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    Racionais MC's comemora 'Sobrevivendo no inferno' no vestibular da Unicamp: 'Periferia ocupando a Academia'

    Racionais MC's comemora 'Sobrevivendo no inferno' no vestibular da Unicamp: 'Periferia ocupando a Academia'


    Álbum foi incluído na lista de leituras obrigatórias da edição 2020 da prova. Para o DJ KL Jay, trabalho 'é uma aula de história'. O grupo Racionais MC's Divulgação / Klaus Mitteldorf O Racionais MC's comemorou, nesta quarta-feira (24), a...


    Álbum foi incluído na lista de leituras obrigatórias da edição 2020 da prova. Para o DJ KL Jay, trabalho 'é uma aula de história'. O grupo Racionais MC's Divulgação / Klaus Mitteldorf O Racionais MC's comemorou, nesta quarta-feira (24), a inclusão do álbum "Sobrevivendo no inferno" (1997) na lista de lista de leituras para o vestibular 2020 da Unicamp. No Instagram, o grupo postou uma imagem (veja abaixo) da capa do disco, clássicos do rap nacional, com uma legenda que dizia: "É a periferia ocupando a Academia". Já no Facebook, foi reproduzido um comentário de KL Jay, DJ do Racionais: "'Sobrevivendo no inferno' é um ótimo livro de história". Initial plugin text "Sobrevivendo no inferno", dos Racionais Mc’s; De acordo com a comissão responsável pela organização do exame (Comvest), a relação formada por 12 obras de autores das literaturas brasileira e portuguesa inclui três novidades: "Sobrevivendo no inferno", álbum do Racionais MC's "A falência", de Júlia Lopes de Almeida; E "A cabra vadia", de Nelson Rodrigues. Veja abaixo a lista completa de livros: Poesia "Sobrevivendo no inferno", álbum dos Racionais MC's "Sonetos", de Luís de Camões "A teus pés", de Ana Cristina Cesar Contos "A hora e a vez de Augusto Matraga" (do livro Sagarana), de Guimarães Rosa "O espelho", de Machado de Assis Teatro "O bem amado", de Dias Gomes Romance "A falência", de Júlia Lopes de Almeida "Caminhos cruzados", de Érico Veríssimo "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago Diário "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus Crônica "A cabra vadia", de Nelson Rodrigues Sermões (1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672 (2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo (3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor * Os sermões são do Padre Antonio Vieira
    Em meio à greve, Unicamp cria simulador para expor finanças da instituição: 'Brincar com os números'

    Em meio à greve, Unicamp cria simulador para expor finanças da instituição: 'Brincar com os números'


    Tecnologia possibilita testar como reajustes e aumentos impactam no orçamento da instituição. Greve de servidores começou na terça-feira e já afeta atividades. Simulador Unicamp Reprodução Em meio à greve de funcionários...


    Tecnologia possibilita testar como reajustes e aumentos impactam no orçamento da instituição. Greve de servidores começou na terça-feira e já afeta atividades. Simulador Unicamp Reprodução Em meio à greve de funcionários técnico-administrativos, que começou na terça-feira (22), a Unicamp publicou no site oficial um simulador para expor com maior clareza as finanças da instituição. Em entrevista ao G1, o reitor Marcelo Knobel afirmou que o aplicativo possibilita testar como reajustes e aumentos impactam diretamente no orçamento e no déficit da universidade. A intenção é trazer, com dados reais, maior conhecimento aos docentes e alunos sobre o fluxo de caixa. A tecnologia foi disponibilizada na quarta-feira (23). "É para as pessoas poderem brincar com os números e ver qual situação a gente está vivendo hoje na universidade. A pessoa coloca ali o quanto acha que vai ser o IPCA, o crescimento do PIB, o aumento dos servidores e aí você vai vendo o saldo da universidade com o passar dos anos", afirmou o reitor. O simulador usa como ponto de partida os valores previstos pela universidade de reajuste e investimento para 2018, e permite que a população mexa nestes números para avaliar o comportamento das finanças da instituição. A tecnologia prevê o valor das receitas e das despesas da Unicamp, além do resultado anual e o total em caixa ao final de cada ano. Os números são com base em possíveis variações do Produto Interno Bruto (PIB), do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, e da taxa de reajuste salarial. Greve Na quarta-feira (23), os trabalhadores em greve fizeram uma passeata até o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism). A categoria reivindica alta de 12,6% nos salários, com a justificativa de que o índice é necessário para corrigir uma defasagem estimada desde maio de 2015. A mobilização foi definida após o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) oferecer índice de 1,5%. O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) ainda afirmou que a greve já tem as participações de parte dos funcionários das creches e laboratórios. Cinco bibliotecas da área de humanas estão fechadas, além da unidade central da instituição. O reitor reiterou que, por conta da dificuldade financeira pela qual passa a instituição, o reajuste de 1,5% foi a única possibilidade encontrada pelo Cruesp para conseguir oferecer um aumento aos trabalhadores. Knobel ainda disse que esperar conseguir negociar com os servidores em uma reunião marcada para o dia 30 de maio. “Estamos sempre dispostos e abertos à discussão. Essa é a nossa postura sempre, do diálogo e da transparência. Vamos ver como a discussão evolui, vamos discutir também no Consu, no dia 29, e creio que a comunidade vai entender que esse é um índice até acima do que a gente poderia oferecer nesse momento”, explicou. Previsão de déficit A Unicamp reduziu em 12,4% a previsão de déficit orçamentário para este ano, segundo projeção feita pela Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan). A variação representa R$ 33,9 milhões a menos na folha, mas a universidade admite risco de zerar a reserva estratégica em 2019 diante do quadro financeiro instável do país. Em março, o valor disponível em caixa era de R$ 570,4 milhões. A primeira revisão orçamentária, apresentada durante discussões do Conselho de Orçamento e Patrimônio (COP), indica que a projeção do saldo negativo no exercício foi de R$ 272,3 milhões para R$ 238,4 milhões, sem considerar eventual reajuste salarial para os trabalhadores até dezembro. Greve de funcionários da Unicamp chegou ao segundo dia Fernanda de Freitas/STU Veja mais notícias da região no G1 Campinas
    Por causa de incêndio em laboratório, aluna do Ceará descobre material que pode conter vazamento de petróleo

    Por causa de incêndio em laboratório, aluna do Ceará descobre material que pode conter vazamento de petróleo


    Produto absorve petróleo da água e reduz tempo da eliminação do isopor de um período de 150 anos para sete meses. Com o projeto, aluna ganhou bolsa de estudo nos Estados Unidos. Myllena Cristyna da Silva, 19, estudante cearense na maior feira de...


    Produto absorve petróleo da água e reduz tempo da eliminação do isopor de um período de 150 anos para sete meses. Com o projeto, aluna ganhou bolsa de estudo nos Estados Unidos. Myllena Cristyna da Silva, 19, estudante cearense na maior feira de ciências do mundo. Arquivo pessoal Natural do distrito de Ema, a seis quilômetros de Iracema, município com pouco mais de 13 mil habitantes no interior do Ceará, a estudante de 19 anos Myllena Cristyna da Silva fez uma descoberta científica após provocar um incêndio no laboratório da escola onde cursou o ensino médio. O incidente resultou em uma pesquisa de reciclagem de isopor e na geração de um material que pode ser usado para blindar o vazamento de petróleo no mar, contribuindo para a redução de um dos maiores problemas de poluição ambiental em todo o mundo. A estudante desenvolveu a pesquisa ao ingressar no Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Limoeiro do Norte, no curso técnico em Meio Ambiente. G1 "O diferencial do trabalho dela é que além de propor uma nova rota de destinação final para os resíduos de isopor, e isso já em um ponto positivo relacionado a questão ambiental, ela também gera um novo produto no mercado que vai trabalhar com a blindagem ou contingência de vazamento de petróleo", comenta o orientador e professor de Gestão Ambiental do IFCE de Limoeiro do Norte, Phylippe Santos. Vídeo mostra material absorvendo petróleo da água Neste ano, ela participou pela segunda vez da Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), maior feira de ciências do mundo, nos Estados Unidos, de onde voltou no último domingo (20). Com o projeto, ganhou duas bolsas de estudo para universidades do Arizona. Incêndio Enquanto fazia o experimento com isopor e solvente no laboratório da escola, Myllena se distraiu conversando com amigos e deixou a estufa queimar. O incêndio atingiu parte do local, quando a adolescente, desesperada, levou o experimento à pia. O choque térmico causado pela água formou uma espécie de cristal, e a partir de pesquisas com esse cristal, ela chegou ao material que pode ser usado em embarcações de petróleo para evitar vazamento e a consequente poluição da água. A estudante escolheu trabalhar com isopor porque precisava participar da feira de ciências da escola. "No início do ano trocaram os ares-condicionados e juntou muito isopor na escola. A professora falou que isopor era sensível a solvente, e como tinha que fazer o projeto, reaproveitei o material que já tinha, mas não sabia o que ia produzir", conta. Depois do incêndio, a punição para Myllena foi ficar afastada por um mês do laboratório. No entanto, a pesquisa ficou parada por quase um ano. Segundo ela, a escola não tinha equipamentos para desenvolver os testes. Pesquisa Cristal poroso desenvolvido pela estudante cearense Myllena Cristyna. Arquivo pessoal Se trata de um ciclo de reutilização do poliestireno expandido, conhecido popularmente como o isopor. A partir da retirada desse material do meio ambiente, a estudante conseguiu desenvolver cristais lisos e porosos. Submetendo esses materiais a uma bactéria, a jovem cientista diminuiu o tempo de decomposição do isopor no planeta – de cerca de 150 anos – para sete meses. Myllena explica por que o produto desenvolvido com a técnica também impacta na poluição do mares com petróleo. "Todos os dias acontecem viagens de navio petroleiro, e é obrigatório fazer uma lavagem pra retirar o material impregnado no lastro, para não influenciar na próxima carga. A água utilizada pra isso é a água o mar, que é poluída com o petróleo. Esse material vai servir como película protetora do lastro, repele 95% do petróleo que ficava impregnado. Mesmo com a lavagem, as empresas não perdem material, nem ele vai pro meio ambiente”, detalha. Além disso, a pesquisa desenvolveu um ciclo completo de reutilização do isopor, material que comumente é descartado de forma irregular no meio ambiente. Com a bactéria usada para decompor plásticos, Myllena percebe que, na reação, é excretada a própria matéria-prima de que é feito o isopor e outros tipos de plástico: o óleo de estireno. Isso significa que, em vez de ser descartado de maneira imprópria, um isopor usado poderia ser reaproveitado pela própria empresa fabricante e submetido ao processo descoberto pela cientista, para gerar outros materiais, diminuindo o custo da empresa. "Um dos maiores impactos é a questão ambiental, porque resolve vários problemas ambientais dentro de uma só pesquisa. O isopor, que demora pra degradar, nunca sabemos o que fazer com ele e acaba indo pro meio ambiente. Quando é queimado, libera gases poluentes, é um dos principais causadores de poluição", comenta a jovem. A pesquisa de Myllena também tem impactos econômicos. “O segundo ponto é resolver um dos problemas considerados um dos maiores problemas ambientais: o derramamento de petróleo no mar. Isso gera impacto ambiental e econômico, o petróleo é um material caríssimo, o derramamento causa prejuízo enorme”, ressalta. Ela foi procurada para patentear o produto, mas recusou por não considerar a proposta de divisão de royalties justa. Impossível Filha de pai agricultor que estudou até o ensino fundamental, e de mãe doméstica, com ensino médio, Myllena nunca imaginou que pudesse alcançar uma realidade tão distinta. Para os pais, ver a filha realizando tamanho feito é algo inacreditável. "Estou conquistando coisas que, pela nossa realidade, as pessoas julgam impossível. Não sou filha de advogado ou médico. Eles, que não tiveram oportunidade de estudar, vendo eu conquistar duas bolsas numa faculdade nos EUA… enchem os olhos d’água. Liguei pra minha mãe e disse ‘passei, vou pros EUA’, ela começou a chorar, não conseguia dizer nada no telefone", reflete a estudante. Estudante cearense que fez descoberta científica, Myllena Cristyna, com os pais e o irmão, na formatura do ensino médio. Arquivo pessoal O interesse pela ciência começou ainda nos primeiros anos da escola, quando conheceu as feiras científicas. “Não sabia como era, achava que era como na TV, com vulcões explodindo…”, conta. Vencendo as feiras estudantis do interior, ela se reconheceu e abraçou o próprio caminho. “Na feira estadual, que era um nível mais avançado do que a realidade que eu tava acostumada, foi como um incentivo. Foi onde vi que era aquilo que queria pra minha vida, que eu amava ciências e feiras científicas.” Myllena pretende cursar uma universidade pública no Arizona a partir do próximo ano, que lhe dará ajuda de custo para permanecer no local. “Minha avó tá aqui dizendo que não quer que eu vá, mas vou sim, é meu sonho”, diz, entre risos.
    Projeto 'Boleto Solidário' ajuda a pagar inscrição de alunos do Enem em SP 

    Projeto 'Boleto Solidário' ajuda a pagar inscrição de alunos do Enem em SP 


    Ideia conseguiu viabilizar a inscrição de mais de 50 alunos em 13 dias. Projeto 'Boleto Solidário' une estudantes de baixa renda a voluntários que pagam para eles a inscrição do Enem. Reprodução / Facebook Uma iniciativa que nasceu há apenas...


    Ideia conseguiu viabilizar a inscrição de mais de 50 alunos em 13 dias. Projeto 'Boleto Solidário' une estudantes de baixa renda a voluntários que pagam para eles a inscrição do Enem. Reprodução / Facebook Uma iniciativa que nasceu há apenas 13 dias em São Paulo já conseguiu viabilizar o pagamento da inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de mais de 50 alunos de cursinhos populares. Baixe o aplicativo G1 Enem, jogo de perguntas e respostas Por meio do projeto ‘Boleto Solidário’, estudantes de baixa renda foram ligados a voluntários que se propõem a pagar os boletos da inscrição do exame – sem intermediários. O valor do boleto é de R$ 82. O prazo para pagar a inscrição do Enem vence nesta quarta (23). A ideia é da jornalista e mobilizadora social Amanda Bozza. “Eu sempre quis ajudar jovens que vinham de uma realidade social parecida com a que eu vivi. Como fui bolsista integral do Prouni, e isso sem dúvida transformou minha vida, eu sentia que tinha um dever social em retribuir o impulso que eu recebi. A educação sempre foi meu foco, pois eu era a prova viva da transformação”, conta. Ela criou uma página no Facebook e imaginou que atingiria apenas os amigos mais próximos, mas a procura foi grande e a mobilização atingiu pessoas que ela nem conhecia. Para chegar aos alunos, Amanda teve a ajuda da Frente de Cursinhos Comunitários e Populares - SP. Eles entraram em contato com os coordenadores dos cursinhos, que organizaram uma planilha com número de alunos que precisavam de padrinhos e os contatos dos cursinhos. Cada vez que aparecia um voluntário, Amanda ligava para o cursinho e pedia: "Manda mais um boleto!", conta. Os alunos beneficiados fazem parte dos cursinhos Milton Santos, Cursinho Popular Edson Luís, Cursinho Popular Carolina de Jesus, Núcleo de Consciência Negra, Cursinho Popular ViraMundo e Cursinho Popular Florestan Fernandes. O designer Guilherme Nagüeva, 32 anos, foi um dos voluntários. Ele diz que queria dar ao estudante de baixa renda a mesma oportunidade que outros alunos com melhores condições financeiras têm: a de tentar. “Educação é um dos pontos fundamentais para mudar a vida de alguém. Mas o que a gente faz quando as pessoas sequer têm a chance de pagar a inscrição para o Enem? Não estou falando de cursar uma faculdade, a gente está falando apenas de tentar entrar em uma universidade. Tem gente que faz um curso superior, mas tem muitos que sequer conseguem tentar.” Com a ajuda dele, mais um dos boletos foi pago. A ideia agora é continuar com o projeto para ajudar a pagar inscrições de outros vestibulares. “Outro desejo também é expandir para além de SP em áreas e comunidades mais carentes”, fala Amanda.

    Aluno da FGV vira réu por racismo e injúria racial após chamar colega negro de 'escravo'


    Vítima, também aluno da faculdade, registrou boletim de ocorrência por injúria; faculdade suspendeu aluno por 3 meses Estudante vira réu por racismo e injúria racial A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público e...

    Vítima, também aluno da faculdade, registrou boletim de ocorrência por injúria; faculdade suspendeu aluno por 3 meses Estudante vira réu por racismo e injúria racial A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público e tornou réu pelos crimes de racismo e injúria racial o estudante Gustavo Metropolo, aluno do curso de administração de empresas da FGV. Ele tirou uma foto de um estudante negro da mesma instituição e compartilhou em um grupo de WhatsApp com a frase: "Achei esse escravo no fumódromo. Quer for o dono avisa!". A vítima, João Gilberto Lima, aluno do curso de Administração Pública, registrou um boletim de ocorrência, no dia 8 de março deste ano, que a Polícia Civil de São Paulo classificou como injúria racial. Após investigar o caso, a delegada Bárbara Travassos, da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) indiciou, no início de abril, o estudante pelo crime de racismo. "Fiquei em choque ", diz aluno da FGV de São Paulo vítima de racismo O entendimento da promotora Luciana Frugiuele representa nova reviravolta no caso. Na avaliação dela, por ter praticado a discriminação em um grupo de WhatsApp, o acusado cometeu os dois crimes: racismo por meios de comunicação social e injúria racial. Com isso, caso seja condenado, a pena contra o aluno da FGV poderá superar os cinco anos de prisão. Polícia de SP indicia aluno da FGV por racismo Procurado, o advogado Caio Metropolo Dias, advogado de Gustavo, não se manifestou até a publicação desta reportagem. Anteriormente, quando o estudante foi indiciado pela Polícia Civil, ele afirmou em nota que Gustavo estava “muito abalado com o acontecimento”. Afirmou ainda que o réu “tem amigos de todas as raças e religiões e sempre pautou suas relações pelo respeito mútuo e pela ampla tolerância, e nunca teve intenção de magoar alguém”. A FGV informou em nota que o caso está sendo tratado na Justiça e que a entidade não comentará o assunto.
    Estudantes da UFSCar paralisam aulas com 'ocupação cultural' no campus São Carlos

    Estudantes da UFSCar paralisam aulas com 'ocupação cultural' no campus São Carlos


    Mais de 10 cursos de graduação estão se manifestando nesta quarta-feira (23). Alunos se dizem contra "autoritarismo da reitoria", após aumento de 122% no valor das refeições de restaurante. Alunos da UFSCar realizaram ocupação cultural na...


    Mais de 10 cursos de graduação estão se manifestando nesta quarta-feira (23). Alunos se dizem contra "autoritarismo da reitoria", após aumento de 122% no valor das refeições de restaurante. Alunos da UFSCar realizaram ocupação cultural na quarta-feira (23) Ana Marin/G1 Cerca de 60 alunos participaram de uma 'ocupação cultural' na Praça da Bandeira da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no campus São Carlos, na manhã desta quarta-feira (23). Mais de 10 cursos de graduação paralisaram as atividades por um dia para “mostrar que a mobilização contra o autoritarismo da reitoria continua”, de acordo com os estudantes. Desde o início do mês, alunos protestam contra o reajuste de 122% no valor das refeições do Restaurante Universitário e ocuparam a reitoria por três dias. Em assembleia e carta aberta, professores e técnicos administrativos pedem uma reunião do Conselho Universitário (ConsUni) para debater o reajuste e a desocupação da reitoria. Em nota, a Reitoria da UFSCar informou que "entende como positiva toda manifestação que respeita os direitos individuais e a convivência democrática na universidade. A reunião do Conselho Universitário está sendo agendada", disse. 'Ocupação cultural' De acordo com uma nota divulgada pelos estudantes, a ocupação cultural é resultado do “posicionamento do movimento estudantil frente ao autoritarismo da reitoria nos acontecimentos da última semana”. Alunos da UFSCar realizaram ocupação cultural na quarta-feira (23) Ana Marin/G1 Estudantes protestam contra reajuste de 122% no valor da refeição Após manifestação, estudantes ocupam o saguão da reitoria UFSCar obtém reintegração de posse e estudantes deixam reitoria Segundo os alunos, o movimento propõe uma “programação de atividades para a comunidade da UFSCar buscando uma mobilização e construção de um movimento multicategórico que se posiciona contra o desmonte da universidade pública, como forma de resistência que vai além da sala de aula”. Alunos da UFSCar realizaram ocupação cultural na quarta-feira (23) Ana Marin/G1 Programação Durante a manhã, os universitários realizaram uma panfletagem na portaria sul da UFSCar, além de um café da manhã, aula de yoga e jogos de equipes na Praça da Bandeira. À tarde, a programação conta com uma Roda de Capoeira em frente ao Restaurante Universitário, mesa redonda sobre o tema “Violência policial e a presença da Polícia Militar no campus” com a participação das professoras Jaqueline Sinhoretto e Sabrina Ferigato. Além de oficinas de lambe, de rádio livre e comunitária. E, no período da noite, haverá um “CineOcupa” com a apresentação do documentário “Onde começa um rio”, roda de conversa sobre as ocupações e um sarau. Estudantes da UFSCar protestam contra aumento de 120% no valor do RU Ana Marin/G1 Outras categorias Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (23), os servidores técnico-administrativos da UFSCar aprovaram que a categoria deve exigir da reitoria a imediata abertura de negociações com o movimento estudantil e a convocação do Conselho Universitário (ConsUni) para debater o reajuste do restaurante universitário e a desocupação policial da reitoria. Na última sexta-feira, mais de 300 professores assinaram uma carta aberta à comunidade da UFSCar em que relembraram a maneira como foi decidido o aumento do restaurante universitário. “Assim, embora a reitoria e sua equipe venham tentando propagar a ideia de uma decisão democrática, entendemos que o que ocorreu está muito longe disso”, diz um dos trechos. Em uma das partes, o documento também repudia as ações tomadas pela atual gestão da reitoria. “É inadmissível que uma gestão administrativa fale em nome da instituição sem que essa tenha sido consultada, em especial quando se trata de ações graves e de excepcionalidade, como substituir o diálogo democrático pela entrada da polícia num campus universitário”, descreve. Por fim, a carta classifica como “lamentáveis” os episódios acontecidos dentro da universidade e que acreditam que na somente na base do diálogo e do debate a universidade poderá sair “deste impasse e retomar a trajetória democrática que a caracteriza até aqui”, conclui. Campus da UFSCar, em São Carlos Fabio Rodrigues/G1 Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
    Com álbum do Racionais como obra obrigatória, Unicamp divulga lista de leitura para o vestibular 2020

    Com álbum do Racionais como obra obrigatória, Unicamp divulga lista de leitura para o vestibular 2020


    Relação completa tem 12 obras e foi publicada por comissão organizadora nesta quarta-feira. Disco 'Sobrevivendo no inferno' é uma das novidades; lista também tem Nelson Rodrigues. Candidatos durante a 1ª fase do vestibular 2018 da Unicamp, em...


