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    Hospitais têm atendimento prejudicado devido à paralisação de caminhoneiros no RS

    Hospitais têm atendimento prejudicado devido à paralisação de caminhoneiros no RS


    Desabastecimento de insumos, alimentação, sangue e gás afetam estoques de instituições de saúde pelo estado. Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, é uma das instituições de saúde afetadas pelo desabastecimento Bernardo Bortolotto/RBS TV A...


    Desabastecimento de insumos, alimentação, sangue e gás afetam estoques de instituições de saúde pelo estado. Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, é uma das instituições de saúde afetadas pelo desabastecimento Bernardo Bortolotto/RBS TV A paralisação de caminhoneiros, que protestam contra o preço do diesel em todo o país, começa a afetar o atendimento de hospitais no Rio Grande do Sul. A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos, que representa 269 instituições de saúde no estado, informou que alguns serviços, especialmente eletivos, podem sofrer alterações, adiamentos ou até cancelamentos. De acordo com a entidade, ainda não se sabe quantos hospitais enfrentam problemas relacionados ao desabastecimento, mas vários já relataram dificuldades. A greve chega ao quinto dia nesta sexta-feira (25). Veja os reflexos em algumas instituições no estado: Porto Alegre Na capital gaúcha, o Hospital de Clínicas, ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem falta de alimentos, especialmente os perecíveis, e de sangue, devido à dificuldade de chegada tanto dos caminhões que abastecem o estoque de comida quanto de pessoas para fazer doação. Nesta sexta (25), o cardápio das refeições servidas à comunidade no refeitório já teve redução de alguns itens. A instituição ressalta, ainda, que essa medida é indispensável para que seja possível manter a alimentação prescrita aos pacientes com o mínimo de alterações. O hospital chegou a registrar problemas no abastecimento de oxigênio, mas a situação foi normalizada na noite de quinta-feira (24), com a chegada dos fornecedores à instituição. Conforme as secretarias de Saúde de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, os hospitais administrados pela prefeitura da capital, assim como pelo governo do estado, ainda não apresentam problemas relacionados ao desabastecimento. Na Região Metropolitana, o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, suspendeu as cirurgias eletivas. O cardápio no refeitório dos funcionários também teve redução de alimentos, devido à falta de alguns produtos. Interior No Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, na Serra, sessões de oncologia estão sendo adiadas pelo atraso na chegada de medicamentos. "O hospital mantém seu volume assistencial, com cirurgias eletivas e serviços de emergência normais. Mas enfrentamos problemas com dois pontos específicos, que são as medicações oncológicas e os filmes radiológicos, que não estão chegando", disse o superintendente-geral do Hospital Pompéia, Francisco Ferrer. Na mesma região, o Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, cancelou todas as cirurgias eletivas. Segundo a instituição, há estoque de oxigênio somente até domingo (27). No Hospital Bruno Born, em Lajeado, no Vale do Taquari, algumas cirurgias começaram a ser remarcadas nesta sexta (25), devido à falta de material. Outro problema enfrentado pela instituição é o gás de cozinha, cujo estoque deve durar apenas o fim de semana caso não seja abastecido. O Hospital Dr. Oswaldo Diesel, em Três Coroas, atende apenas urgências e emergências, e as internações só estão sendo feitas com pacientes graves. Soro fisiológico e oxigênio líquido já estão abaixo do nível de segurança. Em Parobé, o Hospital São Francisco de Assis pede aos usuários que procurem o hospital em caso de extrema necessidade, pois em função da paralisação dos caminhoneiros e da falta de combustíveis, as entregas ao hospital estão prejudicadas. A instituição também informou dificuldade de acesso de alguns profissionais ao hospital. No Hospital de Igrejinha, foram canceladas cirurgias bucomaxilofaciais. Algumas foram agendadas para o fim de semana e outras somente no início da semana que vem. O Hospital de Caridade de Crissiumal cancelou os atendimentos eletivos e afirma ter dificuldades com materiais e medicamentos. Em Cachoeira do Sul, o Hospital de Caridade e Beneficência relatou problemas de abastecimento de gás de cozinha. A instituição já está utilizando estoque de segurança de materiais e medicamentos e buscando alguma alternativa de aquisição em distribuidoras próximas. Os hospitais da Cidade, em Passo Fundo, Ana Nery, em Santa Cruz do Sul, e Panambi, em Panambi, já registram falta insumos, mas os atendimentos seguem normalizados. Já no Hospital Vida e Saúde, em Santa Rosa, ambulâncias buscam materiais e a instituição avalia a possibilidade de cancelamento de cirurgias eletivas agendadas para a próxima semana. Initial plugin text
    Após mínima mais baixa para maio em 10 anos, temperatura vai subir em Porto Alegre no fim de semana

    Após mínima mais baixa para maio em 10 anos, temperatura vai subir em Porto Alegre no fim de semana


    Estação oficial do Inmet registrou 5°C na capital gaúcha nesta sexta-feira (25). No sábado (26), máximas podem chegar a 23ºC e, no domingo (27), a 26°C. Porto Alegre amanheceu com neblina nesta sexta-feira (25) Ricardo Giusti/PMPA Depois de...


    Estação oficial do Inmet registrou 5°C na capital gaúcha nesta sexta-feira (25). No sábado (26), máximas podem chegar a 23ºC e, no domingo (27), a 26°C. Porto Alegre amanheceu com neblina nesta sexta-feira (25) Ricardo Giusti/PMPA Depois de dias gelados, as temperaturas vão subir no Rio Grande do Sul gradativamente durante o fim de semana. Em Porto Alegre, por exemplo, fez 5°C na manhã desta sexta-feira (25), e a máxima pode chegar a 20°C. No sábado (26) e no domingo (27), os termômetros podem marcar até 23°C e 26°C, respectivamente. A temperatura mínima registrada na capital foi a menor em 10 anos para o mês de maio, conforme medição oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em 2008, fez 3,4°C. Depois, todas as temperaturas ficaram acima de 5°C. Na Serra fez mais frio, mas não foram registradas temperaturas negativas, como na quarta-feira (23), quando Vacaria registrou -0,4°C. Cambará do Sul teve mínima nesta sexta de 2,1°C, São José dos Ausentes de 2,2°C, Serafina Correa de 2,6°C, Vacaria de 2,8°C, e Canela de 3,8°C. Ainda nesta sexta, a massa de ar polar perde intensidade. As máximas já ficam em torno de 20°C pelo estado, como indica a previsão para Porto Alegre, com tempo firme e ensolarado. A noite não será tão fria como a dos últimos dias, conforme a Somar Meteorologia. O sábado será de sol entre nuvens, com mínimas mais agradáveis. Na capital deve fazer 12°C, e máxima de 23°C. Na Serra e na Campanha, ainda fará mais frio. O tempo deverá ficar mais aberto no domingo, com a atuação de uma massa de ar seco, que mantém predomínio de sol. O que também favorece à elevação das temperaturas, conforme a Somar. Em Porto Alegre pode fazer até 26°C. A mínima ficará em torno de 14°C. No começo da próxima semana, o sol ainda predomina no estado. Novas áreas de intabilidade poderão ocorrer entre terça (29) e sexta (1º), provocando mudança no tempo.
    Caminhoneiros seguem mobilizados em rodovias do RS; veja onde há protestos

    Caminhoneiros seguem mobilizados em rodovias do RS; veja onde há protestos


    São registrados diversos pontos de manifestação e concentração de caminheiros em rodovias federais e estaduais nesta sexta-feira (25). Trecho com barricada, mas sem a presença de manifestantes no Vale do Sinos, Região Metropolitana de Porto...


    São registrados diversos pontos de manifestação e concentração de caminheiros em rodovias federais e estaduais nesta sexta-feira (25). Trecho com barricada, mas sem a presença de manifestantes no Vale do Sinos, Região Metropolitana de Porto Alegre PRF/Divulgação Caminhoneiros continuam mobilizados em diferentes trechos de rodovias estaduais e federais do Rio Grande do Sul na manhã desta sexta-feira (25), mesmo após o acordo anunciado pelo governo federal para dar fim à paralisação na noite de quinta-feira (24). É o quinto dia de protestos no estado. Até o momento, não foram confirmados pontos de bloqueio, apenas concentração de caminhoneiros que abordam motoristas que passam pelas manifestações. Durante a manhã, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou que foi informada sobre uma barricada de pneus na BR-116 em Sapucaia do Sul, no sentido Vale do Sinos - Porto Alegre. Quando chegaram ao local, os policiais não encontraram caminhoneiros, e o fogo foi apagado. O tráfego ficou interrompido até as 9h15. Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informou sobre interrupção total em ambos os sentidos na Rua João Moreira Maciel com Av. Ernesto Neugebauer às 11h20. Somente automóveis e vans estavam autorizados a passar pelo trecho. Bloqueio na Rua João Moreira Maciel com Avenida Ernesto Neugebauer, em Porto Alegre EPTC/Divulgação Decisão judicial A Justiça Federal autorizou na quinta (24) a ação das polícias Rodoviária Federal e Federal nas rodovias do Rio Grande do Sul que tenham bloqueios em razão dos protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel. Também estão proibidos bloqueios em algumas rodovias estaduais. Quem descumprir a determinação, e for identificado, será multado. Ainda não foram confirmadas autuações pelas forças de segurança. Veja os pontos com concentração de caminhoneiros: ERS-324 Passo Fundo (km 188) Nova Bassano (km 278) Trindade do Sul (km 69) Três Palmeiras (km 84) Ronda Alta (km 102) ERS-129 São Domingo do Sul (km 73) Muçum (km 84) ERS-135 Getúlio Vargas (km 52) Coxilha (km 18) Sertão (km 38) ERS-420 Aratiba (km 35) ERS-343 Cacique Doble (km 75) São José do Ouro (km 40) Tapejara (km 29) ERS-430 Santa Cecília do Sul (km 75) ERS-126 Sananduva (km 103) ERS-332 Espumoso (km 139) Arvorezinha (km 65) Doutor Ricardo (km 25) ERS-342 Cruz Alta (entroncamento com BR-285) ERS-480 Erval Grande (km 20) ERS-223 Tapera (km 28) Ibirubá (km 53) RSC-471 Encruzilhada (km 215) RSC-287 Novo Cabrais (km 156) Agudo (km 187) Restinga Seca (km 200) Santa Cruz do Sul (km 92) Venâncio Aires (km 81) Vera Cruz (kms 110, 116 e 118) Santa Maria (km 226) Candelária (km 138) Montenegro (km 2) ERS-401 Charqueadas (km 39) ERS-400 Sobradinho (km 44) ERS-377 Manoel Viana (km 355) Quaraí (km 514) RSC-453 Venâncio Aires (km 10) Cruzeiro do Sul (km 19) Teutônia (km 53) Farroupilha (km 116) Caxias do Sul (km 141, km 153) ERS-149 Faxinal do Soturno (km 40) Nova Palma (km 156) São João do Polesine (km 137) ERS-130 Arroio do Meio (km 79) ERS-403 Cachoeira do Sul (km 42) ERS-241 São Francisdo de Assis (km 4) ERS-122 Flores da Cunha (km 96) Caxias do Sul (km 65) Antônio Prado (km 127) São Sebastião do Caí (km 16) ERS-389 Osório (km 5) ERS-124 Pareci Novo (km 12) ERS-240 Montenegro (km 19, km 31 e km 33) ERS-411 Brochier (km 140) RSC-101 Palmares do Sul (km 140) ERS-118 Viamão (km 35) ERS-040 Viamão (km 18) Capivari do Sul (km 64) ERS-239 Araricá (km 34) Taquara (km 49) ERS-020 Taquara (km 28) ERS-030 Santo Antônio da Patrulha (km 46, km 54 e km 60) Osório (km 84) ERS-474 Santo Antônio da Patrulha (km 0) ERS-115 Igrejinha (km 13) Gramado (km 38) ERS-235 Canela (km 45) Nova Petrópolis (km 4) ERS-452 Feliz (km 5) Vale Real (km 12) Caxias do Sul (km 25) Federais BR-386 Estrela (km 349) Tio Hugo (km 213) Soledade (km 243) Fontoura Xavier (km 268) São José do Herval (km 279, km 283) Lajeado (km 341) Montenegro (km 412) Nova Santa Rita (km 435) BR-470 Montenegro (km 284) BR-285 Vacaria (kms 123 e 127) Muitos Capões (km 157) Cruz Alta (no entroncamento com a ERS-342) BR-116 Vacaria (kms 24, 34, 40 e 42)
    Manifestantes liberam abastecimento de caminhão que leva combustíveis para carros da polícia e ambulâncias no RS

    Manifestantes liberam abastecimento de caminhão que leva combustíveis para carros da polícia e ambulâncias no RS


    Apenas esse caminhão foi autorizado a abastecer na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Municípios de Passo Fundo, no Norte, e Santa Maria, na Região Central, são os únicos com gasolina à venda nos postos, conforme sindicato....


