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    Princesa Mako viaja ao Brasil para eventos com imigrantes japoneses

    Princesa Mako viaja ao Brasil para eventos com imigrantes japoneses


    Ela percorrerá 14 cidades em cinco estados, onde participará de vários atos e se reunirá com descendentes dos japoneses no país, antes de retornar ao Japão, no dia 31. A princesa Mako do Japão durante celebrações do Ano Novo no Palácio...


    Ela percorrerá 14 cidades em cinco estados, onde participará de vários atos e se reunirá com descendentes dos japoneses no país, antes de retornar ao Japão, no dia 31. A princesa Mako do Japão durante celebrações do Ano Novo no Palácio Imperial em Tóquio, em 2 de janeiro de 2018 Toru Hanai / Reuters A princesa Mako do Japão, neta mais velha do imperador Akihito, embarcou nesta terça-feira (17) para o Brasil, onde ficará duas semanas, para participar de eventos comemorativos do 110º aniversário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao país. A princesa, de 26 anos, deixou o Aeroporto Internacional de Tóquio e a previsão é que ela desembarque amanhã no Rio de Janeiro, em sua quarta viagem ao exterior, a primeira para o Brasil. Mako percorrerá 14 cidades em cinco estados, onde participará de vários atos e se reunirá com descendentes dos japoneses no país, antes de retornar ao Japão, no dia 31. Ao chegar no Brasil, a princesa deve fazer uma visita de cortesia ao presidente Michel Temer, além de conhecer a estátua do Cristo Redentor, antes de seguir na quinta-feira (19) para o Paraná. Na sexta (20), a princesa Mako fará um discurso na cidade de Maringá e no dia seguinte participará como mestre de cerimônias em um evento comemorativo em São Paulo, que abriga a maior comunidade japonesa do país. Em sua viagem de duas semanas ao Brasil, ela deverá visitar outros lugares com grande presença de brasileiros descendentes de japoneses como Manaus (AM) e Tomé-Açu (PA). O Brasil é o país que abriga a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão, com cerca de 1,9 milhão de pessoas. A última visita feita por um membro da família real japonesa ao Brasil foi a do príncipe herdeiro Naruhito, que em março participou do Fórum Mundial da Água, em Brasília.

    PGR anuncia acordo, e Argentina poderá usar informações fornecidas por delatores da Odebrecht


    Ministério Público informou que muitos processos relativos à empreiteira tramitam na Justiça do país vizinho. Segundo PGR, com acordo, ex-executivos podem ser denunciados na Argentina. A Procuradoria Geral da República (PGR) anunciou um acordo com...

    Ministério Público informou que muitos processos relativos à empreiteira tramitam na Justiça do país vizinho. Segundo PGR, com acordo, ex-executivos podem ser denunciados na Argentina. A Procuradoria Geral da República (PGR) anunciou um acordo com o Ministério Público da Argentina para que os tribunais do país vizinho possam utilizar as informações fornecidas por delatores da Odebrecht. Especial G1: As delações da Odebrecht De acordo com a PGR, embora tenha sido anunciado nesta segunda-feira (16), o acordo foi fechado na última sexta (13). As negociações foram coordenadas pela Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal. Ainda segundo a Procuradoria, diversos processos relativos à Odebrecht tramitam na Argentina e, com as informações e provas fornecidas pelo Brasil, será possível o Ministério Público do país oferecer denúncia contra ex-funcionários da empreiteira envolvidos em irregularidades. "Depois de um trabalho longo de negociação e diálogo entre a SCI e autoridades argentinas, conseguimos chegar a um acordo para que as delações envolvendo corrupção na Argentina possam ser disponibilizadas aos procuradores de lá", afirmou em nota a procuradora Cristina Romanó, uma das integrantes das negociações. "Trata-se de um enorme avanço na relação de cooperação jurídica internacional entre os dois países e mais um grande passo na luta contra a corrupção", completou. O acordo Os termos do acordo entre Brasil e Argentina são sigilosos e, por isso, a íntegra não foi divulgada pela PGR. Mas a procuradora Cristina Romanó afirma que o acordo "protege" os delatores e o conteúdo dos acordos fechados por eles o Ministério Público brasileiro. De acordo com a Secretaria de Cooperação Internacional, esse mesmo tipo de termo de compromisso já foi firmado com Suíça, Noruega e Holanda. O único país que ainda não aceitou o compartilhamento das delações do Brasil foi Portugal, segundo a PGR. Odebrecht vai pagar R$ 2,7 bi em acordo de leniência com o governo Devolução de R$ 2,7 bi No último dia 9, o governo federal assinou um acordo de leniência com a Odebrecht e, de acordo com a Advocacia Geral da União (AGU), a empresa terá de devolver aos cofres públicos R$ 2,7 bilhões, em até 22 anos. Nesse tipo de acordo, a empresa reconhece os danos causados à administração federal por meio de práticas de corrupção e se compromete a reparar os danos causados, além de colaborar com as investigações. Em troca, a empresa obtém autorização do governo para fechar novos contratos com a administração pública. A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a pedir a suspensão do acordo por não ter tido acesso aos termos, mas os ministros da Corte rejeitaram o pedido, mantendo a validade do acordo de leniência da Odebrecht. Presidente do STF, Cármen Lúcia, homologa delações da Odebrecht Delações de executivos No ano passado, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, homologou as delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato (relembre no vídeo acima). Com base nos depoimentos dos delatores, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, autorizou à época a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos citados.
    Integrantes do grupo Pussy Riot que invadiram campo na final da Copa são condenados a 15 dias de prisão

    Integrantes do grupo Pussy Riot que invadiram campo na final da Copa são condenados a 15 dias de prisão


    Além da prisão, integrantes estão banidos de eventos esportivos por três anos. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd ANDERSEN / AFP Um tribunal de Moscou condenou, nesta segunda-feira (16), a 15 dias...


    Além da prisão, integrantes estão banidos de eventos esportivos por três anos. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd ANDERSEN / AFP Um tribunal de Moscou condenou, nesta segunda-feira (16), a 15 dias de prisão os quatro integrantes da banda Pussy Riot que interromperam brevemente a final da Copa do Mundo entre França e Croácia, no domingo, em Moscou, ao invadirem o campo vestindo uniformes falsos de policiais. Os quatro eram Veronika Nikulshina, Olga Pakhtusova, Olga Kurachyova e Pyotr Verzilov, o único homem. Além da prisão por 15 dias, o juiz proibiu os invasores de campo de participar de eventos esportivos durante três anos. Integrante do Pussy Riot com jogador francês Mbappé REUTERS/Darren Staples A invasão de campo por integrantes da banda punk no início do segundo tempo do jogo no estádio Luzhniki, em Moscou, ocorreu diante do presidente russo, Vladimir Putin, e de outras autoridades mundiais, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente croata, Kolinda Grabar-Kitarovic. Crítica a Fifa e a chefes de estado Grupo Pussy Riot corre pelo campo após invadir gramado na final da Copa do Mundo da Rússia Odd ANDERSEN / AFP Kurachyova disse que sua façanha, que manteve o jogo paralisado apenas brevemente, foi feita para promover a liberdade de expressão e condenar as políticas da Fifa, entidade que controla o futebol mundial. "É uma pena que tenhamos interrompido os atletas", disse Kurachyova a repórteres na segunda-feira. "A Fifa está envolvida em jogos injustos, infelizmente. A Fifa é uma amiga dos chefes de Estado que reprimem, que violam os direitos humanos." Verzilov afirmou que o ato também foi feito para mostrar como "o Estado, na forma da polícia, se intromete na vida das pessoas". Quem é Pussy Riot? Cena do novo clipe do grupo Pussy Riot mostra cartaz gigante da banda sendo colocado em prédio abandonado AP/APTN Mais conhecido por seu ativismo do que pela música, o coletivo de artistas foi formado em 2011, já com o objetivo de misturar arte e política em vídeos e performances rápidas, na maioria das vezes, não autorizadas. Os integrantes geralmente se apresentam com os rostos cobertos por balaclavas, espécie de touca ninja. Na música, o Pussy Riot diz se inspirar principalmente em bandas inglesas de punk rock e no movimento feminista americano Riot Grrrl, surgido nos anos 1990. Mas na edição deste ano do South by Southwest, festival de tecnologia e cultura em Austin (EUA), a banda se mostrou em uma nova fase, mais influenciada por pós-techno e música russa.
    'Bomba de lava' atinge barco no Havaí e deixa 23 feridos

    'Bomba de lava' atinge barco no Havaí e deixa 23 feridos


    Pedaço de rocha vulcânica caiu em barco que atravessava área onde a lava se encontrava com o mar. Vulcão Kilauea está em erupção desde maio. Fragmento de lava deixou um buraco a cair sobre barco no Havaí HO / DEPARTMENT OF LAND & NATURAL...


    Pedaço de rocha vulcânica caiu em barco que atravessava área onde a lava se encontrava com o mar. Vulcão Kilauea está em erupção desde maio. Fragmento de lava deixou um buraco a cair sobre barco no Havaí HO / DEPARTMENT OF LAND & NATURAL RESOURCES / AFP Uma "bomba de lava" do vulcão Kilauea, no Havaí, atingiu um barco turístico e deixou 23 feridos, um deles em estado grave, informaram os bombeiros nesta segunda-feira (16). "Bombas de lava" são fragmentos de rochas derretidas que, durante a atividade vulcânica, são cuspidas de um vulcão. A embarcação fazia um "tour de lava" na Grande Ilha. No passeio, os visitantes podem ver de perto a área onde a lava toca o mar. "O barco retornou ao cais de Wailoa em Hilo às 7h com 23 passageiros feridos", indicaram as autoridades locais em um comunicado enviado à AFP. Do total, 13 foram levados ao hospital e 10 tratados no próprio local. Encontro da lava do Kilauea com o mar forma colunas de vapor HO / US GEOLOGICAL SURVEY / AFP "Quatro foram levados em ambulâncias ao Hilo Medical Center. Três passageiros se encontravam em condição estável. Uma jovem estava em situação grave com uma fratura no fêmur. Os outros nove foram conduzidos ao hospital e o Corpo de Bombeiros determinou que seus ferimentos eram superficiais." As autoridades não detalharam o número de pessoas a bordo nem a localização exata do incidente. O barco ficou com um buraco no teto e uma das grades também foi danificada. "Foi uma explosão", disse Janet Snyder, porta-voz da Prefeitura do condado do Havaí, citada no jornal "Tribune Herald". "O barco estava coberto de lava". Kilauea em erupção Turistas observam fumaça saindo do mar devido ao contato da lava do vulcão Kilauea na região de Kapoho, a leste de Pahoa, no Havaí Terray Sylvester/Reuters O Kilauea, vulcão com maior atividade do mundo, entrou em erupção em 3 de maio, forçando a evacuação de milhares de pessoas e destruindo centenas de imóveis. A Defesa Civil informou mais cedo que uma das fissuras, a oitava, continua em erupção. A empresa que faz os passeios, Lava Ocean, ainda não fez comentários sobre o incidente. Em seu site pode-se ver fotos de embarcações muito próximas ao 'laze', palavra em inglês formada pela junção dos termos "lava" e "haze" (névoa), que produz uma mistura de ácido clorídrico (HCl), vapor e pequenas partículas de vidro vulcânico. O Kilauea é um dos cinco vulcões localizados na Grande Ilha. Os cientistas acreditam que a atividade vulcânica poderia ser precursora de uma erupção maior, similar à que ocorreu em meados da década de 1920.
    Quanto custa para um país mudar de nome?

    Quanto custa para um país mudar de nome?


    Um país no mundo está determinado a se livrar de seu passado colonial - mas quais são os valores financeiros envolvidos em limpar os vestígios do passado? A mudança foi anunciada 50 anos após a independência e no dia do aniversário do rei...


    Um país no mundo está determinado a se livrar de seu passado colonial - mas quais são os valores financeiros envolvidos em limpar os vestígios do passado? A mudança foi anunciada 50 anos após a independência e no dia do aniversário do rei Mswati III Mongi Zulu/AFP No dia 19 de abril, um dos últimos monarcas absolutistas do mundo falou a uma multidão de pessoas em um pequeno estádio esportivo no sul do continente africano. "Os países africanos, ao conseguir a independência, voltaram aos seus nomes anteriores à colonização", disse Mswati III. Naquele momento, ele ainda era o rei da Suazilândia - mas a Suazilândia deixaria de existir. "Então, de agora em diante, o país será conhecido oficialmente como o Reino de eSwatini." Apesar do nome eSwatini, que significa 'lar do povo Swazi', ser frequentemente usado no país e, portanto, não representar tanta novidade, o anúncio foi recebido com surpresa pelos cidadãos - e pelo resto do mundo. Agora amparada por lei, a mudança fez muitos se perguntarem como e de que formas será efetivada. E, de fato, quanto essa nova apresentação do país custará a essa nação de 1,5 milhão de habitantes? Como muitos outros países africanos, eSwatini, que tem fronteira com Moçambique e África do Sul, tem lutado para se redefinir em sua era pós-colonial. O rei Mswati III escolheu o dia da celebração que marca os 50 anos do fim da colonização britânica para firmar seu decreto sobre a mudança de nome. Deve haver algum significado pessoal também, já que 19 de abril é também o aniversário do rei. Foi seu antepassado do século 19, Mswati II, que deu o nome eSwatini ao país pela primeira vez. Críticas ao autoritarismo O eSwatini não é tão pobre como outros países africanos, mas depende da economia da vizinha África do Sul e enfrenta alguns desafios consideráveis, como a maior taxa de adultos com HIV do mundo. A atitude de mudar de nome foi controversa. Bheki Makhubu, um jornalista e editor da revista local The Nation, disse que as pessoas já estavam acostumadas ao rei se referir ao país como eSwatini. Mas, em sua opinião, a mudança de nome reflete perfeitamente seu estilo de governo, diz Makhubu: "Ele basicamente faz o que quer com o país". Alguns dizem até que ele trata o Estado de eSwatini como sua propriedade privada, diz Makhubu, que descreve a situação como "um horror". "Nós [o povo] só estamos no meio". No entanto, a mudança de nome não é uma atitude puramente superficial, diz o advogado de propriedade intelectual e blogueiro Darren Olivier. "Há valor nisso, há um valor intrínseco nessa identidade e no que significa para o povo", diz. "Ainda assim, há um custo - um custo físico em mudar a identidade." Como muitos outros, Olivier se perguntou exatamente qual é o preço de virar oficialmente eSwatini. Logo após o anúncio do rei, Olivier publicou em seu blog que estima o valor da mudança de nome em US$ 6 milhões (cerca de R$ 23 milhões). Ele fez esse cálculo com base no rendimento anual tributável e não tributável do país, de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,85 bi). Para uma empresa grande, o orçamento médio de marketing custa cerca de 6% de seu rendimento, diz ele. Isso daria US$ 60 milhões nesse caso - e projetos de marca geralmente tomam 10% desses custos de marketing. Isso resulta nos US$ 6 milhões estimados para o governo eSwatini mudar o nome. Como diz Olivier, para um país tão pequeno, isso 'não é insignificante'. Ele admite que sua estimativa é feita "por aproximação" e baseada em suposições sobre como funciona o "rebranding" em contextos corporativos, como quando uma empresa muda de nome, mas é potencialmente útil para imaginar o valor considerando que ninguém realmente sabe que tipo de conta o povo sob o comando do rei Mswati pode ter que enfrentar. Mudança de 'marca' "A papelada, os sites oficiais, assinaturas nas propriedades do governo, agências do governo - há um enorme gasto aqui e precisamos perguntar desde o começo se é realmente necessário", diz Jeremy Sampson, diretor-executivo para a África na empresa de marketing Brand Finance. Na vizinha África do Sul, a mudança de nomes coloniais nas ruas da cidade de Pretória, por exemplo, custou milhões. Em meados do século 20, o líder do Quênia determinou que os nomes das ruas locais deveriam ser mudados para versões não coloniais - esse processo levou anos. E até em Berlim, nomes de ruas no Bairro Africano ligados à história colonial serão removidos. Uma 'imposto' do pós-colonialismo é o peso financeiro resultante da retirada de vestígios do passado. Considerando a incerteza, órgãos do governo compartilharam informações dizendo que a mudança de nome não será cara. O Ministério do Interior de eSwatini disse que a mudança de nome será gradual para limitar os custos. Papéis timbrados do governo ainda registrando o nome Suazilândia não serão jogados fora, por exemplo. "Vai levar tempo para terminarmos o estoque que temos", explicou a ministra do Interior, princesa Tsandzile Dlamini, aos jornais. Provavelmente por questões práticas, o rei também se esforçou para manter válidas as documentações que se referem à Suazilândia. Uma nota oficial foi publicada dizendo que qualquer acordo internacional ou contratos legais que se referem ao nome "antigo" serão entendidos como uma referência a eSwatini. Essa proteção legal certamente poupará negócios estrangeiros do custo de atualizar uma série de documentos corporativos. Quando entrei em contato com o Alto Comissariado Swazi, a representante do escritório da Commonwealth em Londres, uma porta-voz do órgão disse que a mudança de nome "não tinha qualquer implicação para nenhuma de nossas políticas e acordos". Eu perguntei se o Alto Comissariado da Suazilândia mudaria seu nome. "Sim", ela respondeu. "Nossa missão agora é o Alto Comissariado de eSwatini". No entanto, a assinatura do e-mail continuava com o nome antigo. Mas aqui e ali, a mudança realmente está acontecendo. A Comissão de Turismo já fez seu rebranding. Isso é importante porque, como qualquer outra comissão de turismo, é a forma como o país se apresenta para o resto do mundo - e sugere que aqueles fora do país devem se referir a ele como eSwatini, não Suazilândia. E quanto a mapas e gráficos? O geógrafo Peter Jordan, da Academia Austríaca das Ciências, diz que há uma diferença entre o nome que um país usa internamente (endômino) e o nome que outros usam externamente em referência a ele (o exônimo). Como exemplo temos o caso alemão, que usa 'Deutschland' internamente e 'Germany' ou 'Allemagne' externamente. "Não é preciso muito", explica Jordan, "quando a Suazilândia muda seu endômino, já que geralmente os mapas e atlas usam o exômino". E será que outras nações vão olhar para a eSwatini como um país atualizado com o qual eles deveriam estar negociando? Talvez seja por causa disso, por exemplo, que o Google Maps continue se referindo a Suazilândia apesar de ser um serviço digital que pode ser atualizado rapidamente. Alguns levaram a sério, porém. A embaixada americana em eSwatini mudou rapidamente sua marca - e até atualizou sua conta no Twitter. Oposição interna No fim das contas, pessoas e organizações ao redor do mundo provavelmente apenas escolherão o nome Suazilândia ou eSwatini com base em sua preferência pessoal. Mas é dentro do país que a mudança tem seu maior significado. E nem todos estão convencidos de que realmente seja um bom uso de dinheiro público. "Nós rejeitamos a mudança de nome, não é resultado de um processo consultivo", diz Mlungisi Makhanya, secretário geral do Movimento Democrático do Povo Unido, um partido socialista de oposição no país. Makhanya diz que ele não tem problemas com a mudança de nome a princípio, mas diz que deveria ter sido planejada de forma mais transparente. Ele diz que ele e outros se preocupam com os custos envolvidos - mas que muitos têm medo de falar sobre isso. "É muito difícil dizer agora [quanto custará]", diz ele, acrescentando que está muito preocupado que poderá custar centenas de milhões de lilangeni (a moeda local). O Banco Central da Suazilândia recentemente mudou seu nome para Banco Central da eSwatini, mas as moedas e notas ainda precisam ser atualizadas, aponta ele. "Existe uma ideia errada sobre o rei de que ele é um tipo de monarca africano playboy", diz Andrew Le Roux, presidente da Federação de Empregadores da Suazilândia e Câmara do Comércio. Para ele, uma identidade nacional modificada é uma oportunidade para os swazis decidirem quem são e como querem se representar perante o mundo. Muitos negócios têm "Suazilândia" em seu nome. Eu pergunto se há alguma pressão legal ou oficial para mudar isso e Le Roux diz que não. E ele diz ter notado um interesse renovado no país por parte do resto do mundo depois do anúncio. "A mudança de nome gerou mais tráfego online do que qualquer outra notícia sobre a Suazilândia nos últimos anos", diz ele. Certamente é uma boa maneira de chamar atenção. Se outras nações vão ver eSwatini como um país renovado e portanto um bom lugar para se fazer negócios, não se sabe. Caso isso ocorrar, a mudança pode acabar valendo a pena a longo prazo. Mas certamente não há garantias disso e os swazis que veem isso como uma distração de questões mais sérias que o governo deveria estar lidando não podem ser culpados por isso.
    Russa é presa nos EUA acusada de trabalhar ilegalmente como agente do Kremlin

    Russa é presa nos EUA acusada de trabalhar ilegalmente como agente do Kremlin


    Funcionária russa foi indiciada por crime de conspiração. Prisão ocorreu na véspera de encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin. Embaixada da Rússia em Washington Reuters/Yuri Gripas Uma cidadã russa de 29 anos foi presa em Washington...


