G1 > Turismo e Viagem

    Sudeste brasileiro tem paisagens variadas que vão de metrópoles a praias


    Região oferece diferentes atrações para o turismo. Conheça o sudeste brasileiro O sudeste brasileiro tem as maiores metrópoles do país, abrigadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Além de uma intensa vida...

    Região oferece diferentes atrações para o turismo. Conheça o sudeste brasileiro O sudeste brasileiro tem as maiores metrópoles do país, abrigadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Além de uma intensa vida cultural, a região tem ainda diversas atrações e sabores para todos os gostos. O sudeste também tem lugares famosos e cidades históricas. No litoral, diversas praias e paraísos tropicais para curtir os dias de calor. E no interior, paisagens deslumbrantes para quem procura sossego ou aventura.
    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte

    Fontana di Trevi: Roma encerra disputa milionária com Igreja Católica pelas moedas jogadas por turistas na fonte


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a...


    Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, são retirados das águas do monumento histórico; cidade queria investir dinheiro em infraestrutura, mas voltou atrás. Fontana di Trevi, em Roma Gabriel Bouys/AFP Photo A disputa entre a prefeita de Roma, Virginia Raggi, e o Vaticano pelos cerca de 1,5 milhão de euros jogados na Fontana di Trevi todos os anos finalmente chegou ao fim. A fonte é uma das principais atrações turísticas da cidade. É costume entre turistas jogar uma moeda em suas águas e fazer um desejo. O dinheiro normalmente é recolhido e doado à Cáritas, uma rede de organizações humanitárias da Igreja Católica. Mas nos últimos tempos a prefeita de Roma queria que o dinheiro fosse investido na infraestutura da cidade – a mudança já havia sido aprovada pelos vereadores municipais quando a Igreja publicou um artigo contundente na imprensa italiana dizendo que a perda atingiria os mais pobres. A mudança estava prevista para abril, mas muitos italianos foram às redes sociais para pedir que a cidade reconsiderasse sua posição. Após a repercussão negativa, a polêmica finalmente foi encerrada neste semana com o reconhecimento pela cidade do trabalho da Cáritas – e até uma ampliação dos fundos que a entidade recebe. Em uma entrevista ao jornal italiano "L'Osservatore Romano", a prefeita Virginia Raggi explicou por que voltou atrás na decisão de destinar o dinheiro para a infraestrutura da cidade. "O corpo diocesano faz uma tarefa importante para os mais necessitados e para a cidade de Roma, que quer continuar sendo a capital que ampara os mais pobres", afirmou Raggi. Agora a Cáritas receberá também as moedas lançadas em outros monumentos da cidade. Raggi se tornou prefeita de Roma em 2016. Pertence ao Movimento 5 Estrellas, corrente política que se afirma "contra a classe política tradicional italiana" e que muitos classificam como populista – o grupo defende uma espécie de democracia direta através da internet. Desde sua eleição, sua popularidade caiu por não conseguir resolver os problemas de infraestrutura urbana da cidade, que está altamente endividada. Em outubro do ano passado, milhares de manifestantes tomaram as ruas da cidade para protestar contra problemas como o acúmulo de lixo nas ruas. Três moedas em uma fonte Feita de mármore, a Fontana di Trevi tem quase 300 anos de idade. A tradição de atirar moeda em suas águas ficou famosa após o sucesso da comédia romântica A Fonte dos Desejos, de 1954. O filme tinha a música Three Coins in a Fountain (Três Moedas em uma Fonte, em inglês), cantada por Frank Sinatra, que também ficou muito famosa. Desde então a atração apareceu em dezenas de filmes famosos, inclusive La Dolce Vita (A Doce Vida), de 1960, que tinha a famosa cena em que a atriz sueca Anita Ekberg entrava na água de vestido.
    Fontana di Trevi: prefeitura de Roma e Igreja brigam por milhões em moedas jogados na fonte por turistas

    Fontana di Trevi: prefeitura de Roma e Igreja brigam por milhões em moedas jogados na fonte por turistas


    Governo diz que o dinheiro da fonte, tradicionalmente destinado aos pobres, deve abastecer os cofres da cidade. Fontana di Trevi, em Roma Reuters O prefeito de Roma e a Igreja Católica Romana entraram em conflito sobre o que deve ser feito com as...


    Governo diz que o dinheiro da fonte, tradicionalmente destinado aos pobres, deve abastecer os cofres da cidade. Fontana di Trevi, em Roma Reuters O prefeito de Roma e a Igreja Católica Romana entraram em conflito sobre o que deve ser feito com as moedas retiradas da Fontana di Trevi, um dos principais cartões-postais da cidade. Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros em moedas, jogadas por turistas, é retirado das águas do monumento histórico. Tradicionalmente o dinheiro é doado a uma instituição de caridade católica para ajudar os desamparados. Mas agora a prefeita de Roma, Virginia Raggi, quer que a verba seja investida na infraestrutura precária da cidade. A Caritas - rede de organizações humanitárias da Igreja Católica - afirma, por sua vez, que a perda de receita atingirá os pobres. "Não previmos esse resultado", disse o diretor da Caritas, padre Benoni Ambarus, ao Avvenire, jornal oficial da Conferência Episcopal Italiana. "Eu ainda espero que não seja definitivo." O jornal publicou um artigo contundente sobre o tema na edição de sábado, com o título "Dinheiro tirado dos mais pobres". A mudança, que deve ocorrer em abril, foi aprovada pelos vereadores. No entanto, muitos italianos recorreram às redes sociais para pedir às autoridades que reconsiderem a decisão, segundo informou a agência de notícias Ansa. Raggi assumiu a prefeitura de Roma em 2016 representando o partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que governa o país em coalizão com a Liga (de extrema-direita). Sua popularidade caiu por não conseguir resolver os problemas da cidade endividada. Em outubro, milhares de manifestantes se reuniram do lado de fora da prefeitura para denunciar Raggi por não dar uma solução para questões como lixo não recolhido e estradas esburacadas. A Fontana di Trevi, que tem quase 300 anos, é visitada por milhões de turistas todos os anos. A maioria atira moedas de costas para o monumento e faz um pedido. A tradição de jogar moedas na fonte ficou famosa após o filme A Fonte dos Desejos (1954), cuja trilha sonora conta com a música Three Coins in the Fountain, interpretada por Frank Sinatra. A fonte também protagoniza uma cena clássica da história do cinema, no filme La Dolce Vita (1960), em que a atriz sueca Anita Ekberg se banha à noite com um vestido tomara que caia em suas águas cristalinas.

    Verão no Brasil é oportunidade para conhecer belezas naturais


    País tem mais de sete mil quilômetros de litoral e grande reserva de água doce do mundo. Verão no Brasil é oportunidade para explorar belezas naturais O verão é a estação mais quente do ano e uma oportunidade para conhecer as belezas naturais do...

    País tem mais de sete mil quilômetros de litoral e grande reserva de água doce do mundo. Verão no Brasil é oportunidade para explorar belezas naturais O verão é a estação mais quente do ano e uma oportunidade para conhecer as belezas naturais do Brasil aproveitando o tempo ao ar livre. São cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes aquáticos: não faltam praias, rios, corredeiras e lagos. As opções de esportes também são variadas e vão do surfe ao rafting. Uma grande diversidade de cânions pode ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são "esculpidos" por águas de rios com ajuda da força do vento. No Brasil é possível visitar estas formações em diversas regiões e com ajuda do turismo ecológico é possível fazer passeios de barcos e trilhas para conhecer os cânions e a natureza que os cerca. Com uma grande reserva de água doce, o Brasil tem algumas das maiores e mais belas quedas d'água do mundo. São vários nomes: cascata, quando as águas descem degraus. Catarata, quando formam uma grande cortina. Salto, quando caem em forma de esguicho. Véu de noiva, queda d’água, catadupa, tombo, cachão... o nome não importa. Para quem gosta de natureza e aventura, as águas que caem transmitem encanto e boas energias. E pelos mais de 7 mil quilômetros de litoral é possível conhecer praias de todos os tipos.
    Por que o Taj Mahal corre o risco de desaparecer

    Por que o Taj Mahal corre o risco de desaparecer


    O Taj Mahal é a construção mais famosa da Índia e atrai milhares de turistas. Mas o Suprema Tribunal do país advertiu que uma combinação de negligência e poluição ameaça a existência do monumento. Taj Mahal, a construção mais famosa da...


    O Taj Mahal é a construção mais famosa da Índia e atrai milhares de turistas. Mas o Suprema Tribunal do país advertiu que uma combinação de negligência e poluição ameaça a existência do monumento. Taj Mahal, a construção mais famosa da Índia, pode desaparecer Dominique Faget/AFP Shamshuddin Khan organiza visitas para o Taj Mahal, na Índia, há mais de 30 anos e foi guia turístico de mais de 50 chefes de Estado de todo o mundo. Durante esse tempo, viu seu cabelo embranquecer e o Taj Mahal ficar mais escuro. Ao se aproximar da construção, Khan mostra as rachaduras e o mármore danificado da edificação. "Há momentos vergonhosos, em que os turistas estrangeiros me perguntam porque o Taj Mahal não é mantido como deveria. Também nos perguntam por que está perdendo sua cor e brilho. Nós, os guias, não temos as respostas", diz Khan. O Taj Mahal é um dos principais pontos turísticos da Índia. De 2010 a 2015, recebeu entre quatro e seis milhões de turistas, segundo o Ministério de Turismo e Cultura do país. Foi construído na cidade de Agra, no século 17, pelo imperador Shah Jahan. Era um mausoléu para sua rainha favorita, Mumtaz Mahal, que morreu ao dar à luz o décimo quarto filho do casal. Para construir o edifício, o imperador encomendou mármore do Rajastão, que tem uma característica singular: parece rosa pela manhã, branco à tarde e leitoso à noite. Problemas estruturais Mas o Taj Mahal começou a perder seu brilho. Suas fundações estão danificadas e as rachaduras estão cada vez maiores e mais produndas na cúpula de mármore do monumento. Diz-se que as partes superiores dos minaretes estão à beira do colapso. No começo deste ano, ventos fortes provocaram a queda de dois pilares do lado exterior. Em julho de 2018, o ambientalista e advogado MC Mehta apresentou uma petição para o Supremo Tribunal da Índia solicitando novos esforços para salvar o Taj Mahal. Os juízes concordaram e ordenaram audiências periódicas com os responsáveis pela conservação do edifício. A corte criticou a letargia dos funcionários públicos a respeito do destino da construção mais famosa da Índia. "O Taj Mahal deve ser protegido. Porém, se a indiferença dos funcionários continua, então, deve fechar. Inclusive, se as coisas não forem feitas corretamente, as autoridades deveriam demolí-lo", disse a sentença. Se por um lado muito poucos estão dispostos a tolerar a demolição do Taj Mahal, por outro lado a mera menção desta ideia pelo Supremo Tribunal indica que há uma verdadeira interrogação sobre seu futuro. Poluição do ar, chuva ácida e mudança de cor do Taj Mahal A petição que MC Mehta entregou ao Supremo Tribunal este ano não foi a primeira. Desde meados dos anos 1980, o ambientalista e advogado tem cobrado as autoridades indianas para que tomem medidas para preservar o Taj Mahal. Naquela época, os ambientalistas estavam particularmente preocupados com uma refinaria de petróleo em Mathura, a 50 quilômetros de distância, que havia começado a funcionar na década de 1970. Em 1978, um comitê de especialistas que estudou a qualidade do ar em Agra e seus arredores descobriu níveis substanciais de dióxido de enxofre na atmosfera. Além do dano para a saúde pública, esta contaminação também era danosa para o Taj Mahal. O dióxido de enxofre, junto com outros poluentes, se combina com a umidade na atmosfera, provocando a chuva ácida. Um relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o governo indiano descobriu que o monumento estava se tornando amarelo devido a "partículas suspensas e poeira na superfície". A ameaça ao Taj Mahal não provém apenas do ar, mas também da água. O trecho do rio Yamuna que passa por Agra é um dos canais mais contaminados do mundo. "As indústrias ao longo do rio, desde Delhi até Agra, estão despejando seus resíduos químicos diretamente no rio", afirma o ambientalista local Brij Khandelwal. Khandelwal ressalta ainda que o esgoto de Agra vai diretamente para o Yamuna, sem nenhum tratamento. Nessas condições, os peixes não conseguem sobreviver. Assim, moscas, mosquitos e outros insetos que normalmente seriam comidos pelos peixes acabam proliferando sobre a água suja e infestam o entorno do Taj Mahal. Falta de água pode prejudicar fundações Outro problema é a falta de água. As fundações do Taj Mahal estão localizadas sobre 180 poços de água e bases de madeira, que requerem água durante todo o ano. Se a base não for regada durante todo o ano, a madeira abaixo eventualmente se secará, apodrecerá e se romperá. Mas o que explica a falta de água? Quando o Taj Mahal foi construído, a maioria dos negócios e das viagens eram feitos ao longo do rio. Porém, à medida que a população crescia e as indústrias floresciam, foram construídas represas no Yamuna, reduzindo o fluxo do rio. "O rio Yamuna, que flui através do Himalaia, encolhe e se torna um fio d'água no momento em que atinge Agra", diz o ambientalista Khandelwal. Assim, adverte Khandelwal, para salvar o Taj Mahal, o Yamuna precisaria retomar seus níveis originais. "Se só a cúpula (do Taj Mahal) pesa 12,5 mil toneladas, podemos imaginar quanto pode pesar o restante da construção. As fundações de um edifício tão pesado deveriam ser sempre fortes", afirmou. Ilustração mostra o funcionamento das fundações do Taj Mahal, acima de poços de água BBC Justiça impôs restrições, mas efeitos foram poucos Em 1984, Mehta apresentou uma petição para o Supremo Tribunal, argumentando que as fundições, as indústrias químicas e as refinarias eram a causa principal da descoloração do Taj Mahal. Nove anos depois, o Supremo Tribunal anunciou que estava de acordo e elaborou uma lista de medidas para reduzir a contaminação da região. Foram aprovados pedidos para fechar todas as indústrias poluentes ao redor de Agra, especialmente aquelas muito próximas ao Taj Mahal. Além disso, as empresas que operam na cidade e cercanias foram obrigadas a usar apenas gás natural como combustível. O uso de carvão foi tornado ilegal. Também foi imposta uma proibição a veículos e equipamentos movidos a diesel. E foi proibido levar búfalos para o Yamuna, bem como lavar roupas em suas águas. Já em 1998, o Supremo Tribunal estabeleceu uma área de exclusão especial, para manter a indústria pesada a certa distância do monumento. Mas Mehta afirma que as autoridades não seguiram as ordens do Supremo Tribunal. "Infelizmente, nada mudou e tive de bater à porta do Supremo Tribunal novamente". O uso de veículos a diesel, por exemplo, continuou. O gado também continuou banhando-se no rio Yamuna e as roupas seguiram sendo lavadas ali. Além disso, fumaça, pó e poluentes tóxicos das indústrias de Agra e arredores continuaram sendo despejados no ar e no rio Yamuna, fazendo a contaminação crescer a níveis alarmantes. Proprietários das indústrias locais chegaram a formar uma organização com o slogan: "Eliminar o Taj, salvar a indústria". Tentativas de preservar o Taj Mahal O Supremo Tribunal confiou a tarefa de conservar o Taj Mahal a K Mohan Rao, o prefeito da cidade. Rao afirma que estão sendo tomadas medidas para fazer frente à quantidade de lixo que emana dos canais e nas casas da cidade. "Estão sendo instaladas unidades de tratamento de águas residuais", afirma. Segundo ele, há propostas para transformar Agra em uma "cidade inteligente", o que implica uma renovação completa na infraestrutura. Khandelwal e Mehta, no entanto, não estão contentes com o programa de conservação do Serviço Arqueológico da Índia, que restaura o Taj Mahal com uma camada de lama que supostamente absorve a sujeira que descolore as paredes da construção. Segundo os dois ativistas, para restaurar a glória do Taj Mahal seria preciso estudar como foi feita a conservação da infraestrutura durante o império mongol e o reinado britânico na Índia. Para isso, seria preciso recuperar o rio Yamuna. Porém, depois de tantas décadas dedicadas à preservação do Taj Mahal, Mehta diz que tem poucas esperanças de que o monumento seja salvo. À medida que as fundações enfraquecem, Mehta se preocupa que um dia reste apenas a lembrança. "O Supremo Tribunal já pediu que tantas agências realizassem estudos sobre como salvar o Taj Mahal. Essas agências, então, apresentaram suas descobertas de tempos em tempos. E a Justiça tem emitido ordem atrás de ordem. Mas, infelizmente, as autoridades não são sérias. Eu já estou envelhecendo, mas seguirei lutando", diz Mehta.
    Resgate em caverna na Tailândia: meninos tentam retomar a vida e turismo explode na região

    Resgate em caverna na Tailândia: meninos tentam retomar a vida e turismo explode na região


    Descubra o que ocorreu passados cinco meses desde que 12 garotos e seu técnico de futebol foram resgatados de uma caverna inundada. Jovens do time ‘Javalis Selvagens’, que ficaram presos em caverna na Tailândia, posam para foto antes de jogo...