    Apenas esse caminhão foi autorizado a abastecer na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas. Municípios de Passo Fundo, no Norte, e Santa Maria, na Região Central, são os únicos com gasolina à venda nos postos, conforme sindicato. Caminhão autorizado pelos manifestantes a abastecer na Refap, em Canoas Josmar Leite/RBS TV O grupo de caminheiros que protesta contra o preço do diesel em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, liberou na manhã desta sexta-feira (25) o acesso de um caminhão que vai levar combustível que será utilizado para o abastecimento de viaturas da polícia e ambulâncias, a partir de um posto em Esteio. "É uma preocupação nossa tentar manter o mínimo de combustível para que as viaturas possam atender a população", afirma o major André Stein, da Brigada Militar de Esteio. Esse foi o único caminhão autorizado pelo grupo a entrar na Refap. Outro veículo, que iria transportar querosene para o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, não foi liberado pelos manifestantes, e o motorista foi orientado a ir embora. Falta de combustível provoca filas nos postos no RS Conforme a Sulpetro, sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, a falta de combustíveis nos postos de gasolina do estado é generalizada. Porém, dois municípios ainda tinham gasolina à venda nesta manhã: Passo Fundo, no Norte, e Santa Maria, na Região Central. Em Passo Fundo, o sindicato informou que a central de abastecimento da cidade foi fechada depois das outras. Já em Santa Maria, parte dos combustíveis chegam de trem, e por isso ainda tem gasolina à venda nos postos. Dezenas de motoristas passaram a madrugada desta na fila de um posto localizado na Zona Sul de Porto Alegre em busca de abastecimento para os veículos. No entanto, dois funcionários que estavam no local disseram que não havia gasolina ou etanol. A concentração de veículos começou a partir de informações que circularam por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. Durante a manhã, cerca 60 veículos estavam no local. Alguns relataram que aguardavam desde a quinta-feira (24). A maioria disse trabalhar com transporte por meio de aplicativos. Aviso de falta de gasolina em posto de combustível no RS Reprodução/RBS TV A corrida por combustíveis nos postos começou ainda na noite de quarta-feira (23), quando a Sulpetro estimava que 21 cidades estavam desabastecidas. No final da manhã de quinta-feira, a entidade divulgou que a situação era generalizada. Motoristas da Froteira Oeste do estado chegaram a se deslocar até a Argentina em busca de combustível. Postos de combustíveis de Rivera, no Uruguai, que faz fronteira com o município gaúcho de Santana do Livramento, também ficaram sem gasolina nesta sexta, devido à demanda de brasileiros que vão abastecer no país vizinho. A expectativa na cidade uruguaia é de que os postos recebam o combustível durante a tarde, o que já é aguardado com filas. A venda para o consumidor, no entanto, será de apenas 15 litros por veículo. Mesmo após o acordo anunciado pelo governo federal, caminhoneiros seguem mobilizados em diversas rodovias do Rio Grande do Sul nesta sexta. Initial plugin text
    VÍDEOS: Bom Dia Rio Grande de sexta-feira, 25 de maio

    VÍDEOS: Bom Dia Rio Grande de sexta-feira, 25 de maio


    Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do...


    Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul.
    Serviços essenciais sentem efeitos da mobilização de caminhoneiros, que chega ao 5º dia no RS

    Serviços essenciais sentem efeitos da mobilização de caminhoneiros, que chega ao 5º dia no RS


    Mesmo após governo federal anunciar acordo com a categoria, caminhoneiros continuam mobilizados em trechos de rodovias gaúchas. Caminhoneiros se reúnem no entrocamento entre a BR-285 e a ERS-342, em Ijuí Lahis Welter/RBS TV Caminhoneiros...


    Mesmo após governo federal anunciar acordo com a categoria, caminhoneiros continuam mobilizados em trechos de rodovias gaúchas. Caminhoneiros se reúnem no entrocamento entre a BR-285 e a ERS-342, em Ijuí Lahis Welter/RBS TV Caminhoneiros continuam concentrados em diversos trechos de rodovias estaduais e federais do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (25), apesar do acordo anunciado pelo governo federal com a categoria. O transporte sofre alterações e postos continuam sem combustíveis, situação que começou a se agravar na quinta-feira (24). Diversos setores sentem os impactos. Quem são e o que querem os caminhoneiros? Acompanhe os reflexos da paralisação pelo país Veja os principais reflexos da paralisação no estado: Aeroporto A Fraport, concessionária responsável pela administração do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, informou que recebeu mais três carretas com combustível para abastecer os reservatórios. Assim, o terminal segue operando até a noite desta sexta-feira (25). A orientação é para que os passageiros liguem para as companhias para confirmar os voos. Combustível Maioria dos postos do estado continua sem combustíveis. Moradores de Uruguaiana abastecem na Argentina. Transporte público Ônibus em Porto Alegre devem operar normalmente em horário de pico (até as 8h30 e entre 17h e 19h30), e depois circular com viagens de hora em hora. Lotações da capital funcionam normalmente e estão autorizadas a transportar passageiros em pé e circularem nos corredores de ônibus fora dos horários de pico. Trens metropolitanos, que ligam Porto Alegre a municípios da Região Metropolitana, operam normalmente. Prefeituras Prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. decretou emergência Centenas de municípios do Rio Grande do Sul vão suspender as atividades de rotina nesta sexta-feira (25). Saúde Hospitais do Rio Grande do Sul são afetados pelos protestos, mas Secretaria Estadual da Saúde diz que aind anão há desabastecimento. Alimentação Frigoríficos suspenderam abates e estão liberando funcionários no interior do estado. Estoques de gás de cozinha estão terminando. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS) afirmam que ainda têm parte dos produtos, mas que estoque está comprometido. O Sindicato da Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) diz que as empresas associadas informam que estão com seus setores de expedição lotados de produtos e já há registro de falta de insumos para o processo industrial. O leite armazenado começa a ser jogado fora, devido à falta de condições de transporte da produção. O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Animal (Fundesa) afirma que as indústrias de aves e suínos deveram parar as atividades até esta sexta (25). Aulas Aulas foram suspensas em todos os campi da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na sexta (25) e no sábado (26). Concursos públicos com início previsto para 25, 26 e 28 de maio estão suspensos. Outras universidades e escolas também são afetados pelo estado. Ulbra e Uniritter decidiram transferir vestibular. Água A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) alertou para o risco de desabastecimento de água, em especial na regiões Sul e Central. Em Porto Alegre, o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) informou que o abastecimento de água está normal. Lixo A coleta de lixo em Porto Alegre pode ser prejudicada por causa do deslocamento de caminhões. A Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro está cheia. Prefeitura de Santana do Livramento também suspendeu a coleta de lixo. Não há prazo para que o serviço seja normalizado. Initial plugin text
    Colisão frontal entre dois carros causa morte na BR-290, em Arroio dos Ratos

    Colisão frontal entre dois carros causa morte na BR-290, em Arroio dos Ratos


    Acidente ocorreu na tarde desta quinta-feira (24) no km 159. Motorista do outro veículo está internada no hospital de Butiá. Acidente causa morte de um homem, em Arroio dos Ratos PRF/divulgação Um acidente na BR-290, em Arroio dos Ratos, na...


    Acidente ocorreu na tarde desta quinta-feira (24) no km 159. Motorista do outro veículo está internada no hospital de Butiá. Acidente causa morte de um homem, em Arroio dos Ratos PRF/divulgação Um acidente na BR-290, em Arroio dos Ratos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, resultou na morte do condutor de um dos veículos, de 37 anos. O fato ocorreu no km 159 da rodovia na tarde desta quinta-feira (24). De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma colisão frontal entre dois carros causou o acidente. A motorista do outro veículo está internada no hospital de Butiá.
    Prefeito de Porto Alegre decreta emergência devido à paralisação dos caminhoneiros

    Prefeito de Porto Alegre decreta emergência devido à paralisação dos caminhoneiros


    Segundo a prefeitura, o objetivo do ato é otimizar os recursos para viabilizar o atendimento a serviços públicos prioritários, como saúde, segurança, transporte público e saneamento básico. Outras cidades do interior também anunciaram...


    Segundo a prefeitura, o objetivo do ato é otimizar os recursos para viabilizar o atendimento a serviços públicos prioritários, como saúde, segurança, transporte público e saneamento básico. Outras cidades do interior também anunciaram decreto. Em Porto Alegre, carros se aglomeram nos postos que ainda têm combustíveil Reprodução/RBS TV O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, decretou na noite desta quinta-feira (24) situação de emergência na capital gaúcha, devido à falta de combustível provocada pela greve dos caminhoneiros em todo o país. Segundo a prefeitura, o objetivo do ato é otimizar os recursos para viabilizar o atendimento a serviços públicos prioritários, como saúde, segurança, transporte público e saneamento básico. Publicado em edição extra do Diário Oficial, o Decreto nº 19.999/2018 prevê a prioridade do abastecimento de combustível para transportes essenciais, como ambulâncias, transporte público e recolhimento de resíduos sólidos. A prefeitura estima que o abastecimento seja normalizado na cidade em até três dias. Ao menos outras cinco cidades também decretaram situação de emergência. Alguns prefeitos decretaram calamidade pública (veja as listas abaixo). Postos estão sem gasolina em Porto Alegre Reprodução/RBS TV A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) orientou as prefeituras gaúchas a paralisar nesta sexta (25) todos os equipamentos e serviços que utilizam combustíveis, exceto na área da saúde. A decisão foi tomada com base em uma pesquisa realizada pela entidade com os prefeitos. Conforme a Famurs, dos 497 municípios, 387 anunciaram que devem aderir à paralisação. A orientação da Famurs é que os municípios façam uma interrupção por um dia considerando os preços abusivos praticados e o corte do repasse da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) aos municípios, e em apoio aos caminhoneiros que estão em greve. A entidade informou ainda que sua assessoria jurídica "elaborou duas minutas (ponto facultativo e calamidade pública) que podem ser utilizadas como embasamento para decretar a anuência à proposta da Famurs. Cada município deve fazer a adequação conforme suas particularidades". Cidades em situação de emergência: Porto Alegre Canguçu Júlio de Castilhos São Sebastião do Caí Barra do Quaraí Coxilha Cidades em situação de calamidade pública: Gramado Westfália Santo Antonio da Patrulha Santa Vitória do Palmar São Gabriel Dom Pedrito Uruguaiana São Borja Ijuí Soledade Três Cachoeiras Santana do Livramento Initial plugin text
    Policiais rodoviários federais dizem que não desbloquearam rodovias por não ter havido bloqueio 'total', mesmo após liminares

    Policiais rodoviários federais dizem que não desbloquearam rodovias por não ter havido bloqueio 'total', mesmo após liminares


    Policiais argumentam que decisões judiciais só permitem agir quando há interrupção da via, tática evitada pelos manifestantes. Caminhões bloqueiam três faixas do Rodoanel, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, no sentido Anchieta TV...


    Policiais argumentam que decisões judiciais só permitem agir quando há interrupção da via, tática evitada pelos manifestantes. Caminhões bloqueiam três faixas do Rodoanel, entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, no sentido Anchieta TV Globo/Reprodução A série de decisões judiciais obtidas pelo governo Temer contra a greve dos caminhoneiros não foi capaz de desobstruir as rodovias federais do país. Responsável por cumprir as decisões obtidas na Justiça pela Advocacia Geral da União (AGU), a Polícia Rodoviária Federal argumenta que só pode agir quando há obstrução total das estradas – tática que tem sido evitada pelos manifestantes. Os protestos continuam nesta sexta-feira (25), mesmo após um acordo entre as lideranças do movimento com o governo federal. Greve dos caminhoneiros entra no 5º dia e causa reflexos pelo país Governo anuncia acordo com caminhoneiros para suspender movimento por 15 dias Em ao menos quatro estados do país, a Polícia Rodoviária Federal disse não ter desbloqueado rodovias federais justamente porque não houve "bloqueio total", mesmo após decisões da Justiça terem determinado a desocupação das estradas. O G1 obteve essa informação nas superintendências da PRF do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Pará: todos usaram o argumento do "bloqueio total". O comando da PRF em Brasília também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. Até a noite de quinta-feira, a AGU havia obtido na Justiça 19 liminares favoráveis; além das decisões nos quatro estados acima, também houve liminares em São Paulo, Goiás, Ceará, Sergipe, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Rondônia e no Distrito Federal (em alguns estados houve mais de uma ação). Rodovias federais de 25 das 27 unidades da federação tinham interdição na noite desta quinta --só Amazonas e Amapá não foram afetados. Na grande maioria dos casos, os bloqueios não são totais, mas prejudicam a circulação dos demais veículos e causam longos congestionamentos nas rodovias. Brecha É nessa brecha que atuam os caminhoneiros. Relato de um policial rodoviário federal a uma oficial de Justiça aponta que "os manifestantes, à espreita, agindo com dissimulação, sempre que percebiam a aproximação da viatura policial cessavam sua atuação no tocante a impedir a passagem de caminhões e quaisquer veículos de pequeno porte". Ele fazia referência à ocupação de parte da BR-101, na quarta-feira (23), na altura de Joinville (SC). A manifestação continuou, com os caminhoneiros levando outros caminhões para as margens da rodovia. *Colaboraram Ricardo Gallo (G1), Joana Caldas (G1 SC), Jorge Sauma (G1 PA), Luã Hernandez (G1 RS) e Fernanda Zauli (G1 RN) Initial plugin text
    Prefeito investigado por assédio sexual  passa por comissão da Câmara de Vereadores e pode ser cassado

    Prefeito investigado por assédio sexual passa por comissão da Câmara de Vereadores e pode ser cassado


    Servidoras que denunciaram o caso apresentaram um relatório à Câmara de Não-Me-Toque. Armando Carlos Roos afirma ser inocente, e que as denúncias são uma 'armação'. Vídeo de prefeito de Não-Me-Toque foi gravado por servidora que o acusa de...


