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    Casal de extrema-direita que deu nome a filho em homenagem a Hitler é condenado no Reino Unido

    Casal de extrema-direita que deu nome a filho em homenagem a Hitler é condenado no Reino Unido


    Adam Thomas e Claudia Patatas trocaram com Daniel Bogunovic mensagens elogiando Hitler e fotos deles vestidos como membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan (KKK) e fazendo saudações nazistas. Os três eram integrantes do grupo National...


    Adam Thomas e Claudia Patatas trocaram com Daniel Bogunovic mensagens elogiando Hitler e fotos deles vestidos como membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan (KKK) e fazendo saudações nazistas. Os três eram integrantes do grupo National Action, que foi banido. Claudia Patatas deixa a corte em Birmingham, ao lado de Michael Woodbridge, após ser condenada e liberada sob fiança, na segunda-feira (12) Richard Vernalls/PA via AP O casal que deu o nome de seu filho em homenagem a Adolf Hitler foi condenado no Reino Unido nesta segunda-feira (12) por serem integrantes do grupo de extrema direita, que foi banido, National Action. Adam Thomas, de 22 anos, e Claudia Patatas, de 38, foram condenados junto com Daniel Bogunovic, 27 anos, por serem integrantes da organização, depois de terem trocado mensagens elogiando Hitler e fotos deles vestidos como membros do grupo supremacista branco Ku Klux Klan (KKK) e fazendo saudações nazistas. Foto não datada divulgada pela polícia na segunda-feira (12) mostra um casaco com suástica encontrado na casa de Adam Thomas e Claudia Patatas West Midlands Police via AP Três outros já haviam se declarado culpados de pertencerem ao National Action, que foi banido pelo governo depois de integrantes terem elogiado o assassinato do congressista Jo Cox por um solitário obcecado pelo nazismo em 2016. "Depois que o National Action foi banido, ele entrou na clandestinidade e mudou de nome, mas não desapareceu", disse Deb Walsh, do Serviço de Promotoria da Coroa. Foto não datada divulgada pela polícia na segunda-feira (12) mostra sala da casa de Adam Thomas e Claudia Patatas, com bandeira da Ku Klux Klan e almofada com suástica West Midlands Police via AP "Esses integrantes continuam a acreditar na visão de mundo neonazista, permanecendo em contato em aplicativos de mensagens criptografadas e organizando reuniões para manter o grupo." O National Action foi o primeiro grupo de extrema direita a ser banido no Reino Unido em décadas. Os partidos de extrema direita têm crescido em muita partes da Europa nos últimos anos, porém no Reino Unido eles permanecem nas margens da vida política. O júri em Birminghan foi informado que Thomas e Patatas deram o nome do meio do seu filho de "Adolf" em homenagem ao líder do Terceiro Reich.
    Irã respeita compromissos de acordo nuclear, segundo agência da ONU

    Irã respeita compromissos de acordo nuclear, segundo agência da ONU


    Agência Internacional de Energia Atômica diz em relatório que, até no início de novembro, país não havia enriquecido urânio a níveis proibidos nem efetuado armazenamentos ilegais, cumprindo o estabelecido. Anúncio foi feito uma semana depois...


    Agência Internacional de Energia Atômica diz em relatório que, até no início de novembro, país não havia enriquecido urânio a níveis proibidos nem efetuado armazenamentos ilegais, cumprindo o estabelecido. Anúncio foi feito uma semana depois de EUA restabelecerem sanções. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters O Irã continua respeitando os compromissos do acordo nuclear alcançado em 2015 com as grandes potências, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) em um relatório trimestral publicado nesta segunda-feira (12), uma semana depois da entrada em vigor de novas sanções americanas contra Teerã. A agência da ONU confirma especialmente que, no início de novembro, o Irã não havia enriquecido urânio a níveis proibidos nem efetuado armazenamentos ilegais, conforme as disposições deste texto cujo objetivo é garantir que o país não esteja se equipando com a bomba atômica. Este anúncio é feito depois que Washington restabeleceu, em 5 de novembro, as sanções que haviam sido suspensas após o acordo, do qual os Estados Unidos saíram de forma unilateral em maio. Washington está realizando uma campanha de "pressão máxima" contra a República Islâmica para impor um acordo mais severo do que o negociado com a administração Obama. A série de sanções restabelecida pelos Estados Unidos concerne, sobretudo, os setores petroleiro e financeiro, cruciais para este país que depende dos hidrocarbonetos. Apesar da retirada dos Estados Unidos, os outros signatários do texto de 2015 (França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha) se comprometeram a fazer todo o possível para preservar o acordo e evitar que o Irã saia dele.
    O assassinato da jovem filha de deputada que confunde o México

    O assassinato da jovem filha de deputada que confunde o México


    Autoridades que investigam o caso de Valéria Medel afirmam ter identificado o suposto assassino e 'confirmado' a hipótese da motivação do crime. Mas a versão oficial deixa algumas perguntas ainda sem resposta. Valeria Cruz Medel, de 22 anos,...


    Autoridades que investigam o caso de Valéria Medel afirmam ter identificado o suposto assassino e 'confirmado' a hipótese da motivação do crime. Mas a versão oficial deixa algumas perguntas ainda sem resposta. Valeria Cruz Medel, de 22 anos, estudava medicina na Universidade Veracruzana Reprodução/Facebook O assassinato de Valéria Cruz Medel, filha da deputada federal Carmen Medel, ocorrido na última quinta-feira (8) no México, deixou uma série de dúvidas. As autoridades mexicanas afirmam que a jovem de 22 anos, que estava na academia quando foi morta a tiros, em Ciudad Mendoza, no Estado de Veracruz, foi executada por engano. A mãe dela participava de uma sessão da Câmara dos Deputados, na Cidade do México, quando recebeu por telefone a notícia do assassinato da filha. A parlamentar teve uma crise de choro no recinto, em uma cena que comoveu o país. "Ela (Valéria) era uma jovem tranquila, dedicada aos estudos e à prática de esportes", disse o governador Miguel Angel Yunes em entrevista à imprensa. O governador Miguel Ángel Yunes afirmou que a hipótese da procuradoria está 'confirmada' Governo de Veracruz De acordo com as investigações da Procuradoria-Geral do Estado, Valéria Medel foi confundida, pela semelhança física, com a namorada de um líder de uma gangue local, que frequentaria a mesma academia. No entanto, a rapidez incomum com a qual o suposto assassino foi localizado e com a qual a hipótese da motivação do crime foi "confirmada" levantam algumas dúvidas sobre o caso. A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, solicitou uma entrevista com o procurador-geral do Estado, mas não recebeu resposta. O que aconteceu, de acordo com a procuradoria Por volta das 16h (horário local) de quinta-feira, a polícia recebeu um pedido de socorro em relação a um crime que havia sido cometido minutos antes. De acordo com as investigações, um homem identificado pelas autoridades apenas como "El Richy" foi até a academia que Valéria frequentava, no centro de Ciudad Mendoza. A academia onde ocorreu o crime fica a duas quadras do Palácio Municipal de Ciudad Mendoza Reprodução/Google Sem perguntar por ninguém ou conversar com os funcionários do estabelecimento, ele foi até o segundo andar, onde a encontrou. "Ele viu a jovem, dirigiu algumas palavras a ela e disparou nove tiros", explicou Yunes à rede Televisa. Na sequência, o criminoso deixou o local em uma caminhonete Mazda. Como o suposto assassino foi encontrado? Cerca de uma hora e meia depois do crime, por volta das 17h30, o governador deu uma entrevista à imprensa na qual apresentou um retrato falado do único suspeito. "El Richy" seria encontrado morto naquele mesmo dia, horas mais tarde, segundo as autoridades. Oito pessoas que estavam no prédio onde funciona a academia deram pistas sobre a aparência do suspeito e do veículo em que ele fugiu. "Aproximadamente às 21h, a caminhonete que estávamos procurando, um Mazda, apareceu. 'El Richy', autor material do crime, estava morto dentro do veículo", disse o governador. Outros dois homens foram presos nas horas seguintes como possíveis cúmplices do crime. Por que se fala em 'confusão'? Para o governador, a hipótese sobre o motivo do crime foi "confirmada": foi uma confusão. A rivalidade entre duas gangues locais, uma ligada ao Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG) e outra ao Los Zetas, teria desencadeado o ato de violência. A jovem foi confundida com "uma mulher que tem um relacionamento com o líder de uma gangue de criminosos (do Los Zetas) que opera naquela área de Ciudad Mendoza", afirmou Yunes. As autoridades de Veracruz divulgaram fotos de 'El Richy', suposto assassino de Valéria Governo de Veracruz Essa hipótese, ele acrescenta, teria sido confirmada quando as autoridades encontraram uma caminhonete Patriot preta abandonada na entrada da academia, com documentos "que correspondem precisamente à namorada deste indivíduo ligado ao crime organizado" - no caso, a uma gangue rival do grupo de "El Richy". "Aparentemente, ela deveria ser pega (sequestrada) pela pessoa que entrou na academia. E certamente ele a confundiu com esta jovem que não tinha nada a ver com qualquer atividade indevida", completou. As dúvidas que cercam o caso Veracruz é há mais de uma década um dos Estados mais castigados pela violência gerada por grupos de criminosos e suas gangues locais, com uma taxa de homicídios de 19,13 casos por 100 mil habitantes em 2017. O número é mais que o dobro do registrado em São Paulo (8,02 por 100 mil habitantes), por exemplo, mas ainda está atrás dos piores índices do México - Colima é o Estado com a mais alta taxa, de 113 homicídios por 100 mil habitantes. O nível de impunidade no Estado, contudo, é o oitavo mais alto do país, com uma pontuação de 75,62 (a média nacional é de 69,21, segundo o ranking Global Impunity Index 2018, que leva em conta o volume de crimes sem solução). Logo após o assassinato de Valéria Medel, a Comissão Nacional de Direitos Humanos solicitou às autoridades de Veracruz uma "investigação imediata, objetiva e exaustiva do crime" para evitar "que haja impunidade". O caso, contudo, foi resolvido em questão de horas, o que contrasta com os altos índices de impunidade da região. Yunes foi questionado na sexta-feira pelo jornalista Carlos Loret de Mola: "Se o objetivo era o sequestro, por que a mulher que o agressor queria sequestrar acabou sendo assassinada no local?" "Isso é o que não se explica. A hipótese da procuradoria é que a jovem se recusou a sair (com o agressor)", respondeu. O governador afirmou que o próprio Cartel de Jalisco Nova Geração publicou uma mensagem nas redes sociais admitindo que a morte de Valéria teria sido um erro de "El Richy". 'El Richy' foi encontrado morto dentro da caminhonete que testemunhas identificaram como o veículo do agressor Governo de Veracruz Quem matou o suposto agressor é outra dúvida, mas a Procuradoria de Veracruz também tem uma hipótese sobre isso: "Provavelmente teria sido a própria organização criminosa, que, diante do erro evidente desse indivíduo, tomou essa decisão", disse Yunes. Questionado sobre que gangues rivais de Ciudad Mendoza estiveram envolvidas especificamente, o governador se recusou a identificá-las, limitando a relacioná-las ao Cartel de Jalisco Nova Geração e Los Zetas. Mas deixou claro enfaticamente que o crime não estava relacionado à atividade política da deputada Carmen Medel. "Seria uma brutalidade pensar que, por causa da atividade da mãe, ou de qualquer pessoa, ela teria sido atacada. Não tem nada a ver", declarou.
    Mulher que escondeu bebê durante dois anos no bagageiro do carro é julgada na França

    Mulher que escondeu bebê durante dois anos no bagageiro do carro é julgada na França


    O pai alega que não sabia da existência da criança, criada em condições extremamente precárias até ser descoberta por mecânicos, no sudoeste do país. A franco-portuguesa Rosa-Maria da Cruz escondeu a filha desde o nascimento no bagageiro do...


    O pai alega que não sabia da existência da criança, criada em condições extremamente precárias até ser descoberta por mecânicos, no sudoeste do país. A franco-portuguesa Rosa-Maria da Cruz escondeu a filha desde o nascimento no bagageiro do carro Reprodução/RFI Começa nesta segunda-feira (12) o julgamento de um caso que chocou a França em 2013. Uma mãe escondeu durante dois anos um bebê de uma gravidez indesejada no bagageiro de seu carro. O pai alega que não sabia da existência da criança, criada em condições extremamente precárias até ser descoberta por mecânicos, no sudoeste do país. A franco-portuguesa Rosa-Maria da Cruz, de 50 anos, começa a ser julgada nesta segunda-feira por violência seguida de mutilação ou enfermidade permanente sobre menor de 15 anos, privação de cuidados ou alimentos comprometendo a saúde de uma criança e dissimulação da existência de uma criança. Por esses crimes, ela pode ser condenada a até 20 anos de prisão. O caso data de 2013 e é descrito como "um espetáculo horripilante", por um dos homens que trabalhavam na oficina mecânica de Terrasson, sudoeste da França, onde uma menina de dois anos foi descoberta em um berço portátil dentro do bagageiro de um Peugeot 307. Coberta de excrementos, pálida, sem conseguir manter a cabeça em pé e respirando como se estivesse sufocando, a criança foi encontrada porque a mãe, Rosa-Maria da Cruz, parou no local para resolver um problema no carro. Bagageiro "cheio" Segundo os mecânicos, a mulher insistiu para que o bagageiro não fosse aberto "porque estava cheio". Mas um dos funcionários da oficina, Guillaume Iguacel, de 39 anos, ficou intrigado com gemidos vindos de dentro do veículo, que imaginou que fossem de um animal. Sem que a mulher percebesse, o homem resolveu chamar um colega, Denis Latour, de 64 anos, que discretamente abriu o bagageiro e se deparou "com a visão do horror". Os dois homens contam que Rosa-Maria não parecia incomodada ou constrangida com a situação. Ela chegou a consentir que a criança fosse retirada do bagageiro para que os homens lhe dessem água. "Quando a mãe pegou a menina no colo, foi um horror. A cabeça, os braços, tudo estava desarticulado, seus olhos se reviravam", contou Denis Latour, à rádio France Info. Os dois homens acionaram a polícia e os bombeiros, que confirmam, em seus relatórios, que a criança foi encontrada em um ambiente "de odor pestilento, de putrefação". Detidos, a mãe e o pai, Domingos Sampaio Alves, também de origem portuguesa, foram ouvidos pela polícia, a quem Rosa-Maria confessou ter escondido por dois anos a criança – que nomeou de Serena - devido à gravidez indesejada. O homem garantiu não saber da existência da menina: embora o carro permanecesse estacionado na garagem de casa, o homem não o utilizava porque não sabe dirigir. O casal tem outros três filhos, com idades hoje de 11 a 17 anos. Depois da descoberta de Serena, eles passaram um tempo sob a tutela do Estado, mas voltaram para a casa dos pais tempos depois. Rosa-Maria não cumpriu prisão preventiva. Gestações indesejadas Entrevistados pela mídia francesa, os familiares de Rosa-Maria, em Portugal, relatam diversas gravidezes indesejadas. A gestação da terceira criança, nascida em 2009, também foi dissimulada até quase o final. Domingos é pedreiro e diz ter longos dias de trabalho, passar pouco tempo com a família e quase não ter acompanhado as gravidezes de Rosa-Maria. "Ela teve a criança em casa, praticamente em pé, na escadaria", contou ao Libération um dos vizinhos do casal que ajudou no terceiro parto de Rosa-Maria. Ele se lembra especialmente da reação de Domingos: "quando dissemos a ele que era uma menina, respondeu que não aguentava mais ter filhos". Dois anos mais tarde, a história se repetiu, desta dez sem que os vizinhos percebessem. Rosa-Maria diz ter descoberto a gravidez quando já estava no oitavo mês de gestação, mas não contou para ninguém. Em 24 de novembro de 2011, no começo da manhã, a franco-portuguesa deu à luz sua quarta criança, mas sem que ninguém percebesse. "Cortei o cordão umbilical, a segurei nos braços, fiz aquela besteira, a escondi. Depois, acordei os pequenos, os preparei para ir à escola, como se nada tivesse acontecido. (...) Me escondi na minha mentira", contou a mulher à emissora TF1. Serena, que completará 7 anos em alguns dias, foi adotada por outra família. Devido aos anos que passou em isolamento dentro do bagageiro do carro, a menina sofre de um déficit em seu desenvolvimento físico e mental de 80% e irreversível, segundo os especialistas.
    Líderes pró-Rússia vencem eleições em áreas separatistas no leste da Ucrânia

    Líderes pró-Rússia vencem eleições em áreas separatistas no leste da Ucrânia


    Autoproclamadas repúblicas, Donetsk e Lugansk escaparam do poder do governo ucraniano há 4 anos. Kiev e países ocidentais não reconheceram eleições. Membros da comissão eleitoral de Donetsk contam votos nas eleições de 11 de novembro Aleksey...


    Autoproclamadas repúblicas, Donetsk e Lugansk escaparam do poder do governo ucraniano há 4 anos. Kiev e países ocidentais não reconheceram eleições. Membros da comissão eleitoral de Donetsk contam votos nas eleições de 11 de novembro Aleksey Filippov/ AFP Os líderes separatistas pró-Rússia venceram, como estava previsto, as eleições locais no leste da Ucrânia, segundo resultados quase definitivos publicados nesta segunda-feira (12), em uma votação considerada ilegítima por Kiev e pelos países ocidentais. Protegidos por militares armados com kalashnikov e recompensados com bilhetes de loteria, os habitantes dos territórios separatistas foram às urnas no domingo para eleger "presidentes" e "deputados" para as duas "repúblicas populares" autoproclamadas pelos rebeldes em Donetsk (DNR) e em Lugansk (LNR), que há quatro anos escapou do poder de Kiev. De acordo com as comissões eleitorais de ambos os territórios, com 95% dos votos contados, os atuais chefes interinos ganharam a votação: Denis Pushilin alcançou 60,9% em Donetsk e Leonid Pasechnik 68,4% em Lugansk. A votação reforçará a separação desses territórios do resto do país e legitimará seus novos dirigentes, enquanto que o processo de paz se encontra em ponto morto e os confrontos esporádicos continuam aumentando o balanço do conflito, que deixou 10 mil mortos, segundo a ONU. "Demonstramos a todo o mundo que podemos não só travar uma guerra (...), mas também construir um Estado", disse Pushilin, que é o governador interino da DNR desde o assassinato de seu antecessor, diante de um grupo de pessoas em Donetsk, uma das "capitais" separatistas. "Combates ainda nos esperam contra um inimigo traiçoeiro e cruel", disse ele em referência ao governo de Kiev. 'Me mato, mas não me rendo': paulista troca vida no interior por linha de frente na guerra na Ucrânia A participação ultrapassou 80% na "república de Donetsk" e 77% na "república de Lugansk", disseram as respectivas autoridades. Após votar em eleições da região separatista de Donetsk, pessoas fazem fila para jogar em loteria neste domingo (11) Aleksey Filippov/ AFP Para atrair os eleitores às urnas, cada pessoa que votava recebeu um ingresso gratuito para uma loteria organizada no mesmo local, cujo prêmio era um ingresso para o teatro ou um concerto. Além disso, os organizadores da votação ofereceram comida e degustação gratuita para os eleitores. Em Lugansk foram prometidos aos primeiros 300 mil eleitores um cupom da operadora separatista para seus celulares, por 100 rublos (1,3 euro). Protesto de Kiev e países ocidentais A realização dessas eleições provocou protestos furiosos de Kiev e de países ocidentais, que veem a interferência de Moscou e as consideram contrárias aos acordos de paz de Minsk. "As eleições estão organizadas sob a ameaça de metralhadoras russas em um território ocupado", disse o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, na noite de sábado. No domingo, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, denunciou eleições "ilegais e ilegítimas" e assegurou que não serão "reconhecidas" pelos 28. "Estas eleições são uma piada", acrescentou o enviado especial americano para a Ucrânia, Kurt Volker. Oito países europeus - Alemanha, Bélgica, França, Grã-Bretanha, Itália, Holanda, Polônia e Suécia - pediram à Rússia que usasse sua "influência" para impedir a realização das eleições. Os Estados Unidos, por sua vez, classificaram nesta segunda de "farsas" as eleições de domingo na zona separatista da Ucrânia. "Os Estados Unidos se juntam a seus aliados europeus e parceiros para condenar a farsa das eleições de 11 de novembro no leste da Ucrânia controladas pela Rússia", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em um comunicado. Lembre o caso Rússia e Ucrânia têm relações ruins desde a chegada ao poder em Kiev, em 2014, do pró-Ocidente, após a revolta da Maidan, seguida pela anexação da península ucraniana da Crimeia pelos russos e o conflito com os separatistas no leste. Ucrânia e os ocidentais acusam Moscou de apoiar militarmente os separatistas, algo que a Rússia desmente. Os acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, tornaram possível reduzir significativamente os confrontos, mas mesmo assim houve episódios de violência periodicamente na linha de frente, onde quatro soldados ucranianos foram mortos no sábado. As duas repúblicas autoproclamadas são dirigidas há meses por chefes interinos que tiveram sua autoridade referendada pelos votos.
    UE e Mercosul negociam para avançar em acordo antes da chegada de Bolsonaro

    UE e Mercosul negociam para avançar em acordo antes da chegada de Bolsonaro


    Partes negociam desde 2000 acordo com base em três pilares: o diálogo político, a cooperação e o livre-comércio. Presidentes dos países do Mercosul, durante encontro no Paraguai, em junho Cesar Itiberê/PR A União Europeia (UE) e o Mercosul...