    Funcionária russa foi indiciada por crime de conspiração. Prisão ocorreu na véspera de encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin. Embaixada da Rússia em Washington Reuters/Yuri Gripas Uma cidadã russa de 29 anos foi presa em Washington suspeita de atuar como agente infiltrada para favorecer a Rússia, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (16).  A mulher, identificada como Mariia Butina, foi detida neste domingo (15) na capital norte-americana acusada de ter tecido redes de contatos para beneficiar a Rússia sem cumprir os trâmites de registro previstos no país, segundo relatou o governo dos Estados Unidos. Por isso, a russa foi indiciada por crime de conspiração. Butina, de 29 anos e residente de Washington, foi apresentada diante de uma corte federal da capital, onde as acusações foram oficializadas e se ordenou que permanecesse em prisão à espera de outra audiência fixada para a próxima quarta-feira (18). Funcionária infiltrada Entre 2015 e - pelo menos - fevereiro de 2017, a acusada trabalhou para um alto funcionário do Banco Central Russo, que foi sancionado pelo Departamento do Tesouro no último mês de abril. Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Sandra Annenberg Segundo informou o governo com base nos documentos judiciais, houve um esforço por parte de Butina e este funcionário para que a detida atuasse como agente russa dentro dos EUA, tecendo relações com americanos e infiltrando-se em empresas que tivessem influência com políticos do país. O suposto objetivo desta estrutura era favorecer os interesses do Kremlin por meio de ações que primeiro executava da Rússia e depois em território americano, aonde chegou com um visto de estudante. A acusação afirma que a agente russa não informou às autoridades dos seus verdadeiros objetivos, o que está requerido por lei e lhe poderia acarretar uma condenação de até cinco anos de prisão. Reunião em Helsinque O presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Rússia Vladimir Putin apertam as mãos durante encontro em Helsinki, na Finlândia Kevin Lamarque/Reuters Seu comparecimento no tribunal aconteceu pouco depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, realizassem em Helsinque sua primeira cúpula bilateral. Esta reunião se viu sacudida na sexta-feira passada quando a investigação do conluio russo resultou no indiciamento de 12 agentes de Moscou pelo seu suposto hackeamento e difusão de dados da campanha da rival de Trump nas eleições de 2016, Hillary Clinton.
    Juiz dos EUA suspende deportações de famílias reunificadas

    Juiz dos EUA suspende deportações de famílias reunificadas


    Determinação atende recurso de ONG que manifestava preocupação com supostos planos do governo de expulsar do país essas famílias sem o devido processo. Departamento de Justiça tem até 23 de julho para responder a esta demanda. Lee Gelernt,...


    Determinação atende recurso de ONG que manifestava preocupação com supostos planos do governo de expulsar do país essas famílias sem o devido processo. Departamento de Justiça tem até 23 de julho para responder a esta demanda. Lee Gelernt, advogado da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, em inglês), fala à imprensa após audiência na segunda-feira (16), em San Diego, na qual juiz federal suspendeu deportação de famílias de imigrantes AP Photo/Gregory Bull Um juiz de San Diego suspendeu nesta segunda-feira (16) as deportações das famílias de imigrantes em situação irregular recentemente reunidas, após terem sido separadas pelas autoridades ao cruzar a fronteira. Dana Sabraw, o juiz federal que ordenou a entrega de até 3 mil crianças a suas famílias antes de 26 de julho, respondeu a um recurso de amparo da ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, em inglês) que manifestava preocupação com supostos planos do governo de expulsar do país essas famílias sem o devido processo. O Departamento de Justiça (DoJ) tem até 23 de julho para responder a esta demanda. Estima-se que entre 2.500 e 3 mil crianças tenham sido separadas do adulto com o qual cruzaram irregularmente a fronteira como parte de uma política de "tolerância zero" impulsionada pelo presidente Donald Trump, que chegou ao poder com um duro discurso anti-imigrantes. O governo assegurou na quinta-feira que reuniu com suas famílias todos os menores de cinco anos que eram "elegíveis" de serem devolvidos. Sabraw ordenou que todos os menores de cinco anos deveriam ser devolvidos a suas famílias até 10 de julho. E deu um prazo até 26 do mesmo mês para que todos os maiores desta idade fossem retornados. Na sexta-feira, o juiz disse no tribunal que sentia que havia "boa fé" por parte das autoridades em cumprir com sua decisão. Das 103 crianças menores de cinco anos contempladas pela ordem judicial, 57 foram devolvidas aos seus pais por cumprirem com os requisitos estabelecidos pela lei, enquanto 46 foram consideradas "inelegíveis", assinalou o Departamento de Segurança Nacional (DHS). Entre as 46 que continuam sob a égide do governo, 22 permanecem sob sua proteção por problemas de segurança dos adultos envolvidos - desses, 11 tinham antecedentes criminais graves de assassinato, crueldade infantil, tráfico de pessoas ou violência doméstica - e 24 porque os adultos não reuniam as condições para recebê-las. As autoridades determinaram que sete adultos não eram os pais das crianças e que 12 pais já haviam sido deportados e deveriam ser contactados. Sabraw considerou este último caso uma "alarmante realidade".
    O enigma dos livros venenosos encontrados em uma biblioteca da Dinamarca

    O enigma dos livros venenosos encontrados em uma biblioteca da Dinamarca


    Obras dos séculos 16 e 17 tinham em sua capa pigmentos de arsênico, uma das substâncias mais tóxicas que existem; pesquisadores explicam por que esse veneno pode estar presente em museus e coleções antigas. Pesquisadores encontraram três livros...


    Obras dos séculos 16 e 17 tinham em sua capa pigmentos de arsênico, uma das substâncias mais tóxicas que existem; pesquisadores explicam por que esse veneno pode estar presente em museus e coleções antigas. Pesquisadores encontraram três livros cobertos de veneno na biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca Kaare Lund Rasmussen/SDU Quando pesquisadores dinamarqueses encontraram três livros cobertos de veneno na biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca (SDU), evocaram diversas teorias conspiratórias: seriam as obras parte de um plano assassino, assim como o livro envenenado por um monge do romance "O nome da rosa" (de Umberto Eco, 1980) que acabou matando todos os seus leitores? Os livros dinamarqueses em questão são duas obras de história e uma biografia de personagens religiosos, os três datados entre os séculos 16 e 17. E os pesquisadores se surpreenderam ao descobrir que as capas dos três livros continham o mesmo elemento químico: arsênico, uma das substâncias mais tóxicas que existem e cujo envenenamento pode causar - dependendo da quantidade e da duração da exposição - desde irritação estomacal e intestinal, náusea, diarreia, lesões de pele e problemas pulmonares até câncer e morte. E seu poder de envenenamento não diminui com o passar dos anos. Mas, ao analisar os livros dinamarqueses, os pesquisadores concluíram que sua toxicidade provavelmente se deve a algo mais prosaico do que um complô mortífero. Para Jakob Holck e Kaare Lund Rasmussen, respectivamente bibliotecário e professor de Física, Química e Farmácia na SDU, que descobriram e estudaram os livros, é provável que em algum momento dos séculos 16 e 17 alguém tenha pintado as capas dos livros com um pigmento verde que continha arsênico, cuja toxicidade só foi descoberta na segunda metade do século 19. Descoberta por acaso Holck explica à BBC News Mundo que descobriu por acaso que os livros eram venenosos, enquanto estudava os textos, suas folhas e sua encadernação. A encadernação, em particular, era feita de pedaços de manuscritos medievais adaptados para servirem como capa do livro. "O mais provável é que (esses manuscritos) fossem documentos da Igreja Católica. Continham, entre outras coisas, (textos sobre) a lei canônica e a lei romana", diz Holck. Mas os especialistas vinham tendo dificuldade em analisar os textos porque eles estavam recobertos de uma pintura verde. Depois de um teste de laboratório, acabaram descobrindo que esse pigmento verde era feito de arsênico. "Por sorte, nós havíamos manuseado os livros com muito cuidado antes mesmo de saber sobre o arsênico", conta Holck. Acredita-se que ninguém mais tenha tocado nessas capas nos últimos anos, uma vez que elas estavam armazenadas e não haviam sido catalogadas eletronicamente. O poder de envenenamento dos livros não diminui com o passar dos anos Jakob Holck/SDU Verde Paris Em artigo escrito para a revista acadêmica The Conversation, no qual revelaram sua descoberta, Holck e Rasmussen apontaram que o pigmento verde venenoso usado nas capas era provavelmente "verde Paris" - um pó cristalino cor de esmeralda que era amplamente usado no passado, por ser durável e facilmente fabricado. Na Europa, no começo do século 19, esse "verde Paris" chegou a ser produzido em escala industrial, vendido por exemplo como tinta para pinturas impressionistas e pós-impressionistas. Isso significa, portanto, que muitas peças hoje abrigadas em museus ou livros de coleções antigas contêm pigmentos de arsênico e outros elementos químicos, algo "desafiador" para seu estudo e armazenamento, agrega Holck. Embora o pigmento venenoso fosse comumente aplicado para fins estéticos, inclusive para decorar capas de livros, os pesquisadores da SDU acreditam que as três obras recém-descobertas na Dinamarca tenham sido pintadas por outro motivo. Como o pigmento verde estava em apenas parte das capas, os pesquisadores acham que o objetivo original dos encadernadores era protegê-las de insetos e vermes. Protegidos Atualmente, as três obras estão catalogadas na coleção da biblioteca da SDU e não representam perigo de envenenamento. "Os livros agora estão guardados em um armário ventilado e só podem ser tocados com luvas especiais", diz Holck. A ventilação especial se deve ao fato de o arsênico ser perigoso não apenas ao ser tocado, mas também inalado: sob determinadas condições, ele pode se transformar em um gás altamente tóxico, com um cheiro que lembra o do alho. Isso pode explicar, segundo Holck e Rasmussen, as terríveis e misteriosas histórias de mortes de crianças dentro de quartos com papéis de parede verde na Era Vitoriana, ainda no século 19. E o que fazer, então, com todas as demais obras acadêmicas e artísticas que podem conter arsênico ao redor do mundo? Ninguém sabe ao certo. "Que eu saiba, não há estatísticas a respeito", diz Holck.
    Seleção da Croácia é recebida com festa em Zagreb após 2º lugar na Copa

    Seleção da Croácia é recebida com festa em Zagreb após 2º lugar na Copa


    Milhares de pessoas foram às ruas da capital e acompanharam a passagem da equipe em carro aberto, após maior feito na história do futebol croata. Seleção da Croácia cruza multidão em carro aberto durante festa de recepção após 2º lugar na...


    Milhares de pessoas foram às ruas da capital e acompanharam a passagem da equipe em carro aberto, após maior feito na história do futebol croata. Seleção da Croácia cruza multidão em carro aberto durante festa de recepção após 2º lugar na Copa Denis Lovrovic/AFP Milhares de croatas foram às ruas da capital Zagreb receber a seleção, que retorna da Rússia após feito histórico. O país está em festa após a conquista do 2º lugar na Copa do Mundo de futebol, a melhor posição que a Croácia já conquistou na competição. Recebidos como heróis, os jogadores, o técnico Zlatko Dalic e o restante da delegação desfilaram em carro aberto atravessando a multidão. A programação prevê ainda um encontro com a presidente Kolinda Grabar-Kitarovic, que recebe os jogadores numa praça. Assim como depois das vitórias na Copa, os jogadores cantaram juntos. E foram acompanhados pelos milhares de torcedores. Multidão lota praça de Zagreb vestida com as cores da bandeira da Croácia, à espera da passagem da seleção em carro aberto no retorno após a Copa do Mundo Marko Djurica/Reuters Multidão lota rua de Zagreb vestida com as cores da bandeira da Croácia, à espera da passagem da seleção em carro aberto no retorno após a Copa do Mundo Marko Djurica/Reuters Festa de croatas tomou praça e adentrou a noite em Zagreb após resultado na Copa do Mundo Antonio Bronic/Reuters Seleção da Croácia cruza multidão em carro aberto durante festa de recepção após 2º lugar na Copa Denis Lovrovic/AFP Festa de croatas tomou praça e adentrou a noite em Zagreb após resultado na Copa do Mundo Antonio Bronic/Reuters O técnico da Croácia, Zlatko Dalic, é jogado para cima durante festa no palco montado para receber a seleção de futebol em Zagreb Antonio Bronic/Reuters
    Incêndio arrasa 3.750 hectares perto de parque de Yosemite, na Califórnia

    Incêndio arrasa 3.750 hectares perto de parque de Yosemite, na Califórnia


    Fogo deixou um bombeiro morto no fim de semana. Tempo na região deve continuar quente e seco, o que dificulta o combate às chamas. Incêndio Ferguson atinge área próxima ao parque Yosemite, na Califórnia Carrie Anderson via AP Um incêndio ao...


    Fogo deixou um bombeiro morto no fim de semana. Tempo na região deve continuar quente e seco, o que dificulta o combate às chamas. Incêndio Ferguson atinge área próxima ao parque Yosemite, na Califórnia Carrie Anderson via AP Um incêndio ao oeste do Parque Nacional de Yosemite, situado na região central da Califórnia (Estados Unidos), arrasou 3.750 hectares e continua sem ser controlado pelos bombeiros. Segundo o último relatório divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Serviço Florestal dos EUA (USFS), o incêndio começou na noite da última sexta-feira (13) em uma região que se encontra aproximadamente 35 quilômetros ao oeste do Centro de Visitantes do Vale de Yosemite. Incêndio de grandes proporções atinge área próxima ao parque Yosemite, na Califórnia (Estados Unidos) AP Photo/Noah Berger O incêndio deixou vítima no fim de semana, afirmou a agência Associated Press. De acordo com bombeiros da região, o oficial Braden Varney, 36 anos, morreu no sábado (14) ao tentar combater as chamas. Rodovia interditada Fogo interditou uma das principais rodovias de acesso ao parque Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos AP Photo/Noah Berger O incêndio, batizado como "Ferguson", obrigou as autoridades a interditar a estrada 140, uma das vias de acesso a este popular e turístico parque nacional americano. Cerca de 500 integrantes dos serviços de emergência trabalham neste momento para conter as chamas. Várias áreas do condado de Mariposa, no qual se localiza o Parque Nacional de Yosemite, foram evacuadas como medida de precaução. Avião dos bombeiros cruza o parque Yosemite, na Califórnia (Estados Unidos), para tentar controlar as chamas AP Photo/Noah Berger As autoridades acreditam que o tempo nos próximos sete dias continuará seco e quente. De acordo com os dados oficiais do Serviço Nacional de Parques (NPS, na sigla em inglês), Yosemite recebeu 4,3 milhões de pessoas no ano passado. Helicóptero tenta combater as chamas em incêndio próximo ao parque Yosemite, na Califórnia (Estados Unidos) Andrew Kuhn /The Merced Sun-Star via AP Incêndios recorrentes O tempo seco e quente na Califórnia facilita o alastramento de incêndios florestais. Mesmo no outono, quando a temperatura na região cai, fogos podem destruir hectares de mata. Em outubro do ano passado, ao menos 31 morreram em incêndios na Califórnia. De acordo com autoridades do estado norte-americano, foi o pior número de mortos em 84 anos. Neste ano, mais fogo. Um incêndio de grandes proporções atingiu o norte da Califórnia, em junho. Segundo a Associated Press, ao menos 3 mil tiveram de deixar suas casas ao redor do vilarejo Spring Valley. Outros focos ainda destruiram centenas de hectares no último mês. Fogo atingiu região a oeste do parque Yosemite, na Califórnia Alexandre Mauro/G1
    Turistas são pegos roubando tijolos de Auschwitz

    Turistas são pegos roubando tijolos de Auschwitz


    Casal húngaro recebeu multa e pena de prisão suspensa após ser flagrado guardando ruínas de um crematório no antigo campo de concentração nazista na Polônia. Segundo a polícia, eles queriam apenas um souvenir. Letreiro de ferro na entrada de...


    Casal húngaro recebeu multa e pena de prisão suspensa após ser flagrado guardando ruínas de um crematório no antigo campo de concentração nazista na Polônia. Segundo a polícia, eles queriam apenas um souvenir. Letreiro de ferro na entrada de Auschwitz-Birkenau também foi objeto de roubo em 2009 Rede Globo Dois turistas húngaros foram flagrados no fim de semana tentando levar tijolos de um antigo crematório no memorial de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, que um dia abrigou o maior campo de extermínio nazista, informou a polícia polonesa nesta segunda-feira (16). Após o incidente no sábado, os dois receberam uma multa equivalente a cerca de 350 euros (R$ 1.500) cada um, além da pena de um ano em liberdade condicional. Patrimônio Mundial da Unesco desde 1979, o memorial, bem como todos os objetos em suas dependências, é protegido. O casal, uma mulher de 30 anos e um homem de 36, foi visto por outros visitantes do local guardando, dentro de uma bolsa, os tijolos retirados das ruínas de um crematório. Agentes de segurança do memorial foram alertados pelos turistas e intervieram. "O homem e a mulher foram acusados de roubo de bens culturais. Os dois admitiram o delito", afirmou o porta-voz da polícia local Mateusz Drwal. Segundo ele, os dois disseram que queriam apenas levar uma lembrança e não sabiam que estavam infringindo a lei. Esse não foi o primeiro roubo em Auschwitz. Em 2009, um letreiro de ferro com os dizeres Arbeit macht frei (o trabalho liberta, em alemão) foi levado da entrada principal do antigo campo de extermínio. O objeto, de 40 quilos e cinco metros de comprimento, foi encontrado mais tarde, e seus ladrões, condenados à prisão. Auschwitz-Birkenau foi um dos muitos campos de concentração construídos e operados pela Alemanha Nazista em território polonês durante a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que 1 milhão de judeus tenham sido assassinados ali entre 1940 e 1945. Outras 100 mil pessoas, entre poloneses não judeus, membros das minorias sinti e roma, prisioneiros de guerra soviéticos e homossexuais, também morreram no campo.
    Alemães têm mais medo de Trump que de Putin

    Alemães têm mais medo de Trump que de Putin


    EUA podem ser aliado número um da Alemanha, mas, segundo estudo, dois terços dos alemães acham que presidente americano é mais perigoso que o russo. O que não surpreende: prioridades políticas dos países são diferentes. O presidente dos EUA,...


