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    Brasil tem cenários perfeitos para a prática de esportes aquáticos

    Brasil tem cenários perfeitos para a prática de esportes aquáticos


    Canoagem, surfe e rafting estão entre as opções que podem ser praticadas em diferentes regiões do país. Brasil tem cenários perfeitos para prática de esportes aquáticos O Brasil tem cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes...


    Canoagem, surfe e rafting estão entre as opções que podem ser praticadas em diferentes regiões do país. Brasil tem cenários perfeitos para prática de esportes aquáticos O Brasil tem cenários perfeitos para quem gosta da prática de esportes aquáticos: não faltam praias, rios, corredeiras e lagos. As opções de esportes também são variadas e vão do surfe ao rafting. Os esportes aquáticos fazem bem para o corpo: queimam calorias, modelam, ajudam a ganhar flexibilidade e força. Além disso, também fazem bem para a mente: relaxam, reduzem o estresse e permitem o contato direto com a natureza. Veja abaixo alguma das práticas mais comuns no Brasil: Surfe: Com praias de diferentes tipos de onda, o país até "cria" surfistas profissionais e campeões como Gabriel Medina. Surfe: prática muito comum nas praias do Brasil Projeto Golfinho Rotador Wakeboard: Com a ajuda de um barco, é possível "surfar" águas de lagoas. Exercício exige equilíbrio e força abdominal. Jovem pratica wakeboard na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio Pedro Kirilos / Riotur Canoagem: Sozinho ou acompanhado, é possível navegar com a ajuda de remos por mares e rios. Passeio de canoa no mar de Fernando de Noronha Divulgação Stand up paddle: Sozinho, você flutua com a ajuda de uma prancha maior do que a de surfe e um remo. Stand up paddle é modalidade de sucesso Divulgação Rafting: Prática radical, exige força para enfrentar correntezas descendo rios em botes infláveis e em grupo. Rafting é uma das atrações mais procuradas em Brotas Gabriela Martins/G1

    Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada


    Vales profundos são 'esculpidos' por rios durante anos. Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada O Brasil tem uma grande diversidade de cânions para ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são...

    Vales profundos são 'esculpidos' por rios durante anos. Brasil tem grande diversidade de cânions para ser explorada O Brasil tem uma grande diversidade de cânions para ser explorada. Esses vales profundos levam muitos anos para serem criados e são "esculpidos" por águas de rios com ajuda da força do vento. No Brasil é possível visitar estas formações em diversas regiões e com ajuda do turismo ecológico é possível fazer passeios de barcos e trilhas para conhecer os cânions e a natureza que os cerca. O cânion mais famoso do mundo é o Grand Canyon, localizado no estado do Arizona, nos EUA. Ele tem uma extensão de 446 km e foi formado por causa de uma erosão provocada pelo Rio Colorado. Conheça alguns cânions do Brasil: Cânion do Xingó: Passando pelo rio São Francisco, em Sergipe Canyon das Bandeirinhas: Parque Nacional da Serra do Cipó, em Belo Horizonte, Minas Gerais Cânion do rio Espalhado: Ibicoara, na Chapada da Diamantina, Bahia. Cânion dos Apertados: Currais Novos, no Rio Grande do Norte, rio Picuí propriedade particular Fazenda Aba da Serra. Cânion Churriado: Parque Nacional da Serra Geral, Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Cânion Josafaz: Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul Cânion dos Índios Coroados: Parque Nacional da Serra Geral / Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Cânion do Guartelá: Castro e Tibagi, no Paraná Cânion Fortaleza: Parte do Parque Nacional da Serra Geral, em Santa Catarina Cânion do Rio Poty: a 230 quilômetros de Teresina, no Piauí Cânion do Rio São Jorge: Ponta Grossa, no Paraná Cânion do Peixe Tolo: Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais Cânion do Rio Jaguariaíva: 8º maior cânion do mundo em Jaguariaíva, no Paraná Cânion Malacara: Parque Nacional dos Aparados da Serra Cânion Itaimbézinho: Rio Grande do Sul
    Os aeroportos mais estranhos do mundo

    Os aeroportos mais estranhos do mundo


    Aproveitando a inauguração do que deve ser o maior aeroporto do planeta, na Turquia, a BBC News Brasil traz algumas das pistas de pouso e decolagem mais inusuais que existem. Maior aeroporto do mundo foi oficialmente inaugurado em...


    Aproveitando a inauguração do que deve ser o maior aeroporto do planeta, na Turquia, a BBC News Brasil traz algumas das pistas de pouso e decolagem mais inusuais que existem. Maior aeroporto do mundo foi oficialmente inaugurado em Istambul BBC Istambul, na Turquia, acaba de inaugurar o que será o maior aeroporto do mundo - com capacidade para receber 90 milhões de passageiros até 2021 e 200 milhões de passageiros até 2028. Essa quantidade é quase o dobro da capacidade do Aeroporto de Atlanta (EUA), o que teve o maior trânsito de passageiros no mundo no ano passado. É exigida uma certificaçaõ especial para decolar e pousar em alguns aeroportos BBC O novo aeroporto turco foi, porém, envolto em críticas durante sua construção: ao menos 30 trabalhadores morreram nos três anos de obras. O Aeroporto de Ataturk, o principal de Istambul no momento, será transformado, em dezembro, em um campo aéreo privado. Mas como o novo aeroporto se compara a algumas das pistas de decolagem e pouso mais estranhas do mundo? Assista no vídeo da BBC.

    Conheças os patrimônios culturais brasileiros


    Brasil tem 14 patrimônios culturais reconhecidos pela ONU. Conheças os patrimônios culturais brasileiros O Brasil possui 14 patrimônios culturais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estes locais ajudam a contar a história do...

    Brasil tem 14 patrimônios culturais reconhecidos pela ONU. Conheças os patrimônios culturais brasileiros O Brasil possui 14 patrimônios culturais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estes locais ajudam a contar a história do país e mundo, seja através da arquiterua ou das paisagens preservadas. Um patrimônio da humanidade é uma região ou área considerada pela comunidade científica de inigualável e fundamental importância para a humanidade. Veja abaixo a lista completa dos 14 patrimônios culturais do Brasil: 1. Cidade histórica de Ouro Preto (MG) 2. Centro histórico de Olinda (PE) 3. Ruínas de São Miguel das Missões (RS) 4. Centro histórico de Salvador (BA) 5. Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo (MG) 6. Plano Piloto de Brasília (DF) 7. Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI) 8. Centro histórico de São Luís (MA) 9. Centro histórico de Diamantina (MG) 10. Centro histórico de Goiás (GO) 11. Praça de São Francisco, em São Cristóvão (SE) 12. Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar (RJ) 13. Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte (MG) 14. Sítio arqueológico Cais do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ)
    Voo mais longo do mundo decola de Singapura para Nova York

    Voo mais longo do mundo decola de Singapura para Nova York


    Voo decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman O voo mais longo do mundo decolou nesta quinta-feira (10)...


    Voo decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman O voo mais longo do mundo decolou nesta quinta-feira (10) para uma maratona de 19 horas entre Singapura e Nova York, com os passageiros bem servidos por um menu saudável, iluminação especial e variado catálogo de filmes para assistir. Uma porta-voz da Singapore Airlines disse à AFP que o voo SQ22 decolou por volta de 23H35 locais (12H35 de Brasília), com 150 passageiros e 17 pessoas na equipe de bordo. Dois pilotos e dois copilotos farão um rodízio no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo alcance), que percorrerá 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e Nova York. A aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhará em turnos para que todos tenham as quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines. Assentos na classe executiva da Singapore Airlines - o voo não oferece opção de classe econômica SIA O tempo de voo é um desafio para os passageiros. Aqueles que não estiverem com livros poderão recorrer a um catálogo de filmes e programas de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas. O menu a bordo contará com pratos selecionados para que os clientes sintam-se à vontade no voo, afirmou a companhia. Para melhorar a experiência de voo e reduzir a tensão de uma viagem de quase um dia, o avião tem um teto mais elevado que o habitual, janelas mais amplas e uma iluminação LED especial que altera as cores com o objetivo de reduzir o "jetlag" e os efeitos da mudança de horário provocados por uma viagem intercontinental. "As pesquisas mostram que a hidratação e a nutrição são fatores importantes", declarou à AFP Rhte Bhuller, especialista em saúde da consultoria Frost&Sullivan. "É necessário evitar os alimentos que provocam gases e que fazem com que a pessoa sinta-se inchada, além do consumo excessivo de álcool", completou. "A principal preocupação é a trombose venosa profunda, que é consequência de permanecer sentado por muito tempo, e a desidratação", explica Gail Cross, do Hospital Universitário Nacional de Singapura. Passageiros de voo SQ22, voo inaugural non-stop da Singapore Airlines para Nova York, fazem check in AFP/Roslan Rahman A Airbus entregou seu primeiro A350-900 ULR a Singapore Airlines em setembro. O avião da série A350 (longa distância) amplia seu percurso de 8.100 milhas náuticas (aproximadamente 15.000 km e 16 horas de voo) a 9.700 milhas náuticas (quase 18.000 km e até 20 horas de voo) graças a uma otimização do sistema de combustível que permite gastar 25% menos. Em condições meteorológicas normais, este voo com destino o aeroporto de Newark deve durar 18 horas e 45 minutos. Não é a primeira vez que a empresa propõe este trajeto. De fato, durante nove anos operou a viagem, mas em 2013 teve que retirar o voo de sua lista de opções com a alta dos preços do petróleo, que provocaram a perda de rentabilidade. Na época utilizava o A340-500, que consumia muito combustível. Apesar do preço do barril de Brent superar outra vez os 80 dólares, a companhia aérea está convencida de que esta rota especialmente apreciada por empresários pode ser rentável pelo melhor desempenho energético das aeronaves. Com o novo voo, a Singapore Airlines recupera o primeiro lugar na lista de companhias com os trajetos mais longos. Superou o voo 921 da Qatar Airways entre Auckland e Doha, de aproximadamente 18 horas. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP
    Arábia Saudita inaugura trem de alta velocidade entre Meca e Medina

    Arábia Saudita inaugura trem de alta velocidade entre Meca e Medina


    Linha transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades em duas horas. Trem de alta velocidade foi inaugurado na Arábia Saudita Bandar Albandani/AFP A linha de trem de alta velocidade que une em...


    Linha transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades em duas horas. Trem de alta velocidade foi inaugurado na Arábia Saudita Bandar Albandani/AFP A linha de trem de alta velocidade que une em duas horas as cidades de Meca e Medina, duas cidades santas do Islã, na região oeste da Arábia Saudita, foi inaugurada nesta quinta-feira (11). Dois trens com 417 passageiros a bordo cada um partiram respectivamente das duas cidades no início da manhã, segundo a agência oficial SPA. Essa linha de alta velocidade, construída e operada por um consórcio espanhol, transportará peregrinos muçulmanos e outros viajantes ao longo dos 450 km que separam as duas cidades. Passageiro do novo trem de alta velocidade entre Meca e medina Bandar Al Bandani/AFP O rei Salman fez sua viagem inaugural em 25 de setembro no trem batizado como Haramain e considerado pelas autoridades locais como o maior projeto de transporte no Oriente Médio. Trinta e cinco trens capazes de rodar a uma velocidade de 300 km/h transportarão centenas de passageiros em duas horas, quando o trajeto antes levava cinco. No final de 2011, o consórcio Al Shula, composto por 12 empresas espanholas e duas sauditas, recebeu o contrato inicialmente avaliado em cerca de 6,7 bilhões de euros (R$ 28 bilhões), mas que sofreu alguns atrasos e teve o valor reajustado. Passageiros no trem de alta velocidade inaugurado nesta quinta-feira (11) na Arábia Saudita Bandar al Bandani/AFP
    Passageiros se preparam para o voo comercial direto mais longo do mundo: 19 horas de Singapura a Nova York

    Passageiros se preparam para o voo comercial direto mais longo do mundo: 19 horas de Singapura a Nova York


    Aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP Menu...


    Aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. Foto de arquivo mostra aeronave usada para o voo mais longo do mundo Roslan RAHMAN / AFP Menu "saudável", iluminação especial e um variado catálogo de filmes para assistir. Os passageiros estavam prontos para embarcar nesta quinta-feira (11) no voo mais longo do mundo: uma maratona de 19 horas entre Singapura e Nova York. Dois pilotos e dois copilotos farão um rodízio no comando do Airbus A350-900 ULR (ultra longo alcance), que percorrerá 16.700 quilômetros entre a cidade-Estado do sudeste asiático e Nova York. Passageiros de voo SQ22, voo inaugural non-stop da Singapore Airlines para Nova York, fazem check in AFP/Roslan Rahman Para o voo SQ22 da Singapore Airlines, com decolagem prevista para 23h35 locais (12h35 de Brasília), a aeronave está preparada para transportar 161 passageiros: 67 na classe executiva e 94 na 'econômica premium'. O avião não possui classe econômica. A tripulação, com 13 auxiliares de cabine, trabalhará em turnos para que todos tenham as quatro horas de descanso mínimo regulamentar, informou a Singapore Airlines. O tempo de voo é um desafio para os passageiros. Aqueles que não estiverem com livros poderão recorrer a um catálogo de filmes e programas de televisão com uma duração acumulada de 1.200 horas, o equivalente a sete semanas. O menu a bordo contará com pratos selecionados para que os clientes sintam-se à vontade no voo, afirmou a companhia. Para melhorar a experiência de voo e reduzir a tensão de uma viagem de quase um dia, o avião tem um teto mais elevado que o habitual, janelas mais amplas e uma iluminação LED especial que altera as cores com o objetivo de reduzir o "jetlag" e os efeitos da mudança de horário provocados por uma viagem intercontinental. "A pesquisa mostra que a hidratação e a nutrição são fatores importantes", declarou à AFP Rhte Bhuller, especialista em saúde da consultoria Frost&Sullivan. "É necessário evitar os alimentos que provocam gases e que fazem com que a pessoa sinta-se inchada, além do consumo excessivo de álcool", completou. "A principal preocupação é a trombose venosa profunda, que é consequência de permanecer sentado por muito tempo, e a desidratação", explica Gail Cross, do Hospital Universitário Nacional de Singapura. Passageiros do primeiro voo direto de Singapura para Nova York AFP/Roslan Rahman

    Brasil tem diferentes tipos de bebidas regionais


    Do guaraná ao chimarrão, brasileiros podem desfrutar dos vários sabores de cada região. Brasil tem diferentes bebidas regionais O Brasil tem diferentes tipo de bebidas típicas de cada uma das regiões. Na Amazônia, a energia do guaraná, do...

    Do guaraná ao chimarrão, brasileiros podem desfrutar dos vários sabores de cada região. Brasil tem diferentes bebidas regionais O Brasil tem diferentes tipo de bebidas típicas de cada uma das regiões. Na Amazônia, a energia do guaraná, do cupuaçu e do açaí. No nordeste, o frescor da cajuína, da água de coco e do caldo de cana caiana. Nas rodas de chimarrão do sul, o mate quente aquece. Já no centro-oeste, o mate frio do tereré refresca. E de norte a sul, o café puro ou com leite é o bom dia de todos os brasileiros. Na xícara, no copo, na cuia, um Brasil de delícias.
    O país que quer se tornar a 'nova Meca' e atrair muçulmanos, cristãos e judeus

    O país que quer se tornar a 'nova Meca' e atrair muçulmanos, cristãos e judeus


    Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos -, o Uzbequistão quer usar suas mesquitas e santuários bem...


    Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos -, o Uzbequistão quer usar suas mesquitas e santuários bem preservados para atrair turistas. Uzbequistão conta com um grande número de mesquitas e santuários bem preservados BBC Em meio a um processo de grande transformação política - que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos, até 2016 -, o Uzbequistão ambiciona se tornar uma "nova Meca", um destino para peregrinos muçulmanos, cristãos e judeus de todo o mundo. Um dos países mais populosos da Ásia Central, com quase 30 milhões de habitantes, ele conta com um grande número de mesquitas e santuários bem preservados em cidades como Samarcanda e Bucara, ligadas pelas estradas que faziam parte da Rota da Seda - uma das mais antigas rotas comerciais do mundo, que ligava a Ásia à Europa. Para milhões de uzbeques, esses lugares são sagrados. Para o governo, eles também representam uma oportunidade para impulsionar o turismo, à medida em que o país se abre para o mundo depois de décadas isolamento e autoritarismo. Entre 1989 e 2016, o Uzbequistão foi dirigido com mão de ferro por Islam Karimov, que foi presidente até sua morte, em setembro daquele ano. Seu primeiro-ministro, Shavkat Mirziyayev, assumiu o país com um discurso de ruptura com o antecessor e se mantém no poder desde então. Samarcanda tem dezenas de tumbas onde estão enterrados famosos líderes religiosos BBC Samarcanda é o lar de dezenas de magníficas tumbas. Figuras notáveis ​​como o imperador Tamerlão, o astrônomo Ulugh Beg e Kusam Ibn Abbas, o primo do profeta Maomé, que levou o islã para a região no século 7º, estão todos enterrados no local. Mas há uma tumba que não se parece com nenhuma outra. Todas as manhãs, centenas de pessoas sobem até o topo de uma colina nos arredores da cidade para visitar um túmulo largo e com formas estranhas, rodeado de árvores de pistache e damasqueiros, entre as ruínas da antiga cidade. Pessoas de diversas religiões viajam ao Uzbequistão para visitar o túmulo de Daniel BBC O ar está cheio de canções de pássaros e o murmúrio de orações. As famílias compartilham o almoço sentadas nos bancos e os jovens casais tiram selfies. Mas entre os peregrinos não há apenas muçulmanos, porque se acredita que esta tumba é o lugar do descanso final do profeta bíblico Daniel, ou Daniyar, como era chamado pelos uzbeques. "Muçulmanos, cristãos e judeus vêm aqui e rezam suas orações de acordo com sua própria religião", diz Firdovsi, um jovem guia. "São Daniel era judeu, mas os muçulmanos o respeitam porque ele era o profeta de Alá." Dilrabo (centro) viajou com a filha e a neta para rezar no túmulo de Daniyar BBC "Eu sempre venho aqui e rezo por sua alma", conta uma mulher chamada Dilrabo. "Ele não era apenas um profeta judeu. Ele foi enviado para toda a humanidade. Batizei meu neto de Daniyar em sua homenagem." Dilrabo foi ao local com sua filha Setora e uma neta. Depois das orações lideradas por um mulá - nome dado a alguns clérigos muçulmanos -, eles entram na fila para observar a tumba mais de perto. Trata-se de um edifício com mais de 20 metros de comprimento, feito de tijolos cor de areia no estilo islâmico medieval, com arcos internos e um teto abobadado. 'Muçulmanos, cristãos e judeus vêm aqui e rezam suas orações de acordo com sua própria religião', diz Firdovsi, um jovem guia BBC Dentro do mausoléu - ou maqbarah - há um sarcófago de 18 metros de comprimento coberto com um pano de veludo verde escuro bordado em ouro com versículos do Alcorão. Este lugar é um dos poucos no mundo onde pessoas de diferentes religiões se reúnem para orar. Túmulo do profeta Daniel BBC "Eu sou judia e, se quiser, posso orar aqui, da mesma forma que um cristão", diz Suzanne, de Israel. "Tem a ver com a tolerância uzbeque. Este lugar une a gente." Kristina, de Moscou, disse que seus amigos vieram da Rússia para pedir a cura de uma doença. "Agora estão curados", diz ele. Acreditar na magia ou poderes de santos ou lugares sagrados de cura é uma forte tradição no Uzbequistão, assim como a peregrinação a santuários que remontam há milhares de anos, para os tempos de xamãs, dos budistas e dos zoroastristas. Mais de 1,2 mil anos de presença islâmica não apagaram essas antigas tradições, já que os uzbeques, de certa forma, misturaram as velhas crenças com a fé muçulmana. Não é de se admirar que os lugares sagrados estejam cercados de mitos. Em relação ao túmulo de Daniel, por exemplo, muita gente acredita que ele tem 18 metros de comprimento porque o profeta era um homem muito, mas muito alto. Outros dizem que, na verdade, é a sepultura que cresce um pouquinho a cada ano que passa. Mulheres rezando no popular santuário Zangi-ota, perto da capital, Tashkent BBC O Uzbequistão tem centenas de santuários em todo o país, muitos dos quais foram abandonados ou fechados durante o período de dominação soviética. "O islã da Ásia Central é bastante flexível, inclusivo, se mistura com as tradições locais", diz Khurshid Yuldoshev, ex-aluno de uma escola religiosa. "É por isso que a religião é interpretada de uma maneira mais tolerante. A tradição de visitar santuários é benigna, e parte de nossa cultura e não tem nada a ver com o islã político. Esses peregrinos são pacíficos." O islamismo político é algo que o governo uzbeque teme há muito tempo. Nos 26 anos de governo de Karimov, milhares de muçulmanos independentes foram presos. Agora o Uzbequistão diz estar mudando. Mirziyoyev, que chegou ao poder depois da morte de Karimov em 2016, prometeu mais liberdade religiosa. "O governo está liberando aqueles que verdadeiramente se arrependeram", diz Shoazim Minvarov, o chefe do recém-fundado Centro da Civilização Islâmica na capital, Tashkent. Durante a década de 90, centenas de jovens uzbeques desiludidos uniram-se a organizações afiliadas ao Taleban e à al-Qaeda BBC Minovarv acredita que os uzbeques que viveram na União Soviética ateia careciam de conhecimento e orientação quando o comunismo desapareceu. Durante a década de 1990, centenas de jovens uzbeques desiludidos uniram-se a organizações afiliadas ao Taleban e à al-Qaeda. Agora, as autoridades esperam que uma ênfase renovada nas tradições religiosas locais contraste com crenças extremistas. "Radicalismo é a consequência da ignorância", diz Minovarov. "Queremos ensinar ao nosso povo o islã da iluminação." Ninguém sabe ao certo quantos santuários existem no Uzbequistão. Algumas autoridades estimam que cerca de dois mil. E essa riqueza é uma oportunidade para o governo impulsionar o turismo. "Só no ano passado, cerca de 9 milhões de cidadãos uzbeques fizeram uma peregrinação", disse Abdulaziz Aqqulov, vice-diretor do Comitê de Turismo do Uzbequistão. Mausoléu do imperador Tamerlão: país recebe cerca de 2 milhões de turistas estrangeiros por ano BBC O número de turistas estrangeiros ainda é considerado baixo, com cerca de dois milhões por ano. Mas o Uzbequistão já abriu suas fronteiras para os países vizinhos e reduziu as restrições de vistos para muitos outros. "Os cientistas e acadêmicos islâmicos mundialmente famosos, como Imã Muhammad al-Bukhari ou Bahauddin Naqshband estão enterrados no Uzbequistão", diz Aqqulov. "Países como Indonésia, Malásia, Turquia ou Índia têm o potencial de enviar milhões de peregrinos a esses locais." O potencial é realmente significativo. Acredita-se que apenas o líder Sufi do século 14 Bahauddin Naqshband tem mais de 100 milhões de seguidores em todo o mundo, o que representa um grande potencial de peregrinos ao seu túmulo, na antiga cidade uzbeque de Bukhara. Por enquanto, a maioria dos visitantes é de locais. No santuário de Daniel, em Samarcanda, Dilrabo e sua filha completaram sua peregrinação sob os olhos curiosos da pequena filha de Setora. Depois que a mãe e a avó terminam, a menina deixa seus doces em um banco e se aproxima de uma velha árvore de pistache para lhe sussurrar um desejo.