    Partes negociam desde 2000 acordo com base em três pilares: o diálogo político, a cooperação e o livre-comércio. Presidentes dos países do Mercosul, durante encontro no Paraguai, em junho Cesar Itiberê/PR A União Europeia (UE) e o Mercosul iniciaram nesta segunda-feira (12) uma nova rodada de negociações com o objetivo de avançar o máximo possível nos assuntos pendentes para um acordo de associação antes que Jair Bolsonaro tome posse com o presidente do Brasil em janeiro. As equipes negociadoras dos dois blocos se reúnem a partir de hoje em Bruxelas para as conversas que durarão, previsivelmente, até a próxima sexta-feira. No entanto, fontes do bloco europeu explicaram à Agência Efe que a rodada pode se alongar em função dos progressos obtidos. A UE e o Mercosul negociam desde 2000, com grandes desafios, o acordo com base em três pilares: o diálogo político, a cooperação e o livre-comércio. No entanto, com a chegada à reta final das negociações, as partes tentam apressar o calendário para, se não conseguirem fechar o acordo, tê-lo o mais avançado possível antes da chegada de Bolsonaro ao poder. Durante uma reunião de ministros de comércio dos países da UE na sexta-feira passada, a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström, deixou claro que o seu interlocutor no Brasil continua sendo o atual governo e que os europeus ainda "não sabem nada" do que será a presidência de Bolsonaro. "No ano que vem veremos o que vai acontecer. Por isso, estamos tentando dar o último empurrão ou, pelo menos, um que seja grande o bastante para chegarmos verdadeiramente perto" do acordo, reconheceu a comissária europeia. Malmström afirmou que os contatos entre UE e Mercosul "foram intensificados" nas últimas semanas, e que as partes estão "fazendo progressos", mas ressaltou que "ainda há coisas a fazer". A presidência rotativa do Conselho da UE, por sua vez, alertou durante a reunião de ministros de comércio do bloco que os planos de Bolsonaro podem incluir "renegociar e reabrir" capítulos do tratado que já eram dados por fechados, a julgar pelos comentários que ele fez durante a campanha eleitoral. "Do meu ponto de vista, não vamos ceder em nada que rebaixe os padrões da Europa, tanto em agricultura como em produtos industriais", enfatizou a ministra de Economia da Áustria, Margarete Schramböck, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE neste semestre. Além disso, fontes dos países do Mercosul também consideram complicado um acordo com Bolsonaro no poder. Na semana passada, o ministro de Economia e Finanças do Uruguai, Danilo Astori, considerou "difícil" a consecução do tratado comercial por causa das diferenças internas nos blocos e pela "incerteza" sobre a postura do novo governo brasileiro. Entre os assuntos sensíveis que ainda impossibilitam o fechamento do acordo estão as indicações geográficas, os setores automotivo e de laticínios e a oferta da UE de "acesso ao mercado de produtos", segundo detalhou no mês passado o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, que adiantou na época que o Mercosul levaria novas propostas à UE. Na rodada de negociações realizada em Montevidéu em setembro, as duas partes só conseguiram "progressos limitados" em alguns setores comerciais, como veículos e autopeças, certas indicações geográficas, laticínios e serviços marítimos. Na parte europeia, o secretário de Estado francês para a Europa e Relações Exteriores, Jean-Baptiste Lemoyne, comentou na sexta-feira, antes do início da atual rodada de negociações, que seu país, que tem especial interesse em proteger sua produção agrícola, quer "um acordo equilibrado" que reconheça as indicações geográficas protegidas europeias e permita melhor acesso ao Mercosul. "Por enquanto, não chegamos lá", disse Lemoyne, que lembrou que Bolsonaro evocou "inclusive uma saída (do Brasil) do Mercosul". "Se não há um acordo equilibrado, não haverá acordo", concluiu o representante francês. Fontes da UE reiteraram para a Efe que o bloco "segue comprometido com uma conclusão bem-sucedida de um acordo ambicioso, equilibrado e mutuamente benéfico com o Mercosul, assim que estiverem presentes todos os elementos necessários".
    Israel responde com ataques aéreos a foguetes lançados de Gaza

    Israel responde com ataques aéreos a foguetes lançados de Gaza


    Segundo exército de Israel, um ônibus israelense foi atingido por um projétil. Violência acontece após operação secreta em Gaza que resultou na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Ônibus...


    Segundo exército de Israel, um ônibus israelense foi atingido por um projétil. Violência acontece após operação secreta em Gaza que resultou na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Ônibus pegou fogo perto do kibbutz de Kfar Aza após ser atingido por foguete lançado de Gaza, segundo Israel AFP/Kahana O governo de Israel informou que dezenas de foguetes foram lançados da Faixa de Gaza contra áreas do sul israelense, ao que respondeu enviando caças para destruir "alvos terroristas" no território palestino, nesta segunda-feira (12). Dois palestinos morreram nos ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde local. Sirenes de alerta foram acionadas no sul de Israel e um ônibus israelense foi atingido pelos projéteis palestinos, segundo o exército israelense. O "Iron Dome", sistema de interceptação de mísseis dos israelenses, foi ativado. Initial plugin text Até então, a calma parecia ter voltado à fronteira entre Israel e Gaza após a operação secreta israelense na Faixa de Gaza que foi descoberta e levou a combates que resultaram na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Fumaça sobre Rafah após resposta isralense a mísseis mandados de Gaza para áreas israelenses Said Khatib/AFP Palestinos lançaram 17 foguetes contra o sul de Israel na noite de domingo em reação à incursão e a ataques aéreos que o Hamas, o principal grupo armado de Gaza, disse terem visado cobrir o recuo de um carro usado pelos soldados israelenses. Mapa mostra conflito entre israelenses e palestinos Igor Estrella/G1 Não surgiram relatos de feridos ou danos em Israel, mas os militares disseram que um coronel, identificado somente como "M", foi morto na operação e que outro militar ficou ferido. Militantes de braço armado do Hamas vão a funeral de mortos durante ação secreta israelense Said Khatib/AFP Violência A violência tem irrompido com regularidade na fronteira Israel-Gaza desde que palestinos iniciaram protestos no local em 30 de março para exigir direitos a terras perdidas na guerra de 1948 que levou à fundação de Israel. Disparos israelenses mataram mais de 220 palestinos desde o início das manifestações, que incluíram invasões pela cerca da divisa de Israel. O Hamas disse que, durante os confrontos de domingo, agressores em um veículo em movimento abriram fogo contra um grupo de seus homens armados e mataram um de seus comandantes locais, Nour Baraka. Blindado israelense no kibbutz Nahala Or, perto de Gaza, nesta segunda (12) Reuters/Amir Cohen Em seguida houve uma perseguição, e testemunhas afirmaram que aeronaves israelenses dispararam mais de 40 mísseis na área. Autoridades palestinas disseram que, além de Baraka, cinco outros homens do Hamas e um membro dos Comitês de Resistência Popular foram mortos. Em uma tentativa aparente de apaziguar as tensões, o principal porta-voz dos militares de Israel disse que as forças especiais não foram acionadas para assassinar comandantes do Hamas, uma tática que intensificou conflitos no passado e que foi praticamente descartada.
    Fronteira entre Israel e Gaza se acalma após operação israelense

    Fronteira entre Israel e Gaza se acalma após operação israelense


    Operação secreta israelense foi descoberta e levou a combates que resultaram na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Militantes de braço armado do Hamas vão a funeral de mortos durante ação...


    Operação secreta israelense foi descoberta e levou a combates que resultaram na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Militantes de braço armado do Hamas vão a funeral de mortos durante ação secreta israelense Said Khatib/AFP A calma voltou à fronteira entre Israel e Gaza nesta segunda-feira (12) após uma operação secreta israelense na Faixa de Gaza que foi descoberta e levou a combates que resultaram na morte de um comandante do Hamas, seis outros militantes palestinos e um coronel israelense. Palestinos lançaram 17 foguetes contra o sul de Israel na noite de domingo em reação à incursão e a ataques aéreos que o Hamas, o principal grupo armado de Gaza, disse terem visado cobrir o recuo de um carro usado pelos soldados israelenses. Não surgiram relatos de feridos ou danos em Israel, mas os militares disseram que um coronel, identificado somente como "M", foi morto na operação e que outro militar ficou ferido. Blindado israelense no kibbutz Nahala Or, perto de Gaza, nesta segunda (12) Reuters/Amir Cohen O Hamas disse que as ações israelenses minaram os esforços do Egito, do Catar e da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar um cessar-fogo de longo prazo entre o grupo palestino e o Estado judeu e abrandar um bloqueio israelense que aprofundou as dificuldades econômicas em Gaza. Mas nenhum dos lados parece disposto a intensificar o conflito. Na sexta-feira o Hamas recebeu US$ 15 milhões de dólares doados pelo Catar via Israel para pagar salários de funcionários civis e combustível para amenizar a crise energética de Gaza. Não surgiram relatos de novos lançamentos de foguetes na manhã desta segunda-feira. Violência A violência tem irrompido com regularidade na fronteira Israel-Gaza desde que palestinos iniciaram protestos no local em 30 de março para exigir direitos a terras perdidas na guerra de 1948 que levou à fundação de Israel. Disparos israelenses mataram mais de 220 palestinos desde o início das manifestações, que incluíram invasões pela cerca da divisa de Israel. O Hamas disse que, durante os confrontos de domingo, agressores em um veículo em movimento abriram fogo contra um grupo de seus homens armados e mataram um de seus comandantes locais, Nour Baraka. Em seguida houve uma perseguição, e testemunhas afirmaram que aeronaves israelenses dispararam mais de 40 mísseis na área. Autoridades palestinas disseram que, além de Baraka, cinco outros homens do Hamas e um membro dos Comitês de Resistência Popular foram mortos. Em uma tentativa aparente de apaziguar as tensões, o principal porta-voz dos militares de Israel disse que as forças especiais não foram acionadas para assassinar comandantes do Hamas, uma tática que intensificou conflitos no passado e que foi praticamente descartada.
    Caça americano cai no mar no sudoeste do Japão, sem deixar vítimas

    Caça americano cai no mar no sudoeste do Japão, sem deixar vítimas


    Os dois ocupantes foram resgatados 'imediatamente e de forma segura', segundo a Marinha dos EUA. Caça F/A-18 Hornet parecido com o que se acidentou no Japão, em imagem de arquivo Marinha dos Estados Unidos Um caça F/A-18 das tropas americanas...


    Os dois ocupantes foram resgatados 'imediatamente e de forma segura', segundo a Marinha dos EUA. Caça F/A-18 Hornet parecido com o que se acidentou no Japão, em imagem de arquivo Marinha dos Estados Unidos Um caça F/A-18 das tropas americanas alocadas no Japão caiu nesta segunda-feira (12) no mar ao sudeste de Naha, capital de Okinawa, sem deixar vítimas. A tripulação conseguiu deixar o aparelho antes do impacto, informou a Frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos. A aeronave "teve um problema mecânico que resultou na ejeção da tripulação enquanto realizava operações rotineiras", disse a Marinha dos EUA em comunicado. O órgão acrescentou que seus dois ocupantes foram resgatados "imediatamente e de forma segura" e que "com base na avaliação (médica) inicial, ambos estão em boas condições". O acidente aconteceu às 11h45 local (0h45, em Brasília) a 280 quilômetros de Naha, após decolar do porta-aviões de propulsão nuclear USS Ronald Reagan, segundo dados do Ministério japonês de Defesa em Okinawa divulgada pela emissora pública "NHK". O porta-aviões "reatou suas operações normais" e o acidente "está sob investigação", acrescentou a Marinha de EUA. O USS Ronald Reagan está atualmente na base de Iwakuni (oeste do Japão) e em 8 de novembro concluiu manobras com as Forças de Autodefesa de Japão (exército) na região.

    Chinês constrói bicicleta em forma de dragão usando 22 mil palitos de sorvete


    Projeto aguenta uma pessoa e é enfeitado com luzes; VEJA VÍDEO. Chinês constrói bicicleta-dragão usando 22 mil palitos de sorvete Um soldador chinês da cidade de Kaiyuan (nordeste) criou uma bicicleta em forma de dragão fabricada com 22 mil...

    Projeto aguenta uma pessoa e é enfeitado com luzes; VEJA VÍDEO. Chinês constrói bicicleta-dragão usando 22 mil palitos de sorvete Um soldador chinês da cidade de Kaiyuan (nordeste) criou uma bicicleta em forma de dragão fabricada com 22 mil palitos de sorvete e que é capaz de soltar fogo pela boca e identificar notas falsas. O inventor, Chao, demorou quatro meses para terminar este particular objeto que, com 20 quilos de peso e um metro de altura, é o suficientemente robusto para transportar um adulto, divulgou nesta segunda-feira a emissora estatal CCTV. A peça é decorada com 300 luzinhas de várias cores e tem funcionalidades singulares como um identificador de notas falsas, reprodutor de música, alto-falantes e alarme. Empenhado em reproduzir as peculiaridades do animal mitológico, Chao instalou um dispositivo pirotécnico na frente da bicicleta para que o dragão que desenhou fosse capaz de lançar fogo e soltar fumaça pela boca. O soldador, que há duas décadas fabrica artesanatos similares, explicou à emissora que foi colando os palitos "um por um ", polindo cada peça várias vezes, e mostrou seu orgulho pelos elogios entre seus amigos e vizinhos. "As pessoas falam muito do espírito artesão. Não sou um artesão, sou um soldador obstinado que gosta de fazer artesanatos em seu tempo livre. Sempre utilizando palitos de madeira", afirmou.
    Polícia bloqueia rua em área central de Londres por causa de carro abandonado

    Polícia bloqueia rua em área central de Londres por causa de carro abandonado


    Caso aconteceu no distrito de Vauxhall. Após investigar o veículo, a polícia considerou que ele não era suspeito e liberou a via. Rua foi bloqueada em área central de Londres por causa de carro abandonado no meio...


    Caso aconteceu no distrito de Vauxhall. Após investigar o veículo, a polícia considerou que ele não era suspeito e liberou a via. Rua foi bloqueada em área central de Londres por causa de carro abandonado no meio darua Reprodução/Twitter/ByronKirk A polícia londrina bloqueou uma rua no distrito central de Vauxhall no começo da tarde desta segunda-feira (12), pela hora local, devido a um carro abandonado. Após algum tempo, a polícia concluiu que o veículo não era suspeito e liberou a via.
    Coreias trocam tangerinas e cogumelos em sinal de reconciliação

    Coreias trocam tangerinas e cogumelos em sinal de reconciliação


    Países também concluíram retirada de tropas e armas de 22 postos de guarda da fronteira altamente fortificada. A Coreia do Sul enviou ao Norte 200 toneladas de tangerinas depois que Pyongyang presenteou o país vizinho com cogumelos, no mais...


    Países também concluíram retirada de tropas e armas de 22 postos de guarda da fronteira altamente fortificada. A Coreia do Sul enviou ao Norte 200 toneladas de tangerinas depois que Pyongyang presenteou o país vizinho com cogumelos, no mais recente gesto de conciliação entre os dois países, anunciou nesta segunda-feira (12) o governo sul-coreano. Seul deseja uma aproximação de Pyongyang, que possui armamento nuclear. O governo dos Estados Unidos, aliado da Coreia do Sul, quer manter a pressão sobre a Coreia do Norte enquanto a desnuclearização não for concretizada. As tangerinas, uma raridade na Coreia do Norte, foram levadas a Pyongyang a partir da ilha meridional de Jeju, onde são produzidas, a bordo de quatro voos. O último deles está previsto para esta segunda-feira. As frutas foram entregues como resposta ao envio ao Sul de duas toneladas de cogumelos por parte do líder norte-coreano Kim Jong-un durante uma reunião de cúpula com o presidente sul-coreano Moon Jae-in em setembro, informou a presidência da Coreia do Sul. O líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in posam com suas esposas no topo do Monte Paektu Pyeongyang Press Corps / Pool / via Reuters Os cogumelos - elemento chave das exportações norte-coreanas - foram enviados às famílias sul-coreanas separadas de parentes que vivem no Norte. Em setembro, Kim enviou a Moon dois cães de caça da raça Pungsan para celebrar a última reunião entre os líderes. Cães da raça Pungsan foram presente do líder norte-coreano Kim Jong-un ao presente sul-coreano Moon Jae-in Reprodução/Twitter/The Blue House KR Postos de guarda desarmados Neste fim de semana, militares das duas Coreias concluíram a retirada de tropas e armas de 22 postos de guarda da fronteira altamente fortificada. Bandeira amarela é hasteada em posto de guarda da Coreia do Sul na zona desmilitarizada na fronteira com a Coreia do Norte Associated Press No acordo militar de setembro, as Coreias se comprometeram a eventualmente retirar todos os postos de guarda dentro da Zona Desmilitarizada, mas concordaram a começar removendo 11 de cada lado como uma medida "preliminar". Também foi acordada a retirada de minas terrestres ao longo da fronteira. Neste segunda, Seul afirmou que a Coreia do Norte retirou 636 minas no vilarejo fronteiriço até o dia 20 de outubro. A Coreia do Sul diz que o acordo militar é um passo importante de reconstrução da confiança que vai ajudar a estabilizar a paz e avançar na reconciliação entre os rivais. Exercícios militares Apesar do clima de reconciliação, a mídia norte-coreana afirmou nesta segunda-feira que Seul violou o acordo que pede a suspensão de "todos os atos hostis" ao reduzir as tensões na península ao retomar exercícios militares de pequena escala com os EUA. Cerca de 500 fuzileiros navais dos EUA e da Coreia do Sul iniciaram, na semana passada, simulações militares que estavam entre exercícios conjuntos suspensos por tempo indeterminado em junho para que Seul e Washington se dedicassem a uma aproximação com a Coreia do Norte. Os exercícios conjuntos de duração de duas semanas vão "diretamente contra o acordo militar intercoreano, que prometia eliminar ameaças práticas de guerra e relações fundamentalmente hostis da península coreana", disse o jornal. Um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul rejeitou a crítica, dizendo se tratar de exercícios defensivos que envolvem unidades pequenas que não chegam nem ao tamanho de um batalhão.
    Campanha na internet dá quase R$ 300 mil a sem-teto que enfrentou homem acusado de terrorismo na Austrália

    Campanha na internet dá quase R$ 300 mil a sem-teto que enfrentou homem acusado de terrorismo na Austrália


    Michael Rogers usou carrinho de supermercado para deter agressor, que já havia matado uma pessoa e ferido outras duas a facadas. Com um carrinho de supermercado, Michael Rogers ajudou a polícia a interromper ataque em...


