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    Totonho cai no samba com os 'cabras' em álbum que saúda a força da mulher nordestina

    Totonho cai no samba com os 'cabras' em álbum que saúda a força da mulher nordestina


    Capa do álbum 'Samba Luzia Gorda', de Totonho e os Cabra Shiko Carlos Antonio Bezerra da Silva é cabra valente nascido em 1964 na cidade de Monteiro (PB), no interior da Paraíba, que atua na música desde os anos 1980, mas somente conseguiu...


    Capa do álbum 'Samba Luzia Gorda', de Totonho e os Cabra Shiko Carlos Antonio Bezerra da Silva é cabra valente nascido em 1964 na cidade de Monteiro (PB), no interior da Paraíba, que atua na música desde os anos 1980, mas somente conseguiu lançar o primeiro álbum em 2001 com o codinome artístico de Totonho e os Cabra. Decorridos 17 anos dessa estreia fonográfica, Totonho volta ao disco com álbum em que cai com os Cabra no samba que aprendeu no Rio, mas que faz com o toque da matricial influência nordestina. O álbum Samba Luzia Gorda, aliás, foi concebido para saudar a força da mãe do artista e da mulher nordestina no geral. Posto no mercado fonográfico neste mês de outubro de 2018, em edição da gravadora YB Music, o álbum Samba Luzia Gorda é o quarto título de discografia espaçada que rendeu em 2005 um segundo álbum, Sabotador de satélite, e em 2016 um disco na fronteira que distingue álbum de EP, Coco ostentação. Viabilizado através de campanha de financiamento coletivo, o álbum Samba Luzia Gorda tem capa criada por Shiko e produção musical assinada por Maurício Tagliari. No disco, Totonho transita entre samba, funk, rap e ritmos do Nordeste. A ficha técnica do álbum Samba Luzia Gorda alinha os nomes de Otto, Moreno Veloso, Quinteto da Paraíba, André Abujamra, Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro, entre outros artistas identificados com a maneira como Totonho passa os ritmos nordestinos pelo filtro dos beats contemporâneos e eletrônicos com toque de psicodelia. Aberto com o samba A rainha do sistema, o álbum Samba Luzia Gorda apresenta no repertório músicas como A carioca, Macumba ponto com, Tem mais igreja do que supermercado, Unzinho oriental e Vai nevar, entre outras. Editoria de Arte / G1
    Luiz Melodia tem o registro póstumo do show 'Zerima' editado em CD e DVD

    Luiz Melodia tem o registro póstumo do show 'Zerima' editado em CD e DVD


    Programada para 21 de setembro, a edição física do registro póstumo do último show de Luiz Melodia (7 de janeiro de 1951 – 4 de agosto de 2017) está sendo efetivamente posta no mercado fonográfico nesta segunda quinzena de outubro, dois...


    Programada para 21 de setembro, a edição física do registro póstumo do último show de Luiz Melodia (7 de janeiro de 1951 – 4 de agosto de 2017) está sendo efetivamente posta no mercado fonográfico nesta segunda quinzena de outubro, dois meses após a chegada da edição digital do álbum nas plataformas da web. Zerima ao vivo perpetua, em CD e em DVD vendidos separadamente, 15 números do show captado em 29 junho de 2016, sob direção de Jodele Larcher, em apresentação do cantor, compositor e músico carioca no Teatro da UFF, na cidade fluminense de Niterói (RJ). O DVD inclui making of. O show Zerima deriva do homônimo (e derradeiro) álbum de estúdio de Luiz Melodia, lançado em junho de 2014 com repertório majoritamente inédito e autoral. O show estreou em outubro desse mesmo ano de 2014 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Capa do álbum 'Zerima ao vivo', de Luiz Melodia Divulgação Eis, na ordem do CD e do DVD, as 16 músicas reunidas nas 15 faixas de Zerima ao vivo: 1. Cheia de graça (Luiz Melodia e Ricardo Augusto, 2014) 2. Nova era (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 2004) 3. Vou com você (Luiz Melodia, 2014) 4. Congênito (Luiz Melodia, 1976) 5. Cura (Luiz Melodia e Renato Piau, 2014) 6. Zerima (Luiz Melodia, 2014) 7. Papai do céu (Luiz Melodia, 2014) 8. Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956) – com citação de Viva Caymmi (Luiz Mahal, 2014) 9. Dores de amores (Luiz Melodia, 1978) 10. Pérola negra (Luiz Melodia, 1971) 11. Parei... olhei (Rossini Pinto, 1965) 12. Vale quanto pesa (Luiz Melodia, 1973) 13. Ébano (Luiz Melodia, 1975) 14. Estácio, holy Estácio (Luiz Melodia, 1972) 15. Magrelinha (Luiz Melodia, 1973) Editoria de Arte / G1
    Grupo O'Seis, embrião do trio Os Mutantes, tem reeditado por selo inglês o raro compacto de 1966

    Grupo O'Seis, embrião do trio Os Mutantes, tem reeditado por selo inglês o raro compacto de 1966


    Raridade da música brasileira, o único compacto do grupo O'Seis – lançado em 1966 por esse sexteto paulistano que deu origem em 1967 ao trio Os Mutantes – ganha reedição neste segundo semestre de 2018 pelo selo inglês Mr. Bongo. Com a capa...


    Raridade da música brasileira, o único compacto do grupo O'Seis – lançado em 1966 por esse sexteto paulistano que deu origem em 1967 ao trio Os Mutantes – ganha reedição neste segundo semestre de 2018 pelo selo inglês Mr. Bongo. Com a capa e a contracapa reproduzidas com fidelidade às da edição original posta nas lojas há 52 anos, com evocação da capa do álbum With The Beatles (1963) e com tiragem de 500 cópias fabricadas pela já extinta gravadora Continental, o compacto d'O' Seis está sendo relançado no formato original de vinil. Oriundo da junção de músicos iniciantes de duas efêmeras bandas paulistanas da primeira metade dos anos 1960, Teenage Singers (da qual Rita Lee era vocalista) e The Wooden Faces (da qual Arnaldo Baptista era baixista), o grupo Six Sided Rockers virou O'Seis ao ser rebatizado por executivos da gravadora Continental em tentativa de aproximar a banda do então emergente universo pop brasileiro. Foi como integrantes d'O Seis que Rita Lee (voz), Arnaldo Baptista (baixo), Sérgio Dias Baptista (guitarra), Raphael Villardi (guitarra), Luiz Pastura (bateria) e Mogguy (nome artística da cantora Maria Olga Malheiros, substituta de Suely Aguiar num dos postos de vocalistas do grupo) entraram em estúdio para registrar duas músicas inéditas. Capa da edição de 2018 do compacto do grupo O'Seis Reprodução O rock Suicida, parceria de Raphael Vilardi com o guitarrista Roberto Loyola, esboçou leve clima psicodélico que seria desenvolvido pelos Mutantes ao longo da discografia. Já Apocalipse, parceria de Vilardi com Rita Lee, era balada adornada com vocais que remetiam tanto aos Beatles – paixão comum entre os adolescentes de todo o universo pop – como aos grupos de doo wop dos anos 1950. Apesar da boa qualidade das faixas, nada aconteceu. Em 1967, no rastro do fracasso desse primeiro disco, Raphael, Moggy e Pastura deixaram o grupo, abrindo caminho para que Rita e os irmãos Baptista – então como trio – se transformassem no grupo Os Mutantes (assim batizado por Ronnie Von) em plena efervescência tropicalista. Item histórico, tanto pelo valor documental como pelo musical, o compacto d'O' Seis já havia sido reeditado em 2012 no Brasil de forma extra-oficial pelo Selo 180. Disponível para venda em lojas virtuais, a atual reedição do selo inglês Mr. Bongo também é extra-oficial, mas satisfaz colecionadores de discos que não se contentam somente ouvir as duas gravações, ambas encontradas com facilidade na web. Editoria de Arte / G1
    A política por trás do ritmo calipso

    A política por trás do ritmo calipso


    Suas batidas animadas e suas melodias harmoniosas carregam mensagens sérias e até subversivas. No Brasil, uma variação do calipso foi desenvolvida no Pará e se popularizou por todo o país. Mas o estilo musical merece uma atenção maior à sua...


    Suas batidas animadas e suas melodias harmoniosas carregam mensagens sérias e até subversivas. No Brasil, uma variação do calipso foi desenvolvida no Pará e se popularizou por todo o país. Mas o estilo musical merece uma atenção maior à sua história. Chalkdust venceu o concurso Calypso Monarch ('Monarca Calipso') nove vezes, incluindo em 2017 BBC Fora do Caribe, a música calipso é vista como um ritmo despreocupado, leve ou até mesmo fútil. No Brasil, o Estado do Pará exportou para o resto do País uma variação do estilo com influências locais como a lambada, o carimbó e a guitarrada. Mas o calipso originalmente vem do Caribe e está entre as tradições musicais mais políticas do mundo - um estilo que combina cadências alegres com letras sérias sobre temas sociais. Originado na luta por emancipação, o gênero é caracterizado pela maneira sagaz e criativa com que tratou temas como racismo, Guerra Fria e o alto custo de vida. Erros de julgamento comuns sobre o ritmo estão ligados, em parte, ao sucesso comercial do álbum Calypso, do músico americano Harry Belafonte, que vendeu mais de um milhão de cópias quando foi lançado, em 1956. A música mais famosa, Banana Boat (Day-O), não é um calipso de verdade e o álbum é uma celebração da Jamaica, ainda que o calipso tenha origem em outra região caribenha, em Trinidad. Disputa pelas origens Em uma competição cultural em 1993, o grande mestre do calipso Chalkdust se apresentou com a música Misconceptions ("Equívocos", em tradução livre) para questionar as "imagens falsas" da ilha ("nós não somos parte da Jamaica / Apesar de cantarmos reggae, essa não é nossa cultura") e sua música ("Então, quando você ouvir Belafonte e Mr. Poindexter / Isso não é kaiso [calipso], e sim brandy misturado com água"). No Brasil, a música é associada à banda Calypso, liderada pela dupla Joelma e Chimbinha, que ficou nacionalmente famosa nos anos 2000 e que mistura calipso com ritmos paraenses em um estilo que foi chamado de "brega pop". Mas o ritmo original do calipso tem tradições criadas por escravos do oeste da África que foram levados ao Caribe. A música kaiso (a escrita original da palavra) era tocada por um griot, o indivíduo que tinha o compromisso de preservar e transmitir histórias de seu povo com críticas sociais por meio do louvor, da sátira ou do lamento. Suas letras muitas vezes faziam piada com os senhores de escravos e eram recitadas na festa da colheita de Canboulay, que acontecia em paralelo com o carnaval, do qual até mesmo os escravos libertos eram barrados. Em 1881, as autoridades coloniais britânicas baniram instrumentos de percussão do Caribe, o que resultou na inovação da música com panelas de ferro, inicialmente consistindo de frigideiras, tampas de latas de lixo e baterias de latas de óleo. Inicialmente, o ritmo calipso era tocado no formato pergunta-resposta em locais como tendas. Os "calipsonianos" entretinham e desafiavam seu público - uma estratégia adotada pelos melhores expoentes da forma moderna da música, como O Maestro. Sua performance de 1974 de Mr. Trinidad fala "Você critica a forma como você vive / Mas você não consegue criar uma alternativa". Rimas e declamações Com as primeiras gravações comerciais acontecendo nos anos 1920 e 1930, o calipso entrou em uma era de ouro. O estilo virou uma forma de comunicação e interpretação de acontecimentos políticos e uma forma primária de acessar notícias por muitos habitantes das ilhas. O conteúdo de cada música era debatido entre cidadãos e políticos, com tópicos que incluíam má administração colonial (o assunto da música Commissioner's Report, "Relatório do Comissário", de Attila), violações de liberdades civis (Sedition Law, "Lei de Sedição", de King Radio) e corrupção (Money is King, "Dinheiro é Rei", de Growling Tiger) - o que eventualmente levou à censura dos músicos. Attila até escreveu uma música sobre, The Banning of Records, "O Banimento dos Discos" - a música, por sua vez, também foi banida. Ainda assim, suas críticas tinham nuances e o relacionamento com as autoridades nem sempre era hostil. As músicas Five Year Plan ("Plano de Cinco Anos"), Here Now and Long Ago ("Aqui, Agora e Há Muito Tempo") celebram o desenvolvimento rápido de Trinidad e alguns até elogiam administradores coloniais (We Mourn the Loss of Sir Murchison Fletcher, "Estamos de Luto por Sir Murchison Fletcher", de Lord Executor), enquanto alguns eram favoráveis à monarquia. As primeiras músicas vencedoras da competição Monarca do Calipso, criada em 1939, reforçam o foco político, como Trade Union ("Sindicato), Rise and Fall of the British Empire ("Ascensão e Queda do Império Britânico"), Adolf Hitler, Daily Mail Report ("Relatório do Daily Mail"). O desemprego causado pela Grande Depressão americana inspirou Attila a compor a poderosa música Worker's Appeal ("Apelo dos Trabalhadores") e Executor a compor I Don't Know How the Young Men Are Living ("Eu Não Sei Como os Homens Jovens Estão Vivendo"). Desde que Trinidad se tornou independente, em 1962, os calipsonianos se afiliaram a partidos políticos e seus líderes, principalmente Eric Williams, o "pai da nação" que liderou a ilha após a independência por 19 anos até sua morte. Apelidado de Williams, O Conquistador no calipso de Mighty Sparrow, a sombra de William continua a se sobrepor sobre a política de Trinidad, como é lamentado na música I Can't Bury Eric Williams ("Eu Não Consigo Enterrar Eric Williams"), de Chalkdust. As músicas calipso também oferecem soluções para problemas sociais, desde a música How to Stop Delinquency ("Como Parar com a Delinquência") de Mighty Leveller até Build More Trade Schools ("Construam Mais Escolas Técnicas") sobre a importância da educação vocacional. Mighty Sparrow, o segundo maior vencedor do Monarca Calipso (atrás apenas de Chalkdust) escreveu sobre temas como transporte público e educação infantil. Sparrow também tratou do alto custo de vida com calipsos como No, Doctor, No ("Não, Doutor, Não"), direcionado a Williams, e até cantou mais de uma vez em defesa de impostos, com PAYE e You Can't Get Away from the Tax ("Você Nem Sempre Pode se Livrar da Taxa"). A crítica social de Sparrow o colocou em conflito com outros calipsonianos e também com políticos: "se você disser a eles que a economia não está mais crescendo / Então você se torna um profeta da sentença e do florescimento". Olhando para fora Alguns dos mais famosos calipsos falam sobre a segregação racial nos EUA, como Crisis in Arkansas ("Crise no Arkansas") de Lord Invader e Heading North ("Rumo ao Norte) de Mighty Terror sobre a segregação racial nos Estados do sul. As hipocrisias das democracias ocidentais foram criticadas por Lord Cristo. Calipsos dos anos 1960 refletem uma conscientização racial crescente, como expressado na letra Black is Beautiful ("O Preto é Lindo"), de Mighty Duke. "Não ao ferro para alisar nosso cabelo / Não ao alvejante para nos deixar mais brancos / Com orgulho eu digo sem remorso / Não ao complexo de inferioridade." Esse tema foi articulado por Lord Kitchener em Black or White ("Preto ou Branco") - "Você não pode escapar do fato / De que se você não é branco, é considerado negro" - música na qual ele critica uma mulher de raça mista por se passar por branca. A consciência negra se estendeu além de Trinidad, especialmente no trabalho de Black Stalin, que cantou as músicas Caribbean Unity ("Unidade Caribenha") e United Africa ("África Unida"). A solidariedade com o continente ancestral é evidente na música Rhodesia Crisis ("Crise da Rodésia") e a mítica Uhuru-Haranbee de Lord Brynner. Esse olhar internacional também se voltou à Guerra Fria, com calipsos como Lift the Iron Curtain ("Levante a Cortina de Ferro") de Lord Ivanhoe e Russian Satellite ("Satélite Russo") de Sparrow. Mulheres chegam aos holofotes Até o surgimento de Calypso Rose em meados dos anos 1960, a visibilidade maior no gênero foi dominada por homens, apesar de uma longa tradição de mulheres cantoras. O sucesso de Calypso Rose nos anos 1970 chegou ao ápice quando ela se tornou a primeira mulher a ganhar o Monarca Calipso. A segunda, Singing Sandra, foi uma das comentadoras políticas mais astutas, com suas críticas a pobreza (Voices from the Ghetto ou "Vozes do Gueto"), exploração sexual (Die With My Dignity ou "Morra com a Minha Dignidade") e militarismo (The War Goes On ou "A Guerra Continua"). Singing Sandra é uma das mais famosas cantoras de calipso e fala sobre explorações econômicas, políticas e sexuais em suas letras BBC Denyse Plummer se tornou a terceira mulher a vencer o prêmio com seu calipso Nah Leaving ("Não Vou Sair"), uma rejeição à emigração. Os calipsonianos que ficaram em Trinidad conseguiram influenciar sua cultura política. Em 1986, o partido Movimento Nacional do Povo (PNM na sigla em inglês) perdeu uma eleição pela primeira vez em 30 anos para a Aliança Nacional para Reconstrução (NAR na sigla em inglês). Os partidos trocaram farpas em forma de calipsos entre si: O NAR escolheu a música The Sinking Ship ("O Navio Naufragando"), de Gypsy, com o refrão pegajoso Vote Dem Out ("Vote eles para fora"). Com essa vitória, Gypsy lançou a música Respect the Calypsonian ("Respeite o Calipsoniano") em que ele avisa: "Eu posso escrever uma música para fortalecer o governo / Eu posso escrever uma música para derrubar o governo / Eu escrevo as músicas das causas do homem pobre / Eu que escrevo as músicas que rodeiam as leis / Da escravidão à emancipação, eu dei minha contribuição." O papel do calipsoniano, nas palavras de Black Stalin, é o de "Guardião do povo / Eleito pela vida". De fato, o artista aclamado como O Calipsoniano do Povo, Bro Valentino, cantava: "O calipsoniano é a única verdadeira oposição". Em Leader of the Opposition ("Líder da Oposição"), o cantor Watchman faz piadas de calipsonianos como Sugar Aloes, que continua apoiando campanhas eleitorais: "Agora que o PNM venceu / Aloes não tem nada para cantar / Ele não pode morder a mão que o alimenta". Assim como Atilla entrou na carreira política com sucesso nos anos 1940, o próprio Watchman se tornou um chefe de polícia e sua crítica social no calipso perdeu um pouco o fôlego. Em 1945, Andrews Sister fez um hit com sua versão light de Rum e Coca-Cola, de Lord Invader, tirando da versão original a crítica à prostituição perto de uma base naval americana em Trinidad. As cadências animadas do calipso sempre tendiam a ser mal interpretadas (alguns diriam até que mal apropriadas) e há quem diga que o carnaval na diáspora perdeu sua consciência social. Ainda assim, em Trinidad, a tradição política continua hoje - um raro exemplo de uma forma de arte realmente democrática.
    Noel Gallagher leva dois troféus na premiação da revista inglesa 'Q'

