Pragmatismo Político

    Relato de Marcos Caruso sobre condição do neto emociona internautas

    Relato de Marcos Caruso sobre condição do neto emociona internautas


    Marcos Caruso O relato do ator Marcos Caruso sobre a condição de seu neto, Bento, emocionou internautas nesta quarta-feira (13). menino nasceu sem o céu da boca, com uma fenda que ligava o nariz à boca e sem o canal lacrimal direito. Desde...

    Marcos Caruso

    O relato do ator Marcos Caruso sobre a condição de seu neto, Bento, emocionou internautas nesta quarta-feira (13).

    menino nasceu sem o céu da boca, com uma fenda que ligava o nariz à boca e sem o canal lacrimal direito.

    Desde pequeno, passou por diversos procedimentos cirúrgicos. Sua condição inspirou a peça de teatro O Menino Que Não Sabia Chorar, dirigida por Paula Autran, que deve ser transformada em livro e levada aos hospitais públicos.

    “O menino que não sabia chorar existe de verdade. É meu neto. A mãe dele – Luiza Pannuzio – assim que ele nasceu – passou a desenhar e também a escrever para ele ler quando crescer”, contou Caruso.

    “Fato é que veio Paula Autran e, desse material todo, escreveu uma peça e agora estamos na reta final do Catarse pra fazer um livro da peça e levá-la para se apresentar em hospitais públicos de todo país.”

    Junto ao relato, o ator publicou diversas imagens do menino. Caruso termina a postagem apresentando o projeto de financiamento coletivo criado pela ONG de sua nora, As Fissuradas. Bento é filho de Caetano Caruso e tem 5 anos.

    Leia a íntegra do depoimento:

    O menino que não sabia chorar existe de verdade. É meu neto. A mãe dele – @luizapannunzio – assim que ele nasceu – passou a desenhar e também a escrever para que ele ler quando crescer. Isso porque Bento – meu neto, nasceu um tanto diferente das outras crianças. Sem o canal lacrimal direito, com uma fenda no rosto e faltando o céu da boca. Desde que nasceu, já fez 3 cirurgias e tantos outros inúmeros procedimentos e acho que esta foi a forma da mãe dele – viver esta nossa história. Ela precisou escrever e desenhar. Também montou uma ONG – @asfissuradas e hj ajuda milhares de famílias que como a nossa – tiveram surpresas “extraordinárias” (em referência ao @extraordinarioofilme) ao terem seus bbs. Fato é que, veio @paula.autran e desse material todo, escreveu uma peça e agora estamos na reta final do @catarse pra fazer um livro da peça e levá-la para se apresentar em hospitais públicos de todo país. A meta está clara lá no site e estamos longe de conquistar o valor desejado. Mas como faremos o projeto – seja lá como for, peço a vc que faça sua doação, escolha sua contrapartida e apresente este projeto aos conhecidos teus. Compartilhe dele! Fale sobre ele. E acredite, nós queremos mudar o mundo e contamos com vc! Tem link na bio do menino que não sabia chorar para facilitar teu acesso a nós! Tá acabando!!!! Vem!!! Precisamos de vc!!! São os últimos dias de campanha!!!

    @omeninoquenaosabia chorar existe de verdade. É meu neto. A mãe dele – @luizapannunzio – assim que ele nasceu – passou a desenhar e também a escrever para que ele ler quando crescer. Isso porque Bento – meu neto, nasceu um tanto diferente das outras crianças. Sem o canal lacrimal direito, com uma fenda no rosto e faltando o céu da boca. Desde que nasceu, já fez 3 cirurgias e tantos outros inúmeros procedimentos e acho que esta foi a forma da mãe dele – viver esta nossa história. Ela precisou escrever e desenhar. Também montou uma ONG – @asfissuradas e hj ajuda milhares de famílias que como a nossa – tiveram surpresas “extraordinárias” (em referência ao @extraordinarioofilme) ao terem seus bbs. Fato é que, veio @paula.autran e desse material todo, escreveu uma peça e agora estamos na reta final do @catarse pra fazer um livro da peça e levá-la para se apresentar em hospitais públicos de todo país. A meta está clara lá no site e estamos longe de conquistar o valor desejado. Mas como faremos o projeto – seja lá como for, peço a vc que faça sua doação, escolha sua contrapartida e apresente este projeto aos conhecidos teus. Compartilhe dele! Fale sobre ele. E acredite, nós queremos mudar o mundo e contamos com vc! Tem link na bio do menino que não sabia chorar para facilitar teu acesso a nós! Tá acabando!!!! Vem!!! Precisamos de vc!!! São os últimos dias de campanha!!! #fissuralabiopalatina #omeninoquenaosabiachorar #luizapannunzio #caetanocaruso #bento #clarice #extraordinario #catarse #amor

    Uma publicação compartilhada por Marcos Caruso (@marcos_caruso) em Dez 13, 2017 às 5:28 PST

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    “Não consigo controlar o meu racismo”, diz Day McCarthy

    “Não consigo controlar o meu racismo”, diz Day McCarthy


    Day McCarthy foi entrevistada por Roberto Cabrini Day McCarthy, que proferiu ofensas raciais contra Titi, filha do ator Bruno Gagliasso e de Giovanna Ewbank, em um vídeo na internet, conversou com Roberto Cabrini em uma entrevista para o SBT. Dayane...

