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    As invisíveis fronteiras linguísticas da Suíça

    As invisíveis fronteiras linguísticas da Suíça


    Com quatro idiomas oficiais, país se orgulha de ser poliglota e se mantém unido apesar das diferenças culturais internas. A Suíça se mantém unida pelo o que povo chama de 'Willensnation': nação por vontade. Michele Falzone/Getty Images A...


    Com quatro idiomas oficiais, país se orgulha de ser poliglota e se mantém unido apesar das diferenças culturais internas. A Suíça se mantém unida pelo o que povo chama de 'Willensnation': nação por vontade. Michele Falzone/Getty Images A viagem de trem foi, sem dúvida, uma das mais curtas que eu já tinha feito: levei apenas 10 minutos da cidade suíça de Neuchâtel até lá. Mas, quando desembarquei no pequeno município de Ins, tudo parecia diferente. No começo, eu não conseguia entender o motivo. Algo relacionado à arquitetura talvez? Linguagem corporal das pessoas? Até mesmo o ar puro e ridiculamente fresco do país aparentava estar de alguma forma alterado. Caminhei atordoado por um tempo. Ainda estava na Suíça, isso eu sabia. Não tinha cruzado nenhuma fronteira internacional. Foi quando olhei para uma placa na rua e entendi o que estava acontecendo. Atravessei sem perceber a Röstigraben - termo usado para designar a linha invisível que separa a Suíça de língua alemã da francesa. Marcas locais Röstigraben significa literalmente "fosso do rösti". A expressão data da Primeira Guerra Mundial, quando os aliados do país foram divididos de acordo com suas línguas. Rösti é, por sua vez, um prato tradicional da culinária suíço-alemã à base de batatas, que leva muitas vezes bacon, cebola e queijo. Geograficamente, a Röstigraben segue mais ou menos o curso do rio Saane. Mas não adianta procurar no mapa. Trata-se de uma fronteira imaginária, embora gravada há muito tempo na mente do povo suíço. Assim como outras fronteiras, não se atravessa a Röstigraben despretensiosa ou involuntariamente - exceto pelos estrangeiros como eu. Quase metade dos suíços de língua alemã cruzam a divisa apenas uma vez por ano - e 15% nunca passaram por ela. É o que mostra um levantamento recente conduzido pelo instituto de pesquisa Sotomo, a pedido da empresa de telecomunicações Swisscom. Atravessar a Röstigraben "parece mais como migrar temporariamente para um lugar perigoso, onde você não vai entender o que as pessoas falam", compara a executiva suíça Manuela Bianchi, em tom de brincadeira. Sua história é tipicamente suíça, o que significa que não é nada típica. Com um pai de língua italiana e uma mãe de língua alemã, ela cresceu falando ambos os idiomas em casa - e aprendeu francês, assim como inglês, na escola. Sim, a diversidade linguística do país às vezes pode ser exaustiva - a maioria dos rótulos de alimentos lista os ingredientes em três idiomas. Mas, em geral, ela considera "uma bênção incrível". Ser multilíngue representa para a Suíça o mesmo que a educação para os ingleses ou o estilo para os italianos: é motivo de orgulho nacional. Mas um orgulho discreto. Segundo outro costume local, é considerado "não-suíço" se gabar das habilidades linguísticas de alguém - ou de qualquer outro aspecto a esse respeito. Ao imaginar uma fronteira, o que geralmente vem à cabeça é uma demarcação política - uma linha sólida, quem sabe até um muro, separando duas nações-estados. Essa é uma forma de divisa. Mas existem outras: fronteiras culturais; linguísticas; da mente. E ninguém entende melhor disso que os suíços. Eles contam com uma miscelânea de línguas e culturas que, milagrosamente, se mantêm unidas. E, como tudo no país, funciona perfeitamente (ou quase). Quebra-cabeças A Suíça sofre com poucos dos cismas linguísticos que costumam atormentar nações multilíngues, como a Bélgica e o Canadá. Mas como eles fazem isso? O dinheiro certamente ajuda. A Suíça é um dos países mais ricos do mundo, com longa tradição de governos democráticos: uma referência em democracia com inúmeros referendos e uma federação de províncias altamente autônomas. E se mantém unida em torno do que o povo chama de Willensnation. O termo alemão significa literalmente "nação por vontade", mas na Suíça a palavra ganha um significado especial: "uma nação nascida com o desejo de viver unida". A história, como sempre, também ajuda a explicar. A diversidade linguística da Suíça remonta a muitos séculos, bem antes da nação unificada que existe hoje. Há 7 mil anos, o país estava "no meio de tudo e à margem de tudo", segundo Laurent Flutsch, curador do Museu Arqueológico de Vindonissa, em Brugg, que organizou recentemente a exposição Röstigraben - Como a Suíça se Mantém Unida (em tradução livre). A região ficava na encruzilhada de vários grupos linguísticos - e o terreno montanhoso formava barreiras naturais entre eles. Quando a Suíça moderna foi formada, em 1848, as fronteiras linguísticas já estavam estabelecidas. Há quatro idiomas oficiais no país: alemão, francês, italiano e romanche, língua nativa com status limitado, semelhante ao latim, e falada hoje apenas por um punhado de suíços. Um quinto idioma, o inglês, é cada vez mais usado para atenuar as divisões. Em uma pesquisa recente da Pro Linguis, três quartos dos entrevistados disseram que usam o inglês pelo menos três vezes por semana. Na poliglota Suíça, há fragmentação até dentro das subdivisões. Quem mora nas províncias de língua alemã fala alemão-suíço em casa, mas aprende alemão tradicional na escola. O italiano falado em Ticino, por exemplo, é salpicado de palavras emprestadas do francês e do alemão. Babel O idioma pode não ser uma sina, mas determina muito além das palavras a serem ditas. A língua leva à cultura, que, por sua vez, rege a vida. Nesse sentido, a Röstigraben é tanto uma fronteira cultural quanto linguística. O dia a dia de cada lado da linha imaginária se desdobra em um ritmo diferente. "(Na minha opinião) a pessoa que fala francês é mais descontraída. Tomar uma taça de vinho branco durante o almoço em dia de semana ainda é bastante comum. Quem fala alemão, por sua vez, tem pouco senso de humor e segue regras mais rígidas que as dos japoneses", analisa Bianchi. Já a diferença cultural entre a Suíça italiana e o restante do país - marcada pela chamada Polentagraben ("fossa da polenta") - é ainda mais acentuada. Os suíços que falam italiano são uma clara minoria. Representam apenas 8% da população e vivem, principalmente, no extremo sul do cantão de Ticino. "Quando me mudei para cá, as pessoas diziam: 'Ticino é como a Itália, com a diferença de que tudo funciona', e acho que é verdade", conta Paulo Gonçalves, acadêmico brasileiro que mora em Ticino há dez anos. Nascido em um país com apenas uma língua oficial, Gonçalves fica admirado com o malabarismo que os suíços fazem com os quatro idiomas. "É impressionante como eles conseguem se relacionar", diz o brasileiro. Ele lembra de ter ido a uma conferência que contava com palestras em francês, alemão, italiano e inglês. "Aconteceram apresentações em quatro idiomas diferentes no mesmo auditório". Horizontes ampliados Para Gonçalves, viver em um ambiente multilíngue "mudou sua maneira de ver o mundo e vislumbrar possibilidades". "Sou uma pessoa bem diferente do que eu era há 10 anos", completa. Os idiomas não são distribuídos uniformemente. Dos 26 cantões do país, 17 falam alemão, enquanto quatro são franceses e um italiano. Três são bilíngues e um (Grisões) trilíngue. No total, 63% da população tem o alemão como primeira língua. Sendo assim, muitas características que o imaginário popular associa ao "estilo suíço" - como pontualidade e discrição - são, na verdade, particularidades suíço-alemãs. A língua e cultura suíço-alemãs tendem a dominar principalmente no mundo dos negócios. E isso gera algum tipo de atrito, de acordo com Christophe Büchi, autor de um livro sobre a história das fronteiras linguísticas invisíveis do país. "Mas o pragmatismo que move a política suíça sabe lidar com isso", afirma. Segundo ele, o verdadeiro idioma nacional da Suíça é a reconciliação.
    Cientistas desvendam por que a Torre de Pisa continua em pé após mais de 600 anos e 4 terremotos

    Cientistas desvendam por que a Torre de Pisa continua em pé após mais de 600 anos e 4 terremotos


    O campanário construído a partir do século 12 permanece ereto, embora inclinado, enquanto outras construções mais modernas não resistiram a abalos sísmicos - um mistério que acaba de ser explicado por uma equipe de engenheiros. Com 58 metros...


    O campanário construído a partir do século 12 permanece ereto, embora inclinado, enquanto outras construções mais modernas não resistiram a abalos sísmicos - um mistério que acaba de ser explicado por uma equipe de engenheiros. Com 58 metros de altura, a torre chega a ficar 5 metros fora do eixo no topo Getty Images Era um mistério que há anos intrigava engenheiros: como a Torre de Pisa consegue resistir a terremotos estando tão inclinada? Com 58 metros de altura, o campanário da catedral da cidade italiana de Pisa pende em um ângulo de cinco graus, o que faz com que fique até cinco metros fora do eixo no seu topo. A Toscana, onde fica a famosa torre, é uma região com muita atividade sísmica, assim como grande parte da Itália. Isso se deve à confluência entre as placas tectônicas africana e euroasiática sobre a qual o país está localizado. Desde o início de construção, que ocorreu entre 1173 e 1372, o monumento passou por pelo menos quatro grandes terremotos sem sofrer danos, mas, ao contrário de muitos outros edifícios modernos da área onde está, ela segue em pé. Uma equipe de 16 engenheiros da Universidade Roma Tre, na Itália, e da Universidade de Bristol, na Inglaterra, se propuseram a desvendar esse mistério, e conseguiram: a salvação da torre está no solo logo abaixo dela. A península onde fica a Itália está na confluência entre as placas africana e euroasiática Getty Images Solo macio Após estudar os dados sismológicos, geotécnicos e estruturais disponíveis, os pesquisadores apontam que a razão está em um fenômeno conhecido como "interação dinâmica entre solo e estrutura" (DSSI, na sigla em inglês). Trata-se de uma combinação entre a estrutura da torre e as carascterísticas do terreno em que ela foi erguida. Por um lado, o solo é macio e, por outro, a torre é alta e rígida. Isso faz com que a ressonância de movimentos sísmicos seja muito menor, reduzindo os efeitos dos tremores sobre o monumento. Isso foi, segundo um comunicado da Universidade de Bristol, a chave para sua sobrevivência. A Torre de Pisa detém um recorde mundial de efeitos DSSI, diz essa equipe de engenheiros. Ao contrário de construções modernas próximas, a torre não sofreu danos com terremotos Getty Images "Podemos dizer agora que, ironicamente, o mesmo solo que causou a inclinação da torre e a levou à beira do colapso também a ajudou a superar os episódios sísmicos", disse George Mylonakis, do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Bristol. Os cientistas apresentarão os resultados deste estudo na 16ª Conferência Europeia de Engenharia de Terremotos, que será realizada em junho na Grécia.
    Ondas azul-metálicas brilhantes surpreendem moradores no litoral da Califórnia

    Ondas azul-metálicas brilhantes surpreendem moradores no litoral da Califórnia


    Fenômeno é produzido por algas e não ocorria desde 2013 na cidade de San Diego. Show de luzes já foi registrado em várias partes do mundo e tem a ver com fenômeno produzido por algas BBC Uma deslumbrante “onda” de azul metálico encheu de...


    Fenômeno é produzido por algas e não ocorria desde 2013 na cidade de San Diego. Show de luzes já foi registrado em várias partes do mundo e tem a ver com fenômeno produzido por algas BBC Uma deslumbrante “onda” de azul metálico encheu de cor as praias de San Diego, na Califórnia. O fenômeno, conhecido como “maré vermelha”, é produzido por algas e não era registrado desde 2013 na cidade americana. De dia, ele torna a água vermelha, mas ao anoitecer as algas irradiam um brilho azulado ao serem agitadas por movimentos como o quebrar das ondas. Os shows de luzes bioluminescentes – ou seja, produzidas e emitidas por um organismo vivo – já foram também registrados em outras partes do mundo, e encantam quando acontecem. Não há como estimar a duração do fenômeno, diz instituto de oceanografia da Califórnia BBC “Dirigi até a praia para testemunhar a ‘aurora boreal do oceano’", disse uma usuária do Instagram que postou fotos da praia de La Jolla Cove em seu perfil. Em seu site, o Instituto Scripps de Oceanografia da Califórnia afirma que as marés vermelhas são imprevisíveis e que não há como estimar a duração do fenômeno. Episódios anteriores duraram períodos variados, de uma semana a um mês ou mais. Os dinoflagelados, ou seja, as algas que compõem o fenômeno, não estão na lista de “mais tóxicos”. No entanto, os cientistas alertam que algumas pessoas podem ser sensíveis a eles e sugerem manter distância dos organismos.
    Tribo massai tem casas queimadas para beneficiar turismo na Tanzânia, diz grupo dos EUA

    Tribo massai tem casas queimadas para beneficiar turismo na Tanzânia, diz grupo dos EUA


    Grupo étnico é impedido de acessar área próxima a cratera de Ngorongoro, uma atração turística na Tanzânia, diz relatório. Empresas de safari e governo negam que tribo seja prejudicada. Jovem massai é visto perto do Parque Nacional Mikumi,...


    Grupo étnico é impedido de acessar área próxima a cratera de Ngorongoro, uma atração turística na Tanzânia, diz relatório. Empresas de safari e governo negam que tribo seja prejudicada. Jovem massai é visto perto do Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia, em imagem de março de 2018 Ben Curtis, File/AP Photo O think tank americano Oakland Institute denunciou nesta quinta-feira (10) que dezenas de milhares de membros da tribo Massai de uma área próxima a um parque nacional na Tanzânia foram despejados da região para beneficiar o turismo. O relatório do Instituto denuncia que os massai da região de Loliondo, próximo à área de conservação natural e atração turística que engloba a cratera de Ngorongoro, tiveram suas casas queimadas e têm sido impedidos de acessar a região para pastorear gado e coletar água em poços. Os massai, presentes no sul do Quênia e em partes da Tanzânia, precisam de terra para pastorear seu gado e manter seu estilo de vida pastoril. Turistas observam animais no Parque Nacional Mikumi, na Tanzânia Ben Curtis, File/ AP Photo O relatório cita testemunhas locais que acusam duas empresas que realizam safari na região de prejudicar os massai. Uma delas é a Tanzania Conservation Limited, uma afiliada da Thomson Safaris, sediada nos EUA, que estaria impedindo o acesso deles ao local. A outra empresa citada é a Ortello, um grupo que organiza viagens de caça para a família real dos Emirados Árabes Unidos, que teria queimado casas. Apesar de ter perdido sua licença no ano passado, a OBC continua ativa na região, de acordo com o think tank americano. A Thomson Safaris se pronunciou sobre o relatório afirmando que “as terríveis alegações de abuso são simplesmente falsas”. A empresa investe da Tanzânia “de boa fé”, disse seu presidente Rick Thomson em um e-mail enviado à AP nesta quinta. O Secretário de Turismo da Tanzânia Gaudence Milanzi negou que os massai sejam atacados, afirmando que o governo está trabalhando para melhorar o seu bem-estar ao adotar métodos modernos para o pastoreio de gado. Preocupações acerca dos massai têm sido levantadas dentro e fora da Tanzânia por grupos como o Grupo Internacional de Direito das Minorias e o Survival International, que já alertou que a tomada de terra “pode significar o fim dos massai”.
    Com forte desvalorização do peso, viagem para Argentina fica mais barata para turistas brasileiros

    Com forte desvalorização do peso, viagem para Argentina fica mais barata para turistas brasileiros


    O real também vem perdendo valor com a alta do dólar, mas queda é menor que a moeda do país vizinho. A forte desvalorização da moeda da Argentina, que levou o país a pedir inclusive ajuda internacional, vem permitindo que a viagens de turistas...


    O real também vem perdendo valor com a alta do dólar, mas queda é menor que a moeda do país vizinho. A forte desvalorização da moeda da Argentina, que levou o país a pedir inclusive ajuda internacional, vem permitindo que a viagens de turistas brasileiros para o país vizinho fiquem mais baratas, segundo agências e especialistas ouvidos pelo G1. Isso porque, com a queda do peso argentino em relação ao dólar e ao real, despesas com hospedagem e alimentação, por exemplo, tendem a ficar mais vantajosas para os estrangeiros que visitem a Argentina. Casal dança tango em Buenos Aires Divulgação/Ministério do Turismo da Argentina Apesar de a desvalorização mais intensa da moeda argentina ser recente, já é possível notar mudanças em alguns preços para turistas do Brasil. “É possível encontrar serviços de turismo na Argentina com até 30% de desconto”, afirma Rodrigo Vaz, diretor de produtos internacionais para Américas da CVC. Já Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur, diz que para esta semana a empresa preparou uma promoção com descontos próximos de 10% em pacotes para a Argentina. “Estou fazendo uma ação gigante a partir desta quarta-feira (9)”, contou em entrevista ao G1 sobre a promoção que será feita em um shopping de São Paulo. A economista Juliana Inhasz, professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), explica que o momento “pode ser uma oportunidade” para turistas que queiram conhecer o país vizinho. “O que acontece é que a moeda deles se desvalorizou numa velocidade maior que a nossa”, diz ela, lembrando porém que o real também vem perdendo valor nos últimos dias. Mas Vaz e Leone contam que, mesmo com o dólar subindo, a desvalorização do peso é suficiente para que os preços de viagens para a argentina em suas agências fiquem menores. Mudanças de preços na Argentina “A companhia aérea acaba baixando o preço da passagem em dólar”, diz o presidente da Agaxtur. “As companhias aéreas já têm seus voos regulares definidos e reagem de forma a equilibrar seus preços. Tem negociações também, elas têm interesse em ocupar seus voos”, complementa Vaz, da CVC. Peso caindo mais que o real O peso argentino, assim como o real brasileiro, vem sofrendo com a tendência de alta do dólar nos mercados externos. Mas as incertezas internas sobre a economia da Argentina fazem com que sua moeda sofra mais – o que resulta em uma desvalorização maior do peso. Os números mostram que o peso argentino perdeu mais valor que o real: neste ano, enquanto o dólar já subiu 8,5% sobre o real, em relação à moeda argentina o avanço já é de 24%. Em 12 meses, o dólar subiu 12,9% sobre o real e 45,5% sobre o peso argentino. Na comparação direta entre o real e o peso, também é possível ver a diferença: enquanto em maio do ano passado o turista precisava de R$ 0,20 para comprar 1 peso argentino, agora precisa de R$ 0,15 – o que quer dizer que o peso já se desvalorizou 22% sobre o real em um ano. Além de o real perder menos valor em relação ao dólar, “a gente tem outra vantagem nessa conta”, explica Inhasz. “A nossa inflação está controlada, entre 2 e 3% ao ano, diferente da inflação deles. Então, a nossa moeda vai ganhando valor frente à deles.” A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é que a inflação na Argentina termine o ano em 22,7%. Procura por pacotes A desvalorização do peso nos últimos dias coincide com uma época em que a demanda de brasileiros por pacotes de viagem para a Argentina, segundo Vaz, já é alta. Isso por causa da proximidade do inverno e das férias de julho. “Bariloche, por exemplo, é um destino que explode nessa época”, diz ele. Argentina atrai turistas no inverno Divulgação/Ministério do Turismo da Argentina A alta do dólar também costuma fazer com que os turistas deixem de lado destinos como Orlando e busquem alternativas. “O cliente busca alternativas que caibam no bolso dele. Tem esses fatores associados agora”, diz Vaz. Mas ele reconhece que a desvalorização recente do peso argentino não é o fator mais forte para aquecer a demanda, pois muitos clientes não entendem de imediato esses efeitos. Leone concorda. “Não é tão rápida essa resposta”, diz. Antes de viajar Mesmo com a queda forte do peso argentino, Inhasz recomenda que, antes de decidir viajar, os consumidores tenham cautela. “A nossa moeda também está perdendo valor, é preciso botar isso na conta”, diz a professora. “A variável ‘câmbio’ é sempre difícil de prever, a perspectiva é incerta. Pode ser que essa tendência permaneça, mas isso depende dos próximos passos da economia argentina, e a gente não consegue saber isso agora”, reforça Inhasz. Em um momento de instabilidade cambial, ela aponta por exemplo o risco de fazer gastos com o cartão de crédito fora do Brasil. Isso porque, mesmo que o turista compre em peso argentino, a cobrança da fatura é feita em dólar. “Corremos o risco de ganhar de um lado e perder de outro”, alerta. Saiba como funciona as compras com cartão de crédito em dólar
    Turismo libera três vezes mais CO2 no ambiente do que cientistas calculavam

    Turismo libera três vezes mais CO2 no ambiente do que cientistas calculavam


    Estudo aponta que 8% da emissão global de carbono vem de atividades turísticas e faz alerta para indústria sobre impacto nas mudanças climáticas. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das emissões de carbono no...