    Servidoras que denunciaram o caso apresentaram um relatório à Câmara de Não-Me-Toque. Armando Carlos Roos afirma ser inocente, e que as denúncias são uma 'armação'. Vídeo de prefeito de Não-Me-Toque foi gravado por servidora que o acusa de assédio Reprodução A Câmara de Vereadores de Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul, deu início a uma comissão processante contra o prefeito da cidade, Armando Carlos Roos (PP), que é investigado por suspeita de assédio sexual. Ao final do processo, Roos pode ter o mandato cassado. "Pode haver a cassação imediata se o plenário acatar um possível parecer da comissão. Se for contrário ao prefeito municipal, pode gerar essa cassação", explica o relator da comissão, vereador Alberto Maurer (PDT). Há mais de um mês, o prefeito já era investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O objetivo era reunir documentos para apresentar ao Ministério Público (MP) ou abrir uma comissão processante para julgar Roos. Na semana passada, servidoras que denunciaram o suposto assédio apresentaram um relatório à Câmara de Vereadores. "Com essa denúncia, quase que pulou essa etapa da investigação e já trouxe a exposição dos fatos que comprovam os atos da acusação", afirma o relator. O prefeito recebeu o prazo de 10 dias para apresentar a própria defesa. Por enquanto, ele trabalha na elaboração dos documentos e, pela primeira vez, decidiu se manifestar sobre as denúncias em coletiva de imprensa. Sobre o vídeo gravado por uma mulher no seu gabinete, em que ele teria pedido favores sexuais a ela em troca de um cargo público, se diz ser inocente e que as denúncias se tratam de uma armação. "Não tem veracidade nenhuma. Essa senhora não era funcionária da prefeitura, portanto não há uma conotação de assédio sexual. Nenhuma das denunciantes usadas nesse processo de cassação junto aos vereadores têm nenhuma prova", afirma o prefeito. Roos pretende continuar exercendo as funções do cargo durante o prazo de 90 dias que a comissão tem para analisar os documentos e ouvir testemunhas. "Eu quero sair daqui no fim do mandato, seja ele por término de prazo ou cassação, sendo o mesmo cidadão de quando entrei. Por isso, eu não vou atrás de fofoca". A investigação que corre na procuradoria de prefeitos, do Ministério Público, ainda não foi concluída. Se o prefeito for cassado, ele perde o foro privilegiado e o processo é remetido à comarca de Não-Me-Toque, para que ele seja investigado como pessoa civil. Entenda o caso No começo de abril, a Polícia Civil informou que estava investigando duas denúncias de assédio sexual feitas por servidoras públicas de Não-Me-Toque contra o prefeito. Um vídeo gravado por uma delas mostra Roos conversando com a mulher sobre o cargo que ela ocuparia na prefeitura e a convidando para ir a seu apartamento. A primeira denúncia foi feita no ano passado. Enquanto realizava a investigação, a polícia recebeu o segundo registro de assédio, neste ano. Conforme o delegado Gerri Adriani Mendes, a autora chegou nervosa à delegacia. "Ela trouxe vários documentos, que mostravam as tratativas de assédio, incluindo o vídeo que teria sido gravado um ano atrás, quando ocorreu a contratação dela. Neste vídeo, se pode perceber pelos diálogos, que havia algum condicionamento na contratação dela", explica. As imagens, gravadas de forma escondida pela servidora, circulou em redes sociais e grupos de conversa. No vídeo, o suspeito negocia um encontro com a mulher, que aconteceria antes que ela começasse a trabalhar em um cargo no município. "Eu posso deixar a empregada sem vir uma tarde. Daí tu ia no meu apartamento". "Tá, vamos ver então". "Mas tem que ser semana que vem. Porque na outra tu já começa". No fim, o suspeito afirma: "Eu não quero namorar de graça". A autora do vídeo, que tinha cargo em comissão (CC) na prefeitura, foi desligada. A outra é concursada.
    VÍDEOS: RBS Notícias de quinta-feira, 24 de maio

    VÍDEOS: RBS Notícias de quinta-feira, 24 de maio


    Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do...


    Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul. Assista aos vídeos do telejornal com as notícias do Rio Grande do Sul.
    Falta de combustíveis leva motoristas de Uruguaiana a abastecer veículos na Argentina

    Falta de combustíveis leva motoristas de Uruguaiana a abastecer veículos na Argentina


    Desabastecimento nos postos de gasolina no estado se deve à paralisação dos caminhoneiros. Sem gasolina na cidade, motoristas de Uruguaiana vão até a Argentina para abastecer A falta de combustíveis no Rio Grande do Sul levou motoristas de...


    Desabastecimento nos postos de gasolina no estado se deve à paralisação dos caminhoneiros. Sem gasolina na cidade, motoristas de Uruguaiana vão até a Argentina para abastecer A falta de combustíveis no Rio Grande do Sul levou motoristas de Uruguaiana a atravessarem a fronteira e abasteceram na Argentina nesta quinta-feira (24). A escassez nos postos de gasolina no estado se deve à paralisação dos caminhoneiros que ocorre em todo o país. Mesmo o litro da gasolina argentina custando quase R$ 5 e rendendo 30% menos nos motores brasileiros, a procura foi grande. Em um posto de Paso de los Libres, no país vizinho, de cada 10 carros, oito eram do município gaúcho. "Já fui a vários postos lá em Uruguaiana e nenhum está com gasolina. Está tudo fechado", afirma o personal trainer Lucas de Moraes. Motorista abastece em posto de Paso de Los Libres, na Argentina Reprodução/RBS TV A corretora de imóveis Maria Olávia Freitas também precisou se deslocar para a Argentina. "Eu preciso viajar e, lamentavelmente, Uruguaiana não tem gasolina nos postos. É a alternativa que a gente tem, ainda bem", explica. Nesta quinta-feira, os caminhoneiros ganharam o apoio dos empresários de Uruguaiana. Por orientação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas), o comércio fechou por uma hora durante a tarde. Além da redução no preço dos combustíveis, os lojistas também defendem a diminuição de impostos. Enquanto as lojas estavam fechadas, centenas de motos, carros e caminhões fizeram carreata por algumas das principais ruas da cidade. Initial plugin text
    Universidades suspendem aulas na sexta-feira e no sábado por causa da greve dos caminhoneiros

    Universidades suspendem aulas na sexta-feira e no sábado por causa da greve dos caminhoneiros


    UFRGS, Unisc, UERGS, Unicruz, Feevale, Unipampa, Unijuí e URCAMP implementaram a medida. Outras instituições, como PUCRS, Ulbra, Unisinos, Unilasalle, Uniritter e FURG seguem com aulas, mas os alunos que faltarem não serão não serão...


    UFRGS, Unisc, UERGS, Unicruz, Feevale, Unipampa, Unijuí e URCAMP implementaram a medida. Outras instituições, como PUCRS, Ulbra, Unisinos, Unilasalle, Uniritter e FURG seguem com aulas, mas os alunos que faltarem não serão não serão penalizados. Aulas e concursos marcados para sexta-feira (25) e sábado (26) serão suspensos devido a greve, conforme comunicado da UFRGS Ramon Moser/Divulgação Ao menos oito universidades anunciaram suspensão de aulas, em função das dificuldades de deslocamento ocasionadas pela greve dos caminhoneiros, que já chega ao seu quinto dia nesta sexta-feira (25). A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), a Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Unijuí e Feevale suspenderam todas as atividades até sábado (26). A Universidade da Região da Campanha (URCAMP) liberou os estudantes nesta sexta (25), assim como a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Segundo comunicado da instituição, caso o mesmo quadro persista, as aulas seguirão suspensas. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), além da suspensão das aulas, os concursos públicos previstos para essas datas também estão suspensos. As demais atividades têm funcionamento normal. Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando o país? TEMPO REAL: Greve dos caminhoneiros chega ao 4º dia nesta quarta-feira; veja reflexos no país PUCRS, Ulbra, Unisinos, Unilasalle, Uniritter e FURG não cancelarão as aulas, segundo comunicados publicados em seus sites. Alunos que faltarem em função das dificuldades de deslocamento, no entanto, não serão penalizados, e atividades avaliativas serão reagendadas. Além disso, a Ulbra, Uniritter e Fadergs decidiram transferir o vestibular. Na primeira será em 10 de junho, na segunda será no dia 7 de junho, e na última os inscritos terão três novas opções de datas para reagendamento, de acordo com horários e dias de preferência: 29 de maio, 2 e 4 de junho. O Sindicato do Ensino Privado do RS orienta as instituições a avaliarem as condições de sua localidade para decidir sobre o seu funcionamento ou não. Caso a instituição mantenha seu funcionamento normal, é indicado que provas e trabalhos sejam transferidos para não prejudicar quem não consiga chegar à escola. Em caso de cancelamento, aulas deverão ser recuperadas, para cumprir o calendário escolar. Diante de novas informações, o SINEPE/RS voltará a se manifestar através de seus canais de comunicação. Ensino básico estadual A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) orientou a todas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) a manterem normalmente o funcionamento das escolas nesta sexta-feira (25). Problemas pontuais em que devido à falta de transporte – escolar ou público – houver impedimento da chegada de alunos ou professores nas escolas serão tratados caso a caso pela respectiva Coordenadoria. E, caso seja necessário, as aulas que forem perdidas devido à greve serão recuperadas junto às escolas que forem afetadas. Initial plugin text
    Cidades do Rio Grande do Sul decretam calamidade pública por falta de combustíveis

    Cidades do Rio Grande do Sul decretam calamidade pública por falta de combustíveis


    Prefeitos publicaram a decisão entre quarta (23) e sexta (25). Outros também anunciaram situação de emergência. Gramado é uma das cidades que decretou calamidade pública Divulgação/Prefeitura de Gramado Pelo menos 12 cidades do Rio Grande do...


    Prefeitos publicaram a decisão entre quarta (23) e sexta (25). Outros também anunciaram situação de emergência. Gramado é uma das cidades que decretou calamidade pública Divulgação/Prefeitura de Gramado Pelo menos 12 cidades do Rio Grande do Sul decretaram calamidade pública pela falta de combustíveis. Os documentos foram assinados entre quarta (23) e esta sexta-feira (25). Outras prefeituras, incluindo Porto Alegre, anunciaram situação de emergência. O motivo é a paralisação dos caminhoneiros contra o aumento do diesel (veja as listas abaixo). Os atos têm objetivo de otimizar os recursos para viabilizar o atendimento a serviços públicos considerados prioritários, como saúde, segurança, transporte público e limpeza urbana. Sem combustível, imagens mostram postos de Santa Vitória do Palmar vazios A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) orientou as prefeituras gaúchas a paralisar nesta sexta (25) todos os equipamentos e serviços que utilizam combustíveis, exceto na área da saúde. A decisão foi tomada com base em uma pesquisa realizada pela entidade com os prefeitos. Conforme a Famurs, dos 497 municípios, 387 anunciaram que devem aderir à paralisação. A orientação da Famurs é que os municípios façam uma interrupção por um dia considerando os preços abusivos praticados e o corte do repasse da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) aos municípios, e em apoio aos caminhoneiros que estão em greve. A entidade informou ainda que sua assessoria jurídica "elaborou duas minutas (ponto facultativo e calamidade pública) que podem ser utilizadas como embasamento para decretar a anuência à proposta da Famurs. Cada município deve fazer a adequação conforme suas particularidades". Cidades em situação de emergência: Porto Alegre Canguçu Júlio de Castilhos São Sebastião do Caí Barra do Quaraí Coxilha Cidades em situação de calamidade pública: Gramado Westfália Santo Antonio da Patrulha Santa Vitória do Palmar São Gabriel Dom Pedrito Uruguaiana São Borja Ijuí Soledade Três Cachoeiras Santana do Livramento Initial plugin text
    Corsan alerta para possibilidade de desabastecimento de água em função da greve dos caminhoneiros

    Corsan alerta para possibilidade de desabastecimento de água em função da greve dos caminhoneiros


    Companhia enfrenta problemas na entrega dos insumos utilizados no tratamento da água. Autoridades policiais já foram acionadas para viabilizar o transporte dos produtos, diz Corsan. Segundo a Corsan, especialmente as regiões Sul e Central do...


    Companhia enfrenta problemas na entrega dos insumos utilizados no tratamento da água. Autoridades policiais já foram acionadas para viabilizar o transporte dos produtos, diz Corsan. Segundo a Corsan, especialmente as regiões Sul e Central do estado correm risco de desabastecimento Divulgação/Governo do RS A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) alertou nessa quinta-feira (24) para o risco de desabastecimento de água, em especial na regiões Sul e Central, em decorrência da greve dos caminhoneiros. A paralisação está no quarto dia. Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando o país? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Conforme a companhia, há dificuldade em receber os insumos utilizados na produção dos componentes utilizados na purificação e clareamento da água. Os principais são o sulfato de alumínio e o cloro. O sulfato de alumínio é utilizado no início do processo para clarificação da água. É produzido na Corsan, mas há a dificuldade de receber os insumos para a produção (bauxita e ácido sulfúrico). Além disto, os caminhões das empresas transportadoras estão com dificuldade em fazer as entregas, tanto pela passagem nos locais de manifestações ou quanto pela falta de combustível para deslocamento. Já o cloro é utilizado como antibactericida para descontaminação da água das estações e poços artesianos. A distribuidora atual fica em Nova Santa Rita. A Corsan contatou a Secretaria de Segurança e Polícia Rodoviária Federal e Estadual para viabilizar o deslocamento. Na capital, o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) informou que o abastecimento de água está normal, e que qualquer alteração será comunicada nos canais oficiais de informação. Initial plugin text Initial plugin text
    Supermercados e Ceasa ainda têm maioria dos produtos, mas situação preocupa para os próximos dias no RS

    Supermercados e Ceasa ainda têm maioria dos produtos, mas situação preocupa para os próximos dias no RS


    Abastecimento de alimentos é prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao quarto dia no estado. Frigoríficos suspendem abates, e estoques de gás de cozinha estão comprometidos. Prateleiras vazias em supermercado da Zona Norte de...


