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    China e Vaticano anunciam acordo histórico para retomar laços

    China e Vaticano anunciam acordo histórico para retomar laços


    Relações entre Pequim e a Santa Sé foram rompidas há 67 anos, tendo a China sua própria Igreja Católica. O Vaticano e a China anunciaram neste sábado (22) um acordo histórico que promete contribuir para o degelo das relações diplomáticas...


    Relações entre Pequim e a Santa Sé foram rompidas há 67 anos, tendo a China sua própria Igreja Católica. O Vaticano e a China anunciaram neste sábado (22) um acordo histórico que promete contribuir para o degelo das relações diplomáticas entre ambos, rompidas há quase 70 anos. O primeiro passo foi o reconhecimento por parte da Santa Sé de bispos nomeados pelo governo chinês. Como parte do acordo, o papa Francisco aceitou neste sábado a nomeação de sete bispos chineses, entre os 60 indicados pelo regime do país nas últimas décadas sem o consentimento do Vaticano. Em outros países, é normalmente o pontífice quem nomeia os bispos locais. Papa Francisco chega à Praça de São Pedro para a audiência geral semanal no Vaticano Andrew Medichini/AP Photo Até então, a China vinha se recusando a aceitar que a nomeação viesse do Vaticano, uma vez que não reconhece o papa como chefe da Igreja Católica, enquanto a Santa Sé se negava a reconhecer que bispos fossem impostos pelo governo comunista, o que não ocorre em outros países. Segundo um comunicado do Vaticano, os bispos chineses reconhecidos por Francisco são Giuseppe Guo Jincai, Giuseppe Huang Bingzhang, Paolo Lei Shiyin, Giuseppe Liu Xinhong, Giuseppe Ma Yinglin, Giuseppe Yue Fusheng e Vincenzo Zhan Silu. "O papa Francisco deseja que, com as decisões tomadas, seja possível iniciar um novo caminho que permita superar as feridas do passado, realizando a plena comunhão de todos os católicos chineses", acrescenta a nota. O acordo que trata da futura nomeação de bispos chineses, ainda provisório, foi assinado neste sábado em Pequim pelo subsecretário de relações do Vaticano com os Estados, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro do Exterior da China, Wang Chao. O Vaticano não informou o conteúdo do acordo, mas fontes sugerem que, daqui em diante, é o papa quem terá a palavra final sobre a nomeação dos bispos, que serão, contudo, escolhidos com ajuda do governo em Pequim e seguindo algumas propostas do governo chinês. Falando de Vilnius, na Lituânia, onde Francisco estava em visita, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, indicou apenas que o acordo servirá como um modelo para futuras nomeações de bispos, que lideram os fiéis em suas diversas dioceses espalhadas pelo mundo. Burke acrescentou que o pacto "não é político, mas pastoral, a fim de permitir que os fiéis tenham bispos que estejam em comunhão com Roma mas, ao mesmo tempo, sejam reconhecidos pelas autoridades chinesas". Com o pacto, a China e o Vaticano resolvem seu principal motivo de conflito. Os dois Estados cortaram seus laços diplomáticos em 1951, dois anos depois de o líder comunista Mao Tsé-tung ter estabelecido a República Popular da China. À época, a Santa Sé excomungou dois bispos nomeados por Pequim, e as autoridades chinesas reagiram com a expulsão do núncio apostólico, que se assentou na ilha dissidente de Taiwan. Desde então, o regime chinês só reconhece o catolicismo através de sua Igreja Patriótica Chinesa, desvinculada do Vaticano. Com o acordo deste sábado, espera-se que as duas Igrejas passem a ser uma só. As tentativas de restaurar as relações bilaterais entre a China e o Vaticano foram retomadas com o pontificado de Francisco, tendo ambas as partes manifestado em diversas ocasiões vontade de melhorar seus laços.
    Operações resgatam 237 imigrantes no Mar Mediterrâneo

    Operações resgatam 237 imigrantes no Mar Mediterrâneo


    Autoridades espanholas interceptaram quatro embarcações no sudeste do país. Imigrantes chegam à costa da Espanha. JORGE GUERRERO / AFP O Serviço de Salvamento Marítimo da Espanha, com apoio da Agência Europeia de Gestão da Cooperação...


    Autoridades espanholas interceptaram quatro embarcações no sudeste do país. Imigrantes chegam à costa da Espanha. JORGE GUERRERO / AFP O Serviço de Salvamento Marítimo da Espanha, com apoio da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas (Frontex), informou neste sábado (22) que resgatou 237 pessoas, que estavam em quatro pequenas embarcações no Mar Mediterrâneo, perto da região sudeste do país. No primeiro barco estavam 56 imigrantes, sendo 13 mulheres, resgatados por uma patrulheira da Frontex e transferidos para o navio do órgão espanhol. A mesma embarcação da agência europeia encontrou depois 57 pessoas de uma segunda balsa. Outra embarcação foi interceptada com 72 imigrantes a bordo, incluindo 12 mulheres e quatro crianças, e uma quarta foi encontrada com 52 pessoas dentro, sendo quatro mulheres. O Serviço de Salvamento Marítimo da Espanha informou que localizou um quinto bote, mas que ainda não foi resgatado. A entrada de imigrantes na Espanha através do mar triplicou neste ano e chegou a 33.215 pessoas no último dia 15. Em 2017, na mesma época, o país tinha registrado a entrada de 11.464 pessoas pelo mar.
    Milhares de russos protestam contra reforma da Previdência

    Milhares de russos protestam contra reforma da Previdência


    Segundo líder da oposição, 30 mil pessoas foram às ruas contra as mudanças. Partido de esquerda comanda protestos. Sergei Sergeyev, Russian Communist Party Press Service via AP Milhares de russos saíram neste sábado (22) às ruas para...


    Segundo líder da oposição, 30 mil pessoas foram às ruas contra as mudanças. Partido de esquerda comanda protestos. Sergei Sergeyev, Russian Communist Party Press Service via AP Milhares de russos saíram neste sábado (22) às ruas para protestar contra a polêmica reforma sobre o aumento da idade de aposentadoria, às vésperas da segunda votação da lei no Parlamento. Segundo o opositor Sergei Udaltsov, líder da Frente de Esquerda, só em Moscou a manifestação contra a Reforma da Previdência reuniu cerca de 30 mil pessoas. No entanto, a polícia rebaixou esse número até 3 mil presentes, a maioria seguidores do Partido Comunista, forças de esquerda e membros de sindicatos. Udaltsov, que compareceu ao protesto apesar de uma proibição de participar de comícios, resumiu as principais exigências dos manifestantes: renúncia do Governo, suspensão do polêmico projeto de lei e um referendo nacional sobre a medida. O político opositor, que deixou a prisão na semana passada após 30 dias de detenção por outro protesto contra a reforma da Previdência, argumentou que a decisão judicial que lhe proíbe de participar de concentrações maciças durante os próximos três anos ainda não entrou em vigor. Além disso, Udaltsov prometeu recorrer à proibição para poder seguir exercendo suas atividades política e social. Ao longo desta jornada, houve também protestos contra a polêmica iniciativa em dezenas de cidades da Sibéria e do Extremo Oriente Russo. O ato de Moscou esteve liderado, além de por Udaltsov, pelo veterano líder dos comunistas russos, Gennady Ziuganov, e outros membros da formação política. Para amanhã, foram convocados novos protestos em várias localidades russas contra a polêmica medida, que é rejeitada pela imensa maioria dos russos. No mês passado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs suavizar a reforma elaborada pelo Governo e se dirigiu à nação em mensagem transmitida pela televisão para expôr sua visão da iniciativa, que gerou várias protestos desde que foi anunciada no começo do verão. O chefe de Kremlin propôs, concretamente, elevar a idade de aposentadoria da mulher de 55 para 60 e não 63 anos, como aponta o projeto governamental, e criar um sistema de garantias sociais e trabalhistas para a pessoas em idade de pré-aposentadoria.

    Forças armadas dos EUA matam jihadistas do Al Shabab em ataque aéreo na Somália


    Segundo o Comando dos EUA para a África, o ataque deixou 20 mortos. As Forças Armadas dos Estados Unidos, em coordenação com o Governo da Somália, assassinaram na sexta-feira (21) 20 membros do grupo terrorista Al Shabab mediante um ataque aéreo a...

    Segundo o Comando dos EUA para a África, o ataque deixou 20 mortos. As Forças Armadas dos Estados Unidos, em coordenação com o Governo da Somália, assassinaram na sexta-feira (21) 20 membros do grupo terrorista Al Shabab mediante um ataque aéreo a 50 quilômetros de Kismayo, província de Juba, informou neste sábado (22) o Comando dos EUA para a África. "O ataque aéreo dos EUA foi realizado contra militantes depois que as forças americanas e seus parceiros foram atacados", apontou-se em comunicado. "Atualmente, avaliamos que 18 terroristas foram assassinados no ataque" e "outros dois" morreram pelas mãos das forças da Somália. Até agora não foram encontrados feridos ou registradas baixas civis após o ataque aéreo. "As forças dos EUA continuarão utilizando todas as medidas autorizadas e apropriadas para proteger os cidadãos americanos e acabar com as ameaças terroristas", acrescenta a nota. "Isto inclui a associação com a Missão da União Africana para a Somália (AMISOM) e as Forças de Segurança Nacional da Somália (SNSF) em operações combinadas de luta contra o terrorismo e ataques contra terroristas, seus campos de treinamento e seus refúgios seguros em toda Somália e região", concluiu. Segundo dados do Pentágono obtidos pela Agência Efe, durante 2017 as Forças Armadas realizaram 35 bombardeios em Somália, tanto contra membros da Al Shabab como da organização terrorista Estado Islâmico (EI), nos quais foram mortos mais de 200 supostos radicais.
    Aiatolá culpa Estados árabes apoiados pelos EUA por ataque em parada militar no Irã

    Aiatolá culpa Estados árabes apoiados pelos EUA por ataque em parada militar no Irã


    Ali Khamenei falou sobre atentado que deixou 25 mortos. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade. O líder supremo, do Irã Ali Khamenei, em foto de maio de 2018 HO / Iranian Supreme Leader's Website / AFP O líder supremo...


    Ali Khamenei falou sobre atentado que deixou 25 mortos. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade. O líder supremo, do Irã Ali Khamenei, em foto de maio de 2018 HO / Iranian Supreme Leader's Website / AFP O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou neste sábado (22) os Estados árabes, apoiados pelos Estados Unidos, como responsáveis por um ataque a uma parada militar no país que matou 25 pessoas, quase a metade delas de integrantes da Guarda Revolucionária. Ele ordenou que as forças de segurança levem à Justiça os responsáveis por um dos piores ataques contra a Guarda Revolucionária, a mais poderosa e mais bem armada força militar do Irã, que responde ao aiatolá. A alegação provavelmente aumentará as tensões com a rival do Irã, a Arábia Saudita, e seus aliados do Golfo, que junto com os Estados Unidos vêm trabalhando para isolar a República Islâmica. "Este crime é uma continuação das conspirações dos Estados regionais que são fantoches dos Estados Unidos, e seu objetivo é criar insegurança em nosso querido país", disse Khamenei em um comunicado publicado em seu site. Ele não citou os Estados. Israel, arquiinimigo do Irã, é também um aliado chave dos EUA. O canal de TV estatal informou que o ataque, que feriu mais de 60 pessoas, teve como alvo um encontro de autoridades iranianas na cidade de Ahvaz para assistir à cerimônia anual que marca o início da guerra de 1980-88 contra o Iraque. Um movimento de oposição árabe chamado Resistência Nacional Ahvaz, que busca um Estado separado na província de Khuzistão, rica em petróleo, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Militantes do Estado Islâmico também reivindicaram responsabilidade. Nenhum deles apresentou provas. Todos os quatro atacantes foram mortos. Mulheres e crianças também morreram no ataque, informou a agência estatal IRNA. O episódio afetou a segurança do Irã, país produtor de petróleo e membro da Opep, que tem estado relativamente estável em comparação aos países árabes vizinhos, que enfrentam problemas desde as revoltas de 2011 no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária Islâmica tem sido a espada e escudo do governo clerical xiita no Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. A guarda também desempenha um papel importante nos interesses regionais do Irã em países como Iraque, Síria e Iêmen. (Reportagem da redação de Dubai, reportagem adicional de Parisa Hafezi e Babak Dehghanpisheh)

    China convoca embaixador dos Estados Unidos por sanções militares e envia 'protesto solene'


    Washington condenou compra de armas russas pelos chineses e Pequim reagiu manifestando 'indignação'. A China convocou o embaixador dos Estados Unidos, neste sábado (22), ao qual enviou um "protesto solene", em função das sanções de Washington a...

    Washington condenou compra de armas russas pelos chineses e Pequim reagiu manifestando 'indignação'. A China convocou o embaixador dos Estados Unidos, neste sábado (22), ao qual enviou um "protesto solene", em função das sanções de Washington a Pequim pela compra de armas russas, informou o "Diário do Povo", órgão do Partido Comunista. Na quinta-feira (20), Washington anunciou a sanção, pela primeira vez, contra uma entidade estrangeira pela compra de armas russas, atingindo uma unidade das Forças Armadas chinesas pela aquisição de caças e de mísseis terra-ar. Pequim reagiu no dia seguinte, manifestando sua "indignação" com as sanções. O embaixador americano na China, Terry Branstad, foi convocado pelo vice-ministro de Relações Exteriores Zheng Zeguang, disse o "Diário do Povo" em sua edição on-line. As sanções financeiras americanas afetam o Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos do Ministério chinês da Defesa. Neste sábado, o órgão declarou que os Estados Unidos não têm direito de intervir nas relações "normais" entre dois Estados soberanos. O gesto do governo Trump é "uma violação flagrante das regras fundamentais das relações internacionais" e "uma demonstração pura e simples de hegemonia", criticou o porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, em declarações à agência de notícias Xinhua.

    Assessor do Senado dos EUA renuncia em meio à alegação de assédio sexual, diz NBC


    Garrett Ventry teria sido demitido do gabinete do líder da maioria na Carolina do Norte após acusação por parte de uma funcionária da Assembleia Geral do Partido Republicano. Um assessor de imprensa do Comitê Judiciário do Senado dos EUA, liderado...

    Garrett Ventry teria sido demitido do gabinete do líder da maioria na Carolina do Norte após acusação por parte de uma funcionária da Assembleia Geral do Partido Republicano. Um assessor de imprensa do Comitê Judiciário do Senado dos EUA, liderado por republicanos, que trabalhou no caso de uma acusação de abuso sexual contra o indicado à Suprema Corte, Brett Kavanaugh, renunciou em meio a alegações de sua má conduta sexual, segundo a NBC. Garrett Ventry, de 29 anos, assessor de comunicação do presidente do Comitê Judiciário do Senado, Chuck Grassley, teria sido demitido do gabinete do líder da maioria na Carolina do Norte, John Bell, porque uma funcionária da Assembleia Geral do Partido Republicano acusou-o de assédio sexual, informou a NBC no sábado. No caso de Kavanaugh, sua ex-colega de classe Christine Blasey Ford o acusa de abuso sexual em uma festa de colegial há 36 anos. Ford tem até as 14h30 de sábado (22) para notificar a comissão se ela pretende testemunhar diante do Congresso, de acordo com o New York Times. Um porta-voz da Grassley não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
    Irã promete resposta 'terrível' ao EI por atentado que deixou dezenas de mortos: 'Terão que responder por isso'

    Irã promete resposta 'terrível' ao EI por atentado que deixou dezenas de mortos: 'Terão que responder por isso'


    O grupo Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado durante parada militar neste sábado (22). Hassan Rohani, president iraniano, durante discurso em desfile militar STRINGER / afp O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu neste sábado (22)...


