a frustração

    Brasil eliminado da Copa: como ajudar crianças a superar a frustração


    É triste para todos, mas a eliminação do Brasil pode ser uma oportunidade para ensinar crianças a lidar com o sentimento. Confira como orientar os torcedores mirins. Criança brinca antes da transmissão do jogo Brasil contra a Costa Rica, no...


    É triste para todos, mas a eliminação do Brasil pode ser uma oportunidade para ensinar crianças a lidar com o sentimento. Confira como orientar os torcedores mirins. Criança brinca antes da transmissão do jogo Brasil contra a Costa Rica, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no dia 22 de junho Fábio Tito/G1 Nunca é fácil lidar com frustração: a sensação de aperto no peito, aquela alegria "extra" da idealização da vitória que desapareceu. Ver o Brasil ser eliminado da Copa, então... Mas não adianta fingir que nada aconteceu, dizem especialistas. Para quem viu o jogo e colocou expectativa na vitória, a decepção certamente virá. Adultos têm mais facilidade para seguir adiante: a rotina volta ao normal e há maior entendimento sobre como funciona a natureza do esporte. Sabemos que há uma alternância natural entre ganhar e perder. Crianças, no entanto, podem levar mais tempo para chegar a esse entendimento e precisam de ajuda. Uma boa orientação nessa hora pode ser a diferença tanto para lidar com a frustração momentânea quanto para aprender a superar possíveis decepções futuras, dizem especialistas. "Algumas crianças não têm ferramentas para lidar com frustração. Será um momento propício para conversar sobre tolerância, sobre expectativas, sobre a natureza da vida e do esporte", explica Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo. O psicólogo explica que nem todos os pequenos vão agir da mesma forma. O nível de frustração vai depender de cada torcedor mirim -- e dificilmente vai estar atrelado ao momento da partida somente. A criança entende a natureza do esporte? Tem bons exemplos em casa? Aprendeu a lidar com frustrações em outras situações? Ela teve muita expectativa? Cristiano Oliveira, de 10 anos, . Ele comemora todos os aniversários com o tema futebol. Ele conta que ficou depressivo na eliminação do Brasil em 2014, mas conseguiu se distrair e esquecer Arquivo Pessoal "A frustração é proporcional à expectativa. O ambiente familiar influencia muito a expectativa da criança. Mas ela também tem sua esperança individual, como sujeito. Sua reação vai depender de como ela lidou com experiências prévias de frustração", diz Rasmusen. O ambiente familiar e a expectativa podem ter contribuído para a frustração de Caio Oliveira Mello Miranda, 14, na eliminação do Brasil durante a Copa de 2014 no fatídico 7x1 contra a Alemanha. Ele tinha 9 anos na época e viu o jogo com toda a família em Petrolina (PE). "Todos falavam que o Brasil ia ganhar porque tinha um bom time. Também diziam que o Brasil teria mais garra porque o Neymar se machucou. Quando o jogo começou, e eu vi o Brasil levando uma surra, chorei muito. Não achava que aquilo ia acontecer. Quis parar de torcer para o Brasil" -- Caio Oliveira Mello (14). O torcedor mirim atribuiu sua frustração em 2014 ao seu baixo entendimento de futebol. "Todo mundo falava que o time era o melhor, então, eu acreditava", diz. "Hoje em dia olhando melhor, aquele time que nós tínhamos era muito ruim. Não tínhamos a menor chance de ganhar a Copa. Estavamos iludidos", continua Caio. Caio demonstra que conseguiu lidar com a frustração e compreender como funciona o futebol com o passar do tempo, a exemplo da orientação de psicólogos. De fato, algumas crianças podem inclusive lidar melhor que adultos: sabem que perder o jogo faz parte e conseguem até "apostar" numa possível derrota do Brasil. O estudante capixaba Felipe José Nader Ribeiro, de 14 anos, por exemplo, chegou a ganhar um bolão na Copa de 2014 ao acertar que a Alemanha venceria o Brasil por 7 x1. "Eu não torci contra o Brasil de jeito nenhum, mas achei que o time da Alemanha era muito melhor naquele momento", justifica. "Foi um susto muito grande. Só foi bom porque ganhei o dinheiro, mas não torcia para a Alemanha. Só vi que o Brasil não estava bem" - Felipe José Nader (14). Há também os que ficam tristes, mas têm a habilidade de lidar com o que aconteceu, nomeando o sentimento, conseguindo conversar sobre. O pequeno Pedro Rodrigues, "de quase sete anos", como ele mesmo pontua, diz que o que sentiu durante o 7 x1 contra a Alemanha ficou guardado. “Estava na casa dos meus avós, em Teresópolis, próximo à Granja Comary. Lembro de como aquele jogo deixou todos muito tristes. Aquilo ficou guardado. Era tristeza mesmo, sabe? -- Pedro Rodrigues (7 anos), sobre a derrota do Brasil contra a Alemanha. Cristiano Oliveira, de 10 anos, de Teresina (PI) apesar da pouca idade, também lembra do 7x1 da Copa de 2014 e se utilizou da distração para vencer a frustração. "Foi uma sensação de tristeza. Fiquei meio depressivo. Eu jogava bola com os meus amigos. Tentava esquecer", conta. Apesar da diferença entre adultos e crianças, entretanto, um ponto importante é que torcedores mirins comumente vão lidar com a frustração de maneira muito semelhante aos pais. "Elas tendem a seguir e ser o espelho dos pais", diz Alberto Santos, psicólogo do esporte em São Paulo. "Se a criança tem modelos consistentes de como lidar bem com a frustração, se tem familiares que costumam lidar bem com isso, ela vai passar por isso sem maiores problemas", afirma Santos. O pequeno Kaio Vitor, 11, do Rio de Janeiro, diz que ficou 'tentando esquecer' a derrota do Brasil contra a Alemanha. 'Consegui mais ou menos', diz. Arquivo Pessoal Como ajudar a criança a superar a frustração: A frustração é normal. Ela ajuda a criança a se tornar mais forte, mais resiliente. Caso a criança chore, promova acolhimento: abrace, explique, converse sobre o assunto. Não mascare o ocorrido, desviando a atenção da criança para doces ou outros assuntos. Aproveite a oportunidade para explicar o que aconteceu. O desvio pode acontecer depois da conversa. Converse sobre o que aconteceu, explicando a natureza do esporte e da vida. Exemplos de superação e histórias são boas maneiras de explicar o ciclo do esporte e da vida, dizem especialistas. Há uma alternância natural entre ganhar e perder. Na Copa do Mundo, uma maneira de ajudar na superação é explicar toda a preparação para um campeonato como esse e discorrer sobre as dificuldades. Trata-se de um ciclo de quatro anos, com ótimas seleções, e muita preparação. Especialistas também sugerem valorizar os ganhos do processo e relembrar os bons momentos do Mundial. Cabe controlar um pouco a frustração da própria família. Segundo especialistas, claro que todo mundo tem o direito e vai ficar triste, mas a criança absorve o sentimento do entorno. Observe como a criança lidou com a eliminação. A dificuldade de frustração ocorreu em outros momentos e as conversas não têm sido eficazes? Se sim, talvez seja o caso de procurar ajuda. De modo geral, a frustração é um processo natural, mas níveis muito altos de frustrações, dizem especialistas, indicam que há questões para além do jogo. Há que considerar a experiência da criança em outras situações; e, se for o caso, buscar ajuda. "Dependendo do grau dessa frustração e de outras circunstâncias em que ela se apresente, pode ser necessária uma investigação mais profunda", diz Alberto Santos. "Um caso isolado como um jogo nunca vai ser indicativo de uma patologia ou de algo mais grave. É necessário investigar o conjunto" -- Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo. O pequeno Guilherme Pinto Soares, 11 anos, aprendeu a comemorar as pequenas vitórias e acreditar na 'volta por cima' Arquivo Pessoal Oportunidade para aprender a lidar com a frustração A eliminação do Brasil, contudo, pode dar espaço para oportunidades importantes na experiência emocional da criança, como o desenvolvimento da tolerância. O esporte é uma circunstância propícia para ajudar no desenvolvimento de uma maior resistência à frustração, dizem psicólogos,. "É um bom momento para todos os pais de trabalhar a questão da derrota. E não só no esporte. É possível demonstrar que a vida em geral tem de seguir, independente das frustrações pontuais", afirma Rodolfo Rasmusen. Especialistas explicam que a frustração, se mal gerenciada, pode acarretar em baixa tolerância a momentos negativos ao longo da vida. "Uma orientação é conversar sobre o assunto. Não esconder o que aconteceu. Não superproteger", diz Santos. Felipe José Nader apostou em bolão que Brasil perderia da Alemanha por 7 a 1 Arquivo Pessoal Alberto Santos explica que a Copa do Mundo pode servir para explicar a importância do planejamento, da preparação e da valorização dos pequenos ganhos ao longo do processo, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado. O Mundial também pode ensinar que algumas situações não podem ser controladas, independente do esforço empreendido. "A Copa é um ciclo de quatro anos, que envolve outros campeonatos, outras partidas. Dá para mostrar para a criança como valorizar os pequenos ganhos. Com isso, a frustração sobre a derrota final será menor", diz Alberto Santos. "Também é um momento para mostrar para crianças que existem os pontos na vida em que se pode controlar e aqueles que escapam ao nosso controle. Exemplos e histórias são boas maneiras de introduzir o tema", conclui o especialista. A valorização das pequenas vitórias foi o que ajudou o pequeno brasiliense João Guilherme Pinto Soares, de 11 anos, a superar a frustração do 7x1. Mesmo com tudo o que aconteceu, ele conta que comemorou o único gol feito pelo Brasil -- do Oscar, no minuto 90, pouco antes do fim da partida: o chamado "gol de honra". “Chorei em todos os gols da Alemanha. Estava todo pintado, com a bandeira do Brasil, acreditando na vitória. Mas, mesmo assim, comemorei quando o Oscar meteu o gol" -- João Guilherme Pinto Soares (11 anos). "Sou daquele tipo de torcedor que tem fé no coração. Tive força e coloquei na minha cabeça que o Brasil vai dar a volta por cima.” *Participaram da reportagem os repórteres, Bruno Albernaz e Carlos Brito, do G1 RJ, Mariana Perim, do G1 Espírito Santo, Letícia Carvalho, do G1 DF, Maria Romero, do G1 PI, e Beatriz Braga, do G1 Petrolina.
    Empresário preso no interior do Paraná suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias é transferido

    Empresário preso no interior do Paraná suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias é transferido


    Carro descaracterizado da Polícia Civil saiu de Umuarama, no noroeste do estado, com destino a Brasília, por volta das 15h desta quinta-feira (5). Empresário preso suspeito de desviar dinheiro de contas bancárias é transferido O empresário do...


    Carro descaracterizado da Polícia Civil saiu de Umuarama, no noroeste do estado, com destino a Brasília, por volta das 15h desta quinta-feira (5). Empresário preso suspeito de desviar dinheiro de contas bancárias é transferido O empresário do ramo de transportes preso em Umuarama, por suspeita de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias de todo o país, deixou a cidade do noroeste do Paraná por volta das 15h desta quinta-feira (5) com destino a Brasília (DF), onde será ouvido. Ele foi levado em um carro descaracterizado da Polícia Civil, que não informou o horário de chegada no DF, nem a rota do veículo. Itamar Silva Pereira, de 49 anos, foi preso a quarta-feira (4) por policiais civis do Distrito Federal com apoio da Polícia Civil de Umuarama. Polícia Civil do DF prendeu, em Umuarama, suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias do país Reprodução/RPC As investigações Segundo as investigações, ele acessava as contas das vítimas invadindo computadores com vírus e, depois, saqueava o dinheiro. Os agentes contaram que chegaram até ele monitorando endereços eletrônicos. Nos e-mails do suspeito foram encontrados dados de mais de 50 mil contas bancárias e senhas. A polícia diz que, em um mês, ele invadiu 33 mil contas de vítimas de todo o país. A polícia do DF não diz exatamente o valor do prejuízo causado, mas estima que é milionário. Além da prisão preventiva do suspeito, que é por tempo indeterminado, foram sequestrados seis veículos, dois deles de luxo. A polícia também apreendeu dois notebooks e celulares. O empresário deve responder por furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. A polícia também suspeita que ele seja o líder de uma organização criminosa e vai investigar a participação de outras pessoas a partir dos equipamentos eletrônicos apreendidos na casa do suspeito durante a operação. O outro lado A defesa do empresário Itamar Silva Pereira informou que, até a publicação desta reportagem, não tinha conseguido acesso a todos os documentos da investigação. “Gostaríamos de reiterar que o empresário está à disposição das autoridades para esclarecer os supostos fatos que lhe foram atribuídos”, diz a nota. Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.
    Ministro do Trabalho é afastado do cargo pelo Supremo em nova fase de operação da PF sobre fraudes em registros sindicais

    Ministro do Trabalho é afastado do cargo pelo Supremo em nova fase de operação da PF sobre fraudes em registros sindicais


    Defesa afirmou que Helton Yomura não cometeu ato ilícito. Operação Registro Espúrio também fez buscas no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que disse não ter 'nada a temer'. Ministro do Trabalho é afastado numa operação da PF...