    Estudo aponta que 8% da emissão global de carbono vem de atividades turísticas e faz alerta para indústria sobre impacto nas mudanças climáticas. Viajantes de países ricos são uma parte fundamental do crescimento das emissões de carbono no turismo Jan Vašek/Pixabay Um novo estudo mostra que o turismo mundial é responsável por 8% das emissões de carbono na atmosfera – um número três vezes maior do que as estimativas anteriores previam. Os responsáveis por esse aumento são pessoas que viajam de países ricos e que têm outros países ricos como destino. Os Estados Unidos estão no topo da lista, seguidos por China, Alemanha e Índia. Dados do estudo O turismo é uma indústria global enorme e em expansão, que vale mais de US$ 7 trilhões (cerca de R$ 24,8 trilhões) e emprega um em cada dez trabalhadores em todo o mundo. Ela cresce em torno de 4% ao ano. Estimativas anteriores sobre o impacto das viagens turísticas sugeriam que o turismo era responsável por 2,5 a 3% das na emissões de carbono. No entanto, o estudo – que está classificado como o mais abrangente até hoje nesse tema – analisa os fluxos globais de carbono entre 160 países de 2009 a 2013. E mostra que o total de emissões está perto dos 8%. Além de avaliar a quantidade de CO2 emitido pelos aviões nas viagens, os autores incluíram uma análise sobre a energia necessária para alimentar o "sistema do turismo", incluindo a alimentação, as bebidas, a infraestrutura e manutenção, assim como os serviços de varejo que os turistas utilizam. "É definitivamente um alerta para nós", disse à BBC Arunima Malik, da Universidade de Sidney, que liderou a pesquisa. "Nós analisamos informações muito detalhadas sobre os gastos dos turistas, incluindo as comidas e os suvenires. Nós observamos o comércio entre os diferentes países e também dados de emissões de gases do efeito estufa para chegar a um número abrangente sobre a emissão de carbono global no turismo." Pequenas ilhas como as Maldivas são extremamente dependentes do turismo e sofrem com o impacto das emissões de carbono Bodensee/Schweiz/Pixabay Os pesquisadores avaliaram o impacto tanto nos países de origem dos turistas quanto nos destinos. Entre os países que lideravam o ranking estão Estados Unidos, China, Alemanha e Índia – e a maior parte das viagens ali eram domésticas. Turistas do Canadá, da Suíça, Holanda e Dinamarca têm maior influência na emissão de carbono dos lugares que eles visitam do que na de seus próprios países. "Quando pessoas mais ricas viajam, mais elas tendem a gastar, tanto em transporte quanto em comida ou nas atividades que irão fazer nos destinos", explica Malik. "Se você tem visitantes de países mais ricos, eles tendem a gastar mais em passagens aéreas, compras e hospedagem no país de destino. Mas quando são turistas vindos de países mais pobres, eles tendem a usar transporte público e comer comida não processada. Os padrões de gastos são diferentes dependendo da economia em que ele estão inseridos nos países de origem", completou. Quando mediram as emissões per capita, destinos como ilhas pequenas – Maldivas, Chipre e Seychelles, por exemplo – lideram o ranking. Nesses países, o turismo é responsável por até 80% das emissões anuais. "As pequenas ilhas estão em uma posição difícil nessa questão, porque todo mundo gosta de viajar para esses locais e eles também dependem muito da renda turística, mas ao mesmo tempo são vulneráveis aos efeitos da elevação dos mares e da mudança climática", disse Malik. A demanda do turismo internacional também está crescendo em países emergentes, como Brasil, Índia, China e México, o que ressalta um problema fundamental de todos eles: a riqueza. O estudo ressalta que quando as pessoas ganham mais que US$ 40 mil por ano, a "pegada" de carbono que elas deixam no turismo aumenta 13% a cada 10% de aumento na renda. O consumo do turismo tende a aumentar conforme a renda e "não parece ser saciado à medida que essa renda cresce", diz o relatório. Resposta do mercado do turismo O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) reconheceu a importância da pesquisa, mas não concorda que os esforços da indústria para reduzir o carbono tenham sido um fracasso. "Seria injusto dizer que a indústria não está fazendo nada", afirmou Rochelle Turner, diretor de pesquisa da WTTC. "Nós temos visto um número crescente de hotéis, aeroportos e operadoras de turismo que se tornaram neutras em emissões de carbono, então, estamos em um momento de virada", ressaltou. Especialistas dizem que a compensação, em que os turistas gastam dinheiro no plantio de árvores para relativizar o impacto que deixam na emissão de carbono, terá que aumentar - e fazem ressalvas sobre sua eficácia. Conscientização também é algo essencial. A WTTC afirma que a crise recente no abastecimento de água em Cidade do Cabo também ajudou as pessoas a reconhecerem que as mudanças climáticas podem, sim, impactar recursos básicos. 'Pegada' que turistas deixam nos locais de destino é proporcional à renda Thomas Staub/Pixabay "Existe uma urgência para as pessoas reconhecerem qual é o impacto delas em um destino turístico e qual é a quantidade de água, de lixo e de energia que você deveria usar nesse lugar comparado com as quantidades usadas pela população local", afirmou Rochelle Turner. "Tudo isso conscientiza turistas para tomarem melhores decisões. E somente por meio delas nós teremos condições de lidar com as mudanças climáticas", concluiu. O estudo foi divulgado pela publicação científica "Nature Climate Change".
    Expedição ao Pico da Neblina se depara com novas espécies, restos de garimpo e expectativa de yanomamis com turismo

    Expedição ao Pico da Neblina se depara com novas espécies, restos de garimpo e expectativa de yanomamis com turismo


    BBC acompanhou viagem pioneira à região mais alta do Brasil; missão chefiada por zoólogos da USP envolveu Exército, mobilizou guias do povo yanomami e rendeu descoberta de nove espécies de animais e plantas. Subida ao platô onde fica o Pico da...


    BBC acompanhou viagem pioneira à região mais alta do Brasil; missão chefiada por zoólogos da USP envolveu Exército, mobilizou guias do povo yanomami e rendeu descoberta de nove espécies de animais e plantas. Subida ao platô onde fica o Pico da Neblina ocorreu em helicóptero do Exército BBC À beira de um riacho ao pé do Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, biólogos e militares haviam acabado de montar o acampamento onde passariam os dez dias seguintes quando uma perereca amarela com os olhos fluorescentes surgiu entre as folhas de uma bromélia. Confira o vídeo. Foi agarrada pelo zoólogo paulistano Ivan Prates, um dos oito pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a integrar a primeira grande expedição científica a uma das regiões mais remotas da Amazônia, no último mês de novembro. "Não tenho ideia do que seja", disse Prates, enquanto exibia o bicho aos colegas, igualmente intrigados com os olhos brilhantes em tons de azul, verde e laranja. Conforme escurecia e a temperatura despencava no platô, os pesquisadores torciam por novos encontros como aquele. E nossa equipe, que produzia um documentário sobre a expedição - lançado no último dia 14 pela BBC World News - rezava para que a fria garoa desse uma trégua e nosso cinegrafista conseguisse registrar os encontros sem ser importunado por vespas, percalços enfrentados nos primeiros dias de gravação. Sonho concretizado Há muitos anos a equipe liderada pelo professor Miguel Trefaut Rodrigues, um dos maiores especialistas em répteis e anfíbios do mundo, sonhava em viajar ao Parque Nacional do Pico da Neblina para catalogar as espécies que ali vivem. O grupo esperava encontrar animais e plantas jamais registrados pela ciência e preencher importantes lacunas na história da formação da Amazônia, bioma com a maior diversidade de espécies do mundo. Também pretendia estudar como a região do pico pode ser afetada pelas mudanças climáticas e quais espécies estão mais sujeitas a desaparecer. Após um ano de preparativos feitos numa parceria inédita com o Exército, a expedição finalmente rendia frutos. A perereca amarela capturada pelos pesquisadores era uma Myersohyla Chamaleo, anfíbio até então jamais encontrado no território brasileiro. Em um mês de expedição, foram coletadas mais de mil amostras de plantas, anfíbios, aves e pequenos mamíferos - material que propiciará vários anos de estudos e enriquecerá as coleções nacionais de botânica e zoologia. Parceria com o Exército Tirar a expedição do papel, porém, não foi simples. O Parque Nacional do Pico da Neblina está fechado a visitantes desde 2013, quando o turismo desordenado ameaçava gerar conflitos na região. Myersohyla Chamaleo, espécie encontrada pela primeira vez no território brasileiro BBC Para pesquisar na área, foram necessárias autorizações do ICMBio (órgão que administra os parques federais) e da Funai (Fundação Nacional do Índio), pois boa parte do parque se sobrepõe à Terra Indígena Yanomami. Biólogos da USP já haviam tentado trabalhar lá, mas dizem que a Funai sempre negou os pedidos. Outra dificuldade era chegar a uma região de mata fechada e desprovida de estradas, na fronteira do Brasil com a Venezuela. A saída foi buscar uma parceria com o Exército, que mantém uma base dentro do território yanomami, a alguns dias de caminhada do Pico da Neblina. Após a USP procurar em janeiro de 2017 o general Sinclair James Mayer, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, a força resolveu abraçar a missão. A partir dali, todas as portas se abriram: a Funai - hoje presidida por um general, Franklimberg Ribeiro de Freitas - concedeu a licença aos pesquisadores, e o Exército assumiu toda a logística da viagem, inclusive o transporte. Acordou-se que os biólogos voariam de São Gabriel da Cachoeira (AM) até o 5º Pelotão Especial de Fronteira, em Maturacá, onde passariam duas semanas hospedados em alojamentos militares, e depois subiriam de helicóptero até um acampamento na base do pico, a dois mil metros de altitude e a mil metros do cume. Nossa equipe os acompanharia por dez dias. Dezenas de militares do Exército cuidaram da logística da expedição BBC Banquete na aldeia Só faltava combinar com os donos do pedaço, os yanomami. Após a chegada a Maturacá e um encontro tenso com os indígenas, mediado por um intérprete yanomami que parecia suavizar as falas mais críticas aos pesquisadores, a equipe recebeu sinal verde da comunidade e se comprometeu a contratar guias locais. O clima só apaziguou de vez dias depois, com um convite para uma festa na aldeia Maturacá. A cerimônia, com centenas de pessoas, celebrava o retorno de dezenas de caçadores que haviam passado uma semana na mata e capturado porcos do mato, mutuns, um macaco e uma anta. Com os corpos pintados de preto e penas de gavião na cabeça, os caçadores fizeram uma entrada triunfal na aldeia. Dançando e cantando, caminharam até uma grande estrutura de palha, onde os bichos estavam empilhados e moqueados. Foram recebidos por mais de 20 xamãs, os líderes espirituais, que tinham os rostos pintados e penas de arara nos ombros. Alguns sopravam nas narinas dos outros paricá, um pó alucinógeno feito de plantas locais e que, segundo os xamãs, permite que se comuniquem com os xapiripë, espíritos de entidades cósmicas e criaturas da floresta. Povo yanomami habita a região do Pico da Neblina, na divisa do Brasil com a Venezuela BBC Os pesquisadores assistiam ao transe dos xamãs, sentados em cadeiras escolares. "Tantos anos fazendo trabalho de campo e eu nunca vi um negócio desses", exultava Trefaut enquanto filmava tudo com a câmera. Ao final, quando os cientistas deixavam a aldeia, um ancião apontou para os óculos escuros de um pesquisador, que propôs trocá-lo pelas flechas do interlocutor. Negócio fechado, o velho pôs os óculos e posou para fotos com os visitantes. Ataque de vespa A contratação dos guias se mostrou crucial para os pesquisadores. Grandes conhecedores da floresta, foram eles que indicaram as trilhas mais produtivas e encontraram vários dos animais coletados - entre os quais uma bela jiboia verde, serpente não venenosa. As buscas mais profícuas ocorriam à noite. Aos 65 anos, o professor Trefaut exibia perícia e disposição surpreendentes. Era capaz de identificar sapos pelo canto a longas distâncias e os rastreava mata adentro - às vezes cruzando pântanos e riachos com a água na cintura - até capturá-los com as próprias mãos. O Pico da Neblina, a 2.994 metros acima do nível do mar, visto do acampamento dos pesquisadores BBC Alguns eram tão pequenos quanto moedas e se escondiam entre raízes, fazendo com que ele levasse o ouvido ao chão e revirasse a terra à sua procura. Certa vez, ficou quase uma hora no encalço de um e só desistiu porque passava das onze da noite. Em outra noite, logo após uma tempestade, Trefaut foi ferroado na pálpebra por uma vespa - talvez a mesma que, momentos antes, entrou na cobertura de plástico que protegia a câmera do nosso cinegrafista, fazendo com que fugisse em disparada. Após a ferroada, Trefaut praguejou, jogou água no rosto e, ainda com os olhos inchados, continuou as buscas. A recompensa veio momentos depois: "Uma pipa, uma pipa!", ele gritou ao encontrar numa poça um tipo raro de sapo aquático com corpo achatado e olhos minúsculos, a Pipa surinamensis. Antes que o bicho sumisse na lama, o zoólogo Agustín Camacho o agarrou. Outros pontos altos da expedição foram a coleta de sapos no topo do pico, quando nossa equipe já tinha deixado o acampamento, e a captura de lagartos da família Anolis - que não têm qualquer parentesco com espécies amazônicas, mas sim com espécies dos Andes e da Mata Atlântica. "Temos um quebra-cabeça para montar e explicar como esses bichos se mantiveram completamente isolados nessa pequena porção da América do Sul", diz Trefaut. Uma das hipóteses é que, no passado, houve platôs que serviam como corredores para espécies de altitude, conectando diferentes biomas da América do Sul. Os lagartos e outros bichos capturados passaram por um exame conduzido pelo zoólogo Agustín Camacho, que mediu sua tolerância à variação de temperatura. Os dados, que permitirão identificar quais espécies locais estão mais vulneráveis às mudanças climáticas, ainda estão sendo processados. Entre os resultados da expedição, houve ainda a captura de quatro espécies novas de sapos, dois lagartos, uma coruja e um arbusto - espécies novas, vale dizer, para a ciência ocidental, mas não para os yanomami, que diziam conhecer cada animal capturado, embora nem todos tivessem nomes específicos em sua língua. Sacrifício em nome da ciência Os guias tinham acesso livre ao laboratório improvisado onde os animais eram armazenados - e, diferentemente de nossa equipe, não pareceram se chocar ao conhecer a instalação. Dezenas de aves coloridas já mortas, com vísceras e olhos extraídos, secavam ao sol sobre painéis. Numa mesa ao centro, os pesquisadores sacrificavam com injeções pequenos marsupiais, roedores, anfíbios e répteis. Em seguida, extraíam tecidos para exames genéticos futuros. "Ninguém fica feliz e sorrindo quando tem de coletar um animal", contou-me o professor Luís Fábio Silveira, um dos integrantes da expedição e curador de ornitologia do Museu de Zoologia da USP. Ele diz que matar os animais é importante para estudar sua genética e fisiologia - além de permitir que os bichos sejam incorporados a coleções. "Pegamos poucos indivíduos de cada espécie, uma amostragem que não causa impactos significativos. E, depois que montamos uma coleção, ganhamos elementos importantes para justificar que uma área seja preservada, então os ganhos compensam", afirma. Ancião que trocou óculos escuros por flechas com um dos pesquisadores BBC Silveira diz que o sacrifício dos bichos segue diretrizes éticas definidas por comitês internacionais. No caso das aves, costumam ser mortas com tiros de espingarda ou, quando capturadas por redes, têm ataques cardíacos induzidos. "Nós pressionamos o coração e, em um ou dois segundos, ela morre em nossas mãos. São métodos que provocam o menor sofrimento possível." O professor afirma que o material coletado renderá entre cinco e seis anos de pesquisas. "Os resultados foram além das minhas expectativas." Onde estão os bichos? A expedição, porém, também gerou algumas descobertas negativas - e preocupantes. Na primeira etapa da viagem, quando analisavam a fauna nas matas baixas e densas da região de Maturacá, os pesquisadores quase não encontraram mamíferos - uma decepção para o professor Alexandre Reis Percequillo, especialista em roedores. Poderia ser só má sorte, não fossem os relatos dos próprios yanomami, que disseram ter de se deslocar por distâncias cada vez maiores para caçar. Não por acaso, os caçadores tiveram de passar uma semana na mata antes de voltar à aldeia com as mãos cheias para o ritual presenciado pelos pesquisadores. "Quando nossos pais saíam para caçar, às vezes a caça estava perto, mas a população cresceu muito e os bichos ficaram distantes", contou a professora yanomami Maria Cleia Pereira. Professor Miguel Trefaut já descobriu cerca de 80 espécies em sua carreira BBC Dizimados por epidemias após terem seu território invadido por cerca de 40 mil garimpeiros nos anos 1980, os yanomami conseguiram reverter a queda demográfica. Hoje, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena, somam 23,5 mil integrantes no Amazonas e em Roraima - além de outros 11 mil na Venezuela. Antes organizados em pequenos grupos dispersos pela floresta, muitos yanomami hoje vivem em aldeias populosas, onde a caça rareou e há maior dependência das trocas com o mundo exterior - caso da região de Maturacá. Todos os meses, centenas de famílias yanomami daquela área se deslocam para São Gabriel da Cachoeira para fazer compras e receber o Bolsa Família, a principal fonte de recursos para a maioria das comunidades indígenas amazônicas. Ouro como moeda A invasão garimpeira deixou sequelas ambientais e sociais na região do Pico da Neblina - e jamais foi completamente erradicada. Na base do pico, acampamos num antigo ponto de garimpo conhecido como Bacia do Gelo, onde a temperatura caía para menos de dez graus à noite. Naquela região, garimpeiros desviaram riachos e provocaram o surgimento de vários lagos. Em muitos trechos, margens de cursos d'água foram reviradas, criando praias de pedregulhos sem qualquer vegetação. Num encontro com a equipe da BBC antes da expedição, o general Omar Zendim, comandante da 2ª Brigada de Infantaria da Selva, disse que a região estava livre de garimpeiros há alguns anos. Roedor capturado pelo biólogo Alexandre Percequillo BBC Porém, numa clareira usada por garimpeiros perto da Bacia de Gelo, encontrei uma embalagem de comida fabricada em 2016 e com validade até julho de 2018, além de pilhas que pareciam ter sido descartadas recentemente. Em Maturacá, mulheres yanomami me contaram que garimpeiros têm oferecido 21 gramas de ouro (o equivalente a R$ 3 mil) a indígenas pelo transporte de alimentos até um garimpo do lado venezuelano da fronteira. O local fica a vários dias de caminhada de Maturacá - o percurso é feito todo a pé pela mesma trilha íngreme que dá acesso ao Pico da Neblina. O ouro circula livremente pela região. Numa loja vizinha à base do Exército em Maturacá, clientes podem usar o metal como moeda, e há uma balança no balcão para pesá-lo. Contaminação por mercúrio O professor Miguel Trefaut diz que os danos causados pelo garimpo não prejudicaram a pesquisa, pois em boa parte da região visitada as matas estavam intactas. Mas ele afirma que o uso de mercúrio pelos garimpeiros pode ter gerado impactos graves - ainda que invisíveis - para a fauna e comunidades locais. Em 2016, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou altos índices de contaminação por mercúrio em aldeias yanomami próximas a garimpos em Roraima. Numa delas, a de Aracaçá, o índice de moradores com níveis perigosos de mercúrio no sangue chegou a 92%. A substância pode causar problemas motores e neurológicos, perda de visão e danos permanentes em fetos. Não foram feitas medições em Maturacá. Muitos indígenas da região disseram esperar que o turismo em pequena escala aumente a autonomia das comunidades e afaste o garimpo. Chamado pelos yanomami de Yaripo, o Pico da Neblina deve ser reaberto à visitação nos próximos meses. Agora a atividade será gerida pelas próprias comunidades, e não mais por agências de turismo, modelo que estava gerando tensões nas comunidades. Aves sacrificadas e etiquetadas durante a expedição BBC Vários yanomami - inclusive os que acompanharam os pesquisadores - foram treinados nos últimos quatro anos para receber os turistas, em iniciativa apoiada pelo ISA, Funai, Exército e ICMBio. Temporal no acampamento Para seis guias, a expedição científica serviu como uma espécie de treino. Apesar da boa relação com os pesquisadores, nem sempre as recomendações dos yanomami foram ouvidas. Quando a equipe chegou ao pé do pico, os guias alertaram sobre os riscos de erguer o acampamento na área definida pelo Exército, perto de um riacho. Eles avisaram que o local era vulnerável a enchentes - informação descartada pelos militares - e preferiram atar suas redes numa gruta morro acima. Dias depois, uma tempestade fez com que várias cataratas se formassem no topo do pico. Em instantes, o riacho encheu e inundou o acampamento, levando militares e pesquisadores a transferi-lo às pressas. Na gruta dos yanomami, ninguém se molhou.
    5 lugares do mundo que sofrem com o excesso de turistas

    5 lugares do mundo que sofrem com o excesso de turistas


    Inundados por visitantes, alguns destinos turísticos precisaram impor regras mais rígidas para preservar a beleza e o meio-ambiente. Esculturas em Ilha de Boracay, nas Filipinas. REUTERS/Erik De Castro Nas últimas semanas, autoridades na...


