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    Chef Mario Batali é acusado de abusar de mulheres inconscientes em restaurante

    Chef Mario Batali é acusado de abusar de mulheres inconscientes em restaurante


    Ex-funcionárias deram depoimentos anônimos a programa de televisão nos Estados Unidos. Mario Batali é um famoso chef e dono de restaurantes Andy Kropa/Invision/AP O famoso chef americano Mario Batali, dono de um império gastronômico, denunciado...


    Ex-funcionárias deram depoimentos anônimos a programa de televisão nos Estados Unidos. Mario Batali é um famoso chef e dono de restaurantes Andy Kropa/Invision/AP O famoso chef americano Mario Batali, dono de um império gastronômico, denunciado por assédio sexual no ano passado, foi agora acusado de agressão sexual contra mulheres inconscientes, segundo testemunhos exibidos neste domingo (20) pela rede de televisão norte-americana CBS. Ex-funcionárias do restaurante de Nova York "The Spotted Pig", de Batali, frequentado por celebridades e em funcionamento atualmente, foram entrevistadas pelo programa "60 minutos", onde relataram agressões quando estavam inconscientes, sob o efeito de drogas ou álcool. Segundo o depoimento anônimo de uma funcionária de outro de seus restaurantes, Batali teria agredido-a em 2005 no "The Spotted Pig", onde a convidara para beber. "Acordei sozinha, no chão (...) A primeira coisa que pensei foi me drogaram (...) me atacaram". Depois de encontrar esperma em sua saia, ligou para a emergência, foi ao hospital e depois para a polícia. Mas finalmente desistiu de apresentar uma queixa, enquanto a evidência de estupro colhida no hospital não foi mantida. Contactado por "60 minutos", o chef negou todas as acusações. Jamie Seet, uma ex-garçonete do "The Spotted Pig", disse que testemunhou através de imagens do circuito de vigilância como Batali realizou outro ataque no restaurante, e como ela interveio para detê-lo. "Ele cruzou uma linha ... Uma enorme linha... atacando alguém que estava inconsciente", disse Seet. Uma das figuras mais famosas da culinária americana, o chef ítalo-americano de 57 anos é uma personalidade da televisão cujo império inclui 26 restaurantes em todo o país, além de livros de receitas e produtos alimentícios. Segundo a CBS, a polícia de Nova York confirmou que "há uma investigação criminal em andamento contra Mario Batali".
    Como bichinhos de estimação ajudam alunos a passar nas provas de uma das melhores universidades do mundo

    Como bichinhos de estimação ajudam alunos a passar nas provas de uma das melhores universidades do mundo


    Cachorros, gatos e porquinhos-da-índia são a nova sensação – e a salvação – dos estudantes estressados da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O trabalho de Toby é ajudar os alunos a tratar o estresse St. Catharine's...


    Cachorros, gatos e porquinhos-da-índia são a nova sensação – e a salvação – dos estudantes estressados da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O trabalho de Toby é ajudar os alunos a tratar o estresse St. Catharine's College Porquinhos-da-índia que ajudam a relaxar, um gato de três pernas e diversos cachorros agora são "funcionários" da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Os bichinhos ajudam os estudantes na época das provas – passar um tempo com os animais ajuda a diminuir o estresse trazido pelos dos exames e melhora o desempenho nas avaliações. No projeto, funcionários de diversas faculdades da universidade adotaram animais para que eles fiquem em contato com os estudantes. Alunos podem tomar um chá com Jasper, o gato malhado, ou levar os cachorros para passear. A universidade diz que os animais demonstram ficar felizes ao ajudar alunos estressados ou com saudade de seus próprios bichinhos de estimação – já que os estudantes da universidade costumam morar no próprio campus. Em um dos eventos com temáticas de gatos, a biblioteca de economia reuniu 140 alunos para conhecer Jasper, o gato Cambridge University/Marshall Library A iniciativa tem funcionado, mesmo que os bichos às vezes demonstrem alguma teimosia - como provou o cachorra Twiglet, que deu uma voltinha com seu "paciente" e depois se recusou a se mexer, provando que o trabalho de ser um "cão relaxante" não era pra ela. O gato Jasper, que não tem uma pena, mora na biblioteca da faculdade de economia há anos. Ele é o "anfitrião" do evento "Chá com Jasper", que às vezes atrai mais de 100 pessoas. Já a faculdade Lucy Cavendish adotou quatro porquinhos-da-índia, que também são um sucesso entre os alunos. Eles podem brincar com os bichinhos no jardim. "É muito bom cuidar deles, eles nos distraem das provas", diz a estudante Laura McClintock. O cocker spaniel inglês Jack também faz parte da equipe de "funcionários" animais, e sua agenda de passeios está sempre cheia. A aluna Nina Jeffs diz que levá-lo para passear foi "como voltar para casa" e ajudou-a a relaxar. Quatro porquinhos-da-índia foram adotados por alunos e funcionário da faculdade Lucy Cavendish Cambridge University Saúde mental Para Stephen Buckley, da entidade Mind, que promove saúde mental, se conectar com a natureza através do cuidado com animais traz uma série de benefícios para a saúde. "Brincar com um bichinho, levar um cachorro para passear ou cuidar de um gato são coisas que ajudam a atenuar uma série de problemas de saúde mental. Ajuda os alunos a se desligar das pressões do dia a dia, a ficar com a mente mais leve e com menos estresse", afirma. A Universidade de Cambridge não é a única instituição inglesa que tem um programa de convivência com animais de estimação. A Universidade de Huddersfield tem uma "sala dos filhotes" onde estudantes podem passar tempo com uma dupla de cães treinados para terapia. Já a Universidade Aberystwyth leva os cães de um centro de acolhida de bichos abandonados para passear no campus e brincar com os alunos. A Universidade de Bath disponibiliza até patos e cabras para os estudantes interagirem. A ong "Pets as Therapy" (Animais como Terapia) promove visitas terapêuticas de bichos a diversas instituições, incluindo hospitais e universidades. Eles afirmam que a época de provas coloca uma pressão enorme dos estudantes e que os bichos ajudam a lidar com a tristeza e a ansiedade, permitindo que os alunos consigam racionalizar a situação. A entidade diz que pesquisas conduzidas com a Universidade de Lincoln sobre a interação entre animais de estimação e pessoas mostra que "alunos recebendo visita de bichinhos tinham um nível de cortisol (hormônio do estresse) bem mais baixo." Jack é adorado por estudantes do Corpus Christi College Cambridge University A faculdade Santa Catarina, na Universidade de Cambridge, tem o caõzinho Toby justamente para isso. No entanto, a tentativa da faculdade Sidney Sussex de implementar o projeto não deu muito certo. A jack russell terrier Twiglet deu apenas uma voltinha com alunos e depois se sentou e não quis mais se mexer – provando que ser um cão de serviço não era para ela. O jornal da faculdade disse que o cachorro estava muito estressado para a função e que foi "aposentado" depois de apenas um dia. A Universidade diz que todos os bichos são muito bem tratados e que "Twiglet não está estressada, está perfeitamente bem. A pior coisa que pode ser dita sobre ela é que tem muita vontade própria." Treinadores dizem que nem todos os cães tem uma personalidade que se adapta a esse tipo de serviço.
    'Ninguém está acima da lei', diz Moro em discurso nos EUA

    'Ninguém está acima da lei', diz Moro em discurso nos EUA


    Juiz falou a formandos da Universidade de Notre Dame, onde já discursaram Obama e George W. Bush.  O juiz Sergio Moro durante o discurso aos formandos de 2018 da Universidade de Notre Dame Reprodução O juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (20)...


    Juiz falou a formandos da Universidade de Notre Dame, onde já discursaram Obama e George W. Bush.  O juiz Sergio Moro durante o discurso aos formandos de 2018 da Universidade de Notre Dame Reprodução O juiz Sergio Moro afirmou neste domingo (20) na cerimônia de formatura da Universidade de Norte Dame, nos Estados Unidos, "que ninguém está acima da lei" e que esta é uma lição não só para o Brasil, "mas até para democracias maduras". "Nunca se esqueçam da pedra angular das nações democráticas, que é o estado de direito. Isso significa que todos têm igual proteção da lei. Isso significa que é preciso proteger os mais vulneráveis. Mas também significa que ninguém está acima da lei", disse. "Essa é uma lição não só para o Brasil, mas até para democracias maduras", emendou. Moro foi o principal orador da cerimônia. Antes dele, a função foi exercida pelos então presidentes dos EUA George W. Bush (2001) e Barack Obama (2009) e pelo então secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan (2000), entre outros. Em 2017, o convidado foi o vice-presidente americano, Mike Pence. Ao apresentar o juiz brasileiro, o presidente da Universidade, reverendo John I. Jenkins, lembrou que, no mês passado, o escritor peruano e prêmio Nobel da Paz Mario Vargas Llosa afirmou que escolheria Moro "sem vacilar um segundo" se precisasse eleger um brasileiro como exemplo para o mundo. No discurso, pelo qual foi aplaudido de pé ao final, Sergio Moro falou sobre o trabalho na Operação Lava Jato, que disse "não tem sido fácil". Ele citou o número de condenados por lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato – 157, no total –, e lembrou, sem citar nomes, que entre eles há empresários das maiores construtoras brasileiras, além de políticos de alto escalão como um ex-governador (Sergio Cabral, do Rio de Janeiro), um ex-ministro da Fazenda (Antonio Palocci), um ex-presidente da Câmara (Eduardo Cunha) e "até mesmo um ex-presidente (Lula)". "Não tem sido um trabalho fácil. Velhos hábitos de corrupção sistência e impunidade são difíceis de derrotar", disse, emendando há "ameaças, riscos e tentativas de difamação", mas que apesar disso as investigações e julgamentos continuam. Moro ainda classificou a corrupção no país como "vergonhosa", mas destacou como positivo o endurecimento da lei sobre esses crimes. "Eu não sei o que vai acontecer com o futuro do Brasil. Nós podemos sofrer revéses. Mas eu acredito que nós demos a nós mesmos ao menos uma chance de ter um país melhor", afirmou. Moro disse que o Brasil falhou em "impedir o abuso do poder público para ganhos privados" e que então a corrupção cresceu e se tornou "disseminada, endêmica ou mesmo sistêmica". O juiz diz ter sido influenciado por outros juízes, como o italiano Givoanni Falcone que condenou 344 membros da máfia da Scicília, organização criminosa que parecia "invencível", nas palavras do juiz. Disse também ter se inspirado na lei de combate à corrupção americana, elaborada por um ex-aluno da Universidade de Notre Dame, uma coincidência que chamou de "mundo pequeno". Moro citou semelhanças entre as histórias do Brasil e dos Estados Unidos, como o sofrimento com a escravidão no século 19 e o fato de ambos os países terem recebidos milhões de imigrantes de todo o mundo. E elencou diferenças, como a força economômica e a maturidade da democracia. Ele destacou que a última ditadura no Brasil terminou em 1985 e que, "desde então, é possível dizer que, como vocês aqui, temos os mesmos sonhos de liberdade e equalidade". Honoris causa Em outubro de 2017, Sergio Moro havia recebido o Notre Dame Awards, uma honraria concedida pela universidade a pessoas que são "pilares de consciência e integridade, cujas ações beneficiaram seus compatriotas", segundo a instituição. O prêmio existe desde 1992 e já foi entregue a pessoas como Madre Teresa de Calcutá, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o irlândes John Hume, agraciado com o Nobel da Paz em 1998. Na ocasião, o presidente da Universidade de Notre Dame disse que o juiz está "engajado em nada menos que na preservação da integridade da nação com sua aplicação firme e não enviesada da lei". Neste domingo, o juiz recebeu da universidade o título de doutor honoris causa, como um "líder no movimento anticorrupção de seu país".
    Texas se refugia na religião para superar a dor de massacre em escola

    Texas se refugia na religião para superar a dor de massacre em escola


    Na sexta-feira, estudante abriu fogo em escola e matou oito colegas e dois professores. Estudante da Santa Fe High School, onde massacre ocorreu, ora em igreja em Santa Fe, no Texas Jonathan Bachman/Reuters Famílias atingidas pelo luto se reuniram...


    Na sexta-feira, estudante abriu fogo em escola e matou oito colegas e dois professores. Estudante da Santa Fe High School, onde massacre ocorreu, ora em igreja em Santa Fe, no Texas Jonathan Bachman/Reuters Famílias atingidas pelo luto se reuniram neste domingo em igrejas de Santa Fé, no sudoeste do Texas, em busca de ajuda espiritual depois de um tiroteio em uma escola da cidade, o mais recente massacre desse tipo nos Estados Unidos. Enquanto os investigadores federais procuram o motivo que levou um estudante a matar oito colegas e dois professores e ferir mais 13 pessoas, o primeiro serviço fúnebre de uma das vítimas, um estudante de intercâmbio do Paquistão, foi realizado neste domingo. O governador do Texas, Greg Abbott, participou de um culto na Primeira Igreja Batista de Arcadia, ao lado do colégio de Ensino Médio de Santa Fé, onde os estudantes e moradores deixaram flores, mensagens e bichinhos de pelúcia em memória das vítimas. "Estamos aqui para apoiá-los", disse Abbott aos membros da congregação. Antes, o governador havia abraçado e conversado com os sobreviventes do massacre e instado os pais a permanecerem fortes. Enquanto o Texas está de luto, a discussão política se concentra em como proteger melhor os cidadãos e as instalações públicas, como escolas, em um país onde as armas se tornaram parte de seu estilo de vida. O vice-governador do Texas, Dan Patrick, defendeu a segurança escolar, uma posição já sustentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após um tiroteio em Parkland, na Flórida, em que 17 pessoas foram mortas. "Precisamos de professores armados e treinados, é claro, não apenas alguém com uma arma de fogo. Treinados para controlar atiradores nas escolas", disse Patrick à CNN. Monica Bracknell, de 18 anos, explicou que ela e outros foram autorizados a entrar na escola no sábado para recuperar seus pertences e ficaram "chocados" com o estado em que as salas de aula e os corredores estavam. "Havia placas de gesso e coisas no chão", relatou. Depois de se reunir com Abbott na igreja, a adolescente ressaltou que o debate deveria se concentrar menos nos direitos de ter armas e mais em melhorar a segurança. 'Jovem instável' "Obviamente, esse jovem é instável e sabia que havia falhas no sistema escolar para entrar nas salas de aula", argumentou Bracknell. Neste domingo, mais informações surgiram sobre Dimitros Pagourtzis, de 17 anos, preso sob a acusação de homicídio agravado, pelo qual ele poderia enfrentar a pena de morte. Shana Fisher, uma estudante da escola, rejeitava Pagourtzis há meses, até que na semana passada deixou claro no meio de uma aula que não iria sair com ele, segundo relatou sua mãe à CNN. Fisher é uma das 10 vítimas fatais: "Um dos cartuchos da espingarda era para minha filha", disse Sadi Baze. "Ela nunca mais entrará pela porta da frente". No sábado, Walter Braun, chefe de polícia do Distrito Escolar Independente de Santa Fé, afirmou que um de seus policiais estava em estado crítico, mas estável, depois que o agente e outro enfrentaram o atirador na escola. O juiz do condado de Galveston, Mark Henry, negou a Pagourtzis a possibilidade de fiança, e afirmou que "em sua declaração ele disse que agiu sozinho". O atacante executou o massacre com uma espingarda e um revólver calibre 38 que seu pai tinha legalmente.
    Trump exige investigação sobre 'infiltração' do FBI na campanha republicana

    Trump exige investigação sobre 'infiltração' do FBI na campanha republicana


    Presidente dos EUA acusa a polícia federal americana de ter se infiltrado em sua campanha em várias oportunidades, sem apresentar provas.  Donald Trump fala em conferência da NRA no Texas REUTERS/Lucas Jackson O presidente dos Estados Unidos,...


    Presidente dos EUA acusa a polícia federal americana de ter se infiltrado em sua campanha em várias oportunidades, sem apresentar provas.  Donald Trump fala em conferência da NRA no Texas REUTERS/Lucas Jackson O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu neste domingo que o Departamento de Justiça investigue se o FBI se infiltrou na campanha republicana nas eleições de 2016 por motivos políticos, abrindo um novo capítulo na briga da Casa Branca com os dois órgãos federais. "Exijo, e farei isso oficialmente amanhã, que o Departamento de Justiça investigue se FBI/DOJ infiltraram ou vigiaram a campanha de Trump por motivos políticos, e se algum desses pedidos ou solicitações foi feito por gente do governo de (Barack) Obama", disse Trump. A mensagem publicada no Twitter faz parte de uma série de provocações feitas por Trump sobre o caso nos últimos dias. Ele acusa o FBI de "em várias oportunidades" ter se infiltrado em sua campanha eleitoral. Apesar de não apresentar provas, o presidente diz que o caso pode ser maior que o Watergate, o escândalo que culminou na renúncia do ex-presidente Richard Nixon. O pedido formal de investigação ocorre depois de semanas de negociações entre o Departamento de Justiça e o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, Devin Nunes. Aliado de Trump, o congressista pediu ao órgão que entregue todos os documentos relacionados ao informante que trabalhou para o FBI no que se refere à campanha eleitoral do agora presidente. O Departamento de Justiça se negou a enviar os documentos, alertando que a divulgação da identidade do informante pode ter consequências graves em várias operações do FBI. Entenda a cirse entre Donald Trump e o FBI Historicamente, o Departamento de Justiça operou com independência em relação à Casa Branca. Por isso, os presidentes não supervisionam ou influem nas investigações conduzidas pelo órgão. Se o pedido de Trump for negado, o abismo entre os dois órgãos e a Casa Branca deve se aprofundar ainda mais. O caso Os jornais "The New York Times" e "The Washington Post" dizem que o informante, um professor americano que dá aulas no Reino Unido, não teria se infiltrado na campanha de Trump, mas sim feito contatos superficiais com três assessores para tentar contribuir com a investigação sobre os vínculos com a Rússia. Os dois jornais decidiram não revelar a identidade do informante devido aos alertas do FBI de que a exposição poderia colocar a vida dele ou de seus contatos em risco. Segundo o "Post", o informante entrou em contato com o copresidente da campanha de Trump, Sam Clovis, e com dois assessores de política externa do republicano, Carter Page e George Papadopoulos, um dos condenados posteriormente na investigação feita pelo promotor especial Robert Mueller sobre o caso.
    Obesidade não é 'só problema de ricos' e custa US$ 2 tri à economia global, diz criador do Fome Zero e diretor da FAO

    Obesidade não é 'só problema de ricos' e custa US$ 2 tri à economia global, diz criador do Fome Zero e diretor da FAO


    José Graziano da Silva alerta que, além da fome, sobrepeso da população também exige políticas públicas; queda de investimentos sociais nos governos Dilma e Temer pode ter levado muitas famílias a piora da segurança alimentar no Brasil,...