    Abastecimento de alimentos é prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros, que chegou ao quarto dia no estado. Frigoríficos suspendem abates, e estoques de gás de cozinha estão comprometidos. Prateleiras vazias em supermercado da Zona Norte de Porto Alegre Tatiana Lopes/G1 A paralisação dos caminhoneiros afeta o abastecimento de alimentos no Rio Grande do Sul, mas de acordo com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) e as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), a maioria dos produtos ainda está à venda. A situação é preocupante para os próximos dias. No interior, frigoríficos estão liberando funcionários e cancelando abates. Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando o país? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Supermercado tem filas de pessoas com medo do desabastecimento em Porto Alegre Lucas Bubols/G1 As filas já tomam conta dos supermercados. No entanto, segundo o gerente executivo da Agas, Francisco Schmidt, o que existe é a falta pontual de alguns produtos em determinadas lojas. "No geral, ainda existe abastecimento de 90% dos produtos, mas a partir de amanhã (sexta-feira, 25), o setor hortifrutigranjeiro, as carnes e resfriados, e também quem tem padaria vai ficar prejudicado em todo o estado, até porque vai faltar gás", destaca Schmidt. Initial plugin text O técnico da Ceasa-RS Claiton Colvelo diz que ainda tem mercadorias na central de abastecimento, mas faltam compradores, devido à dificuldade de chegar com os caminhões a Porto Alegre. "Hoje ainda tem mercadoria. Não está normal, mas tem a maioria dos produtos. O problema é que os compradores não têm como vir", afirma Colvelo. Por meio de nota, a Agas alertou que os supermercados possuem um estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não perecíveis, em que se enquadram itens de mercearia (massas, biscoitos, grãos, leite, açúcar, bebidas, farináceos, matinais, condimentos, doces, bombonière, etc.), higiene e beleza, limpeza, bazar e não alimentos em geral. Porém, os produtos perecíveis, que têm curto prazo de validade, podem acabar nos próximos dias. Em Porto Alegre, Carrefour limita venda de cinco unidades de cada item por causa da greve dos caminheiros Morris Gilberto Israel/Arquivo pessoal A rede de supermercados Carrefour limitou as compras em cinco itens de cada produto por pessoa. As unidades das avenidas Plínio Brasil Milano e Bento Gonçalves, em Porto Alegre, adotaram a medida. De acordo com nota enviada pela rede, a medida da limitação foi adotada preventivamente, diante do risco de desabastecimento durante a greve. Algumas prateleiras já estão com poucos produtos Paulo Ledur/RBS TV Supermercados pelo estado De acordo com a Agas, o abastecimento dos hortifrutigranjeiros vem sendo o principal problema para supermercados de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana, varejistas relatam a possibilidade de faltar carne nos próximos dias. Em Capão da Canoa, no Litoral Norte, supermercadistas avisam que há problemas no abastecimento de alimentos perecíveis e hortifrutigranjeiros. O problema é semelhante em Erechim, no Norte do estado, e São Luiz Gonzaga, no Noroeste. Em Soledade, no Norte, falta gás de cozinha. Na Região Central, falta ovos em supermercados de Santa Maria, e carne em estabelecimentos de Itaara. Em Vacaria, na Serra, desde terça (22), frutas, verduras, laticínios e carne não são entregues. Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, faltam hortifrutigranjeiros, carne e leite. Frigoríficos A cooperativa Aurora Alimentos informou que paralisará suas atividades de produção até sexta-feira (25), explicando que o transporte de insumos está compromentido com as interrupções nas estradas. Em nota, salientou que a capacidade de estoque está exaurida. Seriam dispensados mais de 3,3 mil funcionários em duas unidades, Erechim e Sarandi. Eles não terão desconto pela dispensa. A cooperativa diz que não adianta abater animais e produzir embutidos se não há transporte. Por dia, nos dois locais, são abatidos mais de 3,7 mil suínos e 120 mil aves. A Aurora diz que vai avaliar o impacto dos protestos na próxima semana para decidir se irá ampliar a dispensa de funcionários e a interrupção da produção. O prejuízo estimado pela cooperativa é de R$ 50 milhões em dois dias. O frigorífico Alibem, com unidades em Santa Rosa e Santo Ângelo, na Região Noroeste, cancelou os abates. A produção estimada é de 7 mil suínos por dia. Mais de 3 mil funcionários estão parados. A preocupação agora é com a alimentação dos animais que estão nas propriedades rurais que dependem de ração. Leite O Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) informa que mais de 80% da captação de leite do estado está comprometida nesta quinta. Segundo levantamento realizado com associados, várias empresas suspenderam integralmente a ação de caminhões nas diferentes rotas, e aqueles que ainda estão operando o fazem com dificuldades e sob ameaça. Todos os dias, em condições normais, são captados 12,6 milhões de litros de leite cru de 65 mil propriedades rurais do Rio Grande do Sul, segundo o sindicato. As empresas associadas ao Sindilat ainda informam que estão com seus setores de expedição lotados de produtos e já há registro de falta de insumos para atender ao processo industrial, o que indica que, se a manifestação prosseguir, as linhas de produção também serão desativas integralmente. Em Aceguá, na Campanha gaúcha, uma propriedade precisou jogar fora quase 3 mil litros de leite, sem ter condições de transportar a produção. "Conseguimos doar um pouco e tentou algumas ações com o gado, como diminuir o consumo de ração, tirar da pastagem que elas [as vacas] estão acostumada a produzir em alta escala", explica o médico veterinário Eduardo Costa. Tudo para tentar diminuir a produção e atenuar os prejuízos. De um tanque com capacidade para 3 mil litros de leite, produtor só conseguiu doar 200 litros, e descartou o restante, em Aceguá Reprodução/RBS TV Indústrias de aves e suínos De acordo com o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Animal (Fundesa), as indústrias de aves e suínos deveram parar as atividades até sexta-feira (25). Nesta quinta (24), segundo comunicado divulgado pela entidade, pelo menos seis unidades já haviam suspendido o abate, e outras também reduziram as atividades. "É preciso que haja combustível, em primeiro lugar, para a saída dos contêineres e câmaras frigorificas de dentro das plantas, liberando espaço para mais estoque. Ao mesmo tempo do restabelecimento de combustível é urgente o transporte de milho, farelo de soja e ração até às granjas para a alimentação dos animais e, ainda, o trânsito entre unidades de produção do sistema integrado", explica o presidente da entidade, Rogério Kerber. Kerber explica que o ciclo da produção depende de um equilíbrio entre os abates e os nascimentos de novos animais, e o acúmulo nas granjas podem causar outros problemas. "Um animal com restrição alimentar, que já vem ocorrendo, registra perda de imunidade, pode provocar o canibalismo e o aparecimento de alguma intercorrência sanitária", avisa. Gás de cozinha O estoque de gás GLP no estado está baixo, e o que as revendas têm deve acabar ainda nesta quinta, conforme o Singasul, sindicato que representa distribuidoras, comercializadoras e revendedoras. Com isso, as revendas optaram pela estratégia de parar as tele-entrega e vender somente nas portarias para garantir um maior número de clientes atendidos. O que querem os caminhoneiros Grupo de manifestantes na ERS-030, em Caxias do Sul CRBM/Divulgação Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20) em diferentes rodovias federais e estaduais pelo país. A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Sulpetro, por meio de nota, manifestou "descontentamento com a atual política de preços da Petrobras", com reajustes diários. "A sistemática adotada em julho de 2017 está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor", diz o comunicado. Na visão do sindicato, "a unifirmização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro." De acordo com o Sulpetro, as margens de lucro da gasolina para os segmentos de revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, caíram de 17,8% para 14,8% – conforme dado de abril deste ano. Para tentar acabar com as manifestações, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de quarta-feira (23) a redução de 10% no preço do diesel nas refinarias e disse que a redução será mantida por 15 dias. Em nota, a estatal informou que o novo preço entrará em vigor nesta quinta-feira (24) nas refinarias e terminais. Initial plugin text
    Sindicato diz que situação de falta de combustível é generalizada no RS

    Sindicato diz que situação de falta de combustível é generalizada no RS


    Situação de desabastecimento em 21 cidades até a noite de quarta-feira (23) evoluiu para todo o estado. Motoristas fazem fila em postos onde ainda há combustível. Frentista alerta motorista sobre falta de combustível no Rio Grande do...


    Situação de desabastecimento em 21 cidades até a noite de quarta-feira (23) evoluiu para todo o estado. Motoristas fazem fila em postos onde ainda há combustível. Frentista alerta motorista sobre falta de combustível no Rio Grande do Sul Reprodução/RBS TV O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado (Sulpetro) divulgou na manhã desta quinta-feira (24) que, quatro dias após o início da paralisação dos caminhoneiros, a situação de desabastecimento em postos é generalizado. Em Porto Alegre, motoristas formaram longas filas em frente aos poucos postos que ainda têm combustível. Até a noite de quarta (23), 21 cidades haviam reportado ausência do produto, mas a situação se generalizou entre a madrugada e a manhã desta quinta (24). Quem são e o que querem os caminhoneiros? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Na refinaria Alberto Pasqualini (Refap) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, os caminhões são abordados pelos manifestantes e chamados para que façam parte do movimento. A Refap atende todo o estado com produtos como óleo diesel, gasolina, nafta petroquímica, querosene de aviação, coque e Gás Natural Liquefeito (GLP), para uso residencial. A mesma situação é verificada em outras distribuidoras de combustíveis. Durante a manhã, o Procon já notificou mais de 50 estabelecimentos por conta do aumento do valor praticado nas bombas. Fiscais estão circulando pelas ruas da capital gaúcha para verificar os preços. Ao mesmo tempo, a Delegacia Especializada na Defesa do Direito do Consumidor (Decon) informa que monitora a situação, que pode ser enquadrada como "prática abusiva", e que está recebendo denúncias. A orientação é de que a população peça nota fiscal ao abastecer. Initial plugin text O chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Emerson Wendt, fez um apelo nas redes sociais para que os postos de combustíveis priorizem o abastecimento de veículos usados pelos órgãos de segurança do estado. O que querem os caminhoneiros Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20) em diferentes rodovias federais e estaduais pelo país. Caminhoneiros fazem protestos em rodovias do Rio Grande do Sul Reprodução/RBS TV A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Sulpetro, por meio de nota, manifestou "descontentamento com a atual política de preços da Petrobras", com reajustes diários. "A sistemática adotada em julho de 2017 está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor", diz o comunicado. Na visão do sindicato, "a unifirmização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro." De acordo com o Sulpetro, as margens de lucro da gasolina para os segmentos de revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, caíram de 17,8% para 14,8% – conforme dado de abril deste ano. Para tentar acabar com as manifestações, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de quarta-feira (23) a redução de 10% no preço do diesel nas refinarias e disse que a redução será mantida por 15 dias. Em nota, a estatal informou que o novo preço entrará em vigor nesta quinta-feira (24) nas refinarias e terminais. Initial plugin text
    Protestos dos caminhoneiros atingem setor de transportes no Rio Grande do Sul

    Protestos dos caminhoneiros atingem setor de transportes no Rio Grande do Sul


    Entre os efeitos está a redução nas linhas e horários de ônibus municipais, a paralisação das importações e exportações no Porto de Rio Grande e a possibilidade de falta de querosene de aviação no aeroporto Salgado Filho, o que afetaria...