    Relação completa tem 12 obras e foi publicada por comissão organizadora nesta quarta-feira. Disco 'Sobrevivendo no inferno' é uma das novidades; lista também tem Nelson Rodrigues. Candidatos durante a 1ª fase do vestibular 2018 da Unicamp, em Campinas Priscilla Geremias/G1 A Unicamp divulgou na tarde quarta-feira (23) a lista de livros obrigatórios para o vestibular 2020. De acordo com a comissão responsável pela organização do exame (Comvest), a relação formada por 12 obras de autores das literaturas brasileira e portuguesa inclui três novidades. Entre elas estão Sobrevivendo no inferno (Racionais Mc’s); A falência (Júlia Lopes de Almeida) e A cabra vadia (Nelson Rodrigues). Veja abaixo a lista completa de livros: Poesia Racionais Mc's: Sobrevivendo no inferno Luís de Camões: Sonetos (veja abaixo). Ana Cristina Cesar, A teus pés. * Para ver os selecionados, acesse a página da Comvest. Contos Guimarães Rosa: A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana. Machado de Assis: O espelho Teatro Dias Gomes: O bem amado. Romance Júlia Lopes de Almeida: A falência Érico Veríssimo: Caminhos Cruzados (livro distribuído no PNBE). José Saramago: História do Cerco de Lisboa. Diário Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo (livro distribuído no PNBE). Crônica Nelson Rodrigues: A cabra vadia Sermões Antonio Vieira: (1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672; (2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo; (3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor. "A cada ano, a Unicamp renova parcialmente as obras que compõem a lista, para permitir o planejamento do professor e, ao mesmo tempo, acompanhar a dinâmica própria do sistema de ensino, cujo público se renova todos os anos", diz nota da Comvest. Initial plugin text Vestibular 2019 Segundo a Comvest, as três obras que integram a edição 2019 do vestibular da Unicamp - terá a primeira fase em novembro deste ano - mas foram eliminadas das seleções posteriores são: Poemas Negros (Jorge de Lima); Coração, cabeça e estômago (Camilo Castelo Branco) e Amor, do livro Laços de Família (Clarice Lispector). Clique aqui para conferir o calendário completo. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    'Mamihlapinatapai', a romântica palavra 'mais sucinta do mundo' de língua quase extinta da Terra do Fogo

    'Mamihlapinatapai', a romântica palavra 'mais sucinta do mundo' de língua quase extinta da Terra do Fogo


    Com apenas uma pessoa fluente, a língua yagan está prestes a morrer; será que essa palavra difícil será a única sobrevivente? Ushuaia, na Argentina, é conhecida como a cidade mais austral do mundo Andres Camacho/ Municipalidad de Ushuaia Era...


    Com apenas uma pessoa fluente, a língua yagan está prestes a morrer; será que essa palavra difícil será a única sobrevivente? Ushuaia, na Argentina, é conhecida como a cidade mais austral do mundo Andres Camacho/ Municipalidad de Ushuaia Era primavera quando cheguei ao fim do mundo. Mais precisamente, à cidade de Ushuaia, na Argentina. O dia estava frio e chuvoso, mas o céu abriu enquanto eu caminhava próximo ao Parque Nacional da Terra do Fogo, deixando o sol refletir nas águas glaciais e nas montanhas cobertas de neve. Em 1520, o navegador português Fernão de Magalhães teria tido uma visão semelhante ao liderar a expedição marítima espanhola até a região. Ele atravessou o estreito que hoje leva seu nome - localizado entre a América do Sul continental e um arquipélago que ele batizou de Terra do Fogo, em decorrência das labaredas que avistou ao longo da costa. Por milhares de anos, os yagans, comunidade indígena local, acenderam fogueiras para se aquecer e se comunicar. As chamas ardiam em suas florestas, em meio a montanhas, vales e rios, e sobre as longas canoas que eles conduziam pelas águas geladas. Cristina Calderon é uma das cerca de 1,6 mil descendentes de yagan que ainda vivem em torno das terras de seus ancestrais. Há 16 anos, ela deu início à uma tradição anual em Playa Larga, em Ushuaia, onde seus antepassados gostavam de se reunir. O ato, celebrado sempre no dia 25 de novembro, reproduz o costume yagan de acender três fogueiras. No passado, eles faziam isso para anunciar a chegada de uma baleia ou avisar que o banquete de peixe estava pronto. Enviar sinais de fumaça era uma maneira de convocar toda a tribo - eles tinham o hábito de compartilhar alimentos e fazer refeições coletivas ao longo da praia. "A importância do fogo vai além de trazer calor para uma região tão hostil", conta Victor Vargas Filgueira, guia yagan do Museu do Fim do Mundo, em Ushuaia. "Ele serviu de inspiração para muitas coisas", completa. O navegador português Fernão de Magalhães chamou a região de Terra do Fogo, ao avistar as fogueiras ao longo da costa Anna Bitong É o caso de uma palavra que ganhou admiradores e deu asas à imaginação. Mamihlapinatapai vem da quase extinta língua yagan. E, de acordo com a interpretação do próprio Vargas, significa "o momento de reflexão em volta do pusakí (fogo, em yagan), quando os avós transmitem suas histórias para os jovens. É aquele instante em que todos estão quietos". Mas, desde o século 19, a palavra ganhou um sentido diferente, com o qual pessoas do mundo inteiro se identificam. A descoberta da Terra do Fogo por Fernão de Magalhães incentivou outras viagens de longa distância para a região. Na década de 1860, o missionário e linguista britânico Thomas Bridges estabeleceu uma missão em Ushuaia. Ele passou 20 anos vivendo no meio dos yagans e compilou cerca de 32 mil palavras e inflexões da língua em um dicionário Yagan-Inglês. A tradução de mamihlapinatapai, que difere da interpretação de Vargas, foi apresentada em um ensaio de Bridges assim: "Olhar um para o outro, esperando que se ofereça para fazer algo, que ambas as partes desejam muito, mas não estão dispostas a fazer." "O dicionário de Bridges registra ihlapi como awkward (estranho), do qual pode derivar ihlapi-na ('sentir-se estranho'); ihlapi-na-ta ('fazer com que se sinta estranho'); e mam-ihlapi-na-ta-pai (algo como 'fazer um ao outro se sentir estranho', em tradução literal)", aponta Yoram Meroz, um dos poucos linguistas que estudaram o idioma yagan. "(A tradução de Bridges) é mais uma tradução idiomática ou livre", acrescenta. A palavra não aparece, no entanto, no dicionário de Bridges. Talvez porque fosse raramente usada, ou possivelmente porque ele planejava incluir o termo na terceira edição da publicação, em que estava trabalhando antes de morrer em 1898. "Pode ser que ele tenha ouvido a palavra uma ou duas vezes naquele contexto específico e foi assim que registrou, porque não estava ciente de seu significado mais geral. Ou porque era usada apenas nesse sentido mais específico que ele cita", avalia o linguista. "Bridges aprendeu yagan melhor do que qualquer europeu até hoje. Mas às vezes era chegado em dar exotismo à linguagem e ser muito prolixo em suas traduções", ressalta. Precisa ou não, a tradução de mamihlapinatapai de Bridges gerou um fascínio generalizado pela expressão que continua até hoje. "O termo se popularizou por causa de Bridges e foi citado diversas vezes em materiais em inglês", conta Meroz. Em muitas interpretações, a palavra passou a significar um olhar entre possíveis amantes. Na internet, sua definição é ligeiramente diferente: "olhar trocado entre duas pessoas, no qual cada um espera que o outro tome a iniciativa de algo que os dois desejam, mas nem um nem outro quer começar". A arte, o cinema, a música, a poesia e a literatura se encantaram com o romantismo aparentemente implícito na palavra - e sua suposta capacidade de captar de forma concisa uma interação humana complexa. Em 1994, o Livro Guinness de Recordes, listou mamihlapinatapai como a palavra mais sucinta do mundo. "O significado é muito bonito", afirma uma menina no documentário colaborativo A Vida em um Dia (2011), que retrata um único dia na Terra. "Pode ser, talvez, dois líderes tribais ansiando pela paz, mas não querendo dar o primeiro passo. Ou duas pessoas em uma festa querendo se aproximar uma da outra, e nenhuma é suficientemente corajosa para tomar a iniciativa." Mas o que mamihlapinatapai realmente significava para os yagans provavelmente continuará sendo um mistério. Aos 89 anos, Cristina Calderon é a última pessoa fluente de yagan, um idioma isolado cujas origens permanecem desconhecidas. Nascida na ilha chilena de Navarino, ao longo do Canal de Beagle, que banha a cidade argentina de Ushuaia, ela só aprendeu espanhol a partir dos nove anos. Meroz recorreu diversas vezes a Calderon para traduzir gravações e textos em yagan. Mas quando perguntou a respeito de mamihlapinatapai, ela não reconheceu a palavra. "Durante a maior parte da vida, ela não teve muita gente com quem conversar em yagan", pondera o linguista. "Então, se ela não se lembra desse termo em particular, não quer dizer muita coisa." Será que essa palavra tão complexa se tornará a única sobrevivente de uma língua que está morrendo? "Ela costumava ser chamada de língua moribunda", diz Meroz. "Acho que hoje em dia as pessoas se refeririam a ela em termos mais otimistas, especialmente os próprios yagans. Há espaço para revitalização. " Calderon e a neta, Cristina Zarraga, coordenaram oficinas de yagan em Puerto Williams, capital da Ilha Navarino, perto de Villa Ukika, sua cidade natal. Os filhos de Calderon foram a primeira geração a crescer falando espanhol, uma vez que quem falava yagan era ridicularizado naquela época. Mas o governo chileno encorajou recentemente o uso e a preservação de idiomas nativos - e o yagan passou a ser ensinado nos jardins de infância locais. "É bom ter alguém nativo para fazer perguntas", diz Meroz em relação a Calderon. Cristina Calderon (à esquerda) é a última pessoa fluente na língua Yagan Martin Bernetti/Getty Images "E sempre haverá mais perguntas a serem feitas." Muitas complexidades da língua yagan remontam à forma como o estilo de vida daquela comunidade estava ligado à natureza. Meroz se recorda da descrição de Calderon sobre o voo dos pássaros - ela usou um verbo para se referir a uma única ave e outro mencionar um bando. Da mesma forma, existem palavras distintas para "lançar" uma ou várias canoas ao mar. E termos diferentes para "comer": "Uma palavra genérica para comer, uma específica para comer peixe e outra para comer marisco", cita Meroz. No século 19, à medida que o contato entre europeus e yagans se tornava mais frequente, novas doenças dizimaram a população - e o povo indígena perdeu grande parte de suas terras para colonos. O bisavô do guia Vargas Filgueira, Asenewensis, fez parte da última geração de yagans a viver em tribos, procurando alimento a bordo de canoas nas águas geladas do mar e buscando calor e união ao redor do fogo. De diversas formas, ele foi inspiração para o livro Mi Sangre Yagán ("Meu sangue yagan", em tradução livre), de autoria do bisneto. O autor se lembra de ouvir os anciãos de sua família falando o idioma. "Eu observava os yagans mais velhos conversando, cortando as palavras com o silêncio." "Eles falavam devagar, com pausas, fazendo pouco som. Com poucas palavras, nós falamos muito", diz. Ele costuma visitar os lugares em que seus antepassados se reuniam, ao longo da costa de 240 quilômetros do Canal de Beagle, que separa Ushuaia da Ilha Navarino. O canal é cortado pelo vento e salpicado de ilhas rochosas repletas de vida marinha selvagem. Pinguins-de-Magalhães de listras negras e pinguins-gentoo de bico laranja saracoteiam nas margens da Reserva Yécapasela, na Ilha Martillo, completamente alheios aos visitantes. Leões-marinhos e lobos-marinhos se refastelam na costa escarpada. Nos acampamentos ao redor de Ushuaia, Vargas Filgueira tem o hábito de acender fogueiras e experimentar o que ele acredita ser o genuíno mamihlapinatapai. "É o que eu senti muitas vezes com meus amigos nas profundezas da natureza, perto do fogo", conta. "Estamos falando e, de repente, acontece um silêncio. Esse é o momento mamihlapinatapai."
    Ingleses pagam 'salário' para filhos irem bem na escola e fazerem tarefas domésticas; meninos ganham mais

    Ingleses pagam 'salário' para filhos irem bem na escola e fazerem tarefas domésticas; meninos ganham mais


    Remuneração chega a variar 30% entre os gêneros. Até impostos são cobrados das crianças, segundo pesquisa. Crianças ganham dinheiro para fazer tarefas domésticas e deveres escolares Neto Talmeli/PMU Famílias do Reino Unido estão dando...


    Remuneração chega a variar 30% entre os gêneros. Até impostos são cobrados das crianças, segundo pesquisa. Crianças ganham dinheiro para fazer tarefas domésticas e deveres escolares Neto Talmeli/PMU Famílias do Reino Unido estão dando dinheiro aos filhos para que eles façam tarefas de casa e se comportem na escola, segundo aponta pesquisa do banco Santander, divulgada nesta quarta-feira (23). A quantia é um complemento à mesada e costuma ser mais alta para meninos do que para meninas. O estudo analisou os hábitos de 500 pais de crianças entre 5 e 15 anos, entre 21 e 28 de março de 2018. Nesse grupo, 77% costumam pagar uma parcela fixa aos filhos. E um terço deles dá um complemento de cerca de R$ 30 para que ajudem nas tarefas domésticas, tenham bom desempenho na escola e pratiquem esportes. Os "extras" para o auxílio em casa são mais altos para as crianças do sexo masculino, que ganham, em média, 33% a mais que as do sexo feminino - R$ 29 para meninos versus R$ 19 para meninas. As famílias parecem valorizar também quando os filhos vão bem na escola: pagam uma quantia 50% superior para eles do que para elas. Multas Há também descontos na mesada das crianças, que podem chegar a 18% quando elas não cumprem suas tarefas. Além disso, de acordo com a pesquisa, 13% das famílias chegam a cobrar o que chamam de impostos - nos casos de mau comportamento na escola, por exemplo. Segundo os adultos entrevistados no estudo, a intenção é preparar os filhos para o mundo real.
    Fundadores de cursinho popular em SP pedem ajuda a deputados para custear inscrições do Enem

    Fundadores de cursinho popular em SP pedem ajuda a deputados para custear inscrições do Enem


    Estudantes percorreram gabinetes nesta terça (22). Trio é criador de cursinho pré-vestibular na região do Butantã, que ocorre no CEU Uirapuru, desde o inicio de maio. Alvin, Pedro e Dayane buscando recursos para taxas de inscrição do...


    Estudantes percorreram gabinetes nesta terça (22). Trio é criador de cursinho pré-vestibular na região do Butantã, que ocorre no CEU Uirapuru, desde o inicio de maio. Alvin, Pedro e Dayane buscando recursos para taxas de inscrição do Enem Lívia Machado/G1 Três jovens estudantes percorriam os gabinetes dos 94 deputados da Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, na tarde desta terça-feira (22), pedindo ajuda financeira para custear as inscrições no Enem de três alunos do cursinho popular que eles fundaram, na Zona Oeste da cidade. “Viemos passar o chapéu para conseguir pagar a taxa de inscrição do Enem para alguns alunos que não conseguiram a isenção”, disseram Pedro Henrique Fernandes, de 21 anos, Dayane Couto, de 24 anos, e Alvin, de 18 anos. A visita tinha como objetivo arrecadar R$ 246. Dentre os contemplados, dois alunos que não têm condições socioeconômicas para bancar os R$ 82 de taxa e tiveram o pedido de isenção negado. Até o final da noite desta terça, os estudantes não tinham conseguido arrecadar o dinheiro. “Eles sabem exatamente o dinheiro que não podem gastar, mas não foram considerados pobres o suficiente pelo MEC”, diz Pedro. A terceira beneficiada, também aluna do cursinho, uma mulher de 50 anos, se confundiu ao fazer a inscrição e não entrou com a solicitação de isenção. “Ela acreditou que entraria para fazer a prova automaticamente sem precisar pagar a taxa. Mas a isenção só vale para quem terminou o ensino médio este ano”, explica Alvin. Alunos de cursinhos populares distantes do bairro onde residem, o trio se viu sem dinheiro para financiar o transporte público e conseguir frequentar as aulas. Por conta da limitação financeira, decidiram criar o cursinho “Claudia Silva Ferreira” para atender as demandas próprias e de outros jovens do Jardim João XXIII, no Butantã. Alvin e Pedro frequentavam as aulas no Espaço Cultural Mané Garrincha, na Sé. Dayane era aluna do cursinho popular da USP. “A gente adorava o cursinho, começamos a fazer esse ano, porque queremos prestar vestibular, só que chegou um ponto que não tínhamos mais dinheiro para ir”, relatam. Sem condições de custear o deslocamento, eles tiveram a ideia de viabilizar um cursinho gratuito na região em que moram. Cursinho popular Lívia Machado/G1 Apresentaram a proposta ao conselho gestor do CEU Uirapuru em março deste ano. No acordo, o espaço seria cedido caso os jovens conseguissem 15 pessoas interessadas. A divulgação foi feita pelas redes sociais, nas páginas do Coletivo da Quebrada, e Quilombo 23. Em dois dias, obtiveram 100 inscritos. “A demanda era muito alta. E abrimos inscrições para professores também e muitos vieram. Professores da USP, de escola estadual da Zona Leste. Alunos da USP que estão se formando também se disponibilizaram”. Desse montante, 45 validaram o interesse e passaram a frequentar as aulas, que começaram há duas semanas, das 18h30 às 21h45. Após o início, mais dez pessoas pediram para participar. O grupo pleiteia uma sala maior para suprir a nova demanda. A grade de aula foi montada pelos educadores voluntários, mas a ideia é que seja revista a cada 30 dias após avaliação dos estudantes. “A gente organizou o cursinho de forma horizontal. Fazemos reuniões mensais para debater com os alunos o que eles querem”, comenta Alvin. O nome do cursinho foi escolhido para homenagear a auxiliar de serviços gerais, Cláudia Silva Ferreira, que teve o corpo arrastado por 350 metros por um carro da Polícia Militar em 2014, no Morro da Congonha, em Madureira, no Subúrbio do Rio. Após ser baleada, Claudia foi colocada por PMs no porta-malas. “Foi assassinada e arrastada na viatura. Decidimos homenagear uma pessoa pobre, negra, de periferia, que foi esquecida pela mídia e tratada como um caso, como a Marielle agora está sendo tratada, apenas um caso", protestam.
    Enem 2018: boletos de inscrição devem ser pagos até quarta

    Enem 2018: boletos de inscrição devem ser pagos até quarta


    Confirmação no site do Enem pode levar de 3 a 5 dias úteis. Exame ocorrerá nos dias 4 e 11 de novembro. Boletos devem ser pagos até 23 de maio Reprodução/G1 Os boletos da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, de...