    Brasil agrega diferentes culturas do mundo


    País tem de comidas típicas e crenças de outras regiões do mundo. Descubra o mundo sem sair do Brasil O Brasil é grande tem diversas tradições culturais diferentes, mas muitas delas vieram de outras partes do mundo. Sem sair do país é possível...

    País tem de comidas típicas e crenças de outras regiões do mundo. Descubra o mundo sem sair do Brasil O Brasil é grande tem diversas tradições culturais diferentes, mas muitas delas vieram de outras partes do mundo. Sem sair do país é possível experimentar comidas típicas, conhecer festas e entender crenças de outros lugares. Quem não conhece um pouco da cultura japonesa com sua arquitetura, comida e festas típicas que já fazem parte da vida do brasileiro? Em São Paulo, o bairro da liberdade conserva até uma arquitetura que remete ao Japão. A festa alemã Oktoberfest já virou tradição em diversas cidades do Brasil, com comida típica, desfiles culturais e cervejas variadas. Geralmente, é pelo paladar que o brasileiro se encontra com outras culturas: comida árabe, mexicana, italiana, coreana... várias culturas estão representadas no Brasil por restaurantes típicos. Mas são nas festas tradicionais e comemorações religiosas, muitas vezes promovidas com ajuda de imigrantes, que a integração das culturas se dá. É possível vivenciar a cultura de um outro lugar e entender suas crenças e modo de viver.

    Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo


    Praias, paisagens, cidades históricas e sabores: o mais difícil é esclher o que mais agrada. Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo Quando você viaja pro Nordeste, o sol revela um Brasil de diversas naturezas,...

    Praias, paisagens, cidades históricas e sabores: o mais difícil é esclher o que mais agrada. Belezas no Nordeste revelam um Brasil que agrada a todo tipo de turismo Quando você viaja pro Nordeste, o sol revela um Brasil de diversas naturezas, recheadas de praias, paisagens e sabores. Mas muito mais que isso: quem vai ao Nordeste descobre o encanto rústico da caatinga e a beleza das cidades com os patrimônios históricos. Sempre de braços abertos, o povo nordestino deixa as festas populares mais coloridas e muito mais animadas. E não faltam festas: do cordel ao forró, do axé ao maracatu, o bumba meu boi, as festas juninas, e, lógico, o carnaval. Os pratos típicos agradam a todos os gostos. E lugares para visitar não faltam: no Maranhão, os famosos Lençóis; no Piauí, a Pedra Furada no Parque Nacional da Serra da Capivara e o Delta do Parnaíba. No Ceará, as famosas Jericoacoara e Canoa Quebrada, com turistas de todo o mundo. No Rio Grande do Norte, Maracajaú e as as Dunas de Genipabu garantem beleza e emoção. Em Pernambuco, a histórica Olinda; no litoral sul, Porto de Galinhas com suas piscinas naturais. E de barco, ou avião, chega-se à Baía dos Porcos, na paradisíaca Fernando de Noronha. O litoral alagoano reune as belezas de Maragogi, Praia do Patacho e, no extremo sul, a Foz do Rio São Francisco. Cruzando a fronteira para a Bahia está a Praia do Forte, os encantos do Pelourinho, em Salvador, e Trancoso, no sul do estado. Sul da Bahia, aliás, pontilhado por Porto Seguro, Costa do Sauípe e Morro de São Paulo.
    A receita secreta de Nova Orleans para curar ressaca

    A receita secreta de Nova Orleans para curar ressaca


    Dizem que o yakamein, um prato de Nova Orleans carinhosamente apelidado de ‘Velho Sóbrio’, resolve até os piores sintomas do excesso de diversão. Conhecido como 'Velho Sóbrio', yakamein é uma cura popular para a ressaca Amanda Ruggeri Em uma...


    Dizem que o yakamein, um prato de Nova Orleans carinhosamente apelidado de ‘Velho Sóbrio’, resolve até os piores sintomas do excesso de diversão. Conhecido como 'Velho Sóbrio', yakamein é uma cura popular para a ressaca Amanda Ruggeri Em uma tarde de domingo, a Rua dos Franceses estava relativamente tranquila. As pessoas ainda dormiam ou terminavam seus brunches para sufocar quaisquer efeitos colaterais da noite anterior. Um melodia de jazz – com acordeão, clarinete e tuba – emanava na rua. As tábuas de madeira coloridas das casas competiam com o azul brilhante do céu. Mas o que mais importava naquele momento em Nova Orleans, cidade sulista dos Estados Unidos, era um copo de papel que eu segurava. Não, não era o "furacão" – aquele coquetel de rum extremamente doce que todo turista beberá com canudo pelo menos uma vez durante a visita ao local. Era o oposto: um remédio carinhosamente apelidado de "Velho Sóbrio", que dizem curar o pior dos sintomas do excesso de diversão: a ressaca. Apesar da forma como me foi servido, não é uma bebida. Trata-se de uma sopa – ou algo parecido. Mais um espaguete que um caldo, essa porção era potente e estimulante, com uma insana mistura de molhos picantes de Sriracha, Crystal e Tabasco, e acréscimo de suculentos cubos de carne de jacaré. Sobre esse último item, a moradora Linda Green, mais conhecida como senhora Linda ou a "Lady do Yakamein", explica melhor: "Ele parece um personagem malvado, mas é um belo e delicioso pedaço de carne". Yakamein (pronunciado como 'Yah-kah-mém') é um prato sobre o qual, se você não foi nascido e criado em Nova Orleans, certamente nunca ouviu falar. Mas se provar, com a mesma certeza, não consegue mais viver sem. Sim, parece simples para se fazer em casa – especialmente porque a versão mais comum usa carne bovina, uma alternativa útil se você, como eu, não tem acesso fácil a jacaré (algo que surpreendeu a senhora Linda quando lhe contei). Para prepará-lo, ferva sobras de carne (com ponto extra em autenticidade se for do assado preparado para a família e amigos no domingo). Cozinhe-as com sal, pimenta preta e alho em pó. Coloque o espaguete cozido, pedaços tenros de carne, cebola verde picada e um ovo cozido em uma tigela ou copo. Despeje o caldo, mexa e deixe os sabores se fundirem. Adicione mais molho picante se quiser. Mas como qualquer prato super local, o yakamein quase não faz sentido fora de Nova Orleans. E não apenas porque é tanto resposta quanto o antídoto para a cultura de diversão (e de beber sem parar) da cidade. É também porque seus sabores são resultado da multiculturalidade da Big Easy, e o estilo de tomá-lo no copo traduz a calorosa despretensão da cidade. O status lendário do prato também capitaliza, em parte, as crenças da cidade em magia negra - pois "Velho Sóbrio" é mais do que um nome simpático. "Às vezes, você sabe, você está fora de si. Mas quando toma o yakamein, acredite ou não, você volta à vida", disse Linda. "Minha filha sai com suas amigas e vem de manhã: 'Eu preciso de um yakamein. Eu preciso de um yakamein'. E eu tenho que ir buscá-lo." Como a própria Nova Orleans, o yakamein é uma miscelânea e, por isso, sua origem é difícil de se investigar. "Ninguém sabe exatamente de onde ele veio", comentou o morador John Bel, um dos muitos chefs que serve o yakamein, nesse caso em seu sofisticado restaurante Meauxbar. Origem internacional Dizem que o prato teria surgido nos anos de 1900 quando imigrantes chineses e afro-americanos misturaram casas, cozinhas e ingredientes. Já outros acreditam que ele foi inventado depois da Segunda Guerra Mundial, ou talvez das guerras do Vietnã e da Coreia, de onde soldados voltaram com memórias da sopa de macarrão asiática. Embora tenha origens internacionais, poucos conhecem o yakamein fora de Nova Orleans - com exceção dos obstinados foodies ou fãs do programa de TV "Sem Reserva", do chef Anthony Bourdain. Quando comentei que escrevia um artigo sobre o yakamein a moradores de Baton Rouge, que fica a apenas 130 quilômetros de Nova Orleans, eles não tinham ideia do que estava falando. "Poucos visitantes o conhecem. Algumas pessoas, quando são foodies ou estão em Nova Orleans especialmente para comer, já ouviram falar, mas não sabem exatamente o que é", disse John Bel. Carinhosamente conhecida como a 'Lady do Yakamein', Linda Green prepara o prato na parte de trás de sua pick-up em eventos Amanda Ruggeri O que todos concordam é que, independentemente de quem ou quando começou a ser feito, o yakamein surgiu da cozinha das famílias e das ruas. Além de ser preparado em casa, o prato era vendido do lado de fora de bares de jazz e ao lado da chamada "segunda linha" - desfiles que reúnem pessoas dançando e cantando e que surgiram de homenagens funerárias. Isso, associado à despretensão que toma conta de Nova Orleans, também explica a etiqueta para comer o yakamein: a forma mais autêntica de apreciá-lo é em uma embalagem para viagem. Colheres não apenas são desnecessárias como um obstáculo. A versão de Bel do yakamein, servido no Meauxbar, tem raízes domésticas. Uma de suas cozinheiras costumava levá-lo para seu almoço. Logo, ela começou a dividi-lo informalmente com a equipe. Depois, a prepará-lo para as refeições da equipe. Não demorou muito até que a receita chegasse ao menu e se tornasse um dos favoritos dos clientes. O yakamein do Meauxbar é bom: com o umami do molho de soja, bastante aipo e um pouco de molho de Worcestershire, ele tem mais caldo que a média. (Em parte por causa disso, em parte por causa do ambiente sofisticado do bistrô, eu usei uma colher desta vez - ou tentei). Mas quando penso no yakamein de Nova Orleans, a versão da senhora Linda é a que me vem à cabeça. Não estou sozinha. Linda é famosa por distribuir milhares de copos de yakamein na traseira de sua caminhonete durante a "segunda linha", no mercado francês, no festival de jazz e no Mardi Gras. (Um conselho: se você perguntar à senhora Linda quantas porções ela vende em cada festival de jazz, não faça isso com a boca cheia). "Meu Deus! São muitos. Muitos. Talvez mais de 25 mil?", disse ela me fazendo engasgar. Ela faz de tudo: etouffee, gumbo, jambalaya e beignets. Mas a receita que ela aprendeu com sua mãe, que por sua vez aprendeu com a mãe dela, é a do yakamein. A receita original de Linda usa carne bovina. Mas não só isso. "Eu faço jacaré. Eu faço lagosta. Eu faço ostras. Eu faço carne de porco", disse Linda, que já fez yakamein de sushi e frango crocante e até Bloody Marys com sabor de yakamein. Há também uma versão vegetariana. Ingredientes secretos O complexo e rico caldo de Linda usa dois ingredientes especiais. O primeiro pode soar um clichê de marketing, mas ela acredita tanto nisso que é difícil não ser persuadida: "Eu coloco muito amor na minha culinária. Muito mesmo. Sim, eu coloco". Sobre o segundo (que ela deu a pista de ser na verdade uma mistura de ingredientes), herdado das receitas de sua mãe e avó, ela jurou segredo. Qualquer que seja seu truque, o resultado é óbvio. "É bom", confirmou Linda logo após eu tomar o primeiro gole com um olhar de feliz surpresa. "Às vezes eu tomo yakamein e me pergunto: 'Meu Deus, quem fez isso? Isso é tão bom, quem fez isso!" Quem fez, é claro, foi a própria Linda. Durante a conversa com Linda no Bywater Bakery - único lugar onde é possível encontrar regularmente seu yakamein -, o telefone toca. "Hey, baby", disse ela. "Um yakamein? Ok. Estou ocupada agora, querido. Estou ocupada agora, mas estarei em casa em uma hora. Peça para alguém vir buscá-lo, ok?" "Um dos seus filhos?", perguntei com um sorriso. "Ah, não", respondeu Linda. "Não sei quem era." Isso acontece o tempo todo. As pessoas arrumam o número de Linda e ligam quando precisam de yakamein. Ela costumava entregá-los, mas não faz mais isso. Agora, o cliente faminto vai buscá-lo. E ela não pedirá que paguem. "Ah, Amanda", disse. "Esse é meu problema". O telefone da senhora Linda toca com mais frequência aos domingos. Acontece que a crença nos efeitos milagrosos do yakamein é mais do que um ato de fé. Em uma conferência há alguns anos, o cientista de alimentos Alyson E Mitchell informou que, de fato, o yakamein pode ajudar a curar a ressaca. Os ovos têm cisteína, um aminoácido que ajuda a eliminar o acetaldeído (um dos subprodutos tóxicos do álcool). A carne gordurosa diminui a absorção de álcool, o que torna o yakamein uma boa escolha também antes de sair à noite. O caldo salgado repõe o sódio perdido durante as idas ao banheiro induzidas pelo álcool; e ainda te encoraja a beber mais água, combatendo a desidratação. "Pode ser um bom exemplo de ciência intuitiva: um remédio eficaz, com a base científica revelada apenas anos depois", disse Mitchell. Depois da entrevista, desço a rua Bourbon. Ainda não é noite, mas a rua tem aquela sensação surrealmente imutável de uma festa que nunca termina: às 17h ou às 5h, há luzes neon e música. Algumas crianças afro-americanas encantam uma multidão, tocando uma batida eletrônica em latas de tinta. Um grupo de mulheres brancas de 20 e poucos anos desce a rua. Um casal idoso passeia com bengalas e contas de Mardi Gras enroladas no pescoço. A noite é jovem. As opções estão abertas. Um bar de jazz ou um happy hour com ostras? Ainda não sei, mas uma coisa é certa: amanhã vou buscar um yakamein.
    6 lugares do mundo que parecem coisa de outro planeta

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    Você vai se surpreender com algumas paisagens – há de mar de estrelas a lago rosa-chiclete. Fonte de água termal do Parque Nacional Yellowstone, nos EUA BBC Algumas paisagens do nosso planeta são tão surpreendentes que não parecem reais. Há...


    Você vai se surpreender com algumas paisagens – há de mar de estrelas a lago rosa-chiclete. Fonte de água termal do Parque Nacional Yellowstone, nos EUA BBC Algumas paisagens do nosso planeta são tão surpreendentes que não parecem reais. Há destinos ao redor do mundo que saltam aos olhos por esse motivo – do "mar de estrelas" nas Maldivas ao lago rosa-chiclete na Austrália. Assista ao vídeo. Um exemplo é a fonte de água termal com as cores do arco-íris do Parque Nacional Yellowstone, no Estado de Wyoming, nos EUA. Grande Fonte Prismática do Parque Yellowstone, nos EUA BBC Olha que legal: mergulhadores salvam tubarão-baleia com corda ao redor do corpo O colorido que encanta os visitantes pode ser explicado pela presença de bactérias, que variam de acordo com a temperatura da água. No território americano, destacam-se ainda o colorido Fly Geyser, em Nevada, e o Antelope Canyon, no Arizona, repleto de cavernas incríveis esculpidas pela natureza nas rochas. Fly Geyser, em Nevada, Estados Unidos BBC Antelope Canyon, nos EUA, tem cavernas esculpidas pela natureza nas rochas BBC O Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia, também é uma atração à parte. Além de abrigar um dos maiores glaciares do mundo, é repleto de cavernas de gelo. Parque Nacional Vatnajökull, na Islândia BBC Nas Maldivas, as praias paradisíacas ganham novos contornos à noite, quando as águas que banham o arquipélago brilham no escuro, formando um verdadeiro mar de estrelas. Águas que banham as Maldivas brilham no escuro BBC A luz azul é emitida pelos plânctons, no intuito de distrair e afastar seus predadores. Outro destino que impressiona é o Lago Hutt, em Port Gregory, na Austrália. A cor da água é rosa-chiclete, em decorrência das algas que existem no local. Lago Hutt, em Port Gregory, na Austrália BBC
    8 das comidas mais caras do mundo

    8 das comidas mais caras do mundo


    Por serem raros, trabalhosos de obter ou impossíveis de cultivar, alguns destes ingredientes podem ser mais caros do que ouro. Existem alimentos e ingredientes que são muito valiosos - alguns chegam até mesmo a superar o ouro. Mas o que faz seu...