    Entre os efeitos está a redução nas linhas e horários de ônibus municipais, a paralisação das importações e exportações no Porto de Rio Grande e a possibilidade de falta de querosene de aviação no aeroporto Salgado Filho, o que afetaria as operações no terminal. Greve de caminhoneiros afeta transporte público em Porto Alegre A paralisação dos caminhoneiros pelo Brasil, que chega ao quarto dia nesta quinta-feira (24), já atingem o setor de transporte no Rio Grande do Sul. Entre os efeitos está a redução nas linhas e horários de ônibus municipais, a paralisação das importações e exportações no Porto de Rio Grande e a possibilidade de falta de querosene de aviação no aeroporto Salgado Filho, o que afetaria as operações no terminal. Quem são e o que querem os caminhoneiros? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Ônibus de Porto Alegre operam com horários reduzidos nesta quinta-feira (24) Ricardo Giusti/PMPA Veja os principais reflexos no estado: Ônibus Os ônibus em Porto Alegre operam normalmente em horário de pico, até as 8h30, e depois circulam com viagens de hora em hora. A operação volta ao normal entre as 17h e 19h30, e depois é novamente restringida, até 23h30. As lotações funcionam normalmente e estão autorizadas a transportar passageiros em pé e circularem nos corredores de ônibus fora dos horários de grande movimento. A forma de atendimento na sexta (25) será igual, a partir das 4h30. Initial plugin text Cidades da Região Metropolitana também alteraram o esquema de trânsito. Em Esteio, um decreto autoriza que a partir desta sexta (25) seja utilizada tabela horária dos sábados nos dias úteis. Aos sábados, passa a valer o esquema de domingo. Aos domingos, por sua vez, o transporte coletivo será suspenso. A medida será mantida até que o abastecimento de combustíveis seja normalizado. Um esquema semelhante será adotado em Sapucaia do Sul, mas no domingo (27) os ônibus circularão, com horário reduzido. Em São Leopoldo, o esquema de transporte coletivo também foi alterado. Até, pelo menos, terça-feira (29), a frota será reduzida em 40% entre as 9h e 17h, mantendo a circulação normal nos horários de pico, ou seja, de 4h40 às 9h e a partir das 17h. Também haverá alterações em Novo Hamburgo. A partir desta sexta (25), os ônibus municipais circularão em horários alterados. No período entre 5h e 8h e 11h às 13h, haverá reforços nas linhas; das 8h até às 11h e das 13h às 17h, o transporte será de hora em hora nas principais; das 17h30 às 19h, o horário será baseado na tabela de sábado. Por fim, de 19h30 às 0h, o transporte novamente será de hora em hora nas principais linhas. Em Caxias do Sul, na serra, o transporte coletivo opera com metade da frota de veículos desde o meio-dia desta quinta-feira (24). A tabela horária será baseada na planilha estabelecida aos domingos. Segundo a administração municipal, a exceção será nos horários de pico, entre 5h e 8h30 e 16h30 e 19h30, período em que o atendimento será normalizado. Ainda de acordo com o Executivo, a alteração atende um pedido da empresa Viação Santa Tereza (Visate), concessionária responsável pelo serviço, e busca garantir o atendimento ao menos até a próxima terça (27). Sem a medida, os ônibus conseguiriam circular até a manhã deste sábado (26). Ônibus intermunicipais também mudam Medida semelhante foi adotada pela direção da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), responsável pelas empresas que fazem a operação intermunicipal. Os coletivos estão circulando com escala de sábado nos horários de baixa demanda. A Metroplan atende 34 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a assessoria de imprensa da Associação Rio-grandense de Transporte intermunicipal (RTI), as empresas menores que atendem a Região Sul e a Serra já estão racionalizando horários. Essas não possuem abastecimento próprio. Em reunião realizada na manhã desta quinta (24), a avaliação foi de que se a greve durar até a próxima quarta (30), as empresas não terão diesel suficiente para rodar. Viagens da Rodoviária tem alterações A Rodoviária de Porto Alegre informou que, devido às manifestações, alguns horários de ônibus estão sofrendo alterações e orientou os passageiros a procurar os canais de atendimento e as empresas para confirmar as viagens. Conforme o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), se algum usuário desejar cancelar ou remarcar algum bilhete de passagem, poderá fazê-lo sem custo adicional. Rodoviária de Porto Alegre disse que alguns horários de ônibus estão sofrendo alterações Carmem Lopes/Arquivo pessoal Aeroporto opera na reserva O Aeroporto Salgado Filho está funcionando dentro dos níveis de reserva de combustível, e orientou que os passageiros consultem voos antes de se deslocarem. A Fraport, concessionária responsável pela administração do terminal aéreo, informou que a paralisação pode impactar no funcionamento em breve. Aviso da Fraport, que opera o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre Reprodução Segundo a empresa, os fornecedores de combustível não conseguiram chegar a Porto Alegre nesta quarta (23), mas ao longo da manhã desta quinta (24), três carretas com combustível chegaram ao terminar para abastecer os reservatórios. À tarde, mais dois veículos carregados chegaram ao terminal. Com esta remessa, as operações seguirão normalmente até o meio-dia de sexta (25). Por enquanto, não há cancelamento de voos, embora sejam registrados alguns atrasos, tanto em chegadas quanto em partidas. Porto de Rio Grande A assessoria de imprensa do Porto de Rio Grande, principal ponto de escoamento fluvial para exportação, relatou que a importação e a exportação de produtos estão interrompidas. Paralisação dos caminhoneiros muda a rotina de Rio Grande De acordo com a Superintendência do Porto do Rio Grande, o transporte rodoviário é responsável por cerca de 80% da movimentação em todo o complexo portuário. "Informamos que inexistem manifestações diretas em torno da área portuária e que os terminais público e privados trabalham internamente para efetuar os serviços possíveis e necessários", diz o comunicado da SUPRG. No terminal público e no privado apenas estão sendo realizados o descarregamento de containers e de cargas que podem ser armazenados em solo. Na quarta-feira (24), nenhuma carga de grãos chegou ao porto, enquanto a média para esta época de escoamento de produção é de 1 mil caminhões por dia no complexo Termasa/Tergrasa, principal ponto de embarque de soja do estado. O que querem os caminhoneiros Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20) em diferentes rodovias federais e estaduais pelo país. Caminhoneiros fazem protestos pelo estado Reprodução/RBS TV A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Sulpetro, por meio de nota, manifestou "descontentamento com a atual política de preços da Petrobras", com reajustes diários. "A sistemática adotada em julho de 2017 está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor", diz o comunicado. Na visão do sindicato, "a unifirmização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro." De acordo com o Sulpetro, as margens de lucro da gasolina para os segmentos de revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, caíram de 17,8% para 14,8% – conforme dado de abril deste ano. Para tentar acabar com as manifestações, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de quarta-feira a redução de 10% no preço do diesel nas refinarias e disse que a redução será mantida por 15 dias. Em nota, a estatal informou que o novo preço entrarará em vigor nesta quinta-feira nas refinarias e terminais. Segundo Parente, a redução anunciada significa uma queda de R$ 0,23 no preço do litro nas refinarias e de R$ 0,25 centavos para os consumidores. Parente deixou claro que a decisão sobre o diesel não abre margem para que o preço da gasolina também caia. "É uma medida de caráter excepcional. Não representa uma mudança de política de preço da empresa", afirmou o presidente da estatal durante entrevista coletiva. "São 15 dias para que o governo converse com os caminheiros", acrescentou. Ainda segundo o presidente da petroleira, a empresa não cedeu a pressões de movimentos sociais ou mesmo do governo federal. Parente classificou a medida como sendo um gesto de "boa vontade" da empresa. Caminhoneiros estacionam veículos às margens das rodovias Reprodução/RBS TV Initial plugin text
    AGU diz que conseguiu decisões na Justiça contra bloqueio de rodovias em 11 estados e no DF

    AGU diz que conseguiu decisões na Justiça contra bloqueio de rodovias em 11 estados e no DF


    No total, Advocacia-Geral da União obteve, até o fim da manhã desta quinta, 15 liminares (decisões provisórias). Ações são para desbloquear rodovias ocupadas ou evitar novos bloqueios.  Caminhoneiros protestam causando congestionamento na...


    No total, Advocacia-Geral da União obteve, até o fim da manhã desta quinta, 15 liminares (decisões provisórias). Ações são para desbloquear rodovias ocupadas ou evitar novos bloqueios.  Caminhoneiros protestam causando congestionamento na rodovia Regis Bittencur, próximo a Embu das artes, em São Paulo Felipe Rau/Estadão Conteúdo A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (24) que conseguiu na Justiça 15 liminares (decisões provisórias) para impedir o bloqueio das rodovias federais por caminhoneiros grevistas no Distrito Federal e em 11 estados. Em alguns locais, há mais de uma liminar. As decisões foram obtidas nas seguintes unidades da federação: Paraná; Minas Gerais; Goiás; São Paulo Santa Catarina; Pernambuco; Paraíba; Rondônia; Rio Grande do Sul; Rio Grande do Norte; Sergipe; Distrito Federal. Nesta quinta, a mobilização dos caminhoneiros entrou no quarto dia. A categoria reivindica diminuição no preço do diesel. Por causa da paralisação, diversos estados começaram a enfrentar problemas de abastecimento de produtos como combustíveis e alimentos. O governo federal tem feito reuniões com os caminhoneiros nos últimos dias, mas ainda não chegou a uma solução para a crise. A AGU informou que, além da liminares já obtidas, espera o resultado de outras 15 ações que moveu para impedir o bloqueio de rodovias. Essas ações foram protocoladas nestes estados: Mato Grosso; Goiás; Pará; Rio Grande do Sul; São Paulo. Segundo a AGU, quase todas as ações são pedidos de reintegração de posse ou para evitar bloqueios em rodovias federais. Uma delas, a de Pernambuco, pediu desbloqueio de uma rodovia estadual, porque a obstrução atrapalhava o funcionamento de serviços federais no aeroporto de Guararapes. A AGU disse que servidores do órgão acompanham nos estados se as liminares estão sendo cumpridas, mas que ainda não é possível apresentar um balanço de quantas rodovias foram desbloqueadas. O órgão também disse que, pelas decisões judiciais, cabe à Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuar para desbloquear as rodovias. Em alguns casos, segundo a AGU, os juízes autorizaram o auxílio da Polícia Militar. Greve dos caminhoneiros tem reflexos na economia Initial plugin text
    Justiça Federal autoriza ação policial em rodovias bloqueadas por protestos de caminhoneiros no RS

    Justiça Federal autoriza ação policial em rodovias bloqueadas por protestos de caminhoneiros no RS


    Pedido havia sido negado na terça-feira (22), e a AGU pediu reconsideração. Decisão do TRF-4 desta quinta (24) determina multa de R$ 1 mil por hora por desobediência para cada réu que for identificado. Em Ijuí, Canoas e Montenegro, decisões...


    Pedido havia sido negado na terça-feira (22), e a AGU pediu reconsideração. Decisão do TRF-4 desta quinta (24) determina multa de R$ 1 mil por hora por desobediência para cada réu que for identificado. Em Ijuí, Canoas e Montenegro, decisões judiciais também impediram bloqueio. Aglomeração de caminhoneiros em rodovia estadual em Venâncio Aires CRBM/Divulgação A Justiça Federal autorizou nesta quinta-feira (24) a ação das polícias Rodoviária Federal e Federal nas rodovias do Rio Grande do Sul que tenham bloqueios em razão dos protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel. "Considerando a necessidade de assegurar o pleno exercício da liberdade de manifestação e do direito de reunião, evitando a ocorrência de eventuais excessos (ilícitos) e/ou atos atentatórios à posse de bens públicos de uso comum do povo, é de se acolher em parte o pedido de concessão de liminar, para determinar aos que ocupam as rodovias federais do Estado de Rio Grande do Sul que se abstenham de desencadear ou manter movimento que não seja pacífico e obstar a livre circulação daqueles que desejem trafegar em tais vias", diz a decisão do Tribunal Regional federal da 4ª Região. Para o caso de descumprimento, o TRF-4 determinou multa de R$ 1 mil por hora de desobediência para cada réu que for identificado. O pedido é da Advocacia-Geral da União, que solicitava "aos demandados que se abstenham de ocupar, obstruir ou dificultar a passagem em quaisquer trechos das rodovias federais" no estado. Entre as alegações, dizia que "as manifestações levadas a cabo nos últimos dias têm sido violentas e arbitrárias, impedindo caminhoneiros que não aderiram à paralisação de exercerem o seu direito ao trabalho." O TRF-4 acrescenta que "é direito do cidadão de reivindicar o que entende justo e legítimo, desde que o faça de forma pacífica." A liminar havia sido negada na terça-feira (22). O TRF-4 havia justificado que ainda não era necessária a intervenção judicial sobre as manifestações. "Não obstante, aportam aos autos narrativa de fatos recentes e informações divulgadas na imprensa que denotam a necessidade de rever em parte o que foi decidido anteriormente", diz a nova decisão, assinada pela desembargadora Federal Vivian Josete Pantaleão Caminha. Na quarta-feira (23), a 2ª Vara Federal de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, determinou a liberação das BRs 290 e 472. O pedido também foi feito pela AGU. Decisões no interior do estado Quatro decisões da justiça estadual também proíbem bloqueios em Ijuí, no Norte do RS, em Montenegro e Canoas, na Região Metropolitana. A juíza de direito Simone Brum Pias, da 2ª Vara Cível da Comarca de Ijuí, deferiu pedido liminar do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), para desbloqueio da ERS-342 e da ERS-522. O descumprimento acarreta multa diária de até R$ 5 mil. Já a magistrada Márcia do Amaral Martins, da 1ª Vara Cível da Comarca de Montenegro, determinou, ainda na quinta-feira (23), que os manifestantes permitam a circulação de caminhões da empresa JBS nos limites da competência da comarca, que abrange os municípios de Montenegro, Pareci Novo e São José do Sul. Em Canoas, o juiz Geraldo Anastácio Brandeburski Júnior, da 1ª Vara Cível do Foro de Canoas, concedeu liminar ao pedido da Ipiranga Produtos de Petróleo S.A para impedir o bloqueio das vias de acesso à base da empresa, localizada no município. A empresa alegou que os escritórios atendidos pela base já estão prejudicados em 83%. Além disso, citou que risco iminente de invasão na área. O magistrado determinou expedição de mandado proibitório, com autorização de força policial se necessário. E em Sananduva, no Norte do RS, a juíza Daniela Conceição Zorzi deferiu pedido da Agrodanieli Indústria e Comércio LTDA. vetando que manifestantes obstruam a passagem de bens e pessoas ligados à empresa, na ERS-126. Em caso de descumprimento, a multa aplicada será de R$ 1 mil por veículo impedido de prosseguir. Pedido de sindicato é negado Outro pedido do Sindilat foi negado nesta quinta-feira (24). O sindicato requereu na justiça que entidades e caminhoneiros independentes fossem proibidos de bloquear a passagem de cargas de laticínios dos associados, que são de rápida degradação. Porém, conforme a juíza Marilei Lacerda Menna, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, a situação não justifica "neste momento" a intervenção judicial. "É público e notório que as manifestações que vêm ocorrendo por parte dos caminhoneiros e dos demais simpatizantes à causa são de forma pacífica. Isto significa dizer que apesar da existência de obstruções nas vias estaduais estas não o são de forma absoluta, sendo possível o tráfego em vias alternativas, ou mesmo na própria rota, eis que não são bloqueio incontornável", diz a magistrada. Initial plugin text
    Saiba onde há pontos com manifestações de caminhoneiros no RS

    Saiba onde há pontos com manifestações de caminhoneiros no RS


    Protestos chegam ao quarto dia no estado. Categoria está insatisfeita com alta do diesel e política de preços da Petrobras. Manifestação teve bloqueio total no km 40 da BR 116, em Vacaria (RS) PRF/Divulgação A manifestação de caminhoneiros...