    Defesa afirmou que Helton Yomura não cometeu ato ilícito. Operação Registro Espúrio também fez buscas no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que disse não ter 'nada a temer'. Ministro do Trabalho é afastado numa operação da PF sobre fraudes em registros sindicais O ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo nesta quinta-feira (5) em nova fase da Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal. Agentes da PF também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Yomura, no Rio de Janeiro, e no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) na Câmara, em Brasília. O afastamento do ministro e as buscas foram pedidos pela Polícia Federal e autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A Operação Registro Espúrio teve início no último dia 30 de maio e investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo ministério. Segundo as investigações, os registros eram concedidos mediante pagamento. Pela decisão de Fachin, Yomura fica impedido de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com demais investigados ou servidores da pasta. O ministro do Trabalho, Helton Yomura, deixa a sede da Polícia Federal em Brasília após prestar depoimento Adriano Machado/Reuters Na manhã desta quinta, ele foi à sede da Polícia Federal em Brasília para ser submetido a interrogatório. O ministro optou por ficar calado diante das perguntas feitas pelos investigadores. Em nota, a defesa de Yomura afirmou que ele não cometeu nenhum ato ilícito e que "nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade" (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Deputado Nelson Marquezelli nega envolvimento em fraude Deputado Na nova fase da operação, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP). Assim como Yomura, ele foi proibido de frequentar o ministério e de manter contato com outros investigados e servidores da pasta, exceto se imprescindível ao exercício do mandato de deputado. Marquezelli, que estava em seu gabinete quando os policiais federais chegaram, deu entrevista para a imprensa sobre a operação. Ele disse não ter "nada a temer". "Vamos esperar a investigação. A gente sabe perfeitamente que esse é um trabalho que deve ser feito e esclarecido para a população. Nada a temer", afirmou. O parlamentar também disse ter sido informado por uma policial de que todos os deputados do PTB serão investigados. "O PTB hoje administra o Ministério do Trabalho. Houve denúncias, várias denúncias, e a policial me informa que todos os deputados do PTB serão investigados, seus gabinetes, para ver se tem alguma ligação com concessões de registros de sindicatos", afirmou Marquezelli. Ao todo, a PF foi às ruas para cumprir dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Brasília e Rio de Janeiro. Um dos mandados de prisão é para um assessor parlamentar de Marquezelli. Segundo a polícia, as investigações e o material coletado nas primeiras fases da Operação Registro Espúrio indicam que cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do suposto grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas. Resumo da operação O STF determinou o afastamento de Yomura e buscas no gabinete de Marquezelli, e os impediu de frequentar o Ministério do Trabalho; A Corte também determinou três prisões: do chefe de gabinete de Yomura, Júlio de Souza Bernardes; do superintendente regional do trabalho no RJ, Adriano José de Lima Bernardo, e de Jonas Antunes Lima, assessor do deputado Marquezelli; A PF diz que Yomura é "testa de ferro" do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB; As medidas fazem parte da 3ª fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho. O ministro do Trabalho, Helton Yomura, durante lançamento durante lançamento de ações de políticas públicas de emprego em maio José Cruz / Agência Brasil 'Testa de ferro' De acordo com a PF, Helton Yomura foi colocado no cargo de ministro do Trabalho para dar continuidade às irregularidades investigadas na operação. Segundo a Polícia Federal, ele é um "testa de ferro" de caciques do PTB, partido que indicou os ministros do Trabalho no governo Michel Temer. A polícia afirmou que o papel de Yomura era "viabilizar a ingerência" da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) na pasta, e "dar continuidade aos desmandos" do presidente do PTB, Roberto Jefferson, no ministério. A deputada também foi alvo da Registro Espúrio, na segunda fase da operação. Jefferson é pai de Cristiane. Ela chegou a ser escolhida pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério do Trabalho em janeiro deste ano, mas foi impedida por decisões judiciais. Nesta quinta, a assessoria da deputada afirmou em nota que ela não tem "ingerência sobre o ministro ou o ministério" (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Em nota, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirmou que não participou de nenhum esquema no Ministério do Trabalho, que apoia as investigações da Operação Registro Espúrio e que o partido coloca o ministério à disposição do governo Michel Temer (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Veículo da Polícia Federal em frente à casa do ministro Helton Yomura, na zona oeste do Rio, alvo de mandado de busca e apreensão Fábio Neder/TV Globo Origem da operação Em maio deste ano, na primeira fase da operação, a polícia fez buscas nos gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB), cujas prisões chegaram a ser pedidas pela PF, mas o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizou. De acordo com as investigações da Polícia Federal, os registros de entidades sindicais no ministério eram obtidos mediante pagamento de vantagens indevidas; não era respeitada a ordem de chegada dos pedidos ao ministério; a prioridade era dada a pedidos intermediados por políticos; a operação apontou um "loteamento" de cargos do Ministério do Trabalho entre os partidos PTB e Solidariedade. Na época, Wilson Filho disse, por meio de nota, não ter participação na concessão de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Paulinho da Força afirmou que desconhece os fatos investigados. Jovair Arantes disse que se posiciona "em consonância" com nota emitida pelo PTB, segundo a qual a direção do partido "jamais participou de quaisquer negociações espúrias". De acordo com as investigações, o "núcleo político" do suposto esquema teria como participantes, além dos deputados, o presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson; o suplente de deputado Ademir Camilo Prates Rodrigues (MDB-MG); e os senadores Dalírio Beber (PSDB-SC) e Cidinho Santos (PR-MT), atualmente licenciado do mandato. Na época, a PF também pediu a prisão de Roberto Jefferson, mas Fachin não atendeu. Segundo o ministro, há indícios de que ele sabia do esquema, mas não que tenha se beneficiado. Segundo nota divulgada na ocasião pelo partido, a direção nacional do PTB "jamais participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho". Nota da defesa do ministro Leia abaixa a íntegra de nota divulgada pela defesa do ministro Helton Yomura: Nota da defesa do ministro Helton Yomura O ministro do Trabalho Helton Yomura adotou rigorosas providências institucionais para a garantia do interesse público, podendo se destacar: exoneração imediata de todos os servidores sob investigação, abertura de sindicância e processos administrativos para averiguação dos fatos e suspensão de todos os atos que pudessem provocar repercussões no âmbito da investigação. Quanto à suspensão de suas funções no Ministério do Trabalho, todas as medidas jurídicas serão tomadas para possibilitar à turma do STF se manifestar sobre tal importante tema. Neste sentido, foi em razão do entendimento do próprio ministro Edson Fachin que foram encaminhados para o plenário do Supremo casos de grande repercussão. Tendo a certeza de não ter cometido nenhum ato ilícito e que suas ações correspondem a uma política de valorização dos trabalhadores e das instituições, o ministro Helton Yomura, mesmo não sabendo de que atos está sendo acusado, nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade. César Caputo Guimarães, criminalista do núcleo de Direito Penal do Nelson Wilians e Advogados, e André Hespanhol, advogado criminalista Nota da deputada Cristiane Brasil Leia abaixo íntegra de nota divulgada pela assessoria da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ): A deputada Cristiane Brasil reitera seu apoio total às investigaçoes que elucidem crimes ocorridos no Ministério do Trabalho e continua à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos. Ao contrário do que afirma a PF, porém, a deputada não tem ingerência sobre o ministro ou o ministério. A deputada espera que as investigaçoes sejam concluídas o quanto antes para que fique provada sua inocência. A criminalização da política sem a devida fundamentação, e denúncias que contêm mais adjetivos do que provas, não contribuem para o combate à corrupção nem para o aperfeiçoamento da democracia. Nota do PTB Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson: NOTA O Partido Trabalhista Brasileiro vem a público mais uma vez para reafirmar seu apoio às investigações da Operação Registro Espúrio no âmbito do Ministério do Trabalho. Como já foi dito, se houve irregularidade na Pasta caberá aos responsáveis responder à Justiça por seus atos. Não concordamos, todavia, com inferências divulgadas antes que as investigações estejam concluídas. Pessoalmente, insisto: não participei de qualquer esquema espúrio no Ministério do Trabalho. E acrescento que minha colaboração restringiu-se a apoio político ao governo para que o PTB comandasse a Pasta. Comunico ainda que a Executiva Nacional do PTB coloca o Ministério do Trabalho à disposição do governo Michel Temer. Brasília, 5 de julho de 2018 Roberto Jefferson Presidente Nacional do PTB
    Pacientes que lutam por  medicamentos de alto custo enfrentam barreiras para recebê-los mesmo após decisões judiciais

    Pacientes que lutam por medicamentos de alto custo enfrentam barreiras para recebê-los mesmo após decisões judiciais


    Duas ações sobre direito a esses remédios estão paradas no STF e correm o risco de voltar à estaca zero após morte de uma das autoras. Carmelita Anunciada de Souza tem 81 anos de idade e há 12 convive com uma hipertensão pulmonar, precisando...


