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    Estudo mostra o desafio para se conter comércio clandestino de aves no Brasil

    Estudo mostra o desafio para se conter comércio clandestino de aves no Brasil


    O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Isto aconteceu em 1967, e foi o jeito que o governo da época encontrou para romper o abuso depois de décadas de exploração intensiva que...


    O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Isto aconteceu em 1967, e foi o jeito que o governo da época encontrou para romper o abuso depois de décadas de exploração intensiva que causou a extinção de muitas espécies, sobretudo de aves. Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate. Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais de estimação em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis. O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Unsplash Bem, mas isto é história, e está bem contada no novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela ONG internacional Traffic, que trabalha no contexto da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável com apoio do WWF. O relatório é extenso, chama-se “Bird’s-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries” (“Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia”, em tradução livre) e traz um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies. De 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, diz o estudo. Unsplash A boa notícia para o Brasil é que temos uma lei — e que, por causa dela, aquele abuso cometido no passado deu uma estancada. Um turismo com base em observação de pássaros no Brasil, Equador e Colômbia dá incentivo econômico e força para coibir os predadores. Mas, assim como há lei, há quem transgrida a lei. E o comércio clandestino de aves é, hoje, um enorme desafio para se manter nossas espécies — ou, pelo menos, o que restou delas. O estudo mostra que, em média, 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, muitas delas destinadas a “competições de canto de pássaros”, onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo. Para nossa sorte — de pessoas que se sentem felizes em ouvir cantos de pássaros sem precisar engaiolá-los — este número não variou significativamente nos últimos 15 anos. Assim mesmo, diz o estudo, a indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário que gera cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. Há sempre alguém que se beneficia. A indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário. Pixabay Autor do estudo, o especialista Ortiz-von Halle afirma que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas. No entanto, isso aconteceu “principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores”. Ou seja, a exploração foi tanta que tem espécies nativas que deixaram de ser. “As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas. Para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul”, disse ele. A Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. Unsplash Para entender melhor o que ele quer dizer com “complexidades", vamos à história que Ortiz Von-Halle conta — cenas de antes da lei que coibiu o abuso e que podem ilustrar a trajetória dos desafios que temos ainda hoje: Até o Canal de Panamá ser aberto, em 1914, todos os navios que retornavam para a costa leste dos EUA ou Europa, do lado do Pacífico da América do Norte e do Sul, paravam nos portos brasileiros. Isto facilitou o envio de muitas mercadorias, incluindo aves vivas, penas e suas peles secas, e levou milhares de papagaios, tucanos e primatas de muitas espécies para Nova York e para o mercado europeu. Só em 1964, numa única fazenda do Amapá, 60 mil patos foram mortos. Unsplash Com a ajuda do ornitólogo Helmut Sick, que tem mais de 200 trabalhos publicados sobre o tema, o autor do estudo descobriu que, só em 1964 — e numa única fazenda no Amapá —, 60 mil patos foram mortos. Entre 1930 e 1940, fotos guardadas pelo especialista mostram caçadores fazendo pose ao lado de centenas de carcaças de uma espécie de pato que era característica de Londrina e que hoje não existe mais. Por volta de 1914, na região do Rio Negro, um comerciante empregou 80 homens com o objetivo de caçar e matar garças. Tudo isso abastecia o mercado de penas e peles nos séculos XIX e XX: para um quilo de plumas, 300 mil teriam que ser mortos. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. E veio a Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. “… Não pode ser considerado um direito do cidadão, ou negligenciado indulgentemente, a destruição de elementos vitais do equilíbrio biológico. A caça pode ser permitida como esporte, mas nunca como fonte barata para uma indústria extrativa. A vida selvagem é mais do que o patrimônio do Estado: é um elemento para o bem-estar dos homens e da biosfera ”, diz o texto da lei. Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. Pixabay Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. A solução foi a reprodução em cativeiro, “considerada uma alternativa sensível à conservação para utilização comercial da fauna nativa”. Assim, o último programa legal de caça ao pato no Estado do Rio Grande do Sul foi declarado inconstitucional e fechado em 2008. Na ilegalidade, o contrabando tem causado baixas em nossa biodiversidade, o que, como se sabe, colabora sensivelmente para acelerar o processo das mudanças climáticas. Entre Brasil e Portugal, por exemplo, países que têm uma ligação com mais de 60 voos diretos por semana, é uma farra. Em vez de levarem as aves vivas, os marginais descobriram ser possível contrabandear ovos, atividade que começou por volta de 2002, segundo o estudo, já que papagaios e tucanos vivos, enviados sedados, costumavam chegar mortos a seu destino. “Os ovos são transportados amarrados aos corpos dos passageiros para manter a temperatura de incubação durante o vôo de 10 a 14 horas. Eles são embalados em papel de seda dentro da meia-calça feminina ou vão enrolados na cintura da pessoa”. Organizações não governamentais têm sido importantes, junto com o Ibama e o ICMBio, para conter o desatino. Na conclusão de seu estudo de caso sobre as aves do Brasil, o autor diz que é um desafio muito grande tentar conter o contrabando ou mesmo o uso indevido de aves porque existe, entre outras coisas, uma falta de informação sobre a preciosidade desses bichos para o planeta. Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. Unsplash “A estratégia para estancar os criadores comerciais parece estar tendo algum efeito, já que seus números continuam diminuindo, mas as centenas de milhares de amadores representam um desafio maior. A posse habitual de espécies de aves nativas como animais de companhia é muito difundida. A consciência ambiental geral aumentou em certos setores do Brasil, que constitui 70% da população. Mas a população rural e suburbana mais ampla ainda carece dos níveis de educação, motivação e conscientização. A pobreza sempre empurrará as pessoas para capturar a vida selvagem em busca de lucro ou de maneira oportunista para acessar alimentos ou outros bens”, conclui ele. Vale para refletir. Amélia Gonzalez Arte/G1
    Pinguins roubados de zoo são recuperados dois meses depois na Inglaterra

    Pinguins roubados de zoo são recuperados dois meses depois na Inglaterra


    Par de pinguins-de-humboldt havia desaparecido em novembro e muitos já haviam perdido a esperança de que fossem encontrados. O par de pinguins Humboldt haviam desaparecido em novembro e muitos já haviam perdido a esperança de que fossem...


    Par de pinguins-de-humboldt havia desaparecido em novembro e muitos já haviam perdido a esperança de que fossem encontrados. O par de pinguins Humboldt haviam desaparecido em novembro e muitos já haviam perdido a esperança de que fossem encontrados. Nottinghamshire Police (via BBC) Dois pinguins roubados foram recuperados por policiais que receberam uma dica do paradeiro dos animais. Os pinguins, de espécie pinguim-de-humboldt (Spheniscus humboldti), desapareceram de um zoológico do Reino Unido em novembro. A polícia do condado de Nottinghmashire encontrou o par na cidade de Strelley, ao norte de Londres. Initial plugin text As duas aves foram devolvidas ao zoológico e um jovem de 23 anos foi preso por suspeita de ser o responsável pelo furto. Uma história para contar "Meu primeiro pensamento foi que esse era um caso para livros, uma história para contar para os meus netos, porque não pensamos que, após receber a denúncia, realmente acharíamos dois pinguins", disse o sargento Andrew Browning. "É um caso incomum." Nativos da América do Sul, os pinguins-de-humboldt receberam esse nome em referência à corrente de água que costumam percorrer, que, por sua vez, foi batizada com o nome do geógrafo alemão do século 18 Alexander von Humboldt. Esses animais são listados como espécies "vulneráveis" pela International Union for Conservation Nature, o que significa que correm risco de entrar para a categoria de espécies em ameaça de extinção.
    Diretores da Audi são indiciados nos EUA pelo 'dieselgate'

    Diretores da Audi são indiciados nos EUA pelo 'dieselgate'


    Marca de luxo faz parte do grupo Volkswagen e também teve carros envolvidos na fraude de emissões de poluentes em motores a diesel. Audi é investigada por fraude de emissões na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader Quatro diretores da Audi, marca...


    Marca de luxo faz parte do grupo Volkswagen e também teve carros envolvidos na fraude de emissões de poluentes em motores a diesel. Audi é investigada por fraude de emissões na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader Quatro diretores da Audi, marca que faz parte do grupo Volkswagen, foram indiciados nos Estados Unidos pelo escândalo da fraude na emissão de poluentes em motores a diesel. Ao todo, 13 pessoas já foram acusadas formalmente pelo "dieselgate" nos Estados Unidos, incluindo esses 4 executivos. Ao menos duas foram condenadas à prisão: um engenheiro e o ex-coordenador de conformidade regulamentar (compliance) da Volkswagen no país. A fraude foi descoberta nos EUA, mas abrangeu carros em todo o mundo, 11 milhões de veículos ao todo. E a Volkswagen e suas marcas são investigadas em outros países. Em junho passado, o então presidente da Audi, Rupert Stadler, foi preso na Alemanha por envolvimento no "dieselgate". Posteriormente, ele acabou demitido. A marca também foi multada em 800 milhões de euros pelo caso, em outubro último. Até o fim do ano passado, a fraude já tinha custado mais de 27 bilhões de euros à Volkswagen por conta de recalls e processos judiciais. A montadora previu que gastará mais 2 bilhões de euros neste ano para esse fim, segundo o jornal alemão "Boersen-Zeitung". Initial plugin text
    A onda de calor que matou um terço dos morcegos-raposas da Austrália

    A onda de calor que matou um terço dos morcegos-raposas da Austrália


    Cerca de 23 mil animais morreram no norte do país no fim de novembro, quando as temperaturas ultrapassaram 42ºC. Muitos animais foram encontrados mortos em Cairns, cidade em Queensland David White Em apenas dois dias, uma onda de calor no norte da...


    Cerca de 23 mil animais morreram no norte do país no fim de novembro, quando as temperaturas ultrapassaram 42ºC. Muitos animais foram encontrados mortos em Cairns, cidade em Queensland David White Em apenas dois dias, uma onda de calor no norte da Austrália dizimou quase um terço dos morcegos da espécie raposa-voadora-de-óculos (Pteropus conspicillatus) do país, segundo pesquisadores. Os animais, que também são chamados na região de morcegos-da-fruta-de-óculos, não conseguiram sobreviver às temperaturas, que passaram de 42°C. Na cidade de Cairns, moradores viram os morcegos caindo das árvores em seus quintais e piscinas. Equipes de salvamento encontraram os animais em pequenos grupos, geralmente em galhos de árvores mais próximos do solo. "Era muito deprimente", disse um socorrista, David White, à BBC. 'Proporções bíblicas' Pesquisadores da Universidade de Western Sidney estimam que 23 mil morcegos da espécie tenham morrido durante a onda de calor, que atingiu a região em 26 e 27 de novembro. Eles chegaram a esse número depois de analisar contagens feitas por equipes de salvamento que visitaram, logo após a onda de calor, sete locais onde havia colônias de raposas-voadoras-de-óculos. Um morcego jovem resgatado por voluntários durante a onda de calor David White O pesquisador chefe da equipe, Justin Welbergen, acredita que a "escala bíblica" das mortes pode ser até maior - chegando a 30 mil animais. Isto porque alguns dos locais em que os morcegos geralmente são encontrados não foram incluídos. Em toda a Austrália, o número de representantes da espécie não passava de 75 mil antes da onda de calor, segundo estimativas oficiais. A raposa-voadora-de-óculos - cujo nome se deve à pelagem mais clara em torno dos olhos - também é encontrada na Papua-Nova Guiné, na Indonésia e nas Ilhas Salomão. Na Austrália, a espécie só é encontrada em uma pequena área de floresta tropical na região norte do país, onde ajuda a polinizar as árvores nativas. Welbergen diz que cerca de 10 mil morcegos de outra espécie próxima - a raposa-voadora-negra - também não resistiram ao calor. Não é incomum que raposas-voadoras morram quando a temperatura passa de 42°C, segundo os pesquisadores. Na onda de calor de novembro, Cairns atingiu sua maior temperatura já registrada, de 42,6°C. 'Canário das minas' A vulnerabilidade ao calor não é exclusividade das raposas-voadoras, dizem os especialistas. O problema é que estes animais têm o hábito de se aglomerar em grandes números em áreas urbanas - o que torna suas mortes mais evidentes e mais fáceis de serem documentadas. "Isso levanta preocupações quanto ao destino de outras espécies, que têm hábitos mais reclusos e discretos", diz Welbergen. Ele diz que os morcegos são "os canários das minas de carvão para a mudança climática". Antigamente, os mineiros costumavam levar esses pássaros consigo nos túneis para verificar a qualidade do ar. Caso o ar estivesse contaminado por gases tóxicos, como monóxido de carbono, os bichos morriam antes - e alertavam os trabalhadores sobre o perigo. "Os dados atuais já mostram que eventos como estes estão tendo um impacto sério sobre a espécie", destaca o cientista. "E as projeções para a mudança climática mostram que há uma tendência de o problema aumentar no futuro." Temperaturas superiores a 42ºC podem matar morcegos-raposas, dizem cientistas David White Batalha pela proteção Há tempos que os especialistas alertam para os riscos à sobrevivência da raposa-voadora-de-óculos. A população destes animais diminuiu pela metade nos últimos dez anos, diz David Westcott, que chefia o Programa Nacional de Monitoramento da Raposa-Voadora, do governo australiano. No passado, mortes em massa deste tipo de morcego eram associadas a ciclones. Mas, nos últimos anos, as ondas de calor se tornaram um perigo maior, afirma Westcott. "Estamos muito preocupados. É um declínio populacional massivo para uma espécie que não está sob pressão significativa de nenhum outro fator, tirando os eventos climáticos", disse ele à BBC. Mesmo antes da onda de calor de novembro, ambientalistas já estavam pressionando o governo da Austrália para revisar a classificação da espécie, de "vulnerável" para "em risco" - uma mudança que poderia fortalecer a luta pela conservação destes animais. Globalmente, a espécie é classificada como "pouco preocupante" pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Alguns especialistas temem que a falta de simpatia do público em geral pelos morcegos enfraqueça o trabalho de preservação. Esta aversão geralmente está relacionada ao medo de contrair doenças dos morcegos aos barulhos que algumas espécies produzem nas cidades. Esta semana, durante uma onda de calor no Estado australiano da Nova Gales do Sul, a autoridades alertaram os moradores para que não se aproximassem dos morcegos, por causa da possibilidade de ataques. "Eles são vistos como 'ratos com asas', então qualquer iniciativa de conservação é difícil", diz Westcott. "Pode apostar que teve gente feliz em ver os morcegos morrendo na onda de calor".
    Tubarão-branco gigante é  filmado por mergulhadores no Havaí em aparição rara

    Tubarão-branco gigante é filmado por mergulhadores no Havaí em aparição rara


    Animal de mais de seis metros surpreendeu mergulhadores. Tubarão seria 'Deep blue', animal famoso entre os mergulhadores, que não tinha aparição registrada desde 2013. O tubarão-branco conhecido como 'Deep Blue', nada no mar do...


    Animal de mais de seis metros surpreendeu mergulhadores. Tubarão seria 'Deep blue', animal famoso entre os mergulhadores, que não tinha aparição registrada desde 2013. O tubarão-branco conhecido como 'Deep Blue', nada no mar do Havaí @JuanSharks/@OceanRamsey/Juan Oliphant/oneoceandiving.com via Reuters Um tubarão branco gigante surpreendeu mergulhadores no Havaí com uma aparição rara na terça-feira (15). Segundo o telejornal "Hawain News Now", o tubarão fêmea seria "Deep blue" ("Azul profundo", em tradução livre), um animal famoso entre os estudiosos da espécie e que não era visto desde 2013, quando sua aparição foi registrada nas águas do México. O animal, que tem mais de seis metros, estava se alimentando de uma baleia da espécie cachalote morta a nove quilômetros da costa de Oahu, uma ilha havaiana. Melanie Hutchinson, pesquisadora de tubarões da Universidade do Havaí, disse que a fêmea foi descoberta por uma equipe de mergulhadores em busca de tubarões-tigre. "Eu tenho alguns amigos que estavam por aí. Eles estavam procurando por um tubarão-tigre, então foi uma surpresa divertida ver essa grande senhora", disse Hutchinson à agência de notícias KHON2. Segundo a pesquisadora, quando estão no Havaí, os tubarões costumam nadar em águas mais profundas, daí o apelido de "Deep blue": "E é por isso que as pessoas normalmente não interagem com eles. Eu acho que a baleia apresentou uma oportunidade e é por isso que as pessoas viram esse animal". Kimberley Jeffries, uma das mergulhadoras que encontrou o tubarão, postou no Facebook: "Se você me perguntasse há alguns dias qual a coisa mais incrível que eu já vi em águas havaianas, a resposta provavelmente seria bem diferente". A mergulhadora Kayleigh Burns, que também estava no grupo que avistou o tubarão, disse que pelo tamanho da barriga existe uma possibilidade de que ela esteja esperando filhotes: "Ou estava realmente muito cheia de comer baleia", postou no Instagram. Initial plugin text Grandes tubarões-brancos tradicionalmente visitam as águas ao redor do Havaí para se alimentar durante o inverno. "Eles vêm aqui desde sempre. Cerca de 20% da população da Califórnia e do México migram aqui todos os anos ou a cada dois anos. Por isso, eles costumam estar aqui no inverno", explicou Hutchinson. Estima-se que "Deep Blue" tenha até 50 anos de idade. A fêmea é uma espécie de celebridade no mundo dos entusiastas de tubarões - ela tem sua própria conta no Twitter e aparece em um episódio do programa "Shark Week". No entanto, alguns pesquisadores debatem sobre se o animal identificado como "Deep Blue" é mesmo o tubarão celebridade, com especialistas dizendo que três fêmeas grandes foram flagradas na área durante dias consecutivos. Um tubarão-branco conhecido como 'Deep Blue', nada no mar do Havaí @JuanSharks/@OceanRamsey/Juan Oliphant/oneoceandiving.com via Reuters

    Valdir Colatto confirma que aceitou convite para ser chefe do Serviço Florestal


    Integrante da bancada ruralista, Colatto foi convidado para assumir o posto pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Novo diretor do Serviço Florestal Brasileiro é deputado ligado à bancada ruralista O deputado Valdir Colatto (MDB-SC) confirmou...