    Noel Gallagher leva dois troféus na premiação da revista inglesa 'Q'


    Ex-integrante do Oasis foi premiado como Melhor Artista Solo e pela Contribuição à Música na premiação criada em 1990. Noel Gallagher Tolga Akmen/AFP Noel Gallagher brilhou no Q Awards em Londres nesta quarta-feira, recebendo dois prêmios na...


    Ex-integrante do Oasis foi premiado como Melhor Artista Solo e pela Contribuição à Música na premiação criada em 1990. Noel Gallagher Tolga Akmen/AFP Noel Gallagher brilhou no Q Awards em Londres nesta quarta-feira, recebendo dois prêmios na cerimônia anual realizada pela revista britânica "Q". O ex-membro do Oasis lançou seu terceiro álbum "Who Built the Moon?" com sua banda High Flying Birds no ano passado e foi premiado como Melhor Artista Solo e pela Contribuição à Música na premiação criada em 1990. O cantor e compositor Paul Weller, alçado à fama com o The Jam nos anos 1970, foi escolhido como Melhor Artista do Mundo Hoje. Na semana passada, ele fez um show com músicas de toda a sua carreira no Royal Festival Hall em Londres. O duo pop Let's Eat Grandma levou o prêmio de Melhor Álbum por "I'm All Ears". A estatueta de Melhor Artista Novo foi dividida pelas bandas Goat Girl e Idles. As duas categorias são duas das várias votadas pelos leitores da revista.  Entre os outros homenageados estiveram Brett Anderson, vocalista do Suede que ficou com o prêmio pelo Conjunto da Obra, Nile Rodgers, cofundador do Chic que levou a estatueta de Lenda e Ian McCulloch, vocalista do Echo & The Bunnymen premiado como Ícone. A banda indie Wolf Alice, que no mês passado conquistou Prêmio Mercury britânico pelo disco "Visions of a Life", foi eleita a Melhor Banda ao Vivo.
    'The Conners', série derivada de 'Roseanne', estreia sem atriz expulsa após tuítes racistas

    'The Conners', série derivada de 'Roseanne', estreia sem atriz expulsa após tuítes racistas


    'Não estou morta, babacas!!!!', tuitou Roseanne Barr, de 65 anos, conhecida por sua franqueza excessiva, após a estreia da nova sitcom da ABC. Roseanne Barr em cena de 'Roseanne' Divulgação A personagem de Roseanne Barr morreu em "The Conners", o...


    'Não estou morta, babacas!!!!', tuitou Roseanne Barr, de 65 anos, conhecida por sua franqueza excessiva, após a estreia da nova sitcom da ABC. Roseanne Barr em cena de 'Roseanne' Divulgação A personagem de Roseanne Barr morreu em "The Conners", o programa de TV spin-off da antiga série "Roseanne" e criada depois que ela foi demitida por ter feito um comentário racista no Twitter, e a atriz não ficou nada satisfeita "Não estou morta, babacas!!!!", tuitou a atriz, de 65 anos, conhecida por sua franqueza excessiva, após a estreia da nova sitcom da ABC. A princípio, a ABC anunciou o cancelamento da série, mas depois decidiu continuar com todos os outros atores, com exceção de Roseanne Barr. Barr lamentou que a cadeia de televisão preferiu matá-la na ficção do que perdoá-la por causa do tuite que a fez perder o emprego em maio passado. A nova série começa três semanas depois do funeral de Roseanne, quando a família fica sabendo, para sua grande surpresa, que a heroína faleceu de uma overdose de opiáceos, uma das principais causas de morte nos Estados Unidos. Para suportar a dor de um ferimento no joelho, Roseanne procura em segredo remédios muito fortes, nos quais se vicia rapidamente. Série foi cancelada após tuíte racista No final de maio, a ABC cancelou abruptamente a série depois de um tuíte de Roseanne - uma defensora ferrenha do presidente republicano Donald Trump - no qual ela comparou a alta conselheira ao ex-presidente Barack Obama, Valerie Jarrett, que é negra, com um macaco. "A Irmandade Muçulmana e o Planeta dos Macacos tiveram um bebê-vj", tuitou Roseanne. Embora mais tarde ela tenha excluído o texto e tenha se desculpado, a presidente do canal ABC, Channing Dungey, descreveu o comentário como "repugnante e inconsistente com nossos valores", despediu Roseanne e não recuou em sua decisão. Sua agência de talentos, a ICM, também rompeu a relação com a atriz depois do tuíte, que considerou "perturbador, vergonhoso e inaceitável". "The Conners" funciona bem e, como antes, trata de temas-chave da classe operária dos Estados Unidos e tem grandes atores como John Goodman, no papel de Dan, o marido de Roseanne, e Laurie Metcalf, no papel da irmã democrata. Mas Roseanne, a dona de casa debochada e sem papas na língua, acaba fazendo falta como centro da série. Além do tuíte reclamando que não está morta, Roseanne difundiu um longo co-assinado por seu rabino, Shmuley Boteach, criticando "The Conners" e principalmente a ABC. Ao excluir Roseanne, a ABC desiste "da única série que trata diretamente das profundas divisões" da sociedade americana e que "reúne personagens de diferentes convicções políticas, liderados por uma mulher forte ", afirmaram. "A pesar de sinceras e repetidas desculpas, a cadeia se negou a virar a página sobre um erro lamentável, rejeitando os valores americanos de arrependimento e perdão", enfatizaram. A popular série "Roseanne" voltou recentemente à televisão em 2018 após uma pausa de 21 anos, com níveis de audiência muito elevados e considerada uma das poucas obras televisivas a dar voz aos republicanos.

    Ku Klux Klan não é KKK


    Em 2003, empreendi uma longa viagem pelos Estados Unidos da América, cruzando o país do oceano Atlântico até o Pacífico, da costa Leste, para a Oeste, com a fotógrafa brasileira Luiza Leite. A ideia era descobrir e diagnosticar o norte americano...

    Em 2003, empreendi uma longa viagem pelos Estados Unidos da América, cruzando o país do oceano Atlântico até o Pacífico, da costa Leste, para a Oeste, com a fotógrafa brasileira Luiza Leite. A ideia era descobrir e diagnosticar o norte americano profundo, então conservador, paranoico pós 11 de setembro de 2011, sob o governo de Bush filho, pré-Obama. A prática era conversar com pessoas que nos aparecesse durante a viagem. Foi num acampamento no Colorado, em volta de uma fogueira, antes de dormir, que tive uma longa conversa com uma família inteira de membros da Ku Klux Klan. Era uma família pacífica, estruturada, pai, mãe, um filho e um cachorro com uma pequena bandeira americana amarrada ao pescoço. Era uma família educada, simpática, serena e acolhedora. Cidadãos de bem. Assavam marshmallows na fogueira, sorriam, roupas normais, broches da organização que prega a supremacia branca. E um detalhe. Eram todos morenos. Quase tão morenos quanto eu. Quis saber, me preocupando em ser discreto, como podiam ser membros da Klan se eram morenos. Eles sorriram e responderam. Nós não somos morenos. Nós somos brancos. Fingindo não estar chocado, quis saber de mim, do que eles achavam de mim. E sorrindo de modo simpático, o pai, sujeito barrigudo bonachão de seus 60 anos, respondeu. "Você não é negro. Mas você é um inimigo ainda pior, você tem jeito de ser árabe, provavelmente um terrorista", disse-me com a doçura de um Papai Noel moreno. Como terrorista? Se eu fosse terrorista vocês estariam aqui tão tranquilamente falando comigo? - Perguntei, me levantando da roda em volta da fogueira. Eles me tranquilizaram dizendo que todos no acampamento já haviam sido avisados desde que eu cheguei e que, posto que todos andam armados, não haveria problema se: Eu não ficasse a mais de 20 metros de minha barraca, onde eles já estavam se revezando, ajudados com a polícia florestal, em vigília de 24h (sem que eu tivesse notado). Eu usasse apenas o banheiro próximo à minha barraca, devidamente já interditado pela comunidade de americanos para uso exclusivo meu. Não permanecesse no camping por mais de 48h. Em seguida, sempre sorrindo, me ofereceram um pedaço de marshmallow. Quis ir embora na hora. Acordar minha companheira de viagem, levantar acampamento e sair dali, voltar à estrada até encontrar alguma autoridade confiável para denunciar aquilo tudo. Mas a família morena KKK pediu para eu voltar a sentar-me com eles, para que não tivesse medo, que eles eram pessoas "de Deus" e gostariam de saber sobre o Brasil, lugar, segundo eles, maravilhoso. Perguntei porquê. Foi a vez do filho mais novo responder, sob os olhos orgulhosos da mãe. "É que vocês conseguiram segurar os escravos até onde puderam. Foram os últimos a abolir a escravidão. Éramos uns heróis. Só havíamos, segundo o rapaz, não resistido a pressão dos comunistas corruptos que queriam instalar em todo o mundo uma ditadura vermelha". Embasbacado, tentei explicar que o comunismo não existia em 1888. Embasbacado ouvi, em vão, que mal do comunismo ditador e corrupto existe desde os tempos da antiguidade, segundo a Bíblia. A família citou as passagens e versículos que segundo eles já falavam da ameaça comunista, do perigo da perda de valores morais para a família, e puseram-se a cantar um hino gospel. Ao final, bateram palmas e gritaram "Viva Brazil!" - parabenizando-me novamente pela resistência na abolição da escravatura. Também perguntaram se eu conhecia alguma canção árabe-brasileira. Fingi não estar passando bem do estômago e levantei acampamento antes da meia-noite. Quando o carro zuniu a estrada saindo do Parque Nacional de Sand Dunes, os hinos religiosos que em homenagem ao Brasil os membros da Klu Klux Klan cantaram em volta da fogueira, de forma sinistra até muito bonitos, não saíam de minha cabeça, e me lembravam o maravilhoso hino que encerra o filme Nashville, a obra-prima do cineasta Robert Altman, onde texanos, após o atentado à bala por um rednecker de ultrdireita, não interrompem o show e cantam, em uníssono: "Isso tudo não me preocupa! Você pode até dizer que eu não sou livre! Mas isso não me preocupa!". Hoje, o que me preocupa é KKK ser o símbolo designado para expressar risadas em conversas de whatstapp. O que me preocupa são as pessoas que riem e concordam com o que nos acontece hoje. Me preocupa é quantas décadas levaremos para recuperar a humanidade das pessoas KKK.
    Trailer de 'Destroyer' tem Nicole Kidman irreconhecível na pele de policial abatida e cansada

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    Atriz vive detetive com um passado que continua a assombrá-la anos depois de se infiltrar em uma gangue de criminosos. Filme estreia no dia 31 de janeiro no Brasil. Nicole Kidman em 'Destroyer' Reprodução Foi lançado nesta quarta-feira (17) o...