    Duas ações sobre direito a esses remédios estão paradas no STF e correm o risco de voltar à estaca zero após morte de uma das autoras. Carmelita Anunciada de Souza tem 81 anos de idade e há 12 convive com uma hipertensão pulmonar, precisando tomar o remédio Revatio diariamente Rafael Barbosa/G1 As histórias de duas pacientes que simbolizam a luta por medicamentos de alto custo no SUS mostram que, mesmo após decisões judiciais favoráveis, ainda há entraves que impedem que os remédios cheguem a quem precisa e na hora certa. Além do tempo da Justiça, há o tempo dos trâmites burocráticos em órgãos de saúde estaduais, como análise de documentos médicos e abertura de licitações para compras dos remédios. País gastou R$ 5 bilhões com remédios de alto custo em 8 anos Mulher que lutava por remédio morre à espera de decisão A potiguar Carmelita Anunciada de Souza, de 81 anos, e a mineira Alcirene de Oliveira, que morreu no ano passado, ficaram conhecidas no país porque duas ações sobre os casos delas foram parar no Supremo Tribunal Federal (STF). Esses processos ganharam status especial, o que significa que a decisão serviria de parâmetro para todas as ações semelhantes. Mas não há prazo para o julgamento e, com a morte de uma delas, pode ser que a discussão volte à estaca zero no STF (entenda mais abaixo). Carmelita Anunciada de Souza, de 81 anos, convive com hipertensão pulmonar há 12 anos e conseguiu em duas instâncias na Justiça o direito de receber um remédio que custa R$ 2,8 mil por mês. Mas, desde 2011, ela enfrenta dificuldades para conseguir os comprimidos com a regularidade que precisa. A família já vai entrar com a quarta ação para que isso aconteça. A idosa entrou na Justiça pela primeira vez em 2006, depois de ter feito uma cirurgia no coração, para obrigar o Estado a fornecer o medicamento chamado Revatio (nome comercial do citrato de sildenafila). Ele já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas, na época, não estava na Política Nacional de Medicamentos – ou seja, não estava nos estoques dos SUS. Esse remédio melhora a capacidade de realizar atividades físicas e diminui a pressão no pulmão. Sem tomá-lo, Carmelita sente mais fortes os efeitos da doença. Cansaço, indisposição, variação de pressão – hora baixa demais, hora alta – e dores nas articulações são parte do cotidiano dela. Sinezio Mariano de Lima, filho dela, conta que vai mensalmente até a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) pedir os remédios. “De 2016 para cá, às vezes faltava em um mês e chegava no outro. Mas nunca demorou tanto quanto agora. Estamos desde o final de 2017 sem o remédio. Vamos lá, e eles dizem que está em falta”, relata. “Na Unicat eles dizem que estão em processo licitatório para a compra do Revatio, mas nunca chega. Está desde o final do ano passado assim”, afirma Sinezio. Ele diz que irá pedir novo laudo médico sobre a condição da mãe para entrar na Justiça novamente. Carmelita deposita na Justiça a esperança de garantir o remédio, que lhe traz mais qualidade de vida. “Mas não tenho nada a reclamar, só a ofertar. É assim que eu vivo. A gente vai atrás por causa da necessidade.” Anos de espera O caso de Alcirene se juntou à estatística dos que morrem aguardando um medicamento de alto custo. Ela morreu um ano após o STF determinar a compra de um remédio para o tratamento de hiperparatireoidismo secundário em pacientes com doenças renais – quando o mau funcionamento dos rins gera acúmulo do hormônio PTH no corpo. A briga começou em 2009, quando a paciente entrou na Justiça pedindo acesso ao cloridrato de cinacalcete, vendido sob o nome comercial Mimpara, um medicamento importado que, à época, não tinha registro na Anvisa. Alcirene de Oliveira faleceu em dezembro de 2017, mas recurso extraordinário dela tramita desde 2011 Reprodução/Facebook No processo, a paciente anexou laudos indicando o hiperparatireoidismo secundário, excesso de fosfato e cálcio no sangue. O quadro não foi resolvido com medicamentos tradicionais. Buscas na internet mostram que uma caixa do Mimpara hoje custa de R$ 525 (genérico) a R$ 1,2 mil (de referência). Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou ao G1 que recebeu uma decisão judicial para entregar o remédio a Alcirene em 2009, mas documentação estava incompleta, por isso, pediu complementação, especialmente dos documentos médicos. Depois disso, em 5 de abril de 2010, foi enviado à paciente um telegrama "comunicando da disponibilidade do medicamento". Ainda segundo a secretaria, em março de 2011, o Estado de Minas Gerais venceu na Justiça uma apelação que reformou a sentença. Isso por conta da falta de registro na Anvisa. "O Estado ficou então desobrigado ao fornecimento do medicamento para a paciente", diz a nota. Alcirene recorreu, e o caso foi parar no STF naquele ano. Mas foi apenas em junho de 2017 que o ministro relator Marco Aurélio Mello tomou uma decisão provisória sobre o caso (chamada tutela antecipada) e determinou que o governo mineiro fornecesse o remédio, já que o produto tinha sido registrado. O Mimpara foi registrado pela Anvisa em 2013, e o cinecalcete genérico, em 2016. Ainda assim, não adiantou. A secretaria de Saúde informou que, na ocasião, não havia mais o medicamento em estoque e era preciso fazer um novo processo de aquisição. "Após trâmites internos para finalização e publicidade do processo de compras, o medicamento esteve disponível em 20/11/2017, na dispensação judicial de Juiz de Fora/MG, para a retirada da paciente", afirmou a SES-MG. Em 9 de dezembro de 2017 – seis anos após a chegada do recurso no STF e um ano após a ordem de comprar o medicamento –, Alcirene Oliveira morreu aos 39 anos sem acesso ao cinacalcete. A morte foi informada ao STF em 19 de junho. Processo no STF Agora, caberá ao ministro relator, Marco Aurélio Mello, decidir se arquiva ou dá continuidade ao processo de Alcirene – mesmo que seja apenas para fechar um entendimento do Supremo sobre o tema. O futuro do processo de Carmelita também é incerto, porque está atrelado ao de Alcirene. O julgamento dos recursos começou em setembro de 2016, mas foi interrompido a pedido do então ministro Teori Zavascki. Com a morte do magistrado, a análise passou às mãos do ministro Alexandre de Moraes, que ainda não devolveu o tema à pauta. Não há data para que o caso seja retomado em plenário. Como reduzir o tempo de espera? Salomão Rodrigues Filho, psiquiatra e mebro do Conselho Federal de Medicina (CFM) por Goiás, afirma que as entidades médicas têm firmado parcerias com tribunais e Ministério Públicos, em nível regional, para ajudar na avaliação de cada demanda. Para ele, os esforços ainda não estão à altura do desafio. "Se o Executivo adquirisse esses medicamentos diretamente do fabricante, com um tempo maior, poderia até pagar menos." "A gente precisa superar as fases burocráticas, para que esses insumos importantes não sejam barrados." Salomão Rodrigues Filho, do CFM Para resolver o problema a médio e longo prazo, o conselheiro do CFM defende uma ação do governo em duas linhas: de um lado, juntas médicas para "aconselhar" os magistrados nos processos, e de outro, investimento em acordos internacionais para importar tecnologia, comprar lotes maiores e, com isso, diminuir custos. Embora não seja parte direta nos processos – o governo é representado pela Advocacia-Geral da União (AGU) –, o Ministério da Saúde diz estar fazendo sua parte para ampliar a oferta gratuita de medicamentos. Segundo o ministro, de 2010 a 2018, a Relação Nacional de Medicamentos (Rename) cresceu 98%, passando de 555 para 1.098 itens padronizados. O Orçamento-Geral da União prevê R$ 19,4 bilhões, em 2018, para a compra de medicamentos. O valor é 9,6% maior que os R$ 17,7 bilhões gastos em 2017. Além da expansão da lista de medicamentos do SUS, o ministério diz ter criado um "núcleo de judicialização" para lidar com as demandas apresentadas à Justiça. Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pasta criou um banco virtual de pareceres médicos e notas técnicas, que podem embasar a análise de juízes sobre casos ligados à medicina. * Com apuração de Mateus Rodrigues, do G1 DF, e de Roberta Oliveira e Palmira Ribeiro, G1 Zona da Mata.
    Mineira que lutava para receber remédio de alto custo do Estado morre após seis anos esperando decisão que ainda tramita no STF

    Mineira que lutava para receber remédio de alto custo do Estado morre após seis anos esperando decisão que ainda tramita no STF


    Ex-integrante da Associação de Doentes Renais Crônicos precisava de medicamento e procurou a Justiça. Alcirene de Oliveira faleceu em 2017, em Juiz de Fora. Recurso extraordinário que está desde 2011 no STF ainda não tem previsão de ser...


    Ex-integrante da Associação de Doentes Renais Crônicos precisava de medicamento e procurou a Justiça. Alcirene de Oliveira faleceu em 2017, em Juiz de Fora. Recurso extraordinário que está desde 2011 no STF ainda não tem previsão de ser julgado. Alcirene de Oliveira faleceu em dezembro de 2017,sem receber medicamento que lutava na Justiça para o tratamento Rosielle Oliveira/Arquivo Pessoal Alcirene de Oliveira aguardou por quase seis anos por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garantisse o direito de receber um medicamento de alto custo. No processo, a mineira requeria o direito de receber do Estado o medicamento Mimpara 30mg (Cinacalcet), de alto custo, que ajudava a controlar graves sintomas decorrentes do caso de insuficiência renal crônica. País gastou R$ 5 bilhões com remédios de alto custo em 8 anos Pacientes que lutam por medicamentos de alto custo enfrentam barreiras para recebê-los mesmo após decisões judiciais Em 9 de dezembro do ano passado, Alcirene morreu, aos 39 anos, e o processo sequer tem previsão de ser julgado, segundo a Corte. De acordo com a assessoria do ógão, "será necessário aguardar a manifestação do ministro Marco Aurélio", que é o relator, a respeito do andamento do caso a partir da notificação da morte da mineira. O caso é um dos dois que vão definir os parâmetros para julgamento de outras centenas de processos semelhantes que tramitam no STF. O G1 conversou com Rosielle Oliveira, sobrinha de Alcirene. "Ela era uma mulher muito guerreira, quem a conheceu sabe disso", resumiu. Guerreira A história de Alcirene de Oliveira ficou conhecida nacionalmente em setembro de 2016, quando ela deu entrevista ao Fantástico, da TV Globo, explicando a importância de receber o remédio para a doença dela e relatando como era a luta diária pelos direitos que buscava. STF decide se Estado deve fornecer remédios de alto custo Em Juiz de Fora, Alcirene era uma das pessoas mais atuantes na Associação dos Doentes Renais Crônicos. Segundo a sobrinha dela, Rosielle Oliveira, inicialmente nem todos da família sabiam da trajetória para que a tia conseguisse o remédio. Para a reportagem ela disse que não se sentia nem à vontade para se manifestar especificamente sobre o caso, já que não tinha informações acerca disso. Contudo, Rosielle comentou sobre os piores e mais difíceis momentos da tia, quando ela estava internada no Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), no Bairro Santa Catarina, e o quadro de saúde se agravou. “Ela não estava mais respondendo aos tratamentos. Foi ficando muito debilitada, perdeu peso. Nesta luta, ela ainda teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC), entrou em coma, teve duas paradas cardíacas, ficou entubada. Os médicos que a acompanhavam há muito tempo destacaram que ela tentou até o fim, mas estava sofrendo muito”, contou Rosielle. A sobrinha de Alcirene também lembrou de como ela era alegre e positiva. "Ela tinha sempre um sorriso contagiante no rosto. A maior lição que deixou para mim foi nunca desistir. Antes de adoecer fiquei muito mais próxima. Ela me ajudou muito num momento delicado, mas infelizmente não pode acabar de me acompanhar. O que sempre vou levar dela é a alegria e a mulher batalhadora que foi”, concluiu. No Facebook, a ex-atuante da Associação dos Doentes Renais Crônicos mantinha a positividade e a esperança Reprodução/Facebook Justiça O processo de Alcirene de Oliveira começou a tramitar em 2009 e foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. De acordo com a Defensoria Pública da União (DPU), por causa da Doença Renal Crônica (D.R.C.) , ela sofria de hiperparatireoidismo severo, que provoca deformidade óssea, dores e doença cardiovascular, com risco de morte. A paciente fazia hemodiálise há 23 anos e precisava do medicamento Mimpara (Cinacalcet) para tratar a doença. Contudo, segundo a Defensoria Pública da União, o remédio que ela precisava deixou de ser fornecido porque não era registrado no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, assim, perdeu o direito de recebê-lo. Dois anos depois de ter entrado no STF, foi protocolado em 2011 pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais e relatado pelo ministro Marco Aurélio, o Recurso Extraordinário sobre a obrigação de o Poder Público fornecer remédios que não são registrados pela agência reguladora. Em 2013, o medicamento foi registrado pela Anvisa. Mas ainda sim Alcirene não chegou a ser beneficiada. De acordo com a DPU, o recurso entrou na pauta de julgamentos do STF em 2016, mas houve pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Em junho de 2017, o ministro Marco Aurélio concedeu tutela antecipada a Alcirene, ou seja, como o remédio foi registrado pela Anvisa em 2013, a paciente deveria recebê-lo do governo mineiro. Na época, também determinou multa R$ 500 por dia, limitada em R$ 500 mil, caso o remédio não fosse entregue em 48h. "Nada, absolutamente nada, justifica o descumprimento de decisão judicial, principalmente do Supremo. A intimação do Estado de Minas Gerais para fins de implementação da medida acauteladora data de mais de 4 meses. A par disso, está em jogo a saúde da requerente, considerada a doença renal crônica que a acomete e a necessidade de tratamento contínuo mediante uso do remédio Mimpara 30mg (Cinacalcet). A cultura protelatória, a nos afastar do Brasil sonhado, não há de ser abonada", disse o ministro na decisão. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou ao G1 no dia 26 de junho, que a tutela antecipada com relação ao pedido do medicamento foi deferida em novembro de 2009 e que a documentação recebida na época estava incompleta, por isso foi necessário envio de ofício para que se fizesse a complementação, especialmente dos documentos médicos necessários para o cumprimento da demanda. A SES-MG disse que ainda que, após o recebimento dos documentos médicos, foi solicitada urgência e providências cabíveis para atendimento da paciente e que no dia 5 de abril de 2010 "foi enviado telegrama à paciente comunicando da disponibilidade do medicamento". Ainda segundo a Secretaria, em março de 2011 foi recebido um acordão da apelação interposta pelo Estado de Minas Gerais, reformando a sentença que havia obrigado o Estado ao atendimento da paciente. "O Estado ficou então desobrigado ao fornecimento do medicamento para a paciente. Após recurso ao STF, o Estado passou novamente a ser obrigado a fazer o atendimento da paciente, sendo intimado da decisão em 13/02/2017", diz a nota. Por fim, a pasta informou que a ficha de atendimento da paciente foi restabelecida, mas na ocasião não havia mais o medicamento em estoque e foi necessária a realização de um novo processo de aquisição. "Após trâmites internos para finalização e publicidade do processo de compras, o medicamento esteve disponível em 20/11/2017, na dispensação judicial de Juiz de Fora/MG, para a retirada da paciente", concluiu a SES-MG. O G1 solicitou ao Hospital Universitário (HU) a data em que Alcirene foi internada na unidade em 2017. A assessoria informou que informações que constam em prontuários de pacientes são sigiliosas, conforme a lei, e só podem ser divulgadas por ordem judicial ou solicitação formal de um familiar responsável. Morte Segundo o site do STF, os autos referentes ao processo de Alcirene na busca pelo medicamento para tratar a doença, estão conclusos desde novembro do ano passado e que o andamento mais recente é do dia 18 de junho de 2018, quando a Defensoria comunicou oficialmente à Justiça de que Alcirene morreu antes da decisão sobre o recebimento do remédio. A DPU informou à reportagem que soube da morte da Alcirene em janeiro deste ano, por e-mail, sem a certidão de óbito. Com relação ao possível andamento do processo, em nota a DPU informou: "Sobre o processo seguir, vai depender do STF, se vai manter pela discussão da tese ou escolher outro", explicou em nota. A certidão de óbito de Alcirene de Oliveira cita como causas “encefalopatia anóxica, crises convulsivas e D.R.C. dialítica”. Na opinião da Defensoria, a doença para a qual Alcirene requeria o medicamento, que não foi fornecido, contribuiu para o falecimento da paciente.
    Justiça do DF aceita denúncia e torna Henrique Alves réu por lavagem de dinheiro