    O grupo Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado durante parada militar neste sábado (22). Hassan Rohani, president iraniano, durante discurso em desfile militar STRINGER / afp O presidente iraniano, Hassan Rohani, prometeu neste sábado (22) uma resposta "terrível" de seu país, depois do atentado durante uma parada militar que deixou 29 mortos no sudoeste do Irã. Classificado de "terrorista" pelas autoridades iranianas, o atentado aconteceu em Ahvaz, capital da província do Juzestão, onde vive uma população de maioria árabe. O grupo Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do ataque. "A resposta da República Islâmica à menor ameaça será terrível", declarou Rohani, de acordo com um comunicado publicado em sua página oficial on-line. "Aqueles que dão apoio em matéria de Inteligência e propaganda a esses terroristas terão que responder por isso", acrescenta a nota. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, acusou um regime estrangeiro apoiado por Washington de estar por atrás do ataque. "Terroristas recrutados, treinados e pagos por um regime estrangeiro atacaram Ahvaz. [...] O Irã considera que os promotores regionais do terrorismo e seus mestres americanos são responsáveis por tais ataques", tuitou Zarif. Antes disso, os Guardiães da Revolução - o Exército ideológico da República Islâmica - disseram que os agressores estariam ligados a um grupo separatista árabe apoiado "pela Arábia Saudita". "Até agora, este atentado terrorista deixou 29 mártires e 57 feridos", anunciou o canal de TV oficial em língua árabe Al-Alam, citando o deputado Mokhtaba Zolnuri, membro da Comissão de Segurança Nacional e Assuntos Exteriores. "Entre os mártires, há uma criança e um ex-combatente que morreu em sua cadeira de rodas", declarou o porta-voz das Forças Armadas iranianas, o general de Brigada Abolfazl Shekarshi, à televisão pública. 'Alimentados pela Arábia Saudita' "Dos quatro terroristas, três foram enviados para o inferno no mesmo lugar do ataque, e o quarto, que ficou ferido e foi detido, se uniu a eles no inferno pouco depois, devido à gravidade de seus ferimentos", acrescentou esse general dos Guardiães da Revolução. Citado pela agência de notícias Isna, o vice-governador da província do Juzestão, Ali-Hossein Hoseinzade, disse que um jornalista e "oito, ou nove, militares" estavam entre os mortos. Vários veículos da imprensa iraniana publicaram que os agressores usavam uniforme militar. "Aqueles que abriram fogo contra o povo e as Forças Armadas estão ligados ao movimento Al-Ahvazieh", declarou, por sua vez, o porta-voz dos Guardiães da Revolução, Ramezan Sharif, também citado pela Isna. "Estão sendo alimentados pela Arábia Saudita e tentaram ofuscar a potência das Forças Armadas" iranianas, acrescentou. O atentado aconteceu no dia da parada militar para relembrar o início, por parte de Bagdá, do conflito Irã-Iraque (1980-1988) e da resistência da "defesa sagrada" iraniana durante esta "guerra imposta" - segundo os termos oficiais. Primeiro chefe de Estado estrangeiro a reagir ao ataque, o presidente russo, Vladimir Putin, disse estar "horrorizado" e apresentou seus pêsames ao colega Rohani, de acordo com o Kremlin. "Isso nos recorda da necessidade de uma batalha sem trégua contra o terrorismo em todas as suas formas", disse Putin, um aliado, junto com o Irã, do governo sírio de Bashar al-Assad. O Ministério sírio das Relações Exteriores condenou o atentado "nos termos mais duros". A Chancelaria turca condenou, por sua vez, "um ataque terrorista abominável". O Juzestão foi uma das províncias iranianas mais afetadas pelos combates durante a guerra Irã-Iraque. O então líder iraquiano, Saddam Hussein, acreditava que a população árabe da região receberia seus soldados como libertadores, mas esta se mostrou fiel ao Irã em seu conjunto.
    Bill Clinton pede a brasileiros que não votem movidos pela raiva

    Bill Clinton pede a brasileiros que não votem movidos pela raiva


    'Não desistam de seu país', afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos durante evento em São Paulo. Bill Clinton durante o evento de premiação do Hult Prize e Dinner 2018 na sede da ONU, em Nova York Jason DeCrow/Hult Prize Foundation via AP...


    'Não desistam de seu país', afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos durante evento em São Paulo. Bill Clinton durante o evento de premiação do Hult Prize e Dinner 2018 na sede da ONU, em Nova York Jason DeCrow/Hult Prize Foundation via AP Images Em São Paulo, ex-presidente dos EUA adverte aos eleitores que não vão às urnas orientados pelo ódio e ressentimento, como ocorreu nas últimas eleições americanas. "Não desistam de seu país", alerta o democrata. O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton alertou os eleitores brasileiros durante um evento em São Paulo nesta sexta-feira (21) contra os riscos de irem às urnas nas eleições presidenciais orientados pela raiva e pelo ódio. "Não tente tomar uma decisão quando está nervoso, pois assim nunca se toma decisões acertadas", disse Clinton a uma plateia de investidores, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A 15 dias das eleições presidenciais no Brasil, o americano advertiu que "em um país como este, quando há raiva e ressentimento não há boas decisões", observou, afirmado que o mesmo vale para os Estados Unidos. Segundo Clinton, as pessoas devem ter o cuidado de avaliar qual o futuro que desejam para o país. "'Como quero que o Brasil esteja quando meus filhos chegarem à minha idade? Que decisões devo tomar para que isso ocorra?' O presidente [da Rússia, Vladimir] Putin diria que somos antiquados, mas nós acreditamos que a democracia é a melhor maneira de atingir esse objetivo, embora seja lenta e às vezes os fatos não nos ajudem", observou. "No Brasil, a corrupção é um problema? Sim, mas vocês têm a capacidade de lidar com isso", disse Clinton. "O que eu sei é que em nenhum lugar do mundo há uma população com tanta energia, tão diversa e um país com tantos recursos naturais como o Brasil. Não desistam de seu país." Ele lembrou que, nos Estados Unidos, muitos eleitores votaram nas últimas eleições presidenciais movidos pelo ressentimento, por considerarem que não recebiam tratamento justo ou por não se sentirem representados na sociedade. Ele não fez menção direta ao presidente Donald Trump, que derrotou sua esposa, a ex-candidata pelo Partido Democrata Hillary Clinton, no pleito de 2016. Clinton ressaltou que a democracia ainda é o melhor sistema. "É tão lenta em comparação ao modo que vocês conduzem os seus negócios", disse aos investidores em São Paulo. "Mas vocês, as pessoas que deram a democracia ao Brasil e que a restauraram, devem se perguntar o seguinte: será que vale a pena aguentar a lentidão ou errar novamente para ser livre?", observou, sem mencionar nenhum dos candidatos à Presidência nas eleições de 7 de outubro. "Há décadas não via tanto ódio no Brasil", afirmou, por sua vez, o ex-presidente Fernando Henrique, pedindo a defesa dos valores democráticos. "A democracia é um valor essencial. Eu vivi na ditadura, quem viveu a ditadura sabe que a democracia é um valor que não se pode abandonar e vale a pena lutar por isso", completou.
    Na Lituânia, Papa Francisco critica países que 'expulsam os outros' e elogia tolerância

    Na Lituânia, Papa Francisco critica países que 'expulsam os outros' e elogia tolerância


    Sem nomear qualquer país, ele fez referência a nações que não quiseram acolher refugiados. Papa Francisco discursa em Vilnius, na Lituânia, neste sábado (22) Max Rossi/Reuters Recém-chegado a Vilnius, neste sábado (22), na primeira etapa de...


    Sem nomear qualquer país, ele fez referência a nações que não quiseram acolher refugiados. Papa Francisco discursa em Vilnius, na Lituânia, neste sábado (22) Max Rossi/Reuters Recém-chegado a Vilnius, neste sábado (22), na primeira etapa de uma viagem de quatro dias pelos países bálticos, o papa Francisco criticou – sem nomeá-los diretamente – os países que "expulsam os outros", em referência à chegada de migrantes à Europa. Em seu discurso, Francisco apontou a Lituânia, de maioria católica, como exemplo para a comunidade internacional e para a União Europeia (UE). Pronunciadas no leste europeu, suas declarações pareciam estar dirigidas, sobretudo, para o grupo de Visegrado (Polônia, Hungria, República Tcheca e Eslováquia), cujas autoridades não quiseram acolher em seu território os refugiados e migrantes econômicos procedentes, em massa, de Grécia e Itália. Ao falar para as autoridades lituanas e para o corpo diplomático, Francisco se referiu às "vozes que semeiam divisão e enfrentamento", instrumentalizando a insegurança, ou os conflitos, ou que "pregam que a única maneira possível de garantir a segurança e a subsistência de uma cultura nasce, buscando eliminar, cancelar, ou expulsar as outras". Nesse sentido, acrescentou: "vocês, lituanos, têm uma palavra autóctone a contribuir: 'abrigar as diferenças'. Por meio do diálogo, da abertura e da compreensão, estas podem se transformar em uma ponte de união entre o leste e o ocidente europeu". "Este pode ser o fruto de uma história madura, que, como povo, vocês oferecem à comunidade internacional e, em particular, a União Europeia", afirmou o papa. O sumo pontífice também se referiu a um dos principais problemas dos países bálticos, a emigração dos jovens, e convidou os lituanos a "prestarem especial atenção aos mais jovens, que não são apenas o futuro, mas o presente dessa nação, sempre e desde que permaneçam unidos às raízes do povo". Com os jovens Hoje à tarde, Jorge Bergoglio deve se reunir com jovens na praça da catedral de Vilnius, que foi fechada durante a ocupação soviética. Junto com os demais países bálticos, a Lituânia experimentou um rápido crescimento econômico, o que também levou ao aparecimento das desigualdades sociais, do alcoolismo e, sobretudo, do desejo de emigrar de gerações inteiras de jovens. Com 3,2 milhões de habitantes, já perdeu um quarto de sua população, um efluxo contínuo ameaçador para seu futuro. Ao receber o papa, a presidente Dalia Grybauskaite lhe agradeceu pela visita ao país no ano do centenário de sua independência. Ela lembrou que o Vaticano, um dos primeiros a reconhecerem o Estado lituano, nunca aceitou a ocupação por parte da URSS - "uma promessa de liberdade e uma esperança que se viram satisfeitas". No domingo, o papa visitará o Museu da Ocupação e da Liberdade Religiosa para comemorar, junto com a comunidade judaica, o 75º aniversário do fechamento do gueto de Vilnius. O local representou o extermínio de quase todos os judeus da cidade. Até 1940, moravam na Lituânia mais de 200 mil judeus, e Vilnius era conhecida como a "Jerusalém do norte". Os judeus foram exterminados durante a ocupação nazista entre 1941 e 1944. Na segunda-feira, o papa segue para a Letônia, país de maioria protestante. Na terça, viaja para a Estônia, considerado o mais ateu do mundo.
    EUA concedem prazo maior à professora que denunciou juiz indicado à suprema corte

    EUA concedem prazo maior à professora que denunciou juiz indicado à suprema corte


    Decisão do presidente do Comitê Judiciário no Senado tem objetivo de permitir a ela que decida se e como vai depor no caso envolvendo Brett Kavanaugh. Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington DC, no dia 5 de setembro Saul...


    Decisão do presidente do Comitê Judiciário no Senado tem objetivo de permitir a ela que decida se e como vai depor no caso envolvendo Brett Kavanaugh. Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington DC, no dia 5 de setembro Saul Loeb/AFP O presidente do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos, o republicano Chuck Grassley, concedeu uma prorrogação do prazo para a mulher que acusa o juiz Brett Kavanaugh, indicado para a Suprema Corte, de abuso sexual, para que ela possa decidir se e como ela vai depor. Neste sábado (22), Grassley fez três post no Twitter para falar sobre o caso. O Comitê Judiciário do Senado havia adiado a votação da confirmação de Kavanaugh depois que as alegações da professora universitária Christine Blasey Ford na Califórnia surgiram na semana passada, e os advogados dela e funcionários da comissão estavam negociando as condições de seu depoimento. Saiba quem é Brett Kavanaugh "Juiz Kavanaugh, acabei de conceder outra prorrogação para a Dra. Ford decidir se ela quer prosseguir com a declaração que fez na semana passada para testemunhar no Senado", escreveu Grassley no Twitter. "Ela deve decidir para que possamos seguir em frente. Eu quero ouvi-la. Espero que você entenda. Não é minha abordagem normal ser indeciso." Grassley não disse se um novo prazo foi definido. Antes Grassley disse que manteria uma votação sobre a confirmação de Kavanaugh na segunda-feira, a menos que um acordo fosse fechado com os advogados da Ford. Em um email para a equipe do comitê judiciário, a advogada de Ford, Debra Katz, classificou o prazo como arbitrário. Kavanaugh negou as acusações e prometeu testemunhar na audiência de segunda-feira.
    Onde vai ficar a renovação política?

    Onde vai ficar a renovação política?


    Pelo menos sete em cada dez brasileiros não confiam nos partidos, e a desilusão em relação à política é crescente desde os protestos de 2013. Mas, ao que tudo indica, uma renovação de fato deve ficar para outra eleição. Protesto em frente...


    Pelo menos sete em cada dez brasileiros não confiam nos partidos, e a desilusão em relação à política é crescente desde os protestos de 2013. Mas, ao que tudo indica, uma renovação de fato deve ficar para outra eleição. Protesto em frente ao Congresso Nacional, em Brasília Paulo Whitaker/Reuters Democracias representativas estão em crise no mundo todo. No Brasil, em meio à série de escândalos de corrupção, a desconfiança é especialmente alta. E quase todos os partidos são afetados. Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros não confiam nas legendas políticas – no Ibope, a cifra chega a 87%. "É natural que alguém se desencante com a política quando é excessivamente exposto a escândalos de corrupção desta magnitude", comenta o cientista político Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Esse desencanto perigoso deixa margem para a demonização da politica, a essa interpretação de que todos os políticos são corruptos e que todos são iguais. Isso cria problemas de legitimidade democrática, cria a crença de que a democracia é incapaz de resolver os problemas da sociedade." Esse distanciamento entre política e povo não é novo. Já existia no Brasil bem antes dos protestos de 2013 e do início das revelações da Operação Lava Jato, um ano depois. Na verdade, afirma o cientista político Marco Aurélio Nogueira, vem dos tempos da ditadura. "A política era uma coisa longínqua, estranha, até porque não era possível exercê-la", afirma. Foi só com a redemocratização, em meados dos anos 1980, que a sociedade brasileira de fato se politizou. "As pessoas aceitaram o convite para participar e se preocupar com a política." Nos últimos anos, porém, instaurou-se uma grande desilusão, "um novo distanciamento dos cidadãos da política institucional". Hoje, diz Nogueira, há dois tipos típicos de reação em relação à política: "A vertente minoritária diz que a política feita fora das instituições, em ONGs ou conselhos, é mais efetiva do que a feita nas instituições. A segunda vertente, majoritária, diz que não dá para confiar nos políticos, que eles não vão mudar, que eles são viciados nesse jogo de poder e que é preciso procurar outras opções." Após os protestos de 2013, muitos esperavam uma renovação na política. Mas ela praticamente não apareceu. "Os grandes partidos não foram capazes de fazer um processo de renovação dos seus quadros. E a ideia do outsider verdadeiro também não vingou. Temos Jair Bolsonaro, que se coloca como outsider e com discurso de outsider, sendo ele próprio alguém que já está na política há muitos anos", assinala Michael Freitas Mohallem, professor e coordenador do Centro de Justiça e Sociedade da FGV-Direito Rio. "Os partidos viraram as costas para esta demanda da sociedade, porque estavam num processo de autodefesa." Nas eleições de 7 de outubro, 19 réus e 12 acusados da Operação Lava Jato são candidatos, e muitos deles aparecem bem nas pesquisas de intenção de voto. Um novo mandato lhes daria foro privilegiado. E a ideia de punir políticos nas urnas continuará uma ilusão. A instituição dos chamados "puxadores de voto" – que acabam elegendo colegas que, se dependessem dos seus próprios votos, não o conseguiriam – colabora para isso. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), em 2014 apenas 36 dos 513 deputados foram eleitos com votos próprios. Os outros 477 não receberam os votos suficientes para se eleger. Tiririca (PR-SP), por exemplo, com seus mais de um milhão de votos, puxou vários colegas para a Câmara. Tatiana Roque, candidata do Psol no Rio de Janeiro, aposta no colega Marcelo Freixo, conhecido nacionalmente, como "puxador de votos". A "transferência" de votos dentro do partido, para ela, é positiva. "Quando o eleitor dá um voto para aquele candidato, ele também dá o voto para o partido daquele candidato. É uma filosofia que não é ruim, é uma filosofia que atribui muita importância aos partidos", argumenta. Mas ela admite que os "puxadores" no Brasil acabam prejudicando a representatividade num sistema de partidos sem ideologias claras. "O sistema foi concebido para que acontecesse numa situação ideal. Concordo que não está mais acontecendo." Para Carlos Pereira, é preciso entender que há efeitos colaterais do sistema. "É bom frisar que não existem sistemas ideais. Todo sistema tem problemas." Ao contrário do sistema americano, onde metade dos votos não está representada no Congresso – continua o cientista político – o Brasil quer ver a maior representação possível. "Resta às sociedades decidirem o que querem ganhar com isso e o que topam perder. A sociedade brasileira tem historicamente preferido ganhar representação e inclusão. A contrapartida é que alguns votos vão eleger candidatos em quem não se votou." Outro obstáculo para a renovação política é o modelo de financiamento de campanha. São os líderes dos partidos que decidem qual campanha será financiada, e os nomes antigos da política, na maioria das vezes, acabam se beneficiando. Segundo levantamento do jornal O Globo, dos 843 milhões de reais distribuídos pelos partidos para as campanhas ao Congresso Nacional, 67% foram para quem tem ou já teve mandato como senador ou deputado federal. E os outros 33% não vão todos para novos políticos – acabam também nas mãos de nomes como a ex-presidente Dilma Rousseff ou Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha. Também entre os novos está Flávia Arruda. Seu marido, ex-governador do Distrito Federal, a colocou na disputa por uma vaga no Congresso porque ele mesmo, condenado em segunda instância por improbidade administrativa, não pode concorrer.