    Confirmação no site do Enem pode levar de 3 a 5 dias úteis. Exame ocorrerá nos dias 4 e 11 de novembro. Boletos devem ser pagos até 23 de maio Reprodução/G1 Os boletos da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, de R$ 82, devem ser pagos até esta quarta-feira (23). Caso o prazo não seja respeitado, o candidato não poderá fazer a prova. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os bancos levam de 3 a 5 dias para comunicar que o pagamento foi efetuado corretamente. Por isso, os participantes que entrarem no site do Enem podem demorar esse período para visualizar o status de "inscrição confirmada". Caso haja algum problema no pagamento, é preciso entrar em contato com o Inep pelo número 0800 616161. BAIXE O APP G1 ENEM LEIA REDAÇÕES NOTA MIL NO ENEM 2017 Avisos no site Acessando a página do participante do Enem, é possível visualizar dois tipos de informação: “Inscrição concluída com sucesso” Mensagem sinaliza que pagamento já foi aprovado. Reprodução Essa frase aparece, em letra verde, para todos os candidatos que já tiveram o pagamento confirmado. Também é exibida para aqueles que estão isentos de pagar a taxa de inscrição. São três perfis: Participante que tem direito à isenção (como bolsistas da rede privada ou membros de programas sociais), pediu o benefício e teve sua solicitação aprovada no dia 23 de abril. Concluinte do ensino médio, em 2018, em escola da rede pública, que se ausentou em 2017 e teve justificativa de ausência reprovada. Concluinte do ensino médio, em 2018, em escola da rede pública, que não solicitou isenção. (foi aberta uma exceção para que esses alunos, mesmo não tendo feito o pedido, consigam a gratuidade automaticamente) "Inscrição aguardando o pagamento da GRU” Esse aviso aparecerá, em vermelho, junto com o boleto bancário do Banco do Brasil. Entram nesse grupo: Participante com solicitação de isenção da taxa de inscrição reprovada. Participantes que não efetuaram o pagamento. Candidatos que pagaram o boleto há menos de cinco dias. Datas das provas O Enem acontecerá em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro: 04/11: 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e redação. Duração: 5h30 11/11: 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. Duração: 5h (30 minutos a mais do que em 2017) Horários das provas Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Encerramento das provas: 19h (primeiro dia) e 18h30 (segundo dia)

    Michelle Obama usa foto antiga no Instagram para incentivar formandos


    Ex-primeira dama dos EUA disse que, apesar de ser a única negra em sua turma, encontrou apoio de amigos e mentor. A ex-primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama usou seu perfil no Instagram para dar um conselho para a turma de formandos de 2018 da...

    Ex-primeira dama dos EUA disse que, apesar de ser a única negra em sua turma, encontrou apoio de amigos e mentor. A ex-primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama usou seu perfil no Instagram para dar um conselho para a turma de formandos de 2018 da Universidade de Princeton. "Cursar a faculdade dá trabalho, mas todos os dias eu conheço pessoas que tiveram suas vidas profundamente transformadas pela educação, assim como aconteceu com a minha", escreveu Michelle. "O meu conselho aos estudantes é terem coragem e seguirem em frente. Parabéns à Classe de 2018!" Initial plugin text "Essa sou eu em Princeton no início dos anos 1980. Eu sei que ser estudante universitária de primeira geração pode dar medo, porque foi assustador para mim. Eu era negra e saí de um bairro da classe trabalhadora de Chicago, enquanto o corpo discente em Princeton era em geral branco e de classe alta. Eu nunca havia destoado antes em uma multidão ou em uma sala de aula por causa da cor da minha pele. Mas encontrou amigos íntimos e um mentor que me deu confiança para ser eu mesma. Cursar a faculdade dá trabalho, mas todos os dias eu conheço pessoas que tiveram suas vidas profundamente transformadas pela educação, assim como aconteceu com a minha. O meu conselho aos estudantes é terem coragem e seguirem em frente. Parabéns à Classe de 2018!"
    Unicamp: Greve de funcionários fecha bibliotecas e afeta atividades em laboratórios e creches, diz sindicato

    Unicamp: Greve de funcionários fecha bibliotecas e afeta atividades em laboratórios e creches, diz sindicato


    Categoria iniciou protesto nesta terça-feira para reivindicar alta de 12,6% nos salários. Universidade oferece 1,5% e afirma que unidades de ensino e atendimentos da saúde 'funcionam normalmente'. Funcionários em greve fizeram passeata pelo campus...


    Categoria iniciou protesto nesta terça-feira para reivindicar alta de 12,6% nos salários. Universidade oferece 1,5% e afirma que unidades de ensino e atendimentos da saúde 'funcionam normalmente'. Funcionários em greve fizeram passeata pelo campus da Unicamp, nesta terça-feira Rafael Jorge/STU O primeiro dia de greve dos funcionários técnico-administrativos da Unicamp por reajuste salarial, nesta terça-feira (22), fechou bibliotecas e provocou reflexos em creches e nas atividades laboratoriais de alguns cursos de graduação, segundo o sindicato dos trabalhadores (STU). A universidade, por outro lado, diz que as unidades de ensino e pesquisa "funcionam normalmente". A categoria reivindica alta de 12,6% nos salários, com a justificativa de que o índice é necessário para corrigir uma defasagem estimada desde maio de 2015. A mobilização foi definida após o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) oferecer índice de 1,5%. Veja, abaixo, o que diz o reitor, Marcelo Knobel, sobre o momento econômico da instituição. Sem mencionar o total de funcionários que integra o movimento, o coordenador do STU, João Raimundo Mendonça de Souza, explica que ele já conta com as participações de parte dos funcionários das creches e laboratórios. Além disso, falou que foram fechadas cinco bibliotecas na área de humanas, além da unidade central. "A perspectiva é de que a próxima assembleia seja feita feita após as novas negociações no Cruesp, marcada para o dia 30 de maio", falou o sindicalista. Nesta terça-feira, a categoria fez uma passeata pelo campus que reuniu cerca de 250 funcionários. "A greve vai intensificar a partir de amanhã. Já há impacto nas atividades de ensino e vamos falar ao reitor, todos os dias, que nós estamos esperando o nosso reajuste", falou Souza ao citar que funcionários do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) também aderiram à greve. O que diz a Unicamp? O quadro da Unicamp reúne aproximadamente 8,5 mil funcionários técnico-administrativos. Em nota, a assessoria da universidade informou que nesta terça-feira todas as unidades de ensino e pesquisa, além dos atendimentos na área de saúde, funcionaram dentro da normalidade. Ao mencionar que reconhece o direito de greve aos servidores públicos, desde que exercida nos termos e limites da lei, a instituição frisou que fará esforços para garantir a prestação dos serviços essenciais ao atendimento das "necessidades inadiáveis da comunidade". Questionamento Ao G1, Souza criticou o fato do Conselho Universitário (Consu) planejar discutir a proposta salarial em 29 de maio, uma vez que a próxima negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis - entidade que reúne sindicatos de funcionários e docentes da Unicamp, USP e Unesp - ocorre no dia 30. "Inverteram o processo. Se for discutido, como será decidido depois?", questiona o sindicalista. De acordo com ele, a greve também visa debater novas formas de financiamento da universidade. Atualmente, a Unicamp tem como principal fonte o repasse de valores arrecadados pelo estado de São Paulo com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) - 2,19% do montante total. A assessoria da Unicamp rebateu e informou que o Consu, no qual há representantes do STU, deliberou em reuniões de fevereiro e março que a definição dos reajustes salariais deveria ser submetida ao órgão, por envolver alta de despesas na universidade. Servidores em greve na frente da reitoria da Unicamp Jade Castilho/G1 Reserva em risco Ao site da Unicamp, o reitor, Marcelo Knobel, declarou que o índice de 1,5% proposto é o que "a conjuntura atual permite e está em consonância com os preceitos de responsabilidade com a gestão pública”. Segundo ele, a aprovação representa acréscimo de R$ 34 milhões em um ano. Na semana passada, o reitor admitiu ao G1 risco da universidade zerar a reserva estratégica em 2019 diante do quadro financeiro do país. Em março, o valor em caixa era de R$ 570,4 milhões. "Este saldo está acabando, certamente não será neste ano, mas há um risco efetivo no ano que vem [...] A meta é nunca ficar abaixo do valor da nossa folha de pagamento", explica. Segundo a Unicamp, a folha mensal de remunerações gira em torno de de R$ 170 milhões - incluindo aproximadamente 1,8 mil professores. A universidade reduziu em 12,4% a previsão de déficit orçamentário para este ano, variação que significa R$ 33,9 milhões a menos em despesas. Professores Os docentes da instituição reivindicam mesmo índice para reajuste salarial e planejam uma assembleia para a tarde de quinta-feira (24) para, segundo a entidade representativa da categoria (ADunicamp), avaliar a possibilidade de greve da categoria e discutir rumos da data-base. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    MP determina arquivamento de representação contra curso da Unicamp sobre impeachment de Dilma

    MP determina arquivamento de representação contra curso da Unicamp sobre impeachment de Dilma


    Promotora de Justiça diz que não há provas de custeio irregular do curso aberto em março e destaca previsão constitucional sobre 'autonomia didático-científica' e 'pluralismo de ideias' na universidade. Auditório do IFCH, na Unicamp, ficou...


    Promotora de Justiça diz que não há provas de custeio irregular do curso aberto em março e destaca previsão constitucional sobre 'autonomia didático-científica' e 'pluralismo de ideias' na universidade. Auditório do IFCH, na Unicamp, ficou lotado na 1ª aula do 'curso do golpe' nesta segunda-feira (12) Bruno Oliveira/G1 O Ministério Público, em Campinas (SP), determinou arquivamento de uma representação feita contra o curso livre "O Golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil", realizado pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp para discutir o impeachment da ex-presidente da República Dilma Rouseff (PT), em 2016. O conteúdo começou a ser ministrado em março. De acordo com a promotora de Justiça Cristiane Hillal, a apuração do MP, por meio de uma peça de informação, teve início em abril após questionamentos feitos por um cidadão contra o diretor do IFCH, Alvaro Bianchi, ser encaminhada pelo Ministério Público Federal ao órgão na metrópole. Entretanto, no relatório, a promotora destaca que não houve provas. Veja detalhes abaixo. Críticas No documento, diz o MP, o autor alegou suposto prejuízo de R$ 100 mil na universidade com o conteúdo; que o docente estaria desrespeitando a Constituição ao promover curso "meramente ideológico", e o IFCH estaria "se portando como grupo de militantes de uma doutrina subversiva". Esta foi a primeira representação recebida pela Promotoria de Patrimônio Público contra o curso. Regras e fenômenos sociais A universidade, diz o relatório, defendeu que desconhece o valor de R$ 100 mil aplicado no curso, e que este valor faz referência a um convênio celebrado com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que tem regras rigorosas para a prestação de contas. Além disso, defendeu que “os fenômenos sociais não devem deixar de ser investigados", frisou o "pluralismo de pensamento e a liberdade de cátedra como pilares da pesquisa e da formação universitária”, e destacou que o curso tem metodologia pré-definida, participação de professores e pesquisadores de diversos institutos, e aulas com ementa clara e objetiva baseada em bibliografia formada por periódicos e livros de caráter científico reconhecidos pela comunidade acadêmica. Sem provas No documento, a promotora de Justiça destaca que não há provas de desvios de recursos ou custeio diferenciado do "curso do golpe", no comparativo com outros conteúdos da universidade. Além disso, ela destaca no relatório que a Constituição Federal garante às universidades autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, gestão democrática do ensino, na forma da lei, e padrão de qualidade. "A universidade goza de autonomia para criar cursos que discutam narrativas históricas e sociológicas à realidade política atual, devendo permanecer como espaço democrático de difusão do questionamento e do conhecimento [...] Cercear esta ou aquela interpretação acadêmica da realidade política configuraria mecanismo autoritário de controle do pensamento alheio e da liberdade de expressão com atentado aos direitos fundamentais", diz texto da promotora. O relatório foi concluído segunda-feira (21) e enviado ao Conselho Superior do Ministério Público. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Fies: candidatos que fizeram Enem a partir de 2010 podem buscar vagas remanescentes

    Fies: candidatos que fizeram Enem a partir de 2010 podem buscar vagas remanescentes


    Também é necessário ter tirado média acima de 450 pontos e pertencer a uma família com renda per capita de até 3 salários mínimos. Edital sairá na sexta-feira (25). Fies disponibilizará vagas remanescentes para novos candidatos. Marcos...


    Também é necessário ter tirado média acima de 450 pontos e pertencer a uma família com renda per capita de até 3 salários mínimos. Edital sairá na sexta-feira (25). Fies disponibilizará vagas remanescentes para novos candidatos. Marcos Santos/USP Imagens O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta terça-feira (22), as normas para ocupação das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2018. O cronograma só será informado na sexta-feira, dia 25 de maio, na publicação do edital. A prioridade é selecionar aqueles candidatos que tenham sido aprovados no programa neste ano, mas que não puderam se matricular na universidade porque não houve formação de turma. Também poderá se inscrever quem prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 e obteve média aritmética das notas igual ou superior a 450 pontos – sem ter zerado a redação. É necessário que a renda familiar mensal per capita seja de até 3 salários mínimos. Não será aceito quem já esteja estudando pelo Fies. Além disso, é vedada a participação daqueles que ainda não quitaram o financiamento de um contrato do programa. De onde vieram essas vagas? As vagas que serão ofertadas são aquelas em que algum candidato: tenha cancelado a inscrição; não tenha complementado a inscrição no FiesSeleção dentro do prazo; não tenha comparecido à universidade para comprovar as informações pessoais; não tenha ido ao banco no prazo estabelecido; tenha tido informações recusadas no processo seletivo.
    Com mudanças, Fuvest deve reduzir nota de corte na 1ª fase e ter 2ª fase mais difícil, dizem professores

    Com mudanças, Fuvest deve reduzir nota de corte na 1ª fase e ter 2ª fase mais difícil, dizem professores


    Segunda fase do vestibular da USP terá só dois dias de provas. Segunda fase da Fuvest terá dois dias de prova Celso Tavares/G1 O Conselho de Graduação (CoG) da Universidade de São Paulo (USP) aprovou, na última quinta-feira (17), mudanças no...


    Segunda fase do vestibular da USP terá só dois dias de provas. Segunda fase da Fuvest terá dois dias de prova Celso Tavares/G1 O Conselho de Graduação (CoG) da Universidade de São Paulo (USP) aprovou, na última quinta-feira (17), mudanças no processo seletivo da Fuvest. A principal alteração é a diminuição de três dias de prova para dois na segunda fase. Além disso, vão ser modificadas as inscrições, que passam a ser por modalidade. O número de candidatos convocados para segunda fase vai aumentar e o processo de reescolha será extinto. Entre os possíveis impactos causados pelas novidades professores de cursinhos ouvidos pelo G1 apontam uma tendência na diminuição das notas de corte e um aumento na dificuldade das provas, além da exigência de mais preparação para as provas específicas. No planejamento de estudos, pouca coisa muda. Veja o calendário da Fuvest 2019 Inscrições: início em agosto de 2018 1ª fase: 25 de novembro de 2018 2ª fase: 6 e 7 de janeiro de 2019 Segunda fase mais enxuta De maneira geral, a diminuição de três para dois dias de prova, com a exclusão do dia das disciplinas gerais, é avaliada de maneira positiva pelos professores. Marcelo Dias, coordenador do cursinho do Etapa, entende que logisticamente a mudança vai ajudar muito os alunos, já que eles poderão, passada a primeira fase, intensificar o estudo de português e redação e das disciplinas específicas. Outro benefício, de acordo com Vera Antunes, coordenadora do cursinho do Objetivo, é em relação ao estresse dos candidatos. "Se você olha os outros anos, normalmente, a pior nota era a do segundo dia. Eu acredito que fizeram muito bem em tirar, porque o terceiro dia são as disciplinas da carreira mesmo, que o aluno, normalmente, tem mais afinidade, é muito mais pertinente", disse. Uma novidade que pode impactar na preparação para o processo seletivo é que na prova específica a quantidade de disciplinas passou de duas a três para duas a quatro, a critério de cada unidade da USP. Vinícius Carvalho Haidar, coordenador do Poliedro, diz que não tem como prever como cada unidade vai reagir a essa nova diretriz. "São várias possibilidades, os alunos têm que aguardar". Mas, apesar disso, Marcelo, Vera e Vinícius ressaltam não é preciso desespero, já que, como até o dia da primeira fase os candidatos devem continuar estudando todas as disciplinas do ensino médio, pouca coisa muda no planejamento de estudos. "Antes de se preocupar com a segunda fase, o candidato precisa garantir a primeira, que continua cobrando todas as matérias. É preciso concentrar na primeira fase", lembrou Vinícius. Na percepção de Marcelo, apesar de ser boa, a mudança exige que o vestibulando esteja mais preparado para fazer a prova da carreira do que em anos anteriores, já que uma das notas que compunha a nota final deixa de existir e fica mais difícil desempatar. "Como há muitos empates, não ter o antigo segundo dia exige que o aluno vá melhor nas disciplinas específicas para que ele possa compor a nota com o primeiro dia", explicou. Inscrição por modalidade A partir deste ano, a Fuvest adotará inscrições por modalidades de vagas (ampla concorrência, escola pública e pretos, pardos e indígenas) já a partir da primeira fase do vestibular. Para o ingresso em 2019, de acordo com o estabelecido pelo governo do Estado de São Paulo, a USP reservará 40% de suas vagas, por curso, para estudantes de escola pública, considerando Fuvest e Sisu. Dentro dessa porcentagem, 37,5% de reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas. Isso acaba com o sistema de bônus para alunos de escola pública que existia desde 2006. O sistema dava um acréscimo de 5% a 20% na nota do estudante, dependendo da modalidade. Marcelo explica que como a concorrência está, automaticamente, sendo colocada entre pessoas de um grupo específico, aquilo que o bônus representava está embutido nas cotas e que, por isso, não há prejuízos. Para Vera, o novo sistema "unifica e torna a chamada da Fuvest mais homogênea. É um método mais justo para avaliar conhecimento e preparo". Segunda fase da Fuvest terá dois de prova Mais gente na 2ª fase A partir deste ano, em cada carreira, serão chamados para a segunda fase quatro vezes mais candidatos que o número de vagas da carreira. Antes, o máximo era até três vezes. O impacto disso será a convocação de mais 11 mil estudantes para a segunda fase. Vera explica que, matematicamente, a tendência é que a nota de corte caia, apesar dela ser influenciada por vários outros fatores, como a dificuldade da prova, por exemplo. "Eles chamando mais gente a tendência é que ocorra uma diminuição da nota de corte, o que deixa o processo mais democrático, porque muita gente boa ficava presa na primeira fase", complementa Marcelo. Os professores explicam que, entretanto, o número maior de aprovados pode influenciar a dificuldade das provas da segunda fase. "Para manter o poder de seleção, ou amplia o número de questões, ou mexe no grau de dificuldade, aumentando o nível. Por isso o aluno vai ter que correr mais atrás das disciplinas específicas", concluiu Marcelo. * Com supervisão de Paulo Guilherme
    MEC transforma campus da Universidade Federal do Goiás em nova instituição de ensino

    MEC transforma campus da Universidade Federal do Goiás em nova instituição de ensino


    Prédio que ofertará curso de medicina será construído. Custo previsto para a construção do edifício é de R$ 8,5 milhões. Universidade Federal de Catalão, em Goiás UFG/ Divulgação O Ministério da Educação (MEC) anunciou, na última...


    Prédio que ofertará curso de medicina será construído. Custo previsto para a construção do edifício é de R$ 8,5 milhões. Universidade Federal de Catalão, em Goiás UFG/ Divulgação O Ministério da Educação (MEC) anunciou, na última segunda-feira (21), que transformou o campus Catalão da Universidade Federal do Goiás (UFG) em uma nova instituição de ensino, chamada Universidade Federal de Catalão (UFCat). Os 3.500 alunos já matriculados na unidade, os cerca de 450 funcionários efetivos e os 130 terceirizados serão transferidos. “A UFCat vai ter um foco muito ligado ao contexto da comunidade, ”, disse Rossieli Soares, ministro da Educação, segundo comunicado divulgado pela pasta. O prefeito de Catalão, Adib Elias, complementou: “Quando o jovem passa no vestibular e vem morar aqui, isso acaba transformando essa grande instituição de ensino também em uma indústria importante para a cidade”, afirmou ele. Curso de medicina Na universidade, será construído um prédio para os cursos da área de saúde - inclusive de medicina. A UFG só oferecia essa graduação nas unidades de Goiânia e de Jataí. O custo estimado para a construção do local é de aproximadamente R$ 8,5 milhões. Como a criação do curso já havia sido pactuada antes de abril, não houve interferência da decisão do MEC que proíbe a abertura de novas graduações em medicina nos próximos 5 anos. A norma só considera novos editais. Haverá laboratório de técnicas operatórias, laboratórios de habilidades médicas, auditório de 100 lugares, salas de tutoria, laboratório multidisciplinar, salas de professores, salas de coordenação, secretarias, cantina, fotocopiadora e banheiros.
    Vestibular da Fuvest terá apenas dois dias de prova na segunda fase

    Vestibular da Fuvest terá apenas dois dias de prova na segunda fase


    Além disso, já na inscrição candidato deverá marcar se concorre por ampla concorrência ou no sistema de cotas para vagas em cursos da USP. Canditatos fazem prova da Fuvest em São Paulo. Celso Tavares/G1 O Conselho de Graduação (CoG) da USP...