    Descubra o que ocorreu passados cinco meses desde que 12 garotos e seu técnico de futebol foram resgatados de uma caverna inundada. Jovens do time ‘Javalis Selvagens’, que ficaram presos em caverna na Tailândia, posam para foto antes de jogo contra equipe juvenil do River Plate no Estádio Monumental, em Buenos Aires, no domingo (7) Eitan Abramovich/Pool/AFP Por três semanas de julho e julho, o destino de 12 meninos e seu técnico de futebol tornaram as cavernas de Tham Luang, na Tailândia, o assunto mais comentado no planeta. Cinco meses depois, o local está entre os mais visitados no norte tailandês. Em julho, uma operação para bombear água para fora da caverna fez com que campos vizinhos com pomares e vegetais fossem inundados. Uma das áreas era usada para o plantio de abacaxis por Archawin Mopoaku, membro da etnia Akha, uma das três que habitam essa região montanhosa. Mas ele não se queixou. Em vez disso, abandonou a agricultura por um tempo e ajudou como voluntário a cortar bambuzais para facilitar o acesso de soldados à entrada da caverna. Hoje, os campos de abacaxi de Archawin seguem intocados. E, ao lado deles, na estrada de terra que leva até as cavernas, ele vende laranjas de seu pomar a turistas - atividade que tem lhe proporcionado muito mais dinheiro do que ganhava com os abacaxis. "Antes do resgate, as coisas aqui eram muito calmas", ele disse. "Só de vez em quando alguns estrangeiros vinham explorar as cavernas. Mas depois do resgate há muito mais gente vindo, e moradores da região montanhosa como eu estão se dando bem." O mesmo vale para os vendedores de flores que abordam clientes no início da estrada, ambulantes que comercializam carne de porco e, especialmente, vendedores de bilhetes de loteria. Turismo interno Um guarda florestal se senta numa cadeira de plástico sob a copa de árvores, registrando num caderno o número de visitantes. Isso costumava ser fácil. Normalmente, eram entre 10 e 20 por dia. Hoje são mais de 6 mil. A maioria é composta de tailandeses, que vêm de todas as partes do país para ver onde ocorreu o resgate. "Hoje, nenhuma outra atração turística da região consegue competir com Tham Luang," diz Damron Puttan, empresário e estrela de TV em visita à área. Ele estava na Europa quando os meninos ficaram presos e se impressionou com a atenção que o caso recebeu no continente. "Nunca tinha ouvido falar dessas cavernas antes do resgate", diz Vanisa Achakulvisut. "Mas depois que surgiram as notícias sobre o time de futebol Wild Boars, tive que ver por conta própria." O técnico dos Wild Boars, Ekkapol Chantawong, e o socorrista Mikko Paasi se reencontraram no início de dezembro BBC Não é só a curiosidade que atrai multidões. A cadeia montanhosa sobre as cavernas foi batizada em homenagem a Nang Non, uma princesa mítica que se matou após um caso de amor proibido. Diz-se que a montanha lembra a imagem da princesa adormecida. Cavernas são vistas como lugares de grande poder místico na Tailândia. Há muito tempo existe um altar para Nang Non perto da entrada da caverna, onde as pessoas podem deixar oferendas ao espírito dela. Mas o resgate milagroso ampliou sua fama como provedora de boa sorte. Todo visitante que eu vi nessa região carregava flores e fazia uma breve oração no altar. O local se tornou um ponto de venda de bilhetes de loteria, e os números mais populares terminam com 13 - o número de pessoas resgatadas da caverna. Agora há outro santuário no local: uma estátua de 3 metros em bronze de Saman Gunan, o mergulhador tailandês que morreu durante o resgate. Os meninos resgatados visitaram o memorial dedicado a Saman Gunan neste mês BBC A obra foi posicionada em frente a um museu novo, ainda vazio, erguido no outrora enlameado estacionamento de onde eram transmitidas as notícias sobre o resgate. Reencontro Os meninos e o técnico Ekkapol Chantawong, que os ajudou a suportar a espera de 17 dias ensinando-os a meditar, também estavam lá, em sua segunda visita à caverna desde o resgate. Alguns dos socorristas também estavam presentes, como o finlandês Mikko Paasi, o americano Josh Morris – que tem uma escola de escalada em Chiang Mai e foi um intermediário entre os mergulhadores estrangeiros e agentes do governo tailandês –, e Vern Unsworth, o explorador de cavernas britânico que conhece Tham Luang há vários anos e foi um dos primeiros a chegar ao local após o sumiço dos meninos. Foi um encontro tocante. Os garotos, que pareciam saudáveis e alegres, abraçavam seus salvadores. O governo tailandês ainda os trata com grande zelo. Eles são assessorados por assistentes sociais, que os acompanham em todas as aparições públicas, e qualquer pedido de entrevista com o grupo é analisado rigorosamente por dois comitês. Suas famílias também foram instruídas a não falar com a imprensa sem autorização. 'Um milagre e tanto' "Para mim, ainda é muito emocionante", me disse o britânico Vern Unsworth enquanto olhávamos para a nova grade que impede o acesso à caverna. "Algumas pessoas acham que salvar 13 de 13 foi um milagre e tanto." "Acho que o mundo esperava um resultado ruim. Mas nunca desistimos. O que os mergulhadores fizeram foi uma prova incrível de resistência." Ele diz que ninguém deveria culpar os meninos e o técnico por terem entrado na caverna - e que eles apenas tiveram má sorte. "Poderia ter sido eu." Vern planejava visitar as cavernas no dia seguinte. A água subiu muito rápido, após chuvas fortes e pouco comuns, prendendo os meninos e o técnico e forçando-os a buscar refúgio caverna adentro. A experiência mudou suas vidas? "Eles são um grupo impressionante", diz Vern. "Eles continuaram com os pés no chão, e estão sendo muito bem cuidados. Não diria que têm uma vida normal - eles estão fazendo um tour pelo mundo. Mas estão de volta à escola." O técnico-chefe do time, Nopparat Kanthawong, afirma que eles estão treinando duro após a escola, assim como antes do resgate. Eles recuperaram o peso perdido, embora ainda estejam reconstruindo a força muscular. Há muitos grupos interessados em ajudá-los. Vimos os jovens serem treinados por uma equipe do Manchester City em seu campo nas montanhas. Há ao menos três filmes sobre o resgate sendo produzidos. A gravação do primeiro, chamado A Caverna, acaba de terminar. Vern e outros mergulhadores esperam que as cavernas e o museu sejam usados para educar o público sobre a geologia, a flora e a fauna locais. A entrada do complexo de cavernas Tham Luang agora está fechada BBC Para o chefe do distrito de Mae Sai, Somsak Kanakham, os recursos extras e as oportunidades de negócio gerados pelo boom turístico nas cavernas são bem-vindos. Mas ele se preocupa em manter o fluxo e diz que a área precisa de investimentos em infraestrutura para receber essa onda de visitantes. No longo prazo, ele espera receber orientações sobre como desenvolver outras potenciais atrações turísticas nessa região verde e montanhosa. Em algum momento, todo o entusiasmo gerado por esse resgate extraordinário começará a diminuir, possivelmente também reduzindo o número de visitantes.
    Brasileiro planeja viagens nacionais com cerca de um mês de antecedência, diz pesquisa

    Brasileiro planeja viagens nacionais com cerca de um mês de antecedência, diz pesquisa


    Viagens internacionais são preparadas 72 dias antes do embarque, em média. Aeroporto de Guarulhos Reprodução/TV Globo O brasileiro planeja viagens dentro do Brasil com cerca de um mês de antecedência, em média, apontou uma pesquisa da agência...


    Viagens internacionais são preparadas 72 dias antes do embarque, em média. Aeroporto de Guarulhos Reprodução/TV Globo O brasileiro planeja viagens dentro do Brasil com cerca de um mês de antecedência, em média, apontou uma pesquisa da agência de viagens Decolar. O levantamento também mostrou que, para viagens internacionais, o viajente costuma se programar 72 dias antes de embarcar – equivalente a pouco mais de dois meses. A pesquisa foi feita com base nas compras de passagens e pacotes no site da Decolar entre janeiro e novembro de 2017 e 2018. O levantamento também mostrou que, em média, o brasileiro passou apenas quatro dias nos destinos dentro do Brasil – que incluem viagens a trabalho, visitas ou férias. Para viagens internacionais, por outro lado, a permanência média foi de 15 dias. Alter no Chão (PA): destino brasileiro entre os 10 melhores do mundo 2019 Outro dado da pesquisa mostrou que aumentou a procura por ingressos de atrações nos destinos nacionais e internacionais. De 2017 para 2018, o aumento foi de 16% nas viagens dentro do Brasil. Para fora do país, o crescimento subiu 26%.
    Rovaniemi, a cidade da Finlândia onde é Natal o ano todo

    Rovaniemi, a cidade da Finlândia onde é Natal o ano todo


    Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local...


    Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi levar o turismo para um local longínquo Visit Rovaniemi/Divulgação Rovaniemi, capital da Lapônia, ao norte da Finlândia, é oficialmente a terra do Papai Noel. O que significa que pouco importa se você vai para lá no dia 25 de dezembro ou, por exemplo, em pleno agosto: vai ter pinheirinho enfeitado, pisca-pisca, desenho de rena por todos os lados, vai ter gente fantasiada de elfo e vai ter um bom velhinho vestido de vermelho pronto para desejar Feliz Natal. Transformar Rovaniemi na terra do Papai Noel foi muito mais uma decisão econômica do que uma eventual preocupação em honrar uma tradição. Atualmente, cerca de 500 mil pessoas por ano visitam o município de 63 mil habitantes. Para a capital da Lapônia, o verdadeiro milagre do Natal foi trazer turismo para um local longínquo e que foi quase exterminado nos anos 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial, 90% dos imóveis de Rovaniemi foram destruídos. Anos depois, graças a esforços governamentais e financiamento da ONU (Organização das Nações Unidas), o local foi reconstruído. Os principais edifícios públicos foram concebidos pelo famoso arquiteto Alvar Aalto (1898-1976). E ele fez um plano urbanístico no mínimo curioso: vista de cima, a cidade parece a cabeça de uma rena. Então o turismo passou a ser utilizado como força motriz para a recuperação da região. Em 1957, a seção de viagens do New York Times já recomendava uma visitinha ao "deserto do norte da Europa". Mas a cereja do bolo viria apenas nos anos 1980, ano em que a Vila do Papai Noel seria construída, a 8 km da cidade. Ideia do departamento de turismo finlandês, ela foi concretizada na gestão do então governador da Lapônia Asko Oinas, que em dezembro de 1984 decretou a cidade como "sede oficial" do Papai Noel. O complexo foi inaugurado em 1985. A divulgação para o turismo ganharia força quatro anos mais tarde, quando as 16 maiores empresas finlandesas se uniriam e criariam a Associação da Terra do Papai Noel. A partir de então, o país passou a enviar papais noéis treinados a eventos de turismo em todo o globo para promover a região. Plano urbanístico da cidade, visto de cima, parece a cabeça de uma rena Divulgação História Mas como foi que uma cidade perto do Círculo Polar Ártico, no gélido extremo norte do planeta, se tornou a terra do Papai Noel? Trata-se de uma pitoresca história, já que o mito do bom velhinho deriva do religioso católico São Nicolau de Mira, conhecido como Taumaturgo, que nasceu, viveu e morreu na Ásia Menor, onde hoje é a Turquia, provavelmente entre os anos de 270 e 343. Tudo começou quando, no fim dos anos 1860, a revista feminina norte-americana Harper's Bazaar passou a publicar ilustrações do velhinho barbudo como sendo um habitante do Polo Norte, ambiente naturalmente propício para renas pastando ao ar livre, aliás. Cartinhas expostas no correio oficial do Papai Noel Mariana Veiga/BBC A lenda foi tomando corpo. Entre 1927 e 1956, o jornalista e locutor de rádio Elner Markus Rautio (1891-1973) encarnou o personagem Tio Markus na rádio estatal finlandesa. Ele tinha um programa infantil no qual trazia a figura do bom velhinho, identificando-o sempre como um ilustre morador da Finlândia. Provavelmente para dar ênfase ao caráter remoto do local em que o senhorzinho vivia, Tio Markus cravava que o Papai Noel ficava em Korvatunturi, uma erma montanha na fronteira entre a Finlândia e a Rússia, no município de Savukoski - somente o 298º maior da Finlândia, com apenas 1.009 habitantes. Korvatunturi significa algo como "penhasco da orelha" em finlandês. O nome é por conta de seu formato. Na rádio, Tio Markus enfatizava uma característica do bom velhinho até hoje conhecida: ouvir o pedido de cada criança. Mas e Rovaniemi? As cartas enviadas para o Papai Noel para Korvatunturi (no CEP 99999) são direcionadas para a vila do bom velhinho em Rovaniemi, a capital da Lapônia. De acordo com o Visit Rovaniemi, o órgão oficial de promoção turística de lá, a casa do Papai Noel segue em Korvatunturi. Atualmente, cerca de 500 mil pessoas por ano visitam Rovaniemi, município de 63 mil habitantes Visit Rovaniemi/Divulgação "Mas como o lugar é conhecido apenas por poucas pessoas, ele decidiu estabelecer seu escritório em Rovaniemi", afirma a entidade. "Eu vou todos os dias de Korvatunturi para Rovaniemi. Ho ho ho", diz o Papai Noel. "Minhas renas são rápidas. Korvantunturi é minha casa. Rovaniemi é meu trabalho." E precisam mesmo ser. Afinal, o trajeto todo é de quase 400 km. Papai Noel A vila em Rovaniemi é um complexo de chalés em que funcionam um hotel, dois restaurantes, lojas temáticas, o recanto do Papai Noel e, claro, o correio que recebe cartinhas do mundo todo. Como parte das atrações, é possível interagir com renas e, se houver neve, pilotar um snowmobile. A Vila do Papai Noel, a 8 km de Rovaniemi, é um complexo de chalés em que funcionam hotel, restaurantes e lojas temáticas Visit Rovaniemi/Divulgação O trono do Papai Noel fica no centro de uma das casas. Chega-se até ele depois de um percurso em que a história do Natal é retratada, cômodo a cômodo, com cenas temáticas cenográficas. O bom velhinho que dá plantão na Vila do Papai Noel não sai do papel nem quando interage com adultos - conforme a reportagem da BBC News Brasil constatou quando lá esteve. Se você perguntar a ele se conhece seu país, por exemplo, vai ouvir algo como: "É claro, eu vou para lá todos os anos". Se você notar que é outro ator no papel porque já houve troca de turno, ele vai seguir agindo como se fosse o mesmo de horas atrás. Afinal, Papai Noel é único. E conhece bem todos nós - comporte-se! A agência dos correios que funciona na Vila é uma agência real, operada pela Posti, o sistema de correios da Finlândia. É a única que tem um carimbo exclusivo do círculo polar ártico, o que significa que mandar uma carta dali é um souvenir único. De acordo com dados da Posti, desde 1985, quando a agência foi criada, o bom velhinho já recebeu 15 milhões de cartas de 198 países diferentes. Tudo arquivado ali. Círculo Polar Ártico A linha do Círculo Polar Ártico passa pelo meio da Vila do Papai Noel. O que significa que, sim, estando ali é possível cruzá-la. Há uma marca no chão - e fila de turistas à espera de um clique perfeito para postar no Instagram. Operadoras de turismo oferecem passeios interessantes pela região. Uma vez hospedado ali, vale a pena fazer uma imersão mais profunda. Entre o final de setembro e o início de março, por exemplo, é o período em que se tem mais chance de observar a aurora boreal. Se for verão, é possível sair para colher frutas vermelhas pelos bosques da Lapônia. Também estão no cardápio de atrações os safáris, nos quais renas são facilmente observadas na natureza. Uma dessas empresas de safáris da região, aliás, foi quem salvou o escritório do Papai Noel da falência, em 2015. Sim, a crise já acometeu até o bom velhinho. Fotos de animais observados em Rovaniemi, na Lapônia Mariana Veiga/BBC A companhia que administra o complexo acumulava uma dívida de 206 mil euros com o fisco finlandês. Na última hora do prazo de pagamento, uma das operadoras de safári injetou o valor necessário para quitar o débito e se tornou sócia da vila. A operação, diz a lenda, garantiu que o Natal seguisse existindo para milhões de crianças em todo o mundo. Ou, ao menos na realidade, garantiu que todo dia fosse dia de Natal em Rovaniemi, no extremo norte da Lapônia.
    Alter do Chão no PA está entre os 10 melhores destinos do mundo para conhecer em 2019

    Alter do Chão no PA está entre os 10 melhores destinos do mundo para conhecer em 2019


    A vila fica em Santarém e esbanja charme como um dos lugares mais bonitos do Brasil e do mundo com praias de água doce. Praias de areia branquinha em Alter do Chão surgem no verão amazônico Reprodução/TV Tapajós Que destinos serão os mais...


    A vila fica em Santarém e esbanja charme como um dos lugares mais bonitos do Brasil e do mundo com praias de água doce. Praias de areia branquinha em Alter do Chão surgem no verão amazônico Reprodução/TV Tapajós Que destinos serão os mais cobiçados? Quais os mais favoráveis para o turista brasileiro? Uma pesquisa de tendências nacionais e internacionais elegeu os 10 melhores lugares do mundo para visitar em 2019. A famosa praia de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, está entre os destinos e ocupa o 8º lugar na lista. A eleição os Melhores Destinos para 2019 foi realizada pelo sexto ano consecutivo pelo Viagem, promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Com um total de 25 votos, o Peru foi o grande vencedor, isolado na liderança. Foi seguido pela Croácia e pela cidade do Porto, em Portugal, ambos com 22 pontos. Nas redes sociais, a Croácia levou a melhor. Pela ordem, aparecem, Lençóis Maranhenses, Japão, Islândia, Sudeste Asiático, Alter do Chão, Egito e o Ceará. Alter do Chão Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, na vila de Alter do Chão Zé Rodrigues/TV Tapajós Alter do Chão tem 260 anos. A vila, com seis mil habitantes, é famosa pelos seus atrativos e riquezas naturais que encantam brasileiros e estrangeiros. Alter é a primeira entre os 10 lugares com as praias mais bonitas do Brasil e o mais bonito do mundo com praias de água doce, segundo o jornal inglês The Guardian. De clima equatorial, quente e úmido, Alter do Chão tem praias águas claras e areia fina e branquinha, às margens do rio Tapajós, sendo um dos principais pontos turísticos de Santarém. O local é conhecido como o ‘Caribe Amazônico’ e está entre os roteiros de viagens, principalmente nas férias. Perfeita para relaxar, a praia possui um cenário paradisíaco e guarda uma beleza única. A vila é indicada pelo Ministério do Turismo como local que vale a pena conhecer. O lugar é ideal para aproveitar o ‘verão amazônico’, que ocorre entre os meses de agosto a dezembro. De janeiro a julho, a ilha praticamente desaparece. Tô de Folga mostra as belezas de Alter do Chão (PA) História Alter do Chão foi fundada em 6 de março de 1626, pelo português Pedro Teixeira. Em 6 de março de 1758, foi elevada a categoria de vila por Francisco Xavier de Mendonça Furtado, então governador da capitania do Grão-Pará, durante o Brasil Colônia. Alter foi local das missões religiosas, comandadas pelos jesuítas. Até o século XVIII, a vila era habitada majoritariamente pelos índios Borari. Desde a década de 1990 até os dias de hoje, o atual distrito aposta no turismo para alavancar a economia local. A vila fica distante aproximadamente 37 quilômetros de Santarém. O acesso se dá pela rodovia estadual Everaldo Martins, a PA-457, totalmente pavimentada. Outra maneira de chegar até a vila é pelo rio Tapajós, de barco ou de lancha. A viagem dura em média 45min de carro e 3h pelo rio. Na vila, existem hotéis e pousadas e um albergue. Os preços das diárias variam a cada período do ano, durante os eventos tradicionais, os valores aumentam consideravelmente em algumas hospedarias. Carnaval, Festival Borari e Sairé Com vários acessórios, foliões se divertem no carnaval em Alter do Chão Adonias Silva/G1 Visitantes do Brasil e do mundo movimentam a vila no período do Carnaval do ‘Mela Mela’ - uma brincadeira de espuma e amido de milho que anima os foliões, e no Festival Borari - festa indígena que mantem a identidade cultural da vila. Abertura do Sairé 2018 em Alter do Chão, no Pará Adonias Silva/G1 A Festa do Sairé é outro atrativo. É a mais antiga manifestação folclórica que ocorre em setembro. Há cerca de 300 anos, o Sairé une rituais religiosos e inclui a disputa folclórica dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. A festa reúne milhares de pessoas. Culinária Chefs inovam na criação de novos pratos com produtos regionais do Pará Espaço Gastronômico Alter do Chão/Arquivo Pessoal Os pratos mais procurados pelos visitantes são aqueles feitos à base de peixe. É o ponto forte da vila e não podem faltar no cardápio dos restaurantes. Entre as espécies mais preferidas estão o tucunaré e tambaqui. Os doces a base de frutas regionais também são destaques. Outros pratos, como o tacacá, vatapá, pato no tucupi, maniçoba e bolos tradicionais despertam o paladar dos visitantes de todas as regiões do mundo. Quer saber mais notícias de Santarém e Região? Acesse G1 Santarém.

    Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon


    País tem celebrações na praia, show com multidões e muito mais. Brasil tem várias festas para comemorar o Ano Novo O Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon. Nas avenidas das grandes cidades ou nas praias de norte a sul, as pessoas se...

    País tem celebrações na praia, show com multidões e muito mais. Brasil tem várias festas para comemorar o Ano Novo O Brasil tem várias festas para comemorar o réveillon. Nas avenidas das grandes cidades ou nas praias de norte a sul, as pessoas se reúnem para celebrar o ano novo. Várias cidades do país têm shows de fogos que colorem o céu durante a virada. O mais famoso fica no Rio de Janeiro, em Copacabana, onde mais de dois milhões de pessoas celebraram a chegada de 2018. Para a chegada de 2019, a prefeitura da cidade anunciou o show da banda Skank.
    Autoridades indianas aumentam preços de ingressos para poder preservar Taj Mahal

    Autoridades indianas aumentam preços de ingressos para poder preservar Taj Mahal


    Novos valores serão US$ 19 para turistas estrangeiros e US$ 3,50 para indianos, que representam maioria dos 15 mil vistantes diários. Objetivo é reduzir visitas entre 15% e 20%, além de gerar recursos para conservação. O Taj Mahal, em Agra, na...


    Novos valores serão US$ 19 para turistas estrangeiros e US$ 3,50 para indianos, que representam maioria dos 15 mil vistantes diários. Objetivo é reduzir visitas entre 15% e 20%, além de gerar recursos para conservação. O Taj Mahal, em Agra, na Índia, em foto de 3 de janeiro Dominique Faget/AFP As autoridades indianas multiplicaram por cinco o preço da entrada no Taj Mahal para os visitantes locais, visando limitar o número de turistas e reduzir os danos causados ao monumento turístico mais importante da Índia. O ingresso "tudo incluído" para o Taj Mahal, mausoleu construído no século XVII pelo imperador mongol Shah Jahan em memória de sua esposa Mumtaz Maha, passou de 50 rupias (US$ 0,70) para 250 rupias (US$ 3,50) para os turistas indianos, a maioria entre os cerca de 15 mil visitantes diários ao palácio. O ingresso para turistas estrangeiros ao palácio de mármore branco da cidade de Agra, no norte da Índia, subiu de US$ 16 para US$ 19. "Queremos que as pessoas paguem mais para limitar a frequência", explicou à AFP um membro do Serviço de Arqueologia da Índia, o órgão governamental responsável pela manutenção do monumento, visitado por cerca de 6,5 milhões de pessoas em 2016. "Isto reduzirá o número de visitantes ao Taj Mahal em entre 15% e 20%, além de gerar os recursos necessários para sua conservação".
    Redescobrindo a remota aldeia marroquina que tinha desaparecido do mapa

    Redescobrindo a remota aldeia marroquina que tinha desaparecido do mapa


    Uma solitária exploradora parte rumo a montanhas marroquinas determinada a refazer uma expedição realizada em 1955. Aldeia de Idihr, no Marrocos Liza Foreman/BBC Nosso veículo seguia cada vez mais alto pela estrada de terra que corta as montanhas...


    Uma solitária exploradora parte rumo a montanhas marroquinas determinada a refazer uma expedição realizada em 1955. Aldeia de Idihr, no Marrocos Liza Foreman/BBC Nosso veículo seguia cada vez mais alto pela estrada de terra que corta as montanhas do Alto Atlas, no Marrocos. Abaixo de mim, o solo vermelho se espalhava entre o verde da floresta e a cobertura de neve branca. Eu me perdi na beleza vertiginosa dos picos mais altos do norte da África, e quando nervosamente espiei pela janela, vi que não havia proteção na estrada para o profundo e distante vale. Nossa jornada começara uma hora antes, na base da montanha, por uma antiga trilha que era usada por caravanas ligando Marrakesh ao deserto do Saara. Séculos atrás, essa rota comercial transaariana havia trazido ouro, marfim e tecidos de lugares como Timbuktu, Sudão e Gana para a costa norte-africana. Hoje, as outroras orgulhosas aldeias salpicadas ao longo desta estrada sinuosa são pouco desenvolvidas e servem de pouso para viajantes cansados, que podem comprar carne grelhada em cabanas e cafés. Parei em uma dessas aldeias, Taddert, naquela manhã, segurando uma cópia desbotada de Berber Village: The Story of the Oxford University Expedition to the High Atlas Mountains of Morocco (O Vilarejo Berber: A História da Expedição da Universidade de Oxford às Montanhas do Alto Atlas do Marrocos, em tradução livre). Publicado em 1959 e escrito por Bryan Clarke, o livro é um relato de uma notável expedição de 17 dias desde Oxford, no Reino Unido, a uma remota aldeia chamada Idihr, realizada por cinco estudantes em 1955. Os jovens - entre eles, o próprio Clarke - viajaram em um caminhão que fora usado pelo Exército. Eles foram imbuídos da esperança de estudar a geografia, a vida selvagem e os costumes deste canto longínquo da cadeia montanhosa mais alta do mundo árabe. Viagem em território hostil A jornada ocorreu durante um período de agitação civil. O Marrocos era um protetorado francês desde 1912, mas após o exílio do sultão Mohammed V em 1953, a violência explodiu e as autoridades coloniais reprimiram implacavelmente os nacionalistas marroquinos. Quando os estudantes atravessaram da Inglaterra para San Sebastián, na Espanha, e se prepararam para se aventurar de Gibraltar ao Marrocos no verão de 1955, a ocupação francesa estava em seus últimos momentos, e o futuro do país era incerto. Quando os estudantes chegaram ao norte da África, eles buscaram ajuda do líder Thamis el-Glaoui para encontrar uma aldeia remota ideal para a pesquisa e ter proteção durante a viagem. Antes de se tornar o Paxá (governador da província) de Marrakech, em 1912, el-Glaoui foi apelidado de "O Senhor do Atlas" e governou a rota das caravanas que cortava as montanhas do sul de Marrocos. Seu palácio era o lendário Kasbah Telouet, no centro do Marrocos, e na época de sua morte, em 1956, ele era um dos homens mais ricos do mundo. Após atravessar de Oxford ao Alto Atlas, os estudantes passaram a noite no palácio. Era o fim da estrada, então, um xeque local providenciou uma caravana de mulas para levar a bagagem enquanto os estudantes percorriam cerca de 35 quilômetros de Telouet a Idihr. Alto do Atlas do Marrocos Liza Foreman/BBC Assim como os estudantes, eu tinha vindo ao Marrocos para uma aventura pessoal. Depois de viver nos EUA por uma década, viajei rumo ao país na esperança de escrever um romance. Um dia, enquanto vasculhava uma biblioteca em Casablanca, descobri uma cópia do Berber Village. Ao lê-lo, fiquei fascinada pelas provações e tribulações que esses cinco jovens aventureiros enfrentaram - entre eles, estavam um intérprete marroquino, além de aspirantes a zoólogo, etnólogo, geógrafo e botânico. Chegada ao 'vilarejo perdido' Durante a jornada de 17 dias, de acordo com o livro, os estudantes dormiram na varanda de um oficial britânico, conheceram o lendário explorador Wilfred Thesiger e quase foram mantidos em cativeiro por bandidos em Marrakech. Depois de chegar a Idihr, eles acamparam por sete semanas durante suas pesquisas. Seu principal financiamento veio do Clube de Exploração da Universidade de Oxford, que lhes permitiu comprar o veículo, e um adiantamento de £100 da National Geographic para um artigo futuro. Nas semanas anteriores à partida, os estudantes estocaram uma pilha de refeições prontas, penicilina e papel higiênico. Clarke despediu-se da proprietária idosa do local onde estava, que lhe deu uma sacola com sanduíches caseiros para a viagem. Os alunos escolheram Idihr por sua localização remota no alto da cordilheira do Atlas. Eles queriam encontrar algum lugar intocado pela modernidade para estudar as crenças e práticas agrícolas de uma sociedade remota do Magreb. Os alunos armaram suas tendas sob uma grande nogueira na beira do riacho que corria próximo à aldeia. Em 1955, cinco estudantes da Universidade de Oxford viajaram a Idhir Liza Foreman/BBC Com o passar das semanas, escreve Clarke, uma amizade foi se formando entre os dois grupos. Os estudantes convidaram aldeões para tomar chá em suas barracas, e os aldeões os receberam em suas simples casas de alvenaria. Os aldeões logo revelaram uma crença em animismo e gênios, e começaram a ver os estudantes, que compartilhavam sua penicilina, como curandeiros mágicos. Quanto mais eu lia o relato de Clarke, mais curiosa ficava para descobrir o que havia acontecido com Idihr. Ainda existia? Eu a busquei no Google Maps e perguntei a habitantes de Marrakech em árabe, mas ninguém conseguiu encontrar nenhum traço da vila. Eu contatei até a viúva de Clarke e perguntei se alguém do grupo voltara depois ao lugar. Clarke não tinha e ela não tinha certeza sobre os outros, se eles ainda estavam vivos. O pequeno ponto de uma aldeia parecia ter desaparecido dos mapas modernos, e a única evidência de sua localização era um esboço desenhado a mão no livro de Clarke, que ficava a 16 quilômetros da cidade de Zerkten e entre as aldeias de Taddert e Telouet, na província de Al Haouz. Eu não tinha certeza se ela havia mudado de nome ou desaparecido por completo, mas estava determinada a descobrir se ainda existia. Taddert parecia ser a aldeia mais próxima nos mapas modernos, então, eu dirigi três horas ao vilarejo de Marrakech com um motorista que serviu como intérprete. Um grupo de homens se reuniu em torno de nós e olhou para o livro de Clarke, enquanto meu motorista e eu repetíamos o nome da aldeia. Eles analisaram o mapa desenhado à mão e, finalmente, alguém apontou para as montanhas ao longe. Então, um mecânico de bom coração, Karim, que estava por perto, veio me socorrer. Idihr existia e ele me levaria lá. A nova expedição Esperei em um café à beira da estrada em Taddert com o livro de Clarke aberto na mesa, enquanto Karim ligava para um amigo. Nossa expedição improvisada consistia de mim, meu motorista, Karim e seu amigo, que tinham o maior carro das redondezas: um 4x4 capaz de subir as montanhas. Mas após uma hora subindo cada vez mais alto e as rodas do carro cada vez mais próximas do penhasco, eu não aguentei mais. Com muito medo para continuar, implorei ao motorista que parasse, fechei a porta e comecei a caminhar de volta pela montanha em uma trilha empoeirada antes que o carro se virasse para me pegar. Fiquei decepcionada comigo mesma, mas descobri que Idihr existia. Agora, eu só precisava encontrar uma maneira diferente de chegar lá. Karim, meu motorista e eu voltamos de Taddert para Marrakech naquela noite. Karim me garantiu que tentaria encontrar uma rota menos perigosa para a aldeia e insistiu que eu não lhe devia nada em troca. Alguns dias depois, recebi uma ligação dele. Ele tinha decidido que iríamos no 4x4 por uma estrada diferente. Por mais que eu tivesse gostado de refazer a rota de 35 quilômetros dos alunos de Telouet, ela era muito perigosa. Fiquei nas mãos de Karim para encontrar outro caminho até lá. Nós partimos sete dias depois. Enquanto Karim, eu e nosso motorista deixávamos Marrakech para trás e viajávamos por estradas montanhosas, a velha rota de caravanas abria caminho até as montanhas cobertas de neve. As mulheres lavavam as roupas em valas, os tapetes sopravam ao vento nas barracas da beira da estrada e burros trotavam livremente por casas pela metade. Depois de três horas, nós saímos da rota da caravana e nos aproximamos Taddert, do lado oposto das montanhas por onde fizemos nossa primeira tentativa. Embora Idihr estivesse a menos de 20 quilômetros de distância, o trajeto levou várias horas, já que subimos em curvas e atravessamos rios a passo de caracol. Nós estávamos sozinhos em uma estrada de terra enquanto os picos do Alto Atlas subiam e desciam ao nosso redor. Finalmente, a pequena aldeia apareceu: um aglomerado de casas simples de tijolos amontoadas na margem de um rio alimentado pela montanha. Karim cumprimentou os locais em árabe e no dialeto de Amazigh (também conhecido como Berber). Homens saíam de suas casas, e mulheres de saias brilhantes e lenços na cabeça se escondiam de mim. Parecia que eles não estavam acostumados com visitantes estrangeiros. Eu passei por jardins e cabras. Um grupo de crianças me seguiu até o riacho abaixo da aldeia onde encontrei a nogueira descrita por Clarke. A aldeia era composta de casas baixas, cor de areia, dispostas em torno de uma praça. Outra fileira de casas percorria a beira de cima do córrego e era idêntica às imagens dos alunos do livro. Os aldeões tiraram fotografias em preto e branco de um estrangeiro que havia parado aqui anos antes. Eu pedi para fotografar as mulheres, e elas ficaram admiradas com as imagens na tela do meu iPad; não havia telefones celulares ou câmeras. Mostrei-lhes uma cópia de Berber Village e perguntei se alguém se lembrava dos alunos, mas ninguém jamais havia visto o livro. Alguns moradores reconheceram fotos de aldeões falecidos. Retrato do passado Nada parecia ter mudado em Idihr desde o relato do livro, exceto que agora uma van esporadicamente levava os moradores para Taddert. As pessoas trabalhavam na terra, assim como sempre fizeram. Eles ainda se deliciam com carne cozida lentamente e pratos de legumes em potes de tagine. Um deles foi oferecido a mim naquela tarde. A única evidência da localização de Idihr é um esboço de mapa em um livro escrito por um dos estudantes de Oxford, Bryan Clarke Liza Foreman/BBC Havia uma TV antiga desligada em um espaço comunitário. Além de um teto sobre suas cabeças e roupas em seus corpos, os aldeões não pareciam ter muito. E, de acordo com Karim e o motorista, eles ainda compravam mercadorias de "homens mágicos" ambulantes na esperança de que lhes trariam boa sorte. Passei a tarde na aldeia e parti antes de a noite cair. Idihr não estava a caminho de lugar algum - era tão difícil de chegar até ela e tão pequena que, a menos que você se perdesse procurando por Kasbah Telouet, agora em ruínas, você nunca a encontraria. Mas agora que eu conseguira, sonhava em um dia voltar para acampar na aldeia, assim como os alunos fizeram. Eu não tinha o financiamento de uma universidade ou publicação, mas provei que um viajante com uma boa dose de determinação ainda pode ser um explorador no mundo de hoje. Eu posso não ter sido a primeira a descobrir Idihr, mas graças à bondade de estranhos, senti como se tivesse redescoberto um pequeno segredo escondido da vista e congelado pela lenta marcha do tempo nas montanhas.
    Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018; Rio de Janeiro cai 7 posições

    Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018; Rio de Janeiro cai 7 posições


    A empresa Euromonitor International avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Brasil ficou em 94º lugar. Hong Kong Pixabay Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018, de acordo com relatório da empresa Euromonitor International, que...


    A empresa Euromonitor International avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Brasil ficou em 94º lugar. Hong Kong Pixabay Hong Kong foi a cidade mais visitada de 2018, de acordo com relatório da empresa Euromonitor International, que avaliou as cidades que mais receberam turistas no ano. Perto de 30 milhões de turistas devem viajar para a região antes do final do ano - e mais de 50% deles serão do continente chinês. A pesquisa cobre 600 cidades e, segundo eles, as chegadas globais deverão crescer 5% este ano. A Ásia continua a ser o maior participante do ranking, com 41 das 100 principais cidades do continente. Bangcoc mantém seu lugar como número 2 no ranking, com cerca de 24 milhões de visitantes esperados para 2018, enquanto Cingapura, Macau, Kuala Lumpur e Shenzhen estão entre os 10 melhores. "O Japão e a Índia se destacam por seu forte crescimento das chegadas de cidades", diz o relatório, destacando que "cidades como Osaka e Chiba apresentaram crescimento médio anual de 43% e 35%, respectivamente, entre 2012 e 2017". Brasil mal colocado O Brasil não entrou no Top 20. A única cidade brasileira no ranking é o Rio de Janeiro, que aparece em 94º, uma queda de sete posições em relação ao último ano. O Rio aparece atrás de cidades latino-americanas como Santiago (93º), Lima (91°) e Buenos Aires (89º). Caso tenha queda semelhante no próximo ano, o Brasil pode não aparecer no ranking. Europa em baixa Londres Pixabay Londres é a única cidade europeia no Top 5. Ficou em terceiro lugar, com pouco menos de 21 milhões de turistas internacionais esperados. Seus rivais europeus - Paris, com 16,9 milhões de turistas, e Roma, com 9,7 milhões - devem se contentar com o sexto lugar e o 15º lugar, respectivamente. Apenas 4 cidades europeias aparecem no Top 20: Londres, Paris, Roma e Praga. Impacto de ataques terroristas Dubai está em sétimo lugar, com 16,7 milhões de visitantes, embora a Euromonitor International relate que as regiões do Oriente Médio e África têm os menores desempenhos, com cidades como Jerba e Sousse na Tunísia e Sharm el Sheikh no Egito saindo do ranking nos últimos anos devido ao impacto de ataques terroristas. O Cairo, no entanto, está se recuperando e ocupa o 50º lugar na lista deste ano, com 4,9 milhões de visitantes internacionais esperados. 'Efeito Trump' De acordo com a pesquisa, os EUA "teve um ano turbulento" em 2017. A cidade de Nova York, com 13,5 milhões de visitantes esperados, é a única cidade em todo o continente americano a chegar entre os 20 melhores destinos. Miami aparece na 22ª posição, enquanto Los Angeles e Las Vegas são a 27ª e a 28ª. Em setembro de 2017, o Departamento Nacional de Viagens e Turismo dos EUA (NTTO) anunciou que o número de visitantes tinha caído 5% "inevitavelmente devido ao efeito Trump". Desde então, no entanto, o NTTO teve que revisar seus números, mostrando agora um aumento em visitantes em 2017 em 2%. A maioria das cidades dos EUA apresentou crescimento estável. A exceção foi Las Vegas, que sofreu no final de 2017 e início de 2018, devido às consequências do massacre em outubro de 2017. Para ficar de olho O relatório também aponta Bombaim, Porto, Osaka e Jerusalém como suas cidades para acompanhar nos próximos anos. Bombaim na Índia: um dos lugares que deve receber mais turistas em 2019 Pixabay A previsão é de que Bombaim entrará no Top 10 da Ásia no próximo ano, com um crescimento previsto de chegadas de 19%, e está preparada para o afluxo, com a primeira fase do novo Aeroporto Internacional de Navi Mumbai pronta para entrar em operação em 2019. Depois de uma queda entre 2013 e 2015, espera-se que as chegadas de Jerusalém cresçam 38% em 2018, graças à "estabilidade relativa e um forte impulso de marketing", segundo o documento. Confira abaixo as 20 cidades mais visitadas em 2018: 1. Hong Kong: 29.827.200 de chegadas em 2018 2. Bangcoc: 23.688.800 de chegadas em 2018 3. Londres: 20.715.900 de chegadas em 2018 4. Singapura: 18.551.200 de chegadas em 2018 5. Macau: 18.931.400 de chegadas em 2018 6. Paris: 16.863.500 de chegadas em 2018 7. Dubai: 16.658.500 de chegadas em 2018 8. Nova York: 13.500.000 de chegadas em 2018 9. Kuala Lumpur: 13.434.000 de chegadas em 2018 10. Shenzhen: 12.437.300 de chegadas em 2018 11. Phuket: 11.945.500 de chegadas em 2018 12. Istanbul: 12.121.100 de chegadas em 2018 13. Nova Deli: 12.505.300 de chegadas em 2018 14. Tóquio: 9.896.300 de chegadas em 2018 15. Roma: 9.703.200 de chegadas em 2018 16. Antália: 10.729.300 de chegadas em 2018 17. Taipei: 9.783.300 de chegadas em 2018 18. Guangzhou: 9.392.000 de chegadas em 2018 19. Bombaim: 10.670.100 de chegadas em 2018 20. Praga: 9.038.900 de chegadas em 2018
    Viena faz campanha para que turistas abandonem smartphone e aproveitem melhor a cidade

    Viena faz campanha para que turistas abandonem smartphone e aproveitem melhor a cidade


    A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de 'Unhashtag Vienna' (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. ...