    Inundados por visitantes, alguns destinos turísticos precisaram impor regras mais rígidas para preservar a beleza e o meio-ambiente. Esculturas em Ilha de Boracay, nas Filipinas. REUTERS/Erik De Castro Nas últimas semanas, autoridades na Tailândia e nas Filipinas decidiram fechar alguns dos seus principais – e mais populares – destinos turísticos. Primeiro, o governo tailandês alegou que Maya Bay precisava de uma "pausa forçada" dos turistas que ocupavam o local todos os dias desde que suas paradisíacas paisagens apareceram no filme "A Praia", de 2000. Em seguida, o presidente filipino Rodrigo Duterte anunciou que a Ilha de Boracay ficará fechada por alguns meses – nas palavras dele, ela se tornou uma "fossa" superlotada. E esses não são os únicos destinos que estão vendo o excesso de turistas como um problema. Diversas cidades europeias, incluindo Veneza (Itália) e Dubrovnik (Croácia), acumulam reclamações de moradores após terem sido inundadas por visitantes, algo que também aconteceu na Ilha de Skye, na Escócia. Em 2017, Barcelona abriu diversos processos contra acomodações oferecidas por meio do site Airbnb argumentando que isso estaria aumentando os custos de aluguel para os próprios moradores – era mais interessante financeiramente para o dono manter o imóvel à disposição de turistas do que alugá-lo permanentemente para quem efetivamente vivia na cidade. Outros lugares aumentaram taxas para visitantes para proteger seus territórios. Ruanda, por exemplo, cobra US$ 1,5 mil (R$ 5,1 mil) por dia por uma autorização para observar os gorilas. Aqui nós listamos cinco destinos ao redor do mundo que estão buscando maneiras de lidar com a alta popularidade de seus pontos turísticos. Paraíso tailandês ficou conhecido mundialmente após aparecer em filme com Leonardo DiCaprio Getty Images via BBC 1) Tailândia: Maya Bay finalmente consegue um descanso Em março, as autoridades tailandesas anunciaram que estavam suspendendo as atividades turísticas de Maya Bay, a praia mais famosa do país, para dar a ela uma breve pausa. A isolada ilha de águas transparentes, areia branca e falésias calcárias ganhou fama após Leonardo DiCaprio ter gravado ali cenas para o filme A Praia. Desde então, a média de visitantes do local passou para algo entre 4 mil e 5 mil por dia. Especialistas afirmam que 77% dos corais de Maya Bay estão em sério risco de desaparecer – grande parte por causa dos prejuízos causados pelas âncoras dos barcos. E a breve pausa de quatro meses planejada para esse ano (de junho a setembro) não será capaz de corrigir isso. Ou seja, seria tarde demais para salvar Maya Bay? O cientista marinho Thon Thamrongnawasawat, que trabalha em Bangkok, acredita que não. "Se a gente achasse que era tarde demais, não faria nada", afirmou à BBC. "Nós fechamos uma ilha, a Koh Yoong, três anos atrás e os corais estão crescendo bem lá de novo. Nós vamos fazer a mesma coisa em Maya Bay e tentar transplantar alguns corais para lá nesse tempo." A Tailândia já havia fechado dezenas de locais de mergulho em 2011. Koh Yoong, nas Ilhas Phi Phi, e Koh Tachai, nas Ilhas Similan, estão isoladas dos turistas desde meados de 2016. Elizabeth Becker, autora do livro "Overbooked: The Exploding Business of Travel and Tourism" (em tradução livre, "Overbook: A Explosão dos Negócios de Viagens e Turismo") diz concordar com o fechamento das ilhas. "Eu acho que faz sentido. No entanto, há muita pressão econômica na Tailândia, especialmente durante esses tempos políticos tão difíceis. O turismo tem sido crucial para o desenvolvimento econômico do país, então os donos de negócios e autoridades tailandesas estão com medo de que isso represente um prejuízo para a economia local", explicou. Thamrongnawasawat afirma que esse é o motivo pelo qual levou tanto tempo para o governo tomar alguma atitude com relação a Maya Bay. "Se você está em um país onde 22% do PIB vem do turismo, você entende o quão difícil era tomar alguma medida nesse sentido. A maioria das pessoas não achava que isso pudesse acontecer." Quando Maya Bay reabrir, as regras para visitação vão mudar – o número de turistas por dia será limitado em 2 mil. Barcos também não poderão mais cruzar o recife mais raso. E a ilha ficará fechada novamente por quatro meses no ano que vem. No entanto, Worapoj Limlim, chefe do Parque Nacional da região, afirmou à publicação Phuket News que não sabe como fará para fiscalizar as novas regras e que poderá precisar de reforço das autoridades para "patrulhar" a ilha. Manarola, Cinque Terre Reprodução/Twitter/@cinque_terre 2) Itália: Cinque Terre testa tecnologia Os turistas não se cansam de visitar as cinco pequenas cidades brilhantemente pintadas em penhascos no norte da Itália, conhecidas como Cinque Terre. A área, que tem cerca de 5 mil moradores, tornou-se um parque nacional em 1999 e agora recebe mais de 2 milhões de turistas por ano. As pessoas viajam até lá para percorrer os caminhos pitorescos que ligam as cidades e os vinhedos. No entanto, ao longo dos anos, as passagens foram às ruínas devido à erosão e ao uso excessivo pelos turistas. A rota mais popular da região entre Riomaggiore e Manarola está fechada desde setembro de 2012, depois que um grupo de turistas australianos ficou ferido em um deslizamento de terra. Outro turista acabou machucado em um caminho diferente no feriado de Páscoa neste ano, segundo o site La Nazione. Desde então, as conversas sobre limitar o número de visitantes do local se intensificaram – mas nada aconteceu oficialmente ainda. Recentemente, as autoridades do parque testaram um aplicativo que turistas podem baixar para ver o número de pessoas presentes em cada rota em tempo real. Quando um alerta vermelho aparece, é porque o caminho está cheio, e visitantes podem repensar se querem mesmo se juntar às multidões. No futuro, a ideia é tentar fazer também listas de espera virtuais. Os turistas também podem comprar um Cartão Cinque Terre, que permite acesso aos trens e ao transporte público. Não é obrigatório, mas os rendimentos do cartão servem para financiar os reparos nas trilhas, entre outras coisas. Richard Hammond, que é responsável pelo site GreenTraveller.com, afirmou à BBC que esse é o melhor momento para uma mudança. "As pessoas estão ficando mais conscientes sobre como estão viajando e como estão vivendo. Por exemplo, há muito mais conscientização hoje em dia sobre o uso do plástico. O que mostra que esse é um momento mais propício para se propor mudanças. O caminho está aberto para governos e autoridades locais agirem, pois não terão tantas reações adversas", reforçou. Também conhecida como "cidade perdida" dos incas, Machu Picchu fica a 2.550 metros de altura dos Andes peruanos. Segundo informações do Ministério do Comércio e Turismo do país, cerca de 70 mil a 100 mil turistas visitam o local a cada mês BBC 3) Peru: Machu Picchu aposta em períodos mais curtos de visitas A antiga cidade inca de Machu Picchu, no Peru, é destino certo para muitos viajantes. A famosa Trilha Inca permite que os visitantes caminhem até a cidade em meio a paisagens andinas e florestas nubladas, o que muitos dizem fazer da experiência algo ainda mais gratificante. No entanto, muita gente viajando ao mesmo tempo com guias não regularizados acabou fazendo com que as rotas ficassem danificadas, com pilhas de lixo se acumulando e acampamentos se multiplicando sem qualquer controle. Em 2005, o governo do Peru impôs um limite ao número de pessoas que poderiam visitar o local por temporada. E também determinou o fechamento da região todo mês de fevereiro para limpeza e manutenção. Turistas se adaptaram às novas regras e passaram a reservar suas visitas com antecedência, e as empresas de turismo tiveram que obedecer às determinações para não perderem a autorização de explorarem o local. No entanto, ainda há turistas inundando Machu Picchu, já que, para a maioria das pessoas, o local pode ser acessado por estradas. No ano passado, as autoridades inauguraram um novo sistema na tentativa de limitar o número de pessoas na região: agora seria necessário comprar um ingresso para a manhã ou para a tarde em um esquema que controlava a quantidade de tíquetes vendidos. No entanto, um ambientalista local disse à BBC que isso pode representar apenas uma solução imediatista e paliativa. A região é conhecida por ultrapassar o número de pessoas recomendado pela Unesco, que seria de 2,5 mil visitantes por dia. Jeju Island: Ilha sul-coreana é bastante visada por turistas chineses Shutterstock Via BBC 4) Coreia do Sul: Jeju Island, o paraíso exótico superlotado Você consegue adivinhar qual seria a rota de voo mais concorrida no mundo? No ano passado, a vencedora foi aquela que liga a capital da Coreia do Sul, Seul, e Jeju Island, um destino turístico a 90 km de distância do continente. As pessoas vão para lá para apreciar as paisagens vulcânicas, as cachoeiras pitorescas e um parque de diversões erótico, popular entre os recém-casados em lua de mel. Em 2017, quase 65 mil voos ligaram os dois aeroportos – seriam quase 180 por dia. Por ano, cerca de 15 milhões de turistas visitam a ilha, de acordo com o jornal South China Morning Post. O que significaria uma multidão para uma área de apenas 2 mil quilômetros quadrados. Para Kang Won-bo, diretor de um grupo de manifestantes locais, há um problema ambiental em jogo ali. "O ambiente de Jeju, que era intocado até pouco tempo atrás, agora tem sido danificado de maneira grave após ter se tornado um destino popular para turistas. Há muito lixo e engarrafamentos gigantescos." Catherine Germier-Hamel, uma consultora em turismo sustentável que mora em Seul, afirma que o turismo nem sequer tem contribuído para a economia local. "A ilha recebe muita gente pelos cruzeiros. Essas pessoas ficam apenas algumas horas ali e não contribuem efetivamente para a economia local", explicou. Germier-Hamel diz que, ao redor do mundo, as pessoas tendem a medir o sucesso do turismo apenas em números de visitantes, e isso deveria mudar. E a quantidade de carbono que todos esses voos acabam depositando na ilha? Não parece que isso seja algo que vá mudar tão cedo: o governo da Coreia do Sul está considerando fazer outro aeroporto na ilha, já que está projetando o aumento do número de turistas para 45 milhões até 2035. A Ilha de Jeju é popular principalmente entre os turistas chineses. O crescimento do mercado de viagens a partir China é visto, aliás, como a maior causa das tensões recentes na região. No ano passado, a China chegou a proibir suas agências de viagens de vender pacotes para a Coréia do Sul em protesto contra a decisão de Seul de utilizar um sistema de defesa antimísseis americano para a segurança. Essa proibição, porém, acabou recentemente. Caño Cristales é conhecido como o 'arco-íris derretido' Mario Carvajal/Creative Commons 3.0 Unported License 5. Colômbia: Caño Cristales cria novas regras Caño Cristales é um rio que parece correr refletindo um espectro inteiro de cores. Graças às plantas aquáticas que ali habitam e que refletem a luz do sol, ele fica vermelho, rosa, verde e amarelo. Moradores dessa região da Colômbia chegaram até a apelidar o rio de "arco-íris líquido". No passado, esse era o coração do território ocupado pelas guerrilhas das Farc, o que significa que o turismo ali era praticamente inexistente. No entanto, recentemente – especialmente depois do acordo de paz selado em 2016 –, visitantes começaram a se aventurar mais a fundo no país e quiseram ver essa maravilha de perto, usando a pequena região de Macarena como local para hospedagem. Ao contrário dos outros lugares citados nessa lista, Caño Cristales ainda não recebe milhões de turistas por ano (foram cerca de 16 mil em 2016), mas já enfrenta o desafio de conseguir equilibrar um fluxo desgovernado de turistas com um ecossistema extremamente delicado. Há preocupações de que a presença de mais pessoas na área possa causar um aumento na poluição e danificar as preciosas plantas aquáticas do rio. No entanto, para um destino turístico emergente, ele até que começou bem, inserindo uma série de regras: garrafas de plástico não são permitidas, assim como protetor solar ou repelente de insetos na água. Algumas áreas são proibidas para nado, e também não é permitido alimentar os peixes, nem fumar na região. Na chegada, os visitantes participam de um briefing para garantir que tudo isso esteja claro. Henry Quevedo, presidente do conselho de turismo de Caño Cristales, explicou que o turismo ali ainda era um projeto local, com centenas de famílias assumindo as funções de guias turísticos. Agora, eles estão passando por treinamentos e aprendendo outras línguas para receberem melhor os turistas. No entanto, ainda há preocupações ambientais diante da possibilidade do aumento do número de voos (os visitantes em geral chegam vindos de Bogotá) e da presença de vans, que levam as pessoas de Macarena até o rio. Em dezembro, o acesso foi restrito para dar ao rio um descanso. Faber Ramos, coordenador do programa de ecoturismo, explicou ao site Semana Sostenible: "A presença humana pode prejudicar o processo de reprodução das plantas. Por isso nós decidimos implementar esse período de restrição".
    Gato e cachorro viram 'melhores amigos' e fazem viagens juntos por montanhas dos EUA

    Gato e cachorro viram 'melhores amigos' e fazem viagens juntos por montanhas dos EUA


    Henry e Baloo, ambos adotados, formam dupla inusitada, acompanhando seus donos em caminhadas e escaladas por paisagens montanhosas; suas fotos juntos ganharam milhares de fãs nas redes sociais. A amizade de Baloo (o gato) e Henry (o cachorro)...


    Henry e Baloo, ambos adotados, formam dupla inusitada, acompanhando seus donos em caminhadas e escaladas por paisagens montanhosas; suas fotos juntos ganharam milhares de fãs nas redes sociais. A amizade de Baloo (o gato) e Henry (o cachorro) conquistou meio milhão de seguidores no Instagram Cynthia Bennett Melhores amigos, Henry e Baloo têm muito em comum. Ambos foram resgatados da rua por abrigos de animais e agora gostam de fazer longos passeios juntos por grandes paisagens da natureza. O que os torna tão especiais é que são uma dupla inusitada: um gato e um cachorro. A amizade improvável e as viagens para áreas montanhosas no estado americano do Colorado conquistaram milhares de fãs, que seguem as aventuras de Henry e Baloo no Instagram. Para os donos dos bichos, o casal Cynthia Bennett e Andre Sibilsky, a popularidade da dupla é "surreal". O gato Baloo, que veste uma guia nas caminhadas, gosta de explorar as paisagens tanto quanto o cachorro Henry Cynthia Bennett Cynthia e Andre se conheceram em Boston, uma metrópole americana. Mas eles dizem que são amantes da natureza e estavam destinados a sair da cidade. "Nós queríamos ir para o oeste, em direção a grandes montanhas. Então, nós viemos para o Colorado e acabamos nos mudando para cá no impulso, sem muito planejamento", conta Cynthia. Depois da mudança, o casal começou a escalar as montanhas regularmente e decidiu aumentar a família, adotando um cachorro. Henry - uma mistura alta e esguia das raças pastor alemão, husky, boxer, staffordshire terrier e aussie - chamou imediatamente a atenção. "Ele tinha a mesma idade dos outros filhotes (no abrigo para adoção de animais), mas tinha o dobro do tamanho. Assim que eu entrei no gradil para vê-lo, ele escalou meu colo", lembra Cynthia, entre risos. "Naquele momento, Andre soube que a gente iria levar Henry para casa. Eu sinto que foi Henry que nos escolheu". A fama da dupla animal permitiu a Cynthia e Andre seguirem sua paixão pelas paisagens montanhosas Cynthia Bennett Uma mistura de raças de cachorros de muita energia, Henry logo começou a acompanhar o casal nas escaladas e longas caminhadas. Um ano depois, Cynthia percebeu que estava postando muitas fotos de Henry nas suas redes sociais. Então, decidiu que seria uma boa ideia criar um perfil só para ele. Em três anos, a conta de Henry no Instagram já tinha 30 mil seguidores. O número saiu do controle quando o gato Baloo se juntou à família. Henry começou a acompanhar seus donos nas escaladas e caminhadas nas montanhas logo que foi adotado, ainda filhote Cynthia Bennett Um laço improvável Apesar de se divertir nas caminhadas, "Henry se sentia muito ansioso quando não estava em casa. Ele ficava tão estressado que não comia nem bebia. Então, nós decidimos que queríamos um parceiro para ele", diz Cynthia. A ideia foi adotar um gato. O casal passou meses procurando um companheiro para Henry. Era preciso encontrar um gato que pudesse se adequar ao seu estilo de vida. Não foi fácil. "Até porque, você não pode forçar um gato a fazer nada", ri Cynthia. Initial plugin text Como Henry, Baloo foi resgatado. Ele era parte de uma ninhada de oito filhotes, que foi abandonada. "Logo que Baloo conheceu Henry, se ligou imediatamente. Baloo tem uma obsessão por Henry - se eu preciso que ele se acalme, basta colocá-lo do lado de Henry que ele cai no sono". "Eu realmente acredito que Baloo acha que Henry é a sua mãe", diz Cynthia. "Nos primeiros meses, Baloo se deitava do lado de Henry e tentava mamar". Cynthia também acredita que Baloo pensa que é um cachorro. "Se ele vê um cachorro caminhando, ele corre para encontrá-lo. Já se vê um gato, ele ignora. É como se ele não entendesse quem ele é. É engraçado". As fotos e vídeos do gato e do cachorro juntos, com Baloo em cima ou do lado de Henry, explodiram nas redes sociais. Cynthia é a fotógrafa. Enquanto Andre trabalha em um escritório na área de finanças, ela reduziu seu ritmo de trabalho na área de marketing para se focar em fazer as fotografias e atualizar a conta do Instagram. A popularidade da dupla animal foi tanta que o casal acabou assinando contratos publicitários. "Eu falo para os meus seguidores que eles estão mudando minha vida ao permitir que eu faça o que eu amo", diz Cynthia. "Além disso, estou dando uma vida melhor para Henry e Baloo, porque posso ter mais tempo para viajar com eles, estar com eles" Initial plugin text Nem tudo são maravilhas, contudo. A popularidade também provocou reações adversas nas redes ao estilo de vida do casal e de seus animais de estimação. "Eu não entendo porque as pessoas atacam um cachorro e um gato", fala Cynthia. Mas a dona de Henry e Baloo garante que o apoio é muito maior que a negatividade. "Você só precisa ignorar (os comentários negativos). E então você lê outras centenas de outros comentários que dizem que Henry e Baloo iluminaram o dia".
    Rússia cria 'polícia turística' para tranquilizar torcedores da Copa

    Rússia cria 'polícia turística' para tranquilizar torcedores da Copa


    Ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, anunciou medida para tentar mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Policía turística faz patrulha na Manezhnaya Square, em Moscou Mladen Antonov/AFP Para garantir a...


    Ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, anunciou medida para tentar mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Policía turística faz patrulha na Manezhnaya Square, em Moscou Mladen Antonov/AFP Para garantir a segurança dos torcedores que viajarão à Rússia durante a Copa do Mundo, as autoridades russas anunciaram nesta segunda-feira (2) a criação de uma "polícia turística", uma maneira do país melhorar sua deteriorada imagem no exterior. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Vladimir Kolokotsev, e tem como objetivo mudar a imagem da polícia russa tanto fora como dentro do próprio país. Os agentes policiais russos têm a fama de realizar controles de identidade aleatórios e demorados no meio da rua ou recorrer a táticas autoritárias para conter manifestações pacíficas. A Rússia também vem tentando construir uma imagem de um país aberto e acolhedor, apesar do recente aumento de tensões diplomáticas com o ocidente. "Estas unidades serão formadas por agentes do ministério do Interior que falam várias línguas. Caso necessário, será feita uma formação extra", explicou o porta-voz da polícia, Irina Volk. Esta política começou nos Jogos Olímpicos de Sochi-2014 e continuou durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado. A pouco mais de dois meses para o início da Copa (14 de junho/15 de julho), as autoridades querem garantir que torcedores das 32 seleções participantes se sintam seguros e bem acolhidos na Rússia. A polícia turística estará posicionada ao redor dos estádios e das 'fan-zones' das onze cidades-sede a partir de 25 de maio, concluiu Irina Volk.
    Dois argentinos morrem por febre amarela após visitar o Brasil

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    País vizinho teve sete casos importados da doença, segundo boletim do Ministério da Saúde local. Maior parte das infecções ocorreram em Ilha Grande, no RJ. Mosquitos Sabethes transmitem febre amarela em regiões de mata Josué...