    Atriz vive detetive com um passado que continua a assombrá-la anos depois de se infiltrar em uma gangue de criminosos. Filme estreia no dia 31 de janeiro no Brasil. Nicole Kidman em 'Destroyer' Reprodução Foi lançado nesta quarta-feira (17) o trailer de "Destroyer". No filme, Nicole Kidman aparece quase irreconhecível após uma transformação no visual. O filme estreia em 25 de dezembro nos EUA e no dia 31 de janeiro no Brasil. Ela vive uma policial abatida e de aparência cansada com uma história de vida dolorosa. A vencedora do Oscar trocou as longas mechas loiras por um corte na altura do pescoço, com estilo desleixado, para viver Erin Bell. Na trama, a detetive tem um passado que continua a assombrá-la anos depois de se infiltrar em uma gangue de criminosos em uma operação com consequências devastadoras. 'Destroyer': Assista ao trailer
    Museu de História Natural de Londres anuncia fotos vencedoras em concurso de natureza

    Museu de História Natural de Londres anuncia fotos vencedoras em concurso de natureza


    A premiação teve mais de 45 mil inscritos e 18 vencedores em várias categorias. 'The Golden Couple', do fotógrafo Marsel van Oosten, vencedora do prêmio principal do concurso Wildlife Photographer of the Year 2018 Marsel van Oosten O Museu de...


    A premiação teve mais de 45 mil inscritos e 18 vencedores em várias categorias. 'The Golden Couple', do fotógrafo Marsel van Oosten, vencedora do prêmio principal do concurso Wildlife Photographer of the Year 2018 Marsel van Oosten O Museu de História Natural de Londres anunciou os vencedores do concurso de fotos de natureza 'Wildlife Photographer of the Year'. A premiação teve mais de 45 mil inscritos e 18 vencedores em várias categorias. O holandês Marsel van Oosten levou o prêmio na categoria principal com a foto entitulada 'The Golden Couple' ('O casal dourado', tem tradução livre), que retrata um casal de macacos-dourados nas montanhas Qinling, na China. Os animais, um macho e uma fêmea, observavam uma briga entre dois machos quando Oosten tirou a foto. O fotógrafo passou vários dias acompanhando a espécie durante a primavera. Assim como vários primatas, esta espécie de macacos corre o risco de desaparecer. O número de indivíduos está em declínio constante nas últimas décadas e agora existem menos de 4 mil em todo o mundo. 'Lounging Leopard', de Skye Meaker, foto vencedora na categoria Young Wildlife Photographer of the Year 2018 Skye Meaker O prêmio de jovem fotógrafo do ano, categoria entre 15 e 17 anos, foi para o sul-africano Skye Meaker pela foto 'Louging Leopard'. A foto retrata Mathoja, uma conhecida leopardo fêmea de uma reserva em Botswana. "Nós esperamos algumas horas para tirar esta foto. Eu queria que os olhos de Mathoja estivessem abertos, e isso aconteceu por apenas alguns minutos. Ela olhou direto para nós", diz Meaker. Outras fotos vencedoras do Wildlife Photographer of the Year 2018: 'Mud-rolling mud-dauber', de Georgina Steytler, vencedora na categoria 'Comportamento: Invertebrados' Georgina Steytler 'Hellbent', de David Herasimtschuk, premiada na categoria 'Comportamento: anfíbios e répteis'. Uma salamandra gigante segura uma cobra d'água pela mandíbula. David disse que a cobra eventualmente conseguiu escapar após lutar com a maior salamandra aquática da américa do norte David Herasimtschuk 'Night flight', premiada na categoria 'Embaixo d'água'. Este é um paixe voador capturado pelo americano Michael Patrick O'Neill durante um mergulho noturno em Palm Beach, na Flórida. Esses animais são bastante tímidos durante o dia, mas de fácil contato durante a noite. Michael utilizou várias configurações de luz e câmera para chegar neste resultado Michael Patrick O'Neill 'Bed of seals', premiada na categoria 'Animais em seu ambiente'. O espanhol Cristobal Serrano tirou essa foto de focas marinhas descansando em uma placa de gelo na península da Antártida. As focas tem uma relação íntima com o gelo marinho por ser o habitat que fornece proteção e alimentos para os Krills, pequenos crustácios que são a base da alimentação das focas Cristobal Serrano
    Guilherme Kastrup chega a 'Ponto de mutação' como produtor de aclamados álbuns de Elza Soares

    Guilherme Kastrup chega a 'Ponto de mutação' como produtor de aclamados álbuns de Elza Soares


    O produtor musical e instrumentista Guilherme Kastrup teve a cotação disparada na bolsa do mercado fonográfico entre o lançamento do primeiro álbum autoral do artista, Kastrupismo (2013), e o álbum experimental ora apresentado pelo artista,...


    O produtor musical e instrumentista Guilherme Kastrup teve a cotação disparada na bolsa do mercado fonográfico entre o lançamento do primeiro álbum autoral do artista, Kastrupismo (2013), e o álbum experimental ora apresentado pelo artista, Ponto de mutação, em edição independente alocada em plataforma transmídia. Ao longo dos cinco anos que separam os dois discos, Kastrup se notabilizou como o produtor que deu forma aos dois aclamados álbuns, A mulher do fim do mundo (2015) e Deus é mulher (2018), que recolocaram Elza Soares em primeiro plano na música brasileira. Capa do álbum 'Ponto de mutação', de Guilherme Kastrup Vinicius Leonel Não por acaso, a cantora carioca integra a ficha técnica de Ponto de mutação como uma das convidadas deste álbum construído com densas camadas sonoras em que os sons de uns instrumentos se sobrepõem aos sons de outros sem seguir padrões harmônicos convencionais. "A liberdade é bonita, mas não é infinita / A liberdade é a consciência do limite", alerta Elza na intervenção vocal feita em Ação e liberdade, uma das músicas deste disco que, embora gravite em torno do repertório autoral de Kastrup, abre caminho ao som do tradicional Ponto de Exu na voz de Alessandra Leão, cantora recorrente em outras faixas do álbum Ponto de mutação. "O disco parte do caos de nossos dias para uma virada da nova era. O início é a constatação do colapso do ideal capitalista", teoriza Kastrup em texto oficial sobre o álbum. Guilherme Kastrup reúne Elza Soares e Ná Ozzetti no álbum 'Ponto de mutação' Divulgação / Gal Oppido Ao longo dessa rota transformadora, o artista sampleia palavras dos pensadores norte-americanos Noam Chomsky e Malcom X (1925 – 1965) na música Reaction. Ponto de mutação – a música que batiza o álbum – chega aos ouvidos com vozes femininas como a de Ná Ozzetti, em intervenção sintonizada com o canto de Arícia Mess em Transmutação. Já Kiko Dinucci entra em cena como guitarrista da faixa Bola pra frente, com coragem, composição assinada por Dinucci por Kastrup que, na disposição das músicas do disco, marca o fim da jornada sociopolítica de Ponto de mutação. Editoria de Arte / G1
    Chiquinha Gonzaga é homenageada por doodle do Google

    Chiquinha Gonzaga é homenageada por doodle do Google


    Compositora completaria 171 anos nesta quarta-feira (17). Chiquinha Gonzaga é homenageada por doodle do Google Reprodução Chiquinha Gonzaga é a homenageada do dia pelo doodle do Google. A compositora ganhou uma ilustração especial posicionada...


    Compositora completaria 171 anos nesta quarta-feira (17). Chiquinha Gonzaga é homenageada por doodle do Google Reprodução Chiquinha Gonzaga é a homenageada do dia pelo doodle do Google. A compositora ganhou uma ilustração especial posicionada acima da caixa de buscas da ferramenta, marcando a data em que Chiquinha completaria 171 anos. Além disso, a página traz um link para uma exposição virtual que conta um pouco da vida e obra da compositora, que marcou seu nome na história da música. Nascida em 1887, no Rio de Janeiro, Chiquinha aprendeu a tocar piano desde pequena e, aos 11 anos, escreveu sua primeira peça para a festa de Natal. Aos 16 anos, se casou com um empresário, que não gostava de música e se via “ameaçado” pelo piano. Chiquinha se separou e, anos depois, e se uniu a um amor do passado. Mas após não aceitar as traições, se separou novamente. Na mesma época, começou a dar aulas de piano para sobreviver. Em 1899 compôs “Ó abre alas”, a primeira marchinha de carnaval da história. E, em 1912, estreou a opereta “Forrobodó”, que contou com 1500 apresentações consecutivas. Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos de idade. O Dia Nacional da Música Popular Brasileira, também celebrado no dia 17 de outubro, foi escolhido exatamente por marcar o aniversário de Chiquinha Gonzaga, como forma de homenagem. CHIQUINHA GONZAGA (1847- 1935) - Compositora, regente e pianista carioca, é autora daquela que é tida como a primeira marchinha carnavalesca, Ô, Abre Alas (1899). Foi a primeira pianista de choro e a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Reprodução/Internet Leia também: Pianista Hercules Gomes volta ao tempo de Chiquinha Gonzaga em disco sem nostalgia
    Rapper T.I. é criticado por vídeo sensual com 'sósia' da primeira-dama

    Rapper T.I. é criticado por vídeo sensual com 'sósia' da primeira-dama


    'Como podemos aceitar isso?', questionou Stephanie Grisham, porta-voz de Melania Trump, em post no Twitter. Rapper T.I. REUTERS/Steve Marcus De uma tacada, ele alfinetou o astro Kanye West e ofendeu Melania Trump: o rapper T.I. virou alvo de pedidos...


    'Como podemos aceitar isso?', questionou Stephanie Grisham, porta-voz de Melania Trump, em post no Twitter. Rapper T.I. REUTERS/Steve Marcus De uma tacada, ele alfinetou o astro Kanye West e ofendeu Melania Trump: o rapper T.I. virou alvo de pedidos de boicote por parte do entorno da primeira-dama dos Estados Unidos, ao publicar um vídeo no qual uma mulher, que se parece com ela, faz striptease em um local que remete ao Salão Oval. "Como podemos aceitar isso?", tuitou Stephanie Grisham, porta-voz de Melania Trump. "#repugnante #boicoteT.I.", acrescentou, enquanto retuitava um link do vídeo denunciado. Initial plugin text A divulgação deste vídeo de um minuto remonta à sexta-feira, quando o rapper de Atlanta o publicou em sua conta no Twitter, com 8,5 milhões de seguidores. No vídeo, T.I. interpreta um segurança, que observa um homem semelhante ao presidente Donald Trump deixar a Casa Branca a bordo de um helicóptero. O rapper observa a cena de dentro de um local que se parece com o Salão Oval, acompanhado de uma mulher que lembra a primeira-dama. Ela veste apenas uma parca, similar à usada por Melania Trump em junho e que provocou um escândalo por causa da frase "Eu realmente não me importo. E você?", estampada nas costas. Initial plugin text A mulher do vídeo tira o casaco em seguida e se senta, nua, em uma mesa que lembra a usada pelo presidente, onde está T.I. Depois, os dois começam a destruir tudo na 'Casa Branca'. Com o tuíte, o rapper de "Whatever you like" promove seu novo álbum, "Dime Trap", mas, sobretudo, ataca o outro rapper e antigo amigo Kanye West, a quem ele denunciou pela reunião que manteve na quinta-feira com Trump na Casa Branca. "Querido 45", escreveu T.I., fazendo referência a Trump, que é o 45° presidente dos Estados Unidos: "eu não sou Kanye". No dia anterior, T.I., de 38 anos, repudiou Kanye West, com quem cantou em shows, afirmando estar "envergonhado de ter sido associado a" ele alguma vez.
    Richard Branson ganha estrela na calçada da fama e relembra dias de rock 'n roll

    Richard Branson ganha estrela na calçada da fama e relembra dias de rock 'n roll


    Fundador da gravadora Virgin Records recordou histórias com diversos grandes artistas durante cerimônia. Richard Branson posa com sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood REUTERS/Mario Anzuoni O empresário bilionário Richard Branson...