    Day McCarthy foi entrevistada por Roberto Cabrini

    Day McCarthy, que proferiu ofensas raciais contra Titi, filha do ator Bruno Gagliasso e de Giovanna Ewbank, em um vídeo na internet, conversou com Roberto Cabrini em uma entrevista para o SBT.

    Dayane Alcântara Couto de Andrade, que se autointitula socialite, disse que não pretende pedir desculpas à família, mas que gostaria de se arrepender.

    “Eu sei que estou errada. Sei que sou racista, mas é uma coisa que eu não posso controlar, é uma coisa que eu não sei como controlar, como não ser racista”, disse.

    “Quero sentar e ter uma conversa comigo mesma”, disse, antes de garantir que planeja procurar ajuda psicológica. “Quero saber o que passa na minha cabeça.”

    Ao ser questionada se deveria pagar pelo que fez, ela diz: “Se eu for condenada, sim”.

    Day ainda usou a ocasião para dizer que espera que Titi, daqui a dez anos, não tenha conhecimento das ofensas ditas contra ela. O programa vai ao ar neste domingo, na Retrospectiva SBT 2017.

    O caso

    No dia 26 de novembro viralizou na internet o vídeo em que Day chama Titi de macaca, enquanto destila outras ofensas.

    No dia seguinte, Gagliasso procurou a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro, e prestou queixa contra a mulher por injúria racial.

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    Político e pastor evangélico se suicida após acusações de assédio e pedofilia

    Político e pastor evangélico se suicida após acusações de assédio e pedofilia


    Pastor e congressista republicano Dan Johnson deixou mensagem no Facebook antes de se suicidar O congressista estadual do Kentucky (Estados Unidos) Dan Johnson se suicidou na quarta-feira, dias após ser acusado de assédio sexual por uma mulher que...

    Pastor e congressista republicano Dan Johnson deixou mensagem no Facebook antes de se suicidar

    O congressista estadual do Kentucky (Estados Unidos) Dan Johnson se suicidou na quarta-feira, dias após ser acusado de assédio sexual por uma mulher que no momento dos supostos fatos era menor de idade. As informações são do The New York Times.

    Johnson se atirou de uma ponte de Mount Washington, perto de Louisville, segundo confirmou à emissora de TV local “WDRB”, o xerife do Condado de Bullitt, Donnie Tinnell.

    Johnson era um polêmico pastor evangélico que foi eleito para a Câmara dos Representantes do Kentucky em 2016, como republicano.

    Durante sua campanha comparou o então presidente, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle Obama, com primatas.

    Johnson foi acusado na última segunda-feira por uma mulher de tê-la beijado e manuseado sem o seu consentimento durante a noite de Réveillon de 2012, quando ela tinha 17 anos.

    Já no dia seguinte, durante uma entrevista coletiva no altar de sua igreja em Louisville, Johnson negou as acusações e as moldou em uma campanha para intimidar os republicanos mais conservadores em todo o país.

    Antes de se matar, Johnson publicou uma enigmática mensagem em sua conta do Facebook, onde dizia que já não podia controlar o transtorno por estresse pós-traumático, que segundo ele sofria desde os atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

    “O transtorno por estresse pós-traumático 24/7 (24 horas ao dia, 7 dias por semana) durante 16 anos é uma doença que me matará, já não posso controlar mais”, disse Johnson, pedindo a Deus que cuidasse de sua esposa, Rebecca.

    De acordo com explicações do xerife Tinnell, Johnson foi até uma ponte sobre o rio Salt, em Mount Washington, parou em uma extremidade e se atirou ali mesmo.

    Dezenas de mulheres e alguns homens encorajados pelo movimento “Me too” (“Eu também”) denunciaram nos últimos meses terem sido vítimas de abuso ou assédio sexual.

    EFE

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    O estranho julgamento de Lula no TRF-4, marcado para 24 de janeiro

    O estranho julgamento de Lula no TRF-4, marcado para 24 de janeiro


    Desembargadores Gebran, Paulsen e Muniz do TRF-4 – Foto: Justiça Federal O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão e o advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco estranham a celeridade com que a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª...

    Desembargadores Gebran, Paulsen e Muniz do TRF-4 – Foto: Justiça Federal

    O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão e o advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco estranham a celeridade com que a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) dá andamento ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e questionam também outros aspectos do caso.

    A corte sediada em Porto Alegre marcou o julgamento para 24 de janeiro.Um levantamento da Folha de S.Paulo revelou que o julgamento de Lula na 2ª instância ocorrerá em tempo recorde.