    A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de 'Unhashtag Vienna' (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. Campanha critica excesso de uso do smartphone durante turismo Wien Tourismus, Wien Nord, Paul Bauer A capital da Áustria quer que seus turistas utilizem menos seus telefones para aproveitar melhor as atrações da cidade. A secretaria de turismo de Viena lançou, no fim de outubro, uma campanha publicitária, batizada de “Unhashtag Vienna” (Viena sem hashtag), na qual encoraja os viajantes a descobrirem as belezas locais sem a poluição visual das redes sociais. A maioria das pessoas já viveu essa situação: ficar perdido numa multidão de turistas que tiram fotos de si mesmos diante de alguma obra de arte ou monumento. Para lutar contra essa prática, a secretaria de turismo de Viena distribuiu cartazes na Alemanha e na Inglaterra, mostrando turistas que se fotografavam diante de lugares emblemáticos da capital austríaca. “Aproveite a cidade sem suas fotos”, dizia o texto. Uma outra ação para reduzir o engarrafamento de smartphones foi o empréstimo de câmeras capazes de tirar apenas dez fotos. O famoso Palácio Belvedere também aderiu à campanha. Durante três dias, o quadro “O Beijo”, de Gustav Klimt, foi substituído por uma cópia, onde uma hashtag cobria a imagem. O original foi colocado na sala seguinte, para evitar, como acontece com a Mona Lisa do Louvre, que as pessoas venham somente para fazer selfies em frente à obra. Verdadeiro sucesso A campanha serviu para abrir o debate sobre a onipresença das redes sociais e das selfies durante as viagens. O objetivo da secretaria de turismo não era proibir aos visitantes o uso das câmeras, mas de limitar o número de fotos. “A ideia foi inspirada no fato de que muita gente diz que Viena é uma cidade calma. Acredito que muitas pessoas entenderam que Viena é uma cidade onde aproveitamos o tempo, cada momento, e não refletimos sobre o número de fotos que fizemos durante o dia”, afirmou à RFI Helena Hartlauer, secretária de turismo de Viena. A campanha fez sucesso na mídia e nas redes sociais na Inglaterra e na Alemanha, os dois países onde ela se desenvolveu. Essa não é a primeira vez que a Áustria agrada com uma publicidade – há um ano, todo mundo comentou a celebração do centenário da morte do artista austríaco Egon Schiele. Os cartazes mostravam pinturas de nu, que várias cidades censuraram. A secretaria de turismo refez as peças, desta vez com uma faixa preta cobrindo as partes íntimas e a frase “Pedimos desculpa, essa imagem tem 100 anos mas continua ousada demais”. O resultado foi um número enorme de visitantes nas exposições de Schiele em Viena, um efeito também esperado para a campanha “Unshtag Viena”.

    Turismo na cidade onde se vive pode ajudar a redescobrir história do local


    Cidades brasileiras oferecem museus, parques, monumentos e outras atrações para visitação. Conheça mais sobre a sua cidade O Brasil tem lugares incríveis para se descobrir. Muitos podem estar na sua cidade, bairro ou rua. São museus, parques,...

    Cidades brasileiras oferecem museus, parques, monumentos e outras atrações para visitação. Conheça mais sobre a sua cidade O Brasil tem lugares incríveis para se descobrir. Muitos podem estar na sua cidade, bairro ou rua. São museus, parques, monumentos... Pontos turísticos que pessoas do mundo inteiro viajam para conhecer. Fazer turismo na cidade em que se vive pode ajudar a redescobrir história do local, além de valorizar o que é local e ajudar a preservar a história. Descubra a sua cidade.
    Turismo mórbido, a tendência crescente de visitar lugares marcados por tragédias

    Turismo mórbido, a tendência crescente de visitar lugares marcados por tragédias


    Viajantes têm escolhido conhecer locais onde muitas pessoas perderam a vida em guerras, atentados, acidentes nucleares, incêndios e tsunamis; especialistas dizem que esses destinos aproximam as pessoas de sua própria mortalidade. Mulheres observam...


    Viajantes têm escolhido conhecer locais onde muitas pessoas perderam a vida em guerras, atentados, acidentes nucleares, incêndios e tsunamis; especialistas dizem que esses destinos aproximam as pessoas de sua própria mortalidade. Mulheres observam faixa pendurada na Torre Grenfell, em Londres. Yui Mok/PA via AP/Arquivo Os quartos não têm camas, travesseiros ou lençóis. Há apenas um colchão fino no chão e um cobertor robusto e pesado. Além disso, o que torna ainda mais difícil adormecer neste hotel o som frequente de tiros e explosões. "Se você espera luxo e conforto, por favor, não venha aqui", alerta o gerente Arijan Kurbasic, no site do local. Leia mais sobre Turismo no G1 Apesar disso, há muitos turistas que, quando viajam para a capital da Bósnia-Herzegovina, em vez de ficarem em hotéis de luxo com belas vistas do centro antigo de Sarajevo, preferem ficar no War Hostel. A razão desta preferência aparentemente estranha é a promessa do estabelecimento de oferecer aos visitantes uma experiência real de como as pessoas viviam naquela cidade quando sofreram um cerco brutal em que mais de 11.000 civis morreram durante a sangrenta guerra na Bósnia, de 1992 a 1995. Para recriar ao máximo a experiência que teve de viver quando criança, Kurbasic utilizou objetos reais da época e até decidiu iluminar os cômodos com lâmpadas alimentadas por uma bateria de carro, como se fazia naquele período. Chernobyl Reproducao/TV Globo Este hotel na capital da Bósnia faz parte de uma tendência conhecida como "turismo mórbido", um fenômeno em ascensãono mundo. Mas o que é isso? De Auschwitz ao edifício Dakota "O turismo mórbido é o nome acadêmico que damos a lugares que recordam desastres e atrocidades. O denominador comum é o fato de que pessoas morreram em situações não naturais", diz Peter Stone, chefe do Instituto de Pesquisa Dark Tourism (IDTR, por sua sigla em inglês), para o programa The Why Factor, da BBC. Visão geral do memorial às vítimas do 11 de Setembro no Marco Zero, em Nova York Chip Somodevilla/Reuters O conceito desse tipo de turismo foi cunhado em 1996 pelos professores britânicos John Lennon e Malcolm Foley, que asseguram, no entanto, que, apesar de estar agora na moda, não é um fenômeno novo. "Desde a época do obscurantismo, os peregrinos viajavam para visitar tumbas e lugares de martírio religioso. A batalha de Waterloo foi observada pela nobreza a uma distância segura e um dos primeiros campos de batalha durante a Guerra Civil dos Estados Unidos foi 'vendido' no dia seguinte como um local de atração para os visitantes", escreveu Lennon em um artigo ao jornal britânico The Guardian. "Mais recentemente, o marco zero em Nova York tornou-se uma parte essencial do itinerário para muitos visitantes", acrescentou. Este memorial às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 aparece em terceiro lugar na lista de coisas para se fazer em Nova York do site especializado em viagens Trip Advisor. Em 2016, o memorial e museu de Auschwitz em homenagem às vítimas do Holocausto nazista foi visitado por mais de 2 milhões de pessoas. A lista de destinos de turismo mórbido abrange lugares como os campos da morte no Camboja, o memorial do genocídio em Ruanda, a Praça Dealey em Dallas, onde o presidente americano John F. Kennedy foi assassinado, o Edifício Dakota, em Nova York, onde o músico John Lennon foi morto ou o lugar onde Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, se suicidou. Há também outros lugares que potencialmente parecem mais arriscados para uma visita, como Chernobyl, na Ucrânia, onde em 1986 ocorreu um dos mais graves acidentes nucleares da história numa usina atômica - até hoje não se pode chegar a uma área de 30 quilômetros do local, a chamada "zona de exclusão". Apesar disso, o número de turistas que visitaram Chernobyl passou de quase 7.000 em 2009 para mais de 36.000 em 2016. O local de outro grande acidente nuclear da mesma magnitude, ocorrido em Fukushima, no Japão, como resultado de um terremoto e tsunami que causou quase 19.000 mortes em 2011, também se tornou muito popular - a tal ponto que, apesar da proibição de se acercar do local, os guias turísticos transferem a cada ano cerca de 2.000 visitantes para as aldeias próximas aos reatores. Mas o que torna esses destinos atraentes para os turistas? Encontro com a morte Em seus textos, os professores Foley e Lennon afirmam que as pessoas são movidas pelo desejo de experimentar a realidade além das imagens mostradas pela mídia. Um desses turistas mais experientes, Peter Hohenhaus, que visitou quase 700 locais de turismo mórbido em 90 países, acredita que essas viagens ajudam as pessoas a se colocarem em contato com a própria mortalidade. "Quando visitamos esses lugares não nos lembramos dos outros, nós nos lembramos de nós mesmos, é por isso que temos os memoriais. Nesse sentido, o turismo mórbido nos guia através da morte dos outros em direção às nossas próprias vidas", explicou ele ao The Why Factor, da BBC. Março de 2014 - Ossos formam o memorial da igreja de Nyarubuye, onde foram mortos cerca de 10 mil hutus durante o genocídio Ben Curtis/AP Peter Stone, do instituto de pesquisa de turismo mórbido, também aponta para essa ligação das pessoas com a mortalidade. "Nós vamos a esses lugares porque somos inerentemente fascinados pela morte dos outros e, no final, nesses lugares encontramos nosso próprio senso de mortalidade. No mundo de hoje, estamos muito divorciados da realidade social da morte, que é muito profissionalizada e gerida por médicos, por isso torna-se uma espécie de calcanhar de Aquiles da sociedade moderna, a morte é a atração final ", disse ele. Mas, além dessas conotações espirituais ou filosóficas, esse tipo de turismo tem pontos controversos ligados à morbidez e à mercantilização do infortúnio dos outros. Uma prática ética? Em 2017, poucos meses após o incêndio em Londres da Torre Grenfell, onde 71 pessoas morreram, os vizinhos assistiram perplexos quando um ônibus cheio de turistas chineses parou em frente ao prédio para tirar fotos. Alguns decidiram colocar cartazes para lembrar aos visitantes que aquele local era de luto porque seus vizinhos e familiares perderam suas vidas lá. "Toda vez que alguém vem e tenta tirar uma foto, ela nos atinge novamente, é um lembrete de algo muito difícil. Você não consegue entender como isso pode atrair pessoas... Eu não me importo se eles vêm e prestam homenagem, mas é diferente se eles tiram fotos", comentou um dos vizinhos à BBC. Fukushima David Guttenfelder/AP/Arquivo Hohenhaus considera, por outro lado, que os turistas devem sempre evitar visitar um lugar cedo demais, quando muitas feridas ainda podem estar abertas. "Você tem que estar muito consciente das reações e ser discreto quando não está em um lugar onde eles cobram um ingresso e eles te dão um folheto", disse ele em entrevista à revista National Geographic. Quanto à mercantilização, é outra questão complexa, porque pode ser apresentada de várias maneiras. Às vezes, o local não pode cobrar ingressos, mas vende lembranças ou outros produtos para ganhar dinheiro. No entanto, devemos também levar em conta que muitas vezes esse dinheiro é necessário para garantir a preservação dos memoriais ao longo do tempo e para realizar uma de suas funções: educar as gerações presentes e futuras sobre as tragédias do passado.
    Sediar COP 25 seria importante, mas decisão de Bolsonaro deve ser respeitada, diz futuro ministro

    Sediar COP 25 seria importante, mas decisão de Bolsonaro deve ser respeitada, diz futuro ministro


    Indicado para o Ministério do Turismo, Marcelo Antônio falou sobre o tema no gabinete de transição. Bolsonaro diz que pediu o cancelamento da Conferência do Clima no Brasil em 2019. Futuro ministro do Turimo, Marcelo Álvaro Antônio, concede...


    Indicado para o Ministério do Turismo, Marcelo Antônio falou sobre o tema no gabinete de transição. Bolsonaro diz que pediu o cancelamento da Conferência do Clima no Brasil em 2019. Futuro ministro do Turimo, Marcelo Álvaro Antônio, concede entrevista coletiva no gabinete de transição Guilherme Mazui/G1 Anunciado como futuro ministro do Turismo, o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) afirmou nesta quarta-feira (28) que a Conferência do Clima de 2019, a COP 25, seria importante para o turismo no Brasil, mas disse respeitar a decisão do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mais cedo, nesta quarta, Bolsonaro afirmou ter pedido ao futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para o Brasil não sediar a conferência das Nações Unidas sobre o clima. "Todo evento de grande porte como a COP, realizado no país, é de importância. A gente precisa discutir a questão climática e todos os outros temas que estão relacionados ao turismo", afirmou o futuro ministro do Turismo. Questionado, então, se conversou sobre o tema com Bolsonaro, Antônio respondeu: "Não conversei com o presidente ainda. Se a posição dele é essa [cancelar], obviamente a gente respeita a posição do presidente. Vou conversar com ele para a gente ter um alinhamento das ideias." Jair Bolsonaro anuncia mais três ministros do futuro governo Marcelo Álvaro Antônio deu as declarações durante uma entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. Antes de Bolsonaro dar a informação sobre o cancelamento da conferência, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tentou orientar a resposta do presidente eleito. "Nós não temos nada a ver com isso. Isso é uma decisão do Itamaraty", disse Onyx a Bolsonaro, em tom mais baixo. Mesmo assim, Bolsonaro respondeu dizendo que interferiu para que a conferência não acontecesse. Acordo de Paris No começo de setembro, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris (assinado por 195 países com o objetivo de reduzir o aquecimento global) porque, no entendimento dele, o Brasil teria de abrir mão de 136 milhões de hectares na Amazônia e isso afetaria a soberania nacional. Depois, durante uma entrevista coletiva, o presidente eleito afirmou que não vai tirar o Brasil do acordo, embora afirme que o país pode cumprir as metas sem fazer parte de acordos internacionais sobre o clima.
    Deputado Marcelo Álvaro Antônio é anunciado futuro ministro do Turismo

    Deputado Marcelo Álvaro Antônio é anunciado futuro ministro do Turismo


    Anúncio foi feito pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou. Deputado tem 44 anos, é da bancada evangélica e foi o mais votado em MG. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), futuro...


    Anúncio foi feito pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou. Deputado tem 44 anos, é da bancada evangélica e foi o mais votado em MG. O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), futuro ministro do Turismo Alex Ferreira/Câmara dos Deputados Responsável pela transição de governo, o futuro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni anunciou nesta quarta-feira (28) o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) como futuro ministro do Turismo. O anúncio foi feito no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde funciona o gabinete de transição. O presidente eleito Jair Bolsonaro acompanhou o anúncio de Onyx. Também nesta quarta, o governo de transição anunciou os futuros ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Osmar Terra (Cidadania). Saiba todos os ministros já anunciados Marcelo Álvaro Antônio tem 44 anos e foi reeleito em outubro para o segundo mandato como deputado federal. Ele conquistou a vaga na Câmara como o candidato mais votado em Minas Gerais, com 230 mil votos. Nascido em Belo Horizonte, Antônio foi vereador da capital mineira antes de se eleger deputado pela primeira vez, em 2014. O futuro ministro já foi filiado a PRP, MDB, PR e, neste ano, migrou para o PSL, partido de Bolsonaro. O futuro ministro do Turismo integra a frente parlamentar evangélica no Congresso Nacional. Na Câmara, participou de comissões externas de acompanhamento de ações sobre o vírus da zika e da situação hídrica dos municípios mineiros. No ano passado, Marcelo Álvaro Antônio votou a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2016, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Estrutura da pasta O Ministério do Turismo foi criado em 2003, no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Compõem a estrutura da pasta o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur); a Secretaria Nacional de Estruturação do Turismo; e a Secretaria Nacional de Promoção e Qualificação do Turismo. O atual chefe da pasta é Vinicius Lummertz, que assumiu o cargo em abril.
    Após trabalhos de restauração, inclinação da Torre de Pisa começa a diminuir

    Após trabalhos de restauração, inclinação da Torre de Pisa começa a diminuir


    "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", diz especialista que monitora o monumento italiano construído no século 12. A Torre de Pisa está agora estável e foi levemente endireitada após um longo trabalho de restauração Miguel...


    "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", diz especialista que monitora o monumento italiano construído no século 12. A Torre de Pisa está agora estável e foi levemente endireitada após um longo trabalho de restauração Miguel Medina/AFP Parece pouco, mas é o suficiente para deixar um monumento turístico em crise de identidade. A Torre de Pisa, construída no século 12, é conhecida mundialmente por sua angulação, mas especialistas dizem que ela agora está se endireitando. O grupo que acompanha a restauração do edifício anunciou que a torre está "estável e bem lentamente vai reduzindo sua inclinação". O monumento medieval de 57 metros se endireitou quatro centímetros nas últimas duas décadas, segundo o grupo. "É como se ela tivesse rejuvenescido dois séculos", disse o professor Salvatore Settis. Nunziante Squeglia, professor de geotécnicas na Universidade de Pisa que também integra o grupo, acrescentou: "O que mais conta é a estabilidade da torre do sino, melhor do que a esperada." Em 1990, a atração turística em Pisa, a 263 km de Roma, foi fechada ao público pela primeira vez em 800 anos por causa de temores de que pudesse desabar a qualquer momento. Naquela época, ela estava com uma inclinação de 4,5 metros. Como a Torre de Pisa foi endireitada? Um comitê internacional liderado pela professora e especialista polonesa Michele Jamiolkowski trabalhou para estabilizar a torre de 1993 a 2001. No fim, a inclinação foi corrigida em 45 centímetros, ao custo de 200 milhões de libras (equivalentes a quase R$ 1 bilhão, em valores atuais). A inclinação é tão antiga quanto a própria torre, tendo se estabelecido nos cinco anos seguintes ao início da construção, em 1173. A camada de terra e areia sobre a qual a torre foi erguida é mais fofa na parte sul da construção. Quando os construtores chegaram ao terceiro andar, a movimentação do solo havia alterado as bases da estrutura. E embora engenheiros possam hoje se vangloriar por salvar a obra, visitantes já contam com a garantia de que ela permanecerá disponível para as fotos.
    Brasil tem cenários perfeitos para a prática de esportes aquáticos

    Brasil tem cenários perfeitos para a prática de esportes aquáticos


    Canoagem, surfe e rafting estão entre as opções que podem ser praticadas em diferentes regiões do país. Brasil tem cenários perfeitos para prática de esportes aquáticos O Brasil tem cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes...