    Protestos chegam ao quarto dia no estado. Categoria está insatisfeita com alta do diesel e política de preços da Petrobras. Manifestação teve bloqueio total no km 40 da BR 116, em Vacaria (RS) PRF/Divulgação A manifestação de caminhoneiros contra a alta de combustíveis entra no quarto dia nesta quinta-feira (24) no Rio Grande do Sul. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), são diversos os pontos de manifestação nas rodovias federais e estaduais, com bloqueio de circulação para caminhões. Houve queima de pneus em alguns locais. Em geral, os manifestantes se reúnem às margens das rodovias e convidam outros motoristas a participar. Carros de passeio e caminhões com cargas vivas têm o tráfego liberado. Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20). Abaixo, veja a lista dos pontos com manifestações. Quem são e o que querem os caminhoneiros? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Em caso de bloqueios, as polícias Rodoviária Federal e Federal estão autorizadas a agir para desobstruiu vias, conforme liminar concedida pelo Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) nesta quinta. A multa é de R$ 1 mil para quem descumprir a determinação. Os caminhoneiros querem a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. Para tentar acabar com as manifestações, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de quarta-feira (23) a redução de 10% no preço do diesel nas refinarias, válida por 15 dias, a partir desta quinta. As manifestações causam impactos em diversos setores no estado. Quarto dia de paralisação de caminhoneiros afeta interior do RS Pontos com manifestações no RS Estaduais ERS-324 Vila Maria (km 225) Paraí (km 270) Nova Bassano (km 278) ERS-241 São Francisco de Assim (km 4) ERS-463 Coxilha (km 30) Tapejara (km 30) ERS-135 Getúlio Vargas (km 50) Sertão (km 38) ERS-330 Redentora (km 40) ERS-130 Arroio do Meio (km 79) ERS-332 Espumoso (km 139) Arvorezinha (km 65) Doutor Ricardo (km 25) ERS-223 Ibirubá (km 53) ERS-344 Tuparendi (km 28) ERSC-287 Candelária (km 138) Agudo (km 187) Novos Cabrais (km 156) Santa Cruz do Sul (km 104, km 92) Venâncio Aires (km 81, km 19) Montenegro (km 2) Restinga Seca (km 200) Vera Cruz (km 116) Santa Maria (km 252) ERS-401 Charqueadas (km 40) ERSC-471 Encruzilhada do Sul (km 215) ERS-403 Cachoeira do Sul (km 42) ERS-149 Nova Palma (km 156) Faxinal do Soturno (km 40) ERS-168 Bossoroca (km 44) ERS-400 Sobradinho (km 44) Passa Sete (km 36) ERS-377 Quaraí (km 514) Manoel Viana (km 355) ERS-122 São Sebastião do Caí (km 16) Caxias do Sul (km 65) Antonio Prado (km 127) Flores da Cunha (km 96) ERS-040 Capivari do Sul (km 64) ERS-240 Montenegro (km 31e km 33) Portão (km 9) Capela de Santana (km 19) São Leopoldo (viaduto da Scharlau) ERS-453 Teutônia (km 53) Caxias do Sul (km 152) ERS-474 Santo Antônio da Patrulha (km 0) ERS-030 Santo Antônio da Patrulha (km 54 e 46) Osório (km 46, km 85) Tramandaí (km 94) ERS-239 Araricá (km 34) ERS-020 Taquara (km 28) São Francisco de Paula (km 92) ERS-118 Viamão (km 36) ERSC-101 Palmares do Sul (km 140) ERS-235 Nova Petrópolis (km 4) ERS-389 Osório (km 5) ERS-115 Igrejinha (km 13) ERS-129 Guaporé (km 69) Muçum (km 84) Federais BR-153 Erechim (km 53) BR-158 Cruz Alta (km 191) Condor (km 140) Panambi (km 157) Júlio de Castilhos (km 264) Santana do Livramento (km 532) BR-285 Panambi (km 419) Entre-Ijuís (km 496) São Luiz Gonzaga (km 564) Vacaria (km 124) Ijuí (km 460) BR-293 Pinheiro Machado (km 100) Bagé (km 152) Candiota (km 138) BR-386 Nova Santa Rita (km 435) Soledade (km 243) Fontoura Xavier (km 286) São José do Herval (km 283) Tio Hugo (km 213) Lajeado (km 641) Montenegro (km 412, km 419) Nova Santa Rita (km 435) Estrela (km 349) Iraí (km 02) BR-392 Rio Grande (km 9, km 20) Pelotas (km 392) Pelotas (km 66) São Sepé (km 319 e km 350) Santa Maria (km 350) BR-116 Capão do Leão (km 529) Arroio Grande (km 611 e 612) Jaguarão (km 654) Pelotas (km 516) Pedro Osório (563) Turuçu (km 482) São Lourenço do Sul (km 464) Cristal (km 427) Dois Irmãos (km 222) Estância Velha (km 116) Barra do Ribeiro (km 320) Vacaria (km 34) Caxias do Sul (km 142) São Marcos (km 113) BR-392 Canguçu (km 113) BR-470 Garibaldi (km 225) Veranópolis (km 176 e km 182) Nova Prata (km 147 e km 160) Estância Velha (km 225) BR-101 Três Cachoeiras (km 23) BR-290 Pantano Grande (km 214) Gravataí (km 70) São Grabriel (km 422) Rosário do Sul (km 480) Na ERS-240, em Capela de Santana, bloqueios causam congestionamento Fabiano Gabriel/Arquivo pessoal Initial plugin text
    VÍDEOS: Bom Dia Rio Grande de quinta-feira, 24 de maio

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    Quarto dia de paralisação de caminhoneiros causa impactos no Rio Grande do Sul

    Quarto dia de paralisação de caminhoneiros causa impactos no Rio Grande do Sul


    Postos estão sem combustíveis, aeroporto opera dentro de reserva, e ônibus funcionam com tabela reduzida fora do horário de pico em Porto Alegre. Serviços essenciais também sentem efeitos. Quarto dia de paralisação de caminhoneiros causa...


    Postos estão sem combustíveis, aeroporto opera dentro de reserva, e ônibus funcionam com tabela reduzida fora do horário de pico em Porto Alegre. Serviços essenciais também sentem efeitos. Quarto dia de paralisação de caminhoneiros causa impactos em rodovias do RS No quarto dia de paralisação de caminhoneiros contra o aumento do diesel, a quinta-feira (24) começou com postos de combustíveis fechados também em Porto Alegre, a exemplo do que já acontecia no interior do estado, alteração no transporte coletivo, impactos no Aeroporto Internacional Salgado Filho e no Porto de Rio Grande. Setores de alimentação e abastecimento de água também começam a sentir os efeitos. Quem são e o que querem os caminhoneiros que estão parando o país? TEMPO REAL: Greve de caminhoneiros chega ao 4º dia; veja reflexos pelo país Veja os principais reflexos da paralisação no estado: Transportes Ônibus de Porto Alegre operam com horários reduzidos nesta quinta-feira (24) Ricardo Giusti/PMPA Os ônibus de Porto Alegre funcionam normalmente nos horários de pico e depois operam com tabela reduzida, com viagens de hora em hora, fora deles. A mesma medida foi adotada para empresas que fazem a operação intermunicipal, que adotam tabela de sábado. No interior do estado, municípios também enfrentam dificuldades. Em Caxias do Sul, na Serra, o transporte coletivo opera com metade da frota de veículos desde o meio-dia desta quinta (24). A Rodoviária de Porto Alegre informou que, devido às manifestações, alguns horários de ônibus estão sofrendo alterações e orientou os passageiros a procurar os canais de atendimento e as empresas para confirmar as viagens. Saiba mais. Alimentação Supermercado tem filas de pessoas com medo do desabastecimento em Porto Alegre Lucas Bubols/G1 O setor alimentício é um dos mais atingidos. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), os estabalecimentos têm estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não perecíveis. A situação mais preocupante é a dos perecíveis, que não são estocados pelos supermercados por seu curto prazo de durabilidade. A assessoria das Centrais de Abastecimentos do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS) informou que o setor atacadista, que traz produtos de fora do estado, foi bastante afetado. Além disso, compradores não estão conseguindo chegar até a capital gaúcha. A cooperativa Aurora Alimentos alertou que paralisaria suas atividades de produção, pois a capacidade de estoque está exaurida. O frigorífico Alibem, com unidades em Santa Rosa e Santo Ângelo, na Região Noroeste, cancelou os abates. O Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) informa que mais de 80% da captação de leite do estado está comprometida. Já os estoques de gás de cozinha estão baixos, e as revendas decidiram interromper tele-entregas, vendendo somente nas portarias. Saiba mais. Serviços essenciais A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) informa que o abastecimento de água pode ser afetado porque produtos para tratamento não estão chegando às unidades. O principal impacto está nas regiões Sul (principalmente município de Rio Grande) e Central. A coleta de lixo em Porto Alegre também pode ser prejudicada. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb), a BR-290, rodovia que leva até o aterro sanitário de Minas do Leão, está bloqueada. Por isso, os caminhões não estão conseguindo acessar o local. A Estação de Transbordo da Lomba do Pinheiro está cheia. A Prefeitura de Santa Vitória do Palmar decretou calamidade pública na quarta-feira devido à situação. A decisão do prefeito Wellington Bacelo (MDB) foi anunciada após uma reunião de emergência no gabinete, com os secretários municipais. O Sulpetro, que representa o comércio varejista de combustíveis, informou que a situação da falta de combustível está generalizada pelo estado. Em Porto Alegre, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) notificou 43 postos para que apresentem as notas fiscais de compra, para que seja possível averiguar um possível aumento abusivo no valor na gasolina. Fiscais estão circulando pelas ruas da capital gaúcha para verificar os preços. Frentista alerta motorista sobre falta de combustível no Rio Grande do Sul Reprodução/RBS TV Aeroporto Decolagens no aeroporto de Porto Alegre são incertos após o almoço na sexta-feira (25) O Aeroporto Salgado Filho está funcionando dentro dos níveis de reserva de combustível, e orienta que os passageiros consultem voos antes de se deslocarem. Com a chegada de dois veículos carregados com combustível nesta quinta, as operações seguirão normalmente até o meio-dia de sexta (25). Porto A assessoria de imprensa do Porto de Rio Grande, principal ponto de escoamento fluvial para exportação, relatou que tanto a importação como a exportação de produtos estão interrompidas. Saúde Hospital de Clínicas de Porto Alegre Reprodução/RBS TV Por meio de nota, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre diz que enfrenta problemas no fornecimento de oxigênio para pacientes com problemas respiratórios, e negocia com autoridades uma possível escolta. Caso isso não aconteça, cirurgias eletivas deverão ser remarcadas. A instituição também relata desabastecimento de alimentos perecíveis, que levará a mudanças no cardápio do refeitório da instituição. Caso o problema persista até o próximo domingo (27), o refeitório deverá ser fechado. Educação UFRGS oferecerá o curso de extensão ainda neste semestre, sem data definida ainda. 13 disciplinas já estão confirmadas Ramon Moser/Divulgação Cinco universidades anunciaram suspensão de aulas, em função das dificuldades de deslocamento ocasionadas pela greve: UFRGS, Uergs, Unicruz, Unisc e Feevale. Outras instituições, como PUCRS, Ulbra, Unisinos e Furg, seguem com aulas. Indústria A cooperativa Aurora Alimentos informou que paralisará suas atividades de produção até sexta-feira (25), explicando que o transporte de insumos está compromentido com as interrupções nas estradas. Em nota, salientou que a capacidade de estoque está exaurida. Seriam dispensados mais de 3,3 mil funcionários em duas unidades, Erechim e Sarandi. Eles não terão desconto pela dispensa. O Sindicato da Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat) informa que mais de 80% da captação de leite do estado está comprometida nesta quinta. Saiba mais. Energia e abastecimento Segundo a Corsan, especialmente as regiões Sul e Central do estado correm risco de desabastecimento Divulgação/Governo do RS A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) alertou nesta quinta-feira (24) para o risco de desabastecimento de água, em especial na regiões Sul e Central, em decorrência da greve dos caminhoneiros. Conforme a companhia, há dificuldade em receber os insumos utilizados na produção dos componentes utilizados na purificação e clareamento da água. Os principais são o sulfato de alumínio e o cloro. Initial plugin text
    Bloqueio de caminhoneiros provoca congestionamento em avenida de Porto Alegre

    Bloqueio de caminhoneiros provoca congestionamento em avenida de Porto Alegre


    Segundo EPTC, interrupção parcial no trânsito ocorre na Assis Brasil, Zona Norte da capital gaúcha. Caminhoneiros fazem bloqueio na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre Caminhoneiros realizam um bloqueio parcial na Avenida Assis Brasil, na Zona...


    Segundo EPTC, interrupção parcial no trânsito ocorre na Assis Brasil, Zona Norte da capital gaúcha. Caminhoneiros fazem bloqueio na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre Caminhoneiros realizam um bloqueio parcial na Avenida Assis Brasil, na Zona Norte de Porto Alegre, na noite desta quarta-feira (23). A interrupção ocorre próximo a Fiergs. De acordo com informações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), uma faixa de cada lado da via está liberada, mas o congestionamento é grande no local. A EPTC acrescentou que os caminhões estão estacionados no meio-fio da avenida e os caminhoneiros impossibilitam veículos de passar. Caminhoneiros bloqueiam Avenida Assis Brasil Sandro Pardal/arquivo pessoal Por três dias consecutivos, caminhoneiros realizam protestos em rodovias pelo estado, contra o aumento no valor dos combustíveis. Os atos afetam o transporte e o abastecimento de produtos. Frigoríficos e indústrias do interior dispensaram os funcionários e suspenderam a produção. Com a falta de combustível, ônibus podem deixar de operar. Além disso, vários postos começam a ficar sem combustível. Durante terceiro dia de paralisação, Petrobras anuncia nova redução no preço do diesel
    VÍDEOS: RBS Notícias de quarta-feira, 23 de maio

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    PRF prende três suspeitos de jogar pedras em caminhões na freeway em Gravataí

    PRF prende três suspeitos de jogar pedras em caminhões na freeway em Gravataí


    De acordo com a corporação, os caminhoneiros estavam passando pela BR-290 (freeway), perto do km 70, quando foram atingidos. Três suspeitos de terem jogado pedras em caminhoneiros foram presos na tarde desta quarta-feira (23) PRF/divulgação A...