    País vizinho teve sete casos importados da doença, segundo boletim do Ministério da Saúde local. Maior parte das infecções ocorreram em Ilha Grande, no RJ. Mosquitos Sabethes transmitem febre amarela em regiões de mata Josué Damacena/IOC/Fiocruz O Ministério da Saúde da Argentina informou na última sexta-feira (23) que sete pessoas importaram a febre amarela do Brasil. Seis moradores do país vizinho foram infectados em Ilha Grande (RJ) e um em Ouro Preto (MG). Dois dos pacientes morreram e nenhum deles estava vacinado. Com isso, o governo do país passou a reforçar o pedido de vacinação contra a doença para cidadãos que pretendem viajar às regiões com recomendação. Os argentinos foram os que mais vieram ao Brasil em 2017, de acordo com dados da Polícia Federal analisados pelo Ministério do Turismo: foram 2.622.327 visitantes. Até então, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), havia informado duas mortes em estrangeiros: de um chileno e de um suíço. Até o último dia 22, o órgão internacional de saúde tinha confirmado 11 casos de turistas infectados no Brasil.
    Total de turistas no Brasil em 2017 supera anos de Copa e Olimpíada

    Total de turistas no Brasil em 2017 supera anos de Copa e Olimpíada


    Aumento de 42 mil visitantes em relação ao 2016 é puxado pelos países vizinhos. Argentinos continuam sendo o principal público. No carnaval, turista argentina Patrícia Pato junto à boneca gigante de Ivete Sangalo grávida Marlon...


    Aumento de 42 mil visitantes em relação ao 2016 é puxado pelos países vizinhos. Argentinos continuam sendo o principal público. No carnaval, turista argentina Patrícia Pato junto à boneca gigante de Ivete Sangalo grávida Marlon Costa/Pernambuco Press/Arquivo Com uma alta de 0,6% em relação ao ano anterior, o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros em 2017, segundo dados da Polícia Federal (PF) analisados pelo Ministério do Turismo. De acordo com o ministério, o crescimento foi puxado por turistas vindos dos países vizinhos. No último ano, 6.588.770 visitaram o Brasil. O número é maior que o registrado nos anos da Olimpíada (6.546.696) e da Copa do Mundo (6.429.852). A América do Sul registrou um salto de 11,1%, de 3,7 milhões para 4,1 milhões turistas em 2017, o equivalente a 62,4% do total. Argentina lidera o ranking Os dados mostram que a Argentina continua em primeiro lugar, com 2.622.327 visitantes, 14,3% a mais que em 2016. O país responde por quase 40% de todos os turistas internacionais que o Brasil recebe. Em segundo ficam os Estados Unidos, com 475,2 mil viajantes, uma queda de 7% em relação ao ano anterior. O Chile fica na terceira colocação, com 342,1 mil pessoas, 5,2% a mais que 2016", aponta o ministério. Argentina - 2.622.327 turistas (39,80% do total) Estados Unidos - 475.232 turistas (7,21%) Chile - 342.143 turistas (5,19%) Paraguai - 336.646 turistas (5,11%) Uruguai - 328.098 turistas (4,98%) França - 254.153 turistas (3,86%) Alemanha - 203.045 turistas (3,08%) Reino Unido - 185.858 turistas (2,82%) Itália - 171.654 turistas (2,61%) Portugal - 144.095 (2,19%) Colômbia - 140.363 (2,13%) Espanha - 137.202 (2,08%) Bolívia - 126.781 (1,92%) Peru - 115.320 (1,75%) México - 81.778 (1,24%) Suíça - 69.484 (1,05%) China- 61.250 (0,93%) Japão - 60.342 (0,92%) Holanda - 59.272 turistas (0,90%) Venezuela - 53.950 turistas (0,82%) Portas de entrada São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são as principais portas de entrada. Pelo estado paulista, entram 32,5% (2.144.606) de todos os turistas internacionais que chegam ao país. O Rio de Janeiro fica em segundo lugar com 1.355.616, o equivalente a (20,5%) e RS em terceiro com 1,27 milhão. Meios de transporte Apesar de ter registrado uma queda de 4,2%, o avião continua sendo o principal meio de transporte para o turista internacional. De todos os visitantes estrangeiros que chegaram ao Brasil em 2017, 63,5% usaram aviões. Pelas estradas, entraram 2,25 milhões de visitantes e 52,5 mil usaram navios. Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. Artur Bernardi/RPC/Arquivo
    FOTOS: surfe a zero grau e com aurora boreal atrai visitantes à Noruega

    FOTOS: surfe a zero grau e com aurora boreal atrai visitantes à Noruega


    Águas geladas e fenômeno deslumbrante fazem turistas e moradores se aventurarem na neve. O céu da Noruega é pintado pela aurora boreal. O fenômeno, conhecido como "luzes do norte", ocorre em regiões polares e de muito frio. Mesmo assim,...


    Águas geladas e fenômeno deslumbrante fazem turistas e moradores se aventurarem na neve. O céu da Noruega é pintado pela aurora boreal. O fenômeno, conhecido como "luzes do norte", ocorre em regiões polares e de muito frio. Mesmo assim, surfistas do mundo inteiro se aventuram no meio das temperaturas negativas para experimentar o visual único do país. O fotógrafo da agência France Presse, Olivier Morin, passou um tempo com surfistas nas ilhas Lofoten, em meio a tempestades de neve na praia de Unstad. A temperatura chegou a cair para -13ºC. Um surfista se prepara para cair nas águas do norte da Noruega Oliver Morin/AFP Norueguês Stian Morel posa após surfar no dia 11 de março em Unstad Oliver Morin/AFP Surfista rema na praia de Unstad, no norte da Noruega, nas ilhas Lofoten do Ártico Olivier Morin/AFP Grupo faz curso no dia 10 de março com temperatura da água perto dos 4ºC Olivier Morin/AFP Surfista se aventura nas águas da praia de Unstad, a temperaturas negativas Olivier Morin/AFP Além do frio e da aurora boreal, os surfistas experimentam águas extremamente límpidas Olivier Morin/AFP Tem gente que prefere surfar à noite para observar as luzes da aurora boreal Olivier Morin/AFP O indiano Leela Krischna mostrou a neve na barba depois de uma bateria de surfe no dia 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia as luzes do norte em Utakleiv, norte da Noruega, no arquipélago de Lofoten Olivier Morin/AFP Surfista carrega a prancha no meio de uma tempestade de neve em 11 de março Olivier Morin/AFP Surfista aprecia a vista da praia de Unstad Olivier Morin/AFP
    A ilha grega que guarda a língua escrita mais antiga da Europa

    A ilha grega que guarda a língua escrita mais antiga da Europa


    Santorini atrai turistas do mundo todo, mas pouca gente conhece a história deste badalado cartão-postal. Santorini é conhecida como a joia da Cíclades . O lugar é o resto de uma caldeira vulcânica. Você pode visitar as praias e falésias ali,...


    Santorini atrai turistas do mundo todo, mas pouca gente conhece a história deste badalado cartão-postal. Santorini é conhecida como a joia da Cíclades . O lugar é o resto de uma caldeira vulcânica. Você pode visitar as praias e falésias ali, além de fazer uma caminhada para conhecer as populações que moram no local BBC Giannis Bellonias estava parado à beira de um mirante em Imerovigli, vilarejo localizado no alto de uma montanha na ilha grega de Santorini, à espera do pôr do sol no Mar Egeu. Foi quando ele se virou para mim e disse: "Olha, olha ali! Olha o vulcão". Morador de Santorini, Bellonias apontava para o que são, de fato, duas pequenas ilhas de lava negra formadas pela atividade vulcânica - consideradas os mais recentes fragmentos de terra da bacia oriental do Mediterrâneo: Palea Kameni (Queimada Velha, em tradução livre) e Nea Kameni (Queimada Jovem). Com suas tradicionais casas brancas e igrejas de cúpula azul construídas ao longo das encostas, Santorini é um dos destinos turísticos mais famosos da Grécia. É cenário de folhetos de viagem a postagens do Instagram. E não é à toa que se tornou uma das principais referências no imaginário popular de ilha grega. Mas o que pouca gente sabe é que o cartão-postal guarda um segredo sombrio. Localizada no sul do Mar Egeu, Santorini é formada por um pequeno grupo circular de cinco ilhas que fazem parte das chamadas Cíclades: Thera, ilha principal, em forma de meia lua; Thirasia e Aspronisi, que fecham a circunferência; e as duas ilhas de lava, apontadas por Bellonias, ao centro. Todas as cinco ilhas rodeiam uma enorme caldeira - cratera que se forma após uma erupção vulcânica -, sendo a maior parte submersa. Mas nem sempre foi assim. Durante a Idade do Bronze, há cerca de 5 mil anos, Santorini era uma única massa de terra vulcânica chamada Stronghyle (que significa "redondo", em grego) - e desempenhou um papel crucial na história. Naquela época, uma civilização começou a se desenvolver na ilha de Creta, nas proximidades de Santorini. Seus habitantes eram conhecidos como minoicos - por causa de Minos, lendário rei de Creta. Eles eram um povo enigmático e educado, formado não só por guerreiros, mas também comerciantes, artistas e navegantes. A ascendência dos minoicos é objeto de uma disputa calorosa: enquanto alguns acreditam que eles foram refugiados do Delta do Nilo, no Egito, outros argumentam que eles saíram da antiga Palestina, Síria ou da Alta Mesopotâmia. Uma pesquisa recente sugere, no entanto, que a civilização minoica se desenvolveu localmente, a partir dos primeiros agricultores que viveram na Grécia e no sudoeste da Anatólia. Seja qual for a origem, não há dúvida de que, entre 2600 e 1100 a.C., uma civilização altamente sofisticada e avançada prosperou por aqui. Escavações realizadas em Creta, no sítio arqueológico de Knossos (capital da civilização minoica), desenterraram as ruínas de um surpreendente palácio, joias de ouro e afrescos. Ao longo dos séculos, o império minoico expandiu para a ilha de Rodes (309 km a leste de Stronghyle), assim como para regiões da costa da Turquia - e acredita-se que tenha chegado até o Egito e a Síria. Stronghyle (atualmente, Santorini) era um posto avançado estratégico para os minoicos devido à sua posição privilegiada na rota de comércio de cobre entre Chipre e Creta. "Escavações em Akrotiri (uma aldeia no sudoeste de Santorini) encontraram casas de três andares, palácios grandes e elaborados, as primeiras estradas pavimentadas da Europa, água corrente e um espetacular sistema de esgoto", conta Paraskevi Nomikou, professora assistente de oceanografia geológica e geografia natural na Universidade de Atenas. E, mais fascinante ainda, foram descobertos os primeiros sistemas de escrita da Europa, registrados em construções de Akrotiri e em rochas dos palácios de Knossos e Malia. Foi aqui que os minoicos grafaram suas primeiras palavras escritas, inicialmente na forma de hieróglifos cretenses e, mais tarde, usando o sistema Linear A. Os hieróglifos cretenses fazem parte de uma escrita antiga baseada em cerca de 137 pictogramas - que remetem a plantas, animais, partes do corpo, armas, navios e outros objetos. Acredita-se que esteve em uso até 1700 a.C. Gradualmente, os minoicos aperfeiçoaram os hieróglifos cretenses, chegando ao sistema Linear A, mais convencional, que foi utilizado até cerca de 1450 a.C. Ele era composto por vários números, 200 símbolos e mais de 70 sinais de sílaba, sendo mais parecido com a linguagem que conhecemos hoje - embora ambas as escritas permaneçam indecifráveis. Com razão, os criadores da língua escrita mais antiga da Europa foram saudados como a primeira civilização alfabetizada do continente. E suas conquistas intelectuais só eram superadas por seu estilo descontraído de viver. Eles celebravam a vida, até mesmo em funerais, faziam amizade com touros, em vez de matá-los, e conviviam em harmonia com a natureza. E foi justamente a natureza que decidiu exterminá-los. Entre 1627 a.C. e 1600 a.C., Stronghyle foi palco de uma erupção vulcânica - conhecida como erupção Minoica ou Santorini -, talvez a maior em 10 mil anos. "Antes da erupção, a caldeira atual não existia. Em vez disso, havia uma caldeira menor, decorrente de uma erupção muito mais antiga, que formava uma lagoa no norte da ilha", explica Nomikou. "Durante a erupção, materiais vulcânicos de 60m de espessura foram jogados no mar, gerando um tsunami de 9m de altura, que atingiu as margens de Creta. " Acredita-se que a série de ondas tenha chegado à costa oeste da Turquia e até Israel. Uma vez que a devastação terminou, a caldeira atual começou a se formar - e milhares de anos se passaram até surgir a Santorini que conhecemos hoje. Para os minoicos, era o princípio do fim. "A destruição vulcânica dizimou seus barcos comerciais, e a enorme quantidade de dióxido de carbono que foi liberada na atmosfera desestabilizou o equilíbrio climático, devastando a agricultura minoica", acrescenta a professora. "Tudo isso gradualmente permitiu aos micênicos (civilização da Idade do Bronze que habitava a Grécia continental entre 1600 a.C. e 1100 a.C.) aproveitar a chance de acabar com a independência minoica." Mas o que intriga Nomikou é que, ao contrário da antiga cidade romana de Pompéia, coberta por mais de 6 metros de cinzas e pedras após a erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., nenhum corpo foi encontrado em Santorini. "Tudo indica que o povo de Santorini foi avisado com antecedência e escapou", diz ela. Até hoje, ninguém sabe para onde eles foram. Mas se Santorini destruiu a primeira grande civilização da Europa, não extinguiu sua língua. Uma vez que os micênicos dominaram o antigo império minoico, substituíram o sistema de escrita Linear A por uma versão aprimorada, conhecida como Linear B. Trata-se da forma inicial da língua grega antiga, que propagou a democracia, o raciocínio científico, o teatro e a filosofia por todo o mundo. Mais de 3,5 mil anos após a destruição, Bellonias se orgulha de ser dono de uma das tradicionais propriedades na encosta de Santorini, esculpidas diretamente na caldeira vulcânica. "Essas casas tem o ar-condicionado perfeito. No inverno, o vulcão envia calor na sua direção e, no verão, refresca ", conta com um sorriso. Bellonias é um colecionador de arte, fundador de um instituto cultural que abriga uma biblioteca com 35 mil livros - incluindo centenas de títulos dedicados a Santorini. Em seis décadas, ele já viveu dentro e fora da ilha. "Pode te surpreender, mas o que povoa minha mente é esse cheiro", diz ele. "Quando eu era criança, toda vez que saíamos de Atenas (onde ele passou a infância) e chegávamos à ilha, estava amanhecendo - a viagem era árdua naquela época. E eu era tomado pelo cheiro dos cavallines, o excremento dos cavalos que levavam os moradores e turistas até Imerovigli, antes de Santorini ficar famosa." "Você ainda pode sentir o cheiro dos cavallines se abrir mão do conforto do seu carro", acrescenta Bellonias, olhando para as ilhas vulcânicas à sua frente, atrás das quais o colorido do céu - que vai do vermelho ao ultravioleta - anuncia a chegada do pôr do sol. "Eu nunca consegui traduzir essas cores em palavras. E não acho que alguém que já tenha morado nesta ilha tenha (conseguido). Pode ser carmim, rosa, laranja, vermelho, violeta... Eu simplesmente não consigo descrever o pôr do sol em palavras. Para mim, é um sentimento visceral. Santorini não é para os fracos". E ele provavelmente está certo. Não é à toa que destruiu a primeira civilização da Europa.

    Brasil tem diferentes tipos de feiras culturais e de negócios


    Eventos também ajudam a movimentar a economia das cidades. Brasil tem diferentes tipos de feiras O Brasil tem diferentes tipos de feiras, que refletem a cultura de cada cidade com produtos artesanais, antiguidades, culinária e ideias inovadoras. Além...

    Eventos também ajudam a movimentar a economia das cidades. Brasil tem diferentes tipos de feiras O Brasil tem diferentes tipos de feiras, que refletem a cultura de cada cidade com produtos artesanais, antiguidades, culinária e ideias inovadoras. Além disso, a feiras ajudam a movimentar a economia dos estados. Feiras de categorias diferentes se tornaram grandes eventos de negócios como feiras agropecuárias, salão de noivas, feiras de maternidade, em que produtores podem expor seus produtos e serviços e conhecer novos lançamentos do mercado.

    Bar oferece drink de R$ 450 em Londres


    Bebida "Rei George 6º" leva até flocos de ouro comestível. Com ouro e diamante comestíveis, drink chega a £ 100, em Londres Um drink coberto com flocos de ouro e "diamantes" comestíveis está à venda por 100 libras esterlinas (cerca de R$ 450) no...

    Bebida "Rei George 6º" leva até flocos de ouro comestível. Com ouro e diamante comestíveis, drink chega a £ 100, em Londres Um drink coberto com flocos de ouro e "diamantes" comestíveis está à venda por 100 libras esterlinas (cerca de R$ 450) no bar Bletchley, no bairro de Chelsea, em Londres. A bebida, à base de gim e com mais 3 bebidas misturadas, chama-se "Rei George 6º". Ela é complementada por limonada fresca, limão amargo e misturada com frutas vermelhas, chá de hibisco e raspas de limão e laranja. Após ser resfriada com gelo seco, a bebida ganha espuma de queijo mascarpone, "diamantes" comestíveis e caramelo. Folhas de ouro e polvilho de ouro dão o toque final. Leva mais uma hora para fazer o drink. Roland Mandoki, gerente do bar, disse que não acha o preço caro.
    Turismo da Cidade do Cabo sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero'

    Turismo da Cidade do Cabo sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero'


    Cidade sul-africana vive uma das piores secas da história. Moradores só podem consumir 50 litros de água por dia. Turismo da Cidade do Cabo também sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero' Da mesma forma que São Paulo, que enfrentou...


    Cidade sul-africana vive uma das piores secas da história. Moradores só podem consumir 50 litros de água por dia. Turismo da Cidade do Cabo também sofre com seca e adota ações para evitar 'Dia Zero' Da mesma forma que São Paulo, que enfrentou uma crise hídrica em 2015, a Cidade do Cabo, na África do Sul, com cerca de 4 milhões de habitantes -- um terço da metrópole paulistana -- passa aperto por causa de uma das piores secas de sua história. Atualmente os reservatórios estão com pouco menos de 25% de sua capacidade – no mesmo período do ano passado, os níveis eram de 33%. Reservatório de água na Cidade do Cabo Mike Hutchings/Reuters Desde o início de fevereiro as autoridades adotaram o chamado “Nível 6” de racionamento, em que a orientação é que o gasto diário de água por pessoa seja de até 50 litros – a Organização das Nações Unidas recomenda que o consumo médio em condições normais seja de 110 litros por pessoa. “A situação está muito crítica. Todos estamos fazendo o máximo possível para economizar”, conta a comerciante Fionah Chijaka. Para o taxista Gilbert Samuel é como se a seca fosse "o único problema da cidade". "Por outro lado, acredito que a situação tem deixado as pessoas mais conscientes sobre o uso da água", completa. Torneiras fechadas Museu na Cidade do Cabo fecha as torneiras e pede que visitantes usem líquido sanitário para higienizar as mãos André Paixão/G1 Além do esforço dos moradores, a Cidade do Cabo também tem pedido a colaboração dos turistas. O local é um dos principais cartões postais do país, e uma das cidades mais visitadas da África do Sul. Nas maiores atrações turísticas da cidade, como a Table Mountain ou o District Six Museum, as torneiras foram desligadas, e substituídas por um líquido sanitário para higienizar as mãos. Não faltam placas para explicar a situação. Placa em banheiro de atração turística da Cidade do Cabo explica a falta de água e as torneiras desligadas André Paixão/G1 Do balde ao exemplo Já os hotéis têm usado a criatividade para chamar a atenção dos turistas. Um deles posicionou diversas garrafas de água em sua recepção. Na esquerda, um volume maior, que representa 110 litros – um banho convencional. Do outro lado, apenas cinco garrafas, totalizando os 25 litros gastos em um banho de 5 minutos. Hotel da Cidade do Cabo mostra gasto de água em um banho com duração média e outro, de 2 minutos André Paixão/G1 Apesar de não saber em quanto a conta de água foi reduzida, a gerente do hotel afirmou que a campanha tem funcionado. “Além das garrafas, também instalamos temporizadores nos chuveiros, para os clientes controlarem melhor o tempo do banho”, disse. Hotel da Cidade do Cabo coloca baldes para que hóspedes guardem água do banho para reuso André Paixão/G1 Outro hotel da cidade teve uma iniciativa ainda mais curiosa. Colocou baldes vermelhos em todos os banheiros, pedindo que os clientes coletem parte da água usada nos banhos. Todas as manhãs, durante a limpeza dos quartos, funcionários do estabelecimento recolhem os baldes e reaproveitam a água. Neste mesmo hotel, as descargas mais longas foram desativadas, restando apenas a curta – ainda com fluxo reduzido em 4 vezes. Os chuveiros também tiveram a vazão cortada de 9 litros por minuto para 6 litros por minuto. Com as ações, de acordo com o engenheiro-chefe do hotel, o consumo de água caiu mais de 30% em fevereiro, na comparação com janeiro. Descarga com maior fluxo de água é desligada em hotel na Cidade do Cabo André Paixão/G1 'Dia Zero' Todas as medidas tem um objetivo em comum. Tentar evitar (ou adiar ao máximo) o chamado "Dia Zero", quando as torneiras serão fechadas e cada morador terá direito a apenas 25 litros de água por dia - fornecidos em fontes espalhadas pela cidade. A medida mais drástica ocorrerá caso os reservatórios que abastecem a Cidade do Cabo cheguem a 13,5% de sua capacidade. Se isso acontecer, a cidade deve se tornar a primeira metrópole moderna do mundo a ficar sem água. O 'Dia Zero' estava marcado originalmente para abril. Foi adiado para maio. Agora, o prazo é o mês de julho. Enquanto isso, moradores e visitantes torcem pela chuva. Foto de maio de 2017 mostra a barragem de Theewaterskloof, que tem menos de 20% de sua capacidade de água, nos arredores da Cidade do Cabo, África do Sul Rodger Bosch/AFP Ações que a Cidade do Cabo adotou para reduzir o consumo de água estabelecimentos comerciais devem reduzir em 45% o consumo de água na comparação com 2015 agricultores devem reduzir em 60% o consumo de água na comparação com 2015 casas que consumirem demais serão multadas (de R$ 1,3 mil a R$ 2,6 mil) proibir que piscinas privadas sejam enchidas com água fornecida pelo município proibir a irrigação com água fornecida pelo município proibir a lavagem de carros com água fornecida pelo município Vista da Cidade do Cabo, na África do Sul André Paixão/G1
    'Turismo excessivo' preocupa e o setor propõe soluções

    'Turismo excessivo' preocupa e o setor propõe soluções


    Profissionais se reúnem na Feira de Turismo de Berlim (ITB). 'Em 2030, haverá 1,8 bilhão de turistas no mundo e crescimento infinito é impossível em espaço limitado', observa especialista. Turista faz imagem panorâmica de Barcelona ao lado de...