    Integrante da bancada ruralista, Colatto foi convidado para assumir o posto pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Novo diretor do Serviço Florestal Brasileiro é deputado ligado à bancada ruralista O deputado Valdir Colatto (MDB-SC) confirmou por telefone ao G1 que aceitou o convite da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para assumir o comando do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Integrante da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso, conhecida como a bancada ruralista, Colatto não se reelegeu em outubro e já fez discursos críticos ao percentual de terra que deve ser preservado por fazendeiros. Colatto disse que já comunicou a ministra da Agricultura da decisão de aceitar o convite e afirmou que será um "grande desafio" assumir o cargo. Ele deve tomar posse em fevereiro. Segundo Colatto, está prevista uma reunião na tarde desta quinta-feira com a ministra Tereza Cristina e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para discutir o trabalho do SFB e como ele pode ser dividido entre as duas pastas. Mudança de ministério Com a reestruturação ministerial, após a posse do presidente Jair Bolsonaro, o SFB, criado em 2006, foi transferido do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O órgão tem entre suas funções a recuperação da vegetação nativa e recomposição florestal, a proposição de planos de produção sustentável e o apoio aos processos de concessão florestal. Cobertura florestal Em 7 de fevereiro do ano passado, Colatto fez um discurso no qual criticou o percentual de preservação de terra nas fazendas. "No Brasil, 20,5% da área das propriedades são de florestas. O agricultor paga essa conta sem que haja nenhum dividendo com a cidade. Quem é que deixa 20%, 35% ou 40% da sua propriedade, na área urbana, para a preservação do meio ambiente? Só a agricultura brasileira faz isso", afirmou o deputado na ocasião. Em outro discurso, em 11 de dezembro do ano passado, o novo chefe do Serviço Florestal Brasileiro disse que "66% das florestas no Brasil não são nada". Afirmou, ainda, que o Brasil precisa "refletir" sobre as atuais regras de preservação. "Nós temos que pensar que 66% das florestas no Brasil não são nada se compararmos com as da Europa, que não chegam a ter 0,5% de floresta. E eles ainda querem dizer o que devemos fazer aqui? Ora, se quiserem que mantenhamos nossas florestas, que nos paguem com serviços ambientais, como fazem os Estados Unidos e a Europa, onde quem preserva a floresta recebe por isso", declarou. Dados contestados O engenheiro florestal Tasso Rezende de Azevedo, coordenador do MapBioma e ex-diretor do Serviço Brasileiro Florestal, afirma que a cobertura florestal da Europa é muito maior do que 0,5% e, em alguns países, como Finlândia, passa de 70%. "O mundo todo tem 4 bilhões de hectares de floresta. Ao todo, 3 bilhões são florestas temperadas, ou seja, Europa, Rússia, EUA e Canadá." De acordo com um relatório do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), de 2017, as florestas ocupavam quase 42% das terras dos países da UE. A cobertura de vegetação no Brasil é de pelo menos 67% do território, sendo 63% de florestas e 4% de vegetação nativa, como os campos gaúchos, segundo o MapBioma, o maior levantamento sobre o assunto já feito no país, que abarca o período de 1985 a 2017. Segundo Tasso Azevedo, quando se considera apenas a vegetação preservada (aquilo que era floresta em 1985 e não sofreu alteração até 2017), a cobertura passa para 48% do território brasileiro. Este número não considera áreas, por exemplo, que foram desmatadas e abandonadas, mas onde a vegetação voltou a crescer. Responsável pela primeira estruturação do Serviço Florestal, Azevedo criticou a escolha de Valdir Colatto para o cargo. "O Serviço Florestal foi criado para ser uma organização técnica, de alta capacidade técnica. Todos os dirigentes e funcionários, desde sua criação, em 2006, têm que ter alta capacidade técnica. Foi assim com todos os dirigentes. Se fazia comitê de busca para buscar os melhores profissionais. O que é o espanto é a gente ter abandonado isso num governo que diz que quer ter gente técnica para trabalhar." Antes de aceitar o cargo, Colatto afirmou saber que o órgão é estratégico, o que exige conhecimento técnico especifico. "Primeiro, eu também sou um técnico. Engenheiro agrônomo. Conheço muito bem a área ambiental. Pratico meio ambiente de resultado e não de discurso. Fui autor do projeto do código florestal brasileiro, aprovado pelo Congresso", disse ele ao blog de Matheus Leitão.
    Vídeo sugerindo que Brasil já tem áreas protegidas demais viraliza nas redes e gera polêmica na comunidade científica

    Vídeo sugerindo que Brasil já tem áreas protegidas demais viraliza nas redes e gera polêmica na comunidade científica


    Evaristo de Miranda, da Embrapa, em vídeo que viralizou Reprodução/Youtube/Foro de Agricultura América del Sur Evaristo de Miranda se tornou um requisitado palestrante em eventos promovidos pelo agronegócio. Chefe-geral da Embrapa Territorial,...


    Evaristo de Miranda, da Embrapa, em vídeo que viralizou Reprodução/Youtube/Foro de Agricultura América del Sur Evaristo de Miranda se tornou um requisitado palestrante em eventos promovidos pelo agronegócio. Chefe-geral da Embrapa Territorial, ele comanda uma equipe de 20 pesquisadores e analistas que mapeiam o uso e a ocupação das terras em todo o território nacional. Parte dos conteúdos compartilhados por Evaristo tem soado como música para um segmento do agronegócio que sempre viu na floresta um obstáculo aos seus interesses. Embora tenha colaborado com diversas equipes de transição em governos anteriores - inclusive do Governo Lula - Evaristo nunca teve o nome cogitado para ser ministro. Ao se aproximar da equipe do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, quase virou ministro do Meio Ambiente. Teria declinado alegando motivos pessoais. Ainda assim, percebe-se na retórica do presidente eleito em favor da expansão da fronteira agrícola (com menos Unidades de Conservação e possibilidade de revisão das terras indígenas já homologadas bem como das comunidades quilombolas) o uso de algumas informações garimpadas nos trabalhos de Evaristo. Um vídeo polêmico Nesses primeiros dias de 2019, viralizou nas redes sociais um polêmico vídeo de 25 minutos em que Evaristo de Miranda aparece palestrando no VI Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado em agosto do ano passado em Curitiba. Ele desfia uma avalanche de números para sustentar a tese de que o Brasil protege ou preserva quase metade de seu território (48,9%), o que equivaleria a 28 países da Europa. Segundo Evaristo, nos próximos 30 anos, o mercado mundial de alimentos deverá adicionar 40 bilhões de dólares em novos negócios, e apenas dois países teriam condições de disputar esse bolo: Brasil e Estados Unidos. Evaristo afirma de que produtores de milho americanos já estariam fazendo campanha para que os proprietários rurais de lá financiem as ONGs ambientalistas daqui que lutam pela preservação das florestas, e assim deixem o Brasil fora do páreo. “É legítimo dar terra para índio. O problema é que não cabe”, diz ele em certo momento da palestra, ao comentar que já existem 600 terras indígenas homologadas. Na gravação, Evaristo aparece também criticando o Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento que assegura transparência à situação de cada propriedade no que diz respeito às regras de proteção previstas no Código Florestal. Diz que o CAR é o “maior trabalho escravo” da história do Brasil. “Cinco milhões de pessoas obrigadas (a fazer o CAR), sem ganhar nada, sob ameaça de perda de crédito, coagidas”. Ainda segundo Evaristo, em média, metade da propriedade rural em todo o Brasil estaria hoje preservada, o que corresponderia a 25,6% do território nacional. Diz que ninguém protege mais o meio ambiente do que os proprietários rurais, e que, pelos cálculos dele, seriam mais de 3 trilhões de reais em ativos imobilizados em prol do meio ambiente. “É uma poupança que não dá retorno, não remunera nada. E os agricultores ainda estão gastando por ano quase 20 bilhões de reais para manter essas áreas preservadas.” Repercussões do vídeo Ouvi algumas opiniões sobre esta palestra que viralizou nas redes. Para o ex-ministro do Meio Ambiente na gestão Fernando Henrique Cardoso, José Carlos Carvalho, Evaristo trata os ativos ambientais - principalmente os da Amazônia - como um problema, e se esquece de dizer que as chuvas que sustentam a agricultura nas regiões Centro-Oeste e Sudeste dependem visceralmente das nuvens formadas a partir da Floresta Amazônica. Também causou estranheza ao ex-ministro que, em sua palestra, Evaristo de Miranda “omita deliberadamente o fato reconhecido pelo próprio Ministério da Agricultura, de que o Brasil possui 50 milhões de hectares de terras degradadas, abandonadas ou subutilizadas pela agropecuária”. Segundo o ex-ministro, “é uma grande contradição do agronegócio brasileiro defender novos desmatamentos e deixar uma área equivalente a duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo degradada ou subutilizada”. Ex-ministro Carlos Minc Mariucha Machado/G1 Ministro do Meio Ambiente no Governo Lula, Carlos Minc, diz que a visão de Evaristo é estreita e manipuladora, e suas conclusões são devastadoras para o país do mundo que mais desmata e extingue espécies ameaçadas. “Isso acontece não só na Amazônia como no Cerrado, onde o Evaristo acentuou a produção de grãos. Este desmatamento do Cerrado ameaça diretamente e comprovadamente as matas ciliares e a oferta de água doce, sem a qual a agricultura não poderá seguir se expandindo”. Além disso, enfatiza Minc, Evaristo desconhece os estudos do Ipea e da Embrapa que atribuem valor econômico aos parques e as florestas em pé. Carlos Rittl, do Observatório do Clima, entende que os dados divulgados no vídeo por Miranda nem deveriam ser discutidos seriamente, já que nunca foram publicados como artigos científicos. “Os slides exibidos contêm várias distorções. Por exemplo: ele usa dados de áreas declaradas pelos proprietários de terra como reserva legal e área de preservação permanente (no Cadastro Ambiental Rural), como aquilo que iremos encontrar no território. Mas não usa qualquer análise de imagens de satélite para comparar o que foi declarado com o que existe de fato na propriedade. Várias análises preliminares feitas por instituições sérias como o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) constataram muitos problemas nessas declarações”. Ainda segundo Rittl, Miranda inclui as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) - que correspondem a mais de 50% área das Unidades de Conservação do país - dentro do cálculo das áreas onde não se pode produzir nada. “Na verdade, a atividade produtiva é regulamentada dentro dessas áreas. Ele distorce, portanto, não apenas a realidade do território, mas a própria leitura da legislação”, afirma. Área de assentamento no Pará Incra/Divulgação Nurit Bensusan, bióloga do Instituto Socioambiental, diz que o vídeo tem como intenção “desconstruir as políticas de conservação ambiental e de preservação dos povos indígenas em nome de um agronegócio voraz, sem compromisso com o futuro do país”. Segundo ela, não há futuro para a agricultura sem a conservação dos recursos hídricos e dos solos, e a mitigação das mudanças climáticas. Nurit critica o fato de Miranda não reconhecer a importância dos povos indígenas, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais na conservação de áreas estratégicas para a resiliência da própria agricultura. “É um enorme desserviço ao país e demonstra uma intenção de confundir a sociedade brasileira. A agricultura e a pecuária podem ser desenvolvidas de forma racional, com um compromisso em favor do futuro de todos”. A contestação dos pares Um dos sinais do prestígio de Evaristo de Miranda no segmento do agronegócio foi o pré-lançamento de seu último livro na Frente Parlamentar da Agropecuária, no ano passado em Brasília, com as presenças do então ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e da então líder da bancada ruralista (atual ministra da Agricultura), Tereza Cristina. Na oportunidade, Maggi afirmou que a obra reforça a ideia de que “o Brasil tem a agricultura mais sustentável do mundo se comparado com a produção que alcança”. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Frente Parlamentar da Agropecuária, os 7.400 exemplares da primeira edição do livro contaram com o apoio de 15 instituições do setor, além do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Maggi assina o prefácio. Evaristo de Miranda em imagem de arquivo Reprodução/ EPTV Alguns dados apurados por Evaristo de Miranda vêm sendo contestados pelos seus pares na comunidade científica, inclusive na própria Embrapa. São os casos de Raoni Rajão e Britaldo Soares-Filho (UFMG), Gerd Spavorek (USP), Marcos Costa Heil (UFV), entre outros. A crítica comumente feita é a de falta rigor científico nos estudos de Evaristo, que seriam desenvolvidos para justificar retrocessos ambientais. Vez por outra, surgem discrepâncias entre os resultados apontados por ele daqueles publicados na literatura científica. Uma das diferenças mais importantes aparece justamente nos dados consolidados sobre qual o tamanho da área protegida no Brasil pelo antigo Código Florestal. Um artigo publicado na prestigiosa revista científica Science em 2014, por uma equipe liderada por Britaldo Soares-Filho e Raoni Rajão, mostra que essa área seria de 240 milhões de hectares. Um outro estudo mais recente, de 2018, publicado na também influente Global Change Biology, pela equipe de Gerd Spavoreck, indica que essa área seria de 191 milhões de hectares. O cálculo divulgado por Evaristo aponta 402 milhões de hectares, um valor entre 67% e 210% maior que o número calculado e publicado em revistas científicas. Ainda nos tempos de discussão do Código Florestal, um outro motivo de polêmica foi o fato de Evaristo utilizar em seus cálculos - segundo esses pesquisadores - uma largura fixa de 500 metros, mesmo em igarapés e rios cuja APP (Área de Proteção Ambiental) determinada por lei é de 30 metros. O resultado disso é que não sobraria praticamente área alguma para agricultura. Houve também forte reação desses pesquisadores à sugestão encaminhada por Evaristo a Bolsonaro de que seria um erro proteger os 83 milhões de hectares de florestas não destinadas na Amazônia (terras devolutas), sugerindo que essas áreas poderiam ser desmatadas. Na avaliação deles, as áreas protegidas na Amazônia não geram um custo para o país, pelo contrário. A Floresta Amazônica, enfatizam, gera valor ao fornecer um fluxo de vapor d’água regular para manter o regime de chuvas necessário para a alta produtividade agropecuária. Um artigo recente publicado pelo professor Britaldo Soares-Filho, na Nature Sustainability, afirma que “caso as áreas ainda não destinadas forem desmatadas teremos uma perda anual de quase meio bilhão de dólares por ano, o que corresponde a uma diminuição de 35% de renda líquida da soja, no principal estado produtor da região”. Eduardo Assad, quando era secretário de Mudanças Climáticas do governo Dilma Rousseff. Dennis Barbosa/G1 Outro crítico do trabalho de Evaristo Miranda é o também pesquisador da Embrapa Eduardo Assad, um dos responsáveis pela criação do Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono). Assad disse durante um evento em agosto do ano passado que teme pela reputação da instituição, ao afirmar que desde 1989 “Miranda esteve a serviço do que tem de pior na política ambiental e rural brasileira. Nesses últimos 30 anos demos pareceres contra diversos trabalhos que saíram desse laboratório (...). Por favor, não confundam: existe uma Embrapa que é muito séria, e existe um grupo da Embrapa que não é respeitado nem dentro da empresa”, disse ele. Assad considera um problema o fato de Evaristo não submeter seus trabalhos aos pares. “Não há revisão nenhuma, em lugar nenhum. Existe uma coisa chamada metodologia científica, ou seja, quando você publica alguma coisa em qualquer canto do mundo você pode pegar aqueles dados e replicá-los, alcançando os mesmos resultados do autor do estudo. É impossível chegar aos mesmos resultados do Evaristo. Falta robustez científica e isso já foi dito a ele diversas vezes”. O que diz Evaristo de Miranda “Não considero que essa palestra estimule o desmatamento”, me disse Evaristo durante pouco mais de uma hora de entrevista por telefone. Ele afirma que não mencionou a importância das florestas para a biodiversidade nem para a produção de água porque esses não eram os assuntos da palestra, mas declara-se alguém preocupado com as duas questões. “O agronegócio não tem necessidade de expandir área de pasto ou de lavoura sobre vegetação nativa. O caminho é a tecnologia. Isso também vale para a disputa desse mercado adicional de alimentos estimado em 40 bilhões de dólares nos próximos 30 anos”, disse ele. Sobre as críticas em relação à metodologia utilizada, Evaristo disse que ela está disponível no site da Embrapa. E cita a convergência de um número apurado por ele e pelo MapBiomas, uma plataforma on-line com mapas anuais da cobertura e uso do solo no Brasil produzida por uma rede de ONGs, universidades e empresas. Segundo Evaristo, enquanto o percentual de vegetação nativa apurado por ele é de 66,3%, o do MapBiomas é de 66,5%. Apenas esta convergência foi apontada por Evaristo. Ele reconhece, no entanto, que os resultados compartilhados nas palestras são “dinâmicos”, o que impediria sucessivas publicações em revistas especializadas. “Temos dados suficientes para publicar um artigo científico sobre o uso e a ocupação das terras no Brasil. Isso deve acontecer após o encerramento do Cadastro Ambiental Rural (CAR)”. Sobre o fato de não haver mencionado na palestra os 50 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil, Evaristo questionou a informação: “Onde estão as pastagens? Onde está o mapa dessas pastagens degradadas?”. A informação está disponível na página 10 do documento “Invertendo o sinal de carbono da Agropecuária Brasileira - Uma Iniciativa do Potencial de Mitigação de Tecnologias do Plano ABC de 2012 a 2023”, estudo coordenado pelo colega de Evaristo de Miranda na Embrapa, Eduardo Assad. O mapa das pastagens degradadas é acessível pelo site do Lapig (Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento) da Universidade Federal de Goiás. Pesquisador da Embrapa desde 1980, Evaristo de Miranda diz desconhecer a razão pela qual o vídeo de uma palestra feita há quase cinco meses ter viralizado neste momento nas redes sociais. O fato é que, neste início de Governo Bolsonaro, com a confirmação das promessas de campanha que remetem ao enfraquecimento da área ambiental e da maior vulnerabilidade dos movimentos indígenas e quilombolas, os dados compartilhados por Evaristo - na forma como aparecem na palestra – estão servindo de nutriente para o desmonte das políticas vigentes nesses setores. André Trigueiro Arte/G1
    Ministra da Agricultura anuncia deputado Valdir Colatto como novo chefe do Serviço Florestal

    Ministra da Agricultura anuncia deputado Valdir Colatto como novo chefe do Serviço Florestal


    Integrante da bancada ruralista, Colatto não se reelegeu e fez discursos críticos ao percentual de terra que deve ser preservado. A blog do G1, disse que ainda analisa se assumirá o cargo. O deputado Valdir Colatto (MSB-SC), novo chefe do Serviço...


    Integrante da bancada ruralista, Colatto não se reelegeu e fez discursos críticos ao percentual de terra que deve ser preservado. A blog do G1, disse que ainda analisa se assumirá o cargo. O deputado Valdir Colatto (MSB-SC), novo chefe do Serviço Florestal Brasileiro Vinicius Loures/Câmara dos Deputados A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou nesta quarta-feira (16) em uma rede social que o deputado Valdir Colatto (MDB-SC) será o novo chefe do Serviço Florestal Brasileiro. Ao colunista do G1 Matheus Leitão, contudo, Colatto disse ter ficado "surpreso" com o anúncio, acrescentando que "não fechou a questão" e ainda analisa o tema. Integrante da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso, conhecida como a bancada ruralista, Colatto não se reelegeu em outubro e já fez discursos críticos ao percentual de terra que deve ser preservado por fazendeiros. Deputado federal Valdir Colatto, do MDB, é anunciado para o Sistema Florestal Brasileiro "Hoje conversei com servidores do Serviço Florestal Brasileiro para responder algumas perguntas em relação a competências e carreiras. O serviço florestal será comandado pelo deputado Valdir Colatto e o decreto já foi publicado", publicou a ministra. Após o anúncio de Tereza Cristina, a assessoria de Colatto divulgou a seguinte nota: "O deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC) informou que recebeu convite da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, para o cargo de diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro no dia de hoje (16/1). Colatto cumpre mandato de deputado federal até o dia 31 de janeiro. Ele acredita que o seu trabalho na criação e aprovação do Novo Código Florestal Brasileiro (12.651/2012), o maior programa de preservação ambiental e reflorestamento do mundo, o credencia para o convite." Criado em 2006, o Serviço Florestal Brasileiro era vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, mas desde 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória (MP) para reestruturar o governo, o serviço passou a ser vinculado à pasta da Agricultura. De acordo com o site do órgão, cabe ao SFB "promover o conhecimento, o uso sustentável e a ampliação da cobertura florestal, tornando a agenda florestal estratégica para a economia do país". Cobertura florestal Em 7 de fevereiro do ano passado, Colatto fez um discurso no qual criticou o percentual de preservação de terra nas fazendas. "No Brasil, 20,5% da área das propriedades são de florestas. O agricultor paga essa conta sem que haja nenhum dividendo com a cidade. Quem é que deixa 20%, 35% ou 40% da sua propriedade, na área urbana, para a preservação do meio ambiente? Só a agricultura brasileira faz isso", afirmou o deputado na ocasião. Em outro discurso, em 11 de dezembro do ano passado, o novo chefe do Serviço Florestal Brasileiro disse que "66% das florestas no Brasil não são nada". Afirmou, ainda, que o Brasil precisa "refletir" sobre as atuais regras de preservação. "Nós temos que pensar que 66% das florestas no Brasil não são nada se compararmos com as da Europa, que não chegam a ter 0,5% de floresta. E eles ainda querem dizer o que devemos fazer aqui? Ora, se quiserem que mantenhamos nossas florestas, que nos paguem com serviços ambientais, como fazem os Estados Unidos e a Europa, onde quem preserva a floresta recebe por isso", declarou. Dados contestados O engenheiro florestal Tasso Rezende de Azevedo, coordenador do MapBioma e ex-diretor Serviço Brasileiro Florestal, afirma que a cobertura florestal da Europa é muito maior do que 0,5% e, em alguns países, como Finlândia, passa de 70%. "O mundo todo tem 4 bilhões de hectares de floresta. Ao todo, 3 bilhões são florestas temperadas, ou seja, Europa, Rússia, EUA e Canadá." De acordo com um relatório do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), de 2017, as florestas ocupavam 42% das terras dos países da UE. A cobertura de vegetação no Brasil é de pelo menos 67% do território, sendo 63% de florestas e 4% de vegetação nativa, como os campos gaúchos, segundo o MapBioma, o maior levantamento sobre o assunto já feito no país, que abarca o período de 1985 a 2017. Segundo Tasso Azevedo, quando se considera apenas a vegetação preservada (aquilo que era floresta em 1985 e não sofreu alteração até 2017), a cobertura passa para 48% do território brasileiro. Este número não considera áreas, por exemplo, que foram desmatadas e abandonadas, mas onde a vegetação voltou a crescer. Responsável pela primeira estruturação do Serviço Florestal, Azevedo criticou a escolha de Valdir Colatto para o cargo. "O Serviço Florestal foi criado para ser uma organização técnica, de alta capacidade técnica. Todos os dirigentes e funcionários, desde sua criação, em 2006, têm que ter alta capacidade técnica. Foi assim com todos os dirigentes. Se fazia comitê de busca para buscar os melhores profissionais. O que é o espanto é a gente ter abandonado isso num governo que diz que quer ter gente técnica para trabalhar." Antes de aceitar o cargo, Colatto afirmou saber que o órgão é estratégico, o que exige conhecimento técnico especifico. "Primeiro, eu também sou um técnico. Engenheiro agrônomo. Conheço muito bem a área ambiental. Pratico meio ambiente de resultado e não de discurso. Fui autor do projeto do código florestal brasileiro, aprovado pelo Congresso", disse ele ao blog de Matheus Leitão.
    60% das espécies de café do mundo correm risco de extinção, afirma pesquisa britânica

    60% das espécies de café do mundo correm risco de extinção, afirma pesquisa britânica


    Foi a primeira vez que os pesquisadores analisaram, segundo metodologia de referência, o risco de extinção de todas as 124 espécies de café conhecidas. O café arábica, como esse produzido na Etiópia, está entre as diversas variedades que...