    Por serem raros, trabalhosos de obter ou impossíveis de cultivar, alguns destes ingredientes podem ser mais caros do que ouro. Existem alimentos e ingredientes que são muito valiosos - alguns chegam até mesmo a superar o ouro. Mas o que faz seu preço ser tão alto? E será que eles valem o que custam? A BBC investigou os produtos alimentícios mais caros do mundo. Confira a seguir. 1. Açafrão Muito valioso, o açafrão também é conhecido como 'ouro vermelho' Getty Images Também conhecido como "ouro vermelho", o açafrão é o pistilo da flor Crocus sativus e é usado para dar uma coloração dourada aos preparos. O ingrediente supera até mesmo o ouro no preço por peso. Mas por que custa tão caro? A razão é simples. A flor da qual é obtido só floresce por uma ou duas semanas do ano, no outono. Obtê-lo é trabalhoso: deve ser colhido e processado à mão. E cada flor tem apenas três pistilos, por isso, é necessário cultivar dois campos de futebol inteiros, ou cerca de 300 mil flores, para conseguir um quilo de açafrão. 2. Caviar Por ser tão raro, o preço do caviar selvagem vai nas alturas Getty Images O caviar é a ova em conserva do peixe esturjão e considerado uma das maiores iguarias do mundo. É complicado de manusear e empacotar - e muito raro. O caviar mais famoso é o do esturjão-beluga, encontrado no Mar Cáspio e no Mar Negro. A espécie hoje está ameaçada de extinção e muito poucas de suas ovas podem ser vendidas legalmente. Leva até dois anos para que o esturjão-beluga atinja a maturidade e comece a produzir caviar, mas o peixe precisa ser morto para que as ovas sejam extraídas. Ainda mais rara é a ova do esturjão-albino, agora quase extinto em seu habitat natural. De acordo com o Guinness, o Livro dos Recordes, o caviar mais caro já registrado foi de um esturjão-albino de possivelmente 100 anos de idade, vendido a cerca de US$ 34,5 mil o quilo. 3. Ostras De abundante a raridade, o preço das ostras aumentou consideravelmente Getty Images Hoje consideradas um luxo, as ostras nem sempre foram uma comida para os mais endinheirados. No início do século 19, eram tão baratas quanto salgadinhos de batata-frita e um alimento importante na dieta das classes trabalhadoras em regiões costeiras - e tão abundante que eram usadas para reforçar tortas de carne. Mas a pesca excessiva e a poluição tiveram um efeito catastrófico sobre as ostras, e sua escassez fez elas se valorizarem. Os preços variam ao redor do mundo, mas, em Londres, por exemplo, um prato com esses moluscos pode custar US$ 65. No entanto, há sempre alguém disposto a pagar por elas, e, claro, aqueles que acreditam que elas têm propriedades afrodisíacas. 4. Trufas brancas A trufa branca é o tipo mais raro deste fungo Getty Images A trufa branca é um dos fungos mais raros e difíceis de encontrar. Cresce apenas na região do Piemonte, no norte da Itália, entre as raízes de determinadas árvores. São muito mais escassas do que qualquer outro tipo de trufa. Além disso, a variedade branca tem um sabor e aroma especialmente intensos. Elas não podem ser cultivadas. Ainda que há muito tempo se tente fazer isso, só são encontradas na natureza. Essa imprevisibilidade, junto com os esforços que as pessoas realizam para localizá-las e colhê-las, fazem com que seu preço seja caro. O maior valor já pago por uma única trufa branca foi de US$ 330 mil, em 2007, por um exemplar de 1,5 kg. 5. Presunto ibérico A classificação do presunto ibérico é bastante rigorosa Getty Images Esse tipo de carne curada é produzido em regiões da Espanha e de Portugal, onde porcos pretos ibéricos (ou porcos que são ao menos 50% ibéricos) vivem em meio ao montado, um ecossistema formado por florestas de azinheiras, sobreiros, carvalhos ou castanheiros. Os animais vivem em liberdade e têm uma dieta de frutos dessas árvores, conhecidos como bolotas. A classificação do presunto ibérico é bastante rigorosa: o tipo "pata negra" é considerado o melhor e é produzido a partir de porcos ibéricos de raça pura. Esse presunto ainda é curado por um período de 36 a 48 meses, em condições especiais. Segundo o Guinness, o presunto mais caro disponível comercialmente é um pata negra feito a partir de Manchado de Jabugo, uma espécie rara de porco ibérico. A peça do tamanho de uma perna do animal é vendida a US$ 4.080. 6. Carne Wagyu A carne Wagyu é marmorizada com gordura e muito macia Getty Images Wagyu pode ser traduzido simplesmente como "carne japonesa" e é feita a partir de quatro raças de vacas do Japão. A carne é intensamente entremeada com gordura, que derrete durante o cozimento e a torna bastante macia, úmida e a faz derreter na boca. Seus entusiastas comparam sua textura com comer um pedaço macio de peixe. O seu alto preço se deve ao processo de criação do animal: para ser considerada uma Wagyu, as vacas devem ser criadas e alimentadas segundo regras rígidas, com bezerros recebendo ração especial para garantir que sua carne fique marmorizada com gordura. O quilo de Kobe beef, um dos tipos dessa carne mais valorizados, chega a custar US$ 640 no Japão 7. Café Kopi Luwak Os grãos do café Kopi Luwak foram comidos, parcialmente digeridos e depois defecados pelo civeta de palmeira asiática Getty Images O quilo do café Kopi Luwak é vendido por até US$ 700. Seus grãos foram comidos, parcialmente digeridos e depois defecados pelo civeta de palmeira asiática, um pequeno mamífero carnívoro com pelagem manchada e focinho pontiagudo que vive em palmeiras na Indonésia. Não parece nada apetitoso, mas é valorizado porque alguns que acreditam que o sabor do café é intensificado pelos ácidos do estômago do animal. A digestão parcial e a fermentação confeririam ainda algo especial aos grãos antes de serem excretados. Mas seus críticos dizem que é apenas um chamariz artificial que resulta em um café terrível. Há um efeito colateral negativo nessa história para o civeta: ele está sendo criado em fazendas, dentro de gaiolas, como ocorre com galinhas, e sendo alimentado a força com grãos de café. 8. Foie gras A produção do foie gras é uma prática que data do Egito antigo Getty Images Foie gras é um patê feito a partir do fígado de patos ou gansos que são engordados para que o órgão atinja até dez vezes seu tamanho normal. Como resultado, o sabor do patê é intenso, amanteigado e delicado. Seus fãs pagam um alto preço por eles, mas o preço mais alto quem paga são as aves, que são alimentadas à força com milho por meio de tubos. É uma prática que data de ao menos 2.500 a.C., quando os egípcios aprenderam que o sabor de aves melhorava quando eram alimentadas desta forma. Hoje em dia, muitos países têm leis que vetam a prática, além da produção, importação e a venda de foie gras, mas o produto ainda é bastante popular em diversas partes do mundo.
    Brasileiros têm direito a atendimento médico gratuito em três países; saiba como emitir o documento

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    Certificado de Direito à Assistência Médica garante ao viajante atendimento nos hospitais públicos em Portugal, Itália e Cabo Verde como se fosse cidadão local. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das...


    Certificado de Direito à Assistência Médica garante ao viajante atendimento nos hospitais públicos em Portugal, Itália e Cabo Verde como se fosse cidadão local. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das emissões de carbono no turismo Jan Vašek/Pixabay Os brasileiros com destino a Portugal, Itália e Cabo Verde, podem ter acesso aos hospitais públicos desses três países por meio de um certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM), de acordo com o Ministério da Saúde. A autorização tem validade de um ano, podendo ser renovado quantas vezes for necessário. (Saiba como emitir o documento abaixo). No primeiro semestre deste ano, foram emitidas 40.753 autorizações, uma alta de 329% comparada com os últimos cinco anos, saltando de 10.868 para 46.687 certificados emitidos. O documento não substitui o seguro internacional particular de saúde, não garante o transporte de corpo, nem translado para onde o portador do certificado deseja atendimento. Além disso, se nesses países, os nativos pagarem por um procedimento hospitalar, o brasileiro também deverá pagar. Da mesma forma, os procedimentos gratuitos aos nativos também serão gratuitos aos brasileiros portadores do CDAM. Quem pode solicitar Na Itália e em Cabo Verde para solicitar o documento é preciso ser contribuinte na Previdência Social (INSS) e comprovar o vínculo no ato da solicitação do certificado. Em Portugal, todo brasileiro tem direito de obter, independentemente da contribuição. Nos três países o certificado pode ser emitido seja qual for o motivo da viagem ou o tempo de duração. Como solicitar De acordo com o Ministério da Saúde, o CDAM pode ser solicitado pelo site oficial ou presencialmente nas unidades do DATASUS/Ministério da Saúde. Além disso, o solicitante deve ter o Cartão Nacional de Saúde. Os documentos necessários são: Cartão Nacional de Saúde; Cópia e original do CPF; Cópia e original do Passaporte; Cópia e original do RG; Cópia e original do comprovante de residência;
    A agência de viagens que fatura milhões sem vender uma única passagem pela internet

    A agência de viagens que fatura milhões sem vender uma única passagem pela internet


    Ainda que o setor de turismo tenha sido quase todo dominado pelas novas tecnologias, uma agência de viagens britânica, depois de passar por uma grande crise em 2009, conseguiu se recuperar e crescer apostando no que a internet não consegue...


    Ainda que o setor de turismo tenha sido quase todo dominado pelas novas tecnologias, uma agência de viagens britânica, depois de passar por uma grande crise em 2009, conseguiu se recuperar e crescer apostando no que a internet não consegue oferecer. Os funcionários da ITC podem fazer três viagens por ano para destinos de luxo ITC Na era dos aplicativos de celular, de companhias aéreas de baixo custo e dos sites de aluguel de casa por temporada, a agência de viagens britânica Inspiring Travel Company (ITC) nunca vendeu serviços pela internet. Nem sequer uma passagem aérea. Apesar disso, as finanças da empresa vão bem. Ela aumentou o número de funcionários e seu faturamento anual chega a US$ 120 milhões (cerca de R$ 485 milhões). Mas nem sempre foi assim. Em 2009, o balanço da empresa – sediada em Chester, no norte da Inglaterra, estava no vermelho. A crise financeira internacional reduziu o número de pessoas capazes de viajar nas férias e dedicar tempo e dinheiro ao lazer. Isso afetou fortemente o setor de turismo. O impacto foi grande para a ITC, já que ela era uma agência de turismo tradicional, que não tinha operações na internet – o que obrigava os clientes a fazer consultas por telefone, falando diretamente com algum membro da equipe. Não parecia uma boa estratégia manter o modelo de operação em um momento em que a maioria dos consumidores tentava economizar ao máximo e passava a comprar pacotes de viagem pela internet. A ITC tem um site, mas não é possível fazer reservas pela internet ITC "Eu me perguntava: O que vai acontecer com a gente? Vamos ter que fechar as portas? Vamos vão vender a empresa?", comenta Jen Atkinson, atual diretora e coproprietária da ITC. Naquela época, Atkinson era a responsável pelo marketing e decidiu dar um passo adiante para evitar a quebra da companhia, que estava perdendo muito dinheiro. "Lembro com clareza que eu tinha um plano, uma visão para salvar a empresa, que eu descrevi em duas folhas de papel A4", conta. "Fui com isso em mãos falar com Drew Foster (o homem que havia fundado a empresa em 1974) e ele me disse: 'Genial, siga adiante'. E assim acabei me tornando diretora da ITC." Mas em que consistia esse plano e como ele conseguiu levar a empresa ao sucesso atual? Ao largo da internet Ao longo de mais de três décadas de existência, a ITC atraiu uma significativa quantidade de clientes ricos. Portanto, Atkinson pensou que deveriam se esforçar mais para alcançar essa parcela dos consumidores, oferecendo viagens não apenas luxuosas, mas também planejadas de forma individualizada, para atender aos desejos de cada cliente. "Calculei que, se oferecêssemos aos nossos melhores clientes algo que eles não poderiam conseguir por si mesmos, nosso negócio teria uma oportunidade de ser bem-sucedido", recorda. Jen Atkinson começou a trabalhar na ITC em 2002 e, em 2009, implementou o modelo de negócio que trouxe sucesso para a empresa ITC O que a ITC queria era dar aos consumidores algo que dificilmente eles conseguiriam na internet, uma espaço "recheado de conselhos contraditórios". "Quando estão falando sobre um hotel, por exemplo, nossa equipe pode dizer coisas como: 'Por que você não fica nesse quarto? Ele é ótimo, fica no térreo e é o que está mais próximo à praia", ela exemplifica. O plano de Atkinson começou a dar frutos aos poucos. Passado o período de crise, quando a empresa teve que reduzir de 130 para 80 o número de funcionários, ela quase dobrou o quadro, que hoje soma 210 empregados. Entre os clientes da agência estão estrelas da música, apresentadores de televisão, empresários e jogadores de futebol. Para assegurar que os funcionários tenham a maior quantidade de informação possível sobre os destinos e os hotéis que oferecem, cada um tem a oportunidade de fazer duas ou três viagens luxuosas por ano. Por causa desse atrativo, a empresa também não tem dificuldade para recrutar novos talentos. Após a reestruturação, o número de funcionários da ITC subiu de 80 para 210 ITC Mike Bugsgang, especialista no setor turístico, considera que sempre haverá mercado para empresas de viagem tradicionais como a ITC. "Ainda há um grande número de consumidores que, no momento de gastar uma boa fatia do salário anual, preferem contar com as dicas de especialistas. A ITC é um exemplo claro desse tipo de empresa que oferece tratamento personalizado e sob medida para as suas férias", destacou. Nove anos depois de assumir as rédeas da empresa, Atkinson continua apostando no modelo que implementou. "As pessoas diziam que a internet acabaria com as agências de viagem como a ITC, mas ainda estamos aqui. Não vendemos na internet e nunca faremos isso, porque, ao falar diretamente com cada cliente, podemos oferecer um serviço melhor."

    Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade


    Existe muito verde em meio ao cinza e muita paz misturada ao ritmo frenético das grandes cidades do Brasil. Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade Os parques urbanos brasileiros são verdadeiros oásis. São cenários...

    Existe muito verde em meio ao cinza e muita paz misturada ao ritmo frenético das grandes cidades do Brasil. Parques urbanos são opção para quem quer viajar sem sair da cidade Os parques urbanos brasileiros são verdadeiros oásis. São cenários perfeitos pra caminhar, pedalar, praticar esportes, respirar ar puro e fazer piquenique. É possível ouvir o canto relaxante dos pássaros, ver o colorido das ávores, das flores, da fauna e da flora. E se der sorte, terminar o dia com um fascinante pôr-do-sol. Os parques são pequenos paraísos que complementam a beleza das cidades sem esquecer o melhor do outro mundo: a natureza logo ali. Esses são alguns dos principais parques urbanos do país: Parque do Ibirapuera, São Paulo: Ícone de São Paulo, o Ibirapuera é o parque mais visitado da America Latina com aproximadamente 14 milhões de visitas em 2017. O nome Ibirapuera significa “árvore apodrecida” em tupi-guarani e vem de uma aldeia indígena que ocupava a região do parque quando a área era alagadiça com solo de várzea. Na luta contra a umidade, Manuel Lopes de Oliveira, um funcionário da Prefeitura na década de 1920 começou a plantar árvores na região. Em homenagem à ele o Ibirapuera tem um viveiro que leva seu nome, Viveiro Manequinho Lopes, que abriga uma diversidade de plantas e orquídeas. Com 158 hectares, foi inaugurado em 1954 em comemoração aos 400 anos da cidade de São Paulo. Os jardins foram desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes, após o conceito de Roberto Burle Marx, e as construções históricas como os pavilhões que abrigam museus, o auditório, marquise entre outras são de autoria de Oscar Niemeyer, tombados pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Parque da Independência, São Paulo: Inaugurado em 1989, nas margens do córrego do Ipiranga, o parque faz parte do patrimônio histórico cultural brasileiro devido ao Grito da Independência, ali proclamada por D. Pedro I. A área de 161.300 metros quadrados abriga o Museu do Ipiranga, o Monumento à Independência e a Casa do Grito, além de um denso bosque e um grande trabalho de paisagismo no caminho entre o Monumento e o Museu. Parque Laje, Rio de Janeiro: O parque, aos pés do morro do Corcovado, na rua Jardim Botânico, tem 52 hectares e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1957 como patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro. O palacete que fica no parque abriga, desde 1966, o Instituto de Belas Artes e a Escola de Artes Visuais. Desde 2004 o Parque Lage é parte do Parque Nacional da Tijuca, sob a administração do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Jardim Botânico, Rio de Janeiro: Fundado em 13 de junho de 1808 por uma decisão do então príncipe regente português D. João, o parque hoje é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade. Parque Tanguá, Curitiba: Inaugurado em 1996 na parte norte da cidade e construído onde existiam duas pedreiras, o parque ocupa uma área de 235 mil m² e garante a preservação da bacia norte do rio Barigüi, bem próximo à sua nascente. Tem dois lagos e um túnel artificial, além de ancoradouro, ciclovia, pista de corrida e lanchonete. Parque Farroupilha, Porto Alegre: O Parque Farroupilha, também conhecido como Parque da Redenção, é o parque mais tradicional da capital gaúcha. Fundado em 1935, a área de 37,5 hectares faz parte da vida de Porto Alegre há mais de 200 anos. Localizado no coração da cidade, traz em sua estrutura partes da história de Porto Alegre, a partir de seus monumentos, eventos que promove, enfim, uma gama de atividades que ocorrem, principalmente, aos finais de semana. Parque Municipal, Belo Horizonte: Localizado na região central de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi inaugurado em 26 de Setembro de 1897, antes mesmo da fundação da nova capital mineira. É o patrimônio ambiental mais antigo da cidade e foi projetado no final do século XIX pela comissão construtora encarregada de planejar a nova capital de Minas Gerais. Possui uma área de 182 mil metros quadrados de extensa vegetação. Abriga o Teatro Francisco Nunes, um orquidário, um pequeno parque de diversões e a parte dos fundos do Palácio das Artes. Parque das Nações Indígenas, Campo Grande: Um dos espaços de lazer mais procurados de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas reúne diversas opções de cultura, lazer, contemplação da natureza e prática desportiva, a poucos minutos do centro da cidade. O parque, com cerca de 1,16 milhão de m² é considerado o "cartão postal" da cidade. Parque Mangal das Garças, Belém: O parque, inaugurado em 2005, é um pedaço de toda a riqueza amazônica no centro de Belém. Com cerca de 40.000 metros quadrados às margens do Rio Guamá, o parque transformou uma antiga área em um local onde são representadas as diferentes macrorregiões do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna. Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurante, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém. Parque das Dunas, Natal: Criado em 1977, é parte integrante da reserva da biosfera da Mata Atlântica reconhecida pela UNESCO e, por isso, declarado Patrimônio Ambiental da Humanidade. O parque distribui-se por vários bairros da zona sul e leste da cidade, se estendendo ao longo da Via Costeira. Com 1.172 hectares, é o segundo maior parque urbano do Brasil e exerce uma grande importância na regulação do clima local.
    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes

    Cafeteria no Vietnã cria espaço com peixes nadando entre os clientes


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade...


    Clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. Cafeteria Amix tem peixes passendo pelo salão Divulgação As inundações são um pesadelo para qualquer comerciante na cidade vietnamita de Ho Chi Minh (antiga Saigon), exceto para a cafeteria Amix, onde os clientes podem degustar a sua bebida com a água até a altura do tornozelo, enquanto os peixes passeiam ao redor. No primeiro andar, a Amix parece igual a qualquer outra cafeteria moderna do país: uma atendente atrás do balcão, o painel com as opções oferecidas e várias mesas, mas quem decide subir pode toma o café cercado de carpas japonesas. A ideia foi de Nguyen Duoc Hoa, um empreendedor de 23 anos que abriu o negócio em junho com a ideia de promover uma reviravolta nos populares cafés onde os clientes se entretêm fazendo carinho em gatos ou cachorros. "Queria criar um conceito único, que não existisse em nenhum outro lugar. Sou de uma cidade litorânea, adoro peixes e pensei que era uma boa maneira de criar um negócio combinando a inovação e a minha paixão", contou à Efe. Clientes brincam com os peixes no café Amix, no Vietnã Divulgação A implantação do negócio não foi fácil por causa da logística complicada e do custo que representa encher um espaço de água até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada (5 mil litros cada um), além de manter tudo limpo. "Temos um sistema de filtragem tripla e bombas de ar para manter a água cristalina. A cada 12h mudamos um quarto da água para garantir a limpeza", explicou. Enquanto a entrevista acontecia, algumas pessoas chegaram: três jovens estudantes e duas mães com três crianças. Os pequenos tiraram os sapatos, limparam os pés rapidamente e entraram decididos com as mães, um pouco relutantes. Segundo Hoa, geralmente famílias com crianças ficam no segundo andar, onde estão os peixes menores, enquanto no terceiro 20 carpas japonesas de 300 gramas cada desfilam entre mesas e cadeiras. Água é de até 25 centímetros de altura, em dois andares de 20 metros quadrados cada Divulgação "Famílias e pessoas jovens são os grupos que mais frequentam aqui, mas a nossa experiência é mais positiva com estudantes e jovens profissionais. Os peixes são muito sociáveis e bem tratados, se aproximam das pessoas, podem ser tocados, mas normalmente não permitimos que sejam alimentados. O problema é que às vezes algumas crianças querem levar um deles para casa. Já tivemos que pedir que a família se retirasse", explicou. Desde a abertura, a Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência. Elogiado pela originalidade por alguns, ele também foi criticado por outros por expor os peixes a um estresse desnecessário. "Tenho pena dos peixes que têm que suportar esses clientes horríveis. Cedo ou tarde morrerão pelo trauma", critica uma pessoa na página do jornal digital "Zing". Outros satirizam a ideia e a comparam com as inundações que atingem à cidade durante a temporada das chuvas, entre maio e novembro. "Como se não bastasse ter que caminhar pelas água da cidade, agora temos que pagar para molhar os pés", ironizou outro leitor. Cafeteria Amix já atraiu centenas de curiosos e Nguyen destacou que a metade dos jovens e 20% das famílias voltam após a primeira experiência Divulgação
    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado

    Airbnb completa 10 anos em cenário cada vez mais regulamentado


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem...


    Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. A plataforma que nasceu em agosto de 2008 se tornou um dos maiores sucessos de economia colaborativa. Mas a empresa californiana tem enfrentado cada vez mais críticas. Em diversas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Em resposta, prefeituras, como a de Madrid na Espanha, decidiram impor regras cada vez mais duras ao Airbnb. Dividindo um apartamento em São Francisco, nos Estados Unidos, Brian Chesky e Joe Gebbia não poderiam imaginar que estavam prestes a lançar o maior site comunitário de acomodações do mundo. Em 2008, a cidade americana recebia uma conferência que lotou boa parte dos hotéis da região. Os dois estudantes americanos em design decidiram então anunciar na internet o espaço que tinham para acolher alguns participantes. Nascia então o Air bed and breakfast, que viria a se chamar pouco tempo depois Airbnb. De lá pra cá, Brian Chesky e Joe Gebbia conseguiram captar U$ 3,4 bilhões em investimentos e o valor da empresa já ultrapassou a marca dos U$ 30 bilhões. Em 2017, o faturamento chegou a U$ 2,6 bilhões e a empresa americana pretende bater a meta de U$ 3,6 bilhões neste ano. Airbnb na Dinamarca Reprodução / Airbnb Para explicar o sucesso, é preciso lembrar daquela velha máxima: “no lugar certo, na hora certa”. Airbnb nasceu em uma hora propícia, junto com a chegada do iPhone, outro grande sucesso comercial, que ajudou a democratizar o acesso à internet. “As empresas como Uber e Airbnb são emblemáticas por terem conseguido levar à terceira fase da internet na história, permitindo que o mundo digital invadisse o mundo real”, escreveu Brad Stone, autor de “The Upstars”, um livro que conta a ascensão dessas duas empresas, nascidas quase ao mesmo tempo. Outro fator essencial para o sucesso da plataforma, foi conseguir criar um cenário de confiança para convencer milhares de pessoas de dormir na casa de desconhecidos. Isso só foi possível com o sistema de avaliações baseados em perfis verificados. Polêmicas Mas o sucesso da plataforma também está cercado de polêmicas. Grupos hoteleiros foram os primeiros a denunciar uma concorrência desleal, já que os impostos aplicados aos hotéis não eram cobrados do Airbnb. Mas a discussão mais importante girou em torno do mercado de aluguel, que em algumas cidades, quase desapareceu. A pesquisadora do Núcleo de Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, mestre e doutoranda em Direito pela Universidade de São Paulo, Bianca Tavolari, conta que ninguém esperava um impacto tão grande nesse mercado. “Demora um pouco para que os proprietários vejam as vantagens em colocar seus imóveis para alugar na plataforma. Mas a partir do momento em que isso começa acontecer de maneira massiva, a falta de regulação começa a ser um problema”, explica Tavolari. Em muitos países, como no Brasil, a burocracia do mercado de aluguel tradicional foi um dos motivos para esse fenômeno. “Os contratos, com cláusulas contratuais, de despejo, de reajuste de preço, de duração, fizeram com que muitos optassem pelo Airbnb. O problema é que se todo mundo começa a fazer isso, eu deixo de ter um mercado de aluguel em áreas bem localizadas”, afirma a pesquisadora. Bairros sem moradores A análise que Bianca Tavolari fez sobre o Airbnb e os impasses regulatórios para o compartilhamento de moradia se tornou referência no assunto e foi publicado no livro "Economias do compartilhamento e o direito". Ela explica que, em muitas cidades, o preço dos alugueis explodiu e muitos moradores tiveram que se mudar dos grandes centros. Destino preferido dos brasileiros na Europa, Portugal pode estar em bolha imobiliária A pesquisadora lembra que em 2014, o procurador de Nova York, Eric Schneiderman, chegou a solicitar um relatório sobre os efeitos do aplicativo na cidade. Os dados revelaram que alguns bairros de Manhattan já não possuem mercado de aluguel tradicional. “Ou você é proprietário ou é turista. Você não consegue mais viver lá como morador da cidade querendo alugar um imóvel”, explica. Com a chegada de turistas em massa, que “não se importam em pagar mais para ficar em um lugar bem localizado, cria-se um problema de longo prazo no planejamento de moradias nas cidades”, analisa Tavolari. Regulamentação A grande maioria das cidades na Europa decidiu restringir o uso da plataforma. Paris, por exemplo, limitou o aluguel pelo Airbnb a 120 dias por ano e já está aplicando multas aos proprietários que não respeitam a regra. Barcelona foi além e passou a multar o próprio Airbnb. “A prefeitura começou a exigir um cadastro de quem quer alugar seu imóvel pela plataforma. Com isso, pôde negar pedidos em áreas saturadas. Mas onde a cidade se destacou, foi na fiscalização. Enquanto a maioria das capitais multa o dono do imóvel em caso de irregularidades, Barcelona passou a aplicar multas milionárias diretamente ao Airbnb. O que colocou em debate sobre a responsabilidade da plataforma que até então se dizia uma simples intermediadora”, explica a pesquisadora. Outra cidade espanhola, Palma de Maiorca, passou a proibir o Airbnb e desde o mês passado começou a aplicar multas de € 40 mil em quem continua alugando seu apartamento pela plataforma. Talvez todo esse debate fez com que o Airbnb começasse a diversificar seu portfólio. Desde 2016, a empresa passou a vender atividades e experiências culturais e em breve vai disponibilizar novas opções de alojamento, incluindo quartos em pequenos hotéis.
    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro

    A relação de amor e ódio dos espanhóis com o turismo de cruzeiro


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do...


    Península Ibérica é destino número um das viagens de cruzeiro na Europa – são multidões de turistas que entopem cidades, irritam moradores e consomem pouco. Mas setor é lucrativo e gera empregos para a Espanha. O maior navio de cruzeiro do mundo, da Royal Caribbean Cruises, o Symphony of the Seas, com 362 metros de comprimento, durante sua cerimônia de apresentação mundial, ancorado em um porto em Málaga, Espanha, 27 de março de 2018. Jon Nazca/Reuters/Arquivo A viagem inaugural do Symphony of the Seas, no início de 2018, não soou harmônica para todos os espanhóis. O maior navio de cruzeiro do mundo, com 362 metros de comprimento, 3 mil cabines, 40 restaurantes e 23 piscinas, ilustra bem o que costuma faltar na Espanha: planejamento preventivo. Embora a maioria dos cruzeiros, de longe, vá para o Caribe, em dez anos o número de turistas marítimos no país ibérico dobrou sem que ele tivesse se preparado para tal. Com 46 milhões de habitantes, em 2017 a Espanha bateu recorde absoluto de visitantes: 82 milhões, dos quais 9 milhões eram passageiros de cruzeiros. Biel Barceló, da organização Agrupación Ciudadana Ciutat de s'Arenal, em Palma de Maiorca, conta entre o número crescente de espanhóis que querem limites para o turismo de massa. "Mas o turismo de cruzeiro é inofensivo perto do que nós vemos todo dia aqui em s'Arenal", diz o ativista. Ele não consegue se habituar aos alemães baderneiros e bêbados: "Turistas de cruzeiro chamam bem menos atenção." Em cidades como Ibiza, Palma ou Barcelona possivelmente chega mais gente diariamente pelos aeroportos do que nos navios, os quais em geral só aportam nos fins de semana e talvez uma vez mais durante a semana. Ainda assim, embarcações como a Symphony of the Seas, a qual, como tantas outras, tem seu porto de registro em Barcelona, desagradam a muitos espanhóis. Má coordenação nas cidades O aumento constante do número de movimentos antiturismo nas Ilhas Baleares e na Catalunha poderia dar a impressão de que turistas não são mais bem-vindos. "Não é absolutamente o caso, mas nós precisamos regulamentar a coisa melhor, e não mandar dezenas de ônibus, uns atrás dos outros, do porto para a cidade, paralisando completamente o tráfego e piorando a poluição do ar", explica o especialista em turismo Jordi Villart. "A oferta para esses turistas precisa simplesmente ser diversificada. Eles não podem debandar todos ao mesmo tempo para a catedral", diz Villart, que vive e trabalha em Palma de Maiorca, segundo destino preferido dos cruzeiros depois da capital catalã, Barcelona. "A diferença para o turismo normal é que até 4 mil viajantes desembarcam todos juntos, num curto espaço de tempo, e aí voltam todos no mesmo momento. E, devido aos programas all inclusive, consomem pouco na cidade", diz Pablo Lamas, da central espanhola de reservas de cruzeiros Aquotic. "Normalmente todos os navios também chegam nos mesmos dias, por causa dos ciclos de férias. Pouca gente tira férias numa terça-feira, a maioria quer começar no sábado", acrescenta Lamas. No entanto a Espanha não pode se permitir publicidade negativa em questões de turismo. Segundo a administração portuária, em 2017 os cruzeiros geraram 1,3 bilhão de euros, o equivalente a 11% do faturamento da indústria turística nacional; e 28.500 cidadãos trabalham direta ou indiretamente no setor. A maioria atua nos portos, que nos próximos anos pretendem investir 300 milhões para fazer a indústria dos cruzeiros crescer ainda mais. Zonas-tampão, filtragem e eletromobilidade Em 2018, a Catalunha e as Baleares, que atraem o maior volume de visitantes à Espanha, não só elevaram as taxas para turistas como as estenderam também aos passageiros de cruzeiros. Palma de Maiorca está cobrando 3 euros por cabeça, Barcelona, 2,25 euros. Diversas empresas de cruzeiro criticaram a medida. A capital catalã pretende também ampliar a zona portuária em 14 mil metros quadrados, a fim de transformá-la numa espécie de zona-tampão para os turistas. Além de bares e restaurantes, haverá uma escola de vela e outra de ciências marinhas, com uma área dedicada a atividades culturais. Valência, também na costa leste, tem planos semelhantes. Barcelona e Palma igualmente adotaram medidas para filtrar as ondas de turistas que invadem a cidade. "Nós levamos uma parte dos visitantes direto do porto para a praia de ônibus, para evitar ter 4 mil turistas circulando por Barcelona", conta Susana Suárez, da administração municipal local. A eletromobilidade também ganha terreno como forma de transportar os turistas para a cidade ou a praia. Em Palma foram disponibilizados bicicletas e carros elétricos; em Barcelona há um metrô do porto para o centro; e a partir de 2019 Málaga pretende introduzir ônibus elétricos autônomos para os visitantes. Porém, o tema bicicletas elétricas não é totalmente livre de controvérsias. "Em Palma já há reclamações, pois alguns pedestres acham que essas e-bikes trafegam rápido demais para o centro pequeno e sempre lotado", revela o advogado alemão Tim Wirth, residente nas ilhas Canárias. Apesar dos próprios preconceitos contra navios de cruzeiro, os espanhóis parecem estar descobrindo sua simpatia por essa forma de turismo, tendo se transformado no quarto mercado da Europa para as operadoras do ramo. No momento apenas meio milhão de espanhóis sobem a bordo, contra mais de 2 milhões de alemães, por exemplo, mas diversas operadoras estão dispostas a investir para elevar esse número.
    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe

    As impressionantes ilhas de algas que ameaçam os mais badalados destinos do Caribe


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das...


    Em movimento atípico, toneladas de algas estão chegando à costa da Península de Yucatán e a ilhas caribenhas; além de afetar o turismo - quem gosta de tomar banho em um mar cheio de algas? - traz riscos para o meio ambiente. A presença das algas mudou um dos aspectos mais famosos das praias caribenhas: as águas cristalinas Marta Garcia Algumas costas de países do Caribe famosas pelas praias paradisíacas com águas límpidas azul-turquesa estão tendo sérios problemas para corresponder à essa imagem e não decepcionar turistas. Nas praias, tampouco se vê a areia branca - elas estão cobertas por um material marrom, pegajoso e malcheiroso. Sem falar da experiência do banho no mar, que perde toda a graça. Embora seja o que mais chame a atenção, esse cenário talvez nem seja a pior parte do problema. A paradisíaca Riviera Maya do México e várias ilhas do Caribe tiveram suas costas invadidas por sargaço - um gênero de alga castanha, que este ano chegou em quantidades sem precedentes a algumas das praias mais famosas do mundo. Sistemas de monitoramento mostram "ilhas" de sargaço de vários quilômetros de extensão que se aproximam das costas. As regiões de Cancún, Quintana Roo e Playa del Carmen, no México, bem como as ilhas de Bonaire, Antígua e Barbuda e Guadalupe estão entre as áreas afetadas. Entre 29 de junho e 31 de julho, por exemplo, nas praias de sete municípios de Quintana Roo, foram coletados 119 mil metros cúbicos de sargaço, segundo autoridades locais. O problema foi tão incômodo que obrigou um resort em Antígua a fechar as portas até 30 de setembro. Quando o sargaço morto se acumula na praia entra em decomposição e gera um mau cheiro que tamém tem afastado os turistas Marta Garcia Para alguns especialistas, além de afetar consideravelmente o turismo - e a economia da região - esta "invasão" atípica tem potencial de se tornar uma "catástrofe ambiental", na avaliação da diretora do Laboratório da Marinha Botânica da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Brigitta I. van Tussenbroek. Mas o que é sargaço? O sargaço é uma alga flutuante que "viaja" à deriva impulsionada pelas correntes oceânicas. Funciona como uma "ilha" viva que serve de alimento e casa para várias espécies marinhas. Tradicionalmente, esta alga começa sua vida no Golfo do México e é empurrada pelas correntes até o Atlântico Norte, onde flutua no Mar dos Sargaços, perto das ilhas Bermudas. Desde 2011, no entanto, cientistas detectaram a criação de um novo "mar de sargaço" entre as costas da África e do Brasil, que é de onde vêm as algas que agora estão chegando ao Caribe. Existem registros das ilhas de sargaço há séculos, mas em 2015 foi registrada uma chegada atípica deles à costa - e ela continua. A partir de março deste ano também foi identificado que sua presença aumentou na área. Segundo especialistas, o aumento atípico da presença de algas pode estar relacionado, por exemplo, a mudanças climáticas Marta Garcia O Laboratório de Botânica Marinha da UNAM calcula que a quantidade de sargaço que chegou em 2015 já foi duplicada em 2018 e prognósticos mostram que esse movimento poderá se prolongar até outubro. Por que aumentou? Os especialistas não sabem ao certo a que se deve o aumento do sargaço, mas eles têm várias hipóteses. Uma delas tem a ver com o aumento da temperatura das águas, causado pelas mudanças climáticas. Outra possibilidade é o aumento de nutrientes na água, o que favorece o crescimento das algas. Haver mais nutrientes parece bom, mas não é. A água cristalina do Caribe se deve, na verdade, ao fato de possuir poucos nutrientes. Mas a atividade humana está levando fertilizantes poluidores até ela e esses produtos desequilibram o ecossistema. Esse aumento de nutrientes faz com que o sargaço se expanda mais rapidamente. De acordo com estimativas de laboratório, o sargaço que está sob monitoramento tem a capacidade de dobrar seu peso em apenas 18 dias. Catástrofe ambiental Além de afastar os turistas, especialistas alertam que a chegada maciça do sargaço pode criar uma catástrofe ambiental. O problema é que sua presença impede que a luz chegue a águas mais profundas, o que dificulta a fotossíntese de outras plantas - ou seja, o processo pelo qual produzem a energia necessária para sobreviver. Essa presença maior também reduz a quantidade de oxigênio na área. Isso se traduz na mortalidade de pastos marinhos, corais e também da fauna. Além disso, quando o sargaço morto se acumula na praia, produz gases que, em altas concentrações, podem afetar as pessoas. Como lidar com o sargaço? "Se não forem adotadas ações coordenadas para impedir que grandes quantidades de sargaço cheguem às praias do Caribe mexicano, há o risco de as águas azul-turquesa e as praias brancas deixarem de existir em poucos anos", alerta o Laboratório de Botânica Marinha da UNAM. Várias lições sobre como lidar com o sargaço foram aprendidas após as invasões mais recentes. E, em alguns casos, existem orientações sobre como removê-lo. Em Barbados, por exemplo, os tratores usados ​​para carregar cana-de-açúcar em caminhões têm se mostrado bons para recolher o sargaço sem retirar a areia das praias. Em Guadalupe, uma empresa desenvolveu um barco que recolhe o sargaço com um sistema de correia transportadora. No México, foi criado um comitê composta por entidades governamentais e o setor privado para discutir formas de coletá-lo e removê-lo de forma segura. Uma de suas estratégias é instalar barreiras dentro do mar, semelhantes às que são usadas para deter derramamentos de petróleo. Mas também há quem tente, por sua vez, encontrar um uso comercial para a presença maciça das algas na área. Em Barbados, está sendo desenvolvido um projeto para transformar as algas em fertilizantes e, no México, um grupo de jovens tem transformado o sargaço em produtos ecologicamente corretos.
    Mais de 10 mil 'gatos da sorte' decoram templo no Japão

    Mais de 10 mil 'gatos da sorte' decoram templo no Japão


    Templo de Gotokuji atrai usuários do Instagram vindos do mundo todo. Gatos ‘maneki-neko’ estão por toda parte no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP O templo de Gotokuji, em Tóquio, atrai os curiosos em busca de espiritualidade em...