    Profissionais se reúnem na Feira de Turismo de Berlim (ITB). 'Em 2030, haverá 1,8 bilhão de turistas no mundo e crescimento infinito é impossível em espaço limitado', observa especialista. Turista faz imagem panorâmica de Barcelona ao lado de um muro com a inscrição ‘Turista: sua viagem luxuosa – minha miséria diária’, em Park Guell, no dia 10 de agosto de 2017 Josep Lago/AFP Veneza proíbe os barcos de cruzeiro, Barcelona está contra os aluguéis e Dubrovnik impõe cotas a seus visitantes. Frente ao chamado "turismo excessivo", os profissionais do setor buscam soluções urgentes na Feira de Turismo de Berlim (ITB). "Em 2030, haverá 1,8 bilhão de turistas no mundo. Uma coisa é certa: este crescimento infinito é impossível em um espaço que é limitado, o que gera cada vez mais conflitos visíveis", constata Roland Conrady, diretor científico da ITB, conclave anual dos profissionais do turismo. De 1995 a 2016, o número de viajantes internacionais passou de 525 milhões para mais de 1,2 bilhão graças às companhias aéreas de baixo custo, e aos turistas de mercados emergentes como China, Índia e países do Golfo. O ano de 2017 esteve marcado por um aumento recorde de 7% no número de turistas no mundo, e por inéditos movimentos de rejeição ao turismo de massa, que desfigura ou expulsa as populações locais dos lugares onde vivem. E as primeiras consequências ou medidas não demoraram a chegar: na Tailândia, os corais da famosa Maya Bay não sobreviveram aos banhistas, e o lugar está ameaçado de fechamento. No Butão, o governo impõe cotas e em Dubrovnik, na Croácia, o prefeito impede que entrem mais de 8 mil pessoas por dia no centro histórico. 10% do PIB mundial "Fala-se muito hoje de 'turismo excessivo', pois aumentou em vários destinos, principalmente devido aos cruzeiros", diz à AFP o professor de economia do turismo, Torsten Kirstges, que cita o caso de Mallorca, onde podem desembarcar "cinco barcos de 4 mil passageiros que acostam ao mesmo tempo para visitar a catedral". O setor considera ao menos quatro caminhos para se assegurar de que o turismo não se autodestruirá: a mais evidente, e a mais positiva para as economias locais, é repartir melhor o fluxo de visitantes. Por exemplo, Veneza - com 265 mil habitantes e 24 milhões de visitantes por ano - limita o acesso de sua lagoa aos imensos barcos de cruzeiro. A cidade edita um guia mensal chamado "Deturismo", que realça outros locais secundários com a esperança de dissuadir os turistas de se concentrarem em massa na praça de São Marcos. "Sempre são os mesmos 'tours', sempre os mesmos lugares... No México, as pessoas só pensavam em Cancún, mas finalmente conseguimos levá-los à rota dos maias", explica na ITB Gloria Guevara, presidente da federação internacional do turismo (WTTC). Guevara recorda que o turismo representa 10% do PIB mundial, e que "o bairro invadido por um representa uma fonte de ingressos para outro". Tarifas segundo a hora Outra solução é aumentar os preços para dissuadir. A Torre Eiffel financiou suas obras de renovação aumentando 50% seu bilhete de entrada. Sua gêmea de Dubai, a imensa torre Burj Jalifa, propõe quatro tarifas diferentes segundo a hora do dia, sendo a mais cara ao pôr do sol. A tecnologia permite também regular os fluxos, em especial em Amsterdã, onde um site informa em tempo real aos visitantes do tempo de espera que há nas filas. Em breve, um novo aplicativo lhes indicará os lugares a evitar. Mas a internet também propulsou os aluguéis temporários do tipo Airbnb, que fazem com que os preços imobiliários disparem e atraem festeiros, suscitando rejeição extrema entre a população local, como ocorre em Barcelona, e estendendo, assim, o movimento de "turismofobia". Segundo o primeiro estudo sobre o "turismo excessivo", realizado pela empresa de consultoria McKinsey, 36% dos habitantes das zonas que sofrem este fenômeno consideram que "os visitantes internacionais" geram uma "pressão excessiva". Há seis meses, eram apenas 18%. Enfim, agora há grandes esperanças depositadas entre os turistas de 18 a 35 anos. Mais aventureira que a dos baby-boomers, esta geração "se dispersará mais, por medo a ficar decepcionada se visita um só lugar", ou pelo medo de que pessoas demais vão ao mesmo tempo a esse lugar, segundo a análise da McKinsey.
    Os efeitos das viagens de avião sobre nosso cérebro

    Os efeitos das viagens de avião sobre nosso cérebro


    Deslocamentos aéreos se tornaram uma atividade cotidiana – mas que ainda continuam a afetar profundamente nossos corpos, do humor à resposta imunológica. Viajar de avião se tornou uma atividade cotidiana – mas que ainda continua a afetar...


    Deslocamentos aéreos se tornaram uma atividade cotidiana – mas que ainda continuam a afetar profundamente nossos corpos, do humor à resposta imunológica. Viajar de avião se tornou uma atividade cotidiana – mas que ainda continua a afetar profundamente nossos corpos StockSnap/Pixabay Diante de uma tela minúscula, som de baixa qualidade e interrupções frequentes, assistir a um filme durante um voo pode ser uma experiência desafiadora. Apesar disso, quem viaja de avião regularmente já se emocionou ou testemunhou alguém se emocionar durante o trajeto. Até os mais durões costumam derramar lágrimas – às vezes com comédias infantis. E um novo levantamento realizado pelo aeroporto de Gatwick, em Londres, revelou que 15% dos homens e 6% das mulheres afirmaram ficar mais emotivos quando assistem a um filme durante um voo do que em casa. Recentemente, uma grande companhia aérea chegou a emitir o que chamou de "alertas de saúde emocional" para advertir seus clientes sobre as consequências do entretenimento a bordo. Teorias Há muitas teorias sobre por que voar pode deixar os passageiros com as emoções mais à flor da pele – a tristeza em deixar para trás entes queridos, a empolgação sobre a viagem que está por vir, a saudade de casa. Mas há também cada vez mais provas de que o próprio ato de voar também seja responsável por isso. Uma pesquisa indica que voar a 35 mil pés (10 km) acima do solo dentro de uma caixa de metal selada pode provocar reações estranhas em nossas mentes, alterar nosso humor, mexer com nossos sentidos e até nos fazer sentir mais coceira. "Há poucas pesquisas realizadas sobre o assunto porque para pessoas saudáveis isso não apresenta um grande risco", diz Jochen Hinkelbein, presidente da Sociedade Alemã de Medicina Aeroespacial e diretor-assistente de medicina de emergência na Universidade de Colônia, na Alemanha. "Mas precisamos lembrar que a viagem de avião se tornou mais barata e popular; sendo assim, pessoas mais velhas e menos em forma estão viajando mais. Isso está despertando mais interesse no assunto." Hinkelbein é um dos pesquisadores que vêm analisando como nosso corpo é afetado durante um voo. Não há dúvida de que o interior dos aviões é um dos lugares mais peculiares onde nós, seres humanos, podemos estar. Trata-se de um ambiente estranho, onde a pressão do ar é semelhante à do topo de uma montanha de 2,4 mil metros. A umidade é mais baixa do que em alguns dos desertos mais secos do mundo, enquanto que o ar bombeado para dentro da aeronave chega a temperaturas inferiores a 10°C, de forma a contrabalançar o excesso de calor gerado por todos os corpos e eletrônicos a bordo. A redução da pressão do ar durante um voo também pode reduzir a quantidade de oxigênio no sangue dos passageiros entre 6% e 25%, queda que, em condições normais, levaria muitos médicos a administrar oxigênio suplementar a seus pacientes. Embora isso não seja um problema para quem é saudável, o mesmo não se pode dizer para idosos e pessoas com dificuldades respiratórias. Estudos indicam, contudo, que até níveis relativamente baixos de hipoxia (deficiência de oxigênio) podem alterar nossa capacidade de pensar com clareza. Em locais com altitude acima de 3,6 mil metros, onde o nível de oxigênio é baixo, adultos saudáveis podem começar a sentir alterações em sua memória, bem como em sua capacidade de realizar cálculos e tomar decisões. Essa é a razão pela qual as autoridades de aviação insistem em que os pilotos usem máscaras de oxigênio suplementares se a pressão do ar da cabine chegar à de altitudes superiores a 12,5 mil pés. A pressão do ar a altitudes acima de 7 mil pés (2,1 mil metros) acaba por atrasar o tempo de reação - má notícia para quem gosta de brincar com jogos eletrônicos durante o voo. Há também algumas pesquisas que mostram que, quando estamos a altitudes acima de 8 mil pés (2,4 mil metros), similar à de um avião, nosso desempenho cognitivo e nosso raciocínio podem ser parcialmente afetados. Para a maioria de nós, no entanto, é improvável que isso atrapalhe nosso fluxo de pensamento. "Uma pessoa saudável não deve ter problemas cognitivos a essa altitude", diz Hinkelbein. "Mas, naqueles que não estão com a saúde em dia, a hipoxia pode diminuir a saturação de oxigênio, tornando os déficits cognitivos mais visíveis", acrescenta. Mas tal condição não afeta apenas aqueles com doenças pré-existentes. Podemos sofrer as consequências da redução do oxigênio quando voamos gripados, por exemplo, lembra o especialista. Cansaço De forma geral, segundo Hinkelbein, a hipoxia gera efeitos mais facilmente reconhecidos em nossos cérebros: ficamos cansados. Estudos já mostraram que a exposição a altitudes acima de 10 mil pés (3 mil metros) pode aumentar a fadiga. Mas, em algumas pessoas, os efeitos podem começar em altitudes mais baixas. "Sempre que estou sentado em um avião após a decolagem, fico cansado e acabo adormecendo com facilidade", explica Hinkelbein. "Não é a falta de oxigênio que me faz perder a consciência, mas a hipoxia é um fator que contribui para isso". Se você consegue manter seus olhos abertos por tempo suficiente para ver a tripulação reduzir as luzes no interior da aeronave, então você pode experimentar outro efeito da pressão mais baixa. A visão noturna humana pode se deteriorar de 5% a 10% em altitudes de apenas 5 mil pés (1.500 metros). Isso ocorre porque as células fotorreceptoras da retina necessárias para enxergamos no escuro precisam de muito oxigênio e funcionam de forma menos eficaz em altas altitudes. Voar também provoca danos em nossos outros sentidos. A combinação de baixa pressão do ar e umidade pode reduzir a sensibilidade de nossas papilas gustativas ao sal e ao doce em até 30%. Um estudo realizado pela companhia aérea alemã Lufthansa também mostrou que o sabor salgado do suco de tomate melhora durante um voo. Flatulências O ar seco também pode nos roubar a maior parte do nosso olfato, deixando a comida menos interessante. É por isso que muitas companhias aéreas adicionam tempero extra aos alimentos servidos durante um voo. Talvez até tenhamos sorte de que nosso olfato seja reduzido durante um voo, pois a mudança na pressão do ar nos deixa mais propensos a flatulências. Mas se o odor dos gases emitidos pelo seu vizinho de poltrona não fosse o pior dos males, um estudo realizado em 2007 mostrou que, após cerca de três horas em altitudes acima de 8 mil pés, as pessoas começam a se queixar de desconforto. Soma-se a isso a baixa umidade, não causa surpresa que tenhamos dificuldade em ficarmos quietos por longos períodos de tempo no ar. Um estudo realizado por cientistas austríacos revelou que um voo de longa distância pode secar nossa pele em até 37% e aumentar a sensação de coceira. Baixos níveis de pressão e umidade do ar também podem ampliar os efeitos do álcool e da ressaca. E para aqueles que têm medo de viajar de avião, as notícias ainda podem ficar piores. "Os níveis de ansiedade podem aumentar com hipoxia", explica Valerie Martindale, presidente da Associação Médica Aeroespacial da Universidade King's College, em Londres. A ansiedade não é o único aspecto de humor que pode ser afetado pelo voo. Vários estudos mostraram que passar muito tempo em altitudes elevadas pode aumentar a tensão, tornar as pessoas menos amigáveis, diminuir seus níveis de energia e afetar sua capacidade de lidar com o estresse. "Mostramos que alguns aspectos do humor podem ser alterados pela exposição a pressões equivalentes a altitudes de 6 mil a 8 mil pés", diz Stephen Legg, professor de ergonomia da Universidade Massey, na Nova Zelândia, que estuda o impacto da hipoxia de baixo nível nos seres humanos. Nem choro nem vela Isso pode explicar, de certa forma, por que os passageiros geralmente choram em filmes depois de algumas horas de voo, mas a maioria dos efeitos percebidos em estudos científicos parece ocorrer apenas em altitudes acima das quais um avião comercial pode trafegar. Recentemente, Legg também mostrou que a leve desidratação que se pode esperar durante um voo também pode influenciar o humor. "Sabemos muito pouco sobre o efeito dessa exposição em menor grau na complexidade da cognição e do humor", acrescenta. "Mas sabemos que há uma "fadiga" geral associada à viagem aérea de longa distância, então acho que é provavelmente os efeitos combinados dessas exposições múltiplas simultâneas que dão origem ao que chamamos de "jetlag". Por outro lado, há pesquisas que mostram que altitudes elevadas também podem tornar as pessoas mais felizes. Mas Stephen Groening, professor de cinema e mídia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz acreditar que essa felicidade também pode se manifestar na forma de lágrimas. O tédio em um voo e o alívio proporcionado por um filme, combinados com a sensação de privacidade proporcionada pela pequena tela e pelos fones de ouvido, podem produzir lágrimas de alegria e não tristeza, diz ele. "A configuração do sistema de entretenimento a bordo gera um efeito da intimidade que pode gerar respostas emocionais mais elevadas", assinala Groening. Mas Hinkelbein descobriu outra mudança estranha no corpo humano quando estamos no ar. Um novo estudo (ainda não publicado) realizado por ele junto com colegas da Universidade de Colônia mostrou que a exposição por até 30 minutos a condições semelhantes àquelas experimentadas em um voo comercial alterou o equilíbrio de moléculas associadas ao sistema imunológico no sangue de voluntários. A conclusão sugere que a menor pressão do ar pode alterar a forma como nossos sistemas imunológicos funcionam. "As pessoas costumam pensar que pegaram uma gripe ou resfriado ao viajarem por causa das mudanças de temperatura", diz Hinkelbein. "Mas pode ser que a resposta esteja dentro do avião. Precisamos pesquisar esse assunto com mais detalhes." Nesse sentido, se os voos alteram nossos sistemas imunológicos, não só ficamos mais vulneráveis a infecções, mas também mais propensos a oscilações de humor. Há, por exemplo, uma correlação entre aumento na inflamação gerada pela resposta imunológica e depressão. "Uma reação inflamatória de uma vacina pode produzir uma alteração de humor que dura 48 horas", diz Ed Bullmore, diretor de Psiquiatria da Universidade de Cambridge e que estuda como o sistema imunológico influencia os distúrbios do humor. "Seria interessante (avaliar) se um voo de 12 horas para o outro lado do mundo causasse algo semelhante".
    Brasileiros criam empresa de turismo para negros após sofrerem preconceito em viagens

    Brasileiros criam empresa de turismo para negros após sofrerem preconceito em viagens


    Plataforma oferece hospedagem compartilhada e quer garantir que viajantes se sintam acolhidos. Carlos Humberto da Silva, Antonio Luz e André Ribeiro, da rede de turismo negro Diáspora.Black Marcelo Brandt/G1 O geógrafo carioca Carlos Humberto da...


    Plataforma oferece hospedagem compartilhada e quer garantir que viajantes se sintam acolhidos. Carlos Humberto da Silva, Antonio Luz e André Ribeiro, da rede de turismo negro Diáspora.Black Marcelo Brandt/G1 O geógrafo carioca Carlos Humberto da Silva costumava receber visitantes em seu apartamento no bairro turístico de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, por uma famosa plataforma internacional de acomodações compartilhadas. Diversas vezes, encarou olhares surpresos dos hóspedes na chegada, quando se davam conta de que era ele o anfitrião. Um casal de holandeses chegou a sair de lá logo depois de encontrá-lo, sem dar motivo. E, quando colocou foto em seu perfil no site, Carlos viu a procura pelo imóvel diminuir. Quando era ele que estava em viagem, também enfrentava constrangimento nos hotéis onde se hospedava. “Eu saía para jantar à noite com um grupo, por exemplo, e ao retornar sempre ouvia a famosa pergunta: ‘Você quer falar com alguém?’ ‘Vai onde?’ Perguntas que não faziam para os outros hóspedes”, conta. Carlos é negro. Experiências como essas o inspiraram a criar, junto com amigos, um negócio em um mercado ainda pouco explorado no Brasil: o Diaspora.Black, uma rede de turismo voltada para a população negra. “Vi que havia uma demanda para além da minha. Todo negro vive algum tipo de preconceito ou rejeição quando está viajando”, diz. “Quis criar uma rede em que a gente se sentisse protegido e também onde pudéssemos trocar experiências e valorizar o legado e a cultura da população negra”, afirma. O site, que começou a funcionar no ano passado, é focado atualmente em hospedagem. Há acomodações disponíveis em mais de 30 cidades brasileiras e em outros 12 países. No futuro, a ideia é incluir também restaurantes, passeios turísticos, centros culturais e outros serviços. Plataforma oferece hospedagem compartilhada. Reprodução Algumas das acomodações disponíveis têm relação direta com a história e a cultura negra, como quilombos, terreiros e centros culturais. Três exemplos são o Quilombo da Rasa, em Búzios (RJ), a Casa do Perdão, terreiro de umbanda no Rio de Janeiro que oferece cursos e oficinas, e o centro comunitário Casa das Mulheres de Pedras, também no Rio. Mas há também casas e apartamentos comuns. “A diferença é o viajante saber que vai ser bem recebido. Temos, por exemplo, o dono de uma pousada em Blumenau, uma cidade que não tem uma cultura negra tão manifestada, que simplesmente gostou da nossa proposta e disse: ‘Quero receber, trocar, quero que se sintam à vontade aqui’”, diz o jornalista baiano Antonio Pita, outro sócio do Diaspora.Black. “As pesquisas mostram que a chance de um negro ser aceito por anfitriões é menor”, completa Carlos. “A cidade não precisa necessariamente ter um roteiro turístico ligado à história negra [para ser incluída no site]. A pessoa pode ir para o interior da Alemanha ou para a China, mas querer se sentir bem-vinda”. Menos chance Um estudo de 2016 da universidade americana Harvard, que avaliou a plataforma de hospedagem compartilhada Airnbnb, revelou que pessoas com nome tipicamente afro-americanos tinham 16% menos chance de serem aceitas pelos donos dos imóveis cadastrados do que candidatos com nomes tipicamente de pessoas brancas. Outras pesquisas indicam que os algoritmos das plataformas convencionais restringem a visibilidade de anunciantes negros mesmo em bairros e cidades de maioria negra, afirmam os criadores do Diaspora.Black. No ano passado, o dono de um apartamento em Amsterdã foi preso após jogar uma turista sul-africana escada abaixo por ela ter se atrasado para fazer check-out, uma agressão que segundo a vítima teve motivação racista. Em sites de notícias estrangeiros, é possível ler outros relatos de viajantes negros que se sentiram discriminados em hotéis ou sites de acomodação compartilhada. Sem seleção de usuários Atualmente, 74% dos usuários cadastrados no Diaspora.Black são mulheres negras. “A gente oferece a elas uma oportunidade de geração de renda com o aluguel das acomodações. É um adicional relevante no orçamento das famílias”, diz o designer carioca André Ribeiro, outro sócio do portal, que é considerado um negócio social (ou seja, visa lucro, mas tem impacto na sociedade). Mas o site não faz seleção de usuários. Qualquer um, de qualquer etnia, pode se cadastrar. Segundo Antonio Pita, o critério é ter interesse e empatia. “Quando você se cadastra, está pactuando com uma rede que se posiciona frente a uma série de estigmas e opressões que essa população vive. Mas se você simplesmente quiser comer um acarajé em Salvador, a gente quer te indicar o melhor acarajé em Salvador”, diz. Por do sol em frente ao Elevador Lacerda, em Salvador Marcelo Guedes/ Ag Haack Carlos, André e Antonio estão passando uma temporada em São Paulo, onde participam de um programa de aceleração de startups para o qual o Diaspora.Black foi selecionado. Eles estão na fase final de uma campanha de financiamento coletivo e planejam incluir na plataforma, nos próximos meses, agências de viagem e guias de turismo que fazem pacotes e excursões para a população negra. Segmentação O portal atualmente está disponível em quatro idiomas: português, espanhol, francês e inglês. Fora do Brasil, os usuários que mais se interessam pelo serviço vêm dos Estados Unidos. “Lá essa segmentação de mercado se chama Black Travel Movement, está muito bem estabelecida e movimenta US$ 48 bilhões por ano”, diz Antonio. Carlos percebeu isso mesmo antes de criar a empresa, quando passou a receber turistas negros dos EUA interessados em trocar ideias sobre a cultura afro no Brasil. “Todos me diziam que era necessário ter uma ferramenta que reunisse serviços de turismo que acolhessem bem a população negra”, conta. Sentado em um café na avenida Paulista, ele relembra um dos episódios mais marcantes que o levaram a criar o negócio. “Sempre compro frutas, coisas tipicamente brasileiras, para os meus hóspedes. Recebi o casal de holandeses, desci para fazer as compras e, quando retornei, eles tinham saído e deixado um bilhete dizendo que não era bem o que eles esperavam. De fato eles não esperavam ser recebidos por um anfitrião negro. Porque meu apartamento é muito bom, aconchegante, no centro turístico de Santa Teresa. Tanto que eles fizeram o pagamento normalmente, não reclamaram de nada no site”, conta. “Quando esse tipo de coisa acontece na rua, já é ruim. Quando é dentro da sua própria casa é ainda mais doloroso”, completa.
    Sobreviventes de tiroteio em escola pedem que turistas boicotem a Flórida