    Fundador da gravadora Virgin Records recordou histórias com diversos grandes artistas durante cerimônia. Richard Branson posa com sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood REUTERS/Mario Anzuoni O empresário bilionário Richard Branson relembrou nesta terça-feira (16) uma era de sexo, drogas e rock n' roll ao acrescentar uma estrela na calçada da fama de Hollywood à sua lista de feitos.  Branson, de 68 anos, o empresário britânico rebelde por trás das empreitadas do grupo Virgin em lojas de discos, companhias aéreas e viagens espaciais, revelou sua estrela com a ajuda dos cantores Lance Bass e Ben Harper- dois de muitos dos músicos que contratou em seu selo Virgin Records. "Dirigir uma gravadora pode ser muito divertido, e sim, isso envolveu sexo, drogas e rock 'n roll", disse Branson. Branson, que foi nomeado cavaleiro pela rainha da Inglaterra Elizabeth em 2000, reuniu uma multidão de apoiadores na cerimônia em Hollywood com histórias como a de ter levado Janet Jackson em um passeio de balão para convencê-la a assinar com a Virgin, ter abrigado o cantor britânico Boy George quando ele lutava contra o vício em heroína, e encontrado o guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards pelado.  Branson disse que se sentia especialmente satisfeito por ter contratado os Rolling Stones para a Virgin Records em 1992. "Naquela noite, me contaram, tivemos uma festa da qual nenhum de nós se lembra", brincou Branson, usando uma jaqueta de couro preta, jeans e uma camisa branca de gola aberta.  Branson fundou a Virgin Records em 1972, escolhendo o nome porque lhe faltava experiência nos negócios. A companhia fechou com alguns dos grandes nomes da música, incluindo Spice Girls, Sex Pistols, Roy Orbison, antes de ter sido vendida em 1992 para financiar o empreendimento de Branson na Virgin Atlantic Airways.  Branson também abriu as Virgin Megastores, que vendiam discos, jogos e DVDs por todo o mundo, antes de fecharem há cerca de 10 anos, por conta do avanço da música digital.  "Esse homem é um sonhador que inspirou tantos de nós", disse Bass, que foi membro da boy band NSYNC. "Por favor, nunca pare de sonhar".  Richard Branson posa com sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood REUTERS/Mario Anzuoni
    Kirill Serebrennikov começa a ser julgado na Rússia após acusação de desvio de recursos

    Kirill Serebrennikov começa a ser julgado na Rússia após acusação de desvio de recursos


    Em prisão domiciliar desde agosto de 2017, cineasta russo diz que acusação é um ‘absurdo’. O diretor Kirill Serebrennikov chega em corte de Moscou para julgamento Alexander NEMENOV / AFP O julgamento do cineasta russo Kirill Serebrennikov...


    Em prisão domiciliar desde agosto de 2017, cineasta russo diz que acusação é um ‘absurdo’. O diretor Kirill Serebrennikov chega em corte de Moscou para julgamento Alexander NEMENOV / AFP O julgamento do cineasta russo Kirill Serebrennikov começa nesta quarta-feira em Moscou, mais de um ano depois da ordem para sua prisão domiciliar, após uma acusação de desvio de recursos em um caso que o diretor chamou de "absurdo". Kirill Serebrennikov é acusado de ter desviado 133 milhões de rublos (1,7 milhão de euros) de subvenções públicas destinadas a seu teatro em Moscou, em função de um sistema de orçamentos e contas superfaturadas entre 2011 e 2014. Em julho, quando o período de prisão domiciliar foi prorrogado, o diretor de 49 anos disse que apenas uma palavra, "absurdo", poderia resumir o caso. Ele disse que o dinheiro em questão foi usado na criação de obras. O julgamento, que acontecerá a portas fechadas no tribunal Meshchansky de Moscou, permitirá às duas partes a apresentação de argumentos e o agendamento das próximas audiências. Kirill Serebrennikov foi detido em 21 de agosto de 2017 e colocado em prisão domiciliar quando filmava um longa-metragem em São Petersburgo. Quatro meses depois, a justiça russa ordenou o embargo de seus bens e ativos, principalmente seu apartamento e seu automóvel. Vários colaboradores do cineasta também foram investigados. Para os defensores, Kirill Serebrennikov paga o preço do auge do conservadorismo na Rússia, onde os artistas enfrentam uma pressão cada vez maior. Sem fazer oposição direta ao presidente russo, Vladimir Putin, Serebrennikov criticou em várias ocasiões as pressões, ao mesmo tempo que suas obras - que abordam temas como a política, a religião e a sexualidade - são criticadas por militantes ortodoxos e pelas autoridades. A detenção impediu que Kirill Serebrennikov viajasse em maio ao Festival de Cannes, onde seu filme "Leto" foi exibido na mostra oficial. Também não acompanhou em dezembro de 2017 a estreia do balé "Nureyev", dedicado ao bailarino soviético que pediu asilo no Ocidente, montado no teatro Bolshoi de Moscou. O espetáculo também provocou polêmica e teve a estreia adiada em seis meses. Em 2012, Kirill Serebrennikov foi nomeado diretor do Centro Gogol, que transformou em um dos locais mais importantes da cultura contemporânea de Moscou.
    'Legalize já' deixa Planet Hemp em segundo plano para contar bela história de amizade; G1 já viu

    'Legalize já' deixa Planet Hemp em segundo plano para contar bela história de amizade; G1 já viu


    Filme com Renato Góes e Ícaro Silva foca na relação entre Marcelo D2 e Skunk, criadores da banda, e estreia nos cinemas nesta quinta-feira (18). Renato Góes e Ícaro Silva em cena de 'Legalize Já' Divulgação Quem for assistir a “Legalize Já...


    Filme com Renato Góes e Ícaro Silva foca na relação entre Marcelo D2 e Skunk, criadores da banda, e estreia nos cinemas nesta quinta-feira (18). Renato Góes e Ícaro Silva em cena de 'Legalize Já' Divulgação Quem for assistir a “Legalize Já - Amizade nunca morre” com a expectativa de saber exatamente como foi o começo do Planet Hemp pode se decepcionar. O filme estreia nesta quinta-feira (18) e até conta um pouco sobre os primeiros dias da banda, mas foca mesmo na relação entre seus dois criadores, Marcelo D2 e Skunk. Com a escolha, conta uma bela história de amizade – mesmo que com alguns tropeços. Pelo filme, que não se preocupa com a exatidão do que aconteceu, os dois se encontram pela primeira vez no começo dos anos 1990, cada um em meio a algum tipo de confronto com as autoridades. Ao perceberem o gosto comum por bandas de punk através de uma camiseta (história que D2 confirma ser de alguma forma verdade), a dupla decide transformar sua indignação e suas desventuras no primeiro grupo de “rap, rock and roll, psicodelia, hardcore e ragga” do Brasil. Ou algo assim. Marcelo D2 e Skunk, no começo do Planet Hemp, e Ícaro Silva e Renato Góes como a dupla em 'Legalize Já' Reprodução/Facebook/Planet Hemp e Divulgação D2 é galã demais, mas manda bem O primeiro passo certo dessa jornada é a escolha do elenco, que conta com Renato Góes como o vocalista e Ícaro Silva como Skunk, tratado como o verdadeiro responsável pela criação do Planet. Sem a química dos dois o filme nasceria sem esperanças. Góes é um pouco galã demais para interpretar Marcelo, mas supera bem o desafio de viver alguém que participou ativamente da produção. Já Silva constrói um Skunk durão e sensível de forma equilibrada. Ele serve como a grande força motora do filme. Afinal, Skunk é o responsável por passar para o amigo seu sonho de alcançar a fama através da música, ajudando a moldar o D2 que os fãs conhecem hoje, mesmo sabendo que ele próprio dificilmente viveria o sucesso. Mais Skunk, menos hempa 'Legalize Já - Amizade nunca morre': assista ao trailer Com tanta atenção dedicada aos dois, os demais integrantes originais não têm muito tempo de tela. O baixista Formigão e o baterista Bacalhau, com boas caracterizações, são praticamente figurantes. Tirando pequenos problemas de diálogos, o maior defeito de “Legalize Já” é a inexplicável escolha por uma fotografia chapada (sem trocadilho) e estourada. Presente desde o começo, faz o filme parecer um longo flashback de duas horas. Talvez fosse essa a ideia dos diretores Johnny Araújo e Gustavo Bonafé: a história deve mesmo ser como uma memória para quem a viveu, mas ela logo se torna cansativa para o resto de nós. Quem tiver a esperança de sair do cinema sabendo tudo sobre Planet Hemp pode se decepcionar. Mas tem uma grande chance de conhecer melhor aquele que fez Marcelo se tornar no D2. Ícaro Silva em cena de 'Legalize já' Divulgação
    Emo morreu, mas passa bem... Ex-Cine, Restart e NX Zero estão por trás de hits que você ouve por aí

    Emo morreu, mas passa bem... Ex-Cine, Restart e NX Zero estão por trás de hits que você ouve por aí


    Parcerias com ex-roqueiros unem Anitta, Alok, Rouge, Guimê e outros donos de sucessos. G1 explica como nomes do pop rock jovem dos anos 2000 se tornaram produtores. Entenda como ex-emos estão por trás de hits que você já ouviu por aí Eles usavam...


    Parcerias com ex-roqueiros unem Anitta, Alok, Rouge, Guimê e outros donos de sucessos. G1 explica como nomes do pop rock jovem dos anos 2000 se tornaram produtores. Entenda como ex-emos estão por trás de hits que você já ouviu por aí Eles usavam óculos chamativos, uma boa quantidade de gel e figurino meio questionável. Dez anos depois, poucos os questionam. Poderia ser o enredo de uma comédia do Adam Sandler ou do Ryan Reynolds. Mas é a história de ex-emos, hoje por trás de hits que você já ouviu por aí. Ex-integrantes do Cine, Restart e NX Zero já produziram músicas como: "Perdendo a mão", da Anitta "I Miss U", do Alok "Dona da minha vida", do Rouge "Don't Give Up", da Manu Gavassi "Bate a Poeira Parte 2", da Karol Conka O G1 vasculhou o currículo desses produtores e falou com eles para entender como foi a mudança dos palcos do rock (emotivo, colorido, cheio de fãs e detratores) para as mesas de som. Será que o pop nacional está em boas mãos? Pedro Dash já era produtor quando entrou no Cine, em 2009. "Eu tinha certeza que iria fazer o que faço hoje. Via que o rock estava indo pro eletrônico e pro hip hop". Dash é bem direto nas respostas e fala muito palavrão. O ex-tecladista do Cine diz se sentir "privilegiado" por ter feito shows para até 80 mil pessoas e gravado "Boombox Arcade", uma ópera electro rock gamer. "Tem música naquele disco que é atual até hoje". Com a banda, ganhou muito... conhecimento. "Fazia questão de entender como era o meio musical. Isso me deu maturidade, conhecimento de produção." "Meu dinheiro do Cine gastei tudo com festa. Nunca tive dinheiro, sempre trabalhei pra c... Paguei tudo para todos os meus amigos". Hoje, tem um projeto de eletrônico (Sekret) e um estúdio: o Head Mídia, criado em 2012 com Marcelinho Ferraz. Dash conheceu o produtor aos 15 anos, em um bar no bairro paulistano da Mooca. "Ele tocava batera em um cover de Blink 182 e aí entrou na minha banda, The Prank". Juntos, estudaram técnicas de gravação vendo tutoriais, fizeram "estágios" com engenheiros de som e produziram bandas. "A gente era ruim demais... Aprendemos fazendo". Outro sócio na Head Mídia é DH Silveira. O ex-vocalista do Cine investiu parte do prêmio que ganhou no reality show "A Fazenda". "A gente era mais artista, compunha, se encontrava quando dava... Era desorganziado. Aprendi que sendo assim você não é bem sucedido." Anitta tem presença Dash diz que trabalhar com Anitta é "sensacional". "Ela é prática, porque faz muita coisa". "Perdendo a mão" foi criada em uma madrugada: "Eu estava testando um teclado e saiu o pianinho... Era a cara dela. A letra tinha outro teor. Ela reescreveu tudo". De onde saiu o tal pianinho que vai acelerando (veja no vídeo acima), tem muito mais: "No meu HD tem ideia 1 até ideia 3027". Antes de pegar instrumento ou programa, ele grava cantarolando no celular. "A maioria é uma m..., mas tem sempre coisa legal". Algumas dessas coisas foram parar no álbum de Jão, primeiro artista lançado via selo da Head Mídia. Logo após o fim do Restart, em 2015, Pedro Lucas montou a dupla Selva para shows e produções eletrônicas. Mas diz que o apreço por pop exista em sua fase rock colorido: "O Restart tinha influência do pop punk, de pós-hardcore californiano. Sempre usamos elementos eletrônicos". Para Pe Lu, o Brasil sempre teve pouca música pop. "Temos artistas grandes famosos, mas de gêneros específicos como sertanejo e funk. Anitta e Alok ajudaram o brasileiro a entender música pop como estilo. Podemos juntar um pouco de tudo". "I Miss U", com Alok, é assim. "É eletrônica, mas tem melodia e violinos pop, que flertam com country, e é quase triste no começo". "Não me via fazendo isso naquela época. Eu era quase uma criança, tenho banda desde os 14 e meu objetivo era só viver de música". A força do trap Pe Lu diz ter mais 20 músicas para saírem nos próximos 12 meses. E qual o estilo vai se destacar nessa nova safra? "Tem uma com o Konai, um menino do trap. Está bem bombado na molecada". Ele cita Post Malone, Mac Miller e xxxtentacion para explicar o estouro deste rap mais arrastado e soul. "Trap é a música da molecada. E o que a galera jovem ouve é que vai ser ouvido". "Vejo Raffa Moreira e Matuê fazendo sucesso pra c... mas a grande mídia não conhece. A energia de show parece a do hardcore de 10 anos atrás. As pessoas batem cabeça, tem mosh. É mais visceral. É um grito jovem". Gee Rocha, ex-guitarrista do NX Zero, começou a produzir a partir do álbum "Projeto Paralelo", de 2010. Baixou o software Logic e "entrou de cabeça". Hoje, grava pelo menos uma ideia de música por dia. De cada dez rascunhos, um vira algo mais elaborado. "Acabo usando para trilha de filme, comercial". Ainda no NX, o primeiro trabalho como produtor foi em 2012, o álbum de estreia de Ivo Mozart, autor dos hits "Vagalumes" e "Energia Surreal", esse de Thiaguinho. "Comprei um computador com Ntrack e gravava ideias. É meio pegar referência e tentar fazer igual, depois você acaba tendo mais personalidade". Em janeiro de 2017, criou o Caverna Studios. Com dois sócios, produz "para artistas do R&B, rap e pop". A lista tem gente no começo da carreira como Luccas Carlos, Matuê, MC Lan e Matheus Queiroz. Gabriel Dassisti e Gee Rocha abraçam Luccas Carlos Divulgação "É muito louco. Minha vida mudou e não me imaginava conhecendo mais o lado do rap. Fico feliz, me acrescentou na cabeça como pessoa." Ele aprendeu tudo sem aulas: "Quando fui ver estava mexendo no Prootols, tudo de brincadeira. Eu ia acrescentando camadas e criando". Gee fala com carinho de seus primeiros equipamentos: "Eram dois monitorzinhos, um computador e uma placa de áudio. O importante é a ideia, os 'skills' vão melhorando com o tempo". "Há 15 anos, muita gente precisava de banda... A criação era do zero. Hoje, qualquer pessoa que tiver um pouquinho de técnica pode criar. Você tem banco de músicas para comprar... Com vontade, consegue tudo". Além do pop Lucas Silveira, do Fresno, produz novo disco do Capital Inicial, de Dinho Ouro Preto Divulgação/Bruno Trindade/b+ca Líder do Fresno, única banda emo desta reportagem ainda na ativa, Lucas Silveira tem currículo menos pop. Costuma trabalhar com bandas de rock veteranas. Já compôs para o Skank e levou para seu estúdio RPM e Capital Inicial. "Eu vejo esse momento emocore como uma adolescência musical de muitas pessoas, incluindo o público do rock: foi a porta de entrada para o som de guitarra, baixo e bateria". Lucas, de 32 anos, lembra que começou a tocar ouvindo mais pop punk e hardcore. "A gente se permitiu envelhecer a nossa música sem renegar o passado e o público envelheceu junto". Mesmo no auge do Fresno, ele tinha projetos paralelos e escrevia para outros. "Mas de um ano para cá ficou mais sério, produzo tudo quanto é artista. Passei a ser visto como produtor pela galera, antes só era o cara do Fresno". Mesmo assim, a maior parte da agenda é destinada à banda. Ele produz de segunda a quinta e faz shows nos finais de semana. "Mas sem o frissom da superexposição".
    Pink e Black Eyed Peas se juntam a Anitta no dia pop do Rock in Rio

    Pink e Black Eyed Peas se juntam a Anitta no dia pop do Rock in Rio


    Cantora e banda foram anunciados no festival no dia 5 de outubro. Pink Divulgação Pink e Black Eyed Peas estarão no dia 5 de outubro do Rock in Rio. A cantora e a banda se juntam a Anitta no dia pop do evento, anunciou a produção do festival...