    Templo de Gotokuji atrai usuários do Instagram vindos do mundo todo. Gatos ‘maneki-neko’ estão por toda parte no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP O templo de Gotokuji, em Tóquio, atrai os curiosos em busca de espiritualidade em meio a seus cerca de 10 mil "gatos da sorte". As imagens desses gatos brancos, os "maneki-neko", são inspiradas na raça bobtail. Eles sempre aparecem sentados e saudando com uma pata que às vezes se move, como os que ornamentam muitos restaurantes e lojas asiáticas. Atualmente, os admiradores dessas populares esculturas japonesas são, sobretudo, usuários do Instagram vindos do mundo todo. O local, que a AFP visita por ocasião do Dia Internacional do Gato, comemorado na quarta-feira (8), é ideal para os usuários de redes sociais, seduzidos pela perspectiva de uma fotografia que sempre sairá boa. "Fiz uma busca no Google dos lugares 'instagramáveis' em Tóquio", conta Emily Lin, uma turista de 25 anos de Hong Kong. Mulher caminha entre gatos ‘maneki-neko’ no templo Gotokuji, em Tóquio Martin Bureau / AFP "E este lugar era um dos mais recomendados", afirma a jovem, emocionada, enquanto busca o melhor ângulo para fotografar as estrelas do templo. Ying-Chi Hsueh, um estudante de fotografia taiuanês, de 31 anos, visita o templo pela mesma razão. "Vi uma foto no Instagram e cheguei aqui usando o Google Maps", explica. História Segundo a lenda, a presença dessas figuras felinas remonta ao século XV, quando um sacerdote adotou um gato chamado Tama. Um dia, enquanto o gato estava passeando pelo templo, viu um samurai chegar e levantou a pata direita para convidá-lo a entrar, minutos antes de uma grande tempestade. Para agradecer ao gato por tê-lo feito evitar a chuva, o guerreiro decidiu se tornar um dos benfeitores do templo, e Tama foi imortalizado na forma de estátua, que desde então simboliza a boa sorte no Japão e em toda Ásia. "Os 'maneki-neko' não têm que dar sorte. Cabe a cada um de nós ir buscá-la. É o resultado de seus esforços que permite tê-la. O gato está ali para dar a oportunidade" de encontrar a boa fortuna, diz Tessai Kasukawa, um monge budista. Tudo indica, porém, que esses gatinhos brancos, baixinhos e robustos cumpriram sua função de talismã no templo de Gotokuji, que cada vez recebe mais visitantes. "Com a preparação dos Jogos Olímpicos de 2020 recebemos cada vez mais turistas internacionais e, graças ao boca a boca, esse lugar se tornou mundialmente famoso", disse Kasukawa.
    Como viajar com uma criança pequena - sim, é possível fugir do óbvio e explorar países distantes

    Como viajar com uma criança pequena - sim, é possível fugir do óbvio e explorar países distantes


    O repórter Edison Veiga afirma que é possível conhecer o mundo e encarar aventuras com um bebê de colo; o filho dele, Chico, já cruzou a Rússia e a Mongólia de trem, e viajou de carro pela África. Com apenas quatro anos, Chico já conheceu 19...


    O repórter Edison Veiga afirma que é possível conhecer o mundo e encarar aventuras com um bebê de colo; o filho dele, Chico, já cruzou a Rússia e a Mongólia de trem, e viajou de carro pela África. Com apenas quatro anos, Chico já conheceu 19 países; na foto, acompanha um mergulho do pai na Namíbia Arquivo Pessoal O "não sei se caso ou se compro uma bicicleta" da minha geração - brasileiros nascidos nos anos 1980 - se tornou "não sei se viajo ou se tenho um filho". Pelo menos esse é um dilema de muitos casais jovens - o temor de que um rebento vá interromper a ideia de descobrir o mundo, atrapalhar tanto o sossego quanto a adrenalina das férias, condenar o casal (então convertido em trio ou quarteto ou...) a gastar aquele mês sagrado do ano em um resort all-inclusive ou, no máximo, uma Disneyzinha ou outra. Pois eu e minha mulher - a designer Mariana - também tínhamos esse medo. E, com a certeza de que o superamos, venho aqui dizer para você: existe passaporte carimbado após a maternidade/paternidade. Foi o que descobrimos com nosso pequeno Chico, um aventureiro de 4 anos e meio que já fez bagunça em 19 países diferentes. Entre as experiências do pequeno estão acampar com nômades na Mongólia; cruzar 4 mil quilômetros na África; nadar no rio Negro no meio da Amazônia; percorrer toda a Transiberiana; se encantar com os fiordes escandinavos; e, sim, também conhecer a Disney. Onde viajar com os filhos pequenos Pais de primeira viagem (com o perdão do trocadilho infame), sejam conservadores do planejamento. Isso significa escolher como primeiro destino de férias com a criança um local relativamente próximo (se tudo der errado, estará fácil voltar), relativamente bem estruturado (se tudo der errado, vai dar para resolver) e relativamente com folga no cronograma (se tudo der errado, vai dar para fazer mais devagar). Primeira viagem internacional de Chico foi para o Uruguai e a Argentina, quando ele tinha 10 meses Arquivo Pessoal Em nosso caso, quando Chico tinha dez meses, decidimos passar duas semanas no Uruguai e na Argentina. Morávamos em São Paulo. Como o bebê, tivemos que aceitar algumas adaptações: em restaurantes classudos, era preciso ligar antes para saber se aceitavam criança (na Argentina, os dois que queríamos conhecer aceitaram; no Uruguai, um aceitou, outro barrou); ao longo do dia, era preciso programar pausas para esquentar mamadeira (funcionários solícitos de cafés sempre topavam emprestar o micro-ondas) e trocar fraldas (leve um pequeno lençol para usar como forro emergencial, aí qualquer gramadinho mais tranquilo no canto de uma praça vira um ótimo trocador). No geral, tudo deu certo. E achamos que poderíamos, sim, programar voos mais altos - ou melhor, mais longos. Muitos nos perguntam como fazemos. Muitos acham que nada dá errado. Não tem lá muito segredo. Quando viajamos juntos, fazemos o que mais gostamos. E as férias são o único momento do ano em que nós três podemos dar atenção plena para nós três, já que não há outros problemas ou preocupações para atrapalhar. E muita coisa dá errado, sim. É matemática pura: quanto mais gente no grupo, maior a chance de algo sair fora do planejado. Assim, viajar em três pode trazer mais perrengues do que em dois. Chico já acampou na Mongólia com os pais; imprevistos acontecem, mas alguns cuidados podem evitar dor de cabeça maior Arquivo Pessoal Chico já ficou doente no meio de uma viagem? Sim, uma febre interminável em Bergen, na Noruega. Chico já teve problemas com fuso horário? Sim, a ponto de a recepção do hotel em Dubai ligar para o quarto reclamando do barulho. Chico já deu muito trabalho, fisicamente falando? Sim, em quase todas as precárias estações de trem do interior da Rússia, quando tínhamos de conseguir carregar todas as malas e ele também, muitas vezes em escadas difíceis e correndo contra o tempo para não perder o trem. Chico já chorou sem explicação no meio de um passeio? Já, claro, como toda criança. Não tem uma receita de bolo, uma fórmula pronta. Porque cada família é diferente. E cada criança, obviamente, tem seu próprio temperamento e suas próprias mini-idiossincrasias. Mas, a quem quer saber alguns segredos, minha experiência permite dar algumas dicas simples para que tudo dê certo. Como planejar viagens com crianças A primeira dica é programar uma consulta ao pediatra sempre antes de qualquer viagem longa. Somente o médico que acompanha de perto seu filho vai saber aconselhar bem, com base no histórico dele, quais remédios emergenciais levar na mala, se é preciso tomar alguma vacina, e se é recomendável fazer alguma exame depois. De quebra, essas consultas pré-viagem sempre dão uma boa sensação de segurança. Outro cuidado é com a documentação necessária. Parece muito óbvio, mas é preciso atentar para as datas de validade do passaporte - que expiram mais rápido quanto mais nova é a criança. E verificar de antemão se o país a ser visitado pede mais alguma coisa. Quando fomos para a África do Sul, no ano passado, surpreendemo-nos com a inusitada necessidade de uma cópia da certidão de nascimento - sim, um documento que, teoricamente, só seria válido em território brasileiro - do Chico, pelo fato de ele ser menor de idade. Por sorte, tínhamos o documento escaneado em um email e aí conseguimos imprimir no aeroporto. Uma questão que sempre aparece em conversas sobre viajar com criança é a alimentação. Em viagens costumamos ser mais tolerantes se o Chico pula alguma refeição, se come fora de hora ou se ingere mais porcarias. São férias, afinal, então também é preciso desestressar um pouco. Mas é bom ter em mente - e reservar um espaço na bagagem - que alguns alimentos práticos facilitam muito o modus operandi. É o caso daquelas papinhas industrializadas. Em casa, não gostávamos de oferecê-las ao Chico. Mas, nas viagens de férias, quando ele era menorzinho, éramos convencidos pela praticidade. Por fim, uma coisa importante é que, na cabeça de um bebê, a rotina é extremamente importante. Na realidade, os pequenos têm uma necessidade de que as coisas se repitam, isso dá a eles segurança. Se são férias, isso pode não ocorrer, afinal, uma viagem pressupõe justamente a quebra da rotina. Passeios diferentes, horários diferentes, hotéis diferentes. A solução que encontramos foi comprar um pacote de bexigas coloridas - um brinquedo que toda criança gosta, barato e que ocupa pouquíssimo espaço na mala. Todos os dias, na volta para o hotel, eu enchia uma e dava para o Chico. Ao mesmo tempo que ele tinha com o que se divertir, ele compreendia que os passeios daquela jornada tinham acabado. Fechava o ciclo. Era um código que o levava para um mínimo de rotina dentro das férias. Cuidados antes de viajar com bebê Mas a primeira mudança foi em nossas cabeças de pai e de mãe. Ainda nos primeiros meses de gravidez, entre as imagens deformadas do ultrassom e as compras de enxoval, vez por outra Mariana e eu nos pegávamos conversando sobre algum "e se". E se a gente tentasse viajar com nosso filho? E se der certo? E se ele for uma criança comportada em avião? E se ele for calminho? Será mesmo que não dá? Quando Chico nasceu, decidimos que o melhor jeito de ver se dava certo era comprovando, na prática. E que, para ter coragem, o certo seria não perder o pique. Decidimos que faríamos uma viagem internacional com ele antes do primeiro aniversário. Fomos cuidadosos. Escolhemos um destino próximo a São Paulo, cidade onde morávamos. Relativamente sem riscos. Se tudo desse errado, seria fácil abortar o fim da viagem e retornar antes para casa. E calculamos um roteiro espaçado, com o dobro de dias do recomendado em cada uma das cidades. Chico tinha dez meses quando foi nossa malinha de bordo pela primeira vez. Passamos agradáveis férias em Montevidéu, Colônia do Sacramento e Buenos Aires. Fomos cuidadosos, eu dizia. Antes da viagem, passamos na pediatra que acompanhava o Chico desde a maternidade. Paula Woo Guglielmetti jamais nos demoveu da ideia - nem dessa, nem das outras viagens que viriam. Ao contrário, fez todas as orientações necessárias, deixou o WhatsApp à disposição caso precisássemos de alguma orientação urgente, recomendou quais medicamentos era bom levarmos. E na primeira viagem fomos tão precavidos que chegamos a botar um inalador na mala! Tudo deu certo. Tudo foi melhor do que o planejado. Tudo foi tão tranquilo que voltamos para casa convencidos de que as aventuras poderiam continuar. E poderiam ser mais incríveis ainda do que antes. No ano seguinte, embarcamos os três para os países nórdicos: Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia. No outro, realizamos o sonho de uma viagem que achávamos que não daríamos conta nem quando éramos apenas dois: a ferrovia transiberiana, com paradas em cidades da Rússia, da Mongólia e da China. Chico esteve com a gente ainda nos Emirados Árabes Unidos, no Chile, em um hotel de selva na Amazônia e em uma aventura incrível por África do Sul, Namíbia, Zimbábue e Zâmbia - sendo que 4 mil quilômetros desse périplo africano foram vencidos de carro -, viu neve pela primeira vez na região de Mont Blanc... Vantagens de viajar com crianças Aos 4 anos e meio, Chico está se tornando um moleque tão apaixonado pelo mundo como a gente é. Encanta-se com as diferenças. Aponta países no mapa. Pergunta pela próxima viagem. No ano passado, na África, deixamos uma velha máquina fotográfica com ele - e foi muito legal vê-lo registrando, a seu modo, aquilo que lhe era mais peculiar. Em abril, em Paris, deixamos que ele escolhesse, pela primeira vez, um passeio por dia - e ele se revelou um ótimo planejador, pedindo para fazer tour de barco pelo Sena e, mesmo sem saber que podia, querendo subir ao topo da "torre Milfa", que é como ele chama a Torre Eiffel. Justamente porque muitos nos perguntam essas coisas todas, decidimos, desde o ano passado, expor os bastidores dessas viagens nas redes sociais. No Instagram somos @the_veigas. No Facebook, The Veigas. Quanto mais somos acompanhados por pessoas de fora de nosso círculo de amizade, mais percebemos o quanto somos privilegiados: com as distâncias tão encurtadas graças aos ágeis meios de transporte de hoje em dia, podemos exercer a paternidade e a maternidade sem abrir mão de conhecer o mundo. E gostar de conhecer o mundo é o maior legado que acreditamos sermos capazes de deixar para nosso filho. Para que ele sempre respeite as diferenças. Sempre valorize o outro. Sempre aprenda. Sempre se divirta.
    Segundo dia de greve na Torre Eiffel frustra turistas desavisados

    Segundo dia de greve na Torre Eiffel frustra turistas desavisados


    A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. Letreiro anuncia...


    A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. Letreiro anuncia entrada fechada na Torre Eiffel após greve de funcionários, 2 de agosto de 2018 Reuters/Benoit Tessier A Torre Eiffel ficou fechada, nesta quinta-feira (2), pelo segundo dia consecutivo, por causa de uma greve dos funcionários que protestam contra a falta de organização no gerenciamento de filas, que chegam a ser quilométricas. O emblemático monumento parisiense deixou de receber visitantes na quarta-feira (1) à tarde, após a suspensão das negociações entre a direção e os sindicatos, deixando centenas de turistas decepcionados. “É muito frustrante estar aqui e não poder ir na torre. Eu nem sabia que estava acontecendo uma greve”, declarou uma turista de Nova Iorque. “É uma pena, fiz uma viagem de poucos dias, mas consigo entender o motivo da greve. Parece que o sistema de filas não funciona”, relatou um turista sul-americano entrevistado pela RFI. No início de julho, a empresa que gerencia o monumento aumentou em 30% o número de bilhetes vendidos online. Os sindicatos dos trabalhadores não concordam com a decisão de dedicar uma das entradas apenas para aqueles com ingresso antecipado. O representante da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Denis Vavassori, disse que os sindicatos não criticam o formato das vendas, mas sim o desequilíbrio que se forma entre as diferentes filas. Os funcionários afirmam que hoje, visitantes sem ingresso podem esperar até três horas, e os que compraram on-line, até uma hora, apesar de, em princípio, terem reservado o horário da visita. Isso tem causado um mal-estar entre visitantes e funcionários. “Se você espera durante três horas para conseguir subir, você fica com muita raiva e quando vê alguém usando um uniforme da torre, acaba descontando. Conviver com isso diariamente é muito estressante para os funcionários”, afirmou o representante sindical Stephane Dieu. Exigências Os sindicatos exigem uma melhor recepção dos turistas no pátio da Torre e querem que as duas entradas sejam abertas a todos. A ideia, como já acontece em parques de diversões, seria a de criar duas filas em cada ponto de acesso: uma para quem for comprar ingresso, e outra, mais rápida, para quem já tiver comprado pela internet. A SETE, companhia que administra a Torre Eiffel, se diz consciente da decepção dos visitantes, e garante estar fazendo o necessário para retomar as visitas o mais rápido possível. Um dos lugares mais visitados de Paris, a Torre Eiffel recebe em média 25 mil visitantes por dia e recebeu mais de 6 milhões de turistas no ano passado. Esta não é a primeira vez que o monumento fecha as portas. Em abril, também ficou fechado aos visitantes por causa de outra greve.
    Agência de turismo deixa de vender viagens ao SeaWorld por preocupações com o bem-estar dos animais

    Agência de turismo deixa de vender viagens ao SeaWorld por preocupações com o bem-estar dos animais


    Gigante britânica do setor, a Thomas Cook decidiu parar de trabalhar com parques que tenham baleias orcas em cativeiro após pesquisa com cientistas e junto ao público consumidor. A agência de viagens britânica Em foto de 2011, a baleia Tilikum...


    Gigante britânica do setor, a Thomas Cook decidiu parar de trabalhar com parques que tenham baleias orcas em cativeiro após pesquisa com cientistas e junto ao público consumidor. A agência de viagens britânica Em foto de 2011, a baleia Tilikum é vista no SeaWorld Orlando peto de suas treinadoras AP Photo/Phelan M. Ebenhack, File Thomas Cook, uma gigante no setor de turismo, anunciou que não vai mais vender pacotes para parques que tenham como atração baleias orcas mantidas em cativeiro. A companhia afirmou que 90% de seus clientes demonstraram se preocupar com o bem-estar animal, o que justificou a decisão. Como resultado, os dois parques que deixarão de receber clientes da Thomas Cook são o SeaWorld, nos Estados Unidos, e o Loro Parque, na Espanha. "Esta não foi uma decisão tomada com facilidade", afirmou o diretor executivo da empresa, Peter Fankhauser, ao anunciar a nova política. Em um blog, ele reconheceu que ambos os parques haviam definido novos padrões e melhorado a maneira como os animais são mantidos. Mas, disse Fankhauser, "a partir do próximo verão, não venderemos mais atrações que mantenham orcas em cativeiro". "Nos envolvemos ativamente com uma série de especialistas em bem-estar animal nos últimos 18 meses e levamos em conta as evidências científicas que eles forneceram. Também recebemos opinões de nossos clientes: mais de 90% nos disseram considerar importante que sua agência de viagens leve a questão do bem-estar animal a sério." Documentário estimulou ações contra manutenção de baleias em cativeiro O SeaWorld diz não criar mais orcas, mas que aquelas já nascidas em cativeiro "estarão conosco e com nossos visitantes por muitos anos". O parque apontou que "milhões de visitantes do Reino Unido" já visitaram suas atrações e que "o público continuará sendo bem-vindo". "Eles viram em primeira mão o incrível cuidado que oferecemos a todos os nossos animais e ficaram sabendo como estamos protegendo e salvando espécies na natureza", afirmou em uma nota. Críticas à manutenção de orcas em cativeiro têm se intensificado desde o lançamento de um documentário da Netflix em 2013, "Blackfish", sobre uma baleia chamada Tilikum. O número de visitantes do SeaWorld caiu e o parque classificou o filme como "manipulador". No ano passado, a Thomas Cook iniciou uma auditoria de 49 parques que usam animais como atração para verificar o cumprimento de padrões de bem-estar. Isso foi feito com base nos padrões estabelecidos pela ABTA (Associação de Agentes de Viagens Britânicos). Cerca de 30 locais avaliados foram reprovados e a empresa deixou de vender pacotes. O mais recente bloqueio foi anunciado no domingo. "Trabalharemos com ambos (os parques temáticos) nos próximos 12 meses para prepararmos a nossa saída. Continuaremos também a trabalhar para identificar alternativas mais sustentáveis", disse Fankhauser.

    Brasil, país de sol e praia e também de montanhas


    O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Brasil, país de sol e praia e também de montanhas O Brasil não é só praia, mar e sol. O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Descobrir...

    O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Brasil, país de sol e praia e também de montanhas O Brasil não é só praia, mar e sol. O inverno é o melhor momento pra respirar o ar puro das nossas montanhas. Descobrir lugares onde a paisagem é de tirar o fôlego e a temperatura pode cair abaixo de zero. Lugares como a Pedra Riscada, no município mineiro de São José do Divino. Com 850 metros, é a maior montanha formada por uma única rocha de toda as Américas. Com várias ranhuras que, ao observar de longe, parecem riscos verticais feitos a lápis, a Pedra Ricada fica em uma região famosa por concentrar os maiores afloramentos de granito do Brasil. No Espírito Santo, outra pedra chama a atenção: a Azul. A Pedra Azul é um enorme paredão com quase 2 mil metros no município de Domingos Martins. Ela tem este nome por causa de sua coloração, que varia ao longo do dia conforme a incidência da luz solar. No Rio de Janeiro ficam as famosas Agulhas Negras, em Itatiaia, o ponto mais alto do estado, e sexta montanha mais alta do Brasil, com 2791 metros . E também o simbólico Dedo de Deus, com 1692 metros, sempre apontado para o céu dos municípios de Petrópolis, Guapimirim e Teresópolis. No Brasil não faltam montanhas repletas de cachoeiras, trilhas, cavernas. E, perto delas, hotéis e pousadas que oferecem hospedagem romântica e aconchegante. Prepare a mochila, as luvas, o casaco e se aventure. O inverno é o momento de descobrir um Brasil que encanta em qualquer estação. Descubra a sua montanha!
    Apoiada por 'mãos gigantes', ponte a 1.400 metros de altura vira atração turística no Vietnã

    Apoiada por 'mãos gigantes', ponte a 1.400 metros de altura vira atração turística no Vietnã


    'Ponte Dourada' oferece vista das florestas de Ba Na. Ponte Dourada no Vietnã virou atração turística pelo visual que oferece REUTERS/Kham Uma ponte de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura apoiada por duas mãos gigantes se tornou...