    José Graziano da Silva alerta que, além da fome, sobrepeso da população também exige políticas públicas; queda de investimentos sociais nos governos Dilma e Temer pode ter levado muitas famílias a piora da segurança alimentar no Brasil, agrega. José Graziano da Silva concede entrevista em Milão Alessandro Garofalo/Reuters À frente do segundo mandato como diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), o brasileiro José Graziano da Silva faz projeções preocupantes em relação à alimentação no mundo. Ao mesmo tempo em que prevê a tendência de aumento do número de pessoas que passam fome - que atualmente se aproxima dos 815 milhões no mundo - ele também afirma que corremos o risco de "perder uma geração" por causa da obesidade, que custa à economia global US$ 2 trilhões a cada ano. "As pessoas pensam que a obesidade é um problema dos ricos. Não é. Ela afeta também os pobres, que baseiam suas dietas em produtos mais baratos, concentrados em açúcar e farináceos. Vamos perder uma geração se continuarmos aceitando a obesidade sem uma intervenção pública", afirma José Graziano. Ele cita dados da FAO e da Organização Pan-Americana de Saúde, apontando que o sobrepeso afeta a 54% da população brasileira. Quase 20% dos homens e 24% das mulheres estão obesas. Entre as crianças menores de cinco anos, 7,3% registram sobrepeso no país. Por outro lado, a fome também preocupa. Segundo o diretor da FAO, em 2016 verificou-se pela primeira vez um aumento da fome em escala mundial após uma sucessão de quedas que durou uma década. O Brasil deve seguir essa mesma tendência internacional. A FAO prepara um novo mapa da fome, que deve ser lançado no meio do segundo semestre, e, neste mês, está em campo recolhendo dados sobre a situação do orçamento familiar. Para Graziano, a situação do Brasil preocupa e há o risco de o país voltar ao mapa da fome. "O mais preocupante, no caso brasileiro, é o aumento do desemprego, decorrente do baixo nível de crescimento e a redução dos gastos sociais do governo", diz o diretor-geral da FAO, que teceu críticas aos governos de Dilma Rouseff e de Michel Temer - os quais, segundo ele, não conseguiram manter o mesmo patamar de investimentos sociais registrados no governo Lula. Coordenador inicial do Fome Zero no primeiro mandato de Lula (2003-2007), Graziano tem mandato à frente da FAO até julho de 2019. Leia a entrevista que ele concedeu à BBC Brasil durante seminário em Londres. BBC Brasil - O senhor disse recentemente que o Brasil foi um dos primeiros países a erradicar a fome e é o único a fazê-lo em dez anos. Também já afirmou que corremos o risco de ver o país de volta ao mapa da fome. Quais são as reais chances de retrocesso dado o cenário de baixo crescimento econômico e desemprego? É possível fazer uma estimativa de quantos milhões de famílias pioraram sua segurança alimentar no Brasil? José Graziano da Silva - Esses indicadores construídos pela FAO são checados com informações da Pesquisa de Orçamento Familiar, a POF, que atualmente está a campo e deve encerrar em maio de 2018. Quando os resultados da nova POF estiverem disponíveis, a FAO poderá recalcular a posição do Brasil, que em geral ocorre no início do segundo semestre. Em todo caso, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar que figurou pela última vez na Pnad 2013 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apontou que dois terços das famílias pobres e metade das famílias em situação de extrema pobreza estavam em condições severas de insegurança alimentar e nutricional. Isso nos faz presumir que o crescimento da extrema pobreza entre 2014 e 2015, em razão do aumento do desemprego e da redução dos gastos governamentais nas várias políticas sociais, pode ter levado muitas famílias a uma piora da sua segurança alimentar. A fome no Brasil está fundamentalmente relacionada à geração de empregos decorrente do crescimento econômico, ao nível de emprego, e do nível do salário mínimo e às políticas de transferência de renda. O que estamos vendo como mais preocupante, no caso brasileiro, é o aumento do desemprego, decorrente do baixo nível de crescimento e a redução dos gastos sociais do governo. BBC Brasil - A FAO identificou tendência de crescimento no número de pessoas que passam fome entre 2015 e 2016. Algum indicativo de que essa tendência continua no mundo? José Graziano - Em 2016, verificou-se pela primeira vez um aumento da fome em escala mundial após uma sucessão de quedas que durou uma década. Atribuímos esse aumento à escalada de conflitos e às consequências desastrosas da mudança climática, como secas prolongadas e alteração no regime de chuvas. Infelizmente, os números já disponíveis indicam que essa tendência do aumento no número de pessoas que passam fome continuou em 2017, basicamente nas mesmas regiões afetadas por conflitos e secas. Enquanto não for possível promover a paz sustentável, a resiliência dos meios de subsistência e políticas sólidas de segurança alimentar por meio de mecanismos de proteção social, não poderemos garantir que esse ano foi um mero ponto fora da curva. BBC Brasil - Onde o senhor considera a situação mais grave e por quê? José Graziano - Hoje há mais de 815 milhões de pessoas em estado de insegurança alimentar (em 2015 foram registrados menos de 800 millhões). O que mais nos preocupa são os países em que essa insegurança alimentar é severa e crítica. No fim de março, lançamos o relatório sobre crises alimentares agudas, que atestou que 124 milhões de pessoas em 51 países passam pelo pior índice de insegurança alimentar. Essas pessoas necessitam de ação humanitária urgente para sobreviver, para manter seus meios de vida e para superar a fome e a má nutrição. Quase um quarto desse contingente se localiza no Sudão do Sul, na Somália, no Iêmen e no nordeste da Nigéria: são 32 milhões de pessoas que necessitam de assistência alimentar. Os conflitos continuam a ser os principais fatores da insegurança alimentar em pelo menos 18 países, onde há mais de 74 milhões de pessoas passando fome extrema. Metade dessas pessoas estão em países sob conflito na África, e um terço no Oriente Médio, e 60% das pessoas atualmente em estado de necessidade alimentar estão localizadas em países sob conflito. BBC Brasil - A fome em crianças de 0 a 3 anos também aumenta, na mesma ou em proporção maior que a fome em adultos? É a que mais preocupa? José Graziano - Coletamos esses dados da Organização Mundial de Saúde, que oferece estatísticas alarmantes: há mais de 150 milhões de crianças com atraso no crescimento devido à desnutrição, e 52 milhões com baixo peso. Além dessa deficiência de micronutrientes - que compromete não apenas o desenvolvimento motor e físico, mas também o desenvolvimento mental - ainda há uma outra face da má nutrição, igualmente preocupante: a obesidade e o excesso de peso. Trata-se de males que preocupam o mundo todo, afetando indistintamente países pobres e ricos. As pessoas pensam que a obesidade é um problema dos ricos. Não é. Ela afeta também os pobres, que baseiam suas dietas em produtos mais baratos, concentrados em açúcar e farináceos. Vamos perder uma geração se continuarmos aceitando a obesidade sem uma intervenção pública. Porque não é apenas um problema de saúde e de nutrição, mas também tem impactos na gestão pública. A obesidade tem um preço exorbitante. Custa à economia global mais de US$ 2 trilhões a cada ano, quase 3% do PIB global. Trata-se do terceiro ônus social mais dispendioso causado pelo homem, atrás apenas do fumo e da violência armada/guerra/terrorismo. No México, a obesidade é o ônus social mais caro, equivalente a 2,5% do PIB. O Brasil, o Marrocos, e a África perdem parcelas semelhantes de suas economias nacionais para os custos crescentes da obesidade. BBC Brasil - Em que a fome no Brasil difere da fome identificada no continente africano ou no sudeste asiático? Graziano - Quando implantamos o Fome Zero durante o início do primeirmo governo Lula, detectamos que a fome na Amazônia era também tão grave quanto no Nordeste. Não se pode pensar que uma população que está na beira do Rio Amazonas desfrute necessariamente de uma dieta rica e saudável. Esse contingente possui uma série de deficiências nutricionais. A fome tem muitas caras, e a cara da fome no Brasil é de uma mulher, de meia idade, com muitas crianças e que vive no meio rural. Em geral, o marido migra e não a leva, resultando em grande parte no abandono da família. Essa família tem de ser beneficiária de mecanismo de proteção social - senão, jamais irá deixar a condição de miséria em que vive, assim como os seus filhos. Essa é a geração que pode ser comprometida pela ausência de políticas sociais. Então, por mais deficiências que possam ter programas de transferência de renda - e que geralmente não têm, pois são facilmente corrigidos - não se justifica deixar sem um mínimo atendimento a pessoas que não têm condições de terem acesso à alimentação. BBC Brasil - Por que o senhor acredita que multiplicar a produção de alimentos não deve ser prioridade? Graziano - O grande problema da fome não é falta da produção de alimentos já que se produz quantidade suficiente para alimentar a todos, exceto em alguns bolsões, principalmente na África Subsaariana e nos pequenos países insulares. A questão passa necessariamente pelo acesso: as pessoas não possuem renda suficiente para ter uma alimentação saudável e de qualidade. Em geral, é uma questão de escassez de recursos monetários para se manter uma alimentação saudável. (...) O Brasil é um grande reflexo dessa realidade: um dos maiores produtores agrícolas mundiais, mas que não consegue traduzir isso em maior acesso a alimentos de qualidade à maior parte da população. No Brasil, tem-se observado o consumo de alimentos cada vez menos saudáveis, em razão de a comida de qualidade ser muitas vezes mais cara do que fast food. Tais hábitos têm feito a obesidade no Brasil, assim como em toda a América Latina, disparar. Também nos preocupa a questão das perdas alimentares, especialmente nos países mais pobres, em que as condições de armazenamento e de transporte são, muitas vezes, deficitárias. Trabalhamos em conjunto com governos para mobilizar recursos que financiem uma melhor infraestrutura que ajude a minimizar essas perdas. BBC Brasil - Que tipo de iniciativas internacionais se mostram eficientes e aplicáveis ao Brasil no combate à fome e à desigualdade? Graziano - O Brasil, durante boa parte dos governos Lula e Dilma, desenvolveu uma série de programas sociais que, na verdade, serviram de inspiração para vários países. Políticas de transferência de renda para comunidades rurais carentes que ajudam a financiar a agricultura familiar de suas localidades são comprovadamente mecanismos de fomento à economia, de desenvolvimento, e, consequentemente, de redução da insegurança alimentar. Cada país possui realidade diferente, mas a essência da aplicação de programas de proteção social e de políticas sólidas de segurança alimentar será, de maneira geral, bem-sucedida em ambientes distintos. Recentemente, lançamos um livro que reúne as experiências brasileiras no combate à fome e à pobreza, especialmente com enfoque na inclusão produtiva e na transferência de renda. Vale a pena dar uma olhada. BBC Brasil - Uma das grandes críticas ao governo petista é que a desigualdade de renda não caiu no Brasil entre 2001 e 2015, apesar de o país ter conseguido sair do mapa da fome. Acredita ser preciso fazer uma autocrítica em relação às políticas adotadas, que foram incapazes de reduzir as disparidades na distribuição de renda? José Graziano - Não dou por certo que não houve queda na desigualdade. Essas informações são auferidas de maneira autodeclaratória: o pobre sabe e diz exatamente quanto ganha. O rico, não. Em conversa que mantive com o professor Rodolfo Hoffmann, da Unicamp, que tem estudos consagrados sobre o tema, ele chamou a atenção para uma questão importante sobre a desigualdade da renda no Brasil, como o do Marc Morgan (economista irlandês e discípulo de Thomas Piketty). O trabalho faz um grande esforço para "melhorar" a qualidade das informações básicas existentes, incluindo dados do imposto de renda. Mas Morgan, em seu trabalho, não dispõe dos dados de 2001 a 2007, que é o início da série que vai até 2015. Para esse período de sete anos, os dados foram imputados, estimados. Então por que aceitar como certas as conclusões dele? E depois, o trabalho de Morgan, assim como o de outros, chamam a atenção pela estabilidade da distribuição da renda no Brasil. As mudanças são muito pequenas. Assim, não creio que se possa contestar que o crescimento do valor real do salário mínimo (desde 1996) e as políticas de transferência de renda - aposentadoria rural, BPC (Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social), Bolsa Escola, Bolsa Família - contribuíram para reduzir a pobreza, especialmente pobreza extrema nos dois períodos do governo Lula. BBC Brasil - De acordo com estudo da equipe do Thomas Piketty, a renda nacional da faixa intermediária da população caiu e essa queda se deve ao fato de esse segmento não ter sido beneficiado diretamente pelas políticas sociais e trabalhistas e/ou ter tirado proveito de lucros, dividendos, renda de imóveis e aplicações financeiras. O senhor acha que foi uma questão de escolha ou faltou políticas específicas para esse segmento - e quais? Graziano - Foi uma questão de prioridade aos mais pobres entre os pobres. Quando Lula assumiu, deu uma declaração que parecia utópica: "meu governo não será bem-sucedido enquanto todos os brasileiros não puderem tomar café da manhã, almoçar e jantar". Assim, os esforços de desenvolvimento social do governo se concentraram em eliminar o Brasil da escória da fome, de um mal que o acompanhou desde o seu nascimento. Mais de 30 milhões de brasileiros deixaram essa condição com o Fome Zero e, principalmente, com o Bolsa Família. O governo Dilma, infelizmente, não conseguiu manter o patamar de investimentos sociais no mesmo ritmo de seu antecessor, em cenário também influenciado pelo agravamento da crise econômica mundial. Isso se refletiu em 2015 e 2016 e se mantém no atual governo. A manutenção de políticas de fomento social a médio prazo è condição fundamental para a redução da desigualdade. BBC Brasil - Na palestra em Londres, o senhor chamou a atenção para o fato de a desigualdade estar relacionada também à tributação de impostos que não necessariamente taxa os mais ricos. Na ocasião, o senhor questionou como é possível falar em meritocracia se não se taxa a herança. Aqui vai uma pergunta provocativa: o senhor pretende deixar heranças para o neto do senhor? José Graziano - Não se questiona o direito de herança. O que se questiona é o direito de se transferir tudo de uma geração para outra que não participou da geração dessa riqueza. É assim que perpetuamos a desigualdade da renda no Brasil. Sou favorável a que se taxe a herança no Brasil de maneira mais justa. Esse valor poderia ser de uma alíquota de pelo menos 10 a 20%, com uma alíquota progressiva para grandes patrimônios. Trata-se de uma enorme discrepância especialmente quando se compara isso a países ricos, que taxam em 50% ou mais. É um dividendo que poderia estar sendo absorvido pelo governo e destinado a camadas mais pobres da população.
    Venezuelanos levam 'carnê da pátria' na expectativa de prêmio após votação

    Venezuelanos levam 'carnê da pátria' na expectativa de prêmio após votação


    Documento não é exigência para votar, mas Maduro prometeu 'prêmios' para quem comparecer às urnas. Carnê da pátria é necessário para ter acesso aos programas sociais do governo de Nicolas Maduro Fernando Llano/AP Eleitores venezuelanos...


    Documento não é exigência para votar, mas Maduro prometeu 'prêmios' para quem comparecer às urnas. Carnê da pátria é necessário para ter acesso aos programas sociais do governo de Nicolas Maduro Fernando Llano/AP Eleitores venezuelanos levaram seus "carnês da pátria" para votar neste domingo (20) nas eleições presidenciais, na expectativa de que o presidente Nicolas Maduro cumpra uma promessa de dar "prêmios" a quem comparecer às urnas. O documento não é uma exigência para votar, mas para ter acesso aos programas sociais do governo. O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) instalou postos de controle próximos aos colégios eleitorais e anotou os dados de quem compareceu. Durante a campanha, Maduro prometeu recompensar os votantes, mas não esclareceu como. Testemunhas afirmaram que o "prêmio" seria de 10 milhões de bolívares - cerca de US$ 13 no mercado paralelo, mas quase 10 vezes o salário mínimo de 1,3 milhão de bolívares. 'Pontos vermelhos' de controle só podem ficar a mais de 200 m dos locais de votação Ariana Cubillos/AP Henri Falcón e Javier Bertucci, adversários do presidente Nicolás Maduro nas eleições denunciaram as irregularidades para mobilizar eleitores, que segundo eles não estão longe de compra de votos. "A instalação dos 'pontos vermelhos' como mecanismo de pressão, elemento de chantagem política e social, contra um setor da população (...) se tornou um vírus", disse Falcón após votar na cidade de Barquisimeto. Ele também denunciou que testemunhas de seu partido foram desalojadas dos centros de votação e que, inclusive, um deles foi espancado e detido. Nicolás Maduro, Henri Falcon e Javier Bertucci, os três principais candidatos à presidência da Venezuela Reuters/Carlos Garcia Rawlins/File Photos Tanto Falcón como Bertucci pediram ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) - de linha governista - para "tomar as rédeas na questão". "As denúncias relativas aos pontos políticos foram atendidas", assegurou a presidente do CNE, Tibisay Lucena, após as reclamações dos candidatos. Os "pontos vermelhos" são aceitos pelo CNE, mas devem ficar a mais de 200 metros dos colégios. Falcón e Bertucci asseguraram que a lei está sendo violada. Membros da guarda presidencial de Nicolás Maduro votam neste domingo (20) em Caracas Juan Barreto/AFP O ministro de Comunicação e chefe de Campanha de Maduro, Jorge Rodríguez, assegurou que se tratam "de casos isolados" e que, uma vez denunciados, foram tomadas as medidas imediatas. Segundo os oposicionistas, os "postos vermelhos" foram instalados em cerca de 80% dos pontos de votação. Jornalistas da Reuters afirmaram que diversos destes pontos estavam bem mais próximos do que 200 metros e um deles foi encontrado até dentro do próprio colégio eleitoral. Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição Alexandre Mauro/Infografista/G1
    20 das 110 vítimas de queda de avião em Cuba foram identificadas

    20 das 110 vítimas de queda de avião em Cuba foram identificadas


    Investigações devem levar um mês e uma das caixas pretas do avião já foi encontrada; 110 pessoas morreram no desastre. Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) Adalberto Roque/AFP Cuba identificou até agora 20 dos 110 mortos no...


    Investigações devem levar um mês e uma das caixas pretas do avião já foi encontrada; 110 pessoas morreram no desastre. Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) Adalberto Roque/AFP Cuba identificou até agora 20 dos 110 mortos no acidente aéreo em Havana, na sexta-feira (18). "Já são 20 identificados", informou o diretor do Instituto Médico Legal, Sergio Rabel, em entrevista coletiva neste domingo (20). Ele acrescentou que estima "em cerca de um mês o tempo que levará as investigações". Conforme as vítimas vão sendo identificadas, os corpos são entregues às famílias. Um Boeing 737-200 alugado pela Cubana de Aviación caiu ao meio-dia de sexta-feira quando acabava de decolar do aeroporto internacional da capital cubana para Holguín (leste). Haviam 113 pessoas a bordo, segundo o governo. O desastre causou a morte de 110 pessoas: 99 cubanos, seis tripulantes mexicanos e cinco estrangeiros: um casal argentino, uma mexicana e dois saharauis. Três mulheres cubanas sobreviveram ao acidente e estão em estado crítico, segundo as autoridades do hospital "Calixto García", onde estão internadas. Uma delas está consciente, segundo médico. No sábado, as autoridades cubanas encontraram "em boas condições" uma das caixas pretas da aeronave que caiu, segundo o ministro dos Transportes do país, Adel Yzquierdo. Queda de avião em Cuba Rede Globo Condolências internacionais Numerosos governos e personalidades enviaram mensagens de condolências e solidaredade. "Muitas mensagens vieram do exterior, eu diria de todos os cantos do mundo, com grande respeito e também com expressões de solidariedade", indicou o presidente Miguel Díaz-Canel, em declarações transmitidas pela televisão cubana neste domingo. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, transmitiu as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas, ao povo e ao governo de Cuba. Os governos do Chile, Bolívia, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Brasil, Peru, Venezuela e Colômbia, entre outros, também enviaram mensagens, segundo a agência de notícias Prensa Latina. Autoridades cubanas, especialistas internacionais, especialistas da companhia mexicana Damojh (Global Air), proprietária da aeronave, e da Boeing (fabricante), continuam a busca pela segunda caixa-preta, após a localização de uma no sábado, para determinar as causas do desastre. Cuba permanece em luto oficial decretado pelo Conselho de Estado desde às 6h00 de ontem até as 00h00 deste domingo.
    Bachelet substitui viúva de Mandela na Organização Mundial da Saúde

    Bachelet substitui viúva de Mandela na Organização Mundial da Saúde


    Ex-presidente do Chile não comenta sobre política brasileira. Michelle Bachelet (esquerda) recebeu o cargo de Graça Machel Mariana Timóteo/GloboNews A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet assumiu neste domingo (20) um cargo na Organização...