    Cantora e banda foram anunciados no festival no dia 5 de outubro. Pink Divulgação Pink e Black Eyed Peas estarão no dia 5 de outubro do Rock in Rio. A cantora e a banda se juntam a Anitta no dia pop do evento, anunciou a produção do festival nesta terça-feira (16). Será a primeira vez de Pink no Brasil e o Black Eyed Peas retorna ao país com nova formação. A banda de pop e hip hop agora é um trio, com Will.I.Am, Apl.de.ap e Taboo, mas sem Fergie. Ainda será anunciada uma quarta atração desta noite que terá Anitta na abertura e Pink no fechamento. Estreia de Pink Pink começou a carreira em 2000, já lançou sete álbuns e vendeu mais de 50 milhões de discos, com 15 singles no top 10 da parada hot 100, da revista "Billboard". Ela é conhecida por baladas românticas com levadas pop rock. As letras geralmente são sobre amor e empoderamento. "Just Give Me A Reason", "Try", "So What", "Who Knew" e "Don't Let Me Get Me" estão entre os hits da cantora americana. Apl.de.ap, Will.I.Am e Taboo formam o Black Eyed Peas Divulgação O Black Eyed Peas vendeu mais de 35 milhões de discos. O repertório deve juntar hits dos tempos que Fergie estava na banda ("My Humps", "Boom Boom Pow", "I Gotta Feeling", "Where Is the Love?") e novidades do álbum “Masters of The Sun”, com lançamento neste mês. “Ring The Alarm Pt 1, Pt 2 e Pt 3” e “Big Love” são novidades do trio. Rock in Rio 2019: datas e ingressos Em 2019, o Rock in Rio será nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 3, 4, 5 e 6 de outubro, pela segunda vez no Parque Olímpico. A venda de Rock in Rio Card, que dá direito a troca por um ingresso, acontece no dia 12 de novembro, às 19h. A compra pode ser feita pelo site Ingresso.com. Além do dia pop, também foram anunciadas as bandas do dia do metal. Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura vão tocar em 4 de outubro.
    Elza Soares encabeça elenco feminino de single que celebra conquistas das mulheres na música do Brasil

    Elza Soares encabeça elenco feminino de single que celebra conquistas das mulheres na música do Brasil


    Elenco feminino do single e clipe 'Escuta as minas' Reprodução "É hora de evocar as pioneiras e inspirar uma nova geração", ressalta Mart'nália no início da gravação do single e clipe Escuta as minas, música lançada hoje, 16 de outubro de...


    Elenco feminino do single e clipe 'Escuta as minas' Reprodução "É hora de evocar as pioneiras e inspirar uma nova geração", ressalta Mart'nália no início da gravação do single e clipe Escuta as minas, música lançada hoje, 16 de outubro de 2018, em campanha da plataforma de streaming Spotify. Soberana do alto dos 88 anos de vida e 60 de carreira, a combatente Elza Soares encabeça elenco inteiramente feminino formado, além da cantora carioca, por Karol Conká, Tiê, Martnália, Lan Lanh, Mariara & Maraisa e e as integrantes do grupo Mulamba e da dupla As Baianas e a Cozinha Mineira. Elza encarna ela mesmo, dado voz a O que se cala (Douglas Germano, 2018), música do recente álbum Deus é mulher (2018). Já Tiê representa a pioneira cantora e compositora Maysa (1936 – 1977) através de trecho de Resposta (1956), música do autoral primeiro álbum da antecessora projetada na década de 1950, Convite para ouvir Maysa (1956). As Bahias e a Cozinha Mineira simbolizam a desbravadora maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935), evocada ao som da marcha Ô abre alas (1899). Há quem cante músicas do próprio repertório, caso de Karol Conka, intérprete de Bate a poeira (2013). O single e clipe Escuta as minas são manifestos feministas que, ao mesmo tempo em que louvam as conquistas das mulheres na música brasileira dos séculos XX e XXI, reivindicam a continuidade do crescente empoderamento feminino no universo pop nacional. Editoria de Arte / G1
    Emicida e Fióti giram pelas vias de São Paulo, 'capital do stress', a reboque do 'Rap do motoboy'

    Emicida e Fióti giram pelas vias de São Paulo, 'capital do stress', a reboque do 'Rap do motoboy'


    "É sempre a vida sobre duas rodas / Tipo um par de toca discos enquanto o disco roda / A cidade passeia pelo meu visor / Quero ver os problemas só pelo retrovisor", cantam Emicida e Fióti no Rap do motoboy, single lançado hoje, 16 de outubro de...


    "É sempre a vida sobre duas rodas / Tipo um par de toca discos enquanto o disco roda / A cidade passeia pelo meu visor / Quero ver os problemas só pelo retrovisor", cantam Emicida e Fióti no Rap do motoboy, single lançado hoje, 16 de outubro de 2018, pelos manos paulistanos. Vozes ativas do hip hop de São Paulo (SP), metrópole que inspirou a crônica urbana sobre a adrenalina que rege a vida dos motoboys nos giros cotidianos pela cidade, os rappers irmãos versam com fluidez e suavidade sobre a rotina desses profissionais que cruzam as vias paulistanas entre uma entrega e outra. Capa do 'Rap do motoboy', single de Emicida e Fióti Divulgação / Laboratório Fantasma Editado em single pela gravadora dos artistas, Laboratório Fantasma, o Rap do motoboy foi composto por Emicida em parceria com Nave e Julio Fejuca, produtores do fonograma. O beat criado por Nave evoca levadas de R&B e se harmoniza com o dedilhar do violão de Fejuca, instrumentista polivalente. Gravado no Lab Estúdio, na zona norte de São Paulo (SP, o single Rap do motoboy está sendo lançado simultaneamente com o clipe dirigido por Fred Ouro Preto. O vídeo é introduzido por depoimentos de motoboys e inclusive de uma motogirl sobre o cotidiano da profissão em São Paulo (SP), cidade caracterizada como a "capital do stress" em verso da letra do Rap do motoboy. Editoria de Arte / G1
    Lady Gaga diz que está noiva de empresário durante discurso em evento nos EUA

    Lady Gaga diz que está noiva de empresário durante discurso em evento nos EUA


    No palco, cantora agradeceu ao 'noivo', Christian Carino, com anel na mão esquerda. Ele trabalha como agente de artistas e tem 49 anos. Lady Gaga e Christian Carino no evento anual "Mulheres em Hollywood", da revista "Elle", em Los Angeles...


    No palco, cantora agradeceu ao 'noivo', Christian Carino, com anel na mão esquerda. Ele trabalha como agente de artistas e tem 49 anos. Lady Gaga e Christian Carino no evento anual "Mulheres em Hollywood", da revista "Elle", em Los Angeles (EUA) Michael Kovac/Getty Images for ELLE Magazine/AFP Lady Gaga deu um forte indício de que vai se casar. A cantora de 32 anos agradeceu ao "noivo", Christian Carino, durante seu discurso em um evento anual da revista "Elle", em Los Angeles (EUA), nesta segunda-feira (15). Carino trabalha como empresário de artístas e tem 49 anos. A assessoria de Gaga não comentou a declaração. A revista "People" informou que os dois começaram a namorar em fevereiro de 2017. Lady Gaga posa durante a 25ª edição do evento "Mulheres em Hollywood", da revista "Elle", em Los Angeles (EUA) Chris Pizzello/Invision/AP No evento em Los Angeles, Gaga usou um anel na mão esquerda. No palco, ela fez um discurso emocionado sobre o movimento liderado por mulheres em Hollywood para combater casos de agressão sexual. "Nós, mulheres em Hollywood, somos vozes", afirmou, segundo a rede CNN. "Temos pensamentos e ideias profundas, crenças e valores sobre o mundo e temos o poder de falarmos e sermos ouvidas e de reagirmos quando somos silenciadas". Gaga já foi noiva do ator Taylor Kinney. Os dois se separaram em 2016.
    Playstation 4 tem bug em sistema de mensagens e pode desativar console

    Playstation 4 tem bug em sistema de mensagens e pode desativar console


    Sony, fabricante do videogame, resolveu o problema. Usuários podem corrigir falha com procedimento simples. PlayStation 4 Pro é mais potente que o modelo convencional e consegue rodar games em resolução 4K, segundo a Sony Divulgação / Sony...


    Sony, fabricante do videogame, resolveu o problema. Usuários podem corrigir falha com procedimento simples. PlayStation 4 Pro é mais potente que o modelo convencional e consegue rodar games em resolução 4K, segundo a Sony Divulgação / Sony Neste fim de semana, usuários do Playstation 4 que jogavam “Rainbow Six: Siege” e “Destiny 2" receberam uma mensagem com símbolos aleatórios. Quando lido, o conteúdo impedia o console de executar softwares e travava as partidas com múltiplos jogadores. O bug no videogame levou usuários a reconfigurar o console, e alguns perderam dados. Apesar dos relatos dos jogadores, a Sony, fabricante do Playstation, afirmou que as mensagens não desativaram os videogames, mas colocaram o sistema em um loop de falhas. Para resolver o problema, a Sony aconselhou, pelo Twitter, a apagar a mensagem, seja pelo aplicativo do Playstation ou pelo site. Após esse passo, é preciso reiniciar o videogame com o modo de segurança ativado. Ao reiniciar, é preciso escolher a opção 5, "Reconstruir Banco de Dados", para não perder o histórico. A empresa afirmou que a falha já foi consertada.
    Arto Paasilinna, escritor best seller finlandês, morre aos 76 anos

    Arto Paasilinna, escritor best seller finlandês, morre aos 76 anos


    Autor de 35 romances e obras de não ficção, ele foi traduzido para 40 idiomas e vendeu mais de 8 milhões de exemplares. O escritor finlandês Arto Paasilinna em foto de 27 de fevereiro de 2002 Martti Kainulainen/Lehtikuva/AFP O escritor...


    Autor de 35 romances e obras de não ficção, ele foi traduzido para 40 idiomas e vendeu mais de 8 milhões de exemplares. O escritor finlandês Arto Paasilinna em foto de 27 de fevereiro de 2002 Martti Kainulainen/Lehtikuva/AFP O escritor finlandês Arto Paasilinna morreu nesta segunda-feira (15) em um asilo da cidade de Espoo aos 76 anos, informam nesta terça-feira (16) veículos de imprensa locais. Paasilinna, autor de 35 romances e várias obras de não ficção, foi traduzido para mais de 40 idiomas e se tornou um dos escritores finlandeses mais populares da história, com mais de 8 milhões de exemplares vendidos no mundo todo. Conhecido por seu humor negro e ácido, entre seus romances de maior sucesso estão "O ano da lebre" (1975), "Howling Miller" (1981), "The forest of the hanged foxes" (1983) e "A charming mass suicide" (1990), todas eles adaptadas para o cinema. Com um estilo leve, cômico e às vezes surrealista, suas histórias abordam temas da idiossincrasia finlandesa, cujo exotismo reside em parte do seu sucesso internacional, para terminar com uma sutil sátira para o progresso e a modernidade. Paasilinna nasceu na cidade de Kittilä em 1942 e durante sua juventude se dedicou ao jornalismo, atividade que exerceu com a literatura a partir de 1972.
    Cartola evolui entre a sala de concerto, a roda de choro e o salão de gafieira em álbum de orquestra sinfônica

    Cartola evolui entre a sala de concerto, a roda de choro e o salão de gafieira em álbum de orquestra sinfônica


    Antes da audição, a primeira impressão suscitada naturalmente pelo álbum em que a Orquestra Petrobras Sinfônica aborda a obra do compositor carioca Angenor de Oliveira (11 de outubro de 1908 – 30 de novembro de 1980), o Cartola, é a de um...