    EUA podem ser aliado número um da Alemanha, mas, segundo estudo, dois terços dos alemães acham que presidente americano é mais perigoso que o russo. O que não surpreende: prioridades políticas dos países são diferentes. O presidente dos EUA, Donald Trump, depois de chegar a Helsinque para encontro com Putin Reuters/Leonhard Foeger Questionados sobre qual líder mundial representa uma ameaça maior para a segurança global, 64% dos alemães escolheram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e não o o presidente russo, Vladimir Putin, segundo uma pesquisa do instituto britânico YouGov publicada no domingo (15), véspera do encontro de ambos em Helsinque. A antipatia dos alemães em relação a Trump não acaba aí: 56% dos entrevistados acham que Putin é mais competente que Trump, que obteve apenas 5% da preferência nesse quesito. E ainda: 36% dos alemães gostam mais de Putin do que de Trump, enquanto 6% dizem o contrário – apesar de muitos entrevistados terem se recusado a indicar alguma predileção nessa questão. O dado talvez mais surpreendente da pesquisa é que 44% dos alemães disseram que Putin tem mais poder que Trump, comparado a apenas 29% que disseram que o presidente dos Estados Unidos tem mais poder. Os conservadores alemães partilham da aversão a Trump manifestada pelos cidadãos do país em geral. Em níveis similares aos dos entrevistados como um todo, os eleitores que votaram no partido CDU, da chanceler federal Angela Merkel nas últimas eleições legislativas (setembro de 2017), também consideram Putin mais simpático, competente e poderoso do que o presidente dos Estados Unidos. Na verdade, eleitores conservadores tinham uma tendência levemente mais alta (66%) de classificar Trump como mais ameaçador do que o total dos entrevistados (64%). Numa entrevista concedida à edição dominical do tabloide alemão Bild, o ministro alemão do Exterior, Heiko Maas, incluiu um alerta ao presidente americano. "Diálogo requer clareza, e no sistema de coordenadas de Trump essa clareza é ausente", afirmou Maas. "Qualquer um que esnobe seus parceiros corre o risco de sair perdendo no final. Acordos unilaterais em detrimento dos parceiros dos americanos também acabam prejudicando os Estados Unidos", acrescentou. "Se esse encontro produzir alguns impulsos para o desarmamento nuclear, seria um passo para a frente", considerou Maas. Opinião dos alemães sobre Putin e Trump D.W. Por um lado, os alemães temem que as tendências de "macho alfa" de Trump e Putin possam colidir durante a reunião em Helsinque, aumentando as tensões entre as duas maiores potências militares mundiais. Por outro, talvez eles tenham ainda mais medo de que Trump e Putin concordem demais. "Os dois homens mais poderosos do mundo têm uma coisa em comum", diz o texto da principal matéria do Bild, publicada no domingo. "Eles querem enfraquecer a Europa." Esse ponto de vista é amplamente difundido na Alemanha, onde muitos temem que as hostilidades ocasionais contra a aliança militar atlântica Otan, por exemplo, beneficiem o objetivo estratégico de Putin de dividir o Ocidente e aumentar a influência internacional da Rússia. "Donald Trump está se encontrando com Vladimir Putin, o homem que ele admira – e que se tornou o adversário do Ocidente", diz o texto principal da revista semanal Der Spiegel. "Se a cúpula de Helsinque se tornar um encontro de dois [líderes] que pensam igual, isso poderia abalar [profundamente] a Europa." Uma das maiores preocupações dos alemães é a crença de que o homem de negócios e ex-estrela de TV Donald Trump pode estar extremamente abaixo do nível de um político veterano como Putin. "O presidente americano está tropeçando para dentro de uma cúpula com um ex-agente da KGB, o extinto serviço secreto soviético, que se manteve no poder por 18 anos, oprimiu a oposição, manipulou eleições democráticas e não tem escrúpulos em usar de violência", relata o Spiegel. "[Putin é] Alguém que sabe exatamente o que quer", descreve ainda o texto da revista. A desconfiança das motivações e da capacidade de liderança de Trump fica evidente em como os alemães veem os EUA como um todo. Numa pesquisa do YouGov publicada no início de julho, os alemães foram questionados se tinham uma visão geralmente positiva ou negativa dos Estados Unidos: 59% disseram ver os EUA de forma negativa, comparados com apenas 29% que assinalaram a opção positiva. A diferença entre a perspectiva negativa e positiva na França foi de 56% para 36%, respectivamente, enquanto mais entrevistados no Reino Unido disseram ver os Estados Unidos de forma positiva (48%) do que negativa (39%). Porém, a visita de Trump ao país na semana passada pode ter alterado esses números. Os motivos para a antipatia dos alemães em relação a Trump são mais complexos do que a resposta visceral ao estilo de liderança abrasivo do presidente americano. Os alemães simplesmente têm prioridades diferentes. Num estudo recente realizado pelo instituto de pesquisas de opinião Emnid para o diário Bild, perguntou-se aos entrevistados quais assuntos políticos eles consideravam os mais importantes. O aumento de despesas com o setor da Defesa, uma das prioridades de Trump, ficou em último lugar, com apenas 16%. Segundo a pesquisa, os alemães também não estão particularmente preocupados com o aumento da imigração na Europa: apenas 38% dizem que priorizariam "limitar a imigração". O que parece preocupar mais os alemães é a pobreza na velhice, a manutenção de oportunidades de educação iguais para todos e a melhoria de seu sistema de saúde.
    Entenda a controvérsia do novo gasoduto Rússia-Alemanha

    Entenda a controvérsia do novo gasoduto Rússia-Alemanha


    Com ambientalistas, UE e até Trump como opositores Berlim está sob pressão crescente devido ao projeto Nord Stream 2, que fornecerá ao país gás russo através do Báltico. Mas qual é o grande problema? O que é Nord Stream 2? Para que serve: O...


    Com ambientalistas, UE e até Trump como opositores Berlim está sob pressão crescente devido ao projeto Nord Stream 2, que fornecerá ao país gás russo através do Báltico. Mas qual é o grande problema? O que é Nord Stream 2? Para que serve: O Nord Stream 2 é um gasoduto que permitiria à Alemanha dobrar efetivamente o volume de gás natural que importa da Rússia. Em 2017, comprou um recorde de 53 bilhões de metros cúbicos do combustível russo, cerca de 40% de seu consumo total. O sistema Nord Stream 2 é projetado para transportar até 55 bilhões de metros cúbicos por ano. Onde fica: Berlim e Moscou estabeleceram uma rota de 1.200 quilômetros, conectando a área de Ust-Luga, perto de São Petersburgo, a Greifswald, no nordeste alemão. As tubulações passariam sob o Mar Báltico, a maior parte seguindo a rota do já existente Nord Stream 1, operacional desde 2011. Quem paga: A gigante russa da energia Gazprom é a única acionista da Nord Stream 2 AG, a companhia encarregada de implementar o projeto de 9,5 bilhões de euros. Ela também cobre a metade dos custos, o resto é financiado por cinco empresas ocidentais: a Engie, OMV, Royal Dutch Shell, Uniper e Wintershall. Gasodutos na Europa DW Por que a controvérsia? Países da União Europeia: A rota planejada passa ao largo de países da Europa Central e Oriental, como Eslováquia e Polônia, impossibilitando-os de arrecadar as lucrativas taxas de trânsito de gás. Além disso, podendo fornecer o produto diretamente a seu principal comprador, a Alemanha, será mais fácil o governo da Rússia trancar os gasodutos existentes que atravessam o Leste Europeu, se quiser. O projeto também contraria os esforços de Bruxelas para cortar a dependência europeia do gás russo. Em abril de 2018, a Comissão Europeia se recusou a apoiar o projeto, alegando que ele não contribuía para as metas da comunidade de diversificar as reservas de gás. Paralelamente, ambientalistas afirmam que o gasoduto é nocivo para a flora e fauna do Báltico. Ucrânia: Moscou poderia facilmente suspender o fornecimento de gás à Ucrânia, a fim de pressionar Kiev. O país fatura cerca de 1,7 bilhão de euros por ano em taxas de trânsito do combustível, que constituem uma fonte central de divisas. Sempre que a Rússia fechou as torneiras nos últimos anos, a suspensão de abastecimento prejudicou tanto a Gazprom quanto seus clientes em países ricos da Europa Ocidental, deixando todas as partes ansiosas para superar a crise. Estados Unidos: No palco global, os críticos acusam Berlim de ignorar os interesses de seus aliados, ao encher os cofres russos num momento de conflito diplomático. O presidente americano, Donald Trump, censurou Berlim em julho de 2018, declarando-o "prisioneiro da Rússia", por sua política energética. "Dólares de gasoduto para a Rússia não são aceitáveis!", tuitou. Os EUA têm, ainda, uma razão prática para se opor ao Nord Stream 2: as companhias do país já começaram a vender para países europeus seu gás obtido por fraturamento hidráulico (fracking), respaldadas pelas autoridades americanas, segundo as quais a Europa deveria procurar alternativas para o produto russo. No entanto, o gás dos EUA é mais caro do que o dos gasodutos russos. Quais são as implicações políticas do Nord Stream 2? O ponto de vista alemão: Apesar das críticas, até agora a Alemanha tem defendido sua posição, apresentando o projeto como uma questão puramente econômica. Os políticos favoráveis enfatizam que a Alemanha Ocidental comprava gás da União Soviética mesmo durante a Guerra Fria, e que Moscou é mais dependente das exportações do que vice-versa. Além disso, com os campos de gás natural europeus praticamente esgotados, e a Alemanha abandonando a energia nuclear, Berlim necessita de uma fonte confiável, a fim de possibilitar sua transição duradoura para as fontes renováveis. Pressionar Moscou em relação à Ucrânia: Ao mesmo tempo, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, tentou aplacar os temores de Kiev no encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em maio de 2018. "O ponto de vista alemão é que a Ucrânia teria que manter seu papel como nação de trânsito, depois de o Nord Stream 2 ser concluído. É uma questão de significado estratégico", declarou a chefe de governo. Por sua vez, Putin apenas concedeu que o trânsito de gás por território ucraniano não será suspenso "enquanto for economicamente justificado". Obras já começaram As autoridades alemãs já forneceram todas as licenças necessárias, e em maio de 2018 começou oficialmente a construção no extremo oeste do gasoduto, perto de Greifswald, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Finlândia e Suécia também aprovaram as obras, enquanto a Dinamarca ainda retém seu consentimento, por razões ambientais. Segundo os organizadores, contudo, mesmo com o veto dinamarquês o gasoduto simplesmente tomará uma rota alternativa. Segundo o cronograma atual, os trabalhos de construção deverão estar concluídos antes do fim de 2019.
    Por que a declaração de confiança de Trump em Putin está causando polêmica nos EUA?

    Por que a declaração de confiança de Trump em Putin está causando polêmica nos EUA?


    O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a Rússia das acusações de que o país interferiu nas eleições presidenciais de 2016, que levaram o americano ao seu cargo atual. O presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Rússia Vladimir...


    O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a Rússia das acusações de que o país interferiu nas eleições presidenciais de 2016, que levaram o americano ao seu cargo atual. O presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Rússia Vladimir Putin apertam as mãos durante encontro em Helsinki, na Finlândia Kevin Lamarque/Reuters Depois de uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, Trump contradisse agências de inteligência americanas e afirmou que não havia razões para a Rússia se intrometer na votação. Putin voltou a negar qualquer interferência russa em questões americanas. Os dois líderes travaram conversas a sós, acompanhados apenas por tradutores e a portas fechadas, por duas horas em Helsinki, capital da Finlândia, nesta segunda-feira (16). Em uma coletiva de imprensa após a reunião, Trump foi questionado se acreditava em suas próprias agências de inteligência ou no presidente russo em relação às acusações de interferência nas eleições. "O presidente Putin diz que a Rússia não agiu assim. Não vejo razão para acreditar no contrário", respondeu. As agências americanas concluíram em 2016 que a Rússia estava por trás de esforços para prejudicar a candidata democrata, Hillary Clinton, por meio de uma campanha de ciberataques e notícias falsas plantadas em redes sociais. Qual foi a reação nos EUA? Paul Ryan, um dos principais nomes do Partido Republicano, o mesmo de Trump, e atual presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, disse que o presidente deveria ter em mente que a "Rússia não é um aliado" do seu país. O senador republicano Lindsey Graham, membro do Comitê do Senado para as Forças Armadas, disse que Trump enviou uma mensagem de "fraqueza" dos Estados Unidos ao Kremlin. "Uma oportunidade perdida para o presidente Trump para responsabilizar com firmeza a Rússia pela interferência em 2016 e enviar um forte alerta sobre futuras eleições", tuitou Graham. Initial plugin text O senador republicano Jeff Flake, um crítico de Trump, disse que as palavras do presidente foram "vergonhosas". Alguns políticos americanos pediram que o encontro entre Putin e Trump fosse cancelado após 12 agentes de inteligência russos serem indiciados pelo conselheiro especial do Departamento de Justiça americano, Robert Mueller, acusados de hackear a campanha presidencial democrata. Nesta segunda-feira, Putin disse que permitiria que investigadores americanos fossem à Rússia para interrogar esses agentes. Ele deixou claro que, em troca, a Rússia teria um acesso similar a pessoas nos Estados Unidos que são suspeitas de atividade criminosa. Trump disse que Putin havia "negado veementemente" qualquer interferência na eleição. Donald Trump deixa Helsinki após encontro com Putin Trump mira seus adversários domésticos Análise por Jonathan Marcus, correspondente diplomático da BBC Antes de o encontro começar, Putin já estava sendo considerado tecnicamente o vitorioso, pelo simples fato de a reunião ocorrer. Mas, enquanto Putin exibiu sua experiência política, ao apresentar seu país como equivalente aos Estados Unidos em termos de poderio nuclear, como uma potência em energia e como um ator-chave no Oriente Médio, Trump parecia estar mais focado em atacar seus adversários domésticos. Muitas das perguntas foram centradas na intromissão russa na eleição americana e na posição das principais agências americanas sobre o tema, especificamente o indiciamento de 12 agentes russos. Trump não deu bola pro assunto. Ele estava visivelmente mais feliz com as garantias dadas por Putin do que com as evidências apresentadas por suas próprias agências. E ele até mesmo celebrou a sugestão de Putin sobre uma possível colaboração com a investigação. Aliados americanos na Otan e analistas experientes nos Estados Unidos devem ter observado tudo isso em choque. Rússia e Estados Unidos são adversários históricos. As hostilidades entre os dois países datam da Guerra Fria, quando a Rússia ainda estava à frente da União Soviética. Os dois lados nunca travaram um confronto direto, mas suas diferenças não se resolveram com o colapso do regime soviético e a consolidação dos Estados Unidos como a única superpotência do mundo a partir de então. Putin nunca escondeu seu plano de reafirmar o poder russo, muitas vezes colocando seu país em rota de colisão com os Estados Unidos. As relações bilaterais entre as nações, que eram difíceis mesmo nos seus melhores momentos, se deterioraram bastante desde a anexação da península da Crimeia pela Rússia em meio a conflitos na Ucrânia, o que levou os Estados Unidos e outros países a aplicarem sanções à Rússia. O tema foi tratado por Putin na coletiva: "A posição do presidente Trump sobre a Crimeia é bem conhecida. Ele fala sobre a ilegalidade da reintegração da Crimeia pela Rússia. Temos outro ponto de vista. Aquele referendo foi realizado de acordo com a lei internacional. Para nós, é uma questão encerrada". A situação piorou ainda mais após a Rússia ser acusada de interferir na eleição americana. Trump reconheceu que as relações entre Estados Unidos e Rússia "nunca estiveram piores" do que antes deste encontro, mas que isso havia mudado agora. Putin descreveu a reunião em Helsinki como "franca e útil" enquanto Trump disse ter ocorrido "um diálogo muito produtivo". Ambos os líderes disseram que trabalharão juntos para ajudar a resolver a crise na Síria. Os Estados Unidos e Rússia apóiam lados opostos na guerra civil que já dura oito anos. "Nossas Forças Armadas se dão bem melhor entre si do que nossos líderes políticos há muitos anos e nos damos bem na Síria também", disse Trump, que acrescentou que os Estados Unidos querem ampliar a ajuda humanitária na Síria.
    Análise: Trump escolhe Putin

    Análise: Trump escolhe Putin


    Num claro desafio às agências de inteligência dos EUA, presidente americano aceita argumento de que Rússia não interferiu em eleição. Donald Trump encontra Vladimir Putin nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters Dos quatro presidentes...


    Num claro desafio às agências de inteligência dos EUA, presidente americano aceita argumento de que Rússia não interferiu em eleição. Donald Trump encontra Vladimir Putin nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters Dos quatro presidentes americanos com quem Vladimir Putin já conviveu, em 18 anos no comando da Rússia, Donald Trump parece ser presa fácil. Após um encontro de duas horas, ele preferiu ficar ao lado de Putin, mostrando-se convencido por seus argumentos de que não houve interferência russa na campanha que o elegeu presidente dos EUA, apesar das evidências contrárias das agências de inteligência americanas. Diante de Putin, Trump detonou como ridícula e um desastre para o país a investigação sobre conluio, na qual foram indiciados 12 funcionários da agência militar de inteligência russa, acusados de roubar e divulgar documentos da campanha de Hillary Clinton. E ainda mostrou-se receptivo à oferta de Putin para que os russos participem das investigações. Trump, assim, responde aos anseios do presidente russo de ampliar tentáculos e consolidar liderança no cenário mundial. Putin aproveita a brecha perigosa criada pelo presidente americano, ao distanciar-se de tradicionais aliados, e reina nesta divisão entre os EUA e seus parceiros europeus. De um lugar privilegiado na tribuna de honra, o presidente russo assistiu, nos últimos dias, ao desordenado jogo orquestrado por Trump, que colocou a Europa, ao lado da China, na lista de seus inimigos no comércio; bradou contra a aliança transatlântica; e ainda aconselhou a primeira-ministra britânica, Theresa May, a processar o bloco europeu. Nesta primeira reunião formal entre os dois líderes, o presidente russo ainda se deu ao luxo de fazer o americano esperar por ele, em Helsinque. Chegou atrasado, assim como o fez quando esteve com a rainha Elizabeth II e com o Papa Francisco. Antes do encontro, Trump atribuiu a “muitos anos de insensatez e estupidez nos EUA” o pior momento das relações entre os dois países. Após duas horas com Putin, ele se vangloriou de mudanças neste relacionamento. Mas, em casa, foi chamado de traidor por seus críticos, que classificaram a performance como a pior de um presidente americano diante de um homólogo russo. Sandra Cohen é jornalista especializada em assuntos internacionais. Foi editora de Mundo do jornal 'O Globo' durante 14 anos, de 2004 a 2018. Twitter: @Sandracoh
    Papa Francisco surpreende ao realizar casamento de brasileira no Vaticano

    Papa Francisco surpreende ao realizar casamento de brasileira no Vaticano


    Carioca Letícia Vera foi funcionária do Museu do Vaticano. Noivo é ex-integrante da Guarda Suíça, que faz segurança do Papa, segundo padre brasileiro que esteve na cerimônia. Papa Francisco celebra o casamento da brasileira Letícia Vera e do...


    Carioca Letícia Vera foi funcionária do Museu do Vaticano. Noivo é ex-integrante da Guarda Suíça, que faz segurança do Papa, segundo padre brasileiro que esteve na cerimônia. Papa Francisco celebra o casamento da brasileira Letícia Vera e do suíço Luca Elia Maria na igreja Santo Stefano degli Abissini, no Vaticano, no domingo (15) Reprodução/Instagram/padreomaroficial O Papa Francisco celebrou o casamento da brasileira Letícia Vera, no Vaticano, no domingo (15). Segundo o padre Omar Raposo, que esteve na cerimônia, os noivos foram surpreendidos, porque imaginavam que outro padre seria o responsável pela união. A cerimônia aconteceu na igreja Santo Stefano degli Abissini, que fica dentro do Vaticano. “Vim a Roma participar do casamento da querida jovem brasileira Letícia Vera, que trabalhou no Museu do Vaticano, e do noivo, o ex-guarda suíço Luca Elia Maria. Olha quem veio fazer a surpresa! Papa Francisco sempre surpreendendo!”, escreveu o padre carioca em seu perfil no Instagram, onde postou uma foto do Papa celebrando o casamento. A Guarda Suíça, da qual o noivo fez parte, é a responsável pela segurança do Vaticano e do próprio Papa. Initial plugin text
    Copa do Mundo 2022: o que se sabe sobre o Catar, o próximo país a sediar os jogos

    Copa do Mundo 2022: o que se sabe sobre o Catar, o próximo país a sediar os jogos


    Você sabia que o Mundial será em novembro e dezembro? Brasileiro precisa de visto para ir ao Catar? Veja perguntas e respostas sobre os jogos e o país-sede. Copa do Catar será realizada no final de 2022 por causa do forte calor. A Copa do Mundo na...