    Canoagem, surfe e rafting estão entre as opções que podem ser praticadas em diferentes regiões do país. Brasil tem cenários perfeitos para prática de esportes aquáticos O Brasil tem cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes aquáticos: não faltam praias, rios, corredeiras e lagos. As opções de esportes também são variadas e vão do surfe ao rafting. Os esportes aquáticos fazem bem para o corpo: queimam calorias, modelam, ajudam a ganhar flexibilidade e força. Além disso, também fazem bem para a mente: relaxam, reduzem o estresse e permitem o contato direto com a natureza. Veja abaixo alguma das práticas mais comuns no Brasil: Surfe: Com praias de diferentes tipos de onda, o país até "cria" surfistas profissionais e campeões como Gabriel Medina. Surfe: prática muito comum nas praias do Brasil Projeto Golfinho Rotador Wakeboard: Com a ajuda de um barco, é possível "surfar" águas de lagoas. Exercício exige equilíbrio e força abdominal. Jovem pratica wakeboard na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio Pedro Kirilos / Riotur Canoagem: Sozinho ou acompanhado, é possível navegar com a ajuda de remos por mares e rios. Passeio de canoa no mar de Fernando de Noronha Divulgação Stand up paddle: Sozinho, você flutua com a ajuda de uma prancha maior do que a de surfe e um remo. Stand up paddle é modalidade de sucesso Divulgação Rafting: Prática radical, exige força para enfrentar correntezas descendo rios em botes infláveis e em grupo. Rafting é uma das atrações mais procuradas em Brotas Gabriela Martins/G1

    Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada


    Vales profundos são 'esculpidos' por rios durante anos. Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada O Brasil tem uma grande diversidade de cânions para ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são...

    Vales profundos são 'esculpidos' por rios durante anos. Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada O Brasil tem uma grande diversidade de cânions para ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são "esculpidos" por águas de rios com ajuda da força do vento. No Brasil é possível visitar estas formações em diversas regiões e com ajuda do turismo ecológico é possível fazer passeios de barcos e trilhas para conhecer os cânions e a natureza que os cerca. O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos EUA. Ele tem uma extensão de 446 km e foi formado por causa de uma erosão provocada pelo Rio Colorado. Conheça alguns cânions do Brasil: Cânion do Xingó: Passando pelo rio São Francisco, em Sergipe Canyon das Bandeirinhas: Parque Nacional da Serra do Cipó, em Belo Horizonte, Minas Gerais Cânion do rio Espalhado: Ibicoara, na Chapada da Diamantina, Bahia. Cânion dos Apertados: Currais Novos, no Rio Grande do Norte, rio Picuí propriedade particular Fazenda Aba da Serra. Cânion Churriado: Parque Nacional da Serra Geral, Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Cânion Josafaz: Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul Cânion dos Índios Coroados: Parque Nacional da Serra Geral / Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Cânion do Guartelá: Castro e Tibagi, no Paraná Cânion Fortaleza: Parte do Parque Nacional da Serra Geral, em Santa Catarina Cânion do Rio Poty: a 230 quilômetros de Teresina, no Piauí Cânion do Rio São Jorge: Ponta Grossa, no Paraná Cânion do Peixe Tolo: Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais Cânion do Rio Jaguariaíva: 8º maior cânion do mundo em Jaguariaíva, no Paraná Cânion Malacara: Parque Nacional dos Aparados da Serra Cânion Itaimbézinho: Rio Grande do Sul
    Os aeroportos mais estranhos do mundo

    Os aeroportos mais estranhos do mundo


    Aproveitando a inauguração do que deve ser o maior aeroporto do planeta, na Turquia, a BBC News Brasil traz algumas das pistas de pouso e decolagem mais inusuais que existem. Maior aeroporto do mundo foi oficialmente inaugurado em...


    Aproveitando a inauguração do que deve ser o maior aeroporto do planeta, na Turquia, a BBC News Brasil traz algumas das pistas de pouso e decolagem mais inusuais que existem. Maior aeroporto do mundo foi oficialmente inaugurado em Istambul BBC Istambul, na Turquia, acaba de inaugurar o que será o maior aeroporto do mundo - com capacidade para receber 90 milhões de passageiros até 2021 e 200 milhões de passageiros até 2028. Essa quantidade é quase o dobro da capacidade do Aeroporto de Atlanta (EUA), o que teve o maior trânsito de passageiros no mundo no ano passado. É exigida uma certificaçaõ especial para decolar e pousar em alguns aeroportos BBC O novo aeroporto turco foi, porém, envolto em críticas durante sua construção: ao menos 30 trabalhadores morreram nos três anos de obras. O Aeroporto de Ataturk, o principal de Istambul no momento, será transformado, em dezembro, em um campo aéreo privado. Mas como o novo aeroporto se compara a algumas das pistas de decolagem e pouso mais estranhas do mundo? Assista no vídeo da BBC.

    Conheças os patrimônios culturais brasileiros


    Brasil tem 14 patrimônios culturais reconhecidos pela ONU. Conheças os patrimônios culturais brasileiros O Brasil possui 14 patrimônios culturais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estes locais ajudam a contar a história do...

    Brasil tem 14 patrimônios culturais reconhecidos pela ONU. Conheças os patrimônios culturais brasileiros O Brasil possui 14 patrimônios culturais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estes locais ajudam a contar a história do país e mundo, seja através da arquiterua ou das paisagens preservadas. Um patrimônio da humanidade é uma região ou área considerada pela comunidade científica de inigualável e fundamental importância para a humanidade. Veja abaixo a lista completa dos 14 patrimônios culturais do Brasil: 1. Cidade histórica de Ouro Preto (MG) 2. Centro histórico de Olinda (PE) 3. Ruínas de São Miguel das Missões (RS) 4. Centro histórico de Salvador (BA) 5. Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo (MG) 6. Plano Piloto de Brasília (DF) 7. Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI) 8. Centro histórico de São Luís (MA) 9. Centro histórico de Diamantina (MG) 10. Centro histórico de Goiás (GO) 11. Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE) 12. Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ) 13. Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte (MG) 14. Sítio arqueológico Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ)
    Voo mais longo do mundo decola de Singapura para Nova York

    Voo mais longo do mundo decola de Singapura para Nova York


    Voo decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman O voo mais longo do mundo decolou nesta quinta-feira (10)...


    Voo decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman O voo mais longo do mundo decolou nesta quinta-feira (10) para uma maratona de 19 horas entre Singapura e Nova York, com os passageiros bem servidos por um menu saudável, iluminação especial e variado catálogo de filmes para assistir. Uma porta-voz da Singapore Airlines disse à AFP que o voo SQ22 decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Dois pilotos e dois copilotos farão um rodízio no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo alcance), que percorrerá 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e Nova York. A aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhará em turnos para que todos tenham as quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines. Assentos na classe executiva da Singapore Airlines - o voo não oferece opção de classe econômica SIA O tempo de voo é um desafio para os passageiros. Aqueles que não estiverem com livros poderão recorrer a um catálogo de filmes e programas de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas. O menu a bordo contará com pratos selecionados para que os clientes sintam-se à vontade no voo, afirmou a companhia. Para melhorar a experiência de voo e reduzir a tensão de uma viagem de quase um dia, o avião tem um teto mais elevado que o habitual, janelas mais amplas e uma iluminação LED especial que altera as cores com o objetivo de reduzir o "jetlag" e os efeitos da mudança de horário provocados por uma viagem intercontinental. "As pesquisas mostram que a hidratação e a nutrição são fatores importantes", declarou à AFP Rhte Bhuller, especialista em saúde da consultoria Frost&Sullivan. "É necessário evitar os alimentos que provocam gases e que fazem com que a pessoa sinta-se inchada, além do consumo excessivo de álcool", completou. "A principal preocupação é a trombose venosa profunda, que é consequência de permanecer sentado por muito tempo, e a desidratação", explica Gail Cross, do Hospital Universitário Nacional de Singapura. Passageiros de voo SQ22, voo inaugural non-stop da Singapore Airlines para Nova York, fazem check in AFP/Roslan Rahman A Airbus entregou seu primeiro A350-900 ULR a Singapore Airlines em setembro. O avião da série A350 (longa distância) amplia seu percurso de 8.100 milhas náuticas (aproximadamente 15.000 km e 16 horas de voo) a 9.700 milhas náuticas (quase 18.000 km e até 20 horas de voo) graças a uma otimização do sistema de combustível que permite gastar 25% menos. Em condições meteorológicas normais, este voo com destino o aeroporto de Newark deve durar 18 horas e 45 minutos. Não é a primeira vez que a empresa propõe este trajeto. De fato, durante nove anos operou a viagem, mas em 2013 teve que retirar o voo de sua lista de opções com a alta dos preços do petróleo, que provocaram a perda de rentabilidade. Na época utilizava o A340-500, que consumia muito combustível. Apesar do preço do barril de Brent superar outra vez os 80 dólares, a companhia aérea está convencida de que esta rota especialmente apreciada por empresários pode ser rentável pelo melhor desempenho energético das aeronaves. Com o novo voo, a Singapore Airlines recupera o primeiro lugar na lista de companhias com os trajetos mais longos. Superou o voo 921 da Qatar Airways entre Auckland e Doha, de aproximadamente 18 horas. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP
    Arábia Saudita inaugura trem de alta velocidade entre Meca e Medina

    Arábia Saudita inaugura trem de alta velocidade entre Meca e Medina


    Linha transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades em duas horas. Trem de alta velocidade foi inaugurado na Arábia Saudita Bandar Albandani/AFP A linha de trem de alta velocidade que une em...


    Linha transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades em duas horas. Trem de alta velocidade foi inaugurado na Arábia Saudita Bandar Albandani/AFP A linha de trem de alta velocidade que une em duas horas as cidades de Meca e Medina, duas cidades santas do Islã, na região oeste da Arábia Saudita, foi inaugurada nesta quinta-feira (11). Dois trens com 417 passageiros a bordo cada um partiram respectivamente das duas cidades no início da manhã, segundo a agência oficial SPA. Essa linha de alta velocidade, construída e operada por um consórcio espanhol, transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades. Passageiro do novo trem de alta velocidade entre Meca e medina Bandar Al Bandani/AFP O rei Salman fez sua viagem inaugural em 25 de setembro no trem batizado como Haramain e considerado pelas autoridades locais como o maior projeto de transporte no Oriente Médio. Trinta e cinco trens capazes de rodar a uma velocidade de 300 km/h transportarão centenas de passageiros em duas horas, quando o trajeto antes levava cinco. No final de 2011, o consórcio Al Shula, composto por 12 empresas espanholas e duas sauditas, recebeu o contrato inicialmente avaliado em cerca de 6,7 bilhões de euros (R$ 28 bilhões), mas que sofreu alguns atrasos e teve o valor reajustado. Passageiros no trem de alta velocidade inaugurado nesta quinta-feira (11) na Arábia Saudita Bandar al Bandani/AFP
    Passageiros se preparam para o voo comercial direto mais longo do mundo: 19 horas de Singapura a Nova York

    Passageiros se preparam para o voo comercial direto mais longo do mundo: 19 horas de Singapura a Nova York


    Aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP Menu...


    Aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP Menu "saudável", iluminação especial e um variado catálogo de filmes para assistir. Os passageiros estavam prontos para embarcar nesta quinta-feira (11) no voo mais longo do mundo: uma maratona de 19 horas entre Singapura e Nova York. Dois pilotos e dois copilotos farão um rodízio no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo alcance), que percorrerá 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e Nova York. Passageiros de voo SQ22, voo inaugural non-stop da Singapore Airlines para Nova York, fazem check in AFP/Roslan Rahman Para o voo SQ22 da Singapore Airlines, com decolagem prevista para 23h35 locais (12h35 de Brasília), a aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhará em turnos para que todos tenham as quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines. O tempo de voo é um desafio para os passageiros. Aqueles que não estiverem com livros poderão recorrer a um catálogo de filmes e programas de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas. O menu a bordo contará com pratos selecionados para que os clientes sintam-se à vontade no voo, afirmou a companhia. Para melhorar a experiência de voo e reduzir a tensão de uma viagem de quase um dia, o avião tem um teto mais elevado que o habitual, janelas mais amplas e uma iluminação LED especial que altera as cores com o objetivo de reduzir o "jetlag" e os efeitos da mudança de horário provocados por uma viagem intercontinental. "A pesquisa mostra que a hidratação e a nutrição são fatores importantes", declarou à AFP Rhte Bhuller, especialista em saúde da consultoria Frost&Sullivan. "É necessário evitar os alimentos que provocam gases e que fazem com que a pessoa sinta-se inchada, além do consumo excessivo de álcool", completou. "A principal preocupação é a trombose venosa profunda, que é consequência de permanecer sentado por muito tempo, e a desidratação", explica Gail Cross, do Hospital Universitário Nacional de Singapura. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman

    Brasil tem diferentes tipos de bebidas regionais


    Do guaraná ao chimarrão, brasileiros podem desfrutar dos vários sabores de cada região. Brasil tem diferentes bebidas regionais O Brasil tem diferentes tipo de bebidas típicas de cada uma das regiões. Na Amazônia, a energia do guaraná, do...

    Do guaraná ao chimarrão, brasileiros podem desfrutar dos vários sabores de cada região. Brasil tem diferentes bebidas regionais O Brasil tem diferentes tipo de bebidas típicas de cada uma das regiões. Na Amazônia, a energia do guaraná, do cupuaçu e do açaí. No nordeste, o frescor da cajuína, da água de coco e do caldo de cana caiana. Nas rodas de chimarrão do sul, o mate quente aquece. Já no centro-oeste, o mate frio do tereré refresca. E de norte a sul, o café puro ou com leite é o bom dia de todos os brasileiros. Na xícara, no copo, na cuia, um Brasil de delícias.
    O país que quer se tornar a 'nova Meca' e atrair muçulmanos, cristãos e judeus

    O país que quer se tornar a 'nova Meca' e atrair muçulmanos, cristãos e judeus


    Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos -, o Uzbequistão quer usar suas mesquitas e santuários bem...


    Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos -, o Uzbequistão quer usar suas mesquitas e santuários bem preservados para atrair turistas. Uzbequistão conta com um grande número de mesquitas e santuários bem preservados BBC Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos, até 2016 -, o Uzbequistão ambiciona se tornar uma "nova Meca", um destino para peregrinos muçulmanos, cristãos e judeus de todo o mundo. Um dos países mais populosos da Ásia Central, com quase 30 milhões de habitantes, ele conta com um grande número de mesquitas e santuários bem preservados em cidades como Samarcanda e Bucara, ligadas pelas estradas que faziam parte da Rota da Seda - uma das mais antigas rotas comerciais do mundo, que ligava a Ásia à Europa. Para milhões de uzbeques, esses lugares são sagrados. Para o governo, eles também representam uma oportunidade para impulsionar o turismo, à medida em que o país se abre para o mundo depois de décadas isolamento e autoritarismo. Entre 1989 e 2016, o Uzbequistão foi dirigido com mão de ferro por Islam Karimov, que foi presidente até sua morte, em setembro daquele ano. Seu primeiro-ministro, Shavkat Mirziyayev, assumiu o país com um discurso de ruptura com o antecessor e se mantém no poder desde então. Samarcanda tem dezenas de tumbas onde estão enterrados famosos líderes religiosos BBC Samarcanda é o lar de dezenas de magníficas tumbas. Figuras notáveis ​​como o imperador Tamerlão, o astrônomo Ulugh Beg e Kusam Ibn Abbas, o primo do profeta Maomé, que levou o islã para a região no século 7º, estão todos enterrados no local. Mas há uma tumba que não se parece com nenhuma outra. Todas as manhãs, centenas de pessoas sobem até o topo de uma colina nos arredores da cidade para visitar um túmulo largo e com formas estranhas, rodeado de árvores de pistache e damasqueiros, entre as ruínas da antiga cidade. Pessoas de diversas religiões viajam ao Uzbequistão para visitar o túmulo de Daniel BBC O ar está cheio de canções de pássaros e o murmúrio de orações. As famílias compartilham o almoço sentadas nos bancos e os jovens casais tiram selfies. Mas entre os peregrinos não há apenas muçulmanos, porque se acredita que esta tumba é o lugar do descanso final do profeta bíblico Daniel, ou Daniyar, como era chamado pelos uzbeques. "Muçulmanos, cristãos e judeus vêm aqui e rezam suas orações de acordo com sua própria religião", diz Firdovsi, um jovem guia. "São Daniel era judeu, mas os muçulmanos o respeitam porque ele era o profeta de Alá." Dilrabo (centro) viajou com a filha e a neta para rezar no túmulo de Daniyar BBC "Eu sempre venho aqui e rezo por sua alma", conta uma mulher chamada Dilrabo. "Ele não era apenas um profeta judeu. Ele foi enviado para toda a humanidade. Batizei meu neto de Daniyar em sua homenagem." Dilrabo foi ao local com sua filha Setora e uma neta. Depois das orações lideradas por um mulá - nome dado a alguns clérigos muçulmanos -, eles entram na fila para observar a tumba mais de perto. Trata-se de um edifício com mais de 20 metros de comprimento, feito de tijolos cor de areia no estilo islâmico medieval, com arcos internos e um teto abobadado. 'Muçulmanos, cristãos e judeus vêm aqui e rezam suas orações de acordo com sua própria religião', diz Firdovsi, um jovem guia BBC Dentro do mausoléu - ou maqbarah - há um sarcófago de 18 metros de comprimento coberto com um pano de veludo verde escuro bordado em ouro com versículos do Alcorão. Este lugar é um dos poucos no mundo onde pessoas de diferentes religiões se reúnem para orar. Túmulo do profeta Daniel BBC "Eu sou judia e, se quiser, posso orar aqui, da mesma forma que um cristão", diz Suzanne, de Israel. "Tem a ver com a tolerância uzbeque. Este lugar une a gente." Kristina, de Moscou, disse que seus amigos vieram da Rússia para pedir a cura de uma doença. "Agora estão curados", diz ele. Acreditar na magia ou poderes de santos ou lugares sagrados de cura é uma forte tradição no Uzbequistão, assim como a peregrinação a santuários que remontam há milhares de anos, para os tempos de xamãs, dos budistas e dos zoroastristas. Mais de 1,2 mil anos de presença islâmica não apagaram essas antigas tradições, já que os uzbeques, de certa forma, misturaram as velhas crenças com a fé muçulmana. Não é de se admirar que os lugares sagrados estejam cercados de mitos. Em relação ao túmulo de Daniel, por exemplo, muita gente acredita que ele tem 18 metros de comprimento porque o profeta era um homem muito, mas muito alto. Outros dizem que, na verdade, é a sepultura que cresce um pouquinho a cada ano que passa. Mulheres rezando no popular santuário Zangi-ota, perto da capital, Tashkent BBC O Uzbequistão tem centenas de santuários em todo o país, muitos dos quais foram abandonados ou fechados durante o período de dominação soviética. "O islã da Ásia Central é bastante flexível, inclusivo, se mistura com as tradições locais", diz Khurshid Yuldoshev, ex-aluno de uma escola religiosa. "É por isso que a religião é interpretada de uma maneira mais tolerante. A tradição de visitar santuários é benigna, e parte de nossa cultura e não tem nada a ver com o islã político. Esses peregrinos são pacíficos." O islamismo político é algo que o governo uzbeque teme há muito tempo. Nos 26 anos de governo de Karimov, milhares de muçulmanos independentes foram presos. Agora o Uzbequistão diz estar mudando. Mirziyoyev, que chegou ao poder depois da morte de Karimov em 2016, prometeu mais liberdade religiosa. "O governo está liberando aqueles que verdadeiramente se arrependeram", diz Shoazim Minvarov, o chefe do recém-fundado Centro da Civilização Islâmica na capital, Tashkent. Durante a década de 90, centenas de jovens uzbeques desiludidos uniram-se a organizações afiliadas ao Taleban e à al-Qaeda BBC Minovarv acredita que os uzbeques que viveram na União Soviética ateia careciam de conhecimento e orientação quando o comunismo desapareceu. Durante a década de 1990, centenas de jovens uzbeques desiludidos uniram-se a organizações afiliadas ao Taleban e à al-Qaeda. Agora, as autoridades esperam que uma ênfase renovada nas tradições religiosas locais contraste com crenças extremistas. "Radicalismo é a consequência da ignorância", diz Minovarov. "Queremos ensinar ao nosso povo o islã da iluminação." Ninguém sabe ao certo quantos santuários existem no Uzbequistão. Algumas autoridades estimam que cerca de dois mil. E essa riqueza é uma oportunidade para o governo impulsionar o turismo. "Só no ano passado, cerca de 9 milhões de cidadãos uzbeques fizeram uma peregrinação", disse Abdulaziz Aqqulov, vice-diretor do Comitê de Turismo do Uzbequistão. Mausoléu do imperador Tamerlão: país recebe cerca de 2 milhões de turistas estrangeiros por ano BBC O número de turistas estrangeiros ainda é considerado baixo, com cerca de dois milhões por ano. Mas o Uzbequistão já abriu suas fronteiras para os países vizinhos e reduziu as restrições de vistos para muitos outros. "Os cientistas e acadêmicos islâmicos mundialmente famosos, como Imã Muhammad al-Bukhari ou Bahauddin Naqshband estão enterrados no Uzbequistão", diz Aqqulov. "Países como Indonésia, Malásia, Turquia ou Índia têm o potencial de enviar milhões de peregrinos a esses locais." O potencial é realmente significativo. Acredita-se que apenas o líder Sufi do século 14 Bahauddin Naqshband tem mais de 100 milhões de seguidores em todo o mundo, o que representa um grande potencial de peregrinos ao seu túmulo, na antiga cidade uzbeque de Bukhara. Por enquanto, a maioria dos visitantes é de locais. No santuário de Daniel, em Samarcanda, Dilrabo e sua filha completaram sua peregrinação sob os olhos curiosos da pequena filha de Setora. Depois que a mãe e a avó terminam, a menina deixa seus doces em um banco e se aproxima de uma velha árvore de pistache para lhe sussurrar um desejo.