    Antes da audição, a primeira impressão suscitada naturalmente pelo álbum em que a Orquestra Petrobras Sinfônica aborda a obra do compositor carioca Angenor de Oliveira (11 de outubro de 1908 – 30 de novembro de 1980), o Cartola, é a de um disco austero, solene, literalmente clássico. Só que tal impressão já é desfeita na primeira das 12 músicas de Tributo a Cartola, álbum lançado em 11 de outubro de 2018, data do 110º aniversário desse refinado compositor associado à escola de samba Mangueira. O sol nascerá (Cartola e Elton Medeiros, 1964) evolui fluente com arranjo moldado mais para um salão de gafieira do que para uma sala de concerto. Outros sambas, como Tive sim (Cartola, 1968), também vão pelo mesmo caminho na abordagem deste álbum programado para ser editado em CD em dezembro pela gravadora Deck. Contudo, Cartola foi sobretudo um mestre do samba-canção de tons líricos e melancólicos. Qualquer extroversão exacerbada poderia macular a natureza de sambas-canção como As rosas não falam (Cartola, 1976) e O mundo é um moinho (Cartola, 1976), tocados pela sinfônica da Petrobrás com a devida melancolia, como se a orquestra incorporasse conjunto regional da fase pré-Bossa Nova e estivesse numa roda de choro. Capa do álbum 'Tributo a Cartola', da Orquestra Petrobras Sinfônica Divulgação / Deck No geral, o Tributo a Cartola soa respeitoso porque, em obras de Cartola, a integridade das melodias precisava ser preservada – o que acontece no disco. O resultado é coeso, por mais que falte negritude ao arranjo de Ensaboa (Cartola, 1976) e interiorização ao toque de Preciso me encontrar (1976), samba do contemporâneo e conterrâneo Candeia (1935 – 1978) que o bamba de Mangueira tomou para si com interpretação antológica no segundo álbum solo do compositor, Cartola (1976). O toque de Peito vazio (Cartola e Elton Medeiros, 1976) pela orquestra é exemplo da habilidade da sinfônica da Petrobrás para transitar com desenvoltura pela sala de câmara e pela roda de choro ao tocar Cartola, além das já mencionadas incursões pelo salão da gafieira. Com repertório calcado em sucessos do compositor, mas com direito a uma música menos conhecida (Que sejas bem feliz, lançada em 1975 pela cantora Clara Nunes), o álbum Tributo a Cartola jamais reinventa essa roda sem deixar de ser disco condizente com a beleza do cancioneiro perene de Angenor. (Cotação: * * * *) Editoria de Arte / G1
    Camila Cabello visita Beco do Batman, em São Paulo, em dia de folga

    Camila Cabello visita Beco do Batman, em São Paulo, em dia de folga


    Cantora posou diante de várias artes da tradicional travessa e brincou sobre ‘estar com uma roupa linda’ em um dia sem trabalho. Camila Cabello visita o Beco do Batman, em São Paulo Reprodução/Instagram Camila Cabello aproveitou sua estada por...


    Cantora posou diante de várias artes da tradicional travessa e brincou sobre ‘estar com uma roupa linda’ em um dia sem trabalho. Camila Cabello visita o Beco do Batman, em São Paulo Reprodução/Instagram Camila Cabello aproveitou sua estada por São Paulo e uma folguinha entre as apresentações de sua turnê pelo Brasil para visitar o Beco do Batman, famosa travessa na Vila Madalena, na capital paulista. Na manhã desta terça-feira (16), a cantora compartilhou em seu Instagram algumas imagens em que aparece em frente a algumas artes do local. Na legenda, Cabello brincou sobre o fato de estar "com uma roupa linda" em um dia de folga. “Essa é uma foto rara minha em um dia de folga com uma roupa linda. Normalmente, parece que eu pulei da cama e vou voltar para lá depois de uma corrida ao mercado. E depois, lá estão as minhas fotos online e eu penso comigo mesma que sou uma péssima pessoa famosa e que Rihanna não estaria orgulhosa”, brincou a cantora. “Eu me visto para vocês, Brasil”. Camila veio ao Brasil para quatro apresentações durante o Z Festival em Porto Alegre, Uberlândia, São Paulo e Curitiba. O último show (em Curitiba) acontece nesta terça-feira (16). Em São Paulo, a cantora convidou Anitta para subir ao palco, além de fazer um discurso sobre aceitação. Initial plugin text Initial plugin text
    Trilha de 'Nasce uma estrela' emplaca cinco faixas de uma vez no Hot 100 da Billboard

    Trilha de 'Nasce uma estrela' emplaca cinco faixas de uma vez no Hot 100 da Billboard


    Músicas interpretadas por Lady Gaga e Bradley Cooper em trilha sonora de filme ganham destaque após estreia de disco. Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de 'Nasce uma estrela' Divulgação Cinco músicas que integram a trilha sonora do filme...


    Músicas interpretadas por Lady Gaga e Bradley Cooper em trilha sonora de filme ganham destaque após estreia de disco. Bradley Cooper e Lady Gaga em cena de 'Nasce uma estrela' Divulgação Cinco músicas que integram a trilha sonora do filme “Nasce uma Estrela” entraram para a lista Hot 100 da Billboard, que aponta as 100 músicas mais vendidas na semana. A músicas são interpretadas por Lady Gaga e/ou Bradley Cooper, protagonistas do filme. As cinco faixas chegaram ao ranking após o lançamento do disco, que estreou em 1º lugar da Billboard 200, lista que contabiliza vendas de discos da semana nos Estados Unidos. As cinco faixas da trilha sonora ocuparam as seguintes colocações na semana datada em 20 de outubro: 5º - "Shallow," Lady Gaga & Bradley Cooper 36º - "I'll Never Love Again," Lady Gaga 41º - "Always Remember Us This Way," Lady Gaga 63º - "Is That Alright?," Lady Gaga 93º - "Maybe It's Time," Bradley Cooper A boa trilha de "Nasce uma Estrela" tem Mark Ronson, o homem que ajudou Amy Winehouse a moldar seu som, entre os produtores. E deve conquistar um espaçinho no Oscar. O filme tem muita quentura nas partes cantadas. Há cenas no festival americano Coachella, no inglês Glastonbury, no Grammy e no programa "Saturday Night Live". Cooper, diretor do longa, consegue botar o espectador no palco e no backstage. Leia crítica completa do filme. “Nasce uma estrela” não estreou bem apenas como trilha sonora, mas também nos cinemas. O filme que conta com Gaga estreando como atriz ficou com a vice-liderança nas bilheterias do Brasil, faturando R$ 5,8 milhões e vendendo 301,8 mil ingressos.
    Mariah Carey anuncia data de lançamento de 'Caution', seu próximo álbum

    Mariah Carey anuncia data de lançamento de 'Caution', seu próximo álbum


    Novo trabalho da cantora chega ao mercado quatro anos após seu último disco de inéditas. Mariah Carey em 'GTFO' Divulgação Mariah Carey anunciou a data de lançamento de seu novo álbum, o primeiro após “Am Mariah... The Elusive Chanteuse”,...


    Novo trabalho da cantora chega ao mercado quatro anos após seu último disco de inéditas. Mariah Carey em 'GTFO' Divulgação Mariah Carey anunciou a data de lançamento de seu novo álbum, o primeiro após “Am Mariah... The Elusive Chanteuse”, seu último disco de inéditas, de 2014. “Caution”, nome escolhido para o álbum, chegará ao mercado em 16 de novembro e já está disponível para pré-venda. O anúncio foi feito nas redes sociais de Mariah. A cantora publicou um vídeo em que aparece descendo uma escadaria ao lado do filho Moroccan, de 7 anos. É ele quem dá a data exata do lançamento quando é questionado pela cantora. Em setembro, Mariah divulgou o single "GTFO", o primeiro do álbum. Produzida por Nineteen85 (Drake, DJ Khaled, Khalid), a música é a primeira lançada pela cantora americana desde que criou o selo Butterfly MC Records com a Epic Records em 2017. "Queria oferecer a meus fãs e a todo o mundo a oportunidade de escutar uma prévia. Eu me diverti muito gravando este álbum e queria que o primeiro single refletisse esta sensação de alegria", explicou a cantora. Também faz parte do novo álbum o single "With You", lançado na última semana. Initial plugin text Initial plugin text
    Biquini Cavadão inicia tributo ao 'ilustre guerreiro' Herbert Vianna com balada romântica de 2000

    Biquini Cavadão inicia tributo ao 'ilustre guerreiro' Herbert Vianna com balada romântica de 2000


    Balada composta por Herbert Vianna em parceria com o letrista Paulo Sérgio Valle, Aonde quer que eu vá foi lançada pelo grupo Os Paralamas do Sucesso em 2000 na coletânea Arquivo II. Única música inédita dessa compilação, a canção...


    Balada composta por Herbert Vianna em parceria com o letrista Paulo Sérgio Valle, Aonde quer que eu vá foi lançada pelo grupo Os Paralamas do Sucesso em 2000 na coletânea Arquivo II. Única música inédita dessa compilação, a canção romântica até então tinha sido gravada somente pelo trio carioca ao longo desses 18 anos. O primeiro registro fonográfico sem a voz de Herbert Vianna será ouvido a partir desta sexta-feira, 19 de outubro de 2018, em single do Biquini Cavadão. Capa do single 'Aonde quer que eu vá', do Biquini Cavadão Divulgação Aonde quer que eu vá é o primeiro single de Ilustre guerreiro, álbum em que o grupo carioca aborda canções de autoria de Herbert Vianna, principal compositor dos Paralamas do Sucesso e nome fundamental na construção do cancioneiro pop do Brasil nas décadas de 1980 e 1990. Capa do álbum 'Ilustre guerreiro', do grupo Biquini Cavadão Arte de Crama Design Com capa criada por Crama Design, o álbum Ilustre guerreiro é um tributo de Álvaro Birita, Bruno Gouveia, Carlos Coelho e Miguel Flores da Cunha ao padrinho artístico Herbert Vianna, que escolheu o nome do Biquini Cavadão, batizando e avalizando esta grupo formado em 1983 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e ainda dono de público fiel, cativado pelo Brasil ao longo de 35 anos de carreira. O último álbum do Biquini Cavadão, As voltas que o mundo dá, foi lançado em fevereiro de 2017 com repertório inédito e autoral. Editoria de Arte / G1
    Gael García Bernal lança filme sobre histórico roubo de peças arqueológicas

    Gael García Bernal lança filme sobre histórico roubo de peças arqueológicas


    'Museu' é a primeira produção original em espanhol do YouTube e a estreia na plataforma será após lançamento nos cinemas dos Estados Unidos, América Latina e Europa. Gael Garcia Bernal. Ao lado do produtor Gerardo Gatica, fala durante...


    'Museu' é a primeira produção original em espanhol do YouTube e a estreia na plataforma será após lançamento nos cinemas dos Estados Unidos, América Latina e Europa. Gael Garcia Bernal. Ao lado do produtor Gerardo Gatica, fala durante lançamento do filme “Museu”, no México RODRIGO ARANGUA / AFP O ator mexicano Gael García Bernal esteve nesta segunda-feira (15) no Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, para apresentar "Museu", um filme que retrata o histórico roubo de 100 peças do patrimônio arqueológico do país há 33 anos. García Bernal protagoniza com o também mexicano Leonardo Ortizgris o filme ganhadora de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. Dirigido por Alonso Ruizpalacios, o filme conta a história de dois estudantes que no Natal de 1985 abalaram o México ao cometerem um roubo inédito. "Foi uma oportunidade belíssima fazer esse filme, ser convidado a este ato de fé", disse emocionado o ator de 39 anos durante a apresentação do filme que terá sua estreia internacional no México em 26 de outubro. "Museu" é a primeira produção original em espanhol do YouTube, e sua estreia na famosa plataforma será realizada depois que o filme chegar aos cinemas nos Estados Unidos, América Latina e Europa, entre novembro e dezembro.
    Ben Stiller apresenta série sobre fuga de uma prisão inspirada em fatos

    Ben Stiller apresenta série sobre fuga de uma prisão inspirada em fatos


    'Escape at Dannemora' é a primeira série televisiva do ator e foi apresentada durante o Mipcom em Cannes. Ben Stiller apresenta sua série para TV "Escape at Dannemora" durante o Mipcom em Cannes REUTERS/Eric Gaillard O ator americano Ben Stiller...


    'Escape at Dannemora' é a primeira série televisiva do ator e foi apresentada durante o Mipcom em Cannes. Ben Stiller apresenta sua série para TV "Escape at Dannemora" durante o Mipcom em Cannes REUTERS/Eric Gaillard O ator americano Ben Stiller apresentou nesta segunda-feira (15) a sua primeira série televisiva como diretor, "Escape at Dannemora", uma história sobre a fuga de uma prisão inspirada em fatos reais, que teve sua pré-estreia lançada no mercado de programas audiovisuais Mipcom em Cannes. A série, de oito episódios, da CBS Studio International, será retransmitida pela Showtime nos Estados Unidos em 18 de novembro. A série contou com grandes figuras de Hollywood como Patricia Arquette, Benicio del Toro e Paul Dano ("There will be blood"). O roteiro conta com participação de Brett Johnson, da premiada série "Mad Men". Nas paisagens nevadas do norte do estado de Nova York, Tilly Mitchell, encarregado de supervisionar a oficina de costura de uma prisão, forjará uma relação com dois detidos e os ajudará a escapar. "Ben se envolveu muito nesse projeto e se dedicou a ele nos últimos anos, prestando uma grande atenção aos detalhes", disse o diretor do Showtime, David Nevins. "O que me atraiu nessa história é que ela é inverossímil. Quando escutei como esses dois caras escaparam em 2015, com algumas facas que foram passadas para eles em filés congelados, pode-se pensar que foi uma invenção, mas realmente aconteceu, e terminou com a maior perseguição em Nova York", disse Ben Stiller, também produtor executivo da série.
    Visto como 'reviravolta' no Rio, funk 150 bpm amplia território. Por que ele é diferente?

    Visto como 'reviravolta' no Rio, funk 150 bpm amplia território. Por que ele é diferente?


    DJ criou vertente acelerada do gênero ao ouvir batuque em garrafa de refrigerante. Produtores agora tentam acelerar sons mais comerciais; veja diferenças entre tipos de funk. O que é o funk 150 bpm? O funk acelerou. Primeiro no Rio, berço do...