    Você sabia que o Mundial será em novembro e dezembro? Brasileiro precisa de visto para ir ao Catar? Veja perguntas e respostas sobre os jogos e o país-sede. Copa do Catar será realizada no final de 2022 por causa do forte calor. A Copa do Mundo na Rússia terminou e agora os olhos do mundo se voltam para o Catar, primeiro país do Oriente Médio a sediar um Mundial. No último domingo (15), o presidente russo Vladimir Putin passou o manto do anfitrião dos jogos para o emir do Catar, o xeique Al-Thani, em cerimônia no Kremlin, em Moscou. O G1 selecionou algumas informações e recomendações para quem pretende viajar ao país e se preparar com antecedência. Veja abaixo. Em que data acontecerá a próxima Copa do Mundo? A próxima Copa do Mundo está marcada para ocorrer entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022. Por que a próxima Copa ocorrerá em novembro e dezembro? A decisão é para evitar as temperaturas altas. No meio do ano, verão no Catar, os termômetros podem marcar até 50ºC. Já nos meses em que acontecerá a Copa, inverno no país, os turistas poderão enfrentar temperaturas mínimas por volta de 10 graus. Qual o fuso horário no Catar? No Catar, o fuso horário é de seis horas a mais em relação ao horário de Brasília. Esse é, inclusive, o mesmo fuso de Moscou, capital da Rússia que recebeu jogos da Copa. Qual é o idioma oficial do Catar? O idioma oficial é o árabe. O inglês também é falado no país. Há voos diretos do Brasil para o Catar? Sim. Há tanto opções de voo direto como com escalas. Atualmente, o preço médio de uma passagem de ida e volta é entre R$ 4.500 e R$ 6.500 na classe econômica. Quantas equipes vão jogar na Copa do Mundo no Catar? Em entrevista coletiva na última quinta-feira (12), em Moscou, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que não há decisão definitiva se mudará a quantidade de equipes que disputarão o torneio. Por enquanto, está mantido o número de 32 equipes. Já para a Copa em 2026, o número de 48 seleções já foi confirmado. Quanto tempo vai durar a Copa do Mundo? O torneio terá a duração de 28 dias, três dias a menos que a Copa na Rússia. Quais documentos são necessários para viajar ao Catar? É necessário levar o passaporte com validade de no mínimo seis meses. Desde o ano passado, não há mais a obrigação de visto para o Brasil. O turista brasileiro tem direito a ficar no país por até 30 dias. Qual a distância entre os estádios? O Catar tem pouco mais de 11 mil km de extensão (é menor que o estado do Sergipe, no Brasil, que tem cerca de 21 mil km) e a distância entre cada estádio é curta. A maior delas é de cerca de 55 km, entre o Al Bayt Stadium e o Al Wakrah Stadium. Um metrô de superfície vai interligar 7 arenas do Mundial. Entre alguns estádios, é possível até ir a pé. Em quais estádios serão disputados os jogos da Copa do Mundo? Segundo o comitê organizador, o mundial será realizado em 8 estádios. São eles: o estádio de Al Rayyan, Lusail, Al Bayt, Al Thumama, Al Wakrah, Qatar Fundation, Khalifa International e Ras Abu Aboud. O único estádio que já existia é o Khalifa International. Os demais passaram a ser construídos do zero. Doha, capital do país, terá um estádio desmontável? Sim, o estádio Ras Abu Aboud, feito de contêineres, e localizado na orla de Doha, poderá ser desmontado no fim da Copa. As peças poderão ser reaproveitadas para outras construções. Catar está construindo nova cidade com estádio que sediará Copa? O país está construindo uma nova cidade onde era só areia: a cidade de Lusail abrigará o Lusail Iconic Stadium, onde acontecerá a final da Copa do Mundo. Quais são as opções de transporte ao turista? O país está construindo uma linha de metrô terrestre que ligará 7 das 8 arenas de jogos. Há também a opção de ônibus e veículos particulares. Vista da costa de Doha, no Catar. REUTERS/Naseem Zeitoon/File photo Informações e cuidados ao turista brasileiro O Ministério das Relações Exteriores também traz informações e cuidados aos turistas que viajarão ao país do Oriente Médio. Veja alguns deles. Qual a religião no Catar? A religião predominante é o islamismo, mas também há praticantes de outras religiões, como o cristianismo, hinduísmo e budismo. É preciso entrar descalço em mesquitas. Há brasileiros no Catar? Sim, há cerca de 800 brasileiros no país. Aproximadamente, 1,7 milhão de estrangeiros residem no Catar. Como o país vê as relações homossexuais? O portal consular do Itamaraty recomenda cuidado aos turistas, já que relações homossexuais consensuais entre homens são consideradas crime no Catar. Podem ser punidas por castigo físico, prisão por até sete anos, e/ou deportação. Como o país vê a prostituição? No Catar, a prostituição é crime e pode render penas rigorosas, de acordo com a lei islâmica. É permitido o consumo de álcool nas ruas? Não. O consumo de álcool é permitido somente para não muçulmanos em lugares privados, restaurantes, bares ou residências particulares. Como se vestir no Catar? O Itamaraty aconselha evitar o uso de camisetas, decotes, blusas curtas, minissaias, shorts e demais roupas que exponham ou marquem o corpo. De qualquer forma, aos estrangeiros é permitido o uso de trajes ocidentais e não é necessário o uso de túnicas ou véus. Pode beijar em público? Não. Assim como também não é permitido abraços e outras carícias. Essas atitudes podem levar a punições criminais. Pode tirar foto de tudo? A recomendação é evitar fazer fotos de prédios e construções públicas, pois esse tipo de fotografia pode indicar comportamento suspeito podendo resultar até mesmo em detenção. É permitido o uso de drogas no país? Não. São estritamente proibidas. Portar, consumir, comprar ou vender narcóticos são considerados crimes graves. Há alguma recomendação para passeios turísticos ao deserto? Sim. É recomendável informar aos órgãos de segurança locais a data do passeio por questão de segurança. As estradas com areia na pista e a ausência de sinal telefônico podem representar risco ao viajante. Imagem divulgada pelo comitê organizador do Al-Khor City Stadium, no Catar. Divulgação

    Contra tráfico e contrabando, presidência do Sudão prorroga estado de emergência em duas regiões


    Governo sudanês quer desarmar civis e 'lutar contra o crime'. Questão também envolve crise com a vizinha Eritreia. A Presidência do Sudão entregou nesta segunda-feira (16) ao Parlamento dois decretos para prorrogar o estado de emergência nas...

    Governo sudanês quer desarmar civis e 'lutar contra o crime'. Questão também envolve crise com a vizinha Eritreia. A Presidência do Sudão entregou nesta segunda-feira (16) ao Parlamento dois decretos para prorrogar o estado de emergência nas regiões de Cordofão do Norte (oeste) e Kassala (leste), vigente desde janeiro, a fim de desarmar os civis e lutar contra o crime. Os decretos foram entregues em uma sessão de emergência sob o pretexto de que ainda persistem os motivos que levaram a declarar o estado de alarme em ambas as zonas. As medidas excepcionais terão que ser ratificadas pelo Parlamento para sua aprovação. O ministro de Estado para a Presidência da República, Harun Adam al Rashid, disse em relação ao Parlamento que "impor o estado de emergência teve um grande efeito positivo para firmar o prestígio do Estado, recolher as armas e perseguir os criminosos que perpetram saques, contrabando e tráfico de pessoas e de drogas". Contrabando, drogas e tráfico de pessoas O Parlamento sudanês ratificou em 8 de janeiro um decreto presidencial para ampliar por seis meses a mais o estado de emergência nas regiões de Cordofão do Norte e Kassala, fronteiriça com a Eritreia. A decisão foi tomada então, segundo o Parlamento, por questões de segurança e para lutar contra os traficantes de seres humanos e os narcotraficantes. Crise com a Eritreia Em 6 de janeiro, o Sudão fechou suas passagens fronteiriças com a Eritreia por tempo indeterminado e reformou as tropas da zona, que se encontra em estado de emergência para tentar limitar a passagem de imigrantes irregulares e contrabandistas. À época, alguns veículos de imprensa sudaneses afirmaram que o fechamento é uma reação do Sudão a um desdobramento de tropas da Eritreia na região de Sawa, perto das fronteiras do país vizinho, com a presença de rebeldes sudaneses. O Sudão e a Eritréia normalizaram suas relações diplomáticas em 2006, após mais de uma década de tensões pelas acusações mútuas de respaldo a grupos armados opositores aos seus respectivos governos.
    'Tive que fazer meu sequestrador se apaixonar por mim'

    'Tive que fazer meu sequestrador se apaixonar por mim'


    Depois de dois dias presa a uma cômoda, a modelo Chloe Ayling concordou em dividir a cama com seu sequestrador. Modelo Chloe Ayling, sequestrada na Itália BBC/Reprodução Depois de dois dias presa a uma cômoda, a modelo Chloe Ayling concordou em...


    Depois de dois dias presa a uma cômoda, a modelo Chloe Ayling concordou em dividir a cama com seu sequestrador. Modelo Chloe Ayling, sequestrada na Itália BBC/Reprodução Depois de dois dias presa a uma cômoda, a modelo Chloe Ayling concordou em dividir a cama com seu sequestrador. "Quanto mais começamos a conversar, mais construíamos um vínculo. E quando percebi que ele estava começando a gostar de mim, sabia que tinha que usar isso a meu favor", diz a britânica que vive em Londres. Ayling, 20 anos, havia viajado a Milão, na Itália, pela promessa de uma sessão de fotos com Lukasz Herba em 30 de julho de 2017. Mas, chegando lá, foi drogada sem saber com ketamina (uma substância que é feita com anestésico usado em cavalos), despida, algemada e conduzida por 193 quilômetros no porta-malas de um carro até uma fazenda. Lá, seria mantida presa por seis dias. Ela contou ao programa Victoria Derbyshire, da BBC, como conseguiu escapar do cativeiro e como tem lidado com as pessoas duvidando de sua história. Namoro no cativeiro O sequestrador da modelo, o polonês Lukasz Herba, foi condenado a 16 anos de prisão EPA Ayling diz que foi "horrível" quando chegou à casa e Herba contou que, se ela não pagasse 300 mil euros, seria vendida como escrava sexual. "Eu acreditei que ele dizia a verdade porque ele respondia a todas as minhas perguntas com muitos detalhes", diz ela. Mas Herba também perguntou se ele poderia beijá-la e se os dois poderiam ter um relacionamento. "Eu pensei que era a minha chance de sair dali", conta. "Uma vez eu vi sua reação ao que eu estava dizendo sobre as coisas que poderiam acontecer no futuro. Ele estava animado e realmente ansioso para que acontecesse e sempre falando disso - foi essa resposta que me fez perceber que eu precisava continuar fazendo aquilo." Quando ele percebeu que o resgate não seria pago, a soltou e a levou ao consulado britânico em Milão. Enquanto aguardavam a abertura do consulado, testemunhas relataram tê-los visto rindo e brincando em um café. Pode parecer estranho, diz Ayling, "mas por que ficaria distante, sem me comunicar, com a pessoa que está começando a ter sentimentos por você e que você conta com isso para ser libertada?", diz. "Eu tive que fazer tudo que podia para fazê-lo se apaixonar por mim." Herba, um polonês, foi preso em junho e condenado a 16 anos e nove meses de reclusão após ter sido julgado em Milão. Em sua defesa, Herba disse que ele já havia conhecido Ayling e se apaixonado por ela. Ele alegou que queria criar um escândalo para ajudar sua carreira, ganhando uma publicidade extra. "Eu ainda não entendo completamente sua motivação", diz ela. "Não pode ser só dinheiro. Então, por que ele me escolheu e me adicionou no Facebook há dois anos? É como se ele estivesse me perseguindo, então, também deve ser uma obsessão." Retorno e críticas Modelo Chloe Ayling foi dopada e colocada dentro de uma mala Reuters Quando Ayling retornou ao Reino Unido após sua libertação, ela deu algumas entrevistas para a TV na porta de sua casa e foi criticada por "parecer feliz" e pela roupa escolhida. Ela diz que estava feliz por estar em casa, o que temia que nunca mais aconteceria - e tinha acabado de sair de um avião usando shorts e um top. "Eu estava apenas sendo eu. Falei com os repórteres porque pensei que isso os faria ir embora, mas isso não funcionou de verdade", fala. "As pessoas esperavam que eu estivesse chorando o tempo todo e me desligado do mundo, sem encarar nenhuma câmera. Eu poderia ter escolhido fazer isso, mas pensei em como isso iria me ajudar a me recuperar. Falar sobre o que aconteceu era minha maneira de superar isso e seguir em frente." Ela conta que também tenta não se chatear com as críticas de que parecia uma pessoa "sem emoção". Ayling, que escreveu um livro sobre sua experiência, diz que é ridículo que as pessoas continuem a duvidar dela mesmo depois da condenação de Herba. Ela culpa a mídia por "lavagem cerebral" e diz que quem mais a insulta são as mulheres. "Uma vez que eles (a mídia) veem que uma pessoa é controversa, eles simplesmente tentam ir cada vez mais fundo e fazer os outros a odiarem ainda mais, já que isso é o que dará audiência. É doloroso porque eu não esperava passar por algo tão ruim e ser desacreditada pelo meu próprio país."
    Como plano de Elon Musk para resgate na Tailândia acabou em acusação de pedofilia e ameaça de processo

    Como plano de Elon Musk para resgate na Tailândia acabou em acusação de pedofilia e ameaça de processo


    De um lado o bilionário dono de uma empresa de exploração espacial que, no ano passado, mandou um foguete ao espaço com um carro da Tesla dentro. Do outro, um mergulhador inglês que teve participação importante no resgate dos meninos presos...


    De um lado o bilionário dono de uma empresa de exploração espacial que, no ano passado, mandou um foguete ao espaço com um carro da Tesla dentro. Do outro, um mergulhador inglês que teve participação importante no resgate dos meninos presos numa caverna da Tailândia. Empresário Elon Musk Joe Skipper/Reuters Nos últimos dias, o que começou como uma crítica pontual acabou gerando uma polêmica que pode acabar nos tribunais. Tudo teve início quando Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, apresentou a ideia de resgatar os 12 adolescentes e seu treinador de futebol usando um minissubmarino. A ideia não chegou a ser posta em prática. Os jovens e o treinador foram salvos mais de 15 dias depois de entrarem numa caverna em Chiang Rai, numa operação que envolveu mergulho pelos corredores escuros e estreitos da caverna. Os jovens foram e transportados por uma equipe internacional de mergulhadores. Todos estão bem, em observação no hospital, e devem receber alta nesta quinta-feira. Após o resgate, o mergulhador Vernon Unsworth classificou de "manobra publicitária" a ideia de Musk de usar um submarino. O britânico teve papel-chave na operação de salvamento ao fazer um mapeamento da caverna. Ele entrou lá quando os meninos ainda estavam desaparecidos e repassou informações sobre a estrutura e os pontos de alagamento. Também teria ajudado a selecionar, para atuar no resgate, um grupo com os maiores especialistas em mergulho do mundo. Em entrevista à imprensa, Unsworth afirmou que o submarino sugerido pelo bilionário não "teria absolutamente chance alguma de funcionar" no emaranhado da caverna Tham Luang. Musk chegou a enviar o protótipo à Tailândia, mas as autoridades envolvidas no resgate rejeitaram a ideia. Bilionário reage com agressividade A reação de Musk à declaração de Unsworth fugiu das expectativas. Em uma mensagem no Twitter, ele se referiu ao mergulhador como "pedo guy", diminutivo em inglês para homem "pedófilo". "Nós vamos fazer (um vídeo mostrando) o minissubmarino entrando na caverna 5 sem problemas. Desculpe, cara pedófilo, você pediu por isso", disse o empresário em sua conta do Twitter. Quando começou a ser questionado pela rede social sobre o fato de ter se referido ao mergulhador como "pedo", o bilionário ainda questionou a relevância de Unsworth para o resgate. "Nunca vi esse britânico expatriado que vive na Tailândia em nenhum momento quando estávamos na caverna", afirmou. Pouco depois, o empresário apagou todos os tuítes que faziam referência ao mergulhador. Unsworth disse ao Canal 7, da Austrália, que não havia lido todos os tuítes de Musk, só ouvido falar deles. Perguntado se tomaria providências legais contra o empresário, ele afirmou: "Sim. Isso não acabou. Acho que ele me chamou de pedófilo. Isso mostra que tipo de pessoa ele é". O britânico, que passa alguns meses na Tailândia a cada ano, se voluntariou para participar das buscas pelos meninos - de idades entre 11 e 17 anos - e o treinador de futebol deles, de 25 anos. Os esforços terminaram no dia 10 de julho, com uma operação bem-sucedida. O submarino que chegou atrasado 5 fatos sobre o resgate dos últimos meninos presos em caverna na Tailândia Musk tinha proposto usar um "microssubmarino, de tamanho infantil", com tecnologia desenvolvida pela sua empresa de exploração espacial, a SpaceX. O bilionário chegou a viajar para a Tailândia com o protótipo. Mas os responsáveis pelo resgate declinaram a oferta. Antes de Unsworth, o chefe da operação de salvamento, Narongsak Osotthanakorn, já tinha sido alvo da insatisfação de Musk pela rejeição do minissubmarino. O empresário questionou, também pelo Twitter, se Osotthanakorn realmente estava à frente dos esforços para salvar os meninos, ao dizer que o tailandês estava sendo chamado "incorretamente de chefe da operação de resgate". Na época, Musk compartilhou uma troca de e-mails com o especialista britânico Richard Stanton, que integrava a equipe de resgate e quem, segundo Musk, realmente estaria chefiando as operações. Repercussão negativa Os tuítes de Musk criticando o mergulhador britânico geraram reações de quem participou da operação de resgate na caverna. Claus Rasmussen, um instrutor de mergulho dinamarquês, chamou os ataques de "inapropriados" e elogiou o trabalho de Unsworth no resgate. "Ele foi um dos principais vetores em permitir que tudo fosse feito e em esclarecer para nós, mergulhadores, o que estava acontecendo", contou à AFP. Ações filantrópicas O fundador da Tesla é famoso por investir em ações humanitárias com um bom potencial para atrair a atenção do público. No ano passado, ele recebeu agradecimentos do governador de Porto Rico por montar um sistema de energia solar capaz de fornecer eletricidade para um hospital infantil após a passagem de um furacão. Apesar de ter colhido elogios com a oferta do submarino, alguns questionaram suas motivações. "Elon Musk é conhecido por buscar as manchetes, mas, para ser honesto, ele só se envolveu neste caso depois de receber uma enxurrada de mensagens de seus fãs no Twitter", disse o repórter de tecnologia da BBC, Rory Cellan-Jones. "O fato é que o know-how das empresas de Musk com exploração espacial e com escavação de túneis se mostrou irrelevante desta vez, e isto é um lembrete de que o super-herói da tecnologia nem sempre está à altura do que pensam os fãs", diz ele.
    Israel ataca dois postos do Hamas em Gaza em resposta a pipas incendiárias

    Israel ataca dois postos do Hamas em Gaza em resposta a pipas incendiárias


    Exército palestino respondeu ao ataque, mas, segundo as Forças Armadas israelenses, o projétil não chegou a ultrapassar a fronteira. Pipa com objeto incendiário voa a partir da Faixa de Gaza em direção a Israel, em 8 de junho Ibraheem Abu...


    Exército palestino respondeu ao ataque, mas, segundo as Forças Armadas israelenses, o projétil não chegou a ultrapassar a fronteira. Pipa com objeto incendiário voa a partir da Faixa de Gaza em direção a Israel, em 8 de junho Ibraheem Abu Mustafa/Reuters O Exército israelense atacou nesta segunda-feira (16) dois postos militares do movimento Hamas em Gaza em resposta ao lançamento de pipas com fogo nas proximidades da fronteira, que causaram incêndios em Israel, informou o órgão em comunicado. "Um avião de combate atacou dois postos do Hamas no norte da Faixa de Gaza, perto do ponto de onde as pipas foram lançadas", indicou a nota. Initial plugin text Pouco depois, o Exército de Israel informou que milícias palestinas em Gaza dispararam um projétil que ativou os alarmes antiaéreos no conselho regioanl de Hof Ashkelon, no sul isralense. No entanto, o míssil pode nem ter chegado a ultrapassar a fronteira do enclave, informou a força armada. Initial plugin text "Após os relatórios de sirenes no conselho regional de Hof Ashkelon, foi identificado um lançamento desde a Faixa de Gaza para Israel", precisou a nota militar, que acrescentou que o projétil não chegou a território israelense e aparentemente caiu no enclave sob bloqueio. Ataques com pipas Manifestantes palestinos se protegem de tiros disparados por soldados israelenses na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira (8) Ibraheem Abu Mustafa/ Reuters Os primeiros incêndios começaram ainda em março, durante manifestações e confrontos na fronteira da Faixa de Gaza e Israel. Para construir o artefato incendiário, materiais inflamáveis são amarrados a pipas e balões. Segundo a agência RFI, os incêndios queimaram zonas de agricultura em comunidades coletivas israelense (kibutzim) próximas à fronteira com Gaza. Ninguém ficou ferido, mas estima-se que os danos chegam a ordem de milhões de dólares. 'Golpe mais forte' Premiê israelense Benjamin Netanyahu. REUTERS/Ronen Zvulun O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se deslocou hoje à cidade israelense mais próxima à fronteira com Gaza, Sderot, onde se referiu à escalada da violência deste fim de semana, após o lançamento por milícias palestinas de mais de 200 projéteis para Israel, que respondeu com "o golpe mais forte" desde a operação militar "Limite Protetor" de 2014, segundo garantiu. Israel, que responsabiliza o Hamas pela violência procedente do enclave, realizou no sábado uma contundente ação militar pelos "diferentes tipos de terrorismo que infringiram danos significativos a comunidades israelenses" nos últimos meses, disse um porta-voz militar, como lançamento de artefatos incendiários e explosivos, ataques contra a cerca divisória, e disparo de foguetes. O Gabinete de segurança israelita debateu no domingo as medidas a tomar para combater o lançamento de balões incendiários, e deu ordem ao Exército de continuar atacando quem lançar os artefatos. Mapa mostra região da Faixa de Gaza Alexandre Mauro/ Arte G1 O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou em Sderot, a cidade israelense mais próxima da fronteira com Gaza, que existe "uma troca de golpes" com o Hamas, que governa a faixa desde 2007, e que a luta "não acaba com um golpe". No domingo (15), o gabinete de segurança de Israel debateu medidas para combater o lançamento de pipas incendiárias e deu ordem ao Exército de continuar atacando os lançadores de artefatos. Essa técnica começou a ser usada em 30 de março, nos protestos da Grande Marcha do Retorno, e provocou centenas de incêndios e prejuízos em campos de cultivo israelense.
    Jogadores da seleção francesa de futebol serão condecorados com a Legião de Honra

    Jogadores da seleção francesa de futebol serão condecorados com a Legião de Honra


    Mais alta distinção francesa será entregue pelo presidente Macron nos próximos meses. Goleiro francês, Hugo Lloris, chega ao aeroporto Charles de Gaulle, na França, nesta segunda-feira (16), com a taça em mãos Bob Edme/ AP Os jogadores da...