    Foi a primeira vez que os pesquisadores analisaram, segundo metodologia de referência, o risco de extinção de todas as 124 espécies de café conhecidas. O café arábica, como esse produzido na Etiópia, está entre as diversas variedades que podem desaparecer com a mudança climática Aaron Davis/RBG Kew O cafezinho do dia a dia está ameaçado. "Pelo desmatamento e pelo aquecimento global", afirma sem meias palavras o botânico e especialista em café Aaron Davis à BBC News Brasil. O cientista é líder de pesquisa em café do Royal Botanic Gardens de Kew, no Reino Unido. De acordo com dois estudos desenvolvidos por Davis e sua equipe, publicados nesta quarta-feira (16) nos jornais científicos Science Advances e Global Change Biology, 60% das espécies de café conhecidas no mundo correm risco de extinção. Inclusive o arábica (Coffea arabica), o café mais consumido no planeta. "No caso do arábica, as mudanças climáticas têm um impacto ainda maior em sua sobrevivência do que o desmatamento", comenta Davis. "O arábica é classificado como ameaçado de extinção na natureza principalmente devido à mudança climática. E vale ressaltar que é a única espécie que tem projeções de mudanças climáticas incluídas em sua avaliação de risco de extinção." Foi a primeira vez que os pesquisadores analisaram, segundo a metodologia da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o risco de extinção de todas as 124 espécies de café conhecidas. E, de acordo com tais critérios, estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas o preocupante número de 75 espécies - ou 60% do total - de café do mundo. O café arábica é o mais consumido do planeta Aaron Davis/RGB Kew De acordo com as pesquisas, o cenário para a produção global de café a longo prazo é "preocupante". Segundo os cientistas, as maiores ameaças às espécies de café são o desmatamento, as mudanças climáticas e a propagação de doenças e fungos patogênicos. As conclusões são baseadas em mais de 20 anos de análises, em que cientistas de Kew se dedicaram a descobrir, avaliar e documentar as espécies de café em todo o planeta. Riscos A visão sombria para o futuro do café arábica já havia sido revelado por esses pesquisadores em 2012. Na época, por meio de simulações de computador, eles conseguiram prever o impacto do aquecimento global na produção da planta - concluindo que as áreas propícias ao cultivo do arábica podem ter uma redução de 85% até 2080. Nas pesquisas atuais, a equipe do instituto deteve-se no estudo das espécies de café como um todo. Segundo comunicado do Royal Botanic Gardens, "os resultados dos estudos publicados hoje são extremamente preocupantes", sobretudo para "a indústria multibilionária do café que se baseia no uso de espécies de café silvestre". "Alguns deles, incluídos na lista como ameaçados, configuram-se como espécies que podem ser fundamentais para o futuro da produção de café", prossegue a nota divulgada pela instituição. O café Ambongo, de Madagascar (grãos maiores) é uma das variedades em risco RGB Kew Atualmente, duas espécies de café dominam o mercado mundial de café: cerca de 60% são Coffea arabica e o restante é Coffea canephora, o robusta. Considerando simplesmente o consumo humano, a preocupação com as demais 122 espécies tem um motivo: banco genético. Como milhares de ameaças surgem para dificultar o cultivo do café no planeta, uma mais grave que a outra, outras espécies podem vir a ser necessárias para o desenvolvimento e a melhoria das plantas atualmente cultivadas comercialmente. "Entre as espécies ameaçadas de café estão aquelas com uso potencial para crescer e desenvolver cafés no futuro, incluindo variedades resistentes a doenças e capazes de resistir à deterioração das condições climáticas", pontua Davis. "O uso e a melhoria dos recursos do café silvestre podem ser fundamentais para a sustentabilidade do setor no longo prazo. Para proteger o futuro do café, é necessário tomar medidas urgentes em países tropicais específicos, particularmente na África." O robusta não está na lista dos ameaçados - ao menos por enquanto. "Até o início do século 20, o robusta não havia sido utilizado para a produção de café fora da África. Trata-se de espécie que só foi conhecida pela ciência em 1897", afirma Davis. "É um exemplo de uma espécie selvagem subutilizada por muito tempo que acabou se tornando uma mercadoria de bilhões de dólares em apenas 120 anos. Isto porque seus genes são utilizados na criação de cultivares (ou variedades) resistentes a doenças de café arábica. Ou seja: sem o uso dessa espécie silvestre a paisagem cafeeira do mundo ficaria muito diferente do que é hoje." Davis usa este exemplo para apontar como outras espécies podem vir a ser utilizadas, no futuro, para tal melhoramento genético daquilo que vai resultar nas xícaras. "Olhando para o futuro, é provável que, assim como ocorreu com o robusta, usemos outras espécies silvestres, especialmente para o melhoramento de plantas, para combater as crescentes ameaças de doenças, pragas e, particularmente, a mudança climática. Não podemos confiar apenas em arábica e robusta", ressalta. Alerta O café Ambongo, de Madagascar (grãos maiores) é uma das variedades em risco Aaron Davis/RGB Kew "Esperamos que nossas descobertas sejam usadas para influenciar o trabalho de cientistas, autoridades e todos os envolvidos, a fim de garantir o futuro da produção de café - não apenas para os amantes de café em todo o mundo, mas como uma fonte de renda para comunidades agrícolas em alguns dos lugares mais pobres do mundo", afirma o cientista do Royal Botanic Gardens. Para Aaron Davis, a solução está na volta à natureza selvagem. "Nosso trabalho deixa claro que áreas ambientalmente protegidas exigem mais recursos para que possam incorporar mais e mais espécies de café e maior diversidade genética de café, melhorar suas instalações e sua gestão", defende. "Isso é particularmente verdadeiro em países africanos como Etiópia, Tanzânia, Camarões e Angola e Madagascar, que abrigam os mais altos níveis de diversidade de espécies de café silvestres em todo o mundo." De acordo com o pesquisador, a utilização comercial de espécies de café silvestres "pode beneficiar a sua sobrevivência, pois as espécies mais valorizadas são frequentemente prioridades mais óbvias para a conservação". "Na Etiópia, a cafeicultura está sendo usada para preservar as populações silvestres do café arábica", cita o cientista, se lembrando de projetos de conservação como o Yayu, cujo modelo consiste em melhorar a qualidade do café para que o valor pago aos agricultores seja maior - com isso, há incentivo real para manter as áreas naturais de cultivo. Em tempos de forte descrença política aos efeitos do aquecimento global, Davis aproveita para fazer um alerta que não se restringe somente ao cafezinho nosso de cada dia. "Esta questão se estende a todas as nossas espécies de plantas silvestres, especialmente àquelas que desempenham um papel crítico na sustentabilidade do futuro do nosso planeta e no bem-estar de seus habitantes", pontua.

    Ministro do Meio Ambiente diz que vai suspender assinatura de contratos com ONGs por 90 dias


    Segundo Ricardo Salles, objetivo é fazer levantamento de atividades prestadas e verba repassada. Ele disse que a medida não vai interromper serviços de contratos em andamento. Ricardo Salles fala sobre decisão de suspender por 90 dias os contratos...

    Segundo Ricardo Salles, objetivo é fazer levantamento de atividades prestadas e verba repassada. Ele disse que a medida não vai interromper serviços de contratos em andamento. Ricardo Salles fala sobre decisão de suspender por 90 dias os contratos com ONGs O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quarta-feira (16), em entrevista à GloboNews, que a pasta vai suspender por 90 dias a assinatura de novos contratos com Organizações Não Governamentais (ONGs). De acordo com o ministro, o objetivo é fazer um levantamento do dinheiro repassado às organizações e das atividades prestadas. Salles disse ainda que o levantamento será feito também sobre contratos em andamento. Segundo ele, não haverá interrupção de contratos que já estão sendo executados. As parcerias do ministério com ONGs ocorrem em áreas como recuperação florestal, gestão ambiental e segurança alimentar nas comunidades indígenas, e agroextrativismo. "Nós não suspenderemos nada que está em execução. Entretanto, nós vamos oficiar cada uma dessas entidades para que apresentem relatório de atividades e prestação de contas daquilo que estão fazendo", afirmou o ministro. Na terça-feira (15), o ministério divulgou nota na qual dizia que os contratos seriam suspensos. "A motivação do levantamento dos desembolsos efetuados pelos fundos geridos pelo Ministério do Meio Ambiente, bem como a sua suspensão temporária, pelo prazo de 90 dias, tem por objetivo a avaliação dos mesmos", dizia o texto divulgado pela pasta. Nesta quarta, Salles ressaltou que a suspensão valerá para contratos que ainda não começaram a ser executados. "Aquilo que for novo, que deveria ser assinado, que está em fase mais avançada para ser celebrado vai aguardar, porque será o segundo momento dentro desses 90 dias da nossa análise", afirmou. O ministro também disse que os contratos fechados em 2018 e que não começaram a ser executados não receberão o dinheiro enquanto durar o pente-fino do ministério. Reação ONGs ligadas à pasta reagiram à medida. Para as organizações, a decisão do ministro é ilegal e pode causar descontinuidade na gestão ambiental. A ONG Observatório do Clima divulgou nota assinada em conjunto com outras oito entidades. "Fere o princípio da legalidade e levanta, sem elementos mínimos de prova, dúvidas sobre a idoneidade da sociedade civil", afirmou a entidade no texto. Para o ministo, a medida está dentro da lei. Ele afirmou ainda que nenhum serviço será interrompido. "Não há nenhuma ilegalidade. Ao contrário. O dever de fiscalizar do poder público está sendo cumprido. Temos o direito de saber o que está sendo chancelado pelo poder público. Não há nenhuma ilegalidade. Não estamos descontinuando política pública. Não estamos interrompendo nada que está em execução", disse Salles. Pente-fino nas ONGs Um dos primeiros atos de Jair Bolsonaro como presidente foi assinar uma medida provisória na qual determinou que a Secretaria de Governo supervisione, coordene, monitore a acompanhe as atividades de ONGs no país, nacionais e internacionais. A medida vale para todas as áreas, e não apenas meio ambiente.
    Sapo Romeu, o mais solitário do mundo, finalmente conhece sua parceira Julieta

    Sapo Romeu, o mais solitário do mundo, finalmente conhece sua parceira Julieta


    Cientistas dizem ter encontrado Julieta, que será sua parceira, durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia. Julieta foi encontrada durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia Robin Moore, Global Wildlife...


    Cientistas dizem ter encontrado Julieta, que será sua parceira, durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia. Julieta foi encontrada durante uma expedição a uma remota floresta nublada da Bolívia Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Um sapo ameaçado de extinção, que passou mais de 10 anos isolado em um aquário na Bolívia, vai finalmente ganhar uma companheira. Conhecido como o anfíbio mais solitário do mundo, Romeu é um sapo-aquático-de-sehuencas (Telmatobius yuracare) — acreditava-se até agora que ele era o último representante da espécie. Mas os cientistas dizem ter encontrado Julieta, que será sua parceira, durante uma expedição a uma remota floresta nublada do país. Romeu foi descrito por bióloga como sendo 'meio tímido e lento' Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Ela foi capturada junto a outros quatro sapos da espécie em um riacho. A ideia é que eles se reproduzam e sejam reintroduzidos de volta à natureza. Teresa Camacho Badani é chefe de herpetologia do Museu de História Natural Alcide d'Orbigny, na cidade boliviana de Cochabamba, e líder da expedição. Ela está confiante na teoria de que os opostos se atraem, mesmo se tratando de sapos: "Romeu é muito calmo e relaxado, ele não se mexe muito", disse ela à BBC News. "Ele é saudável e gosta de comer, mas é meio tímido e lento." Romeu (à esquerda) e Julieta (à direita), sua futura companheira, têm personalidades bem diferentes Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) Já Julieta tem uma personalidade muito diferente. "Ela é bem enérgica, nada muito e come bastante. Às vezes tenta escapar." Os cinco sapos capturados — três machos e duas fêmeas — são os primeiros sapo-aquático-de-sehuencas vistos na natureza em uma década, apesar das buscas realizadas na selva boliviana. Quando Romeu foi descoberto, há 10 anos, os biólogos sabiam que a espécie estava ameaçada, mas não esperavam que ele permanecesse sozinho por tanto tempo. A busca por uma companheira para Romeu atraiu a atenção internacional há um ano, quando ele chegou a ganhar um perfil em um site de relacionamentos. Os animais recém-descobertos estão agora em quarentena no centro de conservação do museu, onde segue a corrida para impedir a extinção da espécie. Ela é bem enérgica, nada muito e come bastante. Às vezes tenta escapar', diz Badani sobre Julieta Robin Moore, Global Wildlife Conservation (via BBC) A espécie ameaçada O sapo-aquático-de-sehuencas (Telmatobius yuracare) já foi abundante em pequenos córregos, rios e lagoas das florestas nubladas no alto das montanhas da Bolívia. A população de sapos aquáticos está diminuindo rapidamente na Bolívia, no Equador e no Peru. Eles enfrentam uma combinação de ameaças, incluindo mudanças climáticas, destruição de habitat e a introdução de trutas invasivas. Chris Jordan, da organização Global Wildlife Conservation, que está apoiando os esforços de conservação dos anfíbios, disse que há risco de levar os animais para cativeiro. No entanto, há muito poucos sapos desta espécie na natureza para manter uma população viável no longo prazo. "Temos uma chance real de salvar os sapos sehuencas — restaurando uma parte única da diversidade de vida que é a base das florestas da Bolívia, e gerando informações importantes sobre como recuperar espécies semelhantes com grave risco de extinção." Cinco sapos da espécie - três machos e duas fêmeas - foram capturados durante a expedição Stephanie Knoll, Museu de História Natural Alcide D'Orbigny (via BBC) Osapos recém-descobertos vão receber tratamento para se proteger contra quitridiomicose, doença infecciosa que está exterminando anfíbios em todo o mundo. Depois disso, Romeu vai se encontrar finalmente com Julieta, em uma tentativa de produzir descendentes que vão poder finalmente ser devolvidos ao seu habitat natural. Na Bolívia, 22% das espécies de anfíbios enfrentam algum grau de ameaça de extinção — seja pela perda de habitat, a poluição ou a mudança climática. Expedição procurou sapos em riachos de florestas Stephanie Knoll, Museu de História Natural Alcide D'Orbigny (via BBC) Teresa Camacho Badani diz que a história de Romeu é importante para chamar a atenção para a situação dos anfíbios. A expedição não encontrou nenhum outro sapo aquático em riachos vizinhos, levantando questões preocupantes sobre a saúde do ecossistema. "É realmente uma boa oportunidade de usar o Romeu para ajudar a entender essas ameaças, ajudar a entender como trazer essas espécies de volta, mas também para aproveitar o espaço global que Romeu e sua espécie têm agora", diz ela. Outros anfíbios, como o sapo-parteiro-de-maiorca, da Espanha, e o sapo-de-Kihansi, da Tanzânia, procriaram e foram reintroduzidos na natureza a partir de apenas alguns representantes da espécie no passado. "Eles oferecem esperança, no contexto desta sexta extinção em massa, de que há soluções para manter nossa biodiversidade maravilhosa, para proteger espécies ameaçadas e até extintas na natureza e trazê-las de volta para recuperar algumas das belezas desses ecossistemas", afirma Jordan. Todas as espécies são importantes e não devem ser subestimadas, já que seu DNA representa milhões e milhões de anos de evolução, acrescenta.
    Aquecimento dos oceanos bateu recorde em 2018, dizem cientistas

    Aquecimento dos oceanos bateu recorde em 2018, dizem cientistas


    Em estudo publicado nesta quarta (16), pesquisadores chineses e americanos afirmam que as águas do planeta atingiram as temperaturas mais altas nos últimos 60 anos. Ondas atingem barreira em porto de Aki, província de Kochi, enquanto tufão Jebi se...


    Em estudo publicado nesta quarta (16), pesquisadores chineses e americanos afirmam que as águas do planeta atingiram as temperaturas mais altas nos últimos 60 anos. Ondas atingem barreira em porto de Aki, província de Kochi, enquanto tufão Jebi se aproxima do Japão na terça feira, 4 de setembro de 2018. Ichiro Banno/Kyodo News via AP Pesquisadores chineses e americanos constataram que a temperatura dos oceanos em 2018 foi a mais quente já registrada nos últimos 60 anos. O estudo, com base nos dados mais recentes do Instituto de Física Atmosférica, na China, foi publicado nesta quarta (16) na revista científica "Advances in Atmospheric Sciences". A conclusão está de acordo com a tendência de aquecimento dos oceanos registrada nos últimos cinco anos — que já eram os cinco mais quentes desde a década de 1950, dizem os cientistas. O aumento na temperatura oceânica acontece desde então e se acelerou a partir da década de 1990. “A tendência de longo prazo de aquecimento do oceano é uma grande preocupação tanto para a comunidade científica quanto para o público em geral. As temperaturas mais altas causam a expansão térmica da água e um aumento do nível do mar — o que expõe a água doce costeira à intrusão de água salgada e torna comunidades mais suscetíveis ao aparecimento de tempestades”, dizem os pesquisadores no estudo. Além do Instituto de Física Atmosférica, ligado à Academia de Ciências da China, a pesquisa envolveu especialistas do Ministério de Recursos Naturais e da Universidade Hohai, também no país asiático, e do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica e da Universidade St. Thomas, nos Estados Unidos. O aquecimento visto nos oceanos em 2018 resultou em um aumento médio de 1,4 mm no nível do mar ao redor do globo em comparação à média de nível registrada em 2017. Os padrões associados ao nível do mar atual devem continuar no futuro, segundo a pesquisa. O aumento de calor no oceano também eleva as temperaturas e a umidade do ar — o que, por sua vez, intensifica as tempestades e as chuvas fortes. Em 2018, foram registradas várias tempestades tropicais no mundo, como os furacões Florence e Michael e os tufões Jebi, Maria, Mangkhut e Trami. Entre outras consequências listadas pelos cientistas como decorrentes do aquecimento dos oceanos, estão a diminuição no nível de oxigênio presente neles, o branqueamento e a morte de corais e o derretimento de geleiras. Há também efeitos indiretos, como a intensidade de secas, ondas de calor, e risco de incêndios. “O aquecimento global é consequência do aprisionamento de gases de efeito estufa — que mantêm a radiação do calor dentro do sistema terrestre. Devido à longevidade do dióxido de carbono e outros gases desse tipo, mitigar as mudanças e os riscos de consequências socioeconômicas causadas pelo aquecimento global e dos oceanos depende de adotar medidas para reduzir imediatamente as emissões de gases estufa”, concluem os pesquisadores.
    Livro dá 101 sugestões para diminuir o uso de plástico

    Livro dá 101 sugestões para diminuir o uso de plástico


    Antes de sair para um compromisso no bairro vizinho, ouvi o presidente Bolsonaro anunciar o decreto que possibilita aos cidadãos comuns manterem armas em casa. A tarde estava quente, como têm sido quentes os dias aqui no Rio de Janeiro, e aquela...