    De acordo com a corporação, os caminhoneiros estavam passando pela BR-290 (freeway), perto do km 70, quando foram atingidos. Três suspeitos de terem jogado pedras em caminhoneiros foram presos na tarde desta quarta-feira (23) PRF/divulgação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, no final da tarde desta quarta-feira (23), três homens suspeitos de jogar pedras em caminhões que tentavam seguir viagem na BR-290 (freeway), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a PRF, os caminhoneiros estavam passando pelas rodovias, perto do km 70, quando foram atingidos. A freeway é monitorada por câmeras da concessionária, que informou o ocorrido à PRF. Uma equipe da polícia foi ao local e efetuou a prisão. Conforme informações da PRF, um outro homem também havia sido preso na tarde desta quarta, por transportar pneus que seriam queimados por manifestantes.
    Devido à duplicação da ERS-118, 300 famílias começam a ser retiradas das margens da rodovia

    Devido à duplicação da ERS-118, 300 famílias começam a ser retiradas das margens da rodovia


    Segundo o Daer-RS, só quatro famílias já receberam as indenizações. A Secretaria dos Transportes informou que os pagamentos precisam seguir algumas regras e que estão tramitando com agilidade. Famílias atingidas pela duplicação da ERS-118...


    Segundo o Daer-RS, só quatro famílias já receberam as indenizações. A Secretaria dos Transportes informou que os pagamentos precisam seguir algumas regras e que estão tramitando com agilidade. Famílias atingidas pela duplicação da ERS-118 começam a ser retiradas Devido às obras da duplicação da ERS-118, 300 famílias começaram a ser retiradas das margens da rodovia em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A remoção ocorre entre os km zero e cinco. A retirada dos moradores é acompanhada pela Brigada Militar. "A Brigada Militar está preocupada com as pessoas que utilizam a rodovia, com as pesosas que atravessam a avenida. Então, não temos tempo para cumprir a reintegração", afirma o chefe do Comando de Policiamento Metropolitano (CPC), tenente-coronel Eduardo Amorin. Os moradores afetados pela reintegração de posse reclamam da demora na liberação das indenizações. Mesmo aqueles que têm imóveis regularizados, com escritura, até agora não receberam o dinheiro. Eles alegam que sem os recursos fica mais difícil encontrar outro lugar para morar. A dona de casa Luciana Fernandes Ferreira mora com os pais há quase 30 anos. O traçado da rodovia vai passar por um pedaço da casa e mais dois imóveis da família no mesmo terreno. "A gente está vendo que eles estão tirando o pessoal. Daqui a pouco, chega uma máquina aqui, e o pessoal dizendo que a gente tem que sair, para onde vamos?", desabafa Luciana. Até agora, segundo o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer-RS), só quatro famílias já receberam as indenizações. A Secretaria dos Transportes informou que os pagamentos precisam seguir algumas regras e que estão tramitando com agilidade. A duplicação dos 20 quilômetros entre Sapucaia do Sul e Gravataí se arrasta por mais de 10 anos. Duplicação da ERS-118 já dura 10 anos Reprodução/RBS TV

    TCU dá aval ao leilão da Rodovia de Integração Sul, no Rio Grande do Sul


    Com decisão do tribunal, governo poderá publicar o edital para leiloar a rodovia. Este será o primeiro edital de concessão rodoviária do governo do presidente Michel Temer. O Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval nesta quarta-feira (23) à...

    Com decisão do tribunal, governo poderá publicar o edital para leiloar a rodovia. Este será o primeiro edital de concessão rodoviária do governo do presidente Michel Temer. O Tribunal de Contas da União (TCU) deu aval nesta quarta-feira (23) à publicação do edital de concessão da BR-101/290/386/448, no Rio Grande do Sul, conhecida como Rodovia de Integração Sul (RIS). Este será o primeiro edital de rodovias publicado pelo governo do presidente Michel Temer. A rodovia é um dos projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI). O aval do TCU veio após muita negociação com a Secretaria do PPI e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que acatou as principais sugestões da área técnica do TCU. Entre os pontos alterados após negociação do TCU está a fixação de um prazo limite de 10 anos para a prorrogação do contrato de concessão como compensação por um grande investimento feito na rodovia. Modelo Nos leilões de rodovias vence a disputa quem ofertar o maior desconto sobre a tarifa de pedágio fixada em edital, mas, no modelo projetado para os próximos leilões, haverá um mecanismo que poderá desestimular grandes descontos. Além de exigir uma reserva maior de capital da concessionária quando ela der desconto no valor do pedágio, o contrato vai prever uma série de obras reservas que terão o preço definido por uma porcentagem do pedágio. Assim, quanto maior o desconto, menos dinheiro a empresa receberá por pequenas obras, como passarelas extras.
    'Se o problema continuar será o caos', diz presidente da Ceasa-RS sobre paralisação de caminhoneiros

    'Se o problema continuar será o caos', diz presidente da Ceasa-RS sobre paralisação de caminhoneiros


    Protesto contra o aumento no valor dos combustíveis chega ao terceiro dia e já afeta transporte e abastecimento de produtos no estado. O presidente das Centrais de Abastecimentos do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), Ernesto Teixeira, afirmou que a...


    Protesto contra o aumento no valor dos combustíveis chega ao terceiro dia e já afeta transporte e abastecimento de produtos no estado. O presidente das Centrais de Abastecimentos do Rio Grande do Sul (Ceasa-RS), Ernesto Teixeira, afirmou que a partir desta quinta-feira (24) o desabastecimento poderá ser quase total devido à paralisação de caminhoneiros no estado. "Se o problema continuar, será o caos", avisou. "Nas quintas-feiras, sempre acontece o abastecimento das cidades da Grande Porto Alegre e os municípios grandes da Fronteira vêm pegar produtos para abastecer suas regiões. Sem produtos, não temos compradores", afirma. Conforme Teixeira, muitos produtores não irão enviar produtos, pelo risco dos alimentos perecíveis estragarem na estrada. "Isso pode afetar hospitais, creches, escolas", exemplifica o presidente da Ceasa. Diversos setores afetados Caminhoneiros protestam na BR-386 em Estrela, no Rio Grande do Sul Kelly Veronez/RBS TV A paralisação dos caminhoneiros contra o aumento no valor dos combustíveis afeta diversos setores no Rio Grande do Sul. Frigoríficos dispensaram os funcionários e suspenderam os abates de animais. Além disso, a maioria dos postos não é abastecida pelos caminhões-tanque desde segunda-feira (21). Frentistas e donos dos estabelecimentos dizem que, por enquanto, ainda não existe previsão para o recebimento de gasolina.
    Ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tem último recurso negado em segunda instância

    Ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares tem último recurso negado em segunda instância


    TRF-4 negou nesta quarta-feira (23) embargos de declaração da defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado por lavagem de dinheiro em um processo oriundo da Operação Lava Jato no ano passado. O juiz de primeira instância, Sérgio...


    TRF-4 negou nesta quarta-feira (23) embargos de declaração da defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado por lavagem de dinheiro em um processo oriundo da Operação Lava Jato no ano passado. O juiz de primeira instância, Sérgio Moro, determinou a prisão de Delúbio. Delúbio Soares foi tesoureiro do PT Evaristo Sá/AFP Foi negado nesta quarta-feira (23) pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) o recurso da defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, condenado por lavagem de dinheiro em um processo oriundo da Operação Lava Jato no ano passado. Os advogados apelaram com embargos de declaração depois que Delúbio teve a condenação confirmada e a pena aumentada de cinco para seis anos pelos desembargadores do tribunal, em Porto Alegre, em março deste ano. Segundo o TRF4, estão esgotados os recursos em segunda instância. Com isso, Delúbio já pode começar a cumprir a pena, em regime inicial fechado, e o juiz Sérgio Moro determinou a prisão do ex-tesoureiro. "O que nós pretendemos fazer é recorrer aos tribunais superiores", afirmou ao G1 o advogado Pedro Paulo de Medeiros. O recurso de Delúbio foi negado por unanimidade. No mesmo julgamento, foram rejeitados os recursos do economista Luiz Carlos Casante e dos empresários Enivaldo Quadrado e Natalino Bertin. Os desembargadores reduziram o valor da indenização a ser paga pelo empresário Ronan Maria Pinto para R$ 6 milhões. Segundo o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, os embargos de declaração só cabem quando "houver ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão", o que não seria o caso. Gebran destacou que "a simples discordância da parte contra os fundamentos invocados e que levaram o órgão julgador a decidir não abre espaço para o manejo dos embargos de declaração". Ao final do voto, Gebran determinou o início do cumprimento das penas por estarem esgotados os recursos em segundo grau. Essa ação penal é um desdobramento do processo que condenou o pecuarista José Carlos Bumlai e dirigentes do Banco Schahin, por empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões concedidos pelo Banco Schahin a Bumlai. Conforme os desembargadores, metade do valor foi repassada para a empresa Betin e a outra parte, para a Remar Agenciamento e Assessoria, que repassou quase tudo o que recebeu à empresa Expresso Nova Santo André, com o destinatário final sendo Ronan. De acordo com a sentença, todas essas transações que envolvem os réus deste processo seriam fraudulentas e teriam por objetivo disfarçar o destino do dinheiro. Nos autos, não há investigação sobre a motivação do PT para entregar os valores a Ronan. Porém, o Ministério Público Federal (MPF) levantou a hipótese de uma suposta extorsão praticada por Ronan contra o PT, o que não foi esclarecido e não era o foco da denúncia, relativa ao crime de lavagem de dinheiro.

    Polícia investiga caso de sepultura encontrada violada em cemitério de Tuparendi, no Noroeste do RS


    Tampa do caixão estava aberta e corpo estava parcialmente para fora. Não havia nenhum objeto de valor que pudesse ser furtado, diz delegado. Cadáver é de uma jovem que morreu por causas naturais. A Polícia Civil investiga o caso de uma sepultura...

    Tampa do caixão estava aberta e corpo estava parcialmente para fora. Não havia nenhum objeto de valor que pudesse ser furtado, diz delegado. Cadáver é de uma jovem que morreu por causas naturais. A Polícia Civil investiga o caso de uma sepultura encontrada violada no cemitério de Tuparendi, no Noroeste do Rio Grande do Sul, na última segunda-feira (21). A tampa do caixão foi violada, e o corpo estava parcialmente para fora. Agentes do controle de endemias perceberam a situação durante vistoria no local, e chamaram a polícia. O corpo é de uma jovem, que morreu por causas naturais. Segundo o delegado Tiago Teske, não havia nenhum objeto de valor dentro do caixão, que pudesse ter sido roubado. "O túmulo foi violado, o caixão rompido, o corpo foi manipulado. As pessoas que fizeram isso remontaram o cenário, tentaram colocar a lápide no devido lugar, as coroas de flores, mas uma das lápides ficou um pouco sobreposta à outra, deixando uma fresta", detalha o delegado. Por esta fresta, o corpo estava para fora. O delegado diz que são duas linhas de investigação, até o momento: violação de sepultura para prática de furto ou vilipêndio ao cadáver. O corpo foi levado para perícia em Santo Ângelo, que ainda não foi concluída.
    Passagem de ônibus em Campo Bom baixa de R$ 3,55 para R$ 3,30 após pacote de medidas

    Passagem de ônibus em Campo Bom baixa de R$ 3,55 para R$ 3,30 após pacote de medidas


    Consórcio que presta serviço no município de cerca de 70 mil habitantes apresentou cálculos para aumentar o preço.Prefeitura apresentou medidas que acabaram barateando a passagem. Após proposta de reajuste para R$ 4,22, o preço da passagem foi...


    Consórcio que presta serviço no município de cerca de 70 mil habitantes apresentou cálculos para aumentar o preço.Prefeitura apresentou medidas que acabaram barateando a passagem. Após proposta de reajuste para R$ 4,22, o preço da passagem foi reduzido com uma série de medidas, para R$ 3,30 Fernanda Herscher/Prefeitura de Campo Bom Os habitantes de Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, estão pagando a passagem de ônibus mais barata desde segunda-feira (23). Dos R$ 3,55 cobrados até semana passada, a tarifa caiu para R$ 3,30. A redução é decorrência de um pacote de medidas, enviado pela prefeitura do município, e aprovado pela Câmara Municipal, que isentou a cobrança de ISS e passou a subsidiar 50% das passagens de idosos e pessoas portadores de deficiência. O procurador-geral do município, Marcos Vinícius Carniel, explica que o consórcio que presta o serviço de transporte público na cidade apresentou a planilha de atualização do preço da passagem apontando um reajuste para R$ 4,22. Diante da possibilidade de aumento, a prefeitura preparou então o pacote de medidas, que foi aprovado e passou a valer após decreto municipal. Além da isenção do imposto e do subsídio, também foi incluída uma determinação que alterou de 10 para 15 anos o prazo para renovação da frota. Carniel explica que, como a cidade é pequena, e por consequência a circulação dos ônibus não é tão intensa, a vida útil dos veículos pode ser maior. "Está previsto na lei que, a partir do décimo ano, os ônibus passarão por uma vistoria anual", complementa o procurador. A prefeitura ainda custeia percentuais da passagem estudantil, que podem chegar a 100% dependendo da distância da residência do aluno. As medidas totalizam uma despesa estimada em R$ 100 mil anuais à prefeitura, diz Carniel. "Se [a passagem] fosse para R$ 4,22 seria inviável", comenta o procurador.

    Madrasta é indiciada por morte de bebê em Porto Alegre


    Criança de 1 ano e 8 meses chegou ao hospital convulsionando e morreu no dia 24 de março. Mulher alegou que a enteada teria caído de um colchão quando dormia. A madrasta de um bebê de 1 ano e 8 meses foi indiciada por homicídio qualificado por...