    Mais alta distinção francesa será entregue pelo presidente Macron nos próximos meses. Goleiro francês, Hugo Lloris, chega ao aeroporto Charles de Gaulle, na França, nesta segunda-feira (16), com a taça em mãos Bob Edme/ AP Os jogadores da seleção francesa de futebol, campeões da Copa do Mundo da Rússia-2018, receberão a Legião de Honra, a mais alta distinção francesa, que será entregue a eles nos próximos meses, anunciou a presidência nesta segunda-feira (16). Os "Bleus" serão condecorados por decisão do presidente Emmanuel Macron, como fizeram com os campeões mundiais de 1998, dos quais o atual técnico, Didier Deschamps, era o capitão. Instituída por Napoleão Bonaparte em 1802, a Legião de Honra é uma das distinções mais conhecidas no mundo, e é entregue pelo chefe de Estado por "serviços excepcionais" à Nação e para recompensar os cidadãos - e estrangeiros em muitos casos - que se destacam em diversas atividades, incluindo esportes, segundo a agência France Presse. A França venceu a Croácia por 4 x 2 neste domingo na Rússia. Nesta segunda-feira, os atletas chegaram à França. Uma multidão os esperava na Avenida Champs Élysées. O metrô de Paris comemorou o triunfo da seleção renomeando seis estações em homenagem aos vencedores. Estação Bercy Bertrand Guay / AFP Os franceses acompanharam a partida em locais públicos de diversas cidades, mas as festas terminaram em tumulto e confronto com a polícia. Duas pessoas morreram e quase 300 pessoas foram detidas nos confrontos registrados em várias cidades, segundo informou a imprensa francesa nesta segunda-feira (16). As duas mortes ocorreram em Annecy, onde um homem de cerca de 50 anos mergulhou em um canal muito raso, e em Saint-Félix, onde outro homem bateu seu carro.

    Trump e Putin se encontram na Finlândia


    Presidentes falaram à imprensa após encontro privado. Trump e Putin se encontram na Finlândia Presidentes falaram à imprensa após encontro privado. Presidentes consideraram conversa proveitosa . Temas como a questão nuclear e o acordo nuclear com o...

    Presidentes falaram à imprensa após encontro privado. Trump e Putin se encontram na Finlândia Presidentes falaram à imprensa após encontro privado. Presidentes consideraram conversa proveitosa . Temas como a questão nuclear e o acordo nuclear com o Irã foram discutidos. Putin negou que a Rússia tenha influenciado as eleições americanas de 2016. Trump disse que a conversa foi "profundamente produtiva"
    Imagens do dia 16 de julho de 2018

    Imagens do dia 16 de julho de 2018


    As atrizes Cher e Meryl Streep se beijam na estreia mundial do filme 'Mamma Mia! Here We Go Again ', em Londres Joel C Ryan/Invision/AP Amigos e familiares carregam o caixão com o corpo de Gerald Vasquez, um estudante de engenharia que foi morto...


    As atrizes Cher e Meryl Streep se beijam na estreia mundial do filme 'Mamma Mia! Here We Go Again ', em Londres Joel C Ryan/Invision/AP Amigos e familiares carregam o caixão com o corpo de Gerald Vasquez, um estudante de engenharia que foi morto durante o ataque de 14 de julho pela polícia e forças paramilitares à Universidade Nacional de Manágua, na Nicarágua Alfredo Zuniga/AP Seleção da Croácia cruza multidão em carro aberto durante festa de recepção após 2º lugar na Copa, em Zagreb Denis Lovrovic/AFP Madonna conversa com jornalistas durante coletiva de imprensa em Blantyre, no Malaui Thoko Chikondi/AP O presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Rússia Vladimir Putin apertam as mãos durante encontro em Helsinki, na Finlândia Kevin Lamarque/Reuters LEIA MAIS Um trabalhador descarrega sacos de kaolin de um navio no porto Sunda Kelapa em Jacarta, na Indonésia Bewiharta/Reuters Moradores observam centenas de carcaças de crocodilos em uma fazenda, onde foram mortos por moradores um homem ser atacado por um crocodilo na região de Sorong, na Indonésia Olha Mulalinda/Antara Foto via Reuters LEIA MAIS Um artista palestino coloca suas pinturas em um local destruído após ataque aéreo de Israel há 2 dias em Gaza Said Khatib/AFP Cher posa para fotográfos ao chegar para a estreia mundial do filme 'Mamma Mia! Here We Go Again ', em Londres AFP
    Grupo assalta carro-forte no Paraguai; polícia suspeita de brasileiros

    Grupo assalta carro-forte no Paraguai; polícia suspeita de brasileiros


    Ação foi registrada na manhã desta segunda-feira (16), em Hernandarias; quantia de dinheiro levada não foi informada. Carro-forte é assaltado no Paraguai Um grupo interceptou e assaltou um carro-forte na manhã desta segunda-feira (16) em...


    Ação foi registrada na manhã desta segunda-feira (16), em Hernandarias; quantia de dinheiro levada não foi informada. Carro-forte é assaltado no Paraguai Um grupo interceptou e assaltou um carro-forte na manhã desta segunda-feira (16) em Hernandarias, no Paraguai. A região de fronteira com o Brasil é vizinha a municípios como Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. A polícia paraguaia acredita que brasileiros estejam envolvidos no assalto, já que os veículos usados pelo grupo tinham placas brasileiras. Seguranças informaram ainda que os cerca de sete assaltantes se comunicavam em português. Segundo o chefe de relações públicas da Policia Nacional no estado de Alto Paraná, Augusto Lima, por causa da suspeita e da proximidade com a fronteira, representantes brasileiros e argentinos do Comitê Tripartite de Segurança foram alertados sobre o assalto e a possibilidade de fuga para os países vizinhos. Além de dinheiro, os ladrões levaram as armas dos seguranças que faziam o transporte de valores. A quantia roubada não foi informada. Uma caminhonete supostamente usada pelo grupo foi abandonada a cerca de 8 km do local do ataque. Na ação, os assaltantes do carro-forte na rodovia de acesso a Hernandarias (PY) espalharam 'miguelitos' e incendiaram um carro Policia Nacional/Divulgação O carro-forte que seguia de Ciudad del Este para San Alberto foi abordado em um trecho da rodovia de acesso a Hernandarias com a ajuda de miguelitos – espécie de armadilha feita com pedaços de ferro usada para furar pneus de veículos – espalhados pelo asfalto. Um carro com placas de São Paulo foi incendiado no local. A polícia não soube dizer o motivo. De acordo com a polícia do país vizinho, a ação é semelhante à usada por quadrilhas como a que assaltou a sede da empresa de valores Prosegur em Ciudad del Este, em abril de 2017. O assalto é atribuído a integrantes de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios brasileiros e de países como o Paraguai. Na época, suspeitos fugiram para o Brasil pelo Lago de Itaipu e chegaram a entrar em confronto com policiais brasileiros. O carro-forte assaltado foi atacado com vários tiros pelos ladrões Marcos Landim/RPC Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.
    O que é o Pussy Riot, grupo feminista russo que assumiu invasão à final da Copa

    O que é o Pussy Riot, grupo feminista russo que assumiu invasão à final da Copa


    Banda punk, hoje influenciada também por pós-techno, é mais conhecida por ativismo contra Putin do que pela música. Grupo ganhou projeção após prisão de ativistas em 2012, que mobilizou artistas. Membro do Pussy Riot é detida após invasão...


    Banda punk, hoje influenciada também por pós-techno, é mais conhecida por ativismo contra Putin do que pela música. Grupo ganhou projeção após prisão de ativistas em 2012, que mobilizou artistas. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd ANDERSEN / AFP Pouca gente entendeu quando, durante a final da Copa do Mundo da Rússia neste domingo (15), quatro invasores surgiram no gramado usando camisetas brancas e calças pretas. Mais tarde, veio a pista: o grupo feminista Pussy Riot assumiu a autoria do ato. Mais conhecido por seu ativismo do que pela música, o coletivo de artistas foi formado em 2011, já com o objetivo de misturar arte e política em vídeos e performances rápidas, na maioria das vezes, não autorizadas. Os integrantes geralmente se apresentam com os rostos cobertos por balaclavas, espécie de touca ninja. Na música, o Pussy Riot diz se inspirar principalmente em bandas inglesas de punk rock e no movimento feminista americano Riot Grrrl, surgido nos anos 1990. Mas na edição deste ano do South by Southwest, festival de tecnologia e cultura em Austin (EUA), a banda se mostrou em uma nova fase, mais influenciada por pós-techno e música russa. O grupo convidou ao palco do evento Chelsea Manning, transexual americana que passou anos na prisão após divulgar documentos confidenciais ao WikiLeaks. A apresentação, repleta de discursos, lembrou dos presos que foram vítimas de julgamentos tendenciosos ao redor do mundo. Prisão em 2012 Os rostos de Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina são os mais conhecidos do grupo. Em 2012, elas foram condenadas a dois anos de prisão por "vandalismo" e "incitação ao ódio religioso" após cantarem uma "oração punk", intitulada "Maria mãe de Deus, tire Putin", na catedral de Moscou. Nadezhda Tolokonnikova, Yekaterina Samutsevich e Maria Alyokhina aguardam em cela de vidro durante julgamento na Rússia Misha Japaridze/AP Uma terceira integrante, Yekaterina Samutsevich, foi libertada em outubro de 2012, quando a Justiça suspendeu sua pena ao julgar uma apelação. Tolokonnikova chegou a ser internada após fazer uma greve de fome na cadeia. O caso moblizou celebridades como Paul McCartney, Yoko Ono e Madonna, aumentando a projeção do grupo. Ao serem libertadas, em 2014, as ativistas agradeceram o governo russo pela publicidade. "Estamos falando sobre nosso trabalho com o uso da mídia - como pegar uma única ideia e espalhá-la por todo o mundo. Isso é o que fizemos em cooperação com o Estado russo", ironizou Tolokonnikova. Durante as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, elas também foram presas. Segundo Tolokonnikova, elas foram acusadas de roubo e liberadas em seguida. Invasão à Copa A invasão à última partida da Copa aconteceu aos sete minutos do segundo tempo, quando a França ganhava da Croácia por 2 a 1. Vladimir Putin acompanhava o jogo ao lado do presidente francês Emmanuel Macron e da presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic. Integrante do Pussy Riot com jogador francês Mbappé REUTERS/Darren Staples Uma das mulheres em campo conseguiu se aproximar de Mbappé, astro do time francês, e o cumprimentou com as mãos, gesto retribuído pelo jogador. Já o zagueiro croata Lovren empurrou um dos invasores e ajudou os seguranças a segurá-lo. Em sua página no Facebook, o grupo explicou que realizou o protesto para pedir liberdade a presos políticos e permissão da competição política na Rússia, entre outras reivindicações. Após a invasão, uma das participantes do Pussy Riot, Olga Kurachyova, disse à Reuters que ela foi uma das pessoas que entraram em campo. A ativista afirmou que estava sendo detida em uma delegacia de Moscou.
    Lado a lado, Trump e Putin voltam a negar ingerência da Rússia nas últimas eleições dos EUA

    Lado a lado, Trump e Putin voltam a negar ingerência da Rússia nas últimas eleições dos EUA


    Putin e Trump deram entrevista coletiva em Helsinque, onde se reuniram mais cedo. Donald Trump e Vladimir Putin se cumprimentam nesta segunda-feira (16) em coletiva de imprensa após reunião em Helsinque, na Finlândia Leonhard Foeger/Reuters Os...


    Putin e Trump deram entrevista coletiva em Helsinque, onde se reuniram mais cedo. Donald Trump e Vladimir Putin se cumprimentam nesta segunda-feira (16) em coletiva de imprensa após reunião em Helsinque, na Finlândia Leonhard Foeger/Reuters Os presidentes russo Vladimir Putin e americano Donald Trump voltaram a negar nesta segunda-feira (16) que tenha havido uma interferência da Rússia nas últimas eleições dos Estados Unidos, nas quais Trump foi eleito presidente. Os dois líderes fizeram as declarações em uma entrevista coletiva conjunta, após uma reunião de cerca de duas horas em Helsinque, na Finlândia. Nos EUA, a suposta ingerência russa é tema de investigação. Na última sexta-feira, o Departamento de Justiça dos indiciou 12 russos por conspiração por hackear o comitê do Partido Democrata durante as eleições. "Tive que repetir o que já disse muitas vezes: o governo russo nunca interferiu e nunca vai interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos, inclusive no processo eleitoral", disse Putin. O presidente russo disse que, se houver um pedido formal da investigação do suposto conluio eleitoral para questionar suspeitos, ele será atendido pelas autoridades russas. Mas afirmou que, em contrapartida, quer interrogar agentes americanos suspeitos de "atos ilegais" contra a Rússia. Trump surpreende o mundo ao apoiar Putin que nega interferência nas eleições americanas Segundo Putin, a Rússia suspeita que agentes da inteligência americana estiveram envolvidos em canalizar US$ 400 milhões de um empresário para a campanha eleitoral de Hillary Clinton, candidata que concorreu contra Trump. O presidente americano também negou qualquer ingerência russa. Segundo ele, esse tema foi discutido em boa parte do encontro. "Não houve nenhum conluio. Não conhecia o presidente [Putin]. Não havia ninguém com quem conspirar", reforçou Trump. O americano afirmou que fez uma brilhante campanha, venceu a democrata Hillary Clinton com facilidade e "por isso é presidente". Diálogo construtivo Na coletiva, Putin disse que a conversa desta segunda tem a intenção de restaurar a confiança na relação entre Estados Unidos e Rússia. Para Trump, o "diálogo construtivo" entre os dois países abre novos caminhos para a paz. Mais cedo, o presidente americano disse que o encontro foi "um bom começo". Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe uma bola oficial da Copa de Vladimir Putin, durante encontro em Helsinque, na Filândia, nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters "A Guerra Fria terminou há muito tempo. A época do antagonismo ideológico entre dois países é coisa do passado. A situação no mundo mudou radicalmente", disse Putin. Segundo Putin, não há "razões sólidas" para relações tensas entre os dois países. Trump mencionou que a relação bilateral estava ruim, mas que isso havia mudado com a reunião desta segunda. Segundo o presidente americano, os EUA foram "tolos" no seu relacionamento prévio com a Rússia. "Nossa relação nunca esteve pior. No entanto, isso mudou há cerca de quatro horas. Realmente acredito nisso", disse Trump. Durante a coletiva, Putin entregou uma bola oficial da Copa do Mundo a Trump. Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia. Proliferação nuclear Minutos antes da coletiva, um manifestante foi retirado por seguranças da sala de imprensa após tentar fazer um protesto. O indivíduo estava sentado entre os jornalistas americanos e tentou exibir um cartaz que defendia um tratado de proibição de armas nucleares. Assista ao vídeo abaixo: Homem tenta fazer protesto antes de coletiva de Trump e Putin na Finlândia Os dois líderes também discutiram a proliferação nuclear no mundo. Putin disse que os progressos conseguidos na península coreano foram, em grande parte, graças ao envolvimento de Trump. Manifestante foi retirado de local onde Donald Trump e Vladimir Putin daria entrevista coletiva nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters Mas o presidente russo disse que expressou sua preocupação pelos EUA terem saído do acordo com o Irã, no qual os países signatários encerraram sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, em troca de seu desmantelamento. “Mencionamos nossa preocupação pela retirada dos EUA do JCPOA. Graças ao acordo nuclear iraniano, o Irã passou a ser o país mais controlado do mundo”, disse Putin. Atuação na Síria Os dois líderes também afirmaram que estão explorando maneiras de proteger Israel do confronto que ocorre perto da sua fronteira com a Síria. Putin e Trump não se comprometeram com nenhuma ação específica, mas disseram que garantir a segurança de Israel era uma prioridade. Na guerra civil na Síria, a Rússia apoia o governo de Bashar al-Assad em seus esforços para derrotar os rebeldes. Os EUA atuam na Síria por meio da presença de forças especiais e ataques aéreos contra o grupo jihadista Estado Islâmico. Mas, recentemente, atacou estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta a um suposto ataque químico contra a cidade de Duma lançado pelo regime sírio. Israel está preocupado com a presença do Irã na Síria, o que considera uma ameaça. Forças e representantes do Irã vêm lutando em apoio ao governo sírio. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apelou tanto a Trump quanto a Putin para que eliminem a presença iraniana na região. Donald Trump deixa Helsinki após encontro com Putin
    Membros do Pussy Riot que invadiram final da Copa do Mundo recebem acusações

    Membros do Pussy Riot que invadiram final da Copa do Mundo recebem acusações


    Vestidos de policiais, quatro membros do grupo conseguiram entrar em campo neste domingo (15) na partida entre Croácia e França. Eles foram detidos pela polícia. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd...


    Vestidos de policiais, quatro membros do grupo conseguiram entrar em campo neste domingo (15) na partida entre Croácia e França. Eles foram detidos pela polícia. Membro do Pussy Riot é detida após invasão do campo na final da Copa do Mundo Odd ANDERSEN / AFP Os integrantes do grupo punk feminista Pussy Riot que invadiram o campo do estádio Luzhniki na final da Copa do Mundo na Rússia neste domingo (15) receberam acusações por “violação dos direitos dos espectadores” e por usarem símbolos da polícia ilegalmente. Os quatro invasores usavam uniformes da polícia e denunciavam, entre outras coisas, fabricação de acusações criminais e prisões sem motivo e pediam a liberdade de presos políticos e a competição política no país. O Pussy Riot é conhecido pelas críticas sobre as liberdades civis, direitos humanos e à maneira que o governo Putin lida com opiniões dissidentes. Segundo a agência russa de notícias Interfax, os quatro membros podem enfrentar multas de até 11.500 rublos (cerca de R$ 707) ou 160 horas de serviço comunitário. Eles passaram a noite em uma delegacia e nesta segunda-feira (16) foram encaminhados para participar de uma audiência em uma corte em Moscou, segundo postou o grupo em suas redes sociais. Initial plugin text Aos sete minutos do segundo tempo da partida, quando o jogo ainda estava em 2 x 1 para a França, três mulheres e um homem usando camisetas brancas e calças pretas invadiram o gramado a partir da área atrás do gol francês. Grupo Pussy Riot corre pelo campo após invadir gramado na final da Copa do Mundo da Rússia Odd ANDERSEN / AFP A invasão foi vita pelo presidente russo Vladimir Putin, que acompanhava a partida ao lado do presidente francês Emmanuel Macron e da presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic. Os invasores conseguiram correr aproximadamente 50 metros, dispersando-se em diferentes direções antes de serem derrubadas por fiscais e arrastadas para fora do gramado. A partida foi paralisada, mas acabou retomada momentos depois. O presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, reagem após o quarto gol da França, enquanto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sentado ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin. REUTERS/Damir Sagolj Uma das mulheres conseguiu se aproximar de Mbappé, astro do time francês, e o cumprimentou com as mãos. Gesto retribuído pelo jogador. Já o zagueiro croata Lovren, empurrou um dos invasores e ajudou os seguranças a segurá-lo. Integrante do Pussy Riot com jogador francês Mbappé REUTERS/Darren Staples Zagueiro croata Lovren empurra pessoa que invadiu gramado durante final da Copa do Mundo REUTERS/Carl Recine Prisão em 2012 e em Sochi A banda de punk russa teve suas integrantes presas em 2012 por realizarem um protesto contra Putin em uma igreja. Desde então, as três mulheres que foram levadas a julgamento se separaram, e duas delas - Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina - ainda usam o nome Pussy Riot. Tolokonnikova, Alyojina e Ekaterina Samutsevich passaram 22 meses na prisão e foram processadas por terem improvisado na catedral de Cristo Salvador de Moscou uma "oração punk" intitulada "Maria mãe de Deus, tire Putin", um protesto contra o apoio da igreja ortodoxa a Putin. Componentes da banda punk Pussy Riot, aguardam em uma cela de vidro em corte de Moscou durante julgamento. Elas foram presas após invadirem uma catedral da cidade e conduzirem uma 'oração punk' contra o presidente Vladimir Putin em show não autorizado. Misha Japaridze/AP Em 2014, um tribunal de Moscou reduziu a condenação inicial de dois anos para um ano e 11 meses. O veredicto original ditava que a chamada 'oração punk' que as mulheres apresentaram na Catedral de Cristo Salvador em 17 de fevereiro de 2012 foi uma flagrante violação da ordem pública, desrepeito pela sociedade e ódio religioso. Mas considerou que o ato não foi cometido diretamente contra "um grupo social". Durante as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, elas também foram presas. Segundo Tolokonnikova, elas foram acusadas de roubo e liberadas em seguida. No dia 10 de julho, Maria Alyokhina, conhecida como Masha e uma das fundadoras do grupo, foi presa por não cumprir serviço comunitário e liberada após ser multada.
    Metrô de Paris celebra vitória da França na Copa

    Metrô de Paris celebra vitória da França na Copa


    Estações de metrô ganharam referências à vitória da equipe francesa. Estação Bercy virou 'Bercy les bleus' , brincando com a palavra Merci em agradecimento à equipe francesa de futebol Bertrand Guay / AFP O metrô de Paris comemorou nesta...