    'Ponte Dourada' oferece vista das florestas de Ba Na. Ponte Dourada no Vietnã virou atração turística pelo visual que oferece REUTERS/Kham Uma ponte de 150 metros de comprimento e 1.400 metros de altura apoiada por duas mãos gigantes se tornou uma das principais atrações turísticas do Vietnã. A "Ponte Dourada" ("Cau Vang" em vietnamita) oferece uma bela vista das florestas de Ba Na, perto de Danang, no centro do país. "A ponte é magnífica, com um estilo arquitetônico surpreendente. Daqui é possível observar a cidade de Danang", declarou à AFP Nguyen Trung Phuc, um dos visitantes do local. Situada a 20 km de Danang, Ba Na é uma cidade turística fundada em 1919 pelos colonos franceses. Cem anos depois, a localidade se tornou uma das grandes atrações do Vietnã. 'Mãos gigantes' da Ponde Dourada, no Vietnã, atrai turistas REUTERS/Kham Para agradar os visitantes, o governo construiu um teleférico de vários quilômetros e recriou uma vila medieval francesa com um castelo e uma catedral, além de um museu de cera com estátuas de figuras como Lady Gaga e Michael Jordan, entre outros. A ponte é um projeto do Sun Group, à frente de várias obras polêmicas, como um teleférico construído em 2016 no monte Fansipan, o maior do Vietnã (3.134 metros), que gerou protesto entre os moradores. O país comunista tenta atrair turistas com a ideia de virar um destino inevitável no sudeste asiático. Em 2017, recebeu 13 milhões de visitantes estrangeiros, chineses em sua maioria, muito atrás dos 35 milhões de turistas que viajaram à Tailândia no mesmo ano. Turistas passeiam pela Ponte Dourada, ponto turístico no monte Ba Na perto da cidade de Danang, no Vietnã. A ponte tem duas enormes esculturas em forma de mão como parte da sustentação de sua estrutura Kham/Reuters Ponde Dourada vista de outro ângulo: 1.400 metros de altura REUTERS/Kham Ponte Dourada no Vietnã: atração turística com vista para floresta REUTERS/Kham
    Berço das jubartes, Abrolhos atrai turistas para espetáculo único

    Berço das jubartes, Abrolhos atrai turistas para espetáculo único


    Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro. Na imagem acima, baleia jubarte é vista em Abrolhos Banco de Imagens Instituto Baleia Jubarte Entre julho e novembro, cerca...


    Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro. Na imagem acima, baleia jubarte é vista em Abrolhos Banco de Imagens Instituto Baleia Jubarte Entre julho e novembro, cerca de 20 mil baleias-jubarte se deslocam para as águas temperadas e claras do litoral brasileiro, geralmente rumo ao arquipélago de Abrolhos, na Bahia, que é o maior berçário desses animais que encantam milhares de turistas todos os anos. A chegada das baleias-jubarte a Abrolhos é uma grande atração turística. Por lá, elas iniciam a temporada de reprodução afastadas do rigoroso inverno da Antártica e permanecem por quatro ou cinco meses, até que os filhotes estejam suficientemente desenvolvidos para migrar para o continente gelado. Com o crescimento da população - aproximadamente 10% ao ano -, o número de baleias que visita o Brasil aumentou nas últimas décadas, especialmente depois de 1996, quando a caça foi proibida. "Acredita-se que o fim da caça provocou a recuperação natural. As jubartes são cosmopolitas, se adaptam facilmente e o fim da caça gerou o salto", disse à Agência Efe o biólogo e coordenador do Projeto Baleia Jubarte, Sergio Cipolotti. As embarcações de turistas partem da cidade de Caravelas e, depois de quatro horas, os visitantes podem ver a exibição dos cetáceos, os seus jatos de água e o movimento da calda, um espetáculo da natureza. Protegidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Marinha, as baleias se sentem à vontade para dançar nas águas cálidas da Bahia. O momento mais esperado é o salto, quando elas chegam a mostrar dois terços do corpo, em um balé que leva os turistas ao delírio. As baleias, que podem medir até 16 metros e pesar até 40 toneladas, estão presentes em todos os oceanos, mas chegam ao Brasil nesta época do ano para a reprodução. Apesar do aumento da quantidade delas no litoral brasileiro, o risco da ação humana continua rondando, seja pela poluição do mar ou pelo perigo das redes de pesca. O objetivo do Projeto Baleia Jubarte é exatamente potencializar a região socioeconomicamente através do turismo, o que permitirá uma consciência maior sobre o meio ambiente. "Com o crescimento da população, os cuidados são outros. É preciso manter o bem-estar do animal", afirmou Cipolotti. As baleias são a principal atração do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, mas o local também serve de ninho para muitas espécies de aves. O atobá-grande e o atobá-pardo frequentam a Ilha Siriba, enquanto as fragatas estão na Ilha Redonda esperando uma oportunidade de roubar peixes capturados por outras espécies. Além disso, em águas praticamente cristalinas, a vida marinha preservada se torna uma atração à parte para mergulhadores. Por lá, esses têm a oportunidade de contemplar diferentes tipos de corais e peixes em um ambiente privilegiado.
    O pequeno e inusitado deserto que fica no meio da neve no Canadá

    O pequeno e inusitado deserto que fica no meio da neve no Canadá


    Apesar de cientistas estarem divididos sobre como ele se formou, o minúsculo deserto de Carcross é uma maravilha da natureza - e um paraíso para a prática de esportes radicais. O Deserto de Carcross abriga uma variedade de vida selvagem, incluindo...


    Apesar de cientistas estarem divididos sobre como ele se formou, o minúsculo deserto de Carcross é uma maravilha da natureza - e um paraíso para a prática de esportes radicais. O Deserto de Carcross abriga uma variedade de vida selvagem, incluindo ovelhas e cabras da montanha Mike MacEacheran Choveu durante a noite, mas já havia pegadas no chão. O fino pó de neve havia coberto o perímetro de pinheiros e salgueiros e já estava começando a derreter nos galhos mais altos quando comecei minha expedição. Em frente a mim estava uma bacia desnuda e congelada de cordilheiras com neve e declives suaves. O barulho da cidade havia sumido e, quando dei meus primeiros passos em direção ao planalto, seguindo o contorno da terra, foi substituído pelo ritmo da neve rangendo sob os meus passos. Foi só o que ouvi pelos próximos 10 minutos. O gemido abafado de neve contra areia. Depois disso, alcancei meu destino. Eu havia cruzado o que muitos acreditam ser o menor deserto do mundo. Com apenas 600m de largura, o deserto canadense de Carcross é considerado o menor do mundo Mike MacEacheran Essa foi minha introdução a um dos fenômenos geológicos mais bizarros da América do Norte, o deserto Carcross, em Yukon, o mais ocidental e o menor dos três territórios federais do Canadá. À primeira vista, não parecia grande coisa. É difícil reconhecê-lo como um deserto: ele tem apenas 600 metros de largura, pode ser medido na contagem de passos de uma extremidade a outra, estava coberto de neve e a areia só ficava aparente entre rachaduras na crosta de gelo e neve derretidos. Mas uma inspeção mais minuciosa revelou um reino em miniatura de areias finas, um raro habitat para plantas, animais de casco e espécies de insetos que podem ser novas para a ciência. Paralelo 60 Quando cheguei ao portão à beira da estrada com os dizeres "Carcross Desert", me pareceu estar passando por um momento surreal. Eu havia visto dunas de areia em Omã, Marrocos, Namíbia, Chile, Arábia Saudita, Índia, Mongólia e Egito, mas há poucos lugares nessa latitude norte - no 60º grau - do planeta onde você encontrará a palavra 'deserto' estampada numa placa dando nome a um local. Desertos correspondem a um terço da superfície da Terra, mas o que está próximo ao vilarejo de Carcross é totalmente diferente do cenário oferecido pelo Saara ou pelo Rub' Al Khali, na Península Arábica. Comparado a estes, o Carcross é uma caixinha de areia. É insignificante. Mede apenas 2,59 km quadrados, é um dos poucos sistemas de dunas da América do Norte. "O deserto é um enigma há muito tempo para nós locais", diz Keith Wolfe Smarch, membro da população indígena que mora em Carcross, com 301 habitantes. O entalhador de madeira que vê as dunas a partir de sua oficina, usa a vista como inspiração para seu trabalho. "Há muita vegetação rara na beira do rio Carcross, mas um dia o deserto irá engoli-la. Ele determina a forma de nossa cidade." Segundo Wolfe Smarch, a cidadezinha de Carcross foi fundada há 4.500 anos no ponto em que os lagos Bennett e Nares se encontram. Esse acidente geográfico criou uma ponte natural de terra que, por sua vez, se tornou uma passagem improvisada durante migrações. "Grupos enormes de caribous (renas) cruzavam esse caminho", diz Wolfe Smarch. "Como povos nômades, tanto a tribo tlingit quanto a tagish acampavam ao lado do rio Natasaheen para caçar - então o nome da cidade vem de um mistura de caribou com crossing ['atravessar' em inglês]". Conforme Carcross foi crescendo, o número de visitas ao deserto único de Yukon foi aumentando. Originalmente chamada de Naataase Heen (que literalmente significa 'água descendo por caminhos estreitos'), Carcross era o tipo de cidade que passa batido. Há igrejas pintadas de branco, um armazém que vende os mais variados artigos e cabanas enfeitadas com machados enferrujados e alces, restos da era Klondike, quando mineiros eram transportados de trem para as minas de ouro perto da cidade de Dawson e Atlin. Mas hoje a história está mudando. Paraíso esportivo Amantes de vários esportes aproveitam das areias do deserto todo final de semana. No verão, dunas expostas são usadas como pistas por quadriciclos, sandboard e caminhadas, além de abrigarem ovelhas, cabras e veados. Conforme a neve cai, o deserto se torna algo completamente diferente, as dunas são tomadas por snowboarders, esquis e tobogãs. "Eu trago minhas crianças para descer de tobogã aqui, elas amam", diz Jennifer Glyka, uma mulher que encontrei no restaurante da cidade. "Eu cresci em Yukon, mas ainda acho estranho descer uma duna de areia coberta de neve. Eu nunca havia ouvido falar desse lugar quando era criança." A cidade de Carcross foi encontrada há mais de 4 mil anos no ponto onde os lagos Bennett e Nares se encontram Mike MacEacheran Mas o deserto Carcross leva uma vida dupla. Ele também é o território de cientistas canadenses e geólogos que querem desvendar seus segredos, descobrir como ele surgiu. Um desses especialistas é a geóloga Panya Lipovsky do Yukon Geological Survey. Ela tornou sua missão pesquisar a história do deserto e entende suas contradições melhor que a maioria das pessoas. "Eu estudo sujeira", disse ela, aliás, quando nos encontramos no prédio do governo de Yukon em Whitehorse. "Eu também estudo desabamentos e depósitos de superfícies. E isso inclui desertos". O deserto arrasou tudo De acordo com Lipovsky, a gênese única do deserto de Carcross é o resultado de 10 mil anos de ação natural. O território de Yukon foi coberto de gelo na era conhecida como glaciação Wisconsiana McConnell, explica ela, há entre 11 mil e 24 mil anos atrás. "Carcross tinha 1 km de gelo de cobertura", diz ela. "Você simplesmente não consegue imaginar." Conforme o gelo começou a derreter, pedaços começaram a vagar para o sul, deixando a parte mais ao sul de Yukon com vales cheios de frestas. Lipovsky compara esses vales a canteiros de demolição, depois que "o gelo arrasou tudo". Com o tempo, enormes lagos foram formados nessas frestas e, quando o gelo condensava, o nível das águas caía, criando praias e costas de areia entre os vales. Depois, a areia foi sugada por ventos fortes e empurrada para noroeste, dando origem a um dos mais inusitados desertos do mundo. "Há uma ideia errada de que é o resultado de um lago que secou, mas isso não é verdade", diz Lipovsky. "Ventos fortes continuam a assolar o lago Bennett hoje, soprando grãos de areia fina nas dunas. Então a combinação de vento, água e era do Gelo criaram uma gama distinta de circunstâncias." Outra inconsistência é a questão da classificação. Para ser categorizado, cientificamente, como um deserto árido, é preciso ter menos de 250 mm de precipitação anual; desertos semiáridos têm entre 250 mm e 500 mm. Essa é a categoria na qual o deserto Carcross se encaixa, apesar da sombra chuvosa das montanhas que o cercam. "Você certamente pode chamá-lo de deserto úmido", diz Lipovsky. "Mas com tanta areia e sedimentos soprados para cá, a vegetação não tem chance de se regenerar. É um sistema realmente dinâmico." Apesar de tantas contradições, o que não é debatido é o espanto e a incredulidade que o deserto inspira. Conforme você entra nele, o mistério se aprofunda, com silhuetas fantasmagóricas de areia. E há sempre surpresas à espreita. Plantas como junco e tremoceiro florescem no verão. Moscas e mariposas cruzam os céus. Cinco novas espécimes de gnorimoschema, uma espécie da família das mariposas, foram descobertas. E a probabilidade é que existam mais. Toda essa beleza em um dos ambientes mais complexos e impiedosos do planeta é difícil de imaginar. Este não é o Saara, o Gobi ou o Kalahari. Mas cada passo em suas dunas faz você perceber que este deserto tem seu próprio mundo de enigmas dentro de si.
    Após 'onda de lixo' na capital, República Dominicana retira resíduos de praias

    Após 'onda de lixo' na capital, República Dominicana retira resíduos de praias


    Passagem da tempestade tropical Beryl levou toneladas de plástico à costa de Santo Domingo. Imagem do dia 23 de julho mostra limpeza de praia em Santo Domingo sendo feita. Situação era ainda pior dias antes. AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez Após...


    Passagem da tempestade tropical Beryl levou toneladas de plástico à costa de Santo Domingo. Imagem do dia 23 de julho mostra limpeza de praia em Santo Domingo sendo feita. Situação era ainda pior dias antes. AP Photo/Ezequiel Abiu Lopez Após toneladas lixos invadirem as praias de Santo Domingo, na República Dominicana, o Ministério do Turismo emitiu nota esclarecendo que os resíduos já foram retirados e a costa da capital está limpa novamente. O comunicado diz ainda que destinos turísticos como Punta Cana, Puerto Plata, Samaná, Juan Dolio e La Romana "operam normalmente" e não foram afetados pelo lixo. "O trabalho instaurado pelas autoridades para superar com rapidez e eficiência o impacto dos resíduos acumulados na Costa Sul merece todo o reconhecimento dos hoteleiros da capital", disse Roberto Henríquez, presidente da Associação dos Hoteleiros de Santo Domingo. O comunicado também menciona ainda um agradecimento a voluntários e ONGs que ajudaram na limpeza: "Sob a liderança do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, a Prefeitura de Santo Domingo, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais, as Forças Armadas Dominicanas, as autoridades portuárias, a Associação das Indústrias da República Dominicana, diversas ONGs nacionais e internacionais e centenas de voluntários forneceram uma solução rápida e eficaz para o acúmulo de resíduos no menor tempo possível". O acúmulo de lixo acontece depois que a tempestade subtropical Beryl passou pela região levando o lixo para a costa das praias locais, como a de Montesino. A ONG Parley, que trabalha com preservação dos oceanos, filmou as "ondas de lixo" no local e classificou a situação como emergencial. Em comunicado, declarou ter retirado um total de 1000 toneladas de lixo desde o dia 13 de julho. Segundo a ONG, garrafas plásticas e caixas de isopor foram encontradas em meio ao lixo. Trabalhadores do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) coletam lixo das praias de Güibia, Montesino e ao lado do Obelisco feminino na região do Malecon, em Santo Domingo, em 16 de julho de 2018. O MOPC iniciou as obras de limpeza para remover toneladas de resíduos sólidos da costa do Malecon de Santo Domingo, após a tempestade subtropical Beryl passou. Erika SANTELICES / afp Lixo veio de rio Até o último dia 12 de julho, todo esse lixo estava pressionando contra a ponte flutuante sobre o rio Ozama, que percorre 148 quilômetros da ilha antes de se esvaziar no Atlântico. A enorme massa de lixo se acumulou nesse ponto por causa das fortes chuvas da tempestade Beryl, que afetou o território dominicano. As autoridades que controlam a ponte decidiram abri-la e o lixo acabou nas praias de Fuerte San Gil, Montesinos e Guibia, na costa sul de Santo Domingo. Segundo a BBC, Domingo Contreras, diretor geral de Programas Especiais da Presidência da República (Digepep) declarou que as autoridades abriram a ponte para evitar que ela fosse danificada. "Não é apenas sobre plásticos, é sobre troncos e material que o rio arrasta no meio de uma tempestade, a ponte tem uma capacidade de carga, se essa capacidade for ultrapassada, perdemos a ponte", disse Contreras. Em entrevista a BBC, a representante da Parley, declarou que o problema está na falta de acesso das comunidades à condições melhores de despejo de lixo e higiene. "Todos os bairros que vivem rio acima são pessoas muito pobres, muito vulneráveis, que jogam seu lixo atrás de casa, isto é, o rio ", explicou Carmen Chamorro à BBC Mundo. Soldado limpa as margens da praia de Montesinos, que é vista coberta de plástico e outros destroços, em Santo Domingo, República Dominicana Ricardo Rojas/Reuters
    Franceses são os europeus que mais viajam durante as férias

    Franceses são os europeus que mais viajam durante as férias


    Orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família Roda gigante da Place de la Concorde iluminada na avenida Champs Elysees, em Paris Charles Platiau/Reuters/Arquivo Um estudo recente apontou que 69% dos franceses vão...


    Orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família Roda gigante da Place de la Concorde iluminada na avenida Champs Elysees, em Paris Charles Platiau/Reuters/Arquivo Um estudo recente apontou que 69% dos franceses vão viajar este ano durante as férias de verão do hemisfério Norte, entre os meses de julho e agosto. Além de ser um recorde que não era batido desde 2012, os números colocam os moradores do país no topo da lista dos europeus que mais viajam nos dias de calor. Segundo o estudo realizado pelo instituto Ipsos, a França ultrapassou Áustria, Suíça e Reino Unido, onde cerca de 66% dos moradores escolhem passar férias em outras cidades. Mas se os franceses viajam cada vez mais, as férias de verão estão cada vez mais curtas. Tradicionalmente, as famílias se ausentavam durante três ou até quatro semanas. Mas a pausa do verão no hemisfério Norte – que coincide com as férias escolares de julho e agosto – tem sido cada vez mais reduzida para aqueles que trabalham. Atualmente, os franceses têm preferido viajar durante duas semanas no verão e distribuir os demais dias de folga no resto do ano, juntando as férias com os dias de descanso acumulados graças ao regime de 35 horas de trabalho semanal. Outra particularidade dos viajantes do país é que a maioria ainda prefere descansar sem cruzar as fronteiras. De acordo com o mesmo estudo, que faz parte do barômetro anual europeu do turismo, 57% dos franceses não deixam o território nacional durante o verão e, entre eles, 60% escolhem o litoral como destino. Além disso, acampar durante as férias (com barracas ou trailers), continua sendo uma opção privilegiada entre as classes mais populares, respeitando uma tradição dos centros de camping com boa infraestrutura espalhados pelo país. Já entre os que vão para o exterior, os países mais próximos, como Espanha, Itália e Portugal são os mais procurados. Seguem na lista a Tunísia, que volta a ser escolhida pelos viajantes este ano, depois de ter sido boicotada por algumas temporadas em razão da ameaça terrorista. Férias econômicas, mas sem dívidas Porém, os franceses gastam menos que seus vizinhos europeus. Se as famílias suíças e austríacas, mas também alemãs e belgas, reservam em média mais de € 2.000 durante as férias, o orçamento médio dos franceses oscila entre € 1.000 e € 1.900 por família, sendo que mais da metade deles raramente ultrapassa € 1.000. Além disso, os franceses preferem economizar durante o ano todo antes de embarcar para poder aproveitar as viagens tranquilamente. Ao contrário dos vizinhos britânicos, por exemplo, que abusam do uso de cartões de crédito, na França, menos de um terço da população se endivida para tirar férias. Mesmo se os bancos franceses já começam, desde o mês de maio, a enviar propostas de empréstimos miraculosos para quem pretende viajar durante o verão.
    Caos em aeroporto de Lisboa deve prejudicar turismo de Portugal

    Caos em aeroporto de Lisboa deve prejudicar turismo de Portugal


    Operando no limite das suas capacidades, a falta de infraestrutura tem causado muitos transtornos aos passageiros, principalmente aqueles que vêm de fora da Europa. Mas a solução mais otimista, que passa pela abertura de um novo aeroporto, deverá...