    Ex-presidente do Chile não comenta sobre política brasileira. Michelle Bachelet (esquerda) recebeu o cargo de Graça Machel Mariana Timóteo/GloboNews A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet assumiu neste domingo (20) um cargo na Organização Mundial da Saúde (OMS). Bachelet substitui Graça Machel, viúva do líder sul-africano Nelson Mandela, como presidente da Parceria para a Saúde Materna, de Recém-Nascidos e Crianças (PMNCH, na sigla em inglês). O órgão, ligado à OMS, trabalha com governos, ONGs e iniciativa privada para melhorar qualidade de vida e índices de mortalidade materna, de recém-nascidos e de crianças. Bachelet foi presidente do Chile por duas vezes, entre 2006 e 2010 e entre 2014 e março deste ano – quando deixou o governo com 39% de popularidade; índice que havia chegado a 20% na metade de seu mandato, quando familiares seus foram envolvidos em denúncias de corrupção. “Estou muito feliz. Fui duas vezes presidente e agora quero olhar para os problemas que afetam mulheres e crianças no mundo todo“, disse Bachelet. A ex-presidente do Chile frisou que não faria qualquer comentário sobre a política de seu país e nem sobre a política brasileira. "Quero falar apenas do meu novo trabalho". As duas foram lembradas por sua trajetória de luta por liberdades Mariana Timóteo/GloboNews Ao receber o cargo da viúva de Mandela, Bachelet exaltou “Madiba (apelido de Mandela, morto em 2013)": É o político mais admirado por mim”. As duas mulheres foram lembradas durante a cerimômia por seu passado de luta por liberdades civis - as duas foram guerrilheiras. Além de primeira-dama da África do Sul, Graça Machel foi primeira-dama de Moçambique. Seu primeiro marido, Samora Machel, morto em 1986, foi o primeiro presidente do país africano após a independência de Portugal. Bachelet foi chamada de “minha presidente, irmã e amiga” por Graça, que possui uma fundação com o seu nome e trabalha com mulheres e crianças em vários países africanos. Graça apenas discursou e não deu nenhuma declaração pública em sua rápida passagem pela Suíça. Alegou estar de luto pela morte de Winnie Mandela, mulher de Nelson antes dela, que faleceu mês passado. “Nosso compromisso não é reduzir, mas sim acabar com as doenças que podem ser prevenidas", afirmou Machel. "Temos somente 12 anos até os Objetivos do Milênio (estabelecidos pela ONU para 2030). E se formos honestos com nós mesmos, ainda estamos muito longe disso”, completou. Os Objetivos do Milênio estão entre os assuntos a serem discutidos pela Assembleia Geral da OMS que começa nesta segunda-feira, em Genebra. Números de PMNCH/OMS 303 mil mulheres morreram em 2015 durante a gravidez e o parto de problemas que poderiam ser prevenidos; mais da metade delas na África Sub-Saariana; 5,9 milhões de crianças morreram em 2015, a maioria de problemas evitáveis; 2,7 milhões dessas crianças morreram no primeiro mês de vida; 2,6 milhões de crianças nascem mortas ou morrem durante o parto por ano; 59 milhões de crianças não foram matriculadas na educação infantil em 2013; Somente 1% das meninas nos países pobres completam o Ensino Médio; Quase 1/3 das mulheres do mundo já sofreram algum tipo de violência de seus parceiros; 30% das adolescentes (entre 15 e 19 anos) sofreram violência física ou sexual de parceiros. * A jornalista viajou a convite do International Center for Journalists (ICFJ).
    Imigrantes venezuelanos lamentam dificuldade para votar eleição presidencial em Roraima

    Imigrantes venezuelanos lamentam dificuldade para votar eleição presidencial em Roraima


    Apenas imigrantes com residência permanente e cadastro no Consulado da Venezuela em Roraima têm direito a voto. Imigrantes tem dificuldade para votar eleição presidencial no Consultado da Venezuela em Boa Vista Rede Amazônica...


    Apenas imigrantes com residência permanente e cadastro no Consulado da Venezuela em Roraima têm direito a voto. Imigrantes tem dificuldade para votar eleição presidencial no Consultado da Venezuela em Boa Vista Rede Amazônica Roraima/Reprodução A eleição presidencial na Venezuela teve início às 6h (7h de Brasília) de domingo (20), mas em Roraima, estado que vive uma invasão de estrangeiros que fogem da crise econômica e social no país vizinho, a movimentação é baixa no Consulado da Venezuela em Boa Vista para votar. Mas as condições para participar desanimaram muitos imigrantes. De um lado Nicolás Maduro, do outro a oposição, mas também a apreensão. E esse receio envolve a falta de adversários de peso e a abstenção, que podem favorecer o atual presidente venezuelano. Se ganhar, Maduro se mantém por mais seis anos no poder. Para participar da eleição, o venezuelano deve apresentar um comprovante de residência permanente no Brasil e ser cadastrado no Consulado da Venezuela em Roraima. De acordo com o órgão, são esperados 50 imigrantes cadastrados com direito a voto em Boa Vista. Desde que foram abertas as votações, pequenos grupos de três a seis pessoas comparecem esporadicamente ao Consulado para exercer o voto, mas nem todos conseguem. Uma das primeiras a chegar no local de votação em Boa Vista, Maria Velasquez, que está há seis meses no Brasil, diz que o sentimento é de tristeza. "Só queremos voltar para a Venezuela. Se tiver a chance eu voltaria. Meu governo é horrível. É deprimente. Se não fosse Maduro não estaríamos migrando para outros países", desabafa. Imigrantes venezuelanos comercializam produtos em dia de eleição presidencial na Venezuela Diogo Menezes / G1 RR Ela, que trabalha como cabeleireira para enviar dinheiro aos dois filhos, pais e irmão que continuam na Venezuela, diz que não conseguiu votar na eleição presidencial porque só possui documento de refúgio e não de permanência temporária. Dentro das proporções de venezuelanos vivendo em Boa Vista, a procura é baixa. Na capital de Roraima vivem cerca de 40 mil imigrantes. Muitos deles optaram por não votar e seguem suas rotinas como se a data não expressasse nenhuma possibilidade de mudança no país natal. Nas avenidas, alguns deles são vistos pedindo esmola, comercializando produtos para carro, casa e doces para sobreviver. Há cinco dias em Boa Vista, os vizinhos venezuelanos da cidade de Porto La Cruz, distante aproximadamente 330 Km de Caracas, Joel Diaz e Daniel Marques buscam recursos para seguir viagem ao Peru. Lá eles dizem ter emprego e moradia garantidos por familiares que já deixaram o país governado por Nicolás Maduro. Para Joel, de 32 anos, os candidatos de oposição não são expressivos e, mesmo que um deles vença as eleições, não acredita que chegue ao poder. “O Maduro não vai deixar. Tudo vai continuar como está”, conta. Venezuelanos se acomodam em frente a pontos comerciais de Boa Vista Diogo Menezes / G1 RR Por enquanto eles vivem nas ruas e sobrevivem vendendo doces nas principais avenidas da capital roraimense como a Ville Roy e das Av. das Guinas. Mas a falta de oportunidades é o maior desafio. E eles sabem o motivo. O grande volume de imigrantes nas ruas impressiona os brasileiros e também dificulta a procura por emprego. Daniel Marques conta que precisa arrecadar R$ 600 para ir ao Peru, mas não consegue trabalho. Há muitos estrangeiros, entre eles, criminosos e isso assusta a população. “Ontem mesmo um venezuelano roubou uma das minhas bolsas. Eram roupas e doces que compro para revender, mas levaram”, lamenta. Acompanhados de outros três amigos, eles levaram cinco dias para virem de Porto La Cruz para Boa Vista. Mas sem ter onde ficar, vivem de ajuda e esperança por conseguir recursos. “Se eu trabalhar apenas um mês terei dinheiro suficiente para ir ao Peru, onde tenho família e amigos que já me esperam. Lá tenho emprego garantido”, explica Joel Diaz. Fechamento da fronteira Fronteira também foi fechada para pedestres desde às 10h deste sábado (19) e segue até às 6h de segunda (21) Emily Costa/G1 RR No sábado (19) a fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada para que as Forças Armadas Venezuelanas pudessem resguardar a soberania territorial do país. Mas tamanha é a crise que centenas de estrangeiros se arriscam em rotas alternativas para entrar em Roraima para comprar alimentos e medicamentos. Em Boa Vista existem oito abrigos para imigrantes. Mas apesar do grande e crescente número, eles ainda não são suficientes para atender toda procura. Por isso, centenas de estrangeiros dormem nas ruas e em frente a aos próprios abrigos na esperança de conseguir uma vaga. De acordo com o Itamaraty, a fronteira entre os dois paises deve ser reaberta às 6h desta segunda-feira (21). Transferência de imigrantes Voo levando 29 venezuelanos decolou de Boa Vista na manhã desta terça--feira (15) Divulgação/Casa Civil No processo conhecido como "interiorização", o governo federal executou quatro vôos de transferência de imigrantes para outros estados do país com o intuito de amenizar os impactos da invasão venezuelana a Roraima. No primeiro deles, no dia 5 de abril, 116 estrangeiros foram levados de Boa Vista para São Paulo. No dia seguinte, outros 163 imigrantes foram transferidos para Cuiabá e novamente São Paulo. Na segunda fase do processo de interiorização (terceiro voo), logo no início de maio, 233 venezuelanos foram encaminhados ao Amazonas e São Paulo. O último deles ocorreu dia 15, onde 29 imigrantes foram transferidos para Cuiabá.
    'Disney não poderia ter criado princesa melhor', diz jornal britânico sobre Meghan

    'Disney não poderia ter criado princesa melhor', diz jornal britânico sobre Meghan


    Maioria das publicações britânicas celebrou casamento real, assinalando até 'mudança histórica' para monarquia. 'The Guardian', contudo, escolheu tom político: 'amanhã o Brexit estará aqui', afirmou artigo de opinião. Principe Harry e...


    Maioria das publicações britânicas celebrou casamento real, assinalando até 'mudança histórica' para monarquia. 'The Guardian', contudo, escolheu tom político: 'amanhã o Brexit estará aqui', afirmou artigo de opinião. Principe Harry e Meghan Markle deixando a igreja em Windsor Ben STANSALL / AFP / POOL A imprensa britânica neste domingo (20) estampou a cerimônia real nas manchetes de todo o país, com análises que, em sua maioria, se derreteram em elogios. Variações iam "do melhor de todos os casamentos" à "revolução para a monarquia". "The Guardian", em artigo de opinião, saiu pelo lado político, citando um otimismo 'ilusório' ao colocar o casamento lado a lado com a saída do Reino Unido da União Europeia. "Amanhã o Brexit estará aqui", disse. Artigos do jornal também chegaram a alfinetar os noivos. Meghan "abandonou a carreira" e Harry "nunca quis ter uma", disse o jornal. De resto, a imprensa britânica dispendeu elogios -- que pendularam entre fazer de Meghan uma princesa digna de contos de fada ou colocá-la na liderança de uma revolução na monarquia britânica. Reveja imagens que marcaram o casamento de Harry e Meghan "Sob um resplandecente sol de maio, o casamento do novo duque e da duquesa de Sussex foi o reflexo de sua personalidade: um casal relaxado, agradável, glamouroso e adorável. Foi um triunfo", escreveu o "Sunday Telegraph", com uma foto na capa do casal se abraçando, segundo a France Presse. "A noiva estava sublime", acrescentou o jornal conservador, antes de afirmar que a "Disney não poderia ter criado uma princesa melhor", diz a France Presse. Capa do britânico 'The Sunday Telegraph' neste domingo (20), um dia após casamento real Reprodução "O melhor de todos os casamentos reais", se atreveu o jornal "Sun on Sunday", para o qual esta união supõe uma "mudança histórica" para a monarquia, diz a France Presse. "Foi um dia que permanecerá por muito tempo em nossa memória e foi um símbolo maravilhoso do país que nos tornamos". Capa do britânico 'The Sun on Sunday' neste domingo (20) Reprodução Em um editorial menos entusiasmado, o jornal The Guardian preferiu não exagerar no possível impacto do casamento, informa a France Presse. Embora moderno em comparação com seus pais, Harry e Meghan não são nada revolucionários, destacou o jornal, assinalando que a noiva "abandonou" a sua carreira e que o príncipe Harry "não demonstrou que desejava ter uma". "Como todos os casamentos, existe um sentimento de renovação, inclusive de otimismo", apontou o jornal. "Mas amanhã, o Brexit continuará aqui", concluiu o Guardian. Fora do Reino Unido, o jornal norte-americano fez uma comparação com casos de tiroteio recente no Texas, que deixou 10 mortos na sexta-feira (18). "Eles fazem casamentos reais. Nós enterramos crianças", disse o jornal. Já o outro americano 'New York Post' ressaltou orgulho americano 'Beleza americana invade o Reino Unido' Capa do norte-americano 'Daily News' neste domingo (20) Reprodução Capa do 'New York Post' neste domingo (20) Reprodução Já na Europa, o espanhol 'La Vanguardia' e o parasiense 'Le Parisien Dimanche' ressaltaram a quebra de tradição do casamento, sugerindo um tom revolucionário para a monarquia inglesa. Capa do jornal espanhol 'La Vanguardia' neste domingo (20) Reprodução Capa do jornal francês 'Le Parisien Dimanche' Reprodução Nas redes sociais No sábado, os internautas publicaram mais de seis milhões de tuítes durante o casamento de Harry e Meghan, muito mais que o número de mensagens inspiradas pela união de William com Catherine em 2011, afirmou a empresa Visibrain, de acordo com a France Presse. Entre sexta-feira às 19h e sábado ás, foram publicados 6.604.498 comentários no mundo inteiro sobre este casamento que, sobretudo, contou com famosos. Um total de 5,2 milhões de hashtags #RoyalWedding foram usadas, detalhou a empresa especializada em medições de redes sociais. Nesta mesma faixa de horário em 29 de abril de 2011, dia do casamento do irmão mais velho de Harry, os internautas publicaram 1.821.669 tuítes, comparou a empresa. A mensagem mais retuitada, de @LucySempey, com quase 105 mil retuítes, mostra uma foto de Meghan Markle quando adolescente posando em frente ao Palácio de Buckingham, ao lado de uma imagem dela, vestida de noiva, em sua cerimônia real: "Um dia você tem 15 anos e posa em frente ao Palácio de Buckingham e 22 anos depois você está casando com um príncipe. Surreal". Initial plugin text Lua de mel terá que esperar O príncipe Harry e Meghan Markle começaram, neste domingo (20), a sua nova vida depois de um casamento espetacular e inovador em Windsor no sábado, mas, com algumas obrigações reais na agenda, a lua de mel terá que esperar, informa a France Presse. Os novos duque e duquesa de Sussex terão na terça-feira o seu primeiro compromisso oficial ao se juntarem ao príncipe Charles nos jardins do Palácio de Buckingham para um evento dedicado a obras de caridade. Harry abre a porta do carro para Meghan Markle Steve Parsons/Pool via REUTERS Casamento de Harry e Meghan encanta com tradição e diversidade O príncipe e a ex-atriz americana deram o esperado "sim" na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, durante uma cerimônia que combinou o esplendor da monarquia britânica com contribuições da cultura afro-americana, o que foi celebrado pela imprensa como um "triunfo". O casal foi aclamado por mais de 100 mil pessoas, muitas delas turistas estrangeiros, que se deslocaram até Windsor, cidade localizada a 30 quilômetros de Londres. "Obrigado a todos que vieram a Windsor e aos que acompanharam (o casamento)", tuitou a conta oficial da família real, acompanhado de fotos da animada multidão.
    EUA suspendem tarifas sobre importações da China e interrompem guerra comercial, diz secretário americano

    EUA suspendem tarifas sobre importações da China e interrompem guerra comercial, diz secretário americano


    Maiores economias do mundo concordaram em abandonar ameaças de imposição de tarifas e trabalham em acordo amplo para reduzir déficit comercial, com a China se comprometendo a comprar mais produtos americanos. O secretário do Tesouro dos EUA,...


    Maiores economias do mundo concordaram em abandonar ameaças de imposição de tarifas e trabalham em acordo amplo para reduzir déficit comercial, com a China se comprometendo a comprar mais produtos americanos. O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o vice-premiê chinês Wang Yang em encontro neste sábado (19) em Washington Brendan Smialowski/AFP Os Estados Unidos e a China suspenderam temporariamente as tarifas sobre importações entre os países, informou neste domingo (20) o secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin. O anúncio ocorre após as duas potências anunciarem, na véspera, um acordo para reduzir o déficit comercial entre elas, por meio do qual a China se comprometeu a aumentar "consideralmente" a compra de produtos americanos. "Estamos colocando a guerra comercial em modo de espera. Agora mesmo, concordamos em aguardar antes de impor tarifas enquanto tentamos produzir uma estrutura", disse Mnuchin em entrevista ao "Fox News Sunday". O vice-presidente chinês, Liu He, havia dito anteriormente que "as duas partes chegaram a um consenso de não se envolver em uma guerra comercial e aumentar os respectivos direitos de alfândega", segundo a agência de notícias oficial Xinhua. Steven Mnuchin assinalou, no entanto, que se a China não cumprir os compromissos, o presidente dos Estados Unidos "sempre pode decidir voltar a impor" as tarifas. Washington e Pequim anunciaram no sábado (19) que chegaram a um consenso para reduzir drasticamente o déficit comercial americano. Para conseguir isso, o gigante asiático se comprometeu a aumentar "consideravelmente" suas compras de produtos americanos, como commodities agrícolas e de energia . O anúncio, feito após intensas negociações nesta semana, fecha um mês de tensões entre as duas potências. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dizer que a relação comercial desequilibrada constitui um perigo para o seu país. Entenda a ‘guerra comercial’ entre EUA e China e como ela pode afetar o Brasil e a economia mundial O acordo O déficit comercial anual em bens e serviços dos EUA com a China soma US$ 335 bilhões, segundo a Reuters. Durante uma rodada inicial conversas no início deste mês em Pequim, Washington demandou que a China reduza seu superávit comercial em US$ 200 bilhões. O comunicado conjunto dos dois países no sábado não citou valores. Mnuchin disse que os EUA esperam ver um aumento de 35% a 40% em exportações agrícolas para a China e a duplicação das compras de energia nos próximos três a cinco anos, mas não detalhou os objetivos nem o que será feito para alcançá-los. "Temos objetivos específicos. Não vou divulgar publicamente quais eles são. Eles vão de indústria por indústria", disse Mnuchin. "Também discutimos questões estruturais muito importantes a serem levadas em consideração na sua economia para que nós possamos ter acesso a eles de forma equitativa", acrescentou. O secretário do Comércio, Wilbur Ross, planeja ir à China, disseram Mnuchin e o principal conselheiro econômico do presidente Donald Trump, Larry Kudlow. "Ele vai investigar um número de áreas onde teremos aumentos significativos", incluindo energia, gás natural liquefeito, agricultura e manufatura, disse Kudlow numa entrevista ao "This Week", da ABC. Guerra de tarifas As exportações chinesas de aço para os Estados Unidos eram taxadas em 25% e as de alumínio em 10% desde março. Essa taxação a princípio foi anunciada para todo o aço e alumínio que entrasse no país, mas alguns exportadores como Brasil, Austrália, Argentina, Coreia do Sul, União Europeia, México e Canadá conseguiram insenção temporária das taxas. No caso do Brasil, assim como da Argentina e da Austrária, um acordo inicial com o governo americano já foi firmado, mas os detalhes não foram divulgados. O prazo para finalização é 1º de junho. Além disso, o governo americano ameaçou adotar impostos sobre US$ 50 bilhões em bens importados da China, que vão desde itens médicos a produtos de tecnologia industrial e transporte. Um período de consulta inicialmente expiraria na terça-feira (22) e a implementação da medida seria imediata, segundo a agência AFP. Tarifas sobre outros US$ 100 milhões em produtos também estavam sob análise. A China devolveu as represálias tarifando produtos agrícolas americanos como a soja, extremamente dependente do mercado chinês e que é produzida em estados favoráveis ao presidente republicano. A carne de porco dos Estados Unidos e os automóveis fabricados no país também estavam na mira da tarifas chinesas, que anunciaram que reforçariam as inspeções desses produtos. *Com Reuters e AFP
    Presidente palestino Mahmoud Abbas volta a ser hospitalizado

    Presidente palestino Mahmoud Abbas volta a ser hospitalizado


    Essa é a terceira vez que o presidente palestino é hospitalizado na última semana. Mahmud Abbas fala a jornalistas na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, em imagem de arquivo ABBAS MOMANI / AFP O presidente palestino, Mahmoud Abbas, voltou neste...