    Estações de metrô ganharam referências à vitória da equipe francesa. Estação Bercy virou 'Bercy les bleus' , brincando com a palavra Merci em agradecimento à equipe francesa de futebol Bertrand Guay / AFP O metrô de Paris comemorou nesta segunda-feira o triunfo da França na Copa do Mundo Rússia-2018 renomeando seis estações em homenagem aos vencedores. A estação de Bercy tornou-se, assim, "Bercy les Bleus", brincando com a palavra Merci em agradecimento à equipe francesa pelo segundo título mundial, 20 anos depois de 1998. Em outra brincadeira em homenagem aos campeões do mundo, a empresa responsável pela gestão do metrô parisiense RATP transformou Avron em "Nous Avron Gagné" (parecido com "Vencemos"). Charles de Gaulle-Etoile amanheceu transformada em ‘On a 2 Etoiles’ [Nós temos duas estrelas, em tradução livre], em referência à segunda estrela que será bordada na camisa da seleção francesa Thomas Samson / AFP O técnico Didier Deschamps, terceiro homem a vencer a Copa do Mundo como jogador e treinador, recebeu uma dupla homenagem: Notre Dame des Champs, temporariamente transformada em "Notre Didier Deschamps" e Champs Elysées-Clémenceau renomeada "Deschamps Elysées-Clémenceau". A rede de transportes públicos também prestou homenagem ao capitão e goleiro da equipe francesa mudando para "Victor Hugo Lloris" o nome da estação dedicada ao famoso escritor Victor Hugo. Estação Champs - Elysées Clemenceau ganhou a referência ao técnico da seleção francesa, Didier Deschamps Thomas Samson / AFP Charles de Gaulle-Etoile amanheceu transformada em "On a 2 Etoiles" [Nós temos duas estrelas, em tradução livre], em referência à segunda estrela que será bordada na camisa da seleção. A equipe francesa desfilará nesta segunda-feira à tarde pela avenida Champs Elysees na capital francesa antes de ser recebida no Palácio do Eliseu pelo presidente Emmanuel Macron. Tumulto na festa A França venceu a Croácia por 4 x 2 neste domingo na Rússia. Os franceses acompanharam a partida em locais públicos de diversas cidades, mas as festas terminaram em tumulto e confronto com a polícia. Duas pessoas morreram e quase 300 pessoas foram detidas nos confrontos registrados em várias cidades, segundo informou a imprensa francesa nesta segunda-feira (16). As duas mortes ocorreram em Annecy, onde um homem de cerca de 50 anos mergulhou em um canal muito raso, e em Saint-Félix, onde outro homem bateu seu carro.
    Aldeões matam quase 300 crocodilos para vingar morte de vizinho na Indonésia

    Aldeões matam quase 300 crocodilos para vingar morte de vizinho na Indonésia


    Homem foi atacado por crocodilo após cair em poço. Foto de 14 de julho mostra carcaças de crocodilos mortos em Sorong, na Indonésia AP Photo/Irianti Os moradores de um povoado da província de Papua Ocidental, na Indonésia, mataram 292 crocodilos...


    Homem foi atacado por crocodilo após cair em poço. Foto de 14 de julho mostra carcaças de crocodilos mortos em Sorong, na Indonésia AP Photo/Irianti Os moradores de um povoado da província de Papua Ocidental, na Indonésia, mataram 292 crocodilos em um criadouro para vingar a morte de um vizinho que foi atacado por um dos répteis, informaram nesta segunda-feira (16) fontes oficiais. A vítima, de 48 anos, caiu em um poço com crocodilos na sexta-feira enquanto cortava grama para o gado no município Sorong, cidade portuária com pouco mais de 200 mil habitantes. No dia seguinte, os moradores foram à fazenda de crocodilos e mataram todos os que encontraram "com objetos afiados, martelos, blocos de madeira e pás", disse o chefe da agência provincial de conservação, Basear Manullang, em comunicado. Os répteis mediam entre 10 centímetros e dois metros de comprimento, e os agressores levaram os corpos de dois dos de menor tamanho. O criadouro conta com as autorizações pertinentes para funcionar como refúgio para crocodilos, uma espécie protegida na Indonésia, segundo Manullang. A Indonésia é um dos países com maior biodiversidade do planeta e conta com centenas de espécies ameaçadas pelo desenvolvimento industrial e agrícola, entre eles o orangotango e os rinocerontes de Sumatra e Java.
    Tailandeses fazem cerimônia para agradecer espíritos da caverna por salvarem meninos

    Tailandeses fazem cerimônia para agradecer espíritos da caverna por salvarem meninos


    Para os religiosos, o espírito da princesa que protege a caverna Tham Luang pode ter sido perturbado pela multidão de agentes de resgate, voluntários e jornalistas. Tailandeses fazem cerimonia em agradecimento pelo resgate dos 12 meninos e seu...


    Para os religiosos, o espírito da princesa que protege a caverna Tham Luang pode ter sido perturbado pela multidão de agentes de resgate, voluntários e jornalistas. Tailandeses fazem cerimonia em agradecimento pelo resgate dos 12 meninos e seu treinador, que ficaram vários dias presos na caverna Tham Luang, na província de Chiang Tyrone Siu/ Reuters Ao ritmo de música tradicional, pessoas acenderam velas e ofereceram frutas e outros alimentos nesta segunda-feira (16) perto da caverna Tham Luang, na Tailândia, em uma cerimônia para agradecer espíritos pelo resgate do time de futebol que ficou preso e prestar homenagem ao mergulhador tailandês que morreu na operação de resgate. Os 12 meninos do time de futebol "Javalis Selvagens" e seu técnico estão se recuperando desde o resgate dramático da semana passada, que foi acompanhado por todo o mundo. Na próxima quinta-feira (19), eles devem receber alta do hospital em que estão internados na cidade de Chiang Rai, no norte da Tailândia. Cabeças de porco, ovos cozidos, peixes, doces e frutas são algumas das iguarias oferecidas aos espíritos na cerimônia desta segunda para agradecê-los pelo salvamento dos meninos. "Estamos prestando homenagem aos anjos que cuidam da floresta e dentro da caverna", disse Nippon Anchai, um religioso tradicional, à mídia tailandesa. O grupo também rezou por Samarn Kunan, ex-membro da unidade de elite da Marinha tailandesa, Ele foi a única pessoa que morreu nos esforços de resgate. O triatleta, que tinha 38 anos, não resistiu após levar tanques de oxigênio para dentro da caverna. Retrato de ex-membro da unidade de elite da Marinha tailandesa Samarn Kunan é visto durante homenagem em cerimônia perto da caverna Tham Luang, na Tailândia Tyrone Siu/Reuters Reza uma lenda tailandesa que a caverna, chamada Tham Luang Nang Non, ou "caverna da dama reclinada", marca o local em que uma linda princesa se suicidou depois que os soldados de seu pai mataram seu amante plebeu. "Pedimos desculpas a Jao Mae Nang Non", disse Nippon, referindo-se à princesa cujo espírito se acredita proteger a caverna e que muitos tailandeses temem ter sido perturbado pela multidão de agentes de resgate, voluntários e jornalistas durante a operação de 17 dias. Os 12 meninos, com idades que variam entre 11 e 16 anos, e seu técnico de 25 anos exploravam a caverna no dia 23 de junho quando uma forte chuva inundou os túneis subterrâneos, prendendo-os na caverna que tem 10 km. Soldados participam nesta segunda-feira (16) de cerimônia perto da caverna Tham Luang na Tailândia Tyrone Siu/Reuters Infográfico mostra como foi o resgate dos meninos presos na caverna na tailândia Infografia: Karina Almeida, Juliane Monteiro, Betta Jaworski, Alexandre Mauro/G1
    Tumultos após vitória da França na Copa do Mundo deixaram mortos; quase 300 pessoas foram detidas

    Tumultos após vitória da França na Copa do Mundo deixaram mortos; quase 300 pessoas foram detidas


    Festas pela vitória da França terminaram em tumulto e confronto com a polícia. Policiais avançam durante confronto na Champs Élyseés após vitória da França REUTERS/Gonzalo Fuentes Os tumultos após a comemorações da vitória da França na...


    Festas pela vitória da França terminaram em tumulto e confronto com a polícia. Policiais avançam durante confronto na Champs Élyseés após vitória da França REUTERS/Gonzalo Fuentes Os tumultos após a comemorações da vitória da França na Copa do Mundo neste domingo deixaram duas pessoas mortas, informa nesta segunda-feira (16) a imprensa francesa. Outras quase 300 pessoas foram detidas nos confrontos registrados em várias cidades. As duas mortes ocorreram em Annecy, onde um homem de cerca de 50 anos mergulhou em um canal muito raso, e em Saint-Félix, onde outro homem bateu seu carro. A França venceu a Croácia por 4 x 2 neste domingo na Rússia. Os franceses acompanharam a partida em locais públicos de diversas cidades, mas as festas terminaram em tumulto e confronto com a polícia. Em Paris, milhares de franceses acompanharam o jogo em locais famosos como o Arco do Triunfo, na Champs Élysées, e na Torre Eiffel. Os monumentos foram iluminados com as cores francesas após a vitória. Veja fotos da comemoração francesa No total, 292 pessoas foram detidas em várias cidades, informou o Ministério do Interior nesta segunda-feira (16). Além disso, 45 policiais e gendarmes ficaram levemente feridos. Em Paris, foram detidas 102 pessoas, das quais 90 ficaram sob custódia para serem interrogadas, indicaram autoridades parisienses. "Levando-se em conta a multidão presente e apesar dos incidentes inaceitáveis, trata-se de um balanço moderado", declarou o responsável pela Polícia de Paris, Michel Delpuech, em entrevista coletiva. Em Paris, Lyon (centro) e Marselha (sul) a Polícia interveio para reprimir pequenos grupos de indivíduos que atacavam lojas, ou lançavam pedras contra veículos policiais. Os incidentes na avenida Champs-Elysées duraram cerca de 20 minutos e se concentraram em uma galeria comercial. Na cidade de Lyon, a Polícia informou 30 detenções, das quais 18 ficaram em prisão preventiva por "roubo" de uma loja de roupa.
    Cúpula Trump x Putin: o que é a 'finlandização' e como ela explica a escolha do local do encontro

    Cúpula Trump x Putin: o que é a 'finlandização' e como ela explica a escolha do local do encontro


    A escolha da Finlândia para sediar encontros entre líderes de EUA e Rússia tem antecedentes históricos - e decorre, em boa parte, de uma política de agradar o vizinho 'gigante' para evitar anexação. Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump,...


    A escolha da Finlândia para sediar encontros entre líderes de EUA e Rússia tem antecedentes históricos - e decorre, em boa parte, de uma política de agradar o vizinho 'gigante' para evitar anexação. Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, encontram-se em Helsinque, na Finlândia, nesta segunda (16) Kevin Lamarque/ Reuters Nem Washington, nem Moscou. Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, escolheram Helsinque, na Finlândia, para a primeira cúpula oficial bilateral desde que o americano chegou à Casa Branca. Os líderes, contudo, não estão inovando ao escolher a capital da Finlândia como ponto de encontro. Desde 1975, Helsinque tem sido cenário de importantes reuniões internacionais, das quais já participaram nações rivais e até mesmo outros mandatários dos dois países, justamente pela estratégia adotada por décadas pela Finlândia para evitar conflitos políticos e militares com potências mundiais - que atraiu polêmica no passado e ficou conhecida como "finlandização". O encontro de Trump e Putin nesta segunda-feira (16) ocorre em um momento de estremecimento entre a relação de Rússia e EUA, em especial depois das críticas constantes de Trump à Otan, a aliança militar ocidental, e da atitude contraditória do americano em relação ao Kremlin. Donald Trump tuitou na manhã desta segunda-feira (16) dizendo que os laços com a Rússia "nunca foram piores" e culpou "anos de tolices e estupidez" dos EUA pela má relação. Initial plugin text Já em Helsinque, pouco antes do encontro, Trump disse: "O mundo quer que a gente se dê bem, somos duas potências nucleares. Temos 90% das armas nucleares do mundo e isso não é uma boa coisa." Na semana passada, em Bruxelas, Trump disse que Putin ainda não era um amigo, mas também não o vê como inimigo. O americano chamou o russo de "competidor". "Espero que, algum dia, talvez ele seja um amigo. Pode acontecer, mas eu não o conheço muito bem", declarou Trump. Durante a campanha eleitoral em 2016, contudo, Trump elogiou Putin várias vezes. Os russos são suspeitos de terem interferido na eleição presidencial dos EUA, acusação que rechaçam. Trump classifica de "caça às bruxas" a investigação, que culminou com 12 russos formalmente acusados pelo Departamento de Justiça americano na semana passada por terem promovido ataques cibernéticos em março de 2016 nas contas de email da equipe da campanha presidencial de Hillary Clinton. Os emails foram amplamente usados por Trump durante a eleição. Mas, em março, Trump, assim como líderes de dezenas de países, decidiu expulsar diplomatas russos depois que o Reino Unido acusou o governo russo de estar por trás do envenenamento de um ex-espião duplo na Inglaterra. E, em abril, o americano criticou Putin publicamente pelo apoio à Síria após um ataque com armas químicas supostamente realizado por forças leais a Damasco. A data da reunião de Trump com Putin foi anunciada com apenas três semanas de antecedência, o que é atípico para esse tipo de cúpula. Segundo especialistas, isso explica, em parte, o motivo pelo qual Helsinque foi escolhida como local do encontro. "Logisticamente é um bom lugar, perto de Moscou, e casava com a viagem de Trump pela Europa", avalia Alpo Rusi, professor de Relações Internacionais e ex-diplomata finlandês. No entanto, por trás da escolha da Finlândia também há importantes antecedentes históricos - e a chamada "finlandização", o modelo de política externa em que acordos e concessões comerciais com a União Soviética permitiram que o país se mantivesse neutro - e fora do lado "socialista" da Cortina de Ferro. Helsinque A capital da Finlândia ganhou pela primeira vez um lugar de destaque nos cenários de encontros internacionais em 1975, quando foi sede da conferência de Segurança e Cooperação na Europa e, em meio à Guerra Fria, conseguiu reunir mais de 30 nações de países socialistas e capitalistas - opositores na Guerra Fria. Helsinque também foi sede de outras reuniões entre líderes da Rússia e dos EUA. Em 1990, George Bush e o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, se encontraram para discutir a invasão do Iraque no Kuwait. Sete anos depois, em 1997, Helsinque sediou um encontro entre o americano Bill Clinton e o russo Boris Yeltsin para debater sobre a ampliação da Otan - que passaria a incluir países pertencentes à então extinta União Soviética. "Helsinque tem sido sede de várias reuniões de alto nível entre Rússia e Estados Unidos", comenta Charly Salonius-Pasternak, pesquisador do Instituto Finlandês de Relações Internacionais. "É um lugar fácil para chegar e reunir. Por parte do anfitrião, as coisas estarão bem organizadas e (conversas) serão mantidas em sigilo." O que permitiu a capital finlandesa ser um ponto de encontro dessas potências foi a relação complexa entre Helsinque e Moscou, moldada desde o final da 2ª Guerra e nos primeiros anos da Guerra Fria. Entre suecos e russos A Finlândia compartilha uma fronteira de mais de 1,3 mil quilômetros com a Rússia, um país cuja população é 26 vezes maior e cujo território, 50 vezes. Desde o século 13, o território vinha sendo disputado por russos e suecos. Foram ocupados - e cristianizados - pelos suecos, até a invasão e anexação pelos russos no início do século 19. Em 1917, o país declarou a independência. No início da 2ª Guerra Mundial, a União Soviética invade a Finlândia, que resiste, mas acaba sendo perdendo parte do território. Segundo o historiador britânico Geoffrey Roberts, essa perda levou o governo finlandês a se aliar com a Alemanha contra Moscou. A decisão custou milhares de vidas e colocou em perigo a existência da Finlândia. "Entre 1944 e 45, o Exército Vermelho poderia ter ocupado a Finlândia, mas (Josef) Stálin preferiu não fazê-lo, principalmente porque líderes finlandeses admitiram o erro e prometeram neutralidade e amizade à União Soviética", escreveu Geoffrey Roberts em um artigo publicado no jornal britânico The Guardian, em fevereiro passado. "A 'finlandização', como foi chamada, permitiu a Finlândia permanecer livre da dominação soviética e a livrou de ser tomada pelo comunismo", explicou Roberts. Mas o que é exatamente 'finlandização'? O pesquisador Salonius-Pasternak diz que depois da 2ª Guerra Mundial e dos confrontos anteriores com Moscou, os finlandeses identificaram a necessidade de convencer a União Soviética de que não eram uma ameaça à potência. "Algo que, evidentemente, não eram", assinala o pesquisador. Assim, a Finlândia se manteve neutra em assuntos geopolíticos - e na sua política externa. Ela não se juntou à Otan, nem ao chamado Pacto de Varsóvia, a aliança militar formada em 1955 pelos países socialistas do Leste Europeu e pela União Soviética. Helsinque, no entanto, não conseguiu evitar a constante supervisão soviética cada vez que o governo finlandês formava uma nova coalização - Moscou sinalizava se era a favor ou não do arranjo político no país nórdico. "A lógica era: se permitimos essas pequenas interferências, a Finlândia vai ser capaz de manter sua independência e se concentrar economicamente em relação ao Ocidente. Em Helsinque, isso era visto como um conjunto de políticas muito pragmáticas, um jogo de equilíbrios", explica Salonius-Pasternak. Essa disposição de acomodar, de alguma forma, as preferências soviéticas em sua política interna foi batizada por acadêmicos alemães de "finlandização". O termo passou a ser usado para se referir ao processo em que um país, com o objetivo de manter sua soberania, opta por não enfrentar ou desagradar um vizinho mais poderoso. E o uso desse termo sempre teve um caráter depreciativo. "A finlandização tinha duas caras: em um lado, estava a necessidade de uma nação pequena de ter uma política que não estivesse em conflito com a superpotência vizinha", assinala o ex-diplomata finlandês Alpo Rusi, que foi assessor político do presidente Martti Ahtisaari (1994-1999). "No outro, estava a pressão constante por parte da União Soviética, que nem todos da elite política estavam dispostos a enfrentar, o que fez com que alguns se tornassem colaboradores da URSS. Havia uma aceitação desnecessária de exigências russas." Mas essa controversa política chegou ao fim quando a Guerra Fria acabou. "A Finlândia abandonou a neutralidade e, para ela, é importante pertencer ao Ocidente e não estar mais entre o Ocidente e a Rússia. É importante ser parte da União Europeia, bloco ao qual foi incorporada em 1995", explica Anna Wieslander, diretora no Atlantic Council, um centro de estudos sobre relações internacionais com sede em Washington. A especialista afirma que Helsinque deu uma guinada se afastando da finlandização, ainda que ainda preserve alguns elementos dessa política que marcou a relação do país com os soviéticos. "Acho que o que restou dessa política foi a capacidade de entender a Rússia e ter bons contatos com ela nos níveis mais altos, mesmo em momentos em que a situação no Báltico e a segurança na região tenham piorado nos últimos anos", afirma Wieslander. A aplicação desse aprendizado é evidente na relação que o atual presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, mantém com Vladimir Putin. Desde que a Rússia anexou a Crimeia - território da Ucrânia -, em 2014, ato condenado pela comunidade internacional, o mandatário finlandês já se reuniu com Putin pelo menos cinco vezes. "Ele tem sido repreendido por ser um dos poucos líderes ocidentais que tem continuado a se encontrar com Putin", avalia Salonius-Pasternak. "A lógica dele é: nós não aprovamos o que aconteceu, não estamos de acordo e podemos dizer isso numa discussão franca. Mas isso só é possível se a outra parte confia em você ao menos para manter um diálogo." Foi esse canal aberto entre Finlândia e Rússia que permitiu o encontro entre Putin e Trump em Helsinque.
    Após dizer que relações com a Rússia nunca foram piores, Trump afirma que encontro com Putin foi um 'bom começo'

    Após dizer que relações com a Rússia nunca foram piores, Trump afirma que encontro com Putin foi um 'bom começo'


    Presidentes da Rússia e dos EUA estão reunidos em Helsinque, na Finlândia. Eles tiveram encontro privado e almoço de trabalho. Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin almoçam juntos durante encontro em Helsique, na Finlândia, nesta...