    Sobreviventes de tiroteio em escola pedem que turistas boicotem a Flórida


    Estudantes exigem que estado aprove endurecimento das leis de armas. David Hogg, estudante que sobreviveu ao tiroteio em escola em Parkland, na Flórida, em imagem de arquivo Jonathan Drake/File Photo/Reuters Os sobreviventes do massacre de 14 de...


    Estudantes exigem que estado aprove endurecimento das leis de armas. David Hogg, estudante que sobreviveu ao tiroteio em escola em Parkland, na Flórida, em imagem de arquivo Jonathan Drake/File Photo/Reuters Os sobreviventes do massacre de 14 de fevereiro pediram um boicote ao estado da Flórida até que endureça suas leis sobre as armas, e sugeriram aos turistas que viajem para Porto Rico. "Vamos fazer um acordo: não venham à Flórida no 'spring break' até que seja aprovada uma legislação sobre armas", escreveu David Hogg, um dos estudantes que lidera o movimento #NeverAgain contra as armas nos Estados Unidos. Hogg, de 17 anos, e seus colegas da escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, fazem campanha para que os legisladores restrinjam a venda de armas depois que um atirador matou 17 pessoas com um fuzil semiautomático comprado legalmente. Este tema polariza a sociedade americana, e os defensores das armas dizem que a Constituição garante o livre porte. "Melhor ainda: passem o 'spring break' em Porto Rico (...) Eles realmente precisam de apoio econômico que esse governo falhou em dar", continuou Hogg, referindo-se à devastação deixada por dois furacões no ano passado neste território americano. Seus comentários de sábado foram retuitados nesta segunda-feira por Emma González, a estudante de 18 anos que se tornou o rosto do movimento #NeverAgain. "Sigam a sugestão de @davidhogg111 e visitem Porto Rico, eles precisam muito desse dinheiro do turismo", escreveu a jovem de origem cubana. Initial plugin text A prefeita da capital de Porto Rico, Carmen Yulín Cruz, assegurou em um tuíte que se sente "honrada" pelo conselho de Hogg e por sua "liderança e pelo chamado à ação em nome do povo de San Juan". O governador da Flórida, Rick Scott, disse na sexta-feira que procurará mobilizar policiais armados nas escolas públicas, aumentar a idade mínima para a compra de armas e proibir a venda de dispositivos que convertam os fuzis em metralhadoras, ainda que não tenha mencionado a venda de armas semiautomáticas. Hogg, que quer ser jornalista, estava escondido em um armário durante o massacre quando começou a filmar entrevistas com outros estudantes com os quais se protegia.
    Tirolesa nas alturas faz turistas 'voarem' a 80 km/h sobre Dubai; vídeo

    Tirolesa nas alturas faz turistas 'voarem' a 80 km/h sobre Dubai; vídeo


    Atração tem 170 metros de altura e 1 km de extensão. Tirolesa nas alturas atrai aventureiros para Dubai Turistas com espírito aventureiro têm agora uma nova opção para conhecer Dubai do alto. O destino nos Emirados Árabes Unidos ganhou uma...


    Atração tem 170 metros de altura e 1 km de extensão. Tirolesa nas alturas atrai aventureiros para Dubai Turistas com espírito aventureiro têm agora uma nova opção para conhecer Dubai do alto. O destino nos Emirados Árabes Unidos ganhou uma nova tirolesa de 170 metros de altura e 1 quilômetro de extensão, que permite que os visitantes deslizam a uma velocidade de 80 quilòmetros por hora sobre os arranha-céus, a baía e os iates, finalizando o percurso em um shopping-center. Visitante vê Dubai de cima ao deslizar em uma tirolesa pela cidade Reprodução CCTV A experiência intimida muita gente: toda semana há visitantes que desistem do passeio no último segundo. Os mais corajosos precisam pagar caro pela experiência – 650 dirhans, o equivalente a R$ 570. Visitantes deslizam em tirolesa sobre Dubai Reprodução CCTV
    Turismo em Paris supera baixa pós-ataques e tem melhor ano em uma década em 2017

    Turismo em Paris supera baixa pós-ataques e tem melhor ano em uma década em 2017


    Ocupantes de hotéis chegaram a 33,8 milhões. Louvre, Palácio de Versalhes e Torre Eiffel foram atrações mais requisitadas e japoneses, alemães e norte-americanos foram nacionalidades que mais aumentaram visitas. Vista noturna de...


    Ocupantes de hotéis chegaram a 33,8 milhões. Louvre, Palácio de Versalhes e Torre Eiffel foram atrações mais requisitadas e japoneses, alemães e norte-americanos foram nacionalidades que mais aumentaram visitas. Vista noturna de Paris Walkerssk/Creative Commons Os turistas voltaram a encher as ruas de Paris no ano passado, quando os temores com a segurança vistos após uma série de ataques de militantes islâmicos pareceram arrefecer, fazendo de 2017 o melhor ano em número de visitantes estrangeiros na cidade em ao menos uma década. Os ocupantes de hotéis da capital e da região mais ampla de Île-de-France chegaram a 33,8 milhões, disse a federação de turismo local, e houve um grande aumento nas visitas de japoneses, alemães e norte-americanos. Esse total havia recuado de 32,4 milhões em 2015 para 30,9 milhões em 2016, uma queda vista por muitos como uma reação aos ataques, incluindo uma série coordenada na capital em novembro de 2015 durante a qual atiradores e homens-bomba islâmicos mataram 130 pessoas. O total de 2017 cresceu 9,9 por cento e chegou a 15,9 milhões apenas em Paris, e 9,5 por cento em Île-de-France, que inclui o Palácio de Versalhes. "A indústria turística mostrou como é resistente após os ataques, as greves e os incidentes climáticos que cobraram um preço em 2015 e 2016", disse Eric Jeunemaitre, presidente da agência regional de turismo CRT, acrescentando que a tendência é de continuidade em 2018. No topo da lista de locais mais frequentados ficaram o museu do Louvre, com 8,1 milhões de visitas, o Palácio de Versalhes, com 7,7 milhões, e a Torre Eiffel, com 6,2 milhões. Os visitantes japoneses voltaram aos montes, e as reservas em toda a região de Île-de-France cresceram 32 por cento em 2017, segundo a CRT. Um aumento consideravelmente menor foi o dos britânicos, que mesmo continuando a representar o segundo maior grupo de turistas só cresceu 2,4 por cento, o que a CRT atribui à perda de poder aquisitivo decorrente da decisão do Reino Unido de se separar da União Europeia.
    Hotel mais alto do mundo é inaugurado em Dubai

    Hotel mais alto do mundo é inaugurado em Dubai


    Edifício de 75 andares e 356 metros supera recordista anterior, que fica no mesmo bairro. Visitante tira fotos do 71º andar do Gevora Hotel, o hotel mais alto do mundo, em Dubai Satish Kumar/Reuters O emirado de Dubai, com uma fome permanente de...


    Edifício de 75 andares e 356 metros supera recordista anterior, que fica no mesmo bairro. Visitante tira fotos do 71º andar do Gevora Hotel, o hotel mais alto do mundo, em Dubai Satish Kumar/Reuters O emirado de Dubai, com uma fome permanente de quebrar recordes, inaugurou o hotel mais alto do mundo, com 356 metros. O Gevora Hotel, localizado na grande Avenida Sheikh Zayed, supera o recorde de outro hotel vizinho, da cadeia Marriott, em apenas um metro. Com seus 356 metros de altura, este último quebrou o recorde de outro hotel no mesmo bairro, o Rose Rayhaan, da cadeia Rotana (333 metros). Hotel mais alto do mundo é inaugurado em Dubai O Gevora Hotel ocupa uma torre de 75 andares de cor dourada. De acordo com o jornal "The National", tem quatro restaurantes, uma piscina, um spa de luxo e um ginásio. Os primeiros clientes chegaram na segunda-feira. O hotel mais alto do mundo, Gevora Hotel, em Dubai Satish Kumar/Reuters Dubai tem a torre mais alta do mundo, o Burj Khalifa, que alcança 828 metros. O emirado está construindo uma estrutura ainda maior, cujas medidas, por enquanto, são um segredo. A cidade-Estado, um dos principais destinos turísticos do Golfo, recebeu 15,8 milhões de visitantes em 2017, 6,2% a mais do que no ano anterior e, por sua vez, um recorde. Visitantes no 71º andar do hotel mais alto do mundo, Gevora Hotel, em Dubai Satish Kumar/Reuters

    Nova ponte suspensa de vidro atrai turistas na China


    Com 268 metros de extensão e a 158 metros de altura, ponte na província de Henan é trêmula e tem painéis que simulam rachaduras quando as pessoas caminham sobre eles. Travessia une dois penhascos em Xuchang. Nova ponte suspensa de vidro atrai...

    Com 268 metros de extensão e a 158 metros de altura, ponte na província de Henan é trêmula e tem painéis que simulam rachaduras quando as pessoas caminham sobre eles. Travessia une dois penhascos em Xuchang. Nova ponte suspensa de vidro atrai turistas na China Uma nova ponte suspensa, com piso de vidro, na província chinesa central de Henan, trouxe uma divertida mistura de empolgação e susto a turistas durante o feriado do Festival da Primavera. A ponte, aberta ao público cerca de uma semana antes do feriado, tem 268 metros de extensão e fica a 158 metros de altura. Os painéis de vidro têm espessura de 2,4 centímetros e apresentam imagens de rachaduras quando as pessoas caminham sobre eles. Pendurada sobre dois penhascos em uma bela paisagem na cidade de Xuchang, a ponte trêmula atraiu muitos turistas que queriam testar sua coragem. “Ela é suspensa e trêmula, o que torna a travessia mais assustadora”, disse um deles. A China possui agora dezenas de passagens, pontes e plataformas de observação de vidro em seus pontos turísticos espalhados pelo país. No final do ano passado, outra ponte suspensa de vidro, com 488 metros de extensão, foi inaugurada na província de Hebei, no norte do país.
    Trem que liga Londres a Amsterdã faz viagem inaugural

    Trem que liga Londres a Amsterdã faz viagem inaugural


    Rota inédita tem duração de três horas e 41 minutos e passagem custa a partir de 35 libras o trecho. Funcionárias do trem da Eurostar entre Londres e Amsterdã posam para foto na estação de St Pancras, em Londres, no dia 20 de fevereiro de 2018...


    Rota inédita tem duração de três horas e 41 minutos e passagem custa a partir de 35 libras o trecho. Funcionárias do trem da Eurostar entre Londres e Amsterdã posam para foto na estação de St Pancras, em Londres, no dia 20 de fevereiro de 2018 Simon Dawson/Reuters Um trem que fará a ligação entre Londres e Amsterdã pela primeira vez realizou sua viagem inaugural nesta terça-feira (20). O novo trecho é operado pela Eurostar, mesma companhia que já faz viagens ferroviárias entre Londres, Paris e Bruxelas. O trem passa pelo Eurotúnel e vai a uma velocidade de 300 km/h e leva três horas e 41 minutos até a capital holandesa, passando por Bruxelas e Roterdã. A viagem desta terça foi uma demonstração para a imprensa e para profissionais de turismo. A rota será aberta oficialmente para os viajantes no dia 4 de abril, com passagens a partir de 35 libras (R$ 160) o trecho. Funcionários da Eurostar seguram as bandeiras do Reino Unido e da Holanda em frente ao trem que liga Londres a Amsterdã Simon Dawson/Reuters Atualmente, mais de 4 milhões de passageiros viajam de avião entre as duas cidades anualmente, segundo a Eurostar, citada pela Reuters. Desde 1994, quando o primeiro trem conectou Londres e Paris, a quantidade de viagens entre as duas cidades dobrou, contando por via ferroviária e aérea.
    Brasil tem diversas cachoeiras para serem visitadas; conheça algumas

    Brasil tem diversas cachoeiras para serem visitadas; conheça algumas


    Cascata, catarata, salto, queda d'água... diversidade de cachoeiras no país é grande. Brasil tem diversas cachoeiras que podem ser visitadas e exploradas O Brasil tem algumas das maiores e mais belas quedas d'água do mundo. São vários nomes:...


    Cascata, catarata, salto, queda d'água... diversidade de cachoeiras no país é grande. Brasil tem diversas cachoeiras que podem ser visitadas e exploradas O Brasil tem algumas das maiores e mais belas quedas d'água do mundo. São vários nomes: cascata, quando as águas descem degraus. Catarata, quando formam uma grande cortina. Salto, quando caem em forma de esguicho. Véu de noiva, queda d’água, catadupa, tombo, cachão... o nome não importa. Para quem gosta de natureza e aventura, as águas que caem transmitem encanto e boas energias. Tem coisa mais relaxante do que um banho de cachoeira? Veja abaixo algumas das cachoeiras mais famosas do país. Cachoeira do veloso (Ilhabela-SP): Da Cachoeira do Veloso, é possível ver uma das mais belas vistas de Ilhabela. São três cachoeiras, com 50 metros de queda, em um mesmo rio. A Cachoeira do Veloso começa em uma praia de mesmo nome. A caminhada é tranquila e dura cerca de 40 minutos. Cachoeira do Caracol (Canela - RS): A cascata do Caracol fica entre os municípios de Gramado e Canela. Surge no meio da Serra Gaúcha e tem 130 metros de queda livre. Além do mirante, também é possível observar a paisagem em cima de um elevador panorâmico situado dentro do Parque Estadual do Caracol. Cachoeira do Salto Grande (Corupa - SC): Faz parte de um circuito chamado Rota das Cachoeiras. Localizado ao norte de Santa Catarina, o parque é um verdadeiro abrigo ecológico e possui uma trilha com 14 quedas d'água em uma área de 100 hectares. A principal é a Salto Grande com 125 metros de altura. Cataratas do Iguaçu (Foz do Iguaçu- PR): Um conjunto com cerca de 275 metros de quedas d'água no rio Iguaçu, localizada no Parque Nacional do Iguaçu. Cataratas do Iguaçu Cataratas do Iguaçu S.A./Divulgação Cachoeira do Itambé (São Benedito das Areias - SP): Um paredão de 84 metros de altura com uma queda d’água de alto volume. Uma das mais espetaculares cachoeiras em São Paulo, localizada no município de Cássia dos Coqueiros. Cachoeira do Tabuleiro (Conceição do Mato Dentro - MG): É uma das mais belas do Brasil. A água serpenteia por 273 metros até chegar a um poço como um spray. Cachoeira Conde D'eu (Sumidouro - RJ): Possui 127 metros de queda. O impacto de uma nuvem de água formam arco-íris em dias de sol. Cachoeira da Fumaça (Alegre - ES): Tem 144 metros de altura. Cachoeira Boca da Onça (Bodoquena - MS): Com 156 metros de altura, é a mais alta do estado. Cachoeira Véu da Noiva: Cartão postal da Chapada de Guimarães, é formada pelo rio Coxipó, com 86m de queda livre, e é o principal ponto de visitação do Parque Nacional. Cachoeira Santa Bárbara (Cavalcante - GO): É uma das mais visitadas na Chapada dos Veadeiros. Para chegar até a cachoeira da Santa Bárbara percorrem-se 5 km de trilhas passando por uma região de cerrado. Cachoeira do Tororó (Santa Maria - DF): Possui 18 metros e é um local bem popular para amantes de rapel. Cachoeira Buracão (Ibicoara - BA): Fica na Chapada Diamantina. Para chegar a queda é preciso caminhar por passagens estreitas e nadar para chegar pertinho da cascata. Cachoeira do Formiga (Mateiros - TO): É uma pequena queda d'água, cercada por uma vegetação exuberante, de árvores altas, samambaias e moitas de palmeiras nativas. Mas o espetáculo mesmo fica por conta da piscina formada ao pé da cachoeira, onde águas de um verde-esmeralda encantador convidam ao mergulho. Cachoeira da Formiga Divulgação/Andrea Marques Cachoeira do Rio Mandi (Teixeirópolis – RO): Localizada dentro da pousada Vale das Cachoeiras a cachoeira do rio Mandi, com queda d'água livre de 32 metros de altura. O vale conta com pelo menos mais 10 cachoeiras menores com queda d’água livre de três a 10 metros de altura. Cachoeira El Dourado (Serra do Aracá - AM): Localizada na Serra do Aracá na cachoeira El Dorado, com a maior queda livre do Brasil, superior a 350 metros. Cachoeira da Formosa (Serra do Divisor - AC): Três quedas com cerca de 5 metros de altura cada. Entre o primeiro e segundo desnível, há um poço de 30 metros de largura. Cachoeira do Urucá (Uiramutã - RR): Possui 20 metros de altura. Sua água cai em um poço com água transparente, de tonalidade levemente esverdeada. Alguns quilômetros abaixo, no mesmo igarapé, encontra-se a ‘cachoeira das Sete Quedas’, com uma sucessão de quedas d’água e piscinas naturais. Cachoeira de Santo Antonio (Laranjal do Jari - AP): É formada por processos vulcânicos ocorridos há milhões de anos atrás, com quedas d'água a despencar de uma altura de 30 metros. Poço Azul (Riachão - MA): Águas cristalinas do poço azul, formado por uma queda d'água, proporcionam banhos espetaculares, um ótimo local para relaxar. Poço Azul fica situado no Parque Nacional da Chapada das Mesas, no muncípio de Riachão Reprodução/TV Mirante Cachoeira do Riachão (Piracuruca - PI): Só funciona na estação das chuvas. No verão seca totalmente, percebendo-se apenas um imenso paredão de pedra. Fica no Parque Nacional de Sete Cidades. Cachoeira de Macambira (Macambira - SE): É conhecida como uma das principais cachoeiras do estado de Sergipe. Cachoeira do Roncador (Pirpirituba - PB): Encravada entre os municípios de Pirpirituba, Bananeiras e Borborema, é um lençol d'água que desaba de uma altura de 40 metros. Cachoeira do Anel (Viçosa - AL): É formada pelo rio Caçamba, uma das bacias do rio Paraíba, a cachoeira faz parte da Fazenda Cachoeira Grande a 14 km de Viçosa. Cachoeira Planaltina (Brasil Novo - PA): O município é conhecido pelas cachoeiras, corredeiras, cavernas e grutas que mais se destacam graças ao tom de suas águas esverdeado. Cachoeira do Frade (Ubajara - CE): O Parque Nacional de Ubajara é repleto de atividades de ecoturismo, uma das quedas d'água mais visitadas da região é a cachoeira do Frade. Cachoeira da Pinga (Portalegre - RN): A cidade de Portalegre é famosa por possuir diversas cachoeiras, uma das mais famosas é a do Pinga, duas queda d'água com 36 metros de altura. Cachoeira Véu de Noiva em Chapada dos Guimarães José Medeiros
    Turistas curiosos provam sorvete preto na Coreia do Sul

    Turistas curiosos provam sorvete preto na Coreia do Sul


    Iguaria pode ser encontrada no porto sul-coreano de Jumunjin e leva tinta de lula para ganhar uma tonalidade única. Coreia do Sul tem sorvete preto feito com tinta de lula A comida coreana vai além do tempero único e apimentado. O sorvete preto foi...