    Essa é a terceira vez que o presidente palestino é hospitalizado na última semana. Mahmud Abbas fala a jornalistas na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, em imagem de arquivo ABBAS MOMANI / AFP O presidente palestino, Mahmoud Abbas, voltou neste domingo (20) a um hospital da Cisjordânia ocupada, após ter sido submetido a uma operação na semana passada. Segundo uma fonte próxima ao dirigente, Abbas foi ao hospital com febre alta. Esta fonte, que pediu anonimato, não deu mais detalhes sobre a situação de Abbas, que tem 83 anos e permanece no Istishari Arab Hospital, em Ramallah. Essa é a terceira vez que o presidente palestino é hospitalizado na última semana. Na terça-feira, Abbas deu entrada neste hospital de Ramallah para "uma pequena operação em uma orelha", segundo a agência palestina Wafa. No sábado, voltou ao hospital para fazer uma série de exames, e voltou para casa meia hora depois. De acordo com a Wafa, os exames foram "excelentes". Após voltar ao centro médico neste domingo, esta mesma agência afirmou, citando o diretor do hospital, que o estado de saúde de Abbas é "tranquilizador" e seus exames são "bons". A saúde de Abbas, famoso por ser um fumante incorrigível, é muitas vezes objeto de boatos, como no final de fevereiro, quando se submeteu a vários exames em um hospital, durante uma visita aos Estados Unidos. Abbas reeleito O veterano político foi reeleito no início de maio à frente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), a organização histórica reconhecida internacionalmente como representante dos palestinos dos Territórios e da diáspora. Sua reeleição coincidiu com um aumento das tensões entre palestinos e israelenses, avivadas pela transferência, na segunda-feira, da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém. Abbas foi eleito presidente da Autoridade Palestina em 2005 por um período de quatro anos, mas continua no cargo já que não puderam realizar outra eleição por conta das divisões internas com o Hamas, movimento islamita que governa a Faixa de Gaza.
    Irã diz que apoio da UE é insuficiente para manter acordo nuclear

    Irã diz que apoio da UE é insuficiente para manter acordo nuclear


    Após início de retirada de empresas europeias do país, ministro iraniano sugere que Europa não está se empenhando em manter acordo. EUA deixaram pacto no início do mês.   Em foto de 26 de setembro de 2017, o secretário de Estado dos EUA,...


    Após início de retirada de empresas europeias do país, ministro iraniano sugere que Europa não está se empenhando em manter acordo. EUA deixaram pacto no início do mês.   Em foto de 26 de setembro de 2017, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry (esquerda) se reúne com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, na sede da ONU AP Photo/Craig Ruttle O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse neste domingo (20) que as ações da União Europeia para preservar o acordo nuclear firmado em 2015 com o Irã são insuficientes. Zarif sugeriu que esperava mais do bloco no contexto político atual -- principalmente após a saída dos Estados Unidos do pacto no início do mês. A informação é da agência Reuters. O pronunciamento do ministro iraniano ocorre ainda meio a outro cenário que pode minar o acordo: o anúncio da saída de empresas europeias. Uma das primeiras a sair foi a dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, uma das maiores empresas de transportes de contêineres do mundo. Outra a anunciar a saída foi a gigante petroleira francesa Total. Com essa sinalização de empresas, o Irã está entendendo que o cenário não é consistente com o discurso europeu de se esforçar para manter o acordo. "O anúncio da possível retirada das principais empresas européias de sua cooperação com o Irã não é consistente com o compromisso da União Européia em implementar (o acordo nuclear)", disse Zarif. O ministro iraniano sugeriu ainda que, após a saída dos EUA, a expectativa do Irã era que a UE se empenhasse um pouco mais com o acordo -- mas o apoio não está sendo suficiente. "Com a retirada da América, as expectativas públicas (do Irã) sobre União Européia aumentaram, mas, no contexto atual, o apoio político europeu ao acordo não é suficiente", disse Mohammad Javad Zarif. Da esquerda: Federica Mogherini (representante de assuntos exteriores da UE), Mohammad Javad Zarif (ministro do extereior iraniano), Philip Hammond (secretário do exterior britânico) e John Kerry (secretário de Estado americano) AP O acordo nuclear e a saída dos EUA O acordo nuclear com o Irã foi alcançado em julho de 2015 após quase 20 meses de negociações entre o governo da República Islâmica e um grupo de potências internacionais. O pacto foi liderado pelos EUA sob o comando de Obama. Para as potências ocidentais, o acordo tinha a vantagem de frear as intenções do Irã com uma bomba nuclear; para o Irã, os benefícios do acordo se centravam sobre ganhos econômicos e a retirada de sanções. De fato, bilhões de dólares de bens congelados de iranianos foram liberados após o pacto. Uma das pontas "soltas" do acordo, principalmente no olhar dos EUA de Trump, era que ele permitia que o Irã prosseguisse no desenvolvimento de seu programa nuclear para fins comerciais, médicos e industriais. O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo Jonathan Ernst/Reuters Por isso, após Trump, o acordo foi duramente criticado. O presidente americano atual disse que o Irã é o principal financiador do terrorismo e que o acordo de 2015, ao invés de proteger os EUA e seus aliados, permitiu que o Irã continuasse enriquecendo urânio. No dia 8 de maio, assim, o país deixou o acordo. Após a decisão de Trump, Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia, disse que o restante da comunidade internacional apoiaria o pacto. "A União Europeia está determinada a agir de acordo com seus interesses de segurança e a proteger seus investimentos econômicos", disse Mogherini. “O acordo nuclear com o Irã é o ponto culminante de 12 anos de diplomacia. Ele pertence a toda a comunidade internacional ”, continuou.
    Estilista diz que Harry lhe agradeceu pelo vestido de Meghan: 'absolutamente maravilhosa'

    Estilista diz que Harry lhe agradeceu pelo vestido de Meghan: 'absolutamente maravilhosa'


    Duquesa de Sussex procurou diretora criativa da maison francesa Givenchy em janeiro.  A estilista britânica Clare Waight Keller com desenhos do vestido que fez para Meghan Markle se casar com o príncipe Harry Hannah McKay/Pool/Reuters A estilista...


    Duquesa de Sussex procurou diretora criativa da maison francesa Givenchy em janeiro.  A estilista britânica Clare Waight Keller com desenhos do vestido que fez para Meghan Markle se casar com o príncipe Harry Hannah McKay/Pool/Reuters A estilista britânica Clare Waight Keller reconheceu neste domingo (20) o "orgulho" que sente por ter sido a escolhida por Meghan Markle para criar seu vestido de noiva e revelou que o príncipe Harry se aproximou dela após a cerimônia e lhe agradeceu pela criação do vestido. O príncipe britânico e a atriz americana, que agora tem o título de duquesa de Sussex, casaram-se neste sábado (19) na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor, em uma cerimônia que uniu tradição e modernidade. Em entrevista à emissora britânica ITV, Clare Waight Keller, diretora criativa da maison francesa Givenchy, disse que o comentário de Harry foi: "Meu Deus, obrigado, ela está absolutamente maravilhosa". Principe Harry e Meghan Markle deixando a igreja em Windsor Ben STANSALL / AFP / POOL Waight Keller contou que no começo de janeiro, pouco mais de um mês depois que o casal anunciou o compromisso matrimonial, foi quando Meghan a escolheu para desenhar o seu vestido. "Foi um momento extraordinário quando ela me contou", declarou Keller, ressaltando que o processo de criação foi "colaborativo" com a noiva. "Acredito que ela tinha visto muito do meu trabalho e sabia o que queria", opinou a estilista, natural de Birmingham e para quem o fato de ser inglesa agradou Meghan. Initial plugin text Keller também desenvolveu o véu usado por Meghan, com cinco metros de comprimento e feito de tule de seda com flores bordadas à mão em fios de seda e organza. As flores representavam os 53 países do Commonwealth. Para a recepção oferecida pelo príncipe Charles que aconteceu depois da cerimônia religiosa e contou com 200 convidados na Frogmore House, Meghan usou outro vestido, também assinado por uma britânica, Stella McCartney. Initial plugin text

    Extremistas do Estado Islâmico começam a deixar o sul de Damasco, diz ONG


    Imprensa estatal nega que governo tenha chegado a acordo com jihadistas. Os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), entrincheirados em um último bolsão de resistência ao sul de Damasco, capital da Síria, começaram a ser transportados neste...

    Imprensa estatal nega que governo tenha chegado a acordo com jihadistas. Os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI), entrincheirados em um último bolsão de resistência ao sul de Damasco, capital da Síria, começaram a ser transportados neste domingo (20) para o deserto, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). O OSDH, com sede em Londres, conta com uma ampla rede de informantes no território sírio. A imprensa estatal síria negou, no entanto, qualquer acordo com o grupo extremista para retirá-los do local. "Seis ônibus entraram durante a madrugada na zona sob controle do EI para transportar os combatentes do grupo e suas famílias, antes de partir de madrugada para o deserto sírio, onde o movimento islâmico radical ainda mantém alguns territórios", afirmou à AFP o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane. "Os ônibus estão agora na altura da cidade de Palmira (centro)", disse. O destino final é a região leste do país. Cessar-fogo As primeiras saídas acontecem após a entrada em vigor, no sábado, de um cessar-fogo entre o regime de Bashar al-Assad - que executou uma ampla ofensiva de um mês contra este último reduto extremista na capital - e o grupo EI, segundo o OSDH. A medida afeta sobretudo os combatentes do EI presentes no acampamento palestino de Yarmuk, que se transformou em um bairro de Damasco, e em Tadamun, destacou a ONG. Ofensiva O regime sírio iniciou em 19 de abril uma grande ofensiva contra o último reduto do EI no sul de Damasco, com o objetivo de retomar os bairros de Tadamun, Hajar al-Aswad, Qadam e o acampamento palestino de Yarmuk. Os confrontos deixaram 62 mortos entre os civis e 484 entre os combatentes, incluindo 251 vítimas nas forças leais ao regime, segundo o OSDH. Se conseguir retomar os últimos territórios dominados pelo Estado Islâmico em Damasco, o regime controlará a capital e seus arredores pela primeira vez desde 2012.
    'Expelliarmus!': como Harry Potter influencia a visão política dos millenials

    'Expelliarmus!': como Harry Potter influencia a visão política dos millenials


    Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das 'lições' que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série. Harry...


    Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das 'lições' que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série. Harry Potter Divulgação Após 21 anos da publicação do primeiro livro da série Harry Potter, parece que a realidade se aproximou da ficção da escritora J.K. Rowling. Na Marcha Pelas Nossas Vidas, um protesto contra o porte de armas que teve mais de 800 manifestações nos Estados Unidos e em outros países em março de 2018, diversos cartazes faziam referência à saga de Harry Potter. "Quando disse que queria que o mundo real fosse mais como o de Harry Potter, eu me referia às coisas mágicas, não ao enredo inteiro do livro cinco, em que o governo se recusa a fazer qualquer coisa a respeito de uma ameaça de morte levando os adolescentes a se organizar para revidar", dizia um cartaz em Worcester, no Estado de Massachusetts. Revidar. Essa é a parte importante, já que o universo de Harry Potter não é mais só um refúgio - ou um mundo que oferece conforto e escapismo. Agora, esse universo está mobilizando e motivando uma legião de fãs. Outros cartazes presentes nas manifestações diziam "Expelliarmus". Mas o que é isso? "'Expelliarmus' é o feitiço de desarmamento (da saga Harry Potter), o feitiço da moda entre as crianças de Hogwarts", tuitou Charlotte Alter, jornalista da revista Time. "O desarmamento é a estratégia da #MarchaPelasNossasVidas, tanto literária quanto retoricamente". E os cartazes não paravam por aí: "O exército de Dumbledore está recrutando", "Lufa-lufas pelo controle de armas!", "Hermione usa conhecimento, não armas", "Se os alunos de Hogwarts podem derrotar os comensais da morte, nossos estudantes podem derrotar o NRA" - a sigla NRA refere-se ao nome em inglês da Associação Nacional do Rifle, principal grupo defensor de armas nos Estados Unidos. "Essa não é apenas a geração que cresceu com tiroteios em escolas, é também a geração que cresceu lendo Harry Potter", continuou Alter. Como escreveu Neil Gaiman em 2002, "os contos de fada vão além da verdade: não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados". Gaiman é o criador da série de histórias em quadrinho Sandman. É uma lembrança de que, por baixo da açucarada iconografia da série Harry Potter, a narrativa aborda temas pesados, como limpeza étnica, desigualdade, escravidão, governos corruptos e tortura. Em sua essência, os livros Harry Potter são sobre o bem contra o mal. O centro da narrativa fala da tentativa do vilão Lorde Voldemort e seus capangas de exterminarem os "trouxas", como são chamadas na história as pessoas sem poderes mágicos, e os "sangues-ruins", os filhos dos trouxas nascidos com poderes mágicos. Se isso teve ressonância quando os livros foram lançados pela primeira vez, agora tem efeito dobrado sobre a geração de estudantes que participaram dos protestos contra massacres em escolas em um mundo cada vez mais tenso. Mas o uso dos memes de Harry Potter não é, como dizem os mais críticos, sobre uma esperança ingênua de que um assunto como o controle de armas possa ser resolvido com um passe de mágica, metaforicamente ou não. Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o bruxo e seus companheiros enfrentam problemas típicos do mundo real quando combatem Voldemort. Lições do mundo real Um exemplo: o vilão, apoiado pelos seus servos, os comensais da morte, é obcecado por pureza racial, com uma sensibilidade niilista claramente nietzschiana. "Não há bem e mal", diz um dos seus soldados. "Há apenas poder e os que são fracos demais para buscá-lo"'. Ainda assim, há uma miríade de tons de cinza na série. Como o padrinho de Harry, Sirius Black, lhe diz, "o mundo não está dividido entre pessoas do bem e os comensais da morte. Todos nós temos luz e sombra dentro de nós. O que importa é com qual parte decidimos agir". Outra lição crucial que os livros nos ensinam é sobre complacência. O mundo da escola de Hogwarts, onde Harry estuda magia, foi construído usando escravidão, graças ao serviço dos elfos domésticos. Quando Hermione tenta ficar ao lado deles ao fazer uma campanha pela libertação de todos os elfos domésticos, ela é ridicularizada por seus colegas. A injustiça social é facilmente normalizada, a ponto de alguns elfos ficarem ofendidos com ofertas de recompensa pelos seus serviços. A questão sobre quem deve ser respeitado também tem suas nuances. Apesar de os estudantes de hoje marcharem sob a bandeira de Albus Dumbledore, o diretor da escola de Harry, sabe-se que até ele tem manchas em sua reputação. Sim, há a turma do mal, como Dolores Umbridge, a professora e, depois, diretora da escola que praticava bullying. Mas, e quanto a Cornelius Fudge, o ministro da Magia, que parecia tão bem intencionado, mas depois se recusou a enfrentar o perigo mortal que ameaçava o mundo dos magos e não-magos? Mais uma vez, a autoridade é vista como algo que não deve ser respeitada sem questionamentos. E há também a importância de uma imprensa livre e o incentivo à ação direta - pequenas atitudes sempre contam, às vezes de maneira grandiosa. Apesar da magia ajudar e de o amor ser a arma derradeira de Harry, Voldemort é vencido principalmente pela cooperação e organização. Essa lição específica é promovida desde 2005 pela Aliança Harry Potter, uma ONG criada para mobilizar fãs a se manifestarem contra os males do mundo real, como intolerância e mudanças climáticas. "Nós sabemos que a fantasia não é apenas uma fuga do nosso mundo, mas um convite a ir mais fundo nele", diz o grupo em seu site. A própria J. K. Rowling disse que seus romances são imbuídos de mensagens de resistência a qualquer tipo de tirania. "Os livros de Potter são em geral um longo argumento em prol da tolerância, um apelo prolongado pelo fim da intolerância", afirmou ela em 2007. "Acho que é uma das razões pelas quais algumas pessoas não gostam dos livros, mas acho que é uma mensagem muito saudável a se passar para jovens: a de que você deve questionar a autoridade e não presumir que as instituições ou a imprensa lhe digam toda a verdade." Isso não é novidade. Desde as tragédias gregas, passando por Shakespeare, O Senhor dos Anéis e até mesmo Star Wars, a ficção inspira a luta por liberdade. O poder da imaginação - de uma mensagem imbuída em uma narrativa humana e fantástica ao mesmo tempo - sempre será um forte manifesto. Mas há ainda outra dimensão do fenômeno Harry Potter. Seu mundo sempre foi sobre pertencer e estar junto, como acontece na própria história dos livros. Os primeiros fãs da série, agora na casa dos 30 anos, faziam fila do lado de fora de livrarias toda vez que saía um novo livro da série - e viram fotos dessas filas virarem notícia. Essa enorme legião de fãs - e a dos novos jovens leitores que os seguiram - provaram o sabor do que é fazer parte de uma história maior que a sua própria. Em uma sociedade secular e atomizada, isso é poderoso. Quão poderoso? Ainda vamos descobrir.
    De sanções econômicas a intervenção militar: o que os EUA poderão fazer com a Venezuela após a eleição?

    De sanções econômicas a intervenção militar: o que os EUA poderão fazer com a Venezuela após a eleição?


    Governo de Trump disse que não ficará de braços cruzados. Venezuelanos vão às urnas neste domingo.  Presidente dos EUA, Donald Trump Carlos Barria/Reuters O governo de Donald Trump anunciou que não ficará de braços cruzados diante da...


    Governo de Trump disse que não ficará de braços cruzados. Venezuelanos vão às urnas neste domingo.  Presidente dos EUA, Donald Trump Carlos Barria/Reuters O governo de Donald Trump anunciou que não ficará de braços cruzados diante da "ditadura" de Nicolás Maduro na Venezuela. O que fará após as eleições presidenciais deste domingo (20) , que considera uma "fraude"? De sanções econômicas até uma intervenção militar, analistas consultados pela agência AFP avaliam as opções de Washington para lidar com o país. Mais sanções Os Estados Unidos, que desde março de 2015 consideram a Venezuela "uma ameaça para a segurança nacional", já aplicaram diversas medidas contra cerca de 60 funcionários e ex-funcionários do governo venezuelano, entre eles Maduro e outros de alto escalão, acusados de corrupção e narcotráfico. Trump também proibiu entidades americanas de negociar a dívida do Estado venezuelano ou de sua petroleira PDVSA, e de comercializar petro, a criptomoeda lançada por Caracas. "Se Maduro ganhar, como se espera, o governo americano certamente pressionará ainda mais", opinou David Smilde, do centro de pesquisa e promoção dos direitos humanos WOLA, com sede em Washington. Aumentarão "as sanções contra funcionários, em alguns casos incluindo familiares e associados", apontou Mariano de Alba, um advogado venezuelano especialista em Relações Internacionais que também vislumbra mais ações desse tipo vindas de União Europeia e Canadá, e de países latino-americanos, estimulados por Washington a presionar Caracas. O presidente Nicolás Maduro vota neste domingo (20) nas eleições presidenciais da Venezuela Carlos Garcia Rawlins/Reuters "Trump não terá outro remédio senão mostrar maior força", apontou Michael Shifter, presidente do centro de análise Diálogo Interamericano, após o anúncio dias atrás da embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, de "continuar isolando Maduro até que ele ceda". O efeito Conoco No entanto, um embargo petroleiro parece pouco provável no curto prazo, disse De Alba, depois que a americana ConocoPhillips tomou o controle dos ativos da PDVSA após ganhar um litígio de mais de US$ 2 bilhões, um duro golpe para Caracas. "Representa um duro golpe para o governo de Maduro porque nenhum petroleiro venezuelano pode sair em águas internacionais sem a ameaça de ser apreendido", disse Marczak. Smilde concordou. Mas disse que antes de um bloqueio total, Washington pode tomar medidas contra a indústria petroleira venezuelana, coluna vertebral da economia, como aplicar sanções às seguradoras dos buques petroleiros. "Uma medida mais drástica - deter as importações de petróleo vindas da Venezuela - parece agora menos provável, já que isso poderia exacerbar a crise humanitária do país, fortalecer Maduro politicamente e abrir o caminho para uma maior participação russa e chinesa na Venezuela", advertiu Shifter. Os Estados Unidos tentarão evitar "fatores externos" que agravem a "já incrível crise humanitária" e levem à migração de mais venezuelanos, disse Jason Marczak, diretor do centro sobre América Latina do centro de pensamento independente Atlantic Council. O fator militar Podem os militares ter um papel na "restauração democrática" que os Estados Unidos buscam na Venezuela? Trump sugeriu em agosto passado "uma possível" operação armada entre as "muitas opções" para forçar que Maduro deixe o poder, uma alternativa que alguns venezuelanos em Miami aplaudiram e que pareceu mais verossímil com a chegada dos "falcões" à Casa Branca: o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o assessor de segurança nacional, John Bolton. "Há um risco claro de ação militar por parte dos Estados Unidos", disse Smilde. "Há venezuelanos expatriados pedindo há tempos e sempre há políticos e funcionários do governo interessados em uma ação militar". Shifter não concorda. "O governo disse repetidamente que 'todas as opções estão sobre a mesa', a intervenção militar americana continua sendo altamente improvável", disse. Marczak também não acredita que isso esteja no horizonte. Mas não descarta que após as eleições, o "descontentamento" se apodere cada vez mais do exército venezolano e assim muitos decidam deixar de seguir ordens do presidente eleito de maneira "ilegítima". "Será cada vez mais difícil de manter os militares alinhados à medida que a crise econômica piore", sentenciou. Palavras vs fatos Oficialmente, Washington promove una pressão externa multilateral que propicie uma solução interna pacífica na Venezuela. Assim assegurou o vice-presidente Mike Pence na Organização de Estados Americanos (OEA) na semana passada. Richard Feinberg, do Instituto Brookings, lamenta que não exista "uma política coerente e factível". "Acho que a retórica da administração Trump sobre a Venezuela, como em Cuba, está mais orientada a satisfazer as respectivas comunidades no exílio do que a obter resultados reais nesses países", disse. Victoria Gaytán, do grupo de especialistas em política externa Global Americans, espera mais pressão sobre Caracas após domingo, não somente dos Estados Unidos, mas internacional, desde o não reconhecimento do resultado eleitoral, até restrições de vistos a funcionários venezuelanos e mais sanções econômicas.
    Coreia do Norte pede a Seul o retorno de garçonetes desertoras

    Coreia do Norte pede a Seul o retorno de garçonetes desertoras


    Segundo o governo de Pyongyang, garçonetes foram sequestradas. Já Seul diz que elas fugiram voluntariamente.  A Coreia do Norte pediu a Seul que repatrie as 12 garçonetes que supostamente fugiram para a Coreia do Sul há dois anos, poucos dias...