    “A Lava Jato está inaugurando a justiça a Jato, uma justiça seletiva. O tribunal desrespeita a ordem de distribuição dos processos e passa esse processo na frente. Isso mostra que a corte se assume como um tribunal de exceção, na medida em que exatamente trata esse como um caso excepcional. Estão julgando pelo nome do réu. Isso demonstra suspeição do tribunal”, diz Pacheco, que foi advogado do ex-presidente do PT José Genoino na Ação Penal 470, o “mensalão”.

    “A média de revisor trabalhar naquele tribunal é de 70 dias, principalmente com a complexidade desse caso. Como alguém faz um voto de revisão num caso tão complexo em seis dias?”, questiona Aragão. “Ninguém está dizendo que a justiça não deva ser rápida. Ela pode ser rápida, mas garantindo a isonomia para todos. Para que essa pressa toda?”

    “Nós desejaríamos que todos os casos fossem julgados com rapidez, mas não é isso o que acontece normalmente”, afirma Pacheco.

    O ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff estranha também o dia definido pelo TRF-4 para o julgamento. “É de estranhar, porque 24 de janeiro de 2018 é exatamente um ano depois de dona Marisa ter o AVC. Diante de tantas arbitrariedades que aconteceram no processo, isso para mim não é um mero acaso”, avalia Aragão. “Escolheram exatamente esse dia para desgastá-lo. É um dia em que Lula não deveria ir à Justiça, mas estar de luto. Faz parte da técnica de desgaste. É um desgaste psicológico.”

    Em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que a decisão de julgar o ex-presidente em 24 de janeiro viola a isonomia de tratamento, “que é uma garantia fundamental de qualquer cidadão”.  Zanin aponta uma estranha “tramitação recorde” do caso no TRF-4. A celeridade incomum prejudica tanto Lula, porque caracteriza um julgamento político, como é contrária a interesses de outros réus que estão na fila e cujos julgamentos são deixados para depois.

    Em julho, Lula foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão na operação Lava Jato, por ter sido supostamente beneficiado pela empreiteira OAS com o apartamento tríplex no Guarujá (litoral sul de São Paulo). O relator do processo no TRF-4 é o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, que levou 42 dias desde a condenação por Moro ao início da tramitação do processo na segunda instância.

    Revisor da ação, o desembargador federal Leandro Paulsen finalizou seu voto em apenas seis dias úteis. O voto de Victor Laus ainda não foi dado. Os votos são sigilosos e só serão conhecidos no dia do julgamento. “Em 25 anos de advocacia nunca vi isso acontecer”, diz Pacheco.

    Outro dado “estranho”, aponta Aragão, é que, no dia 24, nem o STF nem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) funcionam, já que estarão em recesso. Se provocados, a decisão dos tribunais superiores será decisiva para a possível candidatura de Lula ser ou não juridicamente válida.

    Gilmar Mendes e o Supremo

    Aragão não dá como certa a expectativa de que Lula será preso, caso o julgamento do TRF-4 confirme a decisão de Moro. Ele lembra que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem se manifestado no sentido de que a prisão após condenação em segunda instância é uma possibilidade, mas não é obrigatória.

    Em despacho de agosto de 2017, Gilmar Mendes afirmou sua disposição de mudar o voto de julgamento de outubro de 2016, quando, por 6 votos a 5, o Supremo decidiu favoravelmente à prisão após condenação em segunda instância. Na ocasião, Mendes votou pela prisão nesses casos, mas em despacho posterior mudou de posição e tem reafirmado que seguirá esse novo entendimento, que é do ministro Dias Toffoli.

    Se o tema voltar à pauta do STF, a mudança de voto de Mendes inverterá a decisão anterior e a prisão após decisão de segunda instância ficará impedida.

    Porém, Luiz Fernando Pacheco observa que a questão é quando isso vai ser discutido no Supremo. “A ministra Carmen Lúcia não sinalizou que vai colocar em pauta. É uma questão de bastante importância, mas a comunidade jurídica, principalmente os acusados em processo criminal, estão à mercê da boa vontade da presidente do Supremo de pautar a matéria.”

    O ministro Marco Aurélio é relator de um dos habeas corpus (HC) que discute a matéria. Ele inclusive já liberou o processo, que está na mesa de Cármen Lúcia. A ministra é favorável à prisão após a segunda instância.

    “Pode ser que (Lula) seja preso, mas não acho que vai. Tem que ser motivado o porquê de se prender alguém nessa circunstância. As únicas motivações são as impostas pelo artigo 312 (do Código de Processo Penal), ou seja, a necessidade da prevenção”, diz Eugenio Aragão.

    RBA

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    Ex-funcionária do Itaú é condenada a pagar R$ 67,5 mil ao banco

    Ex-funcionária do Itaú é condenada a pagar R$ 67,5 mil ao banco


    Uma ex-funcionária do Itaú Unibanco foi condenada a pagar R$ 67,5 mil referentes aos honorários advocatícios após perder uma ação trabalhista. A sentença foi publicada no dia 27 de novembro e assinada pelo juiz Thiago Rabelo da Costa, da 2ª...