    Justiça do DF aceita denúncia e torna Henrique Alves réu por lavagem de dinheiro


    Ex-ministro nos governos Lula, Dilma e Temer foi denunciado por supostamente ter usado contas no exterior para ocultar propina que teria sido paga nas obras do Porto Maravilha. O ex-ministro Henrique Eduardo Alves, em imagem de arquivo, quando foi...


    Ex-ministro nos governos Lula, Dilma e Temer foi denunciado por supostamente ter usado contas no exterior para ocultar propina que teria sido paga nas obras do Porto Maravilha. O ex-ministro Henrique Eduardo Alves, em imagem de arquivo, quando foi preso pela Polícia Federal Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo O juiz Vallisney de Souza Oliveia, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou nesta quarta-feira (4) denúncia contra o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) por lavagem de dinheiro. Com a decisão, o emedebista se torna réu. Alves é acusado de tentar ocultar em paraísos fiscais dinheiro desviado das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público, autor da denúncia, o montante que teria sido pago ao ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer é de R$ 1,6 milhão. Justiça torna réu o ex-ministro Henrique Eduardo Alves por lavagem de dinheiro Ainda segundo a denúncia, a construtora teria enviado a propina a Henrique Alves para uma offshore da qual Alves era beneficiário, chamada Bellfield. Na acusação, o Ministério Público aponta dados que comprovariam essa movimentação e que teriam sido obtidos com instituições financeiras internacionais, depois que as investigações dessas contas foram transferidas da Suíça para o Brasil. Na ação, os procuradores da República afirmam que Henrique Eduardo Alves, "de forma consciente e deliberada, a fim de dissimular a origem dos recursos ilícitos transferidos à offshore Bellfield", voltou a transferir esse dinheiro – desta vez, para contas em Dubai (nos Emirados Árabes Unidos) e no Uruguai. Extratos obtidos junto a bancos estrangeiros mostram transferência de R$ 3 milhões – um valor que, na visão do MPF, ajudaria a encobrir a existência dos R$ 1,6 milhão desviados. Ao decidir pela aceitação da denúncia, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirma que há "suficientes indícios de autoria e materialidade" para tornar o ex-ministro réu. Agora, a defesa terá dez dias para apresentar resposta à denúncia, além de entregar documentos, especificar as provas que pretendem utilizar e indicar as testemunhas que poderão ser ouvidas. Atualmente, Alves está preso em regime domiciliar em decorrência de outros processos a que responde na Justiça.
    Juiz do DF absolve Geddel Vieira Lima da acusação de obstrução de Justiça

    Juiz do DF absolve Geddel Vieira Lima da acusação de obstrução de Justiça


    Ex-ministro de Temer virou réu em agosto do ano passado após ser acusado de atrapalhar investigações sobre desvios no FI-FGTS. Juiz de Brasília absolveu Geddel por falta de provas. O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima...


    Ex-ministro de Temer virou réu em agosto do ano passado após ser acusado de atrapalhar investigações sobre desvios no FI-FGTS. Juiz de Brasília absolveu Geddel por falta de provas. O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) Filipe Matoso/G1 O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça. Após a decisão, a defesa de Geddel divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirmou que a absolvição "estabelece a verdade e faz justiça" ao ex-ministro. Juiz absolve Geddel de acusação de obstrução de Justiça Atualmente preso em razão de outro processo, Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono (relembre a prisão no vídeo abaixo). Ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, é preso na Bahia Entenda o caso Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações. O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la. Ao analisar a acusação, o juiz de Brasília escreveu: "Não há prova de que os telefonemas tenham consistido em monitoramento de organização criminosa, tampouco de que ao mandar um abraço para Funaro, nos telefonemas dados a Raquel, o acusado Geddel, de maneira furtiva, indireta ou subliminar, mandava-lhe recados para atender ou obedecer à organização criminosa". Vallisney de Souza ressaltou, ainda, que algumas testemunhas foram ouvidas, entre as quais Lúcio Funaro, a mulher do operador, a irmã dele, Roberta Funaro, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Conforme Vallisney, a acusação de embaraço à investigação, chamada de obstrução de Justiça, exige que o réu "pratique atos consistentes". No entendimento do juiz, na abertura da ação penal, havia fortes indícios da tentativa de Geddel de atrapalhar a apuração, mas, depois de ouvir testemunhas, o magistrado considerou que Geddel "não incorreu no crime". "Os indícios de que Lúcio Funaro estaria sofrendo um constrangimento velado por parte do denunciado, por intermédio de ligações efetuadas pelo último à sua esposa Raquel, não restaram comprovados após os depoimentos judiciais prestados em Juízo. Tampouco há prova de que as investigações foram abaladas ou prejudicadas pelo contato de Geddel com a esposa do réu Lúcio", afirmou o juiz. Esposa de Funaro Conforme Vallisney, a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Pita, disse que Geddel não a coagiu e que as ligações eram em razão da amizade que eles tinham. Para o juiz, não houve, portanto, prova de que Geddel tentou impedir a delação do doleiro. "Além disso, não foram captadas mensagens ou registros telefônicos que demonstrem atos concretos de temor ou constrangimento de Lúcio, ou demais elementos probatórios que denotem o escopo delitivo apontado pelo MPF, de que teria havido monitoramento nocivo por parte de Geddel, com o fito de impedir uma eventual delação por parte de Funaro", afirmou. Íntegra Leia abaixo a íntegra da nota da defesa de Geddel: NOTA À IMPRENSA A sentença absolutória proferida pelo Juízo da 10ª Vara Federal do Distrito Federal restabelece a verdade e faz justiça a Geddel Vieira Lima, reconhecendo que o mesmo jamais constrangeu quem quer que fosse. Reconhece o que já havia sido afirmado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região quanto à inexistência de ilicitude na conduta de Geddel, declarando a improcedência da sensacionalista e falaciosa acusação do Ministério Público Federal. A defesa segue confiando na Justiça e no esclarecimento dos fatos. GAMIL FÖPPEL
    Homem é preso no interior do Paraná suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias

    Homem é preso no interior do Paraná suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias


    Investigação foi realizada pela Polícia Civil do DF, e prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), em Umuarama. Nos e-mails do suspeito havia dados de mais de 50 mil contas bancárias e senhas. Empresário de Umuarama é preso suspeito de desviar...


    Investigação foi realizada pela Polícia Civil do DF, e prisão aconteceu nesta quarta-feira (4), em Umuarama. Nos e-mails do suspeito havia dados de mais de 50 mil contas bancárias e senhas. Empresário de Umuarama é preso suspeito de desviar milhões de reais de contas bancárias Um homem de 49 anos foi preso nesta quarta-feira (4) em Umuarama, no noroeste do Paraná, suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias de todo o país. A investigação foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (DF). O empresário do ramo de transportes, Itamar Silva Pereira, acessava as contas das vítimas invadindo computadores com vírus e, depois, saqueava o dinheiro, de acordo com a polícia. Os agentes contaram que chegaram até ele monitorando endereços eletrônicos. A investigação começou há um ano, a partir do registro de boletim de ocorrência por cinco vítimas do DF e por um banco. Nos e-mails do suspeito foram encontrados dados de mais de 50 mil contas bancárias e senhas. A polícia diz que, em um mês, ele invadiu 33 mil contas de vítimas de todo o país. A polícia do DF não diz exatamente o valor do prejuízo causado, mas estima que é milionário. “Não temos ainda um valor fixo, porque é uma coisa [levantamento de dados] que você faz junto a várias empresas bancárias e, depois que é deflagrado, a gente faz o rastreio desse dinheiro”, afirmou o agente da Polícia Civil do DF Ulisses da Nóbrega Silva. Além da prisão preventiva do suspeito, que é por tempo indeterminado, foram sequestrados seis veículos, dois deles de luxo. A polícia também apreendeu dois notebooks e celulares. O empresário deve responder por furto mediante fraude e lavagem de dinheiro. A polícia também suspeita que ele seja o líder de uma organização criminosa e vai investigar a participação de outras pessoas a partir dos equipamentos eletrônicos apreendidos na casa do suspeito durante a operação. A Polícia Civil de Umuarama deu apoio aos policiais do DF na operação. O outro lado O advogado Danilo Barbosa, que defende Itamar Silva Pereira, informou em nota que, até o presente momento, não obteve acesso à íntegra dos autos do processo. "O investigado nega veemente os injustos fatos lhe atribuídos, sendo que permanecerá colaborando com a investigação e Justiça para esclarecimento da verdade", diz a nota. Seis veículos, incluindo dois carros de luxo foram apreendidos na casa do suspeito, em Umuarama Reprodução/RPC Polícia Civil do DF prendeu, em Umuarama, suspeito de desviar dinheiro de milhares de contas bancárias do país Reprodução/RPC Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.
    Erradicação de pólio e sarampo criou 'falsa sensação' de que vacinação não é mais necessária, diz Ministério da Saúde

    Erradicação de pólio e sarampo criou 'falsa sensação' de que vacinação não é mais necessária, diz Ministério da Saúde


    Campanha nacional começa em agosto; recomendação é de que estados reforcem importância da imunização. Agente de saúde vacina uma criança contra poliomielite K.M. Chaudary/AP A erradicação da poliomielite – que provoca a paralisia...