    China diz que EUA não devem interferir em cooperação militar com Rússia


    Decisão de comprar caças e sistemas de mísseis russos é ato normal de cooperação entre países, afirmou porta-voz do Ministério da Defesa chinês. A decisão da China de comprar caças e sistemas de mísseis da Rússia é um ato normal de...

    Decisão de comprar caças e sistemas de mísseis russos é ato normal de cooperação entre países, afirmou porta-voz do Ministério da Defesa chinês. A decisão da China de comprar caças e sistemas de mísseis da Rússia é um ato normal de cooperação entre países soberanos e os Estados Unidos "não têm o direito de interferir", disse neste sábado (22) o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian. Na quinta-feira (20), o Departamento de Estado dos EUA impôs sanções ao Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos da China (EED, na sigla em inglês) depois que o órgão se envolveu em "transações significativas" com a Rosoboronexport, principal exportadora de armas da Rússia. As sanções estão relacionadas com a compra pela China de dez aeronaves de combate SU-35 em 2017 e equipamentos relacionados ao sistema de mísseis terra-ar S-400 em 2018, informou o Departamento de Estado. As sanções impedirão o EED e seu diretor, Li Shangfu, de solicitarem licenças de exportação e de participarem do sistema financeiro dos EUA. "A abordagem dos EUA é uma flagrante violação das normas básicas das relações internacionais... e uma séria violação das relações entre os dois países e seus dois exércitos", disse Wu em um comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa chinês. O porta-voz disse que os EUA foram avisados que enfrentariam "consequências" se não revogassem imediatamente as sanções.
    Homem é resgatado com vida após naufrágio em lago na Tanzânia que matou mais de 200

    Homem é resgatado com vida após naufrágio em lago na Tanzânia que matou mais de 200


    Resgate foi feito neste sábado, dois dias após o acidente com balsa no Lago Vitória. Balsa MV Nyerere. que naufragou no Lago Vitória, na Tanzânia, e deixou mais de 200 mortos AFP Mergulhadores resgataram um homem neste sábado (22) do naufrágio...


    Resgate foi feito neste sábado, dois dias após o acidente com balsa no Lago Vitória. Balsa MV Nyerere. que naufragou no Lago Vitória, na Tanzânia, e deixou mais de 200 mortos AFP Mergulhadores resgataram um homem neste sábado (22) do naufrágio de uma balsa tanzaniana superlotada, no Lago Vitória, na quinta-feira (20), em acidente que matou pelo menos 207 pessoas. Corpos continuavam a flutuar ao redor da embarcação, cujas estimativas iniciais sugerem que transportava mais de 300 pessoas. A emissora estatal TBC informou que o número de mortos chegou a 207. Quatro mergulhadores da Marinha retomaram as buscas no interior do MV Nyerere no sábado, depois de ouvirem sons que sugeriam sinais de vida. Eles retiraram um homem do navio, e a vítima foi levada às pressas para o hospital, disse uma testemunha da Reuters. Suas condições não foram imediatamente divulgadas. Na sexta-feira (21), o presidente John Magufuli ordenou a prisão de supostos responsáveis pelo naufrágio. Dezenas de familiares choram à beira do lago enquanto esperam por informações sobre vítimas. Caixões foram alinhados nas proximidades à espera de corpos sendo retirados da embarcação, que estava de barriga para cima na água a poucos metros da costa.
    O médico que ajudou uma cidade americana a combater crime tratando violência como doença

    O médico que ajudou uma cidade americana a combater crime tratando violência como doença


    Método para combater 'epidemia de violência' nas ruas de Chicago, há duas décadas, foi inspirado na luta contra a Aids na África. Em Chicago, ex-membros de gangues são contratados para intervir em disputas ALYSSA SCHUKAR É possível reduzir a...


    Método para combater 'epidemia de violência' nas ruas de Chicago, há duas décadas, foi inspirado na luta contra a Aids na África. Em Chicago, ex-membros de gangues são contratados para intervir em disputas ALYSSA SCHUKAR É possível reduzir a criminalidade combatendo a violência como uma doença infecciosa? Londres anunciou que vai seguir a abordagem de saúde pública da Escócia para ajudar a diminuir os índices de crimes violentos. Mas a ideia de tratar o crime como uma doença não é nova. A proposta teve origem há mais de duas décadas nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos - e suas raízes estão na luta contra a Aids na África. A capital inglesa já testemunhou 100 homicídios neste ano, após uma onda de violência marcada principalmente por crimes com faca. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, está sendo pressionado a tomar uma atitude, enquanto antigos debates sobre o poder da polícia para parar e revistar pessoas foram retomados. A chefe da Polícia Metropolitana, Cressida Dick, admite, por sua vez, que seus policiais estão "no limite". É uma situação que se assemelha à de Chicago há 20 anos. O médico Gary Slutkin, epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), voltou para a cidade americana em meados da década de 1990, após passar anos lutando contra doenças infecciosas na Ásia e na África. Em Uganda, ele havia combatido a propagação da Aids com algum sucesso. E precisava de uma pausa após testemunhar tanta morte e miséria. Mas quando voltou para sua terra natal, ficou chocado ao se deparar com um cenário de violência e mortes. "Eu vi toda aquela violência acontecendo nos EUA e, como passei tanto tempo fora, não fazia ideia. Eu achava que os EUA não tinham problemas", disse. "Quando cheguei, vi nos jornais e na TV que havia garotos de 14 anos atirando na cabeça de meninos de 13 anos. Se matando. Eram garotos atirando uns nos outros. Como assim?" Entre 1994 e 1999, 4.663 pessoas foram assassinadas em Chicago. Para efeito de comparação, Los Angeles - que tinha uma população significativamente maior - registrou 3.380 homicídios. Intrigado, Slutkin começou a investigar. E, ao analisar os dados, notou uma série de semelhanças entre a violência em Chicago e as epidemias que passou anos tentando curar. Ele percebeu que os incidentes violentos estavam ocorrendo em lugares específicos de certas regiões e em determinados momentos. Além disso, a violência parecia estar se multiplicando, como uma doença infecciosa. Um incidente violento levava a outro e, em seguida, a outro, e assim por diante. Definitivamente, a violência estava aumentando rápido, de forma muito semelhante a uma onda epidêmica. Como epidemiologista, ele precisava identificar três fatores antes de classificar uma doença como contagiosa; aglomeração, autorreplicação e ondas epidêmicas. Slutkin passou anos lutando contra a epidemia de Aids na África - e usou as mesmas técnicas para combater a violência nos EUA CURE VIOLENCE Slutkin concluiu que Chicago estava de fato enfrentando uma epidemia tão grave quanto a que havia testemunhado em Uganda. E decidiu tratar o problema da mesma maneira. Para isso, obteve financiamento de uma universidade local e criou o Cure Violence (cura a violência, em português) - um projeto dedicado ao uso de métodos de saúde pública para combater crimes violentos. Assim como na luta contra a Aids, a primeira regra era que a violência não deveria ser tratada como "um problema de pessoas ruins". Em vez disso, seria abordada como uma doença contagiosa que infectava as pessoas. Isso significava prevenir a violência antes que eclodisse, e mitigá-la, uma vez que se instalasse. Em Uganda, Slutkin e seus colegas aprenderam que as pessoas só ouviam conselhos sobre sexo seguro se viessem de alguém em situação análoga à delas. "Usamos pessoas da mesma comunidade", disse o médico. "Homens gays para atingir homossexuais, prostitutas para falar com profissionais do sexo." Em Chicago, ele adotou uma abordagem parecida. Recrutou ex-membros de gangues para educar os atuais integrantes, intervir em disputas e, com sorte, evitar a violência na sua origem. Os resultados foram instantâneos; a criminalidade foi reduzida significativamente na área piloto, West Garfield. Em pouco tempo, o projeto estava sendo colocado em prática em outras regiões problemáticas da cidade. O sucesso se deve à atuação dos ex-membros das gangues, conhecidos como Violence Interrupters ("Interruptores de Violência", em tradução livre). Empregados como um elo entre a aplicação da lei e as gangues, eles usaram seus contatos na comunidade para identificar situações e indivíduos de alto risco e, na sequência, intervir em disputas antes que se transformassem em violência. Angalia Bianca é um dos 'interruptores de violência' mais experientes do projeto Cure Violence ALYSSA SCHUKAR Angalia Bianca foi integrante da gangue Latin Kings por mais de 30 anos, antes de se tornar uma "interruptora de violência" há sete anos. "Na maioria das situações, o negócio é ganhar tempo, tentar acalmar as pessoas e dissuadi-las de fazer algo de que vão se arrepender", diz ela. "Esses caras não vão ouvir a polícia, mas nós temos uma reputação e credibilidade nas ruas." "A gente costumava viver nas ruas, em brigas de gangue, cometendo crimes. Nós falamos a língua deles". O impacto dessa abordagem de envolver a comunidade é significativo. Desde o início do projeto, os tiroteios caíram em até 40% nas áreas em que os "interruptores de violência" atuaram. Outras cidades nos Estados Unidos seguiram o exemplo, principalmente Los Angeles, Nova York e Baltimore. Na Escócia, Glasgow adotou o método - incorporando-o a uma estratégia mais ampla de saúde pública, que envolve educação, saúde e serviços sociais. A taxa de homicídios da cidade foi reduzida em mais da metade entre 2004 e 2017. O sucesso da Unidade de Redução da Violência da Escócia, que recebeu £7,6 milhões (cerca de R$40 milhões) de financiamento do governo escocês entre 2008 e 2016, chamou a atenção do prefeito de Londres. No entanto, a estratégia também esbarra em obstáculos. Em Chicago, os recursos financeiros têm sido um problema permanente. Em 2015, o projeto Cure Violence enfrentou o primeiro de dois anos sem receber o orçamento completo do Estado, devido a um impasse entre o governador Bruce Rauner e o presidente da Câmara de Illinois, Mike Madigan. Slutkin acredita que isso resultou em vidas perdidas. "Escrevemos uma carta e dissemos que isso seria um desastre, em outras palavras, previmos isso." "Perdemos trabalhadores em 13 comunidades", explica. No ano seguinte, 771 pessoas foram mortas em Chicago - o ano mais mortífero da cidade em quase duas décadas. Em 2017, depois que a equipe do Cure Violence recuperou seu financiamento, houve um declínio de 16% no número de assassinatos. No ano passado, Londres teve sua própria onda de mortes violentas. A abordagem de saúde pública de Slutkin parece ser um catalisador para o prefeito de Londres diagnosticar a violência da capital como uma "doença". No entanto, há uma diferença de grandeza significativa. Neste ano, a Cure Violence recebeu financiamento de US$ 5,4 milhões (£4,1 milhões e R$22 milhões) em Chicago e US$ 17,2 milhões (£ 13 milhões e R$70 milhões) em Nova York. Já Sadiq Khan destinou apenas £ 500 mil (cerca de R$2 milhões) para o projeto em Londres, valor considerado uma "piada" pelo criminologista Anthony Gunter. Ele acha que o prefeito está sendo "lento" para reagir à questão da violência em Londres. É fã da abordagem de Chicago, embora ressalte que a taxa de homicídios da cidade continua alta. "O diabo mora nos detalhes e, neste estágio, não há muitos detalhes", diz ele sobre o anúncio de Khan. "É necessário uma abordagem multidisciplinar e que todos trabalhem juntos. Sadiq Khan vai precisar trabalhar com o (ministro do Interior) Sajid Javid." Para algumas comunidades em Londres, Chicago e Glasgow, a violência faz parte da vida cotidiana. Está presente em questões sociais mais amplas, como desemprego, educação, famílias desestruturadas e drogas. Se o fato de Khan diagnosticar a violência como uma doença vai fazer a diferença, ainda não sabemos. Uma pessoa que está feliz com o anúncio, no entanto, é Sarah Jones, que faz campanha pela abordagem da saúde pública desde que foi eleita deputada trabalhista de Croydon Central em 2017. Ela acredita que "interruptores de violência" podem ser a chave para deter o crime com facas em algumas áreas de Londres. "Há pequenos grupos em Londres que cumprem um papel semelhante, mas precisamos ter mais gente que seja respeitada e tenha a confiança dessas comunidades", diz ela. "Ter alguém para intervir no momento em que eles estão pensando em agir com violência pode fazer uma diferença enorme." "A Unidade de Redução da Violência é um passo na direção certa, mas precisa do compromisso de todos no longo prazo", finaliza.
    Passa de 200 o número de mortos em naufrágio de balsa em lago na Tanzânia, diz rádio local

    Passa de 200 o número de mortos em naufrágio de balsa em lago na Tanzânia, diz rádio local


    MV Nyerere afundou na quinta-feira a algumas dezenas de metros do cais da ilha Ukara. Socorristas examinam balsa que naufragou nesta quinta-feira no Lago Vitória, na Tanzânia Reuters TV/via REUTERS Pelo menos 207 pessoas morreram no naufrágio da...


    MV Nyerere afundou na quinta-feira a algumas dezenas de metros do cais da ilha Ukara. Socorristas examinam balsa que naufragou nesta quinta-feira no Lago Vitória, na Tanzânia Reuters TV/via REUTERS Pelo menos 207 pessoas morreram no naufrágio da balsa MV Nyerere no sul do lago Vitória, na Tanzânia, informou a rádio pública neste sábado (22), citando o ministro tanzaniano dos Transportes, Isack Kamwelwe. O acidente ocorreu na quinta-feira (20). "Até o presente, o número de pessoas que perderam a vida chega a 207", afirmou a rádio, citando o ministro que coordena as operações de busca desde sexta-feira. O balanço anterior era de 170 mortos e 41 sobreviventes. A balsa tinha partido da ilha de Bugorora, onde os passageiros tinham feito compras, e naufragou perto do cais da ilha de Ukara. As autoridades da Tanzânia ainda investigam as causas do acidente, mas tragédias similares ocorridas no passado foram provocadas pelo excesso de peso. O número de vítimas costuma ser alto devido à falta de coletes salva-vidas nas embarcações. Davita Ngenda, uma idosa de Ukara, perdeu o filho no naufrágio. "Meu filho está entre os corpos recuperados", declarou, sem conter as lágrimas. "Ele havia embarcado com a esposa, mas ela ainda não foi encontrada. Deus, o que eu fiz para merecer isto?", questionou. O professor Sebastian John afirmou que tragédias similares marcaram a vida das pessoas que moram perto do lago. "Desde meu nascimento, muitas pessoas morreram em naufrágios neste lago. Mas o que podemos fazer? Não decidimos nascer aqui, não temos para onde ir", disse. Negligência Imagem retirada de vídeo mostra socorristas no Lago Vitória onde balsa naufragou nesta quinta-feira (20) Reuters TV/via Reuters O presidente da Tanzânia, John Magufuli, manifestou "profunda tristeza" com o desastre e pediu aos moradores que "permaneçam tranquilos em um momento difícil". John Mnyika, líder do Chadema, principal partido de oposição, afirmou à AFP que várias vezes denunciou a negligência com que as condições de transporte foram tratadas. “Muitas vezes alertamos para as condições ruins das balsas, mas o governo ignorou”, disse. Mnyika disse que sobrecarga na embarcação reflete "outra falha das autoridades" e criticou os trabalhos de resgate "insuficientes". Há seis anos, 144 pessoas morreram ou foram consideradas desaparecidas depois que uma balsa sobrecarregada naufragou na ilha de Zanzibar. Em 1996, quase 700 pessoas morreram no naufrágio de uma balsa também no Lago Vitória.
    Imagens da semana de 15 a 21 de setembro de 2018

    Imagens da semana de 15 a 21 de setembro de 2018


    17 de setembro - Uma moradora tenta apagar um incêndio em Ogan Ilir, Sumatra, na Indonésia Antara Foto/Nova Wahyudi/via Reuters 20 de setembro - Mulheres muçulmanas xiitas choram durante o dia sagrado de Ashoura, na Mesquita Sadat Akhavi, em...