    Segundo o governo de Pyongyang, garçonetes foram sequestradas. Já Seul diz que elas fugiram voluntariamente.  A Coreia do Norte pediu a Seul que repatrie as 12 garçonetes que supostamente fugiram para a Coreia do Sul há dois anos, poucos dias depois de ter cancelado abruptamente uma reunião intercoreana de alto nível que era parte do diálogo entre os dois países. O tema provoca polêmica: Pyongyang afirma que as mulheres foram sequestradas em um restaurante e Seul insiste que elas fugiram voluntariamente. O gerente do restaurante afirmou em uma entrevista recente que mentiu às mulheres e que elas foram chantageadas para que o seguissem, acatando ordens da agência de espionagem sul-coreana. O destino das mulheres pode colocar em perigo as relações entre os dois países, afirma um comunicado da Cruz Vermelha na Coreia do Norte, divulgado pela agência estatal de Pyongyang, KCNA. "As autoridades sul-coreanas deveriam enviar nossas cidadãs com suas famílias, sem atrasos, e mostra assim a vontade de melhorar os vínculos entre o Norte e o Sul", afirma a nota. Reunião histórica Na histórica reunião de cúpula de abril na Zona Desmilitarizada que divide a península, o líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente sul-coreano Moon Jae-in prometeram seguir com a desnuclearização e avançar para a paz. Após a reunião, Pyongyang aceitou libertar três americanos que estavam detidos no país e convidou a imprensa internacional a acompanhar o fechamento da área de testes nucleares, antes do encontro de cúpula previsto entre Kim Jong Un e o presidente americano, Donald Trump, em Cingapura no próximo mês. Mas após o rápido degelo, Pyongyang adiou por tempo indeterminado uma conversação de alto nível com a Coreia do Sul na semana passada, em protesto contra os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington, e ameaçou suspender a reunião com Trump. Mapa mostra onde será reunião de Kim e Trump Infográfico: Juliane Monteiro/G1
    Como a crise da Venezuela influencia as campanhas presidenciais na Colômbia, no México e no Brasil

    Como a crise da Venezuela influencia as campanhas presidenciais na Colômbia, no México e no Brasil


    Problemas econômicos, sociais e políticos venezuelanos extrapolam fronteiras e se refletem em processos eleitorais pela América Latina. Venezuelanos mostram documentos ao cruzar fronteira com Colômbia George Castellanos/AFP A crise severa que a...


    Problemas econômicos, sociais e políticos venezuelanos extrapolam fronteiras e se refletem em processos eleitorais pela América Latina. Venezuelanos mostram documentos ao cruzar fronteira com Colômbia George Castellanos/AFP A crise severa que a Venezuela está sofrendo extrapola suas fronteiras. E não apenas porque há uma crise migratória. O colapso econômico do país e suas consequências sociais se tornaram argumentos para atacar a administração chavista - iniciada por Hugo Chávez há 20 anos e continuada por Nicolás Maduro – e tornaram a Venezuela um tópico de discussão em um ano de várias eleições presidenciais na América Latina. A situação venezuelana influencia tanto a discussão sobre modelos políticos quanto as campanhas presidenciais na Colômbia, no México e no Brasil. A sombra do "castrochavismo" na Colômbia A Colômbia é, sem dúvida, o país mais efetado pela crise na Venezuela. O país já recebeu mais de 750 mil migrantes venezuelanos tentando escapar da crise, segundo Christian Kruger Sarmiento, diretor do departamento de migração do Ministério da Relações Exteriores da Colômbia. Esse novo fluxo de estrangeiros, inédito para um país que durante décadas viu sua própria população migrar para outras nações, é um dos principais assuntos da campanha eleitoral colombiana. O tema tem sido recorrente antes do primeiro turno, que deve ser realizado no dia 27 de maio. Tanto que até foram realizados debates entre os candidatos exclusivamente para tratar da questão da crise venezuelana e dos seus efeitos no território colombiano. Segundo o economista Jorge Restrepo, professor da Pontifícia Universidade Javeriana, em Bogotá, os aspirantes a suceder Juan Manuel Santos na Presidência estão sendo cobrados fortemente por uma postura diante da situação da Venezuela. Em geral, diz ele, todos têm adotado um discurso de solidariedade. "O que acontece na Venezuela é tão sério em termos humanitários, econômicos e sociais que não poderia ser usado para inflamar a xenofobia na Colômbia", disse Restrepo em conversa com a BBC Mundo. A polêmica tem seguido outro caminho: a direita colombiana tem dito que há a possibilidade de o país seguir um rumo similar ao da Venezuela e ser governada pelo que chamam de "castrochavismo". A expressão faz referência ao modelo político e econômico adotado desde chegada de Chávez ao poder e influenciado pelo castrismo cubano. O termo foi um dos mais usados durante a campanha para as eleições legislativas em março do ano passado, segundo Boris Miranda, correspondente da BBC Mundo na Colômbia. "Diferentes políticos usam o termo para atacar Gustavo Petro, um dos candidatos que lideram as pesquisas", explica o correspondente. Ex-prefeito de Bogotá, Petro é candidato à presidência pelo Movimento Humano Colombiano. "São acusações que exploram o medo da classe média, dos grandes proprietários rurais e dos pequenos empresários urbanos", diz Restrepo. O uso do termo "castrochavismo" é característico principalmente do partido Centro Democrático e de seu fundador, o ex-presidente Álvaro Uribe. Gustavo Petro afirma que o "castrochavismo" não existe e que é "apenas uma estratégia para gerar desconfiança em relação a quem propõe mudanças para o país". Restrepo não considera, no entanto, que a questão venezuelana seja a chave para a atual posição dos candidatos na pesquisas – Duque está em primeiro lugar e Petro, em segundo. "Não acredito que a Venezuela até o momento tenha sido um fator determinante, mas poderia ser no futuro se a situação se agravasse", diz ele. Velhos fantasmas no México Em março, viralizou no México um vídeo em que Maduro manifestava apoio ao candidato Andrés Manuel López Obrador. O vídeo era falso, mas foi visto por mais de 20 mil pessoas. O episódio é um dos muitos exemplos de como a Venezuela está presente na campanha eleitoral mexicana. "O tema aparece desde 2006, sempre ligado ao candidato de esquerda López Obrador. Os adversários o acusam de querer transformar o México em um país parecido com a Venezuela de Chávez e Maduro", diz Alberto Nájar, colaborador da BBC Mundo na Cidade do México. Roy Campos, pesquisador da consultoria Mitofsky, diz que a campanha para comparar as propostas de López Obrador com as do governo de Chávez foi bem-sucedida há 12 anos, quando sua candidatura foi suspensa. Segundo ele, o argumento voltou com mais força agora graças aos efeito das redes sociais e pelo fato de Obrador ser o favorito para vencer o pleito em 1 de julho. Campos diz que os partidos adversários têm usado essa questão nos debates como uma referência velada, não como eixo central de seu discurso contra o candidato. "O que se pretende com isso não é desmobilizar os eleitores de Obrador, mas impedir que a preferência por ele avance em outros perfis eleitorais", diz Campos. "A comparação pode fazer que o eleitor indeciso tenha medo de escolhê-lo. Maduro e a Venezuela se tornaram uma referência do que não é desejado para o México." Campos afirma que, embora esse tipo de campanha tenha conseguido polarizar o debate político, não é possível dizer que tenha reduzido significativamente o apoio a López Obrador. "Sim, há um efeito, mas é muito limitado. Em alguns segmentos da população há preocupação com isso, mas não é algo presente em eleitores de todos os estratos", diz Francisco Abundis, diretor do instituto de pesquisa mexicano Parametría. Abundis afirma que, embora alguns colaboradores de López Obrador já tenham defendido Maduro, acusação de proximidade dele com o chavismo tem pouca credibilidade principalmente porque o próprio candidato tem moderado seu discurso. "Eu não conhecia Chávez, não conheço Maduro", disse Obrador em um comício em Guadalajara no ano passado. Debate polarizado no Brasil A próximidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Hugo Chávez – os dois eram amigos pessoais – fez com que a Venezuela fosse um assunto presente em todas as campanhas eleitorais desde que o PT conquistou pela primeira vez o governo federal, em 2002. Durante a campanha eleitoral na Venezuela, em 2013, Lula gravou um vídeo de apoio a Maduro, que, segundo ele representava "a Venezuela com que Chávez sempre sonhou". Em um ambiente político extremamente polarizado nos últimos anos, a Venezuela passou a ocupar o imaginário de determinados setores da sociedade brasileira, mesmo que as semelhanças do Brasil com o vizinho sejam mínimas, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. "A visão de que o Brasil se encaminhava para uma esquerda mais radical não coincide com o que de fato aconteceu durante os oito anos do governo Lula e cinco anos e meio de Dilma", diz ele. "A questão da Venezuela não é central na campanha brasileira, mas é interessante notar como partidos de direita e centro-direita souberam explorar o tema em seu benefício", diz Dawisson Belém Lopes, professor de política internacional da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo ele, o PSDB usou a questão venezuelana para marcar posição em relação à política externa depois de ter se tornado de oposição. "Embora o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tenha tido uma boa relação institucional com Hugo Chávez enquanto era presidente, ao PSDB colheu dividendo políticos ao criticar, já na oposição, a aproximação de Lula como venezuelano", afirma ele. "Quando o PSDB assume o Itamaraty, com a queda do governo Dilma, há envenenamento da relação do Brasil com a Venezuela que é motivada por política eleitoral", defende Lopes. "Não vejo nenhum ganho para o Estado brasileiro, já que a Venezuela é um parceiro importante para nossa balança comercial independentemente de quem esteja no governo." Segundo Lopes, dada a assimetria de tamanho e poder política e econômico, o Brasil não precisaria usar de agressividade para conduzir as relações com o país para um caminho que seja de seu interesse – o que seria mais uma prova de que a relação com a Venezuela tem sido pensada em termos de ganho eleitoral. "É uma atitude que alguns acadêmicos chamam de populismo diplomático." Embora não seja tão relevante para o Brasil quanto para os outros países da América Latina, a questão da imigração também pode fazer parte das campanhas. "Alguns grupos acabam fomentando um discurso de xenofobia, muito baseado em informações falsas. Hoje há mais brasileiros morando fora do que estrangeiros vivendo aqui", diz Camila Asano, especialista em política internacional da Conectas, entidade de defesa dos direitos humanos. "Menos de 1% da população brasileira é imigrante. É muito pouco comparado com a Argentina, onde é 4%, e os EUA, onde os imigrantes são 14%." Crítico da aproximação do PT com a Chávez, Jair Bolsonaro já usou a crise em sua campanha, dizendo o Brasil corria o risco de ter o mesmo destino que a Venezuela. Recentemente, no entanto, foi trazida à tona novamente uma entrevista de 1999, quando era candidato pelo PSL, em que Bolsonaro definia Hugo Chávez como "uma esperança para a América Latina" e expressava o interesse de viajar ao país para conhecer o governo chavista. Questionado sobre o assunto no fim do ano passado, Bolsonaro disse que havia se equivocado. "Ora, 90% do povo venezuelano vibrou com a eleição de Chávez, assim como o Brasil vibrou com Lula. Eu gostei de ver um coronel paraquedista no governo. Seu discurso era outro. A gente se ilude com as pessoas", afirmou. * Com reportagem de Ángel Bermúdez, da BBC Mundo
    Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em Windsor

    Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em Windsor


    Cerimônia foi marcada por quebra de tradições; reveja imagens: Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em Windsor Cerimônia foi marcada por quebra de tradições; reveja imagens: Noivos receberam os títulos de Duque e Duquesa de Sussex. Meghan...


    Cerimônia foi marcada por quebra de tradições; reveja imagens: Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em Windsor Cerimônia foi marcada por quebra de tradições; reveja imagens: Noivos receberam os títulos de Duque e Duquesa de Sussex. Meghan usou no casamento vestido da estilista Clare Waight Keller
    Denúncias e falta de confiança marcam eleições na Venezuela

    Denúncias e falta de confiança marcam eleições na Venezuela


    Em crise econômica e social, Venezuela foi às urnas neste domingo. Maduro é o favorito à reeleição, com falta de adversários de peso e grande abstenção.  Funcionário verifica votos na eleição presidencial em Caracas Marco Bello/Reuters A...


    Em crise econômica e social, Venezuela foi às urnas neste domingo. Maduro é o favorito à reeleição, com falta de adversários de peso e grande abstenção.  Funcionário verifica votos na eleição presidencial em Caracas Marco Bello/Reuters A votação para presidente continua no final deste domingo (20) na Venezuela, depois de um dia em que algumas seções ficaram vazias e adversários do presidente Nicolas Maduro fizeram denúncias de fraude. O processo eleitoral deveria terminar oficialmente às 18h (19h de Brasília), mas algumas escolas ficaram abertas bem depois desse horário em várias partes do país, mesmo sem filas de votantes. Embora 20,5 milhões de pessoas estivessem aptas a votar, um grande número de abstenções deve favorecer a reeleição de Nicolás Maduro para mais 6 anos de mandato. Ainda não há um balanço oficial, mas o resultado do pleito pode sair ainda nesta noite. O presidente Nicolás Maduro vota neste domingo (20) nas eleições presidenciais da Venezuela Carlos Garcia Rawlins/Reuters A maioria da oposição decidiu boicotar a eleição e retirou candidaturas, o que também deve contribuir para a reeleição de Maduro. Apenas Henri Fálcon, Javier Bertucci e Reinaldo Quijada seguiram com as candidaturas. O pleito ocorreu também para cidadãos venezuelanos residentes no exterior. Em diversos países, houve protestos contra o governo de Maduro, que ocupa o cargo desde 2013, após a morte de Hugo Chávez. Vinte milhões de venezuelanos vão às urnas neste domingo (20) A fronteira com o Brasil foi fechada ainda no sábado, para "resguardar a soberania territorial" da Venezuela e para que as Forças Armadas controlem todo território nacional, segundo explicou o cônsul-adjunto da Venezuela em Roraima, José Martí Uriana. A medida fez com que venezuelanos procurassem rotas clandestinas para comprar mantimentos no Brasil. O candidato presidencial Henri Falcón vota neste domingo (20) em Barquisimeto Carlos Jasso/Reuters Maduro chegou para votar pouco antes das 6h ao colégio Miguel Antonio Caro, em Caracas, ao lado da esposa, Cilia Flores, e de vários colaboradores. "Fui o primeiro votante da pátria (...) sempre em primeiro nas batalhas pela nossa soberania, pelo direito à paz", declarou o líder chavista. Baixa participação Idosa é ajudada ao chegar no local de votação em Puerto Ordaz William R. Urdaneta/Reuters Segundo pesquisa da Atlantic Council divulgada em 5 de abril, quase a metade dos venezuelanos avaliava não votar nas eleições presidenciais – o voto não é obrigatório no país. A Frente Ampla Venezuela Livre, um dos grupos de oposição ao governo do país, afirmou ainda no meio do dia que a participação era de apenas 12% e denunciou a presença de aliados do chavismo em 85% das seções eleitorais, o que violaria um acordo firmado entre os candidatos antes do pleito. Pontos de votação visitados pelas agências internacionais de notícias AP e Reuters tinham baixa participação, mas o governo não divulgou um balanço ainda. Segundo o ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez, mais de 2,5 milhões de venezuelanos já votaram e a participação é "excelente". Denúncias Carnê da pátria é necessário para ter acesso aos programas sociais do governo de Nicolas Maduro Fernando Llano/AP Agências internacionais e membros da oposição apontaram irregularidades nos chamados "pontos vermelhos" instalados pelo partido de Maduro, com objetivo de checar quem votou por meio do "carnê da pátria" - usado para ter acesso aos programas sociais do governo. Durante a campanha, Maduro chegou a prometer "prêmios" para quem participar da eleição. Não há informação oficial, mas testemunhas afirmaram que o prêmio seria de 10 milhões de bolívares - cerca de US$ 13 no mercado paralelo. O ex-pastor evangélico Javier Bertucci afirmou ter recebido mais de 1.400 denúncias de irregularidades, todas elas documentadas. "Tenho centenas de vídeos que posso colocar à disposição dos jornalistas", disse o adversário de Maduro. No final do dia, o presidente ainda pediu ao comando de sua campanha e aos militantes chavistas que facilitem o transporte de eleitores para que eles possam votar no pleito. Desconfiança internacional Crianças jogam bola em frente a local de votação em San Cristobal Carlos Eduardo Ramirez/Reuters Países como Chile, Argentina e Espanha afirmaram que não irão reconhecer as eleições presidenciais venezuelanas, além da União Europeia. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou neste domingo as eleições presidenciais na Venezuela como "fraudulentas" e disse que elas "não mudam nada" no cenário do país. Os EUA anteciparam há um mês que não reconheceriam o resultado do pleito de hoje como estava sendo preparado, e o vice-presidente do país, Mike Pence, pediu recentemente que Maduro suspendesse as eleições, consideradas "falsas". Como medida de pressão, o governo de Donald Trump também impôs nos últimos meses várias rodadas de sanções econômicas a funcionários do governo venezuelano, incluindo o próprio presidente Maduro, por abusos aos direitos humanos, corrupção e ações para minar a democracia. Eleitores conferem salas de votação nas eleições deste domingo (10) na Venezuela Carlos Jasso/Reuters A eleição presidencial estava inicialmente prevista para o fim deste ano, mas em 23 de janeiro a Assembleia Nacional Constituinte anunciou que ela seria antecipada para uma data anterior a 30 de abril, depois fixada em 22 de abril. Mais tarde, porém, houve um adiamento para a segunda quinzena de maio. Boicote e outros candidatos Assim que as eleições foram anunciadas, a oposição avisou que iria boicotar o pleito. "Não contem com a Mesa da Unidade Democrática nem com o povo para aprovar o que, até agora, é apenas um simulacro fraudulento e ilegítimo de eleição presidencial", afirmou o coordenador político da MUD, Ángel Oropeza, em 21 de fevereiro. Nicolás Maduro, Henri Falcon e Javier Bertucci, os três principais candidatos à presidência da Venezuela Reuters/Carlos Garcia Rawlins/File Photos De qualquer forma, os dois maiores rivais de oposição de Maduro estariam impedidos de concorrer ao cargo: Leopoldo Lopez está em prisão domiciliar e Henrique Capriles está impedido de se candidatar a qualquer cargo por um período de 15 anos, por conta de acusações de má conduta quando era governador. No entanto, o oposicionista Henri Falcón furou o boicote e decidiu se candidatar. Falcón, militar da reserva e dissidente chavista de 56 anos, é o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS, esquerda). "Consideramos que é imprescindível participar. Em um país onde o regime tem 80% de rejeição, é possível vencer, apesar das armadilhas e dos obstáculos", declarou Segundo Meléndez, presidente do MAS, em 26 de fevereiro, ao anunciar a candidatura. Falcón, advogado, ex-prefeito e governador do estado de Lara entre 2008 e 2017, foi ligado ao movimento que levou Hugo Chávez ao poder em 1999, mas rompeu com o chavismo em 2010 mediante uma carta aberta na qual denunciou ter sido alijado por denunciar os erros da chamada revolução bolivariana. Mulher carrega um cartaz com a mensagem ‘Não à fraude eleitoral com um Conselho Eleitoral Nacional viciado. Não vote’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela, na quarta-feira (16) AP Photo/Ariana Cubillos Além de Falcón, apresentaram candidaturas à presidência o pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada. Campanha Apesar de tudo, Maduro cumpriu uma intensa agenda de campanha eleitoral e foi cauteloso quanto a um discurso de vitória certa antes da hora. Mesmo com a grave crise econômica e política do país, o presidente participou de animados comícios diariamente, nos quais prometeu "uma revolução na economia", cantou e dançou ao lado de artistas populares na Venezuela e até do ex-jogador argentino Diego Maradona. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza evento de campanha acompanhado de sua mulher, Cilia Flores, e do ícone argentino do futebol Diego Maradona em Caracas Carlos Garcia Rawlins/Reuters Maduro confirmou oficialmente sua candidatura à reeleição em 27 de fevereiro. Naquele dia, com funcionários de sua confiança, visitou o túmulo do líder socialista Hugo Chávez (1999-2013), antes de se encaminhar para a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para entregar os documentos de inscrição. "Este é o plano da pátria 2025, que é o aprofundamento do caminho e o legado de nosso amado comandante Hugo Chávez (...) na direção da prosperidade econômica", declarou na ocasião. Mulher deposita seu voto nas eleições presidenciais deste domingo (20) em Barquisimeto, na Venezuela Carlos Jasso/Reuters Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição Alexandre Mauro/Infografista/G1 Observadores internacionais Para tentar dar maior ar de legitimidade, a autoridade eleitoral venezuelana convidou a União Europeia (UE) para participar como observadora nas eleições presidenciais. A pedido dos principais candidatos – o presidente Nicolás Maduro e o opositor Henri Falcón –, em 19 de fevereiro o CNE também solicitou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que enviasse observadores para as eleições. "Estamos esperando a resposta das Nações Unidas, que já declarou que não pode vir porque não faz parte de seus procedimentos", assinalou a funcionária, referindo-se à falta de uma resposta formal da ONU. A oposição, além de boicotar as eleições, pediu que a ONU não participe do processo, para evitar legitimar uma eleição que diz ser manipulada. No sábado (20), Maduro pediu capacidade de entendimento após as eleições para os Estados Unidos e União Europeia. "Eu peço, não somente da UE, mas também dos EUA, uma capacidade de diálogo, de entendimento. Quero que escutem a voz e a verdade da Venezuela", disse. "Tomara que a UE tenha os olhos bem abertos para ver a verdade da Venezuela e abandone a intolerância ideológica contra a revolução bolivariana, que é uma revolução democrática", afirmou.
    Realeza britânica agradece público que foi a Windsor para casamento