    Uma ex-funcionária do Itaú Unibanco foi condenada a pagar R$ 67,5 mil referentes aos honorários advocatícios após perder uma ação trabalhista.

    A sentença foi publicada no dia 27 de novembro e assinada pelo juiz Thiago Rabelo da Costa, da 2ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, RJ.

    A decisão foi baseada nas novas regras que entraram em vigor com a reforma trabalhista do governo Temer, que estabelecem como responsabilidade do trabalhador eventuais despesas em caso de perda da ação.

    A ação é de julho, mas o juiz julgou já com base na nova lei, que entrou em vigor em 11 de novembro. O magistrado considerou improcedentes os pedidos relativos a acúmulo de função, horas extras, diferenças salariais e reflexos, além do dano moral por assédio.

    O juiz foi favorável apenas quanto à falta de intervalo de 15 minutos entre a jornada normal e as horas extras.

    Pelo artigo 790-B da Lei 13.467, “a responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita”. Trata-se da parte que perde a ação. No caso em questão, o juiz também negou o benefício da gratuidade.

    Como o valor inicial da ação foi aumentado – pela própria Justiça – para um total de R$ 500 mil e a trabalhadora foi “sucumbente” na maior parte dos pedidos, ou R$ 450 mil, o juiz a condenou ao pagamento dos chamados honorários sucumbenciais, fixando o valor de R$ 67,5 mil, ou 15%.

    VEJA AQUI como votou cada deputado na Reforma Trabalhista
    VEJA AQUI como votou cada senador na Reforma Trabalhista

    A lei fala que ao advogado cabem honorários fixados entre 5% (mínimo) e 15% (máximo) sobre o valor da liquidação da sentença.

    Não foi a primeira sentença polêmica baseada nas novas regras da reforma trabalhista. Logo no primeiro dia que a nova legislação estava em vigor, um juiz da Bahia já havia condenado um trabalhador rural a pagar R$ 8,5 mil para custar uma ação que havia perdido.

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    Coca-Cola usa rosto de Pabllo Vittar. Pepsi vai estampar Bolsonaro?

    Coca-Cola usa rosto de Pabllo Vittar. Pepsi vai estampar Bolsonaro?


    A mais recente campanha publicitária da Coca-Cola estampará fotos da cantora Pabllo Vittar e de outros artistas brasileiros nas latas do refrigerante. A partir dessa informação, rumores de que Jair Bolsonaro (PSC) será o novo garoto-propaganda da...

    A mais recente campanha publicitária da Coca-Cola estampará fotos da cantora Pabllo Vittar e de outros artistas brasileiros nas latas do refrigerante.

    A partir dessa informação, rumores de que Jair Bolsonaro (PSC) será o novo garoto-propaganda da Pepsi começaram a circular. Os fãs do deputado ficaram eufóricos com a possibilidade, enquanto os críticos debocharam.

    A montagem do político com as mãos simulando armas em uma lata de Pepsi viralizou e causou ainda mais polêmica na internet. A imagem, no entanto, é falsa.

    Uma piada compartilhada pela Corrupção Brasileira Memes desdenhou da esperança dos seguidores de Bolsonaro.

    A página de humor, que costuma fazer chacota com as posições do deputado, ironizou a mobilização dos simpatizantes de Bolsonaro na página da Pepsi no Facebook, pedindo, justamente, para que ele fosse contratado a estampar as latas do refrigerante.

    Para quem acreditou na montagem, a assessoria de imprensa da PepsiCo, que produz a Pepsi, ressalta que a empresa “não está produzindo latas de Pepsi com a fisionomia de personalidades brasileiras, não há previsão da realização de nenhuma ação deste tipo neste momento”.

    Mais boato

    Outras informações falsas espalhadas por fãs de Bolsonaro dão conta de que, em função da nova campanha, a Coca-Cola teria sofrido um “imenso boicote dos brasileiros” e, por isso, sofrido um prejuízo de 1,2 bilhão de dólares.

    “Esse resultado foi gerado devido ao boicote de milhões de brasileiros e empresas que deixaram de investir nas ações da Coca-Cola temendo sofrer boicote também e por motivos ideológicos, pois de acordo com informações cerca de 78% das empresas acionistas retiraram seus investimentos da Coca-Cola não compactuam com tais ideia [sic.] pregadas pela mesma”, diz trecho falacioso de um site de direita que apoia o deputado.

    A variação do preço das ações da Coca-Cola na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nas duas últimas semanas, quando os boatos sobre o prejuízo foram publicados, no entanto, mostra o contrário: houve aumento no valor dos papeis, ou seja, a procura pelas ações cresceu – o oposto da tal fuga de investidores relatada pelo boato.

    A Coca-Cola negou, por meio de sua assessoria de imprensa, ter sofrido prejuízos em função da nova campanha, cujo lançamento oficial está previsto para o próximo dia 26 de dezembro.