    17 de setembro - Uma moradora tenta apagar um incêndio em Ogan Ilir, Sumatra, na Indonésia Antara Foto/Nova Wahyudi/via Reuters 20 de setembro - Mulheres muçulmanas xiitas choram durante o dia sagrado de Ashoura, na Mesquita Sadat Akhavi, em Teerã, no Irã Ebrahim Noroozi/AP 20 de setembro - Uma mulher trans espera nos bastidores para se apresentar durante um evento para levantar fundos para sua comunidade, em Mumbai, na Índia Francis Mascarenhas/Reuters 17 de setembro - Mulher caminha com água na altura do pescoço em área alagada após a passagem do supertufão Mangkhut em Calumpit, Nulacan, nas Filipinas Noel Celis/AFP 17 de setembro - Um vendedor de galinhas oferece suas aves levando-as sobre a cabeça em meio a trilhos da ferrovia em Daca, Bangladesh Mohammad Ponir Hossain/Reuters 18 de setembro - Um gato se agarra a lateral de um trailer antes de ser salvo, em Burgaw, na Carolina do Norte Jonathan Drake/Reuters 18 de setembro - Um manifestante arremessa pedras enquanto outros queimam pneus durante um protesto na entrada da fronteira de Erez entre Gaza e Israel, no norte da Faixa de Gaza Adel Hana/AP 17 de setembro - Um filhote de leopardo-nebuloso é fotografado em um balde durante exame médico no zoológico de Mulhouse, na França Sebastien Bozon/AFP 17 de setembro - Uma pequena rinoceronte caminha por recinto do Ramat Gan Safari Park, perto de Tel Aviv, em Israel. O zoo informou que a fêmea foi o terceiro filhote da espécie nascido no parque Ariel Schalit/AP 18 de setembro - Um devoto xiita da Caxemira participa de um ritual de autoflagelação durante uma procissão religiosa no sétimo dia da Ashura, em Srinagar, na Índia Taussef Mustafa/AFP 20 de setembro - Philippe Gillet, de 67 anos, alimenta um jacaré americano (aligátor) em sua sala de estar em Cueron, perto de Nantes, na França. O idoso tem como companheiros de casa mais de 400 répteis e jacarés amestrados Stephane Mahe/Reuters 17 de setembro - Cachorros abandonados presos em canil depois que o dono deixou sua casa devido à chegada do furacão Florence são resgatados pelo voluntário Ryan Nichols, de Longview (Texas), na cidade de Leland, na Carolina do Norte Jonathan Drake/Reuters 19 de setembro - Mulher vende chapéus cônicos tradicionais do Vietnã na vila de Chuong, perto da capital Hanói Kham/Reuters 19 de setembro - Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) apreenderam uma metralhadora Browning ponto 50, que seria a maior arma já apreendida no Estado do Rio de Janeiro e estava sendo negociada por traficantes por R$ 200 mil. O armamento possui 1,68 metro de comprimento e pesa 38 quilos Polícia Civil/Divulgação 17 de setembro - Homem passa em frente a andaimes derrubados pelos ventos do tufão Mangkhut, um dia após a passagem do fenômeno por Macau, na China Isaac Lawrence/AFP 18 de setembro - Um tibetano exilado tira um cochilo em uma barraca de rua, em Dharmsala, na Índia Ashwini Bhatia/AP 20 de setembro - Um enorme 'bong', espécie de cachimbo com água usado para fumar maconha, é visto no museu da maconha Cannabition, a mais nova atração turística de Las Vegas, Nevada (EUA), aberto nesta quinta-feira (20). Além da impressionante torre de vidro de quase 7,5 metros que é o bong, a coleção inclui diversos outros artefatos que celebram a cultura da erva, como um carro conversível que pertenceu a Hunter S. Thompson, escritor de 'Medo e Delírio em Las Vegas' John Locher/AP 15 de setembro - Trecho da Rodovia Antonio Romano Schincariol (SP-127) fica coberta de gelo em Itapetininga Reprodução 20 de setembro - Venezuelanos recebem pão e copo de suco servido por missionárias católicas no Centro de Boa Vista (RR) Emily Costa/G1 RR 19 de setembro - Cerca de 20 mil paletes carregados com garrafas d'água são vistos abandonados em uma pista de pouso um ano após a passagem do furacão Maria em Ceiba, Porto Rico. A reportagem da Reuters visitou o país para mostrar os efeitos e a recuperação após o desastre natural Carlos Barria/Reuters 17 de setembro - Indígenas armados impedem que aviões decolem da Terra Indígena Yanomami na região de Surucucu, no município de Alto Alegre, norte de Roraima. Eles fizeram servidores da Saúde de RR reféns após mortes de crianças em comunidade Júnior Yanomami/Arquivo Pessoal 19 de setembro - O presidente sul-coreano Moon Jae-in (esq.) e o líder norte-coreano Kim Jong-un apertam as mãos durante encontro em Pyongyang, na Coreia do Norte. Novos acordos da reaproximação incluem o fechamento do sítio norte-coreano de testes de mísseis de Tongchang-ri, a redução da possibilidade de confrontos entre seus exércitos ao redor da fronteira que compartilham, e uma candidatura conjunta aos Jogos Olímpicos de 2032 Pyongyang Press Corps Pool via AP 17 de setembro - Policiais alemães cercam manifestantes durante operação de desmonte de um acampamento feito por ambientalistas em protesto contra o desflorestamento de áreas da Floresta Hambacher, perto de Kerpen. Eles estavam acampados em casas das árvores, denunciando a ação da companhia alemã de energia RWE, que exploca minas de carvão na região. Nove ativistas foram feridos e 34 foram detidos na operação Oliver Berg/DPA/AFP 21 de setembro - Agricultores espalham milhares de espigas de milho para secar ao sol em campo de Zhangye, na província de Gansu, na China Stringer/Reuters 19 de setembro - Cachorro passa por um tenhado de metal retorcido que acumulou água em local atingido pelo furacão Maria no ano passado em Porto Rico, na cidade de Loiza Carlos Barria/Reuters 18 de setembro - Equipes de resgate continuam buscas em um deslizamento de terra causado pelo tufão Mangkhut, em Itogon, Benguet, nas Filipinas Erik de Castro/Reuters 19 de setembro - Mulheres muçulmanas xiitas partem contra um policial indiano enquanto tentam resgatar um jovem detido durante procissão Muharram em Srinagar, na parte da Caxemira controlada pela Índia. A polícia usou cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar procissões muçulmanas, temendo que o ajuntamento de multidões pudesse resultar em protestos contra o governo da Índia Mukhtar Khan/AP 19 de setembro - Trem do metrô de Frankfurt, na Alemanha, se aproxima de estação durante o amanhecer Michael Probst/AP 17 de setembro - O ator Joaquin Phoenix aparece em primeira imagem do filme 'Coringa', sobre o arqui-inimigo do Batman, divulgada pelo diretor Todd Phillips Reprodução/Instagram 19 de setembro - Banhistas tentam abrir pacotes de maconha em praia na Flórida, nos EUA. Diversos pacotes contendo tijolos de cinco quilos de maconha apareceram em praias do estado após a passagem do furacão Florence. Segundo o jornal "The Washington Post", a droga era possivelmente de um barco que foi virado durante a tempestade ou por uma entrega da droga por avião que deu errado Flager County Sheriff/Divulgação 20 de setembro - O presidente russo, Vladimir Putin, testa o novo fuzil de atirador de elite da fabricante Kalashnikov em Kubinka, na quarta-feira (19). Depois de inspecionar os fuzis, Putin atirou cinco vezes com um modelo SVCh-308 contra um alvo a uma distância de 600 metros Alexei Nikolsky/Sputnik/Kremlin pool Photo via AP 18 de setembro - RuPaul Charles recebe o prêmio de Melhor Reality de Competição por 'RuPaul's Drag Race', no Emmy 2018, em Los Angeles Chris Pizzello/Invision/AP 19 de setembro - Dois cães da raça São Bernardo recebem afagos do Papa Francisco durante audiência geral semanal do pontífice na Praça de São Pedro, no Vaticano Max Rossi/Reuters 17 de setembro - Usuários aguardam trem em plataforma da Linha 3-Vermelha do metrô na Estação Sé, na Zona Central de São Paulo, durante a manhã. O transporte teve problemas e pessoas precisaram desembarcar nas linhas Bruno Rocha/Fotoarena/Estadão Conteúdo 19 de setembro - Banhistas tentam abrir pacotes de maconha em praia na Flórida, nos EUA. Diversos pacotes contendo tijolos de cinco quilos de maconha apareceram em praias do estado após a passagem do furacão Florence. Segundo o jornal "The Washington Post", a droga era possivelmente de um barco que foi virado durante a tempestade ou por uma entrega da droga por avião que deu errado Flager County Sheriff/Divulgação 20 de setembro - Bombeiros que tentavam apagar um dos vários incêndios florestais que atingem o oeste do Canadá foram surpreendidos por um tornado de fogo que arrancou sua mangueira, em uma situação aterradora perto de uma estrada de terra nos arredores de Vanderhoof, na Columbia Britânica Reprodução/Instagram/@mar.lowsky via Reuters 21 de setembro - O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, é recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, antes de reunião no Palácio Elysee em Paris, na França Benoit Tessier/Reuters 18 de setembro - Homem cobre o rosto para proteger do vento do outono, em Londres. O tempo ventoso levou chuva a algumas regiões da Inglaterra Frank Augstein/AP 20 de setembro - Policiais militares apreenderam drogas no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio PMERJ/Reprodução 17 de setembro - Modelo desfila com criações de coleção primavera-verão da designer Hailey Baldwin para a marca Adidas durante a Semana de Moda de Londres Vianney Le Caer/Invision via AP 20 de setembro - Noel Gallagher posa para uma foto antes de cerimônia no Hammersmith Apollo, em Londres, na Inglaterra Tolga Akmen/AFP 19 de setembro - Peregrinos xiitas participam de uma cerimônia durante o período de dez dias de luto que antecedem a Ashura, na cidade sagrada de Kerbala, no Iraque Ahmad Al-Rubaye/AFP 21 de setembro - A rinoceronte-branca Lima caminha com seu filhote, um macho nascido no começo do mês, na reserva de Sigean, na França Raymond Roig/AFP 20 de setembro - O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in posam com suas esposas no topo do Monte Paektu Pyeongyang Press Corps / Pool / via Reuters 21 de setembro - Mulheres muçulmanas xiitas lamentam com as mãos sobre os peitos durante procissão Muharram que marca o período da Ashura, em Mumbai, na Índia Francis Mascarenhas/Reuters 19 de setembro - Ovelhas congestionam uma rodovia perto da mina de Koktokai, durante migração de rebanhos na troca de estações em Altay, na Região Autônoma chinesa de Xinjiang Stringer/Reuters 20 de setembro - Os olhos da artista Marina Abramovich aparecem reproduzidos em pintura entre janelas de um edifício em Milão, na Itália. Obra do italiano Maurizio Cattellan, o mural foi feito para anunciar sua mostra 'The Artist is Present' ('O Artista é Presente'), que será lançada em Xangai, na China Luca Bruno/AP 21 de setembro - Avião chinês AG600, a maior aeronave anfíbia do mundo, é visto refletido em poça d'água no evento aéreo Jing Men Aviclub Flight Carnival, em Jingmen, na província de Hubei, na China Stringer/Reuters 20 de setembro - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, comemora sua vitória AFP 21 de setembro - Muçulmano xiita bate no peito coberto de sangue após se cortar participando de ritual tradicional de autoflagelação da Ashura em uma mesquita na região central de Yangon, Mianmar Ann Wang/Reuters
    Dalia Grybauskaite, presidente da Lituânia, agradece ao papa por visita: 'presente precioso'

    Dalia Grybauskaite, presidente da Lituânia, agradece ao papa por visita: 'presente precioso'


    Francisco foi ao país que comemora centenário da independência. Papa Francisco e a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, em encontro neste sábado (22) Andrew Medichini/AP A presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, agradeceu ao...


    Francisco foi ao país que comemora centenário da independência. Papa Francisco e a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, em encontro neste sábado (22) Andrew Medichini/AP A presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, agradeceu ao presença do papa Francisco neste sábado (22) pela visita que realiza ao país. Na esplanada localizada diante do palácio presidencial da capital da Lituânia, Vilnius, a presidente deu as boas-vindas ao papa, que realiza uma viagem por países do Mar Báltico. "Obrigada por estar conosco. E por sempre visitar os menores países no mapa mundial. Sua visita é um presente precioso no centenário da independência do Estado lituano", explicou a presidente, que agradeceu o apoio da Santa Sé "à causa da liberdade lituana" "A Santa Sé foi uma das primeiras a reconhecer nossa independência e encorajou outros países a fazer o mesmo. Mais tarde, durante os anos de ocupação, preservou a representação diplomática da Lituânia na Santa Sé como uma promessa de liberdade e esperança, que foi cumprida", explicou. A presidente também lembrou a visita de João Paulo II há 25 anos, logo após a retirada das tropas soviéticas. Após os discursos oficiais, Francisco foi à Nunciatura na Lituânia, onde ficará hospedado durante três noites, e durante a tarde visitará o santuário Mater Misericordiae. Depois, Francisco visitará a catedral da cidade, onde terá um encontro com os jovens lituanos, no único país dos Bálticos com maioria católica, cerca de 80% da população.
    Irã 'aumentará capacidades defensivas' em mísseis, diz Hassan Rohani

    Irã 'aumentará capacidades defensivas' em mísseis, diz Hassan Rohani


    'O fato de que se incomodem com nossos mísseis demonstra que essas são nossas armas mais eficazes', disse o presidente iraniano. Hassan Rouhani, president iraniano, durante discurso em desfile militar STRINGER / afp O Irã aumentará pouco a pouco...


    'O fato de que se incomodem com nossos mísseis demonstra que essas são nossas armas mais eficazes', disse o presidente iraniano. Hassan Rouhani, president iraniano, durante discurso em desfile militar STRINGER / afp O Irã aumentará pouco a pouco suas "capacidades defensivas", declarou neste sábado (22) o presidente iraniano, Hassan Rohani, referindo-se aos mísseis em desenvolvimento por seu país e que preocupam as nações ocidentais. "Não reduziremos nunca nossas capacidades defensivas [...], vamos aumentá-las dia após dia", declarou Rohani, ao presidir um desfile militar. "O fato de que se incomodem com nossos mísseis demonstra que essas são nossas armas mais eficazes", disse o presidente iraniano, acrescentando que, "graças ao que disseram, agora conhecemos o valor dos nossos mísseis". Rohani deu essas declarações durante o Dia Nacional das Forças Armadas iranianas que, todo o 22 de setembro, comemora o início, por parte de Bagdá, da guerra Irã-Iraque (1980-1988). Em seu discurso, Rohani fez uma comparação entre a situação daquela época e a conjuntura atual, entre o então ditador iraquiano Saddam Hussein e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Assim como Saddam rompeu o acordo de 1975 que delimitava parte da fronteira entre Irã e Iraque para ir à guerra contra a República Islâmica, Trump denunciou unilateralmente o acordo internacional sobre o tema nuclear iraniano de 2015 para lançar uma "guerra psicológica" contra o Irã, afirmou Rohani, neste sábado. Presidente iraniano promete 'resposta terrível' após ataque Hassan Rohani prometeu uma resposta "terrível" de seu país depois do atentado durante uma parada militar que deixou 29 mortos no sudoeste do Irã. "A resposta da República Islâmica à menor ameaça será terrível", declarou Rohani, de acordo com um comunicado publicado em sua página oficial on-line. "Aqueles que dão apoio em matéria de inteligência e propaganda a esses terroristas terão que responder por isso", acrescenta a nota.
    Por que os 'vistos dourados', muito visados por brasileiros, viraram centro de polêmica em Portugal

    Por que os 'vistos dourados', muito visados por brasileiros, viraram centro de polêmica em Portugal


    Lançada em 2012 para atrair investimento externo durante a crise, iniciativa que oferece residência a estrangeiros endinheirados é alvo de questionamentos sobre seu efeito na economia; agora, projeto de lei tenta aboli-la. Portugueses se reúnem na...