    Michael Rogers usou carrinho de supermercado para deter agressor, que já havia matado uma pessoa e ferido outras duas a facadas. Com um carrinho de supermercado, Michael Rogers ajudou a polícia a interromper ataque em Melbourne Reprodução/GloboNews Uma campanha de financiamento coletivo arrecadou quase 100 mil dólares australianos (cerca de R$ 268 mil) para sem-teto de 46 anos que ajudou a deter um homem apontado como terrorista na cidade de Melbourne, na Austrália. Michael Rogers, apelidado na internet de "Trolley Man" - ou "homem carrinho", em tradução literal -, foi filmado na sexta-feira tentando impedir que Hassan Khalif Shire Ali, de 30 anos, esfaqueasse dois policiais. Ataque com faca deixa 1 morto e 2 feridos em Melbourne, na Austrália Ele usou um carrinho de supermercado para atingir o suspeito, que já havia matado o dono de uma cafeteria e ferido outras duas pessoas a facadas. Morador de rua vira herói após tentar impedir um atentado terrorista na Austrália Shire Ali foi posteriormente baleado pela polícia e morreu no hospital. Pessoas que o conheciam disseram que ele estava paranoico, que vinha sofrendo de alucinações e que a família não sabia se estava usando drogas ou outro tipo de susbtância, informou o jornal britânico "The Guardian". Segundo esses relatos, o homem acreditava que "estava sendo perseguido por pessoas invisíveis com lanças". 'Não sou herói' "Eu joguei o carrinho em cima dele e consegui atingi-lo, mas não cheguei a derrubá-lo. Não sou um herói", disse Rogers em entrevista ao canal de TV 7 reproduzida pelo Guardian e por outros veículos. No momento em que o enfrentou, ele estava a poucos metros de um carro em chamas cheio de cilindros de gás, que Shire Ali havia incendiado perto da Bourke Street, uma rua movimentada no centro da cidade. Imagens dos esforços de Rogers se espalharam rapidamente online, onde ele foi aclamado como herói. Uma página de arrecadação de fundos foi criada no site GoFundMe por Donna Stolzenberg, fundadora da organização sem fins lucrativos Melbourne Homeless Collective, para ajudá-lo. "Como pessoa, ele simplesmente merece isso", disse ela à Reuters. Até a publicação desta reportagem, 3.388 pessoas haviam doado recursos e a página havia sido compartilhada 11 mil vezes no Facebook. Carro usado por agressor em Melbourne, na Autrália, é isolado na rua Bourke AAP/James Ross/via Reuters Uma mensagem da criadora da págia dizia: "Atualização: Nós o encontramos! Que ser humano absolutamente incrível. Tivemos uma longa conversa ao telefone hoje e estamos ainda mais orgulhosos dele. Nosso herói é humilde, como se pode ver, e não tinha ideia sobre esse levantamento de recursos que estamos fazendo. Vamos nos encontrar amanhã para entregar as doações a ele. Ele é incrível". A instituição de caridade de Stolzenberg agora ajudará Rogers a encontrar moradia, bem como apoio psicológico para ajudá-lo diante do que ele testemunhou. O comissário-chefe da polícia de Victoria, Graham Ashton, disse que o ataque de sexta-feira está sendo tratado como um incidente terrorista. Segundo informações publicadas pelo "The Guardian", Shire Ali é procedente da Somália e chegou na Austrália nos anos 90. Em 2015 ele teve o passaporte cancelado. Não estava sendo monitorado pela polícia.
    Forte explosão deixa mortos em Cabul, na Afeganistão

    Forte explosão deixa mortos em Cabul, na Afeganistão


    Incidente ocorreu perto de uma manifestação no centro da cidade. Forças de segurança inspecionam local de explosão em Cabul, no Afeganistão, ocorrida nesta segunda-feira (12) Massoud Hossaini/ AP Massoud Hossaini/ AP Uma forte explosão,...


    Incidente ocorreu perto de uma manifestação no centro da cidade. Forças de segurança inspecionam local de explosão em Cabul, no Afeganistão, ocorrida nesta segunda-feira (12) Massoud Hossaini/ AP Massoud Hossaini/ AP Uma forte explosão, ocorrida perto de uma manifestação, deixou mortos nesta segunda-feira (12) em Cabul, informaram fontes policiais da capital afegã. Entre 10 e 15 corpos estavam no chão, disse a polícia presente no local da explosão ocorrida no centro de Cabul, segundo o ministério do Interior.
    Mulher que colocava agulhas em morangos na Austrália teria agido por vingança

    Mulher que colocava agulhas em morangos na Austrália teria agido por vingança


    My Ut Trinh, de 50 anos, foi presa no domingo. Ela pode pegar até 10 anos de prisão. Imagem fornecida pela polícia mostra fina peça de metal dentro de embalagem de morangos em Gladstone, na Austrália AAP/Queensland Police A mulher de 50 anos...


    My Ut Trinh, de 50 anos, foi presa no domingo. Ela pode pegar até 10 anos de prisão. Imagem fornecida pela polícia mostra fina peça de metal dentro de embalagem de morangos em Gladstone, na Austrália AAP/Queensland Police A mulher de 50 anos suspeita de colocar agulhas em morangos que foram comercializados na Austrália pode pegar uma pena de até 10 anos de prisão. Promotores disseram em um tribunal em Brisbane, nesta segunda-feira (12), que ela teria agido por vingança. My Ut Trinh, de 50 anos, foi detida no domingo (11), após o relato de pelo menos 100 casos de agulhas ou alfinetes de costura encontrados em morangos em todo o país no início deste ano. Casos isolados também foram registrados na vizinha, Nova Zelândia. Um homem chegou a ser hospitalizado e as autoridades recomendaram que população cortasse as frutas antes de comê-las. A sabotagem obrigou a retirada de milhares de cestinhas desta fruta dos supermercados da Austrália e os agricultores a desprezar várias toneladas dos seus cultivos. A suspeita seria uma ex-supervisora da fazenda Berrylicious and Berry Obsession, em Wamuran, no norte de Brisbane. Segundo a Nine News, que é afiliada da CNN, ela se sentiu maltratada por colegas de trabalho e falou sobre a possibilidade de se vingar. Ela foi indiciada por sete acusações por "contaminação de produtos, com a circunstância de agravamento", disse Jon Wacker, chefe da divisão de Narcóticos e Crimes Graves da Polícia de Queensland. O tribunal de Brisbane negou a liberdade condicional para My Ut Trinh até a próxima audiência que acontecerá em 22 de novembro. As autoridades australianas ofereceram uma recompensa de 100 mil dólares australianos (US$ 71.897) para encontrar os responsáveis pelo caso de sabotagem que pôs em xeque a indústria do morango no país.
    Um programa para o governo

    Um programa para o governo


    As propostas de economistas a Bolsonaro contidas no documento Carta Brasil esbarram na principal limitação da nova gestão: a capacidade de articulação política A abertura comercial, vista como estratégica para o país, esbarra na resistência...


    As propostas de economistas a Bolsonaro contidas no documento Carta Brasil esbarram na principal limitação da nova gestão: a capacidade de articulação política A abertura comercial, vista como estratégica para o país, esbarra na resistência do lobby industrial Appa/Divulgação Um grupo de economistas lança hoje no Rio de Janeiro um documento de 91 páginas, chamdo Carta Brasil, com sugestões para o governo Jair Bolsonaro. Assinam o documento mais de cem profissionais da área, de diferentes filiações políticas, mas com a mesma orientação ideológica, de matriz liberal. O documento, que será encaminhado ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta fornecer aquilo que desde o início faltou a Bolsonaro: um programa formal de governo, com propostas concretas para 13 áreas distintas, como Previdência, tributos, educação, segurança, política social ou comércio exterior. A maior parte das medidas – como a necessidade urgente de uma reforma previdenciária, o foco no aumento de produtividade, a simplificação tributária ou a autonomia do Banco Central – são consensuais. Algumas entram em conflito com a agenda declarada pela equipe de Bolsonaro: a transformação do Mercosul em área de livre-comércio, a importância da agenda ambiental para o desenvolvimento, a necessidade de aliviar a ocupação das prisões. Os empecilhos à implementação das ideias nem estão nas eventuais divergências. A exemplo de outras iniciativas do tipo, o documento deixa em aberto a questão mais importante: como construir o consenso político necessário para pôr tudo em prática. O governo chega a Brasília sem nenhuma experiência de negociação parlamentar, sem orientação estratégica e uma agenda ambiciosa demais. Num momento em que a questão mais urgente é a crise fiscal, temas que deveriam ter sido deixados para depois ganharam vulto desproporcional e assumiram o centro da discussão. É o caso da facilitação do porte de armas e de mudanças nas “regras de engajamento” adotadas por policiais contra o crime, como a norma eufemisticamente chamada “excludente de ilicitude” – na prática, uma licença à polícia para matar bandidos mediante certas condições. Ou ainda do projeto Escola Sem Partido, tentativa de reação à doutrinação ideológica em escolas e universidades e de proibir a discussão de temas sexuais em sala de aula. As demandas são legítimas para o público conservador, mas o projeto não resolve a contento nenhuma delas. Embute, em vez disso, o risco de restringir liberdade dos educadores e de criar um clima de vigilância e perseguição que nada tem a ver com democracia. A discussão esbarra em questões de fundo religioso e ideológico, que contribuem para acirrar ainda mais o quadro de polarização e ódio mútuo que o país vive depois da eleição. A insistência do novo governo em bater nessas teclas para agradar ao público mais animado com a vitória nas urnas representa uma armadilha para a própria gestão Bolsonaro, pois confere aos parlamentares um meio de pressão por concessões na agenda mais urgente, a econômica. Caso o novo governo decidisse adotar para ela as propostas da Carta Brasil, não é difícil antever a resistência. Tome a área tributária. O documento fala em criar um novo imposto sobre valor adicionado (IVA) para substituir outros cinco (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) ao longo de dez anos, em rever a tributação do mercado financeiro, da transmissão de propriedade, da folha de pagamento e os regimes simplificados e isenções. Isoladamente, cada um desses itens já é um campo minado de interesses corportativos estabelecidos. Em conjunto, nem se fala. No comércio exterior, a ideia é uma “abertura comercial soberana”, reduzindo o custo das importações, simplificando tarifas e priorizando acordos com União Europeia e México. Cada setor afetado pela abertura engrossaria a fila dos lobistas nos gabinetes brasilienses. Na Previdência, a Carta apoia a reforma proposta pelo governo Temer que tramita no Congresso. Para o futuro, limita-se a levantar a possibilidade de transição para um sistema de capitalização, similar ao modelo chileno incensado por Paulo Guedes, ou então para um sistema misto. Não há análise detalhada de cada transição. Nesse capítulo, a resistência já está articulada em torno dos sindicatos e congressistas que negam até a existência do déficit previdenciário. A louvável contribuição dos economistas não suprirá a principal deficiência do governo Bolsonaro: a política. A nova administração ainda não foi capaz de mostrar como conquistará e manterá uma maioria estável, tanto na Câmara quanto no Senado, sem a qual qualquer projeto ou programa de governo não passa de fantasia. Arte/G1
    Incêndio no norte da Califórnia já é um dos mais letais a atingir o estado

    Incêndio no norte da Califórnia já é um dos mais letais a atingir o estado


    Estado tem mais de um foco de chamas. No total, 31 pessoas morreram pelos incêndios. Bombeiros lutam contra o incêndio de Woolsey enquanto continua a queimar em Malibu, na Califórnia, no domingo (11) Eric Thayer/ Reuters O incêndio que atinge o...


    Estado tem mais de um foco de chamas. No total, 31 pessoas morreram pelos incêndios. Bombeiros lutam contra o incêndio de Woolsey enquanto continua a queimar em Malibu, na Califórnia, no domingo (11) Eric Thayer/ Reuters O incêndio que atinge o norte da Califórnia desde a última quinta-feira, o Camp Fire, se igualou em número de vítimas ao mais letal já registrado na história do estado americano, depois que as autoridades anunciaram que recuperaram mais seis corpos. Até esta segunda-feira (12), 29 pessoas morreram neste incêndio. Mas a Califórnia tem mais de um foco de chamas no momento, e outras duas vítimas foram registradas pelo Woolsey Fire, que atinge a região sul do estado. Por isso, o total de mortos nos incêndios ativos chega a 31. Sobe para 31 o número de mortos nos incêndios na Califórnia Até então, o incêndio que atingiu o Griffith Park, em Los Angeles, ocorrido em 1933, era o incêndio com o maior número de mortos na história da região, de acordo com o Departamento de Bombeiros da Califórnia (Cal Fire). O Camp Fire, que afeta uma ampla região do condado de Butte, na cordilheira Sierra Nevada, ao norte da capital do estado, Sacramento, é o maior e mais devastador dos três que estão ativos no estado. Também é o mais devatsador da história do estado. Mapa mostra incêndios ativos na Califórnia Juliane Monteiro/G1 Destruiu 67 mil imóveis, incluindo um hospital em Paradise, cidade de 27 mil habitantes. As chamas destruíram 45 mil hectares e foram contidas em apenas 25%, de acordo com o Cal Fire, que calcula que precisará de três semanas para controlar totalmente a situação. Segundo o chefe de polícia local, Kory Honea, os novos corpos foram recuperados em Paradise e seus arredores ao final do quarto dia de combate às chamas. Cerca de 228 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto 137 foram localizadas após amigos ou familiares terem afirmado que não tinham conseguido entrar em contato com elas. Aeronave ajuda no combate a incêndio Woolsey, que atinge o sul da Califórnia, no domingo (11) Eric Thayer/ Reuters A causa ainda não foi oficialmente determinada, mas autoridades do setor elétrico informaram que aconteceu um corte de energia perto do local de origem das chamas, noticiou o jornal “Sacramento Bee”. No total, os incêndios provocaram a fuga de mais de 250 mil pessoas. 'Woolsey Fire' Já o Woolsey Fire afeta os condados de Ventura - onde fica a cidade de Malibu, residência de várias estrelas de Hollywood - e de Los Angeles, ao sul do estado. No último sábado, famosos como Lady Gaga, Kim Kardashian e Guillermo del Toro tiveram que abandonar suas casas. O ator Gerard Butler postou que sua casa em Malibu ficou completamente destruída pelas chamas. Gerard Butler tem casa destruída em incêndio na Califórnia Reprodução/Instagram “Retornei para minha casa em Malibu após a evacuação. Momento doloroso em toda a Califórnia. Inspirado como sempre pela coragem, espírito e sacrifício dos bombeiros”, escreveu o ator, que agradeceu aos profissionais da corporação. “Se você puder, apoie esses homens e mulheres corajosos”, escreveu Butler, compartilhando a página para doações aos bombeiros. No domingo, as autoridades anunciaram que encontraram duas pessoas mortas em um veículo. Agora os bombeiros que lutam na região se preparam para a chegada dos perigosos ventos de Santa Ana (secos e quentes), que poderiam alastrar as chamas, segundo as autoridades. Lady Gaga postou imagem no Instagram com fumaça de incêndio ao fundo: 'Saindo cedo nesta manhã' Reprodução/Instagram/Lady Gaga "Hoje temos mais de 8.000 bombeiros federais, estaduais e locais nas linhas de frente", afirmou Scott Jalbert, comandante do Cal Fire. "Infelizmente, com estes ventos, não terminou. Tenham cuidado", completou. Críticas de Trump O presidente Donald Trump acusou as autoridades locais de má gestão florestal. "Não há motivos para estes incêndios grandes e mortais na Califórnia, exceto que a gestão florestal é muito ruim", escreveu Trump no Twitter no sábado. "Bilhões de dólares são dados a cada ano, com tantas vidas perdidas, tudo por causa da má administração das florestas. Consertem agora ou não acontecerão mais pagamentos do Fed". Brian Rice, diretor dos Bombeiros Profissionais da Califórnia, classificou os comentários de "desinformados, inoportunos e humilhantes para aqueles que estão sofrendo". Também disse que as afirmações do presidente sobre má gestão florestal "são perigosamente equivocadas". Declaração de desastre O governador da Califórnia, Jerry Brown, prestou condolências aos familiares e amigos das vítimas e disse que o estado fará o possível, com fundos próprios e os que pedirá ao governo federal, para combater a tragédia. Brown afirmou que pediu a Trump que declare a área de desastre, para facilitar a chegada de ajuda. Também comentou que o cenário poderá se intesificar nos próximos 10 a 20 anos: "Infelizmente, os melhores cientistas nos estão dizendo que o calor, a seca, todas estas coisas, ficarão mais intensos". O governador eleito Gavin Newson pediu que fosse declarado estado de emergência para levar ajuda às zonas mais afetadas.
    EUA pedem que envolvidos na morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi sejam responsabilizados

    EUA pedem que envolvidos na morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi sejam responsabilizados


    Relações entre Estados Unidos e Arábia Saudita se deterioraram depois do assassinato do correspondente do 'Washington Post'. Imagem de Jamal Khashoggi durante demonstração diante do consulado saudita, em Istambul, na Turquia Reuters/Osman Orsal O...


    Relações entre Estados Unidos e Arábia Saudita se deterioraram depois do assassinato do correspondente do 'Washington Post'. Imagem de Jamal Khashoggi durante demonstração diante do consulado saudita, em Istambul, na Turquia Reuters/Osman Orsal O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, durante uma longa conversa telefônica que pedirá que todas as pessoas envolvidas na morte do jornalista dissidente Jamal Khashoggi sejam responsabilizadas. Jamal Khashoggi, residente nos Estados Unidos, foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 2 de outubro e o príncipe herdeiro foi acusado de orquestrar a morte do jornalista, o que tensionou as relações entre Washington e Riad após décadas de aliança bilateral. Líder turco diz que ordem para matar Khashoggi veio dos mais altos níveis O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, durante encontro com o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, em Riad, na Arábia Saudita, na terça-feira (16) Leah Millis/Pool/AFP "O secretário (de Estado Mike Pompeo) enfatizou que os Estados Unidos pedirão a responsabilização de todos os envolvidos na morte de Jamal Khashoggi, e que a Arábia Saudita deve fazer o mesmo", disse neste domingo em um comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. Pompeo já disse antes que o assassinato de Khashoggi "viola as normas do direito internacional" e que os Estados Unidos estava revisando as possíveis sanções às pessoas envolvidas. No comunicado, entretanto, também foram lembradas as importantes relações comerciais, estratégicas e de segurança nacional dos Estados Unidos com a Arábia Saudita. Turquia compartilhou gravação do assassinato de jornalista com outros países A questão Iêmen Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul Mohammed al-Shaikh/AFP Khashoggi, colunista do jornal "The Washington Post", criticou o príncipe Mohamed e a intervenção do país no Iêmen, conflito que também esteve entre os assuntos conversados, informou Nauert. Corpo de jornalista foi desmembrado e dissolvido Pompeo "reiterou os pedidos dos Estados Unidos para que cessem as hostilidades e para que todas as partes se aproximem da mesa para negociar uma solução pacífica do conflito", explicou. Soldados do governo em caminhonete de patrulha durante manifestação popular, no Iêmen Anees Mahyoub/Arquivo/Reuters O chefe da diplomacia americana também ressaltou a necessidade de que a coalizão liderada pelos sauditas detenha os ataques em áreas povoadas. O príncipe herdeiro saudita supervisionou os esforços de seu país na guerra do Iêmen, uma intervenção muito controversa para reforçar o governo do presidente Abd Rabo Mansur Hadi diante da insurgência dos rebeldes huthis. Cerca de 10 mil pessoas morreram no país, que se encontra à beira da fome pelo conflito.

    Comandantes do Hamas e soldado de Israel morrem em conflito na Faixa de Gaza


    Exército de Israel confirmou 'troca de tiros', mas não forneceu detalhes sobre o que eclodiu o conflito. Ao menos 8 pessoas morreram. Israel mata comandante do Hamas Uma nova escalada de conflitos na Faixa de Gaza deixou ao menos sete palestinos e um...