    “Não é verdade que tenha havido queda de vendas ou prejuízo da Coca-Cola Brasil relacionados a essa campanha. As latas com as fotos dos artistas estão começando a ser distribuídas ao mercado”, esclarece.

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    O novo capítulo no caso Keaton, menino vítima de bullying nos EUA

    O novo capítulo no caso Keaton, menino vítima de bullying nos EUA


    O vídeo de Keaton Jones, de 11 anos, vítima de bullying em Tennessee, nos EUA, desencadeou uma onda de solidariedade entre celebridades internacionais (veja aqui). Nas últimas horas, o caso ganhou um novo capítulo. Fotos de Kimberly e Keaton ao...

    O vídeo de Keaton Jones, de 11 anos, vítima de bullying em Tennessee, nos EUA, desencadeou uma onda de solidariedade entre celebridades internacionais (veja aqui).

    Nas últimas horas, o caso ganhou um novo capítulo. Fotos de Kimberly e Keaton ao lado da bandeira dos Estados Confederados vieram à tona.

    A presença da bandeira confederada é uma questão controversa nos EUA.

    Usada pelos Estados do sul do país durante a Guerra Civil, ela foi adotada por grupos como o Ku Klux Klan após o conflito e hoje é vista pelos críticos como um símbolo comparável à suástica – uma vez que remete à escravidão e opressão racial.

    Na manhã desta segunda (12) Kimberly foi ao programa Good Morning America para falar sobre a repercussão das imagens.

    “Nós não somos racistas, as pessoas que nos conhecem sabem disso. [A foto] foi feita para ser irônica e engraçada. Eu realmente sinto muito. Se eu pudesse voltar atrás, eu voltaria”, afirmou.

    Em paralelo à onda de solidariedade, surgiram também boatos de que garoto havia se tornado alvo de bullying depois de usar termos racistas com alunos negros da escola.

    Um post de Kimberly publicado em agosto também passou a circular nas redes e causou controvérsia.

    Nele, a mãe de Keaton diz para as pessoas pararem “de choramingar sobre a escravidão e o racismo”. Não se sabe exatamente o contexto da publicação. No entanto, o TMZ destaca que a publicação foi feita duas semanas após o conflito racial envolvendo defensores da supremacia branca em Charlottesville, Virgínia, nos EUA.

    “Se as querem me odiar ou qualquer outra coisa, tudo bem, mas ainda assim devem conversar com os seus filhos, porque esta é uma epidemia”, defendeu-se Kimberly no Good Morning America citando a questão do bullying.

    Além da polêmica em torno do suposto comportamento racista da mãe de Keaton, o vídeo com o depoimento garoto também provocou o surgimento de vaquinhas online.

    Uma delas havia arrecadado mais de 50 mil dólares.

    Joseph Lam, responsável pela campanha, encerrou as doações na página logo depois da controvérsia envolvendo a bandeira confederada. Ao jornal The Telegraph, a plataforma GoFundMe afirmou que estava trabalhando para determinar a finalidade do dinheiro.

    A irmã mais velha de Keaton, Lakyn Jones, usou seu perfil no Twitter para rebater as informações que se espalharam sobre sua família. Ela garante que a família não está organizando campanhas de arrecadação de dinheiro e que o irmão Keaton não manifestou nenhum comportamento racista na escola.

    Minha família continuará se apoiando mutuamente. Vocês podem odiar e tweetar o que quiserem, mas nossa fé não pode ser abalada. O Instagram KimberlyJones_38 não é minha mãe. Ela tem um Instagram privado e não falou com ninguém. Não recebemos dinheiro e não planejamos isso. [As vaquinhas online] não são nossas”, disse.

    “Aqueles que me conhecem e conhecem minha família sabem que não somos racistas. Meu irmão não diz a palavra “N” [nigger, termo em inglês de conotação racista]. Por favor, deixe-o em paz”, concluiu.

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    Artistas realizam ‘mutirão de apoio’ ao menino Keaton, vítima de bullying

    Artistas realizam ‘mutirão de apoio’ ao menino Keaton, vítima de bullying


    Um estudante americano denunciou ser vítima de bullying em um comovente depoimento (ver abaixo) que se tornou viral nas redes sociais e gerou uma onda de solidariedade de estrelas de Hollywood, cantores e esportistas. Visivelmente angustiado, o jovem...

    Um estudante americano denunciou ser vítima de bullying em um comovente depoimento (ver abaixo) que se tornou viral nas redes sociais e gerou uma onda de solidariedade de estrelas de Hollywood, cantores e esportistas.

    Visivelmente angustiado, o jovem Keaton Jones, de 11 anos, conta em vídeo como fazem piada dele em seu colégio em Maynardville, Tenneessee, durante conversa com sua mãe, após implorar a ela que fosse buscá-lo por medo de almoçar com seus colegas.