    Lançada em 2012 para atrair investimento externo durante a crise, iniciativa que oferece residência a estrangeiros endinheirados é alvo de questionamentos sobre seu efeito na economia; agora, projeto de lei tenta aboli-la. Portugueses se reúnem na Praça do Comércio, em Lisboa Armando Franca/AP Em Lisboa, capital de Portugal, o incorporador imobiliário Pedro Vicente teme que o volume de negócios de sua empresa esteja prestes a sofrer um baque. "Perderíamos 30% do nosso negócio se os vistos dourados fossem abolidos", calcula ele, referindo-se ao visto que tem atraído cada vez mais dinheiro ao país, principalmente de chineses e brasileiros, e ao risco que vê no horizonte de essa via - que tem o setor imobiliário como o maior beneficiado - estar com os dias contados. Na prática, um projeto de lei pede a extinção desse tipo de visto, apontando supostos riscos associados ao sistema de concessão e pondo em dúvida os reais benefícios que os investimentos decorrentes dele têm gerado para a economia. Mas o que motiva a polêmica e quais são os argumentos contra e a favor? A BBC News mostra a seguir. Os vistos dourados O chamado regime de Autorização de Residência para Atividade de Investimento, por meio do qual os vistos dourados são concedidos, foi criado em 2012 para atrair investidores estrangeiros a Portugal e movimentar o mercado interno do país, então mergulhado em uma crise. O mecanismo exige que os investidores aportem milhares de euros - o equivalente a milhões de reais - em áreas como imóveis, fundos de investimento, pesquisa científica ou no apoio, por exemplo, à produção artística. Em contrapartida, eles podem obter residência permanente no território português e, depois de seis anos, a cidadania. No total, esse regime já atraiu ao país mais de 3,9 bilhões de euros (R$ 18,76 bilhões) em investimento estrangeiro, segundo o governo. E isso levou a um boom imobiliário em Lisboa e na cidade do Porto. Portugal precisou de um resgate financeiro e de medidas de austeridade para se recuperar da crise financeira em que o país estava mergulhado, e tais medidas desencadearam protestos e fizeram os investimentos no mercado interno despencarem AFP Os investimentos Um total de 6.416 pessoas já solicitaram com sucesso um dos chamados vistos dourados. Apenas em 2017 os investimentos superaram 840 milhões de euros (o equivalente a mais de R$ 4 bilhões) e neste ano, entre janeiro e agosto, eles somaram 555,84 milhões de euros (R$ 2,67 bilhões). Os brasileiros estão em segundo lugar no ranking dos estrangeiros que mais investem no país por meio desse regime - atrás dos chineses -, com desembolsos que representaram 21% do bolo total dos investimentos no ano passado e 15% neste ano. África do Sul, Turquia e Vietnã completam as nacionalidades principais em 2018. Cerca de 95% dos pedidos de residência feitos por meio do regime envolvem investimentos voltados ao setor de imóveis. Entre as vias que os interessados podem escolher estão, por exemplo, a compra de casas ou apartamentos com valor igual ou superior a 500 mil euros (o equivalente a R$ 2,4 milhões); o desembolso de 1 milhão de euros (R$ 4,81 milhões) ou mais em outras áreas da economia, ou criar um negócio que empregue 10 ou mais pessoas. Muitas áreas de Portugal viraram canteiros de obra e parte desse movimento é atribuído aos vistos dourados Diana Guerra/Contramapa Outra possibilidade é a aquisição de bens imóveis, cuja construção tenha sido concluída há, pelo menos, 30 anos ou localizados em área de reabilitação urbana, e realização de obras de reabilitação dos imóveis adquiridos no montante global igual ou superior a 350 mil euros (R$ 1,68 milhão). O investidor também tem outros caminhos, como aplicar cifra semelhante - 350 mil euros ou mais - em pesquisa científica, em fundos de investimento ou fundos de capitais de risco; criar empresas sediadas em Portugal com cinco postos de trabalho permanentes; ou reforçar o capital social de uma empresa nacional já existente, com a criação ou manutenção de pelo menos cinco empregos por um período mínimo de três anos. A transferência de 250 mil euros (R$ 1,20 milhão) ou mais, para investimento ou apoio à produção artística, recuperação ou manutenção do patrimônio cultural nacional é também uma possibilidade. O que se questiona e os argumentos contra o sistema A crítica ao sistema está sendo liderada pelo Bloco de Esquerda, partido político português de extrema-esquerda socialista, que faz parte da coalizão não oficial de apoio ao governo minoritário. O partido argumenta que os candidatos aos vistos dourados não são suficientemente investigados no processo de avaliação, o que acaba abrindo caminho para que criminosos estrangeiros também obtenham o documento. O partido também argumenta que esses investimentos não criaram empregos o bastante, apontando que, dos 6.416 estrangeiros que receberam o visto dourado, apenas 11 (0,2%) escolheram a opção de criar um negócio que empregue mais de 10 pessoas. A lista não inclui brasileiros. O Bloco elaborou um projeto de lei que propõe abolir esse regime de concessão de vistos. No documento, argumenta que eles são uma porta de entrada para "práticas de corrupção, tráfico de influência, peculato e lavagem de dinheiro, entre outras ilegalidades fiscais e criminais". "Precisamos de investimento estrangeiro, mas não a qualquer custo", diz o deputado José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda. "Precisamos de investimento que crie empregos, que não esteja associado à corrupção, e investimento que não faça distinção entre os imigrantes ricos e os demais", acrescenta. José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda, diz que o partido teme que os vistos dourados estejam associados à corrupção e que não tenham representado uma grande criação de empregos: "Precisamos de investimento estrangeiro, mas não a qualquer custo Diana Guerra/Contramapa O que se diz a favor De volta ao escritório de Pedro Vicente, em Lisboa, ele está preocupado com a proposta do partido. Sua empresa se prepara para inaugurar um novo projeto residencial de luxo com 55 apartamentos no centro de Lisboa, onde "cerca de 40% das aquisições foram feitas por compradores com visto dourado". Luis Lima, secretário-geral da maior associação de agências imobiliárias de Portugal, a APEMIP, diz que "a tão necessária renovação de Lisboa e do Porto (realizada nos últimos anos) foi feita devido ao investimento via vistos dourados". Ele acrescenta que, ante a falta de disponibilidade de capital local, o regime de vistos dourados gerou milhares de empregos, abrangendo de trabalhadores da construção civil aos que fazem serviços de limpeza. "Sem vistos dourados, o setor de construção teria entrado em colapso", diz Lima. 'Sucesso econômico' O economista João Duque também vê o regime de vistos dourados em Portugal como um sucesso econômico. Ele diz que, embora um número pequeno de novos negócios tenha sido criado, os investidores estrangeiros pagaram aos donos de imóveis portugueses "milhões de euros" que provavelmente foram reinvestidos internamente, criando milhares de empregos ou salvando empresas existentes da beira do abismo. Enquanto isso, outra economista, Ana Santos, da Universidade de Coimbra, alerta que o regime de vistos dourados fez dispararem os preços no mercado imobiliário residencial português. E que esses preços exorbitantes acabarão tornando os vistos dourados portugueses menos atraentes. O governo português foi procurado pela reportagem da BBC, mas não quis comentar o assunto. Se apoia ou não o projeto de lei do Bloco de Esquerda é uma incógnita. Luis Lima, da maior associação de agências imobiliárias de Portugal, diz que o sistema de vistos dourados financiou a revitalização de Lisboa e do Porto, por meio dos investimentos feitos por estrangeiros Pedro Garcia Brian Morgan, professor de empreendedorismo da Cardiff Metropolitan University, do País de Gales, e especialista em investimento interno, diz que outra preocupação em relação aos vistos dourados emitidos por Portugal e outros países da União Europeia (UE) é que os detentores desses vistos não necessariamente permanecerão no país que concedeu o documento. Eles podem migrar para outros países da região. No caso de vistos dourados portugueses, uma vez que o obtenham, os titulares podem viajar imediatamente em torno do Espaço Schengen - acordo que permite a livre circulação de pessoas dentro dos países signatários, sem a necessidade de apresentação de passaporte nas fronteiras -, o qual inclui 22 Estados-membros da União Europeia, além da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. E se o portador do visto conquistar a cidadania portuguesa após seis anos, poderá se mudar permanentemente para outro país da UE. "No caso de Portugal, seu sistema de vistos dourados tinha aspectos positivos como uma solução de curto prazo", diz o professor Morgan. "O mercado imobiliário do país estava estagnado em 2012, e isso deu a ele um enorme impulso. No entanto, agora há sinais de que o mercado está superaquecido, e teme-se que não tenha havido a devida auditoria sobre quem obteve vistos." A versão britânica do regime de vistos dourados de Portugal é oficialmente chamada de visto Nível 1 (Investidor). Ele difere de forma significativa do português, na medida em que os requerentes não podem investir no mercado imobiliário do Reino Unido. Além disso, o investimento mínimo é de 2 milhões de libras (R$ 10,82 milhões), mais de quatro vezes superior. No ano passado, o governo do Reino Unido emitiu 355 desses vistos, um aumento de 56% em relação ao ano anterior. O Ministério do Interior diz que não tem planos de conceder mais vistos dourados pós-Brexit (processo de saída do Reino Unido da UE), ou de reduzir o valor mínimo de investimento exigido. Uma porta-voz explicou que em 2015 esse valor foi elevado de 1 milhão de libras (R$ 5,41 milhões) para 2 milhões (R$ 10,82 milhões), para garantir que os vistos não estivessem sendo vendidos por menos do que realmente valem. Vistos dourados no mundo De acordo com a organização anticorrupção Transparência Internacional, mais de 20 países ou territórios em todo o mundo oferecem vistos dourados, com regras variadas. Veja abaixo alguns exemplos de investimentos mínimos exigidos aos candidatos de vistos: Reino Unido: US$ 2,6 milhões (R$ 10,8 milhões) em títulos ou ações através de bancos britânicos; Espanha: US$ 580 mil (R$ 2,4 milhões) em propriedades imobiliárias, US$ 1,1 milhões (R$ 4,77 milhões) em depósitos ou US$ 2,3 milhões (R$ 9,55 milhões) em títulos do governo; Antígua e Barbuda: US$ 100 mil (R$ 415,3 mil) para o Fundo Nacional de Doações. Ou US$ 400 mil (R$ 1,66 milhão) no setor imobiliário ou, ainda, US$ 1,5 milhão (R$ 6,22 milhões) em investimentos aprovados; Chipre: 2 milhões de euros (R$ 9,63 milhões) em empresas, propriedades imobiliárias ou títulos do governo; Estados Unidos: US$ 1 milhão (R$ 4,15 milhões) em empresas que criam ao menos 10 postos de trabalho ou US$ 500 mil (R$ 2,07 milhões) se o investimento for em uma área rural ou em uma área com alta taxa de desemprego; Lituânia: Gerenciar e manter pelo menos um terço das ações de uma empresa com pelo menos três trabalhadores em tempo integral e um valor de capital de US$ 32,5 mil (R$ 134,9 mil). Colaborou Renata Moura, da BBC News Brasil em Londres
    Vaticano e China assinam acordo provisório sobre nomeação de bispos

    Vaticano e China assinam acordo provisório sobre nomeação de bispos


    Tema era o principal motivo de conflito entre as partes, que não têm relações diplomáticas desde 1951. Papa Francisco durante visita a Dublin, na Irlanda, em agosto Aaron Chown/AP O Vaticano e a China assinaram um acordo provisório sobre a...


    Tema era o principal motivo de conflito entre as partes, que não têm relações diplomáticas desde 1951. Papa Francisco durante visita a Dublin, na Irlanda, em agosto Aaron Chown/AP O Vaticano e a China assinaram um acordo provisório sobre a nomeação de bispos, principal motivo de conflito entre ambas as partes, de acordo com um comunicado divulgado pela Santa Sé neste sábado (22). Trata-se de um acordo histórico entre dois Estados, que não têm relações diplomáticas desde 1951. O Vaticano não detalhou o conteúdo do acordo, mas afirmou que "é resultado de um enfoque gradual e recíproco, estipulado depois de um longo processo de negociações ponderadas e com a previsão de avaliações periódicas sobre sua implementação". A Santa Sé explicou que o acordo provisório foi assinado hoje em reunião realizada em Pequim pelo subsecretário de Relações da Santa Sé com os Estados, Antoine Camilleri, e o vice-ministro das Relações Exteriores da República Popular de China, Wang Chao, como chefes das delegações vaticana e chinesa, respectivamente. O acordo, informou o Vaticano, "trata sobre a nomeação de bispos, um assunto de grande importância para a vida da Igreja [católica], e cria as condições para uma parceria mais ampla em nível bilateral". Ambas as partes compartilham a vontade de que "este acordo fomente um processo de diálogo institucional frutífero e contribua positivamente para a vida da Igreja Católica na China, para o bem do povo chinês e para a paz no mundo", conclui a nota. O diretor do escritório de imprensa da Santa Sé, Greg Burke, explicou em breves declarações que "este não é o final do processo, mas o início". "O objetivo do acordo não é político, mas pastoral, permitindo aos fiéis ter bispos que estejam em comunhão com Roma, mas ao mesmo tempo reconhecidos pelas autoridades chinesas", acrescentou. Os laços diplomáticos entre China e o Vaticano são oficialmente inexistentes desde 1951 pelas excomunhões por parte de Pio XII de dois bispos designados por Pequim, ao qual as autoridades chinesas responderam com a expulsão do núncio apostólico, que se assentou na ilha de Taiwan. A China, por sua vez, não reconhece o papa e tem sua própria Igreja Patriótica Católica desde 1949, quando Mao Tsé-Tung estabeleceu em Pequim a República Popular China. No entanto, as tentativas de criar relações bilaterais entre China e Vaticano foram retomadas desde o pontificado de Francisco e ambas as partes manifestaram em diversas ocasiões vontade de melhorar seus laços.
    185ª Oktoberfest começa em Munique e espera receber 6 milhões de visitantes

    185ª Oktoberfest começa em Munique e espera receber 6 milhões de visitantes


    Abertura do festival de cerveja aconteceu neste sábado (22) e festa vai até o dia 7 de outubro. Abertura da 185ª Oktoberfest em Munique, na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader Durante os 16 dias do maior festival da cerveja em todo o mundo,...


    Abertura do festival de cerveja aconteceu neste sábado (22) e festa vai até o dia 7 de outubro. Abertura da 185ª Oktoberfest em Munique, na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader Durante os 16 dias do maior festival da cerveja em todo o mundo, capital bávara aguarda em torno de 6 milhões de visitantes que devem lotar os 16 pavilhões com capacidade para até 120 mil pessoas, que serão atendidas por seis grandes cervejarias da cidade. A 185ª edição da Oktoberfest teve início neste sábado (22) em Munique com a abertura do primeiro barril de cerveja, exatamente ao meio-dia, no horário local, pelo prefeito da cidade, Dieter Reiter, no pavilhão Schottenhammel com as palavras O'zapf is (algo como "está aberto", em dialeto bávaro). A Oktoberfest 2018 – também chamada de Wiesn, em alusão ao local da festa – vai até o dia 7 de outubro. A segurança foi reforçada com uma nova cerca em torno da área da festa, além de controles na entrada e policiais com câmeras acopladas ao corpo. Neste ano, a polícia também intensificou a vigilância por vídeo. Continuam proibidas bolsas e mochilas maiores, como também sobrevoar a área da festa, incluindo drones. Entre os 600 policiais que vão atuar durante o evento estarão pela primeira vez os chamados "super-reconhecedores", especialistas em identificar rostos em meio à multidão e reconhecer possíveis criminosos. O reforço na segurança também conta com a ajuda das redes sociais. Desde 2015, as autoridades vêm usando a hashtag #SicherZurWiesn para fornecer dicas sobre a segurança na chegada e na partida dos visitantes e informá-los sobre as atividades policiais. Abertura da 185ª Oktoberfest em Munique, na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader De acordo com o Departamento de Turismo da cidade, nos anos anteriores, a receita média da Oktoberfest atingiu quase 1 bilhão de euros. Para Munique, o negócio bilionário tornou-se tão importante que a cidade registrou o termo Wiesn como marca em toda a Europa, evitando que ele fosse utilizado de forma "não honrosa". Pela primeira vez, o preço de uma Mass – um litro de cerveja – supera o valor de 11 euros, chegando a 11,50 euros, o que significa um aumento de 3,6%, em comparação com o ano passado, um percentual bem acima do nível da inflação. O diretor da Oktoberfest, Josef Schmid, reclamou antecipadamente do aumento, temendo que a festa acabe se tornando inacessível para muitas pessoas. Segundo ele, os altos preços afastam cada vez mais os participantes. Ele tentou, sem sucesso, impedir o aumento na Câmara Municipal de Munique. No ano passado, 7,7 milhões de litros de cerveja, com teor alcoólico de 6,6%, foram consumidos durante a festa. Abertura da 185ª Oktoberfest em Munique, na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader Abertura da 185ª Oktoberfest em Munique, na Alemanha AP Photo/Matthias Schrader

    Explosão de bomba deixa mortos e feridos no Afeganistão


    Ao menos oito crianças morreram e seis ficaram feridas; porta-voz acusou os talibãs pela colocação da bomba. Oito crianças morreram e seis ficaram feridas na explosão de uma bomba enquanto brincavam na província de Faryab, no norte de...

    Ao menos oito crianças morreram e seis ficaram feridas; porta-voz acusou os talibãs pela colocação da bomba. Oito crianças morreram e seis ficaram feridas na explosão de uma bomba enquanto brincavam na província de Faryab, no norte de Afeganistão, informou neste sábado (22) à Agência Efe uma fonte policial. As crianças estavam em uma colina no distrito de Shrin Tagab quando aconteceu a explosão, explicou o porta-voz da polícia provincial, Karim Yourish. Duas das seis crianças feridas estão em estado crítico, acrescentou a fonte. O porta-voz acusou os talibãs pela colocação da bomba, embora a formação insurgente não tenha se pronunciado a respeito. Em julho, pelo menos oito civis morreram e outros 40 ficaram feridos após a explosão de uma bomba durante a passagem de um ônibus no qual viajavam na província de Farah, no oeste do país. As forças de segurança denunciaram repetidamente que os talibãs costumam colocar minas terrestres em estradas e em zonas de passagem, uma tática que causa um grande número de vítimas civis. Durante o primeiro semestre do ano morreram 1.692 civis, um número recorde. A maioria das mortes ocorreram devido ao uso de artefatos explosivos improvisados (IED), segundo os últimos dados publicados pela Missão de Assistência das Nações Unidas para o Afeganistão (Unama).
    Se ligue nos links (22 de setembro)

    Se ligue nos links (22 de setembro)


    O presidente americano recebe o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o embaixador russo Sergei Kislyak no dia 10 de maio de 2017 na Casa Branca, em Washington Russian Foreign Ministry Photo via AP) 1) Uma reportagem do New York...