    Presidentes da Rússia e dos EUA estão reunidos em Helsinque, na Finlândia. Eles tiveram encontro privado e almoço de trabalho. Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin almoçam juntos durante encontro em Helsique, na Finlândia, nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, estão reunidos em Helsinque, na Finlândia, nesta segunda-feira (16). Uma conversa dos dois líderes, que durou mais de uma hora e meia, teve como testemunhas apenas seus intérpretes. "Foi um começo muito bom", afirmou Trump, depois do encontro privado. Antes da reunião, Trump tinha tuítado mensagem dizendo que as relações entre os dois países "nunca foram piores". Seguindo a programação prevista, os presidentes participam de um almoço de trabalho, acompanhados por um grupo, no Salão de Espelhos do Palácio Presidencial, e depois concederão uma entrevista coletiva. Acompanhe a cobertura em tempo real. Antes do início da conversa privada, que começou com mais de 40 minutos de atraso no Salão Gótico, Putin afirmou diante dos jornalistas que é hora de falar sobre as relações entre Rússia e Estados Unidos, além de questões internacionais. Entre os assuntos que serão abordados na reunião, Trump destacou a China e o combate às armas nucleares. Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin se cumprimentam no início de encontro em Helsinque, na Finlândia, nesta segunda-feira (16) Kevin Lamarque/ Reuters 'Relações nunca foram piores' Trump disse esperar conseguir estabelecer uma "relação extraordinária" com o mandatário russo. Para Trump, entender-se bem com a Rússia é "uma boa coisa". Mais cedo, Trump tinha tuitado uma mensagem em que dizia que os laços com a Rússia "nunca foram piores" e culpou "anos de tolices e estupidez" dos EUA pela má relação. O ministério das relações exteriores russo retuitou a mensagem de Trump com o comentário: "Nós concordamos". Initial plugin text rump e Putin chegaram separadamente ao palácio presidencial finlandês, no início da tarde, no horário local. O presidente americano esperou em seu hotel a chegada do líder russo, conhecido por atrasar em eventos importantes. Putin deixou o aeroporto direto para o palácio presidencial e lá aguardou a chegada do chefe de estado americano. Presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, encontram-se em Helsinque, na Finlândia, nesta segunda (16) Kevin Lamarque/ Reuters Enquanto Trump conversa com Putin, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, participou de uma reunião paralela com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Putin e Trump darão uma entrevista coletiva, mas não devem divulgar um documento conjunto, como adiantou um porta-voz do Kremlin na última sexta-feira. Trump e Putin se encontram nesta segunda (16) na Finlândia Pauta de discussões Além das sempre conturbadas relações entre EUA e Rússia, outros assuntos devem tornar a pauta de discussões ainda mais delicada: os países combatem em lados opostos na Síria, a questão da anexação da Crimeia pela Rússia e a crise diplomática provocada pelo envenenamento de um ex-espião russo no Reino Unido este ano. Trump já afirmou que voltará a questionar Putin sobre a questão das eleições presidenciais americanas em 2016, embora admita que o russo jamais confessaria um possível envolvimento, se fosse o caso. Segundo o Kremlin, o desarmamento nuclear global deve ser o tema-chave da reunião. Comparativo EUA e Rússia Roberta Jaworski/G1 O presidente russo só chegou a Helsinque nesta manhã, pois no domingo (15) ainda celebrava a final da Copa do Mundo em seu país. Antes do encontro com Putin, Trump se encontrou com o presidente finlandês, Sauli Niinistö. O presidente americano voltou a falar da reunião da Otan, da qual participou em Bruxelas, na semana passada. "A Otan nunca foi tão forte, a Otan nunca esteve tão unida. Foi um pouco complicado no início, mas finalmente surgiu o amor", declarou Trump. Initial plugin text Putin deve ter um encontro privado com o presidente finlandês mais tarde, após a conclusão do encontro com Trump. Presidente Donald Trump, primeira-dama, Melania, presidente finlandês, Sauli Niinisto, e sua mulher Jenni Haukio, se encontraram em Helsinque, nesta segunda-feira (16) Lehtikuva/Martti Kainulainen/ Reuters A capital finlandesa teve um protesto nesta segunda de um grupo em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres. Mulheres com falsa barriga de grávida se concentraram na praça do Senado. Manifestantes com máscaras representando o presidente americano, Donald Trump, fazem protesto em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres em Helsinque. Nesta segunda, Trump se encontra com o presidente russo, Vladimir Putin, na cidade Ints Kalnins/ Reuters
    A aliança entre Trump e Putin

    A aliança entre Trump e Putin


    Depois do sucesso da Copa do Mundo, Putin já entra na cúpula de Helsinque como maior vencedor Trump e Putin em encontro de líderes da Área Econômica da Ásia Pacífico (Apec), em novembro passado no Vietnã Mikhail KLIMENTYEV / SPUTNIK / AFP Duas...


    Depois do sucesso da Copa do Mundo, Putin já entra na cúpula de Helsinque como maior vencedor Trump e Putin em encontro de líderes da Área Econômica da Ásia Pacífico (Apec), em novembro passado no Vietnã Mikhail KLIMENTYEV / SPUTNIK / AFP Duas cenas, que podem ter passado despercebidas na final da Copa do Mundo, traduzem a carga política que cercou o evento desde o início: Kyllian Mbappé, o gênio da bola francês e craque revelação da Copa, saúda uma invasora do gramado, do movimento de protesto feminista Pussy Riot, perseguido pelo governo do presidente Vladimir Putin; Cai uma chuva torrencial em Moscou bem na hora da cerimônia de premiação. Num primeiro momento, apenas uma das autoridades é protegida por um guarda-chuva: ele mesmo, Putin. Putin conseguiu seu objetivo com a Copa: projetar uma imagem favorável por todo o planeta. Dela, sai direto para outra vitória: o encontro com o presidente americano, Donald Trump, em Helsinque. Independentemente do resultado, Putin sai ganhando com a mera existência do encontro. Não é preciso acreditar em nenhuma teoria da conspiração sobre a relação de Trump-Rússia para entender por quê. Desde a invasão russa da Crimeia, em 2013, a Rússia é objeto de sanções e se isolou do Ocidente. Ao aceitar a cúpula com Putin, Trump faz vista grossa não só à Crimeia, mas também às armas químicas na Síria, aos envenenamentos no Reino Unido e à interferência de hackers na eleição americana (que resultou na segunda denúncia do Departamento de Justiça, contra 12 russos, na semana passada). O principal objetivo de Putin já foi atingido mesmo antes do encontro: Trump se afastou de seus aliados europeus. Na cúpula da Otan, deixou claro que não pensa como eles e quer criar-lhes problemas. Um racha na aliança ocidental e na União Europeia (UE) implica, por mera gravidade, a ampliação da esfera de influência russa. Ao conferir legitimidade a Putin como interlocutor, Trump dá a entender que seus planos podem ir além da questão comercial com que fustiga os europeus, também pretexto para toda cizânia que provoca mundo afora. Trump, ainda que de modo errático, não perde uma única oportunidade de manifestar sua insatisfação com a ordem internacional erguida no Pós-Guerra e reforçada depois do fim da Guerra Fria, em torno de instituições como ONU, OMC ou as próprias UE e Otan. Destruir essa ordem para resgatar o poderio da Rússia de outrora – a dos czares ou a dos soviéticos – sempre foi a maior ambição de Putin. Seu encontro com Trump poderá, portanto, representar a semente de uma aliança que poderá redesenhar a geopolítica planetária. Os passos iniciais dessa possível aliança já estão claros. No extenso contencioso internacional entre Rússia e Estados Unidos, além da presença americana em exercícios militares da Otan, dois outros tópicos se destacam: Crimeia e Síria. No primeiro, dificilmente Putin terá dificuldade de arrancar o reconhecimento da soberania russa sobre a região anexada da Ucrânia. Trump já deu a entender que a Crimeia é russa, pois a população local fala russo – embora o território estratégico à beira do mar Negro fosse parte da Ucrânia desde o regime soviético e tenha sido usado como moeda de troca para o desmantelamento do arsenal nuclear em poder ucraniano com o fim da União Soviética. Pela mesma decisão da Suprema Corte que deu ao Executivo americano o poder de reconhecer a soberania israelense sobre Jerusalém Oriental, Trump pode reconhecer a russa sobre a Crimeia. É difícil, contudo, que haja alívio nas sanções. Isso depende de um Congresso onde parlamentares republicanos e democratas sempre estiveram unidos contra Putin, em especial na aprovação da Lei Magnitsky, que impõe sançoes aos oligarcas russos. No segundo tópico, a Síria, o êxito de Putin poderá ser menos visível, mas promete ser maior. Ele pretende obter de Trump o apoio tácito à reconstrução do regime sírio em torno do ditador Bashar Assad e à permanência da Rússia como potência dominante no país, com a retirada das tropas americanas e aliadas. Em troca, Trump quer a ruptura da aliança estratégica entre Rússia e Irã, para pressionar os aiatolás a rever o acordo nuclear recém-rompido pelos americanos e evitar a manutenção de bases iranianas ameaçando Israel do solo sírio. Mas a realidade do terreno dá mais força a Putin. Com apoio da Rússia e do Irã, Assad já reconquistou e consolidou seu comando sobre a maior parte do país. Embora tenha prometido ao premiê israelense, Bibi Netanyahu, que não aceitaria a permanência iraniana em território sírio ao final da guerra, Putin tem um histórico de descumprir promessas. A Rússia já rompeu acordos de cessar-fogo com os americanos na Síria e tem tolerado o uso de armas químicas por Assad. Putin não tem interesse, nem energia, nem disposição militar para enfrentar os iranianos. Para o Irã, a Síria é estratégica. Para a Rússia, apenas uma peça a mover, na tentativa de ampliar sua influência no complexo tabuleiro diplomático internacional. Ninguém tem muita dúvida de que a Rússia de Putin representa uma ameaça ao equilíbrio geopolítico que manteve a paz no Ocidente desde o final da Segunda Guerra. Em Trump – preocupado em sufocar os desdobramentos da investigação do papel russo em sua campanha eleitoral –, Putin pode ter encontrado um modo de transformar essa ameaça em realidade. Arte/G1
    Novas fotos do batizado do príncipe Louis são divulgadas

    Novas fotos do batizado do príncipe Louis são divulgadas


    Cerimônia aconteceu na Capela Real do Palácio Saint James, em Londres, há uma semana. A duquesa de Cambridge posa para foto com seu filho mais novo, príncipe Louis, após o batizado dele na Capela Real do Palácio St. James Matt...


    Cerimônia aconteceu na Capela Real do Palácio Saint James, em Londres, há uma semana. A duquesa de Cambridge posa para foto com seu filho mais novo, príncipe Louis, após o batizado dele na Capela Real do Palácio St. James Matt Porteous/Kensington Palace via AP Novas fotos do príncipe Louis Arthur Charles, terceiro filho de William e Kate, foram divulgadas nesta segunda-feira (16) pelo Palácio de Kensington. Os registros foram feitos após o batizado realizado na Capela Real do Palácio Saint James, em Londres, na última segunda-feira, 9 de julho. Nas imagens, Louis aparece vestindo a réplica do vestido criado para o batizado da então princesa Victoria, em 1841. O vestido original foi usado por mais de 60 bebês da família real até 2004. Como o tecido já estava muito frágil, foi criada uma réplica. Duquesa de Cambridge segura o príncipe Louis para foto oficial após o seu batizado no dia 9 de julho (Matt Holyoak/Camera Press/Duke and Duchess of Cambridge via AP Esse mesmo vestido foi depois usado pelos irmãos mais velhos de Louis: o príncipe George, batizado em 2013, e a princesa Charlotte, batizada em 2015. Entre as fotos divulgadas nesta segunda está a primeira foto oficial de William e Kate com seus três filhos. A cerimônia de batizado do príncipe Louis foi discreta e reuniu cerca de 30 convidados, quase todos familiares. Louis tem seis padrinhos, amigos dos seus pais. O bebê, sexto dos sete bisnetos da rainha Elizabeth II, nasceu em 23 de abril. Ele é o quinto na linha de sucessão ao trono britânico. Duque e duquesa de Cambridge posam para foto com seus três filhos: príncipe Louis (no colo), príncipe George e princesa Charlotte Matt Holyoak/Camera Press/Duke and Duchess of Cambridge via AP Duque e duquesa de Cambridge posam para foto com seus três filhos, príncipe Charles e Camilla, príncipe Harry e Meghan Matt Holyoak/Camera Press/Duke and Duchess of Cambridge via AP Duque e duquesa de Cambridge posam para foto com seus filhos, pais e irmãos Matt Holyoak/Camera Press/Duke and Duchess of Cambridge via AP
    'Otan nunca foi tão forte', diz Trump em encontro com presidente finlandês

    'Otan nunca foi tão forte', diz Trump em encontro com presidente finlandês


    Presidente dos EUA se encontrará nesta segunda com Vladimir Putin. Presidente Donald Trump, primeira-dama, Melania, presidente finlandês, Sauli Niinisto, e sua mulher Jenni Haukio, se encontraram em Helsinque, nesta segunda-feira (16)...


    Presidente dos EUA se encontrará nesta segunda com Vladimir Putin. Presidente Donald Trump, primeira-dama, Melania, presidente finlandês, Sauli Niinisto, e sua mulher Jenni Haukio, se encontraram em Helsinque, nesta segunda-feira (16) Lehtikuva/Martti Kainulainen/ Reuters A Otan "nunca foi tão forte" como agora, afirmou o presidente americano, Donald Trump, nesta segunda-feira (16), ao se reunir com seu homólogo finlandês, Sauli Niinistö, em Helsinque. Trump está na capital da Finlândia para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin. "A Otan nunca foi tão forte, a Otan nunca esteve tão unida", disse Trump durante uma reunião com o presidente finlandês. "Foi um pouco complicado no início, mas finalmente surgiu o amor", acrescentou, referindo-se à recente cúpula da Aliança Atlântica. Essa cúpula foi marcada por um clima tenso pelas declarações de Trump, que acusou seus aliados de contribuírem pouco para os gastos militares da organização. Embora Trump tenha celebrado o resultado da reunião, suas declarações não correspondem a nenhuma mudança na posição dos 29 países da Aliança Atlântica. Todos eles continuam comprometidos com seu gasto militar até 2% do PIB até 2024. após as críticas de Trump, os líderes da Otan declararam seu "compromisso inabalável" com um acordo sobre metas de gastos. Trump e Putin se encontram nesta segunda (16) na Finlândia Trump e Putin se reúnem nesta segunda-feira no palácio presidencial de Helsinque, uma cidade com tradição histórica nas reuniões de degelo entre Estados Unidos e Rússia. A cúpula consistirá, primeiro, em uma reunião dos presidentes sozinhos com seus respectivos intérpretes, antes de se unirem às suas delegações em um almoço de trabalho.
    Copa do Mundo: 32 países, 32 torcedores loucos por suas seleções; FOTOS

    Copa do Mundo: 32 países, 32 torcedores loucos por suas seleções; FOTOS


    A Copa chegou ao fim, e já é hora de matar a saudade. De Trump mexicano e versão árabe do 'feiticeiro' a Maradona e até atriz pornô russa, G1 selecionou um torcedor 'figura' de cada país que chamou atenção durante a Copa. ALEMANHA - Confiante...