    “Riem do meu nariz, dizem que sou feio, que não tenho amigos”, conta, entre soluços. ” Jogaram leite em mim. Colocam presunto dentro da minha roupa e jogam pedaços de pão em mim”.

    O vídeo publicado na sexta-feira no Facebook pela mãe de Keaton foi visto e compartilhado milhões de vezes.

    “De que serve? Por que vocês ficam felizes em ser malvados com pessoas inocentes?”, se pergunta Keaton.

    “Não gosto que façam isso comigo e não gosto que façam com outras pessoas, porque isso não está certo. As pessoas que são diferentes não precisam ser criticadas por isso, não é culpa delas”, acrescenta, chorando, antes de enviar uma mensagem de ânimo aos que, como ele, podem estar sofrendo.

    “Se riem de você, não deixe que te incomodem. Seja forte. As coisas irão melhorar um dia”

    As vozes de apoio de milhares de desconhecidos e de muitas celebridades logo foram ouvidas, de Katy Perry e Victoria Beckham até Ricky Martin e Monica Lewisnky. No Twitter, a hashtag #Keaton estava nos assuntos mais comentados nesta segunda.

    “Enquanto esses vândalos em sua escola estão decidindo que tipo de pessoa querem ser neste mundo, você gostaria de vir com a sua mãe para a estreia de ‘Vingadores’ em Los Angeles no ano que vem?”, tuitou Chris Evans, o ator que interpreta o Capitão América.

    Mark Hamill, o lendário Luke Skywalker de “Star Wars”, também se pronunciou: “Keaton, não perca tempo se perguntando o motivo pelo qual fazem isso. São pessoas tristes que acham que prejudicar as outras as fará sentir bem porque não gostam de si mesmas”.

    Dana White, o presidente do Ultimate Fighting Championship (UFC) considerou o vídeo “doloroso” e convidou Keaton a visitar sua sede em Las Vegas. O filho mais velho do presidente Trump, Donald Trump Jr., disse que o vídeo “realmente” o havia comovido e assinalou no Twitter que se Keaton aceitasse o convite de White, gostaria de recebê-lo no hotel Trump de Las Vegas.

    Kimberly Jones, a mãe de Keaton, disse no Facebook estar emocionada com a resposta e “honrada” de que a voz do seu filho tenha sido ouvida. Segundo um estudo publicado em junho de 2017 na revista “Pediatrics”, o bullying em escolas continua sendo um problema para 48% dos estudantes nos Estados Unidos. Várias investigações encontraram a relação entre o bullying e o suicídio.

    VÍDEO:

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    Caetano aciona STF contra Feliciano após ser chamado de “estuprador”

    Caetano aciona STF contra Feliciano após ser chamado de “estuprador”


    Caetano Veloso e Marco Feliciano O cantor e compositor Caetano Veloso entrou com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por injúria e difamação. Em vídeo divulgado nas redes sociais,...

    Caetano Veloso e Marco Feliciano

    O cantor e compositor Caetano Veloso entrou com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por injúria e difamação.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, Feliciano questiona por que o Ministério Público não pede a prisão de Caetano por estupro.

    “Caetano Veloso se incomodou porque eu falei que ele… por que que o Ministério Público não faz uma representação contra o Caetano Veloso porque em inúmeros sites da internet você vai encontrar ele dizendo que tirou a virgindade de uma menina de 13 anos de idade na festa de 40 anos dele. Todos nós sabemos que isso é crime, isso é estupro de vulnerável, isso é pedofilia e o Caetano se incomodou com isso e mandou uma notificação extrajudicial”, diz o deputado em vídeo.

    De acordo com os advogados do cantor, os ataques pessoais contra ele começaram após sua declaração de apoio à performance com nudez que causou polêmica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).

    Integrante da bancada evangélica no Congresso, Feliciano disse, na ocasião, que os artistas que defendiam a exposição eram “hipócritas e desonestos”, dignos de “serem transformados em piada”.

    Em seguida ele questionou por que o MPF não pedia a prisão de Caetano porque “estupro é crime imprescritível”. “A intenção do parlamentar foi, inequivocadamente, a de ofender”, diz a defesa do artista na representação.

    “Ao dizer que o querelante merece ter a prisão requisitada pelo Ministério Público Federal porque estupro é crime, o querelado intenta, por óbvio, chamá-lo de estuprador. Apesar de a conduta que o deputado imputa ao querelante ser crime em nosso ordenamento, como não há uma narração fática nesse trecho, mas “somente” a atribuição de defeitos hipotéticos, a conduta do parlamentar se amolda ao tipo penal da injúria”, dizem os advogados de Caetano, segundo O Globo.

    Feliciano diz não ter sido informado ainda sobre a queixa-crime. Caberá ao Supremo ouvir a Procuradoria Geral da República sobre o assunto para decidir se autoriza ou não a abertura de inquérito contra o deputado.