    Operando no limite das suas capacidades, a falta de infraestrutura tem causado muitos transtornos aos passageiros, principalmente aqueles que vêm de fora da Europa. Mas a solução mais otimista, que passa pela abertura de um novo aeroporto, deverá chegar somente em 2022. O aeroporto Humberto Delgado, de Lisboa, está operando no limite das suas capacidades olafpictures/Creative Commons Chegam as férias de verão na Europa e a situação no aeroporto de Lisboa vira um caos. A capital portuguesa ganhou pelo segundo ano o prêmio de “melhor destino europeu”, além de outras atrações e regiões de Portugal terem sido classificadas no topo do ranking dos “Oscars” do turismo mundial, como praias e circuitos ecológicos. Calcula-se que 20 milhões de turistas visitaram o país em 2017, um número quase duas vezes mais que a população do país, que não chega a 11 milhões. A taxa de ocupação dos hotéis chega a 80%, a maior do velho continente. Mas o crescimento de passageiros e movimentos no aeroporto de Lisboa   um universo que dobrou em dez anos e que, só no ano passado, subiu quase 20%   aumenta também o volume de queixas. Atrasos constantes, falta de funcionários para o check-in, muito tempo para a recuperação das malas e até problemas para conseguir um táxi, com filas que facilmente ultrapassam os trinta minutos, acontecem diariamente. Voos prejudicados diariamente Para os que não têm passaporte dos países europeus a situação é ainda pior: podem ficar até duas horas na fila de controle. A situação está deixando a ANA, empresa que administra a infraestrutura aeroportuária, sob forte pressão, com reclamações que subiram 43% neste ano. Até a seleção nacional de futebol foi uma das "vítimas" da falta de capacidade do aeroporto Humberto Delgado. A comitiva foi avisada que a saída de Moscou seria atrasada por causa do volume do tráfego aéreo em Lisboa. Consequência: só chegou na capital por volta das 20h, quando a previsão inicial era às 17h30, deixando os torcedores em alvoroço. Sem obras de ampliação ou reforço dos serviços de atendimento e processamento de voos e passageiros, o aeroporto da capital enfrenta um duro teste diante da perspectiva de aumento do número de movimentos naquele espaço. A grande maioria dos voos intercontinentais chegam em Lisboa, que ainda tem um aeroporto localizado somente a 15 minutos do centro da capital, em plena cidade, o que dificulta a expansão do mesmo. Confusão no planejamento Esta situação atual já tinha sido prevista no governo do ex-premiê José Sócrates, há quase dez anos, que queria construir um novo aeroporto na cidade de Ota, situada a 50 km da capital, e ainda uma linha de trem-bala para conectar o terminal com o resto do país e a Espanha. Depois ficou decidido que a melhor solução seria utilizar o aeroporto militar já existente em Montijo, do outro lado do Rio Tejo, com a construção de uma terceira ponte sobre o rio para facilitar o acesso. Mas com a chegada do governo dos Sociais Democratas e as medidas de austeridade, este foi o primeiro projeto a ser engavetado e só agora começa a ser repensado. Mas existe uma forte pressão dos ecologistas por se tratar de um estuário importante para a fauna e flora da região. Os estudos de impacto ecológico estão sendo feitos e se prevê, que na versão mais otimista, as obras comecem no próximo ano e terminem só em 2022. Porém, ainda não se fala na construção da terceira ponte. E isso será um grande problema já que as duas existentes estão completamente engarrafadas na hora do rush o que vai fazer com que o passageiro perca muito tempo e dinheiro para chegar ao destino. Soluções provisórias Alguns operadores de turismo, prevendo um caos, começam a pensar na opção de utilizar um pequeno aeroporto da cidade de Beja no Alentejo, que está a duas horas e meia da capital de carro, sem ligação ferroviária. Ou seja, uma solução que não deve agradar muito a maioria dos viajantes. Muito provavelmente, Portugal irá perder cerca de um milhão de turistas por ano, segundo Francisco Calheiros, o presidente da Confederação do Turismo Português. “A superlotação no aeroporto de Lisboa terá um grande impacto na economia do país, sabendo o que cada turista gasta em diferentes setores", explicou. Ele foi curto e grosso ao afirmar numa entrevista que o aeroporto de Lisboa está “entupido”, e, por isso, não hesita em classificá-lo como "uma pedra no sapato do país", gerando uma imagem negativa logo na entrada. Vale lembrar que o aeroporto de Lisboa recebeu no ano passado 27 milhões de passageiros e até maio deste ano já chegou aos 11 milhões. O governo regional da Ilha da Madeira, cujo turismo tem sido muito prejudicado pelo caos das conexões na capital, começa a estudar a possibilidade de usar Barcelona como hub para os voos que vem do exterior e promete processar a TAP e a administração do aeroporto de Lisboa.

    Brasil: um cartão postal a cada canto


    O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. Brasil: um cartão postal a cada canto Veja o vídeo acima. Quantos cartões postais do Brasil você identificou? E quantos você já visitou? Tem o Cristo Redentor, de braços...

    O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu. Brasil: um cartão postal a cada canto Veja o vídeo acima. Quantos cartões postais do Brasil você identificou? E quantos você já visitou? Tem o Cristo Redentor, de braços abertos, famosos no mundo inteiro. A espetacular arquitetura de de igrejas espalhadas pelo país, da mais barroca à mais modernista. A avenida Paulista, cada vez mais viva, onde todos se encontram. Nossos cartões postais são a nossa cara. São cheios de histórias e paixão. Encantam todos que passam por aqui. E revelam o que temos de mais especial: nossa verdadeira beleza. O Brasil está cheio de cartões postais esperando por você. Descubra o seu.
    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros

    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar...


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar uma Copa do Mundo exige anos de investimentos em infraestrutura, planejamento e trabalho. De acordo com dois jornalistas estrangeiros que estiveram presentes tanto no Mundial da Rússia em 2018 quanto no do Brasil, em 2014, foram os russos que demonstraram estar melhor preparados em geral para receber o maior campeonato de futebol do planeta. Ao G1, Gary Meenaghan, um escocês de 34 anos que esteve em todos os mundiais desde 2010, e o argentino Sebastian Fest, de 47 anos, que já tem a cobertura de seis copas no currículo, afirmaram que a Rússia também surpreendeu em relação à empatia e hospitalidade. Mas quando o quesito é a estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, quem ganhou foi o povo brasileiro. Ambos afirmam que já conheciam o Brasil antes de passarem um mês no país para cobrir o Mundial. Meenaghan contou que, pessoalmente, gostou tanto do período que passou entre as cidades-sede brasileiras que se mudou definitivamente para o Rio de Janeiro em 2015. Atualmente, ele está de casamento marcado com uma mineira de Belo Horizonte, que ele conheceu em um Réveillon em Copabacana. Gary Meenaghan, jornalista escocês, esteve em todas as copas desde o Mundial de 2010, na África do Sul; nessa foto de 2014, ele posa em frente ao Mineirão, pouco antes do fatídico '7 a 1' da Alemanha contra o Brasil Arquivo pessoal/Gary Meenaghan Veja a seguir as impressões de ambos sobre o que encontraram nos dois eventos mundiais: 1- Infraestrutura da Copa Estádios O escocês Gary Meenaghan, que escreveu sobre a Copa para jornais do Oriente Médio e da Grã-Bretanha, explica que, assim como no Brasil, o evento da Rússia teve uma mescla de estádios renovados e construídos do zero, sempre seguindo o chamado "padrão Fifa". Sebastian Fest, que cobriu o Mundial na Rússia para o jornal "La Nación", da Argentina, ressalta que, na Copa de 2014, muitos estádios foram concluídos em cima da hora, nas vésperadas das partidas inaugurais. "Eu creio que os estádios russos claramente são melhores que os brasileiros. Me lembro que no Mundial no Brasil estavam terminando os estádios na véspera da inauguração e das primeiras partidas." Localização e acesso A localização das arenas russas, porém, foram mais acessíveis, segundo Meenaghan, com linhas de metrô e bondes servindo diretamente os estádios. "Como na Arena Sochi, que fica no meio do Parque Olímpico, e é até possível caminhar confortavelmente até ela." Ele lembra que, após a partida entre Uruguai e Portugal, precisava pegar um voo em seguida e, com uma caminhada de entre dez e 15 minutos e mais 12 minutos em um táxi sem trânsito, ele conseguiu chegar tranquilamente ao aeroporto. "Os acessos [no Brasil] eram muito mais complicados, às vezes mal indicados, isso não aconteceu na Rússia", disse Fest, ressaltando, ainda, que o sistema de som na Rússia também foi superior. O argentino também contou que os voluntários da Fifa na Rússia aplicaram uma goleada contra os do Brasil. "No Brasil os voluntários em geral não tinham ideia de nada ou indicavam mal." Por causa do tamanho do território russo, o jornalista sul-americano disse que os centros de treinamento das seleções ficaram concentradas principalmente na região de Moscou. "Era uma hora, hora e meia, duas horas de viagem, um congestionamento espantoso, tão grave quanto o de São Paulo, então era muito complicado chegar às seleções." Internet móvel e fixa Meenaghan diz que as salas de imprensa nos dois países eram tão parecidas, das cadeiras aos televisores, tomadas e ônibus de traslado, e até a comida na Rússia parecia ter sido requentada da edição de 2014. Mas Fest aponta uma diferença importante, na qual a Rússia saiu em vantagem. "O serviço 4G de telefonia celular em Rússia, que é 82 vezes melhor que o da Argentina e 75 vezes melhor que o do Brasil. Aí sim que se nota a diferença. Aqui o 4G voa, se pode trabalhar muito bem esteja onde estiver. E no Brasil, não." - Sebastian Fest O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 2- Transporte Metrô Nessa categoria, a Rússia também saiu ganhando do Brasil. "O metrô em Moscou é uma coisa tremenda, uma das melhores redes do mundo. E como você sabe, no Rio isso é algo embrionário", explicou Fest, para quem a única cidade que oferece uma malha viária mais extensa no Brasil é São Paulo. Ferrovias e estradas Nos traslados entre cidades, ambos os jornalistas foram categóricos: o fato de a Rússia contar com uma extensa malha ferroviária facilitou imensamente a vida de jornalistas e torcedores durante todo o Mundial. Para Meenaghan, as viagens de trem foram "uma das melhores coisas" da Copa na Rússia, principalmente porque o transporte público foi grátis para jornalistas e torcedores com ingresso, e muitas viagens de longa distância de trens também eram, se reservadas com antecedência. "Em vez de pagar mais de R$ 1.200 por um voo só de ida de Sochi a Moscou, eu pude viajar de graça em um trem noturno, economizando o custo do voo e de uma noite de hotel. Claro, a viagem de trem demora, mas como ela tem camas e um café a bordo, é bem confortável e você consegue trabalhar. O wifi nunca funcionava nos mais de dez trens que eu peguei, mas as vistas da janela eram melhores que as vistas por entre as nuvens." - Gary Meenaghan Aeroportos O argentino também elogiou os aeroportos russos, que foram renovados para receber a Copa – o maior empecilho era o alto nível de segurança dos acessos, diz ele, mas os procedimentos de check-in e embarque foram mais agilizados que no Brasil. Já jornalista escocês, que ficou famoso no Brasil em 2014, depois de pegar 29 voos em 28 dias, todos eles sem atraso, teve uma experiência pior nos aeroportos da Rússia. Como andou mais de trem, ele só pegou quatro voos durante a Copa de 2018. "Mas dois atrasaram e minha mala foi parar em Moscou quando eu voei para São Petesburgo", contou ele. A demora da entrega da mala fez com que ele precisasse comprar itens de higiene e emprestar roupas de um colega. Rússia 2018 x Brasil 2014: jornalistas estrangeiros que cobriram as duas copas avaliam eventos em cinco quesitos Rodrigo Cunha/G1 3- Serviços turísticos Acomodação A hospitalidade com os turistas foi o único dos cinco quesitos em que o Brasil acabou na frente da Rússia na comparação dos jornalistas. Para Sebastian Fest, a sede da Copa de 2014 já tinha uma estrutura turística que favoreceu a recepção do grande volume de estrangeiros para o Mundial. "No Brasil, vocês têm serviços aos turistas, hotéis em São Paulo, no Nordeste também. A Rússia não tem como estar em vantagem. Moscou é uma grande cidade, São Petesburgo também, e paro de contar. Kazan tem suas coisas, Níjni Novgorod é um pouco de chorar, são cidades pequeninas que turisticamente têm menos serviços e estão menos preparadas que o Brasil" - Sebastian Fest Gary Meenaghan afirma que nos dois países escolheu hospedagens pelo AirBnB e que, apesar de todas as acomodações que alugou terem boas condições de limpeza e acesso ao wifi, o processo de reserva deixou a desejar. "Muitas das minhas reservas foram canceladas depois da confirmação, e alguns me escreveram tentando aumentar o preço em até 30%", afirmou ele, ressaltando que alguns apartamentos eram "ótimos", mas muitos estavam "velhos e sombrios". Restaurantes Meenaghan já havia ido à Rússia para a Copa das Confederações e afirma que se surpreendeu com a boa qualidade e o preço das refeições. "As porções tendem a ser menores que no Brasil, o que pode ser frustrante", afirmou. "Mas a comida em geral é muito saborosa e com uma vasta variedade culinária." Na primeira semana em Moscou, ele diz ter provado refeições típicas da Coreia do Norte, Uzbequistão, Nepal, Geórgia, Itália e Rússia. "Vai ser difícil comer uma refeição satisfatória e beber uma cerveja por menos de 600 rublos [o equivalente a cerca de R$ 40]", explicou Meenaghan. 4- Comunicação Língua Os dois jornalistas já tinham um contato inicial com o português quando vieram ao país para a Copa de 2014. Eles também afirmam que a língua portuguesa também sai em vantagem em relação ao russo por causa do alfabeto cirílico, que impede turistas de entenderem coisas básicas nas ruas e letreiros da Rússia. De acordo com Sebastian Fest, porém, os brasileiros também apresentaram um conhecimento melhor do inglês do que os russos. "Vocês falam mais inglês que os russos, ainda que aqui eu diria que a juventude está falando bem mais inglês. Mas em geral não, esse é um país que não fala inglês, e a estrela foi o aplicativo do Google Translator no celular, em que você falava em castelhano ou em inglês e traduzia ao russo e vice-versa." - Sebastian Fest Sinalização Gary Meenaghan disse que sentiu muita dificuldade em se locomover pelas ruas e metrôs na Rússia. "A falta de sinalizaão em algumas estações de metrô é impressionante, e ler as placas nas ruas é impossível em cirílico", disse ele. "Um amigo meu que cobriu a Copa no Japão e na Coreia disse que a Rússia foi, em termos de língua e sinalização, muito mais difícil." Acolhimento O escocês, que pode comparar a acolhida de 2017, na Copa das Confederações, e a de 2018, disse que os russos evoluíram bastante nessa área, e superaram uma questão cultural: segundo ele, na Rússia, sorrir sem motivo aparente é tido como sinal de estupidez, e isso faz com que eles pareçam mais distantes. "Perguntar aos locais não é tão fácil [quanto no Brasil] porque a cultura é muito fechada, mas notei uma grande diferença do ano passado, quando era quase impossível conseguir que as pessoas te ajudassem. Como se estivessem conscientes de sua reputação fora da Rússia, muitas pessoas se abriram e tentaram ajudar." - Gary Meenaghan Segurança Meenaghan também ressalta que se sentiu mais seguro andando pelas ruas das cidades-sede russas do que no Brasil, também pela sensação de segurança quanto pelo fato de que, em várias delas, o sol nasce entre 3h e 4h da madrugada. Sua impressão é de que os policiais também se mostraram mais lenientes, apesar de ele ter sido abordado duas vezes de forma aleatória e instado a mostrar seus documentos – "um golpe comum no passado, quando a polícia tentava te extorquir e conseguir propina". Simpatia No quesito simpatia, a unanimidade ainda é a favor dos brasileiros e sua acolhida dos visitantes estrangeiros. "O Brasil já sabemos como é, os brasileiros muito amáveis, o Brasil é uma festa, o futebol é o que é, então nesse sentido me parece que o Brasil sempre tem vantagem", afirmou Fest. Mas a recepção russa deixou boas lembranças na memória de ambos. "A Rússia é uma surpresa. Foram muito receptivos, muito amáveis, muito simpáticos, se portaram realmente bem. E são muito mais quentes, sorridentes e empáticos do que se esperava", disse o argentino. Para Meenaghan, não existe comparação, já que a adoração dos brasileiros pelo futebol impacta muito mais na relação com os estrangeiros. "Qualquer pessoa com quem você falava [no Brasil] tinha um interesse na Copa, as ruas estavam pintadas, havia bandeiras e banners e fogos de artifício e uma atmosfera de festa que durou quase um mês. Aqui é diferente: a maioria dos russos com quem falei longe de estádios não liga para futebol." - Gary Meenaghan Gary Meenaghan durante uma partida de membros da imprensa ao lado da Praça Vermelha e do Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Gary Meenaghan 5- Custo-benefício em geral Os dois jornalistas dizem que a Rússia acabou sendo mais econômica do que o Brasil de 2014. Depois de sua visita em 2017 para a Copa das Confederações, Meenaghan diz que esperava encontrar uma inflação dos preços neste ano. Acabou encontrando tentativas do tipo na acomodação, mas nos restaurantes ele afirma que isso não foi um problema. No geral, porém, os dois jornalistas acreditam que valeu mais a pena o serviço que encontraram na Rússia. "Se você me pergunta qual país está mais preparado, eu diria que a Rússia. Porque aqui conseguiram organizar um Mundial que funcionou perfeitamente no técnico. Todos os estádios estavam muito bem, todas as instalações e a logística funcionou", conclui Fest.
    Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano

    Portadores de 'Fan ID' da Copa não precisarão de visto para a Rússia até fim do ano


    Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de...


    Anúncio foi feito pelo presidente russo Vladimir Putin logo após a vitória da França sobre a Croácia na final do mundial. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante visita a um centro de distribuição de Fan ID da Copa do Mundo em Sochi, em 3 de maio Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters Os torcedores estrangeiros que tiverem passes "Fan ID", um documento que permite viajar sem visto na Rússia durante o Mundial-2018, não precisarão de visto russo até o final do ano - anunciou o presidente Vladimir Putin neste domingo (15). "Os torcedores estrangeiros que tiverem sua 'Fan ID' poderão se beneficiar das múltiplas entradas na Federação da Rússia sem visto, até o final do ano", declarou Putin, citado por agências de notícia russas, após assistir à final da Copa, em Moscou.
    Duas empresas lideram corrida e turismo espacial pode estar cada vez mais próximo

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    Virgin Galactic e Blue Origin disputam primeira expedição e dizem que ela acontecerá dentro de alguns meses, mas ainda não confirmaram a data. Nave VSS, da Virgin Galactic, tem aparência de jato particular HO/Virgin Galactic/AFP As duas...