    Antes de sair para um compromisso no bairro vizinho, ouvi o presidente Bolsonaro anunciar o decreto que possibilita aos cidadãos comuns manterem armas em casa. A tarde estava quente, como têm sido quentes os dias aqui no Rio de Janeiro, e aquela notícia ferveu ainda mais meus pensamentos. Lembrei-me de um saudável debate, nos idos da primeira década do século, quando os institutos que representavam corporações socialmente responsáveis se perguntavam se empresas de armas poderiam ser consideradas como tal. Eram mesmo outros tempos. Desci a rua a pé, ainda com muitos questionamentos, mas uma loja que vendia roupas reusadas chamou minha atenção e tirou de mim a nuvenzinha carregada que me perseguia. Afinal, é possível pensar diferente, fazer diferente. Muitos estão preocupados, para valer, com detalhes que nos levam à saúde e à melhor qualidade de vida. O projeto se chama Re-Roupa e usa como matéria-prima roupas e tecidos considerados descarte pela indústria da moda que joga fora, só no Brasil, 175 mil toneladas de resíduo têxtil por ano. Há outras iniciativas parecidas, e só saber disso já vai aplacando as incertezas e dando uma lufada de esperança de vida. Neste astral, cheguei em casa e recebi a encomenda que a Editora Sextante me enviara: o livro “Chega de Plástico”, com tradução de Ângelo Lessa, onde se lê 101 maneiras de se livrar do plástico e salvar o planeta. Quando abri o envelope que embrulhava o livro, um recado da editora lançou-me um desafio: o de plantar (isso mesmo, plantar!) aquele papel num vasinho de terra porque ele é feito de sementes, de onde nascerão flores de camomila. Vou fazer isto. As dicas são tão interessantes, que decidi partilhar com vocês uma parte do conteúdo. Não sem antes observar, também com alegria, que muito do que se sugere ali, se começar a fazer parte da rotina dos cidadãos, vai contribuir para a mudança de um paradigma que nos causa muito mal: o consumo de alimentos processados. Para começar, a dica número um é: “Compre produtos frescos e não congelados”. Se você coçou a cabeça para tentar imaginar como é que se consegue livrar o mundo dos plásticos com produtos frescos, aí vai a resposta: “O problema é que a maioria das verduras e frutas congeladas é vendida em embalagens plásticas”. Também para evitar o plástico, a sugestão é que se passe a comprar menos em grandes redes de supermercados e mais na padaria, no açougue, na vendinha, na peixaria... “Claro que esses comerciantes ainda podem oferecer embalagens plásticas, portanto procure levar bolsas e recipientes reutilizáveis e peça para evitarem as embalagens descartáveis”. De quebra, agindo assim você também vai estar dando uma super força ao comércio local. Desenvolvimento sustentável, portanto. Tudo ligado em rede. Na sugestão de número 20, os autores do livro apresentam aos leitores... a faca! “Revolucionário, não? Hoje em dia você encontra melão, melancia, abacaxi e muitas outras frutas já cortadas à venda em bandejas de plástico ou isopor e protegidas por filme plástico. Sabemos que é conveniente adquiri-las assim, mas, ao comprar a fruta sem embalagem, você pode cortá-la com as próprias mãos, evitar todo aquele material descartável e ainda sentir orgulho dessa atitude”. Não é uma dica simpática? O livro também traz algumas informações, dessas que nos espantam: no mundo são fabricados 1,74 trilhão de chicletes por ano. E a principal matéria-prima deste brinquedinho para conter ansiedade humana é um tipo de plástico, desses que vão parar nos oceanos e matam os bichos marinhos. Para conter a ansiedade, prefira então as pastilhas de hortelã, daquelas embrulhadas em papel, de preferência. Mas, o melhor mesmo, é caminhar, respirar, beber um bom copo de água... A próxima sugestão foi, para mim, um achado. Mesmo sendo uma pessoa preocupada e que tenta viver de maneira mais natural possível, diante das privações neste sentido que se tem com uma vida corrida, eu nunca tinha ouvido falar na árvore do sabão. Pois existe, encontra-se mais no Nordeste, mas há chances de se comprar as sementes online e plantá-las em sua região. Os frutos desta árvore contém um detergente natural chamado saponina, que é ativado no contato com a água. É só botar uns dez dentro de um saquinho de pano, deixar na geladeira por 24 horas e ir trocando aos poucos. Quando notar que a água está amarelada, pronto: eis aí seu detergente vegano, hipoalergênico, livre de plástico. Vou tentar comprar e conto para vocês, num outro post, se deu certo. Tem umas coisas assim meio radicais, mas que não custa pensar a respeito. Papel higiênico, por exemplo. Como os rolos vêm envoltos em embalagens de plástico, para fugir disso de forma drástica a sugestão é usar panos e lavá-los. Não, isso não, né? Mas vale procurar comprar a embalagem com o maior número possível de rolos, para poupar o plástico. E outra: substituir o isqueiro. Uma das marcas mais comuns desses descartáveis produz seis milhões por dia. “É muito plástico, e tudo isso vai parar em algum lugar”. Como sugestão, o palito de fósforo. Não é, também, livre de impacto ambiental, mas evita o plástico, o objetivo do livro. Como são 101 sugestões, escolhi aqui apenas algumas, mas os interessados em tentar diminuir a quantidade de partículas microscópicas de plástico que existe nos oceanos hoje em dia – 51 trilhões! – podem buscar mais informações no livro. Ele é pequenino e o texto é bem fácil e gostoso. Razões para evitar o plástico não faltam: especialistas afirmam, por exemplo, que até 2050, 99% das aves marinhas terão plástico dentro do estômago. E mais de 30% dos peixes que consumimos ingeriram plástico. “Portanto, se você come peixe, pode estar ingerindo aquilo que descarta”. Seja como for, são atitudes possíveis, práticas, que podem resultar num benefício enorme para a natureza. Como afirmam os cientistas que estudam a questão do aquecimento global, os impactos que estamos assistindo foram e são causados pelas atividades humanas. Já que muito dos estragos que causamos foi para desenvolver tecnologias úteis para aumentar nosso conforto no planeta, não custa agora começar a tentar equilibrar. Ninguém vai conseguir se livrar do ar condicionado, por exemplo, mas diminuir nossa pegada ecológica de outras maneiras – evitando o uso de carro, baixando o consumo de plástico, só para dar dois exemplos – já vai ajudar bastante, ainda segundo os cientistas. É uma mudança de paradigma. E, esta, depende de nós. Livro "Chega de plástico" sugere maneiras de viver sem usar plástico Acervo pessoal

    Ministério do Meio Ambiente suspende convênios e parcerias com ONGs por três meses


    Decisão, de acordo com o ministério, foi tomada para levantar repasses a entidades no ano passado. Ministro vai decidir depois quais convênios e parcerias terão continuidade. Ministério do Meio Ambiente suspende convênios e parcerias com ONGs por...

    Decisão, de acordo com o ministério, foi tomada para levantar repasses a entidades no ano passado. Ministro vai decidir depois quais convênios e parcerias terão continuidade. Ministério do Meio Ambiente suspende convênios e parcerias com ONGs por 90 dias O Ministério do Meio Ambiente suspendeu todos os convênios e parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs) pelos próximos três meses. O objetivo da decisão do ministro Ricardo Salles, de acordo com a pasta, é levantar quanto foi pago às ONGs no ano passado. O ministro também determinou que, daqui para frente, tudo o que for relacionado a ONGs passe por avaliação dele. De acordo com o ministério, com base nesse levantamento, o ministro vai decidir quais convênios e parcerias terão continuidade. Pela decisão do ministro ficam suspensos por três meses os convênios e parcerias, incluindo termos de colaboração com ONGs firmados com os fundos administrados pelo ministério, também pelo Ibama, ICMbio e o Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Esses contratos e parcerias do Ministério do Meio Ambiente são nas áreas de recuperação florestal, gestão ambiental e segurança alimentar nas comunidades indígenas, e agroextrativismo. No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma medida provisória determinando que a Secretaria de Governo monitore e supervisione ONGs e organismos internacionais. Miriam Leitão comenta sobre decisão do Ministério do Meio Ambiente Reação ONGs ligadas à pasta reagiram à medida. Para as organizações, a decisão do ministro é ilegal e pode causar descontinuidade na gestão ambiental. A ONG Observatório do Clima divulgou nota assinada em conjunto com outras oito entidades. "Fere o princípio da legalidade e levanta, sem elementos mínimos de prova, dúvidas sobre a idoneidade da sociedade civil", afirma. A nota afirma, ainda, que a medida só poderia ser tomada depois da abertura de processo administrativo, e que vai causar descontinuidade na gestão ambiental federal.
    Placa de gelo em forma de círculo chama atenção em rio nos EUA

    Placa de gelo em forma de círculo chama atenção em rio nos EUA


    Moradores chegaram a achar que era obra alienígena, mas autoridades do Maine afirmaram que a formação é natural. Círculo de gelo perfeito se forma em um rio na cidade americana de Westbrook Uma placa de gelo em forma de círculo está chamando a...


    Moradores chegaram a achar que era obra alienígena, mas autoridades do Maine afirmaram que a formação é natural. Círculo de gelo perfeito se forma em um rio na cidade americana de Westbrook Uma placa de gelo em forma de círculo está chamando a atenção em Westbrook, no estado americano do Maine. A formação ocorreu no Rio Presumpcot, e imagens da placa foram divulgadas nas redes sociais. Chegou-se a dizer que era obra alienígena, mas autoridades afirmaram que a formação é natural. Moradores disseram já ter visto discos menores no rio, mas nunca um deste tamanho, segundo Tina Radel, funcionária da prefeitura. Placa de gelo em forma de círculo chama a atenção em rio nos EUA Tina Radel/City of Westbrook vía AP
    Estudante usa fantasia de sereia para lutar contra a poluição dos mares no Rio

    Estudante usa fantasia de sereia para lutar contra a poluição dos mares no Rio


    Isabela Cardoso, 21 anos, cursa biologia marinha e leva mensagem aos visitantes do AquaRio, na zona portuária da cidade. Estudante de biologia marinha se veste de sereia para lutar contra a poluição dos mares Mauro Pimentel/AFP Crianças e adultos...


    Isabela Cardoso, 21 anos, cursa biologia marinha e leva mensagem aos visitantes do AquaRio, na zona portuária da cidade. Estudante de biologia marinha se veste de sereia para lutar contra a poluição dos mares Mauro Pimentel/AFP Crianças e adultos com celulares posicionados. Cliques e gritos acompanham cada mergulho da estudante de biologia marinha Isabela Cardoso, 21 anos, no tanque principal do Aquário do Rio de Janeiro (AquaRio), na zona portuária da cidade. Em todas as vinte quatro vezes que Isabela mergulha com sua cauda rosa e azul, toda a atenção do público se volta para a mensagem da sereia carioca: o lixo é o grande vilão dos mares. A brincadeira de criança de se manter o máximo possível de tempo debaixo d'água virou profissão desde 2017 nos tanques do Aquário do Rio de Janeiro. Mas essa sereia está sempre chamando atenção do público para as ameaças à vida marinha. O lixo, especialmente o plástico, é lembrado em cartazes que a sereia carrega consigo nas sessões diárias de mergulhos realizadas na época de maior público para conscientizar crianças e adultos sobre como o lixo afeta os mares. Estudante de 21 anos transformou brincadeira de criança em chance de pedir menos plástico nos oceanos Mauro Pimentel/AFP "A vida veio do mar, então porque não tratar e cuidar dos oceanos? Uso a imagem da sereia para chamar atenção de como a poluição mata e se não fizermos nada, toda essa vasta diversidade marinha vai acabar", explica Isabela. A ideia de utilizar a figura da sereia foi escolhida com precaução pela equipe do AquaRio. "Não queríamos que fosse um show com mergulhadoras vestidas de sereia mandando beijos sem nenhuma informação passada ao público", conta Paulo Salomão, 35 anos, biólogo educador do AquaRio. Apresentações acontecem no AquaRio, zona portuária da cidade Mauro Pimentel/AFP "Apesar do vasto litoral, o problema que o lixo causa nos mares ainda é pouco conhecido", explica Salomão. "Somos uma ferramenta da educação e pesquisa e com essa posição precisamos sensibilizar e conscientizar os visitantes sobre os maiores problemas que os mares enfrentam. O lixo é o maior dos problemas. Queremos mostrar que o problema existe e que precisamos ajudar", acrescenta.
    Gelo da Antártica está derretendo seis vezes mais rápido do que há 40 anos, diz estudo

    Gelo da Antártica está derretendo seis vezes mais rápido do que há 40 anos, diz estudo


    Pesquisa apresenta avaliação mais longa da história feita sobre as massas de gelo do continente. Gelo da Antártica está derretendo 6 vezes mais rápido do que há 40 anos Chris Larsen/Nasa/AFP O aquecimento global está provocando um degelo mais...


    Pesquisa apresenta avaliação mais longa da história feita sobre as massas de gelo do continente. Gelo da Antártica está derretendo 6 vezes mais rápido do que há 40 anos Chris Larsen/Nasa/AFP O aquecimento global está provocando um degelo mais acelerado da Antártica – uma velocidade seis vezes superior à registrada há 40 anos. Isso deve provocar uma maior elevação do nível do mar em todo o mundo, segundo anúncio feito por pesquisadores nesta segunda-feira (14). O artigo foi publicado na revista americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS) e aponta que o derretimento do gelo antártico elevou o nível do mar em 1,4 centímetro entre 1979 e 2017. Eric Rignot, principal autor do trabalho, espera que o ritmo do degelo leve a um aumento maior do nível do mar do que o previsto para os próximos anos. "Se as camadas de gelo da Antártica continuarem derretendo, teremos um aumento de vários metros do nível do mar", advertiu Rignot. O trabalho atual mostra a avaliação mais longa da história sobre as massas de gelo da Antártica – foram analisadas 18 regiões geográficas do continente. As informações foram obtidas por meio de fotos aéreas de alta resolução capturadas por aviões da Nasa e por satélites de diversas agências espaciais. Estudos anteriores preveem um crescimento de 1,8 metro no nível do mar até 2100. Várias cidades costeiras poderão ser inundadas, lugares onde vivem milhões de pessoas. Os cientistas concluíram que entre 1979 e 1990 a Antártica perdeu, em média, 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Entre 2009 e 2017, essa perda subiu para 252 bilhões de toneladas por ano. Segundo os pesquisadores, até certas zonas consideradas "estáveis e imunes à mudança climática" na Antártica Oriental sofrem com o degelo. "O setor da Terra de Wilkes, na Antártica Oriental, sempre foi um participante importante na perda de gelo, inclusive nos anos 80. Essa região é provavelmente ainda mais sensível à mudança climática do que se acreditava. É importante saber porque ela tem mais gelo que a Antártica Ocidental e a Península Antártica juntas". Rignot disse que o aumento da temperatura dos oceanos acelerará o processo – outras pesquisas recentes mostraram que a temperatura das águas do planeta também está aumentando mais rápido que o previsto pela ciência e batendo recordes.
    Grávidas que respiram ar poluído têm maior risco de aborto espontâneo, diz estudo

    Grávidas que respiram ar poluído têm maior risco de aborto espontâneo, diz estudo


    Segundo autor do estudo, no primeiro trimestre de gravidez o perigo oferecido pela poluição pode ser tão alto quanto fumar tabaco. Risco de aborto aumenta após pico de poluição no ar Free-Photos/Creative Commons Mulheres grávidas expostas a...


    Segundo autor do estudo, no primeiro trimestre de gravidez o perigo oferecido pela poluição pode ser tão alto quanto fumar tabaco. Risco de aborto aumenta após pico de poluição no ar Free-Photos/Creative Commons Mulheres grávidas expostas a altos níveis de poluição do ar – mesmo que por um curto tempo – têm uma chance bem maior de sofrer aborto espontâneo do que quem respira ar puro, segundo um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicado no mês passado na revista científica "Fertility and Sterility" (Fertilidade e Esterilidade, em tradução livre). Os resultados mostram que altos níveis de um poluente chamado dióxido de nitrogênio (NO²) aumentam em 16% o risco de aborto espontâneo. Produzido pela queima de combustíveis fósseis, o NO² é um gás bastante presente em diversos lugares poluídos no mundo. No Brasil, a contaminação por NO² atinge diversos centros urbanos – São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador –, segundo a Plataforma de Qualidade do Ar do Instituto de Energia e Meio Ambiente. Estudos anteriores já haviam analisado o risco de aborto em casos em que a exposição à poluição é prolongada. Mas essa é a primeira vez que um estudo é publicado com análise de exposição por um curto período. Nível de poluição no ar é oito vezes maior que o indicado pela OMS, segundo pesquisador Juan Diaz/Arquivo Pessoal "Notei um padrão aparente entre a perda da gravidez e a qualidade do ar e resolvi investigar a fundo", disse Matthew Fuller, um dos autores do estudo, ao divulgá-lo em dezembro. Na verdade, diz Fuller, respirar um ar muito poluído por um curto tempo no primeiro trimestre da gravidez gera o mesmo perigo de perda do bebê do que fumar tabaco. A pesquisa foi uma análise de casos de aborto entre 2007 e 2015 e envolveu 1,3 mil mulheres do estado americano de Utah. Os pesquisadores analisaram o risco de aborto em um período de três a sete dias depois de picos de concentração de poluentes do ar na região. Mas, segundo os autores dos estudos, os resultados podem valer para outros locais. "Os problemas que vivemos por aqui não são exclusivos. Conforme a população aumentar, a poluição atmosférica vai se tornar um problema maior tanto nos Estados Unidos quanto nos países em desenvolvimento", disse Fuller. A pesquisa foi feita de maneira que as mesmas mulheres foram analisadas em diferentes momentos (um tipo de estudo conhecido como cross-over), assim foi possível excluir outros fatores relativos ao risco de perda do bebê, como idade da mãe, por exemplo. Como analisou casos retrospectivos, o levantamento não foi capaz de analisar a idade do feto no momento do aborto, portanto não conseguiu apontar em que momento o feto fica mais vulnerável à poluição. A pesquisadora Claire Leiser, que coordenou o estudo, reconhece que os resultados são um retrato restrito do problema e afirma que a questão precisa ser analisada mais a fundo.
    Coiote passa por barreira de segurança e invade centro de convenções nos EUA

    Coiote passa por barreira de segurança e invade centro de convenções nos EUA


    Animal foi capturado e devolvido à natureza em Nashville. Um coiote passou por uma barreira de segurança, invadiu um centro de convenções e escondeu-se no banheiro em Nashville, no estado americano de Tennessee, neste domingo (13). O incidente...


    Animal foi capturado e devolvido à natureza em Nashville. Um coiote passou por uma barreira de segurança, invadiu um centro de convenções e escondeu-se no banheiro em Nashville, no estado americano de Tennessee, neste domingo (13). O incidente ocorreu durante uma exposição de barcos no Music City Center. Depois do susto, a polícia e funcionários do contre animal conseguiram capturar o animal e devolvê-lo à floresta. Coiote passa por barreira de segurança e invade centro de convenções nos EUA Metropolitan Nashville Police Department via AP
    Cobra encontrada com 511 carrapatos passa por tratamento para anemia na Austrália

    Cobra encontrada com 511 carrapatos passa por tratamento para anemia na Austrália


    O animal 'ainda não está de volta à floresta, mas nós estamos confiantes que ele vai conseguir se recuperar totalmente', informou o hospital veterinário responsável pelo tratamento. A cobra píton, apelidada de Nike, está agora livre dos...