    Além disso, já na inscrição candidato deverá marcar se concorre por ampla concorrência ou no sistema de cotas para vagas em cursos da USP. Canditatos fazem prova da Fuvest em São Paulo. Celso Tavares/G1 O Conselho de Graduação (CoG) da USP aprovou, na última quinta-feira (17), mudanças no processo seletivo da Fuvest. A principal alteração é a diminuição de três dias de prova para dois na segunda fase. Além disso, vão ser modificadas as inscrições, que passam a ser por modalidade. O número de candidatos convocados para segunda fase vai aumentar e o processo de reescolha será extinto. Até 2018, a segunda fase era composta de três provas discursivas realizadas em três dias seguidos. O primeiro dia com questões de português e redação, o segundo com as disciplinas obrigatórias do ensino médio e o terceiro questões de disciplinas relacionadas à carreira escolhida pelo candidato. A partir do vestibular 2019, a segunda fase vai contar apenas com dois dias, um para a prova de português e redação e um com a de questões exclusivas de cada carreira. Na prova específica, a quantidade de disciplinas passou de duas a três para duas a quatro, a critério de cada unidade da USP. A primeira fase continua sendo composta por 90 testes de conhecimento gerais que incluem discplinas obrigatórias do ensino médio (biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química). Segunda fase da Fuvest terá dois de prova Inscrição por modalidade Outra mudança no vestibular Fuvest vai ser na inscrição dos candidatos. A partir deste ano, a Fuvest adotará inscrições por modalidades de vagas já a partir da primeira fase do vestibular. Agora, ao escolher sua carreira e seu curso, o vestibulando terá três opções: Ampla Concorrência (AC), Ação Afirmativa Escola Pública (EP) e Ação Afirmativa Preto, Pardo e Indígena (PPI). Ampla concorrência: vagas para todos os candidatos sem exigência de nenhum pré-requisito. Escola pública: vagas destinadas aos candidatos que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Preto, Pardo e Indígena: vagas destinadas aos candidatos e autodeclarados pretos, pardos e indígenas que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Além do vestibular Fuvest, a USP possui outra forma de ingresso: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), gerenciado pelo Ministério da Educação. As modalidades de vagas oferecidas pela Universidade via vestibular Fuvest e via Sisu passam a ser compatíveis. Para o ingresso em 2019, de acordo com o estabelecido pelo governo do Estado de São Paulo, a USP reservará 40% de suas vagas, por curso, para estudantes de escola pública, considerando Fuvest e Sisu. Dentro dessa porcentagem, 37,5% de reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas. Com a institucionalização da reserva de vagas no vestibular Fuvest, o programa de bonificação na nota do concurso vestibular Fuvest, criado em 2006, deixa de existir. O bônus era usado para estimular o ingresso de estudantes egressos da escola pública. Reescolha A Fuvest não adotará mais o processo de reescolha, que era oferecido aos candidatos não matriculados que não tivessem sido eliminados após a sexta chamada, mas que tivessem interesse em cursos com vagas ainda não preenchidas. Em 2019, o número de chamadas de aprovados passará de seis para cinco. Em cada carreira, serão chamados quatro vezes mais candidatos que o número de vagas da carreira. Antes, o máximo era até três vezes. O impacto disso será a convocação de mais 11 mil estudantes para a segunda fase. Caso haja vagas não preenchidas, elas estarão disponíveis nos processos de transferência interna, para os próprios alunos da USP, e externa, para estudantes de outras universidades. O que não muda para o vestibular de 2019 é o valor da taxa de inscrição. Ela permanece em R$ 170.
    Polícia faz blitz em aeroportos da Alemanha para punir pais que viajam com crianças fora das férias escolares

    Polícia faz blitz em aeroportos da Alemanha para punir pais que viajam com crianças fora das férias escolares


    Na Baviera, policiais flagram ao menos 20 famílias que anteciparam feriado e viajavam com seus filhos durante período de aulas. Ir à escola é obrigatório no país, e os pais podem levar multa de até 5 mil euros. Pais não podem viajar com...


    Na Baviera, policiais flagram ao menos 20 famílias que anteciparam feriado e viajavam com seus filhos durante período de aulas. Ir à escola é obrigatório no país, e os pais podem levar multa de até 5 mil euros. Pais não podem viajar com crianças e impedi-las de irem à escola. Reprodução/RBS TV Cerca de 20 famílias foram paradas pela polícia em aeroportos na Baviera, no sul da Alemanha, por embarcarem com seus filhos em viagens de férias enquanto eles deveriam estar na escola, noticiou a imprensa alemã nesta segunda-feira (21). Os pais estão agora sujeitos a penalidades. Em algumas regiões do país, os aeroportos costumam estar movimentados nesta época do ano em razão do recesso escolar relacionado aos feriados religiosos de Pentecostes, nesta segunda, e de Corpus Christi, que em 2018 será comemorado em 31 de maio. As chamadas férias de Pentecostes podem durar uma ou duas semanas, dependendo do estado. Na Baviera, são 14 dias de folga. A fim de evitar a multidão nos terminais e os preços mais altos de passagens nos primeiros dias do recesso, muitas famílias optam por começar a viagem na semana anterior, deixando seus filhos perderem alguns dias de aula – algo que, para alguns, parece inofensivo. Na Alemanha, no entanto, ir à escola é obrigatório. Com base nessa lei, a polícia esteve fiscalizando em aeroportos os pais que decidiram antecipar o recesso. Entre esta quinta e sexta-feira, ao menos duas dezenas de famílias transgressoras foram flagradas. Segundo a polícia, 11 famílias foram notificadas no aeroporto de Nurembergue, no norte da Baviera, e outras dez em Allgäu, na cidade de Memmingen, no sul do estado. Em Munique, que abriga o maior aeroporto da região, a polícia não registrou ocorrências, disse o jornal Süddeutsche Zeitung. Pela infração, os pais podem ser obrigados a pagar uma multa que, segundo o diário alemão, pode chegar a 5 mil euros. Os casos são analisados individualmente, e a penalidade é determinada pelos próprios municípios. Em muitos casos, as famílias recebem apenas uma advertência e, quase sempre, são liberadas para seguir viagem. Em aeroportos alemães, não é incomum que policiais façam blitz para flagrar os estudantes que matam aula para viajar. Em 2008, cerca de 100 famílias foram notificadas em Nurembergue por terem prolongado as férias escolares. As multas na ocasião chegaram a mil euros. A Alemanha, assim como muitos países da Europa, possui uma lei de frequência escolar obrigatória – o que torna ilegal, por exemplo, o ensino doméstico. Em geral, crianças e adolescentes de 6 a 15 anos devem estar matriculados numa instituição de ensino e comparecer às aulas, mas as regras variam de um estado para outro. Somente em alguns casos excepcionais, como casamento ou morte de familiar no exterior, é permitido que os estudantes sejam dispensados de ir à escola por certo período, mas a administração escolar precisa emitir um documento que prove a dispensa. Em 2013 em Berlim, uma mãe foi condenada a nove meses de prisão por violar a lei referente à presença escolar obrigatória. Nesse caso, o filho dela chegou a faltar quase mil dias de aula.
    Algumas perguntas que você teria que responder para ser aceito na Mensa, organização para superdotados

    Algumas perguntas que você teria que responder para ser aceito na Mensa, organização para superdotados


    A sociedade tem a missão de 'identificar e fomentar a inteligência para o benefício da humanidade' e diz reunir pessoas com inteligência acima de 98% da população geral. Para ser membro da Mensa é preciso ter Quociente de Inteligência (QI)...


    A sociedade tem a missão de 'identificar e fomentar a inteligência para o benefício da humanidade' e diz reunir pessoas com inteligência acima de 98% da população geral. Para ser membro da Mensa é preciso ter Quociente de Inteligência (QI) superior a 98% da população geral. Getty images Reunir gente brilhante, sem distinção política, racial ou religiosa. Esse é o objetivo da Mensa, uma sociedade fundada no Reino Unido, em 1946. Se você quer ser membro, o único requisito é que tenha um altíssimo Quociente de Inteligência (QI) - obtido por apenas 2% da população em geral. Em todo o mundo, são 134 mil membros, espalhados por 100 países. No Brasil, segundo o site da Mensa, são cerca de 1,4 mil pessoas. Podem ser pessoas com múltiplos doutorados ou que nunca tenham terminado a escola secundária. Há milionários, mas também pessoas que sobrevivem de benefícios do governo. A lista de profissões é diversa: professores, caminhoneiros, cientistas, bombeiros, programadores, fazendeiros, artistas, militares, músicos, policiais, entre outros. A Mensa diz ter membros de entre 2 e mais de 100 anos de idade. Mas a maioria tem entre 20 e 60 anos. Para ingressar na sociedade, é preciso fazer uma prova de inteligência, devidamente aprovada e supervisionada. O mínimo aceito para teste de QI padrões como o de Stanford-Binet é 132; para o de Cattell, 148. Em alguns países, você pode solicitar um exame prévio, para fazer em casa. De acordo com o resultado, pode ser chamado para realizar a prova definitiva em alguma das unidades da Mensa - no Brasil, inclusive. No site da sociedade, há alguns exercícios que mostram qual é o seu "nível". Faça um teste com algumas perguntas de um exercício da Mensa: Que número está faltando nessa sequência? 4 9 16 25 36 ? 64 Qual deve ser a próxima letra na sequência a seguir? L K J H Duas pessoas caminham 4 metros desde o mesmo ponto em direção oposta, logo viram à esquerda e caminham 3 metros. Qual a distância entre eles? PERA está para a MAÇÃ assim como BATATA está para: a) banana b) rabanete c) morango d) pêssego e) alface Se FP = 10 e HX = 16, então DS = ? Um cubo de madeira com cada lado medindo 30 cm é pintado completamente de vermelho; depois, ele é serrado em 27 cubos menores de 10 cm de lado cada um. Quantos serão os cubinhos resultantes que terão apenas duas faces pintadas? (As respostas estão no final da página) Convidados para a "mesa redonda" A palavra "Mensa" vem do latim e significa mesa. Faz alusão à mesa (távola) redonda do rei Arthur, onde todos eram iguais. Assim, pretende ressaltar o conceito de uma sociedade na qual não importam idade, nacionalidade, sexo, raça, religião, posição social, ideologia ou postura política dos membros. Segundo o site oficial da Mensa, seus propósitos são identificar e promover a inteligência humana para o bem da humanidade; incentivar a pesquisa da natureza e o uso da inteligência; promover um ambiente intelectualmente e socialmente estimulante para seus membros. Estes são alguns dos membros mais famosos da Mensa: - Isaac Asimov: escritor e vice-presidente de Mensa Internacional - Norman Schwarzkopf: general aposentado do Exército dos Estados Unidos (a cargo da operação Tormenta do Deserto) - Quentin Tarantino: diretor de cinema, duas vezes ganhador do Oscar - Asia Carrera: atriz pornô e blogueira - Bobby Czyz: boxeador, campeão mundial de peso semipesado (1986) Alguns membros da Mensa: da esquerda para a direita, Isaac Asimov, Norman Schwarzkopf, Quentin Tarantino e Jimmy Savile. Image caption Controvérsias sobre a medição da inteligência Alguns pesquisadores, porém, têm minimizado a importância de fazer parte dessa elite intelectual e contestado a medição do QI. Em um estudo de 2012, cientistas concluíram que não pode haver uma única medida para a inteligência. Segundo eles, resultados de provas de inteligência feitas pela internet com 110 mil pessoas teriam mostrado que a inteligência só pode ser medida com a combinação de resultados de pelo menos três provas separadas - por exemplo, para a memória de curto prazo, raciocínio e habilidade verbal. "Podemos pensar em pessoas que possuam raciocínio pobre, mas têm memórias brilhantes. Ou pessoas que possuam grande habilidade verbal, mas que falham no raciocínio, etc", explicou o médico Roger Highfield, um dos autores do estudo. "Agora podemos dizer, de uma vez por todas, que não há uma única medida que possa captar toda a inteligência das pessoas", afirmou Highfield. Veja as respostas da prova acima. Quantas você acertou? Apesar de já saber que este teste não é determinante. Resposta: 49. Todos são números quadrados. Resposta: G. A ordem das letras são encontradas da direita para a esquerda em uma fila central de um teclado. Resposta: 10. Primeiro, se afastam 8 metros (4x2), depois 6 metros (3x2). As medidas formam os catetos de um triângulo reto imaginário. Seguindo o teorema de Pitágoras, c = √(a2 + b2), sendo "c" a distância final em que se encontram. Resposta: b) RABANETE. Ambos crescem debaixo da terra. Resposta: 15. O número equivale ao número de lugares no alfabeto que separam as letras. Resposta: 12
    Como bichinhos de estimação ajudam alunos a passar nas provas de uma das melhores universidades do mundo

    Como bichinhos de estimação ajudam alunos a passar nas provas de uma das melhores universidades do mundo


    Cachorros, gatos e porquinhos-da-índia são a nova sensação – e a salvação – dos estudantes estressados da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O trabalho de Toby é ajudar os alunos a tratar o estresse St. Catharine's...


    Cachorros, gatos e porquinhos-da-índia são a nova sensação – e a salvação – dos estudantes estressados da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. O trabalho de Toby é ajudar os alunos a tratar o estresse St. Catharine's College Porquinhos-da-índia que ajudam a relaxar, um gato de três pernas e diversos cachorros agora são "funcionários" da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Os bichinhos ajudam os estudantes na época das provas – passar um tempo com os animais ajuda a diminuir o estresse trazido pelos dos exames e melhora o desempenho nas avaliações. No projeto, funcionários de diversas faculdades da universidade adotaram animais para que eles fiquem em contato com os estudantes. Alunos podem tomar um chá com Jasper, o gato malhado, ou levar os cachorros para passear. A universidade diz que os animais demonstram ficar felizes ao ajudar alunos estressados ou com saudade de seus próprios bichinhos de estimação – já que os estudantes da universidade costumam morar no próprio campus. Em um dos eventos com temáticas de gatos, a biblioteca de economia reuniu 140 alunos para conhecer Jasper, o gato Cambridge University/Marshall Library A iniciativa tem funcionado, mesmo que os bichos às vezes demonstrem alguma teimosia - como provou o cachorra Twiglet, que deu uma voltinha com seu "paciente" e depois se recusou a se mexer, provando que o trabalho de ser um "cão relaxante" não era pra ela. O gato Jasper, que não tem uma pena, mora na biblioteca da faculdade de economia há anos. Ele é o "anfitrião" do evento "Chá com Jasper", que às vezes atrai mais de 100 pessoas. Já a faculdade Lucy Cavendish adotou quatro porquinhos-da-índia, que também são um sucesso entre os alunos. Eles podem brincar com os bichinhos no jardim. "É muito bom cuidar deles, eles nos distraem das provas", diz a estudante Laura McClintock. O cocker spaniel inglês Jack também faz parte da equipe de "funcionários" animais, e sua agenda de passeios está sempre cheia. A aluna Nina Jeffs diz que levá-lo para passear foi "como voltar para casa" e ajudou-a a relaxar. Quatro porquinhos-da-índia foram adotados por alunos e funcionário da faculdade Lucy Cavendish Cambridge University Saúde mental Para Stephen Buckley, da entidade Mind, que promove saúde mental, se conectar com a natureza através do cuidado com animais traz uma série de benefícios para a saúde. "Brincar com um bichinho, levar um cachorro para passear ou cuidar de um gato são coisas que ajudam a atenuar uma série de problemas de saúde mental. Ajuda os alunos a se desligar das pressões do dia a dia, a ficar com a mente mais leve e com menos estresse", afirma. A Universidade de Cambridge não é a única instituição inglesa que tem um programa de convivência com animais de estimação. A Universidade de Huddersfield tem uma "sala dos filhotes" onde estudantes podem passar tempo com uma dupla de cães treinados para terapia. Já a Universidade Aberystwyth leva os cães de um centro de acolhida de bichos abandonados para passear no campus e brincar com os alunos. A Universidade de Bath disponibiliza até patos e cabras para os estudantes interagirem. A ong "Pets as Therapy" (Animais como Terapia) promove visitas terapêuticas de bichos a diversas instituições, incluindo hospitais e universidades. Eles afirmam que a época de provas coloca uma pressão enorme dos estudantes e que os bichos ajudam a lidar com a tristeza e a ansiedade, permitindo que os alunos consigam racionalizar a situação. A entidade diz que pesquisas conduzidas com a Universidade de Lincoln sobre a interação entre animais de estimação e pessoas mostra que "alunos recebendo visita de bichinhos tinham um nível de cortisol (hormônio do estresse) bem mais baixo." Jack é adorado por estudantes do Corpus Christi College Cambridge University A faculdade Santa Catarina, na Universidade de Cambridge, tem o caõzinho Toby justamente para isso. No entanto, a tentativa da faculdade Sidney Sussex de implementar o projeto não deu muito certo. A jack russell terrier Twiglet deu apenas uma voltinha com alunos e depois se sentou e não quis mais se mexer – provando que ser um cão de serviço não era para ela. O jornal da faculdade disse que o cachorro estava muito estressado para a função e que foi "aposentado" depois de apenas um dia. A Universidade diz que todos os bichos são muito bem tratados e que "Twiglet não está estressada, está perfeitamente bem. A pior coisa que pode ser dita sobre ela é que tem muita vontade própria." Treinadores dizem que nem todos os cães tem uma personalidade que se adapta a esse tipo de serviço.
    Unicamp 2019: Prazo para pedido de isenção em taxa do vestibular termina nesta segunda-feira; veja critérios

    Unicamp 2019: Prazo para pedido de isenção em taxa do vestibular termina nesta segunda-feira; veja critérios


    Universidade concederá pelo menos 6,7 mil benefícios em três modalidades. Solicitação deve ser feita apenas em página de comissão, até 23h59, e a primeira fase do exame será em novembro. Pedido de isenção da taxa do vestibular 2019 da...


    Universidade concederá pelo menos 6,7 mil benefícios em três modalidades. Solicitação deve ser feita apenas em página de comissão, até 23h59, e a primeira fase do exame será em novembro. Pedido de isenção da taxa do vestibular 2019 da Unicamp termina nesta segunda A Unicamp encerra nesta segunda-feira (21) o prazo para pedidos de isenção na taxa de inscrição do vestibular 2019. Eles devem ser realizados até 23h59 na página da comissão organizadora do exame (Comvest) e a universidade também exige envio de documentos previstos em edital. O valor não foi confirmado pela universidade, mas o coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto, prevê alta de até R$ 5 em virtude de despesas com a implementação do vestibular indígena, e por causa da inflação acumulada no período. Na edição 2018, a taxa estava em R$ 165. Ao todo, três modalidades serão contempladas para concessão do benefício: Candidatos provenientes de famílias de baixa renda (até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio); Funcionários da Unicamp/Funcamp; Candidatos aos cursos de licenciatura em período noturno (ciências biológicas, física, letras, licenciatura integrada química/física, matemática e pedagogia). Entre os pré-requisitos estabelecidos pela Unicamp estão: Ter cursado o ensino médio integralmente em instituições da rede pública (1 e 2); Ser residente e domiciliado no estado de São Paulo e já ter concluído/concluir em 2018 o ensino médio. De acordo com a Comvest, serão oferecidas 6,6 mil isenções na primeira modalidade; 100 na segunda e número ilimitado na terceira. A lista de contemplados será divulgada em 23 de julho. Na edição 2018, a universidade estadual concedeu 8,6 mil benefícios, alta de 15,6% no comparativo com estatísticas do ano anterior. Com isso, ela registrou recorde no total de inscritos e crescimento de 38% na quantidade de matriculados com renda familiar de até dois salários. As inscrições para o vestibular 2019 devem ser feitas de 1º a 31 de agosto, por meio de formulário online. A 1ª fase será em 18 de novembro, e a 2ª entre 13 e 15 de janeiro. Confira calendário. Ao todo, são oferecidas pela Unicamp 3,3 mil vagas em 70 cursos de graduação. Contemplados Quem for beneficiado, segundo a instituição, receberá um comunicado a partir de 23 de julho, exclusivamente via correio eletrônico. A universidade ressalta que a isenção não representa inscrição automática no vestibular 2019 - a ser feita posteriormente com uso de um código. Vista aérea do campus da Unicamp em Barão Geraldo Antoninho Perri/ Ascom/ Unicamp Inclusão social A Unicamp registrou diminuição de estudantes da rede pública aprovados no vestibular 2018 e ficou abaixo da meta de receber 50% dos ingressantes nesta classificação, segundo a Comvest. Por outro lado, houve recorde de matriculados autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Para alcançar este objetivo - por curso e turno - e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Unicamp implementará, a partir desta edição, cotas étnico-raciais e outras mudanças, como a criação de um vestibular indígena e vagas extras para destaques em olimpíadas. Veja alterações. De acordo com site da Unicamp, atualmente há 34,6 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós oferecidos nos campi de Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP). Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Um terço das crianças de 0 a 3 anos mais pobres do Brasil está fora da creche por falta de vaga, diz IBGE

    Um terço das crianças de 0 a 3 anos mais pobres do Brasil está fora da creche por falta de vaga, diz IBGE


    Já entre as crianças mais ricas, problemas como falta de vaga ou falta de uma creche na localidade ou perto de casa só atingem 6,9% do total, segundo dados da Pnad 2017 Educação divulgados nesta sexta-feira. Falta de vagas em creches atinge mais...