    Campanha nacional começa em agosto; recomendação é de que estados reforcem importância da imunização. Agente de saúde vacina uma criança contra poliomielite K.M. Chaudary/AP A erradicação da poliomielite – que provoca a paralisia infantil –, desde 1990, e do sarampo, desde 2016, é a principal hipótese do Ministério da Saúde para a recente baixa no número de vacinações contra as doenças. Em 312 municípios do Brasil, menos da metade das crianças com até 1 ano foram imunizadas contra a pólio e, segundo a pasta, o risco de contaminação também existe onde a cobertura está abaixo de 95%. Ao mesmo tempo, há um surto de sarampo em Roraima e no Amazonas. "A eliminação do sarampo, da poliomielite, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita em razão do sucesso dos programas de vacinação criou um ambiente de segurança, porque elas desapareceram", explicou a pasta, por meio de nota. "Isso tem causado a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar." Criança recebe vacina em posto de saúde Secom PMI/Divulgação A lógica adotada, porém, deve ser oposta. A erradicação não é uma barreira à disseminação das doenças, mas um estado de saúde de quem vive dentro das fronteiras brasileiras, alerta o ministério. Quem não for imunizado pode se contaminar em outro país ou ser contaminado por alguém que venha visitar o Brasil e reintroduzir o vírus. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a poliomielite é considerada endêmica no Paquistão, na Nigéria e no Afeganistão. Já os casos de sarampo são mais comuns, com registros na Europa e nas Américas. Bebê somaliano recebe gotinha da vacina contra pólio em centro de saúde de Mogadíscio Ben Curtis/AP No Brasil, o Ministério da Saúde tem registros de contaminação de pólio e sarampo em Roraima, Amazonas, Rio Grande do Sul e São Paulo. Desinformação Segundo o ministério, há "um desconhecimento individual" sobre a importância e os benefícios das vacinas e, por isso, é preciso desmistitificar a ideia de que ela traz malefícios. "Em alguns casos, as vacinas podem levar a eventos adversos, assim como ocorre com os medicamentos, mas são infinitamente menores que os malefícios trazidos pelas doenças. É principalmente no momento de calmaria (quando não há surtos das doenças) que a população deve se vacinar. Ou seja, enquanto a doença não está circulando", apontou a pasta. Reverter o quadro Para contornar o cenário, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a reforçar as campanhas de vacinação e fazer parcerias com entidades públicas que envolvem o núcleo familiar, como creches e escolas. O calendário nacional, porém, segue o mesmo – sem alterações. Enfermeira aplica vacina no braço de mulher Prefeitura de Curitiba/Divulgação A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, para imunizar crianças de até 5 anos, vai durar de 6 a 31 de agosto. Mesmo as crianças já vacinadas devem tomar o reforço. A ação é realizada a cada 5 anos, em média, para intesificar a imunização. Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, a recomendação foi de que os governadores "organizem suas redes", podendo, inclusive, alterar os horários de vacinação para que sejam "mais compatíveis com a rotina da população". Em setembro, começará a campanha anual para atualização das cadernetas de vacinação. A pasta recomenda que os pais e responsáveis fiquem atentos especialmente com as crianças de até 5 anos. O calendário nacional de vacinação contempla 19 vacinas. Como são as doenças? Poliomielite Também chamada de "paralisia infantil", a doença infecto-contagiosa é transmitida por um vírus e caracterizada por um quadro de paralisia flácida. O início é repentino e a evolução do déficit motor ocorre, em média, em até três dias. A doença acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular. Um médico administra uma vacina contra a poliomielite em uma criança em um centro de saúde de Sanaa, capital do Iémem. Mohammed Huwais/AFP Para evitar contaminação, a primeira dose da vacina deve ser aplicada na criança aos 2 meses de vida. A segunda, aos 4 meses; a terceira, aos 6 meses; e a quarta dose (chamada de reforço) com 1 ano e 3 meses. O ministério entende por "criança adequadamente vacinada" aquela que recebeu três ou mais doses da vacina oral contra a poliomielite, com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada uma. O Brasil está livre da poliomielite desde 1990, segundo o Ministério da Saúde. Em 1994, o país recebeu a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Sarampo Doença infecciosa aguda, transmitida por vírus, de caráter grave e "extremamente contagiosa", o sarampo é transmitido pelo ar e por contato físico. A presença do vírus no sangue provoca uma "vasculite generalizada" – inflamação dos vasos sanguíneos –, além de tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Criança recebe vacina contra sarampo, em Manaus Altemar Alcantara/Semcom A vacinação é a única maneira de prevenir a doença. A recomendação é que as crianças sejam imunizadas aos 12 meses e, depois, tomem uma segunda dose com 1 ano e 3 meses. O Brasil recebeu o certificado da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de eliminação da doença em setembro de 2016. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2013 e 2015, pessoas contaminadas vindas de outros países provocaram surtos da doença. Neste período, foram registrados 1.310 casos. Leia mais notícias sobre a região G1 DF.

    PF faz operação para desarticular organização especializada em fraudes de precatórios judiciais no RS e DF


    Dois advogados e uma empresária foram presos em Porto Alegre nesta quarta-feira (4). Um empresário com mandado de prisão não foi localizado. A Polícia Federal cumpriu 10 ordens judiciais no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal na manhã desta...

    Dois advogados e uma empresária foram presos em Porto Alegre nesta quarta-feira (4). Um empresário com mandado de prisão não foi localizado. A Polícia Federal cumpriu 10 ordens judiciais no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (4), que resultaram na prisão de dois advogados e uma empresária em Porto Alegre. A quadrilha é especializada em fraudes de precatórios judiciais. Além das prisões também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos dois estados. Conforme a PF, a investigação teve início em abril deste ano, depois da prisão em flagrante desta empresária, presa hoje novamente. Na ocasião, ela tentou sacar R$ 1,3 milhão em uma agência da Caixa Econômica Federal referente a precatório judicial, com a apresentação de documento de procuração falso. Ela havia sido solta e foi presa novamente, em virtude de mandado de prisão temporária. O grupo também usou documentação falsa para negociar precatórios a terceiros interessados. De acordo com a PF, uma análise preliminar da atuação da associação criminosa demonstrou que, no período de aproximadamente um mês, o prejuízo superou os R$ 3 milhões. A Operação Rotten Money investiga os crimes de fraude processual, associação criminosa e estelionato qualificado.
    PF e MPF prendem 20 no RJ e em SP por fraudes na Saúde envolvendo grandes empresas

    PF e MPF prendem 20 no RJ e em SP por fraudes na Saúde envolvendo grandes empresas


    Empresários do RJ soltos por Gilmar Mendes e executivos da multinacional Philips estão entre os alvos da Operação Ressonância. A Justiça mandou bloquear R$ 1,2 bilhão dos investigados. Empresa diz colaborar com as autoridades. PF cumpre...


    Empresários do RJ soltos por Gilmar Mendes e executivos da multinacional Philips estão entre os alvos da Operação Ressonância. A Justiça mandou bloquear R$ 1,2 bilhão dos investigados. Empresa diz colaborar com as autoridades. PF cumpre mandados em nova fase da Operação Lava Jato A força-tarefa da Lava Jato prendeu na manhã desta quarta-feira (4) 20 pessoas na Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, que mira esquemas de corrupção envolvendo gigantes multinacionais na Secretaria Estadual de Saúde do RJ. Delatores dão conta de que havia um "clube do pregão internacional" e que as fraudes prosperaram entre 1996 e 2007. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, expediu 22 mandados de prisão no Rio e emm SP, além em quatro estados e no Distrito Federal. De acordo com a PF, em São Paulo sete dos oito mandados de prisão foram cumpridos durante a manhã. Um procurado estaria em Miami. Resumo São 13 mandados de prisão preventiva e 9 de temporária expedidos pelo juiz Marcelo Bretas Há 43 mandados de busca e apreensão Cerca de 180 policiais federais estão nas ruas dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraíba, Minas Gerais e no Distrito Federal Soltos por Gilmar Mendes, os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita têm contra si novos mandados de prisão Sérgio Côrtes, secretário de Saúde de Sérgio Cabral preso com Iskin e Estellita, é intimado a depor Os conglomerados atraíram empresas fornecedoras e formaram cartel para direcionar as compras de equipamentos médicos. Para tal, agiam para manter a direção no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) O esquema duraria até hoje e não foi interrompido nem com a prisão do trio Philips, em Barueri, é alvo de operação da PF Reprodução/TV Globo Nessa nova fase da Operação Fatura Exposta, o Ministério Público Federal se debruça sobre grandes multinacionais fornecedoras de material hospitalar, envolvidas em fraudes em licitação e formação de cartel. Em São Paulo, a força-tarefa mira executivos da Philips, e há busca e apreensão na sede da empresa. A 7ª Vara Federal Criminal também decretou o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão. São investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, havia interesse de multinacionais em manter a direção do Into, em volta do qual criou-se o cartel para direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento do Instituto. Miguel Iskin, alvo da Operação Fatura Exposta Reprodução/TV Senado Equipes voltam à casa do ex-secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes. Há mandado de busca e apreensão, e ele será intimado a depor. Policiais também estão na residência de André Loyelo, atual diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), contra quem há mandado de prisão temporária. Sérgio Côrtes deixa presídio Reprodução TV Globo De acordo com o depoimento do delator Cesar Romero (ex-subsecretário de Saúde), Côrtes montou uma engrenagem dentro do órgão para beneficiar Iskin e Estellita, direcionando as licitações a fim de sagrar as suas empresas como vencedoras, valendo- se, inclusive de pregões internacionais. A delação afirma que participavam do esquema: Philips Medical Systems Ltda Dixtal Biomédica Indústria e Comércio Ltda Rizzi Comércio Importação, Exportação e Representação Ltda Epp Avalena Moses Trading Beckfel Life Cargo Life Group "Com efeito, o esquema criminoso, aparentemente, é comandado pela sociedade empresária Oscar Iskin e conta com a participação de dezenas de empresas que, por meio de cartel, e com o auxílio de funcionários públicos do Into e da Secretaria Estadual de Saúde, fraudaram/fraudam os procedimentos licitatórios, lesando a concorrência e superfaturando preços de insumos médicos, a fim de reverter parte do montante dos contratos em propina aos servidores públicos", escreveu Bretas na sentença. "Em suma, aparentemente, o esquema criminoso se iniciou no governo de Sérgio Cabral, com a figura de SERGIO CORTES e vem se mantendo com os novos dirigentes dos órgãos públicos", continuou o magistrado. A Operação Ressonância mobiliza o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, o Conselho de Defesa Administrativa, o Tribunal de Contas da União, a Controladoria-Geral da União, a Receita Federal e a Polícia Federal. Outro lado A defesa de Miguel Iskin considerou a ação "uma repetição da operação anterior, na qual a prisão preventiva do empresário foi afastada pelo Supremo Tribunal Federal". O Into disse que vai colaborar com as investigações e não comentou a prisão do atual diretor, André Loyelo. A Philips informou que ainda não teve acesso ao processo, mas que coopera com as autoridades, para prestar esclarecimentos referentes a fatos antigos, já que os atuais executivos da empresa não fazem parte da ação da Polícia Federal e que qualquer possível violação das leis é tratada seriamente pela empresa. A GE confirmou a prisão temporária de Daurio Speranzini Jr., como parte de uma investigação em curso pela Polícia Federal. "As alegações referem-se a um período em que o executivo trabalhou para uma companhia sem relação com a GE. A empresa reforça que está profundamente comprometida com integridade, conformidade e o estado de direito em todos os países em que opera, assim acredita que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação", disse a nota. Para a defesa de Sérgio Cabral, a operação não tem relação com o ex-governador já que os fatos seriam anteriores a gestão dele e em órgãos federais. A defesa dos demais envolvidos também está sendo procurada para esclarecimentos. Lista de presos Prisões temporárias: Luiz Sérgio Braga Rodrigues, Grupo Iskin Márcia de Andrade Oliveira Cunha Travassos, Grupo Iskin Albert Holzhacker, Dixtal Frederik Knudsen, Philips Daurio Speranzini Júnior, Philips Julio Cezar Alvarez, Stryker Daniele Cristine Fazza da Veiga André Luiz Loyelo Barcellos, Into Prisões preventivas: Miguel Iskin, empresário Gustavo Estellita, empresário e sócio de Iskin Marco Antônio Guimarães Duarte de Almeida, do Grupo Iskin Marcos Vinicius Guimarães Duarte de Almeida, do Grupo Iskin Wlademir Rizzi, fornecedor, Grupo Rizzi Adalberto Rizzi, fornecedor, Grupo Rizzi Antônio Aparecido Georgete, Dixtal Ivan Console Ireno, Dixtal Jair Vinnicius Ramos da Veiga, o Coronel Veiga, Into Luis Carlos Moreno de Andrade, Into João Batista da Luz Júnior, Into Rafael dos Santos Magalhães, Into Não foram encontrados Ermano Marchetti Moraes Gaetano Signorini Fraudes no Into Na primeira etapa da Fatura Exposta, em abril de 2017, foram presos, além de Iskin e Estellita, o ex-secretário Sérgio Côrtes. A operação investigava fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o Into. Os desvios chegaram a R$ 300 milhões entre 2016 e 2017. A suspeita é que Côrtes favoreceu a empresa Oscar Iskin, da qual Miguel é sócio, em licitações. Estellita é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercial da Oscar Iskin. A empresa é uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio. Em dezembro de 2017, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Iskin e Estellita. Mendes substituiu a prisão preventiva por medidas alternativas - não falar com outros investigados, ficar em casa à noite e nos fins de semana e entregar o passaporte. Em fevereiro de 2018, foi a vez de Côrtes deixar a prisão, também por determinação de Gilmar Mendes.
    Jogador, torcedor e até árbitro de vídeo: bebê faz sucesso na web com fotos temáticas da Copa

    Jogador, torcedor e até árbitro de vídeo: bebê faz sucesso na web com fotos temáticas da Copa


    Théo, brasiliense de apenas seis meses, já homenageou vários times da Copa do Mundo. Théo vestido com roupa do Brasil para torcer pela seleção Arquivo pessoal Um bebê de seis meses está arrancando suspiros com as fotos postadas na internet...