    Brasil agrega diferentes culturas do mundo


    País tem de comidas típicas e crenças de outras regiões do mundo. Descubra o mundo sem sair do Brasil O Brasil é grande tem diversas tradições culturais diferentes, mas muitas delas vieram de outras partes do mundo. Sem sair do país é possível...

    País tem de comidas típicas e crenças de outras regiões do mundo. Descubra o mundo sem sair do Brasil O Brasil é grande tem diversas tradições culturais diferentes, mas muitas delas vieram de outras partes do mundo. Sem sair do país é possível experimentar comidas típicas, conhecer festas e entender crenças de outros lugares. Quem não conhece um pouco da cultura japonesa com sua arquitetura, comida e festas típicas que já fazem parte da vida do brasileiro? Em São Paulo, o bairro da liberdade conserva até uma arquitetura que remete ao Japão. A festa alemã Oktoberfest já virou tradição em diversas cidades do Brasil, com comida típica, desfiles culturais e cervejas variadas. Geralmente, é pelo paladar que o brasileiro se encontra com outras culturas: comida árabe, mexicana, italiana, coreana... várias culturas estão representadas no Brasil por restaurantes típicos. Mas são nas festas tradicionais e comemorações religiosas, muitas vezes promovidas com ajuda de imigrantes, que a integração das culturas se dá. É possível vivenciar a cultura de um outro lugar e entender suas crenças e modo de viver.

    Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo


    Praias, paisagens, cidades históricas e sabores: o mais difícil é esclher o que mais agrada. Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo Quando você viaja pro Nordeste, o sol revela um Brasil de diversas naturezas,...

    Praias, paisagens, cidades históricas e sabores: o mais difícil é esclher o que mais agrada. Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo Quando você viaja pro Nordeste, o sol revela um Brasil de diversas naturezas, recheadas de praias, paisagens e sabores. Mas muito mais que isso: quem vai ao Nordeste descobre o encanto rústico da caatinga e a beleza das cidades com os patrimônios históricos. Sempre de braços abertos, o povo nordestino deixa as festas populares mais coloridas e muito mais animadas. E não faltam festas: do cordel ao forró, do axé ao maracatu, o bumba meu boi, as festas juninas, e, lógico, o carnaval. Os pratos típicos agradam a todos os gostos. E lugares para visitar não faltam: no Maranhão, os famosos Lençóis; no Piauí, a Pedra Furada no Parque Nacional da Serra da Capivara e o Delta do Parnaíba. No Ceará, as famosas Jericoacoara e Canoa Quebrada, com turistas de todo o mundo. No Rio Grande do Norte, Maracajaú e as as Dunas de Genipabu garantem beleza e emoção. Em Pernambuco, a histórica Olinda; no litoral sul, Porto de Galinhas com suas piscinas naturais. E de barco, ou avião, chega-se à Baía dos Porcos, na paradisíaca Fernando de Noronha. O litoral alagoano reune as belezas de Maragogi, Praia do Patacho e, no extremo sul, a Foz do Rio São Francisco. Cruzando a fronteira para a Bahia está a Praia do Forte, os encantos do Pelourinho, em Salvador, e Trancoso, no sul do estado. Sul da Bahia, aliás, pontilhado por Porto Seguro, Costa do Sauípe e Morro de São Paulo.
    A receita secreta de Nova Orleans para curar ressaca

    A receita secreta de Nova Orleans para curar ressaca


    Dizem que o yakamein, um prato de Nova Orleans carinhosamente apelidado de ‘Velho Sóbrio’, resolve até os piores sintomas do excesso de diversão. Conhecido como 'Velho Sóbrio', yakamein é uma cura popular para a ressaca Amanda Ruggeri Em uma...


    Dizem que o yakamein, um prato de Nova Orleans carinhosamente apelidado de ‘Velho Sóbrio’, resolve até os piores sintomas do excesso de diversão. Conhecido como 'Velho Sóbrio', yakamein é uma cura popular para a ressaca Amanda Ruggeri Em uma tarde de domingo, a Rua dos Franceses estava relativamente tranquila. As pessoas ainda dormiam ou terminavam seus brunches para sufocar quaisquer efeitos colaterais da noite anterior. Um melodia de jazz – com acordeão, clarinete e tuba – emanava na rua. As tábuas de madeira coloridas das casas competiam com o azul brilhante do céu. Mas o que mais importava naquele momento em Nova Orleans, cidade sulista dos Estados Unidos, era um copo de papel que eu segurava. Não, não era o "furacão" – aquele coquetel de rum extremamente doce que todo turista beberá com canudo pelo menos uma vez durante a visita ao local. Era o oposto: um remédio carinhosamente apelidado de "Velho Sóbrio", que dizem curar o pior dos sintomas do excesso de diversão: a ressaca. Apesar da forma como me foi servido, não é uma bebida. Trata-se de uma sopa – ou algo parecido. Mais um espaguete que um caldo, essa porção era potente e estimulante, com uma insana mistura de molhos picantes de Sriracha, Crystal e Tabasco, e acréscimo de suculentos cubos de carne de jacaré. Sobre esse último item, a moradora Linda Green, mais conhecida como senhora Linda ou a "Lady do Yakamein", explica melhor: "Ele parece um personagem malvado, mas é um belo e delicioso pedaço de carne". Yakamein (pronunciado como 'Yah-kah-mém') é um prato sobre o qual, se você não foi nascido e criado em Nova Orleans, certamente nunca ouviu falar. Mas se provar, com a mesma certeza, não consegue mais viver sem. Sim, parece simples para se fazer em casa – especialmente porque a versão mais comum usa carne bovina, uma alternativa útil se você, como eu, não tem acesso fácil a jacaré (algo que surpreendeu a senhora Linda quando lhe contei). Para prepará-lo, ferva sobras de carne (com ponto extra em autenticidade se for do assado preparado para a família e amigos no domingo). Cozinhe-as com sal, pimenta preta e alho em pó. Coloque o espaguete cozido, pedaços tenros de carne, cebola verde picada e um ovo cozido em uma tigela ou copo. Despeje o caldo, mexa e deixe os sabores se fundirem. Adicione mais molho picante se quiser. Mas como qualquer prato super local, o yakamein quase não faz sentido fora de Nova Orleans. E não apenas porque é tanto resposta quanto o antídoto para a cultura de diversão (e de beber sem parar) da cidade. É também porque seus sabores são resultado da multiculturalidade da Big Easy, e o estilo de tomá-lo no copo traduz a calorosa despretensão da cidade. O status lendário do prato também capitaliza, em parte, as crenças da cidade em magia negra - pois "Velho Sóbrio" é mais do que um nome simpático. "Às vezes, você sabe, você está fora de si. Mas quando toma o yakamein, acredite ou não, você volta à vida", disse Linda. "Minha filha sai com suas amigas e vem de manhã: 'Eu preciso de um yakamein. Eu preciso de um yakamein'. E eu tenho que ir buscá-lo." Como a própria Nova Orleans, o yakamein é uma miscelânea e, por isso, sua origem é difícil de se investigar. "Ninguém sabe exatamente de onde ele veio", comentou o morador John Bel, um dos muitos chefs que serve o yakamein, nesse caso em seu sofisticado restaurante Meauxbar. Origem internacional Dizem que o prato teria surgido nos anos de 1900 quando imigrantes chineses e afro-americanos misturaram casas, cozinhas e ingredientes. Já outros acreditam que ele foi inventado depois da Segunda Guerra Mundial, ou talvez das guerras do Vietnã e da Coreia, de onde soldados voltaram com memórias da sopa de macarrão asiática. Embora tenha origens internacionais, poucos conhecem o yakamein fora de Nova Orleans - com exceção dos obstinados foodies ou fãs do programa de TV "Sem Reserva", do chef Anthony Bourdain. Quando comentei que escrevia um artigo sobre o yakamein a moradores de Baton Rouge, que fica a apenas 130 quilômetros de Nova Orleans, eles não tinham ideia do que estava falando. "Poucos visitantes o conhecem. Algumas pessoas, quando são foodies ou estão em Nova Orleans especialmente para comer, já ouviram falar, mas não sabem exatamente o que é", disse John Bel. Carinhosamente conhecida como a 'Lady do Yakamein', Linda Green prepara o prato na parte de trás de sua pick-up em eventos Amanda Ruggeri O que todos concordam é que, independentemente de quem ou quando começou a ser feito, o yakamein surgiu da cozinha das famílias e das ruas. Além de ser preparado em casa, o prato era vendido do lado de fora de bares de jazz e ao lado da chamada "segunda linha" - desfiles que reúnem pessoas dançando e cantando e que surgiram de homenagens funerárias. Isso, associado à despretensão que toma conta de Nova Orleans, também explica a etiqueta para comer o yakamein: a forma mais autêntica de apreciá-lo é em uma embalagem para viagem. Colheres não apenas são desnecessárias como um obstáculo. A versão de Bel do yakamein, servido no Meauxbar, tem raízes domésticas. Uma de suas cozinheiras costumava levá-lo para seu almoço. Logo, ela começou a dividi-lo informalmente com a equipe. Depois, a prepará-lo para as refeições da equipe. Não demorou muito até que a receita chegasse ao menu e se tornasse um dos favoritos dos clientes. O yakamein do Meauxbar é bom: com o umami do molho de soja, bastante aipo e um pouco de molho de Worcestershire, ele tem mais caldo que a média. (Em parte por causa disso, em parte por causa do ambiente sofisticado do bistrô, eu usei uma colher desta vez - ou tentei). Mas quando penso no yakamein de Nova Orleans, a versão da senhora Linda é a que me vem à cabeça. Não estou sozinha. Linda é famosa por distribuir milhares de copos de yakamein na traseira de sua caminhonete durante a "segunda linha", no mercado francês, no festival de jazz e no Mardi Gras. (Um conselho: se você perguntar à senhora Linda quantas porções ela vende em cada festival de jazz, não faça isso com a boca cheia). "Meu Deus! São muitos. Muitos. Talvez mais de 25 mil?", disse ela me fazendo engasgar. Ela faz de tudo: etouffee, gumbo, jambalaya e beignets. Mas a receita que ela aprendeu com sua mãe, que por sua vez aprendeu com a mãe dela, é a do yakamein. A receita original de Linda usa carne bovina. Mas não só isso. "Eu faço jacaré. Eu faço lagosta. Eu faço ostras. Eu faço carne de porco", disse Linda, que já fez yakamein de sushi e frango crocante e até Bloody Marys com sabor de yakamein. Há também uma versão vegetariana. Ingredientes secretos O complexo e rico caldo de Linda usa dois ingredientes especiais. O primeiro pode soar um clichê de marketing, mas ela acredita tanto nisso que é difícil não ser persuadida: "Eu coloco muito amor na minha culinária. Muito mesmo. Sim, eu coloco". Sobre o segundo (que ela deu a pista de ser na verdade uma mistura de ingredientes), herdado das receitas de sua mãe e avó, ela jurou segredo. Qualquer que seja seu truque, o resultado é óbvio. "É bom", confirmou Linda logo após eu tomar o primeiro gole com um olhar de feliz surpresa. "Às vezes eu tomo yakamein e me pergunto: 'Meu Deus, quem fez isso? Isso é tão bom, quem fez isso!" Quem fez, é claro, foi a própria Linda. Durante a conversa com Linda no Bywater Bakery - único lugar onde é possível encontrar regularmente seu yakamein -, o telefone toca. "Hey, baby", disse ela. "Um yakamein? Ok. Estou ocupada agora, querido. Estou ocupada agora, mas estarei em casa em uma hora. Peça para alguém vir buscá-lo, ok?" "Um dos seus filhos?", perguntei com um sorriso. "Ah, não", respondeu Linda. "Não sei quem era." Isso acontece o tempo todo. As pessoas arrumam o número de Linda e ligam quando precisam de yakamein. Ela costumava entregá-los, mas não faz mais isso. Agora, o cliente faminto vai buscá-lo. E ela não pedirá que paguem. "Ah, Amanda", disse. "Esse é meu problema". O telefone da senhora Linda toca com mais frequência aos domingos. Acontece que a crença nos efeitos milagrosos do yakamein é mais do que um ato de fé. Em uma conferência há alguns anos, o cientista de alimentos Alyson E Mitchell informou que, de fato, o yakamein pode ajudar a curar a ressaca. Os ovos têm cisteína, um aminoácido que ajuda a eliminar o acetaldeído (um dos subprodutos tóxicos do álcool). A carne gordurosa diminui a absorção de álcool, o que torna o yakamein uma boa escolha também antes de sair à noite. O caldo salgado repõe o sódio perdido durante as idas ao banheiro induzidas pelo álcool; e ainda te encoraja a beber mais água, combatendo a desidratação. "Pode ser um bom exemplo de ciência intuitiva: um remédio eficaz, com a base científica revelada apenas anos depois", disse Mitchell. Depois da entrevista, desço a rua Bourbon. Ainda não é noite, mas a rua tem aquela sensação surrealmente imutável de uma festa que nunca termina: às 17h ou às 5h, há luzes neon e música. Algumas crianças afro-americanas encantam uma multidão, tocando uma batida eletrônica em latas de tinta. Um grupo de mulheres brancas de 20 e poucos anos desce a rua. Um casal idoso passeia com bengalas e contas de Mardi Gras enroladas no pescoço. A noite é jovem. As opções estão abertas. Um bar de jazz ou um happy hour com ostras? Ainda não sei, mas uma coisa é certa: amanhã vou buscar um yakamein.
    6 lugares do mundo que parecem coisa de outro planeta

    6 lugares do mundo que parecem coisa de outro planeta


    Você vai se surpreender com algumas paisagens – há de mar de estrelas a lago rosa-chiclete. Fonte de água termal do Parque Nacional Yellowstone, nos EUA BBC Algumas paisagens do nosso planeta são tão surpreendentes que não parecem reais. Há...


    Você vai se surpreender com algumas paisagens – há de mar de estrelas a lago rosa-chiclete. Fonte de água termal do Parque Nacional Yellowstone, nos EUA BBC Algumas paisagens do nosso planeta são tão surpreendentes que não parecem reais. Há destinos ao redor do mundo que saltam aos olhos por esse motivo – do "mar de estrelas" nas Maldivas ao lago rosa-chiclete na Austrália. Assista ao vídeo. Um exemplo é a fonte de água termal com as cores do arco-íris do Parque Nacional Yellowstone, no Estado de Wyoming, nos EUA. Grande Fonte Prismática do Parque Yellowstone, nos EUA BBC Olha que legal: mergulhadores salvam tubarão-baleia com corda ao redor do corpo O colorido que encanta os visitantes pode ser explicado pela presença de bactérias, que variam de acordo com a temperatura da água. No território americano, destacam-se ainda o colorido Fly Geyser, em Nevada, e o Antelope Canyon, no Arizona, repleto de cavernas incríveis esculpidas pela natureza nas rochas. Fly Geyser, em Nevada, Estados Unidos BBC Antelope Canyon, nos EUA, tem cavernas esculpidas pela natureza nas rochas BBC O Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia, também é uma atração à parte. Além de abrigar um dos maiores glaciares do mundo, é repleto de cavernas de gelo. Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia BBC Nas Maldivas, as praias paradisíacas ganham novos contornos à noite, quando as águas que banham o arquipélago brilham no escuro, formando um verdadeiro mar de estrelas. Águas que banham as Maldivas brilham no escuro BBC A luz azul é emitida pelos plânctons, no intuito de distrair e afastar seus predadores. Outro destino que impressiona é o Lago Hutt, em Port Gregory, na Austrália. A cor da água é rosa-chiclete, em decorrência das algas que existem no local. Lago Hutt, em Port Gregory, na Austrália BBC
    8 das comidas mais caras do mundo

    8 das comidas mais caras do mundo


    Por serem raros, trabalhosos de obter ou impossíveis de cultivar, alguns destes ingredientes podem ser mais caros do que ouro. Existem alimentos e ingredientes que são muito valiosos - alguns chegam até mesmo a superar o ouro. Mas o que faz seu...