    Iguaria pode ser encontrada no porto sul-coreano de Jumunjin e leva tinta de lula para ganhar uma tonalidade única. Coreia do Sul tem sorvete preto feito com tinta de lula A comida coreana vai além do tempero único e apimentado. O sorvete preto foi inventado na Coreia do Sul e seus entusiastas dizem que a cor é única: os fabricantes usam tinta de lula para dar um tom especialmente escuro. As informações são da agência Ruptly. Imagens do porto sul-coreano de Jumunjin mostram os turistas curiosos com a iguaria. O país está recebendo milhares de visitantes novos com as Olimpíadas de Inverno. De acordo com os novos clientes do sorvete preto, o sabor é agridoce, já que a tinta da lula altera o gosto da massa. "Este sorvete só pode ser encontrado na região de Jumunjin e está se tornando cada vez mais popular entre os turistas", disse Lee Seung Hyeon, vendedor de uma sorveteria. Sorvete tem cor escura porque leva tinta de lula sem sua composição Ruptly/Reprodução
    Máfia de mendigos e outros golpes a evitar na Rússia

    Máfia de mendigos e outros golpes a evitar na Rússia


    Criminosos se profissionalizam na Rússia para enganar doadores e obter recursos que seriam destinados a causas nobres. Catedral de São Basílio, em Moscou jackmac34/Creative Commons Nas cidades russas, é melhor não dar dinheiro a um mendigo na...


    Criminosos se profissionalizam na Rússia para enganar doadores e obter recursos que seriam destinados a causas nobres. Catedral de São Basílio, em Moscou jackmac34/Creative Commons Nas cidades russas, é melhor não dar dinheiro a um mendigo na rua, porque grande parte deles não é o que parece. Confira abaixo cinco tipos de charlatões para se esquivar durante estadia na Rússia, junto com as melhores alternativas para doações de caridade. Mendigos profissionais Tem todo tipo de pessoa pedindo ajuda na rua: vovós de aparência humilde que “precisam de dinheiro para uma operação”; “veteranos de guerra” de uniforme militar, e muitas vezes sem algum membro; e mulheres grávidas ou com criança de colo. Mas muitas vezes esses indivíduos são apenas personagens. Segundo o site de assistência social Takie Dela (“E assim vai”), essas pessoas podem fazer parte de uma máfia de mendigos: “O dinheiro que eles coletam vai para os ‘curadores’, que atendem as suas necessidades. É um negócio, intimamente ligado ao crime, e apoiar isso é imprudente”. Conselho: se quer realmente ajudar essas pessoas, tente fazê-lo sem dar dinheiro. Em vez disso, ofereça o que eles dizem precisar (comida, bilhete de ônibus ou trem e etc.). Moradores de rua Estar no meio da rua em uma grande cidade, sem lugar para dormir ou qualquer comida, é uma ideia assustadora; por isso, é natural simpatizar com os moradores de rua, sobretudo durante o rigoroso inverno russo. Mas, mesmo assim, é bom evitar dar dinheiro diretamente, porque nunca se sabe se será realmente usado para comida. Muitos moradores de rua têm problemas com álcool e gastarão tudo na próxima garrafa. Além disso, essa prática pode ser perigosa: ficar bêbado do lado de fora no inverno pode fazer com que a pessoa perca a consciência e morra por exposição ao frio. Conselho: compre comida você mesmo e dê ao morador de rua. Ajude-o a contatar organizações que possam providenciar abrigo e faça a ponte com serviços sociais. Em Moscou: +7 (495) 720-15-08, +7 (903) 720-15-08 (serviço de patrulhamento social) Em São Petersburgo: +7 (812) 407-30-90 (Nochlezhka, organização de caridade) Voluntários pagos Essas pessoas de aparência respeitável, muitas vezes jovens, estão por todo lado com caixinhas para coletar dinheiro que supostamente irá ajudar um orfanato, um abrigo de animais ou outra causa digna. Mas eles não são realmente voluntários. Na melhor das hipóteses, estão coletando dinheiro para um grupo questionável que leva uma enorme quantidade de doações para si. Ou, talvez, nem haja qualquer orfanato ou abrigo, e as pessoas pagas como “voluntários” sequer sabem disso. “Nenhuma entidade séria arrecada recursos coletando dinheiro na rua”, sugere o Takie Dela, citando Vladimir Berkhin, o diretor do fundo de caridade Predaniye (Tradição). “Essas histórias cheiram mal, e você deve evitar participar delas”, disse Berkhin. Conselho: Em vez de dar dinheiro a estranhos, doe para uma instituição de caridade conhecida. Entre as associações de instituições na Rússia, vale a pena pesquisar os trabalhos de Vsye Vmeste (“Todos juntos”) e Nuzhna Pomosh (“Ajudar é necessário”). Vsye Vmeste: +7 (495) 648-90-02; [email protected] Nuzhna Pomosh: +7 (495) 641-02-86; [email protected] Falsos protetores dos animais Algumas pessoas que dizem protetores dos animais na Rússia usam cães como adereços, caminhando na rua ou estações de metrô, geralmente com uma placa: “Preciso de dinheiro para alimentar o cão” ou “Arrecadando dinheiro para um abrigo de animais”. Segundo Natália Bistrova, diretora de um abrigo para cachorros de rua e abandonados, trata-se de uma “rede comercial e nada mais. Todos aqueles que pedem dinheiro usando usar animais são impostores”, disse ao jornal “Argumenty i Fakty”. Pior ainda, os cachorros que esses trapaceiros usam para os golpes são muitas vezes dopados para que permaneçam calmos e pareçam sofridos para os transeuntes. Conselho: não dê dinheiro aos mendigos com animais. Para ajudar os animais desabrigados, doe para uma instituição de caridade conhecida, como a PET, em Moscou. Idosos ou crianças no transporte Tenha cuidado quando alguém se aproximar pedindo alguns rublos para pegar ônibus ou metrô, especialmente se for uma pessoa idosa ou uma criança. Não é que eles sejam criminosos; é que essas pessoas podem nem saber o que estão fazendo ou para onde estão indo. Em uma grande cidade, como Moscou, por exemplo, ambos são vulneráveis. Conselho: pergunte à pessoa para onde ela está indo. Se ela parecer perdida, entre em contato com o LizaAlert, um grupo sem fins lucrativos que procura e ajuda indivíduos que estão desaparecidos, no telefone +7 (800) 700-54-52.
    Aos poucos, Europa está se cansando do turismo

    Aos poucos, Europa está se cansando do turismo


    Berlim, Veneza, Amsterdã, Roma: moradores veem qualidade de vida ser reduzida com o crescente fluxo de turistas, e cidades são obrigadas a buscar alternativas para não perder identidade. Uma multidão se aglomera em frente à Fontana di Trevi, em...


    Berlim, Veneza, Amsterdã, Roma: moradores veem qualidade de vida ser reduzida com o crescente fluxo de turistas, e cidades são obrigadas a buscar alternativas para não perder identidade. Uma multidão se aglomera em frente à Fontana di Trevi, em Roma. Fontana di Trevi, em Roma Reuters Chegar perto exige paciência e esforço para romper a barreira formada por turistas. Quando a aproximação é bem-sucedida, fica impossível admirar com calma a beleza de uma das principais atrações da capital italiana. Situações assim são rotina em várias partes da Europa. E, há alguns anos, vêm começando a incomodar moradores, diante de um processo conhecido como turistificação – o processo de transformação espacial e socioeconômica de regiões em detrimento do interesse turístico. Moradores veem sua qualidade de vida sendo reduzida ao serem obrigados a conviver com turistas, muitas vezes barulhentos e que não respeitam as regras locais. Em diversas regiões, a turistificação provoca a expulsão de habitantes devido à explosão nos preços dos aluguéis. Veneza é um dos exemplos mais gritantes. A cidade italiana perdeu praticamente a metade de sua população em apenas 30 anos. Estimativas apontam que, se esse desenvolvimento seguir o ritmo atual, pode ocorrer a "extinção" dos venezianos na cidade. Turistas pulando de ponte em Veneza Reprodução/Twitter Não somente moradias foram destinadas ao turismo, mas também muitas lojas locais. A estrutura da cidade sofre ainda com a circulação de cruzeiros na região, que danificam mais as já fragilizadas fundações dos prédios locais, feitas de madeira sobre um terreno pantanoso. Outras cidades europeias, como Lisboa, Berlim, Madri, Amsterdã e Dubrovnik, sofrem problema semelhante. Na capital da Islândia, Reykjavík, de 122 mil habitantes, os números dão uma dimensão do fenômeno: em 2008, recebeu 450 mil visitantes; uma década depois, a cifra passa de 2,5 milhões. Em Barcelona e em Palma de Mallorca, o descontentamento levou moradores a protestar em meados do ano passado contra o turismo de massa. Os manifestantes levavam cartazes com os dizeres "o turismo mata" e chegaram a comparar a atividade com o terrorismo. Cidades buscam limite Em 2017, o turismo internacional movimentou 1,3 bilhão de pessoas pelo mundo, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. O maior aumento (8%) foi registrado na Europa, que recebeu 671 milhões de visitas. A Organização Mundial de Turismo (OMT) prevê a continuação deste crescimento, que deve chegar a 1,8 bilhão em 2030. "O grande desafio neste cenário é garantir um crescimento sustentável, incentivando mudanças no comportamento dos turistas, encorajando práticas sustentáveis e minimizando qualquer efeito adverso que o desenvolvimento da atividade possa causar nos destinos", afirma Sofía Gutiérrez, do Departamento de Desenvolvimento do Turismo Sustentável da OMT. Diante dos atuais problemas e da perspectiva de crescimento, algumas cidades europeias procuram caminhos para conter o turismo de massa e, ao mesmo tempo, promover a atividade de uma maneira sustentável. "As cidades querem o turismo, mas perceberam que há um limite e agora buscam soluções para conduzir a onda de turistas sem acabar com a atividade", acrescenta Frank Herrmann, autor do livro FAIRreisen - Das Handbuch für alle, die umweltbewusst unterwegs sein wollen (Viagem justa – Manual para todos que querem viajar com consciência ambiental, em tradução livre). Entre quem busca dar um alívio ao problema está Veneza. Em novembro do ano passado, a cidade proibiu, a partir de 2019, a circulação de grandes cruzeiros no centro. Já Amsterdã anunciou, em outubro de 2017, a proibição da abertura de novos estabelecimentos comerciais voltados para turistas no centro da cidade, como lojas de suvenires e restaurantes fast-food. Além disso, já havia banido a circulação de ônibus turísticos e cruzeiros na região central, além de proibir a construção de novos hotéis. Guerra contra Airbnb Protesto contra apartamentos ilegalmente alugados para turistas em Barcelona Reprodução/Twitter/@barcelona_cat A capital holandesa, assim como Barcelona e Berlim, adotou ainda regras para banir o aluguel temporário de moradias e conter desta maneira a explosão nos valores dos aluguéis. A ascensão de plataformas digitais, como Airbnb, facilitou esse tipo de negócio, tornando essa disponibilização de moradias muito mais lucrativo do que o convencional em cidades com intensa movimentação turística. Gutiérrez destaca que, com a revolução tecnológica, esses modelos de negócios continuarão se expandindo e, por isso, é necessário que os destinos entendam as realidades deste novo mercado e regulamentem suas operações caso a caso. Amsterdã está entre os destinos pioneiros que investiram na regulamentação do serviço. A cidade estipulou que proprietários de imóveis podem disponibilizar apartamentos em plataformas digitais, como Airbnb, por apenas 60 dias, e a partir de 2019, somente por 30 dias. Em Barcelona, o governo congelou a concessão de licenças para novos hotéis e trava uma batalha contra o aluguel ilegal de apartamentos. Em dezembro de 2016, a prefeitura chegou a multar o Airbnb em mais de 600 mil euros por disponibilizar no portal moradias que não estavam legalizadas. Na capital alemã, uma legislação proíbe desde o ano passado esse tipo de negócio sem a autorização prévia da prefeitura. A proibição, porém, enfrentou resistência do Airbnb e de donos de imóveis que entraram na Justiça contra a medida. Berlim voltou atrás e aprovou nesta semana o aluguel temporário de apartamentos inteiros sem legalização junto à prefeitura por até 60 dias por ano. O aluguel de quartos é permitido sem restrições. Além disso, oito cidades – Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas, Paris, Cracóvia, Viena e Reykjavík – se reuniram no início deste ano contra plataformas de aluguel e pedem que a Comissão Europeia obrigue esses serviços a revelarem a identidade dos inquilinos e a compartilhar esses dados. Ao tentar evitar a turistificação com medidas que pretendem reduzir o acúmulo de turistas em determinadas regiões e preservar o bem-estar dos habitantes locais, as cidades europeias expressam também o desejo de promover um turismo de maior qualidade e proporcionar aos viajantes a autenticidade que procuram nas férias. Turista sustentável Um turismo sustentável, no entanto, não depende somente dos destinos, mas de todos seus atores. "Quem viaja barato, viaja ao custo do meio ambiente e dos moradores do local de destino", destaca Herrmann. O especialista ressalta que o turista também deve contribuir para diminuir os impactos negativos de suas férias. Questionar a necessidade de uma viagem aérea, optar por não comprar pacotes turísticos com tudo incluso, usar o transporte público local, contratar guias da região e comprar lembranças produzidas no país são algumas das atitudes que fazem bem ao meio ambiente, às cidades turísticas e a seus moradores. "Além disso, se as pessoas se comportassem nas férias como se comportam em casa também já ajudaria muito. Por exemplo, os alemães levam sacolas de pano para fazer as compras na Alemanha e evitar assim o uso de sacolas plásticas, isso também deveria ser feito quando eles viajam", acrescenta Herrmann.
    Turismo em Portugal tem alta de 12% e bate novo recorde em 2017

    Turismo em Portugal tem alta de 12% e bate novo recorde em 2017


    Dados divulgados nesta quarta apontam que 12,7 milhões turistas estrangeiros visitaram o país no ano passado.  Surfista caminha na praia da Rocha, em Portimão (Portugal), em imagem de arquivo de 6 de novembro de 2016 John Schults/ Reuters O...


    Dados divulgados nesta quarta apontam que 12,7 milhões turistas estrangeiros visitaram o país no ano passado.  Surfista caminha na praia da Rocha, em Portimão (Portugal), em imagem de arquivo de 6 de novembro de 2016 John Schults/ Reuters O número de turistas estrangeiros em visita a Portugal cresceu 12 % em 2017 e alcançou um recorde de 12,7 milhões de pessoas, contribuindo para o maior crescimento econômico do país desde 2000, mostraram dados oficiais revelados nesta quarta-feira (14). As receitas com turismo e viagens em geral representam cerca de 10 % do Produto Interno Bruto (PIB) português, que cresceu 2,7 % em 2017. O setor turístico também é uma fonte crucial de emprego e um componente importante da exportação de serviços. Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) também mostraram que as receitas totais dos hotéis do país, incluindo o turismo doméstico, cresceram quase 17 por cento e chegaram ao equivalente a 4,20 bilhões de dólares. Tanto os visitantes quanto receitas se elevaram aproximadamente no mesmo ritmo forte de 2016. O turismo vem crescendo continuamente desde 2011, e centenas de hotéis novos e milhares de apartamentos redecorados para turistas foram abertos em todo Portugal, colocando o país entre os três destinos de viagem mais procurados do mundo em 2018, segundo a agência de viagens Lonely Planet. Portugal atrai igualmente turistas, estrangeiros e nativos, por suas praias, castelos medievais, golfe e também por alguns dos preços mais baixos para comer e beber na Europa Ocidental. No ano passado a pop star Madonna se tornou a mais ilustre de um número crescente de moradores estrangeiros da nação ibérica. Os turistas britânicos representaram o maior grupo de visitantes no ano passado, mas com um aumento modesto de 1 % em relação ao ano anterior, enquanto as visitas de norte-americanos, poloneses e brasileiros deram um salto maior -- mais de 30 %.
    Neve fecha a Torre Eiffel em Paris

    Neve fecha a Torre Eiffel em Paris


    Monumento deve ficar fechado também no sábado. Pedestres caminha no Campo de Marte, em Paris, aos pés da Torre Eiffel, que está fechada por causa da neve' AP/Michel Euler A Torre Eiffel irá permanecer fechada nesta sexta-feira (9) e também no...


    Monumento deve ficar fechado também no sábado. Pedestres caminha no Campo de Marte, em Paris, aos pés da Torre Eiffel, que está fechada por causa da neve' AP/Michel Euler A Torre Eiffel irá permanecer fechada nesta sexta-feira (9) e também no sábado devido à neve e à chuva que atingem a França. As autoridades disseram aos motoristas na região de Paris que ficassem em casa por segurança. A empresa que administra o monumento mais visitado da França disse que a Torre Eiffel fica fechada "para garantir a segurança dos visitantes". Enquanto isso, trabalhadores munidos de pás de mão limpam cuidadosamente a neve da intrincada estrutura do monumento construído no século 19. A empresa que administra a torre disse que não pode usar sal porque poderia corroer o metal e danificar seus elevadores. Muitas nevascas no início desta semana deixaram centenas de motoristas presos em seus carros e causaram grandes engarrafamentos na região da capital francesa. Mais previsão de neve é prevista sexta-feira e as autoridades alertam sobre condições perigosas em cerca de um quarto do país. Casal com Torre Eiffel fechada ao fundo Michel Euler/AP
    Turismo ameaça ecossistema das Ilhas Galápagos, no Equador

    Turismo ameaça ecossistema das Ilhas Galápagos, no Equador


    Em 2017, ocorreu uma alta de 7% no número dos visitantes; cerca de 245 mil pessoas foram ao lugar paradisíaco. Vista aérea em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, no Equador Pablo Cozzaglio/AFP Um paraíso que recorda o início dos tempos. Um...