    Théo, brasiliense de apenas seis meses, já homenageou vários times da Copa do Mundo. Théo vestido com roupa do Brasil para torcer pela seleção Arquivo pessoal Um bebê de seis meses está arrancando suspiros com as fotos postadas na internet onde aparece com roupas que fazem referência à Copa do Mundo. Théo Sicsú é um brasiliense, morador da Asa Sul, que desde os dois meses de idade esbanja fofura vestindo fantasias nas quais o tema é o esporte. A brincadeira, contam os pais, começou nas Olimpíadas de Inverno, na Coreia do Sul, em fevereiro. Bernardo, pai de Théo, postou em uma rede social uma espécie de homenagem aos jogos com o menino usando um uniforme. Com a Copa do Mundo da Rússia, a família decidiu intensificar os posts. Théo homenageando o time da Arábia Saudita na Copa do Mundo Arquivo pessoal Desde o começo do Mundial, a cada dia de jogo, o bebê aparece com uma roupa diferente. Na primeira postagem, com Théo em versão saudita, Débora e Bernardo começaram a receber mensagens elogiando e sugerindo mais fotos do filho. Como gostam de esportes, aceitaram o desafio. Já teve foto para homenagear o Marrocos, a Suíça, México, Portugal e, claro, o Brasil. "Nós achamos engraçada a repercussão e nos divertimos criando esses personagens." Théo vestido de japonês para torcer no jogo da Copa Arquivo Pessoal As fotos são tiradas em casa com o telefone celular. Débora conta que Théo adora e leva tudo na brincadeira, com muito bom humor. “Para a família, é um momento de diversão e percebemos que ele brinca pra foto." Bebê de seis meses vestido com roupa representando o Senegal na Copa Arquivo Pessoal Os seguidores do pequeno brasiliense elegeram como preferidas as fotos em que o bebê homenageia duas seleções que já voltaram para casa: Japão e Senegal. Para a família, a mais importante é a homenagem para a seleção do Marrocos. Sicsú é o sobrenome do avô paterno de Théo, que é marroquino e faz questão de apresentar a cultura do país ao neto. Théo fantasiado de marroquino para homenagear o avô paterno que nasceu no Marrocos Arquivo Pessoal Quartas de final Na reta final do campeonato, a família prepara novas imagens para divertir a torcida. A Croácia, que enfrenta a Rússia no sábado (7), já está no álbum representada pelo camisa 10, Luka Modric. Caracterizado como jogador Modric, da Croácia, Théo faz sucesso na internet Arquivo Pessoal A Bélgica, próxima adversária do Brasil, na sexta-feira (6), também já foi homenageada. Théo usou uma peruca cacheada para representar o camisa 8, Marouane Fellaini. Débora avisa que a próxima homenagem será para Marcelo, camisa 12 da seleção brasileira. A família acredita na vitória contra os belgas e aposta que essa Copa será do Brasil. “Eu gostaria que a final fosse entre Brasil e Rússia para mostrar aos donos da casa o poder dos brasileiros." Bebê brasiliense fantasiado de jogador da Bélgica, Fellaini. Arquivo pessoal VAR e Chapolin Além das seleções, o bebê já representou personagens e novidades do Mundial de 2018. De fone verde e amarelo, Théo é o árbitro de vídeo (VAR), que revê cenas, analisa imagens e estabelece faltas, pênaltis e até expulsões. "Théo curtiu esse lance de árbitro de video", disse o pai do bebê. Théo analisando imagens do jogo através do árbitro de vídeo como se fosse o juiz Arquivo pessoal Já o México apareceu bem antes da partida em que o Brasil levou a vaga para as quartas de final com os 2 x 0. Théo já tinha sido clicado como Chapolin. O programa do Chaves representado na camisa da fantasia do Théo Arquivo Pessoal Futebol na família e outros talentos Débora Penteado, trabalha com Recursos Humanos e no tempo livre diz que gosta de cozinhar. Com a Copa do Mundo descobriu um novo talento, é ela quem faz as fantasias usadas pelo filho. “Usamos as roupas que ele já tinha e a criatividade para incluir materiais que a gente tinha em casa como cartolina, tnt, cola quente." Débora começou a jogar futebol na escola e durante um intercâmbio nos Estados Unidos entrou para um time. Já Bernardo é economista e jogador amador. O casal se conheceu na escola e ela brinca que ensinou o futuro marido a jogar. Pai com bebê no colo vestidos de verde e amarelo torcendo para o Brasil Arquivo Pessoal Juntos há 10 anos, eles dizem que passam a paixão pelo futebol para o filho. "O Théo já está reconhecendo o hino nacional antes do jogo." *Sob supervisão de Maria Helena Martinho Initial plugin text
    Brasiliense cria projeto para incentivar mulheres a viajar e fazer trekking sozinhas

    Brasiliense cria projeto para incentivar mulheres a viajar e fazer trekking sozinhas


    Em dois anos, Ju Trekker completou 10 percursos. Para ela, o trekking 'é uma metáfora da vida'. 'Hoje sou uma mulher muito mais forte, dona de mim', conta. Ju Trekker durante a travessia 'Mont Blanc', 180 km que atravessa três países Jussiara...


    Em dois anos, Ju Trekker completou 10 percursos. Para ela, o trekking 'é uma metáfora da vida'. 'Hoje sou uma mulher muito mais forte, dona de mim', conta. Ju Trekker durante a travessia 'Mont Blanc', 180 km que atravessa três países Jussiara Ferreira/Arquivo Pessoal A servidora pública Jussiara Ferreira, de 27 anos, fez do "trekking" um hobby, uma segunda profissão e até parte do próprio nome. Desde 2015 ela adotou o codinome "Ju Trekker", como já ficou conhecido entre amigos e praticantes do esporte de caminhadas no Distrito Federal. "Sistemática", como gosta de se definir, a brasiliense não se contentou em completar os desafios sozinha, e decidiu criar um projeto para motivar outras mulheres a viajar por conta própria pelas principais trilhas naturais do mundo. Há três anos ela criou um blog e passou a compartilhar dicas, fotos e experiências sobre viagens que têm como foco o trekking - caminhadas, curtas ou longas, por trilhas naturais, com muito contato com a natureza. A iniciativa ganhou força e foi transformada no projeto "Trilhas pelo Mundo". Na internet, ela compartilha informações sobre equipamentos, geolocalização, itens de sobrevivência e também de segurança. Apesar das dicas divulgadas poderem ser seguidas por qualquer pessoa, ela diz que o objetivo é servir de incentivo para o público feminino. "Existe o estigma de que a mulher é frágil e não consegue fazer o que se propõe. Por isso sempre ajudo, estimulo." Lista de trilhas pelo mundo Ju Trekker/Reprodução Na internet, Jussiara criou uma lista com caminhos naturais marcados em mais de 30 países, como o Tour du Mont Blanc – caminho de 172 km entre a França, Itália e Suíça – e o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia. No Brasil, ela reservou 50 lugares para conhecer em até cinco anos. Os queridinhos da lista vão desde a travessia pelo Parque Nacional da Serra da Canastra (MG) – feita em 2015 – aos Lençóis Maranhenses (MA) visitados neste ano. Os próximos planos são para percorrer a pé – sozinha ou em um grupo de mulheres – os 31 km dentro da Floresta Nacional de Brasília e os mais de 200 km de estrada que ligam a capital do país à Cidade de Goiás, pelo caminho de Cora Coralina. "Nunca tive um hobby tão forte como o trekking. Depois que comecei a fazer trilhas, vi o tanto de coisa bonita que tem no Brasil." Jussiara Ferreira no cume do Monte Roraima, fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana Ju Trekker/Arquivo Pessoal Trilha sozinha Com a experiência adquirida, em agosto do ano passado Jussiara decidiu que era o momento de fazer a primeira trilha sozinha. Foram 11 dias percorrendo o Mont Blanc, por três países europeus, em pouco mais de 170 quilômetros. "Foram dias muito desafiadores. Eu estava pela primeira vez na Europa e queria ver como eu me saía sozinha", lembra. Antes de ir, ela conta que pesquisou o roteiro em livros, fez o caminho com a ajuda de um GPS, usou mapas online e recorreu a pessoas locais para se certificar das condições das trilhas. A experiência ela contou, à época, nas redes sociais. "No primeiro dia do Trekking do Mont Blanc eu estava super ansiosa, afinal, encarar essa jornada sozinha seria uma aventura e tanto", diz a publicação. "Demorei para achar a entrada principal da trilha, mas quando encontrei, foi uma alegria só. Me senti dona do meu destino. [...] Não me senti nem um pouco só, e logo fiz amizade com um grupo de meninas de vários lugares do mundo", escreveu. Publicação de Ju Trekker nas redes sociais Facebook/Reprodução Para Jussiara, o trekking "é uma metáfora da vida". Para outras mulheres, ela escreve que são poucos os esportes que "envolvem por inteiro e mudam a vida", diz. "Hoje sou uma mulher muito mais forte, dona de mim e sabendo exatamente onde quero estar nos próximos anos". Equipamentos que Jussiara levou para trilha do Tour du Mont Blanc, em 2017 Ju Trekker/Arquivo Pessoal Dicas No blog, para as mulheres que querem fazer as trilhas, Jussiara escreve que "é possível, sim, uma mulher fazer um esporte outdoor como o trekking", que demanda uma boa logística e esforço físico. No geral, a sugestão é criar o que a servidora pública chama de "área de segurança" em torno de si. "O importante é se planejar, não é só ir com a cara e a coragem. Não dá pra ser inocente", recomenda. "O importante é isso, não romantizar a vida real". Entre as sugestões, no caso do Monte Roraima, por exemplo, a servidora pública recomenda fazer a trilha com roupas adequadas para o local. "A dica destaque é usar uma bota de neoprene por dentro da bota de caminhada [...] Acostume-se em ficar sempre molhada". Como incentivo, ela conta a própria experiência ao passar vários dias sozinhas em meio à natureza. "É muito bom o sentimento de planejar algo e conseguir. Hoje sou uma mulher muito mais forte, me sinto bonita e capaz". "Quando completo a trilha, digo para mim mesma: olha o que fiz, e fui sozinha", comemora. Jussiara Ferreira, em Chamonix-Mont-Blanc, na França Ju Trekker/Arquivo Pessoal Check list A primeira trilha que recebeu um "ok" na lista organizada por Jussiara foi em Brazlândia, em 2015. O local tem mais de 30 cachoeiras, em um santuário ecológico a 50km do Plano Piloto. Depois da experiência, a trilheira decidiu buscar parcerias e encontrou outros adeptos do esporte nas redes sociais. Apesar de ainda não existir um levantamento oficial sobre o número de praticantes de trekking em Brasília, membros de um dos maiores grupos de caminhada da região estimam que cerca de dois mil moradores do DF pratiquem o esporte pelo menos uma vez ao mês. Vista do 'Mer de Glace', montanha de gelo na França Ju Trekker/Arquivo Pessoal Ao lado de outros entusiastas, Jussiara começou a treinar e, no ano seguinte, fez a primeira travessia, na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Ao todo, de uma ponta a outra – a pé – ela percorreu 30 km acompanhada de um grupo de seis pessoas. Depois não parou mais. Na semana seguinte a atleta caminhou outros 30 km desde Parati até Laranjeira, ambas no Rio de Janeiro. Tempos depois, seguiu para completar os – no Monte Roraima, na Venezuela. "Coincidentemente é uma das trilhas que serve hoje de base ao projeto", explica. "No Monte [Roraima] fiquei extasiada com a paisagem e vi que o trekking não é um esporte competitivo com o outro, mas com si mesmo", diz. Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Temer aposta em vitória de 2 a 0 do Brasil sobre o México

    Temer aposta em vitória de 2 a 0 do Brasil sobre o México


    Em caminhada no Jaburu, presidente palpitou mesmo resultado obtido pela Seleção contra Sérvia e Costa Rica; Brasil enfrenta México nesta segunda pelas oitavas de final na Copa. Michel Temer palpita sobre jogo do Brasil contra o México na Copa do...