    O presidente americano recebe o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o embaixador russo Sergei Kislyak no dia 10 de maio de 2017 na Casa Branca, em Washington Russian Foreign Ministry Photo via AP) 1) Uma reportagem do New York Times tenta desvendar a complexa teia de fatos e versões que cerca a intervenção russa nas eleições americanas de 2016. O site investigativo Belling Cat encontrou um elo entre o serviço interno de segurança da Rússia e os suspeitos de envenenar o ex-espião russo Sergey Skripal e a filha em Salisbury. No Haaretz, Anshel Pfeffer analisa a política ambivalente de Vladimir Putin em relação a Israel para preservar suas posições na guerra da Síria. Brett Kavanaugh durante sabatina no Senado, em Washington, no dia 5 de setembro Saul Loeb/AFP 2) O Guardian trouxe revelações da acadêmica sino-americana Amy Chua, conhecida pelo livro sobre mães-tigre, a respeito dos conselhos que dava às alunas da Universidade Yale antes de entrevistas com o juiz Brett Kavanaugh, o indicado por Donald Trump a uma vaga na Suprema Corte Americana acusado de assédio sexual. No New York Times, Jonathan Martin detalha as implicações das acusações contra Kavanaugh para os senadores democratas que buscam reeleição nos estados em que Trump foi vitorioso em 2016. Os novos iPhone XS e iPhone XS Max, lançados neste mês pela Apple REUTERS/Stephen Lam 3) Diante da guerra comercial com a China, o Vox investiga quanto custaria o novo iPhone, caso fosse fabricado nos Estados Unidos. Em 2016, um artigo na MIT Technology Review argumentava que a diferença de preço não seria tão grande assim. Capa da revista The Economist sobre Jair Bolsonaro The Economist/Reprodução/Twitter 4) A Economist publicou uma reportagem de capa sobre a eleição brasileira e afirmou, em editorial, que o candidato Jair Bolsonaro representa um risco para a democracia. O ditador venezuelano, Nicolás Maduro Marco Bello/Reuters 5) Na National Review, Christian Alejandro Gonzalez afirma que os americanos devem resistir à tentação de apoiar um golpe militar contra o ditador Nicolás Maduro na Venezuela. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán Axel Schmidt/Reuters 6) Na Foreign Policy, Zselyke Csaky relata como o premiê húngaro, Viktor Orbán, tem partido para a repressão contra seus opositores, diante das sanções aplicadas pela União Europeia contra a Hungria, por desrespeito às regras democráticas do bloco. 7) Também na Foreign Policy, Michael Horowitz conta como Estados Unidos e China podem ficar para trás na corrida armamentista da inteligência arficial. Os 12 meninos resgatados da caverna na Tailândia e seu treinador em Chiang Rai Soe Zeya Tun/Reuters 8) Ainda na Foreign Policy, Lara Seligman descreve o papel das forças especiais americanas no resgate dramático dos meninos do time de futebol Javalis Selvagens, presos numa caverna da Tailândia. 9) Na New York Review of Books (NYRB), Arlie Russell Hochschild resenha três livros sobre a crise de identidade que tem afetado os meninos americanos, diante do avanço feminino na sociedade. A atriz Miranda Otto, no papel da poeta Elizabeth Bishop no filme 'Flores raras' Divulgação 10) A NYRB traz também um extenso artigo de Gabrielle Bellot sobre a vida e a solidão da poeta americana Elizabeth Bishop, que viveu quase 20 anos no Brasil com a arquiteta Lota Macedo Soares.
    Você viu? Juiz determina a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner e outras notícias da semana

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    Leia abaixo uma seleção de reportagens publicadas no G1. Lista contém as notícias mais lidas de 17 a 21 de setembro. Confira algumas das reportagens mais acessadas pelos leitores do G1 nesta semana de 17 a 21 de setembro: 17/9 Cristina...


    Leia abaixo uma seleção de reportagens publicadas no G1. Lista contém as notícias mais lidas de 17 a 21 de setembro. Confira algumas das reportagens mais acessadas pelos leitores do G1 nesta semana de 17 a 21 de setembro: 17/9 Cristina Kirchner REUTERS/Marcos Brindicci Casaco fica preso na porta de ônibus e adolescente morre após ser arrastada em SC, diz polícia EUA anunciam tarifa de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses Primeiro turista a voar ao redor da Lua será empresário japonês, anuncia Elon Musk Juiz acusa formalmente Cristina Kirchner de chefiar grupo para receber propinas e pede prisão preventiva da ex-presidente Toyota também teve caso de rompimento de airbag da Takata no Brasil; não houve feridos, diz marca O empresário japonês Yusaku Maezawa fala a jornalistas após ser anunciado como o primeiro turista espacial que irá voar ao redor da Lua, em evento da SpaceX, em Hawthorne, Califórnia, na segunda-feira (17) Chris Carlson / AP 18/9 Ibope divulga nova pesquisa de intenção de votos para presidente Pesquisa Ibope: Bolsonaro, 28%; Haddad, 19%; Ciro, 11%; Alckmin, 7%; Marina, 6% Quem é Salt Bae, o chef turco que serviu Maduro em restaurante de luxo de Istambul Três dias após nascer, bebê é picada cinco vezes por escorpião e sobrevive na BA; animal foi achado no cordão umbilical Há dois dias sem comer, irmãos de 4 e 2 anos são resgatados após denúncia em São Carlos, SP Segunda Turma do STF absolve Renan Calheiros da acusação de peculato em ação do caso Mônica Veloso Vídeo mostra o chef Salt Bae com Nicolás Maduro Reprodução / Instagram/ Nusr_et 19/9 Foto de menino de 11 anos chorando junto ao corpo do pai foi compartilhada milhares de vezes no Twitter Reprodução /Twitter A comovente foto que chama atenção para o drama dos trabalhadores mortos limpando esgoto na Índia Pesquisa Ibope de 18 de setembro para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça Policial atacado por pit bull ganha tratamento avaliado em R$ 60 mil e passa por duas cirurgias em MS Brasil tem 1,7 mil casos confirmados e 9 mortes devido ao sarampo, diz ministério Repasses de partidos a candidatos ultrapassam R$ 1 bilhão; MDB, PR e PP são os que mais transferiram recursos 20/9 Arte G1 Pesquisa Datafolha para presidente: Bolsonaro, 28%; Haddad, 16%; Ciro, 13%; Alckmin, 9%; Marina, 7% ‘Desejo continuar com a minha profissão, mas temo pela minha vida’, diz professor agredido em sala de aula no RJ IML confirma que morte de Tatiane Spitzner foi por asfixia mecânica Tripulação esquece de pressurizar cabine em voo na Índia Não sabe em quem votar para deputado? Navegue e encontre o seu candidato ideal 21/9 novo selo grande sintonia eleitoral Karina Almeida/G1 ‘Sinal importante’ é detectado em área de buscas de submarino argentino, diz ministro Ciclista escapa com vida após ser atropelado e arrastado por carro dirigido por menina de 13 anos; vídeo Preço da gasolina sobe na semana; diesel fica estável, mostra ANP Quais candidatos estão em sintonia com as suas ideias? Faça o teste e compartilhe Pesquisadores recriam parte do acervo do Museu Nacional, incluindo o crânio de Luzia, com impressoras 3D Preço da gasolina sobe na semana; diesel fica estável, mostra ANP Reprodução / EPTV

    Justiça chilena condena 20 ex-agentes da 'Operação Condor'


    Ex-agentes Christoph Willike Floel e Raúl Iturriaga Neumann foram condenados a 17 anos de prisão. Vinte ex-agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) foram condenados no Chile a penas de entre 100 dias e 17 anos de prisão pelo assassinato de...

    Ex-agentes Christoph Willike Floel e Raúl Iturriaga Neumann foram condenados a 17 anos de prisão. Vinte ex-agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) foram condenados no Chile a penas de entre 100 dias e 17 anos de prisão pelo assassinato de uma dezena de opositores durante a chamada "Operação Condor", que coordenou a repressão entre os regimes militares sul-americanos. O juiz especial para os direitos humanos Mario Carroza "condenou os 20 ex-agentes da Direção de Inteligência Nacional (DINA)" - a polícia secreta do regime de Pinochet - "por sua responsabilidade nos sequestros" de uma dezena de opositores, informou o Poder Judiciário. Os crimes ocorreram durante a "Operação Condor", que coordenou a repressão entre as ditaduras de Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile durante as décadas de 1970 e 1980. Os ex-agentes Christoph Willike Floel e Raúl Iturriaga Neumann foram condenados a 17 anos de prisão. Outros cinco ex-funcionários da DINA receberam 15 anos; dois, pena de 10 anos; três, pena de 7 anos, e quatro cumprirão 5 anos de detenção. Finalmente, outros quatro ex-agentes foram condenados a entre 100 e 301 dias de prisão. A justiça absolveu 30 ex-agentes da DINA, segundo o comunicado.
    Papa Francisco começa sua viagem para os países bálticos

    Papa Francisco começa sua viagem para os países bálticos


    Pontífice visitará Lituânia, Letônia e Estônia. Papa Francisco embarca para países bálticos Tiziana Fabi / AFP O papa Francisco iniciou neste sábado (22) sua viagem para Lituânia, Letônia e Estônia, onde permanecerá até a próxima...


    Pontífice visitará Lituânia, Letônia e Estônia. Papa Francisco embarca para países bálticos Tiziana Fabi / AFP O papa Francisco iniciou neste sábado (22) sua viagem para Lituânia, Letônia e Estônia, onde permanecerá até a próxima terça-feira (25), e no qual pretende aproximar-se de uma Igreja que sofreu durante anos e que agora necessita uma nova vitalidade. O avião da companhia Alitalia decolou do Aeroporto Internacional de Roma às 7h38 (horário local, 2h38 de Brasília) e deve aterrissar em Vilnius, capital da Lituânia, às 11h30 (horário local, 5h30 de Brasília). O papa está sendo acompanhado pelo secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, e mais 69 jornalistas. Após sua chegada na capital lituana, Francisco será recebido pela presidente do país, Dalia Grybauskaite, e serão tocado os hinos dos dois países. Em seguida, o pontífice será levado para o palácio presidencial, na Praça Daukantas para um encontro privado com a presidente e depois na esplanada, onde farão seus discursos. À tarde, depois de descansar na nunciatura da Lituânia, onde o papa ficará durante essas três noites, seguirá para o Santuário Mater Misericordiae, onde fará uma oração. Francisco ainda irá até a catedral onde terá um encontro com os jovens lituanos, único país báltico com maioria católica, cerca de 80%, embora uma porcentagem muito baixa se declare praticante. O papa também visitará a catedral onde rezará diante da Virgem da Sibéria e lembrará de todos os "deportados" durante a invasão soviética.

    Atentado durante desfile militar no Irã deixa mortos


    Governo diz que ao menos 10 pessoas morreram durante ataque em Ahvaz. Dois terroristas foram mortos e outros dois foram presos. Pelo menos dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, neste sábado (22), por conta de um atentado terrorista durante um...

    Governo diz que ao menos 10 pessoas morreram durante ataque em Ahvaz. Dois terroristas foram mortos e outros dois foram presos. Pelo menos dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, neste sábado (22), por conta de um atentado terrorista durante um desfile militar na cidade de Ahvaz, no sudoeste do Irã, de acordo com informações do vice-governador da província de Khuzistão, Ali Hosein Hoseinzadeh. O vice-governador, citado pela agência "Tasnim", vinculada aos Guardiões da Revolução, explicou que entre os mortos há um jornalista, sem especificar se os demais são civis ou militares. Ele fixou o número de feridos pelos disparos dos extremistas em 21, mas a agência "ISNA" eleva este número para 60. Alguns dos feridos estão hospitalizados em estado grave, por isso não está descartado que o número de mortos aumente. Já o governador de Khuzistão, cuja capital é Ahvaz, Gholamreza Shariati, informou que no ataque participaram quatro terroristas, dos quais dois foram mortos e os outros dois estão presos. Anteriormente, a agência oficial "IRNA" havia indicado que quatro ou cinco terroristas tinham morrido por tiros disparados pelas forças de segurança. Eles estavam vestidos com uniformes militares, segundo Shariati, assegurando que agora a "situação já está sob o controle da polícia". Os terroristas dispararam contra as unidades do Exército e os Guardiões da Revolução que estavam desfilando e também contra o público, a partir de um prédio próximo e por trás da tribuna onde estavam as autoridades. No entanto, nenhum membro do governo ficou ferido no ataque. O desfile militar em Ahvaz era realizado, como em outras cidades do país, por ocasião da Semana da Sagrada Defesa, que lembra a guerra entre Irã e Iraque. Os atentados no interior do Irã são raros, embora os ataques de grupos extremistas contra guardas nas fronteiras com Paquistão ou Iraque sejam comuns. O ataque terrorista mais grave ocorrido recentemente foi em junho do ano passado na capital, Teerã, que foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI). Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas em um duplo atentado contra o Parlamento iraniano, onde durante horas os extremistas mantiveram reféns, e também contra o emblemático mausoléu do imã Khomeini.
    Tornado provoca graves danos na região de Ottawa e deixa feridos

    Tornado provoca graves danos na região de Ottawa e deixa feridos


    Área mais afetada foi Gatineau, atingida por rajadas de vento de até 200 km/h. Mais de 130 mil pessoas ficaram sem eletricidade. Edifícios destruídos em Gatineau Vincent-Carl Leriche / AFP Um tornado provocou pânico na tarde desta sexta-feira...


    Área mais afetada foi Gatineau, atingida por rajadas de vento de até 200 km/h. Mais de 130 mil pessoas ficaram sem eletricidade. Edifícios destruídos em Gatineau Vincent-Carl Leriche / AFP Um tornado provocou pânico na tarde desta sexta-feira (21) na região de Ottawa, no Canadá, ferindo 30 pessoas, danificando prédios e casas e deixando mais de 130 mil pessoas sem eletricidade. A área mais afetada foi o município de Gatineau, ao norte da capital, atingida por rajadas de vento de até 200 km/h, segundo estimativas dos meteorologistas. Vários automóveis foram virados, arrastados ou atingidos por escombros e muitas árvores, arrancadas. Segundo a companhia de eletricidade HydroQuébec, mais de 130 mil residentes da região de Ottawa ficaram sem energia na noite desta sexta. Um vídeo gravado por Vincent-Carl Leriche, morador de Gatineau, mostra como o tornado suga escombros e os faz girar no ar em meio aos prédios. "Houve um corte de energia e menos de um minuto depois o vento começou a sacudir as janelas", disse outro morador da região. "O tornado durou menos de dois minutos. Os escombros voavam por todas as partes. Nunca tinha visto isto, exceto em Hollywood. Segundo um funcionário dos serviços de emergência de Ottawa, Anthony Di Monte, o tornado feriu cerca de 30 pessoas, cinco gravemente. Força dos ventos virou um carro em Gatineau Vincent-Carl Leriche / AFP "Tenho 68 anos e jamais tinha visto tanta destruição em minha vida", declarou um morador de Gatineau ao canal LCN, em meio a uma rua repleta de escombros. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu às pessoas afetadas que se mantenham a salvo. "Monitoramos a situação e pensamos em vocês", escreveu no Twitter. No final da tarde foi emitido um alerta meteorológico para todo o sul. Os ventos perderam força ao chegar à área metropolitana de Montreal, atingida por fortes chuvas durante a noite.

    México tem nono jornalista assassinado em 2018


    Mario Gómez, de 35 anos, era repórter do jornal 'El Heraldo de Chiapas', e foi baleado por dois desconhecidos em frente à sua casa, em Yajalón. Ao menos 100 comunicadores foram assassinados desde 2000 no país, e a maioria dos crimes não foi...

    Mario Gómez, de 35 anos, era repórter do jornal 'El Heraldo de Chiapas', e foi baleado por dois desconhecidos em frente à sua casa, em Yajalón. Ao menos 100 comunicadores foram assassinados desde 2000 no país, e a maioria dos crimes não foi desvendado. O jornalista Mario Gómez, repórter do jornal "El Heraldo de Chiapas", no sul do México, foi assassinado nesta sexta-feira (21), tornando-se o nono profissional da área morto no país desde o início do ano. "Tínhamos conhecimento de que havia feito uma denúncia por ameaça recente", disse à AFP uma fonte da redação do jornal onde trabalhava como correspondente no município de Yajalón, no interior do estado. O assassinato de Gómez, 35 anos, ocorreu por volta das 17 horas (19 horas em Brasília), quando dois desconhecidos atiraram em frente à sua casa, em Yajalón, informou o site do "El Heraldo de Chiapas". O jornalista foi levado ao hospital, onde morreu. "Trabalhava há oito anos como correspondente do 'El Heraldo de Chiapas', onde cobria informação geral, política, justiça e fatos sociais", revelou um membro da redação. O México é o segundo país do planeta mais perigoso para jornalistas, atrás apenas da Síria, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras. Ao menos 100 comunicadores foram assassinados desde 2000 no México, e a maioria dos crimes não foi desvendado.
    Futuros cães policiais são atração em desfile de independência do Chile

    Futuros cães policiais são atração em desfile de independência do Chile


    Pequenos golden retriever foram carregados em mochilas por integrantes dos Carabineros do Chile. Cães adultos também acompanharam os 9.500 integrantes do desfile, que celebrou os 208 anos de independência do país. Policiais chilenas marcham com...