    Em 2017, ocorreu uma alta de 7% no número dos visitantes; cerca de 245 mil pessoas foram ao lugar paradisíaco. Vista aérea em Tortuga Bay, na Ilha de Santa Cruz, no Equador Pablo Cozzaglio/AFP Um paraíso que recorda o início dos tempos. Um tesouro ecológico que muitos desejam descobrir. Mas, para sobreviver, as Ilhas Galápagos, no Equador, devem desprezar milhares, talvez milhões, de turistas. Nas areias brancas de Tortuga Bay, na Ilha Santa Cruz, as iguanas caminham ao lado dos turistas. Os surfistas pegam ondas entre tartarugas marinhas. Mergulhadores observam arraias, tubarões de pontas brancas e peixes coloridos. Desta maneira, entre espécies ameaçadas e visitantes que não chegam a formar uma multidão, sobrevive o arquipélago vulcânico, formado por 19 grandes ilhas e dezenas de pequenas ilhas e rochas a 1 mil km do continente. Grupo de iguanas marinhas passeia entre os turistas Pablo Cozzaglio/AFP Mas o Equador sabe que a explosão do turismo mundial, que bateu recorde em 2017, com 7% a mais de viajantes, exerce uma pressão crescente sobre os frágeis paraísos. "Galápagos é a joia da coroa e, como tal, devemos cuidar. Não podemos massificá-la", explica à AFP o ministro do Turismo, Enrique Ponce de León. "Temos que ser muito enérgicos no cuidado ao meio ambiente". Bem-vindos Com uma rede de pequenos hotéis e oferta de cruzeiros entre as ilhas, Galápagos é um destino ecoturístico que figura entre os mais exclusivos do Pacífico. Os voos de Quito e Guayaquil se aproximam dos US$ 400 e a estadia de uma semana oscila entre US$ 2 mil e US$ 7 mil. O fluxo aumentou até alcançar 245 mil visitantes por ano. Vista aérea de Puerto Ayora, cidade localizada no arquipélago Pablo Cozzaglio/AFP O número, que segundo as autoridades é o máximo que as ilhas podem suportar sem prejuízo aos ecossistemas, pode virar uma norma. "As particularidades ambientais, sociais e biológicas deste lugar único nos obrigam a estabelecer um teto e a administra o turismo a partir da oferta, não da demanda", afirmou à AFP Walter Bustos, diretor do Parque Nacional Galápagos. Restrições Frequentado no passado por piratas e caçadores de baleias, o arquipélago que inspirou Charles Darwin em sua Teoria da Evolução luta contra a pesca ilegal, o aquecimento global e "invasores" como cães, gatos e ratos. Em 1959 foi criado o Parque Nacional para preservar 97% de sua superfície terrestre. Em 1978, a Unesco declarou o arquipélago Patrimônio Natural da Humanidade. Também foi delimitada uma reserva marinha de 138 mil km2 e foi classificada como santuário marinho – com proibição total à pesca – uma área de 38 mil km2, entre as ilhas Darwin e Wolf, a região com a maior biomassa de tubarões do mundo. Dependente das importações do continente e com fontes limitadas de água, o arquipélago limitou o crescimento de sua população: atualmente vivem apenas 26.000 pessoas nas quatro ilhas habitadas. Cactus gigantes crescem perto da costa da Ilha de Santa Cruz Pablo Cozzaglio/AFP A lei de "Regime Especial" trata como estrangeiros os equatorianos continentais. Para obter o direito de residência permanente, por exemplo, a pessoa deve estar casada com um galapaguenho por no mínimo 10 anos. As autoridades também adotaram restrições às construções e estimulam o uso de energias renováveis e de carros elétricos. As bolsas plásticas foram proibidas. A ilha de Baltra, a principal porta de entrada de Galápagos, tem um aeroporto ecológico, movido por energia solar e eólica. "Mas o desafio é administrar o turismo de maneira sustentável, que conserve os ecossistemas e gere lucros. O turista não deve ser visto como o diabo", disse à AFP Juan Carlos García, diretor de conservação da ONG WWF no Equador. Céus abertos Impor limites ao turimo em Galápagos, no entanto, castiga a economia dolarizada. E os últimos anos foram de escassez de divisas com a queda dos preços do petróleo e o forte endividamento. O turismo e o setor de mineração são considerados tábuas de salvação para a economia do país. Em 2017, o número de visitantes no país cresceu 14% na comparação com 2016, com 1,6 milhão de pessoas, uma cifra modesta na comparação com outros países da região. Turistas nadam na praia de Tortuga Bay, no Equador Pablo Cozzaglio/AFP O presidente Lenín Moreno pretende estimular o turismo para fortalecer a economia. Com este objetivo, decretou há alguns meses a política de "céus abertos", que facilita o tráfego aéreo para que mais turistas pousem em Quito e Guayaquil. E muitos destes turistas terão como objetivo visitar o arquipélago. A companhia aérea estatal TAME já anunciou novos voos para as ilhas. As autoridades conseguirão resistir à pressão? "Temos que apostar mais na qualidade e em aumentar o período de estadia dos turistas. E que depois viajem pelo resto do país, oferecendo pacotes", afirma o ministro do Turismo. A Metropolitan Touring, empresa que atua em Galápagos há meio século e atende 12 mil turistas por ano, adverte que a criação de uma "cota" vai aumentar os preços. "Apesar de contrária aos interesses empresariais, esta é uma medida razoável para que não termine como Machu Picchu", a sobrecarregada cidade inca do Peru, explica Roque Sevilla, diretor da empresa.
    Pesquisador defende transformar devastação do mar Morto em oportunidade turística

    Pesquisador defende transformar devastação do mar Morto em oportunidade turística


    Crateras chegam a ter 100 metros de diâmetro e expõem sal que ficava abrigado pela água em extinção. Os poços são resultado da escassez de água BBC A retração do Mar Morto é um fato. Cientistas constataram que o desaparecimento tem...


    Crateras chegam a ter 100 metros de diâmetro e expõem sal que ficava abrigado pela água em extinção. Os poços são resultado da escassez de água BBC A retração do Mar Morto é um fato. Cientistas constataram que o desaparecimento tem ocorrido a um vertiginoso ritmo de um metro por ano. E, à medida em que o mar retrocede, enormes crateras ficam como registro dessa devastação. Hoje, há um total de 6,5 mil crateras em áreas que uma vez foram parte do mar Morto. Por que as crateras se formam? Os poços são resultado da escassez de água, motivada em grande parte porque os afluentes naturais do mar Morto estão sendo desviados para fins agrícolas e para a obtenção de água potável, necessária para uma população crescente em Israel. Alguns dos poços chegaram a danificar importantes estradas que circundam o Mar Morto BBC Outro motivo para a degradação, segundo o governo israelense, tem a ver com a mineração na região. Algumas organizações ambientalistas atribuem a situação a uma gestão hídrica falha no Oriente Médio, onde a instabilidade política impede o consenso para acordos internacionais que possam frear o retrocesso do mar Morto. Quando a água se esvai, uma grande camada de sal, que por milhares de anos ficou protegida, acaba sendo exposta. Calcula-se que existam mais de 6 mil crateras em zonas antes cobertas pelo mar Morto BBC E, quando o sal se dissolve, o solo pode colapsar sem aviso prévio, gerando as enormes crateras, com até 100 metros de diâmetro e 50 de profundidade. Lado positivo Uma equipe da BBC visitou a área e conversou com um pesquisador que estuda esses poços há 17 anos. Apesar do cenário de devastação, Eli Raz acredita que a situação pode levar a ensinamentos positivos. Ele tem levado grupos para visitações ao local. "Isso (a crise hídrica) deve servir para que as pessoas conheçam a crise do mar Morto, para que entendam o que está acontecendo", argumenta. Raz também acredita que a região possa se beneficiar do interesse de turistas pela incomum paisagem resultante desse fenômeno. Pesquisador aponta para o potencial turístico dos poços do Mar Morto BBC "As pessoas que vêm aqui ficam impressionadas com o cenário. É tão lindo", defende. Atualmente, no entanto, apesar da multiplicação dos poços ao redor do mar Morto, nenhum deles oferece uma estrutura oficial com acesso seguro para visitantes. Para Raz, disponibilizar uma forma segura de chegar a esses locais seria uma maneira de mostrar ao mundo o que está acontecendo e, além disso, reativar o turismo na região. Por enquanto, porém, a região só tem colhido os revezes turísticos da tragédia ambiental: nos últimos anos, duas das mais turísticas praias na região e o resort Mineral Beach foram fechados por culpa da retração do mar.
    Torre Eiffel é fechada em Paris por causa da neve

    Torre Eiffel é fechada em Paris por causa da neve


     28 departamentos franceses, incluindo Paris, têm alerta laranja pelas condições perigosas do tempo. Turistas fazem selfie na neve diante nesta terça-feira (6) da Torre Eiffel em Paris Lionel Bonaventure/AFP Paris foi coberta de neve nesta...


     28 departamentos franceses, incluindo Paris, têm alerta laranja pelas condições perigosas do tempo. Turistas fazem selfie na neve diante nesta terça-feira (6) da Torre Eiffel em Paris Lionel Bonaventure/AFP Paris foi coberta de neve nesta terça-feira (6) e fechou da Torre Eiffel, uma de suas principais atrações turísticas, pela mau tempo. Os turistas tiveram de admirar a torre coberta de neve dos jardins perto do monumento. Meteorologistas franceses informam que o acúmulo de neve em Paris pode chegar a 10 centimetros até o final desta terça. No total, 28 departamentos franceses, incluindo Paris, têm alerta laranja pelas condições perigosas do tempo. Turista brinca com neve diante de Torre Eiffel nesta terça-feira (6) Lionel Bonaventure/AFP Turistas tiram foto sob neve nesta terça-feira (6) em Paris Lionel Bonaventure/AFP Casal caminha perto da Torre Eiffel nesta terça-feira (6) Philippe Wojazer/Reuters

    Dono transforma Fusca no 'menor hotel do mundo', na Jordânia


    Carro é decorado com tapeçaria típica da região e já recebeu 160 hóspedes, diz proprietário. Mas o título, segundo o Guinness, pertence outro hotel, na Alemanha. Jordaniano reivindica o título de menor hotel do mundo Quando o Fusca de Mohammed...

    Carro é decorado com tapeçaria típica da região e já recebeu 160 hóspedes, diz proprietário. Mas o título, segundo o Guinness, pertence outro hotel, na Alemanha. Jordaniano reivindica o título de menor hotel do mundo Quando o Fusca de Mohammed al-Malaheem começou a dar defeito, ele teve a ideia de aproveitar o carro para outro fim: transformá-lo no que chama de "menor hotel do mundo". O carro está em uma região turística da Jordânia e é todo decorado com tapeçarias típicas da região feitas por artesãos locais. Ele serve como "hotel" desde 2011 e já recebeu cerca de 160 hóspedes, segundo o dono. Apesar do desejo al-Malaheem, o título de menor hotel, segundo o Guinness, o Livro dos Recordes, pertence a um imóvel de 2,5 metros de largura na Alemanha chamado Eh'häusl Hotel. Mas o proprietário do Fusca diz que há quem prefira se hospedar no carro do que um hotel 5 estrelas. "Todos os turistas param para tirar fotos dentro do Fusca", conta. "Eu não venderia nem por um milhão. Ele já é famoso no mundo todo", afirma o dono. "Minha ambição é criar um hotel com 10 a 15 'quartos' em Fuscas. Mas não consigo arcar com isso com o que ganho. Meus recursos são limitados", lamenta al-Malaheem.
    A cidade europeia que adora estrangeiros

    A cidade europeia que adora estrangeiros


    Locais explicam o conceito grego de ‘filoxenia’, que pode ser traduzido literalmente por ‘amor pelo estranho’, uma cordialidade que faz os estrangeiros se sentirem imediatamente bem-vindos. Chrissy Manika: 'Não importa que horas você saia,...


    Locais explicam o conceito grego de ‘filoxenia’, que pode ser traduzido literalmente por ‘amor pelo estranho’, uma cordialidade que faz os estrangeiros se sentirem imediatamente bem-vindos. Chrissy Manika: 'Não importa que horas você saia, você sempre verá cafés e bares cheios de pessoas se divertindo' kirkandmimi/Creative Commons Poucas cidades no mundo podem rivalizar com a antiguidade de Atenas, onde pessoas viveram em comunidades por milhares de anos. Os atenienses criaram as primeiras formas de democracia, as obras e a filosofia que moldaram a civilização ocidental, além dos prédios clássicos que ainda se destacam na Acrópole. Entre as ruínas antigas, outro sobrevivente dos séculos é o conceito grego de "filoxenia" - um termo que pode ser literalmente traduzido por "amor por estranhos", mas que os locais definem mais como um calor que faz os estrangeiros se sentirem imediatamente bem-vindos quando chegam à capital. "As pessoas costumam ser muito hospitaleiras e amigáveis", concorda Julian Williams, que se mudou de Londres para Atenas em 2009. Os locais descrevem a 'filoxenia' como uma cordialidade que faz os estrangeiros se sentirem bem-vindos JohnAdamsj/Creative Commons Embora receba mais de 4,5 milhões de visitantes anualmente para explorar o seu passado, Atenas oferece muito mais para fazer valer a pena ficar ali a longo prazo. Por que as pessoas a amam? Atenas passa uma ideia de estar sempre acordada, algo que atrai gregos e expatriados. "É uma cidade movimentada", diz Chrissy Manika, ateniense e blogueira de viagens do site Travel Passionate. "Não importa que horas você saia, sempre verá cafés e bares cheios de pessoas se divertindo". Ela gosta de passear especialmente pelo bairro de Plaka, a nordeste da Acrópole. "Com todos esses turistas por perto, parece que você está de férias em uma ilha, principalmente no verão". Com mais de 250 dias de sol anualmente, esse verão pode parecer infinito. "Pelos meus padrões americanos, o 'verão' em Atenas vai do fim de abril até o fim de outubro", diz Mina Agnos, que abriu uma empresa de turismo de luxo em Atenas em 2008. O bom tempo facilita visitas a ilhas próximas, mesmo que para breves passeios de fim de semana. Williams recomenda Hydra (64 km ao sul), onde os carros são proibidos e o transporte é por meio de burros, mulas ou por caminhadas pelas idílicas ruas da cidade, a maioria delas sem placas. Apesar de ser muito popular entre celebridades e artistas, a ilha tem um estilo relaxado, com muitos cafés e um número limitado de pessoas, graças à baixa quantidade de hotéis por ali. As florestas e montanhas também estão a fácil alcance. "Se você quiser sair da cidade, você pode fazê-lo facilmente e terá a sensação de que está a milhares de quilômetros (de distância da cidade grande)", diz Williams. "Sempre vou ao Monte Hymettys (6 km do centro da cidade), ótimo para passear com o cachorro ou andar de bicicleta". Como é viver lá? Apesar de morarem em uma cidade antiga, os moradores dizem nunca se cansar das vistas. "Dirigir até a cidade e ver a Acrópole ou o Templo de Zeus tiram meu fôlego", diz Agnos. "A cada curva, há uma linda recordação do passado antigo da cidade. É um lembrete adorável de que nosso tempo é limitado e que devemos tirar o melhor proveito dele". Entre as antiguidades, os bairros próximos dão um vislumbre da cultura contemporânea da cidade. A alguns passos da Acrópole, Koukaki foi recentemente classificado como o mais novo bairro descolado da cidade graças ao Museu Nacional de Arte Contemporânea, aos restaurantes da moda e seus cafés confortáveis. Para um ambiente mais avant-garde, Williams recomenda o bairro de Exarcheia, a 1 km do centro da cidade, sentido nordeste. "(O bairro) tem uma história complexa e uma cultura de politização estudantil, anarquismo, comunismo e contracultura alternativa", diz. Os moradores de Atenas dizem nunca se cansar de suas vistas históricas Dias12/Creative Commons Os locais também têm seus próprios segredos, que os turistas geralmente deixam passar batido ao pular de um museu para outro. "Você come algumas das melhores comidas no mercado no centro de Atenas", diz Katilena Alpe, que se mudou de Londres para lá há 9 anos. "E não há muitas pessoas que sabem que Atenas tem uma rota do vinho e que os vinhedos em volta da cidade produzem ótimos vinhos". O que mais é preciso saber? Sendo a Grécia um dos países mais abalados pela crise econômica iniciada em 2008, a oferta de trabalho ainda é escassa e o desemprego em Atenas continua alto. Os locais reclamam da burocracia ineficaz do governo, que segundo eles traz obstáculos para recém-chegados ao mercado profissional. "A papelada para pagar impostos e a burocracia grega requerem tradução, então vale a pena ter um amigo que possa ajudá-lo a lidar com o inferno burocrático para conseguir se instalar", diz Williams. Por mais que os salários ali sejam em geral mais baixos, Atenas tem um dos mais baixos custos de vida da Europa - quase 50% menor que o Londres, por exemplo, segundo o site de comparação de preços Expatistan.com. Atenas tem um dos custos de vida mais baixos da Europa bici/Creative Commons Os estrangeiros também gostam do fato de que a maioria dos atenienses fala inglês muito bem - embora tentar falar grego seja um objetivo de longo prazo. "Mesmo que você fale muito mal, o esforço é muito apreciado", diz Agnos. Mesmo com seus desafios, os locais recomendam jamais perder a reverência por Atenas. "Eu acho que os expatriados mais felizes são os que agem como turistas", diz Agnos. "Eles visitam museus ou pegam barcos para ir a ilhas nos finais de semana, provando vários restaurantes e interagindo com os locais".
    Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do mundo

    Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do mundo


    Início da descida está a 1.680 metros acima do nível do mar e trajeto se estende por 2,8 km, o equivalente a 28 campos de futebol. Atração fica em Jebel Jais, a montanha mais alta do país. Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do...


    Início da descida está a 1.680 metros acima do nível do mar e trajeto se estende por 2,8 km, o equivalente a 28 campos de futebol. Atração fica em Jebel Jais, a montanha mais alta do país. Emirados Árabes Unidos inauguram maior tirolesa do mundo Os Emirados Árabes Unidos inauguram nesta sexta-feira (2) a maior tirolesa do mundo. Partindo da montanha mais alta do país, a Jebel Jais, o início da descida está a 1.680 metros acima do nível do mar e o trajeto se estende por 2,8 km, o equivalente a 28 campos de futebol. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadallah Oficialmente certificada pelo Livro Guinness dos Recordes esta semana, a atração fica em Ras Al Khaimah, uma região relativamente menos desenvolvida do país, no norte, perto da fronteira com Omã, e que não costuma atrair muitos turistas. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadallah Com capacidade para até 100 mil pessoas por ano, a tirolesa é uma aposta das autoridades para mudar esse perfil e tornar a região mais um polo turístico. Não há restrições de idade para quem quiser se aventurar na atração, mas é preciso ter pelo menos 1,22 metro de altura e não pesar mais de 150 quilos. Pessoas são vistas na maior tirolesa do mundo, na montanha Jabal Jais, em Ras al-Khamiah, nos Emirados Árabes Unidos, em 31 de janeiro Reuters/Ahmed Jadallah
    Cidades históricas preservam estilo colonial e mostram como era o Brasil do passado

    Cidades históricas preservam estilo colonial e mostram como era o Brasil do passado


    País tem diversos lugares e construções que preservam sua história. Brasil tem diversos locais históricos para serem visitados Viajar pelo Brasil é conhecer a história do país e entender como era o Brasil do passado. O país tem diversas...


    País tem diversos lugares e construções que preservam sua história. Brasil tem diversos locais históricos para serem visitados Viajar pelo Brasil é conhecer a história do país e entender como era o Brasil do passado. O país tem diversas construções históricas e lugares que foram importantes para a nossa história. Veja abaixo alguns dos mais famosos: Ouro Preto, Minas Gerais A cidade é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Sua história se deu após a descoberta de ouro na região levar uma corrida à região. Atualmente, a cidade preserva as ruas e os casarões da época. Além disso, também tem um carnaval famoso. Olinda, Pernambuco A cidade é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Foi invadidade pela Holanda em 1630 e ficou 24 anos sob dominação dos holandeses. Com o passar dos anos, foi retomando sua importância histórica na região e hoje é um dos destinos mais procurados no país. Pelas praias, importância cultural e pelo carnaval. Salvador, Bahia Primeira capital do Brasil, foi o centro político e financeiro do país até 1763. Hoje, conserva prédios históricos e ruas cheias de história. Além das praias e prédios históricos, o carnaval de Salvador é um dos mais famosos do mundo. Igreja do Senhor do Bonfim, em Salvador Reprodução/TV Bahia São Luís, Maranhão A cidade foi colonizada por franceses e recebeu o nome em homenagem ao Rei Luís XIII. Seu centro histórico foi preservado e remete à época em que a cidade era grande produtora de cana de açúcar, cacau e tabaco. São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul Povoado jesuíta preserva até hoje o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O sitio conta também com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani Cidade de Goiás, Goiás As ruas do centro histórico preservam os paralelepípedos da época da colonização e outros prédios que conservam o estilo do período. Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na Semana Santa uma das festas mais tradicionais do Brasil acontece pelas ruas históricas: a Procissão do Fogáreu. Igreja histórica de Ouro Preto Reprodução/ TV Globo

    Primeiro Café Robô do Japão é inaugurado em Tóquio


    Robô barista ‘Sawyer’ substitui humanos e pode servir até cinco xícaras de cada vez. Tecnologia pode ajudar a solucionar problema de falta de mão de obra em país com população cada vez mais velha. Robô prepara e serve café no Japão O...

    Robô barista ‘Sawyer’ substitui humanos e pode servir até cinco xícaras de cada vez. Tecnologia pode ajudar a solucionar problema de falta de mão de obra em país com população cada vez mais velha. Robô prepara e serve café no Japão O primeiro Café Robô do Japão abriu suas portas para a imprensa na terça-feira (30) com um robô substituindo o barista que serve café aos clientes. Clientes do “Henn-na Café”, que significa “Café Estranho” em japonês, precisam escanear um código QR impresso em um bilhete comprado em uma máquina para pedir um café de 320 ienes (US$ 3). O robô barista chamado “Sawyer” é capaz de servir até cinco xícaras de café de cada vez. Ele leva cerca de quatro minutos para preparar uma xícara. Um café geralmente emprega aproximadamente quatro ou cinco pessoas para operar máquinas e servir café. Aqui, elas são substituídas por Sawyer e a máquina de café automática, com o gerente dizendo que isso irá ajudar a manter o preço do café baixo. O café “Henn-na” será aberto ao público na quinta-feira, dia 1º de fevereiro. O café robô segue uma tendência para solucionar a falta de mão de obra em uma sociedade japonesa que envelhece rapidamente, o que levanta dúvidas sobre o futuro do trabalho humano. Esse desenvolvimento tecnológico não é novo em Tóquio – a agência de viagens H.I.S. abriu seu terceiro “Henn-na hotel” no subúrbio de Tóquio na quinta (25), onde robôs ajudam a registrar os hóspedes e limpar o saguão no lugar de uma equipe humana, após o sucesso de duas outras unidades hoteleiras em Tóquio e Nagasaki.