    Por serem raros, trabalhosos de obter ou impossíveis de cultivar, alguns destes ingredientes podem ser mais caros do que ouro. Existem alimentos e ingredientes que são muito valiosos - alguns chegam até mesmo a superar o ouro. Mas o que faz seu preço ser tão alto? E será que eles valem o que custam? A BBC investigou os produtos alimentícios mais caros do mundo. Confira a seguir. 1. Açafrão Muito valioso, o açafrão também é conhecido como 'ouro vermelho' Getty Images Também conhecido como "ouro vermelho", o açafrão é o pistilo da flor Crocus sativus e é usado para dar uma coloração dourada aos preparos. O ingrediente supera até mesmo o ouro no preço por peso. Mas por que custa tão caro? A razão é simples. A flor da qual é obtido só floresce por uma ou duas semanas do ano, no outono. Obtê-lo é trabalhoso: deve ser colhido e processado à mão. E cada flor tem apenas três pistilos, por isso, é necessário cultivar dois campos de futebol inteiros, ou cerca de 300 mil flores, para conseguir um quilo de açafrão. 2. Caviar Por ser tão raro, o preço do caviar selvagem vai nas alturas Getty Images O caviar é a ova em conserva do peixe esturjão e considerado uma das maiores iguarias do mundo. É complicado de manusear e empacotar - e muito raro. O caviar mais famoso é o do esturjão-beluga, encontrado no Mar Cáspio e no Mar Negro. A espécie hoje está ameaçada de extinção e muito poucas de suas ovas podem ser vendidas legalmente. Leva até dois anos para que o esturjão-beluga atinja a maturidade e comece a produzir caviar, mas o peixe precisa ser morto para que as ovas sejam extraídas. Ainda mais rara é a ova do esturjão-albino, agora quase extinto em seu habitat natural. De acordo com o Guinness, o Livro dos Recordes, o caviar mais caro já registrado foi de um esturjão-albino de possivelmente 100 anos de idade, vendido a cerca de US$ 34,5 mil o quilo. 3. Ostras De abundante a raridade, o preço das ostras aumentou consideravelmente Getty Images Hoje consideradas um luxo, as ostras nem sempre foram uma comida para os mais endinheirados. No início do século 19, eram tão baratas quanto salgadinhos de batata-frita e um alimento importante na dieta das classes trabalhadoras em regiões costeiras - e tão abundante que eram usadas para reforçar tortas de carne. Mas a pesca excessiva e a poluição tiveram um efeito catastrófico sobre as ostras, e sua escassez fez elas se valorizarem. Os preços variam ao redor do mundo, mas, em Londres, por exemplo, um prato com esses moluscos pode custar US$ 65. No entanto, há sempre alguém disposto a pagar por elas, e, claro, aqueles que acreditam que elas têm propriedades afrodisíacas. 4. Trufas brancas A trufa branca é o tipo mais raro deste fungo Getty Images A trufa branca é um dos fungos mais raros e difíceis de encontrar. Cresce apenas na região do Piemonte, no norte da Itália, entre as raízes de determinadas árvores. São muito mais escassas do que qualquer outro tipo de trufa. Além disso, a variedade branca tem um sabor e aroma especialmente intensos. Elas não podem ser cultivadas. Ainda que há muito tempo se tente fazer isso, só são encontradas na natureza. Essa imprevisibilidade, junto com os esforços que as pessoas realizam para localizá-las e colhê-las, fazem com que seu preço seja caro. O maior valor já pago por uma única trufa branca foi de US$ 330 mil, em 2007, por um exemplar de 1,5 kg. 5. Presunto ibérico A classificação do presunto ibérico é bastante rigorosa Getty Images Esse tipo de carne curada é produzido em regiões da Espanha e de Portugal, onde porcos pretos ibéricos (ou porcos que são ao menos 50% ibéricos) vivem em meio ao montado, um ecossistema formado por florestas de azinheiras, sobreiros, carvalhos ou castanheiros. Os animais vivem em liberdade e têm uma dieta de frutos dessas árvores, conhecidos como bolotas. A classificação do presunto ibérico é bastante rigorosa: o tipo "pata negra" é considerado o melhor e é produzido a partir de porcos ibéricos de raça pura. Esse presunto ainda é curado por um período de 36 a 48 meses, em condições especiais. Segundo o Guinness, o presunto mais caro disponível comercialmente é um pata negra feito a partir de Manchado de Jabugo, uma espécie rara de porco ibérico. A peça do tamanho de uma perna do animal é vendida a US$ 4.080. 6. Carne Wagyu A carne Wagyu é marmorizada com gordura e muito macia Getty Images Wagyu pode ser traduzido simplesmente como "carne japonesa" e é feita a partir de quatro raças de vacas do Japão. A carne é intensamente entremeada com gordura, que derrete durante o cozimento e a torna bastante macia, úmida e a faz derreter na boca. Seus entusiastas comparam sua textura com comer um pedaço macio de peixe. O seu alto preço se deve ao processo de criação do animal: para ser considerada uma Wagyu, as vacas devem ser criadas e alimentadas segundo regras rígidas, com bezerros recebendo ração especial para garantir que sua carne fique marmorizada com gordura. O quilo de Kobe beef, um dos tipos dessa carne mais valorizados, chega a custar US$ 640 no Japão 7. Café Kopi Luwak Os grãos do café Kopi Luwak foram comidos, parcialmente digeridos e depois defecados pelo civeta de palmeira asiática Getty Images O quilo do café Kopi Luwak é vendido por até US$ 700. Seus grãos foram comidos, parcialmente digeridos e depois defecados pelo civeta de palmeira asiática, um pequeno mamífero carnívoro com pelagem manchada e focinho pontiagudo que vive em palmeiras na Indonésia. Não parece nada apetitoso, mas é valorizado porque alguns que acreditam que o sabor do café é intensificado pelos ácidos do estômago do animal. A digestão parcial e a fermentação confeririam ainda algo especial aos grãos antes de serem excretados. Mas seus críticos dizem que é apenas um chamariz artificial que resulta em um café terrível. Há um efeito colateral negativo nessa história para o civeta: ele está sendo criado em fazendas, dentro de gaiolas, como ocorre com galinhas, e sendo alimentado a força com grãos de café. 8. Foie gras A produção do foie gras é uma prática que data do Egito antigo Getty Images Foie gras é um patê feito a partir do fígado de patos ou gansos que são engordados para que o órgão atinja até dez vezes seu tamanho normal. Como resultado, o sabor do patê é intenso, amanteigado e delicado. Seus fãs pagam um alto preço por eles, mas o preço mais alto quem paga são as aves, que são alimentadas à força com milho por meio de tubos. É uma prática que data de ao menos 2.500 a.C., quando os egípcios aprenderam que o sabor de aves melhorava quando eram alimentadas desta forma. Hoje em dia, muitos países têm leis que vetam a prática, além da produção, importação e a venda de foie gras, mas o produto ainda é bastante popular em diversas partes do mundo.
    Brasileiros têm direito a atendimento médico gratuito em três países; saiba como emitir o documento

    Brasileiros têm direito a atendimento médico gratuito em três países; saiba como emitir o documento


    Certificado de Direito à Assistência Médica garante ao viajante atendimento nos hospitais públicos em Portugal, Itália e Cabo Verde como se fosse cidadão local. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das...


    Certificado de Direito à Assistência Médica garante ao viajante atendimento nos hospitais públicos em Portugal, Itália e Cabo Verde como se fosse cidadão local. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das emissões de carbono no turismo Jan Vašek/Pixabay Os brasileiros com destino a Portugal, Itália e Cabo Verde, podem ter acesso aos hospitais públicos desses três países por meio de um certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM), de acordo com o Ministério da Saúde. A autorização tem validade de um ano, podendo ser renovado quantas vezes for necessário. (Saiba como emitir o documento abaixo). No primeiro semestre deste ano, foram emitidas 40.753 autorizações, uma alta de 329% comparada com os últimos cinco anos, saltando de 10.868 para 46.687 certificados emitidos. O documento não substitui o seguro internacional particular de saúde, não garante o transporte de corpo, nem translado para onde o portador do certificado deseja atendimento. Além disso, se nesses países, os nativos pagarem por um procedimento hospitalar, o brasileiro também deverá pagar. Da mesma forma, os procedimentos gratuitos aos nativos também serão gratuitos aos brasileiros portadores do CDAM. Quem pode solicitar Na Itália e em Cabo Verde para solicitar o documento é preciso ser contribuinte na Previdência Social (INSS) e comprovar o vínculo no ato da solicitação do certificado. Em Portugal, todo brasileiro tem direito de obter, independentemente da contribuição. Nos três países o certificado pode ser emitido seja qual for o motivo da viagem ou o tempo de duração. Como solicitar De acordo com o Ministério da Saúde, o CDAM pode ser solicitado pelo site oficial ou presencialmente nas unidades do DATASUS/Ministério da Saúde. Além disso, o solicitante deve ter o Cartão Nacional de Saúde. Os documentos necessários são: Cartão Nacional de Saúde; Cópia e original do CPF; Cópia e original do Passaporte; Cópia e original do RG; Cópia e original do comprovante de residência;
    A agência de viagens que fatura milhões sem vender uma única passagem pela internet

    A agência de viagens que fatura milhões sem vender uma única passagem pela internet


    Ainda que o setor de turismo tenha sido quase todo dominado pelas novas tecnologias, uma agência de viagens britânica, depois de passar por uma grande crise em 2009, conseguiu se recuperar e crescer apostando no que a internet não consegue...


    Ainda que o setor de turismo tenha sido quase todo dominado pelas novas tecnologias, uma agência de viagens britânica, depois de passar por uma grande crise em 2009, conseguiu se recuperar e crescer apostando no que a internet não consegue oferecer. Os funcionários da ITC podem fazer três viagens por ano para destinos de luxo ITC Na era dos aplicativos de celular, de companhias aéreas de baixo custo e dos sites de aluguel de casa por temporada, a agência de viagens britânica Inspiring Travel Company (ITC) nunca vendeu serviços pela internet. Nem sequer uma passagem aérea. Apesar disso, as finanças da empresa vão bem. Ela aumentou o número de funcionários e seu faturamento anual chega a US$ 120 milhões (cerca de R$ 485 milhões). Mas nem sempre foi assim. Em 2009, o balanço da empresa – sediada em Chester, no norte da Inglaterra, estava no vermelho. A crise financeira internacional reduziu o número de pessoas capazes de viajar nas férias e dedicar tempo e dinheiro ao lazer. Isso afetou fortemente o setor de turismo. O impacto foi grande para a ITC, já que ela era uma agência de turismo tradicional, que não tinha operações na internet – o que obrigava os clientes a fazer consultas por telefone, falando diretamente com algum membro da equipe. Não parecia uma boa estratégia manter o modelo de operação em um momento em que a maioria dos consumidores tentava economizar ao máximo e passava a comprar pacotes de viagem pela internet. A ITC tem um site, mas não é possível fazer reservas pela internet ITC "Eu me perguntava: O que vai acontecer com a gente? Vamos ter que fechar as portas? Vamos vão vender a empresa?", comenta Jen Atkinson, atual diretora e coproprietária da ITC. Naquela época, Atkinson era a responsável pelo marketing e decidiu dar um passo adiante para evitar a quebra da companhia, que estava perdendo muito dinheiro. "Lembro com clareza que eu tinha um plano, uma visão para salvar a empresa, que eu descrevi em duas folhas de papel A4", conta. "Fui com isso em mãos falar com Drew Foster (o homem que havia fundado a empresa em 1974) e ele me disse: 'Genial, siga adiante'. E assim acabei me tornando diretora da ITC." Mas em que consistia esse plano e como ele conseguiu levar a empresa ao sucesso atual? Ao largo da internet Ao longo de mais de três décadas de existência, a ITC atraiu uma significativa quantidade de clientes ricos. Portanto, Atkinson pensou que deveriam se esforçar mais para alcançar essa parcela dos consumidores, oferecendo viagens não apenas luxuosas, mas também planejadas de forma individualizada, para atender aos desejos de cada cliente. "Calculei que, se oferecêssemos aos nossos melhores clientes algo que eles não poderiam conseguir por si mesmos, nosso negócio teria uma oportunidade de ser bem-sucedido", recorda. Jen Atkinson começou a trabalhar na ITC em 2002 e, em 2009, implementou o modelo de negócio que trouxe sucesso para a empresa ITC O que a ITC queria era dar aos consumidores algo que dificilmente eles conseguiriam na internet, uma espaço "recheado de conselhos contraditórios". "Quando estão falando sobre um hotel, por exemplo, nossa equipe pode dizer coisas como: 'Por que você não fica nesse quarto? Ele é ótimo, fica no térreo e é o que está mais próximo à praia", ela exemplifica. O plano de Atkinson começou a dar frutos aos poucos. Passado o período de crise, quando a empresa teve que reduzir de 130 para 80 o número de funcionários, ela quase dobrou o quadro, que hoje soma 210 empregados. Entre os clientes da agência estão estrelas da música, apresentadores de televisão, empresários e jogadores de futebol. Para assegurar que os funcionários tenham a maior quantidade de informação possível sobre os destinos e os hotéis que oferecem, cada um tem a oportunidade de fazer duas ou três viagens luxuosas por ano. Por causa desse atrativo, a empresa também não tem dificuldade para recrutar novos talentos. Após a reestruturação, o número de funcionários da ITC subiu de 80 para 210 ITC Mike Bugsgang, especialista no setor turístico, considera que sempre haverá mercado para empresas de viagem tradicionais como a ITC. "Ainda há um grande número de consumidores que, no momento de gastar uma boa fatia do salário anual, preferem contar com as dicas de especialistas. A ITC é um exemplo claro desse tipo de empresa que oferece tratamento personalizado e sob medida para as suas férias", destacou. Nove anos depois de assumir as rédeas da empresa, Atkinson continua apostando no modelo que implementou. "As pessoas diziam que a internet acabaria com as agências de viagem como a ITC, mas ainda estamos aqui. Não vendemos na internet e nunca faremos isso, porque, ao falar diretamente com cada cliente, podemos oferecer um serviço melhor."

    Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade


    Existe muito verde em meio ao cinza e muita paz misturada ao ritmo frenético das grandes cidades do Brasil. Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade Os parques urbanos brasileiros são verdadeiros oásis. São cenários...

    Existe muito verde em meio ao cinza e muita paz misturada ao ritmo frenético das grandes cidades do Brasil. Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade Os parques urbanos brasileiros são verdadeiros oásis. São cenários perfeitos pra caminhar, pedalar, praticar esportes, respirar ar puro e fazer piquenique. É possível ouvir o canto relaxante dos pássaros, ver o colorido das ávores, das flores, da fauna e da flora. E se der sorte, terminar o dia com um fascinante pôr-do-sol. Os parques são pequenos paraísos que complementam a beleza das cidades sem esquecer o melhor do outro mundo: a natureza logo ali. Esses são alguns dos principais parques urbanos do país: Parque do Ibirapuera, São Paulo: Ícone de São Paulo, o Ibirapuera é o parque mais visitado da America Latina com aproximadamente 14 milhões de visitas em 2017. O nome Ibirapuera significa “árvore apodrecida” em tupi-guarani e vem de uma aldeia indígena que ocupava a região do parque quando a área era alagadiça com solo de várzea. Na luta contra a umidade, Manuel Lopes de Oliveira, um funcionário da Prefeitura na década de 1920 começou a plantar árvores na região. Em homenagem à ele o Ibirapuera tem um viveiro que leva seu nome, Viveiro Manequinho Lopes, que abriga uma diversidade de plantas e orquídeas. Com 158 hectares, foi inaugurado em 1954 em comemoração aos 400 anos da cidade de São Paulo. Os jardins foram desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes, após o conceito de Roberto Burle Marx, e as construções históricas como os pavilhões que abrigam museus, o auditório, marquise entre outras são de autoria de Oscar Niemeyer, tombados pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Parque da Independência, São Paulo: Inaugurado em 1989, nas margens do córrego do Ipiranga, o parque faz parte do patrimônio histórico cultural brasileiro devido ao Grito da Independência, ali proclamada por D. Pedro I. A área de 161.300 metros quadrados abriga o Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência e a Casa do Grito, além de um denso bosque e um grande trabalho de paisagismo no caminho entre o Monumento e o Museu. Parque Laje, Rio de Janeiro: O parque, aos pés do morro do Corcovado, na rua Jardim Botânico, tem 52 hectares e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1957 como patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro. O palacete que fica no parque abriga, desde 1966, o Instituto de Belas Artes e a Escola de Artes Visuais. Desde 2004 o Parque Lage é parte do Parque Nacional da Tijuca, sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Jardim Botânico, Rio de Janeiro: Fundado em 13 de junho de 1808 por uma decisão do então príncipe regente português D. João, o parque hoje é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade. Parque Tanguá, Curitiba: Inaugurado em 1996 na parte norte da cidade e construído onde existiam duas pedreiras, o parque ocupa uma área de 235 mil m² e garante a preservação da bacia norte do rio Barigüi, bem próximo à sua nascente. Tem dois lagos e um túnel artificial, além de ancoradouro, ciclovia, pista de corrida e lanchonete. Parque Farroupilha, Porto Alegre: O Parque Farroupilha, também conhecido como Parque da Redenção, é o parque mais tradicional da capital gaúcha. Fundado em 1935, a área de 37,5 hectares faz parte da vida de Porto Alegre há mais de 200 anos. Localizado no coração da cidade, traz em sua estrutura partes da história de Porto Alegre, a partir de seus monumentos, eventos que promove, enfim, uma gama de atividades que ocorrem, principalmente, aos finais de semana. Parque Municipal, Belo Horizonte: Localizado na região central de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi inaugurado em 26 de Setembro de 1897, antes mesmo da fundação da nova capital mineira. É o patrimônio ambiental mais antigo da cidade e foi projetado no final do século XIX pela comissão construtora encarregada de planejar a nova capital de Minas Gerais. Possui uma área de 182 mil metros quadrados de extensa vegetação. Abriga o Teatro Francisco Nunes, um orquidário, um pequeno parque de diversões e a parte dos fundos do Palácio das Artes. Parque das Nações Indígenas, Campo Grande: Um dos espaços de lazer mais procurados de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas reúne diversas opções de cultura, lazer, contemplação da natureza e prática desportiva, a poucos minutos do centro da cidade. O parque, com cerca de 1,16 milhão de m² é considerado o "cartão postal" da cidade. Parque Mangal das Garças, Belém: O parque, inaugurado em 2005, é um pedaço de toda a riqueza amazônica no centro de Belém. Com cerca de 40.000 metros quadrados às margens do Rio Guamá, o parque transformou uma antiga área em um local onde são representadas as diferentes macrorregiões do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna. Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurante, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém. Parque das Dunas, Natal: Criado em 1977, é parte integrante da reserva da biosfera da Mata Atlântica reconhecida pela UNESCO e, por isso, declarado Patrimônio Ambiental da Humanidade. O parque distribui-se por vários bairros da zona sul e leste da cidade, se estendendo ao longo da Via Costeira. Com 1.172 hectares, é o segundo maior parque urbano do Brasil e exerce uma grande importância na regulação do clima local.
    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes

    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade...