    O animal 'ainda não está de volta à floresta, mas nós estamos confiantes que ele vai conseguir se recuperar totalmente', informou o hospital veterinário responsável pelo tratamento. A cobra píton, apelidada de Nike, está agora livre dos carrapatos Tony Harrison/Facebook/BBC A cobra que teve 511 carrapatos removidos do seu corpo na Austrália, na semana passada, ainda está fraca e com anemia, explicaram veterinários australianos que socorreram o animal. O réptil, que recebeu o apelido de Nike, é uma píton-carpete. Foi resgatado de uma piscina australiana por caçadores de cobra. Acredita-se que estivesse tentando aliviar na água o mal-estar provocado pela infestação. Desde então, Nike foi tratada de uma infecção aguda. "Isso (a infecção) pode ter provocado sua imobilidade, permitindo que os carrapatos tirassem vantagem dela", afirmou o Hospital de Vida Selvagem Currumbin, em um comunicado publicado online. Especialistas explicam que é comum que animais atraiam um pequeno número de carrapatos e outros parasitas. Mas, se o animal estiver fraco, os parasitas podem se multiplicar rapidamente e provocar anemia - uma deficiência nas células sanguíneas – ao se alimentar do sangue do animal hospedeiro. "Claramente a cobra estava muito doente, é por isso que suas defesas naturais estavam tão debilitadas", explicou Bryan Fry, professor da Universidade de Queensland, na Austrália. A cobra está recebendo cuidados de um profissional experiente, informou o hospital. A expectativa é soltá-la de volta na natureza nos próximos meses. "Nike ainda não está de volta à floresta, mas nós estamos confiantes que ele vai conseguir se recuperar totalmente", acrescentou a organização. O coala que se recuperou de uma infestação de carrapatos O hospital que está cuidando de Nike também tratou recentemente de um filhote de coala encontrado com mais de cem carrapatos. Os veterinários levaram duas horas para remover todos os insetos. O marsupial estava separado da mãe quando foi encontrado, informou o grupo de defesa da vida selvagem Friends of the Koala (Amigos do Coala). A instituição acredita que o coala tenha atraído tantos carrapatos porque estava sentado no chão - um possível sinal de que estava doente ou ferido.
    Panda comemora 1º aniversário com bolo em zoológico na Malásia; veja fotos

    Panda comemora 1º aniversário com bolo em zoológico na Malásia; veja fotos


    Segundo filhote dos pandas Liang Liang e Xing Xing deverá ficar 'emprestado' para o país durante dois anos e, depois, retornar à China. Panda giagnte e seu bolo gelado de 1 ano de aniversário Mohd Rasfan/AFP Uma panda gigante nascida em um...


    Segundo filhote dos pandas Liang Liang e Xing Xing deverá ficar 'emprestado' para o país durante dois anos e, depois, retornar à China. Panda giagnte e seu bolo gelado de 1 ano de aniversário Mohd Rasfan/AFP Uma panda gigante nascida em um zoológico da Malásia comemorou o primeiro aniversário nesta segunda-feira (14) com um bolo gelado e também com a presença de visitantes e admiradores. com 34 quilos, ela é a segunda cria de Liang Liang e Xing Xing desde que foram enviados da China para a Malásia em 2014 – um empréstimo que deve durar dez anos.decoração junto à "vela", a pandinha – que ainda não foi batizada – pareceu ficar cansada com as comemorações e adormeceu. Pandinha brinca com o mãe no dia do aniversário em zoológico na Malásia Mohd Rasfan/AFP Com 34 quilos, ela é a segunda cria de Liang Liang e Xing Xing desde que foram enviados da China para a Malásia em 2014 – um empréstimo que deve durar dez anos. O primeiro filhote, Nuan Nuan, nasceu em agosto de 2015 e foi enviado de volta à China em 2017. Pequim e Kuala Lumpur concordaram que filhotes nascidos em cativeiro devem voltar para a China com a idade de dois anos. A panda ainda não foi batizada e deverá ficar na Malásia por 2 anos até voltar à China Mohd Rasfan/AFP Os pandas são mantidos no centro panda do zoológico nacional fora de Kuala Lumpur. Calcula-se que haja cerca de 1,8 mil pandas gigantes em estado selvagem, vivendo principalmente em florestas de bambu das montanhas do oeste da China, de acordo com o grupo ambientalista WWF.
    Homem salva lagarto de virar comida em SP e fica 3 dias com bicho em casa à espera de resgate

    Homem salva lagarto de virar comida em SP e fica 3 dias com bicho em casa à espera de resgate


    Ele pegou o animal quando foi abordado por outro homem que ameaçou vender ou comer o réptil. G1 questionou Guarda Civil Ambiental sobre demora no resgate e aguarda retorno. Lagarto foi salvo em caixa de papelão Arquivo pessoal/Marco Antônio...


    Ele pegou o animal quando foi abordado por outro homem que ameaçou vender ou comer o réptil. G1 questionou Guarda Civil Ambiental sobre demora no resgate e aguarda retorno. Lagarto foi salvo em caixa de papelão Arquivo pessoal/Marco Antônio Martins Soares Na tentativa de salvar um lagarto de virar comida, o despachante Marco Antônio Martins Soares, de 45 anos, levou o animal para casa na sexta-feira (11) e teve que ficar ele pelo menos três dias esperando pelo resgate, no Jardim São Luis, Zona Sul de São Paulo. O animal foi resgatado às 14h15 desta segunda-feira (14), segundo o despachante. A ideia de ficar com o réptil surgiu quando Soares jogava dominó com amigos perto de casa e um homem apareceu no bairro com o animal dentro de uma caixa, dizendo que o venderia para comprar comida ou o comeria. "Eu estava jogando dominó, quando um rapaz passou dizendo que estava com muita fome e que ia comer o bichinho. Ele ia matar para comer. Eu fiquei com dó e dei um prato de comida para ele, um dinheirinho e peguei o animal para soltar na mata", explicou o despachante. Antes de soltá-lo, Marco Antônio o levou para casa na intenção de alimentá-lo. Mas o animal não comeu e apresentou um comportamento "arisco". "Ele está assustado. Começou uma tempestade aqui e ele pulou da caixa e saiu correndo para outro cômodo da casa. Tive que trancá-lo, porque temos crianças e bichos de estimação, e estamos com medo que ele possa atacar", contou o despachante que salvou o réptil. Lagarto se escondeu em banheiro Marco Antônio Martins Soares/Arquivo pessoal Marco Antônio e a família procuraram a Guarda Civil Ambiental para resgatar o animal, mas, segundo ele, a corporação não apareceu para o resgate. Ele não chegou a procurar a Polícia Militar. O G1 entrou em contato com a Guarda Civil e aguarda retorno. A Polícia Militar Ambiental informou, por meio de nota, que ao ser notificada ela orienta ou envia uma equipe para o resgate do animal. Há também a possibilidade de a Polícia Ambiental levar o animal para as próprias unidades da corporação. Em caso de emergência, quem passar por situação parecida com a de Marco Antônio deve ligar para a PM (190), o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199). Homem levou lagarto para casa Arquivo pessoal/Marco Antônio Martins Soares 'Minha preocupação era salvar o bichinho' "Ele é grande, deve ter uns 40 centímetros. Aqui em casa, todos estão assustados, me chamaram de doido. Mas a minha preocupação era salvar o bichinho", disse Marco Antônio. Apesar de toda a dor de cabeça, o despachante garante não se arrepender. "O homem ia comer o bichinho, por isso salvei. Eu acabei ajudando os dois [o lagarto e o homem], mas a minha maior preocupação era o bichinho."
    Documentário mostra casos de brasileiros que sofrem hoje os impactos das mudanças climáticas

    Documentário mostra casos de brasileiros que sofrem hoje os impactos das mudanças climáticas


    Se não bastassem os alertas dados pelos cientistas, se não bastassem os apelos da comunidade internacional para o Brasil não abandonar o Acordo de Paris, que em 2015 acordou planejamentos produtivos no sentido de baixar as emissões de gases do...


    Se não bastassem os alertas dados pelos cientistas, se não bastassem os apelos da comunidade internacional para o Brasil não abandonar o Acordo de Paris, que em 2015 acordou planejamentos produtivos no sentido de baixar as emissões de gases do efeito estufa. Se não bastassem os sinais evidentes de dias mais quentes ou muito frios, secas que tornam solos inviáveis para a agricultura, tempestades e furacões que devastam tudo e tiram vidas humanas. Há quem ainda se dê o direito de negar o impacto das atividades humanas sobre as mudanças climáticas. Atribuir ao Sol a maioria dos problemas, remontar a eras passadas que já testemunharam o avanço do gelo sobre a superfície terrestre, é a opção dos negacionistas. Alta de 1,5ºC na temperatura vai aumentar desigualdades e afetar mais pobres, dizem cientistas brasileiros Estes preferem deixar tudo como está, sem mudanças de paradigma. Fecham os olhos e ouvidos às evidências que já submetem milhares de pessoas a uma vida cheia de privações por não conseguirem chamar a atenção de autoridades, ou mesmo da sociedade civil como um todo, para suas tragédias. Cada vez estão mais perto de nós os casos que mostram que aquele “amanhã” anunciado nos anos 80, por exemplo, pelo famoso Relatório Brundtland, também chamado de “Nosso Futuro Comum”, já chegou. É dever de todos, nem que seja por uma atitude solidária, dar atenção a esses relatos. Com este objetivo, sete organizações da sociedade civil fizeram um documentário de 24 minutos chamado “O Amanhã É Hoje”, mostrado em dezembro, na Polônia, durante a Conferência das Partes sobre o Clima (COP24) convocada pelas Nações Unidas. Os efeitos das mudanças do clima sobre a vida de brasileiros, expostos na tela, são capazes de tirar o fôlego até dos menos sensíveis. Para começar, falemos sobre desmatamento. Por mais cético que seja o cidadão, é impossível não perceber que o verde faz falta, mesmo nas cidades. Havia um descontrole sobre árvores derrubadas que chegaram a registrar 27 mil quilômetros quadrados/ano de desmatamento em 2004. O efeito de um bom patrulhamento e de informações sobre a necessidade, para os humanos, de manter a floresta em pé, sem visar somente ao lucro produzido pelas madeiras, acabou dando resultado. Até que, em 2012, comemorou-se uma baixa, dos 27 mil para 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento. Ricardo Abramovay, professor titular de economia da FEA/USP, um dos entrevistados para o documentário, lembra que depois deste gol o país voltou a mostrar um desmatamento preocupante: “De 2012 para cá, já estamos com 7 mil quilômetros quadrados de desmatamento. De julho a novembro de 2018 as queimadas na Amazônia cresceram 36%. E o Brasil, apesar do progresso que viveu (em termos ambientais) entre 2004 e 2012, hoje já é o sétimo maior emissor de gases do efeito estufa”, disse ele. O cenário é triste, devastador. Um pequeno grupo de indígenas Krikati formou uma brigada voluntária contra incêndios e tem tido muito trabalho. O fogo se alastra com uma facilidade aterrorizante, estimulado pela falta de chuvas e pelo desmatamento. Isto, quando não é criminoso, como costuma acontecer também no Maranhão, mas em outra parte, onde as quebradeiras de coco babaçu ficam sem sua principal fonte de renda quando as palmeiras são queimadas por quem as considera apenas um entrave ao gado e à monocultura. Esta história é contada com detalhes nesta reportagem. Em 2017 o país registrou mais de 275 mil incêndios, sendo 132 mil só na Amazônia. Celiana Krikati, a única mulher da brigada de sua aldeia, fala para a câmera do documentário e não consegue segurar as lágrimas, principalmente quando se lembra da precariedade de ferramentas de que dispõem para combater o fogo: “O fogo estragou áreas de cultivo, de caça, de pesca. A gente combatia o fogo com chinelos, chiteiras. A gente ainda não tem todo o material completo, estamos lutando por isso. Não recebemos recursos, a brigada é constituída por pais de família e está sendo protetora da terra indígena. Tudo isso é um trabalho que é do estado porque esse risco também é para a comunidade." A Terra Indígena Krikati sofre com as queimadas há tempos. Incêndios levaram embora, de 2009 a 2011, 60% das aldeias. De Norte a Sul, os impactos das mudanças climáticas já alcançam os brasileiros. Esta é a principal mensagem do documentário, que foi também ouvir a agricultora Maria José Rocha, de São José do Egito, no sertão de Pernambuco. Ela sobreviveu a seis anos de uma seca cruel, que levou dali as chances de bons cultivos. Havia árvores frutíferas, cabras... “A gente via os animais morrendo sem poder fazer nada. Tentávamos dar, mesmo de graça, mas ninguém queria porque ninguém tinha condições de alimentá-los ou dar-lhes água. Isso foi em 2012, quando felizmente, ao menos, as crianças não morreram. Tínhamos o dinheiro do Bolsa Família que nos ajudava a comprar água”, disse ela. Da seca às enchentes. Ouve-se também o drama de quem viveu a tormenta em Nova Friburgo, cidade da Região Serrana do Rio de Janeiro, que em 2011 foi devastada por temporais que deixaram centenas de mortos. No litoral catarinense, os produtores de ostras dão conta mudanças no nível do mar que põem em risco seus negócios. “A situação mais gritante (que dá conta de mudanças climáticas) é a não presença do vento Sul. Antigamente, há cerca de três décadas mais ou menos, a gente costumava dizer que quando o vento Sul batia, ficava três, quatro dias ventando, e isso era bom para o nosso negócio”, disse Leonardo Cabral. No litoral de São Paulo, cidade de Santos, moradora conta seu desespero com uma ressaca que invadiu seu prédio, levou-lhe dois carros e a fez subir ao ponto mais alto do edifício, com o filho no colo e muito medo de uma tsunami. O mar entrou também com força e tirou mais de 600 metros de terra da Comunidade Nova Enseada, em São Paulo. Como se vê, não é preciso ir longe para mostrar os efeitos que as mudanças climáticas já estão causando. O Brasil, que nos anos 70 era considerado quase imune a essas questões, já que tinha bens naturais em profusão, está na rota das dificuldades. Vale a pena repetir aqui a reflexão de Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima (OC): “Continuar debatendo se isso (as mudanças climáticas causadas pelas ações humanas) existe ou não é imoral”. Amélia Gonzalez Arte/G1
    Tartaruga morre após ter casco destruído por moto aquática em SP

    Tartaruga morre após ter casco destruído por moto aquática em SP


    Tartaruga foi localizada durante passeio de stand up paddle, na Ponta da Praia, em Santos. Em menos de uma semana, três animais do tipo foram encontrados sem vida. Tartaruga-verde chegou a ser recolhida do mar, em Santos (SP), mas não resistiu aos...


    Tartaruga foi localizada durante passeio de stand up paddle, na Ponta da Praia, em Santos. Em menos de uma semana, três animais do tipo foram encontrados sem vida. Tartaruga-verde chegou a ser recolhida do mar, em Santos (SP), mas não resistiu aos ferimentos Valdir Gomes/Arquivo Pessoal Uma tartaruga marinha foi encontrada boiando no mar após ser atropelada por uma moto aquática em Santos, no litoral de São Paulo. O registro, feito por um banhista, chamou a atenção nas redes sociais e acabou viralizando. Segundo o Instituto Gremar, ONG que realiza o resgate e reabilitação de animais marinhos, pelo menos 70% da morte de tartarugas se dá por ações humanas. O registro foi feito por Valdir Gomes, de 65 anos. Morador da Ponta da Praia, ele tem o costume de praticar stand up paddle diariamente naquela região. O flagrante da tartaruga ocorreu durante um passeio que, para ele, costuma ser comum. “Estava olhando para a praia quando percebi a moto aquática passando em alta velocidade, na área onde algumas tartarugas costumam ficar. Eu estava a uns 200 metros dela”, conta ele, que não notou que o condutor havia passado por cima do animal. Ele só o encontrou boiando e ferido alguns minutos depois. Animal foi encontrado ainda com vida por morador de Santos, mas não resistiu aos ferimentos Valdir Gomes/Arquivo Pessoal “Não imaginava que isso poderia ter acontecido. Vi a tartaruga boiando e a coloquei na minha prancha. Ela estava com dificuldade para respirar e com o casco completamente destruído”, relata. O fotógrafo também contou que tentou acionar alguém do Aquário de Santos, na intenção de tentar algum resgate ao animal. Porém, sem sucesso, decidiu depositar o corpo do animal de volta ao mar. De acordo com Gomes, na manhã de domingo (13), pelo menos cinco motos aquáticas andavam no mesmo trecho, também em alta velocidade. Para ele, a maneira como os condutores as utilizam no mar pode acabar resultando em outro acidente. “Isso não pode acontecer mais, até para evitar que aconteça um acidente com pessoas. Já ouvi relatos de um rapaz que teve a cabeça atingida. Está na hora de ter uma fiscalização”, afirma. Outros casos Também na última semana, outras duas tartarugas marinhas foram encontradas mortas por banhistas, desta vez na orla de Praia Grande. Da espécie Chelonia mydas, elas foram achadas nas praias dos bairros Flórida e Boqueirão. De acordo Rodrigo Valle, coordenador geral do Instituto Biopesca, que faz a remoção e conservação de animais marinhos ameaçados de extinção, por estarem em avançado estado de decomposição, amostras biológicas foram recolhidas das tartarugas para identificar a causa da morte dos animais. Tartaruga verde encontrada morta na orla de Praia Grande, litoral de São Paulo Divulgação/Instituto Biopesca Muitas das tartarugas também chegam neste estado à faixa de areia por serem prejudicadas pelo descarte de lixo nos oceanos. A maioria confunde o plástico com alimento, e outras são capturadas acidentalmente por redes de pesca, entrando na cota dos 70% de animais mortos por ações humanas. O Biopesca também recomenda que sejam informados casos de golfinhos, aves ou tartarugas marinhas encontradas vivas ou mortas em praias da região, por meio dos telefones 0800 642 3341, ou (13) 99601-2570, tanto por ligação, quanto por Whatsapp.
    A cobra coberta por mais de 500 carrapatos resgatada na Austrália

    A cobra coberta por mais de 500 carrapatos resgatada na Austrália


    Réptil foi encontrado em piscina, onde, acredita-se, deve ter tentado se livrar de parasitas; após resgate, carrapatos foram retirados por veterinários. Especialistas acreditam que cobra entrou em piscina para tentar se livrar de carrapatos Tony...


    Réptil foi encontrado em piscina, onde, acredita-se, deve ter tentado se livrar de parasitas; após resgate, carrapatos foram retirados por veterinários. Especialistas acreditam que cobra entrou em piscina para tentar se livrar de carrapatos Tony Harrison/Facebook/BBC Caçadores de cobras na Austrália resgataram uma cobra píton-carpete coberta por centenas de carrapatos. O réptil, que deveria estar doente, estava em uma piscina de uma casa em Gold Coast, na região de Queensland, na Austrália. O profissional que a removeu levou a cobra para tratamento em uma clínica de animais silvestres. Veterinários removeram mais de 500 carrapatos, segundo informou o caçador de serpentes Tony Harrison à BBC, e a cobra passa bem. Carrapatos são artrópodes que se prendem a hospedeiros - humanos ou animais - para se alimentar do sangue destes. Muitas vezes eles transmitem doenças. Veterinários retiraram mais de 500 carapatos de animal Tony Harrison/Facebook 'Como segurar um saco de bolas de gude' Harrison diz acreditar que a cobra, que foi batizada de Nike, estava tentando afogar os carrapatos na piscina. "Obviamente, a cobra estava extremamente desconfortável", afirmou. "Sua face inteira estava inchada e a cobra estava completamente atordoada pelos carrapatos colados nele." Ele disse que remover os carrapatos da cobra pareceu como "segurar uma sacola de bolas de gude" movendo sob suas mãos. Cobras às vezes são atacadas por carrapatos e outros parasitas, diz o professor Bryan Fry, da Universidade de Queensland. No entanto, a presença de um grande número de carrapatos indica que a cobra estava provavelmente doente, afirma Fry, possivelmente por causa de estresse sob o calor ou condições de seca. "Claramente é um animal que estava seriamente doente para ter suas defesas naturais tão derrubadas", diz. "Duvido que teria sobrevivido se não tivesse sido removida e tratada." Mais tarde, Harrison compartilhou que Nike estava sofrendo de uma infecção, mas já estava melhor. "Nike está mais enérgico hoje", disse Harrison em um vídeo compartilhado na página dos caçadores de cobras de Gold Coast e Brisbane. "Mas ele vai ser um paciente de longo prazo no santuário Currumbin Wildlife até que esteja bem o suficiente para ser solto."
    O que pensar sobre o aviso científico que mostra a rapidez do aquecimento dos oceanos

    O que pensar sobre o aviso científico que mostra a rapidez do aquecimento dos oceanos


    O aquecimento dos oceanos é um indicador muito importante da mudança climática Unplash “Se você quer ver onde o aquecimento global está realmente acontecendo, procure em nossos oceanos. O aquecimento dos oceanos é um indicador muito...