    Exército de Israel confirmou 'troca de tiros', mas não forneceu detalhes sobre o que eclodiu o conflito. Ao menos 8 pessoas morreram. Israel mata comandante do Hamas Uma nova escalada de conflitos na Faixa de Gaza deixou ao menos sete palestinos e um soldado de Israel mortos neste domingo (11). Segundo o exército israelense, um outro militar se feriu. Fontes locais também informaram que, entre os mortos estão dois comandantes da ala militar do Hamas, grupo que controla Gaza. Por causa do agravamento das tensões, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, adiantou a volta ao país – ele estava em Paris nas celebrações do 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial. As razões do confronto ainda não estão claras. "Cinco palestinos foram mortos e outros sete foram feridos como resultado de um ataque das forças de ocupação de Israel contra um grupo zona leste de Khan Yunis", informou o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qedra, segundo a agência EFE. O porta-voz do Ministério de Interior de Gaza, órgão controlado pelo Hamas, enviou uma breve nota aos jornalistas informando que ocorreu um confronto no qual "vários membros da resistência armada" morreram. As forças do Hamas colocaram o território em estado de alerta. Tiros e perseguição Uma fonte do Hamas disse à Reuters que o conflito começou quando um grupo de homens armados do grupo palestino foi alvejado por um carro que passava. O veículo, diz a organização, pertencia às forças de segurança de Israel. A partir dali, começou uma perseguição. Testemunhas disseram que, durante a perseguição, uma aeronave israelense atirou mais de 40 mísseis na área. Quatro teriam morrido ali. Israel não confirmou a versão. O Ministério de Informação de Gaza, também nas mãos do Hamas, explicou que "uma força da resistência enfrentou uma tentativa de ataque das forças de ocupação em Khan Yunis. Esta tentativa matou e feriu uma quantidade indeterminada de palestinos membros da resistência armada e causou perdas à ocupação (Israel)". O serviço de emergência do Crescente Vermelho (instituição equivalente à Cruz Vermelha) acrescentou que os bombardeios israelenses contra alvos militares continuam e disse que recebeu três pessoas mortas. O Exército de Israel confirmou ter feito uma operação na Faixa de Gaza com "troca de tiros" e, depois de rumores nas redes sociais, negou que um soldado seu tenha sido sequestrado, embora não tenha confirmado se sofreu baixas na ação. Por enquanto, o governo de Israel não se manifestou sobre o caso, mas Avigdor Lieberman, ministro da Defesa, foi chamado de urgência para uma reunião com importantes comandantes na sede do Exército em Tel Aviv.
    Caravana de migrantes consegue carona em caminhões no México para seguir viagem rumo aos EUA

    Caravana de migrantes consegue carona em caminhões no México para seguir viagem rumo aos EUA


    Polícia local organiza caronas para levar os quase 7 mil migrantes da América Central pelas estradas mexicanas. Migrantes de caravana conseguem carona em caminhão em Celaya, no México, para seguir viagem aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Policiais do...


    Polícia local organiza caronas para levar os quase 7 mil migrantes da América Central pelas estradas mexicanas. Migrantes de caravana conseguem carona em caminhão em Celaya, no México, para seguir viagem aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Policiais do México tentavam, neste domingo (11), ajudar milhares de migrantes da caravana que saiu da América Central a encontrar caronas para a próxima etapa da jornada rumo à fronteira com os Estados Unidos. Em um pedágio a oeste de Queretaro, cidade no oeste do México onde o grupo passou a noite de sábado, policiais ajudaram a caravana a encontrar caminhões dispostos a levar os migrantes. A polícia impediu que o grupo tentasse parar os veículos sem ajuda. Initial plugin text O governo de Queretaro disse pelo Twitter que 6.531 migrantes viajaram pelo estado mexicano entre sexta-feira e sábado. Desses, 5.771 saíram na manhã de domingo depois de passar pelos três abrigos preparados pelo governo local. O maior deles, em um estado de futebol na capital do estado. Esses números surgem ainda maiores do que a contagem das autoridades quando o grupo estava na Cidade do México. O aumento levanta a possibilidade de que outros migrantes tenham se juntado à caravana principal. Veja como é o abrigo para migrantes na Cidade do México Migrantes de caravana tentam entrar em caminhão em Queretaro, no México, antes de seguir rumo aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Família em caravana de migrantes se abriga em caminhão no México durante viagem aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Migrantes, entre eles crianças, se amontoam em caminhão para seguir viagem com caravana rumo aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Os migrantes começaram a jornada antes do amanhecer de domingo para Irapuato a cerca de 100 quilômetros a oeste, depois de cruzarem o estado de Guajanato. Lá, eles também receberam assistência das autoridades locais. Um dia antes, uma cena parecida se repetiu enquanto a caravana saía da Cidade do México. Trens do metrô levaram migrantes pela capital antes do amanhecer. E, em um pedágio no norte da capital mexicana, eles formaram filas para esperar suas vezes de subir em caminhões voluntários para seguir cerca de 200 quilômetros rumo a Queretaro. Caravana de migrantes chega a estádio em Queretaro, no México, onde há abrigo improvisado Marco Ugarte/AP Photo Falta de perspectiva Emilson Manuel Figueroa, um dos viajantes, conseguiu um lugar na parte de trás de um caminhão junto com um pequeno grupo de migrantes. Ele tem 23 anos e vivia como motorista de táxi em Honduras. Eu acho que, em meu país, eu vou envelhecer sem nunca ter algo para o que viver Os migrantes parecem estar a caminho de Tijuana, cidade na fronteira do México com San Diego, na Califórnia. O grupo, porém, ainda está a 2.575 quilômetros longe desse destino. A caravana se tornou um assunto na campanha das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump ordenou o deslocamento de mais de 5 mil soldados à fronteira para fazer frente aos migrantes. Trump também insinuou, sem provas, de que há criminosos e até terroristas no grupo. Como a caravana de migrantes desafia EUA e México? Entra em vigor decreto de Trump que suspende concessão de asilo a ilegais Vários migrantes dizem fugir da pobreza profunda, da violência de gangues e da instabilidade política, principalmente em Honduras, Guatemala, El Salvador e Nicarágua. Pela fuga, eles estão há semanas na estrada. Cobertores se transformam em barracas para abrigar migrantes em Queretaro, no México Marco Ugarte/AP Photo Caravana de migrantes se amontoa em caminhão em Celaya, no México, para pegar carona rumo aos EUA Marco Ugarte/AP Photo México ofereceu ajuda O México ofereceu vistos de refugiado, asilo e trabalho para os migrantes. O governo mexicano afirmou que 2.697 vistos temporários foram emitidos a pessoas e famílias para auxiliá-los enquanto eles esperam pelo processo de 45 dias para se candidatar a um status mais permanente no país. Apesar de o México oferecer ajuda, a maioria quer seguir viagem para os Estados Unidos. "(Nos EUA) nós podemos ganhar mais e dar algo para nossa família. Mas aqui (em Honduras), mesmo quando queremos dar algo para nossos filhos, nós não conseguimos", disse a hondurenha Nubia Morazan, 28 anos, enquanto se preparava para sair, no domingo, com seu marido e os dois filhos. O pouco que ganhamos dá para pagar apenas comida, casa e luz. Nada mais No México, Sofia Hernandez, 5 anos, descansa sobre cobertores enquanto espera uma carona para seguir com a família de migrantes rumo aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Grupo de caravana de migrantes espera por carona de caminhão no México rumo aos EUA Marco Ugarte/AP Photo Mapa mostra caminho dos imigrantes rumo à fronteira do México com os EUA Infografia: Alexandre Mauro Initial plugin text
    Republicanos falam em 'fraude' em meio a recontagem de votos para governador e senador na Flórida

    Republicanos falam em 'fraude' em meio a recontagem de votos para governador e senador na Flórida


    Resultados não oficiais deram vitória ao partido de Trump, mas margem pequena levou secretário de estado da Flórida a pedir recontagem. Debate eleitoral na Flórida entre os candidatos Ron DeSantis, republicano, e Andrew Gillum,...


    Resultados não oficiais deram vitória ao partido de Trump, mas margem pequena levou secretário de estado da Flórida a pedir recontagem. Debate eleitoral na Flórida entre os candidatos Ron DeSantis, republicano, e Andrew Gillum, democrata Reuters/Chris O'Meara Um dia após o começo da recontagem de votos na Flórida, nos Estados Unidos, candidatos republicanos acusaram os democratas de fraude no estado. Eles não apresentaram, porém, provas que sustentem suas acusações. A informação é da agência France Presse. Em uma entrevista à Fox no domingo, o republicano Rick Scott – atual governador e candidato ao Senado – disse que "o senador (democrata Bill) Nelson claramente está tentando fraudar para ganhar a eleição". Scott justificou a acusação argumentando que "93 mil cédulas" foram "encontradas" pelos democratas depois do fim da votação. O número aparentemente incluía muitos votos por correio junto com outras cédulas, que tipicamente se somam ao final. Isso se soma à denúncia de que alguns condados, entre eles o de Broward, de maioria democrata, haviam corrigido em alta a quantidade de cédulas contabilizadas no dia seguinte à votação. Neste domingo, o senador republicano Lindsey Graham também afirmou que a Comissão Eleitoral do Condado de Broward havia "violado" o código eleitoral. Initial plugin text No sábado, o próprio presidente Donald Trump – que é do Partido Republicano – insinuou que os democratas estavam tentando "roubar" as eleições na Flórida, sem justificar suas acusações. Tentam ROUBAR duas grandes eleições na Flórida! Estamos de olho! Recontagem de votos na Flórida O secretário de estado local Ken Detzner assinou, na tarde de sábado (10), a ordem para a recontagem dos votos na Flórida, uma das eleições mais acirradas dos Estados Unidos. Nos resultados não oficiais, os candidatos do Partido Republicano apareciam à frente dos adversários democratas. A recontagem ocorrerá porque as estimativas mostraram vantagem inferior a 0,5 ponto percentual de um candidato ao outro nas duas situações. Veja gráficos abaixo: Para o governo local, o ex-representante Ron DeSantis (R) conseguiu vantagem de pouco menos de 0,5 pontos sobre o atual prefeito de Tallahassee, Andrew Gillum (D). Caso eleito, Gillum será o primeiro negro a comandar a Flórida. Na disputa para o Senado, ainda mais apertada, o republicano Rick Scott estava a menos de 0,25 ponto percentual à frente do democrata Bill Nelson – que tenta a reeleição. Initial plugin text
    Partido nacionalista da Alemanha é acusado de financiamento ilegal de campanha

    Partido nacionalista da Alemanha é acusado de financiamento ilegal de campanha


    Partido recebeu 132 mil euros de empresa da Suíça, o que é proibido pela legislação alemã, durante a eleição de 2017. Doação teve como destino campanha de Alice Weidel e foi devolvida, mostram extratos bancários. Seis explicações para o...


    Partido recebeu 132 mil euros de empresa da Suíça, o que é proibido pela legislação alemã, durante a eleição de 2017. Doação teve como destino campanha de Alice Weidel e foi devolvida, mostram extratos bancários. Seis explicações para o sucesso da AfD John MacDougall/AFP O partido populista Alternativa para a Alemanha (AfD) recebeu, entre julho e setembro de 2017, várias doações no valor total de 132 mil euros provenientes da Suíça, o que pode configurar financiamento ilegal de campanha, afirmou neste domingo (11) o jornal "Süddeutsche Zeitung" e as emissoras NDR e WDR. As doações foram enviadas por uma empresa farmacêutica com sede em Zurique. O dinheiro foi depositado em 18 parcelas, a maioria de cerca de 9 mil francos suíços, na conta corrente da sede regional da AfD do Lago de Constança, no sul da Alemanha. As parcelas foram depositadas com a observação "Doação de campanha Alice Weidel", como mostram extratos bancários mencionados pelo Süddeutsche e pela WDR e NDR. Weidel reside nas proximidades do Lago de Constança, perto da fronteira da Alemanha com a Suíça, e concorreu ao Parlamento por esse distrito. Ela liderou, ao lado de Alexander Gauland, a campanha eleitoral da AfD para o Bundestag (Parlamento alemão), em 2017, e hoje é co-líder da bancada. Pela legislação alemã, um partido deve informar imediatamente as autoridades quando recebe doações acima de 50 mil euros. Os depósitos parcelados dão a impressão de que se estava tentando burlar essa regra. Além disso, doações de fora da União Europeia somente só permitidas se forem feitas por cidadãos alemães. Se for comprovado que se trata de uma doação ilegal, a AfD poderá ser punida com uma multa. "Trata-se, sem qualquer dúvida, de uma doação ilegal, pois ela provém de fora da UE", comentou o especialista em direito partidário Martin Morlok. Um cartaz de campanha da AfD diz: 'Pare a islamização' Reuters/Wolfgang Rattay E-mails internos mostram que a tesoureira do distrito havia informado o tesoureiro estadual sobre a doação e perguntado a eles como proceder. Ela não obteve resposta. "Um doador da Suíça apoia Alice semanalmente com vários milhares de francos. O que devemos ter em conta?", diz um e-mail. O tesoureiro estadual, Frank Kral, afirmou não ter qualquer evidência, à época, de que se tratasse de uma doação ilegal. "Eu parti do princípio de que, por trás da empresa, estivesse um alemão." Weidel disse que ficou sabendo da doação em setembro de 2017. "A doação não foi feita para a minha pessoa. Eu fui informada pela tesoureira do nosso distrito às margens de um evento de campanha, em setembro de 2017", declarou Weidel. Ela disse ter confiado que a tesoureira saberia como proceder da forma correta com a doação e acrescentou não ter qualquer informação sobre os motivos da empresa ou seus donos. Weidel disse ainda ter defendido que a doação fosse devolvida. Extratos bancários mostram que a AfD devolveu o dinheiro em abril de 2018, mais de seis meses depois de tê-lo recebido. Morlok afirmou que esse procedimento é incorreto: doações ilegais devem ser devolvidas imediatamente ou, se forem percebidas apenas mais tarde, repassadas ao Bundestag e não ao doador. A devolução após seis meses pode caracterizar empréstimo ilegal. O presidente regional da AfD no estado de Baden-Württemberg, Ralf Özkara, disse que ainda não recebeu a prestação de contas da sede distrital do Lago de Constança e, assim, não estava a par da situação. "Se for confirmado que a senhora Weidel sabia disso, ela deve, na minha opinião, assumir a responsabilidade principal. E se for confirmado que se trata de financiamento ilegal de campanha, espero que ela renuncie a todos os cargos que ocupa", declarou.

    Por segurança, retorno financeiro e vistos, brasileiros investem mais de R$ 1 bilhão em um ano em imóveis em Portugal


    Estoque de investimentos de residentes brasileiros no país cresce sem parar desde 2009. Hoje, são eles os que mais compram casas e apartamentos em Lisboa e no Porto. Ao pé do Castelo de São Jorge, em Lisboa, a bandeira de Portugal desponta de um muro...