    Já entre as crianças mais ricas, problemas como falta de vaga ou falta de uma creche na localidade ou perto de casa só atingem 6,9% do total, segundo dados da Pnad 2017 Educação divulgados nesta sexta-feira. Falta de vagas em creches atinge mais as famílias com renda mais baixa, segundo mostram dados da Pnad 2017 divulgados nesta sexta-feira Prefeitura de Jundiaí/Divulgação Existe uma correlação entre a renda das famílias e a oferta de vagas em creches no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as crianças de 0 a 3 anos que pertencem aos 20% com a renda domiciliar per capita mais baixa do país, 33,9% estão fora da escola porque não existe vaga ou creche perto delas. Já entre no grupo de 20% com a renda mais alta, esse problema só atinge 6,9% das crianças. De acordo com Marina Aguas, coordenadora da pesquisa, existe "uma associação muito forte" entre a renda e a escolaridade da população que começa inclusive na idade pré-escolar. "É uma associação de mão dupla: você não sabe se a renda explica o acesso à escola, ou se o acesso à escola explica a renda", explicou ela, em entrevista ao G1. Marina diz que os dados oferecem detalhes sobre a demanda e a oferta do serviço e podem servir de base para o desenho de políticas públicas adequadas. Ela ressalta, ainda, a importância do acesso à educação na primeira infância. "Existe todo um debate enorme sobre o desenvolvimento cognitivo, da primeira infância, mostrando que o aprendizado nessa idade é muito importante para o futuro." Pnad 2017 Educação: Cresce o nº de jovens que não estudam nem trabalham Pnad 2017 Educação: Brasil ainda não atingiu meta de alfabetização de 2015 Oferecer vaga em creche para todas as crianças não é obrigatório para o governo brasileiro e, segundo os dados, a maior parte dos pais com filhos de 0 a 3 anos afirmaram que seus filhos não estão matriculados por decisão da própria família – entre os bebês de 0 a 1 ano, dois terços dos pais dizem que preferem que eles não frequentem a escola nessa idade. Porém, até 2024, segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil precisa garantir que 50% da população de 0 a 3 anos esteja matriculada em creches. Em 2017, segundo a Pnad, essa taxa aumentou 2,3 pontos percentuais, com cerca de 210 mil novas matrículas, e chegou a 32,7% considerando a média nacional. Porém, essa meta já foi batida, considerando apenas o grupo de 20% das crianças com a renda familiar per capita mais alta do país. Essa previsão faz parte da meta 1 do PNE. O plano foi aprovado em 2014 e tem duração prevista de dez anos. Ele instituiu uma série de indicadores que o país precisa atingir dentro de períodos determinados. Para especialistas, famílias mais pobres devem ser prioridade Especialistas em educação ouvidos pelo G1 dizem que os resultados do Pnad mostram como as políticas públicas ainda não são eficazes para reduzir a desigualdade entre as classes brasileiras. "A creche é hoje uma das etapas mais desiguais da educação, o que ajuda a demonstrar que a injustiça social começa desde os primeiros meses de vida", afirma Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE). "Há uma desigualdade gritante na matrícula, mas, mesmo para as crianças de famílias com menor renda matriculadas, há um problema grave da qualidade do equipamento. O Brasil tem permitido creches com profissionais despreparados, que mais se parecem depósitos de crianças. E isso preciso mudar." Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação, concorda. "Toda pesquisa de acompanhamento do desenvolvimento mostra que é melhor se houver condições a criança ficar próxima da família, ainda mais se a creche tiver péssimas condições, que é o caso da maior parte do Brasil", diz ela. "Em geral as crianças ficam presas numa casinha olhando para o teto branco o tempo inteiro." Priscila lembra que vários estudos já demonstraram que, se as crianças não forem estimuladas nesse período de vida, elas podem ter o seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional afetados e isso pode prejudicar o potencial de aprendizagem no futuro. Os recursos do governo federal para auxiliar os municípios a cumprir a meta, porém, têm caído. Levantamento feito pelo G1 em dezembro mostrou que, entre 2015 e 2017, os repasses para o Brasil Carinhoso, programa para manter crianças pobres de 0 a 48 meses em creches, sofreram queda de 90%. Na época, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) confirmou a redução, mas afirmou que o programa tem ajudado no aumento no aumento das vagas em creches (leia mais). Daniel Cara destaca que, também nessa faixa etária há desigualdades de renda, étnico-raciais e regionais. "A pergunta é: como resolver? É preciso construir creches e pré-escolas para ampliar as matrículas, mas é preciso também mantê-las. O custo de manutenção de uma creche é equivalente ao de construção e quem tem recursos para isso é o governo federal, que tem a obrigação constitucional de apoiar os municípios, o que jamais fez a contento. Isso pode ser resolvido com o novo Fundeb", diz ele, citando o debate sobre as alterações que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) deve passar neste ano no Congresso Nacional, quando pode se tornar permanente. Priscila Cruz ressalta que os critérios socioeconômicos ajudam a explicar a desigualdade entre estudantes pobres e ricos, mas não pode servir como justificativa, e sim como embasamento para políticas públicas. "Quem tem que entrar antes na creche? Quem tem que passar na frente da fila? Tem que ser pelo critério socioeconômico." - Priscila Cruz, Todos pela Educação Metas do PNE descumpridas Já considerando outras faixas etárias, o Brasil segue com duas metas descumpridas: outra parte da meta 1 estipulou que, em 2016, o país universalizasse as matrículas das crianças de 4 a 5 anos na pré-escola. A medida é obrigatória, porém ainda não foi cumprida pelas redes municipais de ensino, responsáveis pela escolaridade nessa faixa etária. De acordo com a Pnad 2017 Educação, 91,7% das crianças de 4 a 5 anos estavam matriculadas na escola no ano passado. A taxa de atendimento, porém, varia conforme a região do país: Para Priscila Cruz, os dados mostram um avanço entre 2016 e 2017 (de 90,2% para 91,7%), mas esse resultado não necessariamente representa a expansão de matrículas, mas é um reflexo natural da queda da taxa de natalidade. "Aumentou não pelo aumento de vagas, mas porque está nascendo menos crianças", explicou ela. "Isso mostra que não está conseguindo ampliar o número de vagas." Daniel Cara diz que "resolver isso depende de um compromisso inédito da União com a educação básica", mas que o governo federal "fala muito sobre educação e sempre fez pouco. Essa é a verdade". Estagnação no ensino médio Enquanto os índices relativos à meta 1 avançarem de 2016 para 2017, a Pnad mostra que, na meta 3 do PNE, o Brasil ficou estagnado de um ano para o outro. Em 2017, a porcentagem de adolescentes de 15 a 17 anos matriculados na escola ficou estável em 87,2%. Porém, assim como as crianças de 4 a 5, o país já deveria ter atingido a universalização das matrículas em 2016. A estagnação, segundo Marina, deixa o Brasil ainda mais longe da meta. "Na universalização a gente não alcançou a meta intermediária, tinha que fazer um esforço maior", explica Marina. Além desse índice quantitativo, a meta 3 também tem outra expectativa, de ordem qualitativa: garantir que, até 2024, 85% dos adolescentes de 15 a 17 anos não só estejam matriculados na escola, mas também estejam cursando a série adequada para sua idade. Esse índice é conhecido como "taxa de frequência escolar líquida" e, entre 2016 e 2017, ele também permaneceu estável, com uma variação de 68% para 68,4% que, em termos estatísticos, a Pnad não considera um avanço. Atraso começa no ensino fundamental De acordo com o IBGE, a taxa de frequência líquida da meta 3 se refere ao ensino médio, mas os problemas que ela precisa corrigir começam ainda no ensino fundamental. "Elas já chegam atrasadas no ensino médio, não pode olhar o médio sozinho, senão ele fica como culpado de tudo", explicou Marina. Os dados mostram que, nos anos iniciais do ensino fundamental, em que idealmente deveriam estar matriculadas as crianças de 6 a 10 anos de idade, a taxa ajustada de frequência ficou próxima acima de 95% entre homens e mulheres, e também entre brancos, pretos e pardos. Ainda segundo a Pnad, a taxa de escolarização bruta também já foi praticamente universalizada, ou seja, praticamente todas as crianças nessa faixa etária estão estudando. Mas, nos anos finais do ensino fundamental, que devem ser cursados na idade ideal de 11 a 14 anos, a taxa de frequência líquida cai para 85,6%, e as disparidades de gênero e raça aumentam. Já no ensino médio, essas desigualdades acabam se acentuando, e reduzindo a taxa média nacional. Em 2017, mais de um terço dos estudantes homens e da população preta e parda de 15 a 17 anos estava matriculadas em uma série mais atrasada em relação à que tinham. Compreensão 'sistêmica' "Os dados da Pnad mostram que o país está perdendo fôlego, que os estudantes vão abandonando a escola etapa a etapa, e o governo focalizou e prejudicou justo a última. Isso é resultado de nossa baixíssima cultura pedagógica", afirma Daniel Cara. Segundo ele, há dois problemas estruturais na gestão da educação que refletem nos resultados de estagnação ou avanço lento em todos os níveis de ensino. O primeiro deles é o fato de que a educação básica precisa ser pensada "em uma compreensão sistêmica", da creche ao ensino médio. A segunda é parar de esperar resultados imediatos das políticas. "Educação básica é uma espécie de maratona de revezamento, na qual as escolas e os professores devem trabalhar os alunos a cada etapa, pensando na outra, em um processo cumulativo e crescente, interessante. Ocorre o oposto. As gestões pensam que educação é uma corrida de 100 metros, querem o resultado imediato e ele não vem."
    Fatec de Tatuí promove evento 'Circuito Tecnológico' a partir desta segunda-feira

    Fatec de Tatuí promove evento 'Circuito Tecnológico' a partir desta segunda-feira


    Com o tema “O Futuro da Inovação”, feira será realizada até o dia 25 de maio. Interessados em participar das atividades devem se inscrever pelo site. Fatec de Tatuí promove evento a partir desta segunda-feira Divulgação Com o tema “O...


    Com o tema “O Futuro da Inovação”, feira será realizada até o dia 25 de maio. Interessados em participar das atividades devem se inscrever pelo site. Fatec de Tatuí promove evento a partir desta segunda-feira Divulgação Com o tema “O Futuro da Inovação”, a Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Tatuí (SP) promove a partir desta segunda-feira até o dia 25 de maio realiza o Circuito Tecnológico (Cite). Interessados em participar das atividades devem se inscrever pelo site. A programação inclui palestras, minicursos, apresentação de planos de negócios e exposição de trabalhos. O evento tem também como objetivo aproximar as indústrias da região da faculdade. Confira a programação completa Um dos temas que serão discutidos durante as atividades é a aplicação do conceito de indústria 4.0, caracterizada pela integração e controle da produção. Ao apresentar as tecnologias disponíveis no mercado, a ideia é mostrar aos estudantes algumas propostas para melhorar o processamento de produtos. O Cite será realizado das 8h às 11h, das 14h às 17h e das 19h às 22h. A Fatec está localizada às margens da Mário Batista Mori, nº 971, Jardim Aeroporto. Veja mais notícias no G1 Itapetininga e Região
    Projeto 'Unicamp de Portas Abertas’ recebe 40 mil estudantes neste sábado

    Projeto 'Unicamp de Portas Abertas’ recebe 40 mil estudantes neste sábado


    Na 14ª edição do evento, os alunos do ensino médio conheceram e tiraram dúvidas sobre os cursos oferecidos na instituição. Estudantes de todo o país participaram do 'UPA', neste sábado O projeto "Unicamp de Portas Abertas" (UPA) recebeu a...


    Na 14ª edição do evento, os alunos do ensino médio conheceram e tiraram dúvidas sobre os cursos oferecidos na instituição. Estudantes de todo o país participaram do 'UPA', neste sábado O projeto "Unicamp de Portas Abertas" (UPA) recebeu a visita de 40 mil alunos de ensino médio, entre os períodos da manhã e da tarde deste sábado (19). Na 14ª edição do evento, os estudantes receberam mais informações sobre os cursos oferecidos pela universidade. Estudantes participam da 14ª edição do 'Unicamp de portas Abertas', em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Cerca de 90% dos alunos que visitaram a instituição do Estado de São Paulo. No estacionamento da universidade, 900 ônibus de 650 escolas estavam presentes para o dia de atividades, palestras, oficinas e apresentações culturais. Estudantes participam de experimento científico no projeto ' Unicamp de Portas Abertas', em Campinas (SP) Reprodução/EPTV Na área de física, os professores apresentaram uma aula de experimento científico. O mau tempo que atingiu Campinas na tarde desta sábado interferiu no evento. Os participantes precisaram correr para fugir do vento e da chuva, mas as atividades aconteceram normalmente. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

    MPT dá 15 dias para Unimep comprovar pagamento aos funcionários; descumprimento gerará multa


    Adunimep enviou notificação à Procuradoria do Trabalho para avisar que vencimentos não foram quitados. O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu prazo de 15 dias para a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) comprovar que realizou o...

    Adunimep enviou notificação à Procuradoria do Trabalho para avisar que vencimentos não foram quitados. O Ministério Público do Trabalho (MPT) deu prazo de 15 dias para a Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) comprovar que realizou o pagamento dos funcionários no quinto dia útil deste mês. O despacho foi emitido após uma notificação da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep) à Procuradoria do Trabalho de que os vencimentos de abril não foram quitados. O pagamento no quinto dia útil é um dos acordos feitos no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre a mantenedora da universidade, o Instituto Educacional Piracicaba da Igreja Metodista (IEP), e o MPT em 7 de março deste ano. O TAC prevê que o descumprimento de qualquer ponto gerará multa de R$ 50 mil. O despacho da procuradora Clarissa Schinestsck foi assinado no dia 14 deste mês. Ela cobra a apresentação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) atualizado da universidade, uma planilha com nome, CPF, função e salário de todos os funcionários e comprovante bancário de pagamento. Multa Segundo o MPT, se algum dos pontos do TAC forem descumpridos, a execução da multa poderá ser requerida à Justiça com o fim do prazo de todos os itens do acordo. Como alguns pontos tem prazo até o início de junho, é a partir desta data que a procuradoria irá cobrar judicialmente. O presidente da Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano (Afiep) e procurador do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar Piracicaba (Saaep), Deivid Wesley Marques, relatou nesta quinta-feira (17) que além do atraso no salários, não foram pagos vale-alimentação e refeição dos dois últimos meses, e que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não está sendo depositado em dia. O TAC O TAC com o MPT foi firmado pela instituição no dia 7 de março. A Unimep se comprometeu a pagar os salários dos funcionários até o quinto dia útil do mês e regularizar, em 90 dias, o recolhimento do FGTS. O IEP também se comprometeu a acertar o 13º de todos funcionários imediatamente, fornecer cesta básica e pagar o vale-alimentação com prazo de três meses. Está prevista multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento de cada termo do acordo. O TAC foi firmado após sete audiências no MPT com funcionários e representantes da mantenedora da universidade, o Instituto Eduacional Piracicabano da Igreja Metodista (IEP). Os debates, que partiram de uma denúncia formalizada pelos trabalhadores, começaram em 18 de maio do ano passado. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba.

    Celpe-Bras, o exame de proficiência em português do Brasil, será realizado em outubro; veja edital


    Em 2018, pela primeira vez, exame de proficiência de estrangeiros em português brasileiro não será aplicado em duas edições semestrais; inscrições começam em 18 de junho. O Celpe-Bras, exame que mede a proficiência de estrangeiros em português...

    Em 2018, pela primeira vez, exame de proficiência de estrangeiros em português brasileiro não será aplicado em duas edições semestrais; inscrições começam em 18 de junho. O Celpe-Bras, exame que mede a proficiência de estrangeiros em português brasileiro, será realizado entre os dias 1º e 5 de outubro. Neste ano, pela primeira vez, a prova terá apenas uma edição. O edital com as regras foi divulgado na edição desta sexta-feira (18) do "Diário Oficial da União" (baixe o edital em pdf). Veja o calendário do Celpe-Bras: Inscrições: 18 de junho a 13 de julho (segundo o edital, cada posto aplicador etm um limite de vagas para participantes Entrega do comprovante de pagamento da taxa de inscrição: até 18 de julho, presencialmente no posto aplicador Confirmação das inscrições: entre 18 de junho e 23 de julho Aplicação da prova oral: entre 1º e 5 de outubro (o dia e horário de cada participante será agendado pelo posto aplicador após a confirmação da inscrição) Aplicação da prova escrita: 1º de outubro, no período da manhã 87 postos aplicadores pelo mundo De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), neste ano o Celpe-Bras será realizado em 28 postos aplicadores no Brasil e 59 no exterior, em instituições privadas ou vinculadas ao Itamaraty. A taxa de inscrição do exame é definida em cada posto aplicador, mas deve ser de no máximo R$ 200 nos postos brasileiros e de 100 dólares (cerca de R$ 370) nos postos do exterior. Níveis de proficiência Ao contrato de exames seletivos, como o Enem, ou de outros exames de língua específicos para cada nível de proficiência, o Celpe-Bras não "aprova" ou "reprova" os participantes. Existe apenas um tipo de prova e, dependendo da pontuação, o participante é classificado em um de cinco níveis de proficiência: Nível avançado superior: pontuação de 4,26 a 5,00 Nível avançado: pontuação de 3,51 a 4,25 Nível intermediário superior: pontuação de 2,76 a 3,50 Nível intermediário: pontuação de 2,00 a 2,75 Sem certificação: pontuação de 0,00 a 1,99 20 anos de Celpe-Bras Em 2018, o exame de proficiência em português oferecido pelo governo brasileiro completa 20 anos. De acordo com o Inep, responsável pela aplicação do Celpe-Bras desde 2009, nos últimos oito anos o exame teve mais de 68 mil participantes (veja abaixo):
    Unicamp abre processo disciplinar para investigar aluno detido após denúncias de assédio e atos obscenos

    Unicamp abre processo disciplinar para investigar aluno detido após denúncias de assédio e atos obscenos


    Rapaz foi levado para delegacia de Campinas na madrugada de terça-feira e foi reconhecido por cinco vítimas, diz Polícia Civil. Apuração da universidade será feita por comissão e prazo inicial é de 20 dias. Estudante da Unicamp ao chegar ao...


    Rapaz foi levado para delegacia de Campinas na madrugada de terça-feira e foi reconhecido por cinco vítimas, diz Polícia Civil. Apuração da universidade será feita por comissão e prazo inicial é de 20 dias. Estudante da Unicamp ao chegar ao 4ª Distrito Policial, em Campinas Reprodução/EPTV O Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (Imec) da Unicamp abriu, nesta sexta-feira (18), um processo disciplinar para investigar o universitário detido na terça-feira, após ser denunciado por assédio e atos obscenos contra alunas da instituição, em Campinas (SP). Segundo a Unicamp, o processo será coordenado por uma comissão com três professores. Os trabalhos devem ser concluídos em até 20 dias, mas o regimento geral permite a prorrogação. Desde que o caso veio à tona, pelo menos cinco vítimas foram identificadas, informou a Polícia Civil. Três delas na madrugada de terça-feira, quando o rapaz foi detido, e duas que registraram boletins complementares. Um inquérito foi aberto pelo 7º Distrito Policial, no distrito de Barão Geraldo. "O estudante será chamado para prestar depoimento e a comissão também ouvirá as testemunhas de acusação e defesa. Caso as acusações sejam confirmadas, as penalidades previstas no Regimento Geral vão de advertência a expulsão", informa texto da assessoria da universidade. O G1 não conseguiu contato com aluno ou advogado dele até esta publicação. Alunas da Unicamp prestaram depoimentos sobre suposto assédio Reprodução/EPTV Como ele agia? De acordo com a Polícia Civil, o estudante agia sempre da mesma forma: as alunas eram chamadas por ele no estacionamento durante um suposto pedido de informações e, quando elas se aproximavam, percebiam que o rapaz estava se masturbando ao lado de um carro preto. O universitário foi conduzido por policiais militares ao 4º Distrito Policial, Taquaral, após eles serem acionados por seguranças do campus. Na ocasião, os funcionários preferiram não comentar o caso. Ações de segurança A assessoria da Unicamp destacou que, em 2017, instituiu a Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) para desenvolver ações para melhorias de vivência e segurança, entre elas, um mapeamento das ocorrências registradas e intensificação de rondas em horários e locais específicos mais vulneráveis. Em outro trecho, a universidade lembrou ações criadas por meio do Programa Campus Tranquilo, incluindo um aplicativo que permite a comunicação direta da comunidade interna com a equipe de vigilância interna, e aperfeiçoamento da iluminação da área em Barão Geraldo. Além disso, frisou que há serviço de escolta quando requisitado, dentro do campus, e convênio com a Prefeitura para monitoramento de veículos que acessam a área interna, por meio de câmeras. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    População da Paraíba tem 518 mil analfabetos, aponta estudo do IBGE

    População da Paraíba tem 518 mil analfabetos, aponta estudo do IBGE


    Taxa de analfabetismo paraibana é de 16,5%. Cerca de 75% dos analfabetos paraibanos são negros. Educação de Jovens e Adultos tem ajudado a mudar o cenário do analfabetismo na Paraíba Secom-JP/Divulgação Mais de 518 mil paraibanos com 15 anos...