    O aquecimento dos oceanos é um indicador muito importante da mudança climática Unplash “Se você quer ver onde o aquecimento global está realmente acontecendo, procure em nossos oceanos. O aquecimento dos oceanos é um indicador muito importante da mudança climática, e temos fortes evidências de que eles estão aquecendo mais rapidamente do que pensávamos”. A declaração é de Zeke Hausfather, um estudante de pós-graduação do Grupo de Energia e Recursos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e co-autor do artigo largamente publicado ontem dando conta do fenômeno preocupante. É preciso lidar com rapidez para um evento climático que também está vindo rápido, muito mais do que os próprios cientistas foram capazes de prever. Isto implica diretamente no modo de vida do cidadão comum. Quem mora em cidades costeiras já sofre um grave risco, com o aumento do nível do mar e com tempestades mais chuvosas e mais poderosas. A vida marinha também está sofrendo, e como consequência temos uma mortandade de vidas marinhas que não conseguem se adaptar a um novo status em seu habitat natural. Até mesmo o encalhe de baleias, que vem acontecendo também muito mais vezes do que antes, é consequência direta do fato de elas não encontrarem comida onde costumavam encontrar. Acabam nadando para águas mais rasas em busca de alimento, o que é fatal para elas. Animais marinhos não conseguem se adaptar a um novo status em seu habitat natural Pexels Os avisos de que estamos vivendo uma situação de risco não param de cair em nossas caixas de correio, o que mostra a gravidade da situação e a necessidade de se tomar medidas cautelosas. Em várias partes do mundo, tais medidas já estão em curso. Aqui no Brasil, onde vínhamos vivendo um protagonismo na área do meio ambiente desde a Rio-92, as coisas estão num outro ritmo. O tema das mudanças climáticas foi retirado da estrutura do Ministério das Relações Exteriores e pulverizado em outras secretarias. Segundo nota publicada no site do Observatório do Clima (OC), “a extinção da Divisão de Clima permite antever que o tema climático perderá peso no Itamaraty – apenas dois anos e meio depois de o então chanceler José Serra promovê-lo a prioridade – ficando prejudicada a participação que o Brasil tem nas negociações do clima e que traz recursos, investimentos e soft power ao país”. O pano de fundo disso é que o atual ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, assumiu a pasta alardeando seu negacionismo com relação às mudanças climáticas. Na verdade, acima dele, o próprio presidente Jair Bolsonaro, na mesma linha de Donald Trump, também não concorda em que se dê tanta atenção à ciência neste sentido. A ponto de a Organização Meteorológica Mundial, agência ligada às Nações Unidas, ter feito publicamente um pedido a Bolsonaro para que ele não pare de se engajar em temas relacionados às mudanças do clima, segundo reportagem publicada há pouco no site do “Estadão”. São tempos difíceis, que exigem menos pulverizações e mais concentração de forças para poder superar o que já está acontecendo. E o que vem por aí. Autor do livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”, o professor de história da Unicamp Luiz Marques escreveu um artigo no último domingo publicado no suplemento Ilustríssima, do jornal Folha de São Paulo, em que lembra uma citação de escritor de ficção científica Philip K. Dick: “a realidade é isto que não vai embora quando você para de acreditar nela”. “Os que contestam a capacidade dos modelos científicos de predizer quando o aquecimento médio global atingirá níveis catastróficos não percebem o simples fato de que o atual aquecimento médio global, de cerca de 1º C, já é catastrófico. Basta atentar para a proliferação de ondas mortíferas de calor, as extinções em massa, o aumento da fome, as maiores secas, os furacões e os incêndios florestas que varrem o planeta”, escreve Marques. O aquecimento dos oceanos é, portanto, a mais nova catástrofe anunciada. No livro “Seis graus” (Ed. Zahar), o jornalista Mark Lynas traça uma visão, com base nos estudos científicos publicados, do que pode ser um mundo mais aquecido. Ele começa com 1 grau a mais e descreve os sintomas que acompanharemos um por um grau a mais, até chegar aos seis graus. Neste cenário, com o planeta seis graus mais quente, quando Lynas foca nos oceanos, ele conta que “catastróficas liberações de hidrato de metano podem aquecer de tal forma o clima que os oceanos deixaram de circular adequadamente”. “Na atmosfera, o aquecimento leva à convecção, porque ela acontece de baixo para cima: o ar mais quente se expande, torna-se mais leve e sobe, e consequentemente o ar circula. No oceano, o aquecimento se faz de cima para baixo. Assim, as camadas de calor, mais leves, ficam como uma tampa sobre as mais frias, embaixo, cortando o suprimento de oxigênio e levando potencialmente a extinções em massa”. Não é ficção, como já dito. Dados coletados de estudos feitos por cientistas levaram a esta conclusão que o jornalista tão bem compilou. “Uma advertência que diz respeito ao nosso futuro imediato”, escreve Lynas. Não dá mais para fingir que não estamos vivendo já as consequências de um caos climático provocado pelas atividades humanas. E é preciso fazer mudanças para enfrentar estes efeitos. Se os governos começam a tender para uma postura diferente, negando tais comprovações, os cidadãos têm que ficar alertas porque, no fim das contas, as ameaças são a toda a espécie.
    Fêmeas de periquitos preferem machos inteligentes, diz estudo

    Fêmeas de periquitos preferem machos inteligentes, diz estudo


    Pesquisadores fizeram um teste com 34 periquitos-australianos e respondem à teoria de Charles Darwin. Testes com periquitos mostra preferência das fêmeas por parceiros mais "espertos". Kadisha/Pixabay Especialistas em periquitos sabem há bastante...


    Pesquisadores fizeram um teste com 34 periquitos-australianos e respondem à teoria de Charles Darwin. Testes com periquitos mostra preferência das fêmeas por parceiros mais "espertos". Kadisha/Pixabay Especialistas em periquitos sabem há bastante tempo que as fêmeas apreciam o esplendor da plumagem dos machos e o virtuosismo de seu canto. Mas, para escolher um companheiro, elas levam em conta também a inteligência? Charles Darwin chegou a teorizar sobre isso, mas a hipótese se mostrou de difícil verificação em animais. Um experimento realizado por pesquisadores da Academia de Ciências da China e Universidade de Leiden, na Holanda, cujos resultados foram publicados nesta quinta-feira (10) na revista "Science", parece dar uma resposta afirmativa a esta pergunta sobre a evolução. Os pesquisadores fizeram um teste com 34 periquitos-australianos, endêmicos no país, mas presentes em muitas outras regiões, visto que são animais de estimação populares. Uma das fêmeas observadas, por exemplo, foi colocada na presença de dois machos, e escolheu um deles. Os pesquisadores souberam qual dos dois era o escolhido porque contaram quantos minutos ela passou com cada um dentro da jaula. Depois, o macho que não foi escolhido recebeu um treinamento para aprender a abrir dois tipos de caixas que continham sementes. O macho favorito não recebeu esse treinamento. Em seguida, a fêmea observou os dois em frente às caixas, um exercício cruel para o macho favorito, que só conseguiu mostrar sua inaptidão, enquanto seu rival se exibia ao abrir. Finalmente, ambos os machos foram colocados de novo na jaula com a fêmea. Os pesquisadores acreditavam que ela mudaria sua preferência depois de observar o desempenho deficiente de seu macho favorito. E foi o que aconteceu: oito das nove periquitas do grupo de teste mudaram de macho e passaram mais tempo com o macho que anteriormente era o preterido, mas que demonstrou ser mais inteligente. "A observação direta das habilidades cognitivas pode afetar os critérios de preferência do companheiro", concluem os autores do estudo que, segundo eles demonstra que "as habilidades cognitivas podem ser selecionadas diretamente por meio da escolha do companheiro". E a inteligência proporcionaria uma vantagem reprodutiva, ou seja, em termos de evolução. Os pesquisadores apontam, no entanto, que trata-se apenas de um experimento e que são necessários mais estudos para confirmar o método e consolidar os resultados.
    Fiat Chrysler vai pagar US$ 800 milhões para encerrar ações sobre motores a diesel nos EUA

    Fiat Chrysler vai pagar US$ 800 milhões para encerrar ações sobre motores a diesel nos EUA


    Grupo é acusado de usar software para driblar testes de emissão de poluentes, assim como ocorreu com a Volkswagen. FCA nega fraude. Jeep Grand Cherokee 2015 REUTERS/Eduardo Munoz A Fiat Chrysler (FCA) vai pagar cerca de US$ 800 milhões para...


    Grupo é acusado de usar software para driblar testes de emissão de poluentes, assim como ocorreu com a Volkswagen. FCA nega fraude. Jeep Grand Cherokee 2015 REUTERS/Eduardo Munoz A Fiat Chrysler (FCA) vai pagar cerca de US$ 800 milhões para encerrar ações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do Estado da Califórnia que acusam a montadora de usar um programa de computador para fraudar testes de emissões de poluentes em motores diesel. O caso veio à tona em 2017, mais de 2 anos depois de a Volkswagen admitir o uso de um software com proposta semelhante, o chamado dieselgate. No caso da alemã, 11 milhões de veículos em todo o mundo foram equipados com o dispositivo. A acusação contra a FCA envolve 104 mil carros nos Estados Unidos dos modelos Jeep Grand Cherokee e Dodge Ram. Eles foram produzidos entre 2014 e 2016. Segundo a agência Reuters, o acordo divulgado nesta quinta-feira (10) inclui US$ 311 milhões em penalidade civis e até US$ 280 milhões para encerrar queixas de donos desses veículos e 100 milhões em prorrogações de garantias. Como parte do acerto, a Fiat Chrysler não vai admitir qualquer ato irregular. Em comunicado, o grupo afirmou que "mantém a posição de que a companhia não promoveu em qualquer esquema deliberado para instalar dispositivos defeituosos para fraudar testes de emissões." A Bosch, fabricante de autopeças que forneceu alguns componentes para os motores, também vai pagar US$ 27,5 milhões para encerrar processos. Os donos dos veículos vão receber, em média, US$ 2.800 para obterem atualizações do software como parte do recall ligado aos testes de emissões, informou a Fiat Chrysler. O Departamento de Justiça afirmou que o acordo não encerra investigação criminal em curso sobre a conduta da montadora. O órgão regulador dos mercados financeiros dos EUA, a SEC, também está investigando. A Fiat Chrysler também enfrenta acusações da Comissão Europeia pelo mesmo motivo.
    Oceanos se aquecem mais rápido que o esperado e batem recorde de calor em 2018, dizem cientistas

    Oceanos se aquecem mais rápido que o esperado e batem recorde de calor em 2018, dizem cientistas


    Novas medições mostraram o aquecimento mais acentuado desde 1971. Emissão de gases do efeito estufa pela ação humana aquecem a atmosfera, e grande parte do calor é absorvida pelos oceanos, o que obriga a vida marinha a fugir para águas mais...


    Novas medições mostraram o aquecimento mais acentuado desde 1971. Emissão de gases do efeito estufa pela ação humana aquecem a atmosfera, e grande parte do calor é absorvida pelos oceanos, o que obriga a vida marinha a fugir para águas mais frias. Aquecimento dos oceanos foi o mais acentuado registrado desde 1971 dimitrisvetsikas1969/Creative Commons Os oceanos estão se aquecendo mais rápido do que o estimado anteriormente, tendo atingido um novo recorde de temperatura em 2018 e mantendo uma tendência prejudicial à vida marinha, disseram cientistas nesta quinta-feira (10). Novas medições, feitas com o auxílio de um rede internacional de 3,9 mil flutuantes lançados nos oceanos desde o ano 2000, mostraram o aquecimento mais acentuado desde 1971 e maior do que o calculado pela mais recente avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global, feita em 2013, segundo os pesquisadores. Eles acrescentaram que “registros observacionais do calor interno do oceano mostram que o aquecimento está acelerando”, escreveram cientistas da China e dos Estados Unidos em estudo publicado na revista Science, para o qual foram medidas as temperaturas até os 2 mil metros de profundidade. A emissão de gases do efeito estufa pela ação humana estão aquecendo a atmosfera, de acordo com a grande maioria dos climatologistas, e uma grande parte desse calor é absorvida pelos oceanos. Isso obriga a vida marinha a fugir para águas mais frias. “O aquecimento global está aqui e já tem grandes consequências. Não resta dúvida, nenhuma!”, escreveram os autores do estudo em um comunicado. Pelo Acordo do Clima de Paris, cerca de 200 países concordaram em reduzir o uso de combustíveis fósseis ainda neste século, com o objetivo de conter o aquecimento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quer promover os combustíveis fósseis produzidos nos EUA, planeja se retirar do pacto em 2020.
    Londrinos vão pagar taxa alta se quiserem circular no Centro com carros a diesel e velhos

    Londrinos vão pagar taxa alta se quiserem circular no Centro com carros a diesel e velhos


    Moradores de Londres vão ter que conviver, a partir de abril deste ano, com mais um ônus devido ao maior desafio imposto à humanidade nesta era. Eles já pagam uma taxa de congestionamento — algo em torno de 11,5 libras, ou seja, perto de R$ 55...


    Moradores de Londres vão ter que conviver, a partir de abril deste ano, com mais um ônus devido ao maior desafio imposto à humanidade nesta era. Eles já pagam uma taxa de congestionamento — algo em torno de 11,5 libras, ou seja, perto de R$ 55 — para desestimular a circulação de carros pelo Centro de segunda a sexta das 7h às 18h. Agora, também com o objetivo de tentar manter o ar um pouco mais limpo de gases poluentes, está sendo criada a Zona de Emissões Ultrabaixas, que consiste em cobrar 12,50 libras (perto de R$ 60) aos proprietários de automóveis que usam óleo diesel fabricados antes de 2015 e os que usam gasolina e foram fabricados antes de 2006. No total, um motorista pode ter que pagar até 24 libras (R$ 113) para circular no Centro de Londres a partir de abril, segundo informações do jornal londrino “The Guardian”. A ideia do prefeito Sadiq Khan é ampliar o território da cobrança a partir de outubro de 2021, quando a taxa será coletada de carros nas mesmas condições que circulem em qualquer lugar da cidade, numa área delimitada pelas estradas circulares norte e sul. Não se sabe ao certo quantos motoristas serão vítimas da taxa extra, mas estima-se que mais de um milhão. Os negacionistas e céticos do clima hão de ler esta notícia com distanciamento, é o jeito que têm para lidar com a realidade. Afinal, a eles não compete tomar qualquer atitude, já que não acreditam que as atividades humanas de produção e consumo estejam conduzindo as mudanças do clima e o acúmulo de gases poluentes na atmosfera. O fato, no entanto, serve como alerta. E, ontem mesmo, outra notícia dá conta de que nos Estados Unidos, desde que Donad Trump está no poder aspergindo seu ceticismo sobre as mudanças climáticas, as emissões só têm aumentado. É o segundo maior salto de emissões no território norte-americano em duas décadas. Aqui no Brasil, com a nova administração federal, que tomou posse em 2019 e que copia o negacionismo do presidente norte-americano, poderemos ter um susto daqui a uns tempos, quando decidirmos medir as nossas emissões no período de Jair Bolsonaro no poder. A conferir. Voltando ao caso de Londres, o prefeito tomou esta atitude porque a cidade é considerada como aquela que tem o ar mais poluído entre todas as megalópoles europeias. Pelo menos 360 escolas primárias da capital estão em áreas que excedem os níveis de poluição legal. O que se espera, ao reduzir a circulação de automóveis velhos e beberrões é que estas concentrações também sejam reduzidas, em cerca de 45%. Não se trata de uma atitude isolada. Outras cidades da Inglaterra já aderiram. Mas há vozes contrárias, como se pode imaginar. Uma taxa com valor não irrisório certamente vai atingir os mais pobres, que ficarão à mercê de transportes alternativos para se locomover. Por outro lado, é este também o público mais atingido pelas doenças causadas pelo excesso de gases poluentes na atmosfera. O imbróglio é grande. Logo, o que está acontecendo, de fato, é o “novo normal”, como bem disse o governador da Califórnia, Jerry Brown, a repórteres no mês passado, comentando sobre os incêndios florestais fatais que assolaram o estado em 2018. E, segundo artigo publicado na revista “Nature”, no início do mês passado, pelos cientistas Yangyang Xu, Veerabhadran Ramanathan e David G. Victor, o aquecimento global está acelerando, fator que foi subestimado no relatório do IPCC divulgado em outubro de 2018. Segundo eles, os próximos 25 anos estão prestes a se aquecer a uma taxa de 0,25ºC a 0,32°C por década. Isto é mais rápido do que os 0,2°C por década que vivenciamos desde a década de 2000 e que o IPCC usou em seu relatório especial. “Três tendências — aumento das emissões, redução da poluição do ar e ciclos climáticos naturais — se combinarão nos próximos 20 anos para tornar as mudanças climáticas mais rápidas e mais furiosas do que o previsto. Em nossa opinião, há uma boa chance de que possamos romper o nível de 1,5°C até 2030, e não até 2040, conforme projetado no relatório especial. Não se tem lutado o suficiente”, dizem os cientistas no texto. Terá que ser feito um esforço coletivo para conseguir barrar as más consequências dessa onda nefasta. Os governos vão ter que se preparar para ajudar pessoas que ficarão sem casa ou produções agrícolas, quer seja por seca ou tempestades, assim como terão que lidar também com doenças causadas pelo excesso de calor. “O aquecimento rápido criará uma maior necessidade de políticas de emissões que produzam as mudanças mais rápidas no clima, como controles de fuligem, metano e gases de hidrofluorcarbono (HFC). Pode até haver um caso para a geoengenharia solar — resfriar o planeta, por exemplo, semeando partículas reflexivas na estratosfera para agir como um guarda-sol”, dizem os cientistas. Mas tais medidas não poderão ser tomadas pelos mais pobres, porque são muito caras. Em resumo, o que o cientista chinês Yangyang Xu e o indiano Veerabhadran Ramanathan dizem bem claramente no texto publicado na “Nature” é que os cientistas do IPCC precisam dar mais subsídios para que os tomadores de decisão em políticas públicas encarem com mais seriedade dos alertas do clima. “A pesquisa deve ser integrada entre os campos e as partes interessadas: planejadores urbanos, gestão de saúde pública, agricultura e serviços ecossistémicos. Mais planejamento e custos são necessários”, dizem eles. Londres está abrindo caminho para uma mudança de atitude severa, que pode impactar bastante a vida dos mais pobres. Oxalá os administradores tenham se lembrado de viabilizar mais opções para a mobilidade urbana que não impactem o meio ambiente e levem em conta a necessidade de as pessoas se locomoverem.
    Iguanas são reintroduzidas em ilha de Galápagos após desaparecerem por quase 200 anos

    Iguanas são reintroduzidas em ilha de Galápagos após desaparecerem por quase 200 anos


    Trabalho de restauração ecológica é um remanejo de espécie entre as ilhas do arquipélago; 1.436 iguanas terrestres foram retiradas da ilha Seymour Norte e levadas para a ilha Santiago. Iguanas são reintroduzidas na ilha Santiago, no...