    Estoque de investimentos de residentes brasileiros no país cresce sem parar desde 2009. Hoje, são eles os que mais compram casas e apartamentos em Lisboa e no Porto. Ao pé do Castelo de São Jorge, em Lisboa, a bandeira de Portugal desponta de um muro branco, e placas de um pequeno ponto de venda anunciam ginja e "porto wine", oferecendo o licor típico nacional e o vinho do Porto para turista ver. Não muito distante dali, um apartamento de 30 metros quadrados atrairia não só os olhos, mas também um investimento conjunto de R$ 851 mil do consultor financeiro carioca Paulo Bottaro, de 51 anos, e dos dois irmãos, moradores do Rio de Janeiro. "É um estúdio totalmente novo por dentro e mobiliado" que viram como "oportunidade pela valorização do metro quadrado e a possibilidade de ser alugado, trazendo um rendimento extra". A 2 km dele é a advogada Patrícia Oliveira, de 48 anos, e o marido dela, também brasileiros, que estão investindo. O casal está aplicando o equivalente a R$ 6,7 milhões (1,6 milhão de euros) em um apartamento para morar e R$ 4,6 milhões (1,1 milhão de euros) em outro, no andar de cima, para ser escritório e – na descrição dela – "embaixada para receber parentes e amigos". A intenção é se mudar do Brasil com o filho no final de 2019. "Não somos os primeiros, e com certeza não seremos os últimos a fazer isso. Vários amigos também estão indo." E prossegue: "Estamos em busca de segurança". A onda de investimentos brasileiros em Portugal disparou nos últimos anos, e em 2018 caminha para um novo recorde, segundo fontes do setor e dados levantados pela BBC News Brasil. A intensidade e os efeitos da efervescência são medidos a partir de diversos indicadores, incluindo o aumento dos preços de casas e apartamentos, considerado um "problema" socioeconômico. Apesar disso, a certeza é que a ebulição "verde e amarela" não dá sinais de arrefecimento. Os bilhões brasileiros Em uma tabela do Banco Central do Brasil na qual cerca de 40 países aparecem no mapa de "bilhões" que residentes brasileiros têm em imóveis no exterior, Portugal figura em segundo lugar no ranking – onde já foi colado na Argentina e depois ultrapassou Reino Unido e França, se posicionando atrás apenas dos Estados Unidos. Com uma vantagem. Enquanto a fatia que os americanos mordem desse bolo caiu, a portuguesa mais do que dobrou em dez anos, chegando a 17% ou a US$ 1,06 bilhão (cerca de R$ 3,95 bilhões) no ano passado, o dado mais recente do BC. Apenas em um ano, entre 2016 e 2017, o estoque investido no país aumentou R$ 1,22 bi (se convertido). O montante cresce desde 2009. Já em 2018, impulsionados por perfis como os de Paulo e Patrícia, analistas estimam que os números devem continuar a subir. "Estamos falando de 600 milhões, 700 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) sendo investidos pelos brasileiros em 2018 e a tendência para os próximos anos é de mais aumento", estima Luis Lima, presidente da Confederação da Construção e do Imobiliário dos Países de Língua Oficial Portuguesa, e da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemip). O impulso dos vistos Cidadãos brasileiros têm assumido um papel crucial nesse mercado, enxergando oportunidades ao mesmo tempo em que se veem "insatisfeitos" com problemas de insegurança pública, dificuldades no mercado de trabalho e outras não só econômicas, mas também políticas do Brasil. "Eles ultrapassaram os ingleses e são agora o segundo público que mais compra casas e apartamentos em Portugal. Estão atrás apenas dos franceses, mas em Lisboa e no Porto já são os maiores compradores", diz Lima. Um sistema de concessão de vistos especiais a investidores – os chamados vistos gold ou "vistos dourados" – é um dos incentivos que turbinam a procura. Esses vistos oferecem possibilidade de residência e cidadania, em troca de investimentos. Desde 2012, quando o governo português lançou o sistema para atrair recursos estrangeiros e movimentar o mercado interno, em crise, 586 brasileiros aportaram uma soma de 352 milhões de euros, ou R$ 1,5 bilhão, nele. Os dados são do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – vinculado ao Ministério da Administração Interna de Portugal – e mostram que quase 40% dos recursos são referentes ao ano 2017, um recorde de 137 milhões de euros (R$ 580 milhões) em desembolsos. Entre janeiro e setembro de 2018, mais 73 milhões de euros, ou R$ 309 milhões, foram computados. O volume – só abaixo do aplicado por chineses – é menor que o do ano anterior no mesmo período, mas não surpreende o setor. "Foi a arrancada que o câmbio deu e a tensão pré-eleitoral", analisa Fabiano Penedo, diretor comercial da Global Trust, empresa brasileira de consultoria para investimentos em Portugal com sede na capital, Lisboa. Gustavo Morais, diretor da Direct Imóveis, empresa de Recife (PE) que há 12 anos também opera no país europeu, faz coro. "Os negócios estão muito em standby. O burburinho pré-negócio, a tentativa de postegar um pouquinho a assinatura do contrato é fato". Mas eles estimam que passado esse momento haverá melhora. Os caminhos para investir "A introdução dos vistos gold (no mercado) permitiu que se chegasse ao país investindo em imóveis e conseguindo com menos burocracia vistos para toda a família poder morar, estudar em Portugal e viajar pela Europa", diz Guilherme Grossman, diretor da Consultan, imobiliária carioca que migrou para Lisboa há 30 anos focada em casas e apartamentos a partir de 300 mil euros (R$ 1,2 milhão). Um dos pré-requisitos para esse tipo de visto é investir na aquisição de imóveis com valor igual ou superior a 500 mil euros (R$ 2,1 milhões). Também valem como opção imóveis construídos há pelo menos 30 anos ou que estejam localizados em área de reabilitação urbana e passem por obras - envolvendo um montante global igual ou superior a 350 mil euros (R$ 1,4 milhão). "Mas a grande maioria dos brasileiros não utiliza nenhum programa de captação de investimento, não precisa do visto gold para investir. Por isso o investimento é muito maior do que esses números mostram e com tendência para crescer", afirma Luis Lima. Muitos dos investidores, segundo Fabiano Penedo, "já têm nacionalidade europeia de alguma forma, outros querem simplesmente investir como forma de diversificar e proteger o patrimônio - ou ainda com um misto de ideia de investir e colocar um pé no país europeu, para o futuro". "Eles querem ter uma porta aberta, pagando o preço de hoje". Outra forma que usam para legalizar a permanência em solo português, segundo ele, são os chamados vistos D7, concedidos a aposentados ou titulares de rendimentos próprios, que ganham status de residentes e isenção de tributação sobre esses rendimentos ou pensões obtidos fora de Portugal, desde que já tenham sido tributados no país de origem. Cresce o número de brasileiros barrados em Portugal Os analistas não acreditam que a decisão do Consulado-Geral de Portugal em São Paulo de suspender até 2 de janeiro o recebimento de novos pedidos de vistos vá atrapalhar a movimentação dos investidores. A suspensão foi anunciada em 18 de outubro em virtude da forte procura pelo serviço. A sobrecarga estava alongando os prazos de análise na unidade – a que recebe o maior fluxo de requerentes em toda a rede consular portuguesa, segundo informações do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Consulado paulista. Neste ano, de janeiro a setembro, a quantidade já se aproximava de 6 mil, com uma alta de 34% ante o mesmo período de 2017 puxada principalmente por vistos de estudo (61% do total). Não foi informado quantos na fila são de investidores. O que procuram De olho ou não nesses vistos, empresários, profissionais liberais, aposentados e famílias brasileiros aceleram os desembolsos. A maioria tem origem justamente em São Paulo, mas moradores de estados como Rio de Janeiro e Pernambuco também avançam. Lisboa impulsiona construção civil Entre as ruas de Lisboa, o destino mais cobiçado e caro, eles miram prédios ou palácios muito antigos e retrofitados, ou seja, com a fachada histórica mantida, mas internamente reformados, modernos e normalmente mobiliados, como o de Paulo. "A área em que investimos é Alfama, o bairro mais antigo de Lisboa e berço do fado ( música tradicional portuguesa). O castelo de São Jorge está acima e a Praça do Comércio a 15 minutos caminhando. É bem turístico e com bastante vida no entorno", diz. A decisão de investimento veio após ele e os irmãos receberem uma herança. "O mercado financeiro no Brasil não estava dando o rendimento que já deu, então optamos por pegar uma parte do nosso patrimônio e colocar em Portugal como diversificação". "De uma forma conservadora", a expectativa é que "nos próximos quatro anos a valorização do metro quadrado dos imóveis em Lisboa, na área nobre – como Alfama e o Chiado – fique entre 8% e 10%". "E a gente está falando de um investimento numa moeda forte com uma valorização nesse patamar". Além do ganho por esse lado, o imóvel também está sendo cadastrado como alojamento para ser alugado, "pelo preço de mercado". Opções de imóveis prontos ou na planta, para morar ou empreender, também têm sido cada vez mais buscadas por investidores no Porto, onde o "ticket de investimento" é mais baixo, assim como em Cascais, uma vila com praias no entorno de Lisboa. A descentralização tem aumentado e ajuda a explicar a queda na soma atrelada aos vistos gold este ano, diz Lima, da Apemip. "É natural que (o valor) seja inferior uma vez que, se numa primeira fase os brasileiros procuravam essencialmente as principais cidades do país, onde os preços são mais elevados, hoje há uma procura maior em regiões onde os ativos são mais baratos". Negócios Negócios que vão geralmente de 2 milhões a 10 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões) - ou mais – também estão no radar. São as chamadas operações de sale and leaseback, "feitas por empresários ultra bem sucedidos" em que na prática compram prédios comerciais, como um supermercado, e os arrendam para a mesma rede que era dona do imóvel. "O investidor compra e no ato já assina contrato de arrendamento. São contratos em moeda forte, de longo prazo, com grandes empresas. Isso tem atraído muito", diz Gustavo Morais, da Direct Imóveis. 'Vantagens' Além das questões internas do Brasil, especialistas observam que uma melhora de cenário em Portugal e a boa e velha propaganda boca a boca sobre os atrativos do país têm contado nessa história. "As pessoas viam Portugal como país atrasado, sem infraestrutura e hoje não é isso. Tem infraestrutura, qualidade de ensino e segurança pública, com custo de vida menor", diz Guilherme Grossman. Essas e outras potenciais vantagens têm sido repetidas por ele e outros empresários do setor em eventos realizados em vários estados brasileiros para apresentar opções de investimentos e o passo a passo relacionado. Tributação mais vantajosa, taxas de juros de até 2% ao ano - mais de quatro vezes inferiores às praticadas pelos principais bancos que financiam a habitação no Brasil - além da concessão de vistos para quem investe estão no pacote exibido nos auditórios. "Eu conheci Portugal há 20 anos, na minha lua de mel. E detestei", conta Patrícia Oliveira, que mora na Barra da Tijuca, no Rio. "Lisboa era maltratada, sem charme. Mas agora está muito diferente. Voltei lá há cinco anos em uma parada para Marrakech e o que vi foi uma cidade vibrante, em reconstrução, que desfez completamente a primeira impressão que tive". Desde essa visita ela afirma que amadurecia a ideia de se mudar para a capital portuguesa, "para fugir da violência no Brasil". Em busca de paz... "Tem muita gente indo buscar oportunidades profissionais ou financeiras na cidade. O que eu quero buscar é paz, segurança e qualidade de vida. É poder fazer as coisas a pé, não ter medo de tiroteio, de assalto à mão armada e de que aconteça alguma coisa com o meu filho. Isso é o que mais me preocupa". A decisão de mudança foi tomada em março deste ano, quando ela e o marido compraram dois dos três apartamentos de um prédio de 200 anos com vista para o Rio Tejo. Um tem quase 300 metros quadrados. Outro, cerca de 220. Turismo em Portugal bateu recorde em 2017 O edifício está localizado na Lapa, que descreve como "bairro das embaixadas" que "em nada lembra" a região boêmia com o mesmo nome no Rio. "É uma região de ruas tranquilas e de segurança". Para essa região, com ares de vida nova, seguirão com a família no final de 2019 - quando o filho concluir a escola – "algumas poucas" roupas e obras de arte, além de dois animais de estimação. A compra foi financiada com um prazo que define "como muito confortável". "E vale cada centavo investido". ...e de equilíbrio Outro ímã apontado nesse mercado são os preços abaixo dos registrados em outras capitais europeias. O que é cobrado pelo metro quadrado chegou a cair em mais da metade em algumas áreas. Portugal pode estar em bolha imobiliária, diz reportagem Mas agora, com a demanda forte e a oferta em baixa, surgem também as críticas aos valores crescentes. "Em algumas zonas de cidades como Lisboa e Porto, eles cresceram demasiadamente, principalmente pela procura do investimento estrangeiro", diz Lima, da Apemip. Com a crise pela qual Portugal passou, segundo ele, muitas empresas fecharam as portas e as que resistiram ficaram "com receio" de investir para o público interno. "Só querem construir para os estrangeiros e temos que arranjar quem construa para os nacionais". Construtoras brasileiras e turcas já estão sendo sondadas nesse sentido. "Temos um problema, e esse problema é falta de ativos no mercado. Não haja dúvida de que isso tem criado algumas dificuldades porque estamos a assistir um fenômeno que é começar a não haver habitação para os cidadãos nacionais". "Temos que arranjar um equilíbrio". Em Lisboa, pelas contas dele, os preços são equivalentes à metade dos encontrados em Madri, na Espanha, até um quarto dos praticados em Paris, na França, e um oitavo dos registrados em Londres, na Inglaterra. "Mas o problema é que os portugueses não têm a capacidade (financeira) dos espanhóis, dos franceses ou dos ingleses e com isso começa a haver algum populismo, ou seja, gente achando que já não precisamos que os estrangeiros comprem casas e que estão a tirar as casas dos portugueses - o que é um erro". Apesar de enxergar traços do problema, ele nega que exista um clima de hostilidade ou resistência aos investidores. Mas defende soluções "urgentes" para o quadro. "Temos que ter oferta para os cidadãos nacionais e incentivos (à moradia) para eles. Isso é importante para que os jovens possam viver nas cidades onde vão estudar e para que as classes média e média baixa possam residir em uma habitação condigna". Outra controvérsia que paira no mercado é um projeto de lei do partido Bloco de Esquerda para eliminar os vistos gold. O partido aponta que o programa causa especulação imobiliária, pode ser associado a práticas como corrupção e tráfico de influência, e que os benefícios econômicos esperados não foram alcançados. Os argumentos foram rebatidos pela Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, que analisou o projeto na Assembleia da República. O parecer foi emitido em setembro, mas, apesar das discordâncias, dá sinal verde para que a proposta seja discutida e votada em plenário. Ainda não há, porém, data definida para que isso ocorra. Para os representantes do setor imobiliário ouvidos para a reportagem, a probabilidade de aprovação é bastante baixa. 'Acarinhados' Os brasileiros são a maior comunidade estrangeira em Portugal, com 85.426 "cidadãos residentes" até 2017. O número avançou 5,1% em relação a 2016, invertendo a tendência de diminuição que existia desde 2011. Dados da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR), órgão criado pelo governo português para prevenir e combater práticas discriminatórias em razão de questões como origem racial e étnica, cor e nacionalidade, mostram que os brasileiros, além de serem a maior população estrageira, são os que mais registram queixas na área - foram 10% dos casos em 2017, percentual semelhante ao de anos anteriores. Números de 2018 ainda não foram divulgados. Procurado pela reportagem, o órgão não comentou se o aumento dessa "onda verde e amarela" no país, inclusive de investidores, têm feito crescer discriminação e xenofobia. Ressaltou, no entanto, que "o governo reconhece e valoriza as migrações enquanto fator promotor da diversidade cultural, fonte de inovação e de competitividade" e que uma pesquisa de 2018, a European Social Survey 2018, "revela Portugal como o país europeu onde mais caiu a oposição à imigração". "Esses brasileiros que estão vindo interessam muito a Portugal, porque são pessoas com capacidade financeira, e também jovens que têm formação e podem ajudar a desenvolver o nosso país", diz Luis Lima, da Apemip. Essa "fuga" que o Brasil está vendo agora ele diz que Portugal também vivenciou durante a crise e que "o país perdeu muito com isso". "Por isso tenho defendido que os brasileiros que vem para cá tem que ser acarinhados". Gustavo Morais, da Direct Imóveis, concorda quanto aos ganhos de um lado e perdas de outro. "Para Portugal é muito positivo, mas para o Brasil é um efeito colateral nefasto", diz. "O país está perdendo capital e recurso humano. E acredito que para esse recurso fazer o movimento de volta primeiro precisa ter estabilidade política, institucional e de segurança pública". "Se isso não acontecer, vai faltar avião para tanta gente que está chegando".
    Iraque pede aos EUA que reconsiderem sua posição em negociações sobre sanções ao Irã

    Iraque pede aos EUA que reconsiderem sua posição em negociações sobre sanções ao Irã


    Segundo Barham Salih, recém-eleito presidente do Iraque, o país quer manter 'boas e estáveis relações' com o vizinho Irã. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma...


    Segundo Barham Salih, recém-eleito presidente do Iraque, o país quer manter 'boas e estáveis relações' com o vizinho Irã. Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters O presidente do Iraque pediu neste domingo (11) aos Estados Unidos que considerem a posição política e econômica de Bagdá enquanto os países negociam o alívio ao Iraque nas sanções impostas ao Irã. Os Estados Unidos disseram na sexta-feira (9) que o Iraque pode continuar a importar gás natural e energia do Irã por um período de 45 dias, desde que o Iraque não pague ao Irã pelas importações em dólares norte-americanos. As sanções ao setor de petróleo de Teerã entraram em vigor em 5 de novembro. "Não queremos que o Iraque seja sobrecarregado com as sanções dos EUA ao Irã", disse Barham Salih, o recém-eleito presidente, durante uma visita ao Estado árabe do Kuwait, no Golfo Pérsico. O Iraque quer manter relações "equilibradas" com todos os seus vizinhos e com a comunidade internacional, disse ele. "O Irã é um país vizinho e nosso interesse está em manter boas e estáveis relações com o Irã", disse, acrescentando que o povo iraquiano também quer aprofundar os laços árabes e no Golfo. O Iraque precisa reconstruir sua economia e infraestrutura conforme sai de um conflito com o Estado Islâmico. Autoridades do Banco Central do Iraque disseram em agosto que a economia do país está intimamente ligada ao Irã não-árabe, que está envolvido em várias guerras com a Arábia Saudita na região.
    Donald Trump homenageia soldados estadunidenses mortos na Primeira Guerra Mundial

    Donald Trump homenageia soldados estadunidenses mortos na Primeira Guerra Mundial


    Em um breve discurso no cemitério de Suresnes, na França, Trump disse que ele e as outras autoridades se reuniram "neste lugar de descanso sagrado para homenagear os valentes estadunidenses". Donald Trump durante visita ao cemitério estadunidense...


    Em um breve discurso no cemitério de Suresnes, na França, Trump disse que ele e as outras autoridades se reuniram "neste lugar de descanso sagrado para homenagear os valentes estadunidenses". Donald Trump durante visita ao cemitério estadunidense em Suresnes, Paris Christian Hartmann/Reuters O presidente Donald Trump homenageou os "valentes" soldados dos Estados Unidos que morreram durante a Primeira Guerra Mundial em uma breve visita ao cemitério estadunidense de Suresnes, subúrbio de Paris, um dia após provocar críticas por suspender sua presença a uma cerimônia similar por causa da chuva. Em um breve discurso no cemitério, Trump disse que ele e as outras autoridades se reuniram "neste lugar de descanso sagrado para homenagear os valentes estadunidenses". No cemitério estão enterrados os restos mortais de 1.541 soldados americanos mortos durante a Primeira Guerra Mundial. "Os patriotas americanos e franceses da Primeira Guerra Mundial incorporam as virtudes atemporais de nossas duas repúblicas: honra e coragem, força e valor, amor e lealdade, graça e glória. É nosso dever preservar a civilização que eles defenderam e garantir a paz pela qual tão nobremente deram suas vidas há um século", disse o presidente dos EUA.
    Putin diz que quer diálogo sobre  tratado de mísseis e que teve 'boa' conversa com Trump

    Putin diz que quer diálogo sobre  tratado de mísseis e que teve 'boa' conversa com Trump


    O presidente americano anunciou no mês passado que o país vai se retirar do acordo firmado durante a Guerra Fria.  O presidente russo, Vladimir Putin, aperta a mão do presidente americano, Donald Trump, durante cerimônia de celebração dos 100...


    O presidente americano anunciou no mês passado que o país vai se retirar do acordo firmado durante a Guerra Fria.  O presidente russo, Vladimir Putin, aperta a mão do presidente americano, Donald Trump, durante cerimônia de celebração dos 100 anos do fim da 1º Guerra Mundial, em Paris Ludovic Marin/Pool/Reuters O presidente russo, Vladimir Putin, disse neste domingo (11) que quer ter um amplo diálogo com os Estados Unidos sobre o tratado de mísseis da era da Guerra Fria, informaram agências de notícias russas. O presidente americano anunciou no mês passado que seu país vai se retirar do acordo. Os dois tiveram uma breve e informal conversa em Paris neste domingo, em paralelo aos atos para comemorar o fim da Primeira Guerra Mundial. "Sim", respondeu Putin, ao ser consultado por um jornalista sobre se havia conseguido conversar com Donald Trump, de acordo com a agência russa de notícias Ria Novosti. "Boa", acrescentou o presidente russo, ao ser questionado sobre como foi a conversa. O tratado O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, sigla em inglês) foi assinado em 1987 pelos então presidentes americano e soviético, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachov, respectivamente. Ele suprime o uso de uma série de mísseis de 500 a 5000 quilômetros de alcance e colocou fim à crise gerada nos anos 1980 pela implantação dos SS-20 soviéticos, que apontavam para as capitais ocidentais.
    Acompanhado por caças, avião pousa com segurança em Portugal após declarar emergência no ar

    Acompanhado por caças, avião pousa com segurança em Portugal após declarar emergência no ar


    Embraer da Air Astana relatou emergência após decolar da base de Alverca. Força Aérea diz que o avião foi acompanhado por dois caças F-16. Site Flightradar24 mostra que aeronave fez manobras erráticas na região de Lisboa, em...


    Embraer da Air Astana relatou emergência após decolar da base de Alverca. Força Aérea diz que o avião foi acompanhado por dois caças F-16. Site Flightradar24 mostra que aeronave fez manobras erráticas na região de Lisboa, em Portugal Reprodução/ Flightradar24 Um avião da companhia Air Astana, do Cazaquistão, conseguiu pousar no aeroporto de Beja, em Portugal, após declarar emergência neste domingo (11). O site Flightradar24, que permite acompanhar voos, mostra que a aeronave – um Embraer E190 – deu várias voltas no espaço aéreo português por cerca de uma hora após a decolagem. Durante as manobras, o aparelho foi acompanhado por dois caças militares F-16. De acordo com a imprensa portuguesa, havia apenas seis tripulantes no avião durante o voo, e nenhum passageiro. Dois tripulantes – um cazaque e um britânico – foram levados a um hospital com ferimentos leves, disse o jornal "Público". O avião passava por reparos em uma oficina em Alverca, próximo a Lisboa, afirma o jornal "Correio da Manhã". A aeronave havia partido rumo a Minsk, capital de Belarus, no Leste Europeu. Initial plugin text À agência de notícias portuguesa Lusa, uma fonte aeronáutica relatou que a aeronave passou por problemas graves nos sistemas de navegação e no controle de vôo. Não há, até o momento, um detalhamento da extensão das avarias. Em postagem no Facebook, a Marinha Portuguesa elogiou a atuação dos militares. "Orgulho imenso", diz o post. Initial plugin text Em nota, a OGMA – empresa subsidiária da Embraer que fez a manutenção da aeronave em Alverca, Portugal – afirmou que o avião pousou com segurança "sem danos materiais ou físicos" em Beja. A empresa também afirmou que vai "colaborar com as autoridades aeronáuticas na investigação das causas do acidente". Uma hora de tensão Embraer E190, mesmo modelo do avião que apresentou problemas em Portugal Embraer/Divulgação Segundo o jornal "Público", os caças demoraram 18 minutos entre o chamado e a aproximação com o Embraer da Air Astana. A volta até o aeroporto de Beja demorou cerca de uma hora. As equipes cogitaram um pouso forçado sobre o rio Tejo. As condições atmosféricas, porém, impediram a operação. A retomada do controle não foi tranquila, narra o jornal "Correio da Manhã". Segundo a publicação, o piloto só conseguiu pousar em Beja na terceira tentativa. Por isso, as autoridades portuguesas colocaram bombeiros de prontidão na pista. Testemunhas disseram ao jornal "Público" que a asa da aeronave quase tocou o solo no momento do pouso. Já existiram situações semelhantes, mas com este envolvimento de todos os meios e com a ativação de todo o sistema de busca e salvamento não me recordo
    Mais de mil iranianas assistem a partida de futebol em estádio

    Mais de mil iranianas assistem a partida de futebol em estádio


    Desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979, as mulheres não têm direito a ir aos estádios no Irã para ver os homens jogarem futebol. Torcedoras iranianas aguardam início de partida de futebol entre o time iraniano Persepolis e o japonês...


    Desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979, as mulheres não têm direito a ir aos estádios no Irã para ver os homens jogarem futebol. Torcedoras iranianas aguardam início de partida de futebol entre o time iraniano Persepolis e o japonês Kashima Antlers em Teerã Vahid Salemi/AP Photo Cerca de mil mulheres iranianas tiveram seu acesso liberado, no sábado (10) à noite, no estádio onde aconteceu a final da liga de campeões asiática, em Teerã, um fato pouco comum classificado como uma "vitória" por vários jornais reformistas do país. A incomum presença de torcedores em uma tribuna especialmente reservada para as mulheres no estádio Azadi ("Liberdade", em persa) não foi o suficiente para levar a equipe local - o FC Persépolis - à vitória. Depois de sua derrota por 2-0 no Japão, o time não passou do zero a zero em casa, o que deu o título ao Kashima Antlers. "As mulheres ganharam a partida da Liberdade", dizia a manchete do jornal reformista "Etemad". "Vitória das mulheres iranianas na final asiática", estima o também reformista "Sazandegi". De acordo com este jornal, a maioria das mulheres presente no estádio foi "selecionada minuciosamente" entre as famílias dos jogadores do FC Persépolis, ou entre jogadoras de futebol, ou de futebol de salão. Desde a vitória da Revolução Islâmica em 1979, as mulheres não têm direito a ir aos estádios no Irã para ver os homens jogarem futebol. A medida é, com frequência, criticada no país. O presidente iraniano, Hassan Rohani, manifestou em diferentes ocasiões sua vontade de que as mulheres possam entrar nos estádios, mas o projeto enfrenta a oposição dos ultraconservadores. Neste domingo, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) agradeceu oficialmente às autoridades iranianas por terem permitido que as mulheres "fossem testemunha de um evento excepcional".
    Tanques, aviões e rajadas de balas: terminada há cem anos, Primeira Guerra trouxe avanço inédito de máquinas de destruição

    Tanques, aviões e rajadas de balas: terminada há cem anos, Primeira Guerra trouxe avanço inédito de máquinas de destruição


    No dia 11 de novembro de 1918, o marechal francês Ferdinand Jean Marie Foch, então comandante-chefe dos exércitos aliados, assinou, ao lado de Matthias Erzberger, o representante da delegação alemã, o Armistício de Compiègne, o cessar-fogo que...