    Realeza britânica agradece público que foi a Windsor para casamento


    Príncipe Harry e Meghan Markle se casaram em cerimônia que uniu tradição e modernidade. Mais de 100 mil pessoas não quiseram perder o acontecimento mais esperado do ano no Reino Unido.  Público acompanha casamento do Príncipe Harry e Meghan...


    Príncipe Harry e Meghan Markle se casaram em cerimônia que uniu tradição e modernidade. Mais de 100 mil pessoas não quiseram perder o acontecimento mais esperado do ano no Reino Unido.  Público acompanha casamento do Príncipe Harry e Meghan Markel Reprodução/Twitter/Royal Family A família real britânica agradeceu a todas as pessoas que foram no sábado (19) à cidade de Windsor para acompanhar o casamento do príncipe Harry e da americana Meghan Markle. "Obrigado a todos que vieram a Windsor e aqueles que acompanharam - o casamento - em todo o Reino Unido, a Commonwealth e o mundo", é a mensagem publicada na conta oficial do Twitter da realeza britânica. Initial plugin text Mais de 100 mil pessoas não quiseram perder o acontecimento mais esperado do ano no Reino Unido e foram ontem à pequena cidade de Windsor, a oeste de Londres, de 30 mil habitantes, para acompanhar o mais perto possível a casamento. "Parabéns mais uma vez aos recém-casados duques de Sussex", acrescentou a casa real, em mensagem acompanhada de uma foto panorâmica do passeio de Long Wolk abarrotado de gente durante a passagem da carruagem na qual Harry e Meghan Markle foram transportados depois de se casarem na capela de Saint George. Príncipe Harry e Meghan Markle se beijam depois do casamento na Capela de São Jorge em Windsor Danny Lawson/pool photo via AP Initial plugin text
    Em crise econômica e social, Venezuela vai às urnas neste domingo com Maduro como favorito à reeleição

    Em crise econômica e social, Venezuela vai às urnas neste domingo com Maduro como favorito à reeleição


    Falta de adversários de peso e abstenção devem favorecer reeleição de Maduro na Venezuela. Diversos países e União Europeia já anunciaram que não irão reconhecer legitimidade da votação. Nicolás Maduro, Henri Falcon e Javier Bertucci, os...


    Falta de adversários de peso e abstenção devem favorecer reeleição de Maduro na Venezuela. Diversos países e União Europeia já anunciaram que não irão reconhecer legitimidade da votação. Nicolás Maduro, Henri Falcon e Javier Bertucci, os três principais candidatos à presidência da Venezuela Reuters/Carlos Garcia Rawlins/File Photos Boicotada pela maioria da oposição, sem reconhecimento da comunidade internacional e sob forte suspeita de manipulação governamental, uma nova eleição presidencial será realizada neste domingo (20) na Venezuela. E, apesar de contar com um índice de rejeição de mais de 75%, o presidente Nicolás Maduro não deve enfrentar grandes dificuldades para se reeleger e continuar no cargo que ocupa desde 2013, após a morte de Hugo Chávez. Isso se deve principalmente à ausência de competidores de grande peso político e à previsão de uma grande abstenção eleitoral. Segundo pesquisa da Atlantic Council divulgada em 5 de abril, quase a metade dos venezuelanos avalia não votar nas eleições presidenciais – o voto não é obrigatório no país. Embora 20,5 milhões de pessoas estejam aptas a votar nos 14.500 centros que estarão abertos neste domingo, as sensações de desesperança e desconfiança são generalizadas no país. Mulher carrega um cartaz com a mensagem ‘Não à fraude eleitoral com um Conselho Eleitoral Nacional viciado. Não vote’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela, na quarta-feira (16) AP Photo/Ariana Cubillos Cerca de 44,3% dos consultados porta a porta se mostraram inclinados a não participar das eleições, diante dos 28% registrados em janeiro em uma pesquisa por telefone deste centro de estudos com sede em Washington. Cerca de 49,8% consideram que os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não seriam críveis, 10 pontos percentuais a mais do que em janeiro. A eleição presidencial estava inicialmente prevista para o fim deste ano, mas em 23 de janeiro a Assembleia Nacional Constituinte anunciou que ela seria antecipada para uma data anterior a 30 de abril, depois fixada em 22 de abril. Mais tarde, porém, houve um adiamento para a segunda quinzena de maio. Campanha Apesar de tudo, Maduro cumpriu uma intensa agenda de campanha eleitoral e foi cauteloso quanto a um discurso de vitória certa antes da hora. "Que ninguém fique confiante a ache que já ganhamos. Claro que temos força para ganhar e vamos ganhar, mas temos que afinar nossa máquina para garantir os votos", disse o presidente em 4 de maio. E, mesmo com a grave crise econômica e política do país, o presidente participou de animados comícios diariamente, nos quais prometeu "uma revolução na economia", cantou e dançou ao lado de artistas populares na Venezuela e até do ex-jogador argentino Diego Maradona. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza evento de campanha acompanhado de sua mulher, Cilia Flores, e do ícone argentino do futebol Diego Maradona em Caracas Carlos Garcia Rawlins/Reuters Maduro confirmou oficialmente sua candidatura à reeleição em 27 de fevereiro. Naquele dia, com funcionários de sua confiança, visitou o túmulo do líder socialista Hugo Chávez (1999-2013), antes de se encaminhar para a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para entregar os documentos de inscrição. "Este é o plano da pátria 2025, que é o aprofundamento do caminho e o legado de nosso amado comandante Hugo Chávez (...) na direção da prosperidade econômica", declarou na ocasião. Boicote e outros candidatos Assim que as eleições foram anunciadas, a oposição avisou que iria boicotar o pleito. "Não contem com a Mesa da Unidade Democrática nem com o povo para aprovar o que, até agora, é apenas um simulacro fraudulento e ilegítimo de eleição presidencial", afirmou o coordenador político da MUD, Ángel Oropeza, em entrevista coletiva em 21 de fevereiro. De qualquer forma, os dois maiores rivais de oposição de Maduro estariam impedidos de concorrer ao cargo: Leopoldo Lopez está em prisão domiciliar e Henrique Capriles está impedido de se candidatar a qualquer cargo por um período de 15 anos por conta de acusações de má conduta quando era governador. No entanto, o oposicionista Henri Falcón furou o boicote e decidiu se candidatar. Falcón, militar da reserva e dissidente chavista de 56 anos, é o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS, esquerda). O candidato à presidência da Venezuela Henri Falcón acena durante evento de campanha em Maracay, na quarta-feira (11) Reuters/Adriana Loureiro "Consideramos que é imprescindível participar. Em um país onde o regime tem 80% de rejeição, é possível vencer, apesar das armadilhas e dos obstáculos", declarou. Segundo Meléndez, presidente do MAS, em 26 de fevereiro, ao anunciar a candidatura. Falcón, advogado, ex-prefeito e governador do estado de Lara entre 2008 e 2017, foi ligado ao movimento que levou Hugo Chávez ao poder em 1999, mas rompeu com o "chavismo" em 2010 mediante uma carta aberta na qual denunciou ter sido alijado por denunciar os erros da chamada "revolução bolivariana". Além de Falcón, apresentaram candidaturas à presidência o pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada. Legitimidade Países como Chile, Argentina e Espanha já afirmaram que não irão reconhecer as eleições presidenciais venezuelanas, além da União Europeia. Em 2 de maio, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou: "Vejo a experiência da Assembleia Constituinte na Venezuela, eleita de forma completamente fraudulenta, como fraudulentas serão, se forem realizadas, as eleições de maio na Venezuela, que o Chile, é claro, não vai reconhecer”. Antes, no dia 10 de abril, o presidente argentino Mauricio Macri já havia afirmado algo semelhante, durante uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy. Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição Alexandre Mauro/Infografista/G1 "Não vamos validar o resultado eleitoral de maio, ele não tem nenhum valor. Por mais que o senhor Maduro me insulte, não vamos reconhecê-lo como um presidente democrático porque nesse momento não há democracia na Venezuela”, disse Macri. Mesmo poucos dias antes da votação, continuaram os pedidos de suspensão da eleição. Em 7 de maio, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, falou sobre o assunto em uma sessão protocolar especial do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. "Urgimos (ao presidente Nicolás) Maduro e a seu governo que suspenda essa fraude de eleições e organize eleições reais", disse. "Será uma eleição falsa com um resultado falso", apontou. Uma semana depois, no dia 14, o Grupo de Lima, do qual fazem parte 14 países – inclusive o Brasil – fez "um último apelo ao governo venezuelano para suspender as eleições gerais previstas para o próximo 20 de maio", disse o chanceler mexicano, Luis Videgaray, durante coletiva de imprensa celebrada após reunião do grupo na Cidade do México. Em abril, o Grupo de Lima já havia lançado uma declaração conjunta, na qual exigia na Venezuela "eleições presidenciais com as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático, sem presos políticos, que inclua a participação de todos os atores políticos venezuelanos, e ratificam que eleições que não cumpram com essas condições não terão legitimidade e credibilidade". Observadores internacionais Para tentar dar maior ar de legitimidade, a autoridade eleitoral venezuelana convidou a União Europeia (UE) para participar como observadora nas eleições presidenciais. A pedido dos principais candidatos - o presidente Nicolás Maduro e o opositor Henri Falcón -, em 19 de fevereiro o CNE também solicitou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que enviasse observadores para as eleições. Manifestantes se reúnem em frente ao escritório da ONU em Caracas, na Venezuela, para pedir que o órgão não envie observadores para a eleição presidencial de maio, na segunda-feira (12) Reuters/Marco Bello "Estamos esperando a resposta das Nações Unidas, que já declarou que não pode vir porque não faz parte de seus procedimentos", assinalou a funcionária, referindo-se à falta de uma resposta formal da ONU. A oposição, além de boicotar as eleições, pediu que a ONU não participe do processo, para evitar legitimar uma eleição que diz ser manipulada.
    Estudante paquistanesa e professora estão entre vítimas de atirador no Texas

    Estudante paquistanesa e professora estão entre vítimas de atirador no Texas


    Jovem de 17 anos abriu fogo na Santa Fé High School, matando pelo menos 10 pessoas na sexta-feira. Motivo ainda é desconhecido.  Estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, e professoras estão entre as vítimas de um jovem que entrou atirando na...


    Jovem de 17 anos abriu fogo na Santa Fé High School, matando pelo menos 10 pessoas na sexta-feira. Motivo ainda é desconhecido.  Estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, e professoras estão entre as vítimas de um jovem que entrou atirando na Santa Fé High School, no Texas, na última sexta-feira (18). O suspeito de cometer o massacre é Dimitri Pagourtzis, de 17 anos, que admitiu o crime e está preso, sem direito a fiança. Veja quem são as vítimas: Sabika Sheikh Pai de Sabika Sheikh mostra foto da filha no celular Fareed Khan/AP Filha mais velha de uma família paquistanesa que mora em Karachi, a jovem de 17 anos ganhou uma bolsa de estudos para passar um ano nos Estados Unidos, dentro de um programa de intercâmbio para jovens muçulmanos. Ela voltaria ao Paquistão no próximo mês para passar com a família os dias que marcam o final do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, informou a agência Reuters. Cynthia Tisdale Cynthia Tisdale (direita) com o marido e a sobrinha Eric Sanders/AP Era professora substituta na Santa Fé High School. Além disso, também trabalhava como garçonete em um restaurante para complementar a renda da família, depois que seu marido foi diagnosticado com uma doença incurável no pulmão. O relato foi publicado por seu cunhado John Tisdale no Facebook. Ann Perkins Também professora substituta, Ann era chamada de "Vovó Perkins" por estudantes e membros da escola, segundo informou a rede de televisão CBS. Christian Riley Garcia O jovem de 15 anos foi identificado por um pastor, que fez uma homanagem a ele no Facebook. Ele postou uma foto em que o adolescente escreveu uma passagem da bíblia no que seria a batente de seu futuro quarto, há cerca de 10 dias. Kimberly Vaughan Depois de uma busca intensa, a veterana do exército norte-americano Rhonda Hart confirmou em seu Facebook que sua filha morreu enquanto estava na aula de artes. Ela fez postagens pedindo o controle de armas de fogo no país. Shana Fisher Uma semana depois de seu 16º aniversário, Shana foi morta na escola, segundo afirmou uma tia dela no Twitter. "Ela deveria estar ganhando o primeiro carro, não um funeral", afirmou. Initial plugin text Chris Stone O estudante de 17 anos era apaixonado por futebol americano e por aventura. Sua página no Facebook tem imagens de atletas do Dallas Cowboys e de paisagens naturais, informou a agência Reuters. Angelique Ramirez A enfermeira Sylvia Pritchett, tia de Angelique, primeiro afirmou que sua sobrinha teria sido baleada na perna, mas depois informou que ela havia morrido. Jared Conard Black De acordo com o relato de um tio à rede de televisão KTRK, Black gostava de desenhar animes e tinha comemorado seu 17º aniversário dois dias atrás. Um amigo da família criou uma vaquinha virtual para comprar passagem aérea para o pai dele, que está na Califórnia. Kyle McLeod O jovem de 15 anos foi uma das vítimas, segundo afirmou a ABC News.
    Com fronteira fechada, venezuelanos usam rotas clandestinas para comprar mantimentos no Brasil

    Com fronteira fechada, venezuelanos usam rotas clandestinas para comprar mantimentos no Brasil


    Nicolás Maduro ordenou fechamento da fronteira na véspera da eleição presidencial que ocorre neste domingo (20). Venezuelanos cruzam fronteira com o país por rotas clandestinas levando mantimentos neste sábado (19) Emily Costa/G1 RR Com a...


    Nicolás Maduro ordenou fechamento da fronteira na véspera da eleição presidencial que ocorre neste domingo (20). Venezuelanos cruzam fronteira com o país por rotas clandestinas levando mantimentos neste sábado (19) Emily Costa/G1 RR Com a fronteira fechada às vésperas da eleição para presidente, venezuelanos estão entrando e saindo do país por rotas clandestinas. Muitos fazem um percurso em meio à mata para comprar comida e remédios no Brasil. De acordo com o Itamaraty, a fronteira da Venezuela com o Brasil foi bloqueada às 21h de sexta (18) e só será reaberta às 6h de segunda (21). O fechamento foi determinado pelo presidente Nicolás Maduro na véspera da eleição presidencial que ocorre neste domingo (20). Venezuelano percorre rota clandestina na fronteira do país: 'estou levando remédios' Emily Costa/G1 RR No início da manhã deste sábado (19), apenas o tráfego de veículos estava interrompido no lado venezuelano da BR-174, que liga os dois países. No entanto, às 10h (11h de Brasília), o fluxo de pessoas a pé entrando ou saindo da Venezuela também passou a ser vetado. Com isso, as rotas clandestinas em meio aos 2 mil quilômetros de fronteira entre Roraima e a Venezuela viram alternativa para quem foge do desabastecimento de alimentos e remédios no país governado por Maduro. O venezuelano Carlo Quintano, de 50 anos, foi a Pacaraima, município brasileiro ao Norte de Roraima, em busca de alimentos. Na volta para casa, uma fazenda na região da fronteira, atravessou a pé para a Venezuela. Consigo levou pacotes de farinha de trigo, arroz, garrafas de óleo e potes de margarina. "Precisamos de comida, e se não nos deixam passar pela fronteira, vamos por aqui. Temos que recorrer ao Brasil para não morrer de fome", disse Carlo Quintano. Carlo Quintano, 50, cruzou a pé a fronteira entre os dois países: 'Temos que recorrer ao Brasil para não morrer de fome' Emily Costa/G1 RR Um venezuelano de 23 anos que mora em Pacaraima disse que as rotas clandestinas em meio à mata costumam ser usadas sempre que a fronteira é fechada. O percurso a pé leva em média 30 minutos, não tem postos de fiscalização e fica dentro do território venezuelano. "A maioria das pessoas sempre vai pela rodovia, mas quando a fronteira fecha muito gente passa por aqui para entrar ou sair da Venezuela", explicou. Em dezembro de 2016, última vez em que a fronteira tinha sido fechada por ordem de Maduro, muitos venezuelanos e até brasileiros fizeram o mesmo percurso. Na fronteira, a 215 Km da capital Boa Vista, guardas venezuelanos impedem que pessoas cruzem a fronteira pela BR-174 em veículos ou a pé Emily Costa/G1 RR "Eu moro em Boa Vista e em Santa Elena de Uairén, e quando soube que a fronteira tinha sido fechada vim por aqui e irei ficar no Brasil até segunda", disse um brasileiro de 60 anos que também o fez o percurso para deixar a Venezuela. Segundo o cônsul-adjunto da Venezuela em Roraima, José Martí Uriana, a medida de fechar a fronteira é adotada sempre que ocorrem eleições no país como forma de segurança durante o pleito. Venezuelana com bebê de colo atravessa fronteira com o país por rota clandestina: 'ele [bebê] tem um mês" Emily Costa/G1 RR "A República Bolivariana da Venezuela, cada vez que tem um processo eleitoral, fecha a fronteira para resguardar a soberania territorial e também para que as Forças Armadas controlem todo território nacional, e isso inclui a fronteira", explicou. Eleições na Venezuela No domingo, os eleitores venezuelanos vão às urnas para eleger o presidente que vai governar o país nos próximos seis anos. Venezuela fecha fronteira com o Brasil na véspera das eleições Candidato à reeleição, Maduro lidera as pesquisas de opinião em uma eleição na qual os principais opositores não podem concorrer. O país vive uma grave crise econômica e humanitária, o que fez aumentar os fluxos migratórios de venezuelanos para outros países, como o Brasil. Pesquisas mostram liderança de Maduro, mas panorama é incerto Maduro encerra campanha em comício com Maradona Candidato presidencial promete 'ajuda humanitária' dos EUA na Venezuela Como a maior parte da oposição boicotará a votação de domingo e dois de seus líderes mais populares estão proibidos de concorrer, o presidente de esquerda Nicolás Maduro deve se reeleger apesar da crise econômica que devasta o país. Em Roraima, que recebe um crescente fluxo de venezuelanos que deixam o país natal, haverá apenas um posto de votação, que será no próprio consulado, no Centro de Boa Vista. A expectativa é que pelo menos 50 venezuelanos que se inscreveram e têm residência fixa em Roraima – ou seja, que não são solicitantes de refúgio e nem de residência temporária – votem na capital. Estima-se que há 40 mil venezuelanos vivendo em Boa Vista em razão da crise no país natal.
    Iván Duque lidera pesquisas para eleições presidenciais da Colômbia

    Iván Duque lidera pesquisas para eleições presidenciais da Colômbia


    Candidato de direita venceria o esquerdista Gustavo Petro no 2º turno, segundo a última pesquisa. Ivan Duque lidera pesquisa presidencial na Colômbia Jaime Saldarriaga/Reuters O candidato de direita Iván Duque lidera as intenções de voto entre...