    Congresso em Foco

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    A dura vida da esquerda num Brasil cada vez mais anticomunista

    A dura vida da esquerda num Brasil cada vez mais anticomunista


    João Miranda*, Pragmatismo Político Ao longo da segunda metade do século XIX e, principalmente, durante boa parte do XX, permeou pelo planeta o medo ao comunismo. Com mais intensidade no Ocidente, ao longo de décadas o conjunto de ideias,...

    João Miranda*, Pragmatismo Político

    Ao longo da segunda metade do século XIX e, principalmente, durante boa parte do XX, permeou pelo planeta o medo ao comunismo. Com mais intensidade no Ocidente, ao longo de décadas o conjunto de ideias, correntes e tendências que identificam os comunistas como a encarnação do mal condicionou a opinião pública a crer que é preciso combatê-los. O anticomunismo chega ao seu ápice na chamada Guerra Fria, período de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética.

    Nos Estados Unidos o anticomunismo intensifica-se a partir de 1945, quando morre o então presidente Franklin Delano Roosevelt e assume o seu vice, Harry Truman. Seu governo foi permeado por intensas manifestações anticomunistas e, assim, ele difundiu no país e fora uma “caça às bruxas”, como ficou conhecido o movimento de caça à comunistas, tendo à frente o senador estadunidense Joseph McCarthy.

    No Brasil não foi diferente, evidentemente. Orquestrados por grupos conservadores e em certos momentos até por alas progressistas, marcou a nossa história a negação radical dos princípios e ideais comunistas e a oposição ferrenha a todo governo ou organização que dê suporte prático ou teórico a essa ideologia. É sem dúvida um dos fenômenos políticos mais relevantes nas duas fases de colapso institucional da democracia no Brasil, são elas: a ascensão do Estado Novo em 1937 e o Golpe civil-militar de 1964.

    O anticomunismo só perde espaço aqui e no restante do planeta após a queda do muro de Berlim em 1989, quando grupos políticos e empresariais de diversos países, principalmente dos mais ricos, estando os Estados Unidos novamente encabeçando a empresa, conseguiram fazer com que o medo das drogas – e, posteriormente, do terrorismo – substituísse gradativamente o comunismo como figura ideológica de ameaça à “democracia mundial”.

    Entretanto, ainda que o inimigo comum tenha sido trocado, um fenômeno tão antigo como o anticomunismo deixa raízes profundas. Continua se perpetuando no mundo em que vivemos, ressignificando-se e se incrustando com novas roupagens em posicionamentos político-ideológico diversos, como uma doença silenciosa que ocasionalmente reacende num novo sintoma e nos deixa de cama.

    No terceiro colapso institucional que a democracia brasileira está sofrendo e que tem como ápice o Golpe de 2016, fica claro que o anticomunismo é um passado que não passou. E demonstra estar ressurgindo cada vez com maior intensidade. Um exemplo recente que viralizou nas redes sociais e jornais foi a ocupação do Plenário da Câmara dos Deputados, ocorrida em novembro de 2016. Afirmando protestar contra o governo “comunista” de Michel Temer e a corrupção na política, cerca de 50 a 60 pessoas tomaram o entorno da mesa de onde os membros da Mesa Diretora comandam os trabalhos. O grupo de manifestantes queria a participação do povo na política brasileira e, ainda, a intervenção militar. Houve empurra-empurra, uma porta de vidro foi quebrada e uma mulher se machucou. Ao final, segundo a Agência Câmara, cinco manifestantes foram detidos pela Polícia Legislativa.

    O caso mais emblemático desse acontecimento foi o desentendimento de uma manifestante, que confundiu um estande em homenagem ao Japão com a bandeira comunista. Mais do que as imagens e as asneiras vistas nesse acontecimento, é a frase anônima “nossa bandeira jamais será vermelha” que me chama a atenção. Ela atravessa os vídeos sobre a ocupação e chama a minha atenção porque há nela uma incredulidade, um ponto de afirmação magoado nas entrelinhas. De repente algo novamente se esgarçou. E este algo considerado inaceitável se explicita nessa frase emblemática marcando e determinando um inimigo externo: a esquerda brasileira.

    Era de se imaginar o avanço do conservadorismo no país, já que o mesmo está ocorrendo em muitos outros países. Entretanto, se o mundo vive uma onda conservadora, nós parecemos estar na crista dela. Uma de suas principais facções marca presença intensificando o processo por meio de uma “histeria anticomunista”. As questões políticas e econômicas que permeiam os posicionamentos conservadores de nossa época são, assim, acentuadas por um sentimento anticomunista. Estão incrédulos com a insuficiência das instituições públicas. Essa sensação de incredulidade foi fermentada ano a ano por um sistema de paralisias que a política brasileira entrou nos últimos três anos, em meio ao qual cada vez mais o legislativo e, ao final, o próprio executivo, ficaram engessados – o que culminou na hegemonia do judiciário aparecendo agora como um poder a frente dos demais. Não é à toa a idealização de magistrados ligados o poder judiciário, que hoje ocupam os espaços de representação dos anseios de uma parte significativa da população. Muitas pessoas creem, portanto, que aqueles que integram essa esfera do Estado – juízes, procuradores, desembargadores, defensores públicos, delegados e outros – estão e têm o dever de fazer uma “lavagem à jato” do sistema político do país.