    No dia 11 de novembro de 1918, o marechal francês Ferdinand Jean Marie Foch, então comandante-chefe dos exércitos aliados, assinou, ao lado de Matthias Erzberger, o representante da delegação alemã, o Armistício de Compiègne, o cessar-fogo que pôs fim a Primeira Guerra Mundial. Primeira Guerra Mundial: capelão faz sermão do cockpit de um avião de guerra Flickr/National Library of Scotland O conflito militar já durava quatro anos e quatro meses e, segundo as estimativas mais conservadoras, tinha matado 16,5 milhões de pessoas, entre 10 milhões de militares e 6,5 milhões de civis, além de deixar 20 milhões de feridos. Por pouco, no entanto, Ferdinand Foch não ficou famoso quatro anos antes por fazer uma previsão, no mínimo, equivocada. Em 1914, ao ser apresentado a um modelo primitivo de avião de guerra, daqueles em que o próprio piloto atirava as bombas que carregava no cockpit, desdenhou de seu potencial: "É bom para o esporte, mas inútil para o exército!". Estava enganado. "Na Primeira Guerra Mundial, a evolução tecnológica atingiu um patamar nunca antes visto", afirma o especialista em assuntos militares Expedito Carlos Stephani Bastos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "De mera ferramenta de observação, o avião passou a feroz caçador e, mais adiante, a temido bombardeador, capaz de causar danos irreparáveis no coração do inimigo". Um dos modelos mais famosos era o triplano Fokker DR-1, que levava duas metralhadoras e voava a até 185 km/h. Ganhou o status de símbolo da aviação alemã ao ser pilotado pelo intrépido Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho. Entre setembro de 1916 e abril de 1918, o Barão Vermelho abateu 80 aviões inimigos. Tinha por hábito recolher parte dos destroços. "Caçadores precisam de troféus", gabava-se. Morreu no dia 21 de abril de 1918, aos 25 anos. Tanque durante a Primeira Guerra Mundial em Juvigny, França Associated Press/AP "Invenções do diabo" A tempestade de aço - como alguns soldados se referiam aos bombardeios aéreos - não vinha apenas dos céus. Os submarinos alemães, os famosos U-Boats, contavam com torpedos capazes de percorrer até 4,8 km até atingir o alvo. "O submersível é uma espécie de navio que mergulha para atacar ou se proteger do inimigo", explica o professor da Escola de Guerra Naval, Francisco Eduardo Alves de Almeida. "Eles recorriam a canhões para afundar navios mercantes, que transportavam comida e munição, e a torpedos para abater navios de guerra". Durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha perdeu 178 dos seus 400 U-Boats. Em compensação, afundou mais de 5,5 mil embarcações. A vítima mais famosa foi o RMS Lusitânia, que ia de Nova Iorque a Liverpool. Torpedeado na tarde de 7 de maio de 1915, o transatlântico britânico afundou em 18 minutos. Todas as 1.198 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes, morreram. Tão revolucionários quanto decisivos como os aviões e os submarinos, os carros de combate, popularmente conhecidos como tanques de guerra, também "estrearam" na Primeira Guerra Mundial e vieram para substituir a cavalaria. Apesar de ter sido inventado pelos britânicos, um dos modelos mais famosos foi o francês Renault FT-17. Leve, rápido e fácil de ser produzido, pesava "apenas" 6,5 toneladas, comportava até dois tripulantes e vinha com torre giratória e canhão ou metralhadora. Primeira Guerra Mundial: Trabalhadores em uma fábrica de bombas na Inglaterra Flickr/IWM Collections Avanço tecnológico "Nas guerras, a tecnologia avança muito mais rapidamente do que na paz", filosofa o historiador militar Carlos Daróz, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). "Um dos exemplos disso é o tanque. Uma engenhosidade capaz de se deslocar pelos terrenos mais acidentados e transpor trincheiras e arame farpado". Dotado de blindagem de aço, foi testado pelos britânicos em 1914 e usado em combate pela primeira vez em 15 de setembro de 1916, na Batalha de Somme. Ao fim da guerra, 8,2 mil tanques tinham sido fabricados. Desses, 4,4 mil eram franceses e 2,3 mil britânicos. Uma rajada de balas Outra inovação bélica que entrou em cena na Primeira Guerra foi a metralhadora. Ao contrário dos rifles, disparava até 600 tiros por minuto. Tinha o mesmo poder de fogo de 14 soldados com rifles. "As metralhadoras foram responsáveis por um número de baixas até então inimaginável. O homem começou a matar mais e com maior rapidez", garante o historiador Rodrigo Trespach, que acaba de lançar Histórias Não (Ou Mal) Contadas: Primeira Guerra Mundial. "Na Guerra Civil Americana, na década de 1860, morreram pouco mais de 200 mil soldados em quatro anos de combate. Já nos primeiros 12 meses de Primeira Guerra, o número de mortos chegou a 1 milhão de soldados". Para fugir da artilharia pesada, os soldados se viram obrigados a cavar buracos no chão de pouco mais de 2 metros de profundidade por 1,80 m de largura. Nas famosas trincheiras, encaravam uma rotina para lá de insalubre: a terra se transformava em lamaçal em dias de chuva forte, infestações de piolhos eram comuns porque raramente se tomava banho e ratazanas "do tamanho de gatos" se alimentavam dos cadáveres insepultos. Depois de passar muito tempo imersos em água ou expostos a locais frios e úmidos, uma infecção apelidada de "pé de trincheira", quando não tratada a tempo, podia causar gangrena e levar à amputação. Só em 1914, o exército britânico tratou de 200 mil casos. "Em qualquer operação militar, você só tem duas opções: defender-se do inimigo ou atacá-lo", diz o general Márcio Tadeu Bettega Bergo, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB). "A atitude defensiva nunca ganhou guerra. Só a ofensiva leva à vitória. É igual ao futebol. Você só vence quando faz gol". Navios de guerra eram equipados com mísseis para abater rivais Associated Press/AP Tiros pela culatra Muitos dos artefatos bélicos usados na Primeira Guerra tiveram que sofrer ajustes durante o conflito. As metralhadoras são um bom exemplo. Os primeiros modelos eram tão pesados, algo em torno de 60 quilos, que precisavam ser manejados por até cinco ou seis soldados. De fabricação americana, a portátil Lewis pesava cinco vezes menos. As granadas, idem. Muitas não explodiam quando caíam em poças de lama ou, pior, eram acionadas por acidente quando ainda estavam nas mãos do soldado. Com o transcorrer das batalhas, ganharam detonadores mais precisos e confiáveis. Os exemplos são incontáveis e vão desde o uniforme das tropas até tanques e submarinos. Os franceses logo trocaram suas berrantes calças vermelhas, que podiam ser vistas a quilômetros de distância, por trajes mais discretos. Seus elegantes quepes revestidos de ferro foram substituídos por resistentes capacetes de aço. Da mesma forma, os veículos blindados e também os submersíveis foram sendo aperfeiçoados no decorrer do conflito. Os primeiros modelos de submarinos apresentavam, respectivamente, baixa velocidade e mergulho a pequenas profundidades. Até as estratégias de combate foram aperfeiçoadas. "Nas guerras napoleônicas, os soldados, em grandes pelotões, marchavam lado a lado e disparavam suas baionetas todos ao mesmo tempo", explica o historiador e ex-professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Cesar Campiani Maximiano. "Na Primeira Guerra Mundial, isso mudou. Os combatentes, em grupos reduzidos de até dez homens, realizavam manobras militares, rastejando pelo chão, protegendo-se em árvores e empunhando fuzis e metralhadoras". Submarino alemão da Primeira Guerra Mundial encontrado na Bélgica France Presse É proibido respirar Não bastasse o horror provocado por granadas, metralhadoras e lança-chamas, a Primeira Guerra testemunhou ainda a macabra estreia das armas químicas em conflitos de proporções mundiais. O uso de gases tóxicos começou na Batalha de Ypres, na Bélgica, em 22 de abril de 1915. Pouco depois de aspirar uma nuvem de gás cloro, o tenente francês Jules-Henri Guntzberger viu seus homens caírem, um a um. Enquanto uns gritavam por água, outros cuspiam sangue. Em menos de 10 minutos, perdeu 5 mil soldados. Quem não morreu por asfixia terminou cego ou sofreu queimaduras. "Em termos de letalidade, armas convencionais são muito mais danosas que as químicas", garante o especialista em assuntos militares, Alexandre Galante. "Na Primeira Guerra Mundial, as armas químicas responderam por cerca de 100 mil dos 10 milhões de combatentes mortos. Ou seja, 1% do total". Para fugir dos gases tóxicos, soldados passaram a usar máscaras especiais ou, na falta delas, cobriam os rostos com panos molhados de água ou urina. Um dado curioso é que nem Adolf Hitler conseguiu escapar. O futuro líder da Alemanha nazista, então mensageiro em um regimento bávaro, chegou a ficar temporariamente cego após um ataque de gás mostarda. Adolph Hitler BBC Terceira Guerra Um século depois, as chances de uma Terceira Guerra Mundial são remotas, quase nulas, dizem os especialistas. Em um cenário, apenas Rússia e China teriam condições bélicas de declarar guerra aos EUA. Em outro, um conflito de proporções mundiais pode ser deflagrado entre dois ou mais países, como a União Europeia, e um inimigo em comum, como uma rede terrorista, como a Al-Qaeda, ou uma organização criminosa, como o Cartel de Medellín. Se a Grande Guerra durou quatro anos e quatro meses, quanto tempo duraria a Terceira Guerra Mundial? Quatro dias, talvez? Em um mundo nuclearizado como o que vivemos, poderia ser muito menos. "O custo seria altíssimo e o resultado, inimaginável", afirma o cientista político Lucas Pereira Rezende, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Por essa razão, o risco de um confronto entre superpotências com arsenal nuclear é cada vez mais improvável." Programados para matar Mas, e se houvesse uma Terceira Guerra Mundial, como seria? Caças seriam substituídos por drones? Soldados cederiam lugar para robôs? É provável que sim. Alguns modelos de drones, como o MQ-9 Reaper, o mais letal deles, têm autonomia de 24 horas, atingem uma velocidade de 440 km/h e são capazes de disparar mísseis teleguiados. Outros, como o MQ-4C Triton, têm um conjunto de sensores que permite uma visão de 360 graus em um raio de mais de 2 mil milhas náuticas. Com 39 metros de envergadura, é do tamanho de um Boeing 757. "Os conflitos militares tomaram um rumo totalmente diferente", admite Expedito Carlos Stephani Bastos. Quanto aos robôs, alguns modelos já são conhecidos como "Kalashnikovs do amanhã", numa alusão ao fuzil AK-47, de fabricação russa. Na fronteira que divide as duas Coreia, um robô-sentinela, equipado com metralhadora giratória, lançador de granadas e duas potentes câmeras com zoom e visão infravermelha, é programado para identificar alvos humanos através de um sofisticado programa de reconhecimento de voz, calor e movimento. O temor de entidades, como a ONU e a Anistia Internacional, é que tais máquinas de guerra autônomas, daquelas que eliminam alvos sem intervenção humana, se confundam durante uma operação e matem civis em vez de militares. Ou, então, que fujam do controle e ataquem a própria tropa. Paranoia? Nem tanto. Um caso real, registrado numa base militar da África do Sul, indica que o temor não é injustificado. No dia 19 de outubro de 2007, um robô entrou em pane e fuzilou nove soldados e feriu 14 no Centro de Treinamento de Combate do Exército, em Lohathla. A máquina foi desenvolvida para identificar alvos, efetuar disparos e recarregar a munição. Tudo automaticamente e sob comando de voz. "Gostaria que não tivéssemos desenvolvido tanta tecnologia bélica", diz Rodrigo Trespach. O que já é motivo de preocupação pode se tornar razão para pânico se uma geringonça dessas, como o Legged Squad Support System, cair nas mãos de terroristas ou ditadores. Desenvolvido pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), das Forças Armadas dos EUA, o LS3, como é mais conhecido, é capaz de se locomover pelos terrenos mais irregulares, percorrer distâncias superiores a 30 km e suportar cargas de até 180 kg. E o melhor: sem precisar reabastecer.
    Brasileiro cria projeto de moradia alternativo e divide casa com imigrantes africanos em Roma

    Brasileiro cria projeto de moradia alternativo e divide casa com imigrantes africanos em Roma


    Depois de viver em um acampamento de imigrantes na Grécia, o jornalista brasileiro André Naddeo voltou para a Itália, onde criou um projeto de moradia alternativo. Hoje ele divide um apartamento com seis refugiados africanos em Roma e ajuda na...


    Depois de viver em um acampamento de imigrantes na Grécia, o jornalista brasileiro André Naddeo voltou para a Itália, onde criou um projeto de moradia alternativo. Hoje ele divide um apartamento com seis refugiados africanos em Roma e ajuda na inserção dos jovens. O brasileiro André Naddeo divide casa com imigrantes africanos em Roma Reprodução/GloboNews O jornalista brasileiro André Naddeo, 37 anos, deu uma guinada na sua vida em 2016. Na época, ele estava desempregado e resolveu deixar o Brasil para exercer sua profissão de forma independente e colaborativa. Com este objetivo, foi morar num acampamento com imigrantes no porto de Pireus, em Atenas. A capital grega era uma das principais portas de entrada na Europa para povos que fugiam da guerra e da violência de seus países. Na Grécia ele viveu como um refugiado e documentou suas histórias. André também criou um projeto, chamado Drawfugees, para que as crianças pudessem expressar seus sentimentos com desenhos, superando as barreiras linguísticas. Em seguida Naddeo voltou ao Brasil e foi para Boa Vista, em Roraima, onde participou do programa de inclusão social para imigrantes venezuelanos no mercado de trabalho brasileiro. Em janeiro de 2018, ele decidiu vir à Itália realizar o projeto habitacional para ajudar refugiados. Agora ele mora no centro capital italiana com seis imigrantes africanos num apartamento que ele alugou. “A África é muito importante para o Brasil, não só no aspecto cultural. A gente tem sangue africano. Resolvi que, para continuar sendo útil e descobrir novos horizontes, deveria vir para a Itália", diz. "Comecei a fazer as minhas pesquisas e encontrei um campo informal de imigrantes em Roma, com a associação Baobab Experience",explica. O campo ficava no estacionamento de uma ferrovia na estação Tiburtina, na capital italiana. "Assim começou uma outra experiência na minha vida. Descobri a dura realidade desses jovens africanos que, em pleno século 21, tinham sido escravizados, vendidos como mercadoria na Líbia”. Segundo dados da Acnur, (Agência das Nações Unidas para os refugiados), só no ano passado, chegaram cerca de 120 mil imigrantes na Itália. Em 2018, esse número diminuiu para 22 mil imigrantes. A maioria deles veio da África. Em fevereiro de 2017 a Itália assinou um acordo com a Líbia para impedir a partida de migrantes para a Europa. As associações humanitárias internacionais denunciam que milhares de migrantes são torturados em prisões líbias. Corretores se recusavam a alugar imóveis André Naddeo tem dupla cidadania. Apesar do passaporte italiano, ele contou que não foi fácil conseguir alugar um apartamento em Roma. Mesmo garantindo o pagamento antecipado do aluguel, quando ele falava do seu projeto habitacional para africanos, os corretores se recusavam a alugar imóveis. “Chegava nas imobiliárias e falava: quero alugar, tenho dinheiro, tenho patrocínio para alugar um apartamento de três quartos. Era nítido como os corretores mudavam a cara. Então eu me vi numa situação muito frustrante", diz. "Tive que fazer um vídeo, denunciando como era a situação dos sem teto e dos imigrantes. O campo informal aqui em Roma não tem banheiro, chuveiro, não tem nada”. Graças a este vídeo, no mês de junho uma voluntária italiana decidiu alugar o apartamento dela para que o jornalista brasileiro realizasse este projeto. O imóvel fica perto da estação central de Roma, tem três dormitórios, um banheiro e uma cozinha. Os seis jovens que vivem com Naddeo são originários de diversos países da África: Sudão, Senegal, Argélia, Guiné-Bissau e Guiné Conacri. Presença negra incomoda país, diz jornalista “A Itália é um país muito racista, que está incomodado com a presença massiva de negros nas ruas. Para se pedir proteção internacional, ou o asilo, pede-se o endereço. Como vou dar o endereço se eu não tenho onde morar?” O jornalista explicou que todos os imigrantes com quem ele mora na Itália têm visto de permanência. “Ninguém tá ilegal ou sem documento nessa casa. Temos três casos de pessoas que conseguiram o passaporte de refugiado da Convenção de Genebra de 1951. Em outros três, um já fez a entrevista onde é analisado o pedido de proteção internacional. Dois deles tiveram o pedido negado e entraram com recurso. A gente trabalha também com advogados e ativistas independentes que ajudam na documentação”. Mantimentos e e despesas são mantidas por doações Naddeo falou que demorou quase quatro meses para colocar em prática o projeto. Os mantimentos são comprados com doações de associações de voluntariado e também com a contribuição de um patrocinador brasileiro, Tales Vilar, vice-presidente da empresa Cartão de Todos. Os jovens inquilinos tem que respeitar a disciplina e as regras de convivência, como a limpeza do local. “Quando eles entram na casa, assinam um contrato concordando com todas as regras. Não se trata simplesmente de ter onde dormir, onde tomar banho e onde comer. Eles têm direito a tudo isso, mas não podem pensar que a vida é só isso, senão se acomodam". Dois imigrantes da casa já arrumaram trabalho Entre os imigrantes, um já conseguiu trabalho como mediador cultural no Maxxi, museu de arte contemporânea em Roma e uma bolsa de estudos na universidade. Outro encontrou um trabalho temporário. Segundo o jornalista, é um processo lento, mas traz satisfações. “Quando pessoas como o Salah, por exemplo, consegue uma vaga na universidade, consegue arrumar um trabalho, vemos que esse tipo de projeto vale a pena. Ontem à noite o Omar viajou para Milão para fazer um trabalho temporário de dez dias, mas já vai conseguir ter um pouco de dinheiro, um trabalho e motivação", conta. André Naddeo ressalta que um dos principais problemas é incentivar os rapazes africanos a não desistir.“É um processo muito difícil trabalhar com a motivação dos jovens porque a Itália é realmente um país racista, que não tem emprego e não dá oportunidade. Eles precisam usar este projeto para serem independentes, encontrarem um trabalho, para depois conseguir alugar o próprio quarto para depois, quem sabe alugar o próprio apartamento. Fazer a vida que eles vieram atrás, uma vida digna, uma vida humana”, conclui.
    Batalha no Iêmen deixa mais de 60 mortos nas últimas 24 horas

    Batalha no Iêmen deixa mais de 60 mortos nas últimas 24 horas


    Ofensiva de Hodeida começou em junho, mas se intensificou desde 1º de novembro com um balanço de mais de 400 mortos em ambos os lados. Soldados do governo em caminhonete de patrulha durante manifestação popular, no Iêmen Anees...


    Ofensiva de Hodeida começou em junho, mas se intensificou desde 1º de novembro com um balanço de mais de 400 mortos em ambos os lados. Soldados do governo em caminhonete de patrulha durante manifestação popular, no Iêmen Anees Mahyoub/Arquivo/Reuters Pelo menos 61 combatentes (43 rebeldes e 18 pró-governo) morreram nas últimas 24 horas na batalha de Hodeida, a cidade portuária do Iêmen alvo de uma ofensiva das forças pró-governo que contam com o apoio da Arábia Saudita - disseram fontes médicas neste domingo. Ainda parcial, esse balanço foi confirmado por uma fonte do governo. Dezenas de combatentes rebeldes feridos foram transportados para Sanaa, a capital, e para a província de Ibb, indicou uma fonte do hospital militar de Hodeida. Apoiada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, a ofensiva de Hodeida começou em junho, mas se intensificou desde 1º de novembro com um balanço de mais de 400 mortos em ambos os lados. Os huthis, que também controlam Sanaa, têm o apoio do Irã. Guerra converte Iêmen em 'inferno na terra' para crianças, afirma Unicef O Iêmen vive a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.
    Líderes mundiais celebram em Paris os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial

    Líderes mundiais celebram em Paris os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial


    Celebrações são realizadas no Arco do Triunfo com a presença de Angela Merkel, Donald Trump e Vladimir Putin. Emmanuel Macron dununcia nacionalismo como 'traição ao patriotismo' e pede união para evitar ameaças atuais. Presidente francês...