    Em caminhada no Jaburu, presidente palpitou mesmo resultado obtido pela Seleção contra Sérvia e Costa Rica; Brasil enfrenta México nesta segunda pelas oitavas de final na Copa. Michel Temer palpita sobre jogo do Brasil contra o México na Copa do Mundo Durante caminhada neste domingo (1º) no Palácio do Jaburu, o presidente Michel Temer apostou na vitória do Brasil por 2 a 0 sobre o México. A seleção brasileira enfrenta os mexicanos nesta segunda-feira (2), pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Temer fez uma caminhada pela manhã na pista da residência oficial da vice-presidência. Ao longo do exercício, o repórter cinematográfico da TV Globo Lúcio Alves perguntou ao presidente se ele tinha algum “palpite” para o jogo de segunda. Temer respondeu: "Se Deus quiser, um 2 a 0 novamente". Na primeira fase da Copa, a seleção brasileira venceu dois jogos por 2 a 0, contra Costa Rica e Sérvia. Na estreia, a equipe do técnico Tite empatou com a Suíça em 1 a 1. Nesta segunda, a partida diante do México é eliminatória. O derrotado dará adeus ao Mundial e o vencedor avançará para a fase de quartas de final. Na última quarta-feira (27), após a vitória sobre a Sérvia, Temer já havia demonstrado confiança na seleção brasileira. "Valeu seleção! Que venha o México!", postou o presidente em sua conta no Twitter. A mensagem de Temer teve resposta na rede social. Alguns usuários do Twitter criticaram o presidente, uns o mandaram "trabalhar"; outros, pediram que deixasse o cargo. Temer assistiu à vitória sobre a Sérvia no gabinete presidencial no Palácio do Planalto, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Gustavo Rocha (Direitos Humanos). Temer assiste no gabinete do Palácio do Planalto ao jogo entre Brasil e Sérvia, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Gustavo Rocha (Direitos Humanos) Alan Santos / PR O presidente tem abordado a Copa do Mundo nas redes sociais e em compromissos de trabalho. Na semana passada, ele recebeu o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e pediu a torcida dos EUA – que não estão na Copa – pelo Brasil. No dia da abertura da Copa do Mundo, Temer publicou um vídeo no Twitter no qual afirmou que, com a competição, desaparecem as diferenças entre os brasileiros.

    STF envia ao TRE-PA inquérito que investiga doações ilegais para as campanhas de Helder Barbalho e Paulo Rocha em 2014


    Políticos são investigados por suposta solicitação de contribuições irregulares oriundas da Odebrecht. Dupla nega as acusações. Inquérito apura doações ilegais de campanha ao ex-ministro Helder Barbalho O ministro Alexandre de Moraes, do...

    Políticos são investigados por suposta solicitação de contribuições irregulares oriundas da Odebrecht. Dupla nega as acusações. Inquérito apura doações ilegais de campanha ao ex-ministro Helder Barbalho O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou para o Tribunal Regional Eleitoral do Pará um inquérito que apura supostas doações ilegais de campanha ao ex-ministro da integração nacional Helder Barbalho (MDB) e ao senador Paulo Rocha (PT). Eles negam as acusações. De acordo com a denúncia, os dois políticos investigados teriam solicitado contribuições irregulares à empresa Odebrecht durante a campanha eleitoral de 2014. A medida foi baseada na decisão do STF que restringiu o foro privilegiado apenas aos casos que tenham relação com a atividade parlamentar. Em nota, o senador Paulo Rocha informou que a prestação de contas da candidatura dele ao senado em 2014 foi aprovada pela Justiça Eleitoral e que todas as contribuições foram feitas de acordo com a legislação. Já a defesa de Helder Barbalho disse estar tranquila em relação ao julgamento do Tribunal Eleitoral do Pará porque todas as doações da campanha de 2014 foram legais e declaradas, não havendo qualquer tipo de irregularidade. Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326.

    Distrito Federal: veja a evolução do orçamento repassado pelo MEC à UnB


    Levantamento do MEC obtido pelo G1 compara o valor de repasses do governo federal às 63 universidades federais na última década; dados já consideram a correção pela inflação. Dados do Ministério da Educação obtidos com exclusividade pelo G1...

    Levantamento do MEC obtido pelo G1 compara o valor de repasses do governo federal às 63 universidades federais na última década; dados já consideram a correção pela inflação. Dados do Ministério da Educação obtidos com exclusividade pelo G1 mostram o histórico de repasses do governo federal a cada uma das 63 universidades federais do país na última década. Especial G1: raio-x das federais O levantamento leva em conta majoritariamente as despesas não obrigatórias, ou seja, que podem ou não sofrer cortes, já que o governo não é obrigado por lei a efetuar os repasses. Os valores já foram corrigidos pela inflação, usando como base de cálculo o IPCA médio. Veja a situação da Universidade de Brasília (UnB), a única federal do Distrito Federal, que foi fundada em 1962 e, segundo dados mais recentes do Censo da Educação Superior, tinha 35.028 matrículas de graduação em 2016: Nos últimos dez anos, a UnB construiu dois novos campi e abriu mais de 20 novos cursos nos seus quatro endereços atuais. Ela ainda prevê arrecadar cerca de R$ 168 milhões em 2018 em receitas próprias, mas apenas um terço pode ser aplicado em educação, segundo o novo teto de gastos. Por isso, a UnB desenhou um “plano de austeridade” que inclui: dispensa de mais de mil estagiários aumento do preço do restaurante universitário reajuste no aluguel de imóveis próprios redução no número de funcionários terceirizados – segundo o sindicato de trabalhadores da universidade, o corte pode chegar a 55% dos funcionários, mas a Reitoria não confirmou os números *Com informações do G1 DF Initial plugin text
    'Todo mundo resolveu sair no mesmo horário', justifica DER sobre nó no trânsito pré-jogo

    'Todo mundo resolveu sair no mesmo horário', justifica DER sobre nó no trânsito pré-jogo


    Ao prometer mudanças, superintendente de Trânsito, Carlos Alberto Spies, avalia que quarta-feira foi 'atípica'. DF tem caos no trânsito antes do jogo do Brasil O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) atribuiu o nó causado no trânsito em...


    Ao prometer mudanças, superintendente de Trânsito, Carlos Alberto Spies, avalia que quarta-feira foi 'atípica'. DF tem caos no trânsito antes do jogo do Brasil O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) atribuiu o nó causado no trânsito em Brasília antes do jogo entre Brasil e Sérvia ao fato de esta quarta-feira (27) ter sido um “dia atípico”. Como os servidores foram liberados à tarde por causa do jogo às 15h, sair do Plano Piloto em direção a qualquer região do Distrito Federal levou mais do que o dobro do tempo. Segundo o superintendente de Trânsito, Carlos Alberto Spies, “não havia como [o trânsito] ser previsto”. Em entrevista ao Bom Dia DF nesta quinta (28), ele também citou dois acidentes, na EPNB e na Epia, que acabaram complicando ainda mais a situação. "Nos dias normais, as pessoas se deslocam para suas casas entre 17h e 19h30." "E ontem todo mundo resolveu sair no mesmo horário: meio-dia. Então houve um congestionamento na cidade.” Spies reconheceu que as inversões nas pistas (como a na Estrutural, que normalmente é feita de manhã) não deram conta do fluxo de veículos. Com o resultado negativo, a Secretaria de Segurança e os órgãos de trânsito vão voltar a se reunir para tomar outras medidas. “A gente vai se reunir de novo, amanhã [sexta] ou no início da tarde de hoje para fazer uma nova avaliação e refazer essa fluidez. A gente deve mudar algumas inversões e colocar mais agentes para orientar o trânsito.” Trânsito em Brasília ficou congestionado antes do jogo entre Brasil e Sérvia Relembre O Eixo Monumental ficou congestionado, assim como a L4, sentido aeroporto e várias outras vias como EPTG, EPIA, Eixão, Balão do Colorado. Na via Estrutural, sentido Taguatinga e Ceilândia, motoristas fizeram manobras arriscadas para tentar mudar o trajeto. Alguns chegaram a parar no acostamento até o fluxo de carros diminuir e outros seguiram a pé (vídeo abaixo). Na Estação Central no Metrô, na rodoviária do Plano Piloto, passageiros esperavam pelos trens. As faixas exclusivas para ônibus não foram liberadas para carros de passeio. Congestionamento no Eixo Monumental antes do jogo Brasil x Sérvia pela Copa do Mundo da Rússia Marília Marques/G1 Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
    DER estima ter que devolver R$ 1 milhão após cancelamento de multas por farol desligado no DF

    DER estima ter que devolver R$ 1 milhão após cancelamento de multas por farol desligado no DF


    Montante foi o que o órgão arrecadou com 13.774 autuações. Entenda toda a trama jurídica que envolve a regra de trânsito. Veículos trafegam com farol baixo desligado e outros com farol ligado durante o dia em via do Distrito Federal Gabriel...