    Trabalho de restauração ecológica é um remanejo de espécie entre as ilhas do arquipélago; 1.436 iguanas terrestres foram retiradas da ilha Seymour Norte e levadas para a ilha Santiago. Iguanas são reintroduzidas na ilha Santiago, no arquipélago de Galápagos. Parque Nacional de Galápagos/AFP Um grupo de 1.436 iguanas foi reintroduzido na Ilha Santiago, no arquipélago de Galápagos, após a espécie ser extinta daquele local. Os animais foram retirados da ilha Seymour Norte, também no arquipélago, e levados para Santiago. A ação ajuda a reestabelecer o equilíbrio ecológico de Seymour Norte, que já estava com uma população de 5.000 iguanas, enquanto repovoa outra ilha desabitada por estes animais. O último registro de iguanas em Santiago foi feito em 1835, por Charles Darwin. Depois disso, a hipótese de pesquisadores é que elas foram atacadas por espécies invasoras, como o porco selvagem, e desapareceram da ilha. O anúncio da ação foi feito pela direção do parque na sua página do Facebook. A reintrodução foi uma parceria com a Universidade Massey, da Nova Zelândia, e a organização Island Conservation. George Solitário, a famosa tartaruga das Ilhas Galápagos, pode ser a chave para a longevidade Manejo de espécie em Galápagos O Parque Nacional de Galápagos fica no Oceano Pacífico, em águas que pertencem ao Equador. É composto por um arquipélago de 18 ilhas vulcânicas – três delas fazem parte deste projeto. Ao todo, o projeto tem quatro fases. As duas primeiras ocorreram no ano passado, com a captura dos indivíduos na ilha Seymour Norte, a transferência para o cativeiro e a quarentena na Ilha Santa Cruz. A terceira etapa, a reintrodução na ilha Santiago, foi feita entre os dias 3 e 4 de janeiro. O local escolhido para soltar os animais possui um ecossistema semelhante ao habitat natural, com presença abundante da vegetação que faz parte da alimentação destes animais. A quarta etapa do projeto será feita em fevereiro. Nesta fase, os pesquisadores vão monitorar as iguanas para verificar a adaptabilidade, a reprodução, e se a alimentação está ocorrendo normalmente. Deslocamento para preservarção A ação de preservação não diz respeito apenas à reintrodução de animais na ilha onde já não havia mais iguanas. De acordo com Danny Roda, coordenador de ecossistemas do Parque Nacional de Galápagos, o remanejamento das iguanas terrestres também vai ajudar a equilibrar a população de onde elas foram retiradas, a ilha Seymour Norte. Lá havia 5.000 iguanas, e a concorrência por alimento já estava afetando o ecossistema da região. Initial plugin text
    Condor invade quintal e devora pacote de carne em Santiago do Chile; veja vídeo

    Condor invade quintal e devora pacote de carne em Santiago do Chile; veja vídeo


    Ave andina pousou em quintal de casa em Lo Barnechea, bairro na encosta da cordilheira. Condor comeu a carne do churrasco Reprodução/Facebook/Juan Pablo Barbaglia Os moradores de uma casa em Lo Barnechea, bairro de Santiago que fica na encosta da...


    Ave andina pousou em quintal de casa em Lo Barnechea, bairro na encosta da cordilheira. Condor comeu a carne do churrasco Reprodução/Facebook/Juan Pablo Barbaglia Os moradores de uma casa em Lo Barnechea, bairro de Santiago que fica na encosta da Cordilheira dos Andes, tinham colocado um pedaço de carne para descongelar quando foram surpreendidos por um condor, ave andina de grande porte, que pousou em seu quintal e comeu o pacote. "Enquanto isso, em Lo Barnechea, alguns descongelam carne e chegam gatos, para outros chegam condores, é apenas coisa de geografia", brincou Juan Pablo Barbaglia, que postou o vídeo do "assalto" em seu perfil no Facebook. A rádio local BioBio informa que casos de animais da montanha perto de residências da capital têm sido mais frequentes com o avanço da urbanização na região. Initial plugin text Initial plugin text
    Uso de pesticidas nas plantações de coca ameaça a sobrevivência das abelhas na Bolívia

    Uso de pesticidas nas plantações de coca ameaça a sobrevivência das abelhas na Bolívia


    Quantidade de cultivos da folha subiu 6% no país em 2017, um aumento de 1,4 mil hectares. Mudança climática também passa a fazer efeito sobre a incidência de pragas. Aplicação de pesticidas em plantação de coca na Bolívia William...


    Quantidade de cultivos da folha subiu 6% no país em 2017, um aumento de 1,4 mil hectares. Mudança climática também passa a fazer efeito sobre a incidência de pragas. Aplicação de pesticidas em plantação de coca na Bolívia William Wroblewski/AFP O uso de pesticidas contra as pragas das plantações de coca, somado às mudanças climáticas e a outros fatores ameaçam a sobrevivência das abelhas na Bolívia, segundo apicultores e especialistas. "Nas plantações de coca estão sendo usados de forma maciça e intensiva pesticidas químicos que afetam diretamente a saúde das abelhas", explica Rene Villca, apicultor na municipalidade de Coroico, na região de Nor Yungas, ao norte de La Paz. "Das 20 colmeias que tenho, dez estão produzindo normalmente e dez não. Obviamente têm população, mas têm muito menos", lamenta. De acordo com a última Pesquisa de Cultivo de Coca apresentada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o governo boliviano, a quantidade de cultivos de folha de coca subiu 6% no país em 2017, um aumento de 1,4 mil hectares de plantações, de 23.100 para 24.500. "A área de cultivo de coca se expandiu e a floresta nativa reduziu em níveis alarmantes", aponta Miguel Limachi, entomologista da Universidad Mayor de San Andrés de La Paz. A situação é agravada pelo fato de que a extensão dos cultivos de folha de coca pode levar à destruição de outros tipos de florestas capazes de gerar uma resposta natural às pragas associadas à folha de coca. "Uma monocultura (cultivo de uma única espécie) é mais atacada por pragas de insetos ou fungos porque não existe mais a cobertura vegetal nativa, não há mais controladores naturais", explica Limachi. "E então utiliza-se mais pesticidas e em maiores concentrações". Nancy Carlo Estrada, que trabalha em plantação de coca, mostra impacto nas abelhas William Wroblewski/AFP Tóxico para humanos Além da prevenção das pragas que afetam a coca – principalmente uma traça minúscula e um fungo – os pesticidas também são utilizados para proteger outros cultivos do país, como plantações de café ou algumas frutas tropicais. Os efeitos destes produtos químicos nas abelhas são irreversíveis e afetam principalmente suas aptidões motoras e espaciais, alteradas por componentes altamente tóxicos chamados organofosforados. "Quer dizer que derivam do ácido fosfórico, que é altamente tóxico, se acumula no organismo e ao mesmo tempo também repercute no sistema nervoso central. É como se as abelhas estivessem consumindo raticidas", aponta Limachi. "Como são insetos sociais e extremamente organizados, ao verem seu sistema nervoso afetado, seu comportamento muda para padrões irregulares que causam um duplo gasto de energia e desorganização na colônia". O perigo para os manipuladores destes produtos e trabalhadores das plantações aumenta, além disso, na mesma proporção que seu uso. Estes pesticidas "permanecem no solo, na superfície das plantas e obviamente contaminam todos os organismos presentes. Tanto os próprios cultivadores, as crianças e suas famílias, como a fauna silvestre", alerta. Pesticidas são solução para evitar que pragas ataquem as plantações de monocultura William Wroblewski/AFP "Não nos resta outra opção" Os que utilizam os pesticidas são conscientes dos perigos destes produtos químicos e cobrem o rosto com um pano antes de pulverizar, mas defendem seu uso. "Utilizamos os pesticidas para as pragas porque as pragas comem a coca, e isto afeta nossa economia. Até as plantas podem ressecar, e dessa forma nós perdemos economicamente, como produtores de coca", diz o agricultor Exalto Mamani. Para ele, não resta outra opção: "Muitos de nós, produtores de coca, temos consciência de que estamos afetando o meio ambiente com esses produtos químicos, mas não nos resta outra alternativa porque a coca nos dá nosso sustento", diz. "Agora com a mudança climática as pragas aumentaram e temos que usar produtos químicos de qualquer forma", acrescenta Exalto, mencionando outro fator que afeta a população de abelhas. "Os efeitos da mudança climática também contribuem para a diminuição das populações de abelhas", confirma Limachi. "Anos muito secos e outros anos de chuva em excesso alteram a quantidade de flores, das que as abelhas se servem para alimentar as colmeias". Mas os pesticidas não são os únicos fatores que prejudicam a saúde das abelhas: "A contaminação eletromagnética – emissão de ondas de celulares, micro-ondas, rádios, televisão... – afetam sua comunicação e o funcionamento da colmeia porque interrompem processos como coleta de alimento, cuidado das larvas ou a higiene da colônia", explica Limachi.
    Como a Holanda conseguiu plantar sua primeira safra de bananas sem usar terra

    Como a Holanda conseguiu plantar sua primeira safra de bananas sem usar terra


    Pesquisa coordenada pelo cientista Gert Kema pode ajudar a contornar o chamado 'mal do Panamá', que ameaça o cultivo da fruta no mundo todo. Kema percorreu países de América Latina, Ásia e outras regiões em busca de soluções para o mal do...


    Pesquisa coordenada pelo cientista Gert Kema pode ajudar a contornar o chamado 'mal do Panamá', que ameaça o cultivo da fruta no mundo todo. Kema percorreu países de América Latina, Ásia e outras regiões em busca de soluções para o mal do Panamá Gert Kema A Holanda conseguiu produzir a sua primeira safra de bananas. Mas, diferentemente das colhidas no Brasil, no Caribe e em outros países onde essa fruta dá em abundância no solo, a banana holandesa foi feita em laboratório, longe da terra. A ideia foi do cientista Gert Kema, numa tentativa de combater um dos maiores inimigos das plantações de banana: o chamado "mal do Panamá", causado por um fungo transmitido pelo solo. A doença é "uma ameaça à produção mundial" da fruta", destacou à Kema à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Doença ameaça dizimar bananas pelo mundo - e uma plantação africana busca a resposta Professor de patologia de plantas tropicais da Universidade de Wageningen, na Holanda, Kema afirma que a "solução" para o problema foi "tirar a banana do solo". "As plantas cresceram muito bem com a aplicação de nutrientes", afirmou. Pedra e fibras de coco Kema e sua equipe cultivaram 60 plantas de banana em estufas Gert Kema Kema cultivou 60 plantas de banana em estufas. Em vez de terra, utilizou fibra de coco (obtido da casca do coco) e lã mineral ou de pedras (fibras obtidas da rocha basáltica). Dessa forma, ele evitou a presença do fungo que causa o mal do Panamá. "Não se trata de bananas hidropônicas porque as raízes não estão numa solução à base de água", destacou o cientista. "Acrescentamos nutrientes através de irrigação por conta gotas". Cultivar bananas em meio artificial permite controlar cada aspecto do processo e evita a perda de nutrientes, de acordo com Kema. "É um exemplo de agricultura de precisão, que permite criar uma separação maior entre as plantas que recebem mais luz e amadurecem mais rápido." Ameaça As bananas são um alimento essencial à dieta de cerca de 400 milhões de pessoas no mundo, segundo a Universidade de Wageningen. E até agora não tem sido possível conter a expansão do mal do Panamá nas bananas, que vem afetando principalmente países da Ásia e da África. A doença, que leva o nome de Panamá porque foi detectada lá pela primeira vez, aniquilou a banana mais exportada dos anos 50, a variedade Gros Michel. As bananas fazem parte da dieta de cerca de 400 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Universidade de Wageningen Unplash O mal do Panamá é causado pelo fungo Fusarium oxysporum. É um agente patogênico muito difícil de combater, porque nasce na terra e se propaga muito facilmente pela água e as partículas de terra, especialmente no contato com sapatos, roupa e ferramentas. O mal não pode ser controlado com fungicidas. Após o desaparecimento da banana Gros Michel, os produtores se concentraram em outra espécie chamada Cavendish, menor e menos saborosa, mas mais resistente e mais apta a exportações, por não serem tão suscetíveis a contaminações. No entanto, as bananas Cavendish não são resistentes a variações do fungo chamadas TR4 ou raça tropical 4. Testes nas Filipinas Quando a banana está infectada pelo fundo que causa o mal do Panamá, as folhas ficam amareladas, murcham, e as plantas morrem Fusariumwilt/Divulgação Será que o método Kema poderia ser replicado em maior escala, inclusive na América Latina? "Potencialmente, sim. A plantação em substratos já é usada na horticultura, por exemplo, de tomates e pepinos", destacou Kema. "Acredito que esse método tem muito potencial e permitirá evitar perdas por doenças e pestes. Poderia contribuir para o controle do mal do Panamá de outras doenças transmitidas pelo solo que ameaçam produções mundiais." A empresa suíça Chiquita, de produção e distribuição de bananas, expressou interesse no trabalho de Kema. "Fizemos um teste nas Filipinas em colaboração com a Chiquita", disse Kema à BBC Mundo. "Esperamos fazer outros testes, ainda que não tenhamos definido onde. E nos interessaria muito experimentar a técnica em alguma região do mundo afetada pelo fungo TR4."

    Avalanche em montanha no Peru mata turistas e guia


    Presidente de associação de guias acusa aquecimento global de aumentar o risco de acidentes do tipo nos Andes peruanos. Três turistas espanhóis e um guia peruano morreram no domingo (6) vítimas de uma avalanche na montanha Mateo, na região de...

    Presidente de associação de guias acusa aquecimento global de aumentar o risco de acidentes do tipo nos Andes peruanos. Três turistas espanhóis e um guia peruano morreram no domingo (6) vítimas de uma avalanche na montanha Mateo, na região de Áncash, no oeste do Peru. Um outro turista, também da Espanha, sobreviveu. As mortes foram confirmadas nesta segunda-feira. O grupo se preparava para descer a montanha – que tem 5,15 mil metros de altitude – quando foi surpreendido pelo despreendimento de gelo. O jornal peruano "El Comercio" relatou que o sobrevivente, um homem de 26 anos chamado Paolo Belmonte Calderón, procurou as equipes de resgate na tarde de domingo após testemunhar o momento em que a avalanche soterrou as vítimas. O sobrevivente foi levado em estado grave a um hospital da região. As equipes de resgate, então, iniciaram as buscas aos outros integrantes do grupo. O guia, o peruano Rubén Alva, de 39 anos, chegou a ser encontrado com vida, mas morreu logo depois. Ao "El Comercio", o presidente da Associação de Guias de Montanha do Peru, Rafael Figeroa, afirmou que Alva tinha mais de 12 anos de experiência na área. Aquecimento global Figeroa acusou o aquecimento global como possível causa da alteração na consistência do gelo nas montanhas. O derretimento das camadas de neve é apontado como um dos causadores de avalanches. "Antes era mais seguro escalar. Agora, há uma mudança que surpreende os guias de montanha", apontou Figueroa. A região de Áncash abriga a chamada Cordilheira Branca, uma cadeia de montanhas dos Andes centrais coberta de neve mesmo muito próximo à linha do Equador. O local é um dos favoritos dos montanhistas da América do Sul e de outras partes do mundo.
    Presidente do Ibama se demite após ministro questionar contrato de aluguel de caminhonetes

    Presidente do Ibama se demite após ministro questionar contrato de aluguel de caminhonetes


    No Twitter, ministro do Meio Ambiente questionou o valor de R$ 28 milhões do contrato, que considerou alto. Presidente do Ibama disse que declaração refletia 'desconhecimento'. Suely Araújo havia assumido o comando do Ibama na gestão do...


    No Twitter, ministro do Meio Ambiente questionou o valor de R$ 28 milhões do contrato, que considerou alto. Presidente do Ibama disse que declaração refletia 'desconhecimento'. Suely Araújo havia assumido o comando do Ibama na gestão do ex-presidente Michel Temer José Cruz/Agência Brasil A presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Suely Araújo, pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira (7). O pedido foi feito um dia após o novo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter criticado no Twitter um contrato de locação de veículos do órgão. Suely assumiu o cargo no Ibama no governo do ex-presidente Michel Temer. No pedido de exoneração (leia a íntegra mais abaixo), ela argumentou que, mesmo antes do presidente Jair Bolsonaro assumir, o nome do seu sucessor já vinha sendo "amplamente" comentado na imprensa e dentro do próprio Ibama. Procurado pelo G1, o Ministério do Meio Ambiente informou que a "substituição da presidente do Ibama já estava prevista" e que a nomeação de Eduardo Bim para o cargo ´"deve sair nos próximos dias". Presidente do Ibama deixa cargo após polêmica com ministro e presidente Bolsonaro Aluguel de caminhonetes A polêmica em torno do aluguel de caminhonetes começou com uma postagem do ministro do Meio Ambiente no Twitter. Veja a sequência dos fatos: Ricardo Salles questiona valor de contrato "Quase 30 milhões de reais em aluguel de carros, só para o IBAMA....", escreveu o ministro no Twitter, neste domingo (6). Initial plugin text Ele se referia a um contrato do Ibama, assinado em dezembro de 2018, no valor de R$ 28,7 milhões para aluguel de caminhonetes a serem usadas pelo órgão. Bolsonaro comenta declaração de Salles, depois apaga Também no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro chegou a fazer um comentário sobre a declaração de Ricardo Salles. Ao compartilhar o post do ministro, o presidente disse que o governo está desmontando "montanhas de irregularidades". "Estamos em ritmo acelerado, desmontando rapidamente montanhas de irregularidades e situações anormais que estão sendo e serão COMPROVADAS e EXPOSTAS. A certeza é; havia todo um sistema formado para principalmente violentar financeiramente o brasileiro sem a menor preocupação!", escreveu o presidente. Texto que Bolsonaro escreveu no Twitter, sobre declaração do ministro do Meio Ambiente, e depois apagou Reprodução/Twitter Depois, Bolsonaro apagou o texto e manteve apenas o compartilhamento da mensagem do ministro. Suely responde por meio de nota divulgada pelo Ibama No mesmo dia, a presidente do Ibama disse em nota que refutava com “veemência qualquer insinuação de irregularidade na contratação”. Ela explicou que o contrato previa aluguel de 393 caminhonetes adaptadas para fiscalização e atendimento a emergências ambientais (como incêndios), que seriam usadas nos 26 estados e no Distrito Federal. Suely também disse que o contrato foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “A acusação sem fundamento evidencia completo desconhecimento da magnitude do Ibama e das suas funções. O valor estimado inicialmente para esse contrato era bastante superior ao obtido no fim do processo licitatório, que observou com rigor todas as exigências legais e foi aprovado pelo TCU”, disse Suelly na nota. Ricardo Salles diz que não levantou suspeita sobre o contrato Ainda neste domingo, novamente no Twitter, Ricardo Salles afirmou que não levantou suspeita sobre o contrato, mas quis chamar atenção sobre o valor, que considerou elevado. "Não levantei suspeita sobre o contrato, apenas destaquei seu valor elevado, conforme meus esclarecimentos na própria postagem. O valor elevado também foi questionado pelo TCU desde abril e, portanto, não precisava ser assinado a dez dias da troca de governo", escreveu o ministro. Initial plugin text Initial plugin text Leia a íntegra do pedido de demissão da presidente do Ibama: Excelentíssimo Senhor Ministro, 1. Cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para formalizar minha solicitação de exoneração do cargo de Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 2. Considerando que a indicação do futuro Presidente do Ibama, Sr. Eduardo Bim, já foi amplamente divulgada na imprensa e internamente na Instituição ainda em 2018, antes mesmo do início do novo Governo, entendo pertinente o meu afastamento do cargo permitindo assim que a nova gestão assuma a condução dos processos internos desta Autarquia. 3. Assim, comunico que a partir de amanhã, 08 de janeiro, não exercerei mais as funções de Presidente do Ibama. Nesse sendo, solicito que quando da publicação do ato, nele conste que trata-se de exoneração a pedido com efeitos a partir de 08/01/2019. Respeitosamente, Suely Araújo Mudanças no Meio Ambiente Na nova configuração dos ministérios, promovida pelo governo de Jair Bolsonaro, o Ibama continuou vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Outros órgãos foram transferidos de pasta. É o caso do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que saiu do Meio Ambiente e foi para a Agricultura. Uma das atribuições do SFB é trabalhar pela recuperação da vegetação nativa e recomposição florestal. Especialista avalia que mudança no Serviço Florestal Brasileiro pode gerar conflitos de interesse
    Estão desmontando o Sistema de Segurança Alimentar, diz ex-presidente do Consea

    Estão desmontando o Sistema de Segurança Alimentar, diz ex-presidente do Consea


    Crianças que sofrem com a fome são retratadas no documentário 'Garapa'. Divulgação O risco preto sobre a citação “Consea: órgão de assessoramento imediato ao Presidente da República, responsável pelas seguintes atribuições” na Lei...