    Taxa de analfabetismo paraibana é de 16,5%. Cerca de 75% dos analfabetos paraibanos são negros. Educação de Jovens e Adultos tem ajudado a mudar o cenário do analfabetismo na Paraíba Secom-JP/Divulgação Mais de 518 mil paraibanos com 15 anos ou mais são analfabetos na Paraíba. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua sobre a Educação feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) . De acordo com o estudo, a taxa de analfabetismo registrada na Paraíba é de 16,5%. O dado mostra que houve um crescimento aproximado de 13 mil novos analfabetos no grupo pesquisado de 2016 para 2017, provocando o aumento percentual de 16,3% para 16,5% do total da taxa de analbetismo. O problema é ainda maior quando é feita a divisão por cor ou raça. A Pnad da Educação mostra que do total da população pariabana analfabeta com 15 anos ou mais, 388 mil são somente de pretos ou pardos. Em dados percentuais, cerca de 75% do analfabetos da Paraíba são negros. A taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos é 18,2% enquanto entre brancos é de 13%, uma menor inclusive que a geral registrada no estado. Dados de João Pessoa A Pnad Educação de 2017 também apontou que João Pessoa tem 37 mil pessoas que não sabiam ler ou escrever. A taxa de analfabetismo da capital paraibana é 5,7%. A discrepância na formação educacional entre na divisão por cor ou raça é uma constante também em João Pessoa. Enquanto a taxa de analfabetismo entre brancos é de 3,5% em João Pessoa, entre pretos ou pardos é 6,8%, superior ao da cidade. Nacional e regional A taxa de analfabetismo na Paraíba encontrada em 2017 é o dobro da registrada no Brasil e um pouco maior do que a média do Nordeste, que por sua vez, é a região do pais com a maior taxa de pessoas que não sabem ler ou escrever. Enquanto na Paraíba foi de 16,5%, a média de analfabetismo brasileira encontrada pelo IBGE foi de 7% e a média nordestina foi 14,5%.
    Aluna com fuzil em fotos de formatura gera grande debate sobre liberdade nos EUA

    Aluna com fuzil em fotos de formatura gera grande debate sobre liberdade nos EUA


    Kaitlin Bennett defende o direito de usar armas pesadas, inclusive metralhadoras, nas ruas e na universidade Kaitlin Bennett defende o direito de usar armas pesadas, inclusive metralhadoras, nas ruas e na universidade Reprodução/Instagram Uma...


    Kaitlin Bennett defende o direito de usar armas pesadas, inclusive metralhadoras, nas ruas e na universidade Kaitlin Bennett defende o direito de usar armas pesadas, inclusive metralhadoras, nas ruas e na universidade Reprodução/Instagram Uma mulher que posou para suas fotos de formatura nos Estados Unidos, com um rifle pendurado nas costas, gerou um debate acalorado sobre liberdade pessoal, "privilégio branco" e porte de armas. Kaitlin Bennet se formou em biologia pela universidade de Kent State, em Ohio. No dia seguinte, a jovem de 22 anos voltou ao campus da faculdade com um rifle AR-10, arma semiautomática, para posar para fotografias, enquanto segurava o chapéu de formatura em que podia ser lido: "Venha pegar". Bennet, que depois postou as fotos no Twitter, disse que estava protestando contra a política da universidade de proibir estudantes, professores e funcionários de carregar "armas letais" no campus, ao mesmo tempo em que permite que "convidados" portem armas nas áreas externas da instituição de ensino. Ela destacou que Kent State foi o local onde "quatro estudantes não identificados foram mortos a tiros pelo governo" - uma referência a um episódio de 1970 quando soldados confrontaram manifestantes contrários à Guerra do Vietnã, disparando tiros que atingiram 13 pessoas. O tuíte dela foi compartilhado por mais de 4.800 pessoas e recebeu 19.000 curtidas, gerando uma onda de comentários positivos e negativos. Em postagens posteriores, Bennet se explicou. Defesa pessoal No Facebook, a jovem disse que estava promovendo o "direito de se defender". Ativistas favoráveis às armas costumam defender o fim de "zonas livres de armamentos" e legislações que permitam que cidadãos "cumpridores da lei" possam usar armas tanto em ambientes fechados quanto em áreas externas. Eles argumentam que isso reduziria o número de fatalidades em atentados com armas. Bennet disse que escolheu um AR-10 - versão mais poderosa do rifle AR-15, que foi usado nos últimos tiroteios em escolas americanas - porque a arma combinava com seu vestido branco e seu sapato de salto. "Como mulher, eu me recuso a ser uma vítima e a Segunda Emenda da Constituição garante que eu não preciso ser uma", tuitou. Críticos rebateram dizendo que, ao mesmo tempo em que a Constituição garante o direito a ter armas, este direito pode ser regulado. Armas automáticas, como as usadas pelo Exército, já foram proibidas para porte de cidadãos nas ruas. Mas Bennet defende que as metralhadoras deveriam permitidas. Privilégio branco? Uma das críticas a Bennet foi a de que, por ser branca, ela pode ter o "luxo" de carregar uma arma em público, enquanto minorias étnicas - que já são alvo de discriminação e suspeição- arriscariam provocar uma resposta violenta das autoridades. Em 2016, Philando Castile, um homem negro, foi morto a tiros por um policial de Minnesota durante uma blitz de trânsito, após informar que possuía uma arma licenciada no carro. Bennet respondeu a essas críticas dizendo que curte o "privilégio branco" de poder carregar seu rifle sem medo de sofrer "racismo flagrante". "Eu acho que é muito ofensivo às minorias", disse ela numa entrevista à Fox News, na quinta. "Eu não acho que coisas ruins deveriam acontecer com eles." Mas a jovem acrescentou que foi escoltada durante as fotos por um segurança negro da universidade e que liderou uma manifestação no campus, em abril, pelo direito ao uso de arma que contou com a participação de alguns negros donos de AR-15. Segundo ela, não houve incidentes durante essa manifestação. "Tirania do governo" O trecho das postagens de Bennet que causou mais polêmica foi a menção ao tiroteio de 1970, em Kent State, que gerou protestos em massa nos Estados Unidos e serviu de combustível aos movimentos contrários à Guerra do Vietnã. Uma fotografia vencedora do prêmio Pulitzer que mostrou uma mulher em desespero ajoelhada sobre um estudante à beira da morte se tornou uma das imagens mais marcantes daquele período. Laura Hudson, editora de cultura do site The Verge, perguntou à sua mãe - que estava presente no tiroteio de Kent State - o que ela achava das visões de Bennet. "Se essa mulher visse outros seres humanos morrerem na frente dela, talvez não fosse tão enfática na defesa do uso de armas", afirmou. "Se os estudantes da universidade de Kent State tivessem armas naquele dia, o massacre seria ainda maior. Muitas pessoas de ambos os lados teriam morrido. E quando você presencia alguém morrendo na sua frente, sangrando até a morte, isso muda você para sempre." Os comentários de Bennet, porém, refletem uma corrente popular de pensamento entre pessoas que defendem o direito a armas. Para esse grupo, a Segunda Emenda da Constituição americana não serve apenas para defender o direito à autodefesa. Seria também um "baluarte" contra a "tirania do governo". De acordo com essa visão, os autores da Constituição elaboraram a Segunda Emenda para permitir que cidadãos armados lutem caso o governo atente contra seus direitos. É uma corrente difundida entre grupos de extrema direita e também propagada pelos fabricantes de armas quando promovem seus produtos. Por causa da publicidade que recebeu com as postagens no Twitter e Facebook, Bennet diz que recebeu uma proposta de emprego de um fabricante de armas baseado em Ohio chamado Blue Target Firearms. Ela afirma que continuará a defender o direito de usar armas em Kent State e em outras partes dos Estados Unidos.
    Enem 2018 chega a 6 milhões de candidatos; inscrições terminam às 23h59

    Enem 2018 chega a 6 milhões de candidatos; inscrições terminam às 23h59


    Taxa de inscrição é de R$ 82. Aqueles que conseguiram a isenção também devem se inscrever. Enem 2018 abre inscrições Reprodução O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 recebeu, até as 11h40 desta sexta-feira (18), 6 milhões de...


    Taxa de inscrição é de R$ 82. Aqueles que conseguiram a isenção também devem se inscrever. Enem 2018 abre inscrições Reprodução O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 recebeu, até as 11h40 desta sexta-feira (18), 6 milhões de inscrições. É possível se candidatar para fazer a prova somente até as 23h59, quando se encerra o prazo. Basta entrar no site e digitar o número do CPF e do RG, para que seja criada uma senha. Também é preciso informar um número de celular e um e-mail válidos. Confira aqui o passo a passo. No caso dos estudantes que terão de pagar R$ 82 para se inscrever, o prazo máximo para quitar o boleto bancário é o dia 23 de maio. Mesmo que haja um feriado regional e os bancos não funcionem, a data-limite não será alterada, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). São necessários de 3 a 5 dias úteis após o pagamento para que o site do Enem registre que a participação na prova está confirmada. Isentos também devem se inscrever Bolsistas da rede privada, estudantes de escola pública e participantes de programas sociais, por exemplo, puderam solicitar a isenção da taxa de inscrição. O resultado dos pedidos foi divulgado em 23 de abril. No caso dos concluintes do 3º ano do ensino médio da rede pública, o sistema de inscrição dará a isenção automaticamente, mesmo que o candidato tenha se esquecido de solicitá-la antes. BAIXE O APP G1 ENEM LEIA REDAÇÕES NOTA MIL NO ENEM 2017 VEJA O PASSO A PASSO DA INSCRIÇÃO Enem: saiba as principais informações sobre o exame Datas das provas O Enem acontecerá em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro: 04/11: 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e redação. Duração: 5h30 11/11: 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. Duração: 5h (30 minutos a mais do que em 2017) Horários das provas Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Encerramento das provas: 19h (primeiro dia) e 18h30 (segundo dia)

    Cresce o número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham


    Dados sobre educação da Pnad divulgados nesta sexta mostram que, entre 2016 e 2017, o desemprego aumentou a quantidade de jovens que não trabalham, mas o número de pessoas nessa faixa etária que só estudam ficou estável. IBGE: 25 milhões de...

    Dados sobre educação da Pnad divulgados nesta sexta mostram que, entre 2016 e 2017, o desemprego aumentou a quantidade de jovens que não trabalham, mas o número de pessoas nessa faixa etária que só estudam ficou estável. IBGE: 25 milhões de jovens estavam fora da escola em 2017 Em 2017, o Brasil tinha 48,5 milhões de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, mas 11,1 milhões delas não trabalhavam e também não estavam matriculadas em uma escola, faculdade, curso técnico de nível médio ou de qualificação profissional. Conhecido como 'nem-nem', esse grupo representava 23% do total de jovens brasileiros no ano passado, e aumentou em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgados na manhã desta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Brasil ainda não atingiu meta de alfabetização de 2015 Geração 'nem-nem' De acordo com os números, a variação entre 2016 e 2017 foi de 619 mil jovens de 15 a 29 anos a mais nessa condição – em 2016, 21,8% das pessoas nessa faixa etária estavam no grupo 'nem-nem'. Ao G1, Marina Aguas, coordenadora da pesquisa, ressaltou que os dados apresentam um "estudo ampliado", ou seja, não consideram apenas se a pessoa está matriculada no ensino regular, mas também em outros tipos de educação informal, como os cursos pré-vestibulares, curso técnico de nível médio ou um curso de qualificação profissional. Redução da ocupação De acordo com o estudo, entre 2016 e 2017 o número de jovens estudando permaneceu estável, o que ocorreu foi uma "redução da ocupação": tanto a porcentagem da população ocupada nessa faixa etária recuou de 35,7% para 35% quanto a de jovens que estudavam e trabalhavam, que caiu de 14% para 13,3%. Entre as diferentes faixas etárias da juventude, os índices se mantiveram estáveis entre os adolescentes de 15 a 17 anos e entre 25 e 29 anos, mas aumentou entre quem tem de 18 a 24 anos. Abaixo da meta De acordo com a meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, 33% das pessoas entre 18 e 24 devem estar matriculadas no ensino superior. Em 2017, essa porcentagem foi de 23,2%, e se manteve estável em relação a 2016, segundo a Pnad. No total, 25,1 milhões de jovens, não estavam matriculados em 2017 em nenhum tipo de curso de ensino regular, pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional, mas não haviam concluído uma graduação, ou seja, ainda tinham o ensino superior incompleto. Desses, 64,2% eram pessoas de cor preta e parda, segundo a Pnad. "De 2016 para 2017, foram 343 mil pessoas a mais nessa situação, equivalendo a um aumento de 1,4% desse grupo", diz a pesquisa. Diferenças de gênero A Pnad também oferece dados sobre os motivos dados pelas pessoas para não estarem estudando. Do total de pessoas nessa situação, 7,4% afirmaram que já haviam concluído o nível de esnino que desejavam. Mas os demais motivos tiveram respostas variáveis de acordo com o sexo Entre os homens, 49,4% afirmaram que as razões eram ou porque trabalhavam, ou porque estavam buscando emprego ou já conseguiram trabalho, que começariam em breve. Entre as mulheres, essa justificativa foi usada em 28,9% dos casos. O segundo motivo mais comum para os homens não estudarem é a falta de dinheiro para pagar a mensalidade, o transporte, o material escolar ou outras despesas educacionais. Ele foi apontado por 24,2% dos homens e 15,6% das mulheres. Cuidados com os filhos e a casa Por outro lado, entre as mulheres, o segundo motivo mais citado para estarem fora da sala de aula é ter que cuidar dos afazeres domésticos ou de criança, adolescente, idosos ou pessoa com necessidades especiais. Essa razão foi apontada apenas por 0,7% dos homens. Marina Aguas explica que esse tipo de cuidado doméstico ou com a família, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), configura trabalho. "Isso hoje em dia é considerado trabalho no seu sentido ampliado. Se a pessoa vai trabalhar, ela tem que pagar alguém para fazer esse serviço, então isso é um produto, de alguma forma. Não é um trabalho do mercado, mas você pode dar um valor a ele. Ainda mais com a população envelhecendo", diz ela.

    Brasil ainda não atingiu meta de redução de analfabetismo fixada para 2015


    Meta do Plano Nacional de Educação era que taxa de analfabetismo fosse de 6,5% em 2015, mas, em 2017, ela foi de 7%, segundo dados da Pnad divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos, segundo pesquisa do IBGE Mesmo...

    Meta do Plano Nacional de Educação era que taxa de analfabetismo fosse de 6,5% em 2015, mas, em 2017, ela foi de 7%, segundo dados da Pnad divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. Brasil tem 11,5 milhões de analfabetos, segundo pesquisa do IBGE Mesmo dois anos depois do prazo, o Brasil ainda não conseguiu atingir a meta de redução do analfabetismo fixada para 2015, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2017, divulgados na manhã desta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cresce o número de jovens que não estudam nem trabalham Segundo a meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, em 2015 o Brasil deveria ter até 6,5% da população com 15 anos ou mais sem saber ler ou escrever um bilhete simples. Porém, naquele ano, essa taxa foi de 7,7%. Em 2016, ela baixou para 7,2% e, no ano passado, segundo os dados recém-divulgados, ela caiu menos, para 7%, e ainda segue acima da meta. O PNE prevê, ainda, que o Brasil erradique o analfabetismo até 2024. O percentual indica que há 11,5 milhões de analfabetos no país. A análise dos dados mostra que a desigualdade persiste: a concentração é maior nas regiões Norte e Nordeste, no grupo daqueles com 60 anos ou mais e entre as pessoas que se declaram pretas ou pardas. Confira abaixo a evolução histórica do índice: De acordo com Marina Aguas, coordenadora da pesquisa, três fatores influenciam a taxa de analfabetismo: Demografia: segundo ela, naturalmente as pessoas mais jovens recebem maior escolarização e, por isso, tanto a taxa de analfabetismo quanto a taxa de mortalidade são mais altas entre as pessoas mais velhas; por isso, a redução no índice de analfabetismo segue um caminho natural ano a ano. Acesso ao serviço: as políticas públicas podem, porém, acelerar essa redução, ao garantir que pessoas de todas as faixas etárias sejam alfabetizadas. Faixas etárias fixas: Marina explica que, como os grupos mais jovens são mais escolarizados, conforme eles ficam mais velhos e passam de uma faixa etária à seguinte, eles ajudam a reduzir a taxa média de analfabetismo daquela faixa etária. Desigualdades Os números divulgados nesta sexta mostram que persistem as desigualdades raciais e regionais na escolaridade da população brasileira. Apesar de a taxa de analfabetismo nacional ainda ter ficado fora da meta em 2017, entre a população branca e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a meta fixada para 2015 já foi alcançada. Entre a população preta e parda, a taxa diminuiu em relação a 2016, mas ainda segue sendo maior que o dobro do índice entre os brancos com 15 anos ou mais. Educação de jovens e adultos Um dos fatores que contribui tanto para o analfabetismo quanto para o aumento da escolaridade da população brasileira é a educação de jovens e adultos, conhecida como EJA no Brasil. Entre 2016 e 2017, os dados da Pnad mostram que o número de pessoas matriculadas no EJA para o ensino fundamental cresceu 3,4%. Já o número de estudantes do EJA do ensino médio avançou 10,6% em um ano. "O EJA é muito positivo no momento em que pega as pessoas que acabariam não indo estudar e as coloca para estudar. A gente sabe que educação gera inúmeros benefícios na vida da pessoa. Se a oportunidade no momento ideal não foi aproveita, o EJA incentiva a que volte." Por outro lado, os cursos de alfabetização de adultos tiveram uma queda alta no número de matrículas. Em 2016, 153 mil pessoas faziam um curso de alfabetização, mas em 2017 essa quantidade caiu para 118 mil matrículas. Marina explica que essa queda não necessariamente indica que essas pessoas deixaram de estudar ou de se alfabetizar. Segundo ela, como esse tipo de serviço não é regulamentado e, na maior parte das vezes, é coordenado por iniciativas comunitárias e voluntárias, o EJA, oferecido pelas redes estaduais de ensino, acaba tendo oferta maior e suprindo essa demanda. "A pessoa pode se alfabetizar no próprio EJA. Se essa pessoa tiver uma escola perto e se matricular no EJA, o EJA alfabetiza." EJA e a evasão escolar O IBGE atribui parte dessa grande procura às idades mínimas consideradas baixas do público aceito no EJA. Para se matricular nas turmas de ensino fundamental para jovens e adultos, é preciso que o estudante tenha pelo menos 15 anos de idade. Já para o ensino fundamental no EJA, a idade mínima é 18 anos. A defasagem dos estudantes em relação à série adequada para sua idade, além do crescente desinteresse pela escola, que, segundo Marina Águas, não começa no ensino médio, mas nos anos do fundamental, acabam fazendo com que muitos jovens desistam do ensino regular e acabem optando pelo EJA, quando passam a cumprir o requisito da idade. Marina alerta, ainda, que há características do EJA bastante distintas do ensino regular, principalmente o fato de que 85,2% dos alunos do EJA do ensino fundamental e 86,4% dos matriculados no EJA do ensino médio estudam no período noturno.
    Enem 2018 encerra inscrições nesta sexta-feira (18), às 23h59

    Enem 2018 encerra inscrições nesta sexta-feira (18), às 23h59


    Taxa de inscrição é de R$ 82. Aqueles que conseguiram a isenção também devem se inscrever. Enem 2018 abre inscrições Reprodução As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 terminam nesta sexta-feira, às 23h59. É...


    Taxa de inscrição é de R$ 82. Aqueles que conseguiram a isenção também devem se inscrever. Enem 2018 abre inscrições Reprodução As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 terminam nesta sexta-feira, às 23h59. É necessário entrar no site e digitar o número do CPF e do RG, para que seja criada uma senha. Também é preciso informar um número de celular e um e-mail válidos. Confira aqui o passo a passo. No caso dos estudantes que terão de pagar R$ 82 para se inscrever, o prazo máximo para quitar o boleto bancário é o dia 23 de maio. Mesmo que haja um feriado regional e os bancos não funcionem, a data-limite não será alterada, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). São necessários de 3 a 5 dias úteis após o pagamento para que o site do Enem registre que a participação na prova está confirmada. Isentos também devem se inscrever Bolsistas da rede privada, estudantes de escola pública e participantes de programas sociais, por exemplo, puderam solicitar a isenção da taxa de inscrição. O resultado dos pedidos foi divulgado em 23 de abril. No caso dos concluintes do 3º ano do ensino médio da rede pública, o sistema de inscrição dará a isenção automaticamente, mesmo que o candidato tenha se esquecido de solicitá-la antes. BAIXE O APP G1 ENEM LEIA REDAÇÕES NOTA MIL NO ENEM 2017 VEJA O PASSO A PASSO DA INSCRIÇÃO Enem: saiba as principais informações sobre o exame Datas das provas O Enem acontecerá em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro: 04/11: 45 questões de linguagens, 45 de ciências humanas e redação. Duração: 5h30 11/11: 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. Duração: 5h (30 minutos a mais do que em 2017) Horários das provas Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início das provas: 13h30 Encerramento das provas: 19h (primeiro dia) e 18h30 (segundo dia)
    Professores e funcionários da Unimep relatam novo atraso nos salários e descumprimento de acordo com o MPT

    Professores e funcionários da Unimep relatam novo atraso nos salários e descumprimento de acordo com o MPT


    Categorias também citam falta de repasse no vale-alimentação e refeição e que FGTS não está sendo depositado em dia. Campus da Unimep em Piracicaba: sindicatos dizem que relataram atrasos ao MPT Fernanda Zanetti Professores e funcionários da...