    Virgin Galactic e Blue Origin disputam primeira expedição e dizem que ela acontecerá dentro de alguns meses, mas ainda não confirmaram a data. Nave VSS, da Virgin Galactic, tem aparência de jato particular HO/Virgin Galactic/AFP As duas companhias que lideram a corrida das viagens turísticas ao espaço asseguram que estão a meses de realizar a primeira expedição. Virgin Galactic, fundada pelo bilionário Richard Branson, e Blue Origin, do criador da Amazon Jeff Bezos, competem utilizando tecnologias totalmente diferentes. Elas pretendem terminar seus testes e se tornar a primeira companhia a oferecer este serviço, mas ainda não cravaram uma data para a primeira viagem. Momentos de microgravidade Nem os passageiros da Virgin, nem os da Blue, orbitarão a Terra, e sua experiência com a microgravidade durará só alguns minutos. Trata-se de uma experiência muito diferente à dos primeiros turistas espaciais, que pagaram dezenas de milhões de dólares para viajar à Estação Espacial Internacional (ISS) na década de 2000. Depois de pagar por uma passagem muito menos cara – 250 mil dólares (cerca de R$ 780 mil) na Virgin e ainda não se sabe quanto na Blue Origin –, estes novos turistas espaciais adentrarão dezenas de quilômetros na atmosfera antes de regressar à Terra. Como referência, a ISS está em órbita a cerca de 400 km do nosso planeta. A meta é cruzar essa linha imaginária onde começa o espaço exterior, seja a linha Karman, a 100 km da superfície terrestre, ou a fronteira que é reconhecida pela força aérea dos Estados Unidos, que está a 80 km. Virgin Galactic No caso da Virgin Galactic, a capacidade de sua nave VSS, que tem a aparência de um jato particular, é de seis passageiros e dois pilotos. Esta unidade estará acoplada a outra nave espacial que a acompanhará em seu percurso inicial – o WhiteKnightTwo –, da qual se separará a uma altura de aproximadamente 15 km. Uma vez que se separem, a VSS ativará seu propulsor e seguirá seu caminho. Capacidade de nave da Virgin Galactic será de seis passageiros e dois pilotos HO/Virgin Galactic/AFP Então os passageiros flutuarão em um ambiente de gravidade zero por alguns minutos, antes de regressarem à Terra. A descida é suavizada por um sistema que faz com que a cauda da nave se mova formando uma espécie de arco antes de voltar a sua posição normal, comece a planar e termine aterrissando no porto espacial da Virgin no deserto no Novo México. A viagem dura no total entre uma hora e meia e duas horas. Durante um teste realizado em 29 de maio sobre o deserto de Mojave, a nave espacial alcançou uma altura de 34 km. Richard Branson diz que deve levar turistas pro espaço; passagem custa US$ 250 mil Em outubro de 2014, uma nave da Virgin teve uma falha durante o voo devido a um erro do piloto, e um dos dois pilotos a bordo morreu. Os testes foram reiniciados depois com outra nave. A companhia alcançou um acordo para abrir um segundo porto espacial no aeroporto Tarente-Grottaglie, ao sul da Itália. Branson disse em maio em um programa da BBC que ele mesmo espera ser um dos primeiros passageiros nos próximos 12 meses. Cerca de 650 pessoas já estão na lista de espera para realizar esta viagem, informou a Virgin. Blue Origin A Blue Origin trabalha com uma tecnologia mais parecida à do foguete tradicional: o New Shepard. Nesta nave, seis passageiros entram em uma cápsula inserida na ponta de um foguete de 18 metros. Depois do lançamento, esta cápsula se separa do foguete e continua sua trajetória por vários quilômetros. Durante um teste em 29 de abril, a cápsula foi além de cem quilômetros. Seis passageiros serão inseridos em cápsula na ponta de foguete da Blue Origin HO/Blue Origin/AFP Após poucos minutos de microgravidade, nos quais os passageiros podem ver o exterior através de grandes janelas, a cápsula gradualmente volta à Terra, ajudada em sua descida por três grandes paraquedas e retropropulsores que desaceleram a queda. No último teste, o voo levou dez minutos da decolagem até a aterrissagem. Até agora, nos testes só foram utilizados bonecos, mas um dos diretores da companhia, Rob Meyerson, afirmou que "em breve" começarão os testes com humanos. Funcionários da empresa foram recentemente citados dizendo que os primeiros testes com astronautas da Blue Origin aconteceriam "no final deste ano", com ingressos para o público que devem começar a ser vendidos em 2019. Mas em comentários à AFP, a empresa foi mais cautelosa. "Não definimos os preços dos ingressos e não tivemos discussões sérias dentro da Blue sobre o assunto", disse a empresa. "Temos um cronograma de testes de voo e os cronogramas deste tipo sempre têm incertezas e contingências. Qualquer um que estiver prevendo datas está chutando". O que vem depois? SpaceX e Boeing estão desenvolvendo suas próprias cápsulas para transportar astronautas da Nasa, que devem ficar prontas em 2020, após alguns atrasos. É um alto investimento que em parte será financiado, provavelmente, através da oferta de voos privados. "Se você está pensando em viajar para o espaço, terá quatro vezes a quantidade de opções que tinha antes", disse Phil Larson, vice-reitor da escola de engenharia na Universidade de Colorado. No longo prazo, a companhia russa que fabrica os foguetes Soyuz está estudando a possibilidade de levar turistas à ISS. E uma companhia americana chamada Orion Span anunciou no início deste ano que espera pôr em órbita um luxuoso hotel espacial dentro de poucos anos, embora o projeto ainda esteja em suas primeiras etapas.
    Bunker soviético secreto da Guerra Fria é atração para turistas em Moscou

    Bunker soviético secreto da Guerra Fria é atração para turistas em Moscou


    Abrigo subterrâneo, localizado no centro da cidade que é sede da Copa do Mundo, foi construído a pedido de Stalin para proteger soviéticos de possível ataque nuclear dos EUA Fachada do Bunker 42, abrigo da Guerra Fria, em Moscou. Adriane...


    Abrigo subterrâneo, localizado no centro da cidade que é sede da Copa do Mundo, foi construído a pedido de Stalin para proteger soviéticos de possível ataque nuclear dos EUA Fachada do Bunker 42, abrigo da Guerra Fria, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Viajar à Rússia para a Copa do Mundo não é só futebol: pode ser também uma verdadeira aula de história. Visitar um bunker soviético é como voltar ao cenário da Guerra Fria e estar por dentro de um esconderijo secreto construído pelos soviéticos, uma grande fortaleza subterrânea a 65 metros abaixo do nível do solo. No fim de um dos corredores dentro do bunker, um boneco representa um trabalhador soviético fiscalizando o local. Adriane Schultz/ G1 A pedido do ditador soviético Josef Stalin, o local foi construído para proteger líderes soviéticos em caso de uma guerra nuclear contra os Estados Unidos. A proximidade em relação ao Kremlin, complexo fortificado que abriga a residência do presidente do país, é para facilitar a ida de líderes soviéticos ao esconderijo, a fim de continuarem no comando do país em local seguro. Turistas são convidados a entrar em sala que exibe filme sobre a história da Guerra Fria Adriane Schultz/G1 O passeio pode não ser muito adequado para quem sofre de claustrofobia, já que é feito por debaixo da terra passando por corredores bem estreitos com pouca iluminação. As paredes têm mais de 1 metro de espessura. Corredor do Bunker 42, localizado no bairro Taganskaya, em Moscou. Adriane Schultz/G1 Em meio a um corredor escuro, os visitantes passam por uma simulação de bomba nuclear com luzes de emergência piscando e uma sirene em volume alto. Espaço remonta sala de controle de voos no Bunker 42 de onde partiriam os comandos para os ataques de bomba nuclear. Adriane Schultz/G1 Há ainda uma sala, proibida para fotos, com objetos de espionagem antigos, além de rádios e máquinas de escrever. Cartaz soviético alerta sobre a importância de manter o silêncio e não fazer fofocas. Adriane Schultz/ G1 A entrada para o local custa 2.200 rublos, o que totaliza cerca de 150 reais. O bunker fica em uma rua discreta bem próximo à estação Taganskaya do metrô.
    De VIP na ópera a fila de autógrafos: conheça histórias bizarras e divertidas de brasileiros na Rússia

    De VIP na ópera a fila de autógrafos: conheça histórias bizarras e divertidas de brasileiros na Rússia


    O G1 conversou com cinco brasileiros que foram ao país assistir aos jogos da Copa do Mundo e que voltaram cheios de histórias engraçadas para contar Brasileiros contam histórias bizarras que passaram na Rússia Se fazer uma viagem já rende...


    O G1 conversou com cinco brasileiros que foram ao país assistir aos jogos da Copa do Mundo e que voltaram cheios de histórias engraçadas para contar Brasileiros contam histórias bizarras que passaram na Rússia Se fazer uma viagem já rende muitas boas histórias e recordações, ir para a Rússia em plena Copa do Mundo, pode render ainda mais. Algumas, inclusive, bem bizarras, incluindo dar autógrafos para uma fila de estrangeiros sem ser uma pessoa famosa (apenas por ser brasileiro) ou ainda assistir a um espetáculo de ópera na faixa depois de fazer amizade com músicos russos em um restaurante. O G1 entrevistou cinco brasileiros que viajaram para a Rússia nesta Copa do Mundo. Teve até quem achasse que não ia mais voltar para o Brasil, como o Samir Neckel que fez uma viagem perturbadora e aventureira por Moscou em um Uber. Assista ao vídeo acima. É só abrir a bandeira que forma fila de autógrafos Brasileiro Samuel Almeida foi parado por diversos estrangeiros para tirar fotos e dar autógrafos. Na foto acima, ele autografa para uma russa. Arquivo pessoal O comerciante e árbitro Samuel Almeida, 42 anos, de São Paulo, resolveu ir para a Rússia uma semana antes do terceiro jogo do Brasil contra a Sérvia. Pisou em Moscou três horas antes do início da partida e conseguiu comprar o ingresso minutos antes do jogo. Sortudo e pé quente, ele, que viaja pela primeira vez para a Europa, diz que se encanta com tudo que vê, mas está surpreso mesmo é com o carinho e receptividade dos russos. “Nunca imaginei que a camisa do Brasil mexeria tanto com as pessoas”, diz. E o que não faltou foram muitos autógrafos (pelo menos 20 assinaturas) e centenas de fotos. “Na primeira vez que me pediram um autógrafo, eu não sabia o que fazer. Não sou uma celebridade. Nunca dei um autógrafo antes. Então, desenhei um coração, assinei meu nome e escrevi ‘Brasil’”, conta ao G1. Para Samuel, é a alegria e o sorriso estampado no rosto que chamam a atenção dos russos. Além disso, muitos nunca chegaram perto de um brasileiro, então querem eternizar aquele momento em alguma lembrança. “Meus amigos pedem para eu não abrir a bandeira porque, se abrir, forma uma fila de pessoas para tirar foto. A gente não consegue andar”, diz. Ele, que tinha a imagem de russos serem fechados, se encantou pelo carinho que foi recepcionado. “Nas ruas, eles gritam ‘Pelé’, ‘Brasile’, ‘Brasil Champion’, e dizem que torcem pelo Brasil”, comenta. Os russos também pedem para trocar objetos. Samuel já trocou chapéus, camisas, bandeiras e chaveiros. Samuel Almeida é fotografado com brasileiros e russos na Praça Vermelha, em Moscou. Arquivo pessoal Amizade com músicos locais e convite para ópera Lúcio Vicente e os amigos músicos russos que conheceu em um restaurante, em São Petersburgo. Arquivo pessoal Há quem goste de viajar para conhecer belas paisagens, experimentar a gastronomia local, apreciar a vida cultural de uma cidade ou mesmo curtir a noite. Mas também há aqueles que gostam mesmo de conhecer o modo de vida local e ter a oportunidade de conviver com um povo totalmente diferente do seu próprio país. É o caso do capixaba Lúcio Vicente, de 31 anos, que vive em Santarém, no Pará, e hoje trabalha como piloto de navios em Fortaleza. Depois de um jantar em São Petersburgo, caminhou pela cidade e sentou em um balcão de um restaurante, onde começou a conversar com russos que estavam ali. Eles eram músicos e convidaram o brasileiro para assistir a uma ópera em que eles mesmos participavam. “Fiquei encantado, foi um momento sem igual. Foi uma apresentação muito bonita e a arquitetura do lugar era maravilhosa”, diz. Surpreso com a receptividade dos russos, deixou de vê-los como pessoas frias, como muitos pensam que eles são. “Eles só não ficam sorrindo toda hora, nem se abrem para quem não tem intimidade. Mas são seres humanos como nós, não são de outro mundo”. Para Lúcio, esse foi o momento mais inesquecível de sua viagem: “Eu amo conhecer pessoas e compartilhar experiências”. Ele já fez o convite para os russos o visitarem em Santarém, no Pará. “Já mostrei algumas fotos e aqui é muito diferente de tudo que eles viram. Falei que é só comprar a passagem que já tem casa e comida”, conta. Um Uber muito doido Samir Neckel pegou uma corrida por aplicativo em Moscou com um motorista que não só adorava correr, como também se envolveu em um acidente Arquivo pessoal O empresário Samir Neckel, de 40 anos, só queria uma corrida do centro de Moscou até a feira de Izmailovo, a cerca de 15 km da capital russa, para comprar souvenirs da viagem. O resultado foi, em suas palavras, uma das experiências mais emocionantes em toda a vida, com um motorista de Uber que não só gostava de velocidade, mas também se envolveu em um acidente durante o trajeto. “Foi meio que assustador, para falar a verdade. Ele parou para abastecer, e um dos meninos que estava atrás falou ‘o cara parece o Schumacher’. Quando [o motorista] ouviu, ele caiu na gargalhada e continuou correndo. Achou que a gente estava adorando, mas estava todo mundo morrendo de medo”, lembrou Samir, que mora em Curitiba. Um dos momentos de maior tensão no caminho foi quando o motorista russo bateu em outro carro. “Nós estávamos saindo do centro, houve um momento em que o trânsito parou e ele bateu na traseira de outro russo, e saiu alucinado, como se ele, que bateu na traseira, estivesse correto”, ironizou o brasileiro. “Eles discutiram, não sei o que acertaram: deram a mão, um abraço, e ficou por isso mesmo”, contou Samir. A corrida levou mais de uma hora, com o motorista sem ter a mínima ideia de onde estava, e entrando até numa espécie de estrada vicinal “Brinquei com o pessoal, falando: ‘esse russo vai roubar nossos órgãos, agora ele vai desovar os corpos”, riu o paranaense, que ainda considera o saldo da aventura. “É uma baita história, vou contar pros meus netos”, disse Samir. “Uma experiência única”. Restaurante sem vodca Matheus Carvalho e os amigos esgotaram a vodca de um restaurante, localizado em São Petersburgo. Na foto, ele exibe os copos que colecionou na Fifa Fan Fest. Arquivo Pessoal O goiano Matheus Carvalho, estudante, de 23 anos, não perde uma oportunidade de se divertir. E na Rússia, em plena Copa do Mundo, não poderia ser diferente. No país em que a vodca é uma das bebidas mais típicas e conhecidas, ele e o grupo de 72 pessoas com quem viajava acabaram com a vodca do restaurante. “O pessoal começou a beber, mas as pessoas das outras mesas ficaram com inveja. Então, começou uma competição entre as mesas”, diz. E, quando foram pedir a próxima dose, foram informados pelo garçom de que a bebida tinha acabado. Então, na brincadeira começaram a enviar garrafas de vodca para as mesas com água em vez de bebida. Teve gente que caiu na brincadeira e tomou a dose de água pensando que era vodca. E a festa não acabou no restaurante, claro. Continuou no trem-bala entre as cidades de Moscou e São Petersburgo. Nele, havia um vagão com bar que reuniu diversos brasileiros. “Todos os brasileiros do trem foram para lá e se conheceram, ficaram conversando e cantando muito alto”, diz. Até que, segundo Matheus, apareceu um segurança que disse que seriam expulsos do trem se não parassem com o barulho. “Acabamos com a cerveja do trem”, disse. Sozinho não! Vinícius Garcia fez uma corrida com um motorista russo que só trabalhava acompanhado da mulher Arquivo pessoal "A gente pediu um Uber normal, e chegaram duas pessoas: o motorista, e uma mulher no banco de trás. A gente falou: 'tem alguém já?'. Ele respondeu: 'não, é a minha esposa'. E tudo pelo Google Tradutor". Vinícius Garcia, empresário de 29 anos, contou que o russo com quem fez a viagem em Samara não trabalhava desacompanhado, sempre aos olhos da esposa. O brasileiro, que mora em Maringá (PR), contou que fez uma corrida curta, mas que ele e os amigos tinham interesse de fazer, por fora do aplicativo, uma viagem de Samara até Kazan, onde o Brasil enfrentaria a Bélgica - e também onde se despediram da Copa. Diante da proposta, o russo concordou em levá-los, e garantiu que apareceria sozinho no dia seguinte, para que o grupo tivesse mais espaço para as malas. Na hora da corrida, a surpresa: “desculpa, ela quis vir. Não me deixou vir sozinho”, lamentou o motorista. Vinícius e os amigos toparam mesmo assim, e dividiram o carro com a esposa do motorista pelos mais de 350 quilômetros que separam as duas cidades. “Tudo o que a gente falava com ele, a esposa respondia. Quando foi fechar o preço, ela falava: ‘8 mil rublos’. Tudo era ela”, falou o brasileiro que, de ingressos comprados, continua na Copa mesmo sem o Brasil. Para ele, a única esperança é a França não levar o título. “Ver a França campeã de novo não dá”, declarou. Initial plugin text
    Confira roteiro de férias para o mês de julho no Centro-Oeste de Minas

    Confira roteiro de férias para o mês de julho no Centro-Oeste de Minas


    Opções levantadas pelo G1 incluem Represa de Furnas e Serra da Canastra. Um dos destinos mais procurados do circuito é o Canyon de Furnas, em Capitólio Lucas Magalhães A chegada de julho marca também a chegada do recesso escolar. E com as...


    Opções levantadas pelo G1 incluem Represa de Furnas e Serra da Canastra. Um dos destinos mais procurados do circuito é o Canyon de Furnas, em Capitólio Lucas Magalhães A chegada de julho marca também a chegada do recesso escolar. E com as férias de meio de ano, muitas famílias tendem a pegar a estrada e viajar. O G1 listou neste domingo (8) algumas opções de lazer no Centro-Oeste mineiro, região que tem entre os atrativos a Represa da Hidrelétrica de Furnas e a Serra da Canastra. Capitólio Graças à represa de Furnas, Capitólio tem grandes lagos de água verde-esmeralda. O espelho d'água da região tem 1.440 km² e é considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo. Repleta de cânions, grutas e cachoeiras, a cidade está dentro da Serra da Canastra e conta, ainda, com várias opções para hospedagem – desde luxuosas casas de aluguel a pousadas simples. Para conhecer toda a região, é possível alugar um passeio em lanchas e escunas – que contam com paradas para banhos. Há também a opção de conhecer os pontos turísticos da região através de trilhas que, por sua vez, levam a quedas d’água, como a do Poço Dourado. Na cidade, o visitante pode conhecer o Morro do Chapéu. O mirante tem 1.293 metros de altitude, de onde é possível admirar a paisagem do Lago de Furnas e de cidades vizinhas. Floresta no entorno de lago é considerada patrimônio de Formiga Prefeitura de Formiga/Divulgação Formiga Outra importante cidade banhada pela Represa de Furnas, Formiga tem uma paisagem que conta com montanhas, vales, cachoeiras e paredões rochosos. Na parte da represa que fica na cidade, é comum encontrar pessoas praticando pesca, natação e até mesmo esportes como o wind surf. Além da represa, existem na cidade lagoas que banham a região, como a do Fundão e a dos Tabuões, conhecidas por receberem um alto número de turistas. Além das belezas naturais, o município conta com construções do século 19, como a Igreja Matriz São Vicente Férrer, mantida com a ajuda da população. Cachoeira Casca D'Anta na Serra da Canastra tem quase 200 metros de queda Atusca/Divulgação São Roque de Minas Integrante do Circuito Turístico da Canastra e reconhecida nacionalmente pela produção do queijo artesanal típico da região, São Roque de Minas mistura a flora característica da Mata Atlântica com a arquitetura do século 19. A cidade é também sede da principal portaria do Parque Nacional da Serra da Canastra e abriga dois dos principais atrativos da região: a nascente do Rio São Francisco e a Cachoeira Casca d’Anta, que tem cerca de 186 metros de queda livre. Lar de espécies raras, como o tamanduá-bandeira, o parque conta com várias opções de pousadas e chalés para quem deseja passar as férias em contato com a natureza.