    Celebrações são realizadas no Arco do Triunfo com a presença de Angela Merkel, Donald Trump e Vladimir Putin. Emmanuel Macron dununcia nacionalismo como 'traição ao patriotismo' e pede união para evitar ameaças atuais. Presidente francês Emmanuel Macron e líderes mundiais convidados chegam para as celebrações dos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial neste domingo (11) em Paris Yves Herman/Reuters Mais de 70 líderes mundiais celebraram neste domingo (11) em Paris o centenário do armistício que selou o fim dos combates entre potências ocidentais e o Império Alemão na Primeira Guerra Mundial. As celebrações foram realizadas no Arco do Triunfo. Entre os presentes estavam o americano Donald Trump, a alemã Angela Merkel, o russo Vladimir Putin, o turco Recep Tayyip Erdogan, além do francês Emmanuel Macron. Líderes lembram centenário do fim da 1ª Guerra Mundial Em seu discurso como mestre de cerimônias, Macron falou que a visão da França como nação generosa e "portadora de valores universais" é o "oposto do nacionalismo", que só cuida de si mesmo. "O nacionalismo é uma traição ao patriotismo", disse Macron. O presidente francês pediu a seus colegas que rejeitem "o fascínio pela retirada, pela violência e pela dominação". Somemos nossas esperanças em lugar de opormos nossos medos Líderes mundiais se reúnem neste domingo (11) sob o Arco do Triunfo, em Paris, para celebrar os 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial Thomas Samson/ AFP "Juntos, podemos evitar as ameaças do aquecimento global e a destruição do meio ambiente, a pobreza, a fome, as doenças, as desigualdades, a ignorância", reforçou. A cerimônia homenageou os soldados que lutaram nos combates e lembrou os mortos na Grande Guerra, entre 1914 e 1918. Estima-se que o conflito deixou 10 milhões de mortos, incluindo soldados e civis. Estudantes leram depoimentos de soldados que participaram dos combates e o presidente francês reacendeu simbolicamente a chama do monumento que lembra os soldados desconhecidos mortos no conflito. O presidente russo Vladimir Putin (de costas) chega para as comemorações do final da Primeira Guerra Mundial, há 100 anos, ao lado de Donald e Melania Trump, Angela Merkel e Emmanuel e Brigitte Macron Benoit Tessier/Pool/Reuters A maioria dos líderes percorreu a pé, debaixo de chuva, alguns metros na avenida Champs Élysées para chegar ao Arco do Triunfo. Chegaram separadamente, e um pouco mais tarde, Trump e Putin. Também estão previstos um almoço no Palácio de Versalhes e a abertura do Fórum da Paz, um evento que vai durar três dias e que será simbolicamente aberto pela chanceler alemã, Angela Merkel. Presidente francês Emmanuel Macron acende chama ao lado de estudantes perto de monumento que lembra soldados desconhecidos mortos na Primeira Guerra neste domingo (11) no Arco do Triunfo, em Paris Francois Mori/Pool via Reuters No encontro, líderes mundiais, representantes de ONGS e associações, discutirão principalmente a questão do multilateralismo, fragilizado nos últimos meses pela política americana, que privilegia os acordos bilaterais. Trump não participará da reunião. Em Londres, a data foi lembrada em uma cerimônia no Cenotáfio, monumento em homenagem aos mortos da Primeira Guerra. As celebrações foram comandadas pelo príncipe Charles e tiveram a participação da rainha Elizabeth, da premiê Theresa May e do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, entre outras autoridades. Cerimônia no Cenotáfio em Londres homenageia neste domingo (11) os mortos na Primeira Guerra Mundial Alastair Grant/AP Photo Rainha Elizabeth, duquesa de Cornwal, Camilla, e duquesa de Cambridge, Kate, assistem à cerimônia de homenagem aos mortos na Primeira Guerra Mundial neste domingo (11) no Cenotáfio de Londres Alastair Grant/ AP Photo No Vaticano, o Papa Francisco afirmou que a lembrança da Primeira Guerra Mundial deve ser "para sempre" uma "severa chamada" para "investir na paz". A página histórica do primeiro conflito mundial é para sempre uma severa chamada a rejeitar a cultura da guerra e a buscar todos os meios legítimos para pôr fim a todos os conflitos que ainda atingem muitas regiões do mundo "Digamos com força: Invistam na paz, não na guerra!", exclamou Francisco desde a janela do Palácio Apostólico diante dos fiéis que escutavam na Praça de São Pedro, depois de realizar orações pelas vítimas "daquela enorme tragédia". Ato em Compiègne Neste sábado, Macron e Merkel participaram de uma breve cerimônia em Compiègne, ao norte de Paris. Foi nessa cidade que foi assinado, em um vagão de trem, em 1918, o armistício entre as potências ocidentais e o Império Alemão. Macron e Merkel inauguraram uma nova placa na clareira de Rethondes que reafirma o "valor da reconciliação franco-alemã a serviço da Europa e da paz". Angela Merkel e Emmanuel Macron em réplica de vagão onde armistício foi assinado em 1918, pondo fim à Primeira Guerra Mundial Philippe Wojazer/Reuters Mais de três milhões de franceses e alemães estiveram entre os mortos. Boa parte das batalhas mais duras foram nas trincheiras no norte da França e na Bélgica. Protesto do Femen Antes da cerimônia no Arco do Triunfo, uma ativista de topless do coletivo feminista Femen interrompeu a comitiva do presidente americano, que se deslocava pela avenida Champs Elysees. Ela tinha pintada no corpo a expressão "Fake Peace Makers" ("falsos pacificadores", em português) e foi detida pela polícia. Ativista de topless interrompe comitiva do presidente Donald Trump em Paris Carlos Barria/Reuters Cerca de 10 mil agentes foram mobilizados para garantir a segurança em Paris durante essa comemoração. No sábado, três integrantes do Femen protestaram sob o Arco do Triunfo para denunciar a presença de "criminosos de guerra" entre as autoridades convidadas para a cerimônia do centenário do armistício. Elas também foram detidas. Ativistas do Femen protestam neste sábado em Paris contra presença de 'criminosos de guerra' em evento que vai celebrar o fim da Primeira Guerra Mundial Geoffroy van der Hasselt/ AFP "Viemos protestar contra a chegada de chefes de Estado que são uma vergonha para a paz. A maioria são ditadores que não respeitam os direitos humanos em seu país", disse Tara Lacroix, uma Femen de 24 anos. A 1ª Guerra Mundial Nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial, a Europa vivia um clima de rivalidade e corrida armamentista entre as grandes potências, que disputavam colônias na África e na Ásia, além de territórios dentro do próprio continente. Mundo lembra 100 anos do fim da 1ª Guerra Mundial O fato que culminou na guerra foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, e de sua mulher, Sofia, em 28 de junho de 1914. Eles foram vítimas de um atentado durante visita a Sarajevo – ato com importante conteúdo político, pois buscava demonstrar o domínio austríaco sobre a região. Um mês depois, em 28 de julho, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, dando início ao confronto. Por causa da política de alianças, em pouco tempo praticamente toda a Europa estava envolvida no conflito: de um lado estavam os países da Tríplice Aliança (Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro) e, do outro, a Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia). Em maio de 1915, a Itália, que pertencia à Tríplice Aliança (mas até então estava neutra), declara guerra ao Império Austro-Húngaro e muda de lado, indo a combate do lado da Entente, em troca da promessa de receber territórios. Apesar de ser um conflito essencialmente europeu, a guerra envolveu os Estados Unidos e o Japão, e as colônias das potências da Europa também foram campos de batalha. A entrada dos Estados Unidos na guerra foi determinante para o desfecho do conflito. Foi ao lado dos americanos que os países da Entente conseguiram reagir de forma mais efetiva contra as investidas do exército alemão. Com o fim dos combates, os antigos impérios desmoronaram e foi criada a Liga das Nações, um embrião da Organização das Nações Unidas. Mas a humilhação dos derrotados, principalmente os alemães, serviu de combustível para o nazifascismo, que pouco mais de 20 anos depois mergulhou o mundo na 2ª Guerra Mundial.
    Mulher é detida na Austrália por caso de agulhas em morangos

    Mulher é detida na Austrália por caso de agulhas em morangos


    Mulher de 50 anos deve comparecer a um tribunal de Brisbane nesta segunda-feira. Em setembro, foram registrados vários casos de agulhas inseridas em morangos. Imagem fornecida pela polícia mostra fina peça de metal dentro de embalagem de morangos...


    Mulher de 50 anos deve comparecer a um tribunal de Brisbane nesta segunda-feira. Em setembro, foram registrados vários casos de agulhas inseridas em morangos. Imagem fornecida pela polícia mostra fina peça de metal dentro de embalagem de morangos em Gladstone, na austrália AAP/Queensland Police Uma mulher de 50 anos foi detida neste domingo (11) na Austrália por suspeita de ligação com os vários casos registrados em setembro de agulhas inseridas em morangos comercializados no país, informou a Polícia de Queensland. A mulher, que não foi identificada, será ouvida nesta segunda-feira em um tribunal de Brisbane (nordeste), detalhou a polícia, que qualificou a investigação como "complexa" e "extensa" em comunicado. As autoridades do estado de Queensland, no nordeste da Austrália, emitiram um alerta público no dia 12 de setembro depois que vários casos de morangos vendidos em supermercados que continham agulhas foram detectados. No total, mais de 100 episódios ocorreram na Austrália em setembro, além de um incidente isolado também na vizinha Nova Zelândia. Após qualificar o assunto de sabotagem, as autoridades australianas ofereceram uma recompensa de 100 mil dólares australianos (US$ 71.897) para encontrar os responsáveis por um caso que pôs em xeque a indústria do morango no país.
    Número de mortos em incêndios na Califórnia sobe para 25

    Número de mortos em incêndios na Califórnia sobe para 25


    Mais 14 corpos foram encontrados na noite de sábado (10), três dias após o início do fogo. Área atingida pelas chamas aumentou de tamanho. Corpo de vítima de incêndio na Califórnia é carregado por autoridades REUTERS/Stephen Lam O número...


    Mais 14 corpos foram encontrados na noite de sábado (10), três dias após o início do fogo. Área atingida pelas chamas aumentou de tamanho. Corpo de vítima de incêndio na Califórnia é carregado por autoridades REUTERS/Stephen Lam O número de mortes provocadas pelos incêndios florestais na Califórnia, nos Estados Unidos, subiu para 25. Autoridades informaram na madrugada deste domingo (11) que mais 14 corpos foram resgatados no sábado (10). A área atingida pelo fogo aumentou, e na parte sul do estado, a região destruída pelo fogo dobrou de tamanho e chegou a 282 quilômetros quadrados. De acordo com o xerife, a maior parte das vítimas encontradas neste final de semana - três dias após o início dos incêndios - estava dentro de casas arrasadas pelas chamas e dentro de carros. Dez deles em Paradise, uma cidade de cerca de 26 mil habitantes, segundo a emissora CNN. Incêndio na Califórnia mata 25 pessoas e destrói 7 mil lares Grupo de bombeiros do Serviço Florestal dos EUA monitoram foco do incêndio Camp Fire, em Paradise, na Califórnia, na quinta-feira (8) Reuters/Stephen Lam Os bombeiros de Los Angeles estimam que o fogo tenha destruído 150 casas no sul da Califórnia. Para evitar mais danos, há ordem de evacuação para outras 250 mil casas. Segundo o governo dos EUA, o sul da Califórnia passa por uma seca grave. O estado saiu em 2017 de um período de estiagem de cinco anos. Em 2018, porém, outra estação seca atingiu os californianos – e, desta vez, os moradores da parte norte também foram afetados. Initial plugin text No início da noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o número de pessoas que tiveram de deixar suas casas devido aos incêndios na Califórnia, somando sul e norte do estado, chegou a 52 mil. Pelo Twitter, ele disse que mais de 4 mil bombeiros trabalham para conter as chamas. Se as pessoas não saírem rapidamente, correm o risco de serem pegas pelo fogo. Norte da Califórnia Jovem foge com o cachorro de cidade atingida por incêndio no norte da Califórnia John Locher/AP Photo O norte da Califórnia, inclusive, sofre com incêndios ainda mais graves do que os que castigam o sul do estado. Lá, a área em chamas chegou a 404 quilômetros quadrados de extensão neste sábado. Mais de 6,7 mil construções foram destruídas pelo fogo, segundo a AP. Paradise, uma cidade de 27 mil habitantes fundada no início do século XIX, foi completamente destruída pelo incêndio. Desde quinta-feira, nove pessoas foram encontradas mortas na região – quase todas em rodovias ou do lado de fora das casas, o que indica que tentavam fugir das labaredas. Até sexta-feira, na região, 150 mil pessoas tiveram de deixar suas casas por causa dos incêndios. Estrutura destruída pelo incêndio Camp Fire é vista em Paradise, na Califórnia, na quinta-feira (8) Reuters/Stephen Lam Trump culpa governo californiano Mais cedo, o presidente Trump culpou o governo da Califórnia pela "má administração das florestas" que, segundo ele, provocou os devastadores incêndios do estado e ameaçou cancelar futuras ajudas federai "Não há razão para esses incêndios florestais enormes, mortais e onerosos na Califórnia, exceto pelo fato de a gestão florestal ser tão pobre. Bilhões de dólares são dados todos os anos e tantas vidas foram perdidas, tudo por causa da má administração das florestas. Ou se remedia agora ou não haverá mais pagamentos federais!", afirmou Trump no Twitter. O presidente americano aprovou uma declaração de emergência para o estado, que oferece às regiões afetadas ajuda e suporte aéreo, mas afirmou que poderia não voltar a fazer isso no futuro.
    A desconhecida história de Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba que teve fortuna tomada por Che Guevara

    A desconhecida história de Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba que teve fortuna tomada por Che Guevara


    Empresário era conhecido como o 'rei do açúcar' antes da Revolução Cubana; ele foi obrigado a emigrar e assistir de longe o esfacelamento de seu império. Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba BBC Em 11 de outubro de 1960, Julio Lobo, o homem...


    Empresário era conhecido como o 'rei do açúcar' antes da Revolução Cubana; ele foi obrigado a emigrar e assistir de longe o esfacelamento de seu império. Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba BBC Em 11 de outubro de 1960, Julio Lobo, o homem mais rico de Cuba, foi chamado às pressas em plena madrugada. Lobo era conhecido como o "rei do açúcar", tendo feito fortuna vendendo o produto. O local do encontro era o Banco Nacional de Cuba. Seu interlocutor, o recém-nomeado "presidente-ministro" da instituição financeira, Ernesto "Che" Guevara. Lobo e Guevara sentaram-se frente à frente. Ao redor deles, pilhas de papeis. A nuvem formada pelas baforadas de tabaco ajudavam a dar um tom de suspense ao que estava por vir. Cuba terá referendo sobre nova Constituição em 2019 "Foi um momento único: o encontro entre a Cuba pré-1959 e pós-1959 (ano da Revolução Cubana) e um deles já sabia que seu destino estava traçado", diz o jornalista John Paul Rathbone à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Editor de América Latina no jornal britânico "Financial Times", Rathbone acaba de publicar o livro The Sugar King of Havana: The Rise and Fall of Julio Lobo, Cuba's Last Tycoon (O rei do açúcar de Havana: ascensão e queda de Julio Lobo, o último magnata de Cuba, em tradução livre). Guevara foi breve. Ele disse a Lobo que não havia espaço para o capitalismo na nova sociedade; mas o convidou para integrar o governo. A proposta soaria indecorosa para muitos: o empresário abdicaria de todos os seus bens e passaria de patrão a empregado, passando a chefiar a estatal que controlaria o comércio do açúcar de Cuba. Em contrapartida, poderia manter a mansão onde vivia e Tinguaro, um de seus 14 engenhos de açúcar, seu favorito. Naquele momento, seu império incluía armazéns, refinarias, agência de radiocomunicações, banco, empresa de transporte, companhia aérea, seguradora e petroleira. Tudo passaria para as mãos do povo. Lobo engoliu tudo a seco. Não respondeu imediatamente e pediu alguns dias para pensar. Na manhã seguinte, quando chegou a seu escritório, chamou sua secretária para ajudá-lo a juntar alguns papeis importantes, que até hoje constituem o arquivo preservado por seus descendentes na Flórida. É o fim Dois dias depois, quando o avião onde estava decolou do aeroporto a leste de Havana, Lobo olhou pela última vez "a ilha que ele mais amava". Ascensão O empresário havia chegado a Cuba aos dois anos de idade, vindo de Caracas, onde nasceu em 1898. Sua família, de judeus sefarditas, se instalou ali por um tempo depois de uma longa viagem, que passou por Holanda, Espanha, Portugal e Curação. "Seu pai faz fortuna em Cuba e Julio, como quase todos os filhos dos ricos, vai estudar nos Estados Unidos. Em seguida, volta ao país e começa a construir seu império de açúcar", diz Rathbone. O historiador britânico Hugh Thomas, morto no ano passado, calculou que Lobo chegou a possuir 405 mil hectares de terra em Cuba, uma ilha onde área plantada não ultrapassa 700 mil hoje em dia. Quase 4 dos 6 milhões de toneladas de açúcar produzidos pela ilha todos os anos vinham de suas usinas. "O açúcar de Cuba naquela época equivalia ao petróleo da Arábia Saudita atualmente. Isso porque Havana controlava os preços do açúcar no mercado mundial, e por trás de tudo isso estava Julio Lobo", acrescenta Rathbone. Com as receitas do produto, o "império" de Lobo se estendeu ao setor bancário, naval e aeronáutico. Curiosamente, de acordo com seu biógrafo, um de seus objetivos era tentar tirar o capital americano da ilha. "Lobo fez sua fortuna em Cuba e investiu em Cuba. Ele comprou muitos moinhos que pertenciam a americanos, pois acreditava que os cubanos deveriam ter o controle de seu país", conta Rathbone. "Há passagens de sua vida que mostram que havia um orgulho nacional entre vários integrantes da burguesia cubana. Ou seja, um grande patriotismo. Isso contradiz muitos dos clichês que se proliferaram sobre o que era a burguesia cubana antes da revolução", acrescenta. Cinco anos depois de fugir de Cuba e se estabelecer em Nova York, atuar na bolsa de valores, fazer uma nova fortuna e perdê-la praticamente por completo, Lobo entendeu que era hora de um novo exílio. "Especular nos mercados financeiros era algo que ele sabia fazer muito bem. Quando deixou Cuba, se tornou por um tempo rei de Wall Street", diz Rathbone, em referência ao distrito financeiro de Nova York. "Mas ele perde tudo e decide se mudar para a Espanha", acrescenta. Anos antes, Lobo havia remetido uma grande doação ao ditador espanhol Francisco Franco, quem admirava, para ajudá-lo a expulsar os republicanos. Algum tempo depois, também colaborou financeiramente com os rebeldes liderados por Fidel Castro. Auge Em meados do século 20, Lobo detinha a maior fortuna de Cuba (alguns estimam que hoje seu patrimônio valeria cerca de US$ 4 bilhões – ou R$ 15 bilhões). E sua vida era motivo de curiosidade popular. Apesar de ser um homem austero e cuidadoso com sua vida privada, suas viagens ao exterior, suas novas aquisições ou seus casos amorosos com estrelas de Hollywood (de Esther Williams a Joan Fontaine) sempre permaneceram na boca do povo. Ao longo dos anos, montou uma das maiores bibliotecas de Cuba. Também formou a mais completa coleção de arte napoleônica fora da França, que inclui um molar, uma mecha de cabelo e até um penico de Napoleão. De acordo com vários historiadores, sua galeria incluiu quadros de Rafael, Michelangelo, Da Vinci e dezenas de pinturas a óleo e gravuras de Goya. Em 1946, foi atingido por três tiros disparados por gângsteres em circunstâncias nunca esclarecidas: um o deixou coxo, os outros dois levantaram parte de seus ossos do crânio. Ainda faltavam 17 anos para que ele perdesse toda a sua fortuna e 40 anos para que seu corpo fosse enterrado em uma cripta discreta na catedral de La Almudena, em Madri. Mas, segundo aqueles que o conheciam, Lobo costumava dizer que não foi naquela noite que recebeu os verdadeiros disparos, mas vários anos depois: na madrugada do dia 11 de outubro de 1960. Queda Na manhã seguinte à sua partida, em 14 de outubro de 1960, o império de Julio Lobo começou a se desmembrar, peça por peça, como um nebuloso castelo de cartas. O governo cubano, que lhe havia dado, no dia anterior, o salvo-conduto sem o qual ele não viajaria a Nova Iorque, tomou controle de seus bens em nome da "Revolução". Seus artigos sobre o açúcar – a coleção mais completa de Cuba, junto com o resto de suas centenas de livros, foram enviados à Biblioteca Nacional. Já as relíquias e os objetos que tinha do general francês também foram confiscados, e muitos deles ainda estão em exibição no Museu Napoleônico de Havana, uma antiga mansão que permaneceu fechada durante anos por causa de vazamentos e deslizamentos de terra e que muitos cubanos desconhecem e quase nenhum visita. Nova Constituição de Cuba: mensagem política de repercussões incertas Pinturas e esculturas de sua coleção particular compõem atualmente a maior parte da coleção do Museo Nacional de Bellas Artes, em Havana. As mais valiosas, no entanto, como as obras de Michelangelo, Da Vinci, Rafael e de outros pintores famosos, ninguém sabe onde foram parar. Suas casas e propriedades são atualmente quartéis ou ministérios. Já a maioria das usinas que foram confiscadas acabaram demolidas quando o preço do açúcar no mercado mundial sofreu forte queda – as que sobraram, estão em ruínas. Cuba, que liderou o comércio mundial de açúcar durante décadas, agora luta para produzir 1 milhão de toneladas por ano e, por mais de uma década, precisou importar o produto do Brasil, da Colômbia e até mesmo da França. Em Havana, e em quase qualquer outra província, só os mais velhos lembram-se a essa altura de Julio Lobo. Sua memória desapareceu no tempo, como sua fortuna, suas pinturas e o passado antigo da "ilha do açúcar".
    Merkel e Macron participam de ato em memória dos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial

    Merkel e Macron participam de ato em memória dos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial


    Os dois lideres chefiam os governos de dois países que lutaram em lados opostos no conflito. Angela Merkel e Emmanuel Macron, em cerimônia de homenagem aos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial Philippe Wojazer/Reuters O presidente da França,...