    DJ criou vertente acelerada do gênero ao ouvir batuque em garrafa de refrigerante. Produtores agora tentam acelerar sons mais comerciais; veja diferenças entre tipos de funk. O que é o funk 150 bpm? O funk acelerou. Primeiro no Rio, berço do gênero no Brasil, onde nasceu também uma nova vertente, inspirada no batuque em uma garrafa de refrigerante. Agora, também em São Paulo e outros estados, onde DJs tentam implementar o 150 bpm (velocidade das batidas por minuto) em sons mais comerciais, para ampliar o público. “O 130, que foi muito usado no funk até 2015 [e é a batida mais comum em SP] é mais cadenciado, mais leve. Já o 150 tem um som mais ‘pegado’, mais para cima”, define o DJ RD, que incluiu o ritmo novo no hit paulista “Só que vrau” (ele demonstra as diferenças no VÍDEO acima). O DJ Polyvox, criador da batida de 150 bpm, na Nova Holanda, no Rio Reprodução/Facebook/Polyvox O movimento tem sido visto como uma “reviravolta” no mercado carioca. Nos últimos anos, o Rio amargou papel secundário no funk, enquanto São Paulo assistiu à ascensão de Kondzilla, a explosão da ostentação e, mais tarde, do “funk ousadia” - de MC Fioti, Kevinho, Livinho e outros. O retorno com o 150 bpm coincidiu com o renascimento dos bailes cariocas, após o fim de uma resolução que impedia a realização dos eventos. Festas como o Baile da Gaiola, na Penha, e o da Nova Holanda, no Complexo da Maré, se tornaram célebres núcleos do funk acelerado. Uma melhora na economia também ajudou. Dennis DJ, nome importante do funk desde que produziu “Cerol na mão”, no início dos anos 2000, explica: “Com a crise no Rio, boates e casas de shows foram fechadas, assim como bares em comunidades com as UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora]. Isso foi minando os talentos, que migraram para outras áreas." "O 150 é um grande retorno. Agora, vejo o pessoal mais animado para fazer música." 'Medley da Gaiola' Dennis é responsável por remixar alguns dos "hinos" do 150 bpm em uma roupagem mais comercial no “Medley da Gaiola”. Ele já chegou à terceira posição do ranking de músicas mais ouvidas do Spotify no Brasil. O pot-pourri é composto por quatro músicas do MC Kevin o Chris. Todas exaltam o estilo de vida dos bailes e perderam boa parte dos palavrões na nova versão. “Não toco música com palavrão, em respeito aos lugares onde me apresento. São festas em que, muitas vezes, vai a família inteira. Precisava dar uma limpada”, explica o DJ. “Mas acho que [o 150] não precisa ser light [para fazer sucesso]. O que não pode é tirar o beat”. Não é o que pensa RD. “O funk tem que ter a parcela de sujeirinha para ter um corpo. Mas vejo muita gente cantando coisas agressivas, que acabam não atingindo todos os públicos”, avalia. E completa: “O funk do Rio precisa de uma letra que una o jovem, o idoso, mamãe, papai, todo mundo. Tem que ter o hit nacional.” Brincadeira de criança Bem antes de chegar ao topo do Spotify, o funk acelerado era só um projeto no computador do DJ Polyvox, residente no Baile da Nova Holanda. "Na sala da minha casa, meu filho estava batendo em uma garrafa de Coca-Cola. Achei interessante aquele som e coloquei em 150 bpm", ele conta. Depois, foi só incluir a batida na festa para outros DJs aderirem. Muita gente não gostou. O próprio RD, amigo de Polyvox, achou aquilo "uma doideira" na primeira vez que ouviu. O criador da vertente explica que a má fama inicial foi causada, principalmente, por músicas com a chamada "voz de esquilo", que aparece quando a voz é acelerada e fica distorcida. Ele lembra: "Muita gente não sabia produzir, então fazia a música em 130 bpm e só esticava." Dennis DJ é o responsável pelo remix de 'hinos' do 150 bpm comercial, o 'Medley da Gaiola' João Vitor Hoje, Polyvox vê com bons olhos a transformação de sua invenção em um produto mais comercial. "Continua com a mesma essência, e com mais qualidade. Tem que ter mesmo a versão light, não quero colocar uma música com palavrão para o meu filho ouvir." Mas o proibidão segue vivo. Aparece principalmente nos podcasts que DJs de funk passaram a usar para divulgar seus trabalhos. Para Dennis, depois de um "momento de stand by", eles querem agora descobrir "novos caminhos, fora da rádio e da TV". "Sempre falo que nada vai ficar aí por muito tempo. O beat do funk estava mais na linha de São Paulo. Esse beat não vai acabar, mas chegou uma nova vertente", acrescenta. As coisas mudam mesmo rápido no funk. Polyvox sabe bem disso, e já toca sons em 175 bpm na Nova Holanda. "O 150 ficou lindo, maravilhoso. Mas é comercial, nível Brasil. Nós, favelados, já estamos falando outra linguagem."
    'O Primeiro Homem' é retrato sombrio e heroico da jornada de Neil Armstrong à lua; G1 já viu

    'O Primeiro Homem' é retrato sombrio e heroico da jornada de Neil Armstrong à lua; G1 já viu


    Damien Chazelle, diretor premiado por 'La La Land', foge dos clichês hollywoodianos para contar drama do astronauta, interpretado por Ryan Gosling. Ryan Gosling em 'O Primeiro Homem' Divulgação/Universal Pictures Ser o primeiro homem a pisar na...


    Damien Chazelle, diretor premiado por 'La La Land', foge dos clichês hollywoodianos para contar drama do astronauta, interpretado por Ryan Gosling. Ryan Gosling em 'O Primeiro Homem' Divulgação/Universal Pictures Ser o primeiro homem a pisar na lua deu a Neil Armstrong status de herói nacional e estrela mundial, mas não é o glamour do feito histórico que o diretor Damien Chazelle retrata em seu novo longa. “O Primeiro Homem” é sobre os oitos anteriores à Missão Apollo 11, em 1969, na guerra fria. O filme, com estreia no Brasil nesta quinta-feira (18), é um retrato humano sobre as turbulências dentro e fora da cabeça do astronauta. O foco é no período em que a tecnologia espacial tratava seus homens como ratos de laboratório. 'O Primeiro Homem': assista ao trailer Diferentemente das produções hollywoodianas sobre a grandiosidade da exploração espacial, o longa é "doméstico", mais focado nas relações pessoais e nas emoções que se passam em terra. Chazelle, diretor premiado por “La la land - Cantando Estações”, trabalha de novo com Ryan Gosling para narrar os oito anos que levaram Armstrong de piloto a astronauta. Ele acompanha as frustrações e dúvidas do astronauta: voos fracassados, perda da filha, embates com a esposa - interpretada por Claire Foy (“The Crown”). Treinos exaustivos e perdas de colegas se acumulam à medida que Nasa avança na corrida espacial. Sem luau Celebrado pelos dois musicais recentes, “La la land” e “Whiplash”, o diretor segue fazendo uso da música - e do silêncio - para destacar momentos de tensão ou de êxtase na história. Junto à trilha, a vida familiar dos astronautas e a amizade genuína (diante da expectativa e do medo) dão leveza ao drama carregado com explosões, tremores e protestos políticos. Ryan Gosling, Patrick Fugit e Shawn Eric Jones em 'O primeiro homem' Divulgação O roteirista Josh Singer se baseia no livro homônimo, do autor James R. Hansen, para criar a história que mesmo sendo acompanhada e bancada por um país inteiro, é tão intimista. A câmera em planos fechados, acompanhando a visão dos astronautas apertadíssimos nas cápsulas ou foguetes estreitos, foge dos excessos. Essa escolha ajuda a criar uma atmosfera sufocante e claustrofóbica. Chazelle também retrata a relação dos americanos com a corrida espacial: perdendo cada vez mais dinheiro, tempo e homens, o jeito parecia ser avançar nas pesquisas justamente por todo o esforço desprendido. Chances de Oscar Ryan Gosling encarna com perfeição a personalidade contida, tanto em seu sofrimento quanto em seus feitos, e entrega um personagem verossímil, que inspira compaixão a cada ato. Minimalista na carga emocional, ele larga com grandes chances de levar a estatueta de melhor ator. Ryan Gosling e Claire Foy em 'O Primeiro Homem' Divulgação/Universal Pictures Claire Foy é seu contraponto. A esposa, Janet, é força, emoção e imposição. Embora apareça pouco, é responsável por fazer cenas de brigas familiares tão tensas e importantes como as conquistas da Nasa. Já é forte candidata à atriz coadjuvante. O longa e o diretor têm grandes chances de serem super premiados, principalmente pela forma particular com que contam uma história que já nasceu televisionada. É fácil notar também o poder de carregar o público na jornada do protagonista que se mostra sombria e heroica. Chazelle, ainda com 33 anos, já provou seu potencial e acerta ao aproximar extremos, tanto na história quanto na tela. Há espaço para isso, e também para um pouco de poesia.
    Rafaela Mandelli e Milhem Cortaz estrelam 'Intimidade entre estranhos'; assista ao trailer

    Rafaela Mandelli e Milhem Cortaz estrelam 'Intimidade entre estranhos'; assista ao trailer


    Filme de José Alvarenga Jr tem também Gabriel Contente no elenco e é inspirado em música de Frejat. Estreia está marcada para 13 de dezembro. Assista ao trailer de 'Intimidade entre estranhos' Estrelado por Rafaela Mandelli, Milhem Cortaz e pelo...


    Filme de José Alvarenga Jr tem também Gabriel Contente no elenco e é inspirado em música de Frejat. Estreia está marcada para 13 de dezembro. Assista ao trailer de 'Intimidade entre estranhos' Estrelado por Rafaela Mandelli, Milhem Cortaz e pelo novado Gabriel Contente, o filme "Intimidade entre estranhos" ganhou trailer nesta terça-feira (16), que o G1 divulga em primeira mão. Com direção de José Alvarenga Jr ("Os normais", "Divã", "Cilada.com" e "10 segundos para vencer") e inspirado na letra da música homônima de Frejat, o longa tem previsão de estrear em 13 de dezembro. Assista, acima, ao trailer de 'Intimidade entre estranhos'. Na história, Rafaela Mandelli é Maria, mulher que se muda para o Rio para ficar mais perto do marido, papel de Milhem Cortaz. Ele interpreta um ator que está na cidade para gravar uma série. O cotidiano de Maria é solitário e ela passa boa parte do tempo na piscina do prédio. Lá, é observada constantemente pelo jovem Horácio, vivido por Gabriel Contente. O rapaz é um jovem que praticamente não sai do apartamento. Também é síndico do prédio, cargo que levará a desentendimentos com a protagonista. A transformação dessa relação conflituosa em algo mais próximo é centro da trama de "Intimidade entre estranhos". Cartaz do filme 'Intimidade entre estranhos' Divulgação
    Luísa Sonza promove funk inédito gravado para novela com letra que questiona signos de masculinidade

    Luísa Sonza promove funk inédito gravado para novela com letra que questiona signos de masculinidade


    Cantora e compositora gaúcha que ganhou visibilidade como digital influencer, Luísa Sonza está promovendo o single que lançou na última quinta-feira, 11 de outubro, com a música inédita Nunca foi sorte. Trata-se de funk composto com letra do...


    Cantora e compositora gaúcha que ganhou visibilidade como digital influencer, Luísa Sonza está promovendo o single que lançou na última quinta-feira, 11 de outubro, com a música inédita Nunca foi sorte. Trata-se de funk composto com letra do novelista Aguinaldo Silva para a trilha sonora da próxima novela do autor, O sétimo guardião, cuja estreia está programada para 12 de novembro pela TV Globo. Os versos de Nunca foi sorte aludem diretamente ao conflito do personagem Bebeto (Eduardo Speroni) com o pai Nicolau (Marcelo Serrado). Na trama, o dançarino Bebeto sofre com o preconceito do pai, que luta para ver o filho em atividades associadas ao universo masculino. O funk questiona na letra os signos e símbolos de masculinidade adotados pela sociedade. Sonza gravou Nunca foi sorte a convite do próprio Aguinaldo Silva. Coube ao produtor Pitter Correa dar forma ao funk na gravação que gera clipe previsto para ser lançado no mês de novembro. Editoria de Arte / G1
    Kanye West e Kim Kardashian dão tênis a líder de Uganda e viram Kanyesigye e Kemigisha

    Kanye West e Kim Kardashian dão tênis a líder de Uganda e viram Kanyesigye e Kemigisha


    Kanye West e Kim Kardashian se reuniram com Yoweri Museveni para promover turismo no leste da África e ganharam nomes africanos. Kanye West dá par de tênis a líder de Uganda, Yoweri Museveni Reuters Kanye West e Kim Kardashian presentearam o...


    Kanye West e Kim Kardashian se reuniram com Yoweri Museveni para promover turismo no leste da África e ganharam nomes africanos. Kanye West dá par de tênis a líder de Uganda, Yoweri Museveni Reuters Kanye West e Kim Kardashian presentearam o líder de Uganda com um par de tênis do rapper nesta segunda-feira (15), e ganharam nomes "ugandenses", em uma reunião concebida para promover o turismo no leste da África. Dias depois de um encontro turbulento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, um Kanye mais contido deu um par de tênis esportivos brancos feitos por sua própria empresa, e assinado por ele e pela esposa com um marcador permanente, a Yoweri Museveni. O casal chegou na sexta-feira e está hospedado em um resort de safári de luxo em um parque nacional que se gaba de ter cachoeiras espetaculares e animais selvagens como búfalos, antílopes, leões, girafas e javalis africanos. O gabinete de Museveni disse que o presidente deu nomes ugandenses aos astros norte-americanos do entretenimento. Kanye West, Yoweri Museveni e Kim Kardashian Reuters Ele batizou Kanye – que no mês passado declarou que quer ser chamado somente de "Ye" – de "Kanyesigye", um nome comum entre os banyankore, grupo étnico ao qual Museveni pertence. Kim recebeu o nome "Kemigisha", que significa "aquela com as bênçãos de Deus", disse o gabinete de Museveni em um comunicado. Kanye "expressou felicidade por estar em Uganda, descrevendo-a como um segundo lar", informou o comunicado, acrescentando que o rapper prometeu montar uma "escola de turismo de nível mundial no país dizendo que ela será uma fundação de turismo não somente em Uganda, mas na região do leste da África em geral". Museveni, de 74 anos, está no poder desde 1986 e em janeiro assinou uma lei que revogou um limite de 75 anos para candidatos presidenciais, uma medida que críticos disseram ter por meta mantê-lo no cargo indefinidamente. Um de seus oponentes mais contundentes é o astro pop de 36 anos Robert Kyagulanyi, conhecido pelo nome artístico Bobi Wine, que se voltou para a política e conquistou um grande apoio dos jovens do país.
    Agnaldo Timóteo grava repertório de Angela Maria sem poder fazer a capa que idealizara para o disco

    Agnaldo Timóteo grava repertório de Angela Maria sem poder fazer a capa que idealizara para o disco


    Angela Maria e Agnaldo Timóteo Reprodução / Capa de disco de 1999 Agnaldo Timóteo vai fazer disco com o repertório de Angela Maria (1929 – 2018). Mas não se trata de tributo oportunista, idealizado no rastro da emoção da saída de cena da...