    Candidato de direita venceria o esquerdista Gustavo Petro no 2º turno, segundo a última pesquisa. Ivan Duque lidera pesquisa presidencial na Colômbia Jaime Saldarriaga/Reuters O candidato de direita Iván Duque lidera as intenções de voto entre os colombianos antes das eleições presidenciais no final do mês, com uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre seu rival mais próximo, o esquerdista Gustavo Petro, a quem derrotaria em um segundo turno, revelou neste sábado (19) uma pesquisa.  Na pesquisa da empresa Invamer, Duque alcançou 41,5% das intenções de voto, frente a 29,5% de Petro, ex-prefeito de Bogotá.  Duque, que tem o apoio do Partido Centro Democrático do ex-presidente Álvaro Uribe, permaneceu estável em relação à pesquisa anterior da Invamer, publicada em abril, enquanto Petro perdeu 1,5 ponto percentual.  Em terceiro lugar ficou o independente Sergio Fajardo, com 16,3% das intenções, com alta de 3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.  O candidato de centro-direita e ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras ocupa o quarto lugar na corrida, com 6,6% das intenções, mais de um ponto percentual a menos que na pesquisa anterior, enquanto o aspirante do Partido Liberal Humberto De La Calle aparece em quinto com 1,9%, registrando queda de meio ponto percentual.  A pesquisa, com margem de erro de 2,83 pontos, incluiu 1.200 entrevistas e foi realizada entre 12 e 16 de maio. Todas as pesquisas realizadas até agora mostram Duque como o vencedor do primeiro turno, acompanhado por Petro em segundo lugar.  Em um eventual segundo turno entre Duque e Petro, o político de direita chegaria à Presidência com 53,5%, frente aos 43,4% do ex-prefeito de Bogotá, de acordo com o levantamento.  As eleições presidenciais da Colômbia estão marcadas para o domingo 27 de maio. Se nenhum dos candidatos conseguir mais da metade dos votos válidos, um segundo turno acontece em junho entre os dois mais votados. 
    Ex-piloto fez denúncias contra companhia aérea do avião que caiu em Cuba

    Ex-piloto fez denúncias contra companhia aérea do avião que caiu em Cuba


    Em algumas ocasiões, os motores das aeronaves falharam, e os mecânicos reclavam de falta de peças para reposição. Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) Adalberto Roque/AFP O ex-piloto Marco Aurélio Hernández, que trabalhou...


    Em algumas ocasiões, os motores das aeronaves falharam, e os mecânicos reclavam de falta de peças para reposição. Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) Adalberto Roque/AFP O ex-piloto Marco Aurélio Hernández, que trabalhou para a Global Air, a companhia aérea proprietária do avião que caiu na sexta-feira (18) em Havana deixando mais de 100 mortos, tinha denunciado às autoridades que várias vezes voou em aeronaves da empresa com problemas técnicos. Em entrevista ao jornal "Milenio", Hernández disse que trabalhou para companhia aérea entre 2005 e 2013. Desde seu início na empresa, o ex-piloto disse que informou aos donos da Global Air sobre os problemas, mas não obteve resposta alguma. Hernández contou, entre outras coisas, que voou pela América do Sul sem radar. Em algumas ocasiões, os motores das aeronaves falharam, e os mecânicos reclavam de falta de peças para reposição. Avião caiu logo após decolar de Havana Infografia: Roberta Jaworski A primeira denúncia foi apresentada por ele ao diretor-geral de Aeronáutica Civil da Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT), Alexandro Ardugín Le Roy. O documento da ação acompanha a entrevista concedida pelo ex-piloto. "Há pessoas muito capacitadas como mecânicos, mas faltam coisas como refeições leves. Falta cuidado. Que eles conseguissem para eles as peças necessárias para que os aviões ficassem, se não 100%, pelo menos 80% ou 90%", disse o ex-piloto na entrevista. Hernández pilotou três aviões diferentes, todos eles Boeing 737. Um deles, com matrícula XA-UHZ, foi o que caiu em Havana, provocando a morte de 110 pessoas, por motivos ainda desconhecidos. Bombeiros e agentes trabalham em meio a destroços da aeronave caída em Havana Alexandre Meneghini/Reuters Sobre o piloto morto no acidente, Jorge Núñez, Hernández explicou que os dois tinham trabalhado juntos por dois meses. "Era um companheiro muito capaz, preparado e sério", disse. O ex-piloto deixou o trabalho depois de ter um derrame horas antes de comandar um voo entre Juárez e Cidade do México. Ontem, a Direção Geral de Aeronáutica Civil do México informou que a empresa não fez a revisão técnica anual de suas aeronaves. A maioria dos 110 mortos no acidente é cubana, mas há também cidadãos mexicanos, argentinos e saarianos entre as vítimas. Apenas três mulheres cubanas sobreviveram à queda do avião e estão internadas em estado grave em um hospital de Havana.
    Família de suspeito de tiroteio no Texas diz que está 'chocada e confusa'

    Família de suspeito de tiroteio no Texas diz que está 'chocada e confusa'


    Dimitri Pagourtzis, de 17 anos, abriu fogo na Santa Fé High School, matando pelo menos 10 pessoas na sexta-feira. Motivo ainda é desconhecido. Jovem que abriu fogo numa escola do Texas e matou 10 se apresenta a juiz A família do estudante de 17...


    Dimitri Pagourtzis, de 17 anos, abriu fogo na Santa Fé High School, matando pelo menos 10 pessoas na sexta-feira. Motivo ainda é desconhecido. Jovem que abriu fogo numa escola do Texas e matou 10 se apresenta a juiz A família do estudante de 17 anos Dimitri Pagourtzis, que segundo autoridades matou 10 pessoas ao abrir fogo em uma escola do Texas na véspera, afirmou neste sábado (19) que está tão "chocada e confusa quanto qualquer pessoa com o que aconteceu". "Compartilhamos da mesma sede de respostas para explicar como isto aconteceu", afirmou a família em nota divulgada por advogados. Segundo eles, Dimitri é um "garoto inteligente, quieto e amoroso". Pelo menos um colega na Santa Fé High School afirmou que ele era alvo de bullying. No entanto, ele não dava sinais de violência. Autor de massacre em escola no Texas vai ficar preso sem direito à fiança Além dos nove estudantes e um professor mortos, os tiros feriram outras 13 pessoas. Após se entregar, Dimitri teria dito a policiais que tinha intenção de se matar também, mas não teve coragem. "Estendemos as nossas mais sinceras orações e condolências a todas as vítimas. Também queremos agradecer todos os que intervieram para mostrar sua ajuda e apoio", escreveram os pais do atirador. Ele ainda afirmou que tentou não atirar contra pessoas das quais gostava para que elas pudessem contar sua história. A polícia ainda não divulgou o que teria provocado o ato. Estudante Dakota Shrader é consolada por sua mãe após tiroteio em sua escola no Texas. Stuart Villanueva/AP Dia seguinte Um de seus advogados afirmou neste sábado que Dimitri parecia estar desorientado nesta manhã. Ele foi acusado de homicídio e está detido sem direito a fiança em Santa Fé. Nicholas Poehl, um dos dois advogados contratados pelos pais do suspeito para representá-lo, disse à Reuters que passaram uma hora com Pagourtzis, na noite de sexta e na manhã de sábado.  "Há aspectos que ele entende, e há aspectos que ele não entende."  Pagourtzis abriu mão de seu direito de permanecer em silêncio em fez um pronunciamento às autoridades admitindo a autoria do crime, de acordo com uma declaração juramentada antes de sua prisão.  Na manhã de sexta-feira, a Sanfa Fe High School, a sudeste de Houston, tornou-se a cena do quarto tiroteio em massa com vítimas fatais em uma escola pública norte-americana, entrando numa longa lista de estabelecimentos educacionais que foram vítimas de atiradores.  Equipes de emergência e policiais atendem feridos após tiroteio em escola de ensino médio em Santa Fe, Texas Michael Ciaglo/AP Tiros em escola no Texas Infografia: Karina Almeida/G1
    Meghan Markle escolhe vestido de Stella McCartney para recepção do casamento

    Meghan Markle escolhe vestido de Stella McCartney para recepção do casamento


    Meghan e Harry deixaram o castelo de Windsor a bordo de um clássico Jaguar E-Type, mas movido a eletricidade. Meghan Markle escolheu vestido de Stella McCartney para a recepção oferecida pelo príncipe Charles Steve Parsons/Pool via REUTERS Depois...


    Meghan e Harry deixaram o castelo de Windsor a bordo de um clássico Jaguar E-Type, mas movido a eletricidade. Meghan Markle escolheu vestido de Stella McCartney para a recepção oferecida pelo príncipe Charles Steve Parsons/Pool via REUTERS Depois da cerimônia e do almoço, os recém-casados príncipe Harry e Meghan Markle deixaram o castelo de Windsor por volta das 19h (horário local) para a recepção oferecida pelo príncipe Charles em Frogmore. Veja como foi o vestido de noiva de Meghan Markle A agora duquesa de Sussex trocou o vestido de noiva da marca francesa Givenchy por um modelo sem mangas e com os ombros de fora, feito pela estilista Stella McCartney, filha do ex-Beatle Paul McCartney. Initial plugin text Casal parte para recepção em Frogmore, outro palácio em Windsor Steve Parsons/Pool via REUTERS Harry também trocou o traje militar pelo smoking preto com a tradicional gravata borboleta. Os dois saíram sorridentes, e Harry abriu a porta do carro, um Jaguar E-Type Zero. O modelo é originalmente de 1968, mas foi convertido e agora tem motor elétrico, que não emite poluentes. Harry abre a porta do carro para Meghan Markle Steve Parsons/Pool via REUTERS No detalhe, a placa do veículo marca exatamente a data do casamento E 19-05-18. Apenas 200 pessoas foram convidadas para a recepção, relativamente mais reservada que o almoço oferecido pela rainha Elizabeth logo após a cerimônia. Meghan e Harry acenam antes de partir para a recepção Steve Parsons/Pool via REUTERS Depois da festa reservada em Frogmore, Harry e Meghan voltarão ao castelo de Windsor, onde passarão a primeira noite de casados. Diferentemente do costume brasileiro, eles não saem em lua de mel logo após a cerimônia. Ainda não se sabe qual será o destino da viagem, mas algum país na África é a maior aposta. No domingo, o casal deve voltar ao palácio de Kensington em Londres, e na terça-feira eles têm seu primeiro compromisso oficial em Buckingham, o local de trabalho da rainha Elizabeth. Casal deixou Windsor a bordo de um Jaguar E-Type Zero Steve Parsons/Pool via REUTERS Harry e Meghan vão para a recepção em um Jaguar E-Type elétrico Steve Parsons/PA Wire/Pool via REUTERS Initial plugin text
    Caixa-preta de avião que caiu em Cuba é recuperada 'em boas condições', diz ministro

    Caixa-preta de avião que caiu em Cuba é recuperada 'em boas condições', diz ministro


    Informação foi dada pelo ministro dos Transportes do país à TV estatal cubana; 110 pessoas morreram no acidente.  Especialistas cubanos recuperam caixa preta de avião que caiu após decolar Especialistas cubanos conseguiram recuperar neste...


    Informação foi dada pelo ministro dos Transportes do país à TV estatal cubana; 110 pessoas morreram no acidente.  Especialistas cubanos recuperam caixa preta de avião que caiu após decolar Especialistas cubanos conseguiram recuperar neste sábado (19) uma das caixas-pretas do avião que caiu na véspera depois de decolar do aeroporto internacional de Havana, matando 110 das 113 pessoas a bordo. O ministro de Transportes de Cuba, Adel Yzquierdo, disse à emissora estatal cubana que os investigadores estão trabalhando intensamente no local do acidente, perto do terminal 1 do aeroporto, e que a caixa-preta localizada está em "boas condições". "Já temos uma caixa-preta em mãos, em boas condições, bom estado de conservação, e devemos conseguir a outra nas próximas horas. Elas irão para a comissão criada para analisar as causas do acidente", explicou o ministro na entrevista à imprensa oficial. O ministro afirmou que todos os corpos das vítimas, a maior parte delas cubanas, já foram levados para o Instituto de Medicina Legal de Havana. Parentes já estão no local para oferecer amostras genéticas para facilitar o processo de identificação. "Já temos a lista de passageiros, vamos publicá-la nas próximas horas", disse o ministro. Até o momento, apenas dez corpos foram identificados. O avião transportava 102 cubanos, seis tripulantes mexicanos e cinco passageiros estrangeiros: dois argentinos, um mexicano e dois saarauís. Avião cai logo após decolar de Havana nesta sexta (18) Adalberto Roque/AFP O primeiro vice-presidente de Cuba, Salvador Valdés, destacou o esforço, a dedicação e o prossionalismo das equipes que atuaram após o acidente e dos funcionários do Instituto de Medicina Legal. O Boeing 737 da companhia aérea mexicana Global Air, operado pela Cubana de Aviación, caiu pouco depois de decolar em Havana. As três únicas sobreviventes, todas mulheres e cubanas, permanecem internadas em estado grave no Hospital Calixto García, em Havana. Uma delas está consciente. Obsoleto e barulhento A aeronave que caiu em Cuba voava havia quase 40 anos. O modelo, o 737-200, é barulhento e obsoleto, e começou a perder espaço, já no início dos anos 1990, para aviões mais modernos e espaçosos, como a continuação da família 737 (-300, 400 e 500), que levavam mais passageiros e tinham motores mais silenciosos e econômicos. Desde meados dos anos 2000, nenhuma grande companhia aérea no mundo voa os 737-200 - em razão de legislações que exigem que as aeronaves tenham nível de ruido menor. Entre os operadores estão empresas de Uganda, Paquistão, Quênia, Congo, Filipinas e Venezuela. Atualmente, nenhum voa regularmente dentro da Europa e dos Estados Unidos. O mesmo ocorre no Brasil. Em grandes companhias, o fim se deu em 2005, com Varig e Vasp, ambas extintas. Em 2010, o Boeing 737-200 usado pela Rico Linhas Aéreas, do Amazonas, foi o último a voar regularmente em voos domésticos no país. Avião caiu logo após decolar de Havana Roberta Jaworski/G1
    Estrela da NFL pagará por funeral de mortos no massacre em escola do Texas

    Estrela da NFL pagará por funeral de mortos no massacre em escola do Texas


    Tiroteio em Santa Fe, na sexta-feira, deixou 10 mortos. O jogador da NFL J.J. Watt, do Houston Texans Mike Blake/Reuters A estrela do futebol americano J.J. Watt, do Houston Texans, irá arcar com as despesas dos funerais dos mortos no massacre na...


    Tiroteio em Santa Fe, na sexta-feira, deixou 10 mortos. O jogador da NFL J.J. Watt, do Houston Texans Mike Blake/Reuters A estrela do futebol americano J.J. Watt, do Houston Texans, irá arcar com as despesas dos funerais dos mortos no massacre na escola de ensino médio de Santa Fe, anunciaram dirigentes da liga de futebol americano (NFL). Segundo a imprensa do país, dois professores e oito alunos perderam suas vidas durante o ataque, realizado por um adolescente de 17 anos, que entrou em uma sala de aulo e abriu fogo, na sexta-feira (18) em Santa Fe, no Texas. Outras 10 pessoas ficaram feridas. "Absolutamente horrível", escreveu Watt em sua conta no Twitter pouco após a tragédia. Watt, uma das maiores estrelas do futebol americano, é famoso por seus projetos sociais desde que foi escolhido para defender o Houston Texans no Draft de 2011. No ano passado, o jogador de 29 anos, considerado um dos melhores defensores da liga, recebeu o prêmio da NFL de Homem do Ano após arrecadar mais de US$ 37 milhões para ajudar famílias desalojadas pelo furacão Harvey, que causou destruição no Texas. Policiais atendem ao chamado depois de tiroteio em escola em Santa Fe, região de Houston, no Texas. Xerife do Condado de Harris/Reuters
    Sobrevivente de acidente aéreo em Cuba está consciente, diz médico

    Sobrevivente de acidente aéreo em Cuba está consciente, diz médico


    Três mulheres sobreviveram à queda do Boeing 737-200 em Havana; mais de 100 pessoas morreram.  Sobrevivente do acidente com um avião em Cuba é socorrida por paramédicos na sexta-feira (18) Marcelino Vazquez Hernandez/ACN/Handout via Reuters Uma...


    Três mulheres sobreviveram à queda do Boeing 737-200 em Havana; mais de 100 pessoas morreram.  Sobrevivente do acidente com um avião em Cuba é socorrida por paramédicos na sexta-feira (18) Marcelino Vazquez Hernandez/ACN/Handout via Reuters Uma das três sobreviventes do acidente aéreo de sexta-feira (18) em Havana, que causou a morte de 110 pessoas, está consciente, mas segue em estado crítico. "As três foram oficialmente identificadas e suas famílias estão presentes. Elas têm ferimentos graves e correm risco de morte. Estão em estado crítico extremo devido à complexidade de seus ferimentos", declarou neste sábado o médico Carlos Martinez, diretor do hospital Calixto García. As sobreviventes foram identificadas como as cubanas Mailen Díaz Almaguer, de 19 anos; Grettel Landrovell Font, de 23 anos; e Emiley Sanchez de la O, de 39. "Destas três, a última está consciente e comunicativa", disse o médico, sem dar mais detalhes sobre o estado das outras duas pacientes. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, esteve no hospital para saber sobre o estado de saúde das feridas, segundo a TV oficial. O Dr. Martinez indicou que as sobreviventes foram submetidas a várias cirurgias, apresentam traumatismo craniano e múltiplas fraturas nos membros inferiores. Os boletins detalhados serão fornecidos apenas aos familiares. "Eu não tinha coração para chegar até aqui, mas estou tranquila. Minha pressão subiu, sou diabética e hipertensa, mas estou tranquila, com a mente positiva de que vai melhorar", declarou Esther de la O, mãe de Emiley. Sua filha estava de férias em Havana. "Ela sabe que eu estou aqui, que o filho dela está aqui. Ela pediu água. Sinto que já houve melhora", disse ela. As três mulheres foram encontradas com vida na sexta-feira, depois que um Boeing 737-200 caiu no início da tarde, logo depois de decolar do aeroporto internacional da capital cubana em direção a Holguín (leste). A aeronave, em uso pela estatal Cubana de Aviación, pertencia à companhia mexicana Damojh (Global Air). O governo cubano está conduzindo uma investigação para determinar as causas do acidente.
    Veja a repercussão do casamento do príncipe Harry e Meghan Markle 

    Veja a repercussão do casamento do príncipe Harry e Meghan Markle 


    Pelas redes sociais, famosos manifestaram votos de felicidade aos noivos, brincadeiras e até posicionamentos políticos. Príncipe Harry e Meghan Markle na porta da capela de São Jorge Neil Hall/Pool via Reuters Famosos manifestram nas redes sociais...