    Crianças que sofrem com a fome são retratadas no documentário 'Garapa'. Divulgação O risco preto sobre a citação “Consea: órgão de assessoramento imediato ao Presidente da República, responsável pelas seguintes atribuições” na Lei federal número 11.346 e a frase, em azul, que diz: “Revogado pela Medida Provisória número 870 de 2019” não deixam dúvidas sobre o fim do órgão. Criado sob inspiração de Herbert de Souza, o Betinho, em 1994, quando Itamar Franco era presidente, e trazido à tona em 2006 pelo então presidente Lula, o Conselho teve um papel relevante para incluir os mais pobres e tirar milhões de pessoas da fome. Foi também referência internacional e serviu de exemplo para muitos países, sobretudo pela característica de sua composição: dois terços da sociedade civil, um terço do governo, e à sociedade civil cabia a presidência. Como não podia deixar de ser, a extinção do Consea, proposta pela gestão Bolsonaro, mas que ainda precisa ser referendada pelo Congresso Nacional, causou indignação em muitos movimentos sociais. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , que compõe o Conselho, foi a primeira a lançar nota em repúdio, seguida pela Ação da Cidadania, ONG criada pelo Betinho. A Organização pelo Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas chamou a medida de “Anti-povo”. A antropóloga e assessora da Fase, Maria Emilia Pacheco, foi a primeira mulher a presidir o Consea, em junho de 2017. Busquei saber sua opinião sobre a extinção do órgão e qual sua expectativa no sentido de reverter a medida. Maria Emilia falou sobre alguns bastidores das mesas de negociações do Conselho, criado quando o país vivia sua redemocratização, e está certa de que é preciso lutar por ele hoje, tentando convencer os parlamentares. Entre outras coisas, porque a sua extinção está “ferindo um direito que consta da Constituição Brasileira no artigo 6, que é o direito humano à alimentação”. Mas, de verdade, Maria Emilia não parece muito otimista. E faz um alerta sobre algo ainda mais crucial: há, segundo ela, “um desmonte muito profundo” da política de segurança alimentar e nutricional, o que é muito preocupante. Leia abaixo o teor da entrevista: Qual a importância do Consea para a população? Maria Emilia Pacheco - O Consea é um dos pilares da concretização do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), criado em 2006 para que o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formule e implemente políticas, planos, programas e ações para assegurar o direito humano à alimentação adequada. Ele não só aplica este princípio da participação social, como também é o espaço por excelência de monitoramento e formulação de propostas para a política de alimentos. E como se explica que o governo atual queira extinguí-lo? Maria Emilia Pacheco - Não dá para explicar o que está se passando na política de segurança alimentar no atual governo só analisando o ângulo da participação social. Isso é fundamental, claro, e devo dizer que o que mais chamou a atenção das visitas de comitivas internacionais que nós fomos recebendo durante todos estes anos foi, justamente, a composição do Consea: dois terços da sociedade e um terço do governo, sendo a presidência da sociedade civil. O Brasil inspirou vários países. Isto é uma parte da questão, mas ela é mais complicada, porque há um desmonte muito profundo, uma desestruturação da política de segurança alimentar. Explica melhor, por favor. Maria Emilia Pacheco - Não dá para entender a política de segurança alimentar e nutricional se não estivermos atentos como ela interage com muitas outras políticas. O Ministério da Agricultura, no governo Bolsonaro, passa a ser um superministério, o que reafirma, de forma categórica, a hegemonia do agronegócio. Isto impacta a vida das populações, porque é para este ministério também que se deslocou a atribuição de cuidar dos indígenas e dos quilombolas. É uma negação da existência desses povos, como a nota da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) acaba de dizer . Portanto, é preciso analisar de forma mais profunda o que está acontecendo com a política indigenista, ambiental, relacionada à segurança alimentar. Se formos analisando cada aspecto desses no diálogo com a política ambiental vamos ver que a política de segurança alimentar e nutricional está desmoronada. A senhora disse que há uma espécie de namoro da comunidade internacional com o Consea. Mas, e aqui dentro de casa, no Brasil, o Conselho era bem considerado? Maria Emilia Pacheco – Sim, era. É claro que tem contradições de posicionamentos, porque não tivemos mudanças fundamentais como a Reforma Agrária, tivemos a votação do Código Ambiental, que atende bastante aos ruralistas, e já havia, no governo de Dilma Roussef, medidas em debate sobre mudanças do Código de Mineração. Ao mesmo tempo, não conseguimos cumprir algumas iniciativas para checar a regulação da indústria de alimentos, o aumento do consumo de super processados, que sempre foi uma das tônicas do nosso debate no ultimo período. Mas foi no Consea que debatemos a proposta da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, garantimos essa proposta que se transformou em realidade em 2012. Teve um papel significativo também a Marcha das Margaridas , onde a presidente Dilma assumiu o compromisso com as mulheres do campo. Tivemos ainda o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, pelo qual estamos ainda em luta. E tem agora um projeto de lei avassalador que é, justamente, para flexibilizar a compra de agrotóxicos... Maria Emilia Pacheco – Sim, nossa ideia inicial, na 5ª Conferência Nacional, era ter um programa de redução de agrotóxicos, mas não conseguimos. A ideia, ali, era pelo menos não ter mais uma subsídios para a produção de agrotóxicos. Enquanto isso, crescia no Congresso o apoio a este Projeto chamado de Projeto do Veneno. Foi então que os movimentos sociais elaboraram o programa que já estava bem definido pelos participantes da Conferência. Mas foi um ponto que teve muita tensão dentro do próprio Consea, houve muitas mesas de debates. Por que a tensão no próprio Consea? Maria Emilia Pacheco – Porque a produção dominante do país é de larga escala, é um país que se tornou exportador de comoditties agrícolas e minerais. A tensão, é claro, não ocorreu na parte da sociedade civil, mas não se esqueça que o órgão tem também a participação do governo. Mas foi no Consea que conseguimos também propor o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), do tempo do Governo Vargas, com uma iniciativa inédita na história: compras públicas de alimentos produzidos perto de casa. O PAA abriu as portas para o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que vem do tempo do Governo Vargas e foi aperfeiçoado. Garantiu pelo menos 30% de compra de alimentos da agricultura familiar e rompeu com a Lei de Licitação 8.666 porque criou um mecanismo de Chamada Pública mais apropriado para os agricultores familiares. Estas mudanças significaram o reconhecimento do papel econômico, social, ambiental, desses segmentos de agricultores, o campesinato. E o que aconteceu com o PAA neste orçamento de 2019? Maria Emília Pacheco – Deixaram o mínimo, uma modalidade que consegue acolher só a produção do médio produtor para vender a exército e hospitais, diferente das outras modalidades, que acolhia os pequenos para vender a asilos e creches. É bom lembrar também que houve uma criminalização desse programa, uma Operação chamada Agro Fantasma, da Polícia Federal com participação do atual ministro Moro, da Justiça. Como foi esta operação? Maria Emilia Pacheco – Com alegação de que havia corrupção chegaram a prender camponeses, que depois foram soltos. Eles consideraram crime, por exemplo, a entrega de produtos que não estavam no contrato. Se era para entregar laranja e entregavam um produto análogo porque a terra não tinha dado laranja naquela safra, isto era considerado crime. A sociedade civil está mobilizada para tentar recuperar o Consea no Congresso? Maria Emilia Pacheco – As pessoas estão estudando primeiro a proposta do governo. Há, inclusive, o entendimento de que é inconstitucional porque, ao transfigurar a Lei de Segurança Alimentar e Nutricional eles estão, ao mesmo tempo, ferindo um direito garantido no Artigo 6 da Constituição: o direito humano à alimentação. Amélia Gonzalez Arte/G1
    'Escolhi não ter filhos como forma de ajudar o planeta'

    'Escolhi não ter filhos como forma de ajudar o planeta'


    O impacto dramático da mudança climática sobre a ilha em que vive fez Jason McGregor e sua mulher decidirem não ter filhos. "É algo que posso fazer pelo meio ambiente", disse o canadense, que faz parte de um grupo crescente de pessoas que...


    O impacto dramático da mudança climática sobre a ilha em que vive fez Jason McGregor e sua mulher decidirem não ter filhos. "É algo que posso fazer pelo meio ambiente", disse o canadense, que faz parte de um grupo crescente de pessoas que escolhem não ter filhos por motivos ambientais. Jason MacGregor está preocupado com impacto das mudanças climáticas sobre sua ilha Jason Macgregor "Momentos drásticos pedem medidas drásticas", disse à BBC Jason MacGregor. "Sou da Ilha do Príncipe Eduardo, no Canadá. Temos tido tempestades fortíssimas que estão afetando de forma dramática os nossos portos", diz o ambientalista. "Os furacões estão mais fortes devido a uma corrente mais quente que vem do Golfo", explica. Sua ilha é especialmente vulnerável à erosão costeira que resulta do aumento do nível do mar. Com isso, decidiu, para contribuir, renunciar a ser pai. "É muito triste e frustrante ver como a mudança climática está tendo impacto no lugar onde vivo", lamenta. "Então, decidi não ter filhos para ajudar a combater a mudança climática." Grão de areia Segundo MacGregor, que se descreve como um cidadão global, "o complicado do combate à mudança climática é que menos é mais. É preciso usar menos recursos, ter menos filhos, comer menos carne, dirigir menos, viajar menos". "Tenho uma namorada e estamos de acordo. Tivemos uma conversa profunda sobre não ter filhos e sobre ajudar a combater a mudança climática", conta ele. "Não é algo leve para nós, e sempre há o medo de nos arrependermos", reconhece. "Mas se puder fazer minha parte ao não ter filhos, isso é algo bom que posso fazer pelo meio ambiente." Um de muitos MacGregor faz parte de um grupo crescente de pessoas que, em diferentes partes do mundo, decidiram não procriar para ajudar o planeta. Por exemplo, para Audrey García, espanhola de 39 anos, "não é ético ter filhos biológicos". "Não num mundo superpopuloso, onde falta água e comida para muitos, onde estamos destruindo o meio ambiente, onde não paramos de consumir mais e mais recursos", disse ela à BBC Mundo em março de 2018. "Não quando se pode adotar", insiste. Anna, do Reino Unido, disse à BBC em abril de 2018 que não terá filhos porque quer "salvar o planeta". A ideia de ter filhos nunca pareceu muito atraente para ela, mas, além disso, se deu conta de que "o melhor que poderia fazer pelo meio ambiente era não ter filhos". "Hoje me considero uma ambientalista e vivo da forma mais sustentável possível", disse a jovem de 35 anos, que é vegana, só anda de bicicleta e só lava o cabelo uma vez por mês. "É evidente que ter filhos te transforma num consumidor de recursos. Não quero dizer que ninguém deveria tê-los, mas é um fato. Se engravidasse, faria um aborto", disse, categórica. A piloto profissional de carros de corrida Leilani Munter também virou ativista e quer chamar atenção para o problema da superpopulação mundial. "Temos que normalizar não ter filhos para que possamos salvar o planeta", disse à BBC. Munter decidiu não tê-los quando tinha seus 20 anos de idade. 'Um filho a menos' Esses argumentos têm base em estudos como um publicado en 2017 no site especializado Environmental Research Letters. Nele, Seth Wynes e Kimberly A. Nicholas dizem que "a mudança climática antropogênica atual é resultado do acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, que é a soma de milhões de decisões individuais". Após levarem em conta uma gama de opções de estilo de vida, os pesquisadores da Universidade da British Columbia, no Canadá, e da Universidade de Lund, na Suécia, identificaram quatro recomendações para reduzir substancialmente as emissões individuais. Uma delas é não ter filhos, que, no caso dos países desenvolvidos, significaria uma redução de 58.6 toneladas de CO2 por ano, em média, dizem. As outras três são não usar automóveis, evitar viagens de avião e ter uma dieta baseada em plantas.

    Pesquisadores alemães criam forma de evitar o abate de pintos vivos


    As tardes de domingo na Zona Rural das pequenas cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro têm um cenário bem parecido. Visitantes e moradores de fim de semana enchem os carros, preparam-se para partir. Há uma ligeira algazarra, os restaurantes se...

    As tardes de domingo na Zona Rural das pequenas cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro têm um cenário bem parecido. Visitantes e moradores de fim de semana enchem os carros, preparam-se para partir. Há uma ligeira algazarra, os restaurantes se enchem porque muitos farão ali a refeição antes de pegar a estrada. Aos poucos, porém, o ruído vai diminuindo. O som das vozes vai sendo substituído pelo de pneus arrastando-se com rapidez na parte sem asfalto da rua até alcançarem a estrada principal. Quem fica são os moradores. Alguns trabalham por ali mesmo, em pousadas. Outros pegam cedo, na segunda-feira, o ônibus que os levará ao Centro, onde exercem funções administrativas. E há aqueles que também acordarão cedo, mas para pegar na enxada. Estes últimos fazem parte da população rural, que nos últimos anos tem se definhado no Brasil. Segundo um estudo publicado no Atlas da Questão Agrária Brasileira, por Eduardo Paulon Girardi, a partir da década de 1960 a população brasileira deixou de ser predominantemente rural. A Região Sudeste foi a primeira a apresentar diminuição da população rural, o que ocorreu já na década de 1960, com um saldo negativo de 4.971.925 habitantes no campo entre 1950 e 2000, o que representa uma diferença de -42%. Para Maria de Nazareth Baudel Wanderley, em “A valorização da agricultura familiar e a reivindicação da ruralidade” (2000), citada no artigo de Alfio Brandenburg, “Os novos atores da reconstrução do ambiente rural no Brasil: o movimento ecológico na agricultura”, há um meio rural que ressurge caracterizado por espaços diferenciados, sob influência de fatores diversos, e que coloca na agenda de pesquisa a reconstrução de um rural agora valorizado. Os dados merecem um olhar atento, já que é impossível desprezar o meio rural numa escala responsável de desenvolvimento do país. Neste sentido, a tecnologia pode e ajuda a manter os jovens, parte importante deste processo, com interesse em se manter ali. Quando o barulho dos pneus indicar que o campo ficará de novo vazio dos visitantes de fins de semana, a população de moças e rapazes precisa ter atrativos para criar meios de mantê-lo produtivo. Fiquei pensando sobre tudo isso quando li a reportagem no “The Guardian” sobre uma novíssima tecnologia que possibilita aos granjeiros identificarem o sexo do animal antes de o ovo eclodir. Aqui, vale uma explicação que talvez seja novidade para a maioria de nós: atualmente, a indústria alimentícia costuma abater os pintos machos, que não servem para botar ovos, transformando-os em ração para animais. Estima-se que entre 4 e 6 bilhões de pintos machos sejam abatidos em todo o mundo a cada ano porque eles não têm finalidade econômica. Como não podia deixar de ser, esta forma cruel de tratar seres vivos tem recebido críticas ferozes de ambientalistas e de pessoas que se interessam pelo ambiente que nos cerca. “O abate é uma solução confusa para um problema espinhoso da avicultura moderna. Os seres humanos criaram galinhas para uma das duas finalidades: produzir ovos ou carne. No entanto, metade de todos os animais criados para esse fim são considerados inúteis. Os filhotes machos não põem ovos e não crescem rápido o suficiente para justificar o custo de alimentá-los com carne. Então, eles são simplesmente destruídos”, diz a reportagem assinada por Josie Le Blond. O experimento que deu certo e hoje já enche gôndolas do supermercado com o rótulo de “ovos que não matam” foi descoberto por cientistas alemães e, por enquanto, está à venda somente em Berlim. Um feixe de laser queima um buraco micro na casca do ovo e em questão de segundos faz-se uma espécie de teste de gravidez em cada um. Os ovos “machos” são, então, descartados e viram ração, sem precisar matar os bichos. E pode ser feito em escala. O pesquisador Ludger Brelow, responsável pelo experimento, disse que o que mais o motivou foi, de fato, encontrar uma solução para o abate dos pintos. Até porque o mercado consumidor, sobretudo europeu, já estava pressionando por isto. Outros estudiosos se debruçaram sobre a tentativa de encontrar uma solução, mas ele chegou na frente. "Não se trata de ganhar ou perder. Todos nós temos o mesmo objetivo, que é acabar com o abate de pintinhos na cadeia de suprimentos. Claro, há competição, mas é positivo porque nos mantém focados nessa meta ”, disse ele à reportagem. Volto à cena do nosso jovem rural observando, melancolicamente, o campo onde trabalha ficando para trás, sob a poeira dos pneus daqueles que o visitam. O investimento em ciência, tecnologia e pesquisa é fundamental para mudar este cenário. Não só por parte das empresas interessadas em ajudar a promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável, que cause menos impactos ao meio em que se vive. É preciso que os governantes também se sintam responsáveis e invistam. É preciso dar aos mais novos a oportunidade de permanecer no campo mas de maneira que possa contribuir para promover mudanças. Com escolas adequadas em seu próprio local de trabalho, com ensino voltado às urgências que eles enfrentam, é possível tornar o campo atrativo para os jovens. Dessa forma, pode-se também evitar que as cidades sejam o único destino. É possível.
    Invasão de baratas no calor? Entenda por que o inseto aparece mais no verão

    Invasão de baratas no calor? Entenda por que o inseto aparece mais no verão


    Duas espécies são mais comuns no Brasil: uma vive mais nas casas, outra no esgoto. Saiba como diminuir a incidência das pragas urbanas e evitar uma infestação. Baratas aparecem mais no verão Pixabay A barata definitivamente não é um bicho dos...


    Duas espécies são mais comuns no Brasil: uma vive mais nas casas, outra no esgoto. Saiba como diminuir a incidência das pragas urbanas e evitar uma infestação. Baratas aparecem mais no verão Pixabay A barata definitivamente não é um bicho dos mais populares -- mesmo servindo para fazer farinha para pão e apesar de ter um leite três vezes mais nutritivo que o da vaca. Casos recentes de invasões de baratas em ônibus de São Paulo e do Rio de Janeiro causaram repulsa e, com o aumento das temperaturas nas últimas semanas, internautas reclamam nas redes sociais que elas têm aparecido com mais frequência por aí: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text O pesquisador Francisco José Zorzenon, do Instituto Biológico de São Paulo, explica por que esses insetos aparecem mais nesta época do ano e como resolver o problema: Por que as baratas aparecem mais no verão? Na verdade, todas as pragas urbanas aumentam em épocas mais quentes e chuvosas. O calor faz com que os insetos e animais se proliferem mais, como escorpiões, mosquitos e moscas. As temperaturas mais altas facilitam a reprodução – o metabolismo é acelerado e as baratas chegam à maturidade sexual mais rápido. Existe uma espécie que aparece mais no calor? E no Brasil? As baratas, no geral, aparecem mais no calor. As duas espécies mais comuns no país são Blatella germanica – conhecida como baratinha, francesinha ou paulistinha - e Periplaneta americana – chamada de cascuda, voadora. A primeira é menor e mais encontrada na cozinha, nos ônibus, em eletrodomésticos, em frestas de azulejos, no metrô. A Periplaneta americana é maior, gosta de ficar no esgoto, se alimenta de fezes, e é menos vista dentro de casa. As baratas são realmente mais sujas que os outros insetos? Não necessariamente. No Brasil, a Blatella germanica vive escondida dentro das casas, numa fresta de azulejo, dentro do liquidificador – às vezes não estão sobrevivendo em um ambiente sujo. Uma mosca, por exemplo, que pousa em fezes na rua, em feridas, pode trazer mais sujeira. A Periplaneta americana, a "voadora" que vive mais no esgoto, é tão suja quanto os ratos, e mais que outros insetos da mesma família, como a "baratinha". Todas as baratas são voadoras? As baratas têm, em média, 3 a 4 anos de vida. Durante a fase adulta, geralmente a partir dos 2 anos, elas têm asas desenvolvidas. A natureza delas, no entanto, é de locomoção rápida com as patas. Só às vezes, costumam voar. Por que é comum vê-las nos ônibus pela cidade? As pragas urbanas procriam de acordo com os quatro "As": Água Abrigo Alimento Acesso Os ônibus têm água (principalmente da chuva que entra). As pessoas deixam cair comida. O local é um bom abrigo e de fácil acesso. Por isso, se torna um bom ambiente para a procriação das baratas. Elas ficam, na verdade, escondidas entre os bancos, embaixo das poltronas. Quando o ambiente é desestabilizado - o ônibus começa a andar, ou uma pessoa senta no banco - elas aparecem. Como limpar a casa e evitar a presença delas? Manter a casa limpa, sem restos de comida e vazamentos de água. Deixar frutas mais maduras guardadas; Secar a escova de dentes para não acumular água com resto de comida no fundo do pote; Não deixar os sacos de lixo e lixeira abertos; Checar e lavar eletrodomésticos que estão há muito tempo fechados. Como controlar uma infestação? Os inseticidas que são vendidos nos supermercados são medida paliativa, não funcionam para controlar as infestações. Para resolver com segurança, só contratando uma equipe para usar produtos específicos de controle em regiões urbanas e/ou residências.