    Pequenos golden retriever foram carregados em mochilas por integrantes dos Carabineros do Chile. Cães adultos também acompanharam os 9.500 integrantes do desfile, que celebrou os 208 anos de independência do país. Policiais chilenas marcham com filhotes de Golden retriever, os mais novos membros da unidade de treinamento canino da polícia nacional, durante parada militar no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, na quarta-feira (19) Claudio Reyes/AFP Filhotes da raça golden retriever, que estão sendo treinados para integrar a unidade canina da polícia nacional, foram uma das maiores grandes atrações do desfile militar da Independência do Chile, na quarta-feira (19). Policiais chilenos marcham com seus cães farejadores e filhotes de Golden retriever, os mais novos membros da unidade de treinamento canino da polícia nacional, durante parada militar no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, na quarta-feira (19) Reuters/Rodrigo Garrido Cães adultos da mesma raça e labradores, treinados para farejar drogas e bombas, também desfilaram, acompanhando integrantes dos Carabineros de Chile, como é conhecida a força policial do país. Policiais chilenos marcham com seus cães farejadores e filhotes de Golden retriever, os mais novos membros da unidade de treinamento canino da polícia nacional, durante parada militar no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, na quarta-feira (19) Reuters/Rodrigo Garrido Já os cachorrinhos não precisaram caminhar: eles foram exibidos em mochilas, e confortavelmente carregados por mulheres que fazem parte da corporação. Policiais chilenos marcham com seus cães farejadores e filhotes de Golden retriever, os mais novos membros da unidade de treinamento canino da polícia nacional, durante parada militar no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, na quarta-feira (19) Reuters/Rodrigo Garrido O desfile foi realizado no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, e teve a participação de 9.500 pessoas. O evento é realizado há mais de 50 anos e em 2018 marcou o 208º aniversário da independência do Chile. Policiais chilenos marcham com seus cães farejadores durante parada militar no parque Bernardo O'Higgins, em Santiago, na quarta-feira (19) Claudio Reyes/AFP
    Rapper muçulmano cancela shows no Bataclan, em Paris, após protestos da extrema-direita

    Rapper muçulmano cancela shows no Bataclan, em Paris, após protestos da extrema-direita


    Líderes de extrema-direita disseram que apresentações seriam afronta às vítimas do massacre na casa de shows em 2015. Segundo cantor, desistência ocorreu por motivos de segurança Público deixa a casa de shows Bataclan após apresentação de...


    Líderes de extrema-direita disseram que apresentações seriam afronta às vítimas do massacre na casa de shows em 2015. Segundo cantor, desistência ocorreu por motivos de segurança Público deixa a casa de shows Bataclan após apresentação de Sting sob forte esquema de vigilância em Paris Christian Hartmann/Reuters Medine, um rapper muçulmano-francês, disse nesta sexta-feira (21) que vai cancelar duas apresentações em uma casa de shows de Paris atacada por militantes islâmicos três anos atrás. Ele afirmou que teve que desistir das apresentações por motivos de segurança, depois que a extrema-direita o acusou de insuflar divisões. A líder de extrema-direita Marine Le Pen comemorou o cancelamento dos shows do cantor no Bataclan, onde 90 pessoas morreram em um ataque coordenado pelo Estado Islâmico em 2015. Ela classificou a decisão como "uma vitória para todas as vítimas do terrorismo islâmico". Medine, artista de 35 anos que já usou em suas canções frases como "crucifiquem os secularistas" e "eu ponho fatwas [éditos religiosos] nas cabeças de idiotas", disse ao site Clique no ano passado que é um provocador de maneira intencional para tentar acabar com estereótipos. Mas seus planos para realizar os dois espetáculos nos dias 19 e 20 de outubro provocaram revolta na direita política. Le Pen e o líder conservador Laurent Wauquiez disseram que eles seriam uma afronta às vítimas do massacre na casa de shows. Tanto a equipe do Bataclan quanto o cantor resistiram inicialmente aos clamores por um cancelamento, mas emitiram comunicados nesta sexta dizendo que as apresentações não acontecerão. A França vem se esforçando há tempos para assimilar sua grande população muçulmana, composta sobretudo de descendentes de imigrantes de suas antigas colônias. A questão se tornou ainda mais delicada depois dos ataques na casa de shows. O Bataclan reabriu um ano após os atentados em Paris, nos quais 130 pessoas foram mortas em ações coordenadas de atiradores e homens-bomba que atingiram um estádio, vários cafés e a casa de shows.

    Facebook deixa de fornecer suporte a campanhas políticas


    Rede social não vai mais enviar funcionários aos escritórios de campanhas para ajudar em posicionamento de anúncios O Facebook informou na quinta-feira que não enviará mais funcionários aos escritórios de campanhas eleitorais para oferecer apoio...

    Rede social não vai mais enviar funcionários aos escritórios de campanhas para ajudar em posicionamento de anúncios O Facebook informou na quinta-feira que não enviará mais funcionários aos escritórios de campanhas eleitorais para oferecer apoio durante eleições. A rede social fez isso em 2016, na corrida que elegeu Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Outros grandes vendedores de anúncios online, incluindo o Google e o Twitter, tem o costume de oferecer assistência para fortalecer o relacionamento com os principais anunciantes, como é o caso das campanhas presidenciais. Brad Parscale, que foi chefe de anúncios online de Trump em 2016, no ano passado considerou as "inserções" no site do Facebook cruciais para a vitória do candidato. O Facebook disse que a concorrente democrata Hillary Clinton recebeu ajuda idêntica, mas ela aceitou um nível diferente de Trump. O Google e o Twitter não responderam imediatamente aos pedidos para comentar se também iriam retirar o suporte. O Facebook disse que poderia oferecer assistência a mais candidatos em todo o mundo, concentrando-se em oferecer suporte por meio de um portal online, ao invés de fazer isso pessoalmente. A empresa disse que as organizações políticas ainda poderiam entrar em contato com os funcionários para receber treinamento básico sobre o uso do Facebook ou para obter ajuda na aprovação de anúncios. A Bloomberg relatou primeiro a nova abordagem. Facebook, Twitter e Google serviram como "consultores quase digitais" para campanhas eleitorais nos EUA em 2016, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e da Universidade de Utah descobriram em um artigo publicado há um ano. As empresas ajudaram as campanhas a navegar pelos sistemas de anúncios de seus serviços e "ativamente" moldaram a comunicação da campanha, sugerindo que tipos de mensagens direcionar a quem, afirmaram os pesquisadores. O envolvimento do Facebook com a campanha de Trump atraiu o escrutínio dos legisladores dos EUA depois que a empresa descobriu que seus dados de usuários tinham sido usados ​​separadamente pela empresa de dados políticos Cambridge Analytica, que assessorou a campanha Trump. Em um testemunho por escrito aos legisladores dos EUA em junho, o Facebook disse que seus funcionários não detectaram qualquer uso indevido "durante suas interações com a Cambridge Analytica" durante a eleição.
    ‘Sinal importante’ é detectado em área de buscas de submarino argentino, diz ministro

    ‘Sinal importante’ é detectado em área de buscas de submarino argentino, diz ministro


    Segundo ministro da Defesa, elemento teleguiado que faz fotos e vídeos de alta resolução está sendo baixado até o local. ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, com 44 tripulantes a bordo. Submarino militar argentino ARA San Juan é...


    Segundo ministro da Defesa, elemento teleguiado que faz fotos e vídeos de alta resolução está sendo baixado até o local. ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, com 44 tripulantes a bordo. Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires, em foto de 2017 Armada Argentina/Handout via Reuters Um "sinal importante" foi detectado na área onde estão concentradas as buscas pelo submarino argentino ARA San Juan, que desapareceu em 15 de novembro de 2017. O sinal foi detectado nas últimas horas pela empresa norte-americana Ocean Infinity, contratada pelo governo argentino no mês passado. "Surpreendente que não tenhamos visto antes, encontramos um sinal importante", disse o ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (21). "Tomara que seja o submarino. Mas são contatos, tivemos vários já com o Ocean Infinity, e até agora não conseguimos encontrar o submarino. Mas seguimos com boas expectativas", acrescentou. O ministro explicou ainda os próximos passos: "Neste momento, estão baixando os ROV. Quer dizer, num primeiro instante o que o Ocean Infinity faz é baixar os AUV, que são submarinos que exploram o leito marinho. Uma vez que detectam um objeto importante, se baixa um ROV, outro elemento teleguiado de busca, que faz vídeos e fotos de muito melhor resolução, e neste momento é o que estão baixando a 280 metros, onde se encontrou esse objeto. E outro objeto que se encontrou ontem, um pouco mais profundo. Tudo vai ser feito hoje". Desaparecimento A embarcação desapareceu entre Ushuaia (extremo sul) e Mar del Plata, 400 km ao sul da capital argentina, com 44 tripulantes a bordo. No último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias. Após meses de buscas, que envolveram especialistas e equipamentos de diversos países, o governo argentino ofereceu uma recompensa milionária para quem localizasse o submarino. Em agosto, foi anunciada a contratação da Ocean Infinity, que se comprometeu a receber os honorários de US$ 7,5 milhões somente se encontrar a embarcação. Submarino argentino desaparece no oceano Arte/G1
    Entenda por que a Irlanda é um entrave na negociação do Brexit

    Entenda por que a Irlanda é um entrave na negociação do Brexit


    União Europeia, Irlanda e Reino Unido divergem sobre como garantir que a fronteira com a Irlanda do Norte permaneça com trânsito livre após a saída britânica do bloco. Com pouco mais de meio ano para a saída do Reino Unido da União Europeia,...


    União Europeia, Irlanda e Reino Unido divergem sobre como garantir que a fronteira com a Irlanda do Norte permaneça com trânsito livre após a saída britânica do bloco. Com pouco mais de meio ano para a saída do Reino Unido da União Europeia, no chamado Brexit, em março de 2019, uma questão importante amarra as negociações entre os britânicos e o bloco europeu: a da fronteira da República da Irlanda com a Irlanda do Norte. A Irlanda do Norte, de maioria protestante, ficou sob controle do Reino Unido quando a Irlanda, de maioria católica, se tornou independente, em 1922, criando uma república. Essa questão historicamente problemática voltou à tona quando Londres decidiu deixar a União Europeia -- já que essa não é uma decisão de que a Irlanda do Norte compartilha. Theresa May, premiê do Reino Unido, almoça com fazendeiros da Irlanda do Norte em viagem oficial, em março Stefan Rousseau/Reuters/Divulgação Fronteira livre em risco Atualmente, milhares de pessoas atravessam a fronteira irlandesa todos os dias, e bens e serviços passam entre as duas jurisdições sem restrições. Como o Reino Unido e a Irlanda fazem atualmente parte do mercado único da UE e da união aduaneira, os produtos não precisam de ser inspecionados para fins alfandegários e cumprimentode normas, mas, depois do Brexit, isso pode mudar. Tanto o Reino Unido como a UE querem evitar uma "fronteira dura" -- com verificações ou infraestrutura físicas entre a Irlanda do Norte e a Irlanda -- mas não concordam em como isso seria feito. Fronteira da Irlanda é impasse para o Brexit Infografia: Karina Almeida/G1 Backstop, a garantia O Reino Unido e a UE assinaram em dezembro de 2017 que é necessário chegar a um consenso sobre o chamado “backstop”, termo que significa rede de proteção, uma garantia de que mesmo com a concretização do Brexit sem um acordo geral com a União Europeia, a fronteira entre as Irlandas continue funcionando “sem fricção”, não prejudicando, portanto, a integração econômica e social da ilha irlandesa. Há um acordo sobre o que é preciso alcançar no backstop: manter a cooperação transfronteiriça, apoiar a economia irlandesa e proteger o acordo de Belfast, que selou a paz sobre a questão da união ou não da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, nos anos 90. Rua de Belfast William Murphy/Flickr O Reino Unido e a UE prefeririam resolver a questão das fronteiras irlandesas por meio de um acordo econômico e de segurança abrangente. No entanto, para Londres, o Brexit inclui a saída da união aduaneira e do mercado único europeu. Bruxelas propôs um mecanismo que significaria que a Irlanda do Norte permanece na união aduaneira da UE, grande parte do mercado único e do sistema de imposto de valor agregado (IVA) da UE. 'Fronteira deslocada' Nesse caso, as fronteiras de alfândega e legislação basicamente seriam empurradas para o Mar da Irlanda – a Irlanda do Norte estaria mais integrada à República da Irlanda que ao resto de seu país, o Reino Unido. Qualquer estatuto separando a Irlanda do Norte do resto do Reino Unido é visto por Londres como potencialmente prejudicial. A primeira-ministra Theresa May rejeitou continuamente a proposta da UE, dizendo que isso ameaçaria a integridade constitucional do Reino Unido. Ela sugeriu um backstop que vê o Reino Unido como um todo, permanecendo alinhado com a união aduaneira da UE por um tempo limitado. Sua proposta, publicada em junho, não contém nada sobre questões regulatórias do mercado único, que, no entanto, são provavelmente mais importantes do que as alfândegas em si em termos de manter uma fronteira livre. Michel Barnier, negociador líder do Brexit na União Europeia Emmanuel Dunand / AFP O negociador da UE para o Brexit, Michel Barnier, considera que se o tema da regulação comum comuns não for abordada, sequer é possível considerar a proposta como uma garantia para a fronteira aberta. O primeiro-ministro irlandês Leo Varadkar também reclamou que o backstop não deve ter um prazo limitado. UE quer controlar dentro do Reino Unido A UE propõe fazer verificações aduaneiras longe da fronteira, com o apoio da tecnologia. Barnier rejeita os pedidos do Reino Unido por flexibilidade na fronteira irlandesa, e disse que as verificações “poderiam ocorrer em lugares diferentes, a bordo de embarcações, em portos fora da Irlanda”. A preocupação da UE é que o mercado único não pode permitir que produtos fora do padrão entrem na Irlanda e em outros países da união a partir do Reino Unido. Os europeus tentam persuadir o Reino Unido de que a maioria dos produtos que entram na Irlanda do Norte passem por Dublin, portanto os controles dos padrões da UE ocorreriam ainda nos portos britânicos, mas Londres não aceita que funcionários da união façam esse tipo de fiscalização em seu território. O nº10 de Downing Street, sede do governo britânico e residência do primeiro-ministro Reuters 'Respeito' Theresa May fez um pronunciamento nesta sexta-feira (21) em que reiterou que não vai mudar de rumo nas negociações do Brexit Ela disse que o Reino Unido "tratou a UE com nada além de respeito" e "o Reino Unido espera o mesmo", acrescentando que "não é aceitável rejeitar propostas sem apresentar contrapropostas detalhadas". O afastamento da União Europeia foi aprovado em plebiscito em junho de 2016 e marcado para 29 de março de 2019. May costurou um acordo para conduzir esse afastamento que prevê conservar uma estreita relação comercial entre Reino Unido e UE após o Brexit. A iniciativa encontra críticas entre os europeus, além de enfrentar oposição dentro do próprio governo. Com informações de France Presse, "The Guardian" e BBC.

    Ataques de jihadistas deixam mortos e geram pânico na população de Moçambique


    Ataques começaram há vários meses; grupo chegou há cerca de um ano ao país. Terroristas colocam fogo em dezenas de casas e decapitam vítimas. Doze moradores de um vilarejo no norte do Moçambique foram mortos e outros quatorze ficaram feridos nesta...