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade vietnamita de Ho Chi Minh (antiga Saigon), exceto para a cafeteria Amix, onde os clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. No primeiro andar, a Amix parece igual a qualquer outra cafeteria moderna do país: uma atendente atrás do balcão, o painel com as opções oferecidas e várias mesas, mas quem decide subir pode toma o café cercado de carpas japonesas. A ideia foi de Nguyen Duoc Hoa, um empreendedor de 23 anos que abriu o negócio em junho com a ideia de promover uma reviravolta nos populares cafés onde os clientes se entretêm fazendo carinho em gatos ou cachorros. "Queria criar um conceito único, que não existisse em nenhum outro lugar. Sou de uma cidade litorânea, adoro peixes e pensei que era uma boa maneira de criar um negócio combinando a inovação e a minha paixão", contou à Efe. Clientes brincam com os peixes no café Amix, no Vietnã Divulgação A implantação do negócio não foi fácil por causa da logística complicada e do custo que representa encher um espaço de água até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada (5 mil litros cada um), além de manter tudo limpo. "Temos um sistema de filtragem tripla e bombas de ar para manter a água cristalina. A cada 12h mudamos um quarto da água para garantir a limpeza", explicou. Enquanto a entrevista acontecia, algumas pessoas chegaram: três jovens estudantes e duas mães com três crianças. Os pequenos tiraram os sapatos, limparam os pés rapidamente e entraram decididos com as mães, um pouco relutantes. Segundo Hoa, geralmente famílias com crianças ficam no segundo andar, onde estão os peixes menores, enquanto no terceiro 20 carpas japonesas de 300 gramas cada desfilam entre mesas e cadeiras. Água é de até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada Divulgação "Famílias e pessoas jovens são os grupos que mais frequentam aqui, mas a nossa experiência é mais positiva com estudantes e jovens profissionais. Os peixes são muito sociáveis e bem tratados, se aproximam das pessoas, podem ser tocados, mas normalmente não permitimos que sejam alimentados. O problema é que às vezes algumas crianças querem levar um deles para casa. Já tivemos que pedir que a família se retirasse", explicou. Desde a abertura, a Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência. Elogiado pela originalidade por alguns, ele também foi criticado por outros por expor os peixes a um estresse desnecessário. "Tenho pena dos peixes que têm que suportar esses clientes horríveis. Cedo ou tarde morrerão pelo trauma", critica uma pessoa na página do jornal digital "Zing". Outros satirizam a ideia e a comparam com as inundações que atingem à cidade durante a temporada das chuvas, entre maio e novembro. "Como se não bastasse ter que caminhar pelas água da cidade, agora temos que pagar para molhar os pés", ironizou outro leitor. Cafeteria Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência Divulgação
    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado

    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem...


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem enfrentado cada vez mais críticas. Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Em resposta, prefeituras, como a de Madrid na Espanha, decidiram impor regras cada vez mais duras ao Airbnb. Dividindo um apartamento em São Francisco, nos Estados Unidos, Brian Chesky e Joe Gebbia não poderiam imaginar que estavam prestes a lançar o maior site comunitário de acomodações do mundo. Em 2008, a cidade americana recebia uma conferência que lotou boa parte dos hotéis da região. Os dois estudantes americanos em design decidiram então anunciar na internet o espaço que tinham para acolher alguns participantes. Nascia então o Air bed and breakfast, que viria a se chamar pouco tempo depois Airbnb. De lá pra cá, Brian Chesky e Joe Gebbia conseguiram captar U$ 3,4 bilhões em investimentos e o valor da empresa já ultrapassou a marca dos U$ 30 bilhões. Em 2017, o faturamento chegou a U$ 2,6 bilhões e a empresa americana pretende bater a meta de U$ 3,6 bilhões neste ano. Airbnb na Dinamarca Reprodução / Airbnb Para explicar o sucesso, é preciso lembrar daquela velha máxima: “no lugar certo, na hora certa”. Airbnb nasceu em uma hora propícia, junto com a chegada do iPhone, outro grande sucesso comercial, que ajudou a democratizar o acesso à internet. “As empresas como Uber e Airbnb são emblemáticas por terem conseguido levar à terceira fase da internet na história, permitindo que o mundo digital invadisse o mundo real”, escreveu Brad Stone, autor de “The Upstars”, um livro que conta a ascensão dessas duas empresas, nascidas quase ao mesmo tempo. Outro fator essencial para o sucesso da plataforma, foi conseguir criar um cenário de confiança para convencer milhares de pessoas de dormir na casa de desconhecidos. Isso só foi possível com o sistema de avaliações baseados em perfis verificados. Polêmicas Mas o sucesso da plataforma também está cercado de polêmicas. Grupos hoteleiros foram os primeiros a denunciar uma concorrência desleal, já que os impostos aplicados aos hotéis não eram cobrados do Airbnb. Mas a discussão mais importante girou em torno do mercado de aluguel, que em algumas cidades, quase desapareceu. A pesquisadora do Núcleo de Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, mestre e doutoranda em Direito pela Universidade de São Paulo, Bianca Tavolari, conta que ninguém esperava um impacto tão grande nesse mercado. “Demora um pouco para que os proprietários vejam as vantagens em colocar seus imóveis para alugar na plataforma. Mas a partir do momento em que isso começa acontecer de maneira massiva, a falta de regulação começa a ser um problema”, explica Tavolari. Em muitos países, como no Brasil, a burocracia do mercado de aluguel tradicional foi um dos motivos para esse fenômeno. “Os contratos, com cláusulas contratuais, de despejo, de reajuste de preço, de duração, fizeram com que muitos optassem pelo Airbnb. O problema é que se todo mundo começa a fazer isso, eu deixo de ter um mercado de aluguel em áreas bem localizadas”, afirma a pesquisadora. Bairros sem moradores A análise que Bianca Tavolari fez sobre o Airbnb e os impasses regulatórios para o compartilhamento de moradia se tornou referência no assunto e foi publicado no livro "Economias do compartilhamento e o direito". Ela explica que, em muitas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Destino preferido dos brasileiros na Europa, Portugal pode estar em bolha imobiliária A pesquisadora lembra que em 2014, o procurador de Nova York, Eric Schneiderman, chegou a solicitar um relatório sobre os efeitos do aplicativo na cidade. Os dados revelaram que alguns bairros de Manhattan já não possuem mercado de aluguel tradicional. “Ou você é proprietário ou é turista. Você não consegue mais viver lá como morador da cidade querendo alugar um imóvel”, explica. Com a chegada de turistas em massa, que “não se importam em pagar mais para ficar em um lugar bem localizado, cria-se um problema de longo prazo no planejamento de moradias nas cidades”, analisa Tavolari. Regulamentação A grande maioria das cidades na Europa decidiu restringir o uso da plataforma. Paris, por exemplo, limitou o aluguel pelo Airbnb a 120 dias por ano e já está aplicando multas aos proprietários que não respeitam a regra. Barcelona foi além e passou a multar o próprio Airbnb. “A prefeitura começou a exigir um cadastro de quem quer alugar seu imóvel pela plataforma. Com isso, pôde negar pedidos em áreas saturadas. Mas onde a cidade se destacou, foi na fiscalização. Enquanto a maioria das capitais multa o dono do imóvel em caso de irregularidades, Barcelona passou a aplicar multas milionárias diretamente ao Airbnb. O que colocou em debate sobre a responsabilidade da plataforma que até então se dizia uma simples intermediadora”, explica a pesquisadora. Outra cidade espanhola, Palma de Maiorca, passou a proibir o Airbnb e desde o mês passado começou a aplicar multas de € 40 mil em quem continua alugando seu apartamento pela plataforma. Talvez todo esse debate fez com que o Airbnb começasse a diversificar seu portfólio. Desde 2016, a empresa passou a vender atividades e experiências culturais e em breve vai disponibilizar novas opções de alojamento, incluindo quartos em pequenos hotéis.
    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro

    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do...


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do mundo, da Royal Caribbean Cruises, o Symphony of the Seas, com 362 metros de comprimento, durante sua cerimônia de apresentação mundial, ancorado em um porto em Málaga, Espanha, 27 de março de 2018. Jon Nazca/Reuters/Arquivo A viagem inaugural do Symphony of the Seas, no início de 2018, não soou harmônica para todos os espanhóis. O maior navio de cruzeiro do mundo, com 362 metros de comprimento, 3 mil cabines, 40 restaurantes e 23 piscinas, ilustra bem o que costuma faltar na Espanha: planejamento preventivo. Embora a maioria dos cruzeiros, de longe, vá para o Caribe, em dez anos o número de turistas marítimos no país ibérico dobrou sem que ele tivesse se preparado para tal. Com 46 milhões de habitantes, em 2017 a Espanha bateu recorde absoluto de visitantes: 82 milhões, dos quais 9 milhões eram passageiros de cruzeiros. Biel Barceló, da organização Agrupación Ciudadana Ciutat de s'Arenal, em Palma de Maiorca, conta entre o número crescente de espanhóis que querem limites para o turismo de massa. "Mas o turismo de cruzeiro é inofensivo perto do que nós vemos todo dia aqui em s'Arenal", diz o ativista. Ele não consegue se habituar aos alemães baderneiros e bêbados: "Turistas de cruzeiro chamam bem menos atenção." Em cidades como Ibiza, Palma ou Barcelona possivelmente chega mais gente diariamente pelos aeroportos do que nos navios, os quais em geral só aportam nos fins de semana e talvez uma vez mais durante a semana. Ainda assim, embarcações como a Symphony of the Seas, a qual, como tantas outras, tem seu porto de registro em Barcelona, desagradam a muitos espanhóis. Má coordenação nas cidades O aumento constante do número de movimentos antiturismo nas Ilhas Baleares e na Catalunha poderia dar a impressão de que turistas não são mais bem-vindos. "Não é absolutamente o caso, mas nós precisamos regulamentar a coisa melhor, e não mandar dezenas de ônibus, uns atrás dos outros, do porto para a cidade, paralisando completamente o tráfego e piorando a poluição do ar", explica o especialista em turismo Jordi Villart. "A oferta para esses turistas precisa simplesmente ser diversificada. Eles não podem debandar todos ao mesmo tempo para a catedral", diz Villart, que vive e trabalha em Palma de Maiorca, segundo destino preferido dos cruzeiros depois da capital catalã, Barcelona. "A diferença para o turismo normal é que até 4 mil viajantes desembarcam todos juntos, num curto espaço de tempo, e aí voltam todos no mesmo momento. E, devido aos programas all inclusive, consomem pouco na cidade", diz Pablo Lamas, da central espanhola de reservas de cruzeiros Aquotic. "Normalmente todos os navios também chegam nos mesmos dias, por causa dos ciclos de férias. Pouca gente tira férias numa terça-feira, a maioria quer começar no sábado", acrescenta Lamas. No entanto a Espanha não pode se permitir publicidade negativa em questões de turismo. Segundo a administração portuária, em 2017 os cruzeiros geraram 1,3 bilhão de euros, o equivalente a 11% do faturamento da indústria turística nacional; e 28.500 cidadãos trabalham direta ou indiretamente no setor. A maioria atua nos portos, que nos próximos anos pretendem investir 300 milhões para fazer a indústria dos cruzeiros crescer ainda mais. Zonas-tampão, filtragem e eletromobilidade Em 2018, a Catalunha e as Baleares, que atraem o maior volume de visitantes à Espanha, não só elevaram as taxas para turistas como as estenderam também aos passageiros de cruzeiros. Palma de Maiorca está cobrando 3 euros por cabeça, Barcelona, 2,25 euros. Diversas empresas de cruzeiro criticaram a medida. A capital catalã pretende também ampliar a zona portuária em 14 mil metros quadrados, a fim de transformá-la numa espécie de zona-tampão para os turistas. Além de bares e restaurantes, haverá uma escola de vela e outra de ciências marinhas, com uma área dedicada a atividades culturais. Valência, também na costa leste, tem planos semelhantes. Barcelona e Palma igualmente adotaram medidas para filtrar as ondas de turistas que invadem a cidade. "Nós levamos uma parte dos visitantes direto do porto para a praia de ônibus, para evitar ter 4 mil turistas circulando por Barcelona", conta Susana Suárez, da administração municipal local. A eletromobilidade também ganha terreno como forma de transportar os turistas para a cidade ou a praia. Em Palma foram disponibilizados bicicletas e carros elétricos; em Barcelona há um metrô do porto para o centro; e a partir de 2019 Málaga pretende introduzir ônibus elétricos autônomos para os visitantes. Porém, o tema bicicletas elétricas não é totalmente livre de controvérsias. "Em Palma já há reclamações, pois alguns pedestres acham que essas e-bikes trafegam rápido demais para o centro pequeno e sempre lotado", revela o advogado alemão Tim Wirth, residente nas ilhas Canárias. Apesar dos próprios preconceitos contra navios de cruzeiro, os espanhóis parecem estar descobrindo sua simpatia por essa forma de turismo, tendo se transformado no quarto mercado da Europa para as operadoras do ramo. No momento apenas meio milhão de espanhóis sobem a bordo, contra mais de 2 milhões de alemães, por exemplo, mas diversas operadoras estão dispostas a investir para elevar esse número.
    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe

    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das...


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das algas mudou um dos aspectos mais famosos das praias caribenhas: as águas cristalinas Marta Garcia Algumas costas de países do Caribe famosas pelas praias paradisíacas com águas límpidas azul-turquesa estão tendo sérios problemas para corresponder à essa imagem e não decepcionar turistas. Nas praias, tampouco se vê a areia branca - elas estão cobertas por um material marrom, pegajoso e malcheiroso. Sem falar da experiência do banho no mar, que perde toda a graça. Embora seja o que mais chame a atenção, esse cenário talvez nem seja a pior parte do problema. A paradisíaca Riviera Maya do México e várias ilhas do Caribe tiveram suas costas invadidas por sargaço - um gênero de alga castanha, que este ano chegou em quantidades sem precedentes a algumas das praias mais famosas do mundo. Sistemas de monitoramento mostram "ilhas" de sargaço de vários quilômetros de extensão que se aproximam das costas. As regiões de Cancún, Quintana Roo e Playa del Carmen, no México, bem como as ilhas de Bonaire, Antígua e Barbuda e Guadalupe estão entre as áreas afetadas. Entre 29 de junho e 31 de julho, por exemplo, nas praias de sete municípios de Quintana Roo, foram coletados 119 mil metros cúbicos de sargaço, segundo autoridades locais. O problema foi tão incômodo que obrigou um resort em Antígua a fechar as portas até 30 de setembro. Quando o sargaço morto se acumula na praia entra em decomposição e gera um mau cheiro que tamém tem afastado os turistas Marta Garcia Para alguns especialistas, além de afetar consideravelmente o turismo - e a economia da região - esta "invasão" atípica tem potencial de se tornar uma "catástrofe ambiental", na avaliação da diretora do Laboratório da Marinha Botânica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Brigitta I. van Tussenbroek. Mas o que é sargaço? O sargaço é uma alga flutuante que "viaja" à deriva impulsionada pelas correntes oceânicas. Funciona como uma "ilha" viva que serve de alimento e casa para várias espécies marinhas. Tradicionalmente, esta alga começa sua vida no Golfo do México e é empurrada pelas correntes até o Atlântico Norte, onde flutua no Mar dos Sargaços, perto das ilhas Bermudas. Desde 2011, no entanto, cientistas detectaram a criação de um novo "mar de sargaço" entre as costas da África e do Brasil, que é de onde vêm as algas que agora estão chegando ao Caribe. Existem registros das ilhas de sargaço há séculos, mas em 2015 foi registrada uma chegada atípica deles à costa - e ela continua. A partir de março deste ano também foi identificado que sua presença aumentou na área. Segundo especialistas, o aumento atípico da presença de algas pode estar relacionado, por exemplo, a mudanças climáticas Marta Garcia O Laboratório de Botânica Marinha da UNAM calcula que a quantidade de sargaço que chegou em 2015 já foi duplicada em 2018 e prognósticos mostram que esse movimento poderá se prolongar até outubro. Por que aumentou? Os especialistas não sabem ao certo a que se deve o aumento do sargaço, mas eles têm várias hipóteses. Uma delas tem a ver com o aumento da temperatura das águas, causado pelas mudanças climáticas. Outra possibilidade é o aumento de nutrientes na água, o que favorece o crescimento das algas. Haver mais nutrientes parece bom, mas não é. A água cristalina do Caribe se deve, na verdade, ao fato de possuir poucos nutrientes. Mas a atividade humana está levando fertilizantes poluidores até ela e esses produtos desequilibram o ecossistema. Esse aumento de nutrientes faz com que o sargaço se expanda mais rapidamente. De acordo com estimativas de laboratório, o sargaço que está sob monitoramento tem a capacidade de dobrar seu peso em apenas 18 dias. Catástrofe ambiental Além de afastar os turistas, especialistas alertam que a chegada maciça do sargaço pode criar uma catástrofe ambiental. O problema é que sua presença impede que a luz chegue a águas mais profundas, o que dificulta a fotossíntese de outras plantas - ou seja, o processo pelo qual produzem a energia necessária para sobreviver. Essa presença maior também reduz a quantidade de oxigênio na área. Isso se traduz na mortalidade de pastos marinhos, corais e também da fauna. Além disso, quando o sargaço morto se acumula na praia, produz gases que, em altas concentrações, podem afetar as pessoas. Como lidar com o sargaço? "Se não forem adotadas ações coordenadas para impedir que grandes quantidades de sargaço cheguem às praias do Caribe mexicano, há o risco de as águas azul-turquesa e as praias brancas deixarem de existir em poucos anos", alerta o Laboratório de Botânica Marinha da UNAM. Várias lições sobre como lidar com o sargaço foram aprendidas após as invasões mais recentes. E, em alguns casos, existem orientações sobre como removê-lo. Em Barbados, por exemplo, os tratores usados ​​para carregar cana-de-açúcar em caminhões têm se mostrado bons para recolher o sargaço sem retirar a areia das praias. Em Guadalupe, uma empresa desenvolveu um barco que recolhe o sargaço com um sistema de correia transportadora. No México, foi criado um comitê composta por entidades governamentais e o setor privado para discutir formas de coletá-lo e removê-lo de forma segura. Uma de suas estratégias é instalar barreiras dentro do mar, semelhantes às que são usadas para deter derramamentos de petróleo. Mas também há quem tente, por sua vez, encontrar um uso comercial para a presença maciça das algas na área. Em Barbados, está sendo desenvolvido um projeto para transformar as algas em fertilizantes e, no México, um grupo de jovens tem transformado o sargaço em produtos ecologicamente corretos.