    O mais lamentável é que muitos integrantes do sistema judiciário adotam o papel de “paladino salvador da pátria”. Da cúpula do Judiciário à sua base, segmentos dessa instituição valem-se de suas posições para de maneira quase unilateral denunciar, investigar e julgar pessoas que, na visão deles, atentam contra a ordem dominante, sendo a esquerda o principal alvo. Prendem, intimam judicialmente, vazam provas coletadas em investigações, monitoram as redes sociais dos enquadrados nas listas do “perigo vermelho”, enfim, fazem uma série de medidas consideradas “dentro da lei” para coagir aqueles vistos como “subversivos”. Atacam de políticos conhecidos nacionalmente à jovens estudantes, reitores de universidades, artistas, amendontrando a todos com os seus documentos marcados com carimbos oficiais e, assim, massacram o futuro de uma geração de brasileiros.

    Ninguém precisa ser especialista em direito para saber que essas ações carregam problemas jurídicos graves. Práticas políticas questionáveis como essas, assim como o vazamento seletivo de informações de investigações e um abuso de prisões preventivas e de delações, perseguição de artistas, estudantes e professores – entre outras categorias – que se manifestam contra o pacto oligárquico, criam um clima ‘schmittiano’ de suspensão da lei, intensificado por uma relação promíscua entre Judiciário e ‘grande mídia’. Até as pedras do calçamento viram as redes corporativas de notícias receberem de investigações uma série de informações, delações, áudios vazados e, com todo esse aparato, cobrirem exaustivamente as investigações, explorando tudo em seus mínimos detalhes e, quase sempre, fazendo ilações, apostando em denúncias, até condenando moralmente os envolvidos antes do julgamento.

    Tudo indica que as cruzadas anticomunistas se tornarão cada vez mais frequentes nas ruas bytes e de asfalto do Brasil – em novas e ferozes versões –, especialmente agora que está aprovada a “Lei Anti-terrorismo”, escrita e aprovada no segundo mandato de Dilma Rousseff; essa lei é uma das medidas do “campo legal” promovida para criminalização de manifestantes e movimentos sociais. Com esses “aparatos legais”, intimam jovens e velhos de mãos desarmadas, por medo das palavras de uma gente que não faz o jogo sujo dos poderosos e que não lambe as botas de duran. Por tudo isso, arriscaria dizer que a liberdade ideológica e de expressão determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia.

    Ainda que avance a cruzada anticomunista e também a anti os manifestantes que se localizam noutras esferas do espectro ideológico – como os companheiros anarquistas –, a Casa Grande se ilude ao crer que estamos acuados. Todos nós estamos com a cabeça já pelas tabelas por causa da exaberção do preconceito classista e da amargura provocada pela consciência emergente de injustiça social. Ao trabalhador que corre atrás do pão, é humilhação de mais que não cabe neste refrão. Engana-se quem acha que, diante de tudo isso, ficaremos quietos. De fato existe uma parte da esquerda (melancólica) que está acuada, mas também há uma frente se formando que não deixará pedra sobre pedra até que ocorra a decomposição do instituído.

    Estamos gradativamente entendendo com mais clareza que o mundo de hoje é apenas um momento do longo processo histórico e a convivência pode sim ser mudada. Estamos gradativamente compreendendo que podemos e devemos botar de pé uma outra sociedade, uma sociedade que opere em outra lógica, porque a atual que temos, profundamente mergulhada em injustiça social, está nos matando. Se enganam, assim, as múmias que acham que os últimos acontecimentos marcaram o fim da história e que agora podem tomar para si os recursos públicos e fazerem com eles o que bem entenderem. A história não está dada e a luta mal começou. Não adianta vir com um cale-se, pois, como na lenda da “Hidra de Lerna”, onde abatem uma cabeça, nascem milhares de outras. Estamos, enfim, cada vez mais entrincheirados com as armas da crítica e prontos para o combate.

    Assumimos essa postura porque não existe mais espaço para conciliação de classes. Não existe mais espaço para o discurso do nós, sem nós. Um desejo de reconfiguração da cena política, portanto, cresce a cada dia. Não aceitamos mais a velha ordem das coisas e do progresso para os mesmos de sempre. Se não for para todas e todos, não será para ninguém. E não existirá anticomunismo que resista a força das exigências de reconstrução política, de eliminação da corrupção e do descontentamento muito difundido com relação aos mecanismos políticos, que percorrem de alto à baixo a população brasileira. Esse desejo de mudança corroerá as estruturas. Nesse processo, podem até tentar nos enterrar, mas saibam desde já que somos sementes.

    *João Miranda é acadêmico de História na Universidade Estadual de Ponta Grossa, foi colunista do Jornal da Manhã e colaborou para Pragmatismo Político.

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