    A Copa chegou ao fim, e já é hora de matar a saudade. De Trump mexicano e versão árabe do 'feiticeiro' a Maradona e até atriz pornô russa, G1 selecionou um torcedor 'figura' de cada país que chamou atenção durante a Copa. ALEMANHA - Confiante na seleção alemã, torcedor se vestiu de bandeira e levou cartazes com a taça e a palavra 'Finale' para assistir à partida contra a Coreia do Sul na 1ª fase, certo de que a Alemanha seguiria em frente até a final da Copa. A derrota para a Coreia por 2 a 0 sepultou esse sonho John Sibley/Reuters ARÁBIA SAUDITA - Muito antes que surgisse o russo que ficou famoso como o 'feiticeiro' misterioso na torcida do Brasil, uma 'figura' na torcida da Arábia Saudita já havia chamado atenção de fotógrafos com a mesma pose, mostrando uma bandeira do Turcomenistão antes da partida entre Uruguai e Arábia na fase de grupos Max Rossi/Reuters ARGENTINA - Diego Maradona, ícone do futebol argentino, abre os braços em momento com pose de salvador antes do início da partida entre Argentina e Nigéria ainda na primeira fase, em São Petersburgo. O craque foi certamente o torcedor que mais chamou atenção nos jogos da Argentina na Copa Lee Smith/Reuters AUSTRÁLIA - Como saber se torcedores de verde e amarelo na Rússia são do Brasil ou não? Procurar alguma referência a canguru (ou a um coala, quem sabe) pode ser uma boa. Como mostraram esses torcedores, que fizeram sucesso e tiraram fotos com outros torcedores antes da partida entre França e Austrália Benjamin Cremel/AFP BÉLGICA - Torcedor belga investiu no look inspirado no personagem Obelix, dos quadrinhos 'Asterix', na partida contra o Brasil nas quartas-de-final. Ele até levou um cartaz em que aparece servindo da poção mágica ao centro-avante Lukaku. Parece que a brincadeira deu certo Sergio Perez/Reuters BRASIL - Um dos rostos mais reconhecíveis em meio a praticamente qualquer aglomerado de pessoas que ganhe atenção da mídia em São Paulo, a corredora Ana Luiza 'Animal' dos Anjos Garcez, de 55 anos, se torna a maior torcedora do Brasil que você respeita em dia de jogo da Seleção na Copa do Mundo. O G1 acompanhou a rotina dela num desses dias; veja mais no link abaixo Celso Tavares/G1 VEJA MAIS COLÔMBIA - Torcedoras da Colômbia fantasiadas como os craques Higuita e Valderrama, ícones do futebol colombiano, posam juntas antes de partida contra a Inglaterra nas oitavas. Aqui abrimos exceção para destacar a dupla e não uma só, já que as fantasias praticamente se completam Kai Pfaffenbach/Reuters COREIA DO SUL - om chifres de pelúcia e bandeiras pintadas nas bochechas, torcedor da Coreia do Sul exibe seu celular com a frase: 'Nós temos o melhor Son do mundo', antes da partida contra a Suécia na 1ª fase. A frase em inglês cria um trocadilho entre o nome do craque coreano Son Heung-min e a tradução de 'filho' Ivan Alvarado/Reuters COSTA RICA - Torcedor da Costa Rica pintou o rosto e investiu na roupa e nos acessórios com as cores da bandeira para assistir à partida contra a Sérvia pela 1ª fase Matih Aktas/Anadolu via AFP CROÁCIA - Torcedor da Croácia pintou o rosto e vestiu uma touca de pólo aquático, um dos esportes em que o país tem grande destaque, na partida contra a Inglaterra nas semifinais da Copa Yuri Cortez/AFP DINAMARCA - Torcedor fortão dinamarquês exibe a coleção de tatuagens pelo corpo antes de partida contra a França Carl Recine/Reuters EGITO - Vestido de faraó, torcedor do Egito assiste a partida contra a seleção do Uruguai na arena Ekaterinburg em Yekaterinburg, na Rússia Jason Cairnduff/Reuters ESPANHA - Torcedor da Espanha vestido de toureiro faz graça antes do início do jogo Espanha x Rússia, em Moscou Albert Gea/Reuters FRANÇA - Torcedor apareceu nas arquibancadas de diversos jogos da França, sempre com o rosto pintado e a peruca vermelha Gleb Garanich/Reuters INGLATERRA - Com o rosto pintado, menino se empolga gritando no colo do pai após gol da Inglaterra durante transmissão do jogo contra a Croácia, em Leeds, na Inglaterra Jon Super/Reuters IRÃ - Torcedores do Irã, um deles com fantasia que lembra o comediante Chacrinha, tiram selfie antes de início da partida contra a Espanha pela Copa do Mundo 2018 em Kazan, na Rússia Toru Hanai/Reuters ISLÂNDIA - Alfred Finnbogason, jogador da Islândia, pega sua filha no colo ao final da partida contra a Argentina. A torcedorinha usou abafadores para proteger os ouvidos Albert Gea/Reuters JAPÃO - Torcedor japonês fantasiado mostra a língua antes da partida contra a Polônia Jorge Silva/Reuters MARROCOS - Fantasiado com uma máscara de leão, torcedor do Marrocos bebe um refrigerante antes da partida contra Portugal em Moscou Kai Pfaffenbach/Reuters MÉXICO - Na Cidade do México, torcedor posa fazendo graça com uma máscara do presidente dos EUA, Donald Trump, antes de transmissão da partida contra a Alemanha Gustavo Graf/Reuters NIGÉRIA - Em Lagos, capital nigeriana, torcedor com o rosto pintado aguarda o início da transmissão de Nigéria e Argentina na 1ª fase da Copa do Mundo Akintunde Akinleye
/Reuters PANAMÁ - Criança com peruca nas cores da bandeira panamenha assopra uma corneta enquanto é erguida pelo pai antes do jogo contra a Bélgica na 1ª fase da Copa do Mundo Max Rossi/Reuters PERU - Com adesivos nas bochechas, menino se empolga e grita torcendo durante transmissão de Peru x Dinamarca em um telão montado em praça de Lima Guadalupe Pardo/Reuters 15 de julho - Polonesa manda beijo posando para fotos antes do início da partida entre Polônia e Senegal na Copa do Mundo Maxim Shemetov/Reuters PORTUGAL - Fantasiado, torcedor de Portugal canta antes de partida contra Marrocos pela Copa do Mundo 2018 em Moscou, na Rússia Carl Recine/Reuters RÚSSIA - De minissaia e top com as cores da Rússia, torcedora chamou atenção de fotógrafos em diversas partidas da seleção que joga em casa. Posteriormente, internautas acabaram descobrindo que a jovem é a atriz pornô russa Natalya Nemchinova Kai Pfaffenbach/Reuters SENEGAL - Torcedores de Senegal se uniram para criar uma fantasia coletiva e formar o nome do país na partida contra a Polônia em Moscou. Nas calças, o desenho da bandeira senegalesa, com leve adaptação da posição da estrela. Aqui também abrimos exceção para destacar o grupo e não um só torcedor, já que as fantasias se completam Christian Hartmann/Reuters SÉRVIA - Com roupas tradicionais de seu país, torcedor sérvio festeja antes da partida contra a Suíça Mariana Bazo/Reuters SUÉCIA - Torcedor da Suécia vibra durante partida contra a seleção da Coreia do Sul em Novgorod, na Rússia Matthew Childs/Reuters SUÍÇA - Torcedor da Suíça fantasiado de Power Ranger vermelho ergue os braços no estádio antes da partida contra a Suécia Max Rossi/Reuters TUNÍSIA - Com o rosto pintado, menino agita bandeiras da Tunísia durante transmissão do jogo Tunísia x Inglaterra na capital Túnis Zoubeir Souissi/Reuters URUGUAI - Torcedor do Uruguai comemora vitória após o jogo Portugal x Uruguai, em Sochi, na Rússia Hannah Mckay/Reuters
    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros

    Copa da Rússia teve melhor logística, mas Brasil ganhou no serviço a turistas, dizem jornalistas estrangeiros


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar...


    O G1 pediu a jornalistas estrangeiros presentes nas duas últimas copas uma comparação entre os eventos da Rússia em 2018 e do Brasil em 2014; segundo eles, Rússia se mostrou mais preparada para receber o Mundial. Mais do que estádios, hospedar uma Copa do Mundo exige anos de investimentos em infraestrutura, planejamento e trabalho. De acordo com dois jornalistas estrangeiros que estiveram presentes tanto no Mundial da Rússia em 2018 quanto no do Brasil, em 2014, foram os russos que demonstraram estar melhor preparados em geral para receber o maior campeonato de futebol do planeta. Ao G1, Gary Meenaghan, um escocês de 34 anos que esteve em todos os mundiais desde 2010, e o argentino Sebastian Fest, de 47 anos, que já tem a cobertura de seis copas no currículo, afirmaram que a Rússia também surpreendeu em relação à empatia e hospitalidade. Mas quando o quesito é a estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, quem ganhou foi o povo brasileiro. Ambos afirmam que já conheciam o Brasil antes de passarem um mês no país para cobrir o Mundial. Meenaghan contou que, pessoalmente, gostou tanto do período que passou entre as cidades-sede brasileiras que se mudou definitivamente para o Rio de Janeiro em 2015. Atualmente, ele está de casamento marcado com uma mineira de Belo Horizonte, que ele conheceu em um Réveillon em Copabacana. Gary Meenaghan, jornalista escocês, esteve em todas as copas desde o Mundial de 2010, na África do Sul; nessa foto de 2014, ele posa em frente ao Mineirão, pouco antes do fatídico '7 a 1' da Alemanha contra o Brasil Arquivo pessoal/Gary Meenaghan Veja a seguir as impressões de ambos sobre o que encontraram nos dois eventos mundiais: 1- Infraestrutura da Copa Estádios O escocês Gary Meenaghan, que escreveu sobre a Copa para jornais do Oriente Médio e da Grã-Bretanha, explica que, assim como no Brasil, o evento da Rússia teve uma mescla de estádios renovados e construídos do zero, sempre seguindo o chamado "padrão Fifa". Sebastian Fest, que cobriu o Mundial na Rússia para o jornal "La Nación", da Argentina, ressalta que, na Copa de 2014, muitos estádios foram concluídos em cima da hora, nas vésperadas das partidas inaugurais. "Eu creio que os estádios russos claramente são melhores que os brasileiros. Me lembro que no Mundial no Brasil estavam terminando os estádios na véspera da inauguração e das primeiras partidas." Localização e acesso A localização das arenas russas, porém, foram mais acessíveis, segundo Meenaghan, com linhas de metrô e bondes servindo diretamente os estádios. "Como na Arena Sochi, que fica no meio do Parque Olímpico, e é até possível caminhar confortavelmente até ela." Ele lembra que, após a partida entre Uruguai e Portugal, precisava pegar um voo em seguida e, com uma caminhada de entre dez e 15 minutos e mais 12 minutos em um táxi sem trânsito, ele conseguiu chegar tranquilamente ao aeroporto. "Os acessos [no Brasil] eram muito mais complicados, às vezes mal indicados, isso não aconteceu na Rússia", disse Fest, ressaltando, ainda, que o sistema de som na Rússia também foi superior. O argentino também contou que os voluntários da Fifa na Rússia aplicaram uma goleada contra os do Brasil. "No Brasil os voluntários em geral não tinham ideia de nada ou indicavam mal." Por causa do tamanho do território russo, o jornalista sul-americano disse que os centros de treinamento das seleções ficaram concentradas principalmente na região de Moscou. "Era uma hora, hora e meia, duas horas de viagem, um congestionamento espantoso, tão grave quanto o de São Paulo, então era muito complicado chegar às seleções." Internet móvel e fixa Meenaghan diz que as salas de imprensa nos dois países eram tão parecidas, das cadeiras aos televisores, tomadas e ônibus de traslado, e até a comida na Rússia parecia ter sido requentada da edição de 2014. Mas Fest aponta uma diferença importante, na qual a Rússia saiu em vantagem. "O serviço 4G de telefonia celular em Rússia, que é 82 vezes melhor que o da Argentina e 75 vezes melhor que o do Brasil. Aí sim que se nota a diferença. Aqui o 4G voa, se pode trabalhar muito bem esteja onde estiver. E no Brasil, não." - Sebastian Fest O jornalista argentino Sebastian Fest tira selfie com um avião da Ural Airlines ao fundo, em um aeroporto russo Arquivo pessoal/Sebastian Fest 2- Transporte Metrô Nessa categoria, a Rússia também saiu ganhando do Brasil. "O metrô em Moscou é uma coisa tremenda, uma das melhores redes do mundo. E como você sabe, no Rio isso é algo embrionário", explicou Fest, para quem a única cidade que oferece uma malha viária mais extensa no Brasil é São Paulo. Ferrovias e estradas Nos traslados entre cidades, ambos os jornalistas foram categóricos: o fato de a Rússia contar com uma extensa malha ferroviária facilitou imensamente a vida de jornalistas e torcedores durante todo o Mundial. Para Meenaghan, as viagens de trem foram "uma das melhores coisas" da Copa na Rússia, principalmente porque o transporte público foi grátis para jornalistas e torcedores com ingresso, e muitas viagens de longa distância de trens também eram, se reservadas com antecedência. "Em vez de pagar mais de R$ 1.200 por um voo só de ida de Sochi a Moscou, eu pude viajar de graça em um trem noturno, economizando o custo do voo e de uma noite de hotel. Claro, a viagem de trem demora, mas como ela tem camas e um café a bordo, é bem confortável e você consegue trabalhar. O wifi nunca funcionava nos mais de dez trens que eu peguei, mas as vistas da janela eram melhores que as vistas por entre as nuvens." - Gary Meenaghan Aeroportos O argentino também elogiou os aeroportos russos, que foram renovados para receber a Copa – o maior empecilho era o alto nível de segurança dos acessos, diz ele, mas os procedimentos de check-in e embarque foram mais agilizados que no Brasil. Já jornalista escocês, que ficou famoso no Brasil em 2014, depois de pegar 29 voos em 28 dias, todos eles sem atraso, teve uma experiência pior nos aeroportos da Rússia. Como andou mais de trem, ele só pegou quatro voos durante a Copa de 2018. "Mas dois atrasaram e minha mala foi parar em Moscou quando eu voei para São Petesburgo", contou ele. A demora da entrega da mala fez com que ele precisasse comprar itens de higiene e emprestar roupas de um colega. Rússia 2018 x Brasil 2014: jornalistas estrangeiros que cobriram as duas copas avaliam eventos em cinco quesitos Rodrigo Cunha/G1 3- Serviços turísticos Acomodação A hospitalidade com os turistas foi o único dos cinco quesitos em que o Brasil acabou na frente da Rússia na comparação dos jornalistas. Para Sebastian Fest, a sede da Copa de 2014 já tinha uma estrutura turística que favoreceu a recepção do grande volume de estrangeiros para o Mundial. "No Brasil, vocês têm serviços aos turistas, hotéis em São Paulo, no Nordeste também. A Rússia não tem como estar em vantagem. Moscou é uma grande cidade, São Petesburgo também, e paro de contar. Kazan tem suas coisas, Níjni Novgorod é um pouco de chorar, são cidades pequeninas que turisticamente têm menos serviços e estão menos preparadas que o Brasil" - Sebastian Fest Gary Meenaghan afirma que nos dois países escolheu hospedagens pelo AirBnB e que, apesar de todas as acomodações que alugou terem boas condições de limpeza e acesso ao wifi, o processo de reserva deixou a desejar. "Muitas das minhas reservas foram canceladas depois da confirmação, e alguns me escreveram tentando aumentar o preço em até 30%", afirmou ele, ressaltando que alguns apartamentos eram "ótimos", mas muitos estavam "velhos e sombrios". Restaurantes Meenaghan já havia ido à Rússia para a Copa das Confederações e afirma que se surpreendeu com a boa qualidade e o preço das refeições. "As porções tendem a ser menores que no Brasil, o que pode ser frustrante", afirmou. "Mas a comida em geral é muito saborosa e com uma vasta variedade culinária." Na primeira semana em Moscou, ele diz ter provado refeições típicas da Coreia do Norte, Uzbequistão, Nepal, Geórgia, Itália e Rússia. "Vai ser difícil comer uma refeição satisfatória e beber uma cerveja por menos de 600 rublos [o equivalente a cerca de R$ 40]", explicou Meenaghan. 4- Comunicação Língua Os dois jornalistas já tinham um contato inicial com o português quando vieram ao país para a Copa de 2014. Eles também afirmam que a língua portuguesa também sai em vantagem em relação ao russo por causa do alfabeto cirílico, que impede turistas de entenderem coisas básicas nas ruas e letreiros da Rússia. De acordo com Sebastian Fest, porém, os brasileiros também apresentaram um conhecimento melhor do inglês do que os russos. "Vocês falam mais inglês que os russos, ainda que aqui eu diria que a juventude está falando bem mais inglês. Mas em geral não, esse é um país que não fala inglês, e a estrela foi o aplicativo do Google Translator no celular, em que você falava em castelhano ou em inglês e traduzia ao russo e vice-versa." - Sebastian Fest Sinalização Gary Meenaghan disse que sentiu muita dificuldade em se locomover pelas ruas e metrôs na Rússia. "A falta de sinalizaão em algumas estações de metrô é impressionante, e ler as placas nas ruas é impossível em cirílico", disse ele. "Um amigo meu que cobriu a Copa no Japão e na Coreia disse que a Rússia foi, em termos de língua e sinalização, muito mais difícil." Acolhimento O escocês, que pode comparar a acolhida de 2017, na Copa das Confederações, e a de 2018, disse que os russos evoluíram bastante nessa área, e superaram uma questão cultural: segundo ele, na Rússia, sorrir sem motivo aparente é tido como sinal de estupidez, e isso faz com que eles pareçam mais distantes. "Perguntar aos locais não é tão fácil [quanto no Brasil] porque a cultura é muito fechada, mas notei uma grande diferença do ano passado, quando era quase impossível conseguir que as pessoas te ajudassem. Como se estivessem conscientes de sua reputação fora da Rússia, muitas pessoas se abriram e tentaram ajudar." - Gary Meenaghan Segurança Meenaghan também ressalta que se sentiu mais seguro andando pelas ruas das cidades-sede russas do que no Brasil, também pela sensação de segurança quanto pelo fato de que, em várias delas, o sol nasce entre 3h e 4h da madrugada. Sua impressão é de que os policiais também se mostraram mais lenientes, apesar de ele ter sido abordado duas vezes de forma aleatória e instado a mostrar seus documentos – "um golpe comum no passado, quando a polícia tentava te extorquir e conseguir propina". Simpatia No quesito simpatia, a unanimidade ainda é a favor dos brasileiros e sua acolhida dos visitantes estrangeiros. "O Brasil já sabemos como é, os brasileiros muito amáveis, o Brasil é uma festa, o futebol é o que é, então nesse sentido me parece que o Brasil sempre tem vantagem", afirmou Fest. Mas a recepção russa deixou boas lembranças na memória de ambos. "A Rússia é uma surpresa. Foram muito receptivos, muito amáveis, muito simpáticos, se portaram realmente bem. E são muito mais quentes, sorridentes e empáticos do que se esperava", disse o argentino. Para Meenaghan, não existe comparação, já que a adoração dos brasileiros pelo futebol impacta muito mais na relação com os estrangeiros. "Qualquer pessoa com quem você falava [no Brasil] tinha um interesse na Copa, as ruas estavam pintadas, havia bandeiras e banners e fogos de artifício e uma atmosfera de festa que durou quase um mês. Aqui é diferente: a maioria dos russos com quem falei longe de estádios não liga para futebol." - Gary Meenaghan Gary Meenaghan durante uma partida de membros da imprensa ao lado da Praça Vermelha e do Kremlin, em Moscou Arquivo pessoal/Gary Meenaghan 5- Custo-benefício em geral Os dois jornalistas dizem que a Rússia acabou sendo mais econômica do que o Brasil de 2014. Depois de sua visita em 2017 para a Copa das Confederações, Meenaghan diz que esperava encontrar uma inflação dos preços neste ano. Acabou encontrando tentativas do tipo na acomodação, mas nos restaurantes ele afirma que isso não foi um problema. No geral, porém, os dois jornalistas acreditam que valeu mais a pena o serviço que encontraram na Rússia. "Se você me pergunta qual país está mais preparado, eu diria que a Rússia. Porque aqui conseguiram organizar um Mundial que funcionou perfeitamente no técnico. Todos os estádios estavam muito bem, todas as instalações e a logística funcionou", conclui Fest.
    Encontro entre Trump e Putin deve durar uma hora e meia e será privado

    Encontro entre Trump e Putin deve durar uma hora e meia e será privado


    Agenda prevê ainda reuniões dos dois com o presidente finlandês e uma coletiva conjunta. Também em Helsinque, Melania Trump irá tomar café da manhã com primeira-dama local. Trump e Putin conversam durante encontro em Hamburgo, em julho de...


    Agenda prevê ainda reuniões dos dois com o presidente finlandês e uma coletiva conjunta. Também em Helsinque, Melania Trump irá tomar café da manhã com primeira-dama local. Trump e Putin conversam durante encontro em Hamburgo, em julho de 2017 Reuters/Steffen Kugler/Courtesy of Bundesregierung/Handout via Reuters O encontro entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, em Helsinque, nesta segunda-feira (16), deve durar uma hora e meia e terá como testemunhas apenas seus intérpretes. As informações foram divulgadas pelo palácio presidencial finlandês, segundo o site Yle. O presidente russo só chegou a Helsinque nesta manhã, pois no domingo (15) ainda celebrava a final da Copa do Mundo em seu país. Donald Trump, que chegou no domingo, já se encontrou com o presidente filandês, Sauli Niinistö, nesta manhã. O início do encontro de Putin e Trump estava previsto para as 13h15 (7h15 em Brasília), mas está atrasado. Após esse encontro no no Salão Gótico do Palácio Presidencial, os dois serão acompanhados por um grupo em um almoço de trabalho no Salão de Espelhos. Presidente Donald Trump, primeira-dama, Melania, presidente finlandês, Sauli Niinisto, e sua mulher Jenni Haukio, se encontraram em Helsinque, nesta segunda-feira (16) Lehtikuva/Martti Kainulainen/ Reuters Enquanto Trump estiver com Putin, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, participa de uma reunião com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Também na segunda está agendado um encontro de Pompeo com o ministro de Relações Exteriores da Finlândia, Timo Soini. Os dois presidentes irão participar de uma entrevista coletiva conjunta, prevista para as 16h50 (10h50 em Brasília), mas não devem divulgar um documento conjunto, como adiantou um porta-voz do Kremlin na sexta-feira. Café da manhã Enquanto os presidentes estiverem reunidos, as primeiras-damas Melania Trump e Jenni Haukio tomarão café da manhã juntas, segundo a programação oficial. Sauli Niinistö também terá uma reunião bilateral com Putin, mas apenas no final do dia, após o encerramento da agenda deste com o presidente dos Estados Unidos. Temas Além das sempre conturbadas relações entre EUA e Rússia, outros assuntos devem tornar a pauta ainda mais delicada. Entre eles estão as acusações de que russos interferiram nas eleições presidenciais americanas de 2016, os lados opostos dos países nos combates na Síria, a questão da anexação da Crimeia pela Rússia e a crise diplomática provocada pelo envenenamento de um ex-espião russo no Reino Unido este ano. ‘Sr. Presidente, bem-vindo à terra da liberdade de imprensa’ é a mensagem de um painel do jornal finlandês Helsingin Sanomat que podia ser visto no Helsinki Music Center, em Helsinque, no sábado (14). Cidade será sede de encontro de Donald Trump e Vladimir Putin nesta segunda (16) Aleksi Tuomola / Lehtikuva via AP Segundo o Kremlin, o desarmamento nuclear global deve ser o tema-chave da reunião. Trump, porém, já afirmou que voltará a questionar Putin sobre a questão das eleições, embora admita que o russo jamais confessaria um possível envolvimento, se fosse o caso. Comparativo EUA e Rússia Roberta Jaworski/G1