    Categorias também citam falta de repasse no vale-alimentação e refeição e que FGTS não está sendo depositado em dia. Campus da Unimep em Piracicaba: sindicatos dizem que relataram atrasos ao MPT Fernanda Zanetti Professores e funcionários da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) relatam atraso nos salários e descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela instituição com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Também são relatados dois meses de atraso do vale-alimentação e refeição e que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não está sendo depositado em dia. O acordo com a Procuradoria prevê que os repasses dos subsídios devem ser feitos pontualmente, até o 5º dia útil do mês. Presidente da Associação dos Docentes da Unimep (Adunimep), Milton Souto, informou que foi realizada uma assembleia nessa quarta-feira (16), para discussão de pauta de reivindicações, onde foi aprovado um indicativo de greve. A Adunimep vai marcar uma nova assembleia para a próxima semana. "Hoje [quinta-feira] de manhã teve conversa com alunos, no Teatro de Arena, à noite vai ter novamente, pra gente explicar o que vem acontecendo na Unimep", informou Souto Ele diz que o descumprimento do TAC foi informado pela entidade ao MPT e que a categoria também reivindica maior tempo para discussão do projeto pedagógico da universidade. "Eles querem que tudo esteja mais ou menos pronto pra junho, uma primeira versão. E esses projetos levam pelo menos um ano pra gente fazer". Já o presidente da Associação dos Funcionários do Instituto Educacional Piracicabano (Afiep) e procurador do Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar Piracicaba (Saaep), Deivid Wesley Marques, relatou que além do atraso no salários, não foram pagos vale-alimentação e refeição dos dois últimos meses, e que o FGTS não está sendo depositado em dia. "Estamos consultando o Saaep e a Fepaaae (Federação Paulista dos Auxiliares em Administração Escolar), tomaremos uma ação conjunta. Na pauta da semana que vem, temos indicação de uma assembléia dos auxiliares para conversarmos um pouco sobre o que vem ocorrendo e quais ações o sindicato tem tomado para garantir os direitos dos auxiliares administrativos. Na segunda-feira, teremos a data definida de nossa assembléia", afirmou. TAC O TAC com o MPT foi firmado pela instituição no dia 7 de março. A Unimep se comprometeu a pagar os salários dos funcionários até o quinto dia útil do mês e regularizar, em 90 dias, o recolhimento do FGTS. O IEP também se comprometeu a acertar o 13º de todos funcionários imediatamente, fornecer cesta básica e pagar o vale-alimentação com prazo de três meses. Está prevista multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento de cada termo do acordo. O TAC foi firmado após sete audiências no MPT com funcionários e representantes da mantenedora da universidade, o Instituto Eduacional Piracicabano da Igreja Metodista (IEP). Os debates, que partiram de uma denúncia formalizada pelos trabalhadores, começaram em 18 de maio do ano passado. Contatatados, o IEP e a Unimep não emitiram posicionamento até a publicação desta reportagem. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba.
    'Ser professor não é um emprego': a frase que norteou a revolução na educação de um país asiático

    'Ser professor não é um emprego': a frase que norteou a revolução na educação de um país asiático


    Singapura passou a liderar rankings educacionais globais após reforma curricular e valorização da profissão docente, explica porta-voz em visita ao Brasil. Pessoas caminham por distrito comercial de Singapura Edgar Su/Reuters/Arquivo Entre os anos...


    Singapura passou a liderar rankings educacionais globais após reforma curricular e valorização da profissão docente, explica porta-voz em visita ao Brasil. Pessoas caminham por distrito comercial de Singapura Edgar Su/Reuters/Arquivo Entre os anos 1950 e 60, Singapura era um pequeno entreposto comercial, com uma população majoritariamente analfabeta e empobrecida. Hoje, poucas décadas mais tarde, é um hub financeiro internacional que lidera o mais importante ranking mundial de educação. Na faixa etária de 15 anos, os estudantes de Singapura foram os que tiveram melhor desempenho em matemática, ciência e leitura na mais recente avaliação do PISA, exame internacional em que o Brasil ainda se mantém estagnado nas posições mais baixas. Essa transformação na educação singapuriana teve como norte uma ideia: "Ser professor não é um emprego, é uma profissão responsável por moldar as futuras gerações. Tratamos os professores como joias", explicou Goh Chor Boon, gerente-geral da Universidade Tecnológica de Nanyang, que abriga o Instituto Nacional de Educação de Singapura. Goh esteve no Brasil neste mês para explicar o salto educacional de seu país em um seminário promovido pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Itaú Social. Na prática, disse Goh, a abordagem significou elevar o status dos professores em Singapura: eles passaram a ser escolhidos entre os 5% dos alunos com o melhor desempenho acadêmico do país e tiveram equiparação salarial inicial com outras profissões de prestígio. "Um novo professor tem a mesma remuneração que um novo advogado ou médico no serviço público", explicou Goh durante o seminário. Há também bônus por desempenho em sala de aula, que pode ser de quatro a cinco salários. Ao avançar na carreira, o professor pode se tornar, por exemplo, pesquisador em educação ou mentor. Em troca, é exigido que os docentes entreguem "profissionalismo, paixão e gana de moldar o futuro da nação", além de encararem a profissão como uma "missão" - a de formar alunos autônomos em seu aprendizado "que possam sobreviver em qualquer lugar do mundo". Também cabe aos professores manter uma formação constante: segundo Goh, eles passam, obrigatoriamente, por 100 horas anuais de treinamento, para se atualizarem com as práticas de ensino mais eficientes e modernas. A "sinergia" entre o Ministério da Educação, as instituições de ensino superior e as escolas têm a missão de garantir que os docentes desenvolvam e apliquem pedagogias inovadoras e cada vez mais voltadas a "valores e à resolução de problemas da vida real". "Os professores têm de ser alunos a vida inteira", argumentou o singapuriano. "Quando eles param de aprender, o ensino sofre." Rápida mudança Para entender o sistema educacional e seu rápido processo de reforma, é preciso voltar no tempo na história de Singapura. Antiga colônia britânica, a cidade-Estado começou a se autogovernar em 1959. Em 1963, passou a fazer parte da Malásia, mas tornou-se independente apenas dois anos depois. Até essa época, a educação era restrita à elite. O então premiê Lee Kuan Yew, fundador do Estado de Singapura, viu a educação universalizada como uma forma de unificar o país (pequeno, porém multiétnico - formado sobretudo por pessoas de origens chinesa, malaia e indiana) e prover mão de obra para o avanço econômico que viria em seguida. Uma nova reforma, em 1997, procurou novamente adaptar o ensino à economia tecnológica e financeira em que o país - desprovido de recursos naturais e obrigado a importar desde comida e água até areia para a construção civil - passou a se destacar. Foi criada, então, a política de "escolas pensantes, nação aprendiz", com um currículo baseado na ideia de que todas as crianças têm potencial a ser desenvolvido, de valorização da diversidade e de inteligência emocional e social. É, segundo Goh, um sistema "pragmático", abordagem que o país usou para enfrentar o pós-colonialismo britânico e unificar o país. "A nação decidiu deixar o legado colonialista, mas adotamos o (idioma) inglês, obrigatório em todas as escolas." Deixaram de existir escolas específicas para grupos étnicos, e todo o sistema passou às mãos do Estado - não há, segundo Goh, escolas privadas em Singapura. Pressão excessiva Vale destacar, porém, que Singapura tem características únicas, que tornam comparações internacionais difíceis. A pequena ilha abriga 5,8 milhões de pessoas, menos da metade da população da cidade de São Paulo. O sistema de governo é altamente centralizado e de caráter autoritário - o mesmo partido domina a política singapuriana desde a independência, dando pouco espaço a manifestações por parte da oposição ou da imprensa. O país não é considerado uma democracia eleitoral. E até mesmo os pensadores do sistema educacional singapuriano se deram conta de que o modelo exigente e meritocrático passou a exercer grande (e pouco saudável) pressão sobre os alunos para manter o alto desempenho e para entrar nas melhores escolas. "As escolas se tornaram espaços estratificados e competitivos. Famílias com renda mais alta têm mais capacidade de oferecer às crianças atividades extras. (...) Os que não podem arcar com esses custos dependem da motivação individual das crianças e dos recursos oferecidos pela própria escola para recuperar um possível atraso", afirmou, em artigo à BBC no ano passado, Lim Lai Cheng, diretora da Universidade de Administração de Singapura. Feito esse diagnóstico, ela explicou que Singapura tem tentado desestimular a obsessão por notas e vagas nas melhores escolas, passando a enfatizar "valores e princípios" e o bem-estar das crianças - a exemplo do que é feito na Finlândia, outro país que é referência na educação global. "Também houve iniciativas pedindo que escolas e faculdades tivessem um processo de admissão mais flexível, com a avaliação de qualidades como motivação, resiliência e entusiasmo", disse Lim. "Trata-se de uma abordagem mais suave, enfatizando valores e princípios e tentando aprimorar o elo entre escola e trabalho. É a busca para a próxima fórmula da educação em Singapura." Prestígio e formação Além dessa evolução no modelo de ensino, o que outros países como o Brasil podem tirar de lição de Singapura, dizem especialistas, é justamente seu empenho em melhorar exponencialmente a formação e o prestígio dos professores. Em relatórios recentes, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que aplica o exame PISA) afirmou que, assim como na pequena nação asiática, os países devem se esforçar para tornar a carreira docente mais atraente aos melhores alunos. Os professores devem ter "status, (bons) salários e autonomia profissional", diz a OCDE, uma vez que a qualidade do corpo docente é vista como condição fundamental para elevar a qualidade da educação como um todo. Segundo Goh, a orientação dada aos interessados na carreira de docente em Singapura é: "se você quer só um emprego, procure outro". "Porque o futuro do país depende dos professores. Então, ele precisa demonstrar paixão e o desejo de fazer o seu melhor."
    UFMG abrirá processo contra 34 alunos suspeitos de fraudar o sistema de cotas raciais

    UFMG abrirá processo contra 34 alunos suspeitos de fraudar o sistema de cotas raciais


    Medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pela universidade. Relatório da comissão criada para analisar as denúncias foi aprovado pela reitoria. Prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo...


    Medida foi anunciada nesta quinta-feira (17) pela universidade. Relatório da comissão criada para analisar as denúncias foi aprovado pela reitoria. Prédio da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte Reprodução/TV Globo A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vai abrir um processo administrativo disciplinar contra 34 estudantes suspeitos de fraudar o sistema de cotas raciais. A instituição anunciou a medida nesta quinta-feira (17) após o relatório da comissão criada para investigar estas denúncias ter sido aprovado pela Procuradoria Federal da universidade e pela reitora Sandra Almeida Goulart. A UFMG analisou 61 denúncias de fraudes envolvendo calouros que ingressaram em 2017. Dez deles se desligaram da instituição. Outros 17 casos foram considerados aptos a ter o benefício das cotas após análise da cor da pele, cabelos, formato dos lábios, entre outras características. O processo administrativo vai correr em sigilo, de acordo com a universidade. Os candidatos a ingressar no sistema de cotas fazem o pedido por meio da autodeclaração, prevista na legislação. Ela é considerada uma modalidade de comprovação para candidatos autodeclarados negros (pretos ou pardos) e indígenas e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Critérios A UFMG passou a adotar critérios mais rígidos em dezembro do ano passado para quem pretende ingressar pelo sistema de cotas. A autodeclaração de raça gerou polêmica na universidade. Um aluno aprovado em medicina acabou deixando o curso depois da denúncia de fraude no sistema de cotas. Agora, quem se autodeclarar negro na UFMG vai ter que informar se é: preto ou pardo, como preveem os critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), e escrever a justificativa. O documento diz que informações falsas podem levar à perda do direito à vaga. A medida vale para os novos candidatos da graduação e pós-graduação. Tudo acompanhado por uma comissão da universidade. A Lei de Cotas prevê que 50 por cento das vagas de universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia devem ser reservadas a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas. E essas vagas devem ser divididas seguindo alguns critérios: faixa de renda, deficiência e cor. No caso da cor, basta a autodeclaração do estudante.
    'Nem li', diz Rabello de Castro, pré-candidato do PSC, sobre projeto 'Escola Sem Partido', defendido pela legenda

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    Ex-presidente do BNDES defende corte de gastos da máquina pública, mas aumento dos investimentos; diz ser contra descriminalização do aborto, a favor da união civil homoafetiva e que não está acompanhando debate sobre as Escolas Sem Partido,...