    Montante foi o que o órgão arrecadou com 13.774 autuações. Entenda toda a trama jurídica que envolve a regra de trânsito. Veículos trafegam com farol baixo desligado e outros com farol ligado durante o dia em via do Distrito Federal Gabriel Jabur/Agência Brasília O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Distrito Federal estima que terá de devolver R$ 1.014.757,31 com a decisão judicial que manda cancelar as multas por dirigir de dia sem o farol baixo ligado. O valor foi informado nesta segunda-feira (25), a pedido do G1. Esse montante foi o que o DER arrecadou com 13.774 autuações. Mas o número total de multas aplicadas é ainda maior. Desde que a regra de trânsito passou a valer, foram registradas 39.772 multas do tipo em rodovias do DF. Isso quer dizer que só 34% do total de multas foram pagas. Parte foi cancelada por determinação do governador no primeiro mês de fiscalização, por considerar que nem todos tinham conhecimento da mudança. Outra parte representa o grupo de motoristas que ainda não pagou porque apresentou recurso contra a cobrança. Imbróglio judicial A decisão que mandou o DER devolver o dinheiro se baseia no conceito de rodovia. Segundo o juiz Thiago de Moraes Silva, da 7ª Vara da Fazenda Pública, a regra só cabe nas BRs de áreas rurais do DF. Como a decisão não deixa claro quais são as rodovias onde pode ou não pode haver multa, o governo entrou com recurso para o juiz explicar melhor. Esse tipo de recurso que cobra um esclarecimento da Justiça é chamado de “embargos de declaração”. Placa de sinalização sobre necessidade de farol em rodovia do Distrito Federal TV Globo/Reprodução Nesse mesmo processo, o Ministério Público também entrou com embargos do tipo. Como a decisão diz que as multas devem ser canceladas aos “cidadãos do DF”, o MP pediu para o magistrado rever a sentença e estendê-la para “qualquer motorista multado no DF”. Ainda não há prazo para esses recursos serem julgados. Enquanto o processo está andando, o DF não tem a obrigação de devolver o dinheiro das multas. Outra decisão Mesmo com a regra de trânsito valendo em todo o país, o DER deixou de multar por farol baixo desligado desde novembro de 2016. Isso porque outro juiz – José Eustáquio de Castro Teixeira, da 7ª Vara de Fazenda Pública – já tinha suspendido as multas nas DFs. No entanto, a ordem dele não falava em devolução de dinheiro por se tratar de uma "liminar", ou seja, uma determinação provisória até ele tomar uma decisão final. No processo, aceitou os argumentos da Defensoria Pública do DF, que pediu para barrar a regra por entender que as multas estavam sendo aplicadas em trechos que, por lei, deveriam ser considerados "vias urbanas", e não "rodovias". Placa alerta sobre multas para quem andar com farol baixo desligado Ascom/DER Por isso, o DER fica impedido de multar qualquer pessoa circulando com as lanternas desligadas no período diurno em rodovias. No entanto, ela continua valendo nas BRs, sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). A norma tem como objetivo evitar acidentes em rodovias porque aumenta a visibilidade. Pelo mesmo motivo, motociclistas já eram obrigados a trafegar com farol baixo ligado durante todo o dia. A regra existe desde julho de 2016 e estipula ao motorista uma punição com quatro pontos na carteira e multa de R$ 130,16. Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.
    Detran multa 99 motoristas no DF por embriaguez neste fim de semana de Copa

    Detran multa 99 motoristas no DF por embriaguez neste fim de semana de Copa


    Dois deles apresentaram nível de álcool suficiente para prisão. Um dos autuados foi flagrado duas vezes em menos de 4 horas. Agente do Detran faz teste do bafômetro em motorista TV Globo/Reprodução O Detran multou 99 motoristas que dirigiam...


    Dois deles apresentaram nível de álcool suficiente para prisão. Um dos autuados foi flagrado duas vezes em menos de 4 horas. Agente do Detran faz teste do bafômetro em motorista TV Globo/Reprodução O Detran multou 99 motoristas que dirigiam embriagados no Distrito Federal entre sexta-feira (22) e a madrugada desta segunda-feira (25). Dois deles foram presos porque o teste do bafômetro apontou um índice considerado crime – mais de 0,34 mg de álcool por litro de ar expelido. Um dos autuados foi Wenderson Rodrigues, de 34 anos. Em menos de quatro horas, foi autuado duas vezes por embriaguez. Segundo a Polícia Militar, o homem se recusou a soprar o bafômetro nas duas ocasiões. Na primeira, foi notificado pela recusa, e obrigado a entregar a CNH. O carro foi liberado para um condutor habilitado. Este flagrante foi na DF-001. Horas depois, na mesma rodovia, ele foi pego novamente dirigindo. Autuado pela segunda vez por direção alcoolizada, ele também acabou levando uma multa por não estar com a habilitação – que havia sido recolhida na primeira abordagem. O carro foi liberado, de novo, para um condutor que assumiu a direção. A PM explicou ao G1 que, nestes casos, o "condutor habilitado" pode ser alguém que esteja acompanhando o motorista ou algum conhecido que seja chamado para ir até o local resgatar o veículo. Lei Seca Dirigir embriagado prevê multa de R$ 2.934,70. O condutor também deixa de poder dirigir por um ano, mas a proibição só passa a valer quando não couber mais recurso. Para deixar a prisão, só pagando fiança. O montante é fixado pelo delegado com base no código penal e o entendimento da gravidade do fato – são levados em conta os antecedentes do envolvido, as condições financeiras dele e a natureza da infração. Com isso, o valor da fiança pode ir de um a cem salários mínimos (até R$ 95,4 mil). DF tem maior índice de autuações pela Lei Seca no país Em caso de acidente causado pelo motorista alcoolizado, o crime passou a ser considerado inafiançável a partir de abril, com o endurecimento da legislação. Código de Trânsito endurece pena de motorista embriagado que causar acidente Karina Almeida/G1 Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

    Ministério Público investigará brasileiros que desrespeitaram mulher na Rússia e divulgaram vídeo


    Na gravação, homens fazem mulher de outro país repetir palavra que, em português, remete ao órgão genital feminino. Vídeo causou revolta na web; OAB investigará advogado envolvido no caso. Atitude desrespeitosa de torcedores brasileiros na...

    Na gravação, homens fazem mulher de outro país repetir palavra que, em português, remete ao órgão genital feminino. Vídeo causou revolta na web; OAB investigará advogado envolvido no caso. Atitude desrespeitosa de torcedores brasileiros na Rússia causa indignação e protestos O Ministério Público Federal no Distrito Federal decidiu abrir um procedimento investigatório criminal para identificar os brasileiros que desrespeitaram uma mulher na Rússia e divulgaram o vídeo na internet. Conforme a decisão, o Ministério Público investigará o crime de injúria. Isso porque, na gravação, os homens fazem a mulher, de um outro país, repetir palavras que, em português, remetem ao órgão genital feminino sem que ela saiba. OAB-PE investigará advogado que aparece em vídeo Latam demite funcionário que constrangeu russa Vídeos machistas de torcedores causam revolta na web O MPF destaca que os brasileiros "cometeram crime de injúria contra mulher estrangeira" ao gravar o vídeo. Na gravação, destaca o Ministério Público, os brasileiros fizeram a mulher "repetir em coro e em estribilho palavras de baixo calão referente ao órgão genital feminino, sem que essa tivesse o conhecimento do idioma e do conteúdo da palavra repetida, fazendo com isso com que a humilhasse publicamente a honra e denegrisse sua dignidade, diante de seu cunho nítido machista e discriminatório". Decisão do MPF A decisão do Ministério Público Federal de investigar os brasileiros é tomada com base nos artigos 1 e 3 da Convenção Internacional sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. O Artigo 1 estabelece: "Discriminação contra a mulher significará toda a distinção, exclusão ou restrição baseada no sexo e que tenha por objeto ou resultado prejudicar ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher, independentemente de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, dos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural e civil ou em qualquer outro campo. O Artigo 3, na sequência, define: "Os Estados Partes [da convenção] tomarão, em todas as esferas e, em particular, nas esferas política, social, econômica e cultural, todas as medidas apropriadas, inclusive de caráter legislativo, para assegurar o pleno desenvolvimento e progresso da mulher, com o objetivo de garantir-lhe o exercício e gozo dos direitos humanos e liberdades fundamentais em igualdade de condições com o homem." Crime no exterior De acordo com o Ministério Público, como o caso aconteceu na Rússia, a investigação pode ser aberta com base no Artigo 7º do Código Penal, que estabelece que ficam sujeitos à lei brasileira os crimes cometidos no exterior: que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir; praticados por brasileiro. Repercussão A divulgação do vídeo pelos brasileiros nas redes sociais gerou intensa reação, principalmente nas redes sociais. As cantoras Ivete Sangalo e Daniela Mercury, por exemplo, lamentaram o que chamaram de "papelão machista" e "abuso moral" por parte dos homens. As críticas foram apoiadas por Fafá de Belém, Alok, Mariana Rios e Zezé di Camargo, entre outros. A atriz Monica Iozzi se disse "constrangida" por o Brasil ser "representado mundo afora por este tipo de gente". Comentários parecidos foram feitos por Fernanda Lima, Sophia Abrahão e Bruna Marquezine. A jurista e ativista russa Alena Popova fez um abaixo-assinado online para denunciar a atitude dos torcedores brasileiros. Segundo ela, a petição pode ser usada pelo governo russo para uma possível punição. Um dos homens que aparecem no vídeo já foi identificado. Engenheiro civil, Luciano Gil Mendes Coelho afirmou: "Todos nós somos seres humanos e erramos". Um segundo homem também já foi identificado: o policial Eduardo Nunes. Outro homem que aparece no vídeo também foi reconhecido. O advogado e ex-secretário de Turismo de Ipojuca (PE) Diego Jatobá está entre os brasileiros responsáveis pela ofensa. A assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez um ato de repúdio.
    Passageiros passam 5h dentro de avião em Manaus após mau tempo desviar voo que seguia para RR

    Passageiros passam 5h dentro de avião em Manaus após mau tempo desviar voo que seguia para RR


    Com mais de sete horas de atraso, voo deveria pousar em Boa Vista as 1h40, mas só chegou as 9h47 ao Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede. Avião da Latam que deveria pousar nesta madrugada em Boa Vista chegou as 9h47 na capital Alan...


    Com mais de sete horas de atraso, voo deveria pousar em Boa Vista as 1h40, mas só chegou as 9h47 ao Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede. Avião da Latam que deveria pousar nesta madrugada em Boa Vista chegou as 9h47 na capital Alan Chaves/G1 RR O mau tempo na madrugada desta terça-feira (19) afetou o funcionamento do Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede e o voo 4674 da companhia Latam teve de ser desviado para a base militar de Manaus. Na capital amazonense, os passageiros relataram terem aguardado mais de 5 horas dentro da aeronave em solo. Segundo a Infraero, somente pousos e decolagens por instrumentos foram autorizados entre 1h a 2h33 (horário local), período em que o Aeroporto de Boa Vista ficou afetado. Ainda de acordo com a Infraero, o aeroporto não estava totalmente fechado. Um dos recursos disponíveis era o pouso por instrumentos, que se dá quando há baixa visibilidade ou outras condições que impeçam o pouso visual. Dessa forma, um sistema passa a fornecer as informações do percurso do avião e localização da pista de pouso. Nesse caso, a decisão de pousar ou não é do piloto da companhia aérea. Forte chuva em Boa Vista provocou atraso no voo 4674 da Latam; aeronave saiu de Brasília e precisou ser desviada para o Amazonas Arte/G1 Segundo a Latam, a aeronave teve de pousar na base área Ponta Pelada, no Amazonas, porque arremeteu ao tentar aterrissar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do estado. O pouso na base aérea ocorreu as 3h10 (horário local). "A arremetida é um procedimento padrão de segurança na aviação e a companhia segue as mais rigorosas normas, atendendo a regulamentação das autoridades brasileiras nacionais e internacionais com o objetivo de priorizar a segurança dos voos", informou a Latam em nota. De acordo com a Latam, o novo desvio foi necessário devido as condições climáticas adversas que também afetaram o aeroporto da capital manauara. (Confira a nota abaixo) Na base militar, a aeronave permaneceu até esta manhã. O voo só saiu do Amazonas às 8h42 e pousou em Boa Vista as 9h47, acumulando sete horas de atraso, uma vez que o voo 4674 estava previsto para chegar as 1h40. Passageiros do voo Latam 4674 desembarcando nesta manhã em Boa Vista Alan Chaves/G1 RR Após desembarcarem, alguns passageiros reclamaram da demora para chegar a Roraima após o pouso na base militar e disseram que a companhia não forneceu alimentação durante as 5 horas em solo. Tito Aurélio foi um dos prejudicados. Ele relatou que a alimentação só foi servida após o avião decolar novamente de Manaus rumo a Boa Vista, quando houve a troca da equipe da Latam. "Só comemos um sanduíche. Achei um descaso tamanho", disse Tito. Por meio de nota a Latam explicou que buscou garantir a qualidade no atendimento frente ao imprevisto climático. "A respeito do voo LA4674 (Brasília – Boa Vista), que pousou na base militar de Ponta Pelada, próximo ao aeroporto manauara, a LATAM Airlines Brasil informa que não mediu esforços para prestar a assistência necessária aos passageiros, uma vez que não havia infraestrutura de serviços de alimentação no local. A companhia empenhou-se em mobilizar uma equipe de tripulação e de comissaria (alimentação) do aeroporto de Manaus à Ponta Pelada para atender os clientes e para que a aeronave pudesse seguir viagem."