    Criança de 1 ano e 8 meses chegou ao hospital convulsionando e morreu no dia 24 de março. Mulher alegou que a enteada teria caído de um colchão quando dormia. A madrasta de um bebê de 1 ano e 8 meses foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe, após a morte da criança em março, em Porto Alegre. Na certidão de óbito, a causa apontou hemorragia e contusão de crânio. Em depoimento a polícia, o pai e a madrasta da criança relataram que a menina caiu do colchão em que dormia e bateu a cabeça, quando estava na residência do casal, no bairro Glória. A criança foi levada ao hospital convulsionando. Quando o fato aconteceu, o bebê estava sob os cuidados da madrasta, enquanto o pai trabalhava. De acordo com a delegada Andrea Magno, titular da Delegacia da Criança Vítima do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), o inquérito sobre o caso já foi concluído e remetido à Justiça. "Os médicos foram ouvidos e disseram que os sintomas que o bebê apresentava eram incompatíveis com a queda relatada por ela [madrasta], que era a única pessoa que estava com a criança no momento do fato, já que o pai estava fora, trabalhando", afirmou a delegada ao G1. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da mulher, porém o pedido foi indeferido. O juiz entendeu que não havia risco de fuga ou de prejuízos às investigações. A madrasta não tem antecedentes criminais, tem residência fixa e se comprometeu em não se ausentar durante o processo. A morte do bebê A mãe registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia. O G1 teve acesso ao documento. O texto informa que a menina teria sido entregue pela mãe para a madrasta na tarde de uma quarta-feira, dia 21 de março, por volta das 18h, para que a criança fosse em uma festa de aniversário da família. Na madrugada de quinta (22), por volta das 5h30, ela teria recebido uma ligação do pai falando que a filha do casal estava internada no Hospital de Clínicas. Ao chegar no local, a mãe soube que a menina tinha um coágulo de sangue no cérebro. Ainda segundo o boletim, mais tarde, a mãe teria ficado sabendo, por um médico, que a filha tinha sofrido um trauma na cabeça, que provavelmente teria originado a convulsão e uma parada cardíaca.
    Santa Vitória do Palmar decreta  calamidade pública por falta de combustíveis

    Santa Vitória do Palmar decreta calamidade pública por falta de combustíveis


    Motivo, segundo a administração municipal, é a consequência da mobilização dos caminhoneiros, que protestam pelo terceiro dia seguido contra a alta nos combustíveis. Sem combustível, imagens mostram postos de Santa Vitória do Palmar vazios A...


    Motivo, segundo a administração municipal, é a consequência da mobilização dos caminhoneiros, que protestam pelo terceiro dia seguido contra a alta nos combustíveis. Sem combustível, imagens mostram postos de Santa Vitória do Palmar vazios A Prefeitura de Santa Vitória do Palmar, na Região Sul do Rio Grande do Sul, decretou situação de calamidade pública nesta quarta-feira (23). O motivo, segundo a administração municipal, é a consequência da mobilização dos caminhoneiros, que protestam pelo terceiro dia seguido contra a alta nos combustíveis. A paralisação da categoria provoca falta do produto nos postos do município e de cidades vizinhas. Frentistas e donos dos estabelecimentos dizem que, por enquanto, ainda não existe previsão para o recebimento de gasolina. A decisão do prefeito Wellington Bacelo (MDB) foi anunciada após uma reunião de emergência no gabinete, com os secretários municipais. Decreto assinado pelo prefeito de Santa Vitória do Palmar Prefeitura de Santa Vitória do Palmar/Divulgação O decreto estabelece a suspensão temporária de alguns serviços, como as aulas da rede municipal. As atividades serão canceladas a partir do fim da tarde desta quarta (23) e só serão retomadas quando a situação estiver normalizada. "Ressalta-se que serviços essenciais como a coleta de lixo e os serviços de hemodiálise, quimioterapia e o serviço de ambulância serão mantidos pelas secretarias de Obras e Serviços Urbanos e de Saúde, respectivamente", diz a nota enviada pelo Executivo. Pela manhã, motoristas bloquearam o acesso à refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, responsável pelo abastecimento de diversas cidades gaúchas e de outros estados do Sul do país. Motoristas eram abordados no acesso ao local, e orientados a não entrarem. O que querem os caminhoneiros Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20) em diferentes rodovias federais e estaduais do Rio Grande do Sul. Caminhoneiros realizam protesto em Três Cachoeiras, no Norte do RS Josmar Leite/RBS TV A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Na terça (22), o preço subiu 0,97%. Mas a Petrobras já anunciou que a partir desta quarta (23), o valor cairá 1,54%. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Sulpetro, por meio de nota, manifestou "descontentamento com a atual política de preços da Petrobras", com reajustes diários. "A sistemática adotada em julho de 2017 está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor", diz o comunicado. Na visão do sindicato, "a unifirmização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro." De acordo com o Sulpetro, as margens de lucro da gasolina para os segmentos de revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, caíram de 17,8% para 14,8% – conforme dado de abril deste ano. Mobilização de caminhoneiros provocada falta de combustível no interior do RS Reprodução/RBS TV
    Justiça Federal de Uruguaiana determina liberação das BRs 290 e 472, ocupadas por caminhoneiros

    Justiça Federal de Uruguaiana determina liberação das BRs 290 e 472, ocupadas por caminhoneiros


    Decisão atende pedido da União e se refere às consequências provocadas pelos protestos, que foram retomaram nesta quarta (23), pelo terceiro dia consecutivo, contra o aumento no valor dos combustíveis. Caminhoneiros às margens da BR-290, em...


    Decisão atende pedido da União e se refere às consequências provocadas pelos protestos, que foram retomaram nesta quarta (23), pelo terceiro dia consecutivo, contra o aumento no valor dos combustíveis. Caminhoneiros às margens da BR-290, em Uruguaiana PRF/Divulgação O juiz federal Guilherme Maines Caon, da 2ª Vara Federal de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, determinou a liberação das BRs 290 e 472. O ofício foi encaminhado ao Superintendente Regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite de terça-feira (22). A decisão atende pedido da Advocacia Geral da União e se refere às consequências provocadas pelos protestos dos caminhoneiros, que retomaram nesta quarta (23), pelo terceiro dia consecutivo, as manifestações contra o aumento no valor dos combustíveis. Conforme a determinação judicial, a reintegração de posse atinge qualquer trecho dentro dos limites da Subseção Judiciária de Uruguaiana. Além disso, prevê a proibição do bloqueio total ou parcial das rodovias federais. De acordo com a PRF, uma equipe foi cumprir o mandado na manhã desta quarta (23). Os réus da ação são os organizadores do protesto. Eles foram intimados no início da tarde. "Tal situação parece extrapolar o direito à livre manifestação, atingindo outros direitos igualmente relevantes, implicando riscos não só à vida e incolumidade física dos usuários das vias e dos próprios manifestantes (ante a possibilidade de acidentes e conflitos em áreas de tráfego intenso), mas também prejuízos à liberdade econômica. Com efeito, ainda que se reconheça como constitucionais os direitos à manifestação e à reunião, não se deve ignorar o direito dos cidadãos de liberdade de locomoção", considerou o juiz federal. Além da desocupação, a Justiça Federal fixou multa individual por hora de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Os caminhoneiros se recusam a sair do local. Por enquanto, não há informações sobre confrontos. A PRF ressalta que não há bloqueio total nas rodovias. Os manifestantes se encontram acampados às margens das estradas. Eles convidam os colegas que passam pelo local a se unir ao movimento. A PRF salienta ainda que não há necessidade de autorização judicial para realizar a desobstrução das rodovias federais em caso de bloqueio. Pela manhã, uma equipe atuou em Camaquã e Eldorado do Sul para liberar aqueles motoristas que queriam seguir viagem e estavam impedidos por manifestantes. Durante a tarde, outros pontos serão liberados pela PRF. Procurada pelo G1, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul afirmou que, por enquanto, é a única decisão judicial com esse teor no estado. Pedido de reconsideração Na segunda-feira (21), a PRF ingressou, por intermédio da Advocacia Geral da União, na Justiça Federal com ação de interdito proibitório que abrangesse todas as rodovias federais do estado. No entanto, a solicitação foi negada. Nesta quarta (23) foi encaminhado um pedido de reconsideração. O documento menciona iminência do desabastecimento de mercadorias e combustíveis devido aos bloqueios. A corporação aguarda uma resposta do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Os protestos Os protestos começaram ainda na noite de domingo (20) em diferentes rodovias federais e estaduais do Rio Grande do Sul. A categoria quer a redução do valor do óleo diesel, que tem tido altas consecutivas nas refinarias. Na terça (22), o preço subiu 0,97%. Mas a Petrobras já anunciou que a partir desta quarta (23), o valor cairá 1,54%. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. As revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sindicato que representa os postos de combustíveis no Rio Grande do Sul, Sulpetro, por meio de nota, manifestou "descontentamento com a atual política de preços da Petrobras", com reajustes diários. "A sistemática adotada em julho de 2017 está penalizando nocivamente os empresários varejistas de combustíveis e, por consequência, o consumidor", diz o comunicado. Na visão do sindicato, "a unifirmização das alíquotas de ICMS é uma das principais alternativas para reverter este quadro." De acordo com o Sulpetro, as margens de lucro da gasolina para os segmentos de revenda e distribuição de combustíveis, além do frete, caíram de 17,8% para 14,8% – conforme dado de abril deste ano.
    Campanha do Agasalho em Porto Alegre pretende arrecadar 255 mil peças para doações neste inverno

    Campanha do Agasalho em Porto Alegre pretende arrecadar 255 mil peças para doações neste inverno


    Podem ser doados roupas, cobertores, calçados, fraldas descartáveis e alimentos não perecíveis. Central de recolhimento ficará no Centro de Referência do Negro Nilo Feijó, no bairro Menino Deus. Doações para a campanha do agasalho em Porto...


    Podem ser doados roupas, cobertores, calçados, fraldas descartáveis e alimentos não perecíveis. Central de recolhimento ficará no Centro de Referência do Negro Nilo Feijó, no bairro Menino Deus. Doações para a campanha do agasalho em Porto Alegre PMPA/Divulgação A Campanha do Agasalho 2018 de Porto Alegre foi lançada nesta quarta-feira (23), com objetivo de arrecadar 255 mil peças de roupas, cobertores, calçados, fraldas descartáveis. Alimentos perecíveis também são aceitos. A central de recolhimento ficará no Centro de Referência do Negro Nilo Feijó, no bairro Menino Deus. Conforme a prefeitura, a campanha deste ano terá "padrinhos", que são as empresas e instituições que mais arrecadaram doações em 2017. Elas vão organizar campanhas internas para incentivar o recolhimento de itens necessários. O site da prefeitura tem a lista completa dos postos de coleta na capital. A campanha segue até o dia 23 de agosto. Doações para outros locais no estado também podem ser feitas. Abaixo, confira pontos onde materiais são arrecadados: Central de Doações da Defesa Civil do Estado, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Avenida Borges de Medeiros, 1.501, Centro, Porto Alegre), de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Este local recebe doações durante o ano todo, e não somente durante a Campanha do Agasalho. Órgãos públicos estaduais Quarteis da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Supermercados Zaffari/Bourbon Rodoviárias municipais
    Rio Grande do Sul registra temperatura negativa e geada nesta quarta-feira

    Rio Grande do Sul registra temperatura negativa e geada nesta quarta-feira


    Mínima foi de -0,4°C em Vacaria, na Serra, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia. Pelo menos cinco municípios tiveram geada. Tempo: quarta-feira (23) registra temperaturas baixas em cidades do RS A primeira temperatura negativa do ano no...


    Mínima foi de -0,4°C em Vacaria, na Serra, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia. Pelo menos cinco municípios tiveram geada. Tempo: quarta-feira (23) registra temperaturas baixas em cidades do RS A primeira temperatura negativa do ano no Rio Grande do Sul foi registrada nesta quarta-feira (23) em Vacaria, na Serra, com -0,4°C, de acordo com medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O amanhecer gelado também teve formação de geada em ao menos cinco cidades. Em Porto Alegre, a mínima foi de 8,4°C. Outros municípios que registraram temperaturas mais baixas foram Quaraí, na Fronteira Oeste, com 1,1°C, Bom Jesus e São José dos Ausentes, na Serra, com 1,2°C e 1,4°C, respectivamente, e Cruz Alta, na Região Noroeste, também com 1,4°C. Em Cambará do Sul, na Serra, segundo o Inmet, a mínima foi de 2,3°C, mas os termômetros de rua chegaram a marcar -2°C. Temperatura no termômetro de rua em Cambará do Sul Rudinei Castangna/Ecotours Ainda de acordo com o Inmet, geou de forma moderada em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, e as cidades de Cambará do Sul e Bom Jesus registraram geada fraca, assim como Passo Fundo e Lagoa Vermelha, na Região Norte. Em São José dos Ausentes, carros e campos também ficaram cobertos por uma camada fina de gelo, ainda que o Inmet não tenha registrado oficialmente. Registro de carro coberto com camada de gelo em São José dos Ausentes Anapio Pereira/Arquivo Pessoal Durante a tarde desta quarta-feira, a previsão da Somar Meteorologia indica predomínio de sol e temperaturas baixas, ainda por causa da massa de ar polar que atua sobre o estado. O tempo seguirá firma na quinta-feira (24), mas com temperaturas ainda baixas, segundo a Somar. Na Serra, o frio pode ser ainda maior, por causa da massa de ar polar que ganhará intensidade. No decorrer do dia, o sol deverá predominar, diminuindo a sensação de frio. Na sexta (25), a massa de ar polar perde intensidade e as temperaturas do amanhecer já não ficam tão baixas, porém a sensação ainda será de frio, diz a Somar. A previsão é de que o fim de semana será de tempo firme no Rio Grande do Sul, com sol e temperaturas um pouco mais elevadas. A chuva só deve retornar em meados da próxima semana, em algumas áreas isoladas do interior do estado. São José dos Ausentes registrou 1,4°C nesta quarta-feira (23) Anapio Pereira/Arquivo Pessoal