    Ex-presidente do BNDES defende corte de gastos da máquina pública, mas aumento dos investimentos; diz ser contra descriminalização do aborto, a favor da união civil homoafetiva e que não está acompanhando debate sobre as Escolas Sem Partido, que combatem a dita 'ideologia de gênero'. Paulo Rabello de Castro afirma que não leu projeto da 'Escola sem Partido'. Fernando Frazão/Agência Brasil Há dois anos, o economista Paulo Rabello de Castro, hoje com 69 anos de idade, viu a carreira dar uma guinada. Em junho de 2016, convidado pelo presidente Michel Temer, tornou-se presidente do IBGE - seu primeiro cargo em governos, depois de anos tentando emplacar propostas na administração pública por meio de iniciativas como o Movimento Brasil Eficiente e o Instituto Atlântico. Dez meses depois, assumiu a presidência do BNDES, de onde saiu em março deste ano para se filiar ao PSC, pelo qual é pré-candidato à Presidência. Pouco conhecido dos eleitores, Rabello de Castro não pontua nas pesquisas de intenção de voto - mas participará dos debates na televisão, já que seu partido cumpre o pré-requisito de ter pelo menos cinco congressistas. Com mestrado e doutorado pela Universidade de Chicago, celeiro de pensadores neoliberais, ele não segue exatamente a cartilha do liberalismo clássico. Para solucionar o "desarranjo fiscal" do país, por exemplo, seu plano de governo prevê inicialmente um corte "emergencial" das despesas de custeio (ligadas à máquina pública) no primeiro ano, mas um concomitante aumento do investimento público, para que o PIB cresça além dos cerca de 2% previstos para 2018. Ele é favorável a interferências "do coletivo sobre o individual", a depender dos "níveis de desequilíbrios de cada sociedade", e afirma que o conceito de Estado mínimo é uma "bobagem". "Nem mínimo nem máximo, ele tem que ser eficiente." No campo dos costumes, Rabello de Castro diz ser contra a descriminalização do aborto. É a favor da legislação atual que permite a união homoafetiva e diz não estar acompanhando a discussão sobre os projetos de Escola Sem Partido, que, em linhas gerais, se opõem ao ensino de temas ligados à sexualidade nas escolas. Desde 2014, dezenas de propostas nesse sentido têm sido apresentadas por ano em âmbito municipal, estadual e federal, vários deles por correligionários de Rabello de Castro. Questionado sobre uma delas, o PL 7180/2014, relatado na Câmara pelo deputado Flavinho (PSC-SP) e de autoria de Erivelton Santana (PSC-BA), ele afirma não ter lido o texto do PL e diz que irá "revê-lo". "Minha obsessão, me desculpe, é outra. Nós, como coletividade, precisamos encontrar o nosso caminho. Um caminho com segurança nas ruas, com perspectiva nos empregos e com prosperidade na distribuição das oportunidades". A seguir, trechos da entrevista concedida à BBC Brasil. BBC Brasil - O senhor tem uma longa carreira como economista, mas até então longe da política. Por que decidiu ser candidato? Paulo Rabello de Castro - O motivo é platônico. Platão dizia que você vai pra política ou por dinheiro, ou pela glória ou por aborrecimento de ver que a coisa não anda. Parafraseando, é isso. Foi por perceber que é o momento de não mais esperar que outros façam. A gente tem condição de dizer: "Sei fazer melhor". O Brasil precisa de alguém para "pegar pra fazer" - e para entregar no prazo. BBC Brasil - Na campanha de 2014 do PSC à Presidência, o pastor Everaldo defendeu uma espécie de agenda econômica "ultraliberal". Quais serão as linhas guias do seu programa? Rabello de Castro - Do ponto de vista filosófico, a agenda levantada pelo pastor Everaldo é ainda a que nos inspira. A escola liberal é insuperável. Você não poderia esperar outra afirmação de quem foi aluno direto dos professores Milton Friedman, Gary Becker, Robert Lucas, T.W. Schultz (professores da Escola de Chicago). O que há no Brasil é uma grande confusão sobre como aplicar o liberalismo sem deixar ninguém para trás. O Brasil quer praticar uma forma tupiniquim de liberalismo, que é o do 'eu sozinho'. A nossa bandeira política é não deixar ninguém para trás, porque, antes de mais nada, o Brasil é uma coletividade. BBC Brasil - 'Não deixar ninguém para trás' se refere a que exatamente, medidas de redistribuição de renda? Rabello de Castro - Não, de medidas de distribuição de capital. A diferença da nossa bandeira em relação ao distributivismo keynesiano é que nós não estamos tão fixados no compartilhamento de fluxos orçamentários - Bolsa Família, assistência social previdenciária -, mas uma forma muito mais avançada de empoderamento da sociedade. E isso é possível sem tirar capital de ninguém, porque uma economia que se torna criativa por meio de políticas públicas bem formuladas gera valor. E esse valor que está sendo gerado se propaga em benefício tanto de quem já tem capital como quem passa a tê-lo. Um exemplo que está na literatura é a capitalização da Previdência Social, que, na nossa proposta, tem uma configuração muito mais ampla do que simplesmente estabelecer uma conta individual de Previdência. Significa criar um contexto de valorização do capital das empresas estatais de forma que elas possam, no passo seguinte, pertencendo a um fundo social previdenciário, serem então geridas ou até eventualmente alienadas pelo máximo valor que elas podem obter. Ou seja, você acaba, eventualmente, na privatização que muita gente defende - e que o pastor Everaldo, por exemplo, defendia -, só que com um processo de captura de valor que a privatização "a frio" eventualmente não consegue obter. BBC Brasil - O que o senhor está defendendo é que o processo de privatização das estatais financie a transformação da previdência em um regime de capitalização? Rabello de Castro - E ao mesmo tempo um processo de empoderamento da sociedade, com a sua capitalização. Nós vamos ajudar a mitigar esse processo que é quase natural nas sociedades contemporâneas, que é essa força que tende a concentrar capital. A grande política social do Paulo Rabello será a política de emprego para todos. Com isso nós entramos num outro aspecto, que é o grande arco das nossas 20 metas, que giram em torno de empregos e de empoderamento da sociedade. Se você cresce 2%, não está absorvendo aquela massa de desempregados. Se você cresce a 4%, ainda não tá oportunizando (sic) tanto quanto o país mereceria. BBC Brasil - Como criar "emprego para todos" quando, neste momento de recuperação da economia, o país tem grande dificuldade para criar vagas? Rabello de Castro - Neste momento nós estamos na pior das situações, mas ela não precisa ser assim. Aí já é decorrente de uma outra meta e um outro subtema, que é o desarranjo fiscal estrutural do país. Nisso acho que os economistas da maior parte das pré-candidaturas têm um consenso quanto ao diagnóstico, mas acho que nós temos mais organizado que qualquer outro candidato a questão da superação. BBC Brasil - Que seria...? Rabello de Castro - Primeiro, é preciso atacar a questão de forma emergencial, através do que nós chamamos de "limitadores de despesa de custeio". Nós ainda estamos atualizando as contas, mas até o momento o número denotava a necessidade de um corte da despesa da ordem de 9,5% no primeiro ano, por isso que a gente chama de emergencial. BBC Brasil - Mas esse não seria um remédio recessivo, indo no sentido contrário do crescimento econômico indutor da geração de emprego ao qual o senhor fez referência? Rabello de Castro - Não, de forma nenhuma, porque o efeito das expectativas quanto às vantagens do ajuste são tão superiores que nós temos imediatamente uma deflagração de investimentos no setor privados que mais do que compensarão essa diminuição do gasto do custeio propriamente dito. BBC Brasil - A gente vem de anos de corte de despesa, com reflexo inclusive sobre os investimentos, e a equipe econômica fala que não há muito mais espaço para corte. Rabello de Castro - Você acabou de dizer tudo. Nós identificamos a necessidade de excetuar a despesa de investimento. A limitação de despesa tem que ser do custeio. Houve um equívoco (no ajuste implementado pelos governos anteriores), e isso é pouco abordado. A despesa de investimento é pra aumentar desde o primeiro ano, deflagrando obras de infraestrutura de modo imediato. BBC Brasil - E o senhor acredita que há espaço no Orçamento para aumentar investimentos e fazer o ajuste ao mesmo tempo? Rabello de Castro - Não só no Orçamento, como terá espaço na política. Como se exige legitimidade para a execução desse tipo de tratamento, apenas os milhões de votos que serão depositados na urna para legitimar esse programa de 20 metas é que farão com que a gente, no dia seguinte à posse, inicie o processo de ajuste. E posso avisar: não vai doer nada. Porque o país vai crescer mais, vai sair dos 2%, 5% é pouco. Depois da fase emergencial (do plano para recuperação do "desarranjo fiscal") vem a fase estrutural: recondicionar a máquina pública para fazer mais com menos. Nós precisamos fazer uma avaliação de programas, projetos e ações de governo. Mesmo que sejam programas clássicos - por que ninguém vai extinguir o SUS, só pra dar um exemplo bem absurdo. O SUS vai ficar em qualquer hipótese. Mas qual SUS? Onde está a análise da eficiência do SUS? Ao fazer esse exercício, sem nenhum espírito de "tesoura", de sair cortando por cortar... talvez até reforçando determinadas práticas - porque, por exemplo, a gente sabe que os procedimentos cirúrgicos do SUS são subpagos. Temos que revisitar a tabela do SUS, e isso não é gastar menos, é gastar mais. Mas talvez a gente tenha menos procedimentos. Ao visitar criticamente cada atividade a gente pode descobrir algo brilhante: fazer mais com menos. BBC Brasil - As propostas do senhor não parecem se encaixar no Estado mínimo do liberalismo clássico. Rabello de Castro - O tamanho do Estado é o que faça sentido quando se faz conta. O ônus da prova de que o Estado mínimo existe em algum lugar cabe a quem emite esse conceito, chamado conceito bobagem. O conceito de mínimo depende das circunstâncias em que cada sociedade se encontre, o nível de desequilíbrios iniciais dessas sociedades, que exigem uma interferência do coletivo sobre o individual. Nem mínimo nem máximo, ele tem que ser eficiente. (Com as medidas de simplificação tributária e a reforma fiscal estrutural) nós vamos devolver provavelmente no quarto ano um cheque para todos os contribuintes com o excesso de arrecadação verificada. BBC Brasil - É mesmo? Rabello de Castro - Eu acho que sim. Essa é quase uma ideia obsessiva da minha parte. Quer Estado mínimo mais mínimo que esse? BBC Brasil - E quanto às privatizações? Rabello de Castro - Nós temos que reduzir radicalmente as ações do Estado enquanto ente público em qualquer ação de cunho empresarial. As ações de cunho empresarial têm que ser tocadas por empresários. A Petrobras é uma dessas, a Eletrobras é outra. Mas privatização não é só um assunto único da permanência ou da saída da ação do Estado em uma área empresarial. Quando o BNDES entra via BNDESPar em uma atividade empresarial tipicamente privada, como foi o caso do setor de papel e celulose durante a crise de 2008, que quase que desmonta todo o setor... A solução de mercado não seria a solução ótima. O fato é que a solução ótima era entrar fazendo um colchão de proteção a uma empresa que estruturalmente era boa e que precisava de um recondicionamento financeiro, que foi o que o BNDES fez. De que me adiantava deixar quebrar essas empresas? Hoje esse segmento é um campeão mundial, um gigante em eficiência. BBC Brasil - Essa é uma defesa da política dos campeões nacionais? Rabello de Castro - Política de campeão nacional não tem que ser abolida como um nome. Isso é uma outra bobagem. O que houve, na realidade, foi a pré-seleção de alguns segmentos que o antigo governo queria estimular por serem segmentos críticos, e o fez. Juscelino (Kubitschek) também fez. Não era política de campeões nacionais, mas de setores críticos. Ele elegeu energia e transporte, acho que escolheu bem. O governo anterior elegeu setor de carnes, de bens de capital, o setor de software, de semicondutores. Agora me pergunta: você gosta de pré-selecionar segmentos? O nosso programa seleciona segmento algum, eu não acredito nisso. Mas eu não sou burro de tentar estigmatizar uma política feita no passado só porque tem um nome, e jogar fora um campeão. A gente fica sem campeão nenhum. BBC Brasil - Como o senhor avalia a gestão do presidente Temer? Rabello de Castro - Ela é iminentemente de transição, como foi a gestão Castello Branco. Ela é muito mais de transição e, nesse sentido, reformista. Mesmo assim, estabilizou a economia, para sair da recessão mais grave da história. Eu não cobraria do presidente Temer o eixo de crescimento. BBC Brasil - Como ex-membro do governo Temer, vai defender seu "legado" na campanha? Rabello de Castro - Se eu souber o que é o legado eu posso até falar dele, positivamente. Qual é o legado? BBC Brasil - Meirelles e Temer têm falado da estabilização da economia. Rabello de Castro - O legado é aquele que eu acabei de falar, portanto, não cabe a pergunta. Eu acabei de dizer que o presidente Temer deixa uma obra reformista muito razoável, ponto. Tem a Lei das Estatais, tem uma primeira abordagem trabalhista que precisa ser muito aperfeiçoada, mas que já foi um passo importante. E vai deixar também vários pensamentos sobre a parte previdenciária. BBC Brasil - O PSC é conhecido por seu conservadorismo social, é um dos partidos da bancada evangélica na Câmara. O senhor é religioso? Rabello de Castro - Sim, sou. Católico. BBC Brasil - Qual sua posição em relação a temas polêmicos como a descriminalização do aborto? Rabello de Castro - O aborto não é uma questão polêmica. É uma questão polêmica pra cada mulher que se vê nessa delicada situação e que, por ser delicada, tem que ser respeitada como de foro íntimo. O Estado brasileiro, porém, tem que ter uma posição que é uma espécie de norte, para apoiar as mulheres da melhor forma possível numa determinada direção. E essa determinada direção tem que ser sempre, a meu ver, em favor da vida. Foi assim que eu aprendi da minha mãe, que tem 99 anos. Se (a mulher) não for adequadamente preparada, a tendência dela é fraquejar. É não querer enfrentar a realidade às vezes inconveniente daquela nova vida que surge. É papel do Estado valorizar aquela vida. Eu sou muito favorável que a gente esteja no nível da legislação atual. A formação que eu dei pras minhas filhas foi a de enfrentar a vida que vem. Do ponto de vista do coletivo, eu como estadista preciso ter gente em casa. A família brasileira tem que crescer. Não tem outro jeito: só as mulheres podem, neste caso, fazer essa política de Estado, que é ter filhos. BBC Brasil - Quanto à união civil homoafetiva, o senhor também é favorável à legislação atual, que a regulamentou? Rabello de Castro - Acho que tá mais que bem equilibrado isso. Nós não temos que nos fixar mais uma vez nas opções de cada indivíduo, que, como o nome diz, são afetivas. O Estado brasileiro vai se propor a controlar o afeto das pessoas? BBC Brasil - Nesse sentido, como o senhor vê a proposta da Escola Sem Partido, projeto de lei relatado em comissão especial na Câmara por um correligionário seu? Rabello de Castro - Não sei nem quem é, pra você ter uma ideia. BBC Brasil - Deputado Flavinho (SP). Rabello de Castro - Escola sem partido é uma reação a uma escola com partido. Uma releitura meio que desatenta da história do Brasil, por exemplo, em que alguns personagens que tinham destaque positivo passaram a ter um tratamento polêmico. Isso tudo tem que ser tratado com muito cuidado, é a mesma coisa que rever a história dos nossos pais. BBC Brasil - Além da suposta doutrinação política, o projeto também se insurge contra uma suposta doutrinação sexual, proibindo o uso de palavras como "gênero" e expressões como "orientação sexual". Rabello de Castro - Mais um estresse de uma sociedade que está muito sexualizada. Que tal deixar esse negócio pra cada um resolver no seu foro íntimo com absoluta liberdade? BBC Brasil - O senhor então apoia a proposta? Rabello de Castro - Nem li. Vou rever. O fato de ser de alguém lá (do partido), é uma liberdade também. Eu sou um liberal. Ele tá polemizando uma coisa que já estava polemizada antes, fim. Ele tá contrapolemizando. Minha obsessão, me desculpe, é outra. Nós, como coletividade, precisamos encontrar o nosso caminho. Um caminho com segurança nas ruas, com perspectiva nos empregos e com prosperidade na distribuição das oportunidades da massa do capital e ficarmos bastante ricos. Pra mim, me interessa o gênero rico. Rico, todo mundo, se possível. Mesmo o mais pobrezinho, algo rico. No mínimo rico de perspectiva. BBC Brasil - No palanque da Força Sindical no último 1º de maio, o senhor afirmou: "Os partidos políticos estão acabados. As instituições estão corrompidas e corroídas". O PSC nasceu com os partidos que surgiram na redemocratização e sempre compôs as alianças que caracterizam a "política tradicional". Ele não seria um desses partidos ao qual o senhor se referia? Rabello de Castro - É. Como eu fiz um improviso, você tá pegando aí uma fala que eu fico feliz que alguém gravou, que já é uma grande coisa. Ao pegar o mote do prédio Wilton (Paes de Almeida, que pegou fogo e ruiu no centro de São Paulo), que acabara de desabar, fiz uma imagem forte, porque ali, falando com 500 mil pessoas ao mesmo tempo, tinha que dar uma imagem forte de uma república que está desabada. Mas há um processo de reconstrução e uma agenda de superação dessa perda de rumo. Ao dizer isso, disse, até certo ponto, das instituições. Mas foi algo geral, que falei também como autocrítica. Os partidos refletem essa falta de rumo. O PSC tá fazendo o possível pra manter esse compromisso (de superação). Não caberia lá naquele discurso eu ressalvar: "Todos, menos o meu partido!". Mas eu acho que, se for pra ressalvar, ressalvo que o PSC é um desses que tem se mantido uma linha programática bastante adequada. BBC Brasil - Como o partido vê a acusação, dentro do âmbito da Lava Jato, contra o pastor Everaldo, de ter recebido R$ 6 milhões da Odebrecht nas eleições de 2014? Rabello de Castro - O partido nem acompanha isso, porque essa é uma questão de foro pessoal e que está muito bem cuidada. Pelo que sabemos, trata-se apenas de uma investigação, e investigados somos muitos. O Brasil inteiro, praticamente, está sendo investigado. Quem fez alguma coisa relevante no Brasil hoje é passível de uma investigação. Nós temos que ser muito cuidadosos em relação a esse arrolamento de pessoas. BBC Brasil - Como o senhor responde a críticas como a de Persio Arida (conselheiro econômico da campanha de Geraldo Alckmin), de que o senhor usou os cargos públicos no IBGE e no BNDES "como escada para suas pretensões eleitorais"? Rabello de Castro - Só falta ele dizer que eu usei recursos financeiros dessas instituições pra, de alguma forma, lançar o nome do Paulo Rabello. Isso é ciúme de economista. Na realidade, todo profissional que realiza um bom trabalho acaba sendo visualizado de alguma maneira. No IBGE, ao realizar um censo agro(pecuário) que tinha tudo pra não sair, que foi um verdadeiro milagre pra sair... e toda a reformulação tecnológica do instituto, isso tudo nós fizemos em dez meses. Foram as minhas realizações que me alavancaram, e não a minha presença lá.
    Polícia identifica mais 2 vítimas de universitário da Unicamp detido por assédio e atos obscenos

    Polícia identifica mais 2 vítimas de universitário da Unicamp detido por assédio e atos obscenos


    Rapaz foi levado para delegacia de Campinas na madrugada de terça-feira, após ser denunciado e reconhecido por três alunas. Inquérito foi aberto pelo 7º Distrito Policial; suspeito negou fatos. Estudante da Unicamp ao chegar ao 4ª Distrito...


    Rapaz foi levado para delegacia de Campinas na madrugada de terça-feira, após ser denunciado e reconhecido por três alunas. Inquérito foi aberto pelo 7º Distrito Policial; suspeito negou fatos. Estudante da Unicamp ao chegar ao 4ª Distrito Policial, em Campinas Reprodução/EPTV A Polícia Civil identificou mais duas vítimas do universitário da Unicamp detido na madrugada de terça-feira (15), após ser denunciado por assédio e atos obscenos contra alunas da instituição, em Campinas (SP). Um inquérito foi aberto pelo 7º Distrito Policial, no Distrito de Barão Geraldo. Segundo o delegado seccional José Carneiro Rolim Neto, as vítimas também são universitárias e foram até a delegacia, onde foram registrados boletins de ocorrência complementares. Antes disso, a polícia havia ouvido depoimentos do suspeito e de três alunas da Unicamp que o reconheceram. "Com as investigações em andamento, caso seja necessário, poderão ser ouvidas outras pessoas", diz nota do delegado. No dia em que foi detido, segundo a Polícia Civil, o suspeito negou os fatos e o boletim de ocorrência foi registrado como ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor. O G1 não conseguiu contato com o universitário ou advogado dele até esta publicação. Como ele agia? De acordo com a Polícia Civil, o estudante agia sempre da mesma forma: as alunas eram chamadas por ele no estacionamento durante um suposto pedido de informações e, quando elas se aproximavam, percebiam que o rapaz estava se masturbando ao lado de um carro preto. O universitário foi conduzido por policiais militares ao 4º Distrito Policial, Taquaral, após eles serem acionados por seguranças do campus. Na ocasião, os funcionários preferiram não comentar o caso. Alunas da Unicamp prestam depoimento sobre assédio no campus Reprodução/EPTV Processo administrativo A Unicamp informou, em nota, que um processo administrativo contra o aluno será aberto após a universidade obter cópia do boletim de ocorrência. "Eventuais penalidades serão definidas após as providências internas, como base nas normas da universidade", diz texto. A assessoria destacou que, em 2017, instituiu a Secretaria de Vivência nos Campi (SVC) para desenvolver ações para melhorias de vivência e segurança, entre elas, um mapeamento das ocorrências registradas e intensificação de rondas em horários e locais específicos mais vulneráveis. Em outro trecho, a universidade lembrou ações criadas por meio do Programa Campus Tranquilo, incluindo um aplicativo que permite a comunicação direta da comunidade interna com a equipe de vigilância interna, e aperfeiçoamento da iluminação da área em Barão Geraldo. Além disso, frisou que há serviço de escolta quando requisitado, dentro do campus, e convênio com a Prefeitura para monitoramento de veículos que acessam a área interna, por meio de câmeras. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
    Unicamp reduz previsão de déficit orçamentário, mas admite risco de zerar 'reserva estratégica' em 2019

    Unicamp reduz previsão de déficit orçamentário, mas admite risco de zerar 'reserva estratégica' em 2019


    Reitor destaca reflexos de medidas aprovadas em 2017 para corte de despesas e cita negociações com estado para verbas na saúde. Possibilidade de reajuste salarial para trabalhadores é incógnita. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel Antonio...


    Reitor destaca reflexos de medidas aprovadas em 2017 para corte de despesas e cita negociações com estado para verbas na saúde. Possibilidade de reajuste salarial para trabalhadores é incógnita. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel Antonio Scarpinetti A Unicamp reduziu em 12,4% a previsão de déficit orçamentário para este ano, segundo projeção feita pela Assessoria de Economia e Planejamento (Aeplan). A variação representa R$ 33,9 milhões a menos na folha, mas a universidade admite risco de zerar a reserva estratégica em 2019 diante do quadro financeiro instável do país. Em março, o valor disponível em caixa era de R$ 570,4 milhões. A primeira revisão orçamentária, apresentada durante discussões do Conselho de Orçamento e Patrimônio (COP), indica que a projeção do saldo negativo no exercício foi de R$ 272,3 milhões para R$ 238,4 milhões, sem considerar eventual reajuste salarial para os trabalhadores até dezembro. O reitor, Marcelo Knobel, explica que os indicadores refletem avanços da economia nacional durante o primeiro bimestre, e medidas adotadas durante o primeiro ano da gestão dele. "Nos dois primeiros meses do ano, principalmente, a economia deu uma melhoradinha, depois voltou a piorar, está um pouco instável, mas isso representa um pouco mais de repasse para a universidade. Depois, os cortes e medidas que tomamos no ano passado começaram a fazer efeito efetivamente agora [...] É uma mistura das duas coisas. Deu uma reduzida no déficit, e nossa expectativa é conseguir trabalhar mais para diminuir até o fim do ano", avalia. Durante 2017, a universidade decidiu elevar o valor cobrado no bandejão - aprovado com uma faixa de isenção aos que têm renda familiar per capita interior a 1,5 salário mínimo; corte de 30% nas gratificações para docentes e funcionários; fim do duplo salário para integrantes da "cúpula"; suspensão de concursos; revisão de contratos; além de congelamentos em salários e contratações. Além disso, outro fator que contribuiu para elevar o "fôlego" da instituição, destaca Knobel, é o repasse de recursos ligados aos royalties do petróleo. Ao todo, foram R$ 7,5 milhões no primeiro trimestre, e o total deve chegar a R$ 36,7 milhões até dezembro. A primeira revisão orçamentária será votada pelo Conselho Universitário (Consu), órgão máximo de deliberação, em 29 de maio. Reserva em risco e negociações O reitor afirma que a universidade não estipulou meta para reduzir o déficit até dezembro, mas indica que novas iniciativas serão buscadas para mudar o quadro. O saldo negativo acumulado chega a R$ 800 milhões e foi acentuado nos últimos quatro anos, por causa da crise no país. A principal fonte para financiamento das atividades da instituição é obtida por meio do repasse de valores arrecadados pelo estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Atualmente, ela recebe 2,19% do montante total contabilizado pelo governo paulista. "Sabemos que não vamos conseguir zerar, mas o quanto menos melhor. A meta é jamais passar do que está previsto no orçamento [...] Felizmente a Unicamp tinha um caixa para aguentar essa situação. Nossa preocupação é que este saldo está acabando, certamente não será neste ano, mas há um risco efetivo no ano que vem. Isso representa uma preocupação importante." Segundo ele, o que antes era considerado "reserva", hoje é chamado de saldo em conta, porque é justamente o montante ainda disponível. Em março, o valor indicado era de R$ 570,4 milhões, dos quais devem ser descontados R$ 7,9 milhões de "restos a pagar" do ano anterior, e outros valores. "A meta é nunca ficar abaixo do valor da nossa folha de pagamento", frisou Knobel. De acordo com a Aeplan, o provisionamento de um mês gira em torno de R$ 170 milhões - incluindo aproximadamente 8,5 mil servidores técnico administrativos, e 1,8 mil professores. Alta em valor do bandejão foi alvo de protestos na Unicamp; valor subiu para R$ 3 Luciano Calafiori/G1 Busca por recursos O reitor voltou a frisar que mantém discussões com a Secretaria da Saúde do estado para tentar elevar a quantidade de repasses, e há trabalhos em órgãos e centros internos para melhorar processos. Contudo, ele admite que o período eleitoral pode gerar reflexos nas tratativas. "A situação política está bastante incerta no país, é impossível fazer previsão. Continuamos com os diálogos", explica. Em março, a universidade havia pleiteado verba extra ao estado após projetar investimento de pelo menos R$ 85,8 milhões em assistência e permanência estudantil neste ano, alta de 21% no comparativo com 2017. O valor, segundo a Unicamp, é para "manter compromissos" e preparar a implementação dos novos modelos na distribuição de vagas no vestibular, incluindo cotas. Questionado sobre as reivindicações para aumento de 12,6% nas remunerações de servidores e docentes - feitas pelas entidades representativas das categorias, com a justificativa de corrigir a defasagem desde maio de 2015 - o reitor afirma que ainda não há uma decisão da Unicamp. "A gente está em conversa com os reitores da USP, Unesp, para ver se há valor e qual valor a gente poderia oferecer. Ainda não há nada concreto. Vamos discutir, apresentar algumas possibilidades, e também discutir dentro do nosso Conselho Universitário [...] Estamos em um momento extremamente difícil, situação deficitária", falou sem garantir ou descartar hipótese de reajustes. A primeira rodada de negociações da atual pauta entre o Conselho de Reitores das universidades estaduais (Cruesp) e o Fórum das Seis, entidade que reúne os sindicatos das duas categorias da Unicamp, USP e Unesp, está marcada para esta quinta-feira (17). O que diz o estado? A Secretaria da Saúde do estado informou que mantém convênio com a Unicamp, por meio do qual são repassados voluntariamente recursos, provenientes do Tesouro, para auxiliar custeio de serviços. "O convênio vigente totaliza R$ 8,5 milhões, dos quais cerca de R$ 3,4 milhões já foram repassados. Outros R$ R$ 5,2 milhões serão destinados à Unicamp até o próximo ano", diz texto. A assessoria destacou que a universidade também recebe recursos previstos no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo teto para atendimentos de média e alta complexidade. "Desde o ano passado, já foram repassados mais de R$ 276 milhões", destaca outro trecho. Sobre a reivindicação do reitor, a assessoria mencionou que todo e qualquer pedido da Unicamp é "cuidadosamente analisado", a secretaria reconhece a importância da instituição para assistência aos usuários da rede de todo estado e busca investimentos e melhorias para a região de Campinas. O HC atende via Sistema Único de Saúde (SUS), é referência para aproximadamente 6,5 milhões de moradores em 86 municípios da microrregião de Campinas, e está entre os dez que mais fazem transplantes no país. Além disso, lidera o ranking deste tipo de procedimento no interior do estado. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.