    Pelas redes sociais, famosos manifestaram votos de felicidade aos noivos, brincadeiras e até posicionamentos políticos. Príncipe Harry e Meghan Markle na porta da capela de São Jorge Neil Hall/Pool via Reuters Famosos manifestram nas redes sociais votos de felicidade, brincadeiras e até posicionamentos políticos sobre o casamento real. Na manhã deste sábado (19), o príncipe Harry, sexto na linha de sucessão ao trono da Inglaterra, casou-se com a atriz Meghan Markle. Meghan, divorciada e filha de mãe negra, é a mais nova plebeia a se tornar membro da realeza britânica. Veja os comentários: Bernice King, filha do pastor e ativista dos direitos dos negros Martin Luther King Jr., escreveu: "Querida família: tudo bem assistir e se mover pelo casamento real. Isso não te faz insensível ou menos preocupado com a falta de humanidade no mundo. Não significa que você esqueceu a história. Encontre momentos de alegria. Nós precisamos dele para continuar o trabalho." Initial plugin text E continuou: "O amor não exige que você escolha com qual 'desumanidade' se importar. O amor está acima de religião, raça e região. O amor não te rotula porque você quer paz e segurança pelas crianças palestinas e pelas crianças israelenses. O amor não chora pelos palestinos massacrados não é amor." Initial plugin text A modelo e atriz Tyra Banks, que estudou na escola "Imaculado Coração", onde Meghan também cursou o colegial, escreveu: "Que conto de fadas ardente o casamento real para o príncipe Harry e para a princesa Meghan Markle. Enviando todo o 'amor panda' para a minha irmã de Imaculado Coração. Levante-se em seus padrões, cante para a 'alma mater', Coração Imaculado nós o saudamos, todas as suas leais filhas". Initial plugin text A atriz Reese Whiterspoon comentou: "Eu amo casamentos! Esse momento é tudo." Initial plugin text A apresentadora Ellen DeGeneres brincou: "Feliz sábado! Não acredito que dormi até tão tarde. Perdi alguma coisa?" Mas depois emendou com uma foto dos noivos: "Estou brincando. Tive uma manhã maravilhosa." Initial plugin text O ator Mark Hamill, famoso pelo papel do rebelde Luke Skywalker, de Guerra nas Estrelas, brincou: "Me desculpem por não comparecer ao casamento real. Meu convite acabou misturado na correspondência. Mas obrigado por confirmarem meu status real, de qualquer forma". Initial plugin text A atriz Michelle Monaghan postou uma foto de Meghan junto da frase: "Quando você sabe que sua tiara é TUDO!" Initial plugin text O ator Blair Underwood escreveu: "Meghan Markle é uma princesa não porque ela se casou com um monarca, mas porque ela sabe seu valor, tem autoestima e empodera a si mesma e todas as pessoas ao redor do mundo falando o que pensa." Initial plugin text Initial plugin text
    Maduro tenta reeleição neste domingo em meio a isolamento internacional e críticas à economia

    Maduro tenta reeleição neste domingo em meio a isolamento internacional e críticas à economia


    Há 5 anos no poder, Maduro lidera intenções de voto em pleito considerado controverso. Impedidos ou presos, principais adversários não vão concorrer.  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante o último comício de sua campanha pela...


    Há 5 anos no poder, Maduro lidera intenções de voto em pleito considerado controverso. Impedidos ou presos, principais adversários não vão concorrer.  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante o último comício de sua campanha pela reeleição, em Caracas, na quinta-feira (17) Juan Barreto/AFP A eleição presidencial na Venezuela ocorre neste domingo (20) com Maduro liderando intenções de voto em um pleito considerado controverso. Impedidos ou presos, principais candidatos da oposição não vão concorrer e o país enfrenta uma grave crise econômica. A hiperinflação deteriora a renda dos venezuelanos e algumas pesquisas apontam alta rejeição a Maduro, com perspectiva de aumento do fluxo migratório após a eleição. Muitos consideram o líder como o protagonista do colapso econômico venezuelano, analisa a agência France Presse. Maduro, no entanto, sustenta um discurso em que diz ser um "presidente democrático" e "vítima" dos Estados Unidos. Ele diz que a crise econômica também tem a direita como responsável. O líder a culpa pela hiperinflação e pela falta de comida, diz a agência. Maduro também sofre pressão internacional, com as eleições sendo consideradas ilegítimas. Dois maiores rivais de oposição de Maduro estão impedidos de concorrer ao cargo: Leopoldo Lopez está em prisão domiciliar e Henrique Capriles está impedido de se candidatar à presidência por conta de acusações de má conduta de quando era governador. Com isso, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão que reúne os principais partidos que são adversários do presidente, decidiu não apresentar candidato. Sobraram então opositores menos "fortes" para a oposição de domingo: Maduro é seguido pelo ex-governador Henri Falcón, o ex-pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada, que praticamente não fez campanha. Seus adversários o acusam de empurrar o país para o abismo com medidas econômicas disparatadas, de submeter o povo à fome e de ser um "ditador", sustentado por militares, informa a France Presse. Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição Alexandre Mauro/Infografista/G1 Mais agressivo e forte O ex-motorista de ônibus de 55 anos também arrasou com adversários, dentro e fora do chavismo, encarnando o homem forte, que os críticos chamam de "ditador". Desde que assumiu o comando da Venezuela, Maduro se tornou um homem agressivo, analisam especialistas entrevistados pela agência France Presse. "Sua autoridade nasce herdada de Chávez (presidente de 1999 até sua morte, em março de 2013). Mas agora temos um Maduro diferente, que sabe que é forte e é mais agressivo", disse à AFP Félix Seijas, diretor do instituto de pesquisas Delphos. Durante seu governo, a Venezuela sofreu ondas de protestos que deixaram 200 mortos, a derrocada socioeconômica e o isolamento internacional. Combinação de fotos mostra candidatos presidenciais na Venezuela: Nicolás Maduro, Henri Falcón e Javier Bertucci Marco Bello/ Carlos Garcia Rawlins/ Carlos Jasso/Reuters Maduro tem formação comunista, mas adversários o acusam de enriquecer empresários Maduro teve formação comunista em Cuba nos anos 1980 e viaja com frequência à ilha. Chávez, a quem conheceu em 1993, o considerava um verdadeiro "revolucionário". Mas adversários e ex-companheiros o acusam de enriquecer empresários amigos e a cúpula militar, informa a France Presse. Durante muito tempo, o líder tentou associar sua figura a Chávez, mas analistas avaliam que ele deve seguir um caminho autônomo. "Maduro passou por uma metamorfose e estas eleições culminam esse processo: poderíamos estar passando do chavismo ao 'madurismo'. Sem dúvida, está apontando a consolidar um espaço de poder autônomo", disse à France Presse Rafael Ramírez, ex-presidente da petroleira PDVSA, homem de confiança de Chávez. Maduro declara-se católico, é fã de beisebol e na adolescência foi guitarrista de uma banda de rock. Seus opositores asseguram que nasceu na Colômbia, mas ele diz que nasceu em Caracas. É casado com a ex-procuradora Cilia Flores, a quem chama de "primeira combatente" e com quem dança frequentemente nos comícios. É pai de "Nicolasito", membro da Assembleia Constituinte de 27 anos, fruto de um casamento anterior.
    Veja os momentos que tornaram único o casamento real de Harry e Meghan

    Veja os momentos que tornaram único o casamento real de Harry e Meghan


    Vestido, buquê, mãe de Meghan emocionada... Confira destaques da cerimônia em Windsor. Numa cerimônia que misturou elementos de modernidade e tradição, Harry e Meghan se casaram neste sábado (19) em Windsor. Veja abaixo momentos e elementos...


    Vestido, buquê, mãe de Meghan emocionada... Confira destaques da cerimônia em Windsor. Numa cerimônia que misturou elementos de modernidade e tradição, Harry e Meghan se casaram neste sábado (19) em Windsor. Veja abaixo momentos e elementos marcantes da celebração: O vestido de Meghan Meghan Markle e o príncipe Harry se casam neste sábado (19) Dominic Lipinski/Pool via REUTERS Sóbria e elegante, Meghan usou um vestido branco criado pela estilista britânica Clare Waight Keller, diretora artística da marca francesa Givenchy, com um véu, decote canoa e o cabelo com uma tiara, enquanto Harry usava o uniforme de gala militar. A tiara de diamantes usada por Meghan era da rainha Mary, que foi dada para sua neta, a rainha Elizabeth II. O acessório foi feito em 1932 no Reino Unido, sendo que o broche central é datado de 1893. Os brincos e o bracelete da noiva eram Cartier. Véu de 5 metros Meghan Markle na porta da Capela de São Jorge Ben Stansall/Pool via Reuters O véu do vestido de Meghan tinha 5 metros de comprimento e é feito de tule de seda com flores bordadas à mão em fios de seda e organza. O buquê de flores foi elaborado pela florista Philippa Craddock e inclui algumas flores do jardim privado do Palácio de Kensington, que agora abrigará Meghan. Buquê com homenagem a Diana Príncipe Harry e Meghan Markle se beijam após casamento na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor Jane Barlow/pool photo via AP O buquê de flores foi elaborado pela florista Philippa Craddock e inclui algumas flores do jardim privado do Palácio de Kensington, que agora abrigará Meghan. Quem as colheu foi Harry, que escolheu entras as flores algumas não-me-esqueça, que eram as favoritas de sua mãe Diana. Mãe de Meghan emocionada Emocionada, Doria Ragland assiste ao casamento da filha com Príncipe Harry na capela de Windsor Dominic Lipinski/pool photo via AP A mãe de Meghan, Doria Ragland, foi flagrada na capela de São Jorge visivelmente emocionada com o casamento. Coral gospel A cerimônia teve diversos momentos emocionantes, como o sermão do bispo americano Michael Curry e a versão da música "Stand By Me" cantada por um coro gospel (veja abaixo). Coral canta 'Stand by me' no casamento de Harry e Meghan Coro canta 'Stand By Me' no casamento de Harry e Meghan Markle Reprodução/G1 Princesa Charlotte Princesa Charlotte acena para fotógrafos antes do casamento de seu tio Harry com Meghan Markle Jane Barlow/Pool via Reuters Como dama de honra, a pequena princesa Charlotte esbanjou simpatia ao acenar para os convidados na parte externa do castelo. Seu irmão também integrou o grupo de pajens e daminhas que acompanhou Meghan ao percorrer boa parte da capela sozinha, na ausência de seu pai. Bolo e cardápio Cerimonial divulga foto do bolo do casamento Reprodução/TV Globo Logo após a cerimônia na igreja, a família real divulgou o cardápio da recepção oferecida aos 600 convidados do casamento. Ela inclui lagostins escoceses e croquete de confit de cordeiro . Tamvbém foi divulgada uma descrição detalhada do bolo de casamento (veja foto abaixo). Vestido da rainha Rainha Elizabeth no casamento de Harry e Meghan Andrew Milligan/pool photo via AP A rainha Elizabeth, de 92 anos, chamou atenção no casamento pela combinação de cores de suas roupas.
    O que Harry disse para Meghan no altar?

    O que Harry disse para Meghan no altar?


    Príncipe teria dito 'você está incrível' para a atriz. Casamento foi realizado neste sábado (19) na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Harry diz que Meghan está incrível e que é 'muito sortudo' O que disse o príncipe Harry após...


    Príncipe teria dito 'você está incrível' para a atriz. Casamento foi realizado neste sábado (19) na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Harry diz que Meghan está incrível e que é 'muito sortudo' O que disse o príncipe Harry após receber sua noiva Meghan Markle no altar? Imagens de Harry falando com Meghan estão repercutindo após a cerimônia de casamento deles realizada neste sábado (19) na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. Segundo alguns veículos de comunicação, como a emissora britânica ITV e a americana ABC, Harry disse "you look amazing" ("você está incrível", em português) e depois "I'm so lucky" ("sou tão sortudo"). Initial plugin text Durante os votos do casal, outro ponto que chamou a atenção foi que Meghan decidiu não pronunciar a palavra "obedecer". Em inglês, os votos tradicionais para a mulher costumam citar "love, cherish and obey" (amar, cuidar e obedecer, em português). Meghan, no entanto, omitiu a palavra obedecer dos votos ao príncipe Harry e parou em "love and cherish" (amar e cuidar). A cerimônia para 600 convidados misturou elementos tradicionais e modernos. Príncipe Harry e Meghan Markle no altar Jonathan Brady/Pool via Reuters Initial plugin text
    Cerimônia injetou energia e diversidade na tradição real 

    Cerimônia injetou energia e diversidade na tradição real 


    Casamento de Harry e Meghan inovou com gospel, violoncelista e reverendo negros  Príncipe Harry e Meghan Markle na porta da capela de São Jorge Neil Hall/Pool via Reuters Definitivamente, foi um casamento real marcado pela diversidade cultural e...


    Casamento de Harry e Meghan inovou com gospel, violoncelista e reverendo negros  Príncipe Harry e Meghan Markle na porta da capela de São Jorge Neil Hall/Pool via Reuters Definitivamente, foi um casamento real marcado pela diversidade cultural e racial, coerente com noivos com origens tão diferentes. Inovou na mistura de tradições da realeza britânica com o gospel americano, a performance de um jovem violoncelista negro e o sermão épico de um reverendo americano, franco defensor da igualdade racial. Primeiro bispo negro da Igreja Episcopal americana, o reverendo Michael Curry roubou a cena, ressaltando o poder do amor, com citações de Martin Luther King. O sermão soou teatral para os moldes da família real, mas bastante familiar para os fiéis de igrejas da comunidade negra nos EUA. O beijo de Príncipe Harry e Meghan Markle após casamento na capela de São Jorge Ben Birchall/Pool via Reuters Enquanto os príncipes Harry e Meghan trocavam o primeiro beijo como marido e mulher, na saída da Capela St. George, ecoava no interior o som de “This little light of mine”, de Etta James, consagrado como o hino do movimento de direitos civis nos EUA dos anos 60. Mais simbolismo nesta união entre fantasia, tradição e ativismo, impossível. O casamento entre Harry e Meghan apenas começou, mas, a contar pela cerimônia, já comprova uma injeção de energia e renovação na realeza britânica. Sandra Cohen é jornalista especializada em assuntos internacionais. Foi editora de Mundo do jornal 'O Globo' durante 14 anos, de 2004 a 2018.Twitter: @Sandracoh Initial plugin text
    Veja o cardápio do almoço oferecido pela rainha Elizabeth aos convidados do casamento real

    Veja o cardápio do almoço oferecido pela rainha Elizabeth aos convidados do casamento real


    Menu inclui canapés de lagostim, tartar de tomate e fricassé de frango. Confira também detalhes do bolo. Cerimonial divulga foto do bolo do casamento Reprodução/TV Globo O site oficial da monarquia britânica divulgou o cardápio do almoço que a...


    Menu inclui canapés de lagostim, tartar de tomate e fricassé de frango. Confira também detalhes do bolo. Cerimonial divulga foto do bolo do casamento Reprodução/TV Globo O site oficial da monarquia britânica divulgou o cardápio do almoço que a rainha está oferecendo aos 600 convidados do casamento de Harry e Meghan. Será servida uma série de canapés com os seguintes recheios: Lagostins escoceses com creme fresco cítrico de salmão defumado Aspargos ingleses grelhados envoltos em presunto da Cúmbria Tartar de tomate e manjericão com pérolas de balsâmico Panna cotta de ervilhas com ovos de codorniz e lúcia-lima Frango cozido com iogurte levemente apimentado temperado com damasco assado Croquete de confit de cordeiro de Windsor, legumes assados e geleia de chalota Lanças de espargos quentes com muçarela e tomates secos ao sol Saiba qual é o cardápio do casamento de Meghan e Harry Os convidados também serão servidos com uma seleção de "bowl food" (comida em tigelas), incluindo: Fricassé de frango caipira com cogumelos morel e alho-poró Risoto de ervilha e hortelã com brotos de ervilha, óleo de trufas e batatas fritas de parmesão Barriga de porco assada por 10 horas com compota de Maçã e torresmo  Finalmente haverá canapés doces, incluindo: Macarons de champanhe e pistache Tortinhas de crème brûlée de laranja Tortinhas de crumble de ruibarbo O bolo de casamento também será servido na recepção. Desenhado por Claire Ptak, ele tem como ingrediente xarope de flor-de-sabugueiro produzido na residência da rainha em Sandringham, a partir das próprias árvores de sabugueiro da propriedade, bem como um leve pão-de-ló exclusivamente formulado para o casal. O recheio é feito de coalhada de limão amalfi e creme de sabugueiro, que une todos os elementos. O bolo é decorado com creme de manteiga de merengue suíço e 150 flores, principalmente britânicas e sazonais, incluindo peônias e rosas. Para tomar, os convidados serão servidos com champanhe Pol Roger Brut Réserve Non Vintage e uma seleção de vinhos. Uma variedade de bebidas não-alcoólicas também será servida, incluindo um mocktail de maçã e sabugueiro, feito com o mesmo xarope de flor-de-sabugueiro usado no bolo de casamento, e o suco de maçã de Sandringham Cox. A recepção vai incluir o momento do corte do bolo de casamento e discursos do príncipe de Gales, príncipe Harry e Markle. O Duque de Cambridge, que é padrinho, atuará como mestre-de-cerimônias da recepção. Initial plugin text
    Papa manifesta profunda tristeza por acidente que matou mais de 100 em Cuba

    Papa manifesta profunda tristeza por acidente que matou mais de 100 em Cuba


    Boeing 737-200 seguia para o leste do país na sexta-feira (18) e caiu logo após decolar.  Papa também ofereceu sufrágio eterno para o descanso dos mortos Remo Casilli/Reuters Em telegrama enviado ao arcebispo de Cuba neste sábado (19), o papa...


    Boeing 737-200 seguia para o leste do país na sexta-feira (18) e caiu logo após decolar.  Papa também ofereceu sufrágio eterno para o descanso dos mortos Remo Casilli/Reuters Em telegrama enviado ao arcebispo de Cuba neste sábado (19), o papa Francisco expressou profunda tristeza pelas vítimas de acidente aério da sexta-feira (18) no país. O Boeing 737-200 caiu em Havana logo após decolar e deixou mais de 100 mortos. "Fiquei profundamente triste ao receber a dolorosa notícia do acidente, que causou numerosas vítimas, e ofereço sufrágios para o eterno descanso dos mortos", afirmou Francisco em um telegrama enviado ao arcebispo de Santiago de Cuba, Guillermo García Ibáñez, e assinado, como de habitual, pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin. O pontífice, além disso, disse que pediu a Deus "que derrame sobre todos os afetados os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã". Equipes de resgate trabalham no local onde um avião com 113 pessoas a bordo caiu logo após decolagem em Havana, Cuba Adalberto Roque/AFP O acidente aconteceu na sexta-feira (18), quando um Boeing 737-200 operado pela companhia Cubana de Aviação (que pertence à mexicana Global Air) caiu poucos minutos depois de decolar nas proximidades do aeroporto internacional José Martí, em Havana. A bordo da aeronave, que faria a rota entre a capital de Cuba e a cidade de Holguín, no leste do país, viajavam 110 pessoas, incluindo tripulação e passageiros, em sua maioria de nacionalidade cubana. Somente três mulheres sobreviveram. Elas seguem em estado grave no hospital.