    Angela Maria e Agnaldo Timóteo Reprodução / Capa de disco de 1999 Agnaldo Timóteo vai fazer disco com o repertório de Angela Maria (1929 – 2018). Mas não se trata de tributo oportunista, idealizado no rastro da emoção da saída de cena da cantora fluminense em 29 de setembro. O cantor mineiro já arquitetava o disco há tempos. Tanto que vai gravar o álbum sem poder concretizar a capa que idealizara. Como Timóteo foi motorista da Sapoti antes de alcançar a fama como cantor, a partir da década de 1960, o artista pensou numa capa em que apareceria ao volante, na condução de uma limusine, com Angela sentada atrás, como patroa. A capa não pode ser mais realizada, mas o disco sai, reconectando o cantor à cantora com a qual gravou dois álbuns, Angela & Timóteo, juntos (1979) e Angela & Agnaldo – Sucesso sempre (1999), com intervalo de 20 anos entre um e outro. Editoria de Arte / G1
    Eric Clapton: álbum natalino tem versão eletrônica de 'Jingle Bells' em homenagem a Avicii e faixa inédita

    Eric Clapton: álbum natalino tem versão eletrônica de 'Jingle Bells' em homenagem a Avicii e faixa inédita


    'Happy Xmas' tem clássicos de natal em versão blues, homenagem inusitada a DJ sueco e uma faixa nov. Mesmo com problemas de audição e de movimento nas mãos, músico continua produzindo. Eric Clapton REUTERS/Fred Thornhill "Happy Xmas", novo...


    'Happy Xmas' tem clássicos de natal em versão blues, homenagem inusitada a DJ sueco e uma faixa nov. Mesmo com problemas de audição e de movimento nas mãos, músico continua produzindo. Eric Clapton REUTERS/Fred Thornhill "Happy Xmas", novo álbum de Eric Clapton, é baseado em versões blues de clássicos natalinos. No entanto, duas faixas que fogem deste padrão têm chamado a atenção dos fãs: uma homenagem eletrônica ao DJ Avicii e a única faixa inédita do disco, "For love on xmas day". A homenagem ao DJ sueco, que morreu em abril de 2018 aos 28 anos, ganhou o nome de “Jingle Bells (In Memory of Avicii)". Segundo a revista "Billboard", ela foi gravada "devido à admiração que o cantor tinha pelo falecido DJ". Mas não há registro de que eles se conheciam pessoalmente. Clique para ouvir. Já "For love on xmas day" não foge da roupagem blues do álbum e da carreira de Clapton, mas o fato de ser uma música inédita dá aos fãs esperança de que o músico continue produzindo em 2019 mesmo com problemas de saúde. O G1 mostra um trecho da música e comenta junto com os outros lançamentos da última semana abaixo: Eric Clapton, Elvis Costello e duas estreias de cantoras deixam G1 Ouviu entre rock e pop
    Djavan aparece com a cara pintada na capa do álbum que lança em 23 de novembro

    Djavan aparece com a cara pintada na capa do álbum que lança em 23 de novembro


    É com a cara pintada que Djavan aparece na capa de Vesúvio, álbum que lança em 23 de novembro com 12 músicas inéditas. Publicada hoje nas redes sociais do cantor e compositor alagoano, a capa foi criada pela equipe da Casa 6D, a partir de foto...


    É com a cara pintada que Djavan aparece na capa de Vesúvio, álbum que lança em 23 de novembro com 12 músicas inéditas. Publicada hoje nas redes sociais do cantor e compositor alagoano, a capa foi criada pela equipe da Casa 6D, a partir de foto de Nana Moraes, e remete a imagens do trompetista norte-americano de jazz Miles Davis (1926 – 1991), em especial à foto do músico na capa do álbum Tutu (1986). Capa do álbum de 'Vesúvio', de Djavan Nana Moraes com direção de arte de Emílio Rangel Vesúvio é o 24º álbum de Djavan para o mercado brasileiro. O disco foi gravado de julho a setembro deste ano de 2018 com banda que mistura músicos recorrentes nos discos e shows do artista – caso do guitarrista Torcuato Mariano e dos tecladistas Paulo Calazans e Renato Fonseca – com músicos recém-admitidos na banda de Djavan, casos do baixista Arthur de Palla e do baterista Felipe Alves. Das 12 músicas do disco, somente uma, Solitude, foi revelada, tendo sido lançada em single em 26 de setembro. Mas outra, o samba Dentro da lei, foi apresentada na voz de Gal Costa no recém-lançado álbum A pele do futuro. Editoria de Arte / G1
    Nicole Kidman muda aparência para viver policial abatida: 'Senti tristeza e dor por ela'

    Nicole Kidman muda aparência para viver policial abatida: 'Senti tristeza e dor por ela'


    Na história, personagem tem passado que a assombra após operação com consequências devastadoras. Críticos dizem que atriz aparece 'quase irreconhecível'. Nicole Kidman em 'Destroyer' Divulgação A atriz Nicole Kidman passou por uma...


    Na história, personagem tem passado que a assombra após operação com consequências devastadoras. Críticos dizem que atriz aparece 'quase irreconhecível'. Nicole Kidman em 'Destroyer' Divulgação A atriz Nicole Kidman passou por uma transformação dramática para seu novo filme, "Destroyer", no qual vive uma policial abatida e de aparência cansada com uma história de vida dolorosa. A vencedora do Oscar trocou as longas mechas loiras por um corte na altura do pescoço, com estilo desleixado, para viver Erin Bell. Na trama, a detetive tem um passado que continua a assombrá-la anos depois de se infiltrar em uma gangue de criminosos em uma operação com consequências devastadoras. "Eu simplesmente a senti, e senti tristeza e dor por ela", disse Nicole durante no Festival de Cinema de Londres, neste domingo (14). "Achei que havia uma inquietação e uma complexidade em sua raiva, que acho nunca ter visto na tela, particularmente na forma feminina". Essa não é a primeira vez que a estrela de Hollywood de 51 anos muda o visual para um papel. Ela também se transformou para interpretar Virginia Woolf em "As horas", papel que lhe rendeu uma estatueta de Melhor Atriz em 2003. Nicole Kidman posa no Festival de Cinema de Londres Joel C Ryan/Invision/AP 'Quase irreconhecível' Em "Destroyer", a atuação também foi bem recebida pelos críticos. Muitos disseram que Kidman está "quase irreconhecível". "A maneira como apareço e me comporto no filme é o resultado de muito trauma", disse. "Essa é a beleza do cinema, você usa a imagem, nem sempre precisa ter as palavras". A diretora Karyn Kusama descreveu a personagem como um "ser humano realmente complicado", que lida com arrependimento, culpa e vergonha. Uma equipe de cabeleireiros e maquiadores trabalhou na transformação da aparência de Kidman. "Conversamos muito sobre os danos do sol, da falta de sono, do excesso de bebida e da alimentação insuficiente e chegamos a uma versão extrema de toda essa falta de cuidados pessoais", contou Karyn. O filme tem estreia prevista para dezembro nos Estados Unidos. Ainda não há data para o Brasil.
    'Venom' lidera pela 2ª semana no Brasil e deixa 'Nasce uma estrela' e 'Tudo por um Popstar' para trás

    'Venom' lidera pela 2ª semana no Brasil e deixa 'Nasce uma estrela' e 'Tudo por um Popstar' para trás


    Filme do vilão do Homem-Aranha arrecadou R$ 17,9 milhões. Produção com Lady Gaga e Bradley Cooper somou R$ 5,77 milhões, à frente do brasileiro com Maisa Silva, que fez R$ 5,71 milhões. Cena de 'Venom' Divulgação O filme "Venon" liderou as...


    Filme do vilão do Homem-Aranha arrecadou R$ 17,9 milhões. Produção com Lady Gaga e Bradley Cooper somou R$ 5,77 milhões, à frente do brasileiro com Maisa Silva, que fez R$ 5,71 milhões. Cena de 'Venom' Divulgação O filme "Venon" liderou as bilheterias do Brasil pela segunda semana seguida. Com Tom Hardy no papel do vilão do Homem-Aranha, a superprodução arrecadou R$ 17,9 milhões e vendeu 1 milhão de ingressos entre quinta-feira (11) e domingo (14). Os números foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela comScore, que monitora o mercado. G1 JÁ VIU: 'Venom' anti-herói genérico G1 JÁ VIU: 'Nasce uma estrela' emociona Completaram o pódio duas estreias do final de semana. Na vice-liderança, ficou "Nasce uma estrela", com Lady Gaga e Bradley Cooper, que faturou R$ 5,8 milhões e vendeu 301,8 mil ingressos. O terceiro colocado foi "Tudo por um popstar". Estrelado por Maisa Silva, Klara Castanho e Mel Maia, o filme baseado em um livro de Thalita Rebouças fez R$ 5,7 milhões, com 376,4 mil ingressos vendidos. "Venom" teve uma queda muito discreta com relação à estreia. Na semana passada, o filme ficou em primeiro lugar com R$ 18,8 milhões. Ele agora soma R$ 43,6 milhões e já vendeu ao todo 2,7 milhões de ingressos. Veja, abaixo, o top ten do final de semana: 'Venom' – R$ 17,9 milhões 'Nasce uma estrela'– 5,8 milhões 'Tudo por um pop star' – R$ 5,7 milhões 'PéPequeno' – R$ 4,3 milhões 'Goosebumps 2: Halloween assombrado' – R$ 2,5 milhões 'A freira' –R$ 1,2 milhão 'Cinderela e o príncipe secreto' – R$ 716,6 mil 'O que a verdade importa' – R$ 715 mil 'Papillon' – 296,6 mil 'A prmieira noite de um crime' – R$ 170,9 mil
    Hamilton de Holanda leva obra de Jacob do Bandolim para outros universos em discos que vão além da celebração subserviente

    Hamilton de Holanda leva obra de Jacob do Bandolim para outros universos em discos que vão além da celebração subserviente


    Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto expõe a obra de Jacob Pick Bittencourt (14 de fevereiro de 1918 – 13 de agosto de 1969) em vários tons ao longo dos quatro álbuns embalados na caixa Hamilton de Holanda toca Jacob do Bandolim. Recém-posta...


    Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto expõe a obra de Jacob Pick Bittencourt (14 de fevereiro de 1918 – 13 de agosto de 1969) em vários tons ao longo dos quatro álbuns embalados na caixa Hamilton de Holanda toca Jacob do Bandolim. Recém-posta no mercado fonográfico pela gravadora Deck, com edições em CD desses quatro discos já paulatinamente disponibilizados nas plataformas digitais, a caixa foi idealizada para celebrar o centenário de nascimento deste extraordinário compositor e bandolinista carioca, um dos pilares do choro. Capa da caixa de CDs 'Hamilton de Holanda toca Jacob do Bandolim' Rafaê Silva É uma homenagem, sim, mas Hamilton – bandolinista de origem também carioca, mas vivência brasiliense – jamais se porta como um discípulo excessivamente reverente a Jacob na linha "ao mestre, com carinho". Há devoção ao solista antecessor, mas sem ranço nostálgico da parte desse herdeiro virtuoso, de versatilidade comprovada nos toques dos quatro registros do choro Assanhado (Jacob do Bandolim, 1961) inseridos nos quatro álbuns. Em bom português, o choro é tema recorrente nos repertórios dos quatro discos, mas ganha tons particulares em cada um deles, como prova da diversidade de matizes que diferencia um disco do outro. Elo mais forte entre os dois músicos, o choro é transportado para outros universos. Capa do álbum 'Jacob 10ZZ', primeiro título do lote da caixa Divulgação / Deck Primeiro disco do lote, Jacob 10ZZ passa o choro pelo filtro largo do jazz, como já sinaliza o título. O álbum é creditado ao Hamilton de Holanda Trio, formado pelo bandolinista com os músicos Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Thiago da Serrinha (percussão). Segundo título da série, Jacob bossa é assinado por Hamilton com o Trio Mundo, formado pelo bandolinista com Marcelo Caldi (no piano e no acordeom) e Guto Wirtti (no contrabaixo acústico). O termo bossa, no caso, deve ser interpretado como suingue. Não é um disco na linha "Hamilton de Holanda toca Jacob do Bandolim em bossa nova", como o ouvinte pode ser erroneamente induzido a pensar por conta do título. O bandolinista cai no suingue – que pode ser o do toque do ijexá ou o da cadência do bolero, como ressalta Henrique Cazes no texto que escreveu para o encarte inserido na caixa de CDs – à moda brasileira, mas sem fronteiras. Capa do álbum 'Jacob baby', direcionado ao público infantil por Hamilton de Holanda Divulgação / Deck Terceiro título do lote, Jacob black é creditado somente a Hamilton. Mas é com o toque afro do violão de Rafael dos Anjos e das percussões de Thiago da Serrinha (também bandolinista) e Luiz Augusto que Hamilton traz Jacob para o terreno afro-brasileiro, pilar da percussiva música black nativa. É como se Jacob do Bandolim recebesse abraço de Baden Powell (1937 – 2000) através de Hamilton. Quarto título da série, Jacob baby é dedicado em tese ao público infantil. Mas é como gente grande que Hamilton toca Jacob em tempo de delicadeza que evoca sons de caixinha de música na harmônica junção do bandolim com o cavaquinho e o bouzouki, instrumento de origem negra, fazendo com que choros como Doce de coco (1951) ganhem outro sabor. É o gosto da liberdade com que Hamilton de Holanda toca Jacob do Bandolim nestes discos que extrapolam o tom da celebração subserviente. (Cotação: * * * *) Editoria de Arte / G1