    Os dois lideres chefiam os governos de dois países que lutaram em lados opostos no conflito. Angela Merkel e Emmanuel Macron, em cerimônia de homenagem aos 100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial Philippe Wojazer/Reuters O presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comemoraram neste sábado (10) o centenário do Armistício que deu fim à Primeira Guerra Mundial. Na cerimônia, os dois líderes reafirmaram a reconciliação franco-alemã "à serviço da paz na Europa" – Alemanha e França lutaram em lados opostos no conflito. A carga simbólica desta cerimônia é particularmente forte, já que é a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial em que um presidente francês e um chefe de governo alemão se reúnem no memorial. Em uma cerimônia sóbria e sem discursos, Macron e Merkel depositaram uma coroa de flores e inauguraram uma nova placa na clareira de Rethondes, na floresta de Compiègne, local no norte da França onde os Aliados assinaram o armistício com o Império Alemão em 11 de novembro de 1918. A nova placa reafirma o "valor da reconciliação franco-alemã a serviço da Europa e da paz". Angela Merkel e Emmanuel Macron em réplica de vagão onde armistício foi assinado em 1918, pondo fim à Primeira Guerra Mundial Philippe Wojazer/Reuters Foi em um vagão no bosque de Compiègne que foi assinado, em 11 de novembro de 1918, o armistício que selou o fim da Primeira Guerra Mundial, após anos de combates que deixaram 18 milhões de mortos. Macron e Merkel também passaram em revista os militares da brigada franco-alemã antes de entoar os hinos alemão e francês. Depois, um coro de crianças recitou a Ode à Alegria de Beethoven, hino oficial europeu. Angela Merkel e Emmanuel Macron depositam coroa de flores em cerimônia dos 100 anos do fim da Primeira Guerra, na França Philippe Wojazer/Reuters Após assinar um livro de ouro em uma réplica do vagão do general Foch, Macron se aproximou de um grupo de jovens. O presidente francês pediu a eles que estivessem "à altura" do que pediam os contemporâneos da guerra, para que "nunca mais" haja testemunhas de um conflito similar ao de 1914-1918. Não devemos "ceder às paixões tristes, às tentações de divisões", afirmou Macron, em sintonia com sua mensagem política, que pede uma cooperação maior em uma Europa com cada vez mais eleitores adeptos de correntes hostis à integração. Trump cancelou visita Donald Trump chega, debaixo de chuva, para encontro com Emmanuel Macron em Paris Carlos Barria/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou uma visita ao cemitério de soldados americanos de Bois Belleau, no norte de Paris, que estava prevista para a tarde, devido ao mau tempo. O cancelamento gerou diversas críticas a Trump na internet. Alguns apontaram que as chuvas não impediram os líderes francês, alemã e canadense de homenagearem seus soldados da Grande Guerra. À noite, Emmanuel e Brigitte Macron, acompanhados de Trump e Merkel e seus respectivos cônjuges, se reuniram com os demais convidados no Museu de Orsay de Paris, para uma visita da exposição dedicada ao artista espanhol Pablo Picasso seguida de um jantar oficial. Melania Trump, primeira-dama americana, e Brigitte Macron, francesa, se encontram neste sábado (10) no Palácio do Eliseu, em Paris Vincent Kessler/Reuters Na cerimônia do domingo (11) no Arco do Triunfo, que será o destaque das comemorações, vários líderes estrangeiros estarão presentes, incluindo o rei Felipe VI da Espanha e o presidente do governo Pedro Sánchez. Macron abrirá no período da tarde um grande Fórum pela Paz, que servirá de plataforma para defender o multilateralismo. Trump não comparecerá ao fórum e visitará o cemitério americano de Suresnes, perto de Paris, antes de retornar a Washington.
    Incêndios florestais na Califórnia aumentam de tamanho e número de mortos sobe

    Incêndios florestais na Califórnia aumentam de tamanho e número de mortos sobe


    No sul do estado, área atingida pelo fogo dobrou. 52 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. Incêndios matam 9 pessoas e deixam mais de 30 desaparecidos na Califórnia A área atingida por incêndios florestais na Califórnia, Estados Unidos,...


    No sul do estado, área atingida pelo fogo dobrou. 52 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. Incêndios matam 9 pessoas e deixam mais de 30 desaparecidos na Califórnia A área atingida por incêndios florestais na Califórnia, Estados Unidos, aumentou de tamanho neste sábado (10). Na parte sul do estado, próximo a Malibu, a região destruída pelo fogo dobrou de tamanho e chegou a 282 quilômetros quadrados, segundo informação da agência Associated Press. Ali, as equipes de resgate encontraram dois corpos. Considerando as outras nove vítimas do fogo no norte californiano, o total de mortos subiu para 11 – número que deve aumentar. Casal se abraça ao ver casa destruída por incêndio em Malibu, no sul da Califórnia Ringo H.W. Chiu/AP Photo Esses dois corpos foram encontrados em uma região menos populosa de Malibu, perto de Los Angeles. A cidade, à beira do mar, é conhecida por abrigar celebridades. Por causa do fogo, famosos como Lady Gaga e Kim Kardashian tiveram de deixar suas mansões. O número de mortos deve ser ainda maior. Segundo a agência France Presse, os bombeiros encontraram "vários corpos" em um dos resgates na Califórnia na noite deste sábado. Até as 22h30, porém, não havia um número atualizado de mortes. Fumaça de incêndio em Malibu, sul da Califórnia Ben Watkins/Cortesia à AP Casa destruída por incêndio florestal em Malibu, no sul da Califórnia Ringo H.W. Chiu/AP Photo Fumaça de incêndio avança sobre Malibu, Califórnia Ben Watkins/Cortesia à AP Initial plugin text Os bombeiros de Los Angeles estimam que o fogo tenha destruído 150 casas no sul da Califórnia. Para evitar mais danos, há ordem de evacuação para outras 250 mil casas. Segundo o governo dos EUA, o sul da Califórnia passa por uma seca grave. O estado saiu em 2017 de um período de estiagem de cinco anos. Em 2018, porém, outra estação seca atingiu os californianos – e, desta vez, os moradores da parte norte também foram afetados. Initial plugin text No início da noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o número de pessoas que tiveram de deixar suas casas devido aos incêndios na Califórnia, somando sul e norte do estado, chegou a 52 mil. Pelo Twitter, ele disse que mais de 4 mil bombeiros trabalham para conter as chamas. Se as pessoas não saírem rapidamente, correm o risco de serem pegas pelo fogo. Norte da Califórnia Jovem foge com o cachorro de cidade atingida por incêndio no norte da Califórnia John Locher/AP Photo O norte da Califórnia, inclusive, sofre com incêndios ainda mais graves do que os que castigam o sul do estado. Lá, a área em chamas chegou a 404 quilômetros quadrados de extensão neste sábado. Mais de 6,7 mil construções foram destruídas pelo fogo, segundo a AP. Paradise, uma cidade de 27 mil habitantes fundada no início do século XIX, foi completamente destruída pelo incêndio. Desde quinta-feira, nove pessoas foram encontradas mortas na região – quase todas em rodovias ou do lado de fora das casas, o que indica que tentavam fugir das labaredas. Até sexta-feira, na região, 150 mil pessoas tiveram de deixar suas casas por causa dos incêndios. Homem vasculha, com bombeiros, carro de amigo consumido pelo fogo no norte da Califórnia Noah Berger/AP Photo Burro amarrado próximo a rodovia em chamas no norte da Califórnia Noah Berger/AP Photo Trump culpa governo californiano Mais cedo, o presidente Trump culpou o governo da Califórnia pela "má administração das florestas" que, segundo ele, provocou os devastadores incêndios do estado e ameaçou cancelar futuras ajudas federais. Initial plugin text "Não há razão para esses incêndios florestais enormes, mortais e onerosos na Califórnia, exceto pelo fato de a gestão florestal ser tão pobre. Bilhões de dólares são dados todos os anos e tantas vidas foram perdidas, tudo por causa da má administração das florestas. Ou se remedia agora ou não haverá mais pagamentos federais!", afirmou Trump no Twitter. O presidente americano aprovou uma declaração de emergência para o estado, que oferece às regiões afetadas ajuda e suporte aéreo, mas afirmou que poderia não voltar a fazer isso no futuro.
    Donald Trump cancela presença em memorial da Primeira Guerra por causa da chuva

    Donald Trump cancela presença em memorial da Primeira Guerra por causa da chuva


    Cancelamento irritou neto de Churchill. Chefes de estado celebram, em Paris, os 100 anos do armistício que pôs fim ao conflito. Donald Trump chega, debaixo de chuva, para encontro com Emmanuel Macron em Paris Carlos Barria/Reuters O presidente dos...


    Cancelamento irritou neto de Churchill. Chefes de estado celebram, em Paris, os 100 anos do armistício que pôs fim ao conflito. Donald Trump chega, debaixo de chuva, para encontro com Emmanuel Macron em Paris Carlos Barria/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não compareceu neste sábado (10) a uma comemoração na França para soldados americanos e fuzileiros mortos durante a Primeira Guerra Mundial porque a chuva impossibilitou o transporte, informou a Casa Branca.  O cancelamento de última hora motivou críticas nas redes sociais e de alguns oficiais no Reino Unido e nos Estados Unidos de que Trump "desonrou" os soldados americanos.  O presidente deveria prestar suas homenagens na cerimônia no cemitério Aisne-Marne, em Belleau, cerca de 85 quilômetros ao leste de Paris, com sua esposa Melania. Mas uma chuva leve, porém constante, e nuvens baixas impediram que o seu helicóptero voasse ao local.  "(A presença deles) foi cancelada por dificuldades de agenda e logísticas, causadas pelo clima", informou a Casa Branca em comunicado, acrescentando que uma delegação liderada pelo chefe de gabinete John Kelly, general aposentado, compareceu no lugar do presidente.  A decisão motivou críticas duras no Twitter, com Nicholas Somaes, um membro do parlamento britânico que é neto do ex-primeiro ministro Wiston Churchill, dizendo que Trump estava desonrando os soldados americanos.  Initial plugin text Eles morreram de frente com o inimigo, e esse patético e inadequado @realDonaldTrump não pode nem desafiar o tempo para demonstrar o seu respeito com os mortos Oficiais da Casa Branca disseram que a decisão foi tomada com base no clima e citaram preocupações com a segurança do presidente, caso apressadamente organizassem o transporte de carro. Preocupações similares impediram Trump de ir à zona desmilitarizada entre as Coreias do Norte e do Sul, um ano atrás, quando a neblina impediu seu helicóptero de pousar. Presidente francês Emmanuel Macron recebe seu colega americano Donald Trump neste sábado (10) no Palácio do Eliseu Vincent Kessler/Reuters Encontro em Paris Mais cedo, Trump se encontrou com o presidente da França, Emmanuel Macron. Os dois chefes de estado concordaram, na reunião, sobre a necessidade da Europa carregar mais responsabilidade em defesa, minimizando um tuíte do norte-americano, que criticou um pedido de Macron por um exército europeu como "muito insultante".
    Arqueólogos encontram tumbas com múmias de gato no Egito

    Arqueólogos encontram tumbas com múmias de gato no Egito


    Descoberta foi feita em Sacará, a 30km do Cairo. Também foram achadas estátuas de outros animais e múmias de escaravelhos dentro das tumbas, que são do Egito Antigo. Arqueólogos egípcios encontraram sete tumbas da Era dos Faraós com dúzias de...


    Descoberta foi feita em Sacará, a 30km do Cairo. Também foram achadas estátuas de outros animais e múmias de escaravelhos dentro das tumbas, que são do Egito Antigo. Arqueólogos egípcios encontraram sete tumbas da Era dos Faraós com dúzias de múmias de gatos em Sacará — sítio arqueológico a cerca de 30km da capital do Egito, Cairo. A descoberta também inclui múmias de escaravelhos — as primeiras a serem encontradas no local, afirmou neste sábado (10) o Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Mostafa Waziri, à agência de notícias americana Associated Press (AP). Gatos mumificados dentro de uma tumba na necrópole perto das pirâmides egípcias, em Sacará. Arqueologistas locais descobriram sete tumbas da era farônica contendo dúzias de múmias de gato e estátuas de animais feitas de madeira. Nariman El-Mofty/AP O Egito Antigo — época em que os faraós reinaram — reverenciava os felinos e fazia adoração à deusa Bastet, que tinha a cabeça de gato. Além das múmias, também foram encontradas estátuas de madeira retratando outros animais — como um falcão, um leão e uma vaca. Outras 100 estátuas de gato em madeira dourada e uma estátua de bronze, dedicada a dedicada a Bastet, estão entre as descobertas, afirma a Agência France Presse [(AFP). Segundo a AFP, a descoberta ocorreu "em torno de uma área rochosa em torno do complexo funerário de Userkaf na necrópole (real) de Saqqara", que era a capital do Reino Antigo, disse o ministro de Antiguidades, Khaled El Enany. Três dessas tumbas, afirma o ministro "datam do tempo do Novo Império e foram usadas como uma necrópole para gatos". As outras quatro tumbas remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos aC), "das quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI ", segundo o ministro. Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde incontáveis tumbas e os primeiros faraós foram encontrados. O Egito vem aumentando a publicidade em torno de descobertas históricas, destaca a AP, na esperança de recuperar o setor de turismo no país — devastado pela turbulência que se seguiu às revoltas de 2011 que levaram à queda de Hosni Mubarak. Confira mais fotos da descoberta: Arqueologista recupera uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará Nariman El-Mofty/AP Artefatos em exposição na necrópole. Nariman El-Mofty/AP Arqueologistas recuperam uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará Nariman El-Mofty/AP Estátua de gato feita de bronze em exposição na necrópole. Nariman El-Mofty/AP Arqueologista recupera uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará Nariman El-Mofty/AP Arqueologistas recuperam uma estátua dentro da tumba encontrada perto de Sacará Nariman El-Mofty/AP Artefatos em exposição em uma caixa de vidro em frente às tumbas recém-descobertas na necrópole em Sacará. Nariman El-Mofty/AP Trabalhador carrega um artefato para fora da tumba na necrópole. Nariman El-Mofty/AP Papiro em exposição numa caixa de vidro na necrópole em Sacará. Nariman El-Mofty/AP Estátuas de gatos também foram encontradas na tumba REUTERS/Mohamed Abd El Ghany Equipes retiram gatos mumificados encontrados em tumbas no Egito REUTERS/Mohamed Abd El Ghany O líder da escavação segura uma estátua na tumba recém-descoberta em uma necrópole perto das pirâmides egípcias em Sacará, Giza, em 10 de novembro. O secretário egípcio de antiguidades diz que arqueologistas locaias encontraram sete tumbas da era faraônica contendo dúzias de múmias de gato e estátuas de madeira retratando outros animais. Nariman El-Mofty/AP
    Flórida vai ter recontagem de votos da eleição para senador e governador, determina secretário

    Flórida vai ter recontagem de votos da eleição para senador e governador, determina secretário


    Diferença entre os candidatos, segundo resultado não oficial, é menor do que 0,5 ponto percentual, o que obriga a recontagem. Candidatos ao governo da Flórida nas eleições de meio de mandato de 2018: o democrata Andrew Gillum e o republicano Ron...


    Diferença entre os candidatos, segundo resultado não oficial, é menor do que 0,5 ponto percentual, o que obriga a recontagem. Candidatos ao governo da Flórida nas eleições de meio de mandato de 2018: o democrata Andrew Gillum e o republicano Ron DeSantis Chris O'Meara, Files/AP Photo A acirrada eleição de meio de mandato para senador e governador da Flórida, nos Estados Unidos, vai ter recontagem dos votos. O secretário de estado local Ken Detzner assinou, na tarde deste sábado (10), a ordem para a nova apuração dos resultados. Nos resultados não oficiais, os candidatos do Partido Republicano – o mesmo do presidente Donald Trump – apareciam à frente dos adversários democratas. A recontagem ocorrerá porque as estimativas mostraram vantagem inferior a 0,5 ponto percentual de um candidato ao outro nas duas situações. Veja gráficos abaixo: Trump perde maioria na Câmara, mas mantém vantagem no Senado Para o governo local, o ex-representante Ron DeSantis (R) conseguiu vantagem de pouco menos de 0,5 pontos sobre o atual prefeito de Tallahassee, Andrew Gillum (D). Caso eleito, Gillum será o primeiro negro a comandar a Flórida. Na disputa para o Senado, ainda mais apertada, o republicano Rick Scott estava a menos de 0,25 ponto percentual à frente do democrata Bill Nelson – que tenta a reeleição. Bill Nelson e Rick Scott, adversários na disputa ao Senado pela Flórida Kevin Kolczynski/Reuters e Joshua Roberts/Reuters O presidente Trump criticou o pedido de recontagem ao saber da assinatura da ordem. Nesta tarde, ele tuitou que estariam tentando "roubar" a eleição na Flórida. Initial plugin text Tentam ROUBAR duas grandes eleições na Flórida! Estamos de olho! Flórida: estado decisivo A Flórida é um dos estados-chave para a eleição presidencial dos Estados Unidos. Em 2008 e 2012, o democrata Barack Obama venceu por lá, mas Donald Trump virou o jogo em 2016. Desde 1998, os republicanos vencem todas as eleições para governador. Nas eleições presidenciais, a Flórida é considerada um “swing-state”, ou "estado pêndulo", que não tem uma preferência de partido definida. A Flórida foi um dos estados governados por republicanos que, até a ordem de recontagem dos votos, não foram tomados por democratas, que conquistado ao menos 7 estados que estavam nas mãos de republicanos: Nevada, Novo México, Kansas, Illinois, Wisconsin, Michigan e Maine. Eleições para o Senado nos EUA Arte/G1 Eleições para governador nos EUA Juliane Souza/G1 Initial plugin text