    Ataques começaram há vários meses; grupo chegou há cerca de um ano ao país. Terroristas colocam fogo em dezenas de casas e decapitam vítimas. Doze moradores de um vilarejo no norte do Moçambique foram mortos e outros quatorze ficaram feridos nesta sexta-feira (21) após mais um ataque atribuído a um grupo jihadista que gera pânico na região há vários meses. As autoridades do país seguem inertes face à situação. Os jihadistas permaneceram escondidos várias semanas nas florestas da província de Cabo Delgado, de onde saíram para atacar a localidade Pequeue, próxima do arquipélago das ilhas Quirimbas. Dez pessoas foram mortas por tiros e duas foram queimadas, de acordo com a agência de notícias AFP. Os terroristas também colocaram fogo em 55 casas e decapitaram uma outra vítima. “Uma ambulância foi enviada nesta manhã a Pequeue para transportar 14 feridos a um hospital de Macomia”, disse o responsável de serviços médicos de Cabo Delgado. Esse foi o ataque mais violento cometido pelo grupo jihadista desde sua chegada à região, há mais ou menos um ano. Chamados de “shababs” – “jovens”, em árabe – pela população do lugar, o grupo de muçulmanos radicais atacou pela primeira vez em outubro de 2017, vandalizando o comissariado da cidade de Mocimboa da Praia, pegando todos de surpresa. Os “shababs” seguem uma compreensão rígida do Corão, mas até agora não se posicionaram politicamente. Desde que começaram a agir no país, os jihadistas incendiaram diversos vilarejos antes de assassinar os habitantes – que os terroristas, em geral, decapitam. Até hoje cerca de cinquenta civis foram executados e dezenas de outros ficaram feridos. Estados Unidos e Rússia propuseram ajuda A onda de violência obrigou milhares de moradores a recorrerem ao êxodo. As Forças Armadas e a polícia agiram em conjunto para reforçar a segurança em Cabo Delgado, próximo à fronteira com a Tanzânia, para tentar deter os “shababs”. Em um outro incidente na quinta-feira (20), os jihadistas mataram um oficial das Forças Armadas moçambicanas. “O ataque aconteceu durante uma patrulha das forças de segurança. Os terroristas portavam uniformes militares e armas poderosas”, declarou um policial, que pediu anonimato. Em junho do ano passado, o presidente Filipe Nyusi prometeu fazer todo o possível para acabar com as ações dos jihadistas. “Condenamos essas ações e faremos de tudo para que seus autores sejam neutralizados e respondam por seus crimes”, disse, durante a Festa Nacional de Moçambique. Diversos países, incluindo os Estados Unidos e a Rússia, propuseram ajudar o Moçambique na luta contra os jihadistas. O país africano tenta atualmente recuperar sua economia, afundada em dificuldades financeiras após a descoberta de uma dívida que o governo manteve escondida por anos.
    Tapa de motorista de ônibus no rosto de garoto viraliza e gera polêmica na França

    Tapa de motorista de ônibus no rosto de garoto viraliza e gera polêmica na França


    Enquanto muitos classificaram o ato de violência como uma covardia, outros apoiaram a reação do motorista ao que chamam de 'desrespeito' e 'mau comportamento' por parte do garoto. Incidente ocorreu no dia 13 de setembro nos subúrbios de...


    Enquanto muitos classificaram o ato de violência como uma covardia, outros apoiaram a reação do motorista ao que chamam de 'desrespeito' e 'mau comportamento' por parte do garoto. Incidente ocorreu no dia 13 de setembro nos subúrbios de Paris BBC Um vídeo mostra um motorista de ônibus de Paris dando um tapa em um garoto de 12 anos. A cena, que viralizou nas redes sociais, dividiu opiniões na França. O estudante teria atravessado a rua correndo em frente ao ônibus, forçando o motorista a frear bruscamente. Quando o motorista - cuja identidade não foi revelada - repreendeu o menor, exigindo que ele prestasse atenção, o estudante gritou para ele "calar a boca". O motorista reagiu então dando um tapa nele. O incidente, ocorrido em 13 de setembro, foi testemunhado por dezenas de pessoas em frente à prefeitura de Arcueil, subúrbio ao sul da capital francesa. O que aconteceu? O estudante disse à polícia que atravessou a rua correndo para pegar o ônibus da escola, quando ouviu a buzina e um insulto, que não tinha certeza se era dirigido a ele. Mas acredita que veio do motorista. O jornal Le Parisien relatou que ele revidou sem pensar: "Cala a boca, vai logo, pode seguir." Assista ao vídeo. O vídeo, que começa neste ponto, mostra adolescentes rindo antes de o motorista sair do veículo e dar um tapa no rosto do menino. O garoto fica em choque, enquanto os que estão a sua volta gritam. Após a bofetada, o motorista pergunta "quantos anos você acha que eu tenho?" e retorna para o ônibus. O vídeo, inicialmente publicado no Snapchat, foi visto quase 1,2 milhão de vezes. Qual foi a reação? A mãe do menino registrou uma queixa contra o motorista de ônibus. A autoridade pública de transportes em Paris, a RATP, abriu, por sua vez, um processo disciplinar contra o funcionário. E condenou veementemente sua ação violenta, que, segundo a entidade, é contrária aos princípios e valores de uma companhia estatal de transporte público. Segundo a RATP, o motorista admitiu que reagiu emocionalmente e indicou estar arrependido. Seus colegas lançaram, no entanto, uma petição em apoio a ele, para que não seja punido. Em uma semana, conseguiram cerca de 300 mil assinaturas. O prefeito local disse ao Le Parisien que as crianças costumam correr pela rua onde o incidente aconteceu, que fica perto do Colégio Dulcie-September. "Algumas se colocam em risco", disse ele, admitindo que "a reação do motorista não foi proporcional nem apropriada." "É uma criança", acrescentou. A ministra dos Transportes da França, Elisabeth Borne, expressou o mesmo sentimento. Segundo ela, "não é normal bater em um jovem". Mas o episódio dividiu fortemente as opiniões nas redes sociais. Enquanto muitos classificaram o ato de violência como uma covardia, outros apoiaram a reação do motorista ao que chamam de "desrespeito" e "mau comportamento" por parte do garoto.
    O sírio que deixou a Alemanha e arriscou a vida para voltar para casa

    O sírio que deixou a Alemanha e arriscou a vida para voltar para casa


    Muaz foi para a Europa depois de se ferir na guerra da Síria. Ele queria esquecer o passado, mas um vídeo fez com que mudasse de ideia e voltasse para casa. Muaz decidiu voltar para casa depois que viu um vídeo de um voluntário alemão ajudando...


    Muaz foi para a Europa depois de se ferir na guerra da Síria. Ele queria esquecer o passado, mas um vídeo fez com que mudasse de ideia e voltasse para casa. Muaz decidiu voltar para casa depois que viu um vídeo de um voluntário alemão ajudando refugiados na Grécia BBC Muaz resolveu voltar à Síria anos depois de fugir de lá. Até pouco tempo, ele vivia como refugiado na Alemanha. “A Europa é um bom lugar, mas eu sentia como se fosse uma prisão. Sim, Idlib está destruída, mas eu vejo esperança aqui”, disse. Assista ao vídeo. Idlib é o último território controlado por rebeldes na Síria. O governo de Bashar al-Assad tenta retomar o controle e, com ajuda da Rússia, vem lançando ataques aéreos à região. “Quando você mora aqui, você vive preocupado. Você ouve o ruído dos jatos e se pergunta se vão te atingir”, conta Muaz. “Não há arma no mundo que não tenham usado em Idlib.” Muaz se mudou para a Europa depois de se ferir num ataque aéreo na Síria. “Um dos meus amigos foi morto. Outro perdeu a perna, e eu me queimei”, relata. Ao voltar, Muaz decidiu atuar como voluntário num serviço de resgate em Idlib BBC “Eu queria fugir da guerra. Via pessoas se mudando para a Europa e decidi ir também, esperando esquecer o passado.” Mas ele se sentiu sozinho na Alemanha. “Eu sentia falta da minha alma. Meu corpo estava na Europa e minha alma, na Síria.” A decisão de voltar para casa foi tomada depois que ele viu um vídeo de um voluntário alemão ajudando refugiados na Grécia. “Eu me senti culpado. Um europeu deixou família e país para ajudar refugiados sírios. E eu poderia ajudar o meu povo em território sírio.” Ao voltar, Muaz decidiu atuar como voluntário num serviço de resgate. “Quando eu tiro uma criança dos escombros e ela me olha agradecida ou sorrindo, como se eu a tivesse salvado da morte, eu me sinto bem”, resume.
    Assange chegou a planejar fuga para Rússia em 2017

    Assange chegou a planejar fuga para Rússia em 2017


    Jornal britânico revela que fuga do fundador do Wikileaks da embaixada equatoriana em Londres chegou a ser marcada para a noite de Natal de 2017, mas acabou cancelada pelos altos riscos. Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em imagem de...


    Jornal britânico revela que fuga do fundador do Wikileaks da embaixada equatoriana em Londres chegou a ser marcada para a noite de Natal de 2017, mas acabou cancelada pelos altos riscos. Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em imagem de arquivo Peter Nicholls/Reuters Diplomatas russos em Londres mantiveram conversas sigilosas com pessoas próximas ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, para avaliar um possível plano de fuga do Reino Unido, revelou nesta sexta-feira (21) uma reportagem do jornal britânico "The Guardian". Segundo o jornal, um plano de fuga chegou a ser elaborado para retirar Assange da embaixada do Equador, onde ele está desde 2010. Ele seria retirado do local em um veículo diplomático na noite de natal de 2017, segundo uma das fontes entrevistadas pelo jornal, e transportado para outro país, possivelmente, a Rússia, onde não enfrentaria um processo de extradição para os Estados Unidos. Julian Assange comemora, da sacada da embaixada do Equador em Londres, no ano passado, arquivamento de acusação de estupro na Suécia REUTERS/Neil Hall O suposto envolvimento de autoridades russas no caso aumenta os questionamentos sobre as ligações do fundador do Wikileaks e o Kremlin. Ele é considerado como figura central nas investigações sobre uma possível ingerência russas nas eleições presidenciais americanas de 2016. O procurador especial Robert Mueller, que investiga o caso, indiciou criminalmente 12 agentes da GRU, a inteligência militar russa, que teriam hackeado os servidores do Partido Democrata durante a campanha presidencial. Os hackers teriam enviado e-mails ao Wikileaks, que acabariam prejudicando a candidata democrata Hillary Clinton. Segundo Mueller, o Wikileaks publicou mais de 50 mil documentos roubados pelos agentes russos. A primeira parte foi enviada no dia 14 de julho de 2016 em anexo encriptado. Assange, por sua vez, nega ter recebido documentos roubados. Fontes consultadas pelo "Guardian" afirmam que o plano de fuga envolveria a concessão de documentos diplomáticos a Assange, para que o Equador pudesse alegar que ele tinha imunidade. Dessa forma, Assange poderia ser retirado da embaixada em um veículo diplomático. Entre as fontes citadas pelo jornal, quatro afirmam que o Kremlin estaria disposto a ajudar no plano de fuga, incluindo a possibilidade de ele viajar e estabelecer residência na Rússia. Também teria sido cogitada a hipótese de que Assange viajasse por mar até o Equador. O plano, que teria sido elaborado após o Equador fracassar em conceder status diplomático a Assange, acabaria sendo abandonado por ser arriscado demais. Algumas fontes disseram ao "Guardian" que Fidel Narváez, um confidente de Assange que trabalhava até recentemente como cônsul equatoriano em Londres, teria agido como intermediário com os russos. Ele, porém, negou que tivesse se envolvido em discussões sobre o plano de fuga. Narváez teve papel importante ao ajudar o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA Edward Snowden, concedendo-lhe um salvo-conduto quando ele deixou Hong Kong em direção à Rússia, onde se encontra exilado. Snowden está foragido da Justiça americana após vazar materiais confidenciais da NSA em 2013. Ele está exilado na Rússia. O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que o salvo-conduto foi dado sem o conhecimento do governo. O cancelamento do plano de fuga teria ocorrido a poucos dias da data marcada. O "Guardian" afirma que Rommy Vallejo, chefe da agência equatoriana de inteligência, teria viajado a Londres no dia 15 de dezembro de 2017 para supervisionar a operação, mas retornou ao país logo que o plano foi cancelado. Vallejo deixou o cargo em fevereiro, e acredita-se que esteja na Nicarágua. Ele está sendo investigado pelo envolvimento no sequestro de um adversário político de Correa em 2012. Assange está foragido na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012, e obteve asilo em agosto seguinte. Desde 2010 era procurado pelas autoridades suecas, acusado de estuprar duas mulheres. A Justiça sueca acabou arquivando o processo em maio de 2017, por não poder avançar na investigação das acusações. Entretanto, a Justiça britânica insiste que Assange deve responder por não ter comparecido a tribunal em 2012, como determinado pelos termos de sua liberdade condicional. Essa infração pode ser punida no Reino Unido com até um ano de prisão. O fundador do Wikileaks teme uma extradição para os EUA, motivo pelo qual se recusa a deixar a embaixada. Em março de 2017 o Wikileaks divulgou documentos confidenciais da CIA, a agência de inteligência americana. Assange afirma que a Justiça americana o indiciou por esse e outros vazamentos de informação. Ele acredita que essas acusações estariam sob sigilo e que ele seria alvo de uma extradição para os EUA logo que deixasse a embaixada. O sucessor de Correa na Presidência do Equador, Lenin Moreno, insiste que Assange deve deixar a representação diplomática do país em Londres. Em março, o governo cortou seu acesso à internet e restringiu as visitas. Seus advogados afirmam que ele está detido arbitrariamente na embaixada e pedem que o Reino Unido forneça garantias de que ele não será extraditado para os EUA. Esta não seria a primeira vez que Assange teria considerado se refugiar na Rússia. A agência de noticias Associated Press informou nesta semana que ele teria tentado obter um visto russo em 2010. Em carta de autoria atribuída ao fundador do Wikileaks ele teria concedido "autoridade total" ao seu amigo Israel Shamir para levar seu passaporte à embaixada russa e, mais tarde, recolhe-lo já com o visto de entrada no país. Segundo a AP, a carta de 30 de novembro de 2010 seria parte de uma série de e-mails, registros financeiros, mensagens online e filmagens secretas obtidas pela agência. A AP afirma que os arquivos revelam detalhes internos sobre o funcionamento do Wikileaks e da proximidade de Assange com Moscou. Em comunicado, o Wikileaks afirmou que seu fundador jamais teria pedido um visto russo, atribuindo a carta a um ex-colaborador. O governo do Equador se recusou a comentar a reportagem do "Guardian". A embaixada russa em Londres afirmou através do Twitter que este seria "mais um exemplo de desinformação e notícias falsas por parte da imprensa britânica".
    Trump questiona acusadora de Kavanaugh e diz que adversários querem 'destruir' indicado à Suprema Corte

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    Professora Christine Blasey Ford falou sobre assédio que ocorreu durante uma festa em 1982, quando ela e Kavanaugh estavam no ensino médio. Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington DC, no dia 5 de setembro Saul Loeb/AFP O...


    Professora Christine Blasey Ford falou sobre assédio que ocorreu durante uma festa em 1982, quando ela e Kavanaugh estavam no ensino médio. Brett Kavanaugh durante audiência no Senado, em Washington DC, no dia 5 de setembro Saul Loeb/AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou dúvida nesta sexta-feira (21) sobre a veracidade das alegações feitas por uma mulher de que o indicado à Suprema Corte Brett Kavanaugh teria a agredido sexualmente décadas atrás. Ele também acusou adversários de tentarem "destruir" Kavanaugh. Após dias de comentários cautelosos sobre a acusação feita pela professora universitária Christine Blasey Ford, Trump usou o Twitter para questionar o relato dela sobre o que ocorreu durante uma festa em 1982, quando ela e Kavanaugh estavam no ensino médio. Saiba quem é Brett Kavanaugh, indicado a vaga na Suprema Corte dos EUA "Não tenho dúvidas de que, se o ataque contra a Dra. Ford foi tão ruim quanto ela diz, queixas teriam sido prestadas imediatamente a autoridades locais, seja por ela ou por seus amorosos pais", disse Trump. Peço que ela apresente esses arquivos para que possamos conhecer a data, hora e lugar." Initial plugin text "O juiz Brett Kavanaugh é um bom homem, com uma reputação impecável, que está sob ataque de políticos de esquerda que não querem saber as respostas, só querem destruir e atrasar", escreveu Trump. Initial plugin text Uma votação do Senado para confirmar Kavanaugh foi adiada depois que as alegações da professa vieram a público na semana passada, à medida que ela negocia os termos para fazer um depoimento ao comitê do Senado encarregado de sabatinar Kavanaugh. Christine Blasey Ford tem até esta sexta-feira para decidir se testemunha perante o Comitê Judiciário do Senado em uma sessão marcada para segunda-feira (24). Seus advogados e funcionários do comitê conversaram por telefone na noite de quinta-feira, disse um porta-voz do comitê, sem dar detalhes. O presidente republicano do comitê, senador Chuck Grassley, disse ter oferecido uma audiência particular e outras opções para colher seu depoimento. Segundo uma pessoa a par da conversa telefônica do comitê com Christine, ela disse aos parlamentares que poderia depor na próxima quinta-feira. Os democratas, que já se opunham com firmeza ao juiz conservador de um tribunal federal de apelações antes da alegação de Christine, acusaram os republicanos de apressarem a indicação antes das eleições parlamentares de 6 de novembro. A indicação de Kavanaugh foi feita pelo presidente Trump em 9 de julho. O telefonema terminou sem uma decisão, de acordo com reportagens, que também disseram que os advogados de Christine querem que Kavanaugh compareça separadamente primeiro e que ela quer ser entrevistada por senadores, não por pessoas de fora.